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Junho de 2015 Informativo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro - IFRJ

CINEMA NA ESCOLA

Aluno do campus Nilópolis reedita projeto do cineclube Ankito e programa exibições de filmes autorais até o fim do ano.

Campus Realengo Aluna do campus Realengo conta como decidiu mudar de cidade para estudar Terapia Ocupacional

Campus Duque de Caxias Professoras unem projetos e promovem inovação de ensino de Química fora da sala de aula


expediente Reitor Paulo Roberto de Assis Passos

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Vai ter copa

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Na mala, um diploma

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Luz, câmera, ação: campus Nilópolis reestreia Cineclube Ankito

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Integrar e facilitar o diálogo

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Ligação covalente

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Conscientização na ponta dos dedos

Assessor de Comunicação Jorge de Moraes

Atletas de números

Reportagem Arraial do Cabo Thamyris dos Santos Duque de Caxias Tayná Bandeira Mesquita Marcelle Cristina Lima Nilópolis Karen Calazans Pinheiral Dayane Nogueira Realengo Any Caroline Pereira Rio de Janeiro Gelton Mota São Gonçalo Mayara Silveira Edição Jorge de Moraes Luís Costa Diagramação Juliana Santos


Vai ter copa Projeto de aluno do campus Arraial do Cabo estimula o plantio de árvores no entorno da unidade

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ormado no curso técnico em Meio Ambiente do campus Arraial do Cabo, Luís Constantino pensava em melhorar o ambiente em torno da escola quando formulou o projeto de conclusão de curso. Então estagiário do Horto Municipal, ele começou, em parceria com o professor Murilo Minello, um projeto de plantio de mudas na região. A primeira plantação ocorreu no dia 25 de março, no Parque Municipal. “O Horto possuía mudas de árvores que estavam atingindo a fase adulta e eram ideais para arborização urbana”, afirma o estudante. Ipê branco, ipê de jardim, ipê amarelo e pitanga foram as mudas escolhidas. “Segundo os manuais de arborização encontrados na internet, elas são ideais para o plantio por possuir raízes pequenas, copa pequena ou média e tronco fino”, explica Luís. A estimativa do crescimento das árvores até um tamanho considerável é de dois anos. O plantio contou com a parceria da turma de Informática INF 121. “Eles ficaram muito satisfeitos na realização da arborização, fazendo na prática algo que poucas pessoas fazem pela cidade”, observou Luís. A aluna Glória Duarte também foi uma das organizadoras. O professor Murilo Minello coordenou o plantio.

Grupo trabalha para fazer ainda mais bonita a paisagem de Arraial do Cabo

Alguns dos benefícios do plantio são a estabilização do clima, a preservação de espécies nativas, tanto na fauna como na flora, e o bem estar dos moradores.

Atletas de números Campus Rio de Janeiro se destaca em olimpíada nacional de matemática

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ais de 18 milhões de estudantes de 46 mil escolas públicas em todo Brasil. Esses foram os números da 10º Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), de acordo com os dados divulgados pela organização. Assim como em edições anteriores, o campus Maracanã marcou presença na competição com diversos alunos representando a instituição. O destaque dessa edição ficou por conta de dois medalhistas de ouro. Entre os alunos premiados na OBMEP, está Letícia Maria, 16 anos, estudante do 2º período do curso técnico em Biotecnologia. A esperada medalha veio após ter participado anteriormente de três edições da OBMEP, mas engana-se quem pensa que essa era a prioridade. Na opinião da aluna, o que importa é encarar

Medalhas de Ouro Letícia Maria de Lima Silva Marcial Pazos Lopez Junior Menções Honrosas: 1. Adriano Ricardo Machado 2. Ana Alice de Moraes Nascimento 3. Bruno Hermes Paranhos Lima 4. Carlos Henrique de Paula Paiva 5. Caroline F. de Freitas Bianquini 6. Cinthya Vercosa Amaral

o desafio. “É legal você ganhar medalha, vencer e ser valorizado por isso, mas o que mais importa na Olimpíada é você ir lá, fazer a prova e ter contato com aquela experiência. Saber que foi bem é muito maneiro, não importa se ganhou medalha de ouro, prata, bronze ou até mesmo se não ganhou nada, o importante é ter feito a prova e encarado o desafio”, ressalta a aluna. Segundo a própria Letícia, a conquista deu um ânimo a mais para seus estudos no IFRJ e na busca por novos desafios. “É muito bom você saber que é capaz, que pode fazer determinada questão. Isso vai me ajudar muito aqui no curso”, diz a medalhista, que esse ano ainda pretende participar da Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP).

