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FEMININO&MASCULINO

Na passarela

As marcas que vão estrear no Salão de Negócios do Minas Trend contam as horas para apresentar aos lojistas as novidades que criaram para a coleção primavera/verão 2016

EXPECTATIVA em alta

DA CRISE

16ª edição do Minas Trend chega em plena crise econômica, mas organização se mantém otimista JAIR AMARAL/EM/D. A PRESS

❚ MINAS TREND

FOTOS: LÚCIO LUNA/DIVULGAÇÃO

Loft 747

Contagem regressiva para o Minas Trend. Faltam dois dias para a abertura da feira que reúne marcas de todo o país. Se os veteranos já sentem um frio na barriga, imagine quem vai participar pela primeira vez da semana de moda mineira. A 16ª edição marcará a estreia de 38 expositores no Salão de Negócios, que é realizado paralelamente aos desfiles. Os novatos não veem a hora de mostrar aos lojistas as suas apostas para a próxima estação quente no Brasil.Quem promete encantar os compradores é a Tufi Duek, que hoje está sob o comando do estilista Eduardo Pombal. Os vestidos continuam a ser o carro-chefe da marca, que podem ser usados para ir ao trabalho ou a um evento de gala. “Pensamos em longos para o dia a dia em construções simples até chegar aos vestidos bastante construídos, com recortes e formas que valorizem o corpo da nossa cliente”, informa. O crepe é um tecido bastante presente na coleção, assim como cetins, georgetes, malhas e misturas com zibeline, Jacquards e rendas, criando texturas e estamparias autorais. Segundo Pombal, a principal característica da Tufi Duek é a feminilidade, mas de uma maneira cosmopolita, voltada para uma mulher urbana, que sai de casa pela manhã e muitas vezes vai direto para um jantar. “Pensando nessa mulher, fizemos uma coleção mais leve, com decotes profundos, porém com assimetrias e volumes estratégicos, nunca nos esquecendo de que a brasileira ama mostrar as pernas.” O estilista adianta, portanto, que o comprimento míni será um dos destaques da coleção.

No último dia 28, o Mineirinho foi palco do mais emocionante show de 2015, o show do Rei, que contou com promoção do Estado de Minas e da rádio Guarani FM. Os assinantes do jornal concorreram a pares de ingressos e a um Kit Emoções Clube A e Donato com produtos Buddemeyer na cor azul. Em parceria com a Libertas Viagens, os convidados foram levados para o show com conforto e segurança. No retorno, todos foram presenteados com rosas brancas e vermelhas da Verde Que Te Quero Verde.

Liliane e José Carlos Noacco (Banco Mercantil)

Juliano Sales (Casablanca) e Daniele Cheble

Jussara Schmidt e Eliane Cedrolla (Filadélfia Comunicação)

Mônica Ferreira e Julio Ferreira (Casa & Tinta)

Magda Carlini e Angel Gattoni (Agência Life)

Ana Soraia e Ricardo Baião, Daniela e Tânia Mesquita (Mesquita Motores)

Fernanda Fonseca (Libertas Viagens) e Rafaela Rolim

Ana Maria Fernandes (Bens de Raiz) e Christina Pastor

Gabriel Amaral, Carolina Almeida, Marlene Santos e Celma Pereira Reis

Edna Louzada e Carlos Alberto

Ecow

O mar, as cores, o povo

Karine Fouvry

Daniela e Rodrigo de Carvalho (Othon de Carvalho)

Agostinho Moreira (Embrasil), Rosângela Moreira (Tambasa), Laís Miranda e Daniel Neves

Flávio Kneipp (Ferk Telecom) e Lílian Kneipp

Sandra Ayres e Vânia Neves

Não saem da cabeça da estilista parisiense Karine Fouvry as dunas de Búzios. Logo, vem de lá a inspiração para a coleção “Nomade”, a primeira que será vendida ao público. Antes, ela só fazia sob encomenda. “Quis sair da Europa, que não me trazia mais ideias, e me apaixonei pelo Brasil. A luz, o mar, as cores, o povo, a espiritualidade, tudo me dava muita inspiração”, conta a francesa, que há dois anos montou seu ateliê no Rio de Janeiro. Os tons de areia predominam nas peças, mas ela também incorporou preto, azul e pitanga (mistura de vermelho com laranja). Karine trabalhou apenas com tecidos nobres, nenhum sintético, entre eles crepe da china, musseline de seda, organza, algodão puro e linho, propondo uma beleza fluida, que remete à liberdade da praia. A estilista investiu em um guarda-roupa da manhã até a noite para uma mulher que não tem medo de ousar. “O corpo da mulher tem que ser valorizado, mas não de forma vulgar. Ela nunca vai mostrar tudo, mas uma ou duas partes”, comenta Karine, que trouxe uma russa para fazer a modelagem. A peça-chave da coleção é o quimono, que pode ficar aberto como um casaco ou virar vestido quando está fechado. Outra aposta da francesa é a combinação, tipicamente parisiense, de túnica e calça de alfaiataria (com cintura alta com pernas bem largas). Como tem pavor de peças retas, ela investe também em assimetria, como vestido de um ombro só e blusa com uma manga curta e outra longa. A Ecow chega para ampliar a lista de marcas mineiras com foco sustentável, que contava com a Grama. A proposta é não usar nenhum material de origem animal para fabricar, desde camisetas a vestidos, com o conceito de rock romântico, para as mulheres que querem fugir do comum. O que chama a atenção são as estampas criadas pela designer (vegetariana e professora de ioga) Re-

