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Agência Comercial Pico • 28721006

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Mop$10

Ter para ler

Director carlos morais josé • quinta-feira 6 de junho de 2013 • ANO XII • Nº 2866

aguaceiros ocasionais min 26 max 32 hum 70-95% • euro 10.2 baht 0.2 yuan 1.2

tiago alcântara

calçada do gaio

Venham mais cinco (séculos)

Governo questionado sobre compra de obra suspensa

Página 6

Executivo autorizou transmissão de terreno à Four Seasons

Proibido vender O Governo da RAEM deu luz verde à transmissão de terreno à subsidiária da Venetian. Contudo, deixou um claro aviso ao Four Seasons: nem os apartamentos podem ser vendidos, nem a finalidade do terreno pode ser alterada. “Não se podem servir dessa transmissão como uma acção imobiliária, não há venda de apartamentos, não há, não há”, afirmou o director da DSSOPT, Jaime Carion. A saída para os quartos pode ser o regime de ‘time-share’, ou seja, a possibilidade de haver múltiplos donos para um mesmo quarto. página 3

empreendedorismo

Mais contacto entre empresários da China e Europa

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Última tiago alcântara

Página 5

um problema chamado gestão financeira

• Cotai

lei de terras

Shun Tak pediu terreno para construir hotel

Rescisão de concessões para quem não cumprir

Página 4

Página 2 tiago alcântara

• Fórum de economia


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política

quinta-feira 6.6.2013

www.hojemacau.com.mo

Lei de Terras Transmissão de quotas de sociedades com terrenos tem de ser declarada

Rescisão da concessão na calha joana.freitas@hojemacau.com.mo

Q

uando a nova Lei de Terras estiver em vigor, transmissões de quotas de sociedades que detenham terrenos vão ter de ser declaradas ao Governo. A conclusão saiu da última reunião entre Governo e deputados da 1ª. Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) – encarregues de analisar na especialidade a revisão à Lei de Terras. A lei prevê que os terrenos não possam ser transmitidos e é considerada uma transmissão quando a sociedade detentora do terreno venda quotas da empresa a terceiros. “A partir da venda de 10% das quotas, então tem de ser

comunicado ao Governo”, explica Kwan Tsui Hang, presidente da comissão. “Se não comunicar, então o Governo pode aplicar sanções da primeira vez e, se repetir, então pode vir a ser-lhe aplicada rescisão do contrato.” Já a transmissão de 50% das quotas dos sócios é considerada equivalente a uma transmissão do terreno.

banístico” -, mas uma concessão definitiva pode pedir a alteração. “Carece de autorização, no entanto”, relembra Kwan Tsui Hang. Já no caso de o terreno ter sido concessionado sem concurso público, a alteração da finalidade não pode ser feita.

tiago alcântara

Joana Freitas

Trocas pelo interesse público

Da reunião de ontem saiu ainda a conclusão de que vão ser permitidas trocas de terrenos entre Governo e particulares, sem lugares a indemnização. A ideia é defender o interesse público. “A troca de direitos sobre terrenos é possível, incluindo entre Governo e particulares. Em relação a esta troca, se for da iniciativa do Governo, pode ser feita em três situações: construção da via pública, de habitação pública ou instalações públicas de cuidados médicos”, revela Kwan Tsui Hang. Troca que terá de ser feita baseada num acordo entre quem troca e o Executivo e que não dá direito a indemnização. “Se o particular não concordar com a troca, então pode não trocar, ou seja não há aqui uma obrigatoriedade. Isto é claro.”

Alterações para alguns

No dia em que o Governo apresentou uma versão alternativa da proposta de revisão da lei, foi ainda atingido um consenso entre deputados e Executivo. Não vai ser permitida a alteração da finalidade dos terrenos em caso de concessões provisórias – “excepto em caso de alterações ao planeamento ur-

Avaliação do impacto ambiental na Lei Sobre o regime de avaliação ambiental, Kwan Tsui Hang assegura que o Governo vai elaborar uma norma detalhada a propósito disto, “sobretudo em projectos de grande envergadura”, que, diz a deputada, “já que [a Lei] carece de obrigar a que seja feita uma avaliação do impacto ambiental”. A deputada assegura que os deputados pretendem introduzir a obrigatoriedade de uma avaliação ambiental na proposta de lei, já que esta é aplicável na prática, mas não está expressa na lei. A situação sobre que tipo de avaliação terá de ser feita consoante o tamanho da construção é também para ser discutida, porque não está também explícita na lei.

Ensino Atribuídos mais de cem milhões para Escolas

Desenvolvimento Educativo na mira O

Fundo de Desenvolvimento Educativo alocou mais de cem milhões de patacas só no primeiro trimestre para o Plano de Desenvolvimento das Escolas. Os dados foram ontem publicados num despacho em Boletim Oficial

(BO), inseridos nos montantes financeiros atribuídos nos primeiros três meses do ano. Um total de 103,924,240 patacas foi quanto o Fundo despendeu em diversas escolas com o Plano criado em 2011. O projecto inclui

a melhoria de instalações, actualização de equipamentos, contratação de pessoal e melhorias na avaliação dos alunos. A maioria das escolas pediu dinheiro para este Plano mais do que uma vez, ou por terem diversas

secções ou pelos turnos de ensino nocturno e diurno. O Plano para o Desenvolvimento das Escolas inclui, por exemplo, formas de incentivo à leitura, que necessitam de promotores a tempo inteiro nas escolas. Já no último trimestre do ano passado, o Governo gastou 186 milhões de patacas com este projecto. Segundo os dados ontem analisados pelo Hoje Macau, 52% do total do dinheiro atribuído pelo Fundo de Desenvolvimento Educativo foi para o Plano. O Fundo gastou, contudo, mais de 198 milhões de patacas em subsídios. Entre apoios diversos para várias escolas, uma boa parte do dinheiro foi gasto em subsídios para o Plano Piloto do Currículo dos ensinos infantis e primário. Este é um plano do Executivo que pretende efectuar uma reforma curricular nas escolas. - J.F.

Caso das Campas Presidente do IACM clama inocência

Raymond Tam, presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e demissionário do cargo na Comissão para os Assuntos Eleitorais, disse ontem ser inocente no caso conexo ao das campas, e que será julgado no Tribunal Judicial de Base (TJB). “Confio no nosso sistema judicial e acredito profundamente que através dos procedimentos judiciais a questão possa ser esclarecida e que a verdade venha ao de cima o mais depressa possível para que seja provada a minha inocência”, disse, em declarações reproduzidas pela TDM.

Casamata de Coloane Governo pede mais informações a empreiteiro O director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Jaime Carion, afirmou ontem aos jornalistas que o Governo pediu mais detalhes ao empreiteiro responsável pelo prédio que vai nascer na Rua de Entre-Campos, em Coloane, onde se situa a Casamata. “Enviámos o projecto às entidades competentes que, depois de apreciarem sobre a matéria, emitiram pareceres que dizem que, para uma melhor apreciação, é necessário que o empreiteiro nos faça chegar mais informações.” O aproveitamento do terreno onde se situa a Casamata tem sido alvo de polémica, devido ao forte ser histórico, mas não só. Também há a necessidade de proteger a montanha de Coloane. Jaime Carion já tinha dito que o prédio vai respeitar o ambiente. O projecto só pode ser construído até um máximo de cem metros e já foi negado o acréscimo de mais andares.


quinta-feira 6.6.2013

sociedade

www.hojemacau.com.mo

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Four Seasons Governo autoriza transmissão de terreno à subsidiária da Venetian

“Não há venda de apartamentos”

tel – toda a transmissão foi para uma subsidiária da própria empresa, para uma melhor gestão do espaço e de todo o complexo. Essa transmissão não implica alteração da finalidade, que se mantém exactamente a mesma”, assegura o responsável. “A sua exploração e utilização terá de ser [seguida] por regulamento da indústria de hotelaria, ou seja antes de explorar terá de ter uma licença atribuída pela Direcção dos Serviços de Turismo. Quanto aos apartamentos, a venda não é possível, não se podem servir dessa transmissão como uma acção imobiliária.”

tiago alcântara

Os quartos do Four Seasons podem vir a ser arrendados em regime de ‘time-share’, mas nada mais do que isso. O Governo autorizou ontem a transmissão do terreno onde está o aparthotel, mas já afirmou que nem os apartamentos podem ser vendidos, nem a finalidade do terreno pode ser alterada

Múltiplos donos para um mesmo quarto

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

O

Governo autorizou ontem a transmissão do terreno onde está construído o Four Seasons para uma subsidiária da Venetian, mas afirma que os apartamentos do hotel não vão poder ser vendidos. “Não se podem servir dessa transmissão como uma acção imobiliária, não há venda de apartamentos, não há, não há”, frisou Jaime Carion, director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT).

Num despacho ontem publicado em Boletim Oficial (BO), Lau Si Io, secretário para as Obras Públicas e Transportes, autorizava a “transmissão onerosa a favor da Cotai Strip Lote 2 Apart Hotel (Macau), S.A.” do lote onde ficam os apartamentos, num negócio que implicou o pagamento de 89 milhões de patacas pela Venetian Cotai, a sociedade detentora do terreno. Valor calculado, dizem

Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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Associação de Estudos Sintético Social de Macau (AESSM) lançou ontem um texto no Jornal de Cidadão, onde pedia uma discussão sobre o uso a dar ao terreno onde está edificada a Universidade de Macau (UMAC) na Taipa. Sabe-se que o Governo já afirmou publicamente que não irá fazer uso comercial do mesmo, pelo que não estão para ali projectados quaisquer casinos ou centro comerciais. Tanto o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io, como o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, já

as Obras Públicas, segundo a actualização do prémio de concessão, de acordo com a tabela em vigor. À margem de uma reunião na Assembleia Legislativa, Jaime Carion explicou que a parte cedida diz apenas respeito ao local onde está o aparthotel e não a todo o projecto. À semelhança do que vem publicado no despacho, também o director da DSSOPT nega que,

no futuro, os apartamentos do Four Seasons venham a ser vendidos, como era há muito especulado. Até porque nenhuma modificação é permitida quanto à finalidade do terreno. “Não há cedência de apartamentos, o que houve foi uma transmissão. Todo o complexo da Venetian tem quatro partes – hotelaria, centro comercial, parque estacionamento e apartho-

Apesar de também a Venetian assegurar que não quer utilizar os apartamentos para “fins especulativos”, a certeza de que não pode haver alteração da finalidade do terreno vem publicado em BO. “Sem a autorização prévia da RAEM, [a subsidiária] não pode vender nem transmitir qualquer acção preferencial com direito a uso de unidades de alojamento do hotel-apartamento, direito reais das unidades de alojamento, os direitos da concessão do terreno [onde se situa o Four Seasons] e deve garantir que o estabelecimento hoteleiro esteja aberto ao público e proporcione ao público alojamento.” A ideia é evitar que os apartamentos se

UMAC Quem vai ficar com os terrenos da Taipa?

Candidatos apresentam-se consideraram que o ensino deve prevalecer no velho edifício da Taipa. O texto publicado pela AESSM faz menção disso mesmo quando apresenta a história do desenvolvimento do ensino superior. “É melhor guardar um edifício para promover uma educação continua, assim como a memória comum dos graduados da UMAC”, pode ler-se no Jornal do Cidadão. Existem pelo menos dois estabelecimentos de ensino superior a mostrarem vontade de

Lei Heong Iok

tornem objecto de comercialização no mercado de imóveis privado. Através de um comunicado da Sands China, empresa mãe da Venetian, Sheldon Adelson, presidente da operadora, assegura que este era o passo que faltava para que o Cotai fosse um local de renome internacional. “Apartamentos com a marca ‘Four Seasons’ vão permitir que os visitantes obtenham um produto turístico que vai fazer com que utilizem todas as infra-estruturas da Strip do Cotai mais frequentemente e durante longos períodos de tempo.” Também Edward Tracy, director-executivo da Sands China, assegura que este é mais um motivo para a operadora investir em Macau. Os apartamentos do Four Seasons vão poder ser arrendados em regime de ‘time-share’, ou seja, objecto de múltiplos donos para um mesmo quarto: os interessados podem arrendar o quarto por um determinado período de tempo – até um ano, de acordo com a DSSOPT -, como se fosse seu. A DSSOPT já assegurou que irá fiscalizar o hotel e afirma que não quer que cada arrendamento ultrapasse os 12 meses. O pedido para esta transmissão já tinha sido feito em Março de 2010, mas só agora, e depois de um parecer favorável da Comissão de Terras em 2012, foi dada a autorização.

ocuparem o espaço que ainda é da UMAC. Aliás, o presidente do Instituto Politécnico de Macau (IPM), Lei Heong Iok, terá feito já um pedido formal, em Maio, ao Governo para direito de uso do campus da Taipa, indicando que o actual campus do IPM, no ZAPE, está superlotado. Corre o rumor que a Universidade Cidade de Macau (UCM) terá feito o mesmo No texto publicado no Jornal do Cidadão, a associação considera que o Governo deveria considerar primeiro as organizações ensino superior público, como IPM e Instituto de Formação de Turismo (IFT), uma vez que “têm mais estudantes e precisam de desenvolvimento”.


