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evangélico

A REVISTA QUE CONSTRÓI A SUA VIDA Março 2017 / Edição 758

Campanha contra a comunidade negra foi descoberta

GENOCÍDIO PUBLICACIÓN OFICIAL DEL

MOVIMIENTO MISIONERO MUNDIAL

TESTEMUNHO

HERÓIS DA FÉ

DEVOCIONAL

O policial arrependido

O apóstolo da Nova Zelândia

A deidade de Jesus Cristo


editorial

SEDE DE DEUS Rev. Gustavo Martínez Presidente Internacional del M.M.M.

“E aconteceu que, quando estava numa daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto, e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me. E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele”. Lucas 5:12-13.

A

lguns indivíduos são tratados como se

tou perante Jesus, prostrou-se com o rosto na

fossem o dejeto da humanidade, pois

terra e lhe rogou ajuda e sanidade. E recebeu

cometeram os mais graves atos de pecado, de-

a sanidade, foi limpo, porque em seu coração

pravação, imoralidade, e vícios; as pessoas não

decidiu pôr as barreiras de lado, sem se deixar

querem lidar com eles, porque os consideram

marginar por sua doença, ou pelo que outros

casos perdidos, que não têm solução, não têm

pudessem dizer. Portanto tomou a firme deter-

remédio, não têm melhora. Contudo, eu quero

minação e o risco de procurar Jesus, para en-

dizer que, apesar de ter caído nessa condição e

contrar a ajuda e a misericórdia de Deus, e a

sejam excluídas pelo resto da humanidade, es-

achou. Glória a Deus!

sas pessoas não estão excluídas da misericórdia e graça de Deus. A Palavra do Senhor nos apresenta um homem leproso, um dejeto da sociedade, isolado

BÍBLIA A Bíblia contada desde outra perspectiva Quinta-feira

Amados, não há barreiras para alguém que tenha sede de Deus, que queira um milagre do Senhor; se decidir firmemente procurar Deus, não haverá nada nem ninguém que o impeça.

de sua família, e afastado de todos, de maneira

Amado amigo, você também pode procu-

que a lepra não se espalhe pelos povos vizinhos;

rar a salvação, deixe que o Senhor arranque

um homem que tinha perdido seus direitos e

de seu coração o pecado, os vícios e as cadeias

era considerado imundo, confinado para o resto

que ataram sua alma por tanto tempo. Se você

da vida até sua morte. Além disso, nesse tempo

o decidir, hoje essas cadeias se quebrarão no

não existia medicina que pudesse lhe dar pelo

nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele, nos-

menos a mínima esperança de cura.

so Senhor, diz: “O que vem a mim de maneira

Um dia, esse homem leproso se apresen-

nenhuma o lançarei fora”.

17H00

Bethel Televisión, o canal do Movimento Missionário Mundial transmite a mensagem da Palavra de Deus

MISIONÁRIO MUNDIAL 2 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia mediante uma programação cultural e educativa de Lima-Peru através de 7 satélites e via internet a todo o mundo.

Março 2017 / Impacto evangélico

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• A inspiração das Escrituras Sagradas: 2 Timóteo 3:15-17, 2 Pedro 1:19-21. • A Divindade adorável em Três Pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo: Mateus 3:16-17, 17: 1-5; 28:19 João 17: 5, 24, 26, 16:32, 14:16, 23, 18:05, 6, 2 Pedro 1:17,18; Apocalipse 5. • A salvação pela fé em Cristo: Lucas 24:47, João 3:16, Romanos 10:13, Tito 2:11, 3:5-7. • O Novo Nascimento: João 3:3, 1 Pedro 1:23, 1 João 3:9. • A Justificação pela Fé: Romanos 5:01, Tito 3:07. • O Batismo nas águas por imersão, segundo ordenado por Cristo: Mateus 28:19, Atos 8:36-39. • O Batismo no Espírito Santo, subseqüente à salvação, falando em outras línguas, segundo: Lucas 24:49, Atos 1:4, 8, 02:04. • A Cura Divina: Isaías 53:4, Mateus 08:16, 17, Marcos 16:18, Tiago 5:14, 15. • Os Dons do Espírito Santo: 1 Coríntios 12:1-11. • Os frutos do Espírito Santo: Gálatas 5:22-26. • A Santificação: 1 Tessalonicenses 4:03, 5:23, Hebreus 0:14, 1 Pedro 1:15, 16, 1 João 2:6. • O Ministério e a Evangelização: Marcos 16:15-20, Romanos 10:15. • O dízimo e a Sustentabilidade da Obra: Gênesis 14:20, 28:22, Levítico 27:30, Números 18:21-26, Malaquias 3:7-10, Mateus 10:10; 23:23. • A ascensão da Igreja: Romanos 8:23, 1 Coríntios 15:51 - 52, 1 Tessalonicenses 4:16-17. • A Segunda Vinda de Cristo: Zacarias 14:1-9, Mateus 24:30, 31, 2 Tessalonicenses 1:07, Tito 2:13, Judas 14, 15. • O Reino Milenar: Isaías 2:1-4, 11:5-10, Zacarias 9:10, Apocalipse 19:20, 20:3-10. • Novos Céus e Nova Terra: Isaías 65:17, 66:22, 2 Pedro 3:13, Apocalipse 21:1.

16 / INTERNACIONAL. O novo sistema planetário 20 / CIÊNCIA. A temida tuberculose 24 / LITERATURA. Usos e costumes dos judeus nos tempos de cristo 28 / MÚSICA. Mil línguas eu quisera ter 30 / HERÓIS DA FÉ. O apóstolo da Nova Zelândia DEVOCIONAIS 40 / A DEIDADE DE JESUS CRISTO . Rev. Luis M. Ortiz

42 / JOQUEBEDE, UMA MÃE PARA A CRISE . Rev. Alberto Ortega

Genocídio contra a comunidade negra

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Não à “batalha dos banheiros”

Testemunho

USPS 012-850) PUBLICAÇÃO OFICIAL DO MOVIMENTO MISSIONÁRIO MUNDIAL

O Movimento Missionário Mundial é uma organização religiosa sem fins lucrativos, devidamente registrada em San Juan, Porto Rico, e na capital federal, Washington DC com sede nas duas cidades, bem como em todos os estados da União Americana e em outros países onde temos obras missionárias estabelecidas.

Interview

MARÇO 2017 / EDIÇÃO N° 757

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Atualidade

Diretor Fundador: Rev. Luis M. Ortiz

Nota de capa

evangélico

‘Chencho’, o policial arrependido

A ideologia de gênero fracassará

22 18

34

44 - 64 / EVENTOS INTERNACIONAIS. Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim 65 / OUTROS EVENTOS.

52 / Evento.

66 / CARTAS-AGENDA.

Impressão: Quad/Graphics Perú S.A. Av. Los Frutales 344 - Lima 03 - Perú

MISIONÁRIO MUNDIAL 4 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

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nota de capa

GENOCÍDIO

CONTRA A COMUNIDADE NEGRA A

monstruosa indústria do aborto atacou a comunidade negra nos Estados Unidos. Os ativistas pró-vida denunciam que centenas de bebês dessa raça foram assassinadas pela cor de sua pele antes de nascer. Uma aterradora realidade silenciada por décadas.

Beatriz de la Rosa (*)

MISIONÁRIO MUNDIAL 6 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

FOTO: AFP

Martin Luther King, máximo defensor dos direitos civis perante a segregação racial, chegou a dizer que “nossas vidas começam a morrer no dia em que calamos coisas que são verdadeiramente importantes”. Essa doutrina fez parte do discurso da escritora e palestrante pró-vida (organização Bound4Lifeblo) Christina Marie Bennett, que leva uma década denunciando o genocídio que a comunidade negra sofre. Para Christina Marie, de origem afro-americana, falar do aborto é contar sua história. Há muitos anos, sua mãe, que a levava em seu ventre, foi para um hospital para abortar. Sofria de um ataque de ansiedade, carecia de meios econômicos e ajuda necessária para criar um filho. “O bedel do hospital viu minha mãe chorando na sala de espera, aproximou-se dela e lhe perguntou se sua decisão era a correta; minha mãe assentiu e ele lhe disse: “Deus dará as forcas que agora mesmo você não tem”, relata. “Nesse momento, o médico chamou minha mãe. Quando entrou na sala, notou que o lugar ainda tinha o sangue do aborto anterior; minha mãe quis sair dali, tinha mudado de opinião, mas o médico a forçou a permanecer, disse que era tarde demais, que já tinha pagado, mas minha mãe foi mais corajosa que a situação e abandonou o recinto”. “Essa conversa com o bedel me salvou a vida, mas quantos bebês negros foram assassinados antes de nascer por sua raça, pela cor de sua pele?”, pergunta-se a ativista pró-vida. Bennet denuncia o derramamento de sangue da comunidade negra nos Estados Unidos e no mundo. A ativista afirma que “enfrentamos um grande genocídio do qual ninguém fala”. Mas as associações pró-vida, após décadas, começaram a quebrar essa lei de silêncio.

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nota de capa

Desde a legalização do aborto em 1973 nos Estados Unidos, mais de 15 milhões de bebês negros foram abortados. Em concreto, 31 % das pessoas abortadas no país são de cor. Isto é, 1876 bebês negros, em média, são abortados diariamente nos Estados Unidos. Mesmo a própria comunidade abortista é consciente da quantidade de abortos “negros” que são realizados. O Instituto Guttmacher assegura que as mulheres de raça negra têm 5 % mais probabilidades de abortar que as mulheres brancas.

PERSEGUIÇÃO À MULHER NEGRA GRÁVIDA Essa porcentagem não é casual, não porque seu organismo seja mais fraco que o das mulheres brancas, mas porque as mulheres negras são fortemente obrigadas a abortar, e, por sua vez, está relacionado com a situação econômica e social da população de afrodescendentes, geralmente inferior à dos brancos. Mas nada disso é coincidência, como agora os afro-america-

Desde a legalização do aborto em 1973 nos Estados Unidos, mais de 15 milhões de bebês negros foram abortados. Em concreto, 31 % das pessoas abortadas no país são de cor. Isto é, 1876 bebês negros, em média, são abortados diariamente nos Estados Unidos.

FOTO: AFP

nos pró-vida denunciam. O grande perpetuador desses abortos é, sem dúvida, o gigante abortista, Planned Parenthood. De fato, em seus centros, 30 % dos bebês abortados são de cor, isso supõe que a cada dia 266 bebês negros são assassinados antes de nascer. A comunidade pró-vida denunciou, também, que a Planned Parenthood instala seus centros de aborto perto dos bairros onde há mais população negra e com recursos limitados, mas não para ajudar as mulheres grávidas da zona, mas para explorálas, segregá-las e julgá-las pela pigmentação de sua pele. O cofundador da Radiance Foundation, Ryan Bomberger já manifestava durante a campanha pró-vida #BlackLivesMatter: “Só para colocar as coisas em perspectiva, a Planned Parenthood mata mais negros desarmados em um dia do que a Polícia é acusada em um ano”.

A EUGENIA NÃO FOI UMA INVENÇÃO NAZI Mas o único que a multinacional faz é seguir ao pé da letra o propósito eugênico e supremacista de sua fundadora, Margaret MISIONÁRIO MUNDIAL 8 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

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nota de capa

AS VÍTIMAS NA ÁFRICA A África é o continente mais acossado pelas pressões das grandes potências que tentam impor o novo colonialismo em troca de dinheiro. Os Estados Unidos exige a implantação do aborto em troca de dólares. Assim tão simples. E a troca funciona. Isto explica que o aborto seja praticado na maioria dos países, e isso é precisamente o que Obianuju Ekeocha denuncia, a enfermeira ugandesa que pagou caro sua oposição ao aborto. Produtora do vídeo Killing Africa e fundadora de Cultura Africana da Vida considera que a melhor maneira de frear o aborto no continente onde se originou a vida é cortar definitivamente os financiamentos das multinacionais abortistas. Ela denuncia que há organizações abortistas como o International Project Assistance Service que promovem o aborto na África graças ao dinheiro público dos contribuintes estadunidenses e que o utilizam para exercer uma agressiva pressão contra os políticos africanos que se negam a legislar a seu favor, publica LifeSiteNews. Ekeocha denuncia um colonialismo ainda mais sanguinário que das antigas potências europeias, o colonialismo do aborto. Essas potências atentam contra a soberania das nações africanas, apesar de que 80 % desses países africanos são contrários ao aborto. O aborto é legal nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França e na maioria das nações mais ricas do mundo. Porém, a maioria dos países africanos rejeitou estas práticas. Para eles, a legalização do aborto é uma forma de atentar contra a vida de seus filhos. Portanto, se essas entidades não tivessem a quantidade de dinheiro suficiente para influir sobre os políticos africanos, o aborto não seria legal na maioria destes países. (*) Extraído de http:// www. actuall.com)

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Mesmo a própria comunidade abortista é consciente da quantidade de abortos “negros” que são realizados. O Instituto Guttmacher assegura que as mulheres de raça negra têm 5 % mais probabilidades de abortar que as mulheres brancas. FOTO: AFP

Sanger que, desde o funcionamento da International Planned Parenthood Foundation nos anos 30, centrou suas atividades e campanhas em bairros pobres de minorias raciais negras e latinas para manter o controle natal. Procurava o extermínio racial por meio do aborto. A prova é que mais de 40 % dos abortos realizados pela multinacional nos Estados Unidos são de pessoas de raça negra e outras minorias. E Sanger tentou que aquilo parecesse um acidente; chegou a dizer: “Não queremos que circule a ideia de que queremos exterminar a população negra”. Isso concordava com sua ideologia eugênica e com a de outros intelectuais anglo-saxões de finais do século XIX e começos do século XX, como o britânico Francis Galton. Todos eles queriam acabar com o fraco e fomentar uma raça de puros-sangues. Os testemunhos escritos de Sanger são eloquentes: “Vivemos uma situação na qual nossas instituições de beneficência, nossos atos de compensação, nossas pensões, nossos hospitais, mesmo nossas infraestruturas básicas tendem a manter com vida os doentes e os fracos, fazendo que se espalhem e, assim produzam uma raça de degenerados”. Uma ideia muito similar ao racismo característico da Alemanha Nazi e que tomou a forma de uma sociedade aparen-

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FOTO: AFP

nota de capa

A Planned Parenthood instala seus centros de aborto perto dos bairros onde há mais população negra e com recursos limitados, mas não para ajudar as mulheres grávidas da zona, mas para explorá-las, segregá-las e julgá-las pela pigmentação de sua pele.

