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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

QUINTA-FEIRA 8 DE MARÇO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4007

TÁXIS

CECÍLIA HO

PORTO INTERIOR

MACAU POUCO Remendos vs. cheias CONVIDATIVA

Eléctricos em curto-circuito PÁGINA 7

ENTREVISTA

ÚLTIMA

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hojemacau

Gloriosos O Benfica de Macau estreia-se na Taça AFC com uma vitória histórica por 3-2 frente ao Hang Yuen FC de Taiwan PÁGINA 21


2 ENTREVISTA

CECÍLIA HO

De 25 a 28 deste mês, Macau é o palco da primeira feira de arte dedicada à fotografia, a PHOTO MACAU | Art Fair, criada pela artista nascida no território, Cecília Ho. Entre as obras expostas contam-se trabalhos de Horst P. Horst, Steiner e Marina Abramovic, e os rituais de Confúcio recriados por Jeffrey Shaw. A artista espera que o Governo crie condições que torne estes eventos mais viáveis para que as galerias internacionais não tenham obstáculos à mostra dos seus autores O que a levou a criar um evento como a PHOTO MACAU? Porque não há muitas feiras de arte especializadas na área da fotografia. Há muitas feiras de arte de cariz internacional. A Art Basel de Hong Kong é um bom exemplo. Há cerca de 20 anos, Paris teve a primeira edição da Paris Photo e, com a sua continuidade, acabou por tornar-se um evento de renome e hoje é um dos acontecimentos de topo em termos de reconhecimen-

“Macau está perdida na arena internacional” to internacional. Tenho pensado nesta coisa de uma feira de artes dedicada à fotografia e lembrei-me que na Ásia não havia nenhum evento equivalente. Porque é que escolhi a fotografia? Nos últimos dez anos a China tem sido um dos maiores compradores, senão mesmo o primeiro, no mundo, quando falamos de arte no geral. Quando digo mercado de arte estou a incluir pintura, escultura, fotografia, vídeo, porcelana e antiguidades. A China é o comprador numero um a par dos Estados Unidos. Quando vamos para o mercado de nichos, em que só incluímos uma expressão artística, na fotografia o maior mercado é o americano, que representa cerca de 60 por cento, seguido de Inglaterra e França. A China, apesar de ser o primeiro no mercado de arte em geral, na fotografia está ainda muito aquém, representando apenas cerca de dois por cento. Porque é que isso acontece? Porque a fotografia ainda é muito mais popular na Europa e na América em comparação com a Ásia. Mas penso que isso pode mudar. Os chineses aprendem depressa e os agentes também. Pensei nisto e, já que nasci cá, apesar de ter deixado a RAEM há 25 anos, regressei há 18 meses para implementar este projecto. Sempre quis fazer alguma coisa pela minha terra. Olhei para isto e pensei neste conceito de mercado de arte aplicado à fotografia. Hong Kong tem o Art Basel, que inclui todos os tipos de arte, e Macau pode ter o seu papel como hub do mercado asiático especializado em fotografia. Alguém tinha de fazer alguma coisa e dar início a alguma coisa para que isto acontecesse. Pensei que seria a altura de contribuir. Falei com algumas pessoas que me deram muita inspiração e mudei-me para cá para fazer de Macau o centro da fotografia na Ásia. Quais foram os maiores desafios para criar este evento em Macau,

tendo em conta que é algo completamente nova aqui? Foram muitos, mesmo muitos. Por exemplo no que respeita a impostos. Os expositores que trazem trabalhos para mostrar podem, normalmente, estar descansados porque o transporte de obras é livre de impostos em vários países asiáticos como na Coreia, no Japão, em Singapura, etc. Mesmo no Art Basel as galerias que vêm expor obras por alguns dias não precisam de se registar e pagar impostos. Mas isto não acontece em Macau. Mesmo que as galerias queiram trazer cá os seus autores e trabalhos fotográficos para participar neste evento, por três dias ou quatro dias, precisam de pagar impostos e se existirem vendas têm de pagar ainda mais. Não é que eu não queira que as pessoa não paguem impostos ao Governo mas pagar imposto neste caso significa que as galerias têm de vir primeiro a Macau, pagar o voo para fazer o registo da empresa antes de poderem estar elegíveis para o pagamento de impostos. Tudo isto não me está a ajudar. Quando os galeristas me perguntam como é o sistema fiscal em Macau neste respeito, depois de ouvirem a minha resposta dizem que nestas condições já não estão interessados. O Governo quer atrair para o território muitas convenções e exposições, mas sem um apoio noutros sentidos não é possível.

‘‘Sempre quis fazer alguma coisa pela minha terra.’’ O discurso do Governo é, contudo, de promoção das indústrias culturais no território. Eles não têm a noção da realidade para poderem avançar com a produção de legislação. Penso que precisamos de reformar e renovar muitas medidas especialmente ligadas aos impostos. As empresas

não se vão deslocar a um território para se registarem num notário de Macau que nem sequer consegue saber se a assinatura é verdadeira se se tratar, por exemplo, de uma pessoa que vem da Alemanha. Macau está completamente perdida na arena internacional. O Governo, especialmente a secretaria da Economia e Finanças, tem de trabalhar muito mais. Ainda usam a lei dos portugueses antes de entrarem na união europeia. Estou com problemas graves. Gostaria de fazer alguma coisa mas o Governo permite que o sistema local continue desadaptado e cheio de falhas. Existem muitas galerias que se recusam vir a Macau? Tive muitas a dizerem que sim num momento inicial. Depois quando expliquei o sistema de tributação responderam que tinham muita pena mas que, desta forma, não podiam. Estou muito desiludida. Além deste contratempo, como é que descreveria os trabalhos que vamos ver neste evento? Temos algumas galerias de gabarito internacional. Estou também muito orgulhosa, pelo Photo Macau 2018 ser uma mostra do que pode vir a ser no futuro. Temos galerias da Alemanha, Coreia, Taiwan e França. Conseguimos juntar um projecto incrível. Além de ser de alta qualidade temos autores pioneiros nas suas áreas de trabalho. Por exemplo, a galeria Osage de Hong Kong, que vai mostrar algumas obras baseadas no conceito de imagens em movimento que são indescritíveis e que precisam ser vistas. Temos também um programa cultural e educacional muito forte. O objectivo é formar o espectador e os residentes. Vamos ter também três exposições de topo. Uma de Horst P. Horst que foi fotógrafo da Vogue dos anos trinta aos setenta. Tem imagens da Marylin Mon-

CECÍLIA HO

ARTISTA E FUNDADORA DA PHOTO MACAU | ART FAIR


3 quinta-feira 8.3.2018 www.hojemacau.com.mo

roe, Dali, Channel e Jaqueline Kennedy.

deste meu sonho de transformar Macau numa cidade de arte.

Vai ser um evento maior em Macau. A sua última exposição foi na Rússia há quatro anos. Vamos ainda apresentar inéditos: Vídeos dos anos setenta de Mike Steiner e da Marina Abramovic. Por causa dos direitos de autor, este trabalho não tem sido dado a conhecer. Lutei para ter este conjunto de vídeos e é o grande destaque desta primeira edição da Photo Macau. O terceiro destaque vai para uma instalação de vídeo do “Remaking the Confucian Rites” de Jeffrey Shaw. É uma instalação e um remake de uma cerimónia ritual confucionista em imagens sem palavras. Os rituais de Confúcio têm estado sempre retratados em palavras nos seus livros e aqui o artista faz uma abordagem diferente. Depois de dez anos de pesquisa com a Universidade Tsinghua, o artista reescreveu estes rituais em imagens, o que é muito interessante.

Porque é que escolhi Macau e não outro local? Porque Macau é a minha cidade natal e tenho uma relação especial com este lugar. Macau é agora parte do projecto do continente da Grande Baía e está mesmo no centro desta Grande Baía. Entretanto, a ponte que liga o território a Zhuhai e Hong Kong vai começar a ter circulação. Geograficamente, Macau vai estar ligado a cidades muito importantes e temos de agarrar esta circunstância antes que seja demasiado tarde. É por isso que a primeira edição tem de estar no terreno este mês. Não é possível esperar. Não quero que outros tenham a mesma ideia e a ponham em prática.

Como é que explica que Macau, tão perto de Guangzhou, Taipé e Hong Kong, não tenha infraestruturas culturais de relevo? Macau tem um movimento burocrático e lento que desacelera o desenvolvimento que deveria de ter. Tem muito que ver com o próprio processo de decisão. Por exemplo, uma cidade tão rica como Macau não tem sequer o seu Moma, o seu museu para arte contemporânea. É incompreensível. Há artistas aqui que não são vistos e por isso não têm condições para poderem ser conhecidos no mundo. Não têm oportunidade de trocar conhecimentos com o resto do mundo. Agora voltei e vou usar todos os esforços, contactos e know how para tentar melhorar o panorama artístico local. Os artistas estão a trabalhar em silêncio, não têm um espaço para mostrar o seu trabalho internacionalmente. Macau está a fazer uma ponte para o campo internacional e espero que o projeto Photo Macau leve não só Macau ao mundo, mas que também traga o mundo a Macau. Assim, a arte local terá condições para se desenvolver. Espero que este evento também faça a diferença. Há 12 anos, sem a Art Basel, Hong Kong não seria o hub de arte asiática que é hoje. A Art Basel fez uma grande diferença na definição do mapa de Hong Kong no mundo a nível cultural e artístico. Macau ainda não tem nada e é preciso fazer alguma coisa. Espero que Macau me dê uma oportunidade e que o Governo me apoie na realização

‘‘O Governo, se impedir quem quer que seja de entrar, deve ter uma boa razão porque precisam de enfrentar a imprensa e o julgamento do mundo internacional.’’ E a sua carreira enquanto artista? Tenho me esforçado tanto para por de pé este projecto, e para que seja um sucesso, que ultimamente tive de colocar de lado a minha carreira como artista. Mas sinto muito a falta da minha vida de artista. Estou a caminho de realizar os meus dois sonhos. Um é que Macau seja uma cidade conhecida pela arte e especializada na área da fotografia e do vídeo. Depois é desenvolver a minha carreira. Tem receio de que alguns artistas que convide possam não entrar em Macau? Penso que o Governo, se impedir quem quer que seja de entrar, deve ter uma boa razão porque precisam de enfrentar a imprensa e o julgamento do mundo internacional. Uma das razões porque escolhi Macau é porque acredito que o território tem uma forma aberta de olhar a arte comparativamente, por exemplo, a qualquer outra cidade na China. Penso também que Macau não tem ainda censura sobre a arte. Sofia Margarida Mota com Andreia Sofia Silva info@hojemacau.com.mo


4 política

GCS

8.3.2018 quinta-feira

CHUI SAI ON ENCONTROS DESTACAM IMPORTÂNCIA DA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

Comprimido da diversidade Na Terça-feira, a visita de Chui Sai On a Pequim foi marcada por dois encontros que visam a diversificação económica local. O Chefe do Executivo solicitou o apoio do Governo Central para a área da Medicina Tradicional Chinesa, encarada como indústria prioritária para Macau

O

deputado Si Ka Lon está preocupado com a zona da Pérola Oriental. Em causa está o receio de que o traçado rodoviário, entre as zonas das Portas do Cerco e da Taipa, não aguente mais trânsito do que aquele que já tem. A piorar a situação está o aumento de circulação previsto com a abertura da Ponte do Delta. “O congestionamento do trânsito naquela zona vai piorar muito com a quantidade de veículos que vão circular na futura ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau,”, sublinha o deputado em interpelação escrita.

