Page 1

SUBSÍDIOS PARA MANTER

DSAT

CEM

PÁGINA 7

PÁGINA 9

CARTAS PONTUADAS

www.hojemacau.com.mo•facebook/hojemacau•twitter/hojemacau

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

PUB

HOKUSAI

PÁGINA 4

TIAGO ALCÂNTARA

FUNÇÃO PÚBLICA

MOP$10

QUARTA-FEIRA 6 DE JUNHO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4066

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

CENTRAL VAI ABAIXO

hojemacau

A grande onda Um dos bens mais valiosos do Fundo de Pensões é uma colecção de arte japonesa, onde se inclui “A Grande Onda de Kanagawa”. O conjunto, avaliado em 13,6 milhões de patacas, é composto por 84 gravuras datadas dos séculos XVIII e XIX e encontra-se guardado nos cofres do BNU.

PÁGINA 5


2 ENTREVISTA

ANTÓNIO LEÇA

António Leça vai inaugurar no próximo dia 13 a exposição “Escultura – Um Caminho” no Albergue SCM. O escultor viveu em Macau durante quase 20 anos, período em que integrou a administração portuguesa e foi presidente do World Trade Center. Depois de uma carreira na área económica, vive agora no Alentejo onde se dedica totalmente à escultura, mas ainda tem bem presente a personalidade de Macau

Macau e a sua personalidade Fez parte da administração portuguesa em Macau e esteve ligado ao comércio internacional. Como é que Macau pode ser visto como um prestador de serviços neste sector? Macau, no meu entender, sempre foi no decorrer dos séculos uma economia de serviços, ou seja, as indústrias que existiam aqui - a indústria dos panchões, do mobiliário, da cerâmica, etc. - eram indústrias residuais. Por si só não suportavam a economia de Macau. Por outro lado, no séc. XX e mercê de condições exógenas, Macau iniciou uma fase de diversificação industrial, nomeadamente nas confecções, no ramo têxtil. Macau tinha cotas de exportação para os Estados Unidos da América, para a Europa e muitas companhias, que existiam em excesso em Hong Kong, diversificaram a actividade e estabeleceram-se aqui. Houve ainda nos anos 60 uma determinada actividade económica relativa à prestação de serviços que fez crescer e dinamizar o território e promoveu o seu contacto com o exterior. Mas o peso que representava foi sempre minoritário. O jogo teve sempre uma força muito grande. Quando falamos de Macau, devemos sempre considerar que, de facto, Macau foi uma economia de serviços, como ainda hoje o é. O turismo, mais concretamente o jogo, têm uma importância muito grande mas é basicamente uma economia de serviços com particularidades especificas. E que particularidades são essas? As particularidades do território baseiam-se no facto de ter sido sempre uma cidade multicultural, ou seja, sendo uma cidade chinesa tinha componentes no seu modus vivendi que também diziam respeito a outras culturas, em que a portuguesa tinha um papel preponderante. As pessoas muitas vezes pensam, e nós portugueses também fazemos uma referência a Macau como colónia, mas nunca o foi. Entendemos uma colónia quando um país. Uma potência exerce o poder de soberania sobre um território, impondo uma

religião, impondo uma actividade financeira que é dominada por essa mesma potência. Isso é uma colónia. Mas, neste caso, isso não aconteceu. O território sempre foi um processo de entendimento entre as comunidades que aqui viviam. A economia foi sempre chinesa. O que existia de facto era uma equação que algumas vezes compreendia mais a parte portuguesa nessa actividade, outras vezes não. As circunstâncias flutuavam no decorrer do tempo com influência de factores mais

“Macau não podia competir com Shenzhen, não podia competir com Zhuhai, com Hong Kong ou com Cantão e diluía-se como uma pequena cidade sem personalidade própria. A diferença de Macau é esta personalidade decorrente da multiculturalidade que tem.” endógenos ou exógenos, mas era uma cidade multicultural. Penso que foi este conceito de sociedade multicultural que fez a diferença em Macau. Não quero abordar o passado recente, mas ainda vivi dois anos após a transição na altura do Edmund Ho e saúdo a percepção que a administração chinesa de Macau, nomeadamente da parte do Executivo, teve em preservar estes elementos estruturantes. São estes elementos que, se não fossem preservados, fariam com que Macau se diluísse no Delta do Rio das Pérolas. Macau não podia competir com Shenzhen, não podia competir com Zhuhai, com Hong Kong ou com Cantão e diluía-se como uma pequena cidade sem personalidade pró-

SOFIA MARGARIDA MOTA

ESCULTOR

pria. A diferença de Macau é esta personalidade decorrente da multiculturalidade que tem. O português é muito importante mas, hoje em dia, uma pessoa chega e vê que outros povos de outras nacionalidades também aqui estão, que aqui vivem outras comunidades em maior numero até que a comunidade portuguesa, penso eu. Estas diferenças todas é que fazem também desta região um lugar diferente. Macau foi no passado, é no presente e a sua potencialidade de crescimento vai ser sempre baseada numa economia de serviços e deve ter a inteligência de perceber esse fenómeno e de o adaptar, com o tempo, às circunstâncias que lhe são exigidas. A situação económica de Macau depende do jogo. Como é que se inserem aqui, a seu ver, os serviços? Sim, é uma economia de jogo, mas ao jogo estão associados outro tipo de serviços. Isso acontece quando se fala no turismo, por exemplo. É óbvio que os turistas que vão visitar Paris não são os mesmos que visitam Macau. Os turistas que vêm a Macau vêm jogar basicamente, sempre assim foi. Mas permitem ao mesmo tempo a existência de hotéis, de restaurantes, de um conjunto de actividades ligadas ao turismo. É óbvio que se me perguntar se o jogo é frágil, eu respondo que sim e se o jogo acabar, acaba tudo o resto. E vai acabar. As sociedades são cíclicas.  Qual seria a solução? Essa é a pergunta de um milhão de dólares.  Licenciou-se em escultura, trabalhou na área da economia e regressou à escultura. Como é que foi este trajecto? A escultura sempre existiu como vontade própria de realização, de fazer coisas. Desde que me conheço que considerava sempre a projecção de realizar ou de fazer escultura. Tive formação académica nesta área e por razões de natureza de sobrevivência social

trabalhei em áreas, não ligadas à escultura, mas ligadas à actividade plástica e criativa. Cheguei a ser paginador do jornal “O Século”. Fui o responsável gráfico dessa publicação e das primeiras pessoas que na altura eram aceites na redacção para pensar um jornal. Vim para Macau num processo decorrente do que andava a fazer em artes gráficas e vim montar uma estrutura de publicidade ligada à direcção de economia que depois deu origem a um departamento que acabou por ser o antecessor do agora chamado IPIM. Era uma actividade de promoção no exterior da economia de Macau em que o marketing e publicidade estavam associados. Por confiança das pessoas que me conheciam e por vontade daqueles que comigo trabalhavam fui gradualmente assumindo posições de responsabilidade especificamente na área do


3 quarta-feira 6.6.2018 www.hojemacau.com.mo

para lenha porque demorava muito tempo a queimar.

comércio e da economia. Também por vontade de pessoas e porque era accionista do World Trade Center assumi a presidência daquela entidade e levantei o projecto. Há um amigo meu, o escultor João Cutileiro, que dizia assim: “É mais fácil um escultor ser gestor do que um gestor ser escultor”. Já tinha o caminho facilitado. Era escultor e era gestor. Regresso a Portugal em 2002 por vontade própria. Saio de bem com Macau e com as suas gentes e a estas gentes estou grato pela oportunidade que me deram de aqui trabalhar, viver e constituir família. Mas é necessário encontrar novos caminhos na vida. Regressei a Portugal e aos espaços que estavam temporariamente suspensos, ou seja à escultura e regressei a tempo inteiro. É uma actividade que não pressupõe part-time. Uma oficina requer muito trabalho físico e de forma intensa, uma dedicação

exclusiva que não se compagina com outro tipo de actividades. O seu material de eleição é a madeira. Porquê? Simplesmente porque gosto de madeira, gosto das suas propriedades. A madeira é um material orgânico, que se configura e que se modifica com o decorrer do tempo. Há duas formas de fazer escultura. Uma forma é a modelagem em que as pessoas, através de um material

“É óbvio que se me perguntar se o jogo é frágil, eu respondo que sim e se o jogo acabar, acaba tudo o resto. E vai acabar. As sociedades são cíclicas.”

plástico, geralmente o barro, modelam uma estátua, modelam uma maquete que por sua vez é ampliada, sendo posteriormente passada para gesso e depois é plasmada por diversos processos para pedra ou para bronze, por exemplo. Aqui entende-se um ponto que é o seguinte: trabalha-se num material que tem determinadas características e especificidades que é, neste caso, o barro e transpõe-se essa maneira de fazer para outro material que tem propriedades completamente diferentes. Nesta concepção houve um corte feito por um senhor chamado Brâncusi, no início do séc. XX que é tão importante na escultura como Picasso o foi na pintura. Cortou as linhas de criação dentro de uma determinada área e reiniciou aquilo que se designa por talhe directo, ou seja, encarar uma peça de escultura directamente no material em que vai

ser produzida. O corte, o desbaste, as partes polidas ou não polidas são determinadas no acto de fazer a peça. A madeira permite um talhe directo de excelência e hoje em dia as novas tecnologias associadas às ferramentas permitem utilizar madeiras que anteriormente não eram utilizadas na feitura de escultura. Trabalho muito com o azinho que é uma árvore muito frequente no Alentejo. O azinho é uma madeira “não nobre” naquilo que se poderia considerar como madeira para trabalhar marcenaria ou escultura porque é muito dura, em que o processo de secagem determina grandes torções e por conseguinte é densa e não permite ferramentas manuais. Hoje em dia, com as novas ferramentas, já é possível. Trata-se de aproveitar a tecnologia aplicada a materiais que sempre existiram. O azinho, há uns séculos, era a madeira utilizada

O que vamos ver nesta exposição? Esta exposição nasce de uma visita que o arquitecto Carlos Marreiros fez ao meu atelier em Novembro. Ele acreditou nas peças que viu, fez-me este desafio para expor e tornou esta história possível. Em Novembro do ano passado não tinha pensado esta exposição. Tinha um conjunto de peças, estas que aqui vão estar e outras tantas que foram produzidas nos últimos cinco anos, mas que não estavam integradas numa linha de pensamento. Tive como propósito imediato enquadrar um processo discursivo num conjunto de peças que fossem interligadas e que reflectissem, de facto, esse período de trabalho. Este período resume-se em três linhas de entendimento: a que designo de pré- Brâncusi. Não são peças que reproduzem outras deste escultor, mas que traduzem o entendimento que tinha da forma e do espaço e em que procurei fazer na madeira utilizando o talhe directo. Depois há um conjunto de peças de dimensões diferentes, e que também têm significados distintos, que representam as árvores. As árvores, prosaicamente falando, entraram na minha escultura no Alentejo. As pessoas na cidade não as observam, porque não têm horizonte para isso. As pessoa na cidade veem só as árvores a dez metros de distância. No Alentejo veem-se recortadas no monte, numa linha de horizonte, o que tem um significado visual completamente diferente. Depois tenho os totens que também têm várias interpretações. Têm um significado antropológico, mesmo Freud falou muito do totem e do tabu. Viveu muitos anos na Ásia. O que levou daqui para os seus trabalhos? Levo sempre coisas comigo de todos os sítios por onde passei. Mal seria se assim não fosse. Mas não sou saudosista. Tenho uma grande emoção por regressar a Macau, mas não é propriamente uma saudade que me faça depender de Macau. As memórias que guardo desta região são memórias que me são muito gratas e nós construímos o futuro muitas vezes com as nossa memórias do passado. Macau foi uma parte importante na minha vida que teve um determinado período, mas se me perguntar se regressaria a Macau, respondo que não. Hoje a minha vida é no Alentejo.   Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo


4 política

6.6.2018 quarta-feira

Mar revolto

Pereira Coutinho quer mais fiscalização na rota entre Macau e Shenzhen

J

Vong Hin Fai “O Executivo garantiu que se a proposta for votada de forma favorável e entrar em vigor os trabalhadores não vão sair prejudicados.”

O

Governo diz que, apesar de haver uma forma nova de calcular o pagamento do trabalho por turnos, os trabalhadores vão manter o valores dos subsídios pagos. A garantia foi deixada, ontem, à 3.ª Comissão da Assembleia Legislativa, apesar de não ter havido uma explicação aprofundada sobre o assunto. “O Governo disse-nos que não vai haver trabalhadores a receber menos face ao actual regime. O Executivo garantiu que se a proposta for votada de forma favorável e entrar em vigor os trabalhadores não vão sair prejudicados”, afirmou Vong Hin Fai, presidente da 3.ª Comissão Permanente que está a analisar a Alteração ao Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública. “A comissão expressou a opinião que os direitos adquiridos pelos trabalhadores devem ser respeitados e foi essa a nossa preocupação durante a reunião”, acrescentou o deputado. Segundo o regime actual os turnos são pagos através de três percentagens: 17,5 por cento, 12,5 por cento e 7,5 por cento. No entanto, com as alterações que vão ser introduzidas o trabalho

FUNÇÃO PÚBLICA GOVERNO GARANTE QUE TRABALHADORES VÃO MANTER SUBSÍDIOS

Sem cortes

O Executivo prometeu aos deputados que os trabalhadores não vão sofrer cortes com a nova forma de cálculo do pagamento do subsídio de trabalho por turnos. A Administração diz que as alterações vão mesmo permitir que mais funcionários sejam pagos por trabalho que pode ser considerado por turnos por turnos passa a ser pago através de cinco percentagens: 17,5 por cento, 15 por cento, 12,5 por cento, 10 por cento e 5 por cento. Ainda de acordo com a versão do Governo, a proposta vai trazer uma maior justiça ao estatuto, isto porque segundo o Executivo vai aumentar o número de pessoas a receber pelo trabalho que se realiza

por turnos. “O Governo destacou que mais gente vai passar a receber que até agora não recebia, haverá maior justiça”, frisou. Sobre não terem sido apresentados dados sobre o impacto da nova medida para os cofres da RAEM, Vong Hin Fai admitiu que os números não foram pedidos pelos deputados, mas que

a promessa de não haver cortes no pagamento de subsídios vai constar no relatório da comissão.