MISIONÁRIO MUNDIAL 12 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

temente democrática como a estadunidense com o passar do tempo. Isso não é tudo, os Estados Unidos e as Nações Unidas também pretendem exportar esse genocídio para a África mediante seus planos anticonceptivos e abortistas, chantageando os governos desses países em troca de ajuda para o desenvolvimento. Os Estados Unidos expandiu o negócio do aborto na África por cima da soberania de cada nação e de seus cidadãos, em uma nova forma de colonialismo. A fundadora de Cultura Africana da Vida (Culture of Life Africa), a ugandesa Obianuju Ekeocha, expôs seis pontos denunciando o colonialismo encoberto que os Estados Unidos pratica com o financiamento do aborto. Mas os acontecimentos são já inocultáveis, particularmente nos EUA. A organização dos direitos civis Black People Against

Abortion (Pessoas Negras Contra o Aborto) assegura que nos últimos 40 anos, houve mais mortes de pessoas de raça negra por causa do aborto que da AIDS, câncer, diabete, doenças cardíacas e crimes violentos, incluídos os do Ku Klux Klan. O objetivo deste tipo de organizações afro-americanas e próvida é desmascarar a pulsão eugênica da Planned Parenthood e desmentir a ideia de que a multinacional luta pela saúde da mulher. Não é uma tarefa fácil porque a ideia “progre”, alcunhada pelo cinema, a moda ou a publicidade, pretende fazer crer que a multinacional luta pelos direitos humanos. Além disso, muitas celebridades de Hollywood continuam vendo Margaret Sanger ou a atual presidenta da Planned Parenthood, Cecile Richards, como “as grandes salvadoras das mulheres”. (*) Extraído de http://www. actuall.com)

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Ameaça à comunidade negra “O aborto legal fez nos EUA o que o Ku-Klux-Klan jamais sonhou conseguir: o extermínio de um terço da população negra atual”.

em 2008

-1 Respeito a 2003 -7 Respeito a 1995 MISIONÁRIO MUNDIAL 14 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

27 -2 -3

19

É o grande perpetuador destes abortos como os afro-americanos pró-vida denunciam agora.

28

15 milhões

de bebês negros foram abortados desde a legalização do aborto em 1973 nos Estados Unidos.

EUROPA AMÉRICA DO NORTE

MÉDIA NO MUNDO

Fundación Resplandece

negros foram abortados desde a legalização do aborto em 1973 nos Estados Unidos.

Sobrinha do ativista dos direitos civis, Martin Luther King, e Fundadora de King of America.

de probabilidades de aborto que em mulheres brancas, segundo o relatório do Instituto Guttmacher.

-1 -21

29

AMÉRICA LATINA

Quantidade de abortos por cada 1.000 mulheres entre 15 e 44 anos

-1 -5

-1 -5

= -4

Apartheid

32

ÁSIA

28

ÁFRICA

das crianças abortadas nos EUA são de cor.

5%

“Eu sou fruto de uma violação, mas a adoção deu um sentido a minha vida”.

1876 bebês

Alveda King Provida

31%

Ryan Bomberger Pró-vida

O apartheid é o resultado do que foi, no século XX, um fenômeno de segregação racial na África do Sul que foi aplicado por colonizadores ingleses, como símbolo de uma sucessão de discriminações: política, econômica, social e racial das pessoas negras.

Foi denunciada pela comunidade pró-vida porque construí seus centros de abortos perto dos bairros onde há mais população negra e com recursos limitados.

OCEANÍA

17

-1 -4

Fontes: OMS, Instituto Guttmacher

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internacional

O NOVO

SISTEMA O

PLANETÁRIO

mundo científico esteve alvoroçado a causa do descobrimento de sete planetas que fazem parte de um sistema similar ao Solar. As especulações sobre a possibilidade de achar vida em, pelo menos três deles, são múltiplas e de diversa natureza.

MISIONÁRIO MUNDIAL 16 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

FOTO: AFP

O primeiro que chamou a atenção dos cientistas da NASA, os mesmos que anunciaram a descoberta do novo sistema planetário cujo centro foi denominado Trappist-1, foi a localização e tamanho de três dos sete exoplanetas que têm similaridade com a Terra. Esta característica faz pensar que os três poderiam ser habitáveis. A Terra ocupa uma posição privilegiada dentro do sistema solar, pois está situada em um lugar conhecido como zona de habitabilidade, isto é, nem muito perto nem muito longe do Sol, pelo que é possível ter água e atmosfera e, portanto, vida. Os seis planetas mais próximos à estrela podem ter uma temperatura na superfície de entre 0 e 100 graus, esse intervalo permite que tenha água líquida. A NASA afirma que esses três exoplanetas têm um tamanho muito similar ao da Terra. De fato, o planeta ‘f ’ se assemelha à Terra em rádio e diâmetro, e alguns cientistas já se atreveram a dizer que é praticamente um gêmeo do globo terrestre. Um dos aspectos mais interessantes da descoberta “é a complexidade do próprio sistema planetário, já que são planetas de tipo rochoso” e estão situados idoneamente para abrigar oceanos de água líquida, afirma David Barrado, investigador do Departamento de Astrofísica do Centro de Astrobiologia (CSIC-INTA) da Espanha. Barrado diz que “é preciso realizar um estudo detalhado com velocidade radial e espectrógrafos que já há na terra, e que permita obter informação complementar” sobre este sistema. A estrela Trappist-1, conhecida na NASA pelo nome de catálogo 2MASS J23062928-0502285, era irrelevante até há um ano quando os cientistas descobriram a existência de planetas girando ao redor dela, mediante uma técnica chamada de fotometria de trânsito, utilizada para detectar planetas distantes e medir a atenuação do brilho de sua estrela anfitriã. Dessa maneira, estudando a periodicidade do trânsito, a profundidade e a forma, os cientistas puderam determinar as

A NASA afirma que esses três exoplanetas têm um tamanho muito similar ao da Terra. De fato, o planeta ‘f’ se assemelha à Terra em rádio e diâmetro, e alguns cientistas já se atreveram a dizer que é praticamente um gêmeo do globo terrestre.

características dos novos planetas, rádio, tamanho e densidade. A primeira notícia importante sobre Trappist-1 foi conhecida em maio do ano passado quando a equipe liderada por Michaël Gillon da Universidade de Liége, Bélgica, revelou que tinha descoberto dois planetas orbitando aquela estrela. Trappist-1 tem 9 % da massa do Sol, é menor, vermelha e fria. Se fosse um pouco menor, não seria uma estrela, mas uma anã marrom, que são astros frios que não podem fusionar hidrogênio como o Sol. Os planetas deste sistema descoberto têm períodos orbitais de entre 1,5 e 13 dias solares e, segundo os astrônomos, são similares em tamanho ao que formam Júpiter e suas luas,

tanto por suas proporções relativas quanto pelas órbitas compactas e próximas. Segundo um comunicado de imprensa da NASA, os investigadores conseguiram identificar a massa de seis dos sete planetas, enquanto o sétimo e mais afastado ainda é desconhecido; porém, “os cientistas acham que se trataria de uma gelada bola de neve”, mas precisam de mais estudos. Imediatamente depois da notícia da descoberta, começaram as especulações sobre o envio de uma nave tripulada para esse sistema que está a 39 anos-luz (mais de 350 bilhões de quilômetros) de distância, mas essas ideias chocam com a realidade científica atual.

“A tecnologia atual ainda não permite enviar uma nave a esse sistema, mas se poderia conseguir novas iniciativas para um futuro não muito distante”, explicou David Barrado. Após uma primeira fase de “reconhecimento”, os cientistas planejam iniciar “observações detalhadas para estudar o clima e a composição química dos corpos, com o intuito de determinar se há vida”. “Em poucos anos, saberemos muito mais sobre esses planetas e com a esperança de saber se há vida neles em uma década”, afirmou a NASA. (Con información de internet)

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atualidade

NÃO

À “BATALHA DOS BANHEIROS” A

s escolas públicas dos Estados Unidos não terão mais que aceitar que os alunos transexuais usem banheiros e vestuários comuns em função do gênero com o que se identifiquem.

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REJEITAM

A IDEOLOGIA DE GÊNERO A FOTO: AFP

O presidente dos EUA, Donald Trump, revogou a norma instaurada por seu antecessor, Barack Obama, que permitia que os alunos transexuais das escolas públicas usem os banheiros e os vestuários de sua preferência em função do gênero com o que se identificassem. O Procurador Geral, Jeff Sessions, argumentou que a medida impulsionada pelo ex-presidente Obama causava confusão em nível local e não era coerente com os poderes do Executivo. Por isso, o presidente Donald Trump revogou, em 22 de fevereiro, a norma que negava às entidades locais a opção de estabelecer o uso dos banheiros de acordo com sua realidade. “A batalha dos banheiros”, denominação dada à medida de Obama, foi considerada um grande avanço em comunidades transgêneros e organizações afins. Porém, a iniciativa foi rejeitada pelos críticos que a consideravam uma ameaça para a segurança e privacidade dos outros estudantes. Sem a norma de Obama, agora as entidades locais terão liberdade para proclamar suas próprias leis e determinar se os estudantes podem ou não usar os banheiros que desejem de acordo com o gênero com que se identifiquem. Assim, Trump se pôs de lado dos estados governados por republicanos que asseguravam que Obama se excedeu em seu poder em maio do ano passado ao proclamar esta norma que ameaçava arrebatar fundos federais às escolas que não permitissem que os alunos usassem os banheiros de sua escolha. O Fiscal Geral, Jeff Sessions, anunciou mediante um comunicado que o governo de Trump tinha decidido suspender a medida devido à confusão que tinha criado em nível local e não incluía “uma análise legal suficiente” sobre como essa iniciativa era coerente com os poderes que a Constituição outorga ao Executivo. Na terça-feira, Sean Spicer, assessor de imprensa da Casa Branca, já tinha afirmado que este tipo de temas devia ser tratado pelos Estados e não pelo governo federal. Em seu comunicado, Sessions assegurou que o Departamento de Justiça “mantém seu

compromisso” de proteger “todos os estudantes”, incluindo aqueles que pertencem à comunidade lésbica, gay, bissexual e transexual (LGBT) contra a discriminação, a intimidação e o assédio. A mudança de posição do Governo não terá um impacto imediato, pois a medida de Obama foi bloqueada em agosto passado pelo juiz federal do Texas Reed O’Connor a pedido de 13 estados. (Extraído de www.protestantedigital.com)

ideologia de gênero já não é mais imposta nas escolas públicas de Nova Gales do Sul, na Austrália. Os professores não poderão ministrar seu conteúdo depois de que o Governo ordenou um estudo dos conteúdos a uma entidade independente.