Na reunião com o director da Administração Estatal de Alimentos e Medicamentos, Bi Jingquan, o Chefe do Executivo salientou a importância do apoio da entidade na promoção da MTC no território. “Chui Sai On disse que a MTC faz parte do grupo das novas indústrias prioritárias para Macau e espera, portanto, que o organismo possa continuar a apoiar a RAEM no desenvol-

FOMENTAR EMPREGO

Acresce à necessidade de investimento na MTC o facto de também ser uma área muito ligada a Macau. A indicação foi dada pelo próprio

Ligações paralelas

Deputado exige acesso subterrâneo na Pérola Oriental

Para Si Ka Lon, as autoridades têm de tomar medidas, nomeadamente a construção de um acesso subterrâneo que ligue a zona A e a Avenida do Nordeste. O deputado recorda que face ao plano de desenvolvimento das zonas de novos aterros, o Governo encomendou, em 2016, a uma entidade privada o relatório sobre a avaliação de impactos no trânsito, uma vez que o plano director dos novos

lamenta que, mesmo com a aproximação da entrada em funcionamento da Ponte do Delta, a proposta do Executivo continue parada.

TIAGO ALCÂNTARA

O

desenvolvimento da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), enquanto indústria, é prioritária para Macau e para que chegue a bom porto Chui Sai ON conta com o apoio de Pequim. A ideia foi deixada na Terça-feira em mais um dos encontros que o Chefe do Executivo tem vindo a ter na visita oficial à capital chinesa.

vimento desta área”, lê-se em comunicado oficial. Esta área da saúde é considerada um dos objectivos na demanda pela diversificação económica do território. O Chefe do Executivo considera que os trabalhos de cooperação desenvolvidos entre o território e o Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa têm sido fundamentais para a cooperação entre Guandong e Macau. A visita oficial, referiu Chui Sai on, teve ainda como objectivo “a auscultação de opiniões e garantir o apoio deste organismo”, para abordar a viabilidade da introdução de políticas benéficas e pioneiras no parque inter-regional.

aterros prevê a construção de um canal de acesso subterrâneo entre a zona A e a Avenida do Nordeste. O objectivo seria desviar os veículos que passam da zona A para a península de Macau. Entretanto, o deputado

ACÇÃO IMEDIATA

Para Si Ka Lon a situação está a causar “desconforto e várias queixas por parte da população”. Neste sentido, o deputado inquire o Governo acerca da agenda prevista para avançar com a concretização do acesso subterrâneo entre a zona

Bi Jingquan: “A MTC está bastante enraizada na sociedade de Macau, o que atribui um maior significado ao desenvolvimento desta indústria no caminho da diversificação económica”. Bi acrescentou ainda outros benefícios para Macau. “Ao desenvolver essa estrutura pode-se impulsionar o emprego e o

“Chui Sai On disse que a MTC faz parte do grupo das novas indústrias prioritárias para Macau e espera, portanto, que o organismo possa continuar a apoiar a RAEM no desenvolvimento desta área.” A dos novos aterros e a Avenida do Nordeste. O deputado interpela o Governo e exige medidas para dar resposta ao trânsito na Pérola Oriental após a abertura oficial da Ponte do Delta ao trânsito. Por outro lado, entende que, para concretizar a ideia de construir um acesso subterrâneo entre a zona A e a península de Macau, é necessário o planeamento de instalações de trânsito destinadas à zona central da península de Macau. Si Ka Lon quer saber o ponto da situação deste planeamento. Vitor Ng

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empreendedorismo dos jovens que trabalham na área das ciências”, disse realçando que o organismo que dirige está aberto a prestar o apoio necessário. Também na terça-feira, Chui esteve reunido com o director da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, He Lifeng. O resultado foi a discussão de três matérias consideradas essenciais para Chui Sai On. Além de sublinhar a importância, mais uma vez, do apoio de Pequim ao desenvolvimento da indústria da MTC, o Chefe do Executivo fez ainda questão de vincar a necessidade de assinar “o acordo para o apoio a Macau à participação e contribuição na iniciativa nacional “Uma Faixa, uma Rota” e o plano de aproveitamento e desenvolvimento das zonas marítimas da RAEM a médio e longo prazo”. Sofia Margarida Mota

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Notariado Mesa da Assembleia Legislativa promove nova notária

A Assembleia Legislativa promoveu Jiang Yan para o cargo de notária privativa do órgão. A decisão foi tomada pela Mesa da Assembleia Legislativa, encabeçada pelo presidente do hemiciclo, Ho Iat Seng. Quando Jiang Yan estiver indisponível, será substituída por Sílvia Barradas, de acordo com a deliberação publicada, ontem, no Boletim Oficial. Para Sílvia Barradas este anúncio significa uma despromoção, no sentido em que, desde 2013, era ela que desempenhava o cargo, tendo como substituta Jiang Yan. A decisão da mesa da Assembleia Legislativa vem assim inverter os papéis.


política 5

quinta-feira 8.3.2018

A falar é que se deveriam entender Angela Leong exige cooperação interdepartamental para planear Lai Chi Vun

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povoação de Lai Chi Vun da Vila de Coloane. No entanto, de acordo com Leong, passaram-se anos e os dois estudos ficaram sem concretização prática. Ainda assim, recordou que na sequência da passagem de tufões, nomeadamente do Hato no passado mês de Agosto, o conjunto de estaleiros de Lai Chi Vun foi fortemente danificado por não ter sido “oportunamente salvaguardo”. O resultado desta GOOGLE STREET VIEW

N

ÃO há comunicação entre os vários departamentos do Governo para o planeamento da zona dos estaleiros de Lai Chi Vun , em Coloane. A queixa é feita pela deputada Angela Leong. Em comunicado Leong exige um mecanismo de cooperação interdepartamental capaz de tratar do planeamento daquela zona e da sua classificação enquanto bem imóvel. Apesar do conjunto dos estaleiros fazer parte essencial da indústria naval do território, Angela Leong espera que “o Executivo reforce a comunicação e cooperação interdepartamental e divulgue o resultado da classificação o mais cedo possível”, aponta. O objectivo é “impulsionar os trabalhos de protecção e revitalização de patrimónios culturais locais”, refere o documento. Angela Leong recorda ainda que o Governo, em 2009, avançou com um estudo sobre a viabilidade da revitalização da Vila de Coloane e, em 2012, avançou com outro estudo acerca do planeamento da

circunstância é uma grande “insatisfação da população”, refere. A deputada salienta que, quanto ao planeamento daquela zona, existe falta de coordenação entre os serviços públicos, designadamente, entre o Instituto Cultural (IC) e os serviços das Obras Públicas.

PROBLEMA DE SEMPRE

Angela Leong confessa que situações idênticas já aconteceram

nos serviços públicos e dá como exemplo um caso de obras não licenciadas na Taipa e um outro, mais recente, de demolição que provocou a libertação de amianto. Para a deputada o problema é o mesmo: falta de comunicação e coordenação entre departamentos e serviços. Tendo em conta o aumento nos trabalhos que requerem a cooperação interdepartamental, Angela Leong enfatiza que é necessário que todos os procedimentos sejam transparentes para que a população possa fiscalizar os trabalhos efectuados. Entretanto, o Governo deve aumentar o nível de cooperação na função pública, considera. Para Lai Chi Vun, Angela Leong pede ao Executivo que sejam divulgadas, o mais rapidamente possível, as directrizes do desenvolvimento da zona, e sugere que se tomem como referência as propostas já feitas, para tornar o espaço numa infraestrutura cultural e criativa. Vitor Ng

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Plataforma Mok Ian Ian nomeada para comissão de cooperação com PLP

A presidente do Instituto Cultural, Mok Ian Ian, foi nomeada membro da Comissão para o Desenvolvimento da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Mok Ian Ian chega à comissão na condição de presidente do IC e a decisão foi anunciada, ontem, através de um despacho do Chefe do Executivo, publicado no Boletim Oficial. Além da nomeação, foram renovados os mandatos de vários membros da comissão, como o mandato de José Tavares, presidente do IACM, Ip Peng King, representante do Gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura ou de Maria Helena de Senna Fernandes, directora da Direcção dos Serviços de Turismo. Os mandatos têm a duração de um ano.


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8.3.2018 quinta-feira

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 104/AI/2018

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 108/AI/2018

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora ZHANG, JINYU, portadora do passaporte da RPC n.° E49357xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 90/DI-AI/2016, levantado pela DST a 22.08.2016, e por despacho da signatária de 26.02.2018, exarado no Relatório n.° 100/DI/2018, de 23.01.2018, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua de Cantão n.° 72-R, Edf. I San Kok, 30.° andar B, Macau.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.----------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora HE GUIMEI, portadora do Passaporte da RPC n.° G57351xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 115/DI-AI/2016 levantado pela DST a 04.10.2016, e por despacho da signatária de 26.02.2018, exarado no Relatório n.° 105/DI/2018, de 24.01.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Pequim n.° 36, I Chan Kok, 14.° andar C onde se prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------------------

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 26 de Fevereiro de 2018.

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 26 de Fevereiro de 2018.

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 114/AI/2018

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 116/AI/2018

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora WANG XIANGZHEN, portadora do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C05197XXX, que na sequência do Auto de Notícia n.° 9.1/ DI-AI/2016 levantado pela DST a 13.01.2016, e por despacho da signatária de 26.02.2018, exarado no Relatório n.° 109/DI/2018, de 25.01.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Taipa, Rua do Regedor n.° 39, Chun Fok Village - 2 Fase, Wai Chin Kok, 4.° andar AD.---------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outub ro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.-----------------------------------------------------------

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora YANG HUIQING, portadora do Bilhete de Identidade de Residente de Hong Kong n.° R8098xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 25/DI-AI/2016 levantado pela DST a 25.02.2016, e por despacho da signatária de 23.02.2018, exarado no Relatório n.° 112/DI/2018, de 25.01.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua do Terminal Maritimo n.os 93-103, Edf. Centro Internacional de Macau, Bloco 2, 13.° andar H onde se prestava alojamento ilegal.----------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.-----------------------------------------------------------

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 26 de Fevereiro de 2018.

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 23 de Fevereiro de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 128/AI/2018

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 129/AI/2018

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora XIE YUNZHEN, portadora do Salvo-conduto de Residente da China Continental para Deslocação a Taiwan n.° T27763xxx, que, na sequência do Auto de Notícia n.° 43/DI-AI/2017 levantado pela DST a 06.03.2017, e por despacho da signatária de 26.02.2018, exarado no Relatório n.° 125/DI/2018, de 30.01.2018, em conformidade com o disposto no n.° 2 do artigo 10.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $20.000,00 (vinte mil patacas) por angariar pessoas com vista ao seu alojamento ilegal na fracção autónoma..---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------------------

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor CHAN WA TENG, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.° 73933xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 96/DI-AI/2016, levantado pela DST a 06. 09.2016, e por despacho da signatária de 26.02.2018, exarado no Relatório n.° 128/DI/2018, de 30.01.2018, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua de Luis Gonzaga Gomes n.° 576, Hung On Center, Bloco 2, 10.° andar N onde se prestava alojamento ilegal.----------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. ----------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 26 de Fevereiro de 2018.

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 26 de Fevereiro de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 12/P/18 Faz-se público que, por despacho de Sua Excelência, o Chefe do Executivo de 1 de Fevereiro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Medicamentos do Formulário Hospitalar (Grupo 1) aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Março de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 88.00 (oitenta e oito patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 18 de Abril de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 19 de Abril de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/ Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 02 de Março de 2018 O Director dos Serviços Lei Chin Ion

Anúncio Faz-se saber que no concurso público n.o 5/P/18 para o «Fornecimento de Medicamentos do Extraformulário Hospitalar aos Serviços de Saúde», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 6, II Série, de 7 de Fevereiro de 2018, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 4.º do programa do concurso público pela entidade que o realiza e que foram juntos ao respectivo processo. Os referidos esclarecimentos encontram-se disponíveis para consulta durante o horário de expediente na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita no 1.º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, e também estão disponíveis na página electróníca dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Serviços de Saúde, aos 26 de Fevereiro de 2018 O Director dos Serviços Lei Chin Ion


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quinta-feira 8.3.2018

TURISMO HELENA DE SENNA FERNANDES LEVA MACAU A PEQUIM

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responsável pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST), Maria Helena de Senna Fernandes esteve ontem com os principais órgãos de comunicação social de Pequim com o intuito de conseguir uma maior divulgação do território e dos seus produtos turísticos. O encontro aconteceu depois de uma reunião com a directora geral do Departamento para os Assuntos de Turismo de Hong Kong, Macau e Taiwan da China National Tourism Administration (CNTA), Li Yaying, onde foi discutida a classificação de Macau enquanto cidade da gastronomia. Dentro da visita oficial foi ainda assinado um memorando de cooperação que visa a promoção do Festival Internacional de Cinema de Macau com o Centro Internacional de Comunicação Cultural da China. A assinatura do referido memorando de cooperação tem como objectivo procurar melhores recursos e plataformas de difusão cultural, “permitindo ao mesmo tempo uma maior divulgação da cultura tradicional chinesa no mundo, e contribuir para o desenvolvimento da indústria turística de Macau através da cultura”, lê-se no comunicado oficial. No ano passado, mais de 350 mil visitantes de Pequim vieram a Macau, num aumento de 8,8 por cento em comparação com 2016. Actualmente, existem 25 voos directos por semana entre Pequim e Macau. Mediante esta deslocação à capital chinesa, “a DST pretende divulgar Macau aos principais representantes da indústria turística e da comunicação social da capital, reforçando o intercâmbio e a cooperação, de forma a atrair mais residentes de Pequim a visitar Macau”. S.M.M.

