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Índice Maio de 2013 - Número 246

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espeCial it Forum

COnFIRA AS dISCUSSõES FEItAS dURAntE OS IntERCâMbIOS dE IdEIAS; AS REFLExõES dO kEynOtE PEtE dELISI, dA UnIvERSIdAdE dE SAntA CLARA, SObRE O PERFIL qUE O CIO PRECISA tER; OS RESULtAdOS dO EStUdO AntES dA tI, A EStRAtéGIA; E AS COnCLUSõES dO wORkShOP PEnSAMEntO EStRAtéGICO, LIdERAdO POR JAIRO OkREt, dA kORn FERRy

16 entrevista

Luis Antonio Rodrigues, diretor setorial de tecnologia da Febraban e diretor de tecnologia do Itaú Unibanco é o entrevistado desta edição

34 10

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Carreira

Já pensou em seguir carreira no exterior? Cada vez mais as empresas demandam a ida de CIOs brasileiros para outros países. Conheça histórias como a de Paulo Guzzo, hoje CEO da MeS, empresa adquirida pela Cielo nos EUA

IW Brasil Maio de InformationWeek Brasil|Janeiro de2013 2010

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MUNDO MÓVEL

IT MÍDIA DEBATE ABORDA COMO AS EMPRESAS TÊM APLICADO O CONCEITO MÓVEL EM SUAS ESTRATÉGIAS E QUAL O REAL BENEFÍCIO DA MOBILIDADE NO DIA A DIA CORPORATIVO

anos

122

TENDÊNCIA?

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A relação entre marketing e TI tem sido bastante discutida. Veja quais foram as conclusões do IT Mídia Debate que tratou do assunto

CUSTO INVISÍVEL

A burocracia trazida por mudanças na lei, novidades no sistema tributário e até monitoração de certificados digitais gera um custo muitas vezes não calculado. Veja o que dizem CIOs e fabricantes

FIXAS 12 Expediente 14 Editorial 146 Papo Aberto

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VITOR CAVALCANTI Editor de TI Corporativa vcavalcanti@itmidia.com.br

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MÁRCIO LIMA Gerente de Relacionamento com Clientes mlima@itmidia.com.br

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Um mundo de

desafios É difícil encontrar alguém que

Eu poderia trazer aqui diversos

não se queixe de pressão para

fatos que contribuem para elevar

apresentar coisas novas onde

os desafios dos CIOs. Mas ao longo

trabalha ou de ser demandado a

das páginas, você será convidado

assumir

responsabilida-

a navegar por temas desde a expa-

des que, não necessariamente,

triação - que tem crescido até pelo

fazem parte de sua competência.

aumento do interesse de empresas

Temos ainda obrigações comuns

estrangeiras na flexibilidade dos

como relacionamento, liderança,

executivos brasileiros -, passando

comunicação e por aí vai. Sim, vi-

pelo desafio da mobilidade e da

vemos em um mundo de desafios

relação entre TI e marketing e até

crescentes e, mais uma vez, essas

pelas reflexões do keynote do IT

transformações batem também à

Forum, Pete Delisi, que tratou das

porta dos CIOs.

habilidades que os CEOs esperam

novas

Assim, não foi à toa o tema

ver nos gestores de TI.

que a IT Mídia levou para a 15ª

Mas para instigar seu pensa-

edição do IT Forum, que acon-

mento, e mostrar que o tema per-

teceu em maio, na Praia do For-

meia todos as rodas de debates,

te (BA), “O CIO que você precisa

deixo com você, leitor, uma pergun-

ser: mudar ou mudar. Essa é a re-

ta feita pelo pesquisador do MIT,

alidade do executivo de TI. Mas

Martin Mocker, em visita à Univer-

como fazer essa mudança?”. As

sidade de São Paulo: qual mudança

discussões em torno desse novo

tecnológica você promoveu em

perfil desejado têm ganhado for-

sua empresa nos últimos anos que

ça por fatos que passam desde

realmente causou impacto nos re-

o aumento do uso de tecnologia

sultados da companhia? Se você

pelo departamento de marke-

não encontrar uma resposta, pode

ting, pela evolução tecnológica

estar na hora de repensar suas

que trazem termos como cloud,

ações e ver se realmente, ao defen-

Big Data, mobilidade e rede so-

der um investimento X, está tendo

cial e até pela nova postura dos

em mente a corporação como um

funcionários que têm à disposi-

todo. Afinal, essa é a postura de-

ção em suas casas todo um arse-

mandada pelos CEOs.

nal tecnológico até mais evoluído que nas corporações.

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Foto: Ricardo Benichio

Carta ao leitor IW Brasil

Até a próxima

Vitor CaValCanti Editor

VCaValCanti@itmidia.Com.br

Brasil | Maiode 2010 2013 InformationWeekIW Brasil | Janeiro

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Entrevista IW Brasil

Foto: Divulgação

Rodrigues, da Febraban, acredita que maior desafio dos bancos, com as chamadas agências conceitos, segue sendo TI e não pessoas

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IW Brasil Maio de InformationWeek Brasil|Janeiro de2013 2010

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Vitor CaValCanti

Olho no

EngEnharia sOcial na sEgurança E ExpEriência dO cliEntE quandO sE Olha mObilidadE EstãO EntrE Os dEsafiOs dOs bancOs, cOmO pOntua luis antôniO rOdriguEs, dirEtOr sEtOrial dE tEcnOlOgia E autOmaçãO bancária da fEbraban

cliente Todos os fornecedores de tecnologia querem falar com os bancos. Todos os CIOs gostariam de ter nas mãos os orçamentos de TI das instituições financeiras. Se analisando apenas sob a perspectiva econômica, realmente, faz sentido, já que essas empresas possuem boas margens, ainda que as taxas de juros tenham sido puxadas para baixo, e quando se avalia de acordo com o investimento em tecnologia da informação, o motivo tende a ser ainda maior. É de conhecimento de todos que os orçamentos dos bancos para TI são grandes e hoje eles já respondem por 15% de todo gasto com TI no Brasil. Os números, entretanto, não fazem deste um setor menos complexo ou com poucos desafios.

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Entrevista IW Brasil

Dados da pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2013, feita em parceira com a Booz & Company, mostram uma aderência cada vez maior dos canais móveis, uma migração do público das agências e até mesmo do call center. Apenas entre 2008 e 2012, as transações móveis cresceram 223% e hoje respondem por 2,30% do total de transações. No total, são seis milhões de contas com acesso móvel. Assim, parte do esforço dos bancos está em atender bem esse público, que tem perfil mais exigente e não gosta de esperar. Aí está também canalizado parte dos mais de R$ 20 bilhões gastos com tecnologia da informação e comunicação pelos bancos em 2012. Prova disso é que a representatividade de software nessa fatia aumentou e já contabiliza 37%. Após apresentar os números para jornalistas em São Paulo, Luis Antônio Rodrigues, diretor setorial de tecnologia e automação bancária da Febraban e diretor-executivo de tecnologia do Itaú-Unibanco, conversou rapidamente com IW Brasil e passou algumas impressões sobre o setor com base neste levantamento e abordou, também, questões como computação em nuvem e os desafios relacionados à segurança da informação. A seguir, os principais trechos da conversa.

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IW Brasil - O que a queda no uso das agências bancárias representa para as instituições em termos de estratégia? Luis Antônio Rodrigues - O que os bancos procuram agora é transformar esse canal físico em um canal de relacionamento, consultivo. O que eles estão fazendo é testar que tipo de agência conceito atenderá melhor a esse tipo de cliente. A migração dos clientes para um mundo mais virtualizado, para transações mais simples e de maior conveniência, faz com que esses canais (físicos) sejam procurados pelos clientes que queiram produtos mais complexos, que queiram fazer investimentos e que busquem uma consultoria de algum tipo de serviço que o banco oferta. Assim, a ideia é que seja um canal de construção de relacionamento com o cliente. IW Brasil - Qual o maior desafio do banco nesse sentido? É de pessoas ou de tecnologia? Rodrigues - Eu acho que o desafio continua sendo tecnologia, no sentido de prover essas agências que chamamos de conceito com serviços e sistemas que possam trazer inteligência por trás do atendimento. Então, quando a gente fala de investimentos, de

Big Data, CRM e outras coisas, é para conseguir trazer o cliente e, na outra ponta, para que o consultor tenha o máximo de informação possível para atender o cliente da melhor forma possível. O investimento em tecnologia para esses pontos continua sendo um desafio relevante. IW Brasil - O cenário macroeconômico não é dos mais favoráveis. Ainda assim, o investimento em TI dos bancos tem crescido em torno de 10% ao ano e bancos como o Itaú e Banco do Brasil têm anunciado aportes extras para novos data centers, isso tem alguma questão sazonal ou é por conta de novas regulamentações? Rodrigues - Não, isso está mais relacionado à busca por eficiência operacional. Na realidade, todos os bancos passaram por um crescimento bastante grande, o que traz a necessidade de tornar nossas infraestruturas mais eficientes. Então, o maior problema que a gente tem hoje em CPD, o maior custo, está relacionado ao custo de energia e ar-condicionado, e isso tem crescido dado o volume e necessidade de colocar storage dentro das máquinas, o que faz com que o custo operacional fique maior. A ideia de novos CPDs é para supor-

“Alguns bancos já estão conseguindo romper essa barreira, testando a nuvem pública. Nos próximos dois anos isso deve crescer rapidamente” IW Brasil Maio de InformationWeek Brasil||Janeiro de2013 2010

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Entrevista IW Brasil

tar volumes e tornar a operação cada vez mais eficiente. IW Brasil - Tem uma movimentação de se investir muito em front-office. No caso dos bancos, isso vem com pontos de acesso e redes sociais, diante disso, qual seu maior dilema: oferecer a melhor experiência para o usuário ou a questão da segurança? Rodrigues - Acho que o maior desafio hoje não é segurança, mas captar a melhor experiência para o usuário naquele canal, naquele dispositivo e com um serviço cada vez mais simples e amigável, acredito que este seja o grande desafio que a gente tem. Já se investiu em arquitetura de aplicações e em infraestrutura tecnológica nos últimos cinco anos para prover uma arquitetura que facilite disponibilizar mais rapidamente os serviços para qualquer dispositivo que venha a surgir. O desafio não está na segurança, mas na conveniência, na facilidade e na experiência do usuário. IW Brasil - E a questão da nuvem, fala-se muito no Brasil, mas banco ainda esbarra em regulamentação. Quando você acha que essa barreira será suplantada? Rodrigues - Primeiro (em nuvem) tínhamos o problema de segurança, a confiabilidade dos bancos passa por isso e aí entra também a regulamentação, além disso, tinha também a questão da gestão, como fazer a gestão adequada desse ambiente para

ter a segurança adequada e, finalmente, vem o custo operacional desse ambiente. Hoje em dia, os bancos continuam sendo mais eficientes na adoção dessas tecnologias do que as empresas que se colocam como prestadoras desse tipo de serviço. Nesses últimos tempos, apareceram algumas empresas que, dada a robustez do serviço que estão oferecendo, vão conseguir trazer um custo operacional melhor para os bancos e alguns bancos já estão conseguindo romper essa barreira, testando a nuvem pública. Nos próximos dois anos isso deve crescer rapidamente. IW Brasil - Hoje onde está o maior desafio da segurança dos bancos? Rodrigues - A gente ainda tem um problema grave chamado engenharia social, ou seja, a forma com que as pessoas, seja no ATM ou no dispositivo móvel, utilizam o serviço. A maior dificuldade é criar uma cultura para que as pessoas usem o serviço de forma adequada. Não emprestar o cartão, ficar atento se tem gente ao lado ao usar ATM, cuidar da senha, manter a máquina com antivírus atualizado, não abrir emails que possam instalar phishing. Assim, o maior problema é de engenharia social. Os bancos têm investido nos últimos anos em segurança, investimento em token, biometria, mas também em monitoramento e controle de fraude. Monitoramos todas as transações para monitorar se aquele pode ser um comportamento de fraude ou não. O investimento tem sido pesado. IW Brasil | Maio de 2013

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IT Mídia Debate Mobilidade

móve O futuro

é

Margareth Ortiz, CIO do Hospital Sírio Libanês

Italo Flammia, CIO da Porto Seguro

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Fotos: Roger Soares

vel

KAREN FERRAZ | KAREN.FERRAZ@ITMIDIA.COM.BR

João Paulo Bruder, analista de telecom da IDC

A pressão pela adoção da mobilidade é uma realidade enfrentada pelos CIOs, que além de conciliar as expectativas da empresa ainda esbarram em questões mal resolvidas, como BYOD, segurança da informação e gerenciamento do acesso

Felipe Redondo, CIO do Banco Pine

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IT Mídia Debate Mobilidade

ense de quantas maneiras hoje é possível trabalhar sem estar necessariamente em sua mesa. As facilidades trazidas pelas tecnologias móveis se tornaram um diferencial competitivo para os negócios. Foi apenas a partir delas que informações críticas e decisivas, antes restritas ao ambiente interno das empresas, passaram a circular e se tornaram acessíveis aos funcionários a partir de qualquer lugar e em qualquer horário. Olhando por esse ponto de vista, não é surpresa, por exemplo, uma constatação do estudo “Antes da TI, a Estratégia”, produzido pela IT Mídia, em parceria com o consultor Sergio Lozinsky, e que analisou a opinião de 156 CIOs representantes das 500 maiores empresas brasileiras. Para 78,2% dos entrevistados, mobilidade representa a tecnologia que irá causar maior impacto nas empresas nos próximos anos. Além disso, a pesquisa também mostra que a mobilidade estará no foco dos investimentos da TI nos próximos meses para 81,4% dos CIOs.

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IT Mídia Debate Mobilidade

BYOD: estamOs preparaDOs? Especialistas dizem que o movimento de traga seu próprio dispositivo (BYOD, da sigla em inglês) pode trazer inúmeras facilidades para as organizações, como a acessibilidade e o aumento de produtividade. Quando pensamos em quantas horas por semana alguns funcionários passam dentro de um taxi para se deslocarem durante o expediente, quanto desse tempo não poderia ser otimizado com a realização de tarefas por meio de dispositivos móveis? No entanto, as companhias ainda não sabem como controlar o acesso às informações e como esses dispositivos serão usados dentro do ambiente de trabalho. Ítalo Flammia, da Porto Seguro, conta que a empresa, por enquanto, só permite que os funcionários de cargos de confiança tragam seus próprios dispositivos, porém, ressalta que esta é uma questão latente que ainda está sendo decida internamente. Mais que uma questão ferramental, os CIOs ainda lidam com a questão das leis trabalhistas, que ainda não são claras quando o funcionário está em modo “móvel”.  Na Porto Seguro, é feito um controle de quando o funcionário está de home office na qual a empresa consegue monitorar o total de horas trabalhadas. Contudo, a companhia ainda não consegue controlar as horas trabalhadas quando o mesmo traz o seu próprio dispositivo para o ambiente corporativo.  “Até agora não tivemos nenhum problema, pois as aplicações estão sendo mais utilizadas por pessoas que não receberiam hora extra por estarem em cargos de confiança”, revela Flammia.

