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NESTA EDIÇÃO

UM JORNAL COMPLETO pág. 02 pág. 06 pág. 08 pág. 12 pág. 17 pág. 18 pág. 23 pág. 25 pág. 29 pág. 32 pág. 34 pág. 36 pág. 37 pág. 38 pág. 39

> PRAÇA PÚBLICA > ABERTURA > À CONVERSA > REGIÃO > EDUCAÇÃO > ESPECIAL > ECONOMIA > DESPORTO > CULTURA > EM FOCO > SAÚDE > CLASSIFICADOS > EMPREGO > NECROLOGIA > CLUBE DO LEITOR

DIRECTOR

Paulo Neto

Semanário 30 de Setembro a 6 de Outubro de 2011 Sexta-feira Ano 10 N.º 498

1,00 Euro

SEMANÁRIO DA

REGIÃO DE VISEU

| Telefone: 232 437 461 · Fax: 232 431 225 · Rua Santa Isabel, Lote 3 R/C - EP - 3500-680 Repeses - Viseu · redaccao@jornaldocentro.pt · www.jornaldocentro.pt |

“Nunca fui chamado para assinar as contas de 2010” ∑ Jorge Carvalho, antigo gerente executivo da Expovis, a empresa que gere a Feira de S. Mateus

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Nuno André Ferreira

| páginas 8 a 10


2

Jornal do Centro 30 | Setembro | 2011

praçapública rDizia Santo

palavras

deles

Agostinho: Retira o direito – e então que coisa distingue o Estado de um grande bando de malfeitores?”

rA Regionalização é, rCom 15 milhões talvez, a única forma de racionalizar de forma eficaz o aparelho de Estado. A proximidade e o conhecimento do terreno é fundamental para a reforma da Administração Local que o Governo pretende e a troika internacional exige.”

Manuel Augusto Fernandes Cronista, Diário As Beiras, 28/09/11

Opinião

José Lapa Técnico Superior do IPV

Alexandre Azevedo Pinto Economista alexazevedopinto@sapo.pt

Director, Grande Porto, 23/09/11

empresarial é fundamental para o turismo do Centro”

Fernando Ruas

Pedro Machado

Prsidente da Câmara Municipal de Viseu (Reunião da Assembleia Municipal, 28 de Setembro)

Presidente do Turismo Centro de Portugal (Inauguração da loja Welcome Center, 27 de Setembro)

Faz hoje anos, que fiz anos “O tempo é uma invenção da nossa mortalidade. Deixem-me ser hoje imortal. Muito bem – e que mais? Vergílio Ferreira (Conta-corrente, vol.1/ Bertrand)

Na sem a n a t ra nsacta, passou mais um aniversário da minha permanência pela superfície terrestre. A marcha inexorável do tempo, que nos vai delapidando a vida: as raivas acumuladas vão amainando, adiando ad eternum pequenas vinganças indomáveis; a vida mais sentida e percebida; o depressivo sentimento que vamos ficando para trás, a tétrica previsibilidade do que vamos fazer. Agora, à que aproveitar o pouco tempo que resta, se possível até ao tutano. O carpe diem é inevitável. A saudade dos que partiram, intensa. Os momentos aprazíveis que passámos, densos. O arrependimento pelo que não devíamos ter feito, persistente. As opções que devíamos ter decidido, angustiantes. Os amores perdidos, vertiginosos. As amizades perdidas, insensatas. As perdas de tempo, irrecuperáveis. Os

Opinião

Miguel Ângelo Pinto

rA dinâmica

de euros gastos a requalificar cada uma das escolas [Emídio Navarro e Alves Martins de Viseu] eu renovava as escolas todas do concelho”

prazeres inalcançáveis, frustrantes. As tentações ubíquas, desarmantes. Os vícios avassaladores, irresistíveis. Depois, a árvore que não se plantou, o livro que não se escreveu, o filho que nos encheu de feérica alegria. Esta podia muito bem ser a lexicografia da minha vida. De uma qualquer vida. Mas, nesta data, temos sempre a indelével tentação, de olhar para trás. Ao fazê-lo, colhemos o frémito pulsar das nossas vivências, ou em forma de pesadelo, ou então, de nostalgia. A vida, meus caros, é volátil a este ponto. E, esta, é a nossa verdadeira fragilidade. Porque, a nostalgia é um verdadeiro veneno, que nos inquina o modo de ser, imobilizando-o. Ou, se preferirem, uma armadilha. Ainda recentemente, em entrevista ao Expresso (10/9/11), Woody Allen, dela dizia: “A nostalgia é uma armadilha, não é um sentimento doce.” Restam os eflúvios momentos: episódios quantas vezes indizíveis, mas com toda a certeza, marcantes e demarcantes da nossa existência. Está aqui, nestes pequenos fragmentos de quotidiano, a críptica razão da existência: alegrias momentâneas geradoras de felicidades perenes. Tristezas lancinantes. Paixões avassaladoras tornadas es-

tigmas. Ainda, Vergílio Ferreira, que para aqui pode ser convocado: “A estúpida beleza da vida. Como ser-se mortal?” (Contacorrente, Vol.1/Bertrand). A vida também caleidoscópio. A vida imagética e suscitadora do belo. À crise (já cá faltava) temos de resgatar emoções positivas. Também. Lembrei-me, disto, na data potenciadora deste texto. Perder a coragem, nunca foi bom pronuncio, mesmo quando nos viram do avesso. Mesmo, quando nos sentimos impotentes, omnipresentes na desgraça. Chaplin, dizia que “ a vida vista de perto é uma tragédia e vista de longe é uma comédia”. O paradoxo nuclear. Enxuto, implacável. Fazer anos é começar a perder o horizonte. O fôlego que perde energia. A ténue chama da vela que se apaga, que vai mirrando. E lá fora? No exterior de nós? Também aqui fazemos um esforço curioso para saber o que aconteceu. Tentamos, criar um apelo vivificante. Então, mergulhamos no extenso oceano do pretérito, subimos o periscópio da memória e… Eh pá! Tanta agua que já passou pela nossa ponte!

Impressionante! Enquanto vivi ou sobrevivi, deu-se o 25 de Abril, que acabou com um decrépito estado novo. Vi esboroar-se o império soviético, considerado inexpugnável e eterno. Assisti a queda de um icónico muro em Berlim. O império americano a ser escorraçado do Vietname. O império português desintegrar-se. Atónito, vi o world trade center, cair às mãos do fanatismo. Vi o homem chegar à lua. Assisti …. Uma torrente de lembranças incandescente, onde vemos modernidade e barbárie conciliarem-se, numa relação perturbadora. A lógica nisto é não haver nenhuma lógica. A modernidade devia ter como carta de missão, acabar com a barbárie. Dito isto, Deus queira, que a premonitória ideia de Mário Soares, com têxtil tão conjuntural, não se confirme: “Que os Estados mais desenvolvidos e poderosos tomem consciência dos riscos que correrão se o mundo se transformar num gigantesco Titanic.” (Incertezas e Esperanças, in Noticias do Milénio, JN – 1999). É, por isso, que faço anos todos anos, cada vez com mais inquietações. Na semana transacta, passou mais um aniversário da minha permanência pela superfície terrestre.

Um Novo Modelo de Desenvolvimento para Viseu (II) O debate sobre Viseu e o seu futuro pode e deve ser aprofundado nos próximos tempos. Não só porque o modelo de desenvolvimento actual está esgotado como também porque a crise da economia nacional a tal o obriga. A dimensão da crise e aquilo que ela comporta deve-nos fazer reflectir, seriamente, sobre muitas das decisões de investimento reali-

zadas no passado e da forma como estas condicionarão de sobre maneira o nosso futuro colectivo. O tempo das “vacas gordas”, do “dinheiro barato” e dos “fundos comunitá rios chorudos” acabou. Os a nos que teremos pela frente serão muito exigentes e obrigarão a uma energia redobrada do Novo Executivo Municipal com uma Nova Ge-

ração de Políticas Municipais, necessariamente, com novos protagonistas. Anos que serão de fortes restrições e condicionalismos financeiros e que exigirão uma forte componente de inovação, engenho e arte capazes de continuar a fazer trabalho válido para as populações. A actual maioria política do PSD no executivo municipal perdeu a capacidade de

o poder fazer sentindo-se um ambiente de final de ciclo político na Praça da República. Também já aqui o referi, o enorme desafio que se vai coloca r à cidade de Viseu nos próximos anos, será o de consolidar toda a área de expansão u rba n a ent reta nto consumada. A cidade precisa de pensar alternativas, de forma a poder manter os índices de


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Jornal do Centro 30 | Setembro | 2011

números

estrelas

200 mil

Foi o número de pessoas que pagou para entrar na Feira de S. Mateus, este ano. Dos quarenta dias de certame, 14 foram de entrada paga, mais três dias do que a edição do ano passado.

Pedro Machado/ Fernando Ruas Presidente do Turismo Centro de Portugal/Presidente da Câmara de Viseu

Humberto Fonseca Treinador da equipa de natação do Académico de Viseu

Humberto Fonseca foi considerado o Treinador do Ano e o Académico de Viseu o Clube do Ano. A distinção foi atribuída pela Associação de Natação de Aveiro e conhecida durante uma gala que decorreu no passado fim-desemana. Uma atribuição merecida depois do trabalho desenvolvido ao longo da época.

Importa-se de responder?

Miguel Ginestal Chefe de gabinete do secretário-geral do Partido Socialista

Viseu celebrou o Dia Mundial do Turismo, 27 de Setembro, com a inauguração da loja “Welcome Center”. Trata-se de um espaço destinado à promoção cultural e turística, situado no coração do centro histórico. Com este projecto a cidade vê colmatada a falta de um espaço moderno por onde o turista pode começar a sua visita à cidade.

Há algumas semanas que o nome do ex-governador civil de Viseu era dado como certo para um cargo ligado à nova direcção do PS, mas só esta semana Miguel Ginestal assumiu o lugar de chege de gabinete de António José Seguro. Tudo ficou assente no recente congresso socialista. Miguel Ginestal fazia parte da lista do PS candidata por Viseu, não foi eleito, mas está de regresso à acção partidária.

O que acha da dívida da Madeira? A dívida não é da Madeira, é de todos os portugueses. E quem a contraiu não tem culpa. A culpa é de quem deixou que o presidente a contraísse. Continuamos a ser um povo grande na cultura mas também na estupidez. É necessário castigar quem manipula, mas também quem se deixa manipular. Quando alguém tiver a coragem política para o fazer talvez as coisas mudem.

Alberto João Jardim passa por grande mentiroso e apenas quer gastar o dinheiro de todos nós. Não temos que pagar pelas asneiras de um louco.

Nuno Costeira

Susana Loureiro

Consultor imobiliário

Empregada de balcão

A dívida da Madeira é um assunto demasiado sério e tem sido tratado pelo dr. Alberto João com ligeireza e alguma provocação, relativamente aos portugueses do continente. Ele tem de ser responsabilizado pela ocultação da dívida, é o mínimo que se pede, já que todos nós a vamos pagar.

Acho que as contas da Madeira deviam ser transparentes. Depois de se apurar isso, deviam afastar Alberto João Jardim do cargo que ocupa há tempo demais.

Maria de Lurdes Pereira

Luís Nascimento

Reformada

Vigilante

crescimento e desenvolvimento que atingiu e que são conhecidos. Como podemos constatar, a morfologia urbana de Viseu tem sido ao longo, destas duas décadas, fortemente orientada pela pressão da construção numa lógica de mercado, optando-se por construções em altura, em novas áreas urbanizáveis ganhas a espaços verdes. Os diversos planos de pormenor apresentados,

ao longo deste período, acabaram sempre por se tornar, grosso modo, em planos de empreitada. O problema é que o mercado, só por si, é incapaz de gerir Bens Públicos (aqueles bens que não são comercializáveis e que um número indeterminado de pessoas pode usufruir simultaneamente). Os sinais de esgotamento deste modelo são evidentes, a quantidade de apartamen-

tos novos por vender em Viseu é enorme. O número de estruturas habitacionais ocas na cidade é já muito elevado. O modelo de desenvolvimento assente na triangulação: cimento betão alcatrão tem os dias contados. Um problema adicional deste modelo, esgotado, é o da sua (in) sustentabilidade. O desaf io do desenvolvimento urbano sustentável, numa cidade como a nos-

sa, é o de procurar solucionar tanto os problemas que hoje conhecemos como os por ela causados , em vez de os de slo c a r para escalas ou localizações diferentes ou de os transferir para as gerações futuras, além de que o processo para uma cidade sustentável assenta na criatividade e na mudança coisas que também faltam ao actual Executivo Municipal.


4 PRAÇA PÚBLICA | OPINIÃO Editorial Director Paulo Neto, C.P. n.º TE-251 paulo.neto@jornaldocentro.pt

Redacção (redaccao@ jornaldocentro.pt)

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Serviços Administrativos Sabina Figueiredo sabina.figueiredo@jornaldocentro.pt

Os fundamentalistas islâmicos já não temem, nem Poitietrs, nem Constantinopla. Confiam nos canibais. E em Alá”

Impressão GRAFEDISPORT Impressão e Artes Gráficas, SA

Jornal do Centro 30 | Setembro | 2011

O Novo Estado o Parque Escolar 1. Aos domingos, das 13 às 14H00, na Antena II, passa um programa em que o entrevistado, Fernando Dacosta dá voz às suas pesquisas e partilha o seu saber sobre a História Contemporânea Portuguesa, mais centrada no Estado Novo, que parafraseando Marcelo Caetano, assim é muito linearmente caracterizado:”O Estado Novo é um mal menor que se suporta, mas a que não se adere.” Quem melhor do que este delfim salazarista para o afirmar, pese embora que de forma tão redutora. Sobre Amália Rodrigues: “Amália era uma mulher tão inteligente, que se fazia passar por burra.” Acerca da “alma” portuguesa: “Camões a língua; Pessoa o pensamento; Amália a voz.” “As mulheres e os padres constituíam o esteio do salazarismo.” E sem referir o Cardeal Cerejeira, elenca nomes de damas da altura como Fernanda de Castro, Amélia Rey Colaço, Amália Rodrigues e a poetisa Natércia Freire

que, curiosamente, foi a primeira mulher a escrever contra a guerra colonial, publicando-o no seu poema “Todos são meus filhos”, referindo-se àqueles que partiam de barco e chegavam num ataúde. Uma forma de gravitar num círculo de poder sem ser situacionista (?!). O que requer inteligência, tacto e diplomacia. Finalmente, e do pouco tempo que escutei esta emissão, retive ainda, de forma incompleta, acerca de um director de um jornal do regime, o conselho que dava aos jovens jornalistas a iniciarem carreira: “Nunca se deve dizer tão mal, tão mal de alguém, que depois não se possa dizer bem. Nunca se deve dizer tão bem, tão bem de alguém, que depois não se possa dizer mal.” Sociologicamente bizarra, esta asserção. É evidente que o Estado Novo foi muito mais que estas tricas palacianas; foram 40 anos de repressão e de ditadura que muitos, num direito que lhes assiste, recordam com saudosismo. E aqui reside uma das diferenças funda-

mentais para com um estado democrático: o direito à liberdade de expressão e de opinião… 2. Alguns daqueles passageiros políticos que, por nomeação, ocupam um lugar com algum poder durante quatro ou oito anos, na astúcia superveniente ao elevado espírito de missão que os orienta e carreiam sobre os vergados dorsos, omniscientes de que aquela é a porta do ascensor, não deixam de se prevenir contra as incertezas do futuro, ora metendo mãos à masseira, ora granjeando o lugarzinho ao sol, para os dia sombrios do provir. Terá sido a pensar nisto que o insuspeito D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, afirmou em entrevista ao JN: “Ninguém sai da política com as mãos limpas.”? 3. A Feira de S. Mateus, com muito “fogo faralho” e pirotecnia “d’épater le bourgeois”, mas pouca e real glória, chegou ao seu fim 2011. Vamos agora ouvir aqueles que sabem falar de números, os aritméticos do regime, re-

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António Vilarigues anm_vilarigues@hotmail.com

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Opinião

1º Congresso Europeu das Áreas Comunitárias A BALADI (Federação Nacional de Baldios) promoveu, de 23 a 25 de Setembro, o 1º Congresso Europeu das Áreas Comunitárias. Este Congresso reuniu em Vila Real, na Aula Magna da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), representantes de vários países e regiões da Europa. Estiveram presentes cerca de 400 participantes. Quer das regiões portuguesas de Trás-os-Montes, Alto Douro, Minho, Beira Alta, Beira Baixa, Coimbra, Santarém e Leiria. Quer de organizações ligadas às áreas comunitárias de várias regiões de Espanha,

Escócia e Itália, identificados como os países com mais áreas comunitárias e públicas. A realização deste Congresso foi um marco histórico na defesa das áreas comunitárias na Europa. Por ser a primeira grande iniciativa a reunir diversos actores, nomeadamente universidades, técnicos e especialistas nos diversos recursos naturais de diferentes países, ligados aos baldios. O objectivo central do Congresso era conhecer as realidades comunitárias de diferentes países e regiões da Europa. Bem como procurar, em

conjunto, a melhor forma de defender, valorizar e desenvolver esta forma ancestral de propriedade. Como foi afirmado, para quem ainda tivesse dúvidas, as reflexões trazidas, esclareceram de forma liminar a extraordinária importância das áreas comunitárias. As suas profundas raízes históricas. O seu interesse biocultural. O seu significado políticojurídico. A sua riqueza sociológica e económica. O seu impacto positivo no desenvolvimento dos povos, dos países e das regiões. A tal ponto, que seria justo concluir desta troca de experiên-

zia de criaturas, como nós, a fazer aos outros todos. De facto, a manipulação dos povos é uma constante. E a forma superiormente inteligente como levam a “carneirada” para onde querem é assombrosa. Deixam sempre um “rapisco” de “pasto” para evitar a fome generalizada. Mas a fome é primordial quanto à garantia da obtenção dos objectivos dessa meia-dúzia. Se as pessoas não tivessem fome, ou outro tipo de carências primordiais, iriam ter tempo para ocupar os seus pensamentos em coisas “perigosas”. Talvez viessem a perceber que as questões da economia, das guerras, do trabalho, da globalização, da justiça, do petróleo e tantas outras, são meticulosamente mexidas, mudadas, trocadas, eclipsadas, reaparecidas, escondidas, mostradas, ao sabor dos interesses do dia ou de objectivos a atingir no futuro. A massificação dos alimentos é bem

o exemplo do que digo. A teia estendida ao longo dos campos agrícolas e dos seus trabalhadores é móvel. Vai-se apertando: . Aparece uma nova peste que obriga a novos químicos; . Aumenta o combustível; . Aumentam os salários e despesas com a Segurança Social; . As alfaias encarecem e a oficina cresce no preço e nas “consultas”; . Os impostos são cegos e insensíveis. Alguns exemplos, como estes, podem, de forma simples, explicar como se obrigam os produtores agrícolas a ter de fazer “batota” e a serem obrigados a produzir o mesmo, ou mais, pelo mesmo custo de outros tempos. Mas, vejase quem se governa com: . Os aumentos dos combustíveis? . O que se gasta nos químicos? . Os aumentos das alfaias (feitas nas grandes siderurgias)?

Venenos

Gerência Albertino Melo, Paulo Neto e Pedro Santiago

Os artigos de opinião publicados no Jornal do Centro são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. • O Jornal reserva-se o direito de seleccionar e, eventualmente, reduzir os textos enviados para a secção “Cartas ao Director”.

Semanário Sai às sextas-feiras Membro de:

Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem

Associação Portuguesa de Imprensa

União Portuguesa da Imprensa Regional

...andamos todos a trabalhar para garantir o agigantar do poder de uma pirâmide sólida, construída em alicerces fortes, venenosos, impenetráveis, invisíveis e, inteligentes, muito inteligentes”

Ainda é cedo, no entender de muita gente, para se tomar em boa conta a questão do que ingerimos, no dia-a-dia. E, a “muita gente” de que falo é aquela que: . não se importa com o que come; . não tem tempo para se importar; . não sabe o que come; . sabe, mas não tem alternativa; . se quer matar; . pensa que hoje pode comer porque amanhã se porta bem. O Homem tem sido (e será!) autista em quase todas as questões, preocupado que anda com o seu sobreviver e com o dos seus. A pressão colocada nesta tarefa diária, herdada por via cromossomática, sobrepõe-se a tudo e desvanece na nossa cabeça outras questões, como sejam o tentar perceber o que se passa à nossa volta. Aparecem, agora, os primeiros vislumbres públicos sobre o que andam meia dú-


OPINIÃO | PRAÇA PÚBLICA 5

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“Como alguém que a cavalo o andou a dormir Sei eu o caminho que o destino escolheu, O estreito caminho que ao abismo vai sair. Dou com ele a dormir. Quereis vir mais eu?” “Poemas”, Bertolt Brecht, Ed.

Asa. A Europa tem sido séculos afora um palco de guerra. Neste momento, de novo a Alemanha triunfante, à cabeça do “euróico” exército, leva à ilharga o 3º mundo do pelotão dos novos-pobres. Os fundamentalistas islâmicos já não temem, nem Poitietrs, nem Constantinopla. Confiam nos canibais. E em Alá. 6. Um organismo apelidado “Parque Escolar” andou por aí a “renovar” escolas (embora em algumas não se note muito, mas isso só pode ser miopia ou má vontade). As Escolas renovadas que eram do Ministério da Educação, são agora do Ministério da Educação. Mas como foram objecto de “obras de requalificação” que não requereram, passaram a pagar ao senhorio uma renda que nem discutiram. Mas para que o locatário posso pagar ao locador, o locador dá ao locatário uma certa dotação em orçamento anual. E o locatário, ingrato, queixa-se, ainda, de que nem dinheiro para papel tem e que têm ar condicionado quente no Verão e frio no Inverno, não entendendo que estas são as novas tendências importadas do Chile, como o modelo de avaliação da luso-americana MLR. Aqueles que não perceberem estes zi-

guezagues podem juntar-se a mim. Só os “eruditos” os absorvem e, com um ar superior, chamam-lhes “engenharias financeiras”. De facto é preciso muito engenho. Será o mal de um país de engenheiros? Quanto àqueles que não viram as suas Escolas “requalificadas”, não devem entristecer-se em demasia. Talvez até, em contrapartida, devam com humildade dirigir-se a Fátima. Mas não pela A25 ou AE1, que o orçamento não comporta portagens. Antes pela velha Nacional 1, que já é purgatório quanto baste. 7. Esta semana contei mais cinco lojas comerciais encerradas em Viseu. Reabrirão nas grandes superfícies e nos centros comerciais, dirão os optimistas. Mas e se ao contrário, também aí elas estiverem a fechar? O poder de compra desaparecido, de mãos dadas com o espectro inquietante do futuro próximo e a ignorância do que ainda está para vir, vai gerando, lentamente, a contracção dos mercados e a asfixia das micro economias. Cerremos os dentes, evitando esfacelar os maxilares. Hoje é domingo e ao longe estraleja um foguetório, no estrepitoso som final da decadência…

cias e vivências que, sem as áreas comunitárias a Europa seria, hoje, um continente bem mais pobre. Em Portugal os baldios têm resistido às diversas ofensivas. Sejam dos grandes senhores da terra, das grandes empresas da indústria da celulose, dos especuladores imobiliário, dos lobbies de diversas épocas. Sejam das investidas de muitas autarquias locais. Sejam dos ataques às Leis dos Baldios (por parte do PS, PSD e CDS), da ganância dos poderosos. Isto ao longo de mais de 800 anos da nossa história. Afirmam os detractores da propriedade comunitária que os baldios já não têm qual-

quer interesse para os povos. Proclamam que a modernidade os tornou atrasados, subdesenvolvidos, desnecessários. Nada mais falso! Como foi sublinhado com múltiplos exemplos, os baldios representam para os povos que trabalham a agricultura familiar bens e serviços de fundamental importância. Foi graças a eles que se tem vindo a erguer nas povoações serranas uma obra de inegável valor económico, social e cultural. Uma obra que contribuiu para melhorar as condições de vida e o bem-estar em regiões interiores tradicionalmente abandonadas pelos poderes centrais. Ergueram-se cen-

tros culturais, casas do povo, espaços de convívio. Melhoraram-se pastagens e reincrementou-se a pastorícia. Construíram-se infra-estruturas de prevenção e combate aos incêndios e de apoio à actividade agrícola. Melhoraram-se acessos. Exploraram-se novos recursos. Reflorestaram-se grandes áreas. Investiu-se na cinegética. Os tradicionais inimigos da propriedade comunitária no nosso país espreitam de novo a oportunidade para atacar. A esses, foi dito neste 1º Congresso Europeu das Áreas Comunitárias: Desenganem-se! Os povos saberão continuar a defender os

baldios. Nem que para tanto seja necessário voltar a tocar os sinos a rebate. Organizar abaixo-assinados, protestos, concentrações e manifestações. Destruir cercas e vedações sobre estas áreas. Enfrentar usurpadores. Recorrer aos tribunais. E para o Governo ficou o aviso. Tenham cuidado! Não se metam em aventuras políticas contra os sagrados interesses dos povos. Porque os povos saberão dar a respostas que cada situação exigir. Nota solta: A comunicação social dominante, apesar de informada, primou pela ausência. São os chamados «critérios jornalísticos»…

. Os dinheiros pagos à Seg. Social? . Os impostos sobre o que se extrai da terra? vão parar aonde? De facto, andamos todos a trabalhar para garantir o agigantar do poder de uma pirâmide sólida, construída em alicerces fortes, venenosos, impenetráveis, invisíveis e, inteligentes, muito inteligentes. São os donos do Mundo. Dos bancos, das indústrias pesadas, dos laboratórios químicos, do petróleo, do armamento, das clínicas e de tudo o que controla o poder. E fazem-no, efectivamente. Controlam o poder. Pagam as campanhas eleitorais, e elegem quem querem. Nos tribunais, nada se passa. A banca estoira e não se sabe para onde foi o “caroço”. As obras públicas ficam em custos absolutamente inexplicáveis. Os políticos desempregados, desavergonhadamente, aparecem nas administrações de empresas que têm ou virão a ter negócios “atómicos” com o Estado. Mas, é preciso manter as gentes com fome. Assim só se preocupam em garantir o «pãonosso-de-cada-dia» sem tempo para mais nada. E como o dinheiro é sempre escasso e os alimentos de qualidade (ecológicos,

biológicos… como os de antigamente) não se podem produzir a custos suportáveis, as pessoas vem-se obrigadas a ir ao tal “rapisco” (sempre calculado para garantir a sobrevivência, mantendo a fome!) que se encontra nas grandes superfícies e noutros antros, produzidos sabe-Deus-como. Mas, imagine-se que eu tenho uma empresa e que nela monto uma cantina, na qual pretendo dar, só, alimentos saudáveis em defesa da saúde dos trabalhadores. Pretendo, portanto, adquirir matéria-prima com a qual venha a ser confeccionada uma alimentação sem químicos, sem venenos. Irei tentar comprar directamente aos agricultores que tenham sobras nas suas produções. Quer sejam os cereais, os vegetais ou os animais. Se encontrar, tenho de pagar contra recibos para entrarem na contabilidade da empresa, conforme manda a lei. Ora, os agricultores não têm recibos para passar. As Finanças comem-me vivo e esmagam a minha empresa com coimas se faço aquilo que penso dever fazer. Mas, o agricultor continua sem me vender nada. Sem dinheiro a fome subsiste! E eu conti-

ferir o seu grande êxito comprovado pelos milhões de visitantes que atravessaram os seus pórticos. Tal lengalenga, de preferência, deve ser servida com um “fininho”, um pires de tremoços e um “miserere” como música de fundo. 4. O teste de stress aos bancos espanhóis deu os seguintes resultados: Banco Pastor --» 85 por cento de avaliações negativas; Banco Sabadell --» 84 por cento de avaliações negativas; Bankinter --» 74 por cento de avaliações negativas; Ainda no Top 5, dois bancos gregos: Agriculture Bank of Greece, em 3º lugar com 80 por cento; Piraeus Bank, em 5º lugar com 63 por cento. Perante este cenário e neste preciso momento, os bancos portugueses, tirando aqueles que foram alvo dos consabidos escândalos, mostram o seguinte cenário: BCP --» 5 recomendações de venda em 12 avaliações; BPI --» 27 por cento de recomendações de venda; BES --» 1 recomendação de venda em 13

avaliações (fonte DE). E porém, diz-se à boca cheia que a banca portuguesa está falida e que a própria CGD, representante do sector público, tem enxaquecas que bastem para esgotar grosas de “spidifens”. Qualquer observador atento, não ignora que hoje já não se fazem cenários económicos para meia década; que as súbitas mudanças, numa economia devastada e periclitante, alteram todos os basilares pressupostos, outrora pilares bem assentes, em menos de 24 horas. Perante um horizonte tão calamitoso e tão pouco caridoso, perdida a esperança, restanos a fé e a quase certeza de que nas Berlengas, não há previsões de qualquer buraco financeiro. 5. “Os canibais de Europa estão de novo devorando-se mutuamente.” C. XXXII de “Os Cantos”, Ezra Pound, Assírio & Alvim.

