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PORTE PAGO

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Batalha vai ter Unidade de Saúde Familiar

BAC mobiliza centena e meia de jovens

Cavaco Silva na Batalha elogia militares

Mudanças nos serviços de saúde vão ser realidade em breve.

Prestes a cumprir uma década de existência, clube aposta na formação

Presidente da República aponta exemplo dos combatentes ao país

| DIRECTOR: Carlos dos Santos Almeida | Preço 1 euro | e-mail: info@jornaldabatalha.pt | www.jornaldabatalha.pt | MENSÁRIO Ano XX nº 237 | Abril de 2010 |

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Emigrantes em França assinalam 20 anos de encontros

QUIOSQUE DA BATALHA De José Manuel Matos Guerra

• Lotarias • Totoloto • Raspadinhas • Euromilhões Largo Mestre Mateus Fernandes APARTADO 24 Telf: 244 767 720 Fax: 244 767 228 2440-901 BATALHA

Wpágs. 11 a 15 Porque não permanecem os turistas na Batalha? É certo que os turistas que visitam a Batalha permanecem por cá pouco tempo, porque esta vila se encontra numa zona intermédia do circuito Nazaré, Alcobaça, Batalha e Fátima. Aproveitando a celebração do Dia do Turista, a 20 de Abril, o Jornal da Batalha mediu o pulso ao sector no concelho, procurando perceber as pistas que nos vão guiar no futuro. Confira o trabalho especial nesta edição.

especial turismo

Porque não permanecem os turistas na Batalha? É certo que os turistas que visitam a Batalha permanecem por cá pouco tempo, porque esta vila se encontra numa zona intermédia do circuito Nazaré, Alcobaça, Batalha e Fátima. Há até turistas, pelo menos os que vêm integrados nos grupos organizados pelos operadores turísticos, que só param na Batalha para uma visita rápida ao Mosteiro, nem sequer tempo têm para uma breve visita aos estabelecimentos, chamados de artigos regionais. Disso todos temos noção. Mas, o que fazer para que os turistas, pelo menos os que nos visitam nas suas viaturas, permaneçam mais algum tempo na Batalha – e quando falamos de Ba-

talha, falamos do concelho -, apreciando as belezas que por aqui há? Foi o que tentámos saber. Enquanto uns dizem que deveria haver mais actividades na vila e, assim sendo, no concelho, outros dizem que deveria haver mais animação no monumento Património da Humanidade. Outros afirmam que a vila e o concelho deveriam ser mais apelativos na sua beleza e outros ainda queixam-se dos mostruários das lojas de artigos regionais, que deviam ser também mais apelativos nos produtos expostos. Há outros que referem a falta de unidades de alojamento atractivas, embora este sector tenha melhorado ultimamente. Também o sector da restauração e comér-

cio é alvo de críticas por outros, por não se apresentar apelativa e de qualidade. Contudo, conseguimos alguns dados sobre as actividades a desenvolver e as obras a realizar, para que tudo então seja melhor e para que os turistas cá fiquem durante mais uns tempos. Requalificação da zona urbana da Batalha e arranjos diversos, há muito reclamados, estão previstos, assim como a uniformização das esplanadas e toldos na vila. O Parque Ecosensorial da Pia do Urso, na freguesia de São Mamede, deu também algum incremento ao desenvolvimento naquela zona. A criação de mais alguns percursos pedestres, para complementar os já existen-

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Opinião Espaço Público

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Baú da Memória

_ editorial

Estreitar laços

Batalha, 1934 Antes de mais, as minhas desculpas aos leitores pela gralha que poisou no último “Baú” e que é urgente emendar: onde falo que o possível autor da fotografia publicada em Marca será o coronel Pinto Correia deve estar coronel Pinheiro Correia. E agora, o meu agradecimento ao conterrâneo e amigo Alfredo José Saldanha Barros pela amável cedência desta curiosa fotografia da Batalha em 1934. Eis o artístico chafariz ainda antes das alterações de que beneficiou nos finais da década de 30, uma quina da casa que foi do meu tio Manuel Santos, um candeeiro antes da electricidade, que havia de chegar pouco depois à nossa vila, uma placa a indicar a bomba de gasolina e, ao fundo, junto às grilhagens e escadaria do Mosteiro, um automóvel da época. O grupo de aguadeiras não o consigo identificar. Entre elas uma menina. A vila, então sem abastecimento de água ao domicílio, tinha de recorrer ao chafariz público e aos poços. Todo o dia era um corrupio de mulheres e de moças com cântaros e, por vezes, canecos, à cabeça, a transportar água. Era um trabalho pesado, frequente-

mente doloroso, e com certeza fracamente remunerado. Recordo, entre outras, a Senhora Júlia Pereira (Catum) que acartou, corruptela popular de acarretar, milhares de cântaros que equilibrava habilmente na cabeça, ao alto quando os trazia cheios, deitados

quando ia para a fonte. Esta sua tarefa, aparentemente humilde, revestia-se de grande importância para a Batalha. Era-lhe mesmo indispensável. O chafariz ainda tenho esperança que possa vir a ser reconstituído, para tal há fotografias e

a sua planta, e reposto quase no local onde esteve sessenta e tal anos. É uma obra dos canteiros batalhenses, e por eles seria retomada, que bem merecia estar nas proximidades do Mosteiro. José Travaços Santos

G carta ao director

Não lembra a ninguém É verdade, não lembra a ninguém. Planeamos tudo, cada vez com os meios mais sofisticados e cada vez dentro da maior rapidez. As viagens são cada vez mais rápidas e, num ápice, estamos do outro lado do mundo. Precisamos de estar em qualquer lado, tomamos o avião e daí a pouco lá estaremos. Saímos de Lisboa e daí a pouco estamos em Itália, Inglaterra, Espanha, França ou noutro qualquer país da Europa. Isto para não falar

Propriedade e edição Bom Senso - Edições e Aconselhamentos de Mercado, Lda. Director Carlos dos Santos Almeida (C.P.nº 2830) Coordenador Armindo Vieira (C.P. nº 6771)

Jornal da Batalha

doutros continentes. Pensa-se que pode haver um acidente aéreo e tudo irá por água abaixo, ou mesmo por terra, porque o avião pode cair. Mas, ninguém pensa que um fenómeno, ou talvez não, da natureza, poderá fazer parar a Europa e, talvez, o mundo. Foi o que se passou nos últimos dias. Uma atrevida nuvem vulcânica lembrou-se de passear pela Europa e quase paralisou o velho continente. Houve cancelamentos de voos

Redactores e Colaboradores Carlos Valverde, João Vilhena, José Travaços Santos, José Rebelo, Carlos Ferreira, Manuel Órfão, José Bairrada, Graça Santos, Ana Fetal, Bárbara Abraúl Departamento Comercial Henriqueta Ligeiro

e tomaram-se alternativas. Os comboios voltaram a encher, assim como as estradas com autocarros e outras viaturas, porque as coisas não podem parar. Mas a verdade é que a tal nuvem fez parar os aviões, causando transtornos a muita gente. Será que este fenómeno da natureza fez parar para pensar? MC

Redacção e Contactos Rua Infante D. Fernando, lote 2, porta 2 B - Apart. 81 2440-901 Batalha Telef.: 244 767 583 - Fax: 244 767 739 info@jornaldabatalha.pt Contribuinte: 502 870 540 Capital Social: 5.000 € Gerência Teresa R. F. M. Santos e Francisco M. G. R. Santos (detentores de mais de 10% do Capital:

Teresa R. F. M. Santos e Francisco M. G. R. Santos) Depósito Legal Nº 37017/90 Insc. no SRIP da I.C.S. sob o nº 114680 Empresa Jornalística Nº 217601 Produção Gráfica Semanário Região de Leiria Rua D. Carlos I, 2-4 - 2415-405 Leiria-Gare Apartado 102 - 2401-971 Leiria Telef.: 244 819 950 - Fax 244 812 895

1. Pelo vigésimo ano, os emigrantes batalhenses radicados em França, apostaram em reunir para “celebrar” a Batalha e contactar directamente com os eleitos locais que se deslocaram, como vem sendo hábito, para participar no encontro. É uma oportunidade de ouro para que o estreitamento de laços entre batalhenses de “cá” e de “lá” possa ser uma realidade. Para além de um mero convívio, esta iniciativa permite manter acesa a chama da “portugalidade”, bem como alimentar a identidade local. O Jornal da Batalha teve a oportunidade de acompanhar a edição deste ano do evento, precisamente a completar duas décadas de realização. De uma deslocação atribulada, sobra a constatação sobre a importância do estreitamento de relações entre a comunidade batalhense radicada nas mais diversas geografias. Acresce que esta é também uma oportunidade para reforçar a imagem de Portugal, da Batalha e dos “nossos” emigrantes, junto das autoridades francesas. De resto, a integração lusa aparenta ser consolidada, bastando atentar à participação dos portugueses na actividade económica, social e não menos importante, política das localidades que os acolhem. Fica, pois, uma clara constatação de que este tipo de esforços não podem esmorecer, devendo antes ser incentivados. 2. Dia 10 de Abril, o Presidente da República, Cavaco Silva, marcou presença na Batalha. Não deixa de ser positiva a presença do líder máximo do país. Carimbou com destaque mais uma cerimónia que assinalou o Dia do Combatente. Desta forma, deu visibilidade a uma efeméride que, ano após ano, decorre no nosso concelho.

Impressão: Mirandela, S.A. Rua Rodrigues Faria 103, 1300-501 Lisboa Tiragem 3.000 exemplares Assinatura anual (pagamento antecipado) 10 euros Portugal ; 20 euros outros países da Europa; 30 euros resto do mundo.


Jornal da Batalha

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Actualidade Batalha

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Cavaco Silva dixit

Actualidade

Cavaco Silva assinala dia do Combatente na Batalha m Junto ao Mosteiro da Batalha, o pretexto era assinalar mais um aniversário, o 92º, da Batalha de La Lys – a mais pesada derrota militar portuguesa depois de Alcácer Quibir – e o Dia do Combatente. A já habitual efeméride contou com um factor acrescido no que se refere à visibilidade da data: Cavaco Silva, Presidente da República, marcou presença. Foi dia 10 de Abril. E o exemplo dos combatentes foi o mote para a conduta que Cavaco Silva espera dos cidadãos a que preside: “Cada português tem de ser um combatente de Portugal. Só assim fará sentido o sacrifício de tantos combatentes que nos precederam e que hoje, aqui, homenageamos”, afirmou. Há pois, entende o Presidente, um ensinamento que Portugal deve absorver, na conduta militar. “O espírito de serviço e de luta pelo bem comum, tão queridos aos combatentes, têm de ser prosseguidos por todos os portugueses”, sublinhou. No seu discurso, o comandante supremo das Forças Armadas, identificou os valores chave que devem sustentar o crescimento do país, uma vez que “é preciso, sobretudo, criar um ambiente de responsabilidade individual e social assente em valores como os da honestidade, do reconhecimento do mérito, da verdade e, em especial da honra”.

DUPLA REPRESENTA A BATALHA. A única mulher na bancada principal da cerimónia, a vereadora Cíntia Silva, foi a responsável pela deposição da coroa de flores do município batalhense no Túmulo do Soldado Desconhecido, momentos antes de acto semelhante protagonizado por Cavaco Silva encerrar as comemorações. O concelho foi ainda representado por José Reis, presidente da Assembleia Municipal da Batalha. Nota ainda para o facto de Cavaco Silva ter destacado a acção do Regimento de Artilharia n.º4 de Leiria, condecorando-lhe o estandarte.

“O instrumento militar obriga a uma preparação complexa, prolongada e exigente em termos de qualidade dos seus quadros e de equipamentos que não se compadece com soluções milagrosas de curto prazo” [A batalha de La Lys foi] “uma derrota que, todavia, se traduziu num contributo significativo para o sucesso do esforço aliado em contrariar a ofensiva alemã”. “Sendo certo que na guerra não se vencem todas as batalhas, interessa retirar as ilações que nos permitam melhorar e evitar futuros desaires”. “A responsabilidade de enviar militares para a guerra implica que lhes proporcione as melhores condições para o sucesso” “Importa, pois, lembrar La Lys como um sério alerta para que Portugal apoie sempre de forma coesa os seus soldados no cumprimento das missões que lhe são atribuídas”. “O espírito de serviço e de luta pelo bem comum, tão queridos aos combatentes, têm de ser prosseguidos por todos os portugueses”. “Nas dificuldades que vivemos não podemos deixar de mobilizar estas capacidades e qualidades, activos que tão importantes podem ser para as ultrapassar”. “Temos de reconhecer que a felicidade de cada um, tão exaustivamente procurada, está muito dependente da capacidade de nos realizarmos como grupo de forma solidária”. “É preciso, sobretudo, criar um ambiente de responsabilidade individual e social assente em valores como os da honestidade, do reconhecimento do mérito, da verdade e, em especial da honra”, adiantou, sustentando que “importa erguer Portugal com sentido de inclusão, sem esquecer ninguém, sem deixar para trás”. “É tempo de nos unirmos e identificarmos o que podemos e devemos fazer por Portugal”, acrescentou Cavaco Silva para quem “cada português tem de ser um combatente de Portugal”.


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Batalha Actualidade

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Emigrantes da Batalha assinalam 20 anos de encontros em França m “Vim para cá com passaporte de coelho”. “Fiz metade do caminho a pé”. “Foram tempos difíceis”. Estas são algumas das frases que alimentaram as conversas dos cerca de 110 batalhenses radicados em França que, dia 17 de Abril, compareceram a mais um, o vigésimo, encontro de emigrantes batalhenses em França. São frases soltas que condensam histórias de vida que se juntaram ao torno de uma mesma mesa, num restaurante português em Saint-Maur-des-Fossés, perto de Paris. No restaurante português “O Buçaco”, juntaramse memórias, misturadas com os petiscos de sabores nacionais que marcaram o jantar. São memórias de tempos difíceis que obrigaram a deixar a terra mãe, para adoptar um novo país. Décadas depois, os participantes no vigésimo encontro – o 19º com a presença do presidente da Câmara da Batalha – são testemunhas de uma integração com dificuldades, mas reconhecida pelas autoridades locais como valiosa. Coube a Chantal Durant, vice-presidente do município de Joinville le Pont, sublinhar isso mesmo. No seu discurso, para além de elogiar o vinho verde e o chouriço – que fizeram parte da refeição – sublinhou a im-

portância da comunidade portuguesa e deixou uma nota de aposta no incremento das relações da Batalha com Joinville le Pont. Afinal, aquele município francês é geminado com a Batalha e esta é uma relação que ainda terá que ser mais incrementada. “O senhor presidente da Câmara da Batalha pediu-me para criarmos uma relação de intercâmbio de jovens entre os dois países. Na segundafeira vamos ver como poderemos fazer este intercâmbio convosco”, referiu a responsável. Por sua vez, António Lucas centrou a sua intervenção apontando para o trabalho que está a ser efectuado no concelho da Batalha, no que se refere a novas infra-estruturas que estão a ser construídas, bem como às medidas de combate à crise que foram implementadas no concelho. “Os orçamentos não são elásticos, com a redução da receita e aumento da despesa social. A única maneira foi cortar na despesa que considerámos não fundamental: e foi no alcatrão. Achámos mais importante não fazer algumas estradas e não sacrificar a despesa social”, explicou. No final da visita, o autarca salientou a importância deste tipo de eventos para estreitar relações com a comunidade batalhense. Sublinhou ainda o facto de a presença neste funcionar, sobretudo, como um sinal de que os emigrantes são “cidadão de corpo inteiro”. Acresce ainda que o evento foi aproveitado para lançar o desafio

O balanço de uma visita Foi um pouco diferente do habitual, mercê da questão do vulcão da Islândia que alterou o programa, mas o objectivo principal foi atingido que foi o encontro. Estes encontros são importantes para que quem está fora tenha a sensação de que o município do concelho natal lhes dá importância. Para além do convívio, os batalhenses aproveitaram para colocar questões relacionadas com problemas que têm. É uma boa iniciativa que deve continuar. António Lucas

p Comitiva da Batalha no jantar de emigrantes

presidente da Câmara da Batalha

É importante o convívio, esta envolvência com os habitantes que estão fora dos seu país. Terem os autarcas do município é importante. Sentem apoio e carinho. Acho muito importante os emigrantes sentirem que há apoio e reviverem as suas raízes. A iniciativa deve continuar. Horácio Moita Francisco vereador CDS-PP

p Organização celebrou 20 anos de encontros ao município de Joinville le Pont para o reforço das relações com a Batalha. “Lançámos o desafio para mais actividades, em especial com crianças e jovens. Este ano, contamos com a disponibilidade para que visitem a Batalha no sentido de interagirmos mais fortemente”, disse.

s registo Balanço positivo Em jeito de balanço pelos vinte anos de encontros, José Batista de Matos, referiu que a iniciativa se salda por “ser positiva em todos os aspectos”. Afinal, diz, “juntam-se as pessoas da Batalha para relações mais estreitas com os seus eleitos”, para além do “prazer de sermos o único concelho do nosso país que faz este tipo de realizações todos os anos”. “Espero que este exemplo seja seguido”, refere. “Queremos mostrar que somos dignos do concelho que nos viu nascer”, acrescenta ainda.

