Lajeado, fim de semana, 14 e 15 de janeiro de 2017
Ano 14 - Nº 1762
Avulso: R$ 3,50
Fundado em julho de 2002
Fechamento da edição: 19h
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Lajeado, fim de semana, 14 e 15 de janeiro de 2017
Ano 14 - Nº 1762
Avulso: R$ 3,50
Fundado em julho de 2002
Fechamento da edição: 19h
Apopulação carcerária do Vale do Taquari chega a 1,2 mil em um sistema com capacidade para 869 detentos. Conforme dados da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Lajeado, 80% dos presos da região cumprem pena por crimes hediondos, como tráfico
Reportagem lembra histórias do Colégio Evangélico Alberto Torres a partir do relato de ex-alunos. A instituição fundada por imigrantes germânicos atende 1,4 mil alunos em Educação Infantil e ensinos Fundamental e Médio. Conexão
PRODUÇÃO PRIMÁRIA Ação reúne pequenos agricultores
de drogas, homicídio, latrocínio e estupro. Em Lajeado e Encantado, a superlotação prejudica o trabalho de ressocialização, realizado com sucesso em Arroio do Meio. Novo presídio feminino aposta na qualificação profissional para quebrar ciclo de violência. Páginas 4 e 5

Cooperativa Languiru elabora projetoparaauxiliarfamíliasrurais excluídas dos sistemas de produção em larga escala. Iniciativa almeja oportunizarferramentasparalevar ganhosàspropriedades.

nistração municipal estuda construir uma área própria para lazer dos novos inquilinos.
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EXPEDIENTE
Diretor Geral Adair G. Weiss
Diretor de Conte˙do Fernando A. Weiss
Diretor de OperaÁıes Fabricio de Almeida
REDA« O Av. Benjamin Constant, 1034/201 Fone: 51 3710-4200 CEP 95900-000 - Lajeado - RS www.jornalahora.inf.br ahora@jornalahora.inf.br
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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.
Tiragem média por edição: 7.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)
Fundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS
MOEDACOMPRAVENDA
Dólar Comercial3,213,21
Dólar Turismo3,143,31
Euro1,61,6
Libra1,211,21
Peso Argentino15,8415,84
Yen Jap.115,34115,39
Cotação do dia anterior até 17:45h, Valor econômico.
ÍNDICEMÊSÍNDICE MÊS(%) ACUMULADO ANO(%)
ICV Mes (DIEESE)10/160,375,74
IGP-DI (FGV)10/160,136,22
IGP-M (FGV)10/160,166,65
INPC (IBGE)10/160,176,36
INCC10/160,175,78
IPC-A (IBGE)10/160,265,97
Salário Mínimo/2016 R$ 880,00
TAXAS E CERTIFICADOS (%) MÊS ÍNDICE MÊS (%) ACUMULADO ANO (%)
TJLP7,5
Selic14.25%(meta)
TR 12/160,18492,0125
CDI(Mensal) 11/161,036812,7333
PrimeRate 12/16 3.25 3,25 (Previsto)
Fedfundrate 12/16 0.50 0,25 (Previsto)
Ouro (dólar) – Onça Troy – USD 1198 cotação do dia 13/01/17
BOLSAS DE VALORES PONTO VARIAÇÃO (%) FECHAMENTO
Ibovespa (BRA)6349-0,71
DowJones(EUA)1988-0,04
S&P 500 (EUA)2270-0,21
Nasdaq (EUA)55800,59
DAX 30 (ALE)11620,94
Merval (EUA)18881,59

cotação do dia anterior até 17h45min
Petróleo (dólar)/Brent Crude – barril – USD 5301 em 13/01/2017



gilberto@agea.com.br
“Nowagnerismodessessonsconfusos, EmqueoMalseengrandeceeoódioseexalta, Uiva,àluzdefantásticaribalta, Aignomíniadetodososabusos!”
Segundo quarteto do soneto O Canto dos Presos, de Augusto dos Anjos
Oano é 1450 e a Valáquia resiste ao Império Otomano. Vlad Tepes (ou Draculea), príncipe cristão, governa a região e opõe-se com ferocidade aos invasores. Em desvantagem ante à força do inimigo, cria a execução por empalamento, técnica que aterroriza os turcos.
Morto em 1476, Vlad III ainda é um herói popular na Romênia e Moldávia. Para o mundo, inspirou a criação do vampiro Drácula, de Bram Stoker, mas ficou ligado ao método: Empalador.
A LENDA. Mais de quatrocentos anos depois do principado de Vlad III, discordâncias de caudilhos conflagraram os três estados do sulbrasileiros. Na briga de Chimangos com Maragatos, faltavam regras e sobrava destreza no manuseio da lança, espada e facão. O pampa de leis feitas na ponta da faca moldou o negro Adão Latorre, doble-chapade confiança do general Joca Tavares. Quando estourou a Revolução Federalista, em 1893, Latorre deixou mulher e filhas aos cuidados do pai e rumou para a luta a serviço do general maragato. Pouco tempo depois de sua partida, uma tropa castilhista passou por seu rancho e assassinou-lhe os familiares – mulher e filhas
foram estupradas. A vingança ocorreu na batalha do Rio Negro – Bagé, à época; Hulha Negra, hoje. Por ironia, seu destacamento venceu a tropa que eliminara sua familia. Após condenação sumária, Latorre fez as honras da casa: degolou os acusados. A lenda prosperou e a conta, nas asas da imaginação, chegou em 300 decapitações. Bem menos, 34, segundo artigo de Cassio Lopes, publicado no blogue Núcleo de Pesquisa Históricas de Candiota. A técnica – olha ela aí, de novo –, também adotada pelo adversário, liquidou cerca de 1.000 pessoas.
A revolução ganhou a alcunha de Revolta da Degola, mais apropriada ao sadismo à altura de Vlad.
HOJE O LONGE É PERTO.
A propagação do terror por degola voltou ao século XXI pela insanidade religiosa do Estado Islâmico – EI. Virou manchete de jornais, ocupou espaços nobres da tevês e viralizou nas redes sociais. Tornou-se a mais poderosa ferramenta de marketing do EI e atenazou o perplexo mundo ocidental. A reação desconexa permitiu o recrutamento de jovens da Europa e o crescimento do califado na Síria. Uma Inquisição com sinal trocado.
A domínio pelo medo inspirou as facções brasileiras que

Asegurançapública fraquejaeassalta-nos asandiceoficial
administravam os presídios. Um Estado paralelo – reconhecido pela presidência da República nessa quarta-feira – que julga, sentencia e executa. E pior: autopromove-se com o estripamentos e degolas – só falta o empalamento.
SINISTRO DA JUSTIÇA. O que está ruim pode piorar, segundo as atrocidades no Amazonas – “acidente pavoroso”, para o inacreditável Michel Temer – e em Roraima. Dessa vez, quase 100 mortos apresentaram o nosso EI – Estado de Ineficiência – para o mundo. Vi parte de um filme gravado com celular em um dos presídios. Pavoroso, tal qual a desculpa do ministro da Justiça para a sua paralisia. Preocupado em salvar a pele do desgoverno federal, Alexandre de Moraes, alegou não ter recebido pedido de auxílio da governadora de Roraima, Maria Suely Campos. Desmentido por documentos apresentados pouco depois, manteve o cargo e a cara-de-pau. Sinistro: as 33 mortes em Boa Vista não macularão o currículo de um governo habituado a mentir. Os tempos são de guerra no Vale. Granada lançada em uma casa de Lajeado e duas pessoas assassinadas na operação. Para culminar, quadrilha, sitia Putinga e rouba bancos da cidade. A segurança pública fraqueja e assalta-nos a sandice oficial: para o secretário (ex) de Juventude “tinha que fazer uma chacina por semana”. Diante do exposto, parte da população vê soluções na lei das cadeias. Definitivamente, Vlad e Latorre, o Brasil não é para amadores.
Doble-chapa–habitantecomdupla cidadanianafronteiraentreoBrasil eoUruguai.





