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JANEIRO / FEVEREIRO DE 2014 - ED 5 ANO I I

Jateamento & Pintura WWW.JATEAMENTOEPINTURA.COM.BR

Airless Muito utilizado no exterior, o Airless chega ao Brasil para revolucionar a Pintura Industrial e Civil.

Meio Ambiente Acompanhe ao longo desta e das próximas edições artigos exclusivos sobre Gestão Ambiental no segmento industrial.

EDITORA


Índice

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Meio Ambiente

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Shot Peening - Princípios

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Hidrojateamento

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Airless

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Cursos INFOSOLDA - 2014

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Sistemas de preparação de superfície

Editora Brasil Maior Direção geral: Oliver Strobel Editor chefe: Oliver Strobel Comercial: Thaís Oliveira Anderson Santos

Impressão: RR Gráfica Tiragem: 5.000 exemplares Distribuição Nacional gratuita Contato: Direção: contato@jateamentoepintura.com.br Edição: editorial@jateamentoepintura.com.br Anúncios: vendas@jateamentoepintura.com.br Fone: (19) 3294-3144

Design e Diagramação: Rodrigo Ribas Campinas - SP Fotografias: Karyn Loreine Revisão Ortográfica: Sirley Vieira Amorim Jornalista Responsável: Enoch Tiburtino MTB 19268

EDITORA


Editorial Nos fóruns organizados em 2013 por institutos e instituições representativas da indústria, do comércio, serviços e também pelas instituições públicas, com a participação de representantes do governo e dos grandes líderes dos diversos segmentos empresariais, o foco da discussão foi Produtividade e Inovação. Para o editorial da 5º edição da Revista JP – Jateamento e Pintura, o foco central será direcionado ao grande desafio do momento para a economia brasileira, que é reverter a baixa produtividade de todos os sistemas de geração de riquezas do país e também aumentar a competitividade dos produtos nacionais. Em uma perspectiva de longo prazo, o principal entrave ao crescimento econômico brasileiro é a baixa produtividade da economia, avalia o especialista Robert Atkinson. Ele ainda afirma que é a baixa capacidade de gerar mais produto com a mesma quantidade de capital e trabalho que impede que a economia brasileira cresça a um ritmo algo entre 6% e 8% ao ano. Estudo comparativo mostra que entre 2005 e 2011, a produtividade da economia Americana respondeu por 74% da expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Entre as nações de média e baixa renda, a produtividade respondeu por nada menos do que 84% da alta do PIB, enquanto que no Brasil, apenas 28% do crescimento veio do aumento da produtividade no período. A renda per capita americana é quatro vezes a brasileira, e a razão disso é que a produtividade da economia americana é muito alta, quando comparada à do Brasil. O objetivo principal das organizações empresariais é acumular riqueza nas suas diferentes formas, e para que isto ocorra necessita ter alta produtividade, ser eficiente. O segundo é que esta condição se perpetue. Então é necessário e obrigatório estabelecer metas de produtividade do capital, dos recursos humanos, materiais e tecnológicos. Monitorar os resultados e comparar com o que foi planejado deve ser uma prática rotineira e obrigatória para as lideranças empresariais, como também a liderança pública. No livro “O Verdadeiro Poder” do professor e consultor Vicente Falconi, o autor é enfático ao dizer que “liderar é bater metas”, ou seja, ter alto desempenho, produtividade. As metas são produzidas a partir de uma base de informações sistematicamente atualizadas, através de uma análise metódica, que gera necessariamente conhecimento e inteligência ao negócio. O autor ainda diz que o valor (alto desempenho) só é criado quando o conhecimento é utilizado na construção de planos de ação cuja execução é garantida pela liderança. Em 1952, representantes da O.I.T – Organização Internacional do Trabalho, definiram a Produtividade como sendo: A relação entre a quantidade de bens produzidos e a quantidade de recursos utilizados na sua produção. A Organização Econômica de Cooperação Europeia definiu a Produtividade como sendo: O quociente da produção por um de seus fatores. No século passado, a produtividade nos EUA subiu a uma taxa média de 4,0 % ao ano, o que significa dobrar a cada dezoito anos. Desde o início de sua aplicação, a produtividade aumentou cerca de 50 vezes em todos os países industrializados. Essa expansão sem precedentes da produtividade foi a origem de todas as elevações do padrão e da qualidade de vida nos países desenvolvidos. Boa leitura a todos! Oliver Strobel


Meio Ambiente Competitividade na Indústria Brasileira

PKaren Scatolin Empresária, pós-graduada em Gestão e Engenheira Ambiental – CREA nº 5063758511

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esde a campanha do governo brasileiro, conhecida como “venha nos poluir” nos anos setenta, que teria visado atrair indústrias dos países desenvolvidos intensivas em emissões, aos recentes vazamentos de óleo do setor petroquímico, são vários os exemplos de descaso do setor industrial brasileiro com a questão ambiental de uma forma geral. De todos, o que despertou críticas mais exaltadas foi a prolongada contaminação do entorno do distrito industrial de Cubatão/SP nos anos 80. Constatou- se que 320 fontes de emissão (relacionadas a 116 unidades industriais) chegaram a emitir cerca de 400.000 toneladas anuais de poluentes – as consequências para a saúde humana se tornaram dramáticas. Uma série de razões pode ser apontada para explicar a intensificação das atividades poluentes no setor industrial brasileiro. Em primeiro lugar, o atraso no estabelecimento de normas ambientais e agências especializadas no controle da poluição industrial demonstra que, de fato, a questão ambiental não configurava entre as prioridades da política pública. Em segundo lugar, a estratégia de crescimento associada à industrialização por substituição de

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importações no Brasil privilegiou setores intensivos em emissão, e a concentração destas atividades poluidoras aumentou ainda mais a partir da consolidação dos investimentos do II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND, entre 1.975 e 1.979), que resultou em forte expansão de indústrias de grande potencial poluidor – especialmente dos complexos metalúrgico e químico/petroquímico – sem o devido acompanhamento e tratamento dessas emissões. Assim, prevaleceu a percepção de que o controle ambiental é uma barreira ao desenvolvimento industrial, ignorando- se seu potencial para a geração de progresso técnico. As questões relacionadas à competitividade e meio ambientes ganharam importância crescente somente no final dos anos 80. A intensificação da abertura comercial brasileira durante a década de 90 incentivou a instalação de indústrias de atividades poluidoras no país, e por outro lado expôs as empresas brasileiras à concorrência internacional, mais acirrada que a interna. Com o crescente processo de globalização financeira e produtiva da economia mundial, e o consequente aumento do comércio internacional, algumas barreiras tarifárias entre importações / exportações foram gradativamente substituídas por barreiras não tarifárias. Os países desenvolvidos passaram a impor barreiras não tarifárias ambientais ou “barreiras verdes”, alegando que os países em desenvolvimento possuem leis ambientais menos rigorosas, o que resultaria em custos mais baixos, e por fim menores preços praticados no mercado internacional. Assim, a questão ambiental precisou ser inserida na gestão empresarial, principalmente nas empresas de inserção internacional – seja por meio de exportações, de participação acionária estrangeira, de filiais de multinacionais ou da dependência de financiamentos de bancos internacionais, que condicionam os empréstimos a relatórios de impacto ambiental.


