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Exposição Dia Internacional do Fascinio das Plantas 18 a 26 Maio 2013 | Oeiras Parque


A PLANTA DO DIA

Rubrica de Cândido Pinto Ricardo, Professor Catedrático Jubilado, para o Dia Internacional do Fascínio das Plantas 2013

BAUNILHA – Vanilla planifolia (Família das Orquidáceas).

Origem e características Orquídea trepadeira proveniente da América Central, onde a essência das vagens era de longa data usada nos locais de culto. Curiosidades O povo Olmeca (do Golfo do México) poderá ter sido o primeiro a usar a baunilha para aromatizar bebidas, mas só no século XVI chegou à Europa, trazida pelos conquistadores espanhóis. Devido à importância comercial da planta ela passou a ser cultivada em diversos países tropicais, de clima húmido para bom desenvolvimento da planta, mas desejavelmente com um período seco, para boa maturação das vagens. Estas têm de ser adequadamente tratadas para atingirem a qualidade exigida pela indústria. Usualmente são mergulhadas em água a ferver e depois lentamente secas, num processo que dura usualmente mais de seis semanas. A cura deve originar vagens de cor negra. A essência natural de baunilha é uma especiaria muito cara, só suplantada em preço pelo açafrão, em consequência da polinização das flores ter de ser feita à mão. Na natureza este processo ocorre numa simbiose com um insecto polinizador (abelha do género Melipona), facto que enquanto desconhecido limitou a expansão do cultivo da baunilha. A essência é uma mistura de aromas, de que é maioritária a vanilina (aldeído fenólico). A vanilina passou a ser obtida quimicamente por vários processos, um dos quais usa como precursor a lenhina (componente da madeira eliminado durante a preparação da pasta de papel). Dispôs-se, deste modo, de um composto 100 vezes mais barato do que a essência natural, mas esta continua a ter mercado devido ao seu aroma mais requintado, consequência da presença de outros componentes aromáticos. Note-se que a vanilina é tóxica em altas concentrações. Embora isso não suceda nas doses normais de utilização, pode desencadear enxaqueca numa fracção das pessoas com tendência para este desequilíbrio.


PAPOILA – Papaver spp. (Família das Papaveráceas) Origem e características O género Papaver é constituído por cerca de 100 espécies de plantas, anuais, bianuais ou vivazes, das regiões temperadas a frias da Eurásia, África e América do Norte. Em Portugal são espontâneas meia dúzia de espécies, que genericamente são chamadas de papoilas, mas têm designações mais específicas como, por exemplo, papoila-dassearas (P. rhoeas), papoila-longa (P. dubium), papoila-peluda (P. hybrida), papoila-defolhas-fendidas (P. pinnatifidium), papoilabranca ou dormideira-brava (P. setigerum). À papoila associamos usualmente a cor vermelha (desde muito escuro a desbotado), embora, conforme a espécie, possa ir do branco, amarelo-limão da árctica P. laestadianum, amarelo torrado da californiana P. californicum, à enorme diversidade verificada nas formas de jardim.

