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Boletim digital outubro/2012

Centro de Informática de Ribeirão Preto

Nesta edição:

O futuro da conectividade: o cabeamento estruturado A participação do CIRP no GEINFO 2012 Comparativo entre sistemas gerenciadores de conteúdo


Expediente Universidade de São Paulo Reitor João Grandino Rodas Vice-Reitor Hélio Nogueira da Cruz Campus de Ribeirão Preto Prefeito do Campus Prof. Osvaldo Luiz Bezzon Superintendência de Tecnologia da Informação Superintendente Prof. Gil da Costa Marques Centro de Informática de Ribeirão Preto Diretor Prof. Oswaldo Baffa Filho Vice-Diretor Prof. Alexandre Souto Martinez Chefe da Seção Técnica Administrativa Carlos Eduardo Herculano Chefe do Serviço Técnico de Informática Cláudia H. B. Lencioni Chefe da Seção Técnica de Suporte Clélia Camargo Cardoso Chefe da Seção Técnica de Redes Rubens Rodrigo Diniz Chefe Seção Técnica de Manutenção em Informática Luiz Henrique Coletto Projeto Gráfico João H. Rafael Junior Apoio: Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto


Índice O futuro da conectividade: o cabeamento estruturado - 4 Participação do CIRP no GEINFO 2012 - 14 Um breve comparativo entre sistemas gerenciadores de conteúdo - 16

Espaço do leitor

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O futuro da conectividade: O cabeamento estruturado

Quais são as maiores necessidades do ser humano? - Poderíamos enumerar várias, dentre elas: a alimentação, o vestuário, o lazer, a necessidade financeira, etc. - Dentre estas necessidades talvez a mais inquietante seja a necessidade de se comunicar. - O homem anseia por comunicação.

buscou ao passar da história formas de se comunicar cada vez mais e de maneira cada vez mais prática. - Um exemplo disto são as mais importantes invenções criadas pelo h o m e m : o t e l e f o n e , a T V, o Computador, o celular, etc. Mas o que é COMUNICAÇÃO ??? - O homem desde os primórdios da civilização sempre quis se comunicar. - No princípio esta comunicação surgiu entre as pessoas dentro de seu convívio social. Porém, aos poucos esta necessidade de se comunicar se expandiu para outros grupos, outros países, outros continentes, e hoje desejamos nos comunicar até com outros planetas. Comunicação = Conectividade - Dentro deste contexto o homem

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- Surgir a necessidade conectado ao mundo.

de

estar

- Hoje é difícil acreditar que um dia já vivemos sem energia elétrica, sem telefone, sem internet, sem TV, sem celular, sem MSN, sem facebook, etc. - Somos dependentes CONECTIVIDADE.

da

O que é CONECTIVIDADE ??? - Conectividade significa ligação, estar ligado a algo ou alguém


- No mundo digital de hoje com um simples clicar de mouse estamos conectados ao mundo. - A Internet tornou possível a união de pessoas em diferentes continentes sem sair do lugar

Qual será o Futuro ? - Uso cada vez mais intenso da tecnologia - Uso de infraestrutura única para todos os subsistemas: Uma breve visão do mundo atual

- Telefonia

- Celulares e Smartphones cada vez menores e com enormes funcionalidades (3G e GSM)

- Segurança - Dados

- Internet em banda larga em inúmeros

- Voz e Imagem

locais e de forma acessível a quase todos - TV digital Os meios de Comunicação - Músicas e filmes baixados pela internet - Bluetooth

- Esta revolução tecnológica só foi possível graças aos meios de comunicação:

- Câmeras de alta-definição - Pares metálicos trançados: - Tablets - Voz, Redes de Dados; - Notebooks e netbooks - Fibras Ópticas;


O futuro da conectividade: O cabeamento estruturado

- Cabos coaxiais; - Wireless

O Cabeamento Estruturado - O cabeamento é a infraestrutura necessária para a implementação de qualquer rede de computadores, além de ser, também, o investimento inicial. Por esse motivo, deve ser estruturado de forma a oferecer à rede a maior flexibilidade possível.

