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PORTE PAGO

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Vinhos da Batalha premiados nos EUA

São Mamede tem centro escolar de 1,3 milhões

Empresa familiar de Alcaidaria consegue distinção em Nova Iorque

Novo equipamento já está a funcionar e tem capacidade para 150 alunos

Mestre que dava vida à pedra homenageado

Família de Alfredo Ribeiro sensibilizada com cerimónia

| DIRETOR: Carlos dos Santos Almeida | Preço 1 euro | e-mail: info@jornaldabatalha.pt | www.jornaldabatalha.pt | MENSÁRIO Ano XXIII nº 266 | Setembro de 2012 |

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Alunos da Batalha vão poder aprender língua chinesa W pág. 6

Caracóis do Reguengo do Fetal são candidatos a prémio

QUIOSQUE DA BATALHA De José Manuel Matos Guerra

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Wpág. 9 Batalha assinala 500 anos com grande adesão popular Foi com bastante participação popular que a freguesia comemorou meio milénio de 14 a 16 de setembro.

Wpág. 11 Vítor Melícias sublinha importância da solidariedade durante a crise “Se hoje há algum sentimento humano que deve ser posto à frente de todos, é solidariedade”, defende

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Joaquim Dâmaso

Associação promove o Karaté no concelho e já consegue medalhas Associação Tigre Shotokan Karatedo arrecadou 13 medalhas no Campeonato nacional de Karaté da JSKA-Portugal


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Opinião Espaço Público

setembro 2012

Jornal da Batalha

Baú da Memória Santa Maria-a-Velha, uma memória a preservar Pelo menos desde Dezembro de 1962 (Página do Concelho da Batalha em “O Alcoa”, nº 824 de 29 de Dezembro de 1962), ainda estava de pé a capela-mor embora sem cobertura, ando a pedir às entidades que poderiam resolver o problema, que é um grave problema de desrespeito pelo património histórico, que se resguarde e se assinale o espaço da Igreja de Santa Maria-a-Velha, evocando não só o templo que foi o primitivo da Batalha, teria servido de matriz entre a criação da paróquia, de que se está a comemorar o quinto centenário, e a conclusão da paroquial de D. Manuel I pelos finais de 1532, bem como a memória dos mestres, que dotaram o nosso País com um Património hoje classificado da

Humanidade, que ali foram sepultados, entre eles Huguet, Boitaca (Boytac), Guilherme e Moreno, em

_ estatuto editorial

1. O Jornal da Batalha é um jornal mensal.

jazigos duplamente profanados por quem os arrasou e por todos nós que nada fizemos para que o mal

fosse esconjurado e remediado. Nas obras que se esperam no largo do Infante D. Henrique tem de ser ponto de honra tanto assinalar o sítio sagrado da igreja como o campo santo que albergava, além dos mestres, inúmeros habitantes da povoação que nascera à sombra do Mosteirto, aproveitando-se, inclusivamente, para se erguer um monumento a recordar e a homenagear os arquitectos quatrocentistas e quinhentistas. Na fotografia, uma imagem das escavações efectuadas em Maio de 2006, por arqueólogos do Instituto do Património de Coimbra, em que se vêem ossadas dos sepultados em Santa Maria-a-Velha.

Diretor Carlos dos Santos Almeida (C.P. nº 2830)

4. O Jornal da Batalha rege-se, única e exclusivamente, pelos valores e princípios deontológicos que norteiam o exercício de uma Comunicação Social livre, democrática, aberta e responsável.

6. O Jornal da Batalha é pluralista na opinião.

Ouvir a rua

Propriedade e edição Bom Senso - Edições e Aconselhamentos de Mercado, Lda.

3. O Jornal da Batalha é um jornal independente de quaisquer forças políticas e/ou económicas.

5. O Jornal da Batalha assume-se como palco privilegiado da reflexão necessária ao desenvolvimento do concelho da Batalha.

L Cartas

O país, a região e a Batalha, naturalmente, estão a atravessar momentos difíceis. Todos os sabemos e muitos o sentem. A austeridade entrou nas conversas e nas práticas de todos, pelo que seria inútil alongar-me sobre este assunto. O que me motiva esta reflexão resulta da mobilização que o país descobriu, dia 15, quando centenas de milhar ocuparam as ruas, protestando. O que gostaria de ver, e temo que possa não acontecer, era a classe política tomar consciência da importância de contar

2. O Jornal da Batalha tem como preocupação dominante a defesa dos valores.

com uma boa parte da população do país que sente a necessidade de sair à rua para dar conta da sua insatisfação. Apesar de ser um indicador precioso sobre a importância da sociedade cívil e do peso da sua mobilização, a verdade é que é igualmente um sintoma de um sistema democrático que ameaça passar ao lado da realidade. Se não se atende aquele que é o sentimento popular, não se pode invocar legitimidade para representar o povo. É tão simples como isto. Sendo certo que nem sempre se pode querer que

Redatores e Colaboradores Armindo Vieira, Carlos Valverde, João Vilhena, José Travaços Santos, José Rebelo, Carlos Ferreira, Manuel Órfão, José Bairrada, Graça Santos, Ana Fetal, Bárbara Abraúl Departamento Comercial Teresa Santos (962108783)

as políticas seguidas sejam capazes de agradar a todos (quando assim é, geralmente algo vai mal), o inverso é igualmente perigoso. Não podem os decisores, rumar contra uma vontade coletiva. Para que os partidos que têm dominado a cena política portuguesa possam continuar a merecer a confiança do povo português, têm, antes de mais, de colocar de lado os seus pequenos jogos de poder, e analisar os reais problemas do país, encontrando soluções que, embora possam ser dolorosas, sejam justas, exequíveis e,

Redação e Contactos Rua Infante D. Fernando, lote 2, porta 2 B - Apart. 81 2440-901 Batalha Telef.: 244 767 583 - Fax: 244 767 739 info@jornaldabatalha.pt Contribuinte: 502 870 540 Capital Social: 5.000 € Gerência Teresa R. F. M. Santos e Francisco M. G. R. Santos (detentores de mais de 10% do Capital:

naturalmente, democráticas. É esse o desafio que todos enfrentamos: a sociedade civil tem a obrigação de o exigir e a classe política de o ouvir. Caso contrário, entraremos num diálogo de surdos, que não aproveita a ninguém. Nessa altura, não existirá nenhuma troika que nos assista.

7. O Jornal da Batalha é um espaço aberto a todas as opiniões, conscientes sobre temas de interesse para a região onde se insere. O Director

Leitor devidamente identificado

Teresa R. F. M. Santos e Francisco M. G. R. Santos) Depósito Legal Nº 37017/90 Insc. no SRIP da I.C.S. sob o nº 114680 Empresa Jornalística Nº 217601 Produção Gráfica Semanário Região de Leiria Rua D. Carlos I, 2-4 - 2415-405 Leiria-Gare Apartado 102 - 2401-971 Leiria Telef.: 244 819 950 - Fax 244 812 895

Impressão: Diário do Minho, Lda. Tiragem 3.000 exemplares Assinatura anual (pagamento antecipado) 10 euros Portugal ; 20 euros outros países da Europa; 30 euros resto do mundo.


Jornal da Batalha

setembro 2012

Atualidade Batalha São Mamede estreia Centro Escolar

Atualidade

Ano letivo arranca sem sobressaltos e com sotaque chinês m Apesar dos constrangimentos, agrupamento assegura que estão reunidas as condições para o ano letivo avançar com normalidade. Pais preparam aulas de mandarim e equitação “low cost”.

A necessidade de substituições temporárias de docentes e a falta de algum pessoal não docente no início do ano letivo são, de acordo com Luís Novais, diretor do Agrupamento de Escolas da Batalha, os principais constrangimentos sentidos na escola pública do concelho no arranque de mais um ano letivo. Contudo, apesar dos constrangimentos, o certo é que o ano letivo teve início no dia 13 de setembro para as crianças do pré-escolar e para os alunos do 1º ciclo e no dia 14 de setembro para os restantes anos, “estando reunidas as condições para

que o Agrupamento de Escolas da Batalha cumpra a sua missão”, considera Luís Novais que lidera o agrupamento que reúne 1904 alunos e 179 professores. Também os encarregados de educação consideram que “a abertura deste ano letivo foi efetuada sem grandes sobressaltos”, apesar da “exiguidade das instalações da escola sede e as obras que seriam necessárias, tendo presente que o projeto da Parque Escolar foi adiado sine die, a par da falta de recursos humanos de forma a satisfazer todas as necessidades que concorrem para o sucesso educativo dos nossos educandos”, refere Cecilia Gomes, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas da Batalha. Contudo, esta responsável reconhece o esforço em tentar colmatar os problemas: “Reconhecemos que tem havido grande esforço por parte da direção da Escola em colmatar estas lacunas, nomeadamente ao nível dos recursos humanos, como acontece sempre no início

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de cada ano letivo”. E a representante dos pais deixa o apelo para uma maior participação dos encarregados de educação. “Entendemos que é necessária uma participação mais ativa e empenhada por parte dos pais, de um modo em geral, como forma a não relegarem o poder de educar dos nossos filhos”. O contexto de crise e o seu impacto na situação social não é esquecido. Cecília Gomes garante que a associação de pais irá “redobrar a atenção para o acompanhamento de situações de

eventual risco social que possam colocar em causa a garantia de acesso às condições básicas e necessárias de uma aprendizagem que se quer de sucesso para os nossos educandos”. PAIS E ALUNOS APRENDEM MANDARIM. A crescente importância da China no panorama mundial não será estranha à decisão da Associação de Pais de avançar com a realização de aulas da língua de mandarim. As aulas deverão arrancar em breve, com custos reduzidos, avança Nuno Mon-

teiro, da associação de pais. Atualmente, os encarregados de educação estão já a ser informados e a receber as fichas de inscrição, sendo que as aulas nesta língua estrangeira deverão decorrer em sessões destinadas a pais e alunos. Os representantes dos pais avançam igualmente neste ano letivo com aulas de iniciação à equitação. Está também prevista a realização de uma sessão de esclarecimento, ainda em 2012, sobre a problemática do cancro no colo do útero, bem como várias outras iniciativas.

