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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

QUINTA-FEIRA 31 DE MAIO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4062

MOP$10

ENTREVISTA

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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

RELIGIÃO

Liberdade para crer GRANDE PLANO

EPM

Alunos de castigo PÁGINA 8

DAVID CHOW

Parceiros lá fora

hojemacau

Galgar tempo O presidente da ANIMA teme que a Companhia de Corridas de Galgos esteja a ganhar tempo para continuar a ocupar o terreno do Canídromo, para além do prazo dado pelo Executivo. Albano Martins critica a postura da empresa liderada por Angela Leong por entender que não existe vontade de resolver a situação dos mais de 600 galgos.

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PEDRO MOUTINHO | FADO ORQUESTRADO


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RELIGIÃO

ESPIRITOS LIVRES FALUN GONG COM “DIFICULDADES” EM ARRENDAR ESPAÇOS POR PRESSÃO DO PARTIDO COMUNISTA

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Macau continua a figurar como uma espécie de oásis na Ásia no plano da liberdade religiosa. Do cenário positivo, descrito no mais recente relatório do Departamento de Estado norte-americano, destoam as dificuldades das Falun Gong em arrendar espaços para a realização de eventos por alegada pressão do Partido Comunista da China

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ÃO só garante na teoria como cumpre na prática. É o que diz sobre Macau o mais recente relatório sobre a liberdade religiosa no mundo, elaborado anualmente pelo Departamento de Estado norte-americano. Não obstante o quadro positivo, Washington faz eco das “dificuldades” enfrentadas pelas Falun Gong em Macau devido a alegada “pressão” por parte do Partido Comunista da China. Segundo o documento, divulgado na noite de terça-feira, membros das Falun Gong deram conta de “dificuldades” em arrendar espaços para a realização de grandes eventos, uma situação que suspeitam resultar de “pressão” do Partido Comunista da China (PCC). Não é referido, porém, se os espaços em causa são da propriedade do Governo ou de entidades particulares. Esta constitui, com efeito, a única nota negativa a propósito, dado que, de acordo com Washington, as Falun Gong desenvolveram normalmente as suas actividades em 2017. A tranquilidade manteve-se mesmo aquando da visita, há

um ano, de um alto representante do PCC, em concreto, do presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, ou seja, o “número três” da hierarquia política chinesa. “Os membros das Falun Gong continuaram a realizar manifestações e montar expositores em locais públicos [como sucede, com frequência, junto à Igreja de S. Domingos] sem incidentes”, refere o documento. E, salienta, “uma organização da sociedade civil relacionada com as Falun Gong informou que, em Maio [de 2017], membros das Falun Gong participaram de um protesto público durante uma visita de Zhang

Membros das Falun Gong deram conta de “dificuldades” em arrendar espaços para grandes eventos, uma situação que suspeitam resultar de “pressão” do Partido Comunista da China

Dejiang, um dos membros do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista da China”. As Falun Gong, que se estima que tenham 50 praticantes em Macau, consideradas uma “seita” por Pequim, encontram-se proibidas na China desde 1999. Relativamente a outros grupos, o cenário foi diferente, de acordo com Washington: “Alguns grupos religiosos relataram que o Gabinete de Ligação do Governo Central apoiou as suas actividades e intercâmbios com os correligionários do interior da China”, enquanto “outros indicaram que o Governo reconheceu e não obstruiu o trabalho de caridade realizado no interior da China”. Em termos gerais, “os grupos religiosos afirmaram que mantiveram a sua capacidade de realizar actividades no interior da China, através de canais oficiais e igrejas oficialmente reconhecidas”. Sem registo de casos de abusos ou discriminação com base em credos, o panorama descrito é positivo. Aos olhos de Washington, a liberdade religiosa em Macau encontra-se salvaguardada, desde logo na Lei Básica, sendo, além do mais, respeitada olhando às práticas governamentais. “O Governo providencia apoio financeiro, independentemente da filiação religiosa, para o estabelecimento de escolas, centros de cuidados para crianças, clínicas, lares para idosos, centros de reabilitação e unidades de formação vocacional geridos por grupos religiosos”. A Diocese continua a ser a entidade que gere a maioria das instituições de ensino, atendendo que apenas dez de 77 escolas existentes no ano lectivo 2016/2017 eram públicas, de acordo com estatísticas oficiais. Em paralelo, salienta o relatório, “o Governo também continuou a encaminhar vítimas de tráfico humano para organizações religiosas para a prestação de serviços de apoio”. Os Estados Unidos realçam, em particular, a própria atitude dos diferentes grupos religiosos, na medida em que “providenciaram serviços sociais a indivíduos de todos os credos”. Neste âmbito, o relatório assinala,

porém, que “houve relatos de que estudantes do interior da China já não podiam frequentar seminários locais”, mas sem facultar pormenores. Segundo estatísticas oficiais, que remontam a Julho, citadas no mesmo relatório, quase 80 por cento da população professava o

budismo. Já os católicos romanos eram estimados em aproximadamente 30.000, mais de metade dos quais estrangeiros a residir no território, enquanto os protestantes ascendiam a 8.000. Os muçulmanos, por seu turno, auto-estimavam-se em 12.000, havendo ainda grupos religiosos de menor expressão


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como os Bahais, cujo número era calculado acima de 2.000.

MAIOR PRESSÃO EM HONG KONG

O capítulo dedicado a Hong Kong traça um retrato idêntico, mas dá conta de uma acrescida pressão sobre as Falun Gong. Além de “contínuas dificuldades” em arrendar recintos – tanto privados como públicos – para encontros e eventos culturais, também atribuídas a uma alegada pressão por parte de Pequim junto dos proprietários dos espaços, o relatório elenca outras situações. “AAssociação das Falun Gong em Hong Kong afirmou que suspeita que o Partido Comunista da China financiou grupos privados que assediaram os seus membros em eventos públicos, cercando-os e gritando-lhes”, lê-se no relatório. Isto apesar de, à semelhança de Ma-

“A Associação das Falun Gong em Hong Kong afirmou que suspeita que o Partido Comunista da China financiou grupos privados que assediaram os seus membros em eventos públicos.” cau, as Falun Gong, que estima em 500 os praticantes em Hong Kong, terem indicado que, ao longo do ano passado, conseguiram operar abertamente na antiga colónia britânica, realizando nomeadamente exposições públicas ou distribuindo literatura sobre o movimento.

“O Governo continuou a exercer controlo sobre a religião e a restringir actividades e a liberdade individual dos crentes quando os percepciona como uma ameaça aos interesses do Estado ou do Partido Comunista da China.” Em simultâneo, também levaram a cabo protestos públicos contra o tratamento a que são sujeitos os seus correligionários no interior da China. Numa dessas manifestações, aliás, por ocasião da visita do Presidente da China a Hong Kong, exibiram cartazes com mensagens

a apelar a Xi Jinping para parar com a perseguição ao movimento e levar à justiça o antigo Presidente da China Jiang Zemin. Além disso, segundo o relatório que cita o Epoch Times, que tem ligações às Falun Gong, as autoridades de Hong Kong impediram a

entrada de 43 praticantes em Julho, ordenando-lhes que regressassem a Taiwan sem fornecer qualquer tipo de explicação. Os membros do movimento tentavam entrar no território vizinho para participar na parada realizada anualmente na antiga colónia britânica em protesto contra a perseguição das Falun Gong na China. Em termos gerais, Washington considera que a liberdade religiosa é respeitada em Hong Kong tanto pelo Governo com pelos praticantes de diferentes credos. A título de exemplo, os Estados Unidos mencionam que uma mesquita promoveu uma troca de visitantes com uma sinagoga e ainda que líderes judeus organizaram eventos públicos de consciencialização sobre o Holocausto. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, que cita dados oficiais, a ex-colónia britânica conta com aproximadamente dois milhões de budistas e taoistas, 480 mil protestantes e 379 mil católicos romanos. Já os muçulmanos estimavam-se em 300.000, os hindus em 100.000, os mórmons em 20.000, os sikhs em 12.000 e os judeus entre 5.000 e 6.000.

O QUADRO NEGRO DA CHINA

A apreciação sobre as duas Regiões Administrativas Especiais encontra-se no capítulo do relatório dedicado à China, onde o cenário descrito é negro: “Continuou a haver relatos de que o Governo perseguiu, torturou, abusou fisicamente, deteve e condenou à prisão membros de grupos religiosos (registados e não registados) por actividades relacionadas com as suas crenças e práticas religiosas”. “O Governo continuou a exercer controlo sobre a religião e a restringir actividades e a liberdade individual dos crentes quando os percepciona como uma ameaça aos interesses do Estado ou do Partido Comunista da China, de acordo com organizações não-governamentais e notícias publicadas pelos ‘media’ internacionais”, aponta o relatório do Departamento de Estado. Diana do Mar

dianadomar@hojemacau.com.mo


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31.5.2018 quinta-feira

AMM GOVERNO VAI CRIAR FUNDO DE DESENVOLVIMENTO E INVESTIMENTO EM 2019

Fundo a vir à tona

Está agendado para 2019, a criação do Fundo de Desenvolvimento e Investimento. De acordo com a Autoridade Monetária de Macau, a produção legislativa já está em andamento e os estudos necessários foram concluídos

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Governo revelou que vai criar um Fundo de Desenvolvimento de Investimento da RAEM em 2019, refere a resposta da Autoridade Monetária de Macau (AMM) a uma interpelação do deputado Leong Sun Iok. “Os trabalhos preparativos desenvolvidos são feitos no rumo da criação de um

entidade pública empresarial independente e fora da estrutura da Administração Pública”, lê-se no comunicado assinado pelo presidente da AMM, Chan Sau San, acerca da génese do fundo. De acordo com Chan, as alterações legislativas necessárias para que a medida avance estão em “desenvolvimento regular”, visto terem sido finalizadas

as devidas “instigações e avaliações internas”. Com a criação deste fundo, o Executivo pretende “aperfeiçoar o actual sistema de gestão dos recursos financeiros e reforçar a flexibilidade e o espaço de valorização das aplicações da Reserva Financeira”, refere o presidente da AMM. Em causa está a elaboração de um plano a longo

prazo que abranja o desenvolvimento sustentável das finanças locais e a promoção do “bem-estar das gerações futuras”, refere Chan Sau San.

O PROMETIDO É DEVIDO

A informação da AMM surge em resposta a Leong Sun Iok. O deputado recorda que em 2015 o Governo anunciou que iria elaborar

um estudo sobre a aplicação de uma percentagem da actual Reserva Financeira na criação de um fundo de desenvolvimento de investimento. De acordo com o deputado, a iniciativa teria como finalidade satisfazer as despesas com os benefícios sociais resultantes do envelhecimento da população. Na mesma interpelação Leong aponta que o Governo anunciou a realização de mais um estudo sobre a criação de um mecanismo, pensado a longo prazo, para a distribuição dos saldos financeiros positivos e a definição de um limite máximo para as reservas em excesso. O objectivo, aponta o deputado, seria assegurar um saldo positivo suficiente de modo a suportar as iniciativas relacionadas com a promoção do bem estar da população.

Em 2014, o Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou ao Executivo a criação de um fundo soberano. Na altura, o então presidente da AMM, Anselmo Teng, numa sessão de respostas a interpelações na Assembleia Legislativa, referiu que “a criação de um fundo é uma opção que temos em cima da mesa. Se o Governo decidir criar o fundo soberano a nossa atitude é positiva”. Teng colocou também a hipótese de ser criada uma empresa de gestão de fundos. Tanto uma hipótese como a outra implicam revisões legislativas - ou da lei da reserva financeira ou da lei das finanças públicas, mas o presidente da Autoridade Monetária ressalvou que ambas as iniciativas legislativas seriam viáveis. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo

O Executivo pretende “aperfeiçoar o actual sistema de gestão dos recursos financeiros e reforçar a flexibilidade e o espaço de valorização das aplicações da Reserva Financeira”, refere o presidente da AMM

TAIPA HO ION SANG PEDE SEGUIMENTO A TERRENOS POR APROVEITAR

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deputado Ho Iong Sang quer que o Governo dê seguimento a uma série de terrenos por aproveitar na Taipa. Numa interpelação escrita, o também vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores argumenta que existem problemas de higiene ambiental passíveis de colocarem a segurança dos moradores das imediações em risco.

O deputado refere, em concreto, um conjunto de cinco terrenos na Taipa relativamente aos quais o Governo declarou a caducidade da concessão em 2015. Segundo Ho Ion Sang, nessas parcelas, localizadas na Avenida de Kwong Tung, verifica-se uma série de problemas, tais como vidros partidos, barras de aço expostas ou paredes inclinadas.

Problemas que, segundo o deputado, afectam os moradores da zona e podem representar um risco para a segurança, sobretudo em caso de mau tempo, dado que as infra-estruturas existentes no local ameaçam cair. Neste sentido, Ho Ion Sang questiona o Governo sobre quando pretende tratar da segurança e higiene ambiental na zona. O deputado questiona ainda o Governo sobre quando

planeia reaver os lotes BT11 e BT12, dado que, a seu ver, tem condições suficientes para o fazer, aproveitando para pedir um ponto de situação dos trabalhos de recuperação relativamente aos outros três terrenos (BT6, BT8 e BT9). Na mesma interpelação escrita, Ho Ion Sang defende que a Rua de Kwai Lam e a Rua de San Tau sejam ligadas para facilitar a passagem. V.N.

Segurança Mandatos renovados na Comissão de Fiscalização da Disciplina

Ma Iao Hang e Leong Sio Pui, membros da Comissão de Fiscalização da Disciplina (CFD) das Forças e Serviços de Segurança de Macau, viram os seus mandatos para integrarem o organismo renovados por mais dois anos. O despacho assinado pelo Chefe do Executivo foi publicado ontem no Boletim Oficial e entra em vigor a 3 de Julho. Ma Iao Hang e Leong Sio Pui são dois dos sete membros da CFD das forças de segurança de Macau que é presidida por Leonel Alves. Fazem também parte do organismo o deputado Vong Hin Fai, o ex-legislador Tsui Wai Kan e Io Hong Meng e Chio Ngan Ieng.


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quinta-feira 31.5.2018

PEARL HORIZON LESADOS PEDEM SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DOS EMPRÉSTIMOS

Com fé no banco TIAGO ALCÂNTARA

Kou Meng Pok, porta-voz dos lesados do Pearl Horizon, esteve ontem reunido com representantes do Banco da China, a quem pediu a suspensão temporária dos empréstimos contraídos para a compra dos apartamentos. O responsável adiantou que o Banco da China terá mostrado uma posição aberta em relação ao assunto

PAGAMENTO VAI VOLTAR

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S lesados do caso de Pearl Horizon querem suspender temporariamente os empréstimos que pediram ao Banco da China para a aquisição de casas no terreno que foi retirado à Polytex, isto até que exista uma proposta aceitável por parte do Governo. Foi esta a ideia debatida ontem num encontro com responsáveis da sucursal do Banco da China em Macau. Ao HM, o presidente da União Geral dos Proprietários do Pearl Horizon, Kou Meng Pok, referiu que a entidade bancária mostrou

entre os lesados e o Banco da China. De acordo com o presidente, além do da entidade bancária mostrar uma atitude aberta relativamente às suas solicitações, o facto de um lesado ter conseguido suspender o seu empréstimo é sinal de que os seus pedidos poderão ser respeitados.