OS É Pereira Coutinho pede ao Executivo medidas que garantam o bom funcionamento do transporte marítimo que liga Macau a Shenzhen. O deputado justifica o pedido com as queixas crescentes que tem recebido no seu gabinete relativas ao mau funcionamento deste transporte, incluindo maus tratos e negligência da tripulação perante os passageiros. De acordo com a interpelação escrita que assina, há passageiros que se sentem tratados “como se estivessem num mercado municipal”. Para Pereira Coutinho o mau serviço prestado pelas operadoras pode ser observado logo “pelo incumprimento dos lugares previamente marcados nos bilhetes de barco”, sem que a tripulação tome medidas “sem atender às queixas dos passageiros cujos lugares foram indevidamente ocupados”. O mesmo tipo de incumprimento abarca a questão da diferenciação de classes, que resulta “numa correria desenfreada às portas da saída da embarcação”, aponta. As queixas denunciam ainda falhas na gestão da bagagem, essencialmente as de grande dimensão, que não são armazenadas nos devidos lugares e por isso, refere Coutinho, representam uma ameaça à segurança dos próprios passageiros.

CONFIRMAÇÃO IN LOCO

INCONSISTÊNCIAS

O presidente da 3.ª Comissão Permanente explicou também que, de acordo com a consulta pública da AL, os trabalhadores da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos e os enfermeiros estavam entre os mais preocupados com a possibilidade de verem os subsídios com cortes. Outro dos assuntos abordados foi a compensação de feriados. Segundo Vong Hin Fai, o artigo apresenta algumas inconsistências uma vez que define que se o trabalhador realizar alguma parte do seu trabalho durante o feriado, mesmo que apenas por duas horas, tem direito a tirar um dia de folga. Contudo, se o trabalhador e os serviços do Governo não chegarem a acordo para o dia em que haverá a compensação, o trabalhador será compensado com dinheiro. No entanto, o montante pago é definido de acordo com as horas trabalhadas no feriado e não como se tivesse tratado de um dia inteiro de trabalho. O Governo prometeu aos deputados rever este artigo. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

Perante a situação, o gabinete do deputado já tentou averiguar a veracidade dos factos junto do pessoal que trabalha na ponte cais do Porto Exterior. Os funcionários confirmaram que este tipo de acontecimentos que já persiste há vários anos “sem que as autoridades públicas portuárias tenham qualquer intervenção para acabar com a má gestão e melhorar a segurança dos barcos”, lê-se no documento assinado pelo deputado. Para Pereira Coutinho, trata-se não só de um problema para os passageiros como uma mancha no objectivo do Executivo em promover Macau como um Centro de Turismo e Lazer. Assim sendo, o deputado quer saber se o Governo pretende aumentar a fiscalização nesta rota de modo a garantir um melhor serviço, assim como averiguar se está a ser aplicado algum tipo de penalização às empresas privadas a quem foi concessionado o serviço de transporte marítimo entre Macau e Shenzhen. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo


política 5

quarta-feira 6.6.2018

O

Fundo de Pensões é proprietário de uma colecção de arte japonesa que vale mais do que um prédio que também detém no centro de Lisboa. Segundo apurou o HM, esse conjunto, adquirido ainda no tempo da administração portuguesa, composto por um total de 84 gravuras datadas dos séculos XVIII e XIX, encontra-se guardado a sete chaves nos cofres do BNU. O HM contactou o Fundo de Pensões na sequência de uma reunião da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas da Assembleia Legislativa (AL) em que foi revelado que o investimento em obras de arte – avaliado em 13,6 milhões de patacas – constitui um dos activos fixos mais valiosos do organismo. Não obstante, o presidente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas da AL não soube dizer as obras de arte em causa. “É pintura japonesa, só sabemos isso. Também tenho curiosidade de saber por que vale esse preço”, afirmou Mak Soi Kun. À excepção do valor, constante do relatório e contas do Fundo de Pensões de 2017, foi apenas referido que o investimento remonta ao tempo da administração portuguesa. Aliás, de acordo com Mak Soi Kun, não só “o Governo não conseguiu responder” a razão pela qual foi feito o investimento”, como tinha ainda que “apurar as origens muito remotas” da colecção. Outra incógnita para os deputados era o paradeiro das obras de arte. “Está com o Governo”, afirmou Mak Soi Kun, antes de complementar: “Queremos ir ver, mas ainda não sabemos quando pudemos fazer isso”. Dada a elevada humidade em Macau, a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas da AL também questionou as condições em que se encontravam guardadas as pinturas. Na réplica, o Executivo garantiu apenas estarem “muito bem” armazenadas. Ora, segundo revelou fonte do Fundo de Pensões ao HM, as obras de arte (também não tinha ficado claro se era uma ou várias) foram adquiridas entre 1987 e 1989. Além de duas gravuras avulsas de Kitagawa Utamaro (1754-1806) e Suzuki Harunobu (1724-1770), o conjunto inclui duas colecções: uma da autoria de Katsushika Hokusai (1760-1849), formada por 46 gravuras; e outra de Ando Hiroshije (1797-1858), composta por 36, sob a temática “As trinta e seis vistas do Monte Fuji”. A primeira figura, aliás, como “a mais aclamada série de gravuras originais Ukiyoe de Katsushika Hokusai”, segundo escreveu, em 1993, na Revista Cultura, Tetsuya Noda, à época professor de Gravura

FUNDO DE PENSÕES COLECÇÃO DE ARTE JAPONESA ENTRE BENS MAIS VALIOSOS

Fechada a sete chaves

Um dos bens mais valiosos do Fundo de Pensões é uma colecção de arte japonesa. Adquirido no tempo da administração portuguesa, o conjunto, com gravuras que datam dos séculos XVIII e XIX, encontra-se guardado nos cofres do Banco Nacional Ultramarino

da Universidade Nacional de Belas Artes e Música de Tóquio. No referido artigo o académico relata ter tido “inesperada oportunidade” de apreciar essas “obras-primas” durante a sua estada em Macau. Actualmente, todas as 84 gravuras encontram-se guardadas em cofres no BNU, ainda segundo o que apurou o HM, desconhecendo-se desde quando.

O PRÉDIO DE LISBOA

Essa colecção de arte japonesa vale sensivelmente mais quatro milhões de patacas do que o imóvel que o Fundo de Pensóes também detém em Portugal. Em causa figura o prédio na Avenida 5 de Outubro, no centro de Lisboa, onde funciona a sede da Delegação Económica e Comercial de Macau, indicou o presidente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas da AL. Segun-

do as verbas inscritas nas contas de 2017 do Fundo de Pensões, a propriedade estava avaliada em 9,6 milhões de patacas (menos 458 mil patacas do que no ano anterior). Contudo, como sublinhou Mak Soi Kun, tanto os investimentos em obras de arte como em imobiliário vão ter de ser “reavaliados” à luz da nova lei de enquadramento orçamental, em vigor desde 1 de

O Fundo de Pensões é proprietário de uma colecção composta por 84 gravuras japonesas, avaliada em 13,6 milhões de patacas, que se encontra actualmente guardada em cofres no BNU

Janeiro, de modo a traduzirem o valor de mercado actual: “Temos que aguardar por essa avaliação, [mas] sabemos que, em termos nominais, vai registar-se uma valorização”. O presidente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas da AL adiantou ainda que o imóvel em Lisboa “tem gerado receitas em termos de rendas”, sem facultar, porém, mais detalhes. A Delegação Económica e Comercial de Macau funciona no quarto andar do edifício, sendo que uma pesquisa simples permite perceber que há empresas a funcionar noutros pisos do edifício.

PALÁCIO SOMMER AGUARDA

Com efeito, há sensivelmente um ano, foram conhecidos os planos do Governo para mudar a sede da Delegação Económica e Comercial de Macau para o Palácio Sommer,

também em Lisboa, que foi adquirido para esse efeito. O imóvel foi comprado pela Fundação Macau, em Setembro de 2015, por 71,8 milhões de patacas. No entanto, quase três anos depois, não há calendário para a mudança de instalações. Questionada pelo HM, a Fundação Macau indicou que, apesar de não haver qualquer alteração à finalidade, é ainda “prematuro indicar data para a mudança de instalações [da Delegação Económica e Comercial de Macau] antes do início da obra”. Neste momento, segundo a mesma fonte, decorre “a fase final do processo de adjudicação da elaboração do projecto de reabilitação”. Localizado no Campo Mártires da Pátria, o Palácio Sommer tem três andares e um jardim, abrangendo uma área de 2.634 metros quadrados. Diana do Mar

dianadomar@hojemacau.com.mo


6 política

6.6.2018 quarta-feira

A caminho do abismo

Activos do Fundo de Pensões vão esgotar-se até 2031, Governo pondera injecções de capital

A

sustentabilidade do Fundo de Pensões “preocupa” os deputados e não é para menos, dado que, em 2022, “as contribuições não vão dar para cobrir as prestações que tem que pagar” e, em 2031, ter-se-ão esgotado todos os activos que detém. Os dados foram facultados ontem pelo presidente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas da Assembleia Legislativa (AL), Mak Soi Kun, após uma reunião com membros do Governo sobre a situação financeira do Fundo de Pensões. “Em 2022, [o Fundo de Pensões] vai ficar exaurido de disponibilidades em caixa, o que quer dizer, que as contribuições não dão para cobrir as prestações que tem que pagar” e, “em 2031, vai ficar sem activos”, explicou, citando projecções feitas pelo Executivo em 2012. “Todos os anos há funcionários que se aposentam e, por isso, em termos de contribuições há um decréscimo [e], de acordo com o relatório actuarial do Governo, vemos

que há necessidade de se preocupar com a situação financeira daqui a 10 ou 20 anos”, afirmou Mak Soi Kun. O deputado indicou ainda que, à luz das previsões, há 5.095 funcionários públicos que, dentro de dez anos, reunirão condições para se aposentar. Segundo o presidente da Comissão de Acompanhamento

“Todos os anos há funcionários que se aposentam e, por isso, em termos de contribuições há um decréscimo [e], de acordo com o relatório actuarial do Governo, vemos que há necessidade de se preocupar com a situação financeira daqui a 10 ou 20 anos.” MAK SOI KUN DEPUTADO

para os Assuntos das Finanças Públicas da AL, quando o Fundo de Pensões não for capaz de cobrir as despesas, o Governo deve entrar em cena, com injecções de capital a efectuar “em tempo oportuno”. “É por isso necessário haver uma revisão da situação financeira de tempos em tempos para ver se as projecções correspondem à verdade e se há necessidade dessas injecções de capital” ou de se avançar, por exemplo, com “outras aplicações financeiras que podem contribuir para valorização do Fundo de Pensões”, afirmou Mak Soi Kun, sublinhando que este “é um assunto que tem de ser visto pelo Governo”. “O Governo apresentou um conjunto bastante completo de informações à Comissão”, sendo que, em 2019, “vamos ter ainda mais informações por causa da entrada em vigor [a 1 de Janeiro de 2018] da nova Lei de Enquadramento Orçamental”, afirmou o deputado. O Fundo de Pensões é responsável pela execução do Regime de

Aposentação e Sobrevivência dos funcionários da Administração Pública e do Regime de Previdência dos Trabalhadores dos Serviços Público. O primeiro tinha como subscritores 9.416 funcionários no activo, 3.533 aposentados e

1.288 beneficiários da pensão de sobrevivência, enquanto o segundo contava com 21.817 contribuintes no ano passado, de acordo com os mesmos dados. Diana do Mar

info@hojemacau.com.mo

PUB

AVISO ﹝Nº53/2018﹞ Avisam-se os arrendatários e seus herdeiros abaixo mencionados que os objectos existentes nas fracções abaixo mencionadas foram, temporáriamente, guardados pelo Instituto de Habitação: LEI LAM MUI -13ºandar sala I, do Bloco 17, do Edifício San Seng Si Fa Un, sito na Avenida Artur Tamagnini Barbosa, em Macau; KOU VAI MENG -10ºandar sala L, do Bloco I, do Edifício Fai Tat, da Habitação Social do Fai Chi Kei, sito na Rua doComandante João Belo, em Macau; CHIO CHOI WUN -2ºandar sala nº204, do Edifício D.Julieta Nobre de Carvalho C, sito na Avenida Artur Tamagnini Barbosa, em Macau; FONG FU IONG -13ºandar sala Q, do Edifício Fai Fu, da Habitação Social do Fai Chi Kei, sito na Rua de Fai Chi Kei, em Macau; KU WO SON -2ºandar sala E quarto B, do Bloco 7, do Edifício Nam Wa San Chun, sito na Estrada Marginal da Areia Preta, em Macau; TAM CHI LEONG -18ºandar sala Q, do Bloco 5, do Edifício Lok Kuan, do Habitação Social de Seac Pai Van, sito na Avenida de Lok Koi, em Coloane; WAN PAK SAM -17ºandar sala A, do Bloco 6, do Edifício Lok Kuan, do Habitação Social de Seac Pai Van, sito na Avenida de Lok Koi, em Coloane. Caso queiram reclamar os referidos objectos, deverão dirigir-se à Divisão de Fiscalizaçâo de Habitação Pública do IH, sita no nº220 da Estrada do Canal dos Patos, no prazo de 30 dias, a contar da publicação do presente aviso. Se não reclamarem os objectos acima mencionados dentro do prazo estabelecido, o IH tratará, como melhor entender, os mesmos. Instituto de Habitação, aos 4 de Junho de 2018 O Presidente, Arnaldo Santos LSL/lsl


sociedade 7

quarta-feira 6.6.2018

TRÂNSITO GOVERNO QUER INTRODUZIR SISTEMA DE CARTAS DE CONDUÇÃO POR PONTOS Arranca a 28 deste mês o processo de consulta pública sobre a revisão da lei do trânsito ma. Tudo depende das opiniões rodoviário, que apresentadas. visa a introdução O processo de consulta pública começa no dia 28 de este mês e do sistema de carta termina a 26 de Agosto, estando previstas alterações em sete áreas de condução por principais. “Achamos que uma nova lei pode contribuir para mepontos, só para lhorar a segurança na sociedade situações que e esta é uma altura oportuna para rever o diploma”, adiantou Lam ponham em perigo Hin San. A DSAT propõe ainda que se a segurança pública. alargue o uso obrigatório do cinto de segurança para os lugares traO Governo quer seiros dos veículos, e não apenas também obrigar os lugares da frente. Além disso, há Contudo, “queremos melhorar efeito e pretendemos agravá-las, penas, mas sim retirar os casos dos também a ideia de “proibir o uso do este aspecto”, referiu o director convertendo as contravenções em tribunais”, rematou. o uso de cinto kit mãos livres para os condutores da DSAT. infracções administrativas. Desta O dirigente explicou ainda de camiões pesados”. “Podemos maneira poderemos sancionar com que as sanções para as empresas segurança nos reforçar a segurança porque eles TIRAR PESO AOS TRIBUNAIS maior eficácia”, adiantou Lam de construção que não cumprem as normas relativas à sinalização, lugares traseiros dos precisam de ter uma grande atenção Outro dos planos que a DSAT tem Hin San. na condução”, frisou o presidente passa por converter as contravenO representante da Polícia aquando da realização de obras na veículos, aumentar da DSAT. ções em infracções administrati- de Segurança Pública frisou que via pública, deveriam aumentar. A iniciativa legislativa tem tam- vas, para que se possa dar mais a ideia é “diminuir o volume de “Não estamos a fazer o sufias multas e as bém como objectivos aperfeiçoar espaço aos tribunais. “Actualmen- trabalho dos órgãos judiciais”. “A ciente e estamos a negociar com as as “normas para condutores e uti- te, as multas não têm um grande nossa intenção não é diminuir as entidades competentes. Concordo molduras penais lizadores das vias rodoviárias”, o que devem ser introduzidas norpara as infracções agravamento das molduras penais e mas sancionatórias para aqueles TIAGO ALCÂNTARA

