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A

s doenças podem ser diagnosticadas com auxílio de análises laboratoriais realizadas por um Biomédico. Há uma diversidade de patologias que a causa são vírus e bactérias e é isso que abordaremos neste informativo. Como base nestas informações iremor ajudar você a identificar os exames feitos com líquidos corporais para confirmação do diagnóstico.

Fique atento a estas doenças e os exames executados!

Doenças x Bactérias

O que são bactérias? As bactérias são seres muito pequenos, são organismos unicelulares, procariontes e possuem tamanho microscópico. Apesar de seu tamanho, elas se multiplicam em grande velocidade, e muitas são prejudiciais a saúde do homem, pois podem causar muitas doenças

Veja a lista das principais doenças causadas por bactérias.

Tuberculose

É causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), atacando os pulmões. O tratamento é frito com antibióticos e as medidas preventivas incluem vacinação das crianças com BCG, abreugrafias periódicas e melhoria dos padrões de vida das populações mais pobres. Lepra ou hanseníase

É transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae) e causa lesões na pele e nas mucosas. Quando o tratamento é feito a tempo a recuperação é total. Difteria

Doença muitas vezes fatal causada pelo bacilo diftérico, que ataca principalmente crianças. Produz dor de garganta, febre e fraqueza. O tratamento deve ser feito o mais rápido possível. A vacina antidiftérica está associada à antitetânica e à antipertussis (contra coqueluche) na forma de vacina tríplice.


Coqueluche Doença que ataca crianças, produzindo uma tosse seca característica, causada pela bactéria Bordetela pertussis. O tratamento consiste em repouso, boa alimentação e, se o médico achar necessário, antibióticos e sedativos para tosse. Tétano É produzido pelo bacilo do tétano (Clostridium tetani), que pode penetrar no organismo por ferimentos na pele ou pelo cordão umbilical do recém nascido quando este é cortado por instrumentos não esterilizados. É uma doença perigosa, que pode levar o indivíduo à morte, sendo por isso obrigatória a vacinação. Cuidados médicos em casos de ferimentos profundos são essenciais. Pode ser necessária a aplicação do soro antitetânico. Tracoma É uma inflamação da conjuntiva e da córnea que pode levar à cegueira. A doença é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, de estrutura muito simples, semelhante a um vírus, e a transmissão se dá por contato com objetos contaminados. A profilaxia inclui uma boa higiene pessoal e o tratamento é feito com sulfas e antibióticos. Gonorréia ou blenorragia É causada por uma bactéria, o Gonococo (Neisseria gonorrheage), transmitida por contato sexual. Provoca ardência, corrimentos pela uretra. Seu tratamento deve ser feito sob orientação médica pois exige o emprego de antibióticos.

Disenterias bacterianas Constituem a principal causa de mortalidade infantil nos países subdesenvolvidos, onde as classes mais pobres vivem em péssimas condições sanitárias e de moradia. São causadas por diversas bactérias como a Shigella e a Salmonella, e pelos bacilos patogênicos. Essas doenças são transmitidas pela ingestão de água e alimentos contaminados, exigindo todas pronto atendimento médico. Sua profilaxia só pode ser feita através de medidas de saneamento e melhoria das condições sócio - econômica das camadas menos favorecidas da população. Sífilis É provocada pela bactéria Treponema pallidium, que também é transmitida pelo contato sexual. Um sinal característico da doença é o aparecimento, próximo aos órgãos sexuais, de uma ferida de bordas endurecidas, indolor, o “cancro duro”, que regride mesmo sem tratamento. Entretanto, essa regressão não significa que o indivíduo esteja curado, sendo absolutamente necessários diagnósticos e tratamento médicos, pois a doença tem sérias conseqüências, atacando diversos órgãos do corpo, inclusive o sistema nervoso. Meningite meningocócita É uma infecção das meninges. É causada pelo meningoccoco, os sintomas são febre alta, náuseas, vômitos e rigidez dos músculos da nuca. O doente deve ser hospitalizado imediatamente e submetido a tratamento por antibióticos, pois a doença pode ser fatal. É transmitida por espirro, tosse ou fala, sendo importante a notificação à escola caso uma criança contraia.


