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Distribuído com o Expresso. Venda interdita.

UM JORNAL COMPLETO

DIRETOR

Paulo Neto

pág. 02 > PRAÇA PÚBLICA

Semanário 17 a 23 de outubro de 2013

pág. 06 > ABERTURA pág. 08 > À CONVERSA pág. 10 > REGIÃO

Ano 12 N.º 605

pág. 16 > EDUCAÇÃO pág. 18 > ECONOMIA

m xxx gora coeço A r 0,80 Euros p

pág. 22 > DESPORTO

1 Euro

pág. 22 > CULTURA pág. 26 > EM FOCO pág. 29 > CLASSIFICADOS

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novo

SEMANÁRIO DA

pág. 27 > SAÚDE

REGIÃO DE VISEU

pág. 31 > CLUBE DO LEITOR

Novo acordo ortográfico

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Paulo Neto

| Telefone: 232 437 461

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Rua Dr. Álvaro Monteiro, lote 12 r/c - 3510 - 014 Viseu ·

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“Não se pode compreender que num país tão pequeno haja tanta percentagem de pobres” ∑ Dom Ilídio Leandro, Bispo da Diocese de Viseu, em entrevista ao Jornal do Centro | págs. 8 e 9


Jornal do Centro

2

17 | outubro| 2013

praçapública r Enquanto

palavras

deles Editorial

Paulo Neto Diretor do Jornal do Centro paulo.neto@jornaldocentro.pt

Opinião

não se implementar uma justiça verdadeira uma justiça social que contemple verdadeiramente situações de não-ter e situações de pobreza concreta, nunca se pode resolver o problema da solidariedade com pequenas migalhas”

rEssa situação é uma r A forma ativa que rAs empresas de transcaraterizará o meu enve- portes têm que se mentaabsoluta vergonha. Uma vergonha que num país tão pequeno, uma percentagemtãopequenadepessoas tenha muito mais do queaquiloqueeranecessário para matar a fome, para responder às necessidades de milhões de pessoas que passam fome”

lhecer, nunca será um abismo entre o sonho que sonhei para mim e a capacidade de ainda viver os anos que me restam. Quero ainda ensinar a recusar o sermos assassinados antes de termos nascido porque, caso contrário, continuaremos a ser mortos todos os dias do ano e a todas as horas do dia”

lizar que nos dias de hoje têm que optar por uma de duas coisas: ou desistem de fazer este serviço e deixam que outros fornecedores de transportes de passageiros assegurem estas ligações ou, naturalmente, reforçam as mesmas destinandolhes os meios adequados com mais autocarros” Diretor da Escola Secundária de Viriato, em entrevista ao Jornal do Centro

Dom Ilídio Leandro

Dom Ilídio Leandro

Ruy de Carvalho

Bispo de Viseu, em entrevista ao Jornal do Centro

Bispo de Viseu, em entrevista ao Jornal do Centro

Ator, em simpósio da PsicoSoma, Viseu

Carlos Alberto Borges Oliveira

Será possível? Vão os tempos pouco a preceito para as palavras. Mais irão para a ref lexão, esse acto que antecede a ponderada acção. Andam para aí uns indivíduos a fazer afirmações “esquisitas”. O que quererão eles dizer? “Conversa do primeiro-ministro é assassina. Está a pôr privados contra públicos, velhos contra novos, a criar um clima de guerra civil…” Meira

Soares, um dos líderes do ensino superior que se demitiu de funções. Será possível? Está “o caldo entornado se Portugal não continuar com as medidas de austeridade” Durão Barroso, ex-primeiroministro, presidente da UE. Será possível? “Deve haver um assomo patriótico na defesa das instituições da democracia”; e acerca do corte nas pensões de sobrevivência: “Há um con-

trato intergeracional que se está a quebrar e isso é gravíssimo para a coesão social portuguesa.” Jorge Sampaio, ex-presidente da República. Será possível? “Alguns membros do governo são delinquentes e têm que ser julgados depois de saírem do poder”; “este governo não tem rei nem roque (…) está moribundo”, Mário Soares, ex-presidente da República. Será possível?

Ainda atordoado, que pode um humilde escriba acrescentar? O terror paira no ar e algures, impávidos, aqueles que o provocam, semeiam-no por todo o Portugal onde, segundo os últimos dados do INE já há 2 milhões de portugueses a passarem fome e sem as pensões de reforma mais de 4 milhões estão em risco de pobreza … Será possível?

da oferta cultural; requalificação de espaços verdes [rotundas não contam]; aposta no desporto amador e escolar; capacidade de reforçar Viseu como destino turístico. 2. Caro leitor basta um pequeno passeio pelas ruas de Viseu e somos confrontados com a dura realidade. A cada três ou quatro portas, mais um estabelecimento comercial fechado. Não ignorando a crise a que governos de cariz despesista, e com sérias dificuldades em admitir a realidade, bem como crédito pessoal facilitado, nos conduziram. Não estará na altura do poder local assumir este problema como prioritário? Na Praça da República, o novo senhor do lugar parece entende a necessidade desenvolver um plano integrado que dinamize o comércio local? Segundo o próprio, e ao que tudo indica sim. Também é entendida a premência em facilitar a aproximação entre produtores, distribuidores e consumidores locais, no centro histórico bem como noutros espaços públicos? Se sim, menos

mal. Não tomem este como um discurso de um perigoso radical de esquerda, longe disso. Todavia, qualquer conservador entenderá que a massificação em nome de economias de escala apenas terá como resultado a destruição de antigas relações comerciais locais. Com elas perdemos igualmente o nosso elemento diferenciador. Do centro histórico, em breve, apenas teremos ruínas de um passado não muito distante. No fim, em nome de uma falsa modernidade, o que restará? Centros comerciais cheios de gente pomposa mas irremediavelmente desenraizada, bem como uma cidade e um povo descaracterizados e sem identidade. É para aí que queremos ir? Não creio. É para aí que seremos conduzidos? Nos próximos quatro anos teremos a resposta. 3. Por norma, é na juventude que se cultiva uma terna sinceridade; que se dispensa a hipocrisia da vida adulta; e que se desenvolve um espírito voluntarista, nunca deixando de lado a coisa pública com uma visão positiva do mun-

do. Até a rebelde inquietude desta juventude é doce. Mas existe uma segunda juventude. Uma juventude soturna que parece ter 60 anos. Tal como os “velhos”, ou influenciados por estes, percepcionam o mundo a preto e branco. Sem discriminação, dividem tudo entre um “nós” virtuoso e um “eles” causador de todas as iniquidades. Esta juventude, se deixada no infantário por sua conta, não se sabe comportar. Sem adultos por perto, começam a birra e puxam do tiranete interno para lançar o caos e a choradeira. Se ser jota é entrar nestas guerras, então o futuro partidário será negro e com cheiro a caciquismo dos anos 80. Os partidos precisam da primeira juventude, a segunda já é bem representada em instituições para ex-jotas. Serve este texto para recordar que a Juventude Socialista de Viseu, em breve, vai ter eleições. Aos candidatos e sua entourage o meu: “Alegra-te, jovem, na tua juventude”.

Da Tribuna 1. Dias calmos na cidade. Fernando Ruas já tem sucessor nomeado. Em breve terá lugar, com honras de município, a tomada de posse. O que devemos esperar do herdeiro? A minha expectativa é relativamente modesta. Do eleito, cumprindo um programa de governo minimalista, apenas espero: honestidade intelectual; honradez pessoal; profundo conhecimento da realidade local; discurso directo e claro; autonomia, relativamente ao partido; intransigência na defesa dos direitos do concelho; aposta numa cultura de meritocracia. O seu programa deverá ser cumprido, sem grandes dramas ou traumas, atribuindo particular atenção entre outros aspectos à: atracção de investimento [oferta de emprego precisa-se]; dinamização do centro histórico [ponto obrigatório e multidisciplinar]; Feira de São Mateus como agente económico e cultural da região; solidariedade social; posicionamento de Viseu a nível nacional - Viseu como sinónimo reforçado de qualidade de vida; diversificação

Miguel Fernandes politólogo atribunadeviseu@gmail.com


Jornal do Centro

OPINIÃO | PRAÇA PÚBLICA 3

17 | outubro | 2013

números

estrelas

1633 Número de novos alunos a ingressar no IPV, no ano letivo 2013/2014.

Importa-se de responder?

Feira da Maçã Bravo de Esmolfe Penalva do Castelo

Dom Ilídio Leandro Bispo de Viseu

Pela sua visão lúcida acerca da pobreza e pela intervenção/ação da Igreja na Diocese que lhe respeita, na luta pela erradicação desse flagelo social.

Real Associação de Viseu

Cumpriu este ano o seu 18º aniversário na senda da divulgação de um produto que é referência nacional.

Continua a sua notória atuação, trazendo desta feita a Viseu o duque Paul Wladimir von Oldemburg que irá proferir a conferência: “Defendendo a europa cristã - Tarefa de todos, tarefa das lideranças sociais e culturais”.

17 de outubro | Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

Contribui de alguma forma para esta causa? Sempre que posso ajudar, faço-o. Colaborar com todo o tipo de iniciativas que visem combater a pobreza é uma das minhas prioridades. Contribuo regularmente para as ações levadas a cabo pelo Banco Alimentar. Gosto bastante de o fazer. Apesar de não ser uma pessoa rica penso que todos temos que ter em mente que os “azares da vida” podem um dia bater-nos à porta.

Costumo contribuir sempre. Penso, sobretudo, que a angariação de alimentos foi uma excelente ideia para a qual, todos aqueles que podem devem contribuir. Vejo também com bons olhos a expansão destas redes às pequenas localidades, uma vez que penso que elas ainda não abrangem todo o território.

Alzira Sales Fernandes

Fernando da Costa

Operária de Confeção

Produtor

Tenho pena de não poder ajudar mais. Normalmente as ações de recolha de alimentos e donativos são mais vistas na cidade e, onde eu vivo, na aldeia, muitas vezes não tenho forma de ajudar. Como sabemos são em dias marcados e, muitas vezes, não tenho possibilidade de me deslocar à cidade. Mas, fico com pena de não poder colaborar. Idalina Rebelo Reformada

Opinião

David Santiago

Tento, sempre que possível, ajudar estas causas. Normalmente aproveito as recolhas que o Banco Alimentar promove nos supermercados para contribuir. Como bem sabemos, um quilo de massa e um quilo de arroz não fazem grande diferença na conta do supermercado e ajudam verdadeiramente quem precisa. Também gosto de apoiar causas particulares, causas que nos são mais próximas, que contribuem para melhorar as Sónia Silva Desempregada condições de vida de pessoas que conhecemos.

Falhanço! A cada sem a n a que pa ssa adensa-se a convicção de que o rumo seguido se aproxima inexoravelmente do descalabro final. O plano político-ideológico seguido, da destruição de um país, para que das cinzas renascesse uma Fénix forte produtora e fulgurante exportadora, não passou de um logro monumental. Isto mesmo foi reconhecido por Gaspar na carta de demissão. O resultado está aí. Novo resgate ou plano cautelar a caminho e tudo cada vez pior. Se com Portas a vice falaram em novo ciclo, logo se voltou ao brilhantismo argumentativo do nada dizer enquanto a austeridade, que dizem não o ser, se adensa com gravidade inu-

sitada. A linha vermelha inultrapassável é depois contornada com argumentos que fariam corar de vergonha todos aqueles que na sua face a tivessem. Ao mesmo tempo, na TV, Passos Coelho fala com os portugueses. Naturalmente os portugueses, escolhidos a dedo, quiseram saber de si próprios. Passos sente-se confortável a falar com estas pessoas. Imagina-se Merkel quando fala com ele próprio. Este à vontade resulta de uma incompreensão e desprezo totais pelos problemas e dificuldades daquelas pessoas. E atenção, nenhum dos presentes representava a classe dos miseráveis que não vivem, mas se limitam, apenas, a uma sobrevivência triste e

envergonhada. A esses Passos diria para emigrarem para o Bangladesh, supõe-se. Mas “estes” com quem Passos falou serviram para mostrar que o genro que todas as sogras gostariam de ter não passa, afinal, de um pulha golpista a quem o casamento apagou toda a doçura e compreensão e revelou, simplesmente, ou talvez finalmente, a verdadeira essência do jotinha capaz de tudo, até parecer decente, para chegar ao poder. Uma professora que este ano ficou sem colocação é questionada por Passos sobre se alguém foi colocado no seu lugar. Ela responde afirmativamente. Passos conclui que está tudo bem, pois então. Passos não

quer saber das chamadas “pessoas concretas”. Ele vive numa realidade paralela construída com base na cartilha económica aprendida entre negociatas “tecnoformes” e meia dúzia de aulas de Macro. Como se isso não bastasse, Passos atribui-se uma importância criminosa. Garante que se ele falhar, falha o país. A essência indigente de alguém que quis, assumidamente, destruir todo um tecido económico e desagregar uma sociedade de recursos limitados, voltandoa contra si própria, tem de perceber que o povo não falhou nem falhará, limita-se a seguir Ulrich e “aguentar”. Foi Passos quem falhou e terá de ser responsabilizado por isso.


Jornal do Centro

4 PRAÇA PÚBLICA | OPINIÃO Opinião

Diretor Paulo Neto, CTE-261 paulo.neto@jornaldocentro.pt

Redação (redaccao@jornaldocentro.pt)

Micaela Costa, C.P. n.º TP-1866 micaela.costa@jornaldocentro.pt

Pedro Morgado, colaborador pedro.morgado@jornaldocentro.pt

Maria do Céu Sobral Geóloga mariasobral@gmail.com

Departamento Comercial

17 | outubro| 2013

Taxar ou Tachar? Na primeira semana de Janeiro deste ano referi-me aqui neste espaço, ao facto de a TDT ser uma porcaria de TV. Há meses que lido com aparelhómetros, cabos e outras invenções demais para ter acesso a um suposto ”bem público”, que diga-se de passagem, é uma porcaria cada vez maior, e com cada vez menos qualidade, seja de sinal, seja de conteúdos informativos que o acompanham. Quando acedemos à informação relativa a de-

terminado programa, deparamo-nos com 2 ou 3 breves frases que em nada contribuem para a visualização ou não do dito. No caso dos filmes ainda pior, nunca é referido o realizador, o ano, ou outra informação relevante, cinge-se apenas a um resumo que a maioria das vezes nos dá a impressão que quem o escreveu nem o filme viu. Mas se tudo isto fosse à borla…o mal nem era muito. O pior é que não é, e para engrossar ainda

mais o meu total desânimo, vai que decidem aumentar a Taxa de Contribuição Audiovisual que é paga em qualquer fatura da EDP, quando digo “qualquer fatura” não é por acaso… senão vejamos: os meus pais pagam 7 faturas da EDP, mas só em duas das habitações é que há televisões, como só somos 5 pessoas ainda nos faltam mais 2 pessoas para que pudéssemos estar individualmente a usufruir de cada taxa paga e cada um numa te-

comercial@jornaldocentro.pt

Catarina Fonte catarina.fonte@jornaldocentro.pt

Ana Paula Duarte ana.duarte@jornaldocentro.pt

Opinião

Por quem morrem os Bombeiros (Parte III)

Departamento Gráfico Marcos Rebelo marcos.rebelo@jornaldocentro.pt

Departamento Marketing Pedro Dinis pedro.dinis@shsgps.com

Tânia Ferreira tania.ferreira@shsgps.com

Serviços Administrativos Sabina Figueiredo sabina.figueiredo@jornaldocentro.pt

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Distribuição Vasp

Seguindo a anterior linha de raciocínio, tentarei complementar chegando à frente o que se me assemelha ser a corresponsabilidade, de diferente grau de imputabilidade, dos vários actores deste palco incendiado e incendiável. Há um Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios (SNDFCI) que é transversal e que envolve : Governo da Nação, Câmaras Municipais, Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Judiciária, Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Bombeiros, Orgãos de Comunicação Social (OCS) e a População, como “os actores”. Há uma vertente temporal a ser minimamente escalpelizada envolvendo tais instituições e cada um de nós, no que tange ao comprometi-

mento que é devido – ou à sua falta – e que se pode analisar em três períodos – o Antes, o Durante e o Depois, que serão aqui decompostos. Trataremos, em jeito de lambuzadela, cada um destes hiatos, cabendo hoje: O “Antes”, que trata, lato sensus, da prevenção e da preparação para. Em alguns casos está atribuída, por Lei e nos outros deriva de uma obrigação de cariz moral e de um sentimento altruístico que parte de cada um de nós, desde logo e por maioria de razões, dos Bombeiros cujo, esse sentir agigantado, é a causa do seu supremo sacrifício. Assim, 1.As Câmaras Municipais têm, por força obrigatória de Lei, um envolvimento sério que se inicia no Plano Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios (PMDFI) que prevê medidas e acções a desenvolver e em cuja elaboração

intervêm várias entidades locais e distritais. É ainda elaborado, anualmente, um Plano Municipal Operacional (POM) para acionamento do Dispositivo de Defesa da Floresta contra Incêndios (DFCI) através de acções de vigilância, primeira intervenção, combate, rescaldo e vigilância pós-incêndio. Aqui intervém o Gabinete Técnico Florestal (GTF) que é uma estrutura técnica permanente de apoio às Comissões Municipais de Defesa da Floresta (CMDF). Cinco “estações” para , no cumprimento do Dec/ Lei nº 124/2006, alterado pelo nº 17/2009 e nele enquadradas, «tomarem medidas e ações de articulação institucional, de planeamento e de intervenção relativas à prevenção e proteção das florestas contra incêndios…». Dá-se conta do trabalho desenvolvido por estas “estações”? Não creio;

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Gerência Pedro Santiago

Os artigos de opinião publicados no Jornal do Centro são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. • O Jornal reserva-se o direito de seleccionar e, eventualmente, reduzir os textos enviados para a secção “Cartas ao Director”.

