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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

SEGUNDA-FEIRA 30 DE ABRIL DE 2018 • ANO XVII • Nº 4041

TERRENOS

1º DE MAIO

TÁXIS

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hojemacau

Encontro com a História Kim Jong-un atravessou a fronteira do Paralelo 38 para o encontro histórico com o seu homólogo sul-coreano Moon Jae-in. A cimeira que resultou na assinatura de uma declaração conjunta para a desnuclearização e no compromisso de visitas regulares representa um passo para a paz permanente na península. GRANDE PLANO


2 grande plano

30.4.2018 segunda-feira

DIPLOMACIA O que parecia impensável aconteceu mesmo. Kim Jong-un atravessou a fronteira do Paralelo 38 para um memorável aperto de mão. Um momento histórico que marcou a cimeira da passada sexta-feira entre os líderes dos países da península coreana. O encontro resultou na assinatura de uma declaração conjunta para a desnuclearização da Coreia do Norte e foram feitas promessas de mais visitas e de uma paz permanente. Trump e Abe estão confiantes no compromisso firmado

ENCONTRO ENTRE LÍDERES COREANOS TRAZ ESPERANÇA DE PAZ À PENÍNSULA

AMOR EM TEMPOS ´ DE COLERA

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STÁ assinado e prometido. Os líderes das Coreias assinaram um acordo para a "completa desnuclearização da península". Além disso, está no horizonte o fim de um conflito que manteve a região em clima de guerra permanente. É o que se lê no comunicado conjunto divulgado no final da cimeira histórica entre os dois líderes, 65 anos após o conflito armado ter terminado. “O Sul e o Norte confirmaram a sua meta comum de conseguir uma península livre de armas nucleares através da completa desnuclearização”, refere a declaração conjunta, assinada por ambos os líderes no final da cimeira histórica. Naquele que foi o primeiro encontro entre os dois líderes em mais de uma década, os dois responsáveis comprometeram-se com um acordo para estabelecer uma paz "permanente" e "sólida", um objectivo que pretenderá ser alcançado em parceria com os Estados Unidos e talvez também com a China, refere o texto. Para já ficou estabelecido, com o encontro entre Kim Jong-un e Moon Jae-in, o compromisso de elaborar medidas para a “completa desnuclearização” . Kim Jong-un prometeu fazer com que o acordo com Moon Jae-in seja implementado, ao contrário do que aconteceu com compromissos anteriores.

O líder norte-coreano admitiu que possam existir “dificuldades e frustrações no caminho”, mas adiantou que as duas Coreias se concertarão estreitamente para evitar “repetir o passado”.

MADURO MAIO

O líder norte-coreano “disse na cimeira (…) que procederá ao encerramento do local de testes nucleares em Maio”, referiu o porta-voz sul-coreano, citado pela France Press. Segundo a mesma agência, Pyongyang vai convidar peritos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul para verificar o encerramento do centro de testes, de modo a “revelar o processo à comunidade internacional de forma transparente”.

O líder norte-coreano admitiu que possam existir “dificuldades e frustrações no caminho”, mas adiantou que as duas Coreias se concertarão estreitamente para evitar “repetir o passado”

A Associated Press refere, por seu lado, que Kim Jong-un afirmou que Trump irá perceber que ele “não é pessoa” para apontar mísseis contra os Estados Unidos e que a Coreia do Norte planeia ainda reajustar os seus relógios com os da Coreia do Sul, que se encontram, desde 2005, com uma diferença horária de 30 minutos.

VISITAS ENTRE A VIZINHANÇA

Foi agendado para Outubro um novo encontro, desta feita com a ida do presidente sul-coreano a Pyongyang. Paralelamente, ficou ainda acordado que os dois líderes se encontrarão regularmente e falarão ao telefone através de uma linha criada para o efeito. Norte e Sul concordaram ainda com a abertura de um escritório de comunicação permanente na cidade norte-coreana de Kaesong. Foi acordado também o recomeço das reuniões temporárias entre famílias separadas pela guerra da Coreia (1950-1953). “A Coreia do Sul e a Coreia do Norte decidiram continuar o programa de reunião das famílias separadas por ocasião do Dia da Libertação Nacional a 15 de Agosto”, indicaram, referindo-se ao dia que assinala a rendição japonesa no final da Segunda Grande Guerra. Na final da histórica cimeira na cidade fronteiriça sul-coreana de Panmunjom, Kim e Moon comprometeram-se ainda a aumentar os intercâmbios e a realizarem conjuntamente iniciativas desportivas e culturais.

NOTÍCIAS ATRASADAS

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s meios de comunicação social norte-coreanos classificaram como um “novo marco”, o resultado da cimeira entre as duas Coreias ocorrido na sexta-feira na zona desmilitarizada que separa os dois países. Depois de um silêncio de praticamente 24 horas em torno do assunto, a comunicação social estatal norte-coreana mencionou o compromisso incluído na declaração conjunta de alcançar a “completa desnuclearização” da península. Na sua notícia, a agência assegura que os dois países partilham a ideia de que “as medidas adoptadas pelo Norte e pelo Sul são significativas para a desnuclearização da península da Coreia”, pelo que ambos “acordaram cumprir com as respectivas responsabilidades no futuro”. Os meios de comunicação de Pyongyang sempre louvaram o programa nuclear do país, considerando-o motivo de orgulho para os cidadãos e uma garantia de sobrevivência do regime. Noutra notícia, a agência KCNA classifica como “um novo marco” os esforços conjuntos para a prosperidade e a reunificação das Coreias.


grande plano 3

segunda-feira 30.4.2018

INTENÇÕES DESCONHECIDAS A

promessa de desnuclearização anunciada pelo presidente norte coreano Kim Jong-Un pode ser uma estratégia para ganhar tempo e reduzir as sanções que o país vive. A ideia é lançada por vários analistas, refere o New York Times. “Analistas da região estão profundamente divididos sobre os motivos de Kim”, lê-se na publicação americana. “Alguns argumentam que Kim só quer usar as negociações para ganhar tempo e aliviar as sanções internacionais, nunca pretendendo abandonar suas armas nucleares”, refere a mesma fonte. Por outro lado, há quem acredite que Kim acabaria por desistir de seu arsenal nuclear se tivesse os incentivos certos, como garantias de segurança, um tratado de paz, laços normalizados com Washington, e ajuda financeira que necessita para reconstruir a economia.

que usa armas nucleares contra o sul ou contra os Estados Unidos do outro lado do Pacífico", disse o secretário de imprensa de Moon, Yoon Young-chan, citando o líder norte coreano. "Não há nenhuma razão para que tenhamos armas nucleares se a confiança mútua com os Estados Unidos for construída através de reuniões frequentes a partir de agora, e o fim da guerra e da não-agressão forem prometidos". A promessa de Kim mostra sua A cimeira foi a primeira entre líderes coreanos em 11 anos e Kim Jong-un foi o primeiro dirigente norte-coreano a pisar solo da Coreia do Sul desde o fim da Guerra da Coreia. As duas cimeiras anteriores inter-coreanas, em 2000 e 2007, decorreram em Pyongyang. Entretanto, Donald Trump reagiu ao encontro entre os líderes coreanos com optimismo. No sábado, o presidente norte-americano, disse a Moon, num telefonema, que estava satisfeito com a completa desnuclearização, de acordo com as autoridades de Seul. "Trump disse que foi uma boa notícia, não só para as duas Coreias,

Pyongyang vai convidar peritos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul para verificar o encerramento do centro de testes, de modo a “revelar o processo à comunidade internacional de forma transparente”

"Os Estados Unidos, apesar de serem um país hostil à Coreia do Norte, vão saber, de uma vez por todas, que não sou o tipo de pessoa que usa armas nucleares contra o sul ou contra os Estados Unidos do outro lado do Pacífico."

mas para o mundo inteiro, afirmar o objectivo de conseguir uma península coreana livre de armas nucleares através de uma completa desnuclearização", disse Kim Eui-kyeom, porta-voz da Casa Azul.

PAÍS ABERTO A INSPECÇÕES

De acordo com a agencia Reuters, Kim disse a Moon que vai convidar especialistas e jornalistas para "mostrarem à comunidade internacional" o desmantelamento das instalações, informou a Casa Azul. "Os Estados Unidos, apesar de serem um país hostil à Coreia do Norte, vão saber, de uma vez por todas, que não sou o tipo de pessoa

KIM JONG-UN PRESIDENTE DA COREIA DO NORTE

disposição de "preventiva e activamente" responder aos esforços de inspecção a serem feitos como parte do processo de desnuclearização, disse Yoon. Para facilitar a futura cooperação transfronteiriça, Kim prometeu também eliminar o fuso horário exclusivo criado por Pyongyang em 2015. O presidente norte coreano referiu que adiantaria os ponteiros do relógio 30 minutos para estar em sincronia com o sul.

VENTOS NIPÓNICOS

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe também já se pronunciou acerca da cime ira da passada sexta-feira, referindo que espera que daí resultem "acções concretas", de acordo com a Reuters. "Quero saudar este passo positivo em direcção a uma resolução conjunta de várias questões relacionadas com a Coreia do Norte", declarou Abe à comunicação social, classificando as conversações como "discussões sinceras sobre a desnuclearização da Coreia do Norte”. O Japão, que foi recentemente sobrevoado por dois mísseis norte-coreanos, mantém há muito tempo uma posição dura face às negociações com Pyongyang, pedindo que não se "discuta por discutir". Antes da histórica cimeira intercoreana e de um encontro entre Kim Jong-un e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Abe surgiu com declarações mais positivas. "Quero manter uma estreita coordenação entre o Japão, os Estados Unidos e a Coreia do Sul em direcção a uma solução abrangente sobre os problemas dos raptos (japoneses), e dos misseis", disse Abe. Aquestão dos japoneses raptados pelo regime norte-coreano nos anos 1970 e 1980 continua a ter uma forte carga emocional no Japão, salientou. A Coreia do Norte admitiu em 2002 ter raptado 13 japoneses nas décadas de 1970 e 1980 para treino de espiões. Cinco deles regressaram ao Japão, mas Tóquio suspeita que existam centenas ainda por voltar ao país. Sofia Margarida Mota com agências info@hojemacau.com.mo

DIREITOS AINDA POUCO HUMANOS

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questão dos direitos humanos continuou a ser um assunto tabu na cimeira entre os líderes das duas coreias, apesar dos apelos da ONU. O relator especial da ONU para a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, Tomás Ojea Quintana, disse na passada quarta-feira (25) aos Estados envolvidos nas negociações para a desnuclearizada do país que evitar o tema dos direitos humanos pode comprometer futuros acordos sustentáveis. “A Coreia do Norte tem provado

ser um negociador difícil, e se os direitos humanos não forem sequer mencionados neste primeiro estágio de negociações, seria um passo em falso e uma oportunidade perdida”, declarou. De acordo com o responsável, “qualquer acordo de desnuclearização que marginalize os direitos e as necessidades da população norte-coreana será frágil. A paz e a segurança não podem ser alcançadas somente sob a forma de acordos intergovernamentais, mas também, e

sobretudo, sob a forma de políticas domésticas que garantam os direitos humanos, sem discriminação”, disse o especialista em comunicado. “Em linha com o que o secretário-geral da ONU, António Guterres, tem defendido, peço que todos os governos interessados defendam os direitos humanos como um mecanismo para a prevenção de conflitos e um dispositivo para a construção da paz”, disse.


4 política

“Alguns deputados sugeriram que nos contratos de arrendamento, na concessão de terrenos, sejam definidas condições para reservar alguns espaços para instalações públicas. Durante a Administração portuguesa havia essa prática.”