nata Drummond, que mora há oito anos em São Paulo. Na nova coleção, destaque para a de gato caveira e insetos. A irmã, Silvia, assumiu a gestão e comanda o ponto de vendas em BH. “Tenho certeza de que a marca vai causar impacto. Pode não ser do gosto comum, mas tem seu lugar no mercado”, diz a administradora. A aposta da Ecow é a cor laranja, além de preto e branco. Os croppeds continuam a ser hit no próximo verão. Vinte anos depois, a estilista Alice Capella, reconhecida por seu trabalho em tricô, está de volta. E com marca própria. No tempo em que se afastou do varejo, ela criou muitas texturas e desenvolveu pontos diferenciados. A sensação fica por conta de quatro modelos em plissado furado degradê, resultado de uma técnica inovadora. Alice se baseou na arquitetura de cidades europeias para criar a nova coleção, em cores alegres, que sempre foram o seu forte. Desta vez, ela destaca os tons de azul e verde, mas não deixa de lembrar das cores naturais com bordados de pérola verdadeira. “Investi em calça, top, frente única, vestido e saia. São peças chiques e ao mesmo tempo despojadas”, comenta. Para surpreender os consumidores, a jovem marca paulistana Loft 747 (com apenas dois anos e meio de mercado) aposta em acabamentos artesanais em couro e camurça, presentes nas amarrações das peças. “A roupa fica bem acabada e mais luxuosa. É uma forma de nos diferenciarmos, porque não queremos igual a outras marcas”, destaca a diretora-geral Edileusa Rossano, que também é uma das responsáveis pelo estilo. Inspirada nos anos 1970, a coleção da Loft 747 é composta por vestidos mais fluidos e batas, com toque macio do algodão e cores quentes, remetendo à boemia da praia. O DNA da marca é voltado para street style, com riqueza nos detalhes, estampas e shapes.

“Não existe maneira mais certeira de comunicar ao mercado que a marca começa a atuar com mostruário e pedido. Escolhemos a dedo uma das mais importantes feiras de atacado, não apenas para ganhar visibilidade, mas para explorar novos negócios.” ■ Edileusa Rossano, da Loft 747

Leonardo Martins e Luciani Martins

Gercílio e Lúcia Zuqui, Andreia Zuqui

(Diários Associados) e Sérgio Pereira

Meire Tavares e Vânia Andrade

Vital Silva e Flávia Vital

Ana Luiza Tavares: “ Acredito que o consumidor sempre vai existir e a venda sempre ocorrer”.

O

IZABELLA FIGUEIREDO

comércio é um dos setores que mais sente os efeitos negativos provocados pela atual crise econômica e que ganhou contornos agravantes nos últimos meses. Com o tema “Viva ciclicamente”, o Minas Trend, salão de negócios no qual marcas mineiras e nacionais apresentam coleções de vestuário, calçados, bolsas e acessórios para lojistas do Brasil e exterior, entra em sua 16ª edição, mas não se permite abater pelos desânimos da má fase. Henrique Câmara, superintendente da Fiemg, por exemplo, não se permite falar em decréscimo de valores, apesar da época pouco favorável. “A crise existe sim, mas a moda mineira sempre teve seu espaço e seu diferencial. Agora, mais do que nunca, chegou a hora de esse diferencial se fazer valer”. Apesar do otimismo de Câmara, a 16ª edição do evento chega com um desfalque em relação ao número de expositores quando comparados à 15ª, na qual era apresentada a coleção de outono/inverno. Se na última edição o evento contava com 284 expositores, nessa serão 251, o que constitui redução de quase 12% no total. Câmara, por sua vez, não interpreta o fato como uma baixa. “A última edição foi um absurdo em números, então não é assustador que não tenhamos crescimento de uma edição para a outra. Se compararmos a edição primavera/verão de 2014 com a edição primavera/verão de agora, aí sim, teremos propagação”, diz. Para ele, a diminuição no número de estandes, constitui, na verdade, uma oscilação na curva. “Os números atuais não decepcionam. Diante da má fase que vivemos em todos os setores é de se comemorar. Se o Minas Trend não tivesse se consolidado como um dos maiores eventos de moda do país, talvez sofreríamos mais”, comenta. Embora a confiança prevaleça, Câmara não descarta a possibilidade de que o desempenho da próxima edição não seja como o esperado e as vendas não venham de encontro das expectativas. “A solução sempre é continuar a trabalhar. Já tivemos momentos difíceis e a resposta foi ter chegado a 16 edições com sucesso. Esperamos continuar investindo em melhorar a competitividade e na busca de novos mercados. Dessa forma enfrentaremos a crise com novas parcerias, alianças e competência. Assim como o tema do evento esse semestre é “Viva ciclicamente”, acreditamos que a crise econômica é cíclica e vai acabar uma hora”, comenta.