Definição A instalação de uma rede para a comunicação de dados tem por objetivo prover a comunicação entre computadores, permitindo um melhor fluxo e acesso às informações. Dessa maneira, podemos definir que uma das finalidades mais simples de uma rede é o compartilhamento das informações entre dois ou mais computadores.

O valor do cabeamento na rede - Equivale a 5% do investimento de uma rede e tem 10 anos de amortização - Alto custo de troca/substituição - 85% dos defeitos na rede são no cabeamento

Sistemas Estruturado

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de

Cabeamento

É comum a pratica de improvisar sistemas de cabeamento para interligação de rede sem que seja realizado previamente qualquer planejamento. Com o objetivo de facilitar as mudanças e tornar a comunicação mais eficiente, são utilizadas técnicas como o cabeamento estruturado. A técnica torna possível conectar em um mesmo ponto de atendimento, computadores, sistemas de telefonia, alarmes, sistemas de aquecimento, distribuição de vídeo e TV a cabo etc..


Um sistema de cabeamento estruturado tem como característica básica ser um sistema capaz de proporcionar acesso aos vários sistemas de comunicação (voz e dados) através de uma única estrutura de cabeamento.

Os profissionais de tecnologia da informação, engenharia, arquitetura e automação estão utilizando esta infraestrutura pelas vantagens que a mesma apresenta em relação aos cabeamentos tradicionais, onde as aplicações são atendidas por diferentes tipos de cabos para cada aplicação (ex.: um tipo de cabo para dados e outro para voz).

O sistema de cabeamento estruturado foi desenvolvido com o objetivo de integrar os diversos sistemas existentes num único sistema de administração centralizado, onde todos os canais de comunicação possam receber serviços diferentes sem a necessidade de se instalar muitos sistemas de cabeamento ou fiação independente.

Atualmente as aplicações estão se tornando convergentes. Um exemplo disso é o aplicativo VoIP (Voz sobre IP) e estão necessitando de uma infraestrutura convergente.

O sistema é genérico e se adapta a qualquer plataforma de topologia de rede ou características especificas de algum fabricante, e por isso, é planejado dentro de estritas normas técnicas que devem ser obedecidas em projeto.

Além disso, as empresas estão utilizando aplicações emergentes que necessitam de largura de banda, como por exemplo: vídeo conferência, e-learning, ebusiness, entre outras. O Cabeamento Estruturado atende todas

O Cabeamento Estruturado suporta aplicações de dados, voz, imagem, controles prediais, residenciais e industriais através de um meio físico padronizado.

as exigências atuais e futuras de comunicações, não apenas nos ambientes corporativos e residenciais, mas também nos ambientes fabris. Para podermos compreender melhor o assunto vamos fazer uma analogia com um sistema elétrico de um edifício ou residência, no qual o cabeamento instalado proporciona ao usuário a possibilidade de utilizar diversos tipos de aparelhos como televisão, som, DVD, geladeira, etc.; bastando para tanto que o cabo de alimentação destes


O futuro da conectividade: O cabeamento estruturado

equipamentos seja “plugado” na tomada que encontra-se na parede ou no piso do local. Da mesma maneira o Cabeamento Estruturado proporciona ao usuário a utilização de um computador, um telefone, uma câmera de vídeo, um leitor de cartão, um sensor de presença, entre outros equipamentos de maneira simples e organizada. Além de padronizar a infraestrutura de comunicação de maneira a atender as diversas aplicações (independente do fabricante ou do tipo de equipamento) o conceito do Cabeamento Estruturado agrega outros benefícios importantes para os usuários. Dentre estes benefícios, podemos destacar a ocupação do edifício e o crescimento de funcionários (o dimensionamento dos pontos do Cabeamento Estruturado é baseado na área em m2 do local a ser cabeado ao invés do número de usuários). Outro benefício é com relação a alteração de layout dos usuários (estudos da BICSI mostram que cerca de 40% dos funcionários da empresa mudam de local a cada ano). Pesquisas realizadas no exterior demonstram que nos últimos anos, 50% dos problemas de redes estão relacionados ao cabeamento. Além disso, o investimento em um

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Cabeamento Estruturado representa apenas cerca de 5% do custo total da rede local e possui uma vida útil em torno de 10 anos. Em vista do que foi mencionado anteriormente, percebemos que a implementação do Cabeamento Estruturado é uma decisão muito importante pois influenciará a performance de toda a rede, assim como a confiabilidade da mesma.