Curiosidades O despontar das papoilas nos campos é um sinal do aproximar da Primavera e dos dias luminosos e quentes do Verão. Como símbolo de amor e vida está presente nos ramos do dia da espiga (quinta-feira da Ascensão). Muitos pintores foram atraídos pela beleza dos vastos campos de papoilas rubras, como bem exemplificam os célebres quadros de Monet e de van Gogh. A papoila é cultivada como ornamental desde 5000 a.C. (na Mesopotâmia). Está representada nos túmulos egípcios, e os gregos dedicaram-na a Deméter, deusa da fertilidade e agricultura, e associaram-na a Hipnos, Nix e Tanatos (respectivamente deuses do sono, da noite e da morte), em consequência das suas propriedades medicinais conhecidas desde longa data. Em algumas ilhas gregas as mulheres velhas usavam-na num processo eutanásico de aceleração da morte. Hipócrates descreveu o látex da papoila como narcótico, hipnótico e de efeitos purgativos, mas também reconheceu interesse alimentar às suas sementes (hoje de uso em certos tipos de pão). O alcalóide roeadine das flores da papoila-das-searas é um sedativo ligeiro, mas particularmente rica em alcalóides de efeito narcótico é a papoila-dormideira (P. somniferum), já usada pelos povos neolíticos da Europa e que os Sumérios designavam por planta-da-alegria. O seu látex seco constitui o ópio, que contém 10 a 20 % de alcalóides, os mais abundantes sendo a morfina, a codeína e a narcotina. O ópio tem originado diversas convulsões e guerras, como a que opôs a China a Inglaterra e França, no século XIX, ou o mais recente conflito no Afeganistão. Austrália, Turquia e Índia, são os principais produtores de ópio para fins medicinais, sendo os principais transformadores, EUA, Reino Unido, França, Austrália e Hungria. Note-se, todavia, que a produção ilegal de ópio suplanta, largamente, a legal.


ALECRIM – Rosmarinus officinalis (Família das Lamiáceas) Origem e características É planta aromática e medicinal, do Mediterrânio e Norte de África, predominantemente de regiões costeiras, o que poderá explicar a sua designação latina “ros marinus” (orvalho de mar); também uma lenda antiga diz que “mora onde o mar pode ser ouvido”. Em Portugal, “nasce nos montes sem ser semeado”, do Minho ao Algarve, cobrindo-se das suas flores acinzentadas, rosadas ou azuis, no meio do Inverno.

Curiosidades A sua ligação aos homens perdese nos tempos. Há mais de três milénios a.C. que a sua existência é documentada, pois foi referenciado em plaquetas de escrita cuneiforme. No Egipto Antigo era colocado junto dos mortos, em sinal de lembrança para todo o sempre, o que os romanos também faziam e mesmo a Julieta de Shakespeare tem alecrim na sua sepultura, hábito que os ingleses parecem terem mantido até ao século XIX. A ligação do alecrim era não só às recordações como à capacidade de fortalecer a própria memória, já que os estudantes da Grécia Antiga usavam frequentemente grinaldas de alecrim na cabeça ou pescoço, nos exames, ou colocavam-no debaixo do travesseiro na véspera das provas. Outras características que se lhe atribuíam eram de purificação, usado para fumigações pelos romanos, e de alegria, lealdade e amor, acompanhando os noivos no casamento. O apreço pelo alecrim levou a que fosse incluído, quase sempre, nos jardins dos gregos e dos romanos e o imperador dos Francos, Carlos Magno (século IX), exigia que estivesse sempre presente nos seus jardins. Este apreço real parece ter-se mantido com os tempos, estando referenciado, pelo menos, para Elizabete da Hungria (século XIV) e Henrique VIII de Inglaterra (século XVI) e afirma-se que o gosto de Napoleão (século XIX) pela Água-de-colónia tem a ver com a participação da essência de alecrim nesse perfume. Actualmente, o alecrim continua a ser uma aromática bastante apreciada em culinária e em medicina popular, usado para aumentar a excreção renal e as funções digestivas, proteger contra intoxicações, no tratamento das constipações e como anti-séptico na higiene oral. Contudo, deve ser usado com precaução, pois que o seu óleo essencial é muito tóxico, danificando os rins e o sistema nervoso, é abortivo e irritante da pele e mucosas. Isto deve-se, em grande parte, a monoterpenos maioritários, como a cânfora, o alfapineno e o borneol. Claro que a cânfora é um repelente das traças! Outros componentes importantes do alecrim são os compostos fenólicos, como os flavonóides e o ácido rosmarínico. Este último tem importante acção antioxidante, de interesse para a indústria alimentar, pois diminui a rancificação dos óleos ricos em ácidos gordos insaturados.