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Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) recebeu até ontem 110 propostas no âmbito do concurso público para a concessão de alvarás de exploração de táxis. O número foi facultado pelo chefe de divisão de veículos da DSAT, Chan Io Fai, à margem de uma sessão de esclarecimento que reuniu mais de uma centena de representantes do sector. Aberto a 7 de Fevereiro, o concurso público para a atribuição de 100 licenças de táxis é o primeiro a exigir que os veículos sejam eléctricos. Inicialmente, o prazo para a apresentação de propostas terminava a 8 de Março, mas o Governo decidiu prolongá-lo até ao próximo dia 26, para dar mais tempo aos interessados para se inteirarem das “características, manutenção e reparação” dos veículos, diferentes dos que circulam actualmente. Um mês depois da abertura do concurso, os representantes do sector continuam a ter muitas dúvidas, como ficou, aliás, patente nas intervenções durante a sessão de esclarecimento, que durou mais de uma hora. A oferta de postos de carregamento para veículos eléctricos foi uma das principais preocupações levantadas. Segundo o chefe de divisão de veículos da DSAT, há actualmente 119 lugares de abaste-

TÁXIS SECTOR PREOCUPADO COM OFERTA DE CARREGAMENTO PARA VEÍCULOS ELÉCTRICOS

Sem bateria A oferta de postos de carregamento para veículos eléctricos figura entre as preocupações manifestadas por potenciais interessados nas 100 licenças de táxis que se encontram em concurso até ao próximo dia 26 de Março cimento, distribuídos por Macau, Taipa e Coloane, a somar a 28 de carregamento rápido (que demoram entre meia hora e uma hora). “O Governo tem o papel complementar ao sector privado”, reiterou. A oferta, desta feita, em termos das viaturas disponíveis no mercado, foi outro ponto focado pelo sector. Chan Io Fai afirmou que existem actualmente nove modelos homologados, estando a agência de importação de veículos a solicitar, pelo menos, mais um.

À ESPERA DOS AUTOCARROS

Actualmente, circulam em Macau 250 veículos eléctricos, a esma-

gadora maioria deles particulares. No serviço de departamentos públicos contam-se menos de duas dezenas numa frota de milhares de viaturas. Já autocarros públicos e ‘shuttles’ dos casinos movidos a electricidade continuam a ser uma miragem, apesar das anunciadas intenções do Governo de promover transportes amigos do ambiente. No caso dos autocarros públicos, o mesmo responsável indicou que uma das três transportadoras fez um pedido, acabado de homologar, estando a faltar a primeira inspecção para entrar em andamento. Chan Io Fai não revelou,

porém, quantos autocarros do tipo podem vir a ser colocados na estrada, sublinhando que, neste momento, o principal objectivo é testar. “Depois do primeiro caso, vamos ver se está apto para funcionar”. Em 2016, a TCM e a Nova Era operaram, por um período experimental de 30 dias, duas carreiras com autocarros eléctricos, mas o projecto piloto não deu frutos. “Houve um período de teste na Taipa, mas no fim não resultou”, ou seja, os autocarros acabaram por não ser colocados em funcionamento, afirmou Chan Io Fai, indicando que as operadoras querem melhorar aspectos como o carregamento e o tempo máximo de circulação. “O Governo irá acompanhar as situações e fazer uma revisão dos problemas no futuro”, complementou. No que diz respeito aos ‘shuttles’ dos casinos, Chan Io Fai revelou que duas das seis operadoras de jogo (Melco e MGM) apresentaram pedidos para introduzir veículos eléctricos, um dos quais envolvendo oito viaturas. Os pedidos surgem em linha com a recente promessa das seis operadoras de jogo de converter pelo menos 15 por cento da sua frota em autocarros eléctricos ou abastecidos por energias renováveis até Maio. Diana do Mar

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GONÇALO LOBO PINHEIRO

A oferta de postos de carregamento para veículos eléctricos foi uma das principais preocupações levantadas. Segundo o chefe de divisão de veículos da DSAT, há actualmente 119 lugares de abastecimento, distribuídos por Macau, Taipa e Coloane, a somar a 28 de carregamento rápido (que demoram entre meia hora e uma hora)


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ÁGUA INSTALAÇÃO DE CANALIZAÇÕES FAZEM SUBIR LUCROS DA SAAM

Inundações de ouro

SAAM

A Sociedade de Abastecimentos de Águas de Macau registou 70 milhões de patacas em lucros no ano passado. Segundo a directora geral da empresa, Nacky Kuan, o segmento de instalação de canalizações foi o responsável pelo aumento

“Em 2018 prevemos um aumento no consumo de água que ronda os dois ou três por cento. Não prevemos problemas no abastecimento, até porque nos próximos anos esperamos ter em funcionamento a estação de tratamento de água de Seac Pai Van”, explicou a directora executiva da SAAM. A estação em causa deve começar a funcionar em 2020. “As obras vão demorar cerca de dois anos, por isso estamos a contar que os trabalhos possam estar concluídos até 2020, a tempo do pico de consumo, ou seja, antes de Junho”, apontou.

PREVENIR CATÁSTROFES

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cobrança pelos serviços de instalação de canalizações fizeram os lucros da Sociedade de Abastecimentos de Águas de Macau subir para 70 milhões de patacas no ano passado. Os números apresentados pela Directora Executiva da SAAM, Nacky Kuan, representam um aumento de cerca de 8 por cento, face a 2016, quando os lucros tinham sido de 65 milhões de patacas. “Em relação ao serviços de água, os resultados vão ser muito semelhantes aos registados em 2016. No entanto, as receitas provenientes da construção de canalizações tiveram um aumento. É por isso que os resultados vão ser melhores do que

no ano passado”, afirmou, ontem, Nacky Kuan. “Em 2017, os resultados devem rondar os 70 milhões de patacas, depois de no ano passado terem sido de 65 milhões. Contudo, neste momento ainda estamos à

espera de ter as contas auditadas para ter um número oficial”, explicou. Sobre o consumo de água, no ano passado, Macau registou uma procura superior em dois por cento face a 2016. Assim,

no ano passado, saíram das torneiras do território mais de 88 milhões de metros cúbicos de água. Para este ano, a SAAM espera um aumento semelhante, na ordem dos “dois ou três por cento”.

“As receitas provenientes da construção de canalizações tiveram um aumento. É por isso que os resultados vão ser melhores do que no ano passado.” NACKY KUAN DIRECTORA EXECUTIVA SAAM

O ano passado ficou marcado pela passagem do Tufão Hato e pelo corte no abastecimento de água. Ontem, no almoço anual da SAAM com os órgãos de comunicação social, por alturas do Ano Novo Chinês, o tema voltou a ser abordado. “Estamos a preparar-nos com medidas para o curto e médio prazo, caso ocorram situações deste género. Este ano, vamos completar a protecção para a ETAR da Ilha Verde. Vamos construir uma barreira que vai evitar inundações na estação”, afirmou Kuan. “A repetição de cortes no abastecimento depende da subida do nível da água. Há situações que são muito difíceis de evitar. Mas a barreira que vamos construir tem uma altura superior em 1,5 metros face ao nível da água atingido durante a passagem do Tufão Hato”, revelou. Acompanhia está igualmente a fazer o estudo de viabilidade para a instalação de tanques elevados, que vão aumentar para 12 horas a autonomia do abastecimento. Após a aprovação do Governo, a conclusão das obras vai demorar entre dois e três anos. O estudo deve ficar concluído ao logo deste ano. João Santos Filipe

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TIAGO ALCÂNTARA

8.3.2018 quinta-feira

BIBLIOTECA CENTRAL CONCURSO PÚBLICO ABERTO ATÉ 9 DE JULHO

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STÁ aberto o concurso público para a elaboração do projecto da Nova Biblioteca Central de Macau. De acordo com o Boletim Oficial de ontem, as propostas podem ser entregues até 9 de Julho, ao meio dia, no Instituto Cultural. Como já tinha sido anunciado, a nova biblioteca prevê a remodelação do Edifício do Antigo Tribunal, refere o canal de rádio da TDM. O preço não está definido, mas conta em 30 por cento nos critérios de ponderação dos projectos. O critério com mais peso na decisão final é o “conceito do projecto preliminar”, que vale 40 por cento. A “experiência da equipa técnica escolhida” conta 25 por cento e o “plano de trabalhos” vale os restantes cinco por cento. O acto público do concurso acontece no dia seguinte ao limite para a entrega de propostas, ou seja, a 10 de Julho, às dez horas. De acordo com a mesma fonte, no dia 15 deste mês vai ter lugar a inspecção ao local e a sessão de esclarecimento. Os interessados devem inscrever-se até às 17h30 da próxima terça-feira (13 de Março). O Governo lança o concurso depois de alguns avanços e recuos. Em 2008, foi realizado um concurso de arquitectura do projecto, que foi suspenso após investigação do Comissariado Contra a Corrupção. Oito anos depois houve outro impasse, devido à escolha do Antigo Tribunal para local da Biblioteca Central. Neste caso, o Governo não recuou e manteve o edifício na Avenida da Praia Grande como sede da futura biblioteca. A Biblioteca Central de Macau vai ter 11 pisos, incluindo subterrâneos, e uma área de 33.000 metros quadrados, de acordo com o que escreveu a imprensa local no passado mês de Janeiro.


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quinta-feira 8.3.2018

A construção de hotéis e casinos por chineses na cidade costeira de Sihanoukville gera apreensão entre os locais, que não querem ver imitado o modelo de Macau. Aumento da criminalidade por chineses é outra das preocupações

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O últimos anos registou-se um aumento do investimento chinês na construção de casinos e hotéis na cidade costeira de Sihanoukville, no Camboja. No entanto, os cambojanos estão preocupados que a cidade com praias paradisíacas acabe por se tornar numa imitação de Macau. A apreensão mais recente sobre o caso foi expressa por Hun Manet, oficial das Forças Armadas do Camboja e filho do primeiro-ministro. “Concordo com a exploração do investimento e do potencial de desenvolvimento no longo prazo. Mas não concordo que se

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CAMBOJA CIDADÃOS DE SIHANOUKVILLE PREOCUPADOS COM IMITAÇÃO DO MODELO DA RAEM

Macau? Não, obrigado permita que Sihanoukville se transforme em Macau”, afirmou Hun Manet, no lançamento da primeira pedra do hotel Jing Gang. “Sihanoukville deve tornar-se numa cidade com identidade própria”, sublinhou o tenente-general, de acordo com a publicação cambojana Khmer Times. O potencial turístico de Sihanoukville tem feito despoletar o investimento proveniente do Interior da China. Contudo, com o aumento do fluxo de capital subiu, igualmente, o crime envolvendo cidadãos chineses. A situação levou mesmo o embaixador chinês no Camboja, Xiong Bo,

associação de escritores PEN Hong Kong diz-se “consternada” com a notícia de que a organização do Festival Literário de Macau – Rota das Letras foi informada de que não estava garantida a entrada no território de três dos autores convidados, divulgou ontem o canal de rádio da TDM. Num comunicado divulgado na página electrónica da associação, os escritores do território vizinho dizem-se “muito preocupados” com o que classificam de ataque à liberdade de expressão. A TDM – Rádio Macau pediu uma reacção sobre este caso a vários membros da Associação de Escritores de Macau, também conhecida como Macau Pen Club, mas até agora nenhum se mostrou disponível. Já para a associação de Hong Kong, trata-se de “um

“Concordo com a exploração do investimento e do potencial de desenvolvimento no longo prazo. Mas não concordo que se permita que Sihanoukville se transforme em Macau.” HUN MANET OFICIAL DAS FORÇAS ARMADAS DO CAMBOJA

a prometeu o auxílio e a cooperação das autoridades chinesas para lidar com a criminalidade que envolva cidadãos da China. “A China apoia o governo Cambojano nas acções necessárias, dentro das leis vigentes, contra qualquer tipo de actividade criminosa ligada a cidadãos chineses”, afirmou Xiong Bo. “Vamos continuar a cooperar, a coordenar com o governo cambojano e a lutar contra todas as actividades ilegais”, acrescentou.

