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Agosto - Outubro de 2016

Informativo do Instituto Federal do Rio de Janeiro - IFRJ

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Reitor Paulo Roberto de Assis Passos

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Campus Rio de Janeiro

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Campus Paracambi

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Campus São Gonçalo

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Campus Pinheiral

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Capa

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Capa

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Campus Nilópolis

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Campus Duque de Caxias

Nilópolis Lis Ribeiro Lisys Sevilha

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Campus Volta Redonda

Paracambi Igor Medeiros

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Campus Arraial do Cabo

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO Assessor de Comunicação Jorge de Moraes Jornalistas Jorge de Moraes Luís Costa Danyelle Woyames Programadora visual Juliana Santos

Estagiários de Comunicação Arraial do Cabo Suelen Sodré Duque de Caxias Elly Ana Cardozo

Pinheiral Pedro Menezes Rio de Janeiro Rayanne Mello São Gonçalo Mayara Silveira Volta Redonda Thaís Fraga

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Olimpíadas do campus Rio de Janeiro juntam equipes masculinas e femininas De mãos vazias Da química dos oceanos

Alunos criam bandeira para a Rio 2016 De mão em mão

Tradição da chama olímpica tem origem com o mito de Prometeu, na Grécia Antiga Golpes do bem

A luta é de todos

IFRJ e UFF estreitam laços pelo esporte

Turma cria portal de estudos voltado para alunos do IFRJ


Campus Rio de Janeiro

Olimpíadas do campus Rio de Janeiro juntam equipes masculinas e femininas Ideia é mostrar que o esporte permite integração maior entre estudantes

Vôlei é um dos esportes que permitem equipes mistas na Olimqui

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o vôlei, no xadrez e no totó, meninos e meninas são um time só. Seria uma péssima rima, sem dúvida, mas um dado verdadeiro. Pelo menos nas Olimqui, as olimpíadas internas do campus Rio de Janeiro, em que as equipes desses três esportes têm garotos e garotas jogando juntos. Os jogos do campus acontecem todos os anos, com competições de basquete, futsal, handebol e ping-pong, além do vôlei, do xadrez e do totó – ou futebol de mesa, para os mais formais. Ao integrar os times masculino e feminino nas três modalidades, as Olimqui tentam tirar uma falsa impressão de divisão absoluta entre gêneros nos esportes. “Achamos importante e necessária esta integração para desmistificar as ações violentas dentro e fora do esporte, além de propiciar a integração entre seus pares”, explica Edson

Wanderley, professor de Educação Física da unidade. A aluna do curso técnico em Meio Ambiente Gabriela Pinheiro é uma das competidoras. Ela revela o receio de muitas meninas de participarem dos times mistos com medo da diferença de força física, mas garante que, com ela, é diferente. “Eu não me incomodo de jogar com os meninos. Cresci jogando com eles e sei que nós meninas não somos inferiores a eles. Somos tão boas quanto e temos o mesmo objetivo no final”, diz Gabi. As Olimqui fazem parte do calendário escolar do campus, como atividade esportiva da Semana de Química. A maioria de competidores ainda é de meninos, mas o número de meninas e de times femininos vem crescendo ao longo das edições.

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Campus Paracambi

De mãos vazias Ex-aluna retorna ao campus Paracambi para dar aulas de karatê, a arte das mãos livres

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esporte sempre foi algo que morou na minha vida”, confessa a estudante de Educação Física Marina Oliva. A jovem, que foi aluna da primeira turma do campus Paracambi, retorna à escola, agora com uma nova missão: repassar os saberes da arte do karatê. O projeto, que começou em março deste ano, tem atraído pessoas de diferentes idades a praticarem a arte japonesa. As histórias de Marina Oliva e do IFRJ se cruzaram, pela primeira vez, em 2007, quando a jovem ingressou no curso médio e técnico em Gases Combustíveis. Já a dedicação pelo karatê vem de berço. Aos nove anos de idade, a sensei (como são chamados os professores da arte marcial) já praticava seus primeiros golpes. Após terminar o ensino médio, em 2012, a escolha da faculdade foi um dilema para a esportista. De um lado, o amor pelos esportes e, do outro, o fascínio pela Engenharia. “Quando eu saí daqui, fiz logo o Enem. E as duas opções eram essas: uma era Engenharia e a outra Educação Física. Só que eu deixei a Educação Física na primeira opção e estava na expectativa de passar na primeira etapa. Se eu passasse em Engenharia, seria na segunda chamada. E aí, acabou que na Educação Física eu passei na primeira chamada, em décimo, para a Rural”, narra. A segunda vez em que a história do campus Paracambi e de Marina se cruzaram foi por coincidência. Em uma das aulas que a karateca ministrava, um aluno a convidou para apresentar uma oficina na Semana Acadêmica (Semac) do campus Paracambi. “Eu não sabia que ele era aluno do IFRJ e nem ele sabia que eu já havia estudado lá”, lembra a professora. O estudante era Nelson Moura, discente do 8º período de Mecânica.

