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2 Revista CNTur Brasil Turismo


ÍNDICE 06

CNTUR - A NOVA REALIDADE DO TURISMO - POR NELSON DE ABREU PINTO

28

ENTREVISTA: VINÍCIUS LUMMERTZ

08

UNIÃO E ESPECIALIZAÇÃO: A FÓRMULA PARA DESENVOLVER O TURISMO NO BRASIL

32

LEGISLAÇÃO: A NOVA LEI DAS GORJETAS

13

A IMPORTÂNCIA DA CNTUR NO TURISMO NACIONAL POR MICHEL TUMA NESS E ESTANISLAU BRESOLIN

34

LEGISLAÇÃO: PRUDÊNCIA NECESSÁRIA NA APLICAÇÃO DA REFORMA TRABALHISTA PELAS EMPRESAS

14

ARTIGO BIOGRÁFICO: WILSON LUIZ PINTO

16

35

A IMPORTÂNCIA DA CNTUR NO TURISMO NACIONAL POR TONI SANDO E MAURO AUGUSTO GOMES

CAPA: APARECIDA 300 ANOS

18

CAPA: ANO NACIONAL MARIANO

36

A IMPORTÂNCIA DA CNTUR NO TURISMO NACIONAL POR FRANCISCO CALASANS LACERDA E WILSON LUIZ PINTO

19

CAPA: SENHORA APARECIDA: 300 ANOS DE BÊNÇÃOS E GRAÇAS!

37

20

CAPA: SEDE DA CNTUR EM APARECIDA-SP DESENVOLVE O TURISMO RELIGIOSO NACIONAL

38

FEDERAÇÕES

22

CAPA: SENHORA E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL

44

CNTUR 30 ANOS DE RECONHECIMENTO DO TURISMO NO BRASIL

23

TURISMO: A IMPORTÂNCIA DE EVENTOS PARA O BRASIL

45

GASTRONOMIA: TROFÉU SÃO PAULO CAPITAL MUNDIAL DA GASTRONOMIA

24

ENTREVISTA: MARX BELTRÃO

46

TURISMO: SOFITEL COPACABANA E A BANDEIRA FAIRMONT DA AMÉRICA DO SUL

4 Revista CNTur Brasil Turismo

PRESIDENTE DO FOHB E DA REDE TRAVEL INN MANUEL GAMA A IMPORTÂNCIA DA CNTUR NO TURISMO NACIONAL POR JARBAS FAVORETTO


PALAVRA DO PRESIDENTE


INSTITUCIONAL


CNTUR

UNIÃO E ESPECIALIZAÇÃO: A FÓRMULA PARA DESENVOLVER O TURISMO NO BRASIL De que forma o sindicalismo e o fortalecimento do Sistema CNTur podem transformar a maior vocação do País - o Turismo - na principal atividade produtiva brasileira

O

“país mais bonito do mundo”, o “povo

Mas, com os 6,6 milhões de turistas que recebe-

mais cool do planeta”, um destino para

mos por ano (dados de 2016), não estamos nem

onde 95% dos visitantes querem vol-

entre os 50 países mais visitados do mundo. A

tar. As pesquisas mostram um Brasil

França, que é pouco maior do que a Bahia em ex-

ainda maior do que a sua gigantesca extensão ge-

tensão territorial, recebe 84,5 milhões de turistas

ográfica e um destino turístico impresso com en-

por ano. A Espanha, menor do que Minas Gerais,

canto no imaginário popular mundial. Quem nos

recebe 75,6 milhões de turistas no mesmo período -

olha lá de fora não tem dúvidas de que moramos

somente em julho deste ano foram 10,5 milhões,

em um paraíso. Mas, na hora de transformá-lo em

quase o dobro da nossa média anual. Veneza, que

dividendos, o Brasil patina: vivemos o paradoxo de

é pouco menor que Curitiba, hospeda 50 milhões

um país essencialmente turístico que não aproveita

de turistas anualmente.

o pleno potencial do turismo como atividade econômica geradora de receitas, emprego e renda.

As disparidades entre estes números têm reflexos diretos sobre a geração de receitas para as empre-

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking dos 133

sas, de emprego e renda para a população e de

países com mais recursos e belezas naturais do

impostos para os governos.

mundo. Em bens culturais, está na 14a posição temos 13 bens considerados Patrimônios Históri-

Segundo o presidente da Embratur, Vinicius Lum-

cos e Culturais da Humanidade pela Organização

mertz, o Brasil tem potencial para elevar o fatura-

das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e

mento do Turismo, atualmente em US$ 7 bilhões,

a Cultura (Unesco), ou seja, obras e construções

para um patamar de US$ 19 bilhões, se adotar me-

cujas características arquitetônicas têm valor uni-

didas de curto e médio prazos.

versal excepcional, do ponto de vista da História. Quem, nos 193 países existentes no Planeta, não

“Existe uma corrida mundial pelo Turismo, que é o

lembra do Brasil quando se fala em bossa nova,

terceiro item de exportação do planeta, perdendo

capoeira, caipirinha ou feijoada? E nem menciona-

apenas para a indústria química e a de combustí-

mos o Cristo Redentor, as Cataratas do Iguaçu (um

veis”, afirma Lummertz, explicando que o setor mo-

dos nove destinos dos sonhos de viajantes ao redor

vimenta US$ 1,2 trilhão ao redor do planeta. “Mas

do mundo), Fernando de Noronha ou o Pelourinho.

o Brasil possui uma parcela muito pequena deste

8 Revista CNTur Brasil Turismo


CNTUR

montante, de apenas 0,6% - embora seja o país

Os entraves enfrentados pelos empresários pro-

com o maior potencial turístico do mundo, segundo

duzem impactos diretos no ambiente de negócios e

o Fórum Econômico Mundial”, diz.

prejudicam o crescimento e o desenvolvimento do setor produtivo. E, considerando que 90% das em-

O pífio desempenho do Brasil na atividade turís-

presas do País são micro ou pequenos empreendi-

tica não é resultado de poucos estabelecimentos

mentos, é fundamental que este contingente esteja

de suporte ao setor, como hotéis ou restaurantes -

unido para buscar, junto aos governos, melhores

pelo contrário, o Brasil é um dos países mais em-

condições de funcionamento.

preendedores do mundo (1o lugar entre os Brics), e, apesar das crises econômica e política,

É fundamental diminuir a burocracia, a tributação

que geram tanta insegurança, figura em quinto

excessiva - muitas vezes, em cascata - e aumen-

lugar no ranking dos 15 países com empreende-

tar a produtividade brasileira. É por isso que a

dores mais determinados.

Confederação Nacional do Turismo (CNTur) e as federações e sindicatos a ela filiados atuam tão

Boa parte das dificuldades que o País enfrenta

proativamente junto ao Poder Público, seja inter-

para alavancar o turismo vem do chamado custo

cedendo junto ao Congresso Nacional para apre-

Brasil, termo usado para classificar o conjunto de

sentar o dia a dia dos empresários a deputados e

dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas

senadores, e, com isso, conseguir modificar leis

que encarecem o investimento e comprometem

que possam prejudicar as empresas e o setor,

a competitividade e a eficiência dos negócios -

seja negociando com representantes de trabalha-

consequentemente, dificultam o desenvolvimento

dores para chegar a consensos que não inviabili-

da economia.

zem os negócios.

“Precisamos começar a enxergar o turismo como o

Dois exemplos recentes, nos quais a CNTur atuou,

setor grande que é, capaz de gerar riquezas para

comprovam a importância da atuação da entidade

o Brasil. E só assim, ao constatar o seu potencial,

para as empresas do turismo: a chamada “lei da

o transformaremos na principal atividade econômi-

gorjeta”, que regulamentou o recebimento, o repas-

ca do País, com impactos diretos sobre a balança

se e o pagamento dos impostos devidos sobre o

comercial”, afirma o empresário e presidente da

montante arrecadado por garçons, e o pagamento

CNTur, Nelson de Abreu Pinto. Ele lista o investi-

de direitos autorais sobre músicas ou filmes execu-

mento em infraestrutura, como rodovias, ferrovias,

tados dentro de quarto de hotéis. O primeiro caso

aeroportos e terminais náuticos como condicionan-

era alvo de controvérsias porque, embora a gorjeta

tes para a promoção de uma integração turística de

fosse integralmente partilhada entre os garçons,

excelência - uma necessidade em um país de di-

estabelecimentos como bares e restaurantes eram

mensões continentais. “Precisamos também rever

obrigados a pagar impostos sobre valores que não

a carga tributária nacional, para estimular o investi-

lhes pertenciam, aumentando o custo do empreen-

mento, e o tamanho do Estado. E precisamos tam-

dimento. No caso dos direitos autorais, hotéis eram

bém de medidas mais simples, como, por exemplo,

obrigados a pagar ao Ecad por músicas e filmes

a votação de projetos de Lei estimuladores do tu-

que, muitas vezes, o hóspede nem consumia - sim-

rismo”, finaliza.

plesmente porque os aparelhos estavam disponí-

Revista CNTur Brasil Turismo

9


CNTUR

veis nos quartos (embora as rádios e os canais por

de especializada em Turismo que está em plena

assinatura já houvessem arcado com o valor refe-

atuação e cada vez mais consolidada como o legí-

rente ao direito autoral). Para quem não está den-

timo órgão patronal autorizado a falar em nome da

tro do negócio, as duas conquistas podem parecer

classe empresarial”, afirma o presidente do Sindi-

banais, mas, em uma segunda análise, percebe-se

cato dos Trabalhadores em Hotéis, Apart Hotéis,

que ambas trazem prejuízos para os turistas, pois

Motéis, Flats, Restaurantes, Bares, Lanchonetes

duplicam o custo dos impostos, e, no final das con-

e Similares de São Paulo e Região (Sinthoresp),

tas, para o turismo brasileiro. E de que forma os

Francisco Calasans Lacerda (veja outros depoi-

estabelecimentos, sobretudo os de pequeno e mé-

mentos sobre a atuação da CNTur na página XX).

dio portes, poderiam reverter medidas como estas?

O presidente da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Santa Catarina (Fho-

Para os empreendedores do setor, o papel da

resc), Estanislau Bresolin, um dos fundadores da

CNTur tem sido fundamental para que o Brasil su-

CNTur, acredita que a legitimação da entidade

pere os entraves que limitam o desenvolvimento

como representante dos empresários do turismo é

da atividade. “As dificuldades com as quais sem-

fruto de ações assertivas e estratégicas tomadas

pre nos deparamos estão sendo gradativamente

em função das necessidades do segmento e de

superadas na medida em que temos uma entida-

toda a sociedade.

LINHA DO TEMPO CIHAT 1988 - 1° CIHAT: Assuntos de interesse comum da hotelaria, restaurantes e agências de viagens; 1989 - 2° CIHAT: Apoio aos municípios turísticos e o escalonamento das férias escolares; 1990 - 3° CIHAT: Problema de segurança para com os turistas; 1991 - 4° CIHAT: A força econômica do turismo - retomada do desenvolvimento; 1992 - 5° CIHAT: Criação do Prodetur - Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo; 1993 - 6° CIHAT: Impulso do Setor de Turismo; 1994 - 7° CIHAT: Fazer de São Paulo a Capital Mundial da Gastronomia; 1995 - 8° CIHAT: Turismo Social com estímulo do Governo; 1996 - 9° CIHAT: Apresentação do Projeto - São Paulo, Capital Mundial da Gastronomia; 1997 - 10° CIHAT: Presença de 43 países na abertura do Congresso São Paulo Capital Mundial da Gastronomia;

10 Revista CNTur Brasil Turismo


CNTUR

1998 - 11° CIHAT: Criação da CNTur - Início dos trabalhos da entidade representativa do setor patronal do Turismo do Brasil; 1999 - 12° CIHAT: Inauguração da Sede Administrativa da CNTur em São Paulo como marco; 2000 - 13° CIHAT: Atuação forte da CNTur em seu 2° ano de criação; 2001 - 14° CIHAT: Turismo - precursor da paz e da justiça social para o novo milênio; 2002 - 15° CIHAT: O Brasil - Maior reserve ecológica do planeta; 2003 - 16° CIHAT: Turismo - propulsor de harmonia e integração social no combate à pobreza; 2004 - 17° CIHAT: São Paulo - o maior centro econômico e cultural vocacionado para o turismo das Américas e do Mundo; 2005 - 18° CIHAT: Pequena Empresa e a importância do Turismo Social; 2006 - 19° CIHAT: Nova postura política ao Turismo Nacional; 2007 - 20° CIHAT: Turismo Social - novas perspectivas e papéis das agências de viagem, o atual estágio da hotelaria brasileira e no mundo, a gastronomia integrada ao turismo e a formação e capacitação de mão de obra qualificada; 2008 - 21° CIHAT: Empreendedorismo e desenvolvimento sustentável; 2009 - 22° CIHAT: CNTur - Uma nova realidade para o turismo brasileiro; 2010 - 23° CIHAT: Turismo sexual com o foco de criar e apoiar ações de erradicação. Turismo para todos - ações da CNTur: apoiar SOS Mata Atlântica, Pacto contra demissões, desenvolvimento do setor Turismo, Evento esportivos e Turismo Social; 2011 - 24° CIHAT: O turismo com fator de desenvolvimento social e econômico sustentável; 2012 - 25° CIHAT: Jubileu de Prata do CIHAT; 2013 - 26° CIHAT: Novos Movimentos do Turismo; 2014 - 27° CIHAT: A excelência das redes hoteleiras e gastronômicas - Uma análise das parcerias; 2015 - 28° CIHAT: Empreendedorismo de impacto - A reinvenção da Empresa para o Novo Consumidor de Turismo; 2016 - 29° CIHAT: Políticas públicas para desoneração do Turismo no Brasil; 2017 - 30° CIHAT: Os novos desafios do turismo, da hotelaria e da gastronomia.