A ideologia de gênero já não é mais imposta nas escolas públicas de Nova Gales do Sul, na Austrália. Os professores não poderão ministrar seu conteúdo depois de que o Governo ordenou um estudo dos conteúdos a uma entidade independente. No Estado de Nova Gales, no sul da Austrália, os alunos não terão mais aulas que ensinem que “o gênero é uma construção social”. O

programa estatal obrigatório de educação sexual para alunos de 11 e 12 anos, e que incluíam postulados da ideologia de gênero, foi finalmente questionado pelo próprio conselheiro de Educação de Nova Gales do Sul, Adrián Piccoli, que ordenou uma revisão dos conteúdos. Após essa decisão, fez uma atualização no qual se instava a não usar determinados recursos. Na lista proibida, aparece uma recopilação de 17 páginas de um guia para os professores, e continha ensinamentos sobre diversidade sexual para crianças de 10 anos. Nesse guia destacava a história de José, um homem casado que tinha três filhos e que confessava se masturbar pensando em varões. Também se mencionava o exemplo de Alex, que mantinha relações sexuais com garotas, uma delas era adolescente, e mais tarde teve relações com um homem. O Governo nacional não quis fazer declarações sobre o assunto. Também não está claro se o novo ministro de Educação australiano, Rob Stokes, respaldará estas recomendações sobre a revisão dos conteúdos em ideologia de gênero nas escolas públicas. O decreto rejeitado estabelecia a forma de falar dos professores, para mostrar aos alunos o sexo quase de forma explícita e as ideias de que “há infinitas possibilidades” de identidades de gênero. Nova Gales do Sul (em inglês, New South Wales) é o estado mais antigo e povoado da Intercomunidade da Austrália. Está situado na parte sul-oriental do país. (Com informação da internet)

Março 2017 / Impacto evangélico

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ciência

A TEMIDA

TUBERCULOSE É uma das doenças mais antigas e conhecidas na história da medicina e constitui uma das dez principais causas de morte no mundo. É transmitido por meio da saliva, que transporta os microrganismos achados nas vias respiratórias dos doentes.

Walter Menchola Vásquez

MISIONÁRIO MUNDIAL 20 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

OS MAIS AFETADOS

Na América Latina, o Peru e a Guiana possuem a taxa de incidência mais alta (100 a 299 casos novos por 100 000 habitantes). Além disso, é preciso considerar que por diferentes razoes não se reportam todos os casos de pessoas com doença tuberculosa ativa; a detecção da doença só atinge aproximadamente 60 % dos pacientes reportados. Em geral, a doença diminui no mundo; o objetivo é erradicar a doença para 2030 (OMS).

FOTO: AFP

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que geralmente afeta os pulmões. A infecção se transmite de uma pessoa doente ativa (contagiosa) a uma pessoa sã (exposta) por meio de gotinhas respiratórias microscópicas, as quais secam rapidamente e podem permanecer suspendidas no ar por horas e chegar às vias respiratórias de outra pessoa. Qualquer pessoa que tenha tosse por mais de duas semanas (sintomático respiratório) deve ser avaliada por um médico para descartar a tuberculose nos países onde a incidência da doença é alta. A demora em recorrer ao médico é uma das causas principais de infecção tuberculosa, pois se estima que esses pacientes com doença ativa contagiam 20 pessoas antes de ser diagnosticados e tratados. A infecção no princípio é normalmente assintomática nas pessoas sãs, já que seu sistema imunitário funciona como uma barreira ao redor da bactéria (doença primária). Porém, as pessoas com um sistema imunológico comprometido ou debilitado são as mais propensas a contrair a doença. O diagnóstico é realizado com um bom histórico clínico (tosse mais de duas semanas e antecedente de exposição a pacientes com tuberculose) e a ajuda de exames auxiliares importantes, como o microscópico do escarro ou de amostras de tecido, onde se aprecia o bacilo; outros testes que levam muito mais tempo são o cultivo de escarro; as serológicas, como o PPD, que tem limitações; e as radiológicas, como a radiografia de tórax. Realizam-se exames mais sofisticados e custosos quando há evidências clínicas e epidemiológicas importantes, e os anteriores foram negativos ou são duvidosos. A tuberculose é geralmente uma doença curável; em sua terapia se procura interromper a transmissão combatendo a infecção, e evitar as complicações e a morte do paciente. O tratamento eleito é o farmacológico e a forma de aplicá-lo se baseia em quatro drogas em altas doses e por tempos relativamente curtos (dois meses), depois passa por uma segunda fase mais

prolongada (quatro meses). O tratamento encurtado diretamente observado (DOTS, por seu acrônimo em inglês) parece ser o melhor de todos, já que é aplicado por pessoal qualificado. Um dos graves problemas que a Organização Mundial da Saúde (OMS) observou e alertou os países é o incumprimento dos sistemas de tratamento, considerado uma das causas da aparição de bacilos de tuberculose resistentes aos fármacos (resistência secundária). Esses germes também podem mudar geneticamente e opor resistência por si mesmos (resistência primária). A resistência secundária é uma causa frequente e grave de mortalidade. As estirpes resistentes aos fármacos (MDR) são mais difíceis de tratar, requerem maior número de medicamen-

tos e por tempo prolongado e, em alguns casos, mesmo cirurgia. As estirpes extensivamente resistentes (XDR) têm realmente poucas opções terapêuticas e um prognóstico muito mau. A OMS estima que em 2015, 480 000 pessoas desenvolveram tuberculose multirresistente (MDR) no mundo. A prevenção consiste no isolamento do doente ativo e no diagnóstico e tratamento precoce. As pessoas que tiveram contato no lar (três meses anteriores ao diagnóstico, compartilhando o mesmo ambiente diariamente) ou contato próximo (compartilha um espaço fechado frequentemente por longos períodos, como o trabalho, e por três meses antes do diagnóstico) com esses pacientes, devem receber tratamento com isoniazida por

seis meses ou mais, dependendo do caso (quimioprofilaxia). O isolamento respiratório é importante, de tal maneira que o paciente cubra suas vias aéreas com uma máscara de proteção respiratória (FFP3) permanentemente enquanto estiver em contato com outras pessoas; que também devem se proteger do mesmo modo. A máscara cirúrgica (FFP1) permite que a pessoa não transmita agentes infecciosos, mas não protege da inalação de agentes contaminantes. Fonte: Harrison Medicina Interna; Manual Washington de Terapêutica Clínica. Organização Mundial da Saúde (OMS). (*) Médico internista, Mg. Gestão e Políticas Públicas

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entrevista

“A IDEOLOGIA DE GÊNERO” O

Foto: Roberto Guerrero

tema da ideologia de gênero causa polêmica em diversos países. A maioria levanta sua voz de protesto perante esta iniciativa que transgrede as leis de Deus e as leis naturais. Por isso, o Oficial Internacional do MMM Rev. Margaro Figueroa opina que esta ideologia será rejeitada.

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O Oficial Internacional Rev. Margaro Figueroa percorre diversos países em qualidade de missionário cristão e viu muitas realidades em relação ao debate proposto sobre a ideologia de gênero. Nesta entrevista, ele fala sobre o uso da tecnologia para a evangelização e o crescimento da Obra no mundo. Como vê o avanço mundial da Obra? Notamos um crescimento vertiginoso nestes anos. Somos chamados de diferentes países para que levemos a Obra, e por isso, às vezes nos perguntamos: como fazemos para poder chegar a tantos lugares? As pessoas gostam que lhes falem de maneira clara, e quando lhes falam de maneira clara e notam que estamos ensinando a verdadeira Palavra, acolhem-nos e se unem ao Movimento Missionário Mundial. Que papel tiveram os meios de comunicação da Obra neste avanço? As pessoas ouvem os programas, as prédicas, e imediatamente chamam porque querem se unir ao Movimento Missionário Mundial. Como puderam notar, Bethel começou no Peru, mas agora todos os países estão conectados, mesmo desde os lugares mais remotos. Como a Obra chegou ali? Chegou através dos meios de comunicação. Isto se relaciona também com as novas tecnologias da comunicação, como as redes sociais, certo? Qual é a contribuição das redes sociais neste processo de crescimento da Obra? Nós recebemos muita ajuda. As redes são usadas com um propósito são, um propósito bom e, como dizemos às vezes, o produto que vendemos é a Palavra do Senhor. Quando as pessoas ouvem o que dizemos por meio das redes, vêm, veem, convencem-se e ficam contentes e satisfeitos. Bom, todos os anos há desafios. Eu fui homem de empresa e negócios, e sei que não podemos ficar estancados, temos que avançar. Quais são esses desafios? Pode mencionar alguns? O Movimento Missionário Mundial tem desafios muito fortes e os desafios são a concorrência, já que alguns querem chegar primeiro

que outros e sem direção de Deus… A que se refere com concorrência especificamente? Muitos querem alterar a palavra, alterar a mensagem para conseguir o que nós não conseguimos. Tentam dizer qualquer coisa para não perder crentes. Não ensinam a doutrina bíblica e sã para tentar nos alcançar, mas como esta Obra é dirigida pelo Espírito Santo, continuamos avançando. Essa é a concorrência? Quando digo concorrência, eu me refiro a alguém que está vendo fazer algo e quer fazer o mesmo, mas como é uma cópia simples, não pode. Aqui a originalidade é a Palavra de Deus, e se mantermos a originalidade, usando os meios tecnológicos, chegaremos a muitos lugares. Temos toda uma história na Obra que começou em Porto Rico. Eu sou fruto dessa Obra. Tenho 70 anos no Evangelho. No princípio crescíamos lentamente, lento demais porque a tecnologia não tinha chegado. Agora usamos a tecnologia, mas com muito cuidado. A tecnologia ajuda ao crescimento da Obra? A tecnologia ajudou sempre. Como pai, eu tive que sopesar os conteúdos. Por isso digo que é preciso saber usá-la, para esses conteúdos não prejudicarem ninguém. Usemos a tecnologia como é devido, não para prejudicar nossa mente, não para prejudicar as próximas gerações. Na tecnologia, há todo tipo de coisas. Se nós a usarmos para difundir a Palavra, isso vai ser uma bênção para nós. Penso que esta frase é muito acertada aqui: “Examinai tudo. Retende o bem”. Há um desafio importante para a Obra, para o povo cristão, que é a ideologia de gênero. Como enfrentar essa ofensiva? Isso é um ataque mundial. Jesus Cristo, através do Espírito Santo, já sabia que isto aconteceria e trouxe o antídoto, trouxe a Palavra. A Bíblia diz: “Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre eles pragas”... “E se alguém tirar quaisquer palavras...”. O importante é que Deus criou o homem e a mulher. Essa ideologia de gênero pretende extirpar os planos de Deus, eliminar o que Deus diz. Assim se criaria uma relação sem princípios, uma relação sem valores, e nós, os que já somos avós, temos netos e netas, estaríamos enterrando o que Deus estabeleceu. Não podemos permitir que um governo sem sentimentos, sem emoções para a família, aplique essas ideologias. A maioria não vende seus valores e jamais venderá seus princípios. Se esses grupos continuarem com sua ideia de gênero, um dia vão ter que responder por seus atos a Deus. De fato, essa ideologia não vai funcionar, porque as pessoas com moral e princípios não vão cair nesse joguinho das trevas. Essa ideologia fracassará.

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literatura

USOS E COSTUMES DOS

JUDEUS

NOS TEMPOS DE CRISTO

R

edigido para descrever o período e as circunstâncias nas quais Jesus Cristo viveu, o livro, escrito por Alfred Edersheim, fornece informação relevante para a comunidade evangélica mundial. Há dezoito séculos e meio, a terra que agora se encontra desolada, com suas montanhas nuas e cinzentas olhando para os vales mal ou nada cultivados, com seus bosques destruídos, seus terraços de oliveiras e vides desvanecidas em pó, com suas aldeias assoladas pela pobreza e cheias de sujeira, seus caminhos perigosos e desertos, sua população nativa quase desaparecida, e com eles sua indústria, riqueza e poder, apresentava uma cena de beleza, riqueza e atividade quase sem igual no mundo então conhecido. Os rabinos nunca se cansam de cantar seus louvores, tanto se seu tema é a preeminência física quanto a moral da Palestina. Escrita para descrever o período e as circunstâncias nos quais Jesus Cristo existiu, a obra “Usos e costumes dos judeus nos tempos de Cristo” permite ver com clareza o que acontecia naquele momento na Palestina, entrar nos pensamentos da comunidade judaica, familiarizar com seus hábitos, seus ensinamentos e culto. Além disso, segundo seu autor, Alfred Edersheim, estudioso judeu convertido ao cristianismo, outorga um melhor entendimento de muitas das expressões e alusões do Novo Testamento.