Representa um investimento de 1,3 milhões de euros e abriu portas na última segundafeira, dia 17 de setembro. Trata-se do novo Centro Educativo de São Mamede, um edifício escolar que com 1.568 metros quadrados, tem capacidade para acolher até 150 crianças do pré-escolar e do primeiro ciclo do ensino básico. Para além dos dois pisos, preenchidos com salas de aula e de atividades diversas, sala de informática, átrio de exposições, salas de espera, salas de professores, gabinetes de trabalho, espaço para refeições e arquivo, este novo equipamento conta ainda com uma área total de recreio de 2.565 metros quadrados, revela o município da Batalha. O centro educativo está situado no centro da vila de São Mamede, junto à sede da junta de freguesia local. Para já, a nova escola conta com cerca de 80 alunos. A nova infraestrutura junta-se ao Centro Educativo da Batalha, que entrou em funcionamento em abril do ano passado, representando um investimento de 1,7 milhões de euros. A construção dos dois novo centros educativos contou com comparticipação de fundos comunitários.


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Batalha Atualidade

setembro 2012

Homenagem ao mestre emociona família

p Concerto lotou as capelas imperfeitas

m Foi uma homenagem sentida e que, naturalmente, emocionou a família do Mestre Alfredo Neto Ribeiro. Foi dia 8 de setembro, data da homenagem da Batalha ao mestre que dava vida à pedra. Com um ano de idade veio morar para o Mosteiro da Batalha. Vivia numa ala do monumento, onde morava o seu avô, também ele canteiro de arte e guarda do mosteiro de profissão. Alfredo Ribeiro, a partir da década de 90 do século passado, dedicava os dias, nesse mesmo mosteiro onde cresceu e trabalhou, a ensinar a arte da cantaria. A paixão pela cantaria e pelo Mosteiro, fica patente na pequena história que Cristina Ferreira, fadista, contou no concerto de homenagem que encheu as Capelas Imperfeitas – e que suscitou várias ovações da plateia - na noite de dia 8. Ele sempre disse que não queria cortinas na sala de sua casa para sempre poder ver

o Mosteiro. Uma escultura de homenagem ao mestre, mora agora no centro da vila da Batalha, junto à réplica do pelourinho que Alfredo Ribeiro criou com a sua arte. O dia em que o mestre foi recordado, suscitou um gesto de agradecimento da família. Numa carta aberta que fez chegar ao Jornal da Batalha, a família do mestre, confessa a gratidão: “Em nome de toda a família, gostaríamos de sentidamente agradecer a homenagem e tributo público realizados no passado sábado, dia 8 de setembro, ao Mestre Alfredo Neto Ribeiro. Um agradecimento especial à Cristina Maria, pela iniciativa que tornou possível esta homenagem e pela dedicação e entrega ao monumento agora edificado, assim se permitindo que a memória dele fique perpetuada. Um agradecimento sentido à Alzira e ao António, que sempre o acompanharam. O nosso agradecimento à Câmara Municipal da Batalha e, em particular, ao Sr. Presidente, pessoa pela qual o Mestre tinha enorme apreço. Agradecemos ainda o apoio pessoal e institucional que sempre lhe deu. Ao

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Dr. Luís Jordão pela forma como dirigiu o sonho de sempre do Mestre, a criação de uma escola, única, inovadora, que permitisse deixar à Batalha e ao país tantos outros Mestres da Arte da cantaria artística. Ao Sr. José Travaços, grande amigo e companheiro de sempre, um sentido obrigado de todos nós pela homenagem que sempre lhe prestou, de inúmeras formas, em vida e após a sua morte. Um muito obrigado a todos os alunos que sempre o acompanharam na Escola e em momentos bons e menos bons da sua vida. Obrigada a todas as restantes pessoas que compareceram a esta homenagem. A humildade do Mestre fazia dele a pessoa especial que efectivamente era. Cremos sinceramente que a obra que deixou ao Concelho da Batalha vai muito além da obra artística e que deixa também um enorme legado de obra humana. Ousamos dizer que todos os batalhenses, tal como nós, sentem a falta da sua Mestria. Muito obrigada”. A Batalha não esqueceu o mestre que viveu intensamente a paixão pela pedra e pelo Mosteiro.

Jornal da Batalha

s Notícias dos Combatentes

As guerras esquecidas (II) Como vimos no artigo anterior, no início da 1ª Guerra Mundial (1914), Portugal, com uma incipiente e instável república implantada menos de 4 anos antes, tinha grandes dificuldades, não só em consolidar esta internamente, como, até também devido a tal instabilidade, se credibilizar no seio das nações europeias e mundiais. Com o desencadear da guerra na Europa, em Julho de 1914, apresentando-se Portugal, por essa altura, como neutral, esta nossa posição não foi suficiente para evitar que a Alemanha começasse a atacar os nossos territórios no sul de Angola e norte de Moçambique, para além de também acirrar os ânimos das populações nativas contra nós. Como resposta, Portugal enviou os primeiros contingentes militares para aqueles territórios, onde chegaram em Outubro de 1914. Sucessivamente, foram empenhadas nessas guerras cada vez mais tropas, tendo combatido em Angola cerca de 18.000 homens, até ao fim das hostilidades (1916) e em Moçambique mais de 35 mil, porque aqui as lutas só terminaram com a assinatura do Armistício na Europa, em 11 de Novembro de 1918. De salientar que apesar da Alemanha estar a atacar-nos nos territórios africanos desde Agosto de 1914, só em 09 de Março de 1916 esse país nos declarou guerra oficialmente, tendo nós ripostado a 19 desse mesmo mês, situação que deu depois também origem à nossa entrada no teatro de operações em França, a partir de 1917. Voltando a África, o apetrechamento e preparação das nossas tropas enviadas para Angola e Moçambique reflectiam perfeitamente a anarquia que se vivia no País, em que não havia paz e os governos se sucediam uns aos outros, não durando mais que escassos meses no poder. Dessa impreparação e falta de meios foi resultando que, apesar de sermos numericamente bastante superiores aos alemães, estes, de facto, devidamente preparados e equipados com o material bélico indispensável para os combates, foram-nos vencendo sucessivamente. A incúria dos governos e das chefias para com os nossos militares era de tal ordem que, por exemplo, em Moçambique, só foi montado um 1º e incipiente

hospital de campanha mais de 6 meses depois de se terem iniciado os combates, dando origem a muitas mortes inúteis e criminosas, não só devido a ferimentos que não foram devidamente tratados, mas também às inúmeras doenças de que os nossos soldados foram sendo vítimas, por não terem sido oportunamente vacinados, medicados e preparados para as enfrentarem. Ainda hoje não estarão totalmente contabilizadas as baixas que tivemos nestas guerras Africanas, mas só em mortos, por doença, por falta de tratamento adequado aos ferimentos e em combate, terão sido mais de 3 mil. E a tragédia não foi ainda maior porque, após a rendição dos alemães na Europa, estes retiraram-se do Sul de Angola e norte de Moçambique, não porque os tenhamos expulso pela força, mas, sim, por imposição externa, dado que, em boa verdade, teremos perdido todos os combates que contra eles por ali travámos. Segundo relatos e documentos que nos foram deixados, até os indígenas, preparados pelos alemães para também nos combaterem, estavam melhor equipados e preparados, mental e militarmente, do que os nossos soldados! Nestas condições, só a mais completa irresponsabilidade e incompetência pode levar um político e / ou governante a enviar soldados para uma guerra, exigindo-lhes que se batam e morram em defesa de qualquer ideal. Isto é criminoso, porque é considerar seres humanos apenas carne para canhão. Infelizmente, a odisseia destes nossos compatriotas não terminou aqui. No próximo jornal veremos a que mais vexames foram submetidos os que conseguiram regressar com vida. NB-LC

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Jornal da Batalha

setembro 2012

Atualidade Batalha

“O dinheiro da Segurança Social é da solidariedade e não do Estado”

