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Geografia


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Geografia / Obra organizada pelo Instituto IOB - São Paulo: Editora IOB, 2013. ISBN 978-85-63625-90-8


Sumário

Capítulo 1 – Cartografia, 7 1. Curvas de Nível, 7 2. Formas de Orientação, 8 3. Escala, 10 4. Projeções Cartográficas, 11 5. Cartografia: Coordenadas Geográficas, 12 6. Fuso Horário, 13 7. Fusos Horários no Brasil, 14 Capítulo 2 – Geologia, 16 1. Geologia – Origem e Evolução, 16 2. Movimento das Placas, 18 3. Movimento das Placas Tectônicas, 19 Capítulo 3 – Relevo, 21 1. Formas de Relevo, 21 2. Unidades de Relevo no Brasil – I, 23 3. Unidades de Relevo no Brasil – II, 25 4. Unidades de Relevo no Brasil – III, 26 5. Classificação de Relevo por Jurandyr L. Ross, 28


Capítulo 4 – Climatologia, 30 1. Fatores e Elementos do Clima, 30 2. Camadas da Atmosfera e Circulação Geral dos Ventos, 32 3. Climogramas, 33 4. Clima do Brasil e do Mundo, 35 Capítulo 5 – Hidrografia, 37 1. Conceitos Hidrográficos, 37 Capítulo 6 – Vegetação, 39 1. Formas de Vegetação no Brasil, 39 Capítulo 7 – População, 41 1. Evolução da População Mundial, 41 2. Conceitos Demográficos, 44 3. Pirâmides Etárias, 45 Capítulo 8 – Urbanização, 48 1. Crescimento das Cidades, 48 2. Hierarquia e Funções Urbanas, 50 Capítulo 9 – Agricultura, 52 1. Introdução – Agricultura, 52 2. Questão da Terra, 54 3. Expansão das Fronteiras Agrícolas, 56 4. Agricultura Brasileira Hoje, 58 Capítulo 10 – Pecuária, 61 1. Pecuária Brasileira, 61 Capítulo 11 – Fontes de Energia, 63 1. Os Diversos Tipos de Fontes de Energia, 63 Capítulo 12 – Industrialização, 66 1. Evolução da Industrialização Brasileira, 66 2. Atividade Industrial Brasileira, 68 Capítulo 13 – Atualidades, 71 1. Atualidades – Blocos Econômicos, 71 2. Focos de Tensão, 73 Capítulo 14 – Regiões Brasileiras, 75 1. A Regionalização do Brasil, 75


Capítulo 15 – Atualidades do Brasil, 77 1. Brasil e Mundo – 1900-1964, 77 2. Brasil e Mundo – 1964-1985, 78 3. Brasil e Mundo – 1985-2002, 79 4. Brasil e Mundo – 2003-2011, 81 Capítulo 16 – Sensoriamento Remoto, 82 1. Fotografias Aéreas e de Satélites, 82 Capítulo 17 – Migração, 84 1. Migração – Conceito Básico, 84 2. Migração no Brasil, 86 3. Migração no Mundo, 87 Capítulo 18 – Solo, 89 1. Solos – Conceitos, Tipos e Horizontes, 89 Capítulo 19 – Setores da Economia, 92 1. Primário, Secundário, Terciário e Quaternário, 92 Capítulo 20 – Os Continentes, 94 1. Os Continentes – Aspectos Físicos, 94 2. Aspectos Humanos e Econômicos, 96 Capítulo 21 – Transportes (Capítulo Extra), 99 1. Os Meios de Transporte – Modalidades de Transporte no Brasil, 99 Gabarito, 101


Capítulo 1

Cartografia

1. Curvas de Nível 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a cartografia e as curvas de nível.

1.2 Síntese As curvas de nível apresentam equidistância entre elas, ou seja, a distância normalmente representada em metros, sendo que em um mapa a distância deverá ser sempre a mesma. Quanto mais próxima uma curva/linha da outra, representa um relevo mais íngreme ou inclinado e quanto mais distante uma da outra, significa que o relevo é mais suave. As curvas de nível apresentam normalmente curvas mestras com um destaque maior tanto quanto a sua coloração quanto à identificação por números.


8 Como as curvas de nível representam o relevo, elas também procuram representar as bacias hidrográficas que correm sobre a superfície. Com o estudo topográfico em curva de nível, podemos deduzir vários fatores, entre eles: • As nascentes de rios ficam nas partes mais elevadas do relevo e, portanto, quando as águas descem pelo relevo formam canais fluviais e se concentram. • Com a retirada da vegetação nativa dos topos da colina, para as diversas atividades humanas, tais como pecuária, mineração, urbanização etc., corre-se o risco de muitas nascentes desaparecerem. • Quando o solo fica exposto na presença de uma bacia hidrográfica, poderá ocorrer o processo de erosão do solo, o deslocamento de partículas para as áreas de menor altitude, assoreando as calhas dos rios e por consequência formando enchentes, podendo afetar várias atividades. São curvas/linhas representativas em um mapa que facilitam a identificação da altitude e forma de relevo. Quanto mais próxima uma curva/linha da outra, representa um relevo mais íngreme ou inclinado e quanto mais distante uma da outra, significa que o relevo é mais suave.

2. Formas de Orientação 2.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos as formas de orientação.

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2.2 Síntese Quando falamos de Rosa dos Ventos, temos os pontos cardeais, e os vértices principais são: • Norte (N); • Sul (S); • Este (E); e • Oeste (O). O Norte também é chamado de Setentrional ou Boreal e o Sul de Meridional ou Austral. Já o Este também é chamado de Leste ou East, e o Oeste também pode ser chamado de Ocidental.


Ponto colateral, nada mais é que a junção dos pontos cardeais: • Norte + Este = Nordeste (NE); • Sul + Este = Sudeste (SE); • Sul + Oeste = Sudoeste (SO); e • Norte + Oeste = Noroeste (NO). A soma do ponto cardeal com o colateral resulta no subcolateral: • Norte + Nordeste = Nor Nordeste (NNE); • Leste + Nordeste = Les Nordeste (ENE); • Leste + Sudoeste = Les Sudeste (ESE); • Sul + Sudeste = Sul Sudeste (SSE); • Sul + Sudoeste = Sul Sudoeste (SSO); • Oeste + Sudoeste = Oes Sudoeste (OSO); • Oeste + Noroeste = Oes Noroeste (ONO); e • Norte + Noroeste = Nor Noroeste (NNO). Para se obter orientação pelo Cruzeiro do Sul, deve-se proceder da seguinte maneira: • Identificar a Constelação. • Traçar uma linha imaginária unindo as duas principais pontas: Gama do Cruzeiro e a Estrela de Magalhães. • A partir da Estrela de Magalhães, ampliar imaginariamente o braço principal, quatro vezes e meia, e a partir deste ponto descer uma perpendicular à linha do Horizonte. Tem-se, então, a posição Sul. • Caso se queira orientação por esta referência, ficar de costas para o ponto Sul encontrado, abrindo os braços. À sua frente terá o Norte, à direita o Leste, atrás de você o Sul e à esquerda o Oeste. Para fazer a orientação pelo Sol, deve-se seguir a seguinte orientação: Sabendo que o Sol nasce a Leste, deve-se estender a mão direita, na parte da manhã, em sua direção e abrindo os braços, terá na direção da mão esquerda o Oeste, à frente a direção Norte e atrás a direção Sul. Como o Sol faz um movimento aparente de Leste para Oeste, no período da tarde, deve-se estender o braço esquerdo para onde ele está se pondo, o direito continua Leste, a frente continuará na direção Norte e as costas na direção Sul. A bússola é um aparelho circular e, dentro dele, existe uma rosa dos ventos e no centro uma agulha imantada. A agulha e a rosa dos ventos são presas por um êmbolo, que as mantém solta, isso, porque primeiro a agulha se posiciona e depois é a vez da rosa dos ventos. O globo terrestre é levemente inclinado, onde há no eixo da Terra o Polo Norte. A Terra funciona como um grande ímã e, dentro desse grande imã, há outro imã, igualmente grande.

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10 Esse outro ímã da Terra tem uma declinação de 19 a 23 graus em relação ao polo norte. A agulha da bússola indica o norte-sul magnético, ou seja, o norte aparente, enquanto o norte real fica de 19 a 23 graus à direita, na direção norte-sul geográfico. Desta forma, seguindo o eixo interno da Terra, tem-se o extremo norte geográfico da Terra e, seguindo o eixo interno, tem-se o extremo magnético da Terra. Se a Terra é um grande ímã e existe um ímã interno na Terra, a agulha apontará para esse norte aparente. Para a agulha se voltar para o lado correto, ela necessita de polo diferente, então, se o norte da Terra for positivo, é necessário que o polo da agulha seja negativo. Na verdade, a agulha norteadora é atraída para o sul magnético, com uma inclinação de 19°. Para resolver esse problema, as indústrias, já que o interesse é ir para o lado geográfico, já criam na estrutura da bússola um decline de 19° a leste.

Exercício 1.

Julgue se a assertiva está correta ou incorreta: Sabendo que o sol nasce a leste, então para formar um novo dia, o sol nasce a oeste dos Estados Unidos.

3. Escala 3.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a escala.

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3.2 Síntese Escala é uma proporção entre as distâncias lineares em um mapa e as distâncias correspondentes na realidade. A escala pode ser numérica, quando são representadas por uma fração, onde o numerador corresponde à distância linear no mapa e o denominador a quantidade de vezes de redução da realidade para caber no papel.


11 É convenção que toda escala numérica está representada em centímetros. A escala pode ser gráfica, quando representada por um gráfico, normalmente identificada por uma régua graduada. As escalas gráficas estão normalmente representadas em centímetros (distância linear no mapa), portanto, é necessário destacar em qual parâmetro (Km ou m) será utilizado para a representação da realidade. A escala poderá ser pequena ou grande, dependendo do referencial que é trabalhado. Imagine duas pessoas em um prédio, sendo que uma esteja no primeiro andar e a outra esteja no terraço, ambas olhando para a rua. A pessoa que está no primeiro andar tem uma visão mais restrita do espaço, portanto, consegue ter um maior detalhamento dos objetos localizados na rua. Caso queira representar a realidade que está visualizando terá a seguinte situação: • Maior detalhamento dos objetos. • Menor informação do espaço em relação à pessoa que está no terraço. • Menor área visualizada. A pessoa localizada no terraço terá a seguinte visão e condições: • Visão de área maior. • Menor detalhamento dos objetos da rua. • Por visualizar uma área maior, terá mais informações sobre o espaço em relação à pessoa do primeiro andar.

4. Projeções Cartográficas 4.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos as projeções cartográficas.

A Terra se divide em três grandes zonas climáticas: intertropical, temperada e polar. Desta forma, foi necessária a representação da Terra em planos (mapas), procurando ter uma visão geral do Globo Terrestre e das atividades de rotas econômicas e marítimas, visão dos fenômenos de correntes marítimas e massas de ar, além do posicionamento dos continentes e dos países. A representação da Terra em mapas consiste em transferir informações de uma superfície curva para uma superfície mais plana, portanto, gerando distor-

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4.2 Síntese


12 ções. Sendo assim, foram desenvolvidas algumas formas de projeções básicas procurando minimizar o máximo possível as distorções por zonas climáticas e são elas: • A projeção cilíndrica: todo o Globo é projetado de uma só vez. A Zona de melhor projeção é a de baixa latitude (Zona tropical). Quanto maior a latitude, maior será a deformação. Os ângulos formados entre Paralelos e Meridianos, será sempre um ângulo reto. • Projeção cônica: é projetado um Hemisfério de cada vez. As médias latitudes (Zona temperada) saem quase que perfeitas. As baixas latitudes (tropicais) saem deformadas pela ampliação dos dados. As altas latitudes (Zona polar) saem deformadas pela concentração dos dados. • Projeção plana: são projetadas partes do Globo. Quando projetadas das altas latitudes, saem quase que perfeitas, sendo que o extremo polo aparece no mapa com melhor projeção, e quanto menor for a latitude, maior será a deformação. O mapa do Polo aparece com círculos concêntricos, representando as linhas paralelas e com linhas retas cruzando-se ao centro, representando os Meridianos. • Projeção de mercator: foi uma forma de projeção utilizada, que mantinha as formas dos continentes, mas não respeitou as proporções reais, por isso, não é mais usada.

Exercício 2.

No período denominado Guerra Fria (1947-1989), Estados Unidos e União Soviética eram blocos antagônicos?

5. Cartografia: Coordenadas Geográficas 5.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos as coordenadas geográficas.

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5.2 Síntese Para efetuar a localização de qualquer ponto na Terra, é necessário que se tenha informações/coordenadas específicas. Desta forma, para facilitar a localização foi criado o sistema de latitudes e longitudes.


13 A partir da Linha do Equador tanto para o Norte, quanto para o Sul, há 90°. A latitude será contada ao Norte ou ao Sul, dependendo do grau de sua localização. Quando o ponto estiver sobre a Linha do Equador, não há a denominação quanto a sua orientação geográfica (N/S). A Terra possui 360° e tem um período de Rotação (giro em torno do seu próprio eixo) de aproximadamente 24 horas. Dividindo os graus da Terra pelo período de Rotação, obtém-se 24 partes com 15° cada uma. O Meridiano de Greenwich, que passa na Inglaterra, foi o escolhido para ser o Meridiano central, ou 0 grau, e a partir dele, tanto para Leste quanto para o Oeste, conta-se normalmente de 15° em 15° até chegar em 180° em cada Hemisfério. Para se identificar um ponto na Terra, pode-se trabalhar com o globo todo ou com fragmentos dele.

6. Fuso Horário 6.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos o fuso horário.

A Terra possui 360° e gira em torno do seu próprio eixo em um movimento denominado de Rotação, por um período de aproximadamente 24 horas. Dividindo a Terra em 24 partes, cada parte possuirá 15° graus que a partir do Meridiano de Greenwich, deve-se contar tanto a leste quanto a oeste de 15° em 15° graus até atingir 180° em cada hemisfério, perfazendo assim os 360°. Utiliza-se a tabela de Meridianos, porém, a partir de Greenwich, conta-se sete graus e meio a leste e sete graus e meio a oeste, criando assim um fuso horário, que contará com uma hora, pois a cada 15° tem-se uma hora. O mesmo critério é seguido até se atingir o fuso de 180°, que contará em cada Hemisfério com sete graus e meio e como eles se encontram, deverão juntos fechar em 15°, perfazendo assim o fuso do antimeridiano. No fuso horário de 180°, existe uma linha imaginária denominada de Linha Internacional de Mudança de Data (LID), que ao passar pelo Oceano Pacífico, procura desviar das partes continentais, para que se preserve a mesma hora em um país.

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6.2 Síntese


14 O critério para se calcular o fuso horário, não utilizando a tabela de fusos horários, mas sim o ponto no mesmo hemisfério (Oriental ou Ocidental) dá-se da seguinte forma: • Tira-se da localização de maior grau de longitude, a localização de menor grau e, portanto, tem-se a diferença em graus entre os dois pontos. • Com a diferença em graus entre os dois pontos, divide-se por 15°, pois a cada 15° tem-se uma hora e, com isso, acha-se a diferença de horas entre os dois pontos. Caso a localização que estiver a oeste tenha as horas de referência, para saber as horas da localização que está a leste, deve-se somar às horas dadas, a diferença de horas encontrada. Caso a localização que estiver a leste, tenha as horas de referência, para saber as horas da localização que está a oeste, deve-se subtrair às horas dadas, a diferença de horas encontrada. O critério para se calcular o fuso horário, não utilizando a tabela de fusos horários, mas sim o ponto em hemisférios diferentes (Oriental ou Ocidental) é feito da seguinte forma: • Somar os graus entre os dois pontos e o resultado obtido divide-se por 15°, então, tem-se a quantidade de horas de diferença entre os dois pontos. Caso a localização que estiver a oeste, tenha as horas de referência, para saber as horas da localização que está a leste, deve-se somar às horas dadas, a diferença de horas encontrada. Caso a localização que estiver a leste, tenha as horas de referência, para saber as horas da localização que está a oeste, deve-se subtrair s horas dadas, a diferença de horas encontrada.

Exercício 3.

Se um ponto X está a 165° a leste, que horas eu terei em um ponto Y a 65° a oeste?

7. Fusos Horários no Brasil

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7.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos os fusos horários no Brasil.


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7.2 Síntese

O Brasil tinha quatro fusos horários, sendo um deles oceânico e os outros três continentais: • O primeiro é no Oceano Atlântico e, engloba o Brasil, por causa da Ilha de Fernando de Noronha que é habitável. • O segundo, quando se chega ao país pelo meridiano, pega-se o contorno, o limite político do país, para que todos os estados tenham a mesma hora. • O terceiro, fora do país, segue o meridiano, contornando o Amapá, corta o Pará ao meio, pega o limite do Araguaia, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e, então, desce. • O quarto, fora do país, segue o meridiano, contorna a Amazônia cortando um pedaço dela, envolve o Acre e a tendência é descer. Exemplo de questão: Um empresário sairá de São Paulo às 12h00 e vai em direção a Rio Branco, no Acre, com uma demora de duas horas no voo. A que horas ele chegará ao Acre? Qual o horário do Acre? Resposta: Se ele saiu de São Paulo às 12h00, consequentemente, para o Oeste, as horas se subtraem, então, no Acre serão 10h00. Como o voo para o Acre demora duas horas, ele chegará às 12h00.