GCS

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Governo deverá continuar a arrendar escritórios e armazéns para o funcionamento de serviços públicos pelo menos nos próximos cinco a sete anos. Situação que leva alguns deputados a manterem a preocupação com a dependência do funcionalismo público do mercado de arrendamento privado. O assunto foi discutido na última reunião da comissão de acompanhamento para os assuntos das finanças públicas da Assembleia Legislativa (AL), tendo os deputados feito uma sugestão que remonta aos tempos da Administração portuguesa. “Alguns deputados sugeriram que nos contratos de arrendamento, na concessão de terrenos, sejam definidas condições para reservar alguns espaços para instalações públicas. Durante a Administração portuguesa havia essa prática: por exemplo, ao adjudicar um terreno, havia uma definição no programa de concurso que não era necessário pagar prémio, mas apenas reservar espaço para instalações públicas. O Governo vai recuperar terrenos desocupados e lançar concurso público para a adjudicação de terrenos, e (algumas áreas) destes edifícios podem ser destinados a instalações públicas”, explicou o deputado e presidente da comissão, Mak Soi Kun. Outros membros do hemiciclo também sugeriram o recurso ao Fundo de Desenvolvimento do Investimento, ainda a ser criado pelo Executivo, no âmbito da nova lei de aquisição de bens e serviços. “Também houve sugestões de que, no futuro, quando for criado o Fundo de Desenvolvimento do Investimento, o Governo pode recorrer a este fundo para adquirir imóveis no mercado, e isso pode ajudar a reduzir as

30.4.2018 segunda-feira

MAK SOI KUN DEPUTADO E PRESIDENTE DA COMISSÃO

FUNÇÃO PÚBLICA DEPUTADOS QUEREM RESERVA DE ESPAÇOS NAS CONCESSÕES

Espaço pré-1999

Alguns deputados sugerem que, quando forem concessionados terrenos, o concorrente reserve espaços para albergar departamentos da Função Pública, sem ter de pagar o prémio, para que o Governo possa sair do mercado de arrendamento privado. Em 2016, foram gastos 880 milhões de patacas com rendas de escritórios e armazéns para serviços públicos rendas. Seria mais uma via para resolver o problema das rendas e para evitar as limitações no mercado, porque o Governo tem de negociar com os senhorios.” Só em 2016 foram gastas um total de 880 milhões de patacas do erário público em rendas de espaços localizados em edifícios privados. Os dados de 2017 não podem

ser divulgados, uma vez que as contas ainda não foram auditadas. Uma coisa é certa: os governantes garantiram aos deputados que, para já, não podem abandonar por completo o mercado de arrendamento privado. “Muitos cidadãos questionam porque é que o Governo não constrói os seus próprios edifícios em vez de arrendar no

Poluição Mak Soi Kun quer explicações sobre Hác Sá

Mak Soi Kun apelas às autoridades que descubram, com a maior rapidez possível, a fonte da poluição que tem surgidos nos últimos tempos na praia de Hác Sá. O deputado sublinhou que já havia abordado o tema a 20 de Março, quando aconteceu o primeiro episódio recente de poluição na Praia de Hác Sá, mas que infelizmente, o caso voltou a repetir-se no espaço de um mês. Para Mak Soi Kun, as autoridades têm a responsabilidade de descobrir a fonte dos poluentes, justificando este facto com a missão atribuída pelo Governo Central ao Executivo da RAEM de administrar 85 quilómetros quadrados das zonas marítimas. Além disso, tendo em conta que a Praia de Hác Sá é um sítio com muitos turistas e residentes, o legislador apoiado pelo comunidade de Jiangmen considera que o Governo precisa de descobrir a fonte dos poluentes em prol da governação científica.

mercado privado. O Governo explicou que se adquirir um edifício no mercado privado isso vai ter impacto no mercado, e vai fazer aumentar as rendas e os preços dos imóveis.” Mak Soi Kun adiantou também que “não é possível, nesta fase, sair completamente do mercado de arrendamento”, uma vez que “há os postos de

atendimento no terminal marítimo, por exemplo, ou da Direcção dos Serviços de Identificação.” “Não se pode sair desses locais em que têm de ser disponibilizadas mais conveniências para os residentes”, acrescentou o deputado. Os membros da comissão da AL exigiram ainda dados mais detalhados sobre os contratos de arrendamento assinados com privados. “Há espaços que os serviços alugaram a outros e isso não é contabilizado nas despesas totais dos imóveis, porque é um assunto interno e não há uma contabilização. Já solicitámos ao Governo que faça uma melhor contabilização de todas essas informações e nos faculte na próxima reunião.”

CONSULTA PÚBLICA ESTE ANO

Relativamente à nova lei de aquisição de bens e serviços

na Função Pública, esta deverá entrar em processo de consulta pública no segundo trimestre deste ano, sendo que o documento ainda está a ser preparado pelos serviços. Mak Soi Kun falou de algumas mudanças trazidas pelo diploma. “Vão ser introduzidas sanções e, para assegurar o direito à informação do público, serão definidos os valores das aquisições. Vão ser clarificados os montantes que são requisitos para a aquisição de concurso e vão ser criados mecanismos de aquisição por meios electrónicos para acompanhar o desenvolvimento do Governo electrónico. Também vai ser clarificado o mecanismo centralizado de aquisição.” Além disso, “será tido em conta o valor das aquisições e depois é que se escolhe o tipo de aquisições”, acrescentou Mak Soi Kun. Por especificar ficaram as futuras regras que vão obrigar, ou não, à realização de concurso público para a compra de um bem e serviço pela Função Pública, e sobre quais as compras que podem ser feitas por ajuste directo. “Falámos sobre isso, vai ser referido no documento de consulta pública e depois de termos os resultados o Governo diz que vai seguir o princípio da legalidade, da isenção e da concorrência leal e isso terá de ter em conta os princípios gerais da economia e da eficácia”, concluiu o deputado. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


política 5

segunda-feira 30.4.2018

PEARL HORIZON GOVERNO REÚNE COM COMPRADORES ANTES DE MANIFESTAÇÃO

TERRENOS SULU SOU QUER NOVO PLANEAMENTO PARA O LAGO NAM VAN

O cachimbo da paz

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O Executivo apresentou o projecto para o futuro do terreno do Pearl Horizon aos compradores na sexta-feira, mesmo sem haver uma decisão judicial sobre o caso. O encontro aconteceu dias antes de mais uma manifestação, sendo que no passado uma das demonstrações dos compradores terminou com agressões à polícia. No encontro, Sónia Chan atacou a postura da Polytex Ao mesmo tempo, segundo o comunicado do Governo, foi deixada a garantia que o Executivo de Chui Sai On “tem lidado com o caso Pearl Horizon com uma visão integrada, para garantir o uso razoável do erário público, o equilíbrio dos interesses de toda a sociedade e das reivindicações legais e razoáveis dos pequenos proprietários”.

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deputado suspenso Sulu Sou defende que os terrenos não-aproveitados do Lago Nam Van, nas zonas C e D, devem ter um novo planeamento que aposte nas vertentes ecológicas e culturais. Num comunicado da Associação Novo Macau, o legislador recordou que 14 terrenos no Lago Nam Van têm o prazo de aproveitamento de 25 anos ultrapassado, pelo que deviam ser imediatamente recuperados pelo Governo. Sulu Sou acredita também que a recuperação pode criar uma grande reserva de terrenos para às autoridades, sendo que o seu aproveitamento pode influenciar o desenvolvimento sustentável do território. Para isso, o deputado exige que o Executivo decrete, o mais rápido possível, a caducidade dos tais terrenos e que se iniciem os procedimentos de recuperação. Sulu Sou lembrou ainda que nos anos 90 foi elaborado o plano de reordenamento da Baía da Praia Grande que previa construção de infra-estruturas culturais urbanas nas zonas C e D do Lago Nam Van. O deputado defende que o plano deve ser tido como referência para criar um novo ponto cultural e ecológico que constitua uma oferta de um espaço de lazer em Macau.

ATAQUE À POLYTEX

TRANSPORTES SI KA LON EXIGE MELHORES LIGAÇÕES EM MACAU

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deputado e empresário Si Ka Lon exige que seja criada uma ligação entre o aeroporto e o terminal marítimo da Taipa. A exigência é feita numa interpelação escrita e o deputado refere o exemplo de Hong Kong, onde os turistas têm uma ligação facilitada entre o terminal marítimo e o aeroporto, o que no seu entender aumenta a atractividade da região vizinha, como centro de escalas das rotas aéreas internacionais. No documento o deputado considera que em Macau não se encontra esta facilidade nas ligações porque os serviços públicos governam à sua própria maneira. Nesse sentido, além dos turistas não terem serviços facilitados de transferência de transporte, o deputado diz que é possível que este facto cause prejuízos à imagem de Macau como centro mundial de turismo e lazer. Si Ka Lon interpela se o Governo vai criar um ponto de transporte ligado com Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa e Aeroporto Internacional de Macau, tendo exigido que o Governo melhore a organização dos transportes públicos nos locais. Recentemente, no encontro entre o secretário para as Obras Públicas e Transportes, Raimundo do Rosário, e um grupo de alunos na Universidade de Macau, foi apresentado um plano futuro para ligar o aeroporto com o terminal.

Sónia Chan, secretária para a Administração e Justiça “A parte da empresa promotora [Polytex] mostrou uma falta de resposta e colaboração positiva.”

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S compradores de fracções no Pearl Horizon têm uma manifestação agendada para o Primeiro de Maio, mas o Governo esteve reunido com o representante dos lesados, Kou Meng Pok, na sexta-feira. Numa reunião que contou com a presença de Chui Sai On, Chefe do Executivo, Sónia Chan, secretário para a Administração e Justiça, e André Cheong, comissário Contra a Corrupção, foi apresentado o plano para o desenvolvimento

do terreno onde estava a ser construído o empreendimento, apesar do caso ainda decorrer no Tribunal de Última Instância. Durante o encontro na Sede do Governo, o Executivo revelou os pormenores do futuro projecto para o empreendimento e afirmou esperar contar com o apoio da sociedade. Contudo, o plano não vai ser apresentado à população até haver uma decisão do TUI sobre o caso. A construtora Polytex reclama da recuperação do terreno por parte do Governo porque considera que devia ter

sido compensada com mais tempo para a construção, devido ao período em que não pode avançar com as obras, por ter de esperar por autorizações e licenças para os trabalhos. Sobre o plano, o Executivo sublinha que o projecto vai “ao encontro do desenvolvimento futuro da cidade, incluindo o uso adequado do respectivo terreno, de acordo com a lei, tendo em consideração o interesse global da sociedade e a fim de proteger os direitos e interesses legítimos dos compradores”.

Depois do Governo ter procedido a recuperação do terreno onde estava a ser construído o Pearl Horizon devido ao fim da concessão do terreno, a promotora Polytex levou o caso para os tribunais. A empresa entende que deve ser compensada com tempo para acabar o empreendimento, uma vez que durante parte da concessão não pode avançar com as obras por estar à espera das autorizações legais do Governo. No entanto, o Executivo não deixa de apontar o dedo à promotora do empreendimento. “O Governo da RAEM tem resolvido o caso Pearl Horizon de forma sincera, e tanto as autoridades como os serviços competentes têm mantido o diálogo e a comunicação com a empresa promotora e com os pequenos proprietários, com o objectivo de coordenar, as partes da venda e compra, a encontrar uma solução adequada”, afirmou a secretária para a Administração e Justiça. “No entanto, a parte da empresa promotora mostrou uma falta de resposta e colaboração positiva”, acrescentou. A reunião do Governo com os compradores do Pearl Horizon aconteceu antes da manifestação de amanhã. Recorde-se que um dos protestos dos compradores de fracções do Pearl Horizon terminou com agressões a polícias. No entanto, o caso nunca seguiu para os tribunais porque os agentes não apresentaram queixa, e o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, defendeu que o Executivo é solidário com os compradores. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo


6 política

Conselheiros de Macau do CCP reúnem-se em Maio

tica dos consulados de todo o mundo”. “Macau é um caso especial, porque face ao esforço do senhor cônsul

temos marcação online que tem facilitado muito as marcações”, acrescentou Rita Santos.

De frisar que a questão do funcionamento dos consulados portugueses em todo o mundo voltou a

ser abordada numa questão colocada por três deputados da AR aos governantes portugueses. Apesar de não falarem do caso de Macau, José Cesário, Carlos Páscoa e Carlos Gonçalves, deputados eleitos pelo círculo fora da Europa, consideraram que existe uma “degradação assinalável do atendimento ao público” nos consulados da Venezuela, Rio de Janeiro, Salvador ou Reino Unido. Outro ponto que será discutido no encontro anual do CCP prende-se com o fim do representante fiscal em Macau. Contudo, há questões burocráticas por resolver relativamente aos aposentados de Macau que recebem a sua reforma da Caixa Geral de Aposentações. “Vou marcar um encontro para que se possa resolver a questão do representante legal. Foi prometido que a partir de Janeiro deste ano esta figura do representante fiscal iria terminar, mas ainda temos de resolver problemas ligados aos idosos que não dominam a língua portuguesa”, rematou Rita Santos. A.S.S.

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O concílio de Lisboa JC DUARTE

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já nos próximos dias 14, 15 e 16 de Maio que os representantes de Macau do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) participam no encontro anual da entidade, que decorre em Lisboa na Assembleia da República (AR). Ao HM, Rita Santos, uma das conselheiras, adiantou o que vai estar em agenda, sendo que o funcionamento do consulado-geral de Portugal em Macau será um dos pontos abordados no encontro. “Embora haja muito esforço da parte do nosso cônsul (Vítor Sereno), achamos que continua a existir uma falta de pessoal para responder a tantas solicitações. Acresce o facto de estarmos perante especificidades de Macau, porque nem todos dominam a língua portuguesa.Aquestão que está sempre a ser colocada ao Governo português são os baixos salários que continuam a ser pagos. Este ano vou voltar a falar sobre este assunto.” Além disso, será abordada a “possibilidade de modernizar a área informá-

30.4.2018 segunda-feira

Comércio Echo Chan termina funções

A Secretária-Geral Adjunta do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Echo Chan, cessará funções hoje. A responsável estava a desempenhar o cargo de Secretária-Geral Adjunta, indicada pelo Governo da RAEM, desde Janeiro de 2017.

