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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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MOP$10

Ter para ler

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • SEXTA-FEIRA 6 DE JULHO DE 2012 • ANO XI • Nº 2646

TEMPO AGUACEIROS OCASIONAIS MIN 25 MAX 29 HUMIDADE 70-95% • CÂMBIOS EURO 9.8 BAHT 0.2 YUAN 1.2

VISITA OFICIAL À CHINA

Portas “agricultor” lutou por queijos, cavalos e chouriço

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Anteneiros condenados a pagar 60 milhões à TV Cabo

Chui de antena murcha

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• O bosão

de ouro

O tribunal não tem dúvidas: houve mesmo concorrência desleal por parte dos anteneiros e um acumular de queixas internacionais que prejudicaram a imagem de Macau. E porque, ao longo dos anos, o Governo não mexeu um botão para acabar com uma ilegalidade pública e notória, a sentença entende que a TV Cabo deveria colocar o Executivo no banco dos réus. PÁGINA 5

LA SCALA EM DISCUSSÃO NA ASSEMBLEIA

Explicações de Lau Si Io não convencem críticos PÁGINA 3

“PRESSÕES” NO INSTITUTO DE MENORES

Deputados apoiaram docentes queixosos PÁGINA 2

PLANOS PARA NOVO CIRS NA TAIPA

Concretização torna-se cada vez mais provável PÁGINA 2

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política

sexta-feira 6.7.2012

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Deputados recusam contrato de tarefa para professores do Instituto de Menores

Quando o sol nasce é para todos As alegadas chantagens de que são alvo os docentes, por se mostrarem há muito insatisfeitos com o seu regime de trabalho, foram ontem reportadas em plenário por Pereira Coutinho ao director da DSAL Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

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S pressões e chantagens de que dizem ser alvo os professores do Instituto de Menores (IM), por parte da directora da instituição, fruto da insatisfação sobre as fracas regalias do seu contrato de tarefa, já tinham sido reportadas ao Hoje Macau pelos próprios funcionários. A situação foi ontem relatada pelo deputado Pereira Coutinho ao responsável da tutela, o líder

COMISSÃO INDEPENDENTE

da Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ), André Cheong, perante os deputados da Assembleia Legislativa. Cheong não avançou muito mais do que já tinha referido ao deputado anteriormente em comunicado, mas deixou em aberto a possibilidade de reavaliar os contratos, ou seja, ser atribuído aos professores queixosos outro tipo de contrato. “O contrato de tarefa pode não ser a melhor solução e já vai longo. Achando que estes professores são necessários, temos de procurar outras soluções e uma maneira de resolver o problema.” A resposta foi dada depois de um

chorrilho de críticas dos deputados relativamente às condições de trabalho destes docentes. “Há justiça no controlo por tarefa?”, questionou o deputado Lam Heong Sang. “Os Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) devem averiguar se há situações semelhantes noutros serviços públicos. Não faz sentido se o trabalho aqui já tem vindo a ser constante e permanente.” A mesma posição adoptou Au Kam San, que avaliou os professores como necessários, já que permanecem há tanto tempo na instituição, tendo perguntado se

os contratam assim de modo a não terem regalias. “Como pode o Governo ser pior que um empresário sem escrúpulos?” Por sua vez, Ho Ion Sang, referiu já haver recomendações do CCAC que sugeriam o cancelamento dos contratos de tarefa. A contratação dos funcionários do IM está a cargo da DSAJ, tendo sido retirada esta competência à Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), que contrata os restantes professores da função pública. “A DSAJ não pode recorrer ao regime geral daí ter recorrido ao regime de tarefa”, sustentou o

Planos para o Centro de Informação e Segurança Rodoviária bem orientados

Esperança das garças por um fio

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área do aterro junto às Casas-Museu da Taipa é de 4.600 metros quadrados, avançou a Direcção de Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) em plenário ontem, e a área de ocupação é de 655 metros quadrados, ou seja, 7% da área total. “Fica a mais de 150 metros da zona das garças, tem uma faixa verde que serve de protecção”, discriminou o director da DSPA, Cheong Sio Kei. “Irá dispor de um espaço ao ar livre e também tomámos em referência os transportes e trilhos para as bicicletas.” Planos muito bem orientados para uma zona que vai mais uma vez, a pedido expresso do Chefe do Executivo, ser sujeita a avaliação por uma terceira entidade independente sobre o impacto ambiental e a perturbação do repouso das aves. O deputado Chui Sai Peng, que interpelou o grupo interdepartamental que estuda a zona habitat das garças - constituído por Obras Públicas, IACM e DSPA -, sugeriu depois dos

director da DSAL. “As cláusulas são legais, não infringimos a lei. Damos os benefícios que lá estão. Na altura oferecemos as condições e só responderam algumas pessoas com licenciatura mas sem qualificação pedagógica, pelo que não podiam ir para escolas oficiais.” A deputada Kwan Tsui Hang defendeu que a contratação deve passar outra vez para as mãos da DSEJ.

esclarecimentos ouvidos uma nova medida para manter o espaço virgem. “É possível criar um CIRS nas zonas públicas? Criá-lo para facilitar a vida da população em vez de instalá-lo na zona em causa e, desta forma, promover melhor o trabalho de segurança rodoviária.”

O chefe do departamento do planeamento urbanístico da DSSOPT, Lao Iong, mostrou-se receptivo mas não baixou guarda sobre os planos do CIRS para a zona da Taipa. “É possível reparti-lo por grandes complexos habitacionais para melhor adequar à política de segurança de trânsito. Vamos

considerar espalhá-lo por outros sítios.” Os restantes deputados que pediram palavra apelaram às zonas verdes em Macau, frisando que o dito aterro deve ser o primeiro passo para preservar o ambiente. “O planeamento de protecção ambiental a dez anos não sei como vai ser executado quando nem uma zona verde conseguimos manter”, desabafou Au Kam San. “Houve consenso na sociedade para um espaço verde e de repente mudaram de ideias? Merece ser avaliado este terreno e não apenas a zona ambiental.” No seguimento, Ho Ion Sang confrontou também a comissão interdepartamental sobre a mudança de disposição de um aterro ilegal para legal, decidida pelo Governo, que o veio a ocupar há ano e meio para o fim de espaço ecológico, mudando depois os planos. “Será este um caso com um antecedente que não é bom?” A resposta não chegou. - R.M.R.

André Cheong referiu haver uma acta sobre a reunião que teve com os professores deste caso. “No encontro com o pessoal foi assinada uma acta, confirmando que, aquando da renovação do contrato em Janeiro, a directora do IM não ameaçou verbalmente os seus subordinados nem recorreu a medidas para que os docentes se despedissem.” Apenas terão manifestado haver pressão no trabalho que, segundo Cheong, a DSAJ tem vindo a acompanhar para poder resolver a questão. Lam Heong Sang pediu que fosse facultada uma cópia da acta. Por sua vez, Pereira Coutinho frisou que os professores tinham “falta de confiança” em Cheong, porque não os ajudou anteriormente com a alteração do contrato. “Por isso, não disseram a verdade nessa reunião com medo de retaliações.” Assim sendo, o deputado pede outra averiguação. “Deve haver uma comissão independente para averiguar estes problemas.”

Desligar o motor Vong Hin Fai lançou o mote. Pede ao Governo para que os veículos parados desliguem os motores, de modo a que se reduza a emissão de gases poluentes, tendo como referência outros países e regiões, como Hong Kong. “Desligar o motor é uma questão que merece ser ponderada”, admitiu Cheong Sio Kei, director da DSPA. “Vamos estudar e encontrar resposta segundo dados científicos e opiniões académicas.” Outra possibilidade, avançou Cheong Sio Kei, é “instalar nos automóveis a função de energia solar para reduzir o impacto da poluição”. Além de uma nova linha de combustíveis a ser instituída. “Vamos tomar como padrão a norma EURO 4, e cumprido com este padrão chegar ao EURO 5.” A este nível, esclareceu, há “instituições académicas que estão a estudar os valores”. Em 2015, contam instalar aparelhos de monitorização da qualidade do ar, avançou também. Pereira Coutinho diz que o problema de poluição ambiental - derivado dos tubos de escape – tem explicação. “Não há brigadas de trânsito para fiscalizar.” Mak Soi Kun foi o mais ousado. “Deveria ser criado um grupo de jovens denunciantes dos carros que lançam gases negros, ou seja, lançar SMS com informação sobre o veículo, que depois será multado pelas autoridades.” A não legislação sobre a arborização foi questionada por Ho Sio Kam. Ao que o responsável da DSPA disse estar implícita esta preocupação no plano de protecção ambiental a dez anos, já com documento de consulta produzido embora sujeito a melhoramentos. “Até 2020 queremos 45% de áreas verdes. Vamos aumentá-las. Esse trabalho está a ser feito. Em 2012 o Governo já criou uma primeira zona de protecção - 55 hectares.” - R.M.R.


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Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

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AU Si Io, secretário das Obras Públicas e Transportes, deslocou-se ao plenário para responder a Au Kam San sobre o caso de concessão de oito terrenos em Março do ano passado, no âmbito do caso La Scala. Levou consigo Jaime Carion, que explicou ter havido uma “integração do terreno”. Lau Si Io afirmou que procedeu à concessão dos oito terrenos, para a construção do empreendimento de luxo La Scala, porque a corrupção do caso não estava confirmada à data. “O CCAC não provou a existência de processo jurídico e tinha de ser decidido quanto ao deferimento do pedido. Em Março de 2011, todos os procedimentos legais foram concluídos. Não há força vinculativa no comunicado do CCAC, a não ser que haja motivo judicial.” O secretário garante assim a legalidade em todo o processo, já que, por informação cedida pelo CCAC, só depois da sentença do processo jurídico se pode dizer se foi cometida ilegalidade. “Como podia prever o resultado da sentença? Isto foi o procedimento adequado.” O director da DSSOPT, Jaime Carion, detalhou o processo. “Os cinco lotes foram divididos em parcelas pequenas. Foi criada nova planta de alinhamento. Houve integração do terreno para não haver vias públicas pelo meio, que deixaram de ser necessárias.” Os deputados levantaram inúmeras dúvidas, que se prenderam com o conhecimento por parte de Lau Si Io de um processo legal a decorrer e sobre a rapidez com que foi despachado o processo. Au Kam San foi ao cerne do problema. “Por que concedeu mais terrenos para a concessionária alargar a área do empreendimento? Não se tratavam de rumores. Em 2008, o CCAC estava com o processo de investigação. Podia não resultar em processo de tribunal, mas o pedido não devia ter sido deferido.”

PALAVRAS ESQUECIDAS

Lau Si Io disse ter entrado em contacto com o CCAC que avaliava o processo em 2007 e depois entre 2009

política

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La Scala Oito parcelas concedidas são terrenos de vias públicas entre os cinco lotes

Concessão normal e legal

Não convenceu deputados O deputado que chamou Lau Si Io a prestar declarações não ficou satisfeito com a justificação, em informações proferidas ao Hoje Macau depois da sessão. “Lau Si Io está a fugir às suas responsabilidades, porque já sabia que estava a decorrer o processo judicial relativo às cinco parcelas”, acusou Au Kam Sam. Os dois deputados da Novo Macau que viram negada a proposta de audição de Lau Si Io na AL no mês passado também não ficaram convencidos. “Lau Si Io está a insistir num discurso incorrecto para defender o que já disse ao público”, afirmou Ng Kuok Cheong. “Disse ter consultado o CCAC para perguntar se é legal ou não, e quando tomou conhecimento do problema aprovou a concessão na mesma. Isso é mesmo um erro.” Chan Wai Chi também frisou as acções incorrectas. “O secretário não tem capacidade de vigilância. Fez um erro outra vez e recusou admitir isso, deve aceitar a responsabilidade mas não quer.” - C.L.

até à data de concessão em 2011- e referiu, em esclarecimentos públicos anteriores, não lhe ter sido informado que havia um processo de investigação

em curso. Em plenário, voltou atrás nas palavras, dizendo que mesmo com o processo de investigação em andamento a concessão tinha de seguir

os procedimentos legais do pedido - não se podia esperar pelo desfecho do caso em tribunal. “Actuámos em conformidade com as legislações legais,

sobretudo, a Lei de Terras. Não verificamos na altura motivos para indeferir o pedido antes das instâncias judiciais provarem de facto um acto criminoso.”

Estudo avaliou preferências governamentais da população

Florinda Chan chumbada

Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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Associação Nova Visão de Macau (ANVM) apresentou ontem os resultados da sua investigação sobre a opinião que os residentes de Macau têm acerca dos elementos do Governo. Em causa está a performance à frente de cada área. O Secretário dos Assuntos Sociais

e Cultura (SASC) é o mais popular, enquanto a chefe da Secretaria da Administração e Justiça (SAJ) volta a ser a pior classificada. No total de 1.038 entrevistados, todos residentes de Macau, acima dos 18 anos, mais de metade não tem qualquer comentário sobre o Governo, o mesmo que aconteceu nas pesquisas feitas pela ANVM nos últimos cinco anos.

Os residentes deram 58,49 pontos para o trabalho do Chefe Executivo, Fernando Chui Sai On, que tem mais 4.57 pontos do que há um ano, mas menos do que há seis meses. Quando falou a péssima nota de Florinda Chan, o director da ANVM afirmou que talvez isso se deva à insatisfação das pessoas por causa do processo da Reforma Política e do caso Au Man Long.

Quanto à rapidez do processo, alega não ter havido aceleramento algum. “Tivemos quatro anos [desde a primeira concessão em 2006], não vemos que tenha sido assim tão rápido. Seguimos o processo normal, nem rápido nem lento.” Na interpelação de Au Kam San, uma pergunta ficou por responder. “Por que é que o secretário não consultou o Ministério Público?” O deputado Gabriel Tong mostrou-se interessado em ver respondida esta questão, mas nada foi avançado. Kwan Tsui Hang também não viu a sua dúvida esclarecida. “Qual a razão de serem atribuídas mais oito parcelas adicionais, independentemente de estarem ou não em processo legal? Qual a fundamentação do acrescento?”