4.

No dia 20 de janeiro de 2010, uma reunião ocorreu em São Paulo às 12h00 e foi transmitida via teleconferência para São Luís do Maranhão. A que horas eles receberam a transmissão da reunião de São Paulo: a) 12h00. b) 13h00. c) 11h00. d) 10h00.

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Exercício


Capítulo 2

Geologia

1. Geologia – Origem e Evolução 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a geologia, a origem e a evolução da Terra.

1.2 Síntese Segundo a teoria do Big Bang, tudo o que existe hoje foi criado através desta explosão, que ocorreu aproximadamente a 12,7 bilhões de anos. No entanto, a Terra não teria sido formada nesse momento, pois era um fragmento desta explosão e, como fragmento, na verdade, ela era incandescente e teria origem a cerca de 4,5 bilhões de anos. Se a Terra era uma bola de fogo, ela deveria ser composta em toda sua área de magma pastoso e, por isso, libera gazes, dando origem à camada atmosférica.


Formando a camada atmosférica há um choque dos gases com as partículas da atmosfera, causando assim, chuvas ácidas. Como está chovendo em um lugar pastoso, começa-se a solidificar a área externa, dando origem ao que conhecemos como crosta terrestre, mas como vem do grego, é chamado de Litosfera. É importante imaginar que a crosta terrestre tem 60 km de espessura. Se a Terra está esfriando de fora para dentro, é importante imaginar que dentro dela continua pastoso, porém, existe uma pressão muito grande dentro da Terra e que dará origem a um núcleo. Esse núcleo terá de raio aproximadamente 3.400 km. No entanto, existe uma camada entre a crosta terrestre e o núcleo da Terra chamado manta, porque cobre o núcleo da Terra e tem aproximadamente 2.900 km. Se o núcleo possui de raio 3.400 km, o manto 2.900 km e 60 km de crosta, a Terra terá de raio um total de 6.360 km. Com isso, quer se concluir que, se está chovendo em um material extremamente fino e, existe um material extremamente aquecido embaixo, a tendência é essa casca romper e se fechar, gerando vários fragmentos. A casca fina anteriormente era chamada de Pangeia, que era a união de todos os continentes em um único bloco. Com o passar do tempo, como o material era pastoso e o de cima era menos denso, ele começará a fazer migrações, onde algumas partes se separam de todas as outras e outras se aproximam, dando início às placas litosféricas, que são chamadas de placas tectônicas. Quando as placas se afastam recebem o nome de movimento divergente e quando se aproximam o movimento é convergente. Quando uma placa se separa da outra, por exemplo, América da África, haverá fenômenos não tão intensos. Sabe-se que os continentes Americano e Africano estavam juntos, porque na década de 50, o geólogo alemão Alfred Wegener, fez uma proposta onde os cenários estariam unidos, formando o Pangeia. Através de pesquisas, verificando a vegetação do litoral brasileiro e a vegetação do litoral africano, descobriu-se que as estruturas eram as mesmas, ou seja, eram espécimes muito próximas ou até as mesmas. No entanto, Alfred Wegener não conseguiu provar o fenômeno físico do deslocamento. Só se consegue provas do fenômeno físico na década de 60, quando se tem a ampliação da Guerra Fria, devido ao desenvolvimento de equipamentos como radares e sonares. Esses equipamentos ajudam a perceber que o assoalho oceânico vem se distanciando, o que acaba comprovando a teoria de Alfred Wegener.

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Exercício 5.

Comente a assertiva: Alfred Wegener, por ter feito uma pesquisa única, não tinha nenhuma oposição com relação a esse movimento, ou seja, esse fenômeno de migração.

2. Movimento das Placas 2.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos o movimento das placas.

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2.2 Síntese Existe um conjunto de aproximadamente 12 placas tectônicas que fazem movimentos diferentes, por exemplo: A placa Africana faz num movimento divergente da placa Sul-Americana que, por sua vez, faz um movimento convergente em direção à placa de Nazca. Usando o exemplo de convergência entre as placas de Nazca e Sul-Americana, como a tendência da primeira é ficar abaixo da segunda, haverá a formação de uma Zona de Subducção, ou seja, a placa de Nazca ficará embaixo da placa Sul-Americana. Na medica em que a placa de Nazca se aprofunda na placa Sul-Americana, ela empurrará o magma, que precisará encontrar uma fenda e, ao fazer isso, a tendência dele é formar uma cadeia de montanhas. No entanto, a tendência é de que a vazão do magma é menor do que precisa e, por isso, parte dele volta pelo fundo das placas, empurrando-as em sentidos diferentes e, no caso do exemplo, empurrando a placa Sul-Americana da placa Africana. Já em relação ao relevo, ainda utilizando o exemplo acima, do lado esquerdo da placa Sul-Americana, tem-se o oceano Pacífico e ao lado direito teremos o oceano Atlântico. Se o magma sai por onde há água, a tendência é ter vulcões internos, formando uma cadeia de montanhas, chamada de Dorsal Oceânica. Na hora em que o magma sai do interior e vai para a superfície, ele sai de uma região chamada Astenosfera e, onde houver separações, se formam vulcões, só que são vulcões que tendem a sempre estar derramando magma, recebendo o nome de vulcões derrame e, nas áreas de colisão, a tendência é que aconteçam tremores e vulcões explosivos.


19 Nas áreas de separação também há terremotos, porém, são terremotos mais passivos, enquanto nas áreas de colisão os terremotos são mais ativos. O processo chamado orogênese ocorre quando há duas placas em colisão e sobre elas há sedimentos. Por exemplo, na medida em que uma placa colide com a outra elas começam a afundar, formam uma zona de subducção. A partir do momento que os sedimentos vão se acumulando na zona de subducção, elas vão exercendo uma pressão e, por isso, a tendência do sedimento é subir, e ao subir, geram-se dobras que, na verdade, são cadeias de montanhas. O fenômeno epirogenese ocorre quando duas placas com sedimentos mais cristalinos se chocam e afundam, causando uma pressão no sedimento que começa a quebrar, sofrendo fraturas, que tendem uma parte a subir e a outra a descer. A parte que sobe recebe o nome de Horst, a que desce chama-se Graben e a parte do meio é a fossa tectônica.

3. Movimento das Placas Tectônicas 3.1 Apresentação Nesta unidade, continuaremos o estudo do movimento das placas tectônicas.

O tsunami na Indonésia, em 2004, ocorreu porque houve um choque entre duas placas tectônicas que liberou uma energia. Essa energia foi liberada de tal forma que gerou ondas sísmicas. Essas ondas sísmicas foram tão grandes e, como ocorreu no oceano, levaram água em direção às ilhas, em forma de ondas gigantes, ou os chamados tsunamis. No entanto, a África também foi afetada pelo tsunami, cerca de 2 horas e 40 minutos depois. Como explicação para a África também ter sido afetada, tem-se a seguinte explicação: Se existe a Terra e a linha do Equador a corta ao meio, nos dois polos tem-se o círculo ártico. A Terra faz um movimento de oeste para leste e, quando ela se desloca, a tendência do vento é vir no sentido contrário.

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3.2 Síntese


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Se o vento vem no sentido contrário (no hemisfério norte gira no sentido horário e no hemisfério sul no sentido anti-horário), ou seja, no sentido anti-horário, ele carregará consigo as águas e, a corrente vai puxando a onda gigante até atingir o chifre da África. Por ser uma região tropical, há o favorecimento do turismo e o resultado deste tsunami foi a morte de muitas pessoas, porque, além das que estavam dentro do continente, haviam as pessoas que estavam na orla da praia e dentro do mar. Outro fenômeno a ser estudado foi o terremoto no Haiti. Na cidade de Porto Príncipe, que é capital do país, há área em que as placas tectônicas andam de maneira tangente e, nesse caso, há uma pressão muito grande que acarreta tremores. O ponto relevante do terremoto em Porto Príncipe foi que o foco do tremor aconteceu aproximadamente a 20 km da capital. Outro caso foi o terremoto em Santiago do Chile, que teve a sua origem no mar, a cerca de 340 km de Santiago. Enquanto, no Chile, o terremoto foi de 8.4 graus de magnitude, no Haiti foi de 7.7 graus. Outra catástrofe muito importante foi o ocorrido com o vulcão na Islândia. Quando o vulcão entrou em erupção, liberou cinzas e estas cobriram a Europa, causando o cancelamento de aproximadamente 20 mil voos. Pode-se dizer que esse fenômeno na Islândia globalizou a Terra, porque afetou todo o mundo com o cancelamento dos 20 mil voos. Existe alguma relação entre um vulcão no início de 1700 e a Revolução Francesa? Questiona-se isso porque, no mesmo local, ou seja, na Islândia, ocorreu um vulcanismo tão intenso, que espalhou cinzas pela Europa como um todo. As cinzas não permitem a penetração dos raios solares e a tendência é a temperatura cair. Como o inverno na Europa é extremamente rigoroso, isso não favorece a germinação de sementes e, por isso, a produção de alimentos tende a cair. Isso foi o que ocorreu em 1700 na Europa e a base da Revolução Francesa foi a fome que assolava o continente.


Capítulo 3

Relevo

1. Formas de Relevo 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos as formas de relevo.

1.2 Síntese As formas de relevo são: • Alpini Malaio: são as cadeias de montanhas e não são existentes no Brasil. O relevo brasileiro é denominado de montanhoso, mas não é constituído de montanhas. O relevo do Brasil é acidentado, por isso recebe o nome de montanhoso, mas na realidade é composto por relevos de serras, chapadas e mares de morros. Outras formas de relevo são a planície, o pico e a depressão. • Pico: é um relevo se destacando em relação aos demais.


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22 • Depressão: quando a depressão está acima do nível do mar, ela é chamada de relativa (existente no Brasil) e, quando está abaixo do nível do mar é chamada de absoluta (não existente no Brasil). Se o Brasil possui predominantemente serras, chapadas e mares de morros, estes são relevos relativamente elevados. Sendo relativamente elevados, deve-se pensar na estrutura geológica, então, o relevo do Brasil é antigo, velho e extremamente desgastado, porém, e consequentemente, ele tem uma rocha resistente a erosões. E, quando o relevo tem uma estrutura mais arredondada (serras e mares de morros), ou retilínea (chapada), deve haver uma cobertura de sedimentos. Então, o Brasil possui um relevo velho, cristalino e uma capa de sedimentos. Quando se fala em serras, chapadas e mares de morros, explica-se que nessas áreas tende a ter mais erosões. O que caracteriza um planalto é haver um processo mais de erosão do que de sedimentação, ao contrário da planície que existe mais sedimentação do que erosão. Se existe acúmulo de sedimento em uma área de planície, existe também acúmulo de nutrientes, sendo propícia para a agricultura. Se a planície tiver água, o solo para a agricultura terá atividade econômica e ocupação humana. Havendo ocupação humana em uma planície próxima a um rio, haverá risco quando essa ocupação se transformar em uma cidade, por conta da pavimentação. Esse risco ocorre porque em áreas urbanas em que há pavimentação, a água da chuva não penetra no solo, indo para canaletas que levam direto para o rio, que não aguentando a vazão de água transborda. Dentro do estudo de relevos, existem quatro classificações. Na década de 40, o Professor Aroldo Azevedo classificou o relevo brasileiro da seguinte forma: • Planalto das Guianas, mais ao norte do Brasil e com uma estrutura cristalina. Sendo uma estrutura cristalina é uma estrutura de escudo. Chamado de Escudo das Guianas. • Planalto Central junto com o Planalto Atlântico e Meridional: todos eles com estrutura cristalina. Sendo uma estrutura cristalina é uma estrutura de escudo. Chamado de Escudo Brasileiro. • Planície Amazônica. • Planície Litorânea. • Planície do Pantanal. Um dos alunos do Professor Aroldo Azevedo, chamado Aziz Ab›Saber, na década de 70, fez um estudo em que subdividiu o Planalto Atlântico em Planalto Maranhão e Piauí, Escudo Nordestino e parte do Escudo Oriental.


23 A diferença desse mapa para o mapa de Aroldo de Azevedo é que o Planalto Atlântico não era subdividido. Atualmente, no final da década de 80, o professor da USP, Jurandyr L. Ross, fez um mapeamento usando um trabalho de sensoriamento remoto. Enquanto se tem no mapa de Aziz Ab’Saber nove unidades de relevo, no mapa de Jurandyr L. Ross há 28 unidades de relevo.

2. Unidades de Relevo no Brasil – I 2.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos as unidades de relevo no Brasil.

A classificação de Aziz Ab’Saber é a mais utilizada hoje em dia e há a seguinte divisão: • Planalto das Guianas, no extremo Norte; • Planície Amazônica; • Planalto Central, com predominância de chapadas; • Planalto do Maranhão e Piauí; • Planalto Nordestino, onde há a Serra da Borborema, que barra a umidade do oceano. É chamado de Escudo Nordestino; • Escudo Oriental; • Planalto Meridional; • Planície Pantanal e • Planície Litorânea. Portanto, para Aziz Ab’Saber, o Brasil se divide em seis planaltos e três planícies. Planalto das Guianas: é uma área muito distante da população brasileira e, por isso, as atividades econômicas desenvolvidas são a extração mineral, a agricultura e a pecuária. Como é uma área de pouca população, têm ocorrido inações constantes nesta região. Por esse motivo, o governo vem desenvolvendo o projeto Calha Norte, que visa proteger essas áreas. No extremo noroeste do Brasil, há um lugar chamado Cabeça do Cachorro, que faz limite com a Colômbia, o que acarreta invasão das Farc, ferindo a soberania do Brasil.

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2.2 Síntese


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No Planalto das Guianas há o Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil e, em Roraima, existe uma reserva indígena chamada Raposa Serra do Sol, que ocupa cerca de 90% do Estado e é uma área protegida. Essa reserva indígena não foi demarcada pelo governo e vários produtores de arroz invadiram-na. No entanto, O Supremo Tribunal Federal deu o parecer de que as terras deveriam ser demarcadas de maneira contínua. Isso chama a atenção porque em toda parte Norte e Oeste do Brasil, há reservas indígenas. Existe uma proposta de transformação de Reservas indígenas para Nações indígenas e, se isso acontecer, essas nações indígenas poderão pedir independência. A preocupação do governo é a de não perder essas áreas, por isso há outra proposta para a criação de 27 novos Estados nessas áreas. A Planície Amazônica é uma área muito ampla, com a presença do Rio Amazonas, que é altamente navegável, com aproximadamente 8.000 km de extensão, tendo trechos com até 11 km de largura, com profundidade que chegam a 90 metros. Por ser uma área altamente navegável, também é muito invadida e explorada e, por isso, vem sofrendo com a biopirataria. No Planalto Central há a predominância de chapadas, com vegetação rasteira, áreas planas, extremamente descampadas, o que favorece a pecuária. O cerrado é uma área própria para a pecuária, pois, por ter um terreno plano, o gado não fica subindo e descendo, com isso, não tem uma carne muito dura. Mais ao norte do Brasil, próximo da Amazônia, existe a chamada Serra dos Carajás, que é uma reserva mineradora extremamente importante, onde o minério extraído sai por São Luís do Maranhão. O que chama a atenção é que nessa área mineradora, antes administrada pela Vale do Rio Doce, os minérios extraídos eram escoados dessa região em direção a São Luís do Maranhão. Só que São Luís do Maranhão passou a ter uma economia cada vez mais crescente, devido à extração de minérios no Pará. Esse minério poderia sair pelo porto de Belém, mas seria necessário investir em infraestrutura para o escoamento e, como já havia o investimento (ferrovia), São Luís do Maranhão foi favorecido. O problema é que a ferrovia passa por terras indígenas e, muitas vezes, os índios tentando aumentar seu retorno de prestação de serviço, por deixarem passar a ferrovia nessa área, barram a passagem dos trens.

Exercício 6.

Como a produção mineral do Sudeste do Pará vem favorecendo o desenvolvimento econômico de São Luís do Maranhão?


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3. Unidades de Relevo no Brasil – II 3.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos as unidades de relevo no Brasil.

O Planalto Maranhão e Piauí localiza-se fazendo limite com o Planalto Central e Planície Amazônica, estabelecendo contato com vegetação de cerrado e de floresta. Como está em pleno sertão, está sendo foco de estudo pela transposição do Rio São Francisco que tende a passar suas águas para essas regiões. O Rio São Francisco corre no sentido Sul–Norte, onde existem rios intermitentes, ou seja, rios que só aparecem em momentos de chuvas. A tendência é, como ele passa por um área de sertão, passar parte das águas para outras áreas de sertão. No entanto, em Minas Gerias há a represa Três Marias e outra na Bahia chamada Sobradinho. As águas desviadas sairiam de Sobradinho passando pelo sertão para tentar perenizar os rios, favorecendo a agricultura. Acredita-se que ao fazer isso, cerca de 30% dessa água passando a céu aberto, de Sobradinho para o sertão, evaporaria. Outro problema de passar a água a céu aberto diz respeito a roubo e desvio de água para a agricultura. Irecê, na Bahia, é um dos maiores produtores de frutos, e se a água dessa área for retirada para passar para o sertão, poderá prejudicar a agricultura dessa região, mas melhorará a agricultura em outros Estados. No Escudo Nordestino parte da umidade é barrada pela Serra da Borborema; ela não é responsável pela seca total do outro lado, mas por apenas 2%. A seca existe no sertão em decorrência da existência de uma zona de alta pressão sobre a área que tira a umidade. Em relação ao Escudo Oriental, nosso relevo é arredondado, composto de rochas cristalinas e uma camada de sedimento por cima. Tirando a sustentação desta área, a tendência do solo é descer. Como existe muita rocha cristalina, a atividade mineradora é favorecida nessa região, que é chamada de quadrilátero ferrífero. Quadrilátero Ferrífero: essa é a área que mais produz minério no Brasil. É composta por cinco cidades: Belo Horizonte, Congonhas, Ouro Preto, Maria-

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3.2 Síntese


26 na e Santa Bárbara. A escoação dos minérios é feita através do Espírito Santo, no entanto, a área do quadrilátero ferrífero já está se esgotando. É importante destacar que apenas 30% desse minério ficam para o mercado interno, pois os outros 70% são escoados de maneira bruta ou beneficiado. Essa atividade minerária tende a transformar a economia com vários outros países, pois o minério é um produto primário, de fácil classificação e com bom valor de mercado.