Exames para diagnóstico de bactérias: Exame de Líquido Pleural É continuamente produzido pela pleura parietal por filtração do plasma, através do endotélio vascular em quantidades médias de 1mL a 15mL, e absorvido pela pleura visceral. Localiza-se entre as duas faces da pleura, separando-as. Colheita Obtém-se o liquido pleural por punção intercostal numa zona de opacidade completa, após triagem radiológica. A assepsia deve ser rigorosa. Alguns ml de liquido são recolhidos num tubo esterilizado, com um anticoagulante. A amostra deve seguir o mais rapidamente possível para o laboratório, acompanhada de algumas informações clinicas. A presença de sinais evocadores de tuberculose pulmonar deve ser particularmente indicada. Fundamentos do exame Trata-se de um espaço fechado normalmente virtual; portanto; todo derramamento é anormal. Uma vez que se suspeite de uma etiologia bacteriana, será importante isolar as espécies em questão, conduzindo assim à confirmação diagnostica e permitindo realizar um antibiograma. Exame Físico O líquido pleural normal tem aspecto límpido e cor amarelo pálido. Apresenta-se hemorrágico nos processos traumáticos e no hemotórax, turvo nos processos inflamatórios e leitoso nos derrames quilosos (obstrução do ducto torácico) ou pseudoquilosos (derrames crônicos). Resultados normais A punção não traz nenhum liquido.

Resultados patológicos Aspecto macroscópico: já é revelador, seja em se tratando de um liquido claro, seja em se tratando de líquido turvo purulento. Aspecto microscópico: tem por objetivo avaliar proporções relativas de células mononucleadas de tipo linfocitário e de polimorfonucleares. Este exame pode ser apenas sumário, dadas as técnicas habitualmente utilizadas, mas o líquido pleural pode, se necessário, ser submetido a um exame anatomopatológico. Em alguns casos já se pode observar a presença das bactérias na cultura.

Exame do Líquido de Ascite

A ascite, chamada popularmente de barriga d’água, é o nome que se dá ao acumulo de líquido dentro da cavidade abdominal. O líquido ascítico (ascite), fica livre dentro da barriga, em volta dos órgãos intra-abdominais. Quando o volume de líquido é muito grande, os intestinos ficam “boiando” dentro do abdômen. O mecanismo de formação da ascite é semelhante ao que ocorre nos edemas. Em última análise, a ascite se forma pelo vazamento de líquido dos vasos sanguíneos que irrigam o peritônio, membrana que recobre os órgãos abdominais. Na maioria dos casos essa incapacidade dos vasos de reter os líquidos dentro dos mesmos ocorre por doenças que levam a pelo menos uma das 3 alterações abaixo: - Aumento na pressão dentro dos vasos. - Retenção de sal e água pelos rins. - Redução na concentração de proteínas do sangue que ajudam a segurar água dentro dos vasos. Causas de ascite A principal causa de ascite é a cirrose hepática. A cirrose causa as três alterações descritas acima e pode cursar com ascites volumosas, freqüentemente com mais de 10-15 litros de líquido ascítico na cavidade abdominal.


A cirrose hepática, normalmente secundária a hepatite viral ou por abuso de bebidas alcoólicas é responsável por até 85% dos casos de ascite. Além da cirrose, qualquer outra doença que cause hipertensão portal (obstrução da veia porta) como esquistossomose e a trombose da veia porta, também levam a formação de ascite. Coleta A punção é feita assepticamente, ao nível da fossa ilíaca esquerda. O líquido na maioria das vezes, é seroso ou serofibrinoso. Uma linfocitose evoca a presença de Micobacterium tuberculosis. Em caso de líquido purulento, encontram-se presentes varias bactérias de origem intestinal.

Exame do Líquido Sinovial

Colheita O líquido sinovial é extraído com grandes preocupações de assepsia, num frasco esterilizado contendo um anticoagulante. Fundamentos do exame O exame citobacteriológico será muito diferente, conforme se trata de artrites infecciosas secundarias a septicemias ou de osteoartrites supuradas, sendo o germe isolado seja dos tecidos atingidos, seja do sangue, ou de reumatismos inflamatórios, nos quais as lesões parecem devidas a fenômenos de hipersensibilidade retardada.

