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O COMPROMISSO   BOLETIM INFORMATIVO DA AAPACDM ‐ ASSOCIAÇÃO ALGARVIA DE PAIS E AMIGOS DE  CRIANÇAS DIMINUÍDAS MENTAIS 

Nº 0    Redacção e Edição: AAPACDM

Dezembro de 2010    Nº 0 

EDITORIAL A nossa Associação: Visão e Missão   A  AAPACDM,  Instituição  Particular  de  Solida‐ riedade Social, sem fins lucrativos e de Utilida‐ de Pública, fundada em 1968, aposta na inte‐ gração da diferença de modo a atingir a Igual‐ dade de Oportunidades.   As suas áreas de intervenção são as seguintes:  Educacional  (Escola  de  Ensino  Especial  —  14  alunos),  CAO  (Centro  de  Actividades  Ocupa‐ cionais — 22 clientes), CAOL (Centro de Activi‐ dades  Ocupacionais  Laborais  —  15  clientes),  Residência  “JustaCASA”  (Lar  de  Apoio  —  12  clientes),  Unidade  de  Formação  Profissional  (38  formandos)  e  Clube  de  Desporto  Adapta‐ do.  Também  é  a  promotora  do  Projecto  (Re) CRIA  —  Centro  de  Recursos  Itinerante  do  Algarve.  Pretendemos, assim, contribuir para a melho‐ ria do bem‐estar das Pessoas com Incapacida‐ des,  no  respeitante  ao  seu  desenvolvimento  humano,  social  e  económico.  Paralelamente,  almejamos  consciencializar  a  sociedade  civil  para a problemática da deficiência, de modo a  promover  a  erradicação  da  exclusão  social. 

Isto, porque  o  modelo  ideal  de  sociedade  a  construir  será  aquela  que  garanta  a  partici‐ pação de todos os cidadãos, no que se pode‐ ria classificar de “sociedade inclusiva”.  Em  termos  nacionais,  a  realização  integral  do indivíduo com deficiência, enquanto cida‐ dão, ainda se encontra, em termos qualitati‐ vos e quantitativos, aquém do desejável. Por  exemplo,  no  que  diz  respeito  ao  mundo  do  trabalho,  a  presença  de  pessoas  com  defi‐ ciência,  na  totalidade  da  população  empre‐ gada,  é  pouco  significativa.  Por  outro  lado,  as relações laborais estabelecidas são sobre‐ tudo marcadas pela precariedade.  É nossa Missão, a fim de concretizar o esta‐ belecido anteriormente, a realização de pro‐ jectos terapêuticos, educativos e de geração  de  rendimentos  que  permitam  a  promoção  do desenvolvimento global de cidadãos com  deficiência  mental,  necessidades  educativas  especiais e/ou em situação de risco de exclu‐ são  social  partindo  da  convicção  de  que  o  saber e a utilização de ferramentas adequa‐

Nesta Edição:  Editorial: A nossa Associação ‐ Visão e Missão 

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Respostas Sociais 

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Os nossos projectos  A implementação da Qualidade na Associação 

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2010: um ano pleno de eventos 

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“Casa d’O Compromisso” ‐ Novo Lar Residencial e CAO: uma resposta que urge implementar 

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Visão e Missão (cont.) 

Dra. Eliane Cruz, Presidente da AAPACDM 

« O modelo  ideal de  sociedade a  construir será  aquela que  garanta a  participação  de todos os  cidadãos » 