4. Unidades de Relevo no Brasil – III 4.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos as unidades de relevo no Brasil.

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4.2 Síntese Fazendo um corte no mapa do Brasil, do extremo Sul até o Sudeste tem-se: • Relevo de coxilha no extremo Sul, que são serras suaves e arredondadas; • Trapp, é o local que possui terra roxa, que é considerada o melhor solo para agricultura no Brasil; • Cuestas; • Chapadas e • Mares de morros em Minas Gerais. Para se estudar os relevos desta região, deve-se estudar também as influências climáticas. Normalmente, os raios solares incidem diretamente na linha do equador a maior parte do tempo. A área intertropical é muito quente e, quando os raios solares passam tangenciando o polo, tornam essa região muito fria, pois os raios solares não incidem diretamente. Se o polo é uma área fria, a tendência é a água evaporar menos, causando a formação de nuvens baixas. O Planalto Meridional sofrerá as influências dessas massas, isso porque se a nuvem está perto do chão, a tendência é pressionar a massa que vai em direção ao equador. Por causa da rotação da Terra, os ventos vêm no sentido anti-horário no hemisfério sul e no sentido horário no hemisfério norte. Isso afetaria a região porque as massas frias chegam com umidade e com temperatura baixa.


As massas frias vêm do Sul e, como não encontram nenhuma barreira e estão frias, não provocam muitas chuvas. Portanto, a vegetação formada no relevo da coxilha é rasteira, são os denominados campos limpos, que são vegetações favoráveis à pecuária. Na medida em que a massa fria se aproxima do calor, a quantidade de chuva aumenta, fazendo com que haja também, um aumento na vegetação, ensejando o surgimento de arbustos nos campos, que por sua vez recebem o nome de campos sujos. A área de terra roxa é uma área da agricultura, não podendo ser considerada como vegetação. Para uma semente germinar, ela necessita de água e luz e essa região está próxima ao calor o que, consequentemente, acarretaria em maior quantidade de chuvas. A massa ganha força e, ao encontrar massa fria com massa quente, há mais chuvas, o que gera rios com quedas, que por sua vez, favorecem a produção de energia. Ao passar para o sul de Minas Gerais, a massa já perdeu boa parte de sua umidade, como resultado, o índice de chuva é menor. Ao chegar ao norte de Minas Gerais, essa massa é extremamente seca, o que acarreta a necessidade de irrigação na agricultura dessa região. Quanto mais alto o lugar, a temperatura cai e por isso, a vegetação desse lugar é rasteira, pois não há calor para fazer a germinação das sementes. A pecuária em Minas Gerais, por ser uma área acidentada, é mais leiteira, pois o gado caminha entre os morros, fazendo com que a carne seja mais dura, ao contrário do Sul do país, onde o terreno não é acidentado e, por isso, a pecuária é de corte. A Planície do Pantanal é uma área de pântano em que grande parte está no Brasil e outras partes em outros países. No meio da Planície do Pantanal passa o Rio Paraguai e, quando ele enche, a tendência é alagar a área mais aplainada. Dentro do Pantanal temos uma pecuária muito desenvolvida, pois no período de cheias, a tendência do gado é ser transportado para áreas mais altas, denominadas de tesos. Há um projeto de construção de hidrovia no Pantanal, passando pelo Rio Paraná. Para que isso ocorra é necessário alargar e aprofundar as calhas e, fazendo isso, ocorrerá a diminuição das cheias no Pantanal, afetando o ecossistema da área. Em relação à Planície Litorânea, ela vai do extremo norte até o sudeste do Brasil. O Brasil tem um litoral contínuo, porém, o mesmo não corre com a planície.

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28 Planície é a parte de areia. No nordeste ela é larga e, à medida que vai chegando ao sudeste, se estreita até desaparecer. Se essa faixa de areia vai desaparecendo, é porque ela desaparece no mar e, isso é chamado de falésia. As falésias, na verdade, podem desaparecer direto no mar, ou estarem muito próximas a ele. É uma área cheia de escarpas e com um processo erosivo intenso à abrasão marinha. Outra área que existe nos litorais é o golfo, que é uma área extremamente grande, que pode envolver um ou vários países. A restinga é uma vegetação rasteira sobre um solo arenoso. Seu papel é manter a área de areia intacta, senão existe uma migração, até mesmo para algumas cidades litorâneas. As baías, por exemplo, Baía da Guanabara, são áreas de grande estabilidade em relação à pesca, lazer e turismo.

Exercício 7.

Toda formação de praia é oriunda do mar?

5. Classificação de Relevo por Jurandyr L. Ross 5.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a classificação de relevo por Jurandyr L. Ross.

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5.2 Síntese As mudanças entre os mapas de Aziz Ab’Saber para os mapas de Jurandyr L. Ross, são as seguintes: • De nove para 28 unidades de relevo. • Aumento no número de planaltos. • Surgimento de depressões como forma de relevo. Três são os perfis importantes: Amazônico, Nordestino e Regional. Fazendo um corte no Brasil, Aziz Ab’Saber encontrou o Planalto das Guianas, que seriam serras, uma área de terraço, uma várzea com o rio Amazonas e, seguindo em direção ao Planalto Central, ele encontrou outra várzea, outro terraço e chapadas.


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No entanto, Jurandyr L. Ross encontrou um relevo de planalto das Guianas, uma área de depressão, o Planalto Amazônico, outra depressão e o Planalto Central. Ao invés de chamar de Planalto das Guianas, Jurandyr L. Ross chamou de planalto residual, que está ao norte do Amazonas e, quando se fala ao sul, trata-se de outro planalto residual, porém, ao sul do Amazonas. Há duas depressões, uma ao norte e outra ao sul do Amazonas, e no meio o Planalto Amazônico. A mudança da região nordeste ficaria como a seguir: • Aziz Ab’Saber referenciava da seguinte forma: oceano, a planície litorânea, o planalto das guianas, uma depressão que é o sertão, em seguida uns inselbergues e as coestas. • Jurandyr L. Ross referenciava da seguinte forma: oceano, planície, logo depois a Serra da Borborema, os inselbergues e as coestas. A diferença entre os dois foi que na análise de Aziz Ab’Saber a altitude está mais próxima do mar, enquanto que na análise de Jurandyr L. Ross está mais alta do que o mar. A última diferença ente Aziz Ab’Saber e Jurandyr L. Ross ocorre no sul da seguinte forma: • Aziz Ab’Saber: oceano, planície, serras, área de depressão, coestas, trapps, Rio Paraná e trapps. • Jurandyr L. Ross: área de planície, planalto, herodido, coestas, trapps, Rio Paraná e trapps.


Capítulo 4

Climatologia

1. Fatores e Elementos do Clima 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos os fatores e elementos do clima.

1.2 Síntese Para iniciar o estudo sobre climatologia, deve-se primeiro entender que clima e tempo são diferentes. • Clima: são fenômenos amplos. • Tempo: são fatores diários. O clima é uma média de vários tempos e, para ser medido o clima de um lugar, leva-se no mínimo 30 anos.


Entre fatores e elementos do clima tem-se: • Altitude: a cada 180 metros que sobe o relevo, a temperatura cai 1 °C. As partes mais elevadas são mais frias com condições de produtos para clima frio e as áreas mais baixas, são mais quentes, ideais para produtos de clima quente. Um país que tem cadeias de montanhas possui uma economia diversificada pela sua altitude, ou seja, na parte baixa produtos mais tropicais e, na parte mais alta, produtos temperados. • Latitudes: quando se fala em latitude está se falando na zona intertropical, que é uma área inteira. Quando se fala de uma zona dentro da zona intertropical fala-se em um clima tropical. As latitudes dão nomes genéricos e não específicos, ou seja, se existe a área temperada, são os climas temperados, se existe a zona polar são os climas polares. • Estar perto do mar ou distante dele: isso é importante, pois nem sempre quando se está próximo ao oceano há uma área mais úmida. Pode-se ter uma área seca próxima ao oceano e úmida dentro do continente. A área próxima ao litoral que tiver umidade tem um clima chamado tropical úmido e, no interior, quando a massa ultrapassa o relevo, cai a umidade, o clima será chamado de semiúmido. Recebe o nome tropical, porque está na latitude tropical e, recebe o nome úmido porque está perto do oceano, e semiúmido porque está distante do oceano. Quando se olha pelo lado do Nordeste é a mesma coisa; no litoral tem-se o clima tropical úmido e, quando chega ao interior, onde há a Borborema, que barra a umidade, será um clima tropical semiárido. Na região amazônica, há o clima equatorial, o que leva à conclusão de que nem sempre mais para o interior do Brasil o clima é mais seco. • Correntes Marítimas: no hemisfério sul as correntes marítimas seguem no sentido anti-horário, portanto, a tendência é de levar umidade para a América do Sul. Quando se diz que o litoral é leste, é porque se tem umidade, pois se fosse a oeste, tiraria a umidade. • Massas de Ar: existe uma área equatorial que tem uma massa, por isso chamado de Massa Equatorial e, por estar dentro do continente, é chamada de Massa Equatorial Continental. As massas de ar recebem seus nomes de acordo com o local em que estiverem e no Brasil existem as seguintes: • Massa Equatorial: localizada na área equatorial; • Massa Equatorial Continental: localizada na área equatorial dentro do continente; • Massa Equatorial Atlântica: localizada dentro do oceano ao longo da linha equatorial;

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32 • Massa Tropical Atlântica: localizada dentro do oceano ao longo da linha tropical; • Massa Tropical Continental: localizada dentro do continente ao longo da linha tropical; e • Massa Polar: localizada ao longo da linha polar. Os fenômenos que ocorrem quando a massa polar chega ao Brasil são os seguintes: • Quando a massa polar chega à Amazônia, tem-se a chamada Friagem (temperatura entre 34 e 35 °C); • Quando a massa polar chega ao Sudeste, têm-se as geadas; e • Quando a massa polar chega ao Litoral tem-se a chuva. São considerados fenômenos porque são esporádicos, ou seja, acontecem em uma determinada estação.

2. Camadas da Atmosfera e Circulação Geral dos Ventos 2.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos as camadas da atmosfera e a circulação geral dos ventos.

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2.2 Síntese As camadas da atmosfera são: • Troposfera: é a camada da atmosfera em que vivemos e respiramos. São cerca de 15 km de altitude, onde há vento, chuva, granizo e neve. O vento é no sentido vertical. • Estratosfera: é a camada superior à troposfera e, nela encontram-se gases nobres. Nessa camada, o ar é rarefeito e, um ponto muito importante sobre essa camada, é que o vento desloca-se no sentido horizontal e tem grande presença do gás ozônio. • Mesosfera: é uma camada que também tem presença do gás ozônio. • Termosfera: onde viajam os sinais de rádio e TV. As características do Polo são: • Área fria; • Menor evaporação de água; e • Alta pressão em decorrência das nuvens próximas ao chão.


33 Como há muita pressão, a tendência dessas massas de ar é serem empurradas para o Equador e, ao se encontrarem aos raios solares, evaporam, ficando mais leves. Assim, tende a subir para a Estratosfera e voltar aos polos. Normalmente, nas áreas temperadas estão os países mais desenvolvidos, nas áreas tropicais, os países subdesenvolvidos. Tanto nos países desenvolvidos como nos países subdesenvolvidos existem leis ambientais rígidas, porém, a diferença entre eles é que nos países desenvolvidos há mais fiscalização do que nos subdesenvolvidos. Em decorrência das leis mais rígidas nos países desenvolvidos, as indústrias se instalam nos países subdesenvolvidos e essas indústrias liberam gases na atmosfera, que se expandem em direção aos polos. Ao chegar aos polos, esses gases reagem com o ozônio, e quebram suas moléculas (O3), quebrando-a e, desta forma, surgem os buracos na camada de ozônio. A camada de ozônio filtra os raios ultravioletas e eles não têm o calor dos raios chamados infravermelhos, portanto, não são responsáveis diretos pelo derretimento das geleiras. O derretimento não se deve aos raios solares, mas sim ao carbono que ficou ao longo do caminho, que impede a saída dos raios solares, causando assim o efeito estufa. Quando o vento sai da alta pressão em direção à baixa pressão, receberá o nome de alísio ou ciclone. Quando o vento sai da baixa pressão em direção à alta pressão, receberá o nome de contra alísio ou anticiclone.

Exercício 8.

Quando o pescador sai para o mar de madrugada, ele volta às seis horas da manhã. É correto dizer que o pescador sai para pescar de madrugada e volta ao entardecer?

3. Climogramas

Nesta unidade, estudaremos os climogramas.

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3.1 Apresentação


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3.2 Síntese Climogramas são gráficos que representam o tipo climático, compostos de barras e linhas. As barras significam chuva ao mês, de janeiro a dezembro e as linhas representam a temperatura ao mês. Se a temperatura estiver alta, estar-se-á no verão, se estiverem baixas, estar-se-á no inverno. Quando se vê no climograma verão em dezembro e inverno no meio do ano, fala-se do hemisfério sul, porque no hemisfério norte será verão quando no hemisfério sul for inverno e será inverno no hemisfério norte, quando for verão no hemisfério sul. As características dos climas, observando o climograma, têm-se: • Clima Tropical: quente e úmido, frio e seco. • Clima Equatorial: índices pluviométricos elevados e temperaturas altas com pouca variação. • Clima Subtropical: chuva o ano todo e uma variação muito grande de temperatura, ou seja, ou está muito quente ou está muito frio. No globo terrestre temos as linhas do equador, o trópico de capricórnio e o trópico de câncer. A área da linha do Equador é mais quente e os polos são mais frios. Na região dos polos as massas de ar são frias e a tendência é descerem em direção à linha do Equador. Descer, pois quando sai da posição de 90° de latitude em direção a 0° é chamado de movimento de descida. A órbita elíptica da Terra permite que os raios solares incidam em diferentes regiões próximas da linha do Equador. Os pontos da Terra recebem os seguintes nomes: • Periélio: quando a Terra estiver perto do Sol. • Afélio: quando a Terra estiver afastada do Sol. Quando a Terra estiver em periélio, os raios do Sol incidem diretamente no trópico de capricórnio, então, no hemisfério sul será verão e no hemisfério norte será inverno. Quando a Terra estiver na posição afélio, os raios solares incidirão diretamente no trópico de câncer, então, no hemisfério sul será inverno e no hemisfério norte será verão. Como os raios solares incidem diretamente no Equador, tanto na primavera como no outono, os dias serão exatamente iguais. No entanto, em relação ao verão e inverno, os dias serão diferentes. Quando o dia é diferente da noite, é chamado de solstício e, quando o dia e a noite são iguais é chamado de equinócio.


35 Equinócio é apenas para outono e primavera e, solstício é para verão e inverno. Quando a Terra estiver no periélio, os raios do Sol incidem próximo ao hemisfério Sul e a massa de ar que sai do polo não ganha força. Em compensação, no hemisfério norte, a massa fria ganha força.

Exercício 9.

O climograma tropical úmido litorâneo tem muita chuva e é muito quente. Percentualmente, onde evapora mais?

4. Clima do Brasil e do Mundo 4.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos o clima do Brasil e do mundo.

Os climas do Brasil são denominados pelas localizações e são eles: • Clima Equatorial: localizado na linha do equador; • Clima Tropical: localizado entre os trópicos; • Clima Tropical de Altitude: localizado nas áreas mais elevadas; • Clima Subtropical: localizado abaixo do trópico; • Clima Tropical Úmido: localizado no litoral; e • Clima Tropical Semiárido: localizado depois da Borborema. Em relação ao clima do mundo, temos os seguintes: • Tropical; • Equatorial; • Temperado; e • Polar (apenas no hemisfério). Na Ásia há o Clima das Monções, porque o relevo neste local possui cadeias de montanhas. O relevo é composto da seguinte forma: mar, planície litorânea e cadeias de montanhas. No verão, nesta área, a umidade que está na montanha evapora muito, a do oceano evapora menos, por isso, a massa tende a entrar no continente.

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4.2 Síntese


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Portanto, monção é uma grande quantidade de água que adentra ao continente, deixando a área extremamente úmida, o que favorece a plantação de arroz nas áreas mais elevadas. Já no período de inverno, a massa quente desloca-se para o sul, porque a massa fria vem no sentido contrário empurrando a massa quente para o sul. A tendência é que no litoral Asiático a temperatura seja mais baixa e seca. Já na região Mediterrânea, no inverno o clima é chuvoso e no verão o clima é seco. No sul do mediterrâneo há cadeias de montanhas e essas montanhas barram a umidade do oceano e a tendência é ficar úmido no litoral, causando um inverno chuvoso e um verão seco.


