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Alunos do campus Rio de Janeiro são destaque em Olimpíada de Matemática

Aluna do campus Realengo participa de intercâmbio no Canadá pelo Programa Ciência sem Fronteiras

Março de 2014

Informativo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro - IFRJ

O IFRJ pelo olhar dos seus Seleção de fotos Olhares do IFRJ revela ângulos originais dos campi do Instituto


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O desafio de bordar no campus Arraial do Cabo

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Músicos do campus Volta Redonda se dividem entre estudos, carreira e banda

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Confira os Olhares do IFRJ

Oficina de aluno do campus Mesquita ensina como fazer bioscosméticos

Aulas de canto fazem parte da matriz curricular de alunos do campus Pinheiral

Jornal mural do campus Paracambi discute temas da atualidade

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Alunas do campus Duque de Caxias participam de projeto na área de polímeros

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Coleta seletiva no campus Nilópolis

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Equipe formada no campus São Gonçalo disputa campeonato de peladas

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Nasce o grêmio do campus Eng. Paulo de Frontin

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campus arraial do cabo

Sem medo de agulha

AsCom/campus Arraial do Cabo

Aluna do IFRJ ensina ponto de cruz para alunos e alunas do campus Arraial do Cabo

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uando se pensa em bordado, talvez a primeira imagem que brote na cabeça seja a de algumas pessoas, em geral mulheres e de idade mais avançada, sentadas com as pernas cruzadas e a agulha firme formando um grande número de “x”pelo tecido. Não é todo dia que se encontra por aí um grupo de alunos dedicados a algo que provavelmente seria tido como “coisa da avó”. Focados na arte de fazer ponto de cruz, estudantes do campus Arraial do Cabo se lançaram ao desafio de aprender a bordar. A aluna Stefany Camacho aprendeu a bordar com a prima quando tinha por volta de sete anos, e foi assim, de um jeito todo familiar que, tentando desmistificar a prática,a menina propôs a um grupo de alunos do campus um rápido curso de ponto de cruz em que eles poderiam recriar seu personagem de desenho favorito e até mesmo brincar com suas próprias criações. “É como se fosse uma tapeçaria que não fica com os dois lados fofos”, explica. “A atividade foi uma troca de co-

nhecimentos e a oportunidade de voltar aos valores ditados no passado enquanto quebramos a idéia de que algumas coisas são antiquadas ou feitas para garotas.” explica Stefany. “Era uma forma de questionar por que antes as mulheres ficavam com coisas pequenas e os homens, não. Acho que isso se reflete na forma de escrever, no formato da letra das garotas ser mais redondo e trabalhado e no ato de botar um parafuso na parede, que parece tão fácil para os homens e uma tarefa complexa para algumas mulheres”, diz. O curso começou com cinco alunos. Depois, foram aceitas também meninas interessadas no trabalho. O projeto foi a maior surpresa da IV Semana Acadêmica do campus Arraial do Cabo, realizada em 20, 30 e 31 de agosto de 2013. “Nós fizemos pequenos quadrinhos com papelão para o evento na escola, algumas toalhinhas e capinhas para celular”, conta a aluna. Ao observar a arte dos colegas e a forma como se divertiam - lembra Stefany -, muitos garotos se aproximaram do stand do curso informal de bordado

A atividade foi uma troca de conhecimentos e a oportunidade de voltar aos valores ditados no passado enquanto quebramos a ideia de que algumas coisas são antiquadas ou feitas para garotas.

Stefany Camacho, campus Arraial do Cabo

Alunos de ponto de cruz reproduziram desenhos de anime e criaram também seus próprios personagens

para meninos – e agora meninas – e se sentaram para aprender o desafio do ponto de cruz. Como a proposta das aulas era liberar a criatividade dos estudantes, Stefany Camacho se dedicou a explicar como surgiu a técnica que aprenderiam e o que ela significava, deixando, porém, o tema livre para quem quisesse tentar. A maioria dos alunos escolheu fazer algo relacionado ao universo dos animes, os desenhos animados japoneses. Porém, foi na intenção

de lançar o próprio personagem através dos esboços de sua autoria que o aluno Jander Dantas, presente desde a primeira fase do projeto, decidiu aprender bordado. “O curso me ajudou a quebrar tabus e enfrentar paradigmas”, comenta o rapaz. Foi proposta uma variação nas aulas, para não ficar apenas no aprendizado de ponto de cruz, o que foi bem aceito pelos alunos.

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Arquivo pessoal

campus mesquita

Beleza que se põe na mesa Aluno do campus Mesquita apresenta oficina de biocosméticos

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aluno de especialização em Educação e Divulgação Científica do campus Mesquita Helmut Feijó, em parceria com o químico Rafael Lopes e outros alunos voluntários, oferece uma oficina de biocosméticos em workshops e feiras de ciências. A atividade tem como objetivo confeccionar cosméticos através de produtos naturais. Voltada tanto para um grupo mais leigo como para um grupo mais especializado – como, por exemplo, pessoas que trabalham com estética ou profissionais da área de ciências –, a oficina oferece aos participantes uma troca de conhecimento bem dinâmica e prática ao utilizar produtos do dia-a-dia no processo de criação dos cosméticos. Com mel, farinha, sachês de chá e açúcar é possível criar produtos como hidratantes corporais e cremes de limpeza facial. Tendo como proposta uma oficina interativa, os participantes podem ver de perto o processo de produção dos cosméticos e, até mesmo,

participar como voluntário. Helmut ressalta o papel da interação. “As pessoas não têm muita noção de como são feitos os biocosméticos. Eles precisam entender o porquê desde o começo”, explica. Inicialmente oferecida em workshops, a oficina ganhou maior notoriedade ao participar da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em outubro de 2013. “Estamos formulando mais coisas para [a oficina] ficar ainda mais interessante”, acrescenta Helmut, que planeja expandir a atividade e já recebeu convites para apresentar a oficina de biocosméticos em outras feiras. Professor licenciado em Biologia e aluno do campus Mesquita desde maio de 2013, Helmut Feijó explica a importância da oficina na sua formação acadêmica: “A oficina me ajuda, pois uma das monografias que desenvolvo aqui no curso da pós-graduação é exatamente sobre esse tema”, conclui o pós-graduando, que atualmente desenvolve um trabalho sobre manipulação de biocosméticos.

