Achuva desta semana marca o mês de julho como o segundo com mais registros de enchentes em 76 anos. Com 11 ocorrências, se iguala a agosto e só é superado por
QUE LUGAR É ESSE
Após o vinho e a festa, surge Linha Divertida
FÁBIO KUHN
Páginas 4 e 5
trulhas no interior. Projeto no Congresso quer liberar o porte de arma de fogo para os agricultores.
Entre Encantado e Nova Bréscia,acomunidadeabençoadaporNossaSenhoraMedianeira foifundadaem1949.Inauguraçãodaigreja inspiroucriaçãodonome. Conexão
setembro, com 12. Desde a madrugada dessa sexta-feira, cerca de 50 famílias tiveram de sair de casa. Ruas e parques alagados causam transtornos em várias cidades.
Páginas 10 e 11
TERROR NA FRANÇA
As irmãs Ana Carolina e Letícia Giacomelli estavam próximas à avenida beira-mar, onde homem matou 84 pessoas. Páginas 8 e 9
FELIPE NEITZKE
DIVULGAÇÃO
EXPEDIENTE
Diretor Geral Adair G. Weiss
Diretor de Conte˙do Fernando A. Weiss
Diretor de OperaÁıes Fabricio de Almeida Fernando A. Weiss Fabricio de Almeida
REDA« O
Av. Benjamin Constant, 1034/201 Fone: 51 3710-4200
Ouro (dólar) – Onça Troy – USD 1331.3 cotação do dia 15/07/2016
BOLSAS DE VALORES PONTO VARIAÇÃO (%) FECHAMENTO
Ibovespa (BRA)555780,18
DowJones(EUA)16.0273,00
S&P 500 (EUA)1.853-1,42
Nasdaq (EUA)5.0230,00
DAX 30 (ALE)9.9640,00
Merval (EUA)11.4000,00
cotação do dia anterior até 17h45min
Petróleo (dólar)/Brent Crude – barril – USD 47,37 em 15/07/2016
Fundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS
DAdair Weiss adairweiss@jornalahora.inf.br
Pensar fora da caixa
esde que existe a civilização, as crenças ditam normas, regras e, poucas vezes, não dividem ou matam homens e mulheres pelos exageros e extremismos.
O mundo assistiu com tristeza a mais uma ação terrorista na França. O glamour e a visão bucólica em relação ao país se esvaem. Maior destino turístico na Europa, uma das mais cobiçadas nações do mundo se vê amedrontada pelo terror, fruto do fanatismo ideológico.
Ao mesmo tempo em que a tecnologia e a mídianosaproximamdatragédia,parecedistante da nossa realidade. Mal percebemos que outros exageros nos rondam em tempo real, disfarçados, enraizados e já aceitos como “normais”.
Ainda que a matança tenha outro formato, somos vítimas de um trânsito assassino. Uma crescente criminalidade expõe as mazelas sociais pela omissão do governo e da sociedade individualista.
Não paramos para analisar o enredo desvirtuado que impera um modusoperandi insano e negligente.
Masomundoestámudando,felizmente,enão apenas para pior. Enquanto alguns se mutilam, se digladiam ou se matam, outros ampliam sua compreensão das coisas. E o mais fantástico é sua origem em gestos simples, sejam de letrados, afortunados ou não. Nascem no terreno da sensibilidade daqueles que compreendem o valor da harmonia entre fortes e fracos para reaprender a conviver em sociedade.
Não adianta construir muros ao redor de nossas casas e, quando saímos deles, somos atacados por quem quer dinheiro para comprar droga ou comida.
Ampliar nossa concepção de sociedade é fundamental para melhorar o meio onde estamos inseridos. Ignorar o desespero de quem está às margens é tão imprudente quanto o individualismo doentio. Logo adiante a reação nos apa-
Evoluir como indivíduo não é, necessariamente, ter mais dinheiro ou fama. As gerações mais apressadas já dão sinais de colapso entre o desejo e a real possibilidade. Nem todos serão Mark Zuckerberg.”
nha desprevenidos.
Quem acompanhou a reflexão até aqui pode pensar que este colunista está usando de utopia. Talvez. Mas já é tempo de nos darmos conta que pequenas ações e gestos simples, enquanto indivíduos, fazem diferença.
A crença messiânica ou absolutista começa a perder espaço para um movimento mais coletivo e associativista. Construir alianças sólidas e saudáveis no meio inserido será indispensável para sobreviver nesta nova sociedade que se impõe. O assunto é tão real que até a Federasul abordou o tema em recente reunião em Estrela, para cerca de 50 empresários da região. Faz tempo que as pessoas estão ávidas por compartilhar sentimentos, necessidades e aflições. Talvez as redes sociais e o avanço tecnológico têm tornado as relações humanas mais práticas e, por isso, mais frias e distantes. E não podemos esquecer que as empresas são feitas com pessoas.
Somos humanos, cheios de virtudes e defeitos, por isso mesmo, é que somos seres em constante transformação.
Evoluir como indivíduo não é, necessariamente, ter mais dinheiro ou fama. As gerações mais apressadas já dão sinais de colapso entre o desejo e a real possibilidade. Nem todos serão Mark Zuckerberg. Compreender isso ajuda. Não é parar de ousar ou desejar. Mas cabe o pensamentodeAlbertEinstein:“Procureseruma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é consequência”. Prestar atenção nos movimentos que se multiplicam a cada dia, seja por meio das redes sociais, sociedade organizada ou do simples movimentoartísticodapraça,facilitaacompreensão de que algumas coisas começam a mudar. E a grande mudança começa pelo pensamento, livre de crenças extremistas, individualistas ou limitantes.
Eis o motivo do título acima!
ESTATUTO DO DESARMAMENTO
Lei sugere porte de arma de fogo aos produtores
Alterações na burocracia para uso de armas de fogo geram discordância. Enquanto trabalhadores de áreas rurais reivindicam mais segurança e facilidades para garantir o porte, chefe do Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO) vê com preocupação as possíveis alterações no estatuto criado em dezembro de 2003. Projeto deve ir à votação no plenário da Câmara dos Deputados.
Vale do Taquari
Ahistórica escassez de soldados da Brigada Militar (BM) e policiais civis no estado atinge estatísticas preocupantes. Em 2016, serão mais de 30 aposentadorias só na região, em detrimento ao pouco acesso de novos servidores públicos. Diante disso, a insegurança nas áreas urbanas e no meio rural traz à tona a discussão sobre as dificuldades de acesso às armas pela população.
Mais distantes dos quartéis da BM, moradores de áreas rurais sofrem com o pouco policiamento ostensivo nas proximidades das lavouras, galpões e residências. Diversos agricultores são obrigados a garantir, pessoalmente, a segurança das propriedades. E, para isso, muitos têm armas sem registro ou porte legal. É o caso de um agricultor de 48 anos, dono de uma chácara localizada no interior de Progresso. O uso de arma de fogo para proteção da propriedade rural faz parte da rotina. Desde jovem, ele teve uma espingarda em casa. “Até uso para caçar, mas a finalidade principal da minha espingarda calibre 20, cano duplo, é proteger a propriedade e a família”, comenta.
Ele vive distante 22 quilômetros da sede do município, cujo centro urbano também conta com pouco efetivo policial. A propriedade dele fica na divisa com Barros Cassal. O sentimento de isolamento e vulnerabilidade perante a ação de criminosos é constante.
“Nessa região é muito comum os crimes de abigeato. Temos poucas cabeças de gado e preciso proteger nosso patrimônio.” Além dos criminosos, o produtor rural reclama da presença de “bichos do mato” que comem as galinhas. Com a espingarda, ele garante conseguir, ao menos, espantar esses invasores.
Diante dessas dificuldades, o agricultor considera imprescindível a facilidade
na liberação do porte de armas para quem trabalha no campo. Cita que o uso de uma arma na rua é diferente de ter uma espingarda em casa. “Nós só queremos proteger nossa família e nossos bens. Com o aumento da criminalidade, se não nos precavermos, viramos alvos fáceis”.
Até uso para caçar, mas a finalidade principal da minha espingarda calibre 20, cano duplo, é proteger a propriedade e a família.”
Agricultor de Progresso
Hoje, sem registro ou porte de arma, ele corre riscos perante a lei. Se flagrado com o objeto, poderá ser penalizado pelo crime de “posse ou porte irregular de arma de fogo de uso permitido”, cuja pena de detenção varia de um a quatro anos, com multa.