Capítulo 5

Hidrografia

1. Conceitos Hidrográficos 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos os conceitos hidrográficos.

1.2 Síntese Quando se estuda a rede hidrográfica, consideram-se apenas os rios, ou seja, o rio principal, os afluentes e subafluentes. Bacia hidrográfica é um conjunto de redes hidrográficas, junto a um relevo. As partes de uma bacia são: • Rio; • Várzea: é um patamar plano ao lado do rio, que inunda quando o rio enche;


38 • Terraços: é o ponto mais elevado em relação ao rio e que não tende a ser alagado com a cheia do rio; • Divisor de águas (interflúvio): havendo um relevo elevado, quando chove, a tendência é infiltrar, tornando as nascentes que minam; e • Calha do rio: é por onde o rio passa. Quando o rio está dentro da calha, com o fluxo normal, será chamado de leito normal, quando estiver com o fluxo baixo, será chamado de leito menor, que normalmente ocorre no inverno ou na época de seca e, quando o rio estiver inundando, a parte de várzea será chamado de leito maior, que ocorre normalmente no período de verão. Os rios podem ser: • De planície: que favorece a navegação. • De planalto: favorece a geração de energia e navegação em alguns pontos. O planalto pode ter as seguintes formas: mares de morros, chapadas e serras suaves. • De montanhas: favorece a geração de energia. • Perene: nunca seca. • Intermitente: seca em algum período. • Efêmero: é um rio muito rápido, normalmente surge em decorrência de chuvas. O rio também tem regimes, que podem ser: • Tropical: com dois períodos, um de cheia e outro de seca. • Equatorial: como chove muito, tem mais período de cheias. • Pluvial: é um rio alimentado por chuva. • Nival ou Glacial: O derretimento das geleiras alimenta o rio. O rio possui cursos, podendo ser superior, médio ou inferior. Se o rio desaguar diretamente no mar, a foz é Estuário; se o rio, para desaguar no mar encontra grande quantidade de terra, é chamado de Delta e, quando se fala Mista, é porque há o Delta e o Estuário. Quando o rio corre para fora do país é chamado de drenagem Exorreico (que é o padrão do Brasil); quando o rio não consegue desaguar no mar, ou seja, fica dentro do país em algum lado, é chamado de drenagem Endorreico. Outras duas formas de drenagem é a arreica, que não deságua em lugar nenhum e a drenagem criptorreica, que são os rios que correm no subsolo. As duas bacias importantes no Brasil são a Amazônica, que tem um maior volume de água e a do Paraná, que é uma área de planalto, com encontro de massas, que constantemente é alimentada por chuvas.

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Exercício 10.

Julgue se a assertiva está correta ou incorreta: O maior potencial hídrico está localizado na área de maior produção de energia.


Capítulo 6

Vegetação

1. Formas de Vegetação no Brasil 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos as formas de vegetação no Brasil.

1.2 Síntese A floresta amazônica ocupa grande parte do Brasil, mas não é a maior vegetação do país. A região Amazônica ocupa cerca de 55% do território nacional. A floresta amazônica se junta com o cerrado e, quando existem regiões que as vegetações se misturam, há a geração de várias outras espécies. No Brasil existem as seguintes vegetações: • Floresta Amazônica: a atividade mais importante é a extração da borracha natural. A floresta é densa (apenas 13% da floresta está desmatada).


40 • Cerrado: O que caracteriza o cerrado são as árvores de troncos tortuosos (escleromorfismo oligotrófico), de cascas grossas, com raízes profundas e grandes. E as árvores não são muito próximas umas das outras, fazendo com que haja uma vegetação rasteira, boa para pecuária de corte. • Caatinga: apesar de ser parecida com o cerrado, ou seja, ter troncos tortuosos há poucas folhas e muitos espinhos nas árvores e arbustos. A caatinga é uma mata mais espaçada. • Mata dos Cocais: dentro da mata dos cocais temos duas espécies de árvores, o babaçu, que serve para a extração de óleo e palmito e a carnaúba, que também serve para a extração de óleo e a utilização das folhas para a produção de cera. • Campos de Altitude: em Minas Gerais e sua vegetação é rasteira, facilitando a pecuária leiteira. • Araucária: fica na região Sul do país e serve para a produção de papelão. • Campos: é uma área plana, com relevo de coxilhas suaves, ideal para a pecuária de corte. • Mangue: fica na região litorânea, onde ocorre a extração de caranguejos. As árvores têm raízes aéreas. • Mata Atlântica: atualmente, no Brasil temos apenas 3% desta vegetação, a maior parte foi extraída na época do café. • Restinga: é uma vegetação herbácea, com área arenosa, que segura a areia no solo. Ainda existem as seguintes vegetações: Mata da Araucária: que fica mais ao sul; Vegetações de Campos; Complexo do Pantanal e Vegetação Litorânea.

Exercício

Geografia

11.

A pecuária nos campos da Amazônia é ideal?


Capítulo 7

População

1. Evolução da População Mundial 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a evolução da população mundial.

1.2 Síntese Observe uma projeção da evolução da população no mundo: Ano

População

01

250 milhões

1650

500 milhões

1850

1,3 bilhão

1940

2,5 bilhões


42

Geografia

Ano

População

1985

5,1 bilhões

2000

6,3 bilhões

2030

TN = TM

Deve-se notar que de 1650 a 1850, a população mundial triplica, devido ao início da Revolução Industrial, pois a tendência era das pessoas saírem do campo e irem para as cidades. Como a população das cidades estava aumentando, houve um processo de urbanização com a revolução industrial, o que auxiliou na triplicação da população. Em 90 anos a população dobra de novo devido à Primeira Guerra Mundial, que gerou uma recessão, o que favorecia as pessoas a terem mais filhos. Em 45 anos, com uma nova recessão, a população mundial dobra mais uma vez. Para 2030, a previsão que se faz é que o número de pessoas que nascerão, será o mesmo tanto que irá morrer. Em relação à evolução da população, temos a Teoria Malthusiana, que foi desenvolvida por Thomas Malthus, economista, estatístico, demógrafo e estudioso das Ciências Sociais. Malthus observou que o crescimento populacional, entre 1650 e 1850, dobrou em decorrência do aumento da produção de alimentos, da melhoria das condições de vida nas cidades, do aperfeiçoamento do combate às doenças, das melhorias no saneamento básico, e os benefícios obtidos com a Revolução Industrial, fizeram com que a taxa de mortalidade declinasse, ampliando assim o crescimento natural. Preocupado com o crescimento populacional acelerado, Malthus publica em 1798 uma série de ideias alertando sobre a importância do controle da natalidade, afirmando que o bem-estar populacional estaria intimamente relacionado com o crescimento demográfico do planeta. Malthus alertava que o crescimento desordenado acarretaria a falta de recursos alimentícios para a população gerando, como consequência, a fome. Outra teoria existente é a dos reformistas. As ideias básicas dessa teoria são todas contrárias às de Malthus: sua principal afirmação nega o princípio Malthusiano, segundo o qual a superpopulação é a causa da pobreza. Para os reformistas, é a pobreza que gera a superpopulação. De acordo com a teoria reformista, se não houvesse pobreza as pessoas teriam acesso à educação, saúde, higiene, etc., o que regularia, naturalmente, o crescimento populacional. Portanto, é exatamente a falta dessas condições que acarreta o crescimento desenfreado da população.


Os reformistas defendem que os governos deveriam implantar uma política de reformas sociais – na tecnologia, para aumentar a produção e resolver definitivamente o problema da sobrevivência humana, e na distribuição da renda, visando o acesso da maioria às riquezas produzidas. Só assim, o problema da pobreza se resolveria. E, resolvendo o problema da pobreza, se resolveria também o problema da superpopulação. Ou seja, não haveria mais desequilíbrio entre uma e outra. A última foi a teoria neomalthusiana. É uma teoria que começa a se desenvolver nas primeiras décadas do século 20, baseada no pensamento de Malthus, razão pela qual passou a ser denominada de neomalthusiana. O neomalthusiano somente se firmou entre os estudiosos da demografia após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em função da explosão demográfica ocorrida nos países subdesenvolvidos. Esse fenômeno foi provocado pela disseminação, nos países subdesenvolvidos, das melhorias ligadas ao desenvolvimento da medicina, o que diminuiu a mortalidade sem, no entanto, que a natalidade declinasse. Os neomalthusianos analisam essa aceleração populacional segundo uma ótica alarmista e catastrófica, argumentando que, se esse crescimento não for impedido, os recursos naturais da Terra se esgotarão em pouco tempo. Para conter o avanço populacional, esses teóricos utilizam várias propostas, principalmente a da adoção de políticas visando o controle de natalidade, que se popularizaram com a denominação de Planejamento Familiar. Na transição demográfica, temos de observar algumas fases para entendê-la. A primeira fase de transição demográfica de um país se caracteriza por apresentar uma população tipicamente rural, onde as taxas de natalidade são elevadas, pois filhos seriam uma força de mão de obra. A taxa de mortalidade também se destaca uma vez que as condições médicas/sanitárias não são favoráveis. Com taxas de natalidade e mortalidade elevadas, favorece um pequeno crescimento vegetativo. Caracteriza-se por apresentar uma elevada taxa de natalidade, uma vez que está havendo um processo migratório do campo para a cidade e ainda não foram assimilados os métodos contraceptivos. Contrapondo a essa situação, o governo fez investimentos sociais juntamente com as questões sanitárias e com isso favoreceu a queda brusca da mortalidade, gerando uma explosão demográfica. Com a descoberta da pílula na década de 60, esta favoreceu a queda na taxa de natalidade e, com o avanço da medicina e da urbanização, ocorreu também a queda na taxa de mortalidade, passando a ter um baixo crescimento vegetativo.

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Exercício 12.

O mecanismo responsável pelo declínio do crescimento demográfico dos países desenvolvidos foi ou foram: a) As multas aplicadas a famílias com mais de três filhos. b) A melhoria dos padrões de vida da população em geral. c) Um rígido controle de natalidade. d) A distribuição gratuita de pílulas. e) A primeira Revolução Industrial.

2. Conceitos Demográficos 2.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos os conceitos demográficos.

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2.2 Síntese O termo ecúmeno é usado para definir um espaço onde favorece a concentração populacional. Quando o termo é aplicado ao espaço, ou seja, chamar um espaço de ecúmeno, é dizer que favorece a ocupação humana, tais como planícies e planaltos, porém, deve-se ter cautela, pois nem todas as planícies são favoráveis à fixação do homem. Já o termo anecúmeno é o espaço que não favorece a fixação do homem. O termo populoso refere-se à população absoluta com grande número de pessoas. Demógrafos defendem que hoje um país com aproximadamente 50 milhões de habitantes é considerado um país populoso. Já o termo povoado é uma razão entre a população absoluta e a área do país. Pode ser também denominado de população relativa ou densidade demográfica. A taxa de natalidade calcula-se da seguinte forma: TN = Nº de nascimento x 1000 ÷ População Total. Já para o cálculo da taxa de mortalidade, temos de observar a seguinte regra: TM = Nº de mortos x 1000 ÷ População Total. O crescimento vegetativo, na verdade, é o aspecto de sobrevivência e seu cálculo se dá através da subtração do número de nascimentos e do número de mortos. CV = TN – TM. O crescimento total é saber quantas pessoas foram acrescidas ao país, feito da seguinte forma: CT = Crescimento Vegetativo + Saldo Migratório.


45 O conceito IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é o mais importante e mais cobrado em provas. O cálculo do IDH segue parâmetros de zero a um e, dependendo do resultado, teremos se ele é baixo, médio ou elevado. • 0 a 0,49 = IDH baixo. • 0,5 a 0,79 = IDH médio. • 0,8 a 1 = IDH elevado. Três parâmetros são utilizados para a análise do IDH, são eles: • Expectativa de vida: usa-se a taxa de mortalidade e a taxa de mortalidade infantil, que se calcula a partir de um ano de idade. • Renda: é a renda per capta. • Grau de escolaridade.

Exercício 13.

O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) foi criado pelo Programa das Nações Unidas para desenvolvimento, para servir como indicador em estudos comparativos das condições de vida das populações do mundo. Desde então, divulga-se o IDH das nações, classificando-as em uma escala de 0 a 1. O IDH contribui para orientar a adoção de políticas públicas que objetivam reduzir níveis de pobreza e de desigualdade regional. São indicadores que compõem o IDH, exceto: a) A expectativa de vida ao nascer, visto que o aumento da longevidade expressa redução dos níveis de mortalidade. b) O consumo médio de energia per capita, uma vez que sua elevação indica o acesso da população aos bens de consumo da sociedade moderna. c) O nível de renda, cujos resultados exprimem, segundo alguns economistas, as condições de acesso da população aos bens de consumo. d) O nível de instrução, uma vez que a aplicação da escolarização tem importantes efeitos na melhoria da renda e consequente redução da pobreza.

3. Pirâmides Etárias

Nesta unidade, estudaremos as pirâmides etárias.

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3.1 Apresentação


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3.2 Síntese Dentro das pirâmides etárias temos a estrutura das populações, ou seja, como a população está dividida. De 0 a 19 anos = Jovem; de 20 a 59 anos = Adulto; de 60 em diante = Idoso. Na população jovem, ou seja, de 0 a 19 anos, o governo deverá investir no ensino básico, construção de escolas, pois essa população ainda está em formação e na medicina preventiva. Em relação à população adulta, ou seja, de 20 a 59 anos, o governo deverá investir em medicina do trabalho. Já em relação à população idosa, de 60 anos em diante, deve-se investir em medicina curativa. Os idosos, além de auxiliar no sustento dos lares, também contribuem com o movimento da indústria farmacêutica. Em uma pirâmide, ainda que não esteja escrito, o lado direito desta sempre serão as mulheres e o esquerdo sempre serão os homens. Em uma pirâmide de um país subdesenvolvido, o que chama a atenção é que nascem mais homens, então, é normal observar um número maior de homens na base da pirâmide. Em contrapartida, a mulher vive mais do que o homem, por esse motivo, o número de mulheres é maior no topo da pirâmide. Na pirâmide de um país desenvolvido, notamos que em decorrência de um ótimo planejamento familiar, vemos que a taxa de nascimento é menor e que o número de adultos e idosos é maior. Em relação à pirâmide de um país em vias de desenvolvimento, como no caso do Brasil, a taxa de natalidade está em declínio, consequentemente, o número de jovens vem caindo, no entanto, o número de adultos e idosos é maior. A expectativa de vida da mulher é maior do que a do homem. Como a mulher estuda mais do que o homem, ela tem maior absorção no mercado de trabalho.

Exercício

Geografia

14.

Compare os gráficos de pirâmides etárias a seguir.


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Assinale a incorreta: a) A distribuição da população brasileira por classes etárias das décadas de 1960 e 1970 se assemelha à representada no gráfico I. b) Enquanto o gráfico II pode estar representando um país desenvolvido ou em desenvolvimento, o gráfico I é característico dos países mais pobres da Terra, como os da África Subsaariana. c) Os dois gráficos acima correspondem aos quadros populacionais de países europeus. d) O gráfico I revela um país de elevada taxa de natalidade e uma baixa longevidade. e) O gráfico II apresenta uma realidade das duas últimas décadas na demografia brasileira: queda na natalidade e uma concentração maior de habitantes entre os 10 e 20 anos de idade, bem como uma considerável população de adultos.


Capítulo 8

Urbanização

1. Crescimento das Cidades 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos o crescimento das cidades.

1.2 Síntese Para se formar uma cidade, existem atividades secundárias, terciárias e quaternárias. • Secundárias são as atividades de indústrias; • Terciárias são as atividades de comércio e prestação de serviços; • Quaternárias são as pesquisas, os novos conhecimentos. Nas zonas rurais, há as atividades primárias, que são as mais brutas. O Brasil começa a se tornar urbano, a partir de 1900, quando a população ainda era tipicamente rural, com atividades voltadas para o café, açúcar e leite.


49 Em 1930, Getúlio Vargas começa a industrializar o Brasil, acarretando a urbanização das cidades. Em 1940, com o declínio do café, a população urbana cresce, mas ainda é cerca de 70% rural e 30% na área urbana. A inversão da população ocorre por volta do ano 2000, quando 70% da população é urbana e 30% é rural. Desta forma, vemos que o Brasil se tornou urbano em apenas 60 anos, um período considerado muito rápido em comparação aos países europeus. A definição de crescimento é o aumento do número de pessoas em uma cidade, e isso ocorre com o êxodo rural. Já a urbanização é quando as pessoas já estão assimilando características urbanas, trabalhando em setores de atividades urbanas e já possuem uma infraestrutura e cultura urbanas. Uma cidade pode crescer de maneira planeja ou não. As cidades planejadas são aquelas que já tiveram planejamento antes de sua construção. Muitas cidades, como Brasília, começaram com planejamento, mas, conforme o tempo passa, há um crescimento descontrolado. As cidades planejadas têm intuito de evitar problemas através de planejamentos antecipados. Muitas delas têm território determinado, com certa ordenação interna e distribuição racional das atividades por setores (militar, industrial e hoteleiro). Em relação às cidades não planejadas, com o desenvolvimento dos ciclos econômicos, muitas delas surgiram sem nenhum planejamento prévio e devido às condições econômicas oferecidas, pessoas migraram para esses núcleos de crescimento econômico e foram fixando-se em espaços próprios e impróprios à ocupação. Com o fim dos ciclos econômicos, cidades estavam formadas, muitas das vezes ocupando áreas de várzeas ou relevos íngremes, tornando-se áreas potenciais de riscos. As cidades ainda podem ter seu crescimento horizontal, quando há apenas casas, em um mesmo plano, ou vertical, quando há prédios e construções altas.