Entre o dia 24 de Maio e hoje morreram na Europa 47 pessoas, e milhares foram hospitalizadas, por causa da bactéria e-coli. A segurança alimentar é uma preocupação decididamente actual e legítima. As substâncias químicas invadiram o nosso quotidiano, a nossa alimentação. E estão na origem de muitas doenças nem sempre espectaculares. A comida que consumimos contém, hoje, inúmeros ingredientes perigosos para a saúde. Fomos ver como é, nas hortas à beira das estradas, na agricultura intensiva, nas mercearias de bairro e nos hipermercados. Mandámos analisar dezenas de alimentos e os resultados são surpreendentes. nuo com o “esquema-montado” das Finanças, à margem da melhoria de vida de todos. Se questionar porque é que as coisas são assim, dir-me-ão que é para o bem de todos. Quais todos? Qual carapuça? A miséria pode ser vista numa perspectiva horrorizante, por efeito do comportamento “terrorista” da sociedade em que nos deixámos embrenhar. Encontrei, na Net, o que se segue. Aconselho vivamente.

Veja a reportagem «O Veneno Nosso De Cada Dia», um trabalho do jornalista Rui Araújo, com imagem de Rui Pereira, montagem de Carlos Lopes e grafismo de David Pinto. http://www.tvi24.iol.pt/aa---videos---sociedade/ veneno-comida-rui-araujo-ecoli-tvi24/1279867-5795. html.

Pedro Calheiros


Jornal do Centro

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30 | Setembro | 2011

abertura

textos ∑ José Lorena, Emília Amaral e Tiago Virgílio Pereira

Parque Escolar criticada em Viseu Requalificação escolar ∑ Suspensão de obras em escolas de Viseu leva a pressão de autarcas e apreensão de dirigentes O anúncio da suspensão das obras previstas para a Escola Secundária de Viriato, em Viseu, provocou uma reacção negativa por parte dos seus dirigentes. Seria a terceira escola a ser intervencionada na cidade de Viseu ao abrigo do programa de recuperação (4º fase) que a empresa pública Parque

Escolar levaria a efeito, após terem sido concluídas obras de vulto nas escolas Emídio Navarro e Alves Martins. A análise pormenorizada das contas da Parque Escolar, determinada pelo Governo, levou à suspensão da quarta fase da intervenção da empresa (em mais de 300 escolas secundárias do país) que

deveria durar até 2014. As obras que já tinham sido iniciadas na tarceira fase não foram suspensas, enquanto que os empreendimentos que não se iniciaram ficaram igualmente na lista de espera. As razões que levaram o Ministério da Educação a decretar a suspensão prendem-se com suspeitas de má gestão e gas-

tos exagerados por parte da Parque Escolar. A situação mais polémica que se registou em Viseu foi a da Escola Secundária de Viriato. Os seus dirigentes alegam que a degradação das actuais instalações deveria ter levado a uma intervenção urgente. Mais sorte tiveram as escolas secundárias e do

3º Ciclo de Lamego, Oliveira de Frades e S. Pedro do Sul cuja recuperação foi iniciada por pressão dos seus autarcas. Por pouco, se as obras não tivessem iniciado, que ficariam em lista de espera até se deslindar o eventual gasto excessivo nos empreendimentos da Parque Escolar.

Obras da Parque Escolar no distrito de Viseu 2ª Fase - Escola Secundária Alves Martins (concluída); Escola Secundária Emídio Navarro (concluída) 3ª Fase - Escolas Secundárias de S. Pedro do Sul, Lamego e Oliveira de Frades (em execução) 4 ª Fa s e - E s c o la Felismina Alcânta ra (Ma ng ua lde), Viriato (Viseu) e Dr. Joaquim Dias Rebelo (Moimenta da Beira) Obras suspensas

“As principais falhas do ano lectivo passado mantêm-se” Passaram nove meses desde o fim da intervenção principal da Parque Escolar na Escola Secundária Emídio Navarro (ESEN), que teve um custo de mais de 10 milhões de euros. No início do ano, as criticas eram mais que muitas. Os alunos queixavam-se do pó, do entulho das obras e do frio, perturbadores dentro da sala de aulas. Os professores, muito desagradados, tinham dificuldade em explicar aos “miúdos” o que se estava a passar. Contudo, nos dias de hoje, o cenário parece ter mudado para melhor. Mas pouco. “As principais falhas do ano lectivo passado mantêmse este ano e são essencialmente duas: o átrio de entrada e o elevador”, disse ao Jornal do Centro o director da ESEN, Paulo Viegas. No átrio falta mobiliário novo, guarda-vento, uma vitrina para fixar documentos, uma cabine telefónica e o melho-

ramento da zona de controlo de acessos para os alunos. O director afirmou que “a data limite para a conclusão da remodelação deste espaço está prevista até Dezembro”. Quanto aos elevadores, não estão a funcionar e ninguém sabe até quando. “Eles estão prontos mas a Parque Escolar tem de fazer um contrato com uma empresa de manutenção para os pôr a funcionar”, esclareceu Paulo Viegas. “Felizmente não há ninguém na escola com mobilidade reduzida mas, de um momento para o outro, não sabemos se um professor ou aluno parte uma perna e seja necessário o elevador”, completou. De um modo geral, funcionários, alunos e professores estão contentes com a intervenção da Parque Escolar. As instalações são melhores e mais modernas, o mobiliário é novo e as paredes estão pintadas, são as qualidades mais ouvidas. Ainda assim,

um professor de Geografia, que pediu anonimato, lembrou que “é triste, um investimento desta envergadura, não ter quaisquer preocupações ambientais”. O docente perguntou como é que a escola, sobretudo no Inverno, vai aguentar uma factura de electricidade com o IVA de 23 por cento, o director respondeu: “não sei se os alunos vão ter as salas quentes no Inverno, depende dos consumos, se forem muito elevados não há orçamento que cubra a despesa de energia”. Paulo Viegas identificou três lacunas em que a boa planificação faltou. No refeitório, na oficina de mecânica e nos balneários. “Demasiado pequenos para as necessidades dos alunos”, disse. Apesar do “está quase tudo bem”, que fica sempre bem dizer, e da visita semanal de um engenheiro da Parque Escolar à ESEN, “as

obras já deviam estar acabas”, reconheceu o director. A “boa notícia” acabou por chegar do Ministério da Educação, que decidiu cancelar o pagamento de cerca 50 mil euros que trimestralmente a ESEN pagava, de forma indirecta, à Parque Escolar.

Tem a palavra

Catarina Pereira, 18 anos

Inês Neiry , 18 anos

Aluna do 12º ano

Aluna do 12º ano

rGosto mais da ESEN rAs janelas são frágeis como está. Há mais salas e estão melhor equipadas. Contudo, deviam aproveitar a antiga entrada, para existir uma só para alunos e outra para professores e encarregados de educação”

A Está pronto mas não anda

e pouco funcionais. Nos balneários faltam tomadas para ligarmos o secador de cabelo. Ainda assim, o ginásio e a biblioteca estão muito melhor”

A É das melhores estruturas da “nova” ESEN

Alves Martins - A primeira intervenção em Viseu A Escola Secundária Alves Martins, o antigo Liceu Nacional de Viseu, foi a primeira a ser intervencionada no distrito, no âmbito do programa de requalificação empreendido desde o fim da década passada, pela empresa pública Parque Escolar - a iniciativa previa inicialmente intervenções nos

antigos liceus nacionais do país e alargou-se às restantes escolas secundárias. A requalif icação da Alves Martins, orçada em pouco mais de 11 milhões de euros (e na qual terão sido gastos valores que rondam os 15 milhões), está concluída. Tudo é novo na escola,

desde o equipamento às zonas mais antigas (ainda do edifício original inaugurado em 1948), passando pela construção de novas alas e edifícios num empreendimento da autoria do arquitecto lisboeta Chuva Gomes (e construídos pela construtora Edivisa, do grupo Visabeira).

Mesmo concluídas as obras serão entregues oficialmente à direcção da escola durante este mês de Setembro. O Jornal do Centro visitou aquele estabelecimento de ensino e registou que também já estão praticamente concluídos os arranjos nos espaços ajardinados, pormenor

que ainda está a ser acompanhado pelos técnicos da Parque Escolar. As obras na escola iniciaram-se em 2009 e ficaram praticamente concluídas em 16 meses. “Nada é como era antes e os espaços novos agradam”, comentava uma estudante questionada sobre a aceitação da intervenção ali

efectuada. O director da escola, Adelino Azevedo Pinto, está satisfeito com a intervenção. “Houve sempre um bom relacionamento entre a direcção da escola os representantes da Parque Escolar. Estiveram sempre presentes e cumpriram as nossas exigências”, acrescentou.


Jornal do Centro

PARQUE ESCOLAR| ABERTURA 7

30 | Setembro | 2011

Escola onde o Governo suspendeu obras Escola Secundária Viriato, Viseu

Perfil: Inaugurada em 1986, tem actualmente 1035 alunos e 140 professores.

Esteve em carteira para entrar na terceira fase do Programa de Modernização das Escolas destinado ao Ensino Secundário da Parque Escolar (PE), o que significa que nesta altura as obras estariam para começar, mas a requalificação desta escola secundária de Viseu foi arrastada para a quarta fase e faz agora parte do pacote de 130 projectos que estão parados em consequência da decisão do Governo de suspender adjudicações e novos concursos para obras da empresa pública,

enquanto a Inspecção de Finanças realiza uma auditoria às contas da PE. “A escola perderá aqui uma grande oportunidade de se modernizar” lamenta o director da Escola Viriato, Carlos Alberto Oliveira, que se mostra “apreensivo” quanto ao futuro da requalificação do estabelecimento de ensino. Carlos Alberto diz que não é pedido “este mundo e o outro” apenas querem ter uma escola “que se adeqúe às exigências dos alunos”. E recorda que a

escola tem problemas básicos como o saneamento obsoleto, as casas de banho degradadas, infiltrações nos pavilhões, aquecimento deficiente, falta de espaços de laser, falta de gabinetes de trabalho e não só. “Temos mais de dois mil metros quadrados de área coberta com amianto”, concretiza o director ao admitir que “a escola está numas condições terríveis”. “Não temos um auditório para fazer uma conferência. Somos a única escola do distrito com aquecimento a nafta, com

o gás natural a passar ao lado”, continua. Receoso quanto ao atraso das obras que tudo indica iriam começar em 2013, Carlos Alberto Oliveira resgata uma deixa do presidente da Câmara de Viseu, para sugerir que o processo teria um desfecho mais rápido: “Temos felizmente o apoio da câmara e o dr. Ruas disse a determinada altura que não se importaria de ser a autarquia a liderar o processo do Viriato e da Grão Vasco. Isso era ouro sobre azul”.

Escola Secundária Felismina Alcântara, Mangualde A direcção da Esc o l a S e c u n d á r i a Fe lismina Alcântara, de M a n g u a lde , n ão tem nenhuma confirmação oficial de que o projecto foi suspenso, mas o director do agrupamento, Agnelo Figueiredo s a b e q u e o pl a n o d e obra s prev i st a s pa ra a r ra nc a rem em 2 013 , orçadas em 14 milhões de euros, está parado. A realidade desta esc ol a n ã o é m u ito d i -

ferente das resta ntes que estão a ser vítimas do endivida mento da empresa pública. Trat a - s e d e u m e d i f íc io dos finais dos anos 80 “construído no tempo das vacas magras e, por isso, de muito má construção, que já apresenta a lg um nível de degradação”, prejudicial aos 800 alunos que diariamente frequentam a escola, explica o director.

O projecto de requalificação e de ampliação previa a concentração no mesmo complexo de “todo o parque escolar que agora se encontra espalhado pela cidade”. Ta l c o m o m u i t o s d i rectores de esco las e auta rcas, Ag nelo Fi g uei redo def i ne os projec to exec ut ados pela Pa rque Escola r como u m a exe cução “de um novo riquismo muito infeliz”.

“Ninguém compreende os critérios que foram no mínimo estranhos”, acrescenta o professor que assegura “um excesso de gastos desnecessários”. O presidente da Câm a ra de M a n g u a lde , João A z evedo, subl inhou na altura em que a obra foi a nu nci ad a que se tratava de “uma das necessidades mais prementes do conce lho”.

Perfil: Construida em 1989, tem actualmente 800 alunos do ensino secundário e 120 professores.

Escola Básica e Secundária Dr. Joaquim Dias Rebelo, Moimenta da Beira

Perfil: Construida na década de 80, tem actualmente 1.150 alunos e 180 professores.

Tu d o i n d i c a q u e s e j a a ú n i c a e s c ol a do pa í s a f u ncion a r em dois edifícios separados. Por deci são ad m i n i st rat iva as escolas básic a e se c u nd á r i a fo ra m f u nd id a s nu m a só, há alguns anos atrás. Hoje fazem parte da mesma ge st ão p e d a gó g ic a , m a s f i sic a mente os dois edifícios continuam separados

por duas r uas a uma distância de 100 met ros , com toda s as consequências que d a í advêm pa ra os 1 . 150 a lunos, pa ra os 18 0 professores e pa ra a própr i a d irecç ão ped a góg ic a . “Espero que a suspen são seja rápid a . A nossa escola dev i a s e r d a s pr i m e i ras a ser recuperada e não esta r incluíd a n a q u a r t a f a s e ”,

lembra o director do agrupamento, Alcides Sarmento, ex pl ica ndo que o projecto prevê concentra r os dois edi fícios nu m blo co harmonioso. Para além desta particularidad e , a E s c ol a B á s i c a e Sec u ndá ria Dr. Joaquim Dias Rebelo apresenta sin a i s de de g r ad aç ão ao n ível do isola-

mento dos edifícios e na própria cobertura. Para o director a escola está “desadequada” às necessidades actuais e espera que “o Gover no arranje solução” pa ra os problemas d a e mpre s a P a rq ue Escola r, “porque será u m a e st upidez para com a requal i f ic aç ão de st a s e s col a s”.


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Jornal do Centro 30 | Setembro | 2011

Entrevista ∑ Emília Amaral / José Lorena Fotografia ∑ Nuno Ferreira

à conversa

Jorge Carvalho, faz 81 anos dia 16 de Outubro. Os últimos 26 passou-os a dirigir a Feira de S. Mateus. Aos 18 anos terminou o liceu e não quis entrar na universidade. O pai como “castigo” deixou-o ficar apenas dois dias em casa e pô-lo a trabalhar na Câmara de Viseu sem “ganhar um tostão”. Aí começou a sua carreira profissional, onde só conheceu o primeiro ordenado dois anos depois. Foi funcionário camarário, foi bancário, foi dirigente sindical e andou pela política alguns anos tendo chegado a encabeçar por duas vezes a lista à Câmara de Viseu pelo PS. Hoje, reformado, pesca quase diariamente de Aveiro a Coimbra e passa o tempo a tratar de dezenas de pássaros na quinta que preserva em S. Miguel de Outeiro, aldeia onde nasceu. O “senhor expovis” como muitos lhe chamam abriu o “livro da vida” numa conversa com o Jornal do Centro, nove meses depois do seu afastamento da empresa que gere a feira franca. Organizou a Feira de S. Mateus durante 26 anos. Afastado da Expovis desde o final do ano, como é que viu a edição deste ano?

Fui poucas vezes. Agora, que estou aposentado, tenho outros afazeres. Mas a feira está gravada no meu coração, foram muitos anos a lidar com milhares de pessoas e isso nunca esquece. Em 200, 150 conheço pelo nome, havia ali muita amizade. Achei a feira arrumada, mas não vi grandes alterações em relação aos anos anteriores, até porque o espaço é aquele e não permite grandes mudanças, embora tivesse havido algumas e gostei. Houve apenas uma coisa que não gostei muito. A iluminação. Mas houve novidades.

A novidade que vi foi um palco sobre água que tinha sido uma proposta feita por nós à Câmara [de Viseu] e que estava em estudo. Há correspondência que o comprova. Aquele palco estava mais ou menos idealizado para edições futuras. Fazia parte do projecto do arquitecto Manuel Salgado, quando projectou o novo espaço ao abrigo do programa Polis?

Não me pareceu. Mas a minha intervenção na arquitectura da feira foi apenas uma, quando fui a Lisboa com o dr. Américo Nunes (vereador da Câmara de Viseu) reunir com o arquitecto Manuel Salgado. A única coisa que me perguntou foi qual era o número de restaurantes e o número de “tasquinhas”. Eu não sei mais que os outros,

mas as pessoas que estão no terreno fazem melhor que uma pessoa que passe por lá e depois risque na sua secretária.

“Hei-de morrer a pensar na Feira de S. Mateus”

Está a querer dizer que há falhas no espaço do certame?

O pavilhão Multiusos não tem um ponto de água lá dentro, os expositores que expõem os aparelhos de hidromassagens têm que andar a acartar água com um cântaro ou com uma mangueira para encher os equipamentos. Admite-se que num espaço daqueles [recinto da feira] não haja uma casa de banho? Enquanto a feira decorre estão montadas as casas de banho portáteis. Nesta altura, a feira está fechada e no recinto não há uma casa de banho. Disse isso centenas de vezes, trata-se de uma falha grave, mas essas falhas mantêm-se. O argumento é de que não é arquitectónico, só que há necessidade de resolver o problema. Que impacto lhe causou a nova Feira de S. Mateus?

Não vi esse impacto. A colocação do palco sobre a água foi uma inovação esperada como já disse e que enriqueceu o recinto. Também achava que era preciso alguma mudança no recinto e no próprio certame?

Sim. Embora não haja muito para inventar. Quem vai para lá não pode fazer grandes alterações a não ser que se dê uma volta de 180 graus. Os feirantes são os mesmos e a disposição não pode sofrer grandes alterações.

r Não espero por homenagens, nem bustos, nem o meu nome nas ruas ou

rotundas”

Mas estavam ou não programadas mudanças na sua gestão?

Tinha-as pensadas e algumas já estavam escritas. Todos nós andávamos no terreno e íamos falando com pessoas, quer com os transeuntes, quer com feirantes. Para fazer alterações é sempre necessário ouvir os feirantes e os visitantes?

A feira sem feirantes não se faz. Há três instituições que permitem realizar uma

feira daquelas. A organização, os feirantes e o público. A organização pode ser muito boa, mas se não houver expositores não vai lá ninguém. Eles estão no cerne da questão. Os espectáculos são o adorno, quem chama as pessoas à feira diariamente são os feirantes, os espectáculos chamam público em determinados dias. É possível um dia levar a arrematação os lugares do recinto?

É um perigo enorme. O ideal é ir dialogando com os feirantes.

e, através do diálogo, resolvi mil problemas com “p” pequeno.

Este ano houve uma espécie de greve dos feirantes por causa da abertura das bilheteiras às 9h00, no dia do grande espectáculo do grupo britânico James. Isso aconteceu alguma vez na sua gestão?

Abrir a bilheteira em determinados dias às 9hoo é uma medida acertada na sua opinião?

Aconteceu uma vez, por causa do espaço para estacionarem as suas roulottes. Mas tudo se resolveu com diálogo. O meu gabinete estava sempre aberto

Não. Tanto não faz sentido que se recuou e chegou a ser feita uma errata no programa deste ano. Foi uma experiência negativa e tenho dúvidas se surte grande efeito na receita da bilheteira. Quando saiu de gerente


JORGE CARVALHO | À CONVERSA 9

Jornal do Centro 30 | Setembro | 2011

eu pessoalmente tenha programado fazê-la. Depois, fui ter com o dr. Ruas, expus a situação e ele disseme: “o senhor sai quando quiser, só me diz quando é que quer sair”. Cumpriu a palavra de não me despedir, eu é que me despedi. Cá fora fica a ideia de que lhe tiraram o tapete?

Não tiraram tapete nenhum, foi uma decisão conjugada. Agora, há coisas que estranho. A Expovis é uma empresa constituída por dois sócios, a Câmara Municipal [de Viseu] como sócia maioritária e a Associação Empresaria da Região de Viseu (AIRV). Eu, era o responsável pela Expovis e o Tiago [Patrício Gouveia] estava a representar a AIRV. Até 31 de Março de cada ano têm que ser apresentadas as contas em que o relatório de contas tem que ser assinado pela gerência, portanto, embora já não estivesse na gerência de 2011, competia-me a mim assinar as contas de 2010 e eu nunca fui chamado para assinar as contas. Não sei se legalmente teria que as assinar, o que sei é que não fui chamado nem ouvido. Mas é um problema que gostava de ver esclarecido?

Eu não deito gasolina na fogueira. Agora, estranho porque é que um relatório de contas não é assinado pelo responsável. Eu gostaria de estar [na assembleiageral] para responder a algumas dúvidas.

executivo da Expovis, o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas disse aos jornalistas: “Pedi a Jorge Carvalho que não se desligue por completo da Expovis, porque o dr. Moreira há-de precisar dos seus conhecimentos “. Isso aconteceu de alguma maneira?

Não. O dr. Moreira entrou para a Expovis em Janeiro de 2010 para se inteirar do serviço. Eu deixei a Expovis em Janeiro deste ano e antes de me ir embora, disse ao dr. Moreira que sempre que precisasse estaria disponível. Nunca telefonou nem nunca mais tive qualquer contacto com ele. É si-

nal que nunca precisou. Sentiu vontade de lhe dizer alguma coisa?

Não. Apenas mostrei disponibilidade. Admitiu durante um almoço de homenagem organizado pelos feirantes que nem teve tempo para se despedir das pessoas. A sua saída foi assim tão acelerada?

Não, há muita expeculação por aí. Eu saí por motivos pessoais. Durante 26 anos não gozei uma semana de férias. Não me arrependo porque assumia o cargo por livre vontade. E agora não espero por home-

na Feira de S. Mateus? Era quanto ganhava na altura da saída da Expovis?

Ganhava pouco mais que 1,200 euros, sem cartões de crédito ou outras mordomias. O dr. João Cotta, presidente da AIRV propôs numa assembleia-geral um aumento de 10 por cento do meu ordenado e eu não aceitei, porque não estava à espera daquele vencimento para viver, fazia tudo por gosto ao ponto de ter alguns amargos de boa com a família. Na memória de muitos viseenses e não só ficaram espectáculos notáveis que aconteceram na Feira de S. Mateus. Depois, o cartaz começou a diminuir de qualidade e as críticas começaram a ser muitas. O que provocou a decida de qualidade do cartaz?