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sociedade

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Expo Franchising abre amanhã no Venetian

Retalho com ganhos de 43 mil milhões O sector do retalho gerou em 2011 43 mil milhões de patacas em receitas, sendo que desse bolo se nota um aumento de operações em regime de Franchising. Guo Geping, da Associação de lojas e cadeias de Franchising da China, fala em crescimentos no continente na ordem dos 5% Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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NTES da abertura oficial ao público, que acontece amanhã, a Expo Franchising foi o mote para diversos especialistas do sector debaterem a “Estratégia internacional para a indústria de franquias e cadeias de lojas”. Embora a Associação de Franchising de Macau esteja actualmente a estudar o peso que o sector tem na economia, Echo Chan, directora-executiva do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM), garantiu que estamos perante uma área em

crescimento. “Denota-se cada vez mais um aumento no número de afamadas marcas internacionais e cadeias de lojas que vieram estabelecer-se em Macau, onde realizam as suas operações em regime de franquias.” Na última conferência de imprensa para apresentar a Expo Franchising, foi estimada uma presença do sector na economia em 30%, embora estes não sejam números oficiais. Para além da maior presença deste tipo de negócios, o próprio sector do retalho tem vindo a registar números satisfatórios. Segundo Echo Chan, as receitas de 2011 situaram-se nas 43 mil milhões de patacas, um crescimento anual na

ordem dos 41,7%. Só nos primeiros três meses deste ano, as vendas a retalho totalizaram 12,88 mil milhões de patacas, mais 28% face a igual período de 2011. No seminário que juntou especialistas da área, oriundos de países como o Japão, Malásia ou a Coreia do Sul, Guo Geping, da Associação de lojas e cadeias de Franchising da China, mostrou-se optimista face ao futuro do sector no continente, que regista uma

tendência de crescimento na ordem dos 5% para 2013.

“AINDA HÁ ESPAÇO PARA INVESTIR”

Guo Geping apresentou mais números com base numa sondagem que a associação realizou em 2011. Trata-se de uma área de negócio sob a qual já funcionam mais de cinco mil lojas na China, “em sectores variados”, e que gera cerca de dez milhões de empregos. “Temos conhecido um

MAIS UM ACIDENTE COM CUNHO REOLIAN

Numa altura em que se pedem aumentos de tarifa, as companhias de autocarros do território deviam pensar duas vezes antes de o fazerem. Não só não merecem esse aumento, como colocam em risco diariamente a vida dos transeuntes. Das duas uma, ou os condutores não entendem nada de condução ou os autocarros são de qualidade duvidosa.

desenvolvimento muito alto nas últimas duas décadas, com as lojas de conveniência a desenvolverem-se de forma muito rápida. Em termos homólogos temos registado crescimentos na ordem dos 40%, e há cada vez mais diversificação de marcas, com muitos produtos da área da educação a entrar no mercado chinês”, disse a responsável. Apesar de admitir que o sector do Franchising tem de apostar na melhoria dos serviços, Guo Geping disse que ainda há espaço para mais investimentos. “Ainda há muito espaço para um aumento e para novos investidores, sobretudo ao nível dos serviços. O Governo promulgou legislação para proteger e dar garantias a este sector. Têm sido lançadas diversas medidas de fomento e há um grande potencial de crescimento”, acrescentou. Contudo, há um elemento menos positivo. “Um estudo que realizamos mostrou que o período do retorno do investimento das empresas tem baixado, e situa-se, em média, nos 3,5 anos, dada a grande dimensão do mercado de Franchising”, disse Guo Geping.

Burla em casinos gera prisão preventiva

Subornos, uma rede criminosa e croupiers. São estes os ingredientes principais de um caso de burla em casinos que já dura desde o ano passado. No passado dia 25 de Julho, as autoridades policiais conseguiram detectar 17 suspeitos, depois de terem subornado um croupier local e de terem feito uma burla num casino superior a um milhão de dólares de Hong Kong. Um funcionário do Departamento de Migração, de apelido Wong, terá sido subornado para informar os membros da rede criminosa. Depois das investigações, o Ministério Público (MP) decidiu aplicar a medida de prisão preventiva a 14 suspeitos, que aguardam agora julgamento no Estabelecimento Prisional de Coloane. Quanto os restantes três suspeitos, foram sujeitos ao Termo de Identidade e Residência. Os indivíduos têm idades compreendidas entre os 24 e os 46 anos, e provém da Malásia, Indonésia, China e Macau. O MP considera existirem “fortes indícios de crime”, existindo a suspeita de que 15 dos 17 indivíduos terão praticado o “crime de associação criminosa e de burla por meios informáticos”. Enquanto isso, um suspeito é acusado de lavagem de dinheiro, enquanto outro terá praticado o crime de abuso de poderes funcionais. Alegadamente todos pertencem a uma rede criminosa liderada por um individuo de apelido Chan, que desde 2011 oferece subornos elevados a croupiers de casinos de vários países para ajudar na burla, através de tecnologias sofisticadas.


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MA sentença do Tribunal Judicial de Base, datada de Junho, condenou os chamados anteneiros, que ocupam uma parte significativa do espectro de transmissão televisiva em Macau, a pagarem uma indemnização de mais de 60 milhões de patacas à TV Cabo. A quantia é unicamente referente às transmissões de jogos de futebol da Barclays Premier League (BPL), de 2006 até 2009, período em que os anteneiros distribuíram o sinal da True Visions, canal tailandês que passa as partidas inglesas. Assim, para além de quantia estipulada em “MOP $59.552.017,00”, os anteneiros terão de desembolsar “juros moratórios contabilizados desde a citação até efectivo e integral pagamento”, lê-se na sentença a que o Hoje Macau teve acesso. Ainda segundo o documento, os anteneiros estão “proibidos de por qualquer meio transmitirem ou retransmitirem na e para a RAEM os jogos de futebol da BPL (...) ou de praticarem qualquer outro acto em violação dos direitos da A. (TV Cabo) de divulgar em exclusivo na Região aqueles acontecimentos desportivos”. Os anteneiros pagarão ainda 100 mil patacas por cada dia “em que violarem o direito absoluto daquela a partir do momento em que a lei o consente, bem como as custas do processo e procuradoria condigna”.

QUEIXAS INTERNACIONAIS

Tendo as coisas corrido na descrita roda livre, não se ficaram por Macau, como descreve o tribunal. “Muitas empresas titulares de canais internacionais de acesso condicionado têm apresentado queixas junto da DSRT [Direcção de Serviços de Regulação de Telecomunicações] contra a actuação dos Requeridos [anteneiros] e mesmo dirigido comunicações a estes, tentando com que se ponha termo à sua descrita actividade, nomeadamente a ESPN e a True Visions.” Além destas duas empresas, companhias de Hong Kong, da China e dos Estados Unidos apresentaram igualmente reclamações. Perante todos este cenário e a sua repetição, o tribunal conclui que os anteneiros “praticaram ao longo dos

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Quem são eles Os anteneiros não constituem uma única empresa, o que deve ter dificultado o trabalho da acusação. Assim, no banco dos réus estiveram a Tak Va Instalação Eléctrico, Lam Ioi Hun Fai Chi – Artigos Eléctricos, Chan Wo Pio, Sai Kai Instalação Eléctrica, Yeung Ka Ke, Tak Chow Electronic System Engineering, Cheang Veng Iu, Kou Fong Electronic System Engineering, Ng Sio Fong, Técnica Electrónica Hoi Ying e Hoi Weng Un. Alguns destes réus nem sequer estão registados devidamente. A verdade é que esta gente dividia entre si bairros e prédios de Macau, cobrando geralmente a sua taxa aos administradores dos prédios. Só em condomínios sem administração é que se dirigiam directamente aos habitantes.

Tribunal condena anteneiros a pagar indemnização de 60 milhões. E não compreende passividade do Executivo

TV Cabo devia pôr Governo no banco dos réus A sentença aconselha a empresa a interpor a acção contra o Governo por este ter permitido que os anteneiros cometessem o mesmo crime, ao longo de vários anos, violando assim o contrato de concessão anos e continuam a praticar actos de concorrência desleal, devendo a conduta dos mesmos ser censurada”.

FALTA GOVERNO NO BANCO DOS RÉUS

Mas há mais: a sentença considera que a TV Cabo deveria levar o Governo à barra do tribunal, por este não ter cumprido a sua obrigação, durante todo este período, de acordo com o

contrato de concessão. “Deveria A. [TV Cabo] intentar a respectiva acção contra o conducente [Governo] face à falta de cumprimento do contrato de concessão celebrado.” De facto, muita gente em Macau se interrogou, durante este longo período de tempo em que os anteneiros tiveram a costa livre para “antenar”, por que razão o Governo não agia,

levantando suspeições sobre estranhas ramificações do poder “anteneiro” nos mais altos postos da Administração. Um processo com repercussões internacionais que muito má imagem deixa do Governo da RAEM, quer cá dentro quer lá fora.

A HISTÓRIA E AS BARBAS

Parece ser o desfecho de uma história com barbas que opõe a TV Cabo, empresa com

direitos de transmissão televisiva, e os ditos anteneiros, empresas que se encarregaram da recepção do sinal em grande parte de prédios e bairros da cidade durante um longo período, com a aquiescência do Governo, e que chegaram mesmo a ameaçar com a disrupção de toda e qualquer recepção de sinal, demonstrando controlar o espectro televisivo da RAEM.

A sentença começa precisamente por dar o seu a seu dono, atribuindo de acordo com a lei a capacidade de transmissões em exclusividade à TV Cabo, incluindo a própria instalação de um sistema de telecomunicações público, que os anteneiros também fizeram. Depois aborda os acordos celebrados pela TV Cabo com as empresas como a ESPN para o garante das transmissões da BPL. Uma das partes mais interessantes da sentença refere o modo como os anteneiros se apropriam de sinais codificados e são capazes de os descodificar, para em seguida os emitirem em Macau. Claro que os proprietários dos direitos destes canais não recebem um avo em toda a falcatrua. O processo começa com uma antena parabólica por cada satélite, capaz de obter uma enorme gama de sinais. Os que interessam e estão codificados (como é o caso dos canais desportivos da True Visions da Tailândia) são “convertidos e direccionados para aparelhos descodificadores (que operam com ‘simcards’)”, está descrito na sentença. Depois é só distribuírem pela RAEM onde, constata o documento judicial, os anteneiros “não têm autorização do Governo da RAEM para prestar serviços de radiodifusão televisiva de qualquer tipo”. – Hoje Macau


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sociedade

Idosa desesperada ameaçou suicidar-se

Falta de casa leva a protesto radical Cecília Lin

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NTEM a seguir ao almoço, quando os trabalhadores do edifício da sede do Governo regressavam à labuta, uma idosa estava à porta, ameaçando suicidar-se debaixo dos carros que passavam. A polícia não permitiu, mas o protesto radical, fruto de muito desespero, demorou a ser ultrapassado. Amulher, Fong Kit Lam, explicou ao Hoje Macau que o Instituto de Habitação cancelou o nome dela da lista dos candidatos à habitação social, alegando que tinha tido uma propriedade com o ex-marido. Porém, segundo

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contou, depois de divorciada ficou sem qualquer casa, tentando voltar à lista de espera. Em vão. O deputado Au Kam San ajudou-a a escrever uma carta de reclamação ao Governo e partilhou com o Hoje Macau a sua visão do problema. “Há muitos casos como o da senhora Fong. O Governo está a fugir às res-

ponsabilidades, é implacável a não proteger as pessoas que precisam urgentemente de uma casa para viver. O Chefe do Executivo é apenas como o carteiro mais caro do Governo - se alguém lhe enviar uma carta, ele limita-se a distribuí-la para o director do departamento responsável pelo problema. Resolvê-lo é outra história.”

FAOM exige a lei para salário mínimo e fim do sexismo

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Por um trabalho digno

NTEM à tarde, a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) realizou uma apresentação sobre a satisfação dos residentes de Macau em relação ao seu salário. Pediu a oficialização do salário mínimo e o fim do sexismo nos pagamentos das empresas aos empregados. O estudo, feito pelo professor do Instituto Politécnico de Macau Zeng Zhong Lu, mostra que o maioria dos entrevistados ganha menos que dez mil patacas, a renda média mensal da população empregada no primeiro trimestre de 2012 em Macau. A investigação mostra também que só 55,9% dos entrevistados estão satisfeito com o salário, 66% pensam que só dá para manter as despensas básicas e 13.1% dizem ser tão baixo que deixa a sua vida muito dura. Uma minoria de 5% assumem-se como ricos.

DIFERENÇA DE GÉNERO

Num exemplo apresentado, decorrente do estudo, foi dito que, nos cargos de gerente sénior, as mulheres ganham muito menos, chegando a diferença a atingir mais de dez mil patacas. A FAOM, como frisou o seu presidente, Cheang Chong Xi, quer que o Governo acabe com o sexismo salarial e imponha finalmente a lei do salário mínimo. “Principalmente para

quem toma conta de condomínios ou está nas limpezas, pessoas que trabalham mais de dez horas por dia, mas ganham menos de 4.400 patacas por mês. Não é nada justo e o Governo tem que proteger o direito destas pessoas.” - C.L.

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ANÚNCIO (Processo n.º 70/CDH-DAG/2011)

O Cônsul-Geral de Portugal tem o prazer de anunciar a todos os portugueses e amigos de Portugal em Macau que S.Exa. o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros Dr. Paulo Sacadura Cabral Portas visitará a Escola Portuguesa de Macau no domingo, 8 de julho de 2012, pelas 16h00 e que nessa ocasião a Escola estará aberta a todos que queiram estar presentes

Vimos por esta via notificar o Sr. Lam Seng Tak e a Sra. Lam Hong, proprietários da fracção D do 13.º andar do Bloco I do Edifício Jardim do Mar do Sul, no uso das competências delegadas pelo n.º 13 do Despacho n.º 09/IH/2012, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.º 13, II Série, de 28 de Março de 2012, e nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, do seguinte: Conforme as averiguações feitas por este Instituto, verificou-se que foi construída uma porta de ferro no corredor comun, pelo Sr. Lam Seng Tak e pela Sra. Lam Hong, proprietários da fracção D do 13.º andar do Bloco I do Edifício Jardim do Mar do Sul, com as duas fracções vizinhas, pelo que existe infracção neste acto, nos termos da alínea h) do n.º 2 do artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 41/95/M, de 21 de Agosto, “não colocar grades de segurança e estendais que não obedeçam aos padrões definidos pelo IH”. Sobre o facto da infracção, os proprietários devem apresentar, por escrito, as suas contestações e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou as demais provas que lhe sejam favoráveis, no prazo de dez dias, a contar da data de publicação do presente anúncio, nos termos do n.º 1 do artigo 19.º do mesmo decreto-lei. Se não apresentarem as contestações no prazo indicado, ou as explicações das mesmas não forem admitidas por este Instituto, de acordo com o artigo 19.º do decreto-lei supracitado relativo ao processo de aplicação das multas, as pessoas acima referidas estarão sujeitas à aplicação da multa de mil patacas (MOP 1 000,00), nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 18.º. Caso necessitem de consultar o respectivo processo, poderão dirigir-se ao Instituto de Habitação, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente, e contactar a Sr.ª Wong (telefone n.º 28594875, extensão n.º 739). Aos, 2 de Julho de 2012.

