As eleições de domingo mostram que famílias tradicionais na política por vezes conquistam a simpatia dos eleitores. Para analista, hábito restringe a formação de novas lideranças. Páginas 4 a 6
CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO
CRIExp desperta negócios
Lajeado, fim de semana, 8 e 9 de outubro de 2016
Ano 14 - Nº 1696
Avulso: R$ 3,50
Fundado em julho de 2002
Fechamento da edição: 19h
Para bons projetos, o BRDE libera créditos. O Vale tem potencial. WEBER
Odacir Klein, Diretor-presidente do BRDE
Entidades se unem para melhorar a segurança de Estrela
AFaculdade La Salle recebeu autoridades policiais, judiciárias e políticas para debater o quadro de insegurança no RS. Palestrantes enumeraram carências de cada um dos setores. No
segmento de investigação e policiamento ostensivo, crise nas finanças gaúchas fragiliza as corporações. Na avaliação dos participantes, tráfico resulta em mais criminalidade. Página 12
Participantes foram desafiados a encontrar soluções para os problemas da sociedade contemporânea.
TEMPO
Páginas 10 e 11
EDUARDO AMARAL
REDA« O Av. Benjamin Constant, 1034/201 Fone: 51 3710-4200
Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.
Tiragem média por edição: 7.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)
Fundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS
INDICADORES ECONÔMICOS
MOEDACOMPRAVENDA
Dólar Comercial3,213,22
Dólar Turismo3,153,34
Euro3,63,6
Libra3,993,99
Peso Argentino0,210,21
Yen Jap.0,030,03
Cotação do dia anterior até 17:45h, Valor econômico.
ÍNDICEMÊSÍNDICE MÊS(%) ACUMULADO ANO(%)
ICV Mes (DIEESE)07/160,214,94
IGP-DI (FGV)08/160,436,04
IGP-M (FGV)08/160,156,26
INPC (IBGE)08/160,316,09
INCC08/160,265,20
IPC-A (IBGE)08/160,445,42
Salário Mínimo/2016 R$ 880,00
TAXAS E CERTIFICADOS (%) MÊS ÍNDICE MÊS (%) ACUMULADO ANO (%)
TJLP7,5
Selic14.25%(meta)
TR 09/160,15751,5166
CDI(Mensal) 09/160,26009,5000
PrimeRate 09/16 3.25 3,25 (Previsto)
Fedfundrate 09/16 0.50 0,25 (Previsto)
Ouro (dólar) – Onça Troy – USD 1249.8 cotação do dia 07/10/2016
BOLSAS DE VALORES PONTO VARIAÇÃO (%) FECHAMENTO
Ibovespa (BRA)611090,77
DowJones(EUA)18269-0,07
S&P 500 (EUA)21610,05
Nasdaq (EUA)5292-0,27
DAX 30 (ALE)10491-0,74
Merval (EUA)17136-0,04
cotação do dia anterior até 17h45min
Petróleo (dólar)/Brent Crude – barril – USD 52,51 em 07/10/2016
Gilberto Soares gilberto@agea.com.br
“Aprendiqueasrespostas a tantos ‘por quês?’ não estavam nos evasivos‘porquesim.”
ueridos filhos, eu vi!
Na infância, sem a capacidade para entender, senti.
E foi assim. Encantei-me com o esplendor de Brasília nas páginas das revistas O Cruzeiro e Manchete, alguns anos após a inauguração da capital. Senti a ebulição política no início da década de 1960, quando Jânio Quadros prometia varrer a corrupção –lembro o jingle: “Varre,varre, varrevassourinha!/Varre,varre abandalheira!/Queopovojá‘tá cansado/Desofrerdessamaneira[...]”. Jânio renunciou com o enigmático “Forças terríveis se levantaram contra mim...”. Abriu-se a porteira para o gaúcho João Goulart, deposto em 1964, apesar da brisolista Legalidade. Então, a censura bailou ao som da criativa MPB, versões malucas do rockand rolle irreverência dos cabeludos The Beatles. “Help!”, gemiam nossos pais.
Apolo 11. “Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade”, disse Neil Armstrong na tevê de meu vizinho. Marcou 1969, embora a lua já tivesse sido atingida em cheio pela ficção de Jules Verne e Georges Méliès.
falar em existir, no ano seguinte a Intel lançou o microprocessador e ativou uma revolução.
ANOS LOUCOS. Estudante tocado pelos ventos da rebeldia, trabalhei para eleger Paulo Brossard – oposição ao regime militar –, em 1974. No mesmo ano, Portugal conheceu a democracia pela Revolução dos Cravos; Watergate derrubou Richard Nixon, presidente norte-americano; e acabou a Guerra do Vietnã. A muvuca continuou: Franco morreu em 1975 e a Espanha foi apresentada à democracia; Bil Gates criou a Microsoft; Steve Jobs e o xará Wozniack, responderam com a Apple no outro ano. Um doido silenciou John Lennon. Tive a alegria de casar com a Ana, em 1982, e a tristeza de mortes tão próximas da Guerra das Malvinas – obra dos militares argentinos. A ciência avançou com o bebê de proveta e retrocedeu com Chernobil.
apeavam Collor do poder. O século XXI avançava tranquilo até 11 de setembro de 2001. Aí, um avião atingiu as “torres gêmeas” de Nova Iorque e deflagrou a cruzada religiosa do duo Bin Laden/Al Qaeda. Para melhorar o clima, chegou o Protocolo de Kioto, mas George Bush, a cavaleiro de mentiras, detonou o Iraque e o ex-aliado Saddam Hussein.
Por fim, assisti à Copa do Mundo e à Olimpíada no Brasil. Sucessos descolados do segundo governo Dilma Roussef, enviado pelo impeachment para o rodapé da história.
É PROIBIDO. O preconceito racial matou Martin Luther King, em 1968, enquanto a agitação estudantil parisiense propagou o lema “É proibido proibir” –aqui, virou hit pelo talento de Caetano Veloso. E veio a Tropicália – Cae, Gilberto Gil e os Novos Baianos.
DREAMTEAM.O Brasil parou em 1970. Não deu bola à discussão ideológica “Ufanismo x Alienação” e torceu pela seleção de futebol do comunista João Saldanha, apoiada pelos militares. João caiu e Zagalo assumiu o pioneiro dreamteammundial de feitos inacreditáveis, caso não existisse o videoteipe. Por
advogado conhecido, ele, orgulhoso, quis saber a opinião do paciente sobre o procedimento. O causídico disse-lhe sentir-se bem e contou-lhe o fato que o
Viajei pelas estrelas dos gibis, livros e cinema e, sem sustos, acompanhei a alunissagem da
ESPERANÇAS. Diretas Já fez 200 mil esperanças baterem no coração de Porto Alegre. Ana e eu estávamos lá, em abril de 1984. O mundo se alumbrou com a queda do mundo de Berlim, em 1989, e sentiu-se mais próximo com a criação da União Europeia, em 1992. Por aqui, caras-pintadas
Filhossãoesculturasvivasque
refinamasmãoseoscorações
dequemosesculpe.
FILHOS. Elisa e Adriano, vivi a revolução tecnológica da comunicação. Das impressoras tipográficas, valvulados rádios e tevês, ao universo online. Boas experiências, mas longe da emoção de afagá-los bebês, no suave passagem do ser eu para a intensidade do ser nós Vê-los crescer foi essencial para a razão se abrir à emoção. Sentir cada momento e aprender que as respostas a tantos “por quês?” não estavam nos evasivos “porque sim”. Então, aprendi: filhos são esculturas vivas que refinam a mão e o coração de quem os esculpe. E esta interação molda simples homens e mulheres em zelosos pais.
Curtam esta homenagem ao Dia da Criança sem embaraço, mas atentos à casmurrice: vocês podem “se ‘achar’ crescidos”, mas serão sempre as nossas crianças.
Aosmeusfilhoseparatodas ascrianças.
Diretor Geral Adair G. Weiss
Diretor de Conte˙do Fernando A. Weiss
Diretor de OperaÁıes Fabricio de Almeida
Adair Weiss adairweiss@jornalahora.inf.br
OS: a serviço da boa gestão
Novos desafios
Agradecimentos à colaboração do colunista Claiton Fernandez, que assinava a página 3, às terças-feiras, sobre assuntos corporativos, no jornal A Hora Por compromissos particulares e novos projetos profissionais, deixa de escrever a partir da próxima semana. Votos de sucesso nos novos desafios!
Turno único
todecorreção,prevenção,apoioeorientação ao gestor, e não de enfrentamento.
O Sebrae mostrou como a transparência nas licitações afeta as micro e pequenas empresas. Em 2015, por exemplo, o índice de participação dessas foi de apenas 10% nas licitações da prefeitura de Lajeado. E não é, necessariamente, culpa do governo, do sistema existente.
ais. Foram muitos esclarecimentos, debates, sugestões e estratégias para consolidar o Observatório Social (OS) a serviço da comunidade e torná-lo, realmente, ferramenta de apoio e monitoramento das ações do gestor público. Compartilho o assunto para ampliar a compreensão e devida atenção que cada cidadão deve dar ao OS. Não se trata apenas de mais uma entidade organizada. Mas sim de um “organismo em movimento permanente da sociedade”, com capacidades técnicas, mantido pelo voluntariado e embasado por um genuíno desejo de dar transparência à aplicação dos recursos do povo. Durante o encontro, várias experiências foram compartilhadas. De Lajeado, o grupo lembrou o episódio da empresa de sistemas – Thema –, quase preterida em 2014 pelo Executivo. A iniciativa do OS, ao levar o assunto ao Ministério Público, evitou que a empresa fosse substituída e o município colocasse no
ralo mais de R$ 2 milhões. O promotor Neidemar Fachinetto foi quem apresentou esse caso e citou o papel decisivo do OS lajeadense nesse acerto. Aliás, Fachinetto está preparando um TAC para que o Executivo conclua os ajustes necessários no site da transparência.
Outro exemplo de Lajeado envolve a Icos, contratada para gerenciar a área da saúde pública. De posse de discrepâncias entre a previsão contratual e o valor efetivamente gasto, o OS encaminhou apontamentos ao Tribunal de Contas e Ministério Público Estadual, os quais seguem sob análise.
De Erechim veio um modelo de educação fiscal. O grupo criou mecanismos nas escolas públicas para sensibilizar alunos sobre bens públicos, cidadania, impostos e como os serviços são distribuídos entre a sociedade.
O OS de Porto Alegre deu enfoque à cooperação. Entende que a entidade deve ter espíri-
Os estudantes da Univates apresentaram um plano de marketing para o Observatório Social.Pretendemdifundireampliaroconhecimento da comunidade acerca do tema.
Diversos outros exemplos dominaram o evento. Além de fortalecer o OS na cidade, abriu a discussão em cidades vizinhas. Estrela, por exemplo, está em fase de articulação.
No caso de Lajeado, a manutenção do OS é por meio de doações. Acil, Sindilojas e Sincovat/Aescon mantêm receita mensal de R$ 1,3 mil. A Univates sede uma estagiária e a empresa Lenz e Bergesch faz a contabilidade da entidade. A partir de outubro, o jornal A Hora também passa ser mantenedor.
Outras empresas podem participar com doações em dinheiro, pois o valor ideal, conforme sugestão nacional, é uma receita médiadeR$5milmensais,paracustosadministrativos, material de expediente, viagens etc. O trabalho da diretoria e demais voluntárias não tem qualquer remuneração.