AUMENTO DA CRIMINALIDADE

Desde 2011 até Outubro de 2017, segundo o Khmer Times, foram detidos 1113 cidadãos chineses, entre os quais 222 mulheres, pela prática de crimes cibernéticos. Os detidos acabaram por ser todos deportados para o Interior da China. As preocupações com o crime e as ligações à China não são novas. Em Janeiro, Yun Min, o Governador da província cambojana de Preah Sihanouk, enviou um relatório interno para o Ministério do Interior do seu país a alertar para a existência de actividades da máfia chinesa. Segundo o documento, o investimento chinês pode criar as condições para que as tríades da China se instalem no Cam-

boja. Entre as autoridades do Camboja existe a preocupação que se verifique um aumento nos casos de rapto, ligados aos casinos.

Acesso inorportuno PEN Hong Kong expressa consternação

desenvolvimento muito preocupante” que “infringe directamente o direito à liberdade de expressão e a expressão literária”.

São direitos que a PEN Hong Kong considera que “devem estar garantidos em Macau e em todo o lado”. No comunicado, a associação de escritores cita as declarações à TDM – Rádio Macau do director de programação do Rota das Letras. Hélder Beja afirmou que a organização foi informada, “oficiosamente”, de que a presença de Jung Chang, Suki Kim e James Church não era oportuna em Macau e ainda que não estava garantido que os três autores conseguissem entrar no território. No comunicado da PEN Hong Kong lê-se que “banir autores apenas com base na aceitabili-

No ano passado a província de Preah Sihanouk, onde fica situada a cidade de Sihanoukville, recebeu dois milhões de turistas.

dade política do que escrevem, de acordo com critérios vagos que não são sequer tornados públicos, é um desenvolvimento muito preocupante que não pode ser defendido”.

CULTURA LIMITADA

Ao mesmo tempo que reconhece às autoridades de imigração o poder de decidir quem entra em Macau, a associação de escritores apela à Administração do território para que “não use o acesso à cidade como uma ferramenta secreta de controlo político para determinar que tipo de livros são considerados aceitáveis”. A PEN Hong Kong defende que “ao fazer isso”, as autoridades “não estão apenas a proibir que autores internacionalmente reconhecidos visitem Macau, prejudicando a reputação do território como uma

Entre os visitantes, 470 mil são estrangeiros, e 120 mil vieram da China. João Santos Filipe

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cidade conhecida pelas indústrias culturais e criativas, como também estão a limitar os intercâmbios culturais que os cidadãos podem desfrutar”. O comunicado descreve essa atitude como “censória” e “autoritária”, o que a PEN Hong Kong diz ser “deplorável”. Jung Chang, sino-britânica, é autora de “Cisnes Selvagens – Três filhas da China”, e ainda co-autora de uma polémica biografia de Mao Tse-tung. Suki Kim, coreana-norte-americana, passou seis meses infiltrada na Coreia do Norte, e James Church, pseudónimo de um ex-agente dos serviços de inteligência norte-americanos (CIA), é escritor de romances policiais.


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8.3.2018 quinta-feira

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, criticou a abordagem utilizada pela China para promover o desenvolvimento em África, afirmando que a postura de Pequim “encoraja a dependência” e prejudica a soberania e a estabilidade do continente

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chefe da diplomacia dos Estados Unidos falava num evento numa universidade norte-americana sobre as relações EUA-África antes de partir, para o seu primeiro périplo pelo continente africano que vai incluir passagens pela Etiópia, Quénia, Chade, Djibouti e Nigéria. Rex Tillerson afirmou que o investimento chinês pode ter ajuda-

DIPLOMACIA WASHINGTON ACUSA PEQUIM DE “ENCORAJAR DEPENDÊNCIA” DE ÁFRICA

Africa entre impérios ´

administração liderada pelo Presidente Donald Trump está “empenhada em salvar vidas em África”. Tal como aconteceu no seu primeiro périplo latino-americano, em princípios de Fevereiro, Rex Tillerson terá nesta ronda africana a missão de tentar neutralizar a crescente influência de outras potências, com a China e a Rússia, em África e reivindicar o papel dos Estados Unidos nesta área geográfica.

VOLTAR ATRÁS

do África a resolver problemas de infraestruturas, mas criou “dívidas acrescidas e poucos, ou talvez, nenhuns empregos”. O secretário de Estado reforçou que a abordagem de Pequim no continente africano também envolve empréstimos predatórios, corrupção e contratos de termos vagos. Em contraste, segundo frisou o representante norte-americano, a abordagem dos Estados Unidos em

TESTADO COM ÊXITO ‘DRONE’ HIPERSÓNICO PARA FINS MILITARES

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China testou, pela primeira vez, com êxito um veículo aéreo não tripulado hipersónico para fins militares, visando desenvolver aviões capazes de voar dentro da atmosfera terreste e no espaço. O ‘drone’ hipersónico, com uma velocidade cinco vezes superior à do som, foi lançado em Fevereiro passado, a partir da base espacial de Jiuquan, noroeste da China, segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post. O aparelho alcançou a órbita terrestre e regressou com êxito à terra, segundo fontes que fizeram parte do projecto, citadas pelo jornal. O protótipo foi desenvolvido pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento Aerodinâmico de Mianyang, na província de Sichuan, uma instituição militar encarregue do desenvolvimento de veículos hipersónicos. O projecto visa desenvolver aviões espaciais capazes de ultrapassar sistemas antimísseis. Aqueles aviões poderão também ter uso civil, nomeadamente na indústria do turismo espacial.

África quer apostar num espírito de parceria com os países africanos, ao mesmo tempo que promove o Estado de Direito e o desenvolvimento democrático. Na mesma intervenção na George Mason University, na Virginia, Tillerson frisou que os Estados Unido veem um “futuro brilhante” para o continente africano, à medida que a população daquela região cresce, e que a

Reforçar os avanços da luta antiterrorista no continente africano será outros dos temas a marcar a agenda deste périplo. Numa nota enviada às redacções, o Departamento de Estado norte-americano informou que Tillerson anunciou uma verba de cerca de 429 milhões de euros para assistência humanitária das populações da Etiópia, Somália, Sudão do Sul e Nigéria, bem como dos países da região do Lago Chade, onde milhões enfrentam uma situação de insegurança alimentar e desnutrição por causa de conflitos em curso ou de uma seca prolongada.

Rex Tillerson terá nesta ronda africana a missão de tentar neutralizar a crescente influência de outras potências, com a China e a Rússia, em África e reivindicar o papel dos Estados Unidos nesta área geográfica

Ainda bem presentes estão as declarações polémicas que Donald Trump fez em Janeiro passado, durante uma reunião com um grupo de senadores para debater as leis migratórias para os Estados Unidos, quando se referiu a várias nações africanas e a outros Estados como “países de merda”. Na altura, a expressão usada por Trump desencadeou fortes reacções. Por exemplo, os embaixadores de 54 países africanos representados junto da ONU exigiram que o Presidente dos Estados Unidos se retratasse e pedisse desculpa.

FINANCIAMENTO GOVERNOS LOCAIS PASSAM USAR EMISSÃO DE OBRIGAÇÕES

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S Governos locais da China passam, a partir deste ano, a financiar-se apenas através da emissão de obrigações, anunciou ontem o Ministro das Finanças chinês, Xiao Jie, como parte do esforço do país para reduzir o endividamento. Xiao frisou que aquela passa a ser “a única forma legal” de as administrações locais se financiarem, enquanto a captação de fundos através de outras vias - incluindo empréstimos bancários - será punida. O responsável pelas Finanças da China falava numa conferência de imprensa por ocasião da sessão anual da Assembleia Popular Nacional (APN), o órgão legislativo máximo do país. O conjunto das obrigações emitidas pelos governos locais não poderá ultrapassar 1,35 biliões de yuan, um aumento de 550.000 milhões de yuan, face ao ano anterior.

No final de 2017, a dívida da China fixou-se em 29,95 biliões de yuan, o equivalente a 36,2 por cento do PIB (Produto Interno Bruto). Xiao considerou que o nível de endividamento do país é “relativamente baixo”, comparado com os montates de dívida acumuladosn por países desenvolvidos e outros emergentes, e afirmou que será mantido assim nos próximos anos. O Governo chinês está a prestar muita atenção à gestão da dívida pública e está decidido a “combater irregularidades nas vias de financiamento”, como os empréstimos concedidos por entidades à margem do sistema bancário, disse. O ministro avançou ainda um corte nos impostos para particulares e empresas e insistiu no objectivo do país de reduzir o déficit fiscal até 2,6 por cento do PIB, abaixo da meta de 3 por cento fixada no ano passado.


região 11

quinta-feira 8.3.2018

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STE é um dia histórico. Um capítulo muito importante que começa com os nossos líderes a serem conscientes das responsabilidades ligadas a este tratado. Sabemos que muito tem que ser feito depois de hoje mas o que queríamos alcançar quando iniciámos este processo de reconciliação foi alcançado: uma fronteira marítima permanente”, disse o ministro Adjunto do primeiro-ministro timorense para a Delimitação de Fronteiras, Agio Pereira numa conferência de imprensa na sede da ONU. “Este acordo tornou claro para as duas nações onde está a fronteira. O tratado define as fronteiras permanentes e isso reduz os riscos de investir nos recursos da região”, considerou ainda. Agio Pereira falava numa conferência de imprensa conjunta com a ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Julie Bishop, depois de ambos assinarem o “Tratado entre a Austrália e a República Democrática de Timor-Leste que estabelece os seus limites marítimos no mar de Timor”. O ministro timorense sublinhou a presença na cerimónia do secretário-geral da ONU, António Guterres, um “amigo muito próximo” de Timor-Leste que “deu grandes passos para ajudar a independência de Timor-Leste” e que esteve presente num “acontecimento histórico

FRONTEIRAS TIMOR-LESTE ACREDITA QUE TRATADO COM AUSTRÁLIA REDUZ RISCOS PARA INVESTIDORES

Entre mares

INDONÉSIA À ESPREITA

O novo tratado de fronteiras marítimas entre Timor-Leste e a Austrália, assinado ontem, reduz os riscos para investidores e abre a porta a benefícios significativos para os timorenses, afirmou o ministro timorense que assinou o documento tão importante” para os timorenses. Sobre o desenvolvimento do campo petrolífero Greater Sunrise - aspecto ainda não acordado - Julie Bishop disse que qualquer das opções, trará “grandes benefícios a Timor-Leste”, disponibilizando-se para que Austrália continue a apoiar Timor-Leste nas negociações com as petrolíferas. “Estamos a falar de milhares de milhões de dólares

“As opções devem ter em conta a viabilidade económica a longo prazo. O interesse da Austrália é garantido com o desenvolvimento do recurso para benefícios de Timor-Leste. É do nosso interesse que Timor-Leste seja um vizinho estável e próspero, e por isso queremos ver um projecto que seja economicamente viável a longo prazo para dar os máximos benefícios a Timor-Leste”, considerou. Agio Pereira, por seu lado, reiterou a vontade de que a opção seja a de um gasoduto para o sul de Timor-Leste, considerando que terá um impacto “transformativo, económica e socialmente”, para a população maioritariamente jovem e para construir confiança no país. “Se investidores virem que Timor-Leste consegue gerir uma indústria complexa como ‘downstream’, construir gasoduto e unidade de LNG, confiarão que Timor-Leste conseguirá

fazer mais do que isso”, disse o ministro timorense. A chefe da diplomacia australiana disse que o tratado com Timor-Leste não afecta o previamente existente tratado com a Indonésia, explicando que falou com a sua homóloga em Jacarta que “congratulou Timor-Leste e a Austrália sobre o tratado”. “O tratado entre a Austrália e a Indonésia mantém-se. Este tratado abre caminho para Timor-Leste e a Indonésia negociarem fronteiras. Isso terá impacto imediato de adaptar as fronteiras a leste e oeste do tratado, o que está previsto”, afirmou. Bishop saudou o “acordo histórico” de ontem, importante tanto a nível bilateral como “em termos do direito internacional” faltando agora chegar a acordo sobre o Greater Sunrise. Agio Pereira referiu que, apesar dos sobressaltos nas negociações, o acordo mostra o êxito das negociações, tendo Bishop afirmado que a “Austrália rejeita qualquer sugestão de ter actuado de qualquer forma que não seja em boa fé”.