Semanário Sai à quinta-feira Membro de:

Opinião

Exmº Senhor Director: Em abono da verdade e porque o exercício da opinião é livre, o do disparate também, assino este texto na qualidade de Bombeiro de 1ª Classe, com os necessários exames e formações prestados em devido tempo, do Quadro de Honra dos Bombeiros Voluntários de Viseu. Clarificado este aspecto não emito opinião escondendo a minha função, ao contrário do V/articulista Pedro Calheiros que alçado em dono de uma verdade corporativa resolveu investigar, não se sabe com que meios, as mortes dos bombeiros. É isso que transparece depois de lido e compulsado o artigo da edição de 10 de Outubro onde afirma que “houve erro humano quando em vários casos alguns bombeiros foram mortalmente envolvidos pelas chamas”. E escrever isso num texto onde analisa o fogo de supressão não deixa de ser esclarecedor do que o capote traz também o pagode. Aliás todo o tex-

Opinião

Associação Portuguesa de Imprensa

União Portuguesa da Imprensa Regional

Direito de resposta

Sílvia Vermelho Politóloga

to revela uma aterradora desonestidade intelectual quando, a propósito da Força Aérea, diz que foi o ministro Armando Vara, que da Administração Interna apenas foi secretário de Estado, quem tirou a dita do combate aos fogos. Pois foi a dita, com a sua longa, cara e obstaculizante cadeia logística e de comando que saiu dos fogos. Em abono da verdade convém situar o problema em 1983 quando o Ministério da Agricultura trespassou as operações aéreas de combate aos fogos para a Administração Interna. Enfim história que não interessou ao articulista perceber. Mas os bombeiros morrem porque apesar de atingidos com queimaduras em 15 ou 20% no corpo sofrem de lesões internas graves. Que seriam evitáveis se houvesse as necessárias máscaras de proteção facial com filtro de partículas. Não uma cógula, de 10 euros, mas talvez este singelo equipamento evitasse algumas mortes e não o propalado “erro

humano” alardeado pelo articulista numa clara e óbvia visão de causa efeito entre as mortes e os contrafogos que os bombeiros sempre fizeram, com homens dispostos ao longo da linha de fogo e mangueiras de água. E não como agora em que o contrafogo é uma coutada, cara e de eficácia discutível, como se anos e anos de aprendizagem entre bombeiros e especialistas dos serviços florestais não tivessem aprendido nada. Os bombeiros morrem por falta de equipamento de protecção adequado, certificado e validado. Os bombeiros têm 618 anos de história e aceitam a investigação das causas dos incêndios. E quando foram criadas as BIFF, que a inépcia política cuidou de destruir, até ajudavam a localizar desconformidades e proteger indícios porque para isso recebiam formação. Mas hoje um qualquer sargento investigador de fogos entra adentro de um quartel e trata um comandante de bombeiros

Dia Internacional das Raparigas Assinalou-se, no passado dia 11, o Dia Internacional das Raparigas. O problema quer da apatia quer do consumismo em torno destes “dias internacionais” é que apagam completamente as razões pelas quais o Dia existe. Assim é com o Dia Internacional das Mulheres, e assim é com o Dia Internacional das Raparigas (“então elas também não são mulheres?). São. São crianças e jovens mulheres

que enfrentam enormes desafios pela frente. Nos países em desenvolvimento, 500 milhões de raparigas têm fraco ou nenhum acesso à escola, o que não lhes permite conseguir a escolaridade obrigatória, ficando presas numa rede de dependências que perpetua o tráfico, a exploração e o casamento precoce, tornando-as mais vulneráveis a morrer de complicações no parto e/ou a ficarem expostas ao HIV e a

transmitirem-no à prole. A juventude enlaça-se com o sexo na promoção da sua vulnerabilidade. Estimular a educação destas crianças e jovens é assegurar que elas ficam livres de uma situação de casamento precoce, de HIV, de exploração e tráfico e da pobreza extrema. Manter a rapariga na escola até aos 14 ou 16, já trará enormes avanços sobre o seu futuro, e sobre o futuro da sua prole que estará,


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OPINIÃO | PRAÇA PÚBLICA 5

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levisão (se por acaso tivéssemos 7 televisões, o que não acontece, claro!). Este aumento da taxa audiovisual servirá (dizem eles) para financiar a reestruturação da RTP, criando-se uma nova empresa que irá absorver a mão-de-obra excedentária impedindo o despedimento em massa. Não querendo parecer reacionária, mas porque estou mesmo farta de nunca ter televisão (o célebre “sem sinal”) e ser taxada todos os meses; porque raio havemos nós de pagar isto? Se há mão-de-obra ex-

cedentária, foi porque alguém o permitiu a dada altura, ou seja, arranjou tachos. Esses funcionários excedentários poderiam ser usados para prestar algum tipo de serviço público, e até me estou a lembrar de um: serem operadores de uma linha de emergência para quando não temos sinal!!! Sim, porque pagamos por um serviço que raramente temos, mas também não temos onde e como nos queixar, nem obter qualquer ajuda técnica! Apesar de ser a RTP (1 e 2) o melhor da

televisão e os outros 2 canais parecerem ter sido sugados para uma corrente com efeito de Coriolis rumo aos infinitos da “contrainformação”, mau gosto e aculturação; ela continua a acumular dívidas atrás de dívidas, e se algum do dinheiro das taxas até é bem empregue em funcionários de reconhecido valor, outras aplicações até me fazem pele de galinha, como por exemplo, pagar ao (Eng.º) Sócrates para comentar e divagar sobre soluções e alternativas para

o estado deplorável em que ele próprio nos deixou! Pagar uma exorbitância à Catarina Furtado para apenas de vez em quando fazer um programa, onde basicamente exibe vestidos curtos demais e sorrisos exagerados… Muitos mais exemplos poderia dar, mas todos para chegar à mesma conclusão: passámos para a TDT para tachar uns quantos, taxam-nos a todos para suportar os tachos de alguns, e aumentam-nos a taxa para poderem continuar a tachar!

2.O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas tem a coordenação das ações de prevenção estrutural, nas vertentes de sensibilização, planeamento, organização do território florestal, silvicultura e infraestruturação. Quantas destas tarefas são desenvolvidas e por quem? Algumas acções de silviculturas são feitas, mas qual será o critério ou planeamento? 3.A Guarda Nacional Republicana coordena as ações de prevenção relativas à vertente da vigilância, detecção e fiscalização, no entanto, não tem capacidade para vigiar todo o território e tendo recebido o encargo dos Postos de Vigia ainda não teve capacidade material, afectada, para efectuar os requeridos ajustamentos ou criar mais Postos de Vigia. Não se percebe, ainda, porque é que alguns dos Postos de Vigia não funcionam todo o ano e por-

que é que todos encerram, em todo o território, ao mesmo tempo. Por outro lado, a falta de efectivos e as solicitações de outra ordem desviam os meios para outras áreas de missão. 4.A Autoridade Nacional de Proteção Civil coordena as ações de combate, rescaldo e vigilância pós-incêndio e tem, também, um papel importante no durante e no após os incêndios. Contudo, tem assessoriamente por missão planear, coordenar e executar a política de proteção civil, dignamente na prevenção e reação a acidentes graves e catástrofes, de proteção e socorro das populações. 5.Os Bombeiros têm como missão a prevenção e o combate a incêndios. Pondo, praticamente, todo o esforço no combate, a primeira parte da sua missão, normalmente, não é cumprida, Ora, sendo que, uma boa

parte das Corporações têm as EIP (Equipas de Intervenção Permanente) a quem as Câmaras Municipais pagam metade do seu vencimento, estas deviam cumprir uma das muitas tarefas que têm – «reconhecimento dos locais de risco e das zonas críticas», o que raramente acontece, sobretudo por escassez de meios de toda a ordem. 6.Os Orgãos de Comunicação Social tratam de forma defeituosa esta questão, tocando as questões essenciais pela rama e apostando no sensacionalismo do horror, quer dos incêndios em, si quer dos resultados, incidindo despudoradamente em imagens, talk-shows e textos erráticos que nada acrescentam de positivo ao adequado tratamento que esta matéria deveria, obrigatoriamente, de ter. 7.A População que, à semelhança dos Bombeiros, das Forças de Segurança e das

outras Instituições, não tem meios para sustar o crescimento anual da vegetação arbustiva que provoca uma continuidade vertical com a arbórea. A transfiguração da nossa sociedade, que esta nossa forma de evoluir obrigou, veio desertificar o interior e tornar incomportável o desmate e asseio das propriedades rurais. Entre a população e na origem dos incêndios estão, entre os demais: Agricultores descuidados e/ou negligentes, Pastores, Dementes (de toda a ordem e instituições) Crianças, Curiosos, Alcoólicos, Madeireiros, Aviões, Balões, Foguetes, Cigarros e qualquer um de nós que não tenha cuidado. Todos são criminosos sempre que provocarem incêndios. Proximamente trataremos do “Durante” e do “Depois”.

por tu. Ou numa loja e pergunta pelo criminoso. Isso não é investigar. É apoucar. E há ainda a costumeira indisciplina de quem fala em chefias da ANPC mas a elas não se submete, como sucedeu em Nelas. E tantos outros relatos que podem ser consultados desde 2007. E depois, claro, invertem-se os factos. E da discussão técnica e do comandamento, que não admite hesitações ou disfunções, chega-se às injúrias. Quando falha a razão há sempre o cacete. Outras águas mas que fique ciente que não arde floresta nem morrem bombeiros por má formação, burrice, estultícia ou ausência de doutrina. E a floresta arde porque, de novo a inépcia politica, desmantelaram os serviços florestais, o interior ficou despovoado e os únicos olhos que das torres vigiavam as matas foram sendo desaproveitados e secundari-

zados. E ardem porque quem devia vigiar as matas, e ocupá-las no calor da canícula, anda entretido a brincar aos bombeiros como se fosse uma elite cujo lastro, histórico e de formação, ninguém conhece. Os bombeiros levam 618 anos de história e mesmo sem os meios de outros, verdes e de pouca maturidade mas com sangue na verve como se a verdade tivesse dono exclusivo, lutam e a Pátria muito lhes deve. Não é porque este ano arderam 120 mil hectares, e uns senhores ainda assim insistirem em ostentar uma eficácia de 97,25%, que vão deixar de morrer bombeiros. Quando deixarmos a lógica das quintas: com aqueles que dizem que cumprem a lei mas parecem mais ressabiados porque não foram escolhidos para desemprenhar outras funções no alforge dos fogos florestais; ou com 650 remetidos prioritaria-

mente para o security, que foi para isso que o Estado gastou o dinheiro dos impostos, e constrangidos a deixarem o safety; ou os outros 24 indivíduos, pagos a 6 mil euros por mês, que são donos de contrafogos. O que não faltam são quintas, coutadas e feudos que custam dinheiro ao país. Defender a floresta não tem disciplinas estanques mas saberes partilhados e é obrigação de todos: vale 3% do PIB. E enquanto uns se preocupam com quintas, tachos e quintarolas outros continuem a defender, com brio, qualidade e mestria, aquilo que dá valor e emprego ao país que é a floresta. Não precisamos da gratidão do senhor Pedro Calheiros nem de elogios à coragem dos bombeiros, que precisa de ser “bem orientada”. Tão pouco elegias ao “altruísmo, uma abnegação amadora”. Precisamos de verdade e a ver-

dade que transparece do escrito do cidadão Pedro Calheiros, que parece saber tanto de safety mas não nos diz exactamente em que qualidade escreve, é enviesada. E para se discutir os fogos, que já queimaram 3 mil milhões de euros e provocaram danos ambientais que nem em 2050 estarão recuperados, há que largar a lógica das quintas e das competências especializadas, que tanto mal tem feito. Os bombeiros; que trespassaram centros de coordenação, doutrina e quadros à Protecção Civil e que até perderam o comando próprio e a identidade – mas não a essência, já o fizeram. Outros o façam. Sem demagogias.

à partida, mais consciente sobre estes e outros problemas, como a mutilação genital feminina e os crimes de honra, que proliferam no nosso mundo e existem nas ruas de Lisboa e de Londres. Como diz a campanha feita pela The Nike Foundation – The Girl Effect, “investe numa rapariga e ela fará o resto” e o resto é, efectivamente, a mudança que queremos ver no mundo. Os Dias Internacionais disto e daquilo existem para dar visibilidade ao que é es-

condido no quotidiano e é remetido para as reportagens dramáticas e pontuais. Existem para que haja coisas escritas e vídeos e exposições de fotografias e eventos. Existem para darmos visibilidade ao que continua votado ao isolamento e ao silêncio. Também nos países industrializados as jovens raparigas têm desafios acrescidos, especialmente as jovens do interior rural e das ilhas, cfe. o relatório de 2008 da Comissão para a Eliminação de Todas as Formas

de Discriminação Contra as Mulheres das Nações Unidas, que expõe as vulnerabilidades das mulheres rurais e das ilhas no acesso à educação e à formação profissional, o que as coloca num permanente clima de precariedade e incerteza nas relações laborais, conduzindo-as a um ciclo de pobreza e dependências, mais do que às suas pares no litoral urbanizado. O abandono dos estudos para seguir o parceiro/ companheiro na aventura da emigração

e os enxovais preparados desde crianças, os preconceitos e a pressão social sobre a sua sexualidade, vivida no silêncio de uma clandestinidade perigosa, condicionam as suas vidas. O “efeito rapariga” é fazer com que 600 milhões de raparigas no mundo se tornem agentes de transformação social. Antes invisíveis, agora força motriz – como poderia o mundo não mudar? Invista numa rapariga, ela fará o resto.

Pedro Calheiros

Amadeu Augusto Saraiva Araújo Lopes Bombeiro de 1ª Classe no Quadro de Honra dos Bombeiros Voluntários de Viseu

Artigos de opinião redigidos sem observação do novo acordo ortográfico


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17 | outubro| 2013

abertura

textos ∑ Pedro Morgado

Difícil é chegar à escola Problema nos transportes escolares sobrevive ao executivo camarário O início de qualquer ano letivo não é, desde há muitos anos, uma tarefa cumprida eficazmente pelo Ministério da Educação. A crítica parece unir transversalmente sindicatos, partidos e toda a opinião pública que, ano após ano, acusam o Governo e o Ministério da Educação de impreparação e de incompetência. As famílias portuguesas já estão habituadas a que, nas televisões em horário nobre, aos fogos de agosto se sobreponham as imagens do caos e da desorgani-

zação no arranque do novo ano escolar. Ao vulgar “o meu filho ainda não tem professora” ou, ao desabafo, “a cantina está fechada”, acrescenta-se com naturalidade a resposta que o executivo guarda na manga para esta ocasião: “o início deste ano letivo está a decorrer com normalidade”. E assim ficamos. Se a falta de professores, a falta de técnicos, as turmas com mais de 30 alunos, as crianças sem escola e os grupos do 1.º ciclo com alunos de vários anos de escolaridade é normal, como

seria se tudo corresse bem? Contudo, para muitos alunos da Escola Secundária de Viriato, em Viseu, para além dos problemas normais, decorrentes do início de um qualquer ano letivo, que a direção deste organismo tenta debelar, existe uma ineficácia crónica na rede de transportes que serve esta instituição: por norma, os alunos da zona sul, da zona nascente e da zona poente da cidade de Viseu raramente conseguem estar presentes no início das atividades letivas da manhã.

Empresas rejeitam responsabilidades Não existe qualquer registo de atrasos ou de sobrelotação nos serviços realizados pelo Grupo Berrelhas, garante Herculano Caetano. O diretor de serviços reconhece, no entanto, que os atrasos apenas poderem acontecer pontualmente, por questões de carácter imprevisto e, por esse facto, alheias à vontade da empresa. “Relativamente à lotação das viaturas, os nossos serviços de planeamento têm o cuidado de afetar aos serviços as viaturas adequadas, sendo alertados pelos motoristas e/ ou pelos nossos serviços de fiscalização em casos em que se preveja uma ocupação da totalidade da capacidade das viaturas. Nestes casos é reafetada uma viatura mais adequada ou são reajustados os diversos serviços de forma a adequar a oferta à procura, salvaguardando o cumprimento da legislação vigente e a qualidade do serviço presta-

De quem é a culpa? Ao diretor da Viriato, Carlos Alberto Oliveira, cabe a denúncia. Contudo, este não é um caso pontual. Segundo o responsável por esta escola, há mais de cinco anos que este problema se arrasta sem fim à vista. Embora não afaste a possibilidade de se tratar de uma responsabilidade que, numa primeira instância, implica diretamente as empresas que se comprometeram a assegurar o transporte escolar no concelho de Viseu: a empresa Marques Lda. e a Berrelhas de Camionagem Lda., Carlos Alberto Oliveira aponta o dedo também ao executivo camarário que, nos últimos cinco anos, nada fez para que estas empresas cumprissem os encargos a que estão obrigadas, o fornecimento de um “verdadeiro serviço de transporte

escolar”. O pequeno mundo de uma das escolas secundárias da cidade é indubitavelmente afetado por uma questão que parece ser de fácil resolução. Contudo, até hoje nada foi feito. Já na edição de 6 de setembro do Jornal do Centro, o diretor Carlos Alberto atribuía a perda de alunos às fracas ligações e à questão dos transportes escolares. “Há uma variável que decorre da localização da escola, grande parte dos alunos da zona sul e norte nascente têm problemas de transportes, questão que eu tenho no Conselho Municipal de Educação, nomeadamente à autarquia, porque a falta de transportes não permite que os alunos escolham a escola onde querem continuar os estudos”, salientou.

do ao cliente.” Face à natureza do problema avançado por este jornal, Herculano Caetano assegurou que irá enviar os serviços de fiscalização desta empresa ao terreno para que sejam tomadas as medidas que se julguem adequadas de forma a garantir a conformidade dos serviços. Já Fernando Almeida, da empresa Marques, referiu apenas que o número de alunos desta escola que transporta é bastante residual, cerca de 5 ou 6, cumprindo escrupulosamente os horários determinados. “Os alunos estão na escola, todos os dias, pelas 08h15 da manhã. Gostaria, contudo, de salientar que muitas vezes têm que ser as próprias empresas de camionagem a tentar saber os horários de inicio das atividades letivas nas diferentes escolas pois, já há vários anos que não se realiza uma reunião preparatória sobre os transportes escolares no município”.

Cinco milhões de euros depois Tentar responsabilizar o município pelo incumprimento das disposições contratuais a que estas empresas se obrigaram pode parecer um exercício estranho. Mas, o Decreto-Lei n.º 299/84 , de 05 de Setembro, não se cinge apenas ao enunciado vago que a Câmara Municipal de Viseu transcreve para o seu relatório de gestão final referente ao ano de 201 2 , publicado, curiosamente, no dia 1 de abril de 2013. Ao “compete aos municípios assegurar o transporte entre a residência e o local dos estabelecimentos de ensino aos alunos dos ensinos básico e secundário, desde que residam a mais de 3 ou 4 km dos estabelecimentos de ensino, respetivamente sem ou com refeitório” presente no documento camarário referido, importa acrescentar o que o âmbito que orienta todo

o Decreto-Lei n.º 299/84 determina: “as autarquias têm competências em matéria de organização, financiamento e controle de funcionamento dos transportes escolares”. Se, o for neci mento de transporte escolar assenta em três realidades distintas: as autarquias, as empresas de transporte coletivos e as escolas, a situação presente parece apontar para que dois mecanismos nesta “engrenagem” estejam já há cinco anos em “default”. Quando se sabe que o diretor da Escola Secundária de Viriato reportou este problema, quando se sabe que o Conselho Municipal de Educação o transcreveu em acta, quando é do conhecimento público que a situação ainda não está resolvida, a conclusão parece matematicamente simples: a eventual fraca qualidade do serviço prestado, carateriza-

do pelas “carreiras atulhadas de gente” que circulam, normalmente, com atraso, apenas é possível devido à manifesta passividade da autarquia. De acordo com os dados a que o Jornal do Centro teve acesso, os transportes escolares representaram, no ano letivo de 2011/2012 um encargo de cerca de 1,1 milhões de euros para a autarquia viseense. Sendo os montantes envolvidos em anos anteriores similares ao valor apresentado, cumpre-nos afirmar que sim: conseguindo “apenas” gastar cinco milhões de euros, efetivamente o município de Viseu assegurou “o transporte entre a residência e o local dos estabelecimentos de ensino aos alunos dos ensinos básico e secundário” durante os últimos cinco anos, mas ainda não resolveu o problema da Escola Secundária de Viriato.


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TRANSPORTES ESCOLARES | ABERTURA 7

17 | outubro | 2013

“Quem é escolhido para operacionalizar o serviço de transportes escolares tem que fornecer transportes escolares na verdadeira aceção da palavra”

A Carlos Alberto Borges

Micaela Costa

Oliveira, diretor da Escola Secundária de Viriato

A direção da escola a que preside tem reiteradamente alertado para a existência de uma situação insustentável nos transportes escolares. Qual é efetivamente o problema?

Aquilo que se passa com os transportes escolares traduz-se essencialmente na existência de graves problemas de articulação entre as ligações asseguradas pelas empresas de transportes e as necessidades desta escola. Estes problemas são sentidos, sobretudo, pelos alunos oriundos das zonas sul, nascente e da área poente da cidade de Viseu que raramente conseguem uma ligação que lhes possa permitir estar presentes na escola no início das atividades da manhã – pelas 08h20. O que está aqui em causa não se restringe apenas ao número reduzido de carreiras disponibilizadas pelos operadores que, efetivamente, não têm ligação com esta escola: esta situação inibe, inclusivamente, os alunos de poder contar com

este estabelecimento de ensino para fazer o seu prosseguimento de estudos. Como exemplo, posso referir que há alunos que, tendo como destino esta escola, vão primeiro ao Rossio, mesmo quando os autocarros já circulam com atraso. Os autocarros saem tarde dos locais de partida, chegam atrasados à Central de Camionagem ou ao Rossio e, os alunos ficam sem qualquer hipótese de ligação a esta escola. Quais são os operadores de transportes que servem a escola?

Os operadores de transportes da cidade de Viseu que normalmente asseguram estas ligações são a empresa Berrelhas de Camionagem Lda. e a Marques Lda.. Contudo, esta situação também se verifica com as empresas que fazem o transporte de passageiros dos concelhos de Vila Nova de Paiva e de Mangualde. Esta situação é nova?

Não, claro que não. Já ando a alertar para este problema há mais de cinco anos. Curiosamente, as minhas chamadas de atenção têm ficado sempre em acta no Conselho Municipal de Educação mas, como infelizmente temos feito notar, a situação permanece inalterada. A escola, depois de todos os anos reportar esta situação, indo até ao limite do seu âmbito de atuação, não tem meios para resolver este problema quando os transportes escolares são, por natureza, uma responsabilidade da tutela. Eu, já por várias vezes transmiti a minha ideia a quem cumpre esta obrigação. Este problema tem de ser decidido e resolvido nas instâncias próprias: “Quem é escolhido para operacionalizar o serviço de transportes escolares tem que fornecer transportes escolares na verdadeira aceção da palavra”. Não podemos ter, nos dias de hoje, ligações, de que

são exemplos paradigmáticos as carreiras das terças-feiras (dia da Feira Semanal de Viseu), que vêm “atulhadas” de gente. As empresas de transportes têm que se mentalizar, de uma vez por todas, que não podem “ter sol na eira e chuva no nabal”. Nos dias de hoje têm que optar por uma de duas coisas: ou desistem de fazer este serviço e deixam que outros fornecedores de transportes de passageiros assegurem estas ligações ou, naturalmente, reforçam as mesmas destinandolhes os meios adequados com mais autocarros. Têm obrigatoriamente que destinar um autocarro exclusivamente ao transporte escolar e ponto final. Tem havido alguma resposta das autoridades competentes?

