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Mop$10

Director carlos morais josé • terça-feira 30 de abril de 2013 • ANO XII • Nº 2841

trovoadas min 22 max 26 hum 80-98% • euro 10.1 baht 0.2 yuan 1.2

Ter para ler Venham mais cinco (séculos)

estudo de mandarim Língua como elo amigo dos negócios

centrais

COSTA NUNES Pais contentes mas de pé atrás

Relatório manco CASO LA SCALA

Saúde de lau continua a adiar julgamento

Saúda-se a iniciativa “independente e externa” mas também não se percebe porque é que a avaliação não foi mais fundo. A Associação de Pais do Jardim de Infância Dom José da Costa Nunes, na voz da sua presidente, falou ontem sobre a nota de “Muito Bom” dada àquela instituição de ensino infantil. Para Cristina Ferreira, ainda há um longo caminho a percorrer que pode

passar, entre outras coisas, “pelo aumento das propinas dos alunos” e “pela implementação a curto-prazo das recomendações” veiculadas pelo documento da autoria de dois académicos da área da pedagogia, e outras que os pais também apregoam. Este relatório, defende a presidente da APCN, é, apesar de tudo, um “voto de confiança” para o futuro. Página 5

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sin fong garden

Proprietários das fracções pedem reconstrução agora Página 7 pub

dados pessoais

PME’s lideram pedidos de videovigilância Página 6

violência doméstica

Melinda Chan escreve carta à população Página 3


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política

terça-feira 30.4.2013

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Caso La Scala Novo atestado médico de Joseph Lau leva tribunal a enviar junta médica a Hong Kong

De que sofre o arguido número seis? É mais um adiamento no processo que tem Joseph Lau e Steven Lo como principais arguidos. O julgamento dos dois empresários de Hong Kong responsáveis pelo La Scala só deverá acontecer em Junho. A apresentação de um novo atestado médico para justificar a ausência de Lau não satisfez o tribunal, que vai agora mandar uma junta médica examinar o arguido Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

E

à terceira não foi de vez. O julgamento do caso La Scala foi novamente adiado pelo colectivo de juízes do Tribunal Judicial de Base (TJB): a ausência de Joseph Lau “por motivo de doença” foi a justificação primordial para a marcação de uma nova data para o início do quarto processo conexo ao escândalo de corrupção Ao Man Long. Esta é já a segunda vez que a defesa do empresário

de Hong Kong responsável pela Chinese Estates Holdings – que vem acusado de corrupção activa – apresenta um atestado médico para justificar a ausência do arguido número seis em tribunal. Por isso mesmo, o Ministério Público (MP) sugeriu ontem que os Serviços de Saúde enviem uma junta médica a Hong Kong para examinar Joseph Lau. A acusação assegura que o empresário é sempre visto em forma em gravações e fotografias da imprensa. “Depois da audiência [de 7 de Janeiro], o MP recolheu dados da

imprensa de Hong Kong que mostram o arguido número seis numa vida social muito activa, sendo que há vídeos de ele a deslocar-se à sua empresa, o que mostrou que ele estava de boa saúde e a andar de forma saudável. Isto são provas de que não se pode aceitar a acusação.” O MP alega que o atestado ontem apresentado tem um conteúdo semelhante ao primeiro, que levou ao segundo adiamento do julgamento, e não indica sequer uma data em que seja possível a Joseph Lau comparecer no TJB. “Fala-se apenas numa doença qualquer, sem explicar qual. Pode ser uma doença que qualquer homem da sua idade pode ter.” A acusação diz mesmo que não percebe como é que possa ser “inconveniente” não revelar a doença, como fez a defesa de Lau evocando a privacidade do arguido.

dos, apenas dois estavam em tribunal: Steven Lo – o outro dos empresários de Hong Kong, director da Moon Ocean – e Fong Chun Yun. Mário Silvestre, presidente do colectivo de juízes, aceitou as recomendações do MP, que pediram que fosse ordenado ao arguido

Rigor na avaliação

A audiência de ontem de manhã voltou a encher o TJB de jornalistas e advogados. Dos oito constituídos argui-

Joseph Lau

ir a um hospital público para ser diagnosticado. “O arguido número seis providenciou documentos para justificar a ausência, mas o mais justo é perceber porque é que ele não pode comparecer. É melhor enviar uma junta médica a Hong Kong, para sabermos realmente o

motivo e termos um relatório pormenorizado.” Esta, diz Mário Silvestre, é a melhor forma para que o empresário de Hong Kong se possa defender perante o tribunal. É que, segundo Lee Kam Iut, o advogado de defesa de Joseph Lau, “o arguido gostaria muito de estar presente e estava preparado para vir a [Macau], mas o médico é que achou aconselhável que ele não o fizesse”. Resta, por isso, saber o que diz a equipa dos Serviços de Saúde que avaliará o director da Chinese Estates Holdings. Joseph Lau vem acusado de subornar Ao Man Long para que o ex-secretário das obras públicas lhe adjudicasse os terrenos em frente ao aeroporto de Macau, onde estava a ser construído o La Scala. Lau e Steven Lo terão dado 20 milhões de dólares de Hong Kong a Ao Man Long para obterem informação privilegiada para vencerem o concurso para a concessão das terras, supostamente público. O julgamento foi adiado para 17 de Junho.


terça-feira 30.4.2013

política

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Código Penal Melinda Chan exige ao Governo que reveja “lacunas”

Carta aberta contra a violência doméstica Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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mendar o Código Penal (CP) ao mesmo tempo que o Governo entrega a lei da violência doméstica na Assembleia Legislativa (AL).” É esta a solução apontada pela deputada Melinda Chan para que a violência doméstica passe a ser considerada um crime público. Esta tem sido a posição assumida desde o inicio do debate pela deputada directa, mas agora foi reforçada com uma carta enviada a diversos meios de comunicação social. Nela lê-se que a única forma encontrada para atin-

gir esse fim é corrigir “as lacunas” existentes no CP e que, na sua opinião, são entraves a que se faça justiça junto dos que cometem essa prática. “Tornar a violência doméstica num crime público vai efectivamente resolver o problema e proteger os básicos direitos humanos das vítimas. O Governo não atrasar e evitar a revisão do actual CP e deixar que os violadores continuem a usar estas lacunas para cometer o crime de violência doméstica.” Como tal, “o Governo deveria imediatamente iniciar o trabalho de emendar o CP e pôr um fim às suas lacunas. Só fazendo isto o Gover-

no se torna num Governo responsável, os direitos humanos dos cidadãos serão protegidos e uma sociedade harmoniosa pode ser criada”, acrescenta a deputada. Isto porque, “no CP os crimes ligados à violência doméstica são encarados como sendo semi-públicos, o que não traz verdadeiros efeitos”. Na carta, Melinda Chan pede “à população de Macau para unir esforços que levem o Governo a realizar estas medidas”.

Olhar para casos com “menor gravidade”

A deputada pede ainda que situações de penas suspensas e liberdade provisória

Condomínios Instituto de Habitação quer criar regras simples para a gestão

Só um é que manda Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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problema da múltipla administração dos edifícios pode estar a chegar ao fim. Começa hoje uma consulta pública destinada à revisão do Regime Jurídico da Administração das Partes Comuns do Condomínio, cuja ideia principal é evitar conflitos na administração dos prédios, como acontece quando há mais do que uma pessoa envolvida na gestão. Agora, a Direcção dos Serviços de Reforma Jurídica e do Direito Internacional (DSRJDI) apresenta uma revisão que visa implementar normas padrão, para que haja mais regras no âmbito da gestão de condomínios. Uma das mudanças principais é no contexto da composição da administração, convocação de reuniões e a criação de um fundo de reserva. O intuito é, ainda, simplificar o que o regime agora prevê. As empresas de administração de cada edifício vão passar a ser “obrigadas” a convocarem uma primeira reunião geral de condomínio, “assim que cerca

por bom comportamento sejam utilizadas “de forma apropriada no âmbito dos crimes públicos tendo em conta os casos de violência doméstica”. Devem ainda ser “reforçadas” as medidas de protecção às vitimas. “A lei de violência doméstica deve estipular que menos os responsáveis com menor gravidade devem ser inseridos em grupos de trabalho cívico. Esta constitui uma das medidas para garantir o apoio à vitima.” É ainda exigida a regulação dos “casos negligentes”. Na sua missiva, a deputada explica que “o crime público implica que o responsável fique envolvido num processo criminal em tribunal sem que a vitima tenha de fazer uma reclamação”. “Enfatiza” ainda que “o crime público não significa que o responsável seja preso”.

tiago alcântara

Numa carta dirigida à população, Melinda Chan exige que o Executivo proceda à revisão do Código Penal tendo em vista a lei de violência doméstica, para que seja considerada um crime público

de metade das fracções estejam alienadas”. Reunião que, de acordo com Chou Kam Chou, subdirector da DSRJDI, também tem uma agenda necessária. “São questões de índole fundamental para a administração do condomínio”, e a ideia é consagrar expressamente a obrigatoriedade de eleição da administração e a aprovação do orçamento do ano em causa. À falta desta reunião inicial, o Instituto de Habitação (IH) pode sancionar a empresa administradora do prédio. As reuniões são ainda alvo de um certificado emitido pelo IH, que não permite, desta forma, que se repitam conteúdos das reuniões. Uma forma de controlar que a gestão é assegurada por apenas um grupo. Na conferência de imprensa, ontem, ainda foi deixada a sugestão de que o fundo de reserva do prédio – cujo dinheiro serve para eventuais despesas de reparação – não ultrapasse o dobro do valor das despesas do ano anterior. “Pretende-se, por esta via, evitar o excesso de fundos, o qual pode

ser fonte de irregularidades do sistema”. No ar, e a aguardar a conclusão da consulta pública que decorre até 31 de Julho, ficam duas questões deixadas para discussão sobre a composição dos membros da administração: será adequado reduzir para 10% a quota necessária para a tomada da generalidade das deliberações? Que assuntos devem contar com mais ou menos 10% para a discussão? Segundo o subdirector da DSRJDI, podem fazer parte do grupo da administração do condomínio o proprietário do imóvel ou o promitente-comprador, mas não o arrendatário. Este último, por sua vez, também não pode herdar do proprietário do imóvel despesas com o condomínio, a menos que um contrato entre os dois o estipule. A consulta pública começa hoje e o documento da revisão do regime pode ser descarregado www.dsrjdi.ccrj.gov.mo. Desde 2006, contabilizaram-se 13 casos de conflito de administração do condomínio.

Comissão Eleitoral Postos de votação serão meticulosamente pensados

Preencher o boletim no sítio certo A

experiência das últimas eleições legislativas, há quatro anos, leva a que a Comissão para os Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) pondere melhor os locais para as assembleias de voto que poderão acolher mais de 277 mil eleitores. Isto porque, refere, houve problemas a nível de desmontagem, reconstrução ou reparação de equipamentos logo estes locais já não são uma alternativa viável. Até ao momento, a CAEAL indica que foram visitados vários espaços públicos, assim como escolas oficiais e particulares, cujas condições serão devidamente

avaliadas e comparadas com as anteriores assembleias, tendo em consideração a consulta e análise das opiniões sobre localização e instalações. E, dada esta procura nas últimas semanas, onde se observaram todos os lugares e instalações, a Comissão disse sentir a elevada consciência cívica e colaboração activa dos cidadãos do território, nomeadamente das escolas oficiais e particulares. A CAEAL assegura que irá ponderar os factores de facilidade, espaço e segurança, sem esquecer as necessidades dos idosos e pessoas portadoras de deficiência física, a fim de assegurar a maior facilidade de acesso para o exercício do direito do voto dos cidadãos e o desempenho da sua responsabilidade cívica. Até ao décimo quinto dia anterior ao da eleição, de acordo com o expresso na Lei Eleitoral, a CAEAL anunciará o dia, horário e local de funcionamento das assembleias de voto.


política

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terça-feira 30.4.2013

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hoje macau

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Anúncio O Pedido do Projecto de Apoio Financeiro do FDCT para à 2ª vez do ano 2013

(1)

Fins O FDCT foi estabelecido por Regulamento Administrativo nº14/2004 da RAEM, publicado no B. O. N° 19 de 10 de Maio, e está sujeito a tutela do Chefe do Executivo. O FDCT visa a concessão de apoio financeiro ao ensino, investigação e a realização de projectos no quadro dos objectivos da política das ciências e da tecnologia da RAEM.

(2)

Alvos de Patrocínio (i) Universidades, instituições de ensino superior locais, seus institutos e centros de investigação e desenvolvimento (I&D); (ii) Laboratórios e outras entidades da RAEM vocacionados para actividades de I&D científico e tecnológico; (iii) Instituições privadas locais, sem fins lucrativos; (iv) Empresários e empresas comerciais, registadas na RAEM, com actividades de I&D; (v) Investigadores que desenvolvem actividades de I&D na RAEM.

(3)

Projecto de Apoio Financeiro (i) Que contribuam para a generalização e o aprofundamento do conhecimento científico e tecnológico; (ii) Que contribuam para elevar a produtividade e reforçar a competitividade das empresas; (iii) Que sejam inovadores no âmbito do desenvolvimento industrial; (iv) Que contribuam para fomentar uma cultura e um ambiente propícios à inovação e ao desenvolvimento das ciências e da tecnologia; (v) Que promovam a transferência de ciências e da tecnologia, considerados prioritários para o desenvolvimento social e económico; (vi) Pedidos de patentes.

(4)

Valor de Apoio Financeiro (1) Igual ou inferior quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00) (2) Superior a quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00)

(5)

Data do Pedido Alínea (1) do número anterior Alínea (2) do número anterior

(6)

Forma do Pedido Devolvido o Boletim de Inscrição e os dados de instrução mencionados no Art° 6 do Chefe do Executivo nº 273 /2004, 《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》, publicado no B. O. N° 47 de 22 de Nov., para o FDCT. Endereço do escritória: Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n° 411-417, Edf. “Dynasty Plaza” 9° andar, Macau. Para informações: tel. 28788777; website: www.fdct.gov.mo.