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No de pedido: 22/2015

Notificação edital (17/FGCL/2018)

No de pedido: 13/2018

Notificação edital (18/FGCL/2018)

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor do pedido acima referido, “Grupo de Entretenimento Mitologia Grega (Macau) S.A.”, com sede na Avenida Padre Tomás Pereira nº 889, Taipa, Macau, o seguinte: Relativamente à ex-trabalhadora (Ip Un Kuan), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo de pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 19 de Abril de 2018, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos em causa à ex-trabalhadora acima referida, no valor total de $57 963,40 (cinquenta e sete mil, novecentas e sessenta e três patacas e quarenta avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquela ex-trabalhadora, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica subrogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 25 de Abril de 2018 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor do pedido acima referido, “Cali Promoção de Jogos Sociedade Limitada”, com sede na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600E, Edifício Centro Comercial First Nacional, 12º andar, sala 5, Macau, o seguinte: Relativamente à ex-trabalhadora (Zhu Efeng), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo de pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 19 de Abril de 2018, deliberou, nos termos do artigo 6.o da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa para à ex-trabalhadora acima referida, no valor total de $8 542,70 (oito mil, quinhentas e quarenta e duas patacas e setenta avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquela ex-trabalhadora, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.o da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica subrogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 25 de Abril de 2018 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong

Notificação edital (19/FGCL/2018)

COMISSÃO DE REGISTO DOS AUDITORES E DOS CONTABILISTAS Aviso

No de pedido: 43/2018

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor do pedido acima referido, “Companhia De Grupo M&G Limitada”, com sede na Alameda Dr. Carlos D'Assumpção nos 336-342, Centro Comercial Cheng Feng, 8º andar A, R, o seguinte: Relativamente ao ex-trabalhador (Fong Iat Lam), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo de pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 19 de Abril de 2018, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa ao ex-trabalhador acima referido, no valor total de $8 692,40 (oito mil, seiscentas e noventa e duas patacas e quarenta avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquele ex-trabalhador, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica subrogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 25 de Abril de 2018 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong

Torna-se público, de acordo com o n.º 1 do ponto 6.º dos Regulamentos para a prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como auditor de contas, contabilista registado e técnico de contas, elaborados nos termos do artigo 18.º do Estatuto dos Auditores de Contas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 71/99/M, de 1 de Novembro, do artigo 13.º do Estatuto dos Contabilistas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 72/99/M, de 1 de Novembro, e da alínea 3) do artigo 1.º do Regulamento da Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 2/2005, de 17 de Janeiro, que se encontra afixada, na sobreloja da Direcção dos Serviços de Finanças, sito na Avenida da Praia Grande nºs 575, 579 e 585, e colocado no respectivo “Web-site”, no local relativo à CRAC e para efeitos de consulta, a lista definitiva dos candidatos à prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como Auditor de Contas, Contabilista Registado e Técnico de Contas no ano de 2018, elaborada e homologada por deliberação do Júri designado para o efeito. Mais se informa que a prestação de provas foi pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude reconhecida como um dos itens subsidiáveis no âmbito do “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo”. Os candidatos poderão pois optar por liquidar as taxas devidas deduzindo o respectivo montante da sua conta do “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo” (adverte-se, no entanto, para o facto de que apenas se aceitará o pagamento integral do valor em causa). Em caso de dúvidas, agradecemos que contacte com a CRAC, durante as horas de expediente, através dos números de telefone 85995343 ou 85995342. Direcção dos Serviços de Finanças, aos 16 de Abril de 2018 O Presidente da CRAC Iong Kong Leong


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HATO FINANÇAS DIZEM QUE DEVOLUÇÃO DE IMPOSTO É ILEGAL

SOFIA MARGARIDA MOTA

segunda-feira 30.4.2018

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GCS

devolução dos impostos aos proprietários de veículos que ficaram danificados durante a passagem do Tufão Hato é ilegal à lei do regime geral da anulação e restituição das contribuições e impostos. A clarificação da Direcção de Serviços de Finanças surge em resposta a uma interpelação do deputado Sulu Sou. Segundo a DSF a devolução dos impostos pagos só está prevista em casos em que houve erros na liquidação dos impostos, ou mesmo cobrança inadequada. Por essa razão está afastada a possibilidade de devolver o imposto cobrado pelos veículos que posteriormente foram destruídos pela passagem do tufão. Ainda segundo o Executivo os benefícios fiscais provisórios para veículos motorizados, como redução de impostos para quem comprar viaturas menos poluentes, visam cooperar com a política geral do trânsito e transporte terrestre das autoridades. Por outro lado, a DSF menciona que a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) planeia elevar a altura das barreiras dos auto-silos situados nas zonas baixas da cidade. Estas barreiras têm como objectivo impedir as inundações dos parques de estacionamento públicos.

Protecção Civil Simulacro “Peixe Cristal” revelou deficiências

O simulacro de tufão “Peixe cristal” revelou que há aspectos a melhorar em caso de catástrofe no território. De acordo com o jornal Ou Mun, durante a simulação, que teve lugar no passado dia 28, ao ser feita a evacuação de pessoas da zona de Coloane para a Escola Superior das Forças de Segurança de Macau, um idoso acompanhado por um agente policial ficou à espera da ambulância da Cruz Vermelha durante dez minutos. O idoso estava exposto ao sol e, de acordo com a mesma fonte, nem os colaboradores do simulacro sabiam para que veículo o idoso devia dirigir-se. Chan Kuok Tong, chefe-ajudante do Corpo de Bombeiros, admitiu que há espaço por melhorarias, sendo que com este tipo de situações pode vir a acontecer em situações reais.

MANIFESTAÇÕES TRÊS MOVIMENTOS PROTESTAM NO PRIMEIRO DE MAIO

O povo sai à rua

O Primeiro de Maio vai contar com três manifestações organizadas pelos trabalhadores do sector do jogo, o movimento de Reunião Familiar e ainda os compradores de fracções no Pearl Horizon. Em comunicado, a polícia deixa o aviso que desvios dos percursos aprovados vão resultar em acusações

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Polícia de Segurança Pública confirmou, até ontem, a existência de três pedidos de manifestações para o Primeiro de Maio, de acordo com a informação confirmada pelas autoridades ao HM. Assim, de acordo com os avisos de manifestações entregues ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, um dos pedidos foi entregue pela Nova Associação dos Direitos de Trabalhadores da Indústria de Jogos de Macau, outra promovida por um grupo de três residentes, ligados aos compradores lesados pela situação do empreendimento Pearl Horizon e, finalmente, um pedido que partiu de um único promotor ligado à União dos Filhos Maiores. A primeira manifestação a concentrar-se é a da União dos Filhos Maiores e vai começar a juntar-se às 10h, na Praça Portas do Cerco, bem no Norte de Macau. Apesar da hora da concentração acontecer ainda de manhã, apenas às 15h os manifestantes vão ar-

rancar em direcção ao Lago Nam Van, com passagem pela Jardim do Triângulo, Avenida do Coronel Mesquita, Avenida Sidónio Pais, Rua do Campo, entre outras artérias da cidade. Chegados ao Lago Nam Van, cinco representantes da União dos Filhos Maiores vão entregar uma carta à Sede do Governo da RAEM, a pedir residência para os filhos que ficaram no Interior da China. O comunicado do grupo refere também que no mesmo dia, pelas 16h, vai ser ainda entregue uma petição junto do Gabinete de Ligação do Governo Central.

PÉROLA NO HORIZONTE

Por sua vez, a manifestação dos lesados do empreendimento

Pearl Horizon tem concentração marcada para a meio-dia, junto ao Edifício Villa de Mer. O local da reunião é simbólico, uma vez que fica situado ao pé do terreno destinado ao empreendimento, sendo igualmente à frente da sede da Polytex, empresa responsável pelo projecto. Finalmente, às 14h, os manifestantes partem em direcção, num primeiro momento, ao Edifício do Gabinete de Ligação, passado por Avenida do Nordeste, Avenida de Venceslau de Morais, Avenida de Sidónio Pais, Rua de Ferreira do Amaral, Rua do Campo, Avenida da Praia Grande, Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues e Jardim Comendador Ho Yin. Em frente ao Gabinete de Ligação, cinco

“Os manifestantes devem seguir pelos itinerários que esta Polícia propôs, caso contrário as actividades serão tratadas como ilegais. É dever de todos os cidadãos, respeitar as instruções indicadas pelos agentes de polícia.” CORPO DE POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA

representantes vão entregar uma carta. Depois os manifestantes continuam o percurso para o Lago Nam Van, até chegaram à sede do Governo. Também aí, cinco manifestantes vão entregar uma petição ao Executivo. Por último, a manifestação da Nova Associação dos Direitos de Trabalhadores da Indústria de Jogos de Macau tem concentração marcada para as 15h30, no Edifício Lei Keng Kuok de Hoi Keng, junto ao casino MGM Macau. O arranque da parada acontece às 16h30 até à Sede do Governo, onde também cinco representantes da Associação vão entregar uma petição a exigir melhores condições de trabalho no sector.

AVISOS DA PSP

Segundo a Polícia de Segurança Pública, houve nos dias 24 e 25 de Abril reuniões com os promotores, para garantir que as manifestações decorrem dentro da normalidade e para transmitir recomendações ao nível das atitudes a tomar. Por outro lado fica igualmente o aviso da PSP: qualquer desvio do percurso vai resultar em caso nos tribunais: “Os manifestantes devem seguir pelos itinerários que esta Polícia propôs, caso contrário as actividades serão tratadas como ilegais. É dever de todos os cidadãos, respeitar as instruções indicadas pelos agentes de polícia, quando passarem pelas vias dos itinerários acima mencionados”, é vincado no comunicado com as informações sobre manifestações. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo


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30.4.2018 segunda-feira

Os deputados da 3ª comissão permanente da Assembleia Legislativa defendem que a proposta de lei relativa aos táxis deve esclarecer melhor a relação laboral entre condutores e detentores de licenças, sobretudo no que diz respeito aos horários de trabalho. A proposta de diploma vai estar em consulta pública por mais um mês

TÁXIS DEPUTADOS QUEREM DEFINIR HORÁRIOS E CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS TAXISTAS

Diploma sob rodas

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Governo terá de esclarecer melhor a relação laboral que se estabelece entre aquele que conduz um táxi e a empresa que possui a licença. Este foi um dos temas abordados na última reunião da 3ª comissão permanente da Assembleia Legislativa (AL), que serviu para analisar, na especialidade, o regime jurídico do transporte de passageiros em automóveis ligeiros de aluguer. PUB

EDITAL : 10/E-OI/2018 :426/OI/2017/F :Início de audiência pela infracção às disposições do Regulamento Geral da Construção Urbana (RGCU) Local : Avenida do Conselheiro Borja n.º 352, Edf. Fai Mun Kok, fracção 4.º andar E (CRP:E3), Macau. Li Canfeng, Director da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), faz saber que ficam notificados o Sr. HONG GUANYU e a Srª LYU XIAOHONG, proprietários do local acima indicado, do seguinte: 1. Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que no local acima indicado realizou-se a obra não autorizada abaixo indicada, a qual infringiu o disposto no n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 79/85/M (RGCU) de 21 de Agosto, alterado pela Lei n.º 6/99/M de 17 de Dezembro e pelo Regulamento Administrativo n.º 24/2009 de 3 de Agosto, pelo que a mesma é considerada ilegal: Obra Remoção do gradeamento metálico da 1.1 varanda da fracção. 2. Nestas circunstâncias e nos termos dos artigos 52.º e 65.º do RGCU, ordena aos infractores que procedam à demolição da obra ilegal referida no ponto 1 e à reposição da parte afectada do edifício de acordo com o projecto aprovado por esta Direcção de Serviços, e informa que incorrem em infracção sancionável com multa de $1 000,00 a $20 000,00 patacas. 3. Nos termos dos artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, os interessados podem apresentar a sua defesa por escrito e demais provas para se pronunciar sobre as questões que constituem objecto do procedimento, bem como requerer diligências complementares, no prazo de 10 (dez) dias contados a partir da data da publicação do presente edital. 4. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15.º andar, em Macau (telefones n.os 85977154 e 85977227). RAEM, 23 de Abril de 2018 O Director dos Serviços Li Canfeng Edital n.º Processo n.º Assunto

Os deputados exigiram mais esclarecimentos e regulação na proposta de lei quanto a horários e condições de trabalho dos taxistas. “Parece que o titular da licença e alvará têm de ser a mesma pessoa, mas a lei não está clara neste aspecto. Esperamos que o Governo clarifique esta matéria, bem como a relação entre o detentor da licença e do cartão de identificação do condutor de táxi. O secretário (Raimundo do Rosário) disse que está em causa uma relação laboral e nós concordamos com esta solução, mas se for de facto uma relação laboral esta proposta de lei deve ter uma disposição que esclareça melhor o horário de trabalho, a saúde do condutor ou que tenha em conta a segurança rodoviária”, adiantou Vong Hin Fai, deputado e presidente da 3ª comissão permanente. Na visão dos deputados, “é impossível permitir que um condutor trabalhe várias horas consecutivas sem descanso”. “Vamos perguntar ao Governo se há necessidade de ter uma norma que regule esta matéria na proposta de lei”, frisou. Vong Hin Fai acrescentou também que esta proposta de lei está de novo em consulta

Transportes Shun Tak pode reduzir número de ferries

O facto da Shun Tak fazer parte do consórcio que ganhou o concurso para a circulação de autocarros na ponte Hong Kong-ZhuhaiMacau poderá fazer com que a empresa opte por reduzir o número de ferries. A informação foi veiculada pelo portal Macau News Agency, que cita um antigo conselheiro da Direcção de Serviços de Assuntos de Tráfego, que não é identificado. De acordo com a opinião do alegado especialista, será durante o período da noite que haverá a redução das frequências de ferries.