OAdair Weiss adairweiss@jornalahora.inf.br

título acima saiu na Zero Hora, O Globo, Folha de São Paulo, Estadão e em todos os grandes jornais do Brasil e do mundo. E não há razão para não sair.
Faz tempo que o jornal impresso mostra sua importância. Pesquisas consecutivas da Secretaria Nacional de Comunicação atestam o jornal impresso como veículo mais confiável entre todas as mídias do Brasil. Para corroborar o que os grandes anunciantes já sabiam, a publicidade impressa foi avaliada, entre os consumidores americanos, como a mais confiável na hora de fazer uma compra. Um detalhe surpreendente: a avaliação é de uma pesquisa feita entre internautas americanos, pela consultoria MarketingSherpa.
O levantamento mostra que 82% dos entrevistados, com mais de 18 anos, se baseiam em anúncios publicados em jornais e revistas na hora do consumo. Em segundo lugar, aparece a TV (80%), seguida de catálogo impresso (76%) e rádio (71%). Já os canais de internet — como posts pagos em blogs, campanhas em redes sociais e banners — estão entre os meios de menor confiança para o consumidor.
O fato de americanos admi-

Fonte:pesquisaMarketingSherpa
tirem isso talvez seja reflexo da banalização que virou o conteúdo digital. Na última eleição americana, os 20 posts mais curtidos e compartilhados eram falsos. Ou seja, os americanos consumiram mentiras durante toda eleição. Aliás, basta acompanhar as redes sociais daqui. Segundo especialistas ouvidos pelo jornal O Globo, o resultado está atrelado à credibilidade dos meios de comunicação tradicionais.
“É um poder incomensurável, que transcende as métricas. A publicidade impressa, a da TV e a do rádio estão nas primeiras posições porque existem há mais tempo. E isso traz confiança e credibilidade na hora de o
Um detalhe surpreendente: a avaliação é de uma pesquisa feita entre internautas americanos, pela consultoria

consumidor fazer sua escolha. Na internet, tudo ainda é muito novo. A experiência publicitária digital ainda não tem histórias sólidas para contar”, reconhece Armando Strozenberg, presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) e da agência Z+, do Grupo Havas.
“A internet permite que se replique qualquer coisa. Não existe uma verificação da veracidade, da fonte etc. Esse grau de confiança reverbera para a publicidade. Desta forma, um anúncio impresso acaba ganhando mais força”, diz Roberto Sá Filho, sócio-diretor de Criação da agência Mesa e professor da ESPM.

Álvaro Rodrigues, presidente da Associação Brasileira de Propaganda (ABP), observa que a mídia impressa ainda carrega o status, a lógica que “se tem valor, mereceu ser publicado, em contrapartida ao efêmero digital, que vem sofrendo constantes quebras de confiança quanto ao seu real poder de conversão e venda”.
O fato de o jornal se mostrar soberano no aspecto da confiabilidade traduz uma importante constatação: a força do documento impresso. Além disso, tudo que o jornal imprime requer uma responsabilidade e prudência muito acima do que que costuma ser lançado ao ar, onde poder ser alterado a qualquer momento. No jornal, estará escrito. Nunca mais será apagado, mesmo que seja corrigido no dia seguinte.
Talvez sejam essa precisão e documentação o maior legado do jornal impresso. O cuidado e a prudência são tão fundamentais que se traduzem de fato em confiança ao consumidor. Ainda assim, não se pode desfazer a internet. Ela é útil e deve ser incorporada na dose certa, de preferência por meio da curadoria dos veículos tradicionais, especialmente dos jornais, para no futuro também espelhar a mesma confiança.

Enquanto em Venâncio Aires e Arroio do Meio a população carcerária excedente é

E
DA
Reportagem, ThiagoMaurique
Vale do Taquari
Oavanço das facções criminosas nos presídios preocupa a população e provoca reações das autoridades. Os massacres na Região Norte evidenciam o poder e a crueldade das quadrilhas e levantam discussões sobre a possibilidade de ocorrências semelhantes em todo o sistema prisional. Ao todo, 1.215 detentos cum-
celas com capacidade para seis pessoas chegam a abrigar 20 detentos. Mesmo assim, autoridades garantem ter o controle institucional sobre o presídio de Lajeado
prem pena ou estão presos de maneira provisória nas quatro penitenciárias que atendem o Vale do Taquari. Com exceção do Presídio Feminino de Lajeado, cuja ocupação foi iniciada na segunda-feira, 9, todos têm população acima da capacidade.
A superpopulação é drástica nas casas prisionais de Lajeado e Encantado. Na maior cidade do Vale, 257 cumprem pena em regime fechado em local projetado para receber 122. No albergue anexo, onde ficam os detentos do semiaberto, 222 ocupam espaço
construído para abrigar 64.
A lotação seria ainda maior não fosse a abertura da penitenciária de Venâncio Aires. Cerca de 150 detentos da Comarca de Lajeado cumprem pena no complexo inaugurado faz dois anos e cuja capacidade já se encontra excedida.
Juiz da Vara de Execuções Criminais de Lajeado, Luís Antônio de Abreu Johnson afirma que o aumento da população carcerária é resultado do avanço da criminalidade. Segundo ele, 80% dos presos da comarca cometeram crimes considerados graves.
Entre as ocorrências mais comuns, estão tráfico de drogas, homicídio, latrocínio, estupro e roubo mediante grave ameaça ou violência. “De 18% a 20% é aquela faixa dos multirreincidentes em furtos, que ficam no famoso prende e solta até serem encarcerados em definitivo.”
Segundo ele, um número pequeno de condenados por receptação completa a população carcerária.
Já os crimes de menor potencial ofensivo acabam tendo penas mais brandas, como o pagamento de multas e a prestação de servi-
ços à comunidade.
Conforme o magistrado, a superlotação e o cenário caótico do sistema prisional brasileiro decorrem de décadas de abandono e de uma mudança na política prisional. Em meados do século passado, as pequenas prisões municipais foram substituídas por grandes cadeias capazes de abrigar milhares de presos.
“Openitencialismodemassafoi mal gerido ao longo do tempo e essa ausência do Estado permitiu a organização das facções”, aponta Johnson. Apesar da reconheci-