Vou responder com um exemplo concreto. Houve um ano em que contratei o Martinho da Vila, porque era um bom comunicador e canta muito bem… pois, se a feira conseguiu receita para lhe pagar foi uma lança em África, porque o concerto não teve quase ninguém. No domingo imediato, actuaram duas artistas da chamada música pimba, a Rute Marlene e a Jessica, que encheram a feira. Ao Martinho da Vila paguei três mil euros e a elas paguei mil. Temos que fazer contas. Havia que fazer opções, mas alguma fez se sentiu inseguro?

Assinou os relatórios anteriores?

Não. Nunca tive problemas de consciência acerca disso.

nagens, nem bustos, nem o meu nome nas ruas ou rotundas. O que me tocou mais fundo foi a homenagem dos feirantes. Disse no almoço que nesta altura, de mim o que podem esperar é amizade e respeito.

Todos. Não acredito que haja aqui alguma ilegalidade, só acho estranho que na assembleia-geral não tenha estado o gerente.

Quando o criticavam pela falta de inovação na feira, nomeadamente nos blogues da cidade, o que é que pensava?

Foi o senhor que pediu para sair da Expovis?

Acho que sim. não tenho a certeza, mas houve política à mistura.

Não. Foi uma decisão conjunta. O dr. Ruas disse muitas vezes que, enquanto fosse presidente da Câmara Municipal de Viseu, eu estaria na gestão da Expovis. Intempestivamente combinou-se no seio da família que já não faria a edição deste ano da feira, embora

A escolha de José Moreira foi uma nomeação política no seu entender?

Gostava de ser substituído por alguém em particular?

Não. Eu não estava agarrado ao lugar, gostava muito daquilo. Estive quase dois anos sem ganhar nada, depois comecei a ganhar mil e poucos euros como gestor.

Nunca li um blogue, sobretudo porque, segundo me diziam, era escritos anónimos. Eu sei que havia um anónimo, um indivíduo que já vestiu a farda de exército, a quem um dia lhe heide dizer cara a cara: nunca teve a hombridade de dizer o que escreveu cara a cara. Ficava incomodado?

Nada. Já foi reconhecido pelo trabalho de 26 anos desenvolvido

Não fui, nem estou à espera que seja. O reconhecimento que tive foi o almoço dos feirantes a que assistiram. Esse é que fica gravado e chega. Ainda ninguém assistiu a uma homenagem pública por parte, nomeadamente da autarquia, quando se assiste a outras figuras do concelho a receberem a medalha de mérito municipal.

Já uma vez li que o reconhecimento não se pede nem se rejeita. Ser ou não, isso não me incomoda minimamente. Fiquei sensibilizado com o almoço preparado pelos feirantes. A única coisa de que me admirei foi o facto de, ao longo dos 26 anos, os feirantes organizavam anualmente um almoço, em que estavam o presidente da Câmara, o gerente da Expovis e vereadores. Este ano não houve esse almoço. Porquê? Porquê?

Não sei. Qual é a maior recordação com que fica da feira?

O almoço deste ano vai ficar guardada até morrer. Tudo o resto foram episódios. Eu vivia demasiado a feira. Muitos dos problemas resolvia-os com o coração. Como é que fazia?

Por exemplo, a Câmara não autorizava que houvesse roulottes dentro da feira. Havia um casal em que a senhora tinha um bébe para amamentar ao peito e pediu para estacionar uma roulotte lá dentro, para poder amamentar o filho. Contra ventos e marés deixei colocar lá a roulotte. Uma outra família tinha um filho que precisava de injectar insulina e eu cedi. Há muitos feirantes que vivem bem, mas há outros que ganham ali o dia-a-dia. Há gente que dorme dentro das barracas, eu sabia que não era permitido, mas fechava os olhos. São pequenos gestos que para eles dizem muito e a nós não incomodam. E a maior mágoa?

Não lhe chamaria mágoas. Quis fazer algumas coisas que a Câmara não autorizou. Recordo-me do par-


10 À CONVERSA | JORGE CARVALHO que das roulottes que quis fazer na antiga feira do gado na Cava de Viriato. Estava tudo falado, e, no ano passado, quando fui à Câmara para me autorizarem, não autorizou. Este ano conseguiram. As pessoas podem pensar que não me interes-

lista à Câmara de Viseu, estava consciente do que ia fazer, mas não tinha ambições políticas e vivi situações difíceis, enquanto outros permaneciam na sombra. O PS não lhe perdoou o facto de ter alinhado com a maioria

Jornal do Centro 30 | Setembro | 2011

quem não cortou um tostão foi a mim. O orçamento vai a votação e eu votei a favor. A partir daí houve fricções e ataques do Partido Socialista de que não gostei. Foi isso que aconteceu. A sua passagem pelo Partido

a Câmara de Viseu?

É complicado. Não quero comparar Viseu com o que se passa na Madeira, mas há influências, as pessoas estão agarradas a muitas coisas antigas. Por outro lado, o Partido Socialista nunca fez

Mas vota?

Nunca faltei a uma eleição.

tenho a pesca. Já pescou no rio Pavia?

Como passa os seus dias desde que saiu da Expovis?

Não. Dizem que há lá uns “peixitos”, mas no Pavia nunca hei-de pescar.

Vou qua se todos os dias à capital das aldeias

É conhecido como um co-

r O Partido Socialista [de Viseu] nunca fez grandes acções que envolvesse as pessoas, só aparece em determinada altura” sei e não era verdade. Registo estes episódios. Como chegou ao Partido Socialista?

Por convite do dr. Lúcio. Alguma vez se filiou?

Foi a minha grande asneira. Fui duas vezes cabeça de Publicidade

social-democrata da Câmara de Viseu, chegando a perder a confiança do partido. Como é que se sentiu?

Passou-me ao lado. Quando se faziam os orçamentos, o presidente da Câmara (Fernando Ruas) perguntava o que queria e eu respondia. O único vereador a

Socialista foi um mero acaso?

Eu também fui convidado por elementos do PSD e nunca me filiei. Mais parte veio o PS e eu aceitei nem nunca soube bem porquê. Já reflectiu porque é que até hoje o PS nunca ganhou

grandes acções que envolvesse as pessoas, não tem uma acção continuada, só aparece em determinada altura e depois… Revê-se hoje em algum partido?

Não.

(risos), em S. Miguel de Outeiro (Tondela). Tenho uma casa que herdei, onde tenho cerca de 50 pássaros, rolas, cacariques, um papagaio que fala, pombas, codornizes, caturras, ma ndarins… e passo o dia a olhar para eles. Depois,

municativo e um homem de paixões. Revê-se nesse perfil?

Está bem observado. Mentia se dissesse que não pensava todos os dias na feira. Hei-de morrer a pensar na Feira de S. Mateus e só desejo que continue a correr bem.


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Jornal do Centro

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30 | Setembro | 2011

região Escolas e candeeiros na Assembleia Municipal de Viseu A última sessão da Assembleia Municipal de Viseu, realizada quartafeira, ficou marcada pelo tema Educação. Foi o escolhido pelo presidente da Câmara, Fernando Ruas, para a habitual informação sobre a actividade municipal, e alargou-se também à discussão entre os deputados municipais. A requalificação de duas escolas secundárias da cidade de Viseu feita nos últimos meses pela empresa pública Parque Escolar - as secundárias de Emídio Navarro e Alves Martins - continua a ser criticada na cidade e desta vez alargou-se à Assembleia Municipal. “Com 15 milhões de euros gastos a requalificar cada uma das escolas eu renovava as escolas todas do concelho”, avançou Fernando Ruas. O autarca referia-se aos gastos que terão sido feitos na requalificação das duas maiores escolas secundárias da cidade. Outras intervenções houve em que deputados municipais criticaram também as referidas obras. Recorde-se que a acção da Parque Escolar está sob a atenção do actual Governo, que já determinou a suspensão das obras que

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José Lorena

Debate ∑ A reunião magna do concelho foi marcada pela discussão sobre a Educação e a requalificação de escolas

A Carlos Vieira acusou Fernando Ruas de mentir acerca do paradeiro dos candeeiros de Arnaldo Malho

aquela empresa pública está a realizar. Quando da sua estada em Viseu, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, falou sobre o assunto durante a inauguração do Centro Escolar de Rio de Loba. O chefe do Governo confirmou a suspensão da actividade da empresa e salientou o papel das autarquias na gestão de dinheiros público no sector

da Educação. O autarca de Viseu, na intervenção de fundo, lembrou o clima de “normalidade” na abertura do ano lectivo no 1º Ciclo do Ensino Básico (que é da responsabilidade das autarquias). Ruas falou do esforço que a Câmara de Viseu fez, não só com os novos centros escolares de Rio de Loba e Abraveses, como também na

optimização dos recursos necessários de cada uma das escolas existente, dos transportes escolares, do pessoal envolvido pela autarquia, entre outros. No mesmo momento, Fernando Ruas falou a propósito de Arnaldo Malho, a grande figura do ensino de Viseu que deu o nome ao novo centro Escolar de Rio de Loba. O presidente da Câmara

aproveitou para, a propósito do antigo mestre, voltar a falar dos candeeiros de ferro forjado por ele executados (ou na sua oficina). “Foram retirados do Centro Histórico [os candeeiros] para manutenção no âmbito de obras de regeneração urbana efectuadas. Assim, gostaria de informar esta Assembleia que os mesmos já se encontram recuperados e

que serão oportunamente colocados em vários locais da cidade”, disse o autarca, que prometeu mesmo: “Antes da próxima Assembleia Municipal, dou a garantia que os candeeiros serão colocados em cerimónia pública”. Quem não está nada satisfeito com Fernando Ruas e com a Câmara Municipal sobre este assunto é Carlos Vieira, o deputado municipal do Bloco de Esquerda e representante da associação “Olho Vivo”. Em intervenção que se seguiu à de Ruas, Vieira insistiu que “não se sabe do paradeiro dos candeeiros todos de Arnaldo Malho”. “Os viseenses, que a eles se habituaram, têm o direito de saber onde estão”, reforçou. O deputado bloquista da Assembleia Municipal acusou mesmo Fernando Ruas de estar a “mentir” sobre o assunto e exigiu uma resposta ao autarca, argumentando que “os candeeiros foram retirados para serem recolocados... e nada foi feito!” Fernando Ruas não ficou satisfeito com a provocação de Vieira, mas recusou comentar o assunto na ocasião. José Lorena


Jornal do Centro

SANTA COMBA DÃO | MORTÁGUA | REGIÃO 13

30 | Setembro | 2011

Afastado o risco de ruir da ponte do IP3 Um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) revelou que a ponte do IP3, que atravessa a albufeira da Aguieira, na divisão dos concelhos de Santa Comba Dão e Mortágua, apresenta um “risco considerável” de ruir. A notícia alarmou automobilistas, população e autarcas, mas o Ministério da Economia e do Emprego, que tutela as Obras Públicas, assegurou que esse risco não existe, a ponte do Chamadouro, onde circulam 20 mil viaturas por dia, “não está em risco de colapsar”, o que há são “sinais que impõem que se faça uma ponte nova”. Nesse sentido “foi dispensada a

necessidade de um estudo de impacto ambiental para uma obra que é necessário fazer”. Também a Estrada de Portugal (EP) revelou que a ponte está num processo de “degradação”, mas afasta o riscos de “colapso iminente”. A certeza nesta altura é que vai ser construída uma ponte nova com carácter de urgência, que terá um custo de 18 milhões de euros. A sua construção deverá prolongar-se por um período de dois anos e meio. O presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, João Lourenço espera que com as decisões tomadas não corram riscos “desnecesPublicidade

FERNANDO RUAS APOIA JAIME SOARES NA CORRIDA Á LIGA O O presidente da Câmara Municipal de Viseu e da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Fernando Ruas integra a comissão de honra da candidatura do comandante Jaime Soares à direcção da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP), revela o candidato numa nota à imprensa. Fernando Ruas faz parte de uma lista de 21 autarcas que integram a comissão de apoio, incluindo os presidentes de Lisboa e do Porto. As eleições para a direcção da LBP estão marcadas para o fimde-sema na de 30 de Outubro. Rebelo Marinho, presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Viseu e Jaime Soares, presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares e da Federação de Bombeiros de Coimbra, são os dois candidatos à corrida. EA

sários ao manter a ponte em serviço”, e alerta para a necessidade de ter em conta sempre a segurança das populações. “O presidente da Câmara reiterou e reitera a confiança nos técnicos do LNEC e nos engenheiros da empresa EP, que mantêm uma apertada vigilância sobre a ponte, monitorizando em permanência, o comportamento dos pilares de risco”lê-se num comunicado do autarca. Da parte do presidente da autarquia de Mortágua, Afonso Abrantes surge o alerta para que as obras sejam feitas o mais rápido possível. Afonso Abrantes lamentou aos jornalistas os atrasos sucessivos nas obras de requalificação do IP3.

Paulo Neto

Decisão∑ Estradas de Portugal mantém via aberta e anuncia nova ponte Alertas∑ Autarcas alertam para a segurança das populações

A Na ponte do Chamadouro passam 20 mil veiculos por dia Patologia . A conservação da ponte do Chamadouro faz parte de um conjunto de sete pontos integradas no IP3 e na EN234, que estão a ser Publicidade

analisadas desde 2009 chamada “cancro do bepelo LNEC. Segundo es- tão” com características tudos desenvolvidos, ci- irreversíveis. tados pelo jornal Público, Emília Amaral grande parte dessas pontes sofre de uma patologia emilia.amaral@jornaldocentro.pt


Jornal do Centro

14 REGIÃO | VISEU | MANGUALDE

30 | Setembro | 2011

Carregar carne às costas é coisa do passado

MIGUEL GINESTAL É CHEFE DE GABINETE DE SEGURO

A Espaço fica dotado de um parque de merendas sem perigo de radioactividade

Requalificação Ambiental avança na antiga área mineira A Era assim a 8 de Julho AÉ assim a 30 de Setembro O elevador de serviço - porta cargas - do Mercado Municipal 21 de Agosto, em Viseu, está em funcionamento. “Passado uma semana de denunciarem o caso - 8 de Julho - o elevador foi composto”, disse um talhante do mercado que pediu anonimato. Contudo, as criticas à falta de higiene do aparelho mantêm-se. “Em baixo está muito sujo e os pedaços de carne mais compridos raspam lá, o que não é muito higiénico”, explicou. Um dos problemas do mercado está resolvido ainda assim, há outras questões que os comerciantes querem Publicidade

ver resolvidas. “Vai começar a chover, o tempo está mais frio e o mercado não é nada acolhedor, não queremos que, as poucas pessoas que ainda frequentam o espaço, desapareçam”, diz o talhante preocupado. A autarquia de Viseu prometeu reunir, no início de Outubro, com os comerciantes para debater esta e outras questões. O Jornal do Centro tentou, por diversas vezes, contactar o vereador responsável pelo pelouro dos equipamentos rural e urbano, António Cunha Lemos, mas não obteve qualquer resposta. TVP

Mangualde ∑ Minas da Cunha Baixa um perigo para moradores A Câmara Municipal de Mangualde anunciou o arranque das obras de requalificação ambiental da antiga área mineira da Cunha Baixa, em Mangualde, com a desmatação do terreno. A obra, realizada no âmbito do Plano de Recuperação das Áreas Mineiras Abandonadas no País, representa um investimento de cerca de 12 milhões de euros da Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) e conta com a parceria da Câmara Municipal de Mangualde no seu desenvolvimento.

As Minas da Cunha Baixa, que constituem um perigo para os moradores locais, “vão agora ficar dotadas de condições de segurança e de lazer, através da criação de um parque de merendas e de convívio, sem que isso represente um perigo de radioactividade para os seus utilizadores”, assegurou o presidente da autarquia, João Azevedo durante uma visita ao local. A á rea da m i n a da Cunha Baixa foi objecto de diversos estudos el aborados pel a E XMIN e EDM, S.A. que

permitiram estabelecer um diagnóstico fiável dos principais problemas ambientais e geotécnicos que lhe estão associados e caracterizar a situação geoambiental de referência. Da consulta e interpretação de toda a informação recolhida, bibliográfica e de campo, a câmara garante que foi possível “sistematizar os principais problemas a resolver no âmbito do projecto para a remediação da área mineira da Cunha Baixa, tendo em conta a proximidade à povoação”.

O ex-governador-civil de Viseu, Miguel Ginestal, aceitou esta semana o convite para chefe de gabinete do secretário geral do Partido Socialista, António José Seguro. A informação foi confirmada por Ginestal ao Jornal do Centro. Há algumas semanas que o nome de Miguel Ginestal era dado para um cargo ligado à nova direcção do PS, mas só após o recente congresso nacional dos socialistas se concretizou o convite ao viseense. Miguel Ginestal tem 46 anos e é licenciado em Ensino de Português e Inglês, tendo o grau de Mestre em Gestão Pública. Foi líder da Comissão Política Concelhia e da Distrital de Viseu da Juventude Socialista. Foi líder da Comissão Política Concelhia do PS de Viseu durante oito anos e número dois da Federação Distrital de Viseu do partido. Ginestal é membro da Comissão Política e da Comissão Nacional do PS. Foi também deputado à Assembleia da República pelo círculo de Viseu entre 1996 e 2009. Mais recentemente, Miguel Ginestal ocupou o cargo de governador-civil de Viseu, lugar onde esteve entre Novembro de 2009 e Abril de 2011. JL


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MANGUALDE | VILA NOVA DE PAIVA | VISEU | CASTRO DAIRE | REGIÃO 15

30 | Setembro | 2011

Hospital continua à espera de confirmação oficial Arguido∑ Médico brasileiro confessou ser o responsável pela colocação da microcâmara

JULGAMENTO

Mangualde. À saída do tribunal, na segunda sessão de julgamento, realizado na segundafeira, Berardo Polónio, ex-bombeiro, e arguido num processo de difamação agravada movido por Carlos Carvalho, comandante da corporação de bombeiros de Mangualde, afirmou que “toda a gente no quartel sabia o que se passava e o comandante também, porque na reunião do dia 1 de Setembro de 2007 foi um dos assuntos abordados”. O antigo bombeiro da corporação de Mangualde denunciou várias irregularidades no quartel, entre as quais favorecimentos na progressão da carreira e cenas de sexo. “Eu nunca assisti, mas dois bombeiros presenciaram as cenas de sexo e vão testemunhar em tribunal”, garantiu. Berardo diz ter sido “prejudicado”, pelos critérios de promoção na carreira. Na altura, o bombeiro de segunda categoria “concorreu” a uma das duas vagas existentes para ser bombeiro de primeiro categoria mas “não obteve a classificação necessária” afirmou em tribunal o comandante da corporação. O mesmo afirmou perante o juiz que “não tinha conhecimento de nenhuma cena de sexo passada no quartel, que só soube através dos relatos da comunicação social” e que o assunto “não se comentava em Mangualde”. Berardo Polónio diz que “é a imagem dos bombeiros que está a ser posta em causa”.

DETIDA

Vila Nova de Paiva. A Polí-

cia Judiciária (PJ) deteve na terça-feira uma mulher de 26 anos, por suspeita de da autoria de vários incêndios florestais no concelho de Vila Nova de Paiva. Em comunicado, a PJ, que fez a detenção em colaboração com a GNR de Moimenta da Beira, explica que a suspeita agiu por “motivos fúteis conjugados com hábitos alcoólicos”. A detenção ocorreu por existirem “fortes indícios” de a jovem ter provocado pelo menos cinco fogos florestais no Verão de 2010 e já este ano, próximo da localidade de Cascano. Os fogos que a PJ presume terem sido ateados pela detida, que tem como atividade a pastorícia e a agricultura, “colocaram em perigo várias construções agrícolas”.

ELECTROCUTADO Vila Nova de Paiva. Um homem ficou electrocutado, na quarta-feira, quando procedia a trabalhos de construção civil em Fráguas, no concelho de Vila Nova de Paiva. O homem foi assistido no local e evacuado de helicóptero para o Hospital de Viseu”, com queimaduras de segundo e terceiro grau.

DETIDO

Castro Daire. A GNR deteve, segunda-feira à noite, um homem de 33 anos por suspeita de ameaçar pessoas na via pública, com uma caçadeira, em Castro Daire. Além da caçadeira, foi apreendida pela GNR uma pistola de alarme. Sob o suspeito recaem agora as acusações de ameaças e posse de arma de fogo sem licença.

O conselho de administração do hospital de Viseu “continua a aguardar a confirmação oficial de que um neurocirurgião é o responsável pela colocação da microcâmara no WC do serviço de Neurocirurgia”, disse o relações públicas do hospital, Luís Viegas. A administração só reunirá sobre este caso “quando o hospital for informado dos últimos acontecimentos”, o que se aguarda há vários dias. O arguido, de 36 anos, ”foi chamado à PSP de Viseu e, confrontado com os indícios, confessou a autoria do acto”, disse fonte ligada ao processo. O clínico “está de férias, devidamente

DESPISTE NA A25 CAUSA UM FERIDO Um homem sofreu, na terça-feira, escoriações, na sequência do despiste da viatura pesada de mercadorias que conduzia, na A25, na zona de Celorico da Beira. O acidente registouse às 02h58, no sentido Viseu-Guarda, e condicionou a faixa esquerda da via. A vítima foi transportada ao Hospital da Guarda, onde recebeu assistência médica. Segundo os bombeiros, uma avaria mecânica terá causado o despiste da viatura que transportava produtos alimentares. TVP

é um médico, anda toda a gente calada, sinceramente não me espanta”, comentou fonte hospitalar. O caso da microcâmara, que muitos apelidam de “Big Brother”, remonta ao dia 13 de Julho, quando um auxiliar que fazia limpezas no WC do serviço de Neurocirurgia, utilizado sobretudo por enO caso remonta ao dia 13 de Julho, no Hospital de Viseu fermeiras, encontrou um O clínico está indiciado dispositivo atrás de uma autorizado pelo conselho de administração”, expli- de um crime de devassa sanita e pensou tratar-se cou Luís Viegas. O cidadão da vida privada e está com de uma bomba. A PSP de de nacionalidade brasileira termo de identidade e re- Viseu foi chamada ao local e, após verificar que “há muito que tinha marca- sidência. do as férias para esta altuApesar de toda esta situ- se tratava de uma câmara ação estar a criar mal-estar de filmar, recolheu o apara”, esclareceu. As enfermeiras que la- na instituição, os funcioná- relho e iniciou a investigaboram com o profissional rios do hospital de Viseu ção, que ainda decorre. apelidam esta ausência não têm comentado, com Tiago Virgílio Pereira frequência, o caso. “Como como “ um alívio”.

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16 REGIÃO | VOUZELA

30 | Setembro | 2011

Opinião

Locais para provar Rui Coutinho

DR

Técnico Superior Escola Superior Agrária de Viseu rcoutinho@esav.ipv.pt

A O presidente da Câmara assume que as obras podem arrancar dentro de dois anos desde que financiadas

Projecto de requalificação vai dar novo rosto a Vouzela Apresentação ∑ As grandes alterações vão revelar-se no centro histórico da vila O presidente da Câmara Municipal de Vouzela, Telmo Antunes diz que o projecto de requalificação urbana da vila de Vouzela “permite alterar a face visível da malha urbana de Vouzela, mas também a capacidade que tem para gerar pólos comerciais e culturais na vila” Apresentado à população na sexta-feira passada, no Auditório Municipal 25 de Abril, o novo programa da responsabilidade do gabinete do arquitecto João Madalena, da Guarda, revela alterações sobretudo no cen-

tro histórico da vila, com especial enfoque para a Rua Morais de Carvalho que passará a ter apenas o sentido descendente, com corte entre esta via e a Praça Morais de Carvalho, e com o trânsito a fluir pela Rua Comendador Correia de Oliveira. Também a Rua Ribeiro Cardoso, desde a sede da Associação “Os Vouzelenses” até à Praça Morais de Carvalho, será só de sentido ascendente, sendo que o trânsito seguirá pela Rua Aires Gouveia, até à Av. João de Melo. A Praça da República

passará a ser quase toda pedonal, com deslocação do Pelourinho para a fronte do Café Central, “permitindo que quem venha da Avenida João de Melo ou da Rua Mouzinho de Albuquerque tenha este símbolo da autoridade municipal como referência visual”, justifica. O acesso ao Largo Conde Ferreira pela Rua Barão da Costeira será cortado e neste largo “o objectivo será libertar a área, de forma a valorizar o património que está na sua envolvente”. Diz o autarca que “para compensar os lugares de esPublicidade

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tacionamento que serão suprimidos com o projecto, será construída uma zona de parqueamento para 40 lugares no centro da vila”. O próximo passa é a concretização de diversos projectos de execução e o pedido de pareceres a várias entidades. As obras devem arrancar dentro de dois anos, acrescenta o autarca, “se a autarquia conseguir financiamento de 80/85 por cento pelo Programa Operacional Valorização do Território. Emília Amaral

A prova de vinhos demanda um conjunto requisitos intrínsecos relacionado com as apetências dos provadores, designadamente a sua capacidade e limiar de detecção de aromas, memória e estado de saúde. A par de todo este conjunto de requisitos que iremos explanar posteriormente existem também factores extrínsecos relacionados com as condições ambientais que importa mencionar. Existem muitos factores e várias são as combinações que interferem de modo marcante na prova. No entanto e para facilitar este assunto, vamos procurar descrever em particular condições mais adequadas para a sua correcta realização. Um dos factores mais condicionante da prova é a temperatura a que o vinho é servido e/ou provado. A temperatura a que servimos o vinho está relacionada com os seus teores alcoólicos, acidez, aromas e adstringência (gosto amargo). Embora posteriormente possamos abordar este assunto com maior detalhe, existem gamas de temperatura a respeitar em face do tipo de vinhos a provar. Estudos realizados sobre este fim apontam para as seguintes recomendações: vinhos espumantes 6-8ºC, vinhos brancos novos (vinhos verdes) 8-10ºC, rosés 10ºC, brancos 1012ºC, licorosos (Porto Madeira) 10-12ºC, tintos jovens 12-14ºC e tintos reservas 16-18ºC. Os arrefecimentos e aquecimentos exagerados são de todo desaconselhados (ex: vinhos nas arcas, ou no

peitoril da lareira). O local onde se realiza a prova e um facto preponderante. A temperatura ambiente deve situar-se pelos 18ºC, com um teor de humidade de 70%, sem barulho de fundo para evitar distracções. O local deve ainda possuir paredes brancas ou de cor muito ténues, com uma luz natural indirecta normal na ordem dos 400 a 500 lux. Nestes loca is não devem existir odores fortes e a ventilação deve ser frequente. A provar pode realizarse numa posição de pé numa atitude mais descomprometida ou sentados num exercício mais académico. Nestes locais é sempre aconselhável a existência de uma cuspideira para libertar o vinho colocado na boca. Por norma um provador deita fora o vinho que está a degustar, uma vez que prova muitos vinhos e evita assim a sua saturação, por outro lado um apreciador bebe-o. No sentido de se ir registando as sensações obtidas é conveniente ter um bloco de notas ou uma ficha de prova para sistematizar a informação recolhida na prova. No caso de pretenderem frequentar cursos de prova a um nível mais elevado por vezes difíceis de encontrar, existem cabines que permitem acomodar vários copos, num local de cor clara, com um ponto de luz ideal, um esgoto-cuspidor e uma porta de acesso por onde vão chegando as amostras. A prova é realizada sem a interferência de ninguém numa posição sentada. Boas provas.


