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Diretor Responsável: J.C. Gutierrez - rededejornaisleste@terra.com.br - Telefax: (11) 2748-0418 - Distribuição gratuita - Novembro de 2017. Ano 4 - Nº 47

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O Livreiro Pedro Herz

Vá ver o mundo, Pedro”, foi o conselho que sua mãe Eva Herz deu para seu filho varão então com 18 anos! Página 4 e 5


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EDITORIAL

A multa do ano

Esta semana uma notícia irônica pairou nas redações de todos os jornais, telejornais e radiojornais do país; o senador Eduardo Suplicy, do PT, e por sinal eterno militante, teve sua carteira de motorista, a CNH, bloqueada por multas sucessivas por excesso de velocidade. O comentário é geral: ‘’Quem instalou radares de 40 e 50km\h em toda a cidade foi Fernando Haddad, do mesmo partido, prefeito anterior

a João Doria...’’. Na rádio Jovem Pan, o professor Marco Antônio Vila sugeriu que Suplicy reclame com Haddad. Ironias a parte, a multa do ano para Eduardo Suplicy implica o fato de que há de fato um excesso de de vigor em termos de velocidade, em especial em algumas vias extremamente largas e com pouco fluxo de automóveis. Que a indústria da multa seja, de uma vez por todas, transformada em educação no trânsito.

Brasil... Salve-se

quem puder Esta obra conta a verdadeira história de um período conturbado pelo qual passou o povo brasileiro, desde os tempos da ditadura militar até o presente, onde uma sucessão de fatos moldaram um cenário acobertado por mentiras que davam mostra de que tudo “estava bem”, representação utópica de uma das classes mais hipócritas na conformação societária, quando por debaixo do pano a realidade era totalmente o extremo! O autor, José Carlos Gutierrez, em sua quinta obra nos mostra o quanto é difícil viver em um mundo pervertido pelos políticos do poder.

Shopping Aricanduva

A venda nas melhores livrarias em todo o Brasil Av. Maria Luiza Americano, nº 947 - Jd.Nª Srª do Carmo Cep: 08275-001 -São Paulo - SP - Fone: (11) 2748-0418/2749-0663 E-mail: rededejornaisleste@terra.com.br

Rede de Jornais Leste Ltda. - Fone: (11) 2748-0418. Whatsapp: (11) 97703-0615 •Diretor Responsável: J.C.Gutierrez •Diretora Administrativa: Mª J.de Lima Gutierrez •Diagramação: Daniela Lima •Redação: Acácia Gutierrez e Moacyr Victor Minerbo •Deptº Jurídico: Antonio Luiz Lima do Amaral Furlam •Impressão: Gráfica Pana Os artigos e matérias publicadas e assinadas não refletem necessariamente o pensamento da direção deste jornal, sendo de inteira responsabilidade de quem os subscrevem - Filiado à AJORB - Associação de Jornais de Bairro de São Paulo e à Rede de Jornais Leste Ltda.

ARTIGO

Almir Pazzianotto Pinto

Dívidas trabalhistas e precatórios

Carta precatória é a requisição enviada pelo juiz de execução de sentença condenatória transitada em julgado, ao presidente do correspondente Tribunal, a fim de que seja expedida, ao órgão público executado, ordem de pagamento ao credor. Dito assim aparenta ser simples. Indague-se, porém, ao credor de precatório e ele denunciará a inutilidade da requisição e o interminável tempo consumido para satisfação da dívida. Devo, não nego, mas pago quando quiser ou puder, é a regra da Administração Pública diante de cobranças judiciais. O particular executado, que deixa de pagar dentro do reduzido prazo legal, sujeita-se à penhora eletrônica e à execução forçada. O administrador público, não. Protege-se com o precatório e pagará um dia, de acordo com a sua conveniência. A matéria é regulada pelo artigo 100 da Constituição. O texto original continha, além da parte inicial conhecida como caput, dois parágrafos. Incessantes reclamações contra a demora de pagamento levaram o Poder Legislativo a emendá-lo e lhe acrescentar dezoito parágrafos, dos quais três julgados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Fe-

