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SEXTA-FEIRA 29 DE JUNHO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4082

MOP$10

ÁREAS MARÍTIMAS

O QUE FALTA NA LEI PÁGINA 4

PUB

GCS

RÓMULO SANTOS

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

PROTECÇÃO CIVIL

RUMORES E MÃO PESADA PÁGINA 6

FONG SOI KUN

PENSÃO ATÉ DECISÃO PÁGINA 8

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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hojemacau

Caído em ` desgraca PUB

A comunidade educativa de Macau volta a sofrer um abalo. O ex-director da Faculdade de Direito da Universidade de Macau, John Mo, foi acusado de violação por uma estudante. A instituição terminou o contrato com o docente que se encontra em prisão preventiva.

GRANDE PLANO


2 grande plano

O ex-director da Faculdade de Direito da UM foi acusado de violação por uma estudante de outra instituição. John Mo está em prisão preventiva e a universidade terminou o contrato com o docente

29.6.2018 sexta-feira

CRIME

NUVENS NEGRAS JOHN MO DETIDO PREVENTIVAMENTE DEPOIS DE ACUSAÇÃO DE VIOLAÇÃO

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ex-director da Faculdade de Direito da Universidade de Macau (UM), John Mo, foi preso preventivamente e está a ser investigado pela alegada prática de um crime de violação. A detenção foi feita na terça-feira, como avançado pela Rádio Macau, mas a natureza do crime só foi revelada ontem, pela Polícia Judiciária, que confirmou a prisão preventiva, como medida de coacção. Em causa está queixa de uma aluna do Interior da China, que frequenta uma instituição de ensino superior de Macau, que a PJ não indicou, mas esclareceu não ser a UM. A queixa da vítima foi feita no domingo passado, depois de uma deslocação da estudante às instalações para PJ. “Recentemente, um indivíduo de sexo masculino de apelido Mo, por suspeita de ter abusado sexualmente de um indivíduo de sexo feminino, foi detido pela Polícia Judiciária e encaminhado para o Ministério Público no sentido de se proceder às diligências de investigação criminal”, informou a polícia, em comunicado. “Realizado o primeiro interrogatório judicial, tendo em consideração a gravidade dos factos participados sobre o arguido e as circunstâncias concretas do respectivo inquérito, o Juiz de Instrução Criminal, aceitando a promoção da Delegada do Procurador, ordenou a aplicação ao arguido da medida de coacção de prisão preventiva, aguardando-se o julgamento”, foi acrescentado.

PENA PODE ULTRAPASSAR 12 ANOS

Ao HM, a PJ confirmou tratar-se de um alegado caso de violação,

PRIMEIRAS REACÇÕES

CHOQUE PARA A COMUNIDADE

ALEXIS TAM PEDIU RELATÓRIO

UNIVERSIDADES NEGAM CASOS

pesar de ter recusado comentar o caso, devido aos compromissos profissionais com a UM, Agnes Lam considerou que a notícia da detenção foi “um choque para toda a comunidade académica”. A legisladora frisou também que o GAES deu indicações há mais de dois anos para a criação de mecanismos de denúncia e resposta a este tipo de acontecimentos: “há pessoas imparciais que lidam com os casos da maneira mais profissional e de forma confidencial, protegendo os alunos”, indicou. A deputada explicou que desde que assumiu funções nunca teve queixas no seu gabinete por situações do género.

secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, pediu à UM para enviar um relatório sobre o caso e mostrou-se preocupado com a situação. “Pedimos à UM para submeter um relatório de investigação sobre o caso. Ainda não sei o que se passa”, afirmou o governante, de acordo com a Rádio Macau. “Estou muito preocupado porque o ensino superior é uma área muito importante e queremos recrutar os melhores professores e técnicos para Macau”, frisou. Por sua vez, a UM emitiu um comunicado à noite onde explicava já ter enviado o relatório.

Instituto de Formação Turística (IFT), Instituto Politécnico de Macau (IPM) e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST) negaram ser o instituto que a estudante do Interior da China em Macau frequenta. No caso do IFT e do IPM foi explicado que não houve denúncias nem queixas nos últimos anos de casos envolvendo comportamentos sexuais desviantes. Já a MUST não respondeu às questões sobre a existência de casos e denúncias. Por sua vez, A Cidade Universidade de Macau e a Universidade de São José não responderam às questões do HM, até à hora do fecho da edição.

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sexta-feira 29.6.2018

EM HENGQIN

que é punido com uma pena de 3 a 12 anos de prisão. Contudo, a pena pode ser agravada em um terço nos casos em que há uma relação de dependência hierárquica, económica ou de trabalho do violador e o crime aconteça nesse contexto. Também se agrava em um terço quando o agressor é portador de doença sexualmente transmissível. Nas situações em que a violação resulta em gravidez, ofensa grave à integridade física, transmissão de doença sexualmente transmissível que crie perigo para a vida, suicídio ou morte da vítima, a pena é agravada em metade da moldura penal. Uma vez que a vítima pediu para que o caso seja tratado com o máximo de confidencialidade, os pormenores não são conhecidos.

GAES PEDE MAIS EXIGÊNCIA

Por sua vez, o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) afirmou que está a acompanhar o caso com toda a atenção e pede às instituições uma maior exigência com o corpo docente e de investigadores. “O GAES tem apoiado as instituições na construção de equipa de docentes e investigadores excelentes. Deve haver uma maior exigência para com os docentes e investigadores, tanto ao nível académico, como na conduta profissional deontológica e na qualidade moral. Como o caso entrou em procedimento judicial, é inapropriado que este Gabinete o comente”, respondeu, face às questões do HM. Segundo o organismo liderado por Sou Chio Fai, o GAES tem ainda dedicado a máxima atenção às questões da igualdade de género: “Para promover nas instituições do ensino superior as políticas da igualdade de género e os respectivos trabalhos de prevenção e tratamento, este Gabinete, junto com as dez instituições de Macau, criou em 2015 a Comissão para a Promoção da Igualdade de Género das Instituições do Ensino Superior, incentivando a educação e a promoção da igualdade de género e os respectivos trabalhos nas instituições do ensino superior”, foi esclarecido.

CONTRATO TERMINADO

NOVAMENTE DEBAIXO DE FOGO

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sta não é a primeira vez que o nome da Universidade de Macau é associado a práticas questionáveis do corpo docente. Em 2015, um artigo da Macau Concealers noticiou a existência de processos internos de investigação a alegados casos de assédio sexual cometidos por professores. Na altura, Wang Jianwei, que era o director do Departamento de Administração Pública e Governamental, veio a público admitir que era um dos investigados. Wang acabou por ser ilibado, mas avançou com um processo por difamação contra o activista Jason Chao, responsável em 2015 na altura. O caso começa a ser julgado no próximo mês.

PERFIL DE JOHN MO BLOQUEADO

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página com o currículo e dados de John Mo no portal da Universidade de Macau ficou bloqueado ao exterior ainda durante a manhã de ontem. Quem tentasse aceder aos conteúdos era recebido com uma mensagem em inglês: “Pedimos desculpa, mas a página a que tentou aceder não está disponível” e ainda “Esta página só pode ser acedida por utilizadores que acedam à rede do campus”. Esta era uma situação que se mantinha ainda pelas 21h30.