7. Daniel Barbosa de Castro 8. Eduardo Tudrej Sattler Ribeiro 9. Gabriel Vasconcelos Guimarães 10. Gabriela Marino R. de Lima Brito 11. Giselle Revoredo Lourenço 12. Gustavo Borges Simoes 13. Hyan Narciso Oliveira 14. Iago Mendes Gonçalves 15. Igor Freitas Figueiredo 16. Italo Carlos Ferreira Vital 17. João Pedro Inácio Vieira 18. João Pedro Rodrigues B. da Silva

19. João Victor Gomes Lage 20. Johnatan Felipe F. da Conceição 21. Lorenna Conti L. L. F. da Silva 22. Luana Monteiro Augusto 23. Lucas Martins Correa 24. Lucas Soares Trindade 25. Marcus Vinicius P. P. Junior 26. Matheus Campelo da Costa Coelho 27. Mayla Gabryele Miranda de Melo 28. Nathalia Moura de Carvalho Garcez 29. Rafael Cezar Tavares

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Na mala, um diploma

campus realengo

Aluna do campus Realengo conta como decidiu mudar de cidade para estudar Terapia Ocupacional

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lenda Rodrigues morava em Salvador, capital da Bahia. Formada em Secretariado Executivo pela UFBA e funcionária administrativa terceirizada da Petrobrás, ela não estava satisfeita com o retorno financeiro da profissão. Disposta a procurar por novos horizontes, apaixonou-se pela Terapia Ocupacional. Desde 2013, Glenda é aluna do campus Realengo do Instituto Federal do Rio de Janeiro. Inicialmente, ao prestar o Enem, ela não tinha intenção de sair da Bahia. No entanto, ao garantir a vaga no IFRJ, ela não hesitou em mudar de cidade. “Eu já conhecia o Rio e gostava da cidade, por isso não pensei duas vezes em fazer esta mudança”, conta a estudante de Terapia Ocupacional. Glenda é uma entre milhares de outros alunos e alunas que todos os anos fazem as malas e se mudam para instituições de ensino fora de suas cidades natais. Por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), estudantes podem optar por concorrer a vagas em universidades e institutos federais de todo o país. Nas salas do campus Realengo, há dezenas de exemplos como Glenda.

A aluna do IFRJ conta que, por abrir mão de seu emprego e sair de casa, seus familiares ficaram apreensivos com a decisão. “Até hoje eu escuto muitos comentários que vão desde ‘você é muito corajosa’ a ‘você é muito louca’.” Ela afirma, no entanto, que suas conquistas e realizações no curso confirmam que fez a escolha certa. Hoje Glenda compõe o grupo de membros do Centro Acadêmico de Terapia Ocupacional. Ela também é representante discente no Colegiado do campus. Quando participou da III Jornada de Iniciação Científica da unidade, em 2014, seu trabalho recebeu menção honrosa e ganhou o 1º lugar na categoria de Terapia Ocupacional. Para matar a saudade A estudante afirma que a tecnologia a tem aproximado de sua terra natal. A troca de mensagens pelas redes sociais e as chamadas de vídeo pelo Skype ajudam a sentir menos falta das pessoas de que gosta. Glenda ainda não sabe se voltará a morar na Bahia quando se formar pelo IFRJ. “Quando tiver com o canudo na mão, eu decido se fico aqui no Rio ou se volto para Salvador. O meu foco hoje é me formar”, afirma. Glenda mora sozinha em uma casa alugada próxima ao campus. Ela reconhece que não é fácil cuidar da casa e cumprir suas tarefas acadêmicas, mas afirma que tem dado conta do desafio. “Nenhuma mudança é simples mas, se é o que você quer, batalhe por isso. Valorize mais as coisas boas que acontecem do que as dificuldades que aparecem. Pedras vão sempre existir, independentemente do caminho. Não é fácil, mas também não é impossível”, diz Glenda.

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Luz, câmera, ação: campus Nilópolis reestreia Cineclube Ankito Projeto de cinema, vinculado à Coordenação de Extensão, foi retomado por aluno de Produção Cultural

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mês de março começou com uma grande novidade no campus Nilópolis: a volta do Cineclube Ankito, coordenado pelo aluno Carlos Daniel Cabral, de Produção Cultural, e vinculado à Coordenação de Extensão (CoEx).

