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Distribuído com o Expresso. Venda interdita.

NESTA EDIÇÃO especial

Desportos de Aventura

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Dão Lafões: uma região cheia de aventura!

O concelho de Viseu e, de for- culpas para não dar uma escapama mais alargada, a área Dão Lafões, são ricos em sugestões dinha e conhecer os recantos encantados que a região tem para disfrutar de momentos para ple- oferecer. Aldeias históricas, nos de animação. Para todos reos cantos idílicos, rios de águas que querem passar umas férias límpidas e florestas cheias de ou mesmo apenas um fim de semana diferente, a região convida vida são alguns dos elementos que compõem o cartaz a um mundo de experiências de um ten- concelho e de um distrito que tadoras e cheias de adrenalina. têm tanto para oferecer. Canoagem, slide, rapel, ponOriginalidade é uma presença tes de cordas, passeios pedestres obrigatória. Em Castro ou de orientação, escalada… Daire, são por exemplo, o rio Paiva conviapenas algumas das opções para da a experimentar o rafting, enconhecer um distrito pleno de vida e atividades que envolvem quanto o Canyoning se impõe nos rios Teixeira e Pombeia dose certa de aventura. ra. E porque não experimentar Em pleno Centro de Portugal, a Salto Pendular em Ponte Dão Lafões - com os seus de quatro rios e cinco serras – disponibiliza Cabaços ou os inúmeros percursos pedestres que a zona aos visitantes e não só um convi- tem para oferecer? Há deste para despertar o espírito aven- portos de aventura para todos tureiro que existe em cada um os gostos e um leque alargado de de nós. Com uma paisagem de empresas preparadas para orgarara beleza, são vários os moti- nizar a sua incursão no mundo vos que fazem com que seja pro- da adrenalina. pícia à prática de desportos atiAgora é só seguir algumas vos e de natureza. das sugestões que lhe apresentamos, E com as férias à porta e o cli- equipar-se com vestuário m a a conv ida r a pa ssa e calr m a is çado confortáveis e partir à destempo ao ar livre, já não há des- coberta. A região espera por si!

UM JORNAL COMPLETO pág. 02 pág. 06 pág. 08 pág. 12 pág. 15 pág. 18 pág. 19 pág. 22 pág. 24 pág. 26 pág. 27 pág. 29 pág. 30 pág. 31

DIRETOR

Paulo Neto

> PRAÇA PÚBLICA > ABERTURA > À CONVERSA > REGIÃO > ESPECIAL > EDUCAÇÃO > ECONOMIA > DESPORTO > CULTURA > EM FOCO > SAÚDE > CLASSIFICADOS > NECROLOGIA > CLUBE DO LEITOR

Semanário 13 a 19 de julho de 2012 Ano 11 N.º 539

1,00 Euro

SEMANÁRIO DA

REGIÃO DE VISEU Novo acordo ortográfico

Nuno André Ferreira

| Telefone: 232 437 461

·

Rua Santa Isabel, Lote 3 R/C - EP - 3500-680 Repeses - Viseu ·

redacao@jornaldocentro.pt

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www.jornaldocentro.pt |

“No atual contexto a criação da universidade pública de Viseu, a ocorrer, passa necessariamente pela evolução do IPV” ∑ Fernando Sebastião, presidente da Instituto Politécnico de Viseu, em entrevista ao Jornal do Centro

| págs. 8 a 10


2

Jornal do Centro 13 | julho | 2012

praçapública r

palavras

deles

O presidente do Instituto não interfere no processo de equivalências, atualmente designado de creditação. É o conselho científico de cada Escola a fazê-lo”

rNeste

contexto é bem que se saiba que os aumentos médios dos operários em 2011 mais 2012 atingirá os 8% no conjunto dos 2 anos. Em 2012 será de 0% para a equipe dirigente . É assim em Mangualde e no resto do Grupo”

Fernando Sebastião Presidente do IPV, em entrevista ao Jornal do Centro

Sofia Campos sophie.sophie@sapo.pt

Opinião

Maria do Céu Sobral Geóloga mariasobral@gmail.com

Em direito de resposta no Jornal do Centro

Jorge Loureiro Vice-presidente do Turismo do Centro e vice-presidente da AHRESP, em entrevista ao Jornal do Centro

r

Os centros históricos, um pouco por todo o Portugal, precisam de vitalidade para se tornarem cosmoplitas e ações desta natureza (Prove DãoLafões) fazem com que as pessoas revivam as tradições do passado” Adriano Azevedo Vice-presidente da câmara de S. Pedro do Sul e do Turismo do Centro, em declarações ao Jornal do Centro

Uma Lição de Eficácia Nos passados dias 6, 7 e 8 a zona histórica de Viseu encheu-se de animação. Muita gente, muito negócio, muita promoção de produtos da nossa região… Com uma dinâmica de há muito desabituados, veio uma “equipa” de fora ensinar como se joga em casa. É bem verdade que, por vezes, de muito olharmos deixamos de ver. De muito ouvirmos ensurdecemos. De muito provarmos perdemos o gosto e etc., pelos restantes sentidos. Parece que os autarcas de Viseu perderam a imaginação, despenderam a dinâmica em inutilidades, acomodaram o saber fazer num contentor sem utilidade. Ouvimos as queixas dos comer-

nidade exógena, e eis um grupo de pessoas eficientes e, de um dia para o outro, transforma-se o Adro da Sé num lugar cheio de gente bem-intencionada, que quer ver e provar os produtos Dão-Lafões. Que quer conviver. Mostrar-se e ser vista. Orgulhar-se de Viseu. Comprar produtos da nossa/sua terra. Temos pois que o agradecer a

quem veio de fora… dizer-nos o que fazer cá dentro. E dizer aos que estão cá dentro que é hora de seguir as boas práticas, perceber os bons exemplos… E até, porque não? ter a humildade de aprender e de perceber que a boa gestão dos dinheiros públicos não passa apenas por 5 milhões de euros de haver. Mas também pela excelente gestão dos recursos humanos, pela positiva comunicação, pela inovação… mesmo que seja recorrendo às práticas ancestrais das seculares “feiras”, apresentando o paradigma da novidade capaz de estimular e chamar, de novo, ao Adro de sempre, a gente de hoje. Parabéns Carlos Marta! 10 dedos = 10 likes!

to” quando alguém se mostra excessivamente orgulhoso. A. Bento da Guia em “As vinte Freguesias de Moimenta da Beira” explica, e tendo como base “Cernancelhe e o seu Alfoz” do Abade Vasco Moreira, que talvez a lenda nascesse de num cipreste desta quinta se ter escondido Diogo Lopes Pacheco, o Senhor de Ferreira d’Aves, com as mãos tintas do sangue de Inês de Castro a quem matou quando ainda vivia feliz, e que não podia indefinidamen-

te ter como refúgio o tal cipreste. Esta lenda juntou-se a outras centenas deste nosso país reunidas em “Lendas Portuguesas da Terra e do Mar” de Fernanda Frazão, e agora mais recentemente no livro “Histórias de um Portugal assombrado” de Vanessa Fidalgo. Caseiros da Quinta da Alagoa da metade do séc. passado ainda viviam no seu dia-a-dia o medo de percorrer certos caminhos e serem acossados com as graçolas do Rei Chiquito, no entanto, os seus actuais proprietários que têm vindo a reconstruir as casas desde os anos 80 nunca encontraram tal mina e nem têm queixa de assombração. A Casa da Torre (foto) foi brilhantemente recuperada e apesar de inúmeras janelas se espraiarem na paisagem, delas já não se ouve Rei Chiquito a acicatar quem nos campos labuta, Rei Chiquito já não está lá, mas a Quinta é de uma beleza rara e vale a pena voltar lá!

Nuno André Ferreira

Opinião

A direção do Centro Produção de Mangualde da PSA

r

(...) que esta era A Iniciativa a implementar (Prove DãoLafões), relevante para a promoção da região e em particular da cidade de Viseu”

ciantes, da Rua Direita, da Rua do Comércio, da Rua Formosa… Eles dizem que ninguém lá passa. Eles referem que o centro se deslocalizou. Eles repetem que a noite perdeu a graça. Eles afirmam que o velho Mercado é uma desgraça. E eis então que vem um autarca da periferia, com obra feita e crédito no mercado da acção, e eis uma comu-

Rei Chiquito já não está lá! Reza a lenda que na Casa da Torre na actual Quinta da Alagoa, em Faia concelho de Sernancelhe, morava em tempos um homem muito abastado, mas de temperamento difícil, arrogante e orgulhoso, a quem chamavam de “Rei Chiquito”. Este, sempre metido em confusões e tropelias com os seus vizinhos e habitantes da Faia e dos Prados de Baixo, e por ser um político exaltado de génio fogoso e faccioso, quiseram prendê-lo e castigá-lo, imbuídos dessa vontade tomaram-lhe a casa de assalto, remexeram tudo mas não o encontraram. Decidiram então desistir e afastar-se, quando já iam longe, Rei Chiquito assomou-se à janela gritando: - “Rei Chiquito já cá está, quem quiser que volte cá!” Esta cena repetiu-se inúmeras vezes sem que os seus perseguidores conseguissem no entanto alcançá-lo, sempre que voltavam à casa esta encontrava-se vazia. A lenda acrescenta que esta situação se devia à existência de uma

mina com cerca de 150 metros que saía de uma das lojas até um soito, que Rei Chiquito usava para achincalhar e assombrar quem tentava acabar com sua pujança de gozador. Em certa data, o Rei de Portugal hospedou-se na sua casa, admirando-se que um homem tão rico e poderoso vivesse em tugúrio tão humilde e miserável. Rei Chiquito de peito feito prometeu a Sua Majestade que quando voltasse encontraria casa mais decente. Três meses depois em nova passagem do Soberano, Rei Chiquito morava já num lindo e luxuoso palacete, à admiração do Rei de tal feito, respondeu: -“Fi-lo com auxílio de Belzebu”. Ainda hoje é vulgar nestas bandas dizer-se “é um Rei Chiqui-


OPINIÃO | PRAÇA PÚBLICA 3

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números

estrelas

10

Carlos Marta Presidente da CIM - Dão Lafões

O número de toneladas de cobre e de outros metais apreendidas pela GNR, no âmbito de uma operação realizada numa sucateira de Santa Comba Dão.

Importa-se de responder?

Com a iniciativa Prove Dão Lafões, que decorreu no Adro da Sé, em Viseu, nos dias 6, 7 e 8, alcançou um êxito que ultrapassou todas as expectativas.

A revista INVEST considerou a Labesfal como uma das 10 melhores grandes empresas da zona Centro.

Natacha Fernandes

Parapente, porque deve ser uma experiência única e uma sensação de liberdade.

Lúcia Figueiredo

Sem dúvida, bungee jumping. Deve ser a conjugação de liberdade e adrenalina. Eu sou uma mulher que aprecia muito a liberdade e gosto de viver intensamente, logo, seria o desporto radical mais adequado para mim.

Paintball. Acho muito divertido e nunca vi ninguém praticar em Viseu.

Ana Isabel Pereira

Tânia Coelho

Educadora de infância

Lojista

Estudante

rrrrrrregresso É aparentemente irresolúvel a questão do desígnio comum. Encontrar uma meta pode ser cómodo, quiçá amaciar o caminho. A Humanidade pode ser uma construção eternamente aleatória, um percurso infinito. Ou a Humanidade pode ser um corpo com utopia à vista (isso significaria estagnação?). Além ou apesar disso, não é discreta a sempre maior velocidade do nosso movimento ou da nossa corrida. Mais encoberto está o seu sentido. Veja-se a irrefutável, implacável tecnologia (não é ela; é como pegamos nela), que nos tem vindo

a aproximar de todos e a afastar de nós mesmos. A originalidade humana tem (tinha?) no Homem o fim de todo o progresso: o fogo e a roda foram sempre apenas meios para o conforto e para a eficácia. Até os rituais religiosos, as danças de adoração revelavam menos temor ou apreço a um deus do que zelo pela própria existência. Soubemos manter a procura da novidade e da facilitação da vida, e esquecer, contudo, quem vive, inventando e experimentando desenvolvimentos inadequados, como equilíbrios orçamentais por equilíbrios orçamentais, fins eles mes-

Paulo Neto

Margarida Assis

A Feira Medieval de Penedono recebeu milhares de visitantes, recriou um passado longínquo de que se orgulha e tornou-se palco, durante três dias, das mais diversas atividades históricas, sem esquecer a divulgação e venda dos produtos da região.

Que desporto radical gostaria de experimentar? Parapente, porque apesar de ser um desporto de grande calma e contemplação, e ao proporcionar horas de relaxamento pela observação de paisagens paradisíacas, faz-nos esquecer o stress do quotidiano.

Pionés/Punaise

Carlos Esteves Presidente da câmara de Penedono

Labesfal Santiago de Besteiros, Tondela

mos, em vez da gente, agora meio. Então, que meta é esta? Onde acaba, se termina, o caminho que estamos fazendo? Se não lhe virmos o fim, é porque não o tem ou por ser demasiado longe de nós? Há indícios de uma linha curva

fechada, de um trajecto circular, prenúncios de um regresso. Como aquele senhor que resolve calúnias à chinelada. Manifestações destas vêm atestar o acatamento activo da nossa integridade, afinal. O fomento e a materialização do(s) instinto(s) são, a meu ver, saudabilíssimos. Também somos animais. Mas privamo-nos disso. Vai-se vendo, ainda assim, uma esperança qualquer de libertação… Um dia destes, nudez em dias quentes. Todos na rua, sem roupa e sem vergonha. Se os Coelhos não a têm, por que havemos nós de ter?


4 PRAÇA PÚBLICA | OPINIÃO Editorial Diretor Paulo Neto, C.P. n.º TE-261 paulo.neto@jornaldocentro.pt

Redação (redaccao@jornaldocentro.pt)

Emília Amaral, C.P. n.º 3955 emilia.amaral@jornaldocentro.pt

Gil Peres, C.P. n.º 7571 gil.peres@jornaldocentro.pt

Tiago Virgílio Pereira, T.P. n.º 1574 tiago.virgilio@jornaldocentro.pt

Paulo Neto Departamento Comercial comercial@jornaldocentro.pt

Diretor do Jornal do Centro paulo.neto@jornaldocentro.pt

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Muitos doutores e poucos Senhores Magnífico Reitor: No entendimento de que Vª Exª e o Conselho Científico da Instituição que representa são entidades pioneiras, pragmáticas, justas e dotadas de uma revolucionária visão do Acordo de Bolonha, na ponderação da prática e experiência de vida de um cidadão, para efeito de equivalências; ao inaugurarem uma nova era na credibilidade do percurso de vida dos portugueses; ao

abrirem sendas de inimitável prestígio às universidades privadas lusitanas; ao ensinarem aos irmãos brasileiros como se faz creditação “a sério”; como tão clara e inequivocamente o demonstraram com o modelar “studecase MR”… Entende o subscritor, por defeito que não por excesso, disponibilizar à Vª sapiente e magna discricionariedade, os três casos que passa a expor, embo-

ra nenhum dos avocados, desde já se refira, tivesse exercido funções de presidente da Assembleia Geral da Associação de Folclore da Região de Turismo de Cister, Templários, Beneditinos ou Trapistas… O Ti José da Regada, lavrador há quarenta e dois anos, que trata por tu serras e pomares, chuvas, neves e sóis, colheitas e sementeiras, porcos, asnos e vitelos… não teria direito a uma gra-

Diretora: Catarina Fonte catarina.fonte@jornaldocentro.pt

Ana Paula Duarte ana.duarte@jornaldocentro.pt

Opinião

Departamento Gráfico

Pimenta e malagueta

Marcos Rebelo marcos.rebelo@jornaldocentro.pt

Serviços Administrativos Sabina Figueiredo sabina.figueiredo@jornaldocentro.pt

Impressão GRAFEDISPORT Impressão e Artes Gráficas, SA

Distribuição Vasp

Tiragem média 6.000 exemplares por edição

Sede e Redação Rua Santa Isabel, Lote 3 R/C EP 3500-680 Repeses, Viseu Apartado 163 Telefone 232 437 461

Há muito tempo que se misturam na base dos alimentos sabores contrastantes. O enorme sucesso das especiarias teve uma maior justificação noutros tempos do que a de agora, também pelo facto de não haver, na altura, os mesmos meios de conservação dos alimentos que hoje temos à nossa disposição e a relação que havia com os alimentos ser muito diferente da dos nossos dias, sobretudo nos meios e volumes de produção e a facilidade na aquisição. Com os frigoríficos e as arcas frigoríficas, as receitas de escabeches e de generalizadas conservas que temos e, ainda, o fácil acesso ao sal, constituiu-se um precioso conjunto de bens, de cuja valia nem

Opinião

temos a exacta medida. E, as especiarias, íamos dizendo, ajudavam muitíssimo nas cozinhas, onde a sua intervenção não só conferia diferentes caracteres organolépticos aos alimentos, como lhes disfarçavam o fartum a decomposto, pútrido, que alguns, naturalmente, ganhavam, à falta dos tais meios que hoje temos. Assim, o sabor forte das pimentas e demais , reestruturam os sabores, sobrepõem-se e/ ou aniquilam as bases em que são vertidos e travestem-nas, muitas vezes em alimentos de valor acrescentado, como seja o Querido Leitão da Bairrada, que despojado da pimenta e do alho, fartos, se tornaria, só, num “cochinillo” à

moda dos “nuestros hermanos” e que se come, magnificamente, por exemplo, em Segávia (no Inácio). Curiosamente, o mesmo se faz com os vinhos. À falta de aromas bons ou na existência de outros, desagradáveis, mete-se-lhe madeira (às vezes com fartura!) e reestruturam-se os sabores percepcionados. No que se refere aos condimentos picantes, eles são de uma extraordinária diversidade, passando pelas pimentas, às malaguetas, a alguns azeites, a certos cogumelos, à mostarda, ao açafrão, à canela, ao gengibre, ao cravinho e a muitos mais, usando aqui a nossa vulgar distinção entre pimentas, malaguetas e todos os outros.

Coronel na reserva… mas nem tanto!

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Propriedade O Centro–Produção e Edição de Conteúdos, Lda. Contribuinte Nº 505 994 666 Capital Social 114.500 Euros Depósito Legal Nº 44 731 - 91 Título registado na ERC sob o nº 124 008 SHI SGPS SA

Fernando Figueiredo as1400480@sapo.pt

Gerência Pedro Santiago

Os artigos de opinião publicados no Jornal do Centro são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. • O Jornal reserva-se o direito de seleccionar e, eventualmente, reduzir os textos enviados para a secção “Cartas ao Director”.

