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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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MOP$10

Ter para ler

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • SEX TA-FEIRA 4 DE OUTUBRO DE 2013 • ANO XIII • Nº 2947

CHINA

XI JINPING COLOCA A HIPÓTESE DA CRIAÇÃO DE UM BANCO ASIÁTICO

PÁGINA 8

Universidades de Macau continuam arredadas dos tops

Por um canudo Está aí o ranking mundial das Universidades e de Macau nada. As universidades do território não conseguem integrar uma única posição entre as duzentas melhores. Ouvido pelo o HM, o sociólogo Larry So não tem dúvidas: a

• PAUL CHAN WAI CHI

Deputado faz balanço da sua passagem pela AL PÁGINA 2

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dimensão do ensino superior da RAEM é muito reduzida e há falta de recursos para a investigação, num território onde o dinheiro abunda. Por outro lado, “há muitos professores que academicamente não estão bem cotados ou possuem alta reputação”. A Universidade de Hong Kong quedou-se pelo 43.º lugar, numa lista que também têm duas universidades do continente: a Universidade de Peking e a Universidade de Tsinghua. PÁGINA 5

• MESAS DE JOGO

Au Kam San quer saber se vão haver aumentos PÁGINA 2

• LIMPEZA URBANA

Contrato provisório com a CSR para “fintar” tribunal PÁGINA 7

• SERVIÇOS PÚBLICOS

ANGELA LEONG CRITICA GOVERNO POR ASSUMIR DÍVIDAS PÁGINA 3

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POLÍTICA

hoje macau sexta-feira 4.10.2013

PAUL CHAN WAI CHI EM ENTREVISTA DEPOIS DAS ELEIÇÕES

Em entrevista ao jornal chinês “All About Macau”, o ex-deputado da Associação Novo Macau diz que nunca esqueceu os seus princípios pessoais por estar na política e que a derrota não foi o mais importante CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

O

resultado das eleições legislativas para a Assembleia Legislativa (AL) deixou de fora Paul Chan Wai Chi, o único deputado presente em todas as reuniões do plenário. Em entrevista ao jornal chinês All About Macau, Chan Wai Chi traçou um balanço

dos anos em que esteve no hemiciclo e não deixou de lembrar o caso Ao Man Long. “O poder pode causar corrupção. Durante quatro anos não me senti numa posição mais alta só porque era deputado. Em qualquer aspecto nunca deixei de insistir nas coisas segundo os meus princípios. Caso contrário, se os outros não nos deixarem nós próprios acabamos por nos perder.” Tendo obtido pouco mais de

cinco mil votos e o 17.º lugar na lista final de contagem, Paul Chan Wai Chi garante que sempre teve uma postura discreta e que, até ao momento da derrota, ainda havia cidadãos que não o reconheciam. “Sou um político mas não me sei promover. A minha característica é trabalhar em vez de me exibir. Se eu jogasse futebol estaria como defesa e não como avançado. É um princípio meu e se o violasse seria apenas um político mau, e eu queria ser um político bom”, disse ainda.

O COLEGA AO MAN LONG

Ao “All About Macau”, Paul Chan Wai Chi lembrou os tempos de escola em que teve como companheiro de carteira o ex-secretário para as Obras Públicas e Transportes, Ao Man Long. “Era bom aluno e com o seu esforço tornou-se secretário, mas quando vi que Ao Man Long

JOGO AU KAM SAN PEDE ESCLARECIMENTOS DO EXECUTIVO

E as mesas aumentam? “O Governo precisa esclarecer este rumor porque com isso as empresas de jogo dizem que precisam de abrir mais vagas de croupier para não residentes.”

MÃO-DE-OBRA NÃO FALTA

O

deputadoAu Kam San quer saber da parte do secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, se o sector do jogo precisa o não de mais trabalhadores não-residentes. A questão surge depois de várias declarações públicas sobre o alegado aumento das mesas de jogo em cinco anos. “Michael Leven, presidente e director de operações da Las Vegas Sands, disse que os recursos humanos ligados ao jogo vão ser afectados por causa do aumento dos casinos no Cotai. O jornal Ou Mun e outros meios da imprensa chinesa apontaram que até 2018 vai haver um aumento de mais três mil mesas de jogo, e que por isso não bastam os residentes locais para satisfazer as necessidades de recursos humanos”, apontou o deputado. “O Governo já afirmou que o aumento do número de mesas não pode ir além dos 3% por ano em dez anos, o que significa que até 2021 o número de mesas de jogo vai ser limitado”, escreveu ainda Au Kam San, que defende que o aumento do número de mesas de jogo não vai ser superior a três mil.

Au Kam San referiu ainda na sua interpelação escrita que o sector do jogo nunca vai ter falta de mão-de-obra. “Talvez faltem recursos humanos, mas os únicos sectores que não terão esse problema serão o sector do jogo e da Função Pública. Se nestes dois sectores houver recrutamento muitas pessoas vão enviar o seu currículo. Por isso, quais as provas que o Governo tem para mostrar que as empresas de jogo não conseguem

recrutar croupiers?”, questionou. Au Kam San defendeu ainda que alguém está a espalhar este tipo de rumores para perturbar o mercado de mão-de-obra em benefícios próprios. O deputado defende ainda que como os croupiers e supervisores têm, obrigatoriamente, de ser residentes locais, os restantes cargos já estão preenchidos com não residentes. “O Governo pode criar uma política para reduzir gradualmente a proporção de trabalhadores não residentes dos casinos em cinco anos, por exemplo? Uma redução até 3% ou menos, para garantir a promoção dos trabalhadores residentes dentro da empresa?” - C.L.

CROUPIERS GERAM MAIS MANIFESTAÇÕES A Polícia de Segurança Pública (PSP) confirmou ao HM que nos próximos dias terão lugar duas manifestações contra os croupiers não residentes. Uma delas está a ser organizada pela Associação dos Trabalhadores do Ferro, liderada pelo activista Wong Wai Meng, e irá decorrer no próximo domingo, dia 6. No dia 10 vai ocorrer outro movimento organizado por Cheng Lok Sun, activista e presidente da Associação dos Trabalhadores de Baixa Camada das Empresas do Jogo de Novo Macau, e Ieong Man Teng, presidente de Forefront of the Macao Gaming. De frisar que um comunicado do gabinete do porta-voz do Governo voltou ontem a garantir que não vai haver mudança na política dos croupiers. A PSP confirmou ainda que a manifestação de domingo vai contar com outro grupo ligado aos moradores do Sin Fong Garden, uma vez que os problemas do edifício ainda não estão resolvidos. Segundo a PSP, a União Geral das Associações dos Moradores de Macau (Kai Fong) não vai participar nas manifestações com os moradores.

TIAGO ALCÂNTARA

“Não é grande falha não ter sido eleito”

se tornou um criminoso ligado à corrupção, fiquei assustado. Porque é que alguém que conheci um dia, sendo alguém assíduo, se tornou num criminoso? Quais os problemas de Macau? Por isso, quando entrei para a AL em 2009, sempre promovi de forma activa o

desenvolvimento da democracia, para evitar o surgimento de mais casos de corrupção.” Como deputado assíduo e derrotado, Chan Wai Chi diz que os resultados não foram o mais importante, mas sim o facto de se ter esforçado na sua posição. Enquanto muitos deixaram o seu emprego para serem deputados a tempo inteiro, Chan Wai Chi manteve sempre o seu lugar como professor de história, com um objectivo em mente. “Queria mostrar aos meus alunos que, embora não tenha sido reeleito, estou no meu caminho. Acho que não é uma grande falha o facto de não ter sido eleito. O sucesso ou as falhas não se mostram à primeira vista, mas só se reflectem olhando para todo um percurso de vida. Cada dia começo de novo e estou sempre a aprender.”

Coutinho pede responsabilização a Lau Si Io pelos “problemas” na habitação pública

A

LGUÉM tem de assumir os “problemas” registados nos empreendimentos de habitação pública que começaram a ser desenvolvidos nos últimos nomes. No entender de Pereira Coutinho, há um nome claro que se destaca: Lau Si Io. É ao secretário para os Transportes e Obras Públicas a quem cabe a responsabilização das “falhas cometidas na adopção de políticas” por forma a “salvaguardar a credibilidade da Administração Pública perante o público”, aponta o deputado. As imperfeições são já conhecidas da população mas o deputado faz questão de enumerá-las uma vez mais. No rol de defeitos, Pereira Coutinho salienta os materiais de construção e tubagens de fraca qualidade, a escassez de transportes públicos bem como de estacionamentos em Seac Pai van e o desenho geral destes apartamentos, nomeadamente, no Bairro da Ilha Verde. “A negligência das necessidades dos habitantes, e a utilização de plantas mal desenhadas e materiais de construção de má qualidade, representam um atropelamento da dignidade fundamental dos residentes como seres humanos”, frisou Pereira Coutinho. O deputado aponta ainda o dedo à falta de fiscalização do Governo e à rapidez com que os trabalhos foram feitos apenas para cumprir a promessa de 19 mil habitações públicas no prazo definido, em detrimento da qualidade das obras

de construção. Por essa razão, Coutinho exige atenção redobrada na construção de empreendimentos residenciais públicos de futuro. “A Administração Pública vai realizar, com seriedade, trabalhos de supervisão em relação às plantas desenhadas, às obras de construção e à velocidade de construção da habitação pública, encarregando nomeadamente o Conselho para os Assuntos da Habitação Pública de fazer a inspecção regular, em vez de proceder à vistoria apenas depois da conclusão das respectivas obras, de modo a produzir os efeitos desejados com o gasto dos recursos públicos?”, questionou o Governo. Uma das maiores preocupações dos cerca de “60 mil residentes” da nova “comunidade” em Seac Pai Van passa pelos transportes e pelo “enferrujamento da tubagem destinada ao abastecimento do gás natural e de água”, o que levou à “grave poluição de água potável, devido à “possibilidade de fuga de gás natural e a explosão”, indicou o deputado. “O Governo vai incumbir os empreiteiros de realizar os trabalhos de reparação e conservação, de modo a prevenir e resolver os problemas a surgir com o envelhecimento da habitação pública, nomeadamente a caída de betão da parede exterior, o enferrujamento da tubagem de água e de gás natural?”, inquiriu, pedindo ainda que seja pensado o aumento do número de autocarros e parques de estacionamento. - R.M.R.


política 3

hoje macau sexta-feira 4.10.2013

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

O

contracto com Reolian foi acordado com o Governo para prestação de serviço público de autocarros em mais cinco anos mas a empresa ao declarar o processo de falência mostra que não consegue operar mais as 27 rotas de autocarro que lhe foram atribuídas. Depois do anúncio oficial, em que o Executivo se comprometeu a gerir a empresa, Angela Leong lançou uma carta aberta na qual insta o Governo a dar atenção a todos os problemas de trânsito. A deputada relembra os casos da VIVA Macau, Dragão Gigante Transportes Marítimos, que, a par da Reolian, precisam de usar o dinheiro público para “salvar” o serviço de transporte

REOLIAN ANGELA LEONG CRITICA GOVERNO POR DISTRIBUIR CAPITAL PELAS EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS

Queda no ar, mar e terra

A deputada directa entende que o Governo não pode continuar a assumir as dívidas financeiras das empresas prestadoras de serviços públicos e, exemplifica, com os casos da Viva Macau e o Dragão Gigante. Angela Leong pede uma consulta pública para estudar as políticas para os transportes terrestre. “Em 2011, por não conseguir manter a sua operação, a VIVA Macau terminou o contracto com o Governo mas, até ao momento, o empréstimo de 200 milhões de patacas ainda não foi ressarcido pela RAEM. Em Julho de 2011, a Dragão

Gigante Transportes Marítimos acabou o serviço entre Hong Kong e Macau em dois meses, quando o contracto previa o seu funcionamento por um período de 14 meses. Como entrou em liquidação voluntária, atrasou o salário dos funcionários em cerca

O ESSENCIAL Angela Leong relembra os casos da VIVA Macau, Dragão Gigante Transportes Marítimos, que, a par da Reolian, precisam de usar o dinheiro público para “salvar” o serviço de transporte terrestre.

PAUL CHAN WAI CHI PEDE CONCURSO PÚBLICO E MUDANÇA NOS CONTRATOS Ontem, o deputado Paul Chan Wai Chi fez uma interpelação escrita a instar o Governo para aproveitar a falência da Reolian e, com isso, mudar o modelo de serviço de autocarros, ou seja, o conteúdo dos contractos. Em seu entender, o acordo escrito com as três empresas de autocarros tem “muitas desvantagens e ideias irracionais”, especialmente, pelo facto de dar uma tarifa de serviço com base no número de quilómetros. Chan Wai Chi explica que tal resulta numa falta de qualificação do mercado e regulamento da sociedade. Na interpelação,

o ainda deputado pede que o Governo faça um concurso público para as rotas da Reolian e, por outro lado, crie um mecanismo de avaliação pública no novo contracto. Chan Wai Chi também entende que o Governo deve solicitar os próximos 114 milhões de patacas - 19 milhões de manutenção mensal - em regime de empréstimo. E, por outro lado, deve ser criado um regime de avaliação de desempenho do dirigente do serviço responsável pela gestão dos equipamentos da Reolian, Wong Wan, director da DSAT.

os problemas derivados da falência da empresa. “Durante a semana dourada, estes problemas devem ser resolvidos para não afectar o interesse público e os turistas. Deve garantir o direito ao uso de instalações de autocarro dos cidadãos e turistas e também proteger a imagem do centro mundial de turismo e lazer. Além disso, o Executivo precisa salvaguardar os direitos dos funcionários da Reolian e criar medidas para manter os empregos dos condutores”, salienta Leong.

GONÇALO LOBO PINHEIRO

CECÍLIA LIN

de milhão e meio de patacas, bem como despesa de estacionamento de um milhão e 800 mil patacas, contraindo uma dívida de pelo menos dez milhões de patacas”, explica a missiva da directora-executiva da Sociedade de Jogos de Macau (SJM).