Em relação a nós, não posso dizer que sim. É dada uma resposta a casos pontuais mas, em relação aquela que devia

ser uma perspetiva de avanço e planeamento de um ano letivo em que pudesse ser dito às pessoas de uma forma muito concreta e objetiva que não iriam acontecer problemas com os transportes escolares, a situação atual não nos permite firmar esse compromisso quando estamos condicionados por decisões que não nos cabem. Qual é a posição da Associação de Pais dessa escola?

Nós estivemos até há bem pouco tempo sem associação de pais e, efetivamente, neste momento esta está a iniciar as diligências necessárias para que a sua voz possa ser ouvida. Como estamos em pleno período eleitoral, em que vai haver eleições e as necessárias reuniões, penso que talvez daqui a duas semanas já tome posse a nova associação de pais e, aí, estejamos em condições de encetar estratégias comuns que permitam resolver este problema que

é, ao mesmo tempo, uma realidade muito penalizadora para esta escola. São as empresas de transportes as únicas culpadas pela situação presente?

Claro que a culpa primeira pertence às empresas de transportes a quem foi confiada esta missão. Contudo, não podemos clarear o papel da autarquia a quem, conhecendo a realidade, cabe ponderar e fazer cumprir os serviços pelos quais paga. Para além das ações que pensa empreender com a nova Associação de Pais que outras medidas pondera tomar?

Esperamos apenas que seja constituído o novo Conselho Municipal de Educação para que esta escola volte a apresentar esta questão. Tal deve acontecer assim que os novos órgãos autárquicos tomem posse e, é nossa esperança que com este novo executivo, de uma vez por todas, esta questão fique resolvida.


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17 | outubro| 2013

à conversa

Entrevista e foto ∑ Paulo Neto

“...não estamos a fazer tudo nem temos feito aquilo que devíamos fazer...” Nascido numa pequena aldeia do concelho de São Pedro do Sul. Frequentou o Seminário Menor e Maior da Diocese de Viseu. Ordenou-se em 25 de Dezembro de 1973. Foi pároco em algumas paróquias da Diocese de Viseu. Foi professor no Seminário. Animador da vida nos Seminários da Diocese. Bispo há sete anos. Tem como lema: Servir a Comunidade. Servir a Igreja e anunciar Jesus Cristo, a resposta a todas as ansiedades da pessoa humana. A pobreza é uma violação dos Direitos Humanos?

É a maior violação dos Direitos Humanos. A pobreza gera depois todos os outros atentados à vida e todos os outros atentados à dignidade da pessoa humana. 17 de Outubro é o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Foi instituído pela ONU e tem como objectivo alertar consciências para defender um direito básico do ser humano. Porém, este dia foi instituído a 22/12/92. Os pobres aumentam. A ONU fracassou?

A ONU não tem tido condições. Penso também que não há vontade política e unidade de todos os países associados para atingir aquele que poderia ser o objectivo fundamental da ONU, que era procurar um equilíbrio justo, saudável, entre todas as ordens do

globo e onde todas as pessoas se pudessem sentir membros da mesma criação e sentados à mesma mesa, que é a mesa da vida e da felicidade a que todos somos chamados. 25% da população mundial vive em pobreza extrema. Que mundo é este?

Não é compreensível, não é justificável. E digo isto não atacando partes ou dimensões políticas. A Igreja é também membro deste mundo injusto. Por isso, como membro da Igreja, considero que a Igreja também tem um papel muito grande a desempenhar. Porventura, não tem sido também desempenhado como poderia e deveria ser. Por isso, eu, perante esta realidade, chamava a atenção para que todos nos empenhássemos em construir um mundo que fosse humano, que fosse justo, que fosse solidário e que, sobretudo, deixássemos de lutar por tanta coisa que é absolutamente supérflua quando pessoas, ao nosso lado, morrem de fome. Segundo a AMI “A responsabilidade social das elites da sociedade portuguesa não é praticada e nem sequer é assumida.” É evidente, também, que quanto maior for o índice de desigualdade menor será o índice de desenvolvi-

mento. Que comentário lhe merece estas asserções?

São verdadeiras essas afirmações, na medida em que o desenvolvimento tem que partir de uma vontade muito forte de todas as instituições e sobretudo daquelas que têm mais responsabilidade e que têm nas mãos o poder e a capacidade de comandar os destinos da humanidade. Por isso eu apelo a que todos nos consciencializemos que estamos a destruir o mundo, do qual deveríamos ser os primeiros, naturalmente enquanto pessoas mais responsáveis, a querer que fosse humano, justo e que nos lancemos a construir um mundo onde as pessoas sintam alegria por viver. Os idosos solitários e as famílias com agregados de 2 adultos e 3 ou mais filhos são os que estão mais perto do limiar da pobreza. Enquanto bispo e cidadão que gostaria de fazer em prol destas franjas sociais?

Como bispo gostaria que a Igreja que sirvo fosse referência para que toda a equidade passasse por as famílias, por as pessoas se sentirem verdadeiramente acolhidas e verdadeiramente orientadas numa linha de vivência dos seus direitos humanos. E que sentissem que os seus direitos eram respeitados e que quem tem

ERRADICAR A POBREZA é “O maior desafio que o mundo enfrenta hoje…” Conferência Das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) “A pobreza não é meramente uma questão de limites de salário mínimo ou recursos insuficientes, e nem deve ser remediada apenas por meio de caridade ou esquemas de redistribuição de renda. Existe a pobreza educacional, cultural, científica e social, que é o corolário da pobreza material e deve ser combatido com a mesma determinação. A pobreza resulta em destituição de capacidades individuais de desenvolvimento e em falta de autonomia.” - Irina Bokova, directora-geral da Unesco, 17 Out. 2012 “A pobreza é fácil de denunciar, mas difícil de combater. Aqueles que sofrem com a fome, a miséria e a falta de dignidade precisam mais do que palavras simpáticas; eles precisam de apoio concreto.” - Ban Ki-moon, secretário-Geral da ONU O objectivo do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza é mobilizar esforços no combate por esta causa, que continua a gerar vítimas, embora saibamos que o mundo produz a quantidade de alimentos necessários para responder à necessidade de toda a humanidade.

mais fosse ao encontro de quem tem menos e de quem menos tem, sobretudo por situações de desemprego, por situações de idade, situações de lugar onde nasceu, não tem as mesmas condições de outros bafejados pela sorte, muitas vezes sem nada fazerem para isso. Como bispo e como membro desta Igreja de Viseu eu sinto que não estamos a fazer, não estou e não estão, os cristãos da Diocese de Viseu, não estamos a fazer tudo aquilo que era necessário para erradicar a pobreza, concretamente das áreas da Diocese de Viseu. Segundo relatório do INE, num total de 27 países da EU, Portugal ocupa o 20º lugar dos detentores de maior número de pobres. Como perspectiva a possibilidade de travar esta escalada negativa?

Claro que é uma vergonha, quando vemos, em todas as referências que se fazem, que Portugal é dos países onde há maiores diferenças salariais. Há maioo en nres diferenças de salário enportugueses ess, tre os portugueses, e n ão se pode compreender que num país tão pequeno haja

tanta percentagem de pobres e tanta percentagem de pessoas a não poder viver uma vida minimamente saudável. É pena, quando olhamos para a situação política, quando olhamos para diversos tipos de lutas no nosso país e vemos aqueles que mais têm, aqueles que mais ganham, sempre provocando até situações de manipulação de dados e de usufruição de benesses que procuram naturalmente esconder, que procuram provocar, esquecendo-se completamente dos seus deveres de justiça social para com as pessoas que menos têm. Acha que a solidariedade da esmola é a solução?

A esmola é naturalmente uma forma de contribuir para quem tem menos. A esmola no seu sentido pleno, não a esmola num sentido pejorativo, num sentido pleno de partilhar os meus bens, de dar do que tenho para os outros e para os que têm, é sempre sem sempr p e uma menos têm,

forma de solidariedade. Mas a esmola tem que partir sempre da justiça, da noção de justiça e portanto enquanto não se implementar uma justiça verdadeira uma justiça social que contemple verdadeiramente situações de não-ter e situações de pobreza concreta, nunca se pode resolver o problema da solidariedade com pequenas migalhas. O vereador da CMV, Hermínio Magalhães afirmou: “ A pobreza e a exclusão social constituem as formas mais radicais de ruptura da coesão social.” Que comentário lhe merece esta constatação, sabendo que no Natal passado foram referenciados mais de 100 sem-abrigo em Viseu?

Naturalmente que essa afirmação é correcta, é justa. Agora, no mundo político e no mundo social, na diferença entre afirmações justas, correctas e a prática… vai uma distância muito grande. É bom que os políticos e os que detêm situações de orientação e normalizaa


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ILÍDIO LEANDRO | À CONVERSA 9

17 | outubro | 2013

ção da sociedade, a Igreja também, procuremos todos passar das palavras aos actos e depois não darmos em atitudes e em circunstâncias concretas uma noção totalmente contrária das afirmações que fazemos. É bom que tenhamos em conta a concretização daquilo que sentimos serem os valores e os direitos que nós proclamamos para os oup que q falamos tros,, sempre destas situações. O presidente da Confederaação Nacional das Instituições de Solidariedade, Lino Maia,, afirmou: “Há cada vez

mais pobres a bater à porta das instituições.” Também a Igreja Católica tem esta percepção?

Nós, na Diocese de Viseu temos cento e uma instituições de solidariedade, centros sociais paroquiais e Misericórdias, também instituições ligadas à Igreja. Nessas cento e uma instituições, nós, Igreja, acolhemos e respondemos a milhares de p pessoas q que

ali procuram uma resposta para as suas carências, mas, para além das cento e uma da Diocese, existem muitas outras da sociedade civil, com diverso tipo de orientação e todas elas tendentes a responder aos aspectos diversos da solidariedade, por isso, constatamos que o que fazemos não é suficiente e, talvez ao lado destas instituições, que muitas vezes lutam com falta de meios,, existem as outras situaç çõ es que são atentações d do s, verdadeirados, m ente atentados, mente p po rque pelo porque seu gasto absollutalu ta-

mente supérfluo e violando a mais elementar justiça social, vão estragando e esbanjando, nada fazendo para colmatar situações que são gritantes, no sentido da pobreza. Há mais de 2 milhões de pobres, hoje, em Portugal. Os riscos sociais estão a aumentar, os sistemas sociais estão a ser pressionados e as famílias estão em enorme tensão. Isto quando o rendimento dos 2 milhões de portugueses mais ricos é sete vezes maior que o rendimento dos 2 milhões dos mais pobres. Onde, segundo a óptica da Igreja, nos vai conduzir esta situação?

Essa situação é uma absoluta vergonha. Uma vergonha que num país tão pequeno, uma percentagem tão pequena de pessoas tenha muito mais do que aquilo que era necessário para matar a fome, para responder às necessidades de milhões de pessoas que passam fome. É gritante, esta situação e quando no governo, em Portugal, se clama por cortar, fazer cortes em todas as áreas, indo precisamente àqueles que pouco mais ganham que para a satisfação das suas necessidades básicas e que nunca fizeram nada de errado e que nunca se banquetearam e que nunca estragaram daquilo que foi gasto de uma forma injusta, que sejam eles sempre os chamados, prejudicando a sua vida familiar, a sua vida social, para pagar uma crise que todos nós sabemos como é que foi vivida e quais foram os seus antecedentes. Foi um gast absolutamente supérto ffluo, fl uo, com o pagar e o estragar e tragar daquies l que em Porlo ttugal tu gal não era p ossível nem possível jjusto ju usto gastar. H oje, infeHoje, lizmentte e, muitas te, ffa a mílias famílias e s tão a estão p assar passar mal e e stão estão a não ver futur o

para si e para os seus filhos para pagar uma crise, esses que a estão a sofrer, para a qual em nada contribuíram. Um quinto dos portugueses vive com menos de 360 € / mês. 32% da população activa entre os 16 e os 34 anos seria pobre se dependesse só do trabalho. Segundo o INE “sem as pensões de reforma e as transferências sociais do Estado, mais de 4 milhões de portugueses estariam em risco de pobreza.” A consciência crítica da Igreja e a sua capacidade de intervenção social, num país tão arreigadamente católico, não é demasiado passiva?

Não tem feito tudo aquilo que devia fazer. Penso que muitas das pessoas, muitos de nós, e de nós digo eu de todos quantos vivemos representando uma Igreja que tem os princípios do Evangelho como orientação, não estamos a fazer tudo nem temos feito tudo aquilo que devíamos fazer, porque a solidariedade não pode passar apenas pelas palavras, a solidariedade tem que ir aos actos concretos e tem que ir à forma concreta com que nós adquirimos os nossos bens e gastamos os nossos bens, os bens da Igreja. Temos que ser mais exigentes connosco próprios e com tudo aquilo que a Igreja representa numa sociedade cristã como em Portugal. O que é para si a pobreza?

Para mim a pobreza é as pessoas não terem possibilidades de viver os direitos fundamentais da sua própria vida, que é poderem formar a sua própria existência, realizar os seus projectos e terem condições para formarem e ajudarem a realizar aquela família que sonham e aquela família a que julgam ter direito. A pobreza é não ter condições para viver segundo os parâmetros de uma justiça que leve as pessoas a realizar os seus sonhos, integradas no conjunto da população no meio da qual vivem. A pobreza é, olhando as pessoas e olhando a sociedade em que vivem, não terem direito ao mínimo para serem felizes. Em declarações à Lusa, Dom Manuel Felício, Bispo da Guarda sustentou: “Os que têm dinheiro é que têm de pagar a crise. Sobretudo os bancos e os ricos.” E mais adiante acrescentou: “É mais fácil cortar nos que não têm voz nem capacidade de se defender.” É

da mesma opinião?

Naturalmente que sou da mesma opinião. Poderia não dizer as mesmas palavras, porém, a minha opinião é essa, também. Concretamente e no território que abrange, o Bispo de Viseu, Dom Ilídio Leandro, que tem feito?

Como bispo sinto-me responsável – e o primeiro responsável – por esta diocese que tem 208 comunidades paroquiais e que tem também no seu seio muitas situações de pobreza. Concerteza que os Centros Sociais são uma resposta. Procuro estimular a que atendam às situações de pessoas que menos têm, procurando isentar de qualquer tipo de pagamento aquelas pessoas que batem à porta e não têm o mínimo, a mínima possibilidade de pagar. Suscitei a criação de um Fundo Diocesano de Solidariedade. Foi no dia 25 de Janeiro de 2009. Quero e tenho incentivado a que todas as pessoas que sintam que não têm condições para viver de forma digna, batam à porta da Cáritas, que para além do seu exercício de Cáritas, administra esse Fundo Diocesano de Solidariedade, que está entregue ao Secretariado da Pastoral Social. A Cáritas é uma das instituições deste Secretariado e é ela que o administra. Tenho dito para a Cáritas atender e responder a tempo a todas as situações, porque na medida em que vai faltando o dinheiro é ocasião e haverá oportunidade para fazer novos pedidos e para ir de novo suscitar a solidariedade e a justiça da Diocese. Tenho procurado, por palavras e por actos, fazer alguma coisa. Mínima, reconheço. Mas alguma coisa para minimizar as situações de pobreza extrema que há também nesta nossa Diocese. Nas Visitas Pastorais que praticamente estou a acabar, pois falta-me apenas o concelho de Viseu, estando uma semana em cada paróquia, tenho procurado conhecer e tenho procurado fazer os maiores apelos a que a partilha, a solidariedade, o abrir de tudo aquilo que nós, Igreja, temos para ir de encontro aos que menos têm. Tenho feito um esforço e tenho feito, sobretudo, um apelo aos padres e aos cristãos para sermos verdadeiramente os dinamizadores de uma justiça social e de uma solidariedade da Diocese.


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17 | outubro| 2013

região O Com a ndo Di strital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu e o Corpo Nacional de Escutas (CNE) Viseu promovem , no â mbito da Semana Nacional da Proteção Civil e Segurança, uma demonstração/exposição dom i n go, d i a 2 0, d a s 09h00 às 12h30, junto ao Pavilhão Multiusos em Viseu. A Semana Nacional de Proteção Civil e Segurança do CNE em Viseu tem como f i na lidade a sensibi l i zação e for m ação sobre as diversas valências e temas relacionados com a Proteção Civil e Segurança bem como a forma como os diferentes agentes se interligam e interagem no terreno para a prestação de apoio e socorro às populações quando estas o solicitam. A açãoconta com a participação de pessoal e material dos vá rios agentes de Proteção Civil e Segurança, existentes no distrito de Viseu, nomeadamente o ANPC Viseu, corpos de Bombeiros, PSP Vi seu , GN R Vi seu (Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente - SEPNA e Grupo de Inter venção, Proteção e Socorro – GIPS), ICNF Viseu Equipa de Sapadores Florestais, Exército/ RI14, Cruz Vermelha Portuguesa (CVP)e INEM.

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IPV com 1633 novos alunos Dados∑ Instituto de Ensino Superior contabiliza menos cerca de 300 novos alunos que no passado ano letivo e alerta para medidas urgentes nos cursos de engenharia O Instituto Politécnico de Viseu (IPV) regista para o ano letivo de 2013/2014, “1.633 novos alunos matriculados em todo o leque formativo, desde as licenciaturas aos mestrados, passando pelos cursos de especialização tecnológica e pós-graduações”, como refere a instituição de ensino em comunicado às redações. Este número representa cerca de menos 300 alunos que no passado ano letivo, sendo que no que diz respeito a vagas disponibilizadas, este ano foram também inferiores. O IPV disponibilizou 1.370 vagas para o concurso nacional de acesso ao ensino superior, e em 2012/2013, 1484. Globalmente o IPV tem matriculados 1.031 novos estudantes nas 36 licenciaturas que disponibiliza. Nas três fases do Concurso Nacional de Acesso foram colocados 672 estudantes (menos 365 que no ano anterior) e os restantes 359 ingressaram na instituição através dos concursos locais, também bastante menos que no ano transato. Nas outras formações, verificou-se de igual modo uma significativa adesão de novos es-

DETENÇÃO Viseu. A PSP deteve no passado sábado, dia 12, três homens de 23, 33 e 39 anos de idade, por conduzirem sob o efeito de álcool, com uma taxa de 1,38g/l, 1,54g/l e 2,48g/l, respetivamente.

Arquivo

SEMANA NACIONAL DA PROTEÇÃO CIVIL COMEMORASE EM VISEU

tudantes, mais concretamente 602, distribuídos pelos diversos cursos de Mestrado (190), Pós-graduações (95) e de Especialização Tecnológica (317)”. No mesmo comunicado o IPV mostra-se contente com este número, “tendo em consideração a conjuntura atual, desde a diminuição nacional de 2.595 candidatos, à situação de crise financeira que o país atravessa, bem como as diversas condicionantes ocorridas no concurso nacional”. O instituto de ensino superior refere ainda a importância dos concursos locais, que se apresentam como parte significativa no número total de alunos. “Mais uma vez se verifica que os dados do concurso nacional de acesso são insuficientes para avaliar a taxa de ocupação das instituições de ensino superior. Os concursos locais têm um impacto muito relevante

nos resultados finais”. E alerta as entidades para que analisem os cursos de engenharia que têm sofrido uma diminuição no número de inscrições. “Tal como era esperado, os cursos de engenharia tiveram um resultado muito fraco, no concurso nacional, na generalidade das instituições, mas conseguiram, felizmente, um resultado razoável a nível local. Os resultados nacionais ao nível das engenharias, quer nos politécnicos, quer nas universidades, não podem deixar de ser analisados pela tutela. Torna-se necessário tomar medidas urgentes, designadamente ao nível da revisão das condições de acesso, sob pena de, a curto prazo, o país deixar de ter os técnicos qualificados necessários ao funcionamento, desenvolvimento, inovação e competitividade das suas empresas”. Micaela Costa

CONDUÇÃO Viseu. Dois homens de 17 e 19 anos, foram detidos no passado sábado, dia 12, por conduzirem um ciclomotor sem habilitação legal para o efeito.