PROFUNDIDADE ESPIRITUAL Se a Galileia podia se jactar da beleza de suas paisagens e da feracidade de sua terra, e de ser um centro de vida ativa e a via de comunicação com o grande mundo fora da Palestina, a Judeia nem cobiçava nem invejava tais vantagens. Tinha outra e peculiar reivindicação. A Galileia podia ser o átrio exterior, mas a Judeia era como o santuário interior de Israel. É verdade, sua paisagem era relativamente inóspita, suas colinas nuas e rochosas, e tinha um solitário páramo. Mas a sagrada história (ou, quase se poderia dizer, o romance e a religião de Israel) acontecia naqueles montes de cinzento siltito. O livro de Edersheim, publicado em 1876, transporta o leitor à sociedade civil do povo palestiniano durante a época da passaMISIONÁRIO MUNDIAL 24 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

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literatura

gem terrena do filho de Deus. Mediante uma redação meticulosa, leva a se misturar lado a lado com os homens e mulheres daquele período e ajuda a apreciá-los em suas casas e junto a suas famílias, para aprender seus hábitos e maneiras de fazer, e para segui-los em sua vida diária. Esta obra fornece significação, colorido e profundidade espiritual às palavras das Escrituras. A grande distinção que dividia toda a humanidade entre judeus e gentios não era só religiosa, mas também social. Por mais próximas que estivessem as cidades dos pagãos das de Israel, por frequentes e estreitas que fossem as comunicações entre ambas as partes, ninguém podia entrar em uma cidade ou em um povo judeu sem se sentir, por assim dizer, como em um mundo diferente. O aspecto das ruas, a edificação e a disposição das casas, as regras municipais e religiosas e uso das pessoas, seus hábitos e maneira de fazê-las, e, sobretudo, a vida familiar, contrastavam notavelmente com o que se podia ver em outros lugares.

PENSAMENTO RELIGIOSO Dividido em dezoito capítulos, que abordam desde a descrição da Palestina em tempos de Cristo até um breve bosquejo da antiga literatura teológica judaica, “Usos e costumes dos judeus nos tempos de Cristo” contém informação de relevância para a comunidade evangélica mundial. Nesse sentido, Alfred Edersheim manifestou em seu livro que ainda há muito a fazer: seguir o progresso do pensamento religioso, quanto à Escritura, ao Messias, à lei, ao pecado e à salvação. A fim de compreender com precisão a posição da mulher em Israel, só é necessário examinar com cuidado o Novo Testamento. A imagem da vida social que se apresenta ali dá uma visão plena do lugar que tinha na vida privada e pública. Não encontramos aqui aquela separação tão comum entre os orientais em todo tempo; pelo contrário, a mulher se mistura livremente com outras pessoas, tanto em casa quanto fora. Em lugar de enfrentar uma inferioridade social, assume uma parte influente e frequentemente condutora em todos os movimentos, especialmente nos de caráter religioso. Em Israel, a mulher era pura; o lar, feliz; e a família, santificada. Ministro do Senhor, Edersheim, que nasceu em 7 de março de 1825, criou sua obra com o objetivo principal de ilustrar a história e os ensinamentos do Novo Testamento. A este respeito, no prefácio de seu texto, o escritor cristão afirmou: “Aqui se reúnem

A grande distinção que dividia toda a humanidade entre judeus e gentios não era só religiosa, mas também social. Por mais próximas que estivessem as cidades dos pagãos das de Israel, por frequentes e estreitas que fossem as comunicações entre ambas as partes, ninguém podia entrar em uma cidade ou em um povo judeu sem se sentir, por assim dizer, como em um mundo diferente.

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os resultados de muitos anos de estudo. Espero anelante que estas páginas lancem alguma luz adicional sobre as Sagradas Escrituras e que ofereçam renovadas evidências, e em uma nova direção, da verdade das coisas que entre nós foram certíssimas”. Tivesse sido difícil ir longe tanto pela Galileia quanto pela Judeia sem entrar em contato com um peculiar e notável tipo de indivíduo, diferente de todos os outros, e que imediatamente chamaria a atenção. Assim era o fariseu. Bajulado ou temido, evitado ou adulado, considerado com reverência ou ridicularizado, era um poder em todas partes, tanto eclesiástica quanto politicamente, como pertencente à fraternidade mais influente, mais zelosa e mais estreitamente relacionada, e que na prossecução de seus fins não poupava nem tempo nem esforços, não temia nenhum perigo nem evitava as consequências.

TEMPOS DE FRATERNIDADE Judeus e gentios na terra, a Galileia na época de nosso Senhor, estradas e mesões da Palestina, lares judeus, a criação dos meninos judeus, a educação do lar em Israel, escolas elementares israelitas, mães, filhas e esposas em Israel, perspectivas sobre as profissões, os profissionais e os grêmios, o comércio, a “fraternidade” dos fariseus, relação dos fariseus com o Evangelho de Cristo e as sinagogas são alguns dos principais temas abordados por Edersheim. Para considerar o estado da sociedade religiosa em tempos de nosso Senhor, é preciso ter sempre em mente o fato de que os fariseus eram uma “ordem” regular, e que teve muitas destas “fraternidades” em grande parte derivadas dos originais fariseus. Porque o Novo Testamento simplesmente nos transporta entre cenas e atores coetâneos, dando evidentemente, por assim dizer, o estado de coisas então existente. Mas o fato ao que se faz referência explica muitas circunstâncias aparentemente estranhas, e nomeadamente lança uma nova luz. Os fariseus eram explicitamente uma “Chabura”, isto é, uma fraternidade ou “associação”. Falecido em 16 de março de 1889, Alfred Edersheim serviu ao Senhor desde 1846 e lhe entregou sua vida a favor da expansão do cristianismo. Pregador virtuoso e autor de vários livros religiosos, sua maior contribuição para a comunidade evangélica mundial é, segundo a opinião dos especialistas em literatura sagrada, a publicação de “Usos e costumes dos judeus nos tempos de Cristo”. Um livro que declara que Jesus Cristo, transformado em homem, foi um personagem de seu tempo que cresceu dentro de um lar religioso. Ao dar uma olhada retrospectiva do farisaísmo como foi descrito, há uma frase de nosso Senhor que à primeira vista parece quase impossível de entender. Mas é claro e enfático. “Pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as”; (Mateus 23:3). Mas se os primeiros discípulos não deviam cortar imediatamente e para sempre relações com a comunidade judaica, esta instrução era totalmente necessária. Porque, apesar de que os fariseus eram só uma “ordem”, o farisaísmo, como o moderno ultramontaníssimo, não só tinha se tornado a principal direção do pensamento teológico, mas seus princípios eram solenemente proclamados.

A fim de compreender com precisão a posição da mulher em Israel, só é necessário examinar com cuidado o Novo Testamento. A imagem da vida social que se apresenta ali dá uma visão plena do lugar que tinha na vida privada e pública. Não encontramos aqui aquela separação tão comum entre os orientais em todo tempo; pelo contrário a mulher se mistura livremente com outras pessoas, tanto em casa quanto fora.

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música

EU QUISERA TER

MIL LÍNGUAS F

oi composto pelo reformador britânico Charles Wesley em 1739. O hino destaca por sua elegância poética e pelo testemunho espiritual que transmite. Criado em 21 de maio de 1739 pelo reformador inglês Charles Wesley, com motivo do primeiro aniversário de sua submissão a Jesus Cristo, o hino “Mil línguas eu quisera ter” destaca por sua elegância poética e pelo testemunho espiritual que transmite. Fundador do movimento metodista junto a seu irmão John, Wesley, prolífico compositor cristão, ideou essa ode com o propósito de elogiar e louvar o Senhor. Wesley, que nasceu em 19 de dezembro de 1707 na Inglaterra, escreveu cerca de seis mil canções cristãs. Sua vasta obra musical, segundo seus biógrafos, foi realizada enquanto percorria sua nação pregando a Palavra de Deus. Talentoso para a poesia, Charles sobressaiu, em sua época, como um poeta virtuoso, capaz de escrever canções relacionadas à Bíblia, à fé evangélica e principalmente ao Criador. “Mil línguas eu quisera ter”, cuja versão original possui dezoito estrofes, foi publicada pela primeira vez em 1740 como parte de uma coleção de hinos cristãos. Composta sobre a base de algumas palavras do missionário Peter Boehler, que em alguma ocasião disse que se ele falasse mil línguas, louvaria o Senhor em todas elas, esta canção apresenta uma riqueza poética que destaca pelo papel principal de Cristo. O testemunho poético de Charles Wesley respeito a sua conversa ressalta por seu controle da linguagem. Servo do Senhor que percorreu a Grã-Bretanha levando as boas novas, Wesley empregou a hipérbole no início de sua composição para aumentar o impacto emocional de sua criação. Além disso, utilizou outras figuras de estilo como os oximoros, que consistem em usar dois conceitos opostos, e as antíteses. Cantado ainda ao redor do mundo, “Mil línguas eu quisera ter” sobrevive como uma amostra da destreza lírica de seu autor. Em sua versão atual, reduzida pelo passar do tempo a um número menor de estrofes, a Palavra Deus brilha com nitidez. O poema reduzido também manifesta a glória e as vitórias do amor de Deus. Da mesma maneira, realça-se o papel liberador e restaurador do Senhor. Nos Estados Unidos, na atualidade, o hino de Wesley é cantado habitualmente com os arranjos musicais do compositor esMISIONÁRIO MUNDIAL 28 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

MIL LÍNGUAS EU QUISERA TER 1 Mil línguas eu quisera ter Para entoar louvor À tu graça e ao teu poder, Meu Rei e meu Senhor 2 Teu santo nome, ó Redentor, O meu temor desfaz E traz a mim, um pecador Consolo, vida e paz. 3 Com teus remidos louvarei, O teu eterno amor E o nome teu exaltarei Bondoso Salvador 4 Ó Mestre amado, meu Jesus, Ajuda-me a levar, Por todo o mundo, a tua luz, O teu amor sem par

tadunidense Lowell Mason. Enquanto na Grã-Bretanha, acostuma-se empregar a música composta pelo inglês Thomas Haweis. Com cerca de 280 anos de história, “Mil línguas eu quisera ter” continua sendo uma poderosa atração internacional e desfruta de grande repercussão. Charles Wesley, que faleceu em 29 de março de 1788 na cidade de Londres, desfruta de um reconhecimento unânime no mundo musical cristão. Sua intensa sinceridade e fervente piedade, sua forca e agudeza intelectual, sua indubitável cultura e a inigualável espontaneidade de sua eloquência o colocaram entre os grandes líricos britânicos sagrados. Um poeta fértil de Deus que deixou entre seus legados o hino “Mil línguas eu quisera ter”.

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heróis da fé

O APÓSTOLO S

amuel Marsden viveu entre canibais e selvagens com o único objetivo de pregar a Palavra de Deus. Seu trabalho a favor da causa do Senhor é uma das mais particulares da história do cristianismo. William Pakenham-Walsh

Esta é a história de um homem de Deus que passou sua vida entre os bárbaros e que ganhou almas para o Senhor entre canibais e selvagens. Chamava-se Samuel Marsden e é conhecido como “O apóstolo da Nova Zelândia”. Servo de Jesus Cristo, que não temia nenhum perigo e que não podia ser dissuadido por nenhuma dificuldade, como outros heróis da fé, nasceu em um lar humilde na Inglaterra, em 25 de junho de 1765, e recebeu uma educação básica em seu povo natal, após a qual ingressou na Hull Grammar School. Existe a versão de que Marsden, por um tempo, trabalhou como ferreiro. Além disso, afirma-se que ele foi adotado pela Eland Society, organização cristã que procurava jovens crentes para difundirem a Palavra de Deus, graças à qual foi enviado ao Saint John’s College da Universidade de Cambridge. Além disso, em seus anos de juventude, ele divulgou o Evangelho entre prisioneiros na Nova Gales do Sul e demonstrou suas condições para uma trabalho duro e sacrificado como missionário.

DESTERRO DISTANTE Em 1 de julho de 1793, na cidade de Hull, Samuel esperava junto com sua esposa a partida do navio que devia levá-los a seu “desterro distante”. Como era um domingo pela manhã, antes de se dirigir ao porto, eles ingressaram no templo, mas receberam um aviso e ele e sua mulher tiveram que ir embora imediatamente, acompanhados por toda a congregação. Naquele dia, em vez de um sermão, ele deu sua bênção de despedida e o navio partiu enquanto todos oravam. O trabalho que esperava Marsden em Parramatta, o assentamento europeu mais antigo da Austrália, era duro e, em muitos aspectos, desagradável. Ali se encontrava uma colônia formada pelos piores delinquentes, brigões e uma povoação viciosa que tinha sido desterrada de seus lares por ter cometido os crimes mais abomináveis. O trabalho a realizar era suficiente para esmagar o coração mais forte, mas o missionário o abordou com a fé de um homem que cria em sua missão. Depois de chegar a Sydney, o assentamento mais importanMISIONÁRIO MUNDIAL 30 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

te da primeira colônia britânica na Austrália, em 10 de março de 1794, Marsden suportou diversas tribulações em seu trabalho de difusão do cristianismo. O missionário sofreu um grande número de abusos pessoais, inumeráveis ataques das autoridades locais e um mar de difamações por parte da imprensa escrita australiana. Uma e outra vez, Samuel teve que apelar à proteção das leis de seu

país até que venceu a oposição de seus detratores e conseguiu que suas sugestões morais e espirituais fossem aceitas.