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Marina ensina karatê a pessoas de diferentes gerações

Foi então que o projeto “Karate Shotokan” começou a virar realidade. O primeiro passo foi dado com a oficina “Karatê: caminho das mãos vazias”, apresentada na própria Semac. O sucesso da atividade chamou a atenção do professor de Educação Física Israel Souza, que, juntamente com Marina e Nelson, começou a planejar a atividade de extensão. MÃOS VAZIAS Em março deste ano, passados três meses da oficina, as aulas de karatê finalmente começaram. O número de inscritos ainda é pequeno e costuma variar entre dez e 15 alunos. O motivo, conta Marina, é que parte dos estudantes do campus não tem muitas aulas aos sábados. Para que todos possam participar, as atividades são divididas em dois grupos. Das 11h às 12h as aulas são com as crianças abaixo de 12 anos de idade. A partir das 12h, é a vez dos alunos com mais de 12 anos treinarem. Neste horário, não há limite de faixa etária. Ou seja, jovens e adultos podem aprender mais da arte histórica.


Hoje, aos 25, a karateca, que está prestes a se formar na faculdade, fala com empolgação de outra arte: a de ensinar. “Eu fui me descobrindo como professora, porque é uma arte que eu amo praticar. Dando aula para crianças eu me transformei e me descobri. Percebi que era uma questão de talento e para poucos, ainda mais com criança. É algo que levo para a vida e de que gosto muito”, afirma. Tal arte é destacada por Nelson, que também é participante do projeto de extensão: “A Marina é muito legal. Briga quando tem que brigar, elogia quando tem que elogiar... É uma professora excepcional”.

Cada aula envolve, em média, de 10 a 15 alunos

O karatê é uma arte marcial que tem como um dos principais objetivos a autodefesa. O nome significa “mãos livres”, por não utilizar nenhum tipo de arma nas lutas, além do próprio corpo. De origem japonesa, o esporte exige treinamento e concentração para a realização dos golpes, que são, basicamente, chutes e socos e demais embates corporais. Tamanho empenho proporciona diversos benefícios no cotidiano dos adeptos à luta. “O karatê me ajuda muito na disciplina e autocontrole, isso auxilia muito também na vida acadêmica”, define Nelson.

Mariana passa instruções aos aprendizes: karatê exige treinamento e concentração

PARTICIPE TAMBÉM! Os treinos acontecem aos sábados, no espaço de esportes do campus Paracambi, no 3° andar do Instituto. Lembrando que os treinos são, de 11h às 12h, dedicados aos praticantes abaixo dos 12 anos. De 12h às 13h, o horário é reservado aos alunos com mais de 12 anos. A inscrição pode ser feita com a professora Marina Oliva nos dias de aula.

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Campus São Gonçalo

Da química dos oceanos Competidor de natação, Ygor Lopes é a sensação do esporte no campus São Gonçalo

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campus São Gonçalo do IFRJ guarda talentos em várias áreas – e o esporte é uma das principais delas. Uma das revelações do campus é o aluno do 4º período do curso técnico em Química Ygor Lopes, que conquistou medalhas em competições como a “Maratona Aquática Sem Fronteiras (MASF)”, um campeonato estadual, e a “XTerra Brasil Tour 2016”, uma disputa que envolve atletas nacionais e estrangeiros. No primeiro semestre, o discente ficou em 3º lugar na terceira etapa e em 2º lugar na quarta etapa da MASF, ocorridas em Itaipú e Guaratiba, em 22 de maio e 26 de junho, respectivamente. Já no segundo semestre, o estudante começou com o pé direito: faturou o 4º lugar na XTERRA, ocorrida nos dias 3 e 4 de julho, na etapa de Paraty.

amiga, saiu dos domínios da piscina e se lançou no mar. Ygor diz ainda que se inscreveu na MASF, mas não achou que iria tão longe na prova e contou ter ficado muito feliz com seu desempenho. O estudante declarou ainda que passou por problemas de saúde ao longo do campeonato estadual, mas não desistiu. Ygor relata que a direção do campus São Gonçalo ajudou com as inscrições nos campeonatos e os professores Wanderley Freitas, Renato Oliveira e Antônio Florêncio o

Ygor conta que começou a nadar desde cedo: aprendeu natação aos 12 anos e não parou mais. O aluno explica que, por morar em um bairro carente de São Gonçalo, o Jardim Catarina, brincava na rua e despertou um olhar especial para a natação depois do incentivo da professora de seu primo. “Ela me levou para nadar, viu que eu tinha talento e passei a treinar com ela. Subi de nível e ela se tornou uma das minhas treinadoras”, lembra. A partir disso, o discente passou a praticar na piscina do Sesi São Gonçalo e foi se preparando cada vez mais. A convite de uma