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“Este acordo tornou claro para as duas nações onde está a fronteira. O tratado define as fronteiras permanentes e isso reduz os riscos de investir nos recursos da região.” AGIO PEREIRA MINISTRO ADJUNTO PARA A DELIMITAÇÃO DE FRONTEIRAS

NUCLEAR CEDO PARA OPTIMISMO SOBRE DESNUCLEARIZAÇÃO DA COREIA DO NORTE

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durante a vida do projecto”, disse Bishop.

Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, declarou ontem ser “demasiado cedo para estar optimista” quanto à proposta da Coreia do Norte para discutir a sua desnuclearização com os Estados Unidos. “Ainda só estamos na linha de partida”, disse Moon a responsáveis políticos, depois de o seu enviado a Pyongyang ter revelado que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, se mostrou

disposto a abordar a questão há muito tempo tabu do arsenal nuclear do seu país. O chefe de Estado sul-coreano desmentiu as acusações segundo as quais teriam sido oferecidas contrapartidas secretas à Coreia do Norte para a convencer a sentar-se à mesa das negociações. “Não houve acordo secreto de qualquer tipo com o Norte. Não haverá presentes para o Norte”, afirmou Moon, segundo um porta-voz do pequeno partido da oposição Bareunmirae. Moon Jae-in insistiu na necessidade de manter uma cooperação estreita com os Estados Unidos: “Penso que as conversações sobre a desnuclearização só serão exequíveis quando a Coreia do Sul e os Estados Unidos tiverem posições comuns” sobre essa matéria. “As conversações intercoreanas não serão suficientes para alcançar a paz”, observou ainda.

ANÚNCIO [N.º 27/2018] Para os devidos efeitos, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, são por este meio notificados os candidatos a habitação económica abaixo indicados: Nome

N.º do boletim de candidatura

IO WAI WA CHEONG KANG MAN IONG CHI KEONG

82201324187 82201331095 82201316165

Dado que os candidatos acima indicados foram seleccionados da lista de ordenação, nos termos do artigo 26.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), alterada pela Lei n.º 11/2015, é necessário realizarse a apreciação substancial, pelo que este Instituto informou os referidos candidatos, através de ofícios, para se dirigirem pessoalmente ao Instituto de Habitação (IH) à hora fixada nos mesmos, para apresentarem os originais dos documentos comprovativos, no sentido de se efectuar a verificação das informações declaradas no boletim de candidatura; porém, os ofícios não foram recebidos, tendo sido devolvidos. Assim, os candidatos acima indicados devem dirigir-se pessoalmente ao IH (junto da Escola Primária Luso-Chinesa do Bairro Norte), sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, antes do dia 23 de Março de 2018, para apresentarem os originais dos documentos comprovativos, no sentido de se efectuar a verificação das informações declaradas no boletim de candidatura, sendo, em caso contrário, suspenso o procedimento de selecção durante 3 meses após a data acima mencionada; caso apresentem os documentos comprovativos necessários durante o período de suspensão, o respectivo procedimento será reiniciado por este Instituto; caso não os apresentem durante este prazo, os adquirentes seleccionados serão excluídos do concurso por este Instituto. Nos termos da alínea 2) do n.º 1 do artigo 28.º da lei acima indicada, caso os candidatos não apresentem os documentos indicados, dentro do prazo fixado, os adquirentes seleccionados serão excluídos do concurso. Para mais informações poderão dirigir-se pessoalmente ao IH, nas horas de expediente ou contactar através do telefone n.º 2859 4875. Instituto de Habitação, aos 6 de Março de 2018.

O Presidente, Arnaldo Santos


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Primeira exposição de um museu ocidental no Irão

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exposição “O Museu do Louvre em Teerão - Tesouros das colecções nacionais francesas” abriu esta semana, no Museu Nacional do Irão, com uma selecção de 56 peças que marcam a história das colecções do museu francês. No que o Louvre descreveu como a primeira grande exposição por um museu ocidental no Irão, a mostra reúne mais de cinco dezenas de peças de vários departamentos do museu mais visitado do mundo e do Museu Delacroix. Os visitantes que marcaram presença durante a inauguração mostraram-se satisfeitos com a exposição, de acordo com relatos feitos à AFP. “É espectacular. Nunca acreditei que iria ver tais obras de arte na minha vida”, disse Mehdi, um jovem estudante de contabilidade. Por seu lado, o professor de música Kashayar Tayar considerou tratar-se de um “bom começo” e disse esperar mais exposições no futuro, que incluam obras de artistas iranianos. As peças em exibição, correspondentes a diferentes épocas e civilizações, representam o “conhecimento da sociedade sobre outras culturas”, segundo referiu o director do museu iraniano, Yebrael Nokandeh, citado pela agência espanhola EFE.

MOSTRA DIVERSIFICADA

Por seu turno, o presidente do Louvre, Jean-Luc Martínez, afirmou que a mostra representa “a diversidade das coleções do museu” francês, desde a sua criação, em 1793, até às suas aquisições mais contemporâneas. Como principais obras de arte romana, estão repre-

sentadas na colecção, aberta ao público até 8 de Junho, uma estátua de Minerva do século II e um busto em mármore do imperador Marco Aurélio, do ano 170. No centro de uma das salas do edifício, situado no centro de Teerão e desenhado pelo arquitecto francês André Godard, destaca-se uma esfinge egípcia do século IV a.C.. A exposição inclui, também, relevos assírios do século VIII e VII a.C. e obras religiosas europeias, como uma figura da Virgem com o menino e uma Anunciação do século XVII, do pintor italiano Giovanni Batista Salvi, conhecido como “Sassoferrato”. Os responsáveis pelos museus concordaram com a ausência de obras iranianas na mostra, sublinhando que o conceito da exibição é “mostrar outras culturas”. As peças foram também seleccionadas com base nas diferentes técnicas, que vão desde a escultura à pintura e cerâmica. A colecção, em exibição nos departamentos de Antiguidades Orientais e Arte Islâmica do museu iraniano, celebra o acordo, estabelecido em 2016, entre o Museu do Louvre e a organização do Património Cultural do Irão. No âmbito desta colaboração, o Museu do Louvre irá apresentar, na sua sede em Lens, uma exposição que representa a arte na dinastia persa Qajar do século XIX. Esta exposição surge após um longo período sem intercâmbios artísticos com o estrangeiro, devido às sanções internacionais que levaram ao isolamento do Teerão, finalizadas com o acordo nuclear assinado em 2015. LUSA

LITERATURA SELLMA L

SELLMA LUANNY

Louvre em Teerão

Do de

Sellma Luanny lanç que reúne uma sele

P

RIMEIRO foi um desafio, depois um escape. Sellma Luanny despertou para a poesia na adolescência quando viu nas letras arrumadas em versos um desafio. “Comecei a aprender literatura na escola e queria aprender como se faziam estrofes, a contar a métrica, as rimas

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA HISTÓRIAS POSSÍVEIS • David Machado

«Os homens e as mulheres destes contos, não possuindo existências fantásticas, têm as suas vidas penduradas algures nos limites da realidade. E o mundo, tal como o conhecemos, permite estas histórias. Porém, é o mero facto de serem contadas que as torna possíveis. Cada um destes dezasseis contos tem o seu narrador particular, alguém presente na história e testemunha de tudo, que ainda assim não participa nos acontecimentos. […] O David Machado conta histórias, e daquelas com que se faz a Literatura. Mas mais importante do que contar, é saber contá-las. E ele sabe.» José Riço Direitinho

perfeitas...”. “Durante um período” ainda escreveu, mas as exigências da medicina (primeiro do curso, depois do exercício da profissão) não deixaram espaço para a poesia se desenvolver. “Esqueci-me completamente da poesia”, conta. O reencontro com os versos aconteceu recentemente e de forma inesperada. “Foi quando entrei nos meus

50 anos. A pré-menopausa foi a pior fase da minha vida. Foi uma altura emocionalmente problemática devido ao desequilíbrio hormonal, e acabei por ver na poesia um remédio, uma mesinha, um escape. A poesia veio até mim e eu procurei extravasar tudo nela”, diz ao HM a autora, natural do Brasil e a viver em Macau há três décadas.

Quando voltou à poesia fê-lo, sobretudo, em inglês, mas esse material permanece numa gaveta. “Nunca imaginei que fosse publicar, que teria talento para mostrar um dia a alguém. Pensei que, mesmo que chegasse a publicar, podia esconder-me atrás de um pseudónimo, para ninguém me reconhecer”, brinca Sellma Luanny. Foi só em finais de 2016, por ocasião do aniversário de uma grande amiga, e na véspera do seu, que regressou à língua materna. “Resolvi fazer uma poesia pelas duas e gostei do resultado. Desde então, passei a escrever em português. Comecei a mandar para a minha irmã, que tem sido a minha maior incentivadora, e ela começou a comentar cada poema, a dizer o que achava, o que sentia e eu fui guardando os versos”. Das palavras aos actos passou somente no final do ano passado quando teve conhecimento do Congresso da União de Médicos Escritores e Artistas Lusófonos (UMEAL). “Um dos responsáveis era o Shee Va, que foi meu colega no hospital, entrei em contacto com ele e apresentei três poemas. Perguntei-lhe como seria para editar e ele apresentou-me ao Rogério Beltrão Coelho [da editora Livros do Oriente] que se interessou”. Assim nasceu “Poemas Matizados”, obra que reúne uma selecção de 117 poemas. Tal como uma paleta de cores, os temas e os estados de espírito variam de poema para poema, o que propiciou o título. “Procurei dar vazão

RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

A NOITE DOS ANIMAIS INVENTADOS • David Machado Ilustrações de Teresa Lima

Vencedor do Prémio Branquinho da Fonseca, atribuído pelo jornal Expresso e pela Fundação Calouste Gulbenkian, David Machado transporta o leitor até um quarto escuro onde dormem Jonas e os seus irmãos. Dotados de uma imaginação poderosa começam a inventar animais até não caberem mais no quarto. Como irão resolver esta situação? Com ilustrações magníficas de Teresa Lima este é um livro para fazer sonhar os pequenos leitores.