“Pouco contamos com a polícia”
Agricultor em Estância Schmidt, localidade próxima à divisa com Boqueirão do Leão, Ederson Neitzke, 29, tem uma arma registrada desde 2012. A espingarda é utilizada para inibir o acesso de criminosos. “Produzimos muito tabaco, e
o registro, não posso usar a arma em qualquer lugar. E pouco podemos contar com a polícia. Estamos distante dos centros urbanos.” Ele comenta ainda sobre a facilidade de acesso às armas pelos criminosos no país. Para ele, isso ocorre mesmo com as campanhas de desarmamento. “Nós, cidadãos de bem, não podemos andar armados em nossa propriedade. Mas os bandidos andam com armamento melhor que a polícia em qualquer lugar”, reclama.
Próximo da divisa de Boqueirão com Sinimbu, Ederson Neitzke é responsável pela segurança
da propriedade. Para ele, é preciso atualizar a legislação, permitindo o porte para os agricultores
Projeto visa facilitar o porte
Hoje, conforme a lei que dispõe sobre a comercialização de armas de fogo e munição, as pessoas residentes em áreas rurais só podem adquirir o porte quando atingirem idade acima dos 25 anos e comprovarem “depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar”.
Eles se estabelecem na categoria de “caçador”, e só podem adquirir artefatos de tiro simples, com um ou dois canos, de alma lisa e de calibre igual ou inferior a 16, desde que o interessado comprove a efetiva necessidade. Sem tal comprovação, o morador da área rural só conseguirá adquirir a posse de arma. Já aprovado pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, um projeto de lei do deputado Rogério “Peninha”
Mendonça busca regulamentar a posse e o porte de armas. Nessa proposta, também recebeu parecer favorável o substitutivo proposto pelo deputado federal gaúcho, Afonso Hamm (PP), que cria a licença do Porte Rural de Armas.
A proposta de Hamm, visa permitir o porte aos proprietários de residências no campo e aos trabalhadores rurais, maiores de 25 anos, residentes na área rural, e que “dependam do emprego de arma de fogo para proporcionar a defesa pessoal, familiar ou de terceiros, assim como, a defesa patrimonial”.
“A principal reivindicação dos trabalhadores do campo é a falta de segurança, cada vez mais latente. Isso ocorre pois as propriedades rurais ficam desprovidas de polícias fazendo ronda nas localidades e, também, a falta de acesso à telefonia e internet”, avalia o parlamentar gaúcho.
De acordo com o texto, que carece de aprovação no plenário da câmara e do Senado, a licença só será concedida após apresentação documental, comprovante de residência e atestado de bons antecedentes. O porte seria de dez anos e ficaria restrito aos limites da propriedade rural, condicionada à demonstração simplificada “de habilidade no manejo da categoria de arma”.
“Armas só poderiam ser portadas por policiais”
Para o major da BM e comandante interino do CRPO no Vale do Taquari, Ivan Silveira Urquia, as dificuldades encontradas para monitorar áreas interioranas estão relacionadas às grandes extensões rurais. “Há estradas em mau estado de conservação e eventuais dificuldades de comunicações, seja pela rede de rádio da BM bem como por meio do uso de telefones celulares.”
Sobre o porte de armas para agriculto-
LEI
Como é: no meio rural, o porte de armas só é liberado a maiores de 25 anos que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar, mediante atestado de bons antecedentes e comprovante de domicílio. A cada três anos, é necessário renovar.
Como pode ficar: no meio rural, o porte de arma seria liberado para residentes em áreas rurais maiores de 25 anos que comprovem a necessidade para subsistência e defesa pessoal, da família ou do patrimônio. O porte dependerá da apresentação de identidade, comprovante de residência e atestado de bons antecedentes, e terá validade de dez anos.
res, ele afirma ser favorável ao desarmamento. “Armas só poderiam ser portadas por policiais militares, civis e federais. Claro que, nesse caso, a legislação deveria ser mais gravosa para quem fosse flagrado portando armas irregularmente”. Como exemplos, cita penas maiores e a impossibilidade de receber benefícios como progressão de regime.
Urquia defende que pessoas flagradas com armas irregulares devem cumprir a pena na íntegra e em regime fechado. Para ele, armar a população não resolverá o aumento da violência. “Ao contrário, vai favorecer acidentes domésticos e suas dramáticas consequências. E vai servir para armar mais e mais os criminosos.”
Rodrigo Martini e Felipe Neitzke
FELIPE NEITZKE
Cidades
Município conclui pavimentação de estrada
BOM RETIRO DO SUL – A Secretaria de Obras, Viação, Urbanismo e Trânsito concluiu a obra de pavimentação de 1.350 metros quadrados com paralelepípedo da estrada principal de Pinhal,
trecho próximo à igreja. Foram investidos cerca de R$ 50 mil em terraplanagem, material e mão de obra. A empresa Atlas do Brasil doou o paralelepípedo.
Pais transferem educação, diz Conselho
Conforme órgão, problemas nas escolas decorrem da falta de atuação familiar
Aameaça da direção da escola São João Bosco de fechar turmas devido à indisciplina dos alunos repercutiu nos órgãos de proteção à criança e ao adolescente. Representantes do Conselho Tutelar afirmam que o problema não ocorre apenas no colégio do bairro Conservas. Para elas, é resultado da falta de imposição de limites por parte das famílias.
De acordo com a coordenadora, Cida Leivas, o conselho está atendo ao caso e só não participou da reunião promovida na escola devido a um atendimento de urgência que exigiu a presença de todos os conselheiros. Segundo ela, a questão envolvendo o colégio viola o direito à educação e deve ser encarada com seriedade.
“Não é uma determinação na qual o Conselho tenha gerência”, alega. Conforme Cida, a atribuição do órgão é assegurar que os alunos sejam transferidos de colégio caso a instituição decida encerrar turmas.
Para a conselheira Tatiane Machado, a escola é soberana na escolha pela medida a ser adotada. Mesmo assim, afirma ser fundamental os espaços de conversas entre pais, alunos e professores e a equipe diretiva para tentar solucionar os conflitos.
“Nós apoiamos as escolas no encaminhamento de alunos e suas famílias ao Conselho Tutelar”,
aponta. Segundo ela, se órgão julgar necessário, as crianças ou adolescentes são encaminhados para acompanhamento nas redes de proteção.
De acordo com as conselheiras, o mecanismo é usado por todas as escolas, inclusive a São João
Levam as crianças para a escola esperando que a instituição imponha a disciplina que eles não conseguiram
Cida Leivas Coordenadora do Conselho
Bosco. Conforme Cida, o aumento nos casos de indisciplina nas instituições de ensino é resultado da ausência de limites e orientações por parte da família.
“Levam as crianças para a escola esperando que a instituição imponha a disciplina que eles não conseguiram”, alega. Na opinião da conselheira, o cenário é resultado da desestruturação social de famílias que terceirizam a responsabilidade pelos filhos.
Críticas ao órgão
Durante a reunião de terça-feira, alguns pais justificaram a ausência de punições aos filhos por uma suposta proteção excessiva do Conselho Tutelar. Alegaram, inclusive, que as crianças ameaçam chamar o órgão quando são contrariadas.
Para Cida, as críticas demons-
tram desconhecimento sobre as atribuições do Conselho, mas não surpreendem. Segundo ela, não são raros os casos de pais que entram em contato relatando situações de desobediência corriqueiras.
“Dia desses uma mãe ligou para o telefone do plantão às 3h da manhã para que a gente desligasse o videogame do filho”, alega. Conforme Cida, o órgão só interfere nas situações em que não há um responsável na família ou esse responsável se torna agressor. Para a conselheira, esse tipo de interpretação é uma desculpa dos pais para se eximir das responsabilidades. “São pessoas que criam
ENTENDA O CASO
Os casos de indisciplina na escola São João Bosco, do bairro Conservas, ameaçam o trabalho dos educadores. Conforme a direção da escola, os alunos confrontam professores e impedem a realização das aulas. Diante do problema, uma das medidas cogitadas é o fechamento de turmas.
Na terça-feira, 12, o assunto foi tema de reunião com representantes da Polícia Civil e do Ministério Público. O encontro fez parte das ações do Núcleo de Polícia comunitária e surgiu a partir de conversas entre a direção e a delegacia de Lajeado.
os filhos sem limites, sem orientação, e depois ficam descontentes com o comportamento.”
De acordo com a conselheira Francine Radaelli, alguns pais também apontam o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como a causa para a ausência de punições. Segundo ela, a legislação não impede castigos, desde que não incluam agressões. O Conselho Tutelar está disponível 24 horas, por meio do 98657430. A sede fica na rua Francisco Oscar Karnal, 440. O atendimento é de segunda a quinta-feira, das 8h às 11h30min e das 13h30min às 16h45min. Na sexta-feia, das 8h às 14h .
Durante a reunião, pais, alunos, professores e a equipe diretiva entraram em um acordo para manter o funcionamento das turmas. Ficou decidido que os casos mais graves, envolvendo ameaças, calúnia, difamação e dano ao patrimônio, serão imediatamente registrados na polícia e comunicados aos pais.
