Skip to main content

AH - Principal | 11 e 12 de março de 2017

Page 1


PRÉVIA DA AUDIÊNCIA DOS PEDÁGIOS

Reunião da Amvat expõe falta de unidade regional

Especialista convidado para dar sugestões sobre o plano de concessões, o engenheiro civil Luiz Senna foi interrompido diversas vezes

mentos sobre os pedágios da BR-290. Para a presidente do Codevat, Cintia Agostini, o encontro acabou desvirtuado. Segundo ela, a intenção era fa-

Lajeado, fim de semana, 11 e 12 de março de 2017

Ano 14 - Nº 1801

Avulso: R$ 3,50

Fundado em julho de 2002

Fechamento da edição: 19h

É a oportunidade para a região se posicionar dizendo quais obras ela quer.

forços para reerguer sociedade que já foi referência. Páginas 14 e 15

ANDERSON LOPES

EXPEDIENTE

Diretor Geral Adair G. Weiss

Diretor de Conte˙do Fernando A. Weiss

Diretor de OperaÁıes Fabricio de Almeida

REDA« O

Av. Benjamin Constant, 1034/201 Fone: 51 3710-4200 CEP 95900-000 - Lajeado - RS www.jornalahora.inf.br ahora@jornalahora.inf.br

COMERCIAL e ASSINATURAS

Av. Benjamin Constant, 1034/201 CEP 95900-000 - Lajeado - RS comercial@jornalahora.inf.br assinaturas@jornalahora.inf.br entrega@jornalahora.inf.br

Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.

Tiragem média por edição: 7.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística) Fundado em 1º de julho de 2002

do Taquari - Lajeado - RS

INDICADORES ECONÔMICOS

MOEDACOMPRA VENDA

Dólar Comercial3,143,14

Dólar Turismo3,103,31

Euro1,071,07

Libra1,221,22

Peso Argentino15,4615,47

Cotação do dia anterior até 17:45h, Valor econômico.

ÍNDICEMÊS% MÊS % ACUMULADO ANO

ICV (Dieese)01/20171,041,04

IGP - DI (FGV)01/20170,435,99

IGP - M (FGV)02/20170,725,39

INPC (IBGE)01/20170,425,44

INCC02/20170,826,32

IPC-A (IBGE)01/20170,385,34

SALÁRIO MÍNIMO ANO: 2017 - R$ 937,00

TAXAS E CERTIFICADOS MÊS% MÊS % ACUMULADO ANO

TJLP ANO01/20177,50

SELIC META12,25

TR 02/2017 0,150,35

CDI MENSAL02/20170,861,96

OURO E PETROLEO FECHAMENTO DATAHORÁRIO

OURO GOLD (Onça Troy) USD 1.202,40 10/03/201717:25 PETROLEO BRENT USD 49,28 10/03/201717:25

S&P 500 (EUA)2.364,870,08

BOLSAS MUNDIAIS PONTOS % FECHAMENTO IBOVESPA (BRA)64.736,630,23 cotação do dia anterior até 17h45min DOWJONES (EUA) 20.890,460,15

NASDAQ (EUA)5.853,170,25

DAX 30 (ALE)11.963,18-0,13 FSTE 100 (GRB)7.343,080,38

gilberto@agea.com.br

Vale dos Alimentos é um conceito

“Tentemoveromundo–oprimeiropassoserá moverasimesmo.”
Platão,filósofogrego–348a.C.

Proteção de fronteiras e proteína animal fizeram da Metade Sul uma região geopolítica fundamental para o Brasil. O charque ergueu uma Pelotas aristocrática; pecuária e defesa de fronteira tornaram Bagé, Dom Pedrito, Livramento e Uruguaiana protagonistas até meados da década de 1970. Nesse período, o poder ergueu palacetes urbanos, garantiu estâncias monumentais, apartamentos no Rio de Janeiro e casas em Punta. À semelhança da Argentina do trigo e da carne, concentrou-se riqueza e restringiu-se conhecimento.

O retrocesso dos hermanos, que participaram o seleto clube dos países mais ricos no pós II Guerra Mundial, nada nos ensinou. Desprezamos, como eles, a evolução da indústria de transformação no setor de alimentos e a agricultura. Preponderou a decadência de charqueadas, frigoríficos e lanifícios. Com tanta terra fértil, comia-se tomates de São Paulo – Ceasa, hoje.

A OUTRA METADE. O Norte gaúcho tem uma gênesis diferente. A vantagem de não defender fronteiras e as agruras de lidar com a terra indomada, iniquidade dos contratos e relevo adverso. Tais fatores exigiram a proximidade comunitária similar ao torrão de origem dos colonizadores. A liderança variada fortaleceu a distribuição de trabalhos e a associação para construir bens comuns. A ausência da Coroa nas regiões mais ermas fomentou a pró-atividade nas questões cruciais de infraestrutura.

Senhor das técnicas para produzir ferramentaria, o colono domou a terra inóspita. E avançou ao combinar criação de pequenos animais, agricultura e uma primitiva transformação no minifúndio versátil. A lógica consolidou agroindústrias familiares tão importantes. A tudo

isso acrescentou duas joias preciosas à Europa: o associativismo e o cooperativismo. O impacto na economia mede-se pelo predomínio: cerca de 80% do PIB do Vale do Taquari gira em torno do agronegócio. O dinamismo atrai bons serviços, mas ainda falta algo. Uma organização, uma ideia geral para unir o arranjo produtivo local.

OLHO NA SERRA. Há pouco tempo, o vinho brasileiro era uma ressaca e encantar-se por uma região vinícola daqui, um delírio. Bento Gonçalves mudou tudo ao ousar fazer diferente. Com determinação na defesa de conceitos próprios, transformou ideia “Vale dos Vinhedos” em realidade. E fez rápido, como mostra a criação de suas duas principais instituições: Aprovale, em 1995 e o Ibravin, em 1998. Em 2012, chegou a Denominação de Origem – D. O. –, última grande conquista. Trèschic.

VALE DOS LÁCTEOS. Por anos, a Univates coordenou um projeto para ordenar a produção leiteira regional com processos, métodos e a identidade Vale dos Lácteos. Por fatores diversos, congelado está. É hora de tirá-lo do freezer. Ainda mais que em maio, ocorre a Jornada do Setor Alimentício – Alimentaaçãors. O evento conta com dois seminários – Segurança Alimentar e Inovação –, um ciclo de palestras e uma oficina sobre certificação. Aproxima Univates e Unisinos, torna o conhecimento mais acessível. Dá o primeiro passo na discussão para um Vale de Alimentos.

Masaindafaltaalgo. Umaorganização, umaideiageral

CONCEITO. Nos fins do século XV, o infante Dom Henrique criou a Escola (no sentido filosófico) de Sagres, estimulado pelos grandes negócios da navegação. Gerou uma convergência de conhecimentos que fez de Portugal a maior potência marítima do séc. XVI. Convergir é essencial para construir o vale idealizado.

Sei o valor de uma ideia amparada na história. Há pouco mais de 30 anos, sugeri a marca Da Colônia para uma agroindústria da Costa da Miraguaia. A família Melo Freitas foi além e tornou a empresa um patrimônio de Santo Antônio da Patrulha. Em três décadas de atenção ao conceito “da colônia”. Pouco tempo, mas valeu muito a pena.

adairweiss@jornalahora.inf.br

Objetivo e menos populista Caumo expõe governo

Areunião-almoço da Acil, organizada pelo Fórum das Entidades, na quinta-feira, sabatinou o prefeito Marcelo Caumo e a vice Glaucia Schumacher. Diferente da retórica populista e pouco objetiva do ex-prefeito, Luís Fernando Schmitt (PT), Caumo foi direto, pragmático. Não divagou e muito menos entrou “na lógica da interpretação das coisas do politica e socialmente justo”.

Glaucia Schumacher contribuiu nos números. Ambos foram muito francos com os dados e abriram boa parte da “caixa preta” desconhecida ao público. Expuseram os valores dos contratos milionários que consomem cifras enormes e, segundo os gestores, limitam o poder de investimentos.

De fato, algumas discrepâncias são absurdas, quase inacreditáveis. Porém, não fizeram qualquer crítica ao governo anterior. “Foram profissionais na explanação”, como elogiou o empresário Rogério Wink, ao dirigir sua pergunta.

O descompasso entre receita e orçamento, a falta de previsão orçamentária de gastos altos e os compromissos latentes reassumidos saltam aos olhos.

Caumo reforçou o compromisso de zerar a falta de vagas nas creches; prometeu continuar o enxugamento de pessoal e dos

Lajeado não comporta mais essa imprudência administrativa grosseira, onde qualquer “amiguinho do rei” vira secretário e pode “reinventar a roda”.

rio, enfim.

Caumo e Gláucia apresentaram questões relevantes. Agradaram os representantes das 13 entidades, mas assumiram desafios arrojados e expuseram um paradoxo: como fazer obras sem capacidade de investimentos.?

Talvez seja a falta de visão e de um planejamento ordenado o entrave de Lajeado. Qualquer governo, quando entra, pode mudar tudo ao bel-prazer. Pode desconstruir o que fez o anterior e se aventurar para “testar” novos planos. Lajeado não comporta mais essa imprudência administrativa grosseira, onde qualquer “amiguinho do rei” vira secretário e pode “reinventar a roda”. É necessário criar mecanismos impeditivos, com apoio da sociedade contratos terceirizados; aposta na Univates como parceiro estratégico na saúde, urbanismo, empreendedorismo e inovação; quer

Verdadeiramente, a sociedade lajeadense espera humildade e bom senso dos novos gestores. Para ouvirem, ao menos, os representantes das entidades. Se não a toda população, mas ao menos seus representantes, inclusive, o Legislativo, apesar das contradições que por lá ocorrem.

Errar é humano, mas insistir no erro e não compartilhar as decisões e problemas complexos têm definição: falta de inteligência ou má intenção.

O primeiro passo foi dado. Os pontos críticos estão expostos. Decisões serão necessárias e, sistematicamente, reunir setores estratégicos do município. Mais do que necessário, é uma obrigação do gestor sério, eficiente e bem intencionado.

