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mag.

ELÉCTRICOS & HÍBRIDOS

O FUTURO JÁ COMEÇOU

ENTREVISTA

ANO 1 | NÚMERO 3 | JULHO-SETEMBRO 2018 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

CARLOS LEITÃO

SCIROCCO O NOSSO VOLKSWAGEN

STOCK As nossas escolhas

REPORTAGEM Aventura Dacia 4x2


editorial

A

gora que o Verão já chegou, a Consilcar Magazine foi até à beira-mar com as nossas propostas automóveis para ali as apresentar com o brilho e a dignidade que cada uma delas merece. Afinal, depois de um primeiro número marcado pela ousadia da aposta feita através do lançamento da Consilcar Magazine, com algumas cautelas impostas pela necessidade do desbravar de um novo caminho de comunicação para a Consilcar, rapidamente percebemos estar no rumo certo. Chegámos então ao segundo número, e uma vez mais pudemos constatar a excelente receptividade que este mereceu por parte daqueles que ao mesmo acederam, fosse através do formato tradicional em papel ou na sua edição online. O crescimento da Consilcar Magazine em número de páginas e nos conteúdos produzidos, verificado com a chegada do segundo número, foi bem recebido e provou ser o caminho certo, mas acreditamos que muito e muito mais há para fazer. Há assim a necessidade de continuar a trabalhar, consolidar receitas para um produto final de que a Consilcar se orgulha, e chegar com mais interesse a mais pessoas, centrando a mensagem nos temas em redor do comércio de automóveis usados a que nos dedicamos, mas abrindo janelas para outros horizontes, mantendo sempre o automóvel como motivo central do diálogo mantido com aqueles a que pretendemos chegar, nomeadamente consigo. E se o Verão é para muitos sinónimo de aligeirar do trabalho com as férias na mira, a Consilcar Magazine, ao invés, trabalhou mais: foi em busca de reportagens de norte a sul do país, criou conteúdos que partilha agora nas redes sociais, deu conta de preocupações de diversos protagonistas em redor do ambiente e da defesa deste, e até fez uma aposta que apelidamos de original, ou pelo menos diferente, quando permitiu atenções sobre o Fado, Património Imaterial da Humanidade, colocado no coração da megastore da Consilcar. Agora, a Mag #03 que chega até si, com capa de Julho a Setembro, tem a pretensão de poder acompanhá-lo para o seu local de trabalho ou ir de férias consigo, seja no bolso da porta do seu automóvel ou na consola central, aspirando a ter a capacidade de lhe fazer companhia nos momentos de lazer ou de trabalho! Pode (sempre) contar connosco! Nuno Silva

Director: Nuno Silva; Editor: Jorge Reis; Colaboradores: Carlos Rodrigues e José Manuel Costa; Arte: Luís Martins; Propriedade e Distribuição: Consilcar, Comércio de Automóveis, Lda.; Morada: Rua D. Maria Ana de Áustria, 185 – 2605-663 Belas; Edição: LusoSaber, Informação e Comunicação Lda.; Impressão: Ligação Visual, Comunicação Gráfica – 2665-608 Venda do Pinheiro; Depósito Legal: 439082/18; Tiragem: 7.500 exemplares; Distribuição Gratuita. Redes Sociais: www.facebook.com/consilcarmagazine Edição Online: www.consilcar.pt/revista Estatuto Editorial: A revista Consilcar Magazine (Mag) mantém uma periodicidade trimestral abordando como temática principal o automóvel, podendo conter conteúdos com temáticas directa ou indirectamente relacionados com o mercado automóvel, a indústria do mesmo, e outros que com o automóvel se cruzam com maior ou menos intensidade no dia a dia, ou que não se cruzem de todo mas que se entendam como enriquecedores da publicação. Em todos, fica o compromisso por parte dos responsáveis da Mag pelo respeito dos valores deontológicos e ética profissional a que a Imprensa os obriga, tendo como privilégio sempre a melhor informação. 3 OUTUBRO | NOVEMBRO


O NOSSO MERCADO DE USADOS

A marca do seu novo automóvel é...

Consilcar

U

ltrapassado o primeiro semestre do corrente ano, é já possível fazer uma “radiografia” às preferências dos clientes da Consilcar relativamente aos modelos preferidos, tipologia, motorização e preços, face a dados que fomos avaliar para trazer a este espaço. Sobre os intervalos de preços nos quais o cliente Consilcar mais carros procura podemos situar o interesse genérico em automóveis com valores propostos entre os 15 e os 20 mil euros, sendo que, no que diz

respeito às marcas mais comercializadas, a campeã de vendas é claramente a bávara BMW, com o pequeno Série 1 a surgir como o modelo mais comercializado pela Consilcar, surgindo logo depois a Mercedes, a Renault, aqui com as vendas a serem distribuídas entre os modelos Clio e Captur, e a Volvo, marca sueca da qual a proposta que mais procura permite surge em redor da Volvo V40. Sem olhar a marcas, a grande procura dos clientes da Consilcar é feita sobre veículos de cinco portas ou carrinhas, modelos familiares

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MERCEDES SLS

REPORTAGEM

Modelos da BMW, Mercedes, Renault e Volvo, com motores diesel, muito espaço interior para a família e bagageiras generosas, estão no topo das preferências dos clientes da Consilcar que, todavia, tem propostas para mais opções e necessidades... O cliente Consilcar procura automóveis com valores propostos entre os 15 e os 20 mil euros, sendo que, no que diz respeito às marcas mais comercializadas, a marca campeã de vendas é claramente a bávara BMW, com o pequeno Série 1 a surgir como o modelo mais comercializado...

com cinco lugares e espaços generosos de bagageira. Curiosamente, para quem não tem preocupações familiares, a opção não aponta para um desportivo puro, nem tão pouco para um modelo de três portas, como o Volkswagen Scirocco, uma das propostas da Consilcar presente com várias unidades no stock da empresa, mas antes para o BMW Série 1, um modelo que consegue apresentar uma imagem suficientemente desportiva sendo proposto por preços mais acessíveis. Por uma questão de preço, a opção pelo

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O NOSSO MERCADO DE USADOS

BMW Série 1 torna-se racional, isto porque é possível encontrar nas propostas da Consilcar várias unidades deste automóvel com preços entre os 15 mil e os 18 mil euros.

Quase total aposta diesel Outra questão que continua a motivar opções de compra tem a ver o tipo de motor que o cliente da Consilcar procura, recaindo a opção em grande maioria nas motorizações diesel. Já os clientes que apostam em automóveis com motores a gasolina procuram veículos com cilindradas mais pequenas, sendo cada vez menor a probabilidade de surgir um cliente para um veículo de grande cilindrada com motor a gasolina. É certo que ainda existem clientes para este tipo de automóveis mas, a julgar pelos dados acumulados relativos às vendas da Consilcar no primeiro semestre do corrente ano de 2018, é cada vez menor o número de indivíduos para tal perfil de veículos. E se em termos de motores a opção por blocos diesel é evidente, no que diz respeito a configurações a aposta assenta sobre veículos com cinco portas, bagageiras generosas na capacidade e com aptidão para um bom desempenho. Automóveis de cinco lugares apontados pelo mercado como Crossovers ou SUV surgem igualmente bem colocados no “ranking” das preferências dos clientes da Consilcar, não tanto porque se procurem automóveis para condução em percursos mais ousados fora de estrada, mas porque se trata de modelos que permitem uma posição de condução mais alta e confortável, com muito espaço no habitáculo e a já referida importância da capacidade da bagageira. Ao invés, ficam mais distantes do radar das escolhas dos clientes os SUV de sete lugares porque, sendo certo que podem permitir maior capacidade em termos de lotação, perdem na capacidade normalmente mais reduzida da bagageira. Quando as necessidades de quem compra apontam para modelos automóveis com capacidade de transporte de mais pessoas, veículos como a Volkswagen Caravelle, modelo que tem estado disponível entre as propostas da Consilcar, surgem como uma boa

resposta às pretensões de empresas que procuram no stock da Consilcar uma resposta às suas necessidades.

Baixas cilindradas nos 10 mil euros

Os clientes que apostam em automóveis com motores a gasolina procuram veículos com cilindradas mais pequenas, sendo cada vez menor a probabilidade de surgir um cliente para um veículo de grande cilindrada com motor a gasolina.

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O “segredo” da prestação comercial da Consilcar passa por ter um pouco de tudo, permitindo dar resposta às mais variadas pretensões dos seus clientes. A opção pelos motores diesel é maioritária, mas há também muitos clientes para modelos de baixa cilindrada a gasolina, com preços mais reduzidos, a oscilarem desde valores abaixo dos 10 mil euros até pouco mais de 12 mil euros. Modelos como os Skoda Fabia 1.0, também os Toyota Yaris 1.0 ou mesmo os Fiat Panda 1.2, são automóveis com uma procura interessante por serem veículos recentes, de 2014 a 2017, com preços entre os referidos 10 mil e os 11 mil euros, procurados por uma franja de clientes que a Consilcar aponta como “considerável” e não pode deixar de ter em atenção na sua actividade. Com um stock de viaturas que pode sempre andar perto das duas centenas de viaturas, a Consilcar consegue assim dar resposta às mais variadas pretensões dos seus clientes, garantindo um fluxo de vendas regulares e a capacidade de ter, mais do que provavelmente, no seu stock, um veículo capaz de permitir para a Consilcar a possibilidade de cumprir o desígnio a que a empresa se propõe... ser “a marca do seu novo automóvel!”


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A NOSSA EQUIPA

JOANA PEREIRA

“Gosto de um carro que responda...” Joana Pereira, funcionária da Consilcar há oito anos na área da administrativa, começa por resumir o seu trabalho como “complexo” – “A parte burocrática neste negócio não é fácil!” –, dentro de uma área de actividade que “exige atenção permanente.” texto Jorge Reis fotografia Carlos Rodrigues

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stamos constantemente a lidar com muita ‘papelada’ e muitos documentos, para uma área de trabalho que não é, de todo, tão fácil quanto muitos afirmam”, começa por nos explicar Joana Pereira quan-

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do solicitada a dar conta da realidade do seu trabalho na Consilcar. Com um fluxo de negócio constante, o trabalho aumenta face a uma quantidade de vendas que qualifica por vezes de “exorbitante”. Contudo, o facto do número de vendas ser “grande”, permite uma compreensível manifestação de agrado: “É bom, fantástico para nós, e resulta do trabalho de toda uma equipa que faz com que tudo corra bem, sendo a parte burocrática, sem dúvida, muito importante.” Não se pense que a aposta é meramente profissional porque Joana Pereira, que chegou à Consilcar depois de ter passado por outras empresas ligadas ao sector automóvel, juntou o útil ao agradável pois confessa uma pequena paixão pelos automóveis. “Gosto de conduzir, adoro conduzir e gosto de automóveis, de um carro que responda quando preciso de acelerar. Não ando propriamente por aí a acelerar, mas gosto de um carro que responda às minhas expectativas”, explica a nossa interlocutora, ad-


mitindo que o seu perfil de automóvel não corresponde propriamente ao de qualquer uma típica cliente feminina da Consilcar. “Às vezes, quando estou aqui em acção de vendas e as senhoras me pedem um aconselhamento, sugiro um Fiat 500 ou um Audi A1, modelos que não são propriamente os meus preferidos em termos pessoais”, explica Joana Pereira que diz ser “raro” encontrar outras mulheres com as suas preferências em termos de modelos automóveis. Neste negócio que diz ser por vezes “complicado” aponta como situações mais difíceis aquelas em que o cliente, por vezes, tem que ficar à espera dos documentos dos veículos: “As pessoas querem ter o carro em seu nome, o que é normal, mas a burocracia não é propriamente linear e as coisas nem sempre correm como queremos. É claro que tentamos sempre mostrar aos clientes o que acontece na obtenção de documentação mas nem sempre é fácil.” Por outro lado, como reconhece, há também situações em que os clientes demonstram uma boa compreensão, havendo mesmo alguns com quem é por vezes possível permitir uma relação de amizade: “Temos

“Temos uma boa equipa. Eu não poderia ter melhores colegas. Damo-nos todos muito bem e isso é, sem dúvida, meio caminho andado para o sucesso!”

clientes com muitos anos de relacionamento com a Consilcar, alguns com 20 e mais anos, que vão trocando de carro uma e outra e outra vez.” Sobre a equipa de trabalho da Consilcar, Joana Pereira diz ser uma “equipa fácil”, e explica: “Temos uma boa equipa. Eu não poderia ter melhores colegas. Damo-nos todos muito bem e isso é, sem dúvida, meio caminho andado para o sucesso. Por isso é que temos o sucesso que temos!” Na evolução da empresa, a nossa interlocutora acompanhou a concentração da actividade da Consilcar na megastore de Massamá Norte, depois de um período em que a empresa dividiu a sua actividade por lojas em Belas e em Odivelas. A concentração, diz, acabou por permitir o melhor funcionamento da empresa, mas também um maior espírito de equipa: “A passagem da empresa para estas instalações (Massamá Norte) veio permitir que possamos estar todos juntos, trabalhando todos juntos. Temos os nossos ‘stresses’, como é normal entre colegas, mas de vez em quando fazemos uns jantares e tudo corre bem. Corre sempre tudo bem!”

