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Agrupamento de Escolas Carlos Gargaté, Charneca de Caparica, Portugal

Impactos e boas práticas percecionados pelos participantes em mobilidades europeias no âmbito da ação Chave 1 e 2 do programa Erasmus+ 2015/2018

2ª Edição Julho 2018


This project has been funded with support from the European Commission. This publication reflects the views only of the author, and the Commission cannot be held responsible for any use which may be made of the information contained therein

Agrupamento de Escolas Carlos GargatĂŠ Pcta. Frederico de Freitas Quintinhas 2821-002 Charneca de Caparica Tel 212979660 Email geral@aecg.pt Webpage: http://crelorosae.net Projeto MAIS: http://crelorosae.net/joomla/index.php/projetos/erasmus-ka1/projeto-mais Projeto COURAGE: http://www.eucourage.eu/ Projeto COURAGE: https://www.facebook.com/eucourage/ Projeto SMILE: https://www.facebook.com/Ka1projetosmile/ Julho 2018 2/77


Conteúdo

Listagem de autores (testemunhos e boas práticas) .......................................................... 5 Prefácio da segunda edição............................................................................................... 6 Prefácio da primeira edição .............................................................................................. 7 Porquê um livro sobre impactos e boas práticas? ............................................................. 8 Curso: “New Learning Environments”............................................................................. 9 Curso: School Management............................................................................................ 13 Jobshadowing (Irlanda) .................................................................................................. 21 Curso: Professores Saudáveis - Escola Saudável ........................................................... 27 Conferência Internacional/Curso do projeto RECIPE: Regional Educational Centers in Pedagogical Europe ........................................................................................................ 33 Curso: LTT in Haugesund, Norway ............................................................................... 38 Jobshadowing (República Checa) .................................................................................. 41 Curso: “Get up with Natural Sciences!” ......................................................................... 50 Curso: “Out of Classroom ”............................................................................................ 53 Curso: “Every pupil is important” .................................................................................. 56 Curso: “Slamit7” ............................................................................................................ 61 Curso: LTT in Albertslund, Denmark ............................................................................ 66 Curso: “Ancient Greece ” ............................................................................................... 71 Curso: “Courage ” .......................................................................................................... 75

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Listagem de autores (testemunhos e boas práticas)

Ana Cristina da Luz Filipe Ana Isabel Gonçalves Ribeiro Borges Soares Ana Paula Mestre de Carvalho Vaqueiro Anabela Barbosa da Costa Correia Angela Maria Pinhão Alonso Durão Lopes Cláudia Manuela Rocha de Almeida Corado Helena de Jesus Baião Lopes Helena Maria Simões de Paiva Madeira Serôdio Ilda Maria Bonança Ribeiros João Paulo da Silva Proença Laura Maria Jardim Martins Casca Lucinda Maria Alves Dias Manuel João Bispo dos Reis Maria Angela Pires Veiga Maria Belmira Silva Almeida Maria da Graça Castro Q.F.Dinis Carvalha Maria de Fátima Medinas Cartaxo L. Patricio Maria de Lurdes da Silva Gonçalves Maria do Céu dos Santos Oliveira Maria Helena Saraiva Marcelo Maria José Ferreira Rodrigues Monteiro Maria Manuela Mendes Curado Maria Paula Bento Rafael Torrado Mário Fernando do Carmo Fortuna Rita Carla Santinho Barata Martins Rato Rui Manuel Ribeiro Carvalho Páscoa Sofia da Conceição Carvalho Piçarra Sónia Maria Carrilho Ferreira da Costa Soares Sylvie Pereira Teresa Maria Abecasis Palma Gonçalves dos Santos Teresa Sofia Neves Pombo Pereira

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Prefácio da segunda edição

O processo de internacionalização do Agrupamento de Escolas Carlos Gargaté continuou ao longo do ano letivo 2017/18. Fizeram-me novas mobilidades no âmbito do projeto SMILE, do projeto COURAGE e ainda de um novo projeto europeu em que participamos, o projeto READ ON. Também recebemos visitas de outros países através do programa ERASMUS + , KA1, jobshadowing. De toda esta dinâmica de contactos internacionais, observando outras práticas e aprendendo de outras fontes, e da riqueza dos relatórios que os nossos docentes foram fazendo, surgiu a necessidade de atualizar este livro. Cremos firmemente que a experiência que eles relatam pode ser inspiradora para outros professores de agora e do futuro. Esperamos e desejamos que a sua leitura seja inspiradora e fonte de mudança de práticas, contribuindo para o sucesso dos alunos. Julho 2018 João Paulo Proença Membro da equipa de projetos internacionais do Agrupamento de Escolas Carlos Gargaté, Charneca de Caparica, Portugal

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Prefácio da primeira edição

Uma das metas do Projeto Educativo do agrupamento de Escolas Carlos Gargaté, que dirijo desde 2011, consiste na sua internacionalização, pelo que se estabeleceu um Plano de Desenvolvimento Europeu que conduziu o agrupamento a duas candidaturas bem sucedidas, uma em 2015 e outra em 2016, do Programa ERASMUS +, ação chave1, com os projetos MAIS e SMILE respetivamente. Estas candidaturas permitiram que um número significativo de professores do agrupamento tivesse oportunidade de fazer formação no estrangeiro com o objetivo de melhorar a sua prática docente através de motivação, da inovação e criatividade, da inspiração, do conhecimento da cultura europeia, do trabalho colaborativo, do bem estar e da proficiência em línguas estrangeiras. Na realidade, desde o início que o agrupamento tem como principal objetivo melhorar as aprendizagens e o sucesso educativo dos seus alunos, procurando um conjunto de estratégias/ projetos criativos e inovadores na área das literacias da leitura e da escrita, das novas tecnologias, das ciências exatas e experimentais e das artes, que assentam primeiro na capacitação dos seus docentes, através da formação. Foi nesse sentido que entendi que tinha chegado a hora de alargar os horizontes de todos os que trabalham no agrupamento, era necessário sair para fora da escola, estava na hora de procurar fazer essa formação no estrangeiro, pelo que recorremos ao programa ERASMUS +. Através das experiências vivenciadas na mobilidade dos docentes e dos membros da direção foi assim possível reunir um conjunto de testemunhos de boas praticas, algumas replicáveis, com vista à melhoria da qualidade do sucesso educativo e do combate ao abandono escolar. Entendeu a equipa de coordenação dos projetos internacionais do agrupamento compilar, nesta publicação, na sua primeira edição, os testemunhos dos participantes nessas formações, para que sirvam de inspiração a todos aqueles que pretendam implementar algumas boas práticas replicáveis, no sistema educativo português. Julho 2017 Maria da Graça Carvalha Diretora do Agrupamento de Escolas Carlos Gargaté, Charneca de Caparica, Portugal

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Porquê um livro sobre impactos e boas práticas?

A capacidade de refletir, de mudar e inovar é característica do nosso Agrupamento. A formação dos professores, ao abrigo dos projetos Erasmus+, deu origem, mais uma vez, a uma reflexão profunda sobre o nosso sistema educativo mas, sobretudo, sobre a “NOSSA ESCOLA”. Neste âmbito, os professores identificaram alguns fatores (quer da ordem da organização, dos recursos ou da pedagogia) que consideraram importantes no desenvolvimento das ações em que participaram, assim como, algumas das boas práticas que poderão ser transferíveis para a nossa realidade, contribuindo para o sucesso do nosso trabalho e, consequentemente, para o sucesso dos nossos alunos, dado que esse foi e será sempre o nosso objetivo. As reflexões e propostas que a seguir se apresentam espelham uma variedade de temáticas, de ciclos e de áreas de ensino que enriquecem este trabalho. Julho 2017 Cláudia Corado Membro da equipa de projetos internacionais do Agrupamento de Escolas Carlos Gargaté, Charneca de Caparica, Portugal

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Identificação do Curso Tema

Ambientes de Aprendizagem

Título:

Curso: “New Learning Environments”

Data de realização

De 26/julho a 30 de julho de 2015

País e Cidade:

Joensuu

Identificação do participante Nome: Ilda Maria Bonança Ribeiros - ilda.ribeiros@gmail.com Departamento:

Ciências Exatas

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. - A importância dos ambientes de aprendizagem: o facto de o professor ter ao seu alcance mesas e cadeiras móveis que permitem modificar, sempre que necessário, a prática 9/77


pedagógica; as salas equipadas com os mais variados materiais (desde equipamentos eletrónicos, a mobiliário ergonómico, entre outros) sendo que a “escola do futuro” foi pensada e planeada pelos seus intervenientes, professores e alunos, para que se tenham criado, realmente, novos ambientes de aprendizagem, ambientes esses adequados a um novo tipo de ensino, mais colaborativo, para o século XXI. - “se os professores gostam do seu trabalho e estão motivados os alunos ganham com isso”esta é uma das máximas do sistema de ensino finlandês, que preconiza o bem estar dos professores como pilar para uma bem sucedida relação pedagógica e, para tal, promove esse bem estar. - como integrar as TIC na educação tradicional, visto que estas que permitem a partilha e a colaboração que são competências essenciais às sociedades modernas, e que conduzem ao pensar, estudar, compreender, criar hipóteses, procurar analogias, sendo que todos estes aspetos são importantes para o futuro. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática A alteração das salas Alunos/professores de aula, com material móvel Utilização de Alunos/professores ferramentas WEB

Promoção do bem- Professores estar e da motivação dos professores

O objetivo é a alteração de práticas pedagógicas, proporcionando novos ambientes de aprendizagem. A prática colaborativa deve ser fomentada, com o auxílio das várias ferramentas existentes, de modo a promover a colaboração e a motivação dos alunos. Por ex. através da redefinição de horários de trabalho, da formação contínua e da promoção de atividades que visem a coesão do grupo de trabalho num objetivo comum.

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Identificação do participante Nome: Teresa Sofia Neves Pombo Pereira- teresapombopereira@gmail.com Departamento:

Departamento de Línguas (Português, 3.º ciclo)

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. 10/77


Em síntese, os 3 aspetos mais importantes das conclusões a que me permitiu chegar esta visita de mobilidade acerca do sistema educativo finlandês e dos novos espaços de aprendizagem são os seguintes: 1. a prioridade dada a uma educação equilibrada e global que não tenha apenas em conta as aprendizagens mais formais, ditas teóricas, como as línguas, as ciências exatas, s ciências humanas, mas o desenvolvimento das competências do ser na sua totalidade promovendo o seu bem-estar através do incentivo da vida ao livre, do desporto e das artes; o desenvolvimento de competências também ao nível da economia doméstica. 2. a preocupação com os espaços de aprendizagem atendo às necessidades de alunos e professores, àquelas que são as suas preocupações e necessidades; o entendimento do espaço de aprendizagem como um espaço agradável, partilhado, envolvente e resultante de um trabalho colaborativo; 3. a forma transparente como as TIC estão integradas nos processo de ensino-aprendizagem, entendidas como uma mais valia que não mais é possível ignorar; a tecnologia entendida como um instrumento de colaboração e aprendizagem centrada nos alunos e em metodologias como o project based e o inquiry based learning. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Programa / Qual é o público-alvo do Quais são as características iniciativa /… projeto/programa/iniciativa do projeto/programa/iniciativa que o tornam numa boa prática TIC na escola Docentes e alunos A integração das tecnologias em todas as fases dos processos de ensino e de aprendizagem, da planificação à avaliação. Dia aberto Toda a comunidade Abertura da escola à comunidade com aulas e atividades a decorrer e que podem ser usufruídas por todos: alunos, pais, etc Espetáculos musicais Toda a comunidade São prática comum, envolvendo toda a comunidade e mostrando as aprendizagens realizadas numa séries de domínios ---Identificação do participante Nome: Lucinda Maria Alves Dias - profludias@gmail.com Departamento:

Departamento de Línguas

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Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Primeiro aspeto: Na Finlândia a Educação é a grande prioridade. Os professores são uma classe valorizada, têm condições de trabalho e estímulos que lhes dão bem estar e motivação, logo estão mais motivados. Esta valorização passa , também, pela escolha dos professores. Os critérios são muito apertados, apenas os melhores são escolhidos pelo diretor da escola, esta é mais uma garantia para o sucesso. Em suma o professor é muito respeitado pela sociedade, que lhe oferece excelentes condições de trabalho e respetiva remuneração. O professor é o centro de educação da criança, baseando-se o ensino na confiança no professor. Segundo aspeto: a sociedade valoriza muito a via de ensino profissional. Nem todos têm que ir para a Universidade. Cerca de 50% dos alunos opta por este tipo de ensino. Havendo tantos alunos a fazer esta opção há um grande investimento nas escolas profissionais. O desemprego é quase inexistente, uma vez que ninguém sai da escola sem um curso, uma ferramenta de trabalho. Terceiro aspeto : economicamente a maioria do que vi não é viável no nosso país, mas muita coisa pode ser adaptada para caber na nossa realidade, sendo que em Portugal já existem muito boas práticas que podem ser melhoradas com algumas das ideias trazidas. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Programa / Qual é o público-alvo do Quais são as características iniciativa /… projeto/programa/iniciativa do projeto/programa/iniciativa que o tornam numa boa prática Open day Comunidade escolar A escola promove uma vez por ano o “open day” . Os pais podem assistir à aula que quiserem. Decoração Comunidade escolar Envolver toda a comunidade a melhorar a decoração da escola( paredes, bancos, cabides…) para a tornar mais agradável e aconchegante. ICT in classroom Alunos/professores A utilização das novas tecnologias, desde cedo, para ir treinando o uso correto em sala de aula. O modelo SAMR é uma boa forma de introduzir as novas tecnologias, orienta.