Y Opinião

m “Se hoje há algum

A descriminação em Portugal é um facto

sentimento humano que deve ser posto à frente de todos, é efetivamente a solidariedade, mais até que a liberdade e a igualdade”, disse o padre Vítor Melícias, no passado dia 14, no Reguengo do Fetal, durante a conferência subordinada ao tema “Solidariedade Social na sociedade atual”. Esta conferência, promovida pelo Centro Paroquial de Assistência do Reguengo do Fetal (CPA), em parceria com a Junta de Freguesia local, no âmbito da comemoração dos 500 anos da paróquia e freguesia, foi a primeira de uma série de palestras. O sacerdote franciscano, citando o papa Paulo VI, referiu que “nas nossas antigas comunidades rurais, todos se conheciam, todos se sentiam responsáveis por todos, todos partilhavam alegrias e tristezas”, mas uma das raízes da crise atual encontra-se “no egoísmo que tomou conta da nossa atual forma de vida”, adiantando que só regressando a uma “cultura de solidariedade, não como ajuda, mas como forma de vida, em que tudo o que temos é nosso, mas é também dos outros”, poderá fazer com que acreditemos “num mundo diferente, marcado pela alegria e pela esperança”. Depois de lembrar que “temos de avançar para a sociedade da verdadeira fraternidade, em que não basta respeitarmos os ou-

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José Batista de Matos Consultor do Consulado Geral de Portugal em Paris

tros, mas sim vivermos como irmãos”, o padre Vitor Melícias falou do percurso histórico de uma sociedade de subordinação “em que uns mandam e outros obedecem”, para uma sociedade de coordenação “em que a lei veio reconhecer a todos a igualdade de direitos e deveres”. O orador, para relembrar que “devemos viver como irmãos”, citou uma expressão que ouviu ao vice ministro das finanças alemão, em que referia que a “Europa deveria ser mais franciscana”, adiantando que “a lógica do lucro deverá dar lugar a uma nova ética financeira, na lógica do dom e da solidariedade”. Falando da situação que se vive atualmente no país, o padre Vitor Melícias, referiu que se trata de “obrigação moral” o pagamento de impostos, no entanto adiantou que “podemos estar a atingir o exagero”, pois “o dinheiro da Segurança Social é da solidariedade e não do Estado”, o que dá a impressão “estar a ser ignorado pelo Governo, com esta proposta de aumento da taxa paga pelos trabalha-

dores para esse fim”. Acrescentou ainda que “não deve ser o Estado o executante da solidariedade”, mas sim “o garante da boa distribuição de recursos e do bom funcionamento das instituições” e lembrou a necessidade de evitarem entraves como o “atraso nos pagamentos” ou as “exigências exageradas” nas condições técnicas e burocráticas impostas às Instituições Particulares de Solidariedade Social. Na apresentação da conferência, Carla Henriques, responsável técnica do CPA, referiu que “encaramos o trabalho neste Centro como ato de solidariedade, como ato de amor, de quem dá algo de si pelos outros”, pelo que convidámos “alguém com saber e experiência” para partilhar nesta área. CANTINAS SOCIAIS, NÃO OBRIGADO! Já no final Carla Henriques, depois de elogiar a direcção do CPA, que “está de parabéns pela forma como se mantém em constante crescimento, com equilíbrio financeiro e consolidada resposta às

exigências sociais, além das fronteiras da própria paróquia”, explicou que o CPA foi convidado para criar no Reguengo do Fetal, uma cantina social, em “parceria com a Segurança Social”, no âmbito de uma nova resposta social. Depois de conversa com elementos da direção do CPA, adiantou Carla Henriques, foi dito que “não há necessidade de cantinas sociais no Reguengo do Fetal”, uma vez que “não precisamos disso para ajudar alguém”, porque se alguém tiver fome “nós em parceria com a Junta de Freguesia vamos suprimir essa fome”. Lembrando que este “é um grande exemplo de solidariedade”, a responsável disse que a instituição que dirige “não precisa dessa esmola do Estado”, para que “alguém se humilhe, saindo de sua casa e venha à nossa porta mendigar uma marmita”, porque “nós comunidade podemos organizarnos e matar a fome a quem a tem”. Armindo Vieira

É um crime de lesa-Pátria, o facto dos nossos compatriotas, que trabalham e vivem no estrangeiro, não terem atualmente o direito universal que determina a Constituição da República Portuguesa, desde 1976, que é a assistência médica e social, igual aos seus familiares em Portugal. Esta descriminação semi-racista é sem igual na Europa dos 27 países que a compõem, o que naturalmente envergonha Portugal e põe em causa os seus atuais responsáveis políticos, começando pelo Presidente da República, Primeiro Ministro e Ministro da Saúde! Nomes para quê? Nem é necessário alastrar a lista de incompetentes e nocivos ao bom nome de Portugal e aos princípios internacionais e, neste caso, na Comunidade Portuguesa que labuta por esse mundo além. O facto dos portugueses, nobres e valentes, que honram o nome de Portugal no mundo, não terem os mesmos valores, carinho e amizade, como os seus irmãos que vivem neste “torrão à beira mar plantado”, é de tal forma aviltante, que nos dá vontade de gritar, barafustar e mesmo insultar os responsáveis, que os há, nesta pouca-vergonha e desastre nacional. Para muitos milhares de compatriotas que trabalham, vivem, ou que estão já na “reforma”, vivendo 6 meses nos países e seis meses no seu lugar de nascimento no nosso país, a fim de gozarem “no seu torrão natal” e apreciarem o que pouparam e realizaram nas suas aldeias, durante esse tempo, mais ou menos longo, têm que ir aos médicos particulares, para se tratarem nas suas doenças, São assim abandonados à sua sorte, nessa descriminação “racial” e estúpida! Os irresponsáveis do atual governo de Portugal são completamente ignorantes do sofrimento que estas situações causam no corpo, na alma e na consciência dos portugueses orgulhosos da sua Pátria. Pátria, assim madrasta, para os que tiveram que a abandonar, nos anos sessenta do século passado, para a Europa, em especial para França, Alemanha, Suíça, etc., para matar a fome a si e aos seus familiares. Hoje são mais de 5 milhões de lusitanos espalhados pelo mundo, que enviam cada ano centenas de milhões de euros, para não deixar Portugal morrer na bancarota anunciada. Pagam, quase todos, impostos no seu país de origem – Portugal – e são os verdadeiros embaixadores de Portugal no mundo. Ganhem juízo e vergonha, não sejam analfabetos se faz favor!!!

António Caseiro Pós Graduação em Contabilidade Avançada e Fiscalidade Mestre em Fiscalidade Centro Comercial Batalha, 1º Piso, Esc 2, Ediİcio Jordão, Apartado 195, 2440-901 Batalha Telemóvel: 966 797 226 • Telefone: 244 766 128 • Fax: 244 766 180 • Site: www.imb.pt • e-mail: imblda@mail.pt


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Batalha Atualidade

Encontro de Clássicos reúne 175 participantes

setembro 2012

Jornal da Batalha

Caracóis regressam ao Reguengo acompanhados de um novo documentário m Os festejos da Nossa Senhora do Fetal, no Reguengo do Fetal, na Batalha, começam sexta-feira, 28 de setembro, com a primeira Procissão dos Caracóis.

A segunda edição do Encontro de Carros Antigos e Clássicos Victor Limousines na Vila da Batalha, foi um sucesso. Esse é o balanço que Victor Moniz, da organização, faz do evento que, nos dois dias de realização, a 1 e 2 de setembro, reuniu 175 carros clássicos. “Apesar da crise, compareceram 175 relíquias clássicas. E agradecemos a todos os proprietários dos veículos motorizados clássicos, e ao nosso staff, pois sem eles nada teria sido como foi”, refere. Ficam as imagens que ilustram um pouco da atividade.