(7)

Condições de Autorizações Por despacho do Chefe do Executivo nº 273 /2004, processa o 《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》.

1.º de Maio Seis associações saem à rua em Macau

Até amanhã

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eis associações de Macau pediram autorização aos serviços da Administração para a realização de manifestações a 1 de Maio, em mais um conjunto de protestos que termina com a entrega de petições na sede do Governo. Com partida entre as 14 e as 15h na zona norte da cidade, as manifestações percorrem parte das principais ruas da cidade e salientam o descontentamento popular em relação a diversas matérias como o impedimento à reunião familiar de pais e filhos, muitos dos quais maiores e já com família constitu-

Fronteiras Governo deve tomar “iniciativa” junto de Pequim

Coutinho evoca politica de “Um país, dois sistemas”

Todo o ano A partir do dia 2 – Maio – 2013 até 2 – Julho – 2013 (O próximo pedido será realizado no dia 2 – Set. – 2013 ao 1 – Nov. – 2013)

O Presidente do C. A. do FDCT, Tong Chi Kin 29 / 4 / 2013

ída, mas que continuam na China continental sem autorização para se fixarem em Macau. Recorde-se que apesar de parte integrante da China, Macau é uma Região Administrativa Especial com autonomia administrativa, legislativa e judicial, mantendo postos fronteiriços com o resto da China. Ao longo da tarde de quarta-feira saem para a rua a Macao Youth Dynamics, Associação de Auto-Ajuda dos Operários de Macau, Associação de Construção e Armação de Ferro e Aço de Macau-China, Associação de Força do Operários de Macau, Associação da

Reunião Familiar e a Associação de Força do Povo de Macau. Autorizados a manifestarem-se estão também dois cidadãos que não são identificados numa nota oficial ontem divulgada. A nota da Polícia de Segurança Pública dá conta que apenas um dos grupos, a Associação de Auto-Ajuda dos Operários de Macau, não concordou com as alterações de percurso impostas pela polícia, que pretende evitar, por exemplo, a passagem na Avenida Almeida Ribeiro, no centro da cidade, há muito reivindicada pelas associações, mas que as autoridades locais não aceitam. A divergência de percursos pretendidos e autorizados levou já a que em diversas ocasiões houvesse confrontos entre os agentes, que impedem a passagem numa determina rua, e os manifestantes que tentam forçar a passagem. Em mais um primeiro de Maio as diversas associações que saem à rua reivindicam, habitualmente e entre outros aspectos, alterações políticas para travar a contratação de estrangeiros para trabalharem em Macau ou a especulação imobiliária, melhores condições de trabalho ou de remuneração e melhores condições para os jovens. - Lusa

O

deputado José Pereira Coutinho quer saber se o Executivo vai usar do seu direito de autonomia, segundo a politica de “Um país, dois sistemas” para “expressar, por iniciativa própria”, a vontade de mudar os horários das fronteiras junto de Pequim. A ideia é defendida numa interpelação escrita entregue ao Executivo. “O Governo da RAEM deve, por iniciativa própria, expressar junto do Governo Central não só para prolongar por mais uma hora a abertura e o fecho do período de funcionamento das fronteiras nos dias festivos, mas também prolongar o período de funcionamento das fronteiras a partir das seis horas da manhã até às quatro da madrugada.”

Coutinho exige ainda uma melhoria dos “softwares e hardwares das fronteiras de Gongbei e Flor de Lótus”, “abrir mais postos fronteiriços em diversas zonas” e ainda “autorizar os veículos de Macau a entrarem e saírem das fronteiras”. Tal serviria para “aumentar o relacionamento e o intercâmbio das pessoas das duas regiões, o conhecimento mútuo e a diminuição da pressão do trânsito em Macau”. O deputado pede ainda que seja exigido junto de Pequim a abertura das fronteiras por um período de 24 horas, “com vista a aumentar o fluxo de residentes e turistas” entre Guangdong e a RAEM.


terça-feira 30.4.2013

Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

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notícia foi avançada pela Agência Lusa na passada semana, depois de um comunicado à imprensa feito pela direcção do Jardim de Infância Dom José da Costa Nunes (JIDJCN), e dava conta de uma avaliação externa com classificação final de “Muito Bom”, e só com coisas boas para dizer sobre aquele estabelecimento de ensino. Contudo, e apesar de muita coisa corresponder à verdade, a história parece não estar totalmente bem contada. Aparentemente, a directora da instituição, Vera Gonçalves, terá apenas dado a conhecer as coisas boas, só que perfeição não existe. Em comunicado ontem enviado às redacções, a Associação de Pais do JIDJCN (APCN) dava conta da satisfação dos encarregados de educação pela “avaliação independente e externa efectuada pela Prof. Dra. Ana Maria Correia e pelo Prof. Dr. João Sampaio Maia” sempre longe do “está tudo muito bem” da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) que já havia habituado a escola. Mas nem tudo o que reluz é ouro. Mesmo saudando a iniciativa, que só peca por tardia, a APCN aponta ainda algumas situações menos boas no jardim de infância. Em conversa com o Hoje Macau, a presidente da APCN, Cristina Ferreira, referiu que o relatório prepara as crianças para um mundo multicultural e representa um “voto de confiança” para o futuro. E nesse sentido, Cristina Ferreira fala mesmo em “recomendações que terão de ter efeito já no início do próximo ano lectivo”. “Na verdade eu daria um Bom+ ao Costa Nunes, mas provavelmente o Muito Bom é um reconhecimento e um estímulo para o futuro. Associamo-nos às declarações da directora Vera Gonçalves mas achamos que há coisas a melhorar.” Mas porquê apenas Bom+? Para Cristina Ferreira isso explica-se facilmente. “O que vou dizer não estava no relatório de catorze páginas que nos foi entregue mas posso afirmar que uma grande parte das coisas que contribuíram para uma boa avaliação foram feitas apenas este ano”, referiu a presidente da APCN, que

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Costa Nunes Avaliação externa de “Muito Bom” não foi totalmente explicada

Relatório aquém das expectativas

acrescenta a seguir: “Penso que o relatório que, repito, saudamos fortemente ficou aquém em alguns aspectos que, por acaso, foram referidos aos dois académicos que o redigiram. Primeiro: existe pouca segurança no recreio da escola, onde existem sete adultos para 110 crianças, o que tem potenciado alguns acidentes. Segundo: é preciso, e nós já o transmitimos por diversas vezes à APIM - Associação Promotora da Instrução dos Macaenses -, que é preciso um subdirector para auxiliar a directora nas questões de gestão do jardim de infância. Terceiro: a natação deveria ser uma componente dentro do currículo. Quarto: a escola deveria promover actividades nas férias escolares e isso não foi falado no relatório.” Por outro lado, o relatório agora conhecido também pode suscitar outras interrogações. Na verdade, a entidade que criou o projecto educativo – encetado pelo professor Ivo Carneiro, enquanto membro da Universidade de São José – é a mesma que avaliou. “Os

pais podem sempre levantar essa questão. Assim como podem achar estranho que a avaliação seja feita por duas pessoas e não por um grupo formado em número ímpar como é normal nestas ocasiões”, referiu Cristina Ferreira.

Mas há coisas boas

Cristina Ferreira, que considerou importante ter sido a APIM a custear a avaliação, não quer ser vista como a pessoa que diz mal de tudo. Não. Para a presidente da APCN, que durante a entrevista referiu algumas vezes que está “contentíssima” com o documento, há três pontos que muito os pais “gostaram muito. “O facto de as professoras terem de trabalhar mais parece-me uma observação adequada, com fim das actividades lectivas às 16h. Por outro lado, pensamos – assim como o relatório concluiu - que os períodos de ausência dos docentes terá de ser mais curto dentro do horário escolar”, explicou a porta-voz dos pais. “Na verdade, e embora a oferta seja interessante com diversas actividades

diárias, os pais acham que os seus filhos têm de estar mais tempo dentro da sala de aula e não com as assistentes. Com os professores. O facto de o relatório ter feito esse reparo vai ao encontro das ânsias da maioria dos pais. Sempre achámos que os professores leccionavam poucas horas.” Uma das coisas apontadas no relatório externo prende-se com a melhoria “da confecção e qualidade da comida e diversidade das ementas ao longo do ano”. Os pais acham mesmo que esta observação ainda podia ir mais longe. “Tudo depende de até onde é que a APIM quer abrir os cordões

à bolsa. Para os pais é muito claro: o Costa Nunes tem uma cozinha fantástica que pede uma cozinheira a tempo inteiro.”

Aumento de propinas tem de avançar

Contudo, as pretensões dos pais podem – admite Cristina Ferreira – chocar com questões de índole económico-financeira. A presidente da APCN sugere mesmo que “sem ovos não se fazem omeletas”, o que mesmo dizer que se não houver dinheiro muitas destas recomendações podem cair em saco roto. “Primeiro é preciso aferir se a APIM tem disponibilidade

APCN precisa de sangue novo De acordo com dados entregues ao Hoje Macau pela presidente da APCN, Cristina Ferreira, entraram mais 50 alunos este ano no Costa Nunes mas apenas “10 ou 12 pais é que se inscreveram na associação”. “É importante que apareçam pessoas porque esta direcção não é, não quer e não pode ser eterna. Preocupa-nos a falta de sangue novo.” É que um decréscimo do número de associados representa um grau de representatividade menor. “Tenho pena de dizer isto, mas os pais não estão sensibilizados com estas questões do associativismo e naquilo que isto pode representar para o bem dos seus filhos.”

financeira para efectuar as mudanças. Depois é preciso que os pais se mentalizem que podem haver aumentos nas propinas.” A propina anual, repartida em três tranches, é de 21900 patacas, mas cada residente de Macau – a maioria - obtêm uma ajuda de 14 mil dada pelo Governo mais 1500 para ajuda de material escolar. “Não há volta a dar. Se queremos um Costa Nunes melhor não se pode esperar que seja apenas a APIM a investir. Penso que os pais têm de compreender que é preciso aumentar o gasto anual na educação dos filhos que, na verdade, me parece muito pouco actualmente”, defendeu a presidente da APCN. Seja como for, ainda existe algo que nunca foi devidamente explicado: as contas do Costa Nunes. “Existem algumas dúvidas em relação às actividades financeiras da escola. Contudo, atendendo aos gastos com pessoal e de acordo com a propina actual, é natural que não se vivam tempos de vacas gordas na escola. Não é obrigatório, mas seria de todo importante que a APIM apresentasse as contas do Costa Nunes aos pais.” Os pais não têm dúvidas: para a frente é que é caminho e o futuro “só pode ser risonho”. “Arrisco-me a dizer que o Costa Nunes é uma das melhores escolas de Macau. Tem infra-estruturas de causar inveja e as crianças são felizes naquela escola. Os professores são dedicados e bons profissionais. Nada disso está em causa com as nossas críticas e com aquilo que o relatório aponta.” Cristina Ferreira refere ainda que “a avaliação anual é para ser mantida” pois “outra coisa não faria sentido”. “Só credibiliza a escola.” A APCN irá agora debater o relatório com os seus associados e identificar como prioritárias as medidas a adoptar. “Uma coisa é muito clara. A APCN quer ter uma boa relação com a APIM, que sempre mostrou mente aberta para nos ouvirem. Esperamos agora que estas e outras recomendações sejam postas em prática.”


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terça-feira 30.4.2013

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Dados pessoais GPDP diz que já recebeu 66 pedidos do sector privado

Instalar câmaras nas PME será mais fácil O Gabinete de Protecção dos Dados Pessoais criou uma “declaração simplificada” a pensar nas Pequenas e Médias Empresas que queiram ter um sistema de videovigilância. Ainda não há um prazo limite para a entrega dos pedidos e a entidade espera que estes sejam feitos “pela iniciativa” das empresas Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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ntre as Pequenas e Médias Empresas (PME) e os grandes espaços as diferenças são muitas no que diz respeito aos recursos para obter o sistema de videovigilância. Por essa razão, o Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais (GPDP) resolveu criar o que chama de “declaração simplificada” para que as PME possam apresentar o seu pedido para a instalação de câmaras nos seus espaços. Em conferência de imprensa realizada ontem, Chan Hoi Fan, coordenadora do GPDP, explicou que

o processo é obrigatório mas que não há um prazo limite para as candidaturas, que deverão ser resultado da “iniciativa” das próprias PME. “Muitas empresas de grande envergadura e estabelecimentos para fins comerciais vão instalar o sistema de videovigilância, mas pretendemos simplificar essas formalidades para as PME. Apenas necessitam de preencher uma declaração simplificada”, disse. Segundo Chongwei Yang, coordenador-adjunto, “as PME não têm recursos suficientes para a elaboração de orientações, e então foi criada esta declaração para prestar apoio. Podem

ser reduzidos os recursos administrativos e humanos com o preenchimento desta declaração.” Segundo dados divulgados pelo próprio gabinete, já foram entregues no GPDP 66 pedidos da parte de privados para a instalação de câmaras. No total, foram feitas 154 notificações, 88 delas pertencentes ao Executivo, desde que o regime jurídico de videovigilância entrou em vigor.

Revisão da lei não é para já

Na mesma ocasião os responsáveis do gabinete garantiram que há muitas situações em que a instalação de câmaras de videovigilância

Deputado critica processo de instalação de câmaras O deputado Chan Meng Kam considera que o regime jurídico de videovigilância nos espaços públicos não tem sido executado correctamente. Em interpelação escrita entregue ao Governo, o deputado considera que o papel das câmaras CCTV “é muito grande, e no caso dos atentados de Boston ajudou a capturar os suspeitos mais cedo. O regime jurídico entrou em vigor em Abril do ano passado, mas até agora ainda não vi a implementação do plano de instalação (das câmaras)”. - C.L.