WIL/wil

Pela Presidente Subst.ª, Iam Lei Leng Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos


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nacional

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Exportação pode começar em 2013

O ministro acrescentou existir “manifestamente boa vontade em relação aos nossos produtos”.

Queijos, chouriços e cavalos Maria João Belchior em Pequim

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A tarde do último dia da passagem em Pequim, o ministro Paulo Portas alcançou um dos objectivos que considerava importantes na visita à China. “Queríamos lançar as bases para que áreas onde Portugal ainda não consegue exportar para a China possam vir a ser abertas ao nosso mercado.” Referindo o trabalho de “colaboração total” com a ministra da Agricultura e com os seus serviços, definiu três prioridades para esta viagem. “Conseguir abrir o mercado para as exportações de carne de porco e enchidos nacionais, conseguir que empresas portuguesas possam exportar lacticinios e derivados, e conseguir maior facilidade na exportação do cavalo lusitano.”

MA mostra de boa vontade sem um acordo fixado. O ministro das Finanças de Portugal, Vítor Gaspar, passou dois dias pela capital chinesa, coincidindo com a visita oficial de Paulo Portas. Encontrou-se com autoridades, empresários e financeiros chineses, trazendo bons indicadores de cooperação financeira. Para já, apenas isso. Um dia de contactos ao mais alto nível, que passaram pelo ministério das finanças chinês e pelo Banco Central da China e que terminaram com um jantar que juntou figuras dos meios financeiros chinês e português para “explorar assuntos de interesse comum”, como disse Vítor Gaspar. Contactos que, acrescentou, se enquadram no acordo político de parceria estratégica. Referindo as boas relações entre os dois países, deu como exemplo o “muito bem sucedido processo de transição administrativa do território de Macau”. Ao falar da situação financeira do país, Gaspar esteve em Pequim também para garantir que a dívida pública portuguesa é sustentável e que os programas de ajustamento vão corrigir os desajustamentos externos. Salientando a privatização das grandes empresas, frisou a importância da Three Gor-

LINHA DIRECTA

Portas agradeceu a colaboração da direcção-geral de Alimentação e Veterinária, representada em Pequim pelo director-geral Nuno Vieira e Brito. O ministro considerou esta entrega de dossiers como uma meta alcançada, uma vez que, de acordo com o ministro, Portugal poderia ter começado esta exportação há vários anos se não fosse pela inércia da burocracia, que “deixou as coisas por fazer”. Neste final de visita a Pequim, continuou frisar a importância do aumento das exportações tanto na balança comercial como na criação de postos de trabalho em Portugal. A linha directa entre Portugal e a China também deve impedir que, como disse suceder agora, outras empresas estrangeiras queiram importar de Portugal e vender como se fossem do seu país. Por fim, reuniu-se com representantes da Agência de Fiscalização e Supervisão da Segurança Alimentar e com o ministro do Comércio chinês, Chen Deming.

Para tal, Portugal tem de cumprir determinados passos. É preciso entregar documentos técnicos que respondem às políticas da China, explicou. Burocracias por “responder há muitos anos”. No último dia na capital chinesa, Portas disse que Portugal entregou os dossiers técnicos necessários para poder vir a exportar os três produtos. “Agora a parte chinesa vai fazer uma missão técnica ao nosso país, para certificar os sistemas de fiscalização.” A seguir a esta missão, que Portas acredita ser bem sucedida, deve ser dada a autorização de exportação. O objectivo é que em 2013 as exportações de carne de porco, enchidos e lacticinios possa começar a vir também para a China. “Foram lançadas as bases para que isto seja possível e pedimos às autoridades chinesas que haja alguma celeridade na decisão.”

Vitor Gaspar à procura de disponibilidade para cooperação financeira

Macau como exemplo de sucesso

ges e da State Grid na EDP e na REN, respectivamente. “As autoridades chinesas revelaram interesse e espírito de cooperação no que diz respeito à crise das dívidas soberanas da área do Euro.” O ministro adiantou que foi sinalizada a “disponibilidaHOJE MACAU

U

de para cooperar” a nível internacional e multilateral. Gaspar destacou a disponibilidade dada pela China para “participar no aumento da quota do Fundo Monetário Internacional”. Disse ainda que “como é público a contribuição da República

Popular da China é de 43 mil milhões de dólares”. Falando no fim do dia de reuniões, salientou que sobre o programa de ajustamento português foi mostrado pelas autoridades da República Popular “apreço pelos esforços já realizados

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e a confiança no sucesso do processo”.

AMBIÇÃO COMUM

O ministro descreveu a cooperação entre os dois países como “ambiciosa e abrangente” e disse que “a China está disposta a ajudar Portugal

no esforço de ajustamento”. A intenção de boa vontade estende-se a formas de “cooperar no processo de retorno de Portugal aos mercados de dívida pública em condições normais de mercado”. Com uma cooperação em inúmeras vertentes, pelas palavras do ministro português, o governo chinês estará disposto a olhar formas de operacionalizar a disponibilidade para que Portugal volte aos mercados da dívida pública. Recusando fazer em Pequim comentários sobre o debate interno português, Gaspar destacou que o processo de ajustamento tem decorrido de acordo com o previsto, “como testemunhado pela existência de quatro exames regulares que foram bem sucedidos”. Sobre se a privatização da TAP passou pela agenda de conversa com as autoridades chinesas, Gaspar passou a resposta ao ministro Paulo Portas que, por sua vez, disse que ao apresentar a situação de Portugal refere sempre “dois aspectos positivos mesmo em anos difíceis”: “a resistência das exportações portuguesas e o sucesso das privatizações”. “Nesse quadro faço referência aquelas que já foram realizadas mas também às que ainda faltam realizar, uma delas muito importante que é a TAP.” – M.J.B.


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ANÚNCIO (N.º 209/2012)

ANÚNCIO [N.º216/2012]

Para os devidos efeitos vimos por este meio notificar o representante do agregado familiar na lista de espera para aquisição de habitação económica abaixo indicado, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro:

Para os devidos efeitos, vimos por este meio notificar os representantes dos agregados familiares seleccionados da lista de espera de habitação económica abaixos mencionados:

Nome N.º do boletim de candidatura SIO NGAI WAN 81428 Após as verificações deste Instituto, notamos que o elemento do agregado familiar na lista de espera para aquisição de habitação económica acima mencionado é proprietário de fracção autónoma com finalidade habitacional na Região Administrativa Especial de Macau, pelo que, estes não cumprem o disposto da alínea 1) do n.º 3 do artigo 14.º da Lei n.º 10/2011(Lei da habitação económica). Tendo este Instituto publicado um anúncio nas imprensas de língua chinesa e língua portuguesa, no dia 12 de Março de 2012, a solicitar ao interessado acima mencionado para apresentar por escrito a sua contestação pelos factos acima referidos no prazo de 10 (dez) dias a contar da data de publicação do referido anúncio, entretanto não fez a entrega das suas contestação. De acordo com os termos da alínea 19) do n.º 3 do Despacho n.º 09/IH/2012, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.º 13, II Série, de 28 de Março de 2012 e do n.º 1 do artigo 16.º do Regulamento de Acesso à Compra de Habitações Construídas no Regime de Contrato de Desenvolvimento para a Habitação, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 26/95/M, revisto pelo Regulamento Administrativo n.º 25/2002 e por despacho do signatário, exarado na Informação n.º 1815/DAHP/DAH/2012, o elemento do agregado familiar deve ser retirado do agregado familiar, por não reunir os requisitos para aquisição de habitação económica, e o novo agregado familiar é reordenado na lista do concurso, caso a nova pontuação seja inferior à inicial. E de acordo com o disposto no n.º 21 do Despacho n.º 09/IH/2012, revisto pelo Despacho n.º 20/IH/2012, publicado no Boletim Oficial da RAEM, n.º 25, II Série, de 20 de Junho de 2012 e no artigo 155.º do Código do Procedimento Administrativo, cabe recurso hierárquico necessário da respectiva decisão adminstrativa, ao Presidente deste Instituto, no prazo de 30(trinta) dias a contar da data de publicação do presente anúncio, o recurso hierárquico tem efeito suspensivo.

O Chefe do Departamento de Assuntos de Habitação Pública, Substª.

Ng Lok Mui 3 de Julho de 2012

ANÚNCIO (Processo n.º 68/CDH-DAG/2011)

Se não apresentarem as contestações no prazo indicado, ou as explicações das mesmas não forem admitidas por este Instituto, de acordo com o artigo 19.º do decreto-lei supracitado relativo ao processo de aplicação das multas, as pessoas acima referidas estarão sujeitas à aplicação da multa de mil e quinhentas patacas (MOP 1 500,00), nos termos do n.º 1 do artigo 18.º. Caso necessitem de consultar o respectivo processo, poderão dirigir-se ao Instituto de Habitação, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente, e contactar a Sr.ª Wong (telefone n.º 28594875, extensão n.º 739). Aos, 2 de Julho de 2012.

Pela Presidente Subst.ª, Iam Lei Leng

Chefe da Divisão deAssuntos Jurídicos WIL/wil

LEI PUI IENG CHEONG MAN HONG KOU U WENG *LEI MAN KEI LEI SIO FUN LAM CHI PAN WAN CHON NANG *POON SAI PENG LAI SIO KUN LEI CHAN U VAN SAI WENG WONG LAI PO WONG TONG CHON WONG I IAN CHAO WAN CHIANG HOI IAN YUEN LAI MEI TONG SAU VA CHEONG I TENG LEUNG WAI TONG LAM CHI WAI KOK CHI KEONG

N.º do boletim de candidatura 106223 127534 102420 *52355 91645 74556 *126542 106777 105029 95606 *81168 91570 102688 121680 *75556 91618 *119616 104049 117020 127783 83568 97862

126641 86092 81821 58352 102761 67077 110589

LAU CHON SENG IEONG SOK IN DO ESPIRITO SANTO CINTIA UN MAN KIT KOU SU WENG TANG CHONG IAN CHOI IAT TENG

88204 84860 80759 74617 95112 *108673 92111

72714

Nome

AO LAI IENG

119957

Nome

TAM NGAN CHEONG KUAN HENG KEONG WONG ON KEI *WONG MEI KUN AO IEONG KA KEI KUAN KEI MAN *VONG SIO KEI LAO WAI I WONG IO WAI LEONG MIO SAM *HO CHI FONG WONG CHI SENG TANG IONG KUN LAO HOI SUN *NG WAI IP LEE TAK LON *FONG TAI CHIO FUNG KUOK KEONG AO WAI TAT LAM KA FAI LAM LAM CHAN FOK HONG ROSARIO DE CARVALHO BERNARDETE CRISTINA CHUI KUAI FONG KUOK IAO CHIO CHEUNG MAN LONG CHOI KAM FONG YIK PUI I *LEONG SON IAN LAM SOK MAN

Em virtude de não existirem fracções disponíveis da tipologia no local a que se candidataram, mas há outras fracções da mesma tipologia disponível em Coloane, de acordo com os termos do n.º 8 do artigo 60.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica) e do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 26/95/M, de 26 de Junho, o Instituto de Habitação (IH) informa os representantes dos agregados familiares acima referidos, através de ofícios, para se dirigirem pessoalmente ao IH, sita na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau (perto da Escola Primária Luso-Chinesa do Bairro Norte), no dia 25 de Julho de 2012, às horas fixadas nos respectivos ofícios, para escolha das fracções de habitação económica disponíveis de T2 na zona de Coloane. Nessa altura, os agregados familiares da lista de espera acima referidos devem apresentar os documentos comprovativos (originais e cópias) abaixo mencionados, para efectuar a nova verificação dos requisitos da candidatura da aquisição de habitação económica. Caso as respectivas informações afectem os actuais requisitos da aquisição de fracção ou existirem mudança da composição dos agregados familiares acima referidos, este Instituto irá suspender, imediatamente, o procedimento da escolha de habitação económica: 1. 2. 3.

Vimos por esta via notificar o Sr. Fong Pou Kin e a Sra. Lao Wong Chun, proprietários da fracção R do 6.º andar do Bloco I do Edifício Jardim do Mar do Sul, no uso das competências delegadas pelo n.º 13 do Despacho n.º 09/IH/2012, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.º 13, II Série, de 28 de Março de 2012, e nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, do seguinte: Conforme as averiguações feitas por este Instituto, verificou-se que foram construídos um armário e uma porta de ferro no corredor comun, pelo Sr. Fong Pou Kin e pela Sra. Lao Wong Chun, proprietários da fracção R do 6.º andar do Bloco I do Edifício Jardim do Mar do Sul, pelo que existem infracções nestes actos, nos termos das alíneas c) e h) do n.º 2 do artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 41/95/M, de 21 de Agosto, “não depositar nem manter nas zonas comuns objectos de sua pertença” e “não colocar grades de segurança e estendais que não obedeçam aos padrões definidos pelo IH”. Sobre o facto das infracções, os proprietários devem apresentar, por escrito, as suas contestações e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou as demais provas que lhe sejam favoráveis, no prazo de dez dias, a contar da data de publicação do presente anúncio, nos termos do n.º 1 do artigo 19.º do mesmo decreto-lei.