Semanário Sai às sextas-feiras Membro de:

Associação Portuguesa de Imprensa

União Portuguesa da Imprensa Regional

Opinião

O coronelismo é uma expressão usada no país irmão para definir a complexa estrutura de poder que tem expressão no plano municipal, exercido com hipertrofia privada sobre o poder público. Durante a chamada República Velha no Brasil, o coronel conseguia o voto do eleitor por meio da violência caso o eleitor o traísse, votando em outro candidato, podia perder o emprego e ser “surrado pelos capangas” ou pela troca de favores. Com o aumento da cultura política da população, começou a haver uma certa oposição ao coronelismo e surgiram a par dos coronéis situacionistas os coronéis oposicionistas. As denúncias de corrupção e crimes de colarinho branco começaram a ser divulgadas pelos media e as mesmas figuras de poder surgiram com uma nova roupagem – os “caciques”,

cujo traço principal é a chamada política clientelista e de mão-no-ombro, marcada pela concessão de favores e nomeações de cargos públicos, da garantia de emprego, etc. Vem esta referência histórica a propósito do “low profile” que tinha decidido impor-me por principio e ao exercício discreto da cidadania participativa ciente que de contrário nada mudarei do mundo e só arranjo “amigos do peito”, mas quando tropeço em situações do exercício prepotente do poder e da ausência de escrutínio o meu “mau feitio” obrigame a fazer o papel do “coronel da oposição” já que aqueles que foram eleitos para esse fim há muito que dele se demitiram e só voltarão com a conversa que estão próximos dos viseenses por ocasião de novo acto eleitoral. Ainda há dias a propósito da apresen-

tação de mais uma iniciativa do Programa RAMPA, um dos programas do QREN, que financia os municípios na elaboração dos planos municipais para promoção da acessibilidade resolvi consultar o Portal BASE para ficar com uma noção dos valores já executados neste importante vector de sensibilização e informação para a eliminação das barreiras físicas e arquitectónicas, tornando a cidade como se deseja mais inclusiva. Em 15/12/2008 foi realizado pela CMV um ajuste directo a Paula Teles, Unipessoal, Lda (NIF: 507136535) no valor de 74.950 euros para a Elaboração dos Estudos de Acessibilidade e Mobilidade para Todos, com um prazo de execução de 1 ano, 1 mês e 24 dias. Dias depois a 16/01/2009 e pelo mesmo valor é celebrado novo ajuste directo para o mesmo fim e com igual prazo. Não me

Semanas viseenses

1. Queixa na Deco: Caso o leitor tenha saído de casa nas últimas semanas é provável que se tenha cruzado com gente, aparentemente racional, a festejar os resultados de um estudo, aparentemente desprovido de qualquer validade científica, levado a cabo pela DECO. Entre a tribo local, o referido “estudo” passou a verdade absoluta: Somos a cidade portuguesa com melhor qualidade de vida. Nenhuma alma de bom senso, mesmo que socialista, negará que a cidade é esteticamente bonita, territorialmente

organizada e limpa, que possui espaços verdes aprazíveis; que o tráfego flui com facilidade e que o viseense médio já não vive sem o centro comercial. Mas será que qualidade de vida se resume a estes atributos? E qual a importância que devemos indexar a factores como: oportunidades de emprego qualificado; capacidade industrial; desenvolvimento científico e tecnológico; actividade cultural dinâmica e diversificada? Factores que, para qualquer mente pós-vitoriana, fazem parte do léxico associa-

do a desenvolvimento, constituindo-se como condição “sine qua non” para a existência de uma vida urbana moderna. 2. Moscovo aqui tão perto: Em declarações a jornalistas, Fernando Ruas avançou com a ideia de eventualmente repetir uma candidatura à presidência da autarquia local após “cumprir” os 4 anos de “castigo” impostos pela lei. No plano legal, não tenho dúvidas que, caso avance, a atitude de Ruas respeita a letra da lei, mas res-


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duaçãozinha em ciências rurais, com tal percurso de vida? O compadre Caulino Cerdeira da Silva, nascido e criado na serração dos pais há cinquenta e quatro anos, farto de rilhar pinheiros, eucaliptos, carvalhos e castanheiros… não podia equivaler-se a agente técnico superior de madeiras, com tal percurso de vida? O Tó Chiba que é pastor de cabras e ovelhas há trinta e sete anos, já desmamou milhares de cordeiros e já esfalfou vinte e cinco cães da Serra, por montes e vales, contra lupinas matilhas e outras rapinas… não

se creditava como auxiliar de cuidados de saúde a ovídeos e canídeos, com tal percurso de vida? Não é que lhes mudasse estruturalmente a existência, mas sempre podiam mandar fazer o cartãozinho-de-visita e escrever o títulozinho no CV… Sem referir o impacto que teria nas estatísticas da OCDE! Há milhões de casos destes por aí. Já pensou, MR (Magnífico Reitor), o contributo que seria para a qualificação académicoprofissional das massas? Nem as Novas Oportunidades! Além disso, não é de desencarar, se captasse 1% deste colectivo

para o corpo discente da Instituição, mesmo com uma reduçãozinha das propinas, arredavam-se espectros de insuficiente dotação orçamental. Abria pólos de montante a jusante; incentivava o agonizante sector da construção civil; criavam-se novas PPP. A chamada mais-valia colectiva… Um oásis! Para mim, Magnífico Reitor, nada requeiro. Não adrego hipóteses nem reúno condições… Nunca desempenhei qualquer cargo de eleição ou nomeação política. Por clara falta de vocação, nem sequer fui secretário de uma Junta! Andei por univer-

sidades públicas, e como tantos milhares de ingénuos, tirei uma licenciatura na U de Coimbra fazendo as cadeiras todinhas durante dez semestres; como bolseiro na U de Poitiers pós-graduei-me no tempo dado e até o mestrado feito na U de Lisboa teve quatro semestres de parte curricular e dois para dissertação de tese, veja lá que antiquados! Mas agora para o doutoramento, a penificar na U de Aveiro, era catita uma creditaçãozinha para a tese, lá isso era… Mas eles são muito conservadores: exigem pelo menos três a cinco anos para a “coisa”! Há lusófilos com azar!

O seu grau de ardor é medido pela Escala de Scoville, que vai de 0 a 16 000 000, em que, para se ter uma ideia de valores, as malaguetas comuns andam na casa dos 30 000 a 50 000. Vejamos os dois tipos mais comuns. Chama-se pimenta a diversos tipos de condimentos oriundos da planta “Piper nigrum” da qual se produzem os três tipos de pimenta que conhecemos: a preta, a verde e branca. A preta é feita da baga inteira e madura; a verde é feita com a baga imatura (verde) e a branca é produzida a partir das sementes. O seu picante deriva

da piperina. As malaguetas (gindungo, piripiri, caombo, suculum bembe e etc.) são frutos em vagem mais redonda ou mais comprida e no qual o ardor depende da concentração de uma substância chamada capsaicina, nome adveniente da planta do gênero Capsicum, curiosamente da mesma família da batata, do tabaco e da petúnia, entre mais. A mais fraca será a conhecida por cambuci (sininho ou chapéu de frade) e as mais fortes são os “jalapeños” mexicanos (de vários tipos).

A suavidade da primeira leva a que alguns Chefs a estejam a introduzir em receitas de compotas e de pastelaria. São ricas em betacaroteno e em vitamina C, conhecidos potentes antioxidantes. Dizia-se, popularmente que, devido ao seu ardor, poderia causar úlceras. Hoje afirma-se que a capsaicina ajuda na produção de uma secreção que protege o revestimento do estômago da gastrite e das úlceras. O consumo de picantes é benéfico à saúde; diminui a enxaqueca, ajudas nas digestões e diminui flatulências, além e ser antioxidante, anti-inflamatório e anticancerígeno. Há quem afirme que as malaguetas

“matam” o cancro da próstata. Activam a circulação sanguínea e, daí, atribuírem-lhe outras características de índole sexual! A minha receita pessoal para conservar as malaguetas e dar-lhe fácil uso é: Metê-las inteiras num frasco de vidro com um dente de alho, uma pitada de sal, uma pitadinha de açúcar, gin e a encimar um pouco (mesmo pouco) de azeite da melhor qualidade. Por curiosidade, o açúcar evita o rançar do azeite. Use-se e abuse-se.

recordo que os ditos estudos tenham sido tornado públicos, que tenham sido discutidos os seus critérios de aplicação com a cidade e menos me lembro que a oposição tivesse colocado, em sede própria, qualquer pedido de esclarecimento ou realizado qualquer discussão sobre o assunto. Já este ano a CMV realizou à data de 04/06 nova adjudicação directa para prestação de serviços do mesmo projecto, a uma outra empresa - Círculo Redondo, Unipessoal Lda. (NIF 508724040) no valor de 72.500 euros. Curiosamente esta empresa que realiza a 2ª fase dos trabalhos criada em 2008 é nada mais nada menos que detida por um cunhado da vereadora em regime de tempo parcial na CM de Penafiel. Com um invejável currículo e competência técnica inquestionável a Engenheira Paula Teles faz parte de um órgão político não tendo contudo que se saiba cessado a sua actividade e, de acordo com o site já referido, garantiu em ajustes directos das autarquias para a elaboração destes planos a módica quantia de 3.111.234,96 … e

a oposição aplaude! Na última Assembleia Municipal, pautada pelas habituais intervenções vazias de conteúdo ou consequências e das picardias balofas entre poder e oposição, foi vedada a palavra a uma cidadã que, provavelmente, pretenderia expurgar-se de pecados velhos. Condenada pelo Tribunal, mais por questões de forma que por delito, por ter pretendido pedir para os seus familiares aquilo que julgava licito, por ver acontecer a outros, quis fazer ouvir a sua voz para questionar sobre o ponto de situação de outros processos em curso, suponho, na Autarquia mas foi aconselhada a adoptar idêntica postura da oposição – ser boa cidadã, meter a cabeça na areia e a abster-se de questionar. Da carta que deu origem ao processo em que se viu envolvida em Tribunal terá dado cópias ao PS bem como da sentença e daqui não resultou um único pedido de esclarecimento nem sequer um incómodo com o facto de nela se apontarem vários erros administrativos nos processos de concurso de mulhe-

res, filhos e noras de presidentes de junta, de familiares de directores de serviço, de militantes do PSD, etc… deste rol de empregabilidade, por certo de pessoas com qualificações para os cargos, porque não terá então a oposição colocado sequer a questão de saber o porquê dos erros administrativos verificados? Esperam ser poder e aplicar os mesmos critérios? Se o primeiro assunto apontado é recente este outro sendo velho porquê então relembrá-lo? Para sobretudo recordar que cabe às oposições, ontem como hoje, como é óbvio e quase ridículo de escrever, escrutinarem o poder. Não há oposição sem escolher o “lado”. Mais do que ser de um partido, é preciso “tomar partido”! Engana-se quem pensar que basta manter a economia a crescer e oferecer ao povo a imagem, sem tradução prática, de uma sociedade com mobilidade social. O cidadão, o viseense deseja saber mais, participar mais e avaliar por si se de facto as diferenças económicas e sociais es-

tão diminuindo ou se pelo contrário quem nos governa apenas se governa a si próprio e aos seus! Sem, entretanto, uma oposição capaz de desmistificar tudo o que seja mera justificação publicitária do poder e que chame a atenção para os valores fundamentais da vida na sociedade democrática, só ocorrerão mudanças nas piores condições: quando o desespero se transformar em coragem e incendeie este palheiro podre da partidocracia do bloco central. No mundo contemporâneo este caminho do escrutínio do poder começa também a despertar na sociedade, nos blogs, twitters, redes sociais, nos media, enfim, é um processo colectivo. As oposições políticas se nada tiverem a ver com as múltiplas demandas do quotidiano, como ganharão forças para ganhar a sociedade? Não ganham como é lógico mas obrigam um coronel na reserva a ser activo na oposição… para mal dos meus pecados!

peitará o seu espírito? Será que tudo que não está escrito sob forma de lei é aceitável? Numa democracia consolidada não devemos esperar de um agente político uma leitura política e legal mais abrangente? Num plano distinto, se esta ideia não surgiu dentro do contexto da conversa, porque avançou com a ideia dos três nomes no envelope? Tal facto não terá condicionado a democracia interna do partido? Todas estas questões remetem-me para

Vladimir Putin e o artigo “The Civil Archipelago” assinado por David Remnick, na edição de Dec. 19&26, 2011, na Revista The New Yorker. A páginas tantas Remnick afirma que Putin, apesar da sua alta taxa de aprovação, com o anúncio da sua recandidatura, após o hiato imposto por lei, ultrapassou o ponto de não retorno. Ruas estará disposto a ultrapassar esse ponto, a partir do qual o seu futuro político será sempre menos glorioso do que o seu

passado? Ou será mais prudente abandonar o palco “em ombros”? Quando tivermos resposta a estas questões, restará saber se algum dos três nomes está disposto a assumir o papel de Nedvedev de Ruas.

imagem de qualidade e competência aos produtores locais. Numa leitura estritamente política, Carlos Marta, com a sua presença, conseguiu reforçar a sua posição como pré-candidato à C.M.V, com ou sem PSD, mas com Fernando Seara a seu lado.

3. Tondela na Sé: A iniciativa Prove Dão Lafões está de parabéns, não só dinamizou o centro histórico durante três dias, como colocou no mapa nacional esta região e os seus produtos, associando uma

Pedro Calheiros

Miguel Fernandes Politólogo atribunadeviseu@gmail.com

Artigos de opinião redigidos sem observação do novo acordo ortográfico


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abertura

texto ∑ Tiago Virgílio Pereira fotografia ∑ Nuno André Ferreira

Milhares de viseenses provam “Dão Lafões” “O evento foi um êxito. Estamos muito satisfeitos pela forma como decorreu, pelo entusiasmo que suscitou entre os restaurantes, chefes de cozinha e expositores, pela adesão dos visitantes e ainda pelo impacto gerado pelo público”, referiu Carlos Marta, presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região Dão Lafões, no final da primeira edição do “Prove Dão Lafões”. O evento, “reforçou a notoriedade e excelência dos produtos da região, ou seja, cumpriu largamente o obje-

tivo para o qual foi pensado”, complementou o responsável máximo da entidade organizadora da iniciativa que, durante três dias, dinamizou o centro histórico da cidade de Viseu. Foram aos milhares aqueles que desde sexta-feira e até domingo, visitaram a tenda que albergou o “Prove Dão L a f õ e s”, mont ad a no Adro da Sé. Jovens, idosos , compradores ou apenas provadores, dia e noite, “agitaram” a desértica zona histórica. “Durante a noite, a zona da Sé é movimentada por

causa dos bares mas faltam atividades durante o dia. Uma iniciativa deste calibre faz com que as pessoas saiam de casa com um objetivo e venham provar o melhor da nossa terra”, disse ao JC, António Azevedo, 29 anos. Compotas, vinhos, enchidos, chás e cogumelos comestíveis mostraram-se a Viseu. “Foi u m a boa opor t u n id ade para dar a conhecer o nosso produto, muita gente não conhecia, provou e até comprou”, referiu João Oliveira, 31 anos, representante do “Chão da Quinta”, um recente

vinho do Dão, produzido em S. João de Lourosa. Também Natália Nelas, 51 anos, apicultora na empresa Harald Hafner, em Mangualde, ficou satisfeita com o resultado final do evento. “Estava bem organizado e por isso gostámos de participar. Natália mostrou cremes natura is com própolis e mel de diferentes sabores, consoante o néctar recolhido das flores. Todos os responsáveis pelos expositores pagaram uma caução de 150 euros que os responsabilizava pelo espaço. No a no de a r-

Primeira edição ∑ Evento superou expetativas da organização e dinamizou o centro histórico da cidade

ranque, associaram-se 36 empresas ao evento, sem contar com os restaurantes. “Provamos que é possível potenciar a agenda cultural da região com iniciativas bem focadas no mel hor que temos para oferecer. E quem nos visita sabe que, a par da paisagem e do património, por exemplo, a gastronomia, os vinhos e demais produtos regionais ligados à enogastronomia estão revestidos de uma autenticidade cada vez mais difícil de encontrar. Isso agrada à generalidade das pesso-

as e é um dos nossos melhores cartões-de-visita. Com apostas certas, devidamente estruturadas e de qualidade poderemos aumentar a nossa capacidade de atração turística e criar inputs a nível económico e cultural entre a própria população local”, argumentou Carlos Marta. Na sessão de abertura, o também presidente da Câmara de Tondela, referiu que “a ambição, a determinação e a vontade”, são pilares essenciais para o país vencer a crise. No final, o “Prove Dão Lafões” traduziu-se


Jornal do Centro

PROVE DÃO LAFÕES | ABERTURA 7

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Paulo Neto

Tem a palavra

Jorge Loureiro Vice-presidente do Turismo do Centro e vice-presidente da AHRESP

“Pela boca do Turismo...” 1.

Qual o balanço que faz do evento Prove Dão Lafões?

Foi uma iniciativa pioneira e inovadora do ponto de vista dos objetivos. Trouxe milhares de visitantes há muito arredados do centro da cidade. Permitiu a realização de negócios surpreendentes, quer nos empresários envolvidos diretamente no Prove Dão Lafões, quer na envolvente dos empresários do centro histórico e também, não esqueçamos, na oferta hoteleira da cidade.

2.

Quem deu corpo a esta iniciativa?

Foi a CIM – Dão Lafões, Comunidade Intermunicipal cujo presidente é Carlos Marta, com o apoio ativo do Turismo do Centro de Portugal, que percebeu, também, que esta era A Iniciativa a implementar, relevante para a promoção da região e em particular da cidade de Viseu.

num desafio aceite pelos viseenses e habitantes da região, tendo-se relevado um pretexto de deslocação até à cidade por muitos outros visitantes oriundos de diversos pontos de país, que desta forma dinamizaram a economia local. Para Adriano Azevedo, a iniciativa foi especial porque “deu valor acrescentado áquilo que são os valores e os recursos endógenos de natureza rural e de produção humana”. Segundo o vice-presidente da Câmara de S. Pedro do Sul a escolha do local não poderia

ter sido a melhor. “Os centros históricos, um pouco por todo Portugal, precisam de vitalidade para se tornarem cosmopolitas e ações desta natureza fazem com que as pessoas revivam as tradições do passado”. Para o também administrador da Termalistur, “eventos como este dev i a m repet i r-se com maior regularidade, para os produtores darem visibilidade aos seus produtos e para sensibilizar os consumidores a optarem pelos hortícolas e frutícolas”, no fundo para os aspetos liga-

dos ao mundo rural. Para o futuro, Adriano Azevedo considerou essencial “a internacionalização destas ações”. Para o vice-presidente do Turismo do Centro e vice-presidente da AHRESP, “esta iniciativa é uma boa política que pode e deve ser seguida por todas as autarquias. Porque só desta forma , congregando atores locais, nomeadamente ligados aos produtos regionais, é que se pode formatar um produto turístico com personalidade própria, veiculador das nossas raízes e da

nossa identidade”, Jorge Loureiro disse ainda que o Prove Dão Lafões “superou todas as expetativas, uma vez que “trouxe milhares de visitantes, há muito arredados do centro da cidade e permitiu a realização de negócios surpreendentes, dinamizando, paralelamente, as unidades hoteleiras locais”. A edição de estreia do “Prove Dão Lafões” foi organizada pela CIM Dão Lafões, em articulação com o Turismo Centro de Portugal e com produção da EVEssência do Vinho.

3.

Acha estarmos perante uma proposta futura, de dinamização da zona histórica de Viseu, a ser seguida pela autarquia local?

Com certeza! É um exemplo de boa política que pode e deve ser seguida por todas as autarquias. Porque só desta forma, congregando atores locais, nomeadamente ligados aos produtos regionais, é que se pode formatar um produto turístico com personalidade própria, veiculador das nossas raízes e da nossa identidade. PN


8 entrevista ∑ Paulo Neto fotos ∑ Nuno André Ferreira

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à conversa

“Somos muito rigorosos na creditação da experiência profissional”

aria do em Engenh STGV); licencia (E u ra se do Vi ala de st o in ologia e Gestã l da Comissão perior de Tecn no IPV: Voga Su os la rg co ca s Es te da in ção definitiva nhou os segu . dor de nomea ro). Desempe mbro de 2008 sor coordena idade de Avei es rs of ve pr ni sde 15 de Sete é (U a, de r u gu rio se Vi pe ortá Su de M o co de l sin ni ra En éc tu ião, na Instituto Polit s e Gestão do igues Sebast Presidente do tre em Política do Lopes Rodr 1995 a 2005; imbra) e mes de Co ∑ Fernan TV de e ES ad da id (Univers elho Directivo Electrotécnica ente do Cons a 1995; Presid 88 19 de TV da ES

os recursos são escassos e a redução da taxa de nataNeste momento, que Escolas integram o IPV, em Viseu e lidade é uma realidade proLamego? A situação de crise cria, vocando uma maior concornaturalmente, proble- rência na captação de aluO IPV possui atualmente mas acrescidos na gestão, nos. cinco Escolas: A Escola Sudesignadamente na gestão perior de Educação, A Esadministrativa e financeiQuantos alunos entraram em cola Superior de Tecnologia 2011/2012? Quais as previsões e Gestão de Viseu, a Escola ra da instituição. Os cortes para o biénio de 2012/2013? orçamentais dos últimos Superior de Saúde, a Escola Em 2011/2012 o IPV admi- Superior Agrária e a Escodois anos têm obrigado a um maior rigor no controlo tiu cerca de 2230 novos es- la Superior de Tecnologia e orçamental para que a redu- tudantes: 1550 nas licencia- Gestão de Lamego. Gostaria ção de recursos não preju- turas, 500 nos mestrados e de dizer que antes do agudidique significativamente a 180 nos cursos de especia- zar da crise já tínhamos prelização tecnológica. Nas li- ocupações de racionalizaqualidade de ensino. Outra preocupação pren- cenciaturas 1000 foram ad- ção da rede. Com os novos de-se com o processo em mitidos através do Concur- estatutos do IPV homologacurso de acreditação dos so Nacional e os restantes dos há três anos pelo então diversos ciclos de estudos. através dos outros regimes Ministro do Ensino SupeNesse sentido estamos atu- locais de acesso. rior, Prof. Mariano Gago, Para o próximo ano é es- procedemos à fusão da Esalmente a desenvolver um novo Sistema Interno de Ga- perada uma redução signifi- cola de Tecnologia e Gestão rantia de Qualidade, exigido cativa do número de candi- de Lamego com o polo de pela Agencia de Avaliação e datos ao ensino superior em Lamego da Escola Superior Acreditação do Ensino Su- geral, resultante da redução de Educação. Esta fusão perperior, que envolve todos os de alunos do décimo segun- mitiu a rentabilização das serviços e monitoriza todos do ano o que certamente se infraestruturas existentes, os indicadores que servem irá refletir também no IPV. dos seus recursos humanos de base à avaliação externa. Para além disso temos difi- e a redução das despesas de A aposta na qualidade é um culdade em avaliar o efeito funcionamento, viabilizanfator crítico para o êxito de que a crise possa ter nas op- do a continuidade do ensino qualquer organização e em ções dos candidatos. Torna- superior em Lamego. particular das IES e consti- se, por isso muito difícil preQuantos cursos constituem tui a nossa principal priori- ver o número de novas ada oferta formativa atual do dade neste período em que missões para 2012/2013. Quais são, neste ano de crise, as principais preocupações do IPV?

IPV?

O IPV oferece atualmente 39 cursos de licenciatura, 28 de mestrado e 12 de especialização tecnológica. Para o próximo ano procedemos à redução do número de vagas do concurso nacional de acesso de 1542 para 1484. Aliás, defendo que a evolução do número de vagas disponibilizado a nível nacional deveria, de algum modo, acompanhar a evolução do número de candidatos. A não ser assim assistiremos a curto prazo a uma ainda maior desertificação do interior do país por redução da frequência das suas instituições de ensino superior. Qual o número de docentes que integram os quadros do IPV e respectivas habilitações académicas?