Coloane Iniciativa é protagonizada pelo designer Kenneth Ho

H7N9 Autoridades de Macau medem temperatura nas fronteiras

Recolha de assinaturas para mudar rumo da história

Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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oje quem passar pela rua do campo, no período entre as 12h30 e as 19h30, pode ter contacto com uma iniciativa que pretende mudar os destinos de Coloane a preservar o meio ambiente. Três cidadãos vão recolher assinaturas que defendem o fim da construção de

prédios altos na ilha. O slogan da iniciativa é “rasgar os edifícios altos para mudar o destino da montanha”, e é promovida pelo designer Kenneth Ho. Ao Hoje Macau, Kenneth Ho explicou que os participantes vão mostrar vários papeis com modelos de edifícios, onde vão escrever as suas opiniões os danos que podem ser causados à serra se forem promovidas

mais construções. “Já temos esta ideia há algum tempo, mas não realizamos nos últimos dias devido ao mau tempo. Prefiro esta forma para mostrar a nossa vontade de proteger o ambiente, porque sou um estudante de design na universidade. Penso que posso usar esta forma para chamar a atenção dos residentes para as questões de protecção ambiental”, aponta. Afirmando que não tem qualquer ligação a associações locais, Kenneth garante que o Governo vai ter conhecimento desta iniciativa. “Mais tarde vamos entregar as assinaturas e as opiniões para o Executivo, para mostrar que os residentes estão preocupados com a ligação entre o desenvolvimento económico e a protecção ambiental”, acrescentou. Mesmo sem ligações a associações, alguns membros da Juventude Dinâmica de Macau deverão estar presentes, por defenderem os mesmos objectivos.

podem violar a lei de dados pessoais. Este diploma, assumem, carece de melhorias, mas estas não vão acontecer para já. “Por enquanto ainda não ponderámos sobre a revisão da lei, e se for necessário faremos uma revisão integral, e não apenas debruçada sobre a questão das multas a aplicar”, disse a coordenadora. Desde a criação do GPDP, há seis anos, já foram apresentadas 43 queixas relacionadas com o sistema de videovigilância, em casos relacionados com gravação de sons ou alargamento do espaço de filmagem. Dez casos ainda estão a ser analisados pelo organismo.

Prevenir antes de remediar O

s Serviços de Saúde (SS) anunciaram a instalação em todos os postos fronteiriços de aparelhos de medição da temperatura corporal, uma medida preventiva face à propagação da gripe aviária H7N9 e à exposição de Macau ao turismo continental chinês. Com 123 casos confirmados até domingo, dos quais 23 pessoas acabariam por morrer, as autoridades chinesas já identificaram infecções humanas da gripe H7N9 em Pequim, Xangai, Jiangsu, Zhejiang, Anhui, Henan, Shandong, Jiangxi, Fujian e Hunan. Numa primeira fase, os SS mediam apenas a temperatura às pessoas que chegavam através do aeroporto

internacional, mas agora a medida foi ampliada a todos os postos de fronteira. Apesar de alguns casos suspeitos já terem sido detectados em Macau, após análises laboratoriais os resultados foram todos negativos, mas, à semelhança de outras doenças como a pneumonia atípica, Macau reforçou a vigilância como medida preventiva controlando a temperatura corporal de quem cruza as fronteiras da cidade. Por outro lado, as autoridades de Macau mantêm contactos com as autoridades da China e outras regiões vizinhas e com a Organização Mundial de Saúde no sentido de promover a “prevenção e de preparação face ao eventual surgimento de qualquer caso de gripe aviária nas regiões vizinhas ou em Macau”. Para os residentes que se deslocam ao exterior ou às zonas onde já foi detectado o vírus, os SS alertam para a necessidade de cuidados redobrados com a higiene e aconselham evitar contactos com aves ou o consumo de carne mal cozinhada destes animais. - Lusa


terça-feira 30.4.2013

sociedade

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Sin Fong Proprietários não querem esperar pelo processo judicial

Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

Reconstrução já, por favor

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erca de 200 proprietários de fracções do edifício Sin Fong Garden entregaram ontem durante a manhã uma carta com reclamações junto do Governo. Segundo o presidente da comissão de gestão do edifício e representante dos moradores, Wong Man Sang, cerca de 98% dos proprietários estão dispostos a suportar parte das despesas com a reconstrução do prédio, mesmo que o Governo pague uma parte do projecto, para que o caso não se arraste até aos tribunais, o que iria prolongar a sua situação sem alojamento. Contudo, exigem ter acesso a todos os documentos referentes ao processo. “A comissão já pediu uma cópia dos documentos do caso, para que os pequenos proprietários possam entender o que aconteceu durante este período. Não podemos esperar mais pelo processo judicial, porque perdemos as nossas próprias casas. Consideramos que se deve fazer a recuperação do edifício, mas que o Governo deve continuar a investigar

Os donos dos apartamentos do edifício Sin Fong Garden apresentaram ontem uma carta no palácio do Governo. Não querem esperar que o caso seja decidido pelo juiz e mostram-se disponíveis a pagar parte das despesas de reconstrução, que entendem que deve ser feita o mais depressa possível

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quem são os culpados no caso”, apontou.

Seis proprietários descontentes

Entretanto, seis proprietários de fracções do Sin Fong Garden estiveram ontem presentes na entrega da carta no palácio do Governo. Acusam o Instituto de Acção Social (IAS) de lhes ter entregue um cheque assinado pela empresa responsável pela construção do edifício, a Weng Fok, como forma de compensação das perdas. “Recusamos o cheque porque o Governo não pode fazer este tipo de representação de um suspeito de culpa do caso, para nos dar dinheiro.” Estes proprietários, representados pelo senhor Hoi, são donos de lojas e não recebem subsídios. Ao Hoje Macau, o IAS garantiu que nem todos têm direito ao subsidio de apoio, e que aqueles que alugam as suas propriedades para fins comerciais não podem receber qualquer ajuda. Quanto ao cheque, o IAS disse que “o senhor Hoi não aceitou o cheque na reunião do dia 20 de Novembro de 2012, pelo que foi devolvido à empresa. Confirmamos aqui que o cheque não tem ligação ao plano de apoio do IAS”, frisou o organismo.

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Cada vez menos se lêem jornais, no entanto nós cumprimos a nossa parte ao anunciar que o Restaurante Fernando, como nos 27 anos anteriores, está fechado no 1º de Maio. As nossas amplas desculpas para quem o não sabia, mas também precisamos de respirar! Agradecemos que repita a tentativa.

Assine-o

Amigavelmente,

Telefone 28752401 | Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo

Restaurante Fernando

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P.S. Pedimos desculpa por sermos, um dia por ano, uma cambada de preguiçosos.

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 121/AI/2013

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 122/AI/2013

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora 趙麗波(portadora do passaporte da RPC n.° G51467xxx), que na sequência do Auto de Notícia n.º 89/DI-AI/2011 de 06.12.2011, levantado pela DST, por prestação ilegal de alojamento da fracção autónoma situada na Rua do Terminal Maritimo, N°s 93-103, Centro Internacional de Macau, Bloco 2, 13° andar B, bem como por despacho da signatária de 22.04.2013, exarado no Relatório n.° 146/DI/2013, de 08.04.2013, foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas), e ordenada a cessação imediata da prestação ilegal de alojamento no prédio ou da fracção autónoma em causa, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e n.°1 do artigo 15.°, todos da Lei n.° 3/2010.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o n.° 1 do artigo 16.° dos Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo, a interpor no prazo de 60 dias, conforme estipulado na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro e no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d'Assumpção n.°s 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.------------

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifiquese o infractor 王開紅(portador do Salvo Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° W36345XXX), que na sequência do Auto de Notícia n.° 89.2/DI-AI/2011 de 06.12.2011, levantado pela DST, por quem angariar pessoa com vista ao seu alojamento na fracção autónoma situada na Rua do Terminal Maritimo, N°s 93-103, Centro Internacional de Macau, Bloco 2, 13° andar B e utilizada para a prestação ilegal de alojamento, bem como por despacho da signatária de 22.04.2013, exarado no Relatório n.º 147/DI/2013, de 08.04.2013, foi determinada a aplicação de uma multa de $20.000,00 (vinte mil patacas), nos termos do n.°2 do artigo 10.° da Lei n.° 3/2010.---------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o n.° 1 do artigo 16.° dos Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.---------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo, a interpor no prazo de 60 dias, conforme estipulado na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro e no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.°s 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 22 de Abril de 2013.

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 22 de Abril de 2013. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes


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nacional

terça-feira 30.4.2013

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1.º de Maio Presidente chinês qualifica sindicatos como “importante pilar do regime socialista”

Consultadoria Portugueses distinguidos em Pequim

Parceiro excelente

A voz do operário

O

presidente chinês, Xi Jinping, qualificou os sindicatos como “um importante pilar do regime socialista”, disse a imprensa oficial ontem, primeiro de três dias de folga proporcionados pelas celebrações do 1.º de Maio. “Os sindicatos devem ouvir os trabalhadores e proteger os seus legítimos

direitos e interesses, incluindo os dos trabalhadores oriundos das aldeias”, disse Xi Jinping, numa cerimónia comemorativa do Dia Internacional do Trabalhador realizada no domingo na sede da Federação dos Sindicatos Chineses, em Pequim. Xi Jinping é também secretário-geral do Partido Comunista Chinês, o mais importante cargo pub

político da China, e presidente da Comissão Militar Central. O líder chinês descreveu os sindicatos como “uma ponte entre o Partido Comunista e os trabalhadores”. “A classe operária é uma firme e segura base para o Partido Comunista Chinês, assim como a principal força na edificação de uma sociedade moderadamente próspera”, disse Xi Jinping, citado pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. No início da década de 1990, o PCC converteu-se à economia de mercado e desde há cerca de dez anos, os empresários privados já podem filar-se no Partido, mas, constitucionalmente, a China continua a ser “um Estado socialista, liderado pela classe trabalhadora”. Sábado e domingo passados foram dias normais de trabalho na China, permitindo juntar duas folgas de compensação ao feriado do 1.º de Maio, que ocorre, este ano, numa quarta-feira.

O

município de Pequim atribuiu o título de “Excelente Parceiro Internacional” à Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI) pelo seu papel na “promoção da cooperação entre empresas chinesas e europeias”, revelou ontem o representante local daquela consultora portuguesa, Richard Deng. “É um reconhecimento do nosso contributo para desenvolver a cooperação empresarial entre a Europa e a China e também para a internacionalização das empresas chinesas”, disse Richard Deng à agência Lusa em Pequim. A distinção foi atribuída pela Comissão Municipal de Ciência

e Tecnologia do Governo de Pequim, sede de um município com mais de 20 milhões de habitantes e cerca de metade do tamanho da Bélgica. Com sede no Porto, a SPI tem um escritório em Pequim há 14 anos. Segundo Richard Deng, para uma empresa ter sucesso na China “é preciso tempo, para conhecer o mercado e estabelecer relações de confiança”. “O mais importante é encontrar o parceiro certo e adoptar uma estratégia de flexibilidade. Os chineses são muito flexíveis”, acrescentou. Em Dezembro passado, a SPI foi seleccionada pela Comissão Europeia para liderar um estudo de ano e meio sobre a evolução da ciência, tecnologia e inovação na China. É o primeiro estudo europeu e visa fornecer “recomendações para orientar a União Europeia e os seus países membros no desenvolvimento de uma estratégia de colaboração”, explicou na altura Sara Medina, administradora da SPI.

Hong Kong Dono do Birmingham City nega acusações de lavagem de dinheiro

Branco mais branco não há HM-30-4-13 2ª vez

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AUTOS DE INTERDIÇÃO CV3-13-0075-CPE 3º Juízo Cível

REQUERENTE: MINISTÉRIO PÚBLICO. --------------REQUERIDO: SOU MAN LEONG.-------------------------*** FAZ-SE SABER que, foi distribuído neste Tribunal, em 08 de Abril de 2013, um Processo de Interdição, com o número acima indicado, em que é Requerido, SOU MAN LEONG, residente em Macau, no Lar da Alegria da Secção de Serviço Social da Igreja Metodista de Macau, para efeito de ser decretada a sua interdição por anomalia psíquica. Macau, 15 de Abril de 2013.

O

dono do clube de futebol inglês Birmingham City, Carson Yeung, acusado de branqueamento de capitais, declarou-se ontem inocente diante de um tribunal de Hong Kong. O empresário, de 52 anos, detido em Junho de 2011, enfrenta cinco acusações de branqueamento de capitais, que envolvem um montante superior a cerca de 730 milhões de patacas. A audiência decorreu num tribunal distrital da Região Administrativa Especial de Hong Kong, onde Carson Yeung se apresentou, envergando um fato escuro, e aparentemente calmo. Em Novembro, o julgamento do empresário foi adiado, depois de o juiz ter aceitado um pedido da defesa, que argumentou necessitar de mais tempo para preparar o complexo processo.

As acusações de lavagem de dinheiro envolvem transacções bancárias efectuadas entre Janeiro de 2001 e Dezembro de 2007. Carson Yeung Ka-sing, que comprou o clube de futebol inglês em

2009, foi detido e acusado em Junho de 2011. Apesar dos problemas legais, Carson Yeung garantiu que continuará a apoiar o clube financeiramente. O empresário começou a trabalhar em Inglaterra aos 16 anos, em 1977, e regressou três anos depois à província chinesa de Guangdong, adjacente a Macau e a Hong Kong, mais propriamente à cidade de Dongguan para trabalhar no sector imobiliário. A origem da sua fortuna não é perfeitamente conhecida, mas sabe-se que em 1994 abriu um salão de cabeleireiro na zona de comércio e lazer de Hong Kong, em Tsim Sha-tsui, e que fez alguns investimentos em Macau, nomeadamente em projectos relacionados com casinos.

