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Editorial

OPINIÃO

Lembrete Os artigo assinados são de inteira responsabilidades de seus autores e não refletem a opinião do Jornal Impacto MS

por bem mudar o modelo administrativo colocado em prática pelo hoje governador André Puccinelli e assim permitir a ascensão do radialista, advogado, ex-vereador e ex-deputado estadual ALCIDES DE JESUS PERALTA BERNAL, (PP). Quem o colocou no poder esperava que Bernal estivesse imbuído de muito boa vontade para com o futuro da coletividade. Ledo engano. Por catorze meses, ele (Bernal), transformou em pesadelo o sonho dos que ousaram desafiar a lógica de que “em time que está ganhando não se mexe”. Pois bem, o município simplesmente parou no tempo. A queda de braço que travou com a Câmara Municipal, o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público,

Artigo

resultou na sua destituição do cargo no dia 13 de março de 2014. Assumiu o vice Gilmar Olarte. Num passe de mágica, a máquina administrativa – que estava emperrada – começou a andar. O recapeamento da Avenida Guaicuru é um bom exemplo. Outros investimentos estão programados, como a revitalização total da Avenida Bandeirantes, uma das principais artérias da cidade. A queda de braço com o Legislativo foi trocada pelo aperto de mão e pela divisão de responsabilidade entre os dois poderes, que são responsáveis pela bem estar coletivo da sociedade campograndense. Ontem, por exemplo, a Prefeitura encaminhou à Câmara Municipal, projeto em que pede autorização para

suplementar o orçamento de 2015 em R$ 314 milhões. Gilmar Olarte se reuniu com todos os vereadores para o encaminhamento do projeto de reajuste salarial dos servidores e o pedido de autorização para suplementar o orçamento. Reuniões dessa natureza são práticas comuns na sua administração, que pretende manter um relacionamento institucional com o Legislativo, “caracterizado pelo respeito e permanente interlocução, em busca do entendimento em favor dos interesses maiores da cidade”. Se for realizada hoje uma enquete, uma pesquisa de opinião pública entre os que elegeram Bernal, a maioria admitiria que não fez uso da razão para votar... Novos tempos!

Era impossível ser indiferente a Carlos Lacerda. Era de uma inteligência que se exprimia como um raio. Empolgava a todos e fez uma legião de fãs que admiravam suas atitudes tempestuosas marcadas pelo verbo impiedoso com que fustigava os adversários. Ele despertou o ódio e a admiração de milhões de brasileiros entre as décadas de 40 e 70 do século passado. Os adversários chamavam-no de direitista, fascista. Ele foi inicialmente comunista, depois anticomunista e virou líder da direita. Mas não se pode classificá-lo de fascista ou reacionário. Na Câmara, Carlos Lacerda se destacava por ser um parlamentar brilhante, culto, cáustico nas críticas aos adversários. Carbonário quando se tratava de mal feitos do governo. Considerado um dos maiores tribunos do Parlamento. Eu ia sempre assistir as sessões e, jovem ainda, me empolgava com as orações de Lacerda.

Fui seu admirador. Algumas vezes, ainda na mocidade, dele divergi, já encanecido nas lutas, cheguei a condenar suas atitudes. Lacerda demonstrou no curso do tempo ser um “demolidor de presidentes”. Abjurando o comunismo, com teses que poderiam ser entendidas como golpista de direita, tanto contra Getúlio, em 1945 e 50; contra JK, em 55; Jânio, em 61; Jango, em 64. Mas Carlos Lacerda também provou armas diferentes. O que ele desejava realmente era o estabelecimento de uma ordem democrática estável. Foi quando, surpreendentemente, procurou JK na Europa, e Jango no Uruguai, para organizarem a Frente Ampla, movimento para restabelecer a democracia no Brasil e que teve vida efêmera, por ação discricionária do regime militar. Conheci Carlos Lacerda em 1953. Eu, estudante no Rio de Janeiro, ele, jornalista fogoso e diretor da Tribuna da Imprensa