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PASSEIO TODO-O-TERRENO

AVENTURA

DACIA DA SRA DA GRAÇA À SRA DOS REMÉDIOS

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Ao volante dos destemidos e versáteis Dacia Duster e um ou outro Dacia Sandero, quase meia centena de equipas ultrapassaram obstáculos e caminhos mais duros ao longo de um fim-de-semana dedicado ao todo-o-terreno turístico e de lazer. texto Jorge Reis fotografia Clube Escape Livre

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onhecer as capacidades dos SUV da Dacia, nomeadamente do Dacia Duster, sem dúvida aventureiro e ousado, foi o desafio feito pela Dacia Portugal e o Clube Escape Livre em redor da sétima edição da Aventura Dacia 4x2, iniciativa organizada entre Mondim de Basto, com uma primeira etapa marcada por uma visita à Senhora da Graça, e Lamego, ali bem à beira da Senhora dos Remédios, onde em Setembro é promovida aquela que é para muitos “A Romaria de Portugal”. A junção de um programa apelativo e exclusivo com uma marca automóvel em crescimento em Portugal, mas também com o interesse dos portugueses por actividades no seio da natureza, só podia resultar num excelente fim-de-semana, passado por entre caminhos do Marão ou no Alto Douro vinhateiro, com sol mas também com chuva que, de tão forte, chegou a transformar meros caminhos em ribeiras de caudais cheios. Em relação às máquinas, os modelos Duster e Sandero Stepway percorreram, em alguns casos com maiores cuidados e atenção, os corta-fogos, estradões, trilhos em altitude, vales à beira rio e o empedrado das aldeias mais rurais, um leque de percursos que veio enriquecer a experiência de condução dos participantes. Para trás ficou um fim-de-semana que passou pelas serras do Alvão, Cabreira, Marão e Meadas, e que teve percursos em diversos concelhos.

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PASSEIO TODO-O-TERRENO

A junção de um programa apelativo e exclusivo com uma marca automóvel em crescimento em Portugal, mas também com o interesse dos portugueses por actividades no seio da natureza, só podia resultar num excelente fimde-semana, passado por entre caminhos do Marão ou no Alto Douro vinhateiro.

Seria já na travessia da Serra do Marão que a chuva intensa e o nevoeiro surgiram em pleno, limitando a observação da beleza da paisagem e mostrando que, também nos elementos da natureza, em terras do Marão mandam os que de lá são.

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Ainda na sexta-feira, uma etapa nocturna levou a caravana até ao alto da Senhora da Graça. Depois, já no sábado, locais como as Minas Fonte Figueira, a Igreja de São Gonçalo em Amarante ou o centro de interpretação do Castelo de Arnóia, anteciparam a passagem dos Dacia pelos troços do Rali de Portugal, incluindo o salto de Lameirinha onde algumas das máquinas perderam por instantes o contacto com o solo, bem ao jeito de outras máquinas e de outras “aventuras”. No final do dia, a visita dos aventureiros Dacia à pacata aldeia de Agra, mas também os serviços de spa do Agua Hotels de Mondim de Basto para os seus ocupantes, repuseram a tranquilidade no seio da caravana. Chegados a Domingo os trilhos mais enlameados obrigaram a novos cuidados mas proporcionaram novas emoções no caminho até à cascata de Fisgas do Ermelo. Contudo, seria já na travessia da Serra do Marão que a chuva intensa e o nevoeiro surgiram em pleno, limitando a observação da beleza da paisagem e mostrando que, também nos elementos da natureza, em terras do Marão mandam os que de lá são. Ultrapassado o Marão, com a descida para o Peso da Régua e a travessia do Douro a caminho de Lamego e da Serra das Meadas, à vista do Santuário da Senhora dos Remédios, o sol apareceu de novo para uma despedida em grande da sempre bem-humorada e aventureira família Dacia, num último desfrutar da paisagem ímpar do norte de Portugal. Aventura cumprida!.


REPORTAGEM DISCURSO DIRECTO

MERCEDES CARLOS LEITÃO SLS

Calem-se os motores que se vai cantar o Fado!

O desafio foi feito ao fadista Carlos Leitão para uma conversa porventura algo “fora da caixa” mas bem colocada com o Fado no meio dos automóveis. entrevista: Jorge Reis | fotografia: Carlos Rodrigues | vídeo: Carlos Casimiro

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arlos Leitão, fadista e ex-jornalista, define-se como “um tipo muito pacato, de muito recato, que nasceu em Lisboa há 38 anos, mas que na realidade gostava de ter nascido em Arraiolos”, a terra de família e que considera, na verdade, como a sua terra. Cedo quis ser jornalista, trabalhou para isso e foi jornalista durante uma série de

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anos, vindo a “zangar-se” com Lisboa e com o jornalismo, acabando por rumar ao Alentejo, “onde a música ganhou uma dimensão que até aí não tinha.” Assumindo um gosto particular por Lisboa, cidade que deixou para rumar a uma realidade diametralmente oposta onde ganhou desde logo uma enorme qualidade de vida que desconhecia, diz ter sido “de modo natural” que o Alentejo veio a ganhar um peso gigante na sua vida. Ainda assim, a paixão pela grande planície alentejana surgiu algo tarde em Carlos Leitão, ele que na sua juventude visitava aquela região “duas vezes por ano, no Verão e no Natal, e mais do que duas semanas já era um suplício assinalável”. O Alentejo surge assim como a fronteira no caminho de Carlos Leitão entre o jornalismo e o fado: “Nos primeiros anos que fui para o Alentejo ainda consegui ter o melhor de três mundos. Consegui conciliar a qualidade de vida que só o Alentejo permite, o meu trabalho como jornalista freelancer, e conciliar-me com a música que ganhou uma dimensão realmente importante na minha vida, porque até aí eu queria ser jornalista e não músico.”


O jornalismo foi, de algum modo, “conduzido” entre automóveis, tendo Carlos Leitão chegado ao jornalismo automóvel depois de breves passagens pela rádio mas também pelo jornal A Bola. Em 2003 avançou para a escrita em redor dos automóveis, deixando uma confidência: “Mesmo quando escrevi sobre automóveis, e podendo parecer uma heresia dizer isto, nunca fui um fervoroso adepto do mundo automóvel. Gosto imenso de conduzir, adoro automóveis, mas nunca foi um desígnio. O meu desígnio no jornalismo sempre foi o jornalismo desportivo, nomeadamente o futebol, e os automóveis surgiram assim um pouco às cambalhotas”. A determinada altura, por não reconhecer “nobreza” no jornalismo, Carlos Leitão zangou-se com o jornalismo e apontou baterias em definitivo à música. Em dois anos no Alentejo escreveu um disco inteiro, apresentado em 2003, “muito angustiado, muito denso, pesado, porque no Alentejo, a mesma componente de beleza que todos lhe reconhecem, tem um lado perverso e castrador, que se não estivermos emocionalmente bem nos pode levar para baixo.” “Do quarto” foi o primeiro trabalho de Carlos Leitão, com o nome justificado por ser o Alentejo o seu quarto, o seu refúgio, no qual entrámos para escutar “Agora que não sabes mais de mim”, com letra do próprio Carlos Leitão e música de Alfredo Marceneiro, fado que também aqui pode acompanhar no vídeo acessível através do “QR Code” que permite a porta para a entrevista na íntegra. O diálogo com Carlos Leitão continuou com um olhar mais forte sobre a sua carreira agora enquanto fadista, que teve como ponto de viragem um concerto em 2006 em Amesterdão. “Quando vínhamos no voo para Lisboa, o Carlos Meneses, o meu melhor amigo de há muitos anos, lançoume um repto: Isto é o sinal claro que tens de apostar nisso!”

Se gosta de Fado, aceda com o seu smartphone à entrevista integral a Carlos Leitão, com a interpretação de dois temas cantados com a emoção e o sentimento de quem tem no Fado uma paixão.

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O primeiro disco surgiu assim ainda antes de se convencer que a música era o caminho, com um grande impulso dado por outro amigo: Custódio Castelo. Depois, um convite de Mário Pacheco para integrar o Clube de Fado coincidiu com o regresso a Lisboa em definitivo e a opção pela música fica por essa altura bem vincada, avançando Carlos Leitão para um novo disco – “Sala de estar” –, em Março de 2016, dois meses depois do falecimento do seu pai. Antes mesmo de um novo tema, agora da “Sala de estar” – Carlos Leitão cantou “O telefonema”, com letra de Carlos Leitão e música de Daniel Gouveia, acompanhado por Bruno Chaveiro na guitarra portuguesa e José Quaresma na viola –, o diálogo é rematado com uma reflexão que Carlos Leitão nos deixa sobre a importância das coisas: “Isto é tudo muito volátil e muito efémero e muito mais importante do que sermos um grande músico ou um grande jornalista é sermos uma boa pessoa. Se o formos, o resto virá... ou não... mas se não vier estaremos de consciência tranquila e tudo o que vier é ganho!”


RESTAURAÇÃO

MENOS UM

Menos Um Um restaurante para dois mundos! Ao almoço, os trabalhadores da zona industrial em que está situado este restaurante encontram uma oferta superior em qualidade com preço racional, no mesmo espaço que, à noite, responde às necessidades dos que habitam na vasta área residencial que é Massamá texto Jorge Reis | fotos Carlos Rodrigues

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icardo Oliveira, um jovem empreendedor de 26 anos, aceitou o desafio feito pelo seu pai para assumir o comando deste projecto de restauração, num espaço até então alugado a terceiros e em que o nosso interlocutor decidiu criar um projecto próprio. Nasceu assim o “Menos Um”, nome alusivo ao piso em que se encontra o restaurante, a funcionar na zona industrial de Massamá já desde o passado mês de Julho de 2017, cumprindo por esta altura o seu primeiro ano de funcionamento. Instado a fazer um balanço da actividade, as palavras dão conta de uma realidade difícil face ao ambiente global do mundo da restauração, sem que isso lhe retire optimismo e confiança no futuro: “O primeiro ano foi complicado, até porque é difícil abrir uma casa e trazer todos os dias as pessoas até aqui. O grande desafio é garantir que tudo corre bem, até porque na restauração não há segunda chance.” “O cliente vem e se gostar volta, mas se não gostar certamente que não nos dá uma segunda possibilidade”, acrescenta Ricardo Oliveira antes de passar a palavra ao seu sócio, Isaac Alexandre, também ele um jovem que praticamente cresceu no meio da restauração, num restaurante dos seus avós na Comporta. Ricardo e Isaac têm assim um desafio pela frente em relação ao qual a grande dificuldade, como ambos reconhecem, é conseguir criar uma equipa de trabalho. “Vai-se construindo a equipa a cada dia mas não é fácil,

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sendo esse, aliás, o principal problema nesta área de actividade.” Em Massamá, e para além da construção da equipa, o outro desafio é garantir a fidelização dos clientes num restaurante que funciona para duas clientelas, numa área de influência de clientes “fixos”, os que procuram a casa na hora de almoço diária, e os que, chegando à zona residencial de Massamá depois de um dia de trabalho, querem uma proposta de restauração para um final de dia mais descontraído. Com uma capacidade normal da sala para 66 pessoas, o “Menos Um” está aberto todos os dias, tendo como principais propostas gastronómicas o “tomahawk”, uma peça de carne com cerca de 1,2 quilos para duas pessoas, os “risottos”, um bife da vazia de carne importada da Bélgica, a picanha do Uruguai, e tudo isto em redor de uma aposta forte em carnes de qualidade para um preço médio por refeição nos 15 euros por pessoa, sem ter aqui em conta a escolha de um vinho que poderá afectar o preço final. Ao almoço, porém, como nos dá conta Isaac Alexandre, “é possível comer de segunda a sexta-feira por 6,90 euros, sendo proposto um prato de peixe e outro de carne, uma oferta que pretende suprimir as necessidades de quem trabalha nas imediações do “Menos Um” e que precisa de um local para almoçar diariamente”. Um cartão de cliente permite ainda que a cada onze refeições cumpridas, seja possível uma refeição de oferta.

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AS NOSSAS PROPOSTAS

BMW SERIE 1 Quando, em 2013, a BMW avançou para a segunda geração do Serie 1 procurou dar uma resposta vencedora à concorrência no segmento B, com uma proposta que permitisse a entrada na marca com um ADN premium e distinto

A FICHA TÉCNICA BMW 116 D EFFICIENT DYNAMICS Cilindrada | 1598 cc Matrícula | Março/2013 Gasóleo Garantia de 1 ano Preço | € 15.980

entrada na BMW continua ainda hoje a ser permitida pelo Serie 1, um modelo que, por aquela altura, mostrava-se capaz de identificar a genética desportiva da marca mas também a qualidade premium bem visível num automóvel perfeitamente adaptado à estrada, mas também a percursos mais citadinos. Relativamente à primeira geração, o Serie 1 de 2013 cresceu oito centímetros no comprimento, ganhando com isso espaço no interior e conforto para condutor e passageiros. No exterior, a secção dianteira permitiu a grande mudança neste modelo relativamente à geração anterior, com uma grelha dianteira onde surge a inegável assinatura identitária da marca bávara. Depois, já no habitáculo, ao volante, o condutor tem a capacidade de ajustar o banco longitudinalmente em 22 centímetros, podendo ainda ajustar o volante em altura e profundidade, para uma agradável e cómoda posição de condução.