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O diretor de Ensino Anderson Rocha, o aluno Ygor Lopes e o diretor Geral Tiago Giannerini


apoiaram na caminhada. O discente conta que vai continuar na área de química, mas adoraria conciliá-la com uma carreira de atleta profissional. Sobre a família, ele também leva na esportiva: “Meus pais acham que sou louco, se desesperam quando entro no mar. Eles acham que vou ter cãibras ou algo mais sério”, conta. Ele lembra que a mãe liberou a prática de esportes, contanto que ele mantivesse as notas acima da média na escola. Ygor admite que está estudando com mais seriedade desde que se tornou maratonista. “Estou levando o nome do IFRJ para as competições, então não posso ser um mau aluno”, conclui. A diretora adjunta de Apoio Técnico ao Ensino do campus,

Gleyce Figueiredo, considera a trajetória de Ygor um motivo de grande orgulho para a unidade e afirma que, certamente, ele inspira outros discentes, tanto na prática de atividades físicas quanto na autodisciplina para os estudos e senso de responsabilidade. Dentro do Instituto, Ygor participa dos Jogos Intercampi e, no campus, dos jogos internos e da Champions League. Os professores de Educação Física do campus Ingrid Fonseca e Edson Farret concordam que, ao chegar à adolescência, é comum que haja um afastamento dos discentes em relação à prática de atividades físicas, uma vez que os jovens acabam com pouco tempo para praticar esportes por conta das demandas escolares. Os docentes declaram que, apesar disso, Ygor é um exemplo muito positivo de que é possível unir lazer, treinamento esportivo e trabalho escolar. “Ele merece os parabéns por toda a superação e exemplo para sua geração”, elogiam. Já os colegas da turma de Ygor enumeram os fatores que o tornam um bom atleta e amigo. Matheus Loback o define como alguém sensacional, dedicado e humilde. Para ele, o maratonista continua a mesma pessoa bacana de antes das medalhas. E João Raeder conta que joga vôlei e tem o colega como uma inspiração. O discente explica que é necessário muito esforço para conciliar provas, trabalhos e aulas. “Depois que vi o Ygor competindo pela escola, conquistando tantas coisas e ainda mantendo rendimento acadêmico, caiu a minha ficha de que esporte nunca atrapalha”, finaliza.

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Campus Pinheiral

Alunos criam bandeira para a Rio 2016 Criação do campus Pinheiral será exposta durante os jogos no Rio

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través do projeto “Trégua Olímpica – IFRJ – Pinheiral”, nove alunos do campus Pinheiral buscaram resgatar os valores olímpicos, com a confecção de uma bandeira e a criação de uma mensagem de paz. O projeto foi implantado na unidade para mobilizar os estudantes a participarem do concurso cultural “Trégua Olímpica: Eu Construo a Paz”, promovido pelo Comitê Rio 2016, responsável pelos Jogos Olímpicos. O concurso promovido pelo Comitê é aberto a escolas de ensino fundamental e médio de todo o Brasil. Todas as bandeiras participantes serão expostas, em forma de mosaico, pela cidade do Rio de Janeiro durante os jogos. A competição promove, ainda, uma votação entre todas as bandeiras. As equipes das dez mais votadas recebem uma réplica da tocha olímpica. Segundo explica Gabriela Souza, professora de educação física do campus e uma das coordenadoras do projeto, a trégua olímpica é o período em que países que estão em guerra interrompem os conflitos para que os Jogos Olímpicos possam ser realizados. Pensando nisso, os alunos confeccionaram uma bandeira com o objetivo de simbolizar a paz: os arcos olímpicos com o símbolo da paz no meio de um deles e duas mãos para representar a igualdade. As folhas buscaram representar o campus Pinheiral e sua natureza. O grupo criou também a seguinte frase, que buscou ressaltar a diversidade: “Em um país onde a diversidade é imensa, precisamos de paz, respeito, tolerância e compreensão. A diversidade é a nossa beleza”. “Nós queremos mostrar que a escola é diversificada e passar, com isso, a igualdade e tolerância, importantes para os jogos olímpicos”, ressalta o aluno Caio Menezes, do terceiro ano do curso técnico em Agropecuária.

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Primeira etapa foi desenhar os traços no papel

Aluno começando a confecção da bandeira

O estudante também fala sobre o prazer de ter participado do projeto. “Foi uma ótima integração entre os alunos e creio que conseguimos passar a mensagem”, pontua. A professora Gabriela afirma que o projeto é uma ótima oportunidade para que os alunos possam refletir sobre os valores olímpicos. “Nós podemos superar as coisas ruins e construir paz interior, social e até política”, sustenta.


diferentes para a produção facilitou o entendimento dos valores olímpicos. No total, nove alunos participaram do projeto no campus: Jéssica Almeida, Caroline Oliveira, Thamires Martins, André Oliveira, Caio Menezes, Beatriz Quintiliano, Vinicius Henrique da Silva, Matheus Conceição e Eduardo Hosken. O projeto “Trégua Olímpica – IFRJ – Pinheiral” foi coordenado por Gabriela Souza e Mônica Menezes, respectivamente coordenadoras de Ações Esportivas e Ações Culturais da Pró-Reitoria de Extensão do IFRJ.