N.º do boletim de candidatura 95066 74478 82434 *77746 60010 119977 126594 *89373 102299 119341 61087 119384 100150 122150 80630 57761 102028 74790 74830 126560 126883 106557

Documentos de identificação de todos os elementos do agregado familiar e os seus cônjuges (caso houver) registados no boletim de candidatura de habitação económica. Prova de casamento (aplicável aos indivíduos casados. Caso tenha entregue ao IH, nos últimos três meses, não é necessário a entregar de novo). Boletim de candidatura dos dados dos agregados familiares de habitação económica devidamente preenchidos e assinados.

De acordo com os termos do n.º 2 do artigo 13.º do decreto-lei acima referido, com as alterações introduzidas pelo Regulamento Administrativo n.º 25/2002, caso os agregados familiares da lista de espera acima referidos não tenham comparecido no IH, no dia e horas fixados, e apresentado os documentos acima referidos, para escolha de habitação ou não pretendam adquirir nenhuma das fracções de habitação económica disponíveis no momento podem optar entre, por motivo não justificado, implica a perda do direito de escolha e passagem automática para o último lugar da lista geral; ou após a apreciação dos dados apresentados, verifique que não reunirem com os requisitos da candidatura, os agregados familiares seleccionados serão excluídos na lista geral. * Em caso da 2.ª convocação, os agregados familiares seleccionados que não tenham comparecido no IH, no dia e horas fixados, e apresentado os documentos acima referidos, para escolha de habitação ou não pretendam adquirir nenhuma das fracções de habitação económica disponíveis no momento podem optar entre, serão excluídos na lista geral, de acordo com os termos das alínea a) do artigo 14.º do decreto-lei acima referido, com as alterações introduzidas pelo Regulamento Administrativo n.º 25/2002 e alínea 2 do n.º 5 do artigo 60.º da Lei n.º 10/2011. No intuito de proporcionar os agregados familiares seleccionados para terem mais conhecimentos sobre as informações das fracções de habitação económica disponíveis, o IH juntamente os ofícios enviará em anexo o catálogo com descrições das fracções para venda, tabela dos preços, rácio bonificado, pontos de observação, informações sobre a fracção de modelo. Caso os agregados familiares seleccionados não tenham recebidos os ofícios remetidos pelo IH, até sete dias antes da data fixada, poderão dirigir-se ao IH sito na Travessa Norte do Patane n.º 102, Ilha Verde, Macau) ou consultar através do telefone n.º 2859 4875, durante o horário de expediente.

A Presidente Subst.a,

Kuoc Vai Han 5 de Julho de 2012


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região

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Campanha eleitoral termina com debate entre todos os partidos

Carisma impera em vez das ideias

A

campanha eleitoral para as legislativas de sábado em Timor-Leste terminou ontem em Díli, com um debate que contou com a participação dos representantes dos 21 partidos e coligações candidatos às eleições. Organizado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) e pela televisão pública timorense, o debate ficou marcado pelas ausências do primeiro-ministro e

líder do Conselho Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), Xanana Gusmão, que se recandidata ao cargo, do secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Mari Alkatiri, e do presidente do Partido Democrático (PD) e do parlamento nacional, Fernando La Sama de Araújo. Durante mais de quatro horas, os 21 partidos e coligações responderam às questões colocadas pelo

Japão Fusão das bolsas de Tóquio e Osaka em 2013 As autoridades japonesas deram autorização à fusão das bolsas de Tóquio e Osaka em Janeiro de 2013, uma operação que deve estar concluída em Agosto. A bolsa de Tóquio deverá realizar este Verão uma oferta para a compra das acções da bolsa de Osaka. Segundo dados avançados em Novembro do ano passado, quando ambas as bolsas anunciaram o seu acordo, os accionistas da bolsa de Osaka receberam 0,2 acções da bolsa de Tóquio por cada um dos seus títulos, enquanto esta última pagará 480 mil ienes (cerca de 50 mil patacas) por cada acção da primeira. Esta fusão dará origem ao terceiro maior mercado bolsista depois do NYSE Euronext e do Nasdaq OMX, com um valor de mercado das acções de cerca de 3.600 milhões de dólares, segundo cálculos do jornal japonês Nikkei.

padre Martinho Gusmão, da CNE, relacionadas com propostas para o futuro do país. “Falam da questão da educação, saúde, desenvolvimento económico e do meu ponto de vista o importante é a questão da justiça social”, afirmou, por seu lado, à Lusa, o professor Francisco Soares, vice-decano da Universidade Nacional de Timor-Leste. Segundo o professore universitário, são poucos os timorenses que trabalham e

a maioria vive uma situação difícil. “Os partidos políticos deviam planear-se e apresentar o que pretendem fazer nos próximos 365 dias. Estão a apresentar ideias muito gerais, porque não conseguiram identificar os problemas que os timorenses enfrentam.” Para Francisco Soares, a democracia está ainda em desenvolvimento e os timorenses não olham para os programas, mas sim para o carisma dos líderes. De acordo com as esti-

mativas do professor, não haverá maiorias e o futuro Governo será de coligação “sem dúvida”. Mais de 645 mil eleitores timorenses são chamados no sábado às urnas para escolher os deputados e o futuro Governo do país entre 21 partidos e coligações.

CAMPANHA PACÍFICA

O presidente da (CNE), Faustino Cardoso, disse ontem à agência Lusa que todas as actividades de campanha

Paquistão Índia apela à detenção de terroristas

A Índia apelou ao Paquistão para deter os alegados responsáveis pelos atentados de 2008, em Mumbai, considerando que este seria um grande passo para a construção de uma relação de confiança no âmbito dos esforços de paz. Os secretários dos Negócios Estrangeiros dos dois países afirmaram hoje, depois de um encontro na véspera, que a Índia e o Paquistão estão comprometidos em trabalhar para resolver o seu conflito de seis décadas. O secretário indiano, Ranjan Mathai, disse ter salientado no encontro com o homólogo paquistanês que o terrorismo era a maior ameaça à paz regional e exortou o mesmo a levar à Justiça os responsáveis pelos atentados em Mumbai. “Rejeito firmemente qualquer insinuação sobre uma eventual implicação das agências estaduais em actos terroristas na Índia”, disse o secretário paquistanês, Jalil Abbas Jilani, em declarações aos jornalistas.

eleitoral para as legislativas de sábado decorreram de forma pacífica e calma. “Em geral posso dizer que todas as actividades da campanha eleitoral decorreram de forma pacífica, calma e sem violência directamente ligada a actividades de campanha.” Faustino Cardoso apontou apenas alguns incidentes isolados. “Não estão relacionados com actividades de campanha, foram crimes públicos e já foram tomadas medidas.”


entrevista

Espírito irrequieto e independente, fotógrafo galardoado, mais de 40 anos a retratar governadores, artistas, gente anónima, situações simples e complicadas. Imagens espalhadas por todo o mundo, em exposições e publicações. Fotos de arte e de jornalismo, oficiais ou de satisfação muito pessoal. Manuel Cardoso, um português do Oriente a mostrar Macau ao mundo inteiro

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Helder Fernando info@hojemacau.com.mo

Lembranças da primeira fotografia que registou? Tinha 18 anos, trabalhava para o Leonel Borralho e o Patrício Guterres na Gazeta Macaense. E também para o Notícias de Macau. Foi na década de 60. Como aconteceu o entusiasmo pela fotografia? Ainda hoje não sei bem porquê. Em muito jovem nem sequer tinha máquina fotográfica. Apenas me lembro de, quando estudante no Colégio D. Bosco, olhar para fotografias e gostar daquilo, achava uma coisa bonita. Fotografias onde aparecia o aluno Manuel Cardoso? Não apenas, mas também. Normalmente, quando eu estava nas fotos, era porque tinha uma menção honrosa como estudante, então era fotografado e gostava mesmo daquilo, desejei logo aprender. Como foi a aprendizagem? Foi na Foto Maxim’s, ali na Rua do Campo. Os dois empregados - na época eles eram os mestres da fotografia - achavam-me piada, um miúdo a querer aprender. Então começaram a ensinar-me os primeiros passos na fotografia até aos pormenores mais essenciais, revelação, tudo.

Manuel Cardoso, fotógrafo

“Quase fui preso por fotografar um Presidente da República” Revelava-se com materiais químicos... Exactamente, e esse materiais eram calculados a peso, ainda não se vendiam embalagens em Macau. E a primeira câmara, qual foi? Lembro-me muito bem. Custou-me 300 patacas, era uma Pentax SV. Foi com ela que comecei realmente a fotografar. Para o Notícias de Macau, para a Gazeta, para o Clarim. O tempo dos primeiros ganhos ao fim do mês. Pouquíssimo ou quase nada. Essencialmente, gostava daquilo. Tudo o que ganhava

investia na fotografia. Só comecei a ganhar de forma melhor quando já tinha 10 anos de experiência pelos jornais locais. É que, por concurso público, entrei para o chamado Centro de Informação e Turismo. Participavam quatro pessoas, fui o primeiro classificado. Comecei, então, a fotografar as individualidades de Macau. Quem foi o primeiro governador que fotografou? O governador Nobre de Carvalho, depois o Garcia Leandro, o Melo Egídio, o Almeida e Costa, o Pinto Machado, o Carlos Melancia e o Rocha Vieira. Fotografei

todos até aos anos 90 quando me aposentei e parei totalmente com a fotografia por quase 20 anos. Nunca mais toquei na máquina. Alguma razão especial? A razão é que me envolvi bastante no negócio de mobílias e não tinha tempo nem disposição para mais nada. Então, como aconteceu o regresso à fotografia? Foi o Beltrão Coelho! Sempre que me encontrava, lá vinha com a pergunta: “então e a fotografia, quando voltas à fotografia?”. Insistia sempre comigo para eu voltar a fotografar. Isso levou-me a

pensar, a pensar, até que o vício, o bichinho... aquela coisa cá dentro, que afinal, verdadeiramente, nunca tinha saído, voltou. Há dois anos recomecei a fotografar. Novamente figuras conhecidas? No princípio não. Optei por fotografias artísticas. Depois fui trabalhar para o Macau Daily Times quando o Beltrão Coelho era o director. Quando ele saiu, também saí. Foi quando o Macau Business me procurou, onde colaboro agora. Quantas câmaras ainda possui? Ainda tenho duas maquine-

tas, uma com que trabalho no dia a dia, outra que está de reserva. Agora, máquinas profissionais já não as uso, são pesadas, não estou para isso na minha idade. Gosto de coisas mais leves. Mas não utilizo as tecnologias do automático, ainda hoje só trabalho manualmente, pois só assim tenho o controlo daquilo que quero. Ao contrário, utilizando o automático, o fotógrafo é que é o controlado. Que fotografia ou série de fotografias lhe deu mais prazer? Talvez nos primeiros anos em que comecei a fotografar mais a sério, nos anos 70. Fartava-


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material fotográfico do repórter da National Geographic. Foi assim com muitos outros grandes fotógrafos quando se deslocavam a Macau nesses tempos, o espanhol Hidalgo, já falecido, por exemplo. O Hidalgo foi um grande fotógrafo espanhol que vivia em França. Posso dizer que tive muito bons mestres, grandes fotógrafos internacionais, via com toda a atenção como eles trabalhavam. Andava com eles por Macau, perguntava-lhes tudo e eles respondiam, ensinavam-me. Também teve oportunidade de estudar para realizador de televisão. Isso foi bastante mais tarde, por volta de 1986. Fui estudar, na RTP, em Lisboa, para realizador de televisão. Também gostei muito de aprender essa matéria. Muito do que ali aprendi posso transferir para a fotografia. Por exemplo, tenho muito mais facilidade em desenvolver um tema. Como apresentei nesta exposição no Clube Militar, onde desenvolvi o tema que é a sequência de todo o ciclo relacionado com a flor de lótus. Fazer umas fotografias soltas é relativamente simples, mas desenvolver a temática, através de fotografias artisticamente concebidas e feitas, é um trabalho que requer outros cuidados, diferente atenção e técnicas.

-me de fotografar, tanto fotos oficiais como paisagens, vistas de Macau, etc., tudo a preto e branco. Alguma situação mais complicada que tenha vivido como fotógrafo? Nunca tive assim grandes problemas, mas lembro-me que, na visita de um Presidente da República, português, já não sei qual deles, eu era fotógrafo oficial e os polícias queriam-me prender. Estava-se naquela cerimónia de passar revista à guarda de honra, naturalmente que me coloquei na melhor posição para fotografar. Pois quase me quiseram prender. Prejudicaram-me o trabalho, acabei por ser fotografado, até tenho fotos disso. E em outra situação ainda mais complicada, a relativa chegada da Revolução Cultural a Macau, na segunda metade dos anos 60, por exemplo? Oh, muitas manifestações aqui em Macau! Mas nessa época ainda não fotografava, era apenas ajudante, carregava o

Durante dezenas de anos, maioritariamente foram pessoas o alvo das suas fotos. Houve algumas que gostasse mais de fotografar do que outras? Sim, isso é natural. Um exemplo: gostei de fotografar o padre Teixeira quando ele vivia no Seminário, naquele quarto todo desarrumado, aquela luz que entrava, aquilo era bonito para fotografia, e ele era fotogénico.

Nunca tive assim grandes problemas, mas lembro-me que, na visita de um Presidente da República, português, já não sei qual deles, eu era fotógrafo oficial e os polícias queriam-me prender Prémios e condecorações, o que mais destaca? A Medalha de Mérito Profissional em 1985, dada pelo governador Almeida e Costa.