Os lesados do caso de Pearl Horizon querem suspender temporariamente os empréstimos que pediram ao Banco da China para a aquisição de casas no terreno que foi retirado à Polytex, isto até que exista uma proposta aceitável por parte do Governo uma atitude aberta em relação a essa possibilidade. Kou Meng Pok explicou, no entanto, que o banco também

tem responsabilidades nesta matéria, uma vez que, no passado, apresentou aos lesados vários planos de benefícios

em termos de juros, o que levou muitas pessoas a optar pelo pagamento do valor total da casa de uma só vez.

A suspensão do pagamento de empréstimo já foi autorizada a um dos compradores antes da reunião

Nesta fase, os lesados já estão a ultimar a recolha dos documentos para comunicar à entidade bancária as razões para o pedido de suspensão dos empréstimos. Os lesados prometem voltar a pagar as suas prestações ao banco assim que o Governo apresente uma nova solução para o seu caso, ou se venha a realizar um novo concurso público para a concessão do terreno onde iria ser construído o Pearl Horizon. Kou Meng Pok vai tentar reunir-se com membros do Governo e representantes da Polytex para que se apurem as dívidas dos promitentes-compradores. De frisar que o Governo, na proposta que apresentou a semana passada, afastou a possibilidade de apoiar os lesados ao nível de indemnizações, tendo lembrado que os contratos assinados com a Polytex deixaram de ser válidos no momento em que o terreno foi revertido para o domínio público. A secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, lembrou que os lesados podem sempre recorrer aos tribunais para procurar compensação da empresa. O Executivo também afastou a possibilidade de se vir a realizar um novo concurso público, apesar do pedido feito pelo deputado Ng Kuok Cheong. Vítor Ng (com A.S.S.) info@hojemacau.com.mo

CEM COUTINHO PEDE PRODUÇÃO DE ELECTRICIDADE COM ENERGIAS LIMPAS

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deputado José Pereira Coutinho entregou uma interpelação escrita ao Governo a sugerir uma maior aposta na produção de electricidade no território, para contrariar a realidade actual de dependência energética do interior da China. Para Pereira Coutinho, é necessário apostar nas energias limpas como fonte geradora de electricidade.

“Quer no documento do Plano Quinquenal, quer nas reuniões em sede da Assembleia Legislativa, o Governo afirmou várias vezes a necessidade de fazer de Macau uma cidade inteligente. Assim, com vista a fazer reflectir a ideia inerente à cidade inteligente, o Governo deve dispor de planos para diversificar as modalidades de produção de

energia eléctrica em Macau, como, por exemplo, a construção de uma central para a produção de electricidade através de recursos renováveis. Já dispõe de planos?”, questionou. A interpelação do deputado e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública (ATFPM) surge após a ocorrência do tufão Hato, que originou a

suspensão no fornecimento de energia durante um período considerável de tempo. Para o deputado, esta questão poderia ser resolvida caso houvesse mais electricidade produzida no território. “É notório que a produção de electricidade depende em demasia do interior da China. Assim, o Governo deve aumentar a produção local, com vista a evitar a ocorrência de

problemas no abastecimento de electricidade. Se tal acontecer, Macau pode, devido à insuficiência de produção local, ver-se numa situação de suspensão de electricidade. De que planeamento dispõe o Governo para esse efeito?”, inquiriu. O relatório financeiro da Companhia de Electricidade de Macau, referente a 2017, divulgado em Março

deste ano, revela que 73,5 por cento da electricidade consumida foi importada do interior da China, enquanto que apenas 3,1 por cento é produzida através da Central de Incineração de Resíduos Sólidos de Macau. A.S.S.


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31.5.2018 quinta-feira

A Macau Legend Development diz-se disposta a concorrer a uma licença de jogo caso a ligação à Sociedade de Jogos de Macau não continue. David Chow disse que tem sido contactado por potenciais parceiros “da China, da América e da Europa” que mostraram interesse em investir em Macau, revelando a possibilidade de futuras parcerias

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AVID Chow, CEO da Macau Legend Development, proprietária do empreendimento Doca dos Pescadores, disse ontem que existe a possibilidade da empresa se manter no mercado com a Sociedade de Jogos de Macau (SJM), ou sem a concessionária, caso os trâmites do actual contrato mudem aquando da renovação das licenças dos casinos. “Temos um contrato com a SJM e, se não tivermos a concessão, claro que a minha empresa vai tentar concorrer para ter a sua própria licença de jogo”, frisou ontem o empresário à margem da assembleia-geral da empresa a que preside. No passado dia 17, a sua

INVESTIMENTO DAVID CHOW COM PROPOSTAS DE EMPRESAS DO EXTERIOR

Apostas de fora

MINIMIZAR NA DOCA

David Chow, empresário “Vamos construir três novos hotéis, estamos a tentar desenvolver um centro financeiro e cultural. Invisto cinco mil milhões de dólares norte-americanos se o Governo quiser.”

mulher e ex-deputada, Melinda Chan, agora responsável pelos negócios que a empresa possui em Macau e no interior da China, falou na possibilidade do Governo aumentar o número de licenças de jogo para empresas locais. “Temos de ver se o Governo quer aumentar o número de licenças de jogo, agora ninguém sabe. Seria bom se houvesse a possibilidade de emitir mais licenças, ou dar oportunidades aos operadores de Macau para participarem”, frisou. Sem avançar com nomes, David Chow confessou aos jornalistas que a Macau Legend Development tem vindo a ser contactada por várias empresas dispostas a investir no território em várias áreas.

“Muitas pessoas estão mesmo a considerar investir em Macau e vêm ter comigo, mas não posso dizer quais são. Essas pessoas pensam nas condições que Macau

vai ter no futuro, com a nova ponte e a Grande Baía, o delta do rio das pérolas. O aeroporto que está a ser remodelado. Todas estas coisas são boas para Macau.”

CABO VERDE HOTEL E CASINO ABREM PORTAS EM AGOSTO

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om projectos a decorrer no Ilhéu de Santa Maria, em Cabo Verde, David Chow garantiu que o hotel e o casino vão abrir portas já em Agosto próximo. “A ponte para o ilhéu já está em funcionamento, e em Agosto deste ano vamos começar as operações do casino e do hotel. Não é um grande projecto, o casino estará totalmente concluído dentro de um ano, o hotel dentro de um ano e meio”. Quanto ao pedido para a criação de um banco no país, já foi entregue, mas Chow ainda continua à espera. “Já submetemos a proposta, tem de seguir as suas leis. Sou um homem muito paciente e não quero perder a minha paciência. Têm de compreender o que querem, em vez de eu estar constantemente a insistir”, frisou.

CRIME RESIDENTES DE MACAU ALVO DE ALEGADA BURLA EM ZHUHAI

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ERCA de cinco centenas de investidores, incluindo de Macau, foram alegadamente vítimas de burla num negócio de compra de fracções comerciais em Zhuhai. Segundo cartas enviadas na noite de segunda-feira

David Chow referiu ainda que a sua empresa está numa fase sólida. “A venda do Landmark valeu 4,6 mil milhões, imaginem a Doca dos Pescadores? Somos uma empresa sólida em termos de receitas, o valor, os investimentos. Há muitas pessoas, da China, América e Europa que nos procuram e que se querem juntar à empresa para investirem em Macau.”

ao HM, assinadas por proprietários das fracções comerciais da Yangming Plaza, em Zhuhai, os espaços, que adquiriram para investimento foram hipotecados. De acordo com os investidores, o processo

de arrendamento das lojas a terceiros foi entregue a uma empresa em Zhuhai. A descoberta de que as fracções comerciais tinham sido hipotecadas por um banco deu-se depois de, este mês, terem deixado de receber

as respectivas rendas das fracções compradas no início de 2016. Os cerca de 500 proprietários, que alegam ter investido 200 milhões de renminbis no referido centro comercial, referem que endereçaram uma missiva

ao Governo de Zhuhai, mas que não receberam qualquer resposta até ao momento. Se não for entretanto encontrada uma resolução, os investidores garantem que vão comunicar o alegado caso de burla a instâncias superiores.

Optimismo é a palavra que melhor descreve o discurso de David Chow, que tem negócios no sudeste asiático, Cabo Verde e Portugal. O empresário promete não parar por aqui e revelou ter interesse nos minerais de Angola e resorts integrados, entre outras áreas. Em Macau, o empresário mostra-se disposto a investir o que for preciso no desenvolvimento da Doca dos Pescadores, mesmo que o Governo venha a aprovar um hotel com apenas 60 metros, ao invés dos iniciais 90 que foram pedidos. “Ainda estamos à espera da licença para construir o hotel, seja de 60 ou 90 metros, tenho muito para planear. Vamos construir três novos hotéis, estamos a tentar desenvolver um centro financeiro e cultural. Invisto cinco mil milhões de dólares norte-americanos se o Governo quiser.” Mesmo depois da venda do Landmark, na Avenida da Amizade, a Macau Legend Development continua a ter uma participação de 0,5 por cento na gestão do casino. O objectivo agora é concentrar recursos num só espaço. “Estamos num processo de alocação e temos de investir mais dinheiro no desenvolvimento. Estamos a tentar concentrar o mercado na Doca dos Pescadores, minimizar é bom para a minha empresa. Como podemos ter quatro casinos em Macau?”, questionou, referindo-se ao Pharaoh’s Palace, Landmark Macau, Babyloon e Legend Palace. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


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quinta-feira 31.5.2018

CANÍDROMO ANIMA DIZ QUE YAT YUEN ESTÁ A TENTAR GANHAR TEMPO NO TERRENO

Cães rápidos, planos lentos

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AIS do que resolver a situação dos cerca de 600 galgos do Canídromo, o principal objectivo da Companhia de Corridas de Galgos de Macau (Yat Yuen) é ganhar tempo para continuar a ocupar o terreno onde se realizam as corridas. É esta a convicção de Albano Martins, presidente daANIMA, que acusa ainda a empresa liderada por Angela Leong de recusar a cooperação da associação de protecção de animais no esquema de adopção dos galgos. “Entrámos em contacto com o Canídromo e eles disseram-nos para informar as pessoas que se mostraram disponíveis para adoptar galgos a preencherem no site deles uma ficha de adopção. Só que no portal deles não há ficha de adopção, apenas uma linha de apoio e um endereço de email”, afirmou, ontem, Albano Martins, ao HM. “Eles dão-nos sempre essa resposta. Quando tentamos falar com eles é uma conversa de surdos. Mas mesmo que houvesse fichas de site, como poderíamos pedir a pessoas fora de Macau que preenchessem fichas em chinês? Eles estão apenas a querer queimar tempo”, acrescentou. É por esta razão que Albano Martins acredita que o objectivo da empresa passa apenas por tentar ficar mais tempo no Canídromo. “A minha opinião, de longa data, é que eles querem ficar naquele espaço

Terminal Governo vai lançar novo concurso público

O Governo vai elaborar um novo concurso público para atribuir a concessão da exploração do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior. A informação foi avançada ontem no Boletim Oficial da RAEM, através de um despacho de Chui Sai On que ordena a elaboração do concurso. O despacho entrou em vigor ontem, sendo que agora a Direcção de Serviços de Assuntos Marítimos e de Água vai ter de definir as condições do concurso. O despacho não indica uma data limite para a realização do concurso.

GONÇALO LOBO PINHEIRO

Em vez de estar a trabalhar para resolver a situação dos mais de 600 galgos que estão no Canídromo, a Companhia de Corridas de Galgos de Macau está a fazer tudo para continuar a ocupar o terreno após Julho, altura em que, de acordo com o Governo, devia deixar o terreno. A tese é do presidente da ANIMA

Albano Martins, presidente da ANIMA “Acho que vão conseguir [ficar no canídromo], porque não estou a ver o Governo a mandá-los embora imediatamente quando ainda têm 650 animais.”

mais tempo”, apontou. “Acho que vão consegui-lo porque não estou a ver o Governo a mandá-los embora imediatamente, quando ainda têm 650 animais. Mais uma vez, Angela Leong vai levar a sua avante”, justificou. Por outro lado, Albano Martins previu também que a Yat Yuen

vai falhar o prazo para a entrega do plano que resolva o destino dos cães. Segundo o Governo, a empresa liderada pela deputada Angela Leong tem até hoje para explicar ao Executivo o que vai fazer com os cães. “Ela tem até amanhã [hoje] para entregar o plano. Mas a ar-

rogância nestes processos é tanta que tenho muitas dúvidas que entreguem qualquer plano a tempo”, considerou.

os galgos para o Interior da China. Albano Martins vincou que está na altura de Macau começar a resolver por si os problemas, sem recorrer sempre ao Interior da China “Este é um problema que tem de ser Macau a resolver. Não se pode estar constantemente a passar os problemas para o Continente”, julgou. “Tiveram mais do que tempo suficiente para preparar tudo desde que o Governo lhes indicou que tinham de sair do Canídromo”, considerou. Também o outro lado da fronteira não se afigura como o local mais indicado para enviar os galgos: “Não pode ser no Continente, porque na maior parte do Interior os animais não são autorizados como animais de estimação. Se forem para o Continente ou vão acabar no prato ou numa pista de corridas, muito provavelmente com apostas ilegais”, indicou. Albano Martins apontou também o dedo ao Governo, a quem apelou que assuma as suas responsabilidades: “Macau tem um grande papel a desempenhar que é convencer a Angela Leong a ter uma postura civilizada, a salvar os animais e arranjar-lhes um família”, frisou.

ALTURA DE CRESCER

O presidente da ANIMA criticou também as intenções reveladas por Angela Leong de transportar

João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

TURISMO MAIS DE 4,5 MILHÕES DE PESSOAS EM HOTÉIS E PENSÕES ATÉ ABRIL

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AIS de 4,5 milhões de pessoas alojaram-se nos hotéis e pensões de Macau nos primeiros quatro meses do ano, um acréscimo de 8,8 por cento comparativamente ao período homólogo de 2017, indicam dados oficiais divulgados ontem. Segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), ao todo pernoitaram 4.518.000 hóspedes, numa média de 1,5 noites. A taxa de ocupação média atingiu 88,9 por

cento, mais 4,7 pontos percentuais do que no mesmo período do ano passado. No final deAbril estavam registados do território de Macau 115 hotéis e pensões,

representando, em conjunto, 39 mil quartos, já a oferta nos hotéis de cinco estrelas foi de 24 mil, o mesmo número que no mês anterior, mas mais 7,9 por cento, em termos anuais.

De acordo com a DSEC, só no mês de Abril alojaram-se nos hotéis e pensões da região 1.165.000 hóspedes, uma subida de 7,6 por cento em termos anuais. O número de hóspedes provenientes da China continental (792.000) registou um aumento de 16,8 por cento, em termos anuais, enquanto os de Taiwan (43.000) subiram 4,5 por cento, no mês de Abril. Em queda está o número de hóspedes de Hong Kong, que diminuiu 19,5 por cento, para 135 mil. Também o número de turistas sul-coreanos

registou uma descida de 3,6 por cento. O território recebeu, entre Janeiro e Dezembro de 2017, mais de 29,5 milhões de visitantes. O visitante refere-se a qualquer pessoa que tenha viajado para Macau por um período inferior a um ano, um termo que se divide em turista (aquele que passa pelo menos uma noite) e excursionista (aquele que não pernoita). As unidades hoteleiras de Macau receberam mais de 13.155 milhões de hóspedes em 2017.