PARACAMBI

Beatriz Quintiliano, aluna do terceiro ano do curso técnico em Agropecuária, conta que já conhecia os valores olímpicos, mas que se aprofundou quando começou a produção do projeto. Agora, ela afirma que irá aplicá-los ainda mais em seu dia a dia. Para ela, os jogos vão além da competição entre atletas: “Foi ótimo. Aprendi que acima de tudo é importante ter uma olimpíada com respeito. E que o evento não se trata só de esporte, mas é um conjunto de outras coisas, como, por exemplo, a troca cultural e a conversa entre nações”, afirma. Beatriz também ressalta que, ao seu ver, integrar alunos de turmas

Bandeira final

VALORES OLÍMPICOS Os Jogos Olímpicos podem ser muito mais do que apenas uma competição por busca de recordes e medalhas. Quando criados, em 1896, Pierre de Coubertin, o fundador do movimento olímpico, defendia que os jogos eram uma oportunidade para que os povos ao redor do mundo pudessem desenvolver uma série de valores universais. Valores que poderiam ser usados muito além do esporte, como forma de educação e em maneira de reger a sociedade. Eles ficaram conhecidos como valores olímpicos: “Amizade”, “Respeito” e “Excelência”. Décadas depois, em 1960, com a criação da Paraolimpíada, vieram os valores paraolímpicos: “Determinação”, “Coragem”, “Igualdade” e “Inspiração”. A professora Gabriela Souza ressalta a necessidade de colocar esses valores em evidência. “É importante porque eles podem ser aplicados a qualquer pessoa, não só aos atletas”, enfatiza.

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CAPA

De mão em mão Alunos do IFRJ são selecionados para participar de revezamento da tocha olímpica

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les não são atletas de ponta, mas vão correr 200 metros na Olimpíada – um tanto mais lentos que Usain Bolt, é verdade. O percurso que quatro alunos do IFRJ farão durante a Rio 2016 será um tributo a uma tradição de quase três mil anos (veja box). Janine Avellar, Luara Magano, Matheus Hiroshi e Thiele Salles estão entre as mais de 12 mil pessoas em todo o país selecionadas para o revezamento da tocha olímpica, cuja chama foi acesa em abril, no Templo de Hera, em Olímpia, na Grécia. Os quatro estudantes foram selecionados por meio do concurso de redação “O Brasil e os Jogos Olímpicos”, do Ministério da Educação (MEC), em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed). A seleção teve o objetivo de estimular nas escolas uma reflexão sobre os valores olímpicos – respeito, amizade e excelência – e paraolímpi-

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cos – determinação, coragem, igualdade e inspiração. As redações foram selecionadas nos próprios campi. Ao todo, a chama olímpica vai passar por mais de 300 municípios, nos 26 estados e no Distrito Federal. De Olímpia ao Rio de Janeiro, serão mais de 20 mil km em terra, além de 10 mil milhas aéreas, até a chegada ao estádio do Maracanã, no dia 5 de agosto, quando a chama acenderá a pira olímpica e marcará a abertura da primeira Olimpíada na América do Sul.


Conheça os alunos do IFRJ que vão conduzir a chama da Rio 2016 Janine Avellar, do campus Volta Redonda, será a primeira representante do IFRJ a empunhar a tocha olímpica, no dia 28 de julho. Aos 15 anos, ela é uma das caçulas entre os alunos do Instituto que farão o percurso. “Quando fiquei sabendo desse concurso, achei simplesmente incrível que pessoas comuns tivessem a oportunidade de participar de forma tão ativa nas Olimpíadas”, conta a aluna, que cursa o 3º período do curso técnico em Automação Industrial. Na redação, Janine mostrou que os valores olímpicos não devem se limitar apenas ao esporte. “Os jogos olímpicos e paraolímpicos transmitem os valores de amizade, respeito, coragem e determinação, mas a ideia é que esses valores sejam passados para a vida prática também”, afirma. A responsável por selecionar a redação vencedora foi a professora de Língua Portuguesa Solange da Silva. Para ela, a qualidade do texto de Janine vai além de critérios

técnicos formais. “Ela sempre foi uma ótima discente, escreve bem e é muito articulada. Além do texto dela se encaixar em critérios básicos de avaliação, ela conseguiu mostrar uma visão muito bonita sobre as Olimpíadas”, observa Solange. “Fico feliz em saber que agora ela vai representar o nome do campus em um evento tão simbólico”, completa. Arraial do Cabo também fará parte do caminho da chama olímpica. E lá, o representante do IFRJ que carregará a tocha será Matheus Hiroshi, de 16 anos, aluno do 3º período do curso técnico em Informática. Ele conta que desde criança apreciava muito as Olimpíadas. Então, quando surgiu o concurso de redação que selecionaria participantes para o revezamento, não pensou duas vezes: “Fui logo me inscrever! Estou bem ansioso e muito feliz, pois será uma experiência única e maravilhosa”, diz.