No regresso mais ou menos recente à actividade de fotógrafo, têm acontecido várias exposições. Precisamente. Esta que agora encerrou no Clube Militar, outra no mês passado na Assembleia da República em Portugal, não fui lá, mas foram enviadas as fotografias. Uma mostra chamada “Portugal e Macau na Lusofonia Global”, organizada pelo Instituto Internacional de Macau, do dr. Jorge Rangel, e pelo PSD. Sei que, nesse âmbito, se realizaram colóquios participados por políticos, investigadores de História, outros intelectuais e gestores. A fotografia compensou financeiramente? Nem por isso. Ganhar bem com fotografias não me diz nada. Para mim, fotografia está acima do dinheiro. Quando viaja em férias, dedica algum tempo à fotografia? Dedico sempre dois ou três dias que programo para fotografar, a família já sabe que nesses dias eu me isolo só para fotografar. São apenas as fotografias que gosto, para meu prazer pessoal. Já transmitiu alguma coisa do que sabe a alguém? Já! Há muito tempo que faço isso. Neste momento tenho dois discípulos. Já tive alunos que hoje dão aulas de fotografia. Um orgulho e uma alegria muito grande para mim. Gosto de dar aulas a futuros foto-repórteres. Macau precisa bastante destes profissionais. Há muita gente a fotografar por aí, mas saber usar uma máquina não é tudo, tem de saber-se bem outras vertentes, por exemplo a sensibilidade jornalística. Uma foto para jornal é diferente de uma foto num magazine, numa revista, ou para uma exposição, ou para publicidade. Que significado dá à fotografia? É o que mais gosto de fazer na vida. Foi a profissão que escolhi, é a profissão que eu gosto. Em estúdio ou no exterior? Ambos. Gosto muito do retrato, pode ser tirado em ambos os lados, depende da ideia que existir no projecto que se vai realizar. Fotografar até sempre? Até sempre, enquanto o engenho, a arte e a vista permitirem.

entrevista

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O percurso de quem tudo viu Manuel Cardoso é um dos mais experimentados fotógrafos que é possível imaginar. Desde o governador Nobre de Carvalho, retratou todos os governadores portugueses de Macau, até ao último. Governadores, secretários-adjuntos, directores de serviços, todas as elites. Esteve presente em todos os grandes acontecimentos, inaugurações espampanantes, manifestações para todos os gostos (incluindo as de entusiasmado apoio, nas ruas de Macau, aos estudantes que ocupavam a Praça da Paz Celestial em 1989, Pequim), provas desportivas, muitos Grandes Prémios, saraus, concertos, óperas chinesas, bailaricos, galas, cenas que fizeram História e cenas com muitas histórias. Sempre registando reacções, olhares, gestos, vaidades, fraquezas e virtudes. Viajou, acompanhou gente aparentemente grande, mas de espírito mesquinho, e gente pequena de grande envergadura humana. Trabalhos repartidos por muitos lados, desde a já desaparecida Gazeta Macaense ou o então Centro de Informação e Turismo até ao Gabinete de Comunicação Social, revistas, jornais, livros, edições e exposições das mais variadas em muitos países do mundo. É

autor de fotos famosas, como aquela do adivinho apertando as bochechas de Mário Soares, numa visita a Macau. Mas Cardoso, décadas olhando os outros de máquina na mão, é homem que cultiva a discrição profissional. Pelos breves intervalos das fotos oficiais ou oficiosas, deliciava-se com a busca de outros temas, olhando para o mundo, através das câmaras, com o espírito criativo. Houve um tempo, por quase 20 anos, em que colocou a fotografia à margem. Felizmente voltou, por isso aí está de novo no foto jornalismo, na fotografia de arte e a expor publicamente, como recentemente aconteceu numa mostra colectiva patente no Clube Militar, onde este profissional apresenta, de modo artístico e em sequência de imagens reais, o ciclo total da flor de lótus. Conheço-o há vinte e muitos anos. Sempre inquieto, sempre com o olhar aguçado de quem tudo já viu. Discreto sim, mas muito arguto, mostrando, aos 64 anos, depois de prémios e condecorações, um entusiasmo imenso pela vida. Dentro dele cruzam-se culturas da Beira Baixa por parte do pai e de Macau por parte da mãe. Macaense de gema, interpretando esta terra como quem lhe conhece quase todos os segredos.


vida

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catástrofe nuclear na central nuclear de Fukushima, após o sismo e tsunami ocorridos a 11 de Março de 2011, foi um “desastre provocado pelo homem”, deliberou uma comissão de inquérito mandatada pelo Parlamento japonês. “Apesar de espoletado por estes eventos catastróficos, o acidente subsequente na central nuclear de Fukushima Daiichi não pode ser considerado um desastre natural”, deliberou a comissão de peritos criada pelo Parlamento nipónico em Maio de 2011 para avaliar a gestão da crise e fazer recomendações. A central nuclear de Fukushima Daiichi, com seis reactores nucleares, ficou seriamente danificada após o tsunami, causado por um sismo de magnitude 9 na escala de Richter, ter destruído os sistemas de arrefecimento dos reactores, levando a várias fusões em cadeia e à libertação de radioactividade. Foram necessários nove meses de trabalhos para declarar a central estabilizada. O acidente de Fukushima foi considerado o mais grave desde o acidente de Tchernobil, na Ucrânia, em 1986. Cerca de 150.000 pessoas, que moravam a 20 quilómetros da central ou em localidades contaminadas, foram forçadas a abandonar as suas casas devido aos riscos para a saúde. A radioactividade chegou a vários alimentos produzidos na província de Fukushima, principalmente legumes, vegetais e leite.

RELATÓRIO CONCLUSIVO

Nesta quinta-feira foi divulgado o relatório final, que sumariza a investigação ao

desta comissão de inquérito considera que isso “parece ser uma desculpa para fugir às responsabilidades”. Além disso, a intervenção directa do gabinete do primeiro-ministro nos trabalhos de emergência na central nuclear provocou uma quebra na cadeia de comandos nas primeiras horas da crise. A mesma comissão de inquérito também culpou as convenções culturais e a relutância em questionar a autoridade como factores agravantes da catástrofe.

COMITÉ PARA REGULAR ENERGIA NUCLEAR

Catástrofe nuclear de Fukushima não teve mão da Natureza

A culpa do homem acidente de Fukushima, um trabalho que começou em Dezembro de 2011 e incluiu 900 horas de entrevistas a mais de 1100 pessoas. O documento, com 641 páginas, conclui que o desastre “deveria e poderia ter sido previsto e prevenido” e os seus efeitos “mitigados por uma resposta humana mais eficiente”. A catástrofe de Fukushi-

ma “é o resultado de um conluio entre o Governo, as agências de regulação e o operador Tepco (Tokyo Electric Power Company), e de uma falta de gestão naquelas mesmas instâncias”, concluiu o relatório final. O documento apontou graves deficiências na actuação do Governo - nomeadamente do então primeiro-ministro Naoto Kan, que se demitiu

no ano passado depois de críticas à forma como geriu a crise - e dos responsáveis da central nuclear. “Durante a investigação, a comissão encontrou uma ignorância e uma arrogância que não têm desculpa para qualquer pessoa ou organização que lide com energia nuclear.” Este painel de peritos considera que houve várias oportunidades perdidas e

que a companhia responsável poderia ter adoptado medidas para evitar o acidente, vários anos antes de este acontecer. “A direcção da Tepco estava consciente dos atrasos nos trabalhos anti-sísmicos e nas medidas contra os tsunamis. Sabia que Fukushima Daiichi era vulnerável”, salientou a comissão. Um inquérito anterior à catástrofe de Fukushima, mandatado pela Tepco, desculpou a companhia de electricidade de qualquer responsabilidade, afirmando que o forte sismo e a dimensão do tsunami ultrapassaram todas as previsões e não poderiam ter sido previstos. O relatório final

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Sabia que... Aviso Devendo o sistema do teleférico da Colina da Guia ser submetido, de 9 a 16 de Julho de 2012, à regular inspecção de segurança anual, o mesmo se encontrará encerrado ao público. Pelo incómodo causado, pedimos sinceras desculpas. Macau, 21 de Junho de 2012. O Presidente do Conselho de Administração, Substº Lei Wai Nong www. iacm.gov.mo

... um grande poluente pode ser um bebé? Todos os dias mais 50 milhões de fraldas descartáveis são deitadas no lixo e vão durar cerca de 500 anos a decompor-se.

Agora, o relatório do painel de peritos recomenda a criação de um comité permanente para acompanhar o trabalho das autoridades reguladoras do sector da energia nuclear. Kiyoshi Kurokawa, coordenador da comissão, espera que estas conclusões sejam utilizadas para reforçar o sistema de regulamentação nuclear no futuro e ajudar as populações que foram desalojadas pelo acidente nuclear, noticiou a estação japonesa NHK. Os peritos da comissão manifestaram alguma preocupação perante a possibilidade de o Japão vir a reactivar a sua rede de reactores nucleares (50) que, antes da catástrofe de Fukushima, eram responsáveis por 30% da electricidade consumida. Apenas um deles, na central Ohi - gerida pela companhia Kepco (Kansai Electric Power Company) - está em funcionamento. Este reactor foi reactivado nesta segunda-feira e começou hoje a produzir energia para a rede. De acordo com os peritos da comissão pode existir uma falha sísmica por baixo da central Ohi.


sexta-feira 6.7.2012

vida

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China vai retirar sopa de barbatanas de tubarão dos banquetes oficiais

O fim da iguaria?

A

China decidiu que será proibido servir sopa de barbatanas de tubarão nos banquetes oficiais de Estado, dentro de um a três anos, para ajudar a travar o declínio daquelas espécies marinhas. A decisão foi tomada pelo Conselho de Estado em resposta a uma proposta apresentada por um grupo de 30 delegados do Congresso Nacional. “Este é um passo em frente muito positivo”, disse o director de conservação da WWF em Hong Kong, Andy Cornish, ao jornal New York Times. “É a primeira vez que o Governo central chinês expressou uma decisão para acabar, de forma gradual, as barbatanas de tubarão dos banquetes financiados com

o dinheiro dos contribuintes”, acrescentou. Para Andy Cornish, esta decisão vai enviar uma mensagem muito clara aos consumidores chineses, o maior mercado mundial para as barbatanas de tubarão. A organização WildAid, que promoveu uma campanha de sensibilização da sociedade chinesa “Say No to Shark Fin Soup” (“Diz não à sopa de barbatanas de tubarão”), considera que “com este compromisso público, a China emerge como um líder na conservação dos tubarões”, disse Peter Knights, o seu director-executivo. “Existe agora o potencial para estabilizar as populações de tubarões e manter a saúde dos nossos oceanos.” Já em Novembro de 2011, a cadeia de hotéis

Prolongadas as quotas para a caça à baleia por povos de três países

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Indígenas ganham batalha

Comissão Baleeira Internacional, reunida no Panamá, prolongou os direitos de caça à baleia dos povos indígenas de três países, apesar da oposição dos países latino-americanos. Com 48 votos a favor e 10 contra (nove países latino-americanos e o Gabão), o organismo prolongou nesta terça-feira a caça à baleia no Alasca, no Norte da Rússia e em São Vicente e Granadinas (nas Caraíbas) por seis anos. Isto significa que, de 2013 a 2018, poderão ser caçadas 336 baleias-da-Gronelândia (Balaena mysticetus) no Alasca, 744 baleias-cinzentas (Eschrichtius robustus) na Sibéria e 24 baleias-de-bossa (Megaptera novaeangliae) em São Vicente e Granadinas. A Austrália e a Nova Zelândia e os países europeus apoiaram os pedidos, considerando que a caça à baleia pelos povos indígenas, em pequena escala, não põe as espécies de cetáceos em perigo.

TENSÃO NA VOTAÇÃO

Mas a votação – na qual se abstiveram a Índia e o Mónaco – teve momentos de alguma tensão, não por causa do Alasca e da Rússia mas sim por causa de São Vicente e Granadinas.

O bloco dos países tradicionalmente na linha da frente dos esforços para proteger as baleias - entre eles o Brasil e a Argentina - acusou São Vicente e Granadinas de utilizar métodos

de caça cruéis e de apresentar, de forma abusiva, uma prática moderna como sendo tradicional. O delegado do Mónaco, Frederic Briand, interveio dizendo que a caça à baleia que começou apenas

em 1875 “não qualifica como caça verdadeiramente indígena. Por isso podemos colocar uma questão fundamental: existe, ou não, justificação para a aprovação destas quotas?”, noticia a BBC.

asiática Peninsula Hotels anunciou que iria deixar de servir esta sopa nos restaurantes dos seus estabelecimentos. Meses depois, em Janeiro deste ano, foi a vez da cadeia Shangri-La Hotels and Resorts. A WildAid – organização que se dedica a travar o consumo e procura de produtos derivados de espécies selvagens - estima que todos os anos até 73 milhões de tubarões sejam usados para fazer as sopas de barbatanas de tubarão e outros produtos alimentares. De acordo com a União Mundial de Conservação da Natureza (UICN), um terço das espécies pelágicas de tubarões do planeta está ameaçada de extinção, com algumas espécies a registar declínios até 90%.

“Têm sido realizadas muitas escavações arqueológicas mas nunca se encontraram provas da caça à baleia pelos povos aborígenes”, disse Louise Mitchell Joseph, representante da Coligação para o Ambiente das Caraíbas Orientais. O delegado da República Dominicana, Peter Sanchez, acusou os caçadores de “violarem as regras repetidas vezes, caçando crias e fêmeas gestantes”. Em troca de argumentos, o delegado de St Kitts e Nevis – pequena nação das Caraíbas aliada do Japão neste dossier -, Daven Joseph, acusou a tentativa de bloqueio às quotas pelos países latino-americanos de se “aproximar de racismo” e denunciou que as nações pequenas “estão a ser deixadas para trás”. “Se São Vicente e Granadinas quiserem caçar quatro baleias-de-bossa por ano, de uma população de 10.000, quem dá à República Dominicana, Equador, Chile ou Costa Rica o direito de lhes dizer como usar as baleias?”, questionou. Na véspera foi votada a criação de um santuário para baleias no Atlântico Sul mas a proposta não conseguiu reunir os 75% dos votos necessários. Até sexta-feira, a Comissão Baleeira Internacional está reunida no Panamá. Portugal não está presente na reunião anual, pela primeira vez desde que aderiu à Comissão em 2002, por “constrangimentos financeiros”.