Os órgãos participantes do núcleo de polícia comunitária também se colocaram à disposição para continuar o trabalho na escola. As próximas reuniões estão marcadas para agosto, após as férias de inverno.
Lajeado
THIAGO MAURIQUE
Determinação sobre uso de faróis acesos confunde motoristas
Ministério Público permite dispositivos de LED originais de fábrica
Estado
Uma mensagem divulgada por grupos no aplicativo Whatsapp pode gerar problemas aos motoristas desavisados. O texto é uma recomendação do Ministério Público ao comando da Brigada Militar, para que o órgão não multe motoristas pelo uso de dispositivos de LED chamados Faróis de Rodagem Diurna, DRL na sigla em inglês.
A confusão ocorre devido à lei que obriga motoristas a utilizarem os faróis baixos durante o dia nas rodoviárias. A legislação vigora desde o dia 8. O descumprimento resulta em multa de R$ 85 e perda de quatro pontos na CNH. Conforme o soldado da Polícia Rodoviária Estadual de Teutônia, Ivan Bueno, a determinação do MP não interfere na obrigatoriedade. Segundo ele, a medida foi adotada devido a um número significativo de motoristas que adaptam kits de LED para imitar o DRL de fábrica.
“O dispositivo está presente em alguns carros. A determinação é de não multar esses veículos”, alega. Porém, lembra que os proprie-
Rodagem Diurna (DRL) pode substituir o farol baixo nas estradas, desde que o sistema venha instalad
tários que adaptarem os kits estão sujeitos a penalidades se não obtiverem permissão por meio de laudos do Detran.
“Qualquer mudança desse tipo nos veículos precisa passar por vistoria para ser autorizada”, ressalta. Bueno traça um paralelo com a situação envolvendo as lâmpadas de xenon. Popular há alguns anos, o sistema de luz branca foi proibida em 2011 por
Audiência debate acesso à informação
Lajeado
A 2ª Promotoria de Justiça Cível organiza audiência pública para debater o acesso à informação no âmbito municipal, por meio do Portal da Transparência. O evento ocorre no dia 9 de agosto, das 14h às 17h, no auditório do Ministério Público.
Conforme o promotor de Justiça, Neidemar José Fachinetto, a audiência é aberta à toda a comunidade. Interessados em fazer exposição durante o evento devem se inscrever pelo pjcivellajeado@mprs.mp.br até 18h de segunda-feira, dia 8. Cada intervenção respeita o limite prévio de 10 minutos. Na sequência, demais participantes poderão contribuir com o debate, também respeitando os limites estabelecidos pela coordenação.
resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A determinação encerrou a comercialização de carros com o item de fábrica. De acordo com o policial, todos os carros com esse tipo de farol são averiguados. Se o acessório faz parte do projeto original do carro, a infração não é aplicada.
Proprietários que adaptarem kits xenon pagam multa de R$ 127 e perdem cinco pontos na CNH.
Insegurança jurídica
Pela determinação do MP, motorista podem usar o DRL durante o dia em substituição à luz baixa nas rodovias. A medida vale somente para as estradas fiscalizadas pela Brigada Militar e até que o Contran se posicione quanto ao assunto.
No entendimento da promotoria, a aplicação de multas pelo CRBM nesses casos pode resultar
De acordo com a PRE de Teutônia, os motoristas precisam ficar atentos à nova lei para evitar punições. Como o único dispositivo que pode substituir o farol baixo é o DRL, condutores que ligarem apenas luzes de posição ou faroletes recebem multas.
A lei se origina de uma orientação de 1998 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Para o órgão, a medida é capaz de reduzir o número de colisões frontais, principal causa de morte nas estradas. A regra já valia para as motocicletas.
no ajuizamento de ações contra o poder público. Para o MP, isso implicaria na movimentação da máquina judiciária e, consequentemente, no gastos de recursos do Estado.
O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) divulgou um ofício sobre o tema. Para o órgão, faróis de rodagem diurna podem ser utilizados para os fins exigidos pela legislação. Desde então, a regra passou a ser seguida nas estradas fiscalizadas pela Polícia Federal.
MEC discute reformulação e aumento de vagas no Fies
País
O Ministério da Educação avalia um novo modelo para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A intenção do governo interino é assegurar a sustentabilidade do programa e ampliar o número de vagas ofertadas. De acordo com o ministro da Educação, Mendonça Filho, a expectativa é que a novo modelo, chamado pelo ministro de Fies
Turbo, possa ser lançado em 2017. “Esse novo modelo demandará um processo de discussão de 6 a 8 meses.”
O ministro da Educação disse que o debate terá a participação das instituições privadas de ensino, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, especialistas e acadêmicos. Mendonça Filho citou também a possibilidade de participação de bancos privados.
Mais vagas
O ministro afirma que a ampliação da oferta de vagas do Programa Universidade para Todos (ProUni) também é estudada. Para isso, aponta mudança dos critérios para a ocupação de vagas remanescentes. Segundo ele, a ampliação no número de estudantes na educação superior é necessária para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE).
de
ANDERSON LOPES
Estrelenses relatam terror vivido no atentado na França
Irmãs nascidas em Estrela testemunharam a morte de
Vale do Taquari
“Escutava o barulho seco do caminhão batendo e esmagando as pessoas. Vi, pelo menos, dez mortos no chão. Era uma cena de guerra.”
O depoimento é da estrelense Ana Carolina Giacomelli, 39. Ela vive em Nice com o marido e o filho faz nove anos. Na noite dessa quinta-feira, por volta das 22h30min (17h30min de Brasília), estava na companhia da família e de amigos na beira da praia, ao lado da famosa avenida Promenade des Anglais. Bebia vinho durante o piquenique na orla do Mediterrâneo.
Ela acompanhava os fogos em comemoração ao 14 de Julho, data em que os franceses celebram a Queda da Bastilha, ocorrida em 1789. Milhares de turistas estavam no local. Em questão de segundos, a festa se transformou em carnificina.
Carolina, que trabalha em uma
hotel de luxo da cidade, viu dezenas de pessoas pulando o muro com pouco mais de dois metros que separa a praia e o asfalto da avenida beira-mar. Elas fugiam de um caminhão aparentemente desgovernado que “esmagava”
os pedestres. Tudo demorou pouco mais de cinco segundos, conforme a brasileira. “Mas parecia muito mais.”
Em outro ponto da Promenade des Anglais, a irmã de Carolina, Letícia Giacomelli, assistia a tudo do local de trabalho, na cobertura de um hotel à beira-mar. “Eu estava trabalhando no bar, com vista para a avenida. De repente uma cliente começou a gritar que haviam mortos na Promenade. Dava para ver tudo. Pessoas correndo, gritando.”
Letícia foi impedida de deixar o local por questões de segurança. “Logo me dei conta que minha família estava lá”, relembra. “Aí foi um desespero. Porque na verdade todo mundo demorou alguns minutos para perceber a gravidade.”
Passou 15 minutos até o contato com a irmã. “Foram minutos de terror”, resume a também estrelense que vive faz 11 anos na Riviera Francesa, e não pretende deixar a cidade. “Amo esse lugar e acredito na paz.”
São 84 mortos
e mais de 100 feridos
“Não vivíamos algo semelhante desde a 2ª Guerra Mundial. Com esse ataque e os outros em Paris, estamos vivendo o nosso 11 de Setembro. A cidade está morta, vazia. Deveria estar cheia, pois estamos no meio da temporada de verão. Mas os turistas estão escondidos”, resume o francês Jean Lin Larroque, 37, que nasceu e vive em Nice, e é ex-marido de Letícia.
Conforme informações do Serviço de Inteligência da França, o caminhão que atropelou mais de cem pessoas – são pelo menos 84 mortos – era conduzido pelo tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel, 31, divorciado e pai de três filhos. Ele foi morto a tiros pela polícia ainda dentro da cabine do veículo. A viúva do camioneiro foi detida nessa sexta-feira pelos investigadores franceses.
O documento de identidade do suposto terrorista, que tinha ficha criminal por pequenos crimes, foi encontrado na cabine, junto a granadas e armas. Conforme a agência de notícias France Presse, Bouhlel é descrito por vizinhos como “solitário” e “silencioso”, e não sa. Ele vivia no quarto andar
Polícia francesa trata o caso como um atentado terrorista. Até o momento, nenhum grupo radical se manifestou sobre possível participação
Foto de Ana Carolina foi feita, duas horas antes do atentado, na beira da praia de Nice, na Riviera Francesa. Ela mora na França faz nove anos
DIVULGAÇÃO
Olha, o tempo que eu vi o caminhão passando durou uns cinco segundos”
A estrelense Carolina Giacomelli testemunhou o atentado em Nice
A Hora – Onde você estava e o que viu na trágica noite de quinta-feira?