Helmut Feijó (de verde), Rafael Lopes ( agachado) e alunas voluntárias

Mel e açúcar, uma receita simples para esfoliação da pele

Conta-se que Cleópatra já utilizava uma mistura com mel para pintar as pálpebras. Rico em vitamina A, D, E e C, o mel é considerado um dos nutrientes mais ricos da natureza, com propriedades hidradantes e regenerativas. Em combinação com açúcar cristal, é possível obter um excelente esfoliante para a pele.

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campus rio de janeiro

No fim das contas, medalhas Alunos do campus Rio de Janeiro se destacam na Olimpíada Brasileira de Matemáticas das Escolas Públicas AsCom/campus Rio de Janeiro

“Saí da prova achando que tinha ido bem, mas não imaginava que ganharia uma medalha de ouro”, conta Marcial Junior

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apinhas no ombro e felicitações de professores pelos corredores do campus Rio de Janeiro do IFRJ foram o suficiente para catalisar a vontade do estudante Marcial Pazos Lopez Junior de continuar na nona edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Ele havia ido bem na primeira fase da competição, que acabou lhe rendendo uma medalha de ouro pelo segundo lugar geral e muito orgulho para ele mesmo e toda a escola. Aos 19 anos e no último período no curso técnico em Química, Marcial já participou de outras olimpíadas científicas e edições da OBMEP, sendo esta a primeira vez em que ganha uma medalha de ouro. Com apreço por números e cálculos, ele conta que sempre recebeu incentivo dos docentes para participar da competição, em especial dos professores de matemática Rafael de Freitas e Taís Pereira, organizadores e entusiastas da olimpíada no ano passado. Marcial conta ainda que outro grande estímulo para ele e mais dois amigos foi uma aposta que fizeram ao localizar seus nomes no topo da lista dos classificados da

primeira fase, no mural da escola. Ele conta que não acreditou no resultado da segunda fase. “Saí da prova achando que tinha ido bem, mas não imaginava que ganharia uma medalha de ouro”, diz. Para ele, o ritmo puxado da escola foi o suficiente para garantir sua excelente colocação no ranking nacional. “Eu sempre fui bom em matemática, mas mesmo assim eu sempre tive que estudar para me garantir”, comenta. O IFRJ participa desde a primeira edição da OBMEP, em 2005, e já teve alunos premiados antes. Segundo o professor Rafael, nesta nona edição não houve nenhum treinamento à parte para os alunos participantes, mas sempre houve disposição dos docentes para auxiliá-los. “Em 2009, havia uma preparação dos professores com os alunos e tivemos bastantes premiados”, conta. “Temos intenção de voltar com isso”. Todos os alunos são convocados para participar da olimpíada, que é composta por duas fases. A primeira é uma prova de múltipla escolha, em que os 5% melhores colocados são classificados pelas suas próprias escolas para a etapa seguinte. Já a segunda fase é dis-

sertativa e corrigida por comitês escolhidos pela coordenação da OBMEP – primeiro regionalmente e depois a nível nacional por uma equipe unificada que escolhe os futuros premiados. Marcial considera o nível de dificuldade das etapas destoantes. “A primeira é mais fácil, são questões de lógica. Na segunda temos que realmente fazer cálculos”, explica. Medalhista de bronze já tem experiência na OBMEP Também não foi novidade para o medalhista de bronze, Mateus Barradas Ribeiro, participar da competição. O estudante de Biotecnologia de 15 anos participa há quatro edições da OBMEP e já acumula três medalhas de bronze e um certificado de menção honrosa, que homenageia bons desempenhos. A recorrência nos bons resultados não virou uma rotina cansativa. “Afinal, é sempre mais uma conquista”, comenta. Assim como Marcial, ele acredita que nível puxado do ensino no Instituto Federal foi o que certificou seu bom rendimento nas provas. Além das medalhas, os

primeiros colocados ganham bolsas de estudo em programas de Iniciação Científica Jr. (PIBIC Jr.). Marcial e Mateus esperam que as conquistas agreguem ainda mais valor aos seus currículos. “A medalha é, de certa forma, um diferencial para o nível técnico”, afirma Marcial. Ele pretende entrar no curso de Engenharia Química no Instituto Militar de Engenharia (IME) no próximo ano. Ele conta que no último vestibular passou no concurso, mas não chegou a ser classificado. Já Mateus, ainda indeciso com o seu futuro acadêmico, segue por enquanto no PIBIC Jr., com a bolsa que ganhou em uma das OBMEPs. “Talvez eu tente medicina, ainda não sei”, diz. Nesta nona edição, cerca de 200 alunos do campus Rio de Janeiro do IFRJ participaram da olimpíada. Uma adesão grande, segundo o professor Rafael de Freitas. O resultado foi animador: além das medalhas de ouro e bronze, outros 17 alunos ganharam certificados de menção honrosa. Por não ser obrigatória, o que move os que participam é o incentivo que recebem. Inspiram-se nas medalhas dos colegas, nas congratulações e interesse dos professores, na promessa de ainda mais conquistas e orgulho. Desta vez, irão se inspirar em Marcial e Mateus. Aos 15 anos, Mateus Ribeiro já acumula medalhas da OBMEP