Globalmente o IPV tem ao seu serviço cerca de 400 docentes. A esmagadora maioria possui o grau de mestre, cerca de 30% o grau de doutor, 45 % encontram-se em fase de doutoramento. Dentro de dois anos a maioria dos docentes estarão douto-

rados e dentro de três anos cial para que os estudantes o número de doutores ultra- optem pelo IPV. passará os 70%. Em média e variando consoante o número de alunos, qual é a dotação orçamental desta Instituição?

Neste ano de 2012 temos um orçamento de 21,5 milhões de euros: 14,5 de orçamento de Estado e 7 milhões de receitas próprias. No entanto é de referir que em 2010 a componente de OE era de 20,6 milhões de euros, mais 6 milhões que o valor atual. Parte deste corte tem a ver com a redução dos vencimentos e subsídios de férias e Natal, sendo o corte real nas despesas de funcionamento de cerca de 2 milhões. Quais os maiores desafios que se avizinham?

O maior desafio que temos por diante é a resistência à crise e ao impacto da redução dos candidatos ao ensino superior. O reconhecimento da qualidade e relevância da instituição pela comunidade é essen-

Na oferta formativa desenhase alguma inovação?

No corrente ano vão entrar em funcionamento dois novos cursos de licenciatura: Engenharia de Biossistemas, na ESAV, orientado para a concepção e exploração de infraestruturas produtivas em explorações agro-pecuárias e a licenciatura em Tecnologia e Design de Mobiliário, na ESTGV, tendo em vista reforçar a inovação e a competitividade das empresas do setor das madeiras e do mobiliário. A ESEV disponibiliza um novo mestrado em Supervisão Pedagógica e aguarda-se a aprovação final do mestrado em Gestão Turística na ESTGV. As diversas escolas aguardam, ainda a aprovação de diversos cursos de especialização tecnológica, cursos com a duração de um ano que preparam os alunos para o mercado de trabalho numa determinada especia-


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em parceria com empresas rondam os 500 000 euros. O conceito de Universidade Pública para Viseu tem sido bandeira hasteada por umas forças políticas e reclamado por outras, mas parece nunca ter havido poder político para a impor. Acha que nesta sincronia ainda há lógica em reclamar uma UP para Viseu?

lidade e permitem o prosseguimento de estudos nas licenciaturas do IPV, constituindo por isso uma forma alternativa de acesso ao ensino superior. Como interage o IPV com o tecido empresarial regional e nacional?

Desde o seu início, a estratégia do IPV foi orientada no sentido de cumprir os objetivos que levaram à sua criação: contribuir para o desenvolvimento económico, social e cultural da região e do país. Ao nível do ensino, as preocupações com a resposta às necessidades do mercado de trabalho foram a primeira preocupação assumida pela instituição. A título de exemplo, o primeiro órgão a ser criado na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, para além da comissão instaladora, foi o conselho consultivo. Este órgão teve um papel crucial no desenvolvimento da Escola e no que se refere à sua vertente de ensino foi responsável pelas opções tomadas na criação dos diversos cur-

sos, tendo, inclusivamente, tida uma participação ativa ao nível dos próprios planos de estudos. Em relação à formação ao longo da vida as diversas escolas têm oferecido, para além dos mestrados, diversas pós-graduações e um conjunto variado de cursos não conferentes de grau, de maior ou menor duração, em áreas específicas. A realização de estudos, projetos, atividades de consultadoria e de formação profissional são outras ações que têm vindo a ser implementadas, em cooperação com as empresas e associações empresariais, designadamente a AIRV. Na colaboração com esta associação não posso deixar de realçar a criação da EAB, Escola de Estudos Avançados das Beiras orientada para a formação de executivos, uma parceria AIRV, ADIV/IPV e EGE. A cooperação com as autarquias tem igualmente vindo a ser incrementada bem como com a Comunidade Intermunicipal Dão Lafões. A ligação com a comunidade tem, também,

sido alargada ao nível de estágios dos alunos finalistas e da realização de projetos finais de curso em empresas e outras instituições. No que se refere à investigação, até um passado recente, esta baseava-se, fundamentalmente, na necessidade de obtenção dos graus por parte dos docentes. No entanto, à medida que tem vindo a crescer o número de doutores, o IPV tem conseguido, cada vez mais competências ao nível científico, que se têm traduzido num aumento significativo da produção científica e num número considerável de candidaturas de projetos ao financiamento pela FCT. O número de projetos financiados tem, igualmente, vindo a crescer, da mesma forma que tem crescido o financiamento e os projetos que candidatámos em parceria com empresas, municípios e associações de municípios, da região, aos fundos comunitários. Estão, de momento, em curso, 10 projetos financiados pela FCT no valor de 735 000 euros. O IPV tem, atualmen-

te, em funcionamento, um centro de investigação, o Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde - CI&DETS, financiado pela FCT. Para além disso foi criado recentemente pelo Conselho Geral do Instituto o Centro de Investigação Aplicada em Energias Renováveis e Sustentabilidade Energética e nomeada a respetiva comissão de gestão para dar início ao seu funcionamento. A investigação aplicada é hoje, uma realidade na nossa instituição. Destaco aqui os dois projetos recentes que envolvem o Grupo Sonae, um sobre a conceção de novos sistemas adesivos para o fabrico de aglomerados de madeira com baixa emissão de formaldeído e outro já protocolado para o desenvolvimento de laminados de segunda geração. No seguimento destes projetos foi criado, nas nossas instalações, um laboratório de investigação nesta área financiado por este grupo empresarial. Globalmente os projetos atualmente em execução

A criação da Universidade Pública de Viseu depende fundamentalmente do poder político e das condições do contexto. Ao longo de muitos anos este tem sido um tema central do debate político em Viseu, não tendo, no entanto, até agora, sido possível a sua criação. No atual momento de crise que atravessamos julgo que as dificuldades se agravaram sendo, pelo contrário, recorrente a opinião de que em Portugal existem universidades a mais. Neste xadrez não podemos, também, deixar de reconhecer que as condições se alteraram ao longo destes anos. Refirome designadamente à rede dos politécnicos. Estes apresentam um corpo docente cada vez mais qualificado e uma maior qualidade ao nível do ensino e da investigação, aliado a uma cada vez maior ligação com as comunidades respetivas. No atual contexto a criação da universidade pública de Viseu, a ocorrer, passa necessariamente pela evolução do IPV. Temos infraestruturas adequadas ao funcionamento dos cursos e estamos a apostar fortemente na qualificação do corpo docente e na investigação. Salienta-se que o IPV se encontra a apoiar financeiramente 150 docentes nos seus trabalhos de doutoramento e que, como referi, dentro de três anos passamos de 30% para mais de 70% de docentes doutorados. A eventual passagem do IPV a universidade, a ser viável, poderá, do meu ponto de vista, ocorrer numa de duas condições: A primeira no caso de ser efetuada uma reestruturação da rede nacional de ensino superior com fusão de instituições, situação em que defendo que Viseu, dada a sua dimensão e localização, afastada mais de 80 Km de Coimbra, Aveiro, Vila Real e Covilhã, deve ter a sua própria universidade. - A alternativa será a

passagem dos Institutos politécnicos nacionais a universidades de ciências aplicadas, à semelhança do que acontece nos países mais desenvolvidos da Europa. Com esta solução manter-se-ia o sistema binário em que as universidades tradicionais teriam uma natureza mais conceptual e as novas estariam mais orientadas para a investigação aplicada e para o desenvolvimento regional. Entendo que esta é a solução desejável para o País pela maior coesão que iria criar no território nacional evitando a desertificação do interior. As instituições politécnicas passariam a ter maior atratividade dado o impacto que tem a designação Universidade na escolha dos candidatos ao ensino superior e esta evolução não implicaria, à partida a afetação de mais recursos financeiros. Fala-se também numa possível fusão dos diferentes sistemas e sub-sistemas de ensino superior a funcionar no concelho. Este hipotético conceito é um absurdo formal ou tem alguma exequibilidade lógica?

Seria uma solução complexa porque se trataria da fusão de três instituições, uma pública, uma privada e uma concordatária. Haveria alguma complementaridade da oferta formativa, mas também teríamos sobreposição de alguns cursos. Seria necessário enquadrar os docentes e funcionários numa altura em que se pretende reduzir o número de trabalhadores da administração pública. Seria, para além disso, necessário criar um novo quadro legislativo para viabilizar esta solução, já que a legislação atual não permite essa possibilidade. Neste momento, além das licenciaturas e pós graduações/ especializações, o IPV aposta também nos mestrados. Em que áreas?

Tal como referi o IPV tem uma oferta formativa de 28 cursos de mestrado. Estes cursos funcionam em função da procura e não necessariamente todos em simultâneo. Temos mestrados acreditados nas diversas áreas de formação: educação, engenharias, gestão, saúde e ciências agrárias. É nosso objetivo mínimo que cada curso de licenciatura dê acesso


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pelo menos a um mestrado de forma a permitir o prosseguimento de estudos dos nossos estudantes.

anda a dar que falar… Quando um aluno faz um pedido de equivalências é o presidente/ reitor da instituição que analisa e delibera ou outro qualquer órgão?

Hoje, e no espírito da lei, os maiores de 23 anos podem aceder ao ensino suprerior. Que requisitos devem preencher e que horários pós laborais existem?

O presidente do Instituto não interfere no processo de equivalências, atualmente designado de creditação. É o conselho científico de cada Escola a fazê-lo.

Os candidatos devem possuir 23 anos a 31 de Dezembro do ano anterior ao da candidatura. Para serem admitidos têm que superar as provas de cultura geral e de conhecimentos específicos para além da avaliação curricular e entrevista. Existem cursos pós-laborais a funcionar na ESTGV e ESTGL que podem ser consultados na nossa página do Instituto. Outros cursos, funcionando em regime diurno, asseguram turnos pós-laborais para os estudantes trabalhadores.

Quantos membros integram cada conselho científico?

Vinte e cinco membros por cada Escola. A que requisitos obedecem?

Deverão ser professores do quadro da instituição e se contratados, portadores de doutoramento. Há uma ata das deliberações?

Quanto paga de propina anual o aluno de uma licenciatura? E de um mestrado?

Os estudantes de licenciatura pagam uma propina anual de 900 euros divididos em cinco prestações. As propinas de mestrado variam por área de formação. Na maioria dos mestrados a propina é da ordem dos 1 000 euros.

fruíram deste benefício 1.721 que não teriam oportunidade de frequentar o ensino superior sem este apoio. As bolsas de estudo têm, dum modo geral, sido pagas mensalmente. A bolsa máO FAE (Fundo de Apoio ao xima anual, em 2011/12, foi Estudante) e a ASE (Ação da ordem dos 5.400 euros e Social Escolar) constituem-se a bolsa mínima tem o valor como uma mais-valia para os da propina em vigor na insestudantes mais carenciados. tituição. A bolsa média ronDe que modo? As bolsas têm dou os 1900 euros. sido atempadamente pagas A candidatura é feita pelo FAE? on-line, desmaterializada na A responsabilidade pela totalidade, na plataforma inatribuição de benefícios so- formática da Direção Geral ciais aos estudantes do en- do Ensino Superior. A análisino superior público é dos se é da responsabilidade das Serviços de Ação Social de instituições e o pagamento é cada instituição de ensino feito pela DGES. superior em que o estudanO Acordo de Bolonha foi uma te está matriculado. vantagem ou uma desvantaAs bolsas de estudo fazem gem para o Ensino Superior parte dos apoios sociais diPolitécnico? De que modo? retos que são facultados Entendo que os aos estudantes e têm uma expressão muito significa- Politécnicos tiveram maior tiva, quer pelo seu número facilidade de adaptação a quer pelo valor envolvido. Bolonha porque no modeSão elas que permitem fa- lo anterior, em regra, o prizer face aos encargos de fre- meiro ciclo tinha já uma duquência com um curso de ração de três anos seguido ensino superior, desde a ali- de um segundo ciclo com mentação, alojamento, ma- um ou dois anos. No entanterial escolar e propinas. Es- to, o facto de o primeiro citas são integralmente pagas clo ter passado a designar-se a todos os estudantes que fo- de licenciatura faz com que muitos alunos se fiquem por rem bolseiros. No ano letivo 2011/ 12 can- este grau, quando no passadidataram-se a bolsa de es- do, muitos deles frequentatudo 2.699 estudantes e usu- vam e concluíam o segun-

do ciclo. Facilmente se compreende que não é possível em três anos conseguir-se os mesmos conhecimentos e competências do que em cinco. Se para muitos postos de trabalho uma formação superior de três anos pode ser mais do que suficiente, para muitos outros será vantajosa a formação ao nível de mestrado. Esta é a razão que nos leva a procurar disponibilizar pelo menos um mestrado por cada licenciatura. Quantos anos tem um mandato de presidente do IP?

O mandato dos reitores e dos presidentes das IES é de 4 anos e estão limitados a dois mandatos consecutivos. Quantos mandatos já desempenhou e quantos prevê exercer?

Em setembro do próximo ano termino o primeiro mandato. O exercício destas funções é muito exigente com grande sacrifício da nossa vida pessoal. Equacionarei a possibilidade da minha recandidatura no momento próprio se estiverem reunidos, na altura, dois pressupostos: motivação pessoal sem a qual não é possível um bom desempenho e o apoio inequívoco da

comunidade, em especial da comunidade académica. Quais as macro linhas essenciais deste seu mandato?

Ao longo deste mandato temos trabalhado em várias frentes. Procedemos à implementação no IPV da reforma imposta pelo novo regime jurídico das instituições de ensino superior aprovado pela Lei nº 62/2007 de 10 de Setembro a que se seguiu o novo modelo de avaliação dos cursos e o novo estatuto da carreira docente. Estas alterações legislativas obrigaram à restruturação dos órgãos e serviços do Instituto e das suas Escolas, à criação dum sistema interno de garantia da qualidade, à elaboração do regulamento interno de avaliação dos docentes. Apostámos na qualificação do corpo docente através da atribuição de bolsas de doutoramento tendo em vista melhorar a qualidade de ensino, investigação e prestação de serviços à comunidade, condição essencial para captar mais e melhores alunos e potenciar a inovação e o desenvolvimento económico e social da região e do país. Procurámos reforçar a ligação à comunidade através

do incremento de parcerias com empresas, autarquias e outras organizações públicas e privadas bem como a internacionalização da instituição e a cooperação com os países lusófonos. Procurámos, também, reforçar as capacidades empreendedoras dos estudantes, através da realização de concursos de ideias, atividades de formação e criação a breve prazo de uma unidade incubadora de empresas que irá funcionar no novo pavilhão multiusos do IPV. Finalmente, procurámos reforçar a ligação com outras instituições de ensino superior onde se destaca a reativação da Politécnica, Associação dos Politécnicos do Centro que viabilizou, no âmbito da mobilidade internacional a maior candidatura do País ao Programa Erasmus. O que gostaria de deixar como obra feita para o futuro?

Lavra-se sempre uma ata. As Escolas têm autonomia administrativa, científica e pedagógica e este processo de creditação está previsto no regulamento de cada Escola. Em regra, para cada curso, existe um júri de creditação composto por três docentes. O aluno formula o pedido. O pedido é encaminhado para uma comissão de docentes da área do curso em que o pedido é formulado. Essa comissão enquadra o pedido nos termos do regulamento em vigor, com proposta de creditação ou não creditação, que depois é ratificada. Em que condições concretas intervém nas decisões do conselho científico o presidente ou reitor?

O presidente não intervém em matérias que sejam competências do órgão. A não ser perante uma situação de irregularidade. A Escola tem autonomia. Seria um quadro admissível, o IPV conceder por creditação/ equivalência uma licenciatura de quatro anos a um aluno que apresentasse um percurso académico com uma cadeira feita, fazendo para tal mais quatro cadeiras?

Não era possível. Somos muito rigorosos na creditação da experiência profissional. Até ao presente houve creditações muito pontuais, que no máximo concederam creditação a uma unidade curricular (1 disciplina). Existe um nível Mudando um pouco a orien- de exigência muito grande tação da nossa entrevista e por parte das várias Escolas no âmbito de um caso que que integram o IPV.

Gostaria fundamentalmente de deixar a instituição preparada, nas suas diversas vertentes, para enfrentar a crise financeira do País e para vencer os desafios do futuro.


Jornal do Centro

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região Feira de Aguiar da Beira apresenta-se com nova imagem

Futuro do CDS-PP de Viseu começa a definir-se amanhã Amanhã, dia 14, o CDSPP de Viseu vai a votos, na nova sede distrital do partido, junto ao Rossio. Hélder Amaral será o novo líder da comissão política distrital e José Carreira o presidente da concelhia. Os dois candidatos concorrem em lista única. “São eleições normais que fazem parte da vida das instituições. Não há nenhum drama porque há soluções, se não houvesse é que era preocupante”, disse Hélder Amaral. Apesar de esperar “dificuldades”, o deputado “está muito confiante na equipa” e deposita “grandes expetativas” no futuro. Hélder Amaral traçou como objetivos reforçar a posição do partido no distrito, torná-

lo mais forte, mais unido e com mais militantes. Questionado sobre a eventualidade de este novo cargo colidir com uma candidatura futura à Câmara de Viseu, o deputado eleito por Viseu foi esclarecedor: “Não retira a possibilidade de me candidatar. Gosto do que faço e quero mais, até porque trabalho, é o meu desporto favorito”, disse. O nome de José Carreira para liderar a concelhia “agrada” a Hélder Amaral. “É um homem ativo, com coragem e pensamento próprio por isso, tem tudo para triunfar. As concelhias são pontos de partida e tenho a certeza que o José Carreira vai fazer um excelente trabalho”, concluiu. TVP

Nuno André Ferreira

vela a autarquia em comunicado. O certame é inaugurado na quinta-feira, às 18h00, seguindo vários e sp et ác u los de mú sica tradicional durante a noite. Na sexta-feira abre as portas às 19h00 e no palco destaca-se o concerto dos Amor Electro, às 22h00. Sábado, os visitantes podem circular pela feira a partir das 9h00, realizando-se logo de manhã a Feira Agropecuária (9h00/13h00) e à noite o concerto de David Carreira. Com abertura ao público prevista para as 12h00, o domingo é composto por variadas iniciativas, entre elas o cortejo etnográfico, às 18h00. Entre as horas dos espetáculos podem ainda ser visitados os mais de 100 espaços expositivos disponíveis no recinto. EA

Arquivo

A XI Feira das Atividades Económicas do Concelho de Aguiar da Beira decorre nos próximos dias 19, 20, 21 e 22 com grandes novidades no espaço de exposição e dois destacados concertos de Amor Electro e David Carreira, a par do tradicional cortejo etnográfico. “Quem vier este ano à feira vai deparar-se com alterações no recinto, que vão desde o preenchimento da Avenida. Com novos espaços expositivos, nomeadamente os automóveis, alfaias agrícolas, tratores e outros, as Juntas de Freguesia, IPSS, artesanato e roulotes de comida e bebida localizados numa zona de lazer onde poderão encontrar, igualmente, os insufláveis e uma área ajardinada com muita sombra e bancos “, re-

SECRETÁRIO DE ESTADO ADMITE “DÉFICE” DE ACESSIBILIDADES

A Presidente da Câmara considera que o problema está na falta de efetivos

Junta preocupada com insegurança à porta da escola Viseu∑ Autarca da Freguesia de Santa Maria apela maior intervenção da PSP “Apelamos à PSP e à Polícia Municipal para haver uma intervenção mais direta junto à Escola de S. Miguel e na ‘rua das bocas’”. O pedido chegou pela voz do secretário da junta de Freguesia de Santa Maria, Fernando Carlos na última reunião descentralizada entre as juntas e a Câmara Municipal de Viseu. Não sendo uma novidade, os problemas de segurança naquela zona da cidade, o autarca acrescentou que a junta tem recebido queixas de pais de alunos da escola do 1º Ciclo de que “têm sido encontradas seringas” nas imediações da mesma, sem que se vejam agentes da polícia por perto. “Os pais mostraram-se bastante preocupados e os moradores também têm feito chegar algumas reclamações”, acrescentou Fernando Carlos ao Jornal do Centro. Na Rua João Mendes, conhecida como “rua das bocas”, as queixas pren-

dem-se com o barulho e com as movimentações e vandalismo naquela artéria da cidade, durante a noite, alegadamente provocado pelos bares noturnos ali a funcionar. Os moradores e comerciantes alertam também para um novo foco de toxicodependência numa casa abandonada a meio da rua. O presidente da Câmara, Fernando Ruas comprometeu-se em “pedir à PSP para atuar”, mas mostrouse convencido que a causa está na falta de efetivos. “O fundamental está na dotação de efetivos necessários. Por mais que se peça a uma autoridade de segurança que vigie melhor, se por acaso tem os efetivos que tinha há 20 anos, num concelho que aumentou em muito a sua população, esses meios têm que ser insuficientes para a missão”, afirmou. Ruas lembrou ainda que o problema dos assaltos e vandalismo está a alastrar às zonas rurais, dan-

do o exemplo da destruição do mobiliário urbano: “, no ano passado gastámos quase um milhão de euros na reposição de mobiliário. Uma boa parte dele é por vandalismo. Se se replicasse pelo país, era uma poupança de recursos que podiam ser suficientes para admitir mais efetivos”.