Revista CNTur Brasil Turismo

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DEPOIMENTO

A IMPORTÂNCIA DA CNTUR NO TURISMO NACIONAL Eu começo a minha fala dizendo que ninguém pode

por estabelecer um grande avanço e representam

duvidar das enormes potencialidades turísticas do

um divisor de águas. A infraestrutura turística tam-

Brasil, afinal de contas, a natureza foi prodiga ao

bém tem evoluído bastante e despertado o interes-

banhar o País com quase 9 mil quilômetros de li-

se internacional. Já contamos com aeroportos - de

toral e cujas praias, além de belas, permanecem,

padrão internacional - instalados em diversos locais

na sua maioria, ensolaradas durante boa parte do

do vasto território nacional, os portos começam

ano. Temos também, serras deslumbrantes e abri-

a ser modernizar e os cruzeiros marítimos já são

gamos a maior floresta do mundo, para ficarmos

uma realidade. A rede hoteleira se modernizou e os

apenas em alguns exemplos do quão bondoso foi o

bares e restaurantes também seguiram o mesmo

Criador. As opções de turismo atendem a todos os

caminho. Portanto, não tenho dúvidas de que o Tu-

gostos e perfis, possibilitando que brasileiros e es-

rismo representa uma das atividades mais viáveis

trangeiros possam desfrutar das belezas naturais

para o Brasil retomar o seu crescimento econômico

que o Brasil oferece.

e a importância dessa atividade para a geração de

Apesar de tudo isso, a exploração turística das

empregos é incontestável

nossas belezas ainda está longe de atingir o grau

Nesse compasso, a posição da FENACTUR e da

obtido por outros países com potencial turístico se-

CNTur frente às políticas governamentais do setor

melhantes ao nosso.

do turismo, é de entusiasmo e de ampla colabora-

Em razão do meu estreito envolvimento com esse

ção para o crescimento e desenvolvimento do tu-

seguimento há mais de quatro décadas, acom-

rismo do Brasil!

panho ativamente o trabalho sendo desenvolvido para que o Brasil possa alcançar o seu apogeu

Michel Tuma Ness

turístico. O surgimento do Ministério do Turismo e

Presidente da Fenactur e

depois a edição da Lei Geral do Turismo acabaram

Vice-Presidente da CNTur

“Tenho orgulho em participar ativamente do CNTur como entidade das mais representativas do setor turístico em nosso país. As ações são pontuadas com serenidade e de acordo não somente com as necessidades do segmento, mas de toda a sociedade”. Estanislau Bresolin, Presidente da Fhoresc

Revista CNTur Brasil Turismo

13


ARTIGO BIOGRÁFICO

W

ilson Luiz Pinto nasceu em São

envolve. Estamos em busca, e vamos conseguir,

Paulo, capital, em 1962. Participa

uma união entre os proprietários de restaurantes e

do Sindicato de Hotéis, Restau-

os de hotéis para que sejamos mais fortes. Nosso

rantes, Bares e similares de São

grande desafio é unir toda a categoria para que

Paulo desde 1986, e por isso possui amplo conhe-

possamos fortalecer o Turismo do nosso País.”

cimento de todos os problemas da categoria.

Ocupando também o posto de Diretor do Conven-

Logo após terminar o curso de Di-

tion & visitors bureau, organização

reito, passou a exercer a profissão

de instituições que promovem o

no Banco Nacional, durante seis

turismo e a receptividade de uma

anos, até 1986. Seu pai, Nelson de

cidade ou convenções e visitação

Abreu Pinto, sempre esteve pre-

de eventos e atrações diversas,

sente no ramo da gastronomia, e

o empresário acredita na partici-

desde de garoto, Wilson o ajuda-

pação em quantas associações e

va no restaurante. Assim sendo,

entidades os procurarem, pois o

ele deixou seu emprego no banco

apoio e a contribuição são pilares

e passou a administrar os restau-

presentes na luta pela categoria.

rantes do pai. Hoje, além de em-

“Países na Europa dão enorme

presário da área de gastronomia,

atenção ao Turismo. Mesmo com

ocupa o cargo de Presidente do

as verbas e os programas para o

SindResBar (Sindicato dos Restaurantes e Bares

setor, o Brasil nunca deu a devida importância.

de São Paulo)

Mesmo essa sendo a categoria que representa

“O setor tem vários desafios. Tudo o que acontece

grande parte do PIB nacional. Falta união e é essa

nas categorias de gastronomia e hospedagem nos

a preocupação levantada no 30° CIHAT. ”

LINHA DO TEMPO COM OS FEITOS EM 2017 10 DE FEVEREIRO - O SindResBar se reuniu com Juliana de Magalhães Berbert, consultora do escritório regional capital centro do Sebrae-SP. Na ocasião, ela apresentou o programa de capacitação e melhorias de gestão para o setor de restaurantes e bares “Alimentação Fora do Lar” e fechou uma parceria com o Sindicato, que apoiará esse e outros projetos. 10 DE MARÇO - Eleito oficialmente o Conselho Curador do SPCVB (São Paulo Convention & Visitors Bureau. Presidido por Edmar Bull, presidente da Abav Nacional (Associação das Agências de Viagem), o conselho ainda conta com Wilson Luiz Pinto, presidente do SindResBar-SP, Ricardo Esturaro, diretor de Marketing da Rede Globo, Percival Maricato, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), e Orlando de Souza, diretor executivo do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil), completam o quadro de diretores do Conselho Curador. 21 DE MARÇO - SindResBar (Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo) se reuniu com proprietários de bares, restaurantes, lanchonetes, cafeterias e outros estabelecimentos do ramo de alimentos da Vila Mariana para falar sobre fiscalizações. Além disso, eles puderam esclarecer dúvidas sobre a lei 13.419, a nova Lei da Gorjeta, sancionada no dia 13 de março 3 DE ABRIL - Prefeito de São Paulo, João Dória e o Presidente do SindResBar - SP, Wilson Luiz Pinto (Cidade Limpa e Mais Turismo) 14 Revista CNTur Brasil Turismo


ARTIGO BIOGRÁFICO

12 DE ABRIL - O CIHAT (Congresso Internacional de Gastronomia, Hospitalidade e Turismo) voltará a ser realizado no Anhembi. 17 DE ABRIL - o presidente do SindResBar, Wilson Luiz Pinto, se reuniu com o diretor presidente da Ceagesp (Companhia de Entreposto da Capital), Johnni Hunter Nogueira. Também participaram da reunião Pedro Horta e Flávio Godas, ambos da companhia. O motivo da reunião foi fechar uma parceria entre as duas entidades. 8 DE MAIO - Wilson Luiz Pinto, presidente do SindResBar, apoia as ações do movimento Maio Amarelo pelas ruas da cidade de São Paulo. Com Edson Passafaro (assessor da Presidência da CET) e Cid Torquato (Secretário municipal de acessibilidade e inclusão) 10 DE MAIO - A diretoria da Abresi (Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo) se reuniu para discutir as atrações e eventos do 30º CIHAT (Congresso Internacional de Gastronomia, Hospitalidade e Turismo). Além disso, os diretores da entidade debateram sobre a Lei da Gorjeta e a Reforma Trabalhista. 24 DE MAIO - O SindResBar realizou mais uma reunião para esclarecer as dúvidas sobre a Lei da Gorjeta. 23 JUNHO - SindResBar e Sinthoresp assinam a Convenção Coletiva da Gorjeta. 26 DE JUNHO - Entidades representativas de proprietários de restaurantes, bares e hotéis se reuniram na sede do SindResBar para discutir as reivindicações dos trabalhadores, já que o período de campanha salarial começa em 1º de julho. 4 DE JULHO - A Prefeitura de São Paulo lançou um programa para capacitar jovens para o mercado de trabalho, e o SindResBar é parceiro na ação. 26 DE JULHO - O SindResBar e a Secretaria das Prefeituras Regionais se reuniram hoje para discutir as etapas do projeto Bar Legal. 4 DE AGOSTO - A Praça Dom Orione e a Escadaria do Bixiga foram revitalizadas pela comunidade. E o prefeito João Dória participou da reinauguração dos espaços 26 DE SETEMBRO - Os presidentes dos sindicatos de hotéis, restaurantes, bares e similares do estado de São Paulo se reuniram na sede da Fhoresp (Federação dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de São Paulo) para debater assuntos diversos e relevantes para as categorias. O ponto alto do encontro foi a decisão do Supremo Tribunal Federal, no último dia 22 de agosto, que declara a CNTur (Confederação Nacional do Turismo) como única representante do turismo nacional em nível sindical patronal.

HOMENAGEM A NELSON DE ABREU PINTO A CNTur e nós empresários devemos muito a uma pessoa especial, Nelson de Abreu Pinto. Uma pessoa que não mediu esforços, desde 1986, assumindo a presidência do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e similares de São Paulo. Dois anos depois, criando a Federação de Hotéis do Estado de São Paulo e a CNTur, após o rompimento com a CNC, idealizado na época por três federações FHORESP, Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de São Paulo, de Santa Catarina, presidida por Estanislau Bresolin e a FENACTUR (Federação Nacional do Turismo), presidida por Michel Tuma Ness. Hoje contanto com oito federações: FeBHA (Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação), FHOREMG (Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Minas Gerais), FHORESC (Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Santa Catarina), FHORESP (Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de São Paulo), FENERC (Federação Nacional das Empresas de Refeições Coletivas), FENACTUR (Federação Nacional do Turismo), FENACLUBES (Federação Nacional dos Clubes) e FETURISMO (Federação das Empresas de hospedagem, Gastronomia, Entretenimento e Similares do Paraná). E por fim, mais uma vitória, o Supremo Tribunal Federal dando fim de causa a essa batalha jurídica intensa.

Revista CNTur Brasil Turismo

15


CAPA

300

APARECIDA

anos

16 Revista CNTur Brasil Turismo


CAPA

T

udo começou num barco frágil, com re-

famílias, com maior amor pela Igreja e com desejo

des lançadas em águas mais profundas

de se engajar na missão.

e três pescadores. Hoje somos 10 mil-

“Em Aparecida Deus deu a cada brasileiro sua própria mãe”, diz o Papa Francisco.

hões de peregrinos. Aparecida é uma

escola de evangelização: lançar as redes. Evangelizar é preciso. A imagem de barro recorda que somos barro, argila, pó, nas mãos do divino oleiro. Ele sabe de que tipo de barro somos feitos. Aparecida é uma lição de humildade. Carregamos em vasos de barro os mistérios da fé. A imagem é pequena. Os pequenos são os grandes no Reino de Deus. Os últimos serão os primeiros. Os humildes serão elevados e os famintos serão saciados.

Assim, no Brasil podemos ser uma grande família de irmãos. Nós, brasileiros, a partir de Aparecida, temos a tarefa de construir uma sociedade fraterna, justa, solidária, porque temos uma Mãe e somos irmãos. A piedade mariana é um precioso tesouro, uma força evangelizadora, um caminho para a santificação. “Se alguém quiser saber quem é Maria, vá aos teólogos. Se quiser saber como amar Maria, vá ao povo” (Papa Francisco). O Ano Mariano está produzindo frutos:

O mandamento de Jesus é que nos

manifestações de fé, florescimento da

tornemos como crianças.

esperança, revigoramento da cari-

A imagem é preta. Maria assume

dade. “Deus benigníssimo, sapi-

a fisionomia do povo a quem ela

entíssimo,

aparece. No México ela tem o

misericordiosíssimo,

para redimir o mundo, pensou

rosto mestiço; em Salete, o

em Maria” (LG 52). Sim, Ma-

rosto camponês; no Brasil,

ria é a pessoa humana mais

o rosto dos negros escra-

perto de Deus e mais próx-

vos. Em Aparecida que-

ima de nós. Ela é a única

bram-se as correntes da

que junto de Deus Pai pode

escravidão. Caem as correntes do pecado, do ódio, da doença, das tentações, dos vícios. Disse São João Paulo II: “Em Aparecida pulsa o coração católico do Brasil”. Os romeiros voltam do Santuário para suas dioceses, paróquias e

dizer Jesus: “Tu és meu Filho”. Só nos resta dizer: “Quero ser como Maria”. Crer como Maria. Rezar como Maria. Viver a Palavra como Maria. Visitar as casas, como Maria. Permanecer de pé diante da cruz, como Maria. Participar da glória eterna como Maria.