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EPM CASO DE TROCA DE AGRESSÕES RESULTA EM SANÇÕES A ALUNOS

Cá se fazem

TIAGO ALCÂNTARA

31.5.2018 quinta-feira

O Governo foi informado pela direcção da Escola Portuguesa que os alunos envolvidos no caso de troca de agressões foram castigados. A DSEJ continua a acompanhar o caso, nomeadamente no que toca ao processo crime

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Direcção de Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) está ainda está a seguir o incidente da troca de agressões entre dois alunos de 13 e 15 anos, em Março, e revelou que houve a aplicação de sanções aos alunos. O ponto da situação foi feito numa resposta ao HM. “A DSEJ continuou a manter contacto com os dirigentes da escola para acompanhar a respectiva situação, tendo solicitado à escola um relatório do incidente, que foi, entretanto, submetido a esta direcção de serviços no início de Maio. Este relatório incluiu o relato do incidente, o processamento imediato e os trabalhos de acompanhamento do mesmo”, afirmou a DSEJ, em resposta às questões do HM. “O Conselho de Turma da escola, acompanhou o incidente, resolveu aplicar sanções aos alunos envolvidos nos conflitos físicos e os agentes de aconselhamento também prestaram, periodicamente, serviços de aconselhamento aos alunos afectados”, foi acrescentado. A DSEJ não especificou os tipos de sanções aplicadas pela EPM, nem se foram aplicadas aos dois alunos, ou apenas a um. Recorde-se que o aluno de 13 anos esteve afastado das aulas durante várias semanas, após ter sofrido lesões na cabeça que resultaram em falhas de memória. Também horas mais tardes, o aluno de 15 anos acabou por passar pelo hospital. Apesar de o caso aparentar estar resolvido, continua a decorrer o pro-

cesso crime, instaurado pelo pai do aluno de 13 anos, que a DSEJ diz estar acompanhar. Contudo, a prioridade passa por instigar as escolas a fazerem o trabalho de prevenção para evitar este tipo de situações. “Uma das partes envolvidas no incidente participou o caso junto do Corpo da Polícia de Segurança Pública e esta Direcção de Serviços acompanhou, activamente, os trabalhos de orientação e educação dos alunos, instando a escola a realizar os necessários trabalhos educativos de natureza preventiva, de forma a auxiliar os alunos a resolverem os seus problemas ao nível da comunicação interpessoal e do convívio com os pares, no sentido de construir, conjuntamente, uma atmosfera acolhedora e aceitável na escola”, foi referido.

RECREIOS HARMONIOSOS

Na resposta enviada ao HM, a DSEJ faz ainda questão de sublinhar que tem como política a implementação de um ambiente harmonioso dos recreios das diferentes escolas do território. “A DSEJ solicitou à escola que assegure a boa saúde física e mental, bem como a segurança, dos alunos e que fique atenta às condições de saúde física e mental

dos alunos afectados através dos agentes de aconselhamento. A escola deve esforçar-se por construir um ambiente harmonioso, através

“Uma das partes envolvidas no incidente participou o caso junto do Corpo da Polícia de Segurança Pública e esta Direcção de Serviços acompanhou, activamente, os trabalhos de orientação e educação dos alunos.” DSEJ

da colaboração com a família, bem como tratar os assuntos relativos aos comportamentos desviantes dos alunos, de acordo com o regulamento interno e as orientações acima referidas”, é vincado. O caso em questão aconteceu em Março do ano passado, quando um aluno precisou de ser internado, após uma troca de agressões. Apesar de ter apresentado falhas de memória e o incidente ter ocorrido

de manhã, apenas depois da hora de almoço o aluno foi transportado para o hospital, onde acabou por ficar internado. Este foi um aspecto que a DSEJ não abordou na resposta ao HM. Apesar do incidente, na altura a direcção da Escola Portuguesa de Macau considerou os casos de violência residuais. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

SAÚDE ACENTUAM-SE MEDIDAS DE PREVENÇÃO CONTRA DENGUE E ZIKA

O

S Serviços de Saúde anunciaram ontem que vão intensificar as medidas de prevenção e as acções de eliminação de mosquitos, para reduzir o risco de propagação da febre de dengue e do vírus Zika.

As medidas de prevenção vão ser aplicadas “em 122 locais com maiores incidências de queixas de higiene”, de acordo com um comunicado. Os Serviços de Saúde referiram ainda que até ao mo-

mento foram registados “três casos importados de febre de dengue do sudeste da Ásia e as queixas registadas sobre a proliferação de mosquitos, este ano, são maiores do que no período homólogo do ano passado”. Por estas razões, os

Serviços de Saúde decidiram implementar medidas de prevenção da proliferação de mosquitos. As autoridades indicaram ainda terem aumentado a frequência de inspecções e desinfestação química em

locais que consideraram ser de elevado risco, como floristas, templos, hotéis e postos fronteiriços. Por fim, os Serviços de Saúde pediram aos residentes do território que tomem medidas de prevenção, como a eli-

minação de águas estagnadas nas zonas perto de habitações e do local do trabalho, para que a possibilidade de proliferação de mosquitos seja menor. Em 2017, foram registados em Macau pelo menos 16 casos de febre de dengue.


china 9

quinta-feira 31.5.2018

A China assegurou ontem que a decisão dos Estados Unidos de impor taxas alfandegárias de 25 por cento a vários produtos tecnológicos chineses vai contra o acordado entre os dois países para evitar uma guerra comercial

COMÉRCIO PEQUIM DIZ QUE TAXAS ALFANDEGÁRIAS QUEBRAM ACORDO COM WASHINGTON

O padrão Donald Trump significativamente” as compras de produtos agrícolas e recursos energéticos norte-americanos, após negociações entre ambos os países.

PATENTES DA DISCÓRDIA

O

Ministério do Comércio chinês reconheceu, em comunicado, que o anúncio da Casa Branca foi uma surpresa e pediu a Washington que actue segundo a declaração conjunta, feita há duas semanas. Na terça-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que vai aumentar os impostos sobre uma lista de produtos chineses que Washington considera violarem direitos de propriedade intelectual. No conjunto, aqueles produtos valeram 50.000 milhões de dólares (cerca de 43 mil milhões de euros) de exportações chinesas para os EUA, no ano passado. “A partir de agora, esperamos que as relações comerciais sejam justas e recíprocas”, afirmou Trump. Por outro lado, o Ministério do Comércio chinês escreveu:

Ministério do Comércio chinês “Quaisquer que sejam as medidas adoptadas pelos EUA, a China tem a confiança, a capacidade e a experiência para defender os interesses do povo chinês e os interesses fundamentais do país.”

“Quaisquer que sejam as medidas adoptadas pelos EUA, a China tem a confiança, a capacidade e a experiência para defender os

interesses do povo chinês e os interesses fundamentais do país”. A Casa Branca acrescentou que vai impor novas restrições

aos investimentos chineses no país. A decisão surgiu apenas uma semana depois de Pequim se ter comprometido a “aumentar

CRIME FUNDADOR DO GRUPO QUE QUERIA O NOVO BANCO RECORRE DE PENA

O

fundador do grupo Anbang, que foi apontado como candidato à compra do Novo Banco, recorreu da pena de 18 anos de prisão a que foi condenado este mês por fraude, anunciou ontem um dos seus advogados. Em 10 de Maio, Wu Xiaohui, que fundou a Anbang em 2004, foi considerado culpado por um tribunal de Xangai de ter enganado investidores e abusado do seu cargo em benefício próprio. O tribunal ordenou ainda a confiscação dos seus bens, no valor de 10.500 milhões de yuan (1.400 milhões de euros). Chen Youxi, advogado da Capital Equity Legal Group, anunciou ontem nas redes sociais que Wu recorreu da pena. O magnata foi detido em 2017 e, em Fevereiro passado, o regulador chinês assumiu as operações do Anbang Insurance

Group, depois de uma vaga de aquisições por todo o mundo ter suscitado dúvidas sobre a origem do dinheiro e a sustentabilidade do grupo. Em Março passado, surgiu na televisão estatal chinesa a declarar-se culpado, apesar de ter inicialmente

negado as acusações, segundo documentos do tribunal. O magnata possuía e controlava mais de 200 empresas que detinham participações na Anbang, de forma a assegurar um “controlo absoluto” sobre o grupo.

Em 2011, por decisão de Wu, a seguradora lançou um novo produto para investidores e falsificou documentos para obter a aprovação da Comissão Reguladora de Seguros da China. O regulador impôs limites às vendas daquele produto, com base no estado financeiro da Anbang, mas Wu emitiu relatórios de contas falsos para convencer os investidores da sustentabilidade do grupo. Até Janeiro passado, aquele produto captou 724 mil milhões de yuan (mais de 93 mil milhões de euros) a partir de 10,6 milhões de investidores, superando os limites de capital estipulados pelos reguladores. Segundo o tribunal, Wu usou 65.200 milhões de yuan (mais de oito mil milhões de euros) para investir em projectos, saldar dívidas e “levar um estilo de vida luxuoso”.

No entanto, não está previsto que Pequim pare de subsidiar empresas do sector tecnológico e garanta uma melhor proteção dos direitos de propriedade intelectual das empresas norte-americanas, as principais causas de fricção com os EUA. A decisão de Washington foi anunciada na véspera do secretário do Comércio dos EUA, Wilbur Ross, visitar Pequim, visando continuar as negociações com as autoridades chinesas. Pelas contas de Washington, no ano passado, a China registou um excedente de 375,2 mil milhões de dólares - quase o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) português - no comércio com os EUA. Donald Trump exigiu a Pequim uma redução do défice dos EUA em “pelo menos” 200.000 milhões de dólares, até 2020, visando cumprir com uma das suas principais promessas eleitorais. Trump quer ainda taxas alfandegárias chinesas equivalentes às praticadas pelos EUA e que Pequim ponha fim a subsídios estatais para certos sectores industriais estratégicos.

Região Japão Bolsa cai perto de 2% devido a contágio europeu

A bolsa de Tóquio caiu hoje cerca de 2 por cento no arranque da sessão, acompanhando as baixas em Wall Street e nos principais mercados europeus, devido à instabilidade política na União Europeia e, principalmente, à crise na Itália. Após a primeira meia hora de negociação, o índice de referência da bolsa de valores de Tóquio, o Nikkei, caiu 390,73 pontos, ou 1,75 por cento, para os 21.967,70 pontos. O segundo indicador, o Topix, que agrupa os valores da primeira secção, acumulou uma queda de 28,31 pontos, ou 1,6 por cento, e fixou-se nos 1.733,54 pontos. A bolsa nipónica abriu a sessão em baixa, na sequência da quebra do sector financeiro nos Estados Unidos e na Europa, numa reacção à situação política em Itália, que continua sem conseguir formar governo, e em Espanha, onde o primeiro-ministro, Mariano Rajoy, enfrenta uma moção de censura. A instabilidade política fez cair o euro para níveis mínimos em relação a outras moedas, incluindo o iene, uma tendência que prejudica os exportadores japoneses.


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31.5.2018 quinta-feira

Notificação n.º 001/NOEP/GJN/2018 (Aviso de acusações) Considerando que não se revela possível notificar os infractores, por ofícios ou outras formas, para efeitos de acusação a respeito dos respectivos processos administrativos, nos termos dos artigos 36.º e 53.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos (designado adiante por RGEP), aprovado pelo Regulamento Administrativo n.º 28/2004, notifico, pela presente, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, os seguintes infractores indicados nos anexos, dos conteúdos das respectivas acusações, para que o Instituto possa tomar uma decisão final, em relação aos processos de autuação actualmente em curso: Verificou-se que os infractores indicados nas tabelas I até VII praticaram os factos ilícitos: O infractor constante da Tabela I praticou o acto de “despejar, derramar ou deixar correr líquidos poluentes, nomeadamente águas poluídas, tintas ou óleos em espaços públicos”, o que constitui a infracção administrativa prevista na alínea 1) do n.º 1 do artigo 14.º do RGEP e no n.º 3 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções (designado adiante por CI), aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 106/2005, de acordo com a lei, é sancionado com uma multa no valor de seiscentas patacas (MOP600,00); Os infractores constantes da Tabela II praticaram os actos de “abandonar nos espaços públicos quaisquer resíduos sólidos fora dos locais e recipientes especificamente destinados à sua deposição”, o que constitui a infracção administrativa prevista no n.º 1 do artigo 13.º do RGEP e no n.º 7 do artigo 2.º do CI, de acordo com a lei, são sancionados, respectivamente, com uma multa no valor de seiscentas patacas (MOP600,00); Os infractores constantes da Tabela III praticaram os actos de “colocar ou abandonar no espaço público quaisquer materiais ou objectos”, o que constitui a infracção administrativa prevista no n.º 1 do artigo 14.º do RGEP e no n.º 23 do artigo 2.º do CI, de acordo com a lei, são sancionados, respectivamente, com uma multa no valor de seiscentas patacas (MOP600,00); Os infractores constantes da Tabela IV praticaram os actos de “pesca em locais não autorizados ou prática de acto ilegal de qualquer actividade aquática”, o que constitui a infracção administrativa prevista na alínea 2) do n.º 4 do artigo 7.º do RGEP e no n.º 3 do artigo 1.º do CI, de acordo com a lei, são sancionados, respectivamente, com uma multa no valor de trezentas patacas (MOP300,00); Os infractores constantes da Tabela V praticaram os actos de “manter ou explorar situação, actividade, obra ou evento sem a autorização ou a licença exigidas nos termos do RGEP”, o que constitui a infracção administrativa prevista no artigo 19.º do RGEP e no n.º 8 do artigo 3.º do CI, de acordo com a lei, são sancionados, respectivamente, com uma multa que será fixada entre setecentas patacas (MOP700,00) e cinco mil patacas (MOP5.000,00) e até ao limite máximo de duas mil e quinhentas patacas (MOP2.500,00) sempre que se não trate de pessoa colectiva; se o infractor for reincidente os limites mínimo e máximo da multa aplicável são elevados para o dobro; Os infractores constantes da Tabela VI praticaram os actos de “cuspir escarro ou lançar muco nasal para qualquer superfície do espaço público, de instalações públicas ou de equipamento público”, o que constitui a infracção administrativa prevista na alínea 1) do n.º 1 do artigo 2.º do RGEP e no n.º 13 do artigo 2.º do CI, de acordo com a lei, são sancionados, respectivamente, com uma multa no valor de seiscentas patacas (MOP600,00); Os infractores constantes da Tabela VII praticaram os actos de “não retirar as armações, toldos, estrados, degraus e objectos similares que ocupem espaço público e que causem a obstrução de passagem”, o que constitui a infracção administrativa prevista no artigo 6.º do RGEP e na alínea 1) do n.º 32 do artigo 2.º do CI, de acordo com a lei, são sancionados, respectivamente, com uma multa no valor de seiscentas patacas (MOP600,00); Pelos factos ilícitos mencionados acima que constam dos autos de notícia ou das informações fornecidas pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública, nos termos dos artigos 42.º e 52.º do RGEP, este Instituto elaborou as acusações contra os infractores indicados nas tabelas seguintes.