Inconveniente, mas necessário, o turno único nas prefeituras nem sempre é uma escolha. A redução dos repasses estaduais exige responsabilidade dos gestores. Ainda que pareça pequena, os custos indiretos também diminuem, o que acarreta economia substancial no fim das contas.
Preocupado
O prefeito eleito, Marcelo Caumo, mostra preocupação com o resultado das urnas. Sabe que o recado é maior que a diferença acentuada nas urnas. Confessou estar empenhado na compreensão daquilo que a comunidade quer ou não quer. Simples: não cometer os mesmos erros dos últimos governos. Ser transparente, usar a sandália da humildade e ouvir a sociedade organizada, pois ela existe, exatamente, para auxiliar naquilo que exige decisões mais complexas. Aliás, compartilhar decisões com as entidades foi a estratégia de Rafael Mallmann, em Estrela, reeleito com quase 60% dos votos.
Coisas da política
Vários bons candidatos à vereança não obtiveram êxito nessa eleição. O poderio econômico e as artimanhas pesaram para eleger alguns fanfarrões, incompetentes e malintencionados. Ainda precisamos evoluir.
DIVULGAÇÃO
“DINASTIAS”
PELO VALE
A influência do sobrenome na escolha dos candidatos
O conceito de “dinastia” remete à perpetuação de famílias no poder e no comando de impérios e nações. No Vale do Taquari, guardadas proporções, é comum a sucessão de parentes à frente de prefeituras ou nas câmaras legislativas. Incentivo dos pais e ligação natural com a política são as principais motivações dos novos agentes públicos
Vale do Taquari
“Nossa família foi se tornando uma referência de forma natural. Sempre estivemos todos envolvidos nas demandas do município, dos clubes e demais entidades. Também estávamos à frente do movimento que decretou a emancipação do município.”
O breve relato do novo prefeito eleito de Travesseiro, Genésio Hofstetter (PSB), resume a predominância da família na cidade de 2,3 mil habitantes, instalada a poucos quilômetros da BR-386. Emancipada em 1992, a comunidade local já teve sete pleitos. Desses, quatro foram vencidos pelo eleito nesse domingo.
Além dele, os irmãos Anivo, Hari e Lari se alternam entre cadeiras no Legislativo, funções públicas e candidaturas à majoritária. Por duas vezes, dois deles foram adversários nas urnas em campanhas para escolha do gestor municipal. Em outra, prefeito, vice e presidente da câmara eram cargos ocupados pelos filhos de Maria Amanda.
As peripécias verificadas em Travesseiro viraram notícia nacional. O jornal Folha de São Paulo, em agosto de 2000, publicou
lidade familiar. “A gente deu até entrevista para o Jô Soares”, comenta Lari.
Assim como os Hofstetter, outras famílias tradicionais na re-
para os Schumacher, os Portz, e os Schefer. A primeira, com a eleição da vice-prefeita, Glaucia, filha do ex-prefeito por três mandatos, Cláudio. As demais come-
pais – Delmar e Antônio – para o legislativo.
Além deles, outros sobrenomes voltaram – ou se mantiveram –no cenário político. A vereadora
Genésio venceu a corrida à prefeitura do município de 2,3 mil habitantes
FOTOS RODRIGO MARTINI
eleita em Lajeado, Neca Dalmoro (PDT), por exemplo, é filha de Selvino Marcolino Dalmoro, ex-presidente da câmara lajeadense, que morreu durante o exercício do cargo, em 29 de janeiro de 1986. Em Estrela, o prefeito reeleito, Carlos Rafael Mallmann (PMDB), também tem a política no DNA da família. O pai dele, Gabriel Mallmann, foi duas vezes eleito como gestor do município, de 1973 a 1977, e de 1983 e 1989.
Semelhança com cenário nacional
A participação de parentes na política é verificada em âmbito estadual – Tarso e Luciana Genro, Nelson e Nelson Marchezan Júnior, Sérgio e Kelly Moraes, Francisco e Sérgio Turra, José e Tiago Simon – e também federal – Tancredo e Aécio Neves, Antônio Carlos e Antônio Carlos Magalhães Júnior, família Sarney, Collor, entre outras. Para o cientista político e pesquisador, Flávio Silveira, as chamadas “dinastias políticas” sempre existiram. “Pessoas ou famílias que tenham certo capital político, ou seja, que são reconhecidas na atividade política, e que tenham prestígio, emprestam aos familiares esse prestígio para perpetuar a presença do grupo familiar na cena política.”
Para ele, é uma maneira de apropriação indevida do espaço político. “A política deveria ser a representação das vontades dos diferentes grupos da sociedade,e a apropriação familiar desse espaço acaba restringindo isso”, opina, salientando que o ideal é a escolha por representantes “efetivos dos diferentes grupos sociais”.
“A família ajudou a emancipar o município”
Hofstetter é sinônimo de política em Travesseiro. Genésio – o “Neco –, Hari, Lari e Anivo são irmãos conhecidos dos eleitores e responsáveis pela emancipação política. Neco foi o primeiro prefeito, em 1992. Ele estava no PPB e disputou o pleito contra Anivo, então no PMDB. “Ganhei com uma diferença próxima de 130 votos”, lembra Neco.
Oito anos depois, o inusitado. Neco e Anivo formaram uma mesma chapa para concorrer a prefeito em 2000. O adversário,
dessa vez, foi o outro irmão, Lari, que representava o PT, recém-criado no município. Assim como na primeira vez, a vitória foi do pepebista. “Mas eu, por ser do PT, sempre fui o melhor”, rebate Lari, vítima de brincadeiras dos outros três irmãos pelo fato de ser o único petista da família. “Ninguém está autorizado a dizer que não sou do PT”, reitera.
No ano seguinte, em 2001, o predomínio dos Hofstetter se acentuou. Além do prefeito e do vice, a família estava representada na câmara de vereadores, presidida por Hari. “Tranquei alguns projetos deles”, brinca ele, que já foi eleito por três vezes parlamentar em Travesseiro. “
A rivalidade ideológica é normal nas reuniões de família. Mas o respeito prevalece, garantem todos. Além dos irmãos – que já atuaram como vereadores em Arroio do Meio –, uma irmã também já concorreu ao cargo de vereadora em Capitão. “Somos todos amigos. Mas em uma coisa eu posso garantir que sou melhor do que eles: sou o único gremista”, finaliza Neco, hoje no PSB, e que contou – pela primeira – com apoio dos três irmãos na campanha que o reelegeu.
A política deveria ser a representação das vontades dos diferentes grupos da sociedade, e a apropriação familiar desse espaço acaba restringindo isso.”
Um dos filhos do vereador mais votado nas eleições de 2012, Marcos Schefer, 43, foi o único dos oito irmãos a se interessar por política
“Fui o único filho a me interessar na política”
Segundo filho mais velho do vereador Antônio Schefer, Marcos Schefer, 43, herdou centenas de votos do pai. “Não tenho nenhuma crítica ao trabalho dele como vereador. Quero seguir fiscalizando da mesma forma que ele, sem impor nada”, observa Segundo ele, nenhum dos ou-
tros oito irmãos aceitou o desafio de dar sequência ao trabalho de Antônio, hoje com 68 anos, e vereador eleito desde 1988. “Eu decidi entrar nessa área faz pouco mais de um ano, quando decidimos que o pai não iria mais se candidatar.”
Sobre o atual momento dos agentes, ele acredita que pode re-
“Com 12 anos, sentava na primeira fila do plenário”
Mariela Portz foi eleita com a segunda melhor votação entre quase 150 postulantes a vereança em Lajeado. Filha de Delmar Portz, um dos ícones do PSDB, ela diz estar ciente da responsabilidade de suceder o trabalho de sete legislaturas do pai.
Ela diz que sempre gostou de política. Desde pequena, acompanhava os comícios do pai nas campanhas e também as atuações dele nas sessões legislativas. “Eu meio que cresci ali dentro. Sempre acompanhando a sessão.
As vezes era só eu, com 12 ou 13 anos, sentada na primeira fileira, olhando tudo que acontecia.”
Por vezes, a rispidez das discussões assustava. “Eu não sabia distinguir o que era discussão e o que era briga. Às vezes eu aplaudia, ou ficava braba com os colegas do meu pai, pois achava que estavam xingando ele. Mas depois todos saíam para jantar”, relembra.
O pai, Delmar, foi sete vezes eleito vereador em Lajeado. Concorreu e venceu em 1988, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008 e 2012. “Em 2016
verter a desconfiança das sociedade com a classe. “Na verdade não é a política que é maldosa. São as pessoas que a fazem ser assim. Ela tem os dois lados, e eu vou seguir ao lado do meu pai.”
Sobre o filho, Antônio demonstra tranquilidade em relação ao trabalho como parlamentar. Para ele, Marcos está pronto para enfrentar os desafios – e riscos – da vida pública.
Na primeira disputa política, Mariela foi a segunda mais votada em Lajeado. Atribui o resultado expressivo ao pai.
foi a vez da minha filha”, brinca. Apesar da admiração, a filha planeja algumas ações diferentes. “Penso em mais interação social, usando meios de comunicação disponíveis. Algo que meu pai não fazia muito”, salienta. Já o experiente tucano demonstra tranquilidade em relação aos confrontos inerentes aos políticos, assim como às críticas e ofensas comuns aos agentes públicos no atual cenário nacional. “Ela está muito bem preparada para isso. Não me preocupo.Tenhocertezaqueelaestá pronta para se impor, tanto nos debates, como no relacionamento com os colegas da câmara”, aposta. “Ela não vai titubear”, conclui.
Cientista político
Flávio Silveira
“Vamos cobrar sequência nos estudos”
Jonatan Bronstrup será o prefeito mais novo da história de Teutônia. Assumirá com 29 anos em janeiro de 2017. O pai, Ricardo, assumiu a prefeitura pela primeira vez em 1997, aos 31 anos. E é essa juventude a maior preocupação dos familiares. “Uma das únicas imposições dos meus pais é para eu persistir nos estudos. Política não é profissão, é preciso segurança profissional na vida”, afirma Jonathan.
Ricardo foi reeleito com mais de sete mil votos em 2000. Após o fim do mandato, ele finalizou a graduação em Direito pela Univates, cursada durante os quatro anos de gestão dele. Apesar das semelhanças, o ex-prefeito prefere observar para as diferenças entre pai e filho. “O Jonatan entra numa posição diferente. Eu não tinha nenhum conselheiro político na época, meu pai já era falecido. E meu filho também já foi quatro anos vereador. Eu fui direto para prefeito.”
Ainda com 28 anos – ele aniversaria em novembro – Jonatan reforça a importância
do pai na carreira política. Cita que desde os nove anos de idade acompanha a vida pública de Ricardo, e garante ter participadoativamentedetodasascampanhas, vitoriosas ou não. “Lembro bem de participar dos primeiros comícios”, diz. Sobre a decisão de entrar na política, o mais jovem prefeito eleito em 2016 no Vale do Taquari lembra que foi um consenso entre pai, mãe, tios e irmãos. “Eu sou o mais velho, e aos 19 anos, decidimos que alguém assumiria a responsabilidade em nome da família e do nosso histórico politico aqui na cidade. Nada foi imposto”, garante o jovem que conquistou 829 votos na época. Hoje, depois de enfrentar três eleições – uma para vereador e duas para prefeito –, Jonatan ainda mantém o sonho de se formar em odontologia, onde cursou até o penúltimo semestre. “Eu sei que a política não é para a vida toda. É importante ter uma segurança na área profissional, e falta apenas um ano para eu me formar. Na verdade, eu apenas adiei este meu outro sonho”, finaliza, sob o olhar admirado do pai.