A segunda procissão noturna acontece dia 6 de outubro, após a eucaristia na Igreja Paroquial. Segue-se a habitual peregrinação para o Santuário, seguido de arraial na Praça da Fonte. Esta é uma tradição que atrai milhares de pessoas ao Reguengo do Fetal, atraídas pela componente religiosa e sobretudo pelo espetáculo único, proporcionado pelas milhares de cascas de caracóis recolhidas pela população da freguesia e embebidas com azeite e uma torcida de algodão. Assim, os caminhos ficam ilumi-

p População coloca caracóis nas ruas da aldeia nados entre o Santuário de Nossa Senhora do Fetal e a Igreja Matriz, o que dá um carácter muito especial à festa. Entretanto, esta peculiar demonstração da tradição popular, integra um conjunto de seis riquezas turísticas do distrito de Leiria que concorrem ao Prémio Welcome to Portugal. Este é um galardão que pretende distinguir as iniciativas nacionais que promovam o Destino Portugal e se constituam como um cartão-de-visita do país, com atividades de turismo rural da Quinta do Sobral, a Festa da Nossa Senhora do Fetal, o Mercado Medieval de

Óbidos, o Festival do Chocolate de Óbidos, o Enterro do Bacalhau do Soutocico e o Festival Gastronómico e Cultural “O Chícharo da Serra”. O vencedor do Prémio promovido pelo LIDE Turismo e Gastronomia será anunciado dia 29 de setembro, em Vilamoura. Distinguir as iniciativas que envolvem as populações locais e que melhor promovem o Destino Portugal, cá dentro e lá fora, é o principal objectivo do Prémio Welcome to Portugal, promovido pelo subcomité LIDE Turismo e Gastronomia do LIDE Portugal. Trata-se de um galardão inédito em Portugal, que

RUA ALFREDO NETO RIBEIRO

Talho

BATALHA

António Cerejo Rua António Cândido da Encarnação, nº 24 A 2440-036 Batalha Telefone: 244768405 Telefone (Residência): 244 765 872 Telemóvel: 967792920

conta com a colaboração da Organização Mundial do Turismo. Esta tradição foi entretanto retratada num documentário que será apresentado dia 30 de setembro. O lançamento do DVD documental “Procissão dos Caracóis – Festa de Nossa Senhora do Fetal”, bem como a apresentação da obra “Reguengo do Fetal – Documentos Históricos”, da autoria do Professoro Doutor Saul António Gomes, vão ter lugar numa cerimónia a realizar no dia 30, pelas 15h30, no Centro Pastoral Nossa Senhora dos Remédios, em Reguengo do Fetal.


Jornal da Batalha Jornadas com visitas agendadas As Jornadas Europeias do Património, que decorrem dias 28, 29 e 30 de setembro, subordinadas ao temas, “O futuro da memória”, contam com várias ações agendadas para a Batalha. Assim, dias 28, 29 e 30 de setembro, às 10h30, e também no dia 28 às 15h30, vai decorrer uma visita de carácter geral, orientada aos vários espaços do Mosteiro da Batalha. Dias 29 e 30, às 15h30, tem ainda lugar uma visita diurna denominada “Passado da memória, futuro da memória”. Uma visita semelhante, mas noturna, decorre dia 29 de setembro, às 21 horas. Mais informações e inscrições podem ser efetuadas para o email: mosteiro.batalha@igespar.pt ou ligando para o número 244 765 497.

setembro 2012

Atualidade Batalha

Alcunhas, Mosteiro e Collipo em tertúlias no Museu m O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha arranca em outubro com um ciclo de tertúlias denominado de “Coleção de Conversas”.

p Mosteiro será tema de uma das tertúlias Explica a organização que estas tertúlias “”são encontros que visam a partilha de conhecimento, em ambiente de conversa informal e intimista sob temáticas de interesse para a região”. E para o primeiro ciclo os temas abordados estão relacionados com a História, as Lendas e as Tradições locais. As Conversas terão uma

periodicidade mensal, iniciando em outubro e terminando em dezembro do corrente ano. Com encontro marcado para a primeira sexta-feira de cada mês, pelas 21 horas, no museu, as conversas são dirigidas a todos os interessados em participar nesta partilha de conhecimento. O primeiro ciclo de tertúlias inclui três conversas,

MUNICÍPIO DA BATALHA CÂMARA MUNICIPAL SUBSÍDIOS ANO DE 2012 _1.º SEMESTRE De acordo com 0 n.º 1, conjugado com o art. 2.º da Lei n.º 26/94, dou conhecimento que o Município da Batalha atribuiu, durante o primeiro semestre de 2012, os seguintes subsídios: Entidade Associação Humanitária Bombeiros Voluntários da Batalha (Comparticipação Protocolo Utilização do Pavilhão) (Comparticipação Conforme Plano Plurianual Investimento) (Comparticipação Participação no Carnaval)

Valor (Euros) 375,00 37.500,00 430,00

Centro Recreativo da Golpilheira (Comparticipação Grupos Protocolados - Rancho) (Comparticipação Atividades Tempos Livres) 1.300,00 (Comparticipação XXII Festival Folclore lntercâmbio) (Comparticipação Aquisição Carrinha Transporte Refeições) (Comparticipação Atividades Desportivas) 10.875,00 (Comparticipação Criação de Sanitários p/ Deficientes na Sede) (Comparticipação Participação no Carnaval)

1.500,00 2.800,00 3.000,00 2.910,00 430,00

UDB - Associação Desportiva da Batalha (Comparticipação Atividades Desportivas) (Comparticipação Despesas Campo de Futebol) (Comparticipação Abertura do Complexo de Ténis) (Comparticipação Melhoria Condições Prática Desportiva - Patinagem) (Comparticipação Torneio Ténis - Juvenis, Nível B e Nível C) (Comparticipação Torneio da Fiaba) (Comparticipação III Torneio Pirâmide -Ténis)

20.437,50 1.200,00 1.600,00 972,00 507,00 1.368,00 168,00

(Comparticipação Campeonato Regional Equipas/lnterClubes - Ténis)

BAC - Batalha Andebol Clube (Comparticipação Atividades Desportivas)

350,00

22.575,00

Nota: “Mais se informa que estes são apenas os subsídios que ultrapassam o limite obrigatório”

Paços do Concelho da Batalha, 05 de Setembro de 2012 O Presidente da Câmara António José Martins de Sousa Lucas

estando a primeira prevista para o próximo dia 5 de outubro, sob a orientação do jornalista de Turismo e autor do Livro: “O uso das alcunhas da minha Aldeia” Manuel Poças das Neves (MAPONE), que irá abordar o tema “Alcunhas com Histórias e Gentes”. “Alcunhas muito peculiares, as pessoas, as histórias que lhes deram origem, as cu-

riosidades...… são algumas das conversas a ter neste primeiro encontro”, explica a organização. Nos meses de novembro e dezembro, o ciclo contará com a presença de Adriano Luís Monteiro e de João Pedro Bernardes que irão desenvolver temas associados à obra do Mosteiro da Batalha e à Vida na cidade romana de Collippo.

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CEPAE promove curso livre O CEPAE – Centro de Património da Estremadura irá promover na Batalha um Curso-Livre com o título “A Arte Barroca – o ser e o parecer ou essência e ilusão”. O curso está organizado em cinco sessões que decorrerão nas instalações da junta de Freguesia da Batalha todas as terças-feiras de 25 de setembro a 23 de outubro, entre as 19h15 e as 20h45. Sónia Vazão, licenciada em História – variante História da Arte, irá ser a formadora deste curso que se encontra aberto a todos os que se interessam por este tema, independentemente da sua formação profissional. A data limite para a inscrição é 20 de Setembro, existindo número limitado a 30 vagas. Inscrições online através do url: http://goo. gl/Qv0T5


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Batalha Atualidade

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Autarcas da região em Bruxelas para estudar futuros apoios m A região Centro está a aproveitar de forma positiva os fundos comunitários. Essa é a analise feita por António Lucas, presidente da Câmara da Batalha e da ADAE – Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura, no balanço de uma visita a Bruxelas que visou perceber as linhas mestras de futuros quadros de apoio comunitário. De acordo com o presidente da ADAE, a região conta com a melhor taxa de execução do país. Por sua vez, a Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral – que agrega Batalha, Leiria,

p Comitiva da região esteve em Bruxelas de 12 a 14 de setembro Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós – era a segunda melhor comunidade intermunicipal da região em termos de taxa de execução dos fundos do QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, com uma taxa que ultrapassava os 60 por cento, contra 46 por cento de média nacional.

No final da viagem, que o Jornal da Batalha acompanhou - integrado numa comitiva, com cerca de duas dezenas de pessoas, entre autarcas, jornalistas e representantes de corporações de bombeiros e elementos da ADAE, participou na viagem de trabalho a Bruxelas que decorreu de 12 a 14 de - ,

António Lucas mostrava-se satisfeito por constatar que se prevê que, apesar de sofrer uma pequena redução, Portugal deverá beneficiar de um novo quadro de fundos comunitários entre 2014 e 2020. “Numa ótica positiva poderemos levar em conta que há uns tempos falava-se que não haveria

um novo quadro comunitário de apoio, numa ótica negativa, [o volume de apoio] é ligeiramente menor que o que tivemos no QREN, mas o balaço é positivo porque vamos continuar a ter apoio da União europeia de 2014 a 2020”, referiu. Uma vez concluído o investimento inscrito no QREN – o que deverá acontecer em 2015 -, as apostas dos fundos comunitários deverão apontar para a inovação, educação, empreendedorismo e ambiente, nomeadamente na aérea das energias renováveis. A preocupação dos autarcas da região passava por saber com que linhas se cosem as futuras políticas europeias: “viemos perceber quais são as grandes linhas, para podermos fazer ajustes aos nossos planos estratégicos”, refere António Lucas. A ideia é chegar a 2014 com o “trabalho de casa feito”.