ARMA ILEGAL Viseu. No âmbito de uma fiscalização rodoviária que decorreu no passado domingo, dia 13, a PSP deteve um homem de 32 anos por posse de arma de fogo ilegal.

ÁLCOOL Viseu. Com t a x a s de 1,28g/l, 1,65g/l, 1,63g/l, 1,67 e 1,72g/l de álcool no sangue foram detidos cinco homens de 28, 31, 32, 39 e 44 anos, respetivamente. A detenção decorreu na passada quinta-feira, dia 10. Viseu. Foram detidos, no passado domingo, dia 13,

dois homens, de 51 e 55 anos, por conduzirem sob o efeito de álcool. Os indivíduos apresentavam uma taxa de 170g/l e 1,56g/l de álcool no sangue, respetivamente.

SUICÍDIO Viseu. Elementos do destacamento de Trânsito da GNR de Lamego evitaram que, na passada sexta-feira, dia 12, um idoso de 74 anos se suicidasse na A24. Segundo as autoridades, a patrulha foi contacta pelo posto da Régua, que deu conta de que um homem estaria na ponte (direção LamegoRégua). De imediato os agentes se deslocaram ao local, mas o indivíduo já tinha sido abordado por um cidadão que evitou que o idoso se suicidasse. Os militares continuaram o trajeto e já no sentido oposto, Régua-Lamego, avistaram um automóvel ligeiro estacionado na autoestrada. Os militares abrandaram e viram que um homem estaria junto ao gradeamento. Quando se aproximaram constataram que era o mesmo indivíduo que pouco antes havia estado do outro lado. Depois de alguma troca de palavras conseguiram convencê-lo a abandonar o local.


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12 REGIÃO | VISEU

17 | outubro| 2013

Opinião

José Filipe Fonseca

O dia da alimentação

A O duque que nasceu na Alemanha em 1969 é o convidado da Real Associação de Viseu

Duque Paul Wladimir von Oldemburg discute Europa Cristã Conferência∑ Liderança social e cultural debate-se sexta-feira, dia 18. Decorre sexta-feira, dia 18, a conferência “Defendendo a Europa cristã: Tarefa de todos, tarefa das lideranças sociais e culturais” Organizada pela Real Associação de Viseu, a conferência, que tem início pelas 18h00, no Clube de Viseu tem como orador o Duque Paul Wladimir von Oldemburg. Paul Wladimir von Oldemburg nasceu em Lübeck (Alemanha) em Publicidade

1969. Pelo lado paterno, de remota origem dinamarquesa, eram soberanos do Grão-Ducado de Oldemburg, hoje parte do Schleswig-Holstein, onde chegaram a possuir exército próprio, a exercer a justiça e a cunhar moeda. Tem relações de parentesco com as casas reinantes da Dinamarca (desde 1448) e da Noruega (desde 1905) e ainda com as da Rússia (1796-

1917), Grécia (1863-1974) e Suécia (1751-1818). Pela lado materno, descende dos Hohenzollern, dinastia dos antigos Reis da Prússia, que depois foram Imperadores da Alemanha, sendo trineto do Kaiser Guilherme II. É casado com María del Pilar Méndez de Vigo y Löwenstein e pai de quatro filhos. É licenciado em agronomia pela Universidade de Göttingen e no quaPublicidade

dro da sua formação profissional, acumulou amplo conhecimento da Europa depois da queda do Muro de Berlim. Em 1999, após madura reflexão e estudo, abandonou a confissão luterana e abraçou a Fé católica. Desde a sua criação, em 2009, é director do bureau da Fédération Pro-Europa Christiana, sedeada em Bruxelas, onde reside com a família.

O dia 16 de Outubro é designado o dia da alimentação. Este ano, a FAO debruça-se sobre o vasto tema “Sistemas alimentares sustentáveis para a segurança alimentar e nutrição”. Segundo o estudo da FAO (2013), 868 milhões de pessoas padecem de uma nutrição deficiente. Isto é, 12.5% da população mundial encontra-se mal nutrida. No mundo, 26% das crianças revelam deficiências no crescimento, decorrentes deste problema; 2 mil milhões de pessoas não têm acesso a alimentos que lhes permitam um aporte em micronutrientes. No lado oposto, com igual gravidade, 1400 milhões possuem peso a mais e 500 milhões são consideradas obesas. Em termos económicos, este abrangente problema acarreta a uma perda económica no PIB mundial de 5%. Por habitante, o seu valor é de 500 dólares. A carência de micronutrientes é responsável pela quebra de 3% do PIB e decorre da diminuição da produtividade dos trabalhadores, a que se somam os inevitáveis gastos directos com a saúde pública. No que diz respeito à débil nutrição infantil, e pese embora o seu valor tenha diminuído substancialmente para metade ao longo de várias décadas, a que por certo não serão estranhas as constantes campanhas de incentivo à amamentação materna, assiste-se de modo concomitante à duplicação da obesidade. Os problemas relacionados com a alimentação, que passam por um deficiente aporte de nutrientes, pela carência de micronutrientes e por um excesso de peso, têm na sua base causas complexas e multifactoriais. Destas, podemos enumerar algumas, tais como: a disponibilidade e acesso ou não a alimentos inócuos, variados e nutritivos; a ainda irregular e intermitente utilização de água potável, a que se juntam regimes alimentares descuidados e inapropriados às diferentes faixas etárias; já para não

Rui Coutinho Técnico Superior Escola Superior Agrária de Viseu rcoutinho@esav.ipv.pt

falar da condicionante dimensão cultural e política de muitos países. Está tudo dito, não? Assim, o debate a desenvolver versará não só o acesso a alimentos em segurança e quantidade, mas também em qualidade e com valor nutricional. Este último aspecto é por norma negligenciado. Basta olhar para a legislação alimentar. O enfoque da mesma é sempre de pendor sanitário. A manter-se o actual crescimento populacional, e com uma produtividade agrícola que evidencia taxas de crescimento mais modestas, será necessário induzirem-se aumentos na produtividade agrícola na ordem dos 60%. Trata-se de um acréscimo difícil de atingir e reportamo-nos apenas à gama de alimentos para satisfazer as necessidades metabólicas básicas da cada pessoa. Deste modo, parece notório que as futuras directrizes relacionadas com esta problemática necessitam de uma abordagem ampla que permita estabelecer elos e pontes entre as diferentes partes. O desenvolvimento agrícola, rural dos ecossistemas e da sua biodiversidade terão de ser conseguidos. A disponibilidade de alimentos em quantidade e qualidade dever-se-á alargar a toda cadeia alimentar (produção, distribuição e comercialização) e requererá entendimentos e vontades de muitos. A todos estes factores é necessário acrescentar um plano de educação e formação nas diferentes áreas. No dia da alimentação, mais do que explicar a roda dos alimentos, que já inclui a água no seu centro, é indispensável instigar uma discussão sadia, sólida e construtiva, de modo a que todas as novas peças, ao encaixarem de modo harmonizo, permitam originar diferentes rodas para se alcançarem novos destinos e novas metas. Boa alimentação.


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Feira da Maçã Bravo de Esmolfe não é só uma grande festa A Feira da Maçã Bravo de Esmolfe regressou, no passado sábado, ao Centro de Exposições de Produtos DOC, em Esmolfe. Nascida da parceria entre a FELBA - Promoção de Frutas e Legumes da Beira Alta ACE e a Câmara Municipal de Penalva do Castelo, este certame continua hoje fiel ao seu objetivo central: valorizar um dos produtos identitários de Penalva do Castelo. Depois do enorme sucesso obtido em 2012, o apelo à produção da “rainha das maçãs do mundo” marcou a edição deste ano quando, segundo Rogério Martinho, vice-presidente da FELBA – entidade responsável pelo processo de certificação da maçã Bravo de Esmolfe, louvando “a evolução que ao longo dos anos esta feira teve”, existem no horizonte alguns sinais de preocupação. “A região de Penalva do Castelo está, hoje, projetada no mundo. Isso deve-se, em muito, àquilo que a Câmara, a Junta de Freguesia de Esmolfe e àquilo que o dr. Leonídio Monteiro (atual presidente da Câmara de Penalva do Castelo) fez. Naturalmente que estamos à espera que o futuro melhore mas, devo dizer, estamos a verificar que houve um retrocesso na cultura deste produto. Os agricultores têm que apostar fortemente na sua produção”,

Pedro Morgado

Certame ∑ Cumpridos 18 anos de feira no berço da Bravo de Esmolfe

salientou. A melhoria na promoção deste produto que, desde 2012, pode ser encontrado no mercado devidamente certificado e embalado para melhor divulgar a marca, é hoje levada muito a sério pelos principais responsáveis locais, apenas encontra equivalente na enorme confiança que as gentes desta terra têm na qualidade desta maçã. “Por mais trabalho que se faça, todo o trabalho acaba por ser insuficiente. Eu tenho contribuído de forma modesta, como é minha obrigação, como será obrigação de todos aqueles que estão nestes lugares, para valorizar o nosso

produto. Temos que o promover fundamentalmente porque, se nós o conseguirmos chegar ao mercado, ele naturalmente se imporá”, disse Leonídio Monteiro. No momento em que a tónica no País está centrada na internacionalização, Leonídio Monteiro, presidente da autarquia de Penalva do Castelo, referiu a baixa produção como um dos entraves à “possível internacionalização deste produto”, o que, a seu ver, poderia permitir que “a maioria do valor do produto ficasse de facto para os agricultores”. “Infelizmente a quantidade de maçã que se produz é insuficiente para

o mercado interno e nós gostaríamos que, através da FELBA, este desafio pudesse ser cumprido”, salientou. Sinal da importância deste produto para a economia local e regional, foram as presenças da diretora regional de Agricultura e Pescas do Centro, Adelina Maria Machado Martins, dos deputados do PS eleitos pelo círculo de Viseu, Acácio Pinto e José Junqueiro, do vice-presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Joaquim Manuel Patrício Ferreira, do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva, José Morgado e do futuro edil de

ção das ervas daninhas e por último a colheita, a apanha do fruto, que acarreta custos avultados.

Como está a correr esta edição da feira?

Penalva do Castelo, Francisco Carvalho, que tomará posse no próximo dia 21 de outubro, pelas 15 horas. “A maçã Bravo de Esmolfe é hoje a rainha da festa. É um produto extremamente importante que foi apoiado no atual contexto para que o aumento da produção, através da instalação de novos pomares, fosse uma realidade. Esperamos, contudo, que no futuro está adesão se intensifique […] pois temos aqui um produto de extraordinária qualidade”, referiu a diretora regional. Adelina Martins destacou ainda o valor desta “região de excelência” no País em que deve ser real-

çada e apoiada a “imensa qualidade da maçã Bravo de Esmolfe e dos vinhos do Dão” ao mesmo tempo que deixou uma palavra de estímulo aos agricultores da região. “Temos é que aproveitar e apoiar aqueles jovens, jovens como aquele jovem agricultor com quem tive a oportunidade de trocar algumas palavras que aqui se instalou, que vem à quinta-feira cheio de vontade de trabalhar, e é isto que nós precisamos. Precisamos de gente com vontade de trabalhar, de produzir, para que possamos ter um Portugal cada vez com mais riqueza”, salientou. A maçã Bravo de Esmolfe é uma maçã com características únicas que, de entre as cerca de 7.500 variedades existentes no mundo, apresenta potencialidades a nível da saúde cardiovascular, de acordo com um estudo do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET), na redução do colesterol e dos triglicéridos. A história da Feira da Maçã Bravo de Esmolfe é uma história de sucesso. A Feira da Maçã Bravo de Esmolfe não é só uma grande festa: é a história do trabalho de muitas gerações nesta pequena freguesia do concelho de Penalva do Castelo.

A feira vista pelos produtores A produção de maçã Bravo de Esmolfe foi, falando a título particular, melhor do que a do ano anterior, mas importa registar que houve um decréscimo de produção nas outras variedades que também produzo.

maçã que está a ser vendida aqui, a um euro o quilo, está muito cara. Contudo, as pessoas têm que entender que para vendermos a menos não compensa. Os tratamentos ficam muito caros e a isso tem que ser somado o valor da mão-de-obra.

Quais são as expetativas para o escoamento desta colheita?

Quais são os fatores que influenciam o preço final do produto?

Vai ser difícil escoar toda a produção durante o evento de hoje, uma vez que as pessoas consideram que a

São, como referi, os tratamentos contra as pragas, os herbicidas, as regas, o trabalho de remo-

Como foi a colheita de maçã Bravo de Esmolfe em 2013?

O que vai acontecer a toda a maçã que não é vendida hoje?

Toda a maçã que não puder vender hoje será entregue esta segundafeira na cooperativa. Tenho a vantagem de ser sócio da Cooperativa de Alcafache e apenas terei que a mudar de caixa para que esta possa ser entregue.

Daquilo que vi até ao momento, penso que a edição deste ano está mais fraca ao nível da afluência de compradoresquandocomparada com a feira do ano passado. Como exemplo, posso dizer-lhe que no ano passado por volta do meio-dia já tinha vendido tudo e este ano, como pode observar, ainda tenho a banca quase completa. Penso que a crise que se vive no País está a afastar os potenciais compradores.

A Fernando da Costa e Idalina Rebelo

Pedro Morgado


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educação&formação Escola de Negócios das Beiras e Força Aérea Portuguesa estabelecem protocolo A Escola de Negócios das Beiras (ENB) e a Força Aérea Portuguesa (FAP) estabeleceram um protocolo de colaboração, entre ambas as entidades. A Força Aérea Portuguesa é parte integrante do sistema de forças nacional e tem por missão cooperar, de forma integrada, na defesa militar da República, através da realização de operações aéreas, e na defesa aérea do espaço nacional. A estes, a ENB oferece ao pessoal militar e civil da Força Aérea e respectivos familiares directos 20% de desconto em formação da Publicidade

ENB e em serviços de consultoria, participação gratuita em eventos e colaboração na organização de eventos. A FAP com este protocolo pretende potenciar a formação junto do seu pessoal, em diferentes áreas de actuação, permitindo assim que estes contactem com outras realidades e necessidades do mercado Para a ENB, este protocolo representa uma mais-valia e é encarado com muito orgulho, pois traduz o reconhecimento da sua oferta formativa, expandida recentemente a Castelo Branco, Coimbra, Ericeira, Lisboa e Porto.

Reciclar dá prémio à Escola Profissional Mariana Seixas “Escolas Interecycling” ∑ 33.210 kg de resíduos elétricos e eletrónicos reciclados no ano passado A Escola Profissional Mariana Seixas (EPMS) foi premiada pela reciclagem de 33.210kg de resíduos elétricos e eletrónicos no ano letivo passado, no âmbito da campanha de recolha “Escolas Interecycling” promovida pela Interecycling, empresa de reciclagem de resíduos elétricos e eletrónicos. A EPMS foi, ao longo dos últimos cinco anos, a escola em Portugal que recolheu mais resíduos elétricos e eletrónicos com mais de 200 toneladas, sendo que esta prestação será distinguida na cerimónia de entre-

ga de prémios que reconhece a prestação da EPMS, sexta-feira, dia 18 pelas 15h00, no edifício da Interecycling, em Tondela. Para Gonçalo Ginestal, diretor pedagógico da EPMS, “A Escola Profissional Mariana Seixas esteve desde a primeira hora empenhada e motivada para sensibilizar a sua comunidade escolar, alunos, pais e encarregados de educação e colaboradores docentes e não docentes, para a importância da separação, recolha e tratamento dos resíduos elétricos e eletrónicos”. E que a esco-

la promove “igualmente uma cultura de entreajuda, de sensibilização ambiental e de envolvimento de toda a Escola”, revelou. No regulamento da ca mpa n ha da Interecycling os prémios para as escolas estão previamente definidos de acordo com o número de toneladas que cada unidade escolar consegue recolher. A EPMS, com uma recolha total de 33.210kg de resíduos elétricos e eletrónicos, recebe um computador portátil, uma televisão LED e uma máquina de filmar digital.

A Interecycling, S.A. é u m a socied ade de reciclagem de resíduos de equipamento elétrico e eletrónico (REEE’s), localizada na Zona Industrial do Lajedo, no concelho de Tondela, e foi a primeira empresa de REEE’s na Península Ibérica. A EPMS continua a participar nesta iniciativa no presente ano letivo, estando inserida no plano anual de atividades como um projeto no âmbito da responsabilidade social, cívica e ambiental. Micaela Costa

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17 | outubro | 2013

especial

Caça 2013

textos ∑ Micaela Costa

Portaria proíbe caça em zonas do Caramulo Devido aos incêndios que afetaram a Serra do Caramulo, nos meses de agosto e setembro, o Ministério do Ambiente fez saber que é proibida a caça em Águeda, no distrito de Aveiro, e Tondela, Oliveira de Frades, Vouzela e Viseu, no distrito de Viseu. O diploma em portaria explica que os incêndios tiveram um impacto sig-

nificativo nas populações das espécies cinegéticas existentes e que o período legal de interdição da caça é insuficiente nas áreas atingidas por estes incêndios para preservar as espécies, pelo que foi decidido prolongar a interdição durante a presente época venatória. Desta forma, não é permitida a caça de qualquer espécie nos terrenos situ-

“Mais de 80% do coelho-bravo morreu” Nos últimos anos a população de coelhos bravos em Portugal tem diminuído assustadoramente. “Mais de 80% do coelho bravomorreu” afirmou Mário Antunes, presidente da Federação dos Clubes de Caça e Pesca do Distrito de Viseu (FCCPViseu). Esta espécie cinegética tem sido atingida mortalmente pela rápida propagação de algumas doenças, como a hemorrágica viral e mixomatose. No caso da hemorrágica viral “a modificação do vírus tem tido um comportamento mais vio-

lento, com contornos diferentes do que se esperava”, sublinhou Mário Antunes. Acrescentando que “ao contrário da última “variação” que não atacava a população mais jovem, esta está a ser mais grave e a atacar toda a população”. Com esta epidemia “a sustentabilidade económica da grande maioria das zonas de caça está em risco”, pois o coelho-bravo “é a base alimentar de várias espécies e é mais de 70% do suporte da atividade cinegética”, sustenta Mário Antunes.

ados no interior do perímetro percorrido pelos incêndios que atingiram estes concelhos, nem numa faixa de 250 metros ao redor deste perímetro. Para “minimizar os impactos desta medida sobre as entidades concessionárias de zonas de caça associativas e turísticas dentro da área afetada dos municípios percorridos por tais incêndios da ser-

ra do Caramulo”, o diploma isenta-as em 2014 do “pagamento da taxa anual devida por hectare, ou fração, concessionado”. Atualmente estão já a decorrer as épocas de caças ao coelho-bravo, lebre, raposa, saca-rabos, perdizvermelha, faisão, pomboda-rocha, pega-rabuda, pato-real, galinha-d’água, Codorniz e pombo-bravo, entre outras espécies.

4 Passos para se tornar caçador 1- Faça o pedido para tirar a carta de caçador entre os meses de outubro e dezembro (no caso de Viseu é na Quinta do Soqueiro, junto à Casa de Saúde). Neste processo é pago um valor que ronda os 55€/57€ 2- Entre abril/maior (1ª fase) realizamse os exames para obtenção da carta. Um exame teórico/prático no Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas 3- Licença de uso e porte de arma, também através de um exame, na Polícia de Segurança Pública (PSP) 4- Licença de caça (subdividido por licença nacional, que permite caçar em todo o território nacional durante a época venatória; licença regional, que permite caçar na respetiva região cinegética, durante a época venatória; e a licença para não residentes em território nacional)

“O governo está a dormir” Para além dos problemas com as espécies, a crise, os encargos cada vez mais elevados e a pouca ajuda do governo ao setor da casa têm sido os principais problemas apontados que pela Federação Portuguesa e pelas várias federações espalhadas pelo país. No início do mês de setembro, em entrevista a um jornal nacional a Federação Portuguesa da Caça (Fencaça) dizia que “este é o pior Governo dos últimos 20 anos para a caça”. Já na opinião de Mário Antunes, da Federação dos Clubes de Caça e Pesca do Distrito de Viseu (FCCPViseu), não é possível fazer uma comparação, mas se falarmos em termos de atitudes e deci-

sões de recuperação do setor afirma sem hesitação que “o governo está a dormir”. No mesmo artigo, a Federação Portuguesa da Caça referia que “o encaixce do Estado é de cerca de 10 milhões, entre taxas pagas pelas zonas de caça e pelos caçadores” e que “o Estado não devolve nem um tostão ao setor”. Nos últimos anos, “o número de caçadores tem estado a baixar na ordem dos 10 mil por ano” afirma Mário Antunes” e na opinião de Jacinto Amaro da Fencaça “se os governos não tiverem noção da importância deste setor, a caça passará a ser uma atividade como o golfe, só para gente abastada”.