Infractor 安之斐

Tabela I Tipo e N.º do documento de N.º do auto de notícia identificação Bilhete de Identidade da Repúbica Popular da China 1-000070SM/2017 110101197*********

Tabela II Tipo e N.º do documento de Infractor N.º do auto de notícia identificação Passaporte da República 吴水堂 Popular da China WU SHUITANG G4955**** Salvo-conduto da República Popular da China para 霍健彬 deslocação a Hong Kong e Macau C0217**** Salvo-conduto da República Popular da China para 谢俊杰 deslocação a Hong Kong e Macau C4749**** Passaporte da República 曹文荣 Popular da China E9370**** Passaporte da República das MARTIR DINA Filipinas MARIE P1520**** Documento de viagem da 陈庚 região de Taiwan 1-000001SL/2018 T2374**** Passaporte da República 吴新昌 Popular da China A080291/2017 EA725**** Salvo-conduto da República 张林峰 Popular da China para ZHANG LINFENG deslocação a Hong Kong e Macau C1773**** 何城恩 HO SENG IAN 莊日楊

张斌胜 郑文刚 ZHENG WENGANG

BIR de Macau 5156***(*) BIR de Macau 7377***(*) Salvo-conduto da República Popular da China para deslocação a Hong Kong e Macau C4221**** Passaporte da República Popular da China E2380****

蔡婉君 Documento de viagem da TSAI, WAN-CHUN região de Taiwan 30877**** 石萬泉

Bilhete de identidade de Hong Kong E324***(*)

-

N.º da acusação

Data e lugar da infracção

2-00930WB/2017

2017-06-02 Em frente ao n.o 6 da Rua de Ferreira do Amaral, Macau

N.º da acusação

Data e lugar da infracção

A081115/2017

2017-03-23 Largo de Monte Carlo, próximo do Sands Macau

A079739/2017

2017-04-02 Avenida Comercial de Macau, próximo do Emperor Hotel

A080102/2017

A080288/2017 A082729/2017

2017-04-04 Átrio de partidas do comissariado do Posto Fronteiriço das Portas do Cerco 2017-05-13 Avenida Comercial de Macau, próximo do Emperor Hotel 2017-03-16 Avenida de Lisboa, próxima do Hotel Lisboa

2-00207WB/2018

2017-12-27 Avenida 24 de Junho, Macau

2-00531WB/2018

2017-07-27 Avenida Comercial de Macau, próximo do Emperor Hotel

A080825/2017

2017-06-13 Porta do Casino Fortuna da Rua de Fat San, Macau

A102816/2017 A081985/2017 A082575/2017

-

A102203/2017

-

2-000071TO/2017

1-000001RW/2018

2-00554WB/2018

2017-03-29 Praça das Portas do Cerco, próximo à zona de partidas 2017-05-30 Porta do Star World Hotel da Rua Cidade de Sintra, Macau 2017-05-25 Avenida de Lisboa, Macau, próximo do Grand Lisboa 2017-05-25 Avenida de Lisboa, Macau, próximo do Grand Lisboa 2017-11-25 Em frente ao n.o 14 da Praça de Ponte e Horta, Macau 2017-12-30 Do lado de fora da Praça Flor de Lótus da Avenida da Amizade, Macau

赵志龙

張林 ZHANG LIN

陈敢 CHEN GAN

徐刚

Infractor 杨胜发 YANG SHENGFA NGUYEN VAN THAO 黎国波 LI GUOBO 周良添 ZHOU LIANGTIAN 李嘉祥 LI JIAXIANG

Infractor

Salvo-conduto da República Popular da China para deslocação a Hong Kong e Macau C0877**** Salvo-conduto da República Popular da China para deslocação a Hong Kong e Macau C4065**** Salvo-conduto da República Popular da China para deslocação a Hong Kong e Macau C5051**** Salvo-conduto da República Popular da China para deslocação a Hong Kong e Macau C0729****

-

A083652/2017

2017-07-08 Avenida da Amizade, Macau 72-A

1-000001TL/2017

2-00608WB/2018

2017-11-02 Edifícios E Pou e E Tou, em frente ao n.o 75 da Rua de Xangai, Macau

A080870/2017

2-00174WB/2018

2017-07-24 Rua Cidade de Coimbra n.o 322, Macau

A081527/2017

2-00164WB/2018

2017-07-26 Avenida Comercial de Macau, próximo do Emperor Hotel

Tabela III Tipo e N.º do documento de N.º do auto de notícia N.º da acusação identificação Salvo-conduto da República Popular da China para A034055/2017 2-01458WB/2017 deslocação a Hong Kong e Macau C4829**** Passaporte da República Socialista do Vietname C240**** Salvo-conduto da República Popular da China para deslocação a Hong Kong e Macau C3612**** Salvo-conduto da República Popular da China para deslocação a Hong Kong e Macau C6053**** Bilhete de Identidade de Trabalhador Não-Residente 2104****

2018-01-07 Edf. Industrial Lee Cheung da 2-00077WB/2018 Estrada Marginal do Hipódromo n.o 58, Macau

A008210/2018

2-00208WB/2018

2018-01-31 Ao lado do poste de iluminação 21C04 da Estrada do Canal dos Patos, Macau

A008219/2018

2-00385WB/2018

2018-03-14 Em frente ao n.o 5A e ao lado do o n. 18 da Travessa da Fábrica

A032576/2017

2-00667WB/2017

2017-03-05 Em frente ao n.o 59-A da Rua de João de Araújo

N.º da acusação

Data e lugar da infracção

Tabela IV Tipo e N.º do documento de N.º do auto de notícia identificação BIR de Macau 7412***(*)

-

A082324/2016

吳均志 UNG KUAN CHI

BIR de Macau 7075***(*)

-

A082708/2017

賴云舟 盧麗賢★ LOU LAI IN 盧麗賢★ LOU LAI IN

2017-10-19 Rua de Seng Tou n.o 313, Taipa, Macau

A030751/2018

梁德源 LEONG TAK UN

Infractor

Data e lugar da infracção

2016-05-29 Lago de Sai Van da Avenida da República, Macau 2017-03-28 Próximo do poste de iluminação 121D02 da Avenida da República, Macau

Tabela V Tipo e N.º do documento de N.º do auto de notícia N.º da acusação Data e lugar da infracção identificação Bilhete de Identidade de 2017-05-23 Trabalhador Não-Residente 1-000008RW/2017 2-00901WB/2017 Loja r/c n.o 494 da Rua Cidade de 2016**** Santarém, Macau 2017-10-11 BIR de Macau 7405***(*) A034712/2017 2-01407WB/2017 Rua de Horta e Costa n.o 15, Macau 2017-06-09 BIR de Macau 1-000018RZ/2017 2-00657WB/2017 Rua de Horta e Costa n.o 15, 7405***(*) Macau

歐陽生★ AO IEONG SANG

BIR de Macau 7401***(*)

1-000015ST/2017

楊坤泰 YANG,KUNTAI

Bilhete de Identidade de Trabalhador Não-Residente 2147****

1-000004ST/2017

歐陽生★ AO IEONG SANG

BIR de Macau 7401***(*)

1-000006ST/2017

李湘文 LI SHEUNG MAN

BIR de Macau 1489***(*)

1-000035SV/2017

梁美銀 LEONG MEI NGAN

BIR de Macau 1535***(*)

1-000073RY/2017

鄭天才 CHEANG TIN CHOI

BIR de Macau 1287***(*)

1-000016SH/2017

梁致华

Passaporte da República Popular da China EC239****

1-000002TH/2018

2017-09-15 2-01347WB/2017 Ao lado do n.o 12 da Rua Dois do Bairro Iao Hon, Macau 2017-07-22 Ao lado do n.o 93 da Avenida 2-01154WB/2017 do Governador Jaime Silvério Marques, Macau 2017-08-19 2-01149WB/2017 Ao lado do n.o 12 da Rua Dois do Bairro Iao Hon, Macau 2017-07-14 2-00900WB/2017 Em frente ao n.o 183 da Rua de Bruxelas, Macau 2017-07-10 2-00847WB/2017 Ao lado do n.o 79 da Rua Francisco H. Fernandes 2017-06-11 Professional Beauty Center, 2-00618WB/2017 Pure ao lado da Avenida de Kwong Tung n.o 221, Taipa, Macau 2018-03-13 Em frente ao n.o 368 da Rua de 2-00553WB/2018 Nam Keng e em frente ao n.o 429 da Avenida de Guimarães, Taipa, Macau

WWW. IACM.GOV.MO


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quinta-feira 31.5.2018

傅文恆 FU,WENHENG

Salvo-conduto da República Popular da China para deslocação a Hong Kong e Macau C3472****

1-000091RY/2017

2-00562WB/2018

陳炳權 CHAN PENG KUN

BIR de Macau 5071***(*)

1-000029SV/2017

2-00500WB/2017

梁榮新 LEONG WENG SAN

BIR de Macau 1295***(*)

1-000016SW/2017

2-00536WB/2017

1-000013SA/2017

2-01123WB/2017

1-000012SB/2017

2-01124WB/2017

2017-03-30 Ao lado do Pátio da Sé n.o 2-B

2017-05-03 Em frente da Travessa do Aterro Novo n.o 13, Macau 2017-05-11 Em frente ao n.o 8 da Rua Central de T’oi Sán, Macau 2017-06-12 Ao lado da Rua de S. Paulo n.o 21

Anúncio Prestação dos serviços de manutenção e reparação do sistema mecânico-eléctrico (01/09/2018-31/08/2020) do Edifício Meng Tak, na Sede do Instituto Politécnico de Macau CONCURSO PÚBLICO N.º 01/DOA/2018 Faz-se público que, de acordo com o despacho de 14 de Maio de 2018, do Exm.º Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para a “Prestação dos serviços de manutenção e reparação do sistema mecânico-eléctrico do Edifício Meng Tak, na Sede do Instituto Politécnico de Macau”.

陳建中 CHEN JIANZHONG

Bilhete de Identidade de Trabalhador Não-Residente 2047**** Bilhete de Identidade de Trabalhador Não-Residente 2099****

曾廣星 ZENG GUANGXING

Bilhete de Identidade de Trabalhador Não-Residente 2198****

2-01129WB/2017

吳家喜 WU JIAXI

Bilhete de Identidade de Trabalhador Não-Residente 2285****

2017-02-11 No lado oposto ao n.o 544G da Avenida Dr. Sun Yat Sem, Taipa, Macau

2. Entidade que põe o serviço a concurso: Instituto Politécnico de Macau.

1-000003SI/2017 1-000007SH/2017

2-01133WB/2017

2017-02-22 Rua do Cunha da Taipa, Macau

麥華輝 MAK WA FAI

BIR de Macau 5175***(*)

1-000034SN/2017

2-01233WB/2017

傳文恒 FU WENHENG

Salvo-conduto da República Popular da China para deslocação a Hong Kong e Macau C3472****

2017-08-01 Em frente ao n.o 46 A da Rua do Rebanho, Macau

4. Objecto do Concurso: Serviços de manutenção e reparação dosistema mecânico-eléctrico (01/09/2018-31/08/2020) do Edifício Meng Tak, na Sede do Instituto Politécnico de Macau.

1-000027SE/2017

2-01496WB/2017

2017-10-24 Em frente ao n.o 68 da Rua da Pedra, Macau

KONG MICHAEL

2017-10-10 Rua da Pedra n.o 68, Macau

Tipo e N.º do documento de identificação Bilhete de identidade de Hong 蔡明泰 Kong CHOI MING TOI Z375***(*) Passaporte da República Popular 顾立夫 da China GU LIFU E3463**** Salvo-conduto da República Popular da China para 唐春福 deslocação a Hong Kong e TANG CHUNFU Macau C6132**** Salvo-conduto da República Popular da China para 刘尚庆 deslocação a Hong Kong e Macau C0380****

Tabela VI N.º do auto de notícia

N.º da acusação

-

A062385/2017

-

A102945/2017

Data e lugar da infracção 2017-07-02 Porta do Casino President da Avenida da Amizade, Macau 2017-05-01 Porta do Edf. Kam Yuen da Rua Cidade de Coimbra, Macau

A083677/2017

2-00169WB/2018

2017-08-02 Próximo do 144B06 da Rua de Pequim, Macau

A081528/2017

2-00163WB/2018

2017-07-26 Avenida Comercial de Macau próxima do Emperor Hotel

Tipo e N.º do documento de identificação

Tabela VII N.º do auto de notícia

N.º da acusação

Data e lugar da infracção

盧麗賢 LOU LAI IN

BIR de Macau 7405***(*)

1-000004SH/2017

2-00694WB/2017

盧麗賢 LOU LAI IN

BIR de Macau 7405***(*)

Infractor

1-000026SE/2017

3. Modalidade de concurso: Concurso Público.

5. Período: 1 de Setembro de 2018 a 31 de Agosto de 2020. 6. Prazo de validade das propostas do concurso: As propostas do concurso são válidas até 90 dias contados da data de abertura das mesmas. 7. Garantia provisória: $125 940,00 (cento e vinte e cinco mil e novecentas e quarenta patacas), através de depósito no Serviço de Contabilidade e Tesouraria do Instituto Politécnico de Macau ou mediante garantia bancária a favor do Instituto Politécnico de Macau, em Macau.

O infractor é reincidente.