Padrões Reconhecendo a necessidade de padronização dessas soluções, diversos profissionais representando os fabricantes de equipamentos, consultores e usuários, reuniram-se sob orientação de organizações como EIA/TIA, ISO/IEC, IEEE, ANSI para assegurar que os padrões para produtos de redes e cabeamento atendessem a uma série de normas para as aplicações existentes e possibilitassem futuras implementações tecnológicas. O principal objetivo desses padrões e normas foi permitir que diversos fabricantes se tornassem capacitados a construir equipamentos e componentes, compatíveis entre si, que pudessem ser utilizados em conjunto, em ambientes diferentes.


Vantagens O cabeamento estruturado é uma forma padronizada para a instalação de cabos em edificações, minimizando custos e maximizando expansibilidades futuras. Dentre as vantagens do cabeamento estruturado podemos destacar: - Garante a performance do sistema pela maior confiabilidade no cabeamento; - Diminui os custos de mão-de-obra e de montagem da infraestrutura; - Possibilita ampliações ou alterações para implementações futuras sem perda de flexibilidade; - Permite o atendimento das demandas de novos serviços para cada usuário; - Disponibiliza uma maior facilidade no acesso e processamento de informações; - Implementa um padrão capaz de suportar qualquer tipo de serviço, independente do fornecedor; - Define topologias, conectores e cabos para as diversas aplicações de redes; - Possibilita uma vida útil maior para o sistema de cabeamento. O cabeamento estruturado é um sistema para uso integrado, preparado de tal forma que atenda aos mais variados layouts de instalação, por um longo p e r í o d o d e t e m p o, s e m e x i g i r

modificações físicas da infraestrutura. Um só cabeamento atende a diferentes tipos de redes. Um projeto de cabeamento estruturado é baseado em normas internacionais, que direcionam os fabricantes para um conjunto de soluções próximas, evitando as constantes alterações de produtos, bem como a existência de sistemas patenteados, onde um só fabricante é detentor da tecnologia.

Topologia Básica De acordo com as normas ANSI/EIA/TIA568-A e ANSI/EIA/TIA-606, a instalação de um cabeamento divide-se basicamente em sete elementos: 1. Cabeamento Horizontal


O futuro da conectividade: O cabeamento estruturado

Ou Horizontal Cabling (HC) – Constituído dos cabos que ligam o painel de distribuição até o ponto final do cabeamento. Esses cabos formam um conjunto permanente e são denominados cabos secundários. No cabeamento horizontal trafegam todos os serviços sejam eles de voz, dados, vídeo, controle, etc. Se os requerimentos de uso mudarem, os serviços providos para as tomadas correspondentes podem ser mudados, bastando alterar a configuração dos patch-cords no painel de distribuição. Se necessário, um adaptador (balun) pode ser usado para converter ou compatibilizar o novo serviço.

2. Cabeamento Vertical / Backbone Ou Cabeamento Tronco ou Backbone – Trata-se do conjunto permanente de cabos primários que interligam a sala de equipamentos aos armários de telecomunicações e aos pontos de facilidade de entrada.

ponto final do cabeamento estruturado, onde há uma tomada fixa para a conexão de cada equipamento. Genericamente, a área de trabalho é qualquer ponto final onde exista uma tomada para um serviço de rede. A Área de Trabalho é o espaço do edifício onde o usuário normalmente exerce o seu trabalho e interage com os seus equipamentos de telecomunicações. Este subsistema inclui os patch cords que fazem a conexão entre os conectores da área de trabalho e os equipamentos dos usuários. É importante que a Área de Trabalho seja bem projetada para acomodar as necessidades dos usuários e dos seus equipamentos. Dentre estes equipamentos podemos incluir, além de outros, os seguintes: - Telefones. - Modems. - Fax.

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3. Área de Trabalho

- Câmeras de Vídeo.