Outro estudo, este produzido pela

mente esclarecidos, como a segu-

IDC, com 1,5 mil empresas latino-ame-

rança da informação e até questões

ricanas, no ano passado, mostra que a

trabalhistas. Todos esses dilemas e

média de uso de mobilidade no mundo

como as empresas têm apostado na

corporativo é de 34%, sendo que, especi-

temática foram discutidos durante

ficamente para o Brasil, esse porcentual

o IT Mídia Debate, que contou com a

é de 30%. Os números mostram que a TI

presença de Margareth Ortiz, CIO do

está preocupada com o tema, mas, mui-

Hospital Sírio Libanês, Italo Flammia,

tas vezes, esses olhos atentos vêm pela

CIO da Porto Seguro, Felipe Redondo,

pressão exercida por parte do mercado,

CIO do Banco Pine, e João Paulo Bru-

mia, os primeiros passos em direção

pelos CEOs e pelos colaboradores, que

der, analista de telecom da IDC.

à mobilidade, chamada de por dele

têm cada vez mais acesso aos dispositivos de última geração e não veem a hora de poder usá-los em seu dia a dia.

de “primeira geração”, foram dados Na prática

em 1999, quando a TI criou um equi-

Com mais de dez milhões de clien-

pamento próprio que utilizava rádio

As empresas, é verdade, estão

tes, 1,5 mil prestadores de serviço e 15

UHF para estabelecer comunicação

dando seus passos em direção à mo-

mil funcionários, a mobilidade é es-

com os guinchos e acelerar o trabalho

bilidade, mas ainda se deparam com

sencial para os negócios da Porto Se-

de assistência. Em 2004, no que ele

muitos pontos que não estão total-

guro. Como explica o CIO Italo Flam-

chamou de “segunda geração”, esses

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IT Mídia Debate Mobilidade

equipamentos foram substituídos

so contar com ajuda de workflows, era

um fator crítico de sucesso e tem que

por aplicações embarcadas.

muito difícil ter todo o fluxo acontecen-

caminhar no sentido de fornecer as

“Hoje estamos no que chamamos

do em um espaço de tempo que fosse

informações que o médico precisa so-

de terceira geração, na qual abrimos

razoável. “Queríamos colocar toda a

bre o seu paciente. Não é apenas a me-

uma operadora móvel virtual, a Porto

participação do executivo no processo

dicação que dá o conforto ao paciente,

Seguro Conecta, para ter mais acesso

de decisão não só por meio de uma apli-

é também o acolhimento”, explica

aos serviços de telecomunicação, que

cação de desktop, mas também por Bla-

Margareth Ortiz, CIO do Hospital Sírio

são a corrente sanguínea da mobilida-

ckBerry”, comenta, lembrando que isso

Libanês. Para ela, um conceito factível

de. Essa infraestrutura é fundamental

permitiu um fluxo sem interrupções,

e possível de ser aplicado atualmente

para o monitoramento do tráfego em

mesmo quando os executivos neces-

está sendo trabalhado no sentido de

tempo real, pelo qual conseguimos di-

sários à aprovação estavam fora da em-

trazer uma contribuição para que o

zer ao guincho qual é o melhor cami-

presa. “A mobilidade entrou nos nossos

prontuário do paciente seja alimen-

nho até o segurado”, explica Flammia.

processos e não tem mais como voltar.”

tado com o máximo de informações

No setor financeiro, em que a agili-

Já a área de saúde tem uma situ-

possível. Como exemplo prático apli-

dade e a proximidade com o cliente são

ação curiosa, embora seja um setor

cado no hospital, ela cita os PDAs car-

indispensáveis para aprovação de cré-

onde a transformação tecnológica

regados em um cinto pelos auxiliares

dito, a mobilidade se torna um recurso

demorou a chegar, até por conta da

de enfermagem, por meio do qual é

importante para melhorar o fluxo dos

estrutura ainda familiar de diversos

feita a administração dos remédios.

negócios. Com essa linha de raciocínio,

hospitais e centros médicos e da fal-

o Banco Pine iniciou um processo de

ta de uma cultura forte de se investir

automação do fluxo de aprovação do

em tecnologia, o mercado tem obser-

Embora a mobilidade seja aplica-

crédito que trouxe a disponibilização

vado um aumento do investimento

da na prática de maneira diferente

de informações sobre os clientes de

e grande interesse por mobilidade.

para cada uma dessas empresas, até

maneira mais ágil para auxiliar nas de-

Obviamente, essa mudança tem tido

pela natureza dos negócios, todas

cisões e avaliações dos executivos.

impacto em todas as frentes, mas o

elas, e até os CIOs que assistiram ao

Como explica o CIO da instituição

uso do conceito móvel tem chamado

debate, citaram como dificuldade a

Felipe Redondo, apesar desse proces-

a atenção. “A mobilidade na saúde é

falta de aplicações que sejam capa-

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ParadigMas

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IT Mídia Debate Mobilidade

tade o tempo despendido nos fluxos de aprovação, dando agilidade ao processo e melhorando o ambiente de negócio, já na Porto Seguro, para várias zes de entregar essas informações

mos que estar atentos ao que está acon-

aplicações, não houve uma conta, já

de forma ágil e simples independen-

tecendo no mercado e não esquecer de

que a mobilidade funciona como via-

temente da plataforma e dispositivo

que a segurança para as organizações é

bilizadora do negócio.

utilizados. Políticas de segurança e

fundamental”, afirma Redondo.

questões trabalhistas também foram citadas pela maioria dos executivos.

Diante

desses

“Nosso objetivo é que o guin-

apontamentos,

cheiro possa usar uma aplicação ta-

Bruder, analista da IDC, reconhece

blet, sem precisar do equipamento

Margareth, do Sírio-Libanês, deta-

que há uma demanda pela mobili-

instalado no guincho, que o funcio-

lha que o hospital possui um sistema

dade, sendo as aplicações o princi-

nário da moto possa levar um smar-

de informação que ainda não opera

pal direcionador. “O futuro é móvel,

tphone para ajudar na prestação do

em plataforma web. Diante disso, ela

não tenham dúvida disso. Todo esse

atendimento e que o cliente consiga

mostra que uma das barreiras cultu-

ecossistema quer ir pra frente, quer

acompanhar esse processo na tela e

rais enfrentadas é a expectativa dos

que o índice de mobilidade aumente,

saber quanto o tempo irá demorar.

usuários. “A aplicação desenvolvida

seja com o cliente que gostaria de ter

A informação é a mesma para qual-

tem que rodar no código para iPad e

mais serviços como esses, seja pelos

quer um dos dispositivos”, explica

para Android, e os médicos não têm

próprios funcionários”, ressalta.

Flammia. Ele completa dizendo que

noção do que está por trás disso. Eles

Contudo, o especialista destaca

acredita em uma grande expansão

querem usar a aplicação no iPad no

que, para novos investimentos, o CIO

da mobilidade, com a chegada de

dia seguinte”, afirma.

precisa mostrar essa necessidade. Ele

novos devices, e que os CIOs devem

Do mesmo modo, Redondo, do

enfatiza que a TI deve se aproveitar

enxergar isso como oportunidade

Banco Pine, explica que a implantação

do fato de ser uma das áreas mais mo-

de negócio.

da aplicação para acelerar o fluxo de

nitoradas da empresa, no sentido de

Para a área da saúde, a mobilida-

aprovação de crédito esbarrou em uma

aplicar métricas para mensurar resul-

de traz exigências e responsabilida-

cultura de realização das operações

tados, recomendando, assim, que o

des imprescindíveis, já que qualquer

por meio outros tipo de aprovação, en-

CIO tente identificar pelo menos uma

número errado, pode mudar a con-

quanto os smartphones eram usados

área da companhia a receber esse

duta do especialista. Entretanto, Mar-

para leitura de emails. Mas concluído

benefício e, depois, fazer a implanta-

gareth afirma que muitos recursos

o projeto, ele conta que executivos que

ção para, então, medir os resultados.

que poderiam contribuir para uma

não esperavam por esse tipo de intera-

“Assim, é possível ver que o índice de

conduta mais assertiva ainda não são

ção começaram a perguntar sobre no-

mobilidade está aumentando, por-

oferecidos a um preço acessível.

vas aplicações móveis.

que você vai acompanhando os re-

“Gostaríamos de trabalhar o voice

“É muito diferente desenvolver

sultados. Comece com uma área, vá

recognition na evolução do paciente. A

uma aplicação pra desktop do que para

medindo e isso irá ajudar a expandir.”

tecnologia está aí, isso é possível, mas

um smartphone ou tablet. É preciso sa-

A demanda por novas aplicações

como utilizá-la em prol da saúde a um

ber o que você precisa apresentar, ser

existe, mas medir esse retorno nem

preço acessível? A mobilidade é um fa-

mais direto e mais ágil. Hoje já temos

sempre é simples ou mesmo neces-

tor crítico de sucesso para a nossa área,

nossa vida em um celular, então, não

sário. No exemplo citado pelo Banco

mas espero que a tecnologia venha de

adianta não olhar para o assunto. Te-

Pine, o benefício foi reduzir pela me-

forma mais acessível”, pontua.

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it mídia debate moBilidade

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Carreira

CIO tipo

exportação KAREN FERRAZ

Há poucos anos era muito comum ouvir notícias sobre a vinda de executivos estrangeiros para ajudar empresas brasileiras a solucionarem problemas na estruturação de suas operações, hoje, essa tendência tem se invertido. As transformações econômicas vivenciadas pelo Brasil e sua consequente projeção em um contexto econômico global, que também possibilitou a internacionalização de empresas nacionais, certamente contribuíram para que a economia mundial abrisse as portas para os executivos brasileiros assumirem desafios internacionais. Mas mais que uma questão econômica, o estilo do líder brasileiro tem chamado cada vez mais a atenção de grandes corporações mundo afora. Segundo Caroline Cadorin, gerente da prática de TI, engenharia e supply chain da Hays, o Brasil sempre foi um País culturalmente desafiador,

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Jogo de cintura, expertise, pró-atividade são características típicas de líderes brasileiros. Mas por que eles têm sido escolhidos para assumir posições no exterior? IW Brasil Maio de InformationWeek Brasil|Janeiro de2013 2010

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Carreira

Guzzo, da MeS: “Brasileiro não se limita a executar as atividades que são somente de sua competência”

Foto: Ricardo Benichio

o que contribuiu decisivamente para que o nosso executivo fosse valorizado lá fora. “No final dos anos 80, passamos por um processo econômico complexo no qual tivemos quatro moedas até chegar ao Real. Então, quando analisamos o momento que os Estados Unidos e a Europa estão vivendo, pós-crise 2008 e todos os seus desdobramentos, percebemos que o profissional brasileiro já passou por situações parecidas e criou mecanismos para lidar com essas dificuldades”, exemplifica. Quando se pensa apenas em TI, a especialista considera que existe um motivo específico para o movimento de CIOs brasileiros para o exterior: eles adquiriram um papel diferenciado para agregar valor a essas organizações. “O bom profissional de TI aprendeu a transitar muito bem por todas as áreas, como financeira, supply chain e operacional. Ele

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enxerga a TI por meio de uma visão holística e como uma área de impacto nos negócios.” De acordo com ela, este é o grande diferencial dos profissionais que recebem convites para atuar em outros países. “E isso acontece por uma razão simples: eles são escolhidos para promover uma transformação nessas companhias e, muitas vezes, a transformação que se busca é exatamente deixar de ver a TI somente como área de apoio, e sim como negócio.” E foi para conduzir essa transformação que Paulo Guzzo deixou a vice-presidência de operações e tecnologia da Cielo para liderar uma nova companhia adquirida pelo grupo brasileiro, a norte-americana Merchant e-Solutions (MeS) em 2012. Ao longo de sua carreira, o executivo sempre esteve próximo às áreas de negócios que eram grandes demandantes da TI e, além disso,

teve uma participação ativa como consultor no processo de avaliação que envolveu a aquisição e durou cerca de dois anos. “No Brasil, temos uma característica que é bastante peculiar: o brasileiro não se limita a executar as atividades que são somente de sua competência. Na Cielo, sempre tive a possibilidade de interagir com áreas de negócios e finanças, o que me proporcionou uma visão da administração da empresa como um todo. Acredito que isso não aconteça da mesma maneira nos EUA, onde as funções são mais compartimentadas. No Brasil é mais versátil, procuramos ter a capacidade de olhar para os lados de forma um pouco mais ampla”, avalia. Para Guzzo, os negócios no País são tocados com uma dinâmica de jogo de cintura que faz com que os profissionais tenham mais IW Brasil Maio de InformationWeek Brasil|Janeiro de2013 2010

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Carreira flexibilidade, o que, por sua vez, possibilita a transformação apontada por Caroline. Ele acredita que os gestores brasileiros têm apresentado resultados positivos para as empresas estrangeiras não apenas no que diz respeito à gestão, mas alavancando também uma mudança para um perfil mais abrangente e menos cadenciado, que favorece uma visão mais aberta às possibilidades que o mercado oferece. Uma característica comum de CIOs que são expatriados é o fato de que eles geralmente já possuíam anteriormente uma exposição global nas empresas e se destacaram por estarem próximos da TI de uma forma mais estruturada, sempre olhando para os negócios. “Eles estão no mesmo nível de profissionais formados lá fora e, muitas vezes, já fizeram algum intercâmbio para aperfeiçoar o idioma ou uma especialização na área de finanças ou negócios para complementar a formação”, acrescenta Caroline. Assim, quando a companhia farmacêutica Boehringer Ingelheim decidiu agregar estratégias de marketing à sua TI global, a proximidade com os negócios e os resultados conseguidos em projetos de TI com foco em inovação e mobilidade na unidade brasileira foram decisivos para o CIO Rubens Pinto ser convidado a assumir o cargo de liderança da parte de CRM para mercados emergentes da companhia na Alemanha. Acumulando os dois cargos desde 2010, Rubens Pinto considera que hoje o Brasil é um mercado de TI

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Caroline, da Hays: “O CIO brasileiro enxerga a TI por meio de uma visão holística e como uma área de impacto nos negócios”