Encontramos pessoas que não se vêem há muito tempo que têm alguns problemas e precisam de alguma ajuda para problemas pontuais. Durante um dia funcionamos como embaixadores da freguesia e do concelho em França. Fernando Lucas presidente da Junta do Reguengo do Fetal

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Actualidade Batalha

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Y Opinião

Eduardo Almeida

A Terra

p Comitiva da Batalha e organizadores do encontro

Crónica de uma viagem atribulada As cinzas do vulcão islandês de Eyjafjallajökull não foram suficientes para demover a comitiva batalhense de participar em mais um encontro de emigrantes batalhenses em França. Mas acrescentaram-lhe um pouco do “sabor” que caracterizou, em tempos, o esforço dos emigrantes que deixavam a Batalha, rumo a França. Isto é, as cinzas criaram o contexto adequado para que a deslocação – que deveria ter sido de avião – se transformasse numa pequena aventura. A delegação da Batalha, composta pelo presidente da Câmara da Batalha, António Lucas, presidente da Junta do Reguengo do Fetal, Fernando Lucas e pelo vereador do CDS-PP, Horácio

Moita Francisco, deveria ter partido na sexta-feira, dia16, pelas 13h10. A delegação, que foi acompanhada pelo Jornal da Batalha, estava no aeroporto da Portela poucos minutos depois das 11 horas. Ainda antes da hora do voo, este foi cancelado. O espaço aéreo francês estava a ser gradualmente fechado. Percebeu-se então que a viagem não iria ser fácil. A confusão no aeroporto era visível e arranjar uma alternativa parecia cada vez mais improvável. A meio da tarde a comitiva, por sugestão do presidente da edilidade, analisa a possibilidade de se deslocar a Paris de automóvel, visando chegar a tempo ao encontro de emigrantes. Entretanto é anunciado pela TAP a criação de um voo especial

para Lyon, cidade francesa a cerca de 500 quilómetros de Paris. A comitiva conseguiu lugar no avião e chegou a Lyon às 23h30 desse dia. António Lucas acerta com António Pereira, da comissão organizadora do encontro, o transporte para Paris. António Pereira deixou Paris cerca das três da manhã, percorreu os 500 quilómetros e levou a comitiva de volta para Paris a tempo do almoço, dia 17. Com a greve de comboios, autocarros esgotados e sem automóveis para alugar, não havia outra alternativa. Com voo de regresso marcado para o dia seguinte, face às notícias de encerramento do espaço aéreo francês, torna-se evidente que não será fácil regressar. Sem outras opções, António

Lucas, no meio da tarde de sábado pede a um motorista da autarquia que venha de automóvel a Paris. Chegou na manhã de domingo. Por volta das 11h30, motorista e comitiva iniciaram a viagem de 16 horas que culminou com a chegada à Batalha cerca das 3h30 de segunda-feira, dia 19. “Quero agradecer o sacrifício que fizeram, e os portugueses da Batalha ficaram orgulhosos do seu concelho”, referiu a propósito deste esforço, José Batista de Matos, da organização do encontro de emigrantes. Já António Lucas admite que a viagem foi atribulada, mas prefere sublinhar a importância de participar no encontro.

Vivemos num Planeta, com mais de 4 mil milhões de anos, onde só nos últimos tempos o Ser-Humano tem sido considerado a espécie dominante. Outrora, este planeta que não se encontrava com a actual morfologia, e que tinha espécies que a evolução as determinou de maneira diferente, era um planeta onde a vida humana não existia e daí sermos tão importantes, ao ponto de como foi possível o Ser-Humano, hoje ser considerado espécie dominante, proveniente dos Primatas. Podemos até ser as criaturas, mais complexas, mais inteligentes que alguma vez este planeta teve ou terá, mas será que somos tão egoístas ao ponto de determinarmos o fim da nossa espécie e deste mesmo planeta? Não me parece possível que o Homem deixe de lado as questões que irão por em causa o futuro do nosso planeta, embora haja com irresponsabilidade em muitos dos actos do seu quotidiano, poluindo de uma forma exagerada, criando guerras que não têm fundamento e se baseiam em birras tiranas, excluindo aqueles que nada têm, das prioridades dos governos internacionais. Existe o Tratado do Milénio que foi assinado e tinha como objectivo mudar radicalmente a face do Mundo, através de “pequenos passos para o Homem, mas que seriam grandes passos para a Humanidade”, cujos primeiros frutos ainda não são visíveis. Na minha óptica de ver o Mundo, um dos principais problemas é sem dúvida o Aquecimento Global, que a este nível atalhará caminho para o fim do nosso planeta, aos olhos que hoje o conhecemos. São várias as manifestações desta problemática, e o povo Português também já as começou a sentir, com as cheias que abundaram o nosso Inverno, e sobretudo com a intempérie que alterou muita da morfologia da Ilha da Madeira, para além do número de mortos que há a lamentar. É importante criarmos medidas que restrinjam certos hábitos instalados no Mundo, e alterá-los em favor de práticas mais ecológicas, como o uso de carros eléctricos, um maior incentivo em energias renováveis, praticar reciclagem, pois como diz a grande mensagem do ambientalismo devemos “ Pensar Global e Agir Local”, pois só assim os princípios da Humanidade se deverão alterar. Em suma, é preciso assegurar o futuro e por isso é necessário que cuidemos do nosso presente, pois o amanhã poderá ser pior, assim saúdo iniciativas como o projecto Limpar Portugal, que mostrou o que é possível fazer pelo bem comum e pelo futuro do nosso planeta.

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Batalha Actualidade

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Unidade de Saúde Familiar a caminho da Batalha m Está a decorrer uma candi-

Inscrições para a Feira de Frankfurt

cusa-se a adiantar os nomes dos novos responsáveis da USF. “Há USFs em funcionamento na região com excelentes resultados e é isso que esperamos que aconteça na Batalha”, acrescenta este responsável. Também no que se refere à situação no concelho vizinho de Porto de Mós, Isidro Costa afirma que o SAP de Porto de Mós continuará a funcionar nos “mesmos moldes” aos fins-de-semana e feriados. De acordo com este responsável, nesses dias, o SAP atenderá os utentes da Unidade de Saúde Familiar – que incluirá as extensões de saúde - e da Unidade de Saúde de Cuidados Personalizados, actualmente em fase de candidatura para a sua criação. “Há uma candidatura para a criação de uma USF. Os restantes utentes e funcionários – que não estão integrados na USF - vão incorporar uma Unidade de Cuidados Saúde Personalizados. Depois dessas unidades formadas, cada uma funcionará das 8 às 20 horas”, acrescenta. O esclarecimento de Isidro Costa surge na sequência das notícias vindas a público dando conta da desactivação do SAP de Porto de Mós, algo que não deverá acontecer, afirma.

datura para a criação de uma Unidade de Saúde Familiar (USF) na Batalha. A alteração nos serviços deverá acontecer a curto prazo.

Apesar das mudanças, que apontam para a melhoria do serviço prestado, não há previsões no que se refere à diminuição do horário de funcionamento. De acordo com Isidro Costa, director do Agrupamentos de Centro de Saúde do Pinhal Litoral II, esta candidatura contempla a criação de uma USF “que abrange a totalidade do centro de saúde e será realidade a curto prazo, ainda sem data definida”, afirma. Actualmente, o Centro de Saúde da Batalha conta com um SAP que funciona das 14 às 20 horas de segunda a sexta, “e será nesse horário que continuarão a ser prestados cuidados de saúde”, diz. Ao que o Jornal da Batalha apurou, Francisco Meireles, actual coordenador daquela unidade de saúde, deverá transitar para novas funções. Isidro Costa, contudo, es-

Antigo hospital prestes a receber Casa da Juventude O edifício em tempos foi um espaço hospitalar, tendo sido a última localização de uma unidade de saúde criada no século XV. Situado no centro da vila e conhecido como o antigo Hospital da Misericórdia, o espaço apresenta alguns si-

nais de degradação. Chegou a abrigar desalojados em consequência do plano de urbanização que, na década de 60 do século passado, “afastou” a vila das imediações do Mosteiro. Um processo que eliminou boa parte do casco histórico da vila,

consequentemente, muitos dos edifícios mais sujeitos à erosão do tempo. Actualmente conta já com um projecto de requalificação. Aí deverá surgir Casa da Juventude da Batalha, obra avaliada em cerca de 800 mil euros. Já está a de-

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correr o processo burocrático tendente ao lançamento do concurso tendente às obras que irão transformar o antigo hospital num imóvel que deverá albergar espaços para reuniões, um pólo da biblioteca e meios audiovisuais, entre outras

valência previstas para o local. Habitado até há poucos anos, a reconversão do edifício será efectuada de acordo com o projecto vencedor de um concurso de ideias promovido pelo município local.

A Associação Empresarial da Região de Leiria – NERLEI aceita inscrições de empresas interessadas em participar na edição do próximo ano da Feira Ambiente, a maior feira de bens de consumo do mundo, que tem lugar em Frankfurt, Alemanha, de 11 a 15 de Fevereiro daquele ano. De acordo com uma nota enviada à nossa redacção, “as empresas que façam a sua inscrição até ao próximo dia 23, beneficiarão de um desconto de cerca de 5 por cento por reserva antecipada do espaço”. A NERLEI pretende assim “reforçar o número de participantes na iniciativa”, dando possibilidade às empresas de “mostrarem os seus produtos na maior feira de bens de consumo do mundo”, com forte presença de empresas nacionais, adianta a referida nota. A Feira Ambiente é a que maior número de expositores e visitantes internacionais tem, pelo que na edição deste ano registou a presença de “4504 expositores, oriundos de 93 países, e recebeu um total de 133 mil visitantes, 47 por cento dos quais de fora da Alemanha”. Saliente-se que “os visitantes têm o perfil de compradores qualificados com autorização para tomar decisões, o que potencia a tomada de decisões no decorrer da feira”, lê-se no documento citado. Para mais esclarecimentos, poderão os interessados dirigir-se ao Gabinete Internacional da NERLEI ou através do e-mail internacional@nerlei.pt.


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Actualidade Batalha

São Mamede recebe Juventude

Grutas da Moeda promovem passeio pedestre m Cerca de duas

nha nos moinhos movidos a vento”. Também não faltou “o moleiro com o seu principal meio de transporte, o Burro, que foi a “estrela” do evento”. Tudo isso, tornou “ainda mais agradável um dia que se queria inesquecível”, tal como um dos vários moinhos que se encontram no percurso, “se encontrava aberto ao público, em perfeitas condições de funcionamento”, adianta o documento. No final, houve um almoço convívio ao ar livre, onde os participantes “saborearam autênticos pitéus da serra”, cuja confecção esteve a cargo do “Grupo de Cantares do Planalto de S. Mamede”. Este passeio serviu para assinalar o Dia Mundial dos Moinhos, que se celebrou a 7 de Abril, com vista a “alertar a população para a necessidade de se preservar aquele património rural”.

centenas de pessoas participaram, no passado dia 11, no Passeio Pedestre “Nos Trilhos da Raposa”. A iniciativa foi organizada pelo Centro de Interpretação Cientifico–Ambiental das Grutas da Moeda em parceria com o Grupo de Cantares do Planalto de S. Mamede. De acordo com uma nota enviada à nossa redacção, o passeio, com uma distância de mais de seis quilómetros, foi percorrido durante mais de duas horas, havendo ao longo do passeio algumas surpresas, nomeadamente com recriações dos ambientes vividos no início do século XX, como por exemplo “mulheres vestidas com trajes da época em que ainda se produzia a fari-

p Alguns participantes junto a figurantes e a um dos moinhos

Marcos na vila assinalam percurso pedestre Desfaça-se o mistério. Os marcos que têm vindo a surgir na vila da Batalha têm uma razão de ser. São a face visível de um percurso pedestre que a Câmara da Batalha tem vindo a preparar. O objectivo é replicar o trajecto da Linha Férrea do Caminho Mineiro do Lena, mas desta feita para percorrer a pé. “Estamos a ultimar as marcações para posteriormente divulgarmos este

percurso pedestre”, avança o presidente da Câmara da Batalha, António Lucas. Será pois possível reviver os passos de um comboio que na primeira metade do século passado, circulou no concelho. Para já, os marcos vão assinalando os locais onde o caminho de ferro já marcou presença na Batalha. Vindo da Martingança,o Caminho de Ferro Mineiro do Lena, atravessava a Ba-

p Um dos marcos que assinalam o percurso

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talha, chegando a Porto de Mós, seguindo depois até ao lugar da Bezerra, na freguesia de Serro Ventoso, de onde transportaria o carvão explorado nas minas que ali existiram, juntamente com as das Barrojeiras (Alcanadas). O novo percurso deverá ser lançado a curto prazo. Para saber mais pormenores sobre este novo percurso será necessário esperar pelo seu lançamento.

O Largo da Feira em São Mamede recebe, de 23 a 25 de Abril próximo, o III Fim-de-Semana da Juventude. Serão apresentadas diversas actividades desportivas radicais, como Paint Ball, AirBungee, Slide e Escalada, e ainda música e dança, sendo que no dia 23 contará com a actuação do grupo musical Função Publika. Haverá ainda provas de BTT. A realização em São Mamede desta iniciativa, tem por objectivo descentralizar as actividades dinamizadas na Vila da Batalha. A organização desta iniciativa está a cargo do Conselho Municipal da Juventude da Autarquia da Batalha e da Junta de Freguesia de São Mamede.