Apesar dos pormenores da alegada violação não serem conhecidos, a UM terminou o contrato com John Mo. A informação foi avançada ontem à tarde, através do reitor Yonghua Song: “a Universidade de Macau já pôs termo ao contrato de trabalho com a pessoa envolvida no caso, assim como às suas funções como Director da Escola de Pós-Graduação, de acordo com o Estatuto do Pessoal da UM”, informou o director. Mais tarde, a UM anunciou a contratação de um director substituto, sem ter revelado o nome. Já antes, a UM tinha dito que estava a seguir o caso com toda a

A PJ confirmou tratar-se de um alegado caso de violação, que é punido com uma pena de 3 a 12 anos de prisão atenção e que a situação não tinha ocorrido dentro das instalações da universidade. “A Universidade de Macau (UM) presta grande atenção ao assunto. Dado que já se iniciou o respectivo processo judicial, a UM não está em condições de fazer comentários”, começou por referir a universidade, em resposta às questões do HM. “Como o caso não aconteceu no campus da UM, a UM só tomou o conhecimento depois de ser informada”, é relatado. A universidade sedeada na Ilha da Montanha destaca ainda compromisso com a política de “tolerância zero” face a infracções do sexuais entre professores e alunos e promete acções disciplinares. “A UM tem vindo a implementar uma política de “tolerância zero” em relação a quaisquer infracções. De facto, a UM já definiu, há muito tempo, as regras relativas ao comportamento profissional dos docentes e funcionários no Estatuto do Pessoal e nas Orientações Relativas ao Comportamento Profissional do Pessoal Docente”, é declarado. “A UM reitera que esta instituição não tolera quaisquer comportamentos inapropriados ou infracções, em relação aos quais serão tomadas acções necessárias e imediatas, incluindo acções disciplinares”, é sublinhado.

CONTRATAÇÃO POLÉMICA

John Mo desempenhava, desde 2016, o cargo de director da Escola de Pós-Graduação da UM, assim como as funções de Membro do Senados da UM e membro da Comissão de Garantia da Qualidade Académica (AQAC, na sigla inglesa). Doutorado em Direito pela Universidade de Sydney, John Mo tinha chegado a Macau em 2012, para assumir a posição de reitor da Faculdade de Direito. Logo na altura, a nomeação causou polémica porque o académico não tinha formação no Direito de Macau. Além disso, conta no currículo, de acordo com o portal da UM, com a publicação de 15 livros, nas disciplinas em que é especializado, que incluem a área dos contratos comerciais, lei dos contratos de HK, Common Law, entre outras. João Santos Filipe joaof@hojemacau.com


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MACAU NEWS

Quais as entidades públicas que decidem o uso das zonas marítimas em contexto privado, que tipo de sanções serão aplicadas, o prazo legal para o uso das ditas áreas e a prevalência do concurso público. Estas são as regras que os deputados querem ver inscritas num futuro regime jurídico do zoneamento marítimo, inserido na lei de bases que regula a área marítima atribuída a Macau pela China

29.6.2018 sexta-feira

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S deputados da Assembleia Legislativa (AL) já concluíram a análise sobre a proposta de lei de bases de gestão das áreas marítimas, elaborada pelo Governo depois da China ter atribuído ao território um total de 85 quilómetros quadrados de zona costeira. No parecer ontem assinado, é referido que o diploma prevê o uso privado das zonas marítimas, mas não só. “[A proposta de lei prevê ainda] que se possam conceder autorizações de uso que não impliquem um uso privativo, podendo uma certa zona marítima ser utilizada por vários particulares em simultâneo, desde que se verifiquem certos requisitos legais, eventualmente através da apresentação de um pedido dos interessados.” Tal não está regulado na lei de bases de gestão das áreas marítimas e os deputados exigem uma série de regras no futuro regime jurídico do zoneamento marítimo, que o Governo ainda está a elaborar.

ÁREAS MARÍTIMAS DEPUTADOS QUEREM CLARIFICAR CONCESSÕES A PRIVADOS

TUDO ÀS CLARAS Um dos pedidos passa pela definição da “entidade pública legalmente competente para a elaboração de projectos de zoneamento marítimo funcional de cada zona e do plano das áreas marítimas, bem como eventuais deveres de consulta de outras entidades públicas”.

O caso de Lai Chi Vun, em Coloane, é aqui referido, uma vez que o Instituto Cultural pode vir a ser uma das entidades consultadas, caso o “zoneamento marítimo visar a orla costeira e tiver impacto em bens imóveis classificados ou em zonas de protecção do património histórico de Macau, como pode

ATERROS É NECESSÁRIA COORDENAÇÃO DE LEIS

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uito se debateu, durante a discussão da lei de bases na especialidade, se os futuros aterros darão lugar a novos projectos na área do jogo. O parecer alerta para a necessidade de que a concessão de terrenos “deve ser precedida de concurso público obrigatório que só excep-

cionalmente pode ser dispensado”. Além disso, os deputados consideram que a lei de bases de gestão das áreas marítimas “carece de ser interpretada em conjunto com o resto do ordenamento jurídico”, tal como a Lei de Terras e a lei do Planeamento Urbanístico, “entre outra legislação”.

acontecer com edifícios portuários com interesse histórico”. Os deputados pedem ainda que a nova lei preveja “os procedimentos do concurso para efeitos de atribuição da utilização privada do espaço marítimo, tendo em conta que poderão existir situações em que apenas um interessado pode fazer o uso exclusivo da zona delimitada”. Neste sentido, é pedido que seja dada importância ao concurso público. “Deve ser feita referência a que estes direitos de uso e aproveitamento do foro privado sejam atribuídos por concurso público ou por leilão

aberto ao público, bem como eventuais condições para a sua dispensa.” Isto para “assegurar o respeito pela melhor proposta ou preço, tendo em vista o fomento do desenvolvimento económico da RAEM”, acrescenta o parecer.

SANÇÕES POR DANOS AMBIENTAIS

Além da necessidade de definir uma entidade que coordene a atribuição de zonas a privados, os deputados da 2ª comissão permanente da AL entendem que “deve ser estabelecido um prazo legal máximo para a atribuição do direito de uso exclusivo de zonas ou áreas marítimas aos particulares”.