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30 | Setembro | 2011

educação&ciência Câmara de Vila Nova de Paiva oferece manuais escolares

CÂMARA DE VOUZELA ATRIBUI BOLSA DE ESTUDO

A Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva ofereceu os manuais escolares aos alunos dos 1º Ciclo das escolas do concelho, num total de 187 estudantes. Os manuais foram distribuídos na última semana pelo presidente da autarquia, José Morgado, que se deslocou a todas as freguesias do concelho. “Ciente das dificuldades que várias famílias enfrentam devido à actual situação económica do país”, José Morgado anunciou que vai continuar a “implementar iniciativas que ajudem a diminuir os encargos financeiros a que o início do ano escolar obriga”.

A medida da Câmara integra-se numa “estratégia de educação integrada” que avança estar a implementar, baseada na “melhoria da qualidade do ensino e na redução da taxa de abandono escolar”. No ano em que o concelho manteve as cinco escolas do 1º Ciclo abertas, desviando-se do plano de encerramento de escolas anunciado em todo o país, a autarquia assegura os serviços de refeição e transporte, as Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) para os alunos do 1º Ciclo e o prolongamento de horário para as crianças do pré-escolar. EA

Inaugurado Centro Escolar de Tabuaço Investimento ∑ Edifício de 2,800 milhões serve 360 alunos Depois de ter entrado em funcionamento no dia 15, o Centro Escolar de Tabuaço foi inaugurado na passada sexta-feira pelo director regional de Educação do Norte. O novo edifício custou cerca de três milhões de euros e foi construído num prazo recorde de oito meses, para poder estar concluído e equipado a tempo de oferecer novas condições aos

360 alunos do concelho. Dispõe de 16 salas divididas entre o pré-escolar e o 1º Ciclo do Ensino Básico, e dispõe ainda de gabinetes de trabalho, um ginásio, uma sala polivalente e zona exterior para actividades lúdicas e desportivas. A Câmara de Tabuaço aproveitou o momento para iniciar o dia festivo com a atribuição do prémio de mérito Abel

Botelho aos alunos que se distinguiram no ano lectivo passado nos vários patamares de ensino. O presidente da autarquia, João Ribeiro reforçou que os alunos premiados pelo mérito “são o espelho do concelho”, sendo de “elementar justiça reconhecer o esforço” dos estudantes. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt

Alunos de de Cinfães aconselhados a usar bata Na Escola Básica de Cinf ães, os alun o s volt a r a m a u s a r bata . É u m a ideia re cuperada do passado - de fora f ica apenas a obrigatoriedade de a bata ser branca que visa, por um lado, col m at a r d i ferenç a s so ci a i s e , por out ro, prote ger m a i s a roupa nas crianças, para onde va i u m a da s fat i a s d a s de sp e s a s f ixas das famílias. A medida foi pro posta pelo agrupa-

mento de escolas e bem aceite pelos pa i s e enc a r re g ados de educação. Para os a lunos não pa rece ser uma preocupação, salvo o problema de fa z er c a lor a i nd a nesta altura do ano. A maioria dos pais não vê a medida como u m re g r e s s o a o p a s sado. Um enca r regado de educação dizia à SIC que o que i mporta é olhar os benefícios que a bata traz no presente.

O director do Agrupamento Escolas de Cinf ães, Manuel Fer rei ra , acrescentava que no concelho há famílias com “grandes dificuldades” que não permite às crianç a s m ud a r d e r o up a todos os d i a s . O responsável acrescentava ao canal de televisão que a prote cç ão d a r o u p a “ f a z p a r te do processo de aprendizagem”, surgindo a ideia como um projecto de trabalho. EA

ISABEL SILVESTRE ABRE ANO LECTIVO SENIOR

Nuno André Ferreira

A Cerimónia de inauguração presidida pelo director regional de Educação do Norte

A Câmara Municipal de Vouzela vai atribuir, pelo décimo ano consecutivo, 11 bolsas de estudo, no valor máximo de 300 euros cada a alunos do concelho. O objectivo da autarquia “é apoiar e incentivar os alunos residentes no concelho de Vouzela, com condições económicas mais desfavorecidas, e que apresentem bom aproveitamento escolar nos seus estudos a nível superior”, O período de candidaturas decorre de 1 a 31 de Outubro, devendo as mesmas ser entregues no Gabinete de Acção Social da Câmara Municipal, que pode ser contactado através do número de telefone 232 740 578.

A Un iversidade Sénior Infante D. Henrique de Moimenta da Beira (UNISE), assinala a abertura do ano lectivo 2011/2012 e também o Dia Internacional do Idoso. este sábado, 1 de Outubro, a partir das 15h00, no auditório Padre Bento da Guia, O momento vai ser marcado pela actuação especial da cantora, de Isabel Silvestre. A UNISE foi fundada em Moimenta da Beira a 1 de Junho de 2009 e congrega já mais de meia centena de alunos da região Douro Sul.


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30 | Setembro | 2011

especial

Vida Sénior

Dia 1 de Outubro foi escolhido pela ONU

Dia Internacional do Idoso assinala-se amanhã O Dia Internacional do Idoso foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), que escolheu o dia 1 de Outubro para comemorar a efeméride. Chamar a atenção para o envelhecimento demográfico da humanidade e criar compromissos para a promoção de iniciativas sociais, económicas, culturais e espirituais, criando condições para a paz e para o desenvolvimento, foram os objectivos que presidiram à instituição da data. Este é também o momento para assinalar o contributo que os seniores dão à sociedade, sem esquecer o debate em torno dos problemas que enfrentam no seu dia-a-dia. O avanço da medicina e as melhorias da qualidade de vida aumentaram os horizontes da esperança de vida, mas há ainda um caminho a percorrer no que diz respeito às particularidades do envelhecimento e, ainda mais importante, às questões do preconceito e desrespeito face àqueles que nos deixam um legado pleno de vivências e ensinamentos. Cada vez mais, são desafiados a manter-se activos, mas cabe à sociedade dar-lhes condições para participar nos seus projectos e desafios.

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VIDA SÉNIOR | ESPECIAL 19

30 | Setembro | 2011

Câmara de Mangualde organiza tarde de animação Mangualde marcou para o próximo dia 3 as comemorações do Dia Internacional do Idoso, uma data que será assinalada com a realização de uma tarde de animação. Pretende-se proporcionar aos participantes uma iniciativa diferente, pautada por momentos de convívio e de animação, e que conta com a actuação do Cantar Sénior - Grupo Musical da Universidade Sénior de Rotary e a participação da Escola de Música Raul Linhares. A tarde, organizada pela autarquia, tem lugar na Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves

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A alimentação a partir dos 50 anos

Sofia Bento Farmacêutica Directora Técnica da Parasalus

e destina-se a todos os seniores do concelho. Na próxima segunda-feira arranca também mais uma iniciativa “Desporto Sénior”, com a qual a autarquia pretende incentivar a participação dos seniores em actividades físicas, jogos, expressão rítmica, pas-

seios pedestres e outras actividades de carácter lúdico. Uma vez por semana, os utentes de lares e centros de dia terão a oportunidade de participar em aulas de actividade física e de usufruir de sessões de ginástica aquática nas Piscinas Municipais.

Idosos de Sátão viajam até Fátima A efeméride será assinalada no Sátão com um passeio oferecido, domingo, pelo município a todos os habitantes com 65 ou mais anos. O Santuário de Fátima e o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré são os desti-

Opinião

nos da excursão, que se pretende cheia de animação, alegria e fé. Além disso, será um dia diferente para todos os seniores do concelho. Do programa fazem parte a visita ao Santuário de Fátima, se-

guindo-se um almoço piquenique. Será celebrada a eucaristia no Santuário de Nossa Senhora da Nazaré e a visita a locais de destaque, como a Sacristia, a Ermida da Memória, o Miradouro e o Padrão de Vasco da Gama.

Com o avançar da idade, a absorção de nutrientes no nosso organismo altera-se, devido a factores tão diversos como a diminuição da quantidade de saliva, suco gástrico, lentidão do processo digestivo, diminuição do metabolismo, etc. Daí ser cada vez mais pertinente a suplementação nutricional a partir dos 50 anos. Devemos estar atentos às deficiências nutricionais até em casos de obesidade, uma vez que quilos a mais não significam obrigatoriamente nutrientes essenciais a mais! O défice nutricional pode originar mal-estar ou, até, potenciar estados patológicos. Por isso, há que ter em atenção a ingestão diária de proteína magra (1,5g/kg de peso), fibras (40g/dia), fontes de vitaminas e sais minerais como legumes e frutas e água (1,5l/dia). Os hidratos de carbono complexos (ami-

do) são também importantes, pois dão maior saciedade que os simples. Suplementos à base de Vitamina D (que ajuda a fixar o Cálcio), Ómega 3 (cardioprotector), Resveratrol, Vitamina C, Selénio (anti-oxidantes), Magnésio (necessário à contracção muscular), Cogumelos Shitake, Maitake, Reishi (estimulantes do sistema imunitário) e muitos outros estão disponíveis em Parafarmácias para complementar a alimentação, de acordo com as necessidades de cada indivíduo. Mas não se esqueça: os suplementos possuem contra-indicações, e não devem ser tomados aleatoriamente! Confie sempre no aconselhamento profissional de um Farmacêutico ou do seu Médico, pois têm competência para avaliar correctamente o seu caso e as suas necessidades. Boa saúde!


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20 ESPECIAL | VIDA SĂ&#x2030;NIOR Acolhe 20 utentes

ResidĂŞncia Hospitalar da Casa de SaĂşde pode aumentar a capacidade de resposta

A ResidĂŞncia Hospitalar da Casa de SaĂşde S. Mateus (CSSM) estĂĄ a ter resultados muito positivos. O balanço ĂŠ feito por JosĂŠ Miguel Ferreira, administrador da CSSM, que faz questĂŁo de realçar o facto de os utentes se mostrarem â&#x20AC;&#x153;extremamente satisfeitosâ&#x20AC;?. Com capacidade para colher 20 pessoas, a unidade foi criada hĂĄ cerca de dois meses e pretende proporcionar condiçþes de apoio Ă s pessoas â&#x20AC;&#x153;com limitaçþes de diversa ordem e com handicaps ao nĂ­vel da mobilidade ou de ordem psicolĂłgica, associados a utentes com uma certa idadeâ&#x20AC;?. â&#x20AC;&#x153;Como as famĂ­lias tĂŞm vidas profissionais muito complicadas, nĂłs prestamos esse acolhimentoâ&#x20AC;?, explica o responsĂĄvel. A par do acompanhamento mĂŠdico e de enfermagem, JosĂŠ Miguel Ferreira faz questĂŁo de frisar a vertente humana que caracteriza a residĂŞncia hospitalar, onde os cida-

dĂŁos que necessitem podem estar instalados, em quartos individuais ou duplos e com casa de banho privativa, e beneficiar de todos os cuidados. AlĂŠm disso, dispĂľem de um espaço com condiçþes logĂ­sticas muito convidativas, de horĂĄrios de visita flexĂ­veis e da possibilidade de acompanhamento por parte dos seus familiares. Face Ă s solicitaçþes que continua a receber e por considerar que aquele serviço preta uma valĂŞncia que nĂŁo ĂŠ disponibilizada por outras instituiçþes, o administrador adianta que estĂĄ a ser equacionada a possibilidade de â&#x20AC;&#x153;aumentar a capacidade instaladaâ&#x20AC;?. Outro projecto da CSSM prende-se com o alargamento dos serviços a outros concelhos do distrito. Mangualde e Lamego sĂŁo, para jĂĄ, os municĂ­pios abrangidos, atravĂŠs da prestação de cuidados em regime de ambulatĂłrio.

30 | Setembro | 2011

â&#x20AC;&#x153;Ă&#x2030; preciso atrair os idosos para a sociedadeâ&#x20AC;? O Dia Internacional do Idoso nĂŁo ĂŠ esquecido pela Delegação de Viseu da Associação Nacional de Aposentados, Pensionistas e Reformados (ANAPR-MODERP/ Viseu), que desafia os seniores para um passeio atĂŠ FĂĄtima. Esta ĂŠ mais uma actividade da associação que, de acordo com o coordenador SĂ­lvio Fernandes, tem procurado atrair os mais velhos para a sociedade e sensibilizar as instituiçþes para os seus problemas Como vai ser assinalado o dia Internacional do Idoso?

Este ano vamos aproveitar para fazer um passeio a Fåtima, no dia 1 de Outubro, que Ê tambÊm o Dia da Música. Gostaríamos que a data fosse comemorada a nível nacional e que instituiçþes e seniores se juntassem em Fåtima. No nosso caso, o transporte Ê oferecido pela Junta de Freguesia de Santa Maria. Qual o papel do idoso na sociedade?

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veria acontecer em todas. Um dos projectos do Núcleo foi a criação do Espaço Intergeraçþes, na Rua da Senhora da Piedade. Tem contribuído pra contrariar a tendência de esquecimento dos idosos?

A

Sílvio Fernandes, coordenador da delegação de Viseu da ANAPR selho Local de Acção Social (CLAS), onde se tem alertado para o facto de a solidão ser o principal problema dos seniores. Isso culmina, muitas vezes, com a sua morte em casa, onde só são encontrados muitos anos depois. Queremos acautelar essas situaçþes e temos defendido a necessidade de haver uma maior vigilância e atenção para esta franja populacional. Esta tarefa que poderia ser desempenhada pelas juntas de freguesia, que têm meios e pessoas competentes para denunciar casos problemåticos. Não faz sentido, no sÊculo XXI, as pessoas morrerem sozinhas, só sendo procuradas anos depois. Isso nunca aconteceu.

Os seniores sĂŁo valorizados?

Depende. HĂĄ instituiçþes que os valorizam, mas noutras isso nĂŁo acontece. Nas minhas intervençþes tenho sido muito contundente a esse nĂ­vel e considero que as assembleias â&#x20AC;&#x201C; de freguesia e nĂŁo sĂł â&#x20AC;&#x201C; tĂŞm uma palavra a dizer; mas como sĂŁo constituĂ­das por jovens, esquecem-se dos mais velhos. Parece que enquanto servirem, utilizam-nos; quando isso deixar de acontecer, sĂŁo descartĂĄveis e colocam-se num lar ou em qualquer lado. Quando estive na de Santa Maria, os idosos eram discutidos em todas as sessĂľes e essa preocupação frutificou. Isso dePublicidade

A intergeracionalidade, tal como a interculturalidade, ĂŠ necessĂĄria. SĂŁo flores que fazem parte do mesmo ramo. O Espaço Intergeraçþes foi criado neste sentido e as pessoas que o frequentam gostam. Ă&#x20AC; sua disposição tĂŞm convĂ­vio, dança, televisĂŁo, informĂĄtica, alĂŠm de poderem tomar um simples cafĂŠ ou lancharem. Apesar de o espaço poder ser utilizado por qualquer pessoa, o objectivo continua a ser o de juntar avĂłs e netos e este foi o primeiro espaço do gĂŠnero a ser criado em Portugal. Agora queremos dinamizĂĄ-lo cada vez mais. A crise tem dificultado o trabalho do NĂşcleo?

Sim, bastante. A associação ĂŠ ajudada pelo municĂ­pio de Viseu e pelas trĂŞs juntas de freguesia urbanas â&#x20AC;&#x201C; Santa Maria, S. JosĂŠ e Coração de Jesus. Sem esse apoio ĂŠ difĂ­cil organizar actividades, porque os idosos, que viram as suas pensĂľes reduzidas, tambĂŠm estĂŁo desfalcados e atĂŠ jĂĄ cortam nos medicamentos devido Ă  falta de dinheiro.


Jornal do Centro

VIDA SÉNIOR | ESPECIAL 21

30 | Setembro | 2011

Equipamentos revolucionam vida dos idosos

Ortopedia Vida Nova é caso de sucesso ímpar Auxiliares de marcha (nomeadamente andarilhos e cadeiras de rodas), camas hospitalares, equipamentos medicinais (como colchões e almofadas) e material de protecção anti-escaras são apenas alguns dos equipamentos que a Ortopedia Vida Nova disponibiliza. Na empresa, que mudou as suas instalações para a Urbanização Valrio, em Viseu, os clientes têm ao seu dispor uma vasta área de exposição, a par de um serviço personalizado e à medida de clientes e cuidadores. Fundada em 1992, criou há 11 anos a marca Berlipele, que a tornou num verdadeiro caso de sucesso, equipando unidades hospitalares e de cuidados continuados, lares e habitações privadas um pouco por todo o país, incluindo os arquipélagos da Madeira e dos Açores. Anualmente, a empresa,

que tem dois colaboradores, produz 4 000 colchões e todos os meses saem para o mercado cerca de 900 produtos, entre calcanheiras, joelheiras ou almofadas cervicais. O facto de usar a pele natural como matéria-prima, com o intuito de oferecer aos clientes produtos de qualidade a preços mais acessíveis, torna a Vida Nova ímpar. Além desta gama de material – que pode fazer a diferença no dia-a-dia dos idosos acamados – a firma dispõe de equipamento de apoio à mobilidade e posicionamento de seniores

e não só. Entre as marcas que comercializa estão a Ormesa, a Minos e a Juzo. Outro grande desafio abraçado pela empresa foi a montagem de salas multideficiência em escolas em Tondelinha e Figueiró, que podem contribuir para melhorar as oportunidades de crianças com necessidades especiais. Cumprida a meta de proporcionar máximo conforto e qualidade de vida à população sénior em Portugal, a próxima missão deverá passar, agora que as instalações físicas o permitem, pela internacionalização.

Opinião

A importância dos nossos dentes Os nossos dentes são uma parte importante da nossa personalidade, além disso proporcionam-nos qualidade de vida e autoconfiança. Permitem-nos comer com prazer, rir despreocupadamente, falar com clareza e oferecem-nos segurança no dia-a-dia, bem-estar e gosto pela vida. Mas a vida não passa pelos nossos dentes sem deixar marcas. Acontece com frequência que se perde um ou vários dentes. As causas podem ser doenças dos dentes ou da gengiva (por exemplo, periodontite) ou ainda acidentes (desporto, dia-adia). A falta de dentes não é apenas uma questão estética mas também interfere com a funcionalidade, limitandonos de várias formas. Por isso deve confiar no seu Médico Dentista/Higienista oral . A visita ao Médico Dentista não deverá ser do-

lorosa e deverá ser regular! Estamos no ano de 2011 e foi percorrido um longo caminho no avanço tecnológico e nas condições de conforto que são proporcionadas numa consulta de Medicina Dentária. Nos dias de hoje, já não deverá ter medo de ir ao Médico Dentista. Pelo contrário, deverá ter consciência que está a fazer algo de bom para a saúde ao controlar a sua saúde oral. A Consulta de higiene Oral - destartarização, Limpeza oral - é simples de se fazer, e não dói. Para tal, são aplicados, se necessário anestesicos tópicos ou dessensibilizantes que aliviam a sensação de desconforto ou dor.Em determinadas situações e para um tratamento correcto, é necessário fazer alisamentos da raíz do dente, e para tal o médico dentista/higienista oral precisa de fazer uma limpeza mais “profunda”, ou seja, re-

Pedro Carvalho Gomes Médico Dentista Clínica Médica Dentária de Viseu, Supreme Smile

mover cálculo dentário e todas as bactérias que se acumulam na superfície da raiz do dente, que podem levar a inflamaçao gengival, perda da estrutura óssea e em casos mais avançados, à perda do dente. Nestes casos também não há dor, pois este tratamento é realizados sob efeito de um anestésico de modo a não sentir nada. O ideal será que visite o seu Higienista Oral ou Médico Dentista o mais cedo possível para este detectar as doenças orais o mais precocemente para evitar grandes incómodos. Também terá oportunidade de aprender a melhor maneira de cuidar da sua higiene oral, evitando assim futuros problemas dentários, uma vez que passará concerteza a ter uma higiene oral mais regular e cuidada.

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Cheque Dentista

Av. Dr. António José de Almeida nº 267 1º esq T. 232421793 . M. 966534735

www.cmdviseu.com @ marcacoes@cmdviseu.com


Jornal do Centro

22 ESPECIAL | VIDA SÉNIOR

30 | Setembro | 2011

Física e mentalmente

Carinho e paciência são “armas” para quebrar barreiras Movimento

Quebrar barreiras é sinónimo de promover a qualidade de vida dos idosos, apostando na sua auto-estima e promovendo a sua inclusão. Nos casos de perda de alguma autonomia, ajude e incentive, dando tempo suficiente para a conclusão das diferentes tarefas. Mesmo em casa, há pequenas mudanças que podem trazer resultados positivos não só para os idosos mas também para quem vive com eles.

A idade ‘rouba’ alguma mobilidade, pelo que é necessário suprimir alguns obstáculos. Tome nota: *Evite objectos que obstruam a passagem e arestas pontiagudas entre divisões da casa. *Opte por camas mais baixas, para que o acesso ao chão e levantar-se, por exemplo, para ir à casa de banho sejam mais fáceis. *O calçado deve ter um tamanho adequado e o material da sola é importante para evitar quedas. Uma muleta, uma bengala ou o andarilho podem ser ajudas importantes na deslocação. *A roupa deve ser prática: escolha peças com velcro em detrimento dos botões e dos colchetes (será uma óptima escolha em casos de incontinência); os soutiens devem ser de apertar à frente e os modelos largos tornam-se mais cómodos.

Segurança A segurança é um elemento fundamental em qualquer habitação. Tal como acontece com as crianças, é necessário redobrar cuidados com os idosos, sobretudo os dependentes. Mas as mudanças não devem ser bruscas, para que os seniores não pensem que se está a invadir o seu território. *Retire objectos pequenos e importantes, como chaves, que o idoso pode arrumar, sem se lembrar onde. *Ilumine em a casa, mas sem gastos desnecessários, para evitar quedas. *Se a habitação tiver escada, não se esqueça de aplicar corrimões e antiderrapantes nos degraus. As grades no topo e na base podem ser um bom aliado.

Segurança (Casa de Banho) *Na casa de banho, nunca deve prescindir dos antiderrapantes e dos apoios na banheira. No mercado, há cadeiras que podem facilitar a tarefa de tomar ou dar banho. *Os produtos de higiene que, numa idade mais avançada, podem ser confundidos com bebidas, devem estar guardados.

Até 14 de Outubro

Universidade Sénior de Vouzela com inscrições abertas Segurança (Cozinha) *Na cozinha, certifique-se que os bicos têm fecho de segurança e que há um detector de gás caso seja necessário. *Prefira um isqueiro eléctrico aos fósforos. *À noite, feche o gás e desligue pequenos electrodomésticos. *Regule o esquentador para os 37 graus, pois há idosos que perdem sensibilidade ao frio e ao calor. Publicidade

As inscrições para a Universidade Sénior de Vouzela já se encontram abertas e decorrem até 14 de Outubro, no Gabinete de Educação e Acção Social do município, a entidade promotora. O projecto visa promover a edu-

cação não formal de adultos, constituir um pólo de informação e divulgação de serviços, recursos, direitos e deveres dos mais idosos e combater a solidão, a exclusão social, promovendo o envelhecimento activo.

Podem participar adultos com idade igual ou superior a 55 anos, independentemente do seu nível de escolaridade. Actualmente estão já inscritos 34 participantes dos três concelhos da região, os

quais frequentarão as disciplinas de História, Música, Português, Higiene e Segurança, Francês, Psicologia, Espanhol, Desporto, Cidadania, Tecnologias de Informação, Inglês, Matemática e Artes.

Mais de 20 formações

Informática aos 50 aposta em novos cursos e aulas individuais A aprendizagem é um processo constante e não tem idade. Por isso são cada vez mais aqueles que procuram a Informática aos 50, uma empresa viseense que se especializou em dar resposta às necessidades, ao nível de computadores, da população a partir dos 50 anos. A par da realização de

aulas em pequenos grupos vão arrancar também formações individuais e personalizadas à medida de cada aluno. A possibilidade de frequentar os cursos em horário póslaboral é outra das novidades. Em termos de conteúdos, a Informática aos 50 avançou com um curso de

tablets e smartphones, em que os participantes terão a oportunidade de aprender a trabalhar, por exemplo, com um Ipad ou um Iphone. Tudo para que a população em idade mais avançada possa manterse e acompanhar a vanguarda da tecnologia. Além da Iniciação à Informática, uma das áreas

mais procuradas, estão ainda disponíveis mais de 20 formações, como em Escolhas e Decisões Informáticas, Uso de Redes Sociais, Comunicar na Internet, Vídeo e Fotografia Digitais, Internet mais Segura e Comércio Electrónico e Pagamento de Serviços, entre outras.