R$ 2 milhões evaporam

A entrega da declaração do ImpostodeRendaPessoaFísica iniciou no dia 2 e segue até 28 de abril. O Sincovat promove, no sábado, 18, a ação denominada Em Dia com o Leão, em frente à Caixa Econômica Federal de Lajeado, na Júlio de Castilhos, para sensibilizar a comunidade a destinar parte do imposto ao Comdica. Muitas pessoas declaram Imposto de Renda e deixam de beneficiar entidades com parte do tributo. Não o fazem por desinformação. No último ano, só Lajeado deixou evaporar R$ 2,1 milhões.Tinhacincomilcontribuintes e menos de 200 destinaram o imposto às entidades, menosdeR$300mil.Édinheiro para o caixa único do governo quepoderiaficarnacidade.

Está de volta

Ardêmio Heineck, articulista e incansável nas defesas regionais, retoma suas atividades voluntárias. Integra o movimento da CIC Regional, entidade que presidiu na sua concepção e a qual elevou ao status de câmara regional.

Embora contrariado por alguns setores políticos, sua dedicação e esforço sistêmicos em defesa de causas regionais merecem respeito.

Poucos dedicam tanta energia e persistência em temas estratégicos do Vale.

O novo governo de Lajeado vai contratar o especialista em Urbanismo, Ênio Perin, sem licitação. A Hora trouxe a matéria na quinta-feira. Sem entrar no mérito e na capacidade do engenheiro, o Executivo perdeu a oportunidade de chancelar essa decisão com o setores diretamente envolvidos. Assumiu um ônus, sozinho, desnecessariamente.

Embora exista a lei das dispensa de licitação, a prática não deve virar moda, até porque a decisão

não encontra unanimidade. São R$ 192 mil, cifra coerente para o tipo de trabalho e um orçamento de quase R$ 300 milhões. Mas é bom nunca esquecer que o desgoverno anterior começou nas licitações, inclusive, com um contrato sem licitação de R$ 250 mil para consultoria interna, com uma empresa de Belo Horizonte.

THIAGO MAURIQUE

SUGESTÕES: Professor aposentado da Ufrgs e ex-diretor da ANTT, Luiz Senna, defendeu o projeto de concessão. Para ele, é a única forma de assegurar investimentos na rodovia em meio à crise financeira do setor público

Discórdia tumultua reunião da Amvat sobre pedágios

Especialista convidado para dar sugestões aos líderes da região, engenheiro civil Luiz Senna, foi interrompido diversas vezes durante palestra. Na terça-feira, líderes regionais se reúnem com ministro dos Transportes em Brasília na tentativa de alterar o projeto.

Reportagemefotos, ThiagoMaurique

Vale do Taquari

Prevista para ser um encontro consultivo, voltado para a obtenção de um consenso sobre o projeto de privatização da BR-386, a reunião da Amvat realizada na manhã dessa sexta-feira, terminou em bagunça. O encontro foi tumultuado por parte do público, discordante das colocações apresentadas pelo especialista convidado.

Professor aposentado da Ufrgs e ex-diretor da ANTT, o engenheiro civil Luiz Senna, tentava explicar os detalhes do projeto de concessão, mas foi interrompido

diversas vezes. A confusão ficou ainda maior quando representantes de outras regiões desviaram o foco da reunião ao fazer questionamentos sobre os pedágios da BR-290. Presidente do Codevat, Cíntia Agostini afirma que o encontro foi desvirtuado. Segundo ela, a intenção era fazer uma discussão técnica sobre o projeto e estabelecer um procedimento a ser adotado pela região nas próximas audiências públicas sobre o tema.

“A reunião perdeu o foco e acabou se tornando uma discussão sobre a BR-290, a qual nem temos propriedade para debater”, ressalta. Segundo a presidente do Codevat, os prefeitos não tiveram oportunidade para discutir seus pontos de vista sobre a rodovia da

produção.

“Mais do que nunca, o Vale precisa mostrar unidade”, alerta. Segundo ela, a região não deve aceitar a privatização nos termos previstos pela União. Por outro lado, ressalta a importância de discutir todos os detalhes do projeto para tentar encontrar um ponto de equilíbrio capaz de atender as demandas de obras e manutenção sem onerar os usuários em excesso.

“Precisamos analisar as obras previstas, rever o volume de tráfego previsto no estudo e buscar as alterações necessárias”, aponta.

Uma possibilidade é a implementação de uma cláusula que obrigue a concessionária a instalar um sistema eletrônico de cobrança por quilômetro rodado, semelhante ao existente nas rodovias da Alemanha. “Podemos até aceitar a concessão de 30 anos, mas não a renovação por mais 30”, ressalta. Também propõe a diluição no prazo de execução das obras, de forma que possam iniciar antes do previsto e ainda reduzir o valor da tarifa.

Para Cíntia, as desconfianças políticas precisam ser deixadas

•Todo pacote de concessão prevê investimentos de R$ 7,9 bilhões nos 30 anos. Destes, R$ 3 bilhões serão destinados para duplicações e melhorias nas pistas, dos quais 75% (2,3 bi) serão usados na duplicação da BR-386.

• o edital prevê 219,70 quilômetros de duplicação na BR-386 em 15 anos;

• Pelo contrato original, as obras só começam a partir do 12º ano;

• O contrato prevê melhorias de vias marginais, trevos, viadutos, passagens superiores e inferiores, interconexões, retornos, passarelas, correções de traçado e acessos;

• Serão quatro novas praças de pedágio numa extensão de 230 quilômetros entre Tio Hugo e Canoas.

de lado para que a discussão fique restrita às questões técnicas.

Críticas fortes

Ao se posicionar favorável à pri-

vatização das rodovias gaúchas, Luiz Senna foi contestado por parte do público. Presidente da Associação dos Usuários das Rodovias Pedagiadas, David Vicenzo ressaltou que o edital foi executado pela empresa Triunfo/Concepa, empresa interessada na concessão.

Segundo ele, o modelo é exatamente o mesmo realizado há 20 anos, e foi elaborado de acordo com os interesses do sindicato das indústrias construtoras de estradas (Sicepot). “É o cartel das empreiteiras gaúchas, e são elas que mandam no Estado.”

Para Vicenzo, a intenção é assegurar benefícios para as empreiteiras às custas do contribuinte. Ressalta ainda que a privatização das estradas no governo Antônio Britto foi protagonizada pelo hoje ministro, Eliseu Padilha, que também está à frente do projeto atual. “As empreiteiras nos sugaram R$ 7 bilhões, deixaram as estradas em frangalhos e nos deixaram a conta para pagar.”

Empresário do setor da construção civil, Paulo Valdir Pohl, acredita que o projeto de concessão foi lançado no momento errado, em queapopulaçãoeas empresas en-

frentam a maior recessão da história. “A culpa nem é da empresa que elaborou, e sim dos governos, insensíveis com a crise.”

Para ele, o projeto é danoso ao Vale do Taquari, que ficaria sitiado por oito praças de pedágio, aumentando significativamente o custo de logística da região.

Encontro com ministro

Líderes das entidades representativas do Vale viajam a Brasília na terça-feira para encontro com o ministro dos Transportes, Maurício Lessa. A intenção é esclarecer pontos do contrato referentes aos municípios da região e tentar construir um edital mais adequado.

Para as entidades, a ANTT e o ministro precisam se mostrar dispostos a alterar a concessão. De acordo com Cíntia, metade de todo o transporte realizado no estado passa pela BR-386 e é fundamental que a melhoria em logística seja realizada por um preço justo ao usuário.

Setor empresarial define estratégia

Entidades representativas do setor empresarial também se reuniram na manhã de sexta-feira para debater o projeto de concessão da BR-386. O encontro convocado CIC - VT) reforçou a necessidade de consenso sobre o tema. Para os líderes, é necessário diálogo e união de esforços para evitar que a região seja prejudicada economicamente com o edital. As entidades defendem que 50% dos valores gastos para manter a 386, sejam mantidos no orçamento federal. Elas justificam a posição diante da existência do Contribuições de Intervenção no Domínio Ecônomico (CIDE), criado para ser usado na infraestrutura de transportes.

experiência ruim com a concessão de rodovias iniciada nos anos 90. Foram 15 anos de pedágios sem retorno em qualidade de rodovia. Como evitar que essa situação se repita?

Senna – Ao contrário do que pensa o senso comum, o grande responsável pelos problemas da concessão foi o próprio Estado. Em época de eleições, que no Brasil ocorre a cada dois anos, o governo não dava reajuste na tarifa. Isso compromete qualquer arranjo econômico e financeiro. Tem que utilizar esse aprendizado regional

mais prevalentes é em relação ao valores previstos. Na sua opinião, as críticas

Ao contrário do que pensa o senso comum, o grande responsável pelos problemas da concessão foi o próprio Estado.”

pa?

Senna – A concessão não é um projeto só para obra, pelo contrário. O grande problema das rodovias brasileiras é a manutenção. E temos um novo componente que é a operação. O usuário quer placas indicativas, serviços de guincho, ambulâncias, sinalização permanente. A grande motivação é assegurar que as rodovias estejam sempre boas, coisa que o Estado não consegue fazer. O RS só tem 10% das rodovias pavimentadas, o que é uma calamidade pública.

a falta de sensibilidade para pensar “fora da caixa”. Dizer sim ou não para os pedágios exige maturidade. Ao passo que convencemos a ANTT e o ministério de virem aLajeado ouvir nossas contribuições, é hora de mostrarmos unidade e organização. Só dizer que somos contra, ficando num argumento raso e superficial, é insuficiente para os técnicos federais atenderam nossos pedidos. É hora de apresentá-los com clareza, de preferência no papel, e deixar de lado as vaidades políticas e o oportunismo.

Novas exigências do Daer impedem início da obra

Projeto da ponte de São Bento será reavaliado

Lajeado

Um mês após o Daer aceitar as modificações no projeto sugeridas pelo governo municipal, a autarquia estadual volta a solicitar novas mudanças na proposta de duplicação da ponte sobre o Arroio Saraquá, orçada em pouco mais de R$ 1 milhão.