Agora, é a Reolian que fala de perdas acumuladas em mais de 120 milhões patacas e Angela Leong acredita que, pelo facto das rotas da operadora representarem dois quintos do total da rede de transporte público, o Governo deveria resolver

Apesar da urgência na resolução dos problemas acima referidos, a deputada pensa que o Governo precisa de fazer uma consulta pública para estudar as políticas para os transportes. “Não pode sempre emprestar o dinheiro às empresas ou resolver os problemas quando estas entrarem em processo de falência.”

RÁDIO MACAU FAZ SABER NOMES APONTADOS DOS SETE NOMEADOS QUE CHUI SAI ON DEVE ANUNCIAR NA PRÓXIMA SEMANA

Ex-deputado pode estar de volta ao hemiciclo O anúncio dos deputados nomeados deve ser feito na próxima semana uma vez que a sessão legislativa arranca a 16 de Outubro. A Rádio Macau procurou saber quais os sete nomes que Chui Sai On vai apontar para os assentos que faltam preencher na Assembleia Legislativa (AL). Segundo apurou, o Chefe do Executivo vai manter a maioria dos nomeados mas deve fazer regressar um antigo deputado. Fontes contactadas pelo canal português garantem que as escolhas foram já feitas. Dos sete deputados designados ainda por Edmundo Ho em Outubro de 2009, mas já depois da eleição de Fernando Chui Sai On, vai manter-se o advogado Vong Hin Fai, que foi o director de campanha que levou o actual Chefe do Executivo ao cargo. Em 2001, já tinha sido nomeado por Edmundo Ho.

O académico Gabriel Tong, vice-director da Faculdade de Direito da Universidade de Macau, deve manter-se também no Hemiciclo. O mesmo deve suceder com Tommy Lau e Dominic Sio. Lau, apontado como muito próximo do Chefe do Executivo, é presidente da Associação dos Construtores Civis e Empresas de Fomento Predial e da Associação de Gestão de Macau. Sio, um dos líderes do grupo CESL Ásia, é presidente da Câmara de Comércio Macau-Japão, membro da Comissão Executiva do Conselho de Concertação Social e vice-presidente do Centro de Estudos Estratégicos para o Desenvolvimento Sustentável, sendo que tem ainda um assento na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, em representação de Tianjin. Dado como certo está também Tsui Wai Kwan. Deputado desde

2001, é presidente da Associação dos Exportadores e Importadores de Macau e dirigente da Associação Comercial de Macau. É membro do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da Companhia do Aeroporto.

ESCOTEIRO É NOVA CARA NO PLENÁRIO

A lista vai incluir caras novas. Um dos nomes mais apontados é o do presidente da Associação de Escoteiros de Macau. Leong Sio Pui, também visto como muito próximo de Fernando Chui Sai On, é membro do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da Companhia do Aeroporto e integra a administração do Centro de Ciência. Leong Sio Pui é desde Fevereiro um dos representantes de Macau na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês.


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hoje macau sexta-feira 4.10.2013

AVISO COBRANÇA DO IMPOSTO PROFISSIONAL (DIFERENÇA DO ANO DE 2012)

1.

Avisam-se os Srs. contribuintes que a única prestação do referido Imposto (diferença do ano de 2012) é cobrada durante o mês de Outubro do ano corrente.

2.

No mês de pagamento, se os contribuintes não tiverem ainda recebido o conhecimento de cobrança, agradece-se que se dirijam ao Núcleo de Informações Fiscais, situado no r/c do Edifício “Finanças”, ao Centro de Atendimento Taipa ou ao Centro de Serviços da RAEM, trazendo consigo o conhecimento de cobrança ou fotocópia do ano anterior, para efeitos de emissão de 2.ª via do conhecimento de cobrança.

3.

O pagamento pode ser efectuado, até ao último dia do mês de Outubro, nos seguintes locais: -

Nas Recebedorias do Edifício “Finanças”, do Centro de Atendimento Taipa ou do Centro de Serviços da RAEM; Os impostos/contribuições podem ser pagos por intermédio de cartão de crédito ou de débito emitido pelo Banco da China ou pelo Banco Nacional Ultramarino (incluindo “Maestro” e “UnionPay”). O montante total de pagamento não pode ser inferior a MOP$ 200,00 (duzentas patacas), nem superior a MOP$ 100 000,00 (cem mil patacas). O pagamento, através de cartão de crédito ou de débito, deve ser efectuado pelo montante total da dívida, sendo apenas permitido utilizar na operação um único cartão.

-

Nos balcões dos Bancos a seguir discriminados: Banco da China; Banco Comercial de Macau; Banco Delta Ásia; Banco Industrial e Comercial da China; Banco Luso Internacional; Banco Nacional Ultramarino; Banco Tai Fung e Banco Weng Hang.

-

Nas máquinas ATM da rede Jetco de Macau, , assinaladas com a indicação “Jetpayment”;

-

Por pagamento telefónico “banca por telefone”, no Banco da China ou no Banco Tai Fung.

- 4.

Por pagamento electrónico (“banca-on-line”), no Banco da China, no Banco Nacional Ultramarino ou no Banco Tai Fung, através dos endereços www.bocmacau.com, www.bnu.com.mo e www.taifungbank.com. , respectivamente;

Se o pagamento for efectuado por meio de cheque, a data de emissão não pode ser anterior, em mais de três dias, à da sua entrega nas Recebedorias da DSF, e deve ser emitido a favor da “Direcção dos Serviços de Finanças”, nos termos das alíneas 2) e 3) do n.º 1 do Artigo 4.º do Regulamento Administrativo n.º 22/2008. Se o valor do cheque for igual ou superior a MOP$ 50 000,00, deve o mesmo ser visado, nos termos da alínea 4) do Artigo 5.º do Regulamento Administrativo acima mencionado.

5.

Os contribuintes podem também efectuar o pagamento através do envio de ordem de caixa, cheque bancário ou cheque por correio registado para a Caixa Postal 3030. Note-se que não se pode enviar valores em numerário, mas apenas ordem de caixa, cheque bancário ou cheque, devendo incluir-se um envelope devidamente selado e endereçado ao próprio contribuinte, a fim de se enviar posteriormente o respectivo conhecimento, comprovando o pagamento. Lembra-se que devem ser respeitadas as regras descritas no ponto 4, relativamente aos cheques. - O envio para a caixa postal deve ser feito 5 dias úteis antes do termo do prazo de pagamento indicado no conhecimento de cobrança.

6.

Nenhum dos métodos acima mencionados acarreta quaisquer encargos adicionais aos contribuintes pela prestação do serviço de cobrança.

7.

Para sua comodidade, evite pagar os impostos nos últimos dias do prazo-limite fixado em 3. do presente Aviso.

Aos 23 de Setembro de 2013. A Directora dos Serviços, Vitória da Conceição


SOCIEDADE

hoje macau sexta-feira 4.10.2013

ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo

N

O ano que marca os dez anos do lançamento do “World University Rankings”, lista das 200 melhores universidades do mundo, lançada pela Times Higher Education e coordenada pela agência Thomson Reuters, Macau não consegue integrar uma única posição. Pelo contrário, a Universidade de Hong Kong desceu para a 43.ª posição – o

MACAU LONGE DAS 200 MELHORES UNIVERSIDADES DO MUNDO

O ensino superior fantasma TIAGO ALCÂNTARA

Não há uma única universidade local a surgir no “World University Rankings”, lançado ontem pela Times Higher Education. Ao HM, o sociólogo Larry So considera que a dimensão do ensino superior é menor e que há falta de recursos para investigação

acentuar de quebra visível nos últimos dez anos, sendo que o continente consegue integrar apenas duas instituições académicas. Quais são as razões para esta ausência do ensino superior local a nível internacional? Ao HM, o sociólogo Larry So, e docente do Instituto Politécnico de Macau (IPM), fala não da falta de qualidade mas sim de recursos técnicos e humanos. “Macau é um sítio muito pequeno e as universidades são de menor dimensão se compararmos, por exemplo, com Hong Kong. Também não temos

muitos recursos nas universidades, especialmente em termos de investigação e desenvolvimento de projectos”, apontou Larry So, que defende que o Governo deveria reforçar este aspecto no ensino superior público. O docente fala ainda da pouca oferta de cursos e de faculdades. “Temos de ver se há uma diversidade de faculdades, e nas universidades de Macau não temos. São pequenas e não há muitos professores que academicamente estejam bem cotados e com alta reputação”, apontou.

O HM confrontou ainda o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) com estes dados, mas não obteve

resposta até ao fecho desta edição. Foram ainda feitas mais tentativas de contacto junto de outras figuras liga-

Macau é um sítio muito pequeno e as universidades são de menor dimensão se compararmos, por exemplo, com Hong Kong. Também não temos muitos recursos nas universidades, especialmente em termos de investigação e desenvolvimento de projectos LARRY SO docente do Instituto Politécnico de Macau

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das ao ensino superior, sem sucesso.

A SUBIDA NA ÁSIA

O facto de Macau estar ausente do ranking não significa que o cenário seja semelhante na Ásia, bem pelo contrário. O editor Phil Baty escreve que as universidades da China, Coreia do Sul, Japão e Singapura sofreram uma subida de lugares. “A Ásia possui hoje seis instituições no top 50, mais do que nos últimos cinco anos”, pode ler-se. E a explicação pode ter origem no actual contexto económico. “Durante muito tempo, os Governos europeus reduziram ou congelaram o investimento no ensino superior e na investigação como resultado da crise económica, apesar de terem frisado o oposto ao darem importância ao sector no contexto da economia global”, apontou Hans de Wit, professor de internacionalização do ensino superior na Universidade de Ciências Aplicadas de Amesterdão, Holanda. Apesar das universidades norte-americanas e britânicas abrirem o ranking, há uma subida nas instituições asiáticas, como é o caso da Universidade de Tóquio ou a Universidade Nacional de Singapura. A China continua a manter duas instituições, a Universidade de Peking e a Universidade de Tsinghua. Apesar de ser um número baixo, a análise do relatório aponta para uma tendência de subida e crescimento do sector no continente. Os números não são, contudo, tão risonhos para a Universidade de Hong Kong, que desceu do 35ª lugar para a 43.ª posição.

GAES ESPERA TER MAIS DE TRÊS MIL INSCRIÇÕES

Cartão Internacional do Estudante mais barato P ELO segundo ano consecutivo o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) prepara-se para aceitar o acesso dos estudantes ao Cartão Internacional do Estudante (ISIC), cujos documentos de candidatura podem ser entregues até ao próximo dia 15 de Novembro. A novidade é que este ano o Governo subsidia uma parte de um cartão que antes tinha o valor de 100 patacas, tanto para alunos residentes permanentes como não permanentes. Enquanto os primeiros têm de pagar 20 patacas para ter acesso ao ISIC, os segundos pagam 60. Os pedidos

devem ser feitos através do blogue www.studentblog.gaes.gov.mo. “Também temos em conta outras medidas adoptadas pelo Governo, como é o caso do programa de comparticipação pecuniária, que dá dinheiro aos residentes não permanentes. Nós também damos dinheiro aos estudantes não permanentes, mas menos”, disse Vong Iut Peng, chefe do grupo de apoio aos estudantes do ensino superior do GAES. “O que queremos é incentivar para que mais estudantes tenham este cartão, para que possam ir para o exterior alargar os seus

horizontes”, acrescentou. O cartão tem a validade de um ano, o que significa que aqueles que fizerem o seu pedido têm o seu ISIC válido até ao dia 31 de Dezembro de 2014.

MAIS DE 40 MIL VANTAGENS

O cartão pode ser pedido não só pelos estudantes locais que estudam nas universidades da RAEM como aqueles que optaram por fazer os seus estudos no estrangeiro.As vantagens, essas, estão expostas na página oficial e prometem ser acima de 40 mil, de entre entradas gratuitas em museus, facilidades no acesso a alojamento,

restauração e transportes. “(O ISIC) pode ser utilizado em todo o mundo e abrange cerca de 120 países. As vantagens são muito variadas e há uma lista para diferentes países”, acrescentou Vong Iut Peng. Se no ano passado as inscrições atingiram a fasquia das três mil, este ano o GAES quer ir mais além. “Tivemos uma participação muito activa e esperamos que este ano possamos alargar o âmbito e queremos ter um crescimento. No ano passado tivemos cerca de três mil solicitações e esta ano queremos ter ainda mais participações.”

Apesar de subsidiar o cartão, o GAES não tem noção do número real de alunos que frequentam neste momento as universidades locais e estrangeiras. “Calculamos que são cerca de 30 mil estudantes, mas ainda estamos a actualizar os números, sendo que há 15 mil estudantes em Macau e outros 15 mil no estrangeiro”, garantiu a responsável do GAES. De frisar que o ISIC é o único cartão que comprova o estatuto de estudante do ensino superior a nível mundial e que é reconhecido pela UNESCO. – A.S.S.


6 sociedade

hoje macau sexta-feira 4.10.2013

ORFANATO HELEN LIANG DÁ LUGAR A CRECHE COM VAGAS PARA 200 CRIANÇAS

Infantário nasce na Praia Grande

por e-mail a este jornal. “ Está por confirmar o calendário referente à respectiva remodelação.” O organismo, tutelado por Iong Kong Io, destaca apenas esta como uma das “instalações que vão ser remodeladas para efeitos da criação de creches” O Orfanato Helen Liang, situado na Rua do Parque da Rua da Praia do Bom Parto, acolhe actualmente 22 menores, com idades compreendidas entre os quatro e 12 anos. O edifício do Orfanato Helen Liang foi concebido pelo arquitecto Manuel Vicente, entre 1963 e 1964. O edifício localizado na zona da Praia Grande dispõe de três pisos (rés-do-chão, primeiro andar e terraço). É conhecida a falta de vagas nas creches para a crescente taxa de natalidade no território. Este ano, registaram-se cerca de 13 mil bebés com idades para entrar nas creches mas existem apenas 6591 vagas, ainda que haja um aumento de 30% das vagas face ao ano passado. Por exemplo, as sete creches que pertencem à Associação Geral de Mulheres de Macau reflectem a carência, tendo recebido mais de 16 mil inscrições para um total de 600 vagas.

RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo

Croupier quer fazer queixa em Hong Kong

C

Mo, apelido de um croupier alegadamente alvo de abusos por parte de um cliente de um casino, confirmou ao HM que deseja abrir um processo em Hong Kong, por considerar que a lei de Macau não é favorável nestes casos. “Não queria que este abusador ficasse impune, porque ele também causou problemas a outros funcionários, mas como os residentes de Macau têm medo, até agora não consegui convencer os meus colegas a prestarem testemunhos”, disse ao HM. Mo considera que, segundo a lei de Hong Kong, as filmagens das câmaras de vigilância dos casinos servem como prova, ao contrário do que acontece no território. Como residente de Hong Kong, Mo tem o direito de mandar avançar o processo de averiguações na região vizinha. Recorde-se que o HM noticiou o caso de Mo no passado dia 25 de Setembro. Até então não obtivemos nenhuma reacção da parte do casino em questão, da operadora Wynn.

HUI Sai On autorizou a alteração de funcionalidade das instalações onde hoje se encontra o orfanato Helen Liang (formado pela Portaria n.º 7850, de 17 de Abril de 1965) para criar no mesmo edifício uma creche. A decisão foi tomada por meio de um despacho do Chefe do Executivo, publicado na segunda-feira em Boletim Oficial (BO), que entrou em vigor no dia 1 de Outubro. Questionado pelo HM, o Instituto deAcção Social (IAS), responsável pelos serviços e instalações infantis, não avançou quando é que o equipamento social estará pronto e em funcionamento, até porque está por concluir o projecto de arquitectura. Contudo, há já uma projecção sobre o número de crianças que poderá acolher. “Prevê-se que este equipamento depois de ser remodelado para funcionar como creche, poderá acolher 200 crianças, contudo, a sua lotação em concreto, só será possível saber depois de concluído o respectivo projecto de arquitectura”, comunicou o IAS, em resposta enviado

LEI DE IMPRENSA PROJECTO DE REVISÃO SEM CONSENSOS

Nas mãos dos profissionais A

S opiniões dividem-se. Deve ser o sector a criar, ou não, o “Conselho de Imprensa” e o “Estatuto do Jornalista”? Esta foi a grande discussão da primeira sessão de consulta pública sobre o projecto de revisão da Lei de Imprensa, realizada ontem pelo Gabinete de Comunicação Social (GCS). Na reunião, o director do GCS, Victor Chan, revelou que o conteúdo do projecto de revisão da Lei de Imprensa foi elaborado com base nas opiniões do sector e do público, na fase preparatória, sobre a direcção da mesma, perante as diferentes opiniões da comunicação social sobre algumas partes do articulado. Mas ao que tudo indica ainda não foi ontem que foi possível chegar a consenso. Para Victor Chan é claro. A revisão tem como

objectivo principal revogar alguns artigos para resolver questões de longa data que nunca foram totalmente concretizadas e acabar a situação de não cumprimento da lei, acrescentando que ela não impede o sector de,

futuramente, prosseguir com o debate sobre garantia de liberdade de imprensa e formas para o seu desenvolvimento. Nesse sentido, o GCS tem em curso a consulta pública de 33 dias sobre o

projecto de revisão da Lei de Imprensa, no período de 23 de Setembro a 25 de Outubro. Ontem, Victor Chan reiterou que o conteúdo do projecto da revisão da lei inclui principalmente o princípio de “não aditar mais artigos, apenas eliminar alguns deles”, revogar os artigos sobre o “Conselho de Imprensa” e o “Estatuto do Jornalista”, actualizando e adequando a terminologia e articulação das normas utilizadas às da Lei Básica da RAEM, Lei da Reunificação e outra legislação vigente, bem como corrigir as traduções inexactas entre o chinês e o português. Para além destas revisões técnicas, o teor do diploma não foi afectado, significando, pois, que o espírito e o princípio do direito do exercício da profissão de jornalista são garantidos pela lei. O GCS garantiu ainda que o Governo da RAEM tem uma atitude aberta sobre a questão, mas a iniciativa pertence, apenas e só, ao sector. Está nas nossas mãos.

Receitas dos casinos sobem 21,4%

O

S casinos de Macau encerraram o mês de Setembro com receitas brutas de 28.963 milhões de patacas, mais 21,4% face ao período homólogo do ano passado, indicam dados oficiais ontem divulgados. Com os valores de Setembro, as receitas acumuladas dos primeiros nove meses do ano totalizaram 260.632 milhões de patacas, valor que traduz um aumento de 16,7% face ao apurado entre Janeiro e Setembro de 2012, de acordo com os dados divulgados no portal da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). Março foi o melhor

mês de sempre dos casinos de Macau, com o registo de receitas brutas recorde de 31.336 milhões de patacas. Dados compilados pela agência Lusa indicam que na primeira metade do ranking dos seis operadores, a Sociedade de Jogos de Macau está no primeiro lugar com quase 25% de quota de mercado, seguida pela Sands China, com cerca de 22% e pela Galaxy Macau, com cerca de 18,5%. O sector do jogo em casino é a principal fonte de receitas da administração de Macau, tendo encerrado 2012 com um recorde global de cerca de 305.235 milhões de patacas.


sociedade 7

hoje macau sexta-feira 4.10.2013

Menos um milhão e meio de patacas pela habitação social em Mong Há

À

Companhia de Fomento Predial Sam Yau, Limitada foi adjudicada a construção da habitação pública na Rua Francisco Xavier Pereira, também conhecida como “Habitação Social de Mong Há – Edifício Mong In” sob um orçamento total de 207.983.586 patacas. No entanto, ao fim de quase três anos, e de concluído o empreendimento, um despacho assinado pelo Chefe do Executivo e publicado em Boletim Oficial na passada segunda-feira deu conta de que o orçamento foi revis-

to em baixa em menos de 1,49 milhão de patacas. “O montante global inicial do contrato fixado no Despacho do Chefe do Executivo n.º 346/2010 é reduzido para $ 206 490 421,00”, diz o mesmo despacho datado de 19 de Setembro, onde é indicado um escalonamento que incluiu um encargo referente a 2013, não previsto inicialmente, no valor 499,831 patacas. O edifício de 32 pisos proporciona 346 fracções de habitação social da tipologia T2 e cerca de 350 lugares de estacionamento. - R.M.R.

LIMPEZA URBANA CONTRATO PROVISÓRIO PODE SER ASSINADO COM CSR

Gestão de lixos temporária N O princípio da semana ficou a saber-se que a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) não está, para já, autorizada a assinar o contrato de limpeza urbana com a vencedora do concurso público para limpeza urbana da cidade, a CSR - Companhia de Sistema de Resíduos. Contudo, esta terça-feira, o secretário para os Transportes e Obras Públicas disse poder ser assinado um contrato provisório do Governo com a CSR. Lau Si Io reiterou que a assinatura do contrato com a empresa local foi suspensa porque se encontra a decorrer um processo judicial no Tribunal de Última Instância (TUI) e, por isso, a lei terá de ser cumprida e o acordo não pode ser formalizado sem uma decisão do órgão judicial. Ainda assim, o res-

ponsável afiançou que se “o processo não for resolvido até ao fim do mês” poderá ser assinado um “contrato temporário com a empresa que lhe garante o serviço de limpeza [da cidade]” embora não tenha revelado o prazo do mesmo. É público que o grupo espanhol Urbaser, com participação da portuguesa Suma, interpôs uma acção no Tribunal de Segunda Instância (TSI) por contestar alegados “erros materiais” na avaliação das cinco propostas a concurso público. A providência cautelar foi interposta porque, segundo declarações de Nuno Kol Carvalho ao Ponto Final, houve um conjunto de análises que não foram correctamente feitas e que prejudicaram esta empresa a concurso. O director de estudo e propostas da empresa portuguesa Suma afirmou

ainda que o grupo promete manter a contestação até ao Tribunal de Ultima Instância, se necessário, mas está confiante na decisão do TSI. Recorde-se que a ordem para assinatura do contrato entre a DSPA e a CSR foi dada por Chui Sai On, Chefe do Executivo, em Julho. O

valor total do contrato é de cerca 2,07 mil milhões de patacas e prevê-se que tenha início em Novembro próximo. O encargo para o corrente ano é de 38,35 milhões de patacas, estando inscrito já no plano de investimentos público de 2013. - C.L. e R.M.R.

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Contrato para remodelação do Terminal do Porto Exterior assinado por 87 milhões de patacas

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orçamento para a remodelação do Terminal Marítimo do Porto Exterior já é conhecido. O contrato foi adjudicado à empresa local Sam Yau, Limitada por mais de 87 milhões de patacas. Mas o Chefe do Executivo autorizou a celebração do contrato a 19 de Setembro por meio de despacho publicado em Boletim Oficial na passada segunda-feira. O valor foi escalonado por dois anos estando cobertos pelo orçamento global deste ano 57 milhões de patacas e pelo do próximo ano 30,4 milhões de patacas, uma vez que o prazo da obra está previsto para Agosto de 2014. No entanto, o Executivo já admitiu, em Julho, aquando da apresentação da obra, que poderá haver uma revisão em alta do valor orçamentado em 10%, ou seja, um custo total de 8,7 milhões de patacas devi-

do a possíveis “situações imprevistas”. Ainda assim o chefe de divisão de conservação e reparação da Direcção dos Serviços de Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Loi Seong San, não admite um reforço maior do que este valor. Até porque haverá uma empresa responsável pela fiscalização e controlo de qualidade da empreitado. A obra prevê o alargamento da zona este e oeste, nomeadamente, as alas das agências de viagem, bilheteiras e passadeiras rolantes para bagagens, em cerca de 1000 metros quadrados. Recorde-se que, este ano, o Governo admitiu uma derrapagem no orçamento do novo Terminal Marítimo da Taipa cinco vezes superior ao valor inicial indicado para três mil milhões de patacas. Os dois terminais irão funcionar em simultâneo a partir de 2015. - R.M.R.

HM-2.ª vez 4-10-13

ANÚNCIO

HM-2.ª vez 4-10-13

PROCESSO: Divórcio Litigioso CV1-13-0035-CDL

Execução de Sentença sob a forma Sumária (apenso) de n.o CV2-05-0017-CAO-B 2 o Juízo Cível

EXEQUENTE: LEE CHI ENTERPRISES CO. LTD/利奇機械 工業股份有限公司, com sede em Taiwan, no 4-5, Shu-Pai Li, Shi-Pai Shuang, Changhua City, sociedade comercial registada sob o no 59008318. EXECUTADOS: Napier Industrial Inc, com sede na Ilhas Virgens Britânicas, 1 st. Floor, Lake Building, Wickhams Cay 1, Road Town, Tortola, sociedade comercial registada sob o no 270883; e Hsiung Yi-Pu/熊貽普, maior, com morada em Taiwan, 3F, no 26, Lane 57, Linyi St., Taipei City. *** Correm éditos de trinta (30) dias, a contar da segunda e última publicação do anúncio, citando a executada Napier Industrial Inc acima identificados, para no prazo de dez (10) dias, decorrido que seja o dos éditos, pronunciar sobre o despacho que determinou a data de citação da 1ª Ré no processo de acção ordinária o dia a partir do qual se conta os juros moratórios. Tudo conforme melhor consta do duplicado da petição inicial que neste 2o Juízo se encontra à sua disposição e que poderá ser levantado nesta Secretaria Judicial nas horas normais de expediente. E ainda que é obrigatória a constituição de advogado caso sejam opostos embargos ou tenha lugar a qualquer outro procedimento que siga os termos do processo declarativo. Macau, 18 de Setembro de 2013.

ANÚNCIO 1º Juízo Cível

AUTORA: SOU LAI MUI, casada, de nacionalidade chinesa, titular do BIRM, residente em “澳門黑沙環中街海居第五座32樓B”. RÉU: CHAN CHI WAH, casado, de nacionalidade chinesa, titular do BIRM, com última residência conhecida em “澳門黑沙環工業街龍園飛龍閣9樓B “. FAZ-SE SABER que pelo 1º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base da RAEM correm éditos de TRINTA DIAS, contados a partir da segunda e última publicação do anúncio, citando o réu CHAN CHI WAH, acima identificado, para no prazo de TRINTA DIAS, findo o dos éditos, contestar, querendo, a Acção de Divórcio supra referenciada, na qual pede a Autora que seja decretado o divórcio entre ela e réu, tudo como melhor consta da petição inicial cujo duplicado se encontra nesta Secretaria à sua disposição, ficando o mesmo advertido que é obrigatória a constituição de mandatário judicial – Art. 74º do CPC. Mais fica citado que, caso pretenda beneficiar do regime geral de apoio judiciário, deverá dirigir-se ao balcão de atendimento da Comissão de Apoio Judiciário, sito na Rua do Campo, º 162, Edifício Administração Pública, 1.º andar, Macau, para apresentar o seu pedido, sendo que poderá pedir esclarecimentos através do telefone n.º 28533540 ou correio electrónico info@ caj.gov.mo. Para o efeito, terá de comunicar ao processo a apresentação do pedido àquela Comissão, para beneficiar da interrupção do prazo processual que estiver em curso, nos termos do n.º 1, do art.º 20.º, da Lei 13/2012, de 10 de Setembro. O citando fica advertido de que a falta de contestação não importa a confissão dos factos articulados pela autora, caso o mesmo permaneça na situação de revelia absoluta.

Aos 25 de Setembro de 2013.