Mais recentemente, as empresas de atuação nacional também começaram a estar sujeitas às barreiras ambientais aplicadas por países desenvolvidos - os novos padrões globais de gestão ambiental passaram a ser referenciados no Ciclo de Vida do Produto. Através desta metodologia são avaliados os impactos ambientais de um produto desde a extração da matéria-prima até a sua disposição final, quando não é mais útil, ou seja, analisa o produto do “berço ao túmulo”. Assim, mesmo que apenas parte da produção de um bem seja feita nacionalmente – a extração de material ou a industrialização, os padrões internacionais tornam-se aplicáveis. Dentre as diversas etapas do ciclo de vida do produto, especialmente a extração das matérias-primas e os processos e métodos de produção, causam impactos ambientais significativos como, por exemplo, a poluição industrial. Esta poluição está diretamente relacionada à escala da atividade industrial e à composição setorial da produção, ou seja, a especialização da indústria, seu nível de atividade e sua localização são determinantes na sua carga de poluição industrial. A maneira pela qual a imposição de normas ambientais (nacionais ou internacionais) afeta a competitividade das empresas e setores industriais brasileiros é percebida de forma bastante distinta. Assim, a relação entre competitividade e preservação do meio ambiente passou a ser objeto de intenso debate, que se concentrou em duas vertentes de análise. A primeira acredita na existência de uma relação “custo x benefício”, no qual estariam, de um lado, os benefícios sociais e ambientais em consequência a uma maior preservação ambiental, resultante de padrões e regulamentações mais rígidos mas por outro lado, tais regulamentações levariam a um aumento dos custos privados do setor industrial, elevando preços e reduzindo a competitividade das empresas. Ou seja, as regulamentações são necessárias para melhorar a qualidade ambiental e social, mas são igualmente responsáveis pela elevação de custos e perda de competitividade da indústria. Opondo-se a esta visão, a segunda vertente de análise vislumbra sinergias entre competitividade e preservação do meio ambiente. O argumento é que a imposição de padrões ambientais adequados pode estimular as empresas a adotarem inovações que reduzem os custos totais de um produto ou aumentam seu valor, melhorando a competitividade das empresas e, consequentemente, do país. Assim,

quando as empresas são capazes de ver as regulamentações ambientais como um desafio, passam a desenvolver soluções inovadoras e, portanto, melhoram a sua competitividade. Além das melhorias ambientais e sociais, as regulamentações ambientais também reforçariam as condições de competitividade iniciais das empresas ou setores industriais. Com vários exemplos de setores e empresas que sofreram pressões para tornarem seus produtos e/ou métodos de produção ambientalmente corretos, as inovações adotadas para cumprir com as regulamentações ambientais fazem com que as empresas utilizem seus insumos – matérias-primas, energia e trabalho – de modo mais produtivo, reduzindo custos e compensando os gastos com os investimentos ambientais. Deste modo a imposição de regulamentações ambientais adequadas pode induzir a inovações que irão, em parte ou mais do que totalmente, compensar os custos de adequar- se a tais padrões. Assim, a preservação ambiental está associada ao aumento da produtividade dos recursos utilizados na produção e, consequentemente, ao aumento da competitividade da empresa.

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Este aumento da produtividade dos recursos é possível porque a poluição é, muitas vezes, um desperdício econômico. Resíduos industriais, sejam sólidos, líquidos ou gasosos, podem ser reaproveitados em diversos casos, utilizando-os para a geração de energia, extraindo substâncias que serão reutilizadas e reciclando materiais. Ao analisar todo o ciclo de vida do produto, há também outros desperdícios, como o excesso de embalagens e o descarte de produtos que requerem uma disposição final de alto custo. Tanto o desperdício dos resíduos industriais quanto os desperdícios ao longo da vida do produto estão embutidos nos preços destes produtos, fazendo com que os consumidores paguem, sem perceber, pela má utilização dos recursos. É neste sentido que a utilização mais racional dos recursos somente é possível através de inovações, e pode aumentar a produtividade e tornar a empresa mais competitiva, pela redução de custos e/ou pela melhoria de seus produtos – pelos quais os consumidores estariam até dispostos a pagar mais. Outro exemplo de solução para os problemas de poluição ambiental de forma competitiva é a prevenção da poluição, que inclui a adoção de tecnologias mais limpas, melhoria na eficiência produtiva, redução da geração de resíduos e reciclagem de subprodutos do processo produtivo que eram considerados resíduos. Ou seja, prevê mudanças nas tecnologias adotadas e nas formas de gestão empresarial,

implementando soluções definitivas, que reduzem efetivamente a quantidade de emissões e resíduos e aumentem a produtividade dos recursos – simultaneamente ocorre uma redução do impacto ambiental e uma melhoria do produto e/ou processo produtivo. Desta forma, o aumento de custos e da perda de competitividade atribuídos à preservação ambiental está, em geral, associado apenas às soluções do tipo end-of-pipe (EOP) – ou tratamento de final de linha – que são ações da empresa no tratamento da poluição que já ocorreu. Neste caso, as substâncias tóxicas geradas pela indústria são tratadas antes de serem lançadas no meio ambiente ou são realizadas atividades de restauração do ambiente já contaminado (clean-up), tornando inofensivas substâncias tóxicas já inseridas no meio ambiente. Devido às especificidades dos problemas ambientais, há um consenso em torno da necessidade de melhores políticas ambientais. A divergência está nos tipos e quantidades de regulamentações e instrumentos a serem utilizados, bem como no grau de restrição a ser imposto – regulamentações mais ou menos restritas.


Numa pesquisa realizada junto a empresas produtoras de equipamentos e serviços ambientais no Brasil, a regulamentação ambiental foi apontada como o principal fator que induz a indústria a adotar soluções para os problemas relativos ao meio ambiente. Mas hoje existem outros motivos para as empresas adotarem uma postura mais proativa, como a melhoria da imagem da empresa perante os seus clientes e a comunidade, a adaptação às exigências dos importadores, a redução de conflitos com órgãos de fiscalização ambiental e a diferenciação em relação aos concorrentes. A certificação voluntária das empresas brasileiras, através das normas da série ISO 14000 é outro indicador de que elas estão mais atentas para as questões ambientais, seja por pressões do mercado externo ou pela legislação ambiental, apesar da quantidade de empresas certificadas ainda ser muito menor que nos países desenvolvidos. Outros estudos ainda precisam ser realizados para que seja possível tirar conclusões mais definitivas sobre a relação entre meio ambiente e competitividade na indústria brasileira. Muitas questões permanecem em aberto: se a tecnologia limpa é a

mais desejável tanto para a empresa quanto para a comunidade, por que ela não é adotada em larga escala? Quais as políticas públicas que favorecem sua geração e difusão? Considerando-se que nem sempre a melhoria da qualidade ambiental poderá ser redutora de custos, o papel do formulador de políticas (tanto do governo quanto das associações industriais) será exatamente identificar tais situações onde a perda de competitividade é potencial, a fim de apresentar medidas compensatórias. Este estudo aprofundado da competitividade sob uma perspectiva de preservação ambiental pode contribuir para a construção de uma política industrial compatível com normas internacionais de proteção ao meio ambiente, ajudando na elaboração de uma única política ambiental. Tal estudo pode, também, estimular a adoção voluntária por parte das empresas de processos e produtos ecologicamente corretos, isto é, incentivá -las a tornarem-se proativas, adotando a estratégia onde convergem eficiência econômica e consciência ecológica. Referência Bibliográfica: “Meio Ambiente e Competitividade na Indústria Brasileira” – Young, C. E. F.; Lustosa, M. C. J.


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Shot Peening - Princípio

Por Celso Gnecco

Por Eng. Paulo P. Gouveia •Engenheiro Mecânico formado pela Escola de Engenharia Mauá. •Experiência de 25 anos na prestação de seviço de shot peening a diversas empresas nacionais e multinacionais nas áreas de geração de energia, automobilística, sucroalcooleira e aeronáutica. • Certificado FAA L1 e L2.

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omo divulgado no último artigo, inúmeras são as possibilidades de uso do shot peening, embora apenas um princípio básico de operação seja utilizado. Primeiramente, para melhor entender esse princípio, vamos antes esclarecer algo que havia dito nesse último artigo (revista JP n°4, página 12, § 4): “... Uma correta especificação pode fazer com que itens como engrenagens, molas, pinos, eixos, etc…, ultrapassem a expectativa de vida inicial do projeto. Embora corretamente dimensionadas para esforços estáticos, quando submetidos a esforços cíclicos, esses itens nem sempre atingem a vida esperada...” O que são esses esforços cíclicos? Em determinadas situações partes ou regiões de peças são submetidas a esforços não constantes. Esforços que variam ao longo de tempos bastante curtos, centésimos ou mesmo milésimos de segundo. Variam em intensidade, mas obedecem a períodos bem definidos. E aqui o que nos interessa são os esforços de tração, que passam a ser de compressão (caso típico de eixos em rotação) ou mesmo que deixam de existir