Foto: Ricardo Benichio

maduro que está atualizado com o que acontece globalmente. “As corporações europeias trabalham com um timeline diferente. Como os nossos prazos são muito menores, a agilidade e a pró-atividade em dar respostas, a capacidade de lidar com imprevisibilidade e a proximidade com os negócios colaboram para que o profissional esteja apto a pensar em alternativas de forma antecipada. Antes os profissionais vinham para a Europa só para aprender e hoje eles vêm também para exportar essa criatividade essa agilidade”, acrescenta. Dessa maneira, ele acredita que esse perfil pode ajudar muito diante de novos cenários, como o da mobilidade, e contribuir IW Brasil Maio de InformationWeek Brasil|Janeiro de2013 2010

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Carreira

Rubens Pinto, da Boehringer, acredita que agilidade e próatividade colaboram com movimento

Foto: Ricardo Benichio

para encontrar saídas e modelos flexíveis capazes de gerar resultados melhores com a criação de soluções que sejam simples e, ao mesmo tempo, inteligentes e eficazes. Desafios Mesmo levando diferenciais importantes na bagagem, a adaptação do executivo expatriado é um grande desafio. Acostumar-se com uma cultura diferente e outro modo de conduzir os negócios é uma tarefa difícil e reflete em um processo de transformação. Segundo a consultora da Hays, até a maneira do executivo se relacionar tem que se adequar, visto que em muitos países não há uma necessidade de proximidade no ambiente corporativo, como no Brasil, e acaba sendo substituída por conference calls e gestão remota de equipes. Além disso, quem também sofre essas consequências é a família, que muitas vezes acaba mudando de país para acompanhar o profissional. Morando há mais de seis meses nos Estados Unidos, Guzzo, da Cielo, teve o total apoio da família e revela que já se sente adaptado. “Esse tipo de mudança passa por aspectos pessoais e faz com que você tenha que estar aberto para entender o contexto em que está chegando e tenha a capacidade de absorver os aspectos culturais e sociais da empresa para se inserir de maneira relevante nesse cenário. O ponto chave é alcançar um equilíbrio nesta nova vida pessoal e profissional e conseguir fazer com que as

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O caminho de volta A oportunidade de vivenciar essa experiência no exterior e ter contato com outras culturas é, sem dúvidas, um diferencial profissional importante para o CIO, o que torna o caminho de volta para o Brasil igualmente atrativo, somado à situação econômica de crise que alguns países enfrentam. Para Caroline, da Hays, o profissional que passa por esse desafio regressa com uma visão mais sistêmica e traz na bagagem aprendizados que podem ajudar a melhorar as estruturas que temos aqui. Por isso, é muito comum que líderes de TI retornem ao Brasil assumindo cadeiras mais relacionadas com negócio e gestão. “A volta é sempre importante para o País como um todo e para a inserção da nossa competência na tecnologia da informação global. Assim como estamos enviando cientistas e bolsistas pra fora, a ideia é que todas as pessoas que voltem com um know-how técnico administrativo e cultural que contribuam para tornar o Brasil mais competitivo. Como as empresas brasileiras se expandiram muito rápido, esta é uma grande oportunidade para atingirmos um padrão de gestão internacional”, comenta Fernando Birman.

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Carreira pessoas que agora trabalham com você entendam seu estilo não só de gestão, mas de execução”, destaca. O atual CIO da Rhodia no Brasil, Fernando Birman, já era o braço direito do CIO global antes mesmo de ser covidado para atuar na diretoria mundial de CRM e de planejamento estratégico de TI na França, cargo que desempenhou por quatro anos. “Uma experiência internacional é algo absolutamente incrível, que agrega tanto do lado profissional quanto do profissional. Tive a experiência de viver outra cultura, outro modo de vida e, profissionalmente, hoje recebo muitos feedbacks positivos de colegas e headhunters”, afirma. Segundo ele, uma combinação entre a qualidade dos CIOs brasileiros e o momento econômico que o País vive, leva a uma maior ocorrência dessas oportunidades. “Elas vão aparecer cada vez mais e cabe aos brasileiros se prepararem para aproveitá-las ao máximo.” Dicas O próprio Birman, que já expatriou muitas pessoas em seu departamento, comenta que a maioria dos casos foi bem sucedida, sendo que apenas de 15% a 20% das expatriações acompanhadas por ele não deram certo, principalmente, por conta da adaptação e da família. Ele considera que as gerações mais novas são ainda mais abertas a esses tipos de desafios e, frequentemente, já buscam experiência em nível internacional ainda na formação, o que, de acordo com ele, facilita a

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Para Birman, da Rhodia, o crescimento das empresas é oportunidade para atingir padrão de gestão internacional

Foto: Ricardo Benichio

Os desafios dos expatriados

- Adaptação ao clima e cultura - Entender a forma de fazer negócios no país destino - Estudar a cultura local para não ter problemas de relacionamentos - Criar um esquema de transferência que não prejudique a família empregabilidade e a ajuda a formar uma visão global desde jovem. E essa visão global, não só de olhar para outras culturas, mas de entender a TI como parte de um ecossistema integrado indispensável para a evolução dos negócios, capaz de enxergar os impactos do resultado final e compreender as demandas do mercado, é o que leva os CIOs brasileiros a se destacarem e serem escolhidos para assumir novos horizontes em outros países. Rubens Pinto, da Boehringer Ingelheim, lembra que muitas vezes a área de TI acaba ficando muito distante do cliente real da empresa, perdendo a chance de estar mais próximo dos negócios. Para contornar essa realidade, ele conta que nas viagens que fez para países como a China, Rússia e Turquia sempre procurou visitar diferentes hospitais, o que ele considera que foi muito importante ajudá-lo a compreender e avaliar os hospitais do Brasil em comparação com os de fora. “Meu conselho para os CIOs e outros profissionais de TI que queiram vivenciar essas oportunidades um dia é que eles saiam a campo para aprender como funcionam os negócios. Além disso, a contribuição com projetos globais tem que começar cedo. Quanto mais o CIO e seu time mostrarem não só o seu valor, mas também o dos brasileiros, mais portas serão abertas”, recomenda Rubens Pinto. IW Brasil Maio de InformationWeek Brasil|Janeiro de2013 2010

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O CIO que você KAREN FERRAZ

precisa ser MENOS ESPECIALISTA E MAIS GENERALISTA, MENOS ANALISTA E MAIS INTEGRADOR, MENOS TÁTICO E MAIS ESTRATÉGICO. ESTA É A MUDANÇA DE PERFIL DEFENDIDA POR PETE DELISI, PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE SANTA CLARA

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e pararmos para pensar como o mercado de tecnologia se transformou ao longo dos quinze anos de existência do IT Forum uma coisa é certa: a TI está fornecendo os principais recursos de desenvolvimento responsáveis por uma revolução no modo como as corporações passaram a estruturar seus negócios e a se relacionar com os seus clientes. Apesar da importância da tecnologia para o mundo corporativo, muito se fala sobre a necessidade do CIO aproveitar sua condição estratégica dentro desse contexto e

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se tornar um agente de mudança e inovações. Mas como? Para ajudar a responder esse dilema, a IT Mídia trouxe Pete DeLisi, coordenador do programa de Liderança em TI da Universidade de Santa Clara, nos EUA, que abriu o IT Forum 2013 falando sobre o tema central do encontro: “O CIO que você precisa ser: mudar ou mudar. Essa é a realidade do executivo de TI. Mas como fazer essa mudança?”. “A razão pela qual eu faço consultorias no Vale do Silício e na Universidade de Santa Clara é a mesma por estar aqui: o papel do CIO é extremamente importante e o meu propósito é fazer com

que ele passe a ser uma peça fundamental capaz de gerar valor aos negócios”, declarou. Em seu currículo, DeLisi soma 30 anos de experiência em planejamento estratégico e consultoria para mais de 100 companhias, além de ter atuado por 27 anos como executivo sênior de vendas e em áreas de marketing em companhias como IBM e DEC. O especialista contou que ao longo de sua carreira como consultor percebeu muitos motivos que contribuem para essa dificuldade do líder de TI ser um profissional mais estratégico. Ele diz ainda que esse obstáculo não

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está somente relacionado ao gestor, mas ao modo como as outras pessoas e os outros setores enxergam a TI e o seu respectivo líder. A tecnologia é reconhecida como um viabilizador de negócios, mas muitas vezes ainda paira uma dúvida conceitual do que realmente é esse valor. “Entrevisto diversos CEOs nos processos de consultoria e já cheguei a ouvir algumas respostas sobre o valor da TI do tipo: ‘é como o ar, está em todos os lugares, mas você não consegue ver’”, comentou. Há uma percepção errada sobre os profissionais de TI por parte dos executivos de negócios que, segundo ele, precisa ser modificada, pois ela é um grande impeditivo para que muitos CIOs sejam vistos como agentes de transformação nas empresas e tenham oportunidades de participar de outros desafios. DeLisi falou à plateia que o profissional de tecnologia é visto como um indivíduo de grande capacidade analítica, no entanto, os estudos mostram que eles não são tão analíticos assim quanto as empresas gostariam. Ele considera que essa percepção restrita sobre o profissional de TI é um fator limitador para

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a carreira dessas pessoas, uma vez que exclui imediatamente outras habilidades práticas, como a de planejamento e estratégia. Apesar disso, o palestrante conta que ao traçar um comparativo entre as características que os CEOs acreditam ser importantes para um executivo de sucesso e as características que eles esperam de um CIO, foi constatada uma semelhança enorme e que os perfis desejáveis se esbarram em habilidades de comunicação, de estratégia, de liderança, de relacionamento, diferenciando-se apenas pela habilidade técnica. “Ou seja, para ser um CIO de sucesso você tem que ter as mesmas qualidades de um CEO. Se eu não entender a estratégia do negócio, não vou entender a minha estratégia de TI. E para isso eu tenho que fazer as perguntas certas, compreendendo a importância da minha organização e escolher onde eu quero ser bom, pois eu não vou conseguir fazer tudo”, completou. Para DeLisi, a capacidade de liderar é necessária, mas não o suficiente para um executivo sênior: líderes são pessoas influentes, que se comunicam bem, se relacionam com

os outros e a ausência dessas características afeta a liderança. “Os próprios CIOs acreditam que vão se tornar mais estratégicos. Eles serão agentes de transformação dos negócios e vão se parecer cada vez mais com o CEO. E eu digo a vocês que se os CIOs entenderem mais de estratégia eles vão trabalhar melhor que os CEOs. Estes últimos têm o conhecimento, mas não sabem colocar em prática”, disse ele aos 178 CIOs presentes. Para Delisi, em um mundo onde a tecnologia é a engrenagem que une pessoas, negócios e lugares, o CIO será o líder que irá contribuir para o desenvolvimento de uma consciência sobre as transformações em evolução. Mas isso irá acontecer apenas com uma mudança de perspectiva. Menos especialista e mais generalista, menos analista e mais integrador, menos tático e mais estratégico, essa é a mudança defendida por Pete Delisi. “Só assim iremos caminhar para a formação de verdadeiros líderes de TI, capazes de conduzir seus departamentos e times como uma área que gere valor e conhecimento para as corporações, e não apenas tecnologia.”

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O que a indústria quer saber?

Karen Ferraz

ExEcutIvos da acEco tI, HP, ItautEc, samsung, tIm E uol dIvEo fazEm PErguntas ao ProfEssor da unIvErsIdadE dE santa clara, Pete Delisi soBrE o futuro do cIo

udar ou mudar? A necessidade de uma mudança de perspectiva e mentalidade pelo CIO é veementemente defendida pelo professor da Universidade de Santa Clara e consultor Pete DeLisi. Inevitavelmente, são muitas as dúvidas e questionamentos, seja sobre os reais impactos dessas transformações, tanto para o CIO como para o mercado de TI como um todo, ou sobre como conduzir de fato essa ruptura. Todas essas transformações pelas quais passam os gestores de TI interessam também à indústria, como demonstraram os representantes de Aceco TI, HP, Itautec, Samsung, TIM e UOLDiveo no painel realizado durante o IT Forum 2013, onde esses executivos fizeram perguntas sobre o futuro do CIO para o keynote do encontro. Jorge Nitzan, presidente da Aceco ti - Como os CiOs podem ser estratégicos e ter todas as aplicações funcionando o mesmo tempo? Pete Delisi - Eu sei que não é fácil realizar tudo o que se tem para fazer no dia a dia e ainda aplicar o que eu sugeri para se tornar mais estratégico. Eu mesmo trabalhei com marketing e, nessa época, nós tínhamos a percepção de que os produtos estavam se tornando commodities de tecnologia. E quando eu estava começando no negócio de consultoria, tive que ler bastante material estratégico. Então a minha dica é: leia mais e conheça mais sobre o assunto. Vá atrás de novos

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artigos e materiais que tratem de pensamento estratégico, como os publicados pela Harvard Business Review e pelo Mackenzie, e faça esse material circular em seu departamento. Todos vão entender que você conhece sobre estratégia

te, mas alguém em que você confie, que você acha que tenha uma capacidade estratégica, que possa ser uma espécie de padrinho e que lidere essa atitude, essa mudança. O ponto de partida é você entender que precisa de ajuda.

Denoel Eller, vice-presidente de vendas de EG da HP - Estou tentando me colocar no papel do CIO e pensando como ele pode fazer para se transformar. Assim eu gostaria de saber, baseado em suas observações ao longo de sua experiência, se existe um papel para nós como patrocinadores nesse processo de transformação. DeLisi - Apesar de existir muitos coachings, isso depende de conseguir encontrar alguém em quem a empresa confia. Quando eu era vendedor na IBM, acabei sendo coaching para muitos executivos. Não precisa necessariamente ser alguém que faça isso formalmen-

Silvio Passos vice-presidente de serviços da Itautec - Como o CIO pode ser mais influente na área estratégica do negócio em um cenário onde os novos executivos já estão acostumados a conceitos como mobilidade e cloud, muitas vezes até antes de terem oportunidade de implantar isso nas empresas? DeLisi - Diferentemente do que acontecia no passado, hoje as pessoas têm muito conhecimento sobre tecnologia, e às vezes até mais que nós mesmos. Dessa forma, não se trata de uma questão de tecnologia e sim de construir um relacionamento com os que estão chegando agora nas empresas, dos valores

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que você traz para eles e do entendimento de suas necessidades. Marcelo Zuccas, vice-presidente enterprise business para a América Latina da Samsung - Eu acredito que o CIO tem sido o responsável pelo centro de inovação das empresas, mas é possível que ele seja bem sucedido sem passar pelas áreas de venda e negócios antes de se tornar um CEO? DeLiSi - Eu concordo que seja importante passar por essas áreas antes. Essa poderia ser uma boa jogada sobre a carreira já que se você conhecesse mais sobre o negócio se tornaria um executivo mais facilmente. É importante se preocupar sobre qual imagem você quer vender para a empresa e que função você estaria melhor preparado para assumir. Eu conheço vários casos nos EUA em que CIOs que assumiram a parte estratégica fizeram essa transição com sucesso. É uma

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maneira de passar a ser visto com um papel diferente e como um colega, porque tudo que está ligado com o objetivo da empresa gira em torno de estratégia. Geralmente, é mais comum os CIOs passarem por negócios e operações, já por marketing ou RH é muito raro.