Matheus Hiroshi Janine Avellar

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CAPA Com predileção pelo vôlei e pelo handebol, Matheus explica que o esporte tem um papel fundamental na sua vida. “O esporte é minha paixão. Sem ele, não sei como me iria me divertir tanto! O esporte me ensinou muitas coisas essenciais para a vida, como o respeito, o trabalho em equipe e a competitividade”, observa. Luara Rodrigues, de 15 anos, é aluna do 2º período do curso técnico em Controle Ambiental do campus Nilópolis. Ela chegou a praticar natação por seis anos e sonhava em participar das Olimpíadas como atleta, nas piscinas. Entretanto, parou de praticar o esporte e viu no revezamento da tocha uma boa oportunidade para participar, de alguma maneira, dos Jogos Olímpicos. “O tempo em que pratiquei natação despertou em mim o gosto pelo esporte. Estou ansiosa e um pouco apreensiva com a minha participação”, conta, destacando que natação, vôlei de quadra e de praia, nado sincronizado, ginástica olímpica e handebol são seus esportes preferidos na competição.

Thiele Salles está inscrito entre os últimos brasileiros que levarão a chama olímpica até o Maracanã, às vésperas da abertura dos Jogos. Quando se inscreveu no concurso de redação, queria medir o quão bom estava na escrita. Acabou chamado para o revezamento da tocha. Aos 31 anos, o aluno do curso técnico em Química do campus Rio de Janeiro se diz tranquilo para fazer o percurso – por enquanto. “É provável que, depois de receber as informações sobre dia e percurso, aumente mais a ansiedade”, brinca. Para ele, o ensino do Instituto desempenhou papel fundamental na seleção para o revezamento. “Entre tantas escolas, o IFRJ alcançou um nível tão alto de ensino e qualidade, que conseguiu fazer com que alunos, através do conhecimento, participassem do maior evento esportivo do mundo. Isso são pouquíssimos que conseguem fazer”, avalia o aluno, que pretende acompanhar o futebol, a natação e a corrida de 100 m rasos nos Jogos.

Luara Rodrigues e Thiele Salles

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Tradição da chama olímpica tem origem com o mito de Prometeu, na Grécia Antiga Símbolo dos Jogos Olímpicos da Modernidade, a chama olímpica faz parte de um ritual realizado desde a Grécia Antiga. O fogo sempre teve caráter sagrado para os gregos: para eles, a história humana começa a partir da desobediência do titã Prometeu, que contrariou a ordem de Zeus, o deus supremo, e roubou o fogo dos deuses para dar aos homens, junto com as ciências e as artes. O fogo permanecia aceso nos altares de seus principais templos, como o Templo de Hera, que recebia as competições dos Jogos Olímpicos na Antiguidade. No passado, raios solares acendiam uma chama em uma pira de Olímpia, cidade que fica a 300 quilômetros da capital Atenas. A técnica utilizada pelas sacerdotisas do templo para acender o chamado “fogo puro” requeria o uso da skaphia, uma espécie de espelho côncavo que converge a luz do sol em um só lugar. O rito simbolizava, então, a devolução do elemento divino ao deus mais poderoso para os gregos.

Na era moderna, a pira olímpica foi acesa pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Amsterdã, em 1928. O escolhido para retomar o ato simbólico foi um funcionário da companhia elétrica da cidade. Mas foi nos Jogos Olímpicos de 1936 que atletas transportaram a chama em tochas até Berlim, cidade-sede dos Jogos daquele ano, em um revezamento que só termina com a iluminação da pira olímpica, marcando o início oficial dos Jogos. O idealizador do revezamento foi o alemão Carl Diem: em sua primeira incursão por outros territórios, a tocha percorreu 3.075 quilômetros, passou por sete países e pelas mãos de 3.075 portadores. Ao longo dos anos, a chama olímpica se consolidou como símbolo de paz, união e amizades entre os povos.

Uma tradição antiga que remonta às origens do revezamento da tocha era o envio de mensageiros a todas as cidades da Grécia Antiga, com a missão de anunciar a data de início dos Jogos. Junto com o anúncio era proclamada a trégua olímpica, que começava um mês antes do evento e se estendia até o fim das competições. Neste período, as guerras eram interrompidas para garantir o envolvimento de atletas e espectadores nos Jogos. Hoje, o trajeto também serve para anunciar que os Jogos estão chegando.

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Campus Nilópolis

Golpes do bem Aulas de Jiu-Jitsu abrangem comunidade interna e externa do campus Nilópolis do IFRJ

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ão só de tatames, quimonos e suor o Jiu-jitsu é feito. A prática dessa arte marcial é capaz de promover uma série de benefícios, como aumento da coordenação motora e da concentração, valorização do respeito, da responsabilidade e do compromisso. Baseados nesses ideais, os professores de Informática do campus Nilópolis Marcus Lopes e Raphael Baptista trouxeram ao campus o curso de Extensão de jiu-jitsu, possibilitando o aprendizado dessa modalidade esportiva às comunidades interna e externa.

para pessoas que nunca haviam praticado e para alguns que já tinham experiência, de treinarem no próprio local de trabalho ou estudo”, diz Raphael. O dia a dia agitado de Ray Facini, aluno do 8º período do curso de Licenciatura em Física, fez com que a prática do jiu-jitsu fora do campus fosse interrompida. Com as aulas no Instituto, viu a oportunidade de se aprimorar no esporte que ama. “Como os professores são faixa preta, puderam me dar uma lapidada, então eu melhorei. Me ajudaram nesse sentido”, afirma.