Jonatan Bronstrup assume a gestão de Teutônia e já entra à história. É o prefeito mais novo da história da cidade
“O
exemplo é a honestidade”
Cláudio Schumacher foi três vezes prefeito e por duas oportunidades exerceu a vereança em Lajeado. Um dos ícones do PP no Vale do Taquari, ele ajudou dois filhos na campanha deste ano. Glauco, 45, concorreu a vereador pelo partido, ficando na suplência com mais de 500 votos. A filha, Gláucia, de 42, foi eleita vice-prefeita na chapa que elegeu Marcelo Caumo como futuro gestor. Formado em economia e contabilidade, Cláudio garante não ter forçado os filhos a entrar na vida pública, mas garante estar pronto para ser um pai conselheiro também dentro da política. “Quero passar para eles que a grande causa precisa ser Lajeado, independente de partidos políticos. A coletividade precisa estar acima de tudo. E tudo são momentos. Uma hora é preciso ceder, em outra, ser duro. Aconselho a primeiro ouvir
O início dos filhos foi natural. Ambos sempre acompanharam a vida pública do pai. “Em 1988, na primeira campanha dele a prefeito, eu estava na oitava série e me lembro dos grandes comícios. Em 1996, já formada em jornalismo, eu auxiliei nos programas de rádio, quando eu mesmo o entrevistava”, relembra Gláucia, citando a “honestidade” como grande sendo o grande
referencial do pai.
Nas demais campanhas lideradas por Cláudio – e também por Carmen Regina e Marcelo Caumo –, Glaucia, já formada em Direito, era a responsável pela assessoria jurídica das coligações. “Eu sempre estive envolvida. Neste ano, surgiu o convite pela convicção de que deveria haver uma mulher na chapa. Demorei cerca de três dias para aceitar essa provocação”, salienta. Glauco entrou mais cedo na política. Conta detalhes do pleito de 1982, quando o pai concorreu a vice em uma chapa encabeçada por Erni Petry. “Eu tinha 11 anos e já ia junto. Na época, haviam grandes comícios no interior. Eram grandes distâncias. Uma aventura. Eu gostava de escutar o pai falando. Ele sempre foi muito bom na oratória.” Sobre as antigas campanhas, Glauco faz questão de ressaltar as diferenças com o pleito de 2016. Para ele, este ano o período foi mais tranquilo. “Já passamos por situações de terror no passado. Andávamos em três carros, com oito seguranças e todos vestindo coletes à prova de balas. O pai nunca sofreu agressão física. Só ameaça de morte por telefone.” Por fim, Glauco, Cláudio e Gláucia garantem que novos familiares devem entrar na política nos próximos anos.
Prefeito mais votado destaca planejamento
Rafael Mallmann realça metas
Estrela
Aaprovação do governo do prefeito de Estrela, Rafael Mallmann (PMDB), garantiu uma expressiva vitória no domingo. Eleito com maisde68%dosvotos,elefoireconduzido para administrar a cidade por mais quatro anos.
AtrajetóriapolíticadeMallmann iniciou na juventude e, conforme ele, não será interrompida depois de 2020. Ele figura uma das importantes lideranças na região. A votação do dia 2 garante ao peemedebista destaque no partido. Além disso, projeta para ser uma das apostas em instâncias como a Assembleia Legislativa ou o Congresso. Espaços importantes para fortalecer a representação do Vale.
Apesar do quadro esboçar essa possibilidade, o gestor de Estrela é enfático em afirmar que ainda é cedo para pensar nisso. “Vamos trabalhar para fazer o melhor por Estrela e pela região. No momento, vou contribuir com a região como prefeito.”
No Legislativo, dos 13 vereadores, apenas dois farão parte da
bancada de oposição.
O projeto de governo executado desde 2012 continuará até 2020. Mallmann pretende manter o trabalho que vinha desenvolvendo. “Vamos continuar com a política do diálogo, da união, trabalhando sempre em conjunto com a comunidade.”
Diante de um cenário de estagnação econômica, Estrela apresentou crescimento de 9% nos últimos anos. A agricultura foi um dos setores com maior destaque. Segundo o prefeito reeleito, em 2012, o setor primário gerava R$ 132 milhões de retorno ao município. Neste ano, estima-se que a atividade atinja os R$ 250 milhões.
O setor industrial é o mais forte da cidade. Mesmo diante da crise o processamento de alimentos se manteve estável. Para estimular a ampliação da atividade, uma área de 20 hectares foi adquirida para viabilizar a expansão dos empreendimentos.
Se houve uma série de avanços ainda há diversos desafios. Para enfrentá-los a principal meta será dar continuidade a implementação do Planejamento Estratégico.
Vamos construir um crescimento ordenado”
A Hora - Como está se preparando para os próximos quatro anos. Qual o objetivo central?
Rafael Mallmann - Vamos continuar implementando o planejamento estratégico. Essa é uma formulação discutida com toda a comunidade. Capitaneada pela La Salle e pela Cacis. Nossa prioridade é dar andamento ao projeto estratégico.
Na sua avaliação, o que o senhor fará diferente nessa renovação de mandato? Diferente não. Nesse novo mandato, nosso compromisso é fazer mais e melhor. Diferente eu não diria. Vamos continuar com a política do diálogo, da união, trabalhando sempre em conjunto com a comunidade.
O seu antecessor deixou o município com um nível bom de desenvolvimento. Como o senhor avalia o governo que herdou? E como entregar no futuro? Pegamos um orçamento com R$64 milhões. Estamos chegando ao fim desse ano com R$107 milhões. Durante os quatro anos adotamos ações de desenvolvimento e crescimento. A agricultura, por exemplo, produzia R$132 milhões. Neste ano, vamos chegar a R$250 milhões. Esse setor deve se manter em crescimento. Durante a retração econômica, Estrela teve um crescimento de 9%. Em 2014 fomos um dos 20 municípios do Estado que mais gerou emprego. Estamos trabalhando com um crescimento econômico sustentável e ordenado. Tivemos um grande problema que foi a situação do Leite Compen$$ado. Isso afetou diretamente nossas industrias do setor. Compramos uma área de 20 hectares para fazer o distrito industrial. O município precisa ser parceiro do setor e disponibilizar área para empreendimentos ampliar suas plantas.
Quais foram estratégias para elevar o orçamento? Sempre trabalhamos com muita responsabilidade. A peça orçamentária é envia-
da para a Câmara de Vereadores com sub- receita, ou seja, menos do que efetivamente vamos arrecadar. Nossa despesa fica vinculada a receita. Todo ano temos um superávit de R$ 5 milhões a R$6 milhões a mais que arrecadamos. Esse valor sobra no final do ano, porque a despesa ficou vinculada a peça. Embora tenha ocorrido uma retração econômica, não nos afetou ou comprometeu. Assinamos o Saúde Plena. Isso vai resultar em um incremento de R$15 a R$16 milhões no orçamento do município.
Como projeta o secretariado? Haverá mudanças? Até o final de outubro estamos focados em encaminhar o fechamento deste mandato. A partir disso vamos iniciar a discussão com os partidos e com a comunidade para compor o futuro governo. Pode haver trocas ou não. Isso vai depender da conversa. Vamos primar pela união do perfil técnico com o político. Tivemos áreas que colocamos pessoas mais técnicas que política, outras mais políticas. Isso deu certo e todas as secretarias tem o desempenho projetado. O foco é ter pessoas comprometidas com planejamento.
Comenta-se que existe excesso de contratações emergenciais. Como analisa essa situação?
Estrela foi um dos poucos municípios da região que apesar da crise conseguiu dar aumento real aos servidores. Quanto aos CCs temos o mesmo número do governo anterior. Não aumentamos nada. Houve um aumento de profissionais. Isso ocorreu devido a abertura de duas creches. Na educação tenho 87 contratos emergenciais. Fiz concurso no meu governo e chamei 100% dos aprovados. Agora tenho que contratar por que aumentamos a disponibilidade do serviço publico. Criamos três Estratégia Saúde da Família e precisamos de profissionais. O que se fez foi aumentar o serviço público prestado e, com isso, precisamos contratar mais profissionais.
Qual sua proposta para reduzir a desigualdade social?
Primeiro criamos a secretaria de desenvolvimento social. Até então essa área era relegada no município. Temos a atuação do Centro de Referencia em Assistência Social e criamos os C+ para cuidar das crianças no turno inverso. Todos os profissionais de assistência social estão trabalhando nos bairros. Fizemos cursos de qualificação profissional formamos mais de 500 pessoas. Agora pretendemos ampliar a oferta de empregos. Tem o loteamento do programa Minha Casa Minha Vida.
Como visualiza um projeto de uso mais efetivo do porto?
Em 2014 fomos um dos 20 municípios do Estado que mais gerou emprego.
Temos alguns projetos voltados ao entorno do Porto. Uma das nossas vontades e está tramitando junto a secretaria de transportes. Queremos fazer também o Porto Seco. Precisamos reestruturar toda a logística para o Porto voltar funcionar. Caso contrário ele será somente nosso parque de eventos. Utilizamos ele hoje da forma possível, não da ideal.
Para o prefeito reeleito, nova gestão segue modelo iniciado em 2012
MARCELO GOUVÊA
Turno único deve ficar
até o fim do mandato
Educação, saúde e trânsito seguem normais
Lajeado
OExecutivo confirma informação divulgada pelo jornal A Hora nessa terça-feira. Tendo em vista o encerramento da atual gestão e a necessidade de disponibilizar caixa para o novo gestor quitar obrigações do primeiro ano de mandato, medidas são adotadas para economizar. Uma delas, informa a secretária da Administração, Ana Cristina Mallmann, é o turno único, que inicia na segunda-feira.
De acordo com o decreto assinado pelo prefeito Luís Fernando Schmidt nessa sexta-feira, o turno único será das 8h às 14h, exceto para as secretarias de Saúde (Sesa) e de Educação (SED), que seguem com os horários normais de funcionamento, interna e externamente, para não prejudicar o atendimento ao público.
Ainda, explica a secretária, os fiscais de trânsito – vinculados à Secretaria de Governo (Segov) por meio do Departamento de Trânsito e Serviços Concedidos – também cumprem jornada normal de trabalho. Da mesma forma, o Jardim Botânico e o Parque Histórico permanecem com o atual horário
de funcionamento, inclusive aos fins de semana e feriados.
Já as secretarias de Obras e Serviços Urbanos (Sosur) e de Agricultura (Saurb) passam a atender em turno único, com horário definido das 7h30min às 13h30min. A todos os servidores atingidos, Ana Cristina informa que o cumprimento do intervalo de almoço, de 15 minutos, é obrigatório e precisa ser registrado em ponto eletrônico ou folha ponto para aqueles que cumprem trabalho externo.