Cesariny e Cruzeiro Seixas em exposição na Batalha A Galeria Mouzinho de Albuquerque, na Batalha, acolhe de 1 a 30 de Maio, uma das exposições mais importantes dos últimos anos, com obras da autoria de Cesariny, Cruzeiro Seixas e Nadir Afonso, entre outros. Uma parceria entre o Município da Batalha e o Centro Português de Serigrafia, traz à Batalha a mostra, intitulada “arte contemporânea”. A exposição vai disponibilizar ao público 25 obras de outros tantos artistas, com destaque para a utilização de técnicas como a Serigrafia a Gravura a Litografia e a Fotografia e Arte Digital.

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Trav. 25 Abril nº58C R/C Jardoeira 2440-370 Batalha


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Batalha Educação

Abril 2010

Jornal da Batalha

Semana Cultural anima Colégio de São Mamede Muitas foram as actividades desenvolvidas pelos alunos do Colégio de São Mamede, de 20 a 26 do passado mês de Março, enquanto decorria a Semana Cultural. De acordo com uma nota enviada à nossa redacção, durante aqueles dias houve Exposição de Brinquedos para os mais pequenos, actividades desportivas e culturais, dinamizadas pelas diversas academias do Colégio. Destas actividades destacam-se a eleição de “Miss e Mr. Escola 2009/2010”, em que estiveram “envolvidos todos os alunos, desde o 1.º até ao 3.º Ciclo, uma vez que em cada turma se elegeram aqueles que disputaram a final”. Para além desta foram dinamizadas outras, a saber: “Paint-balões”, “Torneio de Voleibol”, “MegaSprint”, “Jogos Matemáticos”, “Jogo Duplo – Ciências”, Vídeoconferência com um jornalista, “Português em Linha”, Visualização de Filmes, Pintura de Caricaturas, Críquete e Râguebi, Visitas de Estudo, “O céu no meu chapéu-de-chuva”, Parede de escalada e

“Feira de Rochas, Minerais e fósseis”. Ainda no âmbito da Semana Cultural, teve lugar no auditório do Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, o VI Festival da Canção GPS “Novas Vozes”, cuja organização coube ao Colégio de São Mamede. Este espectáculo, que contou com a participação de alunos representantes de todos os estabelecimentos de ensino do Grupo GPS, iniciou-se com uma actuação das academias de Teatro e Dança e com o coro do Colégio de São Mamede. Enquanto o júri analisava as actuações dos concorrentes actuou o cantor FF. No final foram anunciados os vencedores, por escalão e do seguinte modo: 1º. Escalão, João Pedro e Maria Beatriz, do Instituto Vasco da Gama, com o tema “Sol de Inverno”; 2.º Escalão, Beatriz Leiria, do Colégio Infante Santo, com o tema “Num mar sem marés”; 3.º Escalão, Marta Serra, da Escola Profissional Mariana Seixas, com o tema “Problema de Expressão”.

Município da Batalha Câmara Municipal

Subsídios Ano de 2009 – 2.º Semestre De acordo com o nº. 1, conjugado com o artº. 2º. da Lei nº. 26/94, dou conhecimento que o Município da Batalha atribuiu, durante o segundo semestre de 2009, os seguintes subsídios: Entidade ----------------------------------------------------------- Valor(Euros)

Associação Humanitária Bombeiros Voluntários da Batalha (Subsídio Conforme Plano Plurianual de Investimento) ------------- 45.000,00 (Protocolo Utilização do Pavilhão) ----------------------------------------2.062,50

Centro Recreativo da Golpilheira (Comparticipação Actividades Tempos Livres) ------------------------- 6.500,00 (Comparticipação XX Festival Folclore) ------------------------------------ 116,15 (Comparticipação Actividades Desportivas) -----------------------------9.050,00 (Comparticipação da Deslocação a Espanha do Rancho Folclórico) -----2.613,00 (Comparticipação Grupos Protocolados - Rancho) ---------------------1.500,00

BAC - Batalha Andebol Clube (Comparticipação Actividades Desportivas) --------------------------- 18.750,00 Nota: “Mais se informa que estes são apenas os subsídios que ultrapassam o limite obrigatório” Paços do Concelho da Batalha, 17 de Março de 2010 O Presidente da Câmara, António José Martins de Sousa Lucas Jornal da Batalha, ed. 237, 19 de Abril de 2010

Duas centenas e meia correm pelos “Médicos do Mundo” Foram mais de duas centenas e meia os participantes na Corrida Solidária, que o Clube de Saúde da Escola Secundária da Batalha levou a efeito no passado dia 25 de Março. A iniciativa, que já se realiza há 4 anos consecutivos e em passo de caminhada, teve início junto dos portões da escola e percorreu algumas artérias da Vila da Batalha, regressando ao estabelecimento de ensino. Esta corrida tem como objectivo “fomentar a consciência sobre a solidariedade entre os mais jovens, promovendo a Educação para o Desenvolvimento e da Saúde”, tendo este ano revertido a favor das A corrida, a passo de caminhada, teve início na Escola Secundária, com passagem pela Vila da Batalha e regresso ao estabelecimento de ensino. A iniciativa, do Clube de Saúde da Escola, reverteu a favor da organização Médicos do Mundo (MdM), cujo valor da colecta (cerca de trezentos e trinta euros), foi já canalizada para aquela organização, que teve no evento duas participantes. A verba entregue deverá aplicar-se “no programa desenvolvido em Timor-Leste, «Comunidade Saudável» e na aquisição de uma unidade móvel para a promoção da saúde junto de crianças e jovens portugueses”, como explicou ao Jornal da Batalha o professor João Carvalho, Coordenador de Educação para a Saúde da Escola Secundária da Batalha. A iniciativa contou com uma parceria com os Médicos do Mundo e com o apoio da Câmara Municipal da Batalha, Bombeiros Voluntários, GNR e Órgãos directivos da Escola. OUTRAS INICIATIVAS. O Clube de Saúde da Escola Secundária tem programadas, até ao final do presente ano lectivo, diversas actividades, como a que teve lugar no passado dia 15. Tratou-se de um Teatro

Debate alusivo à temática da Sexualidade e Relações Juvenis, com o patrocínio do Instituto Português da Juventude, dinamizado pela empresa Usina. A iniciativa teve lugar no Polivalente e estiveram presentes cerca de cento e dez alunos do 10º ano e respectivos professores acompanhantes. No próximo dia 20, durante a manhã decorrem Sessões de Prevenção do Alcoolismo, em que estará presente um Ex Alcoólico Anónimo, que apresentará, da parte da tarde, na Feira do Livro, obras por si editadas. Estas Sessões dirigem-se a alunos de múltiplas turmas com maior incidência nas dos Profissionais do Secundário. Uma entrega de tampas, produto da Campanha de Recolha de Tampas de plástico que se vem desenvolvendo desde Janeiro passado, terá lugar no próximo dia 18 de Maio. Trata-se de uma recolha que visa “objectivos de Prevenção Ambiental, em ligação com o Clube Eco Escola, e a promoção das condições de Vida e de Saúde de um deficiente motor, a indicar pelos serviços de Segurança Social, a quem será entregue uma Cadeira de Rodas”, como refere João Carvalho. Esta actividade conta também com a colaboração de um grupo de trabalho da Área de Projecto do 12º D. O Dia Mundial da Luta contra o Tabaco, será comemorado no dia 31 de Maio, com uma jornada de sensibilização e de motivação para a luta ao tabagismo, que incidirá “junto dos fumadores da comunidade escolar”, diz o professor, acrescentando que “a nossa escola aderiu ao programa ‘Escolas Livres de Fumo’”. No dia 2 de Junho, (esta data aguarda a confirmação do Instituto Nacional do Sangue), decorrerá nas instalações da Escola a VII edição de Promoção da Dádiva de Sangue, desenvolvida pelo Clube de Saúde.


Jornal da Batalha

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Educação Batalha

Novas Oportunidades da Batalha entrega diplomas O Governo “vai intensificar o RVCC (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências) na área profissional, num processo idêntico ao RVCC da área escolar , anunciou Valter Lemos, secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, na Batalha, à margem da cerimónia de entrega de diplomas aos formandos deste processo, pelo Centro de Novas Oportunidades da Escola Secundária da Batalha (CNO), que teve lugar no passado dia 15. O governante referiu ainda que o alargamento do processo ao sector profissional, permite que “muitos trabalhadores portugueses com competências sejam certificados, o que até agora não acontece”. Usando da palavra no encerramento da cerimónia, Valter Lemos, referiu que actualmente “há mais de um milhão de portugueses inscritos no processo RVCC”, o que prova que se trata de um processo “que tem grande aceitação por parte dos portugueses”, porque “ficam mais qualificadas e com mais conhecimentos”.

Antes, Helena Pintor, presidente da Comissão Administrativa Provisória da Escola Secundária da Batalha, traçou um pequeno historial do CNO que se “iniciou no ano de 2006, com uma pequeno número de pessoas” e agora já “conta com profissionais a tempo inteiro e formadores que leccionam na Escola”. Na cerimónia, que teve lugar no auditório Municipal da Batalha, foram entregues cerca de duas centenas e meia de diplomas a outros tantos adultos, dos

concelhos de Leiria e Batalha, que concluíram o 9º e o 12º anos através do processo de RVCC. Houve ainda a intervenção de dois adultos, Maria Filipe e Luísa Febra, respectivamente do 9º e 12º anos, que deram o seu testemunho sobre o processo realizado. O CNO da Escola Secundária da Batalha, desde a sua criação, já certificou cerca de meio milhar de adultos, para além de ter encaminhado outros tantos para várias ofertas qualificantes e formativas. Actual-

mente, para além dos grupos que tem em funcionamento na Escola Secundária da Batalha, desenvolve itinerâncias em grande parte dos concelhos de Porto de Mós (Juncal, Pedreiras, Arrimal, Serro Ventoso e Mendiga) e de Leiria (Azoia, Pernelhas, Barracão, Arrabal e Caranguejeira) e em algumas empresas. “VIDAS COM VALOR” É TEMA DE EXPOSIÇÃO. A anteceder esta cerimónia, procedeu-se à abertura de uma exposição intitulada “Vidas

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Bullying em debate na Batalha

com Valor”, patente na Galeria Mouzinho de Albuquerque, que mostra trabalhos e competências de adultos do CNO da Escola Secundária da Batalha, reunindo artesanato, pintura, coleccionismo e portefólios. A mostra estará patente até ao próximo dia 25 e poderá ser visitada todos os dias úteis das 17,30 e 21,30 horas, sábados das 14,30 e 20,30 horas e aos domingos das 10,30 às 12,30 e das 14,30 às 18,30 horas.

Cerca de centena e meia de pessoas, entre pais e professores, participaram, no passado dia 16, no Auditório Municipal, num Colóquio subordinado ao tema “Bullying – Causas e Consequências”. O evento, cuja organização pertenceu à Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do Agrupamento de Escolas da Batalha, contou com a presença da especialista Tânia Paias. Tânia Paias, com a ajuda de diapositivos, explanou o tema, iniciando-o com a leitura de um pequeno texto de 1906, que falava do assunto, para justificar “que se trata de um assunto que já não é novo”. Segundo a oradora, o “Bullying é praticado com maior frequência no recreio escolar, que é o local ideal para este tipo de prática”, sendo muitas vezes também praticado “nas sala de aula”. Houve um período de debate, em que alguns participantes colocaram algumas questões relacionadas com o assunto. AV

Armindo Vieira

Rede de Bibliotecas Escolares da Batalha Decorreu na Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas da Batalha a assinatura do protocolo que constitui a Rede de Bibliotecas da Batalha. a cerimónia, que decorreu no passado dia 26 de Março, reuniu responsáveis das Bibliotecas do Agrupamento, da Escola Secundária e do Município da Batalha. Graça Barão, Coordenadora Regional das Bibliotecas Escolares da DREC, depois de referir a sua satisfação por estar presente

no acto, salientou o trabalho desenvolvido e disse que “este trabalho terá melhores resultados quando partilhado”, pelo que “deve ser um projecto aberto, virado para o consumidor, de modo a desenvolver nos jovens o gosto pela leitura”. O Director do agrupamento de Escolas, Fernando Sarmento, falou desta colaboração dizendo que o acto agora efectuado “relança ainda mais a actividade entre todos, tendo a preocupação de rentabilizar os

recursos existentes, num trabalho de conjunto, que futuramente dará frutos”. Por sua vez, António Lucas, presidente da Câmara Municipal da Batalha, realçou a importância “desta assinatura”, pois a “cooperação entre a autarquia e o Agrupamento sempre existiu de modo informal”, mas agora “de modo mais formal poderemos maximizar mais a imaginação para captar mais leitores para as bibliotecas”. Depois de referir algu-

mas das iniciativas desenvolvidas neste âmbito, o autarca disse que tem um grande objectivo, que é “aproveitar tudo o que existe de bom, para chegar ao público alvo com grande determinação”, e só potenciando os recursos “podemos sair deste marasmo com novas estratégias, mais envolvimento entre as estruturas, a população em geral e as crianças e jovens em particular”. Armindo Vieira

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Batalha Economia

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Jornal da Batalha

s Fiscalidade

Economia

Medidas excepcionais de apoio ao emprego para o ano de 2010 Portaria n.º 99/2010, de 15 de Fevereiro

Utilização de cartões cresce 6,1 por cento no distrito m O distrito de Leiria registou um crescimento absoluto de 6,1 por cento na utilização de cartões de pagamento em 2009, com um total de 13,6 milhões de transacções, o que corresponde ao quarto maior incremento a nível nacional. De acordo com um estudo realizado pela UNICRE, o valor total da facturação em Leiria também aumentou 1,9 por cento, ascendendo a 495 milhões de euros,

o que representa mais nove milhões que em 2008, mas o valor médio por transacção diminuiu de 38,04 para 36,52 euros (-84,3%). O distrito de Leiria representa 3,1 por cento da facturação nacional. No total destas transacções, as realizadas com cartões de crédito aumentaram um ponto percentual (de 33% em 2008 para 34% em 2009). A nível nacional, o maior crescimento no valor de transacções com cartões de pagamento ocorreu nos Serviços (+16,6%) e nas Lojas e Supermercados (+3,6%). Em Restaurante, o aumento foi marginal (+0,5%). As princi-

têm de andar vestidas com aquilo de que gostam” e por isso está convencida “que este estabelecimento vai continuar durante algum tempo”. Até ao momento “ainda não estou arrependida de ter aberto o negócio”, adiantou. Relativamente à coincidência da sua abertura com a do LeiriaShopping, a co-

Técnico Oficial de Contas Licenciatura em Contabilidade e Administração, Pós-Graduação em Contabilidade Avançada e Fiscalidade

(Continuação da edição anterior)

pais reduções tiveram lugar nos sectores mais ligados ao turismo como o Rent-a-Car (-15%), as Viagens e os Hotéis, em que a quebra foi, respectivamente, de 5,6 e de 3,6 por

cento e ainda no sector dos Combustíveis (-12,9%), sector em que o efeito preço foi determinante para esta quebra.