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(caso típico de dentes de engrenagens). Normalmente atingem seu valor máximo na superfície da peça. Com o passar do tempo há uma tendência ao surgimento de trincas nesses locais. Trincas essas que acabam levando à ruptura precoce da peça. Isso acontece pela fadiga da ligação entre os grãos ou grupos de moléculas nessa região. Como aumentar essa força de união, garantindo a integridade da nossa peça? Como manter sua estrutura coesa? Como aumentar sua resistência à fadiga, suportando por mais tempo os esforços cíclicos? Nesse momento vamos fazer uma associação simples: imaginar pessoas enfileiradas lado a lado e de mãos dadas. Se quisermos separar essas pessoas temos que aplicar uma força, que chamaremos de tração, superior à força que mantém suas mãos unidas. É lógico supor que caso a separação viesse a acontecer, ela se daria entre as mãos de duas pessoas. Dificilmente a separação aconteceria entre o braço e o corpo, ou mesmo no meio do corpo de uma mesma pessoa. Caso forçássemos essas pessoas a se agacharem, seria razoável imaginar que ao fazê-lo, por uma questão de espaço, passassem a entrelaçar seus braços e não mais as mãos. Agora a força necessária para a separação teria que ser maior. Voltemos ao shot peening, que em uma tradução literal, significa “martelamento por esferas”. Ou seja, shot peening nada mais é que um martelamento utilizando esferas. Embora o shot peening tenha tido seu primeiro grande desenvolvimento na década de 1940, o conceito de martelamento é mais antigo. Todos já ouviram falar de espadas da Idade Média literalmente marteladas que tinham durabilidade e resistência superior. Outra peça bem mais prosaica como a ferradura, também é martelada para aumentar sua resistência ao desgaste. Um outro processo também há muito utilizado com o mesmo fim é a roletagem, que consiste na compressão por roletes de regiões críticas de uma peça. Ambos os processos visam o aumento da vida dessas peças. O shot peening utiliza o mesmo princípio do jateamento. Esferas são arremessadas contra a superfície de uma peça provocando dezenas de milhares de micro marteladas. Podendo ser bastante pequenas, menores até que 100 µm, essas esferas podem atingir regiões das peças inimagináveis aos processos anteriormente descritos. O que esses três processos têm em comum? Os três se valem do martelamento para provo-


car uma deformação plástica na camada superficial da peça. Essa camada assim deformada tem seus grãos ou grupos de moléculas comprimidos entre si. E voltamos à fileira de pessoas agachadas com os braços entrelaçados. Ela é nossa superfície martelada. Na realidade o martelamento não aumenta a força de ligação entre os grãos ou grupos de moléculas da superfície da peça, embora seja esse o efeito prático. O martelamento cria uma tensão de compressão nessa camada, que se contrapõe ao esforço de tração. Isso faz com que o limite de resistência à fadiga aumente pela diminuição do esforço final resultante. Da mesma maneira que na fileira de pessoas, existe um ponto mais fraco nas ligações metálicas. No caso do aço é o contorno dos grãos. Ali se encontram inclusões que enfraquecem essas ligações. O martelamento comprime exatamente um grão contra o outro, dificultando essa separação no ponto mais fraco. Porém, caso essa separação já exista, o martelamento não tem a capacidade de

uni-los novamente. Criada, a trinca faz com que haja uma diminuição da área resistente da peça, além de ser um ponto de concentração de tensões pela descontinuidade de forma. Portanto, o shot peening só tem eficácia em peças onde ainda não ocorreu o início da trinca. Caso uma peça, pelo seu custo de reposição, justifique o retrabalho, o primeiro passo deve ser a eliminação dessa trinca e só então a realização do shot peening. Simples, não? Nem sempre. Existem limitações. Quais são? Veremos no próximo artigo.

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Hidrojateamento INTRODUÇÃO

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processo de hidrojateamento é o uso da água em forma de lâmina ou neblina, projetada em baixa, alta e ultra-alta pressões, ou seja, até 5.000 psi (baixa), entre 5.000 e 10.000 psi (alta) e acima de 10.000 a mais de 36.000 psi (ultra-alta), que são equivalentes, em kg/cm², a até 2.500 Bar, servindo para usos diversos na indústria e hoje também sendo utilizado por estabelecimentos comerciais voltados para a prestação de serviços de limpeza de residências, máquinas e veículos. O Hidrojateamento, para efeito de decapagem de pinturas e preparo de armações metálicas de concreto, atende às normas internacionais da SSPC- SP 12 (Society for Productive Coatings SP 12) e da NACE International Nº 5 (National Association of Corrosion Engeneers - USA), devendo ser destacado ainda que é, atualmente, o único recurso técnico possível de se obter a classificação SC1 para o preparo de superfícies. Na indústria naval da Alemanha e Inglaterra temse demonstrado que altos resíduos salinos (acima de 07 μg/cm²) atacam a própria tinta e a superfície (ferro e aço), excluindo-se os agentes externos, ressaltando que cerca de 90% do desprendimento natural das tintas deve-se ao mal preparo do perfil de ancoragem. Além da sua utilização para remoção de tintas, oxidações e incrustações de difícil remoção em estruturas, chapas e pisos, sua eficiência também é destacada no processo de desobstrução de tubulações, de orifícios em equipamentos industriais, em limpezas de forma geral e até de demolição de estruturas de concreto. Suas principais vantagens são: - Ideal para aplicação em locais ou áreas onde não é permitida a contaminação com partículas sólidas diversas, principalmente metálicas. - Não produz faiscamentos, portanto sendo ideal para aplicação em locais ou equipamentos com riscos de incêndios ou explosões. - No local de aplicação fica somente uma pequena névoa a qual não apresenta maiores impactos ambientais e que tem dissipação rápida. - Não danifica a superfície jateada, não erosiona ou deforma, retirando apenas a tinta, a borracha, o plástico ou qualquer outro material incrustado. - Não é necessária a limpeza posterior da superfície jateada. - Utiliza-se somente água limpa sem aditivos químicos.

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- Possibilita manter o local de trabalho em perfeitas condições de limpeza. Devido à velocidade de saída da lâmina d’água, que pode ultrapassar aos 2.600 km/h, portanto mais que a velocidade do som e mais que a maioria dos projéteis das armas de fogo, sendo assim o principal e maior risco apresentado pelo hidrojateamento, que pode causar lesões de altíssimo potencial de gravidade e até fatal. Ao se operar os equipamentos e acessórios que compõem essa “poderosa arma” é imprescindível levar em consideração que não pode haver descuidos, displicências ou mesmo negligências quanto às suas técnicas operacionais, às perfeitas condições de funcionalidade dos seus mecanismos e às rigorosas medidas de prevenção de acidentes. Segurança máxima é um ideal perseguido desde o início deste processo em função da possibilidade de ocorrências de acidentes com lesões graves, tendo como um dos fatores “negativos” a utilização de pressões cada vez maiores, e por outro lado não existir ainda no Brasil normas e legislações de segurança específicas para esse processo, assim como equipamentos de proteção individual aprovado por órgãos competentes, sendo necessário, portanto, o desenvolvimento de estudos e recursos técnicos próprios para a completa e permanente eliminação das possíveis anormalidades. A finalidade maior é a preservação da integridade física dos trabalhadores que operam diretamente ou que estão envolvidos com os equipamentos de aplicação dessa poderosa lâmina d’água.


HISTÓRICO DO HIDROJATEAMENTO NO BRASIL Já em uso no Brasil há mais de 20 anos, inicialmente utilizado na indústria para a desobstrução de dutos e tubulações dos mais variados diâmetros, através de lanças metálicas acionadas à distância, passaram a ser testados e ter sua eficiência comprovada em diversas outras atividades, principalmente quanto à decapagem de estruturas metálicas para limpeza ou revestimentos, através de pistolas de projeção e demais equipamentos de aplicação especialmente desenvolvidos, passando a ser, nesta área de maior controle ambiental e de preservação à integridade humana, uma alternativa de mercado para a finalidade a que se propõe, acompanhando sobremaneira a evolução tecnológica e viabilizando com eficiência a solução de problemas antes dispendiosos.