A organização dos intervalos em cada secretaria, para evitar que o atendimento seja interrompido, deve ser informada ao Departamento de Pessoal para re-
Crianças podem trocar alimentos por vales-brinquedos
Lajeado
A CDL Lajeado programa para domingo uma tarde especial para as crianças. O evento ocorre das 14h às 18h, no Parque Professor Theobaldo Dick, onde haverá 12 atrativos para diversão dos pequenos. Ao todo, serão sete brinquedos infláveis, quatro camas elásticas e uma piscina de bolinhas. Para aproveitar, basta ser solidário – um quilo de alimento não perecível dá direito a cinco
vales-brinquedos. As arrecadações serão doadas ao Programa Mesa Brasil do Sesc. Em 2015, ação semelhante rendeu 518 quilos de alimentos.
A atividade integra o evento De Volta para o Passado, promovido pelo governo de Lajeado e Grupo Independente. A programação começa às 10h com apresentações de bandas, exposição de carros antigos, teatro, show de danças, entre outras atrações. Em caso de chuva, o evento será transferido.
gistro. Sosur e Saurb devem dividir os 15 minutos de intervalo das equipes entre 10h e 10h30min. As demais secretarias precisam observar o horário de almoço entre 11h30min e 12h.
Entrevista com a secretária Ana Mallmann
A Hora - Até quando perdura o turno único?
Provavelmente irá até o término deste mandato, ou seja, até 31 de dezembro. Porém, estaremos monitorando como se dará a economia com esta medida, podendo retornar o turno normal de funcionamento antes.
Qual a razão para essa medida?
O encerramento do mandato do prefeito de Lajeado, os compromissos a serem pagos por essa administração, a exemplo das obras do PAC e os precatórios da dívida trabalhista de professores, e a necessidade de disponibilidade de caixa para pagamento das obrigações do primeiro ano de mandato do novo gestor do município, tornou-se necessária a adoção de algumas medidas, entre elas, o turno único.
Quais outras medidas serão tomadas para fechar as contas?
As medidas estão em análise por uma Comissão de Transição, nomeada por Portaria, e ainda não foram totalmente definidas. Algumas já estão em andamento, como a exoneração de alguns CCs e FGs, e a redução de alguns contratos no limite legal de 25%, o que também implica na redução dos prestadores de serviços terceirizados. Como os cortes de custos estão em andamento, ainda não temos números para divulgação. Mas ao final da próxima semana devemos ter concluído as medidas e poderemos informar números, ou seja, o que irá compor a contenção de gastos, quantidades e valores que representam.
Nas Obras, o horário definido por comissão interna é das 7h30min às 13h30min
RODRIGO MARTINI
Lajeado
MAo longo dos três dias, público conferiu os jogos desenvolvidos por produtores brasileiros
Atividades do CRIExp desafiam participantes
Palestrantes motivam empreendedores a encontrar saídas para problemas sociais
ovimentar e tirar as pessoas da zona de conforto foi o principal
mote das atividades do segundo dia do CRIExp. Os participantes foram instigados em palestras e workshops a encontrar soluções para problemas sociais e de gestão.
A principal característica das atividades foi desafiar os participantes a resolver problemas sociais. Um dos exemplos ocorreu
em um workshop em que o grupo foi questionado a encontrar uma nova finalidade para os terminais de orelhões, considerados obsoletos em tempos de mídias digitais.
Para encontrar alternativas, os participantes precisaram sair da sala e circular pelo câmpus da Univates, onde ocorre o evento, e conversar com as pessoas que
Reportagem e fotos: Eduardo Amaral
nido, Girotto projeta investir nesse tipo de negócio. “Ainda não consegui montar uma ponte ligando startups advocacia. Por enquanto a ideia é fazer os dois separado.” A lucratividade é o grande atrativo para o estudante. “É um tipo de empresa que tem um grande lucro com investimento baixo. Além disso, as startups são criadas para resolver um problema social.”
Aprender a organizar o trabalho e conquistar clientes foi a motivação da ilustradora Carolina Pereira Reis. Natural de Estrela, mas morando em Porto Alegre, ela destaca a possibilidade de troca de experiências com outros participantes. “O nome Crie já dá uma ideia do que é o evento, e essa possibilidade de trocar ideias foi o que mais me motivou.”
Para Carolina, o foco do CRIExp em empreendedorismo será fundamental para que ela qualifique o trabalho. “Estou tentando ir por mim mesma, então ter ideias de como levar adiante um projeto, não só na teoria, mas colocar em prática, é muito importante.”
Fechando negócios
Comapresençade“publishers“e representantes de empresas de todo país e do exterior, as rodadas de negócios do Dash Games são consideradas um sucesso pelos organizadores. Na sala, desenvolvedores de jogos se encontram com empresários e buscam investimento para viabilizar os projetos. Para o desenvolvedor de jogos Filipe Pereira, sócio da Game Lab, a troca de experiências direto com os responsáveis pelas empresas de produção garante a qualidade final dos jogos. “Ficamos só desenvolvendo e é difícil ver o processo como um todo. Nessas conversas
eles apontam falhas e formas de vender melhor o produto.”
A participação na Dash foi encarada como motivação extra pela equipe de Gonçalves. “Quando temos um evento desses como meta, isso se transforma em incentivo para a equipe toda.” Para participar da rodada de negócios, Pereira viajou de Salvador (BA) para apresentar os projetos da sua empresa.
Encontrar bons negócios é a motivação do publisher da Game Plan, André Faure, para participar do evento. “Você tem empresas do país inteiro que vieram para Lajeado para conversar entre si e entender onde estão as oportunidades de mercado.”
A função de Faure é encontrar bons jogos e articular as estratégias de marketing para vendê-los. “Eu venho aqui para encontrar empresários como o Filipe (Perei-
Quando temos um evento desses como meta, isso se transforma em incentivo para a equipe toda.”
Filipe Pereira
Desenvolvedor de jogos
ra) que estão desenvolvendo jogos interessantes. Eu avalio esses produtos por uma ótica de mercado e ajudo os desenvolvedores a entregar esse produto.”
Desafio desenvolvedores
Os estudantes Rodrigo Warzwzniak, Guilherme Veloso Sehna e Matheus Petrus integram uma das equipes que foi desafiada a criar um jogo com o tema “Ok, temos que ter um plano b.”
A proposta foi apresentada ao grupo no primeiro dia da Dash Games e eles têm até às 10h de hoje para apresentar o resultado. Desde quinta-feira, 6, os três mudaram-se para o complexo esportivo da Univates, onde o Dash Games ocorre.
Sem descanso, o trio de estudantes do curso de jogos digitais da Unisinos, dorme e come próximo aos computadores. O jogo idealizado pelo grupo é do modelo de plataforma onde o jogador precisa fugir dos inimigos de maneira furtiva.
Mesmo com poucas horas de sono e o prazo apertado para desenvolver o jogo, todos estão satisfeitos em participar do desafio. “É a primeira vez que participamos e está sendo muito bom, porque é se expor a risco e sair da zona de conforto”, afirma Warzwzniak. O Dash é o primeiro evento que o trio participa, e eles mostram-se surpresos com os próprios resultados. “Eu vi que estamos conseguindo fazer algo bom mesmo no começo do curso. Estamos tendo um resultado melhor que esperávamos”, explica Veloso.
encontravam. De acordo com a gerente de Marketing da universidade, Diana Di Domenico, as ideias apresentadas foram diversas. “Tinha desde propostas de tornar os orelhões pontos de troca de livros, de doação de roupas, entre outros. Essa exigência para eles saírem da zona de conforto é fundamental.”
Participar das palestras motivou o estudante de Direito Guilherme Schneider Girotto a investir em um negócio. “Fui mo-
tivado a vir pelas palestras de empreendedorismo, pois sonho em advogar e isso está bem ligado à profissão.”
De acordo com Girotto, a participação nas palestras ampliou o horizonte do tipo de negócio que pode investir. “As ideias de startups dão uma motivação para criar, inventar. Até mudou a história de ter um escritório, passei a ter vontade de inventar alguma coisa.”
Mesmo sem ter um plano defi-
Palestras motivam participantes a investir em negócios próprios
Reunião aborda crise na segurança pública
Carência de verbas é apontada como motivo central
Cada vez mais frequentes, as ocorrências policiais assustam a população e às autoridades policiais. Evento ocorrido nessa quinta-feira à noite trouxe à tona problemas enfrentados pela comunidade.
Cada convidado teve 5 minutos para explanar quais os principais gargalos da segurança pública. Entre os temas, estava o roubo.
As opiniões foram convergentes em muitos pontos. Um deles de que é preciso ajuda da comunidade, denunciando suspeitos. Outro aspecto relacionado a roubos e também aos furtos é a receptação. Para eles, a sociedade não deve comprar esses produtos.
A primeira fala foi do comandante do 40º BPM major Marcelo de Abreu Fernandes. Conforme ele, alguns comportamentos devem ser revistos. “No interior, as pessoas têm o hábito de deixar portas abertas. Isso facilita a atuação dos criminosos. Estamos em um momento diferente. É preciso manter a vigilância.”
O maior problema da cidade, segundo o comandante, é o tráfico de drogas. Algumas medidas para reduzir as ocorrências estão sendo tomadas como o Projeto Mediar, da Polícia Civil, no qual envolvidos em delitos menores têm a oportunidade de conciliar, antes que a situação se complique.
A mediação das atividades foi do advogado Daniel Horn e do acadêmico de Administração João Braun. De acordo com o presidente da Cacis, Pedro Antônio Barth, o problema da segurança pública diz respeito à sociedade e não é possível se abster. “Trata-se de uma causa de todos, não só das autoridades. Somos atingidos de forma direta, então, isso é da nossa conta sim.”
Regime semiaberto
Trata-se de uma causa de todos, não só das autoridades.
Somos atingidos de forma direta, então, isso é da nossa conta sim
Pedro Antônio Barth Presidente da Cacis
Comandante do 40º BPM
De acordo com o major Marcelo de Abreu Fernandes, a vigilância da sociedade é fundamental. Por meio do Sinesp Cidadão, qualquer pessoa pode consultar a placa de um veículo e ver se é furtado. Um dos maiores percalços é a BM ter de atender acidentes de trânsito, que neste ano já somam 500. Afirma que é uma perda de tempo atendendo a ocorrência, quando poderiam estar fazendo ronda.
Delegada Márcia Scherer
Só neste ano, conforme a delegada, foram registradas 3,1 mil ocorrências. O departamento de investigação conta com apenas cinco agentes. Em alguns setores, cada um tem em mãos 200 ocorrências.
O tráfico de drogas é apontado como principal motivador dos crimes. Conforme Márcia, há problemas profundos para se combater as drogas, além da falta de repasses do Estado. Segundo a delegada, agressões domésticas a mulheres ocupam a segunda colocação em número de ocorrências.
Promotor André Costa
O promotor André Costa afirma que em Estrela muitos dos crimes são ligados ao tráfico de drogas, geralmente envolvendo pessoas de fora da cidade. “A população tem que se conscientizar e se importar com o vizinho. Ao ver um carro suspeito deve-se avisar as autoridades.”
Uma das alternativas são as câmeras de monitoramento e a segurança privada. A gravação de vídeo é a prova fundamental.
Juíza Débora Gerhardt Demarchi
Para a magistrada, é preciso encurtar o prazo das decisões. Sobre as críticas recebidas acerca da soltura de presos em flagrante, a juíza diz que a lei é clara e que todos têm o direito de responder o processo em liberdade. Atuando como juíza faz 18 anos, disse ter visto uma transformação com relação ao crime de tráfico com a chegada do crack.