My Space estabelecimento de moda Chama-se My Space, dedica-se ao comércio de vestuário para homem senhora e abriu as suas portas no passado dia 2 de Abril, na Praceta Infante D. Pedro, na vila da Batalha. Trata-se de um novo estabelecimento, que tem gerência de Rosa Maria Pereira. A responsável, em conversa com o Jornal da Batalha, começou por referir que a ideia de abrir um estabelecimento comercial deste ramo, já é antiga, porque “sempre esteve ligada ao vestuário”, pois trabalhava em confecção, e “sempre aspirei a ter um estabelecimento meu com roupas agradáveis”, e foi o que fez agora. “Foi a concretização de um sonho”, disse. Quanto à abertura da loja, numa época em que tanto se fala de crise, Rosa Maria Pereira diz não estar com receio, pois “mesmo em tempo de crise as pessoas

António Caseiro

merciante, diz que quando pensou em abrir “já sabia da sua abertura”, pelo que “também não me assusto muito”. Contudo, acrescenta que “as pessoas gostam de vir ao chamado comércio tradicional, pois o atendimento é mais personalizado”. O My Space comercializa vestuário de algumas mar-

cas conceituadas, como, Yumi, King-Kong, Caipirinha, Saxx, Ringspun e Oficina 36. No que respeita ao investimento, Rosa Maria Pereira não quer quantificar, no entanto vai dizendo que “foram alguns milhares de euros”. Armindo Vieira

A regularização da situação contributiva durante o ano de 2010 determina o reconhecimento do direito à redução da taxa contributiva a partir do mês seguinte ao da sua regularização e pelo período remanescente. Nas situações dependentes de requerimento referidas no n.º 2 do artigo 6.º da Portaria 99/2010, de 15 de Fevereiro, o período de redução reporta-se: à totalidade do período previsto no n.º 1.º , nos casos em que o requerimento seja apresentado no prazo de 30 dias após a entrada em vigor das presente portaria; Ao período remanescente, e a partir do mês seguinte ao da apresentação do requerimento, nos restantes casos. O direito à redução da taxa contributiva cessa nas seguintes situações: Cessação do contrato de trabalho e verificação de que a entidade empregadora deixa de ter a sua situação contributiva regularizada. Considera-se que tem a situação contributiva regularizada quando: inexistem dívidas de contribuições, quotizações e juros de mora e de outros valores devidos pelos contribuintes para com a segurança social; existindo dívidas foi autorizado o pagamento em prestações, enquanto estiverem a ser cumpridas as condições da autorização, o contribuinte tenha reclamado, recorrido, deduzindo oposição ou impugnando judicialmente a dívida, desde que tenha sido prestada garantia idónea. Para beneficiarem da medida prevista na Portaria, as entidades empregadoras beneficiárias devem proceder à entrega das declarações de remunerações dos trabalhadores abrangidos de forma autonomizada de acordo com a redução da taxa contributiva aplicável. A aplicação da redução de 1 % da taxa contributiva depende da apresentação de requerimento, junto da instituição de segurança social competente, nas seguintes situações: Trabalhadores com contrato de trabalho a tempo parcial e trabalhadores que tenham auferido em 2009, por força da aplicação de instrumento de regulamentação colectiva de trabalho, valores superiores à remuneração mensal mínima garantida até €475, e cujo aumento em 2010 seja, pelo menos, de €25. A Segurança Social pode solicitar às entidades empregadoras beneficiárias os meios de prova documental considerados necessários, designadamente: Contrato de trabalho; Comprovativo da declaração de admissão do trabalhador perante os serviços de segurança social; etc. A medida de apoio prevista na presente portaria é cumulável com a medida excepcional de apoio ao emprego em micro e pequenas empresas prevista no artigo 4.º da Portaria n.º 130/2009, de 30 de Janeiro. Destacam-se, como intervenções centrais a concretizar no âmbito destes apoios à contratação, o reforço da eficácia dos instrumentos de estímulo à contratação de jovens, a integração no mercado de trabalho de segmentos da população particularmente vulneráveis e a articulação entre os programas de estágios profissionais e o apoio à contratação. (Continua na próxima edição)


especial turismo

Porque não permanecem os turistas na Batalha? É certo que os turistas que visitam a Batalha permanecem por cá pouco tempo, porque esta vila se encontra numa zona intermédia do circuito Nazaré, Alcobaça, Batalha e Fátima. Há até turistas, pelo menos os que vêm integrados nos grupos organizados pelos operadores turísticos, que só param na Batalha para uma visita rápida ao Mosteiro, nem sequer tempo têm para uma breve visita aos estabelecimentos, chamados de artigos regionais. Disso todos temos noção. Mas, o que fazer para que os turistas, pelo menos os que nos visitam nas suas viaturas, permaneçam mais algum tempo na Batalha – e quando falamos de Ba-

talha, falamos do concelho -, apreciando as belezas que por aqui há? Foi o que tentámos saber. Enquanto uns dizem que deveria haver mais actividades na vila e, assim sendo, no concelho, outros dizem que deveria haver mais animação no monumento Património da Humanidade. Outros afirmam que a vila e o concelho deveriam ser mais apelativos na sua beleza e outros ainda queixam-se dos mostruários das lojas de artigos regionais, que deviam ser também mais apelativos nos produtos expostos. Há outros que referem a falta de unidades de alojamento atractivas, embora este sector tenha melhorado ultimamente. Também o sector da restauração e comér-

cio é alvo de críticas por outros, por não se apresentar apelativa e de qualidade. Contudo, conseguimos alguns dados sobre as actividades a desenvolver e as obras a realizar, para que tudo então seja melhor e para que os turistas cá fiquem durante mais uns tempos. Requalificação da zona urbana da Batalha e arranjos diversos, há muito reclamados, estão previstos, assim como a uniformização das esplanadas e toldos na vila. O Parque Ecosensorial da Pia do Urso, na freguesia de São Mamede, deu também algum incremento ao desenvolvimento naquela zona. A criação de mais alguns percursos pedestres, para complementar os já existen-

tes, está também nos horizontes da autarquia batalhense, assim como, a criação de condições para que os amantes do BTT procurem os trilhos existentes na região, sendo que se perspectiva a criação de um espaço de apoio a estes atletas. A recuperação e consequente abertura das Termas das Salgadas, será também um incremento à captação e permanência de turistas. A Batalha está pois apostada em conseguir reunir argumentos para aumentar a apetência de quem nos visita para que permaneça mais algum tempo no concelho. Armindo Vieira armindo.vieira@jornaldabatalha.pt


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Especial Turismo

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Jornal da Batalha

Animação cultural dá vida ao concelho m Um dos argumentos para cativar visitantes, passa pelo desenvolvimento de actividades que permitam “seduzir” quem nos visita. Saiba o que está a ser preparado até ao final de 2010

São várias as actividades de carácter cultural promovidas pelo Município da Batalha, ou com seu apoio, com vista a animar a vila da Batalha e, bem as-

sim, o concelho até ao final do ano. Depois da segunda edição da Festa do Livro em saldo, cujo objectivo era o de promover o gosto pela

leitura e da realização do Percurso Pedestre Buraco Roto, está a decorrer, até ao próximo dia 25, uma Exposição, a que foi dado o nome de “Vidas com Valor”, que reúne trabalhos de adultos, nomeadamente artesanato em ferra, madeira e cerâmica, pintura, bordados e fotografia, da responsabilidade do Centro de Novas Oportunidades da Escola Secundária da Batalha. Com actividades radicais e outras, nomeadamente concertos musicais, um dos quais com a banda “Função Públika”, tem lugar, no Largo da Feira de São Mamede, nos próximos dias 23, 24 e 25, o III Fim-de-Semana da Juventude da Batalha. Durante todo o mês de Maio, decorre na Galeria Mouzinho de Albuquerque, a Exposição “Grandes Nomes da Serigrafia” e nos dias 1 e 2, junto ao pavilhão Multiusos mais uma edição da Concentração Tunning. Para além do passeio pedonal no Percurso Pedestre “Mata do Cerejal”, das Alcanadas, há teatro para os alunos do Ensino PréEscolar do concelho.

Uma conferência sobre Voluntariado, uma reconstituição da “Visita de William Beckford”, ao Mosteiro da Batalha, nos dias 8 e 9, e no dia 16 haverá, teatro destinado às freguesias. TASQUINHAS CHEGAM MAIS CEDO. A FIABA - Feira de Artesanato e Gastronomia tem lugar, no Largo Cónego Simões Inácio, de 20 a 23 de Maio, com a habitual presença de artesãos nacionais e das tasquinhas das colectividades do concelho. Nos dias 29 e 30, com responsabilidade da Paróquia da Batalha, terá lugar a secular Desta da Santíssima Trindade, com as suas ofertas tradicionais e a habitual distribuição das merendeiras bentas. Uma Feira Solidária, levada a efeito pela Escola Secundária da Batalha, uma Semana Gastronómica da Batalha a que foi dado o nome de “Sabores Serranos”e a 3ª edição da Feira do Livro e do Jogo da Batalha, abrem as actividades do mês de Junho. No dia 10 tem lugar o III

Grande Prémio de Ciclismo da Batalha, que percorre o concelho e nos dias 15, 21 e 25 haverá, na Praça Mouzinho de Albuquerque a transmissão de jogos do Mundial de Futebol 2010. Durante este mês decorrem ainda outras actividades como, uma exposição de escultura de Cristina Ferreira, uma Feira Rural, uma Passeio BTT e um passeio pedestre, em São Mamede, a Feira dos ATL’s e dois espectáculos do Festival Música em Leiria. Durante o mês de Julho, continua o Torneio de Futsal do Município, iniciado no mês de Junho, no Centro Recreativo da Rebolaria. Há também o Batalha Fashion, um percurso Pedestre “Rota das Pedreiras”, o festival “Vozes da Minha Terra”, o Festibatalha, o Festival Gastronómico do Reguengo do Fetal, uma exposição de escultura de Filipe Curado e Férias Desportivas de Verão. No mês de Agosto pouco mais há que as tradicionais Festas da Batalha, que decorrem de 13 a 15. Enquanto no dia 12 há cinema com

estrelas, no dia 14 há a Gala Internacional de Folclore e no dia 15 a Prova de Atletismo Mestre de Aviz. Nos três dias de festa haverá Reconstituições Históricas Medievais. O Torneio de Basquetebol em Cadeira de Rodas, Música para bebés, Mercado do século XIX, Percurso Pedestre Rota dos Moinhos, em São Mamede, Desfile Etnográfico na Rebolaria e Jornadas Europeias do Património, decorrem no mês de Setembro. No mês de Outubro continuam as sessões de Música para Bebés e haverá teatro e as Comemorações do Dia Mundial da Música. O mês de Novembro terá como ponto alto a abertura oficial, na Batalha, das comemorações dos 550 anos da morte do Infante D. Henrique, seguindo-se o Fórum do Associativismo, este ano na Rebolaria, e mais dos espectáculos de teatro e um de Música para bebés. No mês de Dezembro realizam-se as habituais festas de Natal e deverá haver animação natalícia na vila.


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Turismo Especial

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“Batalha no Centro das Tradições” – uma marca para sensibilizar O Centro Histórico da Batalha irá sofrer brevemente algumas alterações, nomeadamente no aspecto de sinalética, esplanadas e mobiliário urbano. De acordo com o representante da Câmara Municipal da Batalha na administração da Agência para a Promoção e Desenvolvimento dos Centros Urbanos de Leiria, Batalha e Porto de Mós (APDCU), os projectos a serem desenvolvidos na vila da Batalha, a curto/médio prazo, têm a ver com a “normalização da sinalética, mobiliário urbano, toldos e identificação de monumentos e principais pontos turísticos da Vila”, uma vez que essa normalização, sobretudo

das esplanadas e do mobiliário urbano “intervém num processo mais global de dinamização dos centros históricos”, onde é essencial “passar por uma fase prévia de diagnóstico e de análise estrutural”, ajudando “a definir as orientações futuras em termos de tendências de consumo, de inovação territorial e de marketing territorial”. Estes processos referidos, encontram-se em “fase do procedimento do concurso para adjudicação da Realização do Estudo Sinalética, Mobiliário Urbano, Esplanadas do Centro Urbano da Batalha”, lançado na plataforma www.compraspublicas. pt. Nos próximos dias será

adjudicada à empresa vencedora o trabalho, que terá 30 dias para a realização de todo o procedimento referente à consultadoria do projecto para posterior implementação”, informa a APDCU. Entretanto foi criada a marca “Batalha no Centro das Tradições”, cujos resultados “pretendem garantir, na perspectiva da imagem e dos valores associados à marca, valor acrescentado para o consumidor/turista/visitante”. Assim, o slogan “Batalha no Centro das Tradições”, “visa transmitir uma ideia de centralidade, cruzando e integrando as necessidades contemporâneas com a identidade e a memória existentes de

p As esplanadas poderão vir a ser uniformizadas modo a construir um espaço apelativo e dinâmico” que permita o “usufruto de todas as gerações e sensibilidades, e principalmente dos que cá vivem e dos que nos visitam”. A APDCU foi criada no âmbito de uma candidatura ao URBCOM (Programa de Incentivos ao Comércio Tradicional) que “pretendia permitir o desenvolvimento de diversas activi-

dades nos três centros históricos (Leiria, Batalha e Porto de Mós)”, nomeadamente “desfiles de moda, feiras temáticas, semanas gastronómicas, criação de um gabinete de apoio ao consumidor entre outras actividades”. Relativamente ao funcionamento do Gabinete de Apoio ao Consumidor, ao jornal da Batalha, foi dito que “os dados recolhidos,

resultantes de consultas jurídicas prestadas, são sigilosos”, contudo, adiantam que “foi uma iniciativa muito interessante, a que recorreram várias dezenas de munícipes”, e que “contribuiu para o esclarecimento de matérias relativas ao direito do consumidor, uma questão que como sabemos, é bastante sensível e actual”.