das permitem  desfrutar  de  uma  ciação apoia neste momento cerca  condição  mais  elevada  e  de  uma  de  105  famílias,  sendo  as  receitas  vida mais digna.   provenientes de subsídios públicos  (83%) e de donativos (7%).   É  nosso  objectivo  intervir  duma  forma qualificada, dinâmica e mul‐ A  fim  de  fomentar  a  aprendiza‐ tidisciplinar  nos  domínios  da  Edu‐ gem,  a  troca  de  experiências  e  cação, Estimulação, Saúde, Ocupa‐ pressionar o poder político a assu‐ ção de Tempos  Livres, e Capacita‐ mir plenamente os preceitos cons‐ ção  de  Competências,    Formação,  titucionais e da União Europeia, no  Reabilitação e a Integração, evitan‐ tocante aos deveres de integração  do  a  Desigualdade  e  Exclusão  a  social  e  laboral  das  Pessoas  com  que estas pessoas estão sujeitas.  Deficiência,  a  Associação  é  mem‐ bro  dos  seguintes  organismos:  A prossecução desta Missão baseia CNIS – Confederação Nacional das  ‐se  em  objectivos  concretos.  Instituições de Solidariedade; FOR‐ Nomeadamente,  a  aposta  na  MEM  –  Federação  Portuguesa  de  melhoria da qualidade de vida dos  Centros  de  Formação  Profissional  clientes e das suas famílias; o enfo‐ e  Emprego  de  Pessoas  com  Defi‐ que  nas  potencialidades  de  cada  ciência;  CNOD  –  Confederação  cliente;  a  atenção  redobrada  nas  Nacional  dos  Organismos  de  Defi‐ necessidades  das  famílias;  a  quali‐ cientes; CLASF – Conselho Local de  dade  da  gestão  assente  em  crité‐ Acção  Social  de  Faro;  CPCJ  –  rios  técnicos,  humanos,  económi‐ Comissão  Nacional  de  Protecção  cos  e  financeiros  eficazes;  a  pro‐ das  Crianças  e  Jovens  em  Risco  moção  da  efectiva  integração  (núcleo alargado).  social  dos  clientes;  a  filosofia  de  “portas abertas” para com a comu‐ nidade.  A  nossa  actuação  tem  por  base  valores  éticos  de  que  nunca  abdi‐ caremos: a Igualdade de tratamen‐ to,  direitos  e  interesses  de  todos  os  clientes  e  familiares;  o  acata‐ mento  da  legalidade,  tendo  em  consideração  que  a  mesma  busca  promover a justiça e a  transparên‐ cia nas relações sociais; a tónica no  profissionalismo  e  honestidade;  o  respeito  pela  integridade  das  pes‐ soas e pelos seus valores morais.  De  abrangência  regional,  a  Asso‐


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RESPOSTAS SOCIAIS   1. Educacional – Escola de Ensino Especial  Esta  resposta,  tutelada  pelo  Ministério  da  Educação,  tem  como  destinatários  indivíduos  no  intervalo  etário  entre  os  6  e  os  18  anos  com  Necessidades  Educativas  Especiais  de  carácter  permanente  no  domínio  do  défice  cognitivo.  Surgiu  como  uma  resposta  à  inte‐ gração imperfeita de indivíduos com deficiên‐ cia no Ensino Regular por parte do Ministério  da  Educação.  Encontra‐se  em  vigor  um  regi‐ me de paralelismo pedagógico com o 1º Ciclo.    2. CAO – Centro de Actividades Ocupacionais  Esta  resposta  social  destina‐se  a  indivíduos  a  partir  dos  16  anos  de  idade,  com  Deficiência  Mental  Moderada  a  Grave,  sendo  tutelada  pelo  Ministério  do  Trabalho  e  Segurança  Social.     3.  CAOL  ‐  Centro  de  Actividades  Ocupacio‐ nais Laborais  Esta  resposta  social,  com  capacidade  para  quinze  indivíduos,  destina‐se  a  indivíduos  a  partir  dos  16  anos  de  idade,  com  Deficiência  Mental  Moderada  a  Grave,  sendo  tutelada  pelo  Ministério  do  Trabalho  e  Segurança  Social.  Alguns dos seus objectivos são, o aumento da  qualidade  de  vida  e  do  bem‐estar  dos  indiví‐ duos, tendo em conta as suas potencialidades  físicas,  psíquicas  e  sociais;  o  aumento  da  sua  auto‐estima  e  valorização  individual;  o  apro‐ fundamento da interacção estabelecida com a  família e comunidade.  A realização dos objectivos pelas três respos‐ tas    sociais  (CAO,  CAO  Educacional  e  CAO  Laboral)  atinge‐se mediante serviços como: 