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Identificação do Curso Tema

Gestão e Administração Escolar

Título:

Curso: School Management

Data de realização

10 a 14 de janeiro de 2016

País e Cidade:

Joensuu Finlândia

Identificação do participante Nome: Maria José Ferreira Rodrigues Monteiro - profmariajose@hotmail.com Departamento:

Ciências Sociais e Humanas

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Ao longo desta enriquecedora experiência pude vivenciar e experienciar situações de uma riqueza extrema e que jamais esquecerei. Não só a nível pessoal, a partilha , a diversão, o conhecimento como também a nível profissional. Foi-me permitido observar “in loco” situações de aprendizagem inclusive da minha área disciplinar, para além de ter observado ambientes escolares como por exemplo a sala de 13/77


professores, onde tive oportunidade de me informar acerca do funcionamento e da gestão escolar do sistema finlandês. Pude observar um bom ambiente de convívio entre os docentes que voluntariamente se dirigiam a nós para tocarmos impressões tendo-nos confidenciado que o seu diretor era o melhor nas suas palavras “the Best headteacher”, uma colega acrescentou ainda estar naquela escola por opção por ser uma boa escola. Surpreendeu-me a satisfação com que os professores pareciam ter no desempenho das suas tarefas, ao contrário dos docentes da generalidade das nossas escolas que se apresentam com um ar desgastado e de semblante triste. Foi-me possível observar uma cultura de escola muito cimentada com grande importância social onde existem muitas coisas extraordinárias a destacar mas também pude verificar que também há muitas semelhanças com o que se faz nas escolas portuguesas. Alguns fatores que me parecem fundamentais no sucesso do sistema finlandês são a questão cultural que faz com que os pais encarem o professor como uma pessoa importante e não questionável na educação dos seus filhos e a confiança que os mesmos depositam na escola como uma instituição educadora muito valorizada por pais e alunos. Também a preparação dos professores me pareceu fundamental o que faz com que o Diretor possa delegar nos seus professores com toda a confiança. Achei também muito interessante os locais de trabalho dos professores na escola onde realizam a preparação das suas aulas bem como a correção dos trabalhos dos alunos. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Programa / Qual é o público-alvo do Quais são as características iniciativa /… projeto/programa/iniciativa do projeto/programa/iniciativa que o tornam numa boa prática Prática de iniciativas de Docentes e funcionários Cursos de cozinha caráter social com vista à Organização de torneios de criação de laços de futebol solidariedade e amizade Visitas culturais, etc. Responsabilização/ Alunos e E. Educação Organização de eventos autonomia dos alunos para a realização e organização de tarefas na escola Reuniões individuais de todos Professores Definição de objetivos os professores com o diretor individuais dos professores o da escola que permite uma apurada reflexão do trabalho efetuado e a efetuar pelo docente. --Identificação do participante Maria da Graça de Castro e Quadros Fragoso Dinis Carvalha Nome: gracadiniscarvalha@gmail.com Departamento: 14/77


Diretora - Ciências Exatas e Experimentais Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Neste Curso de formação cuja temática foi a gestão e organização retive muita informação que considero muito pertinente para a minha prática profissional e que me fez refletir ainda mais, sobre o meu papel enquanto diretora e o papel daqueles que trabalham na organização. Aquilo que quero para a minha escola; Porquê? Como fazer? Culturalmente diferentes não justifica, per si, a diferença nos resultados académicos dos alunos finlandeses, tal como não é suficiente dizer que têm melhores escolas com mais condições e os meninos são bem comportados. Vi aulas tradicionais, recursos tradicionais, mochilas amontoadas, adolescentes normais, mais silenciosos, dependentes do telemóvel, poderia estar em Portugal numa sala de aula. A chave do sucesso, no meu entendimento a par daquelas verdades que são sobejamente conhecidas por todos e inegáveis e inalcançáveis e portante não podem ser consideradas como variáveis para esta reflexão são os Três Rs um plágio da designação ambientalista para a reciclagem, diria antes Têm Trust (confiança) Respeito, Responsabilidade, Reconhecimento do Professor. Estas condições reproduzíeis em qualquer parte do Mundo, podem e devem ser assumidas pelos nossos responsáveis da Educação, como primeiro passo. Não se muda tudo num só dia, nem tal seria o desejável, porque cairíamos noutro erro ainda maior, mudar tudo e copiar modelos. Podemos, no entanto, começar por algum lado! Formar bons professores, reconhecer publicamente que os que se formam são os melhores, responsabilizá-los pelo seu desempenho profissional e consequentemente conduzir ao princípio basilar de confiança e respeito pelo seu trabalho e pelas instituições, muda-se a visão, muda-se o modelo, muda-se a mentalidade, muda-se a motivação e os resultados virão. Outra constatação da qual estou plenamente de acordo é a forma de afetação dos recursos humanos às escolas. É o Diretor que seleciona os professores para a sua instituição, chega a haver 15000 candidatos para uma vaga. A seleção é criteriosa e, tal como nas empresas, procura escolher-se o melhor a quem serão pedidas contas do seu desempenho e os candidatos têm de apresentar o seu plano de intervenção na escola. Não se espera do professor um “ vendedor de aulas”, o seu papel é muito mais abrangente e o diretor pode valorizar o seu desempenho profissional atribuindo-lhe mais tarefas que serão remuneradas. A motivação é grande, de todos os intervenientes, respeitam o seu mestre (Professor), querem aprender com ele. E os professores respeitam o seu líder. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa /… projeto/programa/inicia projeto/programa/iniciativa que o tornam tiva numa boa prática 15/77


Reunião anual individual Professores com os professores, onde se definem linhas de atuação sob proposta temática do diretor. Atividades de team Professores building. funcionários

Compromisso mais efetivo com a sua atividade na escola.

e Estreitamento de relações entre os professores/funcionários. Incentivo ao trabalho colaborativo entre os professores. Escolha de professores e Professores e alunos Responsabilização e maior alunos responsáveis por comprometimento com a vida da escola. determinadas funções na vida da escola. --Identificação do participante Nome: João Paulo da Silva Proença- jp.proenca@gmail.com Departamento:

CSH – grupo 290

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Sem que tivesse tido possibilidade de fazer uma sondagem, mas a partir do que vi localmente e do que tive oportunidade de ler em textos/relatórios/documentação credível destaco o seguinte: 1 - Os Finlandeses têm orgulho nos seus professores e esta é uma profissão bem vista. Esta perceção sobre os professores tem inúmeras consequências: nas minhas várias visitas a escolas e nas conversas formais e informais que fui mantendo, constato que os professores, as escolas, têm imensa autoestima e autoconfiança sobre o seu trabalho. Sabem que fazem bem e que o que fazem é apreciado. As salas de aula são abertas a visitantes e sempre que entro numa escola intuo que os que lá trabalham estão habituados a receber visitas. Se houvesse algo a esconder, decerto que esta disponibilidade não seria a mesma. Isso muda tudo! Pais, ministério, colegas, diretores não parecem andar a ver quem culpam por as coisas funcionarem mal e isso muda tudo. Muda a autoestima do professor e a tranquilidade com que este trabalha. As pessoas vestem a camisola, as escolas querem continuar a fazer bem e as coisas acontecem. Pela Finlândia não se procuram culpados de fracassos mas apoiam-se os professores que ensinam os filhos e os futuros cidadãos. Se calhar a forma como os professores ensinam é exatamente igual à forma como os professores portugueses ensinam, mas a autoconsciência é que é diferente. Lá é-lhes dito que 16/77


são bons profissionais e são –lhes dadas condições ara se assumirem! Confiança, respeito e responsabilidade 2 – Sentido de responsabilidade pessoal por parte dos alunos Decididamente a imagem que me fica da generalidade dos alunos de todos os níveis de ensino com os quais tive oportunidade de me cruzar era de que estes davam a impressão de se sentirem felizes na escola e de esta fazer sentido para eles. Pareceu-me existir um sentido de responsabilidade pessoal, fruto da confiança que os professores neles depositam. Exemplo paradigmático foram um grupo de três alunos aos quais um diretor novo numa escola deixou a responsabilidade de acompanhar o nosso grupo de visitantes. Tivemos ocasião de tentar ver o seu ponto de vista sobre a escola finlandesa e esta pareceu-nos conforme à nossa impressão geral. Não obstante, em sala de aula nem sempre vimos todos os alunos focados na aula, se é que alguma vez isso seria possível num ser humano sendo apenas o bom sonho de um docente: ver todos os seus alunos interessados, empenhados, participativos em todas as suas aulas! 3 – A necessidade de trabalhar competências nos professores de forma contínua Analisando de uma forma criteriosa o conteúdo do curso que frequentei só posso constatar que também na Finlândia é necessário trabalhar os docentes. Estes não são anjos. Reparemos: Se eu digo para alguém não fazer determinada coisa, é porque esta é feita. De outra forma não haveria necessidade de verbalizar esse pedido. Se eu olho para o conteúdo de um curso e vejo a forma como ele é trabalhado, só posso constatar que ele é fruto de muita reflexão e prática. Lá como cá é necessário levar os professores a dar o seu melhor, a focarem-se no seu progresso. As estruturas de liderança têm que realizar o papel que lhe compete. Um ser humano faz-se. Um bom professor, também se faz ao longo da vida. Este será ainda melhor se os diretores, estruturas de liderança intermédia trabalharem com ele a forma como este pode progredir. Todos estes três aspetos são, no meu entender, transferíveis para qualquer escola do meu país . Assim queira a comunidade educativa.

Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática A atmosfera calma nas escolas

Diretores, alunos

professores, A atmosfera nas escolas que tive oportunidade de visitar pareceu-me 17/77


finlandesas

sempre muito calma e saudável, dando a ideia de reinar uma política de confiança entre professores e alunos. Não se notaram grandes correrias no espaço escola e nem os intervalos eram espaços de grande balbúrdia, para além da alegria natural das crianças em irem "desopilar" após um período de aulas... De facto, os alunos dão a impressão de se sentirem felizes na escola. Provavelmente não serão todos, mas a grande maioria será.

Criação de ambientes Professores e alunos de aprendizagem / construções escolares

Trabalho de team building

Alunos / professores

As artes no currículo

Alunos

Passos a dar: - Responsabilizar os alunos por tarefas; - Dar-lhes voz; - Incutir regras que são assumidas por todos os membros da comunidade e todos se responsabilizam para as cumprir Tive oportunidade de ver diversas salas de aula e em muitas delas vi mobiliário diferente sendo que o que existe era sempre muito flexível permitindo rearrumar a sala em poucos minutos permitindo dar uma aula diferente: trabalhos de grupos, pares, apoio individualizado, tutorias, … Também existiam muitas fichas elétricas e ligações à internet, projetor de opacos, mapas Em Portugal não digo que se mude tudo, mas poder-se-ia ir investindo de sala a sala Poderiam existir momentos ao longo do ano em que alunos, professores, alunos e professores tivessem de trabalhar em equipa e cooperar no sentido de tirarem o seu melhor potencial. Creio que isso sucede na Finlândia e não era difícil de poder acontecer na minha escola. Tentativa de introdução de disciplina curricular ou não curricular de iniciativa 18/77


da escola no âmbito das artes e tecnologias de modo a aplicar o princípio “mãos e cérebro”.

--Identificação do participante Cláudia Manuela Rocha de Almeida Corado - claudiacorado@gmail.com Nome:

Departamento:

Departamento de Línguas

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Ao refletir sobre esta formação, retirei como pontos fortes: - Os valores de responsabilidade e autonomia que se fomentam nos alunos. São-lhes atribuídas a dinamização de atividades, sem vigilância por adultos, como a receção a visitantes ou a exploração do bar. Na sala de aula, exige-se que não faça barulho mas o estar atento e concentrado ou ser participativo depende do próprio, é da responsabilidade do aluno. Acredito que, também nós, podemos fazer mais para incentivar os nossos alunos a serem mais responsáveis e autónomos, atribuindo-lhes outro tipo de tarefas e confiando. - A valorização da profissão de professor e a confiança que lhes é dada. Em todas as escolas, os professores demonstraram sentir-se reconhecidos. A sua seleção foi criteriosa mas estes factos permitem-lhes ter estabilidade e sentirem que são bons na sua profissão. - A relevância das áreas artísticas e “hands on” no currículo. Desde muito jovens, os alunos desenvolvem atividades manuais e artísticas que promovem um maior equilíbrio e uma maior igualdade de oportunidades. - A importância de uma liderança forte, próxima e com autonomia. Os diretores também são escolhidos e são incentivados a sentirem-se líderes de uma equipa pois participam na seleção dos seus professores.

Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática

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- A criação de espaços interiores mais confortáveis para os alunos "estarem" e que proporcionem maior autonomia; - Dinamização de situações ou atividades que proporcionem uma maior valorização/responsabilização/autonomia dos alunos... pela comunicação, pelos espaços, pela receção e organização de eventos, por exemplo; - A possibilidade de formação profissional noutros contextos “out of the box” - sair da secretária, da escola, do país; - A melhoria da comunicação escrita e oral – responsabilizar um membro da Direção ou da secretaria pela divulgação através de circulares, por exemplo; - A dinamização de momentos informais de formação – atividades de team building; - A continuação de atividades de articulação entre ciclos; - A possibilidade da Diretora assessorar aulas; - A rotatividade do cargo de DT (3 anos); - A intenção de focalizar a atenção nos alunos, nas várias reuniões (CP, Departamento, CT, EE); - O estabelecimento de parcerias com empresas para receberem alunos-estagiários antes das escolhas 10ª ano.

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Identificação da mobilidade Jobshadowing (Irlanda) Tema Título: Data de realização

18 de abril a 22 de abril

País e Cidade:

Irlanda- Ennis

Identificação do participante Nome:

Departamento:

Laura Maria Jardim Martins Casca - lauracasca@gmail.com Pré escolar e Primeiro Ciclo

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu.

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Os aspetos que para mim foram mais importantes e que poderão ter influência na minha vida profissional foram:  Aprendi a gerir melhor os momentos de sala de aula, o facto de haver muita rotatividade nas atividades das crianças mais pequenas, permitiu-me perceber em contexto que não se cansam das tarefas e estão sempre despertas e atentas para o que vai suceder a seguir. Foi notório que as crianças não foram surpreendidas, pelo que exige alguma organização prévia do professor no planificar das atividades e colocar a mesma, sempre de forma visível. 

A postura e relação do docente face aos seus alunos, sempre numa posição de mestre em que ele é transmissor de conhecimento e por isso é muito respeitado por toda a comunidade educativa.  A aprendizagem pelo reforço positivo, sempre que o aluno não conseguia realizar uma tarefa havia sempre um reforço positivo que se traduzia em palavras de incentivo ou mesmo sob a forma de recompensas concretas, doces, diplomas e placares com elogios.  Aprendi ainda que o facto de a escola trabalhar as suas tradições e costumes cria nas camadas mais novas o respeito e gosto pelas mesmas. São exemplo disso a sua língua gaélica que é ensinada nas escolas, apesar de já quase não ser falada fora dela.  A música que está sempre presente na vida académica dos alunos, quer no currículo quer posteriormente em espaços de lazer.  A presença do culto e respeito à sua religião católica, que é praticada diariamente em todas as escolas. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática Mata sa Rang (Maths Alunos do pré escolar ao initiative focusing on 6ºano number)

Accelerated Reader

Alunos do 1º ao 4ºano

Esta metodologia de exploração da matemática, permite construir a noção de quantidade de forma estruturada, tendo por base desenvolver na criança o sentido do número e o cálculo mental. Nos alunos mais pequenos as atividades são realizadas com recurso a material estruturado, nas crianças mais velhas foi notória a exploração do cálculo mental e o raciocínio matemático na resolução de problemas. Projeto nacional que tem por objetivo promover o gosto pela leitura e melhorar 22/77


Learning through Play

Alunos do 1º ao 4ºano

o desempenho dos alunos na língua materna. Este projeto motiva os alunos a irem autonomamente, procurar obras literárias do seu interesse. O mesmo leva os alunos a lerem de forma espontânea para poderem ganhar pontos que posteriormente se convertem em recompensas. Tal como em Portugal as crianças estão a ficar obcecadas pelas tecnologias e estão a deixar de saber brincar. Este projeto tem por base desenvolver os momentos de criatividade, promovidos pelas brincadeiras, como por exemplo uma pequena quinta no fundo da sala onde os alunos são responsáveis por tomar conta dos animais. Outra atividade passa por montarem diversos tipos de puzzles com diferentes níveis de desempenho

--Identificação do participante Nome:

Departamento:

Maria Ângela Pires Veiga - angela.veiga@hotmail.com Departamento 1º ciclo e Pré-Escolar

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. - De realçar a importância atribuída à Educação Artística, sobretudo à música e danças tradicionais que são parte integrante do currículo. - O Programa de promoção das competências sociais e emocionais, “Incredible Years”, baseado em estratégias de reforço positivo, é o responsável pela mudança nos comportamentos dos alunos que demonstram um saber estar, visível em todas as atividades observadas. - O respeito pelos ritmos de aprendizagem individuais procurando ir ao encontro das dificuldades ou potencialidades de cada aluno. As atividades programadas para grupos de idades diferentes permitindo a partilha e a aprendizagem entre os pares. Todos sentiram a necessidade de mudar!

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Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática “Literacy lift off”

Crianças de 5 e 6 anos

O despertar para a leitura a partir da exploração de pequenos livros com diferentes níveis de dificuldade. Esta atividade pode ser adaptada e implementada na nossa instituição com crianças de 1º e 2º ano que precisam de desenvolver as competências da leitura. “Accelerated Reader” Crianças dos 6 aos 12 anos Programa implementado a nível nacional que consiste na promoção da leitura com base na leitura autónoma e na conquista de pontos. Os alunos são incentivados a ler para alcançarem os pontos e obterem certificados de mérito. “Incredible Years” Toda a escola e Este programa procura promover as comunidade educativa. competências sociais e emocionais através do reforço positivo. Os resultados deste programa são visíveis no comportamento dos alunos. --Identificação do participante Nome:

Departamento:

Anabela Barbosa da Costa Correia - correia-anabela@hotmail.com

Pré- escolar e Primeiro Ciclo

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. 

Aprendi a gerir melhor os momentos de sala de aula, o facto de haver muita rotatividade nas atividades das crianças mais pequenas, permitiu-me perceber em contexto que não se cansam das tarefas e estão sempre despertas e atentas para o que vai suceder a seguir. Foi notório que as crianças não foram surpreendidas, pelo que exige alguma organização 24/77


prévia do professor no planificar das atividades e colocar a mesma, sempre de forma visível.  A postura e relação do docente face aos seus alunos, sempre numa posição de mestre em que ele é transmissor de conhecimento e por isso é muito respeitado por toda a comunidade educativa.  A aprendizagem pelo reforço positivo, sempre que o aluno não conseguia realizar uma tarefa havia sempre um reforço positivo que se traduzia em palavras de incentivo ou mesmo sob a forma de recompensas concretas, doces, diplomas e placares com elogios.  Aprendi ainda que o facto de a escola trabalhar as suas tradições e costumes cria nas camadas mais novas o respeito e gosto pelas mesmas. São exemplo disso a sua língua gaélica que é ensinada nas escolas, apesar de já quase não ser falada fora dela.  A música que está sempre presente na vida académica dos alunos, quer no currículo quer posteriormente em espaços de lazer.  A presença do culto e respeito à sua religião católica, que é praticada diariamente em todas as escolas. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática Mata sa Rang (Maths Alunos do 1º ao 6ºano initiative focusing on number)

Accelerated Reader

Alunos do 1º ao 6ºano

Esta metodologia de exploração da matemática, permite construir a noção de quantidade de forma estruturada, tendo por base desenvolver na criança o sentido do número e o cálculo mental. Nos alunos mais pequenos as atividades são realizadas com recurso a material estruturado, nas crianças mais velhas foi notória a exploração do cálculo mental e o raciocínio matemático na resolução de problemas. Projeto nacional que tem por objetivo promover o gosto pela leitura e melhorar o desempenho dos alunos na língua materna. Este projeto motiva os alunos a irem autonomamente, procurar obras literárias do seu interesse. O mesmo leva os alunos a lerem de forma espontânea para poderem ganhar pontos que 25/77


Learning through Play

Alunos do 1º ao 4ºano

posteriormente se convertem em recompensas. Tal como em Portugal as crianças estão a ficar obcecadas pelas tecnologias e estão a deixar de saber brincar. Este projeto tem por base desenvolver os momentos de criatividade, promovidos pelas brincadeiras, como por exemplo uma pequena quinta no fundo da sala onde os alunos são responsáveis por tomar conta dos animais. Outra atividade passa por montarem diversos tipos de puzzles com diferentes níveis de desempenho

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Identificação do Curso Tema

Vida saudável

Título:

Curso: Professores Saudáveis - Escola Saudável

Data de realização

22/02/2016 a 26/02/2016

País e Cidade:

Playa de las Americas, Tenerife, Canárias

Identificação do participante Nome: Ângela Maria Pinhão Alonso Durão Lopes - angeladurao@gmail.com Departamento:

Ciências exatas e experimentais

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. A formação que frequentei esteve centrada no bem-estar docente. Teve como principal objetivo pôr-nos a refletir sobre o modo como levamos o nosso dia-a-dia, muitas vezes focalizado nas tarefas que temos de realizar a curto, médio e longo prazo, sem nos apercebermo-nos que esse excesso de zelo profissional pode estar a comprometer a nossa saúde. 27/77


Achei curioso que os professores das várias nacionalidades que frequentaram o curso sintam as mesmas preocupações, que sentimos em Portugal. Os problemas parecem ser transversais. Os professores sentem-se cansados pelo excesso de trabalho, muita burocracia e poucas horas de sono. Vários referiram e partilharam o sentimento de que parece estarmos sempre a trabalhar, uma vez que o nosso trabalho não fica concluído na escola, continua em casa. Todos sentiram a necessidade de mudar! Temos de gerir melhor o nosso tempo e estabelecer prioridades, de modo a centrarmo-nos mais no nosso bem-estar e em fazer o que nos dá prazer. Este foi um dos aspetos que interiorizei durante a formação e que estou a tentar implementar no meu dia-a-dia. Ficou claro para mim a importância de aprender a relaxar, de não dar importância a certas situações potenciadoras de sentimentos de ansiedade ou irritabilidade e mal-estar. Levar a vida mais assertivamente, ser mais calmo e mais tolerante com os outros. Outra questão que não podemos descurar é a importância da prática desportiva. Desde sempre fiz exercício físico com regularidade. Com a formação, percebi que em escolas de outros países da Europa, esta preocupação não se restringe aos alunos, mas a toda a comunidade educativa. Têm programas nacionais cujo objetivo é por todos em movimento. Gostaria de implementar algo semelhante na nossa escola, caminhadas para todos, passeios de bicicleta ou pequenos encontros de fitness. Outra questão que não foi propriamente trabalhada nos assuntos que foram explorados durante a formação, mas que esteve sem dúvida patente, foi o excelente trabalho de equipa. Foram quatro as participantes da Escola Básica Carlos Gargaté, na minha opinião (e também na do formador) formámos uma equipa muito ativa, onde prevaleceu sempre a boa disposição e o espírito de camaradagem. É importante poder apoiarmo-nos uns nos outros, deixarmo-nos cativar pela boa disposição alheia e tentar influenciar positivamente quem se sente mais em baixo. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática

Embaixadores desportivos

Toda a educativa

“Teachers Day”

Professores

Alunos que monitorizam a prática desportiva durante os períodos não comunidade letivos e podem dinamizar atividades para toda a comunidade educativa, com o objetivo de colocar toda a comunidade educativa em movimento. Criar um fundo monetário para o qual os professores interessados contribuem mensalmente para realizar a meio do ano 28/77


Fitness meetings

Toda a educativa

letivo (interrupção letiva da Páscoa) a atividade “teachers day”, que inclui um passeio, com atividades de “team building” e spa. comunidade Criação de um tempo semanal para a prática de atividade física na escola e suas imediações, dinamizada por um professor de Educação Física (este tempo estaria contemplado no horário do professor de EF como componente não letiva).

--Identificação do participante Nome: Helena Maria Simões de Paiva Madeira Serôdio - hmserodio@gmail.com Departamento:

Ciências Naturais Exatas e Experimentais

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Os três aspetos que mais me marcaram nesta ação de formação são: -os problemas e as circunstâncias são transversais na Europa: com a globalização e a internet, as escolas e os professores lindam com os mesmos problemas: adolescentes com faltas de horas de sono, pais menos presentes, alunos com menos atividade física e com alimentação desequilibrada. -os professores estão com muito stress e com pouca atividade física, com muita burocratização do ensino; -os momentos de autorreflexão das prestações dos professores e sobre os seus objetivos são prementes. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática Workshop sobre o trabalho feito na escola Atividades física

professores

Autoconhecimento

professores

Libertação do stress 29/77


Questões sobre o desempenho

professores

Autorreflexão

--Identificação do participante Nome: Maria do Céu dos Santos Oliveira - oliveira.ceu@gmail.com Departamento:

Ciências Sociais e Humanas

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Os aspetos mais importantes desta formação prenderam-se com o facto de implicar uma reflexão pessoal sobre o que fazemos por nós e pelo nosso bem-estar físico e psíquico, uma reflexão de grupo e a partilha de outras vivências e realidades pessoais e escolares. É possível perceber que há muito em comum e que há muitos aspetos simples do quotidiano que podem ser alterados dando melhor qualidade de vida a cada professor e às suas escolas.

Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática Fitness meetings Meditação

Teachers days

Escola movimento

/ Profs, funcionários

Professores

em Toda a Comunidade escolar

Prática semanal de atividade física em grupo, para estimulo à mudança. Espaço semanal de meditação e relaxamento. Fim de semana a meio do ano letivo destinado aos professores para socializarem, com passeios incluídos e SPA, suportado financeiramente por um fundo para o qual todos contribuem. Últimos dias do ano são destinados a atividades ao ar livre para todos (andar de bicicleta; canoagem; corrida; aventura ao ar livre), promovidas e organizadas por alunos.

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Identificação do participante Nome: Sylvie Pereira - sylvie113@gmail.com Departamento:

Expressões

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. A formação centrou-se no bem-estar docente, elemento chave do processo ensino/aprendizagem. Levou-nos a refletir sobre o modo como levamos o nosso dia-a-dia, muitas vezes focalizado nas tarefas obrigatórias (pensamos nós), que temos de realizar a curto, médio e longo prazo. Ficou no entanto bastante evidente que a alimentação regrada e um estilo de vida ativo deveria fazer parte “dessas ditas tarefas obrigatória realizadas diariamente”. As preocupações associadas ao sedentarismo e a dificuldade em inverter a tendência da inatividade física são transversais aos diferentes países presentes. Lá fora, os professores sentem-se igualmente cansados pelo excesso de trabalho, muita burocracia e poucas horas de sono. Vários referiram e partilharam o sentimento de que parece estarmos sempre a trabalhar, uma vez que o nosso trabalho não fica concluído na escola, continua em casa. O sentimento e a necessidade de mudar foi expressa por todos. Temos de gerir melhor o nosso tempo e estabelecer prioridades, de modo a centrarmo-nos mais no nosso bem-estar e em fazer o que nos dá prazer. Algo que há muito procuro instituir, pela formação académica pós licenciatura, mas que se tornou impossível na escola, pois o “mal está” está muito e há muito enraizado. A maior riqueza que esta formação me trouxe e consolidou, foi de facto a criação e formação, dum trabalho de equipa de excelência. Éramos quatro as participantes da Escola Básica Carlos Gargaté, de grupos disciplinares distintos e conseguimos com as diferentes valências pessoais e profissionais criar uma “Dream Team”. Trabalhar em grupo é uma coisa, trabalhar em equipa é outra bem diferente e foi o que conseguimos fazer.

Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática

Embaixadores desportivos

Toda a educativa

“Teachers Day”

Professores

Alunos que monitorizam a prática desportiva durante os períodos não comunidade letivos e podem dinamizar atividades para toda a comunidade educativa, com o objetivo de colocar toda a comunidade educativa em movimento. Criar um fundo monetário para o qual os professores interessados contribuem mensalmente para realizar a meio do ano 31/77


Fitness meetings

Toda a educativa

letivo (interrupção letiva da Páscoa) a atividade “teachers day”, que inclui um passeio, com atividades de “team building” e spa. comunidade Criação de um tempo semanal para a prática de atividade física na escola e suas imediações, dinamizada por um professor de Educação Física (este tempo estaria contemplado no horário do professor de EF como componente não letiva).

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Identificação do Curso Tema

Projeto RECIPE

Título:

Conferência Internacional/Curso do projeto RECIPE: Regional Educational Centers in Pedagogical Europe

Data de realização

De 2 a 7 de outubro de 2016

País e Cidade:

Salónica, Grécia

Identificação do participante Ilda Maria Bonança Ribeiros - ilda.ribeiros@gmail.com Nome:

Departamento:

Ciências Exatas e Experimentais

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. - A importância do projeto RECEPI, como projeto europeu em que se pretendeu ao longo de 3 anos aprender com os parceiros europeus estratégias para reduzir o abandono escolar 33/77


precoce. Este projeto através dos seus casos de estudo, cursos, conferências e material educacional (Handbook, websites, facebook, entre outros), permite também, envolvendo sempre os Centros de Educação Regionais, uma política de colaboração que ao apoiar as escolas a melhorar os seus ambientes de aprendizagem, a implementar currículos relevantes para os alunos e a promover formação de professores no sentido de melhorar a compreensão do abandono escolar, a focagem em planos para reduzir o abandono escolar precoce, de modo a que os países atinjam os objetivos da agenda 2020. - Orientações motivacionais que visam aumentar o interesse pela escola. Esta conferência alertou para os novos desafios colocados aos professores face a uma geração de alunos pouco motivados e com falta de atenção/concentração nas atividades letivas (aliás chamou a atenção para o aumento da polarização dos jovens: praticamente só existem os ultra-permormers ou os desconectados). Assim, partindo-se do princípio de que a motivação é produzida na interação, ou seja, não é condição prévia para aprender, mas sim o resultado da atividade da escola, foi realçado a importância dos ambientes de aprendizagem (cultura de sala de aula) no sentido de fornecer aos jovens experiências, motivos e significados à sua aprendizagem. Considerei muito interessantes os vários tipos de motivação apresentados: a motivação para o conhecimento (que implica desenvolver a curiosidade, a exploração sempre com atividades práticas), a motivação para a performance (que implica incrementar competição e a demonstração de competências), a motivação relacional (que implica o sentimento de pertença, a construção de um clima de escola e social no contexto relacional), a motivação do envolvente (tendo em conta processos abertos de aprendizagem, a criatividade, a cocriação, a experimentação, mas tendo sempre presente os problemas inerentes aos alunos com poucos conceitos e com problemas de linguagem para articular processos de aprendizagem) e a motivação para a excelência ( que está relacionada coma progressão individual, a auto eficiência, o acesso ao feedback e ao apoio). Deste modo a relevância são os ambientes de aprendizagem tendo sempre em atenção os vários tipos de motivação com fator de prevenção para o abandono escolar. - Os vários projetos apresentados que visam reduzir o abandono escolar precoce. Entre eles, destaco o projeto “Mata Sa Rang” da Irlanda, com uma aprendizagem individualizada respeitando o ritmo dos alunos; o projeto Lego na escola, também na Irlanda, que é uma parceria do Centro Regional de Educação Claire com várias escolas, onde se explora a potencialidade dos Legos, nomeadamente fazendo com que os alunos criem os seu próprio projeto usando para tal várias inteligências e competências, para atingir os objetivos curriculares; A fundação Benfica, que tem por base um mecanismo de auto melhoria e modelação de comportamentos (Para ti… se não faltares à escola… tens benefícios); o projeto de “Aprender em ação” da Dinamarca, baseado na clarificação de problemas, na iniciação da ação, na observação da ação, na didática e na avaliação das experiências, quer pelos alunos, quer por outros professores, visto ter por base o trabalho em equipa; o projeto “The Incredible Years” da Noruega, implementado no pré-escolar, cujo objetivo é a construção de relações mais próximas entre os alunos e os professores e entre os mesmos e os pais através de estratégias desenvolvidas para prender a atenção das crianças e para melhorar as competências dos professores no sentido de modelarem comportamentos, controlando as emoções e evitando a violência logo numa fase de vida precoce. Estas descrições referem-se apenas a alguns dos projetos apresentados, porque a verdade é que, todos os que foram apresentados fornecem ferramentas que nós, professores, podemos usar de modo a aumentar a motivação dos alunos e assim tentar evitar o abandono escolar precoce. 1. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. 34/77


Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática Jovens, motivação e Professores cultura escolar

Aprendizagem ação

em Alunos/professores

Estratégias de leitura Alunos/professores e compreensão

Através de formação sobre os jovens nos dias de hoje, os seus interesses, as suas motivações e a cultura escolar, auxiliar os professores a lidarem com os novos desafios surgidos em virtude de a escola já não ter o monopólio do conhecimento. Este projeto implica a colaboração entre professores, porque em sala de aula estão dois professores (um como observador); o objetivo é o trabalho por resolução de problemas (identificar problemas, iniciar ação, observar ação, discutir resultados e avaliar), tendo por base sempre a cooperação e sendo o professor apenas moderador de toda a atividade. O foco deste programa são os alunos do 3º ciclo, visto ter sido feita uma investigação em que se verificou que nesta fase os maiores problemas dos alunos são ao nível da interpretação do que leem (existe uma relação estudada entre as competências de leitura inferiores à média e os problemas académicos) e da falta de organização. Assim, é importante, que todas as disciplinas auxiliem os alunos nestes aspetos (por ex. deixando os alunos explicarem os conteúdos), ou seja que os alunos aprendam algumas estratégias neste domínio e a usá-las.

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Identificação do participante Nome:

Departamento:

Maria Manuela Mendes Curado - friendmcc@gmail.com Línguas

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Esta atividade formativa foi de extrema importância, sobretudo porque, além de termos contactado com novas metodologias e novas formas de abordar as matérias a lecionar, nos permitiu constatar que temos vindo a caminhar no bom sentido e que as nossas práticas são em tudo semelhantes às utilizadas pelos nossos parceiros, que revelam o mesmo interesse e o mesmo empenho em experimentar e em inovar no que diz respeito a estratégias e metodologias de trabalho. Assim, direi que alguns dos aspetos que mais cativaram a minha atenção correspondem ao trabalho colaborativo entre professores (colegas), o foco no conhecimento de si próprio e do outro, na promoção do bem-estar, na valorização das competências de cada um e do valor que assumem no interior do grupo, sempre partindo do princípio de que, a todo o momento, podemos ser agradavelmente surpreendidos: “ Sometimes it is the people no one imagines anything of who do the things that no one can imagine.”, (in “The imitation game”). Importante também foi ter podido confirmar que o reconhecimento das nossas emoções nos torna menos agressivos e mais capazes de gerir a nossa atitude perante os outros, ao mesmo tempo que reforçámos a ideia de que o ensino deverá ter uma abordagem cada vez mais prática e partilhada. De salientar também, sobretudo porque me diz diretamente respeito, foi a confirmação de que, quando se trata da leitura, nunca existem duas abordagens iguais o que enriquece o texto e favorece o surgimento de pontos fortes que podem, por sua vez , ser colocados ao serviço dos restantes elementos do grupo. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que /… tornam numa boa prática Action learning – new O projeto dirige-se aos steps . Dinamarca professores, mas pretende, na verdade, atingir e beneficiar os alunos.

do o

Trata-se de uma ferramenta a ser usada por professores que trabalham em equipa com os seus colegas. Esse facto permite-lhes uma maior evolução e uma maior qualificação no seu trabalho enquanto colegas e professores. O 36/77


Action Learning é um método que se baseia em boas experiências, na prática da vida real e no conhecimento empírico como ponto de partida para desenvolvimentos futuros. Strategies and shoes – Aprendizes de professores O projeto está, essencialmente, can we ever have e professores. vocacionado para o incremento e para a enough?- Noruega diversificação das estratégias de leitura, enfatizando/valorizando, acima de tudo, as capacidades de cada um e a sua forma de abordar o texto, levando-o, depois, a partilhá-las com outros, ao mesmo tempo que deles recebe outros contributos, sobretudo em áreas onde revela ser menos proficiente. “Mata sa Rang” (Maths Professores. Trata-se de uma abordagem aos Recovery in the números através de um processo Classsroom)- Irlanda utilizado no Maths Recovery, que permite aos professores recolher informação detalhada sobre o conhecimento dos alunos sobre os números e sobre a sofisticação das estratégias que utilizam para resolver problemas numéricos. As avaliações não assentam nem na idade nem no curriculum.

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Identificação do Curso Tema

Título:

Projeto Erasmus+ COURAGE Curso: LTT in Haugesund, Norway

Data de realização

14/11/2016 a 18/11/2016

País e Cidade:

Haugesund - Noruega

Identificação do participante Nome: Ana Isabel Gonçalves Ribeiro Borges Soares - anisabel.soares@gmail.com Departamento:

Psicóloga

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. A aprendizagem mais importante, para mim, foi a de exercícios práticos na área das competências socioemocionais. Poderei, agora, aplicar esses exercícios com os alunos da escola. 38/77


Aprendi também a generalizar a aplicação desses exercícios ao grupo turma, para além dos grupos mais pequenos com quem trabalho. Por fim, esta experiência fez-me refletir sobre a possibilidade e a forma de preparação/formação dos professores para a implementação deste tipo de projeto em sala de aula. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática Projeto MOT Projeto MOT

Projeto MOT

Aulas de Educação para a Cidadania. Aulas de Educação para a Cidadania e grupos de promoção de competências socioemocionais. Aulas de Educação para a Cidadania e grupos de promoção de competências socioemocionais.

Aplicação a toda a turma. A natureza dos exercícios práticos.

Forma de dinamização das sessões e de aplicação dos exercícios.

Identificação do participante Nome:

Departamento:

Helena de Jesus Baião Lopes - helenalopez.ebi@gmail.com

Expressões

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. A filosofia do projeto Os exercícios realizados As características dos formadores MOT Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto /

Qual é o público-alvo do

Quais são as características do 39/77


Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática Aplicação deste Alunos do 5º ao 9º ano, na programa às turmas área de EC ou outra através dos exercícios/ reflexões/conclusões realizados

A tipologia de exercícios /reflexões/práticas

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Identificação do Curso Tema

Jobshadowing (República Checa)

Título:

Projeto Eramus+ KA1- Mobilidade para a aprendizagem, Inovação e Satisfação

Data de realização

25 de abril de 2017 a 28 de abril de 2017

País e Cidade:

Republica Checa - Humpolec

Identificação do participante Nome:

Departamento:

Anabela Barbosa da Costa Correia - correia-anabela@hotmail.com

Pré- escolar e Primeiro Ciclo

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. 