Infractor

1. Entidade adjudicante: Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura.

2-01596WB/2017

2017-02-14 Em frente ao n.o 15 da Rua Horta e Costa e em frente ao n.o 3 -A da Rua de Tomás da Rosa, Macau 2017-10-22 Em frente ao n.o 15 da Rua Horta e Costa

Nos termos do n.º 2 do artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, de 4 de Outubro, os infractores não residentes indicados nas tabelas I até VII deverão prestar uma caução de montante igual ao do valor mínimo da multa aplicável, dentro do prazo de 10 dias, a partir da data seguinte à da publicação da presente notificação, no Núcleo Operativo do IACM para a Execução do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, sito na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edf. China Plaza, 5.º andar, sem prejuízo da aplicação dos n.os 3 e 4 do artigo 18.º do mesmo Decreto-Lei, excepto os infractores que efectuaram a liquidação de todo o valor de uma vez ou requereram, de imediato, o pagamento da multa em prestações. De acordo com o artigo 53.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, os infractores mencionados, dentro do prazo de 10 dias, a partir da data seguinte à da publicação da presente notificação, poderão deslocar-se ao Núcleo Operativo do IACM para a Execução do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, sito na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edf. China Plaza, 5.º andar, ou através da forma escrita, contestar a acusação (na contestação podem apresentar as todas as provas admitidas pela legislação vigente), ou requerer o pagamento da multa em prestações ou a vinculação ao regime de prestação de serviço cívico. Findo o prazo referido, caso algum infractor não efectue voluntariamente o pagamento da multa, nem apresente contestação ou requeira qualquer pedido mencionado de acordo com a lei, este Instituto, segundo factos ilícitos provados e circunstanciais, promoverá, oficiosamente, as diligências necessárias ao apuramento da situação económica do infractor e tomará decisão sancionatória definitiva. Caso os interessados ou quaisquer pessoas particulares provem ter interesse legítimo em conhecer os elementos e pretendam consultar as informações mais pormenorizadas ou os processos, poderão, durante o horário normal de expediente, dirigir-se ao Núcleo Operativo do IACM para a Execução do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, sito na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 5.º andar. Aos 21 de Maio de 2018. O Presidente do Conselho de Administração José Tavares

8. Garantia definitiva: 4% do preço global da adjudicação (para garantia do contrato). 9. Condições de admissão: Entidades com sede ou delegação na RAEM cuja actividade total ou parcial se inscreva na área objecto deste concurso. 10. Local, data e hora de explicação: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, em Macau. Hora e Data: 4 de Junho de 2018, pelas 10H00. 11. Local, data e hora do limite da apresentação das propostas: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, em Macau. Hora e Data: 14 de Junho de 2018, antes das 17H45. 12. Local, data e hora da abertura do concurso: Local: Sala n.º 603 do Edifício Meng Tak do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gon zaga Gomes, em Macau. Hora e Data: 15 de Junho de 2018, pelas 10H00. 13. Local, hora e preço para exame do processo e obtenção da cópia do processo: Local de exame: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau. Local de obtenção: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau, mediante o pagamento de MOP$100,00 (cem patacas). Hora: de 2ª feira a 5ª feira das 09H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H45. 6ª feira das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H30. Informações: 8599 6140, 8599 6153 ou 8599 6279. 14. A avaliação das propostas do concurso será feita de acordo com os seguintes critérios: - Preço Razoável (60%). - Qualidade do Serviço (40%): (a) Harmonizar os diferentes serviços de manutenção e reparação do sistema mecânico-eléctrico no Edifício Meng Tak, na Sede do Instituto Politécnico de Macau, referidos no Mapa de caracterização, tais como as condições da nomeação do pessoal, distribuição do trabalho, catálogos elucidativos das características dos equipamentos e produtos (10%); (b) Curriculum Vitae, competências e experiência do concorrente (10%); (c) Outras e demais propostas favoráveis para a execução dos serviços de manutenção e reparação do sistema mecânico-eléctrico no Edifício Meng Tak, na Sede do Instituto Politécncio de Macau, referidas no Mapa de Caracterização (15%); (d) Esclarecimentos na reunião (questões profissionais sobre a prestação dos serviços de manutenção e reparação do sistema mecânico-eléctrico no Edifício Meng Tak do Instituto Politécnico de Macau, levantadas pelo Instituto Politécnico de Macau) (5%). Macau, aos 21 de Maio de 2018 Presidente do Instituto, Lei Heong Iok


12 ENTREVISTA

PEDRO MOUTINHO FADISTA

“Existe liberdade quando canto”

Pedro Moutinho, irmão de Camané e de Hélder Moutinho, dá hoje o concerto que encerra o Festival de Artes de Macau deste ano. Amante do Rock, é a cantar o fado que se sente livre. Ao HM, o intérprete falou da nova geração de fadistas e da sua opção por uma vertente mais tradicional Como é que o gosto do seu pai pelo fado influenciou a sua carreira? O meu pai era muito ligado ao fado. O avô dele, o José Júlio, já cantava no bairro da Madragoa. Como o meu pai gostava de cantar e de música, em miúdo ia muito às casas de fado com ele. Íamos todos os fins-de-semana. A primeira vez que cantei foi com oito anos. Na altura, havia poetas que escreviam letras para crianças, para não ser uma canção tão pesada. Lembro-me de ter chegado a ouvir miúdos a cantarem letras que incluíam "Ela deixou-me" e este tipo de coisas. Os meus pais não me deixavam cantar isso. Essa minha infância a acompanhar o meu pai acabou por ser uma escola. Acabei por ouvir, desde miúdo, os melhores intérpretes de fado tanto ao vivo como em disco. Como é que depois optou por ter o fado como carreira, numa altura em que este género não era tão popular como é agora? O fado esteve sempre presente. Sempre ouvi outros tipos de música, mas este era aquele bichinho. Quando dei por mim já pedia ao meu pai para me

levar às casas onde eu gostava mais dos músicos. O fado estava sempre presente. Era aquela coisa de que gostava e que gosto. O que sente quando canta? Existe liberdade quando canto. Não consigo explicar. O fado é uma coisa muito relacionada com o sentir. Depois há a união com o público. Há o sentir que estou a ser ouvido e que as pessoas estão comigo. Acaba por ser uma coisa que pertence àquele momento. Cantar poemas e canções que gosto, é muito bom.  Como é que escolhe as letras que canta? Sou muito esquisito. O poema às vezes pode ser lindíssimo, mas se tem lá uma palavra que não gosto, já não o canto. Depois a escolha é feita por identificação, em que há qualquer coisa de mim que está naquele poema. Tenho também tido muita sorte com as pessoas que escrevem para mim, que são os melhores, e isso é fantástico.  Considera-se parte desta nova geração do fado? Uma parte sim, uma parte não. Venho mais de trás. A minha geração ainda é mais dos anos de 1990. O fado começou a ganhar mais popularidade, na minha opinião, depois da morte da Amália Rodrigues. A partir daí começaram a aparecer muito mais jovens a cantar, alguns que vieram de fora deste género e outros que já cantavam. AAmália foi a primeira no que respeita à internacionalização do fado, depois foi a Mísia. Elas abriram a porta para eu estar aqui hoje. Só mais tarde é que apareceu a Mariza, a Ana Moura ou a Carminho. Eu faço parte ali de uma geração intermédia. De qualquer forma começou numa altura em que o fado não era tão popular. Foi difícil o início de carreira? Nada é fácil. O fácil é uma ilusão. Sempre tive que trabalhar muito para conseguir as coisas e continuo a ter de o fazer. No início comecei pelo percurso da casas de fado. Comecei a cantar profissionalmente lá para os lados de Cascais. Havia uma casa que era o Forte de D. Rodrigo que abriu nos anos 70 e fechou nos final dos anos 90. Tinha por volta de 16/17 anos, e o gerente do forte vivia ao lado da casa dos meus pais e começou-me a convidar para ir lá fazer os fins-de semana já a ganhar um cachet por noite. Depois da tropa vim para Lisboa. Um dia fui até ao Bairro Alto, pedi para cantar no Luso e, de repente, pediram-me o número de telefone e começaram-me a chamar. Na al-


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“Com esta experiência com orquestra de Macau estou cheio de vontade de voltar a cantar com eles.” tura, era o mais novinho. Os meus colegas eram tudo pessoas dos 50 anos para cima tirando uma colega minha. Havia muito poucos jovens PUB

a cantar. A seguir, na viragem do século, começaram aparecer os nomes desta nova geração. Havia uma coisa que achava piada: na altura, a crítica jornalística referia muito que se andava à procura da nova Amália. Mas qual nova Amália? Foi também quando o meu irmão Camané fez um concerto fantástico no Centro Cultural e houve mesmo um crítico que referiu que parecia que a tal nova Amália era um homem.

estes instrumentos são também instrumentos muito melodiosos. Fica tudo muito bonito quando se juntam. Com esta experiência com orquestra de Macau estou cheio de vontade de voltar a cantar com eles. O fado tem guitarra, viola e baixo e tem uma melodia simples e bonita. Quando chega uma orquestra com aquele encher dos instrumentos todos, fica incrível. E o maestro é fantástico. 

Vem tocar acompanhado pela orquestra de Macau. Como é que está a ser esta experiência de ser acompanhado por instrumentos orientais? Está a ser das melhores experiências da minha vida. Os arranjos estão fantásticos. Estava com alguma expectativa positiva. Mandámos as músicas, a Orquestra de Macau tratou de tudo. Chegámos para o ensaio, tocámos duas vezes cada tema e pronto. Estava tudo óptimo. São instrumentos diferentes, mas estamos a falar de música. O fado, e o meu que é mais tradicional, é um tipo de canção melodiosa e

Além do fado, que música ouve? Nasci nos anos 70 por isso apanhei os 80 e os 90. Sempre ouvi rock. Led Zeppelin Metallica, Pixies, consumia tudo. Por influência dos

“O que reparei no público de Macau, na última vez que cá estive, foi o facto de estar sempre com muita atenção, mas mais tímidos.”

meus irmãos, também ouvia muita música brasileira: Chico, Caetano, Betânia, Elis, João Gilberto. Gosto de jazz. Gosto também de Frank Sinatra e de Tony Bennett. Não aprecio muito música electrónica. Sou capaz de ir para o Lux e estar uma noite a divertir-me, mas não é o tipo de som que ouço em casa. Às vezes passam-se semanas que não ouço fados também. Já esteve em Macau. Como é que sente o público cá? O público português é sempre diferente. O que reparei no público de Macau, na última vez que cá estive, foi o facto de estar sempre com muita atenção, mas mais tímidos. Também se nota que é um público que gosta muito do espectáculo, principalmente no final em que assinamos os discos. Há uma situação engraçada de um senhor chinês de Hong Kong, que é meu fã, e que veio ver o concerto. No final estava a assinar os discos e ele aparece com os meus discos todos inclusivamente o primeiro e o segundo que nem eu tenho e que já não há nas lojas. Nem gosto do meu

primeiro disco. O primeiro trabalho é para cometer erros. Há pessoas que têm logo sorte e corre bem mas não foi o meu caso. Se calhar é um problema meu. Tenho dificuldade em me ouvir. Já está a trabalhar num novo disco? Vou começar a gravar um trabalho novo este ano. Vou seguir a minha linha tradicional com algumas coisas novas. Estou a abrir um bocadinho o leque a compositores fora do fado. Estou à espera de receber músicas. Esta é aquela fase mais deprimente. Um disco é sempre um processo muito ansioso em que há muitas incertezas. Sou muito picuinhas e preocupo-me muito quando se calhar não me devia preocupar tanto. Levo isto muito a sério e se calhar às vezes podia ser um bocadinho mais leve. Até estar tudo feito não consigo relaxar. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo


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O mundo quer-me mal porque ninguém Tem asas como eu tenho!

A Poesia Completa de Li He

馬詩二十三 首 (第 一 部 分 ) 龍 脊 貼 連 錢 , 銀蹄白踏煙。    無 人 織 錦 ( 革 詹 ),誰為鑄金鞭。  臘 月 草 根 甜 , 天街雪似鹽。    未 知 口 硬 軟 , 先擬蒺藜銜。  忽 憶 周 天 子 , 驅車上玉山。    鳴 騶 辭 鳳 苑 , 赤驥最承恩。  此 馬 非 凡 馬 , 房星本是星。    向 前 敲 瘦 骨 , 猶自帶銅聲。  大 漠 沙 如 雪 , 燕山月似鉤。    何 當 金 絡 腦 , 快走踏清秋。  饑 臥 骨 查 牙 , 粗毛刺破花。    鬣 焦 珠 色 落 , 發斷鋸長麻。 

Vinte e Três Poemas Sobre Cavalos (Parte I) 1 Espinha de dragão marcada com fiadas de dinheiro, Cascos de prata alvamente pisando a neblina. Ninguém capaz de tecer capas de brocado. Quem lhe fará um chicote dourado?

5 No monstruoso deserto, a areia parece neve. Sobre o Monte Yan, uma lua como um anzol.2 Quando envergará um elmo de ouro, Correndo lesto, puro outono sob seus cascos?

2 No décimo segundo mês, doce a raiz da erva. Nas ruas da capital, a neve é como sal. Como será sua boca – dura ou macia? Vamos pôr-lhe um freio de espinhos!

6 Ali jaz morrendo, uma pilha de ossos, Pelo áspero ferrado com flores quebradas. Da sua crina queimada esvai-se o vermelho, A sua madeixa trilhada pela corda longa.

3 Subitamente lembro aquele Imperador de Zhou, Carruagem a galope Monte de Jade acima. Carruagem e cavalo saem a sacolejar do Parque da Fénix – O baiardo vermelho era de todos o seu cavalo favorito. 4 Este não é um corcel normal Mas o próprio espírito da estrela Fang.1 Vem, bate nos seus ossos delgados, Pois soarão como bronze.

1

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Dizia-se que a constelação de Fang (房 ) era composta por quatro cavalos. O seu equivalente ocidental é Pi Scorpii, um sistema estelar na constelação do Escorpião. Monte Yan-ran, o actual Monte Hang-ai, na Mongólia.

Tradução de Rui Cascais • Ilustração de Rui Rasquinho Li He (790 a 816) nasceu em Fu-chang durante a Dinastia Tang, pertencendo a um ramo menor da casa imperial. A sua morte prematura aos vinte e sete anos, a par da escassez de pormenores biográficos, deixam-nos apenas com uma espécie de fantasma literário. A Nova História dos Tang (Xin Tang shu) diz-nos que He “nunca escrevia poemas sobre um tópico específico, forçando os seus versos a conformarem-se ao tema, como era prática de outros poetas [...] Tudo quanto escrevia era inquietantemente extraordinário, quebrando com a tradição literária.” Segundo um crítico da Dinastia Song, o alucinátorio idioma poético de Li He é a “linguagem de um imortal demoníaco.” A versão inglesa de referência aqui usada é a tradução clássica da autoria de J.D. Frodsham, intitulada Goddesses, Ghosts, and Demons, publicada em São Francisco, em 1983, pela North Point Press.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 15

quinta-feira 31.5.2018

Dos glúteos: recomendações diários de próspero António Cabrita

28/05/18

Sou de uma geração que ainda não tinha descoberto os glúteos. E que ainda não lia nos dicionários: Os glúteos formam a parte mais apreciada pelos homens. Não me lembro de Ginsberg a gabar os glúteos, embora tenha belos poemas de elogio ao caralho, ao qual também podemos classificar como artefacto, se o entendermos como  um objecto desenvolvido a partir de uma produção mecânica e para uma finalidade específica. Posto o repetitivo e maquinal adestramento das mãos convocado pelo membro masculino podemos encostá-lo à ordem dos objectos de mais uso, ainda que uma vez por outra seja o plinto para um modo relacional. Cada palavra nova tem o seu Bartolomeu Dias, aquele que a descobriu e potenciou e socializou, ao proferir: Que belos glúteos! Em moçambique há um herói para o primeiro tiro, aquele que inaugurou os actos de guerrilha da Frelimo. Quem será o cowboy que enrolou primeiro a língua nos dentes, para soltar a sentença: Àqueles glúteos, mordia-os todos! Se soubesse quem era oferecia-lhe um cd dos Penicos de Prata. O que é certo é que foi, com certeza, contraindo os glúteos (ou relaxando-os?) que António Costa confidenciou

aos militantes: «Estamos onde sempre estivemos e estaremos exactamente onde estamos!». Melhor e mais substancial era difícil porque ao vazio da ideia acrescentou-se o glúteo. Tomada pelo glúteo foi igualmente Ana Catarina Mendes, que alçada sobre os seus três empinados músculos, arrancou aplausos da plateia com o inaudito: «vamos ganhar as próximas eleições legislativas porque António Costa merece continuar a ser primeiro-ministro e porque os portugueses merecem António Costa!». Bem, o vácuo a pedal nos glúteos talvez dê uma câmara-de-ar! Está garantida uma bicicleta para cada português na campanha! Sempre adorei gente com imaginação. Faz-me lembrar quando me contratam por causa das minhas supostas qualidades e depois afinal só querem o pior de mim, só me restando observar: está bem visto! Está bem visto que com tanta imaginação o Costa terá a merecida maioria abso-

luta, porque o povo mais não pede que um pedestal para pousar o glúteo! Há glúteos do catatau. Infelizmente não conheço todos. Só há uma condição em que os glúteos são inservis: em estátua. Contava-me o meu amigo João de Deus (onde foi ele buscar aquela ideia que depositou no livro A Paixão Segundo João de Deus, de que «o ouro é o minete da alma!»?) que uma filha do Imperador Augusto se entregava toda a noite ao desfrute das vergas em pedra das estátuas do templo de Minerva. Membros inapelavelmente erectos - que pensam vocês! – onde os seres carenciados podem ter a sua jangada. Já os glúteos de uma estátua não favorecem manobras similares. É uma pena, visto que politicamente têm outro potencial. Eu já decidi, depois de me finar terei um gesto politicamente correcto e doarei os meus glúteos à ciência. Esperem, passou agora por mim um glúteo que me fez sonhar. Tenho de ir aos lavabos. A sarapitola, vocês conhecem?