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quinta-feira 8.3.2018

LUANNY APRESENTA HOJE O LIVRO “POEMAS MATIZADOS”

esafio ao escape

ça hoje na Fundação Rui Cunha “Poemas Matizados”. A obra, ecção de 117 poemas, tem a chancela da Livros do Oriente ao que vinha emocionalmente à minha mente. Os temas são variadíssimos. Escrevo muito sobre o universo e a natureza, sobre a minha visão do eu como ser humano, do que sinto relativamente a tudo”, relata. Sem seguir escolas clássicas ou métricas, Sellma Luanny tem poemas longos, curtos e muito curtos. “Tentei fazer o exercício da poesia minimalista, da chamada Aldravia [que deriva da palavra aldrava, a argola de metal PUB

usada para se bater à porta), um movimento surgido no Brasil. A poesia é mínima. São seis versos, cada um com uma palavra ou vocábulo”, explica.

MÉTRICA DAS PALAVRAS

Já o tom da sua poesia, que descreve como “introspectiva e não puramente descritiva”, é “misto”: “Há poemas mais alegres, até festivos, mas também melancólicos”. Entre os “mais chegados ao coração” figura “Amigo”,

preparado para o aniversário, mas que “praticamente abraça todos”, realça a autora. Em termos de proximidade, Sellma Luanny os poemas relacionados com a perda do irmão. “São-me muito próximos e preciosos”, conta. Sendo a terra que acolheu naquele dia remoto há mais de 30 anos, Macau não podia ficar de fora da sua estreia pelo mundo da literatura, com “Em Cidade do Rio Das Pérolas” a deixar salientes os contrastes entre o passado e o presente da

“Procurei dar vazão ao que vinha emocionalmente à minha mente. Os temas são variadíssimos”

outrora pérola do oriente, pelo olhar de uma “meia-nativa”, “meia-alienígena”. Fernando Pessoa e Florbela Espanca, de Portugal, ou Cecília Meireles, Gonçalves Dias e Vinicius de Moraes, do Brasil onde nasceu, figuram

entre os poetas predilectos de Sellma Luanny que tem “sensações mistas” relativamente ao lançamento do primeiro livro. “É uma mistura de ansiedade com expectativa e felicidade”.

A obra “Poemas Matizados”, com a chancela da Livros do Oriente, é lançada hoje pelas 18h30 na Fundação Rui Cunha. A apresentação fica a cargo de Shee Va. Diana do Mar

info@hojemacau.com.mo


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O fraco por dentro, bravio por fora

A Poesia Completa de Li He

秦王飲酒 秦 王 騎 虎 游 八 極,劍光照空天自碧。    羲 和 敲 日 玻 璃 聲,劫灰飛盡古今平。    龍 頭 瀉 酒 邀 酒 星,金槽琵琶夜棖棖。    洞 庭 雨 腳 來 吹 笙,酒酣喝月使倒行。    銀 雲 櫛 櫛 瑤 殿 明,宮門掌事報一更。    花 樓 玉 鳳 聲 嬌 嚀,海綃紅文香淺清,    黃 鵝 跌 舞 千 年 觥。仙人燭樹蠟煙輕,    清 琴 醉 眼 淚 泓 泓。

O Rei de Qin Bebe Vinho Montando um tigre, o Rei de Qin Patrulha os Oito Polos,1 Sua espada coruscante acende o firmamento, Tornando o Céu safira.

Xi e He levantam o sol a chicote2 Com um som de vidro, As cinzas das épocas dispersadas, Passado e presente em paz.3 De uma cabeça de dragão jorra vinho Convidando os Astros do Vinho,4 Toda a noite as citaras de trastes dourados Tangem e cantam.5 Os pés de chuva no Lago de Dong-ting Vêm soprados nas flautas.6 Com um rubor de vinho, grita à lua – E ela volta a correr no seu curso. Sob densas mechas de nuvens prateadas Brilha o pavilhão de jade. Os Guardiões da Porta do Palácio Gritam o primeiro quarto da noite. Na torre ornada, canta uma fénix de jade, Hesitante e doce. Da oceânica seda pura de padrão carmesim, Um leve aroma fresco.7 As beldades amarelas giram na dança. Mil anos em cada taça.

Enquanto velas de fadas desfiam alto Um leve fumo de cera, Olhos enlevados de vinho, esses Alaúdes Esmeralda8 Derramam mares de lágrimas.

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Este poema não é dedicado ao Primeiro Imperador Qin, mas constitui um hino ao Imperador De-dong (r.779-805), falecido tinha He catorze anos. Os “Oito Polos” são os oito pontos da bússola. Xi e He eram os aurigas do sol. “Época” traduz o termo kalpa, uma unidade de medida indiana (e depois budista). Um kalpa consiste de um ciclo cósmico de 4.320 milhões de anos. No fim de cada kalpa dá-se uma grande dissolução (Mahapralaya), em que o universo é reduzido a cinzas. He diz-nos que o reinado de De-zong foi um tempo de prosperidade sem paralelo, uma nova era, erguendo-se das cinzas da anterior. Um grande vaso para vinho em forma de dragão. As cítaras (pi pa) tinham trastes dourados. Alusão à música tocada para o Imperador Amarelo no lago de Dong-ting, que soa como gotas de chuva. As dançarinas vestiam seda-oceânica (hai-shao), um tecido raro que se dizia ser fiado por homens-sereia(ou povo tubarão), que viviam sob o mar ao largo da costa de Champa. Uma referência às beldades do palácio.

Tradução de Rui Cascais • Ilustração de Rui Rasquinho Li He (790 a 816) nasceu em Fu-chang durante a Dinastia Tang, pertencendo a um ramo menor da casa imperial. A sua morte prematura aos vinte e sete anos, a par da escassez de pormenores biográficos, deixam-nos apenas com uma espécie de fantasma literário. A Nova História dos Tang (Xin Tang shu) diz-nos que He “nunca escrevia poemas sobre um tópico específico, forçando os seus versos a conformarem-se ao tema, como era prática de outros poetas [...] Tudo quanto escrevia era inquietantemente extraordinário, quebrando com a tradição literária.” Segundo um crítico da Dinastia Song, o alucinátorio idioma poético de Li He é a “linguagem de um imortal demoníaco.” A versão inglesa de referência aqui usada é a tradução clássica da autoria de J.D. Frodsham, intitulada Goddesses, Ghosts, and Demons, publicada em São Francisco, em 1983, pela North Point Press.


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diários de próspero António Cabrita

05/03/2018

A convivência fraternal, eis um princípio que, como as bolotas, nenhum porco deixa incólume. Imagine-se o gáudio de Putin, ao anunciar que tem no seu arsenal a arma invencível. Deve ser um míssil que despoleta orgasmos à sua passagem (parece que a seis vezes a velocidade do som) e desperta na matéria inanimada as sensações de Zeus quando penetrava a alva novilha Io. E, em delíquio, os poderosos sistemas antimíssil americanos abstraem-se da sua missão. Eu também fiquei gago quando, no balcão de um café em Paris, o meu ombro se encostou à ombreira de Grace Jones, confesso. Até compreendo a gabarolice de Putin (- Trump, nenhum twitter?). Coitado, calhou-lhe ser contemporâneo do americano intimorato e de Xi Jinping. Trump já demonstrou que não consegue assimilar uma regra simples: às vezes para ganhar é preciso perder. (Eu vou mais longe, ainda que o jogo seja perigoso: só se ganha quando se perde. Um bom exemplo na História é a forma como os gregos perderam a sua soberania para os romanos em troca de colonizarem o espírito do império romano, até ao seu término; outro exemplo, o modo como o irrelevante Fernando se transformou na indústria Pessoa. E diga-se, ele sabia.) Este é um tipo de lucro inaceitável para Trump que só tem olho para as imediatas vantagens materiais, descura as reciprocidades, e sofre do Complexo de Midas. Quanto ao novo imperador chinês, passou a aplicar-se-lhe tudo o que em 2011 escrevi no meu blogue sobre o anterior presidente norte-coreano: «De acordo com a agência noticiosa da Coreia do Norte, a KNCA, novos estranhos fenómenos naturais têm sido testemunhados, agora um pouco por todo o mundo, desde a morte do Líder: No México, um ácaro matrimoniou-se com uma lâmpada de 100 watts, resignado por, desde a morte de Kim Jong-II, ter deixado de fazer qualquer sentido a distinção entre matéria orgânica e inorgânica. A camela (afinal era uma) que em Jerusalém atravessava há dois mil anos o buraco da agulha desatou a parir. Um selo de dez ienes imolou-se em frente à sede da ONU, em Tóquio. Um panda deu um concerto de bateria na messe dos soldados que guardam a fronteira com a Coreia do Sul mas estes, compungidos pela morte do Grande Líder, não arredaram o pé das guaritas.    Na lua irromperam da terra as melancias e houve uma súbita chuva de ósculos. Sacudido pelo luto, Deus, para afastar de si a funesta ideia do suicídio, começou finalmente a ler o Kapital do Karl Marx.

Hemorróidas de ouro Em Lisboa, o arroz carolino mudou de sexo. Na Califórnia, o miado dos gatos mudou para miu! O cadáver do Michael Jackson teve uma polução nocturna. Nevou pez no resto do mundo, só na Coreia a tempestade de neve manteve a sua alva pureza! O fecho-éclair de Kim Jong-un quase soçobrou aos encantos da lascívia mas manteve-se firme. Uma lágrima encetou a travessia do deserto do Saara.   Na capital chinesa, as peças do Mahajong desataram a florir.» O pragmático Putin, pode sentir-se seguro entre dois profetas de tal monta? Mais do que um gesto de bravata, o seu anúncio premedita a intenção de restaurar a confiança - a sua, de um volúvel homem entre imortais, embora também já se anuncie que os seus genes são de outro tipo de gema. Por outro lado, se fosse aos russos não confiava num homem tão inseguro de si que em vez de usar o seu poder de

influência para incitar os homens à fraternidade e ao diálogo insiste em querer provar-nos que Deus tem dentes cariados. Que Este responda e na sua ira Se imole como mártir (para assinalar a loucura dos homens) frente à sede onde pontua o mano Guterres, ou, então, como no Primeiro Livro de Samuel, castigue a cupidez dos Grandes Líderes com Hemorróidas de Ouro.

06/02/2018

Entre tantas coisas que havia esquecido encontrei esta espantosa Carta de Lygia Clark para o seu filho – datada de 1970: «Meu filho,/ Você é um ser./ Existe na medida do mundo./ É pouco./ O mundo é a constatação da realidade exterior que te cerca./ É a tua medida inicial./ É o teu começo mas não o teu fim./ É o chão da tua expressividade pois você é um ser vertical./ Para cima do chão há o “invisível”./ Você pode olhar os seus pés mas não a sua própria imagem./ Esta você a percebe./ Na verticalidade está a medida da sua procura.»

Imagine-se o gáudio de Putin, ao anunciar que tem no seu arsenal a arma invencível. Deve ser um míssil que despoleta orgasmos à sua passagem (parece que a seis vezes a velocidade do som) e desperta na matéria inanimada as sensações de Zeus quando penetrava a alva novilha Io

No que sublinhei está para mim a chave da carta. O invisível associa-se ao que não se vê na aparência e só se capta parcialmente pela percepção que os outros adquiriram de nós e nos transmitem, porque o próprio não vê o que nele é uma propensão e não uma jactância. O homem bondoso age assim porque sim, idem para o generoso ou para o homem criativo. Porém eles não têm a certeza da sua medida. São assim porque não conseguem ser de outro modo e não por cálculo. E só este desinteresse faz a verticalidade do homem e exalta os valores e não as coisas. Só isso está “acima do chão” e molda uma dignidade sem freio.

07/03/2018

Um poema extraordinário do poeta sueco Tomas Tranströmer (a versão é minha): «Farto dos que chegam atulhados/ em palavras e nomes - uma algazarra,/ mas nada de linguagem - parto para a ilha coberta de neve.// O indomável não tem nomes. // Brancas, as suas páginas / encadeiam em todos os sentidos. /Dou de caras com as pegadas / de um cervo na neve: / nada de palavras mas uma linguagem.» É um poema que me diz muito, neste momento. A despropósito, esta quinta-feira 8, às 18h, lanço em Maputo um livro de poesia, que co-assino com o poeta moçambicano Mbate Pedro. Chama-se Os Crimes Montanhosos. E estão os meus amigos convidados.