Detidos quatro suspeitos da morte de alegado chefe de seita em Hong Kong

A polícia de Hong Kong informou ontem que deteve quatro pessoas suspeitas de envolvimento no homicídio de um alegado chefe de uma seita, que foi morto à facada, no domingo, em frente a um hospital público. De acordo com o jornal Standard, que cita testemunhas e uma fonte policial, o alegado chefe da seita Wo Shing Wo identificado como Tse, de 30 anos, foi atacado por homens vestidos de preto e com máscaras à saída de uma consulta médica no distrito de Sheung Shui. O homem foi encontrado pela polícia inconsciente no chão e foi levado para o hospital, onde foi declarado morto uma hora e meia depois. Os homens detidos têm entre 18 e 30 anos, de acordo com a polícia de Hong Kong.


terça-feira 30.4.2013

região

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S

eul aguardava por uma autorização da Coreia do Norte para poder retirar ontem os 50 funcionários que permanecem no complexo industrial de Kaesong, afirmou uma porta-voz do Ministério da Unificação de Seul, em declarações à Efe. “Não obtivemos resposta da Coreia do Norte”, disse a porta-voz, após confirmar que o Ministério da Unificação enviou, logo pela manhã, às autoridades do país vizinho a respectiva notificação relativamente à saída dos trabalhadores sul-coreanos durante o dia. Regra geral, o regime de Kim Jong-un não demora a responder, mas Seul diz não haver lugar para receios. “Não estamos preocupados”, garantiu, recordando que, no sábado, Pyongyang abriu um precedente ao autorizar a saída de funcionários do Sul apenas meia hora antes do regresso previsto. Seul acredita, por isso, que não deverá haver problemas para desalojar por completo o complexo, cujas operações permanecem suspensas desde que Pyongyang decidiu, no dia 9,

Crise nas Coreias Seul aguarda por autorização do Norte para desalojar complexo de Kaesong

Sem pressas retirar todos os seus trabalhadores – cerca de 53.000 – em mais um episódio da sua intensa campanha hostil, iniciada no mês passado. A saída dos últimos

funcionários sul-coreanos do complexo estava prevista para as 17h. Seul criou um grupo de trabalho para avaliar os prejuízos das empresas afec-

tadas pela crise em Kaesong e de “delinear medidas de apoio integral e prático”, segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro.

Medidas como a retirada dos trabalhadores sul-coreanos “têm elevado o risco de encerramento total do complexo e a Coreia do Sul não poderá fugir à sua culpa se tal ocorrer”, referia ontem o diário estatal norte-coreano Rodong, com a Coreia do Norte a voltar a culpar Seul pela actual situação. Estabelecido em 2004, o complexo fica a dez quilómetros da fronteira, em solo da Coreia do Norte, país que

continua tecnicamente em guerra com o Sul, dado que a guerra de 1950-53 acabou com um armistício, nunca substituído por e um tratado de paz definitivo. Desde o congelamento das relações bilaterais em 2010, Kaesong manteve-se sempre aberto, com raras e breves excepções, mas a 3 de Abril o Norte proibiu aos sul-coreanos o acesso ao complexo e retirou os seus mais de 53.000 empregados.

Tailândia Tribunal adia julgamento de dezenas de ‘camisas amarelas’

Encontramo-nos a 29 de Julho

U

m tribunal da Tailândia adiou ontem o julgamento de dezenas de manifestantes ‘camisas amarelas’, que enfrentam acusações relacionadas com os protestos de 2008 que paralisaram os principais aeroportos de Banguecoque. Cerca de 100 membros da Aliança do Povo para a Democracia (PAD), conhecidos como ‘camisas amarelas’, apresentaram-se ontem diante do tribunal devido à onda de manifestações, ocorrida há cinco anos, contra os aliados do antigo primeiro-ministro Thaksin Shinawatra. O tribunal decidiu adiar o julgamento até 29 de Julho, para ouvir os acusados, dado que alguns não têm representantes legais. “Os arguidos disseram que pretendem escolher os seus próprios advogados, porque enfrentam graves acusações, passíveis de serem punidas com a pena de morte. A audiência não pode continuar se os arguidos não têm advogados”, afirmou o juiz presidente, em declarações citadas pela AFP. Os ‘camisas amarelas’, que granjeiam o apoio das elites de Banguecoque e de membros

do exército, planeiam negar as acusações que pendem contra si, disse o advogado Puangtip Boonsanong, que representa alguns dos acusados. Os protestos dos ‘camisas amarelas’ surgiram da oposição ao antigo primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, um magnata das telecomunicações cujo

Governo democraticamente eleito esteve no poder desde 2001 até ser derrubado por um golpe militar em 2006. Sondhi Limthongkul, um dos líderes do grupo, enfrenta acusações por terrorismo relacionadas com o seu alegado papel na ocupação dos aeroportos. Um total de 114 pessoas

enfrenta acusações devido aos protestos antigovernamentais de 2008, os quais incluíram o bloqueio de dois aeroportos, encerramento do parlamento e uma invasão à sede do Governo. A audiência de ontem incidia sobre 96 dos acusados, dado que os restantes processos não chegaram ainda ao tribunal.

Pelo menos cinco mortos e 45 feridos em queda de ponte na Tailândia

Pelo menos cinco pessoas morreram e 45 outras ficaram feridas, na sequência da queda de uma ponte, este domingo, na província tailandesa de Ayutthaya, a cerca de 66 quilómetros a norte de Banguecoque, noticiou ontem a imprensa local. A ponte desabou no domingo à tarde, após se ter rompido um dos cabos que a suportam, reparado, no ano passado, por cerca de dois milhões de patacas, segundo o diário Bangkok Post. Duas das cinco vítimas mortais confirmadas eram crianças, de acordo com dados das autoridades que indicaram que sete dos 45 feridos se encontram em estado grave. A ponte foi reparada em 2012 depois das graves inundações que afectaram, no ano anterior, Ayutthaya e outras províncias da Tailândia.


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entrevista

Estudo de Mandarim Especialização sino-chinesa vai nascer no ISEC

Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

Elo cultural amigo dos negócios A ideia partiu de um sonho de Raquel de Senna Fernandes, gerente do Centro de Cooperação em Educação Sino-Português (Cesipo), que pretende criar uma relação de “amizade” mais sólida entre a China e a lusofonia por meio da língua. Incansável, durante dois anos bateu à porta de instituições de ensino superior portuguesas e chinesas para vender a sua visão. O Universitas, cooperativa detentora do Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC), presidida por Ruben Leitão, percebeu as vantagens da iniciativa. O Instituto será, para já, a entidade receptora dos alunos chineses que vão aprender a língua portuguesa, a cultura e a linguagem dos negócios para então servirem de intermediários comerciais hoje macau

Há um novo programa de ensino sino-português, a nível superior, que está a nascer com vista a formar intermediários nos negócios entre a China e os países lusófonos. Fale-nos um pouco desta sua visão... Raquel de Senna Fernandes (RSF) - Com o desenvolvimento da economia de Macau há uma procura pela diversificação, podendo Macau ser um pólo de educação não só do jogo mas de cultura e de educação. E com a relação entre a China e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) há aqui uma oportunidade de formar intermediários, principalmente da China. Não só a nível linguístico como também técnicas de comunicação, comércio e área política. E que falem a linguagem dos negócios.

terça-feira

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Qual a ideia inicial deste projecto? RSF - É um curso de especialização, durante um ano a tempo inteiro, que fornece um diploma. Estamos a trabalhar na questão de torná-lo uma licenciatura. Vai ter dois ramos de especialização: comércio e ensino. Ou seja, neste último caso também formação de professores nos vários países. Ruben Leitão (RL) - Tencionamos depois vir a apresentar um curso conferente de grau para tornar estes estudos de negócio sino-português numa licenciatura. Mas, para já, oferecemos de acordo com o que está na lei, que será uma especialização que confere - se a pessoa estiver a frequentar uma outra licenciatura os créditos (ECTS) que vão para o suplemento ao diploma. Portanto, o estudante tem sempre essa formação acreditável no futuro para prosseguir estudos noutra área qualquer, outra escola, noutro país.

Queremos que Portugal saiba que existe esta necessidade por parte de Macau. Enquanto macaenses e chineses, queremos aprender português porque o nosso país precisa de pessoas que podem falar bem português para que possamos ajudar os investidores chineses, contribuindo para ligar as duas regiões Raquel de Senna Fernandes E quantos ECTS irá dar este curso? RL - Vai dar 180, exactamente como uma licenciatura. Quando a licenciatura for reconhecida, e de acordo com a lei em vigor em Portugal, as pessoas podem pedir equivalência do que já fizeram no

contexto desse plano de estudos e é concedida automaticamente. E, suponhamos que está a frequentar outra licenciatura, fica com duas licenciaturas em quatro anos. RSF - Queremos que Portugal saiba que existe esta necessidade por parte de Macau. Enquanto macaenses e chineses, queremos aprender português porque o nosso país precisa de pessoas que podem falar bem português para que possamos ajudar os investidores chineses, contribuindo para ligar as duas regiões. E os chineses ajudam os portugueses ao contribuírem para

a comunidade portuguesa, através do ensino de mandarim para que a nova geração de portugueses conheça esta língua para haver relação com a China, que neste momento é mais governamental e política. A amizade precisa de ser uma experiência quotidiana. O programa está aberto a estudantes do ensino superior e do secundário? RSF - Está aberto àqueles que acabarem o secundário e quiserem prosseguir o ensino superior. Não precisam de ter tido o português na escola. Temos um programa online

que permite preparar os estudantes do secundário no português que daqui a um mês estará pronta. Eu fiz um currículo que envolve várias áreas, não só de línguas mas do ensino, como ensinar mandarim aos portugueses. Portanto, língua, ensino, comércio e desenvolvimento pessoal até porque funcionam como intermediários logo precisam de conhecer como as pessoas trabalham, por exemplo. RL - Qualquer pessoa, que esteja ou não na universidade, vai poder frequentar o curso online que a prepara do ponto de vista do português

básico ou coloquial. E qualquer aluno pode estar a frequentar ou uma formação especializada, não conferente de grau, nestes estudos sino-portugueses de forma a que as pessoas possam eficazmente pôr em contacto chineses com projectos para a CPLP ou pessoas da CPLP com projectos para a China. E as pessoas podem fazer isso mais uma das nossas licenciaturas e portanto as várias opções vão estar disponíveis. A ideia é canalizar estas pessoas para os cursos do ISEC? RL - Sim, porque achamos que é


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uma mais-valia para um cidadão extra-comunitário. É importante ter uma licenciatura que é reconhecida em todo o espaço da União Europeia até porque pode vir a facilitar uma autorização de residência e de fixação para trabalhar. E estas licenciaturas são reconhecidas no espaço da CPLP. Quando é que vai arrancar com o curso de especialização? RL - Queremos começar em Setembro mas vai levar um tempo para que a agência de Portugal, a AE3S (Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior), que avalia os programas e dá os reconhecimentos. E já apresentaram este projecto? RL - Já tivemos uma consulta prévia com a AE3S só que agora só no novo prazo, até 15 de Outubro, é que se pode apresentar as propostas. Mas neste primeiro curso de especialização, que abrirá em Setembro, querem contar com quantos alunos? E qual a sua duração? RSF - Pretendemos ter no primeiro ano entre 30 a 50 alunos. Vamos ter 10 professores mas depende da verba e vagas do ISEC. RL - No fim do ano, quando se espera o resultado da AE3S, dar-se-ia o reconhecimento de todas as unidades curriculares caso os alunos queiram prosseguir os estudos. A acreditação é feita para efeito de prosseguimento de estudos, além de um diploma no primeiro ano. A ideia é depois expandir este projecto para outras instituições do ensino superior em Portugal? E, numa segunda fase, com universidades deste lado do mundo? RSF - Primeiro quero fortalecer a parceria com o ISEC e depois então “vender” o serviço para outras instituições do ensino superior em Portugal. Há universidades que mostraram interesse de promover o mandarim nas suas escolas mas queremos fundar primeiro este projecto-piloto. Macau também já tem projectos com instituições portuguesas por isso não queremos criar conflito mas vamos levar este projecto para a China. Claro que as entidades e universidades de Macau viram interesse em trabalhar neste projecto. Mas vejo que há um mercado muito grande na China. Vou-me encontrar com universidades de Pequim, e já contactei com duas universidades de Hainan, há dois anos, e também de Zhuhai. Fizeram um estudo de mercado sobre empresas interessadas nestes intermediários? Ou já alguns empresários mostraram interesse? RSF - Claro que outras universidades vêem outras oportunidades. Mas esta visão que temos faz de nós pioneiros. RL - Nesta fase contactámos representantes do Governo de Macau em

entrevista

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ser feita parcialmente em Portugal e parcialmente cá.

Lisboa para a parte económica, que manifestaram interesse em a ajudar a estabelecer contactos com a parte empresarial dando-lhes a conhecer esta intenção. E aqui também já tivemos contactos com o cônsul-geral cá e com a Rita Santos (secretária-geral adjunta do Fórum de Macau). De que forma os países da CPLP integram este programa? RL - As pessoas vão ter também conhecimento sobre a história e cultura dos países da CPLP, ou seja, não centramos isto em Portugal. Achamos antes demais que é uma vantagem aprender o português de Portugal. E isso é fácil de conseguir em Lisboa, onde há comunidades dos vários países da CPLP. E, por outro lado, os estudantes que embarcarem nesta actividade vão ter um programa de acolhimento de emersão total. Queremos que estejam num ambiente onde se fala português 24 horas, pois é a melhor maneira de se absorver os costumes, a língua, as amizades e obviamente ter a flexibilidade que é necessária para a vida de quem trata de negócios. E obviamente podem ter as suas próprias iniciativas de negócio. Já existem então parcerias com empresas dos CPLP para fazer estágios? RL - Temos parcerias com empresas dos CPLP porque temos estudantes de Angola, Cabo Verde, e contamos até ao final do ano ter estudantes do Brasil, esperamos vir a recrutar mais empresas para ter a definição

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Que tipo de apoios financeiros têm? RL - Em Portugal vamos trabalhar numa aproximação à CIP (Confederação das Indústrias Portuguesas), inclusive, apresentar este projecto à AICEP, que não foi possível antes da nossa vinda para tentar perceber que tipo de apoios poderíamos obter. Além disso, em Macau há outras possibilidades a explorar, inclusive a Fundação Oriente (por meio do IPOR), por exemplo, a nível de recursos humanos.