15.

Em relação ao processo de urbanização brasileira, é correto afirmar que: a) Ele apresenta acentuada concentração espacial, formando grandes aglomerados urbanos. b) Os problemas ambientais urbanos atingem todos os grupos sociais com a mesma intensidade.

Geografia

Exercício


50 c) O crescimento acelerado das cidades é acompanhado de melhorias nas condições de infraestrutura urbana. d) A expansão urbana avança sobre grandes áreas sem transgredir a legislação vigente que dispõe sobre a ocupação do solo urbano. e) O fluxo migratório pendular é fundamental no crescimento populacional das grandes cidades brasileiras.

2. Hierarquia e Funções Urbanas 2.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a hierarquia e as funções urbanas.

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2.2 Síntese Função urbana é o que a cidade faz de mais importante, ou seja, a atividade principal geradora de renda. As cidades podem ser: • Comerciais: a maior parte da renda gerada vem do comércio, do setor terciário. É geradora de formação de mão de obra. • Industriais: por exemplo, Cubatão. A maior parte da renda vem das indústrias nelas instaladas. • Administrativas: São as cidades em que há a instalação de um governo, por exemplo, Brasília. • Portuárias: O porto é uma grande fonte de renda e não necessariamente devem estar no litoral, como Santos; é possível que haja porto em rios. • Universitárias: um exemplo de cidade universitária é Viçosa, onde 80% da economia saem da universidade. • Militares: como a cidade de Três Corações. Se uma cidade tem a escola de formação de oficiais, ela é chamada de cidade militar, porque tem a função militar. • Turística: por exemplo, Ouro Preto, onde o turismo é o que predomina, apesar de ter universidade. • Religiosa: A atividade mais importante nesta cidade é a própria religião, por exemplo, Jerusalém. A hierarquia é o grau de importância de cada atividade econômica em determinada cidade. • Paris e Londres, por exemplo, são cidades que influenciam o mundo todo com sua cultura e ciência, por isso, são chamadas Metrópoles Globais.


51 • São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, são metrópoles nacionais, que exercem influência em todo o território nacional. Mas essas cidades acabam sendo consideradas globais, porque São Paulo é um grande centro econômico e o Rio de Janeiro um grande centro de turismo. • As Metrópoles Regionais: são aquelas que influenciam uma determinada região, como por exemplo, Presidente Dutra. • Centro Regional: atende as regiões que estão em volta. Com o crescimento das cidades, ocorre a chamada conurbação, ou seja, os municípios estão interligando-se. Existem também as chamadas megalópoles, que é a interligação de vários municípios. No Brasil, por exemplo, há a megalópole de São Paulo ao Rio de Janeiro. Desta forma, temos a seguinte hierarquia: • Metrópole Global; • Metrópole Nacional; • Metrópole Regional; • Centro Regional; • Cidade Local; e • Vila.

16.

Relacione corretamente as cidades da coluna B às expressões da coluna A, referentes à hierarquia urbana. Coluna A (1) Cidade Global (2) Metrópole regional (3) Centro regional (4) Centro sub-regional Coluna B ( ) Florianópolis ( ) Caxias do Sul ( ) São Paulo ( ) Manaus A numeração correta da Coluna A com a Coluna B, de cima para baixo, é: a) 1 – 2 – 3 – 4. b) 3 – 2 – 4 – 1. c) 2 – 3 – 4 – 1. d) 3 – 4 – 1 – 2. e) 2 – 4 – 1 – 3.

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Exercício


Capítulo 9

Agricultura

1. Introdução – Agricultura 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a agricultura.

1.2 Síntese Reforma agrária é a reorganização da estrutura fundiária com o objetivo de promover a distribuição mais justa das terras. No entanto, para ocorrer a reforma agrária, é necessária também a reforma agrícola, que é o desenvolvimento de insumos agrícolas, além de créditos para financiamento das atividades do campo. A reforma agrária é de cunho capitalista, porque, quando o governo compra uma área para distribuir a terra, a ideia não é a agricultura de subsistência, mas sim a agricultura comercial, através de cooperativas.


53 As fases da agricultura são: • Subsistência: É aquela desenvolvida em pequenas propriedades, visando em um primeiro momento, atender às necessidades de sobrevivência das pessoas daquela família e o restante da produção, comercializada na localidade. • Comercial: É a agricultura desenvolvida em grandes propriedades (latifúndios), com intenso uso de máquinas, equipamentos e insumos e sua produção normalmente é voltada para a indústria que passa a se denominar agroindústria. • Científica: A primeira geração de transgênicos surge com a importância de gerar melhoramentos, principalmente de grãos, visando dar maior resistência a pragas. Porém, a inserção deste produto no mercado trouxe uma série de questionamentos, entre eles é que o produto transgênico não conseguiria reduzir totalmente as pragas e com o processo de mutação poderia gerar superpragas que provavelmente se alastrariam. Outros afirmavam que os produtos transgênicos, por não gerarem grãos passíveis de uma nova safra, fariam com que os agricultores se tornassem reféns das grandes empresas produtoras de sementes transgênicas. Muitas manifestações ocorreram, e daí a necessidade de se lançar novos produtos transgênicos com uma visão diferenciada da primeira geração. A segunda geração de transgênicos passou a visar, além da melhoria das plantas, modificações nas quais estas, além de alimentos, teriam potencial de remédio, uma vez que aumentariam a capacidade de vitaminas à disposição e ao mesmo tempo poderiam inserir vitaminas em vários tipos de alimentos. Como exemplo, pode-se destacar a soja com hormônio do crescimento. A agricultura ainda pode ser: • Intensiva: são as agriculturas comerciais, com grande quantidade de maquinário e irrigação. • Extensiva: onde há pouco investimento em todos os setores. Quando se fala da agricultura intensiva, menciona-se o agronegócio, que são financiamentos de bancos na agricultura, com técnicos especializados e pesquisas, gerando muito retorno ao país.

17.

O gráfico representa a relação entre o tamanho e a totalidade dos imóveis rurais no Brasil. Que característica da estrutura fundiária brasileira está evidenciada no gráfico apresentado?

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Exercício


54 1.3% 30,5% 53% 15,2% Acima de 1.000 há De 100 a 1.000 há De 10 a 100 há Até 10 ha

a) b) c) d) e)

A concentração de terras nas mãos de poucos. A existência de poucas terras agricultáveis. O domínio territorial dos minifúndios. A primazia da agricultura familiar. A debilidade dos plantations modernos.

2. Questão da Terra 2.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a agricultura e a questão da terra, que pode ter um valor econômico ou social.

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2.2 Síntese Quando se fala que a terra tem valor político, é porque o governo pensa em fazer a reforma agrária. A terra pode ter um valor político porque depende de decisões políticas para ela ser dividida; já o valor social, refere-se a que muitas pessoas dependem da terra para a sobrevivência. Utilizando o fator histórico, ente-se como houve um aumento da concentração de terras no latifúndio. Em 1973 houve a primeira crise do petróleo, onde o valor do barril foi de 3,48 dólares para 12 dólares. No entanto, como o Brasil já era um grande produtor de cana-de-açúcar, o governo instituiu o Pró-álcool em 1975. Entretanto, há uma grande dúvida, pois deveria ser utilizada a terra para produzir alimentos ou para produzir energia, reduzindo a oferta de gêneros ali-


55 mentícios e desapropriando vários pequenos produtores, uma vez que a cana-de-açúcar deveria ser produzida em larga escala, portanto, em latifúndios. O surgimento do MST se deu na época dos Militares, pois vários brasileiros foram para o Paraguai visando o desenvolvimento de atividades agrícolas e de pecuária, sendo chamados de brasiguaios. Com a entrada do General Stroessner, no governo paraguaio, este teria dificultado a vida dos brasileiros em seu país, forçando-os a retornar para o país de origem, porém, eles retornam e encontram no Sul, a formação de latifúndios intensivos, reduzindo a possibilidade de trabalhos. O MST tem como prática algumas invasões de terras. Essas invasões são extremamente tensas, pois os donos das terras ficam sem poder produzir. No entanto, o governo adotou o posicionamento em que, se o MST quiser uma terra, esta não poderá ser invadida, porque ao invadir essa terra, o MST as tira do objetivo da reforma agrária. Uma forma de distribuição de terras, como já foi visto, são as cooperativas, que ganharam impulso no governo de Fernando Henrique Cardoso, em que houve um gasto aproximado de R$ 40.000,00 com cada família assentada. Neste sentido, optou-se em dividir este gasto na formação das cooperativas e assentamento das famílias. Essa divisão foi feita da seguinte forma: • R$ 20.000,00 era o valor da terra; • R$ 7.500,00 para a formação das cooperativas; • R$ 7.500,00 para a compra de maquinários; • R$ 2.000,00 para a construção das casas. Já no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foi criado o projeto Luz para Todos, onde a eletricidade foi levada para os assentamentos. No governo de Fernando Henrique Cardoso, foram assentadas 510 mil famílias e, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, 580 mil famílias foram assentadas. A partir de 2003, o governo começou a comprar toda a produção de alimentos das cooperativas, fazendo com que as pessoas permanecessem no campo.

18.

O Brasil é o segundo país do mundo com maior índice de concentração de terras. Conforme os dados do Censo Agropecuário, os minifúndios representam 62% dos imóveis, ocupando 7,9% da área total e, no outro extremo, verifica-se que 2,8% dos imóveis são latifúndios que ocupam 56,7% da área total. A partir da leitura do texto, é incorreto afirmar que:

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Exercício


56 a) O problema fundiário do Brasil remonta ao período colonial, sendo que, nas últimas décadas, gerou um movimento de repercussão internacional, o MST. b) Os minifúndios, apesar de ocuparem parcela reduzida da área agrícola do país, são mais bem aproveitados que os latifúndios, ou seja, são menos ociosos. c) Os mecanismos estatais, como Estatuto da Terra e o assentamento de colonos, têm demonstrado a eficácia do poder público para resolver o problema do acesso à terra. d) Os pequenos proprietários são os principais responsáveis pela produção de alimentos para subsistência e, também, pelo abastecimento do mercado interno.

3. Expansão das Fronteiras Agrícolas 3.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a expansão das fronteiras agrícolas.

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3.2 Síntese A atividade agrícola sempre esteve presente como uma das atividades mais importantes do Brasil, desde a colonização por Portugal em 1500. Quando os portugueses aqui chegaram, encontraram solo adequado e clima favorável para um produto tropical de grande valor no mercado europeu, a cana-de-açúcar. Desta forma, o litoral do nordeste tornou-se uma importante área de produção do açúcar, gerando grande desenvolvimento econômico. Por volta de 1850, com a descoberta da Terra Roxa (um dos melhores solos do Brasil) no Centro-Sul do Planalto Meridional, extremamente favorável à produção do café, efetuou-se a produção em larga escala, no início utilizando mão de obra escrava e logo em seguida a de europeus assalariados. Na região da expansão moderna, por ser uma região de trópico, há o encontro de massas, o que acarreta muita chuva. Havendo chuvas, consequentemente o solo é lavado e, com isso, os minérios dos solos também vão sendo lavados, por isso, a produção agrícola começa a cair. Com a construção de Brasília, em 1958, a tendência foi abrir novas estradas e, a partir disso, houve a expansão para o Centro-Oeste.


57 Na região Sul do país, como há muita infraestrutura de energia e estradas, a disputa por essas terras é enorme. É uma área onde há o Pontal do Paranapanema, que é uma junção de dois rios. Ocorre essa disputa, pelo fato das terras serem extremamente férteis. Na região Centro-Sul do país, temos o cerrado, que é composto por chapadas, árvores de troncos tortuosos com raízes profundas, nascendo distantes umas das outras. O relevo é plano e de vegetação rasteira, ideal para a pecuária. Com a expansão da pecuária no Centro-Sul, os pequenos agricultores são empurrados para a periferia do cerrado, chamada de Área de Transição. A consequência da migração forçada dos pequenos agricultores para as áreas de transição é que, estes pequenos agricultores necessitam queimar o solo para plantar e, com isso, há uma devastação das biodiversidades existentes nessas regiões. O maior responsável pela devastação do Cerrado e da Floresta Amazônica é a pecuária. As relações de trabalho no campo podem ser: • Diarista; • Mensalista; • Boia fria; • Arrendatário; • Parceria; • Posseiro; e • Grileiro.

Exercício A figura abaixo quer chamar a atenção para os problemas das queimadas no Centro-Oeste brasileiro nesta última estação de inverno.

Considerando a imagem acima e outros conhecimentos a respeito, podemos afirmar: a) As queimadas, no Centro-Oeste brasileiro, têm a sua origem mais por atuações antrópicas do que naturais, uma vez que a estação é propícia para a atividade de preparo do solo para agricultura.

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19.


58 b) O Congresso brasileiro por ser afetado diretamente pelas queimadas, vem desenvolvendo leis cada vez mais restritivas de desenvolvimento da agricultura no Cerrado. c) Por ser um bioma de vocação agrícola, o Cerrado está sendo ocupado de forma intensa desde o final da década de 50, com a construção da Capital Brasília. d) A expansão da fronteira agrícola do Centro-Sul do Brasil para o Centro-Oeste, levou em consideração fatores naturais e econômicos, tais como, área de vocação agrícola e baixo valor da terra. e) O Cerrado por ser um bioma com pouca diversidade vegetal vem sofrendo agressões ambientais para o desenvolvimento de uma atividade agrícola comercial.

4. Agricultura Brasileira Hoje 4.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a atual agricultura brasileira.

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4.2 Síntese Antes de entrar no estudo da agricultura no Brasil, há que se entender os fatores que estão levando à crise de alimento no mundo. Os fatores são: • Climáticos: pode haver chuvas em excesso, secas também em excesso, vulcanismo, como o da Islândia, entre outras coisas. • Políticos: crises políticas podem acarretar uma maior exportação dos produtos do que a utilização para o mercado interno, como ocorre em vários países do continente Africano. • Produção de biocombustíveis: por exemplo, no Brasil, a maior parte da produção de cana-de-açúcar é para a confecção do etanol, assim como da soja para a confecção do biodiesel. Outro exemplo são os EUA, que cultivam milho para a produção de álcool. • Surgimento de vários países emergentes, ou seja, pessoas saindo da linha da pobreza e que necessitam de alimentos. Por exemplo, China e Índia. Como o Brasil possui climas e solos variados, e uma extensão territorial de 8,5 milhões de km² e terras de baixo custo, desempenha um papel fundamental na crise mundial, já que consegue produzir qualquer coisa.


59 A crise teve início nos EUA, porque, quando entraram em guerra com o Iraque, necessitavam de combustível. Em decorrência dessa necessidade, houve um aumento no preço do barril de petróleo no mercado mundial. No próprio ano de 2003, o governo brasileiro investiu cerca de 63 bilhões na Petrobrás e passou a ser autossuficiente em petróleo, reduzindo a importação de insumos químicos para a atividade agrícola, mas mesmo assim, foram importados ainda, 80% dos insumos necessários. Seguindo os investimentos, o Brasil em 2005, desenvolveu o biodiesel a partir da soja e com isso ampliou-se ainda mais as áreas de cultivo agrícola. Como os EUA necessitavam de combustível barato e em grande escala, começou a se produzir biodiesel do milho. Havendo a produção do biodiesel extraído do milho, o governo americano começou a comprar a produção de milho, o que levou produtores de outros alimentos, como o arroz, feijão, entre outros, a começarem a plantar milho. Em decorrência dessa expansão na produção de milho, começa a faltar outros produtos para alimento, o que leva os EUA a uma crise. Com a crise mundial de alimentos de 2007 em diante, o Brasil se viu numa situação mais confortável e ampliou seus mercados, tornando-se parceiro comercial da China e vendendo produtos primários que passaram a ter valor de mercado, as chamadas commodities.

Exercício Considere o mapa a seguir: A crise alimentar em 2008

A leitura do mapa e os conhecimentos sobre as condições socioeconômicas do mundo atual permitem afirmar que: a) A redução dos estoques disponíveis de terras aráveis, em várias partes do mundo, tem sido responsabilizada pela atual crise alimentar. b) A sensível diminuição da pobreza crônica, na Ásia e na África, aumentou a demanda por alimentos e, por isso, a escassez.

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20.


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c) A existência de minifúndios improdutivos aliada à proliferação de conflitos nos países produtores de alimentos são as principais causas da fome aguda no mundo. d) A forte expansão das áreas de cultivos destinados à produção de biocombustíveis, sobretudo na África, é apontada como causa da crise de fome. e) Os aumentos da demanda de alimentos em alguns países e os encarecimentos dos transportes pelo elevado preço do petróleo estão entre os fatores responsáveis pela fome.