Carolina Giacomelli – Eu estava na Promenade, com amigos. De repente, depois dos fogos, ouvimos uma gritaria e vimos as pessoas pulando da avenida para a parte do mar da orla, e um caminhão em alta velocidade passou esmagando as pessoas. Foi terrível. As mães gritando, crianças mortas. Eu devo ter visto pelo menos dez pessoas mortas no chão. Foi uma situação de guerra mesmo. Ele andou do início da Promenade até a esquina do Casino Barrière Le Ruhl, isso dá um quilômetro. E nesse trajeto ele foi esmagando todo mundo.
Quanto tempo durou entre o último suspiro tranquilo e o fim da correria?
Carolina – Olha, o tempo que eu vi o caminhão passando durou uns cinco segundos. Vi ele por mais ou menos cem metros. Foi muito rápido. Estávamos vendo os fogos e tomando um vinho. E nesses cinco segundos eu escutei um barulho seco do caminhão esmagando as pessoas. As mães gritando. Depois ele seguiu pela avenida. Mas o tempo que eu vi ele foi isso, cinco segundos. Parecia muito mais.
A Hora – E o que aconteceu depois?
Carolina – Na verdade, quando eu percebi, quando me dei conta de que poderia ser um atentado, peguei meu filho e corri para dentro da água. Lá fiquei por mais ou menos meia hora esperando. Não sabia se podia vir uma bomba. Ouvia barulhos que pareciam tiros, mas não sabíamos se era tiro ou ainda fogos. Pois, mesmo depois da festa, o pessoal seguiu atirando foguetes. Então fiquei dentro da água esperando a coisa
acalmar, e com medo de bomba. Pois, se tratando de atentado, é nisso que tu pensa direto. Quando eu subi para a avenida, já estava a polícia, muitos bombeiros em todo lugar. E eu pessoalmente vi dez pessoas mortas no chão, esmagadas.
Após o tumulto, vocês foram logo para casa?
Carolina – Para sair, como estávamos em vários casais com crianças, e como o meu carro estava mais próximo, ficou acordado que eu levaria as crianças todas para minha casa. Então a polícia me escoltou, eu, meu filho de 5 anos e outras quatro crianças, até meu carro. Todos viram bastante mortos. Os policiais verificaram o carro todo e minha bolsa, pois, a partir do momento que há um atentado, todo mundo é um suspeito em potencial.
A França é hoje o principal alvo desses novos terroristas. Como lhe parece a vida a partir de agora em Nice?
Carolina – Está todo mundo muito chocado. Nice é uma cidade muito alegre, com muito turista, e hoje de manhã, no mercado, senti aquele “climão”. Todo mundo meio anestesiado. Eu já tenho um pouco de habitude com terrorismo. Estava em Paris em novembro passado. Acaba não chocando tanto. Mas o primeiro pensamento é não entrar no jogo deles. Não ter medo da vida. Pois é justamente isso que eles querem. Querem que abaixamos nossa cabeça. E essa é a primeira coisa que nós, cidadãos do mundo, precisamos evitar. Percebo que tudo isso reflete sobre os muçulmanos. Tu acaba vendo todos como um terrorista, pois os novos terroristas não mostram mais que são radicais islâmicos. Por isso fica muito difícil de detectar essa gente. E, infelizmente, tu acaba generalizando. E percebo, por mim e entre conhecidos, uma forma de evitar conviver com eles, por mais que saibamos que nem todos são iguais.
Grupo oferece auxílio para mulheres vítimas de violência
Iniciativa é do do curso de Psicologia da Univates
Vale do Taquari
OServiço de Assistência Jurídica da Univates (Sajur) faz a defesa gratuita de vítimas de violência pela Lei Maria da Penha. Sensibilizados com as dificuldades enfrentadas pelas mulheres, os profissionais do Sajur desenvolveram, em parceria com o curso de Psicologia da Univates, projeto para acolher, apoiar e dar suporte às mulheres. O Recomeçar foi criado em 2014. É realizado pelas disciplinas de estágio do curso de Psicologia da Univates. Todas as semanas, um grupo de estagiárias faz a mediação do encontro de mulheres em situação de violência doméstica. Até hoje, cerca de 80 mulheres contaram suas histórias.
As estudantes Geni Inês Antoniazzi e Ana Maria Kist, ambas
do 8º semestre do curso de Psicologia, admiram a autonomia que o grupo desenvolveu. "Foi de fato um recomeçoparaessasmulheres.Elas viraram grandes protagonistas. A rededeapoioqueseformoufoifundamental e de grande crescimento para todas", comenta Geni.
O grupo também formou diversas militantes pelo fim da violência. "Muitas mulheres que conseguiram sair da violência hoje são porta-vozes da busca pela Justiça. Ministram palestras, participam de entidades, dão suporte às novas ingressantes quanto aos caminhos a serem percorridos, serviços que funcionam e os que não funcionam também", relata Ana.
O grupo se reúne todas as terças-feiras a partir das 14h30min. Os encontros são realizados na sede do Sajur, em Lajeado (avenida Benjamin Constant, 2718, bairro Florestal).
Números
18% das agressões contra mulheres aconteceram em casa.
Fonte:IBGE,2009.
Nos 10 primeiros meses de 2015, do total de 63.090 denúncias de violência contra a mulher: - 31.432 corresponderam a denúncias de violência física (49,8%); - 19.182, de violência psicológica (30,4%).
Dos atendimentos registrados em 2014, 77,8% das vítimas tinham filhos, dos quais 80,4% presenciaram ou sofreram a violência com as mães.
Fonte:Ligue180.
ANTES DO FRIO, ENCHENTE
Julho é o 2º mês com mais cheias desde 1940
Das 55 enchentes ocorridas desde a década de 40, 11 foram no mês de julho. A quantidade é igual a de agosto e só inferior ao mês de setembro, que soma 12 cheias
Vale do Taquari
Oalagamento em pontos dos bairros Praia, São José, Centro e do Hidráulica obrigou, na sexta-feira, 15, à retirada de 40 famílias dos pontos mais afetados de Lajeado. Além do município, os alagamentos atingiram Estrela, Cruzeiro do Sul, Colinas, Arroio do Meio, Encantado e Imigrante. Nos últimos 76 anos esta é a 11ª enchente registrada no Vale do Taquari só
no mês de julho.
Ele só é superado por setembro como maior histórico de enchentes na região, com 12 ocorrências e se iguala a outubro, também com 11. Entre 1940 e 2015, o Vale foi atingido por 55 inundações.
A maior foi em 6 de maio de 1941, quando o nível do rio chegou em 29,92 metros. Na época foram 22 dias ininterruptos de chuva e 40 mil desabrigados no estado. O acumulado foi de 619 mm de água.
Lajeado é mais afetada
Na primeira cheia de 2016, às 3h dessa sexta-feira a estação de monitoramento CRPM de Estrela marcava a cota de 16,20 metros. O transbordamento começa a partir dos 17 metros. Apesar do tempo seco ao longo do dia, às 18h30min, foi marcado o pico de 22,36 metros.
Lajeado foi o município mais afetado. No início da manhã de sexta-feira, o coordenador da Defesa Civil, André Siebra, acompanhou a retirada das famílias do bairro Praia, São José e Centro. Ao
PREVISÃO DO TEMPO
Sábado
Sol entre nuvens mínima – 6ºC
máxima – 15ºC
todo, mais de 40 precisaram ser transferidas. Elas foram encaminhadas para o Parque do Imigrante ou para a casa de familiares e amigos.
sava das 9h quando o caminhão chegou para levar a mobília. “Perdemos um dia de trabalho para conseguir tirar as coisas. Se não fossem os parentes, não sei se conseguiria a tempo.”
Móveis na rua
Domingo
Dia de sol mínima – 4ºC
máxima – 13ºC
Com a elevação do nível do rio, o coordenador trabalhava com a projeção de até 24 metros. Segundo ele, a situação já chamava a atenção às 22h da quinta-feira. Veículos estacionados na AvenidaDécioMartinsCosta,noHidráulica, também foram afetados. Três precisaram ser removidos pelo Departamento de Trânsito. Vias como Francisco Oscar Karnal, Santos Filho e Carlos Spohr Filho, no centro; além da Arnoldo Ury no Moinhos e Pedro Petry, bairro Universitário tiveram o trânsito interrompido devido ao acúmulo de água.
Antes de serem retiradas, muitas famílias aguardavam com móveis nas calçadas. Júlia Pereira, 26, circulava com um carrinho de bebê entre a movimentação de caminhões e da Defesa Civil. Desde a noite, ela já havia deixado tudo preparado para deixar a casa, na rua Borges de Medeiros, onde mora com os filhos de três meses e sete anos. A rotina se repete desde 2003.