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Sem ser propriamente pródigo no espaço interior, tem ainda assim este BMW Serie 1 uma boa oferta se a virmos em termos comparativos com as demais propostas do mercado para o segmento em que se insere, permitindo que quatro adultos de estatura média consigam fazer uma viagem em estrada com alguma comodidade. A juntar aos argumentos positivos permitidos para quem levar este BMW Serie 1 teremos que destacar a generosa capacidade da bagageira num automóvel que a Consilcar tem disponível, neste caso, equipado com um motor de 1600 cc capaz de debitar 116 cv. A propósito deste modelo, nas várias unidades propostas pela Consilcar as cores são várias, os quilómetros percorridos surgem nestas unidades com diversos valores, sendo que, em relação a preços, estes aparecem diferenciados, desde os 15.980 euros para uma unidade de 2012, aos 16.980 euros quando a proposta deste modelo BMW surge com matrícula de 2014. JR


FIAT 500 X No segmento dos modelos apelidados de “crossover” em que são cada mais as propostas no mercado, o Fiat 500 X consegue ainda assim o seu destaque por força da genética própria da família 500

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ace à popularidade e sucesso do Fiat 500, a marca italiana apostou em 2014 no Fiat 500 X, um modelo inspirado visualmente no simpático Cinquecento mas com medidas bem mais imponentes, com 4,25 metros de comprimento, 1,80m de largura, 1,60m de altura e 2,57m entre-eixos, com um visual aventureiro para um modelo que até se atreve em alguns percursos off-road, sendo no entanto o seu ambiente natural a selva urbana das grande cidades, onde os buracos do asfalto ou uma ou outra berma mais alta ou um qualquer lancil de um passeio mais “destacado” deixam de constituir problema. Construído sobre a mesma plataforma do Jeep Renegade, o Fiat 500 X é assim apontado para uma utilização mais urbana, deixando as aventuras mais radicais para o seu primo da Jeep, marca que desde há alguns anos pertence, afinal, ao mesmo grupo FCA. Estamos assim perante um modelo auto-

móvel que garante bons comportamentos em quaisquer pisos, fácil de conduzir e com espaço interior generoso para famílias, aqui sem dúvida mais disponível do que no pequeno 500 que lhe dá origem. Amplamente equipado, oferece sete airbags, controlo electrónico de estabilidade ESP e assistente de arranque em plano inclinado, sistema de entretenimento com um “touch screen” de 6,5 polegadas, Bluetooth, entrada auxiliar, GPS, porta USB e comandos de voz, entre outros mimos. Em termos de comportamento, a direcção mostra-se firme para trajectórias eficazes em curva que nem sequer são afectadas pelo facto deste modelo ter uma maior altura ao solo, isto porque o controlo de estabilidade impede o adornar típico de veículos mais altos neste modelo que, muito importante, está classificado como classe 1 nas portagens. Referência para o funcional sistema Start & Stop que ajuda a deixar o gasóleo no depósito e alguns euros na carteira. JR

FICHA TÉCNICA FIAT 500 X 1.3 M-JET Cilindrada | 1300 cc Matrícula | Abril/2016 Gasóleo Garantia de 1 ano Preço | € 15.980

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AS NOSSAS PROPOSTAS

SKODA FABIA 1.0 MPI SPORT Com matrícula de Janeiro de 2016, este Skoda Fabia é um embaixador de uma marca checa que, inserida no Grupo Volkswagen, tem conseguido protagonizar um crescimento de importância e notoriedade

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erceira geração do citadino Fabia, este modelo equipado com o pequeno motor de um litro e 75 cv de potência propõe economia nos consumos para uma prestação ainda assim adaptada ao tráfego citadino no qual se sente como peixe na água. Cinco anos depois da primeira edição colocada no mercado em 2010, este renovado Skoda Fabia chegava assim ao mercado em 2015 no qual, entretanto, tinham já sido absorvidos qualquer coisa como 3,5 milhões de unidades do modelo, número que atesta bem a sua popularidade e importância para a marca. Com um novo design, motores igualmente novos e mais eficientes, conforto acrescido e conectividade com smartphones, o Skoda Fabia, por esta altura proposto em carroçarias de cinco portas, como este disponível na Consilcar, mas também em formato mais familiar (carrinha), oferece em qualquer dos casos boas cotas de habitabilidade e espaço

FICHA TÉCNICA SKODA FABIA 1.0 MPI SPORT Cilindrada | 1000 cc Matrícula | Janeiro/2016 Quilómetros | 66.720 Gasóleo Garantia de 1 ano Preço | € 10.980

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a bordo para cinco passageiros. Novas soluções de ergonomia e de modularidade foram impressas neste Fabia que, na versão de cinco portas, oferece uma bagageira com 330 litros de capacidade. A motorização 1.0 a gasolina, com tecnologia da nova plataforma MQB, ajusta-se a um modelo leve, dinâmico e que, à data do lançamento, em 2015, vinha garantir melhorias de até 17% no consumo e emissões. Já no que respeita ao equipamento, este Skoda Fabia integra um conjunto de tecnologias de segurança e auxílio à condução e um evoluído sistema de entretenimento com as soluções de conectividade Smartgate e MirrorLink. Computador de bordo, direcção assistida, sistema “start and stop”, seis airbags e volante multifunções regulável em altura e profundidade, são apenas alguns dos itens relativos ao equipamento proposto neste Skoda Fabia que a Consilcar propõe por um preço de 10.980 euros. JR


VOLKSWAGEN CARAVELLE 2.0 TDI CONFORTLINE Perante as necessidade de uma família mais numerosa, ou para uma pequena ou média empresa em que as deslocações são uma constante, a Caravelle da Volkswagen é uma proposta sem dúvida a ter em conta

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ransportar passageiros com conforto e distinção é aquilo que pode ser conseguido com esta proposta da Volkswagen que a Consilcar possui em mais do que uma unidade no seu portefólio. Estamos assim perante a aposta da marca para o segmento de veículos de grande capacidade, destinados a todo tipo de utilizadores, sejam estes particulares ou empresariais, podendo mesmo esta Caravelle responder a preceito a necessidades específicas como o transporte em táxi, no serviço de “shuttle”, aluguer com motorista ou um veículo de representação para empresas. Ao volante da Caravelle, e apesar das suas dimensões, conseguimos uma condução fácil e cómoda, num veículo em que espaço existe para todas as necessidades e o equipamento disponível é particularmente completo. Destaca-se neste capítulo o sistema de entretenimento com o rádio com CD e um écran táctil de 5.0 polegadas, com display multifuncional, sistema Climatic e detector de fadiga. O motor aqui disponível é o conceituado e bem conhecido bloco 2.0 TDI

na versão de 140 cv, associação a uma transmissão Manuel de cinco relações. A modularidade permitida na arrumação dos bancos permitem diversas configurações para um modelo que responde assim às necessidade mais diversas de utilização. E se o nome deste modelo da Volkswagen apela a viagens por mares porventura menos navegados, fomos até junto do estuário do Tejo onde de lá partiram outrora outras caravelas, capazes como esta de ir ao encontro de novos mundos. Por falar em “novos mundos” e em jeito de curiosidade, saiba a propósito da Caravelle, que na versão furgão é apelidada de Transporter, encontrando-se este modelo na base de um acordo entre a Volkswagen e a Apple que irá permitir a sua automação, para uma aposta no mercado norte-americano. JR

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FICHA TÉCNICA VOLKSWAGEN CARAVELLE 2.0 TDI CONFORTLINE Cilindrada | 2000 cc Matrícula | Março/2016 Quilómetros | 49.710 Lotação | 9 Lugares Gasóleo Garantia de 1 ano Preço | € 28.980


AS NOSSAS PROPOSTAS

BMW220 ACTIVE TOURER D LUXURY Habitabilidade, funcionalidade e versatilidade, eis três características que podem perfeitamente ajudar a resumir a realidade do BMW Série 2 Active Tourer

Q FICHA TÉCNICA BMW 220 ACTIVE TOURER D LUXURY Cilindrada | 1995 cc Matrícula | Agosto/2015 Quilómetros | 36.150 Gasóleo Garantia de 1 ano Preço | € 27.980

uando foi lançado no mercado, o Série 2 da BMW veio permitir para a marca bávara um monovolume premium que, na variante Grand Tourer, permitia mesmo uma lotação de sete lugares. Já no caso do Active Tourer, que a Consilcar propõe no seu lote de veículos e que trazemos a este espaço, estamos perante uma versão para cinco passageiros que encontram espaço de sobra e um conforto assinalável num automóvel distinto, com todas as qualidades que se apontam aos modelos da BMW, uma marca premium que aposta na qualidade e nos bons materiais. Na definição permitida pela própria BMW no seu sítio online, o BMW 220 Active Tourer permite definir o ritmo das cidades, com alegria, estilo e caráter, um automóvel que “faz parte das grandes cidades dos nossos dias, tal como as praças e os cafés, as avenidas e os cruzamentos”, sendo um automóvel que, “com estilo e garra, enfrenta os desafios urba-

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nos com perícia, quer em ruas estreitas, com dinamismo e agilidade, ou quando cumpre horários rigorosos com versatilidade e eficiência”, sendo “o veículo perfeito para quem gosta de ser ativo e estar sempre em movimento.” O seu visual é particularmente agradável, dando conta da identidade da marca em detalhes como a grelha em forma de rim ou as entradas de ar frontais que transmitem a disponibilidade deste modelo para a acção. Depois, em movimento, o espaço e a flexibilidade permitidos pelo BMW Série 2 Active Tourer são determinantes para o conforto, num modelo em que as portas amplas facilitam as entradas e saídas de forma fácil, seja para famílias mais numerosas, com a eventual necessidade de uso de cadeirinhas sem que isso constitua problema, seja para grupos profissionais que tenham que viajar com equipamento de trabalho colocado numa bagageira que permite uma capacidade de 1500 litros. JR


MERCEDES-BENZ R 300 CDI EXECUTIVE Com sete lugares, o Mercedes-Benz Classe R chegou ao mercado nacional em 2006, um ano depois do seu lançamento, como um monovolume premium dotado de um toque desportivo

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uando, em 2002, a Mercedes-Benz apresentou o Vision GST (Grand Sports Tourer) no Salão Automóvel de Detroit estávamos longe de adivinhar o que viria a resultar daquele concept revelado em terras do Tio Sam. Contudo, a verdade é que aquele projecto deu frutos, permitindo o aparecimento três anos depois do monovolume Classe R, disponível no mercado português em 2006, colocado então entre o Classe M e o Classe GL, nomeadamente por via das suas dimensões. Dotado de um motor com 3.0 litros de capacidade (2987 cc) acoplado a uma transmissão automática de sete velocidades, o Mercedes-Benz Classe R que a Consilcar lhe propõe e que trazemos a este espaço revela-se capaz de performances de bom nível, justificando a classificação de “desportivo” que o construtor colocou sobre este monovolume. Aliás, a propósito de denominações para este modelo construí-

do sobre o W251, começou por receber a designação de “Sports Cruiser” para mais tarde receber em alguns mercados o apelido de “Family Tourer”. E se actualmente este é um modelo que se vê pouco nas estradas, isso não quer dizer que o mesmo tenha sido descontinuado em termos globais, mas antes pelo facto do Classe R ter sido apontado em 2014 em exclusivo ao mercado chinês, vindo a ser produzido no Indiana, nos EUA. Europeu de nascimento, e português de comercialização, chegamos assim à unidade do Mercedes-Benz Classe R proposto pela Consilcar, um modelo claramente distinto, dotado de um pacote de equipamento particularmente completo, no qual encontramos, por exemplo, ar condicionado automático, bancos dianteiros com regulação eléctrica e apoio lombar, bancos traseiros com configuração individual, oito airbags, estofos em pele, luzes traseiras LED e retrovisores aquecidos, entre tantos outros itens. JR

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FICHA TÉCNICA MERCEDES-BENZ R 300 CDI EXECUTIVE Cilindrada | 2987 cc Matrícula | Fevereiro/2012 Quilómetros | 142.029 Gasóleo Garantia de 1 ano Preço | € 33.980


O NOSSO DESTAQUE

SCIROCCO

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O NOSSO VOLKSWAGEN

SCIROCCO

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Se a Volkswagen é claramente alemã, alguns dos seus modelos são, sem dúvida, portugueses, nomeadamente o actual T-Roc mas também este desportivo Scirocco texto Jorge Reis fotografia Carlos Rodrigues

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ascido em Portugal, no distrito de Setúbal e no concelho de Palmela, o Volkswagen Scirocco, que colocamos como o grande destaque da presente edição da Consilcar Magazine, começou por ter alguma dificuldade em se assumir como uma escolha consensual para o espaço mais nobre da Mag #03. Todavia, após alguns quilómetros ao volante, vimos que tinha todas as condições para se assumir como o protagonista. Bem sentados, com o conforto assinalável que este modelo permite nos bancos ergonómicos em que facilmente encontramos a melhor posição para uma condução eficaz, accionamos a ignição do motor 2.0 de 150 cv de potencia, perdemos (ou ganhamos) um primeiro minuto a ouvir o “cantar” deste motor da Volkswagen antes de arrancar, e acabamos por sair para a estrada num automóvel que permite prazer na condução... entre outros aspectos positivos. Veículo com matrícula de Março de 2016, com pouco mais de 11 mil quilómetros, equipado com a caixa automática DSG, porventura uma das melhores caixas de velocidades no mercado, com um comportamento simplesmente impecável que lhe granjeou inúmeros elogios nos últimos anos, apoiada por patilhas no volante para uma condução ainda mais intuitiva, o Scirocco convence nos primeiros quilómetros percorridos. O ar condicionado automático permitiu o melhor ambiente no caminho para a praia a bordo do carro com o qual enfrentámos os primeiros dias do Verão que entretanto já começou, pelo menos a julgar pelo calendário. Sem ser propriamente um carro novo, continua a não passar indiferente e motiva alguns torcicolos a quem o observa a passar. Capaz de curvar como poucos, graças a um chas-


O NOSSO DESTAQUE

FICHA TÉCNICA VOLKSWAGEN SCIROCCO 2.0 TDI SPORT DSG Cilindrada | 2000 cc Matrícula | Março/2016 Quilómetros | 11.000 km Gasóleo Nacional Garantia de 1 ano Preço | € 27.980

SCIROCCO

sis particularmente equilibrado, permite uma condução desportiva para um comportamento condizente. A bordo, e depois de um acesso fácil até para os lugares traseiros – mesmo sendo um veículo de três portas, a verdade é que o comprimento das portas laterais e o seu ângulo máximo de abertura ajudam ao melhor acesso ao banco traseiro –, há espaço para quatro adultos, os quais poderão transportar alguma bagagem, isto porque a mala, por ser particularmente funda, consegue uma boa capacidade, mesmo sendo um carro com um perfil desportivo em que a traseira surge mais baixa a melhorar a aerodinâmica do conjunto.