A estrutura é uma das principais reivindicações de moradores dos bairros Moinhos D'Água, São Bento e do município de Santa Clara do Sul. Próxima à UPA, a ponte de mão única é local de recorrentes acidentes. De acordo com o coordenador de Projetos Especiais do governo de Lajeado, Isidoro Fornari, o Daer agora solicita que a ponte velha seja elevada em pelo menos 40 centímetros, para nivelar com a altura prevista para a nova estrutura.

“Estamos pendentes nessa questão técnica. Vamos ver se é melhor dar uma ‘macaqueada’ na estrutura antiga, elevando a altura. Ou se é melhor deixar as duas no mesmo nível atual. Para tal, será preciso um estudo hidrológico para avaliar

a vazão”, explica Fornari. Ele também se queixa de demora na finalização desse estudo hidrológico. Diz que já deveria ter sido concluído. O agente público mantém o otimismo em relação à obra. Segundo Fornari, o recurso próximo de R$ 1 milhão, a ser

repassado pela autarquia estadual, está “assegurado”. Já o governo municipal deve auxiliar com maquinários e mão de obra. A administração municipal ainda busca apoio do Executivo de Santa Clara do Sul para garantir o empreendimento entre as cidades.

Chuva continua e reduz temperatura

Vale do Taquari

A instabilidade que atingiu o Valenaquinta-feiraànoitecontinua no fim de semana. Neste sábado, a umidade circula sobre a região e confere um dia entre sol e nuvens, com chances de chuva em alguns períodos de maior nebulosidade. As temperaturas ficam agradáveis ao amanhecer, mas à tarde esquenta um pouco, não passando de 29°C.

amenas ao amanhecer e à noite.

Última semana do verão

Antes mesmo do asfaltamento daquela rodovia, em 2002, as comunidades próximas à ponte já reivindicavam a duplicação da travessia. Naquele ano, porém, o Governo do Estado finalizou o asfaltamento de toda a extensão de 11 quilômetros da ERS-413, entre Lajeado e Santa Clara do Sul, mas optou por não duplicar a estrutura.

Já o projeto da nova ponte da ERS-413 foi apresentado pelo Executivo municipal ao governo estadual em 2010.

Faz seis anos, o empreendimento foi licitado

pelo governo estadual. A duplicação da travessia estava orçada em R$ 542,9 mil. Com as trocas de governos, o projeto foi deixado de lado.

Na gestão do ex-prefeito, Luís Fernando Schmidt, uma nova proposta chegou a ser apresentada ao Daer, mas custaria mais do que o projeto anterior, agora reencaminhado pela atual gestão. Hoje, em média quase três mil veículos passam pela estrutura todos os dias. A expectativa é por uma nova estrutura com 30 metros de comprimento por 12 metros de largura.

Ao fim do sábado e início de domingo, uma nova frente fria ingressa no RS e provoca pancadas de chuva com risco de temporais localizados no Vale. A previsão é de 90% de probabilidade de chuva e temperaturas agradáveis em boa parte do domingo. Na segunda-feira, o dia começa com nebulosidade e condições para chuvas isoladas. Porém, ao longo do dia, ar mais seco e frio ingressa no território gaúcho e proporciona a gradativa melhoradotempo,permitindoqueosol apareça. As temperaturas ficam

Palestra

A previsão é de que a última semana da estação tenha dias ensolarados. O outono inicia no dia 20, às 7h29min. Na terça-feira, 13, o ar seco e frio define as condições do tempo e confere um dia ensolarado à região, com possibilidade de nevoeiro em pontos isolados ao amanhecer. As temperaturas ficam amenas no começo e fim do dia.

Na quarta-feira, o dia começa com temperaturas amenas e bancos de nevoeiro. Ainda pela manhã, a nebulosidade reduz e permite o aparecimento do sol, o que eleva as temperaturas. Por conta do aquecimento diurno, da tarde para a noite, pancadas de chuva isoladas não são afastadas.

Na quinta-feira, a previsão é de outro dia ensolarado e quente na região,epodemocorrerpancadas de chuva esparsas entre a tarde e a noite.

A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) realiza o primeiro almoço empresarial do ano no dia 29. O encontro inicia às 11h45min, no auditório 3 da entidade.

O palestrante Celso Luft abordará os riscos da atividade empresarial frente ao cruzamento de informações fiscais, econômi-

cas e financeiras. Luft é vice-presidente do Controle Interno do Conselho Regional de Contabilidade do RS e diretor do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon/RS).

Para participar, o investimento para associados é de R$ 39. Demais interessados pagam R$ 49. Informações e inscrições pelo 3762-1233 ou comercial@cicteutonia.com.br

A ponte com uma só via na ERS-413 causa riscos a quem trafega entre os bairros de Lajeado e Santa Clara do Sul
ANDERSON LOPES
PROJETO TEM SETE ANOS
Frente fria aumenta instabilidade e traz chuva para este fim de semana
ANDERSON
Teutônia

Prédio carece de ajustes para transferência

Aulas do curso do IFsul continuam em escola municipal do Campestre até abril

Lajeado

Depois de um mês da mudança do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) para a sede definitiva, no bairro Olarias, as aulas são mantidas na escola municipal do bairro Campestre. As atividades serãorealizadasnanovaestrutura em abril. Em fevereiro, professores e funcionários levaram ao novo prédio itens de mobiliário e outros equipamentos.

A decisão de manter as aulas na Campestre foi adotada para não prejudicar os trabalhos. O novo prédio requer a instalação da rede lógica.Semosistema,oprédionão conta com rede de internet.

A instalação deve ser feita pela empresa responsável pela obra, que no ano passado interrompeu as atividades por falta de pagamento. Conforme a diretora do câmpus, CláudiaSwabe,recursosforamliberados e o débito foi regularizado. A empresa deve retomar o serviço na próxima semana. A intenção é concluiratéofimdomês.

Professores, funcionários e alunos devem fazer uma nova força- tarefa na segunda e terça-feira para concluir a instalação de móveis e equipamentos. O sistema de refrigeração das salas não foi feito. Por isso, não é possível colocar em funcionamento o servidor.

“Seria uma irresponsabilidade nossa trazer o equipamento. Com o calor que fez em fevereiro e sem a instalação do split, ele ficaria danificado. Não teríamos liberação para iniciar as atividades com

essas condições.” A instituição aguarda que a empresa fornecedora instale os equipamentos.

Segundo Cláudia, em abril, as aulas iniciam no câmpus. Uma solenidade de inauguração deve ocorrer com a reitoria e com a possibilidade da presença do ministro da Educação, Mendonça Filho.

Aempresaresponsávelpelaobra ainda verifica pequenas situações como vazamentos, goteiras e demais detalhes.

Novos professores

Nos próximos dias, deve ser publicado o edital para remoção de professores. Nove vagas da área de formação geral serão contempladas. Com a garantia da vinda dos docentes,aofertadocursointegrado em Automação Industrial fica mais próxima.

O câmpus conta com um professor da área técnica para o curso e, com o tempo, deve chamar os demais selecionados em concurso.

A diretora acredita que, a partir da chegada dos novos docentes, é possível que as aulas da primeira turma ocorram já no início de 2018.DeacordocomCláudia,ainstituição conta com equipamentos para dar andamento ao curso por dois anos. Nesse tempo, terão que buscar recursos para adquirir os que falta.

Sem espaço

O câmpus do IFSul em Lajeado fica no bairro Olarias, ao lado do campo de futebol. O prédio está situado em uma área de 1,5 hectare. Conta com um bloco multifun-

cional com atendimento ao aluno, sala de reuniões, gabinete da direção, cozinha, banheiros, miniauditório, sala da TI e almoxarifado.

O outro bloco tem quatro salas de aula e quatro laboratórios.

Segundo Claudia, o câmpus é o menor de toda rede. A promessa inicial do município era conceder uma área de três hectares.

O projeto inicial do instituto prevê a construção de auditório e um novo prédio para o curso de Automação Industrial. Sem área física, Cláudia acredita que a solução seráconstruirprédioscommaisde umpavimento,oquerequermaior investimento.

ANDERSON LOPES
Aulas do curso técnico em Administração começam na nova sede em abril

Proposta estipula 5,3% de reajuste aos servidores

Governo apresentou índice ao sindicato nesta semana

Lajeado

ASecretaria da Fazenda (Sefa) finalizou a proposta de reajuste dos servidores. O aumento sugerido pelo governo é de 5,35% sobre os vencimentos atuais dos 2,1 mil funcionários públicos e professores. Sindicatos das classes participaram de dois encontros com equipe do prefeito Marcelo Caumo, e maioria dos representantes aceitou o aumento sugerido.

O valor proposto pelo Executivo está abaixo da inflação de 2016. O indicador fechou o ano em 6,2%, a mais baixa desde 2013. De acordo com o secretário, Guilherme Cé, a administração municipal utiliza um parâmetro diferente para definir a inflação.

“A data base é março. O IPCA dos últimos 12 meses, entre fevereiro

PROTESTOS EM 2016

Em março do ano passado, a proposta de 6,8% gerou reação. Servidores pediam 11%.

Por duas vezes, a câmara foi palco de protestos dos servidores. Segundo Mara, a reação no ano passado foi diferente em função do pouco diálogo entre sindicatos, servidores e a equipe do prefeito.

de 2016 e janeiro de 2017, foi de 5,35%. Será o parâmetro para os próximos anos. Antes, não havia regra”, alega.

O vale-alimentação terá um reajuste de 10%, passando de R$ 100 para R$ 110 para a maioria dos servidores públicos. Já aos professores que trabalham 20 horas, o valor do benefício mensal passa de R$ 70 para R$ 77.

Conforme Cé, cada 1% de aumento na folha do funcionalismo público significa cerca de R$ 1 milhão a mais por ano. Com isso, a previsão é de um aumento de cerca de R$ 5,4 milhões em gastos com servidores.

Executivo e sindicatos representantes dos servidores públicos e dos professores realizaram duas audiências nesta semana. Para Cé, a aceitação foi boa. “Dialogamos com o sindicato. Entenderam nossa proposta”, resume.