A gestão do horário em aulas de 45 minutos, as aulas nunca ultrapassam este tempo, permitindo aos alunos fazerem pequenas paragens e estando mais concentrados, sempre 41/77


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que uma atividade era retomada. O facto de os alunos mais novos não usarem um caderno de registo, têm somente manuais de aplicação de conhecimentos e sem qualquer teoria. Usam em sala de aula ferramentas como: datashow e quadro interativo, e o livro em formato e-book, mas não utilizam ferramentas da internet. A postura do docente face aos seus alunos, sempre numa posição de mestre em que ele é o detentor de conhecimento. Nas salas dos alunos mais velhos existe a rotina de se levantarem quando alguém entra na sala de aula. Este é ainda o reflexo do contexto político em que o país viveu durante anos.

Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que /… tornam numa boa prática

do o

Trata-se de um tipo de pré-escola ao ar Jardim de infância na Crianças em idade pré livre, onde as aulas são ministradas no meio de uma floresta. Logo pela manhã, floresta escolar dos 2 aos 6 anos os professores andam com as crianças cerca de um quilómetro pela mata. No local, as crianças são encorajadas a brincar, explorar e aprender. Apanham pinhas e plantas com que vão construir os seus brinquedos. Os benefícios deste contato com a natureza são inúmeros. Segundo o diretor Vasta, brincar ao ar livre tem impacto positivo no desenvolvimento da criança, especialmente em áreas como balanço, agilidade, coordenação motora, destreza manual e sensibilidade táctil. A educadora afirmou que quando as crianças do Forest Kindergarten chegam ao ensino básico, obtêm resultados acima da média em áreas como leitura, escrita, matemática, interações sociais e muitas outras. Também se verifica uma maior autodisciplina, do que os alunos que não frequentaram essa modalidade de ensino.

Aula de matemática

Crianças com 7 e 8 anos 1º e 2º ano

Na área da matemática assisti a aulas com recurso a diversos materiais onde os 42/77


Aula de etiqueta e boas maneiras para os alunos de 9ºano

alunos poderam concretizar as suas aprendizagens, com materiais como a moldura do 10, fios de contas e tabelas do 100. Recursos usados também por nós em contexto de sala de aula que ajudam os alunos a concretizar a aprendizagem, de forma a poderem apropriar-se das situações e posteriormente generalizar as aprendizagens. Na matemática os alunos usam o cálculo mental como recurso à resolução de problemas, o algoritmo formal somente foi usado uma vez e com alunos de 4ºano de escolaridade. Adolescentes entre os 14 e Estes alunos têm uma aula onde os 16 anos aprendem desde dançar uma valsa, a vestirem-se corretamente para um evento social. No caso dos rapazes aprendem a fazer um nó de gravata. Estas aulas têm o intuito ainda de aprenderem a respeitarem-se mutuamente. ---

Identificação do participante Nome: Departamento:

Maria de Lurdes da Silva Gonçalves - milu_gonzzales@hotmail.com Primeiro Ciclo

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Pensando nos benefícios de um jobshadowing, poderei concluir que foi uma experiência fantástica pois pude observar outras práticas, procedimentos e metodologias que seguramente serão benéficas para as minhas práticas pedagógicas, nomeadamente uma ou outra actividade na disciplina de Matemática. No contexto escola/sala de aula, destaco:  disciplina extremamente rígida, implicando pouca interação professor-aluno (talvez ainda o reflexo do contexto político em que o país viveu durante anos);  turmas de vinte alunos (muito positivo);  muito e diversificado material de apoio quer para o professor quer para cada aluno; 43/77


 o uso, em sala de aula, de ferramentas como: datashow, quadro interativo e o livro em formato e-book;  os alunos só têm aulas de manhã e sempre na mesma sala;  intervalos de 45 em 45 minutos e um de 20m para lancharem (para toda a escola).

Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Programa / iniciativa /…

Aula de etiqueta e boas maneiras para os alunos de 9ºano

Qual é o público-alvo do projeto/programa/iniciativa

Alunos entre os 14 e os 16 anos

Aulas de Matemática Turmas de 3º e 4º ano

Quais são as características do projeto/programa/iniciativa que o tornam numa boa prática É uma disciplina de opção que, dadas as suas características, me parece muito importante nesta faixa etária e como tal a tornam numa boa prática. Nestas aulas, os alunos aprendem regras de etiqueta, saber estar, como se vestirem corretamente para um evento social, danças de salão, pôr uma mesa para uma cerimónia, para que servem tantos talheres e copos (por exemplo), fazer o nó de uma gravata, etc… Estas aulas têm também como objectivo transmitir o respeito mútuo. Tive oportunidade de assistir a várias aulas de Matemática, com diferentes professores. Sinceramente, em termos de práticas pedagógicas pareceu-me termos uma atitude mais pedagógica com os alunos, com mais interacção e participação e menos “exposição” da matéria. Contudo, verifica-se o recurso a diversos materiais onde os alunos concretizavam as suas aprendizagens: moldura do 10, fios de contas, tabelas do 100 e muito, muito mais… e aqui sim, está a diferença; cada aluno tem na sua mesa de trabalho um cesto com muito material para as diferentes disciplinas. 44/77


Forest Kindergarten “Hájenka Jihlava”

Crianças em idade pré escolar, dos 2 aos 6 anos

Saliento também o uso constante do cálculo mental em detrimento do algoritmo que apenas o vi ser aplicado numa turma de 4ºano. Por fim, o professor tem também excelentes recursos na sala de aula e muito material de apoio. Um jardim de infância na floresta onde educadores e crianças passam parte do tempo ao ar livre e os brinquedos e instrumentos utilizados nas atividades são construídos com materiais da natureza. Segundo a educadora, estas crianças quando chegam ao ensino básico, obtêm resultados acima da média em áreas como leitura, escrita, matemática, interações sociais, entre outras. Experiência que me deslumbrou e achei diferente e digna de registo.

Identificação do participante Nome:

Departamento:

Maria de Fátima Medinas Cartaxo Lucas Patrício mfcpatricio@gmail.com

Pré-escolar e Primeiro ciclo

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. As saídas ao exterior – visitas pela cidade ou à floresta- são comuns várias vezes por semana. As crianças saem em grupo com dois adultos e deslocam-se por zonas distintas da cidade Brincadeiras ao ar livre – Os espaços exteriores de cada estabelecimento de educação estão equipados naturalmente (Kindengarten forest) ou com grandes caixas de areia e brinquedos de exterior onde as crianças podem ter experiências sensoriais, oportunidades de criatividade, partilha e aprendizagens diversas. ATL – Espaços organizados onde os alunos podem realizar as atividades do seu interesse, num leque de escolhas alargado (estudar, descansar, desenhar, bordar, jogar,etc). Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. 45/77


Qual o Projeto Qual é o público-alvo do / Programa / projeto/programa/iniciativa iniciativa /… Jardim de Infância na Floresta

Crianças em idade de préescolar – dos 2 anos aos 6 anos

Quais são as características do projeto/programa/iniciativa que o tornam numa boa prática Os jardins de infância da floresta, tiram as crianças do ambiente fechado e levam-nas por meio de brincadeiras e experiências ao ar livre como forma de aprendizagem, levando-as ao contato com a natureza, despertando empatia pelos animais, desenvolvendo habilidades motoras e sociais. Estas escolas ao ar livre são uma ótima maneira de aprender vários temas diferentes e de brincar durante as aprendizagens. Funcionam principalmente em florestas. Existe um edifício onde as crianças se podem abrigar em condições climátéricas extremas e ser um local conhecido onde os pais possam entregar e recolher os seus filhos. As crianças são incentivadas a vestirem-se com roupas à prova d'água e camadas quentes, de acordo com o clima. Diariamente os professores andam com as crianças cerca de um quilómetro pela floresta onde estas são encorajadas a brincar, explorar e aprender. Apanham materiais da natureza que servirão para construir os seus brinquedos. Este contacto com a natureza tem impacto positivo no desenvolvimento da criança, especialmente em áreas como balanço, agilidade, coordenação motora, destreza manual e sensibilidade táctil. Segundo vários estudos, estas crianças quando adultas, serão capazes de gerir situações de insegurança e desafiadoras com mais facilidade.

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Kindengarten Crianças em idade de préBambi escolar – dos 2 anos aos 6 Montessori anos

Neste jardim de Infância (Instituição particular), que usa o Método Montessori, foime dado observar uma manhã de atividades em que as crianças foram divididas em dois grupos com atividades distintas, tendo no final da manhã voltado a reunirem-se. Partindo do princípio de que todas crianças têm a capacidade de aprender através das suas experiências efetuadas no ambiente, que deve estar organizado para proporcionar a manifestação dos interesses naturais da criança. É fundamental o respeito por fatores como tempo e ritmo, personalidade, liberdade e individualidade dos alunos.

Kindengarten Crianças em idade de préSmetanova escolar – dos 3 anos aos 6 anos

A Educação pré-escolar é obrigatória desde o ano passado para as crianças de cinco anos. As atividades dividem-se por várias salas com faixas etárias diferentes. Os espaços são muito amplos, divididas em duas áreas: uma para atividades de grande grupo (acolhimento, jogos de movimento, jogos de grupo, jogos de construção, zona de repouso depois de almoço); a outra área para realização de atividades de expressão plástica, jogos de mesa, zona de refeições). As zonas exteriores (recreios) estão todos equipados com brinquedos de exterior e grandes caixas de areia. As saídas ao exterior, visitas à cidade, são praticamente diárias.

Identificação do participante Nome:

Departamento:

Ana Cristina da Luz Filipe - acfilipe36@gmail.com 1º Ciclo

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. 47/77


A minha missão foi observar e avaliar as metodologias nos locais de ensino, partilhar experiências e projetar cenários favoráveis à integração ou adaptação mútua de ferramentas educativas. O objetivo, melhoria do ensino na ótica do destinatário - o aluno. Visitamos o Medou, um centro de atividades onde o grupo alvo são pessoas com deficiência física, mental ou múltipla e autismo, com idades compreendidas entre 6-60 anos, em risco de vivência social adversa ou já mesmo nesta situação. O centro oferece aos seus usuários o espaço e apoio para manter e melhorar conhecimentos já adquiridos e as habilidades práticas (preparação de alimentos, de compras, trabalho manual, escrita, leitura e contagem), bem como a abordagem a novas aptidões nas oficinas de desporto, música, cerâmica, relaxamento e lazer. Visitamos um jardim de infância na floresta, em Jihlava. Expetativa elevada. Trata-se de um tipo de pré ao ar livre, onde as aulas são leccionadas no interior de uma floresta. Logo pela manhã os pais deixam os filhos com os professores, seguindo-se uma caminhada conjunta entre educadores e menores que perfaz quilómetro e meio no coração da floresta. No local, as crianças são encorajadas a explorar por si, brincar, e aprender. A supervisão do adulto é destinada a apoiar, em vez de conduzir. Os educadores e as crianças passam o dia ao ar livre, apesar da neve e do frio que hoje marcam presença. As crianças são encorajados a recrear com brinquedos feitos de materiais da própria floresta que por si mesmo podem encontrar e escolher usar. Apesar das diferenças, os jardins de infância florestais destinam-se a preencher as mesmas finalidades da educação básica: educar e estimular. Visitamos o jardim de infância particular, Bambi, onde é praticado o método Montessori. Este método é conjunto de teorias, práticas e materiais didáticos idealizado e criado por Maria Montessori. De acordo com sua criadora, o ponto mais importante do método é, não tanto o material ou a sua prática, mas a possibilidade que emerge da sua utilização de se libertar a verdadeira natureza do indivíduo, para que esta possa ser observada, compreendida, e para que a educação se desenvolva com base na evolução da criança. Os seis pilares educacionais de Montessori: Autoeducação, Educação como Ciência, Educação Cósmica, Ambiente Preparado, Adulto Preparado e Criança Equilibrada. Também visitámos o clube de atividades que os alunos frequentam depois das aulas. Existem várias salas e nelas as crianças fazem as atividades que querem, sob a supervisão de uma professora. Podem ver televisão, dormir, ler, jogar, realizar trabalhos manuais, estudar... nada é obrigatório; aqui segue-se o ritmo individual de cada um. Em situações pontuais podem efetuar algum tipo de trabalho específico. Na escola existe um clube de cerâmica, e também um coro. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática 48/77


Coro

Todos os alunos

Aula de etiqueta

Todos os alunos

Método Montessori

Todos os alunos

Trabalhar a sensibilidade - afetiva e musical - a capacidade de concentração, desenvolve o raciocínio lógico e a memória. Trabalhar com a música, principalmente em grupos, faz com que as crianças sejam induzidas à ordem, disciplina, organização e ao respeito pelo próximo. Conjunto de princípios ou normas que denotam boa educação e bom comportamento. Estas regras definem boas maneiras e bons costumes, tornando a vida quotidiana mais harmoniosa e servindo como um indicador de civilidade. O aprendizado, entendimento e aplicação dos princípios definidos pela etiqueta colabora fortemente no desenvolvimento e crescimento pessoal do indivíduo. O método é resultado dos estudos e observações de Maria Montessori, o qual considera que a criança aprende por si mesma, segundo o seu processo natural de desenvolvimento e períodos sensíveis; cada criança uma possui o seu ritmo; o ambiente deve ser propício ao aprendizado e também deve atender às necessidades especificas da criança.