deral (STF). “Os débitos de natureza alimentícia cujos titulares, originários ou por sucessão hereditária, tenham 60 (sessenta) anos de idade, ou sejam portadores de doença grave, ou pessoas com deficiência, assim definidos na forma da lei, serão pagos com preferência, assim definidos na forma da lei, serão pagos com preferência sobre todos os demais débitos, até o valor equivalente ao triplo fixado em lei para os fins do disposto no § 3º deste artigo, admitidos o fracionamento para essa finalidade, sendo que o restante será pago na ordem cronológica de apresentação do precatório”, determina o confuso parágrafo 2º da norma constitucional. Acautelou-se o legislador e incluiu os sucessores entre os credores de débitos de natureza alimentícia, por saber que a dívida frequentemente será paga após a morte do vencedor da ação. Há poucos dias recebi de velho jornalista aposentado, quase octogenário, correspondência em que escreveu: “Eu não gostaria de morrer ser receber esse meu precatório. Afinal, são quase 20 anos...” O signatário refere-se à Reclamação Trabalhista ajuizada em julho de 1998 em uma das Varas do Tra-

balho de São Paulo contra o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo – IPEM, cuja sentença teve a execução iniciada em 2015. O IPEM foi criado em 1967 e transformado em autarquia estadual, vinculada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania em 1995. Prescreve a Constituição, no Art. 5º, LXXVIII, que “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. A garantia não compreende apenas a obtenção da sentença definitiva, mas, também, a liquidação mediante o pagamento da dívida corrigida, seja o devedor pessoa jurídica de direito privado ou pessoa jurídica de direito público. A Justiça e a Defesa da Cidadania compreendem o pagamento de dívidas contraídas pela administração direta e indireta do Estado com os cidadãos. O caso do idoso jornalista é mais um triste exemplo de desrespeito às garantias constitucionais por parte do Estado. Advogado, ex-Ministro do Trabalho e ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho. Autor do livro A Falsa República


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PALESTRA

SAÚDE

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Comandante da ESG recepcionado Descoberto remédio na Delegacia de São Paulo que cura o câncer

General de exército Décio Luis Schons A Delegacia da ADESG no Estado de São Paulo, no dia 10 de novembro, recepcionou o general-de-exército Décio Luis Schons, Comandante da Escola Superior de Guerra, e o professor Gustavo Heck, presidente da ADESG, ao ensejo da celebração do 60°Curso de Estudos de Política e Estratégia que se realiza na Capital, oportunidade em que propiciou a palestra “Ética e Modernidade” aos estagiários civis e militares, e membros do quadro de colaboradores da ADESG. O general Schons que se fazia acompanhado da sua esposa, senhora Elisabeth Schons e do seu assistentesecretrário, coronel Alexandre Cavalcanti Guimarães, foi saudado com as boas vinda pelo delegado da ADESG-SP, Ney de Araripe Sucupira, expressando-lhe o imenso prazer dos adesguianos em receber a visita do emérito ex-Comandante da 2ª Divisão de Exercito, destacando que o amigo nos envaidecia por nos distinguir com a deferência

da sua histórica presença, pois sucedia à outras duas memoráveis visitas, ocorridas ao longo dos últimos 50 anos. Sucupira referiu-se aos generais Augusto Fragoso e João Bina Machado, ex-comandantes da ESG. Sobre o memorável amigo Bina Machado, ex-Comandante da 2ª RM, destacou o seu largo trabalho de relacionamento com as universidades desde a Escola de Comando e Estado Maior do Exército e o seu empenho no desenvolvimento do Projeto Rondon, quando lançado pelo general Afonso Albuquerque Lima, veterano da FEB, Ministro do Interior do Governo Costa e Silva. O general Schons, sensibilizado com o ambiente dos estagiários e dirigentes da ADESG, acrescido de amigos e representantes de entidades cívicas, abordou apropriado tema da hora presente, “Ética e Modernida”, ilustrando com variantes de interpretação da ética na história contemporânea e a sua observância no meios

civis e do Estado, aplaudido quando se aprofundou na ética como fundamento basilar na formação do espírito e exercício profissional dos militares das Forças Armadas e das Polícias Militares do país. O general Schons encerrou a palestra exibindo um organograma dos elementos da decadência e corrupção do Estado, seguido de um mosaico dos fatores necessários de ordem ética e moral , a serem seguidos pela sociedade brasileira para a realização das aspirações nacionais. O prof. Gustavo Heck, Presidente da ADESG, cumprimentou o Comandante da ESG pela oportuna exposição no momento nacional em que nos preocupa combater a corrupção e recuperar o estado moral da nação, desacreditada dos poderes públicos. Um jovem estagiário do 60° CEPE agradeceu a estada do Comandante da ESG em nome do delegado da ADESG, entregando-lhe uma placa comemorativa pelo privilégio do evento.