Regulamentação. O presidente da Câmara concorda com a necessidade de se definirem “os campos de atuação” entre as autarquias e as forças de segurança (GNR e PSP), para cada um saber qual é o seu papel. “É melhor resolverem-se as coisas quando estão regulamentadas do que quando dependem apenas da boa vontade e do relacionamento pessoal. O interesse público não pode apenas depender das boas relações com as forças de segurança”, considerou. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt

O secretário de Estado das Obras Públicas, Sérgio Monteiro, admitiu que as acessibilidades de Viseu ainda têm “um défice muito grande” e anunciou que será feita uma nova ligação a Coimbra assim que as contas públicas permitam. Ao intervir, em Viseu, na cerimónia de abertura da iniciativa “Prove Dão Lafões”, na sexta-feira, dia 6, Sérgio Monteiro sublinhou a importância de boas acessibilidades para que os produtos regionais possam ser exportados e chegar a outras partes do mundo. “A s acessibi l idades de Viseu têm ainda um défice muito grande. O Governo está atento a esta situação e a trabalhar para que, o mais rapidamente possível, seja resolvida”, assegurou. Em decla rações aos jornalistas, o secretário de Estado considerou que a acessibilidade mais deficitária é a ligação a Coimbra, pelo IP3. “São duas capitais de distrito que neste momento têm uma acessibilidade que não permite o escoamento em tempo, e com custo acessível, das principais mercadorias que circulam pela rodovia”, afirmou. “O Governo está atento a essa situação e, logo que haja condições do ponto de vista das contas públicas, procuraremos criar as condições para que o investimento seja uma realidade”, garantiu. TVP/Lusa


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14 REGIÃO | VISEU | CASTRO DAIRE | CARREGAL DO SAL | CINFÃES

Bombeiros Municipais reclamam reforço de meios MORTE

Castro Daire. Um homem de 73 anos morreu na segunda-feira, dia 9, na sequência de uma colisão frontal entre dois veículos ligeiros, na Estrada Municipal nº 1212, na freguesia de Gafanhão, Castro Daire. O alerta foi dado às 10h21, pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU). Gilberto Henriques seguia ao volante acompanhado pela esposa, Maria Henriques, 67 anos, rumo a casa, em S. Martinho das Moitas, quando Cátia Silva, 25 anos, que conduzia em sentido contrário, embateu contra eles. “Não sei o que aconteceu mas perdi o controlo do carro e não o consegui segurar”, contou a jovem.

APREENSÃO

Carregal do Sal. O Núcleo de Investigação do Destacamento Territorial de Santa Comba Dão da GNR, em colaboração com militares do Posto Territorial de Carregal do Sal, apreendera m 2 0 “ pés” de cannabis na localidade de Vale do Forno, Sobral. As plantas estavam no solo, inseridas em vasos, em local ermo, junto a uma linha de água onde se encontravam garrafões de plástico, que serviam de regadio dessas plantas.

IDENTIFICADO

Cinfães. O Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Lamego da GNR, em colaboração com militares do posto de Cinfães, identificaram um jovem de 13 anos, autor de furto de aves, em Paçô, Cinfães. Foram apreendidos 20 piriquitos ondulados e um agapornis pullaria, que foram entregues ao seu legal proprietário.

A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) enviou em maio um memorando à Câmara de Viseu com uma proposta de reestruturação dos Bombeiros Municipais (BMV)para responder à “carência de meios” que considera existir na corporação. A proposta ia acompanhada de um pedido de “audiência de caráter urgente”, mas segundo fonte da ANBP o “silêncio” levou a instituição a denunciar as preocupações às diferentes forças políticas e prepara-se para tornar públicas as suas reivindicações numa conferência de imprensa, a decorrer na próxima semana. De acordo com a ANBP, o corpo dos municipais de Viseu tem registado “ao longo dos últimos anos um claro desinvestimento em matéria de proteção civil no concelho”. O memorando da ANBP concretiza que o rácio que existe de bombeiros para o socorro à população é de “40 bombeiros divididos por cinco turnos, quando deveria ser 100” e cita um estudo “que dá conta da passagem de 15 elementos à situação de aposentados, nos próximos dois anos”. Além da “carência” de meios humanos, a ANBP adianta que “o parque de viaturas é extenso e envelhecido” e continua: “Entendemos ser necessário e não menos importante a criação do serviço municipal de proteção civil e dotar este serviço de meios humanos e materiais”. A ANBP considera que se a situação “não for rapidamente revista e acautelada, a operacionalidade, segurança e capacidade de resposta vai ficar seriamente comprome-

Arquivo

Viseu∑ Fernando Ruas discorda e diz não permitir “quebras de disciplina”

A

A falta de efetivos é uma das maiores preocupações do memorando apresentado tida”. Face às solicitações da ANBP, o deputado do CDS-PP eleito por Viseu, Hélder Amaral questionou o presidente da Câmara, Fernando Ruas sobre as dificuldades sentidas nos BMV. No requerimento do também vice-presidente do grupo parlamentar do CDS na Assembleia da República, questionava, entre outros assuntos, se a autarquia “está a idealizar um novo concurso de admissão de pessoal para a corporação”. O deputado aguarda ainda uma resposta ao documento. O assunto chegou à Assembleia Municipal de Viseu (AMV) pelas mãos dos deputados, Alberto Ascensão (PS) e Carlos Vieira (Bloco de Esquerda). Alberto Ascensão quis saber se “estão garantidas as condições necessárias” ao funcionamento do corpo de bombeiros e Carlos Vieira apresentou uma moção de reforço de meios, chumbada pela maioria do PSD na AMV. O presidente da Câmara, Fernando Ruas admite que os BMV não vão ter mais meios à sua disposição, considerando

“um contrassenso” ter sido criada uma lei que “neste momento obriga as câmaras a diminuírem os seus funcionários” e a de Viseu recrutar efetivos para a corporação. “Somos um concelho privilegiado por ter bombeiros municipais que custaram no ano passo, só em salários, cerca de um milhão de euros. Se acham que o município não faz um esforço grande na proteção civil, eu não estou de acordo”, acrescenta. Fernando Ruas lembra que a Proteção Civil não é constituída apenas pelo corpo de Bombeiros Municipais e alerta que não vai permitir “quebras de disciplina”. “Não vale a pena virem com esse fantasma dos Bombeiros Municipais, porque eu não me deixo vergar por isso. Os Bombeiros Municipais fazem parte da câmara e não são uma força à parte, por mais voltas que deem, vão ser tratados como tal. Naturalmente que, internamente, não permitirei quebras de disciplina”, conclui. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt

13 | julho | 2012

Opinião

Equilíbrios em brancos Rui Coutinho Técnico Superior Escola Superior Agrária de Viseu rcoutinho@esav.ipv.pt

É reconhecido por muitos especialistas na área que a iniciação à prova dos vinhos deve ter por base os brancos. E porquê? Vários são os factores que confluem para esta opinião. Desde logo, o seu processo de fabrico, vulgarmente designado por bica aberta (esmagado e prensado de imediato), sem o contacto permanente com a pelicula (massas). O seu repouso na cuba durante aproximadamente um dia permite libertar e depositar restos de polpa e massas com recurso a enzimas adicionadas, não só com esse propósito mas procurando também preservar e extrair todos os aromas aí existentes. A estes recursos podemos juntar a passagem para uma cuba com regulação térmica (14-16ºC) onde decorrerá uma fermentação devidamente controlada e finda esta, a sua possível ou pronta passagem a limpo. Este conjunto de operações permite preservar, melhorar e potenciar a cor e limpidez, diminuindo ainda a sua complexidade por eliminação das substâncias adstringentes muito preponderante nos tintos, mas pouco relevante na maioria dos brancos. A estes procedimentos poderemos ainda acrescentar uma vindima mais precoce relativamente aos vinhos tintos, na busca de uma acidez e frescura mais marcantes, por norma com graduações alcoólicas menores. O teor em açúcares existente nos vinhos brancos conduz a apreciações bastante distintas, numa classificação que varia de secos até adamados e licorosos, como é o caso do vinho do Porto. Nos vinhos brancos secos, em que o teor de açúcares residual é baixo, o que se procura potenciar e harmonizar é o equilíbrio

entre o sabor ácido e o doce. Nos licorosos, o sabor doce é vincadamente dominante, mas se estes não denotarem uma acidez marcante, os vinhos acabam por se tornar chatos, sem frescura. No caso de nos debruçarmos sobre a multiplicidade de vinhos brancos que possuímos em Portugal, verificamos que a sua matriz de identidade se vai perpetuando ao longo dos tempos com as novas nuances e melhorias adoptadas até à data. Esta possível identidade advém de vários factores, mas é nas castas por vezes únicas aí utilizadas que se encontra provavelmente o elemento diferenciador. Num simples e modesto exercício, reportemonos aos vinhos verdes e nestes os provenientes também da casta Alvarinho. Os melhores vinhos oriundos desta casta atingem graduações alcoólicas superiores a 12.5%, com um aroma acentuado a citrinos, mel, boa acidez e sabor macio. No caso dos vinhos mais banalizados desta região, em que o preço é substancialmente mais baixo e sem esta casta, a sua graduação alcoólica situa-se por norma entre os 9.0-10.5%, revelandose bastante frescos, com uma acidez mais vincada e sem aromas tão pronunciados. Assim, a procura do equilíbrio entre a acidez, a doçura e os aromas nos vinhos brancos, embora conduza a vinhos mais fáceis de beber para quem se inicia nestas andanças, imprime características bem distintas e fáceis de constatar nos diversos vinhos existentes em cada uma das regiões vinícolas e só a sua prova é que permite desvendar com melhor rigor algo do que agora se tenta descrever. Boas provas.


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13 | julho | 2012

especial

Desportos de Aventura

Dão Lafões: uma região cheia de aventura! O concelho de Viseu e, de forma mais alargada, a área Dão Lafões, são ricos em sugestões para disfrutar de momentos plenos de animação. Para todos os que querem passar umas férias ou mesmo apenas um fim de semana diferente, a região convida a um mundo de experiências tentadoras e cheias de adrenalina. Canoagem, slide, rapel, pontes de cordas, passeios pedestres ou de orientação, escalada… são apenas algumas das opções para conhecer um distrito pleno de vida e atividades que envolvem a dose certa de aventura. Em pleno Centro de Portugal, a Dão Lafões - com os seus quatro rios e cinco serras – disponibiliza aos visitantes e não só um convite para despertar o espírito aventureiro que existe em cada um de nós. Com uma paisagem de rara beleza, são vários os motivos que fazem com que seja propícia à prática de desportos ativos e de natureza. E com as férias à porta e o clim a a conv ida r a pa ssa r m a is tempo ao ar livre, já não há des-

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culpas para não dar uma escapadinha e conhecer os recantos encantados que a região tem para oferecer. Aldeias históricas, recantos idílicos, rios de águas límpidas e florestas cheias de vida são alguns dos elementos que compõem o cartaz de um concelho e de um distrito que têm tanto para oferecer. Originalidade é uma presença obrigatória. Em Castro Daire, por exemplo, o rio Paiva convida a experimentar o rafting, enquanto o Canyoning se impõe nos rios Teixeira e Pombeira. E porque não experimentar Salto Pendular em Ponte de Cabaços ou os inúmeros percursos pedestres que a zona tem para oferecer? Há desportos de aventura para todos os gostos e um leque alargado de empresas preparadas para organizar a sua incursão no mundo da adrenalina. Agora é só seguir algumas das sugestões que lhe apresentamos, equipar-se com vestuário e calçado confortáveis e partir à descoberta. A região espera por si!


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16 ESPECIAL | DESPORTOS DE AVENTURA

13 | julho | 2012

Paulo Neto

Bioparque é Viseu acolhe etapa sinónimo de diversão do campeonato nacional de skate Arborismo com slide, escalada, circuitos sensoriais, pa intba ll, tiro com a rco, BTT, pedi-papper noturno, canoagem, rappel, percursos pedestres… a oferta é diversificada e o difícil vai ser mesmo escolher. Uma visita ao Bioparque do Pisão, em Carvalhais, permite-lhe um sem fim de propostas radicais onde não faltam uma Torre de Multiactividades, piscina com escorrega e passeios nas aldeias históricas da Pena e S. Macário. Para os menos aventureiros há sempre a oportunidade para contemplar o enquadramento paisagístico das serras do Caramulo, da Gralheira, da Arada ou da Freita. As deslocações até locais culturais e históricos, as visitas aos moinhos (com degustação de broa e mel) e as atividades pedagógicas para pais e filhos também são óti-

mas opções. A cerca de quatro quilómetros da estância termal de São Pedro do Sul, este é um lugar paradisíaco onde pode conciliar diversão e descanso com momentos de contacto e interação com a natureza. Já para não falar da oportunidade de desfrutar do ar puro da montanha e do verde da floresta, aos quais se junta o elemento água, sempre límpida e refrescante. Depois das tentadoras atividades, que podem ser realizadas em família ou no âmbito de um grupo empresarial ou de amigos, nada melhor do que aproveitar as potencialidades do alojamento. Os bungalows e a Casa de Montanha são algumas possibilidades, mas para quem quer mesmo desafiar o seu espírito aventureiro, há a zona de acampamento.

Ø

Ø As nossas sugestões

A pé, de bicicleta, a ‘bordo’ de uma canoa… são inúmeras as formas que tem para conhecer a região. Deixamos-lhe algumas sugestões de atividades para fazer.

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Serra do Caramulo em bicicleta

A bicicleta é uma das melhores formas para descobrir os encantos da Serra do Caramulo. Com trilhos preparados para a prática de BTT o mais certo é não conseguir parar de pedalar. Emoção e muita adrenalina estão garantidas.

Trekking na Serra da Estrela O Parque Natural da Serra da Estrela, com uma área de cerca de 100 mil hectares, proporciona um contacto com a mais pura Natureza. A sua paisagem heterogénea e primordial, é dominada pelos inconfundíveis vales glaciares e pelo granito. Na senda destes trilhos, nada melhor do que a prática de trekking, uma forma de ascender, por exemplo, ao mítico Cântaro Magro. A envolvente paisagística é absolutamente deslumbrante.

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Aventura por excelência

O lugar onde tudo acontece! Paintball, orientação, circuito de pontes, gokarts, jogging, slide, rappel, escalada e BTT fazem parte da oferta do Parque Aventura. Às portas da cidade de Viseu… É aqui que tudo acontece! Para conhecer no Complexo Desportivo Príncipe Perfeito, em Cabanões.

Viseu vai receber uma das quatro etapas que vão determinar os Campeões Nacionais de Skate para a época 2012/13. A prova, integrada no DC Skate Challenge by MEO, vai ter lugar nos dias 21 e 22 deste mês, no Skate Park, no Fontelo, e prevê a atribuição de prémios aos participantes que mostrarem maior perícia e originalidade. Depois de Torres Vedras ter recebido o arranque do 22º ranking nacional organizado pelo Radical Skate Clube, é agora a vez da terra de Viriato acolher o certame que seguirá para o Algarve e irá terminar, como vem sendo hábito, em Lisboa. A iniciativa tem presença confirmada de muitos nomes do Skate profissional e a expectativa para este novo ciclo é grande entre os adeptos da modalidade, que tem ganho uma expressão crescente na região. A competição está dividida entre as categorias iniciados, amadores e profissionais. Na etapa de arranque, a primeira categoria foi conquistada por Gabriel Ribeiro, com uma run repleta de boas manobras, que lhe permitiu ganhar um avanço significativo ao nível da pontuação em relação aos restantes finalistas. Ao atleta seguiu-

se Tiago Thorbjorsen, que não conseguiu repetir a façanha das eliminatórias, das quais saiu vencedor. O pódio ficou completo com o skater Fábio Silva, numa disputa renhida com Gustavo Ribeiro. Ao nível amador, o jovem Afonso Nery mostrou, tal como tinha acontecido nas eliminatórias, uma run consistente e com muita criatividade. A disputar ‘taco a taco’ o lugar cimeiro esteve Tiago Gomes, que acabou por ficar na segunda posição, seguido de Bruno Senra “BP”. A categoria profissional foi a mais renhida, com Ruben Rodrigues a mostrar que quer lutar pela conquista do título em 2012. O segundo lugar ficou para o atual campeão nacional, Jorge Simões, que não deixou os seus créditos por mãos alheias. A discussão pelo pódio terminou com Thaynan Costa que conseguiu conciliar técnica e criatividade. A sua performance permitiu-lhe arrecadar também o título do Best Trick, ao efetuar um feeble grind a subir no corrimão pequeno para nose manual nollie flip out. Face aos resultados obtidos na primeira etapa, os olhares dos amantes da modalidade voltam-se agora para Viseu.


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DESPORTOS DE AVENTURA | ESPECIAL 17

13 | julho | 2012

Desporto para todos os gostos Os amantes do contacto com a natureza e do desporto ativo têm à sua disposição um vasto leque de modalidades. Por rio, terra ou ar o que não falta são sugestões cheias de aventura. Para quem quer agora começar a sua incursão neste campo onde a adrenalina é uma constante apresentamos algumas das modalidades que pode experimentar. Atenção: a segurança é uma prioridade e é obrigatório divertir-se!

Cannyoning Esta modalidade distingue-se por proporcionar a travessia apeada de um percurso de um rio. Saltando de pedra para pedra, escalando cascatas, atravessando lagoas, neste passeio aproveitam-se os recursos e equipamentos naturais resultantes da erosão e da ação da força da água. Os participantes são desafiados a caminhar dentro e fora do rio e podem ter de se socorrer do rappel para ultrapassar obstáculos como cascatas. Num ambiente endógeno e natural, este desporto requer o apoio de guias experientes, de modo a que a segurança não seja esquecida. Assim vai poder aproveitar as paisagens extraordinárias que a região tem para oferecer. Como cursos ideais para a prática da modalidade existem os rios Teixeira e Pombeiro, por exemplo. Recomenda-se que esta atividade seja levada a cabo entre os meses de maio e setembro.

Paintball Este desporto tem ganho, sobretudo na última década, uma grande projeção e conquistado um número crescente de adeptos. Em expansão em praticamente todo o mundo, trata-se de uma atividade que pode ser praticada ao ar livre ou dentro de um pavilhão e na qual são privilegiados fatores importantes como o contacto com a natureza, o exercício físico, a estratégia e o jogo de equipa. É uma proposta para todas as idades, na qual a adrenalina está sempre presente. Cada elemento participante dispõe de uma arma própria para a modalidade e de bolas de tinta, sendo o principal objetivo evitar ser atingido pelo adversário.

Rafting O rafting é provavelmente o mais popular dos desportos que se desenrolam em águas bravas. Tendo como grande atrativo a envolvente paisagística, a adrenalina é uma constante durante a descida dos rios onde abundam os rápidos. Para tal, os participantes são englobados em grupos de seis a dez elementos e dispõem de barcos – os rafts – pneumáticos para cumprir a tarefa. Dada a necessidade de o rio ter um caudal significativo e de a emoção aumentar com rápidos mais generosos, a melhor época do ano para fazer rafting coincide com a época das chuvas, normalmente entre os meses de novembro e maio.

Slide Esta é outra das modalidades mais conhecidas. Os aventureiros são desafiados a efetuar uma descida rápida, deslizando por um cabo de aço esticado e mantendo algum declive. Para cumprir a tarefa têm como suporte algum equipamento de escalada.

Escalada Quem quer testar os seus limites físicos e mentais tem na escalada uma importante aliada. Praticada ao ar livre, esta atividade tem como objetivo atingir o cimo de um rochedo, falésia, montanha ou estrutura artificial. Para isso, os participantes têm de recorre à força e resistência dos seus membros, sem esquecer a capacidade de equilíbrio e controlo corporal.

Canoagem De volta aos rios refrescantes da região… a canoagem é uma modalidade que não só permite o convívio entre os participantes, como é uma ótima solução para quem gosta da interação com a água e a natureza, enquanto observa as paisagens que tornam o distrito único. Para que a diversão seja ainda maior, aconselha-se que a modalidade seja praticada por um grupo mínimo de duas pessoas.