Ou Work Área (WA) – É o local onde o usuário interage com os equipamentos terminais de telecomunicações. Esses equipamentos acessam os sistemas por meio de conectores e tomadas. É o

- Computadores. - Etc. Na fase de projeto do cabeamento estruturado, deve-se levar em


consideração no mínimo uma área de trabalho a cada 10 m2 do espaço utilizável do edifício. Muitos profissionais tem especificado uma área de trabalho a cada 5 m2, com o objetivo de proporcionar maior flexibilidade ao local e menor probabilidade de futuras instalações, com a empresa em operação. Normalmente os projetos levam em consideração as aplicações de voz e dados e, em vista disso, devem ser utilizados no mínimo 2 conectores em cada área de trabalho. Geralmente os profissionais especificam 3 conectores em seus projetos, prevendo aplicações futuras. 4. Salas de Telecomunicações Ou Telecommunications Closets (TCs) – São locais de terminação dos cabos e funcionam como um sistema de administração do cabeamento e alojamento de equipamentos que interligam o sistema horizontal ao backbone. São localizadas normalmente em cada andar, Distribuindo os serviços para as áreas de trabalho e dispondo de repetidores e comutadores para as redes locais. Possuem racks e acessórios, blocos de conexão e patch panels etc.

5. Sala de Equipamentos Ou Equipment Room (ER) – Ponto da rede no qual estão localizados os equipamentos ativos do sistema externos. Este local pode ser uma sala especifica, um quadro ou armário. Costuma-se também instalar neste local o painel principal de manobras (Main Cross-Connect), que pode ser composto de patch-panels, bloco 110, blocos de saída RJ-45 ou distribuidores ópticos (DIO).

6. Entrada da Edificação Ou Entrance Facilities (EF) – Também conhecido com Distribuidor Geral de Telecomunicações (DGT), é o ponto no qual se realiza a interface entre o cabeamento externo e o cabeamento interno da edificação. Normalmente fica alojado no térreo ou no subsolo, tendo dimensões maiores que A r m á r i o s d e Te l e c o m u n i c a ç õ e s abrigando os cabos que vêm da concessionária de serviços públicos ou de outros prédios. Também pode acomodar uma central telefônica do tipo PABX juntamente com outros equipamentos como comutadores e multiplexadores das redes locais.


O futuro da conectividade: O cabeamento estruturado

7. Painéis de Distribuição

Backbone.

Ou Cross-Connect – Recebem, de um lado, o cabeamento primário vindo dos e q u i p a m e n t o s e , d o o u t r o, o cabeamento horizontal que conecta as tomadas individuais. A ativação de cada tomada é feita no painel de distribuição, por intermédio dos patch-panels que fazem a conexão dos cabos por meio de patch-cords.

- Os hardwares terminação.

Administração A Administração é um subsistema muito importante, pois permite uma fácil manutenção e gerenciamento dos sistemas de telecomunicações. Um sistema de Administração eficaz é crucial para a operação eficiente e a manutenção da infraestrutura de telecomunicações do edifício. Os sistemas de Administração variam bastante desde sistemas simples baseados em papéis até sistemas complexos baseados em softwares. De acordo com as normas de cabeamento estruturado, os componentes da infraestrutura de telecomunicações do edifício a serem administrados e identificados são:

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de

conexão

- Os equipamentos telecomunicações. - O sistema de telecomunicações.

aterramento

e

de

de

- Os espaços de telecomunicações (ex.: sala de entrada de serviços de telecom, sala de telecomunicações, sala de equipamentos e as áreas de trabalho).

Autor Heber Gustavo Xavier de Castro Técnico em Eletrotécnica

Telecomunicações

e

Técnico da Seção Técnica de redes – CIRP/USP E-mail: heber@cirp.usp.br

Bibliografia

- A infraestrutura e o cabeamento horizontal.

- NBR 14565 Procedimento Básico para Elaboração de Projetos de Cabeamento de Telecomunicações para Rede Interna Estruturada. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.