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CHINA

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XI JINPING REÚNE COM O PRESIDENTE DA INDONÉSIA E DISCURSA NO CONGRESSO

Continuam buscas por 58 pescadores desaparecidos

As autoridades chinesas continuam as operações de busca de 58 pescadores desaparecidos no mar após o naufrágio de três navios devido à passagem do tufão “Wutip” no domingo. De acordo com as autoridades da região do sul da China, onde aconteceram os desastres, apenas quatro mortes estão confirmadas. Um despacho da agência Xinhua dá conta que 37 navios, dez aviões e 10.000 soldados estão a trabalhar nas operações de busca. As autoridades chinesas divulgaram também terem resgatado 268 pescadores que ficaram em dificuldades no mar devido à passagem da tempestade que atingiu a costa chinesa junto à ilha de Hainão, perto do Vietname.

Ataque de vespas faz 41 mortos

Um ataque de vespas pouco vulgar atingiu pelo menos três cidades no centro da China, fazendo 41 mortos e mais de 1600 feridos desde o mês de Julho. Os enxames atingiram a cidade de Ankang, onde morreram 19 pessoas, e mais duas cidades vizinhas, onde foram registadas 22 mortes. Ao todo, 1600 pessoas ficaram feridas na província de Shaanxi, sendo que 37 delas permanecem hospitalizadas em estado grave. O Governo regional mobilizou uma equipa médica especial e treinou mais funcionários para tratarem das vítimas. Segundo fontes governamentais, nos meses de Setembro e Outubro, as vespas acasalam e migram - período durante o qual tornam-se mais agressivas. As mudanças climáticas também podem ter contribuído para aumentar a agressividade delas.

Criação de Banco Asiático em cima da mesa de negociações O

presidente chinês, Xi Jinping, proferiu esta quinta-feira uma palestra no Congresso Nacional da Indonésia. Xi Jinping foi o primeiro chefe de Estado estrangeiro a fazer um discurso no congresso da Indonésia. Durante a palestra de meia hora, Xi Jinping focou as relações entre a China e os países da Asean, manifestando que a China quer trazer mais benefícios para os povos da região. Segundo Xi, a China e a Indonésia têm vindo a reforçar a cooperação nos assuntos regionais e internacionais. Manter uma boa relação bilateral tem um significado positivo na promoção de uma ordem política e económica internacional mais justa e racional, disse o presidente chinês. No discurso, Xi revelou que a China tenta atingir o valor do comércio bilateral com a Indonésia de 8 biliões de patacas até 2020, criar o Banco Asiático para Investimento de Infraestructuras, para além de oferecer bolsas de estudos para 15 mil alunos dos países que compõem a Asean. Na quarta-feira o presidente chinês, já se tinha reunido com seu homólogo da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, na capital, Jacarta. Os dois líderes concordaram em elevar as relações bilaterais

na salvaguarda da prosperidade e estabilidade regional. Para Susilo, o desenvolvimento estável da China é importante para a região e para o mundo inteiro. Os dois presidentes querem promover uma maior cooperação bilateral a todos os níveis.

Após a conversa, os dois líderes assistiram à assinatura de um acordo intergovernamental de cooperação comercial para os próximos cinco anos e de outros documentos nas áreas da pesca, turismo, meteorologia e aeronáutica.

SHENZHEN SÓ PERMITE CIRCULAÇÃO DE MOTAS A BAIXAS VELOCIDADES

eléctricas, como a limitação da velocidade para 20 quilómetros por hora. Um dos argumentos é o número de acidentes: só nos três primeiros meses deste ano, a cidade registou 1.115 acidentes com os veículos eléctricos de duas rodas (apelidados de “assassinos silenciosos”), resultando em 46 mortes. A frota está estimada em 500 mil. Uma das principais dificuldades para o aumento das restrições é que as motas eléctricas são uma alternativa de transporte barata. Shenzhen chegou a banir o seu uso em 2011, mas teve de voltar atrás devido à impopularidade da medida. Em Junho, na vizinha Guangzhou, centenas de moradores cercaram um pátio da polícia após a apreensão de motos eléctricas irregulares. Os veículos foram devolvidos.

a uma parceria estratégica plena, informa a rádio China. Xi Jinping assinalou que a China e a Indonésia são países em desenvolvimento e mercados emergentes de grande influência. Os dois países têm metas semelhantes no processo de crescimento e interesses comuns

Travar praga de duas rodas B

ASTANTE populares nos países emergentes asiáticos, as motas são um problema em várias cidades da região. Na China, as regras são cada vez mais restritivas. Em Pequim, a legislação determina que apenas as que tiveram placas A podem circular no seu centro da cidade. Como o governo dificilmente emite novos números, resta o mercado paralelo, a um preço bem puxado: cerca de 7.500 patacas, actualmente. No nordeste do país, o número de casas com motas já equivale às que têm máquina de lavar. Outra restrição da capital chinesa é em relação às motas de outras cidades, que só podem circular até cerca de dez quilómetros do centro.

Mas o grande problema dos centros urbanos é a popularização das “e-bikes”. Em Shenzhen, próspera metró-

pole de 15 milhões de habitantes, no sul do país, o governo local adoptou várias medidas restritivas contra as motas e bicicletas


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URANTE quase dois anos, hackers de Xangai atacaram sucessivas empresas estrangeiras de defesa, pelo menos 20 no total. O alvo, segundo uma empresa americana de segurança cibernética, era a tecnologia por detrás da clara liderança dos Estados Unidos no campo dos drones militares. “Acredito que esta seja a maior campanha que já vimos a ser focada na tecnologia dos drones”, disse Darien Kindlund, gerente de ameaças à inteligência nesta empresa, a FireEye, com sede na Califórnia. “Isto parece estar em consonância com o objectivo do governo chinês em ampliar as suas próprias capacidades relativas à tecnologia com drones.” A operação de invasão cibernética, conduzida por um grupo chamado Comment Crew, foi um dos mais recentes sinais das ambições do programa chinês de aeronaves teleguiadas. O governo e os militares estão empenhados em colocar a China na linha de frente do fabrico de drones, para utilização interna e para exportação. Alguns funcionários da chancelaria dizem que a China não aprova a acção de hackers, e que o próprio governo chinês é uma vítima dessas incursões, mas outra empresa americana de segurança cibernética já localizou membros do Comment Crew num prédio do Exército Popular de Libertação nos arredores de Xangai. Recentemente, autoridades chinesas enviaram um drone para perto das ilhas administradas pelo Japão, mas disputadas entre os dois países. Os chineses também já debateram o uso de um drone armado, no ano passado, para matar um suposto criminoso em Mianmar, e venderam aparelhos “caseiros”, semelhantes ao modelo americano Predator, para outros países, por menos de cerca de 7 milhões de patacas.

Analistas militares dizem que a China há anos que tenta copiar os modelos dos drones estrangeiros. Ian Easton, analista militar do Instituto Projecto 2049, na Virgínia, disse que a espionagem cibernética é uma ferramenta do amplo esforço chinês dos últimos anos para

PEQUIM ACUSADA DE ESPIONAGEM PARA MELHORAR OS SEUS DRONES

Ambição tecnológica

a China amplie sua capacidade de monitorar o mar do Leste da China e o oeste do Pacífico, para além das Filipinas, e aumente a sua capacidade de ataque”, disse. Os militares chineses, de olho nas crescentes disputas territoriais chinesas, estão na vanguarda do fabrico de drones para uso em situações marítimas.

OPERAÇÃO BEEBUS

a aquisição ou desenvolvimento doméstico de drones usando toda a tecnologia disponível, nacional ou estrangeira. Autoridades e engenheiros da China já fizeram engenharia reversa, estudaram material de fonte aberta e interrogaram especialistas americanos em drones que participam em conferências e noutras reuniões na China.

SEM ESTATÍSTICAS

Os militares chineses não divulgam estatísticas sobre o tamanho da sua frota de drones, mas um relatório do Ministério da Defesa de Taiwan disse que, em meados de 2011, a Força Aérea Chinesa tinha mais de 280 unidades. Analistas dizem que os outros ramos das Forças Armadas possuem milhares de drones, o que significa que a frota chinesa só é inferior à dos EUA, com cerca de 7.000 aparelhos. O aparato chinês de segurança doméstica também provoca interesse nos drones, o que levanta algumas questões sobre o seu potencial uso para a vigilância e possivelmente até para ataques dentro da China, inclusive em áreas problemáticas, como Xinjiang e o Tibete. Um momento sintomático no uso de drones pela China ocorreu em 9 de Setembro, quando a Marinha enviou um drone de vigilância para perto das ilhas Diaoyu, que o Japão administra. Os Jactos japoneses acorreram rapidamente para o confrontar. Esta foi a primeira vez que a China mobilizou um drone sobre o mar do Leste da China. Easton disse que a mobilização do drone perto de ilhas e em

águas disputadas “foi algo completamente inédito” por parte da China, apanhando as autoridades japonesas desprevenidas. “Acho que isto é realmente apenas o começo de uma tendência muito mais ampla do que vamos ver - que

A empresa FireEye baptizou a campanha de furto de drones como Operação Beebus, traçando a sua localização até um nódulo de comando e controlo no endereço bee.businessconsults.net. Especialistas em segurança cibernética dizem que o endereço geral e as ferramentas a ele vinculadas estão associados ao Comment Crew, unidade chinesa de hackers da qual a Mandiant, uma outra empresa de segurança cibernética, enviou um relatório em Fevereiro. A Mandiant disse que o grupo é parte da Unidade 61398 do Exército Popular de Libertação, com sede em Xangai. Embora as vítimas iniciais da Operação Beebus fossem grandes empresas de defesa, os hackers pas-

saram depois a escolher empresas especializadas em tecnologia de drones, disse Kindlund, da FireEye. Passaram a alternar entre estas grandes empresas, fabricantes de uma ampla gama de tecnologia, e outras, focadas nos drones. Os drones chineses aparecem cada vez mais nos arsenais de outras nações. A versão chinesa do Predator, de nome Wing Loong, ou Pterodátilo, foi exportada pela primeira vez em 2011, segundo o “Diário do Povo”. Na Exposição Aérea de Paris, em Junho, o presidente de uma companhia aeronáutica chinesa disse ao “Global Times” que o drone teria capacidade para transportar dois mísseis guiados a laser, e que seria igual ao Predator em termos de resistência e alcance de voo, só que bem mais barato.


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TELECOMUNICAÇÕES

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presidente executivo da nova empresa que resultará da fusão entre a PT e a Oi, a CorpCo, anunciou que irá pagar aos seus accionistas dividendos de 500 milhões de reais (mais de 166 milhões de euros) em 2014, 2015 e 2016. Zeinal Bava precisou que os 500 milhões de reais que estavam definidos como dividendo do exercício de 2013 (e que deveriam ser pagos apenas em 2014) já foram pagos antecipadamente este mês. Nos próximos três exercícios serão distribuídos dividendos em igual montante por cada ano, ou seja, 500 milhões de reais em cada um dos exercícios de 2014, 2015 e 2016, que já serão pagos, como habitualmente, no ano seguinte ao que se referem os lucros. Zeinal Bava, que falava numa videoconferência depois do anúncio

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NOVA PT/OI VAI PAGAR 166 MILHÕES DE EUROS EM DIVIDENDOS NOS PRÓXIMOS TRÊS

A fusão que reduz risc

O processo de fusão deverá estar concluído no segundo trimestre de 2014, revelou o presidente executivo do novo grupo, “que terá um nome de acordo com a sua ambição global” LÍDER DO SEGUNDO MAIOR ACCIONISTA DA PT FUSÃO RESULTARÁ NUMA “OPERAÇÃO MAIS EFICIENTE”

Presidente da Ongoing fala em operador de dimensão global

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presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, recebeu nesta quarta-feira “com enorme satisfação” o anúncio da fusão da PT com a Oi, sublinhando que as duas empresas, “juntas, têm o conhecimento e a dimensão para serem um player no mercado global”. “É com enorme satisfação que vejo ser anunciada uma operação que concretiza uma visão em que acreditamos e na qual participámos”, disse, numa reacção enviada à Lusa o presidente executivo da Ongoing, segundo maior accionista da PT, com 10,05% do capital da empresa de telecomunicações portuguesa. “Estamos a criar o maior operador de telecomunicações de língua portuguesa, com mais de 100 milhões

de clientes, em quatro continentes”, relevou ainda Nuno Vasconcellos, considerando que “a PT e a Oi, juntas, têm o conhecimento e a dimensão para serem um player no mercado global”. “Teremos uma operação mais eficiente, uma empresa financeiramente mais forte, com uma estrutura accionista coesa e ambiciosa. Isto, e uma equipa

de gestão de imenso valor, permite-nos enfrentar os desafios que se colocam a um player global”, reforçou. “Sempre defendi que o caminho do crescimento passa pela internacionalização, pelo Brasil, e que é vantajoso que esse processo se faça pela consolidação no mercado mundial da língua portuguesa. Esta operação comprova-o. Não é um

epílogo, mas sim o início de um caminho”, rematou Vasconcellos na mesma nota enviada à Lusa. A PT e a Oi anunciaram nesta quarta-feira que assinaram um acordo de intenções para a fusão das duas empresas, e das holdings da operadora brasileira, constituindo uma entidade única liderada por Zeinal Bava. A CorpCo só avançará depois de a fusão ser aprovada por todos os accionistas das operadoras portuguesa e brasileira, depois de realizado um aumento de capital na ordem dos 2,3 a 2,7 mil milhões de euros e depois de sujeita à aprovação das entidades de regulação. A transacção, refere o documento, está prevista para o primeiro semestre do próximo ano. A concretizar-se a operação, a CorpCo terá

como presidente executivo Zeinal Bava, actual presidente executivo da Oi e da PT Portugal, e como presidente não-executivo (chairman), José Mauro da Cunha, actual chairman da Oi. O lugar de vice-chairman será ocupado por Henrique Granadeiro, actual presidente executivo e chairman da PT. As acções da CorpCo, caso a operação de fusão seja concluída com sucesso, vão ser negociadas na bolsa brasileira, Bovespa, na Bolsa de Nova Iorque, a NYSE, e na Euronext Lisbon. Os títulos da CorpCo irão beneficiar de uma maior liquidez e de uma base accionista diversificada, sendo que os requisitos de admissão à negociação nos três mercados “garantirão também a adopção das melhores práticas de governo da sociedade”, sublinha o comunicado da PT enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). As acções da PT seguiam às 12h15 a negociar no Euronext Lisbon em alta de 11,59%, para 3,794 euros.