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Jornal do Centro 30 | Setembro | 2011

economia Clareza no Pensamento (http://clarezanopensamento.blogspot.com)

Um ‘Jarbas’ no tablier

Os carros estão a mudar: no interior dos motores os derivados do petróleo estão a dar lugar aos electrões. Mas a mudança será ainda mais profunda! Para aumentar o conforto na condução têm sido muitas as inovações introduzidas: sensores de estacionamento, controlo de velocidade, travagem automática e até reconhecimento de sinais de trânsito. Contudo o expoente máximo da tecnologia ao serviço da condução está ainda para chegar: veículos que circulam autonomamente sem qualquer intervenção por parte do condutor. O ‘computador de bordo’ do passado era um sistema que indicava pouco mais do que o consumo de combustível e a autonomia. O verdadeiro computador de bordo só agora está a chegar. Algo que tornará cada condutor num Michael Knight sentado no seu Kitt! Entrar e definir o destino. Direcção, aceleração e travagem serão tarefas a cargo de microprocessadores e algoritmos matemáticos resultantes de centenas de trabalhos de investigação. Confiaremos a nossa vida a computadores e isso é um pouco assustador. De qualquer forma já o fazemos quando viajamos em aviões com piloto automático que pode controlar até a aterragem! Para aumentar a segurança o carro terá de conhecer detalhadamente o meio envolvente e isso implica recolher imensa informação a cada instante através de sensores que permitem determinar a localização do veículo, o estado do piso, a presença de outros veículos e peões, a configuração da estrada, etc. Conduzir é extremamente exigente,

Alfredo Simões Docente na Escola Superior de Tecnologia de Viseu asimoes@estv.ipv.pt

mas os humanos fazemno com uma competência incrível recorrendo fundamentalmente ao sentido da visão. Estimamos velocidades e distâncias a obstáculos, por vezes erradamente, para alegria dos bate-chapas. Os carros autónomos terão GPS, acelerómetros, câmaras de vídeo e range finders que permitirão um rigor inigualável na determinação desses parâmetros. Com base nos dados recolhidos o sistema tomará decisões e controlará o veículo, tarefa impressionante já conseguida pelos projectos mais avançados nesta área. Num concurso lançado pela Agência para Projectos Avançados da Defesa Americana (DARPA), veículos têm de viajar autonomamente através de um deserto ou ambiente urbano. Recentemente a Google revelou estar a desenvolver carros autónomos e indicou que um deles percorreu já 1600Km dentro de cidades, sem qualquer intervenção humana. Este veículo sofreu apenas um acidente... quando tinha o modo automático desligado e estava a ser conduzido por um humano! No futuro, o actual tempo de condução será utilizado para lazer ou trabalho - já imaginou fazer uma viagem ‘ao portátil’ em vez de ‘ao volante’? Cada veículo enviará informações para a rede sobre o estado da via onde transita, sendo essa informação usada por outros veículos no cálculo do seu trajecto. Esta troca de ‘conselhos’ tornará o trânsito muito mais eficiente. Com toda esta tecnologia imagino poder vir a dizer: “Carro, é para casa! E por favor, acordame quando chegarmos!”

EDP SUBSTITUI CABINE

A Técnicos e produtores esperam um bom ano para os vinhos do Dão

Vindimas animam fileira no Dão Campanha 2011 ∑ Maioria das explorações terminou colheitas “Cada vez se vindima mais cedo. Tivemos uma vindima precoce, mas com um clima muito bom, por isso enxuta.” Quem o diz é o enólogo João Paulo Gouveia quando é questionado pelo Jornal do Centro sobre a campanha de vindimas deste ano na região do Dão. “A antecipação das vindimas, em relação ao tempo que até aqui era normal, foi de sensivelmente dez dias”, diz Para este enólogo, que é também professor na Escola Superior Agrária de Viseu, a uva para vinhos brancos foi vindimada “sem pressas”. Para os vinhos tintos a colheita permitiu “a concentração da uva, o que levou a que haja menor rendimento em quantidade”. João Paulo Gouveia acredita que a produção deste ano no Dão vai ser “certamente de bons e equilibrados vinhos”. Um dos produtores do

concelho de Penalva do Castelo - João Tavares de Pina, da Quinta da Boavista - também notou que “a parte final da produção deste ano foi mais quente que noutras alturas”. Muitos produtores do Dão sentiram este ano o resultado de uma maleita que está a prejudicar a vinha da região - o “black rot” ou podridão negra. Para os produtores que começaram a aplicar as curas “mais cedo”, a doença não terá afectado. “Nós atacámos o míldio bem cedo e talvez por isso não tenha houve problemas com a podridão”, sustenta João Tavares de Pina que está convencido de que a produção deste ano vai ser de mais do dobro da de 2010. O produtor de Penalva do Castelo reconhece, no entanto, que “os anos não se repetem” na produção de vinhos. “Não é possível haver uma standardização na produção, mui-

to menos no Dão”, considera. O responsável máximo da Adega Cooperativa de Silgueiros e da União das Adegas Cooperativas do Dão, Fernando Figueiredo notou nos últimos dias um aumento da quantidade de uvas depositadas na adega que dirige. “Aumentámos a produção em cerca de 10 por cento e registamos também um acentuar de qualidade em relação a 2010, uma vez que temos a uva em média com 13 graus”, diz. O citado aumento de uvas entregues em Silgueiros, segundo Fernando Figueiredo, deve-se à congregação de novos associados e à entrega de uvas por parte de produtores de Nelas, que antes entregavam o seu produto na Cooperativa Agrícola, actualmente em situação de insolvência. José Lorena

A EDP Distribuição procedeu à demolição de uma cabine alta existente na Rua Nova da Balsa, junto ao estabelecimento prisional, emViseu. Segundo a empresa elétrica, o principal objectivo da demolição da cabine foi dotar aquela zona da cidade de um melhor enquadramento paisagístico. “Associada a esta intenção esteve uma intervenção não despicienda que visou propiciar a toda esta zona uma melhoria assinalável da qualidade do serviço prestado pela EDP Distribuição”, acrescenta a EDP Distribuição em comunicado. Ainda de acordo com a EDP, procedeu-se à remodelação de um outro posto de transformação existente na mesma Rua Nova da Balsa, “o que permitiu que todas as cargas de baixa tensão ( fossem transferidas para a mesma”. A obra, custo cerca de 25 mil Euros, e integrase num projecto alargado de remodelação que a EDP Distribuição tem vindo a realizar no concelho.

MUUDA CHEGA A VISEU O Palácio do Gelo em Viseu recebe a segunda concept store MUUDA do país. A inauguração está marcado para esta sexta-feira, dia 30, às 18h30. O MUUDA existe desde 2006 e é reconhecido como uma concept store, um espaço de divulgação do trabalho de criadores e artistas conceituados mas com espaço permanente para revelação de novos talentos das várias áreas culturais.


Jornal do Centro

24 ECONOMIA | INVESTIR & AGIR

30 | Setembro | 2011

FFitness comemora aniversário com Open Day de Outono

Opinião

Tânia Costa Consultora Financeira viseu@recuperacao.eu

Sobreendividamento e recuperação de pessoas singulares

O ginásio FFitness Health Club, em Viseu completa este sábado quatro anos. O projecto que reúne num mesmo espaço valências como ginásio, aulas de grupo, piscinas, banho turco, jacuzzi, Cabeleireiro e bar, preparase para apagar quatro velas com um Open Day de Outono. Sónia Nascimento, coordenadora do FFitness esclarece que o evento serve para “agradecer o reconhecimento de toda a comunidade viseense”. Das várias iniciativas programadas, dastacamse, as actividades aber-

tas à população, como 12 aulas abertas e gratuitas para toda a família, durante todo o dia; o 1º Torneio de Fitness Football num campo indoor disputado em jogos de 10 minutos cada parte 2x2; aulas pedagógicas e lúdicas abertas para crianças dos 6 aos 12 anos em parceria com a Estação do Saber, durante todo o dia. Haverá ainda um Show Cooking com o chefe João Eustáquio, e “para terminar em grande” a jóia de inscrição será gratuita até ao dia 8 de Outubro.

“Visages” dá cursos de modelo para celebrar aniversário O centro de estética e de reabilitação dento-facial “Visages”, em Viseu, está a promover um concurso denominado “Modelos Visages”. O concurso dirige-se a pessoas do sexo feminino, a partir dos 14 anos e divide-se em duas categorias: “teen” e “woman”. As vencedoras de cada categoria receberão um curso de modelos ministrado pela Academia “Just Models”. As concorrentes vão ser submetidas a uma sessão fotográfica profissional, marcada para amanhã e Domingo, no Hotel Grão Vasco, em

Viseu e servirá de base para a selecção feita pelo júri constituído pela modelo e cara do concurso, Sofia Aparício, pelo fotógrafo Carlos Ramos e por um representante da agência de modelos “Just Models”. As 12 finalistas receberão um “book” com as melhores fotografias da sessão fotográfica. A entrega dos prémios está marcada para o próximo dia 8 de Outubro. A iniciativa foi promovida para marcar o quinto aniversário do Centro Visages - Centro de estética e de Reabilitação Dento-Facial. TVP

A Fernando Ruas atento às potencialidades da loja

“Welcome Center” abre em Viseu 260 mil euros ∑ Investimento de “excelência” para turistas Viseu celebrou o Dia Mundial do Turismo 27 de Setembro - com a inauguração de um novo projecto da área. O “Welcome Center” é um espaço destinado à promoção cultural e turística, situado na zona histórica da cidade. “Não havia dia melhor para inaugurar um espaço tão importante para cidade”, destacou o presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas. O autarca destacou ainda o “esforço feito no âmbito da recuperação urbana”. Depois da benção, foi tempo de visitar o local onde os turistas, e os curiosos, podem aceder às potencialidades gastronómicas, museológicas, artísticas e aos novos equipamentos, “mais eficientes na promoção, com recurso a

roteiros turísticos actualizados e com a componente on-line que, com a montra interactiva, permitem a recolha de informação completa de toda a região centro”, destacou Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal. O investimento de 260 mil euros na nova infraestrutura, permite “reforçar o posicionamento da marca Centro de Portugal e atrair mais visitantes, sobretudo espanhóis, à região”, explicou o presidente. Pedro Machado classificou de “sofisticada e de excelência” a recente loja. Também o Secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques elogiou o espaço “de modernidade e bom gosto” em que o centro histórico sai “enriquecido”.

Almeida Henriques disse que “a promoção do turismo é uma das apostas do Governo para resolver o problema da crise económica”. A repetitiva ideia de que “todos os municípios devem aproveitar os fundos comunitários” é que pareceu “perdida”. O “Welcome Center” é um conceito moderno que pretende diferenciar-se do tradicional posto de turismo. A loja dinâmica e interactiva permite mostrar ao turista um cartão de visita completo de todas as valências da região, “reforçar a excelência da marca Viseu, de Lafões e essencialmente da marca Centro de Portugal”, concluiu Pedro Machado. Tiago Virgílio Pereira tiago.virgilio@jornaldocentro.pt

O aumento de insolvências de pessoas singulares revela que não são apenas as “empresas” que sucumbem à crise económ ica que abraçamos. A vida de milhares de pessoas por todo o país está a colapsar devido ao excesso de crédito, o dia-a-dia destas famílias torna-se um quase irreversível pesadelo fruto do desemprego, diminuição dos salários, poupanças resgatadas, penhoras, hipotecas executadas, etc... Os cidadãos recorrem cada vez mais ao processo de Insolvência Singular, como única solução possível para inverter o rumo das suas vidas. Permitindo em alguns casos um Fresh Start (recomeço) das suas vidas financeiras. Esta é também uma via para evitar execuções e penhora de bens (processos sempre peno sos, morosos e dispendiosos para o devedor, agravando ainda mais as sua vida). Também as pessoas singulares, tal como as empresas, podem encontrar na insolvência um caminho que lhes permita a recuperação, sem que tenham que lidar com a agressividade de instituições de crédito ao consumo, empresas de cobranças, processos executivos, pen horas, a meaças e outros mecanismos menos legais. Este processo visa precisamente a recuperação financeira, permitindo a reintegração plena na vida económica. Nas edições seguintes irei abordar as formas existentes na legislação portuguesa para a pessoa singular começar a recuperação financeira.


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Jornal do Centro 30 | Setembro | 2011

desporto AGENDA FIM-DE-SEMANA FUTEBOL II DIVISÃO NACIONAL SÉRIE CENTRO

Visto e Falado Vítor Santos vtr1967@gmail.com

04ª jornada - 02 Out - 15h00 Natação Académico de Viseu

Resende e Vila Nova de Paiva Novos estádios

Cartão FairPlay Há dois novos estádios no distrito de Viseu. mais do que megalomanias a pensar em milhares de espectadores nas bancadas, Resende e Vila Nova de Paiva preocuparam-se em dotálos de boas condições para a prática desportiva. São, acima de tudo, dois novos sintéticos. O futebol agradece. Académico de Viseu Futebol

Cartão Amarelo O Académico de Viseu continua sem ganhar no Nacional de Futebol da III Divisão. Para uma equipa que partia com ambições de subida, este é um arranque em “ponto morto”. A prova ainda está no início e há tempo suficente para inverter o rumo, mas a desilusão que se instala entre os adeptos vai sendo grande. É preciso a equipa “arrepiar” caminho. Rapidamente.

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Amarante

Operário

-

Madalena

Coimbrões

-

Oliveira Bairro

Tondela

-

Padroense

Aliados Lordelo -

Cinfães

Sp. Espinho

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Boavista

S.J.Ver

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Anadia

Angrense

-

Paredes

III DIVISÃO NACIONAL SÉRIE B 4ª jornada - 02 Out - 15h00 Alpendorada

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Vila Meã

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Sp. Lamego Leça

Sousense

-

Serzedelo

A Mau jogo em São Pedro do Sul acabou empatado

Rebordosa

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Infesta

Grijó

-

Cesarense

Futebol - III Divisão Série C

Vila Real

-

Sp. Mêda

Assim é difícil! Empate ∑ Académico voltou a perder pontos Exibição ∑ Adeptos muito descontentes Nem resultado, nem exibição. O Académico de Viseu volto a perder pontos na terceira jornada da série C da III Divisão Nacional, e continua sem ganhar. Um mau arranque de campeonato para uma equipa com ambições de subida e que tem desesperado os adeptos. No dérbi em São pedro do Sul, que terminou empatado a um golo, as principais responsabilidades ao mau jogo a que se assistiu têm que ser atribuídas aso viseenses, precisa-

mente porque são a formação com maiores ambições. A Sampedrense acabou por somar um ponto, conquistado com justiça, e prncipalmente pelo que fez na segunda parte, depois de ter realizado uns primeiros 45 minutos que deixaram o técnico Carlos sousa à beira de um ataque de nervos no banco. Deve ter dito das boas aos seus jogadores que voltaram diferentes do intervalo. mais pressionantes e com mais vontade, acabando por che-

gar à igualdade no jo~go com um livre irrepreensivelmente marcado por Johnny que não deu hip óte s e de defe s a ao guardião viseense. O golo da igualdade depois do Académico se ter adiantado nos primeiros 45 com um tento de Ricardo. O jogo acabou por valer pelos golos e pouco mais. as oportunidades de golo contamse pelos dedos de uma mão e as jogadas bem construídas foram menos ainda. Exige-se mais ás duas

equipas. Contas feitas, após a tercei ra jornada , é o Pena lva do castelo quem lidera a série C, com o pleno nas três rondas a ser conseguido com mais uma vitória (2-1) frente ao Canas de Senhorim. Já o Oliveira de Frades sofreu a goleada da jornada (6-2) em Arouca. Com o empate no derbi, a sampedrense está agora na quarta posição, com 5 pontos, enquanto o Académico de Viseu é 9º com apenas 2 pontos.

III DIVISÃO NACIONAL SÉRIE C 4ª jornada - 02 Set - 15h00 Bustelo

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Sampedrense

C. Senhorim

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Nogueirense

Ac. Viseu

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Sanjoanense

Oliv. Frades

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Valecambrense

Alba

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Avanca

Oliv. Hospital

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P. Castelo

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL VISEU DIVISÃO HONRA 02ª jornada - 02 Out - 15h00 Castro Daire

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Lageosa Dão

Fornelos

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Arguedeira

Paivense

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Sátão

Mortágua

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GD Parada

Alvite

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Vale Açores

Silgueiros

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Lusitano

Molelos

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Viseu Benfica

Tarouquense

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Lamelas

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Vila Nova de Paiva e Resende

Novos estádios, novos relvados Há dois novos estádios, novinhos em folha, no distrito de Viseu. Em Vila Nova de Paiva é este domingo inaugurado o complexo da Pedralva, onde foi feito um profundo trabalho de remodelação que incluiu a colocação de um relvado

sintético e a construção de balneários novos. Vai ser utilizado pelo Paivense nas suas competições de futebol, e por outras associações do concelho. Em resende, foi ontem inaugurado o Estádio de Fornelos, onde a autar-

quia investiu perto de 1,6 milhões de euros. Bancada com 936 lugares sentados, relvado sintético, balneários e posto médico, são algumas das valências do espaço que também acolherá a sede do Grupo Desportivo de Resende.

www.maionesefastfood.com

Cartão FairPlay Já vão faltando adjectivos para qualificar a projecto de natação do Académico de Viseu e o que vai dando para a região. Poder-se-á dizer que poderia ser ainda melhor, é certo que podia, mas o que vem sendo feito merece todos os elogios. mais do que isso, merece que seja cada vez mais apoiado. Na Gala de Prémios da AN Aveiro, dois troféus importantes: Clube e treinador do Ano.

Gondomar


26 DESPORTO | MODALIDADES

Jornal do Centro 30 | Setembro | 2011

Supertaça Feminina de Futsal

Futebol - Nacional Juvenis

A Lusitano deu a luta possível a um candidato ao título nacional de juvenis Um Futebol Clube do Porto de outro campeonato goleou o Lusitano de Vildemoinhos em jogo do Nacional de juvenis, disputado no Campo 1º de Maio, em Viseu. Foram 9, sem resposta, e podiam ter sido muitos mais. A equipa orientado pelo ex-internacional português Capucho, demonstrou porque é considerada uma das candidatas ao título nacional, frente a uma equipa do LusitaPublicidade

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no que acusou, em demasia, a inexperiência nestas competições, e se mostrou sempre muito receosa face ao poderio do adversário. Um Lusitano mais preocupado em perder por poucos do que em dar “luta” aos portistas e que acabou por pagar caro pelo seu “encolhimento” frente a uma equipa rotinada e com capacidade para desmontar a estratégia defensiva dos trambelos. Ao Lusitano, mais do que a preocupação pelo

resultado, deve ficar a noção que o Porto é de outra dimensão. É esquecer rapidamente o resultado e pensar nos próximos jogos, numa série que já se sabia que não ia ser fácil, face à grande quantidade de equipas da zona Norte. A equipa, que pouco tem a ver com a que no ano passada alcançou a subida, está ainda em fase de construção, e estes jogos servem para ajudar a crescer. GP Publicidade

Foi emotivo, bem disputado, e nenhuma equipa merecia perder, mas a Super Taça Feminina de Futebol, de Viseu, tinha que ter vencedor, e a sorte sorriu às jogadoras do Unidos da Estação. A formação de São pedro do Sul foi mais eficaz no desempate por penaltis e venceu, com justiça, mais um troféu para enriquecer o já vasto currículo que detém no futsal feminino distrital. O jogo disputado em Moimenta da Beira, um recinto de excelência para modalidades indoor, foi uma bela propaganda para a modalidade. Frente a uma equipa do Unidos, crónica campeã nas últimas épocas que apresentou “mais conjunto”, respondeu o Penedono com uma equipa aguerrida, que lutou até à exaustão. No tempo regulamentar , o Unidos adiantou-se cedo no mercador, com um golo de Rita, e parecia que estava lançado para um triunfo fácil. Pura ilusão. O Pene-

DR

FC Porto passeou Unidos levaram o “caneco” classe em Viseu

A Unidos só conseguiu a vitória nos penaltis dono lutou, empatou por Nany, e levou o jogo para o prolongamento. Foi aí que o jogo conheceu o período de maior emoção, quando as jovens de Penedono se colocaram na frente, e fizeram o 3 a 2, com a guarda-redes Hermínia a apontar o terceiro da sua equipa. Faltavam segundos para o jogo acabar, mas o Unidos acreditou e as suas jogadoras, com determinação, conseguiram Publicidade

o empate quase sobre o apito final. No desempate por penaltis as jogadoras do Unidos, mais experientes, foram eficazes. A Taça fica bem ao Unidos, que mostrou “mais futsal” face a uma equipa do Penedono que poderá esta época colocar em cheque a hegemonia que a formação de Lafões tem mantido no futsal feminino em Viseu. GP


MODALIDADES | DESPORTO 27

Jornal do Centro 30 | Setembro | 2011

RALI DE PORTUGAL HISTÓRICO

Máquinas em Viseu dia 12 de Outubro A sexta edição do Rally de Portugal Histórico volta a ter Viseu no seu roteiro de prova. O Automóvel Clube de Portugal, entidade que volta a organizar esta prova, já divulgou horários e roteiro, completos, para esta edição 2011, confirmando a notícia que avançámos em Julho passado. Assim, no que a Viseu diz respeito, os pilotos

VISEU 2001 APRESENTOU EQUIPAS DE FUTEBOL O Vitória de Guimarães apadrinhou o início de época da secção de Futebol do Viseu 2001. Algumas centenas assistiram na bancada do campo de Futebol de 7, no Fontelo, à apresentação individual dos cerca de 80 atletas dos vários escalões do Futebol de 7 - petizes, traquinas, sub10, sub11, sub12 e sub13. Seguiu-se a competição com um jogo de exibição entre os petizes e traquinas do Viseu 2001. Mais tarde entraram em campo, os restantes escalões que irão disputar as competições da Associação de Futebol de Viseu, com as equipas da casa a defrontar o Vitória de Guimarães em três jogos de sub10/11, sub12 e sub13. Os vimaranenses, com outro andamento competitivo, venceram os jogos em todos os escalões mostrando o porquê de ser um dos grandes de Portugal ao nível do futebol de formação. Recorde-se que o Vitória foi o parceiro escolhido pelo Viseu 2011 para o projecto de futebol formação no clube viseense.

chegam à cidade a 12 de Outubro, onde vai terminar uma das etapas do Rali. Na Avenida da Europa , ta l como nas últimas edições, haverá uma mini-especial de classificação. O Rally de Portugal Histórico conta com 84 equipas inscritas, sendo a esmagadora maioria pi lotos estra ngeiros – 59 estrangeiros e 25 portugueses-, o que Publicidade

vem realçar a projecção e a importância que esta competição desperta no desporto automóvel, em especial em pilotos que têm nas suas garagens alguns dos exemplares que foram fazendo a história do desporto automóvel de competição, ao nível da velocidade e dos ralis, aos longo das últimas décadas, e em particular quando o rali de Portugal, nos anos 80

A O espanhol Ricardo Alonso, vencedor em 2010 e 90, era considerado o melhor rali do Mundo. A França volta a ser o país mais representado, com 31 equipas inscritas, seguida pela Espanha, com 14 duplas, a Bélgica, com 9 pilotos, Noruega, com três, Itália e Suíça, com uma equipa cada. O VI Rally de Portugal Histórico vai para a estrada a 11 de Outubro, com um percurso ligeiramente superior a 2100 Publicidade

Km, ao longo do qual serão disputadas 50 provas de classificação, num total de 711,89 Km, num verdadeiro e duro teste a máquinas e pilotos. A lista de inscritos inclui carros como o Fiat 13 1 Aba r t h , O p el K a dett GTE , Porsche 911 SC, Ford Escort MKII, Mercedes Benz 450SLC 5,0, Talbot Sunbeam Lotus, Audi Quattro e Renault 5 Turbo.

ONDE VER O RALI DE PORTUGAL HISTÓRICO NA REGIÃO 12 Outubro (4ª feira) 19H00 – Circuito Viseu – (Av. Europa) 13 Outubro 2011 (5ª feira) 08H00 – Partida 3ª etapa (Viseu / Lamego / Golfe Montebelo / Viseu) 13H30/15H15 – Neutralização em Lamego (Serra das Meadas) 15H26 – 21ª Prova de Classificação (Lamego – Rampa dos Remédios) 19H15/21H00 – Neutralização no Golfe Montebelo 23H50 – Chegada da 3ª etapa 14 Outubro 2011 (6ª feira) 08H30 – Partida da 4ª etapa (Viseu / Arganil / Leiria / Cascais)


28 DESPORTO | MODALIDADES

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“Gala 2011 Associação de Natação de Aveiro”

Automobilismo

Académico de Viseu é o “Clube do Ano”

“Espírito do Caramulo” mantém-se em 2012

Hu mber to Fon se c a foi con siderado o “Treinador do Ano”, e o Académico de Viseu o “Clube do Ano”, pela Associação de Natação de Aveiro. Os galardões foram entregues durante a Gala que a Associação promoveu no passado dia 24 de Setembro, na Mealhada. Foram ainda disting u id o s o s a t le t a s d o Académico de Viseu que na época 2010/2011 conquistaram medalhas em provas do calendário nacional, tendo ainda sido reconhecido o feito das equipas feminina e masculina do clube que subiram de divisão. A Gala da Associação de Natação de Aveiro distinguiu como Nadador do Ano, o atleta do Galitos de Aveiro Diogo Carvalho, único nadador Portug uês já com mínimos para Londres 2012, distinguindo como Nadadora do Ano, Ana Rodrigues, atleta da AEJ, que representou recentemente Portugal no MunPublicidade

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A Prova conta com todo o tipo de automóveis de competição

A Humberto Fonseca recebeu galardão de “Treinador do Ano”

dial do Peru. Para os responsáveis da natação academista, “ser o Clube do Ano é um feito digno de gran-

de registo, e que orgulha todos os viseenses, dignificando todo o trabalho que é desenvolvido em Viseu”.