da superlotação em Lajeado e da atuação de grupos criminosos organizados na região, o juiz Johnson afirma que a penitenciária do município está sob controle e tem infraestrutura razoável graças à atuação de entidades como a Alsepro e o Conselho Carcerário. De acordo com o juiz, os presos de Lajeado têm ligações tênues com as facções. Assim, o modo de operar dessas organizações não faz parte do cotidiano da casa prisional. “Anos atrás conseguimos transferir três líderes, os chamados prefeitos.”
Apesar do controle institucional sobre o presídio, a superlotação ainda preocupa. Conforme o magistrado, há celas com 20 detentos, quando o máximo seria seis. Segundo ele, hoje se tornaria impossível medidas de revisão de
O penitencialismo
de massa foi mal gerido ao longo do tempo e essa ausência do Estado permitiu a organização das facções
Luís Antônio de Abreu Johnson
Juiz da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Lajeado
pena para reduzir a população carcerária.
“Diante do perfil dos presos, liberar causaria um estado de insegurança pública, pois são pessoas que vão reincidir no crime”, alega. Segundo ele, a condenação de criminosos perigosos é fruto do trabalho qualificado das forças de segurança da cidade, mesmo diante das dificuldades de efetivo.
A principal consequência da superlotação é a dificuldade de ressocializar os presidiários. O espaço físico das cadeias dificulta o trabalho no regime fechado e inviabiliza outras iniciativas de treinamento e estudo.
Conforme a legislação, apenas os presos do semiaberto têm obrigação de manter um trabalho. De
acordo com o juiz Johnson, é necessária uma carta de emprego, cuja fiscalização fica a cargo da Susepe. “Muitos acabam em empregos informais e nada atrativos. Com isso, voltam para o crime.”
Conforme o magistrado, apesar do clamor social pela tolerância zero na escala criminal, o aumento da repressão representaria mais danos do que benefícios à sociedade. Lembra que a pena de prisão não intimida quem optou pelo mundo do crime.
“Se a prisão é vista pela sociedade como punição, para eles é uma forma de se manter em segurança e ganhar dinheiro comandando ações de dentro da cadeia”, alerta. Para o juiz, apesar da população pedir a morte de bandidos como solução da criminalidade, a lógica produziria ainda mais violência.
“Engana-se quem pensa que nes-
A penitenciária feminina virou referência em todo o país por ter sido custeada sem dinheiro do governo do Estado. Além do ineditismo da obra, realizada com recursos da comunidade com a contribuição do Executivo de Lajeado, o modelo adotado é uma aposta na ressocialização.
A intenção é assegurar a qualificação das detentas para serviços na área da tecnologia da informação. Conforme Johnson, a inspiração vem de experiências do estado de São Paulo, onde internas trabalham com a fabricação de chips. Outro exemplo regional é o presídio de Arroio do Meio. De acordo com o administrador substituto e chefe da segurança da penitenciária, Rogério da
sa guerra do tráfico as mortes são simplistas. Elas sempre fortalecem um dos grupos em disputa e geram novas ondas de assassinatos”, reforça. Segundo ele, esse cenário se explica pela falta de outras perspectivasparaapopulaçãovulnerável.
Lembra que em um país com gritantedesigualdadesocial,asfacções oferecem a chance de poder e lucro, osquaisquemtempoucaformação não conseguiria em trabalhos formaisdisponíveis.
“Ao invés de ganhar um salário mínimo,ouumpoucomais,muitos desses jovens recebem R$ 2 mil por semanacomotráfico.”
Para o juiz, a única forma de garantir a recuperação de pessoas envolvidas no crime é com oportunidades de educação e trabalho de qualidade, proposta que será executada com as ocupantes do Presídio FemininodeLajeado.
Silva Tatsch, 90% dos detentos trabalham no local. Considerado de segurança mínima, o presídio recebe pessoas consideradas de baixa periculosidade e sem relação com facções.
“Criminosos mais perigosos acabam indo para Lajeado, Porto Alegre ou Venâncio Aires, o que facilita o nosso trabalho”, ressalta. Segundo ele, a característica comum entre o Presídio Feminino de Lajeado e o de Arroio do Meio é o apoio da comunidade.
“Aqui, o conselho apoia com melhorias, compra de materiais, ferramentas e na manutenção da horta mantida pelos presos”, lembra. Com essas medidas, alega, a penitenciária garante índices de recuperação muito acima da média gaúcha.

Estrela
Apara crianças e adolescentes. A possibilidade de construção está em análise pelo governo. A maioria dos jovens usa a rua como espaço para atividades esportivas ou recreativas.
Um deles é o estudante Diogo Felipe Schlindwein, 12. Junto com outros jovens, joga futebol na rua em frente de casa ou na via principal de acesso ao loteamento. Segundo ele, algumas vezes, os vizinhos estacionam longe das residênciasparaampliaroespaço disponível para as crianças.
A mãe dele, Lúcia, 49, considera necessário um espaço específico para o lazer dos jovens. Conforme ela, muitos motoristas trafegam devagar, mas na via principal alguns passamemaltavelocidade,fatoque expõecriançasejovensaoperigo.
Como alternativa, começaram a usar uma área de terra no fim da rua para jogar futebol, mas o espaço não é o mais adequado devido à poeira e à posição.

Vilma Vaz, 66, é aposentada e cuida da neta durante o dia. Na avaliação dela, é essencial ter um espaço para as crianças, em espe-
Representantes do Legislativo e do Executivo se reuniram para encontrar uma solução para o problema.
O encontro ocorreu na semana
passada e contou com a presença do vereador, Marco Aurélio Wermann (PV), e dos secretários de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Paulo Ricardo Fink, e de Esportes e Lazer, Júlio Saldanha Pereira.
Segundo Wermann, a intenção é construir uma praça com alguns brinquedos e quadra esportiva no
local. “As crianças estão literalmente brincando na rua. Isso é perigoso e representa uma demanda que exige atenção.”
O município tem área disponível no loteamento para inserção da praça. A destinação de espaços de lazer em locais como o Nova Morada está prevista em lei. Para a proposta sair do papel, alguns
critérios precisam ser analisados. De acordo com o arquiteto urbanistadaSecretariadePlanejamento e Desenvolvimento Econômico, Mauro Ayres, alguns detalhes ainda estão em estudo pela equipe. A elaboração do projeto inicia na próxima semana. Não se sabe o orçamento necessário e quando a obra deve sair do papel.
Teutônia
Avaliação elenca carências na infraestrutura de escolas. Pesquisa realizada pela equipe da Secretaria de Educação em 17 educandários municipais evidenciou prioridades. Responsável pelo setor, Paulo Brust, analisa custos e medidas alternativas para qualificar os complexos.
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Guilherme Sommer, na Vila Popular, apresentou problemas no prédio. As chuvas no início do mês revelaram a necessidade de reforma no telhado. A direção do educandário relata que material