Neste ultimo caso, não existe um efeito direto da bactéria; e ela deverá ser pesquisada, na maioria das vezes, fora do foco articular. Em alguns casos, a etiologia bacteriana é bem conhecida: estreptococo; em outros, a ligação é mais difícil de estabelece, estafilococo, gonococo, meningococo, brucela, shigela, micoplasma. A pesquisa bacteriológica será igualmente efetuada em amostras de secreções rinofaríngeas, das fezes, etc. Resultados normais O líquido é amarelo claro, transparente, não coagulável, de viscosidade elevada. Contém de 10 a 200 células por µl (menos de 25% de polimorfonucleares). O líquido é estéril por tratar-se de um sítio anatômico fechado. Resultados patológicos Líquidos sinoviais infecciosos: o líquido se mostra turvo ou purulento. O exame direto permite apreciar a reação celular feita de polimorfonucleares mais ou menos alterados. A coloração de Gram pode evidenciar imediatamente as bactérias. O exame após cultura permite identificar e isolar os piógenos comuns e efetuar o antibiograma. Líquidos sinoviais inflamatórios: o estudo de exsudato deverá ser sistematicamente associado a uma biópsia sinovial, utilizável em todas as artropatias. O exame citológico é essencial e deve compreender, por um lado, a pesquisa de micro cristais, observados sobre tudo no citoplasma leucocitário e, por outro lado, o estudo da ragocitose. A pesquisa de bactérias é negativa ao nível do liquido sinovial. É ao nível do rinofaringe, da uretra e das fezes que devem ser pesquisadas as bactérias que podem ser responsáveis


Urina – Infecção Urinaria É a infecção bacteriana mais comum no ser humano sendo só ultrapassada pela gripe de origem viral. Trata-se da presença de bactérias na urina. Essas bactérias multiplicam-se com o passar do tempo, enquanto um tratamento adequado não é instituído. As bactérias podem atacar qualquer nível do aparelho urinário, desde a bexiga, causando cistite, até o rim, causando pielonefrite. As infecções urinárias são mais freqüentes na mulher e no homem na terceira idade.

Nesses mesmos exames vários antibióticos são testados com a finalidade de orientar o médico na escolha do melhor tratamento. Faz parte da avaliação do paciente, principalmente em situações mais graves (infecção urinária complicada), o estudo do aparelho urinário como um todo. Nestes casos, solicita-se ecografia abdominal total, urografia venosa, cintilografias renais, tomografia computadorizada abdominal total, etc.

Causas A urina que é secretada (produzida) nos rins é estéril. Ela pode se infectar quando bactérias se multiplicam em redor da uretra (colonização) para, logo após, ascenderem (subirem) através desta, penetrando na bexiga (via ascendente). Elas podem se manter na bexiga ou continuar na subida até o rim. Outras vias de entrada de bactérias no aparelho urinário são: sangue e vasos linfáticos. A colonização de bactérias no trato urinário pode ser facilitada por diversos fatores como, por exemplo:

Colheita O líquido cefalorraquidiano é obtido habitualmente por punção dos espaços subaracnóides (respeitando-se particularmente as precauções de assepsia) na região lombar, mas às vezes na região suboccipital ou na região ventricular, no lactente. apenas o primeiro tubo, da hemorragia miníngea, com os tubos uniformemente sanguinolentos. Deve-se levar o líquor colhido imediatamente ao laboratório, ao abrigo do resfriamento, devido à fragilidade de certas espécies microbianas, tais como o meningococo.

A bactéria mais comum causadora da infecção urinária, encontrada no intestino grosso, é a Escherichia coli. Já os pacientes hospitalizados (infecção hospitalar) apresentam germes diferentes, como a Pseudomonas aeruginosa, geralmente mais resistentes aos antibióticos. Diagnóstico Através das queixas do paciente e do exame físico pode se suspeitar de infecção urinária. Entretanto, o diagnóstico definitivo é feito com a coleta da urina (jato médio) a fim de se realizar exame de urina (urocultura - cultura de bactérias na urina). Contagem de germes superiores a 100 mil bactérias por mililitro é considerada infecção urinária.