IMPACTOS AMBIENTAIS No hidrojateamento, por utilizar um insumo naturalmente aplicável em limpezas, os impactos ambientais são atenuados em função da possibilidade de sua reutilização, se destacando pelo melhor aspecto visual e também pela facilidade de escoamento e controle final do material desencrustado. HIGIENE OCUPACIONAL O hidrojateamento é isento de aerodispersóides e gases e apresenta menor nível de ruído e vibração, porém é o único que expõe o trabalhador à umidade apesar de existirem e serem adotados os recursos específicos de proteção individual para sua completa neutralização. Outras exposições que esse processo ainda oferece, são quanto à postura e à fadiga

pelo uso dos equipamentos em relação aos locais de sua aplicação. O hidrojateamento apresenta condições semelhantes à demolição com martelete e um pouco mais acentuadas em relação ao jateamento abrasivo. RETROPULSÃO É a força que o equipamento de aplicação do hidrojateamento exerce sobre o operador durante o uso da pistola, cuja intensidade está diretamente relacionada com a pressão utilizada e a vazão d’água de saída no bico. Historicamente tem-se como base, para melhor entendimento e controle, de que na Alemanha até 1980 se permitia a operação de pistolas com retropulsão de até 25 kgf, sendo que a partir desse ano foi limitada em 15 kgf, além do peso da pistola que é variável entre 02 a 06 kg, havendo, portanto, a necessidade de desenvolvimento de outros recursos técnico-operacionais que atendessem às suas diversas finalidades. Existem equipamentos que permitem utilizar o hidrojateamento com retropulsões teoricamente muito mais elevadas, porém que estes sejam fixos. Qualquer retropulsão nesse limite exige grande esforço físico do operador, havendo maior condição à fadiga e, consequentemente, passando a expô -lo a maiores situações de riscos de acidentes. Em decorrência dessa condição e também de que é possível um maior controle da vazão d’água em função dos tipos de bicos que podem ser utilizados, manteve-se este limite máximo de 15 kgf e se determinou que a cada hora de trabalho houvesse o revezamento obrigatório do operador independentemente do seu estado físico.


VELOCIDADE E RETROPULSÃO Veja abaixo exemplo de velocidades relacionadas à retropulsão:

VELOCIDADE E RETROPULSÃO Pressão X Velocidade Retropulsão (Vazão de 301/m) Bar 300 700 1.800

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Km/h 856 1.307 2.097

Newton 121 185 296

Kgf 12,1 18,5 29,6


TESTES NA EMPRESA ARACRUZ CELULOSE S.A. Limitação de Pressões - Para determinação da pressão máxima a ser utilizada no parque industrial da Aracruz Celulose foram efetuados hidrojateamentos em diversos equipamentos com oxidações acentuadas, em estruturas metálicas com revestimentos de grande aderência, nas desencrustações de materiais cristalizados em tanques de estocagem e na demolição e limpeza de estruturas de concreto, sendo determinado o limite máximo de 1.800 Bar (26.000 psi) de pressão para essas condições mais adversas, até 1.400 Bar (23.300 psi) para desobstrução de tubulações e até 700 Bar (10.150 psi) para limpeza de pisos, máquinas e equipamentos operacionais. Equipamentos de Proteção Individual - Apesar dos operadores usarem normalmente os equipamentos de proteção básicos, esses não são os mais adequados e eficazes para garantir a total integridade física do operador. Como não foram encontrados no país e mesmo no exterior, os EPI’s que atendessem às necessidades de proteção requeridas quanto a conforto, segurança e mobilidade do operador, foi necessário o desenvolvimento dos mesmos e assim, testando uma peça de tecido composto de 14 camadas com altíssima resistência mecânica e aplicando jatos d’água de 1.800 Bar, a 04 cm de distância, numa velocidade de translação em torno de 0,08 m/seg. Concluiu-se pela confecção de um conjunto completo de vestimentas com tecido “aramida” (usado na fabricação de coletes à prova de balas de armas de fogo), composto de luvas com canos médios e longos (5 camadas), perneiras (8 camadas), blusão com alças de ajustes nas costas (7 camadas) e peça frontal de proteção da região pélvica e pernas (7 camadas), sendo obtido pleno sucesso em todos os aspectos.

Proteção Frontal

Ajustes Traseiros

Um dos principais equipamentos de aplicação desse processo é o de projeção do jato d’água, denominado neste trabalho como pistola, sendo utilizado mundialmente com somente um dispositivo de acionamento, apesar de existir também com sistema duplo. Para garantir que a saída do jato seja interrompida quando qualquer uma das mãos se desprender da pistola e assim neutralizar o risco do operador ser atingido pelo mesmo, tanto por desatenção ou mesmo por desequilíbrio do corpo durante a operação, foi adaptado mais um dispositivo de acionamento nas pistolas com a condição de interromper automaticamente a saída do jato ao ser solto qualquer um dos gatilhos. Posteriormente esses acionamentos tiveram seu sistema mecânico substituído por sistema pneumático a fim de reduzir o esforço do operador em manter os gatilhos acionados, assim como outro sistema “by pass”, também pneumático, foi desenvolvido para alívio automático da pressão de trabalho quando o operador soltar qualquer um dos gatilhos da pistola.

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Um dos acessórios utilizados para evitar o chicoteamento das mangueiras de ar e de água que irregularmente possam se desprender das conexões foi testado quanto à sua eficiência e se definiu pela utilização somente das denominadas meias metálicas (fios de aço entrelaçados com sistema de fixação nas extremidades) ao invés de cabos metálicos simples e fitas de tecido de alta resistência.

Gatilho Único de uso mais comum

Pistola com Gatilho Duplo com dispositivo adaptado

Após 12 meses de testes e análises na empresa Aracruz Celulose conclui-se que: a) O processo de hidrojatemanento manteve em condições visuais o ambiente com melhor aparência que abrasivos secos, atendendo aos padrões ambientais exigidos com base nas ISO 14.000, que elimina a necessidade de descarte de resíduos sólidos em aterros industriais. b) Os riscos nessa atividade permanecem inalterados, porém passaram a ser totalmente neutralizados através das exigências determinadas, inclusive com redução de ruído quando no uso de bicos rotativos em que se adaptou um dispositivo de barreira acústica na ponta das pistolas para algumas atividades mais críticas e eventuais. c) O uso de água elimina a possibilidade de exposição aos agentes de maior agressividade evitando a ocorrência de pneumoconioses e intoxicações crônicas, como também minimiza a exposição a riscos de perda auditiva e às doenças da vibração (Osteoartrites e Patologias Ósteo-articulares e Angio-neurológicas). A obrigatoriedade dos revezamentos obrigatórios a cada hora de trabalho foi determinada em função desta última e também da ocorrência normal de fadiga pela exposição permanente à retropulsão. Exigências padrão em contratos na Aracruz Celulose S.A De Ordem Geral - Exigências de segurança comuns a todas as empresas prestadoras de serviços com atividades no parque industrial da Aracruz Celulose S.A, no município de Aracruz: - Conhecimento prévio do Programa para Prestadores de Serviços-PPS (Normas Internas e Legais). - Visita técnica para conhecimento de todos os aspectos de segurança das atividades. - Treinamento quanto aos riscos ambientais do parque industrial, dos procedimentos de bloqueio de fontes de energia e do plano de controle de emergências. - Aplicação de Permissões para Trabalho-PPT’s. - Elaboração de Análises Prevencionistas de Atividades-APA’s. - Realização diária do Diálogo Direto de Segurança-DDS. - Aplicação do “Bloqueio e Etiquetagem de Fontes de Energia”. - Disponibilização dos Certificados de Aprovação-CA’s de todos os EPI’s utilizados. - Disponibilização dos equipamentos de proteção e de operação em perfeitas condições de uso e conservação. - Disponibilização de equipamentos de isolamento e sinalização específicos aos locais das atividades (Cordas, cavaletes, placas de sinalização, luminosos, etc). - Mão-de-obra própria com experiência profissional específica (Carteira de Trabalho/Registros de Treinamentos com Conteúdo Programático). - Escala de revezamentos periódicos obrigatórios a cada hora de trabalho. - Preenchimento obrigatório e disponibilização do “check-list” para início de cada atividade. - Efetivação de inspeções e manutenção periódicas nas bombas e em todos os seus acessórios, disponibilizando a documentação para auditorias. - Credenciamento para operação de máquinas de içamento e movimentação. - Treinamentos periódicos sistemáticos de operação dos equipamentos de alta pressão.