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Alex Salgado, diretor de vendas top client móvel da TIM - Do ponto de vista de comportamento e de entender mais os desafios de empresa e os processos de negócio e estratégia, como o CIO pode acompanhar as transformações de um mundo que está mudando cada vez mais rápido? DeLisi - Eu não sei uma solução em curto prazo, pois estamos diante de problemas complexos. No entanto, temos que reconhecer, apesar de não ser simples, que isso precisa ser feito. Você tem que encontrar alguém que pode ajudar, como um coaching. Como são poucos os cursos e treinamentos específicos disponíveis no mercado que preparam para essa realidade, uma alternativa é fazer um MBA, ou então participar de encontros e conferências. Nós já sabemos que essas habilidades precisam ser adquiridas, então temos que dedicar algum tempo para consegui-las. Como exemplo, sei de muitos CIOs que se tornaram vendedores pois queriam desen-

volver habilidades de comunicação. E é isso que eu defendo, essa nova arquitetura, na qual os executivos de TI também são bem articulados e têm grande capacidade de comunicação. É para os pontos fracos que você deve dedicar um tempo. André Nigro, diretor nacional de vendas do Uol Diveo - Quando observamos o mercado de TI no Brasil, percebemos que o relacionamento dos provedores com seus clientes às vezes é difícil. Como melhorá-lo? DeLisi - Mais uma vez eu insisto no argumento de que não se trata da tecnologia para pautar esse relacionamento, e sim uma relação de valor agregado entre ambos. Nos Estados Unidos vimos emergir inicialmente uma transição de relação que era centrada no produto para ser centrada no conhecimento. E agora estamos em um segundo movimento, que ainda está acontecendo, e é centrado na inovação. Este último nos leva a refletir sobre o que precisamos ser e como podemos nos tornar mais íntimos de nossos clientes. E isso é o que eu quero passar, uma maneira de entender esse modelo. As pessoas falam muito de inovação, mas o que é inovador e, ao mesmo tempo, contribui para o sucesso do seu cliente? É isso que você tem que descobrir.

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Especial IT Forum 2013 Antes da TI, a Estratégia

As outras VITOR CAVALCANTI

Mobilidade, automação operacional, computação em nuvem, Big Data e social business são os cinco termos tecnológicos apontados por executivos de TI, representantes das 500 maiores empresas do País, que devem causar os maiores impactos nas companhias nos próximos anos. Um problema? Não necessariamente. Ao menos na leitura feita pelo consultor Sérgio Lozinsky, parceiro da IT Mídia na produção do estudo Antes da TI, a Estratégia, de onde extraímos tais constatações. “Muito dos novos nomes são re-empacotamentos de coisas que estão por aí há vários anos e, de alguma maneira, é preciso buscar uma resposta para isso. A parte boa é que a TI tem participado da maioria dos processos”, sinaliza o consultor, ao apresentar os principais resultados do levantamento em sessão realizada no IT Forum 2013, na Praia do Forte (BA). Além de mensurar os principais impactos ou desafios desses executivos, o estudo identificou também o momento da corporação como um todo, verificando posição de mercado, propensão a operações de fusão e aquisição, já que movimentações desse tipo interessam a qualquer área de uma corporação.

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PRODUZIDO PELA IT MÍDIA, EM PARCERIA COM O CONSULTOR SÉRGIO LOZINSKY, ESTUDO “ANTES DA TI, A ESTRATÉGIA” TRAÇA A REALIDADE DOS DEPARTAMENTOS DE TECNOLOGIA NO BRASIL

TIs Dos 156 executivos ouvidos, 50% afirmaram que a empresa onde trabalha está em uma posição de mercado vantajosa, 70% apontaram que existe uma perspectiva de fusão e aquisição e outros 50% disseram que haverá expansão geográfica ou ampliação de portfólio. “E tudo isso impacta muito a TI. Tudo pode funcionar bem na situação atual, mas não necessariamente na nova realidade que pode bater à porta da TI”, lembrou Lozinsky. Embora todos os pontos citados até aqui sejam de extrema importância para os gestores de TI, algo que chama a atenção nesta terceira edição do estudo é a constatação da real existência de outros departamentos de tecnologia na empresa. Isso fica evidente quando foi perguntado aos CIOs que tipos de gastos com TI ocorrem fora do orçamento de tecnologia, administrados diretamente pelas áreas de negócio. Nas respostas, além das tradicionais planilhas (citadas por 34% dos respondentes) que costumam circular nas corporações, surgiram pontos como dispositivos de mobilidade, ferramentas de produtividade e até links de comunicação. Nas páginas a seguir, você confere alguns gráficos com outros resultados apontados pelo estudo.

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Especial IT Forum 2013 Antes da TI, a Estratégia

QUE TIPOS DE GASTOS COM TECNOLOGIA OCORREM FORA DO ORÇAMENTO DE TI, ADMINISTRADOS DIRETAMENTE PELAS ÁREAS DE NEGÓCIO? 34% Desenvolvimento e manutenção de planilhas

32,10% Automação industrial e operacional

Seleção, instalação e manutenção de algumas soluções de software específicas

Dispositivos de mobilidade (smartphones, tablets, rádios)

Ferramentas de produtividade para uso nos equipamentos individuais

Pessoal de TI alocado diretamente nas áreas de negócios, sob a supervisão da área

21,80% 12,80% 12,80% 10,90% 5,80%

Links de comunicação

ASSINALE AS DUAS ÁREAS DE NEGÓCIOS DE SUA EMPRESA QUE MAIS DEMANDARÃO RECURSOS DO ORÇAMENTO DE TI NO PERÍODO 2013-2014 55,80% EM TERMOS TECNOLÓGICOS, O QUE CAUSARÁ MAIOR IMPACTO EM SEU SETOR/EMPRESA NOS PRÓXIMOS ANOS?

Operações (produção/distribuição/logística)

40,40% Comercial

78,20% Mobilidade

Contábil-financeira/controladoria

48,10% Automação operacional

Cloud computing

Big Data

Social business

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Planejamento

39,10% Marketing

23,10% 21,20%

Outras

RH

29,50% 7,10% 7,10% 6,40% 6,40%

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Especial IT Forum 2013 Antes da TI, a Estratégia

QUAIS FATORES EXTERNOS REPRESENTAM MAIOR RISCO PARA EXECUÇÃO DOS PLANOS? 58,3% Falta de mão de obra qualificada

50% Aumento da concorrência

QUANTAS HORAS POR ANO O GESTOR DE TI INVESTE EM SEU PRÓPRIO TREINAMENTO?

34,6% Alta tributação sobre produtos e serviços

33,3% Baixo crescimento ou estagnação

Pouco investimento do governo no desenvolvimento do setor em que a empresa atua

21,2% 9%

Crescimento acelerado da economia

26,60% 80h - 120h

16,50%

Até 40h

8,3%

Dependência de investimentos estrangeiros

47,50% 40h - 80h

9,40%

Acima de 120h

OS INVESTIMENTOS E INICIATIVAS ESTRATÉGICAS DO NEGÓCIO: Além de possuir colaboradores que entendem de processos e negócios, alguns profissionais da equipe estão sendo preparados para assumir a gestão da TI ou de outras áreas da empresa no futuro, no papel de executivos. Além de possuir colaboradores que entendem de processos e negócios, alguns profissionais da equipe estão sendo preparados para assumir a gestão da TI ou de outras áreas da empresa no futuro, no papel de executivos

Equipe com maioria de formação técnica, que atua fortemente no desenvolvimento de demandas dos usuários, suporte aos usuários e resolução de problemas

32.90% 42.80% 24.30%

Equipe com um número representativo de profissionais que conhecem processos e negócios, e que atuam proativamente na melhoria das soluções da empresa

NO ANO DE 2012, AS INICIATIVAS PREVISTAS NO PLANO DE TI: 44,70% Foram parcialmente realizadas, mas outras necessidades ganharam prioridade e também foram executadas

20,30% Foram integralmente realizadas e ainda houve outras necessidades também atendidas por TI no período

Foram parcialmente realizadas por falta de capacidade de execução ou por restrição no orçamento

Foram integralmente realizadas, mas alguns projetos foram estendidos para o ano de 2013

Foram integralmente realizadas

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Discutir o futuro da carreira do CIO parece algo velho. Mas de tempos em tempos o assunto volta ao debate por diversos motivos e o mais importante de todos é a transformação sofrida pelo mercado. A própria evolução tecnológica, que coloca à disposição de qualquer pessoa o melhor da tecnologia, se torna um desafio corporativo no sentido de repensar questões como a compra centralizada e o real papel do departamento de tecnologia dentro de uma corporação. Soma-se a essa mutação mercadológica o próprio perfil do profissional de TI. Ao longo dos últimos anos, assistiu-se a uma grande transformação que o alçou de gerente de CPD a CIO. Mas essa guinada, em muitos, casos não se concretizou de fato. Se partirmos do pressuposto que a nomenclatura coloca o gestor de TI junto ao C-level, em diversas corporações, a realidade não é essa. E não é, na visão de diversos especialistas, pelo perfil do profissional, que precisa, cada vez mais, ter uma capacidade de pensar a estratégia corporativa como um todo, possuir habilidades de liderança, comunicação, tomada de decisões complexas, pensar o novo e gerenciar todo tipo de relacionamento, seja com pares, subalternos, presidente, clientes externos ou parceiros. A boa notícia, como dizem os especialistas da Korn Ferry, é que praticamente todas as habilidades necessárias podem ser adquiridas. O assunto, totalmente alinhado ao

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Pensamento

estratég ic VITOR CAVALCANTI

CADA VEZ MAIS PRESSIONADOS A PENSAR O NEGÓCIO COMO UM TODO, CIOS SE DEPARAM COM DEMANDAS POR NOVAS HABILIDADES. MAS COMO DAR CONTA DE TUDO ISSO?

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Vanderlei Ferreira, CIO da EDP Energias do Brasil

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“Na EDP o CEO já cobra isso da TI, ele acha que a TI tem que estar muito próxima ao negócio e tem que ser parceira, não apenas um meio de viabilizar o processo. A gente vem mudando isso, as equipes são técnicas e conheciam pouco do negócio e faltava interface do conhecimento técnico com atividade fim. Deslocamos pessoas da TI para os departamentos para traduzir o que o negócio queria para a TI. Criamos um comitê estratégico onde as áreas apresentam demandas para a TI e temos colhido vários frutos. Já reduzimos custos importantes para as distribuidoras, trouxemos modernidade para as agências de atendimento e conseguimos trazer o negócio para dentro dos projetos de TI, o que foi muito importante. O gerente de projeto é o cara de negócio e o par é alguém de TI”

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Katia Sanfins, CIO do Grupo Schahin “Existem dois mundos: as empresas onde a TI está junto com o negócio e que não funcionam sem ela, como ecommerce e bancos. E outras onde a TI é um apoio, para essas, a participação é muito mais difícil. Mas tem o papel do CIO em buscar por esse espaço, seja inovando e trazendo oportunidades. Tenho pensado muito sobre esse tema, acho que o CIO precisa desenvolver o relacionamento interno, da mesma forma que faz com o mercado. Somos vistos como pessoas técnicas, nosso linguajar é técnico e os caras de negócio têm dificuldade de falar com a gente. Temos que falar de margem, lucro, conversas de negócio. Tenho uma meta de me posicionar diferente. Eu fiz administração de empresas e um pedaço meu me motiva a me autopromover como profissional mais generalista e cada um tem que fazer isso”

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tema central do IT Forum 2013 “O CIO que você precisa ser: mudar ou mudar, essa é a realidade do executivo de TI. Mas como fazer essa mudança?”, ganhou um tratamento especial em um workshop conduzido por Jairo Okret, líder regional da prática de TI da Korn Ferry, e por Guilherme Maciel, principal da mesma vertical. Pelo framework proposto pela consultoria, esses gestores de TI passaram por três grandes fases: a primeira é a do crescimento do uso da TI nas empresas, onde o CIO tinha um amplo domínio das atividades de tecnologia; a segunda é caracterizada pela onda do outsourcing de operações, conferindo ao gestor de TI um foco mais voltado à estratégia da empresa e tendo como desafio a busca por eficiência operacional; a terceira e atual é a era da colaboração, na qual o CIO se converte em um agente de mudança, aquele que pode provocar uma mudança disruptiva no negócio, ou, ao menos, tentar isso.

“Nos contatos que temos tido nas empresas, há uma demanda por um profissional forte e com entendimento diferente do CIO. É uma era de transformação colaborativa, o gestor de TI vira um agente de mudança do negócio por meio da tecnologia. Não é cortar custo, mas um processo de saltos quânticos via TI. É um CIO que precisa se integrar à equipe de liderança”, explica Okret. Como parte da atividade desenvolvida durante o IT Forum, a Korn Ferry, antes mesmo do encontro, aplicou nos CIOs convidados um assessment para avaliar o perfil de liderança com base em competências estratégicas. O resultado

O QUE OS CEOS QUEREM DOS CIOS? • Criar o novo e diferente • Gerenciar relacionamentos • Tomar decisões complexas • Demonstrar flexibilidade pessoal • Ser aberto e receptivo • Habilidades interpessoais • Se preocupar com os outros *Fonte: Korn Ferry

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foi confrontado com as constatações de um levantamento feito com CEOs (ver box na página 68), demonstrando, assim, a lacuna entre as características dos executivos de TI e as habilidades desejadas pelos presidentes de corporações.