Exame do Liquido Cefalorraquidiano (LCR)

Fundamento do exame Normalmente, ao exame macroscópico o liquor se mostra incolor e cristalino como água de rocha; nos casos patológicos, os líquidos se mostram turvos, opalescentes, embaciados, e até mesmo hemorrágicos ou xantocrômicos. Verifica-se habitualmente o número de células presentes presentes (hemácias ou leucócitos) em um µl de líquido na câmara de Neubauer. O estudo qualitativo das células depois da coloração do sedimento da centrifugação permite separar os linfócitos, os polimorfonucleares e as células mesoteliais, além de orientar sobre o tipo de infecção. A pesquisa das bactérias com o auxilio das colorações clássicas permite, em alguns casos somente após a observação minuciosa, encontrar o agente causal, quase sempre único. Uma cultura deve ser feita sistematicamente. Em alguns casos, é necessário pesquisar bacilo de koch no exame microscópico e na cultura.


Resultados normais Aspectos macroscópico e microscópico: Líquido cristalino como água de rocha, contendo de uma a três células por µl, sem hemácia. Cultura: Ausência de germe por tratar-se de um líquido contido num espaço anatômico fechado, normalmente estéril. Resultados patológicos Liquido claro com reação celular: É necessário, acima de tudo, pesquisar o bacilo de koch (ou uma etiologia não bacteriana). A reação celular pode ser, no inicio, com predominância de polimorfonucleares (primeiros dias), e depois sobretudo linfocitária. O número de leucócitos está habitualmente pouco elevado (50 a 300 células). O BK é raramente encontrado ao exame direto, sendo demorados os resultados da cultura (três semanas no mínimo). Líquido Turvo: As bactérias mais habitualmente encontradas são, por ordem decrescente de freqüência no adulto, nos líquidos purulentos, Neisseria meningitidis (meningococo), Streptococcus (pneumococo), Haemophilus influenzae, Listeria monocytogenes, estreptococo do grupo B, e enterobactérias. No período neonatal, nota-se a freqüência particular de bactérias Gram -negativas: E. coli, Proteus, Pseudômonas, Salmoella, Klebsiella, Enterobacter, e a seguir os estreptococos do grupo B, os estafilococos, os pneumococos e Lis-

teria monocytogenes.

Doenças X Vírus O que são vírus? Os vírus são seres muito simples e pequenos (medem menos de 0,2 µm), formados basicamente por uma cápsula protéica envolvendo o material genético, que, dependendo do tipo de vírus, pode ser o DNA, RNA ou os dois juntos (citomegalovírus). A palavra vírus vem do Latim vírus que significa fluído venenoso ou toxina. Atualmente é utilizada para descrever os vírus biológicos, além de designar, metaforicamente, qualquer coisa que se reproduza de forma parasitária, como idéias. O termo vírus de computador nasceu por analogia. A palavra vírion ou víron é usada para se referir a uma única partícula viral que estiver fora da célula hospedeira. Das 1.739.600 espécies de seres vivos conhecidos, os vírus representam 3.600 espécies. Vírus é uma partícula basicamente protéica que pode infectar organismos vivos. Vírus são parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente se reproduzem pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular. Tipicamente, estas partículas carregam uma pequena quantidade de ácido nucléico (seja DNA ou RNA, ou os dois) sempre envolto por uma cápsula protéica denominada capsídeo. As proteínas que compõe o capsídeo são específicas para cada tipo de vírus. O capsídeo mais o ácido nucléico que ele envolve são denominados nucleocapsídeo. Alguns vírus são formados apenas pelo núcleo capsídeo, outros no entanto, possuem um envoltório ou envelope externo ao nucleocapsídeo. Esses vírus são denominados vírus encapsulados ou envelopados. O envelope consiste principalmente em duas camadas de lipídios derivadas da membrana plasmática da célula hospedeira e em moléculas de proteínas virais, específicas para cada tipo de vírus, imersas nas camadas de lipídios. São as moléculas de proteínas virais que determinam qual tipo de célula o vírus irá infectar. Geralmente, o grupo de células que um tipo de vírus infecta é bastante restrito. Existem vírus que infectam apenas bactérias, denominadas bacteriófagos, os que infectam apenas fungos, denominados micófagos; os que infectam as plantas e os que infectam os animais, denominados, respectivamente, vírus de plantas e vírus de animais.