– excitando a oposição a Getúlio Vargas, então presidente da República. Eu tive com outros universitários a oportunidade de manter rápidos encontros com Carlos Lacerda, que estimulava-nos a participar da vida pública. Carlos Lacerda procurou o poder, não serviu-se dele, lutou sim, a seu modo destemido pela sua coragem pessoal e verbo vulcânico, injusto com alguns, mas jamais sabujo de muitos que tinham o poder. Como afirmara: “O poder não é um cargo de sacrifício. Ao contrário, é uma fonte maravilhosa de alegria”. Saudar a memória de Carlos Frederico Werneck de Lacerda é saudar a memória de todos aqueles que tombaram no campo democrático para que hoje se pudesse dizer ufano: o Brasil é um país voltado para o futuro, com expectativas de ser exemplo para o mundo. (*) É senador pelo PSDB-MS

Planejamento familiar Pedro Cardoso da Costa * A discussão sobre esse tema fica entre os extremos dos dogmas defendidos pela Igreja Católica, no arcaico crescei e multiplicai-vos e o Estado brasileiro, por meio dos políticos temerosos à Igreja, nunca o encararem com a devida seriedade, e quando se fala sobre planejamento familiar é de forma tímida e incompreensível. Devido às radicalizações passou a ser um problema complexo de difícil solução porque o Estado se omite de exercer sua soberania plena sobre questão tão relevante para a sociedade. A liberdade sexual tem resultado em inúmeras jovens grávidas precocemente, que geram famílias sem condição financeira para sustentarem. Essas gravidezes fortuitas comprovam que não há nenhuma preocupação com a prevenção de doenças graves e contagiosas para elas ou para seus parceiros, inclusive o vírus

Expediente

HIV (AIDS). Como regra, esta juventude não passou da 4ª série do ensino fundamental, tem dentes cariados ou nem os tem, não possui um convênio médico e muito menos tem emprego. Mesmo que alguns desses requisitos sejam preenchidos, uma gravidez requer equilíbrio emocional e preparo psicológico para a formação do filho. Assim como existem pessoas que poderiam ter quantos filhos quisessem, uma pessoa desempregada, sem recursos para se manter deveria evitar. Alguns setores da sociedade em especial a mídia – apontam a adoção por pessoa com recursos financeiros como solução para o abandono de crianças. A responsabilidade tem que recair sobre os pais. Eles são os únicos responsáveis. É mais fácil, racional, inteligente e mais econômico evitar filhos a tê-los para passarem por todo tipo de privação. Não há adoção que resolva o problema

do menor abandonado. Adotam-se dez num dia, mas duzentos são colocados nas ruas no dia seguinte. Essa necessidade psicológica de procriação precisa ser substituída por valores como estudar, divertir-se, praticar esporte, por música e dança, além de outras atividades culturais. Ao Estado caberia veicular campanhas permanentes na mídia, especialmente na televisão e no rádio, com vista a informar os métodos contraceptivos de forma clara e objetiva. Mas, também, deveria colocar à disposição da população – pobre ou rico - camisinha, vacina, pílula do dia seguinte e tudo mais que existir, além de facilitar a realização da vasectomia e da laqueadura de trompas nos hospitais públicos, sendo o bastante para a realização a maioridade e a vontade da pessoa. O Ministério Público deveria mover ações com o objetivo de punir as pessoas por abandono