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13 | julho | 2012

educação&formação Secundárias de Viseu com ofertas diversificadas no ensino profissional Unanimes∑ Diretores dos três estabelecimentos de ensino apostam no profissional para dar resposta à crescente procura dos alunos Numa altura em que as escolas secundárias já preparam com afinco o próximo ano letivo 2012/2013, o Jornal do Centro foi apurar qual a oferta do ensino profissional existente nas instituições do concelho. É sabido que os cursos profissionais têm cada vez mais adeptos e, na altura de entrar no ensino secundário, os alunos, muitas vezes condicionados pelos encarregados de educação, apostam na componen-

te prática, com o objetivo de estarem melhor preparados para enfrentar o mercado de trabalho e que esse “trunfo” sirva pra conseguir emprego com maior facilidade. Na Escola Secundária Alves Martins (ESAM), Adelino Pinto está atento às tendências do mercado de trabalho e, apesa r de ser uma esco la com pouca tradição no ensino profissional, o curso profissional de Design é aposta da ins-

tituição. “É a única escola secundária do concelho com o curso técnico de Design. Este é a nosso desafio para o próximo ano letivo, o curso de artes tem uma história de sucesso na ESAM e optámos por conciliar a vertente profissional”, explicou o diretor. Tr ad ic ion a l mente , a E scol a Sec u nd á r i a Emídio Navarro (ESEN) aposta “forte” no ensino profissional. E, este ano, a “comercial”, como é vulgarmente conheci-

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22º Festival de Músicas do Mundo ACERT TERRA DA FRATERNIDADE

da, não foge à regra. Turismo Ambiental e Rural, Multimédia, Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, Manutenção Industrial – ramo de mecatrônica automóvel, Apoio à Infância e Instalações Elétricas, são as propostas. Para Paulo Viegas, diretor da ESEN, “estes cursos existem para dar resposta à procura crescente dos alunos”. Curso técn ico de Gestão de Equipamentos Informáticos,

M a rk e t i n g , Té c n ic o de Desporto e Animador Sociocultural são as propostas da Escola Secundária de Viriato, para o próximo ano letivo. Para os alunos do 9º ano, há ainda o curso de Assistente comercial. Segundo Carlos Oliveira, “a maioria das pessoas tem uma visão distorcida do ensino profissional. Como em todo o lado, há boas e más escolas e se no passado houve bastante facilitismo, agora o grau de

exigência é muito superior”, esclareceu. O diretor disse ainda que “a escolha dos cursos não é feita de forma aleatória e que há uma interação constante entre a escola e o Instituto de Emprego e Formação Profissional”. Em jeito de conclusão, Carlos Oliveira lembrou que “cada vez mais, os alunos que seguem o profissional dão o passo para as universidades”. Tiago Virgílio Pereira

Alunos de Mortágua participaram na “Universidade Júnior”

TOM DEFESTA TONDELA 26 27 28 JUL’12

28 JUL · SÁB · 21:30 TERRA DA FRATERNIDADE

26 JUL · QUI · 21:30 (NA CIDADE) “EM VIAGEM PELA CIDADE”

CONCERTO DE TRIBUTO A JOSÉ AFONSO* A COR DA LÍNGUA + CONVIDADOS (BANDA BASE)

ESPECTÁCULO TEATRO-MUSICAL DE RUA UMA PRODUÇÃO DO TRIGO LIMPO TEATRO ACERT COM ACTORES E MÚSICOS VOLUNTÁRIOS

ÁS 23:00 (NA ACERT) KARROSSEL BAILE MÚSICAS DO MUNDO + PORCO NO ESPETO

27 JUL · SEX · 21:30 LUIS PASTOR FIL’MUS (ACERT) S SE EBA BAST STIÃ ST IÃO IÃ OA NTU TUN NES SEBASTIÃO ANTUNES Apoio

Co-financiamento

CANTOS DA LIBERDADE · CARLOS CLARA GOMES COUPLE COFFEE · CHÉVERE FRAN PÉREZ NARF FRANCISCO FANHAIS · JOÃO AFONSO · JÚLIO PEREIRA LOURDES GUERRA · LUIS PASTOR · MANUEL FREIRE NAJLA SHAMI · NEW SKETCH · PRESENÇA DAS FORMIGAS SEBASTIÃO ANTUNES · SÉS & BOCIXA TRIGO LIMPO T. ACERT · ÚXIA · VITORINO ZECA MEDEIROS

ENCERRAMENTO

DJ JOHNNY RED + VJ MECCA EXPOSIÇÕES: FOTOGRAFIA, ARTES PLÁSTICAS E DOCUMENTAL · FEIRA DE PRODUTOS LOCAIS CURTAS VISTA VIST A CURTA’12 CURTA CUR TA’112 12 FESTIVAL FEST S IVAL DE CURT AS S DE V VISEU VISE S U A ACERT é uma estrutura financiada fi por p

Mecenas

Organização Associação Cultural e Recreativa de Tondela Rua Dr. Ricardo Mota, s/n; 3460-613 Tondela +351 232 814 400

www.acert.pt

Trinta e nove alunos do ensino básico e secundário do concelho de Mor tág ua pa r ticiparam no programa da Universidade do Porto “Universidade Júnior”, pelo sexto ano consecutivo A iniciativa partir da Câmara Municipal de Mortágua. Durante uma semana, estes 39 alunos tiveram oportunidade de conhecer as faculdades e as unidades de investigação da Universidade do Porto, pa rticipar em atividades científico-pedagógicas que lhes permitiram ex-

plorar áreas como a química, a biologia, a geologia, a geografia, o desporto, a cultura, a arte, entre outras, e viver o ambiente de uma academia. A “Un iversidade Júnior” é o maior programa nacional de iniciativa ao ambiente universitário para alunos do ensino básico e secundário. Anualmente, cerca de 5 mil alunos, oriundos de todo o país e também do estrangeiro, passam pela Universidade do Porto, para usufruir dos seus cursos de verão.

O presidente da Câmara, Afonso Abrantes afirma que o programa “constitui uma forma de incentivar os alunos no prosseguimento dos estudos e de promover o gosto pelo conhecimento, através do contacto direto com as diversas áreas e atividades científicas desenvolvidas na Universidade”. À semelhança de anos anteriores, o Município de Mortágua suportou os custos da participação no programa, nomeadamente a inscrição, alojamento dos jovens e transporte. EA


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Jornal do Centro 13 | julho | 2012

economia “Feira de Artesanato, Gastronomia e Vinho Verde” chega a Cinfães com muita música

A terceira Mostra Gastronómica do Frango do Campo leva este domingo, dia 15, a Oliveira de Frades chefs nacionais para cozinharem ao vivo. O chef João Moreira pa rticipa num sho wcooking às 11h00, o showcooking de Luís Almeida está marcado para as 14h30 e às 16h00, o de Chakall. A tarde termina com u m a ter t ú l i a sobre frango do campo, focando o seu potencial enquanto produto gastronómica. A mostra integra-se nas festas anuais de Oliveira de Frades que estão a decorrer desde quarta-feira e terminam no domingo. Oliveira de Frades foi proclamada recentemente Capital Nacional do Frango do Campo, em resultado de um projeto desenvolvido pela Câmara Municipal em conjunto com a Confraria dos Gastrónomos da Região Dão Lafões e a empresa avícola Campoaves, com sede no concelho. EA

MARTIFER INSTALA SISTEMAS FOTOVOLTAICOS NOS EUA A Ma r ti fer Sola r, subsidiária da Martifer SGPS, completou a instalação de um sistema fotovoltaico de 229 kilowatts na sede global da Hertz Corp o r a t i o n , e m P a rk Ridge, New Jersey. A Martifer foi responsável pela conceção e instalação do projeto, que representa o desenvolvimento e construção de uma série de mais de 15 sistemas fotovoltaicos em instalações da Hertz nos EUA. A instalação deverá produzir mais de 263 mil kWh de energia renovável, numa base anual. TVP

Nuno André Ferreira

CHEFS NACIONAIS COZINHAM AO VIVO EM OLIVEIRA DE FRADES

A Casino da Figueira foi palco do evento anual que vai na sétima edição

Labesfal entre as 10 melhores da região Centro Gala Empresarial∑ Revista INVEST Banco BIC atribuem troféus A empresa Labesfal, sedeada em Santiago de Besteiros, Tondela foi distinguida como uma das 10 melhores grandes empresas da zona Centro, pela revista INVEST. Entre as Pequenas e Médias Empresas (PME), a melhor de todas as empresas do Centro é a Ascendi Beira Litoral com sede no concelho de Viseu, acompanhada nesta distinção pela Movida do grupo Visabeira. Os troféus Revista INVEST Banco BIC foram entregues durante a sétima Gala Empresarial da publicação, que reuniu os melhores gestores, autarcas e dirigentes associativos da região Centro no Casino da Figueira da Foz.

Os troféus foram atribuídos em várias categorias. Num grupo das melhores 275 empresas dos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Viseu, Santarém, Lisboa e Porto, foram selecionadas as 25 melhores empresas de cada distrito em Viseu destacaramse em termos de pódio, a Ascendi (Viseu), a Labesfal (Tondela) e a PSA Peugeot Citroën (Mangualde) - e as 25 melhores do conjunto dos distritos do Centro (10 grandes empresas e 15 PME). Na categoria de grandes empresas, ganha pela Soporcel, encontrase a Lasbesfal entre as 10 melhores. Entre as PME está a Ascendi como a

melhor das 15 empresas selecionadas. O presidente do banco BIC, Mira Amaral foi um dos protagonistas da noite. O antigo ministro da Economia destacou a “resiliência e a capacidade de criar valor” dos gestores presentes. A IN VEST revelou que a avaliação exclusiva da revista “é feita tendo por base o cash-flow (2010), numa recolha de dados que fica a cargo da consultora Coface”. A INVEST, sedeada em Leiria, é uma revista mensal especializada nas áreas de negócios, política, desenvolvimento económico e regional. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt

Pela primeira vez em 16 edições, a “Feira de Artesanato, Gastronomia e Vinho Verde” de Cinfães, vai decorrer durante cinco dias. Assim, de 18 a 22 de julho os sabores da região vão estar à prova. A atuação de artistas musicais nacionais de renome é outra das grandes novidades desta edição. O recinto da feira quinzenal será o palco do cartaz turístico do concelho e da região que, por estes dias, reúne no mesmo espaço os sectores da restauração e produção de vinho com o artesanato e a música popular portuguesa. Estarão presentes três restaurantes locais: “Ancra”, “O Rabelo” e “A Carvalha”, sete produtores de vinho verde (Almas, Fijô, Palheiro, Carvalha, Roçadas, Fontes e Florido Calheiros) e dezenas de artesãos.

Na gastronomia, o destaque vai para o cabrito assado no forno de lenha e a posta arouquesa, que se regam com o já conceituado vinho verde de Cinfães. Na doçaria tradicional, entre outras iguarias, é obrigatório provar os matulos (doces de manteiga). No artesanato realce para a cestaria, os correeiros e tamancos em cabedal ou madeira. Destaque também para a latoaria, a tecelagem e a chapelaria. A juntar a isto a música popular e tradicional com as orquestras típicas e os ranchos folclóricos do município. Esta edição, contará ainda com a presença dos artistas de renome nacional, Luísa Sobral, Ena Pá 2000 e Paulo Gonzo. A entrada nos concertos bem como no recinto da feira, ao longo dos cinco dias, é gratuita. TVP

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17 | 21:00

18 | 22:00

A FLECHA SAGRADA

VISTACURTA

19 | 22:00

21 | 22:00

Sylvain Chomet

Aki Kaurismaki

Samuel Fuller

BELLEVILLE RENDEZ-VOUS

FESTIVAL DE CURTAS DE VISEU

LE HAVRE


Jornal do Centro

20 ECONOMIA | INVESTIR & AGIR

13 | julho | 2012

FORUM VISEU APOSTA NO “LUGAR DA BRINCADEIRA” ESTE VERÃO

Clareza no Pensamento (http://clarezanopensamento.blogspot.com)

Prove Dão-Lafões nos Jardins Efémeros Alfredo Simões

O cent ro h istórico de Viseu tem sido palco de diversas iniciativas, ao longo do ano. Referem-se apenas duas pela proximidade temporal: uma, a “Prove Dão-Lafões”, realizouse no passado fim de semana e a outra, “Jardins Efémeros”, vai ocorrer entre os dias 17 e 22 de Julho. Sendo iniciativas bem diversas, - a primeira vocacionada para a divulgação de produtos regionais e a promoção do território de Dão-Lafões e a segunda para a produção e fruição de bens culturais -, apresentam, contudo, alguns pontos de contacto importantes. Trata-se de iniciativas que, embora com abordagens e intensidades diferentes, têm na sua base elementos culturais que, de algum modo, umas vezes se repetem (p.ex., gastronomias) e outras se completam (p.ex., as ideias e oficinas). Há particularmente três aspectos que, nesta breve comentário, merecem especial relevo: em ambos os casos, e em benefício dos pró-

prios conteúdos das iniciativas, procura-se estabelecer relações entre o rural e o urbano, bem como a constituição de parcerias, a criação de redes de intervenientes com papeis distintos; por outro lado, não pode deixar de se saudar o facto de estarmos em presença de duas iniciativas com promotores bem distintos: um, institucional, a Comunidade Inter-Municipal, e o outro, individual, Sandra Oliveira. A sociedade viseense, a cidade e a Região (a começar pelos autores) estão, pois, de parabéns. Importa, porém, que o Prove Dão-Lafões seja apenas uma iniciativa de uma estratégia institucional mais vasta de comunicação e os Jardins Efémeros, uma entre as muitas iniciativas individuais que se espera venham a florir e a ser acolhidas no futuro próximo pelos organismos oficiais, pelas empresas e colectividades. Será, não apenas um sinal, mas a confirmação da modernidade e da inovação que fazem falta ao Pais.

DR

Docente na Escola Superior de Tecnologia de Viseu asimoes@estv.ipv.pt

A Apresentação do “inWork DI” decorreu na Associação Comercial do Distrito de Viseu

Empresa de Viseu lança software inovador “inWork DI” ∑ Compila o melhor de dois programas: inWork e inDoc A empresa viseense S2L lançou um produto inovador que vai permitir soluções de poupança nos às empresas que utilizam sistemas de contabilidade, faturação, gestão de clientes e fornecedores. O “inWork DI” - Documentos Interativos - é um software que faz a ligação entre os já conhecidos “inWork” e “inDoc”, também criados pela S2L. “Juntámos as mais-valias de duas soluções que já tinhamos disponíveis numa só. Em suma, o “inWork” é utilizado na gestão corrente de contabilidade e o “inDoc” faz a gestão documental”, explicou Abel Pina, sócio-gerente da S2L. Com o “inWork DI”, todos os documen-

tos e informações que passam no “inWork” ficam automaticamente arquivados no sistema “inDoc”, circulando pelos vários departamentos e setores da empresa, de acordo com o circuito de trabalho (Work Flow) previamente definido. “A aposta no “inWork DI” traduz-se em inúmeras vantagens para o cliente. Poupança de tempo de arquivo, tempo de circulação de informação e uma redução substancial no custo dos consumíveis”, garantiu Abel Pina. A apresentação do novo software decorreu, no dia 27 de junho, na Associação Comercial do Distrito de Viseu e contou com a presença de

mais de meia centena de empresários da região. Paralelamente, decorreu uma ação de formação sobre vendas. O balanço foi “muito positivo”, uma vez que “as pessoas corresponderam à chamada”, referiu o sócio-gerente. A S2L é uma empresa sedeada em Viseu com mais de 20 anos de experiência. Fornece soluções de gestão baseadas em tecnologias de informação e comunicação e vantagens na relação qualidade/preço. O principal objetivo é fazer com que as empresas obtenham ganhos de produtividade e criação de valor para os seus clientes e parceiros. Tiago Virgílio Pereira

O Verão está a í, e com ele chegaram também as férias escolares e mais tempo livre para os mais pequenos. Foi a pensar neles que o “Lugar da Brincadeira”, no Forum Viseu, centro comercial gerido pela Multi Mall Management, preparou muitas actividades divertidas para brincar na estação mais quente do ano. Assim, nos dias 14 e 15 de Julho, entre as 15h00 e as 19h00, no “Lugar da Brincadeira”, situado no piso 2 do Forum Viseu, as crianças poderão participar em ateliers de trabalhos manuais, dar largas à imaginação e criar brinquedos e acessórios personalizados para levarem para a praia, entre os quais pulseiras e divertidos puzzles.

SERNANCELHE EM FESTA Sernancelhe preparase para receber o “VIII Festival da Amizade”, que vai decorrer de 28 de julho a 5 de Agosto, no recinto da Feira. Atividades para os mais novos, moda e muita música, vão animar por estes dias a “terra da castanha”. Este, é já um evento com grande tradição em Sernancelhe, e muito aguardado pelos milhares de emigrantes que, por esta altura, visitam a região. As grandes atrações musicais são José Malhoa, no arranque das festividades, às 22h00, Quim Roscas e Zeca Estacionâncio, na terça-feira, 31 de julho, à mesma hora. E ainda Quim Barreiros e Marco Paulo. A oitava edição do evento encerra a com a atuação de Toy, seguido de fogo-de-artifício. Em simultâneo, decorrerá a “Feira Sementes da Terra”, certame para o qual estão já inscritas cerca de 100 empresas dos mais diversos setores de atividade, destacando-se o elevado número de empresários locais. TVP


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Jornal do Centro 13 | julho | 2012

desporto ROGÉRIO SOUSA VAI TREINAR O PENALVA DO CASTELO

A “Etapa da Volta” vai este ano ser em Viseu. Tem sido uma tradição das últimas épocas na Volta a Portugal em Bicicleta, sempre a coincidir com o dia de descanso dos concorrentes. Este ano a Etapa da Volta será no dia 22 de agosto, uma quartafeira, precisamente no dia seguinte ao final da 6ª etapa que vai acontecer na avenida da Europa, em Viseu.Podem participar na ‘Etapa da Volta’ todos os ciclistas interessados com idade superior a 14 anos, sejam cicloturistas filiados os simples amantes da modalidade. A inscrição para a ‘Etapa da Volta’ é feita online através do site oficial da Volta a Portugal. O percurso será pela região, e deverá ter uma extensão aproximada de 80 quilómetros. Está prevista uma velocidade média de 22 km/hora.

vtr1967@gmail.com

Futebol Nicaela Matos e Vanessa Rodrigues

A Vitor Paneira prometeu empenho máximo Desportivo de Tondela

Confiança total numa boa época Gilberto Coimbra ∑ Presidente convencido que pode ir mais longe que a manutenção “Meus amigos, preparem-se, que a gente vai mais longe”. A frase é de Gilberto Coimbra, presidente do Clube Desportivo de Tondela, e foi a que mais aplausos arrancou às dezenas de adeptos que marcaram presença na apresentação oficial do plantel para a estreia na Liga Orangina. Gilberto Coimbra tem con f ia nça na equipa para a competição que está aí à porta, e para a qual o Tondela aposta forte. Depois de um

discurso confiante, mas cauteloso, do treinador Vitor Paneira, o presidente começou por afina r pelo mesmo diapasão, afirmando que conta fazer “um campeonato absolutamente tranquilo”, mas acrescentou de seguida, e de forma convicta: “passados quatro ou cinco jogos, quem sabe eu não apareço aí num jornal a dizer `meus amigos, preparem-se, que a gente vai mais longe’. Os aplausos fora m muitos, com Vitor Panei-

ra sem conseguir esconder o sorriso. O técnico tem muitos anos de futebol e sabe que a época, para uma equipa que faz a estreia, não será fácil: “Temos de ter consciência de que será um ano difícil para todos, mas vamos empenhar-nos ao máximo. Vamos seguramente honrar este clube, tentar torná-lo ainda mais forte”. Discurso semelhante o de Márcio Sousa, capitão de equipa:, que garantiu que os jogadores “farão o melhor que conseguirem

para que esta seja uma época tranquila”. Em noite de apresentação de plantel, que decorreu no Parque Urbano da cidade, a direcção do Tondela tinha reservado uma surpresa que foi a apresentação de um novo reforço: Diego Sousa, um avançado brasileiro que jogou no Leixões, é mais uma opção para Vítor Paneira. Aman hã, sábado, o Tondela tem um jogo de preparação em Tábua, pelas 10h30, com o BeiraMar.

Associação de Futebol de Viseu

José Alberto Ferreira mais um mandato José Alberto Ferreira vai continuar a presidir à Associação de Futebol de Viseu. A lista que encabeçava mereceu a confiança, por unanimidade, dos 20 clubes que marcaram presença na assembleia geral onde se escolhiam os dirigentes para os próximos quatro anos.

José Alberto Ferreira está na presidência da Associação de Futebol de Viseu desde 2002 e por lá vai continuar até 2015/2016. Na lista vencedora, o reeleito presidente faz-se acompanhar por alguns dos dirigentes com quem tem partilhado os orgão-

Cartão FairPlay As duas jovens viseenses, e principalmente Micas, já estão na história do futebol feminino em Portugal. Depois do feito inédito da presença na fase final de uma competição internacional de selecções, Micas haveria de marcar o que fica na história como o primeiro golo em fases finais e, mais do que isso, o que deu a primeira vitória à selecção portuguesa. Duas atletas que são exemplos para outras que lhes queriam seguir os passos. Jogos Desportivos de Viseu

Cartão FairPlay Encerra amanhã, sábado, a 21ª edição dos Jogos Desportivos de Viseu. Uma cerimónia marcada para o Pavilhão Multiusos de Viseu que será uma justa homenagem aos milhares de viseenses que fizeram questão de mais uma vez participar nesta grande manifestação desportiva no concelho, e uma das maiores, senão a maior, da região Centro. Futebol Grupo Desportivo de Parada

es sociais casos de, entre outros, João Gomes a manter-se na presidência da Assembleia Geral e João Caiado que contionuará a ser o responsável pelo setor da arbitragem em Viseu. A tomada de pose é esta noite, pelas 19h30, na sede da associação, no Fontelo, em Viseu. GP

Nuno André Ferreira

EM DIA DE DESCANSO CORRE-SE EM VISEU A “ETAPA DA VOLTA”

Vítor Santos

Gil Peres

Rogério Sousa é o treinador do Penalva do Castelo para a nova temporada. O técnico substitui Totá que orientou a equipa na última época na III Divisão Nacional. Rogério Sousa tem 41 anos, fez a sua formação no Académico de Viseu, onde jogou até final de 2005, tendo então ingressado no Penalva do Castelo. Esteve por lá cinco temporadas até deixar o clube para jogar no Viseu e Benfica, onde esteve duas temporadas e acabou a carreira como jogador de futebol. Na época passada, em dupla com Rui Lage, Rogério Sousa orientou a equipa de juniores do Viseu e Benfica, tendo levado a equipa até à disputa do título distrital.Vai agora treinar o Penalva do Castelo.

