“Lá se via tanta coisa, de comidas típicas a doces e sucos. Vendia muitas frutas em paneirinhos: mari, murici, mangaba, manga, tucumã, inajá. Meu pai tinha uma quitanda que vendia frutas assim. A gente cortava o cupuaçu, amassava muito bem, botava açúcar e água, e tomava com toda aquela polpa. A gente se alimentava com banana misturada na farinha. Depois que surgiram os grandes supermercados e a elite começou a ir comprar neles, o Ver-o-Peso caiu um pouco. Até as vendedoras que faziam o nosso vatapá, caruru ou tacacá saíram. Antes você só encontrava no Ver-o-Peso. Hoje, ele vai mudando.”
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