DIMINUIÇÃO DE DIVIDENDO

Alívio para O anúncio de fusão entre a PT e a Oi veio resolver uma dor de cabeça do Governo de Dilma Rousseff, que quer a nova companhia recapitalizada para aproveitar a capacidade tecnológica e o know-how do operador português. O jornal Folha de São Paulo escreve nesta quinta-feira que entre o executivo brasileiro “havia grande preocupação com o futuro da companhia brasileira e dúvidas


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S ANOS

cos de fusão entre a PT e a Oi realizado nesta quarta-feira, sublinhou que a nova empresa, que ficará sedeada no Rio de Janeiro e tem o nome provisório de CorpCo, terá 100 milhões de clientes, o que a coloca na lista das 20 maiores do mundo. O processo de fusão deverá estar concluído no segundo trimestre de 2014, revelou o presidente executivo do novo grupo, “que terá um nome de acordo com a sua ambição global”. Com esta operação as duas empresas verão reduzido o seu “risco de execução, risco operacional e risco financeiro” garantiu o gestor. A fusão realizar-se-á através de um aumento de capital que terá duas componentes. A primeira, em espécie, que é onde participarão os accionistas portugueses, como o BES e a Ongoing, resultará da incorporação dos activos da PT – activos portugueses e africanos menos brasileiros – na nova empresa. Findo o aumento de capital, os accionistas portugueses na nova empresa deverão assumir uma po-

Nos próximos três exercícios serão distribuídos dividendos em igual montante por cada ano, ou seja, 500 milhões de reais em cada um dos exercícios de 2014, 2015 e 2016, que já serão pagos, como habitualmente, no ano seguinte ao que se referem os lucros sição de 38,1% na empresa, com as participações do BES e da Ongoing a diluírem-se para posições em torno de 3%. O restante aumento de capital visa a entrada de dinheiro fresco na empresa, quer através do reforço de actuais accionistas, quer da entrada de novos investidores, entre eles o grupo financeiro BTG Pactual, que subscreverá aproximadamente 2000 milhões de reais (700 mihões de euros), de um mínimo de 7000 milhões de reais (2300 milhões de euros) que a empresa espera levantar com a operação.

OS E RECAPITALIZAÇÃO DA EMPRESA SÃO EXIGÊNCIAS

a o Governo de Dilma sobre a capacidade de caixa da Oi no médio prazo”. Assim, foi com bons olhos que o Governo de Dilma Rousseff deu o seu aval ao casamento luso-brasileiro, mediante o compromisso de recapitalizar a empresa através de um aumento de capital de pelo menos 8000 milhões de reais ou no mínimo 7000 milhões (2700 milhões ou 2300 milhões de euros) para investimento em infra-estruturas. A outra exigência estatal foi a de reduzir a repartição de lucros com os accionistas para 500 milhões de reais (166 milhões de euros), tendo em conta os prejuízos de 124 milhões de reais (41 milhões de euros) registados pela companhia no segundo trimestre do ano. O jornal brasileiro escreve ainda que, há cerca de dois meses, “a cúpula do Governo Dilma” foi procurada por executivos da Oi, que pediram o apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) para concretizar o negócio. Os dois principais interlocutores do Governo foram Zeinal Bava (presidente executivo da Oi e da nova companhia provisoriamente

denominada CorpCo) e Octávio Azevedo, presidente do conselho de administração da Telemar Participações, controladora da Oi. A proposta terá sido recusada pela Presidente, com receio que se repetissem os erros cometidos em 2008 com a união Oi/Brasil Telecom para criação daquilo a que se chamava então a “’supertele’ brasileira”, explica o Folha de São Paulo. O negócio, que contou com o beneplácito do então presidente Lula da Silva, que motivou alterações à legislação brasileira das telecomunicações e que até contou com financiamento público via BNDES e fundos de pensões, resultou numa empresa deficitária e pouco eficiente. As exigências estatais são agora que a Oi opte por uma gestão mais austera, sinalizada com a política de redução de dividendos anuais, que saiba usar a capacidade tecnológica da PT para ganhar mercado. A Oi é a quarta operadora brasileira nas telecomunicações móveis e tem o objectivo de cobrir todo o território brasileiro com rede fixa, através da qual possa desenvolver ofertas de televisão e banda larga.

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VIDA

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CONSÓRCIO LUSO-CHINÊS CRIADO PARA ESTUDAR GENES DO CANCRO DO ESTÔMAGO

Projecto arranca com 600 mil euros A S bases genéticas do cancro do estômago vão ser investigadas em conjunto num consórcio luso-chinês, que junta a empresa Coimbra Genomics, o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup) e a organização chinesa BGI (antigo Instituto de Genómica de Pequim). O projecto tem um orçamento inicial de mais de 900.000 dólares (cerca de 600 mil euros), financiado “em grande parte” pelo BGI, refere um comunicado da empresa Coimbra Genomics. O BGI é um gigantesco centro de sequenciação genómica criado na capital chinesa e que, entretanto, abriu laboratórios em Cambridge (Massachusetts, nos Estados Unidos) e em Copenhaga, na Dinamarca. Depois do cancro do pulmão, o

melhorar a qualidade de vida dos doentes com cancro do estômago”. “É um excelente exemplo de confluência de interesses e complementaridade de recursos”, considera Nuno Arantes-Oliveira, co-fundador e presidente da Coimbra Genomics, sublinhando a capacidade técnica e financeira do BGI e o historial científico do Ipatimup nesta área, a que se junta o empreendedorismo da Coimbra Genomics, que lidera o projecto. Criada em 2012, a empresa portuguesa pretende dedicar-se ao desenvolvimento de sistemas de apoio à decisão clínica baseados na sequenciação do genoma dos doentes. Entre os seus fundadores contam-se a Biocant Park, Critical Software e vários cientistas e empreendedores individuais, como Carlos Faro, Carlos Fiolhais, Gonçalo Quadros e Marco Costa.

cancro gástrico é a segunda maior causa de morte por cancro em todo o mundo, sendo responsável por cerca de um milhão de novos casos todos os anos. Portugal e a China estão entre os países com maior incidência deste cancro. As suas bases genéticas ainda estão mal compreendidas, o diagnóstico precoce é difícil e os tratamentos não são verdadeiramente eficazes. “É mais um passo para explorar a medicina personalizada para aplicação em doentes com cancro do estômago”, refere Carla Oliveira, responsável pelo projecto do lado do Ipatimup, citada no comunicado. André Albergaria, responsável pela Unidade de Translação daquele instituto, acrescenta que, para o Ipatimup, o projecto é uma aposta na ligação entre a investigação básica e a sua aplicabilidade pelas empresas, para “obter tratamentos mais dirigidos e

PAINEL DE CIENTISTAS ALERTA PARA “TRIO MORTÍFERO” E REITERA APELOS PARA CONTER AQUECIMENTO GLOBAL

Oceano está mais quente, ácido e com menos oxigénio O oceano está cada vez mais quente, mais ácido e com menos oxigénio. Este “trio mortífero”, segundo classifica um painel de cientistas internacionais, está a ter “efeitos dramáticos” sobre a fauna e flora marinha, além de exacerbar outras ameaças, como a poluição. Esta é uma das mensagens da mais recente avaliação do Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos, uma iniciativa criada por investigadores da Universidade de Oxford, com o apoio da União Internacional para a Conservação da Natureza. Outras mensagens: a sobrepesca está a ameaçar a capacidade do oceano em resistir a outras ameaças; os recifes de coral não são capazes de se adaptar às rápidas mudanças climáticas em curso; o futuro dos oceanos estará seriamente comprometido se não se limitar o aumento da temperatura global a 2,0 graus Celsius até ao final do século. A temperatura superficial do oceano aumentou 0,6 graus Celsius nos últimos 100 anos e continuará a subir ao longo deste século, com consequências significati-

vas: redução do gelo, com desaparecimento da calota polar no Árctico até 2037, redução da concentração de oxigénio, libertação de metano do fundo do mar. Com um oceano mais quente, refere o painel de cientistas, as espécies marinhas tenderão a migrar na direcção dos pólos e para águas mais profundas, a diversidade de peixes e invertebrados hoje explorados pode diminuir 60% e

os recifes de coral tropicais sofrerão uma redução colossal até 2050.

ACIDIFICAÇÃO DA ÁGUA E SOBREPESCA

“Como foi tornado claro pelo IPCC [Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas], o oceano está a suportar o fardo do aquecimento do sistema climático, com consequências físicas e biogeoquímicas directas e bem documentadas”, diz

o Programa para o Estado dos Oceanos, na síntese da sua avaliação. Um destes efeitos é a acidificação da água do mar, devido à absorção do excesso dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, devido às actividades humanas. Outro problema é o da redução dos níveis de oxigénio. “As previsões para a quantidade de oxigénio no oceano sugerem uma redução de 1% a 7% até 2100”,

sintetiza o painel científico. As causas são o aquecimento global e a poluição. Os cientistas alertam também para a sobrepesca, com 70% da população de peixes a ser explorada de modo insustentável, segundo dados da agência das Nações Unidas para a alimentação e agricultura (FAO, na sigla em inglês). “A saúde dos oceanos está a piorar mais rapidamente do que se pensava”, alerta o investigador Alex Rogers,

do Somerville College, da Universidade de Oxford, e um dos criadores do Programa Internacional para o Estado dos Oceanos. “Esta situação deveria ser motivo de grave preocupação para todos, dado que todos serão afectados pelas alterações na capacidade do oceano em suportar a vida na Terra”, completa, num comunicado. Reiterando uma meta internacionalmente reconhecida, os cientistas afirmam que é preciso reduzir as emissões de CO2 de modo a que a concentração deste gás na atmosfera fique abaixo de 450 partes por milhão (ppm), limitando a probabilidade da temperatura média global subir mais de 2,0 graus acima dos níveis pré-industriais. “Se os actuais níveis de libertação de CO2 se mantiverem, podemos esperar consequências extremamente sérias para a vida no oceano, e para a protecção alimentar e costeira”, alertam. Esta avaliação surge dias depois do IPCC ter divulgado o seu mais recente relatório sobre as alterações climáticas, que reitera o seu carácter “inequívoco” e reforça que a maior parte do problema deve-se às actividades humanas.


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CULTURA

hoje macau sexta-feira 4.10.2013

A

artista plástica Joana Vasconcelos criou uma fundação com o seu nome, com o objectivo de preservar o seu trabalho, criar uma colecção de arte e bolsas de estudo para estudantes, afirmou à agência Lusa o director, Ricardo Vasconcelos. A Fundação Joana Vasconcelos, totalmente privada, só deverá ser oficializada em 2014, mas o reconhecimento por parte do Governo foi publicado esta quarta-feira em Diário da República, assinado pelo ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes. “A fundação foi criada para preservar a obra da artista, ir guardando desenhos, as coisas que tem feito. Estamos a trabalhar numa base de dados da obra dela. Vamos criar ainda uma colecção de arte com obras de outros artistas nacionais e internacionais, com os quais Joana Vasconcelos tem trabalhado”, disse o director da fundação. Outro dos objectivos do organismo é criar bolsas de estudo para estudantes de artes, não necessariamente artes plásticas, e que pode incluir também os países do universo da lusofonia, acrescentou. A sede da fundação será o atelier de Joana Vasconcelos em Lisboa e a futura colecção de arte poderá ser visitável, afirmou Ricardo Vasconcelos, referindo ser ainda “prematuro” revelar qual será o orçamento para gerir o organismo. A nova fundação terá de se reger pela nova Lei-Quadro das Fundações, aprovada pelo Governo no ano passado e que se aplica a todo o tipo de fundações públicas e privadas, excepto as instituições de ensino superior públicas. A nova lei impõe regras destinadas a tornar a actividade destes organismos mais transparente, obrigando a comunicar a composição dos respectivos órgãos e enviar contas anuais à presidência do Conselho de Ministros, bem como a divulgar estas e outras informações na Internet, sob pena de perderem

ARTISTA PLÁSTICA JOANA VASCONCELOS CRIA UMA FUNDAÇÃO

Totalmente privada apoios financeiros no ano seguinte ao do incumprimento, e enquanto este se mantiver. As fundações privadas só poderão solicitar o estatuto de utilidade pública ao fim de três anos “de efectivo e relevante funcionamento”, a não ser que o instituidor ou instituidores maioritários já possuam este estatuto. Joana Vasconcelos, nascida em Paris em 1971,

expõe regularmente desde os anos 1990 e tem várias obras - sobretudo esculturas e instalações - representadas em colecções de arte públicas e privadas. Entre as obras mais emblemáticas do seu percurso artístico constam sapatos de salto alto, de grandes dimensões e feitos com panelas, corações feitos com talheres de plástico, faiança

de Bordalo Pinheiro coberta de renda ou um lustre criado com tampões higiénicos femininos. “Utilizo vários materiais do quotidiano, coisas que as pessoas conhecem. No fundo, consigo um cruzamento entre o quotidiano, o dia-a-dia das pessoas, e uma poética que é reservada às artes plásticas, e que passa por redimensionar o nosso quotidiano e perspectivá-lo

para o futuro”, afirmou Joana Vasconcelos em Agosto passado. A artista plástica foi responsável este ano pela exposição individual mais visitada em Portugal, com 232.000 visitantes, que esteve patente até Agosto no Palácio da Ajuda, em Lisboa. No ano passado, Joana Vasconcelos expôs no Palá-

cio de Versalhes, em Paris, por onde passaram mais de 1,6 milhões de visitantes, batendo recordes de meio século de exposições em França. Joana Vasconcelos representa Portugal na Bienal de Veneza até ao final de Novembro, com um cacilheiro, intitulado “Trafaria Praia”, que diariamente circula na lagoa veneziana. O cacilheiro sofreu uma intervenção artística no exterior, com uma faixa de azulejos que mostram uma vista panorâmica de Lisboa e, no interior, com um revestimento a cortiça e têxteis em tons de azul e branco.


cultura 15

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PRIMEIRA BD DE ASTÉRIX SEM UDERZO E GOSCINNY SAI DIA 24

Música ao vivo no Hard Rock Cafe para combate ao cancro da mama

O Hard Rock Cafe promove no próximo domingo, entre as 19 e as 22h o evento, PINKTOBER, destinado a angariar fundos na luta contra o cancro da mama. A 14.ª campanha PINKTOBER, promete menus especiais, música ao vivo e muitas surpresas, para ajudar a combater um flagelo que afecta milhões de pessoas por todo o mundo. Os fundos recolhidos durante o evento revertem a favor da organização sem fins lucrativos, Hong Kong Breast Cancer Foundation, que tem como principal objectivo a eliminação da ameaça do cancro da mama, através de acções educativas, de apoio e de investigação.