Visto e Falado

A José Alberto Ferreira

Cartão Amarelo Aos parabéns pela “repescagem” que vale a subida à III Divisão Nacional de Futebol, a necessária consciência que o clube terá pela frente um desafio à sua “estabilidade” futura. Há exemplos, vários na região, que ir aos nacionais não é tudo.


22 DESPORTO | FUTSAL

Jornal do Centro 13 | julho | 2012

VISEU 2001

FUTSAL

Brasileiro Balão é mais um reforço O Viseu 2001 contratou o ala Balão, que representou na época passado o Operário, equipa da I Divisão, e também os chineses do Zuhai. Balão tem 22 anos e foi jogador em destaque no campeonato, o que lhe valeu a cobiça da formação chinesa que repre-

sentou nos últimos meses, e desdde dezembro passado. Balão, tem ainda no currículo uma passagem pelo futsal na Roménia. É esquerdino e considerado um ala “explosivo” de grande qualidade técnica. Depois do anúncio do

guarda-redes Rui Rocha, ex-Póvoa Futsal, esta é a segunda contratação oficialmente confirmada pelo Viseu 2001. Para fechar o plantel da época 2012 / 2013, para mais uma participação na II Divisão Nacional, vai ainda contratar mais quatro jogadores. GP

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Sporting e Benfica no Torneio de Lamego

O pavilhão Multiusos de L a me go va i rece ber em agosto um Torneio Internacional de Futsal. Um quadrang ular a disputar entre 24 e 26 de agosto onde vão est a r o Sp or t L i sb oa e Benfica, atual campeão nacional, o Sporting, vice-campeão, o Módicus de Sandim e uma formação estrangeira que, tudo aponta, venha a ser

a poderosa equipa dos russos do Dínamo de Moscovo. O torneio é uma organização da secção de futsal do Sporting de Lamego, em colaboração com a autarquia. Os jogos vão ser disputados no Pav i l h ão Multiusos de Lamego. Na sexta-feira serão disputados os jogos de apuramento, enquanto no sábado serão dis-

putados os jogos para a atribuição do 3º e 4º classificado e a “final” para se encontrar o vencedor do torneio e o segundo classificado. No domingo, dia 26 de Agosto, terá lugar um jogo denominado “All Stars”, onde para além do Hélder Cristóvão, “patrono” do evento, estarão alguns nomes do futebol nacional e outros convidados. GP

Gil Peres

A Benfica e Sporting dominam modalidade em Portugal

Um dia cheio de sol, o verde que povoa as margens e o azul das águas do Távora. Cenário perfeito para receber a Taça Regional de Canoagem - Maratonas. Foi em Sernancelhe, na albufeira próxima do Açude do Távora, que decorreu uma prova que contou com mais de uma centena de atletas, de vários escalões etários, e em representação de diversos clubes da região Centro. O local tem ótimas condições para este tipo de desportos náuticos.

ABC DE NELAS

Augusto Assunção é o treinador Augusto Assunção é o novo treinador de futsal do ABC de Nelas. Vai também ficar com as funções de Diretor Técnico de todo o Futsal do ABC de Nelas, desde os Petizes até aos Seniores. Publicidade

Na base do entendimento o projeto que o clube tem para maximizar a sua formação e os jovens jogadores do concelho e da região, que vai também ao encontro das ideias do novo treinador.

Trabalhar e potenciar uma equipa jovem, mas competitiva, para a nova época e trabalhar também os escalões de formação, a curto e a médio prazo, são os grandes objetivos para o futsal do ABC de Nelas nos

próximos tempos. Augusto Assunção é licenciado em Educação Física e Desporto, foi treinador do Sporting Clube de Braga em 2007, e esteve depois durante três épocas no então Viseu Futsal. GP

A Augusto Assunção


MODALIDADES | DESPORTO 23

Jornal do Centro 13 | julho | 2012

MOTONÁUTICA

NATAÇÃO - Inter Distrital Absolutos

26 medalhas para o Académico Grande Prémio de Resende

A Estafeta feminina venceu todas as provas O Académico de Viseu foi a melhor equipa da Associação de Natação de Aveiro, e a terceira mais medalhada entre as 41 que participaram no Inter Distrital de Absolutos, disputado no Complexo Olím-

pico de Coimbra. Além de Aveiro, estiveram também presentes equipas de Coimbra e Leiria. No total, foram 26 medalhas para os nadadores academistas: 10 de ouro, 10 medalhas de prata e mais

6 de bronze. Individualmente, destaques para a vitória de Pedro Santos nos 1500 Livres e nos 100 costas. Zé Luís Gabriel foi penta Campeão, alcançando o ouro nos 200 e 400 Estilos, 200 e 400 Livres e nos 200 Mariposa. A estafeta de 4x200 Livres constituída por Zé Luís Gabriel, Pedro Santos, Alessandro Carvalho e Pedro Garcia venceu e fez novo recorde de Aveiro. A equipa de estafetas feminina conseguiu o pleno de presenças no pódio nas cinco provas em que nadou. Inês Sampaio e Margarida Domingos estiveram em todas, fazendo ainda equipa com Francisca Silva, Madalena Machado, Marina Almeida e Rafaela Pires. GP

Este fim-de-semana, 13 e 14 de julho, as águas do Rio Douro, junto às Termas das Caldas de Aregos, recebem o Grande Prémio de Motonáutica de Resende. É mais uma jornada do Campeonato Nacional nas classes T850, para barcos monocasco, e dos catamarans da Fórmula 4. A prova é organizada pela Federação Portuguesa de Motonáutica que repete a competição num cenário que tem sido escolha habitual nos últimos anos. No programa do Grande Prémio está também integrada uma ação de formação da Fórmula Futuro, que decorrerá amanhã, 14 de julho, para jovens pilotos com idades entre os 8 e os 16 anos, divididos pelas cinco classes que com-

A Os F4 são os mais velozes em prova põem esta categoria. Esta ação tem como objetivo dinamizar a modalidade, privilegiando a iniciação e formação de jovens na motonáutica, para que possam no futuro tornar-se pilotos de motonáutica. Para as classes do nacio-

nal, sábado é dia de treinos livres com a competição a decorrer durante domingo. Primeiro, e durante a manhã, com os treinos cronometrados, e da parte da tarde, a partir das 15h00, com a disputa das várias corridas. GP

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D Orquestra dá música a Moimenta da Beira

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culturas expos

Arcas da memória

Destaque

Ilha do Pico - As memórias que eu guardo

Sé Catedral Até dia 7 de outubro Exposição “São Teotónio. Patrono da diocese e da cidade de Viseu ref. 1162-2012”.

∑ Palácio do Gelo Até dia 31 de agosto Exposição de três carros ram no cortejo das Ca-

A Nos dias 26, 27 e 28, a ACERT e a cidade serão palco de trabalho voluntário e de solidariedade artística

valhadas de Vildemoinhos.

∑ Welcome Center Até dia 31 de julho Exposição “S. Pedro do Sul...ComVida”.

LAMEGO ∑ Teatro Ribeiro Conceição Até dia 31 de julho Exposição “Aulas Vivas na Biblioteca”, pelos alunos de artes da Escola Secundária Latino Coelho.

OLIVEIRA DE FRADES ∑ Biblioteca Municipal Até dia 31 de julho Exposição de fotografia “Too Many Days WithoutThinking”.

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Música sinfónica de orquestra, com instrumentos de sopro valorizados, vai ouvir-se ao vivo hoje à noite, dia 13, no espaço do Mercado Municipal de Moimenta da Beira. A organização é da autarquia e a entrada é gratuita.

VISEU ∑ Museu Grão Vasco/

alegóricos que desfila-

Jornal do Centro

“Tom de Festa” em Tondela sob a temática da fraternidade Dificuldades financeiras ∑ Só a autarquia apoiou um dos festivais com maior tradição no país Apesar do orçamento reduzido, devido ao corte orçamental da Secretaria de Estado da Cultura, vai realizar-se o “Tom de Festa”, 22º Festival de Músicas do Mundo da ACERT, nos dias 26, 27 e 28 de julho, sob a temática “Terra da Fraternidade”. “A ACERT, ciente das contrariedades, decide avançar, criando bases organizativas e programáticas adequadas a um orçamento escasso. Será um Tom de Festa que celebrará o trabalho voluntário e a solidariedade artística. Um festival que espelhará dificuldades,

mas também a mobilização, a cooperação e o sentido comunitário que é a sua incomparável matriz”, disse José Rui Martins, diretor da ACERT. Nesta edição, o grande destaque vai para a “Terra da Fraternidade” e o concerto tributo a José Afonso, marcado para o último dia de festival, a partir das 21h30. Vão atuar dezenas de músicos, de muitas geografias, num momento de significados de pluralidade fraterna e de resistência coerente. A Câmara de Tondela foi a única instituição que apoiou um dos mais anti-

gos festivais de músicas do mundo de Portugal. O “Tom de Festa” atrai todos os anos centenas de pessoas vindas de todos os pontos do país e do estrangeiro. José Rui Martins e sua equipa ponderaram não avançar com o festival, mas mesmo com tantas dificuldades prometem: “O Tom de Festa 2012 será um acontecimento artístico-cultural comunitário. Um momento em que o trabalho conjunto, voluntário, generoso e solidário voltará a fazer o milagre que concretizará sonhos”. Tiago Virgílio Pereira

Quando vou à Ilha do Pico impressiona-me o gigantismo da montanha que, ao mesmo tempo, se me afigura como um deus compassivo e tutelar, e assim se deve ter oferecido aos marinheiros quando, de longe, pela primeira vez a vislumbraram. As chuvas e as neves escorregam, bastas, nas quebradas e descem, generosas, às entranhas da montanha, como votos, e apagam, lá dentro, fogos ásperos e antigos e os fuminhos mansos que a gente vê subir são como se foram preces, ou mansinhos gestos de abençoar. E as nuvens que parecem brincar à sua roda, jeito de veste, de colar, pousando, às vezes, sobre o alto, como coroa. E as vacas, em manadas, por lá andam, pintalgando com as cores do xadrez a cor verde dos campos de pastagem, andam por ali nos campos verdes como se fora paraíso, como se fora ali ainda éden longínquo e primeiro, como se elas tivessem escapado ao castigo, como se Javé já tivesse perdoado as faltas de Eva e de Adão, como se agora estes seus filhos pudessem regressar, feitos pastores, a esse místico chão onde o leite corre e onde as abelhas também garantem mel. E as sebes de hortênsias que sobem ao longo dos caminhos, e as lagoas azuis, e os pequeninos vulcões limpos de cinzas por esses ingénuos príncipes encantados que permanecem longas horas, esqueci-

Alberto Correia Antropólogo aierrocotrebla@gmail.com

dos, a olhar o pôr-do-sol que é lindo e eterno sobre o mar. E as mantas de incenso que sobem ao lado das canadas para os matos. E os renques da urze, poderosos. E as faias, feixes de lenha dobrando uma mulher e o madeirame da casa herdada dos avós. E o vasilhame de cedro com arcos de ferro armados nos ferreiros. E os bosques de criptomérias que parecem ter a altura da montanha. E os vinhedos apertados e quentes nos currais e as tacinhas de barro servidas com vinho de cheiro nas adegas, já perto do mar e o lajedo negro onde há peixes escalados a secar e o mar redondo, os fantasmas das velas, avisos de vigia e as campanhas saltando sobre os botes, óleo de baleia a iluminar o rosto das mulheres que fazem rendas ao serão. E um filho partindo, sem aviso, bolo de merenda numa bolsa de retalhos, sonhos que leva, de Eldorado, e uma carta que demora e que, às vezes, já não encontra a velha mãe. E um álbum aberto na mesa de um museu, e os retratos dos avós emoldurados, contas de um rosário na mesa-de-cabeceira e um relógio ali parado lembrando que este tempo todo que contou é de memória. E que a memória que ele mediu é para guardar.


Jornal do Centro 13 | julho | 2012

culturas

O anfiteatro da Biblioteca Municipal de Penalva do Castelo, vai receber o espetáculo teatral/comédia “A Sogra de Terêncio”, hoje, dia 13, pelas 21h00.

Cinema

Teatro

Horário de Verão da biblioteca

“Cinema na Cidade” comemora 30 anos na Praça D. Duarte

De 16 de julho a 14 de setembro, a Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva pratica o horário de verão. Assim, de segunda a sexta-feira, estará aberta das 9h00 às 19h00. Sábados, domingos e feriados estará encerrada.

Proposta FNAC

José Alfredo

No dom ingo, dia 15 , Francelina Balteiro promove uma oficina de artes plásticas, pelas 11h30. Os mais pequenos têm a tarefa de recortar diversas vestimentas e aplicá-las aos respetivos bonecos.

Jardins Efémeros O centro histórico da cidade de Viseu recebe a segunda edição dos Jardins Efémeros, durante os dias 17 a 22 de julho, concebido pela Cul de Sac. Oficinas, cinema, exposições, música e muita animação são as propostas da iniciativa.

8º Festival de Folclore do Rancho Folclórico e Etnográfico de S. Joaninho O Largo do Adro de S. Joaninho recebe no dia 28 de julho, a oitava edição do Festival de Folclore do Rancho Folclórico e Etnográfico de S. Joaninho. O evento conta com a participação do Rancho Folclórico Centro Avorense (Vila do Conde), do Grupo de Danças e Cantares S. Martinho (Sande – Marco de Canaveses), do Rancho Folclórico e Etnográfico Eira Pedrinha (Condeixa-A-Velha) e do Rancho Folclórico e Etnográfico de S. Joaninho.

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A Projeto com a comunidade da Magnólia Teatro foi apresentado no sábado

Fragmentos da vida compilados em palco Objetivo ∑ Mostrar que a velhice “não é o fim” O projeto com a comunidade promovido pela Magnólia Teatro de Canas de Senhorim, em parceria com o Teatro Viriato, conseguiu “levantar” 15 idosos do lar e centro de dia da Associação de Solidariedade Social da Freguesia de Abraveses (Viseu), da sala onde habitualmente convivem e criar uma “teia de relações artísticas” durante seis meses, que resultou no espetáculo “Raiz de Memória”. A peça subiu ao palco no passado sábado. “O objetivo principal não era mostrar um espetáculo de teatro, mas criar uma teia de relações artísticas que se tornaram relações pessoais e de convivência. Movia-nos o trabalho criativo em conjunto com a comunidade mais idosa”, adianta a diretora artística do espetáculo, Rafaela Santos. Virgínia de Jesus é a

primeira a entrar em palco. Com ela mais 14 idosos, todos unidos por uma manta colorida em formato de cachecol, a cantar “Salve Rainha! Senhora minha! Mãe de Jesus”. Outras cantigas do tempo da lavoura se seguem. A laranjeira é a confidente e todos se aproximam dela, com maior ou menor dificuldade consoante as artroses, para reatar memórias da vida. Entre janeiro e julho, Fernando Giestas, Ana Bento e Rafaela Santos dinamizaram as sessões de expressão artística, musical e dramática, respetivamente. “Há aqui uma consequência, quase uma terapia. As pessoas quebraram todas as rotinas que tinham. Depois, mostra que [os idosos] também estão demasiado protegidos e que, por vezes, nos esquecemos de exigir deles”, afir-

ma Fernando Giestas. Ana Bento, responsável pelo desenho de som e música, acrescenta que o trabalho que subiu ao palco no sábado alerta para a “tendência de nos resignarmos à velhice, quando ainda não é o fim”. No dia-adia em que tudo se resume a queixas, as idas ao médico ou à toma de medicamentos, o projeto tentou contrariar a falta de objetivos e o vazio dos idosos “isolados na sua própria solidão” como descreve Rafaela Santos e confirmam os próprios atores. “Tem sido um tempo muito alegre. Sentimo-nos mais satisfeitos”, responde Lúcia de Jesus, de 80 anos. Rafaela Santos considera que o projeto devia ser alargado a outras instituições, tendo em conta a população envelhecida da região. Emília Amaral

O Cine Clube de Viseu promove entre 17 e 22, a edição deste ano “Cinema na Cidade”. Integrada na programação dos Jardins Efémeros, a edição deste ano não é mais uma, mas completa 30 anos de cinema ao ar livre em Viseu. Trata-se de uma das atividades culturais mais populares na cidade, lançada no verão de 1982, no Parque Aquilino Ribeiro pelas mãos do Cine Clube. Apesar das várias interrupções, o projeto voltou sempre à cidade e, nos últimos quatro anos, o Cine Clube “renovou o impacto” do mesmo, ao optar pela Praça D. Duarte, ou seja, ao “escolher um sítio no meio das pessoas” para ver cinema sem pagar bilhete, acrescentou Rodrigo Francisco do Cine Clube de Viseu, na apresentação da edição. “A plateia conquista terreno, o trânsito desaparece,

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Variedades

D “A Sogra de Terêncio” em Penalva do Castelo

as fachadas e a tela de cinema confundem-se, a praça ganha novo fôlego”, reforça o texto de apresentação. Na primeira das quatro noites vai passar o Western “Flecha Sagrada”, 17 de julho, às 21h00. Dia 18 é noite de revelações e entrega dos prémios do Festival de Curtas de Viseu Vistacurta. A 19 passa cinema de animação com “Belleville RendezVous”. Para o último dia, sábado, 21, está reservado o filme “Le Havre”. “Um projeto desta dimensão é apenas possível com determinação e a aposta financeira das entidades parceiras”, lembrou Rodrigo Francisco ao citar a Câmara de Viseu, a Fundação Inatel, a Projecto Património/Empório e Culde-Sac. EA


Jornal do Centro

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em foco De 6 a 8 julho, Penedono foi palco de mais uma edição da Feira Medieval, evento que exorta os meandros da nacionalidade Portuguesa, projetando-os na figura singular do “Magriço” que aqui teve berço. O centro histórico, preservado fidedignamente e que encerra nas suas vielas os ecos dos feitos destas gentes, recebeu milhares de visitantes que, ano após ano, regressam a este pequeno recanto beirão, pequeno no tamanho, mas enorme no bem receber e no orgulho das suas tradições. Terminada mais uma edição a autarquia de Penedono sente que os objetivos foram amplamente alcançados, retemperando assim, a força anímica necessária para o planear a próxima edição.

DR

Feira Medieval de Penedono superou as expetativas da organização

Viceu recebeu X Encontro Nacional dos TOC

Nuno André Ferreira

Cerca de cinco centenas de pessoas (número divulgado pela organização), entre técnicos oficiais de contas (TOC) e respetivos acompanhantes, participaram na X edição do Encontro Nacional dos TOC, que se realizou no sábado passado, em Viseu. Depois do encontro no Solar do Dão, o convívio dos profissionais rumou até à Sé onde foi celebrada uma missa em memória dos TOC falecidos. Seguiu-se um almoço convívio no Expocenter.

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Jornal do Centro

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13 | julho | 2012

saúde e bem-estar

O centro de produção de Mangualde da PSA Peugeot Citroën realizou uma semana de promoção da saúde e de incentivo às práticas saudáveis para os 900 trabalhadores da empresa. A iniciativa decorreu “no âmbito da sua política social e de valorização dos seus colaboradores”, adianta a administração da Citroën em comunicado. A mesma nota revela que a semana de promoção da saúde integrou-se no plano de ações programadas, entre elas as visitas semanais abertas aos familiares e colaboradores. Sob o lema “Mais Saúde, Melhor Saúde, a medida de sensibilização contou com rastreios de tensão arterial, auditivos, de saúde oral, de glicemia capilar e fisioterapia, a par de workshops de

atividades físicas e de dança. A jornada de saúde terminou com uma caminhada em Ludares, Quintela de Azurara, Mangualde, tendo envolvido mais de 300 colaboradores e familiares. No final decorreu um almoço convívio entre os participantes. “Além dos seus efeitos saudáveis, com esta caminhada pretendeu-se também partilhar um tempo de lazer e de convívio e fomentar uma maior aproximação entre as pessoas da empresa e seus familiares”, revela o comunicado. Para a administração da empresa estes são também ”fatores que permitem resistir às crises e garantir a prazo a sua sustentabilidade”. EA

Emília Amaral (arquivo)

Citroën incentiva às práticas saudáveis

A A ex-diretora clínica tinha tomado posse em dezembro do ano passado

Deputados do PS questionam nomeação do novo diretor clínico Centro Hospitalar Tondela-Viseu ∑ Alexandra Guedes renuncia ao cargo mas mantém-se assessora até nova nomeação Os deputados do PS eleitos por Viseu querem saber por que é que ainda não foi nomeado o novo diretor clínico do Centro Hospitalar Tondela Viseu, após a renúncia ao cargo de Alexandra Guedes, no passado dia 25 de Junho. De acordo com a publicação em Diário da República do dia 5 cinco deste mês, Alexandre Guedes renunciou ao cargo de diretora clíni-

ca do centro hospitalar, sete meses depois de ter sido nomeada juntamente com a nova administração. Mas, acrescenta o despacho, “com vista a assegurar o normal funcionamento do Centro Hospitalar TondelaViseu E.P.E., e até à nomeação do novo diretor clínico, é a mesma nomeada assessora do conselho de administração para a área médica/direção clínica”.