didático e equipamentos foram danificados. Brust afirma que problema é antigo. “O prédio
não tem vazão suficiente, comprometendo a estrutura”. Registro de invasões na pro-
priedade, depredações do patrimônio e furtos na escola preocupamo secretário. Buracos abertos na cerca de proteção permitem acesso ao local.
Na escola 24 de Maio, do Loteamento Oito, em Canabarro, o espaço físico está limitado. As ampliações no prédio e a construção do ginásio de esporte reduziram a área para atividades durante o recreio. Equipe busca alternativas para ofertar conforto.
O acréscimo de módulos na infraestrutura é consequência do ingresso de 180 famílias na localidade. Hoje a escola é a segunda maior da rede municipal em número de estudantes. O
atendimento desde a Educação Infantil até o 9º ano gera média anual de 450 matriculados. Governo propõe mudança A infraestrutura do Cemef Leonel de Moura Brizola foi reparada no ano passado. Brust elabora projeto para ocupar lugar com serviço solicitado pelo Executivo.
O prefeito Jonatan Brönstrup quer implantar novo sistema de assistência social infantil. Hoje o complexo serve como polo para atividades em turno inverso ao escolar. Objetivo é concentrar atendimento psicológico e fonoaudiológico e orientação educacional para crianças carentes.
ACertel implementa um ciclo de gestão de ajustes. As profundas mudanças internas seguem na maior cooperativa de energia elétrica do país.Cominúmerasaçõescomunitárias nas cidades onde atua, apulsora no crescimento regional eseguecomgrandesinvestimentosnoabastecimentoenergético.
Para o crescimento do consumo de energia, dois novos transformadores, com capacidade de 26 mil e 20 mil kVA, respectivamente, serão instalados nas subestações de Teutônia e São Pedro da Serra, para aumentar a de energia aos consumidores.
Com a substituição por equipamentosmaispotentes,assubestaçõesatuaisserãotransferidaspara reforçar as unidades de Lajeado e Canudos do Vale, onde multiplicarão a capacidade técnica e permitirãodoisequipamentosdereserva paraeventuaisemergências.
O Plano Estratégico da Certel está alinhado para garantir um sistema energético cada vez mais seguro. Com o alto consumo no verão,aCertelaumentasuavigilância.ParaopresidenteErineoHennemann, o compromisso se fortalece à medida que a Aneel reconhece a Certel como uma das melhores do país. Novamente, em 2016, a emdistribuidoras, entre cooperativas e concessionárias,nopaís.

Pelo segundo ano consecutivo, o Índice Aneel de Satisfação do Consumidor (Iasc) classi-
tarifa mais barata do país. O levantamento foi realizado de julho a setembro de 2016, com quase 25 mil consumidores residenciais das 101 distribuidoras, entre concessionárias e permissionárias de todo Brasil.
Assim como em 2015, se apurou que a Certel tem a menor tarifa entre todas as distribuidoras brasileiras e está entre as dez melhores, ocupando a oitava posiçãonacionalemdesempenho.
O prêmio é um importante instrumento de estímulo à ges-
mover a melhoria da qualidade dos serviços em todas as distribuidoras do país.
No caso da Certel, o resulta-
de 60 mil associados consumidores, em 48 municípios gaúchos. É um reconhecimento importante num universo de mais de cem distribuidoras, o que comprova o esforço da Certel em reduzir custos para os associados.
Em Lajeado, o empresário
Jandir Pedro Passaia, do bairro Universitário, também reconhece o bom atendimento da Certel. Apesar da implantação da contribuição da cota capital, destaca que a tarifa ainda é

mais barata quando comparada com outras concessionárias.
Proprietário de um mercado e açougue há cinco anos, nunca registrou prejuízos devido à interrupção do abastecimento. “O atendimento e o fornecimento de energia elétrica são ótimos. Em caso de queda, em no máximo dez minutos a conexão é refeita. Isso é sem dúvida um grande diferencial para nós.”
Atribui esse bom trabalho ao fato de ser uma cooperativa e ter um compromisso com o associado. “Precisamos manter e
O produtor Arno Alois Meinerz, de Linha Lenz, em Estrela, enaltece a qualidade no fornecimento de energia elétrica e a agilidade no atendimento em casos de sinistros, como temporais. “Em meia hora a conexão é restabelecida. Temos um contato direto a qualquer hora do dia com os diretores.”
A performance da tarifa da Certel melhora a cada ano. Em 2014, a cooperativa tinha uma energia 25% menor em comparação à concessionária regional, em 2015, 32% e, em 2016, 43% mais barata.
Precisamos manter e fortalecer a Certel
Arno Alois Meinerz, produtor
Agilidade no atendimento em caso de sinistros é destacada como diferencial
Com uma produção diária de dois mil litros de leite, o bom fornecimento de energia elétrica é fundamental para evitar prejuízos. Segundo Arno, vizinhos registram constantes perdas devido às interrupções no abastecimento. Nem conseguem comunicar a falta por telefone, além de demorar até três dias até que a concessionária resolva o problema. Por isso, a Certel é referência e precisa ser fortalecida, destaca.
A mulher Noeli destaca o valor da tarifa cobrado pela cooperativa como outro diferencial. “É de qualidade e muito barata. Precisamos ajudar para que a Certel consiga superar este momento
ços prestados aos associados.”
O resultado está relacionado aos investimentos realizados ao longo dos anos, com sobras utilizadas para melhoria do sistema, troca de transformadores das subestações e redes elétricas, posteação totalmente de concreto, construção de pequenas centrais hidrelétricas, entre outros. Para o diretor operacional da cooperativa, Ernani Aloísio Mallmann, o ao longo de décadas.
“A cooperativa se preocupa muito com o fornecimento de qualidade e continuidade. Disso nunca se abriu mão”, observa.
A16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) ainda não foi informada sobre os resultados da última inspeção realizada pela equipe técnica do Centro Estadual de Vigilância Sanitária (Cevs) nos dois blocos cirúrgicos do Instituto de Oftalmologia. Os resultados da vistoria estavam previstos para a semana passada. No entanto, conforme a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), chegam só nos próximos dias.
De acordo com o chefe da 16ª, Ramon Zuchetti, foram avaliadas as instalações da sala de esterilização e recuperação, e parte da estrutura funcional do prédio. Os blocos cirúrgicos estão fechados desde 2015, após intervenção do Ministério Público (MP).
“Um relatório preliminar nos foi enviado, mas foram solicitadas novas alterações. E eu não recebi a íntegra desse diagnóstico. Estávamos aguardando para hoje (sexta-feira)”, comenta o coordenador. Ainda de acordo com Zuchetti, a previsão da Sesa e das CEVs é reabrir o local até o início de fevereiro. Hoje, cerca de duas mil pessoas de 37 municípios da região