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sociedade

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Shun Tak Holdings entregou junto da Direcção dos Serviços de Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) um processo formal de pedido de um terreno na zona do Cotai para desenvolver um projecto hoteleiro. A garantia foi dada pela directora-geral da empresa, Pansy Ho, à margem da apresentação do 2.º Fórum de Economia e Turismo Global. “Tudo depende se conseguirmos o terreno e ainda estamos no processo de candidatura. Não sabemos nada até que possamos ter o terreno.” Questionada sobre a data de entrega do pedido junto das Obras Públicas e exortada a dar mais detalhes sobre o futuro hotel, Pansy Ho respondeu categoricamente “não”. “Somos uma empresa cotada em bolsa e não posso dar mais pormenores”. A Shun Tak Holdings opera na área dos transportes e tem ainda projectos na área do imobiliário, nomeadamente o projecto Nova Park, na Taipa.

MGM sem apartamentos

Pansy Ho, também presidente da MGM China, operadora que está a desenvolver um empreendimento de jogo e hoteleiro no Cotai, garantiu que não serão construídos apartamentos. “Não temos quaisquer planos”. pub

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quinta-feira 6.6.2013

Hotel Pansy Ho diz não poder avançar mais detalhes do projecto

Shun Tak pediu terreno no Cotai Quanto às actividades não ligadas ao jogo no futuro MGM no Cotai, não irão além dos 20 a 30%. “Ainda estamos em processo de encontrar boas ideias e concepções, mas haverá uma grande concentração de aspectos ligados ao entretenimento, sem ligação ao jogo.” A questão dos apartamentos foi levantada depois de se saber que a Sands China obteve autorização do Executivo para comercialização dos apartamentos do Four Seasons, um aparthotel junto ao Venetian. Pansy Ho frisou que no futuro as regras deveriam ser olhadas para que todas as operadoras tivessem igualdade de oportunidades. “Tenho de ser franca e já analisei com mais detalhes o quão racional é o formato dessa actividade. Acredito que se isso foi clarificado, do ponto de vista da lei e do Governo, no futuro outros projectos também poderiam ser tidos em consideração. Eles devem olhar para a legislação e chegar a essa conclusão.” - A.S.S.


quinta-feira 6.6.2013

Setembro será o mês da segunda edição do Fórum de Economia e Turismo Global, que promete, mais do que nunca, fomentar bolsas de contacto junto dos empresários de todo o mundo. Álvaro Santos Pereira foi convidado mas ainda não confirmou a segunda vinda a Macau

sociedade

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Negócios Esperadas mais bolsas de contacto entre China e Europa

Fórum de Pansy Ho mais atento aos empresários Meireles. Este ano o convite voltou a ser feito, mas ainda não foi confirmada a segunda visita do ministro. “Tudo depende da sua disponibilidade”, disse Pansy Ho. Entre o primeiro e segundo GTEF, a equipa que o criou (onde se inclui Edmund Ho, antigo Chefe do Executivo) não esteve de braços cruzados. Em Abril deste ano, uma delegação deslocou-se a

Portugal e a Espanha. “Levámos uma delegação de empresários e isso permitiu-nos descobrir o que os outros países fazem no turismo. Embora o tempo tenha sido limitado tivemos oportunidades para fazer contactos com visitas ministeriais. Tivemos contactos preliminares para projectos concretos. Foi uma visita de projecção e foi bastante proveitosa para projectos

futuros”, disse Pansy Ho, que elogiou ainda a medida dos vistos dourados para os chineses que querem investir em Portugal. “Há uma promoção bastante especial face aos empresários e isso é muito importante. Podemos esperar a criação de oportunidades especiais e eles (portugueses) mostram bastante interesse em criar um mecanismo de ligação com Macau.”

Por sua vez, Edmund Ho visitou, em Maio, países como o Cambodja, Laos ou Vietname, com contactos ao mesmo nível. O objectivo é “criar parcerias com os países da Indochina para se juntarem a este painel de discussão com os países da Europa, para que possa haver maior competitividade em Macau”, disse Pansy Ho.

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Excesso de turistas em discussão Um dos pontos que “estará na agenda ao mais elevado nível” será a capacidade de Macau para acolher tantos turistas, garantiu Pansy Ho. Helena de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo, disse mais uma vez que a aposta é diversificar. “Podemos desenvolver uma maior variedade de turistas e temos de melhorar o nosso produto turístico. Não posso dizer que chegámos ao nosso limite de capacidade, porque temos mais projectos que vão surgir e poderemos receber turistas diferentes.”

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

M

ais académicos e mais bolsas de contacto entre empresários da China e da Europa. São estes os principais objectivos da segunda edição do Fórum de Economia de Turismo Global (GTEF, na sigla inglesa), que regressa a Macau de 17 a 19 de Setembro, com o tema chave “revitalizar as nossas economias: investir no turismo”. A apresentação oficial foi feita ontem e Pansy Ho, empresária e secretária-geral do GTEF, não escondeu o entusiasmo. “Vai haver uma bolsa de contactos a nível empresarial para que haja uma base sólida para os empresários do turismo. Vamos promover bolsas de turismo e de negócios em que os agentes da China e do exterior possam encontrar aqui nichos de investimento únicos”, disse em conferência de imprensa. Pansy Ho lembrou ainda que o GTEF será “um Fórum bastante internacional, com empresários chineses e europeus”. “Já enviámos convites a vários países e várias províncias da China. Todos exprimiram vontade de vir, e mesmo que não seja a um alto nível, irão enviar uma delegação.”

Álvaro convidado

A primeira edição do GTEF contou com a presença do ministro da economia e do trabalho de Portugal, Álvaro Santos Pereira, e da secretária de estado do turismo, Cecília

Comércio Transacções entre China e países de língua portuguesa em queda

Já houve dias melhores

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comércio entre a China e os países de língua portuguesa estava, no final de Abril, em queda de 5,81% para 281,91 mil milhões de patacas, foi ontem anunciado. Citando dados da alfândega chinesa, um comunicado do Fórum Macau afirma que a China comprou aos países de língua portuguesa produtos no valor de 186,63 mil milhões de patacas, contra vendas de 95,28 mil milhões de patacas, números que, respectivamente,

traduzem uma queda de 11,05% e uma subida de 6,48%. Entre os principais parceiros comerciais de Pequim, o Brasil, que mesmo assim mantém a maior fatia das trocas comerciais, foi o país que viu o comércio bilateral cair de forma mais acentuada face aos primeiros quatro meses de 2012 com uma quebra de 8,41% para um total de 176,05 mil milhões de patacas. Brasília vendeu à China produ-

tos no valor de 98,14 mil milhões de patacas, contra compras totais de 77,91 mil milhões de patacas, valores que representam menos 16,37% nas importações chinesas e mais 4,63% nas vendas chinesas para o Brasil. Já com Angola, o segundo maior parceiro lusófono da China, as trocas comerciais totalizaram 93,41 mil milhões de patacas, menos 1,59% do que entre Janeiro e Abril de 2012, com as vendas de Luanda a

Pequim a caírem 4,09% para 84,21 mil milhões de patacas e as vendas da China a subirem 29,05% para 9,2 mil milhões de patacas. Portugal viu as importações chinesas caírem 12,97% para 3,2 mil milhões de patacas e as exportações de Pequim diminuírem 2,47% para 726,6 milhões de dólares (5,5 mil milhões de patacas num comércio global de 8,8 mil milhões de patacas e a traduzir uma queda de 6,65%. - Lusa


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sociedade

quinta-feira 6.6.2013

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Calçada do Gaio Empresário lança terceira carta pública no Ou Mun

Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

Estará o Governo interessado T em comprar prédio?

rês semanas depois, a “San Va Construções e Fomento Predial Limitada”, dona do prédio cujas obras estão suspensas há cinco anos na Calçada do Gaio, lançou a sua terceira carta pública no jornal em língua chinesa Ou Mun, onde coloca a hipótese de o Executivo comprar o projecto. A companhia volta a criticar o Governo por este não tomar qualquer decisão face ao embargo das obras. “Em 2006, o projecto foi aprovado pelas autoridades mas em 2008, a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) enviou-nos uma carta a dizer que o nosso projecto foi suspenso por causa do novo despacho de limite da altura do edifício”, pode ler-se na carta. “Isso já é ilegal. Macau é um Estado de Direito. Se o Governo quiser comprar o projecto para resolver

Transportes DSAT volta a repetir que Vang Iek tem de responder a chamadas

Táxis amarelos levam aviso

Ontem, mais um aviso foi deixado: os táxis amarelos têm de responder aos pedidos. Actualmente, há cem destes táxis a operar em Macau, mas a DSAT já disse anteriormente que pode aumentar para 140 as licenças de táxis amarelos. Lou Ngai Wa disse que, quando for Fevereiro do próximo ano, só estas 40 licenças serão dadas e as cem especiais retiradas, caso não se cumpra a situação de responder aos telefonemas. – C.L. e J.F. tiago alcântara

O

s táxis amarelos têm de atender aos pedidos de chamadas para continuarem a ser portadores da licença. O aviso foi deixado ontem por Lou Ngai Wa, director do Departamento de Gestão de Tráfego da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) aos jornalistas. O problema já não é novo e volta agora a ter destaque. A DSAT já tinha afirmado que a Vang Iek, a empresa responsável pelos táxis amarelos, estava sob vigilância, depois de se ter comprometido a acatar as cláusulas do contrato assinado com o Executivo. Cláusulas que prevêem o atendimento de chamadas quando é pedido um táxi. Este ano foi dado à Vang Iek um prazo extra de seis meses de funcionamento – após ter expirado em Fevereiro o contrato de ano e meio com a Administração – para verificar se as condições impostas pela DSAT estão a ser cumpridas. Em caso de incumprimento, a Vang Iek perde a licença.

a confusão, ofereça um preço racional e o caso não precisa de ir para tribunal. Mas, se o Governo não tiver vontade a fazer a aquisição, a autoridade tem que cancelar o despacho de suspensão da obra e devolver a nossa propriedade privada.” A San Va diz que a aquisição do edifício e a privação do direito de dispor da propriedade privada são duas coisas diferentes. No fim da carta, a companhia pede ao Governo “que pratique o que pregue” e que realize a segunda reunião para avançar com o caso, parado há mais de cinco anos. O Hoje Macau tentou obter uma reacção da DSSOPT, mas tal não foi possível. No dia 14 de Maio, quando a companhia lançou a segunda carta, a autoridade lançou um comunicado. Contudo, desta vez, a funcionária da DSSOPT explicou que, como só o Hoje Macau quis obter uma reacção, não houve necessidade de elaborar uma comunicação.

Ilha da Montanha Túnel para o novo campus deve estar concluído antes de Setembro, diz GDI

À espera de ser testado

O

Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI) assegurou ontem que o túnel que liga Macau ao novo campus da Universidade de Macau (UMAC), na ilha da Montanha, já está pronto e está a ser analisado. O GDI acredita que o túnel pode começar a ser utilizado antes de Setembro. O director do gabinete, Chan Hon Kit, ressalva, contudo, que o túnel ainda tem de ser testado. “Parece-me que poderemos

entrar no campus antes de Setembro.” Sobre quem será responsabilizado pelo colapso, que ocorreu em Julho do ano passado, o GDI diz que ainda não é conveniente revelar. Também na Ilha da Montanha, e segundo o jornal Ou Mun, já foram criadas mais de 1468 lojas na Ilha Montanha, só no ano passado. O número é duas vezes maior do que em 2011. Em média, cada dia surgem cinco novas lojas. Cerca de 105

destas lojas têm um capital social de mais de cem milhões de yuan.