Jornal da Batalha Quinta do Sobrado “ganha” utilidade pública O governo declarou a utilidade pública do Centro Cultural Recreativo Quinta do Sobrado e Palmeiros, com sede na Quinta do Sobrado. A medida foi tornada pública em Diário da República no passado dia 14. Explica o despacho que a coletividade “vem desenvolvendo, desde fevereiro de 1976, ano da sua fundação, a sua intervenção em prol da comunidade sobretudo na área do desporto, com especial incidência na modalidade de futsal; na área da cultura destacam -se a criação do grupo de folclore “O Penedo” e a manutenção de uma escola de música (guitarra e cavaquinho). Coopera sobretudo com a Administração local, nomeadamente a Câmara Municipal da Batalha, na prossecução dos seus fins”.


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Atualidade Batalha

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Comemorações dos 500 anos bastante participadas m Foi com bastante participação popular que a Freguesia da Batalha assinalou os 500 anos de existência no fim de semana de 14 a 16 de setembro. As comemorações – que arrancaram no início do ano e ainda vão ter mais iniciativas durante 2012 – ficaram marcadas pela afluência popular logo na noite de dia 14, altura em que arrancou este fim de semana de festa. A Praça Mouzinho de Albuquerque ganhou uma moldura humana que foi uma constante nos dias seguintes, tanto no espetáculo de fado, como nos concertos de música popular. Contudo, a cerimónia da tarde de dia 14, sábado, marcou com solenidade a efeméride. Na altura foi apresen-

tado o livro “Junta da Batalha – paróquia e freguesia nos séculos XIX e XX” da autoria da historiadora Maria da Luz Moreira. José Travaços Santos apresentou a obra, sublinhando o interesse do livro que revela alguns aspetos inéditos ou pouco explorados da história da freguesia. Maria da Luz Moreira acrescentou por sua vez, a indicação de que foi possível encontrar alguns pormenores interessantes sobre a vivência na freguesia nos últimos dois séculos. Algo que pode ser descoberto com a leitura da obra que já está disponível na Junta da Batalha. Nota ainda para a intervenção do historiador Saul António Gomes que ultima uma obra sobre a freguesia da Batalha, saída da recolha de documentos históricos. E a apresentação que fez, serviu de verdadeira introdução à história da Batalha, dei-

xando algumas revelações sobre o período que antecedeu a construção do Mosteiro. De tal forma que foi inclusivamente encontrado um paralelismo com a atual situação do país. Terá a construção do Mosteiro da Batalha inaugurado o modelo de parceria público-privada (PPP) em finais do século XIV? Certamente sem o enquadramento jurídico atual, a verdade é que “o rei [D. João I] começa a construir o mosteiro e só depois foi pagando os direitos devidos aos proprietários dos terrenos”, revelou o historiador. A informação sobre os proprietários dos terrenos onde foi edificado o mosteiro consta entre os dados saídos da pesquisa histórica sobre a Batalha e que será traduzida em livro a publicar brevemente, anunciou. Este facto mereceu mesmo um comentário de Paulo Batista Santos, de-

putado do PSD, presente na cerimónia: “Tomei conhecimento que a primeira parceria público-privada foi o Mosteiro da Batalha, uma vez que o rei começou a construir sem pagar a quem devia”. Germano Pragosa, presidente da Junta da Batalha, lembrou a importância da data e, emocionado, sublinhou a relevância de contar com uma equipa que muito contribui para conferir dignidade às comemorações. Por último, nota para a lápide comemorativa da efeméride que foi inaugurada com a presença de D. António Marto, bispo de LeiriaFátima, no dia 15.

p D. António Marto no descerramento da lápide (em baixo). Grande participação popular nas comemorações (em cima)

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Batalha Património

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Os bens do Convento de Santa Maria da Vitória (1) Provenientes de doações régias e de inúmeras doações de particulares, eram muitos e valiosos os bens do Convento Dominicano da Batalha. Já lhes fiz algumas referências em apontamentos anteriores, nomeadamente aos que o Cardeal Saraiva apontou. Há vários anos, o inesquecível amigo e notável investigador da história da nossa região, João Madeira Martins, a quem sou devedor de incontáveis amabilidades, deu-me conta dos inventários, feitos em 1834 logo após a extinção das Ordens Religiosas, das propriedades e doutros valores pertencentes ao nosso Convento. Pouco depois, em Junho de 2001, publicou um dos seus preciosos livrinhos, e são largas dezenas, que teve a gentileza de me dedicar, com o título “O Convento da Batalha – Seus Bens”, cuja capa ilustrará este apontamento. É curioso lembrar que João Madeira Martins, na sua reforma de funcionário superior dos Correios, adquiriu uma impressora e material de composição tipográfica e passou a editar os seus próprios livros em que publicou os estudos resultantes duma investigação aturada e inteligente, muito principalmente na Torre do Tombo. Os seus livros são hoje jóias em qualquer biblioteca, tanto pela originalidade e pela raridade do modelo como pela qualidade, científica e literária, dos textos. Um homem que a sua terra natal, a Vila de Minde, e a nossa região, têm de evocar em expressivo monumento que corresponda à sua grandeza de alma, ao seu valor intelectual e ao mérito do seu trabalho como historiador.

Neste apontamento vou dar conta apenas de alguns dos bens arrolados, tantos são eles que só caberiam em várias páginas do jornal. Começo por transcrever, mantendo a ortografia original, o “Termo de declaração que fez o Inventariante dos Padres residentes no Convento suprimido d’esta Villa da Batalha no acto da supreção”, porque nos dá informações preciosas sobre quem foram os intervenientes e quem eram os últimos habitantes do Convento: “Aos dezanove dias do mez de junho de mil oito centos e trinta e quatro nesta Villa da Batalha e suprimido o Convento de Sam Domingos da mesma aonde eu Escrivão como Provedor do Conselho dela Jozé Freire da Silva ahi prezente o Inventariante o Padre João Manoel da Natividade ex prior do mesmo convento foi por elle dito que os padres que residião no dito Convento suprimido no tempo da sua supreção erão os seguintes a saber – o ex Provincial Padre Francisco Henriques de Faria, Padre Joze de Nossa Senhora dos Mártires Rino, Padre João Chrisóstomo, Padre Antonio de Santa Ritta Alvares Pereira, Padre Francisco de Santa Ritta, Padre Joze Bernardino, e o Irmão converso Manoel da Piedade e elle Inventariante de que para constar mandou o dito Provedor fazer este termo que com o Inventariante assignou e Eu Antonio Faustino Bello o escrevi”. Segue-se o “Inventario e Avaliação dos bens do extincto Convento de Sam Domingos desta Villa da Batalha”: “Consta o corpo deste Convento separado da

Igreja – Dormitórios – hum denominado Real que foi incendiado pelos Franceses em mil oito cento e dez e parte se acha já reparado e coberto – outro chamado de Trabuquetta que também foi incendiado e se acha todo coberto e envigado e parte assoalhado e outro chamado das Varandas e caza de Novissos que se acha todo habitavel e onde rezidião os Padres – hospedarias que constão de sinco quartos ainda imperfeitos por se acharem situados naquela parte do dormitório incendiado mas todos repartidos e cobertos e ao prezente erão habitados perlo ex Provincial, claustros onde há cozinha, despensa, caza de Adega, refeitório pequeno, caza d Armazém, lagar de vinho com três lagarissas e duas varas, caza para despejo, selleiro, tem este claustro no meio hum pequeno quadro de laranjeiras, mais al-

gumas mal conservadas por baixo da dita caza de hospedaria e ao pé tem outro pequeno quadro de laranjeiras, tem mais dois pequenos bocados de laranjal ao Poente denominados hum a Galinharia e outro o quintal do (…) tem mais um Pateo fexado com cavallarissas, hûa Alpendroada e alguns mais cómodos parte tudo do Norte com a cerca Sul, com o Claustro chamado Real, Nascente e Poente com ruas publicas – O Claustro Real fica separado do casco assima confrontado e pertencendo à Igreja pela divizão que se fez e ao Poente d’este há a caza do Refeitorio grande que ao prezente só servia de despejo – e declaro que a parte do Dormitorio Real que se acha coberto, e no principio desta discripção mencionado tambem, foi separado para habitação do Parocho na mesma divizão que se fez, esta propriedade

vai sem valor por não haver nestes sítios quem lho saiba dar”. O claustro incendiado pelos franceses em 1810 foi o mandado construir por D. João III. O que dele restou foi demolido, creio que no terceiro quartel do século XIX, era restaurador do Mosteiro o arquitecto Lucas José dos Santos Pereira (dirigiu as obras de 1852 a 1884), sendo a pedra utilizada na construção da Ponte da Boitaca. No que se fizer no largo do Infante D. Henrique, além da igreja de Santa Maria-a-Velha também este claustro, cujos alicerces estão identificados, deve ser devidamente assinalado. Conforme o documento transcrito fica a saber-se quantos eram os dominicanos que em 1834 habitavam o Convento, oito, sendo sete sacerdotes e um irmão converso. Também se colhe da descrição quantos e quais eram os cómodos e serviços do Convento, sendo curioso verificar que vários dos estragos provocados pelos franceses, vinte e quatro anos antes, já estavam reparados, que havia ali “um lagar de vinho com três lagariças e duas varas”, o lagar de azeite seria na Cerca, que as laranjeiras, sempre referidas pelos visitantes, ocupavam vários espaços (a laranjeira deveria ser uma das árvores a utilizar no jardim que resultar do arranjo há tanto esperado no largo do Infante D. Henrique) e que o refeitório grande, presentemente ocupado pelo Museu do Soldado Desconhecido, já então não servia à sua função. Como o nome indica, a Cerca Conventual, cercada de muros e a cercar o Mosteiro a Norte e Nordeste,