“É impossível permitir que um condutor trabalhe várias horas consecutivas sem descanso. Vamos perguntar ao Governo se há necessidade de ter uma norma que regule esta matéria na proposta de lei.” VONG HIN FAI DEPUTADO

pública por mais um mês. “A comissão deliberou o prazo de um mês para a recolha de opiniões junto do público sobre o conteúdo da proposta de lei, tendo em conta que a consulta pública organizada pelo Governo foi feita há três anos e meio. Houve uma evolução económica e social”, apontou.

PODER DAS SOCIEDADES

A reunião da comissão permanente debruçou-se também sobre a questão da

transmissão ou hipoteca do alvará para efeitos de exploração da actividade de condução de um táxi. A lei em vigor permite que isto aconteça, mas o Governo quer proibir a transmissão das licenças na nova proposta de lei, para evitar casos de especulação. “A comissão pediu esclarecimentos junto do Governo, porque a lei em vigor permite a transmissão, mas esta proposta de lei apresenta uma solução totalmente diferente. Sabemos que algumas pessoas que venceram no concurso público têm falta de capital, daí que a lei tem vindo a permitir isto. No futuro, com a entrada em vigor da lei, só as grandes sociedades comerciais, ou com capital suficiente, vão conseguir explorar esta actividade, mas vamos pedir mais explicações ao Governo”, alertou Vong Hin Fai. Para já, os deputados concordam com esta opção. “Na fase preliminar, a comissão concorda com esta proposta, uma vez que assim é possível evitar a especulação. As sociedades que vencerem no concurso público vão alugar as licenças para exploração e a comissão concorda.” Ainda assim, poderá haver espaço a discussão e eventuais alterações, referiu o presidente da comissão. “O Governo tem vindo a salientar esta opção de, no futuro, estas sociedades comerciais serem os únicos candidatos. Mas será que todos concordam com esta situação? Vamos aguardar o fim da consulta pública.” Outro ponto que os membros da comissão querem ver esclarecido diz respeito à inclusão da qualidade do serviço de táxi como critério nos concursos públicos para a atribuição de licenças. “O Governo diz que vai dar maior peso à qualidade do serviço prestado e não apenas ao preço da proposta. A comissão questionou também porque é que a proposta de lei não salienta este critério, e também vamos perguntar sobre o interesse público especial para a dispensa de abertura de concurso público”, concluiu Vong Hin Fai. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Transportes Ferry passa a poder ser pago com Macau Pass

Os passageiros dos ferries passam a poder pagar os bilhetes ao entrar nas portas de embarque para apanhar o barco através do uso da aplicação de telemóvel MacauPay ou MacauPass, segundo um comunicado da empresa. Este método de pagamento electrónico está disponível no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior e no Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa. No mesmo comunicado, a MacauPass informa que os passageiros podem ainda utilizar a aplicação de telemóvel “MacauPay” para comprar bilhete da TurboJET antecipadamente, sendo que o pagamento electrónico está também disponível nos balcões de venda de bilhetes em que os clientes podem ter outras opções de pagamento, nomeadamente o MacauPay, o cartão da Macau Pass e Alipay.


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segunda-feira 30.4.2018

Crime Homem armado com faca mata sete estudantes

Um homem armado com uma faca matou sete estudantes e feriu outros 19 quando os jovens regressavam a casa, no norte da China, anunciaram as autoridades locais. O autor dos crimes foi detido e os estudantes feridos receberam cuidados médicos, de acordo com o sítio electrónico oficial do departamento de comunicação de Mizhi, na província de Shaanxi, sem acrescentar detalhes. A idade dos jovens não foi especificada, mas os estudantes do ensino básico geralmente têm entre 12 e 15 anos na China. Este tipo de ataque com faca não é incomum na China. Em Fevereiro, um homem matou uma mulher e feriu 123 pessoas num centro comercial em Pequim. No ano passado, um homem empunhando uma faca de cozinha matou duas pessoas e feriu outras nove num supermercado em Shenzen, no sul do país. Em Janeiro de 2017, também com uma faca de cozinha, um homem feriu 11 crianças de um jardim de infância na região autónoma de Guangxi Zhuang, no sul da China.

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I cumprimentou Modi no museu da cidade de Wuhan, no início de dois dias de encontros entre os líderes das duas nações mais populosas do mundo. "Concretizar uma grande cooperação entre os nossos dois grandes países pode gerar influência mundial", afirmou Xi, segundo a emissora estatal CCTV. Xi disse esperar que a reunião "introduza um novo capítulo nas relações China-Índia". Após a conversa, os dois líderes jantaram à beira do lago num dos 'resorts' preferidos do ex-líder chinês Mao Zedong, que estabeleceu fortes laços com a Índia independente antes de as relações se deteriorassem devido a disputas territoriais. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Raveesh Kumar, descreveu na rede social Twitter que os dois líderes "iriam rever a evolução das relações bilaterais numa perspectiva estratégica e de longo prazo". As relações China-Índia datam de séculos, mas nas últimas décadas foram ensombradas pela corrida à liderança na Ásia. Os países travaram uma guerra fronteiriça em 1962 e, no ano passado, envolveram-se num impasse de 10 semanas no Estado vizinho do Butão. Nova Deli ficou também alarmada com as iniciativas chinesas de construir laços estratégicos e económicos com países do Oceano Índico, incluindo o Sri Lanka, as Maldivas e o rival de longa data da Índia, o Paquistão. A China, por sua vez, ressente-se do facto de a

DIPLOMACIA XI JINPING APELA À COOPERAÇÃO COM A ÍNDIA

Tempo de encontros O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou à cooperação intensa com a Índia durante uma cimeira informal na sexta-feira com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, numa altura em que ressurgem tensões fronteiriças

Índia acolher o líder espiritual tibetano exilado, o Dalai Lama, bem como o seu controlo de um território que Pequim diz pertencer-lhe.

DISPUTAS TERRITORIAIS

A China reivindica cerca de 90.000 quilómetros quadrados de território no nordeste da Índia, enquanto a Índia diz que a China ocupa 38.000 quilómetros quadrados e terras no planalto de Aksai Chin, no oeste dos Himalaias. As autoridades de ambos os países reuniram-se pelo menos 20 vezes para discutir as respectivas reivindicações fronteiriças, sem avanços significativos.

NEGOCIAÇÕES TAIWAN DEFENDE REUNIÃO COM CHINA MAS SEM CONDIÇÕES PRÉVIAS

T

AIWAN pediu à China negociações "sem condições prévias", no mesmo dia em que os líderes das duas Coreias, Kim Jon-un e Moon Jae-in, se reuniram. O Conselho de Assuntos da China Continental, encarregado da política sobre a China, fez a proposta a Pequim num comunicado em que assinala o 25.º aniversário das primeiras negociações bilaterais celebradas em Singapura, em 1993. A Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, disse à imprensa que estava disposta a manter uma cimeira com Xi Jinping, assegurando que "nenhum Presidente de Taiwan se negaria a reunir-se com o líder chinês desde que não haja condições políticas prévias, nem desigualdade entre as partes". Referindo-se à reunião histórica entre os dois líderes coreanos, Tsai

Ing-wen manifestou-se feliz por ver que os dirigentes das duas Coreias conseguiram fazer a sua parte para fomentar a estabilidade e o desenvolvimento da região. "Estamos dispostos a fazer qualquer coisa que fortaleça a paz e a estabilidade na região", frisou. O Conselho instou Pequim a "deixar de lado as diferenças" e começar negociações pragmáticas sem exigir à ilha condições prévias, como aceitar que é parte da China, ao mesmo tempo que criticou a intimidação diplomática e militar chinesa. A China cortou todos os canais de negociação com Taiwan quando Tsai Ing-wen, líder do independentista Partido Democrata Progressista foi eleita para a chefia do Estado em Maio de 2016, tendo intensificado a pressão diplomática e as ameaças no caso de Taiwan declarar a independência.

Após um impasse de anos, a Índia concordou, no ano passado, retirar as tropas do disputado planalto de Doklam (Himalaias) onde as tropas chinesas haviam começado a construir uma estrada. A China reclama esta região estrategicamente importante, mas a Índia diz que pertence ao seu aliado Butão. Apesar dessas diferenças, Modi espera que a China possa ajudar a impulsionar o crescimento económico indiano antes das eleições nacionais de 2019. No entanto, seu governo tem-se mostrado relutante no apoio

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à iniciativa chinesa “Uma Faixa, Uma Rota” com a qual Pequim quer ligar a sua economia às da Ásia, Médio Oriente, África e Europa, através de empréstimos e avultados investimentos. Tendo em conta as actuais relações, a cimeira de Wuhan está a ser encarada como uma tentativa consciente de conduzir os laços numa nova direcção, disse Wang Lian, professor da Escola de Relações Internacionais da Universidade de Pequim. Independentemente do resultado da visita actual, Modi parece ter a intenção

de construir um forte relacionamento pessoal com Xi, que será o líder da China nos próximos anos. Modi viajará novamente até à China em Junho para uma cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, com oito membros, dominada por Pequim e Moscovo Juntamente com a China, a Rússia e a Índia, esse grupo inclui os Estados da Ásia Central do Cazaquistão, do Quirguistão, do Tadjiquistão, do Uzbequistão e do Paquistão.


10 eventos

30.4.2018 segunda-feira

A carta de Saramago

Documento de defesa dos direitos humanos do escritor chega à ONU

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“Carta Universal dos Deveres e Obrigações dos Seres Humanos”, um documento inspirado no discurso proferido em 1998 pelo Nobel da Literatura José Saramago, foi entregue na quinta-feira à ONU para ser dada a conhecer mundialmente. O texto é o resultado de vários anos de trabalho de académicos, especialistas e cidadãos e visa defender a “ética da responsabilidade”, como explicou a presidente da Fundação José Saramago e viúva do escritor português, Pilar del Río, citada pela agência de notícias espanhola Efe. Segundo Pilar del Río, a Carta complementa a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adoptada em 1948 pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, e propõe “a simetria” dos deveres humanos.