Pac On pronto este ano

O GDI também afirmou que o Terminal Provisório do Pac On deverá ser concluído ainda este ano.Aafirmação já tinha sido feita em Março por Susana Wong, directora da Capitania dos Portos. Da mesma forma, o director do GDI, Chan Hon Kit, afirmou que os atrasos das obras se devem ao tempo e à falta de recursos humanos. – C.L.

Banca Residentes depositaram 388.238,3 milhões de patacas

No poupar é que está o ganho

O

s depósitos dos residentes de Macau cresceram 25,3% em Abril, face ao mesmo mês de 2012, para 388.238,3 milhões de patacas, foi ontem anunciado. De acordo com dados divulgados pelaAutoridade Monetária de Macau (AMCM), do valor global dos depósitos dos residentes de Macau, 232.787,8 milhões de patacas estavam aplicados a prazo, valor que traduz uma subida de 25,2%. Já os depósitos dos não residentes aumentaram 10,5% em termos anuais para 141.043,5 milhões de patacas, sendo que a maior subida foi registada entre

Março e Abril deste ano com 7,5% de aumento do valor. O sector público aumentou em 18,3% os seus depósitos para um total de 218.899,7 milhões de patacas, dos quais 165.123,9 milhões de patacas na AMCM e 53.775,8 milhões de patacas nos bancos locais. No capítulo dos empréstimos, a banca de Macau concedeu 216.776,5 milhões de patacas ao sector privado em Abril, uma subida de 25,6% face a igual mês de 2012, e 260.105,1 milhões de patacas ao exterior, reflexo de um crescimento homólogo de 41,9%. - Lusa


quinta-feira 6.6.2013

Maria João Belchior Em Pequim

P

residente da cidade de Pequim em Junho de 1989, Chen Xitong faleceu dois dias antes de mais um aniversário recordado em silêncio pelas vítimas. Mas o velho político com 84 anos considerado como uma das figuras principais que, depois de decretada a Lei Marcial, deu o sim para o avanço dos tanques e tropas, teve a notícia do seu falecimento embargada durante dois dias. Oficialmente o dia 4 de Junho passou mais uma vez em total silêncio em Pequim e noutras cidades da China continental. Para as vítimas, este foi apenas mais um ano de tristeza e de uma dor que dura há 24 anos, desde a noite de 3 para 4 de Junho de 1989. A notícia da morte saiu inicialmente por um meio de comunicação semi-oficial em Hong Kong e foi confirmada por fontes que preferem manter o anonimato. Até à manhã de dia 5, não havia informação confirmada sobre as cerimónias fúnebres. Numa data muito simbólica, a morte do antigo líder não chega de forma nenhuma para sossegar os familiares das vítimas. Xi Jinping que no início do mandato prometeu uma maior protecção do Estado de direito na China, recebeu críticas dos familiares e intelectuais que dizem ser o silêncio oficial apenas mais uma prova de que nada irá de facto, mudar.

A

China, com crescentes laços aos países de língua portuguesa bem como às elites económicas de outras potências emergentes asiáticas, pode servir de “âncora” para a reaproximação de Portugal à Ásia, defende o investigador Ming K. Chan. Numa palestra em Abril na Sociedade Histórica da Independência de Portugal, em Lisboa, o investigador do Centro de Estudos do Leste Asiático da Universidade de Stanford (EUA), passou em revista as relações luso-chinesas de “três oceanos, quatro continentes e cinco séculos”, este ano celebrados. “As ligações Lisboa-Macau-Pequim estenderam-se para além da China, para abranger outras áreas e populações ultramarinas, caso das redes globais de chineses no estrangeiro, incluindo poderosas elites económicas no sudeste da Ásia”, afirmou. “Em muitos aspectos, o ‘Factor China’ pode tornar-se numa âncora funcional

nacional

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Massacre de Tiananmen Xi Jinping recebeu críticas de familiares e intelectuais

Morte de Chen Xitong não apaga má memória

Chen Xitong que chegou a ser um dos escolhidos membros do Politburo depois de 1989, estava na fase terminal de um cancro. Após uns anos entre os escolhidos, foi

indiciado e acusado num processo de corrupção. Um dos mais altos líderes políticos a ser condenado à prisão, foi libertado em 2006 por razões médicas.

À semelhança de outros políticos que foram figuras fulcrais no desenrolar dos acontecimentos, Chen Xitong é um nome conhecido apenas entre membros daquela

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geração na China. Remetido a um quase anonimato desde o ano da condenação em 1998, Chen Xitong não deverá receber grande menção oficial, uma vez que foi mais um entre o lote dos membros da alta política que manchou a imagem de integridade e honestidade que o partido apregoa.

Assunto tabu

Para alguns activistas, enquanto esta geração de políticos ainda viver, será impossível referir o assunto publicamente. Li Peng, hoje com 85 anos e primeiro-ministro no ano do massacre, é outro dos nomes a que terá sempre duas vidas, uma contada nos livros de história oficial e outra pelas vítimas do massacre. Depois de ter visto as suas memórias terem a publicação adiada de 2004 a 2010, só há três anos o livro foi publicado nos Estados Unidos. Desde há mais de uma década que raramente aparece em público, a última vez tendo sido no XVIII Congresso do partido comunista em Novembro do ano passado. Mas apesar da sua aparência simbólica no palácio do povo, tal como o muito envelhecido antigo presidente Jiang Zemin, Li Peng estará em silêncio até ao final dos seus dias. Uma figura fulcral no desenrolar que tiveram os acontecimentos, Li Peng é para os familiares das vítimas o principal responsável pelo que aconteceu. Chen Xitong era mais um nome, uma má memória para muita gente e que a sua morte não apaga.

Relações luso-chinesas China pode ser “âncora” para retorno de Portugal à Ásia

Oportunidade à vista

e eficaz para a reaproximação portuguesa à Ásia no século XXI, baseada num intercâmbio de ‘soft power’ multi-dimensional”, segundo Chan. O investigador recorda um artigo de meados de 2010 em que o China Daily qua-

lificava Portugal de “pólo ibérico e ponte da China para o Mundo”, defendendo que também Macau pode ser a ponte de Portugal para a China e a China a ponte de Portugal para a Ásia. Nos últimos anos, as empresas estatais chinesas

assumiram posições de destaque nos negócios em Portugal, com a compra de participações na EDP – Energias de Portugal e Redes Energéticas Nacionais e em parcerias com a Galp Energia no Brasil ou na energia em Moçambique. No contexto da presente reaproximação portuguesa à Ásia, Ming K. Chan deixou sugestões como o aproveitamento dos “tesouros humanos” na sociedade, como os “macaenses, imigrantes e estudantes asiáticos e chineses em Portugal” e pessoas com experiência asiática, “especialmente os regressados de Macau, como os funcionários públicos ou os quadros técnicos”. Outras oportunidades, defendeu, residem na formação ao nível universitário

e numa “abordagem mais focada na Ásia pelas empresas”, na comercialização de bens e serviços, desde a tecnologia ao “design”, no turismo e na apresentação dos “íntimos laços funcionais” entre Portugal e o bloco de língua portuguesa. “Entre os países-chave asiáticos, a China deveria ser a primeira escolha óbvia a ancorar esta reaproximação portuguesa à Ásia”, referiu, segundo a sua intervenção escrita. As razões para esta primazia, sustentou, residem na robustez da economia chinesa, mas também nos laços oficiais “cordiais” entre os dois países, “sustentados por e através da cidade semi-lusitana de Macau”. “Estrategicamente, a China tem defendido o desenvolvimento de uma

relação especial de cooperação multilateral com o bloco de língua portuguesa”, sublinhou o investigador da universidade de Stanford. Os alvos prioritários são “Angola e Brasil”, principais parceiros da China em África e na América Latina, respectivamente, e a relação luso-chinesa bilateral é “vitalmente importante para o alcance global [de Pequim] e abranger 8 países em 4 continentes”, em grande medida através de Macau. Macau pós-1999, segundo Chan, tem tido “novos papéis de vanguarda, ligando, relacionando e facilitando as relações em expansão da China e do bloco de língua portuguesa, com impactos económicos e estratégicos globais significativos. - Macauhub


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Vinhos importados da UE China abre investigação anti-dumping

Disputas comerciais sobem de tom

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equim lançou uma investigação anti-dumping sobre o vinho europeu, informou ontem o Ministério do Comércio, depois de a União Europeia ter imposto tarifas sobre a importação de painéis solares da China. “O Governo chinês iniciou uma investigação anti-dumping e anti-subvenção sobre os vinhos provenientes da União Europeia”, disse o porta-voz do Ministério do Comércio Shen Danyang em comunicado. A China é o segundo maior parceiro comercial da União Europeia, mas o movimento é referido como uma ampliação dramática das disputas entre

ambas as partes, que já envolveram equipamentos de energia solar e de telecomunicações por parte de Bruxelas, e de produtos químicos e tubos sem soldagem por Pequim. Na terça-feira, a Comissão Europeia impôs impostos temporários sobre os painéis solares chineses, apesar da oposição de alguns países liderada pela Alemanha e advertência de Pequim. O comissário europeu do Comércio, o belga Karel de Gucht, disse que os painéis estavam a ser vendidos 88 % abaixo do custo no mercado europeu e que o dumping estava a prejudicar a indústria solar europeia.

Negócios China Three Gorges pronta para investir fora de Portugal

Segurança Pequim diz ter “montanhas de dados” de ataques cibernéticos dos EUA

América do Sul e Europa em análise

Internet na ordem do dia A

s autoridades de segurança na Internet da China afirmaram que possuem “montanhas de dados” apontando para extensivos ataques cibernéticos contra a China com origem nos Estados Unidos, mas negaram-se a culpar Washington, o que seria irresponsável, e pediram uma maior cooperação para lutar contra estas acções, segundo informações da Reuters. A segurança no mundo virtual é uma das maiores preocupações do governo americano, e deve dominar a agenda do encontro do presidente Barack Obama com o Xi Jinping esta semana, na Califórnia. A Casa Branca afirmou terça-feira que Obama dirá a Xi Jinping que considera Pequim responsável pelos ataques cibernéticos lançados de território chinês contra os EUA, e que o país asiático precisa de tomar medidas para impedir as ofensivas virtuais. O chefe de segurança chinês para a Internet reclamou que os americanos usam os media para despoletar preocupações que seriam melhor resolvidas

através da comunicação, e não pelo confronto. “Temos montanhas de dados que poderíamos usar se quiséssemos acusar os Estados Unidos, mas não é assim que se resolve o problema”, disse Huang Chengqing, que acrescentou que tem colaborado em diversos casos enviados pelos americanos desde

o início do ano. No mês passado, o jornal Washington Post disse que dezenas de sistemas bélicos dos Estados Unidos foram alvo dos hackers chineses. Chengqing não negou a reportagem, mas sugeriu que, se Washington quer manter os seus programas bélicos seguros, não deveria permitir o acesso online.

A UE optou por medidas progressivas: a partir desta quinta-feira será aplicada uma tarifa média de 11,8 % e dois meses depois, a 06 de Agosto, passará a 47,6 %, caso a Comissão não chegue a acordo com Pequim. Pequim “opõe-se veementemente” à medida da UE, disse Shen citado no comunicado do Ministério, descrevendo as tarifas como “impostos injustos contra os produtos fotovoltaicos chineses exportados para a Europa”. “O Governo chinês e a indústria mostraram grande sinceridade e fizeram um enorme esforço ao resolverem o assunto pela via do diálogo e consultas”, afirmou. Shen Danyang indicou ainda que a China espera que a Europa “demonstre maior sinceridade e flexibilidade para encontrar uma solução que seja aceitável por ambas as partes através de consultas.

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China Three Gorges, maior accionista individual da Energias de Portugal (EDP), está pronta para fazer grandes investimentos fora de Portugal nos próximos dias, afirmou o presidente-executivo da EDP esta terça-feira. O presidente-executivo da companhia eléctrica portuguesa, António Mexia, afirmou que o investimento é parte de um acordo com a China Three Gorges para que a companhia chinesa invista cerca de 20 mil milhões de patacas nos parques eólicos da EDP até 2015. A compra de participação de 49 por cento na unidade de energia eólica da EDP, EDP Renováveis, pela China Three Gor-

ges em Dezembro de 2012 foi a primeira operação dentro do acordo. “Para o próximo investimento, vamos diversificar a geografia”, disse Mexia à Reuters durante uma conferência do sector de energia eléctrica da Europa. Mexia acrescentou que a companhia chinesa e a EDP estão a avaliar as regiões da América do Sul e Europa, afirmando que a China Three Gorges pode investir até cerca de 10 mil milhões de patacas antes do final de 2013. “Queremos mostrar ao mercado que a parceria está a funcionar. O primeiro investimento foi em Portugal, o restante provavelmente será fora (do país)”, disse.