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- Protetor facial tipo “Apolo” acoplado ao capacete. - Creme de proteção quanto às reações químicas possíveis nos ambientes de trabalho. - Limitação da pressão máxima em 1.800 Bar para decapagem de pinturas e remoção de concreto. - Limitação da pressão entre 700 e 1.400 Bar para desobstruções em equipamentos de processo de produção. - Limitação da pressão em até - 700 Bar para limpeza de pisos, máquinas, etc. - Pistolas com dispositivos duplos de segurança. - Equipamentos de proteção individual em tecido ou material de alta resistência (Aramida - mínimo de 5/7/8 camadas). - Tubos metálicos para condução da água às partes mais elevadas de trabalho ou dispositivos de proteção nas mangueiras. - Meias metálicas nas conexões evitando o chicoteamento dos mangotes em caso de desconexão. - Dispositivos de filtragem e drenagem rápida de água nas linhas de alimentação. Check List obrigatório para início da operação de hidrojateamento (documento deve ser fixado no equipamento) Tabela de Retropulsão: Aracruz Celulose S/A Supervisor: Data: Área: 1) Isolamento na área da Bomba e no Local do Serviço a) Sinalização próxima a andares/níveis de plataformas (Alerta/advertência) B) Isolamento total ao redor da bomba e no local do serviço B) Cinto de segurança/corda para resgate c) Sinalização acentuada ao redor da bomba e no local do serviço 2) Dispositivo de Segurança a) Conferir dispositivo de segurança entre mangueiras b) Conferir dispositivo de segurança entre mangueiras e pistola c) Conferir dispositivo de segurança entre mangueiras e flexíveis/lança d) Conferir dispositivo de segurança no By-Pass 3) EPI’s a) Óculos de segurança, viseira tipo apolo, protetor auricular b) Botinas - botas com biqueira de aço c) Capacete, máscara contra gases 4) Andaimes a) Guarda-corpo duplo b) Tábuas bem fixadas ou pregadas c) Estabilidade do andaime d) Escada interna quando elevações acima de 2 metros 5) Uso da Mangueira Flexível a) Mangueira marcada na distância entre o bico e o local seguro de manuseio (35 cm) quando tubulação com curva b) Tubulações sem curva: lança de 50 cm ou lança de até 6 mts c) 2º jatista no registro de alívio de alta pressão/ funcionalidade do rádio 6) Pistola Rotativa a) Estado dos bicos b) Bomba desligada para troca dos bicos c) Vibrações na pistola d) Filtrações de ar nas mangueiras e) Filtrações de água a alta pressão 7) Maquinista / Mecânico a) Caixa de ferramentas b) Caixa com peças emergenciais c) Funcionalidade do rádio 8) Locais Confinados a) Cinto de segurança/corda para resgate b) 2º jatista no lado externo com registro de alívio para pronto uso c) Iluminação: 12 / 24 volts à prova d’água d) Ventilação forçada/Exaustão 9) Bomba de Alta Pressão


a) Vazamento nas mangueiras de alta pressão b) vazamento nas mangueiras de ar comprimido c) Alimentação de água limpa e fria d) Conferir óleo lubrificante da Bomba e do Motor e) Vazamento nos pistões f ) Conferir temperatura nos cabeçotes g) Pressão de alimentação de água da bomba (correto:06 bar) 10) Bico/Pressão e RPM do Motor a) Bico adequado para o serviço b) Pressão usada para o serviço bar c) RPM da bomba RPM d) Macacão Brim/conjunto aramida/luva de aramida/macacão de PVC d) Vazamento no porta-bico e) Cinto de segurança (acima de 2 metros)/Cabo guia p/ fixação do cinto e) Entupimento do bico 11) Sistema By-Pass a) Lubrificação: 1 gota a cada 40 segundos b) Copo decantação sem água c) Filtrações de água d) Filtrações de ar comprimido 12) Revezamento dos Jatistas (de hora em hora) Hora de início: Nome: Ass.: Obs: Na troca de bicos, reaperto das mangueiras de ar, de alta pressão, manutenção da pistola e/ou do sistema de By-Pass deve-se manter o motor desligado. A partida da bomba somente poderá ocorrer com autorização do jatista. Observações: Supervisor Responsável: Mecânico: :

Síntese do trabalho apresentado na 6° COTEQ Conferência sobre Tecnologia de Materiais 22°° CONBRASCORR – Congresso Brasileiro de Corrosão- Salvador - Bahia João Manoel Ventura Rodrigues - Aracruz Celulose S.A Bibliografia basica consultada: Labus, Thomas J. - Proceedings of the 8th American Water Jet Conference - Houston - Texas , EUA - 1995 Frenzel, M. Lydia - The Industrial Protective Coatings Conference and Exhibit - Adivisory Corencel - Houston - Texas, EUA - 1999 Trotter, Ortega Luís - Comparativos de Contaminantes Não-visíveis entre Diferentes Processos de Pre paro de Superfície - Aracruz - ES, Brasil - 1999 Hammelmann - Manual de Instrução - Alemanha Labus, Thomas J. - Proceedings of the 10th American Water Jet Conference - Houston - Texas, EUA – 1999


23


Airless

Q

uando se fala em sistemas de pintura, inúmeros métodos e equipamentos foram criados para atender diferentes tipos de necessidades, levando em consideração acabamento, velocidade de aplicação, praticidade e aproveitamento de tinta. No Brasil, cada vez mais os sistemas Airless vem ganhando espaço no mercado naval, industrial e de construção civil pelas suas grandes vantagens de utilização. Equipamento de pintura Airless, ou, “sem-ar”, possui este nome devido ao fato de que nenhum ar comprimido é utilizado junto à tinta para pulverizá-la. A atomização, evento em que a tinta é quebrada em pequenas partículas, ocorre quando a tinta é bombeada em altíssima pressão a um bico de pulverização. A força da tinta extremamente pressurizada passando através de um orifício muito pequeno, normalmente milésimos de polegada, causa a atomização. O principio de funcionamento de um sistema Airless pode ser comparado à pulverização gerada pressionando a ponta da uma mangueira de jardim. Sistema Airless também é conhecido como sistema hidráulico, pois usa princípios hidráulicos em seu funcionamento, que é a ciência de criar pressão pelo movimento de fluídos.

Bomba Airless Elétrica:

22


Abaixo temos um cilindro de um equipamento Airless. O pistão é responsável por transferir o movimento do motor do sistema, que pode ser elétrico, pneumático ou à gasolina, para o pistão hidráulico. Nele, um kit de gaxetas e esferas irá realizar o processo de sucção da tinta e bombeamento para a mangueira.

Pistão de movimento Porca de ajuste das gaxetas e reservatório de óleo

Kit de gaxetas superior Cilindro

Saída de tinta

Esfera de saída Kit de gaxetas inferior

Esfera de entrada Entrada de tinta

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Movimento de subida

Movimento de descida

Estes equipamentos transferem a tinta por mangueiras de alta pressão, normalmente com 1/4” ou 3/8” de espessura, para uma pistola de pintura específica. As mangueiras são especialmente fabricadas para esta operação, podendo suportar pressões de até 400 bar ou 5800 PSI. Suas conexões são prensadas e podem ser emendadas através de um nipple de alta pressão para alcançar metragens maiores.

A pistola é diferente das utilizadas em sistemas comuns de pintura à base de ar. Basicamente, a pistola é um caminho de saída da tinta, ela controla quando a tinta deverá sair através do gatilho. Ela possui um bico removível para diferentes tipos de tinta e formatos do leque de pulverização. Não há uma capa do bico e há apenas um orifício, o da tinta. Apenas uma mangueira, a de tinta, é conectada à pistola.

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Bico reversível

Suporte de bico

Pistola

No lugar da capa do bico, é utilizado o suporte de bico. O suporte de bico tem a função de realizar a junção entre a pistola e o bico. Ele também possui um suporte de plástico para facilitar o sentido do leque e para segurança do operador.

O bico, parte fundamental da pistola, irá determinar o tamanho do leque de pintura e o tamanho do orifício de passagem de tinta, para então realizar a atomização. Os bicos auto reversíveis, muito utilizados hoje nos sistemas Airless possuem um sistema de desentupimento próprio, onde basta girá-lo 180 graus e acionar o gatilho da pistola, criando um contra fluxo que irá expelir qualquer material indesejado que esteja criando o entupimento. Os bicos se desgastam com o tempo, tintas mais abrasivas, má manutenção na bomba Airless, e materiais indesejados tendem as gastar o bico de forma mais rápida. Para identificar o desgaste do bico, devese observar o formato do leque de pintura. Quando gasto, o leque estará no formato oval.

Tinta Pré orifício realiza atomizaçao inicial Orifício pulverizado realiza atomização final


Especializada em Equipamentos Airless Alta produtividade Melhor aproveitamento de tinta Fácil operação Equipamentos Pneumáticos, Elétricos e a gasolina.