O Instituto de Pesquisa da USP de São Carlos descobriu uma substância que trata do câncer sem causar seqüelas, sem enfraquecer o sistema imunológico, sem mutilações e sem causar a queda dos cabelos. Mais de 800 pessoas portadoras da doença já utilizaram o remédio com absoluto sucesso. A Fio Cruz afirma que a substância desenvolvida pelo Instituto de Química da USP de São Carlos tem potencial para combater o câncer, afirmação esta em documento oficial enviado aos pesquisadores. No email enviado, a Fio Cruz deixou claro que os resultados da pesquisa mostraram que a “fosfoetanolamina sintética” efetivamente cura o câncer,

agindo diretamente nas células canceríginas como marcadores, tornando-as mais visíveis para o sistema imunológico combater. O problema é que quando a boa notícia se espalhou, a USP foi obrigada a suspender as suas atividades da fabricação e distribuição, pois, contraria os interesses comerciais das poderosas industrias farmacêuticas que faturam “bilhões “ com a doença e, o medicamento da USP, o “fosfoetanolamina sintética” custa apenas R$ 0,10 cada cápsula para o paciente. Por via Judicial é possível conseguir o remédio. Mais informações: fone: (11) 3101-9727/3101-9728 – email: atendimento@ongabc.org.br –www.ongabc.org.br.


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CULTURA

O escritor Pedro Herz autográfa sua obra para o jornalista José Carlos Gutierrez

foi locutor da BBC por seis meses até a renúncia de Jânio Quadros, no dia 25 de Agosto de 1961 e, a saudades, depois de quase dois anos fora de casa, deu adeus à promessa de uma vida de súdito de Sua Majestade, arrumou as malas e juntamente com Peter Barth embarcaram em um navio na 3ª classe de passageiros e voltaram para o Brasil. Morar no exterior foi para Pedro Herz uma escola, trazendo na bagagem muito conhecimento adquirido na vivência solo, trazendo também um precioso modelo pessoal que adotou pelo resto de sua vida. Em sua volta a pátria, Pedro trabalhou como seu pai, representante comercial de componentes eletrônicos, de remédios e como jornalista pesquizador na revista Guia da Editora Abril até abril de 1969, quando sua mãe em um ousado passo empreendedor

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fez um curso de livreiro na Buchhändler Schule, o que lhe valeu muito em sua formação profissional. Ainda na Suiça, no ano de 1958 Pedro conheceu Otto Frank, pai de Anne, a garotinha judia que escreveu o célebre Diário de Anne Frank entre os anos de 1942 e 1944 no campo de concentração em Auschwitz. Volta e meia Otto Frank ia jantar na casa dos tios de Pedro que aliás, sentia-se feliz em ter convivido com uma personalidade marcante, pai de uma heroína cuja morte foi confirmada em 1945. O Diário de Anne Frank foi publicado em 1947, tornando-se peça teatral e exibida na Broadway no ano de 1955. Após concluir o curso de livreiro, Pedro despediu-se dos tios e partiu para Paris onde ficou bom tempo trabalhando como garçom, onde amealhou “capital” para seguir viagem indo parar em Londres, onde fez curso de aperfeiçoamento da língua inglesa enquanto ministrava aulas de português na Embaixada Brasileira para as crianças brasileiras residentes. “Até as pedras se encontram” diz o brocado e, não foi diferente com Pedro, pois, após um tempo em Londres, encontrou Peter Barth, um amigo de infância que fora companheiro no Grupo Escoteiro Avanhandava e foi um alívio para amenizar a solidão. A amizade é um tesouro imensurável, principalmente quando estamos longe de casa! Também