Scirocco português surgiu em 2008 Nascido em 1974, o Scirocco foi fabricado de forma ininterrupta até 1992,

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passando por uma segunda geração que começou em 1981. Como sucessor daquele Scirocco, a Volkswagen lançou o Corrado que, no entanto, ficou bem distante do sucesso que o Scirocco havia conseguido. Era quase obrigatório regressar ao Scirocco e o construtor alemão fez isso mesmo, em 2008, com o “nosso” Volkswagen Scirocco, apostando num design inovador e na qualidade permitida pela fábrica Autoeuropa, em Palmela, onde foi produzido ao longo de mais nove anos, até 2017. Será importante dar conta que esta “receita” continua a merecer as melhores atenções por parte da Volkswagen que poderá vir a apostar agora no Scirocco para permitir a produção de um modelo eléctrico, a construir sob a mesma plataforma MEB que a Volkswagen desenvolveu a pensar nos futuros eléctricos da marca. Aquela plataforma, aliás, deverá ser usada pela primeira vez no “hatchback” I.D., o primeiro veículo cem por cento eléctrico a produzir em série pelo construtor germânico. A referência ao “Scirocco eléctrico”, numa edição da Consilcar Magazine que lhe propõe um dossier sobre veículos eléctricos, permite-nos perceber que a receita que permitiu o Scirocco, mesmo sendo este um modelo agora ausente da linha de produção da Autoeuropa, continua a estar perfeitamente actual. E se nos concentrarmos na proposta da Consilcar permitida por este Volkswagen Scirocco, com um motor diesel de 150 cv, modelo que ainda no final do ano via as derradeiras unidades saídas da fábrica de Palmela no mercado com preços à volta dos 50 mil euros, está agora disponível esta unidade na Consilcar por menos de 28 mil euros. Produzido em Portugal, este Volkswagen Scirocco permite argumentos para poder ser o seu novo automóvel... com marca Consilcar!


EQUIPAMENTO ABS; Sensores de estacionamento; Automático; Faróis bixenon; ISOFIX; Seis airbags; ESP; Sistema de ajuda ao arranque em plano inclinado; Chave inteligente; Fecho automático das portas em andamento; Sensores de chuva; Câmara de marcha atrás; Suspensão desportiva; Sistema de controle de pressão dos pneus; Faróis diurnos; Sensores de luzes; Luzes traseiras LED; Cruise control; Computador de bordo; Direcção assistida; Fecho central com comando; Apoio de braço; Bancos traseiros com configuração individual; Encostos de cabeça traseiros; Bancos desportivos; Rádio com CD; Volante em pele, regulável e multifunções; Retrovisores aquecidos com anti encandeamento; Retrovisores com regulação eléctrica; Vidros escurecidos; Vidros eléctricos dianteiros; Jantes de liga leve.

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ESPECIAL

ELÉCTRICOS E HÍBRIDOS O espoletar das consciências para a mobilidade sustentada teve como gatilho um escândalo nascido nos Estados Unidos que acabou a empurrar a indústria para uma solução rápida que acalmasse os consumidores. Rebuscaram no passado e, apesar de ser algo já experimentado sem grande sucesso, de lá saltou a mobilidade elétrica. Para o mal e para o bem, a verdade é que acabou por se tornar moda e hoje, tal como os SUV, todos os construtores querem exibir, pelo menos, um modelo se não uma gama híbrida com carregamento externo (Plug In), mas, preferencialmente, um modelo eléctrico. Significa isso o fim dos motores de combustão interna? Claro que não! Muito longe disso pois a mobilidade eléctrica representará menos de um quarto das vendas mundiais na próxima dezena de anos! Mas como nós na Consilcar Magazine estamos atentos, oferecemos-lhe este ‘especial’ sobre a oferta nacional eléctrica e híbrida.


ESPECIAL

ELÉCTRICOS E HÍBRIDOS

RENAULT

ZOE Um utilitário com autonomia alargada e um preço competitivo é a proposta da Renault que se transformou num sucesso entre as ofertas de mobilidade eléctrica texto José Manuel Costa

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Zoe nasceu bem porque é, na essência, o primeiro projeto da Renault para a quarta geração do Clio que acabou guardado numa prateleira antes de ser, rapidamente, resgatado para materializar a oferta de um Clio eléctrico. Por via disso, tem um bom comportamento, uma habitabilidade decente e materiais de qualidade próxima do Clio. Nasceu com um motor síncrono elétrico com 90 CV e foi sendo evoluído no que toca à autonomia com mais capacidade. Começou com 22 kWh e tem agora uma capacidade de 41 kWh, o que significa que a autonomia cresceu dos 210 para os atuais 400 km, homologado debaixo do método NEDC. Com esta autonomia – que na realidade se cifra em cerca de 300 km – a angústia da falta de carga de bateria é bem menor, embora haja uma diferença fundamental entre este Renault Zoe e um Renault Clio: se no segundo basta parar na área de serviço e em cinco minutos está o carro atestado e o combustível pago, o primeiro obriga, no mínimo, à perda de uma hora para recuperar

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80% da carga da bateria. Se carregar em casa são, no mínimo, 30 horas para ficar com a bateria totalmente carregada. Ora, esta diferença é fundamental para percebermos que a mobilidade eléctrica é interessante, porém, ainda não é substituto do tradicional motor de combustão interna. Para além destes constrangimentos com a recarga da bateria, a mobilidade eléctrica não autoriza, pelo menos nestes modelos, velocidade muito elevadas. O Zoe não vai além dos 135 km/h, pois mais velocidade é exaurir rapidamente as baterias. Aliás, o painel de instrumentos digital está, constantemente, a lembrar-nos que devemos ter uma condução mais “verde”, ou seja,

nada de exageros com o acelerador e manter uma regeneração razoável para ir alargando a autonomia. Apesar disso, o Zoe quando estica as pernas revela-se um carro veloz e com uma aceleração muito interessante. Depois, como foi um carro pensado para a mobilidade convencional, aproveita muito bem a localização das baterias no fundo do carro para ser ágil em estradas sinuosas com um comportamento quase desportivo que acaba traído pelos pneus de baixo atrito que cedem mais depressa que o desejado quando nos apoiamos no eixo dianteiro. Fica a nota do euro necessário para cumprir uma centena de quilómetros...

O Renault Zoe surgiu com 22 kWh e tem agora uma capacidade de 41 kWh, o que significa que a autonomia cresceu dos 210 para os atuais 400 km, homologado debaixo do método NEDC.

FICHA TÉCNICA RENAULT ZOE Potência | 90 CV Autonomia | 400 km Preços a partir de €27.510

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ESPECIAL

ELÉCTRICOS E HÍBRIDOS

AUDI

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casa de Ingolstadt não oferece modelos eléctricos, por enquanto, mas um par de modelos denominados “e-tron” para o A3, na versão Sportback, e no SUV Q7. Sobre o primeiro, o A3 e-tron utiliza o bloco 1.4 litros turbo a gasolina com 150 CV, acoplado a um motor eléctrico com 102 CV e 330 Nm de binário, para

um resultado final de 204 CV e 350 Nm de binário. Já o Q7 e-tron é o único híbrido turbodiesel, exibindo 374 CV e 700 Nm de binário, capazes de levar os quase 2500 quilos do Q7 aos 230 km/h, acelerando dos 0-100 km/h em 6,2 segundos. E se o Audi A3 e-tron custa 44.310 euros, o Q7 e-tron só está disponível por encomenda.

BMW

CITROEN

A marca bávara oferece modelos eléctricos e híbridos, desde o i3, puramente elétrico, ao outro extremo, com o i8, desportivo híbrido. Fora desta submarca BMW i da casa alemã, encontramos versões híbridas PlugIn nas Série 3, 5 e 7, além da gama X com o X5 a ostentar uma variante que mistura o motor a gasolina com um motor eléctrico e capacidade de carregamento exterior. Os preços oscilam entre os 43.510 e 47.290 euros para os i3, os 150 mil e os 165 mil euros para o i8 e depois, entre os 49.960 e os 83.250 euros, para as versões PlugIn da gama tradicional da marca.

Sem oferecer modelos híbridos, a Citroen incluí na sua gama o C-Zero, um modelo puramente eléctrico que é uma cópia do Mitsubishi i-Miev e irmão gémeo do Peugeot iOn, dotado de um motor com 67 CV e 196 Nm de binário que, conjugado com a bateria de 16 kWh, permite uma autonomia de 127 km. Para além deste modelo de passageiros, a casa francesa oferece o e-Berlingo Multispace elétrico, com 67 CV e autonomia de 170 km. Tudo isto está disponível com preços desde os 30.647 euros para o C-Zero e 32.107 euros para o e-Berlingo.

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FORD

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casa da oval azul tem uma única proposta híbrida tendo como base a berlina Mondeo. O motor é o bloco 2.0 litros com 187 CV e um binário de 173 Nm acoplado a um motor eléctrico com 120 CV. O Mondeo híbrido chega dos 0-100 km/h em 9,2 se-

gundos e uma velocidade máxima de 187 km/h, com um consumo médio de 4,2 l/100 km, num modelo equipado com caixa de variação contínua (CVT), provavelmente, o elo mais fraco num carro refinado que mantém um chassis muito equilibrado, disponível por 40.359 euros.

HYUNDAI

KIA

Mais do que oferecer uma gama híbrida ou eléctrica, a Hyundai aponta para o mesmo modelo três formas de mobilidade. Falamos do Ioniq híbrido convencional, o Ioniq Plug In e o Ioniq Eletric, este com um motor de 120 CV e 295 Nm unido a uma bateria de 28 kWh para uma autonomia anunciada de 280 quilómetros. Na versão híbrida Plug In a potência é de 141 CV com 265 Nm de binário com autonomia eléctrica de 63 km, e tudo isto com preços entre 33.322 euros do híbrido e os 39.500 euros do modelo eléctrico.

Já sem o Kia Soul Electric nas suas propostas, a Kia concentra atenções no Niro como único defensor do ambiente, um SUV híbrido que é também Plug In e já foi revelado como eléctrico. Entre nós estão à venda as versões híbrida e Plug-In, ambas equipadas com um motor 1.6 litros a gasolina (105 CV e 147 Nm) acoplado a um motor eléctrico (44 CV e 170 Nm). Deste modo, o Niro Plug In propõe autonomia anunciada de 60 quilómetros, com preços desde os 31.250 (Híbrido) aos 39.750 euros (Plug In).

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ESPECIAL

ELÉCTRICOS E HÍBRIDOS

NISSAN

LEAF

Muito evoluiu o carro que Carlos Ghosn apresentou, sozinho, em Londres como a revolução do futuro recebendo tímidos aplausos e alguns esgares de desconfiança. A nova geração do Leaf é a epítome da evolução da mobilidade eléctrica. texto José Manuel Costa

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uando alguns ainda não saíram dos blocos de partida, a Nissan já vai na segunda geração do Leaf, continuando a dominar o mercado da mobilidade eléctrica. Que repetirá, não tenho dúvida nenhuma, o sucesso do primeiro que conquistou uma horda de fiéis adeptos que não querem outro carro. Percebe-se porquê:

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baixos custos de utilização, possibilidade de carregar em qualquer lado, fiabilidade a toda a prova e praticabilidade. Juntava, ainda, amplo espaço interior e uma boa bagageira. Porém, não era um carro desprovido de fraquezas: a autonomia era curta, as performances igualmente curtas e um estilo que, francamente, parecia uma mistura entre uma nave espacial e um acidente cósmico. Apesar de


FICHA TÉCNICA NISSAN LEAF Potência | 150 CV Autonomia | 378 km Preços a partir de €34.400

Não mexendo no motor eléctrico, a Nissan instalou um novo inversor mais potente e as baterias, embora com o mesmo tamanho que as anteriores, têm maior capacidade, 40 kWh.

já oferecer algumas modernas propostas de conectividade, o Leaf estava a ficar para trás. Chegada a hora da segunda geração, a Nissan prometeu um carro mais rápido, com mais autonomia, estilo mais consensual e mais electrónica embarcada. Não mexendo no motor eléctrico, a Nissan instalou um novo inversor (o aparelho que controla a eletricidade que flui pelo carro) mais potente

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e as baterias, embora com o mesmo tamanho que as anteriores, têm maior capacidade, 40 kWh. Ora, com estas características e um motor a debitar 150 CV, a aceleração 0-100 km/h baixou para os 7,9 segundos e a autonomia, já segundo a norma WLTP, ronda os 270 quilómetros, embora no ciclo NEDC aquela seja superior a 370 km. A nova geração do Leaf está, realmente, mais rápida continuando silencioso e o processo de regeneração de energia continua a ser menos incisivo do que o esperado, pois numa subida de mil metros pode perder até 16% da bateria, nas descidas será uma sorte recuperar cerca de 10%. Com o “e-Pedal” as coisas são diferentes. O sistema é simples e funciona com forte capacidade regenerativa, permitindo que seja possível conduzir sem tocar no pedal de travão. Pode parecer estranho, mas rapidamente apreendemos o funcionamento do sistema e começamos a antecipar as situações e a conseguir evitar tocar no pedal de travão. O sistema “e-Pedal” decide quando deve ligar as luzes de travão para avisar os outros condutores da forte redução de andamento e dá, sempre, prioridade à recuperação de energia. Quando a bateria está cheia, escolhe acionar os travões e assim recupera menos energia. O condutor só terá de carregar no pedal do travão em situações acima de 0,2 G. Se gosta de motores, de performance e de adrenalina ao volante, terá de procurar em outro lado. Porém, é um carro que acerta em cheio nas capacidades de utilização, agradabilidade e acessibilidade.