“Ano que vem será menor”

Mara Goergen, presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Lajeado, confirma que a classe concordou e aceitou o aumento proposto pelo Executivo. “O acumulado seria de 6,29%. Mas a gente acordou com o valor sugerido. O governo explicou o parâmetro deles para o cálculo da inflação, e nós entendemos”, diz. A presidente também alerta para a possibilidade de o reajuste ser menor em 2018. Segundo Mara, deve ficar em torno de 4,75%.

Ainda de acordo com Mara, o sindicato dos servidores municipais cobrava aumento de 30% no vale-alimentação. Com isso, os valores passariam a R$ 130 para a maioria dos servidores públicos, e R$ 91 para os professores que trabalham só 20 horas por semana.

Nova eleição ocorre neste domingo

Os eleitores de Arvorezinha voltam às urnas neste domingo para escolher o novo prefeito do município. Disputam o cargo Jaime Borsatto (PP) e Rogério Fachinetto (PDT). A eleição suplementar ocorre em seis cidades do RS e deve levar às urnas mais de 247 mil eleitores. Borsatto (PP) ocupa o cargo de prefeito de forma interina. Ele foi eleito vereador na última eleição e escolhido presi-

Entenda o caso

Em Arvorezinha, na votação de outubro, o candidato da oposição, Sérgio Reginatto Velere (PDT), foi eleito, mas não pôde assumir o cargo. Cerca de dois meses depois, o ex-prefeito teve seu registro cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Velere foi condenado por não ter aberto licitação para serviços de mecânica pesada e compra de peças na época em que

dente da câmara de vereadores. Com isso, ocupa a vaga deixada pelo indeferimento de candidatura do vencedor, Sérgio Reginatto Velere, em outubro. Aos 54 anos, o mecânico soma seis mandatos como vereador. O primeiro em 1992. O segundo candidato é Rogério Fachinetto (PDT). O comerciante tem 50 anos, e filiou-se ao PDT em 2016. Em outubro, concorreu pela primeira vez a cargo eletivo como vice de Velere. Diante da decisão judicial, concorre a prefeito.

comandava o município. A decisão do TSE ocorreu em 2008. Velere recorreu e o nome dele seguiu na urna eletrônica para o pleito deste ano. A pedido do Ministério Público e da chapa de situação, Unidos para Continuar, formada por oito partidos (PP\PTB\ PMDB\PSB\PV\PSDB\PSD e PCdoB), a chapa do PDT foi suspensa e as eleições, anuladas.

Proposta atinge mais de dois mil servidores. Em 2016, revisão foi de 8%
ANDERSON LOPES/ARQUIVO
Arvorezinha
Jaime Borsatto (PP) Rogério Fachinetto (PDT)
DIVULGAÇÃO

Gestão compartilhada

As cooperativas têm um papel fundamental na promoção do desenvolvimento regional. Geram renda, empregos e promovem a inclusão social. São organizações formadas por pessoas, presentes em seis continentes e somam mais de 1 bilhão de associados.

O grande diferencial das cooperativas em relação à empresas mercantis, é a gestão democrática, a participação efetiva do quadro social.Todos têm direitos iguais na hora de decidir.

A Cooperativa Certel é um exemplo de como se faz gestão compartilhada. Desde 1982 iniciou a formação de núcleos nas comunidades onde atua. São eleitos líderes e vice-líderes para representar os sócios, seus interesses, suas necessidades e aproximar a diretoria dos demais membros da entidade. As reuniões com os 250 representantes são quadrimestrais.

Conforme o presidente Erineo José Hennemann, o objetivo dos grupos é contribuir para a formação de lideranças conscientes e atuantes. Auxiliar o conselho de administração, trazer as reivindicações dos associados e de suas comunidades, bem como dar sugestões para solucionar os

são realizadas, no

eventuais problemas. Cada líder busca orientar os associados sobre os serviços que a cooperativa presta e a forma como podem ser utilizados. Para Hennemann, para que um projeto obtenha êxito, seja em

preciso o diálogo com exposição e debate de ideias. É necessário -

tratégias para que a viabilização de um cenário positivo, em que impere o desenvolvimento e a satisfação geral, seja possível. “Num mundo em que a tecnolo-

12

Cada um pode ajudar, basta ter vontade e querer colocar um pouco do seu tempo à disposição

Arlito Henz, Líder de núcleo

gia está cada vez mais presente, auxiliando a modernizar e agilizar processos, o ser humano é esimportantes”, destaca.

Transparência e união

Há mais de 15 anos o agricultor José Claudio Dewes, de Travesseiro, é líder de núcleo. Destaca a necessidade de ter cada vez mais transparência em todas as ações

desenvolvidas pela cooperativa.car o quadro social, discutir em assembleias cada investimento e seus impactos para evitar prejuízos no futuro. “Os líderes assim como a equipe que gerencia os negócios e administra a cooperativa, precisam ter conhecimento, serem honestos e motivar sempre o engajamento das pessoas. Todos somos donos e temos o dever de expor nossas ideias. Só se constrói uma grande cooperativa e se mantém, quando se tem direção, conselheiros, lideranças e associados alinhados em um objetivo comum”, enfatiza.

“Somos interlocutores”

Airton Vollmer, de Lajeado, assumiu a função há dois anos e destaca a importância de representar os demais sócios. Segundo ele, o objetivo é se tornar um meio de ligação entre a diretoria e os associados. “Apontamos problemas, sugerimos soluções e assim cada vez mais o atendimento e a qualidade do serviço melhoram.”

Arlito Henz, líder há 25 anos, no bairro São Bento, em Lajeado, concorda, no entanto destaca a importância de buscar conhecimento. “É preciso saber dialogar. Ouvir críticas, sugerir e ter capa-

cidade de persuadir pessoas a e quererem cooperar na hora de implantar novos projetos como é ocasodaCotaCapital”,comenta. Elogia o trabalho realizado e cobra maior apoio dos demais sócios. “Está difícil conseguir novos líderes. Cada um pode ajudar, basta ter vontade e querer colocar um pouco do seu tempo à disposição de um trabalho voluntário. A continuidade da qualidade dos serviços e da energia que chega às nossas casas depende do nosso apoio”, convoca.

Próximas reuniões

Dia 13

2ª feira – às 13h30min, na Acil - Lajeado

Dia 14

3ª feira - às 14h, no Hotel Candeeiro da Serra - Salvador do Sul

Dia 16

5ª feira - às 14h na Câmara de Vereadores - Progresso

Dia 17

6ª feira - às às 14h na matriz da Certel – Teutônia

Anualmente,
mínimo,
reuniões com os Núcleos Cooperativos, formados por 250 líderes e vice-líderes

Mães desempregadas reclamam dos critérios de seleção nas creches

Impedimento de inscrever filhos reduz chance de voltar ao trabalho

Lajeado

Três meses atrás, Marcia Boelhouwer, 32, tentou pela primeira vez inscrever a filha Antonella, de 11 meses, na creche Jeito de Criança, no bairro Moinhos d’Água. Desempregada e em busca de trabalho, ela esperava entrar na lista de espera. Por estar fora do mercado de trabalho, Marcia foi impedida de inscrever a criança.

Depois da negativa, ela e o marido Rodrigo procuraram a Defensoria Pública para esclarecer a recusa para concorrerem a uma vaga. Foram informados do direito de entrar na fila e procuraram a direção da creche mais duas vezes, ambas sem sucesso.

“A diretora foi super educada (sic), só que disse que não podia porque a mãe precisa estar trabalhando.” Segundo Marcia, a orientação para barrar a inscrição é uma determinação do governo. “Ela nos informou que foi dada uma orientação que eu preciso estar trabalhando para fazer a documentação da Antonella, pois ela precisa dos meus registros de trabalho.”

Ela diz não ter problemas em aguardar a vaga, mas quer ao

menos poder entrar na lista de espera. “Não estou conseguindo nem inscrever na creche. Eu sei que demora, e não teria problema em esperar porque tem a fila e temos de respeitar.”

O critério de exclusão é questionado por Marcia, já que apenas a mulher tem de comprovar estar empregada. “Não entendi porquê, se o pai trabalha porque a mãe também precisa. Claro que eu quero trabalhar, mas como vou fazer isso se não tenho onde deixar ela.”

Ela lembra ainda do problema caso seja contratada por alguma empresa. “Se me chamarem para o emprego onde eu vou deixar ela de uma hora para outra.”

Dificuldade financeira

Sem ter com quem deixar a criança, Marcia não consegue sequer procurar um emprego. “Eu nem procurei ainda porque tenho medo de me queimar, porque não tenho nem com quem deixar ela para fazer uma entrevista.”

A família cogitou contratar com uma babá, mas as dificuldades financeiras dificultam. “A única forma é pagar alguém, mas eu não tenho esse dinheiro justamente porque preciso trabalhar.” Rodrigo, marido de Marcia, é autônomo e trabalha com telefonia móvel e não tem renda fixa, pois depende de vendas. “Se ele não vender não recebe, no mês passa-

do as vendas foram fracas e não recebeu quase nada. Então eu preciso ajudar ele.”

O último emprego de Marcia foi como vendedora de calçados, emprego no qual precisa trabalhar aos sábados. Agora, ela procura uma atividade onde atue de segunda a sexta-feira, para poder ficar com a filha no fim de semana.

“Eu vejo que ela pode procurar um emprego mesmo estando com a criança e no momento da inscrição vai dizer que está trabalhando.”

Vera Lucia Plein

Secretária de Educação

Regra não será alterada

A proibição de mães desempregadas entrarem na fila de espera por vagas na creche foi uma medida adotada no governo passado e mantida pela atual gestão.

Segundo a secretária de Educação, Vera Lucia Plein, as exigências para seleção de alunos estão sendo de estudadas. “As diretoras seguem com os critérios pré-estabelecidos.”

Na próxima quinta-feira, 16, a secretária fará uma reunião com a promotoria pública para a política de matrículas nas creches. Porém, a mudança na proibição não é um dos temas que podem ser mudados segundo Vera. “Estamos elencando todos os itens, não estão bem definidos, considerando os já existentes e alguns que estão sendo estudados.”

As análises de novos critérios não incluem, porém, uma mudança na exigência de que mães estejam trabalhando no momento da inscrição.

“Essa conduta já vem acontecendo a mais anos, então não interferimos nisso. Não previmos nada neste momento.”