LOCAÇÃO ASSISTÊNCIA TÉCNICA MULTI-MARCAS

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O dimensionamento correto do bico é extremamente importante, pois através dele se pode determinar o perfil de acabamento da pintura, a vida-útil do equipamento e o tamanho do leque. Para determinar o tamanho do bico correto, deve ser levado em consideração o código do bico, determinado por 3 dígitos, sendo o primeiro dígito o tamanho do leque em graus, e os dois últimos dígitos o tamanho do orifício, em milésimo de polegada. Por exemplo, um bico 517, terá 50º de leque, e .017” de orifício. A tabela a seguir determina qual bico utilizar com determinados tipos de material.

Tipos de aplicação

Nº do bico

Vernizes Desmoldantes Pulverização de óleos

107 207 109 209

0.18 0.18 0.23 0.23

Emulsão à base de água Resinas sintéticas Desmoldantes

111 211 311 411 511 213 313 513 215 315 515 815

Vernizes Primer Zarcão Esmalte sintético

Ângulo da pintura

Diam. Leque

0.007 0.007 0.009 0.009

10º 20º 10º 20º

90 115 90 120

0.28 0.28 0.28 0.28 0.28

0.011 0.011 0.011 0.011 0.011

10º 20º 30º 40º 50º

0.33 0.33 0.33 0.38 0.38 0.38 0.38

0.013 0.013 0.013 0.015 0.015 0.015 0.015

20º 30º 50º 20º 30º 50º 80º

Orifício

mm

mm

mm

mm

317 0.43 517 0.43 219 0.48 Tintas PVA 419 0.48 Epoxi - baixa espessura 519 0.48 619 0.48 819 0.48 321 0.53 521 0.53 621 0.53 821 0.53 Massa corrida Tintas à base de zinco Epóxi – 323 0.58 alcatrão 523 0.58 325 0.64 331 0.79 431 0.79 531 0.79 Impermeabilizantes 631 0.79 Tintas anti-corrosão Grandes áreas de 831 0.79 aplicação 335 0.89 535 0.89 (*) Distância de aprox. 30 cm. do objeto com esmalte sintético.

28

pol

pol

pol

pol

0.017 0.017 0.019 0.019 0.019 0.019 0.019 0.021 0.021 0.021 0.021 0.023 0.023 0.025 0.031 0.031 0.031 0.031 0.031 0.035 0.035 e pressão de

(*)cm

(*)cm 100 120 190 210

(*)cm 130 165 220 145 177 250 330

(*)cm

30º 250 50º 270 20º 180 40º 260 50º 290 60º 330 80º 410 30º 230 50º 300 60º 350 80º 430 30º 290 50º 330 30º 250 30º 250 40º 300 50º 350 60º 390 80º 480 30º 250 50º 350 100 bar (1500 psi),


Sistemas de pintura Airless promovem uma velocidade de pintura maior que sistemas convencionais, pois transfere mais material a uma taxa de fluxo maior. E também quando há a necessidade de pintar a uma altura muito maior que a do compressor ou da bomba, o sistema Airless transfere o material com mais facilidade. As vantagens do Airless podem ser nomeadas: • Grande velocidade de aplicação; • Facilidade de limpeza; • Peças intercambiáveis; • Fácil manutenção e limpeza; • Reduz a poeira de pintura (overspray); • Reduz o desperdício de tinta; • Sistemas elétricos, pneumáticos ou à gasolina diminuem o número de equipamentos necessários para operação; • Fácil transporte e estocagem; O sistema Airless possui grande eficiência particularmente quando se necessita realizar pinturas em grandes áreas planas, com poucos detalhes e áreas vazadas, devido à sua grande velocidade de aplicação. Como ele lança o material na superfície, ao invés de assoprá-lo, também possui grande facilidade de aplicação em áreas com textura. Por Caio César - Diretor da Suprijato


Programação de Cursos INFOSOLDA 2014

Curso Inspetor de Soldagem N1

Período Janeiro/2014

Local Osasco - SP

Ensaio Visual de Solda – EVS

Fevereiro/2014

Osasco - SP

Treinam. Ind. TIG, MIG, Eletrodo Revestido, Arco Submerso Qualificação de Soldagem AWS D1.1

Fevereiro/2014

Osasco - SP

Fevereiro/2014

Osasco - SP

Inspetor de Soldagem N2 ou Rota

Fevereiro/2014

Osasco - SP

Rota alternativa

Fevereiro e Março/2014

Osasco - SP

Treinam. Ind. TIG, MIG, Eletrodo Revestido, Arco Submerso ASME IX

Março/2014

Osasco - SP

Março/2014

Osasco - SP

Macrografia

Março/2014

Osasco - SP

Soldagem de Manutenção

Março/2014

Osasco - SP

Documentação Técnica de Soldagem Padrão Petrobras Soldagem para Projetista e Desenhista

Abril/2014

Osasco - SP

Abril/2014

Osasco - SP

Treinam. Ind. TIG, MIG, Eletrodo Revestido, Arco Submerso Gestão Comercial em Soldagem

Abril/2014

Osasco - SP

Maio/2014

Osasco - SP

Treinam. Ind. TIG, MIG, Eletrodo Revestido, Arco Submerso

Maio/2014

Osasco - SP

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Informações As aulas são teóricas e práticas, com procedimentos e instruções específicos para cada prova, com corpos de prova, instrumentos de medição e controle, folha de resposta. Após conclusão do curso, o profissional se tornará apto a inspecionar e laudar soldas conforme procedimentos escritos, entender e utilizar Procedimentos de Ensaio Visual de Solda, EVS. A Treinasolda ministrará cursos de aperfeiçoamento para profissionais da área Operacional atuantes em Soldagem. A Proposta do curso é dar uma visão geral da utilização do código empregado hoje no Brasil para construção em aço estrutural. Este curso preparatório capacita os profissionais da área de Engenharia e Tecnologia de Soldagem para as provas de Inspetor de Soldagem Nível 2. Este curso preparatório capacita os profissionais da área de Tecnologia de Soldagem para as provas de Inspetor de Soldagem Nível 2. A Treinasolda ministrará cursos de aperfeiçoamento para profissionais da área Operacional atuantes em Soldagem. A Proposta do curso é dar uma visão geral da utilização do código de qualificação mais empregado hoje no Brasil e aceito nos principais ramos industriais O curso de macrografia consiste na análise, descrição ou registo do aspeto de uma peça ou amostra metálica, segundo uma secção plana devidamente polida e em regra atacada por um reagente apropriado. Profissionais com experiência em Soldagem que queiram se atualizar e melhorar seus conhecimentos em Processos de Soldagem: Soldadores, Meio-Oficiais, Caldeireiros, Mecânicos, Encanadores, Serralheiros, Maçariqueiros, Operadores, Montadores de estrutura. A Proposta do curso é dar uma visão geral da utilização das normas N-133 e N-2301, as quais são exigidas para a elaboração da Documentação de Solda. Qualifica os profissionais da área de projetos a determinarem dimensão de cordões de soldas, a otimizarem a escolha dos tipos de juntas, processos e consumíveis. A Treinasolda ministrará cursos de aperfeiçoamento para profissionais da área Operacional atuantes em Soldagem. Curso focado em vendas, que irá fornecer aos participantes conhecimentos sobre os procedimentos, normas e materiais existentes no universo da soldagem, além de técnicas de vendas para obter sucesso neste mercado. A Treinasolda ministrará cursos de aperfeiçoamento para profissionais da área Operacional atuantes em Soldagem.


Curso Calibração de Fontes de Energia para Soldagem

Período Maio/2014

Local Osasco - SP

Informações Habilitar o Profissional ligado em Soldagem para o conhecimento e aplicação de bancos de Carga e alicates amperométricos para a calibração de Fontes de Energia de Soldagem, conforme padrão ISO 9001 e Petrobras.

Tratamento Térmico de Alivio de Tensões

Maio/2014

Osasco - SP

Documentação Técnica de Soldagem Padrão Petrobras Treinam. Ind. TIG, MIG, Eletrodo Revestido, Arco Submerso Gestão Total da Soldagem Custos e Investimentos Ensaio Visual de Solda – EVS

Junho/2014

Osasco - SP

Junho/2014

Osasco - SP

Após conclusão do curso, o profissional se tornará apto a especificar folha de processos para tratamento térmico após soldagem, analisar e laudar gráficos de tratamento, e também elaborar e revisar procedimentos de tratamento térmico. A Proposta do curso é dar uma visão geral da utilização das normas N-133 e N-2301, as quais são exigidas para a elaboração da Documentação de Solda. A Treinasolda ministrará cursos de aperfeiçoamento para profissionais da área Operacional atuantes em Soldagem.