era a propriedade agrícola aconchegada ao Convento. Vejamos o que diz o inventário de 1834: “Consta esta terra d’orta com suas Arvores Pumar murado sobre si terras de pam pelo meio dos quais do Sul para Norte passa a Valla do Moinho e lagar que lhe he anexo e fica fora de Muros. Eira de cal com sua caza, vinhas com suas Arvores, Nogueiras, Matta com Carvalhos e Sovreiros (aí estão outras árvores a utilizar na arborização do terreiro e da própria vila), tudo murado de pedra e cal, o Moinho tem duas pedras de (…) e hûa Azenha de roda, e tem hum pequeno bocado de chão entre o Moinho e o Muro da cerca que serve de fazer horta ao Moleiro, Lagar pegado tem duas varas com as suas competentes fontes, caldeira de cobre e consta hûa sô caza, parte do Moinho e Lagar ao Norte com estrada, vale de renda trezentos e oitenta mil reis// avaliado em sete contos e seiscentos mil reis”. Continuaremos no próximo número, se Deus quiser. José Travaços Santos Apontamentos sobre a História da Batalha (114) Obra de Apoio: “O Convento da Batalha – Seus Bens” (Odivelas – 2001), de João Madeira Martins. Obras de Consulta: “Fontes Históricas e Artísticas do Mosteiro e da Vila da Batalha (séculos XIV a XVII)”, 4 Volumes, do Professor Doutor Saul António Gomes; “Vésperas Batalhinas (Estudos de História e Arte)”, do Professor Doutor Saul António Gomes; “Memória Histórica sobre as obras do Real Mosteiro de Santa Maria da Vitória chamado vulgarmente da Batalha”, de D. Frei Francisco de S. Luís (Cardeal Saraiva) – Lisboa/1827; “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira”, (anos 40).

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Economia Batalha

s Fiscalidade

Economia

O Novo Código de Trabalho (2)

Vindima de 2012 enriquece exportações da Batalha m Está elevada a fasquia da qualidade na Adega Cooperativa da Batalha. Espera-se que este seja um bom ano no que se refere à qualidade do vinho que, cada vez mais, se destina ao mercado externo.

“As expectativas são boas”. É desta forma que é encarada a época de vindimas na Adega Cooperativa da Batalha, que decorre de 20 de setembro a 4 de outubro. Ricardo Borges, da Adega Cooperativa da Batalha (ACB) explica que se prevê “uma boa colheita no seguimento das anteriores, visto que os nossos vinhos têm vindo a evoluir qualitativamente neste últimos cinco anos”. Será pois de esperar que 2012 venha a enriquecer a qualidade dos vinhos produzidos na Batalha e que

são cada vez mais um produto global. Com uma área de influência que se estende pelos concelhos da Batalha, Porto de Mós e Leiria, e embora o mercado interno ainda represente a maior fatia de escoamento do produto, o certo é que a ACB “tem vindo a expandir-se internacionalmente, podendo se já encontrar as nossas prestigiadas marcas, Real Batalha, Ala dos Namorados, Facaia, Arqueiros e Cruz D’ Aviz, em sítios como China, Reino Unido, Suíça, Bélgica, entre outros”, acrescenta Ricardo Borges.

Este ano, a vindima arrancou uma semana mais tarde que em 2011, “pois houve um atraso na maturação”, adianta. Neste momento, contudo, as uvas encontram-se “são e maduras”. A qualidade da colheita deste ano resulta do “tempo seco e uniforme”, bem como do facto de “não ter havido pragas que danificassem a vinha”, refere ainda. O volume de produção da ACB é já significativo. Afinal, produz anualmente 1,5 milhões de litros de vinho, repartidos por tinto, branco e rosé.

Vinhos da Batalha premiados nos Estados Unidos São vinhos da Batalha e já mereceram aplausos do outro lado do Atlântico. Os vinhos Burro Velho, RealFado e Summer Lovers, da empresa Casa José Repolho, do Reguengo do Fetal, foram distinguidos em maio, no Ultimate Wine Challenge 2012, em Nova

Iorque, nos Estados Unidos da América. O vinho Burro Velho arrecadou uma medalha de ouro, o Real-Fado e o Summer Lovers conquistaram cada, uma medalha de prata, naquela prova norteamericana. Esta distinção junta-se a vários outros

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prémios obtidos pelos vinhos da Casa José Repolho, que aposta cada vez mais no mercado externo. Fundada em 1973 com o principal objectivo de escoar a produção de vinho dos vitivinicultores da região onde a empresa estava inserida, a Casa José Repolho – se-

deada em Alcaidaria, Reguengo do Fetal - é, como a própria se apresenta, “uma empresa de cariz familiar de segunda geração, com mais de 35 anos de presença no mercado, cuja actividade é a elaboração e engarrafamento de vinhos de qualidade”.

Nas férias, se os dias de descanso do trabalhador coincidirem com dias úteis, são contabilizados como dias de férias, em substituição daqueles, os sábados e os domingos que não sejam feriado. Foi eliminada a majoração das férias. Existe a possibilidade de encerramento para férias nas vulgares “pontes” com faculdade de prestação de trabalho noutro dia sem ser considerado este como suplementar a partir de 1 de janeiro de 2013. Caso os dias de descanso do trabalhador coincidam com dias úteis, são considerados para efeitos do cálculo dos dias de férias, em substituição daqueles, os sábados e os domingos que não sejam feriados. O empregador pode encerrar a empresa, total ou parcialmente, para férias dos trabalhadores: durante 5 dias úteis consecutivos na época de férias escolares do natal; nas pontes: 1 dia que esteja entre 1 feriado que ocorra à terça-feira ou quinta-feira e um dia de descanso semanal e deve informar os trabalhadores até 15 de dezembro do ano anterior. Quanto às faltas, se o trabalhador faltar injustificadamente num ou em meio período do dia de trabalho, imediatamente anterior ou posterior a dia ou meio dia de descanso ou feriado, perderá a retribuição correspondente a todo o dia. No caso de trabalhador-estudante, se o seu curso estiver organizado no regime de sistema europeu de transferência e acumulação de créditos (ECTS), pode optar por cumular os dias anteriores ao da prestação das provas de avaliação (se não forem dias de descanso semanal ou feriados), sujeito a limites e com a obrigação de comunicação dessa opção, fazendo prova da sua condição de trabalhador. Com o novo Código do trabalho e em termos de obrigações administrativas, foi eliminada a obrigatoriedade de envio à Autoridade para a Condições de Trabalho, estabelecida no art.º 99.º do Código do Trabalho (CT). Este regulamento interno produz efeitos após a publicitação do respetivo conteúdo, designadamente através de afixação na sede da empresa e nos locais de trabalho, de modo a possibilitar o seu pleno conhecimento, a todo o tempo, pelos trabalhadores. Quanto aos deveres do empregador, foi revogado o n.º 4 do Art.º 127.º do CT, que obrigava o empregador a comunicar ao serviço com competência inspetiva do ministério responsável pela área laboral, antes do início da atividade da empresa, a denominação, setor de atividade ou objeto social, endereço da sede e outros locais de trabalho, indicação da publicação oficial do respetivo pacto social, estatuto ou ato constitutivo, identificação e domicílio dos respetivos gerentes ou administradores, o número de trabalhadores ao serviço e a apólice de seguro de acidentes de trabalho. Continua na próxima edição. António Caseiro, Técnico Oficial de Contas

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Batalha Saúde

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Jornal da Batalha

Saúde

A tiroide em Portugal m A tiroide é uma glândula endócrina, situada na região cervical anterior, esconde duas hormonas muito importantes para o organismo, a T3 e a T4 e tem a forma semelhante a uma borboleta.