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cultura

Jon Bon Jovi entra no negócio dos perfumes

O vocalista dos Bon Jovi vai juntar-se à Avon para lançar duas fragrâncias florais com um toque oriental, uma versão feminina com cheiro a madeira e masculina com extractos de almíscar. A empresa norte-americana anunciou que vai trabalhar em conjunto com o cantor para lançar a linha Unplugged for Her e Unplugged for Him. O músico encontra-se entusiasmado com a nova colaboração e já declarou em comunicado, citado pelo jornal El Pais, que “a Avon e a sua Fundação para mulheres têm dado apoio e voz aos necessitados durante décadas”. “A sua filosofia de desenvolvimento manda um mensagem poderosa e estou encantado por trabalhar com eles.” A linha de perfume feminino vai começar a ser distribuída pelas vendedoras Avon já no verão e a compra online estará disponível a partir de Outubro. Os homens vão ter que esperar mais um pouco, uma vez que a linha masculina só começará a ser distribuída em Novembro.

sexta-feira 6.7.2012

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Macau Cover Girl regressa a 8 de Setembro

Moda mais natural Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

A

nova edição do Macau Cover Girl 2012, agendada para o dia 8 de Setembro, promete deixar de lado a mitologia grega, tema utilizado o ano passado, para criar uma junção entre a moda e o ambiente. A garantia foi dada ao Hoje Macau por Guiomar Pedruco, que continua a ser uma das caras da organização do evento. O processo de candidaturas termina no próximo dia 9, sendo que o número de raparigas a inscreverem-se foi semelhante ao de 2011. Quanto ao casting, começa no dia 11 deste mês. “Este ano o tema vai ser, digamos, mais natural, com uma ligação ao meio ambiente, com árvores e flores”. A organizadora garantiu que “sempre quis fazer

um evento com um tema destes”, e que tudo vai servir para que “as pessoas tenham mais consciência”, sobre as questões ecológicas.

De resto, o evento que promete mostrar mais caras candidatas a uma carreira de manequim irá fazer-se em conjunto com o Macau Fashion

Link, que em 2011 trouxe nomes conhecidos da moda em língua portuguesa através dos desfiles inseridos no “L Show”. Dino Alves foi um deles, tendo apresentado peças da sua colecção apresentada na Moda Lisboa. Guiomar Pedruco, que este ano vai trabalhar ao lado de Hugo Cardoso, promete que a equipa vai apostar forte na produção do evento. Para além da nova equipa, vai existir “mais vídeos e publicidade, para promover ainda mais o Macau Cover Girl”, com a promessa de mais apostas nas redes sociais. “Em termos de maquilhagem e de cabelos continuamos com os mesmos parceiros, bem como com o mesmo fotógrafo. Na área das luzes e dos sons vamos trabalhar com outras pessoas”, disse Guiomar Pedruco. A edição do ano passado teve como vencedora Gloria, estudante do ensino secundário na escola Choi Ku. Embora tenha assumido a sua paixão por basquetebol, foi na moda que acabou por dar as suas primeiras cartas.

Mapa descoberto na Alemanha

O baptismo da América

Madonna chora durante “Like a Virgin” em Berlim

A cantora norte-americana parou de cantar o tema de 1984 e não conseguiu conter a emoção. Madonna chorou no concerto que deu em Berlim, na Alemanha, no passado sábado enquanto cantava a nova versão de “Like a Virgin”. A cantora viu-se mesmo obrigada a fazer uma pausa e não conseguiu conter a emoção.

Radiohead e Jude Law em campanha da Greenpeace

‘Everything In Its Right Place’, do álbum ‘Kid A’, foi a faixa da banda britânica Radiohead escolhida para a mais recente campanha da Greenpeace ‘Save The Arctic’. O actor Jude Law é o narrador do vídeo. O anúncio mostra um urso polar a vaguear pelas ruas de Londres, depois de abandonar o seu habitat natural devido às alterações climáticas. O objectivo é consciencializar as companhias petrolíferas que exploram petróleo no Ártico, região que tem sido devastada pelo aquecimento global. “Temos de impedir os ‘gigantes’ do petróleo que pressionam o Ártico. Um derrame de petróleo no Ártico pode devastar a região, que tem uma beleza de tirar o ar, ao mesmo tempo que a queima de óleo só aumenta o problema que enfrentamos - as alterações climáticas. É por isso que apoio esta campanha”, afirmou Thom Yorke, vocalista dos Radiohead, em declarações reproduzidas no site oficial da Greenpeace. Além de Radiohead e Jude Law, outras celebridades juntaram-se à campanha, como o actor Edward Norton, entre outros. A faixa ‘Everything In Its Right Place’ já faz parte da banda Sonora dos filmes ‘Vanilla Sky’, ‘Anonymous’ e ‘Veronica’.

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IBLIOTECÁRIOS de Munique encontraram um mapa mundial do século XVI que primeiro nomeou o continente americano. O documento esteve escondido entre livros de geometria desde a Segunda Guerra Mundial. O mapa mundial com cerca de 500 anos estava esquecido numa caixa, na biblioteca da Universidade Ludwig-Maximilian. Duas funcionárias estavam a fazer a correcção do catálogo, quando viram um mapa entalado entre dois livros de geometria. O mapa foi feito pelo cartógrafo alemão Martin Waldseemüller, que foi o primeiro a representar o continente americano separado dos restantes. O cartógrafo foi, também, responsável por baptizar o novo continente de América, em honra de um contemporâneo de Cristóvão Colombo, o explorador italiano Amerigo Vespucci, que havia descrito a costa da América do Sul nos seus diários.

Os livros que escondiam o mapa haviam sido guardados por bibliotecários vienenses em 1871, que aparentemente não se aperceberam da importância do mapa. Quando a biblioteca foi incendiada durante a Segunda Guerra Mundial, já os livros se encontravam em segurança numa caixa enviada para outra cidade. A caixa acabou por regressar a Munique em 1955, mas passou despercebida num arquivo da biblioteca até aos dias de hoje. “Não havia uma descoberta com esta dimensão desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou Sven Kuttner, o responsável pela secção de livros antigos da biblioteca. O mapa “pode ser considerado com único”, declarou Kuttner, citado pelo “Deutsche Welle”. Uma das versões do mapa, encontrada num mosteiro em 1901, foi oferecida em 2007 à Biblioteca do Congresso dos EUA pela Chanceler alemã Angela Merkel.

‘Caça-Fantasmas 3’ renova argumentistas

Em banho-maria há mais de 10 anos

O

actor Dan Aykroyd, de 60 anos, confirmou que a tão aguardada longa-metragem que vai reviver as aventuras dos Caça-Fantasmas agora conta com uma nova equipa de argumentistas. O filme Caça-Fantasmas 3, que não terá a participação do actor Bill Murray como anteriormente já havia sido aventado, também não incluirá mais os argumentistas Lee Eisenberg e Gene Stupnitsky, que anteriormente estavam previstos para trabalhar no novo filme. “Temos uma nova equipa de argumentistas. Tem que ser perfeito. Não existe o menor sentido se não for

perfeito”, disse Aykroyd, que não revelou os nomes dos profissionais. A expectativa em torno do terceiro filme da série oscila desde o fim dos anos 90, quando o actor preparou um argumento em que os três protagonistas eram transportados à um universo paralelo de Manhattan, em Nova Iorque, onde ele enfrentaria a maior das bestas: o demónio. Para a decepção do fãs, até hoje o filme não está feito, elenco ou data de lançamento confirmada, e muitos profissionais que trabalharam nos anteriores desistiram de participar do novo projecto.


sexta-feira 6.7.2012

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desporto

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presidente do Ultimate Fighting Championship (UFC), Dana White, confirmou que a maior liga de MMA do mundo fará um evento em Macau em Novembro deste ano. A China, através do território, será o segundo do continente asiático a receber o evento. O Japão, berço do extinto PRIDE, já protagonizou duas edições – UFC 29, em 2000, e UFC 144, em 2012. “Finalmente acertámos tudo para combater na China. Vamos para Macau em Novembro”, afirmou o dirigente pelo Twitter. O primeiro UFC em Macau deve acontecer no Venetian, o maior casino do mundo. O resort possui o CotaiArena anteriormente Venetian Arena -, uma arena de 15.000 lugares no interior do local, onde já aconteceram diversas lutas de boxe. Ao tomar conhecimento da

UFC confirma Júnior ‘Cigano’ em evento em Macau

Defender o cinturão

notícia, o campeão dos pesos-pesados do UFC, Júnior ‘Cigano’ dos Santos, animou-se com a ideia de lutar em Macau e sugeriu fazer sua próxima defesa

de cinturão - que será contra Cain Velasquez -, naquele território. “Quem sabe a disputa do título dos pesos-pesados não seria uma boa estreia para nós

na China”, sugeriu o campeão brasileiro. Júnior ‘Cigano’ vem de vitória por ‘knock out’ técnico sobre o norte-americano Frank Mir, no UFC 146, em Las Vegas, em Maio passado. O brasileiro defendeu com sucesso o cinturão dos pesos-pesados pela primeira vez e conquistou o título ao derrotar Cain Velasquez na primeira edição do Ultimate em parceria com o canal FOX, em Novembro de 2011. Velasquez, por sua vez, reabilitou-se da derrota com ‘Cigano’ com um triunfo sobre Antônio Pezão, por ‘knock out’ técnico. O combate também ocorreu no UFC 146 e foi a luta co-principal do evento.

Di Canio não poupa a estrela da Selecção italiana

“Balotelli é um egoísta e merece um par de chapadas” O

antigo internacional italiano Paolo Di Canio teceu duras críticas ao compatriota Mario Balotelli, isto, pese embora, os três golos no Euro-2012. “Balotelli é um egoísta e merece um par de chapadas. Frente à Alemanha fez duas coisas boas, mas no final do jogo apenas vi um jogador que pensava em festas”, afirmou Di Canio, em declarações na Imprensa inglesa.

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O treinador do Swindon prosseguiu nas suas observações ao avançado do City: “Balotelli não joga para a equipa, apenas para ele. É um egoísta, que pensa que o mundo roda em torno dele. Indivíduos como Balotelli merecem receber um par de chapadas e não palmadinhas nas costas. Antonio Cassano é que liderou a equipa até à final.” Recorde-se que o avan-

çado italiano teve dificuldades para encaixar a goleada aplicada pela Espanha (4-0) na final do Europeu e, depois da desilusão, visível, pela incontestável derrota infligida pela armada espanhola, Balotelli quis abandonar o relvado a todo o custo, mesmo com os responsáveis italianos a tentarem evitar que o avançado deixasse o terreno de jogo.

Gianluigi Buffon, guarda-redes e capitão da seleção italiana, usou da ironia para reagir ao alegado desentendimento com Mario Balotelli, após a final do Euro-2012 com Espanha. “A mão com que lhe terei dado um soco dói-me de morrer e terei sofrido fraturas nos ossos”, escreveu Buffon na sua página de Facebook.

Corinthians conquista Taça Libertadores A festa foi brasileira: o Corinthians bateu o Boca Juniors (2-0) e fez história, ao sagrar-se campeão da Taça Libertadores pela primeira vez. A equipa de São Paulo levou a melhor na partida diante dos argentinos do Boca Juniors e ganhou a mais prestigiada prova do futebol na América do Sul, com um resultado final de 3-1. Num jogo de grandes emoções, os adeptos tiveram de esperar pela segunda parte para finalmente verem a bola entrar na baliza. O primeiro golo foi apontado aos 54 minutos por Emerson Sheik, que aos 73 bisou, levando

a claque do Corinthians ao rubro no estádio municipal Paulo Machado de Carvalho. Já perto do final, o autor dos dois golos foi substituído por Liedson, que poderá estar de saída do clube. Porém, era noite para festejar, já que o Corinthians perseguia este título há trinta e cinco anos e, principalmente, após a vitória do Palmeiras em 1999. Desde essa altura, o Corinthians era a única equipa dos quatro “grandes” de São Paulo que ainda não tinha conquistado a Taça Libertadores, perante os já consagrados Santos, São Paulo e Palmeiras.

NBA Lakers surpreendem e contratam Steve Nash

Os Los Angeles Lakers garantiram a contratação do base e estrela dos Phoenix Suns, o canadiano Steve Nash. O anúncio foi considerado uma verdadeira surpresa nos EUA, tratando-se de uma aquisição importantíssima para os californianos e uma grande ajuda para Kobe Bryant, grande figura da equipa, apesar dos já 38 anos de Nash. O ex-Suns é considerado um dos mais completos bases da liga e um especialista também nos lançamentos triplos, e negociou com os Suns a saída para Los Angeles. Assinou agora por três anos e tem a oportunidade de lutar por títulos, algo que nunca conseguiu em 16 anos de NBA (Suns, de 1996 a 98 e de 2004 a 12; e Dallas Mavericks, de 1998 a 2004).

Águias entusiasmam Ernesto Cornejo

Ernesto Cornejo, médio de 19 anos que pertencia à equipa B do Barcelona, congratulou-se, no Twitter, com a transferência para o Benfica. “Escrevo para anunciar-vos que estou em Lisboa, sou desde hoje novo jogador do Benfica. Muita ilusão com esta etapa. Espero triunfar nesta nova aventura”, escreveu o jovem jogador. Ernesto Cornejo apresentou-se esta manhã no Seixal para integrar os trabalhos da equipa B dos encarnados, orientada por Luís Norton de Matos.

A difícil escolha de Eridson Depois de uma ponta final em grande nível ao serviço do Portimonense, Eridson viu a sua cotação em Portugal subir em flecha, ao ponto de o Benfica estar interessado na sua contratação para a equipa B. Os responsáveis encarnados já entraram em contacto com os responsáveis pacenses, mas o Belenenses até pode ganhar a corrida ao clube da Luz, uma vez que oferece condições mais vantajosas ao jogador do ponto de vista financeiro. O Paços de Ferreira poderá assim encaixar algum dinheiro com a cedência dos direitos desportivos do atleta, que no passado vestiu as cores do FC Porto mas foi ao serviço do Tourizense que deu o salto para o clube pacense.