Contas de subtrair

A

Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) quer rever a lei do trânsito rodoviário e introduzir o sistema da carta de condução por pontos, um modelo que foi recentemente implementado em Portugal. De acordo com as explicações de Lam Hin San, director da DSAT, a redução de pontos na carta de condução até à sua cessação só funciona em situações graves. “Estamos a ponderar cessar a carta de condução através da redução de pontos e achamos que esta pode ser a melhor solução para melhorar a segurança rodoviária. Determinados comportamentos estarão sujeitos a uma redução de pontos, sobretudo os que colocarem em risco a população”, explicou. Actos como não dar cedência a peões nas passadeiras ou estacionar nas linhas amarelos não darão origem a uma redução de pontos, mas Lam Hin San disse que há abertura da parte da DSAT para incluir mais actos neste siste-

multas, “a alteração às disposições fiscalizadoras dos exames de pesquisa de álcool”. Está também a ser ponderada uma alteração quanto à reincidência das contravenções. Apesar do Executivo querer aumentar as molduras penais, a verdade é que o número de acidentes e mortes nas estradas tem vindo a diminuir entre 2015 e 2017.

O

presidente da Associação de Estudos Sintético Social de Macau, Nelson Kot, sugere ao Chefe do Executivo, Chui Sai On, que utilize as competências de que dispõe para decretar medidas sancionatórias mais pesadas aos taxistas que cometam ilegalidades, ainda antes que termine a revisão do regulamento que se encontra em processo legislativo. A razão, apontou o responsável ao Jornal do Cidadão, prende-se com o facto de Kot recear que a discussão

“Estamos a ponderar cessar a carta de condução através da redução de pontos e achamos que esta pode ser a melhor solução para melhorar a segurança rodoviária. Determinados comportamentos estarão sujeitos a uma redução de pontos, sobretudo os que colocarem em risco a população.” LAM HIN SAN DIRECTOR DA DSAT

que violam a lei. Talvez para as grandes empresas seis mil patacas seja um valor irrisório, mas vamos tentar também o efeito dissuasor. Queremos elevar as sanções para as empresas que não cumprem as disposições legais”, rematou Lam Hin San.

Bandeirada preventiva

Nelson Kot pede sanções antes da revisão do regulamento dos táxis

do diploma na Assembleia Legislativa (AL) não termine durante a actual legislatura. Para Nelson Kot, a questão das infracções por parte dos taxistas já existe há demasiado tempo. Apesar da revisão do regulamento que visa melhorar a situação estar em andamento, o responsável considera que a sua conclusão não será

para breve, na medida em que as partes envolvidas envolvem interesses complexos, nomeadamente no lado dos taxistas.

REPUTAÇÃO EM QUEDA

O facto de não serem tomadas medidas antes da conclusão do processo legislativo de revisão do regulamento do sector, vai contribuir para agravar a reputação deste serviço

no território, considera o presidente da Associação de Estudos Sintético Social de Macau . À mesma fonte, Nelson Kot referiu ainda que o Chefe do Executivo deve utilizar as suas competências para decretar as sanções necessárias, recorrendo ordem executiva ou regulamento administrativo, a fim de resolver as lacunas existentes até

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

que o regulamento dos táxis seja revisto. Igualmente em declarações ao Jornal do Cidadão, a deputada Song Pek Kei pede que as autoridades reforcem a sensibilização de residentes e de turistas para as denúncias de casos de infracções cometidas pelos condutores de táxis. Já o vice-presidente da Associação Geral dos Proprietários de Táxis de Macau, Leng Sai Wai, quer que a lei que se encontra em discussão seja exigente de forma a controlar as ilegalidades.


8 publicidade

6.6.2018 quarta-feira

Síntese do Relatório do Desenvolvimento de Actividades Em 2017, Macau participou por iniciativa própria no desenvolvimento económico nacional, respondeu com empenho a iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” e em articulação com a estratégia de Grande Baía Guangdong-HongKong-Macau, dando um passo para o sucesso no desenvolvimento económico e social, tendo registado um crescimento económico anual de 9,1%, tendo saído da situação de contracção económica dos últimos três anos. O Banco de Guangfa da China é uma plataforma estratégica e sinergética que conta com o total apoio do Grupo China Life –importante Sociedade de Gestão de Participações Sociais e dos principais sócios. O Banco de Guangfa da China, S.A., Sucursal de Macau aproveita plenamente as vantagens únicas de desenvolvimento da sua sede em Cantão, defendendo um desenvolvimento contínuo e saudável, continua a intensificar a capacidade fundamental, elevar a posição de mercado e a força de concorrência, através de inovação e criatividade. Até finais de 2017, os activos totais desta sucursal atingiram 34 mil milhões de patacas, o lucro líquido após impostos foi de 145 milhões de patacas, os respectivos indicadores principais incluindo liquidez corresponderam às exigências de fiscalização. Esta Sucursal desenvolveu a experiência com êxito e a vantagem de posição dianteira na área de financiamento de obras, passou a ser o principal fornecedor que prestou serviços financeiros integrados no projecto da Zona de Administração do Posto Fronteiriço de Macau na ilha artificial da Ponte Hong Kong-Zhuai-Macau, os respectivos serviços profissionais, de alta eficácia e com sentido de responsabilidade mereceram o reconhecimento e alto apreço de todas as partes incluindo empreiteiro principal. Esta Sucursal participou activamente na construção da Grande Baía Guangdong-Hong

Relatório de Auditor Independente sobre Demonstração Financeiras Resumidas

Kong-Macau, apoiou a facilitação de investimento e trânsito. Em colaboração com os serviços públicos competentes da Província de Guangdong, criou exclusivamente serviços de “Conexão entre Registos Comerciais e Serviços Bancários”, prestou serviço One Stop aos residentes e às empresas de Macau para registo de constituição de sociedade em Guangdong, esta sucursal é também a única entidade colaborada do “Cartão de E-circulação – Macau Pass”, presta serviços convenientes e rápidos de pagamento electrónico e liquidação dos proprietários dos veículos com matrícula de Guangdong e Macau. Esta Sucursal continuará a dar o seu contributo para o estabelecimento das respectivas vias electrónicas, o número de transacções dos estabelecimentos comerciais que adoptaram o primeiro serviço de pagamento móvel através da leitura de código em Macau aumentaram rapidamente e essa tendência representa um bom auspício.

Para a Gerência do Banco de Guangfa da China, S.A., Sucursal de Macau (Banco comercial de responsabilidade limitada, incorporada na República Popular da China)

O êxito acima referido é o resultado do esforço pragmático e muito trabalho da sucursal que está enraizada em Macau há 25 anos, implementado o conceito de “Benefício Mútuo, Ganhos Mútuo”, além disso, deve-se ao apoio contínuo e a longo prazo do Governo da Região Administrativa Especiais de Macau, das entidades de fiscalização, dos colegas do sector e dos estimados clientes. Continuaremos a redobrar os esforços, através de bons resultados, para mais uma vez retribuir a confiança e o carinho dos vários sectores sociais.

Para a melhor compreensão da posição financeira de sucursal e dos resultados das suas operações, no período e âmbito abrangido pela nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas devem ser lidas conjuntamente com as demonstrações financeiras das quais as mesmas resultam e com o respectivo relatório de auditoria.

Hu Min Presidente Banco de Guangfa da China, S.A., Sucursal de Macau

Procedemos à auditoria das demonstrações financeiras do Banco de Guangfa da China, S.A., Sucursal de Macau relativas ao ano de 2017, nos termos das Normas de Auditoria e Normas Técnicas de Auditoria da Região Administrativa Especial de Macau. No nosso relatório, datado de 10 de Maio de 2018, expressámos uma opinião sem reservas relativamente às demonstrações financeiras das quais as presentes constituem um resumo. As demonstrações financeiras a que acima se alude compreendem o balanço, à data de 31 de Dezembro de 2017, a demonstração de resultados, a demonstração de alterações no fundo de maneio e reservas e a demonstração de fluxos de caixa relativas ao ano findo, assim como um resumo das políticas contabilísticas relevantes e outras notas explicativas. As demonstrações financeiras resumidas preparadas pela gerência resultam das demonstrações financeiras anuais auditadas a que acima se faz referência. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas.

Bao, King To Auditor de Contas Ernst & Young – Auditores Macau, 10 de Maio de 2018


sociedade 9

quarta-feira 6.6.2018

Trânsito Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau pode abrir a 1 de Julho

A ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau pode entrar em funcionamento a 1 de Julho. A informação foi dada pelo jornal Ou Mun que adianta que vai ser instalado um posto de cobrança de portagem nos dois sentidos abrangendo um total de 20 vias. Segundo a mesma fonte, o processo do pagamento demora apenas 0,3 segundos, sendo que a autoridade responsável pela ponte planeia disponibilizar métodos diferentes incluindo cartões bancários, Alipay e Wechat.

Tempo Possibilidade moderada de sinal 3 de tempestade para hoje O sinal nº3 de tempestade tropical pode ser içado hoje. De acordo com os Serviços Meteorológicos e Geofísicos é previsto que “a depressão tropical se desloque para a costa Oeste da Província de Guangdong e cruze a 300 - 400 km a Sudoeste de Macau”, lê-se num comunicado. Devido à influência da circulação externa relacionada, o vento da região vai aumentar e poderá ser, por vezes,

forte. Aguaceiros e trovoadas passam a ser também mais frequentes e “a possibilidade de emitir o sinal nº 3, durante o dia é “moderada”. Dado que a trajectória e a intensidade da depressão tropical apresentam ainda grandes variáveis, os SMG apelam à população que continue a prestar atenção à informação actualizada e tome as medidas preventivas necessárias.

HABITAÇÃO PÚBLICA GOVERNO INSPECCIONOU DEMOLIÇÃO DA CENTRAL DA CEM

Os dias do fim Está quase a ser concluído o processo de demolição da central térmica de Macau, localizada na avenida Venceslau de Morais, depois de, em Janeiro, a CEM ter oficialmente desistido da parcela de terreno em prol do projecto de habitação pública que o Governo quer desenvolver

O

Gabinete de Desenvolvimento do Sector Energético (GDSE) realizou ontem uma inspecção ao terreno onde está localizada a Central Térmica de Macau, da Companhia de Electricidade de Macau (CEM). No local, sito na avenida Venceslau de Morais, vai nascer um novo complexo de habitação pública. De acordo com um comunicado emitido ontem pela CEM, “os trabalhos de demolição da central térmica, que tiveram início em Janeiro de 2017, estão prestes a ser concluídos”. “O processo de todo o projecto de demolição tem estado em conformidade com os padrões de segurança e qualidade. Para além da drenagem subterrânea e da estrutura à superfície, todos os edifícios foram já

demolidos. A CEM concluiu o projecto com sucesso de acordo com a calendarização original”, lê-se ainda. Apesar disso, o processo passou

“A parte mais difícil foi a remoção da chaminé de 101 metros de altura, que levou quatro meses a concluir. Julga-se ter sido o trabalho de demolição com a altura mais elevada alguma vez levado a cabo em Macau.” COMUNICADO DA CEM

por dificuldades. “A parte mais difícil foi a remoção da chaminé de 101 metros de altura, que levou quatro meses a concluir. Julga-se ter sido o trabalho de demolição com a altura mais elevada alguma vez levado a cabo em Macau.”

CENTRAL CENTENÁRIA

Há 110 anos que a referida central térmica está em funcionamento. “Há alguns anos atrás, o Governo discutiu com a CEM sobre a devolução do terreno da desmantelada central térmica para o Governo para desenvolvimento de habitação pública, ficando a CEM responsável por todo o projecto de demolição.” A concessionária afirma ter dado atenção à questão do impacto ambiental, uma vez que a central térmica “está localizada numa zona

residencial”. “De modo a proteger o ambiente e a saúde dos residentes, em conformidade com os requisitos ambientais aplicáveis, a CEM contratou empreiteiros qualificados para procederem aos trabalhos de remoção do amianto e reduzir a possibilidade de

descarregar o solo contaminado durante o processo, tomando as medidas de mitigação recomendadas no Relatório de Avaliação do Impacto Ambiental.” Além disso, a CEM “instalou equipamento de monitorização da qualidade do ar e ruído no local

e apresentou mensalmente relatórios ambientais à Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA). Para relatar o progresso da demolição, foram também realizadas reuniões mensais regulares com a DSPA e o GDSE”, conclui ainda o comunicado. A.S.S.