Assim como ela, Débora Silva, 26, buscava informações enquanto amigos ajudavam a preparar a mudança. Há quatro meses no bairro São José, a situação causou surpresa para ela. “É tão difícil conseguir as coisas, não dá para deixar tudo assim.”
Transtornos pela região
Segunda-feira
Dia de sol mínima – 4ºC
máxima – 15ºC
Desde a década de 1990 a casa de Airton Kollet, 50, é atingida pelas águas. Trabalhador da construção civil, ele comemora o fato de nunca ter perdido nada com as enchentes, apesar da apreensão gerada a cada nova inundação.
Os preparativos para mais uma saída do local iniciaram às 5h,
Em Estrela, três famílias foram retiradas das residências até o meio da tarde de ontem. De acordo com a Defesa Civil do município, a medida foi tomada antes da água chegar nas residências. Duas foram encaminhadas para o abrigo e uma para a casa de parentes. As casas ficam na rua Jacob Hallmann, atrás do campo doclubeEstrelense.Nofimdatarde, mais duas famílias, do bairro Moinhos, Loteamento Marmitt,
Airton Kollet, 50, mora no bairro Praia. Casa fica em área alagável. Apesar do incômodo, nunca teve prejuízos maiores
MARCELO GOUVÊA
ao avanço da água. Pela manhã, a cheia alcançou a escadaria. O ponto turístico foi interditado. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Arroio do Meio, Antenor dos Santos, três famílias saíram de casa. De acordo com boletim das 18h dessa sexta-feira, a previsão é que mais 17 precisariam ser transferidas. No município, um total de seis vias tiveram interdição parcial.
Em Colinas, a ERS-129 também foi interditada. A situação não causou surpresa para Seno Messer, 55. Ele mora há 30 anos na localidade de Linha Harmonia e utilizou uma galho para se guiar na travessia. “Aqui fecha fácil,
toda vez que chove, a gente fica ilhado”, resumiu. No município vizinho, Imigrante, deslizamentos comprometeram a estrada entre Linha Rosenthal e Boa Vista 37. O trânsito foi interrompido. No fim da tarde o trecho da ERS -130 o acesso entre Mariante e Cruzeiro do Sul foi bloqueado. O trecho fica entre as comunidades de Bom Fim e São Miguel. Outro trecho interditado foi entre a mesma Bom Fim e Linha Sítio, que teve passagem interrompida por volta das 17h. Já em Encantado foram registrados danos em estradas da área rural além de alagamentos em espaços públi-
negativas e geada
Espaços públicos de Encantado ficaram submersos nessa sexta-feira
Neste sábado, ainda deve chover nas cidades do Extremo Norte, próximas a Santa Catarina, da Região Metropolitana, da Serra e do Litoral. Nas outras áreas, o dia ficará estável, e a temperatura cai gradualmente. A mínima prevista para o Estado é de 1°C, em São José dos Ausentes, e a máxima de 18°C, deve ocorrer
No Vale do Taquari, segundo a auxiliar técnica do Centro de Informações Hidrometeorológicas da Univates, Carolina Heinen, o amanhecer e a noite
No domingo, ainda haverá áreas de instabilidade em algumas regiões, por causa dos ventos que sopram do mar. Também há possibilidade de ocorrer chuva
congelada ou queda de neve na Serra. “A mínima será de 4ºC. Há risco de formação de geada.” Na segunda-feira, o frio se intensifica por causa do tempo firme. São esperadas geadas generalizadas e mínima de -3°C em São José dos Ausentes. Às 19h dessa sexta-feira, horário do fechamento desta edição, o nível do Rio Taquari estava em 22,42 metros, conforme medição do Porto de Estrela. Em Encantado, a cota já havia se estabilizado.
Enchentes por mês
Janeiro – 1
Fevereiro – 1
Março – 0
Abril – 1
Maio – 4
Junho – 3
Julho – 11
Agosto – 11
Setembro – 12
Outubro – 9
Novembro- 1
Dezembro - 1
Números referem-se às cheias registradas desde 1940. Nestes 76 anos, foram 55 enchentes no Vale do Taquari
ral e Giovane Weber
EDUARDO AMARAL
FÁBIO KUHN
Mãe recorre a auxílio público para pagar luz
Clarisse
tem uma dívida de R$ 441 em
Bom Retiro do Sul
Depois de o marido abandonar a casa, Clarisse Regina dos Santos Francisco, 43, ficou sozinha para sustentar os quatro filhos. Sem renda, depende de doações da Assistência Social e de R$ 70 por mês vindos do Bolsa Família. Uma realidade dramática, pois falta dinheiro para o básico.
Faz quatro meses que não consegue pagar a energia elétrica. As faturas somam R$ 441. Tendo que priorizar a alimentação dos filhos, também deixou de pagar a água. Resultado: R$ 180 em atraso. A família reside na localidade de Vila Barragem.
Os dias ficam mais tensos com os avisos de corte que chegam por baixo da porta. “Já cortaram a luz uma vez, mas consegui fazer uma ligação. Não podemos ficar sem isso, como vamos tomar banho? A Corsan já avisou que vai tirar o relógio de água”.
O Departamento de Assistência Social ajuda com alimentos e orientação. Fiéis de uma igreja se unem para arrecadar dinheiro e ajudar a família. O
filho mais velho, de 19 anos, retornou do quartel e ainda não conseguiu emprego. Rafaela de 17 anos ajudou a mãe vendendo enfeites, mas a necessidade de alimento para a família fez o lucro e o dinheiro para pagar a fornecedora desaparecerem. “Agora não posso mais vender porque tenho que pagar primeiro”. A menina não frequenta escola porque perdeu a vaga no início do ano. O filho Emanuel, de 15 anos, também está afastado da instituição de ensino. A única a receber conhecimento é Rafaela de 10 anos.
Clarisse não perde a esperan-
tarifas atrasadas
ça e acredita que dias melhores virão. “É muito triste. Pedimos para muita gente. Estamos pensando em fazer um empréstimo para pagar as contas e quem sabe conseguimos mudar a realidade”.
Clarisse tenta incluir a família no Programa Tarifa Social. Instituído pelo governo federal em 2002, ajuda famílias com renda de meio salário mínimo per capita com descontos que variam de 10 até 60%. No município, há 134 moradias cadastradas. No caso de Clarisse, ela não consegue se inscrever porque a moradia está no nome do marido.
A adesão pode ser feita também por famílias em que a renda chega a três salários mínimos e que tenham pessoas com problemas de saúde que precisam de equipamentos ligados na rede de energia elétrica. Portadores de necessidades especiais e idosos tam-
bém podem ingressar no programa.
Os interessados devem procurar o Centro de Referência e Apoio da Assistência Social (Cras) e atualizar o Número da Inscrição Social (NIS). Em seguida, devem comparecer à AES Sul portando documento de identidade.
SAIBA MAIS
Conta está no nome do marido. Homem abandonou a família em junho. Única renda mensal são os R$ 70 do Bolsa Família
Mãe clama por direito de educar filho autista
Menino teria sofrido maus-tratos na Apae
Teutônia
Faz um ano e sete meses que Karen Vargas, 30, tenta matricular o filho
Arthur, 10. Aos 8 anos, o menino autista teria sido agredido por funcionária da Apae. Tapas e gritos foram presenciados por duas monitoras. Elas serviram de testemunha-chave para o processo e depois pediram demissão devido a represálias.
O comportamento de Arthur denunciava rotinas atípicas. O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Porto Alegre confirmou alterações de humor devido à estresse emocional. Entretanto, a acusada não foi afastada. Com medo de novas agressões, Karen decidiu afastar o filho da instituição. Audiência no dia 19 busca amparar o direito constitucional de acesso à educação ao menino.
Hoje a família paga consultas particulares com psicopedagoga, três vezes por semana. Cada sessão de duas horas contribui para o desenvolvimento da criança. Karen e a família vieram de Camaquã faz dois anos e notaram evolução significativa de Arthur. A primeira professora dele na Apae trabalhava métodos para adequação e socialização. Em poucos meses, conseguiram ensinar o menino a ir no banheiro, deixando de usar fraldas. Outra batalha vencida foi na alimentação. Arthur não comia frutas, mas o incentivo na escola o fez mudar. A educadora deixou a instituição por motivos pessoais e os problemas começaram, relata Karen.