China e México investem cada vez mais O presidente chinês, Xi Jinping, reuniu-se esta terça-feira com o seu homólogo mexicano, Enrique Pena Nieto, um encontro que serviu para trocar opiniões sobre a cooperação entre os dois países. Para Xi Jinping, a cooperação comercial e económica entre a China e México tem aumentado nos últimos anos e alcançado bons resultados. A China é o segundo maior parceiro comercial do México. Para além disto, o México é o segundo maior parceiro comercial da China na América Latina, disse o presidente chinês, acrescentando que a China e o México investem cada vez mais de forma recíproca. Xi Jinping disse ainda que durante a visita os dois países vão resolver a questão da exportação de carne suína do México para a China. Segundo Xi, o gigante asiático vai enviar delegações de empresários ao México para estudar os projectos e explorar o mercado mexicano.


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Índia Turista norte-americana alvo de violação

Apanhada por três camionistas U Najib Razak

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organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) condenou ontem a perseguição levada a cabo pelo Governo da Malásia contra membros da oposição, que acusam o executivo de fraude nas eleições de 05 de Maio. Pelo menos seis pessoas foram acusadas na Malásia de violação da Lei de Reunião Pacífica por não terem notificado a polícia com 10 dias de antecedência da organização de manifestações contra o Governo. Milhares de pessoas manifestaram-se a 08 de Maio em Kuala Lumpur para denunciar que a coligação de partidos

Malásia ONG condena perseguição de membros da oposição pelo Governo

Acusados de sedição que governa a Malásia há 56 anos roubou à oposição a vitória nas eleições, tendo sido registados protestos semelhantes noutras áreas do país a favor de eleições limpas. “Processar activistas por organizarem protestos pacíficos é contrariar a promessa feita pelo primeiro-ministro de estabelecer um Governo que respeite os direitos na

Malásia”, declarou o subdirector do HRW na Ásia, Phil Robertson, em comunicado. O vice-presidente do partido da oposição Keadilan, Tian Chua, e os activistas Tamrin Ghafar, Haris Ibrahim e Safwan Anang estão entre os acusados de sedição, crime punido com até três anos de prisão e uma multa equivalente a cerca de 10.300 patacas.

A aliança de partidos da oposição, liderada por Anwar Ibrahim, planeia recorrer junto dos tribunais dos resultados eleitorais relativos a 27 lugares no parlamento e organizar um novo protesto em Kuala Lumpur a 15 de Junho. O primeiro-ministro malaio, Najib Razak, alega que as eleições foram limpas.

Diplomacia Moçambique reforça laços de cooperação com Coreia do Sul

presidente de Moçambique, Armando Guebuza, foi recebido, esta terça-feira, pela sua homóloga da Coreia do Sul, Park Geun-Hye, em Seul, num encontro que serviu para fortalecer os laços de cooperação económica e social entre os dois países. Guebuza iniciou, terça-feira, uma visita oficial à Coreia do Sul que, segundo o próprio, servirá para abrir várias janelas de oportunidades na cooperação política e diplomática entre Moçambique e aquele país asiático. “Não nos juntemos àqueles que dizem que as nossas relações de cooperação económica são baixas. Como governos, estamos determinados a encorajar os sectores público e privado, bem como à sociedade civil a aproveitar essas oportunidades”, disse o chefe do

Estado moçambicano, num almoço em sua honra oferecido pela presidente sul-coreana, Park Geun-Hye. O presidente africano defendeu que no caso de Moçambique as áreas de cooperação não se limitam apenas à agricultura, turismo, transportes e comunicações, energia, pescas, educação, saúde e recursos minerais e hi-

drocarbonetos, devendo passar a englobar outros sectores de actividade. Por seu lado, a presidente sul-coreana reconheceu que Moçambique é um país com enormes potencialidades de crescimento que, com clarividência de liderança, poderá atingir em pouco tempo níveis de desenvolvimento bastante elevados.

de a Polícia de Calcutá, no leste do país, ter detido um empresário por drogar e violar uma jovem irlandesa de 21 anos que fazia trabalho humanitário na cidade. Em meados de Março, uma turista suíça foi violada por seis homens e, no mesmo mês, uma jovem britânica saltou da janela do hotel para escapar ao assédio do pessoal do estabelecimento. A violação em grupo de uma jovem indiana suscitou, em Dezembro, um debate sem precedentes sobre a situação da mulher na Índia e levou o parlamento a aprovar em Março uma lei para agravar as penas contra os agressores sexuais. Desde a violação da jovem, que acabaria por morrer, a imprensa indiana divulga constantemente as violações e os casos de violência contra as mulheres.

Japão Governo quer “fazer explodir” o dinamismo do sector privado

Janela de oportunidades O

ma turista norte-americana foi violada por três camionistas na cidade de Manali, norte da Índia, informou esta terça-feira a polícia indiana. Segundo o relato que fez à polícia, a mulher, de 31 anos, estava a procura de um transporte público para regressar ao hotel, na noite de segunda-feira, depois de ter visitado alguns amigos, quando os camionistas lhe ofereceram boleia, disse o inspector Neelchand. Depois de ter entrado no camião, os camionistas dirigiram-se para um bosque próximo onde a violaram repetidamente, acrescentou a polícia. Os camionistas levaram depois a mulher de volta para a cidade, onde esta apresentou queixa na esquadra local cerca das 4h30 horas. Esta nova violação acontece um dia depois

Arquipélago atractivo O

primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou ontem que o seu Governo pretende “fazer explodir” o dinamismo do sector privado para promover a actividade económica do país e garantir um crescimento durável. “É tempo de o Japão ser o motor da recuperação internacional”, declarou Abe em conferência de imprensa ao sublinhar que a “vitalidade do sector privado” está no centro das medidas económicas do seu executivo. Ao Estado, acrescentou, cabe facilitar esta tarefa do sector privado, eliminando os obstáculos ao investimento e ao desenvolvimento. Shinzo Abe afirmou na mesma ocasião que o objectivo é tornar o Japão no país mais atractivo para as empresas. Liberalizar a venda de

electricidade, triplicar em dez anos o número de parcerias público-privadas, aumentar o investimento directo no Japão, aumentar o rendimento ‘per capita’ em 30 % em 10 anos, conseguir que dez universidades japonesas estejam entre as

100 melhores do mundo ou autorizar a venda de medicamentos pela Internet são algumas das metas do Governo japonês. A estratégia de crescimento económico do Japão será decidida e detalhada na próxima semana.


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arquitectura

quinta-feira

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Novo pavilhão da Serpentine Galle

Entre nós e K Tiago Quadros

info@hojemacau.com.mo

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o próximo Sábado inaugura a décima terceira edição do pavilhão da Serpentine Gallery, em Londres, com a participação do arquitecto japonês Sou Fujimoto. Todos os anos, a Serpentine Gallery convida arquitectos de renome internacional, ainda sem obra no Reino Unido, a projectar um pavilhão temporário que alberga actividades públicas no relvado da Serpentine Gallery, nos jardins de Kensington, no Hyde Park de Londres. A lista de arquitectos convidados em edições passadas inclui vários Pritzkers, entre eles os portugueses Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura que participaram na edição de 2005, mas também nomes como o brasileiro Oscar Niemeyer, a dupla suíça Herzog e de Meuron e a anglo-iraquiana Zaha Hadid, assim com o artista plástico chinês Ai Weiwei. O pavilhão, que abre a 8 de Junho, será desmontado no fim do Verão. Uma paisagem diferente emerge do parque, diferente de qualquer coisa que poderíamos ter inventado. A sua forma é realmente uma sur-

presa inesperada. A realidade tridimensional da paisagem é surpreendente e é também o lugar perfeito para nos sentarmos, deitarmos ou apenas olharmos e nos deixarmos surpreender. Noutras palavras, o ambiente ideal para continuar a fazer o que os visitantes têm vindo a fazer nos pavilhões da Serpentine Gallery, nos últimos doze anos. Neste projecto não há categorização de pisos, paredes ou tectos. O que parece solo torna-se tecto ou parede, dependendo, literalmente, da perspectiva. Os pisos tornam-se relativos e as pessoas reinterpretam o espaço de acordo com o sítio onde estão. As pessoas são distribuídas tridimensionalmente no espaço e experimentam novas sensações de profundidade. Os espaços não são divididos, mas antes gerados, por acaso, em elementos que se fundem. Os habitantes descobrem diferentes funções por entre essas variações. É um lugar que se aproxima de uma paisagem nebulosa. Seja como metodologia construtiva ou experiência espacial, esta é uma arquitectura síntese da fusão de vários elementos indiferenciados. Nesta pavilhão, as regras convencionais


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ery, de autoria japonesa, é como uma nuvem de aço

Kensington Garden da arquitectura são anuladas. Não existe planta, nem sequer pontos de referência. E no entanto, a proposta de Sou Fujimoto nasce simplesmente do terreno espacial. No pavilhão da Serpentine Gallery, a questão da fronteira ideal, entre interior e exterior, está longe de ser encontrada. Poder-se-á dizer que uma arquitectura se cumpre quando um espaço ao ar livre, se sente como fazendo parte da casa, e quando um espaço interior se sente como exterior. Ao desenhar o pavilhão da Serpentine Gallery, Fujimoto não procurou conceber uma arquitectura sobre o espaço ou sobre a forma, mas antes expressar a riqueza do que é ser “entre” – o pavilhão e o parque. Sou Fujimoto (Hokkaido, Japão, 1971) licenciou-se na Universidade de Tóquio, Faculdade de Engenharia, Departamento de Arquitectura em 1994. Estabeleceu o seu próprio atelier em Tóquio, Sou Fujimoto Architects, em 2000. A sua experiência no ensino foi desenvolvida enquanto professor da Tokyo University of Science (desde 2001), da University of Tokyo (2004), da Showa Women’s University (desde 2004) e da Kyoto University (desde 2007). Sou

Fujimoto também tem dado aulas em várias universidades no estrangeiro, como o Departamento de Arquitectura do Massachusetts Institute of Technology, Cambridge (Massachusetts, 2006), o Royal Institute of British Architects, em Londres (2007) e a London Metropolitan University (2007). Sou Fujimoto pertence à jovem geração de arquitectos japoneses, mas a sua obra alcançou já o mundo todo. Isto porque, mesmo com os seus pequenos projectos, que vão cabendo na palma da sua mão, o seu trabalho indaga repetidamente o significado essencial da arquitectura: o que é a arquitectura? Como deve a arquitectura relacionar-se com a natureza? Para o arquitecto japonês, falar sobre a arquitectura é falar sobre o mundo. As obras da nova geração de arquitectos japoneses apresentam-se geralmente brancas, abstractas, contendo o mínimo de informação possível. Parecem perseguir o mundo de espaços abstractos implícito no “menos é mais” de Mies, esperando ser valorizados na sua esbelteza minimalista. No entanto, a maioria destes trabalhos deve ser compreendida como o resultado de uma

pesquisa relacionada mais com capacidades tecnológicas do que como resultado de uma procura contemplativa. Nem dentro, nem fora, nem do pavilhão, nem do parque. A espacialidade do pavilhão da Serpentine Gallery demonstra a ambiguidade intrínseca que Fujimoto vê como necessária ao desenvolvimento de uma nova concepção do espaço arquitectónico. Toda a área revela-se apenas “entre”. Neste conceito não há edifício, apenas níveis de intermediação. Estamos perante um objecto seminal, no qual tudo é concebido por um único método. Aparentemente, a arquitectura de Sou Fujimoto procura, também, a tradição do cubo branco puro, e parece aproximar-se da abstracção minimalista. No entanto, a experiência vivida nas suas obras demonstra que estas prosseguem uma direcção completamente diferente. Fujimoto procura investigar como a arquitectura deve recuperar a sensibilidade da vida humana. Poder-se-ia dizer que as suas experiências são dirigidas para a recuperação das interacções humanas e das relações primitivas entre as pessoas e a natureza – entre nós e Kensington Garden.