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“Vá ver o mundo, Pedro”, foi o conselho que sua mãe Eva Herz deu para seu filho varão então com 18 anos! Conselho de mãe não se discute, se obedece e lá se foi Pedro Herz para a cidade de Basiléia, na Suiça, para viver com seus tios, Erich e Ruth, estudar e trabalhar em uma livraria. Corria célere o ano de 1958, ano de Copa do Mundo quando esse jovem, Pedro Herz, foi para a Europa em busca de conhecimentos. Filho de um casal de judeus alemães fugitivos da perseguição dos nazistas, Eva e Kurt Herz, chegaram ao Brasil no ano de 1939 literalmente com as roupas do corpo, e começaram a trabalhar duro para o sustento da família. Kurt como representante comercial de indústrias têxtil e Eva no lar, cuidando dos filhos, Pedro 7 anos e Joaquim 4 anos, até que num ato arrojado não muito comum na época para uma mulher, para ajudar na renda familiar, Eva teve a idéia de empreender aplicando todo o seu capital alugando livros, começando o negócio com apenas dez volumes de livros importados de língua alemã. Foi assim que nasceu no ano de 1947 a Biblioteca Circulante , célula mater da Livraria Cultura. Pedro Herz na Suiça, por força de contrato com a livraria onde trabalhava,

O livreiro P

Pedro Herz junto com os pais Eva e Kurt Herz em uma foto dos anos 1990

inaugurou nova loja no Conjunto Nacional da Avenida Paulista com a Rua Augusta, encerrando em definitivo as atividades da Biblioteca Circulante. Nos primórdios da Livraria Cultura, Eva Herz continuou muito ativa, até que aos poucos foi deixando

para Pedro a responsabilidade de tocar os negócios até não comparecer mais, deixando entretanto a empresa totalmente equilibrada. No período de exceção (1964 à 1985) a Livraria Cultura foi alvo de investigações por parte da Ditadura Militar,


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Pedro Herz Pedro Herz entre seus filhos Fábio e Sérgio: família que sempre investiu no poder da palavra escrita

​ m uma concorrida sessão de autógrafos onde cerca E de 600 convidados foram testemunhas, o empresário Pedro Herz, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi lançou “O livreiro”, obra de sua lavra onde conta a saga de sua família, iniciada no ano de 1939 com a fuga de seus pais, Eva e Kurt, da Alemanha nazista para o Brasil. Livro com 224 páginas, Pedro Herz faz um relato biográfico de sua família, porém, focando mais sua genitora, Eva Herz, prestando-lhe em suas linhas uma homenagem à uma mulher guerreira que foi à luta para ajudar o pai de seus filhos, a manter a casa e a educação escolar, mesmo tendo dificuldades com a língua do país que adotara como sua nova Pátria, dando início a uma das maiores redes de livrarias do país. por vender livros com títulos considerados perigosos pelo regime. As noites de autógrafo eram freqüentadas por agentes que ficavam circulando durante o evento, alguns bastante concorridos que atraiam críticos ao regime militar. Alguns casos que estranharam os arapongas: 1978, o lançamento do livro, “Cuba de Fidel: viagem à ilha proibida”, de Ignácio de Loyola Brandão; 1982, “Uma lufada que abalou São

Paulo”, de José Yunes, cujo foco eram as falcatruas de Paulo Maluf na Paulipetro. Também repleto de dúvidas o lançamento em 1975 de “Zero”, de Ignácio de Loyola Brandão; 1978, “O falso mendigo” de Vinícius de Moraes; 1979 “Oque é isso companheiro” de Fernando Gabeira. Um dia fatídico inesquecível para Pedro Herz foi o 4 de Setembro de 1978, quando na madrugada o telefone de sua residência