Capítulo 10

Pecuária

1. Pecuária Brasileira 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a pecuária brasileira.

1.2 Síntese A pecuária no Brasil foi introduzida pelos portugueses no nordeste. Como no litoral já existia a plantação da cana-de-açúcar e, a criação de gado necessita de espaço, foi acordado entre agricultores, pecuaristas e o Rei de Portugal, que o gado seria criado no interior do país. Chegando ao interior do país, ao descobrir o ciclo do ouro em Minas Gerais, o gado foi introduzido pelo rio São Francisco para o norte de Minas Gerais.


62 No Sul do país, encontramos uma pecuária de corte com gados tipicamente europeus, uma produção em larga escala, que deveu-se ao ambiente plano, com poucas vegetações, dando origem aos campos. Acima dos campos no Sul, existem as Trapps (terra roxa), onde há chuva, há a agricultura e, acima das trapps, tem-se as Araucárias. No norte de Minas Gerais, há uma região chuvosa, com campos de altitude, ideal para a pecuária leiteira. Com isso, pode-se concluir que a pecuária no Brasil é diversificada, pois o gado pode ser tanto para o corte como para a produção de leite.

Exercício

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21.

Todas as alternativas contêm afirmações corretas sobre as grandes mudanças que ocorreram no setor agropecuário do Brasil, exceto: a) A área de pastos plantados aumentou sensivelmente em decorrência da política de ampliação do espaço produtivo e da modernização da agricultura. b) As mudanças no uso da terra e nas relações de trabalho estimularam o êxodo rural que, pela sua intensidade em algumas áreas, chegou a se configurar como um fenômeno de desruralização. c) As regiões tradicionais de cultivo de café, em São Paulo e no Paraná, reafirmaram sua função de abastecedoras do mercado interno e ficaram à margem das inovações introduzidas. d) O Centro-Oeste recebeu grandes iniciativas empresariais, voltadas para a implantação de estabelecimentos de grandes dimensões destinados, sobretudo, à produção de soja, direcionando o gado para a Amazônia. e) O incentivo às culturas de soja, trigo e cana-de-açúcar foi fundamental para a reorganização do espaço agrário e para as mudanças nos padrões de uso do solo.


Capítulo 11

Fontes de Energia

1. Os Diversos Tipos de Fontes de Energia 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos os diversos tipos de fontes de energia.

1.2 Síntese A gasolina é uma energia e sua fonte é o petróleo, assim como o álcool também é uma energia e sua fonte é a cana-de-açúcar. Quando se estuda a fonte de energia, deve-se estudar também a sua matéria-prima. As fontes de energia podem ser renováveis e não renováveis. • Renováveis: são as fontes que podem ser produzidas, como é o caso da cana-de-açúcar. • Não renováveis: são as fontes produzidas pela natureza, como o petróleo.


64 No entanto, existem energias que são renováveis naturalmente, como é o caso da energia solar e energia eólica. Essas fontes renováveis naturalmente são chamadas de fontes alternativas. No Brasil, por ser um país de clima tropical, há uma grande fonte de energia solar. As fontes de energia são: • Fósseis: Petróleo, que através dele tem-se a extração da gasolina, asfalto, calçados e plásticos. • Energia elétrica: a energia elétrica é produzida através das hidrelétricas. Em relação à crise de energia, com a criação do Plano Real em 1994, o brasileiro passou a consumir bens em maior quantidade, uma vez que possuía uma moeda forte, tendo acesso cada vez maior a elétricos e eletrônicos. Por outro lado, as indústrias passaram a ter uma maior produção, tanto para atender ao mercado interno quanto ao externo, necessitando cada vez mais de energia. Várias multinacionais entraram no país, consumindo mais energia, porém, o investimento no setor não foi suficiente e aí, em março de 2001, foi anunciada a crise no setor e os brasileiros passaram por momentos de racionamentos de energia, nos quais a pessoa física teve de diminuir o consumo de energia em 20% e a pessoa jurídica em 15%. Boa parte da produção de energia no Brasil é gerada através de hidrelétricas, porque há rios em larga escala, com vastas redes hidrográficas e, como parte do relevo é de planalto, os rios possuem quedas. A maior parte das hidrelétricas no Brasil se concentra no Centro-Sul. Com a crise do petróleo em 1973, o governo brasileiro passou a fazer investimentos no setor energético e desenvolveu o Programa Brasileiro do Álcool (Pró-Álcool). Este setor cresceu até 1992, quando o Brasil sediou a Eco/92, onde foram denunciadas as agressões que esse setor gerava no meio ambiente. A partir daí o Programa perde força, porque para a produção do álcool, eram eliminadas substâncias tóxicas na natureza. A partir de 2002, a Embrapa consegue catalisar essas substâncias, transformando-as em adubo, o que impacta positivamente ao meio ambiente. A partir de então, o setor volta a se desenvolver e, associada a técnicas mais modernas de colheita, torna-o essencial como fonte complementar. Em relação ao petróleo, são oito os países que mais produzem esta fonte de energia, e o Brasil está tentando se tornar um dos maiores produtores, através da extração do pré-sal.

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Exercício 22.

As previsões de que, em poucas décadas, a produção mundial de petróleo possa vir a cair têm gerado preocupação, dado seu caráter


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estratégico. Por essa razão, em especial no setor de transportes, intensificou-se a busca por alternativas para a substituição do petróleo por combustíveis renováveis. Nesse sentido, além da utilização de álcool, vem se propondo, no Brasil, ainda que de forma experimental: a) A mistura de percentuais de gasolina cada vez maiores no álcool. b) A extração de óleos de madeira para sua conversão em gás natural. c) O desenvolvimento de tecnologias para a produção de biodiesel. d) A substituição da gasolina e do diesel pelo gás natural.


Capítulo 12

Industrialização

1. Evolução da Industrialização Brasileira 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a evolução da industrialização brasileira.

1.2 Síntese A industrialização brasileira era de pequena expressão de 1500 até 1850, porém, a partir deste período com a Lei de Euzébio de Queiroz, proibia o tráfico de escravos e ao mesmo tempo transferia escravos da decadente economia nordestina da época e os transferia para o Vale do Paraíba do Sul, para trabalharem na produção de café. A produção cafeeira cresceu e recebeu também mão de obra de imigrantes europeus, gerando grandes lucros concentrados na Região Centro-Sul do Brasil.


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Com a Guerra da Secessão nos Estados Unidos entre 1861 a 1865, a indústria brasileira cresceu com um pequeno surto industrial e no início do século passado, o Brasil já dispunha de um mercado consumidor, uma elite cafeeira e também açucareira, que adquiriam produtos europeus. Com a 1ª Guerra Mundial, O Brasil passa a investir em uma indústria de substituição (1914-1918) aos produtos que vinham da Europa. Em 1929, ocorre a queda da bolsa de valores de Nova Iorque e, por isso, em 1930, Getúlio Vargas investe na indústria de base, que gera condições do desenvolvimento da indústria de bens de produção. Na década de 50, após a 2ª Guerra Mundial, entra a indústria automobilística no Brasil, favorecendo ainda mais o êxodo rural e com isso a ampliação da urbanização do país. Em 1990 o Presidente Fernando Collor de Mello incentiva a Robótica e a indústria cada vez mais se moderniza e fica mais competitiva. O então Presidente Fernando Collor de Mello faz o confisco monetário, que nada mais era do que prender o dinheiro de todas as pessoas, reduzindo assim o consumo. Como não há consumo, a inflação também cai, e abre-se a oferta de investimento em educação e robótica. No entanto, o confisco é considerado inconstitucional, os empresários não aceitaram fazer o investimento e, por isso, o então Presidente abre o mercado para a instalação de indústrias estrangeiras, pressionando, assim, o mercado interno a fazer esse investimento. Com a modernização das empresas nacionais, houve o chamado desemprego estrutural. Com a criação do Plano Real pelo Sr. Fernando Henrique Cardoso, no Governo de Itamar Franco, ocorre uma valorização da moeda, onde empresários passam a in- vestir muito mais em automação e robótica, visando um mercado globalizado. Como se pode observar, com o confisco do Governo Collor, as importações de bens caíram e a partir do Plano Real houve um surto de importação, principalmente das indústrias brasileiras, modernizando o setor e logo em seguida as importações caem, uma vez que a indústria nacional já passa a atender melhor a demanda interna.


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Exercício 23.

Observe o mapa a seguir.

Considere os seguintes fatores que influíram na expansão da indústria no território paulista. 1) O agravamento do “caos urbano” levou o governo federal a estabelecer incentivos para a descentralização industrial. 2) A dinâmica do capitalismo industrial no Brasil levou, principalmente após a II Guerra Mundial, a forte concentração industrial no Estado de São Paulo. 3) A implantação do Pró-Álcool nas regiões de Campinas e Ribeirão Preto. 4) A implantação do complexo aeronáutico e de indústrias de material bélico no Vale do Paraíba. 5) A implantação do parque petroquímico e siderúrgico (Cosipa) em Cubatão. Assinale a alternativa que apresenta a associação correta desses fatores com os períodos I (até 1975) e II (de 1975 a 1986): a) 1.I; 2.I; 3.II; 4.II; 5.I. b) 1.II; 2.I; 3.II; 4.II; 5.I. c) 1.II; 2.I; 3.II; 4.I; 5.II. d) 1.I; 2.II; 3.II; 4.I; 5.II. e) 1.II; 2.I; 3.I; 4.II; 5.I.

2. Atividade Industrial Brasileira

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2.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a atividade industrial brasileira.


69 A indústria encontra-se no setor secundário da economia e é grande consumidora de produtos primários, tanto em matérias-primas quanto em produtos energéticos e químicos. Desta forma, existe uma grande relação entre os processos industriais e o meio ambiente de um país. Os fatores da industrialização são: • Localização; • Matéria-prima; • Mercado Consumidor; • Energia; • Mão de Obra; • Infraestrutura; e • Incentivos. O crescimento industrial pode ser: • Horizontal: Quando expande o mesmo ramo de atividade sobre vários países. • Vertical: Quando se tem investimentos em vários setores, procurando uma forma de reduzir sua dependência de outras empresas. • Parque Industrial: Refere-se à diversidade de indústrias de uma determinada localidade. • Distrito Industrial: É uma área específica para a instalação de indústrias. Estas áreas possuem infraestrutura para o desenvolvimento desta atividade. A desconcentração industrial é um fenômeno que já vem ocorrendo na principal Metrópole do Brasil desde a década de 1970, aproveitando os principais eixos que ligam à capital, as indústrias estão se expandindo para o interior. Este fato se deve muitas vezes, pelas condições oferecidas por vários municípios, principalmente no que se refere aos incentivos fiscais. Quando indústrias seguem em direção ao interior, vários setores de serviços também a seguem, desenvolvendo economias e favorecendo o crescimento das cidades. Este fenômeno vem acontecendo em todas as grandes cidades do país. Os Setores com Capacidade Competitiva: óleo de soja; café; suco de laranja; petróleo; petroquímica; minério de ferro; siderurgia; alumínio; celulose e papel apresentam, em geral, níveis elevados de eficiência produtiva e excelente desempenho no comércio externo. Além de se beneficiarem da ampla base de recursos minerais, agrícolas, florestais e energéticos disponíveis no país, possuem boa capacidade de gestão de processos, escalas técnicas adequadas e elevado grau de atualização tecnológica de processos.

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2.2 Síntese


70 Atualmente, alguns dos grandes fatores que travam o crescimento industrial, seriam: uma carga tributária que penaliza muitas vezes o médio e o pequeno empresário e a falta de mão de obra mais qualificada e especializada, além dos fatores de infraestrutura. O fenômeno chamado de desconcentração industrial ocorre quando uma indústria sai de uma grande cidade e vai para uma cidade do interior, mas da mesma região. Quando uma indústria sai de uma cidade para outra, o fenômeno é chamado de desconcentração regional.

Exercício A instalação industrial em uma região depende dos fatores favoráveis, que podem ser considerados gerais ou específicos. Em relação à localização podemos destacar os fatores a seguir, dos quais um NÃO está apresentado corretamente. Indique-o: a) Mercado Consumidor – importante para as empresas que trabalham com produtos finais de baixo custo unitário e de consumo. b) Matérias-primas – é determinante para as indústrias que as utilizam em grandes quantidades, como é o caso das indústrias de base. c) Água – algumas indústrias tendem a manter uma estreita relação com a água, como é o caso das siderúrgicas. d) Mão de obra – fator decisivo tanto para as empresas que utilizam grande número de trabalhadores quanto para as que requerem trabalho altamente qualificado. e) Transporte – é fundamental para viabilizar a atividade produtiva, sendo que nos grandes centros a maior flexibilidade faz do transporte ferroviário a melhor opção.

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24.


Capítulo 13

Atualidades

1. Atualidades – Blocos Econômicos 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos os blocos econômicos.

1.2 Síntese Desde a 2ª Guerra Mundial a formação de blocos econômicos vem sendo impulsionada como forma de redução de dependência externa e fortalecimento de laços entre os países vizinhos, tanto econômicos como culturais. As etapas de criação de um bloco econômico são: • Tarifas Preferenciais. • Livre Comércio. • União Aduaneira. • Mercado Comum.


72 • União Monetária. • União Política. Todas as etapas acima foram desenvolvidas metodologicamente pela Europa, pois ao sair da 2ª Guerra Mundial, se viu na necessidade de fortalecimento do mercado europeu. Nem todos os blocos objetivam todas as etapas, pois isso levaria a um grau de comprometimento, não desejado por várias nações. Como exemplo, podemos destacar o Bloco Econômico Europeu, que se encontra em uma União Monetária e estão tentando implantar a união política, o que é extremamente difícil, uma vez que por causa das questões migratórias e dos atentados norte-americanos, em vários países vem aumentando a xenofobia. O Bloco Americano (Alca) e o Bloco Asiático (Apec), têm como objetivo trocar produtos com menor grau ou nenhuma taxação, o que poderá comprometer as economias mais fracas. O Mercosul, Bloco Sul-Americano, visa um grau de integração onde teremos livre trânsito de mercadorias e produtos, porém, como o desnível econômico e social entre os países ainda é grande, o Bloco encentra-se travado na União Aduaneira. Os países-membros do Mercosul são: Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. Já os países associados são: Venezuela e México.

Exercício 25.

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Nos anos 90, os projetos de integração regional e formação de blocos econômicos passam a ser uma realidade. Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai formam, a partir de 1º de janeiro de 1995, uma zona de livre comércio – o Mercosul. Sobre este bloco regional, podemos afirmar: I – o Mercosul procura estabelecer políticas comuns que permitam a livre circulação, entre países-membros, de bens, capitais, serviços e trabalhadores. II – a abertura econômica surgida com o Mercosul determinou uma reestruturação industrial e a adoção de novas estratégias de produção em razão da formação de um novo mercado de mais de 200 milhões de consumidores. III – a desvalorização do real em relação ao dólar promoveu uma mudança nos fluxos comerciais entre Brasil e Argentina. Está(ão) correta(s): a) Apenas a afirmativa I. b) Apenas a afirmativa III.


73 c) As afirmativas I e II. d) As afirmativas II e III. e) As afirmativas I, II e III.

2. Focos de Tensão 2.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos os focos de tensão.

Os focos de tensão no mundo podem ser atribuídos a uma série de fatores, tais como: • Disputa por água. • Territorial: disputas por terras. • Xenofobia/Nacionalismo: aversão ao estrangeiro. • Política: quedas de governos. Os atuais conflitos que temos no Oriente Médio ocorrem no Egito, onde o governo é acusado de autoritarismo, pois não permite relações mais democráticas, no Iêmen e na Tunísia, onde o governo está sendo deposto. A posição geográfica desses países é muito próxima e é o chamado mundo muçulmano. No oriente médio, temos a ligação da África com o Oriente Médio através de Israel. Em Israel ocorrem conflitos religiosos e isso se deu porque Hitler perseguiu os judeus e estes fugiram para os EUA e financiaram sua economia. Como a Inglaterra dominava a região de Israel, permitiu o retorno dos judeus para essa região, o que foi chamado de sionismo. Os EUA financiaram armamento e a indústria cinematográfica para os judeus, com o intuito de fazerem filmes contra o nazismo. Com o final da guerra, os judeus retornaram para Israel e, ao voltarem, encontraram o Mundo Palestino já formado, o que levou os judeus a invadirem Israel e a se apoderarem de parte do território. Com o final da Segunda Guerra, surgiu a ONU e, em 1947, esta propõe a Israel, criar seu Estado. Para que isso ocorresse era necessário o Voto de Minerva, no entanto, os árabes não queriam que fosse criado esse Estado.

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2.2 Síntese


74 Três países foram os últimos a votar pela criação do Estado de Israel, dois deles árabes, que foram contra a criação e o Brasil, que foi favorável. Outro foco de tensão recente é o que ocorre na Coreia, pois a Coreia do Norte está produzindo armas nucleares e, como fica próxima ao Japão, que é um aliado dos EUA, acaba gerando essa tensão. Outros focos de tensão ocorrem no Irã, que também tem armas nucleares, na Caxemira, onde ocorre uma disputa territorial entre Índia e Paquistão e na Colômbia, em decorrência do tráfico de drogas.

Exercício 26.

A charge abaixo, publicada antes das primeiras negociações do processo de paz iniciado no final dos anos 70, retratava a postura dos Estados Unidos em relação a seu apoio a Israel.