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sexta-feira 29.6.2018

À deriva

Deputados exigem mais meios para entidades públicas

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A título de exemplo, a actual Lei de Terras prevê um prazo de 25 anos para o aproveitamento dos terrenos, cabendo ao futuro regime do zoneamento marítimo esta clarificação. Neste sentido, a futura lei deve esclarecer “se esses direitos, se corresponderem a um direito de utilização privativa sobre uma certa zona marítima, podem ser transferidos ou comercializados

“Deve ser feita referência a que estes direitos de uso e aproveitamento do foro privado sejam atribuídos por concurso público ou por leilão aberto ao público, bem como eventuais condições para a sua dispensa” PARECER DA AL

entre particulares, ou prevendo eventuais limites a tal comércio, nomeadamente tendo em conta a sucessão legal”. Os deputados querem também que a lei ainda em preparação venha a definir qual a “entidade administrativa e a instância jurisdicional competente para [tratar] eventuais litígios que possam [ocorrer] sobre o uso das áreas marítimas, prevendo-se qual seja o tribunal competente”. Os membros da comissão mostraram ainda preocupação sobre as questões ambientais, pois desejam que o Governo venha a definir sanções para que os concessionários assumam “responsabilidades por danos que causem ao meio marítimo”. Este regime sancionatório deverá ser criado através de um outro diploma complementar, por sugestão do Executivo. Chan Chak Mo, presidente desta comissão, garantiu que esta proposta de lei será votada na especialidade ainda durante esta legislatura. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

área marítima de 85 quilómetros quadrados que a China atribuiu à RAEM será gerida por um órgão coordenador, de nome comissão coordenadora da gestão e do desenvolvimento das áreas de jurisdição marítima, criada em Março do ano passado. Esta funciona sob alçada do Chefe do Executivo e inclui as cinco secretarias do Governo, bem como um “universo amplo e diversificado de serviços públicos e outras entidades”. No entender dos deputados da Assembleia Legislativa (AL), que concluíram ontem a análise da proposta de lei de bases de gestão marítima na especialidade, serão necessários mais meios técnicos e humanos para lidar com esta área. “Existe a necessidade de reforço dos recursos técnicos e humanos existentes, tendo em conta eventuais necessidades que se verifiquem na aquisição de embarcações de combate aos incêndios e operações de emergência ou de bóias meteorológicas para monitorizar a agitação marítima, tendo que haver um maior investimento público nesta área”. Além disso, o parecer da 2ª comissão permanente da AL dá conta da necessidade de incluir

AL DIZ QUE LEIS E CONVENÇÕES ESTÃO DESAJUSTADAS

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parecer ontem assinado alerta para o desajustamento que existe entre a lei de bases de gestão das áreas marítimas e os diplomas ligados ao ambiente já implementados. “A proposta de lei obriga ao estudo do regime jurídico actualmente aplicável no que diz respeito à gestão das áreas marítimas, que é um universo amplo e tecnicamente complexo, com legislação avulsa e dispersa. [Esta] foi sendo gradualmente aprovada ao longo de várias décadas e está, em grande medida, desactualizada.” Existem um total de 48 diplomas com “falta de sistematização”, além de que “há conteúdos incompletos e uma patente desactualização nesta área”. Neste sentido, a 2ª comissão permanente pede que se desenvolva “um conjunto amplo de futuros trabalhos de revisão e desenvolvimento da legislação em vigor para dar pleno cumprimento às opções de fundo que são formuladas nesta proposta de lei”. Além disso, “a proposta de lei carece de ser articulada com a legislação nacional do interior da China”.

mais entidades públicas nesta comissão de gestão. “Há ainda outras entidades que, nos termos legais, podem exercer as competências de gestão nas áreas marítimas, e que incluem os Serviços Meteorológicos e Geofísicos, para efeitos da meteorologia marítima, estudo das correntes e prevenção de inundações, e o Corpo de Bombeiros, para o combate aos incêndios nos navios.”

DSAMA REFORMULADA

O documento ontem assinado pelos deputados aponta para a

PEDIDA ATENÇÃO AO PLANEAMENTO URBANÍSTICO DE MACAU

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S deputados alertam para a necessidade de se coordenar a gestão dos 85 quilómetros quadrados de área marítima com a lei de terras e o planeamento urbanístico do território. “Existe a necessidade de acautelar a necessária articulação e coerência entre o zoneamento marítimo funcional, que poderá também incidir sobre as zonas marítimas que estão localizadas junto à orla costeira, com previsível impacto sobre a ocupação e uso da orla costeira, ou sobre as áreas marítimas que sejam alvo de aterros, e o planeamento urbanístico em vigor. Poderá haver tensão entre os vários objectivos da gestão das áreas marítimas, sendo necessário ponderar prioridades, nomeadamente no que diz respeito ao equilíbrio que se possa procurar entre a protecção do meio ecológico das áreas marítimas e a exploração dessas áreas”, lê-se.

necessidade de reformulação da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) e Direcção dos Serviços para os Assuntos Marítimos e da Água (DSAMA). “Parece claro que será necessário reforçar os meios técnicos e humanos de cariz marítimo existentes na DSPA, bem como reforçar os trabalhos de protecção ambiental que estejam neste momento a ser desenvolvidos para a defesa do ambiente nas áreas marítimas.” O Governo adiantou que existe a necessidade de “se introduzirem alterações ao regime orgânico da DSAMA em resultado da entrada em vigor da proposta de lei”. Também esta entidade, dirigida por Susana Wong, vai necessitar de um “reforço dos meios técnicos e humanos tendo em conta as novas intervenções públicas que irão resultar no zoneamento marítimo funcional e fiscalização das áreas marítimas”. Os deputados alertam para o facto de “os trabalhos de coordenação a desenvolver pelo órgão coordenador de gestão das áreas marítimas serem complexos”. A.S.S.


6 política

A proposta de Lei de Bases da Protecção Civil, submetida ontem a consulta pública, prevê a introdução do crime de falso alarme social, punível com pena até três anos de prisão

29.6.2018 sexta-feira

PROTECÇÃO CIVIL PENA ATÉ TRÊS ANOS DE PRISÃO PARA QUEM ESPALHAR FALSOS RUMORES

Tento na língua

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UEM emitir ou propagar boatos ou rumores falsos relativos a incidentes de protecção civil, após ter sido declarado estado de prevenção imediata, pode ser punido com pena até três anos de prisão. É o que define o novo crime de falso alarme social que o Governo pretende introduzir na futura Lei de Bases da Protecção Civil, que vem rever o regime em vigor há mais de 25 anos, colocada ontem sob consulta pública. Ao abrigo do Código Penal, “quem afirmar ou propalar factos inverídicos sem ter fundamento para, em boa-fé, os reputar verdadeiros”, constituindo ofensa a pessoa colectiva que exerça autoridade pública, é punido com pena de prisão até seis meses ou de multa até 240 dias, mas o Governo pretende agravar a moldura penal para os casos relacionados com a protecção civil. “Fazemos referência à estipulação existente na lei penal, mas gostaríamos de agravar o resultado, ou seja, a consequência do crime” no caso de “situações de perigo ou emergência”, afirmou o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, em conferência de imprensa. Questionado sobre o número de casos de rumores falsos ocorridos durante a passagem do tufão Hato, em Agosto do ano passado, falou em “um ou dois”. Relativamente à possibilidade de a nova lei beliscar o direito de informação, Wong Sio Chak afirmou que os ‘media’ “têm toda a liberdade de expressão”, enfatizando, porém, que também “têm a responsabilidade de divulgar informações correctas, certas e precisas”, encorajando os jornalistas a “dar prioridade às notícias divulgadas pelo Governo”. Outra das grandes novidades é a introdução de medidas excepcionais, como o fecho das fronteiras e dos casinos. À luz do proposto, o Chefe do Executivo, “no exercício de uma competência exclusiva”, vai poder encerrar os postos fronteiriços e declarar a suspensão ou cancelamento de actividades públicas de entretenimento, dos jogos de fortuna e azar