Para Vera, o fato de não poderem entrar na fila por uma vaga não é um empecilho para que as mães procurem um emprego. “Eu vejo que ela pode procurar um emprego mesmo estando com a criança e no momento da inscrição vai dizer que está trabalhando.”

Ela destaca ainda a necessidade das crianças conviverem com a família. “A gente sabe o quanto é importante essa convivência com a mãe e o pai.”

População faz filas no primeiro dia de saque do FGTS

nheiro para custear a carteira de motorista.

As agências da Caixa Econômica Federal (CEF) tiveram grande durante toda a sexta-feira. Este foi o primeiro dia de saque das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Houve alguns beneficiados que não tiveram problemas em sacar o dinheiro, aguardaram por 20 minutos nos caixas-eletrônicos. Foi o caso da auxiliar de serviços gerais, Cleci Costa, de 42 anos. Moradora de Lajeado, ela pretende utilizar o di-

“Saquei um pouco mas deixei o resto para fazer a carteira. Foi tudo tranquilo, tirando o tempo na fila.” Como tem poupança na CEF, o dinheiro de Cleci foi transferido automaticamente para sua conta.

Diferente da maioria dos que procuraram atendimento no banco, Andriele Dimer, de 23 anos, não conseguiu retirar o benefício. “Deu erro duas vezes com o cartão, então resolvi voltar amanhã (sábado).” Andriele teve de esperar uma hora na fila

e saiu sem o dinheiro, o qual pretende usar para quitar dívidas. “Eu tenho pouco a receber, então vou usar para pagar algumas contas.”

O vendedor Daniel Werner, 34, de Estrela optou por investir o dinheiro do benefício. Vou usar para fazer algumas reformas na minha casa.” Ele garante não ter enfrentado problemas na hora de acessar a agência da CEF. Durante o mês de março podem sacar o benefício os nascidos em janeiro e fevereiro. Tem direito ao recurso trabalhadores que tenham contas inativas até

dezembro de 2016. Para tirar dúvidas, as agências da Caixa ficarão abertas

sábado, 11, das 9h às 15h.

Faz três meses que Marcia tenta uma vaga para a filha Antonella, de 11 meses
EZEQUIE NEITZKE
Lajeado
neste
Nascidos nos meses de janeiro e fevereiro já podem sacar o benefício

Estudo revela potencial do setor terciário

Comércio e serviços respondem por 53,2% das vagas de emprego no RS

AFecomércio apresentou na quarta-feira, 8, estudo sobre a geração de postos de trabalho formais na setor terciário da economia. O Mapa do Emprego 2017 mostra que as atividades de comércio e serviços são responsáveis por mais de 1,6 milhão das vagas com carteira assinada no estado, 53,2% do total.

Os dados são referentes ao ano

de 2015, quando o setor empregou formalmente 94,8 mil pessoas na região dos vales do Taquari e Rio Pardo. Desse total, 71,1% das vagas estão concentradas entre micro e pequenas empresas, e os trabalhadores em média R$ 1,7 mil mensais.

O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de vagas terciárias, com 52.290 postos formais ocupados e média sa-

larial de 1.973,58. Outras 42.525 pessoas foram empregadas, com remuneração mensal média de R$ 1.561,59.

Para a gerente regional do Sebrae nos Vales do Taquari e Rio Pardo, Liane Klein, os resultados mostram o potencial do setor terciário na região. Segundo ela, em Lajeado, município polo regional, o comércio e os serviços são o principal componente da economia. “É onde se concentra o consumo da cidade, gerando emprego e renda”, ressalta.

Presidente da CIC-VT, Ito Lanius ressalta o crescimento do setor nos últimos anos. Segundo ele, comércio e serviços têm participação cada vez maior na formação -

ceira do Vale do Taquari.

“As pessoas buscam qualidade de vida, e os serviços começam a tomar o lugar dos produtos como carro-chefe da economia”, aponta. Conforme Lanius, estão incluídos nesse cenário a maior oferta e procura por opções de lazer, gas-

tronomia e de cuidados com a saúde e estética, em estabelecimentos como academia e clínicas especializadas.

Crescimento mundial

De acordo com Liane, o crescimento do terceiro setor é uma tendência internacional. Segundo ela, enquanto a indústria passa por um processo de automatização por meio de robôs, o comércio e os serviços só podem ser realizado por pessoas.

“Nesse contexto, eles são funda-

mentais para a geração de emprego e renda”, alerta. Conforme Liane, o cenário amplia a importância

Lembra que o segmento tem contato direto com os clientes.

“Se os funcionários não estiverem preparados, corre o risco de os clientes procurarem outros fornecedores para o serviço”, aponta. De acordo com a gerente do Sebrae, a lucratividades das atividades dos demais setores inevitavelmente acaba irrigando o comércio e os serviços nos municípios.

Valorização do real impacta na exportação de calçados

Um dos setores mais representativos para o Vale do Taquari, a produção calçadista começa a sofrer os resultados da valorização do real perante o dólar. Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam queda de 6,8% no volume das exportações em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Os 9,16 milhões de pares vendidos ao exterior representaram uma receita de US$ 81,54 milhões, 5% acima do obtido em 2016. Porém, os números revelam o arrefecimento no crescimento obtido nos dois meses anteriores. Em janeiro, a lucratividade das exportações brasileiras apresentou elevação de 17%.

Para o presidente da Abicalçados, Heitor Klein, as mudanças

sado, o dólar custava em média R$ 3,40, valor que caiu para R$ 3,15. “O impacto foi muito forte na formação de preços.”

sibilidade de aumento da taxa de juros nos Estados Unidos, a taxa cambial perdeu qualquer previsibilidade.”

De acordo com o presidente da Abicalçados, caso o setor alcance neste ano os mesmos resultados de 2016, será uma façanha. Ressalta que os Estados Unidos são o principal destino dos calçados brasileiros desde a década de 1970.

RS ainda é líder

O estado é o principal exportador do país, seguido por Ceará e São Paulo. O estado nordestino enviou ao exterior oito milhões em US$ 43,38 milhões. A indústria paulista arrecadou R$ 17,42 milhões em 1,26 milhão de pares.

Importações

A projeção da Abicalçados para as exportações ao longo de 2017 são negativas. Conforexportações foram responsáveis por alavancar o setor.

Para este ano, o cenário deve ser inverso devido à política de protecionismo propagandeada pelo presidente norte-americano, Donald Trump. “Aliada à pos-

A indústria calçadista gaúcha exportou 4,3 milhões de pares no primeiro bimestre. O número é 19% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

A receitas das exportações do RE somaram US$ 72,36 milhões no período, 18% acima na comparação com 2016.

A queda no preço do dólar importações, que apresentam sinais de retomada. Para a Abicalçados, a tendência para 2016 é de crescimento no número de calçados provenientes, principalmente, de países como Vietnã, Indonésia e China.

DIVULGAÇÃO

Comunidade pede melhorias na mobilidade

Departamento de Trânsito reconhece desorganização e critica falta de planejamento

Teutônia

Oaumento no número de habitantes e da frota de veículos traz problemas para a mobilidade das pessoas. A comunidade pede melhor sinalização, revisão da malha viária e mudança no sentido de ruas. O

Departamento de Trânsito promete analisar as reivindicações.

Na rua Arthur Pilz, de mão única, no bairro Languiru, a construção de uma farmácia provoca críticas. A obra contava com recuo transversal à calçada, até a entrada do estabelecimento. Quatro placas indicam “estacionamento para clientes

em compras.” A área é limitada para carros com design Hatch (de porta-malas integrado). Quando carros sedans ocupam as vagas, sobrepõem toda calçada.

O trecho fica próximo à rodoviária e tem circulação intensa de pedestres. Para percorrer o trecho, eles precisam caminhar em meio aos carros. O local é movimentado e pedestres afirmam que motos, carros, ônibus e caminhões circulam em velocidade acima do permitido. Jorge Nunes, 69, percorre o caminho

todos os dias e teme ser atropelado. “Tenho que desviar pela rua, onde os carros passam muito rápido. Parece que as autoridades de trânsito andam com os olhos vendados. Esperam que algo aconteça para fazer alguma coisa”, critica.

Segundo a Brigada Militar, para a construção do recuo, a empresa deve solicitar informações e ter aval do Departamento de Trânsito. O Código de Trânsito (CTB) considera estacionamento sobre o passeio e faixa de segurança como multa grave. A multa prevista é de R$ 195,23 e perda de cinco pontos na CNH. Além da remoção do veículo.

“Não me recordo ao certo, mas acho que a prefeitura liberou”, afirma a gerente da farmácia. Ao lado do empreendimento, foi construída uma loja com recuo semelhante, mas sem placa indicando estacionamento. A responsável pela loja afirma que a área é destinada à exposição da vitrinA.

Governo promete corrigir

O diretor de Trânsito, Carlos

Alberto da Silva, desconhecia o caso e promete tomar providências.

Silva foi policial militar por 22 anos e tem experiência de dez anos como instrutor em Centro de Formação de Condutores (CFC) . O primeiro diagnóstico no setor revelou a desorganização da mobilidade urbana. “Tem muita faixa amarela em meio-fio, em frente a estabelecimentos que foram pintados sem autorização”.

Na Três de Outubro com a Vinte e Cinco de Julho, por exemplo, há parada de ônibus, faixa de pedestres e acesso para cadeirantes na esquina. Tudo isso no perímetro do semáforo.

Leonardo Costa é natural de Uruguaiana e mora em Teutônia faz três anos. Para ele, as duas cidades se assemelham na desorganização do trânsito. A diferença está no número de habitantes: a cidade natal de Costa tem 130 mil a mais. “Os motoristas aqui são ‘meio facão’, como se diz. Na faixa de pedestres, não respeitam. Se estou com minha filha, em geral, eles param. Respeitam mais as crianças.”

SETOR PRECISA DE MAIS SERVIDORES

Os problemas são inúmeros, mas a equipe de trabalho é possível contar nos dedos. O departamento tem quatro servidores exclusivos no

serviço nas ruas. Para aglutinar reparos, correções, alterações, análise e projeção da mobilidade na rotina, seriam necessários 15.