Dom Orlando Brandes Arcebispo de Aparecida-SP

Revista CNTur Brasil Turismo

17


CAPA

ANO NACIONAL MARIANO MENSAGEM À IGREJA CATÓLICA NO BRASIL A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -

A celebração dos 300 anos é uma grande ação de

CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro

graças. Todas as dioceses do Brasil, desde 2014,

da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Apare-

se preparam, recebendo a visita da imagem pere-

cida, nas águas do rio Paraíba do Sul, instituiu o Ano

grina de Nossa Senhora Aparecida, que percor-

Nacional Mariano, que se iniciou aos 12 de outubro

re cidades e periferias, lembrando aos pobres e

de 2016, concluindo-se aos 12 de outubro de 2017,

abandonados que eles são os prediletos do cora-

para celebrar, fazer memória e agradecer.

ção misericordioso de Deus.

Como no episódio da pesca milagrosa narrada

O Ano Mariano vai, certamente, fazer crescer ain-

pelos Evangelhos, também os nossos pescadores

da mais o fervor desta devoção e da alegria em

passaram pela experiência do insucesso. Mas,

fazer tudo o que Ele disser (cf. Jo 2,5).

também eles, perseverando em seu trabalho, receberam um dom muito maior do que poderiam

Todas as famílias e comunidades são convidadas

esperar: “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria

a participar intensamente desse Ano Mariano.

Mãe”. Tendo acolhido o sinal que Deus lhes tinha dado, os pescadores tornam-se missionários, partilhando com os vizinhos a graça recebida. Trata-se de uma lição sobre a missão da Igreja no mundo: “O resultado do trabalho pastoral não se assenta na riqueza dos recursos, mas na criativi-

A companhia e a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida nos ajude a progredir como discípulas e discípulos, missionárias e missionários de Cristo!

dade do amor” (Papa Francisco).

Dom Sérgio da Rocha Cardeal Arcebispo de Brasília-DF Presidente da CNBB

18 Revista CNTur Brasil Turismo

Dom Murilo S. R. Krieger Arcebispo de S. Salvador da Bahia - BA Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner Bispo Auxiliar de Brasília-DF Secretário-Geral da CNBB


CAPA

SENHORA APARECIDA: 300 ANOS DE BÊNÇÃOS E GRAÇAS! PADRE JOÃO BATISTA DE ALMEIDA, REITOR DO SANTUÁRIO NACIONAL Chegamos ao grande momento de celebração dos

canto, cheio de amor e vida. Venho louvar aquela a

300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora

quem chamo ‘Senhora de Aparecida’. Venho louvar

Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul. Foram

Maria, Mãe do libertador. Venho louvar a Virgem de

cinco anos de preparação, nos quais a imagem foi

cor morena, por seu amor”.

entregue solenemente às dioceses brasileiras, que a fizeram peregrinar pelas paróquias, comunidades,

Neste ano de Festa, as celebrações do Santuário,

escolas, hospitais, cadeias, presídios, residências,

bem como seu calendário, sofreram alterações. A

etc. Inúmeros eventos foram promovidos pelos de-

Novena, que tradicionalmente iniciava no dia 3 de

votos para que pudéssemos chegar a esse momen-

outubro, este ano vai começou no 1º dia do mês. Em

to com o coração agradecido, palpitante de alegria e

cada dia, celebramos a presença de Maria na vida

regozijo pelo grande presente que Deus concedeu

do povo, e a relação dos devotos com nossa Mãe

ao povo brasileiro, por meio de uma pequenina Ima-

amorosa. Por isso, vamos demonstrar como a pe-

gem surgida das águas.

quena Imagem foi ganhando o coração do povo brasileiro, a começar pelos dos três pescadores. Eles

É chegada a hora de cantar: “Quero lembrar os fatos

foram os primeiros a acolherem a presença da Mãe

que aconteceram naquele dia, quando, por entre as

com carinho e a verem Ela um sinal de Deus para

redes, aquela Imagem aparecia. Vendo surgir das

seu povo. A partir deste acolhimento surgiu a missio-

águas a tosca imagem de negra cor, agradeceram

nariedade, a partilha, a comunhão eclesial, que cul-

todos à Mãe de Cristo por tanto amor”. Recordar é

minam com a proteção e o carinho materno que há

viver, por isso fazemos memória de uma “teofania”,

três séculos são derramados no coração e na vida

uma manifestação divina na história humana. Na

do povo brasileiro, celebradas nos dias 10, 11 e 12.

singeleza da vida humilde de uma aldeia de pesca-

Esperamos que os momentos que compõem esta

dores no início do século XVIII, Deus quis mostrar

celebração jubilar sejam mais do que momentos

seu amor infinito pelo povo da Terra de Santa Cruz.

especiais de oração; desejamos que sejam restau-

Tenho a certeza de que os devotos da Rainha e

radores de vidas, recuperadores de dignidades per-

Padroeira do Brasil querem prestar uma grande ho-

didas, libertadores de escravidões, restauradores de

menagem àquela que nos foi dada como símbolo

imagens e semelhanças divinas, como tem sido a

nacional de fé. Com essa convicção, convido todos

história da devoção a Nossa Senhora Aparecida, ao

a soltar a voz e dizer bem alto: “Venho cantar meu

longo desses 300 anos de bênçãos e de graças.

Revista CNTur Brasil Turismo

19


CAPA

SEDE DA CNTUR EM APARECIDA-SP DESENVOLVE O TURISMO RELIGIOSO NACIONAL Por Dra. Lenir Antunes Dos Santos Proença

A Sede Nacional para o Desenvolvimento do Turismo

mais importantes, a colaboração na parceria SE-

Religioso Brasileiro surgiu a partir do reconhecimento

NADETUR/AGCTUR no incentivo para com o

pela Confederação Nacional do Turismo-CNTur, da

Poder Legislativo Municipal, motivando-o na cria-

importância que a grandiosa mobilidade de peregri-

ção de importantes Leis Municipais tais como: Lei

nos das mais diversas religiões que acontecem todos

n°3832/2013 de 22 de maio de 2013, que instituiu

os anos, pelo nosso imenso Brasil, salientando ser a

a SEMANA MUNICIPAL DE TURISMO EM APA-

peregrinação católica apostólica romana, a maior de

RECIDA-SP e a Lei 3866/2013 de 30/10/2013, que

todas elas.

instituiu O “ DIA DA HOSPITALIDADE E GASTRONOMIA”. Normas que refletem o traço marcante das

Sua sede situada na cidade de Aparecida/SP, desde

atividades desenvolvidas na Municipalidade.

02 de fevereiro de 2013, vem realizando parcerias no sentido de colaborar com o desenvolvimento do turis-

“Graças a essas parcerias e com as constantes pes-

mo religioso dessa importante região, a qual recebe

quisas no sentido de melhor atender aos turistas do

anualmente cerca de 12 milhões de peregrinos.

segmento religioso é que surgiu a ideia de se criar A ‘ROMARIA DOS PROFISSIONAIS DO TURISMO”,

Desta forma iniciando os seus trabalhos a partir de

que já realizou a sua 4.a edição e que a cada ano

levantamentos estatísticos se deu a conhecer al-

mais se consolida no calendário de atividades des-

gumas entidades que também já atuavam no mes-

ses profissionais, havendo inclusive uma vinculação

mo segmento, como a AGCTUR- Associação dos

com as edições dos congressos da ABAV- Associa-

Guias do Circuito Turístico Religioso.

ção Brasileira das Agencias de Viagem. Todas as demais atividades que foram desenvolvi-

Assim, vários trabalhos foram realizados pela en-

das ao longo de 4 anos, foram igualmente impor-

tidade no decorrer desses quatro últimos anos,

tantes, uma vez que estavam inseridas no mesmo

dentre os quais podemos salientar como um dos

propósito de desenvolver o turismo religioso.

20 Revista CNTur Brasil Turismo


CAPA

E em assim sendo, cabe ressaltar o notável esfor-

Sem mencionar a maravilha que foi a inauguração

ço, empenho e dedicação dos Padres Redento-

no dia 11 de Outubro da Cúpula Central, que cau-

ristas na Cidade de Aparecida, o que sempre nos

sou uma grande comoção em todos os presentes

deixa uma enorme sensação de bem estar. Nos

durante a celebração da Novena Jubilar. No dia a

últimos tempos aconteceram gigantescas obras,

dia é possível notar o desenvolvimento e a agilida-

em todos os cantos das propriedades que estão

de na construção e manutenção das propriedades

sob a guarda da Congregação, e sem dúvida é um

da Congregação.

magnífico exemplo de organização, cuidado, zelo e boa administração. Percebemos que inteligências

Os inúmeros peregrinos que chegam à Aparecida,

brilhantes se fazem presentes em nosso clero e

já encontram vários pontos de visitação que valori-

nos fica claro que todos os recursos arrecadados,

zam a sua fé e os remetem a um momento de la-

através da generosidade dos devotos, são muito

zer e bem estar, são eles: Santuário Nacional onde

bem empregados em empreendimentos que segu-

encontramos os seguintes atrativos: (Sala dos três

ramente nos remeterão à posterioridade.

Pescadores, Sala dos Milagres, Mirante da Torre Brasília, Museu de Arte Sacra, Museu de Nossa

As celebrações dos 300 anos do surgimento da

Senhora Aparecida, Academia Marial, Call Center

pequena imagem da Virgem Imaculada Conceição,

-atendimento aos devotos, Capela Batismal, Cape-

Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul e res-

la da Ressureição, Capela das Velas, Capela São

gatada pelas mãos dos pescadores da província de

José, Capela do Santíssimo e o Nicho da Padroei-

Guaratinguetá (Felipe Pedroso, Domingos Garcia e

ra), Bontur- Bondinhos aéreos, Centro de Apoio ao

João Alves), fato que deu origem a cidade de Apa-

Romeiro, Memorial da Devoção- Museu de Cera e

recida, nos deixam perplexos pela engenhosidade,

Cinema 4D), Aquário, Presépio, Matriz Basílica de

perspicácia, árduo trabalho e grande empenho de

N S Aparecida, Morro do Cruzeiro, Porto Itaguaçu,

todos os funcionários e administradores, sempre lem-

Passeio de Balsa em Aparecida sobre o Rio Pa-

brando, é claro, da enorme preparação espiritual que

raíba (onde a santa foi encontrada), Mirante das

a grandiosa data nos lembra, fato esse que também

Pedras, Igreja de São Benedito, Seminário do Bom

ficou a cargo desses magníficos homens de Deus.

Jesus, Igreja de São Geraldo, Museu José Luiz Pasin, Teleférico, Passarela da Fé, Feira de utilidades

Todas as obras, criadas através da Congregação

de Aparecida, Mirante da Santa, Memorial Reden-

Redentorista na cidade de Aparecida, possuem

torista Padre Vitor Coelho de Almeida, além de ou-

uma marca distinta, são extremamente bem feitas,

tros em fase de projetos.

bem planejadas, realizadas com materiais apropriados de grande requinte e muito bom gosto, e

Nota-se que todas as atividades são elaboradas

isso se verifica principalmente pelos artistas que

com a finalidade de acolher esse peregrino que em

a assinam. Quando em nosso país não é possível

alguns momentos também se transforma em um

um serviço impecável, o mesmo é adquirido no ex-

turista ávido por desfrutar de alguns momentos de

terior, como ocorreu com o conjunto de 13 sinos do

lazer com a sua família, e nesse sentido ao longo

Campanário que foram obtidos em uma fábrica na

dos anos foram igualmente importantes os projetos

Holanda, e com o restauro da Matriz Basílica Velha

realizados pela SENADETUR, cujo principal propó-

(Basílica de N. S da Conceição Aparecida).

sito é o de desenvolver o TURISMO RELIGIOSO.