ANELO DE FÉ Marsden, durante uma visita que realizou na Inglaterra em 1807, com o propósito de apresentar seus planos missionários,

advogou pela evangelização da Nova Zelândia perante os representantes da Sociedade Missionária da Igreja e assentou as bases de uma das missões cristãs mais notáveis dos tempos modernos. Quatorze anos antes, em sua primeira viagem para a Nova Gales do Sul, Samuel tinha lido a vida de Brainerd, e tinha se acendido em seu seio uma chama de zelo missionário. Então,

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heróis da fé

enquanto participava em seus projetos para os colonos, não perdia de vista os nativos australianos, e fazia frequentes esforços por seu bem; mas sua atenção se dirigiu mais particularmente aos neozelandeses. Tratava-se de um povo selvagem envolvido em guerras civis. Marsden abriu suas portas hospitaleiras para receber os neozelandeses e rapidamente ganhou uma influência maravilhosa sobre eles. Um notável chefe, Tippahee, visitou Samuel em 1806, e o pregador percebeu que o canibal tatuado era um homem de capacidade superior e com particular interesse no desenvolvimento de seu povo. Samuel o envio de volta à Nova Zelândia, cheio de sementes, ferramentas e úteis regalos, e assim preparou o caminho para a cristianização do povo neozelandês. A solicitude deste varão de Deus foi atendida pela Sociedade Missionária da Igreja em Londres. No entanto, no princípio, não se encontrou nenhum missionário disposto à heroica tarefa de difundir o Evangelho no coração da Oceania. Contudo, com o passar dos dias, dois ferreiros expertos foram postos à disposição de Marsden para que viajassem à Nova Zelândia, estabelecessem relações com os nativos e pregassem a Palavra do Senhor.

Depois de chegar a Sydney, o assentamento mais importante da primeira colônia britânica na Austrália, em 10 de março de 1794, Marsden suportou diversas tribulações em seu trabalho de difusão do cristianismo. O missionário sofreu um grande número de abusos pessoais, inumeráveis ataques das autoridades locais e um mar de difamações por parte da imprensa escrita australiana.

MISSÃO TURBULENTA Na viagem de volta a Port Jackson, o missionário conheceu Ruatara, um neozelandês doente que tinha sido maltratado, como muitos de seus compatriotas, de forma cruel por marinheiros ingleses que o tinham convencido, com promessas vãs, a navegar com eles para a Inglaterra. Marsden se apiedou do pobre homem e descobriu que era sobrinho de Tippahee. Rapidamente, Ruatara se restabeleceu e ofereceu sua ajuda a Samuel na tarefa de evangelizar o território neozelandês. Depois de sua chegada a Parramatta, Marsden se encontrou com notícias desastrosas. Um grande navio, situado no porto, tinha sido saqueado pelos nativos e todos os passageiros e tripulação tinham sido assassinados e devorados. Alguns baleeiros, ao ouvir a notícia, decidiram vingar a afronta e confundiram inocentes com culpados. Este grupo reduziu a cinzas o povo de Tippahee. O estado de convulsão era tão grande que Marsden sabiamente adiou sua tarefa missionária. Entretanto, Ruatara voltou a sua casa e começou a iluminar seu povo relatando o que tinha ouvido e visto. Depois, os dois novos missionários finalmente puderam visitar a Nova Zelândia e foram recebidos com alegria. MISIONÁRIO MUNDIAL 32 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

EVANGELISTA INTRÉPIDO Em 19 de novembro de 1814, Marsden partiu com um grupo de cristãos e selvagens, europeus e neozelandeses, mulheres e artesãos, junto com alguns cavalos, gado, ovelhas e aves de criação. Ao chegar ao Cabo Norte, o grupo se encontrou no meio de uma disputa mortal entre dois povos vizinhos. Então, Samuel decidiu ir ao encontro dos nativos mais ferozes que o esperavam com lanças e portavam colares de dentes humanos. Perplexo e surpreendido, Samuel foi recebido com alegria pelos maoris ao ritmo de uma dança de guerra. Samuel Marsden, que soube combinar a coragem com a bondade, introduziu o Evangelho na Nova Zelândia. Desde a chegada do missionário de origem inglesa, e durante um quarto de século, a Palavra de Deus se apropriou desta terra que vivia de costas para as boas novas do Senhor. Samuel lutou uma guerra incessante contra os vícios, a injustiça e a violência. Foram, em total, sete as missões realizadas por este missionário de coração nobre. Em suas viagens missionárias, Marsden aprendeu a linguagem e o vocabulário empregado pelos neozelandeses, abriu es-

Samuel Marsden, que soube combinar a coragem com a bondade, introduziu o Evangelho na Nova Zelândia. Desde a chegada do missionário de origem inglesa, e durante um quarto de século, a Palavra de Deus se apropriou desta terra que vivia de costas para as boas novas do Senhor.

colas e seminários bíblicos para a instrução do povo, resolveu conflitos entre tribos hostis e sempre proclamou o Evangelho de Cristo e trabalhou de sol a sol para estender o reino de Deus. Os esforços de Samuel para ganhar almas que engrossassem o rebanho do Senhor não foram estéreis. Graças a suas prédicas, milhares de nativos aceitaram endireitar o rumo de suas vidas e se entregaram a Jesus. A sétima e última viagem de Marsden para a Nova Zelândia foi memorável. Tinha 72 anos, sofria uma doença e sua visão falhava. No entanto, resolveu mais uma vez visitar seus queridos maoris. Sua chegada foi celebrada com uma alegria indescritível. Onde quer que o venerável patriarca aparecesse, os cristãos nativos o ovacionavam com lágrimas, enquanto a povoação pagã lhe dava as boas-vindas com disparos de mosquetes e exibições de suas danças de guerra. Tempo depois, em 12 de maio de 1838, Samuel Marsden partiu para se encontrar com o Criador. Em seu leito de morte, foi corajoso e vigoroso até o fim e aceitou com regozijo os desígnios de Jesus Cristo. E assim, “o amigo dos maoris” e dos presos morreu na presença de seus irmãos, depois de se impor perante a calúnia e oposição de seus inimigos, e ter plantado com sucessos uma das mais grandiosas missões do século XVIII.

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histórias de vida

‘CHENCHO’,

O POLICIAL ARREPENDIDO J

uan Mosquera, um ex-policial colombiano que serviu a Pablo Escobar em Medellín, encontrou na Palavra de Deus a saída para deixar atrás uma existência cheia de atos delitivos, sangue e dor. Agora vive tranquilo junto a sua família. Johan Pérez Foto: Roberto Guerrero y Archivo familiar

Bellavista, Colômbia, um dos cárceres com mais presos de Medellín, conta com sete mil presidiários que perderam, além de sua liberdade, a dignidade humana. O novo lar de Juan Mosquera Mosquera pelos próximos 39 anos de sua vida mostrava muita similitude com a paródia de família que conheceu desde que ficou órfão. Sicário de Pablo Escobar, ex-policial convertido em delinquente e narcotraficante. O histórico judicial de Juan incluía todos os motivos para que ninguém se atrevesse a liberá-lo. Ele tinha levado uma vida solitária desde criança. Nasceu em 1967, no departamento de Chocó, localizado no noroeste da Colômbia, e desde seu nascimento conheceu o sofrimento. Seu pai, Pedro José, abandonou Juan, bem como outros 39 filhos que teve com diferentes mulheres. Aos 10 anos, Juan perdeu sua mãe e ficou ao cuidado da irmã de seu padrasto, que o submeteu a uma existência cheia de rigores. Dois anos depois, ele começou a cultivar bananeiras para se manter e apoiar um de seus irmãos mais jovens. Ao completar 14 anos, Juan decidiu estudar e se dirigiu a um povo próximo, no qual vivia uma tia que o recebeu e lhe prodigou afeto. Além disso, ela lhe revelou que seu pai vivia na mesma jurisdição; ela tentou muitas vezes interceder para concretizar um encontro. A reunião se realizou por meio de um de seus 39 irmãos, um que ele conheceu acidentalmente. Mosquera, conhecido como ‘Chencho’, reconciliou-se com seu pai, que lhe pediu perdão por tê-lo abandonado; depois, foi acolhido por ele em sua casa. ‘Chencho’ passou um tempo ao lado de seu pai e com seu apoio se dedicou a estudar. No entanto, um dia, quando tinha 17 anos, foi maltratado por Pedro José por ter ido jogar futebol. Então, surgiu o desencanto e decidiu abandonar a casa paterna para se tornar independente. MISIONÁRIO MUNDIAL 34 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

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histórias de vida

Longe de seu pai, Juan avançou em seus estudos e se tornou um aluno que destacava devido a suas altas qualificações. Por aqueles dias, ele sonhava em ingressar na universidade, estudar matemáticas e física, e falar inglês com fluência. No entanto, seus sonhos acabaram com uma gravidez não planificada. Frequentava o décimo ano na escola e a garota com a qual saía ficou grávida. Nesse momento, ele se prometeu que não cometeria os mesmos erros que seu pai e assumiu sua responsabilidade com alegria.

POLICIAL DELINQUENTE Em 1988, com uma menina nos braços e cheio de muitas ilusões, decidiu se estabelecer em Medellín, capital do departamento colombiano de Antioquia, a cidade mais violenta do mundo devido aos atos delitivos do narcotraficante Pablo Escobar, ‘el Patrón’. Um dia, Juan teve a oportunidade de ingressar na Escola da Polícia Nacional da Colômbia e, a partir dali, enfrentou cara a cara a insegurança que reinava em Medellín. Homem de campo, acostumado a uma vida tranquila, Juan descobriu que a vida não valia nada para os sicários de Escobar, que controlavam as ruas. Em muitas oportunidades, ele esteve a ponto de morrer enquanto realizava seus trabalhos, mas continuou vestindo o uniforme policial durante vários anos. Cansado de tanto sangue e depois de se separar da mãe de sua filha, Juan seguiu um curso na Escola Carlos Holguín, de Medellín, ingressou na banda de guerra da Polícia Nacional da Colômbia e se dedicou a trabalhar longe da violência. No entanto, depois de um tempo de calma, um companheiro corruto o convenceu e começou a trabalhar para Pablo Escobar; assim participou em diversos assaltos, extorsões e assassinatos.

Em 1995, durante uma operação realizada para desarticular a organização da qual fazia parte, Mosquera foi apresado por um ex-companheiro da Polícia que esteve a ponto de liquidálo. Depois de sua captura, foi enviado ao cárcere de Bellavista, acusado de homicídio, roubos agravados e porte ilegal de armas.

No início dos anos noventa, enquanto servia ao mal, conheceu María Lilian Torres, sua atual esposa, que se apaixonou por ele e suportou com estoicismo seu errado proceder. Depois, ao se encontrar envolto em um caso de extorsão a um comerciante, Mosquera foi expulso da Polícia e condenado a 18 meses de prisão. Uma vez em liberdade e cheio de um ódio imenso pela instituição que o tinha abrigado, Juan se uniu a uma das bandas criminais mais temidas da história de Medellín: ‘la Terraza’, uma confederação de delinquentes, ex-militares e ex-policiais que por aqueles dias estava ao serviço do narcotráfico. MISIONÁRIO MUNDIAL 36 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

(…) depois de ser sentenciado em primeira instância a 39 anos de prisão, Mosquera pediu clemência. Durante o processo, ele se defendeu pessoalmente nos tribunais de seu país. Com um alegado baseado no Código Penal colombiano, Juan conseguiu ser absolvido dos delitos mais graves. No entanto, a justiça lhe impôs uma pena de seis anos de cárcere.

Desse modo, Juan se tornou um delinquente que recebia um pagamento mensal de dois milhões de pesos colombianos (cerca de três mil dólares) por seus atos ilícitos. Depois, farto de receber um punhado de dinheiro, deixou em 1993 ‘La Terraza’ e se aliou com outros 16 ex-policiais, com os quais desatou uma onda de roubos a bancos, corporações empresariais e casas luxuosas. Em 1995, durante uma operação realizada para desarticular a organização da qual fazia parte, Mosquera foi apresado por um ex-companheiro da Polícia que esteve a ponto de liquidálo. Depois de sua captura, foi enviado ao cárcere de Bellavista,

acusado de homicídio, roubos agravados e porte ilegal de armas.