ou de grandes eventos, objecto de autorização ou concessão, em locais vulneráveis a incidentes de ameaça ou de risco colectivo”. Os requisitos encontram-se ainda por fixar: “Vamos ter critérios definidos na prática, mas claro que não serão detalhados ou fixos”, indicou Wong Sio Chak, sustentando que a adopção das medidas excepcionais vai depender da situação em concreto. Outras medidas de carácter excepcional fora da competência exclusiva do Chefe do Executivo incluem a proibição ou limitação da circulação ou permanência, requisição ou mobilização civil de indivíduos. Consagrada está também a possibilidade de as autoridades imporem às empresas de telecomunicações que difundam, com prioridade e a título gratuito, informações sobre a protecção civil junto do público. A proposta da Lei de Bases da Protecção Civil prevê a criação

de uma “entidade independente”, “especializada na prevenção e no trabalho de resposta a situações de ameaça e de risco colectivos, bem como de acompanhamento do rescaldo”. A nova entidade – com a denominação provisória de Direcção de Protecção Civil e Coordenação de Contingência – vai funcionar em permanência. Com efeito, quando a estrutura da protecção civil for activada fica subordinada ao comando e direcção operacional do Comandante da Acção Conjunta. A proposta sugere que essa função passe a ser assumida pelo secretário para a Segurança que, em caso de ausência ou impedimento, é substituído pelo comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários (SPU). Face ao “desfasamento” entre a legislação vigente e a realidade e em linha com as “tendências internacionais” relativamente ao

Proposta de Lei de Bases da Protecção Civil prevê a adopção de medidas excepcionais por parte do Chefe do Executivo como o encerramento de fronteiras e casinos

conceito de segurança, a proposta de revisão vem também uniformizar o critério de tipologia e classificação de incidentes que ficam divididos em quatro grupos.Asaber: catástrofe natural, acidente (de transporte, por exemplo), incidente de saúde pública e incidente de segurança pública. Os estados de graduação também vão sofrer mudanças passando dos actuais três para cinco, com a introdução do “moderado” e do de “prevenção”, que vão anteceder os três existentes (prevenção imediata, socorro e catástrofe ou calamidade), sendo que a estrutura da protecção civil é activada simultaneamente com a declaração do estado de prevenção imediata ou superior pelo chefe do Executivo.

RISCO DE DESOBEDIÊNCIA QUALIFICADA

O documento de consulta vem ainda “definir claramente os diferentes tipos de deveres e responsabilidades”, estipulando as consequências do incumprimento em consonância com cada um dos estados. Assim, as pessoas colectivas e os indivíduos que não cumpram a lei e as ordens ou instruções emitidas pelas autoridades de protecção civil durante o estado moderado

ou de prevenção incorrem no crime de desobediência (pena de prisão até um ano ou de multa até 120 dias), mas se esse incumprimento tiver lugar durante o estado de prevenção imediata ou superior incorrem no crime de desobediência qualificada (pena de prisão até dois anos ou de multa até 240 dias). O mesmo aplica-se aos responsáveis das entidades concessionárias de serviços básicos, nomeadamente os de abastecimento de água, fornecimento de energia eléctrica e serviços de telecomunicações, entre outros operadores de infra-estruturas consideradas críticas. Também os funcionários públicos (incluindo os responsáveis das empresas concessionárias de radiodifusão televisiva e sonora) incorrem no crime de desobediência qualificada e infracção disciplinar grave caso não observem os deveres especiais a que estão sujeitos. A proposta regulamenta ainda a participação de voluntários, com o novo regime a prever acreditação, formação e a sua integração na estrutura da protecção civil. A sua actuação vai ficar coberta por um seguro obrigatório, cujas disposições serão definidas por despacho do Chefe do Executivo. A proposta de Lei de Bases da Protecção Civil surge na sequência da passagem do tufão Hato, o pior em mais de meio século, que fez dez mortos e mais de 240 feridos, além de prejuízos estimados em 12,5 mil milhões de patacas. Após a “revisão abrangente de todo o procedimento operacional de resposta” pelo Governo e da inspecção realizada por especialistas da Comissão para a Redução de Desastres da China, verificou-se que “houve falhas em vários aspectos dos procedimentos de resposta a situações de crise ou de desastre”, justificou o secretário para a Segurança, referindo que, além de “outras insuficiências de base”, constatou-se também que “a coordenação das operações da protecção civil e os respectivos regime e mecanismo reclamam, igualmente, melhorias”. A proposta de Lei de Bases da Protecção Civil fica em consulta pública durante 45 dias. Até 11 de Agosto, vão ser realizadas sete sessões públicas (quatro dirigidas a grupos/associações e três ao público em geral), estando a primeira agendada para a próxima segunda-feira. Diana do Mar

dianadomar@hojemacau.com.mo


sociedade 7

Cidade inteligente Associação pede novo serviço para coordenar o projecto

BIBITO HENRIQUE

sexta-feira 29.6.2018

A Associação Choi In Tong Sam e a Associação de Academia da Informática de Macau classificam o documento de consulta pública elaborado pelo Governo acerca das estratégias de desenvolvimento cidade inteligente, como “vazio e pouco específico”. A Associação Choi In Tong Sam considera, de acordo com um comunicado, que o Executivo deve criar um serviço para coordenar o desenvolvimento do projecto da cidade inteligente. A razão, aponta o documento, prende-se com o facto dos serviços existentes já terem a sua forma própria de funcionamento, o que poderia afectar o avanço da iniciativa. A mesma instituição entende que em Macau há poucos profissionais para apoiar o avanço do projecto e afirma que será difícil para o Governo criar quadros qualificados num curto espaço de tempo. Para a Choi In Tong Sam devem ser definidas medidas para atrair talentos neste sector para o território para implementarem a cidade inteligente e a dar formação a quadros locais.

LORCHA MACAU EMBARCAÇÃO FOI TOTALMENTE DESTRUÍDA

TRÂNSITO ASSOCIAÇÕES PREOCUPADAS COM OBRAS NA AVENIDA DE ALMEIDA RIBEIRO

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REVÊ-SE que a Avenida de Almeida Ribeiro estará fechada ao trânsito até 31 de Agosto, facto que motivou a reacção de várias associações. A União Geral das Associações dos Moradores de Macau (Kaifong) apela ao Executivo para que as obras na Avenida de Almeida Ribeiro sejam concluídas com a maior brevidade possível. Em causa está o receio de que o trânsito seja afectado, não só naquela zona como em todo o território. Em declarações ao Jornal do Cidadão, os Kaifong esperam que o Governo garanta alternativas de circulação. Fong In Long, responsável da comissão para os assuntos sociais da Aliança de Povo de Instituição de Macau, considera que antes do início das obras o Governo deveria disponibilizar alternativas, nomeadamente através do desvio de pessoas e veículos daquela zona. Fong alerta ainda para a possibilidade de atraso nas obras devido ao mau tempo, uma vez que está a começar a época de tufões. Já o presidente da Associação de Indústria Turística de Macau, Andy Wu revelou ao jornal Ou Mun, que o condicionamento do trânsito vai afectar negativamente o sector de turismo. Para evitar queixas dos visitantes, o responsável sugere que as agências de turismo avisem previamente os seus clientes acerca das dificuldades de circulação naquela artéria do centro histórico de Macau. V.N.