Revista CNTur Brasil Turismo

21


CAPA

NOSSA SENHORA E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL POR PLÍNIO SARTI

Forjada na fé, na crença, a identidade da Nação foi, em grande parte, concebida em torno de Nossa Senhora da Conceição, uma imagem pequena e quebrada, resgatada pelas redes de três pescadores, que bem poderiam ser a síntese da mistura índios, negros e portugueses. Quando pensamos na formação de um país, na identidade de um povo, elementos como a pintura, a literatura, a música, a língua, as insígnias e as bandeiras atendem às necessidades para a construção de uma unidade. Nesse processo em busca do genuinamente brasileiro e da construção da identidade, na literatura, muitos artistas apresentaram os primeiros traços de brasilidade em suas obras. Porém, a arte era restrita a pequenos círculos de poder, o que assim distanciava os conceitos de nação da maioria da população. Sob o contexto histórico de ser um povo que não aportou em nossas terras com objetivo de constituir um país foi que a fé de Nossa Senhora da Conceição de Aparecida transcendeu a religiosidade, quebrando barreiras sociais, fazendo emergir nos corações das pessoas um sentimento que deu unidade a um povo. Como a fé não depende de protocolos, uma vez que se projeta e materializa-se enquanto verdade na alma e no mundo das ideias, a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que completa 300 anos, atravessou o rio do tempo, resistiu aos sistemas políticos, aos meios de produção, as nomenclaturas e os tudo quanto o homem cria como aparato para apreender a realidade dos fatos. Resistiu porque é forjada na fé, na crença. Foi o amálgama formado pela confluência de raças, originando o que mais tarde tornar-se-ia, de forma oficial, o povo brasileiro. Plínio Sarti é secretário-geral do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical.

22 Revista CNTur Brasil Turismo


TURISMO

A IMPORTÂNCIA DE EVENTOS PARA O BRASIL

O

Brasil possui um vasto número de pontos turísticos e belezas naturais. Fatores que contribuem com o desenvolvimento econômico e o comércio. A valorização de espaços físicos alterou ambientes genuínos em futuros atrativos, colaborando para um melhor equilíbrio econômico. A atividade turística é uma alternativa positiva que gera grande

to que responde mais rápido ao estímulo. O setor não engloba apenas o sentido de algo passageiro, mas também o investimento de estrangeiros em empreendimentos como pousadas no país. De acordo com estudo do Ministério do Turismo, dos 6,3 milhões de turistas estrangeiros que visitaram o Brasil em 2015, 95,5% afirmaram que tem intenção de retornar ao país. Ao todo 86,5% dos

investimento. Assim sendo, é seguro dizer que o setor terciário é o que mais cresce no Brasil e impulsiona a economia debilitada. A importância da atividade está ligada diretamente à geração de renda, através dos gastos dos turistas e bens e serviços adquiridos na visita, e a criação de empregos para atender a demanda, que ofertam durante o aprendizado bem mais do que os benefícios, como gestão de tempo, comunicação e atendimento ao público. Durante uma crise, o turismo é o âmbi-

entrevistados avaliaram que a viagem superou ou atendeu plenamente as expectativas, contribuindo a avaliação positiva a hospitalidade e gastronomia. O alto índice de aprovação também ficou por conta da infraestrutura e serviços turísticos. O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), apontou que o turismo na economia do Brasil deverá alcançar a marca de R$ 700 bilhões, cerca de 10,3% do PIB em 2024 - e empregará 10,6 milhões de pessoas no país.

TURISMO DE EVENTOS Aspectos como a melhor qualidade de vida e mais tempo livre são fortes fundamentos para o aumento na procura do turismo. Considerado um dos mais importantes setores anexados, o turismo de eventos movimenta a economia fora da alta temporada. Mobilizando empreendimentos como hotéis, restaurantes e o comércio local e aumentando o fluxo de visitantes. O Ministério do Turismo conceitua o ramo como um conjunto de atividades turísticas decorrentes de interesse profissional, associativo, institucional, de caráter comercial, promocional, técnico, científico e social. Ressaltando as áreas de comunicação, finanças e tecnologia. O Brasil apresenta números convincentes e resultados prósperos na categoria. Segundo o MTur, em

2016, o país sediou aproximadamente 900 eventos turísticos em todas as regiões. A mesma instituição divulgou que o turista de negócios gasta três vezes mais que o convencional, o que mostra resultados significativos e a relevância do seguimento. O fluxo turístico integra reuniões, simpósios, exposições, feiras, congressos, convenções, mostras e visitas técnicas. Um mercado promocional de ampla diversidade e impacto no desenvolvimento e crescimento. A International Congress and Convention Association (ICCA) apontou o Brasil na 15ª posição do ranking dos países que mais realizaram eventos internacionais em 2016. Apesar do recuo, antes no 11° lugar, o Brasil ainda detém o título de país que mais sedia eventos na América Latina.

Revista CNTur Brasil Turismo

23


ENTREVISTA

1

QUAL A IMPORTÂNCIA DO TURISMO PARA A ECONOMIA NACIONAL? O turismo vem conquistando cada vez

mais espaço na economia brasileira. Isso porque em momentos de crise, nosso setor é o que responde mais rápido na geração de emprego e renda para a população. Para se ter uma ideia do tamanho e potencial do setor, a cada 11 empregos gerados no mundo, um é pelo turismo. No Brasil, são sete milhões de pessoas trabalhando direta e indiretamente em mais de 50 atividades relacionadas ao setor. Porém, acredito que pode-

Desde 5 de outubro de 2016, Marx Beltrão encara o desafio de promover e fortalecer o turismo, visto como um suporte necessário para a recuperação da economia do País. Como Ministro do Turismo, o peemedebista participou de eventos importantes da categoria como WTM em Londres e FITUR, buscando medidas e estratégias para impulsionar a competitividade do Brasil no mercado.

mos muito mais e estou trabalhando para isso. Lançamos o Plano Brasil + Turismo este ano, com medidas para fortalecer o setor de viagens e melhorar a economia brasileiro. Entre elas, estão a modernização da Embratur, a facilitação de vistos, a ampliação da conectividade aérea e a qualificação profissional. Ampliamos em 66% o número de municípios com potencial turístico no país e acredito que, com o olhar mais focado no setor, conseguiremos investir em infraestrutura, qualificar os serviços e gerar mais empregos.

2

VENDO O SETOR COMO UM SUPORTE PARA RECUPERAÇÃO ECONÔMICA DO PAÍS, COMO O MINISTÉRIO DO TU-

RISMO TRABALHARÁ PARA TRANSFORMAR E AGREGAR POSITIVAMENTE AINDA MAIS ESTE CENÁRIO? A nossa resposta imediata para este grande desafio é o Brasil+ Turismo. O pacote de medidas tem a finalidade de apresentar soluções técnicas para lacunas históricas do setor no Brasil, de modo a aumentar o número de turistas nacionais e estrangeiros e gerar emprego e renda para o País. As ações englobam a abertura total do capital das empresas aéreas ao mercado internacional, a implantação do visto eletrônico, a modernização da Embratur com o consequente reforço na promo-

24 Revista CNTur Brasil Turismo


ENTREVISTA

Lei Geral do Turismo, entre outras. A meta é atrair

4

cerca de 6 milhões de turistas estrangeiros a mais

UMA BOA RECEPÇÃO DO PÚBLICO A INICIATI-

para o Brasil nos próximos cinco anos e injetar

VA. QUAL A IMPORTÂNCIA DESSE PROJETO?

em torno de US$ 12 bilhões na nossa economia.

O canal de qualificação online atingiu a marca

Portanto o nosso trabalho é oferecer ferramentas

histórica de 20 mil pessoas inscritas, um núme-

efetivas para o crescimento do país.

ro muito significativo para nós que buscamos por

3

este resultado: engajamento, aperfeiçoamento e

PERÍODO DE GESTÃO?

mas para ampliar a empregabilidade do profissio-

Um dos grandes avanços sem dúvida foi a regu-

nal. Pela excelente receptividade que tivemos,

lamentação do trabalho intermitente dentro da

resolvemos estender o prazo das inscrições e

reforma trabalhista, fundamental para o Turismo.

dar mais uma oportunidade para os brasileiros

Apenas o segmento de bares e restaurante prevê a

interessados em realizar os cursos.

geração de 2 milhões de empregos com a moderni-

A proposta é atingir o maior número de pessoas

zação das leis trabalhistas. Além desse segmento,

que atuam na linha de frente do atendimento ao

os parques temáticos e os meios de hospedagem

turista, bem como capacitar aqueles que dese-

também se beneficiam diretamente da medida.

jam entrar no setor. Vale lembrar que o turismo se

Outra conquista do setor foi o lançamento do

confirmou como um importante segmento da eco-

programa para agilizar a concessão de crédito

nomia nacional sendo responsável, atualmente,

para capital de giro de micro, pequenas e mé-

por 7 milhões de empregos diretos ou indiretos. O

dias empresas - que representam 90% da for-

setor também desempenha um papel fundamental

ça de trabalho do setor - disponibilizando cerca

na geração de renda para as cidades que já identi-

de R$ 20 bilhões em novos financiamentos até

ficaram a sua vocação turística.

agosto de 2018.

ção da entrada de turistas de países estratégicos

5

ao Brasil. A partir de novembro, vamos começar

mais que se atinja níveis excelentes de servi-

a implantar o visto eletrônico para visitantes aus-

ços, infraestrutura e qualificação profissional,

tralianos, canadenses, norte-americanos e japo-

sempre haverá muito a avançar para manter-

neses. Para os chineses, ampliamos o prazo do

mos os nossos destinos competitivos num mer-

visto de permanência no Brasil de três meses

cado extremamente concorrido. E sabemos que

para cinco anos. Todas essas ações fazem parte

nossa capacidade vai muito além do que esta-

do plano Brasil + Turismo.

mos realizando hoje.

ção internacional e doméstica, o melhor aproveitamento turístico de áreas da União, programas de qualificação profissional e a reformulação da

O PRAZO PARA PARTICIPAR DO PROGRAMA BRASIL BRAÇOS ABERTOS, QUE FAZ PARTE DO PLANO BRASIL + TU-

RISMO FOI PRORROGADO, O QUE APRESENTA

COMPLETADO UM ANO NO MINISTÉRIO

excelência no setor. A qualificação profissional

DO TURISMO, QUAIS FORAM OS PRINCI-

é um dos pilares fundamentais do Turismo, não

PAIS DESTAQUES E CONQUISTAS NESSE

só para garantir a boa experiência dos viajantes,

Avançamos, ainda, na parceria realizada com o Ministério de Relações Exteriores e conseguimos atender um pleito antigo do setor com a facilita-

QUAIS AS CONDIÇÕES OU MUDANÇAS PARA QUE O PAÍS POSSA CHEGAR AO PÓDIO DOS PRINCIPAIS DESTINOS?

O turismo nunca é uma obra “acabada”. Por

Revista CNTur Brasil Turismo

25


ENTREVISTA

O MTur (Ministério do Turismo) tem feito um

do mesmo continente, por isso a importância de

grande esforço nesse sentido, e um dos nossos

qualificar e diversificar as ligações entre os des-

indicadores que mostram que estamos no cami-

tinos brasileiros.

nho certo é a vitalidade do nosso setor. Somos,

Embora os investimentos em modais de trans-

hoje, a 11ª maior economia de turismo do mundo,

portes sejam de competência do Ministério dos

uma posição muito valiosa quando consideramos

Transportes, o MTur ((Ministério do Turismo) atua

as dimensões continentais e diferenças do nosso

fortemente para melhorar as condições de píe-

Brasil. De 2003, ano de criação do ministério, até

res, marinas e orlas marítimas e fluviais, por meio

hoje, investimos mais de R$ 9 bilhões em obras

da realização de obras de infraestrutura e apoio a

em todas as regiões, o que tem valorizado o ta-

equipamentos de estímulo ao segmento náutico.

lento e a vocação de cada destino. De acordo

Essa é uma medida extremamente benéfica para

com estudo do Fórum Econômico Mundial, avan-

o turismo, pois ao criarmos experiências de qua-

çamos 12 posições no ranking das infraestruturas

lidade para o viajante, estamos investindo no que

para atendimento ao turista mais competitivas do

há de mais importante para o setor.

planeta, passando da 51ª para a 39ª posição. No

do país em torno do aumento da competitividade

7

do nosso turismo está, de fato, sendo reconheci-

Trabalhamos por resultados consistentes e per-

da no mercado internacional.

manentes, porque induzir o crescimento do mer-

6

cado de turismo não é um projeto de curto prazo.

ranking geral, avançamos 24 posições nos últimos quatro anos, passando da 51ª para a 28ª colocação. Isso significa que a ampla mobilização

QUAL O MAIOR DESAFIO DO SETOR ATUALMENTE? O QUE ESPERAR DO TURISMO EM 2018? QUAIS OS PROJETOS E

AÇÕES PARA O PRÓXIMO ANO?