ENCONTRO COM O SENHOR Acostumado a se divertir com mulheres de má vida e beber conhaque com leite, Juan se encontrou com uma nova visão do mundo em Bellavista: o Evangelho de Deus. No princípio, incrédulo, ele zombava do pastor evangélico Óscar Osorio, que tentava lhe ensinar a Palavra. –Cada louco com sua mania. Você com a sua e eu com a minha – dizia Juan. Pouco a pouco, a fé cristã entrou em sua vida. Juan não per-

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histórias de vida

Tratado como louco por seus vizinhos e tentado a voltar ao mal por seus ex-cúmplices em mais de uma ocasião, Juan nunca se rendeu perante a adversidade e jamais abandonou o Evangelho. Sua fé no Criador o levou a se congregar em uma igreja evangélica depois de escutar uma de suas avós, que tinha se convertido aos 85 anos.

cebia que enquanto ele zombava dos seguidores evangélicos, Jesus Cristo lhe prodigava amor e tratava com grande seriedade os desígnios de sua existência. A este respeito, o pastor Osorio tinha lhe dito: “Algum dia você vai estar reunido conosco”. Assim, temeroso do Criador, Juan Mosquera escutou em um culto o versículo Romanos 7:7, que aborda o pecado, e desde esse momento sua vida mudou. Dias depois, em 25 de novembro de 1995, Juan se ajoelhou e decidiu entregar sua vida a Deus. Pouco tempo depois, enviou uma carta a sua esposa, na qual dizia: “Saudações em nome do Senhor Jesus Cristo…”. Ela não podia acreditar o que seus olhos viam. Juan, por sua parte, estava decidido a mudar. A partir de então, começou a estudar a Bíblia dia e noite. Além disso, pediu a sua mulher que procurasse o Senhor e encontrasse uma igreja para se congregar. Era tão grande seu interesse pelo cristianismo que se tornou um porta-voz MISIONÁRIO MUNDIAL 38 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

das boas novas na prisão de Bellavista. Por seus vários delitos, também teve que se submeter a muitos julgamentos. Além disso, foi levado a dois dos cárceres mais perigosos da Colômbia: San Bernardo, situado em Armenia, e Villahermosa, localizado em Cali. Em 1998, depois de ser sentenciado em primeira instância a 39 anos de prisão, Mosquera pediu clemência. Durante o processo, ele se defendeu pessoalmente nos tribunais de seu país. Com um alegado baseado no Código Penal colombiano, Juan conseguiu ser absolvido dos delitos mais graves. No entanto, a justiça lhe impôs uma pena de seis anos de cárcere.

SERVO DO SENHOR Em 2001, após se salvar de morrer no terremoto que assolou Armenia em 25 de janeiro de 1999, foi posto em liberdade e

lutou contra o estigma de ser um mau policial que tinha caído nas garras da delinquência. Com a necessidade de encontrar um trabalho para manter seus quatro filhas e sua esposa, Juan se viu obrigado a vender limões na rua para se ganhar a vida. Tratado como louco por seus vizinhos e tentado a voltar ao mal por seus ex-cúmplices em mais de uma ocasião, Juan nunca se rendeu perante a adversidade e jamais abandonou o Evangelho. Sua fé no Criador o levou a se congregar em uma igreja evangélica depois de escutar uma de suas avós, que tinha se convertido aos 85 anos. Hoje, Juan Mosquera Mosquera serve a Jesus Cristo. Seu maior objetivo é que mais pessoas conheçam o Evangelho. Para ele, não existe mais essa vida dissipada que o conduziu aos braços do mal e o afundou em um presídio. Seu testemunho, cheio de fé, demonstra que o Senhor pode tudo.

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devocional

A DEIDADE DE

JESUS CRISTO

“E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.” Mateus 16:13-17. Rev. Luis M. Ortiz

Esta passagem bíblica mostra que no povo havia opiniões diferentes acerca da pessoa e da identidade de Cristo, mas todas erradas, e algumas até mal-intencionadas, como as dos fariseus, que o acusavam de sedicioso perante as autoridades políticas, e de blasfemo perante as autoridades religiosas. A única resposta certa saiu dos lábios do apóstolo Pedro, que lhe foi dada por revelação divina.

IGUAL A DEUS Em sua oração intercessora falando com o Pai, Ele dizia: “E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas” (João 17:10). Para que possamos nos redimir “... sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2:6-11). Os homens mataram Cristo, porque se fazia igual a Deus (João 5:18). Mas Deus o ressuscitou, declarando-o Filho de Deus (Romanos 1:4). “Pondo-o à sua direita nos céus, acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; e sujeitou todas as coisas a seus pés” (Efésios 1:20-22). Junto com o Pai e o Espírito Santo formam a Santíssima Trindade, cuja evidência bíblica é esmagadora. Sua igualdade com o Pai é evidência da deidade de Cristo. SEU NASCIMENTO E VIDA As profecias e os detalhes milagrosos acerca do nascimento de Cristo, cerca de duzentos e setenta, não teriam se cumprido jamais, se o que devia nascer não tivesse sido o Filho do Deus Altíssimo. Estas centenas de profecias e detalhes milagrosos que se cumpriram ao pé da letra em seu nascimento foram confirmadas por milhares de milagres e prodígios realizados por Cristo em sua vida e ministério que provavam sua deidade. Por exemplo, sua vitória sobre Satanás na tentação no deserto; o anúncio de João o Batista, apresentando-o como o Cordeiro de Deus MISIONÁRIO MUNDIAL 40 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

que tira o pecado do mundo; o testemunho audível do Pai desde o céu; sua vida impecável, seu amor e paciência perfeitamente balanceada com sua indignação contra a hipocrisia; seus ensinamentos, sua doutrina, sua sabedoria, sua segurança, sua autoridade. Não havia doença do corpo, da mente ou do Espírito que Ele não pudesse curar, eliminava demônios e mesmo os demônios reconheciam que estavam perante o Filho de Deus. Ele calmava a tempestade, multiplicava os pães, ressuscitava os mortos. Sabia perfeitamente que ia ser traído, arrestado, julgado, negado, condenado, maltratado, crucificado, que teria que morrer, mas também que teria que ressuscitar e sairia vencedor sobre o pecado, o diabo, a morte. Durante quarenta dias se apareceu a seus discípulos, e depois subiu aos céus, e se sentou à destra de Deus. Com sua vida impecável, vitoriosa e cheia de obras sobrenaturais deixou abundante evidência de ser o Filho de Deus.

A determinação de mais de duzentos milhões de cristãos evangélicos dispostos a morrer como mártires durante as perseguições imperiais e as inquisições religiosas, era igual à dos primeiros cristãos, que se negaram a admitir a deidade de César e proclamaram a deidade de Jesus Cristo; não podiam aceitar um mediador que não fosse Cristo. A EFICÁCIA DE SEU SACRIFÍCIO “... como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Romanos 5:12). E “porque todos pecaram, ... destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Por isso “nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele” (Salmos 49:7). Então, para poder redimir o homem era necessária uma pessoa santa, impecável, divina; para que pudesse dar sua vida e seu sangue como preço para o resgate do homem pecador (Romanos 3:10, 23). E essa pessoa é nosso amado Salvador Jesus Cristo, de quem a Bíblia nos diz que no propósito de Deus Ele “foi morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13:8). É pela preciosidade de seu sangue inocente, puro, imaculado, divino, incorrutível, eterno, apresentado como oferenda pelo pecado do homem, que Ele faz perfeitos para sempre os que creem em seu nome e aceitam seu sacrifício, e Deus nunca mais se lembrará de seus pecados (Hebreus 10:14-17). A eficácia de seu sacrifício proclama a deidade de Cristo. O TRIUNFO DA IGREJA A determinação de mais de duzentos milhões de cristãos evangélicos dispostos a morrer como mártires durante as perseguições imperiais e as inquisições religiosas, era igual à dos primeiros cristãos, que se negaram a admitir a deidade de César e proclamaram a deidade de Jesus Cristo; não podiam aceitar um mediador que não fosse Cristo, pois a Bíblia diz: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Timóteo 2:5). Tudo isso é possível porque Jesus Cristo é o Senhor, tudo isso proclama a deidade de Jesus Cristo.

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devocional

JOQUEBEDE,

UMA MÃE PARA A CRISE “Um homem da casa de Levi e casou com uma filha de Levi, e a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses. Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos… a pôs nos juncos à margem do rio…” Êxodo 2:1-10. Rev. Alberto Ortega

Moisés, um dos líderes mais destacados da nação judaica, veio ao mundo por meio de pais que amavam e obedeciam a Deus de todo coração. Nós vemos Satanás operando através de Faraó, rei do Egito, para a destruição das crianças judias (Êxodo 1:22). Mas certos pais decidiram não se deixar vencer por aquele edito real (Êxodo 2:1-2). Esta decisão salvou a vida de Moisés, que chegou a exercer um dos ministérios mais extraordinários. Moisés submeteu o poderio do Egito. Mas, como se realizou tudo isso? Mediante a entrega que Joquebede, sua mãe, fez dele!

A ENTREGA À FE “Pela fé Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei” (Hebreus 11:23). Deus lhes deu fé, e apesar de que tinha um edito de Faraó que exigia que entregassem seu filho à morte, eles decidiram escondê-lo; desafiaram aquela intimidação, quando muitos outros deixaram que lhes arrebatassem seus filhos. E apesar de que estavam correndo perigo de morte, eles se colocaram com seu bebê nas mãos do Deus vivo. Deus está interessado em nossos filhos, em nossa família. Não devemos deixar nossos filhos nas mãos de Satanás, a fé em Deus vence o mundo e seus poderes (1 João 5:5). A ENTREGA DOS SENTIMENTOS Joquebede teve que entregar seus sentimentos de mãe aos pés do Senhor, a Escritura diz: “Não podendo, porém, mais escondêlo…” (Êxodo 2:3). Chegou o momento em que não podia fazer mais por aquela criança; seus sentimentos estariam desgarrando todos os dias seu coração de mãe, mas ela entendeu que seus sentimentos não podiam salvar aquele filho; os sentimentos não têm a capacidade de resolver os conflitos, as dificuldades. Uma mãe pode ter um filho e mesmo depois de três meses não lhe dar um nome? O nome de Moisés, “tirado das águas”, não lhe foi dado por Joquebede, mas pela filha de Faraó. Quão terrível deve ser isso para uma mãe. Como conseguiu suportálo? Entregando seus sentimentos nas mãos do Senhor, deixar que fosse Deus quem decidisse por ela. MISIONÁRIO MUNDIAL 42 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

A ENTREGA ÀS ÁGUAS “Tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio” (Êxodo 2:3). Joquebede se assegurou de que aquilo no que entregava seu filho às águas fosse adequado, resistente às águas do Nilo. Nossos filhos têm que enfrentar umas águas impetuosas nas escolas, universidades, companhias; estão rodeados de um ambiente decadente e agressivo contra todo conceito moral. Estamos usando o que pode vencer esse rio impetuoso e contaminado? Joquebede foi cuidadosa na eleição do junco e na aplicação do barro e do betume para a pequena arca; não queria que as águas se filtrassem no leito de seu filho e acabasse se afogando. Entregou ao rio Nilo um menino condenado à morte pelo decreto do rei, mas pela fé o pôs nas mãos de Deus, para que guiasse aquela arca. O rio estava cheio de crocodilos famintos, mas Deus não permitiu que aquelas feras atacassem a diminuta embarcação. A mão poderosa de Deus levou o menino até a filha de Faraó. Que melhor lugar que a casa de Faraó, que tinha condenado Moisés? Não havia em todo o Egito um lugar mais seguro que esse. Moisés passou de estar sob a ameaça de morte à proteção régia. Quem se atreveria a matar no palácio do rei o protegido de Faraó? Deus tocou o coração da filha de Faraó para que o entregasse novamente à mãe sem saber (Êxodo 2:7-9). Maria, a irmã de Moisés, voltou para casa para pedir a Joquebede que fosse ao palácio para recolher Moisés e criá-lo; além desta bênção, recebeu um pagamento do fundo do governo egípcio para criar seu próprio filho. “E, quando o menino já era grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou; e chamou-lhe Moisés, e disse: Porque das águas o tenho tirado” (Êxodo 2:10). Joquebede tinha tido aquele filho em seus braços mais alguns anos; no entanto, quando chegou a hora, teve que entregá-lo pela segunda vez. Este é outro ponto maravilhoso: teve que renovar a entrega quando o menino cresceu. Joquebede teve que sacrificar novamente seus sentimentos, seu amor de mãe para que os propósitos de Deus se cumprissem com seu filho e a nação de Israel. A escolha era difícil, mas que era melhor, um filho vivo em outras mãos ou um filho morto nas suas? É no processo da entrega, do sofrimento, que nascem as grandes liberações; todo um povo escravizado estava recebendo liberação por meio de uma mãe que soube renovar sua entrega. Joquebede entregou ao rio um menino condenado, um instrumento escolhido por Deus, e este entregou a Israel um liberta-

dor. Quão grandes coisas produz a entrega a Deus! Moisés nunca negou o nome que recebeu da filha de Faraó, mas se identificou plenamente com esse nome; ele se entregou plenamente aos propósitos de Deus porque sua mãe soube prevalecer na crise. Pode que não tenhamos tido as melhores condições em nossa vida, mas não devemos viver amargados, ressentidos, frustrados, mas abertos à utilidade que nosso Deus quer nos dar, ainda ele pode fazer algo conosco e com nossos filhos.