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campus realengo

Ela está no Canadá Aluna de Terapia Ocupacional, Isabela Sá participa de intercâmbio na Universidade de Alberta, pelo programa Ciência sem Fronteiras Arquivo pessoal

“É complicado andar pela rua, nevando e ventando, com -20°C e sensação térmica de -35°C.” Em seu tempo livre, ela busca conversar com os alunos e fazer novas amizades. “Estou cercada de brasileiros, coreanos, chineses, angolanos, japoneses, franceses, alemães, enfim, estou cercada por estudantes do mundo inteiro”, conta a aluna. Ao analisar as diferenças culturais com seu país de origem, Isabela concluiu que o comportamento das pessoas é o que mais diferencia a cultura brasileira da canadense. “Aqui, as pessoas confiam muito em sua palavra, e dão valor ao respeito do cumprimento das leis e regras”, comenta. Proficiência na língua estrangeira é um dos requisitos

Universidade de Alberta é uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Canadá

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aluna Isabela Sebastian Vieira Barbosa Sá, do curso de Terapia Ocupacional, embarcou no fim de dezembro para o Canadá. Ela participa de um intercâmbio de 14 meses na Universidade de Alberta, pelo programa Ciência sem Fronteiras (CsF). Ao encontrar informações sobre o Ciência sem Fronteiras no site do IFRJ, Isabela passou a se inscrever nas chamadas do programa. O Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência,

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Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC. Para participar do programa, o aluno deve estar cursando o ensino superior nas áreas prioritárias do CsF. Isabela estuda Terapia Ocupacional no campus Realengo e agora participa, na Universidade de Alberta, do curso de Educação Física. “Todo conhecimento é bem-vindo, e nesse caso há muito conhecimento correlato para estudar entre esses dois cursos. Está sendo uma oportunidade indispensável”, diz Isabela. A Universidade é localizada em Edmonton, província de Alberta, e conta com cerca de 35

mil estudantes por ano. Isabela, que sempre teve interesse em fazer intercâmbio, confessa que nunca imaginou participar de um por uma Instituição de nível superior. Apesar de inicialmente temerosos, os familiares de Isabela deram total apoio a ela. A coordenação do curso de Terapia Ocupacional do campus também ajudou a encorajar a aluna, que de início não estava muito confiante com a ideia de ir a um país em que não conhecia ninguém. No final, a oportunidade de aprender e viver novas experiências teve maior peso em sua decisão. Há mais de um mês no Canadá, Isabela conta que não tem saído muito, além de ir à Universidade. É inverno no país, que registra temperaturas abaixo de zero.

Isabela fez o IELTS (International English Language Testing System), um exame de proficiência em inglês reconhecido e aceito por instituições de ensino em todo o mundo. Para passar pelo IELTS com sucesso, Isabela estudou as provas antigas disponibilizadas no site do exame. Também pediu dicas para amigos que já haviam realizado a prova. “Para quem deseja participar dessa avaliação, aconselho que comece a se preparar desde já. Busque o edital e estude as provas antigas, pois muitas questões se repetem”, observa. Com o intercâmbio, os planos para o futuro de Isabela foram mudados. Hoje ela pretende fazer mestrado e doutorado também no exterior.

saiba mais sobre o programa ciência sem fronteiras em

www.cienciasemfronteiras.gov.br


Tons de Pinheiral campus pinheiral

Aulas de música no campus Pinheiral despertam sensibilidade sonora e estética

O

desafio é escutar, silenciar, sentir as notas e se deixar levar pela melodia. Desde 2013, semanalmente, são oferecidas aos estudantes do campus Nilo Peçanha - Pinheiral oficinas de canto, de teclado, leitura e escrita musical. As aulas propõem aos alunos o despertar da sensibilidade sonora e estética e são ministradas pela professora Gesiane Castro. Além das oficinas, a música passou a fazer parte da grade dos cursos integrados ao ensino médio ofertados no campus. A inserção do estudo da música na matriz curricular da instituição tem o objetivo de despertar a apreciação musical e ampliar a experiência sonora dos estudantes. Ou seja, criar ferramentas que possibilitem ao

aluno a compreensão do discurso musical, de modo a tornar a escuta mais significativa. Na opinião do estudante João Gabriel de Souza Silva, do curso técnico em Agropecuária, as aulas de música contribuem também para o desenvolvimento da atenção e da disciplina. “A música acalma,” acrescentou. E tudo isso, segundo o estudante, auxilia no desenvolvimento acadêmico dos alunos em todas as disciplinas. A professora Gesiane esclarece que o exercício do canto coletivo desenvolve também habilidades de trabalho conjunto, cooperação e respeito ao próximo. Cada participante trabalha em conjunto e individualmente para a construção de uma obra. Todos precisam res-

peitar espaços e trabalhar para a harmonia do grupo. E a harmonia da música do campus Pinheiral envolveu também os estudantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Pinheiral. Semanalmente, o campus os recebe para atividades da “Oficina de Sons”, que trabalha canto e sensibilização musical. A APAE de Pinheiral, anteriormente ao projeto de música em parceria com campus, já reconhecia o potencial da música para o desenvolvimento da comunicação, da atenção, entre outras habilidades dos alunos. Sendo assim, propostas de atividades de canto, dança, ginástica rítmica e de teatro com o suporte da música, já aconteciam na associação.