Alexandra Guedes assumiu entretanto no dia 1 de julho “o exercício da sua categoria de assistente graduada de Anestesiologia”. “Tendo em conta que a d i reç ão cl í n ic a de qualquer hospital é o elemento fundamental para a excelência dos cuidados de saúde prestados em qualquer unidade de saúde”, os deputados do PS, Acácio Pinto, José Junqueiro e Elza

pais querem saber por que motivo ainda não foi substituída a diretora clinica e “quando se procederá à sua substituição”. O Jornal do Centro tentou falar com o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar TondelaViseu, mas tal não foi possível até ao fecho da edição. Emília Amaral/Tiago Virgílio Pereira


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28 SAÚDE

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Recolha para ajudar Leonor quantidade suficiente ou na sua totalidade, sendo necessário um transplante de medula óssea A iniciativa vai decorrer entre as 9h00 e as 12h00, as 14h00 e as 17h00. Ao longo da sessão vão acontecer várias atividades de animação paralelas.

Curso de primeiros socorros na Schoolhouse A escola Schoolhouse Viseu promove um curso de primeiros socorros destinado a todos os interessados em adquirir conhecimentos e competências nessa área da saúde, de 21 a

28 deste mês. O curso tem como objetivo geral desenvolver competências que permitam aos formandos agir corretamente numa ação de primeiros socorros.

Pedro Carvalho Gomes CMDV Supreme Smile

A importânica dos nossos dentes (II) Arquivo

O Rossio de Viseu vai servir de palco a uma recolha de sangue e de potenciais dadores de medula óssea, para ajudar Leonor. A Leonor tem três anos e sofre de aplasia medular há cerca de uma ano, o que significa que a medula óssea não produz células sanguíneas em

Opinião

A Estudo revela que pode provocar dor e efeitos nocivos a nível cognitivo

Tamanho único do mobiliário das escolas prejudica alunos Investigação ∑ Universidade do Minho O “tamanho único” do mobiliário das escolas do 1º Ciclo torna-o desadequado à estrutura corporal de muitos alunos, uma realidade que pode provocar dores, efeitos nocivos a nível cognitivo e consequente baixo aproveitamento, revela um estudo da Universidade do Minho. Segundo o estudo, desenvolvido no Laboratório de Ergonomia da Universidade do Minho (UMinho), em causa está a utilização de mobiliário de dimensão única para os alunos dos quatro anos, independen-

temente da sua estatura. O estudo recolheu dados de mais de 430 alunos que revelaram uma “grande variabilidade” das respetivas dimensões corporais, mesmo entre crianças do mesmo ano. A situação pode ainda ter “efeitos nocivos a nível cognitivo, como a hiperatividade, perda de interesse e consequente baixo rendimento na aprendizagem”. Os autores do estudo defendem que se deve enveredar por um novo conceito de mobiliário, ajustável e compatível com as dimensões antropométri-

cas da população utilizadora, “contribuindo para uma escola mais segura e saudável”. A investigadora principal deste estudo, Maria Antónia Gonçalves, pretende desenvolver um guia metodológico para ajustamento do mobiliário em função da estatura das crianças, bem como criar um protótipo daquele mobiliário com as características necessárias para poder acomodar o maior número de crianças.

SOS VOZ AMIGA

Lusa

800 202 669

A Consulta de higiene Oral - destartarização, Limpeza oral - é simples de se fazer, e não dói. Para tal, são aplicados, se necessário anestesicos tópicos ou dessensibilizantes que aliviam a sensação de desconforto ou dor.Em determinadas situações e para um tratamento correcto, é necessário fa zer a lisa mentos da raíz do dente, e pa ra ta l o méd ico dentista / higienista ora l precisa de fazer uma limpeza mais “profunda”, ou seja, remover cálculo dentário e todas as bactérias que se acumulam na superfície da raiz do dente, que podem levar a inf la maçao gengival, perda da estrutura óssea e em c a s o s m a i s av a n çados , à perd a do dente. Nestes casos também não há dor, pois este tratamento é realizados sob efeito de um anestésico de modo a não sentir nada. O idea l será que visite o seu Higienista Oral ou Médico Dentista o mais cedo possível para este detectar as doenças orais o mais precocemente para evita r gra ndes incómodos. Também terá oportunidade de aprender a melhor maneira de cuidar da sua higiene oral, evitando assim futuros problemas dentários, uma vez que passará concerteza a ter uma higiene oral mais regular e cuidada.


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CLASSIFICADOS 29

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GUIA DE RESTAURANTES RESTAURANTES VISEU RESTAURANTE O MARTELO Especialidades Cabrito na Grelha, Bacalhau, Bife e Costeleta de Vitela. Folga Segunda-feira. Morada Rua da Liberdade, nº 35, Falorca, 3500-534 Silgueiros. Telefone 232 958 884. Observações Vinhos Curral da Burra e Cavalo de Pau. RESTAURANTE BEIRÃO Especialidades Bife à Padeiro, Posta de Vitela à Beirão, Bacalhau à Casa, Bacalhau à Beirão, Açorda de Marisco. Folga Segunda-feira (excepto Verão). Preço médio refeição 12,50 euros. Morada Alto do Caçador, EN 16, 3500 Viseu. Telefone 232 478 481 Observações Aberto desde 1970. RESTAURANTE TIA IVA Especialidades Bacalhau à Tia Iva, Bacalhau à Dom Afonso, Polvo à Lagareiro, Picanha. Folga Domingo. Preço médio refeição 15 euros. Morada Rua Silva Gaio, nº 16, 3500-203 Viseu Telefone 232 428 761. Observações Refeições económicas ao almoço (2ª a 6ª feira) – 6,5 euros. CORTIÇO Especialidades Bacalhau Podre, Polvo Frito Tenrinho como Manteiga, Arroz de Carqueja, Cabrito Assado à Pastor, Rojões c/ Morcela como fazem nas Aldeias, Feijocas à maneira da criada do Sr. Abade. Folga Não tem. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Rua Augusto Hilário, nº 45, 3500-089 Viseu. Telefone 232 423 853 – 919 883 877. Observações Aceitam-se reservas; Take-way. RESTAURANTE CLUBE CAÇADORES Especialidades Polvo à Lagareiro, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito Churrasco, Javali na Brasa c/ Arroz de Feijão, Arroz de Perdiz c/ Míscaros, Tarte de Perdiz, Bifes de Veado na Brasa. Folga Quartafeira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Muna, Lordosa, 3515-775 Viseu. Telefone 232 450 401. Observações Reservas para grupos e outros eventos.

RESTAURANTE O CAMBALRO Especialidades Camarão, Francesinhas, Feijoada de Marisco. Folga Não tem. Morada Estrada da Ramalhosa, nº 14, Rio de Loba, 3500825 Viseu. Telefone 232 448 173. Observações Prato do dia - 5 euros.

EÇA DE QUEIRÓS Especialidades Francesinhas, Bifes, Pitas, Petiscos. Folga Não tem. Preço médio refeição 5,00 euros. Morada Rua Eça de Queirós, 10 Lt 12 - Viseu (Junto à Loja do Cidadão). Telefone 232 185 851. Observações Take-away.

TORRE DI PIZZA Especialidades Pizzas, Massas, Carnes Grelhadas. Folga Não tem. Morada Avenida Cidade de Aveiro, Lote 16, 3510-720 Viseu. Telefone 232 429 181 – 965 446 688. Observações Tem também take-away.

COMPANHIA DA CERVEJA Especialidades Bifes c/ Molhos Variados, Francesinhas, Saladas Variadas, Petiscos e outras. Preço médio refeição 12 euros. Morada Quinta da Ramalhosa, Rio de Loba (Junto à Sub-Estação Eléctrica do Viso Norte), 3505-570 Viseu Telefone 232 184 637 - 918 680 845. Observações Cervejaria c/amplo espaço (120 lugares), exclusividade de cerveja em Viseu, fácil estacionamento, acesso gratuito à internet.

SOLAR DO VERDE GAIO Especialidades Rodízio à Brasileira, Mariscos, Peixe Fresco. Folga Terça-feira. Morada Mundão, 3500-564 Viseu. www.solardoverdegaio.pt Telefone 232 440 145 Fax 232 451 402. E-mail geral@ solardoverdegaio.pt Observações Salão de Dança – Clube do Solar – Sextas, Sábados até às 03.00 horas. Aceita Multibanco. RESTAURANTE SANTA LUZIA Especialidades Filetes Polvo c/ Migas, Filetes de Espada com Arroz de Espigos, Cabrito à Padeiro, Arroz de Galo de Cabidela, Perdiz c/ Castanhas. Folga Segunda-feira. Morada EN 2, Campo, 3510-515 Viseu. Telefone 232 459 325. Observações Quinzena da Lampreia e do Sável, de 17 de Fevereiro a 5 de Março. “Abertos há mais de 30 Anos”. PIAZZA DI ROMA Especialidades Cozinha Italiana (Pizzas, Massas, Carnes e Vinhos). Folga Domingo e segunda-feira ao almoço. Morada Rua da Prebenda, nº 37, 3500-173 Viseu Telefone 232 488 005. Observações Menu económico ao almoço. RESTAURANTE A BUDÊGA Especialidades Picanha à Posta, Cabrito na Brasa, Polvo à Lagareiro. Acompanhamentos: Batata na Brasa, Arroz de Feijão, Batata a Murro. Folga Domingo. Preço médio por refeição 12,50 euros. Morada Rua Direita, nº 3, Santiago, 3500-057 Viseu. Telefone 232 449 600. Observações Vinhos da Região e outros; Aberto até às 02.00 horas.

RESTAURANTEPORTASDOSOL Especialidades Arroz de Pato com Pinhões, Catalana de Peixe e Carne, Carnes de Porco Preto, Carnes Grelhadas com Migas. Folga Domingo à noite e Segunda-feira. Morada Urbanização Vilabeira Repeses - Viseu. Telefone 232 431 792. Observações Refeições para grupos com marcação prévia. RESTAURANTE SAGA DOS SABORES Especialidades Cozinha Tradicional, Pastas e Pizzas, Grelhados, Forno a Lenha. Morada Quinta de Fora, Lote 9, 3505-500 Rio de Loba, Viseu Telefone 232 424 187 Observações Serviço Take-Away. O CANTINHO DO TITO Especialidades Cozinha Regional. Folga Domingo. Morada Rua Mário Pais da Costa, nº 10, Lote 10 R/C Dto., Abraveses, 3515174 Viseu. Telefone 232 187 231 – 962 850 771. RESTAURANTE AVENIDA Especialidades Cozinha Porguguesa e Grelhados. Folga Não tem. Morada Avenida Alberto Sampaio, nº9 - 3510-028. Telefone 232 468 448. Observações Restaurante, Casamentos, Baptizados. CHEF CHINA Especialidades comida chinesa. Folga Não tem. Morada Palácio do Gelo, Piso 3, 3500 Viseu. Observações www.chefchinarestaurante.com

RESTAURANTE ROSSIO PARQUE Especialidades Posta à Viseu, Espetada de Alcatra ao Alho, Bacalhau à Casa, Massa c/ Bacalhau c/Ovos Escalfados, Corvina Grelhada; Acompanhamentos: Migas, Feijão Verde, Batata a Murro. Folga Domingo. Morada Rua Soar de Cima, nº 55 (Junto ao Jardim das Mães – Rossio), 3500-211 Viseu. Telefone 232 422 085. Observações Refeições económicas (2ª a 6ª feira) – sopa, bebida, prato e sobremesa ou café – 6,50 euros. RESTAURANTE CASA AROUQUESA Especialidades Bife Arouquês à Casa e Vitela Assada no Forno. Folga Domingo. Morada Urbanização Bela Vista, Lote 0, Repeses, Viseu. Telefone 232 416 174. Observações Tem a 3ª melhor carta de vinhos absoluta do país (Prémio atribuído a 31-102011 pela revista Vinhos) MAIONESE Especialidades Hamburguers, Saladas, Francesinhas, Tostas, Sandes Variadas. Folga Não tem. Preço médio refeição 4,50 euros. Morada Rua de Santo António, 59-B, 3500-693 Viseu (Junto à Estrada Nacional 2). Telefone 232 185 959. FORNO DA MIMI Especialidades Assados em Forno de Lenha, Grelhados e Recheados (Cabrito, Leitão, Bacalhau). Folga Não tem. Preço médio por refeição 14 euros. Morada Estrada Nacional 2, Vermum Campo, 3510-512 Viseu. Telefone 232 452 555. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado. RESTAURANTE O POVIDAL Especialidades Arroz de Pato, Grelhados. Folga Domingo. Morada Bairro S. João da Carreira Lt9 1ª Fase, Viseu. Telefone 232 284421. Observações Jantares de grupo. RESTAURANTE CACIMBO Especialidades Frango de Churrasco, Leitão à Bairrada. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua Alexandre Herculano, nº95, Viseu. Telefone 232 422 894 Observações Serviço Take-Away.

QUINTA DA MAGARENHA Especialidades Lombinho Pescada c/ Molho de Marisco, Cabrito à Padeiro, Nacos no Churrasco. Folga Domingo ao jantar e Segunda-feira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Nó 20 A25, Fragosela, 3505-577 Viseu. Telefone 232 479 106 – 232 471 109. Fax 232 479 422. Observações Parque; Serviço de Casamentos. CHURRASQUEIRARESTAURANTESTºANTÓNIO Especialidades Bacalhau à Lagareiro, Borreguinho na Brasa, Bacalhau à Brás, Açorda de Marisco, Açorda de Marisco, Arroz de Lampreia. Folga Quarta. Morada Largo Mouzinho de ALbuquerque (Largo Soldado Desconhecido). Telefone 232 436 894. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes, Festas. RODÍZIOREAL Especialidades Rodízio à Brasileira. Folga Não tem. Preço médio por refeição 19 euros. Morada Repeses, 3500-693 Viseu. Telefone 232 422 232. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado. RESTAURANTE PINHEIRÃO Especialidades Rodízio à Brasileira, Carnes e Peixes Grelhados. Folga Domingo à noite e Segunda. Sugestão do dia (Almoço): 6,50 euros almoço. Morada Urb. da Misericórdia, Lt A4, A5, Cabanões, Ranhados. Telefone 232 285 210 Observações Serviço de grupo e baptizados. SANTA GRELHA Especialidades Grelhados. Folga Não tem. Morada Palácio do Gelo, Piso 3, 3500 Viseu. Telefone 232 415 154. Observações www.santagrelha.com A DIFERENÇA DE SABORES Especialidades Frango de Churrasco com temperos especialidades, grelhados a carvão, polvo e bacalhau à lagareiro aos domingos, pizzas e muito mais.... Folga Não tem. Preço médio por refeição 6 euros. Telefone 232 478 130 Observações Entraga ao domicilio.

PENALVA DO CASTELO O TELHEIRO Especialidades Feijão de Espeto, Cabidela de Galinha, Arroz de Míscaros, Costelas em Vinha de Alhos. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Sangemil, Penalva do Castelo. Observações Sopa da Pedra ao fim-de-semana.

TONDELA RESTAURANTE BAR O PASSADIÇO Especialidades Cozinha Tradicional e Regional Portuguesa. Folga Domingo depois do almoço e Segunda-feira. Morada Largo Dr. Cândido de Figueiredo, nº 1, Lobão da Beira, 3460-201 Tondela. Telefone 232 823 089. Fax 232 823 090 Observações Noite de Fados todas as primeiras Sextas de cada mês.

NELAS RESTAURANTE QUINTA DO CASTELO Especialidades Bacalhau c/ Broa, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito à Padeiro, Entrecosto Vinha de Alhos c/ Arroz de Feijão. Folga Sábado (excepto p/ grupos c/ reserva prévia). Preço médio refeição 15 euros. Morada Quinta do Castelo, Zona Industrial de Nelas, 3520-095 Nelas. Telefone 232 944 642 – 963 055 906. Observações Prova de Vinhos “Quinta do Castelo”.

VOUZELA RESTAURANTE O REGALINHO Especialidades Grelhada Mista, Naco de Vitela na Brasa c/ Arroz de Feijão, Vitela e Cabrito no Forno, Migas de Bacalhau, Polvo e Bacalhau à Lagareiro. Folga Domingo. Preço médio refeição 10 euros. Morada Rua Teles Loureiro, nº 18 Vouzela. Telefone 232 771 220. Observações Sugestões do dia 7 euros. TABERNA DO LAVRADOR Especialidades Vitela à Lafões Feita no Forno de Lenha, Entrecosto com Migas, Cabrito Acompanhado c/ Arroz de Cabriteiro, Polvo Grelhado c/ batata a Murro. Folga 2ª Feira ao jantar e 3ª todo o dia. Preço médio refeição 12 euros. Morada Lugar da Igreja - Cambra - Vouzela. Telefone 232 778 111 - 917 463 656. Observações Jantares de Grupo.

ADVOGADOS / DIVERSOS ADVOGADOS VISEU

ANTÓNIO PEREIRA DO AIDO Morada Rua Formosa, nº 7 – 1º, 3500135 Viseu. Telefone 232 432 588 Fax 232 432 560 CARLA DE ALBUQUERQUE MENDES Morada Rua da Vitória, nº 7 – 1º, 3500-222 Viseu Telefone 232 458 029 Fax 232 458 029 Fax 966 860 580 MARIA DE FÁTIMA ALMEIDA Morada Av. Dr. Alexandre Alves nº 35. Piso 0, Fracção T - 3500-632 Viseu Telefone 232 425 142 Fax 232 425 648 JOÃO PAULO SOUSA M o r a d a Lg. Genera l Humber to Delgado, 14 – 2º, 3500-139 Viseu Telefone 232 422 666

ADELAIDE MODESTO Morada Av. Dr. António José de

Almeida, nº275 - 1º Esquerdo - 3510047 Viseu Telefone/Fax 232 468 295 JOÃO MARTINS Morada Rua D. António Alves Martins, nº 40 – 1º A, 3500-078 Viseu Telefone 232 432 497 Fax 232 432 498 ANA PAULA MADEIRA Morada Rua D. Francisco Alexandre Lobo, 59 – 1º DF, 3500-071 Viseu Telefone 232 426 664 Fax 232 426 664 Telemóvel 965 054 566 Email anapaula.madeira@sapo.pt MANUEL PACHECO Morada Rua Alves Martins, nº 10 – 1º, 3500-078 Viseu Telefones 232 426 917 / 232 423 587 - Fax 232 426 344

PAULO DE ALMEIDA LOPES Morada Quinta Del Rei, nº 10 - 3500401 Viseu Telefone/Fax 232 488 633 Email palopes-4765c@adv.oa.pt ARNALDO FIGUEIREDO E FIRMINO MENESES FERNANDES Morada Av. Alberto Sampaio, nº 135 – 1º, 3510-031 Viseu Telefone 232 431 522 Fax 232 431 522 Email a-figueiredo@iol.pt e firminof@iol.pt JOÃO NETO SANTOS Morada Rua Formosa, nº 20 – 2º, 3500-134 Viseu Telefone 232 426 753 FABS – SOCIEDADE DE ADVOGADOS – RENATO FERNANDES, JOÃO LUÍS ANTUNES, PAULO BENFEITO Morada Av. Infante D. Henrique, nº 18 – 2º, 3510-070 Viseu Telefone 232 424 100 Fax 232 423 495 Email fabs. advogados@netvisao.pt

CONCEIÇÃO NEVES E MICAELA FERREIRA – ADVOGADAS Morada Av. Dr. António José de Almeida, 264 – Forum Viseu [NOVAS I NS TA L AÇÕE S], 3510 - 0 43 Viseu Telefone 232 421 225 Fax 232 426 454 BRUNO DE SOUSA Esc. 1 Morada Rua D. António Alves Martins Nº 40 2ºE 3500-078 VISEU Telefone 232 104 513 Fax 232 441 333 Esc. 2 Morada Edifício Guilherme Pereira Roldão, Rua Vieira de Leiria N º14 2430 - 30 0 Ma r i n ha Gra nde Telefone 244 110 323 Fax 244 697 164 Tlm. 917 714 886 Áreas preferenciais Crime | Fiscal | Empresas MANUEL COVELO www.manuelcovelo-advogado.com Escritório: Urbanização Quinta da Magarenha-Rua da Vinha, Lte 4, 3505639 Viseu Telefone/Fax: 232425409 Telemóvel: 932803710 Email: mcovelo-5466c@adv.oa.pt

MANGUALDE JOSÉ ALMEIDA GONÇALVES Morada Rua Dr. Sebastião Alcântara, nº 7 – 1º B/2, 3530-206 Mangualde Telefone 232 613 415 Fax 232 613 415 Telemóvel 938 512 418 Email jose. almeida.goncalves-14291l@adv.oa.pt

NELAS JOSÉ BORGES DA SILVA, ISABEL CRISTINA GONÇALVES E ELIANA LOPES Morada Rua da Botica, nº 1, 1º Esq., 3520-041 Nelas Telefone 232 949 994 Fax 232 944 456 Email j.Borges. silva@mail.telepac.pt

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30 CLASSIFICADOS / NECROLOGIA / INSTITUCIONAIS

13 | julho | 2012

NECROLOGIA Fernando António de Sampaio, 75 anos, casado. Natural e re- José Marques da Silva, 70 anos, casado. Natural e residente sidente em Moreira, Nelas. O funeral realizou-se no dia 4 de em Vasconha, Queirã. O funeral realizou-se no dia 1 de julho, pelas 15.30 horas, para o cemitério de Queirã. julho para o cemitério de Moreira. César Lopes Monteiro, 86 anos, casado. Natural de Seixas, Oli- Maria Amélia de Jesus Marques, 82 anos, viúva. Natural e reveira do Hospital e residente em Lisboa. O funeral realizou-se sidente em Povolide. O funeral realizou-se no dia 2 de julho, pelas 18.30 horas, para o cemitério local. no dia 5 de julho para o cemitério de Seixas. Márcia Alexandra Domingos da Silva Pinto, 39 anos, casada. Maria José Mestre Cruz, 88 anos, casada. Natural do Alentejo Natural e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 9 de e residente em Nelas. O funeral realizou-se no dia 8 de julho, julho, pelas 16.00 horas, para o cemitério novo de Viseu. pelas 15.00 horas, para o cemitério de Nelas. Agência Funerária de Figueiró Viseu Tel. 232 415 578 Agência Funerária Nisa, Lda. Nelas Tel. 232 949 009 Dolores Ferreira, 91 anos, viúva. Natural e residente em Quintela, Arcozelo das Maias, Oliveira de Frades. O funeral realizou-se no dia 6 de julho, pelas 18.30 horas, para o cemitério de Arcozelo das Maias. Agência Funerária Figueiredo & Filhos, Lda. Oliveira de Frades Tel. 232 761 252

Joaquim José Neto Rodrigues dos Santos, 48 anos. Natural de Sernancelhe e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 10 de julho, pelas 16.00 horas, para o cemitério novo de Viseu. Cecília Alexandrino Cardoso, 54 anos. Natural de Bodiosa e residente em Lisboa. O funeral realizou-se no dia 10 de julho, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Bodiosa. Clementina de Jesus, 81 anos, casada. Natural de Calde e residente em Pascoal. O funeral realizou-se no dia 10 de julho, pelas 18.00 horas, para o cemitério novo de Abraveses.