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sexta-feira 6.7.2012


sexta-feira 6.7.2012

[ ] Cinema

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Cineteatro | PUB

SALA 2

THE AMAZING SPIDER-MAN [3D] [B] Um filme de: Marc Webb Com: Andrew Garfield, Emma Stone 14.15, 16.45, 19.15, 21.45

PAINTED SKIN II SALA 1

PAINTED SKIN II [C]

FALADO MANDARIM LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Wuershan Com: Chen Kun, Zhou Xun, Mini Yang 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

SALA 3

ABRAHAM LINCOLN: VAMPIRE HUNTER [3D] [C]

Aqui há gato

Um filme de: Timur Bekmambetov Com: Benjamin Walker, Anthony Mackie, Dominic Cooper 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

VERTICAIS: 1-Qualquer colorido, excepto o branco e o preto. Barreira num passo de nível de caminho de ferro. 2-Preguei. Natural da Gália. 3-Fazes esmola. Consentimento. 4-A primeira pedra que forma a volta de um arco e assenta sobre um capitel, cimalha ou ombreira. Espécie de macaco americano. 5-Pó vermelho e condimento de pimentão seco.Toque, toada. 6-Encaminhar-se. Local, lugar. Chumbo (s.q.) 7-Letra grega. Plantar ervas, legumes ou hortaliças. 8-Zero. Residira, viera. 9-Imposto sobre o rendimento (sigla). Debaixo de. 10-Ibéricas.Demónio. 11-Pequena árvore sapotácea da América equatorial. Nome de homem.

SOLUÇÕES DO PROBLEMA

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Rectidão, honradez. 2-Profissão (Suf.). Artéria que leva o sangue oxigenado a todo o corpo. Consoante repetida. 3-Curral para recolha de gado. Marquei para outro dia. 4-Prosseguiamos. Irra!. 5-Sequência, sucessão. Vai ao chão. 6-Prata (s.q.). Língua do grupo itálico da família linguística indo-europeia. Estrôncio (s.q.). 7-Nelas. Voz do cão e do lobo (pl.). 8-Fruto da cuieira. Um dos naipes das cartas. 9-Antiga peça de armadura para a cabeça (pl.). Fazei grandes elogios. 10-Percebe. Encontrar, ver. Televisão (abrev.). 11-Terror causado pelo aparecimento de coisas sobrenaturais.

[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:45 19:00 19:30 20:30 21:00 21:30 22:15 23:00 23:31 01:30 02:10

22:00 22:30

TDM News - Repetição Jornal das 24h RTPi DIRECTO TDM Talk Show (Repetição) Resistirei Telejornal Olhar Macau Regresso a Sizalinda Aquarela do Brasil TDM News Glory Road Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO

STAR Sports 11:00 The Championships, Wimbledon 2012 16:00 Total Rugby 16:30 Game 2012 17:00 The Championships, Wimbledon 2012 Day #10 Highlights 18:00 (LIVE) The Championships, Wimbledon 2012 Gentlemen’s Singles Semifinals INFORMAÇÃO TDM

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Pedras que Falam 15:15 Viagem ao Centro da Minha Terra: Reguengos de Monsaraz 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Portugueses Pelo Mundo - Praga 17:45 TEC@Net 17:55 Com Amor Se Paga 19:00 Estado de Graça 20:00 Jornal da Tarde 21:15 Ler +, Ler Melhor 21:30 O Preço Certo 22:15 7 Maravilhas - Praias de Portugal: Fisgas de Ermelo ESPN 13:00 13:30 15:30 18:30 19:30 20:00 20:30 21:00

Sportscenter Asia 2012 US Women’s Open Championship 1st Round

Global Football Asian Olympic Qualifiers Final Qatar vs. Korea Republic US Women’s Open Championship1st Round (Delay) Baseball Tonight International 2012 (LIVE) Sportscenter Asia 2012 Football Asia 2012/13 Spirit Of London Swimming And Diving

FOX Movies 11:30 Scream 4 13:25 Angels & Demons 15:45 The Company Men 17:30 Brothers 19:20 The House Bunny 21:00 Dylan Dog 22:50 Anderson Silva 00:15 The Way Back HBO 12:00 You Don’T Know Jack 14:15 Sanctum 16:00 Pay It Forward 18:00 The Rundown 19:50 Goldeneye 22:00 Spider-Man 00:00 From Dusk Till Dawn Cinemax 12:15 Dead Again 14:10 Repo Men 16:00 High Noon 17:30 Shutterspeed 19:00 Vampires 20:25 Frankenfish 21:45 Epad On Max 22:00 Spartacus: Vengeance 23:55 Red: Werewolf Hunter

HORIZONTAIS: 1-CONSCIENCIA. 2-OR. AORTA. BB. 3-RADIL. ADIEI. 4-IAMOS. ARRE. 5-C. SERIE. CAI. LATIM. SR. 7-NAS. UIVOS. O. 8-CUIA. OIROS. 9-ELMOS. GABAI. 10-LE. TOPAR. TV. 11-ASSOMBRAÇÃO. VERTICAIS: 1-COR. CANCELA. 2-OREI. GAULES. 3-N. DAS. SIM. S. 4-SAIMEL. AOTO. 5-COLORAU. SOM. 6-IR. SITIO. PB. 7-ETA. EIVIGAR. 8-NADA. MORARA. 9-C. IRC. SOB. Ç. 10-IBERAS. SATÃ. 11-ABIEIRO. IVO.

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA 111 RECEITAS DE COZINHA CHINESA • A.M.S. Com este “111 Receitas de cozinha chinesa” da Europa-América, podemos agora confeccionar nós próprios os pratos orientais mais saborosos, saudáveis e fascinantes. São muitas as sugestões de sopas, pratos de peixe, vegetais, carnes, aves, arroz, massas e ainda sobremesas. Repletos de sabor e cor são certamente a sopa de rebentos de bambu, pimenta verde e gengibre, os camarões com ervilhas, a perna de carneiro com cebola e alho francês, as asas de galinha à Xangai ou a laranja mandarim.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição

TRÊS CANTOS Encontro histórico» entre José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto. “Três Cantos” é o espectáculo comum que os três músicos apresentaram no Campo Pequeno de Lisboa e no Coliseu do Porto.

SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR

INCOERÊNCIA GOVERNAMENTAL É mais um dos casos de incoerência e, quiçá, estupidez governativa. O episódio da fixação de residência para portugueses, que primeiro deixava de ser nos Serviços de Migração (SM) e que depois passava a ser só no Instituto de Promoção do Comércio e Investimento (IPIM), e que, afinal voltou ao que sempre foi. De imediato ouviram-se figuras da comunidade portuguesa a dizer que era um retrocesso, que ia contra a lei... Olhando para os dois regulamentos administrativos que ainda vigoram desde que Macau se transformou em RAEM, está bem explicito que o IPIM trata dos que querem investir cá e os SM tratam de quem quer cá viver. Ainda que fixar residência aqui é sempre sinónimo da necessidade de ter emprego, trata-se, do meu ponto de vista felino, de coisas completamente diferentes. Leis à parte, mais do que incoerência, esta decisão iria tratar-se de um retrocesso evidente, e aqui concordo com as figuras que falaram de imediato aos órgãos de comunicação social. Ganhamos o BIR porque descobrimos este pedaço de terra e porque estivemos cá a colonizar Macau mais de 400 anos. Na passagem de soberania estas questões foram discutidas, assinadas, legisladas. Portanto, se não houve qualquer alteração às leis até à data, porquê esta decisão que, claramente, iria contra o que está estipulado por lei? Se querem que nós fiquemos cá menos tempo, que não criemos amarras à RAEM, então mudem as leis. Ponhamnos com outra espécie de Blue Card. Mas ao menos façam alterações com pés e cabeça, e não mudanças de mansinho, como quem não quer a coisa, como quem nos toma por parvos. Para resolver esta questão, o secretário para a Segurança já deveria ter emitido um comunicado público a esclarecer o porquê da mudança de ideias, e a assessoria jurídica devia ter levado um puxão de orelhas, porque fizeram, digamos, porcaria. E sim, queridos portugueses, que ainda estão no maravilho Portugal dos governantes sem licenciatura, Macau não é um mar de rosas. Não há empregos a brotar como cogumelos para quem não fala cantonense e o nível de vida é estupidamente caro. Este episódio menos feliz sobre a fixação de residência foi um sinal claro de que, infelizmente, não é desejável um aumento exponencial da comunidade.

Pu Yi RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET


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Jorge Rodrigues Simão

perspectivas

Sistemas de informação ambiental “Most environmental and sustainability issues we face today are known to be wicked or messy problems. Wicked problems arise in contexts where uncertainty and conflicts are rife. To manage these complex issues, we need to take a precautionary, adaptive and evidence-based approach that seeks to balance the needs of current and future generations. To help inform decision making and adaptive planning, there are several requirements: … Creating stable and accessible information and knowledge-based systems that support efficient storage, processing and (re)-use of available data, knowledge and models.” Environmental Software Systems Frameworks of eEnvironment Jirí Hrebícek, Gerald Schimak and Ralf Denzer

A

S cidades sustentáveis foram um dos temas prioritários da Rio+20. Além de serem o centro da vida social e da economia, armazenam uma herança histórica, são fiéis depositárias do legado cultural, da educação, da memória e tradição dos povos. A resposta aos problemas ambientais deve contemplar muitas e diversas variáveis conjuntamente, e um modelo de gestão ambiental integrado, que considere não só a solução dos problemas imediatos, mas a existência de outras medidas contributivas a médio e longo prazo. A sociedade civil global exige que os líderes nacionais e regionais apresentem soluções como meio de criar cidades sustentáveis, num contexto mundial sustentável. A solução da problemática ambiental urbana passa por um entendimento amplo e integrador. Infelizmente, praticamente nenhum desenvolvimento disciplinar realizado, trouxe contribuições ao conhecimento do fenómeno urbano, incluída a geografia, urbanismo, ecologia, ciências sociais, entre muitas outras, apresentando um modelo interpretativo, que fosse bastante para abordar os problemas a partir dessa perspectiva integradora. Alguns modelos propostos vão, no entanto, nessa direcção. Assim, começando pela ecologia de sistemas, que entende a cidade como um ecossistema, possuidora de uma estrutura definida, um conjunto de funções e um metabolismo. As relações do ecossistema urbano com o meio ambiente, entendimento do seu funcionamento e evolução no tempo dependem de variáveis físicas, sociais e económicas de complicada implementação num modelo de cidade considerado como ecossistema. A “UNESCO”, criou “The Man and the Biosphere (MaB)” Programme – Programa “Homem e a Biosfera” em 1971, que tem por objectivo a cooperação científica internacional sobre as interacções do ser humano com a natureza envolvente. As “Reservas da Biosfera (RBs)” são a principal linha de acção do programa, e a sua concepção é um inovador instrumento de planeamento para fazer face aos efeitos dos processos de degradação ambiental.

O “MaB” desenvolve as bases, entre as ciências naturais e sociais, tendo como desiderato, a utilização sustentada e a conservação da biodiversidade para a melhoria da saúde e qualidade de vida e protecção ambiental. Este programa incita à investigação interdisciplinar e à formação na gestão de recursos naturais, contribuindo para uma melhor compreensão do ambiente e um maior envolvimento da ciência e dos cientistas nas políticas de desenvolvimento, relativas à utilização apropriada da biodiversidade. O “MaB” fomenta a investigação científica e recolha de informação, bem como a ligação com o conhecimento tradicional sobre a utilização dos recursos. Tem como missão servir de ajuda à implementação da “Agenda 21” e das convenções relacionadas, em particular, a “Convenção sobre a Biodiversidade”. Uma das principais áreas de investigação e desenvolvimento do “MaB” são as reservas da biosfera, integradas numa rede mundial constituídas actualmente por quase 500 reservas, em 102 países. Pode-se considerar que determinadas acções derivadas do “MaB”, são aproximações que tendem a integrar-se no entrelaçado físico da cidade. A modificação da situação existente só é possível, com uma nova mentalidade que conceba renovadas orientações em termos de política de investimento e urbana, através da inovação e produção de diferentes conceitos e da interacção dos actores dos múltiplos níveis envolvidos no planeamento urbano. O entendimento por parte desses actores das causas de degradação ambiental e dos impactos ambientais que produzem é fundamental. O conhecimento dos efeitos das políticas urbanísticas e de ordenamento do território e as diversas alternativas são fundamentais para uma correcta aplicação de recursos financeiros e tecnológicos, dirigidos a uma outra forma de entender a cidade num contexto global. Um instrumento essencial para a alteração da situação existente depende, do nível de informação completa e fidedigna sobre a problemática ambiental das cidades, e da sua projecção no meio ambiente global por parte dos referidos actores, incluída a população. A informação ambiental é fundamental ao conhecimento do impacto das actividades humanas no meio ambiente, permitindo tomar as decisões adequadas conduzidas à sustentabilidade. Assim, podem ser evitados os impactos ambientais, o esgotamento de recursos e os custos derivados das medidas de correcção dos problemas sobre o meio ambiente. Os processos de educação e informação ambiental são igualmente, essenciais para a alteração da situação existente, uma vez que a generalização deste tipo de educação, permitiria a participação das populações nos processos de tomada de decisões. A informação e formação dos profissionais e dos responsáveis políticos e da

É importante que sejam observados os princípios da credibilidade da informação, para que seja de qualidade, detalhada, relevante e compreensível; da subsidiariedade, concebida de forma descentralizada e integrada a diferentes níveis, dirigida aos utilizadores; da responsabilidade, devendo os seus criadores serem conscientes da adequação e fiabilidade, avisando a forma e as condições em que foi obtida; da transparência, sendo facilmente acessível e disponível; da eficiência, evitando duplicações desnecessárias, facilmente interpretável e rapidamente acessível; da economia, considerando que o investimento a realizar deve ser a apropriado à escala, uso e tipo de análise a realizar administração pública, embora sejam uma condição necessária, não é suficiente para que se produza uma alteração significativa. A esse respeito, devem ser implementados, alguns princípios contributivos ao desenho de sistemas de informação necessários ao planeamento urbano. É importante que sejam observados os princípios da credibilidade da informação, para que seja de qualidade, detalhada, relevante e compreensível; da subsidiariedade,

concebida de forma descentralizada e integrada a diferentes níveis, dirigida aos utilizadores; da responsabilidade, devendo os seus criadores serem conscientes da adequação e fiabilidade, avisando a forma e as condições em que foi obtida; da transparência, sendo facilmente acessível e disponível; da eficiência, evitando duplicações desnecessárias, facilmente interpretável e rapidamente acessível; da economia, considerando que o investimento a realizar deve ser a apropriado à escala, uso e tipo de análise a realizar. Os sistemas de informação dirigidos ao planeamento urbano devem conter diversas características, como a informação adequada ao nível e actores envolvidos no processo; a constituição de redes de cidades, tendo como finalidade criar experiências; políticas de desenho ajustadas; tomada de decisões com suficiente informação; acompanhamento e avaliação das opções tomadas; difusão de experiências; conhecimento técnico e científico, acerca das relações entre as diversas actividades económicas e o meio ambiente; necessidade de dados sobre os diferentes aspectos da alteração ambiental urbana. É de considerar também, o estabelecimento de sistemas de informação para diagnóstico e acompanhamento da situação ambiental das cidades, através por exemplo, do “Sistema de Informação Geográfica (SIG)”; estabelecimento de diferentes níveis de agregação de informação úteis aos diferentes níveis de tomada de decisões e fases de planeamento; necessidade de formação de profissionais no manuseamento e significado da informação; diversificação de suportes da informação (relatórios, sistemas informáticos, Internet, áudio e vídeo, conferências e gabinetes de arquitectos), para a simplificação da tomada de decisões. É importante igualmente, a informação ambiental na “Internet”, traduzida em conjuntos de notícias por correio electrónico, “World Wide Web” (difusão de programas, projectos e experiências), revistas electrónicas, bases de dados de experiências e de informação ambiental e redes de consultores e especialistas; diversificação e adequação da informação ao nível internacional, regional, nacional e local; difusão efectiva de experiências concretas tendo em vista o esclarecimento dos processos de tomada de decisões e difusão de experiências endossadas à educação ambiental dos agentes implicados no planeamento urbano (população, organizações cívicas, profissionais, trabalhadores públicos e responsáveis da administração pública). A procura de soluções para os problemas ambientais está condicionada pela história específica de cada cidade e do seu particular estilo de gestão urbanística, podendo no entanto, reconhecer-se um conjunto de características transversais, comuns às diferentes realidades urbanas orientadoras da gestão ambiental urbana.