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A posição norte-americana de ajuda a Israel, desde sua criação em 1948, em oposição ao mundo árabe, é explicada pelo seguinte fato: a) Constituição de Israel como um Estado democrático, situado num território concedido aos palestinos pela ONU. b) Situação estratégica de Israel como baluarte do Ocidente, encravado numa região de conflitos, como o Oriente Médio. c) Desempenho de Israel como ponto de apoio para o mundo capitalista, localizado numa área alinhada ao mundo comunista. d) Formação de um Estado livre palestino como sustentáculo do mundo árabe, numa região pertencente, por direito, a Israel.


Capítulo 14

Regiões Brasileiras

1. A Regionalização do Brasil 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a regionalização do Brasil.

1.2 Síntese Existem algumas formas de critério das divisões regionais: • Divisão do IBGE; • Divisão Geoeconômica; e • Divisão com Região Concentrada: proposta por Milton Santos. Em um processo de regionalização, procura-se agrupar ambientes com características muito parecidas, tanto nos aspectos naturais, quanto nos econômico-sociais.


76 Unindo características comuns, facilita a implantação de políticas públicas além de se fazer um levantamento de dados estatísticos mais coerentes e mais padronizados. Hoje podemos considerar que a população brasileira conta com aproximadamente 180 milhões de habitantes distribuídos pelas regiões da seguinte forma: • Sudeste: 78 milhões; • Nordeste: 50 milhões; • Sul: 25 milhões; • Centro-Oeste: 12 milhões e • Norte: 14 milhões.

Exercício 27.

A desigualdade regional é uma característica marcante da economia brasileira. Esta desigualdade reflete-se, também, no que se refere às exportações. Examine o gráfico adiante e assinale a alternativa correta:

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a) A região sul é responsável por mais da metade do valor das exportações brasileiras. b) As regiões sul, nordeste, norte e centro-oeste responsabilizam-se por mais de 50% do valor das exportações brasileiras. c) O norte e o nordeste são os maiores responsáveis pelo valor das exportações brasileiras. d) O sul e o sudeste participam com mais de 80% do valor das exportações brasileiras. e) As regiões centro-oeste, norte e nordeste são responsáveis por 50% do valor das exportações brasileiras.


Capítulo 15

Atualidades do Brasil

1. Brasil e Mundo – 1900-1964 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos as atualizações que o Brasil e o Mundo sofreram de 1900 a 1964.

1.2 Síntese Os pontos mais importantes, em ordem cronológica de acontecimentos no Brasil e no Mundo foram: • 1900: Brasil é agrário exportador. A população brasileira atuava na mão de obra agrária, nas zonas rurais, com baixa escolaridade e a taxa de mortalidade elevada. • 1914: Inicia a 1ª Guerra Mundial. Nessa época, a Europa reduz a importação. Em decorrência disso, o Brasil cria uma indústria de substituição, que irá produzir calçados, tecidos e perfumaria.


78 • 1917: A Rússia sai da 1ª Guerra. • 1922: É formado a URSS. Onde o governo detém os meios de produção. • 1929: Queda da Bolsa de NY. Com a oscilação do capitalismo, ocorre a queda da bolsa de valores de NY. • 1930: Getúlio Vargas investe na Indústria de Base, o que acarreta aumento no índice educacional. • 1939: Inicia a 2ª Guerra Mundial. Neste período desenvolve-se no Brasil a indústria de bens de produção, ou seja, as máquinas e equipamentos. • 1945: Fim da 2ª Guerra Mundial. • 1947: Início da Guerra Fria. • Década de 50: Indústria automobilística entra no Brasil. Êxodo rural brasileiro. Crescem correntes socialistas. • 1959: Guerra entre Cuba e EUA. • 1963: Cuba vence a Guerra e ocorre o golpe militar em Cuba.

Exercício 28.

O período entre as duas guerras mundiais (1919-1939) foi marcado por: a) Crise do capitalismo, do liberalismo e da democracia e polarização ideológica entre fascismo e comunismo. b) Sucesso do capitalismo, do liberalismo e da democracia e coexistência fraterna entre fascismo e comunismo. c) Estagnação das economias socialistas e capitalistas e aliança entre os EUA e a URSS para deter o avanço fascista da Europa. d) Prosperidade das economias capitalistas e socialistas e aparecimento da Guerra Fria entre os EUA e a URSS. e) Coexistência pacífica entre os blocos americano e soviético e surgimento do capitalismo monopolista.

2. Brasil e Mundo – 1964-1985

Geografia

2.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos as atualizações que o Brasil e o Mundo sofreram de 1964 a 1985.


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2.2 Síntese Os pontos mais importantes, em ordem cronológica de acontecimentos no Brasil e no Mundo foram: • 1964: Brasil entra no Regime militar. • 1968: É criado o Ato Institucional nº 5, que foi o fechamento do Congresso Nacional. Inicia o milagre econômico brasileiro. Muitos brasileiros são exilados. • 1973: Fim do milagre econômico brasileiro. • 1975: Investimento no Pró-Álcool. Ampliação de revoltas no campo e na cidade. • 1979: João Figueiredo entra no governo. Adota Anistia parcial. • 1982: Guerra da Argentina contra a Inglaterra. João Figueiredo amplia a anistia e sinaliza a abertura. • 1985: Brasil entra na redemocratização.

Exercício 29.

A partir da redemocratização do Brasil (1985), é possível observar mudanças econômicas significativas no país. Entre elas, a: a) Exclusão de produtos agrícolas do rol das principais exportações brasileiras. b) Privatização de empresas estatais em diversos setores como os de comunicação e de mineração. c) Ampliação das tarifas alfandegárias de importação, protegendo a indústria nacional. d) Implementação da reforma agrária sem pagamento de indenização aos proprietários. e) Continuidade do comércio internacional voltado prioritariamente aos mercados africanos e asiáticos.

3. Brasil e Mundo – 1985-2002

Nesta unidade, estudaremos as atualizações que o Brasil e o Mundo sofreram de 1985 a 2002.

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3.1 Apresentação


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3.2 Síntese Os pontos mais importantes, em ordem cronológica de acontecimentos no Brasil e no Mundo foram: • 1985: Redemocratização do Brasil. José Sarney assume a presidência no lugar do eleito Tancredo Neves que morre antes de tomar posse. • 1988: Criação da nova Constituição da República Federativa do Brasil. • 1989: Eleição no Brasil: Lula x Fernando Collor de Mello. • 1990: Fernando Collor assume a presidência e decreta o confisco. • 1992: Fernando Collor de Mello, através de um processo de Impeachment deixa a presidência do Brasil e em seu lugar, assume Itamar Franco. • 1994: É criado o Plano Real. Fernando Henrique é eleito Presidente da República (1º mandato: 1995/1998). • 1999: Segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (1999/2002).

Exercício 30.

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Leia o texto. Os anos 80, a década perdida, quebram a história de um século de crescimento. Financiado por empréstimos externos, o modelo de crescimento chega ao fim por causa da própria dívida. Nos anos 80, a dívida externa privada é estatizada. Empresas pagam o débito em cruzeiro, ao Estado. Este, sem dólares para pagar os bancos, assume a dívida privada e financia o déficit público. Esse fato, mais as décadas de subsídios e incentivos ao setor privado levam o Estado à falência. (Folha de São Paulo, 1º maio, 1994, Especial.) Para recuperar a década perdida de 80, NÃO é correto afirmar que o governo brasileiro: a) Procurou gerar saldos na balança comercial para garantir a capacidade de financiamento do país. b) Promoveu privatizações e abertura de setores de energia, comunicação e siderurgia, ao capital privado e estrangeiro. c) Implantou o Plano Real, criou uma nova moeda, o real, facilitou as importações e impôs o controle do consumo através da elevação dos juros. d) Começou a criar a indústria de base nacional e realizou grandes projetos como a construção da Binacional Itaipu.


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4. Brasil e Mundo – 2003-2011 4.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos as atualizações que o Brasil e o Mundo sofreram de 2003 a 2011.

4.2 Síntese Os pontos mais importantes, em ordem cronológica de acontecimentos no Brasil e no Mundo foram: • 2003: Luiz Inácio Lula da Silva assume o governo. • 2005: Crise do mensalão. • 2006: Luiz Inácio Lula da Silva é reeleito. • 2007: Criação do PAC. Lula entra no seu segundo mandato. Investimentos no setor primário. • 2008: Crises de Alimentos, econômica e imobiliária no mundo. • 2009: Abertura de mercados. • 2010: As reservas internas e externas do Brasil. O Brasil e o FMI. • 2011: Dilma Rousseff assume o governo.

31.

Leia o texto. No caso da Cia. Vale do Rio Doce, o valor de venda foi de R$ 3,34 bilhões, ágio de 19,9%. Essa receita é insuficiente para fazer frente a um mês de pagamento de juros sobre a dívida interna, em razão da política suicida de sustentação do real... (Brasil, Haroldo Guimarães. Hora de adiar a Privatização, Revista Estado de Minas-economia, abril/1999). Considerando-se as informações do texto é correto afirmar que a privatização da Companhia Vale do Rio Doce: a) Mostrou a ineficácia da privatização para evitar a crise cambial, na economia brasileira. b) Evitou, por tempo indeterminado, a crise cambial na economia brasileira. c) Provou ser a única saída para evitar a desvalorização do real. d) Reafirmou o exacerbado sentimento de nacionalidade do governo brasileiro.

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Exercício


Capítulo 16

Sensoriamento Remoto

1. Fotografias Aéreas e de Satélites 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos as fotografias aéreas e de satélites.

1.2 Síntese Sensoriamento Remoto corresponde a um conjunto de técnicas que se utiliza de registro da interação de ondas magnéticas com a superfície terrestre. Existem várias formas de sensores, tais como: fotografias aéreas, radares, satélites etc. As fotografias aéreas podem ser com visões verticais e oblíquas.


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Exercício Analise esta fotografia aérea:

A partir da análise e interpretação dessa fotografia, é incorreto afirmar que a área nela retratada: a) Apresenta, em sua porção setentrional, uso do solo predominantemente urbano, onde se observam arruamentos e edificações. b) Abriga maior população e maior diversidade de atividades humanas em sua porção nordeste, onde se verifica o adensamento da malha urbana. c) É revestida, em sua porção central, por cobertura vegetal relativamente homogênea, haja vista a variação reduzida de texturas e tonalidades. d) Comprova a rápida evolução da economia local, na medida em que é reduzida a área ocupada pelas atividades primárias.

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32.


Capítulo 17

Migração

1. Migração – Conceito Básico 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos o conceito básico de migração.

1.2 Síntese A Europa é um continente muito rico e com alto poder aquisitivo, logo, um lugar para o qual muitas pessoas querem migrar, como aquelas que vivem no Leste europeu e no Norte da África. Os imigrantes, quando vão para a Europa, trabalham como lavadores de carros, cozinheiro, garçom, enfim, todas as atividades que os europeus não querem desenvolver. Ao chegar a um lugar, os imigrantes buscam empregos, e isso, por alguns, é visto como positivo, no entanto, há outros que vêm de forma negativa, o que leva à xenofobia.


85 Outra forma que faz as pessoas migrarem são as questões políticas, como no Brasil, na época dos militares. A migração por motivos religiosos ocorre nos casos de perseguição a religiosos, como acontece no Sudão. As migrações por motivos de guerras civis também é uma forma de migração forçada, pois as pessoas fogem de uma situação de guerra, por medo da morte, como o que ocorre na Líbia. Migração por questões tribais ocorre devido a conflitos entre tribos, que tem por consequência, na maioria das vezes, a criação de campos de refugiados. Há a migração por questões econômicas, ou seja, motivadas por aspectos financeiros. As migrações de cérebros referem-se a pesquisadores que saem de um país para outro em busca de melhorias nas condições de pesquisas. A chegada de imigrantes no Brasil se deu no final do século XIX e início do século XX, para trabalharem nas lavouras de café e nas áreas industriais do estado de São Paulo. A migração pendular é a migração feita diariamente, por razões de trabalho, e ocorre da periferia para o centro. Isso ocorre porque o custo de vida nos centos das cidades é mais elevado. Essa migração tem por consequência grandes fluxos de veículos. O êxodo rural é a saída do homem do campo para a cidade. Normalmente, as pessoas que migram exercem atividades de baixo valor econômico, por terem um menor nível de educação. Temos a chamada transumância, que é uma transferência de uma atividade localizada em uma área de risco para outra área mais segura, e depois o seu retorno. Ou seja, é um processo de migração temporária de uma atividade rural. Existe a migração sazonal, que também é temporária, decorrente de atividades agrícolas, por exemplo, os boias-frias que viajam a uma determinada região, para trabalhar na colheita. A migração urbano-urbana tem dois momentos: • Antigamente: as pessoas saíam de pequenas e médias cidades para grandes cidades. • Atualmente: as pessoas saem de grandes cidades para médias cidades. A migração de retorno está crescendo, pois muitas empresas estão sendo beneficiadas com incentivos fiscais em algumas regiões, por exemplo, no Nordeste.

33.

Migrações pendulares são: a) Movimentos ligados a atividades pastoris. b) Movimentos da população rural em direção aos grandes centros urbanos.

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Exercício


86 c) Troca de imigrantes entre as grandes regiões. d) Deslocamento maciço de populações urbanas em direção ao campo. e) Movimentos diários de trabalhadores entre o local de residência e o local de trabalho.

2. Migração no Brasil 2.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a migração no Brasil.

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2.2 Síntese Na época da colonização, em 1500, os portugueses chegaram à faixa litorânea brasileira e começaram a extração do pau-brasil. A faixa litorânea do Nordeste foi muito ocupada para esse fim. Em 1530, há a transferência do gado, do interior do Nordeste para o sertão. Em 1532 começa a plantação da cana-de-açúcar, que começa a disputar espaço com o gado. Por esse motivo, o gado é transferido da faixa litorânea para o sertão, ocupando a região da caatinga. Esse processo migratório da pecuária para a região do interior do Nordeste é muito importante, pois se cria atividades econômicas tanto no litoral como no interior da região. No Sudeste houve a colonização europeia por desbravadores (bandeirantes). Em 1650 há a descoberta do ouro em Minas Gerais, criando-se o ciclo do ouro. Em decorrência disso, o gado que antes fora para o sertão nordestino é transferido para o norte de Minas Gerais. Desta forma, o Brasil passa a ser mais ocupado na sua porção leste, porque, conforme aconteciam as migrações, cidades eram criadas ao longo do caminho. Em 1760, há a transferência da capital do Brasil da Bahia para o Rio de Janeiro, e a consequência é que o Sudeste passa a ter melhor e maior infraestrutura, com maior concentração populacional. Por volta de 1850 começa o ciclo do café em São Paulo, na região de terra roxa, onde houve imigrantes e escravos trabalhando nessas plantações. Em 1900, iniciou-se a indústria têxtil no Brasil, com fins de substituição das importações. Os imigrantes trabalhavam na indústria têxtil, com mão de obra especializada, porque já tinham passado pelo processo da Revolução Industrial.


87 Se até então todas as atividades econômicas brasileiras eram do setor primário, com a indústria têxtil se inaugura uma nova fase industrial. A população rural, dessa forma, passa a diminuir e, a população urbana começa a crescer, havendo o processo de reversão. A região sudeste passa a ser lugar de maior atração para fins migratórios de pessoas que buscavam empregos. Uma das consequências foi a ocupação irregular do espaço. Com isso, as cidades foram crescendo de formas desordenadas e criaram-se as favelas, que são locais de marginalidade social e com a possibilidade de serem redutos de delinquentes. Com o crescimento das cidades, vários problemas surgiram, como a violência, transporte público questionável e insuficiente e grandes congestionamentos. Todos esses fatores acarretam um custo de vida elevado. Com a construção da nova capital do Brasil, Brasília, há um fluxo econômico e migratório para o Centro-Oeste.

Exercício 34.

A região que forneceu o maior contingente de colonos migrantes para a ocupação da fronteira agrícola, no Mato Grosso, Rondônia e Acre, durante os anos 70 e 80, foi a: a) Norte. b) Nordeste. c) Centro-Oeste. d) Sul. e) Sudeste.

3. Migração no Mundo 3.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos a migração no mundo.

Acredita-se que os primeiros homens partiram do centro da África e se dirigiram para o Norte, passando por diversas regiões e se espalhando por todo o globo. Na Região Sul da Ásia há o Himalaia, que é um conjunto de cadeias de montanhas e, por isso, é difícil seu acesso e ocupação.

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3.2 Síntese


88 Uma parte dos homens que migraram, foram em direção ao Estreito de Bering, o que facilitou a entrada deles no Continente Americano. Acredita-se também que esses imigrantes deram origem às civilizações Asteca, Inca e Maia. Por volta de 1500, Portugal é o responsável por uma série de descobrimentos, como do Brasil e do Timor, devido as suas navegações. A Espanha, também através das navegações, chega à América Central com Colombo. Como nessa área o clima é temperado e não tropical, de lá eles não conseguem obter os produtos tropicais, muito visados no mercado europeu. Os produtos da Ásia passavam pelo Sul, chegavam ao Oriente Médio, eram levados para a cidade de Celta onde eram distribuídos para a Europa. Com essa rota das mercadorias, existiam atravessadores que encareciam os produtos e isso levou Portugal a querer chegar direto na fonte dos produtos, o que culminou com fundações e colonizações de cidades. No processo migratório para locais recém-descobertos, e com a colonização, a Europa começa a ter um desenvolvimento muito grande o que acarretou e acarreta muita migração para esse continente. Para frear essa migração excessiva, a União Europeia lançou o projeto de investir no Norte da África e no Leste Europeu. Outro ponto de migração elevada é nos EUA, onde os migrantes atravessam as fronteiras pelo México. Muitas vezes, esses migrantes utilizam-se dos chamados Coyotes para isso.