da 16ª CRS aguardam por cirurgias no instituto. “A grande maioria aguarda por procedimentos contra a catarata. Outras pequenas intervenções não foram suspensas pela vigilância”, informa Zuchetti.
Sobre a demora na entrega do diagnóstico, a Sesa encaminhou nota oficial afirmando que “o relatório da última inspeção está sendo concluído e deve ser entregue aos diretores da entidade nos próximos dias. Por uma questão de fluxo de informação, não podemos neste momento divulgar o resultado sem antes dar ciência do conteúdo à direção do centro.”
Zuchetti lamenta alguns equívocos cometidos durante o processo de reestruturação do instituto. Segundo o chefe da 16ª CRS, problemas na instalação dos aparelhos de ar-condicionado geraram um atraso de 90 dias nas obras de melhorias.
“Essa pendência no sistema de climatização atrasou demais os serviços. Foram perdidos pelo menos 90 dias para refazer o projeto inicial. Isso porque a canalização interna dos aparelhos ficara exposta no bloco cirúrgico. Foi necessário, então, um novo projeto.”
O coordenador explica que esse equívoco foi detectado em agosto do ano passado, e os problemas já foram resolvidos pela empresa contratada pelo Consisa. “Poderia ser uma fonte de contaminação.” Além disso, ele confirma a instalação de uma farmácia interna no bloco cirúrgico, e mudanças nos acessos e saídas, e na situação do depósito de material de limpeza.
O bloco cirúrgico e o centro de esterilização de materiais do Instituto de Oftalmologia de Encantado estão interditados desde dezembro de 2015. Após série de denúncias, que culminaram na abertura de inquérito pelo MP, a Vigilância Sanitária apurou falhas nos processos de trabalho e esterilização, nos prontuários médicos, e ainda percebeu falta de insumos para higienização das mãos. Também foram diagnosticados diversos medicamentos oftalmológicos abertos, sem rótulo e fora do prazo de validade. Havia remédios e anestésicos armazenados junto aos alimentos no refrigerador, e lixeiras sem tampa. Baratas, teias de aranha e infiltrações em alguns
ambientes chamaram a atenção da equipe. Ao menos 21 pessoas perderam a visão de um olho após cirurgias de catarata realizadas nos blocos cirúrgicos. Conforme investigações do MP e da Polícia Civil, as vítimas foram contaminadas por bactérias em cirurgias realizadas entre outubro de 2014 e agosto de 2015. Todos os pacientes fazem parte de uma ação judicial movida pelo MP. Seis profissionais e diretores da instituição foram denunciados. Outra ação civil pública – também do MP – busca indenização por danos morais, materiais e estéticos a 16 pacientes que ficaram cegos de um olho. A PC apresentou inquérito criminal contra oito pessoas por lesão corporal grave.
O governo federal desembolsou
R$ 42 bilhões para pagamento de obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
em 2016. Em reunião realizada ontem no Palácio do Planalto, ministros do Núcleo de Infraestrutu-
ra do governo apresentaram um balanço das ações do setor. Com as contas em dia, o governo dará
início agora ao planejamento dos desembolsos a serem feitos este ano e no próximo.

Vale do Taquari
Preocupada com a manutenção dos pequenos produtores de leite na atividade, a Cooperativa Languiru, com apoio da Emater, sindicatos, secretarias municipais da Agricultura e da Sicredi Ouro Branco, estuda alternativas para evitar a exclusão das famílias que hoje não conseguem realizar investimentos para atender as exigências do modelo atual, voltado para a larga escala.
Pioneiro na região, o programa começou a ser debatido nesta semana em Teutônia. Conforme o presidente Dirceu Bayer, o objetivo é auxiliar quem enfrenta dificuldades para se adequar às normativas impostas, elevar a oferta de matéria e garantir a compra. “É um trabalho social. Somente em 2016 perdemos mais de 120 famílias que forneciam leite para nós,” justificou.
Para viabilizar à inclusão de novos sócios, a entidade fará uma alteração estatutária ainda no primeiro semestre do ano. É uma forma de valorizar o pequeno, médio ou grande produtor, gerar novas perspectivas de futuro e estimular a permanência dos jo-

vens no campo, afirma Bayer. Segundo o vice-presidente Renato Kreimeier a vocação produtiva do Vale do Taquari deve ser aproveitada. Temos um enorme potencial na área leiteira, principalmente nas propriedades onde ainda existe a presença de jovens, frisa.
Além do leite, o grupo debateu outras atividades viáveis para a agricultura familiar - plantio de milho, criação de gado para abate, plantio de flores, hortigranjeiros, piscicultura e agroturismo.
Sobrevivência
O secretário da Agricultura de
Estrela, José Adão Braun, enalteceu a iniciativa. O pequeno produtor também precisa sobreviver. É necessário unir esforços. Há caminhos possíveis, assegura. De acordo com o economista, consultor em pesquisas e gestão empresarial em propriedades rurais, Lucildo Ahlert, existem alternativas além do leite, suínos e frangos e não exigem grandes investimentos. “É preciso organização do setor primário, com planejamento e profissionalismo”, propõe. Gilson Hollmann, secretário da Agricultura de Teutônia, citou exemplos de atividades já
desenvolvidas na região e com potencial de serem mais exploradas – como as feiras do produtor, onde a venda é direta e aumenta o faturamento.
O município conta com 94 propriedades. A produção média por dia é de 60 litros e a idade dos produtores associados à cooperativa Languiru é de 54 anos. Dessas, 25 contam com sucessão encaminhada, mas apenas 14 atuantes.
Em Westfália o cenário é semelhante, com 54 propriedades, média de 55 litros de leite por dia e idade média dos associados em 52 anos. Trinta e quatro têm sucessão e apenas nove produzem leite.
Conforme levantamento do Setor de Leite do Departamento Técnico da Languiru, das mais de 1,5 mil propriedades leiteiras de associados, 1/3 produz até cem litros de leite por dia. No ano passado, 124 famílias desistiram da atividade, afirma o coordenador da
O gerente regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli, reforçou a aproximação dos profissionais da entidade com o Departamento Técnico da cooperativa na orientação aos produtores. “Não abandonamos o agricultor e sim criamos novas possibilidades com foco na sucessão.”
Para o coordenador regional da Sindical Vale do Taquari, Luciano Carminatti, em paralelo a essas ações, é essencial priorizar o pagamento por qualidade da matéria-prima, como uma forma de estimular quem produz. “Temos que incentivar a diversificação para tornar a propriedade sustentável e oferecer apoio técnico.”
área, Fernando Staggemeier. Em Teutônia, foram 32 associados, e em Westfália, outros 10. “Precisamos evoluir na cadeia do leite assim como já ocorreu nos setores de aves e suínos. Importante as propriedades terem condições de acompanhar essa evolução”, alerta.
Estado
A 17ª Expoagro Afubra, que se realiza entre os dias 21 e 23 de março em Rio Pardo, terá pela primeira vez um tema central – “A floresta e sua contribuição para o desenvolvimento sustentável”.
Segundo o engenheiro agrônomo Marco Antonio Dornelles, coordenador-geral da maior feira agrícola voltada à agricultura familiar, o tema oferece oportunidades de diversificação econômica. De acordo com a Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), a indústria de base florestal instalada é responsável por 4% do PIB estadual.
A floresta nativa oferece renda aos produtores ao mesmo tempo em que cumpre a sua função fundamental ambien-
tal de proteção de nascentes, matas ciliares e abriga diversas espécies animais e vegetais. Isso tudo associado à geração de renda das florestas exóticas que geram empregos, explica.
Também serão abordados os sistemas de produção que integram na mesma área a produção de floresta com a animal e alimentos, os chamados Sistemas de Integração Lavoura-pecuária-Floresta (ILPF).
O lançamento ocorre no dia 3 de março no Parque da Expoagro Afubra, em Rincão Del Rey. Na ocasião, o presidente da Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), Diogo Carlos Leuck, ministra a palestra “Silvicultura no Rio Grande do Sul e Perspectivas Futuras”. Na última edição, foram registrados 80 mil visitantes e o
volume de negócios chegou a R$ 39 milhões. Foram mais de 400 expositores entre empre-
sas, instituições de pesquisa, entidades ligadas à agricultura e pecuária, geração de energia,

produtos veterinários, novas culturas, sementes, máquinas e implementos.