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Batalha Especial Turismo

O Mosteiro vai oferecer novos produtos aos visitantes

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m O Mosteiro de Santa Maria da Vitória é, sem sombra de dúvida, o maior pólo de atracção turística da Batalha. Júlio Órfão, director do monumento, explicanos o papel do Mosteiro no crescimento do turismo no concelho. O Mosteiro da Batalha, enquanto marca que “vende” o turismo da Batalha, está a ser bem aproveitada? Sem dúvida que o Mosteiro da Batalha pelo seu significado histórico e valia artística, parâmetros que justificaram a sua inscrição na Lista de Património Mundial, continua a ser o principal motivo de atracção turística e cultural não apenas do concelho, mas da região e do próprio país. Neste contexto penso que continua a desempenhar muito bem a sua função como pólo de atracção pois assume-se, no contexto nacional, como um dos monumentos mais visitados, conforme as estatísticas do IGESPAR e do próprio Turismo de Portugal. Como vê o processo de articulação do monumento com o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, em São Jorge? Estamos perante dois produtos turístico-culturais complementares, numa dialéctica causa-efeito, que poderá ser facilmente apreendida pelos visitantes nacionais e sobretudo pelos grupos escolares, mas o mesmo parece não passarse com os estrangeiros. Assinale-se o facto de 75 por cento dos visitantes do Mosteiro serem estrangeiros e, por outro lado, atente-se nas conclusões de alguns inquéritos realizados sobre as motivações da visita a este monumento que se prendem, em larga medida, com o seu sentido artístico, justificadas por ser o melhor exemplar do gótico em território nacional. Em suma, as motivações que levam um turista a conhecer o CIBA ou a desfrutar a beleza do Mosteiro da Batalha poderão não ser as mesmas, pelo que se torna legítimo pensar em duas vertentes, muito acentuadas, de públicos com interesses diferen-

tes que poderão, apesar do convite, não visitar os dois pontos de interesse. O facto do Mosteiro ter sido considerado uma das Maravilhas de Portugal, contribui para lhe conferir maior visibilidade e, consequentemente, maior afluência de visitantes? A dinâmica turística tem muito mais a ver com o comportamento económico-financeiro do país e do mundo, do que com algumas iniciativas interessantes e mediáticas, com eventuais resultados na divulgação dos produtos turísticos, mas que na prática não conseguem ultrapassar as dificuldades criadas por situações conjunturais difíceis que impedem as pessoas de viajar. Devo referir que já se realizaram na Vila, actividades meritórias que perseguiam objectivos de divulgação e promoção da Vila e dos seus monumentos mais emblemáticos, casos dos Jogos Sem Fronteiras e, ultimamente o concurso das Maravilhas de Portugal, mas em que o resultados obtidos nos anos subsequentes, em termos do número de visitantes, se traduziu numa diminuição. De que forma podem o monumento e o turismo na Batalha ganhar com a vinda do Papa a Fátima? É sabido que uma larga percentagem de visitantes do Mosteiro têm como principal motivação o turismo religioso de Fátima, aproveitando depois para explorar os circuitos complementados com outros produtos, casos do Património Mundial, Sol e Mar, Natureza, Termalismo, etc.… Neste contexto, como se espera que a vinda do Papa a Fátima provoque um número acrescido de peregrinos, é natural que também eles, assumindo-se depois como turistas se integrem nos referidos circuitos. Acredita que o monumento pode ajudar a alavancar o turismo de permanência na Batalha? Como? Sem dúvida. Como? Continuando a provocar a vinda à Batalha, anualmente, de cerca de meio milhão de visitantes e, procurando valorizar a visita ao Mosteiro com actividades culturais (visitas guiadas, oficinas de história de arte, ter-

Jornal da Batalha túlias, concertos, abertura de novos espaços etc.…) capazes de os motivarem a permanecer deixando mais valias em termos de comércio, restauração e hotelaria. Assinalo que este não é apenas, um desafio do Mosteiro mas, sobretudo de toda a comunidade envolvida, com a autarquia à cabeça, que deverão saber “aproveitar” o élan atractivo do monumento. O que vai mudar no Mosteiro, visando renovar a experiência de quem já o visitou, atraindo turistas “repetentes” ao concelho? Em poucas palavras, valorizando o monumento com motivos acrescidos de novo interesse e, concomitantemente, quem o visita. Está prestes a ser inaugurado um pequeno Espaço de Interpretação, em local contíguo à cozinha, onde o visitante desfrutará de imagens de todo o monumento; as obras do Centro Interpretativo, na Adega dos Frades, estão prestes a arrancar e o projecto para as visitas, para pequenos grupos aos terraços superiores do Mosteiro está praticamente concluído. E, além do mais, continuamos a acalentar fundadas esperanças que o Largo Infante D. Henrique seja requalificado, a breve prazo, numa dupla funcionalidade de defesa e protecção do monumento e de fruição por parte dos cidadãos em geral. A canonização do Beato Nuno de Santa Maria trouxe alguma mais valia ao Mosteiro e à Batalha? Como já em tempos referi, não fossem as presenças da estátua equestre do Condestável no exterior e no interior da Igreja a do religioso Frei Nuno de Santa Maria, esta figura histórica passaria, praticamente, despercebida aos visitantes do Mosteiro onde, no seu arquivo, não existe nenhum documento que nos ateste eventual interesse ou alguma sua passagem pelo monumento, ou por este território mais próximo, após a Batalha de Aljubarrota. Em bom rigor e até novos dados, devo afirmar que a canonização do Beato Nuno, em termos de desempenho turístico-cultural do monumento, parece-nos não ter trazido qualquer mais valia.


Jornal da Batalha

Abril 2010

Especial Turismo

Quem é quem no sector do turismo? mApresentamos uma listagem de empresas que se dedicam ao sector turístico no concelho. Os dados publicados referem-se às informações prestadas pelas empresas que nos responderam. Vinho em Qualquer Circunstância

Data de fundação: 2006 Número de colaboradores: 7 Características: O Vinho em Qualquer Circunstância não é apenas um Restaurante, tem a particularidade de juntar num mesmo espaço um Restaurante, uma Loja de Vinhos e seus acessórios onde estão disponíveis as cerca de 500 referências de vinho que constam na Carta de Restaurante mas neste caso a preço de garrafeira e no piso superior o Clube Enófilo, onde os membros enófilos dispõem de pequenas garrafeiras onde podem guardar os seus vinhos. O piso do Clube Enófilo é de acesso reservado e exclusivo aos membros do Clube, sendo esta a base do projecto. Número de lugares: 80

Investeforma S.A Hotel Villa Batalha Data da Fundação: 03 de Outubro 2009 Número de colaboradores: 30 Número de Quartos: 93 no total (dos quais 39 são Suites) Características diferenciadoras: Design, modernidade e conforto de elevado nível; Dimensão e comodidade dos quartos; “Menu” de almofadas sem cobrar qualquer valor ao cliente; Edifício amigo do ambiente; Academia de SPA; Equipamentos do SPA; Novo conceito de estadias prolongadas; Interacção com a comunidade Regional; Academia de Golfe (Escolinha e férias desportivas de golfe); Hotelaria feita à medida de cada cliente (personalização); Serviço hoteleiro, com um conceito artesanal, de elevado nível de qualidade.

Data de fundação: Construída em 1972, reclassificado para Hotel de 4 estrelas em Janeiro de 2009, totalmente renovado em Fevereiro de 2010 Número de colaboradores: 16 Características: O conforto e o bem estar dos seus hospedes é a motivação de toda uma equipe que presta um serviço de excelência. Salientamos ainda a sala de reuniões “O Capitulo” indicada para todo o tipo de eventos desde formação , a show-room. Número de camas: 44 camas

Residencial Batalha (Turislena,sa)

Número de colaboradores: 8 Data de fundação: 1988 Características: Centro da vila; pequenos grupos; Empresas Quartos: 23 (48 camas)

Data da Fundação: 01 de Janeiro 2000 Número de colaboradores: 5 Características: Pensamos que há alguns produtos que devemos destacar, nomeadamente pratos que confeccionamos, como por exemplo “Bacalhau à Casa”, “Polvo à Lagareiro”, “Cabrito Assado” e “Arroz de Pato”. Número de lugares: 180

Restaurante PIADUSSA Data da Fundação: 15 de Maio de 1996 Número de colaboradores: 4 (Fixos) Características:

Restaurante “O Mestre” Hotel Mestre Afonso Domingues

Restaurante Pérola do Fetal, Lda.

Data de fundação: Reaberto ao público em Fevereiro de 2010 totalmente renovado Número de colaboradores: 16 Características: Localizado na praça nobre da vila da Batalha, destacamos o seu serviço de restauração aberto ao público em geral, onde se aliou o melhor da gastronomia mediterrânica ao melhor da cozinha internacional, com uma vista impar para o Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Tem ainda na sua ementa diária um menu executivo e para além da sua vasta carta, detém uma lista de vinhos com 97 das maiores referências nacionais. Capacidade: 100 lugares

Pátio do Avô - Bar Hotelaria, Lda. Data da Fundação: 15 de Maio de 1996 Número de colaboradores: 4 Características: Uma casa do inicio do séc XX, totalmente restaurada e adaptada para restaurante típico mantendo assim todas as características iniciais Número de lugares: 90

Inserido numa aldeia reconstruída, Pia do Urso, com percurso pedreste na serra, especialmente concebido para invisuais. Serve pratos típicos da região, como sendo sopas de bacalhau, bacalhau assado, chanfana (fins de semana), morcela de arroz sem sangue tipica, tachada (quarta), cozido (quinta), sopas do verde (sexta) e sopa de carne (d’ avó) à terça. Ou seja durante a semana serve város pratos do dia, em que em cada dia tem incluido um prato típico fixo. Número de lugares: 80

RCF - Sociedade de Restauração, Lda. (Restaurante Dom Duarte) Data de fundação: Agosto de 1997 Número de colaboradores: 6 Características: Dimensão e localização do espaço, que nos permite acolher grupos, podendo os mesmos visitar a Vila da Batalha e tomar a sua refeição sem deslocamentos adicionais. Número de lugares: 60 + 70 = 130

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Obras para turista ficar Com vista a embelezar a vila da Batalha e, bem assim, criar condições para que os turistas se sintam bem na Batalha e, consequentemente, no concelho, o Município batalhense, leva a efeito várias obras, algumas das quais, foram já objecto de candidaturas a fundos comunitários através de diversos programas. Assim, no âmbito do QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional, consideram-se as obras de adaptação do Museu da Comunidade Batalhanse, a construção da Casa da Juventude, cujo edifício do antigo hospital será requalificado, a Requalificação do Largo 14 de Agosto de 1385 e o largo da Feira em São Mamede e, ao mesmo tempo, toda a zona envolvente. No Programa Operacional Valorização do Território (POVT) há a construção dos balneários do campo de futebol sintético e um espaço verde envolvente. O Programa de Regeneração Urbana prevê as obras de Requalificação da via, que se encontra situada entre a Rotunda de Trujillo e a das Cancelas, incluindo a requalificação do Largo Paulo VI. Com candidaturas através da Rede Urbana para a Competitividade e Inovação dos Mosteiros, encontram-se as obras de Requalificação do Largo D. Henrique, nas traseiras do Mosteiro de Santa Maria da Vitória e a Requalificação do Posto de Turismo. Já no Programa da Rede Urbana para a Competitividade e Inovação do Pinhal Litoral, encontramse obras como Residência para investigadores, a instalar no edifício municipal do Carvalho do Outeiro, onde funcionou a Escola Profissional de Artes e Ofícios Tradicionais, a Requalificação da zona envolvente do Mosteiro e a Modernização da sinalética, mobiliário Urbano e esplanadas, de que se fala noutro local. A recuperação e construção das Termas Salgadas, no lugar das Brancas, junto ao Centro Hospitalar Nossa Senhora da Conceição, é outra obra a ter em conta e que será objecto de candidatura através do PROVERE - Programas de Valorização Económica de Recursos Endógenos. Há ainda outras obras a levar a cabo, talvez, de menor dimensão, mas também importantes, como a criação de novos percursos pedestres, como os do Caminho de Ferro do Lena e das Pedreiras do Mosteiro, e a criação de um espaço, na Pia do Urso, São Mamede, para apoio aos utilizadores dos trilhos de BTT


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Especial Turismo

Quem é quem no sector do turismo? mApresentamos uma listagem de empresas que se dedicam ao sector turístico no concelho. Os dados publicados referem-se às informações prestadas pelas empresas que nos responderam. Vinho em Qualquer Circunstância

Data de fundação: 2006 Número de colaboradores: 7 Características: O Vinho em Qualquer Circunstância não é apenas um Restaurante, tem a particularidade de juntar num mesmo espaço um Restaurante, uma Loja de Vinhos e seus acessórios onde estão disponíveis as cerca de 500 referências de vinho que constam na Carta de Restaurante mas neste caso a preço de garrafeira e no piso superior o Clube Enófilo, onde os membros enófilos dispõem de pequenas garrafeiras onde podem guardar os seus vinhos. O piso do Clube Enófilo é de acesso reservado e exclusivo aos membros do Clube, sendo esta a base do projecto. Número de lugares: 80

Investeforma S.A Hotel Villa Batalha Data da Fundação: 03 de Outubro 2009 Número de colaboradores: 30 Número de Quartos: 93 no total (dos quais 39 são Suites) Características diferenciadoras: Design, modernidade e conforto de elevado nível; Dimensão e comodidade dos quartos; “Menu” de almofadas sem cobrar qualquer valor ao cliente; Edifício amigo do ambiente; Academia de SPA; Equipamentos do SPA; Novo conceito de estadias prolongadas; Interacção com a comunidade Regional; Academia de Golfe (Escolinha e férias desportivas de golfe); Hotelaria feita à medida de cada cliente (personalização); Serviço hoteleiro, com um conceito artesanal, de elevado nível de qualidade.

Data de fundação: Construída em 1972, reclassificado para Hotel de 4 estrelas em Janeiro de 2009, totalmente renovado em Fevereiro de 2010 Número de colaboradores: 16 Características: O conforto e o bem estar dos seus hospedes é a motivação de toda uma equipe que presta um serviço de excelência. Salientamos ainda a sala de reuniões “O Capitulo” indicada para todo o tipo de eventos desde formação , a show-room. Número de camas: 44 camas

Residencial Batalha (Turislena,sa)

Número de colaboradores: 8 Data de fundação: 1988 Características: Centro da vila; pequenos grupos; Empresas Quartos: 23 (48 camas)

Data da Fundação: 01 de Janeiro 2000 Número de colaboradores: 5 Características: Pensamos que há alguns produtos que devemos destacar, nomeadamente pratos que confeccionamos, como por exemplo “Bacalhau à Casa”, “Polvo à Lagareiro”, “Cabrito Assado” e “Arroz de Pato”. Número de lugares: 180

Restaurante PIADUSSA Data da Fundação: 15 de Maio de 1996 Número de colaboradores: 4 (Fixos) Características:

Restaurante “O Mestre” Hotel Mestre Afonso Domingues

Restaurante Pérola do Fetal, Lda.

Data de fundação: Reaberto ao público em Fevereiro de 2010 totalmente renovado Número de colaboradores: 16 Características: Localizado na praça nobre da vila da Batalha, destacamos o seu serviço de restauração aberto ao público em geral, onde se aliou o melhor da gastronomia mediterrânica ao melhor da cozinha internacional, com uma vista impar para o Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Tem ainda na sua ementa diária um menu executivo e para além da sua vasta carta, detém uma lista de vinhos com 97 das maiores referências nacionais. Capacidade: 100 lugares

Pátio do Avô - Bar Hotelaria, Lda. Data da Fundação: 15 de Maio de 1996 Número de colaboradores: 4 Características: Uma casa do inicio do séc XX, totalmente restaurada e adaptada para restaurante típico mantendo assim todas as características iniciais Número de lugares: 90

Inserido numa aldeia reconstruída, Pia do Urso, com percurso pedreste na serra, especialmente concebido para invisuais. Serve pratos típicos da região, como sendo sopas de bacalhau, bacalhau assado, chanfana (fins de semana), morcela de arroz sem sangue tipica, tachada (quarta), cozido (quinta), sopas do verde (sexta) e sopa de carne (d’ avó) à terça. Ou seja durante a semana serve város pratos do dia, em que em cada dia tem incluido um prato típico fixo. Número de lugares: 80

RCF - Sociedade de Restauração, Lda. (Restaurante Dom Duarte) Data de fundação: Agosto de 1997 Número de colaboradores: 6 Características: Dimensão e localização do espaço, que nos permite acolher grupos, podendo os mesmos visitar a Vila da Batalha e tomar a sua refeição sem deslocamentos adicionais. Número de lugares: 60 + 70 = 130

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Obras para turista ficar Com vista a embelezar a vila da Batalha e, bem assim, criar condições para que os turistas se sintam bem na Batalha e, consequentemente, no concelho, o Município batalhense, leva a efeito várias obras, algumas das quais, foram já objecto de candidaturas a fundos comunitários através de diversos programas. Assim, no âmbito do QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional, consideram-se as obras de adaptação do Museu da Comunidade Batalhanse, a construção da Casa da Juventude, cujo edifício do antigo hospital será requalificado, a Requalificação do Largo 14 de Agosto de 1385 e o largo da Feira em São Mamede e, ao mesmo tempo, toda a zona envolvente. No Programa Operacional Valorização do Território (POVT) há a construção dos balneários do campo de futebol sintético e um espaço verde envolvente. O Programa de Regeneração Urbana prevê as obras de Requalificação da via, que se encontra situada entre a Rotunda de Trujillo e a das Cancelas, incluindo a requalificação do Largo Paulo VI. Com candidaturas através da Rede Urbana para a Competitividade e Inovação dos Mosteiros, encontram-se as obras de Requalificação do Largo D. Henrique, nas traseiras do Mosteiro de Santa Maria da Vitória e a Requalificação do Posto de Turismo. Já no Programa da Rede Urbana para a Competitividade e Inovação do Pinhal Litoral, encontramse obras como Residência para investigadores, a instalar no edifício municipal do Carvalho do Outeiro, onde funcionou a Escola Profissional de Artes e Ofícios Tradicionais, a Requalificação da zona envolvente do Mosteiro e a Modernização da sinalética, mobiliário Urbano e esplanadas, de que se fala noutro local. A recuperação e construção das Termas Salgadas, no lugar das Brancas, junto ao Centro Hospitalar Nossa Senhora da Conceição, é outra obra a ter em conta e que será objecto de candidatura através do PROVERE - Programas de Valorização Económica de Recursos Endógenos. Há ainda outras obras a levar a cabo, talvez, de menor dimensão, mas também importantes, como a criação de novos percursos pedestres, como os do Caminho de Ferro do Lena e das Pedreiras do Mosteiro, e a criação de um espaço, na Pia do Urso, São Mamede, para apoio aos utilizadores dos trilhos de BTT


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Batalha Especial Construção

Abril 2010

Jornal da Batalha

Construção em certame na Batalha No dia 21 DE ABRIL Pelas 17.00 HORAS, no Auditório Exposalão, um Seminário subordinado ao tema “Alumínio – Características, Vantagens e Novos Designs”. Este evento é organizado por Fundiarte – A arte de trabalhar o Alumínio, em que será apresentada a nova colecção FUNDIARTE com a parceria da REVIGRÈS – “uma fusão de Materiais”. A participação neste Seminário é gratuita, mas a inscrição deverá fazer-se através do e-mail Sónia.pereira@fundiarte.pt ou do telefone 269 907 128, até 19 de Abril.

m Tem lugar na Exposalão, Centro de Exposições, na Batalha, de 21 a 25 do corrente mês, mais uma edição da Expoconstrói – Feira de Equipamentos e Materiais para a Construção Civil.