Presidente do Legislativo, Adriano Scherer
A temática sobre o sistema prisional foi tratada pelos convidados durante o espaço aberto para questionamento do público. Uma das questões levantadas foi acerca o regime semiaberto e de quem seria a responsabilidade pela fiscalização dos detentos que saem à rua. Cabe à Susepe, mas não tem agentes suficientes. No papel, é para que o condenado trabalhe no horário em que está fora do presídio, mas, segundo os painelistas, não é o que ocorre. Conforme o comandante Fernandes, muitas vezes, o contratante também é envolvido e acoberta. “Semiaberto não funciona.”
O vereador conta que tramita um projeto para contratação de um serviço de monitoramento às agências bancárias como forma de evitar furtos a caixas eletrônicos. Lembrou que é preciso ainda olhar para o interior e outros bairros como o Auxiliadora.
Prefeito Rafael Mallmann
Sobre a aquisição de câmeras de monitoramento, diz ser um custo muito alto para o município. Junto com isso, precisaria contratar uma empresa terceirizada. “Depois de comprados os equipamentos, temos que mantê-los. E quando um es-tragar, teremos problemas maiores se acaso ocorra algum cri justamente neste meio-tempo.”
O custo para comprar as câmeras, segundo ele, seria em torno de R$ 1 milhão. Para a contratação de uma empresa especializada, seria um investimento de cerca de R$ 26 mil ao mês. Para ele, é preciso atuar mais na prevenção, a exemplo do que ocorre com mais de 600 crianças que participam das atividades do turno integral, com oficinas em geral.
Estrela
Audiência ocorreu na Faculdade La Salle na noite dessa quinta-feira. Programação foi organizada pela Cacis
ANDERSON LOPES
Grupo envia projeto para asfaltar acesso
Líderes do PP solicitaram obra ao governo do RS
Forquetinha
Oatual prefeito, Valdemar Richter, o prefeito eleito, Paulo Grunewald, e a suplente de vereadora, Ines Feil, se reuniram com o secretário estadual de Transportes, Pedro Westphalen, para tratar sobre a obra de asfaltamento do acesso ao município pela BR-386. Representante do PP municipal, o grupo entregou para Westphalen o projeto para estudo da obra. De acordo com Richter, o asfaltamento do trecho beneficiaria outros municípios. “Desafoga o fluxo de veículos para o bairro Conventos, e melhora o acesso a Forquetinha, Sério, Canudos, Boqueirão do Leão, Progresso e outras cidades da região.”
Conforme a comitiva, o trajeto de 4,5 quilômetros cria uma rota alternativa ao trânsito de cami-
nhões e veículos da ERS-421. A estrada atravessa o bairro Conventos, em Lajeado
A demanda é debatida desde 2013 na região. Na época, os prefeitos do G8 iniciaram projeto e tentaram recursos com o Estado e a União.
Segundo Richter, a ideia é municipalizar o trecho entre o bairro
Vila Storck, na divisa com Lajeado, até a entrada do britador. Em contrapartida, o Estado se comprome-
SAIBA MAIS
teria em asfaltar o trajeto entre o pórtico e a Vila Hass.
O secretário Westhalen reconheceu a importância da demanda. Segundo ele, o projeto será encaminhado ao Daer para estudo. “Esta obra é necessária. Vamos buscar uma alternativa para a construção do acesso”, concluiu.
Paulo Grunewald se mostrou esperançoso após o encontro. Segundo ele, existe possibilidade de a obra ser licitada ainda em janeiro.
O A Hora acompanha a demanda pelo acesso asfáltico desde o princípios das discussões.
Em 2013, o assunto foi destaque em matéria sobre reunião de prefeitos do G8.
Pintura de sinalização de asfalto é concluída
Arroio do Meio
Foi feita nesta semana a pintura de sinalização sobre o asfalto da rua Dona Rita – trecho entre a ERS-130 e rua Presidente Vargas/São Caetano. A pavimentação asfáltica foi executada pela empresa Coesul, vencedora de processo licitatório, e soma 5.333,11 metros quadrados de asfalto sobre o calçamento existente, num investimento de R$ 325 mil – dos quais, R$ 273.827,43 são provenientes de financiamento junto ao Pimes/
Badesul e R$ 51.172,57 de recursos próprios do município. Concluída também a pavimentação asfáltica da rua Dom Pedro II, entre a ERS-130 e rua São Luiz/Centro. O trecho corresponde a 8.130m², num investimento de R$ 818.614,41. Recentemente foi pavimentada a rua José Arthur Schroeder, com 6.702m² e investimento de R$ 862 mil. Juntos, os três trechos somam mais de 20 mil metros quadrados de pavimentação asfáltica, num investimento superior a R$ 2 milhões.
Pesagem do Programa Bolsa Família inicia no dia 10
Progresso
No dia 10 iniciam as pesagens do Programa Bolsa Família no posto de saúde do centro. O atendimento ocorre das 7h30min às 11h30mim. É necessário levar a carteira de vacinação.
Em Campo Branco, as pesagens ocorrem nos dias 17, para os munícipes visitados pelos agentes de saúde Deisson e Marilene, e 24 para os atendidos pelos agentes de saúde Susana, Marinês e Patricia. Os atendimentos ocorrem no salão da comunidade.
Na terça-feira, 4, comitiva apresentou projeto no gabinete do secretário Pedro Westphalen, em Porto Alegre
Trecho faz a ligação entre a ERS-130 e rua Presidente Vargas/São Caetano
Prefeitos criticam PEC dos gastos públicos
Medida em tramitação no Congresso limita investimentos pelos próximos 20 anos
País
Avança no Congresso proposta que cria teto para os gastos públicos nos próximos 20 anos. Aprovada na comissão especial que analisa o caso, a PEC 241 segue para votação no plenário da Câmara na próxima semana sob críticas de prefeitos e representantes do movimento municipalista.
Conforme o texto, os gastos primários, de áreas como educação, saúde, segurança e saneamento básico, terão reajustes de acordo com a inflação pelos próximos 20 anos. Isso significa que, mesmo com uma arrecadação superior ao índice, os investimentos não poderão seguir o crescimento orçamentário.
Presidente da Amvat e prefeito de Westfália, Sérgio Marasca acredita que a medida representará a falência do Estado e dos mu-
nicípios. Segundo ele, a proposta não se sustenta diante do crescimento populacional e das demandas ao poder público.
“Necessitamos cada vez mais recursos para a educação, saúde e segurança, porque o Estado e a União repassam mais responsabilidade aos municípios”, alega.
Para Marasca, caso o projeto seja aprovado no Congresso, as prefeituras chegarão ao ponto de conseguir apenas pagar o funcionalismo e manter serviços mínimos.
“Acaba com a nossa capacidade de investimentos, é um projeto que vem na contramão da necessidade”, alerta. De acordo com o presidente da Amvat, a tendência é de arrocho total nos próximos anos, ainda mais diante das incertezas no cenário econômico.
Primeiro vice-presidente da entidade, Valnei Cover considera vergonhosa a forma como o processo está sendo conduzido no
Congresso. “O país está virado no caos e a medida traz ainda mais problemas para os municípios.”
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e a Famurs alertam para as dificuldades nas próximas gestões municipais caso o projeto seja aprovado. Para as entidades, existe grande risco de insolvência nas administrações municipais.
Menos programas federais
Para o presidente da CNM, Paulo Ziukolski, os próximos gestores municipais enfrentarão um
engessamento que resultará em redução nos serviços públicos.
Segundo ele, a PEC obrigará os prefeitos a cancelarem a participação em programas federais.
Conforme Ziukolski, o projeto delimitará entre 5% e 6% o crescimento no gasto das administrações para 2017, levando em consideração a meta inflacionária.
“Como 70% de tudo que se arrecada vai para a União e ela manda muito pouco para o município, administrar se tornará inviável.”
Presidente da Famurs, Luciano Pinto afirma que a proposta é ainda mais danosa diante da crise
econômica e política do Brasil e de um cenário de quase falência no RS. Segundo ele, o quadro motivou a desistência de 37% dos gestores aptos à reeleição no estado.
Para Pinto, a proposta da União tende a ser aprovada, graças à maioria parlamentar estabelecida pelo governo de Michel Temer. Sendo assim, acredita que os gestores serão obrigados a ampliar impostos municipais. “Será preciso criatividade para ampliar a arrecadação.”
Conforme Paulo Ziukolski, o apoio de deputados estaduais e federais durante a campanha municipal forma um contexto de cumplicidade. “São os mesmos parlamentares que votaram esse conjunto de normas que enterrou os municípios.”
Expovale terá espaço para ONGs
Lajeado
O trabalho desenvolvido por entidades e ONGs da região poderá ser conferido na Feira Industrial, Comercial e de Serviços do Vale do Taquari – Expovale 2016. Por meio da Expovale Social, será disponibilizado um espaço onde, a cada dia, duas instituições poderão apresentar suas atividades,
comercializar produtos e angariar fundos para causas sociais.
O estande, localizado em frente ao Pavilhão 2, na área externa do Parque do Imigrante, abrigará duas entidades por dia, sendo que o cronograma será definido a partir da demanda pelo local. Os interessados devem se inscrever na Associação Comercial e Industrial de Lajeado pelo 3011-6900, com Lu-
ciele, ou feiras@acilajeado.org.br. A 20ª edição da Expovale, uma realização da Acil e governo de Lajeado, ocorre entre 11 e 20 de novembro. Tem o patrocínio de Fruki Guaraná e Rede Imec de Supermercados, e apoio de Farmácias São João, Bremil, Florestal Alimentos, Cervejaria Salva e Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo.
Receita libera consultas ao 5º
lote do Imposto de Renda 2016
País
A Receita Federal liberou nessa sexta-feira as consultas ao quinto lote de restituições do Imposto de Renda 2016 e a lotes residuais, de quem caiu na malha fina, de 2008 a 2015. Estão incluídos nesse quinto
lote de restituição do IR deste ano 2.166.115 contribuintes, totalizando R$ 2,5 bilhões em restituições. O pagamento será feito no dia 17 de outubro. Os valores serão corrigidos em 6,71%.
Considerando também os lotes residuais (para quem havia caído na
malha fina, mas regularizou a situação com o Fisco), o pagamento será feito para 2,22 milhões de pessoas nestemês,novalordeR$2,7bilhões.
A consulta pode ser feita pelo site: http://www.receita.fazenda.gov.br/ Aplicacoes/Atrjo/ConsRest/Atual. app/paginas/index.asp
Em meio a protestos, texto foi aprovado em comissão nessa quinta-feira, 6
FÁBIO POZZEBON/AGÊNCIA BRASIL
Fim de semana terá temperatura amena
Depois da chuva e do vento na quarta, sol volta
Vale do Taquari
Ainstabilidade veio acompanhada de ventos fortes, granizo e grande volumes de chuva em algumas regiões do estado nesta semana. No Vale do Taquari, após 20 dias de tempo seco, choveu em média 40mm.
Segundo a coordenadora do Centro de Informações Hidrometeorológicas da Univates, Fabiane Gerhard, o sábado terá predomínio do sol. No entanto, devido à passagem de uma frente fria de fraca atividade ao largo da costa gaúcha, também ocorrem períodos com maior quantidadedenuvensechancedegaroa. As temperaturas ficam amenas ao amanhecer, mas sobem de forma gradativa e proporcionam uma tarde agradável. A mínima será de 12ºC e a máxima alcança 22ºC. No domingo, um ar mais seco e frio ingressa no estado e confere um dia ensolarado ao Vale. Faz um pouco de frio no começo e no fim do dia. Atardeserábemagradável.Amínima será de 10ºC e a máximo chega a 23ºC.
