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estilo e elegância

O Casamento Real

Por Josué Lemos da Silveira* • O anel de noivado, além da aliança, é uma tradição que solidifica o simbolismo do casamento. O casamento real reforçou que o anel, principalmente, se for uma joia de família, é um símbolo único do amor e do verdadeiro compromisso. Afinal, as alianças podem ser parecidas mas os anéis são únicos. • A participação financeira nas despesas da festa, dividida entre as duas famílias, como foi no casamento real, é o certo. • O horário da cerimônia e recepções, sem atrasos, para noivos e convidados é o correto. Noivas atrasadas para a cerimônia religiosa, não deve ser visto como uma tradição. Na verdade, é falta de educação e respeito para com os convidados, principalmente, para com os mais idosos.

A cultura e os costumes de quase todos os países, inclusive o Brasil, recebe forte influência dos europeus. O comportamento, a etiqueta, a moda e a culinária tem muito da cultura e dos costumes da Inglaterra, França, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, entre outros. Particularmente, no que se refere a eventos e solenidades, segue-se bastante a etiqueta francesa e inglesa. Na verdade, e, com razão, há uma admiração pela elegância e pelas atitudes das pessoas desses países. Assim, um casamento na família real inglesa, só poderia mesmo atrair a atenção de todos os brasileiros. Primeiro, porque príncipes, princesas e castelos fazem parte dos roteiros dos contos que embalam o sono, o sonho e as fantasias, desde a infância, de todo o mundo. Segundo, ver o que acontece e, nisso, um casamento real dá uma aula de como muitas coisas devem ser. • Noivado é uma promessa de casamento que brevemente deverá acontecer. A etiqueta recomenda que o tempo de noivado não seja maior do que seis meses. Afinal, o noivado é um aviso de que o casamento está próximo. Muitas pessoas, por seus motivos pessoais, noivam muito rapidamente, com pouco tempo de namoro, sem ter a segurança necessária, estrutura financeira ou afetiva, e permanecem noivos por demasiado tempo. Envolvem as famílias e depois ainda rompem o relacionamento, gerando enorme desgaste para ambos e para as respectivas famílias. Portanto, os noivados devem ser breves.

Os trajes são detalhes à parte: • Casamentos, pela manhã, têm no chapéu um detalhe de elegância sempre admirado. No casamento real os chapéus leves e os casquetes coroaram os tailleurs no estilo bloco (sapatos, tailleurs e chapéus, com os mesmos tecidos). O chanel foi o comprimento predominante dos vestidos ou saias. O que se viu, reforça um erro costumeiro em casamentos no Brasil: é grosseiro usar-se vestidos longos durante o dia e, é incorreto usá-los mesmo à noite, quando os homens não estiverem usando meio-fraque ou black-tie. • Os homens, ao usar fraques, reforçaram a tendência de alguns anos para cá, ao combiná-los com gravatas verticais em vez das tradicionais gravatas em laço (plaston). As gravatas usadas na cor vinho romperam a tradição de se usar gravatas pratas com fraques. • O vestido da noiva, sem exageros, leve e tradicionalíssimo, enfatiza a singeleza e a beleza daquele momento. A escolha do uniforme militar, por parte do noivo, torna o traje único. Afinal, apenas militares podem usá-lo e, as mulheres em geral, quando veem alguém vestindo este traje, associam à imagem da realeza ou do príncipe encantado. Concordam? • O fato mais importante que coroou o casamento real, sem dúvida, foi o visível e inquestionável grande amor que uniu o belíssimo casal.

santa mônica

Josué Lemos da Silveira, Instrutor e Palestrante – Marketing Pessoal, Profissional e Social. Autor do Livro “Etiqueta Social Pronta para Usar”. Ed Marco Zero. 3ª Edição.

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2011-06 - Revista Santa Mônica - O Casamento Real  

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