ARMÉRIA DO CABO DA ROCA – Armeria pseudoarmeria (Família das Plumbagináceas) Origem e características O género Armeria engloba mais de 100 espécies, as quais são plantas essencialmente nativas da região mediterrânica, embora uma espécie (A. maritima) esteja também referida para as costas da Irlanda e da Grã-Bretanha. As armérias são plantas vivazes que formam tufos de folhas, mais ou menos densos, e que na altura da floração ficam cobertos de vistosas flores, que poderão ser de cor branca, creme, rosa claro ou quase vermelho.

fotografia Manuela Veloso

Curiosidades A beleza destas plantas traduz-se em alguns dos nomes que lhes têm sido dados pelas populações locais, como “relva-do-olimpo” (A. maritima) e “erva-divina” (A. welwitschii). Várias formas de armérias de jardim têm sido produzidas, muito apreciadas não só pela sua beleza, como também por apresentarem uma apreciável resistência a condições ambientais adversas, particularmente de alta luminosidade e temperatura e de solos pobres e secos. Em Portugal, desde Minho, Trás-os-Montes, ao Algarve, encontram-se 21 espécies de Armeria, 9 das quais com distribuição limitada ao país, portanto, consideradas endémicas de Portugal. Entre estas contase a A. pseudoarmeria, que as populações locais designam por “cravo-romano”. É uma espécie que pode atingir meio metro de altura, de grandes flores brancas, com distribuição praticamente limitada ao Cabo da Roca, “o ponto mais ocidental do continente europeu”. Pode assim considerar-se um símbolo do Cabo da Roca (e de um dos confins da Europa) e é lamentável que a sua sobrevivência esteja altamente ameaçada. A causa principal é o chorão (Carpobrotus edulis), uma planta trazida da África do Sul para consolidar terrenos e que se revelou uma terrível invasora, pois é resistente à seca, vai sempre crescendo junto ao chão, ramificando-se e enraizando, originando desse modo grandes massas que secam o solo e abafam toda a vegetação nativa. Como tem grandes flores, que podem ser de um vermelho vistoso (ou amarelo pálido), tem sido amplamente difundido pelas pessoas, que desconhecendo o seu perigo o têm plantado sem cautelas. Grandes áreas da arméria no Cabo da Roca definham sufocadas pelo chorão, como se vê na imagem; as flores brancas das armérias remanescentes sobressaem da massa compacta do chorão de flor amarela. Não se descobriu forma de reverter a situação, pois já houve campanhas dispendiosas de colheita e destruição do chorão, mas que se mostraram ineficientes, pois que os pequenos pedaços de chorão não recolhidos rapidamente recolonizam os campos. A extensão do “cravo-romano” do Cabo da Roca tem-se assim reduzido drasticamente e é pena se a planta se extinguir. Pode suceder que nalguns refúgios consiga “fugir” ao ataque do chorão, ficando como relíquia e símbolo de mais um erro ambiental do ser humano.


SOBREIRO – Quercus suber (Família das Fagáceas) Origem e características O género Quercus compreende cerca de 600 espécies de árvores e arbustos do Hemisfério Norte, genericamente designadas por carvalhos; em Portugal existem 8 espécies de Quercus. O sobreiro (sobro, chaparro ou sobreira) é uma árvore de folha persistente, de 15-25 metros de altura e grande longevidade (250-300 anos), com a interessante característica de ter o tronco protegido por uma espessa camada de cortiça. O seu habitat é restrito, pois confina-se, essencialmente, ao Mediterrâneo ocidental (Argélia, Espanha, França, Itália, Marrocos, Portugal e Tunísia), localizandose em Portugal cerca de um terço da área global de distribuição. Este facto, a grande importância ecológica e socioeconómica do sobreiro e o grande valor comercial da cortiça, fizeram desta árvore um símbolo nacional, que veio a ser oficialmente instituído pela Assembleia da República em Dezembro de 2011.