ESPECIAL

ELÉCTRICOS E HÍBRIDOS

LAND ROVER

O

s modelos de luxo da marca oferecem duas versões híbridas, nomeadamente o Range Rover Sport PHEV P400e e o Range Rover Sport P400e, ambos equipados com um motor de 2.0 litros a gasolina sobrealimentado acoplado a um motor elétrico. Contas feitas, a potência é de 404 CV e 640 Nm de bi-

nário e ambos podem recarregar as baterias através de ligação externa. Deste modo, e apesar dos 2603 kgs, o Range Rover chega aos 220 km/h e acelera dos 0-100 km/h em 6,9 segundos, com um consumo anunciado de 2,8 litros, e tudo isto com preços desde os 92 mil euros.

LEXUS

MERCEDES

A marca de luxo da Toyota abandonou os motores diesel e equipa hoje toda a sua gama com motorizações híbridas, excepção feita a alguns modelos com motores V8 a gasolina para as versões de topo. A gama começa assim no CT200h (136 CV) com preços entre os 30.120 e os 38.380 euros, seguindo-se o IS (233 CV), o GS (300h com 223 CV e o 450h com 345 CV), ainda o LS (500h com 350 CV), também o RC (300h com 233 CV) e o LC (500h com 359 CV) que custa qualquer coisa como 120.140 euros. A gama SUV é composta pelo NX (197 CV) e o RX (313 CV) com preços entre 51.760 e 99.360 euros

Na Mercedes-Benz, apenas a Classe C e o GLE têm versões híbridas, com o primeiro nas versões sedan e carrinha (52.902 e 54.144 euros, respectivamente). A qualidade de construção, comportamento e refinamento são iguais aos restantes modelos, oferecendo o Classe C um consumo de 4,2 l/100 km, acelerando dos 0-100 km/h em 6,7s. Já no GLE, um bloco V6 de 3.0 litros a gasolina com 333 CV acoplado a um motor elétrico com 116 CV, permitem uma autonomia de 30 quilómetros em modo eléctrico, para um consumo de 3,5 litros a cada centena de quilómetros, e tudo por 89.550 euros.

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MINI

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modelo Countryman é o único Mini à venda com uma motorização híbrida, equipado com um motor 1.5 litros a gasolina com 136 CV e 220 Nm, acoplado a um motor eléctrico com 88 CV e 165 Nm de binário. Temos assim para o Countryman E 4ALL 224 CV e 385 Nm, com carregamento externo da bateria de 7,6 kWh para uma autonomia em modo elé-

trico até 42 km. Aproveitando o excelente chassis do Mini, apenas o peso de 1660 kgs o tornou um nadinha mais preguiçoso em curva, apresentando uma velocidade máxima de 198 km/h e aceleração 0-100 km/h em 6,8 segundos com um consumo anunciado de 2,1 l/100 km. Quanto a preços, o Mini Countryman e ALL4 Steptronic é proposto por 40.850 euros.

MITSUBISHI

PEUGEOT

Apesar de “embrulhado” numa carroçaria sensaborona e sem grandes rasgos estilísticos, a versão híbrida “Plug In” do Mitsubishi Outlander é das melhores do mercado. O motor é um bloco a gasolina com 2.0 litros com 121 CV e 190 Nm de binário, acoplado a dois motores elétricos, um em cada eixo, ambos com 82 CV. Encontramos assim 203 CV de potência num modelo com uma autonomia em modo eléctrico de 54 km. A aceleração 0-100 km/h é de 11 segundos e os consumos são de 1,7 l/100 km, tudo isto num carro espaçoso, com qualidade e uma excelente unidade de potência permitido desde os 47.500 euros.

Tal como acontece com a outra marca do PSA Group, a Peugeot só oferece dois modelos elétricos, o iOn (irmão do C-Zero e feito com base no Mitsubishi iMieV) e o Partner Tepee Electric Active, igualzinho ao e-Berlingo. Para o seu modelo elétrico, a Peugeot oferece um motor com 67 CV e 196 Nm de binário que, conjugado com a bateria de 16 kWh, permite uma autonomia de 127 km. A Peugeot possui ainda em gama o Partner Tepee Electric Active, com 67 CV e autonomia de 170 km, com preços desde os 30.390 euros para o iOn aos 31.765 euros para o Partner.

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ESPECIAL

ELÉCTRICOS E HÍBRIDOS

TESLA

MODEL X Os modelos da Tesla são carros à parte no universo de veículos eléctricos, por isso é que este Model X custa mais de 115 mil euros e está atestado de tranquilidade devido à autonomia superior a quatrocentos quilómetros. texto José Manuel Costa

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pós o Model S que lançou a Tesla para o mercado dos veículos eléctricos, o passo lógico para a casa americana era a construção de um SUV e aqui está ele com as suas asas de falcão de abertura eléctrica e que adiciona o fator “wow” a este Tesla. Tudo o resto é típico Tesla: motores eléctricos que oferecem tracção integral com muita potência (no caso do Model X oscila entre 333 e 680 CV), chassis rígido com baixo centro de gravidade, amplo espaço interior – baseado nas dimensões generosas do carro – ampla bagageira, muito equipamento e tec-

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nologia e uma condução simples, silenciosa e com qualidade. A autonomia superior aos quatrocentos quilómetros, que pode ser um pouco alargada com a ajuda da regeneração de energia no modo mais agressivo – que quase dispensa os travões – oferece tranquilidade, pese embora o facto de não se poder atestar a bateria em cinco minutos como se faz com um carro a gasolina ou gasóleo, ser sempre uma fonte de perturbação. Naturalmente que carregar o Model X em casa, na garagem, acaba com isso e duas mãos cheias de horas chegam para carregar a bateria.


FICHA TÉCNICA TESLA MODEL X Potência | 333 a 772 CV Autonomia | acima de 400 km Preços a partir de €95.550

Apesar das quase duas toneladas e meia que pesa, o Model X na versão 100D com 423 CV e 660 Nm de binário, consegue acelerar dos 0-100 km/h em 4,9 segundos. Mas se tiver um bolso mais fundo e conseguir chegar ao P100D com 680 CV, esse exercício é feito em 3,1 segundos!! Estamos a entrar no campo dos superdesportivos, com uma velocidade máxima de 249 km/h. Destaque ainda para o enorme ecrã 17 polegadas onde tudo é controlado e onde está o sistema de navegação e demais equipamento, com uma leitura perfeita e que se repercute no ecrã que funciona como painel de instrumentos onde surgem

informações de tudo e mais alguma coisa, até a distância do Model X aos objectos! A posição de condução elevada é típica de um SUV tal como o tejadilho panorâmico que nos envolve de uma forma muito agradável. O acesso é simples devido às portas de falcão que abrem como as portas asas de gaivota, sendo a diferença o par de dobradiças que permitem à porta dobrar mais um pouco face á parte superior da abertura no tejadilho. Desta forma, a porta pode ser aberta num espaço inferior a 30 centímetros. Palavra final para o estilo muito bem conseguido e para os muitos “gadgets” que tornam o Model X um carro desejável.

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A autonomia superior aos quatrocentos quilómetros, que pode ser um pouco alargada com a ajuda da regeneração de energia no modo mais agressivo – que quase dispensa os travões – oferece tranquilidade.


ESPECIAL

ELÉCTRICOS E HÍBRIDOS

SMART

A

postando exclusivamente em modelos eléctricos, a smart resume-se hoje a dois modelos eléctricos – ForTwo e ForFour –, o primeiro com dois níveis de potência (75 e 82 CV) e uma autonomia de 145 km (que na vida real passa pouco da centena

de quilómetros). Com baterias de iões de lítio com 17,6 kWh, o ForTwo é oferecido na versão fechada (17.570 euros) ou descapotável (21.120 euros), sendo que a versão com quatro portas só tem disponível a variante com 82 CV com a mesma bateria de 17,6 kWh e autonomia anunciada de 155 km (18.470 euros).

SUZUKI

TOYOTA

A Suzuki não oferece verdadeiros modelos híbridos mas antes uma mecânica auxiliada por um pequeno motor elétrico que, mesmo sem a capacidade de se mover eletricamente pois não tem bateria, permite baixar consumos e emissões fruto da propulsão elétrica, para menos entre 5 a 10% nos consumos e quase 15% nas emissões de CO2. O sistema SHVS é composto por um motor de arranque que funciona como gerador e motor eléctrico, armazenando energia numa pequena bateria de iões de lítio presente nos Suzuki Ignis, Swift e Baleno, com preços estabelecidos entre os 17.742 euros do primeiro, os 18.737 euros do Swift e os 17.816 euros do terceiro, o Baleno.

A marca nipónica continua a abandonar os motores diesel por troca com as unidades híbridas com motor de combustão interna a gasolina com ciclo Atkinson e motor elétrico. Deste modo, a Toyota usa baterias de níquel cádmio nas unidades híbridas e de iões de lítio quando em variante Plug-In. Toda a gama da marca nipónica (exceção feita ao Aygo, GT86 e Land Cruiser) tem pelo menos uma versão híbrida, nomeadamente no pequeno Yaris, com preços de acesso nos 18.797 euros, também no Auris, no Prius híbrido, Prius+ com sistema híbrido ou Prius Plug In, este o mais caro nos 41.386 euros, ou ainda nos SUV CH-R Hybrid (28.626 euros) e RAV4 Hybrid (40.197 euros).

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VOLKSWAGEN

A

pós o “Dieselgate”, o colosso alemão virou-se de forma decisiva para as motorizações híbridas e eléctricas, lançando a marca ID. Não deixando de lado os blocos TSI a gasolina e TDI a gasóleo – onde continuam a investir (em 2030 apenas 15% dos carros serão elétricos...) – a Volkswagen colocou na sua gama uma variante eléctrica do citadino Up!, do “best seller” Golf e duas versões híbridas, conhecidas como GTE, do Golf e do Passat. No caso dos modelos elétricos, o e-Up! custa 27.769 euros, propondo 82 CV de potência e uma autonomia que não passa dos 165 km. Já o Golf oferece 136 CV e uma bateria de 35,8 kWh que, reclama a VW, autoriza uma autonomia de 300 quilómetros que, na realidade, não vai além de 250, sendo proposto por 40.455 euros. O Passat, modelo familiar, declina-se na variante GTE em berlina e carrinha, sendo o siste-

ma híbrido o mesmo do Golf, mas um motor elétrico com 115 CV e um binário combinado superior com 400 Nm. Os consumos são de 1,8 l/100 km e emissões de apenas 40 gr/km de CO2 (35 gr/km do Golf), sendo que este Passat GTE está disponível por 48.007 euros, sendo a carrinha proposta por 51.040.

JULHO | SETEMBRO 41


ESPECIAL

ELÉCTRICOS E HÍBRIDOS

VOLVO

A

marca sueca tem vindo a renovar a sua gama, reforçando a tónica na segurança e na redução da sinistralidade rodoviária, mas apontando atenções para a componente ambiental. Assim, mantendo a lógica de oferecer, apenas, motores com quatro cilindros e dois litros de cilindrada, a Volvo criou duas unidades híbridas conhecidas como T6 e T8 com tecnologia “Plug In” de carregamento externo da bateria. O mais recente modelo da gama, a belíssima carrinha V60, oferece os modelos T6 e T8, embora em Portugal só esteja disponível, para já, na versão T6, com 341 CV e 590 Nm de binário para performances fantásticas: 0-100 km/h em 4,6 segundos e velocidade máxima de 250 km/h. Graças à bateria de 10,4 kWh tem uma autonomia elétrica de 45 km e exibe consumos de 2,2 l/100 km, com preços que iniciam nos 57.000 euros. Já o XC60 oferece o T8 com 407 CV, um motor de 2.0 litros com 320 CV e um motor elétrico com 87 CV, sendo o binário combinado de 640 Nm. A bateria permite uma autonomia eléctrica de 45 km para um preço a partir dos 67.719 euros. A dupla S90 e V90 (berlina e

carrinha) também oferecem a versão híbrida “Plug In” T8 exatamente igual à do XC60, começando os preços do S90 nos 72.728 euros, isto enquanto que no V90, com os mesmos níveis de equipamento, os preços começam nos 72.383. Por fim, a gama híbrida “Plug In” da Volvo fica encerrada com o grande SUV XC90, equipado com o sistema híbrido T8 com 407 CV, bateria de 9,2 kWh e uma autonomia de 45 km em modo elétrico, com preços desde os 84.332 euros.