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vida

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Macau Sã Assado

Malária Chulé usado como arma na luta contra mosquito

Que bem que cheira

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final, pés malcheirosos servem para alguma coisa”, afirmou o doutor James Logan, director de uma investigação que concluiu que os mosquitos que transmitem a malária sentem uma grande atracção pelo cheiro a chulé. A descoberta abre caminho para a criação de armadilhas específicas para mosquitos que carregam a doença, não afectando os outros insectos. O estudo, realizado pela Escola de Higiene e de Medicina Tropical de Londres, vem responder aos números preocupantes de mortes associadas à malária todos os anos: mais de 600 mil, a maior parte crianças em África, indicam estimativas. Há muito tempo que os especialistas sabem que os mosquitos são atraídos pelos odores humanos, mas não era claro se o facto de os insectos carregarem a doença da malária fazia com que fossem ainda

mais atraídos pelos cheiros das pessoas. Estima-se que os mosquitos da malária representem 1% da população de mosquitos. Recorrer a armadilhas que só visam os mosquitos da malária poderia resultar num número menor de mosquitos a desenvolverem resistência aos insecticidas usados para os matar. Além disso, explicam os cientistas, seria mais difícil para os insectos evitarem as armadilhas com base no sentido do olfacto. O professor de biologia e entomologia da Universidade da Pensilvânia, Andrew Read, que não participou no estudo, disse que “a única forma de os mosquitos poderem desenvolver resistências é se forem menos atraídos para os odores humanos”. “E se eles fizessem isso e começassem a alimentar-se de outras coisas, como vacas, seria bom”, acrescentou. A mesma estratégia

poderia ser usada para lidar com insectos que transmitem outras doenças, como a dengue ou a encefalite japonesa. Num estudo relacionado, Logan e os colegas selaram voluntários numa câmara para extrair odores, conforme eles ficavam com calor e suavam. Posteriormente, os odores eram colocados num de dois tubos e os insectos eram libertados, tendo que escolher entre o tubo “malcheiroso” e o tubo regular. Os resultados mostraram que os insectos dirigiram-se em massa ao tubo com os odores humanos. Segundo explicou Logan, o próximo passo é identificar os compostos químicos do cheiro a chulé (que na verdade corresponde à reprodução de fungos), de modo que se possa sintetizar em laboratório para a criação de armadilhas. Mas isto será um desafio tremendo tendo em

Uma salada de incongruências

conta o apurado sentido de olfacto dos insectos. Alguns queijos cheiram tão mal como os pés de algumas pessoas, apontou o professor. “Mas os mosquitos não são atraídos pelos queijos porque evoluíram de tal modo que sabem a diferença.” “Temos que encontrar os rácios certos na fórmula [para conseguir enganar os mosquitos], senão os mosquitos não vão pensar que é um cheiro humano”. Para a comunidade científica, é “essencial” entender as subtilezas do comportamento dos mosquitos. “De momento, só temos estas pequenas percepções de como os parasitas estão a manipular os mosquitos”, disse George Christophides, da área de doenças infecciosas e imunidade da Imperial College London. “Precisamos de explorar essa informação para nos ajudar a controlar melhor a malária”, explicou.

• Não sei o que choca mais, a falta de acentos nas palavras “incêndio” e “não”, a palavra “caso” com acento circunflexo ou o til na palavra “elevadores”... Porque Macau sã assi mas também sã assado Foto: Ana Pereira

WWF apela a mais investimento nas renováveis

A organização ambientalista WWF lançou uma campanha para que governos e instituições financeiras contribuam para um aumento do investimento em energias renováveis, aproveitando a celebração do Dia Mundial do Ambiente. A campanha, sob o lema “Use o seu poder”, apela a que o investimento aumente “em pelo menos mais 310 mil milhões de patacas ao longo dos próximos 12 meses”, indica um comunicado da WWF. “Estamos numa corrida contra o tempo. Se continuarmos a depender dos combustíveis fósseis enfrentaremos um futuro agravado pela poluição do ar e um clima cada vez mais inóspito”, diz Jim Leape, director-geral da WWF. Através de uma petição na Internet (www.panda.org/seizeyourpower), a organização nãogovernamental pede que decisores políticos e financeiros se comprometam com o aumento do investimento em energias renováveis. A campanha prevê acções “em mais de 20 países, onde a WWF tem como alvo as finanças públicas, fundos de pensões e fundos soberanos”, adianta o comunicado.


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cultura

Arquitectura Aberto o concurso “A House for Pink Floyd”

Genericamente intitulado “A House for Pink Floyd”, o último concurso lançado pelo ICARCH (International Competitions in Architecture), em parceria com a revista Atelierul de Proiectare (AdeP - Design Studio), procura celebrar a arquitectura no seu estado mais livre e revolucionário. O concurso procurará, ambiciosamente, focar-se na criação de uma tipologia arquitectónica, inspirada pelo aforismo “Architecture is frozen music”, um verdadeiro manifesto de rebeldia contra os valores obsoletos da sociedade de consumo. Sendo os Pink Floyd um dos exemplos mais paradigmáticos de procura do novo no mundo da música, de cruzamento de fronteiras, da redefinição de valores a partir de experiências sonoras absolutamente inovadoras, a organização do concurso entendeu associar a filosofia do conjunto musical a uma experiência arquitectónica. Para além disso, três membros dos Pink Floyd estudaram arquitectura. Nesse sentido, “A House for Pink Floyd” procura, na arquitectura como na música, consubstanciar o encontro com o novo. O prazo de entrega de propostas é o próximo dia 31 de Julho.

Universidades Cooperação entre países lusófonos em debate

Qual o papel de quem?

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Evento Festa do Japão em Lisboa

No próximo dia 15 de Junho, entre as 16 e as 22h, decorre a 3.ª Edição da Festa do Japão em Lisboa. As actividades realizar-se-ão, como nos anos anteriores, no Jardim do Japão em Lisboa, junto ao Museu de Arte Popular e Padrão dos Descobrimentos. O evento, integrado na programação das Festas da Cidade de Lisboa, é co-organizado com a Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC e Associação de Amizade PortugalJapão, com o apoio do Museu de Arte Popular, da Japan Foundation e das entidades da JapanNET. Para além das actividades habituais, a Embaixada do Japão irá trazer a Portugal dois grupos musicais do Japão, o ‘Arauma Chiyo’ - grupo de tambores japoneses e dança folclórica da ‘Ritsumeikan Asia Pacific University (APU)’, composto por 25 jovens, e o grupo ‘Kiwi & the Papaya Mangoes’, grupo conceituado no âmbito da World Music. Em paralelo irão decorrer iniciativas que caracterizam várias expressões da cultura japonesa, quer tradicional quer pop, através de demonstrações de: Ikebana, Shodo (caligrafia), Artes marciais, Poesia Haiku, Origami, Brinquedos japoneses, Como vestir Yukata (o kimono de Verão), Cosplay (expressão da cultura pop), Concursos, Exposições de Bonsai, bem como tendas de gastronomia japonesa.

Arte Hou Hanru anunciado curador da Trienal de Auckland

Hou Hanru será o curador da próxima Trienal de Auckland. Nascido em 1963, em Guangzhou, Hou formou-se na Academia Central de Belas-Artes, em Pequim (1985), tendo concluído o mestrado na mesma instituição, três anos mais tarde. Crítico e curador, baseado em Paris, entre 2006 e 2012, Hou foi o director de exposições e programas públicos do Instituto de Arte de São Francisco. Hou é membro de comissões curatoriais um pouco por todo o mundo, incluindo o Guggenheim e a Tate Modern. É consultor no Rijksakademie van Beeldende Kunsten em Amesterdão; professor convidado no Hoger Instituut voor Schone Kunsten, em Antuérpia; membro do conselho de consultores da Fundação De Appel, em Amesterdão; e membro do conselho de consultores do Walker Arts Centre, em Minneapolis. Para além disso, Hou é o correspondente em França da Flash Art International e colaborou como editor com a Urban China, Yishu e ArtAsiaPacific. As principais bienais, trienais e exposições que contaram com a participação de Hou Hanru incluem: The Spectacle of the Everyday, Bienal de Lyon (2009); Not Only Possible, But Also Necessary – Optimism in The Age of Global Wars, 10.ª Bienal de Istambul (2007); Everyday Miracle, Four Woman Artists in the Chinese Pavilion (Shen Yuan, Yin Xiuzhen, Kan Xuan, Cao Fei), Bienal de Veneza (2007); Beyond, 2.ª Trienal de Guangzhou, Guangzhou, 2004–6; Z.O.U. – Zone Of Urgency, Bienal de Veneza, (2003); 4.ª Bienal de Gwangju (2002), Gwangju; Shanghai Spirit, Bienal de Shanghai (2000), Museu de Arte de Xangai, Xangai; Pavilhão Francês, Bienal de Veneza (com Huang Yong Ping) (1999).

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João Guerreiro (à frente na foto)

ooperaçãoe desenvolvimento nos países de língua portuguesa: o papel das universidades” é o tema principal do XXIII Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), que decorre entre domingo e terça-feira, no Brasil. “É um encontro no qual serão debatidas questões de grande relevância para as universidades”, declarou à agência Lusa João Guerreiro, um dos vice-presidentes da AULP. O impacto académico dos intercâmbios internacionais e suas formas de financiamento, a montagem de projectos de pesquisa e pós-graduação conjuntos, além das parcerias internacionais em projectos de extensão universitária são temas a serem debatidos no evento, de acordo com Guerreiro. A Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) organiza anualmente um encontro que reúne as instituições de ensino superior do espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Região Administrativa Especial de Macau. Outros dois pontos a serem avaliados neste encontro, segundo Guerreiro, são o

processo de internacionalização das universidades e a avaliação dos cursos do ensino superior, temas que têm suscitado a atenção nos últimos encontros da AULP. “Um sistema credível de avaliação, tanto do ensino como dos professores, que dá credibilidade às universidades, pode proporcionar a entrada destas instituições num cenário global”, acrescentou Guerreiro, que é reitor da Universidade do Algarve. Guerreiro disse ainda que será atribuído o prémio Fernão Mendes Pinto, criado há cerca de nove anos, a uma tese de doutoramento ou mestrado que contribua para a aproximação das comunidades de língua portuguesa. “A revista da AULP – publicada desde 1989 - será lançada durante o evento e tratará da temática da alimentação e segurança alimentar, tendo tido a colaboração de todos os países de língua portuguesa”, sublinhou o vice-presidente da AULP. De acordo com o reitor da Universidade do Algarve, 400 participantes e 200 universidades estarão neste encontro, que decorrerá na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. - Lusa

Museu do Mediterrâneo Edifício projectado pelo arquitecto Rudy Ricciotti

Marselha foi a cidade escolhida

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m grande museu para aproximar os países do Mediterrâneo e para modificar a imagem de Marselha, colocando a cidade na rota cultural francesa – é este o programa do MuCEM, Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo, inaugurado terça-feira pelo Presidente francês François Hollande, e cujas portas abrirão ao público no dia 7. Dirigido por Bruno Suzzarelli, o museu resulta de um projecto ambicioso, que vem dos tempos pré-crise, e que inclui um edifício novo projectado pelo arquitecto Rudy Ricciotti, e ligado por uma ponte ao recém-reabilitado Forte de Saint-Jean (um monumento do século XII, até agora fechado ao público), no Porto Velho de Marselha, num conjunto com 30 mil metros quadrados. A colecção do MuCEM reúne peças – num total de 250 mil – do antigo Museu Nacional das Artes e Tradições Populares,

que existiu em Paris entre 1972 e 2005, e algumas do antigo Museu do Homem. No rés-do-chão haverá uma galeria permanente, que pretende apresentar o complexo universo do Mediterrâneo, organizando-se em quatro núcleos: a invenção da agricultura, Jerusalém como cidade-berço das três grandes religiões monoteístas, a cidadania (com base nas colecções gregas), e a descoberta das rotas marítimas. No primeiro andar e no Forte Saint-Jean encontram-se dois espaços de exposições temporárias. Estão já planeadas duas: O azul e o negro, um sonho mediterrânico (de 15 de Junho a 15 de Dezembro), e O bazar dos géneros, feminino-masculino no Mediterrâneo (de Junho a Janeiro de 2014). Em declarações ao Figaro, Girard reconhece que as colecções “têm lacunas”, mas mostra-se confiante na possibilidade de as ultrapassar dado que o museu terá

300 mil euros por ano para novas aquisições. Da programação farão também parte exposições, debates, concertos. A inauguração esta semana é o culminar de um longo processo. O MuCEM começou a ser pensado há quase 15 anos por Michel Colardel, então director do Museu Nacional de Artes e Tradições Populares. Seguiu-se mais de uma década daquilo que o Figaro descreve como “discussões, hesitações, mudanças de linha e depois de director”. Neste momento, com a Europa mergulhada em crise, o projecto – que teve um custo de 167 milhões de euros, financiado a 65% pelo Estado, e 35% por colectividades locais e pela região – poderá ser “um dos últimos grandes espaços culturais da década”, diz o Figaro, interrogando-se sobre “quando é que a França voltará a ter de novo um orçamento como este para promover a arte?”.


