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estilo e elegância

Qual roupa vou... ao trabalho Por Josué Lemos da Silveira*

Muitas vezes as pessoas ficam em dúvida sobre qual é a roupa mais adequada para ir ao trabalho, seja ele em escolas, empresas, clubes, comércio, entre outros. As dificuldades podem ser grandes, até porque pela própria correria do dia a dia, em algumas situações, as pessoas pensam: será que já usei essa roupa na semana passada? Ora, em todas as ações e atividades exige-se planejamento, inclusive para facilitar a rapidez das escolhas dos trajes para o cotidiano. No caso das mulheres, que são muito mais observadas e avaliadas, é quase obrigatório que elejam quatro ou cinco peças para serem misturadas no dias da semana. Como se faz isso? Escolhem-se tailleurs com calças ou com saias nas cores marinho, preta e cinza, e se cruza o uso dessas roupas, compondo-se com elas, no mínimo seis trajes. Mudando o calçado, a camisa ou blusa e os acessórios e, tem-se facilmente, dez trajes para serem usados de segunda a sexta-feira durante duas semanas, sem repeti-los. Todos elogiarão as composições e o bom gosto. Da mesma forma, ainda, pode-se misturar as cores verde, palha e marrom, criando combinações diferentes. Claro que também pode-se jogar com as cores vermelho e branco, fazendo-se uma quebra de visual conforme o estilo, a estação e o humor de cada dia. É evidente que no local de trabalho evita-se o uso de saias, calças e camisas brancas que sujem ou que marquem o contorno das peças íntimas. Igualmente, não se usam: decotes, transparências, rendas visíveis, zebras, tigres ou onças, minis, micros ou tops de qualquer natureza. As calças também não devem ter cintura baixa (low rise) ou serem apertadas nas nádegas e nas coxas, principalmente, por quem estiver visivelmente acima do peso. Ninguém deve abusar do fato de que o chefe é do sexo masculino e poderia se constranger ao chamar a atenção dos subordinados nesses casos. Algumas mulheres pensam que homens não tem opinião sobre apresentação, visual ou vestuário feminino. Não é verdade! Muitos homens, pelo simples bom senso, observam a inconveniência. O chefe não só pode como deve sim chamar a atenção.

Quem é sério procede de maneira correta, pois afinal, o local de trabalho é um local de profissionais e não de encontros. Como se diz: as pessoas tem que saber onde estão e se comportar à altura e adequadamente. Não se deve esquecer que os acessórios podem mudar todo o visual. Funcionam quase como as almofadas do sofá, que ao serem trocadas dão a impressão de que a decoração da sala de estar foi toda modificada. Os acessórios devem ser discretos e clássicos, sem abusar de grandes aros, bolas, penas, penduricalhos, brilhos e objetos tribais, os quais podem detonar a imagem do profissional. Enfatize-se que em nenhuma empresa os calçados com saltos altos e finos são bem -vindos. Primeiro, pelo próprio desconforto e, segundo, porque ninguém aguenta ouvir um “toc toc” o dia inteiro. Mesmo quando a temperatura estiver mais fria, o uso de botas de canos altos ou com franjas podem comprometer a imagem e a elegância. Deve-se lembrar ainda, que local de trabalho não é local de desfile, passarela fashion ou da moda. Todas as empresas ou organizações têm uma cultura própria. Em algumas prevalecem os trajes mais formais e, em outras, os trajes casuais ou até esporte. Ninguém deve se achar o modelo a ser seguido, vestindo trajes fora do padrão, dos hábitos e da cultura do ambiente profissional. Finalmente, é bom lembrar: no local de trabalho perfumes e maquiagens obrigatoriamente são discretos. Homens: na próxima edição da Revista, o assunto será sobre vestuário masculino no trabalho.

* Instrutor, Palestrante e Autor do Livro “Etiqueta Social Pronta Para Usar”, que está em sua 3ª edição santa mônica

ampliada e atualizada à venda nas melhores livrarias do País e na Secretaria do Clube.

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Contato: jletiqueta@gmail.com


2011-04 - Revista Santa Mônica - Qual Roupa Vou...ao Trabalho -para Mulheres