Naufrágio anunciado A Lorcha Macau, a histórica embarcação que representou Macau na Expo 98, já não existe. Carlos Monjardino, presidente da Fundação Oriente, mostra-se desapontado com o desfecho

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R IM E IR O foram as reparações anuais que custavam cerca de 20 a 30 mil euros por mês à Fundação Oriente (FO), até que um relatório técnico decretou a Lorcha Macau como sendo sucata. O seu desmantelamento começou em Maio e hoje a histórica embarcação, que representou Macau na Expo 98, já não existe. “Fui eu que a mandei fazer, e portanto se há alguém que está triste relativamente a esta situação sou eu, em primeiro lugar, mais ninguém”, disse ao HM Carlos Monjardino, presidente da FO. Este garante, contudo, que a embarcação não foi destruída por causar elevados custos que representava, mas por já não existir uma solução para o problema. “É uma história triste. Não estava em causa o que gastávamos em reparações, não era isso, já não havia conserto e hipótese de reparação. Não tem nada a ver com uma maior folga financeira da FO”, explicou. Em 2016, o HM questionou o Governo de Macau sobre a possibilidade do regresso da embarcação ao território, mas

a secretaria para os Assuntos Sociais e Cultura adiantou que não existiam condições para tal. “O Governo de Macau, através de vários serviços e departamentos, analisou com rigor a possibilidade de ficar com a Lorcha Macau mas, por questões várias, nomeadamente de natureza técnica, foi concluído que não havia possibilidade de trazer a Lorcha para Macau.” A FO deixou de procurar, mais recentemente, o Executivo da RAEM para esse fim, mas durante anos foram feitas várias tentativas para salvar o barco. “Por duas vias: a primeira era a mais evidente, que é reparar a Lorcha. Foram feitas reparações muito dispendiosas para as fundações da embarcação e que não deram em nada, porque

todos os anos arranjávamos e todos os anos apareciam mais bichos. Depois os bichos foram para as estruturas da Lorcha.” Foram também feitas tentativas para que fosse reparada nos estaleiros de Lai Chi Vun, ou que fosse recebida pelo Museu Marítimo, o que foi negado. “Não quiseram aceitar, não tinham espaço também. Aqui falámos com o Museu da Marinha [localizado em Lisboa], também não quiseram aceitar a Lorcha. Não vendíamos a Lorcha, oferecíamos. Nada disto foi possível, a Lorcha foi-se deteriorando e a partir de certa altura não nos foi possível fazer mais.”

SEM OFERTA

Carlos Monjardino quis ainda esclarecer que a FO comprou

“É uma história triste. Não estava em causa o que gastávamos em reparações, não era isso, já não havia conserto e hipótese de reparação. Não tem nada a ver com uma maior folga financeira da FO” CARLOS MONJARDINO PRESIDENTE DA FO

a Lorcha Macau à associação APORVELA, e que nunca houve uma oferta da embarcação. “Houve, aí há uns tempos, umas confusões, que são próprias do território, que eu conheço bem, que diziam que nos ofereceram a Lorcha. Nunca nos ofereceram coisa absolutamente nenhuma, a Lorcha foi comprada por nós à APORVELA”, que a recebeu das mãos do Governo de Vasco Rocha Vieira, último Governador português de Macau. Em 2012, a Lorcha Macau, que era o único veleiro do mundo que combina tecnologias náuticas chinesas e portuguesas, esteve à venda em Portimão por 95 mil euros, embora a FO esperasse, na altura, que a embarcação ficasse ao cuidado da Marinha Portuguesa. A Lorcha era detida em 50 por cento pela FO, enquanto que a outra metade era detida pela Fundação Stanley Ho, com sede em Macau. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


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29.6.2018 sexta-feira

SMG FONG SOI KUN RECEBE PENSÃO ATÉ HAVER DECISÃO FINAL DOS TRIBUNAIS

As 80 mil questões

O ex-director dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos vai receber pensão por completo até haver uma decisão final dos tribunais sobre a sanção que lhe foi aplicada, no âmbito do processo disciplinar instaurado após a passagem do tufão Hato

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ex-direct o r dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG), Fong Soi Kun, vai receber a pensão mensal de cerca de 80 mil patacas até haver uma decisão final sobre a suspensão que lhe foi aplicada pelo Chefe do Executivo, na sequência da passagem do tufão Hato. A deliberação foi tomada, ontem, pelo Tribunal de Segunda Instância (TSI), que aceitou a providência cautelar apresentada pela defesa de Fong Soi Kun. “Não é uma vitória. É um expediente que existe na lei que permite a qualquer interessado requerer a suspensão da eficácia do acto administrativo lesivo da sua esfera jurídica. Não significa

que o recurso do acto administrativo em si esteja garantido ou ganho”, disse ao HM fonte próxima do processo. Em Abril o Governo anunciou os resultados do processo instaurado ao ex-director dos SMG, no âmbito da passagem do tufão Hato. A Fong Soi Kun foi aplicada a pena máxima, correspondente à demissão. Contudo, como o responsável já estava reformado, a penalização foi convertida na suspensão do pagamento da pensão durante um período quatro anos. Apartir dessa altura, Fong Soi Kun deixou de receber a pensão de 80 mil patacas por mês. Os pagamentos vão ser agora retomados, após a decisão do TSI que aceitou o pedido para suspender a

eficácia da interrupção do pagamento da pensão. O Chefe do Executivo tem agora um período para decidir se recorre para o Tribunal de Última Instância sobre a decisão tomada ontem. Porém, mesmo que tal aconteça, o ex-director dos SMG vai continuar a receber o pagamento, pelo menos até haver uma decisão do TUI favorável ao Governo.

PROCESSO NOS TRIBUNAIS

Depois de lhe ter visto aplicada a “pena máxima” pelo Chefe do Executivo, no âmbito do processo disciplinar que lhe foi instaurado, Fong Soi Kun recorreu para os tribunais. O processo entrou em primeira jurisdição no TSI, como acontece com os actos administrativos do Chefe do Executivo.

Em relação ao caso que corre nos tribunais para decidir se a pena de suspensão durante quatro anos do pagamento da pensão se adequada às conclusões da investigação, ainda não há uma decisão. Neste momento ainda tem de haver uma primeira análise do TSI. Depois, se alguma das partes se sentir insatisfeita com a decisão dos juízes pode recorrer para o TUI. O processo instaurado não foi tornado público, mas segundo informações noticiadas anteriormente, em causa estará o facto de se ter considerado que os SMG falharam ao içar o sinal de inundações demasiado tarde. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

A deliberação foi tomada, ontem, pelo Tribunal de Segunda Instância (TSI), que aceitou a providência cautelar apresentada pela defesa de Fong Soi Kun

GRANDE PRÉMIO EQUIPA FILMOU NA TORRE SEM AUTORIZAÇÃO E FOI DETIDA

CRIME PJ DESMANTELA MAIOR REDE DE AGIOTAGEM DESDE 1999

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canal chinês da Rádio Macau noticiou ontem que uma equipa de filmagem terá estado junto à torre do Grande Prémio a trabalhar sem autorização, o que levou o Instituto do Desporto (ID) a fazer queixa junto da Polícia Judiciária (PJ). O HM sabe que os suspeitos, oriundos de Hong Kong, estiveram detidos durante a noite de terça para quarta-feira, tendo sido libertados na manhã de ontem. Lau Cho Un, presidente substituto do ID, esclareceu que o pedido de autorização para a realização de filmagens foi de facto feito, mas que depois foi rejeitado, uma vez que o ID considerou que os trabalhos diários poderiam ser

afectados. Ainda assim, a equipa de filmagens terá ignorado e entrou no espaço de reparação de viaturas depois do edifício do Grande Prémio, localizado na Avenida da Amizade, tendo usado ainda a ligação eléctrica. O ID diz ter avisado a equipa, mas como esta se manteve no local, a PJ foi chamada a intervir. O presidente substituto reitera que são bem-vindas filmagens, mas que é preciso cumprir as regras e não se pode afectar os outros. O ID enviou uma carta ao Instituto Cultural (IC) para dar explicação sobre o caso. Foi também noticiado que a equipa de filmagens terá causado um engarrafamento de trânsito no local. A.S.S. / V.N.