NO QUESITO DO TRANSPORTE AÉREO

Mas para 2018 já podemos esperar pela respos-

E NÁUTICO, O QUE FAZER PARA ME-

ta do setor às medidas do Plano Brasil+Turismo,

LHOR O POTENCIAL E FAVORECER O

como o incremento no fluxo de estrangeiros e na

TURISMO NACIONAL?

geração de divisas para o país após o início da

O Brasil é um país de dimensões continentais

concessão de vistos eletrônicos.

e a capilaridade da aviação é fundamental para

Um dos nossos grandes desafios continua sen-

melhorar o acesso aos destinos. Pensando nis-

do ampliar o consumo de turismo no Brasil, seja

so, o plano Brasil + Turismo estimula a amplia-

trazendo mais visitantes internacionais para cá,

ção da conectividade aérea regional, por meio

seja fazendo com que o setor de viagens e tu-

do aumento do limite de 20% para até 100% da

rismo fique mais acessível a um maior número

abertura de capital estrangeiro nas companhias

de brasileiros. Nossa expectativa é incluir mais

aéreas. Isso permitirá a criação de novas rotas,

40 milhões de brasileiros no mercado de viagens

maior oferta de voos e melhor acesso aos des-

domésticas e ampliar de 6,5 milhões para 12 mi-

tinos, além da dinamização da economia das

lhões o número de estrangeiros. Com essa movi-

pequenas e médias cidades, com importantes

mentação de turistas, nossa expectativa é gerar

efeitos para o turismo. De acordo com a Orga-

cerca de 2 milhões de empregos extras pelo tu-

nização Mundial do Turismo, cerca de 80% das

rismo e injetar quase US$ 13 bilhões na econo-

viagens realizadas no mundo são feitas dentro

mia com o turismo internacional.

26 Revista CNTur Brasil Turismo


ENTREVISTA

1

QUAL A IMPORTÂNCIA DO TURISMO PARA A ECONOMIA NACIONAL? O turismo é a atividade do setor terciário

que mais cresce no Brasil, por isso a sua importância, pois gera emprego e divisa. Os indicadores da atividade turística no mundo - crescimento de 4,4% do ano passado e mais de 1,2 bilhão de pessoas viajando pelo planeta, segundo a Organização Mundial de Turismo - não deixam dúvidas sobre a importância deste setor às economias dos países. No Brasil, o ramo de viagens e turismo é responsável pela geração de 7,3 milhões de empregos e representa 3,7% do Produto Interno Bruto. É uma atividade que tem impacto

Nomeado ao cargo pelo atual presidente, Michel Temer, o cientista político Vinícius Lummertz, que reassumiu seu posto na presidência da Embratur, compromete-se a tonar o Brasil uma potência do Turismo.

em mais de 52 segmentos da economia, gerando demandas para o setor de serviços e também para a indústria.

2

VENDO O SETOR COMO ESSE SUPORTE PARA RECUPERAÇÃO ECONÔMICA DO PAÍS, COMO TRABALHAR PARA

TRANSFORMAR E AGREGAR POSITIVAMENTE AINDA MAIS ESTE CENÁRIO? O Brasil tem o maior potencial de turismo entre todos os países do mundo e pode quase triplicar a atual receita anual do setor, estimada nos últimos 12 meses em aproximadamente U$ 7 bilhões. Além da transformação da Embratur em agência de promoção e da carga tributária, uma das soluções é a abertura de capital das grandes empresas do setor, capacitação para um serviço de alta qualidade, a facilitação por meio de vistos eletrônicos e a expansão da malha aérea. A partir do Projeto de Lei (2724/2015), que está para ser votado no Congresso Nacional, o país poderá alcançar essa receita a partir da aprovação. O projeto de lei que está hoje na Câmara transforma a Embratur em uma agência moderna, com capacidade de competir com os países da região e do mundo inteiro, com recursos e independência financeira.

28 Revista CNTur Brasil Turismo


ENTREVISTA

3

O BRASIL É A 10° MAIOR INDÚSTRIA DE TURISMO NO MUNDO. O QUE É PRECISO PARA FORTALECER AINDA MAIS O TU-

RISMO BRASILEIRO? O que nós precisamos para avançar é a aprovação das reformas que estão sendo encaminhadas para o turismo (transformação da Embratur em agência, abertura do setor aéreo ao capital estrangeiro, facilitação de vistos eletrônicos, entre outras) melhorar o ambiente de negócios para o ambiente e promover mais o Brasil no exterior. Assim, nós teremos um boom no turismo como tivemos na agricultura, porque o maior potencial para o turismo do planeta está aqui no Brasil.

4

QUAL O MAIOR DESAFIO DO SETOR ATUALMENTE?

5

QUAIS SÃO AS AÇÕES DA EMBRATUR PARA O PRÓXIMO ANO? A Embratur seguirá seu calendário anual

de participação em feiras internacionais de turismo, em mercados denominados prioritários, que

A burocracia e o ambiente de negócios des-

mais enviam turistas ao Brasil. Investirá, também,

favorável do País são hoje entraves maiores para

em ações de marketing digital, com a utilização

o turismo do que a imagem do Brasil no exterior.

de ferramentas para campanhas promocionais

Para um desenvolvimento sustentável do turismo,

de destinos e produtos brasileiros.

temos que melhorar o ambiente de negócios do Brasil e as condições para o investimento no setor. O programa Brasil + Turismo, lançado este ano pelo Ministério do Turismo, visa isso, tirar o imposto dos parques temáticos, por exemplo. Para amadurecer o mercado brasileiro, temos de facilitar inclusive na questão ambiental. Temos bons exemplos de parques no Brasil: Foz do Iguaçu (PR), Parque Nacional da Tijuca (RJ) e Fernando de Noronha (PE). Quase 80% dos visitantes de parques do País estão nesses que foram concessionados. Esse é o caminho.

Revista CNTur Brasil Turismo

29


ENTREVISTA

6

8

QUAL A IMPORTÂNCIA DO PROGRAMA BRASIL + TURISMO? O Brasil + Turismo é um pacote de medi-

das para fortalecer o setor no Brasil. As ações

QUAL É A OPINIÃO DE VINICIUS

têm como finalidade trazer soluções técnicas

LUMMERTZ SOBRE JOGOS E

para gargalos históricos, aumentar o número

CASSINOS NO BRASIL?

de turistas nacionais e estrangeiros, contribuir

Defendo a legalização dos cassinos no Brasil

para melhorar destinos nacionais, proporcionar

para melhorar a receita turística. O que precisa

o desenvolvimento regional e gerar emprego e

ter cuidado é com a questão da renda e com a

renda. Precisamos criar condições para que os

ideia de que os cassinos devem estar em re-

empresários invistam no país. O Brasil + Turis-

sorts. É a nossa proposta. Em Las Vegas, o jogo

mo vem para corrigir uma miopia histórica e faz-

já não é o principal negócio da cidade, e sim

er com que o turismo seja visto como protagoni-

os congressos e shows que ocorrem nos hotéis.

sta na geração de emprego e renda. O conjunto

Existem shows montados que faturam US$ 200

de medidas anunciadas pelo MTur reúne sug-

milhões e ficam 10 anos no ar. A economia é

estões de integrantes da cadeia produtiva do

ligada à cultura, às artes, aos espetáculos e

turismo nacional e de entidades internacionais,

aos esportes. Os cassinos acabaram sendo um

como a Organização Mundial do Turismo (braço

meio de segurar uma magia.

da ONU para o setor) e o Conselho Mundial de

7

Turismo e Viagem (WTTC). Dentre as ações, A TRANSFORMAÇÃO DA EMBRATUR EM

está a abertura de todo capital das empresas

UMA AGÊNCIA É UMA POSSIBILIDADE.

aéreas brasileiras ao investimento internacional.

COMO ISSO IRÁ MUDAR OU MELHORAR

A ideia, a partir do Brasil + Turismo, é mudar o

AS AÇÕES DO TURISMO BRASILEIRO?

cenário e saltar de 6,5 milhões de turistas es-

Quando aprovado o PL (2724/2015), que propõe

trangeiros no país por ano (dado de 2016) para

a transformação da Embratur, a agência poderá

12 milhões em 2022. A estimativa é de que a

trazer mais agilidade e flexibilidade na gestão,

receita com os visitantes passe dos US$ 6 bil-

o que resultará em mais promoção para atrair

hões anuais para US$ 19 bilhões. Outro impacto

um número muito maior de turistas internacio-

esperado é a inserção de 40 milhões de brasile-

nais para o Brasil. Como agência, poderão ser

iros no mercado consumidor de viagens. Atual-

aportados recursos de outras fontes, poderão

mente, menos da metade da população viaja to-

ser feitos convênios e parcerias com a iniciati-

dos os anos (cerca de 60 milhões). A criação de

va privada, tornando a administração mais ágil,

quase 6 milhões de empregos é outra das con-

além de destinar servidores para atuar direta-

sequências esperadas como resultado do Brasil

mente nos mercados internacionais.

+ Turismo. Em âmbito mundial, o setor responde por um em cada 11 empregos (9%) de acordo com a OMT. No Brasil, o turismo emprega direta e indiretamente 7 milhões de pessoas.

30 Revista CNTur Brasil Turismo


LEGISLAÇÃO

A NOVA LEI DAS GORJETAS 32 Revista CNTur Brasil Turismo


LEGISLAÇÃO

O QUE MUDOU? A nova “lei das gorjetas” (Lei nº 13.419, de 13 de março de 2017) alterou substancialmente o art. 457 da CLT, que regula essa forma de remuneração tão presente e importante no cotidiano dos hotéis, restaurantes, bares e similares, terminando por acarretar a quebra de paradigmas enraizados na categoria há mais de meio século. Até a edição da Lei 13.419/2017, a modalidade denominada GORJETAS ESPONTÂNEAS poderia ser utilizada de forma absolutamente legítima, com o pagamento de encargos trabalhistas sobre valores das Tabelas de Estimativas, se as gorjetas não fossem incluídas ou discriminadas nas pré-contas e ainda que: a) houvesse a indução do cliente ao pagamento de gorjetas por meio de “papeizinhos” ou post-it’s anexados à conta, escritos de próprio punho do garçom na nota de despesas ou mesmo exibição do valor com serviço em calculadoras; e b) o estabelecimento aceitasse o recebimento de gorjetas em cartões de crédito/débito. Agora, contudo, não basta ao estabelecimento não incluir ou discriminar nas pré-contas as gorjetas, nem informar aos clientes que o serviço não é cobrado. Para que a empresa possa adotar corretamente a modalidade denominada GORJETAS ESPONTÂNEAS, não são mais admitidas as formas de indução descritas na letra “a” acima nem o recebimento de ainda que parte das gorjetas por meio de cartões de crédito/débito (letra “b”). Em suma, a modalidade denominada GORJETAS ESPONTÂNEAS somente será aplicável nas empresas em que os respectivos empregados recebam eventuais gorjetas diretamente dos clientes e em dinheiro. De outra forma, a partir de agora, as empresas deverão adotar a modalidade denominada GORJETAS COMPULSÓRIAS. As empresas que não incluíam ou discriminavam as gorjetas nas pré-contas e que aceitavam o pagamento delas por meio de cartões de crédito/débito, não devem ter qualquer espécie de receio de mudar agora a sistemática delas de espontâneas para compulsórias. Antes, ao contrário, tal mudança não é apenas segura como também é necessária. A alteração de uma sistemática para outra não significa que a empresa estava errada e agora passou a fazer o certo, nem a expõe a eventuais passivos trabalhistas, desde que, evidentemente, a modalidade anterior estivesse sendo observada adequadamente na forma das normas coletivas anteriores e a nova venha a ser cumprida regularmente. Os empresários do segmento devem ter ciência de que a manutenção do sistema de GORJETAS ESPONTÂNEAS, quando a empresa não mais preenche os requisitos para a adoção dessa modalidade, implica na imposição das sanções previstas em Convenção Coletiva e também naquelas estabelecidas no parágrafo 11 da Lei nº 13.419/2017.

Revista CNTur Brasil Turismo

33


LEGISLAÇÃO

PRUDÊNCIA NECESSÁRIA NA APLICAÇÃO DA REFORMA TRABALHISTA PELAS EMPRESAS NO PRÓXIMO DIA 12 DE NOVEMBRO, ENTRA EM VIGOR A LEI 13.467/2017, MAIS CONHECIDA COMO A LEI DA REFORMA TRABALHISTA, A QUAL TERMINOU POR ALTERAR MAIS DE 100 ARTIGOS DA CLT.