Nunes critica estacionamento de farmácia e pede revisão da mobilidade
MACIEL DELFINO

Melhor é poder escolher

Decidir pelo melhor custo-benefício para o seguro do seucarronemsempre é uma tarefa fácil. Não seria ótimo se de uma só vez e de maneira simples e rápida você conseguisse comparar as cotações entre as dez maiores seguradoras e escolher a opção que melhor atendesse as suas necessidades. Para isso, você pode contar comocotadoron-linedaPoolseg.

Com esse sistema, é possível fazer um orçamento em minutos e obter um comparativo de preços

Você pode fazer diversas simulações, a qualquer hora e em qualquer lugar”

Vinícius Scheeren, Gerente de Desenvolvimento

sem sair de casa. “Basta preencher o formulário, analisar as modalidades, comparar e escolher o melhor para você e seu veículo”, explica o gerente de Desenvolvimento, Vinícius Scheeren.

O primeiro passo é preencher os dados do veículo. Depois acrescentar as informações do segurado e, por último, responder algumas questões sobre o uso do veículo. “Pode saber em minutos os preços, formas de pagamento, franquia e diferenciais oferecidos sem gerar aquela sensação de compromisso de fechar negócio

após solicitar uma cotação para um vendedor”, destaca. Segundo Scheeren, o cotador busca gerar uma boa experiência combinando a cotação on-line e a experiênciadosconsultoresqueestão disponíveis por telefone ou presencialmente em visitas na região dacorretora.“Aliamosaexperiência

dos21anoscomapraticidadequea internetproporciona.”

Scheeren destaca que o atendimento a sinistro, que sempre foi da Poolseg, com notas de aprovação acima de 9,5 pontos, continuará sendo oferecido a todos os clientes, mesmo aos que optarem emrealizaracotaçãopelainternet.

“Uma opção segura, transparente e ágil”

Quais as vantagens do sistema?

Vinicíus Scheeren – O sistema busca levar transparência e agilidade no processo de cotação de um seguro para automóvel. Com o cotador on-line é possível fazer diversas simulações, a qualquer hora e em qualquer lugar, antes de decidir qual a melhor opção de seguro.

Qual o tempo médio de pesquisa?

Scheeren – O preenchimento das informações leva em torno de 2 minutos e, após completar o cadastro, as primeiras cotações retornam em menos de 10 segundos. A lista completa de opções pode demorar em média mais de 2 minutos para aparecer.

Como ele pode fazer a cotação?

Scheeren – O cliente deve acessar o cotador no link www. poolseg.com.br/calculo-auto

Em seguida, é necessário preencher alguns dados do veículo. No segundo passo, é preciso apresentar algumas informações do cliente e do

relacionadas ao uso do veículo. Nosso sistema é bastante prático, pois busca informações mais complexas, como chassis e FIPE do veículo, tornando possível o processo de cotação sem nenhum documento em mãos.

O processo feito pela internet é seguro?

Scheeren – É 100% seguro.

Os dados do cliente trafegam pela internet em conexões seguras reconhecidas por instituições certificadoras. Temos uma infraestrutura própria de servidores e seguimos todas as boas práticas de segurança para evitar o roubo ou vazamento de qualquer informação. Como o processo de pagamento não é feito on-line não há perigo de fraude envolvendo uso de dados bancários ou de cartões de crédito.

Schereen – Calcule seu seguro de automóvel em menos de 2 minutos. Acesse www. poolseg.com.br/calculo-auto ou ligue para central de atendimento: 51 3762-7233.

Escolha o seguro ideal para você e solicite a sua proposta on-line

A história do Centro de Reservistas

Fundado em 21 de janeiro de 1946, o Centro de Reservistas antes era a sede do Tiro de Guerra 239. A base do serviço militar havia funcionado entre 1918 e 1945 no local, e foi extinta após o fim da Segunda Guerra Mundial. Seus bens deveriam ser repassados à comunidade.

Em Santa Clara do Sul, uma votação precisou ser feita para definir como o espaço seria ocupado. Por um voto, a ideia de criar um clube social na cidade superou o repasse da estrutura à igreja.

Na época do Tiro de Guerra, o salão era de madeira. Quando assumido pela sociedade, foi refeito, de alvenaria, para ficar mais forte. Porém, não foi o suficiente para deixar a estrutura de pé, quando um tufão atingiu a região. Por meio de bailes e eventos, e auxílio dos associados, o prédio pôde ser refeito, e resiste até hoje.

Após comprar uma área de terras no centro, a entidade precisava de dinheiro para quitar o investimento. Então surgiu a ideia de realizar o baile de Carnaval. O primeiro evento reuniu cerca de 500 pessoas. Rendeu lucros e as terras foram pagas em pouco mais de um ano.

Comunidade une forças para reerguer Centro de Reservistas

Salão da sociedade teve a energia elétrica desligada faz cerca de 15 dias, por falta de pagamento.

Antigos sócios relembram os bons tempos, mas lamentam a atual situação

Reportagemefotos, CarolinaChaves

Santa Clara do Sul

Em torno de 20 casais da cidade se mobilizam para reerguer a Sociedade Centro de Reservistas. Eles organizam uma chapa para concorrer às eleições da diretoria, ainda sem data marcada.

Criado faz 71 anos, o clube social estaria com dificuldades financeiras, e consequentes problemas estruturais. Dos cerca de 600 sócios na década de 1990, teriam restado apenas 60. Nos últimos anos, várias áreas pertencentes à sociedade precisaram ser vendidas, e todos eventos própriosdeixaramdeserrealizados.

Neste verão, nem mesmo a temporada de piscinas foi aberta. Faz cerca de 15 dias que o salão da sociedade, na avenida 28 de Maio, está sem energia elétrica. O serviço foi interrompido por falta de pagamento. Um estopim para que a comunidade despertasse para a necessidade de agir. “Se ninguém assumir, vai acabar fechando. E não é isso que queremos. Muitos estão se prontificando a nos ajudar”, conta o presidente da chapa, João Antônio Goergen, o “Toninho”.

Sócio-honorário do clube, ele

foi presidente da sociedade por 12 anos – entre as décadas de 1980 e 1990, e lamenta a situação. Mas quer olhar para frente. “Não vamos nos atentar ao que já aconteceu. Vamos pensar no que pode ser feito.”

Assembleia

Até o momento, a chapa de Toninho não tem um plano pronto. A única certeza é de que precisam trazer os associados de volta, e mobilizar a comunidade. “As pessoas fazem o clube. Queremos debater as questões em conjunto, dar transparência.

Não vamos nos atentar ao que já aconteceu. Vamos pensar no que pode ser feito”

João Antônio Goergen, o Toninho

É o sócio que precisa decidir as coisas”, ressalta Ademar Kroth, vice-presidente.

Para formular o planejamento, os candidatos querem verificar a atual situação financeira da sociedade. Para isso, ainda neste mês, devem promover uma assembleia geral de associados.

O objetivo é que o atual presidente, Natalício da Rosa, preste contas de seu mandato, cumprido faz cerca de dois anos. Ele teria concordado em apresentar as informações.

“Sabemos que ele já pegou a sociedade com dívidas. Nossa in-

tenção não é culpar ninguém.” A reportagem contatou com Rosa, mas ele não falou acerca do caso.

Energia elétrica

Nessa quinta-feira, Toninho e Kroth foram a Teutônia tentar uma negociação com a concessionária de energia. “Estamos tomando a frente, pois queremos resolver essa situação. Há vários eventos marcados.”

Alguns integram os festejos de 25 anos de emancipação de Santa Clara do Sul, que ocorrem entre 16 e 20 deste mês.

O Executivo já foi informado dos problemas. “Falamos com o prefeito o que planejamos, e se dispôs a colaborar. Precisamos muito da ajuda pública”, afirma Toninho.

“Sentimos muita saudades deste tempo”

Nascido e criado em Santa Clara do Sul, Heitor Arno Thomas, 68, acompanha o caso a uma certa distância. Sócio-honorário do clube, ele se afastou da diretoria faz 20 anos, quando deixou a presidência, em 1997.

Carrega um sentimento comum nos moradores da cidade, em relação ao clube: desânimo. “É triste ver esse resultado de más gestões, de más discussões, más fiscalizações.”

Lembra que na época em que

Sociedade Centro de Reservistas foi fundada em 1946, e chegou a ter 600 sócios. Hoje, o número não passa de 60

Em 1985, depois da consolidação do baile, o espaço do salão tornou-se insuficiente. E, por volta de 1985, foi iniciado o Carnaval de rua, com carros de som, venda de bebidas e alimentos. No auge do evento, a multidão chegava a 12 mil pessoas.

O baile de Carnaval deixou de ser feito pela sociedade, e passou a ser realizado por promotores de eventos. Na época, também foi desfeito o convênio entre o Centro de Reservistas e outras sociedades, como São Bento e São Rafael, para que não realizassem eventos paralelamente.

A pedido da própria comunidade, o Carnaval de rua parou de ser realizado. Vandalismo e brigas estariam estragando a imagem da cidade. Desde então, é proibido estacionar e colocar som automotivo ao longo da avenida 28 de Maio, assim como vendedores ambulantes.

Moradores próximos ao clube procuraram o Ministério Público (MP) para reclamar do som alto durante as festas. Foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) determinando respeito ao horário de sossego. Nova reclamação ao Judiciário ocorreu em 2011. O desrespeito ao acordo rendeu ao clube a proibição de realizar as festas entre janeiro e novembro de 2012. Adaptações acústicas e diversas reformas custaram R$ 100 mil ao clube.

198520072008 a 2012

participava tudo era muito diferente. “Era algo familiar, comunitário. Havia até uma certa pressão das pessoas. Eu mesmo me associei por conta dos meus pais.”

A primeira assinatura na lista de presença da diretoria foi em 18 de novembro de 1971, data que guarda até hoje. A organização era primordial. E o envolvimento, necessário. Antes de chegar à presidência, os membros da diretoria precisavam passar por todas as funções, ser desde porteiro e segurança das festas, até secretário e tesoureiro.

“Eramos pau para qualquer obra. Além de nós, toda a família participava”, conta.