O Museu do Caramulo e o Clube Automóvel de Viseu vão voltar a organizar, em 2012, a prova de velocidade em rampa “Espírito do Caramulo”. A nova edição deste evento tem já data marcada. Vai ser no dia 19 de Maio de 2012. O traçado da prova será o mesmo utilizado na edição deste ano, sendo o habitual traçado da Rampa do Caramulo, prova pontuável para o campeonato de Portugal de Montanha, numa exten-

são aproximada de 2,8 quilómetros. Um traçado que agrada muito aos pilotos pelas suas características técnicas que potenciam a velocidade e são, por isso, garantia de muita adrenalina ao volante. O regulamento da prova tem como objectivo simplificar o processo de participação, dispensando também aos pilotos a licença desportiva emitida pela federação. Apesar do “Espírito do Caramulo” ser destinado

a qualquer cidadão possuidor de carta de condução que queira experimentar as emoções da velocidade, a organização não facilita ao nível da segurança. Todos podem participar, mas com regras. Serão assim apenas admitidos automóveis construídos que cumpram as normas de segurança descritas no regulamento como arco de segurança (roll-bar), cintos de segurança, baquets e um extintor com um mínimo de 2kg de capacidade.


D “Pirata das Caraíbas” em Sátão

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culturas expos

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Amanhã, pelas 21h00, o Cine-Teatro Municipal de Sátão exibe o filme “Pirata das Caraíbas”. A entrada tem um custo de 3 euros.

Arcas da memória

Destaque

VISEU ∑Edifício da Refer

Como, às vezes, se ultraja uma memória

Até dia 30 de Setembro Exposição de fotografia “Viseu, Memória Ferro-

Alberto Correia Antropólogo

viária”.

aierrocotrebla@gmail.com

VILA NOVA DE PAIVA ∑Auditório Municipal Carlos Paredes Até dia 31de Outubro Exposição “A Arte de Decorar”, de Fátima Gomes. Até dia 31de Outubro

A Luísa de Carvalho (na foto), voz; Jorge Filipe Santos, piano e voz; Paulo Pinto, guitarra; Ricardo Rodrigues, baixo e voz e Luís Filipe Tavares, bateria e voz são os membros do quinteto

SANTA COMBA DÃO

Quinteto Luísa de Carvalho abre temporada

∑Biblioteca Municipal

Teatro Ribeiro Conceição ∑ Mais de 70 propostas culturais até Dezembro

Exposição de fotografia “Alto Paiva”, de Nuno Correia.

Até dia 30 de Novembro, Exposição temática “Primórdios da Fotografia”.

∑ Até dia 4 de Novembro Exposição itinerante do projecto “Olha para a Pobreza com Olhos de Ver”.

∑ Casa da Cultura Até dia 1 de Novembro Exposição “Força Intrínseca”, da autoria de Paul Mathieu.

O Teatro Ribeiro Conceição (TRC) propõe, para o último trimestre deste ano, mais de 70 propostas culturais que percorrem um universo diversificado de géneros e áreas. A temporada abre com o Quinteto Luísa de Carvalho, no âmbito do oitavo Festival Internacional Douro Jazz, amanhã, pelas 21h30 no auditório do TRC. O quinteto executa versões da corrente musical denominada por Soul Britânico, bem como Acid – Jazz e versões de temas de importantes grupos, dos quais

se destacam The Brand New Havies, Incognito, Count Basic, J TQ – Ja me s Tayler Q u a rtet, Drizabonne, Eliane Elias, Norah Jones e Diana Krall. Até Dezembro vão passar em Lamego grandes produções internacionais, com especial destaque para o bailado “O Lago dos Cisnes”, pela compan hia Russian Classical Ballet e também para um espectáculo de Natal para toda a família, com a companhia Krash, vinda da Colômbia com a “Surpresa de Natal”.

O encerra mento da tou r née “ 7 Meta morphosis” da cantora “Yola nda” é ta mbém u m ponto forte neste trimestre. A programação do TRC trará ainda a Lamego outros espectáculos dos quais são exemplo um concerto intimista de “Rita Guerra”, a companhia espanhola “Elefante Elegante”, o teatro de revista “Ó Zé põe-te em pé”, com “Tozé Martinho”, a “Orquestra do Norte”, ou um espectáculo de novo circo, “Patas Arriba”.

17h00, 19h20, 21h40, 00h20* O Último Destino 5 (M16) (Digital 3D)

Sessões diárias às 21h50, 00h30* A Morte de Carlos Gardel (M12) (Digital)

17h00, 21h40, 23h50* Amor, Estúpido e Louco (M12) (Digital)

Spy Kids 4 - Todo o Tempo do Mundo (M6) (Digital 3D)

Sessões diárias às 11h00*(Dom.), 13h40, 16h00, 18h20, 21h20, 00h00* O Guarda do Zoo (M6) (Digital)

PALÁCIO DO GELO (LUSOMUNDO) Sessões diárias às 11h00 (Dom.), 13h20, 15h45, 18h10 Os Smurfs (M6) (Digital 3D)

Sessões diárias às 21h50, 00h20* Um Dia (M12) (Digital)

Sessões diárias às 14h10, 16h30, 18h50, 21h30, 00h00 Meia-Noite em Paris (M12Q) (Digital)

Sessões diárias às 14h30, 17h10, 21h00, 23h40* Cuidado Com o Que Desejas (M12) (Digital)

Sessões diárias às 18h30, 21h00, 23h30* Amigos Coloridos (M12) (Digital)

Sessões diárias às 13h30, 16h00, 18h40, 21h20, 00h10* Colombiana (M16) (Digital)

Sessões diárias às 14h30, 16h45, 19h00, 21h40, 23h40* A Casa de Sonhos (M16) (Digital)

roteiro cinemas VISEU FORUM VISEU (LUSOMUNDO) Sessões diárias às 11h10* (Dom.), 13h50, 16h20, 18h40 Os Smurfs (M6) (Dob.) (Digital)

Sessões diárias às 14h20, 16h30, 19h00, 21h10, 23h50* O Hospício (M16) (Digital) Sessões diárias às 13h30, 16h10, 18h50, 21h30, 00h10* Killer Elite - O Confronto (M12) (Digital) Sessões diárias às 14h40,

Maria João Forte é minha amiga. É socióloga. Seu mester entender dos homens. Houve um tempo em que percorreu comigo as Terras do Demo e delas se apaixonou. De longe em longe regressa. Li hoje um texto seu publicado já noutro jornal. E o meu texto de hoje não é mais que um eco do seu texto. E da mágoa, que eu comungo, de ter visto desaparecer esse ingénuo monumento, a modesta casa de balcão, em Peroviseu, quase aqui ao lado, onde há mais de cem anos acontecia o Sermão do Encontro da Procissão de Sexta-Feira Santa a que ela assistiu desde menina. Onde não acontecerá. Jamais. Fica o seu texto, memória: - Não constavas dos edifícios protegidos. Não senhor. Não entravas nas rotas do xisto, dos sabores, dos castros, das antas. Não senhor. Não te fotografaram para o catálogo das atrações autárquicas. Não senhor. Não te mostraram na televisão. Não senhor. Não deste nome a um site. Não senhor. Eras frágil, pequena e tinhas um balcão. Na Quaresma, o manto macio da Senhora limpava-te as lá-

Sessões diárias às 14h20,

Tiago Virgílio Pereira

Sessões diárias às 11h20, 14h00, 16h10*

Legenda * Sexta e Sábado e 3ª feira

grimas pela lonjura dos filhos nas trincheiras, em África e em França. Mataram-te no Largo do Encontro. Tocaram as matracas. Ouviu-se ao longe um grito de Verónica. Em latim. – Talvez alguém tivesse chorado ao ver o inútil desmoronar daquela casa como chorava na Procissão do Enterro, em Sexta-Feira Santa, quando o oficiante lembrava os sofridos passos de um Senhor dos Passos que os homens de Peroviseu, vestidos de opas roxas, carregavam sobre os ombros, em andor, Verónica atrás amparando o lenço com a face sofredora do Cristo que subia o Monte, anjinhos de asas brancas, velas acesas nas janelas e nas mãos das mulheres, o compasso da música no rumor da noite. Maria João Forte, a minha amiga, clamando sobre este atentado a um lugar de práticas populares de matriz cristão. Ela que celebra em cada manhã o Sol do Neolítico e a Lua Cheia sobre o entardecer e sempre uma Terra Mãe fecunda e generosa como o chão das hortas da aldeia de onde agora se roubou um pedaço de memória.

Estreia da semana

ACasa de Sonhos– Há quem diga que todas as casas têm memórias. Mas para um homem, a sua casa é o local que ele mataria para esquecer. «A Casa dos Sonhos» com Daniel Craig, Naomi Watts e Rachel Weisz, é um filme de suspense sobre uma família que, inadvertidamente, se muda para uma casa onde ocorreram terríveis assassinatos… apenas para descobrir que o novo alvo... são eles.


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culturas

D Workshop de hip hop

Jornal do Centro 30 | Setembro | 2011

Organizado pela Alidanças– Ateliê de Dança, vai ter lugar no IPJ de Viseu, no dia 8 de Outubro, às 15h00, um workshop de “Hip Hop Newstyle”, orientado pelo actor, bailarino e coreógrafo Tarik Chand.

A IMPRENSA EM VIZEU IZE EU

Destaque

Dia Mundial da Música 1 de Outubro∑ Sugestão de algumas propostas que se “vão fazer ouvir” em Viseu

Palavra Final Paulo Bruno Alves

O Dia Mundial da Música foi instituído em 1975 pelo “International Music Council”, uma organização não-governamental, fundada em 1948, sob o patrocínio da UNESCO. Pretendia-se, assim, promover os valores da paz e da amizade por intermédio da música. Amanhã, e passadas mais de três décadas, a data continua a ser assinalada em todo o planeta. No distrito de Viseu, também o Dia Mundial da Música vai ser celebrado. Ficam algumas propostas.

Vouzela ∑ A Associação Cultural e Recreativa de Vouzela propõe um “Dia Musical Aberto”, amanhã, das 10h00 às 12h00. O objectivo é proporcionar um dia em que todos possam experimentar diversos instrumentos. ∑O município vai promover um concerto no Domingo, dia 2 de Outubro, na Alameda D. Duarte de Almeida, pelas 16h30. A iniciativa conta com a partici-

paulobruno@iol.pt

pação do grupo “In Medium Virtus”, do Agrupamento de Escolas de Vouzela e da Sociedade Musical Vouzelense.

Viseu ∑ Decorre hoje um espectáculo musical de tunas, que terá lugar no auditório do IPJ de Viseu, às 14h00. Esta actividade é organizada pelo IPJ de Viseu, em colaboração com a Fundação Mariana Sei-

xas e apoiada pela Associação de Solidariedade Social de Abraveses, Associação de Solidariedade Social de Farminhão e Centro Social de Boa Aldeia.

∑A Câmara Municipal de Viseu promove dois concertos pedagógicos pela Orquestra de Câmara do Piaget, dedicado aos mais novos. Assim, às 10h00, terá lugar um concerto na Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva e às 11h00 no Museu Almeida Moreira.

Variedades

“O meu amigo e eu!” em exposição O Pa l ácio do G elo Shopping acolhe, pelo terceiro ano consecutivo, uma exposição fotográfica inerente ao Dia Mundial do Animal, comemorado no dia 4 de

Outubro. A exposição “ O meu amigo e eu!” é promovida e organizada pela Escola Superior Agrária de Viseu e decorre entre os dias 1 e 10 de

Outubro, na entrada do piso -1, no Palácio do Gelo Shopping. A exposição fotográfica é aberta a toda a população. A ideia é retratar a relação de cumpli-

cidade existente entre os participantes e os seus animais de estimação. A exposição pretende sensibilizar a população para a protecção dos animais. TVP

Este é o último artigo da rubrica «A Imprensa em Vizeu» que publico no Jornal do Centro. Falo em nome próprio para expressar o meu profundo agradecimento ao Jornal do Centro pela oportunidade que me deu para publicar parte da investigação que apresentara em dissertação de Mestrado. Entretanto, esse trabalho está já publicado em livro, mas os artigos do Jornal do Centro não cessaram. Forame lançado o desafio de apresentar, em artigos sequenciais, parte do trabalho que visava algo mais do que a simples história do primeiro jornal diocesano de Viseu, A Folha (1901-1911). Rec upero a lg u m a s p a l a v r a s q u e fo r a m publicadas no dia em que foi impresso o artigo inicial da «Imprensa em Vizeu». Estava escrito na primeira página da edição n.º 163, do terceiro ano, de 29 de Abril de 2005: «Através da história de um jornal, um pouco da história de uma época». Em certa medida, assim foi acontecendo em cada artigo, em cada página impressa que transportou o leitor para um passado rico

Literatura

Carreira musical do grupo “Os Tubarões” em livro O livro “porViseu’60s - Retratos de Viseu e da vida musical do conjunto académico “Os Tubarões”, da autoria de Eduardo Pinto, foi apresentado no Hotel Montebelo, em Viseu. Num total de 192 páginas, o livro está dividido em duas partes. A primeira dedicada à cidade de Viseu, descrevendo as

principais ruas e pontos de encontro das pessoas com interesses comuns. A segunda parte do livro descreve a carreira musical do conjunto pop / rock “Os Tubarões” entre 1964 a 1968. “Os Tubarões”, nascidos em Viseu e sempre a ela ligados, foram finalistas do “Grande Concurso IÉ-IÉ”, tornando-se Embaixadores

da cidade de Viseu, e integraram o conjunto privativo do Casino da Figueira. O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas disse que “todos deviam ter o amor à cidade como tem Eduardo Pinto”. O autor lembrou as “avarias”, próprias de adolescentes e apelidou os anos 60 como sendo “os melhores anos de sempre”. TVP

A Eduardo Pinto, na sessão de autógrafos

de uma região que então demonstrava a força que hoje deve ser reconhecida por todos. Não foi apenas apresentada a história da Imprensa da região de Viseu, mas também a história da própria cidade, através da história do seu primeiro jornal diocesano, num período político conturbado, como foi o fim da Monarquia e o princípio da República. Quis o acaso do tempo que esta rubrica terminasse no ano em que se decorreram as comemorações do primeiro centenário da República. Julgo que não houve melhor coincidência. Da minha parte, como investigador destas matérias, ficarei satisfeito se durante estes últimos seis anos tiver conseguido captar no mais fiel dos leitores uma assiduidade perseverante, aguardando pela publicação sequencial da «Imprensa em Vizeu». E, de resto, ficarei ainda mais satisfeito se souber ter contribuído para lhe promover o gosto pelo conhecimento de uma cidade e de uma região que me têm apaixonado cada vez mais. Muito obrigado. Até sempre.


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culturas

D “A Ressaca 2”, em Lamego

O Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, propõe uma sessão de comédia com o filme “A Ressaca 2”. A exibição do filme é hoje, pelas 21h30. O preço varia entre os 3 e os 4 euros.

conversas

Destaque

“Esta escrita da memória…” A propósito de “Etnografismos II” ∑ Concelho de Sernancelhe, de Alberto Correia Há livros que nos agradam por motivos diversos. Por vezes, o agrado vem logo no seu aspecto gráfico, no papel, na textura, na imagem, na cor, e só depois , nos vêm a agradar pelo seu conteúdo. Este livro de Alberto Correia, até pelo título nos é grato: “Etnograf ias II – Concelho de Sernancelhe”. L ê -se nu m ápice . E depois relê-se com lenta fruição. Os seus sessenta textos foram publicados no Jornal do Centro, na secção de “Culturas” e sob o genérico “Arcas da Memória.” Não lhes cham a r i a c rón ic a s pa r a não os restringir a uma fixidez temporal, antes, como a “madeleine” de Proust, reminiscências de i m agens, de sons, de sabores, de ritos do tempo do rei Vemba, de histórias antigas, dos avós dos nossos avós… Há neles despojamento e singeleza poética, um “fazer” (poiesis) laborioso de artesão, que gosta de manusear, sem a tira nia do tempo, o material onde entalha, com amor, o seu sentir, nu m lon go perc u r so temporal, num espaço geográfico bem marcado, com actores de presença assegurada. Fa l a mos do conce lho de Sernancelhe de há meia dúzia de décadas, da Sarzeda de onde Alberto Correia é natural, da Lapa onde tem seu coração de peregrino incansável, juntando-lhe a Nave para configurar as sáfaras Terra s do Demo, onde o granito disputa à giesta a atalaia do planalto onde “Cristo nunca rompeu sandálias”.

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A “Cem anos para nascer, cem anos para cres-

cer, cem anos para morrer”

Uma revisitação porf iada que soa, odorosa ao rosmanin ho, às maias, às rosas e à terra húmida dos soutos milenares, nítida, bem toada, como harpejos de uma memória encantada e de inquestionável devoção às telúricas origens. Este tão sa luta r revivalismo, partilhado entre um caldo de cast a n h a s , o gor goleja r das águas do Távora e o acena r dolente dos ciprestes de guarda à igreja do Espírito Santo, é u m testemu n ho dado e deixado como apelo a todos quantos, nas arcas do peito, junto ao soar do coração ainda trazem, presentes e prenhes de sensibilidade nostálgica, os tempos gratos de um passado vivida mente sentido. Um regaço de sessenta rosas a perfumar o magusto de martainhas, junto à fonte de S. Francisco, ouvindo a garridice indómita de Amadeu ou as travessuras inquietas de Libório, ao gaio som do Barradas. Parafraseio o autarca José M á r io Ca rdoso, que no seu prefácio de beirão dos quatro costados, Homem da Serra, sente o que diz: “Alberto Correia ouviu, registou e guardou os ensina mentos que os anciãos, os donos da nossa identidade como povo, lhe legaram como se de um testamento se tratasse. Provavelmente, porque viram nele o homem capaz de valorizar e difundir o saber de antigamente.” E nós, que o relemos com guloso gosto, reiteramos: Decerto que sim! Paulo Neto

“Espero estar à altura do desafio”

Sandra Pereira Cantora

De Viseu para Londres, Sandra Pereira, vencedora da última edição do programa “Ídolos”, já está em “terras de sua Majestade” para tentar vingar no mundo da música. Durante o fim-de-semana, a jovem de 25 anos despediu-se dos amigos mais próximos. De Viseu, leva recordações e muita saudade dos amigos mais chegados e dos tempos de estudante contudo, é tempo de seguir em frente e desfrutar da “oportunidade da sua vida”. O Jornal do Centro acompanhou as últimas horas da cantora em solo lusitano. O que sente agora que está preste a realizar um sonho?

É um cocktail de emoções. Confesso que me sinto super realizada mas ao mesmo tempo ainda me custa acreditar que vou estar um ano longe do meu país. Londres, assusta-lhe?

Londres é diferente de tudo aquilo que conheço. É uma cidade em que há muita diversidade cultural e cheia de vida, e isso agrada-me bastante. Estou preparada para dar tudo de mim e lutar pelo meu sonho, o que realmente me assusta são as saudades e a mudança. De quem vai sentir mais saudades?

Dos meus amigos mais próximos, do meu namorado e dos meus pais, porque são as pessoas com quem tenho uma ligação mais íntima, despedir-me de todos eles não foi tarefa fácil. Quais as expectativas?

Conseguir assimilar todos os novos conheci-

mentos musicais na perfeição. Espero estar à altura do desafio. Conhecer a cidade e o país e visitar tudo o que estiver ao meu alcance e, são outras das minhas grandes prioridades. O que significa esta experiência?

É a oportunidade da minha vida. É pena não poder levar todos aqueles que mais amo numa caixinha comigo porque seria muito mais fácil para mim mas a vida é assim mesmo. Como correu a despedida em Viseu?

A despedida em Viseu foi feita em várias partes, conheço muita gente e teve que ser assim. Despedi-me dos meus amigos mais chegados, amigos da faculdade e colegas de luta. Foi uma semana muito intensa emocionalmente, passei a semana a chorar e a rir. Apesar de ter sido sempre uma rapariga rebelde, sou muito ligada a quem amo. Tiago Virgílio Pereira


Jornal do Centro

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em foco

texto e fotos ∑ Tiago Virgilio Pereira

Auto Sertório em festa!

A

Da esquerda para a direita: Paulo Costa (Responsável comercial REDE Automóveis Citroën), Sérgio Marques (Administrador da Auto Sertório), Olivier Thrierr (Director Geral da Automóveis Citroën , Sónia Marques (Administradora Auto Sertório), Horácio Marques (Fundador e Administrador da Auto Sertório)

A Auto Sertório, empresa situada na Estrada Nacional nº2, em Repeses, Viseu, especialista em compra e venda de automóveis da marca Citroën, celebrou dois momentos importantes na sua história. A empresa comemorou 44 anos de existência e, paralelamente, remodelou as instalações, tornandoas mais funcionais e atractivas para o cliente. “Removámos a imagem Citroën, como está a contecer em todo o mundo, e também o espaço, com novas valências - um simulador em que o cliente consegue configurar o carro à sua medida - e um museu, onde constam alguns carros antigos da marca”, disse Sérgio Marques, um dos administradores da empresa. O investimento rondou os 750 mil euros e o objectivo passa por aumentar a procura, o que se traduzirá num aumento de vendas. A festa atraiu dezenas de clientes, funcionários e convidados, todos afirmaram que “a Citroën está melhor”.


Jornal do Centro 30 | Setembro | 2011

em foco Os 30 anos do GNR nos “Melhores Anos” de Viseu

O Grupo Novo Rock, mais conhecido por GNR, está a comemorar 30 anos de existência. Há metade desse tempo existe o baile/festa “Os Melhores Anos” - uma organização do ex-”tubarão” Eduardo Pinto e da Visabeira Turismo. “Os Melhores Anos” aconteceram no passado sábado e mais uma vez reuniram centenas de convivas, desta vez sob o mote das tílias que caracterizam Viseu. Um grupo de dançarinas sevilhanas, mesmo de Sevilha, encantou o início do jantar dançante. Entre acordes da orquestra “Os Melhores Anos” e de um grupo de jazz convidado, o jantar serviu de ponto de encontro e convívio para centenas de pessoas que recordam a Viseu de há três ou quatro décadas, altura em que os bailes eram mais populares. Mas o momento alto foi a actuação dos GNR. O líder da banda do Porto, Rui Reininho, lembrou anos passados em Viseu, em concertos na discoteca The Day After e conquistou o baile viseense.

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texto e fotos ∑ José Lorena


Jornal do Centro

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saúde O combate não deverá ser feito à custa da diminuição do número de enfermeiros”

Isabel Oliveira, enfermeira, candidata a presidente da secção regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros,para o mandato de 2012-2015. As eleições decorrem dia 12 de Dezembro. Porque se candidata?

Esta candidatura surge com o espírito da renovação. Pretende fundamentalmente aproximar os enfermeiros e a Ordem, defender os interesses da profissão, não esquecendo e respeitando o percurso realizado até hoje pela Ordem dos Enfermeiros. No entanto, para que isso aconteça, são necessárias pessoas novas que venham dos contextos de prática profissional e compreendam as dificuldades e constrangimentos que vivem a maior parte dos enfermeiros. Identifico-me claramente com esta filosofia e foi por este motivo que aceitei o desafio que o enfermeiro Germano Couto me lançou. A maioria dos elementos desta lista são provenientes de diferentes contextos na prática, não estão directamente ligados à Ordem e trazem consigo uma pers-

pectiva real daquilo que os enfermeiros esperam da sua Ordem. Caso seja eleita que obstáculos pensa enfrentar?

O actual contexto social, político e económico exacerbará as dificuldades já existentes. Este será certamente um obstáculo! O que não queremos é que um dos obstáculos seja o distanciamento entre os enfermeiros e a Ordem. Isto prejudicaria a resolução dos problemas que poderão surgir pelo caminho. No entanto, o actual contexto poderá também proporcionar a janela de oportunidade que os enfermeiros necessitam para demonstrar os ganhos financeiros resultantes do investimento em mais cuidados de enfermagem . O desemprego e a remuneração abaixo das qualificações profissionais são os principais problemas dos enfermeiros. De que forma a Ordem poderá dar resposta a estes problemas?

A resposta a estas questões depende essencialmente da vontade política. Se por um lado a Administração Central dos Serviços de Saúde afirma que faltam

enfermeiros nos serviços de saúde, por outro lado, o poder político não permite a contratação de novos enfermeiros. O problema começa aqui. Por isso, ou os decisores políticos assumem que não faltam profissionais e encerram escolas de enfermagem, ou admitem os profissionais que comprovadamente faltam nos serviços de saúde para dar resposta às necessidades da população em cuidados de enfermagem. Compete à Ordem desenvolver estratégias incisivas, pressionando a revisão do actual quadro legislativo para o Ensino Superior de Enfermagem. Está em causa segurança dos cidadãos e a qualidade dos cuidados prestados. O que pensa da proliferação de pós-licenciaturas na área da enfermagem?

Vieram dar resposta, em algumas situações, à grande procura por parte dos enfermeiros que se sentiram forçados a investir mais nos seus percursos académicos. A oferta formativa deve corresponder às reais necessidades da população em cuidados especializados. É por este

pondem aos resultados obtidos? A Organização Mundial de Saúde refere que 20 a 40 por cento das despesas de saúde resultam do desperdício por ineficiência. A resposta às necessidades de cuidados de saúde de uma população não deve ficar refém do desperdício. Devem encontrar-se estratégias para reduzir o desperdício e manter a mesma qualidade de cuidados. Ter um SNS dos melhores do mundo mas com custos que são três vezes superiores a outros modelos é considerado ineficiência e ingerência. Portugal não conseguirá, por muito mais tempo, manter este tipo de gestão.