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Identificação do Curso Tema

CIÊNCIAS NATURAIS

Título:

Curso: “Get up with Natural Sciences!”

Data de realização

9 a 13 de maio de 2017

País e Cidade:

Joensuu Finlândia

Identificação do participante Manuel João Bispo dos Reis - joaobispo09@gmail.com Nome:

Departamento:

Curricular do 1ºciclo e Pré-escolar

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. No meu entender, o aspeto mais relevante das minhas aprendizagens foi ter tido a possibilidade de conhecer colegas dos vários países da Europa que trabalham em ciência nas 50/77


suas escolas, de ter partilhado ideias e metodologias e de ter criado laços de amizade que se mantêm com o espírito de desenvolver trabalho colaborativo sobre o tema. Considerei, também, muito interessante a forma como se conseguiu desenvolver o trabalho em grupo, concebendo uma atividade num curto período e ser capaz de dinamizá-la num centro de exposições aberto à comunidade escolar. Esta aprendizagem levou-me a concluir que somos também capazes de organizar um evento semelhante. Outro aspeto importante nas aprendizagens foi o ter conseguido integrar-me numa dinâmica de grupo com diversos intervenientes de diferentes níveis de ensino e ter sido capaz de utilizar fluentemente uma língua estrangeira para comunicar. Pude refletir que as práticas utilizadas nos vários países são muito semelhantes entre si e não diferem muito das nossas, sendo que a maior diferença nas escolas se situa ao nível dos equipamentos e materiais, que no caso da Finlândia são sempre mais atualizados/modernos. No entanto, nem sempre essas tecnologias estavam a ser usadas da melhor forma. Apesar de existirem e serem utilizadas, algumas aulas eram muito tradicionais. Também observei que é valorizado o ambiente educativo ou bem-estar dos alunos e professores, criando espaços confortáveis de convívio e de estudo. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática Festa de Ciência (“Scifest2017”)

Comunidade escolar local e da região da Carélia do Norte

Construção de espaços com diferentes abordagens em ciência: tecnologia, jogos interactivos, palestras…)

Ambiente escolar confortável

Comunidade escolar

Criação de vários espaços na escola onde os alunos podem conviver e estudar individualmente ou em grupo.

Identificação do participante Nome: RITA CARLA SANTINHO BARATA MARTINS RATO - ritarato@gmail.com Departamento:

MATEMÁTICA E CIÊNCIAS EXPERIMENTAIS

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. 51/77


No meu entender, o aspeto mais relevante das minhas aprendizagens foi o ter a capacidade de conceber e criar uma actividade num curto período e dinamizá-la num centro de exposições aberto à comunidade escolar. Esta aprendizagem levou-me a concluir que somos também capazes de organizar um evento semelhante. Outro aspeto importante nas aprendizagens foi o ter conseguido integrar-me numa dinâmica de grupo com intervenientes com vários backgrounds e utilizar fluentemente uma língua estrangeira para comunicar. Pode observar que as práticas utilizadas nos vários países são muito semelhantes entre si e não diferem muito das nossas, sendo que a maior diferença nas escolas se situa ao nível dos equipamento e materiais, que no caso da Finlândia são sempre os mais actualizados/modernos. Impressionou-me grandemente o ambiente calmo e sem barulho das escolas e ainda o cuidado que os alunos têm em não estragar/preservar o equipamento escolar comum. Também observei que é valorizado o ambiente educativo ou bem-estar dos alunos e professores, criando espaços confortáveis de convívio e de estudo. No entanto, a relação entre professores e alunos carece muito de afetividade. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição Qual o Projeto / Programa / iniciativa /…

Qual é o público-alvo do projeto/programa/iniciativa

Festa de Ciência

Comunidade escolar

Ambiente escolar confortável

alunos

Quais são as características do projeto/programa/iniciativa que o tornam numa boa prática Construção de espaços com diferentes abordagens em ciência: tecnologia, jogos interactivos, palestra…) Criação de vários “nichos” na escola onde os alunos podem conviver/estudar individualmente ou em grupo

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Identificação do Curso Tema

Aprendizagem fora da sala de aula

Título:

Curso: “Out of Classroom ”

Data de realização

3 a 7 de Julho 2017

País e Cidade:

Joensuu Finlândia

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Identificação do participante Nome:

Departamento:

Sylvie Pereira - sylvie113@gmail.com Departamento de Expressões

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu.

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Em primeiro lugar a tomada de consciência de que as novas tecnologias são apenas “novas” para a nossa geração (professores), pois para os nossos alunos são apenas a suas tecnologias. Em segundo lugar foi evidente que as preocupações ligadas à evolução da nossa sociedade são uma preocupação dos restantes países presentes. Por fim, foi um importante meio para “pensar” fora da caixa e procurar outros meios inovadores e válidos para ensinar na nossa escola. 2. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática Simulação duma Base Um grupo de alunos da da Nasa Escola que nos recebeu

Durante 15 dias todas a turma e respetivos professores estiveram envolvidos no projeto, de acordo com a sua área de especialização. Os alunos vivenciaram um projeto desenhado e projetado pelos próprios. Tiveram oportunidade de pôr em prática todos os conhecimentos adquiridos até então no seu percurso escolar.

_____________________________________________________________________________ Identificação do participante Nome:

Departamento:

Sofia da Conceição Carvalho Piçarra - sofiapicarra@hotmail.com Ciências Exatas e Experimentais

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. - O sistema Finlandês tem condições muito boas ao nível de instalações e recursos; as preocupações didáticas e pedagógicas são semelhantes. - É possível e desejável que sejam dinamizadas atividades e projetos que se podem desenvolver em articulação com várias disciplinas que implicam a mobilização de diversos saberes, sem serem necessariamente desenvolvidos em contexto de sala de aula. - Fiquei com a impressão que o trabalho dos docentes portugueses, nomeadamente do meu Agrupamento, não fica aquém do realizado noutros países, nomeadamente na Finlândia, apesar dos recursos e condições físicas, ficarem longe das que observei na escola onde realizei 54/77


o curso.

Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática Estudo da fauna de um lago

Alunos de uma ou mais turmas do agrupamento

Salas apetrechadas com material de ginásio ou música Espaços para trabalhar distintos dos espaços para conviver

Alunos e docentes do agrupamento Alunos e docentes

Recolha do material a estudar por parte dos alunos; Pesquisa científica por parte dos alunos; Filmagens e fotos dentro e fora de água; Organização do material recolhido sob a forma de apresentação Espaço para relaxar, descontrair, valorizar o exercícios físico e as artes/música Os espaços para trabalhar quer para alunos quer para professores, são distintos dos espaços para conviver, tomar café ou fazer refeições. Para trabalhar o ambiente é de silêncios, com secretárias individuais, etc; para conviver ou fazer refeições há cadeiras confortáveis, espaços para tomar café, ler …

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Identificação do Curso Tema

Necessidade Educativas Especiais

Título:

Curso: “Every pupil is important”

Data de realização

8-12 de outubro de 2017

País e Cidade:

Joensuu Finlândia

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Identificação do participante Nome:

Departamento:

Maria Belmira Silva Almeida - belmiralmeida@gmail.com

Departamento das Línguas – Secção de Educação Especial

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Do conhecimento do sistema educativo finlandês e sobretudo do sistema de inclusão dos alunos com NEE da Finlândia concluí que: 56/77


- Os alunos que estão incluídos/integrados nas escolas são os de patologias menos gravosas (Dislexias, Perturbações de Hiperatividade e Défice de Atenção, Perturbações Emocionais, Distúrbios Alimentares e Défices Cognitivos Ligeiros); - têm várias soluções de trabalho com esses alunos: “Small” classes e classes de Educação Especial; - protocolos com os Hospitais da comunidade onde são internados os alunos que têm agravamentos nas suas patologias ou estão em fases agudas. Nesses hospitais há professores que ministram os programas aos alunos “hospitalizados”; - os alunos têm possibilidade de cumprir um currículo faseado e individualizado com flexibilização temporal. Os alunos com patologias mais gravosa; nomeadamente os portadores dos diferentes Sindromes; que em Portugal estão integrados nas escolas; na Finlândia não os vi. Onde estão no Sistema Finlandês? Abordei várias vezes a questão com perguntas diretas a vários dos formadores/intervenientes no Curso mas as respostas (ou não respostas) foram evasivas e pareceu-me que não queriam responder à questão.

Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática A organização de Small classes

Parceria com os Hospitais

Alunos que revelam dificuldades em acompanhar, ainda que ocasionalmente, o Currículo Alunos com problema agudos, sobretudo comportamentais e do foro psíquico

Equipamento Alunos com PHDA e Défices material das escolas, ligeiros nomeadamente salas para formação, pré profissional

Ajudar os alunos a superar dificuldades, na hora, permitindo a sua rápida recuperação

“Libertar” a escola e os outros alunos, de problemas com alguns colegas cuja problemática e situação temporária (porque em fase aguda), da vivência e agravamento de situações que as escolas têm dificuldades em apoiar/ajudar/tratar. As salas que vimos nas escolas finlandesas, se de alguma forma fosse possível “transportar” para Portugal, permitiriam uma sensibilização para futura integração na vida ativa/ no mercado de trabalho e a concretização, com mais valias na formação de Cursos de Educação Formação. 57/77


Identificação do participante Nome:

Departamento:

Maria Helena Saraiva Marcelo - helenamarcelo@gmail.com

Departamento das Línguas – Secção de Educação Especial

3. Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Acerca da inclusão dos alunos com NEE, pude concluir que:  Há distinção entre as diversas patologias: os alunos com patologias mais ligeiras, com dislexia, PHDA, perturbações alimentares ou Défices Cognitivos mais ligeiros, são integrados na escola;  Estes alunos com estas perturbações são integrados, mas em pequenos grupos;  Os alunos com outro tipo de patologias, tais como depressões, tentativas de suicídio, são internados em Hospitais nas alas psiquiátricas, nos quais existem professores que se deslocam para lhes ministrar as aulas. Estes alunos só podem regressar à escola mediante autorização médica;  Há a possibilidade dos alunos cumprirem um currículo muito adaptado e flexível;  Alunos com síndromes de Down, autismo ou outras patologias, não estão integrados na escola, são os que estão em hospitais específicos, embora esta questão não tivesse sido muito bem respondida.

Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Programa / iniciativa /… Os três tipos de apoio que são dados aos alunos consoante as dificuldades encontradas – “General support”; Intensified support;

Qual é o público-alvo do projeto/programa/iniciativa

General support – é temporário, pois abrange alunos com menos dificuldades, em qua existe uma cooperação com os EE. Aqui os alunos têm tutorias, funciona em conjunto com os clubes, e é dado em pluridocência; Intensified support – é mais frequente

Quais são as características do projeto/programa/iniciativa que o tornam numa boa prática Haver um leque de opções que abrange vários tipos de alunos com patologias diferentes, embora os casos mais graves não estejam na escola.

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Special support

que o anterior, sendo para alunos com dificuldades mais acentuadas, em que os alunos necessitam de apoio mais individualizado. Havendo também um acompanhamento por parte dos EE, é ministrado pelo professor de Ed. Especial e pelo class teacher. O special Support necessita de supervisão constante, é ministrado pelo professor de Ed. Especial , especializado em Necessidades Educativas, e existe um PEI. As aulas podem ser lecionadas na escola, em casa ou nos hospitais se forem casos disfuncionais graves. Na Finlândia qualquer professor pode ser um professor de Educação especial, pode ter as duas funções, mas existe um outro que é o que tem a formação em Educação Especial. – special Education Teacher specialized in Special Education.

Parceria com os Hospitais

Alunos com patologias consideradas comportamentais graves, e do foro psíquico

Equipamento material das escolas, equipamentos ergonómicos.

Alunos com PHDA e outras patologias ligeiras.

Dar um apoio mais individualizado a este tipo que alunos que de alguma forma se sentem desenquadrados do resto da população escolar. Aprende-se melhor quando há um bom environment , aqui no duplo sentido da palavra.

Identificação do participante Nome:

Departamento:

Maria Paula Bento Rafael Torrado - paulartorrado@gmail.com

Departamento de Línguas- Secção de Educação Especial 59/77


Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu.

Com esta experiencia pude constatar o que sempre defendi “ Aprendendo fazendo “. Os currículos devem ter obetivos com atividades práticas, direcionadas para as necessidades especificas de cada aluno, respeitando o seu perfil de funcionalidade. - “É possível prepará-los para as provas ou para a vida. Escolhemos a segunda opção" A Finlândia é o país da Europa onde as crianças passam menos tempo na escola, mas é um dos países que tem a maior taxa de alfabetização do mundo. As condições físicas e humanas são sem duvida elementos fundamentais para o sucesso. Por fim, as diferenças existentes estão muito relacionadas com a educação de um Povo….

Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática Transversalidade Todos os alunos curricular Alteração ao currículo Alunos com NEE’s com menor carga das áreas académicas e aumento de áreas funcionais

Relacionar as aprendizagens com o maior número possível de disciplinas Aumentar a capacidade dos alunos de adquirir uma maior autonomia.

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Identificação do Curso Tema

Bibliotecas Escolares

Título:

Curso: “Slamit7”

Data de realização

29 de Outubro a 3 de novembro de 2017

País e Cidade:

Zagreb, Croácia

Identificação do participante Nome:

Departamento:

Maria Manuela Mendes Curado - friendmcc@gmail.com

Departamento de Línguas

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu.

Quando se pensa que o ser humano se encontra num processo de crescente individualização egoísta e egocêntrica, eis que a realidade nos surpreende e nos mostra como a cooperação e o trabalho colaborativo entre diversos parceiros, europeus e não só, são o caminho que todos percorremos na busca incessante de soluções que nos permitam enfrentar os imensos desafios colocados pelas múltiplas literacias do séc. XXI, bem como nesse, aparentemente simples, mas deveras complexo processo, guiar aqueles em prol de quem trabalhamos e por quem nos informamos, formamos, atualizamos: os nossos alunos, os cidadãos singulares e não 61/77


massificados, analíticos, críticos, interventivos, plenos de saber e de humanidade que, acreditamos, virão a suplantar-nos e a suceder-nos. Sendo este um encontro de, e para, bibliotecários ou professores bibliotecários, em que o foco incidia, indiscutivelmente, na LEITURA e na capacidade, por vezes rara, de interligar conhecimentos e de promover ligações promissoras na confluência das humanidades com as tecnologias, inesperadamente, ou não, como que por magia ou (in)questionável comunhão de ideais e de sentires, o mote seria por nós (portugueses) lançado, no primeiro dia do curso, e estaria sempre presente nos restantes: a assunção de que o acesso ao conhecimento, à sabedoria, à ação e à transformação/construção/união reside na capacidade de continuamente nos questionarmos, numa insaciável sede de esclarecer, progredir, distinguir, aprender, colaborar, construir, criar, irmanar, … Assim, muito embora o papel da Biblioteca Escolar ou do Centro de Recursos Pedagógicos e do(s) seu(s) responsável/responsáveis tenha estado em adequada e justa evidência, pois foi esse o motivo que ali nos reuniu, foi também o facto de ela/eles ser/serem, simultaneamente, a alma e o coração da escola - com todas as implicações que tal dimensão acarreta - que a toda a comunidade escolar imputa responsabilidade e empenho, assim como se de um círculo vicioso (bom) se tratasse e que, continuamente se renova, se fortalece e enriquece; que nos esforçámos por compreender e, concomitantemente, continuar a acalentar. Todas as comunicações, apresentações e intervenções (americanas, croatas, dinamarquesas, finlandesas, islandesas, norueguesas e portuguesas), mais ou menos formais, decorreram num clima amistoso, de diálogo e boa-vontade, que muito acrescentaram aos nossos mundividência, saber enciclopédico, autonomia e pró-atividade, com particular destaque para as proferidas pelos professores catedráticos, especialistas e estudiosos da matéria [Kary Smith (NO) e Ross Todd (EUA)] e João Paulo Proença (PT).

Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Programa / iniciativa /… Digital learning – the Danish way, Marianne Klöcker Educational Advisor, Dinamarca

Qual é o público-alvo do projeto/programa/iniciativa Bibliotecários, professores, comunidade educativa

Quais são as características do projeto/programa/iniciativa que o tornam numa boa prática O principal objetivo deste projeto é o de formar cidadãos digitais competentes, assente em questões como: Qual o papel da escola neste processo? O que se pretende que os alunos façam com a tecnologia?, etc. Pretendendo-se que esses alunos aumentem a sua consciência sobre o mundo; iniciem conversas/conversações; encontrem respostas/ soluções; se reúnam com parceiros; mudem mentalidades; façam a diferença; atuem; provoquem e conduzam a mudança; …, sabendo sempre que a tecnologia é um meio e não um fim, 62/77


From School library to learning centre to… What are the challenges in the future? Associate professor Dr. Ross Todd, Rutgers University, New Jersey, Estados Unidos da América

Bibliotecários, professores

que aumenta a nossa plasticidade mental e nos oferece novas oportunidades: gamificação ao serviço da educação, livros digitais sosftware, Comunicação, Criatividade e inovação, construção de conhecimento colaborativo e aprendizagem das TIC. Inspirando-se em George Bernard Shaw, que afirmou que o “Progress is impossible without change, and those who cannot change their minds cannot change anything”, bem como em Raúl Proença “A Biblioteca não é um sarcófago de pensamentos mortos, mas uma ciência viva”, O Prof. Dr Ross Todd começou por afirmar que a informação, em todas as suas formas, se encontra no cerne da aprendizagem profunda para, a partir daí, juntos, concluirmos que : a biblioteca escolar é o espaço físico e virtual em que a leitura, o questionamento, o pensamento, a imaginação, a descoberta, e a criatividade estão no centro da viagem empreendida pelos estudantes em direção ao conhecimento e ao seu crescimento pessoal, social e cultural, tendo identificado sete princípios a considerar no processo, relacionados com: a função elementar da biblioteca escolar; o papel do bibliotecário escolar; o facto de se tratar de um centro pedagógico centrado no questionamento; que define o papel do bibliotecário; o foco no conteúdo e no conhecimento do currículo; a natureza colaborativa do ensino como núcleo da dinâmica da escola e da cultura escolar; o facto de que as bibliotecas escolares constituem um avanço em termos de justiça social; as bibliotecas escolares ligam a comunidade e o mundo através da cidadania e da aprendizagem de competências de vida (SER, FAZER, TRANSFORMAR). Para que todos estes princípios se verifiquem, será necessário: mais espaço, mais tecnologia, mais colaborações institucionais, mais cidadania digital, um maior desenvolvimento das competências vitalícias, mais apoio à leitura e à literacia; mais aprendizagem social e afetiva, etc. 63/77


Em conclusão, tal reflexão será benéfica em qualquer escola, por forma a orientar e maximizar as potencialidades existentes, bem como a promover novas e mais profícuas oportunidades. What is learning and how to support it? Prof. Kari Smith, NAFOL, Teacher Education Department, Norwegian University of Science and Technology, Trondheim, Noruega

Bibliotecários, professores, aprendizes de professor

Partindo das questões: O que é aprender? E como alimentar o processo da aprendizagem?, kari Smith lançou o debate e a sua intervenção, que - embora não trouxesse muita novidade para quem é professor e habituado a lidar com esses conceitos e, além disso, tenta manter-se atualizado, por forma a melhorar as suas práticas - constituiu um momento de extraordinário “refreshment” e reflexão. Assim, de acordo com os estudos feitos, toda a aprendizagem assenta, essencialmente na curiosidade, na colocação de perguntas, no erro “maravilhoso, no ato de sair da sua zona de conforto, de se sentir que se está a aprender, sem descurar, nunca, o papel da memória e da definição de objetivos. Para aprender, o aluno precisa de compreender, de querer fazer algo mais bem feito, de se autocriticar [o processo cognitivo está ligado ao processo afetivo (emocional)], de seguir regras. A ideia de que todo o processo de aprendizagem deve ser agradável não passa de um mito: nem tudo pode proporcionar prazer ou ser engraçado e a aprendizagem mais eficaz é aquela que resulta de uma motivação interna, intrínseca; a motivação externa produz efeitos menos sólidos e menos duradouros. Motivação é, por isso, explicar por que se faz o que se faz e querer pagar o preço por isso. Quanto mais preparado se estiver, mais capacidade de improviso se tem, já que esta parte da confiança, da aceitação, da escuta ativa, da espontaneidade, da vontade de contar uma história e da comunicação não verbal e das atividades levadas a cabo para introduzir o tema/assunto Em jeito de conclusão, a professora deixounos com aquilo que considerou como 64/77


“Palavras Sensatas”: “The true teacher defends his pupils against his own personal influence. He inspires self-distrust. He guides their eyes from himself to the spirit that quickens him. He will have no disciple”, Amos Bronson Alcott; “The mediocre teacher tells. The good teacher explains. The superior teacher demonstrates. The great teacher inspires.”, William Arthur Ward, e “A teacher's purpose is not to create students in his own image, but to develop students who can create their own image.” ~Author Unknow, fornecendo-nos, assim, mais algumas pistas e motivos de contínua e inesgotável reflexão.

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Identificação do Curso Tema

Projeto Erasmus+ COURAGE

Título:

Curso: LTT in Albertslund, Denmark

Data de realização

6 a 10 de Novembro 2017

País e Cidade:

Albertslund, Dinamarca

Identificação do participante Nome: Mário Fernando do Carmo Fortuna - marioofortuna@gmail.com Departamento:

Expressões – Secção de Artes

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Observar “in loco” uma atividade tão diferente e integradora de jovens em risco de exclusão como a School Bus é algo que marca a minha experiência durante os dias de duração deste curso. Tirar estes jovens de uma sala de aula convencional, com idades muito diferentes e com um domínio da língua nativa muito rudimentar, e proporcionar-lhes espaços alternativos onde decorrem as aprendizagens, como por exemplo num campo de futebol, é sem dúvida inspirador e surpreendente, tanto mais que este projeto apesar de já durar há cerca de quinze anos é único na Dinamarca, o sucesso não gerou replicação, provavelmente devido aos custos envolvidos…mas e o beneficio que daqui resulta, não é uma mais valia, não será uma poupança a médio e curo prazo, ter jovens adultos em risco de serem um problema para a sociedade não é um custo maior? A visita ao Albertslund Sport Club foi bastante interessante, não só pela oportunidade de 66/77


sermos recebidos pelo presidente da Câmara Municipal desta cidade, que fez um retrato desta localidade e as opções tomadas nas últimas décadas, como pela oportunidade de visitar as excelentes instalações desportivas que têm e pela organização de que dispõem, com um regime de voluntariado com a finalidade de captar cada vez mais jovens para a prática desportiva. Segundo nos foi relatado a apetência por esta geração de jovens pelo sedentarismo, aliciados pelas redes sociais, jogos online, associado às temperaturas baixas que geralmente o país tem, tem gerado jovens com problemas de obesidade daí ser importante a atenção dada ao desporto como forma de combater este problema, além de proporcionar atividades de grupo, fundamentais para a socialização entre pares. Visitar a Prodution School, e realizar a atividade já descrita, foi importante pela constatação de como uma escola pode assumir um projeto integrador entre ramos distintos mas ainda assim interligados, ou seja, um workshop, ou oficina, de culinária que serve as refeições diárias da comunidade escolar é uma excelente forma de colocar as aprendizagens em prática, como será num futuro contexto laboral destes aprendentes, ter um grupo de alunos que repara os dispositivos eletrónicos, tal como tablets, telemóveis e computadores, portáteis ou desktop, da escola é igualmente uma excelente forma de colocar em prática, num contexto real, os conhecimentos e situações que eventualmente um dia se irão deparar se for esta a opção escolhida como futuro profissional. Na seção de serralharia e carpintaria reparam-se os equipamentos/mobiliário da escola, que a utilização ao longo do tempo vai deteorando, além de projetos individuais. Nas outras áreas que a escola oferece o princípio de funcionamento é semelhante. Além disso oferecem estes serviços à comunidade local, gerando uma mais valia em termos de receita para a escola mas mais importante, é uma forma de a escola se mostrar ao “publico”. Senti aqui que há um sentimento mútuo de mais valia que é gerado, quer para a escola, o diretor confidenciou que irá ampliar o workshop de reparação de equipamento eletrónico, porque há muita aceitação dos jovens, criando um grupo suplementar já no próximo ano letivo, quer para os jovens ao nível da sua auto estima pelo facto de estarem a proporcionar um serviço útil e portanto gratificante ao nível do seu bem estar. É importante salientar que os jovens que integram estes workshops não têm a obrigatoriedade de frequentar aulas teóricas, apenas se o desejarem, nomeadamente terem como ambição realizarem os exames de matemática e língua materna. A generalidade dos alunos está em permanência no workshop que frequenta. Esta prática é muito diferente do que existe no nosso país, porque os Cursos de Educação Formação (penso ser o que mais se aproxima do tipo de alunos/jovens que frequentam a Prodution School) são desenhados para terem uma componente prática, mas não descuram as disciplinas consideradas essenciais para o prosseguimento de estudos no secundário ou ensino profissional. No entanto na Dinamarca os partidos com assento no Parlamento já aprovaram uma lei que vai mudar o funcionamento das Prodution School, obrigando à frequência obrigatória de dois anos nas disciplinas sujeitas a exame. O que irá acontecer ao tipo de alunos/jovens que observámos na escola que visitámos, permanecerão integrados num sistema de ensino que contém um misto de prática com teoria ou voltarão/permanecerão isolados em casa?