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Editor

Dr. Wellington Coelho

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'Eleição é igual casamento...' TRAMPOLIM O calendário eleitoral, estabelecendo eleições de 2 em 2 anos, permite que os detentores de mandatos vivam permanentemente em campanha eleitoral. De olho no cenário local conclui-se que não é diferente do restante do país. EXEMPLOS: Ao deixar o cargo para assumir a AL/Câmara/ Senado, um prefeito deixa ações/projetos inacabados. O mesmo raciocínio se aplica ao parlamentar que se elege prefeito e abandona a discussão de projetos/ideias que desenvolvia. OS NÚMEROS mostram a obsessão dos parlamentares pelo Executivo. Em 2012, por exemplo, 87 deputados federais (17% dos 513) – 1/5 da Câmara - concorreram as eleições, travando praticamente os trabalhos daquele oneroso parlamento. A DISPUTA por outros cargos geralmente tira o político do foco para qual se elegeu. A pretensão futura fala mais alto e ele reavalia ( às vezes para pior) seus conceitos sobre postura, ética, compromisso, lealdade partidária e administração. CUSTOS Outro ponto criticado. Gasta-se muito com investimentos em equipamentos, locomoção de militares e isenção compensatória para os meios de comunicação devido ao horário eleitoral. Só o último pleito custou mais de R$ 1 bilhão. DEFESA Baseia em dois pontos: votar fortalece a democracia ( e pelo visto também a corrupção) e não se deve misturar os debates das questões nacionais e estaduais com as questões de cada município. À luz do bom senso as teses são discutíveis. ‘SOLUÇÃO’ Defende-se a coincidência de mandatos no pleito de 2020, passando de 4 para 5 anos a duração. Mas seria preciso superar uma série de barreiras que podem não interessar aos detentores do poder. Assim, vai ficar como está. Esquece! HIPOCRISIA O aperfeiçoamento democrático se faz com bastante eleições? Se isso fosse verdade países sob o jugo de ditadores – que promovem eleições encomendadas – teriam resolvido os problemas de seu povo e não apenas deles próprios.

Homens que fazem falta

Um dos personagens civis que mais influenciaram os rumos da história brasileira entre 1945 e 1968 completaria 100 anos, se vivo estivesse. Carlos Lacerda nasceu em 30 de abril de 1914 no Rio de Janeiro. Faleceu em 1977. Hoje, passados tantos anos e com visão mais ampliada dos fatos históricos, percebo com clareza, concordando com o cientista político Melchiades Cunha Júnior que Lacerda “se inscreveria, ainda que não sem controvérsia (como tudo nele) no panteão dos brasileiros, que sendo os mais capacitados de sua época, não chegaram a presidente: Rui Barbosa, Oswaldo Aranha, San Tiago Dantas, Tancredo Neves e Ulysses Guimarães”. Resta-nos cultuar suas memórias. Ficaram seus exemplos. Para mim, determinados homens estão fazendo falta nesse país.

E-mail: jornalimpactoms@hotmail.com

Novos tempos

Cada povo tem o administrador que merece. Faço parte de uma geração acostumada com bons resultados, logo, portanto, quem estava no poder fez por merecer o voto de confiança da maioria do eleitorado campograndense de 1997 a 2012. Ninguém, nem mesmo o crítico mais voraz, é capaz de sair propagando pelos quatro cantos que a Capital do Estado de Mato Grosso do Sul não passou por um processo de transformação administrativa que resultou em mais escolas, asfalto, moradia digna, geração de emprego e renda, transformação de áreas anteriormente ociosas em polos de desenvolvimento econômico, saúde pública relativamente boa, etc. Mas, em outubro de 2012, a maioria achou

Ruben Figueiró *

CADERNO A2 Quarta-feira, 7 de maio de 2014

Luzia Helena Coutinho

material e intelectual, crimes previstos no Código Penal há mais de meio século. Enquanto abandonar filhos não trouxer consequências jurídicas relevantes, a sociedade vai assistir à dolorosa cena de crianças sujas e descalças pelos faróis, dormirem em praças públicas e sofrerem todo tipo de abuso sexual. Tem faltado o enfrentamento do problema com maior rigor pelo Estado, pela sociedade, pelas famílias e, principalmente, pelos jovens. Aliado à ignorância está o machismo estúpido de muitos. Até hoje, quase nenhum pai ou responsável foi punido civil ou penalmente pelo abandono dos filhos. Responsáveis diretos ou não, todos aceitam passivamente à perpetuação de mais um problema. Sexo, sempre, na quantidade do desejo e da libido de cada um; mas fazer sexo jamais pode ser sinônimo de fazer filho.