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REPORTAGEM

JOERG HEINERMANN

Joerg Heinermann

“Portugal está muito aberto às novas tecnologias” Responsável pelo desenvolvimento digital da Daimler a nível global, Joerg Heinermann falou com a Consilcar Magazine a quem deu conta do que está a ser criado para marcas como a Mercedes ou a smart, quando mais do que automóveis estão em causa apps e software. texto: Jorge Reis

C

onvidado como conferencista da recente edição do World Shopper, onde falou sobre a tendência crescente do mercado automóvel nos veículos eléctricos, Joerg Heinermann é o responsável principal da Daimler a nível mundial pelo “CASE”, um projecto que define como algo que combina três tecnologias, nomeadamente “a electrificação dos veículos, a conectividade das viaturas e das pessoas através dos seus telemóveis e a condução autónoma que vai criar um novo mercado de serviços e mobilidade partilhada”, questões que, em conjunto, “deverão estabelecer mudanças na forma como utilizamos as soluções de mobilidade”. Conhecedor do mercado automóvel português – Joerg Heinermann foi até há pouco tempo “country manager” da Daimler (Mercedes-Benz e smart) em Portugal – este alto

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quadro do construtor germânico agora a nível global lidera assim no caminho de mudança estabelecido na forma como as pessoas e os automóveis se relacionam. A cultura e as pessoas em Portugal apaixonam Joerg Heinermann, ele que assume que nunca se sentiu tanto em casa quanto em Portugal, um país que está “seguramente preparado para receber o projecto CASE”. “Com os nossos colaboradores e com os nossos concessionários estamos a trabalhar nas diferentes áreas, nomeadamente na introdução dos veículos eléctricos, o primeiro passo para a implementação do CASE, e sim, o mercado português está muito aberto às novas tecnologias”, garante. Perante o caminho que está a ser trilhado, pelo sector automóvel, a Daimler poderá deixar de ser um mero construtor automóvel para poder ser um provedor de serviços: “Sempre fomos um fornecedor de mobilidade ao colocar no mercado os nossos automóveis, camiões ou autocarros, e a mobilidade tem que ser pensada para o transporte de pessoas mas também para cargas – a Mercedes-Benz é uma marca naturalmente reconhecida na área de transportes e movimentação de logística. Procuramos agora permitir soluções de oferta de serviços, plataformas de comunicação entre diferentes meios de transporte, e tudo isto para facilitar mais ainda o transporte de pessoas e carga. Termos um furgão equipado com um drone e este poder entregar um embrulho, são soluções e áreas que combinamos para melhorar a vida das pessoas.” Numa perspectiva global, para um indivíduo que viva em Lisboa e viaja para o estrangeiro, a Daimler pretende criar um serviço que permita que esse cliente tenha na chegada ao seu destino um veículo para responder às suas necessidades de mobilidade como se continuasse na sua cidade de origem: “Tal como tem um Mercedes-Benz aqui, poderá

“Nós, na Daimler, enquanto empresa, iremos oferecer mais e mais serviços e soluções de mobilidade, e no final tudo funcionará através da combinação por apps com a respectiva digitalização.”

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tê-lo igualmente nas suas viagens, do mesmo modo que poderá usar o serviço de táxi ou outros transportes ligados através da plataforma Mercedes Me, ou ainda utilizar um período de 200 minutos para utilização de automóveis de mobilidade partilhada nas cidades europeias para onde viaja.” A chegada destas propostas a Portugal, segundo o nosso interlocutor, dependerá apenas do desenvolvimento das ofertas. “As diferentes soluções de mobilidade resultam de ofertas locais, mas, por exemplo, o serviço ‘MyTaxi’ é uma solução global e um cliente que hoje em dia tem um Mercedes aqui, pode fazer o download da app e utilizar o serviço MyTaxi em toda a Europa e na sua própria língua. Isso já existe, e pouco a pouco iremos permitindo mais serviços e mais ofertas nesse âmbito”, acrescenta Joerg Heinermann. “Na realidade, isto é algo que depende das empresas no estabelecimento dos seus negócios. Nós, na Daimler, enquanto empresa, iremos oferecer mais e mais serviços e soluções de mobilidade, e no final tudo funcionará através da combinação por apps com a respectiva digitalização”, acrescenta este responsável da Daimler que olha para a realidade da área a que nos referimos de uma forma global, sem a afectar pela dimensão menor do mercado português: “A digitalização em geral tem uma certa vantagem, especialmente para Portugal, quando se estabelecem aqui centros de desenvolvimento de apps e software. Na Mercedes, criámos uma grande vantagem para Portugal quando a logística para a venda de produtos passa a ser digital. Por via disso, a distância a que estamos para o centro da Europa já não importa. Quando produzo uma viatura aqui e tenho que a transportar para França, Alemanha ou outro destino na Europa, isso tem um custo de transporte. Porém, quando produzo em Portugal uma app ou uma tecnologia digital, o seu transporte é feito através da internet, sem custo associado. A vantagem de Portugal está assim totalmente assente nessa área!”


AMBIENTE

RENAULT

Porto Santo… primeira ilha inteligente! Descoberta há 600 anos, a ilha de Porto Santo dá agora um passo determinante para ser a primeira “ilha inteligente” do planeta, ao receber a gama de veículos eléctricos elétricos da Renault para a aplicação do programa “Porto Santo Sustentável – Smart Fossil Free Island”. texto Jorge Reis

A

Renault e o Governo Regional da Madeira uniram-se em redor de um inovador programa através do qual a ilha de Porto Santo deverá ficar livre da dependência dos combustíveis fósseis. Para isso, o construtor automóvel francês colocou naquela ilha duas dezenas de Renault elétricos, tendo ali sido montados outros tantos postos de carregamento, tendo os automóveis – um total de 14 unidades do Renault ZOE e seis do Renault Kangoo Z.E. – sido distribuídos por entidades públicas, empresas privadas e famílias voluntárias. A ideia é permitir que esta ilha, no passado descoberta por João Gonçalves

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Zarco e Tristão Vaz Teixeira, possa dar um passo determinante em direcção a um futuro sustentável, com um projecto verde que poderá ser aplicado em outras ilhas, cidades ou bairros, com soluções de mobilidade elétrica ao alcance de todos. Entidades públicas (como a Polícia de Segurança Pública), empresas privadas (como taxistas), mas também famílias voluntárias de Porto Santo receberam os primeiros automóveis elétricos previstos para a fase de arranque do projeto, assumindo-se como os pioneiros do “Porto Santo Sustentável Smart Fossil Free Island”, um programa que tem como objetivo garantir a descarbonização da ilha.


Com várias etapas de permeio, o projeto prevê que, um dia, o parque circulante de Porto Santo seja constituído por cerca de um milhar de automóveis elétricos. Nessas circunstâncias, a ilha pode conquistar o estatuto de território sem combustíveis fósseis e emissões quase nulas de dióxido de carbono, com tudo o que isso implica de positivo em termos de sustentabilidade ambiental, social e económica. As primeiras duas dezenas de viaturas zero emissões alocadas ao projeto vão servir as diferentes necessidades do quotidiano dos seus utilizadores, devendo os seus utilizadores serem capazes de fazer carregamentos inteligentes. Ou seja, só vão carregar à máxima potência quando a disponibilidade de eletricidade for superior às necessidades. Estes carregamentos inteligentes serão sinónimo de carregamentos reversíveis (Vehicle-to-grid), o que deverá permitir que os automóveis sejam capazes de injetar eletricidade na rede aquando dos picos de consumo ou “simplesmente” funcionar como unidades de

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armazenamento temporário de energia. Para a concretização deste programa revelou-se também determinante o compromisso do Governo Regional da Madeira que vê neste ambicioso programa a possibilidade do mesmo poder um dia ser aplicado à própria ilha da Madeira.


ECOLOGIA

“Volvo avança no combate aos plásticos A poluição pelos plásticos, nomeadamente nos oceanos, é um problema grave que nos afecta a todos a nível global texto Jorge Reis fotografia Volvo Cars

O

Dia Mundial do Ambiente, assinalado no passado dia 5 de Junho, permitiu à Volvo apostar, em Portugal e no Mundo, no combate à poluição através da limpeza dos oceanos e da “guerra ao plástico”, passando a mensagem que deixa claro que “se todos fizermos um pouco, podemos juntos fazer a diferença”. Em termos globais, mais de 850 funcionários e concessionários da Volvo Cars em 16 países saíram naquele dia dos respectivos escritórios, largaram os computadores e dedicaram-se à recolha de lixo em prol do Dia Mundial do Ambiente das Nações Unidas e da campanha Clean Environment. Por cá, também a Volvo Cars Portugal, em colaboração com a Brigada do Mar (projeto de intervenção ambiental nacional com 10 anos de existência), respondeu à chamada e juntou-se à causa, tendo realizado a limpeza da Praia dos Moinhos, na margem sul do estuário do Tejo, ali bem perto da Ponte Vasco da Gama, em Alcochete, onde cerca de 70 pessoas, entre colaboradores e parceiros da em-

O tema Do Dia Mundial do Ambiente para este ano foi ‘Acabar com a poluição do plástico’ — #beatplasticpollution —, tendo em conta que existem estimativas que apontam para a existência de 9,4 milhões de toneladas no fundo mar, um verdadeiro tapete oceânico de lixo.

presa, recolheram mais 1200 quilos de lixo. O tema Do Dia Mundial do Ambiente para este ano foi “Acabar com a poluição do plástico” — #beatplasticpollution —, tendo em conta que existem estimativas que apontam para a existência de 9,4 milhões de toneladas no fundo mar, um verdadeiro tapete oceânico de lixo. Em Maio passado, a Volvo Cars anunciou o fim do plástico nas suas instalações e eventos até ao final de 2019. Já antes, em 2017, a empresa tinha anunciado o importante compromisso para a eletrificação de todos os novos modelos automóveis a lançar após 2019, pretendendo este construtor que em 2025 possa então fabricar automóveis sem qualquer impacto ambiental. .


Nissan vai plantar 180 mil árvores Afirmando preocupação ambiental e vontade de apoiar a reflorestação do Pinhal de Leiria, na sequência dos incêndios de 2017, a Nissan Portugal assinou um protocolo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) que irá permitir a plantação de cerca de 180 mil árvores naquela região do Centro de Portugal. Para tornar isto possível, a Nissan colocou em marcha um programa a que deu o nome de “Leaf4Trees”, que irá duplicar o impacto ambiental positivo dos clientes nacionais dos automóveis cem por cento eléctricos da marca, nomeadamente o Nissan Leaf e o e-NV200. O número total de árvores a plantar irá agora ser apurado com base no CO2 total poupado pelos automóveis Nissan de Zero Emissões entre 1 de Abril de 2017 e 30 de Junho de 2018. J.R.

A sua satisfação é a nossa prioridade Av. Bernardo Santareno Nº54, 1º andar 2005-177 Santarém - Portugal www.sng.pt


STOCK

AS NOSSAS ESCOLHAS

OPEL ASTRA ST 1.6 CDTI Viatura de Maio de 2016, com um só registo, livro de revisões, um ano de garantia sem limite de quilómetros, financiamento até 120 meses e possibilidade de retoma. FICHA TÉCNICA

EQUIPAMENTO

OPEL ASTRA ST 1.6 CDTI

ABS; GPS; Sensores de estacionamento automático; Imobilizador; ISOFIX; Quatro airbags; ESP; Fecho automático das portas em andamento; Sensores de chuva; Sistema de controle de pressão dos pneus; Faróis reguláveis em altura; Faróis diurnos; Faróis de nevoeiro; Sensores de luzes; Luzes traseiras LED; Cruise control; Computador de bordo; Direcção assistida; Fecho central com comando; Apoio de braço; Encostos de cabeça traseiros; Bancos desportivos; Rádio com CD; Volante em pele, Regulável e com comandos; Rádio; Retrovisores aquecidos; Retrovisores com anti encandeamento e dotados de regulação eléctrica; Vidros eléctricos dianteiros e traseiros; Jantes em liga leve.

Quilómetros | 27.000 Motor | 1600 cc Combustível | Gasóleo Potência | 110 cv Ano | 05/2016 Lotação | 5 Lugares Preço | € 19.980

FICHA TÉCNICA

A Consilcar é uma empresa que existe desde Julho de 1991 e que se implantou no mercado privilegiando a total dedicação aos seus clientes

FICHA TÉCNICA

VOLKSWAGEN PASSAT 1.6 TDI BLUEMOTION

VOLVO V70 1.6 D2 PACK MOMENTUM

Ano | 2015; Cilindrada | 1598 cc; Quilómetros | 89.160 kms; Potência | 120 cv; Motor | Gasóleo; Preço | € 20.980

Ano | 2014; Cilindrada | 1600 cc; Quilómetros | 134.740 kms; Potência | 115 cv; Motor | Gasóleo; Preço | € 18.480

50 JULHO | SETEMBRO


MERCEDES CLASSE E 200 CDI AMG Veículo com matrícula de Julho de 2012 com um ano de garantia sem limite de quilómetros, motor capaz de debitar uma potência de 136 cv com assinatura AMG. EQUIPAMENTO

FICHA TÉCNICA

ABS; Bluetooth; Computador de bordo; Cruise control; Direcção assistida; ISOFIX; Livro de revisões completo; Sensores de estacionamento; Ar condicionado automático; Alarme; ESP; Imobilizador; Sistema de ajuda ao arranque em inclinação; Apoio de braço; Bancos desportivos; Bancos dianteiros com regulação eléctrica; Ecrã em consola central; Encostos de cabeça traseiros; Fecho automático das portas em andamento; Volante multifunções; Seis airbags; Estofos em pele; Auto-Rádio com CD; Volante em pele; Vidros elétricos dianteiros e traseiros; Volante regulável em altura e profundidade; Faróis reguláveis em altura; Jantes de liga leve; Luzes traseiras LED; Retrovisores aquecidos; Retrovisores com anti encadeamento; Retrovisores com regulação eléctrica; Sensores de chuva; Sensores de luzes.

