Caiu na rede

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O Assunto é

Caiu na rede... ... é menos peixe de volta ao Velhas Se não coibida, pesca predatória pode prejudicar a recuperação da Bacia Jessica Soares Estudante de Comunicação Social da UFMG

A

predatória. “Muitos querem pegar o peixe a qualquer custo”, como conta o canoísta e integrante do Grupo de Educação e Mobilização do Manuelzão, Erick Sangiorgi. Os dados atuais do monitoramento de peixes, realizado pelo Núcleo Transdisciplinar e Transinstitucional pela Revitalização da bacia do Rio das Velhas (NuVelhas), apontam que um dos principais motivos do retorno do peixe é a instalação de estações de tratamento de esgoto (ETE). Inaugurada em 2001, a ETE Arrudas foi responsável pela redução do lançamento de matéria orgânica na água – cerca de 74% dos efluentes coletados passam por tratamento. O restante ainda não chega à estação devido a falhas nos interceptores de esgoto.

Foto montagem de fotos de Erick Sangiorgi

volta do peixe deixou de ser apenas um símbolo das ações do Projeto Manuelzão e vem se tornando realidade no Rio das Velhas. Em 1999, várias espécies só eram encontradas a 200 quilômetros da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), próximo à Curvelo. Em 2007 eles já foram encontrados em Lagoa Santa, a 41 quilômetros de Belo Horizonte, o que não acontecia desde o início da década de 1980. Mas a volta do peixe trouxe uma conseqüência que pode prejudicar o repovoamento deste trecho do Velhas: a pesca

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