Antes, Arthur chegava em casa e se dedicava aos brinquedos. Com a troca, chorava sem motivos aparentes. O quarto se transformou em refúgio. Para ir à Apae, sempre era difícil. De pacífico e tranquilo, passou a empurrar e morder as pessoas que se aproximavam. A mãe não entendia todas as alterações no humor do menino. Por meio de anotações na agenda, relatava os fatos à educadora. A fome excessiva em
determinados dias ressaltaram problemas. “Ele chegava em casa com muita fome, parecia que ele não ganhava comida. Depois descobri o que acontecia”.
Com a nova educadora, o sistema era diferente. Ao invés de incentivar à alimentação, substituindo itens que o aluno não gostava, obrigava a comer conforme o cardápio. Caso não quisesse, passava o dia sem comida. A situação foi confirmada pelas monitoras.
Testemunhas confirmam agressões
Karen descobriu que as agressões da professora ocorriam dentro da sala de aula na presença de duas monitoras. Outros alunos com necessidades especiais recebiam tratamento semelhante, mas ninguém intervia. Arthur sofria mais.
Preocupada, a mãe procurou respostas. Uma funcionária aceitou contar detalhes. No entanto, o receio de perder o emprego atrasou o encontro em semanas. Em dezembro de 2014, registraram boletim de ocorrência por maus-tratos e coação. Foram ouvidas 12 testemunhas. O inquérito foi concluído em junho do ano seguinte e encaminhado ao Ministério Público (MP). Exames do IGP confirmaram agressões físicas e verbais.
O processo aguarda julgamento. “Não tenho nada contra a instituição. Luto pelo direito de estudar e para que os responsáveis sejam punidos.”
“Jamais acreditei que isso fosse acontecer dentro da Apae”
Karen Vargas deixou o emprego para cuidar do filho. O receio e as necessidades de Arthur impedem que cuidadoras assumam a responsabilidade.
A Hora – Qual a principal dificuldade que Arthur apresenta?
Karen Vargas – Precisa de mim pra tudo. Desde o banho até a alimentação. A pessoa para trabalhar com eles tem que amar o que faz, ter carinho. Depois que começa a conviver com a criança, cada avanço é algo maravilhoso, porque é muito trabalhoso e difícil até ter resultados.
O que o Arthur mais gosta de fazer?
Karen – Ele prefere ficar no quarto, olhar Fórmula 1, desenhos no You Tube e fotos. Os carrinhos que ele coleciona são o passatempo
SAIBA MAIS
O autismo é um distúrbio no desenvolvimento que afeta, principalmente, a habilidade de interagir com pessoas, dificuldade de domínio da linguagem e padrão de comportamento restritivo e repetitivo. A intensidade varia. Sintomas mais leves permitem ao indivíduo a possibilidade de se expressar e manter raciocínio lógico. Casos extremos geram
preferido. Ele adora e tem mais de cem.
O que você nota de regresso na aprendizagem?
Karen – Estaria bem avançado, porque a última professora estava conseguindo que ele ficasse sentado, que era bem difícil. Estava começando a mostrar as letras do nome deles. É demais o retrocesso que ele está tendo este tempo todo em casa. É um descaso muito grande. Jamais acreditei que isso fosse acontecer dentro da Apae.
O que você sonha para ele?
Karen – Sonho que ele frequente uma escola, seja incluído de verdade. Não só porque tem a lei, mas que a professora queira, que a escola queira, que tenhamos um objetivo só: o avanço, mesmo no tempo dele.
Ele chegava em casa com muita fome, parecia que ele não ganhava comida. Depois descobri o que acontecia
Apae nega conivência
Embora a funcionária acusada continue trabalhando no educandário, a direção nega conivência. Segundo integrante do colegiado da Apae, Valdir Picinini, o caso segue em segredo de Justiça e somente o assessor jurídico da federação está autorizado a se manifestar. “É um assunto delicado, porque a Apae não faz parte. Foi uma denúncia pessoal. Temos que aguardar”, resume.
comportamento agressivo e retardo mental. Em geral, o autismo pode ser identificado na infância. Atinge mais meninos do que meninas e o tratamento é individual. Criar vínculo de contato e comunicação é fundamental para o desenvolvimento de autistas. As mudanças ou alterações de rotinas, por menores que sejam, podem afetar pacientes.
Desde os 8 anos, o menino não frequenta escola. Mãe quer garantir direito
MACIEL DELFINO
Polícia
Polícia recupera objetos furtados por menores
LAJEADO - Durante a averiguação de um veículo suspeito com cinco pessoas, a Brigada Miliar apreendeu três menores de idade e conseguiu recuperar objetos furtados. O fato ocorreu, sexta-feira, no bairro São Bento. Conforme o boletim de ocorrência, os ado-
lescentes teriam cometido o crime na noite de quinta-feira. O condutor do veículo e um carroneiro teriam ido até a casa dos menores para recuperar parte dos objetos furtados. Todos foram encaminhados à Delegacia de Polícia para prestar depoimento.
Tentativa de furto assusta comunidade
Instituição bancária foi alvo de assaltantes na mad
Fazenda Vilanova
Dez dias depois da comunidade protestar por segurança em frente ao prédio da Brigada Militar (BM), moradores acordaram assustados. Por volta da 1h15min dessa sexta-feira, João Bráz Filho, 66, ouviu alarme. Acreditou ser de algum automóvel próximo da residência. Entretanto, era uma tentativa de arrombamento de caixa eletrônico. O fato ocorreu na avenida Rio Grande do Sul, cerca de 300 metros da prefeitura. Cinco homens quebraram o vidro lateral da agência bancária do Sicredi e tentaram abrir o caixa eletrônico com o maçarico. Ao ligar o alarme, os bandidos fugiram. Segundo Bráz, a criminalidade na cidade está aumentando e a falta de efetivo contribui para a fragilidade do sistema. “Me sinto inseguro. Enquanto meu filho não entra em casa eu não durmo. Ele tem 20 anos e
estuda à noite, no outro lado da avenida”.
Sueli Junqueira, 66, reside próximo a Laticínios Bom Gosto e sofreu tentativa de assalto há quatro anos.
Ela estava no aviário, por volta da meia-noite, quando um homem de boné invadiu o local. Sueli gritou e afugentou o suspeito.
Naquela noite, a agricultora teve a pior sensação diante do fato. “Liguei para o 190, para chamar a polícia, mas ninguém atendia.”
Nos 43 anos que reside na cidade, nota a mudança no perfil da juventude. Antes as crianças começavam trabalhando na agricultura, mas com novo formato as indústrias não aceitam jovens com menos de 16 anos. “Para trabalhar não tem ninguém, mas pra se criar vagabundo, Vilanova está cheia”.
Natalício Roquerthal, 66, foi convidado para festejar o aniversário do filho em Parobé, no sábado, mas não deixará a casa.
Com medo de arrombamentos no período em que estiver fora, prefere permanecer e guarnecer o lar. Uma opção seria contratar alguém de confiança, mas o prazo é curto e ninguém defenderia a morada com tanto ímpeto, relata.
O agricultor vende hortaliças e sente receio de ser roubado a cada fim de tarde. “Morei muitos anos na favela em Novo Hamburgo e nunca aconteceu nada. Quando passei a morar em Fazenda Vilanova, nos primeiros anos, ia viajar para a
praia sem medo. Agora não posso sair”.
Manifesto demonstra temor
No início do mês, 200 pessoas se reuniram em frente ao prédio da BM, próximo à BR-386, em clamor por segurança. Na ocasião, cantaram o hino nacional, aplaudiram os militares em reconhecimento pelo esforço que fazem, mesmo com baixo efetivo e a desvalorização do estado. Depois, oraram pedindo proteção e, por fim, deram abraço simbólico ao prédio. As histórias de crimes se acumulam. A agência do Banrisul sofreu tentativa, a farmácia em frente à prefeitura, rodoviária e moradores foram assaltados. Os relatos de arrombamentos às residências circulam pelas rodas de conversa. No entanto, a frase que a comunidade mais deseja ouvir parece distante: mais efetivo e segurança.
Suspeito de matar empresário é morador de Bom Retiro do Sul
Vale do Taquari
A Polícia Civil prendeu dois homens suspeitos do assalto e morte do empresário Gerson Arthur Meurer, 51, ocorridos na quarta-feira, em Santa Cruz do Sul. Eles foram encontrada em um residencial do bairro Progresso,
em Santa Cruz do Sul. Um deles é morador de Bom Retiro do Sul e não quis explicar para a polícia o que fazia em Santa Cruz do Sul. Ele tem diversas passagens pela polícia e, em 2012, fugiu do Presídio Estadual de Lajeado, sendo capturado nas proximidades. O outro preso é morador de
Santa Cruz do Sul. Com a dupla, foram apreendidos um rádio de comunicação semelhante ao que o trio abandonou após o latrocínio, uma touca ninja e uma pistola 9 milímetros. Uma terceira pessoa ainda é procurada pela Polícia Civil.