Nesta fase contactámos representantes do Governo de Macau em Lisboa para a parte económica, que manifestaram interesse em a ajudar a estabelecer contactos com a parte empresarial dando-lhes a conhecer esta intenção Ruben Leitão dos estágios. Porque durante o curso supõe que haja estágios que contam ECTS, trabalho voluntário seja no centro comunitário da paróquia, seja a nível do ensino do mandarim. Os alunos também terão contacto com experiências culturais na capital teatro, museus, excursões. Numa próxima fase passará não só pela acreditação do grau de licen-

ciatura ao curso mas também por conseguir que alunos portugueses venham aprender português à China, certo? RL - Sim, tencionamos trazer estudantes de Portugal até cá. Para isso queremos estabelecer um intercâmbio com uma universidade de Macau ou da China e o nosso objectivo final será termos uma licenciatura que dá dupla titulação, ou seja, que possa

Para este curso já existe um corpo docente? RSF - O meu centro vai contactar com professores das universidades, como pessoas que cursaram na China na área de educação, política e em Portugal os que sabem como se deve ensinar o mandarim a portugueses. Já temos uma professora de Macau, que fala mandarim, cantonês e português, que percebe deste método de ensinar mandarim a portugueses. Teremos uma nova reunião sobre o recrutamento, por parte da China e Portugal, e também sobre o desenvolvimento do currículo. Também queremos falar com as escolas para que eles ensinem os alunos, essa é parte integrante do curso. RL - Para o curso de especialização já está definido o corpo docente. Já temos, contamos até com uma professora da escola chinesa em Lisboa e temos um conjunto de professores do próprio ISEC, ou seja, equipas para várias áreas. O que distingue este novo projecto de outros existentes no ensino superior português, no Politécnico de Bragança e de Leiria, por exemplo? RL - Tanto quanto sabemos, essas iniciativas centram-se apenas na vertente do estudante frequentar um curso específico e o nível de português que esse estudante aprende é o necessário a nível de fluência para frequentar o curso. E não têm como objectivo uma integração comunitária, como a Raquel propôs, nem um intercâmbio intercultural através da intenção na medida do possível acolher-se pessoas em ambientes onde se fale exclusivamente português. E finalmente, o contacto com as várias culturas do espaço lusófono, já que nos outros não há uma intenção clara de que essas oportunidades surjam. Mas a nível comunitário têm o apoio de autarquias? RL - Toda a gente acha que é uma óptima ideia mas neste momento há pouco dinheiro. Mas temos contactos com várias autarquias da zona de Lisboa e sabemos já que é possível fazer estágios em vários pontos da periferia da capital, em vários serviços. Quanto ao sector privado, há trabalho a ser feito.


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O IACM SAÚDA O

1º DE MAIO DIA DOS TRABALHADORES

A ATFPM SAÚDA O

1º DE MAIO DIA DOS TRABALHADORES

A apomac deseja a todos os trabalhadores e, em particular, aos seus associados, muitas felicidades, por ocasião do

1º de Maio,

Dia do Trabalhador


terça-feira 30.4.2013

vida

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Alterações climáticas Dezasseis países europeus têm estratégia de adaptação

apesar de já haver exemplos concretos, mesmo os países com estratégias aprovadas “não estão a pôr em prática um grande número de acções”. Segundo o relatório, o mais comum, por ora, são programas de investigação, mapas de vulnerabilidade e planeamento. O que a agência recomenda são abordagens integradas, que reúnam diferentes tipos de medidas. “A adaptação requer novas formas de pensar e de lidar com riscos, incertezas e complexidade”, afirma a directora executiva da Agência Europeia do Ambiente, Jacqueline McGlade, num comunicado. “Vai exigir aos europeus que cooperem entre si, que aprendam uns com os outros e que invistam nas transformações de longo prazo necessárias para manter o nosso bem estar perante as alterações climáticas”, completa McGlade. Uma estratégia de adaptação para todo o espaço da UE foi adoptada este mês pela Comissão Europeia e será alvo de uma apresentação esta segunda-feira, no Instituto de Ciências Sociais, em Lisboa.

Ainda está a ser feito pouco

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ezasseis países europeus – incluindo Portugal – já possuem uma estratégia nacional de adaptação às alterações climáticas, mas a sua aplicação prática ainda está na primeira infância, conclui um relatório da Agência Europeia do Ambiente divulgado esta segunda-feira. O relatório traz alguns exemplos do que já está a ser feito por países, regiões ou cidades europeias para melhor enfrentar um mundo mais quente. Há três tipos de acções em prática. As medidas “cinzas” são soluções tecnológicas ou de engenharia, como obras no litoral para protegê-lo da subida do nível do mar já realizadas na Holanda, Bélgica e França. As “verdes” fazem uso da própria natureza, como a plantação de vinhas em regiões mais altas ou com castas diferentes em

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Espanha. E as “brandas” baseiam-se na organização administrativa, na governação e no comportamento, como um sistema de alerta para doenças tropicais em Itália. “Os exemplos de acções já implementadas mostram que a adaptação dos sistemas tanto naturais como humanos já está a acontecer na Europa”, sustenta o relatório. Portugal adoptou a sua Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas em 2010. Outros 15 países também já o fizeram: Áustria, Bélgica, Suíça, Alemanha, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Lituânia, Malta, Holanda, Suécia e Reino Unido. Outros 12 países estão a desenvolver a sua estratégia, mas ainda não aprovaram. A Agência Europeia do Ambiente chama a atenção, porém, para o facto de que,

Arqueologia Descoberta trouxe uma nova tese

A

A origem dos Maias

questão é sobre pirâmides e cerimónias, mas é principalmente sobre origens. Viaje-se no tempo e no espaço até à América Central, na actual região da Guatemala, ao ano 1000 a.C.. Estava-se então no início daquilo a que os arqueólogos chamam “período pré-clássico médio”. Naquela região existia uma constelação de povoações. As famílias, depois de séculos a viverem da agricultura, agregaram-se em grupos mais complexos onde as classes sociais começaram a germinar. No meio desta efervescência, nasceram as primeiras praças e pirâmides, que mais tarde seriam a marca de água das cidades-estado da cultura maia. Os arqueólogos

descobriram agora no local arqueológico maia de Ceibal que estas estruturas nasceram dois séculos mais cedo do que se conhecia, revela um artigo publicado na Science. Estas praças e pirâmides fazem parte de um complexo construído em conjunto e são expressões arquitectónicas de uma mudança social que existiu, por esta altura, desde o Sul da Guatemala até ao golfo do México. Já se sabia que o aparecimento da civilização maia como a conhecemos esteve ligada a este desenvolvimento, mas os autores defendem no artigo que os maias participaram nessa mudança regional. “Há esta ideia da origem da civilização maia como um

acontecimento interno e isolado, e há esta outra ideia de que foi uma influência externa que desencadeou a complexidade social da civilização maia. Agora, estamos a pensar que o que se passou não é nem preto nem branco”, diz Victor Castillo, um dos autores do artigo que pertence à Faculdade de Antropologia na Universidade de Arizona, nos Estados Unidos. Foi no período clássico, entre 250 e 900 d.C., que as cidades mais espectaculares da civilização maia prosperaram, como Tikal, situada a norte de Ceibal, já no início da península de Iucatão. Mas, durante os séculos anteriores, verificou-se a ascensão e a queda de cidades e de outras civilizações como

a olmeca, que é outra das personagens desta história. A civilização olmeca englobava cidades situadas na costa do golfo do México, centenas de quilómetros a norte de Ceibal. Centros como o de San Lorenzo, no istmo de Tehuantepec, atingiram o auge antes de 1200 a.C.. Mas as prospecções arqueológicas feitas até hoje ainda não revelaram em San Lorenzo as estruturas arquitectónicas de praças e pirâmides que se tornaram depois presentes nos maias. Contudo, La Venta, o grande centro olmeca que floresceu por volta dos 800 anos a.C., após o esvaziamento de San Lorenzo, já apresentava estes complexos.


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cultura

terça-feira 30.4.2013

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Património Professor Vítor Teixeira na Universidade de São José

Esta tarde, pelas 18.30, terá lugar, na Universidade de São José, a comunicação Conservação e Promoção da Herança Portuguesa em Macau e no Sudeste Asiático. A sessão terá como orador o Professor Vítor Teixeira, sendo que principal intenção do evento é apresentar algumas ideias, conceitos e estratégias, destacando as linhas fundadoras para a promoção da Universidade de São José enquanto agente e interlocutor para a preservação, conservação e estudo da herança e legado Portugueses, não apenas em Portugal mas também no Sudeste Asiático. Segundo nota da Universidade de São José, é urgente pensar de modo crítico sobre os modos de conservação e protecção da identidade assim como das heranças históricas e artísticas em Macau. Vítor Teixeira é Professor Assistente na Escola das Artes, na Universidade Católica Portuguesa. A apresentação é organizada pela Faculdade de Humanidades da Universidade de São José e terá como moderadora a Professora Lucie Bernier. - T.Q.

Música Abaji em Hong Kong

O músico Abaji actua esta noite, pelas 20h, no Hong Kong Academy for Performing Arts. Um artista, cinco línguas: Francês, Arábico, Turco, Grego e Arménio, assim como um número considerável de instrumentos onde se incluem o oud e o bouzouki, um conjunto de percussões, flautas, harmónicas e um saxofone colombiano de bambu. ‘Origine Orient’ é uma viagem através de sons que exploram os contornos da região Mediterrânica. É essencialmente um trabalho instrumental que apresenta passagens maravilhosas (“Min Jouwwa” ou “desert to desert”) associadas à voz do Libanês Abaji. Abaji nasceu no Líbano de pai Grego mãe Síria. Chegou a França em 1976, tendo desenvolvido um interesse especial pela medicina tradicional Chinesa e artes marciais: Tai Chi Chuan e Do-in. Com fins terapêuticos, praticou Tai Chi durante sete anos. Abaji iniciou-se na guitarra aos 11 anos de idade, tendo depois estudado outros instrumentos como o oud, bouzouki, clarinete, percussões, bem como várias flautas. A música de Abaji nasce da Viagem, do contacto com diferentes culturas e povos. A esse propósito, Abaji actuou em países como a África do Sul, México, Marrocos, Paquistão e estará, agora, pela primeira vez em Hong Kong. O concerto desta noite acontece no âmbito da programação do Le French May. - T.Q.

Instalação ‘Portuguesa Monochrome’ censurada no Edifício Axa A instalação do artista plástico Paulo Mendes não resistiu muito tempo na Avenida dos Aliados, no Porto. Uma bandeira de Portugal gigante a preto e branco, colocada a meia haste no Edifício Axa, junto à Câmara Municipal do Porto no dia 25 de Abril, indignou os próprios programadores, convidando o artista plástico a retirar a instalação. “A ‘Portuguesa Monochrome’, hasteada a meia haste na Avenida dos Aliados no Porto. Contra o vento e contra certas vozes de ordens superiores. Sobre estas, a história continua dentro de minutos...”, escreveu Paulo Mendes na sua página de Facebook perante as primeiras pressões da Porto Lazer e dos responsáveis do projecto 1.ª Avenida. Numa primeira instância, o artista, ter-se-á recusado a retirar a bandeira (parte de uma instalação que também incluía seis vídeos), alegando censura sobre a obra. Durante o feriado, a bandeira manteve-se hasteada e foi fotografada pelas pessoas que passeavam pela Avenida dos Aliados. Manteve-se contra a vontade dos responsáveis por este projecto cultural da cidade do Porto que no dia seguinte voltaram à carga. Paulo Mendes, convidado a participar com a instalação “Portuguesa Monochrome”, resistiu ao braço de ferro até ao dia 26. “... a história continuou e hoje, 26 de Abril, retirei a minha instalação, que não vai poder inaugurar em conjunto com as outras exposições no projecto 1ª Avenida”, escreveu no seu mural. - T.Q.