Lista das principais doenças causadas por vírus:

Hidrofobia (Raiva) Saliva introduzida pela mordida de animais infectados (o cão, por exemplo). Infecção: o vírus penetra pelo ferimento e instala-se no sistema nervoso. Controle: vacinação de animais domésticos e aplicação de soro e vacina em pessoas mordidas. Sintomas e características: febre, mal-estar, delírios, convulsões, paralisia dos músculos respiratórios (é doença mortal). Hepatite Infecciosa Transmissão: gotículas de muco e saliva; contaminação fecal de água e objetos. Infecção: o vírus instala-se no fígado onde se multiplica, destruindo células. Controle: injeção de gamaglobulina em pessoas que entram em contato com o doente; saneamento, cuidados com alimentos ingeridos. Sintomas e características: febre, anorexia, náuseas, mal-estar, icterícia (pode ser fatal). Caxumba Transmissão: contato direto; objetos contaminados; gotículas de saliva. Infecção: o vírus multiplica-se nas glândulas parótidas; eventualmente localiza-se em outros órgãos, como ovários e testículos. Controle: vacinação. Sintomas e características: parotidite (infecção das parótidas), com inchaço abaixo e em frente das orelhas (pode tornar a pessoa estéril se atingir os testículos ou os ovários). Gripe Transmissão: gotículas de secreção expelidas pelas vias respiratórias. Infecção: o vírus penetra pela boca ou pelo nariz, localizando-se nas vias respiratórias superiores. Controle: nenhum. Sintomas e características: febre, prostração, dores de cabeça e musculares, obstrução nasal e tosse.

Varíola Transmissão: gotículas de saliva; objetos contaminados e contato direto. Infecção: o vírus penetra pelas mucosas das vias respiratórias e dissemina-se através do sangue; finalmente, atinge a pele e as mucosas, causando lesões. Controle: vacinação. Sintomas e características: febre alta e erupções cutâneas (geralmente deixando cicatrizes na pele; pode ser fatal). Sarampo Transmissão: contato direto e indireto com secreções nasofaríngeas da pessoa doente. Infecção: o vírus penetra pelas mucosas das vias respiratórias e dissemina-se através do sangue. Controle: vacinação. Sintomas e características: febre alta, tosse, vermelhidão por todo o corpo (pode ser fatal em crianças). Febre Amarela Transmissão: Picada de mosquitos, entre os quais se destaca o Aedes aegypti. Infecção: o vírus penetra através da pele, dissemina-se pelo sangue e localiza-se no fígado, na medula óssea, no baço e em outros órgãos. Controle: vacinação e combate aos mosquitos transmissores. Sintomas e características: febre alta, náuseas, vômitos, calafrios, prostração e pele amarelada (pode ser fatal). Poliomielite Transmissão: alimento e objetos contaminados; secreções respiratórias. Infecção: o vírus penetra pela boca, multiplica-se no intestino, dissemina-se pelo sangue e instala-se no sistema nervoso central, onde destrói os neurônios. Controle: vacinação. Sintomas e características: paralisia dos membros; em muitos casos ocorrem apenas febres baixas e indisposição, que logo desaparecem sem causar problemas (provoca deficiência física). Rubéola Transmissão: gotículas de muco e saliva; contato direto. Infecção: o vírus penetra pelas vias respiratórias e se dissemina através do sangue. Controle: aplicação de imunoglobulina (com efeito protetor discutível). Sintomas e características: febre, prostração, erupções cutâneas (em embriões provoca a morte ou deficiências congênitas).