Restaurante Clube Caçadores apresenta mais de 30 sugestões Arroz de perdiz com míscaros e javali na púcara são duas das iguarias que pode encontrar no Restaurante Clube Caçadores, localizado junto ao Aeródromo , em Viseu. Tal como o nome indica, este é um retiro privilegiado para quem gosta de apreciar pratos de caça. E a lista de espécies confeccioPublicidade

nadas é vasta: veado, perdiz, faisão, coelho bravo, lebre e javali. A estes é preciso acrescentar uma outra ementa baseada nos sabores tradicionais da cozinha beirã. Além dos paladares ricos – são cerca de 30 as sugestões do cardápio – há espaço para degustar produtos tão característicos da re-

gião, como o míscaro e a castanha, ingredientes que não podem faltar na mesa. A acompanhar, um vinho tinto generoso, de preferência do Dão. Não podemos esquecer também as entradas que nos brindam ao início da refeição, nomeadamente os enchidos tostados, que combinam na perfeição

com o pão regional. À sobremesa, impõe-se a fruta e a doçaria variada, mas quem nos conquista é o requeijão com doce de abóbora. Com capacidade para perto de 150 pessoas, em várias salas, o Clube Caçadores dispõe de um ambiente intimista e de convívio. Diríamos que quase fami-

liar. Para o aconchego que se sente em muito contribui a lareira que existe em cada uma das salas, e que faz as delícias dos clientes. Quem experimenta acaba sempre por voltar e é frequente, graças às excelentes condições do espaço, encontrar grupos em amena confraternização. Esta é uma excelente proposta para almoços ou

jantares de negócios, reuniões de grupo e até para uma ceia de Natal repleta de tentações. O restaurante, enquadrado num recanto de grande beleza e onde se privilegia o contacto com a Natureza, encerra apenas às quartasfeiras. No resto da semana, pode entregar-se aos prazeres de uma boa mesa. AM


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economia Cessação do contrato de trabalho por acordo A cessação do contrato de trabalho está limitada às seguintes formas fixadas na lei: a caducidade, a revogação, a resolução e a denúncia. No presente artigo, abordaremos apenas a forma de cessação do contrato de trabalho por acordo entre empregador e trabalhador – a revogação. Esta forma de fazer cessar o contrato assenta, portanto, num acordo dos contraentes em pôr fim ao vínculo contratual que os une. Este acordo poderá ser feito em qualquer momento da vida do contrato (incluindo o período experimental), em qualquer modalidade de contrato de trabalho, por qualquer razão e sem necessidade de apresentação de qualquer motivo para a rutura do mesmo. Contudo, este acordo de cessação do contrato deve constar de documento escrito, assinado por ambas as partes, em duas vias, ficando cada uma delas com um exemplar. Há que atender cuidadosamente a esta exigência formal, pois a inobservância de forma escrita implicará a nulidade do próprio acordo. Para além desta formalidade, o documento deve mencionar expressamente a data da celebração do acordo e a do início da produção dos respetivos efeitos. No mesmo documento as partes têm a faculdade de acordar na produção de outros efeitos, desde que não contrariem normas imperativas dispostas no Código do Trabalho, nomeadamente a inserção de uma cláusula de limitação da prestação de trabalho concorrencial com a do empregador. Uma vez que se trata de um “despedimento negociado”, é usual as partes estabelecerem uma compensação pecuniária de natureza global para o trabalhador. Ora, se no acordo constar esta compensação pecuniária, presume-se que naquela foram, pelas partes, incluídos e liquidados os créditos já vencidos à data da cessação do contrato ou exigíveis em virtude dessa cessação. A imposição dos elementos supra descritos no documento que titula o acordo revogatório por parte do legislador visa proteger os interesses do trabalhador e da própria estabilidade da relação laboral e assegurar que a sua vontade de fazer

Ângela Figueiredo Santos Advogada angelafsantos-49508c@adv.oa.pt

cessar o contrato se forme de modo livre, esclarecido e ponderado. Pois, na prática, muitas são as vezes em que o trabalhador é abordado pelo empregador para pôr fim ao contrato de trabalho e, precipitadamente, assina um acordo de cessação do contrato sem ponderar as eventuais consequências ou atestar se a compensação pecuniária de natureza global corresponde ao montante total dos seus créditos já vencidos. Desta forma, para fazer face a estas situações de fraude aos direitos dos trabalhadores, o legislador prevê a cessação do acordo revogatório. Ou seja, o trabalhador e apenas este pode repensar a sua decisão de fazer cessar o contrato de trabalho por mútuo acordo e revogar essa sua decisão, até ao prazo de sete dias a contar da data da celebração desse acordo, mediante comunicação escrita dirigida ao empregador. A revogação do acordo revogatório exercida nestes termos consubstancia um autêntico “direito ao arrependimento” por parte do trabalhador, que só é eficaz se, em simultâneo com aquela comunicação, o trabalhador entregar ou puser à disposição do empregador a totalidade do montante das compensações pecuniárias recebidas por efeito da cessação do contrato de trabalho. Porém, é possível vedar esta possibilidade ao trabalhador de exercer o seu “direito de arrependimento” no prazo de sete dias, caso o acordo de cessação do contrato de trabalho seja devidamente datado e cujas assinaturas sejam objeto de reconhecimento notarial presencial. Desta forma, acautelar-se-á os interesses de ambos os contraentes. Assim, esta figura jurídica consubstancia uma forma de pôr fim aos contratos de trabalho que, pelas particularidades que lhe são inerentes, se for indevidamente aplicada pode ter consequências negativas para ambas as partes, consequências essas que poderão ser evitadas com o recurso a profissionais forenses.

Dia Distrital do Bombeiro em Castro Daire

Comemoração∑ Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire comemora 135º aniversário A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire está a organizar as comemorações do 135º aniversário, que decorrem este fim-de-semana, dias 19 e 20, bem como o dia Distrital do Bombeiro que terá lugar no Parque Urbano. Nas comemorações marca presença o secretário de estado da Administração Interna, Filipe Lobo d’Ávila, o presidente da Câmara Municipal de Castro Daire, Fernando Carneiro, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, comandante Jaime Marta Soares e o presidente da Federação dos Bombeiros do distri-

diariodigital.sapo.pt

Consultório Jurídico

A Secretário de estado da Administração Interna, Filipe Lobo d’Ávila, marca presença no evento to de Viseu, Joaquim Rebelo Marinho. No sábado, as comemorações têm início pe-

las 15h00, com exercícios no âmbito operacional e à noite a música vai animar os presentes. No do-

mingo o programa começa pelas 15h00. Micaela Costa

Mangualde debate relação com a morte Decorre sábado, dia 19, das 9h30, às 16h30, no auditório do complexo Pa roquia l de Ma ng ua lde um sem iná rio intitulado “O profissional e a sua relação com a morte”, organizado pela Associação de Agentes Funerários do Centro.

O debate começa pelas 10h00 com a apresent aç ão e a ssi n at ura do Protocolo com a SIGV (GAL). No 1 º p a i n e l d e b a te-se “o profissional e as exigências diárias”, “ Patógeneos Sa n g u íneos e os seus perigos no local de trabalho”,

“A responsabilidade do empregador em matéria de seg u ra nça , h igiene e saúde no trabalho”, “Agentes biológ icos e a s med ida s preventivas, em conte x to l a b o r a l p a r a o sector funerário” e “As religiões e os rituais ligados à morte: a parti-

cularidade de religião Cristã” No 2º painel, “O serviço Funerário: novos desafios”, “As emoções e o seu sig n i f ic ado Desafios do Profisisonal Funerário”, “Implementação do SICO e exigências para o profissional”. MC

Feira da Alimentação em Vila Nova de Paiva Para celebra o Dia Mundial da Alimentação, o préescolar do Agrupamento de Escolas de Vila Nova

de Paiva, organiza sextafeira, dia 18, a Feira da Alimentação que o Pré-Escolar do Agrupamento de

Escolas de Vila Nova de Paiva. O evento que decorre no Auditório Municipal

Carlos Paredes, visa promover produtos hortícolas, fruta da época, leguminosas, doces e compotas. MC

Conferência de terapias alternativas na APPACDM Sexta-feira, dia 18,a APPACDM de Viseu vai abrir as portas a todos os que se queiram inscrever na Conferência sobre Terapias Alternativas: Reiki e Terapia Assistida por

animais. A conferência tem início pelas 9h00 e é dividida por dois painéis. Um intitulado de “Terapia Assistida por animais”, com Helena Teixeira (técnica

de terapia assistida por animais), Diana Morgado (psicóloga da APPACDM), na vertente de terapia com cães e para o tema Hipoterapia, marcam presença as oradoras Tânia Lima (te-

rapeuta ocupacionmal) e Edgar Ramos (técnico de reabilitaçãi psicomotora). O segundo painel, que tem como tema o Reiki, conta com Emília Sarmento, mestre em Reiki. MC


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Clareza no Pensamento (http://clarezanopensamento.blogspot.com)

Frustração Paloma Cabañas

Pedro Morgado

Dir. Recursos Humanos, Huf Portuguesa, Lda. Docente da cadeira de Gestão de Recursos Humanos IPV

Pousada de Viseu recebeu 5º Festival da GFS Cosméticos Sempre foi um festival que no seu ADN tinha a apresentação dos produtos da marca italiana Hair Company como principal objetivo. Este ano o 5º Festival da GFS Cosméticos abriuse ao público, evoluiu e Publicidade

foi mais audaz nas suas metas. Uma série de workshops dedicados à “Extensão e Alongamento de Cabelo”, ao “Alisamento/Cor” e à “Maquilhagem”, complementados por uma palestra

de Mauro Santos sobre “Atendimento… Factor Diferença”, foram o mote para que, na manhã do passado domingo, centenas de pessoas tivessem passado pela Pousada de Viseu. Já a tarde foi de fes-

ta. Conceituados cabeleireiros executaram ao vivo os seus penteados, seguindo-se Fátima Preto que apresentou a nova coleção do estilista Nuno Vidigal. Pedro Morgado

A frustração é um sentimento que todos nós, em algum momento da vida, experimentamos, o qual se origina quando nos vemos privados de algo que desejamos e que evidentemente, não conseguimos obter, estando, muitas vezes, relacionada com terceiros. Tornase pois, um sentimento de impossibilidade, sendo, por vezes, paralisante, já que deixamos de arriscar, de nos aventurar, pelo medo da frustração e do fracasso. Porém, poucos de nós compreendemos que a frustração é um factor para atingirmos o sucesso, faz parte da nossa aprendizagem e contribui para que sejamos capazes de madurecer e conseguirmos enfrentar os obstáculos que a vida nos oferece. Não conheço ninguém que tenha alcançado o sucesso sem ter experimentado, na primeira pessoa, algum tipo de frustração, quer no trabalho, quer na vida pessoal. Para a maioria das pessoas, uns dos seus principais objectivos é evitar a frustração a qualquer custo, evitando assim fazer qualquer coisa que as possa levar a fracassar e consequentemente a um estado de frustração, porém, na maior parte das vezes, é exactamente este medo que as impede de alcançar os seus objectivos. Em muitas ocasiões, ba sta muda r a for m a como percebemos as coisas e a nossa realidade altera-se, passando de

um sentimento de medo e incapacidade para um sentimento de força propulsora que nos leva a enfrentar os desafios. Muitas vezes, temos que estar preparados, para que não dê certo, mas, nestas situações, ao menos ficaremos com a certeza de termos tentado, termo-nos arriscado e ganho experiência. Existe uma forte razão para as pessoas terem sucesso, a sua atitude não é a de desistir, consideram que cada fracaso é uma forma de ganhar experiência, aprendem com os seus erros. E sabem porquê? Porque aprendem a lidar com esta emoção, aprendem a não se limitar a avaliar os erros e os sucessos. Conseguem perceber que as falhas e os erros são o caminho para a aprendizagem, para a melhoria e para o crescimento. Assim, a frustração não é necessariamente um aspecto negativo, sendo encarado como uma forma de efectivar as mudanças necessárias nas nossas vidas. A maioria das pessoas encontram-se frustradas, única e exclusivamente, por medo. Quando conhecemos os medos que nos i mpedem de avançar e os aceitamos e trabalhamos, aprendemos a controlá-los e deixamos de ser controlados por eles. É a sua atitude? O auto-conhecimento, uma atitude positiva e a gestão dos seus sentimentos, serão as suas armas para combater e enfrentar a frustração... Não desista!!!


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especial

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Aquecimento & Climatização textos ∑ Micaela Costa

Aquecimento e climatização, os aliados dos dias frios O frio começa a fazerse sentir, mas se para já uma manta, um cobertor ou roupa mais quente resolvem o problema, a verdade é que quando o inverno começar a espreitar as medidas vão ter que ser outras. O aquecimento do lar, ou até do local de trabalho é fundamental para que se reúnam as condições quer de lazer ou de rendimento profissional.

E é na hora de escolher o melhor, o mais rentável e o mais indicado aparelho de aquecimento, que as dores de cabeça começam. Aquecedores, caldeiras, ar-condicionado e muitas outras opções devem ser ponderados tendo em conta vários fatores, desde o conforto, à relação preçoqualidade, disponibilidade financeira e sobretudo o espaço que se pretende

aquecer. Se noutros tempos a lareira era a melhor amiga dos dias mais frios, hoje em dia existem enumeras opções que diferem nos preços e sobretudo nas necessidades dos clientes. No “Especial” desta semana vamos ajudar a tirar algumas dúvidas e damos dicas e sugestões para que os próximos tempos sejam mais quentes e confortáveis.

Pellets, o aquecimento revelação As preocupações ambientais tornam-se, cada vez mais, prioridade na hora de escolher equipamentos. Até no que diz respeito ao aquecimento do lar essas preocupações se fazem sentir. A grande revelação dos aquecimentos é a utilização de pellets, que veio solucionar o “problema” de todos os que se interessam pelo ambiente e pela poupança. Os pellets, que podem ser usados em recuperadores de calor, salamandras e caldeiras, são um tipo de lenha, geralmente produzidos a partir de serragem ou serradura de madeira refinada e seca que depois é comprimida. São granulados cilíndricos com 6 a 8 milímetros (mm) de diâmetro, e com 10 a 40 mm de comprimento e que devem possuir serradura fresca, de primeira transformação. Não deve ser utilizada serradura de pellets usados, nem serradura de Publicidade

carpintarias (que, em geral, possui resíduos de produtos químicos), nem desperdícios de madeira fabricada. Os pellets são extremamente densos e devem ser fabricados com um baixo índice de humidade (abaixo de 1%), o que lhes permite serem consumidos (isto é, queimados) com uma elevada eficiência calorífica. A alta densidade dos pellets de madeira também permitem um armazenamento compacto e um transporte mais económico a longas distâncias. As pellets têm um conforto muito elevado e são muito fáceis de usar. Ao mesmo tempo que o combustível é caracterizado por um desempenho muito elevado e ecológico. As pellets são fáceis de manusear em práticos sacos de 15 kg, também pode ser fornecido em BigBag de 700 e 1.000 kg ou a granel.

Vantagens

Simples e limpo: Aquecimento com pellets é simples, limpo e seguro. As pellets são entregues em sacos - limpo e sem cheiro e liberta muito menos fumo que a lenha normal. Seguro: O armazenamento dos pellets de madeira para aquecimento também é mais seguro, porque não possuem os riscos associados ao gás e ao gasóleo, pois não há fugas nem perigo de explosão Alto poder calorífico: Os pellets, granulado de madeira prensada, são o resultado de serragem e lascas de madeira comprimida a alta pressão, completamente natural. Têm uma grande energia e capacidade de calor. Orçamento: Os pellets fornecem uma opção económica para o aquecimento. A evolução das soluções de equipamentos a pellets nos últimos 10 anos coloca-as em vantagem, quando comparada com os combustíveis a gasóleo e gás. Ecológico “. CO2 neutro”: Quando os pellets estão a ser queimados o CO2 liberado é apenas o que foi absorvido durante o crescimento da planta. Não é necessário cortar árvores para a produção de pellets de madeira para aquecimento. Ao usar pellets, como combustível, está a contribuir para a proteção do ambiente. Energias Renováveis: As fontes de combustíveis fósseis, como o gasóleo e gás estão gradualmente a baixar, enquanto as pellets permanecem como renováveis. Na Europa, a produção natural de biomassa é muito superior à que pode ser usada. Para produzir os pellets atualmente a matéria-prima principal e a serragem e lascas de madeira que são formados pelo processo de trabalho em madeira, mas é possível utilizar outras matérias-primas. Independência: Ninguém sabe ao certo como as relações políticas vão influenciar o futuro dos preços e disponibilidade do gasóleo e gás. Comprando um aquecimento a pellets cria independência da evolução global e oferece uma segurança de permanência, mesmo durante períodos de crise energética. Alta eficiência: Os atuais sistemas de aquecimento a pellets no mercado atendem aos mais altos níveis de tecnologia, a queima do combustível com alta eficiência e baixas emissões.


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AQUECIMENTO & CLIMATIZAÇÃO | ESPECIAL 21

17 | outubro | 2013

VS

Aquecer

Poupar

Muito dos problemas associados ao aquecimento da casa é o gasto financeiro que muitos equipamentos obrigam. Para quem apenas pode optar por aquecedores a eletricidade (aquecedores de óleo e ventiladores, por exemplo) a melhor opção é equilibrar utilizando a melhor tarifa junto do seu fornecedor de eletricidade. Pode optar por mudar o seu contador para outra opção tarifária que considere mais económica

como é o caso da tarifa bihorária. Esta é uma opção a considerar e ideal para consumos mensais noturnos superiores a 54 kWh. Para estimar os consumos de energia efetuadas por mês, só temos de somar as potenciais de cada aparelho elétrico que dispomos. Ao optar por esta tarifa usufrui de preços mais baratos nas horas escolhidas (custo dos consumos de energia, inferiores em cerca de 45%, nas horas de vazio) que permitem uma poupança significativa.

Escolhas inteligentes Se está a pensar em adquirir um sistema de aquecimento opte por aqueles que são mais rentáveis e de baixo consumo. Não se esqueça que o investimento inicial pode ser avultado mas que a longo prazo permite uma poupança significativa.

Ar condicionado A grande vantagem é que não funciona apenas nos tempos de frio ou de calor. Ao investir num aparelho de ar condicionado vai estar a pensar quer no inverno, quer no verão. Assim não está a despender apenas para uma época específica. Outra das vantagens é que atinge muito depressa a temperatura desejada.

Poupe, mas aqueça

Caldeiras Escolher o aparelho ideal e saber usá-lo com eficácia permite poupar na fatura da eletricidade. Ar condicionado e aquecimento central a gás natural são as soluções mais poupadas para aquecer a casa, se apenas considerarmos o consumo de energia. Com o ar condicionado garante ainda o arrefecimento no verão. Para reduzir o consumo, regule a temperatura dos radiadores ou do aquecimento central para 20°C. Baixar a temperatura ou desligar o aquecimento durante a noite e em períodos de ausência também ajuda a poupar na fatura de eletricidade. Caso tenha

um termóstato programável, a regulação pode ser automática. Se tiver de comprar um aparelho portátil, prefira um Termo ventilador. O termóstato é mais exato e responde com maior rapidez às variações de temperatura: o conforto aumenta e o consumo é menor. Ao escolher um radiador a óleo considere o tamanho da divisão onde o vai colocar. Para uma sala com mais de 30 m2, bem isolada, opte por um modelo de 2500 Watts ou dois aparelhos menos potentes. Para um quarto de 15 m2, prefira um de 2000 Watts, mas evite usá-lo no máximo.

Piso radiante elétrico Sistema de aquecimento elétrico de grande eficiência. O seu funcionamento é através da instalação de uma rede de resistências elétricas no solo.

Equipamentos de Biomassa É atualmente o equipamento mais procurado. Embora tenha custos de aquisição mais elevados tem como vantagem o custo do combustível.