DIREITOS E DEVERES

Assim, no seu primeiro artigo, declara que todas as pessoas têm “o dever de cumprir e exigir o cumprimento dos direitos” reconhecidos por essa Declaração. “Não queremos ser nem amedrontados, nem intimidados, nem resignados, nem indiferentes e, para isso, temos que cumprir os nossos deveres. Em primeiro lugar, exigir que se cumpram os direitos”, indicou. Juntamente com outros promotores da iniciativa, a antiga jornalista espanhola entregou a Carta a vários altos responsáveis das Na-

ções Unidas, incluindo ao secretário-geral da ONU, António Guterres. O documento foi também discutido com embaixadores de países ibero-americanos e o objectivo agora é dá-lo a conhecer ao resto do mundo, aos cidadãos, figuras da cultura e Governos. “É um projecto que nasce no âmbito ibero-americano, mas com vocação universal”, sublinhou Pilar del Río. A Carta está estruturada em 23 artigos que reúnem uma ampla gama de deveres para as pessoas, desde o de não discriminar até ao de respeitar a vida, passando por obrigações como o respeito da liberdade ideológica e religiosa e a participação nos assuntos públicos. A iniciativa partiu originalmente do discurso que Saramago (1922-2010) proferiu ao receber o prémio Nobel da Literatura, em 1998, quando instou a que os cidadãos, além de defenderem os seus direitos, reivindicassem os seus deveres. “Tomemos então nós, cidadãos comuns, a palavra: Com a mesma veemência com que reivindicamos os direitos, reivindiquemos também o dever dos nossos deveres. Talvez assim o mundo possa ser um pouco melhor”, disse Saramago. O escritor português recebeu o Nobel no ano em que se celebrava o 50.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. LUSA

Uma chamada CINEMA “PLASTIC CHINA” VAI SER EXIBIDO EM HONG KONG

Fez parte da selecção oficial do Sundance Film Festival no ano passado e foi premiado em alguns dos mais importantes festivais de cinema documental. O documentário “Plastic China” de Wang Jiuliang vai ser agora exibido em Hong Kong, a 17 de Maio

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ALARDOADO no estrangeiro, o documentário do realizador chinês Wang Jiuliang, que traz à tela o problema do plástico e da sua reciclagem na China, tem exibição marcada para o próximo dia 17 de Maio na Garage Academy em Hong Kong. Depois de ter sido apresentado pela primeira vez no Sundance Film Festival, o filme tornou-se viral na internet e levou as autoridades chinesas a bani-lo. “Plastic China” traz uma realidade por muitos desconhecida: o negócio, nem sempre limpo ou respeitador dos direitos humanos, que é a reciclagem deste material no continente. A China é o maior importador mundial de resíduos plásticos e

“Plastic China”, alerta para a superficialidade do que se chama hoje de prosperidade chinesa, um conceito que o au

recebe dez milhões de toneladas por ano da maioria dos países desenvolvidos. Esta condição tem trazido ao país um preço a pagar: um elevado impacto ambiental com consequências para a saúde de quem trabalha no sector. O filme retrata as

pessoas que transformam o lixo oriundo do primeiro mundo e que o preparam para voltar a ser exportados.

UMA OFICINA ENTRE MUITAS

A personagem principal da “Plastic China”, Yi-Jie, é

uma menina de 11 anos que vive com a família numa típica oficina de reciclagem de resíduos de plástico. Sem poder ir à escola por falta de dinheiro, Yi-Jie apreende o mundo exterior a partir do lugar onde vive e trabalha.

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA SACANAS COM LEI • Rosa Ramos, Sílvia Caneco

Todos os dias, de segunda a sexta-feira, a partir das dez da manhã, vagas de pequenos criminosos acorrem à zona Oriental de Lisboa. Não para praticar delitos, mas para responder por eles. É aí que fica o Tribunal de Pequena Instância Criminal, onde as jornalistas do i Rosa Ramos e Sílvia Caneco testemunharam, ao longo de vários meses, dezenas de histórias mirabolantes do pequeno crime à portuguesa. Com protagonistas reais de uma imaginação ilimitada, tanto na hora do crime como perante a justiça, este é um livro onde o humor e a desgraça entram em choque – mas o humor acabar por vencer.


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a à realidade

MÚSICA ABBA ESTÃO DE REGRESSO EM FORMATO AVATAR

O

grupo pop suecoABBA voltou a juntar-se em estúdio e gravou dois temas inéditos, 35 anos depois de se ter separado, anunciou a banda através da rede social Instagram. Num curto comunicado assinado pelos quatro músicos, os ABBA revelaram que compuseram duas músicas, uma das quais intitulada “I still have faith in you”, que serão estreadas em Dezembro num programa televisivo produzido pela NBC e pela BBC. No entanto, o grupo descarta a hipótese de se reunir para interpretar os temas, já que anuncia a presença digital dos quatro músicos num “projecto avatar”. “Sentimos que, passados 35 anos, podia ser divertido juntar forças e ir para um estúdio de gravação. Assim o fizemos. E pareceu que o tempo parou e que só estivemos separados por umas curtas férias. Foi uma experiência extremamente feliz”, afirmaram. Os ABBA formaram-se nos anos 1972 e conquis

taram fama internacional depois de vencer o festival Eurovisão da Canção em 1974 com a música “Waterloo”, seguindo-se êxitos como “Super Trouper” e “Dancing Queen”, vendendo milhões de discos. Separados desde 1982, os quatro membros – Björn Ulvaeus, Agnetha Faltskog, Benny Andersson e Anni-Frid Lyngstad - nunca mais se viriam a reunir, até agora.

PRÉMIO ECHO ACABA DEVIDO A ESCÂNDALO ANTISSEMITA

O

utor do documentário entende ser uma “cirurgia plástica - falsa e frágil, com consequências incertas”

São os restos de pacotes de café que lhe dizem que ele existe, são os cartões de identificação das escolas inglesas que lhe ensinam as primeiras palavras naquela língua, e as bonecas partidas que usa, servem para brincar.

O pai prometeu mandá-la para a escola há cinco anos, mas ainda não o fez e gasta o pouco que ganha em álcool. Kun, o dono da oficina de reciclagem doméstica, representa o dinheiro, o poder e a classe instruída e ao mesmo

tempo que despreza a família de Yi-Jie, que mantém numa posição de dependência. O sonho de Kun é um dia ter um automóvel sedan e ascender socialmente. O filme retrata a pobreza, a doença, a poluição e morte

RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

TINTIN NO TIBETE • Hergé

Em férias numa estação alpina, Tintin lê num jornal que um avião caiu no Nepal. Nessa noite, Tintin sonha com Tchang, um grande amigo, que pedia socorro. Logo depois, descobre que naquele avião que se dirigia à Europa se encontrava o jovem chinês Tchang. Tintin, convencido pelo seu sonho que o amigo sobreviveu ao acidente aéreo, parte à sua procura, acompanhado pelo Capitão Haddock.

através da vida quotidiana destas personagens.

CHINA FRÁGIL

Por outro lado, e de acordo com a apresentação oficial da película, “Plastic China”, alerta para a superficialidade do que se chama hoje de prosperidade chinesa, um conceito que o autor do documentário entende ser uma “cirurgia plástica - falsa e frágil, com consequências incertas”. Enquanto isso, no outro lado do mundo - longe das oficinas de reciclagem de plásticos da China, a tendência é ignorar as consequências do uso excessivo dos plásticos. Entretanto, a China proibiu a importação de lixo plástico no início do ano. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo

principal prémio anual de música na Alemanha foi suprimido devido a um escândalo antissemita. Nas últimas duas semanas, o prémio mais prestigiado da indústria da música alemã, de nome “ECHO”, viu-se envolvido numa polémica, nascida da sua atribuição a uma dupla de rappers, Kollegah e Farid Bang, na categoria de álbum de hip-hop mais vendido. Em causa está um texto controverso evocando a ‘Shoah’ (termo hebraico para designar o Holocausto), em que um dos cantores se refere ao seu corpo “mais desenhado do que o dos prisioneiros de Auschwitz”. Noutra música, afirmam que fariam de novo um Holocausto e utilizariam um Molotov. Como sinal de protesto, muitos artistas alemães e estrangeiros, incluindo o maestro israelo-argentino Daniel Barenboim, devolveram os seus próprios prémios.

Entretanto, a Federação da Indústria Alemã da Música anunciou a abolição dos “ECHO” para que não sejam “uma plataforma para o antissemitismo, o desprezo pelas mulheres, a homofobia ou a banalização da violência”. Na sequência destes incidentes, a editora BMG anunciou que rompeu o contrato com o grupo. As medidas surgem no dia em que vários comícios de solidariedade para com a comunidade judaica foram organizados no país. A iniciativa foi lançada, na semana passada, após o ataque de um refugiado sírio de 19 anos a um homem que usava quipá, num bairro de Berlim. Filmado e amplamente divulgado nas redes sociais, o incidente provocou agitação num país assombrado pelo seu passado nazi. O atacante foi, entretanto, preso.


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Viver é só sentir como a Morte caminha Paulo Maia e Carmo texto e ilustração

Sobre a Revolta dos Pintores

C

ARAVAGGIO (15711610) fazia coincidir na vida e na obra a impressão de um conflito. Seus contemporâneos notaram a inédita forte oposição entre as superfícies claras e as escuras das suas pinturas. Houve quem sublinhasse a natureza sombria do pintor, a sua instabilidade mental, a propensão à violência, a arbitrariedade das suas decisões, a vida boémia, o seu comportamento «stravagantissimo», que o levaria a matar um homem no decurso de um briga. Académicos como Carducho, que se debruçou sobre a sua

Paul Gauguin (1848-1903) encenaram o episódio bíblico da luta de Jacob com o Anjo (Genesis, 32, 22-32), como símbolo dos diferentes planos do esforço artístico. O homem sensível do Romantismo sentia, porventura exageradamente como no relato que Henrich von Kleist (17771811) fez de Michael Kohlhaas, o rebelde, (1810) onde adverte que «o mundo decerto viria a abençoar-lhe a memória se não tivesse acontecido ele exagerar numa das suas virtudes: o sentimento inato da justiça transformou-o num salteador e num assassino.»

Houve quem sublinhasse a natureza sombria do pintor, a sua instabilidade mental, a propensão à violência, a arbitrariedade das suas decisões, a vida boémia, o seu comportamento «stravagantissimo», que o levaria a matar um homem no decurso de um briga obra em 1633, notaram o carácter «impetuoso inédito e ultrajante» do homem que estaria na origem da sua técnica de pintor «sem preparação que seduziria muitos da verdadeira doutrina do estudo e do desenho». Mas se havia quem achasse que a sua vida prejudicava a obra essa não era claramente uma opinião unanime entre os que o conheceram, como prova a sua admissão na Academia de S. Lucas entre 1600-1, e as encomendas da Igreja da Contra-Reforma, que valorizava a humanidade comum dos seus apóstolos e mártires bem como a subtileza do seu trabalho da luz, agente e símbolo da vontade divina. O século XIX, no entanto com a sua enfase no génio individual e no temperamento artístico, deduziria uma opinião favorável das inquietações pessoais do homem, porventura visíveis na obra do pintor. Este era já o tempo em que artistas tão diversos como Gustave Doré (1832-1883), Eugene Delacroix (1798-1863) ou

A ideia de uma arte de expressão da individualidade sensível em choque com a mundanidade desenvolveu-se na região do delta do baixo Yangzi, durante a transição para a última dinastia da China. O nome de Bada Shanren (1626-1705) emerge então com a força da lenda de um homem que se forçou a um isolamento intransigente. A dada altura recusou-se inclusivamente a falar. Na sua obra, há certamente pinturas com um aspecto bizarro e desconcertante, e alguns viram nisso o resultado da vida de um homem que se comportava como um marginal desregrado, entregue aos excessos do vinho. Arte que mostra, iluminando o invisível, o ofício do pintor pode ser a luta com o anjo, como queriam os pintores do século XIX, só que por vezes ele aparece na forma daquela sarça-ardente (Ex. 3, 2-4) que nunca se consome mas que tocá-la pode colocar a vida em perigo.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 13

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máquina lírica Paulo José Miranda