Segundo a professora de Educação Física da APAE, Adriana Mara de Souza Menezes, a proposta das aulas no campus Pinheiral inspirou sentimentos de maturidade nos estudantes. Adriana relatou que eles adquiriram uma postura diferenciada para realizar as aulas em um espaço externo às instalações da associação. A professora defendeu ainda que a atividade é um importante exercício de convívio para os alunos na comunidade. A proposta de trabalho da música com os alunos da APAE está inserida nas atividades institucionais de consolidação do Núcleo de Assistência às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne) do campus Pinheiral.

AsCom/campus Pinheiral

Em parceria com a APAE, o campus desenvolve a ‘Oficina de Sons’, que trabalha canto e sensibilização musical

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Olhares

Um olhar do meu campus. Com esse tema, “Olhares do IFRJ”, voltada a alunos de qualqu fotos foram enviadas e, abaixo, selecionamos a

Se a sua foto não foi selecionada agora, nada da revista InFormação ou seja utilizada em ma com os créditos do autor, conforme as regras d do “Olhares do IFRJ”.

na Sema ro t i c ma erei VI Se xias. Fev a n ólise e de Ca eletr qu e r b so us Du o p t e m j a o do ro de p gica do C eríod p o ª ã ç 5 ló si do Expo co-Tecno aluna fi í , t s n o Cie 1 an 014. es, 2 ás. u g i de 2 r Rod eG Melo Petróleo e d m Paula técnico e o s r cu

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Jardim Sensorial do campus Realengo.

Corredor do terceiro andar do c

Juliana Lopes de Mello Gentil, 22 anos, aluna do 4ª período do bacharelado em Terapia Ocupacional.

Júlia Nascimento de Brito, 15 an Mecânica.


do IFRJ

foi lançado, em fevereiro, a seleção de fotos uer nível de ensino da instituição. Dezenas de algumas para esta edição.

a impede que ela possa vir em outras edições ateriais de divulgação institucional, sempre da seleção. Fique atento às próximas edições

campus Paracambi. Fevereiro de 2014.

nos, aluna do 1ª período do curso técnico em

Setor d e Piscic ult lochas de uma ura do campu s Pinhe aluna, abastec ir dentro imento do córr al. Retrata as para a 2013. ego qu gaUEP de e ser piscicult ura. No ve como vembro Joyce d de os curso té Santos de So uza, 15 cnico e m Agro pecuária anos, aluna d o 1º an . o do

Canteiro de rosas no campus Eng. Paulo de Frontin. Junho de 2013. Jônatas Vieira de Oliveira, 18 anos, aluno do 4º período do curso técnico em Informática para Internet.

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campus paracambi

Do latim, multifarius Jornal organizado por alunos e professores do campus Paracambi propõe reflexões sobre temas da atualidade AsCom/campus Paracambi

No mural do campus Paracambi, qualquer um pode intervir no jornal O Multifário

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azer mais. Essa é a vontade e a motivação das alunas do 4º período do curso de Mecânica do campus Paracambi Gabriela Cerqueira e Karla Camacho, de 18 e 17 anos, respectivamente. Isso foi o suficiente para que elas, ao lado do professor de Português Fábio Fonseca e da professora de Sociologia Mariana Maior, produzissem o jornal mural O Multifário para a comunidade acadêmica do campus Paracambi. Multifário significa “que se diz ou se exprime de muitos modos. Que pode ser de várias espécies ou que se apresenta sob diversos aspectos”. O Multifário surgiu como um projeto para viabilizar outras atividades, como cine-debates e rodas de leituras. “Temos um espaço no mural onde colocamos sugestões de filmes e livros. Queremos passar eles na escola também, vontade é o que não falta”, conta Karla. O objetivo do jornal mural é conscientizar e provocar reflexões sobre os assuntos sociais que aborda, como as manifestações de junho de 2013 no Brasil, cotas raciais e legalização da maconha. “A função é ser um contraponto.

Trazemos os assuntos que geralmente estão em pauta na sociedade para fazer todos pensarem, refletirem e pesquisarem além do que colocamos no mural”, explica Gabriela. Para as alunas, levantar essas discussões no ambiente educacional é essencial, pois as instituições de ensino não funcionam independentes da sociedade. “É uma instituição social que forma cidadãos. Não é só a formação técnica que conta por sermos de um curso técnico. Acreditamos muito na formação cidadã também”, aponta as alunas. A professora Mariana considera o processo educativo para além das salas de aula. Ela afirma que o aluno fica mais passivo nas aulas tradicionais e expositivas. Ela vê nesse canal de interação uma forma de os estudantes buscarem mais proatividade, já que é um espaço para eles se expressarem, debaterem, lerem e escreverem. O professor Fábio também acredita que a forma como o jornal surgiu é diferente, pois não teve partida do corpo docente. “A gente faz o inverso. Rompe o espaço sagrado do saber que é considera-

do apenas dentro da sala de aula, de forma verticalizada. Eu ainda não levei o Multifário para sala de aula, mas já levei a sala de aula para o Multifário”, afirma Fábio Fonseca. Já a professora Mariana Maior leva o O Multifário para dentro das suas turmas. Ela incentiva os alunos a lerem, comenta sobre as matérias feitas e já discutiu o artigo sobre racismo que Gabriela fez para a segunda edição do jornal. “Os temas têm relação direta com as minhas aulas, como desigualdade social, racial, de gênero, movimentos sociais, manifestações e protestos, capitalismo, exclusão...”, conta Mariana que, ainda sim, acha que falta vontade de ler por parte de muitas pessoas. O projeto também contou com o apoio da diretora-geral do campus, Cristiane Henriques, que forneceu material, impressora colorida da direção e incentivo. “Os nossos corredores precisam de mais cor”, comenta Cristiane. Mariana acredita no projeto e na vontade de as alunas se expressarem e escreverem o que sentem e pensam. “Quando os alunos demonstram esse interesse, esse de-

Não queremos fazer com que as pessoas pensem igual à gente. Queremos fazer as pessoas pensarem.