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As caldeiras murais são um equipamento sempre a considerar no caso de a sua habitação ser servida com gás natural. Dos sistemas de aquecimento central é um bom investimento, menos poluente, de fácil instalação e o mais seguro na gama de produtos a combustão, baixa manutenção e com uma vida útil elevada. O custo de aquisição é rapidamente amortizado, é o equipamento que tecnicamente mais evoluiu, com uma oferta muito diversificada de modelos e soluções. Resolve de imediato duas necessidades, a do aquecimento central bem como da produção de águas quentes sanitárias a baixo custo e sem grandes limitações técnicas. A somar a estas vantagens é a introdução no mercado da gama com tecnologia de condensação que veio aumentar o rendimento bem como baixar os consumos das mesmas em cerca de 20 a 30% em relação às caldeiras a gás tradicionais. No caso de uso de GPL (propano e butano) é menos vantajoso em custos energéticos mas uma alternativa a considerar principalmente no que respeita ao conforto que proporciona em termos de água quente para banhos.

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17 | outubro| 2013

desporto Liga 2 Cabovisão P J 11 10 10 10 10 10 10 10 10 11 10 11 10 10 10 10 10 10 10 10 10 11

1 Marítimo B 21 2 Moreirense 20 3 FC Porto B 20 4 Portimonense 19 5 Sp. Covilhã 18 6 Penafiel 17 7 Benfica B 16 8 Tondela 16 9 Sporting B 15 10SC Braga B 14 11 U. Madeira 14 12Desp. Aves 14 13Leixões 14 14Chaves 13 15Santa Clara 13 16Atlético CP 12 17Feirense 11 18Oliveirense 10 19Beira-Mar 9 20Farense 7 21Ac. Viseu 6 22Trofense 5

V 6 6 6 6 5 4 4 5 5 4 4 3 4 4 4 3 2 2 1 1 1 0

E 3 2 2 1 3 5 4 1 0 2 2 5 2 1 1 3 5 4 6 4 3 5

D 2 2 2 3 2 1 2 4 5 5 4 3 4 5 5 4 3 4 3 5 6 6

GMGS 12 6 20 9 12 8 17 10 15 9 9 3 22 11 15 14 12 15 14 17 9 8 10 9 11 12 10 18 11 11 8 13 6 10 13 17 10 13 4 10 7 16 8 16

10ª Jornada FC Porto B Portimonense UD Oliveirense Atlético CP Feirense Penafiel Benfica B Trofense Beira-Mar Farense Sporting B

1-2 0-1 1-1 0-2 1-0 3-0 5-1 1-1 1-1 0-0 3-2

Sp. Covilhã Santa Clara Chaves Marítimo B U. Madeira Leixões Ac. Viseu SC Braga B Desp. Aves Tondela Moreirense

11ª Jornada Marítimo B Ac. Viseu Tondela Sp. Covilhã Leixões Santa Clara Desp. Aves SC Braga B Moreirense U. Madeira Chaves

1-0

23/10 23/10 23/10 23/10 23/10 23/10 23/10 23/10 17/11

Trofense Oliveirense FC Porto B Sporting B Portimonense Benfica B Penafiel Atlético CP Beira-Mar Farense Feirense

Camp. Nacional de Seniores - Serie D P J 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6

V 3 3 3 2 2 2 1 1 1 0

1 Anadia 11 2 S. João Ver 10 3 L. Lourosa 10 4 Lusitano FCV 9 5 Cinfães 9 6 Cesarense 8 7 Bustelo 7 8 AD Grijó 6 9 Estarreja 5 10 Sp. Espinho 3

E 2 1 1 3 3 2 4 3 2 3

D 1 2 2 1 1 2 1 2 3 3

GMGS 15 14 10 9 4 3 11 9 5 3 10 10 5 6 9 9 9 12 5 8

6ª Jornada AD Grijó Cesarense L. Lourosa Cinfães Anadia

1-1 3-1 0-0 1-0 4-4r

Sp. Espinho S. João Ver Bustelo Lusitano Estarreja

7ª Jornada AD Grijó S. João Ver Bustelo Lusitano FCV Sp. Espinho

-

Cesarense Lourosa Cinfães Anadia Estarreja

Futebol

Prova de fogo para equipas de Viseu Taça de Portugal∑ Académico, Tondela, Cinfães e Lusitano jogam este fim-de-semana a 3ª eliminatória O Clube Desportivo de Cinfães é a primeira equipa do distrito de Viseu a ir a jogo para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal. Inicialmente os jogos estavam todos marcados para domingo, dia 20, mas o Sport Lisboa e Benfica, adversário dos cinfanenses, pediu a antecipação da partida devido aos compromissos com a Liga dos Campeões. Por isso, sábado, pelas 14h30, no reduto da equipa mais a norte do distrito, os cinfanenses medem forças com o atual terceiro classificado da principal liga profissional de futebol português. Formação que João Manuel Pinto, treinador do Cinfães, bem conhece, já que chegou a representar os encarnados, enquanto jogador. O ex-defesa central, que também jogou no Futebol Clube do Porto afirmou que: “É com muito orgulho que defronto um clube onde fui muito feliz e onde deixei muitos amigos. É um clube do coração, pela qual tenho um grande respeito, mas durante os 90 minutos não é nele que vou estar a pensar, mas sim no clube que represento”. O técnico reconhece que o jogo de sábado vai ser motivador para os seus jogadores, “por defrontarem um clube como o Benfica” e que estes “sabem que têm responsabilidades e que têm de trabalhar, para encarar um ad-

versário forte”. “Tenho a certeza de que vamos dar tudo, correr três vezes mais que o Benfica e vamos cumprir o nosso trabalho. Claro que gostaríamos de seguir em frente, sabemos que não vai ser fácil, mas também não é impossível”, acrescentou. Já o Lusitano, orientado pelo técnico Rui Cordeiro, que a par do Cinfães, integra o Campeonato Nacional de Seniores, também recebe uma equipa da I Liga, o Olhanense, que ocupa a 13ª posição do campeonato. Vem até ao estádio dos trambelos, este domingo, dia 20, em jogo marcado para as 14h30, defrontar um Lusitano que vem de uma invencibilidade perdida na passada jornada em Cinfães.

O Lusitano tem-se apresentado como a “equipa revelação” do Campeonato de Seniores e segundo Rui Cordeiro “o objetivo é fazer o melhor e dignificar a camisola”. O treinador, que trouxe de volta a equipa de Vildemoinhos para os campeonatos nacionais reconhece que apesar de defrontar um adversário “de um escalão superior e com nível competitivo diferente”, tem esperança que a sua equipa possa “surpreender o Olhanense”, para assim poder seguir em frente na Taça de Portugal. Este será um momento de “grande festa para Vildemoinhos, pois é a primeira vez que uma equipa da primeira divisão vem até ao nosso estádio”, concluiu. Já o Académico e o

Tondela, equipas da Liga 2 Cabovisão, têm a vida “mais facilitada” ao defrontarem equipas do escalão inferior. A jogarem fora de casa as equipas viseenses vão querer trazer “no bolso” o apuramento para a próxima eliminatória. O Académico, orientado por Filipe Moreira, viaja até Lisboa, domingo, para defrontar o Oriental, equipa que o técnico viseense já orientou na época 2011/2012. Para Filipe Moreira será um “prazer viver um momento, e vai ser muito bom defrontar um antigo clube e tenho um grande prazer de poder viver esse momento com pessoas que sempre me respeitaram e que sabem estar. Mas agora estou noutro

grande clube”. O técnico academista admitiu ainda que “independentemente de ser uma equipa de outra divisão o Académico sabe que pode sentir dificuldades dadas as qualidades técnicas do Oriental”. Mas garante que quer “vencer a partida e seguir em frente na Taça de Portugal”. O Tondela vai até Leiria, defrontar a equipa da casa. Jogo que para Vítor Paneira não é envolto em facilidades. “Não estamos à espera de facilidades. O União de Leiria é um clube histórico do nosso futebol. Nos últimos anos passou maus momentos mas está a reerguer-se e prova disso é o bom campeonato que está a fazer no Nacional de Seniores onde ainda não tem derrotas”. O técnico, que quer que a sua equipa “assuma o jogo, respeite o adversário mas demonstre em campo que é mais forte”, admite que “o fator surpresa faz parte da magia da Taça de Portugal”. Quando ao facto de defrontar uma equipa de escalão inferior recorda que tudo pode acontecer. “Surpresas já aconteceram entre equipas de escalões bem antagónicos e isso deve ser encarado pelos meus jogadores como um sinal de aviso para que tenham uma postura de humildade e responsabilidade”. Micaela Costa

Futebol - Seleção Sub 19

Apuramento para o Europeu joga-se em Viseu Viseu vai ser palco do primeiro torneio de qualificação para o Europeu da Seleção Nacional sub19. Os estádios do Fontelo e também de Tondela, Mangualde e Penalva do Castelo vão receber os jogos deste quadrangular de apuramento onde,

para além de Portugal, jogam também as seleções da Noruega, São Marino e Luxemburgo. Hélio Sousa, técnico dos sub-19, sublinhou que a equipa das quinas se desloca a uma região onde as equipas jovens de Portugal estão com regularida-

de e onde já teve a oportunidade de “mostrar o que vale”. O técnico nacional apelou ao apoio do público à Seleção. As duas primeiras partidas disputam-se no dia 14 de novembro. Pelas 15h00 no Estádio Municipal de Mangualde, jogam as se-

leções da Noruega e São Marino, e pelas 19h00, no Estádio Municipal do Fontelo em Viseu, Portugal defronta o Luxemburgo. No dia 16, pelas 15hoo, o Luxemburgo tem pela frente a seleção da Noruega, partida que decorre em Penalva do Castelo. Já no

estádio João Cardoso, em Tondela, pelas 17h00, defrontam-se as seleções de Portugal e São Marino. No último dia, 19, pelas 16h00, Portugal joga com a Noruega, em Viseu, e à mesma hora, em Tondela, as seleções de São Marino e Luxemburgo. MC


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MODALIDADES | DESPORTO 23

17 | outubro | 2013

Futebol

Futsal

Unidos e Lusitano partilham liderança Goleada ∑ Oliveira de Frades bateu a formação de São João da Pesqueira por 11 - 0 em jogo da 2ª jornada O passado fim-de-semana marcou a 2ª jornada do Campeonato Distrital da Associação de Futebol (AF) de Viseu, em futsal feminino. De entre os vários jogos das equipas do distrito, os olhos estiveram postos na primeira volta de disputa das duas equipas mais influentes na modalidade no distrito. Unidos da Estação, que con squ i stou n a passada época a taça da AF Viseu recebeu e venceu as campeãs distritais em título, Penedono, por 3-2. Com este resultado, e com a vitória conquistada na 1ª jornada (2-5, frente ao Naval de Viseu) a equipa de

São Pedro do Sul segue na liderança, enquanto que Penedono caiu para a quinta posição. O Lusitano FC, que também ocupa o primeiro lugar, voltou a vencer na entrada do campeonato, desta vez frente ao Mortágua por 2-4 (na 1ª jornada havia derrotado o Castro Daire por 7-3). Com esta vitória as trambelas são a equipa com mais golos nesta fase inicial da competição a par do goleador desta jornada Oliveira de Frades. Após ter derrotado por 0 -11 a formação de São João da Pesqueira, a terceira classificada soma, com apenas um jogo, os mesmos 11 golos que o Lusitano.

Em Castro Daire a equipa da casa foi goleada pela formação de Sátão. A ADR Carbelrio marcou por oito vezes contra duas do Castro Daire. A terceira jornada joga-se este sábado, dia 19. (ver caixa) Micaela Costa

AF Viseu 1ª Divisão Futsal Feminino 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Lusitano FCV Unidos Oliv. Frades Carbelrio Penedono Naval Viseu CB Mortagua Castro Daire SJ. Pesqueira

P 6 6 3 3 3 0 0 0 0

J 2 2 1 1 2 1 2 2 1

V 2 2 1 1 1 0 0 0 0

E 0 0 0 0 0 0 0 0 0

D 0 0 0 0 1 1 2 2 1

GMGS 11 5 8 4 11 0 8 2 8 6 2 5 5 10 5 15 0 11

6ª Jornada Lusitano FCV ADR Carbelrio Penedono Oliv. Frades

-

-

Unidos Mortagua Naval Viseu Castro Daire

treinador nos juvenis do Académico de Viseu, fala de um jogador “muito talentoso e com grande potencial”. O técnico recorda a boa impressão causada logo no primeiro treino de João Soares na sua equipa de juvenis. “Apercebemo-nos que estávamos perante um ‘miúdo’ hábil e com muito talento”, acrescenta. No campo, lembra ainda o treinador, “o João é humilde e muito trabalhador. Tem todas as condições para singrar no mundo do futebol. Eu sei que ele sonha e luta muito por isso e vai conseguir lá chegar, porque merece, porque tem potencial e muito talento”.

Motores

Motor 1600 “pesou” na estreia de Hugo Lopes nos Super 2000 O jovem piloto viseense, que já garantiu o título na Iniciação, aproveitou a penúltima prova do campeonato de Portugal de Offroad para “subir de escalão”. Contudo a estreia não correu como previsto e nos Super 2000, Hugo Lopes, não foi feliz. Se nas duas mangas andou pelo meio do pelotão, na terceira e última manga de classificação, onde esteve no terceiro lugar que lhe abriria as portas da final, acabou por sair de estrada e deitou tudo a perder. Certo é que que o jovem piloto aproveitou esta prova para se habituar ao carro e perceber que o mo-

tor 1600 no Peugeot 106 (correu na Iniciação com um 1400) o penaliza dado o maior peso no carro, e os mais de 100 quilos não ajudaram à performance

do piloto da AMsport. Melhor esteve João Oliveira que marcou presença na final com o Peugeot 206 e terminou a corrida na sexta posição. MC

Futsal

Atletismo

Há Volta em Silgueiros Sábado, dia 2 0, Si lg uei ros re cebe a 2 3ª volta, num percurso de 15km. A prova, que tem conquistado os amantes do atletismo tem organização da Associação Social Desportiva Cul-

no Moimenta, marquei 22 golos”, afirmou João Soares. Ambicioso, o atleta academista admite que quer chegar mais longe. “Ambicionar chegar o mais longe possível e se possível a um dos grandes, é o sonho de qualquer jogador”, sublinha o jovem que vê Cristiano Ronaldo e Robben, futebolista holandês a jogar atualmente no Bayern de Munique, como referências. Ponta de lança, extremo, é a sua posição de eleição. “É aí que me sinto bem, é aí que me sinto a progredir no terreno e a marcar golos”, justifica. Rogério Almeida, que o ano passado foi seu

João Pedro Matos Soares, de 16 anos, que se estreou esta época a jog a r n o s j u n io r e s d o Académico de Viseu, está a merecer a atenção de várias equipas seniores do distrito de Viseu e “na mira de pelo menos um “grande” da Liga Portuguesa de Futebol”, como a autarquia de Moimenta da Beira, de onde é natural o jovem jogador, revelou em comunicado. O jovem, que na passada época foi campeão distrital, na formação juvenil academista, marcou 16 golos e já havia mostrado a veia de goleador quando jogava na equipa da sua terra natal. “No último ano em que joguei

Micaela Costa

Micaela Costa (arquivo)

Há um “grande” de olho num júnior do Académico

tural e Recreativa de Silgueiros. A prova tem i n ício pelas 9h30 e a partida, marcada para as 10h00, será feita a partir das Lages, com passagem pelo Areeiro, Bela Vista, Lou-

reiro, Pindelo, Ramal de Passos, Passos, Cruzamento de Parada de Gonta e Lages. A inscrição é gratuita e podem participar seniores, femininos e veteranos. MC

AJAB perde dilerança Após a derrota frente ao rival do distrito, o Viseu 2001, a AJAB de Tabuaço perdeu a liderança do campeonato e desceu para a terceira posição. A partida, que marcou a 3ª jornada da série A da II Divisão de futsal masculino, correu melhor à for-

mação de Roger Augusto, que venceu por 6-4, e ocupa agora o 9º lugar com 4 pontos, menos dois que a AJAB. A próxima jornada jogase entre sábado e domingo, com as duas equipas de Viseu a subirem ao campo no domingo, dia 20.

O Viseu 2001 viaja até Gondomar para defrontar o segundo classificado, o Unidos Pinheirense (que tem os mesmos 9 pontos que o primeiro classificado Gualtar) e a AJAB Tabuaço recebe o 13º classificado (que soma apenas um ponto), o Cabeçudense. MC


D Exposição no Palácio do Gelo

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culturas expos

Arcas da memória

Literatura

Viseu. A minha Rua Direita

∑ Galeria Principal da Casa da Cultura

Até 21 de outubro, uma exposição de pintura na qual o autor retrata costumes, tradições e sentimentos variados

A Patente no IPDJ de hoje, dia 17, a dia 30 ∑ Casa do Miradouro Durante o mês de outubro está patente a coleção arqueológica Dr. José Coelho, para a atividade lúdico pedagógica: “Conhecer o passado para perceber o presente”

VILA NOVA DE PAIVA

∑ Museu Rural de Pendilhe

Durante o mês de outubro e novembro uma

exposição Coletiva dos Artesãos do Concelho de Vila Nova de Paiva

17 | outubro| 2013

O Palácio do Gelo, em parceria com a Liga dos Combatentes, tem patente até terça-feira, dia 22, no piso 0, uma exposição denominada «O Humor no Jornal do Exército”. Um conjunto de desenhos humorísticos, das décadas de 1960,1970 e 1980, que satirizam o dia-a-dia da vida militar e que foram sendo publicados ao longo dos anos no órgão oficial do Exército.