PEARL HORIZON PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE MACAU RESPONSABILIZA POLYTEX

O

presidente da Associação Comercial de Macau, Ma Iao Lai, entende que a Polytex deve assumir as suas responsabilidades em termos contratuais e sociais. De acordo com o responsável, cabe à Polytex, não só devolver aos compradores de fracções no Pearl Horizon o dinheiro já pago como compensar os lesados. A justificação, referiu Ma Iao Lai ao Jornal do Cidadão, prende-

-se com o facto da Polytex, desde a sentença emitida pelo Tribunal de Última Instância (TUI), nunca ter esclarecido a situação enquanto antiga concessionária do projecto. Ma Iao Lai apontou ainda que existem cerca de três centenas de lesados que avançaram para a compra de casas em processo da construção no empreendimento Pearl Horizon estando agora com

encargos relativos a empréstimos bancários. Como tal, o presidente da Associação Comercial de Macau entende que a Polytex deve devolver o valor já pago. Ma acredita que esta medida já vai ajudar nas questões “urgentes” que neste momento afectam os lesados. De acordo com a mesma fonte, Ma Iao Lai acrescentou que os compradores devem solicitar o

valor já pago e a compensação que achem justa junto à Polytex de forma racional, prática e activa para garantir os seus direitos e interesses. O responsável considera ainda que o Executivo deve prestar apoios no que respeita a assistência jurídica, durante o processo. Por sua vez, em declarações ao Jornal Ou Mun, o vice-presidente da Federação das Associações dos

Operários de Macau (FAOM), Lam Heong Sang, também criticou a Polytex por não prestar esclarecimentos desde a sentença do TUI. Esta atitude representa, para Lam, falta de cumprimento de responsabilidades por parte da antiga concessionária.


10 eventos

6.6.2018 quarta-feira

MADALENA PEQUITO

10 de Junho Exposição inaugura hoje no Clube Militar

A

BRE hoje portas uma exposição no Clube Militar inserida no programa de actividades de celebração do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas. Os artistas portugueses convidados para integrar esta mostra são Pedro Proença, Maria João Franco e Madalena Pequito, que têm “estilos diferentes e bem vincados”, sendo que esta diferença é marcada de forma evidente, quer pelos temas, quer pelas paletas utilizadas”.

A mostra é organizada pela Associação de Promoção de Actividades Culturais de Macau (APCM) e, segundo os mentores, a escolha dos artistas foi feita com base num “risco calculado”. “Fazemo-lo na convicção de que a existência de jovens talentosos que apostam e colocam o seu futuro numa carreira artística é um desafio que, a consolidar-se, requer o confronto mais ou menos permanente das obras com um público alargado. Sem esse confronto põe-se em risco a fecundidade e continuidade da produção artística. Os consagrados de hoje dificilmente deixariam sucessores e todos ficaríamos mais pobres por isso.” Se Pedro Proença e Maria João Franco são “artistas consagrados, com currículos largos”, que se apresentam em Macau com “um conjunto de obras que possuem uma clara unidade temática”, houve, por outro lado, a aposta “numa jovem artista”: Madalena Pequito que é ainda “uma promessa”. No meio das diferenças, “esperamos ter encontrado aquele equilíbrio entre harmonia e contraste que possa desafiar os sentidos dos que nos visitam, e premiar a sua passagem por este espaço”, aponta a APCM.

Festa à pro SÃO JOÃO ARRAIAL REGRESSA PARA FESTEJAR MACAU E O DIA DA CIDADE

Com a Associação dos Macaenses a tradição ainda é o que era e o Arraial de São João volta a realizar-se entre 23 e 24 de Junho. Uma festividade para celebrar a cidade e o seu patrono

O

dia 24 de Junho aproxima-se a passos largos e com ele regressa o arraial de São João, no Bairro de São Lázaro. Este ano, a festa vai decorrer entre 23 e 24 de Junho e o grande desejo da organização é que não chova. Contudo, se tal acontecer, haverá festa rija na mesma. “Esperamos que o bom tempo nos ajude. Parece que vamos ter tufões, mas vamos continuar a fazer a nossa festa, como temos feito até aqui, faça sol ou chuva”, afirmou

Miguel de Senna Fernandes, presidente da Associação dos Macaenses, ao HM. A música volta a estar a cargo de Sebastião Antunes, tal como aconteceu no ano passado, e a organização do evento revela a vontade de continar a contar com cerca de 30 barracas, à imagem do que aconteceu na edição transacta do evento. “Vamos continuar com Sebastião Antunes porque achámos que foi uma mais-valia e considerámos que as pessoas gostariam que ele

Gonçalo Lobo Pinheiro leva a Lisboa retratos de Macau

L

ISBOA vai acolher, em Julho, a exposição "Macau 5.0" do fotojornalista português Gonçalo Lobo Pinheiro, um retrato "social e antropológico" a preto e branco do território oriental entre 2010 e 2015. "O projecto Macau 5.0 não se reduz a uma exposição, aliás, partiu sobretudo do livro [com o mesmo título], do qual seleccionei 50 fotografias para esta exposição", explicou à Lusa o fotojornalista lisboeta radicado em Macau. O livro, que reúne 300 imagens, foi publicado em Setembro de 2015 mas "nunca chegou em massa a Portugal, nunca teve muitos exemplares à venda". Naquele mês, Gonçalo seleccionou 50 fotografias e apresentou-as no Consulado-geral de Portugal em Macau. "Desde essa data que penso em levar o projecto a Portugal, um país de interesse para Macau", explicou. No espaço Ler Devagar, na LX Factory, Gonçalo Lobo Pinheiro viu a oportunidade ideal "de fazer

dois em um", já que aquela livraria lisboeta também acolhe exposições. "Foi o mote para fechar com eles, pois podiam ter logo o livro para venda", disse. "Trata-se de um álbum, um apanhado social e antropológico de Macau entre 2010 e 2015". Gonçalo lembrou alguns locais que foram entretanto demolidos, reconstruídos, mas sobretudo os que se mantêm intactos. "É um retrato bastante actual", considerou. Gonçalo Lobo Pinheiro encontra-se agora "a preparar a viagem" para estar presente na inauguração da exposição e no lançamento do livro. A exposição inédita vai estar patente até 29 de Julho. Nascido em Lisboa, em 1979, Gonçalo Lobo Pinheiro colaborou com vários órgãos de comunicação social e é actualmente coordenador fotográfico da Revista Macau, do Gabinete de Comunicação Social do Governo.

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA UMA FAZENDA EM ÁFRICA • João Pedro Marques

Uma Fazenda em África acompanha a vida e as histórias dos primeiros colonos numa terra brutal, trazendo à superfície os sucessos e desaires, os perigos e as surpresas da sua fixação num território inóspito e selvagem. Baseado numa investigação histórica meticulosa e tendo como pano de fundo a colonização de Moçâmedes, este novo romance de João Pedro Marques leva-nos por uma África simultaneamente enternecedora e inclemente, carregada de exotismo e em cujos trilhos a aventura e o amor caminham de mãos dadas.

RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

MANUAL DA GRAVIDEZ SEMANA A SEMANA • Vários

Enfrentar mudanças profundas e duradouras, por mais belas que elas sejam, pode ser assustador! Quaisquer que sejam as suas interrogações, medos ou ansiedades, não encontrará um guia mais útil do que este “Manual da Gravidez - semana a semana”. Escrito por uma equipa de especialistas, este livro inclui informações detalhadas sobre a evolução do seu bebé, conselhos sobre o parto e nascimento para além de inúmeras dicas úteis que a ajudarão a manter a boa forma física e o bem-estar emocional durante toda a sua gravidez.


eventos 11

quarta-feira 6.6.2018

ova de chuva voltasse. Ele foi excepcional no ano passado e voltamos a contar com ele”, justificou Miguel de Senna Fernandes. “O formato vai ser o mesmo do ano passado, mas esperamos ter mais participação. No ano passado tivemos cerca de 30 barracas e este ano queremos contar com mais barracas. Mas é uma expectativa que não podemos dizer que se vai concretizar, até porque não temos limites mínimos ou máximos”, explicou. As barracas voltam a ser gratuitas mas há duas condições: as PUB

pessoas têm de garantir que ocupam os espaços durante os dois dias do arraial e que fazem a decoração do espaços. “Temos como objectivo criar um melhor ambiente de festa”, frisou o presidente da Associação dos Macaenses. A decoração vai ser mesmo uma das apostas da organização este ano, embora as surpresas fiquem apenas para o dia do arraial: “Este ano apostámos mais na decoração da rua e substituímos muita coisa. Não vou revelar o que vamos fazer, vai ser o elemento surpresa

“Parece que vamos ter tufões, mas vamos continuar a fazer a nossa festa, como temos feito até aqui, faça sol ou chuva.” MIGUEL DE SENNA FERNANDES PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS MACAENSES

para quem passar pelo arraial”, apontou.

APOSTAR NA TRADIÇÃO

Esta é a 12.ª edição pós-1999 do evento que celebra o Dia de Macau, tal como era definido durante a administração portuguesa, assim como o São João. Este dia celebra a vitória da cidade na guerra de defesa contra os holandês, em 1622. “É a 12.ª edição. São 12 anos a tenta reactivar uma tradição que tinha terminado após 1999. Se nos recordarmos até essa data celebrava-se

sempre o 24 de Junho, que era o dia da cidade. E também é o dia de São João, que vem muito a propósito. É uma data com um significado muito especial para Macau”, considerou o também advogado. “As pessoas já se acostumaram à ideia que existe este evento. Após o 10 de Junho, as pessoas sabem que há o São João. Só o facto disto ficar na cabeça das pessoas é uma vitória, é um passo em frente na recuperação das tradições”, justificou. A festa volta a contar com o apoio da Direcção de Serviços de Turismo e tem um orçamento entre as 400 e 500 mil patacas. Ao contrário do que aconteceu na edição do ano passado, a organização não foi informada sobre a possibilidade de ter de mudar as festividades para a Rua do Volong ou de ter de pagar o valor dos parquímetros que não poderão ser utilizados na altura. Contudo, Miguel de Senna Fernandes admite que os organizadores tão sempre à espera de “surpresas de última hora”. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo


12 china

6.6.2018 quarta-feira

CRIME CRIADA LISTA DE AGRESSORES SEXUAIS PARA PREVENIR ABUSO DE CRIANÇAS

A

Um funcionário dos serviços secretos militares (DIA) dos Estados Unidos foi detido e acusado na segunda-feira de vender informações confidenciais à China por mais de 800 mil dólares (684 mil euros)

O

Departamento de Justiça norte-americano declarou que Ron Rockwell Hansen, de 58 anos, foi detido no sábado quando se dirigia para o aeroporto de Seattle, nordeste dos Estados Unidos, onde ia embarcar num voo para a China, transportando com ele informações confidenciais.

EX-FUNCIONÁRIO NORTE-AMERICANO ACUSADO DE VENDER INFORMAÇÕES

Em saldos

De acordo com a acusação, Hansen, fluente em mandarim e russo, recrutado para a DIA em 2016, tinha reuniões constantes com agentes dos serviços secretos chineses que não reportou aos superiores, e usava telemóveis fornecidos por fontes chinesas. O Departamento de Justiça identificou ainda centenas de milhares de dívidas que o arguido contraiu entre 2013 e 2016, sendo precisamente desde 2013 que Hansen foi acusado de ter recebido mais de 800 mil dólares em pagamentos por parte das autoridades chinesas. Esta detenção é a mais recente de uma série de casos de ex-funcionários dos serviços secretos norte-americanos que estão envolvidos em acusações

De acordo com a acusação, Hansen, fluente em mandarim e russo, recrutado para a DIA em 2016, tinha reuniões constantes com agentes dos serviços secretos chineses que não reportou aos superiores, e usava telemóveis fornecidos por fontes chinesas

criminais relacionadas espionagem para a China.

OUTROS CASOS

No início do ano, Jerry Chun Shing Lee, antigo agente dos serviços secretos norte-americanos, despedido em 2009, foi detido por suspeitas de passar informações para a China. Em 2017, um antigo militar norte-americano, que trabalhou para o Departamento de Estado, foi detido e acusado de espionagem por ter alegadamente vendido documentos da administração dos Estados Unidos à China. De acordo com o Departamento de Justiça norte-americano, Kevin Mallory, residente em Leesburg (estado da Virgínia, leste), vendeu documentos secretos a agentes dos serviços de informações chineses, durante viagens a Xangai. Também em 2017, a diplomata norte-americana Candace Marie Claiborne, foi acusada entregar informações a agentes chineses em troca de milhares de dólares em dinheiro.

China vai ampliar a todo o país um programa piloto que já funciona em Xangai e que visa evitar que agressores sexuais trabalhem com crianças, através da elaboração de uma lista negra para os empregadores consultarem. Segundo o jornal oficial China Daily, a medida afastará pessoas com antecedentes de agressão sexual ou indecência face a menores de trabalhar em 11 profissões. Estas estão relacionadas com escolas, jardins de infância, centros de formação, instituições médicas, espaços de diversão, estádios ou bibliotecas. No processo de recruta de trabalhadores para aquelas 11 profissões, os empregadores terão que consultar a base de dados e verificar antecedentes. O programa vigora em Xangai, a capital económica da China, desde Agosto passado e, até agora, verificou mais de 7.000 candidatos a postos de trabalho sem detectar qualquer irregularidade. Dados oficiais mostram que, entre Janeiro de 2017 e Abril deste ano, os tribunais do país condenaram 60.000 pessoas por infringir os direitos de menores, incluindo abusos sexuais, sequestros ou causar lesões. A maioria das vítimas tem menos de 14 anos e provém de famílias de trabalhadores rurais migrados nas cidades.