MERCEDES CLASSE E 200 CDI AMG

FICHA TÉCNICA

Todos os produtos e serviços da Consilcar evoluem em simultâneo com as tendências do mercado e o gosto dos clientes

Quilómetros | 191.075 Motor | 2143 cc Combustível | Gasóleo Potência | 136 cv Ano | 07/2012 Lotação | 5 Lugares Preço | € 21.980

FICHA TÉCNICA

FORD FOCUS SW 1.6 TDCI TITANIUM

SEAT IBIZA ST 1.2 TDI STYLE

Ano | 2014; Cilindrada | 1560 cc; Quilómetros | 89.909 kms; Potência | 115 cv; Motor | Gasóleo; Preço | € 13.980

Ano | 2014; Cilindrada | 1200 cc; Quilómetros | 146.000 kms; Potência | 75 cv; Motor | Gasóleo; Preço | € 9.980

JULHO | SETEMBRO 51


STOCK

AS NOSSAS

ESCOLHAS É objectivo da Consilcar oferecer aos seus clientes em todas as circuntâncias as melhores opções com a máxima qualidade

FICHA TÉCNICA

FICHA TÉCNICA

CITROEN C4 PICASSO 1.6 E-HDI CMP6 EXCLUSIVE

TOYOTA AVENSIS ST ST 1.6D-4D LUXURY

Ano | 2013; Cilindrada | 1598 cc; Quilómetros | 126.070 kms; Potência | 115 cv; Motor | Gasóleo; Preço | € 14.980

Ano | 2016; Cilindrada | 1598 cc; Quilómetros | 29.000 kms; Potência | 112 cv; Motor | Gasóleo; Preço | € 24.980

NISSAN NOTE 1.5 DCI ACENTA Viatura com matrícula de Setembro de 2016 com um ano de garantia sem limite de quilómetros, equipado com um motor a gasóleo capaz de debitar uma potência de 90 cv. FICHA TÉCNICA

EQUIPAMENTO

NISSAN NOTE 1.5 DCI ACENTA

ABS; Bluetooth; Computador de bordo; Cruise control; Direcção assistida; ISOFIX; Livro de revisões completo; Ar Condicionado; ESP; Imobilizador; Start and Stop; Bancos desportivos; Ecrã na consola central; Encostos de cabeça traseiros; Fecho automático das portas em andamento; Volante multifunções; Seis airbags; Auto-rádio com CD; Volante em pele; Vidros elétricos dianteiros; Volante regulável em altura e profundidade; Faróis de nevoeiro; Faróis diurnos; Faróis reguláveis em altura; Luzes traseiras LED; Retrovisores aquecidos com regulação eléctrica.

Quilómetros | 91.096 Motor | 1461 cc Combustível | Gasóleo Potência | 90 cv Ano | 09/2016 Lotação | 5 Lugares Preço | € 11.980

52 JULHO | SETEMBRO


FICHA TÉCNICA

A dinâmica e a qualidade da Consilcar é comprovada e reconhecida por todos aqueles que mantêm relações comerciais com a empresa

VOLVO V40 1.6 D2 Ano | 2013; Cilindrada | 1600 cc; Quilómetros | 128.490 kms; Potência | 115 cv; Motor | Gasóleo; Preço | € 16.980

FICHA TÉCNICA VOLKSWAGEN GOLF VARIANT 1.6 TDI BLUEMOTION TRENDLINE Ano | 2014; Cilindrada | 1600 cc; Quilómetros | 123.706 kms; Potência | 110 cv; Motor | Gasóleo; Preço | € 14.980

RENAULT CLIO ST 1.5 DCI DYNAMIQUE Viatura com matrícula de Setembro de 2016 com um ano de garantia sem limite de quilómetros, equipado com um motor a gasóleo capaz de debitar uma potência de 90 cv. EQUIPAMENTO

FICHA TÉCNICA

ABS; Bluetooth; Computador de bordo; Cruise control; Direcção assistida; GPS; Livro de revisões completo; Sensores de estacionamento; Ar condicionado automático; ESP; Imobilizador; Sistema de chave inteligente; Start and Stop; Bancos desportivos; Bancos dianteiros com apoio lombar; Ecrã em consola central; Encostos de cabeça traseiros; Entrada USB; Fecho automático das portas em andamento; Volante multifunções; Seis airbags; Auto-rádio com CD; Volante em pele; Vidros elétricos dianteiros e traseiros; Volante regulável em altura e profundidade; Barras de tejadilho; Faróis de nevoeiro; Faróis diurnos; Faróis reguláveis em altura; Luzes traseiras LED; Retrovisores aquecidos com regulação eléctrica; Sensores de chuva; Sensores de luzes.

RENAULT CLIO ST 1.5 DCI DYNAMIQUE

JULHO | SETEMBRO 53

Quilómetros | 108.814 Motor | 1500 cc Combustível | Gasóleo Potência | 90 cv Ano | 02/2015 Lotação | 5 Lugares Preço | € 13.480


STOCK

AS NOSSAS ESCOLHAS

BMW 420D LINE SPORT

Viatura com um registo, livro de revisões, ainda ao abrigo da garantia do construtor, passível de recurso a financiamento até 120 meses sendo igualmente possível uma situação de retoma.

FICHA TÉCNICA

EQUIPAMENTO

BMW 420D LINE SPORT

ABS; Bluetooth; Computador de bordo; Cruise control; Direcção assistida; GPS; ISOFIX; Alarme; ESP; Imobilizador; Sistema de ajuda ao arranque em inclinação; Apoio de braço; Bancos desportivos; Bancos dianteiros aquecidos, com memória e regulação eléctrica; Bancos traseiros com configuração individual; Encostos de cabeça traseiros; Entrada USB; Fecho automático das portas em andamento; Fecho central; Volante multifunções; Faróis de nevoeiro; Faróis diurnos; Luzes traseiras LED; Retrovisores com regulação eléctrica; Sensores de chuva; Sensores de luzes; Sistema de controle de pressão dos pneus; Vidros escurecidos.

Quilómetros | 24.000 Motor | 2000 cc Combustível | Gasóleo Potência | 190 cv Ano | 09/2016 Lotação | 5 Lugares Preço | € 39.980

FICHA TÉCNICA AUDI A1 1.6 TDI Ano | 2014; Cilindrada | 1600 cc; Quilómetros | 122.610 kms; Potência | 90 cv; Motor | Gasóleo; Preço | € 15.480

A Consilcar está a funcionar num espaço em Massama Norte com uma área dimensionada com o propósito de servir da melhor forma todos os seus visitantes e clientes

FICHA TÉCNICA VOLKSWAGEN PASSAT VARIANT 1.6 TDI BLUEMOTION CONFORTLINE Ano | 2013; Cilindrada | 1598 cc; Quilómetros | 154.050 kms; Potência | 105 cv; Motor | Gasóleo; Preço | € 15.980

54 JULHO | SETEMBRO


OPEL INSIGNIA ST 1.6 CDTI COSMO Viatura com um único registo, livro de revisões e abrangido por uma garantia de 12 meses sem limite de quilómetros. Possibilidade de financiamento até 120 meses estando ainda contemplado em redor deste veículo a possibilidade de retoma. EQUIPAMENTO

FICHA TÉCNICA

ABS; Bluetooth; Computador de bordo; Cruise control; Direcção assistida; GPS; ISOFIX; ESP; Imobilizador; Sistema de ajuda ao arranque em inclinação; Apoio de braço; Bancos desportivos; Encostos de cabeça traseiros; Entrada USB; Fecho automático das portas em andamento; Fecho central; Volante multifunções; Barras de tejadilho; Faróis de nevoeiro; Faróis diurnos; Faróis reguláveis em altura; Luzes traseiras LED; Retrovisores com regulação eléctrica; Sensores de chuva; Sensores de luzes; Sistema de controle de pressão dos pneus.

OPEL INSIGNIA ST 1.6 CDTI COSMO

FICHA TÉCNICA MERCEDES BENZ CLASSE A A 180 CDI AMG

Na megastore Consilcar em Massamá Norte estão centralizados todos os serviços da empresa podendo o cliente ali encontrar mais de 200 propostas em veículos automóveis

Ano | 2014; Cilindrada | 1461 cc; Quilómetros | 85.840 kms; Potência | 109 cv; Motor | Gasóleo; Preço | € 22.980

Quilómetros | 23.400 Motor | 1600 cc Combustível | Gasóleo Potência | 136 cv Ano | 04/2016 Lotação | 5 Lugares Preço | € 22.980

FICHA TÉCNICA DS 3 RACING 1.6I SPORT Ano | 2011; Cilindrada | 1598 cc; Quilómetros | 36.834 kms; Potência | 203 cv; Motor | Gasolina; Preço | € 16.890

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NEGÓCIOS

DEKRA

Dekra... com soluções para um Mundo seguro! Responsável principal na Dekra em Portugal, Sérgio Vitorino, apaixonado e praticante no desporto automóvel, nomeadamente no todo-o-terreno, apresentou-nos esta empresa hoje presente em meia centena de países e com mais de 40 mil colaboradores. texto Jorge Reis

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mpresa da linha da frente a nível mundial na prestação de serviços técnicos, certificação e consultoria, a Dekra, empresa fundada em Berlim, Alemanha, em 1925, e que actualmente possui sede em Estugarda, tem hoje como principal missão preservar a segurança a longo prazo e a proteção e qualidade do meio ambiente. Isso mesmo escutámos de Sérgio Vitorino, ele que chegou à Dekra oriundo do sector automóvel quando esta entidade tinha, no território nacional, uma dimensão bem mais reduzida. Em Portugal desde 1991, a Dekra disponibiliza hoje serviços de consultoria e gestão para o sector automóvel em geral e serviços de gestão, peritagem e regularização de sinistros para o sector segurador, sendo, mais do que um prestador de serviços, um parceiro independente junto dos seus clientes. O rumo passa pelo crescimento, e Sérgio Vitorino não hesita em apontar uma meta ambiciosa: “A Dekra pretende ser líder mundial na área da segurança, visando garantir um posicionamento enquanto parceiro global para um Mundo mais seguro, seja em casa, no trabalho ou no automóvel, aqui no que diz respeito aos centros de inspeções, peritagens de acidentes, certificações e outras áreas similares.” Actualmente em desenvolvimento em Portugal por parte da Dekra estão as áreas da segurança no trabalho e segurança em casa,

56 JULHO | SETEMBRO


“Em Portugal desde 1991, a Dekra disponibiliza hoje serviços de consultoria e gestão para o sector automóvel em geral e serviços de gestão, peritagem e regularização de sinistros para o sector segurador, sendo, mais do que um prestador de serviços, um parceiro independente junto dos seus clientes.”

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procurando a empresa garantir uma posição de liderança global, afinal, naquilo que diz respeito à segurança para as pessoas. Líder na Europa na sua área de actividade, com um volume de faturação superior aos três mil milhões de euros em serviços, possuindo cerca de 42 mil colaboradores, a Dekra efectua mais de 26 milhões de inspeções automóveis anualmente, mas também mais de 25 mil certificações de sistemas a cada ano. “Em Portugal – acrescenta o nosso interlocutor –, a Dekra possui já toda a área ‘automotive’ desenvolvida, tendo adquirido recentemente uma empresa na área das peritagens de acidentes automóvel, num percurso já feito em 2017 no sector das inspeções automóveis, quando adquiriu por aquela altura uma empresa no sector, a Master Test, com onze centros de inspeção activos a laborar, e que passou a funcionar de acordo com as normas da Dekra.” Só na área das inspeções de veículos automóveis, em que a Dekra não estava presente nem há dois anos, “realiza hoje cerca de 500 mil inspeções por ano, isto com 17 centros de inspeções em funcionamento que garantem assim dez por cento das inspeções realizadas no mercado nacional”, como refere Sérgio Vitorino, segundo o qual a actividade da Dekra “surge igualmente nas peritagens em situações de acidente, mantendo uma posição entre a oficina ou segurado e a companhia de seguros, fazendo a peritagem mas também o acompanhamento da reparação para que esta seja bem efectuada.” Outra área de ação permite também à Dekra representar diversas seguradoras, muitas delas que nem estão representadas em Portugal, procurando dessa forma assegurar a resolução de um qualquer sinistro mais rapidamente. A nível mundial, a Dekra efectua testes de desenvolvimento de produto, verificando muitas soluções propostas pelos construtores para os respectivos produtos automóveis, sempre com um posicionamento de relação direta com empresas e não com o cliente final, excepção feita à área da inspeção automóvel.


REPORTAGEM

REAL SPORT CLUBE

Um clube eclético e dinâmico!

O futebol surge como a área de actividade mais forte numa entidade perfeitamente integrada na comunidade em que se insere, com muito para fazer e crescer na área geográfica entre Lisboa e Sintra. texto Jorge Reis fotos: Gualter Fatia “O clube é realmente eclético, com grande dinamismo, e que apresenta atletas e praticantes de desporto desde os cinco anos aos 80, isto porque é uma preocupação nossa oferecer também a uma população mais senior alguma actividade, não só no exercício físico mas também alguma actividade a nível cultural e social.”