ADULTOS LEEM POUCO: especialistas apontam necessidade de criar ações com foco nos adultos para aumentar o número de leitores do país. Crianças e adolescentes são os que mais encontram prazer na leitura.

Pesquisa do Instituto Pró-Livro aponta que apenas 51% da população é leitora assídua. Número é seis pontos percentuais maior do que em 2011. Ainda assim, alta é tímida, apontam especialistas
Reportagem,
Vale do Taquari
Oescritor Monteiro Lobato tornou famosa a frase “Um país se faz com homens e livros”. Lobato viveu em uma época de altos índices de analfabetismo, cenário bastante diferente do atual. Apesar da mudança desde a chamada República Velha, época em que o escritor paulista publicou as primeiras obras, a
leitura está longe de ser o hábito mais apreciado no país.
Segundo o levantamento divulgado no ano passado pelo Instituto Pró-Livro, 56% da população leu ao menos um livro inteiro ou em partes nos três meses anteriores ao estudo. Esse é o critério adotado para ser considerado um leitor. O estudo aponta que cada pessoa leu, em média, 2,5 obras (inteiras ou em partes) no ano.
Em comparação com a pesquisa de 2011, foi constatado um crescimento de seis pontos percentuais no número de leitores. Embora torcesse por números melhores, a co-
ordenadora do estudo, Zoara Failla, considera os resultados satisfatórios em razão do momento político e econômico do país. “Está dentro do esperado, mas logicamente gostaríamos de uma melhora maior. Só que com a situação brasileira não dava para esperar números melhores que esses.”
Zoara ressalta a importância da leitura na formação do cidadão. “A leitura, seja técnica ou literatura, cria possibilidade crítica, quem é umleitorautônomoseenvolvecom cultura geral e também amplia a possibilidade de análise e comparação.” Mesmo compreendendo as
dificuldades sociais para incentivar as pessoas a ler, ela defende que em momentos conturbados é que o hábito se faz mais necessário. “E ter essa capacidade de crítica no nosso país nunca foi tão importante para termos um cidadão pleno, que tenha a compreensão do que acontece na nossa sociedade.”
Um dos dados mais significativos apontados pela pesquisa é o fato de que as crianças e adolescentes são os que mais leem por prazer. Entre os adultos com ida-
de entre 20 e 29 anos a leitura por gosto cai drasticamente. Na avaliação de Zoara, isso ocorre pela má qualidade do ensino, seja privado ou público, do país. “O fato de ter melhorado a escolaridade não significa a melhoria na competência da leitura.” Outra pesquisa apontou que os estudantes têm dificuldade de interpretação. Para Zoara, essa limitação é um dos fatores que afastam os jovens adultos dos livros. “Se o indivíduo tem dificuldade de compreensão, certamente não terá capacidade de ler um livro.”
O panorama atual cria uma si-

tuação complexa, na qual mais pessoas terminam o Ensino Superior, mas consomem menos livros. “A pessoa tem o diploma, mas não tem mais competência nem mais leitura por causa dessa formação deficiente”, constata Zoara. Na avaliação da pesquisadora, para o crescimento no número de leitores, é fundamental melhorar o ensino do país. “Enquanto não resolvermos a questão da qualidade da educação, sempre teremos um limitador para melhorar o índice de leitura geral.”
Ex-professora universitária e primeira presidente da Academia Literária do Vale do Taquari (Alivat), Ana Cecília Togni viu na prática o cenário descrito por Zoara. “Deveria haver o desejo e a vontade de ler um livro inteiro. Tive alunos na faculdade que nunca tinham lido um livro completo.” Na avaliação dela, embora os adultos sejam mais difíceis de cativar, é necessário criar ações voltadas para esse público. “Deveríamos ter políticas e programas para captar leitores de todas as faixas etárias.”
Entre as alternativas para alcançar os adultos, Ana sugere

mudanças nas feiras do livro dos municípios da região. “Nesses eventos, em geral, as livrarias não levam títulos muito interessantes. Elas optam por produtos de baixo preço para que crianças e jovens possam comprar.” Na avaliação dela, é importante disponibilizar obras mais populares para conquistar clientes adultos.
Apesar de reconhecer a necessidade das políticas de incentivo aos adultos, Ana ressalta que o hábito da leitura ainda é despertado entre crianças e adolescentes. “É mais difícil despertar o interesse dos mais velhos, então o principal momento da formação leitora é quando mais jovem.”
Para ela, o hábito despertado cedo continua pelo resto da vida. “Quando as pessoas começam a trabalhar, se a leitura não está arraigada, dificilmente ela começará a ler. Com nosso cotidiano agitado, as pessoas deixam a leitura para depois.”
Professora do curso de Letras da Univates, Rosiene Haetinger aponta outros caminhos além das feiras para atrair o público. Há algumas iniciativas interessantes: livros para empréstimo em lugares públicos, em empresas, em hotéis, em salas de espera. Se o livro está disponível, as pessoas acabam tendo interesse em ler.” A professora ressalta ainda a necessidade que uma mudança cultural, inclusive na hora de presentear, pode colaborar para uma mudança. “Essa cultura da leitura deve partir de todos: e se começássemos a presentear com livros.”
Dificuldade no acesso
Um dos entraves regionais paratermaisleitoreséaescassez
Seria muito mais interessante se cada bairro tivesse uma biblioteca pública.”
Rosiene Haetinger
Professora do curso de Letras da Univates
Gráfico mostra a queda no número de pessoas que dizem ler por gostar entre os 20 e 29 anos, fase de formação profissional e entrada no mercado de trabalho.
de livrarias dedicadas à venda de obras. Em grande parte, autores clássicos e atuais dividem espaço com mochilas, cadernos e outros produtos de papelarias. Sem a dedicação exclusiva, as obras ofertadas acabam sendo pouco atraentes. “Nós temos pouquíssimas livrarias que se dedicam a livros, e muitas vezes os títulos mais famosos não chegam”, lembra Ana. A alternativa para escassez de pontos de venda são as bibliotecas públicas. Entretanto, Rosiene considera o número de locais do tipo ainda pequeno em comparação com a necessidade. “As pessoas devem ter acesso ao livro para que possam ler. Uma biblioteca pública por cidade, por exemplo, é pouco.” Para ela,


seria necessário investir em espaços diversificados para deixar o livro acessível a todos. “As pessoas que moram em bairros mais afastados do centro, onde geralmente se localizam as bibliotecas, dificilmente irão se deslocar. Seria muito mais interessante se cada bairro tivesse uma biblioteca pública.”
Professora de Literatura no Ensino Médio em Lajeado, Magda Jandrey enfrenta diariamente as dificuldades para tornar a leitura um hábito. “A maioria dos alunos não costuma ler nada, então, levo pelo menos seis meses para criar o costume.” Entre as estratégias usadas, está a de apresentar aos estudantes temas mais leves e atuais antes de autores clássicos. “Não tem como iniciar o trabalho com livros densos como as obras de Machado de Assis, então, começo com textos que falam de internet, telefone, música e outros assuntos que fazem parte do cotidiano deles.” Como ministra aulas para o 1o ano da rede pública estadual, Magda destaca ainda as diferenças culturais como entrave para cativar mais leitores. “Eles chegam na escola vindos de realidades sociais e estudo completamente diferentes. Isso torna o trabalho mais demorado”. Apesar das dificuldades, a professora relata ver muitos alunos se interessarem pela leitura e fazerem dela um hábito.