Jazz e Blues no Venetian a partir de 11 de Outubro

O Cotai Jazz & Blues Festival está de volta ao Venetian para uma série de concertos entre os próximos dias 11 e 13 de Outubro. O festival que selecciona músicos e bandas de todo o mundo promete, segundo o comunicado de imprensa da organização, transformar o lago exterior do Venetian numa atmosfera de carnaval de Nova Orleães. Este ano foram 12 as bandas seleccionadas a concurso, para actuarem ao longo do fim-de-semana de 11 de Outubro. Os vencedores da competição, com um primeiro prémio no valor de cerca de 250 mil patacas, serão anunciados na cerimónia de encerramento de domingo. Os grupos participantes vêem de locais distintos, que como a China, Singapura, Tailândia, ou Rússia, até Itália, Espanha, Estados Unidos e Brasil. Portugal marca também presença com a banda Black Dog Blues Band. O evento conta com o patrocínio oficial do Instituto Cultural de Macau.

Harlem Yu vem a Macau no dia 2 de Novembro

O taiwanês, Harlem Yu, conhecido na China como o “Deus da Pop Music”, devido à sua inovação na R&B e no rap na língua chinesa, vai estar em Macau para um concerto no Venetian, no próximo dia 2 de Novembro. Os bilhetes para a digressão, Wanna Give You World Tour 2013 Macau já estão à venda, informou ontem a organização. O concerto incluí novas versões de alguns dos maiores êxitos da estrela de Taiwan, como “Give You All My Love” e “Spring Soil” . Para além destes temas o cantor apresentará também canções do seu mais recente álbum “The Moonlight That Can’t Be Turned Off.” Várias vezes premiado, Yu é também famoso pelas suas dobragens para chinês do personagem “Woody” dos filmes “Toy Story 2” e “Toy Story 3”.

Viagem à Escócia O

novo livro de banda desenhada protagonizado por Astérix e Obélix, intitulado “Astérix entre os Pictos”, sai no dia 24 em 15 países, incluindo Portugal, e será o primeiro sem a assinatura de Uderzo e Goschinny, os primeiros criadores. O livro foi apresentado esta quarta-feira em Paris com a presença dos novos autores, o argumentista Jean-Ives Ferri e o ilustrador Didier Conrad, e também com Albert Uderzo, um dos criadores das personagens da banda desenhada e que supervisionou a nova história, eAnne Goscinny, filha do argumentista original da série francesa, segundo a agência EFE. “Astérix entre os Pictos”, o 35.º álbum dos irredutíveis gauleses, terá uma tiragem de cinco milhões de exemplares e coloca Astérix e Obélix numa viagem à antiga Escócia, onde conhecerão os guerreiros Pictos. Na sessão em Paris foi revelada a capa do novo volume, mas pouco se adiantou sobre a história. Jean-Ives Ferri disse que tentou respeitar “o ritmo e o jogo de palavras” dos fundadores da série, enquanto Didier Conrad reconheceu que teve de imitar os traços originais de Uderzo. Albert Uderzo, de 86 anos, retirou-se da série em 2011 alegando algum cansaço e admitiu que não estava convencido da continuidade das histórias de BD sem a participação dos fundadores, mas acabou por ceder aos argumentos de Anne Goscinny.

Clint Eastwood acusado de roubar guião de filme

U

M produtor norte-americano está a processar a empresa de Clint Eastwood e a Warner Bros. acusando-os de terem usado sem autorização o argumento, a partir do qual foi feito o filme “As Voltas da Vida” (2012). Clint Eastwood voltou ao cinema com este filme sobre uma antiga estrela de baseball e a sua relação com a filha (protagonizada pela actriz Amy Adams). A ideia era, segundo o produtor Ryan Brooks, a mesma do filme que a sua produtora, Gold Glove, tinha desenvolvido anteriormente e registado. A queixa contra a produtora de Eastwood, a Malpaso Productions, chegou dia 1, ao tribunal. Nas 120 páginas do documento, Brooks alega que lhe foi negado a ele e à empresa o crédito pela autoria do guião do filme “Trouble with the Curve”, no seu título original. “Este caso é sobre uma conspiração para roubar o corpo, estrutura, tema e alma de um guião único, original e registado a uma produtora e ao seu autor. O filme, realizado por Robert Lorenz, rendeu cerca de 400 milhões de patacas e revelou-se pouco amado pela crítica e pelo público. Ryan Brooks exige várias centenas de milhões de patacas de indemnização. A Warner Bros não fez comentários, de acordo com o LA Times.

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DESPORTO

A

auspiciosa estreia de Rui Silva na distância da maratona, verificada no domingo em Berlim com a obtenção do nono lugar com o bom tempo de 2h12m16s, permite levantar a questão de saber se Portugal não virá a ter, no médio prazo, de novo um maratonista masculino competitivo a nível internacional. O sportinguista mostrou através de uma carreira já muito longa, agora que cumpriu em Julho os 36 anos de idade, uma fantástica capacidade para as distâncias intermédias do atletismo, tendo-se sagrado ao longo de uma década campeão mundial e europeu em pista coberta em 1500m, medalhado também a nível mundial e europeu indoor em 3000m, e medalhado europeu, mundial e olímpico - bronze nos Jogos Olímpicos de 2004 - ao ar livre, sempre na distância de 1500m. Detém os recordes nacionais de todas as provas entre os 800m e os 3000m, mas a verdade é que a sua evolução natural para os 5000m e 10.000m nunca foi totalmente conseguida, devido a lesões que tornaram a sua carreira num constante “stop and go”. Numa fase inicial dessa evolução, o escalabitano e o seu técnico João Campos, que sucedeu a Bernardo Manuel, equacionaram a presença nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 nos 10.000m, mas todo o caminho até a concretização dessa possibilidade foi conturbado. Rui Silva esteve nos Mundiais de Daegu de 2011, tanto na légua como na distância dupla, mas sem poder ser o mesmo factor decisivo que meia década antes se tinha mostrado nos 1500m, e

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ATLETA ESTREOU-SE NA DISTÂNCIA COM UM NONO LUGAR E BOAS PERSPECTIVAS

Será Rui Silva o próximo grande maratonista português? o projecto olímpico de Londres teve de ser abandonado, ficado uma estreia na maratona como objectivo a cumprir. Após avanços e recuos, com experiências na meia maratona de permeio, a estreia na maratona verificou-se em Berlim. E ficou decidida a meio do mês de Setembro no culminar da Meia Maratona do Porto, onde Rui Silva acabou com o tempo discreto de 65m52s. Rui pediu ao conhecido empresário Miguel Mostaza que lhe obtivesse lugar numa corrida de 42,195km o mais depressa possível e o espanhol conseguiu desencantar Berlim, a prova com o percurso mais rápido no mundo. E o resultado fez relembrar que Rui Silva é um sobrevivente do atletismo ao mais alto nível, como mostrou nos Europeus de pista coberta de 2009, em Turim, quando ganhou em 1500m o seu terceiro título continental após um período marcado por lesões e ausências do maiores campeonatos.

MARATONA, UMA CERTEZA

Agora o caminho é sem dúvida o da maratona. No final da corrida de Berlim, o técnico João Campos equacionou uma presença nos

DEPOIS DA MURALHA DA CHINA, DUPLA VAI TREINAR PARA A FINLÂNDIA

Filipa e Álvaro na Maratona Polar O S dois tripulantes da TAP-Air Portugal que se destacaram na última Maratona da Grande Muralha da China, Filipa Elvas e Álvaro Leite, vão disputar este mês outra competição radical, mas agora sob temperaturas muito frias. Filipa Elvas, 37 anos, e Alvaro Leite, 41, vão par-

ticipar na próxima edição da Maratona Polar, a Polar Circle Marathon, que decorrerá no próximo dia 19 na Gronelândia. “É mais uma maratona aventura, em condições extremas, com 42 quilómetros de extensão e feita em cima de neve”, realçou Álvaro Leite. Para se preparar para a prova, a dupla amadora por-

tuguesa parte esta semana para a Finlândia, país com temperaturas mais próximas das que vão enfrentar na Gronelândia. A temperatura média naquela região, nesta altura do ano, os 10º negativos, mas “são de esperar temperaturas ainda mais frias”, avisam os organizadores da Polar Circle Marathon.

Na última edição da Maratona da Grande Muralha da China, disputada em Maio nos arredores de Pequim, Filipa Elvas foi a única mulher a completar a prova e Álvaro Leite ficou em quarto lugar na classificação geral. Com a bandeira de Portugal nas costas, Filipa Elvas correu durante sete horas e 50 minutos, num percurso de 45 quilómetros, com 20 mil degraus e rampas muito inclinadas. Dos 140 atletas de dezenas de países inscritos, entre os quais 30 mulheres, apenas 15 chegaram ao fim dentro do limite de tempo estipulado pelos organizadores da prova (oito horas).

Europeus de Zurique em 2014, ou nos 10.000m ou na própria maratona, dependendo da evolução da temporada. A questão de saber se Rui Silva será competitivo a nível na maratona não levanta grandes dúvidas quanto ao panorama europeu, mas a nível global já as coisas são bem diferentes. O recorde mundial de Carlos Lopes, com 2h07m12s em Roterdão em 2005, foi difícil de bater mas agora coloca o beirão apenas como o 143.º melhor de sempre. António Pinto, com a sua vitória na maratona de Londres de 2000, em 2h06m36s, continua a ser hoje o recordista europeu, nesse ano foi o melhor do mundo e no seu final era o quinto mais rápido de sempre, mas agora encontramo-lo em 87.º. Hoje em dia há duas provas da maratona, por assim dizer - a dos africanos, a primeira divisão, e a dos outros, a liga de honra. Em 2012, por exemplo, 42 atletas bateram as 2h07m, e este ano, no início do Outono estão 22 nessas condições, e todos são africanos. Os raros europeus que baixam das 2h10m são de origem africana, naturalizados, como os franceses Tambwé ou Kiprotich, ou o espanhol Lamdassem.

Cristiano Ronaldo centenário nas competições europeias

O

NZE anos depois de se ter estreado em partidas das competições europeias, Cristiano Ronaldo disputa esta noite o 100.º encontro nas provas da UEFA. O percurso europeu do futebolista português começou numa noite de Agosto de 2002, quando foi lançado a partir do banco do Sporting por Laszlo Bölöni. Cristiano Ronaldo substituiu Toñito na segunda parte dessa primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, frente ao Inter de Milão, que terminaria 0-0. Em Itália — onde Cristiano Ronaldo não foi utilizado — os “leões” perderam por 2-0 e caíram para a Taça UEFA. Mas também aí as coisas não correram bem para os lisboetas: Cristiano

Ronaldo alinhou nos dois jogos frente ao Partizan mas o emblema de Alvalade foi eliminado pelos sérvios. Aqueles três foram os únicos jogos europeus que Cristiano Ronaldo disputou pelo Sporting. Seguiram-se 55 ao serviço do Manchester United, e, com a camisola do Real Madrid, já cumpriu 41. Nesta quarta-feira, no jogo contra o Copenhaga, o capitão da selecção portuguesa atingiu os 100 jogos nas provas da UEFA. No total, CR7 marcou 56 golos (na contabilidade de jogos e golos entram as partidas das pré-eliminatórias).