Arte Wang Chunchen apresenta-se em Pequim

A China em Veneza Tiago Quadros

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Conferência de Imprensa relativa à Exposição do Pavilhão Chinês para a edição deste ano da Bienal de Veneza, decorreu no passado dia 23 de Abril, no Edifício Juran, em Pequim. Estiveram presentes Han Ziyong, Vice-Presidente da China Arts and Entertainment Group; Fan Di’an, Director do Museu de Arte Nacional da China; Xie Jinying, Secretário do Ministério da Cultura para os Assuntos Externos; Wang Chunchen, Curador do Pavilhão Chinês da Bienal de Veneza; assim como sete artistas participantes: He Yunchang, Hu Yaolin, Miao Xiaochun, Shu Yong, Tong Hongsheng, Wang Qingsong e Zhang Xiaotao. Wang Chunchen começou por fazer referência ao estado de preparação da apresentação Chinesa em Veneza, introduzindo, também, alguns dos conceitos curatoriais em causa, assim como os temas mais proeminentes e alguns detalhes acerca dos programas dos artistas participantes. O Curador da representação Chinesa em Veneza também revelou a importante mudança no Pavilhão Chinês, resultante da remoção de um conjunto de depósitos de combustível, realizada com a ajuda do Ministério Chinês da Cultura , Ministério Chinês dos Negócios Estrangeiros que se mantiveram em permanente diálogo com a organização da Bienal. Com esta mudança, a limitação do espaço, bem

como uma certa falta de luz, verificadas no local destinado ao Pavilhão Chinês, deixaram de ser problema. A 55ª Edição da Bienal de Veneza ocorre este ano, entre 1 de Junho e 24 de Novembro, e a China participará neste evento internacional dedicado à arte contemporânea com um Pavilhão Nacional. Com o título ‘Transfiguration’, a participação Chinesa em Veneza terá como principais responsáveis o Ministro Chinês da Cultura, a empresa China Arts and Entertainment Group e o Curador Wang Chunchen. A proposta ‘Transfiguration’ foi seleccionada por uma equipa nomeada pelo Ministério Chinês da Cultura, no passado mês de Fevereiro. ‘Transfiguration’ refere-se ao pensamento e processos de mudança contemporâneos, sobretudo nos territórios da arte, da vida, da transformação da arte em vida, dos lugares comuns da arte em actos performativos, ou ainda da não-arte em arte. Cerca de sete artistas vão estar em destaque na exposição

do Pavilhão Chinês. Entre eles estará He Yunchang que, mais uma vez, abordará questões do foro existencialista, indagando-se a propósito do mundo e da natureza humana, usando para isso o seu corpo enquanto objecto expressivo. He Yunchang apresentará ‘Seawater of Venice’, obra que procura afirmar a comunicação entre as pessoas enquanto comportamento social contínuo; nos últimos anos, Hu Yaolin assumiu a tarefa de proteger, recuperar e reconstruir edifícios tradicionais chineses, estruturas que, no contexto do crescimento urbano que a China atravessa, estão em vias de desaparecimento. Em ‘Thing in Itself’, Hu Yaolin imita simbolicamente a forma do Panteão de Roma, revelando desse modo a natureza complexa do artista, enquanto herdeiro da cultura Chinesa; Miao Xiaochun é um pesquisador e artista experimental no campo dos novos media, e os seus trabalhos resultam da observação e interpretação da história e da cultura por um

artista contemporâneo chinês; Shu Yong procura focar-se na participação pública e interacção, nesse sentido a instalação ‘Ancient Song Bricks’ é uma colecção de vocabulário proveniente do fenómeno cultural, escrita por ele próprio com vista à recolha de informação dos novos quotidianos; Tong Hongsheng constrói a sua obra a partir de crenças e rotinas, com ‘Still Life Series’ o artista quer simbolizar a fé enquanto ‘relíquia cultural’; Wang Qingsong parte da fotografia para apresentar um território em profunda transformação; por sua vez, Zhang Xiaotao é um artista que utiliza vários suportes, desde a pintura a óleo, até à arte digital, sempre com o objectivo de construir fábulas acerca das mudanças sociais e das expectativas em relação ao futuro. A palavra ‘Transfiguration’ assume, no contexto da participação Chinesa em Veneza, o significado de transformação, mudança e deformação, apontando, ao mesmo tempo, vários caminhos geográficos, espaciais, bem como conceitos gráficos como posição e localização. Nesse sentido, Wang Chunchen refere a necessidade e importância do Pavilhão Chinês conseguir reflectir as mudanças, os tempos, os sonhos, os homens e as imagens, isto porque, segundo o Curador, a mudança e o desenvolvimento da cultura visual é composta de todos estes elementos. A exposição no Pavilhão Chinês de Veneza procurará dar relevo à produção artística contemporânea Chinesa, revelando os caminhos que alguns dos artistas da nova geração chinesa têm trilhado. Nesse sentido, Wang Chunchen olha para esta oportunidade como uma plataforma de intercâmbio entre artistas, linguagens, mas sobretudo pensamento contemporâneo.


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cultura

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Prémio Eduardo Lourenço Vence especialista em Fernando Pessoa

Jerónimo Pizarro premiado em Bogotá

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nquanto o poeta Gastão Cruz e a escritora Inês Pedrosa falavam na Universidade de los Andes, em Bogotá, na Colômbia, sobre a sua vida e a sua obra, o comissário da representação portuguesa na Feira Internacional do Livro de Bogotá (FILBO), o académico e investigador Jerónimo Pizarro estranhamente saía da sala para atender telefonemas. No final da sessão foi resolvido o mistério: o especialista em Fernando Pessoa, colombiano com nacionalidade portuguesa, estava a receber telefonemas de Portugal a anunciar-lhe que lhe tinha sido atribuído o Prémio Eduardo Lourenço, que está na nona edição, tem o valor de cerca de 100 mil patacas e é atribuído pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI). Embora Jerónimo Pizarro, 36 anos, não soubesse muitos pormenores sobre o prémio e ainda estivesse a recuperar da surpresa quando o Público falou com ele em Bogotá, o reitor da Universidade

de Coimbra, João Gabriel Silva, justificou à agência Lusa que o comissário da presença portuguesa na FILBO, tem sido “um incansável investigador, trabalhador e divulgador de Portugal na Colômbia” e “da cultura de Portugal no espaço ibero-americano”, justificou. Jerónimo Pizarro é professor da Universidade dos Andes, titular da Cátedra de Estudos Portugueses do Instituto Camões na Colômbia e doutor pelas Universidades de Harvard (2008) e de Lisboa (2006), em Literaturas Hispânicas e Linguística Portuguesa. “Também tem este aspecto interessante de estar muito ligado à obra de Fernando Pessoa, que é manifestamente uma das inspirações principais do professor Eduardo Lourenço e, além disso, representa uma abertura à América Latina, que ainda não tinha havido oportunidade de fazer aqui, nos Prémios Eduardo Lourenço”, concluiu o reitor à Lusa. “Considero o Eduardo Lourenço o maior ensaísta da língua portuguesa e a figura que representa o

pensamento português no século XX. Um prémio que homenageia a figura do Eduardo Lourenço só pode ser uma máxima distinção”, disse Jerónimo Pizarro algumas horas depois. O prémio anual, que tem o nome do ensaísta Eduardo pub

Espectáculo CCM traz Família Addams até Macau em Agosto

Humor negro

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Centro Cultural de Macau apresenta este Verão o grande sucesso da Broadway “A Família Addams”, numa série exclusiva de 12 espectáculos que decorre de 23 de Agosto a 5 de Setembro a terminar a estreia asiática da produção. O mais célebre e assustador grupo de personagens de todos os tempos vai estar na cidade para um humorístico musical, pleno de humor negro. Passado na mansão dos Addams, tão icónica como a própria família, esta história hilariante e original foi descrita como “o pesadelo de qualquer pai”, diz o co-

municado de imprensa da organização. Tudo acontece quando Wednesday Addams, a princesa das trevas, se apaixona por um jovem sofisticado de uma família respeitável e ‘normal, e pede segredo ao pai. Tudo se precipita quando os pais do jovem são convidados para jantar, numa história contada através de uma vibrante banda sonora, excelentes figurinos, fantásticos passos de dança e de um cenário espantoso, acrescenta a nota de imprensa. A bizarra e diabólica família ganhou nova vida pelas mãos de uma equipa

galardoada pelos Tony Awards, depois de uma temporada de quase dois anos na Broadway, a que se seguiram digressões pela América do Norte e a montagem de duas novas produções, uma no Rio de Janeiro e outra em Sidney, levando esta criação a centenas de milhares de pessoas. A Família Addams foi criada originalmente em 1964 para uma série de banda desenhada que mais tarde chegaria ao pequeno ecrã em diversas adaptações televisivas. Personagens como Morticia, Fester e Gomez, tornaram-se definitivamente populares, conquistando público em todo o mundo, com a estreia de uma longa-metragem que foi sucesso de bilheteira nos anos 90. Pela primeira vez na Ásia, a Família Addams faz uma digressão ao longo de dois meses entre Macau, Singapura e Cantão, retomando depois a sua agenda de espectáculos nos EUA.

Lourenço, mentor e presidente honorífico do CEI, foi instituído em 2004, para distinguir personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas, diz a Lusa. Além do reitor da Universidade de Coimbra,

o júri que decidiu na sexta-feira a atribuição do Prémio Eduardo Lourenço era formado, entre outros, pela vice-reitora da Universidade de Salamanca, Maria Serrano, pelo vice-presidente da Câmara da Guarda, Virgílio Bento, pelo físico Carlos Fiolhais e Simonetta Luz Afonso, a museóloga que já dirigiu o Instituto Camões. A sessão de entrega do prémio terá lugar no dia 7 de Junho, na Guarda, inserido nas comemorações dos 90 anos de Eduardo Lourenço e no âmbito de uma conferência sobre “Portugal e o seu Destino”. O Prémio Eduardo Lourenço teve a sua primeira edição em 2004 e já distinguiu Maria Helena da Rocha Pereira, catedrática jubilada da Universidade de Coimbra na área da Cultura Greco-Latina, o jornalista espanhol Agustín Remesal, a pianista Maria João Pires, o poeta espanhol Ángel Campos Pámpano, o penalista Jorge Figueiredo Dias, os escritores César António Molina e Mia Couto, e o teólogo José María Martín Patino.


desporto

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O

brasileiro Emerson Alcântara, seleccionador de futebol de Timor-Leste, quer colocar o grupo de trabalho que orienta entre os mais combativos do Sudeste Asiático num período de cinco anos e para tal conta com uma mão cheia de jovens talentos. O técnico “canarinho”, que representou o Belenenses por uma temporada enquanto jogador, deu a semana passada o pontapé de saída nos trabalhos de preparação do torneio de futebol dos Jogos do Sudeste Asiático. Para a competição, que se realiza no Myanmar em meados de Dezembro, Alcântara pré-convocou vários atletas que evoluem fora das fronteiras de Timor Loro Sae. Entre os alvos prioritários do técnico brasileiro estão jogadores como Jesse Pinto (que veste a camisola dos birmaneses do Yadanarbon FC), Diogo Santos Rangel (dos indonésios do Sriwijaya) ou Tomas de Lani, jovem guarda-redes de 20 anos alegadamente vinculado à Casa do Futebol Clube do Porto de Macau. A ligação é comprovada por vários portais da Internet - entre os quais o portal português zerozero.pt - mas nunca existiu. Os responsáveis pelo futebol sénior dos dragões do território, inactivo desde o início da

Futebol Timor-Leste conta com falso guarda-redes do Porto de Macau

Quem é Tomas de Lani?

Emerson Alcântara

corrente temporada, reconhecem que seria um factor de orgulho ter um antigo jogador do Porto de Macau a actuar aos mais alto nível com a camisola da selecção maubere, mas apressam-se a desmentir qualquer vínculo: “Nos

anos em que estive no FC Porto, primeiro como jogador e depois como treinador nunca trabalhei como nenhum jogador timorense e posso garantir que durante esse tempo o Porto nunca teve atleta nenhum com esse nome”, escla-

pub

AVISO Faz-se público que a seguinte Piscina, afecta ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, estará aberta ao público com o seguinte horário de funcionamento e tabela de preços: Piscina Dr. Sun Iat Sen Aberta entre 1 de Maio e 31 de Outubro de 2013 2a feira : das 13h00 às 20h00 a 3 feira a Domingo : das 7h00 às 12h00 e das 13h00 às 20h00 * Às 2as feiras, a piscina estará encerrada durante o período da manhã para efeitos de limpeza e manutenção periódica, reabrindo às 13h00. Caso uma 2ª feira coincida com um feriado, a piscina permanecerá aberta e o encerramento para a devida limpeza passará para o período da manhã de 3ª feira. Preços, em patacas, dos Bilhetes de Ingresso e Passes da Piscina Dr. Sun Iat Sen Tipo

Bilhetes Simples

Passe Mensal

Passe Trimestral

Passe por época balnear

Adultos Portadores de cartão de estudante Crianças com idade inferior a 12 anos Senióres com idade superior a 65 anos

$15.00 $7.00 $5.00 $7.00

$260.00 $150.00 $90.00 $150.00

$610.00 $440.00 $210.00 $440.00

$1,230.00 $880.00 $440.00 $880.00

* A aquisição de passes é efectuada na bilheteira da piscina, mediante a apresentação de 2 (duas) fotografias de 1.5” (uma polegada e meia) e uma fotocópia do documento de identificação válido.

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Macau, aos 18 de Abril de 2013. O Presidente do Conselho de Administração Tam Vai Man www. iacm.gov.mo

rece, peremptório, o ex-treinador Daniel Pinto. O mesmo desmentido foi feito ao Hoje Macau por Adelino Correia. O director desportivo da Casa do Futebol Clube do Porto em Macau desconhece quem seja Tomas de Lani e diz que pelas redes da baliza do Porto de Macau passaram vários atletas, mas nenhum com o perfil do alegado jovem talento timorense: “Durante os anos em que a equipa esteve activa, a baliza do Porto foi defendida por dois atletas chineses, pelo Jonathan Caunt, pelo Bruno Capitulé, pelo Lino Mourato Lopes, pelo João Guedes e pelo Juninho. Nunca tivemos, nem em treinos, nem à experiência, um jogador timorense”, atesta Adelino Correia. De acordo com a informação referenciada por vários portais da Internet, Tomas de Lani terá estado ao serviço dos dragões de Macau durante duas temporadas e a ligação ao emblema azul e branco é atestado pela própria entrada da Wikipedia referente à selecção na-

cional de futebol de Timor-Leste, ainda que a informação existente sobre o atleta seja escassa. Para o assalto ao torneio de futebol da edição de 2013 dos Jogos do Sudeste Asiático, Emerson Alcântara conta ainda Paulo Helber e Wellington Ramalho, atletas brasileiros com raízes em Timor-Leste, que alinham em clubes de topo das ligas regionais do Brasil. Antes de Alcântara ter assumido o cargo no ano passado, Timor-Leste ocupava o lugar número 206 no ranking da FIFA. Foi pela mão do brasileiro que o onze do Sol Nascente alcançou a sua primeira vitória em termos competitivos, ao derrotar o Camboja por cinco bolas a uma em partida a contar para a fase de qualificação para a Taça Suzuki. O desempenho permitiu que Timor-Leste galgasse lugares a tabela da FIFA. A formação timorense ocupa actualmente o centésimo octogésimo sexto posto da classificação do organismo que chama a si a tutela do futebol a nível mundial.