MECANISMOS: Variam: da intimidação, partidarização do governo, seleção dos eleitores, questões religiosas, compensações diversas e leis ‘excepcionais’. Por analogia concluiu-se: os 37 milhões de ‘bolsistas’ vivem encurralados eleitoralmente. MUDANÇAS? A julgar pelo perfil da maioria do Congresso teremos poucas. Inexiste o pensamento nacional, o pensar grande; só interesses localizados/individuais. Mas eu pergunto: na hora agá o seu deputado federal é diferente desta maioria? SEM ILUSÕES Essa maioria não quer as reformas eleitoral, fiscal e a administrativa. Os motivos são óbvios, dispensam explicações. Isso permite ao Governo por exemplo inverter prioridades: Copa, ao invés de saúde/educação/segurança/transporte. SUCESSÃO A viabilidade do projeto de Delcídio passaria pela aliança branca com Azambuja? Ao insistir na composição e se ela não vingar, pode estar valorizando o prestígio do deputado, caso ele (tucano) saia candidato ao governo. QUESTÕES São muitas e que implicam nas candidaturas. Nem sempre as versões oficiais contidas em releases de assessores mostram a realidade. Claro que há muita especulação, mas os formadores de opinião olham mais de perto. AZAMBUJA Reviu os planos com a candidatura de Simone. O projeto inicial previa a eleição ao senado e disputar a prefeitura da capital em 2014. Indaga-se: a densidade eleitoral do PPS/DEM/ PSB compensaria a perda do eleitorado petista? CÁLCULOS: Eles estão sendo feitos para aferir os votos obtidos pelas lideranças destes 3 partidos nas últimas eleições. Discute-se também o poder de transferência de votos destas lideranças e o discurso deles em relação ao cenário local. DISCURSOS Nelsinho já mostrou o esboço, seria da continuidade. Delcídio faz o genérico focado no desenvolvimento. Azambuja deve se apegar a renovação, embora o projeto ‘pensando MS’ não tenha passado de mero proselitismo. 2º TURNO É o calcanhar de Aquiles dos pretendentes. Se o discurso for ameno corre o risco de ficar desacreditado e virar cavalo paraguaio. Se agredir demais provoca arestas que vão pesar num eventual 2º turno, culminando até com a derrota. IMPREVISÍVEL Eleição é igual casamento: só se sabe como começa. Os exemplos das ‘surpresas’ estão aí. Se os resultados foram frutos de fatores diversos, da própria democracia inclusive, na pratica foram desastrosos para a população. CHAPAS Agregar vários partidos tem sido a tendência. No mínimo garante tempo no horário eleitoral. A questão é se os escolhidos para vice e senado ciscam para fora ou para dentro. Só pose e nome podem não ajudar. Muito pelo contrário. PESSOALIDADE Ela também influencia muito na escolha do governador. Eu diria cerca de 50%. O resto: a estrutura de campanha, conjuntura nacional, candidato ao senado, deputados estaduais, federais, prefeitos e vereadores. PLANALTO O apoio do PMDB local à candidatura de Dilma lembra bem aquele livro ‘Crônica de uma morte anunciada’ do Gabriel G. Marques. Ao final cada qual terá sua desculpa para não cumprir o compromisso. O clima atual sinaliza isso. SINAIS? A fala recente de Marcio Monteiro sobre a queda de Dilma nas pesquisas indica: Azambuja nacionalizará o discurso e preservar o fator local de olho no 2º turno. Os tucanos se livrarão da pecha ‘cara pálida’? É esperar e conferir. “Deixe que o tempo passe e já veremos o que ele traz.” (Gabriel G. Marques)

(*) É Bacharel em Direito

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