Iniciado como projeto de extensão da professora Ângela Coutinho em 2006, o Cineclube havia perdido força e suas exibições tornaram-se esporádicas. “O Cine nunca parou. Durante algum tempo, ele foi incorporado ao curso de Produção Cultural. Vi o projeto engavetado, então eu retomei, reescrevi e apresentei à CoEx. Eles aprovaram e dei continuidade”, explica Carlos Daniel. O projeto foi nomeado dessa forma em homenagem a Anchizes Pinto, ator expoente no cenário da chanchada brasileira. Conhecido artisticamente como Ankito, o artista participou de 56 longa-metragens durante sua carreira e foi uma personalidade de enorme importância para a história do cinema nacional. O objetivo principal do Cine é, em primeiro momento, criar um público consumidor de cinema dentro do Instituto, utilizando-o como veículo de divulgação artística e educativa, além de contribuir para o conhecimento de culturas e formas de expressão. O tema do ano de 2015 será “Cinema no mundo”, em que cada mês será contemplado com filmes icônicos de um país relevante no cenário mundial. De estreia, foi escolhido o cinema francês. A primeira mostra, ocorrida em março, foi o filme “A regra do jogo” (1939), de Jean Renoir. O clássico causou polêmica em suas primeiras exibições, sendo banido dos cinemas franceses por desmoralizar os valores políticos e socioculturais da época. Durante a ocupação nazista, alguns negativos desapareceram, comprometendo a gravação original e, por isso, a película sofreu adaptações na versão conhecida atualmente. AsCom/campus Nilópolis

Aluno de Produção Cultural, Carlos Daniel desengavetou projeto de quase dez anos atrás


Daniel conta que apesar de ser um filme monocromático e com dinâmica diferente - já que o cinema francês é conhecido por trabalhar o tempo de forma bem mais vagarosa em relação às produções americanas -, ele transcende aquela época e até hoje continua no top 10 do cinema mundial. Ele ainda ressalta que apesar de estar na mídia como polêmico, devido à popularidade de filmes como “Os sonhadores” (2003) e “Azul é a cor mais quente” (2013), o cinema francês possui outros movimentos, tanto que é inspiração para diversos filmes românticos produzidos em Hollywood. No final de cada sessão, são promovidos debates para conectar os alunos. “Quando saímos do cinema, a gente sai com um ‘sentimento’, isso ultrapassa a parte técnica e liga as pessoas de uma maneira diferente. O nosso público não é de faculdade de cinema, então é mais atraente levantar curiosidades, para que o pessoal desperte o interesse e assim comece a pesquisar por si próprio”, pontua o futuro produtor. A exibição do primeiro filme teve um feedback positivo, sobretudo por ser um filme que critica a sociedade da década de 1930 e tem ressonância ainda nos dias atuais. Daniel, que coordena o projeto juntamente com a CoEx, conta com a ajuda dos estagiários Águida Bessa, Anderson Alberico, Gabriela Guerreiro (Produção Cultural), e Marcus Vinícius (Física), que se voluntariou como monitor. As exibições são semanais, todas as quintas-feiras a partir das 13h, no auditório. Sessões extras também serão divulgadas pontualmente. Os espectadores receberão declaração de duas horas por sessão. A programação do ano inteiro já está pronta. “Quem tiver algum interesse em cinema, vale a pena vir. É bom criar uma dinâmica dentro do instituto, além das aulas convencionais”, diz Daniel. Ter um polo cultural, nem que seja inicialmente só através do cinema, é algo ótimo”, finaliza. AsCom/campus Nilópolis

Para consultar todas as sessões, até dezembro deste ano, além de conferir mais informações sobre o Cineclube Ankito, visite a fanpage. https://pt-br.facebook.com/cineclubeankito.