. Actividades  (estritamente)  Ocupacionais:  como  as  Tecnologias  de  Informação  e  Comu‐ nicação  ou  a  Educação  e  Expressão  Plástica,  nas  quais  para  além  da  estimulação  táctil,  é  explorada a criatividade individual;  . Actividades Socialmente Úteis: cumprimento  de tarefas num contexto laboral, com tudo o  que  isso  implica  em  termos  de  desenvolvi‐ mento  de  auto‐estima  e  aumento  da  partici‐ pação social do indivíduo;  .  Actividades  de  Desenvolvimento  Pessoal  e  Social: a Educação Social, e as Actividades de  Vida  Diária  (AVD),  as  quais  vão  da  realização  de  trabalhos  domésticos  ao  reconhecimento  dos  diversos  espaços  da  casa  e  das  suas  fun‐ ções;  .  Actividades  Lúdico‐Terapêuticas:  a  Equita‐ ção, a Educação e Expressão Musical, o Karaté  Adaptado,  a  Prevenção  Rodoviária,  as  Activi‐ dades  Desportivas  Adaptadas,  e  a  Dança,  onde,  para  além  de  se  desenvolver  a  noção  de  movimento  e  ritmo,  a  autoconfiança,  o  respeito pelos demais, é pretendido o desen‐ volvimento  da  noção  corporal  por  parte  dos  indivíduos, assim como proporcionar momen‐ tos de bem‐estar físico e psicológico, permitir  a  obtenção  de  hábitos  cívicos  e  do  respeito  pelas leis de trânsito;  . Actividades Sócio‐Culturais: o Rancho Focló‐ rico;  visitas  à  Biblioteca  Municipal;  participa‐ ção  em  feiras  e  mostras  educativas  e  cultu‐ rais, entre outras;  .  Terapia  Ocupacional:  através  de  técnicas  como  jogos  ou  simulações,  intervém‐se  nos  factores que  dificultam a realização das tare‐ fas quotidianas. 


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RESPOSTAS SOCIAIS (cont.)  4. Residência JustaCASA – Lar de Apoio  Esta resposta social está preparada para aco‐ lher indivíduos entre os 6 e os 18 anos de ida‐ de,  com  Deficiência  Mental,  Necessidades  Educativas  Especiais  e  em  risco  de  exclusão  social, sendo tutelada pelo Ministério do Tra‐ balho e Segurança Social. Aqui, são criadas as  condições  facilitadoras  de  uma  integração  sócio‐familiar  e  do  aumento  da  valorização  pessoal.  Neste  âmbito,  para  além  do  aloja‐ mento e alimentação, são oferecidos serviços  como higiene pessoal e cuidados de imagem,  apoio  psicossocial,  cuidados  de  saúde,  trata‐ mento  de  roupa,  apoio  às  actividades  de  carácter  ocupacional,  ou  apoio  na  aquisição  de  bens  e  serviços.  Em  suma,  ambiciona‐se  garantir  condições  de  bem‐estar  e  qualidade  de  vida  ajustadas  às  necessidades  dos  clien‐ tes.    5. Unidade de Formação Profissional  Visa  permitir  a  aquisição  e  desenvolvimento  de  competências  profissionais  por  pessoas  com deficiências e incapacidades, de  modo a  potenciar  a  sua  empregabilidade  e  inserção  na vida activa.   Aposta‐se  num  percurso  formativo  integrado  abrangendo  os  domínios  da  recuperação  e  actualização  de  competências  pessoais  e  sociais,  qualificação  numa  determinada  área  profissional  e  aplicação  dos  conhecimentos  adquiridos em situação real de trabalho.   É através deste triplo esforço de reabilitação,  qualificação  e  integração  que  contribuímos  para a erradicação da exclusão social e para a  edificação  de  uma  sociedade  alicerçada  na  igualdade  de  oportunidades  e  respeito  pela  diferença. 

Actualmente proporcionamos aos nossos for‐ mandos uma Certificação Profissional e a pre‐ paração  para  uma  Certificação  Escolar,  atra‐ vés da construção de um Portefolio (6º ano e  9º  ano),  destinado  ao  Reconhecimento,  Vali‐ dação e Certificação de Competências (RVCC),  no âmbito dos Centros de Novas Oportunida‐ des.   Os Cursos existentes são baseados no Catálo‐ go  Nacional  de  Qualificações,  sendo  os  refe‐ renciais adaptados a pessoas com deficiências  e incapacidades.   Tendo em consideração a especificidade eco‐ nómica do Algarve, em que a Hotelaria e Res‐ tauração se revestem de grande importância,  colocámos  em  funcionamento  os  seguintes  cursos:  Empregado(a)  de  Andares;  Copa  /  Cozinha;  Operador(a)  de  Manutenção  Hote‐ leira; Operador(a) de Jardinagem; e Emprega‐ do(a) de Mesa.    


