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reportagem ///
Comunidade portuguesa estimada em 240.000 pessoas
DOMINGO ■ 12 de maio de 2013
folhadeportugal.pt
Suíça limita imigração
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O governo suíço resolveu manter durante mais um ano as restrições à entrada de imigrantes da Europa central e oriental, alargando-as já a partir deste mês a todos os cidadãos de países da União Europeia (UE) Carla vaz ■ cv.r@folhadeportugal.pt
Na Suíça, os vistos de tipo B são atribuídos às pessoas com contratos de trabalho de duração superior a um ano
os trabalhadores de todos os países da UE. Em maio de 2012, a Suíça tinha anunciado que 2.180 cidadãos de oito países da Europa central e oriental poderiam obter até ao fim de abril deste ano um visto de trabalho. Para os cidadãos dos outros países da UE,
a cláusula de salvaguarda aplicar-se-ia quando fosse atingido o teto de 53.700 vistos, começando a contar a partir de maio deste ano. A partir desse número não seriam atribuídos mais vistos.
Menos oportunidades As restrições de entrada de imigrantes da Europa na Suíça trarão problemas para as pessoas que Entre janeiro e procuram uma oportunidade de novembro de 2012, emigraram para a Suíça trabalho no país, principalmente aos portugueses, afirmou Manuel 12.960 portugueses
Beja, do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP). “Isso vai trazer grandes problemas para os imigrantes que pretendem trabalhar na Suíça a ter acesso ao mercado de trabalho. Há uma grande tendência para que as pessoas procurem uma oportunidade de trabalho na Suíça, sobretudo os portugueses, mas com esta medida isso vai ser totalmente impossível nos próximos meses”, comentou o conselheiro do CCP na Suíça. *Com Lusa
Canadá segue exemplo suíço D.R.
■ O governo canadense revelou as novas regras que limitam a contratação de trabalhadores estrangeiros temporários, após uma polémica sobre a demissão de funcionários de um banco que pretendia substituí-los por trabalhadores indianos. “Estamos preocupados com os casos nos quais o programa (de recrutamento de trabalhadores estrangeiros temporários) tenha sido utilizado de maneira inadequada”, referiu o ministro da Imigração, Jason Kenney. “Os canadenses devem continuar a ser os
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O número de vistos concedidos no âmbito deste programa duplicou em 2012, tendo atingido os 330 mil
Reino Unido restringe apoios
primeiros a poder aproveitar as ofertas de emprego”, sublinhou, relembrando que o programa em questão “busca satisfazer a falta” de trabalhadores em certos setores de maneira pontual “e não substituir empregados canadenses”. Com a apresentação das novas restrições, as empresas que quiserem participar neste programa deverão pagar mais por gastos administrativos e não poderão exigir dos seus empregados o conhecimento de outras línguas que não sejam o inglês e o francês. Para além disso, os salários pagos não poderão ser mais de 15 por cento inferiores aos que são pagos aos canadenses. c.v. Fonte: France Presse
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Conselho Federal decidiu acionar uma cláusula de salvaguarda prevista no acordo sobre livre circulação de pessoas assinado com a UE em 2002. Consistindo esta cláusula numa opção de controlo que permite à Suíça estabilizar, de forma unilateral, as quotas máximas de títulos de residência, de curta e longa duração, decisão que irá afetar os cidadãos portugueses que pretendem emigrar para a Suíça. Entre janeiro e agosto de 2012, emigraram para a Suíça mais de 12.300 portugueses. A ministra da Justiça e Polícia suíça, Simonetta Sommaruga, anunciou em conferência de imprensa que são visados desde já os trabalhadores da Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, Eslováquia, Eslovénia e República Checa. A partir de 01 de maio serão abrangidos
■ O governo inglês veio divulgar uma série de medidas que limitam o acesso de parte dos imigrantes de diversas regiões do Mundo a benefícios sociais. De acordo com o ministro da Imigração britânico, Mark Harper, o objetivo destas medidas é assegurar que as pessoas que migram para o Reino Unido tenham condições para trabalhar, mas que também cumpram as suas obrigações, tais como o pagamento de impostos. “Não queremos que eles pensem que vêm para cá obter ajuda dos contribuintes britânicos. É para isso que estamos a adotar as restrições”, enfatizou o mesmo à Lusa.