Cada palavra nova tem o seu Bartolomeu Dias, aquele que a descobriu e potenciou e socializou, ao proferir: Que belos glúteos!

29/05/18

Dia cinco, na próxima terça, no Bar Irreal, em Lisboa terá lugar o lançamento do primeiro volume da minha obra poética, Oitenta Flechas para Atrair a Cotovia 1, que reúne dois glúteos, perdão, dois livros empinados: Harpo Marx na Jaula dos Leões, de 2013, e Os Testamentos Apátridas e Outros Cordéis sem

Alma, de 2017. Este último livro foi um livro feliz que escrito de um jacto, como só é autorizado fazermos depois de trinta anos de rodagem, e poucas alterações conheceu, para além da habitual dança dos adjectivos. É dele o poema que aqui deixo, Talvez um gonzo: Na específica área da gandulagem/ progredi pouco além do que seja próprio a um zingarelho./ Não consegui ser firme a aceitar que o mal/ é o látego do ar./ O desnorte deste pífio desempenho não é só meu./ Na Idade Média, os monges compuseram os Cantos/ Gregorianos acreditando ser a música cantada por anjos/ e santos, no Céu./ Algo se perdeu no caminho,/ talvez um gonzo.// Desconfio que à consciência de que herdamos o mundo/ como o oco de um lugar mudo/ que a palavra escava ou preenche com pão d’água/ se segue que confundimos esta acção com o silêncio, / erro tão grotesco/ como julgarmos que é a espuma/ da escuna o que faz mover a quilha.// Estamos desde que nascemos a sós/ com as nossas inconfessáveis inabilidades/ e a tal ponto assustados que amiúde dizemos amo-te/ quando se abriu no dique a fissura./ Algo se perdeu no caminho,/ talvez um gonzo.


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31.5.2018 quinta-feira

(Publicações ao abrigo do Artigo 75.º do RJSF)


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(Publicações ao abrigo do Artigo 75.º do RJSF) Síntese do relatório de actividades No ano de 2017, devido a uma conjuntura externa complicada, o ICBC (Macau) insistiu sinceramente pela implementação das estratégias de desenvolvimento estabelecidas pelo Grupo ICBC para as suas participadas no exterior, promovendo a localização da sua gestão e melhorando em permanência as suas competências de concorrência no mercado, reforma e inovação, desenvolvimento sustentável e o nível de gestão global do risco. Paralelamente, procurou-se acelerar o desenvolvimento saudável e coordenado do activo, passivo e actividades de intermediação, aumentando efectivamente a sua vantagem comparativa nas principais áreas de atividade, consolidando a posição maioritária no mercado na sua atividade nuclear, tornando-se progressivamente um banco de excelência local para a população da RAEM e vanguarda intelectualizada, localizável, com diversificação. . Até ao final do ano de 2017, o activo total líquido do Banco ascendia a duzentos e trinta e um mil e quatrocentos milhões de Patacas, o que representou um acréscimo de vinte e um mil e oitocentos milhões de Patacas em comparação com o ano transacto, correspondente a uma taxa de crescimento de 10,42%. O passivo total ascendia a duzentos e dez mil e setecentos milhões de Patacas, o que representou um acréscimo de dezenove mil e novecentos milhões de Patacas comparativamente com o ano transacto e corresponde a um aumento de 10,41%. O saldo dos depósitos (incluindo entidades públicas) avaliou-se em cento e oitenta e cinco mil e setecentos milhões de Patacas, o que representou um acréscimo de vinte mil e cem milhões de Patacas em comparação com o ano anterior, correspondente a um aumento de 12,16%. O saldo dos diversos créditos concedidos ascendia a cento e sessenta e dois mil e quatrocentos milhões de Patacas, representando um acréscimo de vinte e sete mil e cem milhões de Patacas em comparação com o ano transacto, equivalente a uma taxa de crescimento de 20,08%. O saldo do rácio de créditos de cobrança duvidosa manteve-se num nível reduzido e as provisões mantiveram-se suficientes, o que reforçou ainda mais a capacidade para enfrentar qualquer risco. De acordo com as “Normas de Relato Financeiro de Macau”, o Banco conseguiu em 2017 um lucro líquido, após dedução de impostos, avaliado em dois mil e trecentos e treze milhões de Patacas, com uma taxa média ponderada de retribuição do capital e taxa média de retribuição do activo total de, respectivamente, 11,79% e 1,07%. As demonstrações financeiras do Banco, já auditadas e relativas ano findo em 2017, foram elaboradas de acordo com as “Normas de Relato Financeiro de Macau”. Se atendermos ao reforço de provisões previsto no “Regime Jurídico do Sistema Financeiro”, o lucro passará a ser de dois mil e trinta e sete milhões de Patacas, depois de feito o necessário ajustamento. O bom comportamento negocial e os resultados positivos de exploração continuamente alcançados pelo Banco granjearam elogios e reconhecimento generalizado no seu sector e por parte da comunicação social especializada em assuntos económicos e financeiros com prestígio mundial, tendo as publicações “Global Finance” (EUA), “The Banker” e “World Finance” (Reino Unido) atribuído em 2017, ao ICBC (Macau), pelo nono ano consecutivo, o prémio de melhor banco em Macau, tendo este entrado ainda nos últimos três anos consecutivos nos três melhores lugares da lista “Asia Pacific’s 500 strongest banks” promovida pelo “The Asian Banker”, sendo assim reconhecido amplamente pela indústria bancária. No futuro, o ICBC (Macau) continuará a enraizar-se localmenteem Macau, expandindo ainda as suas operações nas regiões vizinhas. O ICBC (Macau) reforçará os seus serviços no âmbito de construção de infra-estruturas, de projectos fulcrais para a Região, bem como no que diz respeito aos serviços sociais a serem prestados aos residentes locais, a fim de promover o desenvolvimento da diversificação adequada da economia de Macau; acelerará mais ainda as inovações e reformas, para promover a transformação do seu negócio, apoiando e contribuindo para o desenvolvimento económico e prosperidade da região. Macau, aos 21 de Março de 2018. Wu Long Vice-Presidente Relatório de Auditor Independente sobre Demonstrações Financeiras Consolidadas Resumidas

Parecer do Fiscal Único

Para os accionistas da Banco Industrial E Comercial Da China (Macau), S.A. (Sociedade Anónima constituída em Macau) Procedemos à auditoria das demonstrações financeiras consolidadas da Banco Industrial E Comercial Da China (Macau), S.A. (o "Banco") e suas subsidiárias relativas ao ano de 2017, nos termos das Normas de Auditoria e Normas Técnicas de Auditoria da Região Administrativa Especial de Macau. No nosso relatório, datado de 21 de Março de 2018, expressámos uma opinião sem reservas relativamente às demonstrações financeiras consolidadas das quais as presentes constituem um resumo. As demonstrações financeiras consolidadas a que se acima se alude compreendem o balanço consolidado e do banco, à data de 31 de Dezembro de 2017, a demonstração de resultados consolidados e do banco, a demonstração de alterações no capital próprio consolidado e do banco e a demonstração de fluxos de caixa consolidados e do banco relativas ao ano findo, assim como um resumo das politícas contabilísticas relevantes e outras notas explicativas. As demonstrações financeiras consolidadas resumidas preparadas pela gerência resultam das demonstrações financeiras consolidadas anuais auditadas e dos livros e registos do banco. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras consolidadas auditadas e os livros e registos do banco. Para a melhor compreensão da posicão financeira do banco e dos resultados das suas operações, no período e âmbito abrangido pela nossa auditoria, as demonstrações financeiras consolidadas resumidas devem ser lidas conjuntamente com as demonstrações financeiras consolidadas das quais as mesmas resultam e com o respectivo relatório de auditoria. Lei Iun Mei, Auditor de Contas KPMG Macau, 21 de Março de 2018

Lista das instituições em que o Banco detém participações superiores a 5% do respectivo capital e indicação do valor percentual Sociedade Financeira ICBC (Macau) Capital, S.A.

Nos termos do disposto na alínea e) do artigo 25.º dos Estatutos e para os efeitos previstos na mesma disposição legal, o Conselho de Administração do Banco Industrial e Comercial da China (Macau), S.A., entregou a esta sociedade de auditores o relatório de actividades e contas auditado e referente ao exercício de 2017, para efeito de parecer. Depois de examinados os documentos entregues a esta sociedade, para efeitos de emissão do parecer, concluímos que os referidos documentos reflectem, de forma clara, não só a situação patrimonial, mas também a situação financeira e económica do Banco. O relatório do Conselho de Administração reflecte, de forma precisa, as actividades promovidas e desenvolvidas pelo Banco no ano de exercício ora em apreço. Tendo em atenção o relatório apresentado pelo auditor externo, esta sociedade concorda com o exposto no referido relatório, sendo que os documentos que serviram de base à elaboração das contas reflectem, de uma forma correcta e real, a situação financeira demonstrada no balanço com data de 31 de Dezembro de 2017, bem como o resultado financeiro do exercício findo em 31 de Dezembro de 2017. Recapitulando o acima exposto, decidimos aprovar o referido relatório de actividades e contas do Conselho de Administração. Macau, aos 21 de Março de 2018. CSC & Associados – Sociedade de Auditores (Representada por Chui Sai Cheong) Fiscal Único

Sr. Huen Wing Ming, Patrick

Vice-Presidente e Administrador Executivo

100%

Sra. Chen Xiaoyan

Administradora

Sociedade Gestora de Fundos de Pensões ICBC (Macau), S.A.

100%

Sra. Wang Yixin

Administradora

Seng Heng Development Company Limited ( (Incorporado em Hong Kong)

100%

Sr. Shang Jun (Nomeado em 11 de Outubro de 2017)

Administrador

Authosis, Inc. (Incorporado em Cayman Islands)

11%

Sr. Ma Xiangjun (Renunciou em 11 de Outubro de 2017)

Administrador

Companhia de Seguros Luen Fung Hang, S.A.R.L.

6%

Sr. Tong Chi Kin

Administrador

Lista dos accionistas qualificados Industrial and Commercial Bank of China Limited Sr. Huen Wing Ming, Patrick

Mesa da Assembleia Sr. Zhu Xiaoping

Presidente

Sr. Zheng Kai

Secretário

Órgãos Sociais Conselho de Administração

Fiscal Único

Sr. Zhu Xiaoping Presidente, Administrador Delegado e Administrador Executivo

CSC & Associados – Sociedade de Auditores (Representada por Sr. Chui Sai Cheong)

Sr. Wu Long Vice-Presidente, Director Geral e Administrador Executivo

Secretário de Sociedade Sr. Zheng Kai

Secretário


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(Publicações ao abrigo do nº 1 do artigo 86.º do Decreto-Lei n.º 27/97/M, de 30 de Junho) Síntese do Relatório de Actividades

Parecer do Fiscal Único

No ano de dois mil e dezassete, a Sociedade Gestora de Fundos de Pensões ICBC (Macau), S.A., perante um ambiente económico externo complicado, continuou a seguir a tendência para um desenvolvimento sustentável, tendo atingido lucros avaliados em quinze milhões e duzentas e dez mil Patacas, após a dedução de impostos, o que representa um crescimento de 16,47%. Até ao final do ano de 2017, o activo total desta Sociedade ascendia a cento e trinta e sete milhões de Patacas. O valor de mercado dos activos sob gestão desta Sociedade foi calculado em mais de dois mil oitocentos e trinta milhões de Patacas.

Nos termos do disposto na alínea e) do artigo 24.º dos Estatutos e para os efeitos previstos na mesma disposição legal, o Conselho de Administração da Sociedade Gestora de Fundos de Pensões ICBC (Macau), S.A. entregou a esta sociedade de auditores o relatório de actividades e contas auditado e referente ao exercício de 2017, para efeito de parecer.

Norteando-se pela estratégia global de desenvolvimento implementada pelo Banco Industrial e Comercial da China (Macau), S.A., a Sociedade, no futuro, retirando vantagens da marca, rede, recursos técnicos e financeiros do Grupo ICBC, irá promover activamente o desenvolvimento da previdência central e optimizar nomeadamente o sistema de internet e os seus activos e receitas, tornando-se a líder de mercado, com excelente desempenho da actividade gestora de fundos de pensões, mais procurada por clientes de Macau, a quem presta serviços de gestão de fundos de pensões cada vez mais seguros e de acesso fácil e rápido, servindo a sociedade de Macau.

Depois de examinados os documentos entregues a esta sociedade, para efeito de emissão de parecer, concluímos que os referidos documentos reflectem, de forma clara, não só a situação patrimonial, mas também a situação financeira e económica da referida Sociedade. O relatório do Conselho de Administração reflecte, de forma precisa, as actividades promovidas e desenvolvidas pela Sociedade no ano de exercício ora em apreço. Tendo em atenção o relatório apresentado pelo auditor externo, esta sociedade concorda com o exposto no referido relatório, sendo que os documentos que serviram de base à elaboração das contas reflectem, de forma correcta e real, a situação financeira demonstrada no balanço com data de 31 de Dezembro de 2017, bem como o resultado financeiro do exercício findo em 31 de Dezembro de 2017.

Macau, aos 21 de Março de 2018.

Recapitulado o acima exposto, decidimos aprovar o referido relatório de actividades e contas do Conselho de Administração.

Wu Long Presidente do Conselho de Administração

Macau, aos 21 de Março de 2018.