MANTER AS VENDAS Um pouco menos confiantes estão as marcas expositoras que não esperam crescimento em vendas, mas se dão por satisfeitas se os valores alcança-

dos forem os mesmos de edições anteriores. A feminina Renata Campos, conhecida por ter seu estande no Minas Trend Preview sempre abarrotado de compradores, confessa que tem investido em estratégias para que as vendas não caiam. “O Minas Trend Preview representa 40% do nosso faturamento anual e esperamos um desempenho similar em relação à edições anteriores. A crise existe, mas acreditamos no valor agregado à marca e no público fiel que temos. Além disso, temos investido em uma estratégia de marketing mais apurada como o investimento em mídias sociais e a contratação de garotas-propagandas fortes, como a it-girl Heleninha Bordon”, conta Alexia Campos, diretora financeira da grife. Para o lojista efetuar uma compra no stand de Renata Campos é preciso adquirir no mínimo dez peças, cujo preço médio para o atacado é R$ 350 por peça. A S&B Acessórios, que comercializa semi-joias, é outra expositora que não espera que o número de vendas aumente, mas conta com o lojista fiel para que o valor não caia de uma edição para outra. “Nossa expectativa é superar esta crise de confiança que assola o país com uma coleção de bijuterias modernas, coloridas, com materiais alternativos que compõem um design diferenciado e associado ao bom gosto”, diz Luciano Ciabotti, um dos proprietários da marca. Em épocas de Minas Trend, a marca vem especialmente de Uberaba para expor no evento e fecha negócio com os lojistas a partir de 10 peças adquiridas ao preço médio de R$ 85.

mento”, opina. Cliente de estandes como Fátima Scofield, Madreperola, La Spezia e M. Rodarte, Ana pretende focar nas mesmas marcas, que sempre trabalhou. “Falar que deixamos de vender não é verdade”, diz. Quem compartilha da opinião de Ana Luiza são os sócios Luiz Antônio Cunha e Guilherme Galvão, proprietários da Guilhermina, multimarcas de luxo localizada em Natal-RN. Enfáticos, para os lojistas a crise não deve existir para quem trabalha com mercado de luxo. “O Minas Trend é o pontapé inicial para realizarmos nossas compras de verão e a crise não deve existir para quem trabalha com um mercado como o nosso. Desconheço um momento em que a economia do Brasil estivesse boa”, justifica Luiz Antônio. Para ele, o grande trunfo para manter os números de vendas no alto é a vaidade das clientes. “O público não gosta de repetir roupa de festa e os bordados de Minas Gerais encantam nossas clientes. Minhas perspectivas para esta edição do Minas Trend são muito boas e posso arriscar que aguardamos crescimento do nosso volume de compras, contando com um excelente retorno”, complementa. GUI PAGANINI/DIVULGAÇÃO

M[ARIO VELLOSODIVULGA;ÁO

CELINA AQUINO

PÚBLICO DE MODA FESTA Diante das

adversidades, a 16ª edição se apoia em alguns fatos que podem ajudar a promover o sucesso do evento, como um maior número de lojistas esperados, entre eles compradores VIPs e internacionais, além de compradores espontâneos, que necessitam apenas do CNPJ de lojista para participar do evento. Proprietária da Ana Luiza, loja focada no público de luxo, a lojista Ana Luiza Tavares inaugurou há pouco tempo em seu estabelecimento um espaço dedicado apenas à moda festa, alegando a grande demanda pelo produto. Com isso, a sua busca na feira pelo setor fica mais apurada a partir desta edição. Apesar de não ignorar a crise, a empresária não pretende apertar os cintos na hora de fechar negócio na feira. “Como vendedora, não posso deixar de ter o produto na loja quando o cliente quiser. Acredito que o consumidor sempre vai existir e a venda sempre ocorrer, principalmente quando existe o bom atendi-

Renata Campos


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