Gabriela Cerqueira, campus Paracambi.

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sejo de participar mais na escola, para ‘além da sala de aula’, acho que nós educadores temos que dar todo apoio. Como não incentivar e apoiar um projeto desses?”, conclui a professora. A organização do projeto é feita pelas duas alunas e os dois professores, porém a participação por meio de envio de textos, sugestões e intervenções é aberta a todos. Intervenções no campus Além do jornal mural que fica no hall do 2º andar, as estudantes espalharam pelo campus placas com frases de efeito. “Inútil”, “Em terra de cego quem tem olho vê”, “Eu sou humano”, entre outras. Segundo Gabriela, a intenção é causar intervenções. “Dessa forma, a gente perturba o meio e essa perturbação sempre gera alguma reação. Nem sempre é favorável, mas não importa se vão gostar ou não. Não queremos fazer com que as pessoas pensem igual à gente. Queremos fazer as pessoas pensarem”, revela a aluna. Essas intervenções já causaram comentários por meio de um servidor, em outro momento uma aluna tirou uma foto embaixo da placa “Inútil” e postou no seu Facebook, e um outro estudante, na placa da frase “Eu sou humano”, acrescentou de caneta “e racional”. Gabriela e Karla esperam que o projeto continue quando elas se formarem. “Se você motiva, é mais fácil as pessoas aderirem. Esperamos que o Multifário seja duradouro, que o assumam. Vou ficar feliz de ter sido parte do início disso”, conta Gabriela.


campus duque de caxias

Nos passos de Lavoisier Campus Duque de Caxias estuda obtenção de bioplásticos a partir de resíduos do leite

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om o meio ambiente em foco e o surgimento crescente de produtos sustentáveis no mercado, o campus Duque de Caxias está desenvolvendo o projeto de pesquisa “Obtenção de bioplástico através do resíduo do soro do leite e derivados”. O projeto é uma parceria entre o Laboratório Multidisplinar de Gerenciamento de Resíduos (LMGR) do IFRJ – campus Duque de Caxias, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano (IMA) e o Laboratório de Biopolímeros e Sensores (LaBioS). A iniciativa para desenvolvimento do projeto surgiu a partir dos professores Sérgio Thode, Marcelo Sena e Adriano Cruz, junto dos alunos do curso de Polímeros Ana Paula da Silva, Cíntia Patrícia Paixão, Fabíola Maranhão e Thuanny Almeida. Segundo o professor Sérgio Thode, que leciona matérias como Gestão Ambiental e Qualidade e Saúde e Meio Ambiente, os próprios alunos do curso demonstraram o interesse em realizar alguns ensaios. “Simplesmente direcionamos a idéia para trabalhar com algum resíduo. Creio que as motivações de pesquisa devem surgir de demandas sociais”, diz Thode. O projeto, que terá duração de um ano, tem como objetivo desenvolver filmes plásticos comestíveis, os bioplásticos, utilizando diferentes combinações de soro proveniente do processo de fabricação da manteiga e da caseína (proteína do leite). A partir da obtenção deste bioplástico, será possível contribuir para redução do volume de plástico convencional no ambiente, ajudando a diminuir os efeitos negativos do descarte inadequado deste tipo de material. Além disso, a pesquisa visa a conseguir resultados que possam agregar valor a um subproduto da indústria de produtos lácteos. A aluna do último período do curso Técnico em Polímeros do campus Duque de Caxias Fabíola Maranhão é uma das voluntárias no projeto de pesquisa e diz que a experiência tem agregado conhecimentos teóricos e práticos à sua vida acadêmica. “Está sendo mui-

Sérgio Thode

Alunas trabalham no Laboratório Multidisciplinar de Gerenciamente de Resíduos do campus Duque de Caxias

to bom, pois pretendo trabalhar na área de produção de produtos sustentáveis e a pesquisa me proporciona o aperfeiçoamento no conhecimento sobre plásticos que não prejudicam o ambiente”, disse. Fabíola comenta ainda sobre a rotina do laboratório: “Trabalhamos na pesquisa pelo menos três dias na semana, entre quatro e seis horas por dia”. Os bioplásticos são plásticos obtidos de matérias-primas diferentes do petróleo e, quando descartados, são decompostos por microorganismos. Já os plásticos convencionais demoram anos ou até séculos para serem degradados por completo na natureza. Apesar de a pesquisa estar em sua fase inicial, é possível observar alguns resultados. De acordo com os professores, já foi obtido um material plástico, mas com poucas propriedades mecânicas e térmicas. As pesquisas estão sendo alinhadas para que os insumos que garantam a boa qualidade do material sejam encontrados. “Queremos melhorar este plástico analisando suas propriedades físicas, ópticas e geológicas, tais como: permeabilidade ao vapor de água e ao oxigênio, umidade e solubilidade, firmeza e módulo

de elasticidade, transmissão de luz e cor instrumental”, acrescenta o professor Thode. Outra voluntária da pesquisa é a estudante do curso técnico em Polímeros Cíntia Paixão, uma das responsáveis pelo blog Química Sustentável. Cíntia acredita que a prática do laboratório tem contribuído para ampliar seus horizontes e comprovar a lei de Lavoisier

- na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma. “Preparo-me para continuar remando contra a maré desse mundo capitalista, onde os indivíduos não se preocupam com as consequências de suas atitudes. Pretendo disseminar, com satisfação pessoal, todo conhecimento que me foi e que me está sendo passado”, conclui a aluna.