Trata-se de um sector, em que o próprio mercado tem vindo a criar um real ajuste entre a procura e a oferta, pois só as empresas mais dinâmicas e competitivas podem manter uma actividade sólida e de futuro na construção. É por essa razão que este certame se afirma, como um espaço privilegiado para a apresentação de novidades, um ponto de encontro entre os mais diversos segmentos do sector e o seu público, e assim sendo, como alicerce de bons negócios. A Expoconstrói realizase, de forma a complementar a oferta em exposição e a reforçar sinergias entre os agentes destes sectores. Nesta feira, os visitantes,

pessoas ligadas ao sector da construção civil e obras públicas, poderão encontrar caixilharia de alumínio, PVC, inox e madeira; pavimentos e revestimentos; portas e roupeiros, climatização, energias alternativas; isolamentos térmicos, acústicos e de impermeabilização; mobiliário, louças e acessórios de casa de banho; saunas, spas; portões e automatismos, redes e vedações; máquinas e equipamentos, ferramentas manuais e eléctricas; aspiração central, sistemas de alarme e segurança, domótica; equipamentos topográficos; cofragens; matérias-primas; pedra natural; gessos decorativos, tintas e vernizes; sistemas de fixação e canalização; material eléctrico; escadas em madeira e inox; piscinas, acessórios e coberturas; mobiliário urbano; casas de madeira; software e hardware; outros materiais e equipamentos. ACTIVIDADES PARALELAS. Paralelamente ao certame há um programa recheado de assuntos de interesse em debate, com temas variados e todos relacionados com o sector.

No dia 22 DE ABRIL A partir das 15.00 HORAS, no Auditório Exposalão, um Seminário subordinado ao tema “Sustentabilidade energética e ambiental”. È organizado pelo Instituto Politécnico de Leiria, Agência Portuguesa do Ambiente e a Associação das Empresas da Construção e Obras Públicas 15.30 HORAS SESSÃO DE ABERTURA Director da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPLeiria Geral da Agência Portuguesa do Ambiente Associação das Empresas da Construção e Obras Públicas (AECOPS) Moderador Luís Aires - Docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPLeiria 15.45 HORAS – “Enquadramento legislativo dos Resíduos de Construção e Demolição ” Mafalda Mota – Técnica da Divisão das Entidades Gestoras e Mercado de Resíduos da APA 16.15 HORAS – Gestão dos Resíduos de Construção e Demolição Firmino Neves – Responsável pelo Sector de Engenharia da Direcção de Serviços Técnicos e de Relações de Trabalho da AECOPS 16.45 HORAS - Debate 17.00 HORAS – A eficiência Hídrica de Produtos em Portugal. Resultados da Aplicação do Sistema ANQIP de Certificação e Rotulagem Carla Rodrigues – Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais 17.30 HORAS - Sustentabilidade nos Edifícios - Soluções para a Eficiência Energética JoãoRamos – Docente da ESTG do IPLeiria/INESC Coimbra 18.00 HORAS - Debate 18.15HORAS - Coffee-break 18.30 HORAS – Visita aos certames A participação é gratuita, inscrição através do e-mail gire@estg.ipleiria.pt Dia 23 DE ABRIL Pelas 15.00 HORAS, no Auditório Exposalão, um Seminário subordinado ao tema “Direcção de Obra”, organizado pela AECOPS. 21.00 HORAS no mesmo local, tem lugar um Colóquio subordinado ao tema “O Futuro Conquista-se: Novos Desafios”, organizado pela ARICOP:

SESSÃO DE ABERTURA Paulo Gonçalves – Presidente da Direcção da ARICOP Flores deAndrade – Presidente do INCI Leonel Fadigas – Professor da Faculdade de Arquitectura/UTL Bogdan Zagrobelny - Embaixada da Republica da Polónia Moderador: Fernando Carvalho Dia 24 DE ABRIL Das 15.30 ÀS 17.00 HORAS, no Auditório ExpoSalão, tem lugar um Colóquio intitulado: “Expo-Água”, organizado pela Golden Fibra, subordinado ao tema “A importância na aplicação de um Tanque de Homogeneização e Regulação de Caudal às ETAR´S”. Haverá também a apresentação de novos equipamentos da Golden Fibra “ETAROX” e uma sessão de esclarecimentos acerca de regras que definem os licenciamentos de descarga de equipamentos no domínio hídrico, por um Responsável da A.R.H (Administração da Região Hidrográfica). A participação é gratuita inscrição através do e-mail geral@goldenfibra.net ou do telefone 262 919 066. 17.00 HORAS, no Auditório ExpoSalão, tem lugar um Workshop “EFA, Técnico Higiene e Segurança no Trabalho”, organizado por Neoamb: 17.30 HORAS - Sessão de abertura Representante da Know How Consultores, entidade 1º PAINEL 17.45 HORAS - Acolhimento e Segurança nas Empresas e Lei 102/2009, Hugo Lopes Sinalização, Identificação de Perigos e Avaliação de Riscos nas Empresas Adriana Ribeiro Gestão da Prevenção Dr. Hélder Simões 2º PAINEL 18.30 HORAS - Situação das Empresas da Região em Segurança e Higiene no Trabalho Sandra André Segurança e Higiene na Construção Civil – DL 273/2003 Carla e João Reis Segurança na utilização de Equipamentos de Trabalho – DL 50/2005 Paulo Gabriel Gestão de Segurança Eng.º Aníbal Cardona 19.30 HORAS – Debate A participação é gratuita, inscrição através do e-mail efa.tsht.kh@gmail.com ou do telefone 918 381 135.


Jornal da Batalha

Abril 2010

ARICOP promove colóquio A ARICOP – Associação Regional dos Industriais de Construção e Obras Públicas de Leiria, tal com em anos anteriores, vai promover no dia 23 de Abril, no âmbito da Expoconstrói, um colóquio, desta vez subordinado ao tema “O Futuro Conquista-se: Novos Desafios”. Com início previsto para as 21,00 horas, o colóquio tem o seguinte programa: SESSÃO DE ABERTURA: Paulo Gonçalves – Presidente da Direcção da ARICOP ORADORES: Flores de Andrade (Presidente do INCI) Leonel Fadigas – Reabilitação Urbana (Professor da Faculdade de Arquitectura/UTL) Bogdan Zagrobelny – Novas Oportunidades (Embaixada da Republica da Polónia) MODERADOR: Fernando Carvalho.

Actualidade Batalha

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Abril 2010 Cartório Notarial de Leiria

Da Drª Maria Lucília Ferreira Antunos Martins, sito na Avª Marquês de Pombal, lote 12-H, Galerias de S. José. Certifico que por escritura de 04 de Março de 2010, iniciada a folhas 45 do livro de notas 166-A, deste Cartório. Manuel da Conceição Marques e mulher Encarnação da Rosa Carvalho, casados em comunhão geral de bens, ambos naturais da freguesia de Reguengo do Fetal, concelho de Batalha, residentes na Estrada Principal, nº 46, Alcaidaria, Reguengo do Fetal, Batalha, Nif 159210720 e 154509450. Que, por terem justificado interesse no registo, se declaram possuidores, com exclusão de outrem, dos seguintes bens: Sitos na Freguesia de Reguengo do Fetal, concelho da Batalha: Um: Prédio Rústico, sito em Sobreirinha, composto de pinhal, com a área de quatro mil e novecentos e oitenta metros quadrados, a confrontar do norte com caminho, do sul com José Rodrigues (herdeiros), do nascente com José Maria Vieira e do poente com Joaquim da Silva Garrucho, inscrito na respectiva matriz em nome do justificante, sob o artigo 8857, não descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, com o valor patrimonial correspondente de IMT e atribuído de trezentos e oitenta e três euros e setenta e quatro cêntimos. Dois: Prédio rústico, sito em Terra do Seixo, composto de Pinhal, com a área de trezentos e noventa metros quadrados, a confrontar do norte com João Vieira Repolho, do sul com caminho, do Nascente com Maria Vitória da Conceição e do poente com José dos Reis Ferreira, inscrito na matriz em nome do justificante, sob o artigo 10298, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Batalha, com o valor patrimonial de IMT e atribuído de trinta e nove euros e setenta e nove cêntimos. Três: Prédio Rústico, sito em Lameiro, composto de vinha, cultura e árvores de fruto, com a área de mil trezentos e sete metros quadrados, a confrontar do norte com Manuel da Rosa Carvalho Marques, do sul com José Vicente da Conceição, do nascente com Rua do Landreu e do poente com José Vicente da Rosa, inscrito na matriz em nome do justificante, sob o artigo 4793, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Batalha, com o valor patrimonial de IMT e atribuído de duzentos e cinquenta e um euros e cinquenta e cinco cêntimos. Quatro: Prédio rústico, sito em Rodela, composto de terra de cultura e oliveira, com a área de mil quinhentos e oitenta e quatro metros quadrados, a confrontar do norte e nascente com Carreiro, do sul e poente com José Vicente da Conceição e outro, inscrito na matriz predial em nome do justificante, sob o artigo 5855, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Batalha; com o valor patrimonial de IMT e atribuído de cento e vinte sete euros e setenta e sete cêntimos. Cinco: Prédio rústico, sito em Sousa de Mó, composto de terra de cultura, oliveiras e pinhal, com a área de dois mil e quatrocentos metros quadrados, a confrontar do norte com Joaquim Marcelino Pinheiro, do sul com Joaquim Honório dos Santos, do nascente com Manuel Jorge e do poente com José dos Reis Ferreira, inscrito na matriz em nome do justificante, sob o artigo 8710, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Batalha; com o valor patrimonial de IMT e atribuído de duzentos e vinte e cinco euros e três cêntimos. Seis: Prédio rústico, sito em Tojeiras, composto de vinha, terra de cultura e oliveiras, com a área de mil e seiscentos e vinte metros quadrados, a confrontar do norte com Maria do Carmo Vieira da Rosa, do Sul com Alfredo de Oliveira, do nascente com António Vieira Garrucho e do poente com caminho, inscrito na matriz predial em nome do justificante, sob o artigo 4818, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Batalha; com o valor patrimonial de IMT e atribuído de oitocentos e oitenta e seis euros e quarenta e um cêntimos. Sete: Prédio rústico, inscrito em Tojeiras, composto de terra de cultura com arvores de fruto, com a área de duzentos e quarenta metros quadrados, a confrontar do norte com Joaquim Cândido Ferreira, do sul com José Vicente Rosa, do nascente com caminho e do poente com Estrada Nacional, inscrito na matriz predial em nome do justificante, sob o artigo 4780, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Batalha, com o valor patrimonial de IMT e atribuído de cento e dezoito euros e noventa e dois cêntimos. Oito: Prédio rústico, sito em Rio, composto de vinha, terra de cultura com oliveiras, com a área de novecentos metros quadrados, a confrontar do norte com José dos Reis Ferreira, do sul com António Neto dos Reis, do nascente com Rio e do poente com Manuel Pereira Novo, inscrito na matriz predial em nome do justificante, sob o artigo 574, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Batalha, com o valor patrimonial de IMT e atribuído de quatrocentos e cinquenta euros e seis cêntimos. Nove: Prédio rústico, sito em Sobreirinha, composto de terra de cultura, pinhal e oliveiras, com a área de quatro mil e novecentos e cinquenta metros quadrados, a confrontar do norte com Artur Ferreira Machado, do sul com Maria Vitória Rodrigues, do nascente com José dos Reis Ferreira e do poente com Manuel Vitória de Oliveira e outro, inscrito na matriz em nome do justificante, sob o artigo 8858, não descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha; com o valor patrimonial de IMT e atribuído de quatrocentos e quarenta e cinco euros e sessenta e quatro cêntimos. Dez: Prédio rústico, sito em Campos, composto de mato, com a área de mil e quatrocentos metros quadrados, a confrontar do norte com José Rosa de Carvalho, do sul com Alfredo Pereira Romão, do nascente com José de Oliveira e do poente com João Vieira dos Reis, inscrito na matriz em nome do justificante, sob o artigo 10366, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Batalha; com o valor patrimonial de IMT e atribuído de trinta e nove euros e setenta e nove cêntimos. Onze: Prédio rústico, sito em Ponte ou Rio de Baixo, composto de vinha e mato, com a área de mil e quatrocentos metros quadrados, a confrontar do norte com António José, do sul com Fernando da Rosa Pereira, do Nascente com Rio e do poente com José Genebro, inscrito na matriz predial em nome do justificante, sob o artigo 436, não descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, com a valor patrimonial de IMT e atribuído de quatrocentos e oitenta e quatro euros e noventa e oito cêntimos. Doze: Prédio rústico, sito em Pega, composto de terra de cultura com oliveiras, com a área de seiscentos e trinta e oito metros quadrados, a confrontar do norte com Manuel Vicente Marques, do sul com António Neto Garrucho, do nascente com José Ferreira dos Reis e do poente com Fernando da Rosa Pereira, inscrito na matriz em nome do justificante, sob o artigo 4944, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Batalha, com o valor patrimonial de IMT e atribuído de quatrocentos e cinquenta e oito euros e quarenta e seis cêntimos. Treze: Prédio rústico, sito em Sobreirinha de Cima, composto de pinhal e oliveiras, com a área de três mil metros quadrados, a confrontar do norte com Francisco Vieira Romão, do sul com José Alexandre Carreira, do nascente com Manuel Soares de Oliveira e outros e do poente com Joaquim Vicente Ribeiro, inscrito na matriz em nome do justificante, sob o artigo 8875, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Batalha, com o valor patrimonial de IMT e atribuído de trezentos e quatro euros e dezasseis cêntimos. Catorze: Prédio Rústico, sito em Rodela ou Serrado, composto de terra de cultura, tanchas, figueira, mato e sobreiro, com a área de mil duzentos e oitenta e três metros quadrados, a confrontar do norte com Rua dos Vicentes, do sul com Manuel Rosa Carvalho Marques, do nascente com Rua dos Vicentes e Rua do Landreu, e do poente com José Vicente da Rosa e Outro, inscrito na matriz em nome do justificante, sob o artigo 5854, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Batalha; com o valor patrimonial de IMT e atribuído de oitenta e oito euros e quarenta e dois cêntimos. Sito na Freguesia de São Mamede, Concelho da Batalha Quinze: Prédio rústico, sito em Fontainha, composto de Pinhal, com a área de mil e quatrocentos metros quadrados, a confrontar do norte com José Vicente da Conceição, do sul com José Ribeiro de Carvalho, do nascente com Manuel Gomes de Oliveira e do poente com caminho, inscrito na matriz predial em nome do justificante, sob o artigo 17288, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Batalha, com o valor patrimonial de IMT e atribuído de duzentos e vinte e cinco euros e três cêntimos. Que os referidos bens vieram à sua posse por volta do ano de mil novecentos e setenta por doação verbal de António Ribeiro de Carvalho e de Maria Vitoria Rosa, residentes que foram em Alcaidaria, Reguengo do Fetal, Batalha, sendo impossível deles obter título por falecimento dos doadores. Que, assim, não têm eles primeiros outorgantes, título formal de aquisição dos mencionados bens. Certo é, porém, e do conhecimento geral que os vêm possuindo desde há mais de vinte anos sem interrupção, ostensivamente e sem oposição de ninguém, na convicção, que sempre tem sido também a das outras pessoas, de serem eles os seus verdadeiros donos. Na verdade, têm sido eles e mais ninguém, que durante todo aquele tempo têm desfrutado os referidos bens, pago os impostos por eles devido e têm praticado neles os actos normais de conservação e defesa da propriedade. Que, assim, e na falta de melhor título, adquiriram os identificados bens por usucapião, que aqui invocam por não lhes ser possível provar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Vai conforme o original na parte transcrita não havendo na parte omitida nada que altere, modifique ou restrinja a parte transcrita. Leiria, 4 de Março de 2010 A colaboradora Assinatura ilegível Jornal da Batalha, ed. 237, de 19 de Abril de 2010