AMBIENTE VEÍCULOS MOTORIZADOS SÃO A MAIOR CAUSA DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

A

China pretende estabelecer regulamentos mais apertados para controlar as emissões dos veículos motorizados, de modo a reduzir a poluição do ar, segundo o Ministério da Ecologia e do Meio-ambiente, segundo um relatório publicado na última sexta-feira. O ministério irá expandir a supervisão da qualidade dos produtos e motores a diesel, bem como incrementar o uso dos transportes ferroviários em serviços de logística visando reduzir a poluição atmosférica, segundo o relatório. Os camiões com motores a diesel, que representam apenas 7,8 por cento dos veículos motorizados da China, produzem 57,3 por cento

do óxido de nitrogénio e 77,8 por cento das partículas poluentes no ar, os dois principais poluentes no país, de acordo com o relatório. Até ao ano de 2017, a China vinha sendo o maior produtor e comprador de veículos no mundo por nove anos consecutivos, com 310 milhões veículos a circularem nas rodovias até o final do ano passado, e com um aumento de 5,1 por cento em comparação com o ano anterior. Estes veículos foram responsáveis pela emissão de cerca de 43,59 milhões de toneladas de poluentes no ano passado, uma queda de 2,5 por cento em termos anuais, segundo o documento,


china 13

quarta-feira 6.6.2018

Militar Caças simulam combate

T

RÊS dos mais avançados caças do exército chinês realizaram um exercício de combate, que foi definido no domingo por um especialista como “combinações perfeitas”. Estes exercícios de penetração de defesas antiaéreas contaram com a participação do caça J-20 e dos caças de ataque multifunções J-16 e J-10C, segundo a CCTV. Os caças do Exército de Libertação Popular (ELP) estão equipados com mísseis de médio alcance ar-ar PL-15 e mísseis de curto alcance ar-ar PL-10 durante os exercícios, segundo o portal Sina. “Estes três caças... juntamente com os dois tipos de mísseis, são combinações perfeitas”, disse Song Zhongping, um especialista militar e comentador televisivo ao jornal Global Times no domingo. “Em primeiro lugar, o caça J-20 tem a capacidade de destruir um sistema de defesas aéreas hostil, disse Song, de seguida o caça J-10C pode garantir a supremacia aérea, enquanto o J-16 ataca os alvos terrestres

inimigos”, referiu. “Os mísseis PL-15 têm a capacidade de interceptar alvos para lá do alcance visual, e os PL10 são usados em duelos aéreos de curta distância”, disse Song. Os mísseis usados por estas aeronaves podem ser produzidos em massa, com maior eficiência logística e de fornecimento. Estes exercícios reflectem também o real potencial de combate da Força Aérea do ELP, referiu Song, demonstrando a sua capacidade em todos os tipos de condições climáticas, terrenos e ambientes. Yang Wei, deputado da Assembleia Popular Nacional e designer-chefe do caça J-20, disse em declarações à CCTV que, “para atingir a verdadeira paz, não é suficiente permanecer em casa apenas à defesa. Temos de ter a habilidade de defender e atacar. O caça J-20 é uma arma agressiva com a capacidade de proteger o nosso país através do ataque e da conquista de uma posição de vantagem em todo o campo de batalha”. Diário do Povo China

DIPLOMACIA VISITA DE PUTIN CONSIDERADA COMO DE “GRANDE SIGNIFICADO”

Da Rússia, com amor Lavrov acrescentou que a Rússia concorda totalmente com a China no seu pensamento sobre a actual situação internacional e deseja fortalecer a coordenação com Pequim nos mecanismos multilaterais, tais como o G20 e ONU.

A

futura visita do presidente russo Vladimir Putin à China é de grande significado para o planeamento da próxima fase das relações sino-russas, reiterou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. Wang Yi comentou a importância da visita do líder máximo russo quando se encontrou com o seu homólogo, Sergei Lavrov, no passado domingo durante a reunião dos chanceleres dos BRICS, em Joanesburgo, África do Sul. O presidente Putin realizará uma visita de Estado à China entre os dias 8 e 10 de Junho e participará na cimeira

da Organização de Cooperação de Shanghai (OCS), afirmou Wang. Esta será a primeira visita de Putin à China durante o novo mandato do presidente chinês, além do primeiro encontro entre Xi e Putin este ano. De acordo com informações veiculadas pela agência Xinhua a reunião reveste-se de grande significado para o planeamento para a próxima fase do crescimento das relações sino-russas, afirmou Wang. A China está disposta a reforçar a coordenação com o lado russo de modo a garantir que a visita seja bem-sucedida e frutífera, e sejam promovidos

fortes impulsos ao desenvolvimento das relações bilaterais, assinalou o ministro chinês. A China e a Rússia devem fazer esforços conjuntos para que a cimeira da OCS em Qingdao, a primeira após a expansão da organização, continue a promover o “Espírito de Shanghai”, materializando os resultados positivos e práticos e transmitindo uma mensagem de solidariedade, reforçou. Por seu turno, Lavrov afirmou que Moscovo também encara o encontro entre os dois líderes máximos como sendo de grande importância à próxima visita de Estado de Putin à China. A Rússia está contente com os progressos obtidos na preparação para a visita e está disposta a fazer esforços em conjunto com a China para garantir que a mesma cumpra com todas as metas estipuladas, disse. Lavrov acrescentou ainda que a Rússia concorda totalmente com a China no seu pensamento sobre a actual situação internacional e deseja fortalecer a coordenação com Pequim nos mecanismos multilaterais, tais como a OCS, BRICS, G20 e ONU. Xinhua

PUB HM • 2ª VEZ • 6-6-18

Região Corrupção Ministro japonês abdica de um ano de salário depois de escândalo

O

ministro das Finanças do Japão anunciou que vai abdicar de um ano de vencimento, depois de um escândalo de falsificação de documentos e de favorecimento ilícito ter vindo a público. “Entrego voluntariamente 12 meses do salário de ministro, enquanto este problema continuar a abalar a confiança do público no meu Ministério e em toda a administração” japonesa, declarou Taro Aso à imprensa. As revelações sobre este escândalo, em Março, têm abalado fortemente o Governo chefiado pelo primeiro-ministro, Shinzo Abe. Os nomes de Shinzo Abe e da mulher, Akie, assim como do próprio Taro Aso foram removidos de documentos relacionados com a venda de um terreno do Estado, a um preço quase dez vezes inferior ao do mercado, a favor de

uma instituição educativa privada com ligações a Abe e à mulher. “Os documentos administrativos oficiais nunca deviam ter sido alterados antes de serem apresentados ao Parlamento e por isso estou arrependido”, sublinhou o ministro das Finanças. Taro Aso, que recusou demitir-se, recebe cerca de 30 milhões de ienes (235 mil euros) por ano. Membro de uma família de industriais, Aso é um dos governantes mais abastados do Governo japonês. Este caso levou ainda à aplicação de sanções a 20 membros do Ministério, muitos dos quais viram os salários reduzidos. De acordo com as últimas sondagens, a popularidade de Shinzo Abe caiu para os 40 por cento, o que poderá pôr em perigo a reeleição, em Setembro, para um terceiro mandato à frente do Partido Liberal Democrático (PDL).

ANÚNCIO

Acção Ordinária

n.º

CV3-13-0026-CAO

AUTOR: LOK KUOK WA, residente em Macau, na Alameda da Tranquilidade nº 93, Edifício Pak Lei, bloco 4, 7º andar EA.--RÉS: 黃汝垣, ausente em parte incerta, com última morada conhecida em Macau, no Edf. Pak Lei, bloco I, 6º andar A; 梁添信, ausente em parte incerta, com última morada conhecida em Macau no Edf. Pak Lei, bloco III, 2º andar X; 蘇啓文, 蔡良壇, 林少偉, 李健竹, 李 錫光, 徐容安, 蔡昌祝, e todos os demais indivíduos de identidade desconhecida (14 fogos), no total 23 fogos que estiveram presentes na Assembleia Geral Ordinária de Condóminos (2013) do Edf. Pak Lei, representados pela “Comissão Administrativa do Edf. Pak Lei”, PAK LEI SUN CHUEN MANAGEMENT COUNCIL, ora ausente em parte incerta, com última sede conhecida em 澳門 黑沙環永寧廣場 93 號 百利新邨 1 樓 停車場管理處, e demais interessados incertos.----------------------------------------------------* -----FAZ-SE SABER que, por este Juízo e Tribunal, correm éditos de TRINTA (30) DIAS, contados da segunda e última publicação dos respectivos anúncios, CITANDO os Réus acima identificados, na pessoa do administrador do condomínio, para no prazo de TRINTA (30) DIAS, contestarem, querendo, a Acçao Ordinária, acima identificada, conforme tudo melhor consta da petição inicial, cujos duplicados se encontram neste 3º Juízo Cível à sua disposição e que poderão ser levantados nesta secretaria nas horas normais de expediente, sob pena de não o fazendo no dito prazo, seguir o processo os ulteriores termos até final à sua revelia. Se não contestarem, não se consideram reconhecidos os factos articulados pela Autora.---------------------------------------------------------------------Consigna-se que é obrigatória a constituição de advogado, no caso de quererem contestar. -------------------------------------------------Em síntese, a Autora, pede que a acção seja julgada procedente por provada e em consequência ser declarado:----------------------------1. A nulidade de todas as deliberações da Assembleia Geral Ordinária de Condóminos (2013) do Edf. Pak Lei;------------------------2. A anulação de todos os actos executados nas deliberações em

3º Juízo Cível

causa. -------------------------------------------------------------------------- Que os membros 黃汝垣 e 梁添信 da Comissão Administrativa do Edf. Pak Lei procedam à entrega dos registos de elementos dos condóminos que estiveram presentes na Assembleia Geral Ordinária de Condóminos (2013) do Edf. Pak Lei, a fim de confirmar as identidades dos réus, procedendo a citação dos mesmos. -----------------Caso os citandos pretendam beneficiar do regime geral de apoio judiciário, deverão dirigir-se ao balcão de atendimento da Comissão de Apoio Judiciário, sito na Alameda Dr. Carlos D´Assumpção, nº 398, Edf. CNAC, 6º andar, Macau, para apresentarem seus pedidos, sendo que poderão pedir esclarecimentos através do telefone n.º 2853 3540 ou correio electrónico info@caj.gov.mo. ------------------------Para o efeito, terão de comunicar ao processo a apresentação do pedido àquela Comissão, para beneficiar da interrupção do prazo processual que estiver em curso, nos termos do n.º 1, do art.º 20.º, da Lei 13/2012, de 10 de Setembro. ---------------------------------------------R.A.E.M., 18 de Maio de 2018. -------------------------------------*


14 publicidade

6.6.2018 quarta-feira

ANÚNCIO “Aquisição, pelo IACM, de sete viaturas ligeiras hatchback” Concurso Público n° 003/IACM/2018

Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada em sessão de 25 de Maio de 2018, se acha aberto concurso público para a “Aquisição, pelo IACM, de sete viaturas ligeiras hatchback”.

ANÚNCIO “Aquisição, pelo IACM, de quatro viaturas pick-up de cabine dupla” Concurso Público n° 004/IACM/2018

Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada em sessão de 25 de Maio de 2018, se acha aberto concurso público para a “Aquisição, pelo IACM, de quatro viaturas pick-up de cabine dupla”.

O programa de concurso e o caderno de encargos podem ser obtidos, todos os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais ( IACM ), sito na Avenida de Almeida Ribeiro nº 163, r/c, Macau.

O programa de concurso e o caderno de encargos podem ser obtidos, todos os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais ( IACM ), sito na Avenida de Almeida Ribeiro nº 163, r/c, Macau.

O prazo para a entrega das propostas termina às 17:00 horas do dia 28 de Junho de 2018. Os concorrentes ou seus representantes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM e prestar uma caução provisória no valor de MOP20,000.00 (vinte mil patacas). A caução provisória pode ser efectuada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita na Avenida de Almeida Ribeiro n° 163, r/c, por depósito em dinheiro, cheque, garantia bancária ou seguro-caução, em nome do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.

O prazo para a entrega das propostas termina às 17:00 horas do dia 28 de Junho de 2018. Os concorrentes ou seus representantes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM e prestar uma caução provisória no valor de MOP25,000.00 (vinte e cinco mil patacas). A caução provisória pode ser efectuada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita na Avenida de Almeida Ribeiro n° 163, r/c, por depósito em dinheiro, cheque, garantia bancária ou seguro-caução, em nome do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.

O acto público de abertura das propostas realizar-se-á no auditório do Centro de Formação do IACM, sita na Avenida da Praia Grande, n.° 804, Edf. China Plaza 6.° andar, pelas 10:00 horas do dia 29 de Junho de 2018.

O acto público de abertura das propostas realizar-se-á no auditório do Centro de Formação do IACM, sita na Avenida da Praia Grande, n.° 804, Edf. China Plaza 6.° andar, pelas 15:00 horas do dia 29 de Junho de 2018.

Macau, aos 28 de Maio de 2018.

Macau, aos 28 de Maio de 2018.