Integrar e facilitar o diálogo

campus nilo peçanha-pinheiral

Grêmio Estudantil do Campus Pinheiral expõe suas metas de trabalho “Uma ponte entre os alunos e a direção do campus”. É assim que a atual gestão do Grêmio Estudantil Comitê Central do Campus Nilo Peçanha – Pinheiral define a função da representação estudantil na instituição. A atual administração do grêmio assumiu a gestão em outubro de 2014 e, desde então, procura dar continuidade aos projetos desenvolvidos pela gestão anterior e promover novas iniciativas. Para a aluna do curso técnico em Informática e diretora de Publicidade e Propaganda do Grêmio, Cecília Oliveira, é importante haver uma representação estudantil nas instituições de ensino. “A escola e os alunos devem ter um diálogo direto e claro. É isso que o Grêmio procura instaurar aqui, e assim os problemas são resolvidos mais facilmente”, comenta. O Grêmio Estudantil objetiva, além da promoção do diálogo, promover uma maior integração entre os cursos e bem-estar dos alunos no campus com a realização de eventos culturais e

esportivos. “A escola também pode ser um lugar de lazer e descontração”, completa Cecília. Para cumprir o objetivo de integração entre os alunos, eventos como o “Show de Talentos” e o “Lual do CANP” foram realizados pela atual gestão do grêmio. Aluna do curso técnico em Agropecuária e diretora de Cultura e Eventos do Grêmio, Paula Cappato explica a dinâmica dos eventos: “Nós procuramos sempre propor eventos leves e em que os alunos possam explorar sua veia artística. No Lual e no Show de Talentos os alunos tiveram esta oportunidade e acho que o sucesso dos dois se deve a isso”, afirma. A coordenadora de Extensão do campus, Carla Lima, parabeniza o trabalho equipe: “São alunos extremamente dedicados. Eles estão sempre dispostos a realizarem novos eventos, correm atrás, propõem, aceitam propostas, enfim é uma ótima parceria”, elogia.

Composição do Grêmio Presidente: Luiz Ricardo Landim (Agropecuária) Vice-presidente: Nicolli Romualdo Coutinho (Agropecuária) Secretária-geral: Jaciara Ponciano (Meio Ambiente) Diretora de Educação: Sara Louzada (Agropecuária) Diretor Noturno: Michel Rodrigues da Silva (Agroindústria) Diretor Noturno Suplente: Cassiane da Silva Cardoso (Agroindústria) Diretora de Cultura e Eventos: Paula Cappato (Agropecuária) Diretora de Relações Institucionais e Históricas: Jéssyca Mundinho (Agropecuária) Diretora de Relações Exteriores e Sociais: Maria Carolina Barcellos (Meio Ambiente) Diretor de Esportes: Johnnatan Portes (Agropecuária) Diretor da Fazenda: José Osvaldo da Silva (Agropecuária)

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AsCom/campus Pinheiral


Ligação covalente

P

ara mudar a realidade da evasão escolar e estimular os alunos, as professoras de Licenciatura em Química do campus Duque de Caxias Ana Paula Bernardo, Gabriela Salomão Alves Pinho, Lívia Tenório e Maria Celiana Pinheiro Lima uniram seus projetos de extensão “Química ao Vivo” e “Quem é o atual professor de Química?”, criando um evento que engloba atividades contendo jogos e brincadeiras interativas entre os estudantes da graduação e alunos convidados de escolas públicas estaduais. A proposta principal da união dos dois projetos é o incentivo à docência, oferecendo aos alunos a oportunidade de ensinar e conhecer melhor o curso. As professoras Maria Celiana Pinho e Gabriela Salomão fizeram um mapeamento de escolas públicas estaduais para entender quais eram as principais demandas dos profissionais docentes da área de Química, e descobriram que a oportunidade de trazer os alunos para o IFRJ era uma delas. “Os professores queriam trazer os alunos, por falta de infraestrutura nas escolas. Oferecemos atividades nos laboratórios e fazíamos mesas redondas que envolviam os estudantes de Licenciatura. Este contato amplia a visão desses licenciandos sobre o que é ser professor”, diz Celiana. “Existe ainda uma visão de preconceito com a profissão. Depois dessas atividades, o que ouvimos é sobre o encanto que é ser professor”, afirmou Gabriela.

o “Ábaco da Tabela periódica”, da disciplina Química Geral 1, do curso de Licenciatura em Química. Produzido com materiais recicláveis, o ábaco mostra os elementos químicos, suas curiosidades e os materiais formados por eles. A elaboração da atividade foi fundamental para o maior interesse dos alunos na matéria e houve uma significativa queda na desistência do curso. “No vestibular entram 50 alunos e hoje estou com 40 em sala de aula. Estou com um semestre atípico, mas para o lado positivo”, comenta Ana Paula, professora orientadora da atividade. “Esse semestre recebi uma turma muito motivada e gostaria de mantê-los assim. É gratificante ver o aluno satisfeito, tendo o reconhecimento merecido, e já no 1° período pode aprender a lecionar”, conclui. Para Thayse Gonçalves, aluna de Licenciatura, é fundamental o ensino diversificado, não apenas com avaliações em sala. “Mostramos a química de forma divertida e não precisa ser somente quadro e professor”, avalia. Com a ajuda do Ábaco da Tabela Periódica, a aluna Lívia Lorêdo observou a importância de uma mudança nos métodos de ensino. “A professora fez uma sugestão e desenvolvemos a ideia. O projeto nos fez perceber como o envolvimento com o curso é importante, e que aprender não é decorar, e sim entender a matéria. Não dá para continuar tendo aulas somente com o quadro”, analisa. O evento “Quem é o atual professor de Química?” acontece duas vezes por semestre, no auditório do campus Duque de Caxias.