Homem morre após ser atropelado
Taquari
Um homem morreu após ser atropelado e arrastado por um automóvel na VRS-868. De acordo com o Pelotão Rodoviário da Brigada Militar, o acidente aconteceu no km 6 da rodovia, na localidade de Santinha. Três homens estavam conversando à beira da rodovia, quando dois deles foram atingidos por um
Fiat Uno de cor branca. Narciso Argemiro Pinto de Oliveira, 63, morador de Rincão São José, foi arrastado por 50 metros, morrendo no local. A outra vítima teve lesão leve.
Natalício, Sueli e João temem novos ataques na agência do Sicredi
PATROCÍNIO:
Liga Nacional Alaf recebe o líder do campeonato
Pclassificação na próxima fase da Liga Nacional, a Alaf tem um difícil confronto neste sábado. A partir das 20h15min, o time de Lajeado recebe no Complexo Esportivo da Univates, o Copagril, líder da competição. Ingressos estão à venda por R$ 10, na DMF Esportes, Bruxellas Esportes, Sede Social da Alaf, Comercial São Cristóvão e Imprimix. Na hora, custam R$ 15.
O técnico Giba prevê uma par-
apoio do torcedor para vencer. “Fizemos uma das melhores partidas dentro da Liga Nacional nos último clássicos contra a Assoeva e ACBF, queremos novamente fazer um jogo de qualidade e buscar a vitória para presentear o nosso torcedor.”
O único desfalque é o goleiro Chico, que se recupera de lesão. O restante do time é o mesmo que iniciou os últimos jogos: Cristian, Marcelo Giba, Lucas Selbach (Adriano), Batalha e Rafinha.
no Complexo da Univates
Marquinhos, em tratamento de lesão no adutor.
Na Liga Nacional, o time venceu nove jogos, empatou quatro e perdeu um. Marcou 45 gols e sofreu 30. No campeonato paranaense, é o segundo colocado com 31 pontos. O líder é o Keima Futsal.
CLASSIFICAÇÃO
EquipesPGJGVEDSG
1º – Copagril311494115
2º – Atlântico25148159
3º – ADC Intelli251474321
4º – ACBF241373311
5º – JEC/Krona 24137338
6º – Assoeva22146448
Líder com 31 pontos, o Copagril, de Marechal Cândido Rondon (PR), tem no elenco dois jogadores conhecidos da torcida da Alaf. O ala Pelé atuou no time lajeadense em 2014. Já Cristian Alfinete jogou em duas temporadas pela ASTF, de Teutônia
Para o jogo deste sábado, a equipe comandada por Paulinho Sananduva não conta com o ala Deivão, destaque do jogo anterior que cumpre suspensão pelo terceiro cartão amarelo, e o pivô
7º – Jaraguá Futsal21126333
8º – Corinthians20136259
9º – Floripa Futsal1914545-2
10º – Concórdia18134637
11º – Magnus Futsl17125251
12º – AFSU1714455-1
13º – São José1613445-1
14º – Marreco Futsal1413283-10
15º – Minas Tênis Clube1214266-10
16º – CAD1113256-9
17º – Cascavel Futsal1013319-12
18º – Alaf1013175-11
19º – Unisul8142210-35
Começa um dos maiores amadores do estado
Regional reúne cerca de 1,6 mil atletas. Eles representam 64 times nas categorias aspirante, titular e veterano
Abola começa a rolar em 11 municípios a partir deste domingo. Organizado pela Associação de Ligas do Vale do Taquari (Aslivata), o Campeonato Regional – Copa Certel/Sicredi integra 1,6 mil atletas dos vales do Taquari, Rio Pardo e Caí. Eles representam 31 clubes, com 64 times nas três categorias – 27 (aspirante), 27 (titular) e dez (veterano).
Nessa quarta-feira à noite, dezenas de dirigentes, atletas e admiradores do futebol amador participaram do lançamento da competição, em Teutônia. Durante o evento, o presidente da Aslivata, Volnei Kochhann, enalteceu
a importância do certame para a integração das comunidades. “É um dos maiores campeonatos amadores do estado.” Até o mês de dezembro, 324 partidas serão realizadas nas três categorias.
Os times aspirantes entram em campo às 13h30min, enquanto os atletas dos titulares jogam às 15h30min (vejaboxcomprimeira rodada). Já a categoria veterano começa a disputa no dia 31, com partidas às 10h.
Fórmula de disputa
Na categoria titular, as 27 equipes estão divididas em quatro chaves, três com sete times e uma com seis. Durante a fase classifi-
Todos entram na competição querendo o título, mas nós queremos é fazer história [...]”
Paulinho Vettorello treinador do União Campestre
catória, as equipes se confrontam dentro dos grupos. Avançam as 24 melhores para a segunda fase. Nela, continuam os 12 vencedores, mais os quatro perdedores que tiverem melhor campanha, para fechar as oitavas de final. O sistema da categoria aspirante é idêntico.
Em ambas as categorias, os clubes com melhor campanha jogam por dois empates. Em caso de uma vitória e uma derrota (independente do saldo), o classificado será definido nas penalidades. Quem tiver a melhor disciplina leva o segundo jogo para casa.
Pela categoria veterano, os dez clubes foram divididos em dois
Regional em números 1,6 mil atletas
35 clubes
3 categorias (veterano, titular e aspirante) 60 árbitros por rodada 7,5 mil pessoas (previsão de público por rodada)
grupos. Na fase inicial, as equipes se confrontam em turno e returno dentro dos grupos. Passam para as quartas de final as quatro melhores de cada chave.
Três equipes buscam o tetra
No início da década de 1990, o EC Brasil, de Marques de Souza, fez história ao conquistar três campeonatos regionais consecutivos. Dez anos após a última participação, a equipe retorna visando o tetracampeonato. Presidente da equipe, João Renato Simonetti comenta que o clube passou por uma reestruturação física e agora a participação na competição
Lançamento do campeonato reuniu dezenas de pessoas nessa quarta-feira à noite em Teutônia. Bola começa a rolar neste domingo, em 11 municípios da região
Belmonte, o lateral-direito Cristian Klein e o atacante Willyan Koelzer. Com os títulos em 1994, 2005 e 2011, o Rui Barbosa, de Arroio do Meio
Riopardinho, Cisso e Piccinini, mais os atacantes Nego e Dioguinho. Para o treinador Paulinho Vettorello, o torcedor pode acreditar em um possível tetracampeona-
to. “Qualificamos o grupo, temos tradição, camisa forte e quando entramos na competição sempre queremos algo a mais.”
Atual campeão busca o bicampeonato
consecutivo
O 25 de Julho, atual campeão, inicia neste domingo a busca pelo bicampeonato regional, o segundo em sequência. O primeiro adversário será o Aimoré, em Linha Delfina, Estrela
Aequipede Cruzeiro do Sul quer quebrar um tabu de 23 anos. Desde 1993, quando o Brasil, de Marques deSouza,conquistouocampeonato emsequência,nenhumclubeconseguiu tal façanha. Para o treinador João Führ, o “Monga”, as equipes que disputam o campeonato têm qualidade. Segundo ele, todos os anos, aparecem novos times e jogadores, equilibrando o torneio. Garante que o 25 entra no Regional disposto a fazer história. “Vamos trabalhar forte para isso, mas sempre respeitando os adversários.”
Do elenco campeão no ano passado, Riopardinho, Daniel, Márcio Borba e Michel Beuren deixaram o grupo.
Chave C
Arroio Alegre/Forquetinha Arroio AlegrensexCAN
Centro/ImigranteEcasx7 de Setembro Forqueta/Arroio do MeioForquetensexMonterey
Chave D
Rui Barbosa/Arroio do Meio Rui BarbosaxUnião Campestre Linha Ribeiro/TeutôniaRibeirensexJuventude Brochier São Bento/Cruzeiro do SulCanarinhoxColorado
• Dos 35 participantes do campeonato no ano passado, 16 permaneceram para a edição 2016. Entre os ausentes, o atual vice-campeão, União Carneiros (Lajeado).
• Há probabilidade de o Vale do Taquari conhecer um novo campeão regional em 2016. Dos 18 detentores de títulos da Aslivata, apenas sete participam neste ano. Trata-se dos tricampeões Rui Barbosa (Arroio do Meio), União Campestre (Lajeado) e Brasil (Marques de Souza); além dos campeões Riograndense (Imigrante), Forquetense (Arroio do Meio), Ser São Cristóvão (Lajeado) e 25 de Julho (Cruzeiro do Sul).
• Seis equipes participam pela primeira vez de campeonatos regionais. São elas: Saidera (Teutônia), Danados (Taquari) , Monterey (Venâncio Aires), CAN (Encantado), Imigrantes (Estrela) e Rudibar (Bom Retiro do Sul).