Junho/2014

Osasco - SP

Julho/2014

Osasco - SP

Macrografia

Julho/2014

Osasco - SP

Treinam. Ind. TIG, MIG, Eletrodo Revestido, Arco Submerso ASME IX

Julho/2014

Osasco - SP

Julho/2014

Osasco - SP

Soldagem para Projetista e Desenhista

Agosto/2014

Osasco - SP

Calibração de Fontes de Energia para Soldagem

Agosto/2014

Osasco - SP

Qualificação de Soldagem AWS D1.1

Agosto/2014

Osasco - SP

A Proposta do curso é dar uma visão geral da utilização do código empregado hoje no Brasil para construção em aço estrutural.

Setembro/2014

Osasco - SP

A Treinasolda ministrará cursos de aperfeiçoamento para profissionais da área Operacional atuantes em Soldagem.

Setembro/2014

Osasco - SP

Setembro/2014

Osasco - SP

O curso é modular e abrange as principais ligas metálicas soldáveis. Curso focado em vendas, que irá fornecer aos participantes conhecimentos sobre os procedimentos, normas e materiais existentes no universo da soldagem, além de técnicas de vendas para obter sucesso neste mercado.

Treinam. Ind. TIG, MIG, Eletrodo Revestido, Arco Submerso Engª da Soldagem – Metalurgia Gestão Comercial em Soldagem

Fornece aos participantes conhecimentos sobre custos dos processos de soldagem e corte e como analisar o retorno do investimento na aquisição de um novo equipamento. Após conclusão do curso, o profissional se tornará apto a inspecionar e laudar soldas conforme procedimentos escritos, entender e utilizar Procedimentos de Ensaio Visual de Solda, EVS. O curso de macrografia consiste na análise, descrição ou registo do aspeto de uma peça ou amostra metálica, segundo uma secção plana devidamente polida e em regra atacada por um reagente apropriado. A Treinasolda ministrará cursos de aperfeiçoamento para profissionais da área Operacional atuantes em Soldagem. A Proposta do curso é dar uma visão geral da utilização do código de qualificação mais empregado hoje no Brasil e aceito nos principais ramos industriais Qualifica os profissionais da área de projetos a determinarem dimensão de cordões de soldas, a otimizarem a escolha dos tipos de juntas, processos e consumíveis. Habilitar o Profissional ligado em Soldagem para o conhecimento e aplicação de bancos de Carga e alicates amperométricos para a calibração de Fontes de Energia de Soldagem, conforme padrão ISO 9001 e Petrobras.


Curso Soldagem de Manutenção

Período Outubro/2014

Local Osasco - SP

Treinam. Ind. TIG, MIG, Eletrodo Revestido, Arco Submerso Gestão Total da Soldagem Custos e Investimentos Tratamento Térmico de Alivio de Tensões

Outubro/2014

Osasco - SP

Outubro/2014

Osasco - SP

Novembro/2014

Osasco - SP

Soldagem para Projetista e Desenhista

Novembro/2014

Osasco - SP

Macrografia

Novembro/2014

Osasco - SP

Treinam. Ind. TIG, MIG, Eletrodo Revestido, Arco Submerso ASME IX

Novembro/2014

Osasco - SP

Novembro/2014

Osasco - SP

Ensaio Visual de Solda – EVS

Dezembro/2014

Osasco - SP

Treinam. Ind. TIG, MIG, Eletrodo Revestido, Arco Submerso Documentação Técnica de Soldagem Padrão Petrobras

Dezembro/2014

Osasco - SP

Dezembro/2014

Osasco - SP

Informações Profissionais com experiência em Soldagem que queiram se atualizar e melhorar seus conhecimentos em Processos de Soldagem: Soldadores, Meio-Oficiais, Caldeireiros, Mecânicos, Encanadores, Serralheiros, Maçariqueiros, Operadores, Montadores de estrutura. A Treinasolda ministrará cursos de aperfeiçoamento para profissionais da área Operacional atuantes em Soldagem. Fornece aos participantes conhecimentos sobre custos dos processos de soldagem e corte e como analisar o retorno do investimento na aquisição de um novo equipamento. Após conclusão do curso, o profissional se tornará apto a especificar folha de processos para tratamento térmico após soldagem, analisar e laudar gráficos de tratamento, e também elaborar e revisar procedimentos de tratamento térmico. Qualifica os profissionais da área de projetos a determinarem dimensão de cordões de soldas, a otimizarem a escolha dos tipos de juntas, processos e consumíveis. O curso de macrografia consiste na análise, descrição ou registo do aspeto de uma peça ou amostra metálica, segundo uma secção plana devidamente polida e em regra atacada por um reagente apropriado. A Treinasolda ministrará cursos de aperfeiçoamento para profissionais da área Operacional atuantes em Soldagem. A Proposta do curso é dar uma visão geral da utilização do código de qualificação mais empregado hoje no Brasil e aceito nos principais ramos industriais Após conclusão do curso, o profissional se tornará apto a inspecionar e laudar soldas conforme procedimentos escritos, entender e utilizar Procedimentos de Ensaio Visual de Solda, EVS. A Treinasolda ministrará cursos de aperfeiçoamento para profissionais da área Operacional atuantes em Soldagem. A Proposta do curso é dar uma visão geral da utilização das normas N-133 e N-2301, as quais são exigidas para a elaboração da Documentação de Solda.

Maiores informações contate a consultora Andrea através dos tels. (11) 3763-6270/3763-6271/96378-0157 ou através do e-mail treinasolda@infosolda.com.br


Sistemas de preparação de superfície com circuito fechado 1. Introdução:

A

Celso Gnecco Gerente de Treinamento Técnico da SW-Sumaré

areia foi durante muitos anos o abrasivo mais usado em operações de jateamento na preparação de superfícies metálicas para a pintura. Depois da proibição da areia em jateamento (portaria 99 do MTE) e do PL 1670/1999 tramitando no Senado Federal, em razão da poeira que causa silicose, outros materiais passaram a ser usados. O cuidado com o descarte do resíduo resultante desta ação se tornou uma preocupação por que as tintas antigas que continham metais pesados (à base de zarcão e cromato de zinco, por exemplo) não podem ser jogados simplesmente no ar, no solo ou nas águas. A princípio, o uso da água pareceu uma solução, pois não produz poeira, mas o seu uso passou a ser criticado em função do consumo de um bem escasso e caro, além do descarte se constituir em uma forma de poluição dos rios e mares e isto se tornou um problema. A solução foi criar sistemas fechados com reciclagem, tanto para o abrasivo em sistema a seco como para a água em hidrojatos. Muitos métodos continuam a ser desenvolvidos. Vamos então descrever alguns destes sistemas a seguir, que tentam resolver ou minimizar o problema do descarte dos resíduos nestas operações:

2. Jateamento abrasivo a seco: 2.1 Jateamento com turbina centrífuga Neste processo, o abrasivo usado é normalmente a granalha de aço. O método consiste em uma máquina com uma turbina que ao girar suas palhetas atira as partículas de abrasivo contra a superfície a ser jateada. O sistema é em circuito fechado e o abrasivo é aspirado por um potente aspirador que conduz o pó para um filtro e a granalha retorna para a turbina para ser reutilizada.

Máquina de jateamento com turbina em circuito fechado (Metal Cym e Blastrac-Betomaq) Este processo permite o jateamento de chapas planas de aço carbono tanto no plano horizontal como no vertical. No horizontal, as chapas estão no chão e o deslocamento da máquina se faz sobre rodas. Algumas tem motorização própria e outras podem ser empurradas.

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FAÇA A ESCOLHA CERTA. REVESTIMENTOS ANTICORROSIVOS É SHERWIN-WILLIAMS SUMARÉ.

Responsabilidade técnica de alto nível. Para quem não pode correr riscos. Escolher uma tinta ou revestimento de alto desempenho é assunto muito sério e de grande responsabilidade. Na hora de especificar o melhor, escolha certo, escolha com segurança, escolha Sherwin-Williams unidade Sumaré. A Sherwin-Williams unidade Sumaré é reconhecida pela qualidade dos produtos, pelo suporte técnico, pela equipe de pesquisa e desenvolvimento e, principalmente, pela responsabilidade com que trata o assunto de pinturas industriais de alto desempenho. É certificada ISO 9001-2000, ISO 14001-2004 e OHSAS 18001-2007. Com Centros Regionais de Distribuição estrategicamente alocados, têm cobertura nacional, proporcionando atendimento técnico rápido, assistência técnica, treinamentos e agilidade nas entregas. Ligue igue e solicite uma visita técnica.