SANTA COMBA DÃO

VISEU

Jornal do Centro

“As cores das línguas” um grito contra a pobreza Exposição∑ Projeto foi desenvolvido com imigrantes residentes em Viseu Para assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se comemora hoje, dia 17, está patente no IPDJ de Viseu, uma exposição fotográfica intitulada “As cores das línguas”. O projeto, desenvolvido por um grupo de imigrantes residentes no concelho de Viseu, com quem o núcleo de Viseu da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) e a Caritas de Viseu têm vindo a trabalhar, tem como objetivo mostrar ao público o que estas associações têm vindo a desenvolver em prol da comunidade. A exposição, que surge do trabalho desenvolvido com imigrantes de São Tomé e Príncipe, Índia e

Guiné, entre outros, representa em fotografia palavras que os participantes associaram a uma letra do alfabeto. Foi-lhes pedido que de A a Z, criassem o “Alfabeto da desigualdade”, que surge agora exposto e transformado em imagens, até ao dia 30, no IPDJ. A EAPN, representada em 30 países, tem como objetivo estabelecer uma interligação entre as instituições, grupos e pessoas que trabalham no terreno na luta contra a pobreza e a exclusão social. Existe em Portugal desde 1991, e tem em Viseu um núcleo distrital desde 2005. Segundo José Machado, técnico do núcleo distrital de Viseu “a criação deste núcleo visa disponibilizar

meios técnicos e humanos que possam trabalhar no terreno e criar uma rede de associados para proporcionar um apoio social, embora que indireto, à comunidade mais fragilizada. Atuando a nível psicológico e de incentivo às competências de cada um”, explicou. Durante o dia de hoje (dia da inauguração da exposição), os membros da Rede Europeia Anti – Pobreza, Cáritas de Viseu e Amnistia Internacional estão presentes para explicar algumas questões relacionadas com a cidadania, os direitos dos imigrantes, a pobreza e exclusão social ao nível local e global. Micaela Costa

Houve um tempo em que a Rua Direita já não era a minha rua. Já não era rua de ninguém. Nesse mítico espaço que antigamente ligava as duas portas da cidade, a de S. José, a Ocidente e a dos Cavaleiros, a Oriente, ferveu, intensamente, a vida da cidade, o miúdo comércio que ganhara como montra a própria rua, gente dos ofícios mecânicos como, houve tempo, se dizia, conezias da Sé, filhos d’algo que ali levantaram o palacete dos Treixedos, gente que ergueu casas de sobrado com varandas de ferro, janelas manuelinas com boa lavra de pedreiros. Ninguém sabe se por baixo da calçada ainda há pedra romana, goda, moura, finalmente baptizada de cristã. Quem sabe se lá passou ElRei Rodrigo! Grão Vasco de certeza lá passou. E Gaspar Vaz que teve na cidade uma viela. E o Pintor Gata que tantas vezes a subiu e que pintou, não sabemos bem o quê, para uma casa que ainda está lá numa esquina. E Augusto Hilário que nasceu num quarto com janela para a rua. E Aquilino Ribeiro que durante uns meses morou ali ao pé. Ainda conheci a Rua Direita de José Madeira declamada pelos Jograis, o impossível bulício popular das terças-feiras com mulheres de capucha e tamanquinhas de verniz, ainda me sentei na oficina de Mestre Silvério, sapateiro, ouvindo-lhe

Alberto Correia Antropólogo aierrocotrebla@gmail.com

as histórias, ainda conheci Mestre Batalha, a pintar, pedi ementa antiga no Restaurante dito “A Parreira”, na “Casa Congolesa”, comprei filhós e pão de S. Bento, velas e meninos de cera de ex-votos que utilizei no Museu numa exposição, rolhas de cortiça e limpa-metais da marca “Coração” nas Drogarias Ferreira e Cedofeita onde vejo parar, de olhar pasmado, os estrangeiros. Houve um tempo que a Rua Direita, me pareceu, ia morrer. Amigos meus, me diziam, já nela tinham medo de passar e eu próprio achei que pouco a pouco se instalava uma ruína. E, de repente, talvez possa dizer, vi que já não era bem assim. Vi gente que estendia montras para a rua outra vez, a Foto Batalha, de que sou cliente, a sua gente, entusiasmada, a Sapataria EGÊ transfigurada, e a Sapataria Paulo Domingos também, onde sou cliente há muitos anos. E a Ourivesaria Pessoa e a Oliveira para dentro das quais, quando passo, costumo acenar. José Madeira, se estivesse ainda entre nós, iria gostar de novo lá passar. Milagre não foi. Que não acontecem assim. Foi empenho da Câmara Municipal. Por que não se há-de dizer. Ainda que os Jardins Efémeros tivessem sido seu laborioso instrumental. Louvores a estes dois motores.

roteiro cinemas VISEU FORUM VISEU Sessões diárias às 14h40, 17h10, 19h20, 00h20* A Gaiola Dourada (M12) (Digital) Sessões diárias às 13h30, 16h00, 21h50, 00h30* A Evocação (M16) Sessões diárias às 14h30, 16h50, 19h10, 21h30, 00h00* Gravidade (M12)

Sessões diárias às 14h20 Justin e a espada da coragem (M6) Sessões diárias às 17h00, 21h20, 00h10* Duelo de rivais (M12)

Armadas e Perigosas (M12) Sessões diárias às 13h50, 16h25, 19h00, 21h40, 00h15* Uma boa dose de sexo (CB)

Sessões diárias às 14h00, 16h10, 18h20 Aviões VP (M6)

PALÁCIO DO GELO Sessões diárias às 14h00, 16h15, 18h30, 21h10, 23h25* Gravidade (M12) (3D)

Sessões diárias às 21h10, 23h50*

Sessões diárias às 13h40, 16h00, 18h20, 21h50,

00h05* Don Jon (M16)

17h00, 21h00, 23h45* Duelo de rivais (M12)

Sessões diárias às 11h00*(*Dom.), 13h30, 15h50, 18h10, 21h20, 23h40* A Gaiola Dourada (M12) (Digital)

Sessões diárias às 13h50, 16h25, 19h00, 21h40, 00h15* Machete mata (CB)

Sessões diárias às 11h10* (*Dom) Os Smurfs 2 (M6 - 2D) Sessões diárias às 14h15,

Sessões diárias às 14h30, 16h45, 19h10, 21h30, 23h55* Jogos de risco (M12) Legenda: *sexta e sábado; **exceto sexta e sábado

Estreia da semana

Uma boa dose de sexo– A comédia romântica conta a história de três homens com pouco em comum, mas todos em diferentes estágios de uma mesma dependência


Jornal do Centro 17 | outubro | 2013

culturas

D Mata Ratos em Viseu

Música

O som e a fúria

“Vissaium” pelas ruas à descoberta de Viseu Espetáculo ∑ Descobrir as ruas da cidade, pedras antigas e locais arqueológicos é o objetivo da produção do teatro Viriato dores e alunos do ensino básico. Vissaium contará histórias de um lugar que foi desde sempre partilhado por muitos povos que por aqui passaram, viveram e deixaram a sua marca. Este sábado, dia 19, é a primeira apresentação, dirigida ao público-alvo ta blues, uma lusitana que sítios arqueológicos ain- e tem início pelas 16h30 sabe ler pedras e uma es- da por escavar e artefac- (lotação de 20 participanpecialista em teorias que tos que contam histórias tes). Para turmas do 2º e 3º precisam de ser prova- de muitos povos que pas- ciclos do Ensino Básico a apre-sentação é terça-feisaram pela cidade. das. Os espectadores parO público -a lvo das ra às 10h30 e 15h00. tem à descoberta das ruas apresentações é sobretuMicaela Costa da cidade, pedras antigas, do arqueólogos, historia-

Catarina Fernandes

“Vissaium” (nome da cidade de Viseu na época pré-romana e romana) é um espetáculo produzido pelo Teatro Viriato, que convida à descoberta do património arqueológico de Viseu, entre os dias 19 e 22. A produção artística, com direção de Maria Gil, vai “andar” pelas ruas da cidade através de um percurso que reflete a importância de Viseu na construção da identidade nacional. Nesta viagem há um soldado romano que can-

Literatura

Museu do Caramulo publica 2ª edição de “Sado/550” Depois do enorme sucesso do livro “Sado/550 O Microcarro Português”, escrito por Teófilo Tito Santos, que esgotou a sua primeira edição em pouco mais de um mês, o Museu do Caramulo publica agora uma segunda edição deste título. O livro, cuja apresenta-

ção decorreu durante a realização do Salão Motorclássico, em abril de 2013, aborda a aventura do primeiro automóvel de produção em série de concepção portuguesa, numa perspectiva histórica, técnica e documental. Este automóvel marcou a primeira metade da dé-

cada de 80, principalmente nas grandes cidades, sendo motivo de admiração pelos portugueses, que não estavam ainda despertos para o conceito de microcarro. Pensou-se na sua exportação, mas a produção não atingiu sequer as três centenas, e o projecto acabou por perder força.

Cinema

Shortcutz com sessão especial de terror Dedicada ao cinemacurto fantástico, o “Shortcutz Xpress Viseu”, que está na cidade desde julho, vai realizar uma sessão especial, sexta-feira, dia 18, pelas 21h30. Como a organização afirma em comunicado esta sessão “terá muito pouco de normal”.

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É já este sábado que a banda formada no início de 1982 em Oeiras, nos subúrbios de Lisboa, influenciados pelo punk rock britânico e americano de finais dos anos 70 e início dos anos 80. sobe ao palco do Fora de Rebanho - Associação Cultural.

Tr a t a - s e d a p r i m e i ra exibição temática. Ao i nvé s d a s qu at ro curtas-metragens habituais, duas nacionais, um projecto convidado e uma curta estrangeira, desta vez, a nona exibição !Shortcutz conta com nove filmes-curtos. Quatro portugueses e

cinco estrangeiros. A sessão será completada com a presença de dois dos realizadores portugueses, que estarão dispon íveis pa ra conversar com o público e responder às suas questões. Para a exibição ficar integrada totalmente

no espírito do fantástico, terror, suspense, esta mostra não acontecerá na sua residência normal, a saboaria “Só Sabão”, mas na Rua da Senhora da Boa Morte, porta 18, onde um armazém abandonado será a casa empoeirada deste Shortcutz.

“Sobreviver a Picasso” Maria da Graça Canto Moniz

O título deste texto é um filme realizado por um mestre do cinema (que nem toda a gente conhece): James Ivory. Ivory fez nada mais nada menos que o famoso “A room with a view” (1985), baseado no romance homónimo de E. M Forster, com um elenco de luxo que junta Maggie Smith a Daniel Day-Lewis e ainda a Helena Bonham Carter. Mas, além disso que já é bestial, em “Surviving Picasso”, Ivory fundiu Picasso e Antonhy Hopkins para retratar a vida de uma das amantes de Picasso, Françoise Gillot. Bom, antes de qualquer desenvolvimento convém destruir o brocardo (bastante machista, na minha opinião, ainda que uma expressão do politicamente correcto) “por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher”. Primeiro, Picasso foi um grande pintor, um grande artista mas não um grande homem. Era até meio animalesco pelo que retrata o filme. Segundo, por trás desse hipotético grande homem não está uma, estão várias mulheres. E nem todas grandes mulheres. Françoise, essa sim, foi uma grande mulher e enorme pintora. Aprendeu com Picasso? Não… Sobreviveu-lhe. Respirou-o, embriagou-se dele e depois, ao fim de 10 anos a aturar o protótipo de génio excêntrico e brutal, transpirou-o e abandonou-o. Só uma grande mulher diria, como retrata o filme, no momento

da despedida: “obrigada. Aprendi a sobreviver a ti”. Picasso foi um grande homem? Sim, mas não por causa de Françoise. Nem por cause de Fernande Olivier ou Eva Gouel ou Olga Koklova ou MarieThérèse Walte ou Jacqueline Roque. Sim, esta é a lista de fêmeas na vida do Pablo. Aristóteles tem aquela frase famosa que diz: nenhuma mente brilhante alguma vez existiu sem um toque de loucura. O filme de que falo espelha bem esta frase através da relação entre Françoise e Picasso. Loucura de Picasso? Não, loucura de Françoise por ter aturado aquela persona durante tanto tempo. Há uma ligação comprovada pela História entre loucura (ou, se quisermos, comportamentos psicóticos) e criatividade ou arte – penso em Tolstoi, Dikens, Van Gogh, Virginia Woolf. Mas também há uma outra entre artista e infidelidade. Mas porquê? Porque é que os génios são sempre tão desequilibrados amorosamente? Claro que me vem logo à cabeça, além de Picasso, Hemingway que teve uma “Françoise” chamada Martha Gelhorn. Já para não falar no mulherengo que se veio a saber ser o pai da Teoria da Relatividade, Einstein. Gostava de saber a resposta científica àquela pergunta mas creio que estará relacionado com um sentido de aversão à estabilidade gerado por uma espécie de voracidade artística. Será?

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17 | outubro| 2013

em foco “Os Melhores Anos” voltaram a Viseu

Pedro Morgado / DR

O que têm em comum Marques Mendes e Jorge Coelho? E o ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos e Fernando Ruas? António Almeida Henriques e José Junqueiro? Ideologicamente afastados, todas estas figuras estiveram presentes na 20ª edição da festa que, em Viseu, continua a encantar gerações desde 1993. “Os Melhores Anos”, uma iniciativa que sempre aliou a música, uma gastronomia requintada e momentos de convívio ímpares, levou ao rubro o Expocenter/Forno da Mimi contando, este ano, com a presença do pai do Rock português, o grande Rui Veloso, o grupo de dançarinos DanceExpert Project, os The Peakles, banda tributo a The Beatles, o Colectivo Gira Sol Azul e a Orquestra Os Melhores Anos.


Jornal do Centro

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saúde Ruy de Carvalho esteve em Viseu para “ensinar” a envelhecer Quando sabemos que o envelhecimento do País é uma realidade cada vez mais presente, discutir como pode esta população envelhecer de uma forma mais ativa e mais saudável, como lidar com a proximidade de morte, torna-se uma questão central para os especialistas, profissionais e técnicos que contribuem cientificamente e socialmente para o sector da gerontologia. O ator Ruy de Carvalho, figura marcante dos elencos das telenovelas e seriados televisivos nacionais, esteve em Viseu e a sua intervenção assinalou novos caminhos para o envelhecimento no V simpósio de gerontologia que decorreu no passado sábado nas instalações da Escola Superior de Viseu (ESEV). A gerontologia, a ciência

que procura encontrar as respostas e estudar o processo de envelhecimento nas suas diferentes dimensões: biológica, psicológica, social, económica, política e espiritual, esteve em destaque na quinta edição desta iniciativa organizada pela empresa PsicoSoma, hoje uma marca de dimensão nacional nascida na cidade de Viseu, que procurou criar uma ponte entre a teoria e a prática dando “continuidade ao espaço de partilha de conhecimento, competências e experiências” apresentando, ao mesmo tempo, práticas inovadoras no campo da gerontologia, geriatria e educação social. Numa curta mensagem dirigida à plateia, constituída essencialmente por técnicos de serviço social, Ruy de Carvalho lembrou a luta diária daqueles que hoje

Pedro Morgado

Simpósio ∑ PsicoSoma trouxe à cidade alguns dos maiores especialistas em gerontologia

se encostam “à lembrança nostálgica de uma vida feliz”, apelando para que todos, sem exceção, na sua prática profissional ajudem a contrariar “o catastrófico baixar de braços” que apenas espera uma “morte que tarda em chegar”. “A forma ativa que caraterizará o meu envelhecer, nunca será um abismo entre o sonho que sonhei para mim e a capacidade de ain-

da viver os anos que me restam. Quero ainda ensinar a recusar o sermos assassinados antes de termos nascido porque, caso contrário, continuaremos a ser mortos todos os dias do ano e a todas as horas do dia”, salientou. O ator, que dedicou toda a sua intervenção ao tema “envelhecer de forma ativa e com sucesso”, disse ainda que “a perturbação atual na sociedade humana gira

muito em torno de não haver líderes autênticos. Por outras palavras: não se vislumbra ninguém que se pudesse desenvolver a ponto de se tornar aquilo que um Cristo veio a significar para a Era Cristã ou um Confúcio para a cultura asiática. Os líderes atuais não são mais do que agentes da segurança, deste ou daquele aspeto do status quo responsável pela criação da tal peste emocional. São como salteadores numa pilhagem generalizada, durante uma cheia ou um terramoto!”. Do programa da manhã de sábado constaram ainda as intervenções de Ana Rita Trindade e Ana Sofia Nunes, duas especialistas em gerontologia social, que partilharam a sua experiência em contexto prático, a apresentação do projeto “Bem Envelhecer” por Isa-

bel Amorim e Filipa Roupar e a apresentação do “Smart Skirting Board” por Joaquim Parra Marujo e Vasco Fernandes. Já a tarde ficou reservada para a apresentação das pesquisas recentes em dançaterapia de Jacques Houart, professor do departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, a mostra do projeto “Vassouras & Companhia” por Inês Carrolo, uma preleção de Daniel Serrão versando sobre a “plasticidade cerebral e proteção do envelhecimento” e a explicitação dos conceitos por detrás do projeto “Chat Analógico” – um serviço que viabiliza e promove a comunicação intergeracional. Pedro Morgado


Jornal do Centro

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Rastreio auditivo em Viseu De segunda a sextafeira, dias 21 a 25, quem se deslocar ao espaço MiniSom de Viseu, localizado na Rua D. Francisco Alexandre Lobo, nº 7, vai poder avaliar o estado da sua audição e ainda receber um prático saco de pano de for-

ma totalmente gratuita. Esta iniciativa pretende informar e sensibilizar a população da região para os fatores de risco associados à perda auditiva, assim como alertar para a importância de um diagnóstico precoce como fator de-

cisivo numa reabilitação eficaz e detetar casos ainda não diagnosticados na zona. A perda auditiva afeta um em cada três idosos, segundo dados recentemente divulgados pela Organização Mundial de Saúde.

Colheita de Sangue no Piaget em Viseu A ESS Jean Piaget – Escola Superior de Saúde do Campus Universitário de Viseu e o Centro de Sangue e da Transplantação

de Coimbra promovem, na próxima quinta-feira, dia 24, uma colheita de sangue junto da comunidade.

A iniciativa decorre nas salas 107 e 112 do Campus Universitário do Instituto Piaget em Viseu, das 9h00 às 13h00.

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Jornal do Centro

DIVERSOS 29

17 | outubro | 2013

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Cozinheira Ref. 588100986 - Tempo Completo - Nelas

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Cozinheiro Ref. 588140270- Tempo Completo – Viseu

Pedreiro Ref. 588120569 Tempo Completo – Viseu

Condutor Máquina Escavação Ref. 588161894 - Tempo Completo – Viseu

Servente Construção Civil Ref. 588161905 - Tempo Completo – Viseu Estucador Ref. 588178853 - Tempo Completo – Viseu

IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P. Av. Visconde Guedes Teixeira ,25 R/C - Apartado 96 5100-073 Lamego | Tel: 254 655 192

Mecânico de automóveis. Sernancelhe - Ref. 587801020 Eletricista da construção civil. Armamar - Ref. 587858126 Fiel de armazém. Lamego - Ref. 587857844

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Encarregado de armazém. Lamego - Ref. 587869222

Centro de Emprego de Dão Lafões. Serviço de Emprego de Tondela Praceta Dr. Teófilo da Cruz - 3460-589 Tondela | Tel: 232 819 320 e-mail: cte.tondela@iefp.pt

Eletromecânico de eletrodomésticos Ref. 587889139 – Tondela Trabalhador não qualificado Ref. 588136881 – Tondela. Candidato para trabalhar na serração e pinhal.

Cabeleireiro Ref. 588095585 – Carregal do Sal Experiencia mínima de 2 anos. Padeiro, em geral Ref. 588157051 – Tondela Candidato com boa experiencia

Lubrificador de automóveis Ref. 588148033 – Tondela. Impressor offset Ref. 588156550 – Carregal do Sal Técnico de contas Ref. 588161651 – Carregal do Sal

As ofertas de emprego divulgadas fazem parte da Base de Dados do Instituto do Emprego e Formação, IP. Para obter mais informações ou candidatar-se dirija-se ao Centro de Emprego indicado ou pesquise no portal http://www.netemprego.gov.pt/ utilizando a referência (Ref.) associada a cada oferta de emprego. Alerta-se para a possibilidade de ocorrência de situações em que a oferta de emprego publicada já foi preenchida devido ao tempo que medeia a sua disponibilização ao Jornal do Centro.

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Jornal do Centro

30 DIVERSOS

17 | outubro| 2013

INSTITUCIONAIS OBITUÁRIO João Gonçalves Sevivas, 88 anos. Natural de Outeiro Seco, horas, para o cemitério de Ventosa. Chaves e residente em Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 11 de Outubro, pelas 17.15 horas, para o cemitério de Cas- Agência Funerária Figueiredo & Filhos, Lda. Oliveira de Frades Tel. 232 761 252 tro Daire. 2ª Publicação

Gabriel Pereira da Rocha, 66 anos, casado. Natural e residente em Peixeninho, Gosende, Castro Daire. O funeral realizou- José da Trindade Borges, 83 anos, casado. Natural e residente se no dia 12 de Outubro, pelas 16.00 horas, para o cemitério em Tarouca. O funeral realizou-se no dia 9 de outubro, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Esporões, Tarouca. de Gosende. Ana Augusta André, 93 anos. Natural e residente em Santa Mar- Agência Funerária Maria O. Borges Duarte garida, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 12 de Outubro, Tarouca Tel. 254 679 721 pelas 16.00 horas, para o cemitério de Castro Daire. Manuel Ferreira Gomes, 95 anos. Natural e residente em Alva, Maria Odeta de Oliveira Pegado Ribeiro, 81 anos, viúva. NatuCastro Daire. O funeral realizou-se no dia 15 de Outubro, pelas ral de Moçambique e residente em Abraveses. O funeral realizou-se no dia 12 de outubro, pelas 16.30 horas, para o cemité10.00 horas, para o cemitério de Alva. rio de Pascoal. Agência Funerária Amadeu Andrade & Filhos, Lda. Agência Funerária D. Duarte Castro Daire Tel. 232 382 238 Viseu Tel. 232 421 952 Maria Augusta do Couto, 84 anos, viúva. Natural e residente em Vitor Manuel Monteiro de Oliveira, 65 anos, casado. Residente Santo André, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 14 de ou- em Travassós de Baixo. O funeral realizou-se no dia 12 de outubro, pelas 16.00 horas, para o cemitério velho de Rio de Loba. tubro, pelas 10.00 horas, para o cemitério de Mangualde. José Pais Mendes Júnior, 81 anos, casado. Natural e residente em Tibaldinho, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 14 de outubro, pelas 16.30 horas, para o cemitério de Alcafache.

Amilcar Jordão Gaspar, 75 anos, viúvo. Residente em Casal de Ribafeita, Viseu. O funeral realizou-se no dia 14 de outubro, pelas 14.45 horas, para o crematório de Viseu.

Agência Funerária Ferraz & Alfredo Mangualde Tel. 232 613 652

Ilídio Alves, 85 anos, casado. Residente em Moimenta da Beira. O funeral realizou-se no dia 15 de outubro, pelas 16.00 horas, para o cemitério local.