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cultura

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Cinema “Django Libertado” decepciona nas receitas de bilheteira

Esforço inglório

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jango Libertado” enfrentou um longo caminho para conseguir ser exibido nas salas de cinema da China. Foram meses de negociações, uma estreia cancelada e cenas que foram consideradas “impróprias” pelo governo do país e que acabaram cortadas na sala de edição. Mas tanto esforço parece ter sido insuficiente. O filme de Quentin Tarantino, que conta as aventuras de um ex-escravo que se torna caçador de recompensas nos Estados Unidos pouco antes da Guerra Civil Americana (1861-1865) tem um desempenho decepcionante ao nível das receitas de bilheteira . De acordo com a Sony Pictures, desde o lançamento de “Django Libertado”, a 12 de Maio, o filme arrecadou apenas cerca de 23 milhões de patacas. A performance desastrosa na China --o segundo maior mercado consumidor de filmes do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos-- contrasta com o sucesso mundial do filme, que arrecadou mais de cerca de 3,3 mil milhões de patacas em todo o mundo. O site “mtime.com”, dedicado ao cinema e ao entretenimento popular,

calculava, no início de Maio, que o filme arrecadaria cerca de 80 milhões de patacas na sua passagem pelo território chinês. Na altura, as autoridades chinesas apontavam como motivo para a proibição da exibição de “Django Libertado” o excesso de cenas de violência. No entanto, os utilizadores da rede social Weibo, semelhante ao Twitter, denunciaram que a verdadeira razão seria um nu frontal presente na produção. Todos os filmes exibidos na China são submetidos à avaliação do Estado, que decide se podem ser exibidos totalmente, ou se partes devem ser cortadas ou ainda se devem ser totalmente proibidos, normalmente devido a cenas de sexo ou violência. O último filme com grande repercussão foi “007 - Operação Skyfall”, que teve um grande sucesso entre o público chinês. Na versão para o país, foi retirada uma cena em que James Bond mata um segurança em Xangai. O filme de Tarantino já estava a ser vendido em DVD -sem cortes - na maioria das lojas do país, como garantem os utilizadores das redes sociais.

La Scala de Milão Alexander Pereira escolhido para dirigir o teatro

Austríaco de ascendência portuguesa O

director musical austríaco de ascendência portuguesa Alexander Pereira, de 65 anos, foi esta terça-feira escolhido por unanimidade para dirigir o prestigiado teatro La Scala, a ópera de Milão, em substituição do francês Ste-

phane Lissner, noticiaram os media italianos. Desde 1 de Outubro de 2011, o ex-gestor do sector do turismo era o director artístico do Festival de Salzburgo e tinha, antes disso, dirigido a Ópera de Zurique. Alexander Pereira “é a pessoa

que consideramos como a mais adequada para valorizar a nossa jóia”, congratulou-se o presidente da câmara de Milão, Giuliano Pisapia, que é, por inerência, presidente do teatro. A decisão foi tomada “por unanimidade” após “uma bela

batalha” entre os potenciais aspirantes, que “será útil para o futuro do La Scala”, afirmou Pisapia. Os critérios definidos para a escolha eram contratar alguém que já tivesse dirigido um teatro, que tivesse capacidade para angariar financiamentos e representasse custos “sensivelmente inferiores” aos do actual director. O seu salário será inferior “em pelo menos 25 por cento” em relação à parte fixa recebida pelo seu antecessor (cerca de 3,5 milhões de patacas) e não terá residência assegurada pelo cargo. Para o recrutar, o La Scala abriu um pouco habitual concurso público de candidaturas e recebeu 25 respostas. Nascido em Viena, a 11 de Outubro de 1947, Alexander Pereira trabalhou, na juventude, para o grupo informático Olivetti durante 11 anos, razão pela qual fala perfeitamente italiano. Além disso, a sua mulher, a brasileira Daniela Weisser De Sosa, de 25 anos, estuda design de moda em Milão, no Instituto Marangoni.

Instalação de Andre Lui Chak Keong no Museu de Arte de Macau

Integrado no programa Montra de Artes de Macau, o Museu de Arte de Macau (MAM), apresenta a partir da próxima sexta-feira o novo trabalho do arquitecto e artista, Andre Lui Chak Keong, numa mostra intitulada “Nómada Urbana Instalação de Andre Lui Chak Keong.” Ao considerar a ideia de “áreas residenciais mínimas”, Lui concebeu um espaço residencial conceptual e móvel, tentando expressar a essência de um estado de sobrevivência urbana nómada e desenraizado, informa o comunicado de imprensa da organização. A mostra será apresentada dia 7 de Junho, às 18h30, no MAM.

Actriz de Bollywood encontrada morta em casa

A actriz indiana Jiah Khan, de 25 anos, foi encontrada morta esta terça-feira no apartamento onde vivia, em Bombaim, na Índia. É possível que tenha sido um suicídio. A noticia foi avançada pelo The Times of India. Foi a mãe de Jiah, a também actriz Rabiya Khan, que encontrou a jovem enforcada. Jiah nasceu em Nova Iorque e cresceu em Londres, tendo iniciado a carreira de actriz quando se mudou para a Índia, estreando-se em Bollywood, com o filme «Nishbad», em 2007.


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desporto

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Leões suspendem relações com o FC Porto

O Sporting anunciou esta manhã em comunicado a suspensão das relações institucionais com o FC Porto. Em causa estará a atitude do vice-presidente dos dragões, Adelino Caldeira, que segundo os leões terá desrespeitado o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho e a instituição na final da Taça de Portugal de andebol. O Sporting diz avançar para o corte de relações uma vez que o FC Porto não se terá desmarcado de tal atitude.

Benfica Jesus tem prémio de um milhão de euros se for campeão

A bela cor do dinheirinho

C

onquista da Liga dos Campeões prevê a mesma compensação e a Liga Europa vale 500 mil euros. Jorge Jesus, 58 anos, assinou um contrato de renovação com o Benfica, válido por duas temporadas, até 2015, e a SAD encarnada informou de imediato a CMVM (Comissão do Mercado de valores Mobiliários). Segundo A Bola apurou, o salário do treinador não sofre qualquer alteração quatro milhões brutos por época, 2,1 em termos líquidos, valores que o colocam entre os técnicos mais bem pagos do mundo, segundo estudos recentes -, e o novo vínculo prevê ainda prémios por objectivos. No caso de vencer o campeonato nacional em 2013/14, Jesus terá direito a receber mais um milhão de euros, como

Mourinho: “Cristiano Ronaldo pensa que sabe tudo”

O treinador português José Mourinho revelou que teve um problema com Cristiano Ronaldo porque criticou o avançado por causa de uma questão táctica, algo que não foi bem recebido por CR7. “Se calhar Cristiano Ronaldo pensa que sabe tudo e que o treinador não pode fazer com que ele continue a crescer. Tive um problema básico com ele: Critiquei-o de ponto de vista táctico e ele não aceitou mito bem”, afirmou Mourinho, em entrevista ao Punto Pelota. O treinador português considera que o goleador estava em claro destaque durante a sua passagem pelo Real Madrid: “Comigo fez três temporadas fantásticas, mas não sei se foram as melhores da sua carreira. Encontrei uma situação táctica perfeita para expressar todo o seu potencial e para que marcasse muitos golos.”

FC Porto Rui Vitória também é hipótese

Emerge agora também a figura de Rui Vitória para o FC Porto, existe até na estrutura portista uma corrente que defende a entrada imediata do treinador do V. Guimarães em vez de Mano Menezes. Rui Vitória (43 anos) ganhou superior protagonismo ao conquistar a Taça de Portugal pelos vimaranenses, mas o percurso que a equipa teve no campeonato também motivou largos elogios e os dragões reconhecem a alta qualidade desse trajecto. O treinador do V. Guimarães encontra-se em gozo de férias no estrangeiro e regressa a Portugal no próximo fim de semana, timing a coincidir também com o anúncio público de Pinto da Costa sobre o futuro treinador, o líder portista estabeleceu como data limite o dia 12 de Junho.

Mundial de futebol 2014 Nipónicos juntam-se ao anfitrião Brasil

Japão é o primeiro a qualificar-se

Benfica Vagner pretendido para lutar com Artur

Guarda-redes do Estoril, de 26 anos, encaixa no perfil. Tem contrato até 2015 e uma cláusula que facilita saída. Artur Moraes vai ter novo concorrente na luta pela titularidade na próxima época. A essa certeza junta-se, agora, uma das opções preferenciais por parte dos responsáveis do Benfica. Trata-se de Vagner, guarda-redes do Estoril. Aos 26 anos, o guardião brasileiro, formado no Atlético Paranaense, onde se estreou como profissional, completou a quarta temporada na Amoreira. Depois de ter sido considerado o melhor guarda-redes da 2.ª Liga, em 2011/2012, cotou-se como uma das figuras de proa da equipa que garantiu, pela primeira na história do Estoril, uma presença nas competições europeias.

compensação por esse sucesso. Um valor elevado e que reflecte aquela que continua a ser a grande aposta do Benfica na próxima temporada: a conquista da Liga, prova mais importante do calendário nacional e que há três anos foge às águias, desde a época de estreia de JJ na Luz, ou seja, 2009/10. Uma eventual vitória na Liga dos Campeões valerá ao treinador um prémio exactamente igual, um milhão de euros, devendo recordar-se que a final da prova milionária, em 2013/14, vai jogar-se no Estádio da Luz. Estar nesse jogo decisivo é um sonho para Luís Filipe Vieira, pelo que o presidente do Benfica tudo fará para dar ao técnico uma grande equipa, capaz de lutar por esse objectivo.

O

Brasil já não está sozinho no lote das equipas com lugar garantido no Campeonato do Mundo de 2014. A equipa orientada por Luiz Felipe Scolari não teve de disputar a qualificação, já que é a anfitriã da prova. Mas, a partir desta terça-feira, tem a companhia do Japão. Quando ainda falta uma jornada para concluir o Grupo B da quarta ronda de qualificação asiática, os japoneses já

asseguraram uma vaga para o Mundial 2014. Bastou um empate (1-1) frente à Austrália para a equipa do italiano Alberto Zaccheroni poder começar a pensar em fazer as malas para a viagem até ao Brasil. O jogo disputado em Saitama não podia ter sido mais dramático. A Austrália chegou à vantagem aos 82’, com um golo de Tommy Oar. Este resultado

tirava ao Japão o ponto de que precisava para fazer a festa. Mas os nipónicos não baixaram os braços. E na verdade os australianos também não, o que lhes saiu caro: Matt McKay cometeu grande penalidade por mão na bola, e Keisuke Honda não desperdiçou a oportunidade. Estava feito o 1-1, aos 90+1’, e o Japão celebrou o apuramento para 2014.