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Tribunal Judicial de Vila Real de St. António Secção Única 1º Anúncio Processo: 153/1996 . Execução Sumária - N/Referência: 1225173 - Data: 24-03-2010 Exequente: Caixa Geral de Depósitos S.A. Executado: Faustino Ribeiro Rito e Salvador Carreira Ribeiro Correm éditos de 20 dias para citação dos credores desconhecidos que gozem de garantia real sobre os bens penhorados ao(s) executado(s) abaixo indicados, para reclamarem o pagamento dos respectivos créditos pelo produto de tais bens, no prazo de 15 dias, findo o dos éditos, que se começará a contar da segunda e última publicação do presente anúncio. Bens penhorados: Tipo de bem: Imóvel Descrição: Direito a 1/8 indiviso do prédio rústico, pinhal e mato sito em Chou da Porta, freguesia de S. Mamede, concelho da Batalha, com a área de 1200 m2, a confrontar do norte com Manuel Gomes Conceição, sul Manuel Ribeiro Tomás, nascente caminho e poente Manuel Carreira Ribeiro inscrito na matriz sob o artigo 3459 e descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha sob o nº 289/170389/São Mamede. Tipo de bem: Imóvel Descrição: Direito a 1/6 indiviso do prédio rústico, terra de semeadura e pinhal com a área de 1410 m2, sito em Mosqueira, freguesia de S. Mamede, concelho da Batalha, a confrontar do norte com caminho, sul José Marques Júnior, nascente José Rodrigues da Rosa e poente Manuel Carreira Ribeiro e outro, inscrito na matriz sob o artigo nº 15978 e descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha sob o nº 291/170389. Penhorado a: Executado: Salvador Carreira Ribeiro, Documentos de identificação: BI - 2514809 Endereço: Quinta de S. Bartolomeu, Lote 12 - 1º - Frente - Leiria. A Juiz de Direito, Dra. Susana Brandão Loureiro Marques A Oficial de Justiça, Odete Maria Simão C. Tenente Jornal da Batalha, ed. 237, de 19 de Abril de 2010

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Desporto

Novo pavilhão é uma necessidade m Centena e meia de jovens estão mobilizados nas actividades do BAC, clube prestes a completar uma década de existência. Prestes a completar dez anos de existência, o BAC – Batalha Andebol Clube, conta actualmente com cerca de centena e meia de jovens do concelho da Batalha, a praticar desporto, na modalidade de andebol, distribuídos por seis equipas que disputam os campeonatos Nacionais e quatro os campeonatos Regionais, num total de 132 jovens a partir dos 6 anos. Em declarações ao Jornal da Batalha, Luís Dias, presidente da Direcção do clube, diz que os campeonatos “têm corrido com normalidade, dentro das limitações do clube”, pois “temos que ter atenção ao nível competitivo que disputamos”, com destaque para a equipa de Iniciados Masculinos “que ficou em primeiro lugar na série em que participou e está nes-

te momento a disputar o acesso à 1ª divisão no respectivo escalão”. Já no que diz respeito às restantes equipas “devem manterse no nível competitivo actual”. Questionado sobre as limitações do clube, o res-

ponsável refere principalmente “a falta de mais horas no pavilhão para treinar” e ao mesmo tempo diz que gostaria de “ter mais atletas em alguns escalões”, não deixando, por isso de lembrar, que “estamos inseridos numa vila

pequena em que os jovens têm muitas solicitações” e que “estamos a competir com os melhores clubes a nível Nacional”, mas mesmo assim tudo se tem feito “para dignificar a Batalha, sendo o BAC um clube conhecido e respeitado de

Norte a Sul do país”. Luís Dias, acrescenta que, para a utilização e procura que existe a nível desportivo, a Batalha “necessita de pelo menos mais um pavilhão”, porque “só o BAC, com o número de equipas e atletas que tem, ocuparia um”, pois para competir a este nível “cada equipa necessita de treinar, no mínimo, três vezes por semana”, e o clube tem atletas que “não treinam uma única vez no pavilhão Municipal onde jogam”. Completando uma década dentro de três meses, o presidente do BAC faz um balanço positivo da actividade do clube, ao longo de todo este tempo, em que “percorremos o país de norte a sul em viaturas próprias, conquistámos 2 títulos Nacionais, 3 títulos Regionais, medalha de Mérito Desportivo atribuída pela Câmara Municipal da Batalha”. Para além disso, “temos uma ex-atleta a representar a Selecção Nacional de Andebol, vários nas Selecções Regionais, ex-atletas treinadores e árbitros Na-

cionais e ainda vários troféus em torneios internacionais” nomeadamente várias taças de disciplina. Contudo, lembra que tudo isto “só foi possível graças ao esforço e dedicação dos atletas, dos treinadores e de um grupo de Pais e Dirigentes que abraçaram esta causa em prol da comunidade jovem do Concelho”, não esquecendo também “todo o apoio que a autarquia tem prestado à colectividade, assim como as pessoas amigas que têm ajudado de uma forma desinteressada”. Luís Dias, não fazendo quaisquer previsões para o futuro do BAC, adianta que há somente três desejos, “o interesse em aparecer uma nova Direcção para prosseguir e melhorar o trabalho realizado”, “a construção de um novo pavilhão” e “um pequeno espaço para sede do clube”, onde os atletas, pais e a população em geral “pudessem testemunhar tudo o que já foi feito e apreciando as conquistas destes dez anos”. Armindo Vieira

Três centenas e meia nos trilhos de São Mamede Cerca de três centenas e meia de atletas participaram na prova, organizada pelo Clube de Veteranos da Serra de Aire (CVSA), de São Mamede, denominada “Trilhos do Pastor”, que teve lugar no passado dia 28 de Março. No percurso de corrida, com cerca de 29 quilómetros, participaram mais de 200 atletas e no de caminhada com sete quilómetros, participaram para cima de centena e meia ca-

minheiros. No final, segundo declarações de Carlos Valente, presidente do CVSA, ao Jornal da Batalha, “todos mostravam satisfação pela prova”, apesar de “ser bastante dura”. No entanto, todos “elogiaram a organização e o percurso, dotado de belas paisagens e trilhos”, disse. O responsável adiantou estar muito satisfeito pela participação de “tão elevado número de participan-

tes, que vieram de vários pontos do país, de norte a sul, e até de Espanha”, pelo que “temos ânimo para realizarmos outras provas e melhorarmos a organização das mesmas”. O Clube de Veteranos da Serra de Aire foi criado há cerca de ano e meio e tem a sua sede no antigo edifício escolar da Lapa Furada, cedido pela Câmara Municipal da Batalha. Carlos Valente explica que o clube se dedica a pro-

vas de atletismo, caminhada e BTT. Para além daquelas provas e de incentivar a população mais jovem à prática do desporto, o CVSA leva a efeito também alguns passeios culturais pelo país. O responsável informa ainda que a colectividade vive das inscrições nas provas e dos apoios e subsídios, dum modo geral que chegam da Junta de Freguesia de São Mamede e da Câmara Municipal da Batalha.


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Batalha

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Saúde

Doença de Parkinson

Ondas de calor - Que cuidados uma grávida deve ter?

A mulher grávida deve estar informada dos cuidados que deve ter numa onda de calor. Durante a gravidez a temperatura corporal é ligeiramente superior ao valor habitual, pelo que os períodos de calor intenso podem agravar o desconforto. Nestes períodos recomenda-se alguns cuidados para manter a temperatura corporal e os níveis de hidratação, como por exemplo evitar o exercício físico. MEDIDAS GERAIS DE PREVENÇÃO. Usar roupas largas, leves e frescas de pre-

ferência de algodão; Utilizar chapéu de abas largas e óculos de sol com protecção contra raios ultra-violeta; Ingerir muitos líquidos preferencialmente água e sumo de frutas naturais sem adição de açúcar; Evitar bebidas alcoólicas, café ou bebidas gaseificadas; Optar por refeições leves à base de vegetais, saladas e frutas bem lavadas; Evitar o sol entre as 11 e as 17 horas e utilizar sempre protector solar; Repousar e dormir com as pernas ligeiramente elevadas;

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Durante as ondas de calor as grávidas devem evitar o exercício físico, mas sem pretenderem realizálo devem ter alguns cuidados como: - Procurar locais climatizados e os períodos do dia mais frescos; - Ingerir muitos líquidos antes, durante e após o exercício; - Vigiar a tensão arterial; - Ter em atenção a sinais de fadiga, vertigens, tonturas, palpitações. Se surgir algum destes sinais deve interromper de imediato o exercício. Se estiver junto de uma grávida com cansaço ex-

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tremo, tonturas, respiração ofegante ou aumento da temperatura corporal deve levar a grávida para um local fresco e oferecer-lhe água para beber. Se a grávida tiver febre refresquea com toalhas húmidas ou água fresca. Se algum destes sintomas se mantiver deve contactar a linha “Saúde 24”, 808 24 24 24 ou o Numero Nacional de Emergência Médica (112). Enfªs. Annabell Talhadas, Inês Damásio e Mafalda Dionísio

A Doença de Parkinson, cujo dia mundial se assinala em 11 de Abril, atinge actualmente cerca de vinte mil pessoas no nosso país, na sua maioria homens com mais de sessenta anos. Segundo a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDP), citada pela Agência Lusa, “os hospitais centrais registam por ano mais de 1.800 novos casos” e prevê-se que nas próximas duas décadas, “a doença afecte mais de 30.000 portugueses, devido ao aumento da esperança de vida”. Também um estudo do ISS (Instituto de Segurança Social) citado pela mesma Agência, indica que “61 por cento daqueles doentes têm entre 61 e 80 anos, 57 por cento são homens e 62 por cento vivem como respectivo cônjuge”. A doença de Parkinson, que foi descrita pela primeira vez em 1817, está associada a idosos, embora “os actuais meios de diagnóstico permitam detectar a doença cada vez mais cedo”, como explica o neurologista Joaquim Ferreira, da Unidade de Doenças do Movimento do Hospital de Santa Maria, citado também pela Lusa. Os sintomas da doença surgem “através de distúrbios de movimento, como tremor, lentidão de movimentos, rigidez muscular e instabilidade postural”, referem dados da APDP. Segundo o especialista, “é necessário aumentar a informação sobre a doença, junto dos médicos de fa-

mília e população em geral, para poder diagnosticar a doença correctamente o mais cedo possível”. Aquele clínico considera que ainda há “um défice de informação sobre a doença”, acrescentando que já existem consultas especializadas, defende “uma aposta na informação porque por vezes o primeiro diagnóstico feito ao doente não é correcto”, uma vez que “tremor não significa necessariamente Parkinson. A maior parte das pessoas que têm tremor não tem Parkinson”, alertou. Contudo, aquele neurologista adianta que “é preciso que os doentes sejam diagnosticados e encaminhados pelos médicos de família para as consultas e para isso têm de saber onde é que existem”, esclarecendo que a Sociedade Portuguesa de Neurologia está “a promover cursos de formação para médicos de clínica geral por todo o país”. Esta doença surge mais a partir dos 55 anos e o aumento da esperança de vida faz prever o aumento do número de casos, pois “sendo uma doença crónica, os doentes vão precisar de cuidados continuados”, daí a importância de se apostar na formação e informação, justificou. “Vai ser muito importante diagnosticar a doença o mais cedo possível porque o estrato de pessoas com mais de 55 anos vai aumentar e a partir dos 80 também”, disse o clínico.


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Batalha Cultura

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Património

O Hospital de Santa Maria da Vitória da Batalha sua localização Diz “O Couseiro” (Memórias do Bispado, redigidas no século XVII por um eclesiástico, da nossa Diocese, que ficou anónimo), no seu 65º Capítulo: “DO HOSPITAL DA VILA DA BATALHA – Havia dentro da vila uma hospital, que ainda há, além da igreja paroquial, e junto dele a ermida que é da invocação de N. Senhora da Vitória. É antigo e ainda conserva o compromisso, que foi feito no ano de 1427, sendo rei deste reino D. João I. “Tem de renda cada ano, pouco mais ou menos, 30 mil reis e obrigação de agasalhar pobres necessitados, e se exercitam nele as obras de misericórdia, assim com os peregrinos, como com os enfermos, e se provêm cartas de guia, como se faz nas casas de misericórdia. Tem tumba (carro que levava ao cemitério os cadáveres dos pobres e indigentes) e confrades, um provedor, que acompanha os defuntos, com veste de misericórdia e vara preta, e um escrivão e um mordomo e um andador (empregado das confrarias e irmandades que distribui avisos e pede esmolas de porta em porta) e coveiro. – O bispo D. Dinis e Melo lhe quis ordenar a irmandade da misericórdia e nunca os moradores da vila se uniram para o efectuar. A visitação (inspecção que era feita por um visitador do bispado) deste hospital sempre foi e é do prelado e ele ous seus visitadores mandam em visitação o que lhe parece necessário. “Tem o altar da ermida um retábulo, pintado, e a imagem da Senhora, que é de vulto, e está em uma peanha, pequena”. Criado o hospital em 1427 e simultaneamente a sua confraria, só tardiamente, em 2 de Agosto de 1714, esta

é erigida em Casa da Misericórdia e percebe-se a razão desta demora provocada pelo desinteresse ou pela oposição da população local: se já tinham uma antiga confraria com as mesmas atribuições e funções das das misericórdias, não valia a pena substituí-la. Parece que o próprio rei, outro João, o 5º de nome, teria influído na transformação da confraria batalhense em 1714. A visitação a que se refere “O Couseiro” foi primeiramente do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, “Mosteiro que era, havia séculos, senhora da jurisdição de todo o Priorado de Leiria e que, por consequência, actuava, através do seu vigário de Leiria, de forma extremamente vigilante e activa, sobre a vida da primitiva povoação batalhense. Por diversas vezes, ao longo do século XV, aliás, os Cónegos Crúzios entraram em dissensão e conflito com os Frades Pregadores da Batalha, por causa de questões

particularmente incidentes sobre direitos de dízimas funerárias e quartas mortuárias” (Saul António Gomes). Com a criação da Diocese de Leiria e perdida a jurisdição de eclesiástica por parte dos Crúzios em relação à nossa região, a visitação, como é natural, passou a fazer-se, a partir de 1545, pelo Bispo de Leiria ou seu representante. “Havia dentro da vila um hospital, que ainda há (século XVII), além da igreja paroquial, e junto dele a ermida que é da invocação de N. Senhora da Vitória, como diz “O Couseiro”. Onde se situava portanto? “Além da igreja paroquial”. Lá mais adiante, da parte de lá, longe, o que fica para lá de, são alguns dos significados de além, que também pode ser afora. Mas “junto dele a ermida que é de invocação de N. Senhora da Vitória”. A ermida desta invocação era a de Santa Maria-a-Velha,

na traseira do Mosteiro, à beira da sua cerca ou nela integrada. Seria por aí que se situava o velho hospital? Ora, o Professor Saul António Gomes, o maior e mais esclarecido investigador da história da Batalha, e também da Alta Estremadura, diz-nos que “o edifício hospitalar virá a ser edificado junto do núcleo urbano que o documentos designam como “Mouraria”, fronteiro aos principais caminhos ou estradas de entrada e saída de quadrante oriental da vila da Batalha”. A Mouraria batalhense, designação que é possível explicar-se por naquele local terem vivido obreiros mouros nos primeiros tempos da construção do Mosteiro, abrangia o espaço hoje ocupado pelo edifício da Misericórdia e sua capela, pela casa de velar, pela Igreja Matriz e terrenos anexos, incluindo os que pertenceram ao visconde de Molelos e conde de Felgueiras (entre outros edifícios nele estará a

Residencial Batalha). Houve ali uma outra ermida, a do Senhor do Bom Despacho, provavelmente construída no século XVI (antes ou depois da Matriz?) e que ocupava, mas no sentido norte-sul, o sítio da actual capela da Misericórdia. Na parede entre a capela propriamente dita e a sua sacristia, no piso superior, ainda se vê um arco do primitivo templo. É de admitir que o hospital pudesse ter estado junto da Igreja de Santa Maria-aVelha, no século XVII estava lá, e noutro tempo na Mouraria. Da mais recente localização não restam dúvidas, dado que o edifício ainda existe na rua que dantes dava a cesso à Quinta do Sobrado, vizinho dos terrenos da Escola Profissional de Artes e Ofícios. Depois das demolições, do plano de urbanização dos anos 60 do século findo, albergou moradores desalojados e outras pessoas com dificuldades de habitação. É neste edifício que se pretende er-

guer um centro da juventude ou instituição afim. Embora compreendamos que o local deva ser aproveitado e posto ao serviço das necessidades e exigências duma comunidade moderna, sugerimos que se aproveite até onde for possível a sua traça ou que, de qualquer outra forma, se evoque ali o que foi e a importância que teve para a comunidade batalhense noutros tempos. Recordamos que foi ele o hospital que, destruído o de D. Manuel de Aguiar em Leiria durante as Invasões Francesas, ficou a servir a verdadeira multidão de doentes e feridos, vítimas dos invasores, e inclusivamente os nossos militares, conforme já aqui revelei. No princípio do século XX, a Misericórdia tentou erguer um outro hospital no morro fronteiro ao Mosteiro, em terreno que pertencia à Irmandade. Foram levantados dois pavilhões que ficaram por concluir e acabaram por ser demolidos nos anos 30. Estes pavilhões são bem visíveis nesta fotografia que me foi também amavelmente cedida pelo Alfredo José Saldanha Barros, a quem agradeço a possibilidade que me deu de proporcionar aos leitores mais esta belíssima e expressiva imagem da Batalha de há perto de 80 anos.

Consultas: “O Couseiro”, edição de “O Mensageiro”; “O Livro do Compromisso da Confraria e Hospital de Santa Maria da Vitória da Batalha”, Professor Doutor Saul António Gomes; “Cadernos da Vila Heróica”, nº 4, Novembro de 1980; “A Propriedade do Hospital de STA Maria da Vitoria (Batalha) no Séc. XV”, Professor Doutor Saul António Gomes.

Apontamentos sobre a História da Batalha (89)

José Travaços Santos


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Diversos

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Óbitos Joaquim Amaro Monteiro, de 58 anos, casado com Maria Isabel Franco Monteiro, era natural da freguesia de Batalha e residia em Alcanadas, Batalha. Faleceu no dia 17 de Março, no Hospital de Santo André, em Leiria, e foi a sepultar no cemitério de Alcanadas. Armando Saraiva do Nascimento Ceiça, de 81 anos, casado com Matilde do Rosário Matias, era natural da freguesia de Batalha e residia em Casal da Ponte Nova, Batalha. Faleceu no dia 19 de Março, no Hospital de Santo André, em Leiria e foi a sepultar no cemitério de Batalha. Manuel da Silva Carreira, de 80 anos, casado com Maria Glória dos Santos, era natural da freguesia de Batalha e residia em Quinta do Sobrado, Batalha. Faleceu no dia 19 de Março, no Hospital de Santo André, em Leiria e foi a sepultar no cemitério de Batalha.

Ana José Sardinha Leal 83 ANOS N. 04-04-1926 F. 30-03-2010 Pedreanes – Marinha Grande A família da Senhora Ana José Sardinha Leal vem por este meio agradecer a todo o pessoal médico, enfermeiros e pessoal auxiliar do Centro Hospitalar Nossa Senhora da Conceição – Brancas, por todo o carinho, profissionalismo e dedicação com que sempre trataram a sua familiar durante a permanência nessa Instituição. Agradecem também à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Batalha pela simpatia e profissionalismo dispendido sempre que foram chamados a actuar. Agora na hora da sua morte, não esquecem quem tentou minimizar o seu sofrimento. Por tudo e a todos, bem-haja.

Maria Henriqueta Pereira Ramos de Moura PARTICIPAÇÃO DE FALECIMENTO E AGRADECIMENTO Seu marido, filhos, noras, genros, netos e demais familia, participam a todas as pessoas das suas relações e amizade o seu falecimento no passado dia 06 de Abril, tendo sido realizado o seu funeral, dia 08 para o cemitério de SANTO ANTÓNIO DOS OLIVAIS em Coimbra. Agradecendo desde já a todos quantos os acompanharam nos momentos de dor. Tratou - Servilusa - Loja Coimbra “Adelino Martins”

Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, Lda. – Batalha

José da Conceição Rebelo, de 80 anos, casado com Laura dos Santos Nascimento Rebelo, era natural e residente em Reguengo do Fetal. Faleceu no dia 26 de Março, no Hospital de Santo André, em Leiria e foi a sepultar no cemitério de Reguengo do Fetal. Maria Júlia Monteiro Carreira, de 69 anos, solteira, natural e residente em Batalha. Faleceu no dia 29 de Março, no Lar do Valongo, Alqueidão da Serra e foi a sepultar no cemitério de Batalha. Emília Joaquina Pereira, de 91 anos, era viúva de Fernando do Rosário Vieira, natural e residente Torrinhas, Reguengo do Fetal. Faleceu no dia 29 de Março, no domicílio e foi a sepultar no cemitério de Torre. Ana José Sardinha Leal, de 83 anos, viúva de Guilherme da Silva Carvão Nini, era natural de Terrugem, Elvas e residia em Pedreanes, Marinha Grande. Faleceu no dia 30 de Março, no Centro Hospitalar Nossa Senhora da Conceição, Brancas e foi a sepultar no cemitério Municipal da Marinha Grande.

João Francisco Novo

Armando Saraiva do Nascimento Ceiça

95 anos N. 18-08-1914 - F. 13-04-2010 SANTO ANTÃO – BATALHA

81 anos N. 03-05-1928 - F. 19-03-2010 Casal da Ponte Nova – Batalha

Seus filhos, José, Luís e Maria Júlia Pereira Novo, noras, netos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida, agradecer a todas as pessoas que os acarinharam nesta altura de dor e sentimento de perda, ou que de outra forma manifestaram o seu pesar. Agradecem ainda a todos aqueles que acompanharam o seu querido familiar até à última morada, esperando agora que o Senhor lhe dê o Eterno descanso. Por tudo e a todos, bem-haja.

Sua esposa, Matilde do Rosário Matias, filhos, Armando Pedro, Maria Dolores e Luís António Matias Ceiça, netos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente como era seu desejo, vêm de forma reconhecida, agradecer a todas as pessoas que os acarinharam neste momento de profunda tristeza e sentimento de perda ou que de outra forma manifestaram o seu pesar. Agradecem ainda a todos aqueles que acompanharam o seu querido familiar até à sua última morada, esperando agora que descanse me paz. Por tudo e a todos, bem–haja.

Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, Lda. – Batalha

Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, Lda. – Batalha

Maria Júlia de Jesus Ferraz, de 84 anos, viúva de Joaquim de Sousa Ribeiro, era natural e residente em Golpilheira, Batalha. Faleceu no dia 30 de Março, no Lar da Carreira, Leiria e foi a sepultar no cemitério de Golpilheira. Deolinda Costa Santos Rodrigues, de 76 anos, casada com Américo Fetal Rodrigues, era natural da freguesia de Batalha e residia em Alcanadas. Faleceu no dia 01 de Abril, no Lar Jardim de Éden, Chiqueda, Alcobaça e foi a sepultar no cemitério de Batalha. Joaquim Maria Antunes da Cunha, de 78 anos, casado com Maria Júlia Monteiro de Sousa, era natural da freguesia de Barreira e residia em Casal Mil Homens, Golpilheira. Faleceu no dia 07 de Abril, na residência e foi a sepultar no cemitério de Golpilheira. Joaquina de Jesus de 89 anos, solteira, era natural e residente em Olival, Ourém. Faleceu no dia 08 de Abril, em Fátima e foi a sepultar no cemitério de Olival, Ourém. Ana Maria Pragosa Gomes, de 48 anos, solteira, natural e residente em Bom Sucesso, Porto de Mós. Faleceu no dia 8 de Abril, no Hospital de Santo André, em Leiria e foi a sepultar no cemitério de Tojal, Porto de Mós. José Vieira, de 80 anos, viúvo de Deolinda Henriques Marques, era natural e residente em Barreira, Leiria. Faleceu no dia 08 de Abril, no Hospital de Santo André, em Leiria e foi a sepultar no cemitério de Barreira. Elvira da Conceição Vieira, de 80 anos, casada com Adriano Rodrigues Vala, era natural de Santa Catarina da Serra e residia em Fonte dos Marcos, Porto de Mós. Faleceu no dia 12 de Abril, no domicílio e foi a sepultar no cemitério de Fonte do Oleiro. João Francisco Novo, de 95 anos, viúvo de Júlia do Rosário Pereira das Neves, era natural e residente em Santo Antão, Batalha. Faleceu no dia 13 de Abril, no Hospital de Santo André, em Leiria e foi a sepultar no cemitério de Batalha. Maria Emília Pedreiras Carreira, de 86 anos, solteira, era natural e residente em Casal do Marra, Batalha. Faleceu no dia 14 de Abril, na residência e foi a sepultar no cemitério de Batalha.

Manuel da Silva Carreira

Teresa do Rosário Pereira

80 anos N. 26-05- 1929 - F. 19- 03- 2010 QUINTA DO SOBRADO – BATALHA

61 anos N.16- 05- 1948 - F. 18- 03- 2010 FANIQUEIRA – BATALHA - residente em FRANÇA

Sua esposa, Maria Glória dos Santos, filhos, Carlos Manuel e Daniel Maria dos Santos Carreira, netos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida, agradecer a todas as pessoas que ao acarinharam nesta altura de profunda tristeza e sentimento de perda. Agradecem ainda a todos aqueles que com eles acompanharam o seu querido familiar no último adeus, esperando agora que descanse em paz. Por tudo e a todos, bem-haja.

Seu marido, António José Valério da Silva, filhos, Frederico António da Silva, Roberto Carlos da Silva e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida agradecer a todas as pessoas que os acarinharam neste momento de profunda tristeza e sentimento de perda e ainda agradecer a todos aqueles que acompanharam a sua querida familiar até à última morada, esperando agora que descanse em Paz. Por tudo e a todos, bem-haja.

Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, Lda. – Batalha

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Cartório Notarial da Batalha Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas setenta e uma a folhas setenta e duas, do livro Cento e Cinquenta e Oito -B, deste Cartório. Leonor Maria Vieira Gomes, NIF 166 628 620 e marido Salvador Luís Gomes, NIF 217 489 230, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, ambos naturais da freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, onde residem no lugar de Covão da Carvalha, declaram que por escritura de Justificação outorgada em dois de Maio de dois mil e oito, neste Cartório, iniciada a folhas trinta e duas, do livro de notas para escrituras diversas numero Cento e Vinte e Um – B, a primeira outorgante mulher adquiriu por usucapião, o prédio rústico, composto de terra de cultura, com a área de dois mil quinhentos e trinta metros quadrados, sito em Cova Alta Grande, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, a confrontar de norte com Amadeu Gomes Mendes, de sul com Adriano de Jesus Vieira, de nascente com

rua Cerrado dos Rodelos e de poente com Leonor Maria Vieira Gomes, inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 17.641. Que a aquisição do referido prédio já se encontra registada na citada Conservatória a favor da justificante pela apresentação dois, de vinte e dois de Agosto de dois mil e oito. Que veio depois a constatar, após levantamento topográfico efectuado, que a área e a confrontação a poente do citado prédio se encontrava incorrecta, pelo que, por este acto rectificam a mencionada escritura de justificação, no sentido de nela passar a constar que o prédio justificado tem e sempre teve a área de quatro mil oitocentos e trinta metros quadrados e confronta a poente com caminho público. Que em tudo o mais se mantém o inicialmente exarado Está conforme o original. Batalha, onze de Fevereiro de 2010 A funcionária com delegação de poderes, Assinatura elegível Jornal da Batalha, ed. 237 de 19 de Abril de 2010

Funerária Santos & Matias, Lda. Telefone 244 768 685/244 765 764 967 027 733

E-mail: fune_santosematias@sapo.pt

Estrada de Fátima, nº 10 B 2440-100 Batalha


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Jornal da Batalha de Abril de 2010, edição 237

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