Fernando Henrique Cardoso em visita a Pedro Herz

tocou avisando-o que estava pegando fogo no Conjunto Nacional. O estrago não foi do fogo, mas da água e da umidade que estragou todos os livros e o estoque, obrigando a casa a ficar 30 dias de portas fechadas. Mas para quem tem o espírito de luta arraigado na alma , depois de tanta luta, de tanto aprender na faculdade da vida a arte de superar os problemas, tendo passado pelas escolas : na Suiça, Buchhändler Schule, Feira do Livro de Frankfurt na Alemanha, ter conhecido tantos outros países, já sentia-se apto e com suas próprias pernas dar um passo mais largo. No ano de 1996 trocando ideias com o amigo Roberto Bielawsky, empresário bem sucedido na área gastronômica e na época dono da rede Viena, colocou diante de Pedro Herz a possibilidade de inaugurar uma loja em um shopping center, dentro de um empreendimento comercial próximo ao Parque Villa- Lobos, a beira da marginal do rio Pinheiros. Pedro não perdeu tempo, sua

mãe havia dado total e irrestrita liberdade de ação, agora com seu dois filhos, Sérgio e Fábio ajudando-o e depois de um ano e meio de obras, no dia 19 de abril de 2000, concomitante a inauguração do Shopping Villa-Lobos, em uma área de 3.350m² inaugurava um novo conceito de livraria, com um auditório de 139 lugares, Sala Eva Herz, espaço acolhedor para palestras, apresentações musicais e artísticas, etc.. O ponto para a lanchonete com café expresso foi imprescindível! Obras modernas com linhas arrojadas com espaços hidráulico, elétrico, acústico, tecnológico, etc., todos harmonizados . Foi modelo utilizado nas lojas de Porto Alegre, 2003; na de Brasília, 2004; Recife, 2005. A loja do Shopping Iguatemi por exigência dos empreendedores fugiu aos padrões. Hoje a rede de lojas da Livraria Cultura após 70 anos de bons serviços prestados a educação e a cultura do país, depois da aquisição da Rede FNAC no Brasil

(2017), ampliou de 17 para 29 o número de lojas, 6 unidades do Teatro Eva Herz, que levam o nome da fundadora da empresa falecida no ano de 2001 e foi a pioneira no e-commerce de livros. Hoje a empresa tem cerca de 2 mil funcionários e tem como CEO o filho varão de Pedro, o jovem Sérgio Herz. Na área social, Pedro Herz por catorze anos (2002 à 2016) fez parte integrante da direção da Sociedade de Cultura Artística (SCA), uma instituição que tem feito e, muito, pela cultura brasileira, onde por três mandatos ocupou a presidência. Sua preocupação com o baixo índice de leitores que buscam um livro para ler, é constante. Deixou em sua obra, O Livreiro. o texto seguinte: “Estamos constantemente respondendo a e-mails. Dedicamos um tempo enorme às redes sociais. Vamos a um restaurante e, na mesa ao lado, as pessoas não conversam entre si, mas todas falam ou teclam nos respectivos smartphones, chega a ser patético. Daí eu me pergunto: que horas vamos ter um tempinho para abrir um livro e...ler? Ler também é um hábito solitário. Mas ninguém pode se dizer sozinho com um livro nas mãos”.


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HORÓSCOPO

COMEMORAÇÃO

OAB Subseção Tatuapé comemora 35 anos

Touro - 21/04 a 20/05 Nada há de confortável em perceber o verdadeiro funcionamento do mundo e o jogo de interesses que lhe é inerente. O assunto, portanto, não é buscar conforto, mas encontrar seu lugar e agir de acordo com suas pretensões.

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Áries - 21/03 a 20/04 Há detalhes que irritam mesmo, mas é melhor você não os tornar protagonistas desta parte do caminho, porque continuam sendo detalhes apenas. Continue focando sua atenção naquilo que seja verdadeiramente importante.

Gêmeos - 21/05 a 20/06 Pequenos detalhes que funcionam mal tendem a se tornar desproporcionais no dia de hoje. Por isso, cuide para não se lançar ao abismo dos dramas, porque, afinal, a vida não é uma novela mexicana, é apenas a vida. Câncer - 21/06 a 21/07 Às vezes se torna necessário tomar atitudes que têm tudo para ser questionáveis e criticáveis, mas que tomadas na hora certa são as únicas capazes de desamarrar nós que, de outra forma, seria impossível superar.