A alteração da funcionalidade destas hormonas provocam doenças que se manifestam no funcionamento anormal da tiroide, isto é, há uma alteração da função: o funcionamento elevado da tiroide - hipertiroidismo – e o reduzido funcionamento da tiroide hipotiroidismo. Este será o mais frequente. O hipertiroidismo define-se pela produção de hormonas em quantidade superior ao normal provoca um aceleramento do metabolismo logo, tudo funciona mais rápido. Os sintomas do hipertiroidismo são: Nervosismo - a pessoa fica mais nervosa irrita-se com mais facilidade; Taquicardia e intolerância ao calor, sua muito; Diarreias e fraqueza muscular; Irregularidades menstruais, com perdas menstruais abundantes; Aceleramento das batidas cardíacas, tensão arterial mais elevada, reflexos neu-

rológicos mais ativos e fraqueza óssea; Geralmente a pessoa emagrece, apesar do apetite aumentar. O hipotiroidismo definese pelo défice de hormonas da tiroide logo, tudo tem um funcionamento mais lento. Os sintomas do hipotiroidismo são: Cansaço e fraqueza muscular; Queda capilar; Sonolência; Aparecimento de edemas e uma epiderme mais seca e grossa; Alterações menstruais; Reflexos neurológicos atrasados; Geralmente há um aumento de peso. Também podem surgir nas alterações morfológicas da tiroide, bócio e nódulos. O bócio deteta-se pelo aumento do volume da tiroide e os nódulos são cada vez mais frequentes. A sofisticação dos exames e das ecografias também faz detetar com maior facilidade os nódulos, sendo muitas vezes, nada preocupantes. O nódulo da tiroide preocupa muitas pessoas mas não significa que seja uma patologia maligna. Apenas cerca de 10% dos nódulos

são malignos. Os cancros da tiroide são uma pequena parcela (cerca de 5%) da doença tiroideia e cerca de 80% são curados. É importante ainda referir que o nódulo da tiroide pode coexistir com uma disfunção tiroideia, mas também pode coexistir com uma disfunção tiroideia perfeitamente normal. Ter um nódulo na tiroide não significa que a tiroide funciona mal, significa que as hormonas continuam a ser secretadas em níveis normais, havendo só uma alteração na morfologia da glândula. Em Portugal, o aumento do número de casos da tiroideia poderá estar relacionado com os disruptores endócrinos e as radiações ionizantes. Um estudo feito em grávidas em 2010 demonstrou a existência de um défice moderado a severo de iodo nas grávidas, cerca de 82% (numa amostra de 3600 grávidas). Isto significa que se a mãe pode não ter o síntese de hormonas tiroideias regu-

lar, logo a criança, pelo menos até as 20 semanas, poderá sofrer consequências no seu desenvolvimento, principalmente no neurológico e mais tarde a capacidade de aprendizagem e de memória da criança poderá estar comprometida. Um outro estudo demonstrou que o aporte do iodo está no limite nas crianças em idade escolar (primeiro e segundo ciclo). Demonstrou ainda que nas escolas onde as crianças bebem leite a meio da manhã são aquelas em que o aporte do iodo nas crianças é melhor, isto porque o leite é um alimento rico em iodo. O iodo está ainda presente no peixe, no pão, no marisco, no queijo, nos iogurtes e nas algas. O seu teor na alimentação condiciona o funcionamento e as doenças da tiroide. A sua défice ingestão pode levar a diminuição da produção das hormonas tiroideias (hipotiroidismo) e a um aumento da TSH (hormona hipofisária que estimula a tiroide). No caso das grávidas e das crianças, a deficiência moderada de iodo pode causar alterações importantes, nomeadamente durante a gravidez e a infância, como por exemplo, dificuldades de desenvolvimento físico e mental, por isso é que é recomendado a todas as grávidas a ingestão de suplementos nutricionais diários com iodo. Cerca de 300 milhões de pessoas no mundo têm

problemas de tiroide, mas pensa-se que mais de 50% desconheça a sua condição. Apesar de muito frequentes, as doenças da tiroide são ainda pouco conhecidas e valorizadas. Em Portugal, estimativas recentes, colocam em cerca de 10% a incidência das doenças tiroideias, o que significa que em Portugal, cerca de um milhão de doentes. Portanto, estimase que uma em cada dez pessoas sofra de problemas da tiroide. Estas patologias afetam sobretudo as mulheres e principalmente as mulheres grávidas ou que foram mãe recentemente e cujos principais distúrbios são o hipertiroidismo e o hipotiroidismo. No entanto acredita-se que apenas uma parte tenha consciência da sua condição, uma vez que os sintomas e as patologias da tiroide podem passar despercebidos durante anos. Anualmente surgem 400 novos casos de cancro na tiroide, dos quais 20 resultam em morte. As patologias da tiroide podem ser diagnosticadas através de exames laboratoriais: ecográficas e gamagrafia da tiroide (radiografia obtida através de raios gama). Em casos raros, podem ser necessários exames de estimulação funcional que consistem em injetar tirotropina por via endovenosa para análises sanguíneas.

Por último, embora seja mais frequente nas mulheres, também os homens, adolescentes e crianças podem ser afetados. Os grupos de risco incluem pessoas: Com história familiar de tiroidite (inflamação da glândula tiroideia); Que sofram de diabetes tipo 1 ou qualquer outra doença autoimune; Com mais de 50 anos ou mulheres na idade da menopausa; que fizeram cirurgia à tiroide; Com síndrome de Down ou Turner; Que fizeram terapêutica com iodo radioativo; Expostos a raios X ou radioterapia do pescoço; Caucasianos ou asiáticos (população com maior risco). O Dia Internacional da Tiroide é 25 de maio, e este ano foi lançada uma campanha nos Centros de Saúde e nas Unidades de Saúde Familiar que alertava para a necessidade do aporte de iodo nas grávidas e ainda, a ideia que em breve será criada uma associação de doentes da tiroide para dar resposta, informação e apoio aos doentes. A maioria dos hospitais em Portugal estão bem preparados para diagnosticar e tratar estas doenças, muito embora os endocrinologistas estejam centrados nas cidades mais importantes, contudo os médicos de família estão cada vez mais atentos e alerta para as doenças da Tiroide. Dr. Paulo Catalino

e estágios. Paulo Almeida refere que “a estratégia do Centro de Estudos passa pela busca incessante da qualidade em tudo o que faz, estando alguns dos nossos valores consubstanciados nos padrões do holismo, enquanto filosofia e paradigma emergente, defendendo a promoção da

saúde e do bem-estar do indivíduo”. Todos os interessados poderão obter mais informações através do site www.centroestudos-formacao.com, por email centroestudos.mrfo@gmail. com ou ainda pelo telefone do 918029111.

Médico Interno de MGF USF Condestável - Batalha

Centro Formação arranca em Leiria Prepara-se para abrir em Leiria um Centro de Formação, denominado “Centro de Estudos em Massagem, Reabilitação Física e Osteopatia” com cursos de formação na área da saúde, mais propriamente em terapias manipulativas. Dia 8 de outubro arranca o primeiro curso de Mas-

sagem Terapêutica e Reabilitação Física (com auxiliar de fisioterapia). Este terá início nas instalações do pavilhão desportivo dos Pousos. No âmbito do Centro de Estudos funcionará um Centro de Estágio com consultórios adaptados a pratica dos tratamentos manipulativos e onde os alu-

nos poderão, em casos clínicos reais, aplicar todos os conhecimentos adquiridos durante o curso que está a terminar. Esses casos clínicos reais surgirão dos protocolos assinados entre o Centro de Estudos e vários clubes desportivos e outras entidades com o propósito de dar apoio reabilitando

os atletas, por exemplo, das suas lesões, explica o responsável pelo Centro de Estudos, Paulo Almeida, osteopata. O Centro de Estudos, para além do centro de estágios, oferece também aos seus formandos um conjunto de oportunidades profissionais onde ao terminarem os seus cursos


Jornal da Batalha

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Saúde Batalha

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POLICLINICA D.NUNO

ESPECIALIDADES

Acupunctura médica, Auriculoterapia, Tratamento da Dor Clínica Geral

Dermatologia Gastrenterologia Ginecologia e Obstetrícia Medicina Dentária Medicina Desportiva Medicina no Trabalho Reumatologia Oftalmologia Otorrinolaringologia Ortodontia (Aparelhos dentários) Ortopedia e Traumatologia Pediatria Podologia Psicologia e Neuropsicologia Psiquiatria Terapia da Fala O.R.L. Urologia

Dr. Francisco Fernandes Dr. Carvalho Dr.ª Delfina Dr. Órfão Dr. André Oliveira Dr. Rui Mesquita Dr.ª Fátima Matias Dr. Gonçalo Ramos Dr. Pedro Oliveira/Dra. Marta Dr. Carlos Dr. Órfão Dr. Manuel Carvalho Dr. Jorge Garcia Dra. Filipa Ponces Dr. João Moura Dr.ª Camila Dr. Ernesto Moura Dr. José Mouzinho Dr. António Cruz Dra. Ana Carolina Dr.ª Ilidia Dr. António Cabeço Dra. Andreia Salvador Dr. Elio Moura Dr. Crisóstomo

CLÍNICA DE MEDICINA DENTÁRIA DA BATALHA

SERVIÇOS Avaliação psicológica para os condutores Enfermagem Fisioterapia ao Domicilio Dança para Bebés Preparação para o Parto Check-up dentário gratuito Avaliação da Tensão Arterial Eletrocardiogramas Análises Clínicas Rastreio Auditivo

CONSULTAS DE 2.ª S A SEXTAS DAS 9.30H ÀS 12.30H E DAS 14.00H ÀS 19.00H AOS SÁBADOS DE MANHÃ Assistência exclusivamente médica Rua António Cândido Encarnação - EDIFÍCIO JORDÃO 1º Piso - Sala 5 - 2440 BATALHA - Telef. 244 767 593