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Arnaldo Gonçalves

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crepúsculo dos ídolos

A propósito da visita do ministro Paulo Portas

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Ministro Paulo Portas está, esta semana, na China à frente de uma delegação de empresários portugueses, visita destinada a estimular a relação de parceria estratégica existente entre Portugal e a China. Relação há algum tempo mantida, em lume brando, mais por responsabilidades da parte portuguesa do que da parte chinesa. Sendo esta a sua primeira visita à China é certeiro dizer-se que o líder do CDS-PP terá encontrado um país bem diferente daquele que é descrito nos reportes da imprensa europeia e nas sinopses do Partido Popular Europeu. Um país com um pé na modernidade e outro pé na herança traumática do igualitarismo marxista. Experiência bem recordada nos incidentes desta semana, na província de Sichuan, curiosamente ao tempo da visita oficial a Hong Kong do Presidente Hu Jintao. Nada na China é o que parece à primeira vista. Debaixo das evidências insinua-se uma realidade conturbada, mesclada de branco e preto, onde forças tectónicas se movem “por debaixo dos panos” projectando interesses que têm pouco a ver com as premissas ideológicas do regime comunista e com os interesses de um ponto quatro biliões de cidadãos chineses. Tenho nesta coluna (e noutros lugares) chamado a atenção para as enormes transformações que têm tido lugar nos últimos trinta anos nesta parte do mundo e para a urgência do nosso país ter aqui um pé. Mudanças tanto políticas como sobretudo de natureza económica e social. A China que os empresários portugueses encontraram tem pouco a ver com aquela que algumas dezenas de delegações empresariais, vindas à China no tempo da administração portuguesa, lobrigaram. Nesse tempo, a China prosseguia uma política de captação do investimento directo estrangeiro indiferenciado ao abrigo da qual empresas dos ramos dos têxteis, dos produtos manufacturados, dos consumíveis procuraram a sua sorte. Esta política terminou. Como é claro pelos documentos oficiais e pelos discursos dos líderes não há mais oportunidades para este investimento “grosso”, à medida que a China se movimenta de uma economia fundada no sector das exportações para uma economia catapultada pelo seu consumo interno. Já o perceberam as empresas norte-americanas e algumas empresas europeias que começaram a transferir as suas unidades

O que a China quer agora são empresas de média e alta tecnologia que possam ajudar a sua subida no processo de valor industrial, através de transferências de tecnologia de ponta e da banalização de práticas de inovação que ajudem o seu tecido industrial a ser competitivo, numa nova gama de sofisticação

industriais (automóveis, por exemplo) para os países de origem. O que a China quer agora são empresas de média e alta tecnologia que possam ajudar a sua subida no processo de valor industrial, através de transferências de tecnologia de ponta e da banalização de práticas de inovação que ajudem o seu tecido industrial a ser competitivo, numa nova gama de sofisticação. Empresas que possam sobreviver num mercado muito protegido e que resistirá por muito tempo às pressões externas para se afinar pelas regras de não-discriminação e livre concorrência que decorrem do acervo normativo da Organização Mundial de Co-

mércio. Empresas que consigam sobreviver em condicionalismos de nula ou reduzida protecção dos direitos de propriedade intelectual. Não sei se há empresas portuguesas disponíveis para competir desta forma. Fala-se muito nas PME portuguesas mas como demonstra a prática destes últimos vinte e cinco anos é suicidário entrar-se um mercado como o chinês, indo-se sozinho, contando com as suas próprias capacidades, sem um ponto e ancoragem com quem controla ou pelo menos tem acesso ao mercado de distribuição, sem um conhecimento preciso das práticas negociais e de quem manda. Algo que mudou também na China foi

a evolução de uma economia virada para dentro, para a captação de investimento directo estrangeiro, para uma economia projectada para fora, dirigida a encontrar pontos para amarrar a sua expansão em mercados bem seleccionados, inteligentemente identificados. A China prossegue, neste tempo, um caminho muito similar ao do Japão e da Coreia do Sul nas décadas de 60 e 70 tomando participações em empresas europeias, detendo importantes “assets” em carteiras de aplicações nos principais fundos de investimento mobiliário dos países desenvolvidos. A sua extraordinária liquidez, num mundo em crise financeira há cerca de um ano e meio, torna-a um parceiro incontornável. E é aqui que surge uma enorme oportunidade conjuntural para Portugal se souber “vender” as suas oportunidades de investimento nos sectores de energia, da banca, dos seguros, das telecomunicações, da água, dos serviços em geral. O investimento chinês na EDP é um primeiro passo que deve ser seguido. Esta é, como não me tenho cansado de escrever nos últimos vinte anos, uma relação bilateral, “olhos nos olhos”, baseada numa relação de confiança, que tem de ser alimentada e acarinhada. Portugal não pode ir para as reuniões da Comissão Bilateral sem temas para a agenda, colocando-se na posição reactiva de responder por um “vamos pensar” às propostas chinesas. Esta postura negocial cansa, satura, desilude. Portugal não está sozinho no cômputo europeu. Tem quatro países bem à sua frente (Alemanha, França, Grã-Bretanha e Itália) “batendo” toda a oportunidade de negócio, fazendo as coisas acontecer, com uma máquina burocrática e diplomática bem oleada. Último ponto, Macau. Macau foi importante nas duas primeiras décadas das relações bilaterais, quando pouco se conhecia da realidade chinesa. Ajudou a criar relações, circunstâncias, oportunidades. Lembro o IPIM e o Fórum da China com os Países de Língua Oficial Portuguesa, nesse contexto. Esse ciclo terminou. Em Macau ficou a herança histórica, linguística e arquitectónica, o Estado de Direito, a maneira de viver, o cosmopolitismo. Macau é jogo e casinos, o resto é paisagem. Enquanto este balão de oxigénio existir Macau sobreviverá; quando esvaziar, entrará em significativo definhamento. A sua sorte está há muito traçada: engolida pela Província de Guangdong.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Nuno G. Pereira; Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia; Peng Zhonglian; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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c a r t o on por Steff

A PARTÍCULA

Presos membros de seita por canibalismo

Roubo do Códice Calixtino por esclarecer

As autoridades da Papua NovaGuiné detiveram 29 membros de uma seita canibal que terá assassinado e comido sete pessoas durante rituais de magia negra. O diário “The National” avança, citando o chefe da polícia local, que entre os detidos está um jovem de 13 anos e um maestro de uma escola de Biam, uma zona rural da Papua. Já o líder da seita e outros dois membros escaparam à operação policial, realizada na quarta-feira à noite em Biam e que ocorreu uma semana depois de terem sido encontrados restos mortais de um cadáver mutilado. As autoridades locais atribuem a esta seita canibal a autoria da morte de quatro homens e três mulheres, cujos corpos foram usados em rituais de feitiçaria.

Experiência no público, no privado e na política ajudou Londres Detenções em operação antiterrorista

Seis pessoas foram detidas, em Londres, por suspeitas da autoria de crimes terroristas. Os detidos - cinco homens e uma mulher foram capturados em diferentes zonas da capital britânica, na sequência de uma operação que as autoridades dizem não estar relacionada com os Jogos Olímpicos. Um homem, de 21 anos, e uma mulher, 31, foram detidos em diferentes residências da zona oeste de Londres, um homem de 29 anos foi apanhado numa rua da mesma zona, enquanto os restantes, de 18, 24 e 26 anos, foram capturados na zona leste da cidade. Depois de terem sido surpreendidos pela polícia, os suspeitos foram conduzidos a uma esquadra do sudeste londrino. Note-se que oito apartamentos e casas na zona oeste, leste e norte de Londres estão a ser investigadas por suspeitas de terrorismo.

Miguel Relvas fez quatro das 36 cadeiras

M

IGUEL Relvas fez apenas quatro cadeiras de um total de 36 da licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Lusófona. Os cargos públicos, privados e políticos que o ministro desempenhou até 2006 foram suficientes para lhe atribuir 32 créditos. “Teve créditos para não fazer outras disciplinas além de quatro, portanto obteve número de créditos elevado. [Miguel Relvas] fez tudo aquilo que lhe foi exigido

para poder obter o diploma de licenciatura. Este é um processo normal e usual», afirmou à TVI o administrador da Universidade Lusófona, Manuel Damásio, que acrescentou que existem “muitas centenas de casos de pessoas que têm beneficiado” desta excepção, prevista no Processo de Bolonha. Segundo o certificado de habilitações do ministro, a que o jornal i teve acesso, os quatro exames que Relvas realizou com sucesso foram: Quadros Institucionais da Vida Econó-

Doença desconhecida mata 61 crianças

Uma doença desconhecida já provocou a morte de 61 crianças no Cambodja nos últimos meses. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as autoridades de saúde locais já estão a investigar o caso. Das 62 crianças admitidas nos hospitais de 14 províncias do Cambodja desde Abril, 61 já morreram devido a uma doença desconhecida, não havendo para já indicações, segundo a OMS, de que a mesma possa ser transmitida entre pessoas. As vítimas mortais são crianças com menos de 10 anos que tinham sintomas como febres elevadas e problemas respiratórios.

Ciclone

mico-Político-Administrativo (12 valores), Introdução ao Pensamento Contemporâneo (18 valores), Teoria do Estado, da Democracia e da Revolução (14 valores) e Geoestratégia, Geopolítica e Relações Internacionais II (15 valores). O reitor da Lusófona, Mário Moutinho, disse à Agência Lusa que Miguel Relvas apresentou o dossier com as suas habilitações, descrevendo o seu percurso profissional, e que o Conselho Científico da Lusófona o analisou e não teve dúvidas em conceder-lhe a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em apenas um ano. “O Conselho Científico procurou ter a segurança de que estava frente a um candidato sério, que não havia razão para dúvidas”, descreveu. Já em entrevista à SIC, Mário Moutinho, admitiu que o ministro dos Assuntos Parlamentares não autoriza a divulgação do seu plano curricular e das equivalências dadas.

Se a eficiência da polícia a funcionar fosse a mesma que a multar, algumas coisas poderiam mudar. POR FERNANDO

O ministro da Educação e Cultura espanhol disse ontem que ainda há “pontos escuros” para clarificar sobre o roubo do Códice Calixtino, que ontem foi recuperado pelas autoridades. O manuscrito foi encontrado pela polícia, depois de ter sido detido um antigo trabalhador da Catedral de Santiago de Compostela, de onde foi roubado, há um ano. Em declarações à rádio Cope, José Ignacio Wert elogiou o trabalho “exemplar” da Guarda Civil e da Polícia Científica, dado que o trabalho de investigação “minucioso” permitiu recuperar o livro. No entanto, acrescentou, ainda existem “alguns aspectos, além do seu roubo” que merecem ser investigados, incluindo as condições de segurança em que se encontravam os manuscritos: “Para quem trabalhavam os responsáveis do roubo? Que recursos tinham que os electricistas não conseguem?” O principal suspeito do roubo, o electricista Manuel Fernández Castiñeiras, foi anteontem detido.

Anderson pode estar a caminho do Benfica

O brasileiro Anderson poderá ser trunfo do Manchester United junto do Benfica para garantir a contratação do médio belga Axel Witsel. Segundo o Daily Mail, Sir Alex Ferguson está determinado em desviar o benfiquista da órbita do Chelsea e do Real Madrid, e para tal pondera sugerir o regresso de Anderson a Portugal. O médio brasileiro de 24 anos brilhou ao serviço do FC Porto antes de se tranferir para Old Trafford em 2007.

Sul-africanos dão OK a Pistorius nos JO

Oscar Pistorius será o primeiro atleta paralímpico a competir nos Jogos Olímpicos, depois de ter sido incluído na equipa sul-africana de 4x400 metros para Londres pelo Comité Olímpico do seu país, juntamente com Willem de Beer, Ofentse Mogawane e Shaun de Jager. “Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Afinal, estarei em Londres a competir, tanto nos Jogos, como nos paralímpicos”, escreveu o atleta no twitter, depois de conhecer a decisão do Comité Olímpico sul-africano. O organismo autorizou ainda o atleta, que tem ambas as pernas amputadas e que corre com próteses de fibra, a correr na prova de 400 metros, para a qual conseguiu o mínimo A.

Hoje Macau 6 JUL 2012 #2646  

Edição do Hoje Macau de 6 de Julho de 2012 • Ano X • N.º 2646

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