Os docentes, com mais de 20 anos de experiência na prática da arte marcial, decidiram passar o conhecimento adquirido por meio de aulas. “Temos a diplomação da Federação de Jiu-Jitsu como professores, por isso decidimos criar um projeto de extensão”, explica Raphael.

Alguns dos valores que Ray carrega para vida, ele aprendeu dentro do tatame. “Você começa a ter disciplina e respeito com o seu mestre, seu estresse vai todo embora. Para minha vida tem todas essas vantagens e muito mais”, diz. De acordo com o discente, a prática promove uma série de aspectos positivos, como o aprendizado, e, por isso, pretende continuar praticando.

Com o decorrer do curso, o interesse foi aumentando e mais pessoas desejaram fazer parte da turma. As aulas conseguiram agregar servidores e alunos. Muitos dos interessados já treinavam em outros lugares, porém, com a rotina corrida, não puderam permanecer. Com as aulas acontecendo no próprio campus, surgiu a possibilidade de retomarem as atividades. Outros, mesmo sem experiência, começaram as aulas despertados pela curiosidade. “A gente deu oportunidade,

Aos 6 anos, Gustavinho dá os primeiros passos no Jiu-Jitsu

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O esporte para todas as idades Se por um lado alguns têm experiência, outros estão só começando. Este é o caso de Gustavo Cardoso Germano, de 6 anos, mais conhecido como Gustavinho. O pequeno é filho de Alessandra Cardoso, aluna do 4º período do curso de Bacharelado em Produção Cultural. No dia da aula inaugural,


o menino ficou curioso com a montagem dos tatames e acabou pedindo para ajudar. “Eu queria saber o que era que estavam montando ali. Eu me interessei desde o começo, e por isso fiquei e continuei”, conta. No início, Gustavinho não tinha o quimono para praticar o esporte. Mas isso não era problema para ele, pois já tinha pensado numa solução: resolveu pegar seu antigo roupão da natação para usar nas aulas. Só precisou customizar um pouco, cortando o capuz. Hoje, já com a roupa adequada e assistindo regularmente às aulas, tem o desejo de conquistar a faixa preta um dia. “Até fora do tatame eu quero colocar o quimono”, revela Gustavinho. Desde que o filho iniciou as aulas de Jiu-Jitsu, Alessandra tem notado mudanças físicas e comportamentais no menino. “Eu percebi que ele está com mais apetite e passou a dormir e comer melhor depois que começou a praticar. A questão da disciplina e da seriedade também mudaram”, conta. Alessandra afirma que, enquanto o filho estiver gostando, vai incentivá-lo a permanecer no esporte. Nos dias que não tem aula, Gustavinho fica “triste, muito triste” e perguntando para a mãe quando será a próxima. Quando o as-

Professor Raphael, de branco, executando um golpe de Jiu-Jitsu

sunto é o que mais gosta de fazer durante os treinos, a resposta é simples: “Qualquer coisa”. Para o menino, todas as crianças deveriam praticar o esporte (a razão, ele explica, é para que ele tenha companheiros da sua idade também). Gustavinho deixa ainda uma dica para as crianças que ainda não fazem jiu-jitsu: “É um esporte legal e não machuca”, afirma. Felizes com a repercussão e o apoio para a realização do projeto, os professores Marcus e Raphael acreditam que atingiram seu objetivo. “Essa é uma forma de trazer a prática de atividade física para os alunos com um outro olhar. Conseguimos explorar a atenção deles, a coordenação motora e outras habilidades que o jiu-jitsu pode trazer em geral”, explica Marcus. O professor Raphael ressalta também que o fato de a atividade ser gratuita atrai muitas pessoas que não têm condições de pagar uma academia. “É um negócio oficial com diplomas oficiais”, diz. Os dois se sentem muito realizados com o trabalho que vêm fazendo até agora. “O projeto está evoluindo como a gente realmente queria. Por isso, estamos tão felizes com o que está sendo feito”, conclui Raphael.