Relatório de Auditor Independente sobre Demonstrações Financeiras Resumidas

CSC & Associados – Sociedade de Auditores (representada por Chui Sai Cheong) Fiscal Único

Para os accionistas da Sociedade Gestora de Fundos de Pensões ICBC (Macau), S.A. (Sociedade Anónima constituída em Macau)

Lista das instituições em que a Sociedade detém participações superiores a 5% do respectivo capital

Procedemos à auditoria das demonstrações financeiras da Sociedade Gestora de Fundos de Pensões ICBC (Macau), S.A. relativas ao ano de 2017, nos termos das Normas de Auditoria e Normas Técnicas de Auditoria da Região Administrativa Especial de Macau. No nosso relatório, datado de 21 de Março de 2018, expressámos uma opinião sem reservas relativamente às demonstrações financeiras das quais as presentes constituem um resumo. As demonstrações financeiras a que se acima se alude compreendem o balanço, à data de 31 de Dezembro de 2017, a demonstração de resultados, a demonstração de alterações no capital próprio e a demonstração de fluxos de caixa relativas ao ano findo, assim como um resumo das politícas contabilísticas relevantes e outras notas explicativas. As demonstrações financeiras resumidas preparadas pela gerência resultam das demonstrações financeiras anuais auditadas e dos livros e registos do sociedade. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas e os livros e registos do sociedade. Para a melhor compreensão da posicão financeira do sociedade e dos resultados das suas operações, no período e âmbito abrangido pela nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas devem ser lidas conjuntamente com as demonstrações financeiras das quais as mesmas resultam e com o respectivo relatório de auditoria.

N/A

Lei Iun Mei, Auditor de Contas KPMG Macau, 21 de Março de 2018

Secretário de Sociedade

Lista dos accionistas qualificados Banco Industrial e Comercial da China (Macau), S.A. Órgãos Sociais Conselho de Administração Sr. Wu Long

Presidente

Sr. Huen Wing Ming, Patrick Administrador Sr. Cheng Wing Fai, Patrick

Administrador

Sr. Chan Kam Lun

Administrador

Mesa da Assembleia Sr. Zhu Xiaoping

Presidente

Sr. Zheng Kai

Secretário

Fiscal Único CSC & Associados – Sociedade de Auditores (Representada por Sr. Chui Sai Cheong)

Sr. Zheng Kai

Secretário


publicidade 19

quinta-feira 31.5.2018

(Publicações ao abrigo do Artigo 75.º do RJSF) Síntese do Relatório de Actividades

Parecer do Fiscal Único

No ano de dois mil e dezassete, a Sociedade Financeira ICBC (Macau) Capital, S.A., perante um ambiente económico externo complicado, continuou a seguir a tendência para um desenvolvimento sustentável, tendo atingido lucros avaliados em oito milhões, trezentas e vinte mil Patacas, após a dedução de impostos, o que representa um aumento de 75,01% em relação ao ano transacto. Até ao final do ano de 2017, o activo total da Sociedade ascendia a cento e vinte e três milhões de Patacas, o que representa um crescimento de 7,37% em relação ao ano transacto.

Nos termos do disposto na alínea e) do artigo 23.º dos Estatutos e para os efeitos previstos na mesma disposição legal, o Conselho de Administração da Sociedade Financeira ICBC (Macau) Capital, S.A. entregou a esta sociedade de auditores o relatório de actividades e contas auditado e referente ao exercício de 2017, para efeito de parecer.

Norteando-se pela estratégia global de desenvolvimento implementada pelo Banco Industrial e Comercial da China (Macau), S.A. e pelo plano de desenvolvimento do sector financeiro com características próprias de Macau, a Sociedade, no futuro, retirando vantagens da rede, marca, recursos financeiros e técnicos do Grupo ICBC, irá dar grande contributo nas áreas de negócios recíprocos de investimento transfronteiriço, investimento nas reservas orçamentais do Governo e crescimento financeiro dos residentes, empenhando-se no crescimento financeiro sustentável dos seus activos, fortalecendo continuamente o controlo do risco e assegurando aos seus clientes uma retribuição mais estável e forte dos seus investimentos, dando mais impulso ao desenvolvimento económico e social de Macau e do sector financeiro com características próprias de Macau.

O relatório do Conselho de Administração reflecte, de forma precisa, as actividades promovidas e desenvolvidas pela Sociedade no ano de exercício ora em apreço.

Macau, aos 21 de Março de 2018.

Depois de examinados os documentos entregues a esta sociedade, para efeitos de emissão do parecer, concluímos que os referidos documentos reflectem, de forma clara, não só a situação patrimonial, mas também a situação financeira e económica da referida Sociedade.

Tendo em atenção o relatório apresentado pelo auditor externo, esta sociedade concorda com o exposto no referido relatório, sendo que os documentos que serviram de base à elaboração das contas reflectem, de forma correcta e real, a situação financeira demonstrada no balanço com data de 31 de Dezembro de 2017, bem como o resultado financeiro do exercício findo em 31 de Dezembro de 2017. Recapitulando o acima exposto, decidimos aprovar o referido relatório de actividades e contas do Conselho de Administração. Macau, aos 21 de Março de 2018. CSC & Associados – Sociedade de Auditores (Representada por Chui Sai Cheong) Fiscal Único

Wu Long Presidente do Conselho de Administração Relatório de Auditor Independente sobre Demonstrações Financeiras Resumidas

Lista das instituições em que a Sociedade detém participações superiores a 5% do respectivo capital

Para os accionistas da Sociedade Financeira ICBC (Macau) Capital, S.A. (Sociedade Anónima constituída em Macau)

N/A

Procedemos à auditoria das demonstrações financeiras da Sociedade Financeira ICBC (Macau) Capital, S.A. relativas ao ano de 2017, nos termos das Normas de Auditoria e Normas Técnicas de Auditoria da Região Administrativa Especial de Macau. No nosso relatório, datado de 21 de Março de 2018, expressámos uma opinião sem reservas relativamente às demonstrações financeiras das quais as presentes constituem um resumo. As demonstrações financeiras a que se acima se alude compreendem o balanço, à data de 31 de Dezembro de 2017, a demonstração de resultados, a demonstração de alterações no capital próprio e a demonstração de fluxos de caixa relativas ao ano findo, assim como um resumo das politícas contabilísticas relevantes e outras notas explicativas. As demonstrações financeiras resumidas preparadas pela gerência resultam das demonstrações financeiras anuais auditadas e dos livros e registos do sociedade. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas e os livros e registos do sociedade. Para a melhor compreensão da posicão financeira do sociedade e dos resultados das suas operações, no período e âmbito abrangido pela nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas devem ser lidas conjuntamente com as demonstrações financeiras das quais as mesmas resultam e com o respectivo relatório de auditoria.

Banco Industrial e Comercial da China (Macau), S.A.

Lei Iun Mei, Auditor de Contas KPMG Macau, 21 de Março de 2018

Secretário de Sociedade

Lista dos accionistas qualificados

Órgãos Sociais Conselho de Administração Sr. Wu Long

Presidente

Sr. Huen Wing Ming, Patrick

Administrador

Sr. Cheng Wing Fai, Patrick

Administrador

Sra. Lin Zi

Administradora

Mesa da Assembleia Sr. Zhu Xiaoping

Presidente

Sr. Huen Chung Yuen, Ian

Vice-Presidente

Sr. Zheng Kai

Secretário

Fiscal Único CSC & Associados – Sociedade de Auditores (Representada por Sr. Chui Sai Cheong)

Sr. Zheng Kai

Secretário


20 desporto

31.5.2018 quinta-feira

ANIVERSÁRIO FUTEBOL CLUBE DA FLORA CELEBRA 50 ANOS E JUNTA GRUPO DE AMIGOS

Carolas do futebol de parabéns

Em 1965 um grupo de amigos macaenses juntou-se e conquistou o Campeonato Bolinha de juniores. O feito foi repetido no ano seguinte, só com vitórias, e o nascimento do Futebol Clube da Flora foi mesmo oficializado a 1 de Junho de 1968. Amanhã a instituição junta-se para celebrar as Bodas de Ouro tarde registámos o clube”, acrescentou.

Bosco e ele depois ia a tempo para o trabalho”, aponta.

BI-CAMPEONATO DA BOLINHA

DOMINGOS COMPLICADOS

Essa animação ficou a dever-se aos resultados da equipa constituída pelos já falecidos Joaquim Dillon de Jesus, Alexandre Assis da Silva e também Daniel Albino Ferreira, César Augusto Pereira, Pedro da Rosa de Sousa, Júlio Noronha de Assunção e António Guerreiro, além de Francisco José Manhão. Entre 1965 e 1966, a equipa alcançou o bi-campeonato da Bolinha no escalão de juniores. “Em 1965 participámos pela primeira vez e ganhámos. Depois voltámos a conquistar a Bolinha em 1966. Foi um momento em que ficámos orgulhosos”, confessou Manhão, ao HM. “Disputámos dez jogos, cinco na fase regular e cinco nas eliminatórias, e ganhámos todos. Marcámos 75 golos e sofremos 8 golos. Foi uma marca que nos deixou um bocado orgulhosos”, reconhece. HOJE MACAU

F

UNDADO oficialmente em 1968, o Futebol Clube da Flora cumpre amanhã o 50.º aniversário, com um amigável no Campo D. Bosco e um momento para uma foto de família do clube. No entanto, as origens da instituição remontam a 1965, quando um grupo de jovens macaenses que viviam no Edifício da Flora – habitação para funcionários públicos – e nas zonas adjacentes se juntaram para participar no Campeonato de Bolinha na categoria de juniores. “Estive sempre muito longe de imaginar que o clube ia fazer 50 anos. Confesso que a data até me estava a passar despercebida. Foi o meu sobrinho que como está a tentar inscrever o clube na Bolinha me pediu para ver os estatutos do clube no Boletim Oficial. Foi nessa altura que reparámos na data”, afirmou, ontem, Francisco Manhão, um dos fundadores, ao HM. “Oficialmente são 50 anos, mas na verdade são 53 anos. No início era um clube de pessoas que viviam no edifício da Flora, no gaveto da Avenida de Sidónio Pais e naquela zona. Juntávamo-nos para jogar à bola, como grupo de amigos e estudantes que éramos. Dávamo-nos todos bem e um dia decidimos criar a equipa da Flora. Foi por acaso”, recorda Francisco José Manhão. “Depois ganhámos animação e mais

Com treinos no D. Bosco, a equipa era orientada por Manuel Matias da Silva: “Infelizmente já partiu. Foi um treinador muito impor-

tante para nós. Na altura, treinávamos muito cedo, porque ele tinha de trabalhar às nove. Então treinávamos logo às 7h da manhã no D.

Com o avançar dos anos, a formação começou a jogar no escalão de seniores e alargou a participação ao Futebol de 11. A primeira participação no principal escalão valeu à equipa um terceiro lugar. Já no futebol de onze a estreia resultou num 4.º lugar. Mesmo assim, Manhão admite que um dos principais desafios passava pelo facto dos jogadores gostarem de sair nas noite de sábado, mesmo quando havia jogo no domingo: “Os jogos aos domingos eram os mais complicados porque ao sábado íamos para a paródia... É a vida. Íamos ouvir música, beber e outras coisas. Nessa altura tínhamos essa desvantagem. Mas não foi mau porque mesmo assim ficamos em quarto nos seniores”, considerou o membro fundador do clube, em tom divertido. Finalmente, em 1969 a equipa ficou praticamente parada devido ao facto dos

atletas precisarem de cumprir o serviço militar. Mesmo assim, ao longo dos anos o clube foi participando em competições de forma intercalada. Essas participações esporádicas valeram mesmo um título da 2.ª Divisão da Bolinha, no finais dos anos 70 e inícios dos anos 80, numa equipa que contava além de Francisco Manhão com Jaime Madeira, Jeremias Madeira, Humberto Évora, Mário Évora, Mário Alberto, Rui Izidro ou Aleixo Nunes. Domingos Tang Borges era o treinador. Por outro lado, a instituição foi expandindo as participações a outras competições como o hóquei em campo, hóquei em patins ou, mais recentemente, o voleibol. As últimas duas modalidades ainda estão activas e este ano o Futebol Clube da Flora ganhou o título de Macau de hóquei patins no escalão que integra os sub-14 até aos sub-19. Nesta altura, também tem a possibilidade de alcançar o título de hóquei patins no escalão até aos sub-14.

FESTA NO D. BOSCO

Vários membros do clube voltaram a reunir-se ontem para assinar, numa conferência de imprensa, o aniversário. Mas as principais festividades estão agendadas para a sexta-feira, com uma foto de família e amigável no D. Bosco e, mais tarde, um jantar. Apesar disso, os membros costumam encontrar-se de forma regular. “Ainda nos encontramos com regularidade e, de vez em quando, almoçamos aqui na APOMAC”, contou Manhão. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo


(f)utilidades 21

quinta-feira 31.5.2018

TEMPO

POUCO

?

NUBLADO

O QUE FAZER ESTA SEMANA Hoje

CINEMA | FILMES RECOMENDADOS PELO IFVA Cinemateca Paixão | 19h30 CINEMA | “CHUVA PASSAGEIRA” Cinemateca Paixão | 21h30

MIN

28

MAX

35

HUM

50-90%

EURO

9.37

BAHT

C I N E M A O CARTOON STEPH 25 DE

5 1 2 7 36 3 8 9 4 8 8 6 3 29 2 4 5 1 7 7 7 94 9 15 1 8 6 2 6 59 5 48 4 3 6 1 2 6 2 7 1 8 35 3 9 4 1 43 24 92 9 7 6 8 5 2 2 8 1 6 4 79 7 3 4 59 5 3 7 2 8 1 3 7 86 8 15 1 4 9 SOLUÇÃO DO PROBLEMA 25

27 6 9UM 38 3 1 6 9FILME 4 57 5HOJE 8 32 3 46 4 1 7 5 “Labirinto 93 9 4adaptação 7 5 da1Saudade”, 2 84 8 cinematográfica da obra homónima 3do filósofo 7 15 Eduardo 1 2 Lourenço, 6 9 84 é um ensaio documental interpreta4do1e 6 25 2 4 6pelo8próprio. 7 9 narrado O filme, 2 além 2 9de 8 5percorrer 9 5 a3história 4 6de 7 Portugal, em particular os traumas 92a 9 de5uma6“nação 8 condenada 4 31 3desde sua origem a esgotar-se em sonhos 9 maiores 9 73 do7que 2ela própria”, 8 5 6pro1 6 porciona 76viagem 4 21 também 2 69uma 7 3pela 8 3 memória de um dos maiores pensa-

4 1 3 7 9 8 5 6 2

27

29

SOLO: A STAR WARS STORY [B] Um filme de: Ron Howard Com: Alden Ehrenreich, Woody Harrelson, Emilia Clarke 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 2

THE WALL [C] Um filme de: Doug Liman Com: Aaron Taylor-Johnson, John Cena 14.30, 21.30

WHEN SUN MEETS MOON [B] FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Benny Lau Com: Kathy Yuen, Daichi Harashima, Aimee Chan,

Danny Summer 16.15, 18.00, 19.45 SALA 3

LOVE CHUNIBYO AND OTHER DEKUSIONS [B] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Tatsuya Ishihara 14.30, 16.30, 21.45