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8.3.2018 quinta-feira

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 9/P/18

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 138/AI/2018

Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 12 de Fevereiro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento e Instalação de Um Sistema Automático de Amostras aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Março de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1. º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP39.00 (trinta e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo ). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,30 horas do dia 06 de Abril de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 09 de Abril de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP20.000,00 (vinte mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente.

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor WEI HONGJUN, portador do Passaporte da RPC n.° G36209xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 19/DI-AI/2017, levantado pela DST a 20.01.2017, e por despacho da signatária de 23.02.2018, exarado no Relatório n.° 139/ DI/2018, de 01.02.2018, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua de Berlim n.° 168, Edf. Seng Hoi Hou Teng, Bloco 3, 8.° andar P onde se prestava alojamento ilegal.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. --------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 23 de Fevereiro de 2018.

Serviços de Saúde, aos 01 de Março de 2018

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

O Director dos Serviços Lei Chin Ion

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 11/P/18

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 139/AI/2018

Faz-se público que, por despacho do Ex. Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 22 de Fevereiro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento e Instalação de Um Conjunto de Estantes Rolantes para o Arquivo de Processos Clínicos no Centro de Saúde da Ilha Verde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Março de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1.º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP39,00 (trinta e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Os concorrentes devem estar presentes no Edifício Cheng I, Avenida do Conselheiro Borja, no dia 12 de Março de 2018, às 15,00 horas para visita de estudo ao local da instalação dos equipamentos a que se destina o objecto deste concurso As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,30 horas do dia 6 de Abril de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 9 de Abril de 2018, pelas 15,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP24.000,00 (vinte e quatro mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/ Seguro-Caução de valor equivalente. mo

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora MIN JIE, portadora do Salvo-conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C35073xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 50/DIAI/2016 levantado pela DST a 23.04.2016, e por despacho da signatária de 26.02.2018, exarado no Relatório n.° 141/DI/2018, de 01.02.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Cantão n.° 72-R, Edf. I San Kok, 24.° andar C, Macau onde se prestava alojamento ilegal.-------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.----------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 26 de Fevereiro de 2018.

Serviços de Saúde, aos 1 de Março de 2018. O Director dos Serviços Lei Chin Ion

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 13/P/18 Faz-se público que, por despacho de Sua Excelência, o Chefe do Executivo de 1 de Fevereiro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Medicamentos do Formulário Hospitalar (Grupo 2) aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Março de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 97.00 (noventa e sete patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 24 de Abril de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 25 de Abril de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/SeguroCaução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 2 de Março de 2018. O Director dos Serviços Lei Chin Ion

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 14/P/18 Faz-se público que, por despacho de Sua Excelência, o Chefe do Executivo de 1 de Fevereiro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Medicamentos do Formulário Hospitalar (Grupo 3) aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 7 de Março de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 83.00 (oitenta e três patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 12 de Abril de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 13 de Abril de 2018 pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/SeguroCaução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 2 de Março de 2018. O Director dos Serviços Lei Chin Ion

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes


desporto 21

quinta-feira 8.3.2018

O

Benfica de Macau venceu ontem por 3-2 o Hang Yuen, no Estádio de Macau. No encontro que marcou a estreia de uma equipa local na fase de grupos da Taça AFC, as águias estiveram a perder por 2-0, mas 13 minutos à Benfica, no segundo tempo, permitiram uma vitória histórica. Antes do início do encontro, Bernardo Tavares tinha prometido uma equipa à procura do domínio do jogo e não desiludiu. Os encarnados apostaram num 4-4-2, com uma linha mais ofensiva constituída por Leonel e Torrão. No centro do terreno Cuco e Edgar Teixeira davam estabilidade à equipa, enquanto nas alas a aposta passava pela velocidade de Pang e a técnica de Hugo Silva. Por sua vez, o Hang Yuen entrou com um esquema de 3-5-2, que nos momento defensivos se transformava num 5-3-2, com os alas a juntarem-se à última linha defensiva. Ao contrário do Benfica, os taiwaneses não tiveram problemas em entregar o controlo do jogo, apostando na eficácia ofensiva. Logo aos dois minutos do encontro, o Benfica deu uma amostra daquilo que ia fazer durante a primeira parte. Num ataque de três para dois, Carlos Leonel não teve dificuldades em servir Torrão, na área, mas o avançado atirou por cima da baliza de Huang Chiu-Lin. Os comandados por Bernardo Tavares conseguiram criar boa jogadas, ganharam as segundas bolas no ataque, mas, no momento da verdade, falharam. E nem o goleador Carlos Leonel,

Se em Portugal, o Benfica ficou conhecido por resolver encontros em 15 minutos levando à criação da famosa expressão “15 minutos à Benfica”, ontem, a filial de Macau fez melhor. Foram necessários apenas 13

TAÇA AFC BENFICA ESTREIA-SE COM VITÓRIA POR 3-2 FRENTE AO HANG YUEN

13 minutos à Benfica

Ontem à noite fez-se História no Futebol de Macau. O Benfica estreou-se na fase de Grupos da Taça AFC com uma vitória, depois de ter estado a perder por 2-0. O jogo contou com uma assistência de 1200 pessoas ao contrário do habitual, conseguiu concretizar as oportunidades claríssimas de golo aos 25 e 42 minutos do encontro. Já a equipa orientada por Hung Ching-huai mostrou-se muito eficaz. Após um primeiro aviso aos 12 minutos, Chen Ching-Huang marcou, aos 19 minutos. O avançado taiwanês aproveitou um cruzamento e, ao segundo poste, cabeceou sozinho para o 1-0. Chen bisaria, minutos depois, aos 34, aproveitando uma perda de bola do Benfica em zona proibida.

A perder por 2-0 as coisas ficaram ainda mais complicadas, quando a seis minutos do intervalo Nicholas Torrão saiu do jogo, em lágrimas, devido a lesão sendo substituído por Bruce Tetteh.

A REVIRALVOLTA

“COM O GOLO TUDO MUDOU” “Foi a estreia de muitos jogadores e senti que alguns estavam nervosos. Cometemos dois erros colectivos, na minha visão, que causaram os golos. Mas o primeiro golo tirou o nervosismo do jogadores e criámos oportunidades para marcar mais golos”, afirmou Bernardo Tavares, técnico do Benfica. “Ao intervalo cheguei ao balneário e tinha sete jogadores com a cabeça em baixo. Mas três minutos foram suficientes para mudar a atitude e com o golo tudo mudou. Foi uma vitória histórica”, acrescentou.

Ao intervalo, as águias eram penalizadas pela incapacidade de concretizar. Mas tudo mudou no segundo tempo. Se em Portugal, o Benfica ficou conhecido por resolver encontros em 15 minutos, levando à criação da famosa expressão “15 minutos à Benfica”, ontem, a filial de Macau fez melhor. Foram necessários apenas 13. Logo aos 50 minutos, Gilchrist Nguema aproveitou uma bola perdida após um

lançamento de linha lateral, e à entrada da área rematou para o 2-1. Com a determinação em altas, o Benfica não tirou o pé do acelerador. Já o Hang Yuen, à excepção de um contra-ataque perigoso, pouco mais fazia do que defender. O empate esteve mesmo perto de acontecer 53 minu-

tos. Após uma saída em falso do guarda-redes adversário, Leonel domina a bola e remata para a baliza. Valeu a acção de defesa do Hang Yuen que salvou a equipa em cima da linha de golo. Aos 60 minutos, após vários falhanços, Carlos Leonel fez aquilo que melhor sabe fazer: marcar. O avançado surgiu ao segundo poste, após um cruzamento de Hugo Silva e cabeceou para o 2-2. Finalmente, três minutos depois, o internacional de Macau bisou e estabeleceu o resultado final. O golo surgiu após um canto na esquerda do ataque encarnado, a que o avançado correspondeu com um remate fulminante de pé esquerdo que resultou no golo da vitória e na explosão

“COMETEMOS ERROS”

segunda parte, co“Nametemos erros que

permitiram ao Benfica dar a volta ao resultado. Fomos muito passivos e não pressionámos o suficiente para ganhar as segundas bolas no ataque”, disse Hung Ching-huai, treinador do Hang Yuen, no final da partida. “Sentimos que poderíamos ter ganho o encontro. Mas pagámos devido aos nossos erros na defesa. Deixámos muito espaço para o adversário”, acrescentou.

de euforia das bancadas do Estádio de Macau. Após os 13 minutos de luxo, o Benfica voltou à toada da primeira parte. Criou muitas oportunidades de golo, algumas claríssimas, mas no final falhou na concretização. Já a formação de Taiwan adoptou uma postura mais ofensiva, mas não conseguiu recuperar o resultado. Com este resultado o Benfica lidera o Grupo I, com três pontos, os mesmo que 25 de Abril, vencedor do outro encontro e marca um momento histórico no futebol de Macau. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

Futebol 25 de Abril derrota Hwaepul por 1-0

O 25 de Abril impôs-se perante os compatriotas do Hwaepul por 1-0, no outro encontro do Grupo I, que foi disputado no Estádio Primeiro de Maio. O golo da vitória foi apontado por An Il-bom, quando faltavam seis minutos para o final do encontro. Com este resultado o 25 de Abril mostra que é o principal candidato a passar à próxima fase da competição. Na próxima jornada, os vencedores deste encontro vão a Taiwan defrontar o Hang Yuen. Já o Hwaepul vai receber o Benfica de Macau, a 14 de Maio, em Pyongyang, capital da Coreia do Norte.


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3 1 5 6 2 4 7 2 5 DA4EXPOSIÇÃO 7 “MULHERES 3 1ARTISTAS6 INAUGURAÇÃO – I BIENAL INTERNACIONAL DE MACAU” 1 de6Arte de7Macau4 Museu | 18h305 3 2 6 2 3 1 7 5 4 Sexta-feira REFLEXÕESAOCAIRDATARDE“CÓDIGOCIVIL–PARTICULARIDADES 6 2 4MACAU”7PELO1PROFESSOR DO5 REGIME3 DA CLÁUSULA PENAL DE DOUTOR ANTÓNIO PINTO MONTEIRO 7 4Rui Cunha 2 | 18h30 3 1 6 5 Fundação 4 7 1 5 6 2 3 Sábado COM APRESENTAÇÃO DE SHEE VÁ Fundação Rui Cunha | 18h30

“MACAO STORIES”, DE SÉRGIO PEREZ, VINCENT HOI, HO KA CHENG, CHAN KA KEONG, VINCENT HOI, CHU IAO IAN Cinemateca Paixão | Das 12h00 às 14h15

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3 5 2 1 7 4 6 2 ROTA 4 DAS1LETRAS3| CONCERTO 5 DE6BLOOM7 FESTIVAL / JP SIMÕES 1 7Pacha6 5 2 3 4 Discoteca 4 3 7 6 1 5 2 Domingo “MACAO STORIES”, DE SÉRGIO PEREZ, VINCENT HOI, HO KA 5 CHAN 2 KA KEONG, 3 4 7IAO IAN1 CHENG, VINCENT6 HOI, CHU Cinemateca Paixão | Das 12h00 às 14h15 7 6 5 2 4 1 3 Diariamente 11ª 6BIENAL1DE DESIGN 4 DE7MACAU3 2 5 BERLIN BASS MUSIC : SYMBIZ LIVE W/ HEAVY HK & EB Live Music Association | A partir das 20h30

Museu de Arte de Macau (MAM) | Até 31/3

PARADA DE OURO - ARMAMENTO IMPERIAL DO MUSEU DO PALÁCIO MAM | Até 11/3

Cineteatro

C I N E M A

TOMB RAIDER SALA 1

TOMB RAIDER [C] Um filme de: Roar Uthaug Com: Alicia Vikander, Daniel Wu, Dominic West, Walton Goggins 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

Lupita Nyong’o 19.00 SALA 3

AGENT MR. CHAN [C]

MARK FELT: THE MAN WHO BROUGHT DOWN THE WHITE HOUSE [C]

FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Filme de: Cheung Ka Kit Com: Dayo Wong, Tze Wah, Charmaine Sheh, Sze Man 14.30, 16.30, 21.30

Filme de: Peter Landesman Com: Liam Neeson, Diane Lane, Bruce Greenwood 14.30, 16.30, 21.30

IS THE ORDER A RABBIT?? DEAR MY SISTER [A]

SALA 2

BLACK PANTHER [B] Filme de: Ryan Coogler Com: Chadwick Boseman, Michael B. Jordan,

FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Hiroyuki Hashimoto 19.30

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UM EVENTO HOJE Inaugura hoje a exposição Mulheres artistas - 1.ª Bienal Internacional de Macau”. A iniciativa, organizada pelo Museu de Arte de Macau (MAM) e pelo Albergue SCM, reúne quase meia centena de obras originais de 130 artistas de todo o mundo. Os trabalhos, realizados desde os anos 1970 até à actualidade, vão da pintura à serigrafia, passando pelo desenho, escultura, instalação ou vídeo. A mostra, dividida em duas partes (com peças em exibição no MAM e no Albergue SCM), tem a artista portuguesa Paula Rego como madrinha. Fica patente ao público até ao próximo dia 13 de Maio. Diana do Mar

www. hojemacau. com.mo

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S U D O K U

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8.3.2018 quinta-feira

VOLTA A SER 34

A música estava a tocar de manhã na rádio e ficou-me na cabeça. Embora a conheça de trás para a frente (afinal, é dos Xutos & Pontapés) não a ouvia há séculos e fez especial sentido naquele dia. A letra é relativamente simples, mas talvez a mensagem seja difícil de assimilar para quem atravessa uma fase de mudanças: “O que foi não volta a ser”. Era dia de reencontro. À mesa do restaurante indiano, até sermos literalmente expulsas, parecíamos miúdas de escola recém-chegadas das férias grandes e, portanto, cheias de novidades para contar. A conversa, tal como nós, seguiu rumo noutras paragens. De novas experiências,36 descritas 32 com proporções quase dramáticas, às velhas expectativas, houve de tudo um pouco. No presente e no futuro, porque o passado ficou lá atrás, com tudo de bom e de mau. Da gente só me ficou o bom. As dúvidas, essas, continuam a ser mais do que muitas. Ainda se partilham, à distância, mas as charadas deixaram de ser as mesmas. As rotinas transformaram-se. Não há cafés nem previsões repetidas de signos. E fazem-me falta. Os ditados populares lançados a pretexto de tudo e de nada acabaram incompletos numa folha de papel digital. “O que foi não volta a ser, mesmo que muito se queira...” Diana do Mar

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“MULHERES ARTISTAS – 1.ª BIENAL INTERNACIONAL DE MACAU”

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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo

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opinião 23

quinta-feira 8.3.2018

bairro do oriente LEOCARDO

FREEDOM, MORT KUNSTLER

Humanidade vs. realidade

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STA semana decidi abordar um tema actual e muito sensível, respeitante à situação dos trabalhadores não-residentes (TNR) em Macau, mas antes de começar, gostaria de deixar um ou outro aspecto bem claro, para que não haja lugar a qualquer mal entendido. Em primeiro lugar, considero que a discriminação que foi feita nas tarifas dos transportes públicos entre residentes e TNR é errada e injusta; segundo, considero a teoria, assaz difundida na opinião pública, de que que TNR são responsáveis pela inflação ou pelo aumento do preço do imobiliário, um discurso xenófobo, populista e demagogo. Tudo isso e mais o que quiserem. Ponto assente. Em relação à mais recente polémica do aumento do preço dos partos em Macau para os não-residentes, em quase dez vezes mais, tem-se falado muito do coração, e não se tem atentido ao que é a realidade de Macau. Geográfica, económica, social, todas. É uma realidade realmente muito particular, única, se quiserem. Obviamente que é desumano negar ou dificultar o acesso de alguém à maternidade, mas nem sequer é disso que eu estou aqui a falar. Na prática, dotar os residentes e os não-residentes do mesmo acesso a cuidados de saúde, pré-natal, natal, qualquer um, leva a

uma inevitável ruptura do prório sistema de saúde pública. É preciso não esquecer que existe ainda apenas 1 (um) hospital público em Macau, para mais de meio milhão de pessoas. Depois tenho notado ainda uma notória confusão entre o conceito de humanidade e legalidade; o Governo pode demitir-se de prestar assistência de qualquer tipo aos TNR, mas se isso lhe “fica mal”, não tem nada de ilegal. O artigo 38 da Lei Básica é bem claro: “A liberdade de contrair casamento e o direito de constituir família e de livre procriação dos RESIDENTES DE MACAU são legalmente protegidos.”. Outro argumento que colhe a favor desta decisão é a opinião da maioria dos residentes de Macau. E não, não sou eu, mais o caro leitor e o resto da comunidade portuguesa radicada em Macau, “a maioria dos residentes”. A componente económica pesa, e bastante, para a grande maioria da população. E isto leva-nos ao que é, no fundo, o estatuto de TNR, ou vulgo “blue card”. Tem-se tratado do tema dos TNR com um certo lirismo, mesmo que eu próprio partilhe às vezes desse sentimento. Mas do que se trata este título, afinal? São trabalhadores

É preciso não esquecer que existe ainda apenas 1 (um) hospital público em Macau, para mais de meio milhão de pessoas

migrantes que estão na RAEM com um visto de trabalho, renovável ou não, e são da responsabilidade directa de privados, que os contratam através de um sistema de cotas. Na maioria dos casos, são pessoas que vêm para o território angariar divisas para mandar para os seus países de origem. Não são pessoas que vêm em busca do “mínimo de conforto”, ou morar numa habitação com espaço para escritório e uma sala ampla para receber os amigos ao fim-de-semana. Não vêm com o propósito de se integrar na sociedade local o mais rapidamente possível, nem esperam que toda a gente goste deles. É uma realidade que circula fora da nossa esfera de europeus sofisticados e humanistas. Nesta região da Ásia, este tipo de migração cifra-se na ordem dos milhões de pessoas. Nem todos os casos têm um final feliz. Mas nem tudo está perdido, e parece que o secretário da tutela da saúde se vai reunir com associações de trabalhadores migrantes locais, de modo a negociar um acordo. Acho bem, que se premeie e dê benefícios a quem contribui para o desenvolvimento de Macau, seja ele de que origem for. Mas isso levaria-me a falar do que seria o ideal, e que há muito venho defendendo, que é um sistema em que os TNR pudessem obter residência depois de período de permanência legal e ininterrupta no território. Algo parecido com o que já acontece com os residentes não permanentes. E mais uma vez esbarramos com aquilo que gostávamos que fosse, e a realidade, que às vezes é dura.


Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade. Albert Einstein

PALAVRA DO DIA

quinta-feira 8.3.2018

JOGO GLOBAL GAMING EXPO ESPERA ATRAIR 17 MIL VISITANTES

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DSAMA PROPÕE BARREIRA TEMPORÁRIA PARA CONTROLO DE CHEIAS NO PORTO INTERIOR

Até haver melhor remédio DSAMA

Governo liderado por Chui Sai On reconhece a sua incapacidade para instalar a comporta de controlo de marés no Porto Interior em tempo útil e, como tal, vai avançar com a instalação de uma barreira removível ao longo da costa. Os detalhes do projecto foram explicados numa reunião entre a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) e os comerciantes daquela zona. Durante o encontro, Susana Wong, directora da DSAMA, explicou que foi adoptada uma estratégia de “‘remate de fissuras’ para reforçar a capacidade de controlo de inundações da linha costeira, construindo comportas amovíveis e muretes de protecção contra inundações’”. Segundo o subdirector do Instituto de Estudos Científicos de Recursos Hídricos do Rio da Pérolas, Xie Yufeng, a barreira temporária vai ser instalada ao longo de 2,13 quilómetros, entre a Escola de Pilotagem, no sul da península, e o Edifício Portuário no Lam Mau, no norte. Ao longo da distância de 2,13 quilómetros, 300 metros são constituídos por um muro semi-desmontáveis, 400 metros por muros totalmente desmontáveis e 600 metros por muros em betão armado. Os restantes 800 metros da barreira utilizam as construções já

existentes, como as paredes dos Mercado do Patane e o hotel Ponte 16. A barreira vai ter uma altura de 1,5 metros, com capacidade para aguentar uma subida do nível da maré de 4,8 metros. Ao mesmo tempo vão ser instalados 13 poços quadrangulares ao longo da Costa Interior de Macau com a intenção de drenar as águas que se acumulem naquela zona.

IMPACTOS NO NEGÓCIO

Segundo o comunicado do Governo, durante a reunião os comerciantes da zona declararam apoiar as medidas, mas apelaram para a necessidade do prazo das obras serem respeitados. “Os representantes do sector esperam que, ao elaborar o projecto, para além de efectuar estudos profissionais e análises de dados, o Governo tome também em consideração o ambiente de exercício de actividades dos diversos pontes-cais, e comunique e coopere adequadamente antes de executar a obra, minimizando os impactos da obra causados ao sector”, pode ler-se no documento emitido pela DSAMA. A barreira temporária serve para minimizar o impacto das cheias até ser instalada a comporta na zona do Porto Interior. Sobre esse assunto, Susana Wong reconheceu que o projecto “demorará alguns anos para ser concluído”. J.S.F.

12.ª edição da Global Gaming Expo espera atrair 17 mil visitantes de 90 países. São as perspectivas da organização da feira dedicada ao jogo, que este ano dá especial ênfase ao jogo digital e à lotaria. O evento decorre no Venetian entre os dias 15 e 17 de Maio. De acordo com o canal de rádio da TDM, a organização do evento diz que a Global Gaming Expo tem de acompanhar as tendências do sector e é para a lotaria e o jogo digital que neste momento os investidores avançam, daí a aposta para este ano. O futuro do jogo tradicional e da tecnologia digital do sector são os principais temas das conferências que o evento vai acolher. Caso se confirmem os 17 mil visitantes este ano, vai ser um aumento relativamente aos 13 mil que passaram por Macau na edição passado, como explica a Chefe do departamento de operações da feira, Josephine Lee. “Esperamos 17 mil visitantes. Vão existir muitos que já não vêm pela primeira vez. Contamos também com cerca de 220 expositores e 1800 potenciais compradores que chegam de todo o Mundo. De facto, este é um evento internacional”, referiu Josephine Lee. Durante a conferência de imprensa de apresentação do evento, Margaret Huang, analista da Bloomberg, fez uma previsão dos resultados do jogo para os próximos anos. A especialista teve em conta os grandes empreendimentos previstos para Macau, que neste momento estão em construção, e antevê bons resultados do sector do jogo no território. Contudo, alertou para os “riscos inerentes ao ofício”. Este ano vão ser entregues os habituais prémios que distinguem os melhores do ano em diversas áreas. Vão ser 12 os galardões decididos por um júri de especialistas.

AFC Shanghai SIPG empata e lidera do Grupo F da ‘Champions’ asiática

O Shanghai SIPG, de Vítor Pereira, segurou ontem a liderança do Grupo F da Liga dos Campeões asiática de futebol, ao empatar a dois golos na recepção aos sul-coreanos do Ulsan Hyundai, em encontro da terceira jornada. A formação comandada pelo treinador português esteve em desvantagem por duas ocasiões, mas, em ambas, respondeu quase de imediato, com tentos do internacional brasileiro Oscar, aos 38 e 70 minutos. Pelos sul-coreanos, marcaram o austríaco Richard Windichler, aos 37 minutos, e Kim In-Sung, aos 68. Na classificação, o Shanghai SIPG, que havia batido fora o Kawasaki Frontale por 1-0 e na receção ao Melbourne Victory por 3-1, passou a contar sete pontos, mantendo mais dois do que o Ulsan Hyundai. Os australianos contam dois pontos e os japoneses um. O conjunto chinês joga na próxima ronda, em 13 de março, no reduto do Ulsan Hyundai.

Hoje Macau 8 MAR 2018 #4007  

N.º 4007 de 8 de MAR de 2018

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