APolícia Civil de Estrela prendeu um homem de 25 anos na manhã dessa sexta-feira. A ação contou com o apoio da Brigada Militar (BM), e ocorreu na rua dos Marinheiros, no bairro Moinhos. Com o suspeito, foram encontradas drogas, arma e balanças de precisão. Para o delegado da cidade, José Romací Reis, há suspeita de que o preso seja membro da facção Bala na Cara, de Porto Alegre. Os investigadores chegaram ao local por meio de denúncias de moradores. “Havia a informação de que quatro ou cinco homens estavam naquela casa.” A investigação, segundo o delegado, durou 15 dias. Nesse tempo, os investigados estariampraticandoroubosetraficando drogas.

Delegado Reis investiga possível ligação do preso com grupo Bala na Cara
Reis desconfia ainda que os indivíduos planejavam cometer homicídios. No local da abordagem, os policiais esperavam encontrar cinco pessoas, mas só o homem estava na residência. “Vamos

seguir investigando. Há fortes rumores de que são membros da facçãodePortoAlegrequequerem tomar o tráfico na região. Não vamos deixar eles se criarem por aqui”, desafia o delegado.
Antes de ser preso, o homem quase conseguiu fugir. Ele pulou na barranca do Rio Taquari e acabou sofrendo ferimentos. Antes de ser encaminhado ao Presídio Estadual de Lajeado, ficou internado sob custódia policial no hospital de Estrela.
Nesta semana, em Lajeado, três suspeitos de integrarem a facção Manos foram presos em menos de 12 horas pela BM. Todos foram encontrados em ruas no bairro Conservas após informações anônimas. As primeiras prisões ocorreram no fim da tarde de terça-feira. Lasson Brito de Oliveira, 22, e José Luís Barreto Rodrigues, 27, declararam participar da quadrilha Manos.
Poucas horas depois, uma guarnição do Pelotão de Operações Especiais (POE) abordou uma dupla que circulava em uma moto efetuando disparos no bairro Jardim do Cedro. Os dois fugiram em direção à rua 1º de Setembro, no Conversas. Quando a BM se aproximou, o carona da moto disparou duas vezes. Os brigadianos revidaram e atingiram o piloto da moto, que foi preso. O comparsa fugiu.
Nessa sexta-feira, após seis meses de investigações, a PC prendeu dois homens e uma mulher. A ação, que contou com apoio de policiais de Fazenda Vilanova, Cruzeiro do Sul, e ainda da BM local, ocorreu por volta das 7h30min. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em uma residência na rua Leopoldo Dahmer, no bairro Getúlio Vargas. No local, foram apreendidos R$ 1,2 mil em dinheiro, além de pequenas quantidades de maconha, cocaína e crack. Também foi recolhido um revólver calibre 22 com numeração raspada, uma balançadeprecisãoematerialparaembalar droga.
PATROCÍNIO:


Os 5,6 mil moradores de Santa Clara do Sul têm a rotina alterada nos próximos sete dias com a realização da Copa Cidade das Flores. Na quinta edição, o campeonato para atletas da base reúne 32 times e cerca de 1,3 mil atletas e dirigentes.
A competição iniciou nessa sexta-feira com desfile pela rua 28 de Maio, do Centro de Reservistas até o campo do Santa Clara Futebol Clube. Depois foi realizada a cerimônia de abertura e a primeira partida entre Liverpool/Lico11, de Santa Catarina, e o time 1999
Fase classificatória
encerra na segunda-feira.
da casa (partida terminou após o fechamento da edição).
De sábado até a segunda-feira, mais 104 jogos serão disputados pela fase classificatórias das seis categorias (1999 a 2004). Eles ocorrem nas sedes do Santa Clara FC, Clube Esportivo, EC Cruzeiro, Aser Sampainho, EC São José, Sercha e EC Canarinho.
O torneio é realizado pela administração municipal e Planeta Bola Eventos. O objetivo, segundo os organizadores, é dar oportunidade aos jovens talentos e difundir a prática esportiva.
Sábado
Campo do Esportivo
9h30min – Associação Estrela Futsal x EF Olé Montenegro (2002) 14h30min – Ferinhas da Bola x Lajeadense/ALE (2000) 16h – Lajeadense/ALE x AD Guarulhos (2002)
17h20min – Santa Clara do Sul x AFS (2001)
Campo do Santa Clara FC
9h40min – Santa Clara do Sul x Genoma Viamão (2002)
11h – Santa Clara do Sul x EC São José B (2003)
16h – Lajeadense/ALE x EC Vila Nova (1999)
17h30min – Lajeadense/ALE x EC Vila Nova (2001)
18h50min – Lajeadense/ALE x EC Vila Nova (2004)
Campo do São José
17h20min – Lajeadense/ALE x Escola Furação (2000)
18h50min – Lajeadense/ALE x CT Mocellin (2003)
Domingo
Campo do Canarinho
11h – Lajeadense/ALE B x Santos Meninos da Vila (2000)
18h30min – Associação Estrela Futsal x CA Juventud (2002)
Campo do Cruzeiro
18h40min – Lajeadense/ALE 2001 x CB Sports (2000)
Campo do Esportivo
10h – Santa Clara do Sul x CT Mocellin (2003)
11h10min – Santa Clara do Sul x AD Guarulhos (2002)
17h10min – Santa Clara do Sul x MC Esportes (2001)
18h30min – Santa Clara do Sul x ONG Porto da Vila (1999)
Campo do Sampainho
17h20min – Lajeadense/ALE x EC São José A (2003)
Campo do São José
8h30min – Lajeadense/ALE x AECE Avante (2000)
10h – Lajeadense/ALE x Sesc Campestre (2001)
11h20min – Lajeadense/ALE x Sesc Campestre (1999)
Campo do Sercha
11h20min – Ferinhas da Bola x Ong Porto da Vila (2000)
Segunda-feira
Campo do Canarinho
18h – Lajeadense/ALE x EC São José B (2003)
Campo do Esportivo
9h50min – Santa Clara do Sul x EC São José A (2003)
11h – Santa Clara do Sul x Santos Meninos da Vila (2002)
15h – Santa Clara do Sul x CB Sports (2001)
16h20min – Santa Clara do Sul x CB Sports (1999)
17h50min – Ferinhas da Bola x CB Sports (2000)
Campo do Sampainho
10h – Lajeadense/ALE B x EC São José A (1999)
11h30min – Lajeadense/ALE B x São José A (2000)
15h – Lajeadense/ALE x Genoma Viamão (2004)
16h10min – Lajeadense/ALE x Genoma Viamão (2002)
Campo do Sercha
8h30min – Lajeadense/ALE x Vasco Caxias do Sul (2001)
9h50min – Lajeadense/ALE x CTS Ibirapuitã (2000)
11h20min – Lajeadense/ALE x CTS Ibirapuitã (1999)