Rosângela Souza, CIO da Comlurb “Existem dois tipos que moldam o CIO dentro da empresa. Na pública, o CIO tem que ser de negócio, de logística, técnica, e, na verdade, faz até o papel do financeiro, por ter que trabalhar de forma econômica, ganha know-how. E na empresa privada não tem isso, tem o conforto da verba que entra de forma mais fácil. No público é uma verba dividida para a empresa. Mas é verdade que, hoje, a TI tem um papel de liderança mais forte que no passado. Antes era vista como suporte e hoje é o coração da empresa. Os mais experientes lidam melhor e isso não tem a ver com idade. Por isso faz um papel de tudo”

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O grupo demonstrou ter resolvido questões de relacionamento interpessoal e ter uma postura mais aberta e receptiva, entretanto, existem lacunas importantes e que precisam ser trabalhadas, como criar o novo e diferente, tomar decisões complexas e flexibilidade pessoal. “Há um gap entre o que o CEO espera dos CIOs, entre o que os melhores CIOs do mundo apresentam de competência e também naquilo que constatamos no assessment com os CIOs do IT Forum”, aponta Okret. O especialista não quer assustar os executivos, por isso, lembra que não existe um super homem e que é preciso fazer escolhas. Ele ensina ainda que o ideal é iniciar o desenvolvimento dessas competências necessárias no próprio ambiente de trabalho, ou seja, não adianta achar que tudo se resolverá em um MBA (veja o Box ao lado com algumas dicas). “Temos gastado muito tempo ajudando o negócio a atingir alguns objetivos departamentais e não a empresa a atingir grandes objetivos. Olhando apenas as questões de áreas específicas. E isso não significa um sucesso corporativo de fato, é preciso uma revolução nesse pensamento, otimizar as peças”, ensinou Pete DeLisi, pro-

5 DICAS PARA MELHORAR SEU POSICIONAMENTO NA EMPRESA

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Abaixe a guarda e solicite feedbacks. Você precisa demonstrar flexibilidade pessoal e aprender a transitar em diferentes situações Faça as perguntas corretas, procure entender melhor o negócio e as reais necessidades; isso te ajudar a criar o novo e diferente dentro da empresa Tome o tempo devido para a tomada de decisão, sobretudo, para questões mais complexas Busque ajuda sempre que necessário. Isso é parte de sua habilidade de relacionamento Administre a linguagem não verbal – isso inclui suas apresentações para “venda” de projetos *Fonte: Korn Ferry

fessor da Universidade de Santa Clara, nos EUA, em participação no workshop. “Você precisa fazer as perguntas corretas, e isso passa por entender bem o negócio, o mercado, dentro de uma visão mais ampla”, alertou, frisando uma das lições passadas por ele mesmo na abertura do evento. Obviamente, ninguém tem a pretensão de moldar você, CIO. Mas também é fato que em muitas corporações, essa era colaborativa, a qual se refere Okret, já chegou e, sem habilidades relacionais, de comunicação e de envolvimento maior na estratégia global da empresa, dificilmente um executivo de TI conseguirá manter-se relevante. Assim, o ideal é que você avalie o momento da sua companhia e inicie uma eventual virada dando um passo de cada vez.

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uma combinação de fatores

PARA CIO DA SERASA EXPERIAN, LÍSIAS LAURETTI, ENCONTRAR A MANEIRA CORRETA DE UTILIZAR AS TECNOLOGIAS É O CAMINHO PARA EXTRAIR VALOR DOS DADOS

que trazer? O que utilizar? Como aplicar? As decisões que envolvem o conceito de Big Data não são fáceis e passam pela dificuldade de se conseguir enxergar, em meio a uma imensidão de dados das mais variadas fontes, o que pode ser útil no negócio da empresa. Além disso, a capacidade de armazenar e tratar esses dados ainda esbarra em questões que ainda não estão bem resolvidas, como a nuvem. Mesmo assim, a pressão por sua adoção é clara e, como desabafaram os CIOs presentes no Intercâmbio de Ideias sobre o tema, no IT Forum 2013, o entendimento de muitos CEOs  passa longe do reconhecimento da complexidade do assunto. Para muitos, há a ideia de que tudo pode ser resolvido com um simples “apertar de botão” que, em um passe de mágica, todos os dados estão disponíveis.  “O Big Data é novo para a gente, novo para o mercado e estamos usando com cautela. Mas nós contamos com um diferencial importante, que é um time de cientistas de dados altamente qualificado”, pontua Lísias Lauretti, CIO da Serasa Experian, que compartilhou com os líderes de TI presentes sua experiência com o Projeto Tetris, baseado no conceito de Big Data. Tanto se fala sobre a necessidade de inovação nos negócios, mas poucas empresas de fato possuem uma agenda que per-

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mita a introdução dessas novas ideias no dia a dia da corporação. Porém, foi justamente esse espaço de identificação, análise e aplicação de iniciativas complexas que permitiu que a Serasa Experian adotasse tal projeto. Há mais de 40 anos no mercado brasileiro, a Serasa Experian é dona do maior banco de dados de clientes da América Latina e pauta a maioria das decisões de negócios tomadas diariamente no Brasil. Considerando a quantidade de informações não estruturadas sobre os consumidores disponíveis na internet, como utilizá-las para agregar outros dados relevantes e complementar as análises dos produtos ofertados pela companhia? Assim, um grupo multidisciplinar foi criado para tratar de forma sistemática o conceito de Big Data e os dados não estruturados, com base no modelo “Business Model Canvas”, e encontrar a maneira correta de utilizar tecnologias específicas e extrair valor desses recursos. A partir da união de informações da base interna com os dados não estruturados da internet, somado à capacidade de inteligência analítica do time da Serasa Experian, o projeto nasceu com propósito de suprir um gap de informações que as empresas desconhecem sobre seus clientes. “Percebemos que poderíamos ir além dos dados de crédito e conhecer as variáveis que determinam o momento e estilo de vida dos indivíduos, cruzando essas fontes para obter informações valiosas e direcionar

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novas oportunidades de negócios”, explica Lauretti. “Todo o projeto levou um ano e meio e tudo é testado e retestado, pois não podemos por em risco o negócio principal.” Os dados do Projeto Tetris são capturados da internet nos mais diversos sites, blogs, CRM logs, informações públicas, até portais de notícia são utilizados como fonte. No entanto, por uma questão de não ter controle da veracidade de seu conteúdo publicado, optou-se por não considerar publicações das redes sociais. O serviço identifica, captura, valida e utiliza os dados no BI, e, até o momento, três empresas identificaram a necessidade de contar com essas informações específicas. Dessa maneira, a solução foi utilizada para direcionar ofertas personalizadas de crédito imobiliário de acordo com o momento, estilo de vida e influência para públicos e perfis diferenciados. Outra aplicação, utilizada por um varejista do setor esportivo, consiste na utilização de dados de estilo de vida, comportamento de compra e perfil das empresas concorrentes e do público

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existente dentro de uma determinada região, permitindo extrair dados sobre a densidade da mesma. Já o terceiro caso teve como base o uso de dados não estruturados para modelagem do risco de sinistro analisando-se o comportamento dos usuários de uma empresa de seguros. Para compor a estrutura tecnológica do projeto (que conta com ferramentas do SAS, Red Hhat, PHP, MySQL, Teradata e Amazon Web Services e até da própria Serasa, no caso, o DiscoveryData), Lauretti conta que a abordagem passou pela definição de uma estratégia, já que muitos são os fabricantes que dizem possuir soluções de Big Data. Diante desse impasse, os CIOs presentes comentaram sobre a dificuldade de se gerenciar o amontoado de tecnologias, de modo que as empresas estão caminhando, certamente, para perder o domínio de suas ferramentas para os fornecedores, e distanciando da simplicidade e do baixo custo. As dúvidas e incertezas compartilhadas no encontro foram muitas, o que nos leva a entender a pequena quantidade dos executivos de TI que

afirmam ter iniciativas de Big Data em suas companhias. Dentre as situações apresentadas, o CIO da Livraria Saraiva, Cesar Groh, relatou que há uma pressão para uso do conceito, porém, nenhuma iniciativa foi realizada até o momento. Já o CIO da Pfizer, Rogério Kaneko, contou que sua companhia ainda está eliminando algumas pendências dos dados estruturados, por isso, existe apenas um embrião para começar a lidar com a questão dos dados não estruturados. O próprio CIO da Serasa Experian evidenciou que a empresa caminha devagar e “com os pés no chão” em direção ao Big Data. E quando lhe perguntam se ele, então, poderia dar alguma recomendação, ele foi enfático: “É preciso definir muito bem quais dados são interessantes para o negócio. Para se começar projetos de Big Data, o CIO vai precisar do patrocínio do CEO, além de contar com uma equipe multidisciplinar e especializada na análise de dados, e olhar muito bem para qual tecnologia ele vai usar. Ou então será apenas um volume dados que não geram nenhum valor.”

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Saber KAREN FERRAZ

o que buscar

“O Big Data é a palavra da moda na TI, mas será que estamos utilizando esse conceito da maneira correta? Será que eu tenho Big Data na Netshoes? Eu acho que não.” Foi com essa provocação que o diretor de infraestrutura da Netshoes, Jesus Garcia, deu início à apresentação do case da companhia sobre Big Data em uma das sessões de Intercâmbio de Ideias, realizada durante o IT Forum 2013. Considerando que vários CIOs que participavam do encontro contaram que, ao terem feito compras ou até mesmo pesquisas de produtos no site da Netshoes, receberam posteriormente outras sugestões de produtos por e-mail ou em páginas da web, por que não considerar como Big Data? A Netshoes hoje é líder de comércio eletrônico de artigos esportivos no Brasil e possui mais de 1,7 mil funcionários, cerca de 30 mil itens na lista de produtos oferecidos, 23 lojas online e duas físicas, com operações também no México e na Argentina. A análise de dados é o principal instrumento direcionador de

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toda a estratégia da empresa e, inclusive, foi o fator determinante para a construção de um novo centro de distribuição em Recife. Mesmo assim, Garcia lembra que o mercado ainda tem um longo desafio pela frente. As estimativas mostram que até 2020 o universo digital terá uma quantidade aproximada de 40 zetabytes, número 20 vezes maior que a de hoje. Então, como as empresas podem lidar com essa sobrecarga de informações vindas das redes sociais, portais de notícias, bibliotecas virtuais e de seus próprios sites e driblar os altos custos para captar 100% dessas informações? Por isso, ele afirma, é fundamental saber o que buscar, pois a solução muitas vezes pode estar na nossa frente. Ele também realça que além desses conflitos, o Big Data ainda precisa ter a questão da privacidade muito clara. “Privacidade não é ser bonzinho e dizer que eu respeito o meu cliente. Você tem que respeitar de fato a privacidade dele porque um passo errado pode ser decisivo para tirar você do negócio.”

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DIretor De Infraestrutura Da netshoes Jesus Garcia reforça a ImportâncIa De se fazer a pergunta certa antes De Buscar soluções De BIg Data

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O gerente de infraestrutura conta que por meio da análise de comportamento de vendas e um estudo comparativo entre origens, destinos e valor de frete a Netshoes conseguiu identificar um consumo de seus produtos no nordeste do País expressivamente maior em relação ao PIB proporcional da região. Essa informação foi decisiva para a construção do centro de distribuição em Recife, permitindo ‘encontrar o que era importante’. “As empresas ainda aproveitam pouco de seus dados porque é caro. Então, por isso, devemos focar naquilo que é importante, que vai gerar valor para o meu negócio”, destaca. Apesar de cruzar muitas informações de comportamento do consumidor na internet, Garcia considera que o Big Data da empresa ainda não é muito maduro, pois ainda há muito a ser feito. Dentro de seu fluxo tradicional de compra online, a Netshoes

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utiliza ferramentas de audiência, que coletam rastros importantes de preferências e produtos mais visitados, e ferramentas de integração com o Facebook – quando o consumidor curte uma página – que podem ser utilizadas para o direcionamento de marketing para o consumidor. Com a importação de dados de comportamento e navegação, são aplicadas regras de negócios para redirecionar páginas personalizadas na próxima navegação online e publicidade personalizada em outros websites e direcionar campanhas conforme o perfil. Para manter toda essa engrenagem funcionando, a empresa possui uma equipe de negócios integrada, que forma uma combinação entre analise técnica e de negócios com a tecnologia e, para tanto, conta com 20 pessoas especializadas em business intelligence. “A expectativa é grande porque a venda está totalmente rela-

cionada com essa engrenagem. Para nós, a grande questão do Big Data é o timing: lidar com um grande volume de dados em uma velocidade muito rápida para conseguir redirecionar o momento da compra. Por exemplo, quando um cliente procura uma camiseta do time no site e, em seguida, já recebe outras sugestões de produtos. No entanto, ainda não conseguimos personalizar todas as páginas”, ele explica. E retomando o questionamento feito no início do encontro, os CIOs presentes começaram a debater se essa pressão pela adoção de ferramentas e soluções de Big Data realmente faz sentido justamente pela questão do timing, considerando que este não é o fator decisivo para muitos setores. “O conceito do Big Data está relacionado com o momento e o impulso da compra ou até a aprovação do crédito. Talvez a sua empresa nem precise de uma solução de Big Data, pois ela já consegue tratar os dados para o que precisa. Nem tudo precisa ser online, essa é a questão”, afirma Garcia.

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JOSÉ ANTONIO LEAL, CIO DA GERDAU, DESENHA ESTRATÉGIA DE TI PENSANDO EM COMO CLOUD COMPUTING SE ADEQUARIA À ESTRUTURA CORPORATIVA

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Nuvem: Vitor CaValCanti

uma questão de planejamento

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or incrível que pareça, em muitas empresas, a pressão pelo uso da computação em nuvem não vem apenas de fornecedores, mas das unidades de negócio. Com a popularização do conceito, muitos executivos alheios aos termos tecnológicos resolveram abraçar cloud computing por conta da tão prometida redução de custos. Uma dessas companhias é o Grupo Gerdau, onde o CIO José Antonio Leal, em vez de ceder à pressão de imediato, optou por elaborar entender como o modelo se adequaria ao plano estratégico de TI, provando, entre outras coisas, que nem sempre o cálculo de economia se torna real. E não pense você que se trata de uma forma de fugir, como ele mesmo afirmou, durante a sessão de Intercâmbio de Ideias, no IT Forum 2013, existe uma certeza de que a Gerdau usará nuvem, embora ele não tenha a resposta para o como. “Existia um desejo para o uso de nuvem para reduzir custo, o negócio é cada vez mais competitivo, especialmente em siderurgia, e precisamos ser os mais eficientes possíveis e, com isso, cloud entra na agenda, mas não podemos ter soluções de ocasião porque temos um ambiente estável e globalmente integrado. Não é nossa estratégia ir para nuvem e ter problema com SLA”, pontuou.

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Ao contribuir para o debate, o CIO do Grupo Abril, Claudio Prado, lembra que muitas das aplicações precisam ser preparadas antes de ir para a nuvem. “Se vai colocar fora (de casa), tem coisas pesadas e passa por diversos pontos. Tem que educar usuário, fazer trabalho prévio de diminuição do tráfego para ir para a nuvem de forma menos traumática e com uso mais consciente. Ainda temos enfrentado muita dificuldade do modelo de negócio dos próprios fornecedores que oferecem cloud, mas vendem licença”, avisa.

Só para se ter uma noção da infraestrutura atual da Gerdau, a companhia possui dez mil servidores, por meio de outsourcing com IBM, onde roda todo os sistema de gestão SAP, o que, na visão de muita gente, já caracterizaria nuvem privada, rótulo rejeitado pelo executivo. Ele conta ainda com um forte trabalho de virtualização, sendo que 75% de tudo que está em data centers no Brasil está virtualizado. O email, também com a IBM, seria uma espécie de nuvem privada, além de colaboração com WebEx, usada como serviço.

O argumento de Prado só confirma a necessidade de um bom plano estratégico, como o que Leal vem trabalhando, para pensar em usar nuvem para aplicações mais críticas. O executivo da Gerdau lembra, por exemplo, que existe uma vontade da corporação para trabalhar de forma mais integrada, criando um framework, até pelo período de crescimento e aquisições promovidas ao longo dos últimos anos. Com esse objetivo, ele criou um comitê de curto, médio e longo prazo, passando cloud por todos os processos.

Mas dentro da visão de nuvem, o que ele entende ser o primeiro teste da companhia nesse sentido é o Message Labs da Symantec, usado para barrar spams. O produto fica na nuvem da provedora e impede que emails indesejados entrem no ambiente Gerdau e sobrecarreguem a rede. Os resultados têm sido interessantes. “Saímos de mais de 200 milhões de emails no ambiente em 2010 para pouco mais de 67 milhões no ano seguinte e está em redução. O projeto levou cerca de três meses para acontecer.”

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Voltando à ideia de ter cloud computing imperando dentro de uma corporação como a Gerdau, Leal frisou que o comitê pensa no curto, médio e longo prazo. No curto, é muito mais um estudo, análise do ambiente e da própria maturidade dos provedores. Quando passa para o médio prazo, o executivo pensa em ampliar o nível de virtualização e, levando para computação em nuvem, serviços que não são de missão crítica, como desenvolvimento, até para testar robustez dos provedores para algo mais complexo. “No longo prazo pensamos em alguns sistemas de missão crítica em nuvem pública. E, como longo prazo, pensamos em daqui a três ou até cinco anos. Conhecendo bem o mercado e tendo a certeza de que temos provedores com robustez para nos atender, iremos colocar alguns sistemas de missão crítica em nuvem, mas isso não é colocar SAP, acredito que isso ainda não será possível, são cerca de 50 mil usuários”, avalia. E como tudo isso vai funcionar? A pergunta é de resposta complexa, mas Leal sugere que será necessária uma grande orquestração, no sentido de ter um framework que possibilite trabalhar e navegar entre virtualização, nuvem pública e privada, com planejamento de capacidade e catálogo de serviços. Algo que praticamente todos os demais CIOs que assistiram ao debate mostraram estar de acordo.

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Para atender

demanda VITOR CAVALCANTI

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a necessidade de garantir mais mobilidade à equipe de venda de forma a aproveitar a sazonalidade de Campos do Jordão, no interior de São Paulo, surgiu a primeira oportunidade para a TI do Makro Atacadista, liderada por Paulo Rodrigues, testar os benefícios da computação em nuvem. A demanda partiu da área de negócio e com um desafio com o qual os departamentos de tecnologia estão habituados: entregar em um curto espaço de tempo. Neste caso, o pedido veio mais ou menos no mês de fevereiro para entrar em operação em maio/junho do mesmo ano. A situação trouxe para a própria TI uma quebra de paradigma, uma vez que, por cultura interna, todo projeto novo tem como prioridade o desenvolvimento interno, mas diante do pouco prazo, essa possibilidade estava fora de cogitação. O jeito, então, foi buscar um parceiro no mercado que tivesse uma solução em nuvem e que demandasse pouca personalização. “A maior reclamação era que no período de temporada em Campos do Jordão os clientes não tinham tempo de descer ao Vale do Paraíba e fazer as compras. O atendimento na temporada ficava ruim”, comenta, frisando que, abrir uma loja na cidade nunca foi uma opção, já que, com o fim da temporada de inverno, o movimento cairia drasticamente. Rodrigues lembra que havia uma boa estrutura interna de entrega e lojas relativamente próximas, como a localizada em Taubaté (SP). E como resolver essa equação de mobilidade + sistema de venda + pedidos online + entrega rápida? “Só celular não faria sentido, sobretudo, junto a uma prancheta. Buscamos um parceiro com sistema móvel e em cloud já que não teríamos tempo de criar um sistema

UMA IDEIA DA ÁREA DE NEGÓCIO MOTIVOU PAULO RODRIGUES, CIO DO MAKRO ATACADISTA, A BUSCAR POR UMA SOLUÇÃO EM NUVEM DEVIDO AO GRANDE DESAFIO DE PRAZO

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específico. Assim, nossa preocupação ficou em interface e integração com os sistemas internos”, relembra. O projeto deu certo e hoje já é aproveitado na temporada do litoral norte de São Paulo e será testado durante as festas juninas no Nordeste. O projeto serviu para criar, internamente, o conceito de Makro Itinerante. No final das contas, a iniciativa da TI acabou por surpreender a equipe, já que, além de gerar pedidos, a aplicação permite consulta de estoque, preços e linha de produtos por meio de um tablet, acelerando o processo de venda e melhorando a abordagem dos vendedores. O único ponto que não ficou 100% era o envio dos pedidos em tempo real, mas não por problemas de integração ou do sistemas, mas, sim, por problemas de cobertura com a rede 3G. Para isso, Rodrigues lembra que parametrizou o sistema para que, na ausência da rede, o pedido fosse gravado e enviado assim que houvesse a recuperação do sinal. O projeto, como lembra o CIO, nasceu com três vendedores e depois foi amplia-

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do para cinco. Ele nasceu com uma meta de R$ 800 mil em venda bruta e superou essa marca. “Como TI, preparamos plataforma que poderia ser em tablet, mas eles optaram por smarphone com tela maior. Na retaguarda, deixamos um notebook que conecta via virtualização e faz todo o roteiro. A taxa de aceitação foi de 60% no primeiro mês e 90% no segundo pela confiabilidade adquirida. Nos dois meses de temporada, o faturamento chegou a R$ 1,4 milhão.” Mas talvez mais importante que ter superado a meta da área de negócio, Rodrigues teve uma conquista valiosa para o seu departamento. “Criou-se na empresa uma nova cultura de que a TI não fala só não. Sentamos junto com área de negócio e fomos juntos. Pensamos

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na solução e entregamos. O legal foi mostrar que a postura da TI mudou, não o fato de usar cloud ou qualquer outra tecnologia.” Esse foi apenas um primeiro teste e que pavimentou o caminho para o desenho de uma estratégia maior que já está em curso na companhia, em uma parceria com a T-Systems, que será um grande provedor de nuvem para o Makro. O tom conciliador do CIO e o reconhecimento de que a nuvem pode viabilizar iniciativas criativas dentro da companhia, desde que superando desafios como rede e segurança, é compartilhado por outros executivos de TI que assistiram à apresentação de Rodrigues durante o Intercâmbio de Ideias, no IT Forum 2013.

José Roberto Giro, CIO da Volkswagen, traz uma reflexão interessante nesse sentido. “Tem rede, gerenciamento, o processo de justificar custo e ver se realmente compensa. A nuvem vale a pena quando se compartilha capacidade ociosa”. Ou seja, quando se usa o conceito de nuvem pública e não o privado. E em relação à ansiedade que se criou em torno do modelo, meio que tornando obrigatória a ida de todos a qualquer custo. André Schineiter, da Construtora Odebrecht, lembra que para o mundo complexo o modelo ainda não oferece maturidade. “O que tem de oferta de cloud para email é muito diferente para outras aplicações. Você tem a sensação de que está obsoleto, mas não me surpreendo.”

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Uma necessidade STELA LACHTERMACHER

a ser atendida m uma empresa com 61 mil funcionários distribuídos por 31 países e com faturamento de US$ 25 bilhões, segundo os resultados divulgados de 2011, a prática da mobilidade é imprescindível. E foi sobre esta prática que Tânia Nossa, líder da área de TI para América Latina da Alcoa falou no Intercâmbio de Ideias, durante o IT Forum 2013, focado no tema. No Brasil, a empresa possui mais de seis mil funcionários e, em 2011, faturou R$ 2,5 bilhões. “Como adaptar o ambiente de TI da empresa para a realidade de mobilidade e colaboração de hoje?”, questionou Tânia, lembrando que o uso da tecnologia a qualquer hora e a partir de qualquer lugar faz parte não só da demanda das corporações como do dia a dia das gerações que entraram no mercado de trabalho. Pesquisa realizada entre funcionários da empresa mostrou que 67% da chamada geração

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MoBIlIdade é uM dos teMas da polítIca da alcoa para auMentar a produtIvIdade e Tânia nossa Mostra o que está sendo feIto neste sentIdo

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Especial IT Forum 2013 Intercâmbio de Ideias – Mobilidade MINA DE TI Uma mina de exploração de bauxita, minério utilizado como matéria-prima para a produção de alumínio, no meio de uma região muito pobre pode transformarse em um grande projeto tanto para a empresa quanto para os moradores locais, assim como pode tornar-se um verdadeiro tiro no pé. Isso caso o projeto não seja bem conduzido ou ainda se a empresa, após a exploração, deixe a região desassistida. Mas antes de qualquer outra coisa Juruti, no Pará, necessitava de um projeto de infraestrutura que garantisse os próximos passos. A área de TI, além do sistema de gestão da mina, foi responsável pela implantação das telecomunicações, essencial para o trabalho remoto. Houve o engajamento de empresas de tecnologia parceiras da Alcoa para o desenvolvimento da comunidade. A tecnologia foi um dos pilares do projeto, envolvendo a mobilidade.

Y, considerada a faixa entre 18 e 30 anos, e 58% daquela batizada de geração X, com idade entre 31 e 44, julgam que a tecnologia que têm em casa é superior a que utilizam no trabalho. A resposta à pergunta acima está no plano estratégico desenhado para TI que tem como um de seus pontos chave o estímulo à produtividade e à mobilidade. O caminho para isso está em absorver a variedade de devices hoje disponíveis, tanto da empresa quanto do próprio funcionário e desenvolver novas aplicações móveis que habilitem o acesso do colaborador de qualquer lugar além de comunicação unificada e social networking. Para que isso seja possível sem colocar a companhia em risco estão previstas também mudanças nas políticas de segurança. Outros pilares que compõem o plano são a conexão direta com clientes e fornecedores, a migração para nuvem, a transformação de

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dado em conhecimento, o desenvolvimento da “produção inteligente”, sustentabilidade e gerenciamento de riscos digitais. Entre os business cases de mobilidade apresentados por Tânia está o que provê informações sobre a produção em qualquer lugar e a qualquer hora. O sistema monitora os equipamentos da produção de forma ativa, permitindo uma ação que atenda às necessidades do negócio. Também ligado à produção, outro aplicativo que roda em smartphones provê informações para os líderes das refinarias. Antes estes dados só estavam disponíveis na sala de controle. Com a implantação da rede Wi-Fi e com decisões mais rápidas o crescimento na produção é da ordem de 20%. A implantação do OCS (Office Communication Server) Voice and Video tem por objetivo melhorar a interação via videoconferência, minimizando também os custos com viagens. Assim como a telefonia IP,

que também facilita o home office. Com o Jabber, da Cisco, a Alcoa estendeu a comunicação unificada, assim como a telepresença, para os devices móveis. Mas para percorrer este caminho, Tânia destacou em sua conversa com outros CIOs a necessidade de um sistema de gerenciamento do ambiente móvel que contemple a gestão do ecossistema da mobilidade e de seus dispositivos; de uma política de segurança que inclua, entre outros, autenticações via certificados e o uso restrito de determinados atributos dos equipamentos móveis. Ela enfatizou ainda o uso de padrões para as aplicações móveis e que estas sejam avaliadas publicamente, mostrando que cada evolução da tecnologia traz uma série de questões embutidas que devem ser trabalhadas de forma que esta agregue valor, fazendo com que a TI seja sempre parceira e voz ativa buscando o melhor para o negócio.

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Inovação

contínua STELA LACHTERMACHER

uando, em 1998, a Receita Federal criou a possibilidade de entrega da declaração do imposto de renda pela internet houve uma grande desconfiança quanto à adesão devido ao estágio em que o País se encontrava com relação ao uso do computador, principalmente por pessoas físicas, e pelo restrito acesso à rede mundial. Mas a facilidade “pegou” e se tornou um case de sucesso. O uso do Receitanet, o programa para a transmissão da declaração desenvolvido pelo órgão, evitava que o contribuinte tivesse que entregar sua declaração em um banco autorizado a recebê-la ou em uma unidade da Receita Federal. Ele fazia o download dos dois programas pela internet, o da declaração em si e o da transmissão. Foi um marco tecnológico no imposto de renda.

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E este ano a Receita deu mais um passo importante no sentido de facilitar o preenchimento e o envio da declaração que foi o lançamento do aplicativo para imposto de renda utilizando dispositivos móveis como tablets e smartphones. O m-IRPF, foi um dos tópicos apresentado pela Receita Federal no Intercâmbio de Ideias sobre Mobilidade, conduzido por Claudia de Andrade, CIO da Receita, e José Carlos Fonseca, responsável pela área de mobilidade do órgão. Mesmo tendo sido lançado em 1º de abril, um mês antes do prazo final para a entrega da declaração, o m-IRPF foi utilizado por sete mil contribuintes, acima das expectativas da própria Receita. O aplicativo está disponível para os sistemas operacionais Android e iOS. Segundo declaração dada pelo Secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto no lançamento do novo programa, mais de cinco milhões de contribuintes estão aptos a usar o novo aplicativo. Na ocasião, ele des-

Foto: Photogama

RECEITA FEDERAL CONTINUA MOSTRANDO A FORÇA DA TI COMO PARTE DE SEUS NEGÓCIOS

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Praticidade ao contribuinte: JosĂŠ Carlos Fonseca e Claudia de Andrade falam sobre os aplicativos da Receita Federal

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documento. Além disso, o sistema traz um guia com informações sobre bagagem, limites de isenção, o que é taxado e o que não é e quantidades permitidas de acordo com as leis brasileiras e tira dúvidas sobre comida que pode ser transportada, remédios, entre outros. “O contribuinte pode não estar na frente de um computador e a mobilidade tenta cobrir esta lacuna”, afirma Claudia, e acrescenta que, antes de lançar um aplicativo móvel, a Receita segmenta o público usuário para identificar as necessidades de cada grupo de contribuintes. “A ideia é sempre facilitar a vida do contribuinte também com o uso de aplicativos e dispositivos móveis.” E enfatizou que estes aplicativos não buscam atuar como fiscalizador, mas como facilitador. Para que eles atinjam este objetivo são analisados aspectos como consumo de banda e de energia e outras ques-

tões que poderiam inviabilizar sua utilização. “Temos uma série de aplicativos para serem lançados nos próximos anos. Nosso desenvolvedor de aplicações é o Serpro, que está aprendendo junto com a gente a atuar neste universo”, completa. Claudia, que trabalha há 20 anos na Receita, diz que neste período a instituição passou por uma revolução que aconteceu graças à TI. Hoje até mesmo os cães farejadores utilizados pela instituição são monitorados com o uso da TI e a tecnologia da informação deixou de ser uma área meio e passou a ser uma área fim. “Quando entrei havia o chamado terminal burro, hoje temos 40 mil estações de trabalho. Até 1996 o relacionamento com cliente era nas centrais de atendimento. A partir desta data passou a funcionar a central de atendimento virtual. Agora estamos na era da mobilidade.”