Polícia Judiciária (PJ) anunciou ontem ter detido 113 pessoas por suspeita da prática do crime de usura, desmantelando a maior rede de agiotagem desde a transferência do exercício de soberania, em 1999. As detenções foram feitas na sequência de operações policiais levadas a cabo na terça-feira a 21 apartamentos na zona do Cotai, onde foram apreendidos nomeadamente fichas de jogo com um valor facial de 100 mil dólares de Hong Kong, bem como dois milhões de dólares de Hong Kong em dinheiro vivo, além de documentos, como registos de empréstimos, relativos à alegada actividade ilícita.

A PJ estima que a alegada rede de agiotagem, “muito bem organizada”, tenha concedido empréstimos ilegais de, pelo menos, 70 milhões de dólares de Hong Kong. Segundo a PJ, que actuou na sequência de uma pista em 2016, a suposta rede de agiotagem terá iniciado operações em 2011. Segundo o portal especializado em jogo GGRAsia, entre os 113 detidos figura um residente de Hong Kong que a polícia acredita tratar-se do cabecilha do grupo criminoso. A maioria dos membros é oriunda da China, mas há também um residente de Macau, de acordo com a Macau News Agency.


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sexta-feira 29.6.2018

FORMAÇÃO REITOR DA UM É PORTA-VOZ DA ALIANÇA QUADROS DE BILINGUES

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S membros da Aliança para a Formação de Quadros Bilingues Qualificados nas Línguas Chinesa e Portuguesa reuniram “recentemente” na sede do Governo, aponta um comunicado oficial. Na reunião ficou decidido que o reitor da Universidade de Macau, Yonghua Song, será o “primeiro presidente e porta-voz da Aliança”, cargo que vai ocupar durante um ano. Citado pelo mesmo comunicado, Yonghua Song referiu que “vai promover activamente os trabalhos da Aliança, reunir as forças das instituições e empenhar-se em conjunto para transformar Macau numa ‘Base de Formação de Quadros Qualificados Bilingues em chinês e português’”. O encontro serviu ainda para uma apresentação, por parte das cinco universidades, da “situação da formação de quadros bilingues qualificados em chinês e português, os trabalhos da promoção do ensino da língua portuguesa”, além de terem sido abordados os futuros trabalhos a desenvolver. Alexis Tam disse esperar que se “intensifiquem os esforços na formação de mais quadros qualificados de aplicação e em tradução de língua portuguesa, expandindo a cooperação com base nos actuais trabalhos, compartilhando recursos e aproveitando as vantagens complementares”. Além disso, o secretário considera ser necessário “elaborar um conjunto de materiais didácticos de língua portuguesa com características de Macau para uso comum”. No encontro participaram o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, e dirigentes das cinco instituições de ensino superior: Universidade de Macau, Instituto Politécnico de Macau, Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, Universidade da Cidade de Macau e Universidade de São José. Além disso, o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) também esteve representado.

Comércio Exportações subiram 9,8 por cento até Maio

As exportações de Macau atingiram 5,14 mil milhões de patacas entre Janeiro e Maio, traduzindo um aumento anual homólogo de 9,8 por cento, mas o défice da balança comercial continuou a agravar-se devido às importações que cresceram 26,3 por cento para 36,32 mil milhões de patacas, indicam dados divulgados ontem pelos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Por conseguinte, o défice da balança comercial subiu para 31,18 mil milhões de patacas. O valor total do comércio externo de mercadorias nos primeiros cinco meses do ano atingiu 41,46 mil milhões de patacas, reflectindo um aumento de 24 por cento em relação a igual período de 2017.

Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal quer apostar na ponte que Macau pode erguer com o resto da Ásia

JOALHARIA MOSTRA INÉDITA ABRE PORTAS AO MERCADO DO ORIENTE A PORTUGUESES

Preciosa plataforma Joalharia portuguesa em exposição inédita patente até hoje na residência consular pisca o olho ao vasto mercado do Oriente

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MA mostra inédita de ourivesaria e filigrana portuguesas está patente ao público desde ontem em Macau, seguindo uma estratégia de entrada no mercado oriental numa altura em que as exportações do sector registam um crescimento sem precedentes. A iniciativa é “uma combinação de dois mundos, tem obviamente um interesse comercial

mas também existe um desafio cultural”, disse Fátima Santos, secretária-geral da Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal (AORP), que promoveu o evento, à agência Lusa. O mercado asiático é uma das grandes apostas do projecto de internacionalização da joalharia portuguesa da AORP que, em Março, participou na Feira Internacional de Joalharia de Hong Kong, juntando 2.500 expositores e cerca de 25 mil visitantes profissionais, oriundos de mais de 50 países. Depois de Hong Kong, rampa de lançamento para negócios com o interior da China, nomeadamente em Xangai, a intenção agora é “estar em Macau” e apostar na ponte que o território pode erguer com o resto da Ásia, frisou. Para Fátima Santos, “as exportações de Portugal para Macau ainda são residuais” e o objectivo primordial é “inverter

a tendência”, tirando partido desta ponte. A responsável pela AORP ressalvou a rota da filigrana, uma iniciativa que “trouxeram com muito carinho” em parceria com a Câmara Municipal de Gondomar. Marco Martins, presidente da Câmara Municipal de Gondomar, reiterou à Lusa a aposta na internacionalização e a importância de Macau como “entreposto comercial”. “Não tinha sentido não recorrermos à história do país e não apostar neste entreposto comercial. Queremos que Macau seja uma ponte para toda a Ásia e que com isso consigamos aumentar o lucro das exportações nesta matéria, dado que em 2017 foi o [ano de] maior crescimento de sempre da exportação da filigrana”, declarou.

ARTESANATO PRECIOSO

As exportações da ourivesaria e joalharia portuguesa aumen-

taram 53 por cento entre 2015 e 2017, de 65,5 para 100 milhões de euros. A associação sectorial AORP definiu como meta a atingir os 150 milhões de euros em 2020. Natural de Gondomar, um dos núcleos mais importante e prolíferos da ourivesaria portuguesa, a artesã Olga Almeida, com 47 anos, contou como esta arte lhe corre nas veias há mais de 30. “Andava na escola, na primária, e enquanto a minha mãe preparava o almoço, a gente praticava”, recordou. Desde então, nunca mais parou. “Faço isto porque gosto muito, então depois de ver a peça em si, ainda mais”. Promovida pela AORP, com o apoio institucional do Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, a exposição está patente até hoje na residência consular de Portugal no âmbito das comemorações do “Mês de Junho, mês Portugal”.