AIDS (Síndrome da Imuno-Deficiência Adquirida) Transmissão: sangue, esperma e muco vaginal contaminados. Infecção: o vírus penetra no organismo através de relações sexuais, uso de agulhas de injeção contaminadas ou transfusões de sangue infectado; ataca o sistema imunológico. Controle: uso de preservativos (Camisinha-vénus) nas relações sexuais e de agulhas descartáveis ou esterilizadas; controle rigoroso, por parte dos bancos de sangue da qualidade do sangue doado; ainda não existem remédios ou vacinas eficazes contra a doença. casos). Sintomas e características: febre intermitente, diarréia, emagrecimento rápido, inflamação dos gânglios linfáticos, doenças do aparelho respiratório, infecções variadas, câncer de pele (doença mortal em 100% dos casos).

Exames para o diagnóstico de vírus:

Exames para Hepatites Os exames laboratoriais são usados em diversas situações: - Exames bioquímicos gerais para detectar e avaliar inflamação e lesão hepática. - Exames de triagem usado para detectar hepatites virais, quando há exposição ou risco (uso de drogas ilegais, parceiros sexuais múltiplos) ou em doações de sangue. - Exames para diagnosticar a causa da hepatite. - Exames para monitorar a evolução da doença e orientar o tratamento. Com frequência são pedidos os seguintes exames: - Alanine aminotransferase (ALT) - Enzima encontrada principalmente no fígado. É o melhor exame para detectar hepatite. - Aspartate aminotransferase (AST) - Enzima produzida no fígado e em outros tecidos, especialmente coração e outros músculos. - Fosfatase alcalina - Enzima encontrada em muitos tecidos. Os valores no sangue aumentam em doenças ósseas e quando há bloqueio do fluxo biliar.

- Gama-glutamil transpeptidase (GGT) - Enzima muito sensível a alterações da função hepática. Ajuda a diferenciar causas de elevação da fosfatase alcalina. Se a GGT estiver aumentada, a elevação é consequência de doença hepática, e não de doença óssea. - Bilirrubina - Resíduo da destruição de hemácias velhas. Seu aumento causa icterícia e urina escura. - Albumina - Principal proteína plasmática produzida no fígado. A diminuição pode indicar doença hepática. - Proteínas totais - Medida da albumina e de todas as outras proteínas plasmáticas. - Tempo de protrombina - Medida de um grupo de fatores da coagulação produzidos no fígado. O aumento indica a gravidade da doença hepática. Na biópsia hepática, uma agulha é inserida no fígado para retirar um pedaço de tecido, que é examinado ao microscópio. É o melhor exame para diagnóstico e avaliação da gravidade de doenças hepáticas. Como é invasivo, é usado apenas quando os outros exames não são suficientes.

Exame laboratorial para caxumba:

O diagnóstico é basicamente clínico. Entretanto, há exames de sangue que ajudam identificar a presença de anticorpos contra o vírus da caxumba. Eles devem ser realizados, quando for necessário estabelecer o diagnóstico de certeza. Um dos exames pode ser: - PCR (Reação em Cadeia pela Polimerase), feito em sangue total com EDTA.

Exame laboratorial para Rubéola

O exame de sorologia para rubéola detecta a presença de anticorpos contra a rubéola na corrente sanguínea. O exame feito é Rubéola IgG e IgM. A presença anticorpo IgG indica imunidade adquirida e a presença do anticorpo IgM indica infecção aguda pelo vírus da rubéola.


Notícias Exame laboratorial para Varíola O diagnóstico é baseado nas manifestações clínicas e em métodos laboratoriais. Os exames podem ser feitos com raspado de lesões de pele e amostras de sangue. O aumento da reação em cadeia de polimerase (PCR) pode detectar o vírus antes do início dos sintomas. O padrão-ouro para diagnóstico é a identificação do vírus através do seu isolamento em cultivo celular. Exame laboratorial para Febre Amarela O diagnóstico é feito com uma única amostra de sangue , colhida a partir do sexto dia de doença. Esse exame (sorologia) vai permitir detectar a presença de anticorpos contra o vírus amarílicos recentes (Imunoglobulina M - IgM) e confirmar o diagnóstico de febre amarela. Este é um exame bastante sensível e quando realizado, com amostras de sangue colhido na época correta, é muito importante para o resultado.