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Máquina para jateamento com a unidade coletora de pó (Blasting) No plano vertical o equipamento parecido com o usado no chão é suspenso por cabos ou por estruturas que faz com que a máquina trabalhe em superfícies inclinadas ou verticais como por exemplo, no costado de tanques.

Equipamentos para jateamento na vertical suspenso (Metalcym)

Equipamentos para jateamento na vertical estruturadas (Metalcym)

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2.2 Jateamento com vácuo

Equipamento para jateamento em circuito fechado (Metalcym) O equipamento para jateamento em circuito fechado a vácuo consiste em uma máquina que atira as partículas do abrasivo como um jato sob pressão e o bocal aspira o pó e o abrasivo utilizado, retornando a unidade de separação para ser recuperado e reusado. Há vários bocais que se adaptam à superfície que se quer jatear, como cordões de solda, lado externo ou interno de cantoneiras. O sistema de jateamento portátil em circuito fechado, além de ser um processo econômico, rápido e de simples operação, evita a contaminação do meio ambiente, permitindo trabalhar inclusive dentro de locais fechados sem riscos para os operadores, além de reciclar o abrasivo, diminuindo seus custos.

Fotos mostrando o uso de bocais sobre superfícies planas (cordões de solda) e em cantos internos e externos (LTC)

Equipamentos portáteis para jateamento em circuito fechado (LTC)

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2.3 Jateamento com pressão e vácuo Este equipamento utiliza apenas uma linha de ar comprimido e o vácuo para recuperação da granalha e a eliminação do pó é gerado no próprio aparelho. Ferramenta de jateamento por sucção em circuito fechado para limpeza localizada e remoção de respingos de solda e para rebarbar bordas cortadas de metais. Acessórios especiais proporcionam jateamento de áreas críticas como cordões de solda, arestas vivas, quinas e cantos internos e externos e em superfícies ásperas (rugosas). Basta trocar o bocal para a situação desejada.

Equipamento Educt-O-Matic da CLEMCO (RC Tintas)

Equipamento portátil de jateamento localizado com pressão e vácuo (CLEMCO) 3. Hidrojateamento só com água 3.1 Máquina de hidrojato a vácuo O Hidrojateamento, como o próprio nome indica, é jato de água sob pressão e as pressões são, segundo Petrobras N-9 e SSPC-SP 12/NACE No. 5: alta pressão de 10.000 a 30.000 psi e ultra alta pressão acima de 30.000 psi. A norma ABNT NBR 7348, fala apenas em ultra alta pressão acima de 25.000 psi e diz que este processo só se aplica em serviços de manutenção, pois não abre perfil de ancoragem, assim como não remove carepa de laminação.

Máquina de hidrojateamento da Flow (Hydrocat)

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Máquina de hidrojateamento (Hydrocat) e a bomba com filtro da Flow

Este sistema produzido pela Flow é equipado com um poderoso vácuo que anexa como uma ventosa o aparelho na superfície de trabalho e suga praticamente 100% da água, resíduos do revestimento removido e produtos de corrosão através de uma coleta eficiente. Não há contaminação do ar nem do chão. Uma vez recolhidos, os sólidos de tintas e ferrugens ficam contidos em filtros descartáveis para facilitar o transporte para o descarte, e a água filtrada pode ser reciclada e voltar ao sistema de hidrojateamento. O comando deste equipamento é feito à distância por “joystick”. Há também o equipamento operado manualmente, como o da Hammelmann e usado em conjunto com a unidade Aquablast PLUS. O principio é o mesmo, ou seja, o aparelho se fixa com o vácuo produzido e a movimentação é feita manualmente. A água é injetada sob pressão e o vácuo suga o resíduo que é separado da água para posterior descarte.

Máquinas de hidrojateamento (Hammelmann) e a bomba Aquablast PLUS A Hammelmann também fabrica o sistema autônomo com controle à distância, o Spiderjet que pode operar em superfícies verticais, curvas e até em superfícies de cabeça para baixo.

Máquinas de hidrojateamento Spiderjet (Hammelmann)

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A LEMASA possui um sistema de hidrojateamento que funciona por jato de água e sucção com alto vácuo porém a fixação no aço carbono é feita através de poderosos eletroimãs. Dispensa a montagem de andaimes e/ou plataformas. A sua alta atração permite operar em superfícies variadas e irregulares. Pode ser utilizado em tanques e esferas. Sistema leve com baixo tempo de instalação (“setup”). Equipado com dispositivo de segurança com cabo “trava-quedas”, tipo de balancim, permitindo fazer todos os movimentos e dispositivo eletromagnético conectado à Bomba de Alta Pressão, despressurizando o equipamento e evitando queda quando o contato com a superfície é perdido. É operado à distância, por somente um operador através de unidade de comando (”joystick”) com cabos ou sem fios (“wirelles”).

Máquina de hidrojateamento com fixação eletromagnética Modelo M-4 da LEMASA Nestes sistemas de hidrojateamento, a reciclagem da água é quase total e o resíduo das tintas, mesmo contendo metais pesados como chumbo ou cromo, pode ser destinado ao descarte com tratamento ecologicamente correto. 4. Conclusão Antigamente, o uso de jato de areia na preparação de superfícies para pintura era o único e mais comum método existente e ninguém estava preocupado com a poeira gerada. Mas com a evolução dos programas de saúde ocupacional e de proteção ao meio ambiente o jato de areia foi proibido. Alternativas começaram a ser desenvolvidas e soluções que em outras épocas eram inviáveis, passaram a ser muito interessantes e a preocupação com o descarte do material no ar, no chão ou nas águas de rios ou mar, se tornou uma obrigação não só do empresário mas de todos os envolvidos com as operações de pintura. Por isso os sistemas que recuperam o material usado passaram a fazer parte do dia-a-dia das empresas. No jateamento a seco, os métodos já existiam há muitos anos, mas agora passaram a ser olhados com mais interesse. O jato a vácuo em circuito fechado não apresenta a mesma produtividade dos métodos tradicionais de jato aberto. Colocando mais bicos e mais operadores, o gasto será maior, mas em alguns casos é a única solução e a saúde dos trabalhadores e o meio ambiente são os fatores mais importantes. Quanto ao hidrojato também, a água que antes era jogada fora passou a ser recolhida e reutilizada. Com estas providências estamos preparando um futuro melhor para próximas gerações com realização, mas sem destruição. Muitos outros métodos devem ser desenvolvidos e a preocupação com a saúde e o meio ambiente é cada vez mais presente na vida dos profissionais da pintura como: Preparação da superfície menos poluente, Tintas ecologicamente corretas (sem metais pesados, sem solventes e à base de água) e métodos de aplicação com maior aproveitamento e menor perda de material para o meio ambiente. 5. Referências

Normas: • Petrobras N-9 G • SSPC-SP 12/NACE No. 5 • ABNT NBR 7348 Sites acessados em dezembro de 2013: • METALCYM – http://www.metalcym.com.br/ • BLASTRAC – http://www.blastrac.com/ • BETOMAQ – http://www.betomaq.com.br/ • BLASPINT – http://www.blaspint.com.br/ • LTC – http://www.ltc-international.nl/ • CLEMCO – http://www.clemcoindustries.com/ • RC Tintas - http://www.rctintascps.com.br • HAMMELMANN – http://www.hammelmann.de/ • FLOW – http://www.flowwaterjet.com/ • LEMASA – http://www.lemasa.com.br/

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EscoriBras Distribuidor Autorizado Grupo Paranapanema São Paulo - Sul - Centro-Oeste

ESCÓRIA DE COBRE

ABRASIVO UNIVERSAL, A MELHOR RELAÇÃO

CUSTO X BENEFÍCIO ISENTO DE PÓ

Isento de sílica livre Licença ambiental: instituto do meio ambiente - IMA Lei estadual 7799/1 - decreto 7967/1 Não tóxico: laudo L065-7-CETREL

Campinas - (19) 3294-3327 Barretos - (17) 3324-5298 Porto Alegre - (51) 3307-7867

Joinville - (47) 3804-6130 São Paulo - (11) 2466-4404


Revista JP - Edição 5  
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