João Torres Lourenço, 63 anos, casado. Residente em Tourelhe, Agência Funerária Decorativa Viseense, Lda. Cambra. O funeral realizou-se no dia 14 de outubro, pelas 16.00 Viseu Tel. 232 423 131

(Jornal do Centro - N.º 605 de 17.10.2013)

1ª Publicação

(Jornal do Centro - N.º 605 de 17.10.2013)


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17 | outubro | 2013

clubedoleitor

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Jornal do Centro - Clube do Leitor, Rua Dr. Álvaro Monteiro, lote 12 r/c - 3510-014, Marzovelos - Viseu. Ou então use o email: redacao@jornaldocentro.pt As cartas, fotos ou artigos remetidos a esta secção, incluindo as enviadas por e-mail, devem vir identificadas com o nome e contacto do autor. O semanário Jornal do Centro reserva-se o direito de selecionar e eventualmente reduzir os originais.

CARTA DO LEITOR

HÁ UM ANO

Gestos que salvam… sabe o que isso é?

EDIÇÃO 553 | 19 DE OUTUBRO DE 2012

Distribuído com o Expresso. Venda interdita.

DIRETOR tubbr utub Outubro d O 19 e 20 de

Campeonato

textos e fotos

de Portugal

Decisões ∑

G Peres ∑ Gil

de Ralis

Nacional Absoluto

decidido, atenções

no 2L/2RM

e no Regional

es ∑ Novas de dad ovid No entro Novidades Centro

rede Mortágua É um Rali à realidade adaptado sai para novado, e o que hoje dos tempos, a Super Especial com desa estrada abre a edição noturna que

Especiais de

Classificaççã Classificação

A nossa casa, o local de trabalho ou simplesmente um espaço público fechado, são os locais que mais frequentamos no nosso dia-a-dia. Em qualquer um deles o conforto e o ambiente são fundamentais para que possamos relaxar ou trabalhar com mais qualidade. Então nestes dias que se avizinham frios, o aquecimento de qualquer espaço é imprescindível. E é aqui que várias questões nos começam a surgir no pensamento: “Qual a melhor solução de aquecimento e climatização?”, “Qual é o mais sustentável?”, “Qual é o mais económico e eficiente?”. Para lhe ajudar nesta escolha e para que tenha um Inverno mais quente e confortável apresentamos-lhe várias soluções.

te ano. meios e minorar Racionalizar no pensaestiveram do Clube os custos, responsáveis assim mento dos que do Centro, profundiAutomóvel com alguma mais mexeram da prova, dade na estrutura para o CamIvo Nogueira de Ralis, uma vez pontuável de Portugal do Cenpeonato Regional eoTeoCampeonatoPortugal, CampeoRicardo Moura Mota, Fernando de dir decidir título: Luís tro e Taça Nunes vão 2 Rodas Motrizes, ova a prova. tónio e Daniel nato de 2 Litros última prova de Clássicos. se no Nate extra para tudo em Mortágua, e Troféu Nacional a abrir, é o Competitivamente, seu, Viseu, de Pilotos Ricardo do regional. A Super Especial, do rali, pilotos de marprimórdios cional AbsolutoMortágua já com o Quanto a a Costa retomar dos organização levar Moura chega no demais há aina FeliJoão Leonardo/Nuno esperando de espec“no bolso”, com o Skoda milhares ques- título por decidir. cam presença até ao local sempre fazem nesta da muita coisa Ivo Nogueira cia KitCar. ia em tadores que presença um experiência Nos 2L/2RM, para alcançar emas Depois de e dos problemas tão de marcar está bem colocadoPita e Pedro leal da Beira será o classificativa. tudo se decidirá Portu- Aguiar Frio, Mortágua o tri, com Renato o Na Taça de No sábado, no Mesão em seis teste para passagens na expectativa. está a um curto nse. primeiro verdadeiro com as duplasClassificação, das do piloto viseense. gal, Vítor Pascoale pode sair camde novo carro se manEspeciais João Leonardo Mortágua passo do título, Já no Regional Gil Peres quais apenas do ano passado. na frente peão de Mortágua. luta animada tém do figurinorali com novidapelo do Centro, na disputa É assim um troços escolhidos com três pilotos de modes ao nível um alicianacréscimo DO SEMANÁRIO JORNAL DO CENTRO, EDIÇÃO 553 DE 19 DE OUTUBRO DE 2012 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE. esseINTEGRANTE ESTE SUPLEMENTOcom É PARTE representa Munidos, o que pessoas A Câmara vimento. Publicidade fos, jornalistas, este esforgrafos, os pilotos, procuquando faz Opinião quee acompanham dois, cipal harmoniosa, tem em conta para forma compatibilizar as di- quee aqui permanecem ço financeiro para a ecodisponíveis sorando dias, consoante todo esse retorno contexto te estamos económica, ês ou mais tetrês que no mensões de Mortágua integrar essa plataforma. Finalmente nomia local, tem uma imO concelho o concelho cial, ambiental, desportiva as situações. de pessoas país, grande tradição É sabido que os milhares desenro- atual do tem uma possui condi- e lúdica. que vem ainda maior. é o mos ao Mortágua Mortágua ue vêm assistir a realização neste desporto, des- portância o convite a toTAP de O Rali de Tra- que do mítico únicas para A presença a Deixo ar da prova. dos tempos tem venham inte- ções tipo de evento despor- exemplo disso mesmo. pro- lar de pessoas para que Portugal, cartaz que incluinuma rede na dos es milhares Rallye de tes Ralis deste ver o Rali, ta-se de um a nível significativo Mundial de que tivo, porque temos Mortágua noturgrado no o concelho florestais muia um impactolocal. A título de lamentamos de caminhos de 1300 Km, move e contribui para do a Super-Especial (WRC) e só economia novidade para dias do tenha deiextensa, mais temos uma nacional do concelho, mas durante os na, que é uma o Rali de Portugalpaís para ir to um espetáculo pal- exemplo, afirmação também do nos dias antece- muita gente e ao região, como muito exxado o norte Rali e até facto como aproveitando unidades também da pavimentada quando de desporto as nossas diferente, RA saboreABRAN para o sul, que é a norte rede bem conservada, que co privilegiado do AFONSO ABRA lado, dentes, e restauração mesmo tempo para e coe d C Presidente da está provado público e en- tensa do facto de sermos automóvel. Por outromuita de alojamento M lotadas. gastronomia naMunicipal dee traz ar a nossa que há mais des- resulta ficam normalmente com 250 Km2 é um evento que que há ouas nossas belezas concelho à volta deste Estamos a tusiasmo tem- um Naturalmentecomércio lo- nhecer a Mortágua. acho que é do do gente centenas de pessoas, e 92 povoações. turais. porto. Aliás, tros setores estratégia de também da região Tem sido e va- falar pilotos, organização, cal que beneficiam po dos municípiose esforços promover endó- entre de assistência, fotóunirem vontades regressar Município condições equipas de fazer lorizar as de uma no sentido ao seu lodo território, par- genas o Rali de Portugal e da nossa cal de eleição

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Textos: Micaela Costa Grafismo: Marcos Rebelo

Enfermeiro da Viatura Médica de Emergência e Reanimação Centro Hospitalar Tondela-Viseu

(Bombeiros, enfermeiros, técnicos…) devidamente treinados e integrados, tem permitido a desfibrilhação eficaz e segura, cada vez mais precoce. Apesar de ser possível recuperar circulação espontânea com a desfibrilhação e com o SBV, estes não são suficientes, sendo necessárias manobras de suporte adicional que otimizem a função cardiorrespiratória, aumentando a taxa de sobrevivência a longo prazo. Sempre que ocorra uma reanimação com sucesso é fundamental manter os cuidados pós-reanimação visando preservar a integridade dos órgãos nobres: cérebro e coração. Dito por outras palavras, um indivíduo que sofre uma paragem cardíaca tem maiores hipóteses de sobrevida quando a paragem é presenciada, quando quem assiste inicia o suporte básico de vida, quando o ritmo inicial é a fibrilhação ventricular e quando a desfibrilhação é conseguida rapidamente. Como qualquer outra cadeia, esta tem a força do seu elo mais fraco. Se algum dos elos falha, ou é fraco, as hipóteses de sobrevida são diminuídas e o sistema de emergência médica está condenado a obter maus resultados, daí que os maiores esforços tenham vindo a ser desenvolvidos, um pouco por toda a parte, no sentido de reforçar cada elo desta cadeia, existindo evidência suficiente acerca da melhoria da sobrevida sempre que se reforçam os seus elos. O objetivo de uma reanimação não é só recuperar os batimentos cardíacos. O mais nobre e verdadeiro objetivo da reanimação é a recuperação de cidadãos para uma vida de relação comparável à que tinham antes da paragem cardiorrespiratória.

Aquecimento & Climatização e especial Rali de Mortágua | Telefone: 232 437 461

pág. 02 > PRAÇA PÚBLICA pág. 06 > ABERTURA pág. 08 > À CONVERSA

Semanário 19 a 25 de outubro 2012

pág. 11 > REGIÃO pág. 14 > EDUCAÇÃO pág. 15 > ECONOMIA

Ano 11 N.º 553

1,00 Euro

pág. 22 > DESPORTO pág. 28 > CULTURA pág. 30 > SAÚDE

ão diççã edição ed stta ediç esta Nesta N

Nelson Martins

Paulo Neto

UM JORNAL COMPLETO

122 2012 ua 2012 gsuplemento t gu tág Rali Mortágua Aquecimento & Climatização o,, Conforto e bem-estar a renovado Rali de Mortáguao e mais económic

especial

DR

cardiorrespiratória que são pedir ajuda, acionando de imediato o sistema de emergência, iniciar de imediato as manobras de suporte básico de vida e aceder à desfibrilhação precoce, quando indicado. Estes procedimentos sucedem-se de forma encadeada e constituem a cadeia de atitudes em que cada elo articula o procedimento anterior com o seguinte. Surge assim o conceito de Cadeia de Sobrevivência composta por quatro elos em que o funcionamento adequado de cada um e a articulação eficaz entre os vários elos é vital para que o resultado final seja uma vida salva. As manobras de SBV, por si só, têm uma utilidade limitada em melhorar o prognóstico da maioria das paragens cardíacas. O prognóstico pode ser melhorado quando a seguinte sequência de eventos, ocorre o mais rapidamente possível. O rápido acesso ao sistema de emergência médica assegura o início da cadeia de sobrevivência. Cada minuto sem chamar socorro reduz as probabilidades de sobrevivência da vítima. Para o funcionamento adequado deste elo é fundamental que quem presencie uma determinada ocorrência seja capaz de reconhecer a gravidade da situação e saiba ativar o sistema de emergência, ligando 112 e dando as informações pedidas. As manobras de SBV (compressão torácica externa e ventilação) têm como objetivo manter algum grau de circulação com o sangue minimamente oxigenado, para a preservação da viabilidade do coração e do cérebro. O SBV tem como função ganhar tempo até à chegada do desfibrilhador e da equipa de Suporte Avançado de Vida (SAV). Na PCR extra-hospitalar, o objetivo é conseguir desfibrilhar (se indicado) nos três minutos após a ativação do sistema de emergência. Isso implica a implementação de programas de desfibrilhação com Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE). O acesso à desfibrilhação por elementos não-médicos

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SEMANÁRIO DA

pág. 32 > CLASSIFICADOS pág. 34 > NECROLOGIA pág. 35 > CLUBE DO LEITOR

- 3500-680 Repeses - Viseu · Rua Santa Isabel, Lote 3 R/C - EP

“Temos que pensar o mundo para pensar a Europa, para pensar Portugal e para pensar Viseu”

Nuno André Ferreira

Hoje em dia vive-se sob permanente tensão. São tais os riscos que a vida moderna nos submete que se torna absolutamente necessário ter conhecimentos mínimos sobre Suporte Básico de Vida. A utilidade destes gestos que salvam faz-se sentir no nosso dia-a-dia em todos os meios em que nos movemos. Prestar socorro a alguém constitui um dos pilares importantes do sistema de saúde de qualquer organização. É evidente que não substitui a atividade médica ou de enfermagem mas prestar socorro de imediato a alguma vítima com a rapidez, o sangue frio e a destreza manual pode salvar muitas vidas. Assim sendo seria bom que todos nós possuíssemos tais conhecimentos e soubéssemos como aplicalos às vítimas de acidentes, evitando que o seu estado de saúde se agrave e até possível melhorá-lo. É cada vez mais premente saber intervir correta e atempadamente na prestação de cuidados a pessoas que entretanto sofreram desvios de saúde quer por doença ou mesmo por acidente. A paragem cardiorrespiratória é uma situação frequente quer em ambiente hospitalar quer em ambiente extra-hospitalar e exige uma atuação imediata, efetiva, eficiente e eficaz para a recuperação da vítima com o mínimo de sequelas e a melhor qualidade de vida possível. Realizar o Suporte Básico de Vida (SBV) logo que identificada a paragem cardiorrespiratória é fundamental para a recuperação da vítima e é um procedimento correto e eficaz até à chegada de auxílio diferenciado. O Suporte Básico de Vida refere-se ao conjunto de atitudes e técnicas que visam manter a respiração e a circulação da vítima em contexto de paragem cardiorrespiratória, sem a utilização de fármacos, técnicas invasivas ou outros equipamentos diferenciados. À luz do conhecimento atual considera-se que há três atitudes que modificam os resultados de socorro a vítimas em paragem

REGIÃO DE VISEU Novo acordo ortográfico

redacao@jornaldocentro.pt

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www.jornaldocentro.pt |

∑ Manuel Maria Carrilho, em entrevista ao Jornal do Centro | págs. 8 a 10

∑ Desentendimentos no CDS Viseu ∑ “É um erro pensar-se que o CDS é o

Hélder Amaral” (Rui Santos) ∑ “Isto não se resolve com contas de mercearia e sobretudo com soluções políticas que desmentem tudo aquilo que foi prometido” (Manuel Maria Carrilho) ∑ Politécnico de Viseu ganha concurso regional de empreendedorismo ∑ Zunzum revitaliza Parque da cidade com “Outono Quente” ∑ Centro de dislexia nasce na Universidade Católica ∑ Tributo a Aquilino Ribeiro Machado

ERRATA Por lapso o Jornal do Centro na edição 604 referiu que o autor da entrevista publicada na rubrica à conversa (páginas 8 e 9), foi Emília Amaral, quando na verdade foi Pedro Morgado o seu autor e das fotos. Aos leitores e aos visados as nossas desculpas. Publicidade


tempo

JORNAL DO CENTRO 17 | OUTUBRO | 2013

Hoje, dia 17 de outubro, nublado. Temperatura máxima de 22ºC e mínima de 12ºC. Amanhã, 18 de outubro, chuva moderada. Temperatura máxima de 19ºC e mínima de 13ºC. Sábado, 19 de outubro, chuva moderada. Temperatura máxima de 16ºC e mínima de 11ºC. Domingo, 20 de outubro, chuva moderada. Temperatura máxima de 15ºC e mínima de 10ºC. Segunda, 21 de outubro, aguaceiros. Temperatura máxima de 17ºC e mínima de 10ºC.

Impresso em papel que incorpora 30 por cento de fibra reciclada, com tinta ecológica de base vegetal

∑agenda Domingo, 20 outubro

Santa Comba Dão ∑ Feira à Moda Antiga 2013, uma iniciativa do Sector Cultural da Câmara Municipal de Santa Comba Dão. A Feira realiza-se no Largo do Município a partir das 10h00 e prolongando-se até às 19h00 com o objetivo de demonstrar as formas de vida, a cultura e as tradições do concelho de Santa Comba Dão no século XIX.

Domingo, 20 outubro Viseu ∑ Demonstração/ Exposição enquadrada na Semana Nacional de Protecção Civil, das 09h00 às 12h30, junto ao Pavilhão Multiusos em Viseu

Segunda, 21 outubro Santa Comba Dão ∑ Gala de Futebol da Época 2012 /2013 da Associação de Futebol (AF) de Viseu no Cine-Teatro da Casa da Cultura. Esta gala, organizada pela AF Viseu, realiza-se pelas 19h30 com o objetivo de premiar os clubes vencedores da época 2012 / 2013, bem como os atletas de referência, os árbitros e os dirigentes desportivos. Publicidade

Festa da castanha em Sernancelhe Programação ∑ Dias 25, 26 e 27 a “terra da castanha” promove a divulgação do fruto e recebe muita música e desporto “Valorizar a castanha enquanto produto determinante da economia local” é o principal objetivo da Festa da Castanha, que decorre há já vários anos em Sernancelhe. De 25 a 27 de outubro a “terra da castanha”, recebe o certame organizado pelo município de Sernancelhe, com o apoio da Beira Douro - Associação de Desenvolvimento do Vale do Douro e do PRODER. Ao longo dos três dias, o Expo Salão de Sernancelhe abre as portas para a edição 2013, do evento que é o espelho “de mais de duas décadas de aposta na castanha como fruto com uma importância z maior na econocada vez al”, refere a autarmia local”, m comunicado. quia em No interior do lão os visitanExposalão er tes vão pode poder cer conhecer os pro dutores,, transforma-e dores de ha, castanha, omo bem como as junas várias tas de freguesia celho e resdo concelho

taurantes (que ao longo do certame divulgam a gastronomia local). Decorre também o concurso da melhor castanha da Denominação de Origem Protegida “Soutos da Lapa” (os vencedores são conhecidos no último dia do evento). Aliadas à Festa da Castanha decorrem ainda muitas outras atividades ligadas ao desporto. De destacar o passeio organizado pelo Ambula IPSS - Associação dos Funcionários do Município de Sernancelhe, que aproveitando o percurso pedestre da Rota da Castanha, organizam uma caminhada que percorre soutos com séculos de existência e ainda a 6ª 6 edi edição do Passeio BTT, que pretende este ano superar os 600 partici-

pantes da edição passada. O passeio é organizado com a colaboração da Casa do Benfica de Sernancelhe, Núcleo Desportivo e Cultural de Vila da Ponte, Bombeiros Voluntários e Associação Desportiva e Recreativa da Sarzeda. E porque a animação não vai faltar, a festa da Castanha vai contar com a presença de vários grupos locais de concertinas e fado à desgarrada, Banda Musical 81 de Ferreirim, Rancho Folclórico de Sernancelhe e de Arnas. O certame que abre as portas dia 25, pelas 18h00, promete muita animação, gastronomia, convívio, onde a anfitriã dos três dias é a castanha. Micaela Costa

Olho de Gato

http://twitter.com/olhodegato http://joaquimalexandrerodrigues.blogspot.com

Novo ciclo Joaquim Alexandre Rodrigues joaquim.alexandre.rodrigues@gmail.com

1. Na próxima terça-feira, tomam posse os eleitos para a assembleia municipal e para a câmara de Viseu. Termina um ciclo de 24 anos, liderado por Fernando Ruas, em que o desenvolvimento da cidade e do concelho assentou na construção e no investimento público, nacional e comunitário. Foi o sector público que gerou a maior parte do emprego e do emprego mais bem pago. A cidade manteve-se funcional, fluída e agradável para viver, fruto de uma boa planificação urbana, planificação que tem um responsável cujo nome merece ser referido tanto como o dos políticos — o chefe do departamento de urbanismo da câmara, engenheiro José Pais de Sousa. Nestes 24 anos, a força da cidade que residia nos comerciantes passou para as instituições do estado e para a Visabeira. Visabeira que é um caso admirável de sucesso, a que a cidade muito deve e de que depende, sendo essa dependência um risco, porque todas as monoculturas o são. O novo presidente da câmara de Viseu inicia um novo ciclo em que não vai ter nem investimento nem emprego público, e a construção só começará a reanimar um pouco, no melhor dos cenários, para o final do mandato. Pede-selhe bom senso, frugalidade, controlo da dívida, apostas mais qualitativas que quantitativas, que atraiam talento, iniciativa e investimento privado. Empregos, empregos, empregos. Boa sorte, António Almeida Henriques! 2. O bloco de esquerda vai manter o seu único eleito, Carlos Vieira, na assembleia municipal de Viseu ou vai substituí-lo, vigarizando os seus eleitores? 3. O líder distrital do PS afirmou-se, com razão, satisfeito com os resultados no distrito mas não escondeu a sua frustração com o resultado no concelho de Viseu, onde os responsáveis pela derrota nem tugem nem mugem. Caro João Azevedo, depois de quatro anos de deserção e pusilanimidade socialista na capital do distrito, vai deixar que continue tudo na mesma?

Jornal do centro ed605  

Jornal do Centro - Ed605

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