“In a Lonely Place”

de Nicholas Ray, construir o outro

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ICHOLAS Ray é muito mais conhecido por filmes como “Johnny Guitar” (1954) ou “Rebel Without a Cause” (1955) ou mesmo “Bigger Than Life” (1956) do que por “In A Lonely Place” (1950). Este último, e que nos traz hoje aqui, é o segundo filme de Nicholas Ray – o primeiro tinha sido filmado dois anos antes, “They Live By Night” – e traz dois nomes de peso nos principais papéis: a eterna bad girl de Hollywood, Gloria Grahame (à data do filme, com 27 anos e casada com Nicholas Ray), que três anos antes tinha sido nomeada para o Óscar (actriz secundária); e Humphrey Bogart, o mítico actor, e um dos símbolos do film noir. A grande maestria de Ray neste filme policial, está em fazer do crime um facto secundário para o espectador. Quase desde o início, o espectador fica muito mais preso à relação que se estabelece entre Dixon Steele (Bogart) e Laurel Gray (Grahame) do que em saber quem matou a jovem. Mas esta maestria faz parte de todos os filmes de Nicholas Ray, de um modo ou de outro, que filma sempre em simultâneo dois filmes. “In A Lonely Place” começa com Dixon a conduzir o seu descapotável, à noite, até que pára num semáforo, onde outro carro descapotável já estava parado. E assim que pára, a jovem loira no carro ao lado, interpela-o, sorrindo, tratando-o pelo nome – “Dix Steele”, que revela alguma intimidade –, mas ele diz que não se lembra. Ela diz que é actriz e que ele escreveu o seu último filme, ao que ele volta a responder que nunca vê os filmes que escreve; o homem ao lado, bem mais velho, avisa Steele para deixar a mulher. Perante esse aviso, Steele diz à jovem “oh, não o devias ter feito [casado], querida, por mais dinheiro que esse porco tenha”, e o outro vocifera para ele estacionar à frente. Mas Steele não espera para estacionar, sai de imediato do carro, pronto para lutar, e acaba por ver o outro seguir o seu caminho. Dixon Steele segue também a sua viagem e chega a um restaurante aonde vai jantar com o seu agente. À entrada, duas crianças pedem autógrafos a quem entra. O rapaz pede um autógrafo a Steele e ele pergunta-lhe “sabes quem sou?”, ao que o rapaz responde “não” e a rapariga, que parece estar mais atenta ao mundo do cinema, diz “ninguém”. Steele assina o autógrafo ao rapaz e diz-lhe que a rapariga tem razão. Por conseguinte, logo desde o início, ficamos a saber que o nosso protagonista escreve filmes pouco conhecidos, tem pouco apreço pelo que faz (talvez até por si próprio) e aparenta ser algo arruaceiro. Esta introdução dá-nos todos os elementos que serão explora-

dos ao longo do filme: o ambiente onde se passa, que é o mundo das traseiras do cinema; a violência generalizada, e não somente do protagonista, que está sempre pronta a vir ao de cima de cada um, pelo mais pequeno contra-tempo; o descomprometimento com aquilo que se faz, mas que se tem de fazer para ganhar dinheiro; e por fim o desconhecimento que se tem do outro (este é o que mais nos interessa nesta leitura). Temos todos os dados do que vai ser o filme, menos um: o amor. A história de amor, que será episódica, como que a dizer que o amor é como um filme e não como nos filmes, acontece num curto espaço da existência humana. Voltando ao filme, o agente de Steele quer dar-lhe um livro acerca do qual ele deverá escrever um roteiro. O livro está com uma empregada do restaurante, que está a acabar de lê-lo, e a gostar bastante da leitura. Como não lhe apetece ler o livro, Steele convida a jovem para ir a sua casa contar-lho, como se o estivesse a contar à sua tia. À porta de sua casa, cruzam-se com a nova vizinha de Steele. Mais tarde, voltam a ver-se, quando Steele leva a jovem mulher à porta, já cansado do relato do livro.

O filme recomeça com a polícia a tocar à campainha da casa de Steele, às 5 da manhã, e a levá-lo para a esquadra para interrogatório, pois a jovem que fora ler a casa de Steele tinha sido assassinada nessa noite, perto da casa de Steele, depois de estar com este. A vizinha é também chamada à esquadra e torna-se o álibi de Steele, pois confirma que viu a jovem sair e ele ter ficado em casa. E a partir daqui começa uma relação entre ambos e que começa o filme na leitura que mais nos importa agora. A impossibilidade de conhecermos o outro leva-nos a uma construção contínua do mesmo. Inicialmente, fascinada pelo rosto do Steele – é ela mesma que o diz na esquadra, como resposta ao porquê de prestar tanta atenção ao vizinho –, fascinada com o que ela mesma sente, vê Steele como um homem maravilhoso, que escreve diálogos belos, textos magníficos – Steele volta a escrever como já não o fazia há muito, segundo o seu agente. Steele é um homem quase perfeito, como só o podem ser os homens que construímos dentro de nós. E à medida que o filme passa, ao invés de tentarmos saber quem é o culpado da morte da jovem, ficamos presos ao desenvolvimen-

Quase desde o início, o espectador fica muito mais preso à relação que se estabelece entre Dixon Steele (Bogart) e Laurel Gray (Grahame) do que em saber quem matou a jovem. Mas esta maestria faz parte de todos os filmes de Nicholas Ray, de um modo ou de outro, que filma sempre em simultâneo dois filmes

to da relação entre Steele e Gray. Num dado momento do filme, quando Steele tem já o seu texto quase terminado, e lê uma passagem em voz alta, pedindo a Gray que o leia, percebemos que se trata de um presságio: “Nasci quando ela me beijou. Morri quando ela me deixou. Vivi umas semanas, enquanto ela me amou.” Pois aquelas palavras poderiam muito bem descrever Dixon Steele. O crime, no filme, é uma metáfora para pessoa. Para cada um de nós o outro pode ou não ser um crime, na decisão que tomamos de unir a nossa vida à dele. Quando Steele pede Gray em casamento, a dúvida invade-a, de tal modo, que não consegue sequer escutar o amor que ainda tem por Steele. É quando, claramente, a dúvida se ele matou ou não a jovem assume o lugar da dúvida da noiva antes do casamento, se deve ou não casar, pois não sabe se ele é ou não a pessoa certa. Porque o que Ray nos mostra neste filme é que a dúvida se devemos ligar a nossa vida a uma outra pessoa é tão importante como saber se essa pessoas matou ou não matou alguém. E as perguntas, se Steele é ou não a pessoa certa para ela e se foi ele ou não que cometeu o crime, cruzam-se na mesma pessoa, cruzam-se no filme como que a dizer-nos que não é só aqui que faz todo o sentido este cruzamento de perguntas, pois em todo o momento o nosso conhecimento acerca do outro irá encontrar muros intransponíveis. A pergunta acerca de quem é aquele com quem quero casar ou com quem casei começa a nascer assim que a construção que fizemos dele começa a esmorecer. Assim que a nossa ficção, o nosso roteiro começar a mostrar-se frágil. Há um momento no filme onde isso se torna evidente, na conversa de Gray com o agente de Steele, quando este lhe diz que ele já era assim quando ela o conheceu, e que ele é o pacote todo, como sempre o tinha sido. O que já não é é a capacidade dela em manter o roteiro que fez na sua cabeça. Por isso o título do filme é feliz, “In A Lonely Place” [“Num Lugar Solitário”]. Mas este lugar solitário não é apenas onde se está, como se pode depreender do título à primeira vista. Este lugar solitário é onde se é, pois o filme mostra-nos como cada um de nós a ser um lugar solitário, como se cada um de nós fosse uma árvore despontada num baldio. E os únicos momentos em que não somos sós é quando construímos um roteiro do outro, um roteiro que nos faz aceitar e acreditar que conhecemos aquele ali diante de nós. Sem essa construção, sem esse roteiro, voltamos ao lugar onde sempre fomos: sós. “In A Lonely Place”, de Nicholas Ray.


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ANNOUNCEMENT 1. Objective:

Open invitation to one tender

2. Procuring entity:

Macao Science Center Limited

3. Address of procuring entity:

Macao Science Center Limited , Avenida Dr. Sun Yat Sen, Centro de Ciência de Macau

4. Works, goods and For “Renew Exhibits and Stage Fabrication and Installation services to be procured: Service for Gallery 05 of Macao Science Center” (PA-18-029) 5. Location of work and installation:

Macao Science Center

6. Conditions of entry:

Registered suppliers under relevant categories of Macao Science Center Limited.

Registered suppliers can send in your request through email to 7. Method for obtaining tender@msc.org.mo. For suppliers not yet registered, please tender documentation: attach with commercial registration documents & contact details. 8. Tender submission location, deadline and deliver:

Location: Macao Science Center Limited , Avenida Dr. Sun YatSen, Macao Science Center. Deadline: 45th day starting from the date of announcement or 14 June 2018 (Thursday) at 17:00 (Macao time) Deliver: Please refer to Article 5 - Part II Tender Scheme - Open consultation document

Location: Macao Science Center Limited , Avenida Dr. Sun YatSen, Macao Science Center. Time: The 1st working day after the deadline or 15 June 2018 (Friday) at 15:00 (Macao time). Bidder or its representative shall be present at the Tender Opening Meeting for clarification of possible questions arisen 9. Tender opening meeting from submitted tenders. location and time: If bidder or its representative cannot be present in the Tender Opening Meeting, and clarification is required, Tender Opening Committee will send a notification letter to the bidder. The bidder must present a clarification letter and send back to the Tender Opening Committee before the deadline specified in the notification letter. The qualified list of bidders will be released afterwards. 10. Validity period of the tender:

90 days starting from the date of tender opening (the validity period may be extended according to the Tender Procedures).

11. Provisional guarantee:

Exempted.

12. Definitive guarantee:

5% of the total contract value of goods and services, by bank guarantee.

13. Selection Criteria:

Please refer to Part III Tender Regulations - Evaluation - Open consultation document.

All related information will be uploaded to Macao Science Center website (http://www.msc.org.mo) from the day 14. Additional information: following the publication of this announcement until the tender closing date. Bidders are responsible to visit the website for additional information. 15. Base price:

No base price Macao Science Center Limited 30 April, 2018


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A China e “China’s innovative ability languished after the fourteenth century. Today, however, China is determined not only to catch up with the West, but to re-establish itself at the forefront of technological innovation. Two forces are driving the surge of Chinese innovation. One is based on need-China’s pressing need to solve the myriad domestic problems that rapid economic development has created. The other is based on a new strategic direction for Chinese corporations: to enter high-value, high-margin sectors that are internationally competitive and where they will be matching global corporations, innovation for innovation. Much of this recent drive is through mergers with and acquisitions of successful Western firms that were made to gain brands, technology, and markets” China’s Next Strategic Advantage: From Imitation to Innovation, George S. Yip and Bruce McKern

O

S chineses inventaram a pólvora, bússola, roda de água, papel-moeda, serviço bancário de longa distância, serviço civil e a promoção de mérito. Até ao início do século XIX, a economia da China era mais aberta e estimulada pelo mercado do que as economias da Europa. Actualmente, porém, muitos acreditam que o Ocidente é o lar de pensadores e inovadores de negócios criativos, e que a China é em grande parte uma terra de aprendizes rotineiros, um lugar onde a P&D é diligentemente perseguida, mas as descobertas são raras. Quando perguntamos qual a razão, as respostas em geral variam, segundo um estudo conduzido pela Universidade de Harvard, pois algumas pessoas culpam os engenheiros. A maioria das “start-ups” chinesas não é fundada por desenhadores ou artistas, mas por engenheiros que não têm criatividade para pensar em novas ideias ou projectos. Outros culpam o governo pela escala sem precedentes da sua falha em proteger os direitos de propriedade intelectual, chegando mesmo a invocar que os produtos da “Apple” foram pirateados em todo o mundo, mas absurdamente apenas a China abriu lojas totalmente falsificadas repletas de funcionários que pensam que trabalham para a empresa americana. Ainda outros culpam o sistema de ensino chinês, com a sua versão modernizada do que os japoneses denominam de inferno dos exames da China. Como é possível que estudantes tão completamente focados nos resultados dos testes possam ser inovadores? As décadas de experiência de campo e pesquisa na China e as dezenas de estudos de casos que foram analisados e publicados, permitem observar a existência e pouco mérito em todos esses pontos de vista, devendo ressaltar que muitas das empresas ocidentais mais inovadoras foram fundadas por engenheiros. Tais críticas não contam

toda a história. A China não tem falta de empreendedores ou procura de mercado e dada a enorme riqueza e vontade política do governo, o país tem o potencial de definir o tipo de políticas económicas e construir o modelo de instituições de ensino e pesquisa idênticas às que impulsionam os Estados Unidos no domínio tecnológico. Mas esse potencial é usado? É possível ver desafios consideráveis. A observação de como a inovação está a acontecer na China, de cima para baixo e vice-versa, através de aquisições e educação, lança luz sobre as complexidades da questão, destacando a promessa e os problemas que o país enfrenta na sua procura para se tornar o líder da inovação mundial. O “Programa Nacional de Médio e Longo Prazo para o Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (MLP, na sigla em inglês)”, criado em 2006, declara a sua intenção de transformar a China em uma sociedade inovadora até 2020 e líder mundial em ciência e tecnologia até 2050. Tal declaração não é vazia, pois tem um histórico sólido de estabelecer políticas e incentivos, e depois observar os cidadãos e autoridades dos

governos locais, até ao nível das aldeias, a segui-la. O governo chinês, durante quarenta anos, tem usado a sua riqueza de recursos e vontade política para estimular a inovação de topo. É de recordar que nas décadas de 1980 e 1990, a China criou a “National Natural Science Foundation of China” e o “State Laboratory”, e reformulou a “Academia Chinesa de Ciências” de estilo soviético para financiar pesquisas universitárias pré-comerciais em bases revistas pelos seus pares (em vez de políticas), da mesma forma que a “National Science Foundation” faz nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o Estado, com o apoio dos governos regionais, financiou o desenvolvimento de zonas de alta tecnologia para promover a comercialização da inovação. A partir de 1985, quando a primeira dessas zonas foi desenvolvida, em Shenzhen, proliferaram a ponto de serem uma paragem usual nas excursões oficiais de qualquer grande cidade chinesa. O poder do governo de moldar indústrias inovadoras novas pode ser visto nos efeitos das suas políticas no sector de turbinas eólicas, pois em 2002,