Prognósticos indicam o retorno da instabilidade entre quarta e quinta-feira da semana que vem.
Até lá, as temperaturas continuam em elevação e as máximas podem alcançar 30ºC. Para este mês, conforme a média histórica, são esperados 160 mm de chuva.
Alívio no campo
O vento frio e as temperaturas baixasduranteasmadrugadasajudaramaaumentarodéficitdeumidadenaslavouraseprejudicarama germinação do milho. A semeadura de novas áreas também foi afetada. No RS, esse percentual chega a 56%. Segundo projeções da Emater, o cereal deve ocupar 800 mil hectares neste ciclo.
De acordo com o diretor técnico, Lino Moura, nos locais onde a semeadura foi feita mais cedo a falta de chuva começava a prejudicar o crescimento das plantas. Produtores encontravam dificuldades na aplicação de herbicidas e adubação nitrogenada em cobertura. “O adiamento dessas operações pode diminuir o potencial da cultura”, alerta. Ainda que as condições do trigo permaneçam boas no geral do estado, estimando ainda muito bom potencial produtivo, o clima seco provocou a antecipação da maturação. O cenário preocupa os agricultores, uma vez que as lavouras
atravessam uma de suas fases mais sensíveis, a do enchimento de grãos. “Sem o retorno da umidade poderiam ocorrer perdas significativas na produtividade.”
As lavouras apresentam as fases de desenvolvimento vegetativo, com 5%, floração, com 25%, enchimento de grãos, com 56%, e em início de maturação do grão, já com 14%. No noroeste gaúcho, o granizo e os ventos fortes danificaram lavouras de trigo e milho em pelo menos 12 cidades nessa quarta-feira. As perdas chegam a 90% em alguns casos.
Sábado
Sol entre nuvens com chance de garoa
Mínima – 12ºC
Máxima – 22ºC
Domingo
Dia ensolarado
Mínima – 10ºC
Máxima – 23ºC
Segunda-feira
Dia ensolarado
Mínima – 12ºC
Máxima – 24ºC
Características da primavera ficaram evidentes nesta primeira quinzena da estação. Temperatura não passa dos 24ºC
ANDERSON LOPES
VALE DO TAQUARI
Menos de 10% dos alunos estudam na área rural
Dados preliminares do Censo Escolar 2016 monstram os reflexos da centralização do ensino. Dos 54.150 alunos do Vale do Taquari, apenas 5.271 estão nas escolas do interior
Salas vazias e uma quadra esportiva abandonada restaram da Escola Municipal Henrique Griebler. Localizado em Arroio Alegre, Forquetinha, o educandário fundado em 1960 chegou a ter Ensino Fundamental completo e mais de 130 alunos na década de 90. Em 2004, um novo prédio foi inaugurado para melhorar o atendimento.
Entretanto, o número de alunos foi reduzindo com o decorrer dos anos. Quando a escola encerrou as atividades, em 2010, eram menos de 15. “As turmas eram multisseriadas. Acho que o aprendizado acabava prejudicado por causa disso”, relata a ex-professora e ex-diretora, Aldinha Berg-
mann Schmitz. Os poucos estudantes que restaram na Henrique Griebler foram transferidos à Escola João Batista de Mello, para o descontentamento inicial da comunidade. “Nós (comunidade) não aceitamos muito bem no começo. Sempre tinha movimento aqui. Sem a escola, tudo ficou quieto”, relembra a moradora Ilse Verruck, 64. Passados seis anos, há um consenso entre os moradores que a desativação foi necessária. “Era bom porque era perto de casa, mas tinha poucos alunos. Se ainda tivesse aberta, não sei se teria dez hoje”, argumenta a agricultora e ex-aluna Janete Grunewaldt, 28. Sem a possibilidade de
sediar aulas, a administração municipal já chegou a cogitar a utilização do prédio para fins industriais.
A situação do escola de Forquetinha não é isolada. Dados preliminares divulgados pelo Censo Escolar 2016 evidenciam o desaparecimento das escolas no interior e a centralização do ensino.
Dos 54.150 alunos do Vale do Taquari, 48.870 estudam em instituições de ensino localizadas na área urbana – número correspondente a 90,27%. Restam apenas 5.271 estudantes (9,73%) na área rural (veja dadosdos36municípiosnatabela). Conforme os dados do censo, oito municípios sequer têm escolas no interior (Coli-
nas, Doutor Ricardo, Forquetinha, Lajeado, Muçum, Nova Bréscia, Travesseiro e Vespasiano Corrêa). Chama a atenção o fato de a maioria dos municípios ter a economia praticamente voltada ao setor agrário. Em Colinas, a nucleação do ensino nas escolas do centro ocorreu em 1997. “A gente percebe que as escolas do interior fortalecem as comunidades, mas não havia como manter as atividades com três ou quatro alunos”, ressalta a atual secretária de Educação, Tânia Fensterseifer. Ela percebe que a centralização é positiva, pois permite a ampliação da estrutura física e a realização de atividades extra-curriculares. “Aqui temos laboratório de
Ex-aluna da Henrique Griebler, Forquetinha, Janete Grunewaldt se recorda da época em que o educandário tinha mais de cem alunos. Escola fechou devido à diminuição das matrículas no interior
FÁBIO KUHN
informática, aulas de música, dança e patinação. Não seria possível implantar essa estrutura em diversas escolas do interior.”
Para aproximar os alunos do meio rural, Tânia enaltece que as escolas oferecem disciplinas voltadas à agroecologia.
Secretária de Educação de Forquetinha, Ana Paula Dalmoro Villa, também percebe as dificuldades financeiras em contratar profissionais para várias escolas. “Investir na centralização das atividades qualifica o atendimento”, percebe. A escola Henrique Griebler foi a última do interior a ser desativada no município de 2,5 mil habitantes.
Reportagem: Fábio Kuhn
Entre as exceções
A Escola Estadual de Ensino Médio São Miguel é um dos poucos educandários contra as tendências e que se fortalece. Localizada em Linha Sítio, Cruzeiro do Sul, a instituição de ensino atende 173 alunos do 6° ano ao Ensino Médio. As aulas ocorrem em três turnos.
“Ter uma escola no interior dá vida a comunidade”, enaltece a diretora
Simone Inês Schmitt. Para ela, as atividades diversificadas acabam atraindo alunos de outras comunidades como São Rafael, Picada Aurora e até do centro.
Além de uma horta escolar, a São Miguel tem criação de porcos e galinhas. No ano passado, os alunos plantaram mais de 60 árvores frutíferas e criaram um pomar.
Escolas fechadas
No dia 11 de setembro de 2011, o jornal A Hora mostrou a tentativa dos Executivos de municipalizar antigos prédios de escolas estaduais. Conforme levantamento realizado na matéria “Abandono”, 43 prédios estavam sem uso em 18 municípios do Vale.
Abandono
Para que uma escola seja mantida na zona rural deve-se fazer uma análise responsável[...]”
Acompanhe a entrevista com Regiane Mallmann, assessora de educação ambiental/rural da 3ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE).
A Hora – Cidades como Forquetinha, Colinas e Travesseiro são quase essencialmente agrícolas. Como explicar que todos os alunos são do meio urbano?
Regiane Mallmann – Atualmente, verifica-se tanto no contexto mundial quanto regional a diminuição da atividade agrícola familiar, do número de famílias que permanecem no campo, dificultando a continuidade das atividades das escolas no meio rural. No que se refere à educação, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96) discorre: "na oferta de Educação Básica para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação, às peculiaridades da vida rural e de cada região" (art. 28). Nesse sentido, preconiza a qualidade na oferta de ensino, sendo que em alguns locais ocorre a centralização no atendimento dos educandos, baseado na
diminuição do número de crianças nas comunidades de origem e na qualidade de atendimento da educação.
O ensino das escolas estaduais localizadas na área urbana, mas que atendem alunos oriundos do meio rural, tem características diferenciadas, com projeto político pedagógico voltado para a realidade onde estão inseridos.
A inexistência de escolas no interior é prejudicial ou benéfica aos alunos?
Por quê?
Regiane – A escola do campo deve
ser valorizada para assegurar o respeito às culturas locais.
Constitui espaço de valorização da história e da relevante função social das pessoas que vivem na zona rural.
Para que uma escola seja mantida na zona rural, deve-se fazer uma análise responsável levando em consideração a realidade de cada comunidade rural e a qualidade da oferta de ensino para que as crianças tenham assegurado o pleno acesso ao desenvolvimento de suas habilidades e competências, o que pode não ocorrer na sua integralidade quando temos um número muito reduzido de alunos.
A
escola do campo deve ser valorizada para assegurar o respeito às culturas locais
Na sua opinião, a centralização do ensino em escolas urbanas pode ser uma tendência para o futuro?
Regiane – A questão não é analisar tendências, mas perspectivas para permanência das escolas rurais em suas comunidades, baseadas em um estudo criterioso em relação às questões econômicas, pedagógicas e tecnológicas, para que o atendimento educacional prime pela sua qualidade.
Vandalismo
DIVULGAÇÃO
“Cooperar favorece o desenvolvimento”
No primeiro semestre, BRDE liberou R$ 125 milhões para o Vale
Estado
No cenário nacional de forte contração nos investimentos, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) desempenha uma função anticíclica. Conforme o diretor-presidente, Odacir Klein, a oferta de recursos possibilita novos investimentos em áreas estratégicas
como energias limpas, agricultura, industrialização e inovação. Favorece a geração de empregos e renda, afirma.
Garante que a crise econômica e política não provocou reduções ou mudanças nos planos de financiamentos. “Não faltam recursos para atender as demandas dos que investem, inovam, criam oportunidades, geram empregos e mantêm viva a ati-
vidade produtiva.”
No primeiro semestre deste ano, o banco firmou 4.451 contratos de financiamentos totalizando R$ 1,84 bilhão, numa média de R$ 414 mil por operação, nos estados do RS, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Desse montante, foram alocados R$ 518,7 milhões (28,14%) para agropecuária, R$ 358,1 milhões (19,43%) para indústria, R$ 397,1 milhões (21,53%)
O cooperativismo é uma saída para a crise
No cargo desde julho deste ano, Klein faz um relato sobre a atuação do banco no fomento de projetos de expansão do cooperativismo no Vale do Taquari e estado, a importância do cooperativismo e a oferta de crédito disponível.
Qual a importância do cooperativismo?
Odacir Klein – A cooperação é fundamental em épocas de crise. Além de garantir a segurança na entrega de matéria-prima, permite uma remuneração justa a quem produz. O exemplo da Dália Alimentos, na criação de condomínios leiteiros e no projeto avícola, representa a ousadia empresarial em épocas de recessão econômica. Supera o medo e vence o receio. Ajuda a inovar, a modernizar e mudar a forma de fazer. Se fez um exame aprofundado da situação do mercado e essa atitude venceu o receio de
investir. Nesse modelo, estimulamos a cooperação e atividades conjuntas. A corporação é a antítese da cooperação. O cooperativismo representa a solução de problemas por essa via de cooperar, de operar em conjunto, e cresce num momento em que a sociedade tem a necessidade de unir forças. Num momento de crise, esse modelo é a esperança.
Diante da crise econômica, haverá recursos para apoiar novos projetos do cooperativismo?