Desde a sua promulgação, em 13 de julho passado, a Lei da Reforma Trabalhista tem sido objeto de inúmeros debates na imprensa, na televisão, em seminários empresariais e acadêmicos etc. Nesses debates, saltam aos olhos as posições diametralmente opostas entre empresários, defensores da Reforma, e entidades sindicais de trabalhadores, contrárias às modificações na CLT. No meio, estão aqueles encarregados de aplicar e julgar a Lei da Reforma Trabalhista: os juízes do trabalho. Como a lei não entrou em vigor, inexistem decisões judiciais acerca das inúmeras alterações sofridas pela CLT. Ou seja, objetivamente falando, não se sabe ainda aquilo que irá ou não prevalecer na justiça do trabalho. O que existe até o momento são manifestações acadêmicas de diversos juízes trabalhistas em livros e seminários. E, no mais das vezes, tais manifestações não têm sido nada favoráveis aos interesses empresariais. Elas indicam que, quando chegarem os primeiros questionamentos à justiça do trabalho, a tendência será a de serem relevados diversos pontos da Reforma, que deixariam de ser aplicados ou seriam interpretados de maneira diversa da pretendida pelas empresas. Por conta disso, até que haja a consolidação de firme jurisprudência, recomenda-se aos empresários cautela e prudência na aplicação da Lei da Reforma Trabalhista nos contratos de trabalho de seus empregados. Assim, por exemplo, não se deve: • pagar como prêmio ou abono, que pela Reforma não sofrem a incidência de encargos trabalhistas, aquilo que na verdade é salário; • utilizar do contrato intermitente de maneira indiscriminada sem o oferecimento de garantias mínimas ao empregado; • contratar a jornada 12X36 sem o amparo de acordo coletivo de trabalho; • negociar acordo coletivo para contratar menores de idade em período noturno ou para atividades perigosas; etc. A Reforma Trabalhista é muito importante e positiva para as empresas. Mas as suas regras devem ser utilizadas com moderação, a fim de que aquilo que hoje é solução não se torne um enorme problema amanhã.

34 Revista CNTur Brasil Turismo


DEPOIMENTO

A IMPORTÂNCIA DA CNTUR NO TURISMO NACIONAL Um setor forte e unido, agregando valor ao mercado que

social junto à comunidade, além de ser grande respon-

pertence à sociedade, só é possível a partir de um tra-

sável pela arrecadação em todas as esferas, convertida

balho sólido das entidades representativas. E, em todos

em benefício a todos.

os setores econômicos, o empresário precisa participar

Credor de confiança e profissionalismo, a CNTur, Confe-

e se envolver.

deração Nacional de Turismo, com suas Federações e

No caso do nosso setor, é fundamental a democratiza-

Sindicatos, vem trabalhando para o desenvolvimento e

ção do turismo e do desenvolvimento de toda sua cadeia

crescimento do setor.

produtiva. O setor de turismo tem por natureza a geração de riqueza e renda nos destinos como resultado de

Toni Sando - Presidente Executivo do

seus esforços, incrementando a economia de pequenas

São Paulo Convention & Visitors Bureau e

e grandes empresas e pulverizando a responsabilidade

Presidente da UNEDESTINOS

A IMPORTÂNCIA DA CNTUR NO TURISMO NACIONAL A CNTur é a entidade sindical patronal de grau máximo

os órgãos e agentes públicos de todos os níveis em prol

na representação do setor do Turismo no Brasil. Ela re-

da defesa dos interesses da categoria.

presenta e agrega todo este extenso segmento que é

Dessa forma, a confederação tem dado fundamental

composto de hotéis e todos os tipos de meios de hospe-

contribuição a esta importante atividade econômica que,

dagem, restaurantes comerciais e coletivos, bares e em-

segundo dados do Ministério do Turismo, representa

presas fixas de alimentação preparada, casas noturnas

cerca de 3,5% do PIB nacional e contribui com o país

e de lazer, organizadores de eventos, parques temáti-

gerando milhares de empregos.

cos, agências de viagem e operadores de turismo, e de

Atividades Profissionais: Exercício da advocacia durante

clubes esportivos, sociais e de recreação.

10 anos, atuando nas áreas cível, comercial e traba-

Ao desenvolver seus objetivos a CNTur tem exercido im-

lhistas. Franqueado do McDonald´s desde 1999. Res-

portante papel no setor econômico do turismo no Brasil.

ponsável pela Operação de 2 restaurantes da rede.

Neste sentido podemos destacar, de forma exemplificativa, a atuação da CNTur ao promover congressos,

Mauro Augusto Gomes - Membro da

fóruns, cursos, convenções, seminários e publicações

ANR (Associação Nacional de

destinadas ao desenvolvimento da atividade turística, e

Restaurantes) e ABFM (Associação

também no exercício de representação do setor perante

Brasileira de Franqueados McDonald´s)

Revista CNTur Brasil Turismo

35


DEPOIMENTO

A IMPORTÂNCIA DA CNTUR NO TURISMO NACIONAL Comenta-se que o Turismo em nosso País poderia ser mais valorizado pelas autoridades, a exemplo do que ocorre em outros países em que ele está entre os meios mais expressivos de divisas no âmbito de suas economias. É possível que essa dificuldade esteja sendo gradativamente superada a medida que a CNTur, Confederação Nacional de Turismo e Hospitalidade, presidida pelo Dr. Nelson de Abreu Pinto, se vai consolidando como o legítimo órgão patronal de cúpula autorizado a falar em nome da classe empresarial do setor de Turismos e Hospitalidade, como seu eficiente porta-voz perante Ministério específico que, de igual modo encontra-se em fase evolutiva. Creio que se perdeu longo tempo enquanto a representação da classe patronal era da Confederação Nacional do Comércio, posto que, mesmo merecedora de elevado conceito, não detinha ela a imprescindível afinidade com o segmento de turismo, sendo essa a razão pela qual nunca gozas-

se ali de plena autonomia, não passando de mero fragmento no complexo contexto da CNC. A importância da CNTur, a qual já deve ter sido percebida pelo atual Ministro Alberto Alves, começa no fato de ser ela presidida por um empresário de São Paulo, lutador incansável pela autonomia representativa dessa classe econômica de maiúscula importância para a economia nacional. Por conhecer a sua luta, de longos vinte anos, pelo prevalecimento da representação em caráter específico, virtude essa que, aliás, somada, ainda, à sua incomparável visão empresarial, a CNTur do Dr. Nelson de Abreu Pinto é, sem sombra de dúvida, a entidade de magna importância para fazer ocorrer o esplendor que o Turismo Brasileiro possa vislumbrar.

“A CNTur é a unidade máxima do Turismo Nacional. A única que fala sobre o setor a nível Nacional. E como membro dela, temos que alavancar com todos os nossos esforços para a categoria seja ouvida e respeitada.” Wilson Luiz Pinto - Presidente SindResBar

36 Revista CNTur Brasil Turismo

Francisco Calasans Lacerda Presidente do SINTHORESP


DEPOIMENTO

PRESIDENTE DO FOHB E DA REDE TRAVEL INN MANUEL GAMA Desde a fundação da CNTur - Confederação Nacional do Turismo, há oito anos, o FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) reconhece que a entidade é uma importante aliada na representação dos setores turísticos nacionais e na defesa de nossos interesses. Há 15 anos, o FOHB reforça que apoiar e valorizar o turismo são fundamentais para impulsionar a economia brasileira. O setor gera circulação de dinheiro e promove a criação e a manutenção de milhares de vagas de emprego. A CNTur ajudou na criação do sindicato específico para a hotelaria, o SindHotéis - Sindicato das Empresas de Hotelaria e Estabelecimentos de Hospedagem do Município de São Paulo e Região Metropolitana. Estamos ao lado do SindHotéis na atualização da Convenção Coletiva de Trabalho 2017/2019, que regulamenta as gorjetas para hotéis e meios de hospedagem.

A participação do FOHB e da CNTur no Conselho Nacional de Turismo, do Ministério do Turismo, é fundamental para discutir os temas que nos afetam, como a Lei Geral do Turismo, que é uma necessidade urgente e deve ser debatida por todos. A defesa dos interesses econômicos do setor impõe a isonomia entre os segmentos, ou seja, é preciso adotar uma regulamentação para evitar que alguns serviços de hospedagem cobrem tarifas fora da realidade do mercado legalmente estabelecido e tributado. Aos clientes, deve ficar mais claro que os empregos gerados pelos hotéis garantem a segurança e o conforto da estadia. Os impostos pagos regularmente são verbas que devem ser revertidas para a qualidade de vida geral da população. O caminho em defesa do turismo nacional é longo. O FOHB e a CNTur ainda vão estar juntos com o objetivo de propor ideias para melhorar o turismo nacional.

A IMPORTÂNCIA DA CNTUR NO TURISMO NACIONAL Nós já sabemos o que é uma Confederação e o que é a nossa CNTur. Mas quando nos perguntam qual a importância da Confederação não entendemos como alguém ainda pode fazer esse tipo de pergunta. Depois de várias décadas sem qualquer amparo, as empresas ligadas ao turismo passaram a ter com a CNTur, afinal, a sua Confederação. Trabalhamos no turismo desde 1969. Nunca tivemos uma ação protetora, sequer informativa, em que nos fosse permitido qualquer tipo de segurança, o que diremos, então, de ajudas. As chamadas ‘forças ocultas’ fizeram enorme pres-

são para continuarmos na ‘escravidão’. Mais de dez anos de embargos protelatórios e estrebuchantes. Para a CNTur começar a fazer o que deve ser feito, é preciso que ela receba toda a verba a que tem direito, e que foram para mãos indevidas conforme já decidido pela Justiça. Assim, o que importa agora é recuperar o dinheiro devido à CNTur. Texto de Jarbas Favoretto. Presidente da Associação Brasileira dos Municípios de Interesse Turístico. Em São Paulo, 25 de outubro de 2017

Revista CNTur Brasil Turismo

37


FEDERAÇÕES

A

A Confederação Nacional do Turismo (CNTur) é a entidade máxima de representação do setor no Brasil, a quem es tão filiados oito federações e 130 sindi-

catos patronais de todo o País. Em conjunto, o grupo de entidades defende os interesses de mais de 3 milhões de empresas, que geram milhões de empregos no Brasil. Todos os tipos

A FHORESP - Federação de Hotéis, Restaurantes,

de hospedagem, bares, empresas fixas de alimen-

Bares e Similares do Estado de São Paulo, funda-

tação preparada, restaurantes comerciais, casas

da em 17 de setembro de 1987, representa mais de

noturnas e de lazer, parques temáticos, agências de

30 sindicatos Regionais no Estado de São Paulo. A

viagem, operadores de turismo, clubes de recreação

proposta da federação é desenvolver ações no âm-

e organizadores de eventos são segmentos filiados

bito estadual que beneficiem seus associados, tais

a CNTur.

como: orientação aos proprietários de hotéis, bares

Aproximadamente 1.200 profissionais do Turismo

e restaurantes, consultoria jurídica, consultoria fis-

participam do Conselho da CNTur, contribuindo na

cal, criação e promoção de cursos de capacitação

orientação e condução de ações e iniciativas volta-

na área, normatização do setor e demais ferramen-

das para a defesa de um ambiente de negócios cada

tas que proporcionem a otimização dos recursos e a

vez mais favorável às empresas. Assim a atividade

promoção social.

turística pode utilizar todo o seu potencial e colaborar de forma mais contundente para o crescimento

DEBATENDO O DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO

da economia nacional. A história da CNTur começa em 1985, quando um

A federação também tem a finalidade de desenvol-

grupo de empresários tomou a decisão de desvin-

ver o Turismo Social e Econômico em todo o estado

cular-se do grupo de representação do Comércio

de São Paulo através de reuniões regionais. Esses

por compreender que as especificidades do Turismo

encontros acontecem com a realização das entida-

demandavam uma atuação própria, com ações mais

des do setor e são apoiados pelos sindicatos locais

eficazes de atender às necessidades reais do setor.

que reúnem os empresários do ramo de hospeda-

A decisão pela criação de uma confederação espe-

gem, alimentos e bebidas, prefeitos e autoridades

cífica para o Turismo foi sacramentada em novem-

municipais, secretários de turismo, representantes

bro daquele ano, durante uma reunião do Conselho

do legislativo, membros dos Conselhos de Turismo

de Representantes da então Federação Nacional de

(Comtur), Conselho Estadual de Turismo do Estado

Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares realizada

de São Paulo, além de trabalhadores do setor de

no município gaúcho de Gramado.

hospitalidade e turismo, assim como os represen-

Na ocasião, a iniciativa foi aprovada por todos sindi-

tantes de universidades de turismo e do Sebrae.

catos filiados. E assim surgiram as três primeiras fe-

Durante as conferências são discutidos temas de

derações estaduais, que deram origem à Confede-

interesse desse segmento e propostas para o de-

ração Nacional de Turismo: Fhoresp, de São Paulo,

senvolvimento social e econômico do turismo para o

Fhoresc, de Santa Catarina, e Fenactur, de âmbito

Estado de São Paulo, que tem cidades com grande

nacional. Na sequência surgiram as federações dos

potencial turístico.