Professores e alunos buscam aprimoramento diário

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Campus Duque de Caxias Foto: Hugo Cavour

Karatê e Jiu-Jitsu dividem espaço na quadra do campus Duque de Caxias

A luta é de todos Projeto de três professores, aulas de artes marciais reúnem alunos, servidores e comunidade na escola

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omo falar de esportes olímpicos sem citar as lutas? No campus Duque de Caxias, o projeto “IFRJ em ação” consiste em ministrar aulas de duas modalidades de artes marciais, na quadra da unidade, todas as segundas e sextas-feiras, das 17h às 19h. Diferentemente da maioria dos projetos realizados em colégios, esse não é restrito apenas a estudantes: docentes, técnico-administrativos, terceirizados, ex-alunos e até familiares de alunos podem participar. As aulas são gratuitas. A iniciativa partiu de três docentes: Leandro Gouveia, que dá aulas de Educação Física no campus e ajudou na idealização do projeto; Jupter Martins, professor de Artes, que ministra as aulas de Karatê; e Sérgio Thode, da área Ambiental, que também é professor de Jiu-Jitsu. “Decidimos criar esse projeto por conta própria, para colocar em prática alguma atividade física diferenciada. 16

Sair um pouco do futebol, do basquete e trazer algo novo para o pessoal do campus”, conta Thode. Para dar início ao projeto, no começo de maio, foi necessário realizar a compra do tatame pelos próprios professores voluntários, técnico-administrativos e quem mais pôde contribuir. “Compramos 50m² de tatame, que é um material essencial para a realização das aulas”, explica Thode. Davi Silva, 18 anos, aluno do curso técnico em Petróleo e Gás, já praticou outras lutas fora do campus e conta da empolgação de estar envolvido em um projeto como esse, que reúne todas as idades e diferentes estilos de vida. “É algo bem natural, nunca fui de estranhar essas coisas como diferenças de classe, de idade. É uma coisa normal e está dando certo”, diz.


Foto: Hugo Cavour

Davi ainda afirma desconhecer qualquer programa anterior de interação entre os alunos. Segundo ele, essa iniciativa chegou na hora certa para trazer algo para o campus que fosse abraçado pelos estudantes sem ser levado como uma obrigação escolar, mas como algo que todos queiram realmente fazer. “O que a gente faz aqui no Jiu-Jitsu é por conta própria, todo mundo está aqui por livre e espontânea vontade”, observa. Para chamar ainda mais a atenção das pessoas que se interessam em fazer artes marciais e motivar quem já está envolvido no projeto, os professores responsáveis idealizaram um torneio interno de Jiu-Jitsu para o ano que vem. Os professores explicam que a distância temporal da competição se deve ao fato de que as aulas estão sendo ministradas há poucos meses e há alunos que não aprenderam, ainda, todas as técnicas para que possa ser realizada uma competição neste ano. Apesar disso, há quem participe das aulas apenas pelo desejo de praticar uma atividade física e não com o intuito de competir. É o caso de Drielle Almeida, de 28 anos, aluna do curso de Manutenção e Suporte de Informática na modalidade EJA (Educação Jovens e Adultos). “Eu tinha muita vontade de fazer, mas não podia por causa do tempo e do dinheiro que eu não tinha para pagar uma academia. Acabou surgindo essa oportunidade e eu quis participar”, conta. Ao contrário do que se imagina, é possível conciliar as aulas de luta, estágio e as aulas de cada discente dentro do Instituto sem se atrapalhar. Drielle conta que não é difícil fazer suas obrigações do dia a dia e ainda ter tempo para realizar um exercício. Para ela, o projeto foi um grande diferencial no campus porque pôde atender as pessoas que não tinham condições de financiar uma aula fora do colégio. “Eu e meu esposo estamos fazendo juntos, está sendo muito importante para nós e eu estou gostando muito”, conclui.

Foto: Hugo Cavour

Professor da área ambiental no campus, Sérgio Thode também ensina técnicas de Jiu-Jitsu

Para participar, basta preencher uma ficha de inscrição com o auxiliar de manutenção Marcelo de Carvalho, ex-estudante do curso Técnico em Informática, monitor dos laboratórios à noite e agora aluno e braço direito do professor Thode no Jiu-Jitsu. Marcelo conta que sempre teve vontade de fazer artes marciais, mas não tinha tempo por causa de sua rotina intensa no campus. Ele revelou que o esporte o ajudou a manter mente e corpo mais equilibrados e empolgou-se ao saber que poderia realizar o que queria sem atrapalhar seu trabalho. “Adorei a ideia! A luta me deixa tranquilo e me faz pensar, porque você tem que ter estratégia”, ressalta.

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Campus Volta Redonda

IFRJ e UFF estreitam laços pelo esporte Atléticas das duas instituições se unem para estimular a prática esportiva entre os estudantes

Parceria entre estudantes deve motivar a criação de competições esportivas no campus

À

s vezes até os deuses duvidam se são realmente deuses, mas nós de exatas temos certeza”. Esse é o slogan da Atlética do campus Volta Redonda, equipe de esportes organizada por alunos das graduações de Física e Matemática da unidade. Agora, esse Olimpo ganhou a companhia de outras divindades. O grupo selou uma parceria com as atléticas da Universidade Federal Fluminense (UFF), dos campi Aterrado e Vila. O objetivo é motivar a prática esportiva entre os estudantes das duas instituições, por meio de amistosos, campeonatos e eventos socioculturais. A parceria surgiu quando as atléticas da UFF procuraram o IFRJ para pedir o ginásio poliesportivo emprestado, já que não tinham espaço para os treinos. Com isso, veio a ideia de unir as atléticas das duas casas. Elas promovem para a comunidade do Instituto atividades esportivas em modalidades como handebol, vôlei, futsal, basquete e judô.