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DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE FINANÇAS EDITAL Contribuição Predial Urbana

Faz-se saber, nos termos do disposto no artigo 95.º, nº 2, do Regulamento da Contribuição Predial Urbana, aprovado pela Lei n.º 19/78/M, de 12 de Agosto, que, durante os meses de Junho, Julho e Agosto de 2013, estará aberto o cofre da Recebedoria da Repartição de Finanças de Macau para o pagamento voluntário da única prestação da contribuição predial urbana, em relação aos prédios constantes das matrizes desta Repartição. O prazo da cobrança à boca do cofre é de trinta dias, com início no 1.º dia do mês indicado no documento de cobrança. Findo o prazo da cobrança à boca do cofre, terão os

Aviso

contribuintes mais sessenta dias para satisfazerem as suas colectas, acrescidas de três por cento de dívidas e juros de mora legais, conforme o disposto no artigo 96.º, n.º 1 , do citado Regulamento. Decorridos sessenta dias sobre o termo do prazo da cobrança voluntária, sem que se mostre efectuado o pagamento da contribuição liquidada, dos juros de mora e três por cento de dívidas, proceder-se-á ao relaxe. Aos, 9 de Maio de 2013. A Directora dos Serviços, Vitória da Conceição

Devendo o sistema do teleférico da Colina da Guia ser submetido, de 10 a 24 de Junho de 2013, à obra de substituição do cabo de tracção, o mesmo se encontrará encerrado ao público. Pelo incómodo causado, pedimos sinceras desculpas. Macau, 23 de Maio de 2013. O Vice-Presidente do Conselho de Administração Lo Veng Tak www. iacm.gov.mo


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[ ] Cinema

futilidades

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Cineteatro | PUB Sala 2

Long weekend [c]

(Falado em tailandês e legendado em chinês/inglês) Um filme de: Taweewat Wantha Com: Shin Chinawut, Namche Sheranat, Sean Jindachote 14.30, 16.15, 18.00, 21.45

dead man down [c]

Um filme de: Niels Arden Oplev Com: Colin Farrell, Noomi Rapace, Dominic Cooper, Terrence Howard 19.45

after earth Sala 1

after earth [c]

Sala 3

haunting in connecticut 2: ghosts of georgia [c]

Aqui há gato

Um filme de: Tom Elkins Com: Abigail Spencer, Chad Michael Murray, Katee Sackhoff 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Um filme de: M. Night Shyamalan Com: Will Smith, Jaden Smith 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

VERTICAIS: 1- Argila branca que serve para o fabrico de porcelana; sobrepor. 2 – Instrumento de alveitar com que se aperta o focinho da besta, obrigando-a a estar quieta; cada um dos anéis que faz parte de uma cadeia. 3 – Naquele lugar; estrada que estabelece a ligação de um lugar para o outro; bismuto (s.q.). 4 – Folha de palma ou de coqueiro em que se escrevia; nuvem branca que tem aparência de filamentos. 5 – Estado governado por rei; espaçoso. 6 – Bico metálico que se adapta à caneta; pessoa encarregada da educação de crianças nobres ou ricas. 7 – O pôr do Sol ou de qualquer outro astro no horizonte; contr. da prep. em com o art. def. a (pl.). 8 – Antigo testamento (abrev.); juízo. 9 – Dez vezes dez; fluxo e refluxo (fig.); mililitro (abrev.). 10. – Grito aflitivo; ausência de quantidade; sozinhos. 11 – Mamífero carnívoro da família dos canídeos; substância produzida pelas abelhas e com que elas fabricam os favos.

Soluções do problema

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1 – Sensação que se experimenta na proximidade de um corpo quente; revestir de laca. 2 – Género de plantas ericíneas ornamentais de lindas e variadas cores; rede tecida pelas aranhas. 3 – InterJ. que designa dor, admiração, repugnância; planta herbácea da família das umbelíferas. 4 – A parte da cozinha onde se acende o fogo; pedaço grande de qualquer coisa que se come; contr. da prep. em com o art. def. o . 5 – Mover-se de um sítio para o outro; acto ou efeito de corar; certamente. 6 – Conheci ou percebi pelo sentido da vista; grande porção de ossos. 7 – Extensão de terreno limpo e batido, ou lajeado, onde se secam, malham, trilham e limpam cereais e legumes; tontura. 8 – O m.q. alarme; igreja episcopal. 9 – Porção de tenuíssimas partículas que andam suspensas no ar e se depositam sobre os corpos; formo juízo; a si mesmo. 10 – Elogio; red. de maior. 11 – Loiro-avermelhado; planta umbelífera empregada como tempero culinário.

[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:40 18:40 19:00 19:30 20:30 21:00 21:30 22:10 23:00 23:30 00:30 01:00

31 - STAR Sports 13:00 Mobil 1 The Grid 2013 13:30 Smash 2013 14:00 USA Swimming Grand Prix - Charlotte 16:00 Sports Max 2012/13 17:00 Asian Festival Of Speed 2013 17:30 2014 FIFA World Cup Brazil Asian Qualifiers Qatar vs. IR Iran 19:30 MotoGP World Championship 2013 Main Races Grand Prix of Italy 21:00 2 Wheels 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Inside Grand Prix 2013 22:30 2 Wheels 23:00 MotoGP World Championship 2013 Highlights Grand Prix of Italy

TDM News - Repetição Telejornal + 360° (Diferido) RTPi DIRECTO Cougar Town - Sr.1 Montra do Lilau Vingança Telejornal TDM Talk Show Castle Sr.4 Escrito nas Estrelas TDM News Herman 2013 Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Poplusa 15:30 Destino: Portugal 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 AntiCrise 17:20 Portugal Aqui Tão Perto 18:20 O Teu Olhar (Telenovela) 19:05 Segredo de Justiça 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:10 A Hora de Baco 22:35 Destinos. pt 22:50 Portugal no Coração

40 - FOX Movies 12:20 White Chicks 14:10 The Magic Of Belle Isle 16:05 Stuart Little 17:35 Stuart Little 2 18:55 National Treasure 21:00 Safe 22:35 One For The Money 00:10 John Carter

30 - FOX Sports 13:00 Chang World Of Football 2012/13 13:30 2014 FIFA World Cup Brazil Asian Qualifiers Lebanon vs. Korea Republic 15:30 MLB Regular Season 2013 Baltimore Orioles vs. Houston Astros 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 Total Rugby 20:30 ABL Crossover 2013 21:00 US Open Championship Official Film 2008 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Thursday Fight Night With UFC 23:00 UFC Ton/ Primetime/ From All Angles

41 - HBO 12:15 Super 8 14:15 Wrath Of The Titans 16:00 Things We Lost In The Fire 18:00 Nutty Professor Ii 19:45 Enemy Of The State 22:00 Game Of Thrones 23:00 Bridesmaids 42 - Cinemax 12:35 Runaway Train 14:25 Kung Fu: The Legend Continues 16:00 The Viking Queen 17:45 Victory 19:45 Hollywood On Set 20:20 Exit Wounds 22:00 Man On A Ledge 23:40 Fallen

HORIZONTAIS: 1-CALOR. LACAR. 2-AZALEA. TEIA. 3-VI. AIPO. 4-LAR. NACO. NO. 5-IR. CORA. MAS. 6-VI. OSSADA. 7-EIRA. OIRA. 8-ALARMA. SE. 9-PO. OPINO. SE. 10-LOA. MOR. 11-RUIVO. SALSA. VERTICAIS: 1-CAULIM. APOR. 2-AZIAR. ELO. 3-LA. VIA. BI. 4-OLA. CIRRO. 5-REINO. AMPLO. 6-APARRO. AIO. 7-OCASO. NAS. 8-SISO. 9-CEM. MARE. 10-AI. NADA. SOS. 11-RAPOSA. CERA.

À venda na Livraria Portuguesa Dentro de Ti Ver o Mar • Inês Pedrosa

Dentro de ti ver o mar. A frase era dele, e dissera-a sem sequer gaguejar. Dentro dela Gabriel perdia completamente a gaguez. A frase era dele e agora Rosa esperava que viesse reivindicar-lha. Era esse o seu engenho emancipatório. Dessa frase que não lhe pertencia surgira uma letra de fado e o sucesso da fadista, numa Lisboa saturada de novos heróis do fado. Procissões de artistas despontavam diariamente para o anonimato. O fracasso subia-lhes à cabeça. A vida da fadista Rosa, que procura o pai que nunca conheceu, cruza-se com a de Farimah, que escapa ao fado desenhado pelo pai, e com a de Luísa, que não teve mãe e ofereceu a filha. A história de três mulheres desobedientes e de como cada uma delas encontra a sua própria voz.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Nas Tuas Mãos • Inês Pedrosa

Três mulheres - Jenny, a avó; Camila, a mãe; Natália, a filha - cruzam destinos e as suas memórias do século neste romance. Entre o diário da primeira, o álbum de fotografias da segunda, e as cartas da terceira revelam-se sucessivos rostos da paixão numa sociedade em mudança. Com o seu primeiro romance, “A Instrução dos Amantes”, Inês Pedrosa traçou as estratégias da vida adulta sobre um microcosmos de adolescentes suburbanos. Depois, em “Nas Tuas Mãos”, ela convida-nos a imaginar o Portugal das últimas décadas medido e analisado pelas variáveis emoções das suas protagonistas. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

Uma plataforma repetida... e concretizada? O tempo voa, caros leitores. A prova disso é que Macau está quase a receber a segunda edição do Fórum de Economia de Turismo Global, em Setembro. O mesmo que trouxe o ministro da Economia e do Emprego de Portugal à RAEM, Álvaro Santos Pereira. A conferência de imprensa de apresentação de um projecto, que se anunciava promissor há um ano, decorreu ontem e Pansy Ho, empresária e principal promotora do Fórum, mostrou-se confiante. Para além dos encontros ministeriais, houve a promessa de trazer académicos de todo o mundo para estudar a questão económica do turismo e, mais do que isso, ficou garantida a aposta em bolsas de contacto entre empresários do sector da China e da Europa, onde se inclui Portugal. A ideia é promover a plataforma que Macau pode ser entre a China e outros mercados. A questão é, essa plataforma existe mesmo? Não será Macau apenas um ponto de passagem de negócios que nunca permanecem aqui? Com um pequeno tecido empresarial, onde as Pequenas e Médias Empresas (PME) enfrentam dificuldades de vária ordem, era importante que esta fonte de oportunidades também tivesse consequências para essas PME. Resta saber se estas bolsas de contacto trarão, de facto, resultados palpáveis para a economia. E resta ainda saber quais os resultados concretos das acções do Fórum Macau, cujos dirigentes se desdobram em participações de feiras e viagens. Há negócios firmados, contactos mais concretos? Porque a plataforma tem de existir, de facto.

Pu Yi


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opinião

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Ovo de Colombo? Alberto Castro In Jornal de Notícias

E

ra uma empresa quase mítica cujo produto, como se costuma dizer, integrava o imaginário português. Ambiciosos, os donos “compraram”, sem ponderar, o canto de sereia da expansão pela via internacionalização. Como muitas empresas antes dela, e outras tantas depois, acatou a prioridade estabelecida pelos governantes da altura. Já foi Brasil, já foi Espanha, já foram os mercados emergentes, já foram...... À procura da fortuna, encontrou a desgraça. Ignorou a evidência que, estudo após estudo, país após país, ano após ano, se vem confirmando: em média, para se começar a obter retorno nos projectos de internacionalização que envolvem investimento no estrangeiro (não estamos a falar de exportação), são precisos cinco a sete anos. E a média, sabemos nós, é o que é. Dizia-me um empresário: “Julgava que a corrida era de 100 metros e era uma maratona. Não tinha competência, nem resistência”. Apostou mais do que devia e podia. Ao afundar-se, lá fora, levou consigo a casa-mãe. Num outro caso, uma empresa, também de larga tradição, arrasta-se, há anos, num processo de degradação progressiva. O diagnóstico é unânime: quem sucedeu ao fundador tem na cabeça uma estratégia que ninguém entende e se revela ruinosa. Para piorar as coisas, arroga-se saber e competências que, de todo, não possui. Intolerante,

incapaz de reconhecer o erro, tem afastado, um após outro, técnicos idóneos. Está à vista de todos que a falência espera ao virar da esquina, atirando mais de uma centena de trabalhadores para o desemprego. E não tinha de ser assim!