Curiosidades Há sobreiros do Minho ao Algarve, pois o país tem condições edafo-climáticas particularmente adequadas ao seu desenvolvimento, mas dos mais de 80% do território com esse potencial só cerca de 8% são presentemente por ele ocupados. Embora planta mediterrânica, encontra habitat muito favorável no litoral alentejano, onde a influência atlântica reduz as amplitudes térmicas e mantém uma certa humidade no ar. A descoberta de fósseis de sobreiro no Alentejo ilustra a sua longa presença na região. Aliás, pensa-se que terá mesmo resistido à glaciação, “escondido” em certos refúgios mediterrânicos. Para além das plantas dispersas, os sobreiros constituem em Portugal dois tipos principais de formações: os montados (sistemas explorados e geridos pelo homem como actividade agrícola) e os sobreirais (bosques de características seminaturais). Estes últimos, que são ecossistemas de elevadíssima biodiversidade, ocuparam de facto, juntamente com as florestas de outros carvalhos, grande parte do país. A sua regressão, ocorrida ao longo das épocas, iniciou-se com o abate para uso da madeira e a obtenção de terreno agricultável. Já os visigodos se preocuparam com os excessos cometidos e no século VII promulgaram num Código a protecção do sobreiro. Vários Reis portugueses tiveram idênticas preocupações, mas a juntar ainda à queima para carvão e ao uso de ramos no curtume das peles, as necessidades de madeira para a construção naval das descobertas (séculos XV-XVII) foram um rude golpe nos sobreiros. Muitas centenas eram necessárias para construir uma nau (a sua madeira, de difícil apodrecimento, era ideal para formar o esqueleto do navio). Outro golpe nos sobreiros foram as “campanhas do trigo” (início em 1929) que, arrancando os sobreiros, pretendiam


transformar o Alentejo em “celeiro de Portugal”. O sobreiro está agora protegido por lei, mas isso não impede que se autorize o abate de 3200 para construir uma barragem no rio Vouga ou que outros tenham de sucumbir a certos “empreendimentos” turísticos. Acresce que sucessivos anos de seca, aumentos da temperatura (aquecimento global) e efeitos de agentes patogénicos têm incrementado a degradação dos ecossistemas do sobreiro, que se expressa no “síndrome da morte súbita” e veio assim revelar fragilidades que ainda não compreendemos. Neste panorama, a boa gestão dos montados, com consequente exploração da cortiça, é contributo importante para a defesa do sobreiro, mas embora haja um crescente interesse nacional por esta árvore emblemática ela continua bastante ameaçada. A recente aprovação do projecto de sequenciação do genoma do sobreiro, para além de um feito nacional, será um grande contributo para conhecer a genética desta árvore, adquirindo-se, assim, informação útil sobre as suas fragilidades, os mecanismos de defesa e os limites da sua resistência.

CARRASCO – Quercus coccifera (Família das Fagáceas) Origem e características De cerca 600 espécies conhecidas do género Quercus, o carrasco (ou carrasqueiro) é uma das 8 existentes em Portugal. Na realidade, os botânicos distinguem duas subespécies de carrascos portugueses, uma delas (Q. coccifera subsp. rivasmartinezii) tem características específicas que levam a considerá-la uma planta endémica de Portugal. O carrasco é um pequeno carvalho de folhas persistentes (coriáceas e de bordo serrado agressivo), em geral com forma de arbusto muito ramificado (até 2 metros) mas podendo eventualmente chegar a árvore até 6 metros. Está difundido em toda a bacia mediterrânica, de Portugal, Europa do sul, norte de África até à Turquia. Entre nós, existe de preferência, mas não obrigatoriamente, em terrenos calcários, sendo mais frequente da serra dos Candeeiros para sul, nos solos secos, pobres e pedregosos, onde participa em matos, quer abertos quer muito densos, que pode dominar (carrascais).