Klein – Ao longo de sua atuação, o banco prioriza a atenção às cooperativas. Porque através delas chegamos a
para infraestrutura e R$ 569,6 milhões (30,90%) para comércio e serviços (inclui projetos de armazenagem para cooperativas).
De janeiro a junho, no RS, foram efetuados 1.067 contratos no total de R$ 704 milhões em investimentos, numa média de R$ 659 mil por operação. Por setores, do total foram destinados 14% para agropecuária, 28% para a indústria, 26% para infraestrutura e
milhares de pessoas que são associadas. Liberamos para o projeto Avícola da Dália Alimentos R$ 95 milhões. Em 2015, outras cooperativas (Santa Clara, Languiru e CCGL), contrataram quase R$ 90 milhões para expandir seus negócios. Foram gerados mais de 200 empregos diretos e a arrecadação do ICMS aumentará em R$ 22,5 milhões. Não faltam recursos para atender a demanda.
Quais a áreas com maior demanda?
do Taquari
32% para comércio. Mesmo diante do cenário adverso, o banco alcançou um resultado positivo de R$ 77,6 milhões no semestre. Ao Vale do Taquari, o montante financiado, entre janeiro de 2015 e agosto de 2016, passa de R$ 141,7 milhões, contratados por mais de 20 municípios. A maior parte dos recursos é destinada ao setor agropecuário, na área avícola, leiteira e produção de grãos.
e tem grande representatividade econômica no estado.
Qual o limite de crédito oferecido?
Não faltam recursos para atender as demandas dos que investem, inovam, criam oportunidades, geram empregos e mantêm viva a atividade produtiva.” criam oportunidade empreg viv
Klein – Agroindústria e energias renováveis foram as áreas que concentraram o maior número de operações na Agência do RS. No setor agroindustrial, um financiamento de R$ 35 milhões em complemento aos R$ 70 milhões já financiados em 2014 viabilizará a duplicação da mais moderna fábrica de leite em pó do Brasil pela Cooperativa CCGL, em Cruz Alta Quando concluída, a unidade será a maior em operação no país, tendo capacidade para processar mais de dois milhões de litros de leite por dia, gerando cerca de 143 novos postos de trabalho. No segmento de energias renováveis – uma das prioridades da Agência RS – foi relevante o apoio concedido aos parques eólicos de Chuí, no município de mesmo nome, e de Hermenegildo, em Santa Vitória do Palmar. O investimento total alcançou R$ 2 bilhões, sendo R$ 243 milhões apoiados pelo BRDE em 2015. Contribui para a revitalização de regiões economicamente deprimidas do estado e estão alinhados com a estratégia do banco de promover o desenvolvimento regional por meio de projetos que visem à sustentabilidade e à geração de energia renovável. Financiar energia é financiar desenvolvimento. Se esses dois setores, agropecuária e energia, demandam mais recursos é porque investem mais, um depende do outro
Klein – O BRDE superou a marca de dez mil clientes atendidos no estado em 2015, distribuídos por 437 municípios. Encerramos o ano com 87,92% das cidades gaúchas atendidas com algum financiamento, seja para empresas, cooperativas ou produtores. Atingimos o maior lucro em 55 anos de fundação - R$ 262,99 milhões, alta de 24,11% em relação a 2014. As contratações somaram R$ 3,35 bilhões, dos quais R$ 804,8 milhões apenas na agência gaúcha. O valor ficou abaixo do limite previsto para o estado, que era de R$ 1 bilhão. Para 2016, a previsão é de crescimento no total de contratações, atingindo R$ 3,9 bilhões no exercício – R$ 1,3 bilhão para cada um dos três estados.
Considerações finais
Klein – Em momentos de desequilíbrios econômicos e políticos, quando as instituições privadas de crédito se tornam mais avessas ao risco, os bancos de fomento desempenham uma função anticíclica. Oferecem recursos para incentivar o desenvolvimento sustentável e promover investimentos em todas as áreas –energias limpas, agricultura, industrialização e inovação, bem como inclusão financeira e financiamento para micro, pequenas e médias empresas, para continuar a geração de empregos e renda. Na região dos Vales, os contatos para contratação de crédito podem ser feitos na unidade lajeadense, em sala localizada na Acil, com o gerente-adjunto de Planejamento, Marlon Alberto Bentlin (marlon.bentlin@brde.com. br e ou 3748-1215).
Série Ouro
Alaf busca recuperação fora de casa
Partida
Depois de perder em casa para o Atlântico, a Alaf necessita pontuar fora de casa para seguir na busca por uma vaga à próxima fase. Neste sábado, o time viaja a Tapera para enfrentar o quarto colocado América. O confronto ocorre às 20h no Ginásio Poliesportivo.
Com 6 pontos, a partida é decisiva para as pretensões do clube nesta fase. Se perder, e o Atlântico vencer a AGF na terça-feira, o time não terá mais chances de classificação.
O técnico Giba tem o retorno do ala Adriano, que cumpriu suspensão. Com isso, o time inicia a partida com: Cristian, Marcelo Giba, Adriano, Rodrigo Trentin e Rafinha.
A classificação do grupo tem a
Última rodada ocorre neste domingo
Copa Integração
A última rodada da fase classificatória da Copa Integração, que movimenta Bom Retiro do Sul, Colinas, Paverama e Teutônia, ocorre neste domingo, no centro de Colinas. Às 10h, o Independente enfrenta o Floriano.
No primeiro jogo da tarde, Atlético Gaúcho encara o Alto Taquari. Boa Vista versus Rui Barbosa encerra a rodada.
Asif na liderança com 13 pontos, seguida de Atlântico com (10), Alaf (6), América (5) e AGF (sem pontuar). No dia 22, a Alaf promove jantar-baile de aniversário. O evento
ocorre no Clube dos Quinze, no bairro Montanha, em Lajeado. A partir das 19h30min, inicia a recepção. Às 20h30min, será servido jantar, seguido de sorteio de brindes e baile animado por Jardel e Cia. Crianças de 8 a 12 pagam R$ 12 e adultos, R$ 35.
Lajeadense viaja a Caxias do Sul neste sábado
Categorias de base
Depois de retornar à zona de classificação da próxima fase, o Lajeadense volta a campo neste sábado pela Copa Sub-19. A partir das 15h, enfrenta o Torino, em Caxias do Sul, em partida válida pela décima rodada.
O técnico Serginho Almeida mantém o time que goleou o Passo Fundo na rodada passada: Willian, Mano, Du, Vitor, Índio, Quaresma, Rodrigo, Josué, Padu, Léo e Ariel.
Além de Torino versus Lajeadense, a rodada tem Passo Fundo versus Internacional-SM e Veranópolis versus Caxias. A classifi-
cação tem Internacional-POA (17 pontos), Veranópolis (14), Caxias (13), Lajeadense (11), Passo Fundo (10), Internacional-SM (7) e Torino (4).
Juvenil B
Em busca do retorno à zona de classificação da próxima fase, o EC Encantado recebe o Gaúcho, de Passo Fundo, às 15h30min, no Estádio das Cabriúvas. A partida abre o returno da competição. O representante do Vale do Taquari está na 3ª colocação com 2 pontos, mesma pontuação do EC Passo Fundo. O líder é o Tamoio com 7 pontos. Gaúcho é o segundo colocado, com 4 pontos.
Chave A
Chave B
Depois de perder para o Atlântico em casa, equipe viaja a Tapera para enfrentar o América necessitando da vitória
EZEQUIEL NEITZKE
No primeiro turno, o Lajeadense venceu o Torino por 2 a 1 na Arena Alviazul
Oitavas de final começam no fim de semana REGIONAL
Clássico entre campeões regionais é o destaque da rodada. Veteranos podem definir os primeiros classificados às quartas de final
OCampeonato Regional de Futebol/Copa Certel/ Sicredi chega às oitavas de final em duas categorias. Às 10h entram em campo as equipes veteranas. Aspirantes jogam às 14h e titulares, às 16h. Ingressos custam R$ 3 (veterano) e R$ 5 (titular e aspirante).
Na categoria titular, Ser São Cristóvão (19 pontos), 25 de Julho e Aimoré (18), Monterey (16), 11 Amigos e Brasil (15) e Assespe (14) jogam por dois resultados iguais por terem melhor campanha. Já
no embate entre CAN e Canarinho, o CAN tem a vantagem em virtude da disciplina, 210 contra 300 do time de Cruzeiro do Sul. Na aspirante, os times em vantagem são: Ser São Cristóvão (22 pontos), Aimoré (20), Forquetense (18), CAN e União Campestre (17), Imigrante (16), Assespe (15) e 11 Amigos (14).
Confronto de campeões regionais
As oitavas de final ficarão marcadas por dois confrontos entre
campeões regionais. Em Lajeado, o campeão invicto de 1995, Ser São Cristóvão, recebe o Forquetense, detentor da taça de 2012.
No feriado, o tricampeão consecutivo, Brasil, recebe em Marques de Souza outro tricampeão, o União Campestre, de Lajeado. O jogo ocorre no dia 12, em virtude da festa dos associados do EC Brasil, neste domingo. Os jogos são válidos pelas categorias titular e aspirante.
Jogos inéditos
Imigrante e Monterey se enca-
18
das
ram pela primeira vez em uma competição oficial da Aslivata. O primeiro jogo é em Estrela, e o da volta, em Venâncio Aires. As outras equipes que estrearam neste ano na competição, Saidera e CAN, enfrentam dois times de Cruzeiro do Sul, 25 de Julho e Canarinho, respectivamente.
Demais partidas
Tricampeão regional, o Rui Barbosa recebe em Arroio do Meio o invicto Aimoré, de Estrela. Em Westfália, o Juventude encara a Assespe, de Venâncio Aires, e em Poço das Antas, o 11 Amigos rece-
be o 7 de Setembro, de Capitão.
Equipes podem se classificar
Pela categoria veterano, as equipes disputam a sétima rodada da fase classificatória, às 10h. Na chave A, Pinheiros recebe o Guaíba em Taquari. Os times fazem o confronto dos desesperados. Quarto colocado com 4 pontos, o Pinheiros pode ficar bem próximo da classificação se vencer. Se os visitantes perderem ficam em situação delicada na competição. No outro jogo, Juventude e
Rui Barbosa, do técnico Paulinho Volk, recebe o invicto Aimoré, de Estrela. Primeiro jogo ocorre em Arroio do Meio
Oito cidades recebem
partidas
categorias aspirante, titular e veterano. Brasil
FÁBIO KUHN
Águia Azul se enfrentam em Teutônia. Quem vencer vai disputar as quartas de final. Um empate,
rencio (Juventude-West) assumiu a artilharia com nove gols. Marcus Konzen (Assespe) e Rudimar Golin, o “Maravilha”, têm sete gols. Outros dois atletas balançaram as redes seis vezes: Dimitri Diehl e Willian Kochenborger, do 25 de Julho.
Julian Krindges, o “Schmia”, (União Campestre) continua na ponta da artilharia aspirante. Ele tem dez gols. Na sequência, aparece Gabriel Aloísio Recktenwalt (11 Amigos) com nove gols. Outros quatro vêm com seis gols, Higor da Rosa (Danados), João Felipe de Moura (União Campestre), Ezequiel de Oliveira (Monterey) e Fernando Rupp (Aimoré).