Exame laboratorial para HIV

Anticorpos anti-HIV em geral são detectados por método imunoenzimático (como o ELISA). Esses exames são feitos no sangue (colhido em um tubo ou em papel-filtro). O método ELISA é muito sensível, mas é necessário confirmar por outro método, como o Western Blot, porque é possível ocorrer resultados falsos positivos. Para evitá-los, ainda é necessário repetir em outra amostra.

Casos de virose apresentam crescimento em Sergipe O aumento dos casos de viroses em Sergipe é comum em qualquer época do ano, principalmente quando ocorrem mudanças bruscas de temperatura e a baixa umidade do ar. Algumas dicas para prevenir as viroses, que podem se manifestar de forma respiratória ou digestiva, são: evitar aglomerações, contato com águas de áreas alagadiças, manter uma alimentação equilibrada e saudável e ingerir bastante líquido. Crianças e idosos devem redobrar os cuidados. De acordo o infectologista Marco Aurélio, vômito, diarreia, febre e mal -estar andam incomodando bastante as crianças nos últimos dias. Os postos de saúde e urgência de hospitais estão lotados de casos de pacientes que apresentam esses sintomas de virose. O especialista disse ainda que essas viroses são pegas em crianças devido à manipulação de objetos sem higiene. “As crianças pegam os brinquedos com as mãos sujas e colocam na boca”, ressaltou. Ele destacou que a principal dica é manter a criança ou idoso hidratado. Lembrou ainda que não há medicamentos específicos para virose, a não ser aqueles para amenizar os sintomas, como febre e náusea. “Mesmo que as viroses sejam comuns, não hesite em procurar a unidade de saúde. Isso porque uma infecção intestinal, por exemplo, se manifesta de forma parecida, podendo ser outra doença”, alertou o médico. O infectologista ressaltou ainda que a doença costuma durar entre três e sete dias. Se os sintomas permanecerem após uma semana, serão pedidos exames de rotina para verificar se o quadro é de rotavírus ou de infecção bacteriana, por exemplo. Assim, o médico poderá receitar o medicamento adequado.


Anvisa reduz validade de vacina de um laboratório contra nova gripe Testes mostraram redução de eficácia após 6 meses; validade era de 18. Doses utilizadas não haviam passado do prazo de 6 meses, diz Anvisa. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reduziu a validade da vacina contra a nova gripe do laboratório GlaxoSmithKline Brasil de 18 para 6 meses, após decisão semelhante da Agência de Saúde do Canadá (Health Canada). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17) por Dirceu Barbano, um dos diretores da Anvisa. De acordo com ele, todas as vacinas, aplicadas ou não, que o ministério recebeu da fabricante – cerca de 30 milhões – estão dentro do novo prazo de validade. Outras 10 milhões de doses que o Brasil ainda vai receber também estarão no prazo. Barbano disse que a alteração não tem nenhuma relação com a qualidade da vacina. “Essa alteração não tem nenhuma relação com a qualidade, eficácia ou segurança. [A questão é] A estabilidade e tempo o qual a vacina permanece estável depois de produzida”, disse. Os resultados dos testes feitos pela agência canadense mostram que, no entanto, após os seis meses, as doses da GlaxoSmithKline são menos potentes. Segundo a nota de esclarecimento distribuída pela Anvisa, uma vacina vencida “pode reduzir em até 50% a capacidade do organismo de produzir anticorpos e gerar imunidade contra o vírus da gripe H1N1.” Barbano afirmou que países estão fazendo testes de estabilidade em doses de outros fabricantes locais para verificar se é necessário mudar mais datas de validade