Exercício

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35.

Todas as seguintes afirmativas relacionadas aos diferentes fluxos de população que atravessam, hoje, as fronteiras políticas internacionais estão corretas, exceto: a) O crescimento do número de migrantes clandestinos e de ações terroristas, fruto de fundamentalismos diversos, tem contribuído para tornar mais rigorosa a legislação referente à imigração em muitos países. b) A retomada, em países europeus, de taxas demográficas típicas de meados do século XX, fruto de políticas natalistas, é uma garantia de autossuficiência de mão de obra nas próximas décadas. c) Os movimentos migratórios internacionais tendem a se intensificar no interior de blocos econômicos, amenizando os desequilíbrios entre oferta e demanda de mão de obra, com menor participação da força de trabalho das áreas de pobreza. d) O tráfico de seres humanos visto, no presente, como um crime que produz uma forma moderna de escravidão é, em parte, decorrência de restrições legais impostas à imigração.


Capítulo 18

Solo

1. Solos – Conceitos, Tipos e Horizontes 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos o conceito e os tipos de solos e os horizontes.

1.2 Síntese Solo é um composto de água, ar, sais minerais e matéria orgânica. Solo é produto do intemperismo sobre a rocha. Os solos podem ser: • Solos arenosos: são aqueles que têm grande parte de suas partículas classificadas na fração areia, formado principalmente por cristais de quartzo e minerais primários. Os solos arenosos têm boa aeração e capacidade de infiltração de água.


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90 • Solos argilosos: são aqueles que têm grande parte de suas partículas classificadas na fração argila. Não são tão arejados, mas armazenam mais água quando bem estruturados. • Latossolos: geralmente são solos muito profundos (maior que 2 m), bem desenvolvidos, localizados em terrenos planos ou pouco ondulados, têm textura granular e coloração amarela a vermelha escura. São solos zonais típicos de regiões de clima tropical úmido e semiúmido, como Brasil e África central. • Solos lixiviados: são aqueles que a grande quantidade de chuva carrega seus nutrientes, tornando o solo pobre. • Solos negros das Planícies e das Pradarias: são aqueles que são ricos em matéria orgânica. • Solos áridos: são aqueles que pela ausência de chuva não se desenvolvem. Como tipos de solos temos: • Solo de Massapé: é um tipo de solo de cor bem escura, quase preta, encontrado na região litorânea do nordeste brasileiro. O massapé é um solo muito fértil e, portanto, excelente para a prática da agricultura. No período colonial, foi muito explorado na agricultura de cana-de-açúcar. O massapé tem em sua composição uma elevada presença de argila. Ele se forma através da decomposição do granito, em regiões tropicais que possuem estações seca e úmida bem definida. Na época úmida, o massapé apresenta uma consistência pegajosa e no período de seca ele fica rígido. • Terra roxa: é um tipo de solo muito fértil, resultado da decomposição por milhões de anos de rochas vulcânicas. Sua aparência vermelha roxeada dá-se pela presença do ferro. Esse tipo de solo aparece nas porções ocidentais dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e sudeste do Mato Grosso do Sul, destacando-se nestes três últimos estados por sua qualidade. O nome terra roxa dado a esse tipo de solo é devido aos imigrantes italianos que trabalhavam nas fazendas de café, referindo-se ao solo com a denominação terra rossa. Como rosso em italiano significa vermelho, pela similaridade, a palavra “roxa” foi se consolidando. • Löess: é um solo formado por sedimentos de fina granulação trazidos pelos ventos. É também bastante argiloso, com alto teor de quartzo e cálcio. Os horizontes do solo começam na rocha matriz e, na medida em que ela vai se decompondo, ela vai se fragmentando até formar o solo. É possível saber qual é o tipo de solo, fazendo uma análise dos minerais encontrados nele.


91 As rochas se decompõem e com o tempo, passam a permitir o desenvolvimento de uma camada de vegetação. Por isso, quanto mais o solo se desenvolve, melhor será o desenvolvimento da vegetação.

Exercício Analise o gráfico.

Solo: composição e volume. Fonte: TARBUCK, E. J., LUTGENS, F. K. (1997). Earth science. New Jersey: Prentice Hall, 1997. p. 68. A partir da análise desse gráfico e de conhecimentos sobre o assunto, é incorreto afirmar que: a) A fertilidade dos solos é determinada pelo volume de água neles contido. b) A matéria mineral abaixo ou acima de determinado limite é prejudicial às plantas. c) A matéria orgânica, apesar do seu pequeno volume, é fundamental à existência do solo. d) O volume de ar e de água do solo, dependendo das condições climáticas, é intercambiável.

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36.


Capítulo 19

Setores da Economia

1. Primário, Secundário, Terciário e Quaternário 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos os setores da economia, primário, secundário, terciário e quaternário.

1.2 Síntese Há a necessidade de setorização, porque existem algumas características que são compartilhadas por diferentes atividades. São setores da economia: • Setor Primário: Corresponde a atividades que desenvolvem matéria-prima, normalmente ligada à agricultura, pecuária, mineração e extrativismo.


93 • Setor Secundário: Compreende atividades do setor industrial e transformador de matérias-primas. • Setor Terciário: Este setor caracteriza-se por estar relacionado ao comércio e às prestações de serviços. Pode ser um setor formal, onde as pessoas trabalham com contrato de trabalho ou carteira assinada e informal, no qual as pessoas trabalham sem contrato ou carteira assinada. • Setor Quaternário: Este setor também é denominado de terciário superior da economia e corresponde ao compartilhamento de informações, telecomunicações, educação, pesquisa etc.

Exercício Um dos maiores problemas da atualidade é o aumento desenfreado do desemprego. A charge, a seguir, representa uma tendência do mercado de trabalho que se manifesta hoje na maioria das economias mundiais.

O processo responsável por esse aumento desenfreado do desemprego está explicado na seguinte afirmativa: a) A migração provoca o inchaço das cidades, acarretando, assim, marginalidade e retração econômica. b) A população cresce com tamanha rapidez que provoca subemprego e excedente demográfico. c) A economia gera uma superpopulação relativa, produzindo reserva de mão de obra e redução de salários. d) O estado absorve setores da economia e, dessa forma, provoca falências e estimula o setor privado. Geografia

37.


Capítulo 20

Os Continentes

1. Os Continentes – Aspectos Físicos 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos os aspectos físicos dos continentes.

1.2 Síntese Quando se estuda os aspectos físicos dos continentes, primeiro deve-se estudar as formas da estruturação de relevos determinantes quando à ocupação. Temos placas tectônicas em colisão, como é o caso tanto da placa americana como da placa de nazca. E no contato de uma placa com a outra há a tendência de haver terremotos, vulcões e cadeias de montanhas.


Também pode haver o surgimento de cadeias de montanhas no oceano, que se assemelham a uma espinha dorsal. Essa cadeia de montanhas no oceano recebe o nome de Mesoatlântica. Na região do Himalaia há a colisão de uma placa da Índia com a placa Eurasiana. Na região do Japão há uma grande concentração de fenômenos de vulcanismo e terremotos. Todas as placas ao se movimentarem, formam estruturas de relevos. Aonde há colisão de placas, há formação de cadeias de montanhas que estruturam a ocupação de populações. Na África temos duas grandes cadeias de montanhas que se destacam, uma ao norte e outra ao sul, o Monte Atlas e Drakensberg. Mas, onde passa o Rio Nilo, temos o Rift Valley, que também é uma cadeia de montanhas mais a leste. Na Europa temos o Perineus, Cáucaso, Himalaia e o Monte Zurai. As estruturas dos continentes são as seguintes: • Europa: Alpes, Carpatos, Escandinávia e, consequentemente, temos áreas de montanhas e uma área mais central, onde a altitude é menor. Podemos dividir a Europa da seguinte forma: Ao norte e ao sul há uma baixa altitude. As áreas da Europa são extremamente ocupadas, mesmo tendo elevações. • Ásia: Tanto Cáucaso e Himalaia, dividem a Ásia em duas estruturas: ao norte com climas mais frios e ao sul com climas mais quentes. • África: Monte Atlas, Drakensberg e Rift Valley. Boa parte dos rios na África correm em direção ao oeste e a ocupação humana acompanha os rios devido aos solos mais férteis. • Oceania: Por ser uma área que faz parte do Círculo do Fogo, haverá ocupações de relevos bastante elevados. Os aspectos físicos de um continente influenciam em sua economia. No Brasil, por exemplo, temos o Planalto das Guianas, Planície Amazônica, Planície Litorânea, Planalto Atlântico, Planalto Central, Planície do Pantanal e um Planalto Meridional. • Planalto: temos áreas de chapadas, de serras e de mares de morros. Se um relevo é lavado, é erodido, é desgastado, e ainda mantém-se elevado é porque há uma rocha resistente embaixo. Em áreas mais elevadas podemos ter rochas cristalinas e sedimentares. • Planície: temos áreas rebaixadas onde, normalmente, há deposição de sedimentos. Consequentemente, haverá depósitos de minerais.

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Exercício 38.

As áreas monçônicas caracterizam-se por: a) Apresentarem duas estações, uma seca e outra chuvosa, correspondendo respectivamente ao verão e ao inverno. b) Serem permanentemente chuvosas, com totais pluviométricos inferiores a 1.500 mm. c) Apresentarem estação seca correspondente ao inverno astronômico. d) Apresentarem estação chuvosa correspondente ao inverno astronômico. e) Serem permanentemente chuvosas, com totais pluviométricos superiores a 1.500 mm.

2. Aspectos Humanos e Econômicos 2.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos os aspectos humanos e econômicos.

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2.2 Síntese Os aspectos humanos e econômicos refletem na ocupação humana e no desenvolvimento da atividade econômica. A maior parte da densidade demográfica fica no hemisfério norte. E, no hemisfério sul, a ocupação se concentra nas áreas litorâneas, porque temos maior número de planícies, com atividades que vão desde a agricultura até a industrialização. As cidades litorâneas normalmente têm estruturas de portos para escoarem a produção agrícola. A Europa tem uma grande concentração populacional em todo o território. Os EUA têm uma grande concentração populacional nas porções leste e nordeste. A densidade demográfica irá refletir a característica econômica do lugar. Classificações do mundo: • Aspectos naturais: Existem as faixas climáticas que são: climas intertropicais, climas temperados do norte e temperados do sul, e as regiões polares do norte e do sul.


Como a maioria dos países desenvolvidos concentra-se no hemisfério norte, onde o clima é temperado, necessitam de produtos de climas intertropicais. Desta forma, vemos que os aspectos naturais, foram determinantes para a transferência de riquezas de um lugar a outro no globo. • Aspecto político: De 1922 até 1989 o aspecto político foi muito importante, porque tínhamos os países de primeiro mundo (capitalistas desenvolvidos), países de segundo mundo (países socialistas) e países de terceiro mundo (países capitalistas subdesenvolvidos). Com o surgimento da antiga União Soviética, o socialismo entra no cenário mundial como possível sistema de governo. Esse aspecto político vai até 1989, quando o bloco socialista se abre para estruturas democráticas capitalistas. • Norte Sul: Países ricos do norte e países mais pobres do sul. A classificação de pobreza não condizia com a situação de todos os países do Sul, por isso essa classificação foi modificada, durando apenas dois anos. • Nível de Desenvolvimento: Países desenvolvidos, que correspondem aos países capitalistas, países em via de desenvolvimento e países subdesenvolvidos. Os países em via de desenvolvimento são aqueles em que o IDH é mais elevado. São cerca de 77 a 80 países em via de desenvolvimento e, entre eles, quatro se destacam: • Brasil; • Rússia; • Índia; e • China. Esses países são os chamados Brics, que são possíveis países que se tornarão as próximas potências. O Brasil se destaca com a atividade primária, a Rússia com atividade secundária e tecnologia, a Índia com pesquisas e a China com o grande desenvolvimento industrial. O mundo vem passando por uma série de classificações, entre elas, como já mencionado, temos a divisão Norte Sul, onde no norte, estão os países mais ricos e no sul os países mais pobres. No entanto, o que chama a atenção é que os países que estão no sul estão mais agregados, como blocos econômicos. Temos como blocos econômicos: • Alca: abrange toda a América, mas ainda está em desenvolvimento. • União Europeia: com grande influência na Europa Oriental e na África. A união europeia já está consolidada. • Apec: localiza-se em toda a área do Japão, mas ainda está em desenvolvimento.

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Exercício 39.

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De acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a África subsaariana abriga os 20 países mais pobres do mundo. Neles, cerca de 30% da população sofre de subalimentação. Sobre a pobreza, nesses países africanos, nas últimas décadas, é correto afirmar que: a) As conjunturas climáticas e/ou políticas adversas são responsáveis pela miséria de enorme parcela da população. b) O aumento da importação de alimentos e o crescimento da receita nas exportações favoreceram o equilíbrio da balança comercial. c) O índice de pobreza na região do Sahel é menor do que em outras regiões, devido às favoráveis condições climáticas. d) Os instrumentos usados para o recente controle da natalidade são suficientes para atender a população. e) O tráfico de crianças para exploração de seu trabalho vem diminuindo nos últimos anos.


Capítulo 21

Transportes (Capítulo Extra)

1. Os Meios de Transporte – Modalidades de Transporte no Brasil 1.1 Apresentação Nesta unidade, estudaremos as modalidades de transporte no Brasil.

1.2 Síntese Quando se trata de sistema aéreo, com a criação do Plano Real, houve um aumento do número de pessoas com condições para viagens. Com os atentados nos Estados Unidos em 2011, muitas pessoas ficaram com receio de viajar de avião. Já na época do Governo de Fernando Collor, com o confisco de valores de um grande número de pessoas, estas não tinham dinheiro para viagens.


100 No Governo de Lula, os controladores de voo estariam fazendo greve, mas trabalhavam com uma carga de transporte acima do permitido. Com eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, serão necessários investimentos e um trabalho árduo para que haja infraestrutura e mão de obra qualificada. Quanto ao transporte marítimo, nota-se que uma das principais rotas comerciais mundiais (de petróleo) ocorre por esse tipo de transporte. Observe-se que o transporte marítimo serve para grandes cargas. Faz-se necessário entender que no Brasil se prioriza o transporte rodoviário. Quanto ao sistema ferroviário, as ferrovias brasileiras possuem problema de interligação. Em relação ao transporte urbano (metrôs e trens metropolitanos) há o problema de congestionamento, pois há um grande número de usuários. Existe uma tendência à construção de um trem-bala, mas se for construído, o sistema aéreo será o que mais sofrerá. As rodovias não são o meio de transporte ideal para o Brasil, mas é o implantado em maior quantidade.

Exercício

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40.

O desenvolvimento da malha ferroviária do estado de São Paulo, voltada para o litoral, com marcante afunilamento deve-se: a) À boa situação geográfica de Santos, que atraiu ferrovias. b) Ao tipo de produção agrícola voltada para a exportação implantada no Estado. c) À situação geográfica da capital paulista, próxima ao litoral. d) Aos incentivos estatais.


101

1. Correta. 2. Não eram blocos antagônicos. 3. 14 horas do dia anterior. 4. Letra C. 5. Na realidade Alfred Wegener não tinha essa tranquilidade, pois lhe faltava equipamento e também lhe faltava a possibilidade de comprovar o fenômeno. Porém, com o desenvolvimento da Guerra Fria e dos equipamentos, Alfred Wegener passa a ter uma aceitação maior de sua teoria entre todos os outros cientistas. 6. Depois de extraído o minério de Carajás, ele é escoado para São Luís do Maranhão. A ten-

7.

dência é o Pará, que fica na Região Norte, pagar impostos cada vez maiores, pois a produção mineral é cada vez maior, a São Luís do Maranhão para escoar a produção. São Luís do Maranhão, por sua vez, não precisaria pagar esses impostos, uma vez que apenas escoa essa produção. Consequentemente, a economia do Maranhão vem crescendo com a produção mineral oriunda dessa região. Não, pois também poderá surgir praia por formação geológica. Poderá haver o soerguimento do relevo, distanciando assim as áreas de praia do oceano.

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Gabarito


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8. O dia começa com 1 segundo após a meia-noite, logo ele voltaria às seis horas após o início do dia. Desta forma, está entardecendo para o pescador. 9. A resposta correta é no sertão, já que são valores percentuais. Se no sertão tem pouca água e o calor é muito elevado, então, praticamente, evapora-se 100%. 10. Incorreta. A maior produção de energia é na Bacia do Paraná, mas o maior potencial hídrico de volume de água encontra-se na bacia Amazônica. 11. É ideal, porém, mais para a região sul da Amazônia, pois o campo não é na Floresta Amazônica e sim na região amazônica, que engloba parte do cerrado. 12. Letra B. 13. Letra B. 14. Letra C. 15. Letra A.

16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 35. 36. 37. 38. 39. 40.

Letra D. Letra A. Letra C. Letra A. Letra E. Letra C. Letra C. Letra B. Letra E. Letra E. Letra B. Letra D. Letra A. Letra B. Letra D. Letra A. Letra D. Letra E. Letra C. Letra B. Letra A. Letra B. Letra C. Letra A. Letra B.

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