DESTINY: THE TALE OF KAMAKURA [B] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Takashi Yamazaki Com: Masato Sakai,Mitsuki Takahata 19.15

dores portugueses. Pelo caminho, Eduardo Lourenço cruza-se com 29 fantasmas do passado e amigos do presente, incluindo figuras da2 9 4 7lusófona, 1 69que6assumem 3 8o 5 cultura papel 6 5de interlocutores, 8 7 1 2condu9 3 zindo as reflexões presentes no 2emblemático 7 9 2 3 livro. 4 5Diana8do Mar 6 17

26 5 5 81 8 76 7 9 4 3 9 9 3 4 58 25 72 7 6 6 7 2 4 3 91 9 8 7 9 1 25 2 8 43 4 64 6 5 9 31 3 8 2 2 8 3 7 4 56 15 91 1 75 7 2 8 4 6 39 43 94 9 1 6 5 2 87 28 2 36 3 79 7 1 45

26

PROBLEMA 26

2 1 5 6 7 9 3 8 4

S U D O K U

25

SALA 1

1.26

SINAIS DE ALERTA

CONCERTO | UMA NOITE COM PIANO na Galeria | 18h00

THE WALL

YUAN

VIDA DE CÃO

Sexta-feira

Cineteatro

0.25

Seis em cada dez mulheres de Macau, com idades entre os 40 e os 60 anos, nunca fez uma mamografia, nem tão pouco sabe que estamos a falar de um exame que permite rastrear o cancro da mama. Os dados constam de um estudo publicado recentemente por uma revista científica com base em inquéritos. Infelizmente, fiquei a saber o que é o cancro da mama da pior maneira possível: três casos na família. Todos foram um forte golpe, mas o primeiro foi particularmente marcante. Não só pela brutalidade do facto em si, que obrigou à tomada de medidas drásticas tanto ou mais dolorosas que tratamentos, como pela ignorância que havia na altura em torno da doença. Volvidos cinco anos, 31 respirámos de alívio e celebrou-se a marca com uma festa 6 3a bateria 7 5de 1exames 9 que antecedeu realizados pelas mulheres da família 2 Mais 4 7tarde,6quase 3 após soar8o alerta. em simultâneo, 9 1 o 5cancro 2 da8mama 4 bateu à porta de mais duas. Mas tudo 2 graças 4 8aos rastreios 6 5 pre1 foi diferente, coces que se revelaram fundamentais 7 6 9 3 2 8 para o tratamento. Dito isto, espero que o Governo as suas 1 5 reordene 3 9 4 7 prioridades e siga as recomendações 5 estudo, 7 2apostando 1 9 forte 6 do próprio em campanhas de sensibilização 3 8 6 4 7 2de modo a travar o aumento daquele 1 mais 8 3mortais 5 que é um4dos9 cancros em Macau. Diana do Mar

28 33 86 8 1 2 9 47 54 5 3DA SAUDADE | MIGUEL 2 8GONÇALVES 3 6 MENDES 4 1 LABIRINTO 57 5 63 6 48 4 2 1 9 4 1 7 2 9 5 92 9 14 1 5 3 8 7 6 9 6 5 7 3 8 9 54 75 7 16 1 3 8 2 3 5 6 4 8 9 8 63 6 4 2 5 91 9 7 1 2 9 3 7 6 2 5 6 1 7 2 8 3 9 5 6 4 8 7 4 5 1 2 4 2 7 15 1 6 9 83 8 6 9 1 8 5 3 4 8 7 1 5 6 9 3 4 8 7 2 1 5 4 8 1 2 7 3 3 1 8 9 27 2 6 4 5 7 3 2 9 6 4

2 9 7 3 1 8 4 5 6

4 1 3 7 5 6 8 9 2

7 3 2 1 5 6 4 9 8

5 6 4 7 8 9 2 3 1

7 3 5 1 6 9 8 2 4

6 4 2 3 7 8 5 1 9

28

2 9 6 8 3 1 7 4 5

30

30 35 1 1 4 3 9 2 7 6 8 5 2 1 5 3 8 4 2 6 2 8 9 4 2 5 6 8 3 4 1 7 9 2 9 8 7 5 6 8 7 1 3 2 1 8 9 7 1 5 6 3 4 2 6 7 4 1 3 9 2 1 9 4 1 9 8 3 5 2 7 6 1 4 9 7 2 4 5 8 1 9 6 3 7 4 9 2 6 8 8 3 6 9 1 1 6 9 8 4 5 3 2 7 5 3 8 6 7 9 4 2 1 8 2 5 3 9 1 42 74 7 1 3 9 85 8 6 1 8 5 7 9 6 1 3 4 2 8 5 7 3 1 6 5 7 4 Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C.3 Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia 17 1 6 5 48Propriedade 2 3 Margarida Amélia Vieira; 4 Mota; 2 Vitor9Ng Colaboradores 3 6 Anabela 7 Canas; 9 2António1Cabrita; 8 António 5 Castro 3 Caeiro; 4 António Falcão; Gonçalo 9 Lobo 3 Pinheiro; 2 João 4 Paulo 1 Cotrim; 7 Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio 9 1 José 8 9 7 5 9 4 3 2Fonseca; 1 Valério 7 Romão 6 Colunistas 8 António Conceição3Júnior;8David2Chan;4Fa Seong; 9 Jorge 5 Morbey; 7 Jorge 1 Rodrigues 6 Wai7Chi; Paula 9 Bicho; 8 Tânia 5 6 Simão; Leocardo;4Paul Chan Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária www. 8 hojemacau. 7 dos 6 3 Calçada 3 com.mo 8 2 6 9de redacção 7 4e Publicidade 1 5Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) 8 Welfare 1 Morada 6 2 3de 4 1 5 7 6 Assistente 3 2de marketing 9 8Vincent Vong Impressão5Tipografia Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


22 publicidade

31.5.2018 quinta-feira


opinião 23

quinta-feira 31.5.2018

bairro do oriente

F

Os nomes da morte

OI ontem (terça-feira) a votos a proposta de despenalização da Eutanásia, e tal como seria de esperar, foi rejeitada por cinco votos. É um tema sem dúvida fracturante – diria mais, uma das grandes questões dos nossos tempo – ao ponto de nem toda a gente gostar de lhe chamar “Eutanásia”. Há quem prefira “morte antecipada”, ou ainda “suicídio assistido”, mas chame-se o que lhe chamar, está intimamente ligado ao conceito da morte. É um dos seus muitos nomes. Portugal é ainda um país conservador, e sempre foi desconfiado das ideias mais progressistas. Vendo bem as coisas, preferimos que os outros avancem primeiro, e depois se gostamos do que vemos, avançamos também. Eu sou a favor do diploma que foi agora recusado, mas entendo e aceito que não exista uma preparação para ele. Falta um debate nacional mais alargado, usando um lugar comum. Com o que não posso mesmo estar de acordo é com alguns dos argumentos que foram utilizados para votar contra a proposta. Vamos por partes. Consegue-se aceitar o argumento de que a despenalização da Eutanásia é para os profissionais de saúde, que actualmente incorrem do crime de homicídio caso ajudem um paciente a terminar com a vida, e alguns deles recusam-se a eutanasiar um ser humano. O senão é que esta despenalização não é para quem não aceita fazer Eutanásia a alguém, mas para quem tem uma outra perspectiva do tema, igualmente válida. Quem também se opôs com veemência foi o “lobby” dos opiáceos, reclamando que a Eutanásia levaria a um “desinvestimento na área da prestação de cuidados paliativos”. Não está em causa a utilidade – que é muita – deste tipo de assistência. Nunca esteve sequer em causa. Dos mais desonestos, houve quem estabelecesse um paralelo entre a Eutanásia e a eugenia nazi. Claro que este tipo de discurso populista desvirtua completamente todas as possibilidades de debate. Simpatizo com o receio de que a despenalização abriria portas a “qualquer uma” Eutanásia, alargando o seu âmbito inicial, mas isso seria não cumprir a lei. O que é sempre mau, em qualquer caso. Depois há que atender à parte metafísica da Eutanásia. De todos os nomes que lhe dão, um dos que se vê menos é “morte com dignidade”. Aparentamente, a palavra “dignidade” é demasiado abstracto para legisladores e políticos. Preferem atender

EDVARD MUNCH, BY THE DEATH BED (FEVER)

LEOCARDO

a outros mais terrenos, como o da “fé”, da “esperança”, da “vontade de Deus” ou de “milagres” – tudo designações usadas e abusadas durante o curto período de debate

Lamento não se ter dado voz aos pacientes de doenças degenerativas, como a distrofia muscular ou a Alzheimer. Pessoas cujo calvário passa por primeiro não conseguir andar, depois engolir, e finalmente respirar

público que precedeu a votação. Entendo que “enquanto há vida, há esperança”, mas a lógica diz-nos também que enquanto há menos vida, vai havendo menos esperança. Lamento não se ter dado voz aos pacientes de doenças degenerativas, como a distrofia muscular ou a Alzheimer. Pessoas cujo calvário passa por primeiro não conseguir andar, depois engolir, e finalmente respirar. Assim, por esta ordem, e de forma irreversível; esta proposta de despenalização da Eutanásia foi feita para estas pessoas. E quem somos nós, aqui de pé e com saúde, a bradar a viva voz que eles não têm direito à sua dignidade? Espero que essa dignidade seja recuperada o mais rapidamente possível. Discuta-se, então.


A verdade surge mais facilmente do erro do que da confusão.

TURISMO MACAU NO FÓRUM MUNDIAL

ANDREW BURTON

Francis Bacon

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quinta-feira 31.5.2018

Incêndio Mais de uma centena de residentes evacuados

Ontem deflagrou um incêndio num apartamento do Edifício Chong Pak San Chun na Avenida de Sidónio Pais. De acordo com informação veiculada pelo canal chinês da Rádio Macau, o fogo levou à evacuação de cerca de 110 residentes. O incêndio foi apagado pelos bombeiros e na sequência uma mulher foi levada a hospital para receber assistência médica devido à inalação de fumo. Segundo os bombeiros, o incêndio teve origem num curto-circuito.

O

Governo de Macau está a participar no 4.º Fórum Mundial da Organização Mundial do Turismo, em Banguecoque, que tem como foco o uso da tecnologia em prol de desenvolvimento sustentável do turismo gastronómico, anunciaram ontem as autoridades. De acordo com o comunicado da Direcção dos Serviços de Turismo, a directora, Maria Helena de Senna Fernandes, partilhou a experiência de Macau no desenvolvimento do turismo gastronómico, dando ênfase ao facto de, no ano passado, Macau ter entrado para a Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) na área da Gastronomia. Sob o tema “Potenciar o Poder da Tecnologia e Propostas com Novos Valores Condutores a um Impacto Mundial Positivo”, a diretora dos Serviços de Turismo marcou ontem presença num debate com, entre outros, o ministro do Turismo, Comércio e Assuntos do Consumidor da Comunidade Autónoma Espanha País Basco, Alfredo Retortillo Paniagua, onde discutiram o aproveitamento do turismo gastronómico para fomentar o desenvolvimento sustentável do turismo e da competitividade dos destinos. De acordo com o comunicado, o evento, que decorre na capital da Tailândia até amanhã, “atraiu 730 participantes em representação de governos e do sector privado, da área do turismo, gastronomia e tecnologia, oriundos de 35 países e regiões”.

PALAVRA DO DIA

Open da China João Monteiro no quadro final de pares de Ténis de Mesa

Sem fim à vista Israel não confirma cessar-fogo anunciado pelo movimento de resistência Hamas

O

ministro dos Serviços Secretos de Israel escusou-se ontem a confirmar o cessar-fogo anunciado pelo movimento de resistência islâmica Hamas e prometeu cobrar os disparos contra o território israelita na terça-feira. “Israel não quer que a situação se deteriore, mas quem quer que tenha começado a violência deve pará-la”, assim, “Israel fará [o Hamas] pagar o preço por todos os disparos contra Israel”, disse Yisrael Katz, numa entrevista à rádio estatal, sem confirmar o acordo. Em contrapartida, os militantes do Hamas garantiram esta manhã ter negociado um cessar-fogo com Israel. “Os mediadores

egípcios intervieram assim que a resistência conseguiu pôr fim às agressões”, disse o vice-chefe do Hamas em Gaza, Khalil al-Haya, acrescentando que os “militantes em Gaza se comprometerão com o cessar-fogo enquanto Israel também o fizer”. Em resposta a estas declarações, o ministro da Educação de Israel, Naftali Bennett, declarou à rádio do exército que “nenhum acordo foi alcançado ainda”. Na terça-feira, também a Jihad islâmica deu conta da conclusão de um acordo de cessar-fogo entre os movimentos palestinianos e Israel, sob mediação do Egipto, após um dia de confrontos na fronteira da Faixa de Gaza, um mais graves entre Israel e os grupos armados

palestinianos desde a guerra de 2014. Os braços armados dos movimentos islamitas palestinianos Hamas e Jihad Islâmica reivindicaram, num raro comunicado em conjunto, a responsabilidade dos disparos de granadas de morteiro e de foguetes em direcção a Israel a partir da Faixa de Gaza. Em resposta aos disparos, Israel já declarou ter atingido 60 objectivos militares ligados ao movimento de resistência islâmica Hamas, na Faixa de Gaza. O Egipto, antiga potência dominante em Gaza e um dos dois únicos países árabes que mantêm relações oficiais com Israel, desempenha tradicionalmente a função de intermediário com os grupos palestinianos.

O português João Monteiro apurou-se ontem para o quadro principal de pares do Open da China de ténis de mesa, que está a ser disputado em Shenzhen, ao ultrapassar a fase de qualificação ao lado do austríaco Stefan Fegerl. Monteiro e Fegerl bateram o brasileiro Hugo Calderano e o francês Simon Gauzy por 3-2 (11-9, 8-11, 12-10, 9-11 e 11-8), apurando-se para o mapa final, no qual vão defrontar hoje a dupla de Hong Kong composta por Kwan Kit ho e Chun Ting Wong. De fora do quadro principal em singulares estará Tiago Apolónia, que começou bem o dia ao vencer o belga Florent Lambiet, 86.º do ‘ranking’ mundial, por 4-1, mas perdeu depois para Yun-Ju Winlin, de Taiwan.

Zimbabué Eleições presidenciais marcadas para 30 de Julho

O chefe de Estado, Emmerson Mnangagwa, anunciou ontem a data de 30 de Julho para as eleições presidenciais zimbabueanas, cumprindo a promessa de organizar uma votação desde que subiu ao poder, em Novembro de 2017. Mnangagwa, também líder da União Nacional Africana do Zimbabué – Frente Patriótica (ZANU-PF), no poder desde a independência em 1980, garantiu também que irá apresentar-se à votação. Mnangagwa tornou-se Presidente do Zimbabué após uma intervenção militar do Exército, que pôs cobro ao regime de Robert Mugabe, que liderou o país desde a independência. Como principal opositor terá Nelson Chamisa, que lidera o Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla inglesa). Mnangagwa tem tentado fazer regressar o Zimbabué à cena internacional e declarou que pretende que as eleições presidenciais de Julho decorram de forma “livre e transparente”, tendo convidado várias organizações internacionais para monitorizar a votação.

Hoje Macau 31 MAI 2018 #4062  

N.º 4062 de 31 de MAI de 2018

Hoje Macau 31 MAI 2018 #4062  

N.º 4062 de 31 de MAI de 2018

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