CASO CLÍNICO FARMACOLÓGICO – DOENÇAS VIRAIS/ SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS H.C.L., 25 anos, masculino, branco, solteiro, estudante e procedente de Porto Alegre, é HIV-positivo, e vinha tomando saquinavir, 1.200 mg, três vezes ao dia, e zidovudina, 200 mg, três vezes ao dia, nos últimos 8 meses. Durante este período, a contagem de células CD4 aumentou de 200 para 725 células/ mm3. Como apresentava quadro clínico de cansaço e tristeza, começou a se tratar com erva-de-são-joão. Dois meses depois, o paciente voltou ao médico com grave episódio de herpes em um lado do rosto. Foi constatada uma queda na contagem de células CD4 para 280 células/mm3. Resolvido o problema, a contagem de células CD4 voltou a aumentar, porém, o paciente não conseguia dormir a noite, e tomava uma dose normal de diazepan (10mg antes de deitar) que obteve de um amigo. A seguir, desenvolveu sintomas de superdosagem de diazepan, incluindo efeito de ressaca e dificuldade em acordar, mantendo, entretanto, a consciência. Algum tempo depois, hospitalizou-se obnubilado e com sinais de irritação meníngea, um quadro progressivo que iniciara uns dias antes. A pressão e as proteínas liquóricas estavam aumentadas. A pesquisa de antígeno de criptococo no líquor foi positiva. Estabelecido o diagnóstico de criptococo, planejou-se o tratamento com Anfotericina B Convencional.


Número de casos de meningite por fungo nos EUA chega a quase 300 Mortes permanecem em 23, em sete estados do país, segundo o CDC. Infecção ocorreu por contaminação de injeções de remédios contra dor. O número de casos de meningite ligados a injeções de esteroides contaminadas por fungo chegou a 294 nos Estados Unidos, 12 a mais que no dia anterior, afirmou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) na segunda-feira (22). Outros três casos de infecção em decorrência da medicação com esteroide não resultaram em meningite fúngica, de acordo com o órgão. Os registros foram identificados em 16 estados, com 23 mortes em sete deles. A incidência continua aumentando, apesar do recolhimento do produto fabricado pela empresa New England Compounding Center (NECC), de Massachussetts. O surto ocorreu com medicamentos despachados pela companhia, que está enfrentando investigações e processos por causa das drogas contaminadas. A empresa anunciou o recall de todos os produtos e suspendeu suas operações. Autoridades de saúde dos EUA confirmaram na quinta-feira passada a presença do fungo mortal Exserohilum em frascos de esteroides da NECC usados para aplicação de injeções contra dor – principalmente nas costas. Estima-se que pelo menos 14 mil pessoas possam ter sido expostas ao medicamento contaminado desde 21 de maio. A meningite fúngica não é contagiosa e ataca a membrana protetora que envolve o cérebro e a medula espinhal. Essa é uma infecção rara e muitas vezes é detectada tarde demais. Passa despercebida no início, já que seus sintomas são semelhantes aos de uma gripe simples.

CASOS DE MENINGITE EM CRIANÇAS BRASILEIRAS DIMINUÍRAM NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS 18/10/2012 17:30

A queda foi de 29% da Doença Meningocócica e de 30% da Meningite Pneumocócica em crianças de até dois anos. As conclusões fazem parte da publicação Saúde Brasil 2011 do Ministério da Saúde. Os casos de meningites bacterianas em crianças de até dois anos de idade têm diminuído no País. Nos últimos dois anos, nos tipos mais frequentes da doença - a Meningocócica e Meningite Pneumocócica - foi registrada queda de 29% e 30%, respectivamente. Os casos de meningocócica registrados passaram de 770, em 2010, para 547, em 2011. Já os registros da pneumocócica reduziram de 284 para 200, no mesmo período. Segundo a publicação Saúde Brasil 2011, que está sendo apresentada na 12ª Mostra Nacional de Experiências Bem Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). Entre as ações de prevenção da doença estão a oferta das vacinas contra as meningites por Neisseriameningitidis (meningococo), treptococcuspneumoniae (pneumococo) e Haemophilusinfluenzae tipo b (Hib). Todas as vacinas fazem parte do calendário básico do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e são ofertadas no Sistema Único de Saúde (SUS).


Divirta-se com o caรงa - palavras abaixo e com a cruzadinha na prรณxima pรกgina!


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