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[ ] Cinema

futilidades

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Cineteatro | PUB Sala 2

iron man 3 [3d] [c]

Um filme de: Shane Black Com: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle 14.15, 16.45, 19.15, 21.45

iron man 3 Sala 1

the host [B]

Um filme de: Andrew Niccol Com: Saoise Ronan, Max Irons, Jake Abel, Diane Kruger, William Hurt 14.30, 16.45, 19.15

iron man 3 [c]

Um filme de: Shane Black Com: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle 14.30, 19.15

Evangelion 3.9: you can (not) redo [c] (FALADO EM JAPONÊS E LEGENDADO EM CHINÊS) Um filme de: Hideaki Anno 17.00, 21.55

Sala 3

Oblivion [B]

Aqui há gato

Um filme de: Joseph Kosinski Com: Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko 21.30

HORIZONTAIS: 1-Feixe de feno; Medida itinerária do Japão. 2-Suave; Distraído (fig.). 3-Haste de planta; Adoçar um pouco. 4- Suspiros; Suflixo desigantivo de aumento. 5-Sexta nota da escala musical; Grosseiro. 6-Trabalhador de enxada. 7-Instrumento musical de sopro de forma ovóide, feito de barro cozido; Atmosfera. 8-Antes do meio dia; Aparelho para tirar água dos poços ou cisternas; Pessoa notável na sua especialidade. 9-Fábrica de louça de barro; Leilão da pescaria em primeira mão. 10-Vara comprida e grossa dos andores; Bolo que se dá de presente pela Páscoa. 11-Agora; Sujeitara a ónus. VERTICAIS: 1-Indivíduo que se deixa enganar facilmente; Origem. 2-Cada um dos pequenos parapeitos intervalados no cimo dos castelos; Guardar segredo. 3-Observa; Edifício onde se reúne a vereação. 4-Interjeição que exprime admiração; Macho e fêmea; Batráquio. 5-Metalóide pardo-azulado com propriedades antisépticas; Radical químico que entra na composição das matérias plásticas. 6-Barco pequeno. 7-Despertar; Uma das virtudes teologais. 8-Hasta pública; Impulso. 9-Imposto sobre o Rendimento das pessoas Colectivas; Senhora (abrev.); Carta numa só folha. 1-Ilha onde vivia a feiticeira (mit.); Roer. 11-Aversão; Deserto do Norte de Africa.

Soluções do problema

Sudoku [ ] Cruzadas

(contém 20 casas negras)

[Tele]visão TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Telejornal + 360º (Diferido) 14:40 Juntos Pela Música 16:20 Prémios Autores 19:00 TDM Entrevista (Repetição) 19:30 Vingança 20:30 Telejornal 21:00 Montra do Lilau 21:30 A Páginas Tantas 22:00 Escrito nas Estrelas 23:00 TDM News 23:30 Mistérios de Lisboa 00:30 Telejornal (Repetição) 01:00 RTPi Directo

22:30 Vietnam Triathlon 2013 23:30 Cardiff Half Marathon 2012

INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 A Hora de Baco 15:05 Geografia das Amizades 15:30 Best of Portugal 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 AntiCrise 17:20 Portugal Aqui Tão Perto 18:20 O Teu Olhar (Telenovela) 19:10 Madredeus – “Essência” 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:05 Em Reportagem (Madeira) 22:30 Surf Total 22:50 Portugal no Coração

31 - STAR Sports 13:00 FIA World Rally Championship 2013 14:00 International Motorsport News 2013 15:00 Achilles Formula Drift Australia 2013 17:00 Planet Speed 2012/13 17:25 The Verdict 17:55 (LIVE) AFC Champions League 2013 Central Coast Mariners vs. Kashiwa Reysol 20:00 SBK Superbike World Championship 2013 - Race 1 21:00 Golf Focus 2013 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Laureus Spirit Of Sport 22:30 Golf Focus 2013 23:00 Singha Pattaya Open 40 - FOX Movies 12:35 Tooth Fairy 2 14:10 The Hunger Games 16:40 Spider-Man 18:40 Spider-Man 3 21:00 Kung Fu Hustle (Mand) 22:40 Da Vinci’S Demons

30 - FOX Sports 13:00 Intelligent Sport UK Challenge 2012 13:30 Russian Premier Liga 2012/13 FK Rubin Kazan vs. CSKA Moscow 15:30 MLB Regular Season 2013 Houston Astros vs. New York Yankees 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 Vietnam Triathlon 2013 21:00 Cardiff Half Marathon 2012 21:30 The Football Review 2012-2013 22:00 FOX SPORTS Central

41 - HBO 12:00 Game Of Thrones 13:10 The Girl 15:00 The Maiden Heist 16:30 Totally Awesome 18:00 Arthur 19:40 Clear And Present Danger 22:00 Underworld: Awakening 23:30 Sucker Punch 42 - Cinemax 13:00 Dragon Dynasty 14:30 Population/436 16:00 Journey To The Far Side Of The Sun 17:45 Epad On Max 18:00 Hollywood On Set 18:30 Twins 20:15 John Carpenter’s Escape From L.A 22:00 Xiii 23:00 Morlocks

HORIZONTAIS: 1-Paveia; Li. 2-Ameno; Aéreo. 3-Pé; Adocicar. 4-Ais; Ol. 5-Lá; Grasso. 6-Cavador. 7-Ocarina; Ar. 8-AM; Nora; Ás. 9-Olaria; Lota. 10-Varal; Folar. 11-Ora; Onerara. VERTICAIS: 1-Papalvo; Ovo. 2-Ameia; Calar. 3-Vê; Câmara. 4-Ena; Par; Rã. 5-Iodo; Vinilo. 6-Canoa. 7-Acordar; Fé. 8-Leilão; Alor. 9-IRC; Sra; Ola. 10-Ea; Ratar. 11-Horror; Sara.

À venda na Livraria Portuguesa Dublinesca • Enrique Vila-Matas

Samuel Riba considera-se o último editor literário e sente-se perdido desde que se retirou. Um dia tem um sonho premonitório que lhe indica claramente que o sentido da sua vida passa por Dublin. Convence então uns amigos para irem ao Bloomsday e percorrerem juntos o próprio coração do Ulisses de James Joyce. Neblina e mistério. Fantasmas e um humor surpreendente. Enrique Vila-Matas regressa com um romance que parodia o apocalíptico ao mesmo tempo que reflecte sobre o fim de uma época da literatura. Um romance deslumbrante, aberto às mais diversas leituras, uma verdadeira prenda povoada de surpresas. Simplesmente genial.

Cartas do Meu Magrebe • Ernesto de Sousa

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Ernesto de Sousa (1921-1988) foi um artista de vários domínios, nomeadamente nas artes visuais e no cinema. Foi personagem central da cultura portuguesa. Fizeram parte do seu círculo de relações Almada Negreiros, Alves Redol, Lopes Graça, entre muitos outros. O seu filme Dom Roberto (1963), precursor do «cinema novo», foi premiado em Cannes. A caminho da Alemanha para apresentar Dom Roberto, Ernesto de Sousa fez um longo desvio pelo Magrebe (Marrocos, Argélia, Tunísia), de onde se corresponderia com o Jornal de Notícias. Os textos que escreveu mostram uma região muito para além dos tumultos políticos da conquista das independências. Mostram um escritor que nos cativa, procurando caminhos para entender a humanidade, para estabelecer laços com os outros. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

Sistema de surdos-mudos na Assembleia e no Governo O debate sobre a lei de violência doméstica continua a girar sobre o facto dessa acção ser ou não um crime público. Eu, que sou um gato, não entendo muito bem como é que é possível que exista um sistema de surdos-mudos na Assembleia Legislativa (AL) sobre esta questão. Será assim tão difícil decidir este ponto na criação da lei? Uma das maneiras mais antigas para se utilizar quando não se chega a um consenso é a votação por parte das pessoas. Se um grupo não chega a acordo, vota-se. Os participantes devem pertencer a todas as áreas relacionadas, sem faltar ninguém. Mas acredito que, aqui em Macau, para diversas áreas, isso não acontece. Parece que, de facto, não acontece uma consulta pública para toda a população. Nem no caso do mercado nocturno em Sai Van. A população de Macau não é muito grande, por isso calculo que fazer uma consulta realmente pública não seja assim tão difícil. Poderia falar apenas da violência doméstica, ou do caso do edifício Sin Fong, mas no fundo a maioria das grandes questões em Macau carece de uma decisão a sério. O Governo recusa-se a assumir uma posição de determinada forma e deixa sempre a decisão e discussão para o Conselho Executivo... Duvido, até, que todos os seus membros sejam totalmente qualificados para tomar essas decisões, apenas mantém boas ligações com o Chefe do Executivo. Tanto os deputados como os membros do Governo parecem surdos e mudos, onde o diálogo e um debate politica verdadeiro é praticamente impossível de existir. Voltando à questão da lei da violência doméstica, não acredito como é que uma deputada está contra a implementação do crime público nesses casos. Na rede social Facebook, há comentários que dizem que ainda bem que essa deputada nunca foi vitima de tal situação. Concordo. Olhemos para as vítimas reais, que vivem situações complicadas. Pensem no lado humano que uma lei pode e deve tomar, e deixem-se desses diálogos onde ninguém fala, ninguém ouve, ninguém responde. Quebrem o sistema.

Pu Yi


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opinião

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terça-feira 30.4.2013

Merkel aceita croquis de Seguro? Fernando Santos in Jornal de Notícias

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stamos safos! A exclamação-desabafo tem tudo para ser proferida por uma parte dos portugueses após o tonitruante projecto ontem apresentado por António José Seguro.... Sim, o secretário-geral foi zurzido uma e outra vez ao longo dos tempos por decalcar apenas frases bem intencionadas mas sem substrato para safar o país do ciclo recessivo por que passa. E afinal também para Seguro o mundo pula e avança. Como no sonho de uma criança, o XIX Congresso do Partido Socialista - esse, o da unidade pouco inclusiva, como verrinosamente o adjectivou o socratista José Lello - permitiu a ilusão do aproximar de um novo tempo. António José Seguro teve o condão de assinar essa felicidade a caminho. Aliás, mete impressão como ideias tão sedimentadas estiveram tanto tempo guardadas numa espécie de baú e ninguém foi capaz de as ter ou pôr em prática. Há, então, um Novo Rumo anunciado - só não se sabe para quando. A adesão antecipada a novas propostas começa em breve, através de uma convenção cópia dos Estados Gerais gizados por António Guterres e das Novas Fronteiras de José Sócrates.

A formatação do modelo visa, no fundo, objectivos precisos: a conquista de uma maioria absoluta - em eleições antes de 2015, supõe-se, sonha-se, talvez as autárquicas de Outubro ajudem...... - mas bem mais do que isso, pois o líder socialista está aberto a coligações.

António José Seguro tem tudo, incluindo ideias, para que o poder lhe caia no colo pela via democrática. Só mais tarde estará em condições de explicar aos eleitores como os credores internacionais, liderados pela patroa Merkel, o terão obrigado a bater pala e alinhar pela formatura geral dos necessitados Como se constrói essa aurora de esperança? António José Seguro dispõe de uma agenda de cujas páginas faz a convicção da infalibilidade. O receituário impressiona. 12,5 mil milhões de euros para injectar na economia saem de uma série de instrumentos financeiros atrelados ao Banco Europeu de Inves-

timento, à redução do rácio de capital da Banca e à massa da troika disponível para a respectiva recapitalização. Ninguém se tinha lembrado de tal. Soma-se no cadinho da recuperação uma panóplia de decisões, desde um novo modelo de financiamento da Segurança Social a um tratamento fiscal favorável para reinvestimento na criação líquida de emprego, e eis-nos quase libertados dos tormentos. O equilíbrio passa, de resto, pela mutualização de parte da dívida pública (acima dos 60%) com a competente gestão e transferência da responsabilidade para a Zona Euro. Simples. Um desenho assim, bem mais perfeito do que o croquis a que Portugal deve obediência à troika e de cujos defeitos só recentemente Vítor Gaspar se lamuriou, embora continue discípulo, dispõe de uma vantagem-sossego para os credores: António José Seguro não rasgará compromissos herdados do seu sucessor no cargo partidário. Verdadeiramente, as propostas do secretário-geral socialista são propensas à quadratura do círculo. António José Seguro tem tudo, incluindo ideias, para que o poder lhe caia no colo pela via democrática. Só mais tarde estará em condições de explicar aos eleitores como os credores internacionais, liderados pela patroa Merkel, o terão obrigado a bater pala e alinhar pela formatura geral dos necessitados.