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Criada no ano passado, a Associação Acadêmica Atlética de Exatas (A.A.A.E.) do campus Volta Redonda tem a intenção de animar a galera com atividades de esporte e lazer. “Os estudantes precisam saber que podem

cursar faculdade e praticar esporte paralelamente. Nós promovemos treinos no campus, para que eles conciliem com seus horários de aula e não fiquem sedentários”, ressalta o diretor esportivo da Atlética, Leonardo Maciel. Pausa no estresse Os diretores esportivos das atléticas acreditam que essa troca de experiências pode gerar novas amizades e oportunidades de jogos e, ainda, aguçar o interesse dos graduandos em participar dos treinos. “Nosso intuito é proporcionar um momento paralelo à rotina de estudos, oferecer uma atividade prazeirosa no meio do dia a dia estressante”, destaca Laís Machado, diretora esportiva da Atlética da UFF-Vila. Para Laryssa Paiva, coordenadora de vôlei feminino da UFF-Aterrado, essa união será capaz de expandir a prática na cidade. “Essa parceria vai chamar a atenção de outros universitários que desconhecem a iniciativa. Isso faz com que a prática de esportes se espalhe e que as pessoas se interessem pelas diversas modalidades oferecidas”, afirma, acrescentando que é essencial sair da rotina, conhecer pessoas novas e trocar experiência com as outras faculdades.


Campus Arraial do Cabo

Turma cria portal de estudos voltado para alunos do IFRJ IFormandos disponibiliza materiais de disciplinas da grade de ensino do Instituto

C

om o objetivo principal de ajudar os estudantes do IFRJ – especialmente os dos primeiros períodos – a melhorarem o desempenho acadêmico, alunos da disciplina Ética e Empreendedorismo, do 7º período do curso técnico em Informática do campus Arraial do Cabo, criaram o portal “Iformandos”. A plataforma disponibilizará, de forma gratuita, vídeo-aulas com professores e monitores, apostilas e listas de exercícios de todas as disciplinas da grade de ensino do IFRJ. A iniciativa partiu do incentivo do professor da disciplina, Rafael Rizzo, que fez uma proposta desafiadora para a turma: criar uma ideia inovadora em menos de três meses. “Eu faço uma pergunta para eles: vocês querem uma matéria normal, na qual eu dou o conteúdo e depois aplico as provas, ou aceitam a proposta de criar uma empresa com produtos inovadores e, a partir do desempenho de vocês, faço a avaliação? Geralmente eles aceitam o desafio, e as ideias sempre são surpreendentes e criativas”, conta o docente. E foi o que aconteceu com a turma formada pelos alunos Clara Souza, Eduardo Jadel, Evellin Ferreira, Isabela Carvalho, Jéssica Gonçalves, Lucas Fernandes, Lucas Gama, Lucas Gonçalves, Natanael Luciano e Stevemberg Carvalho, que abraçaram a ideia e criaram a empresa “The Survivors” (Os Sobreviventes), desenvolvedora do portal “IFormandos”. “Pode não parecer, mas pensar em algo que ninguém nunca criou e que estivesse ao nos-

so alcance foi muito difícil! Ficamos dias pensando no que criar e não chegávamos a lugar algum, até que em um belo dia, surgiu o IFormandos”, conta o estudante Lucas Fernandes. A proposta é que os alunos criem uma conta no site e, através dela, possam estudar o conteúdo exigido pelo Instituto sem precisar sair de casa e sem perder tempo procurando na internet outros suportes para estudar. “No Portal ‘Iformandos’, não será necessário assistir a 30 minutos de vídeo-aula, como acontece frequentemente quando buscamos ajuda em sites de reforço escolar. No nosso site, todo conteúdo disponível será resumido em cinco minutos de vídeo, fazendo com que o aluno não perca tempo com informações desnecessárias”, ressalta. Além de buscar otimizar o tempo que o aluno dedica aos estudos, a plataforma do “IFormandos” permite também que os professores e monitores que por algum motivo não possam comparecer à aula reponham o conteúdo através do portal, disponibilizando atividades para serem realizadas em casa. Embora pensada inicialmente para uso específico dos alunos do campus Arraial do Cabo, a plataforma de estudos hoje está aberta para todos os discentes dos diferentes campi do IFRJ, tanto para acesso quanto para contribuições. Os alunos que tiverem interesse em administrar o site podem contatar os idealizadores através do e-mail: lukas-21-98@hotmail.com.

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www.ifrj.edu.br

Revista InFormação | IFRJ | Agosto 2016  

Instituto Federal do Rio de Janeiro - IFRJ

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