- A infraestrutura e o cabeamento do

- ANSI/EIA-568-A Commercial Building


Telecommunications Standard. - USP – “Norma Técnica – Redes Locais – USPNET - PINHEIRO, José Mauricio – Guia Completo de Cabeamento de Redes – Rio de Janeiro: Elsevier, 2003 - MARIN, Paulo S. – Cabeamento Estruturado: Desvendando cada passo: do projeto à instalação – São Paulo: Érica, 2008. - Boletim de Cabeamento Estruturado – Grupo Policom


Participação do CIRP no GEINFO 2012 No mês de outubro, o Centro de Informática da USP de Ribeirão Preto (CIRP-USP) participou do GEINFO, encontro que visa reunir os profissionais do setor de informática da Universidade.

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O CIRP apresentou suas principais realizações utilizando três cartazes, os temas foram: Feira do livro; Cursos e também o Boletim Digital. Os cartazes do CIRP receberam 40 votos.


Um breve comparativo entre sistemas gerenciadores de conteúdo

O uso de Sistemas Gerenciadores de Conteúdo (Content Management Systems – CMS) para o desenvolvimento de sites, blogs e sistemas para a web já é bastante popular e usado por muitos desenvolvedores em todo o mundo1. Para quem não os conhece, os CMS compõem ferramentas necessárias para criar, gerir (inserir e editar) conteúdos em sistemas web sem a necessidade de programação de código. O principal objetivo desses sistemas é estruturar e facilitar a criação, gerenciamento e publicação de sites web. E o melhor de tudo isso é que a grande maioria, praticamente todos os mais usados, são free software ou open software. A principal característica desses sistemas é a enorme quantidade de f u n ç õ e s p r e s e n t e s a t ra v é s d e complementos (gerenciadores de notícias, enquetes, formulários, galerias de fotos) que podem ser agregados no desenvolvimento e que muitas vezes já estão muito bem testados pela comunidade. São muitas opções de CMS que existem atualmente, o que gera incerteza sobre a melhor escolha na hora de desenvolver um projeto. Podemos traçar um rápido paralelo entre os mais

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comuns e observar algumas diferenças e semelhanças, bem como detalhes importantes que poderão contribuir para a melhor decisão sobre qual escolher. Existem dezenas de CMS disponíveis, mas três são os preferidos pelos desenvolvedores. São eles: Wordpress, Joomla e Drupal2. Portanto, faremos um breve comparativo entre esses principais modelos, não obstante o uso dos demais seja bastante semelhante,


Quando o quesito é tempo de vida, o Drupal é o que está a mais tempo se desenvolvendo, tendo início em 2001, seguido pelo Wordpress em 2003 e Joomla, em 2005. Neste ínterim, revezaram a posição de melhores CMS em cada ano, mas a disputa é acirrada e depende muito do foco de cada pesquisa. Ainda, se considerarmos a porcentagem de uso, uma métrica que ao menos indica a preferência sobre cada sistema, o Wordpress detém cerca de 17% de todos os web sites desenvolvidos (dos que utilizam CMS), seguidos pelo Joomla (2,8%) e Drupal (2,2%)3. Tão surpreendente quanto o índice de utilização, talvez por este mesmo motivo, é a quantidade de módulos, extensões e plugins que a comunidade dispõe.

tanto para a codificação, quanto pela lógica utilizada. Podemos iniciar com a semelhança mais clara: ambos são escritos em PHP (PHP Hypertext Preprocessor ), além de serem projetos de código aberto, distribuídos sob a GNU (General Public License). O HTML (Hipertext Markup Language) e CSS (Cascade Style Sheet) não poderiam ficar de fora, uma vez que o desenvolvimento dos sistemas é voltado para web sites.