Sérgio Thode

Cíntia, Fabíola e Thuanny

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campus nilópolis

Mudança de hábito Implantação de coleta seletiva no campus Nilópolis amplia consciência ambiental da comunidade acadêmica AsCom/campus Nilópolis

sido feita quinzenalmente e o grupo está tentando ainda organizar o armazenamento interno dos resíduos para verificar a necessidade de uma coleta mais frequente, em função da instalação dos coletores. GESEA reúne alunos e professores de diferentes formações

Coleta seletiva surgiu de ideia lançada em evento no Dia Mundial do Meio Ambiente

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campus Nilópolis recebeu em janeiro novas lixeiras de coleta seletiva. A iniciativa partiu do Grupo de Estudos em Sustentabilidade e Educação Ambiental (GESEA), formado por uma equipe multidisciplinar de professores e alunos do campus. As lixeiras foram adquiridas com recursos do Programa Sustenta-Ação, que recebe apoio financeiro do Ministério da Educação para desenvolver ações relacionadas à extensão universitária. A ideia surgiu durante evento no dia Mundial do Meio Ambiente, em 2012, quando alunos e servidores do campus foram convidados a de-

positar em um baú suas sugestões para melhorar a escola. A instalação dos coletores no campus foi um dos dez assuntos mais citados. “Todos têm papel fundamental para que o processo funcione a contento, e precisamos de ideias e sugestões para fazer os ajustes necessários”, diz Priscila Marques, coordenadora do Programa de Extensão Universitária Sustenta-Ação. Para garantir o descarte adequado, há algum tempo os resíduos coletados como recicláveis no campus são encaminhados para a cooperativa de catadores Coopcarmo, de Mesquita. A coleta tem

LIXO NÃO ENCAMINHADO À RECICLAGEM

Não sabe onde jogar o lixo? Confira as cores para cada tipo de resíduo

O GESEA atua no campus desde 2012 e realiza eventos sobre temas como sustentabilidade, literatura e reciclagem. A equipe é composta por cinco professores e três alunos, e conta com a colaboração de outros dois alunos e um servidor. A implantação da coleta seletiva animou principalmente os alunos, em especial os do curso técnico em Controle Ambiental, que durante toda a sua estadia no campus aprendem sobre o acompanhamento de atividades preventivas da poluição por meio de Educação Ambiental, da Tecnologia Ambiental e da Gestão Ambiental, além de coletar, armazenar, analisar, disseminar e gerenciar os dados ambientais. “Um projeto que já deveria existir há bastante tempo, ainda mais porque aprendemos isso no curso e somos um Instituto”, avalia Pablo dos Santos, aluno do curso técnico em Controle Ambiental. Perguntado sobre quais outras medidas sustentáveis o campus deveria adotar, Pablo responde que

LIXO ORGÂNICO

RESÍDUOS RADIOATIVOS

PLÁSTICO

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VIDRO

gostaria da criação de projeto ou oficina que ensinasse os alunos a fazer bom uso dos materiais recicláveis (criação de utensílios, brinquedos, artesanato etc.). A coleta seletiva ainda não é uma prática comum no universo da maioria dos alunos, mas eles têm se empenhado para contribuir com as mudanças ambientais. Após duas semanas da chegada das lixeiras, já é possível perceber uma alteração no comportamento dos alunos, apesar das dificuldades iniciais com a identificação de cada tipo de resíduo. Para Rita de Cássia, do curso técnico de Montagem e Suporte em Informática, essa é uma tarefa fácil. Ela já realiza a separação do lixo em casa e doa as garrafas PET para uma vizinha que trabalha com artesanato. “É uma coisa útil e necessária. As pessoas devem se conscientizar e usar as lixeiras coloridas. Mas já vi que muita coisa mudou. Antigamente eu reparava muito lixo nas mesas deixado pelos alunos, mas agora não, eles estão jogando fora e separando, o que é mais importante”, observa Rita. A aluna Amanda Souza, do 1º período do curso técnico de Controle Ambiental, diz que ainda não se sente segura para utilizar os coletores: “Eu tenho medo de jogar na cor errada. Apesar de saber que é muito importante, prefiro utilizar uma lixeira comum para não prejudicar a reciclagem no caso de jogar errado”, conta a aluna.

PLÁSTICO

PAPEL

RESÍDUOS PERIGOSOS

METAL

LIXO HOSPITALAR


campus são gonçalo

Real Ousadia F.C.

Shayne Pimentel

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m time de muita “ousadia”. Assim se define o Real Ousadia Futebol Clube, time com base formada por alunos do campus São Gonçalo. A equipe foi criada para disputar a “Copa F7 Niteroiense”, mas os jogadores já visam a outros campeonatos. A equipe é composta por alunos dos cursos técnico em Química, Segurança do Trabalho, do Pronatec - e por amigos. São eles: Julio Aguiar, Mateus Araujo, Pablo Dias, Thiago Henzen, Mateus Namora, Breno Pereira, Gabriel Jerônimo, Caio Willy, Mateus Oliveira, Vitor Wionosky, Mario Pacheco, Tiago Nogueira, Lucas Nogueira, João Pedro, Renan Carvalho, Denis Wermeling, João Figueirò e Shayne Pimentel. A equipe nasceu quando os alunos Julio Aguiar e Mateus Araujo compartilhavam a vontade de montar um time de amigos do campus, para disputar o F7 Niteroiense. O campeonato é disputado às sextas-feiras, no Colégio São Vicente de Paulo, em Niterói. O capitão Julio acredita no potencial do seu time. “Esperamos estar na final”, disse, humildemente. Os jogadores se conheceram nos corredores, na sala de aula, campeonatos e nas festas dos amigos. Mas para entrar no time é necessário ter “boa habilidade e, de preferência, ser aluno do campus São Gonçalo”, lembrou o capitão. Os jogadores ainda não têm patrocínio e treinador. No momento, eles contam com a ajuda do pai de um amigo, que acompanha o time nos jogos, e com a colaboração do professor Edson Farret. O capitão Julio reconhece o esforço