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RESPOSTAS SOCIAIS (cont.)  6. Clube de Desporto Adaptado (CDA)  O  CDA,  filiado  na  Associação  Nacional  de  Desporto  para  a  Deficiência  Intelectual  (ANDDI), foi constituído com os objectivos  gerais  de  contribuir  para  o  desenvolvi‐ mento  da  condição  física,  da  autonomia  individual,  da  auto‐estima,  da  comunica‐ ção,  assim  como  de  potenciar  a  preven‐ ção de estados depressivos e de ansieda‐ de,  irritabilidade  ou  agressividade.  Em  suma,  o  Desporto  é  aqui  encarado  como  forma  de  aumentar  a  sensação  de  Bem‐ Estar  e  de  Equilíbrio,  assim  como  de  aumento da integração social, e do senti‐ mento  de  pertença  a  um  colectivo,  mediante  o  trabalho  em  equipa  em  prol  de um objectivo partilhado.  A  organização  do  CDA  permite  abranger  as  diferentes  vertentes  do  Desporto.  Isto  é, a finalidade da prática desportiva tanto  pode ser educativa como recreativa, tera‐ pêutica  ou  competitiva.  As  fases  pream‐ bulares  de  Acolhimento  e  Diagnóstico,  consistindo  na  avaliação  das  aptidões  e  motivações do Cliente para a prática des‐ portiva,  possibilitam  uma  escolha  mais  certeira  da  modalidade  a  praticar,  assim  como do tipo de envolvimento pretendido  pelo cliente.  Sendo nosso desejo responder às lacunas  sentidas  ao  nível  do  Ensino  Regular  de  conveniente  usufruto  da  actividade  física  por  parte  dos  alunos  com  necessidades  especiais,  e,  como  complemento  da  sua  filosofia  de  abertura  da  Instituição  à  comunidade algarvia, o CDA, para além de  servir  os  clientes  directos  da  Associação,  está  igualmente  aberto,  a  título  gracioso,  à  população  com  deficiência  mental  e/ou  necessidades educativas especiais, de for‐ ma a que esta possa mesmo aproveitar o 

know‐how de  técnicos  experimentados  na  preparação  de  atletas  para  competi‐ ções nacionais e internacionais.  Se  o  trabalho  desenvolvido  na  vertente  competitiva  da  Actividade  Desportiva  Adaptada já permitiu, na Natação, parti‐ cipações  regulares  de  atletas  federados  em  competições  nacionais  e  internacio‐ nais, assim como a escolha de atletas da  AAPACDM  para  a  Selecção  Nacional,  persiste, por outro lado, fruto da escas‐ sez dos recursos financeiros disponíveis,  a necessidade de assegurar alguma sus‐ tentabilidade  económica  do  Clube  mediante  a  celebração  de  acordos  de  parceria com entidades privadas e públi‐ cas  e  a  angariação  de  apoios,  em  troca  de, por exemplo, publicidade.   Neste  momento,  o  CDA  utiliza  para  a  Ginástica de  Manutenção  as instalações  desportivas da Associação, o Sporting C.  Farense  para  a  prática  do  Futebol  e  as  Piscinas Municipais de Faro para a Nata‐ ção. Esta utilização é proporcionada por  um  quadro  de  cooperação  estabelecido  com as entidades concelhias.   Fruto da estratégia de obtenção de mais  e  melhores  praticantes,  com  as  conse‐ quências  positivas  que  isso  tem  a  nível  da  sua  reabilitação,  integração  e  saúde,  é de destacar a participação em 2010 do  atleta José Gabriel Vieira no 5º Campeo‐ nato Mundial de Natação (DSISO‐ Down  Syndrome International Swimming Orga‐ nisation),  em  Taiwan,  onde  obteve,  entre outras classificações, o 6º lugar na  prova  4x50  m  Livres  Masculinos  por  equipas,  com  novo  recorde  nacional  (2.41.33)  e  um  novo  recorde  nacional  nos 50m Bruços (46.32).


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OS NOSSOS PROJECTOS  1. Re‐CRIA (Centro de Recursos Itinerante  do Algarve)  Este  projecto  tem  como  destinatários  os  alunos do Agrupamento Vertical de Neves  Júnior, Agrup. Vertical de Estoi e a comu‐ nidade de etnia cigana de Cerro do Bruxo  (em Faro).  A  sua  actuação  assenta  num  consórcio  promovido  e  gerido  pela  Associação,  e  centra‐se em indivíduos entre os 6 e os 24  anos,  provenientes  de  contextos  sócio‐ económicos  vulneráveis,  e  suas  famílias:  com  abandono  escolar  precoce,  sem  a  escolaridade  mínima  concluída,  ou  resi‐ dentes em zonas carenciadas, descenden‐ tes  de  imigrantes  e  minorias  étnicas,  jovens  sinalizados  ou  sujeitos  a  medidas  tutelares educativas.  São seus objectivos contribuir para o  aumento do sucesso escolar, através da  promoção de acções que visem a preven‐ ção do absentismo e do abandono esco‐ lar; promover o aumento das qualifica‐ ções e habilitações dos jovens sinalizados,  que se encontram em situação de transi‐ ção da escola para um emprego, e/ou  excluídos do sistema de ensino regular;  criar espaços de actividades lúdico‐ pedagógicas e artísticas, como forma de  estimular o desenvolvimento pessoal, a  relação com os outros cidadãos e a cida‐ dania activa.    


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OS NOSSOS PROJECTOS (cont.)  2.  PCAAC  –  Programa  Comunitário  de  Aju‐ da Alimentar a Carenciados  Acção  anualmente  promovida  pela  Comis‐ são  Europeia  e  executada  pelos  Estados‐ Membros, visando a distribuição de alimen‐ tos a pessoas, de acordo com determinados  critérios  de  elegibilidade  (por  exemplo,  o  rendimento  do  agregado  familiar,  ou  a  dimensão do mesmo).  Em 2009, no âmbito  deste  programa,  a  Associação  apoiou  41  famílias,  abrangendo  95  pessoas  carencia‐ das. 

3. Banco Alimentar  Fruto  do  entendimento  estabelecido  com  o  Banco  Alimentar  Contra  a  Fome,  a  Associa‐ ção procede à distribuição gratuita de caba‐ zes  alimentares.  Consegue‐se  deste  modo  que  pessoas  arredadas  da  lógica  de  merca‐ do,  por  falta  de  recursos  financeiros,  tenham  acesso  à  Alimentação.  Em  2009,  para além de ter participado em recolhas de  alimentos  realizadas  em  Superfícies  Comer‐ ciais,  este  projecto  apoiou  80  famílias,  abrangendo 330 pessoas. 

A IMPLEMENTAÇÃO DA QUALIDADE NA ASSOCIAÇÃO  A  certificação  de  qualidade  é  uma  opção  estratégica  da  AAPACDM,  já  que  traduz  o  seu  desejo  de  evoluir,  proporciona  uma  melhoria do prestígio e da imagem da insti‐ tuição, assim como o aumento da confiança  dos trabalhadores e clientes.  Uma  instituição  adquire  qualidade  quando  consegue  optimizar  a  utilização  dos  recur‐ sos externos e internos, de modo a satisfa‐ zer  as  necessidades  e  expectativas  dos  clientes  e  partes  interessadas,  nomeada‐ mente a respectiva família.   Por  outras  palavras,  ao  mobilizar  de  forma  eficiente  os  recursos  disponíveis  para  a  prestação dos serviços (que visam acrescen‐ tar  qualidade  de  vida  aos  clientes),  a  insti‐ tuição  está  a  assegurar  o  seu  desenvolvi‐ mento sustentado.   Frequentes  vezes,  as  IPSS’s  experimentam  dificuldades  na  implementação  da  Qualida‐ de por questões como a escassez dos 

recursos humanos  disponíveis  para  tal  tare‐ fa,  antiguidade  dos  edifícios  em  que  se  encontram  instaladas,  equipamentos  com  elevada  utilização  e  pouca  manutenção,  além  de  políticas  organizacionais  fechadas,  onde prevalece a resistência à mudança e à  formalização dos processos.  A Política da Qualidade da AAPACDM assen‐ ta  num  desafio  de  melhoria  contínua;  na  satisfação  explícita  do  Cliente  e  da  Comuni‐ dade;  no  cumprimento  dos  requisitos  legais  vigentes; no estabelecimento de relações de  parceria  com  a  comunidade  e  entidades  várias (como empresas, Administração Local  e  Central);  em  práticas  de  boa  liderança,  assim  como  na  motivação  e  especialização  do quadro de Recursos Humanos.       


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A IMPLEMENTAÇÃO DA QUALIDADE NA ASSOCIAÇÃO (cont.)  A  certificação  de  qualidade  da  Associação  está  a ser  implementada  segundo  o  sistema  de  reconhecimento  EQUASS  (European  Qua‐ lity  Assurance  for  Social  Services),  o  qual  assenta  no  cumprimento  de  referenciais  de  qualidade no desempenho, e terá a validade  de  2  anos,  findos  os  quais,  deverá  ser  apre‐ sentada uma candidatura de renovação. 

para a prossecução dos objectivos delineados,  o  envolvimento  dos  clientes  no  planeamento  da  prestação  de  serviços,  a  existência  de  um  plano de formação, ou a existência de indica‐ dores  de  desempenho  que  permitam  avaliar  resultados de acções de melhoria. 

Na auditoria, estarão sob aprofundado escru‐ tínio  aspectos  como  a  implementação  de  uma definição clara dos papeis dos colabora‐ dores, o modo como se estabelece parcerias 

2010: UM ANO PLENO DE EVENTOS  Gala Movimente II 

Campanha “Pirilampo Mágico” 

No dia  16  de  Junho  de  2010  teve  lugar  no  Teatro das Figuras (Faro) a 2ª Gala Movimen‐ te,  com  actuação  dos  alunos  da  AAPACDM  (Dança),  do  Grupo  Desportivo  e  Cultural  de  Enzerim  (Ginástica  Acrobática),  orientados  pelo  Monitor  Hugo  Mendes,  do  Conservató‐ rio  Maria  Campina  e  da  Escola  Secundária  Tomás Cabreira. Na segunda parte do espec‐ táculo houve ainda espaço para coreografias  Yoga do Método Derose e apresentação, pela  Sankalpa  Band,  do  seu  último  álbum,  “Beyound  Sounds”.  A  adesão  do  público  foi  notória,  tendo  sido  vendidos  cerca  de  600  bilhetes. 

Durante o  mês  de  Maio  decorreu  mais  uma  Campanha  com  o  objectivo  de  angariar  fun‐ dos  para  a  instituição.  Conseguimos  vender,  com o apoio  de empresas e serviços públicos  dos concelhos de Loulé, Faro e Olhão, 10.000  pirilampos, 1000 pin’s e 26 t‐shirts.     


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2010: UM ANO PLENO DE EVENTOS (cont.)      Outros Eventos: 

2º Passeio Solidário de Cicloturismo  Com o objectivo de aliar a prática despor‐ tiva  ao  espírito  de  solidariedade,  o  Clube  de Cicloturismo e BTT do Sotavento orga‐ nizou no  dia  2 de  Maio de 2010 o seu 2º  Passeio  Solidário,  com  um  percurso  na  ordem  dos  70  km.  As  receitas  obtidas  foram  atribuídas  ao  Clube  de  Desporto  Adaptado da AAPACDM.     

Visita do Presidente da Câmara de Faro, Eng.º Macário  Correia, ao terreno destinado à construção do novo  projecto da instituição, no dia 25 de Setembro de  2010.   

Lanche de agradecimento às empresas CENTECO e  JCDecaux, pelo trabalho realizado em 4 salas da insti‐ tuição, em 12 de Novembro de 2010, no âmbito do  projecto “Nós”, que visa fomentar a responsabilidade  social das empresas.  

Jantar dos 42 anos da AAPACDM, realizado  no dia 19 de Novembro de 2010 no refeitório  da instituição, com a participação de funcio‐ nários e ex‐funcionários. 


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O COMPROMISSO  

“Casa d’O  Compromisso”  ‐  Novo  Lar  Residencial  e  Centro  de  Actividades  Ocupacionais: uma resposta que urge implementar 

Qual a  importância  do  projecto  “Casa  d’  O  Compromisso” para o Concelho de Faro?  As  respostas  “Lar  Residencial”  e  “Centro  de  Actividades  Ocupacionais”,  a  serem  edifica‐ das em terreno localizado na Estrada da Sr.ª  da Saúde (Lejana), cedido pela Câmara Muni‐ cipal  de  Faro,  permitirão  colmatar  a  inexis‐ tência de uma resposta social, semelhante, a  nível concelhio.  Ainda  que  a  população  portadora  de  defi‐ ciência  seja  considerada  um  grupo  social  prioritário,  por  ser  das  que  se  encontram  mais  expostas  à  exclusão  social,  os  equipa‐ mentos e respostas sociais existentes têm‐se  revelado  insuficientes  para  as  necessidades  da população.   De  acordo  com  os  Censos  de  2001  (dados  INE), o concelho de Faro apresenta uma taxa  de  população  portadora  de  deficiência  de  cerca  de  6.2%,  referente  a  3.566  indivíduos,  ligeiramente superior à média nacional.   Esta  situação  é  agravada  pela  sua  desigual  distribuição  pelo  Concelho  e  meios  rurais  e  semi‐rurais em redor da malha urbana.   Em  termos  da  nossa  resposta  social  CAO,  a  Instituição  apresenta  uma  taxa  de  ocupação  de  100%,  surgindo  frequentemente  novos  pedidos por parte das escolas, de entidades e  serviços públicos e de famílias da comunida‐ de.                            A nível concelhio, tem‐se vindo a acentuar o  envelhecimento  desta  população,  situação  agravada pelo facto de muitos pertencerem a  famílias  monoparentais,  em  que  só  há  um 

cuidador  de idade avançada.   No  caso  específico  da  AAPACDM,  a  perma‐ nência  dos  clientes  na  instituição  ao  longo  de  anos  significa  uma  tendência  para  o  aumento da idade média da clientela, assim  como  o  surgimento  da  questão  da  impossi‐ bilidade física progressiva dos pais mais ido‐ sos prestarem os cuidados básicos à pessoa  com deficiência.   Aliás, o aumento generalizado da esperança  média  de  vida  da  população  portuguesa  com deficiência acarreta  uma questão bási‐ ca:  quem  cuidará  do  indivíduo  deficiente  quando  os  seus  familiares  mais  próximos  falecerem?  A  Associação  procura,  com  este  projecto,  ser  inovadora  e  diferenciadora  no  seu  con‐ texto  de  actuação,  ampliando  a  sua  inter‐ venção além dos destinatários.   Acreditamos que para cumprir a nossa mis‐ são, temos que intervir com toda a comuni‐ dade,  dando  maiores  competências  não  só  ao  jovem,  mas  também  a  todos  os  serviços  que  interagem  com  as  pessoas  com  defi‐ ciência ou incapacidade e suas famílias.


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PROPOSTA DE SÓCIO    Nome:              

          

       

    

                

              Data:                   /                   /   

    

    

                

    

                            

                      

      

    

    

    

          

                      

    

    

    

   

Morada:        

    

    

          

    

    

                            

          

Localidade:    

          

                         

                         Código Postal:                                ‐     

                          Contacto:                                                                     E‐Mail:                                                                 

 

 

 

 

 

 

    

            

 

   

Valor Quota*:                            *Quota mínima ‐ 1,25€/mês               

        Pagamento da quota:      . Mensal                       . Semestral                                  . Anual   

                      Modo de Pagamento: . Transferência Bancária                . Cheque               . CTT    Teve conhecimento da AAPACDM através de:                

                                                     

     Tipo de Sócio:   . Cliente / Familiar                . Pessoa Singular         

           . Funcionário                           . Pessoa Colectiva                          

Nota: O recibo será enviado pelo correio 

CONTACTOS DA AAPACDM:  Rua do Compromisso, 50       8000 – 252 Faro  Tel:289880700      Fax: 289803902       aapacdm@mail.telepac.pt   www.aapacdm.pt   


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