O Administrador do Conselho de Administração Mak Kim Meng

O Administrador do Conselho de Administração Mak Kim Meng

WWW. IACM.GOV.MO

WWW. IACM.GOV.MO

Direcção dos Serviços de Finanças -Concurso Público nº 9/CP/DSF-DGP/2018-

Direcção dos Serviços de Finanças -Concurso Público nº 10/CP/DSF-DGP/2018-

Objectivo: Prestação dos serviços da administração das partes comuns do condomínio e do estacionamento do Edifício Long Cheng geridos pela Direcção dos Serviços de Finanças. Entidade adjudicante: Secretário para Economia e Finanças Entidade onde decorre o processo do concurso: Direcção dos Serviços de Finanças Prazo de adjudicação: Pelo prazo de dois anos, com início até 30 dias após a data da adjudicação definitiva Prazo e local de entrega das propostas: Dia 21 de Junho de 2018, até às 17:45 horas Avenida da Praia Grande, n.ºs 575, 579 , 585, Edf. “Finanças”, Divisão de Administração e Conservação de Edifícios do Departamento de Gestão Patrimonial – 7º andar Visita ao local de trabalho: Dia 12 de Junho o de 2018, às 11:00 horas Rua de Goa n.ºs 87 a 115, Edifício Long Cheng Data, hora e local de abertura do concurso: Dia 22 de Junho de 2018, às 10:00 horas Avenida da Praia Grande, n.ºs 575, 579, 585, Edf. Finanças – Sala de Reunião Caução Provisória: Valor: MOP $60.000,00 Modo de prestação: garantia bancária ou depósito em numerário: - Para prestação mediante garantia bancária deve apresentar documento conforme o modelo constante do ANEXO 3 do Programa do Concurso; - Para prestação através de depósito em numerário, deve ser solicitada a respectiva guia de depósito na Divisão de Administração e Conservação de Edifícios destes Serviços e, posteriormente, proceder ao depósito no banco indicado na guia. Consulta e compra do Programa do Concurso e do Caderno de Encargos: a) Durante o horário normal de expediente, na Divisão de Administração e Conservação de Edifícios (7º andar) do Edf. Finanças. Preço das cópias dos referidos documentos: MOP$50,00; ou por b) Transferência gratuita de ficheiros pela Internet na Home Page da DSF (website: http://www.dsf.gov.mo) Critérios da adjudicação: A adjudicação deste concurso será efectuada através dos seguintes critérios e percentagens: a) Preço proposto – 50% b) Experiência do serviço de administração de imóveis (desde o ano 2016 até à presente data) – 30% c) Número dos trabalhadores (formação da empresa) -10% d) Treino profissional proporcionado aos trabalhadores (desde o ano 2016 até à presente data) – 10% Nota: Em caso de encerramento destes serviços por motivos de tempestade ou outras causas de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora estabelecidas de abertura do concurso serão transferidos de acordo com os artigos nºs 5.4.º e 6.2º do Programa do concurso. O Director dos Serviços Iong Kong Leong

Objectivo: Prestação dos serviços de segurança das partes comuns do condomínio e do estacionamento do Edifício Long Cheng geridos pela Direcção dos Serviços de Finanças. Entidade adjudicante: Secretário para Economia e Finanças Entidade onde decorre o processo do concurso: Direcção dos Serviços de Finanças Prazo de adjudicação: Pelo prazo de dois anos, com início até 30 dias após a data da adjudicação definitiva Prazo e local de entrega das propostas: Dia 21 de Junho de 2018, até às 17:45 horas Avenida da Praia Grande, n.ºs 575, 579 , 585, Edf. “Finanças”, Divisão de Administração e Conservação de Edifícios do Departamento de Gestão Patrimonial – 7º andar Visita ao local de trabalho: Dia 12 de Junho o de 2018, às 12:00 horas Rua de Goa n.ºs 87 a 115, Edifício Long Cheng Data, hora e local de abertura do concurso: Dia 22 de Junho de 2018, às 15:00 horas Avenida da Praia Grande, n.ºs 575, 579, 585, Edf. Finanças – Sala de Reunião Caução Provisória: Valor: MOP $60.000,00 Modo de prestação: garantia bancária ou depósito em numerário: - Para prestação mediante garantia bancária deve apresentar documento conforme o modelo constante do ANEXO 3 do Programa do Concurso; - Para prestação através de depósito em numerário, deve ser solicitada a respectiva guia de depósito na Divisão de Administração e Conservação de Edifícios destes Serviços e, posteriormente, proceder ao depósito no banco indicado na guia. Consulta e compra do Programa do Concurso e do Caderno de Encargos: a) Durante o horário normal de expediente, na Divisão de Administração e Conservação de Edifícios (7º andar) do Edf. Finanças. Preço das cópias dos referidos documentos: MOP$50,00; ou por b) Transferência gratuita de ficheiros pela Internet na Home Page da DSF (website: http://www.dsf.gov.mo) Critérios da adjudicação: A adjudicação deste concurso será efectuada através dos seguintes critérios e percentagens: a) Preço proposto – 50% b) Experiência do serviço de administração de imóveis (desde o ano 2016 até à presente data) – 30% c) Número dos trabalhadores (formação da empresa) -10% d) Treino profissional proporcionado aos trabalhadores (desde o ano 2016 até à presente data) – 10% Nota: Em caso de encerramento destes serviços por motivos de tempestade ou outras causas de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora estabelecidas de abertura do concurso serão transferidos de acordo com os artigos nºs 5.4.º e 6.2º do Programa do concurso. O Director dos Serviços Iong Kong Leong


quarta-feira 6.6.2018

Dorme, que a vida é nada! Dorme, que tudo é vão!

«As recordações ajudam a esquecer»

Diário de um editor

devia, como no verso que dá título à crónica, roubado ao poema que rompe todas as regras e sobre quase até ao corte, rompendo as regras, para sussurrar «nos unen mis recuerdos y sus ojos cerrados.» Na sessão, García Montero teve gesto de comovente generosidade, ao ler belíssimo ensaio sobre as afinidades que encontrava na poesia do seu tradutor. Outra lição que te fico a dever, Javier. Somos vizinhos da cidade que existe nas dobras.

CLÁUDIA R. SAMPAIO

João Paulo Cotrim

CERVANTES, LISBOA, 14 MAIO Esqueço com demasiada facilidade. Se a poeira pouco importa, algumas migalhas dos dias mereciam repousar na conserva da memória. Para digerir mais tarde. Foi um dia forrado a urgências e agitação, que não lembro, embora me tenham até impedido este exercício diarístico. Podia ter nevado que o esqueceria de igual modo. No fim da tarde dou comigo sentado em mesa posta perante plateia, como em segunda tremenda adolescência, tremendo. Que desejei eu para merecer estar ali na companhia de Luis García Montero, do seu tradutor, Nuno Júdice, do pintor Juan Vida, e de Chus Visor, desmesurado editor? As capas negras da colecção Visor (50 anos, mais de 2000 títulos de poesia) escondiam a potência do desejo, claro. Júdice despertou apetites adolescentes com prosa inesperada, sim. García Montero iluminou longas tardes na Andaluzia onde aprendi sinuosidades do coração, pois. E creio que chegámos a ele por Lorca e Alberti, seus companheiros, talvez meus, se me atrevo. Mas o encontro devo-o por completo ao versado em desejo, Javier [Rioyo], que orienta a conversa exemplarmente, despida de formalidades, aberta às ondas dos que se fazem presentes e podem afirmar, contar, lembrar. Alegria, como laranjas acabadas de colher, eis tudo. Em voo, que parte de 1982 e percorre nove livros até 2017, com «À Porta Fechada», a antologia apresenta bem este labor que faz do quotidiano superfície, uma pele, na aparência transparente, que esconde/revela as convulsões que são a sua matéria, a sua carne. «Em lembrança/ do seu assombroso odor a sobrevivência,/ quero atravessar a casa/ e despir-me às escuras,/ sem incomodar,/ sem acender sequer as luzes do espelho,/ para não me perguntar/ de que serve um oásis,/ se o coração conhece os desertos/ e sabe que o esperam/ como pegadas antigas que já vão à frente.» (de «Nocturno»). As escolhas de Nuno desenham um percurso de maturidade que nos põe a andar, com o autor, no fio da navalha e de costas para o futuro, como mandam os clássicos. Uma antologia assim, que propõe distintos caminhos torna-se lanterna. Os versos com os quais o poeta foi experimentando o tempo, o natural, a cidade, a memória e a palavra ajudaram-me de imediato a andar sobre estes dias movediços. Não que seja a função, mas sucedeu. Apanhemos os ossos do cadáver do tempo nas ondas desfeitas. Senti-me um pouco menos estrangeiro da minha intimidade. Terei aprendido a lição? «Estrangeiro na própria intimidade,/ não conhecem o meu nome/ nem as margens da plenitude,/ nem o cadáver do tempo escondido nas ondas./ Mas entendem a forma dos meus passos/

h

15

na areia que cai,/ se confundo o relógio com o deserto/ ou vigio a casa tal como ao horizonte,/ e na minha taça de dúvidas cabe o mundo,/ e no valor encontro cobardia,/ nos olhos a noite com a sua luz/ e o coração da criança/ numa alma de antigas corrupções.» Também acontece mundo e até política, essa arte de saber construir casas que nos abriguem, dúvidas onde caibam o mundo, e desejos que poderão sempre afundar-se. De «Meia estação»: «Contra o meu corpo,/ o seu passado e as suas razões,/ a história devolve-me/ o repto de viver/ como numa segunda adolescência.// Volto a temer aquilo que desejo,/ outro luxo encantado nesta parte/ de minhas horas tardias. Não preciso do mundo/ que discute e ama e transborda/ com as suas regras alheias/ no andar de baixo.// Quero a minha residência, embora a casa/ seja uma árvore doente. Aqui estão a memória/ de ter sido, os anos de anseios,/ a chuva do caminho em cada livro/ que ainda guardo e a janela/ para aquela cidade que só existe/ dobrada com a minha roupa.» Falo mais do que

MYMOSA, LISBOA, 15 MAIO Recebo a mesa (quase) completa da noite anterior em visita de cortesia e amizade. Encontro-os cansados de tanta cultura e património e passeio, levo-os à sala de estar para assistir em directo à barbárie: em Alcochete anunciavam o desmando com fragmentos de imagens. Tentávamos a todo o custo trazer a conversa para poetas, leituras, antologias possíveis e impossíveis, comentários soltos, mas era impossível. Foi chegando gente, como se o plenário voltasse a ter assim, de Moçambique, de Macau, aqui do lado, mas era impossível. Estávamos em plena peça de absurdo, Ubu era imperador e desinteressante, usava barba e gritava às riscas. MUSEU BORDALO PINHEIRO, MERCADO SANTA CLARA, LISBOA, 18 MAIO Corrida entre lado e outro para apresentações falhadas. O Museu sentiu-se incomodado com a opinião da apaixonada, Isabel [Castanheira], no seu «Una Piccola Storia d’Amore». Sou capaz de perceber, quando se troca carne por papéis, tendemos a perder noção do sangue. Mas não me caiu bem a deselegância de convidar e depois pedir desculpa por isso, em público. Aprendi a estimar mais quem coleciona sabendo do que quem pensa sem arriscar. Logo a seguir, o que parecia mal-entendido modernaço – convocar lançamento para a hora de jantar – reveliu-se arrogância de senhores para quem a

A jardineira faz selfies, ora ruivas, ora com palavras, mas que precisa sempre do enquadramento vegetal. Diz-nos que muito crescer tendo nós como epicentro da horta: asas, olhos, pétalas, fuste, cabelos, seios, coração, mesmo que seja «coração prefácio à espera de ser escrito»

criatividade se faz meio de fortuna. Era mesmo ali, no meio do nada, fosse hora ou sítio, que «O Sono Desliza Perfumado», em torno da publicidade ilustrada, do Jorge [Silva] devia ser apresentado. Como se não bastasse, ainda tivemos que ouvir o histérico dono do microfone a tentar correr com quem estava em lugar nenhum. Saudade dos pianistas de bordel. S. JOSÉ, LISBOA, 21 MAIO Deveria escrever hospytal de tantas vezes te visito? De qualquer modo, preparo-me com Garcia Montero, e atente-se no fulgurante título, «A Ausência é uma Forma do Inverno»: «assim dói uma noite,/ com esse mesmo inverno de quando tu me faltas,/ com essa mesma neve que me deixou em branco,/ pois de tudo me esqueço/ se tenho de aprender a recordar-te.» HORTA SECA, LISBOA, 22 MAIO Na minha parede pobre brilham traços de negro, morse de expansiva alegria, uma mulher de braços levantados. Júlio Pomar (1926-2018) entrou em mim pelos livros, como tantas outros, oriundos do Círculo de Leitores, iluminando textos de José Cardoso Pires, que, não fora a minha inépcia, poderia ter sido abysmado. Temos para um século de carnes e superfícies por desvendar. Não consegui ir, também por insanável melancolia, ao novo mausoléu oficial dos sem-basílica, o Teatro Thalia. (Quem o baptizou de mausoléu foi o saudoso Diogo Lopes, que, após assinar a recuperação, logo o inaugurou nessa triste função de forma do inverno, tendo sido depois seguido pelo vanguardista, Manel Reis.) HORTA SECA, LISBOA, 23 MAIO Desmonto em ápice inglório os originais irregulares (exemplo algures na página) da Cláudia R. Sampaio, a que demos, trocando mensagens e por causa de maiúsculas espontâneas, o título de «NÃO ESTAVA A GRITAR». Para mim, a pintura da Cláudia levanta sempre a voz, mas a das plantas e das flores, um jardim bonsai de ervas daninhas e iluminuras e anjos. E seres, dos que se soltam das palavras. E de nós. A jardineira faz selfies, ora ruivas, ora com palavras, mas que precisa sempre do enquadramento vegetal. Diz-nos que muito crescer tendo nós como epicentro da horta: asas, olhos, pétalas, fuste, cabelos, seios, coração, mesmo que seja «coração prefácio à espera de ser escrito».


16 desporto

6.6.2018 quarta-feira

AUTOMOBILISMO CHARLES LEONG ASSINA COM EQUIPA INGLESA

Ao volante na F3 Ásia

Depois de meses de impasse, o jovem piloto de Macau, Leong Hon Chio, mais conhecido no meio por Charles Leong, confirmou que vai participar no renovado Campeonato Asiático de Fórmula 3 na temporada de 2018 um piloto que já conduziu de Fórmula 3 nos circuitos europeus, assinou para guiar um dos monolugares construídos pela Tatuus e igual para todos os concorrentes. O Campeonato Asiático de Fórmula 3 tem início marcado para o fim-de-semana de 13 e 14 de Julho na Malásia e na sua temporada de estreia é composta por cinco eventos, cada um com três corridas, passando pelos circuitos de Sepang, Ningbo e Xangai.

MISSÃO GP

Charles Leong, piloto “Estou bastante entusiasmado por me juntar a uma equipa tão experiente que opera em múltiplos campeonatos. Estou plenamente confiante de que seremos competitivos na F3 Ásia este ano.”