Bernardina Martins, 75 anos, viúva. Natural de São João de Tarouca e residente em Vilarinho, São João de Tarouca, Tarouca. O funeral realizou-se no dia 7 de julho, pelas 18.00 Maria do Patrocínio Albuquerque, 85 anos, solteira. Natural de Orgens e residente em Tondelinha. O funeral realizou-se no dia horas, para o cemitério de Vilarinho. 11 de julho, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Orgens. Agência Funerária Maria O. Borges Duarte Tarouca Tel. 254 679 721

Vitor Manuel Freire Vouga, 72 anos, viúvo. Natural da Covilhã e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 12 de julho, pelas 15.00 horas, para o cemitério de Cunha, Sernancelhe.

Maria do Céu Santos Marques, 84 anos, viúva. Natural e resi- Maria de Lurdes Ferreira, 88 anos, viúva. Natural de Coimbra dente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 11 de julho, pelas e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 12 de julho, pelas 15.30 horas, para o cemitério novo de Viseu. 16.00 horas, para o cemitério local. Agência Funerária Decorativa Viseense, Lda. Viseu Tel. 232 423 131

Agência Funerária Balula, Lda. Viseu Tel. 232 437 268

INSTITUCIONAIS

2ª Publicação 1ª Publicação

1ª Publicação

(Jornal do Centro - N.º 539 de 13.07.2012)

(Jornal do Centro - N.º 539 de 13.07.2012)

(Jornal do Centro - N.º 539 de 13.07.2012)


Jornal do Centro 13 | julho | 2012

clubedoleitor

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Jornal do Centro - Clube do Leitor, Rua Santa Isabel, Lote 3, R/C, EP, 3500-680 Repeses, Viseu. Ou então use o email: redacao@jornaldocentro.pt As cartas, fotos ou artigos remetidos a esta seção, incluindo as enviadas por e-mail, devem vir identificadas com o nome e contacto do autor. O semanário Jornal do Centro reserva-se o direito de selecionar e eventualmente reduzir os originais.

Direito de resposta- PSA Mangualde - Visita das famílias, uma excelente acção social O emprego e os empregados não se defendem com demagogia barata nem com ilusões, defendem-se com investimento, com inovação organizacional e com competitividade. Defender um nível de emprego constante com violentas oscilações de mercado é defender a falência das empresas, o desemprego e a miséria. Não podemos em nome da defesa dos trabalhadores, atirar os trabalhadores para becos sem saída (É ver quantas empresas do sector automóvel já fecharam em Portugal, e a perspectiva de mais de 20.000 novos desempregos no conjunto do sector, segundo a ACAP). Quando esta empresa reduz por força da quebra dos mercados o seu nível de emprego, baixa o que ela própria criou e não algo que tenha sido criado por outros. Quem nada cria nada tem para ajustar. A sustentabilidade e durabilidade das empresas não cai de pára-quedas, nem é garantida por natureza, é preciso saber sobreviver, responsavelmente, em mercado global e concorrencial. A nossa dinâmica, estranhamente, incomoda certas pessoas. Estranha gente esta que se incomoda com

as boas práticas sociais e que tem uma mesquinha tendência para menosprezar as boas iniciativas. Há os que esperam a desgraça para defender os desgraçados e há os que tudo fazem para evitar a desgraça. Nos últimos 20 anos tivemos um emprego médio directo de 1000 pessoas. Nos últimos 10 anos um emprego médio de 1200 pessoas. São mais de 200 os empregos indirectos.Temos sido uma das maiores empresas da região e uma das maiores exportadoras de Portugal. Tudo faremos para continuar, com 900 ou com 1200 colaboradores, em função das oportunidades de mercado, a criar riqueza, a exportar e a valorizar as pessoas. Continuaremos a abrir as nossas portas aos colaboradores, aos seus familiares e aos amigos do progresso. Continuaremos a dar milhares de horas de formação. A dar estágios a Jovens. Continuaremos a apoiar as escolas e a mais diversas instituições . Felicitamos ,sinceramente, quem fizer mais e melhor! A direcção do Centro de Produção de Mangualde da PSA

HÁ UM ANO EDIÇÃO 487 | 15 DE JULHO DE 2011 Distribuído com o Expresso. Venda interdita.

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ca de 30 Milhões de euros. A empresa suporta a maior parte, cerca de 22Milhões de euros (+- 70%) e o Estado apenas 8 Milhões de euros (+- 30%). O Estado não financia 100% dos investimentos privados, como é normal e salutar. Neste período dos projectos, o CPMG vai gerar mais de 70 Milhões de euros entre impostos e contribuições para a segurança social. Tratam-se pois de investimentos com um grande retorno social e financeiro para o Estado. E ainda bem que assim é ! Sobre as remunerações: A equipa dirigente não se remunera a si própria. A sua remuneração é enquadrada e tutelada pelas Direcções Centrais do Grupo PSA. Não há aqui lugar para arbitrariedades. Neste contexto é bem que se saiba que os aumentos médios dos operários em 2011 mais 2012 atingirá os 8% no conjunto dos 2 anos. Em 2012 será de 0% para a equipe dirigente . É assim em Mangualde e no resto do Grupo. A questão da bolsa: Quanto à bolsa, trata-se de um indispensável instrumento de flexibilidade, fundamental para defender o emprego, evitar ao máximo a utilização do lay-off e preservar o nível de remuneração mensal dos colaboradores. Neste caso, não basta falar contra a bolsa e fugir à questão. Quem nestes contextos de quebra dos mercados é contra a bolsa, então é porque prefere menos emprego ou mais lay-off. A equação é simples : ou produzimos menos dias com mais emprego ou seguimos o calendário normal com menos emprego. Não há aqui lugar para fantasias. A bolsa tem um grande alcance social. É uma ferramenta solidária com o emprego. Este instrumento foi criado com o acordo da comissão de trabalhadores de 2008 e com a subscrição directa de 86% dos trabalhadores por estarem conscientes do seu alcance. Recentemente o seu alargamento foi sufragado pessoalmente por 98,8% de trabalhadores.

DIRECTOR

Paulo Neto

UM JORNAL COMPLETO pág. 02 pág. 06 pág. 10 pág. 14 pág. 18 pág. 22 pág. 26 pág. 28 pág. 30 pág. 32 pág. 33 pág. 34 pág. 35

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que motivo maior do que a crise do Sub-prime para rever objectivos ? A empresa, à semelhança de muitas outras, foi vítima da crise como é evidente. Assim o CPMG e a AICEP acordaram novas condições em que o nível de emprego, de criação de valor acrescentado e de vendas baixaram e a empresa abdicou de receber os benefícios fiscais (1,1 Milhões de euros) ligados a este projecto e baixou o chamado prémio de realização de 1,5 para 1,2 Milhões de euros em Fundos Perdidos. Tudo está contratualizado, tudo é público, tudo é transparente. Não há aqui, nem pode haver, mistério algum! Quanto ao projecto dos 21M euros: Uma vez mais se confunde, de má fé e de forma grosseira, investimento com subsídio do Estado. No contexto da crise de 2008, o CPMG tinha outro problema vital: dependia de um produto em fim de ciclo. Ou lançava um projecto para lançar um veículo novo ou morria. Tinha tudo para morrer : uma crise brutal e um produto em fim de ciclo numa empresa deslocalizável. Com o apoio e a confiança do Grupo PSA lançámos uma candidatura ao COMPETE – AICEP uma vez mais, focalizada nos investimentos para lançar os novos modelos de veículos, no valor de 21,7 Milhões de euros, já num contexto de 2 equipas. A candidatura foi aprovada nas seguintes condições : Subsídio a Fundo perdido: 6,7 M euros; Empréstimo reembolsável a taxa de juro 0% = 2,6M euros A empresa assumiu o compromisso de lançar os novos modelos e manter um nível mínimo de emprego de 750 pessoas durante 7 anos. Também aqui o CPMG está a superar estes objectivos. Os novos modelos foram lançados e durante ano e meio teve mais de 1200 pessoas em consequência da introdução temporária da 3º Turno. Actualmente tem 900 pessoas, continuando a superar os objectivos contratualizados. Temos assim dois investimentos que totalizam cer-

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Semanário 15 de Julho de 2011 Sexta-feira Ano 10 N.º 487

1,00 Euro

SEMANÁRIO DA

REGIÃO DE VISEU

·www.jornaldocentro.pt| Vasconcelos,Lt10,r/c.3500-187Viseu·redaccao@jornaldocentro.pt JoãodaCarreira,RuaDonaMariaGracindaTorres |Telefone:232437461·Fax:232431225·BairroS.

Europa escolhe Grão Vasco ∑ Europeana distingue-o entre as propostas nacionais

| páginas 10, 11 e 12

Nuno Ferreira

mera expectativa, sendo cobertas as seguintes eventualidades: reforma por velhice, incapacidade permanente total ou absoluta, grande invalidez do colaborador e falecimento. Nos últimos três anos, 10 pessoas já beneficiaram deste seguro, por verificarem as condições requeridas. O dinheiro está assim na seguradora, é comunicado anualmente aos trabalhadores, e é recebido por quem verificar as condições da apólice. Não há assim mistério nenhum. O mistério dos Subsídios: O autor do artigo diz que a empresa recebeu 8,6 milhões de euros em 2007 mais benefícios fiscais e que mais tarde recebeu 21 milhões de euros em novo subsídio. O autor, de má fé e de forma grosseira, confunde investimentos com subsídios. De facto em 2007 a empresa, porque sempre teve ambição de crescer, de criar riqueza e emprego, levou a cabo um investimento de 8,6 M euros com o objectivo de aumentar a sua capacidade produtiva de 10 para 12 veículos hora e com isso aumentar 80 postos de trabalho, passando de 1226 para 1306. A empresa realizou integralmente o investimento, aumentou a capacidade produtiva de 10 para 12,5 veículos/hora e atingiu 1400 postos de trabalho. Ultrapassou, portanto, todos os objectivos. O dinheiro foi assim aplicado na aquisição dos equipamentos que foram previstos. As despesas estão todas documentadas e foram todas devidamente auditadas por auditores independentes. Não há aqui lugar para anedóticos mistérios! Com o surgimento da crise no final de 2008 e a quebra violenta dos mercados o CPMG para resistir à crise e manter a capacidade de criar emprego, teve de fazer os conhecidos ajustamentos, nomeadamente reduzir uma equipa de produção. O contrato de investimento que o CPMG fez com a AICEP incluí uma cláusula que prevê que os objectivos poderiam ser revistos se ocorressem motivos de força maior. Ora,

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A propósito de uma iniciativa que o Centro de Produção de Mangualde ( CPMG) do Grupo PSA está a desenvolver , e que consiste na abertura das suas portas aos familiares dos seus colaboradores, o Jornal do Centro publicou um artigo de opinião, da autoria do sr. António Vilarigues, baseado em erros grosseiros e falsas suposições, que ofende o bom nome e a dignidade institucional da nossa empresa, bem como dos seus colaboradores e familiares. Assim ao abrigo do direito de resposta, solicitamos a V. Exa a publicação do artigo seguinte . Com a referida iniciativa,que se enquadra no âmbito da sua política social e de abertura à sociedade, o CPMG pretende aprofundar o relacionamento entre a empresa e as famílias que dela dependem. Somos uma empresa aberta e transparente, nada temos a esconder. Trata-se, aliás, de uma prática normal no Grupo PSA nas suas fábricas em França e Espanha, sendo também uma prática habitual noutros Grupos. Foi a partir desta iniciativa que foi produzido um ataque execrável à nossa instituição e, de forma arrogante, passado um atestado de ignorância aos nossos colaboradores e seus familiares. A narrativa produzida é, baldadamente, baseada em falsas suposições e grosseiras inverdades. Vejamos alguns exemplos, os exemplos dos mistérios : O mistério do Seguro: Ora o seguro que é invocado, foi criado com entregas voluntárias da empresa e nunca com descontos sobre os salários dos trabalhadores. Em 2009 foi dado a cada colaborador um certificado individual e o respectivo regulamento. Todos os anos a seguradora AXA emite uma carta aos colaboradores com os respectivos valores que lhe estão afectos. No próximo mês de Setembro, será uma vez mais comunicado aos trabalhadores. O direito inerente ao seguro é, em conformidade com a lei, estabelecido como

m poucos recursos recursos, conseg consegue-se ∑ “Mesmo com produzir um bom trabalho”. (Sérgio Gorjão)

∑ EN2 alargada em Repeses. ∑ Tom de Festa faz de Tondela um “palco do mundo”. ∑ Ecopista atrai famosos a Viseu. ∑ Utentes de Alcofra denunciam tempo de espera de consulta.

∑ Ténis em cadeira de rodas na Quinta de Lemos. ∑ “Temos que fazer barulho com o Dão e colocá-lo na moda!” (Carlos Silva e António Narciso)


tempo

JORNAL DO CENTRO 13 | JULHO | 2012

Hoje, dia 13 de julho, céu com períodos de muito nublado. Temperatura máxima de 24 e mínima de 11ºC. Amanhã, 14 de julho, céu pouco nublado. Temperatura máxima de 26ºC e mínima de 15ºC. Domingo, 15 de julho, céu limpo. Temperatura máxima de 31ºC e mínima de 13ºC. Segunda, 16 de julho, céu limpo. Temperatura máxima de 35ºC e mínima de 19ºC.

Impresso em papel que incorpora 30 por cento de fibra reciclada, com tinta ecológica de base vegetal

∑agenda Sábado, 14

Viseu ∑ Encerramento da edição deste ano dos Jogos Desportivos de Viseu, às 17h00, no pavilhão Multiusos.

Oliveira de Frades ∑ Tomada de posse dos novos órgãos concelhios do PS, às 17h30, no Auditório do Museu Municipal. Vouzela ∑ Percurso pedestre “Trilho das Poldras”, às 9h00, promovido pela Câmara Municipal. Resende ∑ Inauguração da sede dos Moleiros, às 17h30, na vila. Mortágua ∑ Sessão pública de esclarecimento sobre a reorganização administrativa, às 14h30, no Centro de Animação Cultural de Mortágua.

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Antigos jogadores do académico preparam encontro inédito A ideia surgiu no ano passado, durante um jantar do “Magia do Futebol, um grupo criado no facebook que reúne gente ligada ao futebol da região: promover um encontro de amigos, atuais e antigos jogadores do Académico de Viseu. A iniciativa está aí e vai decorrer este sábado, dia 14. Em pleno Fontelo, tudo acontece durante a tarde, depois de uma concentração junto ao complexo das piscinas, às 15h00. “Não vamos discutir políticas ou opções, queremos apenas reviver sentimentos, paixões e relembrar histórias. Iremos começar com uma partida de futebol jogado em camara lenta, porque as idades de alguns não permitem muito mais, e terminaremos com um jantar onde será exibido

um vídeo com alguma da muita história do clube”, afirma Rui Lage, ex-futebolista do Académico, um dos organizadores do evento. Para o antigo jogador, a ideia fundamental “é juntar um grupo de amigos que em particular tem o facto de estar ou ter estado ligado, de alguma forma, ao Académico”. Jorge Paulo, ex-praticante de andebol e enfermeiro do clube durante nove anos, encabeça a organização do encontro juntamente com Rui Lages e confessa que gostariam de ver “representadas todas as gerações de atletas que já passaram pelo clube”, mesmo sendo uma tarefa difícil. “Neste momento já temos confirmadas as presenças de mais de meia centena de pessoas, a

maioria jogadores ou exjogadores, entre os quais, Mário Vasconcelos, Chico Santos, Alberto (argentino) Emídio, Abel (veio de propósito de Cabo Verde), Carlos Manuel, Arsénio, Sotil, Leça, Rui Manuel, Rogério. Da Bósnia vem o Besirovic e estamos a aguardar resposta de outros atletas e ex-atletas. Curiosamente, também vão estar presentes, dois ex-jogadores que permitiram, com golos decisivos, a presença do Académico na 1ª divisão, o Ramon (década de 70) e o Quim (década de 80) ”, divulga. A organização do encontro perspetiva juntar mais de uma centena de pessoas das várias gerações, que de alguma forma estão ligadas ao clube de Viseu. Emília Amaral

Olho de Gato

http://twitter.com/olhodegato http://joaquimalexandrerodrigues.blogspot.com

Bons e maus Joaquim Alexandre Rodrigues joaquim.alexandre.rodrigues@netvisao.pt

As “noites f5.6”, assim chamadas porque são ou a 5 ou a 6 de cada mês, reúnem no Lugar do Capitão, em Viseu, amantes de fotografia a pensarem, verem e conversarem sobre a arte fotográfica. Na passada sexta-feira, José Pessoa deixou a tertúlia meia encavacada porque afirmou, alto e bom som, que não gostava de Sebastião Salgado. José Pessoa reconhece a “perfeição” das fotografias do autor de “Trabalhadores”, “Terra” e “Êxodos”, mas lembrou que Sebastião Salgado “só” fotografa “pobres bonitos”, e vê neste “só” um défice ético, vê neste “só” o economista, a formação académica do fotógrafo da Magnum. Em suma: génio biltre, grande-artista má-pessoa, “Good art, bad people”, o exacto título de um artigo de Charles McGrath, publicado no New York Times de 21 de Junho, de onde vou retirar alguns exemplos. Wagner e Degas eram anti-semitas; Ezra Pound fascista; das sete principais mulheres na vida de Picasso, duas endoideceram e duas mataram-se; Norman Mailer, uma vez, tentou matar a mulher; Genet era ladrão; Byron incestuoso; Rimbaud contrabandista; Flaubert pagava por sexo a rapazinhos; o filho mais novo de Hemingway acusou o pai de ter destruído cinco familiares, incluindo-se nesse cômputo. Pode uma má pessoa fazer boa arte? Claro que pode. Pode uma boa pessoa fazer boa arte? Claro que pode. Há, até, muito boas pessoas a fazerem muitíssima má arte, para nossa desgraça. Dizer-se que uma pessoa é boa ou má é um juízo moral, dizer-se que uma obra de arte é boa ou má é um juízo estético. São coisas diferentes. Sebastião Salgado, para fazer fotografias sublimes, não precisa de ser uma pessoa sublime. Pede-se demasiadas vezes a um artista o que se recusa a um político. Dizer-se, por exemplo, “Guterres é boa pessoa” será estar a dizer-se bem do político Guterres? Mas isso já são contas de outro rosário...

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Jornal do Centro - Ed539