FUTILIDADES

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TEMPO

POUCO

NUBLADO

[TELE]VISÃO TDM 13:00 13:30 14:30 18:30 19:00 19:35 20:30 21:15 21:30 22:00 23:00 23:30 23:45 00:45 01:15

TDM News - Repetição Telejornal + 360° (Diferido) RTPi DIRECTO Caminho das Índias (Repetição) TDM Talk Show (Repetição) Vingança Telejornal Ler + Ler Melhor Cenas do Casamento Caminho das Índias TDM News Resumo Liga Europa Portugueses Pelo Mundo Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO

RTPi 82 14:00 14:35 15:35 16:00 17:00 17:20 18:15 19:00 20:00 21:15 22:05 22:30

Telejornal Madeira Terra do Espírito Solares de Portugal Bom Dia Portugal Tec@Net Fado: Um Legado Português para o Mundo Passagem por Lisboa Amores e Desamores Jornal da Tarde O Preço Certo Ingrediente Secreto Portugal no Coração

MIN

24

MAX

30

31 - STAR Sports 12:55 (LIVE) FIA F1 World Championship 2013 Practice Session 2 Korean Grand Prix 14:30 Archery World Cup 2013 15:30 FIM Supermoto World Championship 2013 Highlights Grand Prix of France 16:00 Hot Water 2013/14 17:00 Total Rugby 17:30 2 Wheels 18:00 Liga Bbva 2013/14 Real Betis vs. Villarreal CF 19:30 2 Wheels 20:00 MotoGP World Championship 2013 Highlights Grand Prix of Aragon 21:00 (Delay) Formula Friday 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Football Asia 2013/14 22:30 Inside Grand Prix 2013 23:00 Liga Bbva 2013/14 Weekly Review 23:55 Score Tonight 2013 40 - FOX Movies 12:15 Prometheus 14:20 Seeking A Friend For The End Of The World 16:05 The Walking Dead 17:40 Taken 2 19:15 Grown Ups 21:00 Ultraviolet 22:30 Abraham Lincoln 00:15 Prometheus 41 - HBO 13:00 Sparkle 15:00 Larry Crowne 16:45 The Pirates! Band Of Misfits 18:15 Men In Black 3 20:00 Serangoon Road 21:00 Machine Gun Preacher 23:05 Final Destination 00:35 Mortal Kombat Annihilation 42 - Cinemax 12:20 Eight Legged Freaks 14:00 Thor 16:00 She 18:00 Johnny English Reborn 19:45 Six Bullets 21:45 Epad On Max 22:00 Strike Back 23:00 Fright Night 00:55 Body Parts

55-85%

EURO

] C I N E M A

[

SALA 2

SALA 1

30 - FOX Sport 13:00 Liga Bbva 2013/14 UD Almeria vs. FC Barcelona 14:30 Liga Bbva 2013/14 Real Madrid CF vs. Atletico de Madrid 16:00 Liga Bbva 2013/14 La Liga World 16:30 National League Division Series A 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 Liga Bbva 2013/14 Weekly Preview 20:30 Liga Bbva 2013/14 La Liga World 21:00 The Ultimate Fighter 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Liga Bbva 2013/14 Weekly Preview 23:00 Classic Boxing:ali Vs Oscar Bonavena 23:53 Singha Football Crazy

HUM

ELYSIUM [C]

GRAVITY [B]

Um filme de: Neill Blomkamp Com: Matt Damon, Jodie Foster, Sharlton Copley, Alice Braga 14.00, 16.00, 19.45, 21.45

Um filme de: Alfonso Cuarón Com: Sandra Bullock, George Clooney 14.30, 21.30

GRAVITY [B]

RUNNER, RUNNER [C]

Um filme de: Alfonso Cuarón Com: Sandra Bullock, George Clooney 18.00

Um filme de: Brad Furman Com: Justin Timberlake, Ben Affleck, Gemma Arterton 16.15, 18.00

10.8

0.2

YUAN

1.3

Cineteatro GRAVITY [B] 3D

Um filme de: Alfonso Cuarón Com: Sandra Bullock, George Clooney 19.45 SALA 3

ABOUT TIME [B]

Um filme de: Richard Curtis Com: Rachel McAdams, Domhnall Gleeson, Bill Nighy 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

M A C A U [ S Ã ] A S S A D O UM DIA DIFERENTE DO NOSSO

BAHT

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Foto: Facebook

POR MIM FALO

Pu Yi

Quem tramou a Reolian?

• Não sabemos muito bem que negócio floresce neste lugar mas uma coisa é certa: funcionam 25 horas por dia. É caso para dizer, que trabalham num dia, numa semana, num mês, num ano... numa galáxia diferente da nossa. Ou então, é simplesmente um novo calendário, quiçá já no ano 2365.

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA ALMA • Carminho

Em 2009, Carminho cantava o “Fado” que era o seu fado desde muito nova. Desde que ouvia os discos que os pais tinham, que acompanhava as tertúlias fadistas que se faziam lá em casa, desde que começou a cantar, ainda adolescente, na Taverna do Embuçado. E o seu “Fado” tornou-se num dos mais aclamados álbuns de 2009. Disco de Platina – resultado invejável para um disco de estreia - “Fado” abriu os corações de Portugal à voz de Carminho, e as portas do mundo ao seu talento: melhor álbum de 2011 para a revista britânica “Songlines”, actuações nas principais capitais europeias, no Womex 2011 em Copenhaga e na sede parisiense da UNESCO no âmbito da candidatura do Fado a património mundial, o convite para participar no disco de Pablo Alborán que se tornou num fenómeno de popularidade em Espanha e Portugal. Era já tempo do “Fado” ter sucessor à altura. E ele aí está. Carminho revelanos a sua “Alma” em 15 novas gravações, de novo com produção e direcção musical de Diogo Clemente, de novo sabiamente combinando versões e originais.

DIVAS CANTAM CAETANO UM TRIBUTO À POESIA DE CAETANO VELOSO

Divas cantam Caetano inclui grandes sucessos do compositor nas vozes de Vanessa da Mata, Elis Regina, Nana Caymmi, Gal Costa entre outros nomes femininos consagrados da música popular brasileira. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

Gestão danosa da transportadora parece ser a resposta mais óbvia. E, possivelmente, verdadeira. Mas será que a operadora se viu a braços apenas com maus administradores? Se recuarmos três anos, quando foi adjudicada o contrato para fornecer serviços de transporte público com a nova empresa (e simultaneamente com as outras duas já existentes), percebemos que logo aí houve, no mínimo, uma acumulação de “azares”. A TCM, já no mercado, atrasada na entrega da proposta para este concurso público, depois de recurso, conseguiu manter-se na corrida. E a quem foram tiradas carreiras para dar à concorrente? À novata Reolian. Enquanto a decisão sobre se a TCM se manteria, a empresa dos autocarros verdes não viu possibilidade de começar a operar. E, nisto, passou-se um ano. E chegou-se a um período crítico, segundo deu a conhecer a companhia. A Reolian - única com necessidade de contratar mão-de-obra - encarou uma concorrência “desleal”, dado que também os casinos - que começaram na mesma altura a funcionar -instalaram um serviço de transportes no qual precisam também de condutores. Conclusão, os custos subiram. E foi dado o primeiro passo para aquelas que vieram a ser consideradas “dificuldades financeiras insustentáveis” e que, talvez hoje, ditaram a falência. Nos entremeios, é do conhecimento público, que a Reolian viu-se envolvida em alguns acidentes. E, uns poucos, de cariz trágico. Mas aqui, é necessário imperar o sentido crítico. Será que foi a única? Ou será que, por alguma razão, estes acontecimentos que envolvem a Reolian foram mais noticiados? Sim, não esqueçamos que as outras também tiveram a sua dose de maus episódios. Se compararmos, talvez estejam renhidas. Aliás, basta sermos assíduos, naquilo que é chamado de transporte público e não carroça de manadas, para perceber que qualquer condutor independentemente da companhia - não é cuidadoso. Faz travagens bruscas. Curvas a alta velocidade. Enche o transporte tal e qual sardinhas enlatadas e não tem o mínimo de atenção, sobretudo, com pessoas de idade. A imagem e a credibilidade da companhia ficou em grande forma afectada. Se isso afectou as contas da empresa, talvez não. Mas depois há a questão do ajuste de tarifas - presente num contrato não público entre as três companhias - que o Governo assumiu e depois não cumpriu com a palavra. O povo, que não tem acesso a todas as informações, acredita no que é dito. E o que se tem depreendido é que não há um regime de avaliação anexado a essa actualização da taxa - que deve cobrir, essencialmente, a inflação - mas ainda assim o Executivo usou e abusou desta justificação para não a pagar. Além de que, sabe-se também, há um mecanismo de avaliação aplicado às operadores que pode levar a penalizações. Mas as mesmas não estão relacionadas, mais uma vez, com a cláusula de actualização das tarifas. Meses depois do acordado, as tarifas são actualizadas mas só para as outras duas companhias. Reolian de fora. E, a justificação já conhecida volta a ser usada, a operadora dos autocarros verdes não tem uma boa qualidade de serviços. E as outras? Sim, estou a querer dizer que, de alguma forma, parece-me haver um bode expiatório. E tudo isto tem contornos muito estranhos.


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OPINIÃO

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JORGE RODRIGUES SIMÃO

perspectivas

A ascensão da China

A

“ascensão” da China é um termo muito usado, conhecido, e presentemente nenhuma dúvida parece existir sobre as significativas mudanças causadas pela entrada da China no cenário mundial. As alterações produzidas de forma dramática vão desde os modelos de comércio até ao crescimento dos desequilíbrios financeiros globais. O crescimento explosivo da China constitui a história do final do século passado e início do nosso século e milénio, com a consequente transformação das relações económicas e políticas internacionais. Tanto a China, como a Índia, historicamente, foram responsáveis por uma grande participação na actividade económica mundial no passado recente. Se recuarmos a 1870, vemos que o peso da China na economia global era significativo e representava 17,1 por cento do PIB mundial e da Índia 2,1 por cento. A “ascensão” da China representa, assim, um retorno à normalidade histórica, ao invés de ser considerado como uma anomalia. É possível ser considerado como excepção, o desvio efectuado e que quase produziu o desaparecimento da China da economia global, entre 1949 e os primeiros anos da década de 1970. O notável em termos históricos, é a rapidez do crescimento da China. Ao invés do tamanho da sua economia, e recordando a revista “The Economist” que recentemente, afirmou que “ Na China cada pessoa produzia quatro vezes mais do que no início de 1970 “, o que significa que mais de 400 milhões de pessoas saíram da mais extrema pobreza para formar uma classe média urbana. O mundo nunca tinha assistido a uma tão rápida transformação. Enquanto o debate histórico sobre o crescimento da China e o seu (re) surgimento ocupará os historiadores nos séculos vindouros, é o impacto que esses desenvolvimentos estão a causar na política económica global e, nomeadamente, na Ásia que atrai a atenção. Ao Ocidente, esta “ascensão” é uma preocupação manifestada através dos imensos debates sobre o seu declínio ou a deslocação da hegemonia americana e as suas implicações para a ordem mundial. No Oriente, tais debates, pelo contrário, são muito menos ruidosos e incluídos nos problemas práticos de gestão e acomodação da China. O Ocidente tem permanecido ocupado na contemplação da “nova era” que virá, enquanto o Oriente, começou a vivê-la. As mudanças são viscerais. O Sudeste da Ásia e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) consideram os cenários, a projeção de poder dos Estados Unidos, e as garantias de segurança alargadas

por meio de cuidadas relações bilaterais com a potência americana e os impactos que sofrem de um aumento de fluxo, como as pressões da segurança da China e do seu poder económico, que estão a afectar toda a região. A ameaça representada pela China aos motores de crescimento tradicionais tem sido responsável pelo próprio “milagre económico” da ASEAN criando tensões e exigindo rápida re-engenharia. A “ascensão “ da China tem sido recebida com sentimentos mistos no Sudeste da Ásia, celebrada como evidência do surgimento do “Século do Pacífico”, mas também é visto e sentido com preocupação e apreensão devido às implicações que tem para as economias e formas de vida. As tensões contraditórias nas relações político-económicas dos países do Sudeste Asiático parecem ser contínuas. As dimensões dessas implicações não são ainda, muito consideradas, analisadas e estudadas. As contas agregadas da “ascensão” da China e o tamanho da sua economia parece que popularmente são interpretadas como uma espécie de fenómeno de mercado “crowding out”. Os efeitos “pull” da economia chinesa tem

Estados Unidos foram de 202,5 mil milhões de dólares em 2007, traduzindo-se num aumento de quase 30 por cento em relação ao ano anterior. O volume total das exportações da China para a ASEAN foi no mesmo ano de 94,2 mil milhões de dólares, enquanto as exportações da ASEAN para a China foram de 108,4 mil milhões de dólares. A ratificação da China do Acordo de Livre Comércio da ASEAN, seguido de acordos de redução das tarifas aduaneiras de sete mil produtos comercializados em 2005, e de serviços em 2007, é apenas o mais recente capítulo de uma relação comercial regional de desenvolvimento, que apesar de ser um enorme desafio, prova ser valiosa para ambas as partes. As trocas comerciais têm vindo a crescer anualmente entre a ASEAN e a China. A título de curiosidade é de recordar que as exportações de bens dos Estados Unidos para a China foram de 110,6 mil milhões de dólares, em 2012, sendo superior ao valor total das trocas comerciais da ASEAN para a China em 2007 e correspondendo a um aumento de 6,4 por cento em relação a 2011. As relações entre os Estados Unidos e a China alargaram-se devido ao aumento do investimento directo estrangeiro (IDE). O IDE da China nos

CHARLES LE BRUN, HÉRCULES

“The relationship between the United States and People’s Republic of China has rightly been described by officials and experts in both countries as the most important relationship in world affairs. It is also the most complex one. These two titans are tangled together in innumerable ways - strategically, diplomatically, economically, socially, culturally, environmentally, regionally, internationally, educationally, and in many other domains. The two nations are the principal powers in the Asia-Pacific region and globally.” David Shambaugh Tangled Titans: The United States and China

É possível ser considerado como excepção, o desvio efectuado e que quase produziu o desaparecimento da China da economia global, entre 1949 e os primeiros anos da década de 1970. O notável em termos históricos, é a rapidez do crescimento da China sido de facto, recebidos de forma diversa como sinal do fim das economias milagrosas do Sudeste Asiático, com investimento directo estrangeiro (IDE), em direção à costa leste da China na procura incessante de paraísos de baixos custos para fabricar e montar as suas mercadorias. Apesar das contribuições para o volume da produção, trata-se apenas de uma parte da história, ainda que importante. A “ascensão” da China representa grandes desafios para a ASEAN e Sudeste da Ásia, mas também oportunidades crescentes, muitas das quais só presentemente se tornam claras e possíveis de serem concretizadas. As relações China-ASEAN são vistas, a maior parte das vezes, através do prisma estreito do comércio. Os números são suficientemente impressionantes. As trocas comerciais com os

Estados Unidos tem crescido a uma taxa média anual de 71 por cento de 2008 a 2012. A China é a fonte de crescimento mais rápida em termos de IDE dos Estados Unidos. As dezenas de milhares de postos de trabalho americanos são o resultado de IDE chinês nos Estados Unidos. O crescimento económico da China, visto como uma ameaça, é no presente maioritariamente aceite como uma oportunidade pelos países do Sudeste Asiático, não obstante o impacto da crise financeira global de 2008 a 2010. O crescimento das trocas comerciais dentro da ASEAN será maior devido à aplicação planeada de um regime de tarifa aduaneira zero entre a China e os cinco países fundadores que são as Filipinas, Indonésia, Malásia, Singapura