Curiosidades Carrasco é termo muito antigo, aparentemente pré-latino, que deu origem a fitotoponímias bastante usuais em Portugal (e outras regiões da Península Ibérica) como, ainda, carrascal, carrasqueira, carrascoso, carrasquinho, carrasca, carrascos, carrascalão, o que indica um carácter nativo de grande ligação popular. Aliás, vários destes termos são também nomes de pessoas. Na língua occitânica, e em catalão, o carrasco designa-se por “garric” (que significa torcido), termo que é a raiz de “Garrigue”, o mato aberto de plantas de pequeno porte do sul de França (distinto do mato mais denso e de maiores plantas, o “Maquis”). A palavra basca “txaparro” (que significa atarracado) deu “chaparro”, que é a designação espanhola para carrasco. Daí surgiu “chaparral” (o mato mediterrânico), que os ecologistas alargaram a regiões de outros continentes sujeitas a idênticas condições climáticas (Califórnia, Chile, África do Sul, Austrália), embora envolvendo espécies distintas. O carrasco está, assim, grandemente conotado com os matos. Os matos foram sempre muito úteis para as populações locais, por fornecerem lenha, carvão, camas para o gado, a base dos estrumes, e uma diversidade de plantas, produtoras de flores melíferas, frutos, óleos, gomas, fibras têxteis e corantes. Nos ramos do carrasco era comum o aparecimento de um insecto, a cochonilha Kermococcus vermilio, cujos ovos e larvas possuíam um corante vermelho (kermes, do sânscrito “krmija”) já usado desde o Neolítico, muito apreciado pelos romanos (para pintura e coloração de tecidos) e importante na Europa até à Idade Média. Só foi suplantado com a descoberta da América, substituído pelo cochineal dos aztecas, vindo de outra cochonilha (Dactylopius coccus) de um cacto (Opuntia sp.) mexicano. Infelizmente, a União Europeia não incluiu os matos nas prioridades da Política Agrícola Comum, não lhes associando a noção de rentabilidade. Todavia, os matos defendem os terrenos pobres e áridos da desertificação, são fonte de biodiversidade e importantes repositórios de genes de resistência das plantas a factores ambientais altamente adversos. Mesmo os fogos a que se prestam devem ser encarados como factores normais de rejuvenescimento do ecossistema mediterrânico. Diversas plantas resistem com os seus órgãos subterrâneos, regenerando-se após o fogo, e a germinação das sementes de muitas espécies é estimulada pelo fogo.


Agradecimentos a Ciência a e Biológica, a Associação Viver O Instituto de Tecnologia Químic todos os a ologia Vegetal agradecem e a Sociedade Portuguesa de Fisi iados, ta do Futuro” pelos trabalhos env participantes do concurso “A Plan que a dade e o grande entusiasmo com tivi cria sua a ram tra ons dem que sores os também o interesse dos profes iniciativa foi acolhida. Agradecem a ram iva o seu entusiamo e os incent que contagiaram os alunos com participar. es do cimento a todos os investigador Fica aqui também o nosso agrade ntas tempo e o seu fascínio pelas pla ITQB que contribuíram com o seu paixão do centro Oeiras Parque a sua e partilharam com os visitantes reia And ro, dei Paula Santos, André Cor pela investigação. Obrigado a Ana na Dia , o, Célia Miguel, Cláudia Santos Rodrigues, Cândido Pinto Ricard a, Marta Veloso (INIAV), Margarida Ros Branco, Inês Chaves, Manuela e Rita hes anc Abr bo, Pedro Barros, Rita Alves, Natacha Vieira, Nelson Sai Santos. rias do ros dos júris das diferentes catego O nosso muito obrigado aos memb hos); sen (de rícia Noronha, Raquel Gaspar concurso: Ana Paula Santos, Pat z, che ro Barros (fotografias); Ana San Eurico Melo, Joana Barros, Ped s). o Antunes, Sílvio Mendes (conto Cândido Pinto Ricardo, Joana Lob aram oci ass se ituições e empresas que Agradecemos ainda a todas as inst itativa. a nós e tornaram possível esta inc

Ficha Técnica

eiro e Luís Morgado Design da exposição – Cláudia Pinh Luís Morgado Design e paginação do e-book – chez, do Fascínio das Plantas – Ana San Coordenação do Dia Internacional bo Joana Lobo Antunes, Nelson Sai


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