Proposta Reivindicativa
Em discussão pelos trabalhadores até final de Agosto
Comum para 2013 www.stal.pt
DIS|Nº 26|JULHO 2012
Está em discussão com os trabalhadores a Proposta Reivindicativa Comum para 2013 a entregar ao Governo, aprovada pela Coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública. Quaisquer alterações ou sugestões podem ser remetidas directamente à Direcção Nacional do STAL até 27 de Agosto (stal.nacional@stal.pt ), ou entregues às Direcções Regionais ou aos representantes sindicais nos locais de trabalho.
- PROJETO Os Trabalhadores da Administração Pública não aceitam e continuarão a lutar contra as brutais medidas dos sucessivos governos do PSD, do PS e do CDS, em coligações diversas, que lhes têm retirado direitos fundamentais, em violação clara e grosseira da Constituição da República Portuguesa. O atual governo PSD/CDS resolveu implementar um chamado Programa de Redução e Melhoramento da Administração Central (PREMAC) que, no aprofundamento do anterior Plano de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE), pretende por fim à prestação de serviços públicos essenciais às populações, subvertendo a matriz constitucional da
Administração Pública e atacando brutalmente os direitos e salários dos seus trabalhadores. Neste brutal ataque do governo aos trabalhadores sobressai o roubo parcial ou total dos subsídios de férias e de Natal, bem como de parte ou da totalidade dos salários e pensões – o que não tem precedente desde o 25 de Abril. E pretende agora aplicar na Administração Pública as medidas antitrabalhadores acordadas com o FMI/UE/BCE pelo PSD/PS/CDS e entre o Governo/Patronato/UGT na Concertação Social, através de uma proposta de lei que piora a situação laboral hoje existente.
Apesar de, hipocritamente, o governo afirmar que há um “manifesto benefício” para os trabalhadores da Administração Pública, pretende-se, designadamente: ? Pôr em causa o horário normal de trabalho,
impondo pelo menos mais 2 horas de trabalho diário e 50 horas por semana, através da adaptabilidade e do banco de horas; ? Aplicar um sistema de mobilidade forçada até
60 Km (ou 30, no caso dos assistentes operacionais e técnicos) do local de trabalho ou residência e para qualquer parte do território nacional pelo período de um ano; ? Com a pressão e chantagem que estas
medidas potenciam, permitir despedimentos
por extinção do posto de trabalho, mas sem direito a subsídio de desemprego, através da regulamentação da cessação do contrato;. ? Reduzir brutalmente a compensação pela
caducidade dos contratos a termo; ? Reduzir para metade o valor do acréscimo pela
prestação de trabalho extraordinário, bem como a duração do descanso compensatório; ? Reduzir o número de feriados em 4 – ou 5, se
considerarmos o Carnaval.