Virgem - 23/08 a 22/09 O medo espreita, mas você o pode ignorar se fizer um pouco de esforço mental e ampliar a perspectiva de sua visão. O medo espreita tentando fazer com que essa visão mental se foque apenas nos riscos eventuais. Libra - 23/09 a 22/10 Nada há para ser celebrado na derrota alheia, pois, tudo corresponde a ciclos que se repetem e migram de uma pessoa a outra entre o céu e a terra. A interdependência das pessoas é a única celebração verdadeira. Escorpião - 23/10 a 21/11 Cuide para manter a clareza, especialmente no que diz respeito às consequências dos atos que você empreende. É óbvio afirmar que toda ação provoca uma reação, mas é justamente o óbvio que nossa humanidade sempre esquece. Sagitário - 22/11 a 21/12 Nunca valerá tudo para ninguém obter o resultado pretendido. Há questões éticas que servem justamente para manter o jogo saudável e, também, para que todas as pessoas tenham a mesma oportunidade. Tenha isso em mente. Capricórnio - 22/12 a 20/01 É impossível fazer parecer certo o que é errado, algumas pessoas podem até ser enganadas, mas isso só acontece porque elas nem querem saber o que acontece. Aquelas que prestam atenção nunca serão enganadas. Aquário - 21/01 a 19/02 Cuide para nunca guardar ressentimentos, pois, esses parecem morrer, mas na verdade ficam dormindo em algum lugar recôndito da alma, aguardando pelo evento específico que os faça acordar e mostrar toda sua força. Peixes - 20/02 a 20/03 De susto em susto vai se construindo o caminho do progresso. Aceite os sustos, são inerentes ao caminho do progresso, pois, esse inclui sempre a perspectiva de você ir além da zona de conforto. Isso é aceitáve.

O vereador Toninho Paiva com o quadro feminio de advogadas da OAB Subseção Tatuapé

Na noite do dia 23 de novembro o salão nobre João Brasil Vita da Câmara Municipal de São Paulo recebeu inúmeros advogados e advogadas da Ordem – SP e da Subseção Tatuapé, que na ocasião comemorou seus 35 anos. Vereador Toninho Paiva, proponente da solenidade, falou sobre a importância da Ordem dos Advogados do Brasil. “Seguir a carreira no direito oferece diversas vertentes de trabalho, todas com o seu devido reconhecimento, mas a profissão do advogado é essencial para a manutenção da justiça na sociedade. Afirmo aqui o orgulho e a alegria em estar nesta solenidade para comemorar os 35 anos da OAB – subseção Tatuapé e parabenizo todos os advogados do Brasil que lutam diariamente pela justiça e pela democracia de maneira singular, sempre dentro de princípios e que não desvirtuam seus caminhos e decisões mesmo

diante de todas as burocracias e transtornos diários”, afirma Paiva O evento contou com a presença de diversas autoridades, amigos e familiares, entre eles: Doutor Leopoldo Luis Lima Oliveira (Presidente OAB – Subseção Tatuapé), Doutora Rosemeire Soledade da Silva Matheus (Vice-presidente OAB Tatuapé), Doutor Celio Luis Bettencourt (Diretor CAASP), Doutor Claudio Pereira França (Juiz Diretor

do Forum Tatuapé), Doutor Wudson Menezes Ribeiro (Presidente Subseção Gestão 2010-2012), Doutor Minoru Ueta (Presidente Subseção Gestão 1985-1986/ 19891990), Doutor Marco Antonio Matheus (Presidente Subseção Gestões 19911992/ 2004-2006/20072009) entre outros. Ao final do ato solene, autoridades receberam placas e diplomas como forma de homenagem aos relevantes serviços prestados.

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Leão - 22/07 a 22/08 É importante que as pontas soltas se mostrem agora, pois, apesar de provocar atrasos e distorções, pelo menos são evidentes e outorgam a você a chance de fazer os ajustes pertinentes. Aproveite e toque a bola para frente.