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Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática Workshop de reparação de equipamentos eletrónicos

Poderia ser um grupo CEF de 9ºano de escolaridade

Workshop de culinária

Currículo alternativo/ CEF

Workshop Game Developer

Oferta Complementar

É inovador, permite a aquisição e aplicação de competências de um modo rápido no tempo, aferindo-se da sua utilidade para o aluno e comunidade muito eficazmente. A alimentação saudável é um assunto importante na atualidade, além das questões recorrentes acerca da qualidade/quantidade da comida que é diariamente fornecida em ambiente escolar. Não sei se aqui surgem questões que tornam esta iniciativa inviável (contratos existentes por exemplo). O interesse que os jovens têm pelos jogos pode ser uma forma de abordar conteúdos (programação) e desenvolver competências (criatividade) fundamentais para as opções de um percurso académico de sucesso e diferenciador.

Identificação do participante Nome: Rui Manuel Ribeiro Carvalho Páscoa - ruipascoa@gmail.com Departamento:

Expressões – Secção de Artes

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Sendo um dos objetivos do Curso conhecer o trabalho desenvolvido com jovens em risco de exclusão social ou abandono escolar, a comparação com a realidade portuguesa é inevitável. Embora se tratem de instituições que tentam combater a exclusão social e o abandono escolar, tanto quanto me foi dado observar, tanto no Centro Juvenil como na Escola Profissional se trabalha com grupos reduzidos de estudantes, potenciando-se deste modo, entre outros aspetos relevantes, o ensino mais centrado no aluno, a prática 68/77


colaborativa e o desenvolvimento de competências. Por outro lado, sendo o currículo reduzido (no Centro de Juventude o enfoque é na língua materna, no inglês e na matemática), dá-se precisamente mais atenção às competências do que à transmissão de conhecimentos. A conjugação destes dois fatores – grupos pequenos e currículo reduzido – permitem não só uma maior interação na relação professor/aluno mas, simultaneamente, uma maior disciplina, respeito e cumprimento de regras. Foi interessante observar o silêncio e a atenção dedicados aos professores quando estes intervinham, ao mesmo que se notava uma certa informalidade nas trocas de palavras. Na Escola Profissional e tomando como exemplo a obrigatoriedade, por parte dos alunos, de apresentações semanais sobre o desenvolvimento dos projetos e de datas fixas quanto à conclusão dos mesmos, apesar de existirem prazos rígidos para a conclusão das tarefas é notório o respeito pelo ritmo de cada estudante, sem prejuízo do devido acompanhamento por parte dos responsáveis. Este exercício de liberdade aliada à responsabilidade permite, por exemplo, que os alunos possam parar para jogarem no computador ou para se deslocarem até ao exterior. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Qual é o público-alvo do Projeto / projeto/programa/iniciativa Programa / iniciativa /… School On Alunos em risco de exclusão Weels

Game Workshop

Escola profissional

Albertslund Sports Association

Comunidade local

Quais são as características do projeto/programa/iniciativa que o tornam numa boa prática O projeto pretende retirar os alunos de dentro da sala, aproveitando o espaço exterior e, numa certa informalidade, desenvolver simultaneamente competências sociais e académicas que permitam a reintegração no ensino regular. Em grupos de dimensão reduzida os alunos aprendem a programar e, nalguns casos, a desenvolver jogos de computador juntamente com outras competências no domínio da informática. A “passagem” pela escola permite-lhes entrar na vida profissional e/ou (após mais 2 anos de ensino regular seguido de exame) entrar na universidade. Segundo os responsáveis, os dinamarqueses praticam regularmente desporto. O complexo da Associação Desportiva de Albertslund (um dos vários existentes na cidade) está integralmente aberto à comunidade local 69/77


permitindo o desenvolvimento saudรกvel do corpo e da mente. Uma parte significativa dos funcionรกrios trabalha em regime de voluntariado.

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Identificação do Curso Tema

História e cultura

Título:

Curso: “Ancient Greece ”

Data de realização

De 19 a 24 de fevereiro de 2018

País e Cidade:

Atenas, Grécia

Identificação do participante Nome: Ana Paula Mestre de Carvalho Vaqueiro - anap.vaqueiro@gmail.com Departamento:

Ciências Sociais e Humanas

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Este curso sobre a Grécia antiga surgiu como um recurso de ensino para a educação moderna, fornecendo a combinação única de visitas de estudo guiadas aos locais e monumentos mais importantes da Grécia antiga com guias especializados nas diversas áreas e ainda a possibilidade de se tornar num exemplo de trabalho oficina (outdoor). Todos estes locais representaram assuntos globalizantes do património cultural da Grécia antiga, servindo de plataforma para as diferentes práticas, ajudando a refletir sobre qual o valor continuado da Grécia antiga na nossa prática educacional moderna e como isso pode ser um recurso de aprendizagem e ensino para nós hoje em dia. Como a Grécia antiga é um dos pilares da civilização ocidental, foi importante perceber qual o impacto a nível do ensino da língua e culturas gregas a crianças refugiadas, assim como a ajuda prestada a esses emigrantes na sua integração através do voluntariado dos professores 71/77


que contribuem da melhor forma possível para que essa integração seja realizada.

Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática .Formação para os Professores docentes no que se refere ao acolhimento a alunos refugiados . Projetos com Alunos especialistas (guias) para desenvolver visitas guiadas envolvendo a interdisciplinaridade

Formação gratuita a partir de fundos angariados com os projetos europeus

. Projetos de sustentabilidade do Planeta

Sensibilização com ações concretas

Alunos

Diversidade cultural do nosso país para saídas de campo (outdoor)

Identificação do participante Nome: Maria do Céu dos Santos Oliveira - oliveira.ceu@gmail.com Departamento:

Ciências Sociais e Humanas

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. Nesta atividade formativa houve aspetos muito interessantes, nomeadamente a forma como as prioridades políticas, a formação, a cultura e a arte influenciam o desenvolvimento educacional e económico dos países. Mas também a forma como os países do sul da Europa têm sofrido o impacto da última crise internacional e ainda a questão do acolhimento de população refugiada que envolve, no caso da Grécia actual, muito voluntariado da parte da classe docente. 72/77


Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa /… projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam numa boa prática .Formação para equipar Professores Formação gratuita a partir de fundos os docentes no angariados com os projetos europeus acolhimento a alunos e famílias de refugiados .Projetos com Alunos Aproveitamento da riqueza cultural local especialistas para para saídas de campo formativas desenvolver saídas de campo . Projetos de sustentabili-dade do Planeta

Alunos

Sensibilização com ações concretas

Identificação do participante Nome: Maria José Ferreira Rodrigues Monteiro - profmariajose@hotmail.com Departamento:

Ciências Sociais e Humanas

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu.

Dada a especificidade deste curso, “Ancient Greek History and Culture!” a temática é muito específica referindo-se diretamente à civilização grega e muito ligada às temáticas históricas. Podemos no entanto, salientar alguns aspetos que embora não transferíveis poderão ser adotados desde que devidamente contextualizados. Este curso foi importante uma vez que me permitiu atualizar alguns conhecimentos gerais da História da Grécia bem como algumas especificidades da cultura grega. Foi muito interessante também constatar como as opções políticas podem determinar o desenvolvimento cultural e económico dos diversos países europeus. Estes, sobretudo os do sul, têm sofrido grande impacto da crise internacional dos últimos anos, como é o caso da Grécia, que nem por isso, deixou de ser um país acolhedor das populações refugiadas de guerra evidenciando a sua solidariedade e generosidade também espelhada no voluntariado da classe docente. 73/77


Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Programa / iniciativa /…

Qual é o público-alvo do projeto/programa/iniciativa

*

Professores

Programa de acolhimento de refugiados (Síria, Turquia, ...)

Quais são as características do projeto/programa/iniciativa que o tornam numa boa prática Formação gratuita e voluntária de professores com vista ao acolhimento das crianças refugiadas no sistema de ensino grego.

Formação em Alunos e Professores atividades relacionadas com a sustentabilidade ambiental

Aproveitamento dos recursos naturais e culturais para saídas de campo com cariz formativo.

Envolvimento de especialistas em formações/visitas de campo

Utilização das fontes in loco.

Alunos

*- Este acolhimento tem sido uma constante ao longo da história da Grécia, não sendo um programa transferível para a nossa instituição, uma vez que, reúne características especificas e de cariz nacional achei importante incluí-la neste meu relatório pela sua generosidade/humanidade.

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Identificação do Curso Tema

População NEET

Título:

Curso: “Courage ”

Data de realização

15 a 20 de Abril 2018

País e Cidade:

Ennis, Irlanda

Identificação do participante Teresa Maria Abecasis Palma Gonçalves dos Santos Nome: teresaabecasis@gmail.com Departamento:

Departamento de Expressões

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. O envolvimento e motivação dos jovens para a aprendizagem, é um desafio constante e requer energia, dinamismo, intuição flexibilidade, empatia, respeito e equidade. E algumas atividades, como jogar, podem ajudar os jovens mais problemáticos a lidar com sentimentos menos positivos. Se o nosso cérebro trabalha em conjunto, e de forma natural, a emoção e a lógica, então, criar um jogo, ou simplesmente jogar, seja no âmbito do desporto, nos audiovisuais, ou simplesmente participar em jogos de cariz social, fortalece as relações, proporciona prazer, desenvolve o sentimento de pertença, cria identidade e desperta para o conhecimento. Todos os projetos apresentados eram orientados nesse sentido, com provas de grande impacto nos percursos dos jovens, contribuindo para o seu desenvolvimento moral, cultural e social. Em 75/77


diferentes workshops, durante o curso, foram exemplificadas possíveis abordagens a usar com os jovens, de forma a envolve-los nas atividades e consequentemente no processo de aprendizagem. A escola deverá estar sensível aos interesses alunos, e atenta às mudanças da sociedade e às necessidades futuras. Foi interessante ouvir, e que me deixou a refletir, que tudo o que os alunos fazem na escola é no sentido de os preparar para a vida (isso nós todos pensamos), mas eles não podem ficar oito anos à espera de entrar na vida. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Quais são as características do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa projeto/programa/iniciativa que o tornam /… numa boa prática Workshop: experiência com música Rap

Alunos do 3º ciclo

Sessão “Assembleia”, Alunos e pais no âmbito do Personal &social Development Programme, desenvolvido pelo “Clare Youth Service ” Atividades de grupo Alunos ao ar livre, desenvolvidas pelo “Clare Youth Service”

Através de um estilo musical que atraia os jovens, sensibilizá-los não só para a produção musical, como para a escrita (produção de rimas,..), proporcionando, também, uma forma simples de abordar as emoções, sentimentos e relacionamentos interpessoais. Desenvolvimento de competências pessoais e sociais com envolvimento dos pais nesse processo de formação, em parceria com a instituição.

Potencia o desenvolvimento da disciplina, iniciativa e responsabilidade.

Identificação do participante Sónia Maria Carrilho Ferreira da Costa Soares Nome: soniasoares0101@gmail.com Departamento:

Departamento das Línguas-secção do inglês-330

Ao sumariar as suas impressões, por favor descreva quais, na sua opinião, são os três aspetos mais importantes que apreendeu / que concluiu. 76/77


Deste curso aprendi que:  É favorável que se crie uma relação de empatia com os alunos, especialmente os alunos em risco, de forma a oferecer segurança e obter compromisso de responsabilidade por parte dos mesmos;  A ideia de usar o jogo como uma estratégia para motivar e ter a concentração dos alunos numa tarefa pode ser um instrumento válido para a aprendizagem;  A música e a arte como respostas às necessidades de aprendizagem dos alunos. Descreva três boas práticas que encontrou e que, no seu entender, seriam transferíveis para a sua instituição. Qual o Projeto / Qual é o público-alvo do Programa / iniciativa projeto/programa/iniciativa /…

Quais são as características do projeto/programa/iniciativa que o tornam numa boa prática

“The role of interest Alunos do 2º e 3º ciclos to prevent drop outs”

Utilizam-se jogos para trabalhar motivação e conteúdos; Permite-se que os alunos leiam livros ou outros registos escritos do seu interesse; Podem utilizar-se livros áudio para acompanhar a leitura em aula.

Workshop”Motivating Jovens alunos do 2º e 3º young students ciclos through Arts Programmes”

Envolve toda a turma, trabalha as competências da leitura e da escrita; Reflete os interesses dos alunos; Cria um ambiente de positivismo e bemestar mental; Propicia a aprendizagem. Envolve toda a turma ou grupos da turma; Aumenta a confiança nos outros Desenvolve o trabalho de equipa; Promove o espírito de turma e integra todos.

MOT

Alunos nos anos iniciais de ciclo; Alunos com problemas de integração;

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Impactos e boas práticas percecionados pela participação do AE Carlos Gargaté nos projetos KA1 e KA2  

Impactos e boas práticas percecionados pelos participantes, em mobilidades europeias, do Agrupamento de Escolas Carlos Gargaté, Almada, Port...

Impactos e boas práticas percecionados pela participação do AE Carlos Gargaté nos projetos KA1 e KA2  

Impactos e boas práticas percecionados pelos participantes, em mobilidades europeias, do Agrupamento de Escolas Carlos Gargaté, Almada, Port...

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