A “ A candidatura surge com o espírito e renovação” motivo que urge implementar o Desenvolvimento Profissional Tutelado. O que pensa dos anunciados cortes na saúde?

Medidas que permitam combater o desperdício, tornar o sistema mais eficiente, sem comprometer a acessibilidade e a qualidade dos cuidados prestados, serão bem recebidas pelos cidadãos e pelos profissionais de saúde.

Contudo, esse combate não deverá ser feito à custa da diminuição do número de enfermeiros nas equipas da saúde. Os cuidados hospitalares geram desperdício ou respondem às necessidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS)?

O SNS português é considerado um dos melhores do mundo. Mas será que os recursos utilizados corres-

Quais os principais problemas que os cidadãos enfrentam hoje em dia como utilizadores do SNS?

Os cuidados de saúde primários deveriam ser a porta de entrada para o sistema. A reconfiguração dos uidados de saúde primários já começou, mas são ainda poucos os locais onde se sente a melhoria efectiva do acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde. Emília Amaral (entrevista respondida por email)


Jornal do Centro

SAÚDE 35

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População assina contra falta de médicos Em Vila Nova de Paiva, a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde do Distrito de Viseu ent regou n a terça-feira u m aba i xo -assi nado com duas mil assinaturas à direcção do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Dão - L a f ões I I pa ra ex ig i r m a is méd icos no Centro. António Macário, que integra esta comissão, i n ser ida nu m a out ra

que agrega os serviços públicos de saúde do distrito de Viseu, explicou à agência Lusa que em causa está “um forte descontentamento” da população com o serviço prestado em Vila Nova de Paiva. “Num concelho com o i to m i l h a b i t a n t e s , mais de seis mil estão inscritos neste centro de saúde mas, porque se deparam com uma fa lta evidente de médicos, vêem-se obriga-

dos a procu ra r assistência em concel hos vizinhos como Viseu ou Moi menta da B eira”, descreveu António Macário. Pa ra os utentes daquele centro de saúde, “ter apenas três médicos pa ra ta nta gente, com férias, baixas… é manifestamente escasso”. “As dif iculdades são muitas porque a i nda há cerca de um a no este centro de saú-

de (de V i l a Nova de Paiva) tin ha cinco médicos. Hoje são apenas três, com prof u ndos ref lexos na qualidade do atend i mento prestado à s pessoas do concel h o ”. , s i n a l i z o u A n tónio Macário. Este tipo de protesto tem-se repetido com frequência na região e sempre pela diminuição do número de médicos afectos aos centros de saúde. EA/Lusa

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Jornal do Centro

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30 | Setembro | 2011

GUIA DE RESTAURANTES RESTAURANTES VISEU RESTAURANTE O MARTELO Especialidades Cabrito na Grelha, Bacalhau, Bife e Costeleta de Vitela. Folga Segunda-feira. Morada Rua da Liberdade, nº 35, Falorca, 3500-534 Silgueiros. Telefone 232 958 884. Observações Vinhos Curral da Burra e Cavalo de Pau. RESTAURANTE BEIRÃO Especialidades Bife à Padeiro, Posta de Vitela à Beirão, Bacalhau à Casa, Bacalhau à Beirão, Açorda de Marisco. Folga Segunda-feira (excepto Verão). Preço médio refeição 12,50 euros. Morada Alto do Caçador, EN 16, 3500 Viseu. Telefone 232 478 481 Observações Aberto desde 1970. RESTAURANTE TIA IVA Especialidades Bacalhau à Tia Iva, Bacalhau à Dom Afonso, Polvo à Lagareiro, Picanha. Folga Domingo. Preço médio refeição 15 euros. Morada Rua Silva Gaio, nº 16, 3500-203 Viseu Telefone 232 428 761. Observações Refeições económicas ao almoço (2ª a 6ª feira) – 6,5 euros. RESTAURANTE O VISO Especialidades Cozinha Caseira, Peixes Frescos, Grelhados no Carvão. Folga Sábado. Morada Alto do Viso, Lote 1 R/C Posterior, 3500-004 Viseu. Telefone 232 424 687. Observações Aceitamse reservas para grupos. CORTIÇO Especialidades Bacalhau Podre, Polvo Frito Tenrinho como Manteiga, Arroz de Carqueja, Cabrito Assado à Pastor, Rojões c/ Morcela como fazem nas Aldeias, Feijocas à maneira da criada do Sr. Abade. Folga Não tem. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Rua Augusto Hilário, nº 45, 3500-089 Viseu. Telefone 232 423 853 – 919 883 877. Observações Aceitam-se reservas; Takeway. RESTAURANTE O CAMBALRO Especialidades Camarão, Francesinhas, Feijoada de Marisco. Folga Não tem. Morada Estrada da Ramalhosa, nº 14, Rio de Loba, 3500825 Viseu. Telefone 232 448 173. Observações Prato do dia - 5 euros. RESTAURANTEPORTASDOSOL Especialidades Arroz de Pato com Pinhões, Catalana de Peixe e Carne, Carnes de Porco Preto, Carnes Grelhadas com Migas. Folga Domingo à noite e Segunda-feira. Morada Urbanização Vilabeira Repeses - Viseu. Telefone 232 431 792. Observações Refeições para grupos com marcação prévia.

TORRE DI PIZZA Especialidades Pizzas, Massas, Carnes. Folga Segunda-feira. Morada Avenida Cidade de Aveiro, Lote 16, 3510-720 Viseu. Telefone 232 429 181 – 965 446 688. Observações Menu económico ao almoço – 4,90 euros.

RESTAURANTE SAGA DOS SABORES Especialidades Cozinha Tradicional, Pastas e Pizzas, Grelhados, Forno a Lenha. Morada Quinta de Fora, Lote 9, 3505-500 Rio de Loba, Viseu Telefone 232 424 187 Observações Serviço Take-Away.

RESTAURANTE CLUBE CAÇADORES Especialidades Polvo à Lagareiro, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito Churrasco, Javali na Brasa c/ Arroz de Feijão, Arroz de Perdiz c/ Míscaros, Tarte de Perdiz, Bifes de Veado na Brasa. Folga Quartafeira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Muna, Lordosa, 3515-775 Viseu. Telefone 232 450 401. Observações Reservas para grupos e outros eventos.

O CANTINHO DO TITO Especialidades Cozinha Regional. Folga Domingo. Morada Rua Mário Pais da Costa, nº 10, Lote 10 R/C Dto., Abraveses, 3515174 Viseu. Telefone 232 187 231 – 962 850 771.

SOLAR DO VERDE GAIO Especialidades Rodízio à Brasileira, Mariscos, Peixe Fresco. Folga Terça-feira. Morada Mundão, 3500-564 Viseu. www.solardoverdegaio.pt Telefone 232 440 145 Fax 232 451 402. E-mail geral@ solardoverdegaio.pt Observações Salão de Dança – Clube do Solar – Sextas, Sábados até às 03.00 horas. Aceita Multibanco. RESTAURANTE SANTA LUZIA Especialidades Filetes Polvo c/ Migas, Filetes de Espada com Arroz de Espigos, Cabrito à Padeiro, Arroz de Galo de Cabidela, Perdiz c/ Castanhas. Folga Segunda-feira. Morada EN 2, Campo, 3510-515 Viseu. Telefone 232 459 325. Observações Quinzena da Lampreia e do Sável, de 17 de Fevereiro a 5 de Março. “Abertos há mais de 30 Anos”. PIAZZA DI ROMA Especialidades Cozinha Italiana (Pizzas, Massas, Carnes e Vinhos). Folga Domingo e segunda-feira ao almoço. Morada Rua da Prebenda, nº 37, 3500-173 Viseu Telefone 232 488 005. Observações Menu económico ao almoço. RESTAURANTE A BUDÊGA Especialidades Picanha à Posta, Cabrito na Brasa, Polvo à Lagareiro. Acompanhamentos: Batata na Brasa, Arroz de Feijão, Batata a Murro. Folga Domingo. Preço médio por refeição 12,50 euros. Morada Rua Direita, nº 3, Santiago, 3500-057 Viseu. Telefone 232 449 600. Observações Vinhos da Região e outros; Aberto até às 02.00 horas. COMPANHIA DA CERVEJA Especialidades Bifes c/ Molhos Variados, Francesinhas, Saladas Variadas, Petiscos e outras. Preço médio refeição 12 euros. Morada Quinta da Ramalhosa, Rio de Loba (Junto à Sub-Estação Eléctrica do Viso Norte), 3505-570 Viseu Telefone 232 184 637 - 918 680 845. Observações Cervejaria c/amplo espaço (120 lugares), exclusividade de cerveja em Viseu, fácil estacionamento, acesso gratuito à internet.

RESTAURANTEBELOSCOMERES(ROYAL) Especialidades Restaurantes Marisqueiras. Folga Não tem. Morada Cabanões; Rua da Paz, nº 1, 3500 Viseu; Santiago. Telefone 232 460 712 – 232 468 448 – 967 223 234. Observações Casamentos, baptizados, convívios, grupos. TELHEIRO DO MILÉNIO QUINTA FONTINHA DA PEDRA Especialidades Grelhados c/ Churrasqueira na Sala, (Ao Domingo) Cabrito e Aba Assada em Forno de Lenha. Folga Sábados (excepto para casamentos, baptizados e outros eventos) e Domingos à noite. Morada Rua Principal, nº 49, Moure de Madalena, 3515016 Viseu. Telefone 232 452 955 – 965 148 341. EÇA DE QUEIRÓS Especialidades Francesinhas, Bifes, Pitas, Petiscos. Folga Não tem. Preço médio refeição 5,00 euros. Morada Rua Eça de Queirós, 10 Lt 12 - Viseu (Junto à Loja do Cidadão). Telefone 232 185 851. Observações Take-away. GREENS RESTAURANTE Especialidades Toda a variedade de prato. Folga Não tem. Preço médio refeição Desde 2,50 euros. Morada Fórum Viseu, 3500 Viseu. Observações www.greensrestaurante.com MAIONESE Especialidades Hamburguers, Saladas, Francesinhas, Tostas, Sandes Variadas. Folga Não tem. Preço médio refeição 4,50 euros. Morada Rua de Santo António, 59-B, 3500-693 Viseu (Junto à Estrada Nacional 2). Telefone 232 185 959. RESTAURANTEOPOVIDAL Especialidades Arroz de Pato, Grelhados. Folga Domingo. Morada Bairro S. João da Carreira Lt9 1ª Fase, Viseu. Telefone 232 284421. Observações Jantares de grupo.

RESTAURANTEROSSIOPARQUE Especialidades Posta à Viseu, Espetada de Alcatra ao Alho, Bacalhau à Casa, Massa c/ Bacalhau c/Ovos Escalfados, Corvina Grelhada; Acompanhamentos: Migas, Feijão Verde, Batata a Murro. Folga Domingo. Morada Rua Soar de Cima, nº 55 (Junto ao Jardim das Mães – Rossio), 3500211 Viseu. Telefone 232 422 085. Observações Refeições económicas (2ª a 6ª feira) – sopa, bebida, prato e sobremesa ou café – 6,50 euros. FORNODAMIMI Especialidades Assados em Forno de Lenha, Grelhados e Recheados (Cabrito, Leitão, Bacalhau). Folga Não tem. Preço médio por refeição 14 euros. Morada Estrada Nacional 2, Vermum Campo, 3510-512 Viseu. Telefone 232 452 555. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado. QUINTADAMAGARENHA Especialidades Lombinho Pescada c/ Molho de Marisco, Cabrito à Padeiro, Nacos no Churrasco. Folga Domingo ao jantar e Segunda-feira. Preço médio por refeição 15 euros. Morada Nó 20 A25, Fragosela, 3505-577 Viseu. Telefone 232 479 106 – 232 471 109. Fax 232 479 422. Observações Parque; Serviço de Casamentos. CHURRASQUEIRARESTAURANTESTºANTÓNIO Especialidades Bacalhau à Lagareiro, Borreguinho na Brasa, Bacalhau à Brás, Açorda de Marisco, Açorda de Marisco, Arroz de Lampreia. Folga Quarta. Morada Largo Mouzinho de ALbuquerque (Largo Soldado Desconhecido). Telefone 232 436 894. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes, Festas. RODÍZIOREAL Especialidades Rodízio à Brasileira. Folga Não tem. Preço médio por refeição 19 euros. Morada Repeses, 3500-693 Viseu. Telefone 232 422 232. Observações Casamentos, Baptizados, Banquetes; Restaurante Certificado.

RESTAURANTE CACIMBO Especialidades Frango de Churrasco, Leitão à Bairrada. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua Alexandre Herculano, nº95, Viseu. Telefone 232 422 894 Observações Serviço Take-Away. RESTAURANTE PINHEIRÃO Especialidades Rodízio à Brasileira, Carnes e Peixes Grelhados. Folga Domingo à noite e Segunda. Sugestão do dia (Almoço): 6,50 euros almoço. Morada Urb. da Misericórdia, Lt A4, A5, Cabanões, Ranhados. Telefone 232 285 210 Observações Serviço de grupo e baptizados.

Telefone 232 762 259 – 965 118 803. Observações Leitão por encomenda.

NELAS RESTAURANTE QUINTA DO CASTELO Especialidades Bacalhau c/ Broa, Bacalhau à Lagareiro, Cabrito à Padeiro, Entrecosto Vinha de Alhos c/ Arroz de Feijão. Folga Sábado (excepto p/ grupos c/ reserva prévia). Preço médio refeição 15 euros. Morada Quinta do Castelo, Zona Industrial de Nelas, 3520-095 Nelas. Telefone 232 944 642 – 963 055 906. Observações Prova de Vinhos “Quinta do Castelo”.

PENALVA DO CASTELO

VOUZELA

O TELHEIRO Especialidades Feijão de Espeto, Cabidela de Galinha, Arroz de Míscaros, Costelas em Vinha de Alhos. Folga Não tem. Preço médio por refeição 10 euros. Morada Sangemil, Penalva do Castelo. Observações Sopa da Pedra ao fim-de-semana.

RESTAURANTE O REGALINHO Especialidades Grelhada Mista, Naco de Vitela na Brasa c/ Arroz de Feijão, Vitela e Cabrito no Forno, Migas de Bacalhau, Polvo e Bacalhau à Lagareiro. Folga Domingo. Preço médio refeição 10 euros. Morada Rua Teles Loureiro, nº 18 Vouzela. Telefone 232 771 220. Observações Sugestões do dia 7 euros.

TONDELA RESTAURANTE BAR O PASSADIÇO Especialidades Cozinha Tradicional e Regional Portuguesa. Folga Domingo depois do almoço e Segunda-feira. Morada Largo Dr. Cândido de Figueiredo, nº 1, Lobão da Beira, 3460-201 Tondela. Telefone 232 823 089. Fax 232 823 090 Observações Noite de Fados todas as primeiras Sextas de cada mês.

SÃO PEDRO DO SUL RESTAURANTE O CAMPONÊS Especialidades Nacos de Vitela Grelhados c/ Arroz de Feijão, Vitela à Manhouce (Domingos e Feriados), Filetes de Polvo c/ Migas, Cabrito Grelhado c/ Arroz de Miúdos, Arroz de Vinha d´Alhos. Folga Quarta-feira. Preço médio por refeição 12 euros. Morada Praça da República, nº 15 (junto à Praça de Táxis), 3660 S. Pedro do Sul. Telefone 232 711 106 – 964 135 709.

OLIVEIRA DE FRADES

RESTAURANTE A COCHEIRA Especialidades Bacalhau Roto, Medalões c/ Arroz de Carqueija. Folga Domingo à noite. Morada Rua do Gonçalinho, 84, 3500-001 Viseu. Telefone 232 437 571. Observações Refeições económicas ao almoço durante a semana.

OS LAFONENSES – CHURRASQUEIRA Especialidades Vitela à Lafões, Bacalhau à Lagareiro, Bacalhau à Casa, Bife de Vaca à Casa. Folga Sábado (excepto Verão). Preço médio por refeição 10 euros. Morada Rua D. Maria II, nº 2, 3680-132 Oliveira de Frades.

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TABERNA DO LAVRADOR Especialidades Vitela à Lafões Feita no Forno de Lenha, Entrecosto com Migas, Cabrito Acompanhado c/ Arroz de Cabriteiro, Polvo Grelhado c/ batata a Murro. Folga 2ª Feira ao jantar e 3ª todo o dia. Preço médio refeição 12 euros. Morada Lugar da Igreja - Cambra - Vouzela. Telefone 232 778 111 917 463 656. Observações Jantares de Grupo. RESTAURANTE EIRA DA BICA Especialidades Vitela e Cabrito Assado no Forno e Grelhado. Folga 2ª Feira. Preço médio refeição 15 euros. Morada Casa da Bica - Touça - Paços de Vilharigues - Vouzela. Telefone 232 771 343. Observações Casamentos e Baptizado. www.eiradabica.com

FÁTIMA RESTAURANTE SANTA RITA Especialidades Bacalhau Espiritual, Bacalhau com camarão, Bacalhau Nove Ilhas, Bife de Atum, Alcatra, Linguiça do Pico, Secretos Porco Preto, Vitela. Folga Quarta-feira. Preço médio refeição 10 euros. Morada R. Rainha Santa Isabel, em frente ao Hotel Cinquentenário, 2495 Fátima. Telefone 249 098 041 / 919 822 288 Observações http:// santarita.no.comunidades.net; Aceita grupos, com a apresentação do Jornal do Centro 5% desconto no total da factura.

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ANTÓNIO PEREIRA DO AIDO Morada Rua Formosa, nº 7 – 1º, 3500135 Viseu. Telefone 232 432 588 Fax 232 432 560 CARLA DE ALBUQUERQUE MENDES Morada Rua da Vitória, nº 7 – 1º, 3500-222 Viseu Telefone 232 458 029 Fax 232 458 029 Fax 966 860 580 MARIA DE FÁTIMA ALMEIDA Morada Av. Dr. Alexandre Alves nº 35. Piso 0, Fracção T - 3500-632 Viseu Telefone 232 425 142 Fax 232 425 648 CATARINA DE AZEVEDO Morada Largo General Humberto Delgado, nº 1 – 3º Dto. Sala D, 3500-139 Viseu Telefone 232 435 465 Fax 232 435 465 Telemóvel 917 914 134 Email catarina-azevedo-5275c@adv. oa.pt CARLA MARIA BERNARDES Morada Rua Conselheiro Afonso de Melo, nº 39 – 2º Dto., 3510-024 Viseu Telefone 232 431 005 JOÃO PAULO SOUSA M o r a d a L g. Genera l Humber to

Delgado, 14 – 2º, 3500-139 Viseu Telefone 232 422 666 ADELAIDE MODESTO Morada Av. Dr. António José de Almeida, nº275 - 1º Esquerdo - 3510047 Viseu Telefone/Fax 232 468 295 JOÃO MARTINS M o r a d a R ua D. A ntón io A lves Martins, nº 40 – 1º A, 3500-078 Viseu Telefone 232 432 497 Fax 232 432 498

ANA PAULA MADEIRA Morada Rua D. Francisco Alexandre Lobo, 59 – 1º DF, 3500-071 Viseu Telefone 232 426 664 Fax 232 426 664 Telemóvel 965 054 566 Email anapaula.madeira@sapo.pt

CONCEIÇÃO NEVES E MICAELA FERREIRA – ADVOGADAS Morada Av. Dr. António José de Almeida, 264 – Forum Viseu [NOVAS I NS TA L AÇÕE S], 3510 - 0 43 Viseu Telefone 232 421 225 Fax 232 426 454

MANUEL PACHECO Morada Rua Alves Martins, nº 10 – 1º, 3500-078 Viseu Telefones 232 426 917 / 232 423 587 - Fax 232 426 344

BRUNO DE SOUSA Esc. 1 Morada Rua D. António Alves Martins Nº 40 2ºE 3500-078 VISEU Telefone 232 104 513 Fax 232 441 333 Esc. 2 Morada Edifício Guilherme Pereira Roldão, Rua Vieira de Leiria N º14 2430 - 30 0 Ma r i n ha Gra nde Telefone 244 110 323 Fax 244 697 164 Tlm. 917 714 886 Áreas preferenciais Crime | Fiscal | Empresas

PAULO DE ALMEIDA LOPES Morada Quinta Del Rei, nº 10 - 3500401 Viseu Telefone/Fax 232 488 633 Email palopes-4765c@adv.oa.pt ANTÓNIO M. MENDES Morada Rua Chão de Mestre, nº 48, 1º Dto., 3500-113 Viseu Telefone 232 100 626 Email antonio.m.mendes3715c@adv.oa.pt ARNALDO FIGUEIREDO E FIRMINO MENESES FERNANDES Morada Av. Alberto Sampaio, nº 135 – 1º, 3510-031 Viseu Telefone 232 431 522 Fax 232 431 522 Email a-figueiredo@iol.pt e firminof@iol.pt MARQUES GARCIA Morada Av. Dr. António José de Almeida, nº 218 – C.C.S. Mateus, 4º, sala 15, 3514-504 Viseu Telefone 232 426 830 Fax 232 426 830 Email marques.garcia-3403c@advogados. oa.pt JOÃO NETO SANTOS Morada Rua Formosa, nº 20 – 2º, 3500134 Viseu Telefone 232 426 753 FABS – SOCIEDADE DE ADVOGADOS – RENATO FERNANDES, JOÃO LUÍS ANTUNES, PAULO BENFEITO Morada Av. Infante D. Henrique, nº 18 – 2º, 3510-070 Viseu Telefone 232 424 100 Fax 232 423 495 Email fabs.advogados@netvisao.pt

MANGUALDE

JOSÉ MIGUEL MARQUES Morada Rua 1º de Maio, nº 12 – 1º Dto., 3530-139 Mangualde Telefone 232 611 251 Fax 232 105 107 Telemóvel 966 762 816 Email jmiguelmarques4881c@adv.oa.pt JOSÉ ALMEIDA GONÇALVES Morada Rua Dr. Sebastião Alcântara, nº 7 – 1º B/2, 3530-206 Mangualde Telefone 232 613 415 Fax 232 613 415 Telemóvel 938 512 418 Email jose.almeida.goncalves-14291l@adv. oa.pt

NELAS

JOSÉ BORGES DA SILVA, ISABEL CRISTINA GONÇALVES E ELIANA LOPES Morada Rua da Botica, nº 1, 1º Esq., 3520-041 Nelas Telefone 232 949 994 Fax 232 944 456 Email j.Borges. silva@mail.telepac.pt

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CLASSIFICADOS 37

30 | Setembro | 2011

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Pedreiro de acabamentos com experiência. Tondela – Ref. 587766379

Cabeleireiro. Lamego - Ref. 587763573

Empregado de quartos – hotelaria preferência por candidato com experiência. Mortágua – Ref. 587768748 Recepcionista de hotel. Pretende-se candidato com experiência ou formação na área e domínio de línguas. Mortágua – Ref. 587768776 Trabalhador florestal com experiência na limpeza de matas. Mortágua – Ref. 587770846 Carpinteiro de limpos com experiência profissional como carpinteiro/a de limpos, para de uma forma autónoma colocar forro de madeira e outros elementos de carpintaria. Santa Comba Dão – Ref. 587765599 Engenheiro agrónomo / Arq. Paisagista. Santa Comba Dão – Ref. 587764799 Marteleiro com experiência mínima de 2 anos. Santa Comba Dão – Ref. 587772064 Cabeleireiro praticante de cabeleireiro c/carteira profissional. Tondela – Ref. 587757565 Costureira, trabalho em série. Pessoas com experiência. Tondela – Ref. 587768480

Servente - Construção civil e obras públicas. Candidato com ou s/experiência. Tondela – Ref. 587773490

Centro de Emprego de LAMEGO (254 655 192)

Pedreiro. Lamego - Ref. 587767580 Motorista de veículos pesados – mercadorias. Sernancelhe - Ref. 587773926 Cozinheiro. Vouzela - Ref. 587776291

Técnico de vendas. Lamego Ref. 587785146

Chefe de vendas. Lamego - Ref. 587776647

Escriturário de contabilidade. Lamego - Ref. 587785147

Caixeiro. Lamego - Ref. 587776660

Servente agrícola. São Pedro do Sul - Ref. 587785230

Operador de supermercado. Lamego - Ref. 587776673

Ajudante de cozinha. Vouzela Ref. 587785550 Cabeleireiro. Armamar - Ref. 587785610 Carpinteiro de limpos. Sernancelhe - Ref. 587785631 Cozinheiro. São João da Pesqueira - Ref. 587785640 Ajudante de padaria. Armamar - Ref. 587783128 Condutor de máquina de escavação. Tabuaço - Ref. 587783132 Técnico do ambiente. Nelas Ref. 587784373

Centro de Emprego de S. PEDRO DO SUL (232 720 170) Costureira, trabalho em série, com ou sem experiência. Vouzela – Ref. 587740785 Serralheiro civil, na área da serralharia. Oliveira de Frades – Ref. 587746650 Serralheiro mecânico / trabalhador similar. Vouzela – Ref. 587748245 Servente – Construção civil e obras públicas. Oliveira de Frades – Ref. 587748278

Pedreiro / calceteiro. Oliveira de Frades – Ref. 587755887 Pasteleiro com conhecimentos e experiência. São Pedro do Sul – Ref. 587758014

Centro de Emprego de VISEU (232 483 460) Serralheiros Civil. Viseu - Ref. 587781821 Encarregado de Construções Metálicas. Mangualde - Ref. 587783522 Cozinheira. Viseu - Ref. 58773528 Gestor de oficina automóvel. Viseu. - Ref. 587781310 Ajudante de cozinha. Viseu Ref. 587783611 Ajudante/Bate-Chapas. Viseu Ref. 587783446 Armador de Ferro. Viseu - Ref. 587780410 Técnico de Prótese. Viseu - Ref. 587780399 Cozinheiro. Viseu - Ref. 587780035 Estucador. Viseu - Ref. 587778436 Serralheiro. Nelas - Ref. 587778068 Ajudante Familiar. Penalva do Castelo - Ref. 587783457

Os interessados deverão contactar directamente os Centros de Emprego

Supervisor Nacional de Vendas /

Director Comercial

A DietMed, admite Supervisor Nacional de Vendas / Director Comercial Requisito Obrigatório: Residência no Distrito de Viseu Requisitos Preferenciais: Experiência na função; Experiência no Segmento de Mercado de Farmácia e/ou de Ervanária; Disponibilidade Imediata Contacto para envio de Curriculum Vitae:

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Procura no GIP de Vouzela está a aumentar O Gabinete de Inserção Profissional (GIP) de Vouzela tem registado este ano um aumento anormal do número de pessoas que procura o serviço relativamente ao ano passado. E m comu n ic ado, a Câmara Municipal concretiza que o gabinete “prestou informação a 55 jovens adultos desempregados, tendo no ano passado prestado apenas a oito”. Por outro lado, acrescenta a autarquia, o GIP “apoiou 72 utentes na procura activa de emprego, enquanto que em igual período do ano passado apenas

apoiou 18 utentes, e realizou acompanhamento personalizado a 96 desempregados em fase de inserção ou reinserção profissional, tendo acompanhado apenas 46 desempregados, em 2010”. O presidente da autarquia, Telmo Antunes faz duas leituras dos números: “primeiro acreditamos que este serviço tem vindo a afirmar-se e a comunidade já o reconhece e depois porque os ecos da crise também se reflectem na nossa região, onde o desemprego é também uma realidade”. EA

Acção de formação sobre Teatro Físico Na Fundação Lapa do Lobo, em Canas de Senhorim decorre de 11 a 14 de Outubro uma acção de formação sobre Teatro Físico (género teatral) com o formador António Oliveira da di-

recção artística da criação “Radar 360”. A acção de formação para maiores de 18 anos, limitada a 16 participantes, decorre nos quatro dias entre as 18h30 e as 21h30.