O presidente Dr. Leopoldo Luis Lima Oliveira, um dos homenageados da noite, o advogado Santiago Ramon Borges, vereador Toninho Paiva e a vice-presidente Drª Rosemeire Soledade da Silva Matheus


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MAÇONARIA

Oh... Quão bom e suave é que os irmãos vivam em união...

otimista vislumbrava um futuro promissor à Loja, pois, contava com o apoio do Sereníssimo Grão Mestre, Orpheu Paraventi Sobrinho, de seu Grão-Mestre Adjunto Salim Zugaib e do ex-presidente irmão Jânio da Silva Quadros da Loja Nova Era Paulista que manifestava desejo, dada a grande amizade com o irmão Gutierrez, de participar da fundação. Por sugestão do Grão -Mestre Paraventi, a Loja teria o número “357” e foi nominada: Augusta e Respeitável Loja Simbólica “Luzes do Oriente” 357 e, teria uma causa social, trabalhar em prol do Hospital Santa Marcelina responsável na época, pelo atendimento de cerca de 4 mil pacientes dia e que passava por grave crise financeira, na iminência de fechar suas portas.

Também havia o projeto da E.E. Acácia do Ribeira, na cidade de Pariquera-açu na região mais pobre do Estado, Vale do Ribeira, com cerca de 40 alunos. No dia 1º de Abril de 1989, sábado repleto de sol, as partir das 10h00, no Palácio Maçônico Francisco Rorato da GLESP – Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo, foram iniciados 15 irmãos, sendo os trabalhos presidido pelo G.´. M.´. Orfheu Paraventi Sobrinho com a participação efetiva das Lojas Mães: Augustas e Respeitáveis Lojas Simbólicas: Nove de Julho 124; Estrela de Itaquera 278; Nova Era Paulista 116 ; Perfeita Amizade 37; Flor de Liz 90; Cavaleiros de São João 115; Lord Baden Powel; Renovação e Progresso 143; Templários 232 e Libertas do GOB. As previsões

otimistas do ir.´. Gutierrez se realizaram, pois, com a Campanha SOS Santa Marcelina o hospital não fechou suas portas, pelo contrário, foi construído um prédio novo e moderno com 82 mil metros quadrados todo equipado em cinco anos de

trabalhos coordenados pela Loj.´..O tempo passa célere e nos seus 28 anos de existência, vários irmãos personalidades passaram pelo quadro de obreiros da 357: ex-presidente Jânio da Silva Quadros; o PHD Ricardo Veronesi (cientista); PHD Adnan Neser (médico); Adv. Antonio Luiz Lima do Amaral Furlan (deputado estadual); Cel. PM Sidney Mesalira. Hoje, a Luzes 357 como é chamada carinhosamente pelos irmãos, reúnem-se as terças-feiras no templo da Rua Canuto Saraiva, 488, no bairro da Mooca e mantém em seu quadro de obreiros 36 irmãos que trabalham hoje em prol da obra social da APAE do Arujá, atendendo cerca de 320 alunos. Seu atual Venerável Mestre é o advogado Mário Mustaro.

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Com o objetivo de unir ainda mais os irmãos e respectivas famílias, arrecadar verbas para a manutenção da APAE do Arujá, a Augusta e Respeitavel Loja Simbólica “ Luzes do Oriente” 357 realizou mais um evento beneficente, dia 25 de novembro. Cerca de 100 convidados ali estiveram prestigiando a iniciativa, com a participação de irmãos de outras lojas nos trabalhos de atendimento aos convidados, onde foram servidos saborosos pratos com churrasco e vários tipos de saladas regadas com muita cerveja. Na década de 80, alguns empresários, profissionais liberais e lideranças da comunidade de Itaquera, convidado pelo irmão. José Carlos Gutierrez, Mestre Maçom da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Nove de Julho 124, à fundar uma loja maçônica cuja idéia foi assimilada de imediato pelos convidados, que passaram semanalmente a se reunirem preparando-se para a iniciação nos mistérios da Ordem. Vários irmãos iam nessas reuniões preparatórias com o fito de colaborarem na fundação da futura loja: irmãos José Renato dos Santos, Adão Correa de Andrade, Fernando E.S. A. de Matos, Luiz Carlos Pina, Salim Zugaib entre outros. O irmão José Carlos Gutierrez, sempre

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Loja maçônica 357 realiza evento festivo na APAE Arujá

Ao centro Venerável Mestre Mário Mustaro, a sua esq. Jorge Badia e a sua direita Eduardo Mana, sentados irmãos Damião Guimarães e o aniversariante do dia Antonio da Silva