Estados de Minas Gerais e da Bahia. 38 Revista CNTur Brasil Turismo


FEDERAÇÕES

A proposta da diretoria, é continuar o trabalho que

• Colaborar com o Estado, como órgão técnico e

vem sendo desenvolvido para o setor de hotéis, res-

consultivo, no estudo e solução dos problemas

taurantes, bares e similares colocando à disposição

que se relacionam com as categorias represen-

dos associados novos serviços e desenvolver ações

tadas pela Federação.

que resultem em benefícios para os associados, refletindo-se na comunidade, atuando como elo de

Essa é a FHORESP, 30 anos de história. Entidades

ligação entre o setor e as autoridades, reivindicando

fortes e unidas que apoiam e apontam para um novo

tratamento adequado para a categoria e trabalhan-

cenário de trabalho, um novo cenário do Turismo

do para corresponder as suas expectativas. Entre

Social e Econômico no Brasil.

as ações da FHORESP está a criação de cursos de aperfeiçoamento para que a mão de obra receba mais informações e consequentemente possa prestar atendimento de qualidade para os clientes dos hotéis, bares e restaurantes da capital e das cidades do interior de São Paulo.

OBJETIVOS • Intervir junto aos poderes constituídos, pela aprovação ou rejeição de leis ou quaisquer atos que envolvam interesses da categoria ou das institui-

FETURISMO (PR) A FeTurismo - Federação das Empresas de hospedagem, Gastronomia, Entretenimento e Similares do Paraná, é uma entidade civil com o foco de se tornar uma entidade sindical de 2° Grau. A fede-

ções sindicais que estejam ligadas a Federação;

ração já conta com vários associados e entidades

• Prestar serviços de assistência jurídica e ad-

mais três membros e assim ser reconhecida atra-

ministrativa atendendo a consultas sempre que oportunas aos sindicatos filiados ou diretamente aos integrantes das categorias que estejam em localidades onde não exista entidade sindical le-

filiadas, sendo dois sindicatos, e na luta para ter vés de ato do Ministério do Trabalho e Emprego. Em conjunto com as entidades civis e sindicais filiadas, a associação trabalha para a coordenação e representação do setor produtivo do país em ní-

galmente constituída;

vel estadual, junto aos poderes público e privado.

• Interceder junto às autoridades, no sentido de

rístico paranaense como produto, no qual estão

buscar soluções e agilizar processos que sejam

A organização nasceu consciente do potencial tuinclusas as belezas naturais, o clima, o patrimônio

de interesses da categoria;

histórico, o folclore, o artesanato e a cultura, além

• Criar serviços de consultorias técnicas em as-

de presentes no Estado.

suntos jurídicos, econômicos, sociais e culturais para o ramo;

das características de cordialidade e hospitalidaNo Brasil e no Paraná, o turismo já representa o terceiro item da balança comercial, ficando atrás ape-

Revista CNTur Brasil Turismo

39


FEDERAÇÕES

nas da indústria automobilística e componentes dos

nômico, e a importância dessa atividade para a

produtos metalúrgico. Por tudo isso, o setor é con-

geração de empregos é incontestável. Mas para

siderado um fenômeno multiplicador de emprego e

que tudo isto seja organizado e desenvolvido, é

renda e um sinônimo de progresso.

necessário entidades fortes, que realmente repre-

Consciente dessa realidade nasceu a FeTurimo, que

sentem a categoria, com dirigentes que vivam os

através da entidade mãe CNTur, como entidade coor-

problemas do dia a dia e, através de um diálogo

denadora e de representação nacional do setor pro-

sadio, proponham soluções, tanto a nível regional,

dutivo do turismo brasileira, baseia sua ação na elimi-

como a nível nacional.

nação dos gargalos para se lançar um novo conceito turístico dentro da nova realidade que surge no país.

ALGUMAS CONQUISTAS DA FENACTUR: • A Fenactur reivindicou e obteve, da Câmara Setorial de Turismo, do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, onde ela consta uma série de alterações na Legislação Brasileira, que

FENACTUR

ofereceu relativa a abertura do mercado turístico, na Área do Mercosul, que apresentou;

A FenacTur - Federação Nacional de Turismo foi

fundada em 08 de março de 1990, reunindo 10

• Atendendo a necessidade de se integrar à

Sindicatos de Empresas de Turismo de diversos

globalização e à dinâmica do turismo inter-

Estados do Brasil. Hoje se encontra com 23 Sin-

nacional, solicitou e obteve seu ingresso na

dicatos que representam aproximadamente 10 mil

Organização Mundial de Turismo, com vistas

agências de viagens. Trata-se de entidade sindi-

a desenvolver projetos, aplicando recursos da

cal de segundo grau, constituída nos termos do

O M T e da Comunidade Europeia;

artigo 571 da Consolidação das Leis do Trabalho. Realiza reuniões periódicas do seu Conselho

• A Fenactur se dispôs encaminhar à direção

Representativo, com a presença de autoridades

da COPET - Comissão Permanente de Turis-

e personalidades ligadas ao trade do turismo e

mo, proposta de sua reestruturação.

dirigentes de empresas aéreas para tratar de assuntos de interesse da categoria, e cuidar de pro-

De que maneira a FENACTUR contribui para o

blemas e projetos da mais alta importância para o

crescimento do turismo.

desenvolvimento do turismo brasileiro.

“Do ponto de vista sindical, tenho a destacar que

A federação foi criada com a finalidade de atuar

a Fenactur, entidade da qual sou signatário da sua

em defesa dos interesses de seus filiados junto

criação e seu presidente, tem um papel fundamen-

aos organismos oficiais e empresas do setor, com

tal na representação dos interesses de seus filia-

as quais comercializa o turismo, bem como lutar

dos, enfim trata-se de entidade sindical patronal

pela implantação de medidas a favor do ramo.

nacional, que tem na sua base vinte e quatro sindi-

O turismo é, hoje, uma das atividades mais viá-

catos estaduais de turismo, os quais, por sua vez,

veis para o Brasil retomar o seu crescimento eco-

representam um universo composto por mais de

40 Revista CNTur Brasil Turismo


FEDERAÇÕES

15.000 agências de viagens, além de várias outras

foro no Estado de São Paulo, na Rua Estela, 515 -

empresas que exploram o turismo e que vão desde

Bloco G - Cj.52 - Paraíso - São Paulo - com base

o emissivo de passagens, passando pelo receptivo

territorial nacional e constituída para fins de estu-

e por inúmeros atrativos turísticos, formando um

do, coordenação, proteção e representação das

pool aproximado de 30.000 empresas espalhadas

categorias econômicas das empresas de Alimen-

por todos os rincões brasileiros e diretamente en-

tação para Coletividades, (transportadas, gestão

volvidas com a exploração do turismo.

ou por mandato), Refeições de Bordo e Cozinhas

Desde a sua fundação, nossa entidade tem como

Industriais sob sua jurisdição e, com o intuito de

principal objetivo o de atuar junto aos organismos

colaboração com os poderes públicos e demais

oficiais, empresas do setor e na defesa intransi-

associações, no sentido de solidariedade social e

gente dos direitos, interesses e prerrogativas da-

de sua subordinação aos interesses nacionais.

queles que fazem com o turismo nacional possa se manter de pé e se desenvolver cada vez mais. Não posso terminar sem lembrar de que é hora de acreditar mais nas potencialidades do setor, investir em seu crescimento e confiar que, feita a lição de casa, o Brasil se beneficiará dos resulta-

FHOREMG

dos em crescimento econômico, oportunidades de emprego e distribuição de renda, comprovando a

A Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Si-

importância da união de todos os entes que enxer-

milares do Estado de Minas Gerais - FHOREMG,

gam no turismo o meio de desenvolvimento e cres-

fundada em 12 de julho de 1999, é constituída para

cimento econômico e social responsável, e como

fins de estudo, coordenação, proteção, orientação

dizia o saudoso Vitor Daniel de Almeida, o sucesso

e representação legal das entidades sindicais de

só aparece antes de trabalho no dicionário!”

hotéis, restaurantes, bares e similares, em todos

Michel Tuma Ness

os limites geográficos do Estado de Minas Gerais,

Presidente da Fenactur

com intuito de colaboração com os poderes públi-

Vice-Presidente da CNTur

cos e demais associações de classe, no sentido da solidariedade social e da sua subordinação aos interesses nacionais. Rege-se por este Estatuto. A Federação atua perante ao Poder Legislativo, com

FENERC

vistas a projetos de lei em tramitação, envolvendo, direta ou indiretamente interesses da classe, buscando que sejam respeitados e atendidos, nos Sindicatos de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares.

A FENERC - Federação Nacional das Empresas

A Federação é integrante do Sistema Confedera-

de Refeições Coletivas - é constituída como en-

tivo da Representação Sindical da Confederação

tidade sindical de grau superior (segundo grau),

Nacional do Turismo (CNTur) a que se refere o

sem fins econômicos ou empresariais, com sede e

artigo 8º, inciso IV, da Constituição Federal.

Revista CNTur Brasil Turismo

41


FEDERAÇÕES

FENACLUBES

dicato de Clubes do Estado de São Paulo, o Concurso Nacional de Literatura dos Clubes, em que clubes filiados inscrevem contos, crônicas e poe-

A Confederação Nacional dos Clubes tem um trabalho muito próximo à CNTur, já que a natureza de seu trabalho - representar todo o segmento de clubes do País - está intrinsecamente ligado ao que cada clube tem de melhor regionalmente, promovendo o turismo. Antes mesmo de detalhar as ações da confederação, vale a pena lembrar o quanto os clubes são importantes na História do Brasil. Alguns deles já comemoraram os 150 anos de existência, o que significa uma passagem do tempo que remonta ao período do Império. Mais do que um patrimônio local, possuem destacado papel no cenário nacional, tanto no fomento social como palco de debates e

sias de seus associados. O saldo do ano de 2017 se encerrou positivamente: foram 256 obras nessas três categorias. Todas essas iniciativas promovem o intercâmbio em diversas instâncias. O turismo esportivo se faz presente com o apoio aos Campeonatos Brasileiros Interclubes promovidos pelo Comitê Brasileiro de Clubes - CBC: competições em modalidades diversas que se estenderão em todo o País em todo o Ciclo Olímpico/Paraolímpico até 2020, tendo clubes de Norte a Sul como anfitriões. Ao todo, 90 mil beneficiários dos recursos do CBC viajarão com os custos de passagens aérea e hospedagem pagos por meio da política de formação de atletas da entidade.

que refletem as mudanças de épocas e costumes, quanto como celeiro do esporte nacional, onde são formados talentos. Em ambos os casos a FENACLUBES atua diretamente, além de estimular a cultura e o lazer. As paisagens de cada Estado também não ficam de fora quando o assunto é promover as belezas

A FeBHA representa a categoria econômica dos

de nosso País. Anualmente a federação promove

Hotéis, Restaurantes, Bares, Aparthotéis, Resorts,

o Concurso Nacional de Fotografia dos Clubes.

Hotéis Fazendas, Pousadas, Pensões, Motéis, Ca-

Cada clube incentiva seus associados a realizarem

feterias, Sorveterias, Casas de Chás, Casas de Re-

registros do que veem no local sob a ótica da livre

pouso, Albergues, Lanchonetes, Casas de Festas,

temática: uma paisagem, um momento ou algo que

Buffets, Pizzarias, Boates, Camping, Hospedarias,

preferir. Todas essas imagens são transformadas

Churrascarias, Cantinas, Cervejarias, Fast-Foods,

numa exposição durante o Congresso Brasileiro de

Casas de Lazer e Diversão, com abrangência esta-

Clubes e a foto mais votada por uma comissão es-

dual e base territorial no Estado da Bahia.

pecializada é declarada a vencedora.

A federação representa seis sindicatos no Estado

Diminuir distâncias num País continental é outro

da Bahia: SHRBS (Sindicato de Hotéis, Restauran-

desafio que a organização acredita: pelo segundo

tes, Bares e Similares de Salvador e Litoral Norte),

ano consecutivo promove, em parceria com o Sin-

SINDIHMAT (Sindicato dos Hotéis e Pousadas de

42 Revista CNTur Brasil Turismo


FEDERAÇÕES

Mata de São João), SINDHESUL (Sindicato de Ho-

gestões que se consegue vitórias, soluções e as

téis, Restaurantes, Bares e Similares do Extremo

realizações que demandam a classe.

Sul da Bahia), SIMHSUL (Sindicato dos Meios de

A classe de hospedagem, alimentação prepa-

Hospedagem do Litoral Sul da Bahia), SINHORES

rada e bebidas a varejo forma uma categoria,

(Sindicato Patronal de Hotéis, Restaurantes, Ba-

justamente pelos ideais comuns e interesses

res e Similares dos Municípios de Itaparica e Vera

iguais e da necessidade de obter a resolução de

Cruz) e SHABC (Sindicato de Hospedagem e Ali-

seus objetivos.

mentação da Baía de Camamu/Maraú).

A federação conta com onze sindicatos filiados: SHRBS de BALN. CAMBORIÚ, SHRBS de BLUMENAU, SHRBS de CHAPECÓ, SHRBS de CONCÓRDIA, SHRBS de CRICIÚMA, SHRBS de FLORIANÓPOLIS, SHRBS de TUBARÃO, SHRBS do PLANALTO NORTE DE SC - CANOINHAS, SHRBS DE ITAJAÍ, SHRBS de LAGES e SIHR-

O sindicalismo visto por dentro, na sua origem, na sua formação, a importância que representa, as forças de sua base e a união de uma categoria econômica, classe trabalhista ou profissional liberal. O Sindicato para ser representativo deve contar, em sua base, com a associação espontânea de todos os empresários, de micro à grande empresa, pois no contexto todos têm a mesma importância. A organização sindical brasileira se apresenta em três graus: Sindicato, Federação e Confederação. Os Sindicatos são formados pelas empresas, trabalhadores e profissionais liberais, assim temos entidades patronais, de empregados e de profissionais liberais. As Federações são formadas pelos Sindicatos e também são entidades patronais, de empregados e de profissionais liberais. Como se vê, a origem está na formação do Sindicato, que só é forte se contar com a adesão total das bases, pois uma Federação só é forte se composta por Sindicatos fortes e representativos. A federação acredita que é participando, sugerin-

BES de JOINVILLE. “Nossa Federação trabalha incansavelmente em defesa do setor em Santa Catarina em diversas frentes: seja no incentivo à capacitação para garantir a cada dia mais excelência nos serviços nosso estado é um dos mais importantes para o segmento no país - ou para trabalhar junto ao poder público no sentido de desburocratizar entraves que prejudicam o desenvolvimento sustentável da atividade turística. Recentemente estamos ativamente atentos às questões envolvendo decisões judiciais que querem destruir ferramentas essenciais o nosso turismo - como os beach clubs de Jurerê Internacional - e realizamos palestras nas principais cidades catarinenses atualizando os empresários sobre os aspectos que mais refletem no turismo acerca da reforma trabalhista. Achamos essencial termos a atividade forte e representativa como forma a dirimir os prejuízos da crise e a falta de emprego e renda. ”

do, demonstrando os problemas, propondo su-

Revista CNTur Brasil Turismo

43


CNTUR

CNTUR 30 ANOS DE RECONHECIMENTO DO TURISMO NO BRASIL “TURISMO PARA TODOS” POR PLÍNIO SARTI

HISTÓRICO:

Com a criação da CNTur, o Brasil passou a ter o reconheci-

O turismo durante anos foi um “Produto de consumo su-

mento merecido como maior gerador de empresas, empre-

pérfluo“, mas após a segunda grande guerra, a revolução

go e renda. Os últimos 30 anos de CIHAT tem representado

industrial e a urbanização dos Países, este setor se tornou

as conquistas de pleitos apresentados pelos sindicatos,

uma conquista e recuperação dos cidadãos e trabalhado-

federações e associações do setor que nacionalmente e

res entre as suas jornadas de trabalho.

localmente apuram e batalham pelas vitórias de hotéis, res-

No Brasil, em especial, todos trabalhadores têm direito a 30

taurantes, bares, agentes e operadores de turismo, clubes

dias de férias por ano podendo converter 1/3 em recursos

sociais e esportivos, e outros eventos.

financeiros para os gastos do seu período de folga. Uma

As relações amistosas com os Ministérios do Turismo, do

pesquisa recente do Ministério do Turismo mostra que 44%

Trabalho, Embratur, Centrais Sindicais, secretarias estadu-

dos brasileiros nunca fizeram uma viagem pelo Brasil.

ais e municipais de turismo tem feito com que as diferenças

A França com o seu programa “Chèque Vacances”, a Itália

possam ser harmonizadas e potencializadas em pró do de-

com o “Dopo Lavoro”, Portugal e Espanha fazendo do tu-

senvolvimento econômico social do Turismo no Brasil.

rismo uma ação de conhecimento e valorização dos recursos naturais, culturais e turísticos do seu País. Todo mundo dentro do novo perfil da economia global tornando o turismo uma grande ferramenta e alavanca da economia criativa e

• Fim da Tabela da SUNAB - diárias e preço do cafezinho tabelado, conquistamos o Livre Mercado; • Estabilidade econômica, redução da Inflação de 80% ao mês para 3% ao ano;

colaborativa, pois gerando empresas, emprego e renda

• Orientar o Turismo Sustentável;

possibilita a maior absorção de mão de todos os níveis, fi-

• Consolidação da Conta Satélite;

xação do trabalhador a terra (Destinos Turísticos), distribui

• Agente do Desenvolvimento Regional e Local;

a renda nacional, levando receitas de áreas mais ricas para

• Desoneração do Turismo - Reforma Trabalhista

regiões menos desenvolvidas. Hoje no Brasil, dos 210.000.000 de habitantes pelo menos 15%, ou seja, 31,5 milhões que ganham mais de R$ 3.500,00 por mês de renda familiar tem o sonho e a esperança de fazer ao menos uma viagem de sete dias por ano.

e Tributária; • Busca de linhas de financiamento e Investimento adequadas para o setor; • Parcerias e excelência de programas gerenciais para crescer;

Dentro desse número, uma boa parte já pretende fazer a

• Facilitação de acesso das novas tecnologias para as

segunda, terceira e quarta viagem anualmente no Brasil ou

empresas do setor encontrarem o novo Consumidor

no exterior.

de Turismo.

O papel do turismo no desenvolvimento econômico e so-

As boas e consistentes relações tripartites entre trabalhado-

cial do Brasil e dos brasileiros se resume em que cada R$

res, governo e empresários do setor tem feito e consolidado

100,00 gastos num destino turístico, 40% se transformam

o crescimento das viagens pelo Brasil, dando oportunida-

imediatamente em salários e encargos, 30% custo das

des aos brasileiros pelo Programa “ Turismo Para Todos”

mercadorias vendidas e 15% em lucro e 15% em impostos.

com acessibilidade econômica, física e etária.

Graças a CNTur já somos hoje um em cada dez postos de trabalho gerados de forma direta ou indiretamente em Turismo, movimentando 54 setores da economia.

44 Revista CNTur Brasil Turismo

“ Acredite este País será uma potência turística” Domingos Hernandez Penna SP 1971


GASTRONOMIA

TROFÉU SÃO PAULO CAPITAL MUNDIAL DA GASTRONOMIA Criado pela Câmara Municipal por meio dos Decre-

Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia; repre-

tos Legislativos 81/1997 e 16/2002, o prêmio Troféu

sentantes da São Paulo Turismo S/A; do Conselho

São Paulo: Capital Mundial da Gastronomia incen-

Municipal de Turismo da Cidade de São Paulo; da

tiva a mídia especializada a divulgar a gastronomia

Associação Brasileira das Escolas de Comunica-

paulistana. O objetivo do prêmio é difundir o turismo

ção Social; da Associação Brasileira dos Dirigentes

na cidade de São Paulo - elevada à capital mundial

de Escolas de Turismo e Hotelaria; da Associação

da gastronomia, ao lado de cidades como Paris,

Brasileira de Jornalistas e Escritores de Turismo; do

Nova York, Roma, Lisboa e Buenos Aires.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado

Em suma, doze categorias compõem o concurso:

de São Paulo; do Sindicato dos Editores de Jornais

reportagem publicada em jornal editado no Brasil;

e Revistas de Bairros de São Paulo; da Associação

reportagem publicada em revista editada no Brasil;

dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos

reportagem difundida por emis-

do Estado de São Paulo e da

sora de rádio; reportagem difun-

Associação Brasileira dos Fotó-

dida por emissora de televisão

grafos de Publicidade.

(canais abertos e fechados); re-

Cada trabalho inscrito será ava-

portagem escrita difundida pela

liado utilizando critérios específi-

internet; reportagem em forma-

cos para a categoria.

to vídeo difundida pela internet;

O resultado será divulgado no

reportagem em formato áudio

dia 27 de novembro e os vence-

difundida pela internet; foto pu-

dores receberão Salva de Prata

blicada em jornal, revista ou na

em reconhecimento público e

mídia eletrônica; guia - impresso ou eletrônico -

Menções Honrosas pelo bom trabalho. Os projetos

com indicações da gastronomia na Cidade de São

vencedores serão divulgados através de matéria

Paulo; programa de televisão especializado em

televisiva, site e rádio web, e também na Sessão

gastronomia; revista de gastronomia, incluindo as

Solene de premiação, no Salão Nobre da Câmara

publicadas por sindicatos e associações do setor; e

Municipal de São Paulo, em data e horário a serem

trabalhos acadêmicos sobre o tema “Gastronomia

divulgados oportunamente. A foto premiada na ca-

na Cidade de São Paulo” elaborado por estudan-

tegoria VIII será utilizada e destacada no material

tes de cursos superiores de Turismo, Gastronomia,

de divulgação do prêmio na próxima edição.

Hotelaria, Jornalismo, Rádio, TV e Internet.

No ano de 2016 o projeto contou com a participa-

É necessário ressaltar que os projetos apresenta-

ção das Revistas Menu, Revista Espresso, Progra-

dos devem ser relativos a um período pré-estabele-

mas Chef TV, Programa Hoje Tem da Tv Gazeta,

cido. No caso da vigésima edição, de 1° outubro de

da Rádio BandNews, Site Empratado, Conceito de

2016 a 29 de setembro de 2017.

Luxo Magazine, Domingo Espetacular da TV Re-

A Comissão Julgadora é composta por membros

cord, Unip - Universidade Paulista e outros veículos

da Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade

da mídia especializada da cidade.

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TURISMO

SOFITEL COPACABANA E A BANDEIRA FAIRMONT DA AMÉRICA DO SUL Localizado na famosa Praia de Copacabana, o hotel Sofitel Copacabana faz parte da rede hoteleira Accor, empresa multinacional com investimentos em diversos setores como agências de viagens, spas e restauração e gestão de casinos. O antigo Caesar Park compõe o segmento dos hotéis de luxo, com unidades em destinos de lazer e negócios. São mais de 300 quartos com vistas para as paisagens que o Rio de Janeiro oferece: as praias do arpoador, Ipanema e Leblon, Morro Dois Irmãos e a visibilidade geral da cidade. O empreendimento disponibiliza áreas de relaxamento como sala de massagens, sauna, piscina ao ar livre e uma academia com panorama para o mar. Check-in e check-out privativos, soft drinks, snacks e dois laptops com acesso free à Internet no longe fazem parte das particularidades que os quartos oferecem. Há também uma sala para reuniões e eventos que oferece tecnologia de ponta. A gastronomia no Sofitel fica por conta da cozinha contemporânea do Chef Willians Halles, que mistura ingredientes e fornecedores locais com as técnicas de culinária internacional. Recentemente a Accor anunciou a transformação do Sofitel no primeiro hotel com a bandeira fairmont da América do sul. Os Fairmont Hotel &

Segundo o Vice-presidente sênior de Operações Luxe e Upscale AccorHotels América do Sul, Philippe Trapp, é uma honra inaugurar o primeiro Fairmont da região no Brasil. Localizado em um dos pontos nobres do Rio de Janeiro, o hotel certamente trará ainda mais visibilidade para a orla carioca, atraindo turistas do mundo inteiro. Sala de convenções e quartos serão mantidos durante a reforma. Além do distinto design e gastronomia, o novo Fairmont contará com lounges privativos e uma nova área da piscina. A rede francesa também acrescentará um spa de luxo com suítes privativas e cabinas individuais e para casais. O projeto está sendo implementado desde maio pelo escritório de arquitetura e design Anastassiadis Arquitetos, que “priorizará espaços com design que proporcionem bem-estar, conforto e percepção de exclusividade”. A marca Fairmont possui 70 hotéis em todo o mundo, incluindo alguns empreendimentos emblemáticos como The Plaza em Nova York, The Savoy em Londres, Fairmont Peace Hotel em Xangai e Fairmont Le Château Frontenac em Québec. De acordo com o vice-presidente, a AccorHotels se encontra otimista com o cenário brasileiro e está em plena expansão no País. Só no Rio de Janeiro, entre 2012 e 2016, fez 25 inaugurações

Resorts possuem uma distinta reputação internacional de excelência. A marca inclui símbolos históricos, resorts elegantes e modernas propriedades no centro das cidades.

na cidade do Rio de Janeiro, elevando de oito para 32 o número de hotéis do Grupo no estado. A empresa segue o mesmo ritmo de crescimento com meta de atingir 500 hotéis até 2020.

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celebra

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Gavea Montain Trail - Rio de Janeiro - Photo Alexandre Macieira | Riotur


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Revista CNTur Novembro/2017