Jornal do Centro

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30 | Setembro | 2011

NECROLOGIA Maria dos Prazeres Gomes, 90 anos, viúva. Natural e residente em Belmiro Correia Martins, 75 anos, casado. Natural e residente Glória da Conceição Pereira Marinho, 88 anos, viúva. Natural Grijó, Gafanhão, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 27 de Se- em Burgueta, Santa Cruz da Trapa, São Pedro do Sul. O funeral de Refoios do Lima, Ponte de Lima e residente em Rio de Mouro, tembro, pelas 9.00 horas, para o cemitério de Gafanhão. realizou-se no dia 24 de Setembro, pelas 16.30 horas, para o ce- Sintra. O funeral realizou-se no dia 27 de Setembro, pelas 16.00

mitério de Santa Cruz da Trapa.

horas, para o cemitério de Avanca, Estarreja.

José Maria Silveira, 92 anos, viúvo. Natural e residente em Cujó, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 27 de Setembro, pelas 17.30 António de Figueiredo Rodrigues, 83 anos, casado. Natural de Agência Funerária Balula, Lda. horas, para o cemitério de Cujó. São Pedro do Sul e residente no Lar D. Rainha Leonor, em Viseu. Viseu Tel. 232 437 268 Agência Funerária Amadeu Andrade & Filhos, Lda. Castro Daire Tel. 232 382 238

O funeral realizou-se no dia 26 de Setembro, pelas 17.30 horas, para o cemitério de São Pedro do Sul.

José Rocha dos Santos, 90 anos, viúvo. Natural de São Pedro do António Alves de Almeida, 69 anos, divorciado. Natural e residen- Sul e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 22 de Sete em Figueiredo de Alva, São Pedro do Sul. O funeral realizou- tembro, pelas 16.00 horas, para o cemitério novo de Viseu. Mariana de Jesus Gomes, 83 anos, viúva. Natural e residente em se no dia 28 de Setembro, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Santo André, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 27 de Se- Figueiredo de Alva. Luís Lopes de Oliveira, 88 anos, casado. Natural de Rio de Loba e tembro, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Mangualde. residente em Caçador, Viseu. O funeral realizou-se no dia 23 de Leonor de Almeida Martins, 93 anos, viúva. Natural e residente Setembro, pelas 18.30 horas, para o cemitério de Barbeita. Silvério Pereira, 70 anos, casado. Natural e residente em Fornos em Figueiredo de Alva, São Pedro do Sul. O funeral realizou-se de Maceira Dão, Mangualde. O funeral realizou-se no dia 29 de no dia 29 de Setembro, pelas 10.00 horas, para o cemitério de Agência Funerária D. Duarte Setembro, pelas 16.30 horas, para o cemitério de Fornos de Ma- Figueiredo de Alva. Viseu Tel. 232 421 952 ceira Dão. Agência Funerária Loureiro de Lafões, Lda. Agência Funerária Ferraz & Alfredo S. Pedro do Sul Tel. 232 711 927 Joaquim Figueiredo de Oliveira, 80 anos, casado. Natural de OrMangualde Tel. 232 613 652 gens e residente em São Martinho de Orgens, Viseu. O funeral realizou-se no dia 24 de Setembro, pelas 17.00 horas, para o ceAurélio Emílio Pereira Pinto, 69 anos, casado. Natural de Tarouca mitério de Orgens. Maria Adélia Martins Sequeira, 74 anos, casada. Natural e resi- e residente em Esporões. O funeral realizou-se no dia 20 de Sedente em Santiago de Cassurães, Mangualde. O funeral realizou- tembro, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Esporões. Agência Funerária de Figueiró se no dia 27 de Setembro, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Viseu Tel. 232 415 578 Santiago de Cassurães. Américo Costa, 77 anos, viúvo. Natural de Carrazeda de Ansiães e residente em Ferreirim, Lamego. O funeral realizou-se no dia 20 Agência Funerária Pais de Setembro, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Ferreirim. José Ferreira Lopes, 44 anos, casado. Natural e residente em Fail. Mangualde Tel. 232 617 097 O funeral realizou-se no dia 23 de Setembro, pelas 17.30 horas, Agência Funerária Maria O. Borges Duarte para o cemitério local. Tarouca Tel. 254 679 721 Gracinda Pereira Gomes, 60 anos, solteira. Natural e residente em Maria da Nazaré Encarnação Santos, 73 anos, viúva. Natural de Pardieiros, Beijós. O funeral realizou-se no dia 23 de Setembro, Campo e residente em Vila Nova do Campo. O funeral realizou-se no pelas 17.00 horas, para o cemitério de Beijós. José dos Santos Caiado, 84 anos, casado. Natural e residente em dia 24 de Setembro, pelas 10.00 horas, para o cemitério de Campo. Moselos, Campo, Viseu. O funeral realizou-se no dia 27 de SetemAgência Funerária Nisa, Lda. bro para o cemitério de Campo. Maria Gabriela de Amaral Figueiredo, 57 anos. Natural de MaNelas Tel. 232 949 009 tança, Fornos de Algodres e residente em Viseu. O funeral realiAgência Horácio Carmo & Santos, Lda. zou-se no dia 25 de Setembro, pelas 9.30 horas, para o cemitério Vilar do Monte, Viseu Tel. 232 911 251 de Matança. Cidália Dias, 84 anos, viúva. Natural e residente em São João da Serra, Oliveira de Frades. O funeral realizou-se no dia 22 de Olívia Rodrigues de Almeida, 87 anos, viúva. Natural de Bodiosa Setembro, pelas 15.00 horas, para o cemitério de São João da Glorinda da Encarnação, 89 anos, viúva. Natural de Silgueiros e e residente em Travanca de Bodiosa. O funeral realizou-se no dia Serra. residente em Passos de Silgueiros. O funeral realizou-se no dia 24 25 de Setembro, pelas 11.00 horas, para o cemitério de Bodiosa. de Setembro, pelas 16.00 horas, para o cemitério de Silgueiros. João Dias Pereira, 79 anos, casado. Natural e residente em SobreiSara Correia, 81 anos, viúva. Natural de Santos Evos e residente ra de Reigoso, Oliveira de Frades. O funeral realizou-se no dia 28 José de Figueiredo, 85 anos, casado. Natural de Silgueiros e re- em Carragoso, Santos Evos. O funeral realizou-se no dia 28 de de Setembro, pelas 18.00 horas, para o cemitério de Reigoso. sidente em Porrinheiro de Silgueiros. O funeral realizou-se no Setembro, pelas 17.00 horas, para o cemitério de Santos Evos. dia 26 de Setembro, pelas 17.30 horas, para o cemitério de SilAgência Funerária Figueiredo & Filhos, Lda. gueiros. Agência Funerária Decorativa Viseense, Lda. Oliveira de Frades Tel. 232 761 252 Viseu Tel. 232 423 131


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clubedoleitor

Jornal do Centro - Clube do Leitor, Rua Santa Isabel, Lote 3, R/C, EP, 3500-680 Repeses, Viseu. Ou então use o email: redaccao@jornaldocentro.pt As cartas, fotos ou artigos remetidos a esta secção, incluindo as enviadas por e-mail, devem vir identificadas com o nome e contacto do autor. O semanário Jornal do Centro reserva-se o direito de seleccionar e eventualmente reduzir os originais. Não se devolvem os originais dos textos, nem fotos.

Parabéns a você nos 100 anos de vida Ainda a República não tinha feito um ano de vida e em Pinheiros de Tabuaço, nascia um menino a quem seria dado o nome de José Mendes. Cresceu como qualquer criança da época e por aqui sempre viveu. Sendo o mais velho de 8 irmãos, teve que começar a trabalhar muito cedo para ajudar no sustento da família. Durante toda a vida se dedicou à agricultura, fazendo ainda uns biscastes como carpinteiro, para criar os seus 6 filhos. Hoje vive alternadamente com duas filhas, e no passado dia 19 foi-lhe feita

uma festa digna para assinalar a efeméride. Toda a população da aldeia foi convidada, juntando mais de 250 pessoas num almoço, onde não faltou a animação. A surpresa chegou quando no ar apareceu uma avioneta com uma tarja onde se podia ler: “José Mendes, Parabéns-100 anos” que com ajuda de uns óculos ainda conseguiu ler. Um enorme bolo e a força de José Mendes para apagar as velas, resultou num uníssono parabéns a você. Apesar de nunca ter passado fome, os tempos eram muito difíceis.

Gostava de beber o seu copito, mas deixou de o fazer há já alguns anos. Só namorou com três raparigas, tendo a primeira ido embora da terra, a segunda foi para freira e casou com a terceira, de quem está viúvo há 15 anos. Hoje na companhia da família passa o tempo a ler e ver televisão, embora o sistema auditivo comece a falhar. Agora vou começar a contar os dias, para ver se consigo fazer mais um ano -diz José Mendes - com um sorriso rasgado. Rui Carvalho

“Um desfibrilador pode ajudar a salvar uma vida” Ninguém pode negar a importância de um Corpo de Bombeiros, para qualquer cidade. Nos lugares onde ele não existe, a preocupação da população é grande. O serviço do Bombeiro, actualmente, não se resume apenas a apagar incêndios. A evolução das corporações nas áreas de controlo de tragédias, epidemias, catástrofes, incêndios, assistência médica de emergência e resgate de vítimas de acidentes em lugares de difícil acesso é algo patente nos dias de hoje.

A importância na assistência médica pelos bombeiros é de extrema importância, pois são eles os primeiros a chegar na grande maioria dos casos. São eles que prestam os serviços primários de socorro as vítimas e, muitas vezes, são eles que salvam a vida a essas pessoas. O bombeiro é o herói do imaginário de todos nós, as crianças ficam maravilhadas quando da passagem de um carro de bombeiros, mesmo sabendo que ele está indo em socorro, sim, porque quando o bombei-

ro é chamado é para ajudar alguém em dificuldades. Milhares já morreram na tentativa de salvar a vida de outras pessoas ou tentando minimizar os prejuízos alheios. Ninguém é bombeiro por acaso, é necessário ter vocação para fazer o bem e ter consciência social e interesse pelos problemas da sociedade. Posto isto, também a Juventude Socialista de Sátão tem um profundo sentido de acção social e dever cívico, tentar ajudar os Bombeiros na sua tarefa diá-

ria, ou seja salvar vidas. Surgiu, então, a ideia de angariar verbas para a compra de um desfibrilador, instrumento electrónico que é utilizado quando existe paragem cardíaca, ajudando na reanimação da vítima. Instrumento indispensável a qualquer quartel de bombeiros, e daí e com a ajuda de todos decidimos angariar fundos para a compra de um desfibrilador para os Bombeiros Voluntários de Sátão. Nunca se sabe se um dia vamos ser nós a precisar, porque

FOTO DA SEMANA

nunca ninguém está livre de ter um contratempo na vida. Os bombeiros têm um lema que é “Vida por Vida”, vamos ajudar a cumprir esse lema, e tentar fazer também parte desta nobre missão que é salvar vidas. Espero Poder contar com a Ajuda de Todos. Pode seguir com mais pormenor em: http://www.facebook.com/ event.php?eid=254232097942332 Ricardo Santos Coordenador da Juventude Socialista de Sátão

HÁ UM ANO Distribuído com o

Expresso. Venda interdita.

DIRECTOR Publicidade

Pedro Costa

Especial Animais Jornal do

Centro

01 | Outubro

textos

e fotos ∑

| 2010

Raquel Rodrigues

Cobra Arara

Animais

12

especial

Chinchila

Tartaruga

for a Seja qual o animal razão ou por ter que optar casa, é em sua saber essencial gastos quais os que os mesmos

Aquário

474€

23€

147€ com cerca de alUm aquário de 60 centímetros 60 litros e que leva de

pedois Uma tartarugueira cerca de quena custapreço de uma o euros e varia entre oito tartaruga A alimen-

falamosNeste caso, 1941.50€ Falsa Coral. que são aves lhe de uma réptil é de 402€ do As araras até aos 100 O preço valor ao qual viver de da sua cor, podem o pre200 euros, preço médio Dependendopodem cussomado anos. O ronda os 1500 deve ser terrário (tenos 200 as chinchilas deve cada uma os 40 e ço de um o tamaeste valor tar entre animais que atenção euros. A o preço do em em adulespaeuros. “São animal acrescentar-se de muito (120 euros) nho do dos 60 até precisam pode ir que diz de um poleirogaiola (400 Luís Henriques, to), que de uma ço”, conta de uma euros. No

ou o preço tura, aos 200 e os 15 euros. comportam. do A alimentação custa cerca e, por isso, ser “composà alimentação, pode cheeuros). de água, Depois é prerespeito aconsedias tação deve a garantir a num conjunto vez gaiola adequada consiste compostas. O coneuros. Uma 100 euros. as espécies, A quatro Luís Henriques explita de modo roedores gar aos 185 deve ser mudo animal”, Cusde rações uma embalaque “os ciso escolher lha dar-se a cada duas saúde do atenção por semana utilizada pelo Dia Mundial (um Henriques.euros. preço de ronda os sempre tendo em gelados ca Luís 1 quilo que custam dada a areia fazer a sua que se de cinco gem de 10 quilos peixes precisam explica para semanas),quatro euros. ta cerca disso, uma peAnimal, euros e animal Para quatro de companhia”, da TonCada embalaesta cerca de Para além 40 euros. e o aquecique custa higiéne. cerca de cinco cálcio, custam uma arara nevariam Luís Henriques comemora duas A ilminação dra de preços o muito imporrespeito gem custa um euro, além disso, blocos de cáldizoo. Os cêntimos e os que diz pode os dois mento são cerca de de 90 euros. No segunda-feira, esta ano é indispene custam euros cessita entre os A alimentação tantes vezes por aspecto a ter custa 1.50 à alimentação,euros (emCentro 70 euros. cio, que dois euros. uma vez por tartacerca de sável. Outro Jornal do dada custar quatro1 quilo) ou 12 é que as cada um. deve ser que cada embade que hijunto em conta de dois balagem animais dia, sendo cerca de três foi saber, rugas são euros (embalagem é tamlagem custa meio). bernam. quilos e Importante da loja Tondizoo, ter e euros.a presença de uma 934 232 449 bém que pode quanto custa LOBA • natural, os 1,50 euros • RIO DE um animal planta custar entre manter DE VISEU e os 40 euros. ABANDONADOS de estimação.

CANTINHO

DOS ANIMAIS

ADOPTE-NOS

médio É de porte sete de idade. aos de três meses Será esterilizada com cerca e vacinada. Fêmea, e está desparasitada

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UM JORNAL COMPLETO

Semanário de 2010 01 de Outubro

> PRAÇA PÚBLICA pág. 02 > ABERTURA pág. 06 > À CONVERSA pág. 07 > REGIÃO pág. 08 > NEGÓCIOS pág. 14 > DESPORTO pág. 16 > CULTURAS pág. 18 > SAÚDE pág. 21 > RESTAURANTES pág. 24 > CLASSIFICADOS pág. 25 > NECROLOGIA pág. 26 > CLUBE DO LEITOR pág. 27

Sexta-feira Ano 9 N.º 446

1,00 Euro (IVA 5% incluído)

SEMANÁRIO

DA

REGIÃO DE VISEU

o.pt| centro.pt·www.jornaldocentr Viseu·redaccao@jornaldo Lt10,r/c.3500-187 TorresVasconcelos, RuaDonaMariaGracinda ·BairroS.JoãodaCarreira,

Dia do Animal Cantinho vai construir clínica veterinária com serviço social

Fátima Eusébio diz que a Sé de Viseu precisa de intervenção urgente

inovador

página 13

Vinho do Dão Clientes de 16 países analisam castas a convite da Dão Sul

página 14

∑ Responsável pelo Departamento da Diocese, de Bens Culturais

à conversa | página 7

Abertura Críticos reconhecem falta de oportunidades para músicos de Viseu

I República Câmara recorda republicanos de Viseu na passagem dos 100 anos

última

Publicidade

ial lança Associação Comerc horários petição contra novos | página 8 dos hipermercados

Nuno Ferreira

Nuno Ferreira

página 6

Nins

EDIÇÃO 446 | 01 DE OUTUBRO DE 2010

∑ A responsável pelo Departamento de Bens Culturais da Diocese de Viseu, Fátima Eusébio admitiu em entrevista ao Jornal do centro que a Sé necessita de obras urgentes.

José Lorena

Um ano depois, o plano de intervenções foi apresentado, mas a catedral continua à espera dessa intervenção.

∑ Há um ano estava na praça pública a polémica sobre

Há muito que acontecem rituais estranhos em zonas recatadas e matas das redondezas da cidade de Viseu. As zonas da serra do Crasto, Monte de Santa Luzia ou arredores do aeródromo Gonçalves Lobato são aquelas em que com mais frequência são encontrados estranhos vestígios ritualistas. Esta situação foi encontrada agora (provavelmente uma semana após ter acontecido) próximo de Casal de Mundão. Garrafas de vinho, fruta, colares, velas derretidas, bolos, flores... um pouco de tudo é deixado na floresta. Esta rubrica está aberta à participação dos leitores. Submeta a sua denúncia para redaccao@jornaldocentro.pt

a abertura dos hipermercados aos domingos à tarde e aos feriados, aprovada em Conselho de Ministros. De acordo com o Decreto-Lei as Câmaras tinham a última palavra de impedir a abertura ou não. Um ano depois, os hipermercados de Viseu estão a funcionar com o novo horário.


tempo: pouco nublado

JORNAL DO CENTRO 30 | SETEMBRO | 2011

Sábado, 1 Outubro

Castro Daire ∑ Inauguração da I Festa das Colheitas do concelho, às 18h00, no Largo da Feira das Vacas. O certame prolonga-se até domingo e é composto por “barraquinhas”, workshops, provas, recriações, jantar típico e concertos. Para domingo está agendado um desfile de carros de bois, às 12h00.

Domingo, 2 Vila Nova de Paiva ∑ Inauguração do Estádio Municipal de Pedralva; às 14h00, seguida de um jogo entre o Sport Club Paivense e a Associação Desportiva de Sátão. Mangualde ∑ Actividades desportivas e de qualidade de vida comemorativas do Dia Mundial do Coração, às 10h00, no Largo Dr. Couto. No final será formado um coração humano junto ao quartel dos Bombeiros Voluntários. A organização pede aos participantes para usarem uma t-shirt e um boné de cor branco o vermelho. Sátão ∑ Câmara leva idosos do concelho em passeio ao Santuário de Fátima. Publicidade

Impresso em papel que incorpora 30 por cento de fibra reciclada, com tinta ecológica de base vegetal

Olho de Gato

Maçã bravo de Esmolfe à conquista de mercado Evento ∑ XVI Feira da Maçã, este sábado, em Esmolfe A par do vinho e do queijo, a maçã bravo de Esmolfe é a imagem de marca do concelho de Penalva do Castelo. É nesse sentido que a Câmara Municipal tem vindo a apostar na sua divulgação. Este ano repete-se pela décima sexta vez a Feira da Maçã Bravo de Esmolfe, marcada para amanhã, dia 1 de Outubro, a partir das 8h00, no centro de exposições DOC (Santo Ildefonso), na localidade de Esmolfe, de onde o fruto é oriundo. A organização é conjunta entre a autarquia e a Junta de Esmolfe. “O nosso objectivo é continuar a promover o produto, porque já se vai falando da maçã bravo de Esmolfe, mas não está ainda suficientemente divulgada e é mal divulgada. Precisamos de continuar a investir na sua origem”, afirma o presidente da Câmara de Penalva do Castelo, Leonídio Monteiro, ao realçar que a escolha de Esmolfe para realizar a feira é “intencional”. A feira vai ser inaugurada às 8h00 pelo secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques, natural de Viseu. O presiden-

DR

∑agenda

Hoje, dia 30 de Setembro, Céu parcialmente nublado. Temperatura máxima de 28ºC e mínima de 15ºC. Amanhã, 1 de Outubro, Céu parcialmente nublado. Temperatura máxima de 28ºC e mínima de 17ºC. Domingo, 2 de Outubro, algumas nuvens. Temperatura máxima de 30ºC e mínima de 16ºC. Segunda, 3 de Outubro, céu parcialmente nublado de manhã, tempo limpo para o resto do dia. Temperatura máxima de 32ºC e mínima de 15ºC.

te da autarquia acredita que vão estar este ano mais produtores no certame para vender “algumas toneladas” de maçã a preço baixo, sobretudo pequenos produtores isolados que têm ali a oportunidade para escoar o produto.

“Tenho dado conta que há várias pessoas a criar pomares, esse é um sinal de que estamos a falar de um sector em que vale a pena apostar”, acrescenta o autarca, e admite ser um impulso para a divulgação e promoção das potencialidades endógenas do concelho. A região demarcada estende-se por 32 concelhos dos distritos de Viseu, Guarda, Coimbra e Castelo Branco, num perímetro que vai de Armamar a Fundão. Emília Amaral

Críticas aos hipermercados O presidente da Câmara de Penalva do Castelo lamenta que as grandes superfícies não comprem a maçã bravo de Esmolfe certificada para vender de norte a sul do país. O autarca diz que continua a haver uma barreira à comercialização do fruto conhecido como a rainha das maçãs, pelas suas características e qualidades nomeadamente para a saúde, que fazem dela única no mundo. Quase nunca se encontra nas grandes superfícies e quando aparece é apenas bravo, não é a certificada”, reforça o autarca, lembrando as dificuldades do produtor em escoar a maçã “mesmo às cooperativas”. Leonídio Monteiro critica que os hipermercados “muitas vezes vão comprar fora do país, quando [na região demarcada] está a estragar-se e a ser deitada aos animais, podendo ajudar-se o produtor local”. Sem desfecho para ajudar os produtores, o autarca só encontra uma solução: “penso que deverá ser o consumidor a exigir às grandes superfícies que coloquem bravo de Esmolfe à venda”.

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Joaquim Alexandre Rodrigues joaquim.alexandre.rodrigues@netvisao.pt

A Europa e a “Europa” 1. Em 2004, George Steiner proferiu uma palestra intitulada A Ideia da Europa — editada entre nós pela Gradiva — em que apontou cinco especificidades da consciência europeia: (i) o café — “local de entrevistas e conspirações, debates intelectuais e mexericos”, os cafés são coisa europeia e neles se fez muito da sua história; (ii) a escala humana — a Europa foi sempre percorrida a pé, tanto pelos peregrinos como pela longa marcha dos exércitos, os de Napoleão foram “de Portugal a Moscovo”; (iii) a memória — a presença constante do passado nas placas das ruas e das praças, com os nomes dos homens e das mulheres ilustres, mas também com a evocação das tragédias; (iv) a “herança dupla de Atenas e de Jerusalém” – Heraclito e Espinoza. Platão e Karl Marx. George Steiner afirma: “o cristianismo e o socialismo utópico são descendentes do Sinai”; (v) a consciência do fim — o cristianismo sempre elaborou sobre o juízo final. O livro, de uma erudição espantosa, termina com uma nota de esperança e um apelo para que tenhamos uma vida reflectida. Recomenda-se. A recomendação inclui o prefácio de Durão Barroso. 2. Aqui nunca se confunde a Europa (o continente) com a “Europa” (a União Europeia). A “Europa” — o “primeiro estado pós-moderno”, como diz Robert Kagan — proporcionou-nos sessenta e seis anos consecutivos de paz e progresso. Esta semana, em Paris, Lula fez um apelo para ser ouvido em todo o mundo: “a União Europeia é uma criação muito importante, é um património da humanidade, salvem-na!” Há que a salvar. Para isso, nestes tempos de emergência, há que fazer uma dupla exigência aos políticos europeus : — não tenham medo da voz democrática dos povos, a “Europa” é dos cidadãos, não é dos bancos; — as poupanças das pessoas têm que ser garantidas, o capital financeiro não.


Jornal do Centro - Ed498