Grêmio

Apeonato Municipal de Futebol Amador de Boqueirão do Leão inicia neste domingo. Na rodada de abertura, na sede, a equipe do 5 de Junho enfrenta o São José, de Matão. A cerimônia de abertura da competição ocorre às 15h30min, seguida da partida pela categoria aspirante entre Grêmio 5 de Junho e São José. O confronto titular ocorre às 17h30min.
O destaque do certame fica por conta de ex-atletas profissionais com passagem pela dupla Gre-Nal. No 5 de Junho, anfitrião da primeira rodada, estão Luís Mário, atleta que teve passagem vitoriosa por Grêmio e Corinthians. Também o zagueiro Bolívar, campeão da Libertadores com o Internacional em 2006.
No EC São Roque, está o volante Fábio Rockembach. O atleta defendeu as camisas da dupla Gre-Nal, Barcelona, Sporting e da seleção brasileira.
o Independente, de Alto Boqueirão, o Esportivo, de Linha Data, o São José, de Matão, e o Internacional, de Pedras Brancas.
Progresso
A segunda rodada do municipal de campo inicia no sábado em Alto Honorato. No primeiro jogo, às 15h, Amizade e São João disputam a liderança da competição. Ambos tiveram
dispara na ponta da tabela de classificação. Na outra partida, o Sempre Unidos busca a recuperação na competição diante do dono da casa, o Cruzeiro. No domingo, em Xaxim, o Cruzeiro, de Tiririca, estreia contra o Internacional, de Campo Branco. Fechando a rodada, o Flamengo B e Achados e Perdidos buscam os primeiros pontos após perderem na estreia.
JOGOS DO FIM DE SEMANA
Progresso
Sábado
Alto Honorato
15h – Amizade x São João
17h – Sempre Unidos x Cruzeiro
Domingo
Xaxim
15h – Cruzeiro Tiririca x Internacional
17h – Flamengo B x Achados e Perdidos
Boqueirão do Leão
Domingo
Centro
15h30min – 5 de Junho x São José
A prioridade do clube neste semestre é vencer o Gauchão. A última conquista foi em 2010. Com isso, a Primeira Liga será jogada com reservas ou com o time de transição. No discurso de abertura da temporada, o presidente tricolor, Romildo Bolzan, afirmou que o Grêmio precisava voltar a ganhar o Gauchão e por isso todo
o foco será nesta disputa durante o mês de fevereiro. A ideia é classificar-se bem, para depois também poder se dividir com a Libertadores, que inicia na primeira semana de março. Em 2016, a diretoria do Grêmio também adotou o discurso de valorizar a competição estadual. No entanto, após realizar a melhor campanha na fase de grupos, o time acabou eliminado pelo Juventude na semifinal.

Alemão disputou dez jogos com a camisa alvinegra na temporada passada
O Internacional chegou a um acordo com o lateral-direito Alemão, que disputou a última temporada no Botafogo, do Rio de Janeiro, mas tem vínculo com o Bragantino, de São Paulo. O Colorado pagará R$ 600 mil ao clube paulista. O jogador receberá R$ 60 mil por mês. A duração de vínculo contratu-
al ainda não está definida. O Botafogo, que já desistiu de exercer o poder de compra, precisa agora informar ao Bragantino que abriu mão de sua preferência. Com isso, o Internacional poderá oficializar a compra e assinar com o lateral-direito. Alemão tem 26 anos e disputou dez jogos com a camisa alvinegra na temporada passada.
OCamping do Germano, em Linha Perau, recebe seis partidas válidas pela penúltima rodada da fase classificatória. Os duelos iniciam às 13h.
Sandro Mello (Meia Boca JR): 1 jogo
Fanuel Morari (Sem Compromisso): 1 jogo

Meia Boca Jr e Avenida abrem a tarde de jogos que segue com Parceiros versus Os Bruxos, Vamos Dale para não Tomale versus Cafumangos, Cruzeirinho versus Sem Compromisso, Bohemios versus Wasserstadt e Caí na Farra versus Oficina Librelato.
Jacó Sattler (Bohemios): 1 jogo
Rodrigo Schwinn (Ademar Gessos): 1 jogo
Elemar de Lima (Sem Compromisso): 2 jogos
Sombras 9 603
Os Penetra's FC 9 1403
Ademar Gessos 7 1403
Regra 3 6 202
Camping da Pedra 6 202
Maravilha 6 403
Amigos do Léo 6 603
Lavanderia Campestre 6 802
Largados 5 603
Cruzeirinho 4 202
Bohemios 4 602
Wasserstadt 4 602
Mercenários 4 1403
Barsemlona 3 02
News Car 3 202
Atual Campeão 3 403
A quinta rodada do Campeonato Municipal de Futebol Sete de Canudos do Vale ocorre neste domingo, em Linha Porongos. Inicia às 14h30min com o Nova Berlim
Meia Boca Jr 3 802
Oficina Liberato 3 1202
Sem Compromisso 3 1602
Galera da Garrafa 3 1802
Avenida 1 402
Parceiros 1 402
Illuminatti's 1 802
Caí na Farra 0 201
Os Bruxos 0 201
Vai Que Cola 0 202
Estudiantes 0 601
Cafumangos 0 602
Vamos Dale Pra Não Tomale 0 801
Bom Fim 0 1003
Quem Chuta Busca 0 1603
Borrachos 0
enfrentando o Roundup pela categoria sub-23. Depois ocorrem os jogos da força livre: MB Construções/Barcelona versus 22 de Outubro, Canarinho A versus CanarinhoB,ÍbisversusNovaBerlim e Porongos versus Minuano.





ção começa na terça-feira, 17, a partir das 19h, com os três jogos. Até a final, no dia 2 de março, serão realizadas 32 partidas. Elas ocorrem nas terças e quintas-feiras à noite.
A novidade é a fórmula de disputa com eliminatória dupla. A equipe que perder cai para a chave dos perdedores e se for derrotada de novo será eliminada. Os times que disputam o título são: Expressinho de Verão, Coroas Mirim/Charrua, Coroas Mirim D/
gica Hassmann, Rebordose, Bitterflex, SER Falcatrua, Pumas, Coroas C e Lesionados FC.
Está confirmada a 44ª edição da Copa CTC de Minifutebol, com o patrocínio da Diamond Construtora. As inscrições podem ser feitas no site do CTC até o fim do mês. O certame inicia em março e se estende até dezembro. É considerado um dos maiores da Região Sul.
dos FC
20h – Coroas Mirim D/Imojel x Expressinho do Verão 21h – Maragatos On Vacation x Ser Falcatrua
2ª rodada – Dia 19 (quinta-feira) 19h – Rebordose x Amnésia 20h – Shark Ataque x Coroas Mirim/Charrua 21h – Aliança x DK FC

Lajeado, Fim de semana, 14 e 15 de janeiro de 2017
Jornalismo / redação: ahora@jornalahora.inf.br
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Assinaturas: assinaturas@jornalahora.inf.br