Fim da década

de 90

Emancipação

Sucessor de Toninho, ele assistiu e participou do movimento de emancipação da cidade, em 1992. Todos os membros da majoritária do Executivo eram integrantes da diretoria da sociedade.

O terreno onde hoje está construído o ginásio da cidade foi doado pela entidade ao município.“A cidade nasceu dentro do clube. Ali debatíamos os assuntos que envolviam a comunidade.”

Nos sete anos em que foi presidente, contou com auxílio total dos demais sócios. Inclusive quando parte do salão foi queimada, em 1990.

Como no tufão de 1967, campanhas de doações e festas foram

feitas para arrecadar fundos. De modo conjunto, tudo foi restabelecido. “As pessoas viam o clube indo para frente, e se motivavam. Assim foi crescendo.”

Thomas lembra com detalhes do Baile do Chopp, de Kerb, e de Carnaval, em que cerca de 12 mil pessoas chegavam a lotar o salão e a rua em frente à sociedade. “Era nossa marca. Sentimos muita saudades deste tempo. Acredito nesse pessoal. Com sacrifício, vão conseguir refazer nosso clube.”

Kroth (e) e Toninho (d) presidem a chapa que planeja fortalecer a entidade
Heitor Arno Thomas atuou cerca de 30 anos na diretoria do clube

Imagens de homicídio estariam no Taquari

Estrela

Uma equipe do Batalhão de Resgate de Mergulhadores do Corpo de Bombeiros fez buscas no Rio Taquari ontem à tarde. O objetivo era encontrar o gravador que contém as filmagens da morte do empresário Jonas Vieira. O trabalho foi feito a pedido do delegado José Romaci Reis, que investiga o caso, mas nada foi en-

sável por apontar o possível paradeiro do aparelho foi Jonathan Frühauf, sócio de Vieira. Ele está preso, desde o dia 15 de fevereiro, no Presídio Estadual de Lajeado com outros dois suspeitos de participação no crime. Um quarto envolvido também foi identificado.

Porém, em depoimento, Frühauf teria assumido a culpa sozinho. Disse que os demais suspeitos, dentre eles, seu namorado, Jéferson Vieira, teriam ido ao local pedir emprego a Vieira. “A versão dele não fecha com os fatos”, afirma Reis.

A polícia manterá a investigação. A princípio, Jéferson teria arquitetado o crime. Um tio e um conhecido dele teriam ajudado a colocar o plano em prática. Frühauf teria sido responsável por atrair Vieira até a empresa, onde foi morto com golpes de barra de ferro, na noite de 29 de janeiro.

PC identifica corpo de homem carbonizado

Morte teria ocorrido no “Cantão”

Lajeado

Ocorpo encontrado nessa quinta-feira em Vila Mariante, Venâncio Aires, é do detento do Presídio Estadual de Lajeado, Ederson Rubino Nunes, conhecido como “Criolo”. Ele estava desaparecido desde a tarde de quarta-feira, conforme comunicado feito pela mulher da vítima na Delegacia de Polícia.

Investigadores acreditam que ele foi morto no “Cantão do Sapo” antes de ser levado e queimado no Vale do Rio Pardo. Ontem, equipes da Polícia Civil e do Instituto Geral de Perícias (IGP) realizaram levantamentos naquela região central de Lajeado.

A vítima estava presa no regime semiaberto e estava em dispensa até sexta-feira. De acordo com informações de possíveis testemunhas, na noite de quarta-feira, Criolo teria participado de umtiroteionaruaBarãodoSanto Ângelo, próximo a um local utilizado para recolhimento e triagem de lixo reciclável, entre as vias São Sebastião e General Osório, no centro de Lajeado.

Após a troca de tiros, os atiradores teriam colocado Criolo no porta-malas de um veículo Honda Civic prata. Ele não foi mais visto por familiares a partir de então, até o cadáver ser encontrado no fim da manhã de quinta-feira, em uma mata às margens da ERS130, no sentido Mariante-Cruzeiro do Sul, em Venâncio Aires. De acordo com o delegado de Venâncio Aires, Felipe Staub Cano,

que iniciou a investigação antes da identificação do corpo, está descartada qualquer possibilidade de a morte ter sido acidental. Para ele, Criolo foi assassinado e o cadáver foi deixado naquele local ainda na noite de quarta-feira. Em relato à Brigada Militar, um morador de Linha Chafariz disse que ouviu barulhos naquela noite e percebeu fumaça vindo do matagal. O corpo estava parcialmente queimado ao ser encontrado por moradores, e foi encaminhado ao DML de Santa Cruz do Sul Criolo morava em Lajeado, e cumpria pena por tráfico de drogas, além de outras ocorrências.

25 de março de 2010 O Pelotão de Operações Especiais (POE) prendeu Criolo às 15h15min. Dias antes, teria trocado tiros com a BM.

19 de julho de 2014

Criolo foi vítima de uma tentativa de homicídio na rua Borges de Medeiros.

3 de julho de 2015

Por meio de mandado judicial, Criolo foi preso de novo. Em sua residência, policiais apreenderam 11 munições calibre .380, pequena quantidade de maconha e R$ 1,4 mil em dinheiro.

22 de setembro de 2016

Um réu foi condenado e o outro absolvido em júri popular pela tentativa de homicídio contra Criolo.

PC fez levantamentos na rua. Ele teria sido morto em Lajeado e depois carbonizado
RODRIGO MARTINI

A HORA · FIM DE SEMANA, 11 E 12 DE MARÇO DE 2017 PATROCÍNIO:

Internacional

Zago monta time sem o capitão D’Alessandro

Brasil e Alemanha em 2018

A CBF confirmou que a seleção brasileira reencontrará a Alemanha, em amistoso marcado para o ano que vem no Estádio Olím-

pico de Berlim. O jogo será no dia 27 de março de 2018. Será o primeiro encontro entre as equipes principais dos dois países desde o fatídico 7 a 1 em julho de 2014 no Mineirão.

Elenco volta aos treinos

Articulador cumpre suspensão contra o Juventude

Sétimo colocado com apenas 7 pontos, o Internacional volta a campo pelo Gauchão neste domingo. A partir das 16h, a equipe enfrenta o Juventude, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. O treinador Antônio Carlos Zago tem dois desfalques – D'Alessandro (suspenso) e Carlinhos (lesionado).

A equipe será quase a mesma que goleou o Sampaio Corrêa. As únicas alterações serão a entrada de Roberson no lugar de D’Alessandro e o retorno de Charles no meio campo. O provável time tem: Danilo Fernandes, Willian, Paulão, Ortiz, Iago, Dourado, Charles, Uendel, Roberson, Nico López e Brenner.

Invicto faz nove jogos – com seis vitórias e três empates –, o Inter tenta melhorar a situação no Gauchão. A equipe tem 11 pontos a menos que o líder

Novo Hamburgo.

Ariel é repassado ao Barcelona-EQU

O atacante Ariel não pertence mais ao Internacional. O centroavante acertou na quinta-feira à noite a ida para o Barcelona, do Equador, onde assinará contrato por três anos. Airel disputou apenas 12 partidas pelo Colorado e marcou um gol. Ele estava afastado do elenco principal desde o começo da temporada, e treinava com o time B, em Alvorada Sem ele, Zago conta com Brenner, Diego, Nico López, Carlos, Roberson e Eduardo Sasha – que se recupera de cirurgia no tornozelo direito. Após o término da participação da Ponte Preta no Paulistão, William Pottker se apresentará no Beira-Rio para ser mais uma opção ao ataque.

São

Grêmio

Os jogadores do Grêmio desembarcaram nessa sexta-feira pela manhã em Porto Alegre contentes com a vitória por 2 a 0 sobre o Zamora, na quinta-feira, pela rodada inaugural da Libertadores da América.

O clube deixou a Venezuela logo após a partida, em voo fretado. Os jogadores folgaram no restante da sexta-feira e se reapresentam neste sábado pela manhã. No domingo, folgam de novo, pois não têm compromissos pelo Gauchão. O próximo jogo da equipe é apenas na quarta-feira, às 21h45min, diante do Brasil, em Pelotas Com o resultado obtido na Venezuela, o Grêmio larga como líder da chave pelo saldo de gols, com os mesmos três pontos do Guaraní, do Paraguai. O time só volta a campo pela Libertadores em abril, no dia 11, quando recebe o Deportes Iquique, do Chile, às 21h45min, na Arena.

Futebol feminino

O time do Grêmio, em parceria com a Associação Gaúcha de Futebol Feminino, fará a estreia no Campeonato Brasileiro A1. A partida contra o Vitória de Santo Antão, de Pernambuco, ocorre neste domingo, às 15h, no Centro de Formação e Treinamento Presidente Hélio Dourado, em Eldorado do Sul. Não haverá cobrança de ingresso. Os portões do campo principal serão abertos às 14h. Com capacidade para mil pessoas. O CFT Hélio Dourado fica na Estrada do Conde, 8500.

O grupo, composto por 28 atletas, iniciou os trabalhos no início de fevereiro com foco na competição nacional. O Tricolor é um dos sete clubes da série A do Brasileirão masculino que participam da competição junto com Corinthians, Vitória, Sport, Ponte Preta, Santos e Flamengo. Ao todo, são 18 equipes. Divididas em dois grupos com turnos de ida e volta, disputarão oito vagas para as quartas de final.

RODADA
Grêmio estreou na Libertadores com vitória de 2 a 0 sobre o Zamora
DIVULGAÇÃO
CARLOS DUARTE/DIVULGAÇÃO

AMADOR

Quarenta partidas movimentam nove cidades

SRodada inicia no sábado com jogos em Boqueirão do Leão e Progresso

Sábado

Boqueirão do Leão

• Centro – 5 de Junho x Independente

Progresso

São Luiz

• 14h – Flamengo A x Sempre Unidos

• 16h – Achados e Perdidos x Cruzeiro de Tiririca

Domingo

Cruzeiro do Sul – 2ª rodada

• Linha Sítio – Tamoio x 25 de Julho

• Passo de Estrela – Independente x XV de Novembro

• São Bento – Canarinho x Bom Fim

Folga: 22 de Novembro

e as condições meteorológicas permitirem, o fim de semana será de muito futebol no Vale do Taquari. No total, 40 partidas ocorrem em nove municípios. O destaque fica para Progresso, onde podem ser definidos todos os classificados à próxima fase. No sábado, o lanterna Sempre Unidos precisa vencer o Flamengo A. Se perder, e o Cruzeiro, de Alto Honorato, vencer o Amizade, no domingo, o time estará eliminado.