Estudos independentes, em que a qualidade da gestão das empresas portuguesas é analisada em comparação com outros países, confirmam o antedito. Entre 20 países, ocupamos o 14.o lugar. A correlação com o nível de desenvolvimento é evidente. Atrás de nós situa-se, como vai sendo costume, a Grécia e países como o Brasil, a Índia ou a China cujo ritmo de crescimento faz perigar a nossa posição... Como não tinha de ter sido assim no caso de uma outra empresa, já em processo de insolvência. Contava entre os seus clientes nomes do luxo mundial, mas não tinha gestão. A troco de uma entrada no capital e da assunção da administração houve quem se propusesse dar-lhe rumo. Os proprietários resistiram, pediram mundos e fundos. Quando se predispuseram a negociar, tentaram ludibriar. Uma auditoria competente detectou o estado lastimoso das contas e a mentira. Quebrada a confiança, romperam-se as negociações. O destino ficou traçado. Os exemplos são ficcionados mas partem de casos reais. Em comum, os erros de gestão e o serem empresas familiares com gestão

não profissional. Não se pense, porém, que é um exclusivo ou uma fatalidade. Em média, a gestão das empresas portuguesas deixa muito a desejar. Não me baseio em meia dúzia de estórias como as que arrolei. Não é uma matéria de opinião pessoal. Inquéritos a gestores de empresas multinacionais presentes entre nós asseguram-no, reconhecendo, ao mesmo tempo, a capacidade de aprender e se ajustar dos gestores portugueses quando confrontados com normas e procedimentos mais exigentes. Só isso já justificaria a prioridade à fidelização e captação de investimento estrangeiro como elemento da revitalização da economia portuguesa. Estudos independentes, em que a qualidade da gestão das empresas portuguesas é analisada em comparação com outros países, confirmam o antedito. Entre 20 países, ocupamos o 14.o lugar. A correlação com o nível de desenvolvimento é evidente. Atrás de nós situa-se, como vai sendo costume, a Grécia e países como o Brasil, a Índia ou a China cujo ritmo de crescimento faz perigar a nossa posição... Contra o que alguns seriam tentados a argumentar, nem tudo é fruto dos custos de contexto: as multinacionais presentes em Portugal têm uma qualidade de gestão acima da média do conjunto dos países estudados. Em todos, a gestão é pior em empresas familiares com gestão familiar. Mas não é uma fatalidade: empresas familiares com gestão profissional, de familiares ou não, apresentam um desempenho acima da média. Uma melhoria na qualidade da gestão pode fazer mais pela economia portuguesa do que a generalidade das políticas. Contudo, estas podem ajudar. Por exemplo, reforçando os incentivos aos estágios e ao recrutamento de jovens qualificados. Soares dos Santos sugeriu um programa que aproximasse as PME de pessoas desempregadas, ou na reforma, com uma carreira na gestão. Não são medidas onerosas e podem ter grande impacto na competitividade das nossas empresas.


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Leocardo

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bairro do oriente

Maçãs podres

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urante uma visita à linda cidade de Barcelona, há alguns anos, passei uma tarde num supermercado em busca de “recuerdos”, e enquanto passava pela secção de presuntos, o celebérrimo “jamon ibérico”, passou por mim um jovem casal cujo macho não se inibiu de se identificar imediatamente como pertencendo à raça lusitana, comentando alto e em voz grave: “Estes gajos roubaram os nossos porcos p’ra fazer os presuntos, porra!”. Noutra ocasião estava na Grand Place em Bruxelas e passa um mim um grupo de “backpackers”, turistas de mochila às costas, e um deles acusa-se, dizendo num tom afectado: “muito bem, onde estão os meus chocolates, pá?”. Numa viagem de avião de Lisboa a Amesterdão vim sentando junto de um grupo de quatro amigas, senhoras com uma idade já respeitável, que passaram as duas horas e meia de voo a tagarelar (estariam nervosas), e prestes a aterrar no Schiphol uma delas comenta: “estamos a chegar a Amesterdão…já cheira a droga”. E todas riem da piada. Talvez o leitor tenha também presenciado situações semelhantes, que nos dão pouca ou nenhuma vontade de abrir a boca e identificarmo-nos com alguns dos nossos compatriotas mais extrovertidos. Mais vale ficar caladinho e passar por grego, letão, kosovar-albanês ou outra nacionalidade qualquer que não tenha a ver com estes gajos. Ninguém gosta de ser rotulado devido à origem. Outros povos têm o mesmo problema: os ingleses gozam de má fama graças aos beberrões arruaceiros e vândalos que invadem as estâncias veraneantes pela Europa fora, e alguns americanos sentem-se intimidados pela imagem de arrogância e superioridade étnico-cultural, que os leva a considerarem-se senhores do mundo, e não poucas vezes os leva a fazer figuras tristes pelos quatro cantos do mundo. Nem todos os britânicos são alcoólatras selvagens e nem todos os “Yankees”

Para todos os outros o melhor é não dar muito nas vistas quando alguém que partilha o mesmo passaporte resolve fazer tristes figuras. O ideal é fingir que não percebemos o que se passa, e caso seja mesmo necessário, expressar-se num idioma estrangeiro, de preferência um bem obscuro. “Zer gertatu zen?”, que é como quem diz “o que se passa?”, na língua basca. Às vezes é melhor pular fora do cesto, do que se misturar com as tais maçãs bichadas fanfarrões. Cada povo tem as suas “maçãs podres” que transportam para fora de portas os comportamentos que embaraçam outros camaradas seus mais discretos. Talvez existam algumas excepções, mas nem todos podemos ser cordatos, ordeiros e previsíveis como os suíços ou os escandinavos – que também por essa razão são reconhecidos à distância. Agora também os próprios chineses começam a tomar consciência de um certo “incómodo” que começam a sentir além fronteiras. O episódio do jovem turista chinês que gravou o nome numa escultura egípcia com 3000 anos enquanto de visita à cidade de Luxor com a família na semana passada foi a gota que fez transbordar o copo. Outros chineses mais globalizados dizem-se “envergonhados” com o comportamento dos seus camaradas quando visitam outro país e convivem com outros povos, não conseguindo evitar o choque cultural. É comum ver-se na China e nas regiões anexas de Macau e Hong Kong alguns cidadãos a cuspir na rua, produzir arrotos sonoros ou comer com os pés em cima da mesa, mas uma vez no estrangeiro convém seguir a velha máxima do “em Roma, sê romano”. Ao adolescente de 17 anos que quis assinalar a sua presença em terras egípcias faltou discernimento e uma dose de bom-senso. O mesmo que nos leva a achar normal ver um “graffiti” na parede de um bloco de apartamentos qualquer na Areia Preta, mas nunca aceitar que se rabisquem as

Ruínas de S. Paulo, o que seria considerado um atentado ao património. O problema comum a todas as nacionalidades e culturas é o novo-riquismo, que na China se tem propagado nos últimos anos ao ritmo da peste. A classe e o saber-estar não se compram; quem tem, tem, quem não tem precisa de o adquirir, e nem todo o dinheiro do mundo livra o mais bronco e embrutecido do peso que o torna risível aos olhos dos estranhos que o observam no seu estado natural. Muitos turistas ainda se acham no direito de se comportar como se estivessem em casa, convencidos que estão a contribuir para a economia do país que visitam e por isso os seus hóspedes só têm mais é que o respeitar, e reconhecer-lhe o direito de “andar à vontade”. No caso particular dos chineses torna-se mais difícil demarcar-se da má imagem que alguns dos seus compatriotas adquiriram no estrangeiro, por razões óbvias que se prendem com a própria etnicidade. Para todos os outros o melhor é não dar muito nas vistas quando alguém que partilha o mesmo passaporte resolve fazer tristes figuras. O ideal é fingir que não percebemos o que se passa, e caso seja mesmo necessário, expressar-se num idioma estrangeiro, de preferência um bem obscuro. “Zer gertatu zen?”, que é como quem diz “o que se passa?”, na língua basca. Às vezes é melhor pular fora do cesto, do que se misturar com as tais maçãs bichadas.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


quinta-feira 6.6.2013

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Portugal Emprego cai para mínimo de sempre

c a r t o on por Steff

a inveja

A economia portuguesa destruiu mais de 100 mil empregos no primeiro trimestre do ano, fazendo com que o emprego caísse para o nível mais baixo de sempre. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o emprego caiu de 4.565,3 mil no quatro trimestre de 2012 para os 4.464,0 no primeiro trimestre deste ano. Este é valor mais baixo desde que há registo nas estatísticas do INE: no primeiro trimestre de 1995 existiriam 4.516,1 mil empregos na economia portuguesa.

Portugal Recessão agravou-se

O Instituto Nacional de Estatística reviu em baixa o crescimento económico no primeiro trimestre de 2013, e estima uma queda de 4 por cento face a igual período de 2012. Segundo os números divulgados esta quarta-feira pelo INE, a recessão agravou-se nos primeiros três meses do ano, com uma descida de 4 por cento em termos homólogos e uma queda de 0,4 por cento relativamente ao trimestre anterior. A primeira estimativa do INE, divulgada a 15 de Maio, apontava para uma queda homóloga de 3,9 por cento.

Empreendedorismo Reacções ao plano de apoio O Governo israelita acusou o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, de não querer negociar directamente com Israel. “Abbas não tem pressa para retomar as negociações, apesar das pressões exercidas, porque considera que a via unilateral dará mais, e assim não terá de pagar um preço político”, disse à rádio pública o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Zeev Elkin. O governante também indicou que Israel se mantém contra os limites de fronteira que vigoravam antes da guerra de Junho de 1967.

Muñoz Molina ganha Príncipe das Astúrias

O escritor espanhol Antonio Muñoz Molina foi esta quartafeira anunciado como vencedor do Prémio Príncipe das Astúrias das Letras 2013. Muñoz Molina tem várias obras premiadas incluindo “O Inverno em Lisboa”, escrito em 1987. O espanhol sucede assim a Philip Roth, que venceu em 2012.

“Gestão financeira ignorada pelos jovens” Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

O

s meios de comunicação social de língua chinesa noticiaram ontem reacções ao anunciado plano de apoio financeiro a jovens empresários por parte do Governo. Segundo a TDM, só no ano passado foram criadas mais de 3600 novas empresas, algo que poderá ter sido incentivado pelo bom panorama económico que Macau vive. Um jovem de nome Leong Hoi Tong disse à TDM que a renda dos espaços comerciais continua a ser a questão mais problemática no empreendedorismo dos jovens. Disse ainda que depois do anúncio feito pelo Conselho Executivo, houve lojas que aumentaram a renda mensal de 30 para 70 mil patacas. Leong Hoi Tong falou ainda da experiência pessoal de alguém que queria investir num negócio próprio quando terminou a universidade mas que não conseguiu por falta de meios financeiros. Hoje é empregado de escritório numa empresa privada. Com 27 anos de idade, deseja usar o crédito sem juros do Governo para abrir um restaurante. “Acho que o dinheiro do Governo

pode aliviar alguma pressão que existe no empreendedorismo jovem, e reparei que as rendas já aumentaram, pelo que o nosso orçamento tem de mudar. Será Tiago alcântara

Governo israelita acusa presidente palestiniano

que as 300 mil patacas anunciadas pelo Governo estão a provocar o aumento das rendas dos escritórios e das lojas?” Leong Hoi Tong considera ainda que os recursos humanos é outra das questões problemáticas para as Pequenas e Médias Empresas (PME) e espera que o Executivo possa dar mais autorizações para os trabalhadores não-residentes. A Associação de Empreendedorismo dos Jovens (AEJ) considera ainda ser “difícil ter sucesso”, porque “falta aos jovens experiência e normalmente ignoram a parte da gestão financeira”. Para além do empréstimo, o presidente da associação disse aos media chineses que o Governo deveria promover mais palestras de formação para os mais novos que se querem iniciar no ramo dos negócios. O jornal Ou Mun entrevistou alguns jovens, que dizem que ainda há espaço para melhorar a politica de apoio financeiro, como aumentar o período de reembolso ou aumentar a ajuda para 500 mil patacas. Muitos dizem fazer negócios online para reduzir os custos do negócio e outros frisaram que o Governo deveria criar mais espaços gratuitos ou com rendas mais baixas.

Índia Raios provocaram 27 mortos

Em apenas um dia, pelo menos 27 pessoas morreram no estado de Bihar, na Índia, na sequência de raios. “Nas últimas 24 horas, 27 pessoas, entre as quais seis crianças e três mulheres, morreram ao serem atingidos por raios”, disse ao “Firstpost.com” um funcionário do departamento de gestão de desastres. “No povoado de Enjhi, em Shekhpura, três crianças que brincavam numa plantação de mangas morreram ao serem atingidas por raios e, em Rothas, três crianças morreram quando a árvore em que se refugiaram foi atingida por um raio”, acrescentou.

Venezuela Aprovada lei contra tortura e maus tratos

O Parlamento venezuelano aprovou ontem uma lei especial para punir e prevenir a tortura e maus tratos. Estão previstas penas até 25 anos de prisão para quem infrinja a lei, principalmente os funcionários públicos. O objectivo do diploma é “garantir e proteger o direito à vida, bem como a integridade física, psíquica e moral” das pessoas. A proposta foi aprovada por unanimidade.


Hoje Macau 6 JUN 2013 #2866