Mateus Araujo

do professor Edson. “Ele nos deu o livro Futsal - Teoria e Prática, que é de sua autoria, com sugestões de jogadas ensaiadas para ajudar o Real Ousadia F.C”, disse. Sem ter um lugar fixo para treinar, os jogadores já comemoram a nova quadra do campus, onde será o campo de treinamento do R.O.F.C. A maior dificuldade enfrentada pelos alunos é a falta de preparo físico. Os jogadores não são profissionais, exceto o artilheiro Thiago Hanzen, que joga no Clube Canto do Rio, em Niterói. A filosofia do Real Ousadia é “ir para cima, atrás dos gols do início ao fim”. E o Real Ousadia vem escalado com Lontra, Rexona-man, Me Namora, Galã... Ala esquerdo do Real Ousadia, Thiago Hanzen é aluno do curso técnico em Segurança do Trabalho. Seu time de coração é o Flamengo e seu ídolo é Zico. TH7, como é conhecido, conta que já participou de muitas peneiras e passou em todas. Ao ser perguntado sobre o que ele aprendeu em sala de aula e aplica no campo, o jogador responde que foi o raciocínio rápido e a trabalhar em grupo. Apesar de ser profissional, Thiago não pretende seguir a carreira de jogador. O seu objetivo é cursar a faculdade de Engenharia Ambiental. Os jogadores do R.O.F.C são reconhecidos por seus apelidos, que surgiram durantes as brincadeiras entre os amigos. O capitão Julio é conhecido como “Capita”. O mascote do time, Mateus Araú-

Equipe de futebol formada no campus São Gonçalo participa de campeonato em Niterói

Gabriel Jerônimo

jo, foi apelidado de “Lontra”. Pablo Dias é o “Rexona-man”, e Mateus Namora é conhecido pelo apelido “ Me Namora”. O jogador Breno Pereira foi apelidado de “Smurf”. Jerônimo Gabriel é Bel Canavaro. Caio Wily foi apelidado de “Cachorrão”, e Matheus Oliveira é conhecido como “ Sacolé Man”. Vitor Wionoscky atende por “Galã”. Mateus Araujo, mascote do time, que está cursando o 3° período do curso técnico em Química, e pretende cursar Engenharia Química, é o ala - esquerdo do Real Ousadia Futebol Clube. Torcedor do Vasco da Gama, Araujo tem como maior ídolo Zidane, mas ele ressalta que gosta do Garrincha e do Messi. Para ele, é “tranquilo” conciliar os treinos e a vida acadêmica. O Real Ousadia tem uma fanpage no Facebook, em que podem ser encontradas fotos dos jogos, dos jogadores, bastidores e informações atualizadas sobre o time. A página serviu de inspiração para as alunas Nathália Assumpção e Juliana Leite, que são as responsáveis pela criação da fanpage “Loucas pela Ousadia”, a “torcida organizada do Real Ousadia F.C”. Na página, os torcedores encontram os hinos, compostos pelo aluno do campus Luis Antônio Filho, para cantar nos jogos da equipe.

Lucas Nogueira

Julio Aguiar

Vitor Wionoscky

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campus volta redonda

A pessoa amada em 3 dias Banda formada no campus Volta Redonda pensa em voos altos na carreira

E

scolher qual carreira seguir é algo muito difícil para algumas pessoas. Geralmente ouve-se dizer que temos que descobrir qual é o nosso dom. E quando se tem mais de um dom, o que fazer? Isso aconteceu com um grupo de alunos do curso de Automação Industrial do campus Volta Redonda que decidiram conciliar a carreira industrial com a música. Tudo começou quando eles ainda eram crianças e se reuniram para tocar. A partir daí, eles não pararam mais e formaram a banda “Trago seu amor em 3 dias”, um nome bem alternativo, assim como seu estilo. Formada por três alunos do IFRJ e um já egresso, a banda vem sendo destaque nas programações realizadas pelo campus. A banda formada pelos jovens Leon Custódio, Ericks Dalboni, Macauley Moraes e Túlio Freitas teve sua primeira apresentação no Dia Cult, evento que já faz parte do calendário institucional do campus Volta Redonda desde 2012 e tem como objetivo proporcionar aos alunos um dia voltado somente para as práticas culturais e da arte. Nesse dia, os alunos e servidores contam com exposições de fotos, desenhos, pintura, oficinas e apresentações. É ai que entra o Show de Talentos – os alunos podem mostrar o lado artístico que existe dentro deles, e fazerem o que de melhor sabem, seja cantar, dançar ou atuar. Mostrar o que fazem de melhor. Foi exatamente isso que o grupo fez, mas não na primeira apresentação, segundo eles. “Nossa primeira apresentação foi horrível. Foi no Show de Talentos e, como era a primeira vez, ainda estávamos muito travados, o que nos atrapalhou, e muito”, relatou Leon, dizendo que a timidez é um fator que pode prejudicar bastante uma banda. Segundo Macauley, um dos vocalistas da banda, tudo depende do comportamento dos componentes durante uma apresentação, e eles se esforçaram para que a timidez não os atrapalhas-

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AsCom/campus Volta Redonda

A primeira apresentação da banda foi durante o Dia Cult, evento cultural do campus

se novamente. “Acho que se deixássemos a timidez nos dominar, não teríamos muita oportunidade de crescimento”, completou. Os alunos reconhecem que hoje estão mais desinibidos e que isso ajudou na evolução da banda. O pensamento de gravar um CD está na cabeça dos jovens, que já têm um pouco mais do que oito músicas de composição própria. “Alcançar um público maior está em nossos planos e um CD vai nos ajudar a espalhar nossa música”, afirmou Túlio, exalando expectativas.