Em Boqueirão do Leão, também ocorre rodada dupla neste fim de semana. No sábado, os jogos ocorrem no centro. No domingo, em Matão.

Taça da Amizade

A sexta rodada tem como destaque o confronto dos líderes da chave B. Em Imigrante, o Ecas recebe o SERC Poço das Antas. Ambos estão com 9 pontos e com a classificação encaminhada. Também com 9 pontos, o Juventude folga na rodada. A classificação do grupo segue com Fluminense (3 pontos) e Riograndense (sem pontuar). Na chave A, a liderança é do Boavistense com 9 pontos. Depoisvêm11Amigos(7),RuiBar-

bosa (6), Juventude Brochier (4) e Palmeiras (3).

Teutônia

ComafolgadoEsperança,oBangu, de Linha Posses, pode se isolar na liderança da categoria titular. Neste domingo, a equipe recebe o quartocolocadoGaúcho.Apósquatro rodadas, a classificação tem Esperança e Bangu, ambos com 10 pontos. O atual campeão Catarinense tem 8 pontos. Gaúcho e Atlético Gaúcho dividem a quarta colocaçãocom7.Aclassificaçãosegue com Ribeirense (3), Saidera (2), Flamengo e União (sem pontuar).

Roca Sales

A três rodadas do fim da primei-

ra fase, Botafogo e Copalto podem encaminhar a classificação se vencerem Real Lions e Juventude, respectivamente. A classificação da competição tem Botafogo e Copalto na liderança com 6 pontos. Depois vêm Juventude (4), Esperança (3), Toma 10 (1) e Real Lions (sem pontuar).

Demais competições

A Taça Integração e o municipal de Arroio do Meio realizam a terceira rodada neste domingo. Pelo amador de Cruzeiro do Sul, será disputada a segunda rodada.

Em Lajeado, ocorre reunião nesta segunda-feira para definir o campeonato municipal. O encontro inicia às 19h, na sede da Lilafa.

Arroio do Meio – 3ª rodada

• Rui Barbosa – Rui Barbosa x Sete de Setembro

• Palmas – Palmense x Esperança

• Picada Arroio do Meio – Amigos x Cruzeiro

Copa Integração – 3ª rodada

Marques de Souza

• 10h – Juventus x Pouso Novo

• 14h – Travesseirense x Juventude

• 16h – São José x Guarani

Folga: 7 de Setembro

Roca Sales – 4ª rodada

Campo do Concórdia

• 10h – Copalto x Juventude

• 14h – Esperança x Toma 10

• 16h – Real Lions x Botafogo

Teutônia – 5ª rodada

• Posses – Bangu x Gaúcho

• Linha Harmonia – Saidera x União

• Loteamento Oito – Atlético Gaúcho x Ribeirense

Folga: Esperança

Taça da Amizade – 6ª rodada

• Centro/Brochier – Juventude x Boavistense

• Boa Vista/Poço das Antas – 11 Amigos x Rui Barbosa

• Daltro Filho/Imigrante – Riograndense x Fluminense

• Centro/Imigrante – Ecas x Serc Poço das Antas

Boqueirão do Leão

• Matão – São José x Internacional

Progresso

Morro Azul

• 14h – Internacional x Flamengo B

• 16h – Amizade x Cruzeiro de Alto Honorato

JOGOS DO FIM DE SEMANA
Cruzeiro do Sul realiza a segunda rodada neste fim de semana. Confrontos ocorrem em três comunidades
Esperança vai a Palmas enfrentar o Palmense no municipal de Arroio do Meio
FOTOS EZEQUIEL NEITZKE

OClube Tiro e Caça conheceu na terça-feira o primeiro campeão da temporada 2017. O Shark Ataque voltou a vencer o Coroas D e deu a primeira volta olímpica no clube. Outro destaque da decisão foi a arbitragem de Márcio Chagas.

Diferente do primeiro jogo, que registrou sete gols, a partida decisiva teve apenas um. Faltando 14 segundos para a decisão ir para a cobrança de pênaltis, Ricardo Maria bateu falta na barreira e, no rebote, Vini Masiero acertou o ângulo de Rodrigo Bergonsi.

Campanha do título

• Shark Ataque 10 x Coroas Mirim/Charrua

• Shark Ataque 2 x 2 Rebordose – PK 4 x 3

• Shark Ataque 1 x 2 Coroas D

• Shark Ataque 6 x 2 Lesionados

• Shark Ataque 4 x 0 Supérfluos

• Shark Ataque 1 x 1 Amnésia – PK 6 x 5

• Shark Ataque 4 x 3 Coroas D

• Shark Ataque x Coroas D

Shark Ataque dá a primeira volta olímpica

Gui Pereira e Bruno vencem torneio de futevôlei

A dupla formada por Guilherme Lazzaron Pereira e Bruno Lopes Ferreira venceu o Torneio de Futevôlei CTC 2017, realizado sábado. O campeonato foi uma promoção exclusiva e gratuita para os sócios do Clube Tiro e Caça. Mesmo sob chuva, as 11 duplas participantes protagonizaram grandes lances.

Destaques

Campeão: Shark Ataque

Vice-campeão: Coroas Mirim D/Imojel

Goleadores: Lucian Nicaretta (Shark Ataque), Pepe Demichei (Rebordose) e Duxo Kolling (Amnésia Férias) - 7 gols

Defesa menos vazada: Coroas C e SER Falcatrua

Elenco campeão:

Rafael Pretto, Ricardo Maria, Fernando Becker, Mateus Taffarel, Felipe Gallas, Eduardo Delavald, Felipe Dias, Vinicíus Ferreira, Tiago Lopes, Antônio Marcos de Borba, Rafael Bas-

tos, Gui Pereira, Bruno Ferreira, Vini Masiero, Bruno Martines, Lucian Nicaretta, Guilherme Rhod, Gustavo Bender, Rômulo Xavier, Gabriel de Carvalho, Kenji Fuke e Henrique Rocha.

Shark Ataque foi campeão com apenas uma derrota em oito partidas
Coroas C e SER Falcatrua tiveram as defesas menos vazadas
Lucian Nicaretta (Shark Ataque) e Pepe Demichei (Rebordose), junto com Duxo Kolling, foram os artilheiros
Coroas Mirim D ficou com o vice-campeonato do Torneio de Verão
FOTOS PAULA THOMAS/DIVULGAÇÃO

Lajeado, Fim de semana, 11 e 12 de março de 2017

Jornalismo / redação: ahora@jornalahora.inf.br

Publicidade: comercial@jornalahora.inf.br

Assinaturas: assinaturas@jornalahora.inf.br

Divisão de Acesso Lajeadense estreia em casa neste domingo

Partida contra o Tupi inicia às 17h na Arena Alviazul. Ingressos

Depois de perder na estreia para o Glória, em Vacaria, chegou a vez do Lajeadense estrear em casa. Neste domingo, a equipe recebe o Tupi, de Crissiumal, a partir das 17h.

Ingressos serão vendidos somente na hora ao preço de R$ 20 (cadeira), R$ 10 (arquibancada social) e R$ 30 (visitante). Estudantes e idosos com carteirinha 2017, apresentando documento com foto, pagam meia-entrada. Sócios em dia não pagam ingresso.

O técnico Rodrigo Bandeira não poderá contar com o lateral-direito Mano, suspenso. Kayser, Ijuí, Índio e Basso não jogam por estarem lesionados. Ausente na estreia, Josué é a novidade para a partida.

O provável time que inicia a partida é: Paulo Henrique, Josué, Danilo Mendes, Du, Vitor, Darlan, Dantas, Dieguinho (Cidinho), Juni-

JOGOS

2ª rodada

Sábado 17hAvenidaxAimoré

Domingo 11hGuaranixPelotas 16hBrasilxEsportivo 16hInternacionalxGuarany 17hLajeadense xTupi 18h30minSãoGabrielxSantaCruz 18h30minPanambix União Frederiquense 18h30minSãoLuizxGlória

Recuperado de lesão, revelação das categorias de base, Josué deve atuar no time titular do Lajeadense neste domingo

nho e Flávio Torres.

Estreia de Gabiru pelo Tupi

Autor do gol que deu o título

do mundial de clubes ao Internacional, o atacante Adriano Gabiru foi a principal contratação do Tupi para esta tempo-

rada. Além dele, o clube conta com o experiente zagueiro Asprilla, que defendeu o Botafogo entre 2005 e 2006.

A equipe comandada por Leco Coelho entra em campo com: Josemar, Patrick, Léo Korte, Ilson (Asprilla), Ruan, Guto Klafke (Guilherme Puerari), Luis Felipe, Adriano Gabiru, Giliardi, Cléberson e Eraldo.

Rodadas inaugurais das copas de minifutebol ocorrem no sábado

Clubes Sete de Setembro e Soges

Os clubes Sete de Setembro, em Lajeado, e Soges, em Estrela, realizam neste sábado, a partir das 12h30min, a abertura das competições internas de 2017l.

No Sete, 12 partidas movimentam a primeira rodada da Copa Sete/CBM/STR de Minifutebol. Pela primeira divisão, o destaque é o jogo entre Galera e Arranca Toco, às 15h30min. Na ocasião, as equipes colocarão as

faixas de campeão da primeira e segunda divisão de 2016. Novidade nesta temporada, a competição realiza no domingo três partidas pela segunda divisão. A ideia, segundo a diretoria, é trazer o associado para passar o domingo no clube. Quatorze partidas serão disputadas na rodada de abertura da 39ª Copa Soges de Futebol Sete. A atração fica para o jogo de entrega de faixas entre Anjos da Noite e Bud FC, campeões da primeira e segunda divisão de 2016. A partida inicia às 13h30min no campo 1. Às 15h30min, no campo 2, o time Os Kururus GR coloca as faixas no Brocadores – campeão da terceira divisão no ano passado.

EZEQUIEL NEITZKE

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook