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65 Ano 15 Julho/Agosto

2017

Informativo do Grupo IOV

Cuidado Coordenado reduz em 20% as visitas do paciente oncológico ao pronto socorro

D

esde 2016, o modelo de Cuidado Coordenado vem sendo desenvolvido e aplicado pelo IOV, com o objetivo de oferecer atendimento com foco nas necessidades do paciente e acompanhando-o em todas as etapas do cuidado. Esse projeto pioneiro do IOV já ajudou a reduzir em 20% a visita dos pacientes da instituição ao pronto socorro. Segundo o médico oncologista e diretor executivo do IOV, Dr. Carlos Frederico Pinto, entre os principais benefícios do Cuidado Coordenado estão o aumento da segurança em todo o processo, a melhora da qualidade de vida do paciente e a redução dos custos do tratamento, tanto para o paciente e para a família, quanto para os planos de saúde. “Como toda ida ao hospital tem um risco envolvido, principalmente, para pacientes oncológicos que são mais frágeis, reduzir as visitas ao pronto socorro traz um benefício muito grande, tanto

do ponto de vista físico quanto emocional e financeiro”, explica Dr. Frederico. O modelo de Cuidado Coordenado surgiu da necessidade de acompanhar o paciente na sua trajetória durante o tratamento

O tratamento oncológico é complexo e demanda colaboração de toda uma equipe multidisciplinar oncológico ambulatorial no IOV, evidenciando e corrigindo atrasos, conflitos e problemas na transição das várias etapas que norteiam o tratamento, bem como antecipando as necessidades, principalmente, no que diz respeito ao controle da dor. “Com esse gerenciamento das etapas críticas do tratamento, o Cuidado Coordenado

diminui falhas relacionadas ao cuidado dos pacientes, promovendo a segurança e sucesso no tratamento”, afirma a coordenadora de enfermagem e VSM do Fluxo da Assistência do IOV São José dos Campos, Elisângela Romano. Entre as práticas que são adotadas dentro deste modelo de atendimento estão os rounds diários, que são reuniões breves realizadas na primeira hora do dia, nas quais os

colaboradores recebem informações específicas e verificam a necessidade individual dos pacientes, envolvendo as equipes assistenciais do IOV. “O tratamento oncológico é complexo e demanda colaboração de toda uma equipe multidisciplinar. O Cuidado Coordenado conecta e gerencia todo o tratamento do paciente sejam problemas clínicos ou administrativos”, conclui Elisângela Romano.

Os resultados obtidos pelo modelo do Cuidado Coordenado do IOV foram apresentados no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Clínica (ESMO), que aconteceu em setembro, em Madri, Espanha. “Nossa participação foi muito interessante. Em uma sessão com alguns outros estudos e projetos similares, pudemos enxergar que cada vez mais não só o medicamento correto é importante para produzir um bom resultado, é necessário também um processo de assistência integrado, capaz de antecipar e corrigir potenciais desvios do plano de cuidado previsto. Foi muito gratificante perceber que estamos na direção certa, investindo em sistemas de apoio e suporte ao paciente e não apenas tratamento de quimioterapia”, comenta Dr. Frederico.”


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QUALIDADE DE VIDA

EDITORIAL

IOV Saúde de Primeiro Mundo

A

dotar boas práticas que geram valor para nossos pacientes, garantam a melhor assistência multiprofissional e atendimento seguro é algo que está no DNA da equipe do Instituto de Oncologia do Vale. É visando a esses objetivos que nossas equipes trabalham de forma integrada, acompanhando o paciente em todas as etapas do seu tratamento, fazendo com que ele tenha acesso aos mais modernos protocolos de atendimento, bem como a práticas integrativas e atividades que garantam o bem-estar físico, psíquico e emocional. O resultado de todo este esforço pode ser observado em projetos que resultam em novas práticas e modelos de atendimento tais como o modelo de Cuidado Coordenado, que vem sendo desenvolvido e aplicado pelo IOV, desde 2016, e que já reduziu em 20% a visita dos nossos pacientes ao pronto socorro, melhorando a qualidade de vida de quem está em tratamento e de seus familiares, bem como reduzindo o impacto financeiro causado pela doença. Este resultado é algo que muito nos orgulha, pois apesar de estarmos em constante evolução, continuamos alinhados com nossa missão inicial de reduzir o impacto do câncer na vida das pessoas.

“Música na Recepção” em Taubaté

A

música faz bem para o corpo e para a mente, pode trazer alegria, lembranças e mais disposição para o enfrentamento de situações difíceis. Com o objetivo de oferecer esses benefícios aos seus pacientes, a Oficina de Qualidade de Vida promoveu, em parceria com o Laboratório Sabin, a “Música na Recepção”. A ação foi realizada no dia 9 de agosto, no IOV Taubaté, com a temática do Dia dos Pais. O músico Thiago Gonçalves de Araújo cantou e tocou com o seu violão diversos tipos de música, especialmente MPB. “Essa edição foi especial pensando no Dia dos Pais. Esse é um momento muito importante para os pacientes e seus acompanhantes. A música faz com que eles não fiquem pensando que estão em uma clínica de tratamento, angustiados ou preocupados. Essa ação torna o ambiente mais gostoso, com mais alegria e lembranças de coisas positivas”, afirma a coordenadora administrativa do IOV Taubaté, Valéria Aparecida Ferreira Maia. A “Música na Recepção” é promovida pela Oficina de Qualidade de Vida do IOV e novas edições estão por vir. Acompanhe o IOV no Facebook e no Instagram para ficar por dentro da nossa programação.

Dr. Adriano Diniz Baptista Mendes Médico Oncologista – CRM 90013

EXPEDIENTE Responsável Técnico: Dr. Carlos Flávio Turci – CRM 27.301 / Diretoria: Dr. Adriano Diniz B. Mendes, Dr. Carlos Flávio Turci, Dr. Carlos Frederico Pinto e Dr. Marcelo Taborda | Comunicação e MKT IOV: Fabiano Gaspar Vieira | IOV & Você circula junto aos pacientes, familiares, área médica e profissionais da saúde. Correspondências devem ser enviadas sob o título “Jornal IOV & Você” para: Rua Major Antônio Domingues, 472 – SJC – 12.245-750. Tel.: (12) 3924-9055. E-mail:iov@iov.med.br. *Registrado no cartório de registro de notas e documentos sob o número 171517 | Produção: Agência de Imprensa - Tel.: (12) 3913-3858 - www.agenciadeimprensa.com.br – Coordenação de Jornalismo e Edição: Areta Braga – Jornalista Responsável: Areta Braga - MTb 38.005 – Redação: Liane Mota e Rafaela Garcia - Fotos: Arquivo/ Divulgação – Diagramação: Luiz Carlos Coltro – Revisão: Flávia Gavioli – Gráfica: Copcentro – Tiragem: 600 exemplares.


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EQUIPE

Triagem: entenda como funciona esse serviço da enfermagem

A

triagem é primeiro atendimento prestado pelos profissionais assistenciais do IOV aos pacientes em tratamento oncológico. Nela é feita uma primeira avaliação antes do paciente ir para a consulta médica. Na unidade de São José dos Campos, a triagem é dividida em três postos. “No posto 1 a enfermeira verifica todos os sinais vitais, assim como o peso e a altura do paciente. Ela também acompanha os pacientes até o consultório. Já no posto 2 são recebidos os prontuários dos pacientes que passaram em consulta e não irão realizar o tratamento no dia, como os que geraram prescrição pela primeira vez, mudança de protocolo, reinício de tratamento e pacientes em segmento. A enfermeira do posto 2 realiza o agendamento do tratamento quando a guia é autorizada e marca no cartão, recebe exames fora do horário de consulta médica e depois que o médico avalia damos o retorno ao paciente. Quando o paciente precisa de alguma receita prescrita pelo oncologista ou encaixe de consulta por algum sintoma, ele solicita a enfermeira do posto 2”, explica a enfermeira Aline Maciel Rangel Bacelar.

paciente passava em consulta, o médico liberava o tratamento, mas o paciente tinha que voltar para a recepção, pois essa enfermeira desempenhava várias funções, o que tornava o processo muito mais lento. Alguns pacientes aguardavam até 40 minutos na recepção antes de iniciar a quimioterapia. Hoje, o tempo de espera diminuiu e com ele a angústia do paciente em esperar, pois ele já está em tratamento e entendemos que a espera torna o processo ainda mais difícil ”, explica Aline Bacelar. Em Taubaté, as enfermeiras também checam todos os processos pré e pós-consultas, como os exames do paciente, evolução médica e a prescrição de quimioterapia. Tudo começa pela recepção, onde é feita toda a identificação do paciente e liberação através do sistema, para que a enfermeira possa verificar os seus sinais vitais, peso e altura – em caso de primeira consulta. Após essa primeira checagem, a enfermeira insere todos os dados

do paciente no sistema e encaminha o seu prontuário para o consultório médico. “Aqui na triagem, novamente eu faço a identificação. Após a consulta, o prontuário do paciente retorna para a triagem com todos os papéis que foram gerados dentro do consultório, que podem ser: prescrição de quimioterapia, pedido de exame ou receita de medicamento para o paciente tomar em casa”, explica a enfermeira Caroline Silva Arantes Monteiro. Ela ressalta a importância da checagem que é realizada. “Em todo o processo, faço uma dupla checagem, verificando se a medicação que está descrita no prontuário é mesma que está na prescrição médica, se tem carimbo e assinatura médica. Quando é apenas para consulta, depois de checar todo esse processo, devolvo o prontuário para a recepção poder liberar o paciente”, explica. A triagem representa uma segurança em todo processo do paciente na clínica desde sua chegada até o final do tratamento.

Hoje o tempo de espera diminuiu O posto 3, criado recentemente, começou como um projeto piloto e já teve excelentes resultados. Nele o paciente que está em tratamento, ao sair de consulta já entra para a sala de quimioterapia e a enfermeira avisa o protocolo que será feito para iniciarem a punção, sem precisar se dirigir novamente à recepção. A guia do tratamento é conferida antes do paciente passar em consulta. “Antes do posto 3, quem fazia essa liberação pós-consulta era a enfermeira do posto 2, com isso o

Triagem IOV SJC: Aline, Natália, Claudia e Cássia


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RELATÓRIOS DE SEGURANÇA

ALERTAS DE SEGURANÇA - UNIDADES DE QUIMIOTERAPIA Segurança do Paciente no Grupo IOV

2017

316

350 300

227

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ALERTAS 89 DE SEGURANÇA

100

O sistema de gestão do IOV é centrado no paciente com foco na segurança. As equipes de Atendimento, 50 Farmácia, Enfermagem e Administrativo utilizam o Round de Segurança e o Quadro Gerador de Ideias com o 0 objetivo de ajudar no planejamento e na integração das equipes. Alertas de Segurança foram desenvolvidos para 17 riscos. abr 17 mai 17 jun 17 jul 17 ago 17 identificar e mar eliminar Quanto mais o processo é analisado e são abertos alertas, mais seguros ficam e a possibilidade de um Evento Sentinela ocorrer se torna mínima. Caso ocorra, são utilizadas ferramentas para detecção, análise e criação de barreiras para que estes não ocorram novamente.

ALERTAS DE SEGURANÇA - UNIDADES DE RADIOTERAPIA 2017

ALERTAS DE SEGURANÇA - UNIDADES DE RADIOTERAPIA 2017 160

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DE SEGURANÇA - UNIDADES DE QUIMIOTERAPIA ALERTAS DEALERTAS SEGURANÇA - UNIDADES DE QUIMIOTERAPIA 2017

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50 0

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Observamos um leve crescimento nos números de alertas de segurança.

ALERTAS DE SEGURANÇA - UNIDADES DE RADIOTERAPIA 2017


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EVENTO SENTINELA A classificação de causas de um possível erro é denominada Evento Sentinela que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é um incidente inesperado e indesejável associado aos cuidados ou serviços prestados ao paciente que atingiu o cliente ou paciente. O incidente ocorre durante o processo de recebimento de serviços de saúde. EVENTO SENTINELA POR APLICAÇÃO - UNIDADES DE RADIOTERAPIA 2017

EVENTO SENTINELA POR APLICAÇÃO - UNIDADES DE RADIOTERAPIA 2017 0,10 0,08 0,06 0,04 0,02 0,00

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EVENTO SENTINELA POR PROCEDIMENTO - UNIDADES DE QUIMIOTERAPIA 2017

EVENTO SENTINELA POR PROCEDIMENTO - UNIDADES DE QUIMIOTERAPIA 2017

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Observamos nos gráficos que o índice de Eventos Sentinelas está abaixo de 0.

TRIGGERS GLOBAL TOOL UNIDADE DE QUIMIOTERAPIA O Triggers TRIGGERS é uma ferramenta para -medir e investigar possíveis danos ocorridos em função de tratamentos oferecidos

ao paciente.EVENTO Inicialmente, ela foi criada POR pelo IHI (Institute for Healthcare Improvement) para o ambiente hospitalar, SENTINELA APLICAÇÃO - UNIDADES DE RADIOTERAPIA 2017 mas a 10,00 do IOV a adaptou para o ambiente ambulatorial e clínico. “Esta ferramenta nos permite identificar possíveis danos equipe 0,10 por meio de auditorias multidisciplinares, bem como discutir e desenvolver planos para melhoria da assistência por meio 8,00 da0,08 criação de barreiras de prevenção de risco. Measure #1: Danos/1000 atendimentos 6,01

6,00

GLOBAL TRIGGERS TOOL - UNIDADE DE QUIMIOTERAPIA

Measure #2: Danos/1000 procedimentos

GLOBAL TRIGGERS TOOL - UNIDADE DE QUIMIOTERAPIA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS 2017

0,06 4,00

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0,000056 fev 17

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Danos/1000 atendimentos 0 atendimentos Measure #1: Danos/1000

Measure #2: Danos/1000 procedimentos

jul 17

ago 17 Measure #2: Danos/1000 procedimentos

3,78

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0,004000 Measure #1:

1,92 1,25 0,00

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GLOBAL TRIGGERS TOOL - UNIDADE DE QUIMIOTERAPIA DE TAUBATÉ 2017 GLOBAL TRIGGERS TOOL - UNIDADE DE QUIMIOTERAPIA DE TAUBATÉ 2017 10,00

9,09

9,57

8,00 Measure #1: Danos/1000 atendimentos

Measure #1: Danos/1000 atendimentos

6,00 4,00 2,00 10,00 0,00 8,00

Measure #2: Danos/1000 procedimentos

GLOBAL TRIGGERS TOOL - UNIDADE DE QUIMIOTERAPIA DE TAUBATÉ 2017procedimentos Measure #2: Danos/1000 9,09

9,57

fev 17

0,00 0,00 mar 17

0,00 0,00 abr 17

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6,00

Measure #1: Danos/1000 atendimentos

Measure #2: Danos/1000 procedimentos No gráfico da unidade de quimioterapia São José dos Campos, no mês de julho, identificamos 3 eventos/danos e no 4,00 da unidade de quimioterapia Taubaté, no mês de fevereiro, identificamos 2 eventos/danos, que estão sendo gráfico tratados. Mantemos no índice previsto de < 5 eventos/danos para 1000 atendimentos/procedimentos. 2,00

0,00

fev 17

0,00 0,00 mar 17

0,00 0,00 abr 17

0,00 0,00 mai 17

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QUALIDADE DE VIDA

Oficina de Qualidade de Vida oferece Terapias Integrativas em São José REIKI

E

m agosto, a Oficina de Qualidade de Vida do IOV promoveu um dia de atividades com terapias integrativas. As ações de musicoterapia, meditação e reiki foram realizadas na unidade de São José dos Campos. Segundo a fisioterapeuta do IOV, Carla Marzullo, o objetivo da atividade é oferecer as melhores técnicas que possam ajudar na melhoria da qualidade de vida do paciente durante o seu período de tratamento. “O Reiki por exemplo, é uma modalidade de técnica integrativa. Ele proporciona a diminuição dos efeitos adversos que a quimioterapia pode causar, reduzindo a ansiedade e até a depressão. Ele atua até mesmo contra outros efeitos como a insônia e a náusea”, explica a fisioterapeuta. As terapias integrativas são abordagens terapêuticas não convencionais, não cirúrgicas e não farmacêuticas, mas de eficácia conhecida. Quando combinadas com o atendimento padrão principal que pode envolver cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, elas podem aumentar a eficácia do tratamento, reduzir sintomas adversos, amenizar o estresse, ansiedade, distúrbio de humor e melhorar a qualidade de vida. No entanto, elas nunca devem substituir o tratamento padrão. Equipe Casa do Reiki Consciente e Fisioterapeutas IOV


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MUSICOTERAPIA

CONHEÇA O REIKI Reiki é uma palavra de origem japonesa, sendo que REI significa energia universal e KI significa energia vital. É um processo de encontro dessas duas energias, um sistema natural de harmonização de equilíbrio energético que visa manter ou recuperar a saúde. “Reiki é a técnica de você repor o equilíbrio vital já gasto pelo nosso estilo de vida com a energia pura da fonte. O reikiano é a pessoa que organizou os seus próprios canais transmissores para que essa energia passe por ele e chegue no outro sem a sua interferência”, explica a mestre de Reiki da Casa do Reiki Consciente, Ana Tereza Permejani Dalprat. Atualmente, já existem vários trabalhos abordando os benefícios do Reiki na área da saúde. “Às vezes, com uma sessão o paciente já relata que está se sentindo melhor, tem melhora no bem-estar e na autoestima. Quando realiza as sessões continuadas ele acaba alcançando os benefícios ainda maiores”, completa a fisioterapeuta, Carla Marzullo.

MEDITAÇÃO


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DESTAQUE

Ação ‘Viva + Sem Cigarro’ promove conscientização no Parque Vicentina Aranha

C

om o objetivo de conscientizar a população sobre os malefícios do cigarro, o IOV realizou no Parque Vicentina Aranha, a ação ‘Viva + Sem Cigarro’, em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo. O evento aconteceu no dia 29 de agosto e contou com aulas gratuitas de pilates, circuito funcional, yoga, meditação e zumba, atividades físicas que são aliadas no combate ao fumo. “A forma como as campanhas do IOV são realizadas é muito positiva, pois elas estão sempre focadas na melhora da qualidade de vida das pessoas e não apenas no combate ao câncer”, explica a fisioterapeuta e sócia-proprietária da Ekiness – empresa parceira no evento, Roberta Bueno de Souza. Vários estudos mostram que o


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consumo de derivados do tabaco, como o cigarro, charuto e narguilé, pode causar 50 tipos de doenças diferentes, entre elas, as doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causas de morte por doença no Brasil, e o câncer de pulmão, a primeira causa de morte por câncer. Dia Nacional de Combate ao Fumo ganhou destaque na mídia A mídia local divulgou a ação promovida pelo IOV nos noticiários da TV Vanguarda e TV Band Vale, em jornais impressos e em alguns sites. “A ação aconteceu em um parque muito movimentado na cidade, muitas pessoas passam por ali e tiveram acesso a informação e puderam participar das atividades. Com a divulgação, principalmente, na TV, foram alcançadas muitas pessoas que não puderam comparecer, mas que mesmo assim foram impactadas com a informação”, afirma a médica oncologista do IOV, Dra. Fernanda Navarro Loiola.

Parar de fumar é importante em qualquer idade e a qualidade de vida melhora muito sem o cigarro. Segundo o INCA, os benefícios começam a partir dos primeiros vinte minutos sem o tabaco: • Após 20 minutos a pressão sanguínea e pulsação voltam ao normal; • Após 2 horas não tem mais nicotina no seu sangue; • Após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza; • Após 2 dias o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar readquire a capacidade de identificar sabores; • Após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora; • Após 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou.


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EDUCAÇÃO CONTINUADA

Treinamentos mensais capacitam técnicos em radioterapia

O

s técnicos em radioterapia do Grupo IOV têm um compromisso especial no primeiro sábado de cada mês. É quando acontece o treinamento específico para os profissionais que atuam na radioterapia, que faz parte do plano de proteção radiológica do serviço junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), cujo objetivo principal é oferecer entendimento amplo da radioterapia aos colaboradores, atualizando os seus conhecimentos. “Valorizamos muito este treinamento, pois além de ser uma exigência da CNEN, ele oferece muitos benefícios aos colaboradores e pacientes, uma vez que quanto maior o conhecimento do profissional melhor ele realiza sua função e, consequentemente, mais seguro é o atendimento ao paciente. Além disso, o aprimoramento técnico está diretamente vinculado à satisfação pessoal e profissional dos colaboradores e isso é fundamental para que a equipe esteja integrada, realizando seu trabalho da melhor forma possível”, explica a médica radioterapeuta, Dra. Sarah Leal. Durante o treinamento, os participantes têm a oportunidade de tirar as dúvidas que surgem no dia a dia e discutir alguns tópicos que podem melhorar ainda mais o serviço prestado, tornando o processo mais seguro. “Nós, físicos e médicos, procuramos preparar os técnicos de forma que eles

compreendam todo o processo que é realizado com o paciente. Queremos que eles estejam sempre atualizados para que não haja nenhuma dúvida na hora de posicionar o paciente ou fazer uma imagem durante o tratamento. Assim eles ficam mais seguros do que estão fazendo”, afirma o físico médico Alexandre Serante. Segundo a Dra. Sarah, o posicionamento diário do paciente, o alvo do tratamento, a dose, todas essas etapas devem ser realizadas minunciosamente e com muita atenção, pois a radioterapia é baseada em precisão. “O técnico deve estar apto e seguro para realizar o tratamento dessa forma, pois é ele que está diariamente

com o paciente. Nossos técnicos, em conjunto com a enfermagem, são capazes de observar e sinalizar caso acreditem que o paciente necessite de avaliação médica fora das revisões rotineiras”, explica. Além dos técnicos, os físicos e médicos também participam do treinamento, dando sugestões, opiniões, ideias para melhoria e apresentando as novidades na área. A técnica em radioterapia, Wiviane Correia e Silva, acredita que esse momento é muito importante, pois reforça a relevância da função do técnico em radioterapia e da atenção ao paciente. “Com esses treinamentos vemos a importância real de estudar e de ficar sempre atentos no que estamos fazendo, para poder entregar o melhor tratamento ao paciente, principalmente, por todos estarem envolvidos com médicos e físicos. Esta é também uma oportunidade para ter contato com os colegas de outras unidades. Quando temos algum alerta de segurança ou algum protocolo, vemos juntos maneiras de poder melhorar o nosso trabalho”, explica Wiviane. Os técnicos já participaram de aulas sobre física, oncologia clínica, radiobiologia, técnicas de radioterapia, psicologia do paciente oncológico, além de discussões e aulas práticas com foco na rotina do serviço prestado.


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EDUCAÇÃO CONTINUADA

Grupos de estudos promovem integração entre farmacêuticos e enfermeiros

O

Grupo de Estudos dos Farmacêuticos em Oncologia (GEFO) e o Grupo de Estudos dos Enfermeiros em Oncologia (GEENFO) têm como objetivo gerar e compartilhar mais conhecimento nas práticas oncológicas. Os encontros são promovidos constantemente entre os profissionais para debater assuntos relevantes, interação, novidades e tendências da área. O GEFO e o GEENFO foram iniciados em 2010 para agregar conhecimento aos enfermeiros e farmacêuticos do IOV e, neste ano, os encontros passaram a ser realizados em conjunto. “As reuniões estão sendo compartilhadas pelos dois grupos (enfermagem e farmácia), observando maior integração entre as equipes”, explica o farmacêutico do IOV, Daniel Oliveira de Souza. “O maior objetivo de criar um grupo de estudos foi, e continua sendo, adquirir e partilhar conhecimento, aplicando a aprendizagem na nossa rotina de trabalho para melhorar os processos e, consequentemente, aumentar a segurança para os nossos pacientes”, explica. Em 2017, já foram abordados vários assuntos nos encontros, entre eles a manipulação e administração de medicamentos,

manejo de toxicidade e apresentação de novas moléculas. As reuniões são destinadas apenas para os colaboradores farmacêuticos e enfermeiros das duas unidades do IOV, em São José dos Campos e Taubaté. “A Oncologia é muito dinâmica, sempre com novas drogas e processos, e precisamos ter acesso a toda informação que for possível, nos qualificando para atender cada vez melhor nossos pacientes. Essas atualizações impactam diretamente na segurança dos nossos pacientes e na qualidade do atendimento que prestamos”, afirma a coordenadora de enfermagem e VSM do Fluxo da Assistência do IOV São José dos Campos, Elisângela Romano.


IOV&VOCÊ Edição 65  

Informativo do Grupo IOV

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Informativo do Grupo IOV

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