O

piloto de 16 anos conseguiu encontrar as condições necessárias para assinar pela Hitech Dragon GP, o braço asiático da experiente equipa inglesa Hitech GP. Na temporada passada, Leong conquistou o feito de ter vencido, de uma assentada, o Campeonato da China de Fórmula 4 e o Campeonato Asiático de Fórmula Renault 2.0. Para Oliver Oakes, o responsável máximo da

Hitech GP, o piloto que deu os primeiros passos no automobilismo no Kartódromo de Coloane é uma forte contratação. “O seu sucesso nos últimos anos provam que ele é um piloto extremamente capaz e nós estamos confiantes que ele vai brilhar durante esta época”, afirma o inglês. Depois de analisar as propostas que tinha de várias equipas, Leong escolheu aquela apresentada pela formação baseada nos

arredores do circuito de Silverstone. “Estou bastante entusiasmado por me juntar a uma equipa tão experiente que opera em múltiplos campeonatos. Estou plenamente confiante de que seremos competitivos na F3 Ásia este ano”, assevera o piloto. A Hitech Dragon GP irá inscrever três carros no campeonato certificado pela FIA, sendo que para além de Leong, também o sul-africano Raoul Hyman, PUB

DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE FINANÇAS E D I TAL Contribuição Predial Urbana Faz-se saber, nos termos do disposto no artigo 95.º, n.º 2, do Regulamento da Contribuição Predial Urbana, aprovado pela Lei n.º 19/78/M, de 12 de Agosto, que, durante os meses de Junho, Julho e Agosto de 2018, estará aberto o cofre da Recebedoria da Repartição de Finanças de Macau para o pagamento voluntário da única prestação da contribuição predial urbana, em relação aos prédios constantes das matrizes desta Repartição. O prazo da cobrança à boca do cofre é de trinta dias, com início no 1.º dia do mês indicado no documento de cobrança. Findo o prazo da cobrança à boca do cofre, terão os contribuintes mais sessenta dias para satisfazerem as suas colectas, acrescidas de três por cento de dívidas e juros de mora legais, conforme o disposto no artigo 96.º, n.º 1, do citado Regulamento. Decorridos sessenta dias sobre o termo do prazo da cobrança voluntária, sem que se mostre efectuado o pagamento da contribuição liquidada, dos juros de mora e três por cento de dívidas, proceder-se-á ao relaxe. Aos, 8 de Maio de 2018.

O Director dos Serviços, Iong Kong Leong

Ao assinar pela Hitech GP, Leong dá mais um passo rumo ao sonho de correr no Grande Prémio de Macau de Fórmula 3. A equipa britânica está presente no Campeonato da Europa FIA de Fórmula 3 e conta estar entre nós no mês de Novembro para participar na corrida rainha da categoria. Os monolugares do europeu da especialidade são os utilizados na prova do Circuito da Guia, mais potentes e mais rápidos que aqueles que vão dar corpo à competição no continente asiático. O HM sabe que Leong não tem ainda nenhum acordo com a Hitech GP para a prova, mas este assunto deverá ser discutido mais tarde no ano. Desde 2015 que Macau não conta com nenhum representante na prova de Fórmula 3 do Grande Prémio. Caso o jovem piloto do território consiga alinhar na corrida, então estará finalmente habilitado a receber o subsídio para os pilotos de Macau que correm além fronteiras, o que será um apoio vital para que possa continuar a subir degraus na pirâmide do automobilismo mundial. Sérgio Fonseca

info@hojemacau.com.mo

FUTEBOL BESSA ALMEIDA DISTINGUIDO PELO CONSULADO

C

onhecido como um apaixonado do futebol local e figura presente nos jogos do território com a sua máquina de fotografar, Bessa Almeida foi distinguido ontem pelo Consulado de Portugal e pela Casa de Portugal, ao receber duas camisolas assinadas pelos representantes das instituições. “Foi uma surpresa, porque me tinham pedido para passar no Consulado para receber uma camisola. Mas depois acabei por receber duas, uma para colocar dentro de moldura que está assinada pelo Cônsul [Vítor Sereno] e pela Dr.ª Amélia António [presidente da Casa de Portugal] e outra para vestir nos estádio”, relatou, ao HM, Bessa Almeida, também responsável pela

página Macau Bolinha Bolão. “É normal trocarem-se e darem-se camisolas, mas chamarem-me assim e depois receber uma camisola assinada, deixou-me muito contente. É um presente muito especial até porque estamos no mês de Portugal!”, acrescentou. Depois de ter vivido vários anos em Macau, Bessa Almeida voltou a Portugal, ainda antes da transição, regressando definitivamente ao território em 2012. Desde então, tem sido uma presença constante nos estádios, também com o intuito, confessa, de promover o desporto-rei em Macau. Foi também por esse motivo que já anteriormente tinha recebido uma camisola do Sporting de Macau, assinada pelos responsáveis e jogadores.

Ténis 13 pessoas detidas na Bélgica por suspeita de manipulação de resultados

O Ministério Público belga anunciou ontem que as autoridades locais detiveram 13 pessoas para interrogatório no âmbito de uma investigação sobre manipulação de resultados no ténis profissional desde 2014. Segundo a entidade, foram feitas 21 buscas, a maioria na capital Bruxelas, devido a suspeitas da existência de um grupo de crime organizado arménio-belga, que se concentrava na viciação de resultados. Alegadamente, este grupo tem tentado, desde 2014, corromper jogos dos circuitos Futures e Challenger, provas de divisão inferior e onde existe pouca captação de imagem e vídeo. Numa altura em que decorre o torneio Roland Garros, em França, segundo torneio do ‘Grand Slam’, não foi referido qualquer nome de atletas sob suspeita.


25 26 31 26 quarta-feira 6.6.2018 5 1 2 73 6 38 94 8 4 6 3 7 5 1 17 9 (f)utilidades 5 5 81 8 7 6 7 9 4 3 2 8 6 32 9 2 4 51 7 1 8 2 4 7 6 3 9 9 3 4 58 2 5 7 2 7 6 1 6 7 2 4 3 91 9 8 5 9 1 5 2 8 4 7 7 9 4 91 5 1 86 2 6 3 9 54 8 4 3 6 1 2 7 7 9 1 25 2 8 4 3 4 6 2 4 8 6 5 1 5 T E M P O T 1 T R O V O A D A M I N 62 52 7 M A1X 8 3 0 H U M 7 5 - 9 8 %4 •6 E R O1 93. 483 2B A7H T 0 . 2 57 6 Y U9 A N3 12. 286 5U 9 3 5 39 4 9 6 3 1 4 3 2 49 2 9 7 68 5 8 2 8 3 7 4 56 15 9 1 9 1 5 3 9 4 7 1 75 7 2 8 4 6 3 9 3 5 7 2 1 9 6 VIDA DE CÃO 2 2 8 1 6 47 9 7 3 5 O QUE FAZER 45 9 5 3 7 2 8 1 6 3 8 6 4 7 2 43 94 9 1 6 5 2 8 7 8 ESTA SEMANA O PRAZER 3 7 8 6 81 5 1 4 9 2 4 9 1DE8 3 5 28 2 36 3 79 7 1 4 5 4 25

MACAU INTERNATIONAL FASHION WEEK DESFILE DO DESIGNER MACAENSE NUNO LOPES Conrad Macau | Das 18h30 às 19h00

Amanhã

CONCERTO | “UPPERCUTZ X POMEGRANATE SOUNDS PEARL RIVER DELTA MINI TOUR” Live Music Association | Das 22h00 às 3h00

Sexta-feira

UMA NOITE COM PIANO NA GALERIA Fundação Rui Cunha | Das 18h00 às 20h00

Sábado

GLOBAL WELLNESS DAY MACAU Hotel St. Regis | Das 9h00 às 18h00 CONCERTO “UPPERCUTZ X POMEGRANATESOUNDS PEARLRIVERDELTA TOUR” Live Music Association | Das 20h00 às 00h00

Cineteatro

27 6 9 6 9 45 7 53 8 3 1 8 3 2 34 6 4 1 7 5 7 5 19 3 94 28 4 8 3 71 5 1 2 6 98 4 4 1 6 4 6 8 7 92 5 2 2 29 85 9 5 3 4 6 7 5 6 8 4 3 1 39 2 9 9 9 7 3 7 2 8 56 1 6 4 2 1 2 6 9 7 6 73 8 3

27

O CARTOON STEPH 29 DE

29

C I N E M A

4 79 16 9 6 3 82 5 6 6 5 8 7 1 2 9 3 2 9 2 3 4 5 87 61 7 8 32 5 2 71 6 19 4 1 6 8 9 8 43 5 3 2 4 2 7 4 7 1 3 98 5 8 1 7 1 6 54 82 4 23 9 9 5 9 4 31 2 1 7 6 8 3 8 2 67 9 7 4 1 SOLUÇÃO DO PROBLEMA 29

UM LIVRO HOJE

THE WALL SALA 1

SOLO: A STAR WARS STORY [B] Um filme de: Ron Howard Com: Alden Ehrenreich, Woody Harrelson, Emilia Clarke 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 2

THE WALL [C] Um filme de: Doug Liman Com: Aaron Taylor-Johnson, John Cena 14.30, 21.30

WHEN SUN MEETS MOON [B] FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Benny Lau Com: Kathy Yuen, Daichi Harashima, Aimee Chan,

2 9 6 8 3 1 7 4 5

Danny Summer 16.15, 18.00, 19.45 SALA 3

LOVE CHUNIBYO AND OTHER DEKUSIONS [B]

30 1 1 4 3 9 2 7 6 8 2 2 5 86 8 3 4 1 9 7 8 8 79 1 7 1 5 3 6 3 2 4 7 42 4 5 18 9 1 9 6 5 3 68 6 9 7 9 4 1 2 9 16 1 3 4 82 5 8 7 5 6 7 9 2 1 8 35 3 83 8 2 94 9 75 7 1 4 1 5 67 3 6 3 2 9

30

PROBLEMA 30

3 9 6 2 7 4 8 1 5 5 9 2 3 1 7 4 6 8

DESTINY: THE TALE OF KAMAKURA [B]

www. hojemacau. com.mo

4 1 3 7 5 6 8 9 2

33 2 4 9 3 1 8 6 5 7

8 1 6 5 2 7 9 4 3

3 7 5 6 9 4 1 8 2

6 2 7 4 3 5 8 1 9

4 9 3 8 7 1 5 2 6

1 5 8 9 6 2 3 7 4

7 3 2 1 5 6 4 9 8

5 6 4 7 8 9 2 3 1

35 1 2 6 7 8 3 9 4 5

5 9 7 4 2 1 3 6 8

3 8 4 9 5 6 2 7 1

8 7 1 2 3 5 4 9 6

4 5 3 6 9 7 1 8 2

2 6 9 8 1 4 7 5 3

7 3 5 1 6 9 8 2 4

6 4 2 3 7 8 5 1 9

Declaração prévia: não conduzo há bastante tempo. Gosto de o fazer, não aposto muito nas grandes velocidades, como aquelas pessoas que andam a 200 km/h na auto-estrada. Conduzo um pouco como sou na vida: às vezes o meu pé pesa mais no pedal do acelerador porque tenho uma certa ansiedade e não gosto de perder tempo desnecessário. Acho, contudo, que sou boa condutora. Aprendi a fazê-lo com espaço, com grandes e pequenas velocidades. Aqui em Macau fico eu, e ficamos todos nós condutores com o mínimo de bom senso, chocados com o que se vê: pés descontrolados nos pedais (não existe equilíbrio no travão, nem sequer ponto de embraiagem direito), carros que sobem rotundas e outros acidentes inexplicáveis. O Governo vem agora com a proposta de alteração da lei do trânsito rodoviário. Afirma que aumentar as multas e as molduras penais funciona e até pondera introduzir o sistema de carta por pontos. Tenho a sensação, contudo, que aumentar as sanções não vai reduzir a sinistralidade, porque esta existe por pura incompetência de muitos. Em Macau conduz-se demasiado e mal. Os condutores dos autocarros são de fugir e constituem muitas vezes um verdadeiro perigo para as pessoas, com ou sem kit de mãos livres. Os taxistas idem aspas, com a agravante de poderem ser um perigo para as pessoas por outros motivos. Algo vai mal nas escolas de condução do território e é isso que é preciso avaliar. Andreia Sofia Silva

O POETA ASSASSINADO | GUILLAUME APOLLINAIRE

Este conjunto de contos reúne alguns dos melhores trabalhos do autor francês em prosa. Guillaume Apollinaire é um vulto da vanguarda cultural do final do século XIX, conhecido por ter cunhado o termo “surrealismo”. Foi amigo de Picasso, Duchamp, Max Jacob, Blaise Cendrars, entre outros, e ao longo da sua curta vida mostrou total dedicação às artes mais revolucionárias. Publicou Sade e foi acusado de cumplicidade no roubo de “Mona Lisa” do Museu do Louvre e viveu orgulhosamente em infâmia artística. “O Poeta Assassinado”, a par de “Álcoois”, é um dos seus mais importantes trabalhos, revelador da sua veia cáustica e profundamente libertária. João Luz

FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Tatsuya Ishihara 14.30, 16.30, 21.45

FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Takashi Yamazaki Com: Masato Sakai,Mitsuki Takahata 19.15

2 4 1 9 7 6 3 8 5

28 86 8 1 2 9 4 7 5 4 5 57 5 63 6 48 4 2 1 92 9 14 1 5 3 8 7 9 54 7 5 7 1 6 1 3 8 8 63 6 4 2 5 9 1 9 1 27 2 8 3 5 9 6 5 6 4 2 7 15 1 6 9 8 3 5 6 9 43 8 4 7 8 7 1 2 3 3 1 8 9 27 2 6 4

28

BEM CONDUZIR

S U D O K U

?