• Lajeado é o município com maior número de títulos no Regional (oito taças). Na sequência, Teutônia (seis), Arroio do Meio (cinco) e Venâncio Aires (quatro).
• Gaúcho, de Teutônia, é a equipe que chegou mais vezes à final. Foram cinco decisões, com a conquista de três títulos (1987, 1989 e 2009). Neste ano, a agremiação não disputa o torneio.
• Juventude (Venâncio Aires) e Rui Barbosa (Arroio do Meio) chegaram à final quatro vezes. Esperança (Teutônia) e União Campestre (Lajeado) foram finalistas três vezes.
• Outra equipe que chegou a três decisões foi o Sete de Setembro (Arroio do Meio). A agremiação arroio-meense perdeu as decisões de 1987 (Gaúcho), 1993 (Brasil) e 2007 (União Carneiros).
• Quatro equipes são tricampeãs da Aslivata. É o caso do Gaúcho (Teutônia), Rui Barbosa (Arroio do Meio), União Campestre (Lajeado) e Brasil (Marques de Souza). O clube marques-sousenze foi o único a conseguir os três títulos seguidos (1991, 1992 e 1993).
• Arroio do Meio, Lajeado e Teutônia foram as cidades que mais vezes tiveram representantes na final. Lajeado esteve em 11 decisões. Arroio do Meio e Teutônia, em nove.
• Somente em três edições, dois clubes do mesmo município decidiram a taça. Em 1995, São Cristóvão venceu o Olarias. Em 2008, o União Campestre conquistou a taça sobre o Ser São Cristóvão. Em 2010, o Santo André venceu o União Carneiros na decisão.
Destaque da rodada fica para o clássico entre Rui Barbosa e União Campestre
Atual campeão, 25 de Julho quer conquistar dois títulos
Lomba aguarda documentação para estrear
Se inscrito no BID, goleiro pode começar como titular contra o Palmeiras
Recém-contratado junto ao Bahia, o goleiro Marcelo Lomba participou do penúltimo treinamento do Internacional antes da partida contra o Palmeiras, neste domingo, às 16h, no Beira-Rio.
A direção colorada aguarda documentos do Bahia para oficializar a contratação e, então, anunciá-lo. Caso isso ocorra a tempo de regularizar o jogador no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, Lomba deve começar a partida como titular. Primeiro, o atleta participou do trabalho específico com os goleiros. Depois, revezou com Jacsson no gol do time titular. Esse iniciou a atividade, mas acabou trocado pelo ex-arqueiro do Bahia.
Os titulares atuaram com: Jacsson (Marcelo Lomba), William, Paulão, Ernando, Raphinha, Fernando Bob, Rodrigo Dourado, Andrigo, Gustavo Ferrareis, Eduardo Sasha e Vitinho.
A reestreia de Falcão neste domingo tem ainda a missão de acabar com a incômoda sequência de seis partidas
Zagueiro
Grêmio
sem vitória – com cinco derrotas e um empate. Os gaúchos ocupam a nona co-
locação com 20 pontos, 9 atrás do líder Palmeiras.
Geromel pode voltar ao time titular
no time reserva. Com isso, Fred foi mantido na equipe titular.
O técnico Roger Machado ganhou um importante reforço nos treinamentos do Grêmio desta semana. O zagueiro Pedro Geromel participou e pode enfrentar o Sport neste domingo, às 18h30min, em Recife.
Geromel não atua desde a vitória sobre o Cruzeiro, no dia 19 de junho, quando sofreu uma lesão muscular. Quem também se machucou naquele jogo foi Wallace Reis, que treinou nessa sexta-feira, mas
Outra volta ao time titular foi do volante Maicon. O capitão gremista ocupou a vaga de Walace, que desfalca o Grêmio em Recife por suspensão. O provável time titular do Tricolor é: Marcelo Grohe, Edílson, Geromel (Thyere), Fred, Marcelo Oliveira, Jaílson, Maicon, Giuliano, Douglas, Everton e Luan.
A deleção tricolor viajou nessa sexta-feira para Recife, onde realiza um treinamento neste sábado.
Jogos
Série A - 15ª rodada Sábado
16hBotafogo x Flamengo
18h30minSantos x Ponte Preta
Domingo
11hAmérica-MG x Santa Cruz
16hInternacional x Palmeiras
16hFluminense x Cruzeiro
16hCorinthians x São Paulo
16hAtlético-PRxVitória
16hFigueirensexChapecoense
18h30minSportxGrêmio
19h30minVitória x Fluminense
Segunda-feira
20hAtlético-MG x Coritiba
CLASSIFICAÇÃO
Time PGVEDGP
1º – Palmeiras299233014
2º – Corinthians289142410
3º – Grêmio278332315
4º – Santos237252413
5º – Atlético-PR2372516 14
6º – Flamengo237251515
7º – Ponte Preta237251720
8º – São Paulo216351513
9º – Internacional206261513
10º – Atlético-MG205542222
11º – Fluminense184641315
12º – Vitória184641720
13º – Chapecoense184642025
14º – Botafogo164461621
15º – Cruzeiro154371823
16º – Coritiba153651518
17º – Figueirense153651217
18º – Santa Cruz144281620
19º – Sport123381924
20º – América-MG82210924
Recém-contratado junto ao Bahia, o goleiro Marcelo Lomba pode estrear no jogo deste domingo
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OConheça os destaques
Coroas Mirim/Charrua, quarto colocado na elite, tem o artilheiro da Copa CTC/Espaço3 Arquitetura. É Felipe Diego Cardoso, o “Mendigo”, autor de nove gols. Diego Ristoff da Silva (Donos da Bola) e Josimar da Rosa (Banguzinho), têm oito.
Pela segunda divisão, o destaque é Guilherme Lazzaron Pereira, do terceiro colocado Exxtra Classe. Ele marcou 15 gols, cinco a mais que os vices-artilheiros, Sérgio Favaretto (Executivos) e Tiago Weber (Amnésia).
Disputada está a artilharia da terceirona. Seis atletas estão empatados com sete gols cada: Cristiano Cezar (Galera), João Paulo Worm (S.O.S), Luis Worm (Coroas Mirim), Ronaldo Rockenbach (Coroas Mirim D), Ismael Wathier e Rodrigo Sbaraini (Lesionados), Luciano Bottoni, do eliminado Canhão, é o goleador na quarta divisão. Ele fez nove gols até o momento, dois a mais que Victor Fensterseifer (Aliança).
Todas divisões entram em campo neste sábado
Classificação
Equipe Pontos Disciplina
1°Galera 23460
2°DreamTeam 19440
3°Banguzinho 18300
4°C.Mirim/Charrua17290
5°Rebordose 16500
6°Aliança14320
7°C.MirimD14440
8°DonosdaBola13410
9°EPTG10610
10°C.Mirim/Arco-Gás4330
11°Falcatrua3280
12°Tocafogo 3400
Melhores defesas
Da terceira divisão, o Lesionados é a equipe que menos sofreu gols na competição – seis em nove partidas. Mesmo com a melhor defesa, o time está na segunda colocação da terceirona com 19 pontos.
Na primeira divisão, o líder Galera tem a melhor defesa com oito gols sofridos em nove jogos. A segunda defesa menos vazada é do Banguzinho, que ocupa a terceira posição com 12 gols sofridos.
Pela segundona, Amnésia levou nove gols o ostenta a melhor defesa. Esse foi o mesmo número de gols sofridos pelo Pumas, dono da melhor defesa da quarta divisão.
Semifinal da quarta divisão
A rodada de sábado passado foi cancelada por causa da chuva. Pela quarta divisão, as equipes jogam a semifinal neste sábado. Quem perder está fora do torneio.
No primeiro confronto, o dono da melhor campanha Pumas encara o Dream Team. Pela outra partida da semifinal, às 17h15min, Baile de Monique encara o Supérfluos.
divisão (campo C)
12h15min – Banguzinho x EPTG
13h15min – Donos da Bola x Aliança
14h15min – Rebordose x C. Mirim D
15h15min – Dream Team x Galera
16h15min – C. Mirim/Charrua x Falcatrua
17h15min – C. Mirim/Arco-Gás x Tocafogo
Segunda divisão (campo B)
Série ouro
12h15min – Amnesia x Hangover
13h15min – Smurfs x Maragatos
14h15min – Exxtra Classe x DK FC
Série prata
15h15min – Metralhas x Ghost
16h15min – Sodabeb x Bitterflex
17h15min – 100 Pressão x Executivos
Terceira divisão (campo A)
12h15min – No Migué x Galera
13h15min – C. Mirim D x ADL1411
14h15min – C. Mirim D x S.O.S 15h15min – Toca Água x Lesionados