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epois de uma primeira passagem pela Direcção do Real Sport Clube, a convite do então presidente José Pereira Libório, em 1999, Adelino Ramos voltou às lides directivas neste mesmo clube em 2015, desafiado por alguns amigos para avançar para a liderança do Real Sport Clube. Vencedor naquele acto eleitoral, quando os estatutos apontavam ainda para mandatos bi-anuais, foi já o único candidato ao acto eleitoral de 2017, depois dos estatutos terem sido alterados, passando a permitir mandatos de quatro anos, tendo por isso actualmente mais três anos pela frente deste clube colocado na fronteira entre Queluz e Massamá. Abrimos o diálogo com Adelino Ramos olhando para o percurso do Real, com o nosso interlocutor a assumir o orgulho de poder afirmar a qualidade da evolução que o clube tem conseguido: “É com enorme satisfação que dizemos que somos o primeiro clube do concelho de Sintra em termos de dinâmica, e, se olharmos para a região de Lisboa, não haverá muitos clubes com a dinâmica que o Real possui nas modalidades. Temos uma área muito forte, a do futebol, naturalmente, mas também temos outra área que, nos últi-

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mos anos, tem registado uma evolução muito positiva e que diz respeito às modalidades gímnicas, como as artes marciais, ou outras classes em redor da dança e não só.” “Em redor do futebol, entre os sectores de formação e as equipas federadas, temos cerca de 700 a 750 atletas, sendo que nas modalidades, praticadas nos nossos ginásios, na sede, e também nos pavilhões das escolas com quem temos parceria, nomeadamente o Agrupamento de Escolas Stuart de Carvalhais, temos mais cerca de 900 atletas em 22 a 23 modalidades. Por esta dimensão, podemos considerar que o clube é realmente eclético, com grande dinamismo, e que apresenta atletas e praticantes de desporto desde os cinco anos aos 80, isto porque é uma preocupação nossa oferecer também a uma população mais senior alguma actividade, não só no exercício físico mas também alguma actividade a nível cultural e social.” Para além disso, Adelino Ramos destaca ainda a existência de uma escola de música, em redor da qual organizou o Real Sport Clube um Festival de Bandas Juvenis – “Real Team Bands Festival” – em parceria com a União de Freguesias de Massamá e Monte Abraão, temos formação na área da música, e de


ano para ano vão surgindo outros projectos, desenvolvidos em parceria com outras entidades, permitindo aos associados do clube mas também à população em geral a prática de exercício para o bem estar físico, mas também para o bem estar psicológico. Pelas ligações que o Real Sport Clube mantém junto de diversas entidades das freguesias de Massamá e de Queluz, pode-se dizer que o clube está perfeitamente assente sobre a vida local da comunidade. “Com alguma regularidade, fazemos parcerias com algumas freguesias das diferentes áreas territoriais em que estamos, no sentido de proporcionar aos nossos associados e à população em geral as actividades que podemos desenvolver”, acrescenta Adelino Ramos, ele que vai mesmo mais longe ao identificar no Real Sport Clube uma entidade dinamizadora de desporto para um eixo mais alargado de população na faixa possível de ser desenhada entre Lisboa e Sintra, território no qual o Real acaba por conseguir criar um grande pólo de influência. “Sendo nós o clube que somos, chegando ao ponto que chegámos em termos de crescimento, temos hoje jovens que nos procuram para praticar actividade desporti-

va, mesmo não sendo da área em que estamos inseridos. Vêm da Amadora, Oeiras, de Agualva-Cacém, podendo dizer-se no eixo entre Sintra e Lisboa, e no que diz respeito ao futebol, também porque infelizmente o histórico Estrela da Amadora desapareceu, acabamos por concentrar as atenções dos jovens que querem praticar essa actividade”, resume o nosso interlocutor, procurando justificar o enorme espaço de crescimento que o Real Sport Clube ainda dispõe, em termos geográficos e, por via disso, também em termos populacionais. Olhando em frente, para uma época que irá acontecer já depois de uma primeira passagem pelos escalões do futebol professional, Adelino Ramos deixa a garantia que o foco do Real estará colocado de novo no objectivo de uma nova promoção à II Liga, num percurso a realizar de forma devidamente organizada e estruturada por parte de quem já conheceu o caminho a trilhar e que pretenderá faze-lo de novo. A nova época está agora a arrancar e os resultados, esses, conseguem-se no dia-a-dia, a cada jogo, a cada competição, com o querer que reconhecemos naqueles que defendem as cores do Real Sport Clube.

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“Com alguma regularidade, fazemos parcerias com algumas freguesias das diferentes áreas territoriais em que estamos, no sentido de proporcionar aos nossos associados e à população em geral as actividades que podemos desenvolver.”


LIFESTYLE

RELÓGIOS

DESDE O FUNDO DO MAR... O controlo do tempo é algo particularmente necessário em actividades de maior risco, plenas de aventura e ousadia. Entre estas encontramos o mergulho, em que uma ida ao fundo dos mares requer o conhecimento preciso da marcha do tempo, algo que pode ser feito com uma das mais recentes propostas da Bell & Ross, o relógio de mergulho quadrado BR03-92 Diver Blue. Símbolo do universo marítimo, o azul é escolhido como a cor desta proposta, no mostrador, na bracelete em borracha e na inserção em alumínio decorativa do aro. Depois, como outras características de destaque, a aposta na máxima legibilidade, com indexes revestidos com Superluminova branca e o ponteiro das horas amarelo. No universo do mergulho, o BR03-92 Diver Blue surge legível, preciso e fiável, um eficiente companheiro dos mergulhadores em quaisquer circunstâncias inerentes à prática submarina.

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... À PRESENÇA NOS CÉUS! Igualmente precioso é o conhecimento do tempo nas alturas, através de instrumentos de precisão como aquele que é proposto pelo Casio G-Shock lançado em edição especial para celebrar os 40 anos da Esquadra 751 da Força Aérea. Em edição limitada a 40 unidades e exclusiva para Portugal, estamos perante um lançamento da Casio em redor do relógio G-Shock Rangeman que transporta na bracelete a gravação do logo especial alusivo aos 40 anos da esquadra 751 bem como a gravação do logo oficial da Esquadra 751. O Rangeman faz parte da série de relógios “Master of G” projetada para uso nas condições mais extremas, incorporando o Triple Sensor para medir o rumo da bússola, a pressão e altitude atmosférica e a temperatura. Este relógio é ainda capaz de navegar por GPS – uma estreia num relógio G-Shock. O relógio recolhe dados de localização de satélites GPS para exibir a localização atual numa rota para um destino em tempo real.


LIFESTYLE

RELÓGIOS, GADGETS, TECH

Cada dispositivo é disponibilizado com sistema de arrefecimento melhorado para manter tudo mais fresco quando a competição aquece.

LENOVO tem novos Legion portáteis Através da Lenovo Legion, submarca dedicada ao gaming, a Lenovo reforça o compromisso de disponibilizar experiências de gaming premium com novos portáteis, torres e desktops compactos. Na Electronic Entertainment Expo, ou E3, a principal feira de videojogos a nível mundial, no passado mês de Junho em Los Angeles, foi anunciada pela Lenovo uma nova família de seis PCs de Gaming – os portáteis Lenovo Legion Y730 e Y530, as torres T730 e T530 e os Lenovo Legion Cube C730 e C530 – capazes de responder às necessidades dos mais populares jogos de hoje, desde os campos de batalhas e acção às épicas aventuras de role-playing. Cada dispositivo é disponibilizado com sistema de arrefecimento melhorado para manter tudo mais fresco quando a competição aquece, garantindo maior tranquilidade quando o objetivo é ultrapassar as fronteiras do jogo. Consciente de que o utilizador faz mais do que jogar no seu computador, a Lenovo preocupou-se em que garantir que estes PCs possam ter um bom aspeto junto do utilizador, mas também dos colegas e dos amigos, tendo havido quase que uma obsessão no sentido de que todos os componentes dos novos Lenovo Legion permitam um desempenho poderoso. Já em relação aos novos laptops, foram concebidos para o gamer de hoje que se apresenta sempre em movimento, seja ao experimentar um novo jogo à hora de almoço, ou durante uma reunião importante no mesmo dia. O modelo de 15 polegadas do Lenovo Legion Y530 começa agora a estar disponível a partir de 999 euros em pontos de venda seleccionados, prometendo a marca para breve dar a conhecer a disponibilidade e os preços dos novos equipamentos Lenovo Legion entretanto revelados, nomeadamente o Y730, mas também os T730, T530, C730 e C530.

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PES 2018 chega com a I Liga Com chegada ao mercado agendada para o dia 28 de Agosto nas versões para PS4 e Xbox One, e 30 Agosto para PC, via Steam, começam a surgir as primeiras antecipações do que será o PES 2019, a produção da Konami em redor da qual foi anunciada já uma parceria entre esta produtora e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional para a inclusão da I Liga de Portugal entre as novas sete ligas que irão surgir no PES 2019. Uma nova iniciativa de licenciamento global irá adicionar ao jogo ligas de países como a Bélgica, Escócia, Dinamarca, Suíça, Rússia, Argentina e, naturalmente, de Portugal, num jogo em que surge em exclusivo a Liga Russa. Ao mesmo tempo, o PES 2019 incluirá ainda muitos estádios desde o lançamento incluindo, em exclusivo, o Camp Nou do FC Barcelona e o Allianz Park do Palmeiras.

O “embaixador global” do jogo passa a ser Philippe Coutinho, do Barcelona, que irá surgir na capa da edição padrão, além do lendário David Beckham na edição especial.

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DESPORTO

TEAM CONSILCAR

Team Consilcar lidera Taça Ibérica de TT

Após um segundo lugar em Loulé e uma vitória em Reguengos de Monsaraz, a incursão em Espanha na Baja TT Dehesa Extremadura foi ultrapassada com distinção pelo Team Consilcar com o segundo lugar na categoria T2 texto Jorge Reis

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uando falta uma prova para concluir o calendário de bajas pontuáveis para a Taça Ibérica de Todo-o-Terreno – Baja Andaluzia a 17 e 18 de Novembro –, o Team Consilcar, com Edgar Condenso e Nuno Silva aos comandos de uma Isuzu D-Max, lidera a classificação da competição depois de ter terminado a Baja Dehesa Extremadura no segundo lugar à geral na categoria T2, tendo sido ainda a melhor dupla portuguesa em prova nesta mesma categoria. Para trás ficaram assim três provas já realizadas pelo Team Consilcar, nomeadamente a Baja TT de Loulé, onde averbou o segundo lugar na classe T2, ainda a Baja TT Capital dos Vinhos de Portugal, em Reguengos de Monsaraz, uma prova conquistada pelo Team Consilcar e que teve a particularidade de ter merecido sponsorização por parte da Consilcar, e ainda a Baja TT Dehesa Extremadura, aqui com o já referido segundo lugar em T2. A propósito da presença do Team Consilcar nesta prova espanhola, tratou-se de uma baja particularmente dura pelas longas distâncias num traçado completamente desconhecido para a dupla do Team Consilcar em que tudo começou por ser marcado por algumas dificuldades quando a equipa de Massamá Norte (Belas) teve que que lutar contra algumas falhas de travões sentidas durante o dia de sábado, algo que não impediu ainda assim de andar sempre na frente a lutar pelas melhores posições. Uma nota para o terceiro lugar na categoria

T2 e segundos melhores portugueses da dupla da Prolama, Rui Sousa e Carlos Silva, eles que correm também em Isuzu D-Max e que, com o Team Consilcar, formam a equipa Isuzu Pro Racing. Edgar Condenso e Nuno Silva conquistaram ainda o Troféu Alqueva, instituído para a equipa melhor pontuada no conjunto das duas provas realizadas na região daquela barragem na planície alentejana, nomeadamente a Baja TT Capital dos Vinhos de Portugal e ainda a Baja TT Dehesa Extremadura. Ainda a propósito desta prova realizada na Extremadura, terminou com o triunfo, à geral, do espanhol Alejandro Martins, em Toyota Hylux, tendo sido também espanhol o vencedor na categoria T2, Ruben Fernandez, em Mitsubishi Pajero.

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ANTEVISÃO

MISSÃO CUMPRIDA! Quem como nós colocou o automóvel no centro do seu mundo profissional desde há mais de duas décadas, já aprendeu que as surpresas são contínuas e a superação é sempre a palavra de ordem. Afinal, qualquer modelo, por muito bom que seja e bem equipado que se apresente, é ultrapassado na geração seguinte, que entretanto perderá também a incidência dos holofotes da fama face a novas gerações ou até outras propostas originais. Este mundo do automóvel em permanente evolução, no qual nasceu no final do ano passado a Consilcar Magazine, leva-nos a ter que caminhar muitas vezes no arame até na forma como a nossa ‘Mag’ é produzida, face aos modelos que hoje estão no stock da Consilcar e amanhã já não estão, até mesmo aos destaques que em um dia estão disponíveis e no dia seguinte já encontraram novo dono. O mercado não pára e o objectivo da Consilcar, mais do que produzir esta publicação, é mesmo ter na megastore de Massamá-Norte o seu novo automóvel. Ainda assim, e no que diz respeito a mais este número da Consilcar Magazine, se no meio dos seus conteúdos, durante uma conversa de amigos entre sons de fado, em uma qualquer viagem de todo-o-terreno turístico e de lazer, ou mesmo numa incursão sobre as soluções de mobilidade do futuro, se nessas alturas lhe conseguirmos dar pistas para que possa encontrar connosco o seu novo automóvel, teremos cumprido a nossa missão... mais uma vez! JORGE REIS

BUGATTI VEYRON

O Bugatti Veyron possui um lugar mais do que merecido na história da marca mas também na história dos automóveis. Com um motor W16 de 1001 cv, o Veyron ultrapassou a barreira dos 400 km/h para um carro de produção, mas também a fronteira dos 1000 cv de potencia.

FORD GT

Ao lançar o GT, a Ford criou um superdesportivo que, logo na estreia, ganhou em Le Mans na categoria GT. Custa mais de meio milhão de euros e surge equipado com um bloco V6 de 3.5 litros com mais de 600 CV, e se a primeira série de 500 unidades já esgotou, a Ford prepara a colocação no mercado de mais 500 automóveis deste icónico Ford GT.

MERCEDES AMG GT-R

A versão mais radical do AMG GT surge claramente como um superdesportivo graças ao motor V8 de 4.0 litros sobrealimentado com 580 CV, aceleração 0-100 km/h em 3,6 segundos e velocidade máxima próxima dos 320 km/h. No mercado tem tudo para bater concorrentes como o Audi R8, o Porsche 911 Turbo S ou até o McLaren 570S.


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