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29.6.2018 sexta-feira

UMA SÓ CHINA TAIWAN QUER NEGOCIAR “EM IGUALDADE E SEM CONDIÇÕES PRÉVIAS”

Jogo do risco na vida real Taiwan quer negociar com a China "em igualdade e sem condições prévias", afirmou ontem o Conselho para os Assuntos da China Continental taiwanês, rejeitando a exigência de Pequim para que adira ao princípio de "uma só China"

Taiwan rejeitou ainda a oferta chinesa de reunificação sobre os princípios de "um país, dois sistemas", já que a "sociedade taiwanesa nunca o aceitaria" e "a democracia e o autoritarismo não são compatíveis".

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S declarações surgem depois de a Presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, ter proposto uma cimeira com o Presidente chinês, Xi Jinping, levando um porta-voz de Pequim a afirmar que a "bola está do lado de Taiwan". Taipé "sabe qual é a senha para retomar a comunicação", afirmou Ma Xiaoguang, porta-voz do Gabinete dos Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado chinês, numa referência ao "Consenso de 1992". Trata-se de um entendimento tácito alcançado em 1992 entre a China e Taiwan, na altura com um Governo liderado pelo Kuomintang (partido nacionalista), de que só existe uma China, deixando aos dois lados uma interpretação livre sobre o que isso significa. O porta-voz lembrou que aquele acordo define a natureza fundamental das relações através do Estreito de Taiwan, afirmando que a aceitação prévia deste é necessária a qualquer tipo de diálogo. Em resposta, o Gabinete taiwanês afirmou em comunicado que o "princípio de uma só China" é inaceitável, visto que nega a po-

a China não vai seguir "a via do expansionismo" mas não abandonará o seu território histórico. "Não seguiremos a via do expansionismo nem do colonialismo", mas não "podemos abandonar nem um centímetro do território que nos deixaram os nossos antepassados", declarou Xi após um encontro na capital chinesa com o chefe do Pentágono, segundo a agência estatal Nova China (Xinhua). Pequim reclama soberania sobre a quase totalidade do mar do Sul da China, tendo colocado instalações militares em algumas ilhas, o que choca com as pretensões rivais de outros países marítimos da região e alimenta a tensão com Washington, que considera as águas internacionais.

sição fundamental da ilha "como um país soberano e independente", sob o nome oficial de República da China. O conselho taiwanês criticou ainda a "intimidação militar" chinesa, a "supressão do espaço internacional" de Taiwan, o ataque à sua democracia, e a ocultação da "hegemonia e controlo" interno e externo, exercidos pela China, sob o pretexto da segurança nacional. Taiwan rejeitou ainda a oferta chinesa de reunificação sobre os

princípios de "um país, dois sistemas", já que a "sociedade taiwanesa nunca o aceitaria" e "a democracia e o autoritarismo não são compatíveis". A postura taiwanesa é de "defesa da soberania e do direito do povo de Taiwan de eleger" os seus líderes, lê-se no comunicado, que insta a China a abandonar a sua "atitude inflexível, reconhecer a realidade e não adoptar uma atitude irracional". A China cortou todas as comunicações oficiais com Taiwan após a vitória de Tsai Ing-wen, que

venceu as eleições pelo Partido Democrático Progressista (PDP), que tradicionalmente defende a independência da ilha e o afastamento da China comunista.

QUE EXPANSIONISMO?

Por outro lado, as declarações de Xi Jinping durante um encontro com uma delegação do Pentágono também se fez ouvir em Taipé. O Presidente chinês reiterou perante o secretário da Defesa norte-americano, Jim Mattis, que

Xi reuniu-se com Mattis no Grande Palácio do Povo, num cenário de agravamento das tensões militares e comerciais entre as duas potências. O Presidente chinês realçou que as questões que unem os dois países "superam em muito" as suas diferenças, classificando a relação entre os Estados Unidos e China como uma das mais importantes do mundo, apelando as que se mantenha "o impulso positivo" na cooperação militar. O responsável norte-americano, por seu lado, salientou a importância que os Estados Unidos atribuem à relação bilateral, segundo o Ministério da Defesa chinês, já que a embaixada norte-americana não forneceu informações sobre a reunião. Mattis, que realiza um périplo asiático que inclui escalas na Coreia do Sul e Japão, também se encontrou com o ministro da Defesa chinês, Wei Fenghe, na que é a primeira visita oficial a Pequim de um chefe do Pentágono desde 2014.

CRIME DUAS CRIANÇAS MORTAS EM ATAQUE COM FACA EM XANGAI

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M homem de 29 anos atacou com uma faca três crianças e uma mulher, nas imediações de uma escola em Xangai, a "capital" financeira da China, tendo morto dois rapazes, informou ontem a polícia local. O suspeito cometeu o ataque às 11h30 da manhã e foi apanhado pela polícia com a

ajuda de transeuntes, segundo o comunicado do gabinete de segurança pública do distrito de Xuhui, difundido ‘online'. Um terceiro rapaz e a mulher sobreviveram e não correm risco de vida. A polícia revelou que o homem, identificado como Huang, chegou a Xangai no início deste mês e es-

tava desempregado. O ataque terá sido uma forma de "se vingar da sociedade", lê-se na mesma nota. A lei chinesa proíbe rigorosamente a venda e posse de armas de fogo, pelo que atentados como este são geralmente feitos com facas ou explosivos de fabrico artesanal.

O país tem registado vários incidentes do género, normalmente ligados a pessoas com problemas psicológicos ou com ressentimentos com vizinhos ou com a sociedade no geral. Em Fevereiro passado, um homem matou uma mulher e feriu 123 pessoas num centro comercial em

Pequim, num ataque com faca. No ano passado, um homem explodiu deliberadamente um cilindro de gás à porta de um jardim de infância e causou oito mortos. Em Outubro de 2016, um homem assassinou 16 pessoas, membros de cinco famílias diferentes, numa zona rural da província de Yunnan, no sudoeste do país.


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Economia Filipinas pedem ajuda financeira a Pequim para reduzir pobreza

GETTY IMAGES

sexta-feira 29.6.2018

As Filipinas solicitaram ajuda financeira à China para baixar para os 14 por cento o índice de pobreza naquele país até 2022, quando termina o mandato do Presidente Rodrigo Duterte, informou a Comissão Nacional Contra a Pobreza. A ajuda deve materializar-se este ano com um memorando de entendimento a firmar durante a provável visita do Presidente chinês, Xi Jinping às Filipinas em Novembro, após uma cimeira de Cooperação Económica Ásia-Pacífico agendada para a Papua Nova Guiné. Os últimos dados oficiais disponíveis dão conta que o índice de pobreza passou de 25,2 por cento em 2012 para 21,6 por cento em 2015, o que significa que cerca de 22 milhões de pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza nas Filipinas. Desde que chegou ao poder, o Presidente filipino apostou na aproximação à China, conseguindo milhões de dólares em empréstimos bonificados e investimentos milionários que beneficiaram todo o programa de infra-estruturas de Rodrigo Duterte intitulado de "Construir, Construir, Construir".