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Um relatório superficial do trabalho que a Obra do Movimento Missionário Mundial desenvolve pelos caminhos da América e ao redor do mundo. A Santa Bíblia diz: “E, perseverando unânimes todos os dias no templo… E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” Atos 2:46, 47.

evento

VIVA A MUDANÇA, ENCONTRE SUA SEGURANCA EM Foto: Marcos Nina

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JESUS

MMM da Bolívia realizou sua Décima Oitava Convenção Nacional com louvores, marchas e comovedores testemunhos.

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evento

A cidade de Cochabamba, terceira em importância econômica da Bolívia, recebeu de 26 a 29 de janeiro os membros do Movimento Missionário Mundial estabelecido em território boliviano que acudiram para participar na XVIII Convenção Nacional da Obra de Deus neste país. Sob o lema “Viva a mudança, encontre sua segurança em Jesus”, o evento se efetuou em dois hoMISIONÁRIO MUNDIAL 46 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

rários nas instalações do estádio da Universidade Maior de San Simón. Com a presença dos principais líderes internacionais e locais do MMM, a XVIII Convenção Nacional da Obra de Deus da Bolívia se inaugurou com uma jornada cheia de espiritualidade, orações e louvores ao Senhor. Na abertura, o Rev. Gustavo Martínez, Presidente Internacional do Mo-

vimento Missionário Mundial, foi o encarregado de pregar o Evangelho e exortou o povo boliviano a seguir pelo caminho da responsabilidade. Na segunda data da convenção, houve inumeráveis súplicas, lágrimas e clamor por parte dos assistentes. Do mesmo modo, fiéis, obreiros e líderes do Movimento Missionário Mundial compartilharam vários

testemunhos e se realizou uma marcha evangélica na qual o povo de Deus, liderado pelos principais ministros de Jesus Cristo, proclamou o Evangelho do Senhor nas ruas de Cochabamba. A terceira jornada de atividades, o Rev. José Soto, Vice-Presidente Internacional do MMM, compartilhou as boas novas e evangelizou os crentes com uma mensagem que

permitiu que a Palavra de Deus comovesse o coração de muitas pessoas. Em sua intervenção, o pastor Soto afirmou que “por meio da Palavra recebemos santificação, purificação e restauração de nossas vidas”. Durante o encerramento da XVIII Convenção Nacional da Obra de Deus da Bolívia, efetuou-se a promoção de obreiros. Foram reconhecidos 13 Pregadores

Laicos, 5 Pregadores Licenciados e 2 Ministros Ordenados. No último serviço, o Rev. Gustavo Martínez, Presidente Internacional da Obra de Deus, reconheceu o trabalho realizado pelo Rev. Ciro Soto, Supervisor Nacional do MMM da Bolívia entre os anos 2002 e 2016, e nomeou como seu substituto o Rev. Mario Lima Vacaflor.

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evento

Foto: Ricardo Benites

ESFORCE-SE.

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ESFORCEMO-NOS

a cidade de Rosário, o MMM da Argentina levou a cabo sua Décima Sexta Convenção Nacional com delegações do Paraguai, Chile e Uruguai. MISIONÁRIO MUNDIAL 48 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

Realizada em dois horários, nas instalações do estádio do clube Atlético Newell’s Old Boys de Rosário, a XVI Convenção Nacional do Movimento Missionário Mundial da Argentina concentrou de 9 a 12 de fevereiro, na capital

da província de Santa Fé, os seguidores do Senhor desta zona sul-americana. A convenção contou com a presença dos reverendos Gustavo Martínez, Presidente Internacional da Obra de Deus; José Soto, Vice-Presidente Internacional

do MMM; Gerardo Martínez, Supervisor Nacional do MMM do Chile e Supervisor Missionário da América do Sul; e Luis Rivera, Supervisor Nacional do MMM do Paraguai, bem como com a assistência de delegações de fiéis do Paraguai, Chile e Uruguai. No serviço inaugural, o Rev. Gustavo Martínez pregou a Palavra de Deus por meio de uma mensagem denominada “A responsabilidade da decisão”. Baseado no livro de Mateus 27:11-22, o Presidente

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Internacional do MMM afirmou que “a responsabilidade é também um valor que tem relação com assumir as consequências que nossas decisões podem gerar em nossa vida e sobre aqueles que estão conosco ou que temos que ver com eles”. Além disso, o pastor Martínez manifestou que “aos homens de toda época, desde Adão, Deus entregou responsabilidades; disse-lhes o que tinham que fazer, o que tinham que guardar, o que tinham que obedecer e o que não tinham que fazer. E poderá perceber, desde o primeiro momento, que o homem decidiu mal e teve que receber as consequências de uma má decisão. Isso nos leva a ver que Deus deu a todos os homens responsabilidades”. No início da segunda jornada da Convenção, o anúncio das boas novas do Todo-Poderoso esteve a cargo do Rev. Luis Rivera, líder do MMM do Paraguai, que dissertou sobre o tema “Sem responsabilidade não há fogo”, baseado no livro de MISIONÁRIO MUNDIAL 50 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

Daniel 1:8. Depois, no serviço noturno, pregou a Palavra o Rev. José Soto, VicePresidente da Obra de Deus, mediante uma exposição intitulada “Podemos orar para ser abençoados”, com base em 1 Crônicas 4:9-10. Mais tarde, no serviço matutino do terceiro dia, o Rev. Fabio Mosquera, pastor no Uruguai, expôs o tema “A responsabilidade de serem chamados de reis e sacerdotes”, inspirado no livro de Apocalipse 1:6. Posteriormente, pela noite, o Rev. Gerardo Martínez evangelizou através de uma prédica denominada “Os efeitos destrutivos do pecado oculto”. Na jornada final se desenvolveu o culto missionário com a participação do Rev. Soto, que expôs a mensagem de Deus mediante uma alocução intitulada “Chamamento de uma nova geração”. Além disso, realizou-se a promoção de obreiros, graças à qual alguns irmãos foram reconhecidos e promovidos ao grau imediato.

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evento

Foto: Yessica Quechuyante

DEIXAI OS MENINOS, E NÃO OS ESTORVEIS DE VIR A MIM

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MMM do Chile efetuou campanha de evangelização de crianças na região de Los Rios. Uma jornada de sã doutrina. A comuna chilena de Panguipulli, localizada na província de Valdivia, presenciou com entusiasmo, em 4 de fevereiro, uma campanha de evangelização de crianças realizada pelo Movimento Missionário MunMISIONÁRIO MUNDIAL 52 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

dial do Chile; efetuou-se sob o lema: “Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim”. Durante a campanha se realizaram várias dinâmicas, que incluíram jogos e exposições da Palavra de Deus. As crianças desta comuna, que faz parte da região de Los Rios, foram cristianizadas e receberam a sã doutrina oferecida pela Obra de Deus em todo o mundo. Graças ao entusiasmo do irmão Francisco Saavedra e de sua esposa, a irmã Jane Flores, os meninos de Panguipulli desfrutaram

de uma atividade cujo objetivo foi lhes dar a conhecer o Evangelho de Jesus Cristo e o trabalho que o Movimento Missionário Mundial realiza a favor da expansão da Palavra. Depois do trabalho de evangelização centrado na infância de Panguipulli, os organizadores valorizaram o apoio oferecido pelos membros do MMM do Chile e destacaram seu compromisso com o Senhor. Além disso, eles se comprometeram a voltar para pregar a Palavra de Deus aos menores da comuna.

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evento

Foto: Noemi Pacheco y Antony Paredes

FAMÍLIA, AGORA É SEU TEMPO G ênova foi sede de uma Confraternização Familiar organizada pelo MMM da Itália. Muitas vidas foram resgatadas.

O Movimento Missionário Mundial da Itália, uma das filiais mais ativas da Obra de Deus, levou a cabo de 20 a 29 de janeiro uma Confraternização Familiar no templo central da cidade de Gênova. A esta igreja, situada em Corso MISIONÁRIO MUNDIAL 54 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

Ferdinando Maria Perrone 20, 16152, chegou um grande número de famílias cristãs que desfrutaram deste glorioso evento. O Rev. David Echalar, Supervisor Nacional do MMM da Itália, foi o encarregado de compartilhar as boas novas do Senhor e o responsável pelas prédicas da Confraternização Familiar. Além disso, sua esposa, a irmã Janeth Ibarra, o apoiou na hora de evangelizar o povo de Deus que se reuniu em Gênova. Durante a Confraternização Fami-

liar, organizada pelo Movimento Missionário Mundial da Itália, foram compartilhados numerosos testemunhos que evidenciaram o amor e a paz que Cristo oferece a todo aquele que confia em sua Palavra. Além disso, muitas vidas foram restauradas nos dias que durou o evento. O Evangelho se transmitiu através de uma festa espiritual que teve como resultado a transformação de várias pessoas que viviam afastadas de Jesus. Além do mais, constatou-se o crescimento da Obra de Deus em Gênova.

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evento

A LIDERANÇA CONSISTE EM ASUMIR

A RESPONSABILIDADE

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a Ilha do Cordeiro se efetuou o Retiro de Líderes do MMM de Porto Rico com uma grande assistência. Em um ambiente de oração, clamor e fé, o Movimento Missionário Mundial de Porto Rico realizou em 28 de janeiro seu Retiro de Líderes com a presença de seu corpo ministerial na cidade de San Juan. A atividade do MMM de Porto Rico contou com a participação especial do Rev. Rubén Concepción, Secretário Internacional da Obra de Deus, que exortou os seguidores de Jesus Cristo a continuarem trabalhando em favor do cristianismo e da difusão da Palavra do Senhor. No Retiro de Líderes foram apresentados os membros da liderança das diferentes irmandades do Movimento Missionário Mundial de Porto Rico: o irmão José Villegas, líder de cavalheiros; a Irmã Elizabeth Peña, líder de damas; a irmã María Alicea, líder de crianças; e o Rev. Juan Casiano, líder de missões. O ensino da Palavra esteve a cargo do Supervisor Nacional do MMM de Porto Rico, Rev. Albert Rivera, que expôs o tema “Líderes que assumem sua responsabilidade”, baseado em Esdras 10:1-5. Em sua participação, o Rev. Rivera afirmou que devemos assumir a responsabilidade por meio da oração.

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Foto: Grabaciones Impacto

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evento Foto: Jackelyn Cuellar

JOVENS RESPONSABLES ESCAPAM DO

PECADO

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Movimento Missionário Mundial da Holanda realizou sua Confraternização Nacional de Jovens em Amsterdã. A cidade de Amsterdã, capital dos Países Baixos, abrigou em 27 e 28 de janeiro a Confraternização Nacional de Jovens do Movimento Missionário Mundial da Holanda. O evento congregou muitos jovens da Obra de Deus em um par de jornadas que serviram para louvar o Senhor. O irmão Marcelo Echalar, da Igreja do MMM de Gênova (Itália), compartilhou o Evangelho de Cristo através da mensagem “Quem sou eu?”. MISIONÁRIO MUNDIAL 58 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

Apoiado nas Santas Escrituras, o irmão Echalar salientou que Deus está pensando de forma permanente em todos seus filhos para protegê-los do mal. Além disso, o obreiro Marcelo Echalar, de origem boliviana, falou acerca do

momento em que os que confiam em Deus deixaram tudo para segui-lo e ver as maravilhas que Jesus Cristo tem para cada membro do MMM. A Confraternização Nacional de Jovens do Movimento Missionário Mun-

dial da Holanda fez com que vários jovens residentes em Amsterdã se converteram ao cristianismo e deixaram a maldade. Do mesmo modo, Deus se fez presente no evento e demonstrou seu poder infinito.

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evento

Foto: Mary Zelada

SEVILHA

CELEBRÓ 14º ANIVERSARIO

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evento congregou os principais líderes do Movimento Missionário Mundial da Espanha. Uma das mensagens foi defender o território. Respaldada por um trabalho permanente a favor do Evangelho, a Igreja do Movimento Missionário Mundial de Sevilha completou 14 anos de existência em 21 de janeiro. Por isso, naquele dia, o Rev. Wilfredo Alvarado e a irmã Luisa Santiago organizaram um evento onde estiveram presentes os principais líderes do Movimento Missionário Mundial da Espanha. À cidade de Sevilha, na comunidade

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autônoma da Andaluzia, chegaram o Rev. Carlos Medina, Supervisor Nacional do MMM da Espanha e do bloco A de Europa; sua esposa, a irmã Marbelis Moya de Medina, e o Rev. Ovidio Romero, presbítero da Zona Sul do MMM da Espanha. Além disso, acudiram diversos pastores e colaboradores da Obra de Deus estabelecida em solo espanhol. O Rev. Medina foi o responsável por transmitir a Palavra do Senhor. O servo, que pronunciou a mensagem “Recupere e defenda seu território com responsabilidade”, salientou que o MMM de Sevilha é uma filial ativa do MMM da Espanha. Além do mais, baseado em 1 Samuel 7:1214, afirmou que a mão de Deus apoia e respalda o Movimento Missionário Mundial.