Hoje

2 9 7 3 1 8 4 5 6

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


18 opinião

6.6.2018 quarta-feira

sexanálise

VENUS AND CUPID, RUBENS, PETER PAUL

V

AMOS falar sobre a velhice, sobre ser-se velho e ser-se mulher: quando a vagina sofre de securas, quando os afrontamentos são constantes, quando a menstruação pára de aparecer mensalmente. O envelhecimento da nossa sexualidade não é de fácil compreensão porque está envolta em muitas falsas concepções e expectativas. Ora porque os velhinhos não são sexuais, ora são desinteressados, ora são ‘xéxés’ de todo. A menopausa durante muito tempo esteve sob o paradigma médico como uma ‘doença’, uma falha grave dos órgãos reprodutores, e não como um processo natural de desenvolvimento. Ora isto traz alguns problemas à partida: se há uma história que lida com a velhice de forma patológica, que esperança temos nós de percebê-la de outra forma? O que nos têm tentado convencer é que a menopausa pode ser ‘curada’ ou ‘revertida’, nomeadamente, com tratamentos hormonais. Estes tiveram o seu pico nos anos 70 (pelo menos nos Estados Unidos), e a sua utilização prolongou-se até os anos 90, mesmo que trouxessem riscos (há quem diga altos) de acidentes cardiovasculares. Hoje em dia, apesar de não ser um tratamento popular, a retórica continua a mesma, o que quero dizer com isto: ainda se tenta ‘curar’ a menopausa com tratamentos. O que não é descabido de todo porque de facto há alterações no corpo da mulher que são extremamente difíceis de gerir. Recomenda-se, contudo, cautela e tacto, para não perpetuar a noção de que a sexualidade feminina saudável deve ser equivalente a uma vagina jovem e roliça – porque isso só faz com que o corpo envelhecido seja visto como não-saudável, e doente. Claro que o cerne da questão está na visão heteronormativa e clássica do sexo, i. e., de que a penetração pénis-vagina é a única combinação possível (e digna) de sexualidade. De bem verdade que uma boa velha vagina pode sofrer alterações de forma a que penetração vaginal se torne mais dolorosa. Mas não limita a imaginação de criar outras possibilidades de sexualidade das quais os nossos corpos e as nossas mentes se possam sentir confortáveis. O que frequentemente acontece é que nós ficamos tão presos à ideia de que outras formas de sexualidade não são sexo de verdade, que a visão distorcida da velha (doente) vagina é, por vezes e infelizmente, inevitável. Espero que estejamos todos de acordo que são necessários mecanismos sociais para desfazer esta estupidez. Porque a velhice, essa sim é inevitável, agora como escolhemos vivê-la é que depende totalmente de nós – se soubermos que existem outras possibilidades. Os media

Velha vagina

TÂNIA DOS SANTOS

são importantes nesta dinâmica, por exemplo: há uma deliciosa série norte-americana com a septuagenária Lily Tomlin e a octogenária Jane Fonda que tenta fazer isso mesmo, ao explorar o mundo sexual na terceira idade. Seja porque são necessários produtos sexuais

para a mulher madura, como lubrificantes adequados ou vibradores, ou porque explora a possibilidade de ‘recomeçar’ a vida íntima numa idade avançada. Mas falar da sexualidade na velhice (e aos desafios é eles associados) sem falar da

O envelhecimento da nossa sexualidade não é de fácil compreensão porque está envolta em muitas falsas concepções e expectativas. Ora porque os velhinhos não são sexuais, ora são desinteressados, ora são ‘xéxés’ de todo

obsessão social pela juventude é descontextualizar por completo o problema. Idadismo - neologismo que nem todos os dicionários reconhecem – preconceito que tem como base a idade. Parece que no mundo ocidental andamos afectados com a tendência de julgar as velhas vaginas e os velhos pénis, na generalidade, como incompetentes. Ora, num mundo de desenvolvimento tecnocientífico, que tem aumentado a esperança média de vida, e com uma clara tendência de envelhecimento demográfico, urge uma nova visão sobre a velhice, e já agora, sobre o seu sexo.


ócios/negócios 19

quarta-feira 6.6.2018

KITROOM SPORTS, LOJA DE CAMISOLAS DE FUTEBOL, TIN U, DONO

Vestir a camisola Em Macau é frequente ver os adeptos de futebol utilizarem as camisolas dos clubes que mais gostam no dia-a-dia. Tin U com a loja Kitroom Sport alimenta a paixão local

A

PESAR de Macau não ter um futebol com o nível e o mediatismo dos grandes campeonatos europeus, a verdade é que os fãs locais gostam de vestir as camisolas das grandes equipas e selecções. Foi a partir desta particularidade cultural, e também devido ao seu gosto pelas próprias camisolas, que Tin U decidiu abrir há oito anos uma representação da Kitroom Sports no território, marca que também está presente em Hong Kong e no Interior da China. “Considero que estou à frente de um negócio muito ligado à cultura local e por isso muito particular. Muito dificilmente uma loja que apenas vende camisolas de futebol se consegue sustentar por si na Europa ou noutras regiões. Acredito mesmo que para os europeus seja estranho ver as pessoas a utilizarem no dia-a-dia as camisolas dos clubes”, começa por admitir Tin U, ao HM. “Mas a verdade é que em Macau e Hong Kong as pessoas adoram utilizar as camisolas dos seus clubes e ídolos como roupa casual. Isso permite que um negócio como este se sustente”, explicou. Quando decidiu abrir o negócio, Tin U teve igualmente em conta a sua paixão. Contudo, as suas escolhas nem sempre são mais populares, apesar de admitir ser fã de Cristiano Ronaldo. Quando foi entrevistado pelo HM, Tin U vestia mesmo a camisola de treino da selecção dinamarquesa, que foi utilizada entre 2013

e 2015. Em vez do vermelho da bandeira dinamarquesa, o equipamento é azul. “A verdade é que tenho muito interesse pelo futebol e pelas camisolas dos clubes. Como me fui apercebendo que a cultura local tinha boas oportunidades de negócio para as camisolas dos principais clubes e selecções, achei que seria um bom negócio e do qual ia gostar”, admitiu o proprietário da loja Kitroom Sports em Macau. Em relação ao top de vendas, Tin U não tem dúvidas em apontar a liga inglesa como a fonte das camisolas mais populares. No topo estão Manchester United e Liverpool, embora outras equipas que se mostrem mais fortes possam facilmente saltar para o topo da tabela de vendas. “As camisolas que se vendem mais são dos clubes da Premier League, como Manchester United, Liverpool, Chelsea, Arsenal, entre outras”, indicou. Também a liga espanhola, principalmente Real Madrid e Barcelona fornecem alguns dos produtos mais apetecíveis. No que diz respeito às selecções, as vendas são orientadas pelos países tradicionalmente mais fortes no futebol. Entre as preferências dos locais está Portugal. “Portugal, Japão França, Espanha, Alemanha são as que vendem mais. Normalmente, são as equipas que vemos constantemente nos mundiais e europeus”, admitiu. Também em relação às vendas de camisolas de selecções, Tin U recorda o Europeu de 2016: “Nessa altura, a camisola portuguesa, principalmente após a vitória na final, esgotou. Foram muito rápidas as vendas”, recorda. Também no momento da pergunta que divide o mundo do futebol não vacila: “Entre Messi e Ronaldo prefiro o Ronaldo”, responde prontamente.

CAMISOLAS DOS GRANDES

Se por um lado, a camisola da selecção de Portugal é um sucesso nas vendas, o mesmo não acontece com os três grandes, Benfica, FC Porto e Sporting. Em causa está o facto da liga ter pouca expressividade junto dos residentes locais, apesar dos jogos serem transmitidos pela TDM.

“As camisolas que se vendem mais são dos clubes da Premier League, como Manchester United, Liverpool, Chelsea, Arsenal.”

“Essas camisolas não vendem muito em relação às de outras ligas porque não são muitas as pessoas que vêem os jogos da Liga Portuguesa e isso afecta a vontade de comprar as camisolas”, justifica. O mesmo não acontece com as camisolas do futebol local, que sofreram um empurrão nesta última época com a campanha do Benfica de Macau na Taça AFC. Contudo, Tin U clarifica que o mercado das pessoas que compra camisolas dos clubes locais é muito diferente dos clientes habituais. “Há cada vez mais pessoas que gostam de comprar camisolas do futebol local. Mas é um mercado muito diferente, são as pessoas que apoiam essas equipas. Também por isso, nem todos os clubes têm camisolas para venda. Só Ka I, Sporting, Monte Carlo, Benfica de Macau e

AVENIDA DO CONSELHEIRO FERREIRA DE ALMEIDA NO.28A

Chao Pak Kei têm produtos para venda”, confessa. No que diz respeito ao negócio, Tin U diz que o mais complicado é gerir as épocas altas e baixas. O Verão é um dos melhores períodos, com a realização das competições internacionais, como os mundiais e europeus, assim como o início das diferentes ligas. Contudo, o Inverno é uma fase mais complicada. “Após o Natal, e até ao final da época, é o período mais complicado para vender camisolas. Nessas alturas, temos de procurar outras soluções, como camisolas de clubes mais alternativos como japoneses ou de ligas de Europa de Leste. Temos de tentar diversificar um bocado nessa altura”, exemplifica. João Santos Filipe

info@hojemacau.com.mo


Se nos vendemos tão baratos, porque nos avaliamos tão caros?

Explosão Onze mortos em mina de ferro no nordeste da China

PALAVRA DO DIA

GONÇALO LOBO PINHEIRO

António Vieira

SÍRIA COLIGAÇÃO OCIDENTAL MATOU CENTENAS DE CIVIS EM ATAQUE DE 2017

Onze pessoas morreram e nove outras ficaram feridas numa explosão numa mina de ferro no nordeste da China, na província de Liaoning, informou a televisão estatal chinesa CCTV. Segundo a mesma fonte, 25 outras pessoas ficaram presas devido à deflagração no interior da mina, gerida pelo grupo China National Coal. Os feridos foram transportados para o hospital e a autarquia de Benxi destacou uma equipa de socorro, segundo a CCTV. Os acidentes fatais em minas acontecem com frequência na China. Em Maio de 2017, 18 mineiros morreram devido a uma fuga de gás numa mina de carvão na província de Hunan, no centro da China. Dois meses antes, tinham morrido 17 mineiros quando se soltou o monta-cargas onde se encontravam numa mina no nordeste do país. Em Dezembro de 2016, pelo menos 59 mineiros morreram em explosões no interior de duas minas situadas na região da Mongólia Interior e na província de Heilongjiang, no nordeste da China.

Economia Moody’s prevê crescimento a médio prazo para Macau

PUB

A agência de notação financeira Moody’s atribuiu a Macau a nota “Aa3”, o que significa que o território é um emissor de dívida a longo prazo “com perspectivas de estabilidade no futuro”, uma vez que “o Governo tem registado lucros financeiros e não tem quaisquer dívidas”. Isto significa que Macau se encontra no grupo dos países e regiões “com investimentos de alta qualidade e com risco de incumprimento de crédito muito reduzido”. De acordo com o comunicado emitido pela Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM), “com base no apoio de crescimento do jogo e do turismo nãojogo, a Moody’s prevê que a economia manterá o seu crescimento a médio prazo”. “Segundo a Moody’s, durante o período de ajustamento económico, ocorrido entre o início de 2014 e meados de 2016, a RAEM conseguiu manter uma capacidade financeira e estado de receitas e de despesas sólidos, factos estes que salientaram a sua alta capacidade para aliviar o impacto económico”, explica o comunicado.

quarta-feira 6.6.2018

O

Antes do adeus João Laurentino Neves deixa direcção do IPOR em Julho

“´

E

uma informação correcta.” Foi desta forma que João Laurentino Neves, director do Instituto Português do Oriente (IPOR), confirmou ao HM a notícia da sua saída da instituição, que acontecerá no final de Julho. A informação tinha sido avançada ontem à noite pela TDM. “É um ciclo que se fecha. Cumpri dois mandatos, creio que bem, e fecha-se este ciclo como director do IPOR. Abrir-se-ão outros ciclos também para a instituição. São dinâmicas normais”, acrescentou. João Laurentino Neves faz um balanço positivo do cargo que desempenhou ao longo de dois mandatos, que tiveram início em 2012. “Creio que o IPOR é hoje uma instituição que está mais sólida, que tem uma área de intervenção mais alargada,

quer do ponto de vista da sua essência, enquanto formação da língua portuguesa mas também do ponto de vista regional. A instituição alargou novamente o seu âmbito para fora de Macau”, considerou o director. “Parece-me que os objectivos essenciais do planeamento estratégico que tinha sido elaborado e apresentado foi efectivamente cumprido”, completou. Com o fim da experiência, Neves vai igualmente deixar o território. A saída já tinha sido avançada aos associados do IPOR em Março, altura em que se realizou a assembleia-geral da instituição. “Os associados estarão certamente a preparar o processo para a escolha de um novo director. É uma decisão de que os associados estão a par. Foi uma matéria discutida na última assembleia-geral, na perspectiva de poder não haver

continuação para um novo mandato”, revelou. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses e Ingleses pela Universidade do Porto, João Laurentino Neves chegou a Macau para assumir a direcção do IPOR em 2012. Além de ter desempenhado funções em Portugal, no currículo conta igualmente com passagens por Moçambique, onde instalou o Centro de Língua Portuguesa na Universidade Católica de Moçambique e foi docente, assim como por Cabo Verde, onde foi nomeado para as funções de Adido Cultural junto da Embaixada de Portugal na cidade da Praia, que acumulou com o cargo de Director do Centro Cultural Português. Em relação ao futuro, João Laurentino Neves afirmou ainda não ter saber o que o espera. J.S.F.

S ataques da coligação internacional para expulsar os ‘jihadistas’ do grupo Estado Islâmico do seu bastião na Síria, Raqa, mataram centenas de civis e deixaram a cidade “em ruínas”, segundo um relatório da Amnistia Internacional divulgado ontem. Nos ataques em causa, considera a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos, a coligação foi responsável por “violações do direito humanitário internacional”. A ONG investigou a operação militar da coligação liderada pelos Estados Unidos entre 6 de Junho e 17 de Outubro de 2017 para expulsar os ‘jihadistas’da cidade que declararam sua “capital” na Síria. Investigadores da Amnistia visitaram 42 locais atingidos por ataques da coligação e entrevistaram 112 habitantes que perderam 90 familiares, amigos ou vizinhos, “quase todos mortos por ataques da coligação”. “Quando tantos civis são mortos ataque após ataque, há claramente qualquer coisa que está errada e, para agravar esta tragédia, tantos meses passados, os incidentes continuam sem ser investigados. As vítimas merecem justiça”, afirmou Donatella Rovera, consultora da Amnistia, citada no relatório. A brutalidade do Estado Islâmico, que semeou o terror e executou numerosas pessoas em Raqa, “não isenta a coligação da obrigação de tomar todas as precauções possíveis para minimizar os danos causados aos civis”, sublinhou Rovera, apontando nomeadamente “o uso repetido de armas explosivas em zonas habitadas onde se sabia que os civis estavam encurralados”. As conclusões do relatório foram recusadas como “grosseiramente imprecisas” pelo porta-voz da coligação, o coronel Sean Ryan, que sublinhou os “esforços rigorosos” da coligação e “as informações recolhidas antes de cada ataque para destruir o Estado Islâmico minimizando os danos para a população civil”.

Hoje Macau 6 JUN 2018 #4066  

N.º 4066 de 6 de JUN de 2018

Hoje Macau 6 JUN 2018 #4066  

N.º 4066 de 6 de JUN de 2018

Advertisement