OITAVAS DE FINAL
Titular – 16h
São Cristóvão/LajeadoSer São CristóvãoxForquetense
Linha Harmonia/TeutôniaSaiderax25 de Julho
Rui Barbosa/Arroio do MeioRui BarbosaxAimoré Chácara/EstrelaImigrantexMonterey Boa Vista/Poço das Antas 11 Amigosx7 de Setembro Linha Berlim/WestfáliaJuventudexAssespe São Bento/Cruzeiro do SulCanarinhoxCAN
Dia 12 – Quarta-feira
Centro/Marques de SouzaBrasilxUnião Campestre
Aspirante – 14h
São Cristóvão/LajeadoSer São CristóvãoxForquetense
Linha Harmonia/TeutôniaRibeirensex25 de Julho
Rui Barbosa/Arroio do MeioEcasxAimoré
Chácara/EstrelaImigrantexMonterey Boa Vista/Poço das Antas 11 AmigosxColorado Linha Berlim/WestfáliaDanadosxAssespe São Bento/Cruzeiro do SulJuventude-BroxCAN
Dia 12 – Quarta-feira
Centro/Marques de SouzaBrasilxUnião Campestre
Veterano 10h - 7ª rodada
Chave A
Bairro Prado/TaquariPinheirosxGuaíba São Jacó/TeutôniaÁguia AzulxJuventude
Chave B
Chácara/EstrelaImigrantexUnião Arroio Alegre/TeutôniaArroio AlegrensexXV de Novembro
Classificação
Chave A
Jogos iniciam às 10h (veterano), 14h (aspirante) e 16h (titulares).
Na categoria veterano, Gui Oliveira (Juventude) é o atual goleador com cinco gols. Outros seis atletas têm três: Evandro Maria e Paulo de Vargas (Águia Azul), César Reckziegel e Moisés dos Santos (União), Gilmar de Freitas (Imigrante) e Marcelo Fell (Arroio do Ouro).
EquipePGJGDisc
Arroio do Ouro115100
Juventude9560
Águia Azul7530
Pinheiros 44160
Guaíba15170
Chave B
EquipePGJGDisc
Estudiantes8580 União84120
Arroio Alegrense85140 XV de Novembro 4590 Imigrante45110
Juventude, de Teutônia, pode se garantir no mata mata veterano com 4 rodadas
Atual campeão aspirante, Aimoré, de Estrela, enfrenta o Juventude, de Brochier
e União Campestre jogam no feriado
EZEQUIEL NEITZKE
EZEQUIEL NEITZKE
MACIEL DELFINO
Ernando leva amarelo e desfalca o time
Por
outro lado, Celso Roth terá o retorno do zagueiro Paulão para a próxima rodada
Otécnico perdeu mais um jogador para o duelo contra o Botafogo. Ernando levou o terceiro cartão amarelo e cumprirá suspensão na 30ª rodada. Nesta quarta-feira, 12, no Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, às 21h45min.
O zagueiro foi punido por falta em Leandro aos 28 minutos do primeiro tempo. Agora, desfalcará o Colorado pela primeira vez no Brasileirão. Ernando era o único que tinha atuado em todas as partidas.
Mas Roth terá o retorno de Paulão. O zagueiro cumpriu suspensão e volta a ficar à disposição. A tendência é que tenha como parceiro Eduardo, substituto contra o Coxa. Fabinho, com pubalgia, precisará ser reavaliado. Ariel, que se recupera de lesão muscular na panturrilha direita, Fernando Bob, com lesão muscular na coxa direita, e Nico López, que se recupera de lesão muscular na coxa esquerda, continuam fora.
Marcelo Medeiros lança chapa
O conselheiro Marcelo Medeiros lançou nessa sexta-feira a chapa para concorrer à presidência do Inter. Durante o discurso de apresentação, Me-
deiros afirmou que o clube se afastou do caminho das vitórias e prometeu fazer, se eleito, uma gestão com planejamento, profissionalismo e diálogo. A primeira parte das eleições ocorre no dia 7 de novembro, quando o Conselho Delibera-
tivo votará. Além de Marcelo Medeiros, Roberto Amarante e Pedro Afattato disputam a presidência colorada. Quem atingir 15% segue para o segundo turno, quando os sócios escolhem o próximo mandatário do Inter.
Direção projeta 16 pontos por vaga ao G6
O triunfo de 1 a 0 sobre o Vitória nessa quarta-feira levou o Grêmio a 43 pontos no Campeonato Brasileiro e manteve viva a esperança de chegar à Libertadores do pró-
ximo ano. De acordo com as projeções atuais, o Tricolor precisaria de mais 16 pontos para ficar no G6, o que seria conquistado com cinco vitórias e um empate ou quatro vitórias e quatro empates nas últimas nove rodadas.
Sexto colocado no Brasileirão, o Atlético-PR tem 45 pontos – aproveitamento de 51,7%. Se for mantida essa média até o final, 59 pontos serão necessários para garantir lugar no G6.
Na era dos pontos corridos, desde 2006, apenas uma vez o sexto colocado teve mais de 59 pontos, Fluminense em 2014. Em cinco ocasiões, Vasco da Gama (2006), Botafogo (2010), São Paulo (2011), Goiás (2013) e Sport (2015) terminaram na sexta posição com 59 pontos. O sexto com menor número de pontos foi o Inter, em 2008, que fez 54.
Os últimos jogos serão contra Atlético-PR (casa), Santos (fora), Inter (casa), Figueirense (fora), Sport (casa), São Paulo (fora), América-MG (casa), Santa Cruz (fora) e Botafogo (casa).
Maicon e Lincoln retornam
O técnico Renato Gaúcho tem boas notíciasparaotempodetreinosatéo jogo com o Atlético-PR, Maicon e Lincoln retornaram aos treinamentos.
EquipesPGJVSG
Palmeiras57281723
Flamengo54281611
Atlético-MG5329159
Santos51291620
Fluminense 4629136
Atlético-PR4529144
Grêmio4329121
Corinthians4229126
Botafogo4128122
Ponte Preta392811-6
Chapecoense38299-10
Coritiba362991
São Paulo36299-1
Vitória35299-2
Sport34299-6
Internacional33299-5
Cruzeiro33289-6
Figueirense31287-9
Santa Cruz23286-14
América-MG21285-24 CLASSIFICAÇÃO
29ª rodada
Sábado
21hCruzeiro x PontePreta
Domingo
17hFlamengo x SantaCruz
17hFigueirense x Botafogo
17hAmérica-MG x Palmeiras
Ernando levou o terceiro amarelo e aumentou a lista de desfalques do Inter no confronto com o Botafogo
DIVULGAÇÃO
Grêmio
Capitão Maicon voltou
DIVULGAÇÃO
Arodada do sábado passado definiu as 16 equipes que avançam às semifinais da Copa CTC Espaço3 Arquitetura em duasdivisões.Aspartidasdomata-mata iniciam no feriado desta quarta-feira, 12.
Pela Série Ouro da segunda divisão, Smurfs venceu o Amnésia por 2 a 1 e garantiu a vaga no primeiro lugar. Mesmo com a derrota, o Amnésia avançou na quarta colocação e volta a enfrentar o Smurfs na semifinal. A lista dos classificados também teve o DK FC e o Exxtra Classe – equipes que se enfrentam na próxima fase.
Na Série Prata da segundona, Metralhas goleou o já rebaixado Sodabeb por 5 a 0 e garantiu a melhor campanha. O adversário do Metralhas na semifinal é o Bitterflex – equipe que garantiu a última vaga graças à vitória por 4 a 3 contra o 100 Pressão. 100 Pressão e Executivos ficaram empatados na segunda colocação, com 9 pontos e se enfrentam na semifinal. Mesmo perdendo por 2 a 1 para o Galera, o Lesionados conseguiu se classificar à Série Ouro da terceirona com 11 pontos e enfrenta o Pampero na semifinal. O Galera ficou com outra vaga por ter a terceira melhor campanha. Na semifinal, encara o Coroas Mirim D.
Na Série Prata da terceira divisão, S.O.S foi o destaque ao terminar a fase classificatória com 13 pontos – 4 a mais que o segundo colocado. No sábado, a equipe derrotou o segundo colocado Coroas Mirimpor4a2.TambémavançaramdefaseoTocaÁguaeaADL.
Segunda e terceira divisões conhecem os semifinalistas
CLASSIFICAÇÃO
Rodada definitiva na elite
Neste sábado, a partir das 12h15min, as equipes da primeira divisão disputam a última rodada da fase classificatória.
Na Série Ouro, os classificados já estão definidos. Banguzinho, Coroas Mirim/Charrua, Coroas Mirim D e Rebordose jogam para
conhecer as posições na tabela de classificação.
Pela Série Prata, todas as equipes têm chance de classificação. Aliança e Donos da Bola jogam pela primeira colocação. O lanterna Coroas Mirim precisa da vitória contra o EPTG para fugir do rebaixamento.
AGENDA
Primeira divisão
Série Ouro
12h15min – Coroas Mirim D x Banguzinho
13h15min – Rebordose x C. Mirim/ Charrua
Série Prata
Mais de 207 tenistas profissionais e amadores disputam até domingo a Copa Tênis CTC – competição que marca o centenário do clube e equivale à quarta etapa do circuito
Super Tênis RS. Os atletas estão separados em 16 categorias (1ª a 5ª classe masculina; 1ª e 2ª classe feminina; 35 anos A e B; 45 anos A e B; 55 anos; 10 anos masculino; 12 anos masculino; 16
anos masculino e 14 anos feminino). Serão distribuídos R$ 12 mil em prêmios. Um dos pontos altos do evento ocorre neste sábado. Por volta de 11h, o tenista mineiro André Sá disputa partida amistosa contra Felipe Brandão. Sá já foi 55º do ranking de simples da ATP e 17º no ranking de duplas. Após a partida, realiza atividades com alunos da escolinha de tênis do CTC.
14h15min – EPTG x C. Mirim/Arco-Gás 15h15min – Falcatrua x Tocafogo
16h15min – Aliança x Donos da Bola
Quarta divisão
12h15min – B.E.C x Aliança
13h15min – Pumas x Canhão
14h15min – Supérfluos x Kuasenada 15h15min – Pampero x Baile de Monique
Equipe PG Disc.
Primeiradivisão
SérieOuro
1°Banguzinho 9170
2°C.Mirim/Charrua8160 7180
4°Rebordose7120
5°Galera4360
6°DreamTeam 180
SériePrata
1°DonosdaBola1040
2°Aliança8100
3°EPTG5310
4°Falcatrua4160
5°Tocafogo3180
6°C.Mirim/Arco-Gás3100
Segundadivisão
SérieOuro
1°Smurfs 13220
2°DKFC10120
3°ExxtraClasse 9200
4°Amnésia4370
5°Maragatos3180
6°Hangover160
SériePrata
1°Metralhas1170
2°100Pressão9100
3°Executivos9140
4°Bitterflex7140
5°Ghost790
6°Sodabeb0140
Terceiradivisão
SérieOuro
1°Lesionados12240
2°C.MirimD 10300
3°Galera 980
4°Pampero9100
5°NoMigué3220
6°c.MirimD/Physalis1140
SériePrata
1°S.O.S13120
2°C.Mirim9180
3°TocaÁgua9100
4°ADL14116140
5°Four4120
6°Descontrole340
Copa CTC de Tênis
Na rodada passada, Exxtra Classe empatou com o Maragatos e se tornou um dos semifinalistas na segunda divisão