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LANÇAMENTO

“Coragem”

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Um documentário sobre Dom Paulo Evaristo Arns

Com pré-estreia marcada para o dia 11, filme já tem provocado um comentário recorrente: No mês de dezembro, quando a morte de Dom Paulo Evaristo Arns (19212016) completa um ano (no dia 14), o País ganha o primeiro documentário sobre este religioso que, por sua atuação, vem sendo considerado o mais importante cardeal brasileiro do século XX. Cardeal arcebispo de São Paulo de 1970 a 1998, ele dedicou sua vida religiosa à melhoria da vida das comunidades carentes, ao mesmo tempo em que, determinado e incansável, lutou pelos Direitos Humanos durante todo o período da ditadura militar. O documentário, que leva o título “Coragem! As muitas vidas do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns”, tem pré-estreia marcada para 11 de dezembro, às 20hs, no Cine Caixa Belas Artes, em São Paulo, Capital. Com 1h15’, o filme é resultado de um trabalho de quatro anos do jornalista Ricardo

Carvalho. Com mais de 30 anos de atividades, ele foi repórter dedicado ao segmento de direitos humanos no jornal Folha de S.Paulo. Em seguida, e por um longo período, trabalhou na TV Cultura e na TV Globo. Mais recentemente tornou-se dono de uma produtora independente. O vasto material reunido por conta do trabalho e a proximidade com Dom Paulo o motivou. Entre as revelações, o público saberá sobre o encontro de D. Paulo com o general Emílio Garrastazú Médici (presidente do Brasil entre outubro de 1969 e março de 1974); a correspondência de Dom Paulo com Fidel Castro; as visitas aos porões da ditadura militar em busca de presos, e reuniões em Brasília em busca de desaparecidos. “Coragem”! tem roteiro e direção de Ricardo Carvalho; narração de Paulo Betti; produção da TVM-documentários, com apoio da Globo Filmes, GloboNews, do Itaú, Instituto Arrapya.

Livro “Justiça Seja Feita”

Foi lançado o livro “Justiça Seja Feita”, biografia do ministro Sydney Sanches de autoria do jornalista e escritor, Ricardo Viveiros, no dia 27 de outubro. Sydney Sanches é um dos magistrados mais respeitado do país, possuidor de uma brilhante carreira jurídica, aprovado em concurso público de provas e títulos em 1º lugar. Ingressou na Magistratura no Estado de São Paulo, em 18 de janeiro de 1962, servindo como Juíz substituto nas comarcas de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Guarulhos (1ª Circunscrição). Foi ele quem assinou em 1992 a renúncia de um presidente da república, Fernando Affonso Collor de Mello, sendo substituído pelo seu vice Itamar Franco, sendo este um momento histórico em que a nação brasileira passava pelos momentos de dúvidas, crise e decepção. Com as presenças de ministros do Supremo Tribunal Federal-STF o qual foi presidente

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PRÉ ESTREIA

Fernando Girão, Des. Caldeira, Dr. José Fernando Rocha Paulo, Des. Antonio Guimarães Souza, Dr. Carlos Miguel Aydar e Dr. Alexandre Rostagno daquela casa, mais importante côrte do país e autoridades do mundo jurídico, magistrados, advogados, como o renomado criminalista Dr. José Fernando Rocha, ministro do STF Ilmar Galvão, Des. Caldeira do TJ-SP. Os advogados Carlos Miguel Aydar e o criminalista Cláudio Mariz de Oliveira e o presidente da APAMAGIS - Associação Paulista de Magistrados, Dr. Oscild Lima, Juiz Federal TRT- CE Paulo Regis Machado Botelho e o Ministro

STF, Nelson Jobim, Des. Carlos Guimarães de Souza, Dr. Alexandro Rostagno, ministro Francisco Rezek do STF, procurador geral da República Aristides Junqueira Alvarenga, prof. Ney Prado e o jornalista Fernando Girão, membro ABI Associação Brasileira de Imprensa. O ministro Sydney Sanches foi muito prestigiado com a presença de cerca de 500 convidados, que lotaram a Livraria Cultura do Shopping Iguatemi.

Jornal O Paulistano  

Edição 47

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