Tailândia acrescido do Brunei, para a maioria dos bens, desde 2010, e com o Camboja, Laos, Myanmar e Vietname em 2015. O Fórum ASEAN + 3 é constituído pelos países da ASEAN, Papua - Nova Guiné e Timor-Leste, como países observadores e a China, Japão e Coreia do Sul que assinaram acordos de cooperação. A área de livre comércio China – ASEAN, conta desde 2010 com uma população regional de 1,8 mil milhões de pessoas e um PIB combinado de dois triliões de dólares, formando o terceiro maior mercado do mundo, depois da União Europeia e da área de livre comércio da América do Norte ou Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA na sigla inglesa). Ainda que, o padrão de comércio historicamente caracterizado pelas economias dos países da ASEAN que actuam como fornecedores de peças ou recursos para a China para montagem ou produção de bens e exportação para o Ocidente seja muito particular, as relações comerciais são cada vez mais distintas, entre si. A China e a ASEAN por exemplo, em 2006, foram os quartos maiores parceiros comerciais do mundo, revelado pelo o Instituto de Ciências Políticas da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). A região é testemunha de uma alteração nas formas de comércio – “a partir de matérias-primas para produtos industriais acabados, especialmente mecânicos, eléctricos ou de “alta tecnologia”, segundo o “China Daily”, de 30 de Outubro de 2006. Tais categorias de bens, formavam em 2005, 60 por cento do comércio China – ASEAN e 45 por cento do comércio ASEAN – China. A complexidade destas relações comerciais bilaterais e o seu crescente volume, presentemente calculado em mais de 200 mil milhões de dólares, indica um amadurecimento não apenas nas políticas comerciais e práticas entre a ASEAN e a China, mas também transições fundamentais na estrutura das suas economia e na natureza dos sistemas de produção, em evolução. A relação da ASEAN - China que no passado podia ser definida, fundamentalmente, em termos de dinâmica competitiva para produzir e fornecer bens aos mercados ocidentais, presentemente, é regida por uma dinâmica mais complexa e um maior nível de reciprocidade económica, testemunhando o aparecimento de interdependências e complementaridades entre as diferentes actividades económicas. A grande parte foi impulsionada quer pela reestruturação no sistema da cadeia de valor dos diversos intervenientes do sector privado, particularmente as grandes empresas multinacionais (EMN), como pelos grandes projectos de líderes políticos. O movimento em massa de capital do sector privado para a China durante a década de 1990, por exemplo, foi sentido pelos países da ASEAN, cuja parcela de IED teve um declínio na Ásia de 50 por cento. A China no presente captura 50 por cento do IED da região. O investimento em projectos “Greenfield” na ASEAN no sector de Módulos de Controlo Electrónico (ECM na sigla inglesa) diminuiu acentuada e predominantemente, devido à reorientação das estratégias de investimento das multinacionais japonesas, fora de Singapura, Malásia e Indonésia, em direcção ao Nordeste da Ásia (China e Coreia do Sul). A relação China - ASEAN continua a ser definida, quer por rivalidades de competitividade estratégica, quer por motivos recém-descobertos que levam a desejar a cooperação.


opinião 19

hoje macau sexta-feira 4.10.2013

Ricardo Pinho

disse-me um passarinho...

twitter.com/ricardo

Bom gosto é apenas gosto apropriado. DAVID CHAN* legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.yahoo.com/legalpublications

macau visto de hong kong

O

meu trabalho na Assembleia Legislativa termina a 15 de Outubro, depois do anúncio dos resultados para as eleições directas da 5.ª Assembleia Legislativa no passado dia 15 de Setembro. Ao eleitorado que me elegeu há quatro anos quero dizer muito obrigado. A minha responsabilidade e obrigação é a de cumprir os meus deveres de deputado até ao último dia, tal como prometi quando fui eleito. Depois de saber que não fui reeleito para servir os cidadãos e a sociedade, recebi muitas mensagens de apoio que me deixaram bastante satisfeito. Respeito os resultados uma vez que defendo e luto pelo sufrágio universal. Embora ainda exista espaço para melhorar o sistema eleitoral, estas eleições podem ser uma base para rever a Legislação Eleitoral no futuro. Toda a sociedade deve alcançar um consenso nesta matéria. As eleições já acabaram, contudo, tenho estado muito ocupado nos últimos dias. Por um lado tive envolvido em reuniões com a equipa eleitoral para analisar e aprender com aquilo que foi esta experiência das eleições. Por outro lado, tenho estado a arrumar as minhas coisas no meu escritório na Assembleia Legislativa, o que ainda me vai ocupar algum tempo até 7 de Outubro. Depois disso, o pessoal de serviço na Assembleia já pode reformular o escritório. Enquanto arrumava as minhas coisas, constatei que o escritório estava cheio de documentos, jornais, revistas e livros que fui acumulando durante os últimos quatro anos para o meu trabalho naAssembleia Legislativa. Vou levar cerca de uma dúzia de caixas e deixarei alguns materiais nas estantes. Olhando para trás, nestes quatro anos percorri um caminho pedregoso. Tenho de agradecer a Deus por aquilo que me concedeu e por ter conseguido chegar ao fim da minha vida de deputado, incólume. Durante estes quatro anos, para além de ter estado carregado de trabalho como legislador, atravessei grandes períodos com todo o tipo de stress, principalmente com muitos desafios à minha fé, que foi muitas vezes duramente posta à prova. Seguindo a doutrina da minha fé, procurei sempre ser sincero, honesto e digno de confiança na minha vida política. Nunca me permiti seguir um caminho populista que me levasse a perder a fé, em troca de algum dinheiro. A guerra entre a fé e a realidade chegou agora ao fim. Tenho de agradecer a Deus por me ajudar a manter a fé e pelas provações que me passar nestes quatro anos de Assembleia Legislativa. Tenho também de agradecer aos meus amigos e aos meus apoiantes, aos meus familiares e em particular à minha mulher, para quem vai um

CLAUDE MONET, A PONTE JAPONESA

Muito agradecido

Durante estes quatro anos, para além de ter estado carregado de trabalho como legislador, atravessei grandes períodos com todo o tipo de stress, principalmente com muitos desafios à minha fé, que foi muitas vezes duramente posta à prova agradecimento do fundo do coração. Durante as eleições deu-me total apoio e confiança, tanto espiritualmente com nas acções práticas, o que me permitiu ter muito menos preocupações e enfrentar mais facilmente o meu imprevisível futuro. Bom, o que irá acontecer nos próximos dias? Na verdade, ninguém sabe. Mas quando temos à nossa volta pessoas que estão dispostas a ficar connosco, desafiando todas as probabilidades, podemos encarar o futuro com um sorriso.

Na noite de 29 de Setembro, a TDM voltou a apresentar o programa, “História da Assembleia Legislativa”, filmado em Fevereiro deste ano. Embora algumas partes tenham sido cortadas, quando vi os comentários de apoio e de preocupação da minha mulher, sobre a minha participação nas eleições, bem como os dos meus colegas, não pude deixar de me emocionar. Em alturas de sucesso, quando recebemos louvores e elogios, devemos estar agradecidos. Em al-

turas de perda, quando ainda recebemos mais palavras de encorajamento, devemos também estar gratos. Estou muito agradecido ao director deste jornal, por, apesar de não ter sido reeleito, continuar a convidar-me para escrever esta coluna, onde partilho os meus sentimentos e a minha experiência quotidiana com os leitores. Será muito gratificante receber nos próximos dias comentários dos leitores. Muito obrigado.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana de Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Zhou Xuefei [estagiária] Colaboradores Amélia Vieira; Ana Cristina Alves; António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Tiago Alcântara; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


hoje macau sexta-feira 4.10.2013

Matemática Génio entra na Universidade aos 10 anos

Maximilian Janisch é uma criança suíça, com 10 anos, que concluiu as provas de um bacharelato em matemática com a nota máxima, e vai por isso ingressar num curso especial da Universidade de Zurique, divulgou a própria instituição esta quarta-feira. A universidade vê a criança como um pequeno génio da matemática, e assegura que na instituição o menor terá acompanhamento personalizado. Maximilian é filho de dois alemães que moram na Suíça.

Fukushima Detectada nova fuga de água na central nuclear

A TEPCO, empresa que gera a central nuclear japonesa de Fukushima, anunciou que foi detectada uma nova fuga de água radioactiva num dos tanques de armazenamento e que há possibilidade de ter chegado ao mar. Não é conhecido o volume de água contaminada que saiu dos tanques, mas foram detectados 200 mil becqueréis por litro, (substâncias radioactivas) valor muito acima do máximo legal que são 30 becqueréis por litro.

Troika exige que Portugal cumpra meta do défice para 2014

cartoon por Stephff

MAIS UM DRAMA NO MEDITERRÂNEO

PRESIDENTE DO CONSELHO DAS COMUNIDADES CONCORDA COM FINANCIAMENTO PELOS CONSULADOS

Que venha o dinheirinho O presidente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas disse ontem concordar com o financiamento daquele órgão de consulta do Governo com verbas dos consulados, mas defendeu um aumento da percentagem proposta pelo executivo. “Estou a ler com cuidado o anteprojecto apresentado pelo Governo e posso dizer que concordo em absoluto que o Conselho das Comunidades passe a ser financiado pelas receitas dos consulados, garantindo assim as dotações necessárias à actividade sem

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ficar dependente da vontade de financiamento do Secretário de Estado”, disse Fernando Gomes, em declarações à agência Lusa. O mesmo responsável lembrou, contudo, que os 0,5% avançados pelo Governo “não chegam” para as despesas, tendo em consideração um “previsível aumento com os conselhos regionais propostos”. “A proposta do Governo é insuficiente, face ao novo modelo do anteprojecto e defendo cerca de 1%, atendendo a que a receita consular de 2012 foram 23 milhões de euros”, disse. Fernando Gomes diz que não vê inconveniência no regresso das secções regionais e locais que, no actual Conselho foram substituídas por comissões temáticas. Mas, sublinhou, prefere “analisar o documento no seu todo” e “sugerir com todos os outros membros alterações que melhorem a capacidade de intervenção e aconselhamento do Conselho das Comunidades”. “O nosso trabalho é de aconselhamento, de ajuda ao Governo de Portugal e temos uma função a cumprir junto do nosso país e, por isso, quanto melhor for a legislação, quanto melhor podemos desempenhar o nosso papel, beneficiando Portugal e todos nós, quer estejamos no país, quer espalhados por esse mundo fora”, assinalou. O Governo quer que o Conselho das Comunidades, órgão de aconselhamento sobre emigração, passe a ser financiado pelas receitas dos consulados e propõe que tenha o mesmo universo eleitoral dos deputados da Europa e Fora da Europa. As propostas constam de um anteprojecto sobre a matéria que o Governo pôs a discussão pública e quer levar ao Parlamento até Novembro. Segundo o executivo, as alterações legislativas propostas pretendem “garantir a máxima eficácia” do Conselho das Comunidades Portuguesas e “superar lacunas resultantes da sua última revisão”, em 2007, durante o governo socialista de José Sócrates. O mandato do actual Conselho das Comunidades terminou em Abril de 2012 e não foram convocadas novas eleições. Questionado sobre este assunto, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, explicou que não fazia sentido iniciar um novo conselho sabendo que seriam introduzidas alterações à legislação. “Foi feito em articulação com o próprio Conselho, que nos pediu o ano de 2012 para fazer uma reflexão interna. Foi feita [...] e em 2013 avançámos com o processo”, disse José Cesário, adiantando que gostaria de até Novembro conseguir levar a proposta a discussão na Assembleia da República.

Inflexível. A troika não cede na meta do défice para o próximo ano, exigindo que Portugal atinja o objectivo de 4 por cento estipulado. O grau de exigência estende-se ainda ao corte na despesa do Estado. A troika do FMI (Fundo Monetário Internacional), Comissão Europeia (CE) e Banco Central Europeu (BCE) considera esta uma condição necessária para que o País regresse aos mercados e exige o corte de 4.700 milhões de euros nos próximos dois anos. Cerca de quatro mil milhões podem já estar previstos no Orçamento do Estado para o próximo ano. Segundo o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias, são exigidos também depósitos de cerca de 20 mil milhões de euros, uma almofada financeira necessária caso ocorra um atraso na reforma do Estado ou caso os juros nos leilões de dívida pública se mantiverem elevados.

Irão será julgado pelas suas acções promete Kerry

«Não são as palavras que fazem diferença, são as acções», afirmou o secretário de Estado americano, John Kerry esta quinta-feira em Tóquio. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel manifestou cepticismo a respeito dos sinais de abertura demonstrados pelo presidente iraniano Hassan Rohani. «Asseguro ao primeiro-ministro Netanyahu e ao povo israelita de que nada do que fazemos se baseia apenas na confiança a respeito de Teerão», afirmou Kerry em conferência de imprensa.

Brasil Índios tentaram invadir Congresso Nacional em Brasília

Cerca de duas centenas de índios tentaram invadir o Congresso Nacional do Brasil, em Brasília, mas foram impedidos pela polícia. Os elementos em protesto, que pedem que lhes seja reconhecido o seu direito sobre as terras indígenas, concentraram-se junto ao Congresso, munidos de lanças e setas, e montaram barreiras na via, o que originou trânsito nas imediações. Entre os afectados pelo engarrafamento esteve o porta-voz do Governo na Câmara Baixa, Cândido Vaccarezza. O carro do deputado foi rodeado por índios, que envolveram a viatura com papel higiénico e esvaziaram os pneus com as lanças que traziam. Os organizadores dos protestos revelaram que as várias manifestações da capital contaram com cerca de 1.500 índios de 305 diferentes etnias procedentes de todo o país.


Hoje Macau 4 OUT 2013 #2947