lançou um processo aberto de licitação para projectos de parques eólicos para incentivar a concorrência entre os fabricantes de turbinas. As importações estrangeiras inundaram o mercado incipiente da China, e em um modelo que se repetiria em outras indústrias, o governo exigiu que as empresas estatais adquirissem 70 por cento dos componentes das empresas domésticas. As empresas estrangeiras continuaram a investir directamente na China, mas até 2009, seis das dez maiores empresas de turbinas eólicas eram chinesas, o que culminou em um crescimento notável na participação das empresas domésticas nas vendas totais, que passaram de 51 por cento em 2006 para 93 por cento em 2010. O objectivo do MLP de 2006, era reduzir a dependência da China de tecnologia importada para uma cifra não superior a 30 por cento em poucos anos, aumentar o financiamento interno em P&D e ultrapassar os rivais estrangeiros no que o governo identificou como sectores estratégicos emergentes, biotecnologia, tecnologias de eficiência energética, produção de equipamentos, tecnologia da informação e materiais


opinião 17

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perspectivas

JORGE RODRIGUES SIMÃO

a inovação

avançados. A fim de atingir tal objectivo, o governo chinês introduziu subsídios à exportação para as empresas chinesas e uma política que exige que os ministérios e as empresas estatais adquirissem bens, quando viável, de empresas de propriedade chinesa. Apesar das objecções de que esses movimentos violassem os termos da participação da China na Organização Mundial do Comércio, poucas firmas internacionais saíram do país, tendo-se resignado a apoiar a inovação chinesa. Assim, enquanto em 2004 havia cerca de seiscentos centros estrangeiros de P&D na China, em 2010 esse número mais do que duplicou, e a sua grandeza e importância estratégica aumentaram. A “Pfizer” mudou a sua sede na Ásia para Xangai no mesmo ano e em 2011, a “Microsoft” abriu o seu centro de P&D na região Ásia-Pacífico, em Pequim, e a “General Motors” abriu um Centro Técnico Avançado, composto por vários laboratórios de engenharia e desenho. A sede da P&D da Ásia da “Merck”, em Pequim entrou em actividade em 2014. Talvez não exista uma demonstração mais possante da capacidade da China de estabelecer e realizar

metas ambiciosas do que o apoio do governo ao transporte ferroviário de alta velocidade e os esforços para colocar seres humanos na Lua, em que ambos os projectos exigem financiamento em uma escala aparentemente impossível para o país. É de acreditar na sua capacidade de inventar e adaptar numerosas tecnologias e que tais

A China não tem falta de empreendedores ou procura de mercado e dada a enorme riqueza e vontade política do governo, o país tem o potencial de definir o tipo de políticas económicas e construir o modelo de instituições de ensino e pesquisa idênticas às que impulsionam os Estados Unidos no domínio tecnológico

ambições podem impulsionar a inovação da mesma forma que os programas financiados pelo governo resultaram nos Estados Unidos na segunda metade do século XX. Há quem defenda limites, no entanto, para os que ainda consideram um governo demasiado musculado e motivado como o da China quanto às exigências em matéria de inovação e contra as intenções do governo e dos recursos nacionais, devido às correntes poderosas que se originam no sistema comunista e amenizadas pela forte liderança do presidente Xi Jinping e na cultura antiga da China. Existia o medo de que essas forças pudessem restringir a criatividade empreendedora que borbulha na China. No início da década de 1990, Edward Tian, um empreendedor educado nos Estados Unidos, fundou a “AsiaInfo”, que em três anos cresceu e se transformou em uma próspera empresa de trezentas e vinte pessoas e uma receita de quarenta e cinco milhões de dólares. O então primeiro-ministro, em 1996, frustrado com o ritmo lento das mudanças tecnológicas no sector das telecomunicações da China, convenceu Tian de que era seu dever deixar a empresa para liderar uma

nova empresa, a “China Netcom”, para construir uma nova rede de fibra óptica que ligasse cerca de trezentas cidades e passados cinco anos era uma empresa inovadora, com uma cultura aberta e criativa, apesar de ser propriedade conjunta de quatro agências governamentais. Em 2002, quando o gigante das telecomunicações “China Telecom” foi desmembrado pelo governo, os seus dez mercados provinciais do norte foram integrados à “China Netcom” e do dia para a noite, Tian tornou-se responsável por uma organização de duzentas e trinta mil pessoas. O choque cultural entre as duas organizações foi extraordinário. Tian foi visto por muitos funcionários da “China Telecom” como um “outsider” americano que tentava reconstruir uma empresa estatal de forma inaceitável. Seis meses após a fusão, o estudo sobre o caso da “China Netcom” foi apresentado a setenta executivos chineses de topo, incluindo vinte da indústria de telecomunicações que em vez de extraírem lições sobre a relação entre mudança organizacional e o sucesso nos negócios, o grupo atacou Tian pela sua forma não-chinesa de administrar e de incompetência por apresentar a cultura do “Silicon Valley” na China de uma forma tão positiva, o que fez Tian abandonar o cargo na “China Netcom”. A “China Netcom” acabou por se parecer com uma empresa de telecomunicações moderna, com as estruturas de governança necessárias para serem cotadas nas bolsas de valores internacionais, mas permaneceu no coração de uma empresa estatal. Quando se pretende descobrir os gestores da empresa na procura do real proprietário poder-se-á pensar que é o secretário do partido, pois o “Partido Comunista da China” exige que um representante esteja presente em todas as empresas com mais de cinquenta funcionários. Todas as empresas com mais de cem funcionários devem ter uma célula partidária, cujo líder se reporta directamente ao partido no município ou província. Tais requisitos não se vêem que possam comprometer a natureza proprietária da direcção estratégica, das operações e da vantagem competitiva de uma empresa, restringindo assim o comportamento competitivo normal. Mas mesmo se o governo dissolver as células partidárias e, em vez disso, redobrar os seus esforços para incentivar inovações revolucionárias, não haverá um desincentivo maior que seriam as realidades económicas dos mercados nos quais as empresas chinesas operam e há quem se interrogue qual o motivo de ter o trabalho de ser pioneiro em ofertas inovadoras, quando as recompensas e as perspectivas de crescimento para melhorias são tão grandes, quer no mercado doméstico como no exterior? Se considerarmos a plataforma de serviço “business-to-business (B2B) Alibaba”, que em 2001 era tão insegura que se temia que fosse à falência, mas que adaptou criativamente as tecnologias estrangeiras às necessidades dos mercados em desenvolvimento, e que serve cem milhões de clientes em quase duzentos e cinquenta países.


18 desporto

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AUTOMOBILISMO F3 PODERÁ DITAR ALTERAÇÕES AO CIRCUITO DA GUIA

A Fórmula 3 irá sofrer uma profunda mutação em 2019, o que poderá ter reflexos no Grande Prémio de Macau. Os novos monolugares da categoria, mais potentes, poderão obrigar a que sejam feitas alterações ao actual traçado do Circuito da Guia

Guia e a nova fórmula

P

ARA que os novos carros de Fórmula 3 possam competir no popular circuito do território a partir de 2019, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) poderá exigir um grau superior àquele que actualmente detém o Circuito da Guia. Neste momento, o circuito do território tem a homologação Grau 3 da FIA, o que lhe permite acolher qualquer tipo de competição automóvel com uma relação peso/ potência de dois a três quilos por cada cavalo de potência. A nova Fórmula 3 tem 350 cavalos de potência prometidos, portanto, um peso mínimo de 700 kg seria necessário para atender aos requisitos actuais do Circuito da Guia. Contudo, os futuros Fórmula 3 terão que ter um peso mínimo

Visto que tornar os carros mais pesados só para estes competirem em Macau parece fora de questão, melhorar a segurança da pista, para que esta possa receber a homologação de Grau 2, é a alternativa mais viável.

igual ao inferior aos Fórmula 1. Visto que tornar os carros mais pesados só para estes competirem em Macau parece fora de ques-

tão, melhorar a segurança da pista, para que esta possa receber a homologação de Grau 2, é a alternativa mais viável.

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Liga de Elite Sporting soma vitória diante do Ching Fung

EDITAL Edital n.º Processo n.º Assunto

: 37/E-BC/2018 :437 /BC/2017/F :Início de audiência pela infracção às disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local : Avenida do Conselheiro Borja n.º 352, Edf. Fai Mun Kok, fracção 4.º andar E (CRP:E3), Macau. Li Canfeng, Director da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, faz saber que ficam notificados o Sr. HONG GUANYU e a Srª LYU XIAOHONG, proprietários do local acima indicado, do seguinte: 1.

Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que no local acima indicado se realizaram as seguintes obras não autorizadas: Infracção ao RSCI e motivo da demolição Instalação de uma gaiola Infracção ao n.º 12 do artigo 8.º, metálica na parede exterior obstrução do acesso aos pontos de junto à varanda da fracção. penetração no edifício. Construção de paredes em Infracção ao n.º 12 do artigo 8.º, alvenaria de tijolo e janelas obstrução do acesso aos pontos de de vidro na varanda da penetração no edifício. fracção. Obra

1.1 1.2

2.

As varandas e janelas acima referidas são consideradas pontos de penetração no edifício para realização de operações de salvamento de pessoas e de combate a incêndios, não podendo ser obstruídos com elementos fixos (gaiolas, gradeamentos, etc.), de acordo com o disposto no n.º 12 do artigo 8.º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/95/M, de 9 de Junho. As alterações introduzidas pelos infractores nos referidos espaços, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto pontos de penetração no edifício e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, as obras executadas não são susceptíveis de legalização pelo que terá necessariamente de ser determinada pela DSSOPT a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada.

3.

Nos termos do n.º 7 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 12 do artigo 8.º é sancionável com multa de $2 000,00 a $20 000,00 patacas.

4.

Considerando a matéria referida nos pontos 2 e 3 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data da publicação do presente edital, podendo requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 95.º do RSCI.

5.

O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15.º andar, em Macau (telefones n.os 85977154 e 85977227).

RAEM, 23 de Abril de 2018 O Director dos Serviços Li Canfeng

O Sporting de Macau reentrou na luta pelo segundo lugar da Liga de Elite depois de ter derrotado o adversário directo Ching Fung por 1-0. No Estádio de Macau, no sábado, o golo da equipa orientada por Nuno Capela foi apontado por César Gibelino, aos 52 minutos. Por sua vez, o Benfica de Macau superiorizou-se, ontem, ao Ka I com um vitória por 8-2. Nikki Torrão (11 e 31), Carlos Leonel

(38,54, 69, 71 e 78) e o guarda-redes Batista (89 g.p.) foram os autores dos golos dos encarnados. William apontou aos 85 e 87 minutos para o Ka I. Com este resultado as águias ocupam o primeiro lugar da Liga de Elite, com 10 vitória em 10 jogos. Nos restantes encontros, a Polícia ganhou à Alfândega por 1-0, o Monte Carlo bateu o Hang Sai por 3-2 e o C.P.K. esmagou o Lai Chi por 14-0.

Futebol Pelé regressa ao banco com vitória

A Casa de Portugal derrotou a formação dos Artilheiros por 2-1, na sexta-feira à noite no Canídromo, no jogo que marcou o regresso do treinador Pelé ao banco da equipa de matriz lusa, após uma suspensão de seis anos. Os golos da Casa de Portugal foram apontados por Fernando Alves, aos 52, e Marcelino Silva, aos 70, após a formação ter estado a perder por 1-0. Já o Consulado de Portugal venceu o Hong Lok por 4-1, com golos de Joadoson Barbosa, aos 16 minutos, e um hat-trick de Ruan Silva, com golos aos 50, 59 e 64 minutos.

Automobilismo André Couto foi 9.º em Sugo André Couto terminou ontem a segunda ronda do Campeonato Super Taikyu no nono lugar. O resultado do piloto de Macau na pista de Sugo ficou comprometido pelo facto do colega de equipa Jeffery Lee se ter visto envolvido num toque com outro carro. Depois deste toque, as esperanças do Audi R8 LMS GT3 conduzido pela tripla Couto, Lee e Shintaro Kawabata foram seriamente comprometidas. No entanto, André Couto mostrou um bom ritmo e na sua sessão de qualificação ficou no segundo lugar. Contudo, o facto da grelha ser definida pela combinação da resultados

das diferentes sessões de qualificação, valeu-lhe o sétimo posto final. O vencedor do fim-de-semana foi o Porsche 911 GT3, conduzido por Tsubasa Kondo, Satoshi Hoshino e Seiji Ara.