campus duque de caxias

Professoras do campus Duque de Caxias unem projetos e promovem inovação de ensino de Química fora da sala de aula

Com as atividades oferecidas pelo programa, os estudantes de Química exibiram, no dia 25 de março, trabalhos desenvolvidos em sala de aula, como jogos e brincadeiras. Um deles foi

AsCom/campus Duque de Caxias

Lívia Lorêdo e Maximiliano Martins

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Conscientização na ponta dos dedos campus são gonçalo

Alunos do campus São Gonçalo criam site para incentivar preservação ambiental

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om o objetivo de conscientizar alunos e servidores, alunos do 1º período do curso técnico em Química do campus São Gonçalo criaram um site educativo no mês de abril. A equipe, formada por Alice Miranda, Geovana Gomes, Tiago Pierre, Paolla Costa, Yuri Chades, Thainá Xavier, Lorhana Bomfim, Estefany Prado, Evelyn Diniz, Esther Rocha, Gabriel Rica, Giselle Souza e Laiz Marinho foi muito além de um trabalho de sala de aula. O professor Felipe Paiva, de Física, foi o responsável pela iniciativa de um pensamento responsável que, sem fazer parte do previsto, deu origem ao portal ECOALIZE. O que era para ser apenas uma pesquisa sobre bons hábitos com o meio ambiente se tornou um verdadeiro projeto: o site, ativo e caracterizado com cores que remetem à natureza, ensina formas de poupar componentes importantes do cotidiano, como a construção de uma máquina de sabonete sustentável. Essa invenção gera detergente que pode ser usado em laboratórios e cozinha. O objeto seria como um liquidificador que mistura todos os conteúdos necessários para a criação do detergente, como óleo reciclado, soda cáustica, sabão de côco, água e essência. Outros métodos ecológicos são sugeridos na ferramenta, como a ideia da instalação de sensores de movimento, a colocação de cartazes que explicariam como agir de forma sustentável e a troca dos secadores de papel pelos secadores de mãos nos banheiros.

preservação contidas nele. “Apenas nós criamos o site. Não era parte obrigatória dos trabalhos em grupo. Quisemos ir além”, conta Tiago. O foco do projeto inclui sensibilização de todos em relação às questões ambientais quanto ao correto descarte do óleo, fabricação de sabão ecológico para laboratórios e incentivo às atitudes que economizem água e energia. No site, os estudantes ainda explicam conceitos que parecem cotidianos, mas que, segundo eles, as pessoas não colocam em prática. Conscientização, por exemplo, quer dizer estar ciente, segundo o dicionário. É ter conhecimento sobre algo e, a partir disso, refletir e julgar o que está certo ou errado em comportamentos de tal forma que o objetivo passe a ser a transformação de si mesmo e, depois, da sociedade como um todo. Para a equipe, não basta entender o que é sustentabilidade. É necessário agir, e rápido. “Todas as pessoas devem estar cientes do que fazem em relação ao meio ambiente de forma que mudem para melhor”, diz Tiago. Ainda segundo Tiago, não basta ser educado, tem que agir de maneira diferente. “As pessoas devem pensar nas próprias atitudes, pesquisar e entender como fazer o correto. É importante não só para a sociedade, mas para o planeta. Ter como meta o bem de todos cria bons retornos, como a saúde e a economia de dinheiro”, observa.

Tiago Pierre, representante do grupo, explica que o objetivo é levar o ECOALIZE para todo lugar e ensinar as ideias de

AsCom/campus São Gonçalo

Equipe busca difundir bons hábitos na relação com o meio ambiente

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www.ifrj.edu.br

Revista informação | IFRJ | Junho de 2015  

Instituto Federal do Rio de Janeiro - IFRJ

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