Clínica Dentária e Osteopática Direção Clínica: Dr.ª Ana Freitas Especialidades - Medicina Dentária – Dr.ª Ana Freitas e Dr.ª Silvia Eleutério Restauração, próteses fixas e amovíveis, branqueamentos e implantes - Osteopatia – Dr. Carlos Martins Tratamento de hérnias, ombros, tendinites e correção postural - Acunpuntura Médica - Dr. Francisco Fernandes Auricoloterapia, Tratamento de Dor e Estética - Psicoterapia e Hipnose Clínica – Dr. António Venâncio Autoajuda, depressões, baixa autoestima - Psicologia de crianças e adolescentes Problemas de hiperatividade, medos, crises familiares, dificuldades de aprendizagem. - Terapia da fala – Dr.ª Eva Pinto Problemas de dislexia, paralisia cerebral, gaguez, dificuldade em engolir e problemas de compreensão. - Aulas de preparação para o parto – Enf.ª Carina Carvalho (Enfermeira especialista do Hospital de Leiria) Acordos AXA, BES Seguros, Medis, Advance Care, Multi-Care, Tranquilidade, SAMS, CGD e outros

Contactos para marcações e informações: 911 089 187 ou 964 108 979 Rua dos Bombeiros Voluntários, Loja D Batalha


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Batalha Desporto

setembro 2012

ARB prepara BTT junto ao Mosteiro

Desporto Tigres garantem medalhas para a Batalha m As 13 medalhas conseguidas recentemente pelos atletas da Associação Tigre Shotokan Karatedo Batalha no Campeonato nacional de Karaté da JSKAPortugal, são apenas a face mais visível do trabalho da associação que promove aquela arte marcial na Batalha. A Associação Tigre Shotokan Karate contou com 13 atletas que participaram no campeonato nacional que decorreu, a 1 de julho, na Covilhã. No total, a associação da Batalha trouxe

p Álvaro Carvalho e atletas no campeonato nacional para casa 21 medalhas tendo conseguido colocar vários atletas nos três primeiros lugares da classificação. “Esta associação está de parabéns com os resultados obtidos por estes fabulosos atletas”,

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refere Álvaro Carvalho, responsável da associação que tem, neste momento, 32 atletas a treinar, – 20 crianças e 12 adultos - distribuídos por diversos escalões etários. “Estamos sempre

a recrutar mais praticantes para esta modalidade; o objetivo desta modalidade é a saúde, e o bem-estar na sociedade com tudo e com todos”, acrescenta Álvaro Carvalho. Há já sete anos que esta arte marcial, o Karaté, está representada na Batalha, pela mão de Álvaro Carvalho, presidente e diretor técnico da Associação Tigre Shotokan Karatedo na Batalha e que até então estava ligado ao Centro Shotokan de Leiria. “Como esta vila não tinha nenhuma associação desta modalidade, resolvi criar uma associação”, explica. Desde a época passada que ela está a funcionar de forma oficial. Como explica a associação no seu

site (http://www.shotokanbatalha.pt), “o Karaté é uma arte marcial e um sistema de autodefesa. Literalmente “Karate-do” que significa caminho de mãos vazias, referindo-se ao facto de os praticantes usarem apenas as mãos, pés e corpo. o Karaté está assente na tradição filosófica e espiritual e desenvolve não só o corpo mas também a mente e o caráter do individuo. Em última análise, o objetivo do Karaté não é desenvolver a força física mas sim o desenvolvimento do equilíbrio, harmonia e espírito, por meio de treinos disciplinados envolvidos em paz e integridade de caráter”.

A Associação Recreativa Batalhense está a preparar a realização de uma prova de BTT peculiar: são três horas de resistência, na noite de dia 3 de novembro, com arranque previsto para as 21 horas. A organização explica que se trata de um evento realizado num circuito fechado com cerca de 5,5 quilómetros, percorrido continuamente durante a competição e passará pelas ruas da histórica vila da Batalha, sem nunca perder de vista o Mosteiro da Batalha. Os atletas vão cruzar-se em passagens desniveladas, rampas criadas para o evento, descer escadarias, passar no rio, saltar pequenos muros e muitos mais. As inscrições estão a decorrer e podem ser realizadas em www.arbatalhense.com


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setembro 2012

Necrologia / Publicidade Batalha

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António dos Santos Almeida

Augusto de Carvalho Mendes

Luís da Cruz Monteiro Pereira

86 anos 04.07.1926 - 13.09.2012 Golpilheira

80 anos 25.03.1932 - 04.09.2012 Reguengo do Fetal – Batalha

80 Anos 25.05.1932 - 08.09.2012 Golpilheira

Seus filhos, netos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida agradecer todas as manifestações de carinho e apoio nesta altura de profunda dor e sentimento de perda. Agradecem ainda a todos os que acompanharam o seu querido familiar até à última morada. Por tudo e a todos, muito obrigado. Que Descanse em Paz. Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, L.da – Batalha

Seus filhos, irmãos, netos e restantes familiares, na na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida agradecer todas as manifestações de carinho e apoio nesta altura de profunda dor e sentimento de perda. Agradecem ainda a todos os que acompanharam o seu querido familiar até à última morada. Por tudo e a todos, muito obrigado. Que Descanse em Paz. Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, L.da – Batalha

Seus Filhos, Nora, Netos e restante família na impossibilidade de o fazer pessoalmente como era seu desejo vêm por este meio agradecer de forma especial a todas pessoas que neste momento de dor e tristeza ou de outra forma manifestaram o seu pesar. A família reconhecida agradece todas as demonstrações de solidariedade, pela perda do seu ente querido. A todos, muito obrigado. Tratou: Funerária Espírito Santo – www.afes.com.pt

Maria Emília do Rosário Novo

Maria Vieira Calhau

Vivaldo Pereira Branco

89 anos 22.09.1922 - 26.08.2012 Jardoeira – Batalha

89 anos 12.05.1923 - 24.08.2012 Arneiro – Batalha

98 Anos 02.02.1914 - 04.09.2012 Batalha

Seu filho e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida agradecer todas as manifestações de carinho e apoio nesta altura de profunda dor e sentimento de perda. Agradecem ainda a todos os que acompanharam a sua querida familiar até à última morada. Por tudo e a todos, muito obrigado. Que Descanse em Paz. Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, L.da – Batalha

Seus filhos, netos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida, agradecer todas as manifestações de carinho. Agradecem ainda a todas as pessoas que se dignaram estar presentes naquele que foi o último adeus, ou que de outra forma lhe prestaram homenagem. A todos, muito obrigado. Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, L.da – Batalha

Suas filhas, netos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida agradecer todas as manifestações de carinho e apoio nesta altura de profunda dor e sentimento de perda. Agradecem ainda a todos os que acompanharam o seu querido familiar até à última morada. Por tudo e a todos, muito obrigado. Que Descanse em Paz. Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, L.da – Batalha

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LAR DE IDOSOS

Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro Rua Francisco Serra Frazão, lote B, 4º r/c dto - 2480-337 Porto de Mós Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia trinta e um de agosto de dois mil e doze, exarada a folhas cento e seis do livro de Notas para “Escrituras Diversas” Duzentos e Setenta – A. Joaquim Albino Ferreira do Rosário e cônjuge Ana Paula Meneses Franco, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais ele da freguesia de S. João, concelho de Porto de Mós, ela da freguesia e concelho da Batalha, residentes na Rua das Lameirinhas, 3, Tojal de Cima, Porto de Mós, Nifs: 133 026 710 e 188 503 846, declararam: Que ela é dona e legítima possuidora, com exclusão de outrem, do prédio rústico sito em Padilo ou Padelo, freguesia de Reguengo do Fetal, concelho da Batalha, composto de vinha com duas oliveiras, com a área de novecentos metros quadrados, a confrontar do norte com Joaquim Batista Franco, do sul e poente com Francisco Batista Franco e nascente com Antero Pereira de Oliveira, não descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, inscrito na matriz sob o artigo 1 432, com o valor patrimonial IMT de € 476,14. Que adquiriu o referido prédio por doação verbal de Abílio do Rosário Franco e mulher Maria Celeste Meneses Monteiro, residentes em Poço, Batalha, doação essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e oito, ainda no estado de solteira. Não obstante não ter título formal de aquisição do referido prédio, foi ela que sempre o possuiu, desde aquela data até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, defendeu a sua posse, pagou os respectivos impostos, gozou todas as utilidades por ele proporcionadas, cultivou-o, colheu os seus frutos, sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecida como sua dona por toda a gente, posse essa de boa-fé, por ignorar lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida por todos os interessados. Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que a justificante invoca, como causa de aquisição do referido prédio, por não poder comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro em Porto de Mós, trinta e um de agosto de dois mil e doze. A Colaboradora com delegação de poderes, Ana Paula Cordeiro Pires de Sousa Mendes Jornal da Batalha, ed. 266, de 20 de setembro de 2012

TERESA ANTUNES & SANTOS, FUNERÁRIA, Lda. Tel.: 244 704 324 / Telm: 917 258 679 Email: funerariasaomamede@gmail.com Sede: Rua José dos Santos, nº 2 São Mamede - Batalha

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