Em declarações este fim-de-semana ao portal alemão ‘Motorsport-Total. com’, Laurent Mekies , Director de Segurança da FIA, disse que “queremos garantir a segurança necessária para os carros. Se o circuito de Macau for classificado como Grau 2, carros de corrida com uma relação peso/potência de um a dois quilos por cavalo de potência deverão ser autorizados a correr. Os (futuros) carros de Fórmula 3 não serão mais pesados que os carros de Fórmula 1, que devem pesar no mínimo 660 kg no próximo ano. Se um carro chegar a Macau não estando conforme o Grau 3 de homologação da pista, não vamos apenas acrescentar peso para torná-lo elegível, seria uma decisão estúpida.” Simulações deverão ser feitas para perceber como a pista precisará ser ajustada a uma nova realidade. “Se tivermos que chegar a Grau 2, faremos isso”, continua Mekies. “Nós olhamos para onde as simulações nos levam, e elas são muito mais precisas do que apenas olhar para a relação peso/ potencia.” O Presidente do Instituto do Desporto da RAEM, Pun Weng Kun Pun, disse ao portal alemão que “se forem necessárias alterações na pista para um tipo de carro,

iremos avaliá-las e verificar a sua viabilidade”.

OPÇÕES EM ABERTO

No entanto, visto que ainda nenhuma proposta para intervenção no circuito foi elaborada ou apresentada, o responsável máximo pela entidade que coordena o evento não pode avaliar se é possível aumentar a grau de homologação da pista. Devido à sua natureza, a margem para transformações no traçado do Circuito da Guia é muito reduzida e, num cenário de impossibilidade, pode até acontecer que Macau deixe cair a Taça do Mundo FIA de Fórmula 3, mantendo mesmo assim a disciplina no programa do fim-de-semana. De acordo com Pun, o actual carro da Fórmula 3, que continuará a ser usado no campeonato japonês e possivelmente num outro campeonato a ser organizado pelo actual promotor do europeu da especialidade, pode servir de base para que a disciplina que consagrou vários nomes sonantes do automobilismo mundial entre nós possa manter-se no programa do evento. Os Fórmula 3 da actualidade pesam 580kg e debitam 240cv. “Os organizadores vão pesar todas as opções”, afirmou o presidente. “Vamos tomar a decisão que é melhor para a reputação, popularidade e história do Grande Prémio de Macau.” O contrato entre a FIA e a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau tem uma periodicidade anual. Sobre este assunto, Pun disse ainda à publicação germânica que “trabalhamos sempre com a FIA numa base anual para o Grande Prémio de Fórmula 3 desde 1983. Olhamos para o programa de corridas ano após ano e este deve ser de primeira classe e variado.” Segundo a mesma fonte, Pun espera que, devido aos muitos anos de cooperação entre as entidades de Macau e a federação internacional, uma solução do interesse de ambas as partes seja encontrada, esperando que esta cooperação continue por muitos e longos anos. Sérgio Fonseca

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O QUE FAZER ESTA SEMANA

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Diariamente MULHERES ARTISTAS - 1ª BIENAL INTERNACIONAL DE MACAU 1 | Até 13/5 MAM 5 1DE DESIGN 7 3“HOJE,2ESTILO 6 SUÍÇO” 4 9 8 EXPOSIÇÃO Galeria Tap Seac | Até 17/06 4 9 6 1 7 8 3 2 5 EXPOSIÇÃO “THE DINOSAUR HUNT” 2 City 8 Macau 3 4 5 9 7 1 6 Estudio 1 2 4 7 8 3 5 6 9 8 3 5 6 9 4 1 7 2 7 6 9 2 1 5 8 4 3 6 7 8 5 4 2 9 3 1 9 4 2 8 3 1 6 5 7 3 5 1 9 6 7 2 8 4

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AVENGERS: INFINITY WAR SALA 1

AVENGERS: INFINITY WAR [B] Um filme de: Anthony Russo, Joe Russo Com: Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth 18.00, 21.00 SALA 2

TOMORROW IS ANOTHER DAY [C] FALADO EM CANTONÊS COM LEGENDAS EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Chan Tai-Lee Com: Teresa Mo, Ling Man Lung, Rau Liu, Bonnie Xian 19.45

AVENGERS: INFINITY WAR [B] Um filme de: Anthony Russo, Joe Russo

Com: Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth 14.15, 17.00

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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 4

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PROBLEMA 5

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Na 4 semana que passou festejou-se mais um 25 deAbril e o território não passou ao lado das celebrações. Apesar das diferentes motivações dos capitães deAbril, algumas bem egoístas, diga-se, a verdade é que a população saiu a ganhar e viu todas as suas liberdades reforçadas. É um marco e um dos momentos mais bonitos da História de Portugal. No entanto, sempre que vejo as celebrações oficiais e institucionais do 25 de Abril, não posso deixar-me de me sentir enojado. Seja na Assembleia da República, seja através da presença de alguns “notáveis” mesmo em Macau, a verdade é muitos dos que se dizem pela Democracia e pelo 25 de Abril são os que mais contribuem para destruir aquilo que a Revolução dos Cravos nos trouxe. E a destruição é sempre feita através do mesmo fenómeno: corrupção. É a maior ameaça à Democracia portuguesa e é endémica, quer a nível central ou local. O 6 fenómeno não é novo, mas nos anos 80 e 90 havia um crescimento económico que as pessoas sentiam no bolso e que lavava tudo mais branco, mesmo que o fenómeno tivesse maior dimensão. Hoje isso já não acontece e o Cravo que é Portugal tem cada vez menos pétalas. Neste contexto é importante que as pessoas com responsabilidades governativas compreenda que o 25 de Abril não é o sonho das futuras gerações e que a visão romântica do regime pós-revolução vai ser mais e mais questionada. Por isso, a bem de Portugal, da Democracia e das nossas liberdades urge proteger o legado do que se começou com o 25 de Abril. Mas essa protecção começa com tolerância zero contra a corrupção, sem endeusamentos bacocos de figuras corruptas e imorais e sem defesas cegas de partidos políticos. João Santos Filipe

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SECRET SUPERSTAR [B] FALADO EM HINDI COM LEGENDAS EM CHINÊS E INGLÊS Filme de: Advait Chandan Com: Aamir Khan, Zaira Wasim 21.30 SALA 3

RAMPAGE [C] Um filme de: Brad Peyton Com: Dwayne Johnson, Naomie Harris, Malin Akerman, Jake Lacy 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

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segunda-feira 30.4.2018

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


Um homem a quem ninguém agrada é bem mais infeliz do que aquele que não agrada a ninguém. PALAVRA DO DIA

Rochefoucauld

segunda-feira 30.4.2018

Curar os corais O

AUSTRÁLIA INVESTE 313 MILHÕES DE EUROS NA PROTEÇÃO DA GRANDE BARREIRA DE CORAL

Habitação Pública Casas em Seac Pai Van metem água

Várias habitações públicas em Seac Pai Van estão a meter água e, alegadamente, o Instituto de Habitação não faz nada para resolver a situação. Os casos foram revelados ontem pelo canal chinês da Rádio Macau, que cita um morador. Segundo o relato do residente identificado como Liang, a situação foi relatada com antecedência aos Instituto de Habitação, que defende que como o período de garantia terminou só se pode limitar a avisar a construtora. Na mesma peça é ouvida uma moradora identificada como Huang, que se queixa de infiltrações diárias. Apesar de ter enviado uma denúncia para o IH em 2015, a moradora queixa-se que ainda está à espera para saber qual é o resultado das supostas averiguações. A moradora deixa ainda o desejo que o Governo melhore a qualidade das habitações públicas.

Coreias Papa Francisco saúda acordo e enaltece compromisso corajoso

O papa Francisco aplaudiu ontem o acordo entre as duas Coreias e incentivou os países a continuar a colaborar para bem dos seus povos e de todo o mundo. “Acompanho com a oração o resultado positivo da cimeira inter-coreana de sexta-feira e o corajoso compromisso assumido pelos líderes das duas partes para impulsionar um processo de diálogo sincero por uma península coreana livre de armas nucleares”, disse o papa aos fiéis que ontem o ouviam na Praça de São Pedro, no Vaticano. Francisco acrescentou que reza para que a esperança de um futuro de paz e de amizade não seja frustrada e para que a colaboração entre os dois países possa continuar a dar frutos.

ministro do Ambiente e da Energia da Austrália, Josh Frydenberg, anunciou hoje um investimento de 500 milhões de dólares australianos (313 milhões de euros) para proteger a Grande Barreira, o maior sistema de coral do mundo. O Parque Marítimo da Grande Barreira passará a receber 6,3 milhões de euros anuais adicionais para “manter e paliar o trabalho essencial” na área declarada Património da Humanidade, acrescentou o governante. “O Governo vai investir mais de 500 milhões de dólares [australianos], o investimento maior alguma fez feito, para proteger os recifes

e assegurar a sua viabilidade e a dos 64 mil postos de trabalho que dependem da Grande Barreira”, disse Frydenberg, citado pela Efe. O ministro salientou estar a falar de “um amplo leque de iniciativas novas, tendo em conta os melhores conselhos dos especialistas, trabalhando de forma mais estreita com a autoridade do Parque Marítimo da Grande Barreira de Coral para garantir que o recife tem as melhores oportunidades de futuro”. AGrande Barreira, que acolhe 400 tipos de corais, 1.500 espécies de peixes e 4.000 variedades de moluscos, cria anualmente cerca de 4.000 milhões de euros às economias da Austrália e de Queensland.

O maior recife de coral do mundo começou a deteriorar-se na década de 1990 pelo duplo impacto do aquecimento da água do mar e do aumento da sua acidez devido à maior presença de dióxido de carbono na atmosfera. Em Janeiro, o governo central anunciou um investimento do equivalente a 37,5 milhões de euros para aumentar o pessoal e os barcos que combatem a praga de estrelas-do-mar que comem os corais da Grande Barreira. Este apoio oferecia também incentivos aos agricultores para a redução da contaminação gerada pela sua actividade e que confina com a área marítima onde se encontram os recifes.

EUA Pompeo diz que Irão desestabiliza todo o Médio Oriente

O novo chefe de diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, considerou ontem que o Irão “desestabiliza toda a região” e disse que continuará a trabalhar com os “aliados europeus” para corrigir o acordo nuclear iraniano de 2015. Mike Pompeo falava aos jornalistas antes de deixar Riade, após encontros com líderes sauditas, e antes de viajar para Israel para debater também o acordo nuclear iraniano. “O Irão desestabiliza toda a região (…). Ao contrário da administração anterior, não vamos negligenciar a extensão do terrorismo iraniano”, afirmou. O homólogo saudita pediu um endurecimento quanto ao acordo, particularmente em relação ao urânio enriquecido, e apelou para novas sanções contra Teerão devido ao seu programa de mísseis balísticos.

Futebol Shanghai SIPG de Vítor Pereira perde invencibilidade na China

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O Shanghai SIPG, orientado pelo treinador português Vítor Pereira, sofreu ontem a primeira derrota no campeonato chinês de futebol, ao cair por 2-1 no reduto do Changchun Yatai, em encontro da oitava jornada. O nigeriano Odion Ighalo foi a grande figura do encontro, ao marcar os dois golos dos anfitriões, aos 14 e 69 minutos, de nada valendo aos forasteiros o 10.º golo na competição de Wu Lei, que facturou aos 41, assistido pelo brasileiro e ex-portista Hulk. Na classificação, o Shanghai SIPG, que na última ronda tinha perdido os primeiros pontos (1-1 na recepção ao Tianjin Teda), manteve-se na liderança, mas só tem mais dois pontos do que o Guangzhou Evergrande.

ÍNDIA PORTUGUÊS DETIDO EM AEROPORTO COM TRÊS QUILOS DE COCAÍNA

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M português foi detido na quinta-feira no aeroporto de Chennai (antiga Madrasta), no sul da Índia, com três quilos de cocaína escondidos num dispositivo eléctrico, oculto na bagagem, noticiou a edição electrónica do Times of India. De acordo com o Departamento de Controlo de

Narcóticos da Índia, citado pelo Times of India, o português confessou que serviu de correio de droga, tendo-lhe sido paga uma importância expressiva para transportar um pacote na viagem aérea de São Paulo, no Brasil, a Chennai, com escala no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

As instruções reveladas pelo cidadão nacional foi as de entregar o pacote que continha a droga num hotel em Chennai. Quando a mala do português foi analisada, as autoridades descobriram um aparelho eléctrico numa embalagem de papelão. O dispositivo foi aberto para verificar se tinha um

núcleo não metálico e muitas camadas de bobinas de fio de cobre e fita adesiva foram removidas, o que permitiu constatar a existência de seis pacotes de cocaína. O português está detido na prisão Puzhal Central e incorre numa pena de prisão de 10 a 20 anos.

Hoje Macau 30 ABR 2018 #4041  

N.º 4041 de 30 de ABR de 2018

Hoje Macau 30 ABR 2018 #4041  

N.º 4041 de 30 de ABR de 2018

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