terça-feira 30.4.2013

opinião

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Helder Fernando

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à flor da pele

O Direito é de todos nós I Aprecio assistir a um político que escolheu ou aceitou a missão de o ser, tentar publicamente ter actividade intelectual no exercício da sua missão, seja governante ou não. Para que nos acrescente mais, para sabermos e entendermos mais. E, porque não, para os apreciarmos um pouquinho mais. Em Macau é tudo, menos sedutor, o exercício visível da actividade política. Não existe réplica nas perguntas hipoteticamente respondidas, quase não existe contraditório, pedagogia é invisível, sedução, neste tipo de coisas e com tais protagonistas, nem se sabe o que isso é. Porque um político profissional não fala do mundo, das coisas que acontecem, não faz um contexto histórico, não admite ressonâncias locais do que acontece fora de portas, porque não mostra os seus conhecimentos? Pertencem ao mundo empresarial os principais políticos da RAEM? Todos sabemos que sim. Não virá muito mal ao mundo e à região se não pensarem maioritariamente nos interesses do lobby a que pertencem. Sentir-se-ão mais confortáveis falando de economia? Então falem, expliquem-nos, desenvolvam o tema, espevitem-nos sobre o assunto, o que não lhes faltará são tempos de antena. Por certo ficaríamos todos muito mais esclarecidos. Ciclicamente há governantes ou para-governantes que até falam em democracia. Merecem aplauso. Porventura boa parte da população, pelos motivos óbvios, não tem qualquer experiência nem teórica nem prática sobre as virtudes do sistema democrático - ou dos sistemas se quisermos. Boa razão para esses políticos dizerem publicamente o que pensam d sistema democrático, como e quando desejariam que fosse implantado em Macau, ou não. Lamentavelmente o que se sabe do pensamento de quem governa e de quem influencia na RAEM, é praticamente zero. Terá de ser assim? Ah, é a tal questão cultural oriental. Pois, não havendo melhor argumento, esse tem de colar. Os velhos senhores - afinal semelhantes a alguns novos - também costumavam dizer que o povo não estava preparado... Desgraça-

dos povos que nunca estão preparados. Só os políticos e os que frequentam os corredores dos poderes recebem essa luz da inteligência e do conhecimento. As comunidades que se entretenham com os panchões, os fogos de artifício, as feiras, as espampanantes efemérides, os desfiles que pouco têm a ver com a região, os cheques igualitários. E, de preferência, tenham muita saúde, não tentem ir ao hospital público, não tentem viver miseravelmente nas chamadas habitações sociais para formigas, de preferência não respirem o ambiente cada vez mais poluído, não se metam, sem batedores da polícia, por entre o caos do trânsito, não tentem passear sozinhos ou com a família pelo centro da cidade arriscando-se a serem esmagados, tenham muito cuidado com as bebidas que pedem, as águas que bebem, os medicamentos que compram. Não liguem à tensão visível, depois de certa hora, à porta de muitos casinos, não discutam muito os custos da vida que todos os dias sobem. Portem-se bem, sejam simpáticos, sorriam porque há mil câmaras a filmá-los. Ainda dizem que a política é por ciclos. Estaremos no final de qual ou no princípio de qual? II Por vários motivos, todos eles fortes, admiro e, como se sabe, não estou sozinho, a coragem de uma fundação local, a Fundação Rui Cunha, em aberta e objectivamente, defender o Direito de Macau. Nessa defesa, reflexão e divulgação, esta instituição mostra planeamento, estratégia e acção. Não fosse o Direito de Macau uma coisa tão séria, diria: que gente maravilhosa trabalha nesta obra do presente para o futuro. Afinal, exactamente por o Direito de Macau ser mesmo assunto muito sério, repito: que pessoas maravilhosas, cultas, de peito aberto e ideias precisas, gostando a sério desta terra, trabalham na Fundação Rui Cunha! Devemos estar-lhe gratos, o Direito é de todos nós. É a minha maneira pública de dar os Parabéns a esta instituição, na celebração

Não há um modelo; busca-se, pretende-se ler, consultar discursos oficiais sobre que real estratégia o governo português se baseia para desgovernar, nada, para além de piruetas é um vazio de substância

do seu primeiro de muitos e desejavelmente bons Aniversários. III Em Portugal, prossegue acentuadamente a devastação da paz social; no mundo do trabalho dia a dia cresce assustadoramente o desemprego; há muito que importantes componentes do aparelho produtivo foram e continuam sendo destruídos, desindustrializados outros; vendidos ou quase vendidos a preços de saldo a estrangeiros sectores poderosos como a ANA - Aeroportos de Portugal, a GALP, a EDP, a REN, no campo da energia; infra-estruturas como Águas de Portugal ou nas comunicações como CTT Correios de Portugal, ou RTP; até mesmo o sector financeiro está pelo menos sob ameaça de ficar em risco, como a Caixa Geral de Depósitos, etc., etc.. até nada restar. A paz social definha, a crispação aumenta, a revolta é, para mim estupefactamente, todos os dias abafada, os partidos políticos da chamada oposição falam muito, entusiasma-se em circuito fechado, mas nem conseguem movimentar militantes, simpatizantes e a sociedade em geral, para além do povoamento das ruas e palavras de ordem, muitas vezes sem acentuada convicção. Ou seja: prossegue acentuadamente a destruição da democracia portuguesa como ideia e como prática. Até surge, apenas 2 anos depois, novo vendedor de promessas, ainda mais descarado do que o actual 1º ministro, e a promover alianças com aqueles e aquelas que mais destruíram Portugal nas últimas décadas. Não há um modelo; busca-se, pretende-se ler, consultar discursos oficiais sobre que real estratégia o governo português se baseia para desgovernar, nada, para além de piruetas é um vazio de substância. Abandonaram-se modelos, ideias e estratégias a favor das pessoas; a doutrina existente e única visível é descaradamente a favor dos mercados internacionais, os mesmos que transformaram Portugal em capacho, levando o País a destruir grande parte da agricultura, das pescas e de outros sectores da denominada economia produtiva e de sectores públicos estratégicos. Ao que se chegou no País de Abril.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


terça-feira 30.4.2013

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Cristiano Ronaldo é o sócio 100 mil do Sporting

cporaSteff r t oon

Fotógrafo foi expulso por ser “irresistível para as mulheres”

Longe de Alvalade desde 2003, quando foi transferido para o Manchester United quando tinha apenas 17 anos, CR7 não esquece o clube do coração e mostra-se orgulhoso por fazer parte da família leonina. “É um orgulho ser o sócio 100 mil do nosso Sporting, clube onde me formei e pelo qual tenho grande carinho. Fazer parte desta família deixa-me muito contente. Estamos todos juntos. Espero que o Sporting possa ganhar muitos títulos”, disse o jogador do Real Madrid, em mensagem vídeo gravada que passou nos ecrãs do Estádio de Alvalade no intervalo do jogo com o Nacional.

Independente Rui Verde enviou participação ao tribunal

Portuguesas atingidas por explosão em Praga

Duas estudantes portuguesas estão entre os 40 atingidos pela explosão de um edifício em Praga, ontem de manhã, no centro da cidade, atribuída a uma explosão de gás. Em declarações à TSF, Miguel Calheiros Veloso, da embaixada de Portugal em Praga, disse ter conhecimento dos ferimentos de uma das raparigas. “As informações ainda são escassas. Houve uma explosão de gás pouco depois das 10 horas. Há notícia de duas estudantes portuguesas atingidas por essa explosão, uma delas com ferimentos ligeiros na mão; a outra não sabemos bem”, explicou.

Pena de morte pedida para o dono do prédio que ruiu

Os trabalhadores do prédio que ruiu no Bangladesh, causando a morte a 381 dos seus colegas, voltaram esta segunda-feira a manifestar-se, pedindo pena de morte para o dono do edifício em questão. Recorde-se que tinham sido feitos avisos sobre o estado precário do prédio, mas o proprietário decidiu ignorar os alertas e mandou a fábrica abrir de qualquer modo, na manhã antes do desastre. O homem está agora detido, aguardando julgamento e os trabalhadores sobreviventes pedem pena máxima, em honra das vidas que foram perdidas. A manifestação tomou proporções tão drásticas que a polícia teve de ser chamada ao local para a dispersar, recorrendo a tiros de balas de borracha e ao uso de gás lacrimogéneo.

Pedida nulidade da licenciatura de Sócrates

O

antigo vice-reitor da Universidade Independente (UnI) Rui Verde encontra semelhanças entre os casos das licenciaturas de Miguel Relvas e José Sócrates e pediu a declaração de nulidade do curso do antigo primeiro-ministro, em nome do princípio da igualdade. A participação tem por base questões formais envolvendo a avaliação de Sócrates, nomeadamente a disciplina de Inglês Técnico e a concessão de equivalências. A participação de Verde foi dirigida há uma semana ao procurador da República no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, o mesmo para o qual foram remetidas as conclusões do processo da Inspecção-Geral da Educação e Ciência que propôs a nulidade da licenciatura de Miguel Relvas. O antigo responsável da UnI justifica que, da análise do relatório sobre o ex-ministro do actual Governo, resultaram semelhanças entre os dois processos que justificam esta intervenção. “Não há dados novos” no processo de Sócrates, explica Rui Verde ao Público, mas apenas a comparação entre as duas situações. “É o princípio da igualdade em movimento”, ilustra. Contactado pelo Público, José Sócrates não quis comentar. O antigo vice-reitor da UnI já tinha sido o autor do pedido de reabertura do processo relativo à licenciatura de Sócrates, há um ano, pretensão que foi negada pela Procuradoria-Geral da Re-

pública. “Acho que as semelhanças são tantas que acredito que, desta vez, as autoridades vão ter que voltar a olhar para o caso”, defende Verde. Para o antigo vice-reitor da universidade em que José Sócrates se licenciou em Engenharia Civil, “é altura de o assunto ficar definitivamente resolvido” e não continuar “no ar, como tem estado”.

MP investigou e arquivou processo

O documento enviado para o Tribunal Administrativo de Lisboa começa precisamente por comparar a situação de Sócrates com a de Miguel Relvas, que se licenciou pela Universidade Lusófona, também privada. O enquadramento jurídico-administrativo das duas universidades é “idêntico” e “rapidamente se vê que a factualidade descrita” no caso do ex-ministro é “demasiado similar com a ocorrida” com José Sócrates na UnI, defende Verde. O antigo vice-reitor pede, por isso, a declaração de nulidade da licenciatura em Engenharia Civil do ex-primeiro ministro “por incompetência e violação da lei”, apontando “três nulidades irratificáveis, irreformáveis e inconvertíveis”. Rui Verde defende que houve concessão “nula” de equivalências a Sócrates, uma vez que essa decisão não foi tomada pelos conselhos científico e pedagógico como lhes competia. Verde lembra também a avaliação na disciplina de Inglês Técnico, que foi feita por

um professor que não era o da disciplina e da qual não existe enunciado. Além disso, a pauta de Sócrates “é totalmente diferente das outras”. O terceiro motivo apontado prende-se com a inexistência do projecto final de curso, obrigatório para a conclusão de licenciatura. “A avaliação não foi feita de acordo com os parâmetros definidos pela universidade”, sustenta o antigo professor, em declarações ao Público. Rui Verde foi vice-reitor da Independente e autor do livro “O Processo 95385: Como Sócrates e o poder político destruíram uma universidade”, onde reproduzia os documentos relativos à licenciatura do ex-primeiro-ministro. Essa situação valeu-lhe mesmo a ameaça, por parte do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), de que poderia ser investigado por ter na sua posse os dados originais pertencentes àquela instituição de ensino superior. Há um ano, entregou os documentos no DCIAP, juntamente com dois CD e uma lista de pessoas a ouvir, pedindo a reabertura do inquérito. A investigação à licenciatura de Sócrates — obtida em 1996 — foi concluída em Agosto de 2007 e mandada arquivar por não haver indícios de falsificação nem de tratamento de favor ao aluno. No ano passado, a Procuradoria-Geral da República decidiu não reabrir o processo, apesar do pedido de Rui Verde.

Omar Borkan Al Gala é, segundo o próprio descreve no perfil de Facebook, “fotógrafo, modelo e poeta” e, segundo a polícia religiosa da Arábia Saudita, que o expulsaram do país, é “demasiado bonito” e, por isso, “irresistível para as mulheres”. Omar foi expulso da Arábia Saudita, juntamente com outros dois modelos, durante o festival cultural Jandriyah, onde estavam a trabalhar stand de promoção dos Emirados Árabes Unidos. A polícia religiosa saudita deteve os três homens, porque, segundo explicou um dos agentes da polícia à imprensa local, “os membros da Comissão para a Promoção da Virtude e Prevenção de Vícios temiam que as visitantes se apaixonassem por eles”. Foram “deportados para Abu Dhabi”, disse a mesma fonte. A delegação dos Emirados Árabes Unidos emitiu um comunicado em que explicava que, na opinião da organização, a expulsão deveu-se à presença inesperada no stand de uma artista dos Emirados, algo que desafiou o costume de as mulheres não se relacionarem com homens que não sejam da sua família. Entretanto, o perfil de Omar foi invadido por pedidos de amizade, mensagens e apoio e... pedidos de casamento.

Fóssil de ovo de ave-elefante leiloado

O fóssil de um ovo com cerca de 400 anos de idade, de uma espécie extinta conhecida como ave-elefante, foi leiloado em Londres por mais de 780 mil patacas. Também conhecida como aepyornis maximus, a espécie, que vivia em Madagáscar, desapareceu entre os séculos XVII e XVIII, e podia medir até três metros. O ovo, com 21 centímetros de diâmetro e 30 de altura, é cem vezes maior do que um ovo de galinha comum. No leilão, na casa Christie’s, o ovo foi comprado por uma pessoa anónima, através de uma ligação telefónica.

Descapotável de Tarantino encontrado 17 anos depois

O automóvel que John Travolta conduziu no filme “Pulp Fiction” e que tinha sido roubado à porta da casa de Quentin Tarantino há 17 anos, foi encontrado pela polícia da Califórnia este fim de semana. É o Chevelle Malibu vermelho que “Vince Vega” conduzia no filme realizado por Quentin Tarantino e que foi roubado ainda durante a produção do filme, há 17 anos. Agora, o carro foi encontrado, devolvido ao dono, e a polícia da Califórnia deteve o responsável pelo roubo, um ladrão de carros clássicos que o vendeu a alguém em Oakland. O ladrão não irá ser julgado por este crime, que já prescreveu, mas será julgado por outros roubos.

Hoje Macau 30 ABR 2013 #2841  

Edição do jornal Hoje Macau N.º 2841 de 30 de Abril de 2013

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