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evento

O PARAGUAI

CELEBROU CONVENÇÃO NACIONAL

Foto: Vanessa Duarte

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Obra de Deus estabelecida nesse país se reuniu na cidade de Itauguá. O poder de Cristo presente na América do Sul.

De 3 a 5 de fevereiro, o Movimento Missionário Mundial do Paraguai realizou sua Convenção Nacional na cidade de Itauguá, situada a 30 quilômetros de Assunção, aonde chegou um grande grupo de seguidores de Jesus Cristo, que durante o evento religioso não cessaram de aclamá-lo e louvá-lo. A Convenção Nacional do MMM do Paraguai contou com a participação especial dos reverendos Rodolfo González, MISIONÁRIO MUNDIAL 62 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

Tesoureiro da Junta de Oficiais da Obra de Deus; Luis Meza Bocanegra, Diretor Internacional do MMM; Gerardo Martínez, Supervisor Nacional do Movimento Missionário Mundial do Chile e Supervisor Missionário da América do Sul; e Teófilo Estrada Maíz, Tesoureiro da Junta Nacional do MMM do Peru. Durante a convenção, realizou-se uma marcha que permitiu que os membros do Movimento Missionário Mundial do Paraguai saíssem às ruas de Itauguá para proclamar o Evangelho do Senhor. Além disso, a festa espiritual realizada em terra paraguaia contou com a presença de tribos indígenas que mostraram seu respeito e amor a Deus. Além do mais, apreciou-se um grande número de conversões ao cristianismo e o poder de Cristo se fez presente.

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VIVENDO EM RETIDÃO

Outros Eventos

evento

EM UM MUNDO DE ILUSÃO

INGLATERRA Culto em Londres

O

MMM do Brasil realizou sua Sétima Convenção Nacional de Jovens. Dias de reflexão para a nova geração. De 16 a 18 de dezembro de 2016, o Movimento Missionário Mundial do Brasil celebrou sua VII Convenção Nacional MISIONÁRIO MUNDIAL 64 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

de Jovens sob o lema “Vivendo em retidão em um mundo de ilusão”. Foi uma festa espiritual, baseada no livro de Daniel 1:8, que permitiu compartilhar a Palavra de Deus com os crentes brasileiros. A VII Convenção Nacional de Jovens do MMM do Brasil contou com a participação especial do Rev. Marcos Rau, Oficial Nacional da Obra de Deus estabelecida no Peru, que chegou ao Brasil pela segunda

vez, pois anteriormente o fez em 2016. Durante as três jornadas que durou o evento, o pastor Rau foi o encarregado de transmitir a mensagem do Senhor à juventude brasileira. Respaldado pelo Criador, o ministro de Deus transmitiu mensagens que convidaram os jovens a reflexionar por meio da análise da vida de alguns jovens, que a Bíblia descreve, como: Daniel, Davi e Timóteo.

De 3 a 5 de fevereiro, o Movimento Missionário Mundial da Inglaterra realizou um culto unido na cidade de Londres, capital do Reino Unido, que contou com o apoio das igrejas da Suécia e da Dinamarca. No primeiro dia do evento, a Palavra de Deus foi exposta pelo pastor Morten Christensen, pastor da cidade de Slagelse (Dinamarca), que chegou à Inglaterra em companhia de sua família e um grupo de irmãos do MMM da Dinamarca. Depois, na segunda data, o Rev. Carlos Contreras, Presbítero da Zona Escandinávia, compartilhou as boas novas de Jesus Cristo. A prédica do pastor Contreras conseguiu que um grupo de participantes recebesse o Senhor. Durante o encerramento de atividades do culto unido na cidade de Londres, as crianças do MMM da Inglaterra se fizeram presentes com uma atividade especial. Além disso, o grupo de damas da igreja organizadora encenou um drama missionário que mostrou a realidade dos missionários em todo o mundo. Depois, a pastora Ángela de Gala ofereceu seu testemunho. O Rev. Carlos Contreras evangelizou os crentes que chegaram à capital do Reino Unido de diversas partes da Europa.

ÍNDIA Reunião de líderes

O Movimento Missionário Mundial da Índia realizou em 14 de dezembro de 2016 uma reunião de pastores de todas as Igrejas do MMM da cidade Panagudi, no estado de Tamil Nadu. O corpo pastoral da Obra de Deus estabelecida em solo índio se fez presente com a finalidade de procurar o rosto do Senhor. A atividade foi presidida pelo Rev. Sam Jacob, Supervisor Nacional do MMM da Índia, que foi o encarregado de pregar a Palavra. Depois da jornada de fé, os assistentes saíram fortalecidos e renovados pela ministração do Espírito Santo. Foi um trato especial por parte de Deus com os ministros para que continuem cristianizando esta nação que precisa do Evangelho de Cristo.

MÉXICO Retiro de pastores

A Igreja de Santa Inés Tequexcomac, no estado de Tlaxcala, foi sede de um retiro de pastores do Movimento Missionário Mundial do México de 6 a 8 de janeiro. O evento contou com a participação do Rev. Francisco Mejía, Presbítero da Zona 1, e dos pastores desta área da Obra de Deus estabelecida em solo mexicano. Pelas noites, realizaram-se cultos nos quais se pregou a Palavra de Deus. Em 6 de janeiro, o expositor das boas novas foi o pastor Bonifacio Bautista, que compartilhou o tema “Armadura espiritual”, baseado no livro de Efésios 6. No dia seguinte, o pastor Sergio López expôs o tema “Arrependimento”, apoiado na cita bíblica Mateus 4:16-17. A jornada de 8 de janeiro, o pastor Joel Salas pronunciou uma mensagem denominada “Veio a minha palavra de Deus”, que girou em torno do livro de Jonas 1:1-3. A atividade do MMM do México acabou com uma cerimônia de batismos, na qual três irmãos entregaram suas vidas ao Senhor e se comprometeram a pregar o Evangelho.

URUGUAI Confraternização em Paysandú

O Movimento Missionário Mundial realizou, em 10 e 11 de dezembro de 2016, uma confraternização na cidade de Paysandú, pertencente à Zona 3 do MMM do Uruguai. A confraternização contou com delegações dos departamentos de Montevidéu, Artigas e San José. Durante o evento, efetuou-se uma marcha pelas ruas para pregar o Evangelho de Cristo e convidar os habitantes de Paysandú a participar. A atividade esteve a cargo do reverendo Daniel Lapaz, como encarregado da Zona 3. Os expositores da Palavra do Senhor foram os pastores Fabio Mosquera, missionário na cidade de Bella Unión, e Freddy Pérez, da igreja do departamento de San José.

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ESCREVEM-NOS... cartas@impactoevangelistico.net RUBÉN BASTIDAS Deus os abençoe, irmãos de “Impacto Evangelístico”; continuem trabalhando e que Deus os guie na publicação da revista. Desde que a li, eu gostei e a continuarei adquirindo para ver as maravilhas que Deus faz em muitas vidas. Que o Senhor os abençoe, porque com Cristo somos mais que vencedores. De La Villegas, Equador.

grande bênção para minha vida. De Santiago, Chile.

JOHANNA GUILLÉN

MANUEL ORTIZ Deus os abençoe. Eu recebo a revista “Impacto Evangelístico”, e cada edição está cheia de bênçãos e de temas edificantes. Em uma edição passada, temas relevantes me ajudaram a visualizar com mais precisão as experiências vividas por meu Senhor e Rei. Jesus deu sua vida pela humanidade. Um amor como esse só pode ser dado por Deus. Obrigado pela revista e pelo ministério que representa. De Bayamón, Porto Rico.

FRANCISCO AGUIRRE Deus os abençoe muito por este trabalho tão privilegiado. A revista “Impacto Evangelístico” é de uma grande bênção, não só para os filhos de Deus, mas também para as vidas não conversas. Eu fico muito contente ao saber que mediante esta revista muitas vidas se salvaram e salvarão. De Lima, Peru

CLAUDIA MARTÍNEZ Bênçãos. Cada vez que eu leio a revista, resulta de

Saudações cordiais da cidade de Chicago. Que o Senhor os abençoe e guarde em sua paz, que supera todo entendimento. Tenho 26 anos e sou missionária. Eu lhes escrevo com a finalidade de conhecer mais acerca de sua revista e sua forma de trabalho. Em meu tempo livre me dedico a escrever artigos de edificação para a juventude. Eu tenho o desejo em meu coração de compartilhar com vocês meus escritos. De Chicago, Estados Unidos.

GLORIA HERMOSILLO Que nosso Senhor Jesus Cristo os continue abençoando. Eu recebo a revista “Impacto Evangelístico” a cada mês e me foi de grande bênção. Aprendi muito através dos ensinamentos que relatam nela. Agradeço a Deus e ao ministério do MMM por me enviar tão abençoada revista. Muito obrigada. Da Georgia, Estados Unidos da América.

JOSÉ LÓPEZ Deus os abençoe grandemente. Sou pastor e pertenço ao Concílio Irmãos Unidos em Cristo Inc., e há já um tempo nosso presidente, o irmão Justino Collazo, em uma reunião de obreiros nos distribuiu uma revista muito interessante: “Impacto Evangelístico”. A publicação é de grande edificação para minha vida. Deus os abençoe. De Toa Baixa, Porto Rico.

Você pode baixar o leitor de código QR livre nestas plataformas:

AGENDA GLOBAL 2017 JANEIRO 2-5 Convenção Nacional em Porto Rico 9-16 Convenção Nacional na Côlombia 26-29 Convenção Nacional na Bolívia (Cochabamba) FEVEREIRO 3-5 Convenção no Paraguai (Asunción) 9-12 Convenção na Argentina (Rosario) 25-28 Convenção no Panamá MARÇO 2-5 Convenção em Honduras (San Pedro de Sula) 9-12 Convenção na Austrália (Sidney) ABRIL 13-16 Convenção na Guatemala (Cidade da Guatemala) 13-16 Convenção nas Guianas, Trinidad e Martinica (Suriname) MAIO 4-7 Convenção no Japão (Hamamatsu, Shizuoka) 17-20 Convenção na Índia 26-28 Convenção na Holanda

! e s e r Prepa AS CONVENCÕES CHEGAM A SEU PAÍS

JUNHO 21-24 Convenção no Brasil (Manaos) JULHO 4-8 Convenção Centroamericano na Costa Rica (San José) 11-14 Convenção nos Estados Unidos (Woodbridge, Virginia) 13-16 Convenção nas Antillas Holandesas (Curacao) 16-18 Convenção Nacional no Canadá 27-30 Convenção no México (Puebla) AGOSTO 3-6 Convenção no Espanha e Bloco A Europa (Madrid) 8-11 Convenção na Venezuela (Barquisimeto) 10-13 Convenção na Itália (Milano) 16-19 Convenção na África (Guinea Ecuatorial) 24-27 Convenção no Haití (Porto Príncipe) 24-27 Convenção no Ecuador (Guayaquil) 24-27 Convenção em Belize SETEMBRO 17-19 Convenção no Perú (Lima) Sábado 30, Día Mundial das missões OUTUBRO 20-22 Confraternização no Madagascar 26-28 Convenção na República Dominicana 26-29 Convenção no Chile (Santiago) 27-29 Convenção nas Ilhas Maurício

MAIO

JAPÃO 04 a 07

ÍNDIA 24 a 27

HOLANDA

NOVEMBRO 9-12 Convenção em El Salvador 16-19 Convenção no Uruguai (Montevideo) 23-26 Convención na Nicaragua DEZEMBRO

n Eventos passados n Eventos futuros

evangélico

MISIONÁRIO MUNDIAL 66 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

Diretor Fundador: Rev. Luis M. Ortiz. Conselho editorial: Rev. Luis Meza Bocanegra, Jacqueline Rovira, Samuel Martínez, Rev. Andrés Espejo. Coordenador editorial: Rev. Julián Morón. Editor geral: Víctor Tipe Sánchez. Editor: Jaime Tipe Sánchez Editor gráfico: Roberto Guerrero. Design gráfico: Adolfo Zubietta. Redação: Johan Pérez Landeo, Marlo Pérez. Diagramação: Lesly Sánchez, Jorge Cisneros. Webmaster e Infografia: Julio de la Cruz. Ilustrações: Pablo Vilca. Transcrição: Fanny Vidal. Community manager: Juan Becerra, Denisse Barrientos. Distribuição: Javier Arotinco.

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Jesus disse: Se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai. Mateus 18:19

De segunda-feira a sexta-feira MEIA-NOITE

Bethel Televisión, o canal do Movimento Missionário Mundial transmite a mensagem da Palavra de Deus mediante uma programação cultural e educativa de Lima-Peru através de 7 satélites e via internet a todo o mundo.

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Revista Impacto Evangélico Edição Março 2017 Língua Portuguesa

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