Foto: Photogama

tacou entre as funcionalidades implantadas a possibilidade de iniciar a declaração e salvar um rascunho e dar continuidade em outro momento, mesmo que de outro dispositivo móvel. As informações ficam guardadas em um servidor de dados específico na nuvem. Ainda ligado ao Imposto de Renda, o aplicativo móvel Pessoa Física, lançado em março, permite buscar informações sobre a restituição do imposto de renda, imprimir o DARF para pagamento das cotas de imposto, envolvendo pendências antigas a partir de 2006, e fazer simulações sobre o cálculo mensal e anual do imposto. Outro aplicativo móvel apresentado por Claudia e Fonseca durante o IT Forum foi o Viajante no Exterior, que traz um vídeo explicativo sobre as regras relacionadas à bagagem, como a necessidade de apresentação de declaração de bagagem acompanhada e como preencher o

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Especial IT Forum 2013 Momentos

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Especial IT Forum 2013 Momentos

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Especial IT Forum 2013 Jantar com show de Jo達o Carlos Martins

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Especial IT Forum 2013 Jantar com show de Toquinho

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Especial IT Forum 2013 Jantar com show dos Paralamas do Sucesso

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Especial IT Forum 2013 Jantar com show de Caetano Veloso

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O IT Forum foi um sucesso. Agora continuaremos esse sucesso junto aos CIOs das 501 a 1000 maiores empresas do Brasil

14 a 18 de agosto de 2013 Iberostar Bahia – Praia do Forte – BA

Mais informações: www.itforummais.com.br

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Dias, estações, anos se passaram... anos

Confira o sucesso da 15ª edição do IT Forum:

177 CIOs presentes • Mais de 2600 reuniões de negócios one-to-one • 72 patrocinadores • 19 horas de conteúdo • 25 ações estruturadas de relacionamento •

Você é responsável por esse grande sucesso. Obrigado!

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Nos últimos 15 anos muitas transformações foram provocadas e impactaram o mercado de TI. Algumas pelo homem e suas tecnologias, outras provocadas pela IT Mídia, no fomento de conteúdo, relacionamento e negócios entre profissionais, 365 dias ao ano. E é por esse mercado e por você que nos movemos rumo à eterna transformação. É assim e sempre será!

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IT Mídia Debate CIO x CMO

Um

dilem KAREN FERRAZ | KAREN.FERRAZ@ITMIDIA.COM.BR

Gustavo Reis, gerente de marketing da Tecnisa

José Parolin, CIO da Marfrig

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Fotos: Ricardo Benichio

Novos modelos de compra de tecnologia e popularização de tendências como mobilidade, nuvem e Big Data fazem com que CIOs passem a repensar relação com áreas de negócios e a buscar uma integração cada vez maior com a corporação

ema? Bernardo Tavares, CIO da Johnson & Johnson

Fernando Belfort, líder da prática de TI da Frost & Sullivan

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IT Mídia Debate CIO x CMO

uso da informação e da tecnologia pelo

plantados é menor do que aquela com

marketing nunca foi tão evidente

o qual a TI havia se acostumado. Tudo

como nos tempos atuais. É nor-

isso porque o consumidor mudou,

mal ouvir nas rodas de conver-

quer opinar no processo de produção,

sas de CIOs algumas queixas

comparar preços, consultar caracterís-

sobre projetos que antes eram

ticas de produtos no dispositivo e, cada

exclusividade

departa-

vez mais, a preocupação das compa-

mento de TI e que estão sendo

nhias precisa estar no front office e não

liderados por outras áreas. Os

mais no velho back office que, sim, con-

CMOs, estrelas nesse processo,

tinua a ser importante e precisa funcio-

do

buscaram essa independência

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nar com excelência.

por trabalhar com um tempo di-

Para referendar essa tendência, o

ferente, a velocidade com que os

mercado dispõe de diversos fatos e

projetos precisam ser aprovados e im-

dados. O Gartner, por exemplo, mosIW Brasil Maio de InformationWeek Brasil|Janeiro de2013 2010

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tra que, até 2017, os investimentos dos CMOs em TI irão superar os realizados pelos próprios CIOs. A mesma consultoria revelou em recente pesquisa que, neste ano, um quarto do gasto de marketing será com iniciativas digitais. Ao mesmo tempo, neste ano, os orçamentos de TI, de forma geral, devem sofrer uma leve redução de 0,5% em nível global, trazendo ainda mais pressões na busca por eficiência operacional. Cada vez mais, o CIO precisa buscar uma aproximação e integração com as áreas de negócio. Saímos de uma década cujo foco da TI estava concentrado na estruturação do back office, o que conduziu o departamento a se concentrar mais nos bastidores e a se preocupar com o gerenciamento de sistemas, como o ERP, do que a participar realmente dos processos decisivos. É um momento de transformação. Diante disso, como fica a

Mudança de perfil ou ajuste?

relação do CIO com o CMO? Como

É possível fazer com que os profissionais de marketing entendam melhor as necessidades da TI e vice-versa? O líder da prática de TI da Frost & Sullivan, Fernando Belfort, observa um movimento crescente de CIOs em busca de cursos que possam oferecer uma visão mais consistente sobre os negócios. Ele considera que um começo de conversa entre CIO e CMO pode surgir a partir da realização de workshops internos que tragam a equipe de marketing para o dia a dia da TI. Como alternativa, Belfort também sugere o job rotation na tentativa de promover e ampliar a integração entre as duas áreas. Já Parolin, CIO da Marfrig, afirma que adoraria fazer job rotation, no entanto a rotina de trabalho torna essa possibilidade um tanto difícil. “Eu não esperaria o job rotation para melhorar o relacionamento, pois acredito que o caminho pode ser uma mudança de atitude”, ressalta. Para o gerente de marketing da Tecnisa, Gustavo Reis, o job rotation é importante, mas na prática pode não funcionar da maneira ideal. “Acho fundamental quebrar esse silo entre as duas áreas, como está acontecendo com o pessoal de TI indo fazer cursos de negócios. Do mesmo modo, o marketing tem que saber o que está pedindo à TI e ser responsável pelos seus investimentos, já que compra cada vez mais tecnologia. Construir equipes multidiciplinares pode facilitar essa integração e quebrar os silos da mesma maneira que o job rotation.”

trata de definir em quais tecnologias

melhorar essa interface? Quando se de marketing e comunicação investir, o que norteia a conversa entre as duas áreas: o conflito ou a cooperação? Foi em busca de respostas para essas indagações que caminhou o IT Mídia Debate: CMO x CIO, realizado pela InformationWeek Brasil, em São Paulo, e que contou com a participação de Bernardo Tavares, CIO da Johnson & Johnson, José Parolin, CIO da Marfrig, Gustavo Reis, gerente de marketing e mídia online da Tecnisa, e de Fernando Belfort, líder da prática de tecnologia da

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IT Mídia Debate CIO x CMO

Frost & Sullivan para América Latina.

criarmos um novo modelo de negócio,

As novas tecnologias de comuni-

mas como fazer isso? É nesse momen-

cação e informação oferecem pela

to que o profissional de TI deve ser um

primeira vez a possibilidade de inte-

empreendedor, como se fosse uma

ragir com o consumidor em tempo

startup dentro da companhia. A TI

real, em qualquer lugar e como ele

tem que se reinventar para empreen-

escolher. A nuvem, a mobilidade e

der mais. E uma visão de arquitetura,

o Big Data tornaram-se fatores de

de mais alto nível, tem que entrar em

competitividade decisivos para a

pauta nesse relacionamento”, afirma.

definição de estratégias e ajuste nas

As linhas de intersecções entre a

operações do marketing, que, conse-

TI e outras áreas são muitas e, certa-

quentemente, passou a destinar cada

mente, ainda existem inúmeras dú-

vez mais de seu orçamento à compra

vidas e incertezas quanto às novas

de ferramentas sociais, móveis, de au-

plataformas. No entanto, a velocidade

tomação e de análise para monitorar,

com que estas impulsionam as trans-

gerenciar e extrair informações sobre

formações no mundo corporativo exi-

a interação online com o consumidor.

girão grandes esforços do líder de TI. José Parolin, CIO da Marfrig, acredita

ConsequênCias

que estamos vivendo uma nova onda.

As duas áreas têm sofrido as con-

“O marketing demanda muita coisa

sequências dessas mudanças. De um

e ainda estamos buscando respostas

lado temos o profissional de marke-

sobre alguns pontos, por exemplo, so-

ting tendo que dominar conhecimen-

bre a nuvem. São muitas mudanças

tos sobre tecnologia e, do outro, o pro-

vindo pela frente e teremos que estar

fissional de TI se aproximando dessa

preparados. Por isso, é fundamental

área de negócio. Fazendo uma análise

que aconteça uma aproximação entre

do atual momento, Fernando Belfort,

os setores que trabalham com tecnolo-

da Frost & Sullivan, destaca que pela

gia, que na realidade são praticamente

primeira vez o front office está conver-

todos. O que deve ser feito na relação

sando com o back office, trazendo, as-

com o CMO tem de ser aplicado para

sim, a necessidade de o CIO entender

todas as áreas”, pontua.

melhor a cabeça do marketing. Para Bernardo Tavares, CIO da

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uMa nova visão

Johnson & Johnson, tal situação não

Com o desenvolvimento dos pro-

chega a ser um dilema, e, sim, uma

dutos e a comunicação com o consu-

oportunidade para as duas áreas. No

midor passando cada vez mais pela TI,

entanto, tendo atuado como arquiteto

não há mais uma separação do que é

de soluções há mais de oito anos, ele

feito no marketing online e no offline.

revela que sente falta de uma visão de

Hoje a comunicação deve ser realizada

arquitetura conceitual no mundo de

em tempo real e de maneira integrada,

hoje. “Ouço muitas demandas para

independentemente do canal de inteIW Brasil Maio de InformationWeek Brasil|Janeiro de2013 2010

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ração. "E a comunicação que não passa pela tecnologia está fadada a morrer", alerta Gustavo Reis, gerente de marketing e mídia online da Tecnisa. Ele conta que a integração entre o marketing e a TI na construtora nasceu de forma natural, quando a venda online de imóveis foi implantada. “A Tecnisa foi early adopter das novas ferramentas de comunicação, como as mídias sociais, e, no início, a nossa filosofia interna era a de testar, não importando se daria certo. A aproximação com a TI aconteceu de maneira mais empírica do que técnica.” Com a venda online de imóveis representando atualmente 40% da receita da Tecnisa, o gerente

Assim, o CMO necessita entender mais

novo papel. “Para essa relação mu-

de marketing enfatiza que a integra-

do negócio e de negócio, e compreen-

dar, o CIO tem que abandonar o pa-

ção entre os dois setores é possível.

der a sua real contribuição”, conclui.

pel normativo e adotar uma postura

“Sem ela nós não poderíamos fazer nada”, completa.

mais consultiva.” AgregAndo forçAs

Do mesmo modo que o CIO pre-

Embora existam cases de sucesso

O modo como as empresas estão

cisou alinhar as estratégias com o

como o da Tecnisa, onde há uma re-

construindo essas relações entre

CFO para estruturar o back office da

lação de respeito e estreita entre TI e

seus departamentos, alinhando o

empresa, as recentes transformações

marketing, esse mundo corporativo

back office com o front office, e se

pedem uma mesma abordagem com

mais transacional passou a exigir um

posicionando no mercado passa

o CMO. José Parolin, da Marfrig, acre-

profissional mais científico. Diferente-

por um crivo ainda maior, o do con-

dita que o gestor de TI deve pensar em

mente de quando as tecnologias digi-

sumidor. “Não se brinca com o mo-

como ajudar a melhorar a área de ven-

tais de comunicação surgiram e ainda

mento da verdade da marca com o

das e de relacionamento com o cliente,

havia espaço para se “testar, tropeçar

consumidor, seja na internet ou no

uma vez que a TI se tornou uma peça

e ajustar as estratégias”, o gerente de

produto. É preciso criar um ambien-

fundamental para ajudar a empresa a

marketing da Tecnisa afirma que a re-

te para discutir as fraquezas da em-

fazer negócio e ser mais lucrativa.

alidade atual é outra. “O profissional de

presa diante desse cenário e colocar

Diante desse desafio, responsabi-

marketing tem que entender de coo-

as cartas na mesa para saber o que

lidade de inovar e estar na frente pas-

ckie, tag, integração de web server com

melhorar”, analisa o CIO da Johnson

sa a ser de todos e a integração torna-

web analytics, e isso tudo passa pela TI.

& Johnson. Segundo ele, viemos de

-se a premissa dessa relação, como

O marketing está passando a trabalhar

uma geração em que a TI resistia ao

enfatiza Reis, da Tecnisa: “As duas

de uma forma um pouco mais cientí-

marketing e vice-versa e para que

áreas têm que se ajudar para serem

fica, pois ele precisa conhecer e domi-

essa aproximação realmente acon-

mais ágeis, pois elas possuem um ob-

nar assuntos como Big Data e cloud.

teça, de fato, o CIO deve assumir um

jetivo em comum: gerar receita.”

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it mídia debate CIO x CMO

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Executivo de TI do Ano

Renato Galisteu, Renato.Galisteu@itmidia.com.bR

As empresas vivem um dilema: crescer gastando pouco; estar mais próximo ao cliente, mesmo que por meio da internet; entregar mais resultados por meio da tecnologia. Os desafios só evoluem, as necessidades só aumentam. Mas o caminho, o que já ficou para trás, ajuda a construir sólidas bases para o que está à frente. Após avaliar 172 casos de sucesso, o prêmio Executivo de TI do Ano de 2012 consagrou os CIOs e empresas que souberam lidar com as adversidades para criar soluções que permearão o mercado como um todo. Realizado pela it mídia, em paRceRia com a pwc, a pRemiação é uma das mais impoRtantes paRa os GestoRes de tecnoloGia da infoRmação no país. no total, dez executivos foRam pRemiados na ceRimônia que aconteceu em maRço deste ano em são paulo.

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Executivo de TI do Ano

do lado esq. miguel petrilli, vp da it mídia, lado dir. adelson de sousa, presidente da it mídia. ao centro Felipe redondo, do Banco pine, e maggie, do sírio liBanês, Finalistas na categoria moBilidade

ao centro, alexandre Baulé, da emBraer, e ezequiel riBeiro silva, da dma distriBuidora, que concorreram na categoria desempenho Financeiro

ao centro FaBio salvatore, da cotia vitória, paulo rodrigues, do makro, e nilton medeiros, da weg, indicados a categoria arquitetura e novas tecnologias

dorival dourado, da Boa vista seguros, Finalistas e vencedor na categoria estratégia da inFormação

do lado esq. márcio millnitz, da weg, ao centro, roBerto newton carneiro, da sodexo, e augusto carelli, da piF paF, que concorreram na categoria inFraestrutura

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Fotos: Roger Soares

adelSon de SouSa, preSidente da it mídia

reinaldo delgado, ceo da teleSul, companhia patrocinado do prêmio executivoS de ti do ano de 2012

Stela lachtermacher, diretora de redação da it mídia

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Executivo de TI

alVaro martins, da petrobras, claudia maria de andrade, da receita Federal, e aurélio conrado boni, do bradesco, que concorreram na categoria sustentabilidade

Fabio Faria, da Votorantim industrial, e eliezer marin, da Votorantim metais, Finalistas na categoria operação, processos e goVernança

ana Veiga, da transpetro, e ary dos santos rocha Júnior, da união atacado, Finalistas na categoria gestão de equipes

Jose pires da costa, do ecad, Jane ricci noronha, da gaFisa, e sergio aVellar barreto, do grupo cornélio brennand, Finalistas na categoria ti como parceiro do negócio

ÁlVaro martins, da petrobras, Vanderlei Ferreira, da edp energias do brasil, e gustaVo gaidzinski, do angeloni, Finalistas na categoria segurança, controle e risco

equipe editorial da inFormationWeek - renato galisteu, karen Ferraz e Vitor caValcanti

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Executivo de TI

ana veiGa, ciO da tRansPetRO, vencedORa na cateGORia GestãO de equiPes

auGustO caRelli, ciO da Pif GustavO Gaidzinski, dO anGelOni, vencedOR na cateGORia seGuRança, Paf, vencedOR na cateGORia infRaestRutuRa cOntROle e RiscO

Jane Ricci, ciO da Gafisa, vencedORa dORival dOuRadO, ceO da bOa vista fabiO faRia, ciO da vOtORantiM industRial, vencedOR na cateGORia na cateGORia PaRceiRa dO neGóciO seRviçOs, vencedOR na cateGORia estRatéGia de infORMaçãO OPeRaçãO, PROcessO e GOveRnança

ReinaldO delGadO, ceO da telesul, PReMia alexandRe baulé, ciO da eMbRaeR, vencedOR na cateGORia deseMPenhO financeiRO

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MiGuel PetRilli, vice-PResidente executivO da it Mídia, RealizandO a abeRtuRa da PReMiaçãO

claudia MaRia de andRade, ciO da Receita fedeRal, vencedORa na cateGORia sustentabilidade

PaulO ROdRiGues, ciO dO MakRO, vencedOR na cateGORia aRquitetuRa e nOvas tecnOlOGias

Mesa de JantaR da PReMiaçãO dO executivO de ti dO anO. IW Brasil Maio de InformationWeek Brasil|Janeiro de2013 2010

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Gestão

Martha Funke, especial para inForMationWeek Brasil

Regras complexas, atualizações tributárias, pequenas mudanças na legislação, monitoramento de certificados digitais, as fontes desses custos ocultos são as mais diversas e, se não houver uma atenção devida, o bolso pode sentir muito

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Driblando os custos

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Processos manuais, duplicação de dados, checagem, cadastramento. A área de TI tem andado de olho em operações corriqueiras que podem acarretar custos ocultos com consumo excedente de recursos valiosos como tempo, mão de obra e, claro, dinheiro. Um custo, frequentemente difícil de calcular, mas que, quando mapeado e combatido, pode trazer mais que redução de gastos, mas uma melhora na eficiência operacional. Em resposta, surgem ferramentas e soluções que colaboram para eliminar gastos tão desnecessários quanto, muitas vezes, invisíveis. Veja o caso da Transportadora Americana. Na ponta do lápis, a empresa está economizando de tudo, de funcionários a capital de giro, desde que a gerente de sistemas de informações Shirley Cristina Rosseto dedicou-se a buscar soluções para otimizar processos e

cortar gastos mais aparentes, como aqueles com o papel gasto com as diversas vias para a impressão do conhecimento de transporte rodoviário de carga (CTRC), que acoberta as mercadorias entre a localidade de origem e o destinatário da carga e o documento utilizado para contabilizar receitas e realizar o faturamento nas transportadoras. A redução de vias exigiu regime especial na Secretaria da Fazenda (Sefaz) paulista e rendeu o convite para participação no projeto de CT-e, o conhecimento eletrônico, criado em 2007. Dois anos depois, a transportadora tornou-se a primeira empresa no País a emitir o documento digital, cortando de uma tacada só riscos de falhas, tempo de serviço, R$ 50 mil ao mês com o fim da impressão, manuseio e armazenagem de formulários e gastos com postagens. Outras economias nem sequer eram imaginadas inicialmente, como os ganhos de produtividade pela revisão de processos pela ótica da legislação e a Com emissão melhoria nos prazos de recebimento. “O faturamento digital de também passou a ser eletrônico, com envio da fatura documentos, no dia da emissão. Ganhamos no mínimo dois dias”, Transportadora diz a executiva, que, no momento, participa do piloto Americana de criação de um manifesto eletrônico de documento cortou gastos e melhorou fiscal para reduzir a parada dos caminhões em postos processos fiscais e do projeto Brasil ID, que, no futuro, deve subs-

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Gestão

De olho nos certificados

tituir o manifesto por uma solução com etiquetas RFID nos produtos e antenas de leitura nos postos.

O monitoramento automatizado do ciclo de vida de certificados digitais, que chegaram para facilitar, mas quando em grandes quantidades têm uma gestão complexa, é a proposta da e-Safer, ferramenta de origem israelense que varre, captura e gerencia as informações de certificados distribuídos pela infraestrutura. “Se uma empresa tem uma centena de servidores com seus certificados e pessoas com outros tantos, vai gastar muitas horas para a gestão desta população”, aponta o diretor comercial William Bergamo. A solução já está implantada no Banco Alfa e está sendo testada em mais duas instituições. Nichos bem explorados em cenários em que a rapidez é tudo, a integração é a chave. A especialista em soluções de comércio exterior Bysoft levou isso em conta no desenvolvimento de facilitadores como i-Trade, segmentados por verticais da cadeia. “O sistema faz toda a parte documental, conversão de câmbio, fatura”, enumera a diretora-executiva Edneia Moura Chebabi. Um dos clientes da Bysoft é a Tito Global Trade Services, fornecedora de serviços em logística internacional e comércio exterior que adotou o i-Broker para melhorar processos cotidianos da exportação graças à integração com os sistemas da Receita Federal. “O sistema permite o intercâmcio com o ERP do cliente e demais sistemas, eliminando o retrabalho e a duplicidade de controles”, descreve o gerente de TI Velci Ferretto.

Automação e Integração necessárias A especialista em soluções tributárias e contábeis Synchro foi parceira da empresa neste processo. O CT-e nasce no TMS (sistema de gerenciamento de transporte) da transportadora, onde é gerado um arquivo XML com os dados do conhecimento. O arquivo segue para o software fiscal da Synchro, que gera lotes e os valida junto à Sefaz, obtendo autorização para gerar o Documento Auxiliar do Conhecimento do Transporte Eletrônico (DACTE) – enviado por e-mail instantaneamente ao tomador do serviço. “A agilidade é importante”, resume Antonio Calandrielo, diretor de documentos eletrônicos da Synchro. Além disso, ele lembra que a monitoria da legislação para adequar o produto às mudanças legais também reduz a necessidade do cliente ter equipe para isso. A otimização de funcionários, segundo Calandrielo, também resulta de processos como a integração para automatizar o recebimento de documentos eletrônicos. A Synchro contabiliza 14 clientes usuários do CT-e, cerca de 300 para solução de NF-e e já tem um cliente – a rede nordestina G Barbosa – utilizando sua solução de nota fiscal eletrônica ao consumidor. Também está envolvida, com a Em-

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bratel, no piloto de desenvolvimento da NF-e de telecomunicações. Nesse mundo tão complexo, automação e integração de processos são as pegadas que a holding Votorantim resolver adotar para melhorar a produtividade e ganhar assertividade em processos de áreas como recursos humanos, controladoria e finanças. Com base no conceito business process management (BPM), o centro de serviços compartilhados que atende as indústrias do grupo passou a obter maior efetividade. Segundo o diretor corporativo de tecnologia Fábio Faria*, a empresa teve ajuda como o aporte da experiência em otimização de processos da Deloitte e solução de storage da EMC, que automatizou, por exemplo, parte do monitoramento de NF-e, colaborando com a verificação sistêmica de valores de impostos pagos. “Era tudo manual. Em uma primeira etapa foram atendidos 22 processos”, diz o executivo. A Henkel também apostou na automação para eliminar processos manuais como as pesquisas em sites governamentais para a análise fiscal de clientes e fornecedores. “No cenário atual, onde a receita consolida todas as informações no SPED, estarmos com os cadastros atualizados e corretos é fundamental para evitarmos autuações e questionamentos por parte das autoridades fiscais”, afirma o gerente de TI Egberto Lotito, que junto do gerente de projeto, João

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"Os custos ocultos são difíceis de identificar e avaliar. A gente sabe que existe, mas não consegue colocar na ponta do lápis", entende Shimabokuro, da Unimed Alves, e do gerente tributário, Alessandro D´Andrea, formou a linha de frente responsável pela iniciativa, que conta com o suporte de uma solução da Audicom, e enfrentou desafios como implantar a conexão da ferramenta com o ERP SAP e liberação de portas. “Nossa política de segurança é muito forte.” Os resultados somam aumento de agilidade da informação, melhoria da qualidade do processo e garantia de correção das informações para geração dos diversos SPEDs que devem ser entregues. Segundo Leonardo Saraiva, gerente jurídico do grupo Meta, do qual a Audicom faz parte, a solução da marca atua em duas linhas – validando os fornecedores de seus clientes junto aos principais órgãos públicos e promovendo o saneamento de cadastros por meio de acesso a informações fiscais por web services em sites como os da Receita Federal, Sintegra, PIS e Suframa. “A validação preventiva evita erros em notas fiscais, a anulação de créditos fiscais e o pagamento de multa e juros gerados quando

se toma crédito de fornecedores inidôneos”, diz Saraiva. De quebra, elimina a necessidade de funcionários dedicados à verificação manual, com a única função de digitar CNPJs seguidamente em sites de consulta. Os custos semiaparentes relacionados às horas das equipes chamam a atenção de Walter Shimabukuro, da Unimed. “Os custos ocultos são difíceis de identificar e avaliar. A gente sabe que existe, mas não consegue colocar na ponta do lápis”, diz. Mas entre uma elucubração e outra, ele percebeu que, mesmo com a necessidade de evitar impactos e atuar principalmente fora do horário do expediente, uma atuação mais assertiva pode evitar muitas horas extras, cortando uma fatia razoável do orçamento. “Isso é palpável. O resto está nas nuvens”, brinca o CIO, empenhado no processo de virtualização dos data centers da companhia. * Fabio Faria deixou a Votorantim e assumiu como CIO na CSN em meados de maio IW Brasil Maio de InformationWeek Brasil|Janeiro de2013 2010

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Foto: Magdalena Gutierrez

Papo Aberto

O CIO que você precisa ser Sob o guarda-chuva deste tema, centro do conteúdo da 15ª edição do IT Forum realizada no início deste mês na Bahia, discutimos alguns tabus como as competências que o CIO de hoje deve ter, ou desenvolver, se for o caso, para atender a demanda das corporações e dos negócios e fazer com que a TI esteja sempre em meio às discussões sobre o rumo da empresa e junto com ela sobre produtos, serviços e inovações, entre outros. É difícil pensar nos gaps que temos que preencher em nossa formação já que, com certeza, muito foi feito para chegarmos até aqui. Difícil, porém, necessário, ou mais, mandatório para que a TI faça realmente sua história contribuindo para a história do desenvolvimento da companhia. E isso não vale só para o mercado brasileiro, como mostrou o keynote do evento, Pete DeLisi, professor da Universidade de Santa Clara que há anos trabalha este tema com CIOs e CEOs, parece ser universal. Quantos CIOs assumiram a posição de CEOs?, questionou DeLisi, pontuando que foram pouquíssimos. E reforçando a questão dos gaps, a Korn/Ferry conduziu um workshop que levou os CIOs participantes a refletirem sobre este ponto. E o debate realizado em pequenos grupos de lideranças da TI das 500 maiores empresas que atuam no País chegou a conclusões interessantes, como mostra matéria desta edição. Me chamaram a atenção pontos como o que destaca

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uma auto recomendação para que eles mesmos abaixem a guarda e solicitem feedback. Muitas vezes a humildade associada à vontade de aprender podem parecer insegurança. Mas, ao contrário disso, acredito que aqueles que conseguem ter esta prática no dia a dia mostram maturidade e segurança para saber que nunca ninguém será autosuficiente a ponto de não precisar continuar aprendendo e compartilhando seu ponto de vista e ouvindo os demais. Ainda nesta seara, um ou mais grupos pontuaram a busca por ajuda sempre que necessário e a reflexão cautelosa antes de qualquer tomada de decisão. No que diz respeito às habilidades de relacionamento, os CIOs destacaram dois pontos: ouvir generosamente e administrar a linguagem não verbal. Pete DeLisi reforça este tema enfatizando a necessidade de melhoria na comunicação por parte dos executivos de TI. Por fim, Jairo Okret, líder da área de Tecnologia e Serviços Profissionais e sócio da Korn/Ferry falou sobre um processo de transformação eficiente que tem os primeiros degraus dedicados a: 1 – Criar Consciência; 2-Aceitar e 3- Agir. E completou dizendo que 75% dos desenvolvimentos de sucesso acontecem nestes primeiros passos. Bom caminhar!

Stela Lachtermacher Diretora Editorial IT Mídia

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InformationWeek Brasil Maio de 2013 - Ano 14 - Ed. 246 O CIO que Você Precisa Ser