A importância da integração do grupo é relevante, e por isso eles acreditam que estão evoluindo. Eles afirmam que todos ajudam em tudo. “Seja no processo de composição, produção e até mesmo gravação, todos estão envolvidos”, explicou Ericks, destacando que, para o processo de composição, eles dedicam até mais que duas horas de seu tempo. Os jovens fizeram questão de citar o professor Otávio Meloni como grande incentivador da banda. “Desde o início, o professor

Alcançar um público maior está em nossos planos e um CD vai nos ajudar a espalhar nossa música.

Túlio Freitas, campus Volta Redonda.

vem nos ajudando, até na escolha dos nomes. Tivemos vários até chegarmos a uma definição. Ele realmente nos dá força, nos ajuda muito”, conta Macauley, lembrando que, durante um show na instituição, o professor apareceu vestindo a camisa da banda. Ao falarem sobre a relação que estão começando a criar com o público, os alunos afirmam que um show sempre é composto 50% pela plateia e 50% pela banda. “Durante uma apresentação na instituição, observamos pessoas cantando nossa música e vestindo nossa camisa. Ficamos impressionados e isso nos animou ainda mais para continuarmos o show”, afirmou Túlio. Em breve, os alunos se formarão e, ao serem indagados sobre futuras apresentações no campus, eles se mostram animados. “Quando nos formarmos e até quando chegarmos a ser uma banda de sucesso, teremos o maior prazer em tocar no IFRJ, pois foi lá que tudo começou, lá está grande parte da nossa história”, completa Leon Custódio.


campus engenheiro paulo de frontin

Com o grêmio, onde o grêmio estiver Primeiro grêmio estudantil do campus Eng. Paulo de Frontin já movimenta a escola AsCom

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partir da iniciativa de alunos do campus Engenheiro Paulo de Frontin, foi inaugurado o primeiro grêmio estudantil da escola. Os grêmios estudantis são organizações sem fins lucrativos que representam o interesse dos estudantes, com fins cívicos, culturais, educacionais, desportivos e sociais. O grêmio é o órgão máximo de representação dos estudantes da escola e permite que os alunos discutam, criem e fortaleçam inúmeras possibilidades de ação tanto no próprio ambiente escolar quanto na comunidade. A InFormação foi ouvir do presidente do grêmio e aluno do primeiro período no curso de Informática para Internet, Valdir de Oliveira Neto, os planos e ações do grêmio para o ano de 2014 no campus. Segundo ele, um dos objetivos para este ano é alcançar uma forte união entre os estudantes do campus, criando a força de todos os alunos como uma voz só, que é o grêmio. “Procuramos ouvir todos os alunos e tentar, a partir disto, criar uma unidade de pensamento a fim de expressarmos nossas necessidades e projetos”, diz Valdir. Além disso, Valdir afirma que o grêmio visa, sobretudo, tornar o campus e o instituto conhecidos e reconhecidos pelas regiões próximas a Engenheiro Paulo de

Campus Engenheiro Paulo de Frontin

Frontin. Apesar de algumas dificuldades para o grêmio funcionar, ações já foram realizadas, como a criação de um jornal mensal, a promoção de uma limpeza de insetos no campus e a organização de campeonatos esportivos. “Possuímos muitas idéias no papel, precisamos de fomento para colocá-las em prática e, assim, contribuirmos para o nosso campus”, comenta.

ente

expedi

A divisão de responsabilidades entre os integrantes do grêmio é feita a partir de cargos como tesoureiro geral, diretores de comunicação, esportes, eventos sociais, saúde e meio ambiente e secretárias. A equipe se reúne semanalmente para conversar e discutir os problemas do campus e procurar possíveis soluções, cada um sobre a área em que atua. “Quando

Reportagem Reitoria | Duque de Caxias | Eng. Paulo de Frontin

Patrícia Brunharo Arraial do Cabo Reitor

Fernando Cesar Pimentel Gusmão Assessor de Comunicação

Jorge de Moraes

achamos alguma solução marcamos mais uma reunião e colocamos as elucidações na mesa e vemos como podemos viabilizá-las para colocá-las em prática”, explica Valdir. Entre os integrantes do grêmio estão o vice-presidente, Cleber Huais, o tesoureiro geral, Guilherme Dornelas e a secretária geral Karolinne Meyrelles.

Letícia Ferreira Mesquita

Gelton Mota Nilópolis

Verônica Trindade | Sabrina Oliveira

Paracambi

Michele Corrêa Pinheiral

Greici Sousa Realengo

Any Caroline Pereira

São Gonçalo

Tatiana Ribeiro Volta Redonda

Camila Santos Edição

Rio de Janeiro

Camilla Pacheco

Jorge de Moraes Luís Costa

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Revista InFormação | IFRJ | Março 2014  
Revista InFormação | IFRJ | Março 2014  
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