Neste quesito o Wordpress utiliza widgets e plugins e possui a mais extensa gama de recursos, totalizando cerca de 15.000 ítens4. Joomla e Drupal possuem, respectivamente, 8.0005 e 7.6006, dentre módulos, complementos e plugins (Joomla), módulos e blocos (Drupal). Além disso, o conteúdo é tratado de forma diferente em cada um deles. No Wordpress, por exemplo, todo o conteúdo é tratado como pages ou posts, evidenciando uma tendência às plataformas bloggers. No Joomla temos os articles, simples, convencionais, tendo também uma


Um breve comparativo entre sistemas gerenciadores de conteúdo

a identificação forte com uma plataforma blogger, o que não impede o desenvolvimento customizado. Já no caso do Drupal, os conteúdos são pages e stories, caracterizando um sistema mais amplo, que permite a construção de funcionalidades várias. Em se tratando de desenvolvimento, temos para o Wordpress um projeto voltado para API’s (Application Program Interface) além de suporte a bancos de dados MySql, oficialmente. Já o Drupal, possui uma orientação PAC (Presentation-Abstration-Control) e o suporte a bases de dados MySql e PostgreSQL, um diferencial. O Joomla segue o padrão MVC (Model-ViewControler) e suporta, assim como o concorrente mais famoso, bases de dados MySql. Esses pontos são cruciais e certamente são os mais considerados quando da escolha de um CMS para o alicerce do desenvolvimento. Mas, a principal questão que existe sobre todos eles é: qual o melhor? Obviamente, isso é tão peculiar que se deve levar em conta todo o universo que envolve o desenvolvimento do web site, abrangendo desde a sua concepção, desenvolvimento até a manutenção do código, passando pelo uso, suporte prestado pela comunidade, robustez e desempenho.

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Com base nesses fatores podemos tanger algumas considerações. O Wordpress é uma plataforma mais amigável e simples e que não exige um conhecimento aprofundado de programação (o que não impede desenvolvedores avançados e altamente qualificados a utilizá-lo e extrair o máximo de desempenho a que se propuser) para o desenvolvimento com pouca customização, como por exemplo, um blog ou mesmo um web site simples. S e n d o e s t e s o s o b j e t i vo s d o desenvolvedor, terá ótimos resultados, com baixo custo de manutenção e excelente desempenho, se optarem pelo Wordpress. As principais funcionalidades que se imaginar certamente será encontrado na forma de algum widget ou plugin, bastando realizar o download e efetuar a sua instalação e configuração. Para o desenvolvimento de um portal, blog ou web site mais flexível e complexo o Joomla se faz uma ferramenta ideal, possuindo também uma vasta gama de plugins, módulos e extensões. No caso, talvez seja necessário um conhecimento mais amplo de desenvolvimento e programação. Entretanto, já na nas primeiras etapas da instalação o desenvolvedor é


convidado a instalar um pacote padrão, contendo as ferramentas mais comuns, além de um template simples. Amigável. Finalmente, caso a necessidade seja o desenvolvimento de um sistema mais complexo, com ferramentas especialmente desenvolvidas e configurações personalizadas, não resta dúvidas de que o Drupal seja a melhor opção. Podendo optar pela instalação mínima, o desenvolvedor poderá lançar mão de uma série de módulos e blocos para começar o trabalho a partir do mínimo de recursos que o Drupal Fornece, a partir do kernel do sistema (embora o desenvolvedor também possa optar por uma instalação padrão amigavelmente). Isso não impede o uso das outras plataformas para o mesmo fim, mas o Drupal já possui desde a concepção uma orientação para esse tipo de desenvolvimento7. Podemos concluir que o uso de um CMS é muito interessante devido à praticidade, além de seguro: afinal, milhares de d e s e nvo l ve d o r e s i n t e g ra n t e s d a comunidade mantêm os sistemas. Claro, a customização é necessária e sempre bem vinda. Cabe ao desenvolvedor experimentar e escolher o CMS que mais lhe agradar e ajustá-lo ao seu uso.

Autor: Fernando Yosetake Centro de Informática de Ribeirão Preto CIRP-USP

Bibliografia: 1. Info Online: http://info.abril.com.br/ 2 . D e v i o u s M e d i a : http://deviousmedia.com 3. W3techs: http://w3techs.com 4. Drupal: http:// br.wordpress.com

http://pt-

5. Joomla: http://www.joomla.com.br 6. Drupal: http://drupal.org 7 . C o m p u t e r W o r l d : http://www.computerworld.com


Boletim Digital CIRP - outubro  

Boletim do Centro de Informática da USP Ribeirão Preto. (CIRP-USP_

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