Coreias EUA tranquiliza Seul ao garantir manter militares na Coreia do Sul

O secretário da Defesa norte-americano tranquilizou ontem o seu homólogo sul-coreano de que os Estados Unidos vão manter o actual número de tropas na península coreana. Jim Mattis disse ao ministro da Defesa Song Young-moo em Seul que o compromisso norte-americano para com a Coreia do Sul mantém-se inalterado. Os Estados Unidos têm actualmente 28.500 tropas estacionadas na Coreia do Sul. O secretário da Defesa norteamericano reuniu-se com Song Young-moo durante uma breve paragem a caminho da China e do Japão. As suas palavras surgem depois do cancelamento de um exercício militar conjunto que estava planeado para o final deste ano.

Mumbai Cinco mortos em queda de avião numa zona movimentada

Cinco pessoas morreram ontem na queda de um avião fretado numa zona movimentada de Mumbai, disse o porta-voz da polícia da capital financeira da Índia. “Cinco pessoas morreram dos ferimentos após o avião se despenhar, entre os quais um piloto, três passageiros e um peão”, disse o porta-voz à agência francesa AFP. O aparelho, de 12 lugares, transportava apenas quatro pessoas e despenhou-se pouco depois das 16h. O aparelho pertencia ao Governo local do grande estado indiano de Uttar Pradesh (norte), segundo os media locais. Imagens partilhadas nas redes sociais mostram um incêndio no meio de prédios em construção. “As nossas equipas extinguiram o fogo e estão em curso operações de socorro”, disse à AFP o diretor dos bombeiros de Mumbai. A televisão India Today diz que o avião se despenhou em Ghatkopar, uma zona movimentada de Mumbai, quando se preparava para aterrar na cidade, de quase 20 milhões de habitantes.

EXPORTAÇÕES PEQUIM DEFENDE O SEU COMÉRCIO EXTERNO COMO BENÉFICO

Para um mundo melhor A China defendeu ontem o seu historial no comércio externo como sendo benéfico para o mundo, face à pressão de Washington e Bruxelas sobre o acesso ao mercado chinês e política do país para a tecnologia

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relatório do Governo chinês repete os compromissos em reduzir taxas alfandegárias e abrir mais o país ao investimento externo, mas não refere novas medidas concretas. O documento também não aborda as reclamações dos Estados Unidos e Europa de que a China bloqueia o acesso a várias indústrias e de que o plano do país para desenvolver empresas capazes de competir nos sectores de alto valor agregado viola os seus compromissos com o livre comércio. O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaça subir as taxas alfandegárias sobre um total de 450 mil milhões de dólares (389 mil milhões de euros) de

produtos chineses, o equivalente a 90 por cento das exportações da China para os EUA, como retaliação pela fraca protecção da propriedade intelectual na China. Washington acusa o país asiático de pressionar empresas

O relatório do Governo chinês repete os compromissos em reduzir taxas alfandegárias e abrir mais o país ao investimento externo, mas não refere novas medidas concretas

estrangeiras a transferirem tecnologia, em troca de acesso ao mercado. A China tentou aliar-se à Europa contra a posição norte-americana, mas enfrenta queixas da Alemanha e outros governos, de que bloqueia aquisições de activos no país, enquanto as suas empresas, nomeadamente estatais, têm adquirido negócios além-fronteiras em diversos sectores. "A China tem cumprido com a sua responsabilidade como grande potência", lê-se no relatório, que afirma que o crescimento económico do país tem contribuído para a "paz e desenvolvimento mundiais".

A GRANDE FÁBRICA

Pequim comprometeu-se a reduzir o seu superavit comercial com

os Estados Unidos, mas resiste a alterar a sua política para o sector tecnológico, principal fonte de tensões com Washington. A China fabrica 90 por cento dos telemóveis e 80 por cento dos computadores do mundo, mas depende de tecnologia e componentes oriundos dos EUA, Europa e Japão, que ficam com a maior margem de lucro. Mas as autoridades chinesas estão a encetar um plano designado "Made in China 2025", para transformar o país numa potência tecnológica, com capacidades em sectores como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos. Washington reclama, no entanto, que Pequim subsidia as empresas nacionais, enquanto as protege de competição externa.


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29.6.2018 sexta-feira

Aviso ﹝56/2018﹞ Concurso público para “Arrendamento de Espaços Destinados ao Exercício de Actividades Comerciais no Edifício do Bairro da Ilha Verde” 1. Objecto: Concurso para adjudicação, por arrendamento, por um período de 6 meses, de espaços destinados ao exercício de actividades comerciais, localizados no rés-do-chão do Edifício do Bairro da Ilha Verde, sito na Avenida do Comendador Ho Yin. Se nenhuma das partes apresentar à outra parte, por escrito, a denúncia do contrato, até 2 meses antes do termo do prazo de arrendamento, o mesmo considerar-se-á renovado automaticamente pelo mesmo prazo e condições. O referido processo é da responsabilidade do Instituto de Habitação, adiante designado por IH. 2. Espaços a arrendar e preços base do concurso: Item Localização 1

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Designação do Finalidade do Área útil espaço a arrendar espaço a arrendar Loja de bebidas e 538,01 J comidas (sem chama) m2 544,77 K Banco m2 619,64 L Supermercado m2 Actividade B 22,44 m2 comercial geral Actividade C 55,09 m2 comercial geral Actividade D 35,28 m2 comercial geral Actividade E 31,16 m2 comercial geral Actividade F 21,00 m2 comercial geral Actividade G 21,45 m2 comercial geral Actividade H 21,23 m2 comercial geral Actividade I 39,07 m2 comercial geral

6.2 Preço base do concurso

Nota

MOP106 500,00 (cento e seis mil e quinhentas Notas patacas) 1, 5 e 6 Notas MOP115 000,00 (cento e quinze mil patacas) 2, 5 e 6 MOP126 500,00 (cento e vinte e seis mil e Notas 5 quinhentas patacas) e6 MOP6 000,00 (seis mil patacas) MOP15 000,00 (quinze mil patacas) MOP8 500,00 (oito mil e quinhentas patacas)

Notas 3, 4, 5 e6

MOP7 000,00 (sete mil patacas) MOP5 500,00 (cinco mil e quinhentas patacas)

Notas MOP5 500,00 (cinco mil e quinhentas patacas) 3, 4, 5 e6 MOP5 500,00 (cinco mil e quinhentas patacas) MOP10 500,00 (dez mil e quinhentas patacas)

Nota 1: No espaço a arrendar destinado a loja de bebidas e comidas devem ser exercidas actividades dos estabelecimen tos de bebidas e comidas, integrados nos Grupos 4 e 5 previstos no n.º 1 do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M, de 1 de Abril. Nota 2: O espaço a arrendar destinado a banco deve cumprir o disposto no acesso à actividade previsto no Decreto-Lei n.º 32/93/M, de 5 de Julho e, em particular deve proceder ao recebimento de depósitos ou outros fundos reembolsáveis, conceder créditos e efectuar operações de pagamentos e emissão e gestão de meios de pagamento. Nota 3: Nos espaços a arrendar é proibida a instalação de actividades industriais e não podem ser exploradas activida des ligadas a jogos de fortuna e azar e exercício da actividade de promoção de jogos de fortuna ou azar, casas de penhores, manutenção e reparação de veículos, limpeza e estética de veículos, agências funerárias, estabelecimentos de saunas e massagens, “night-club”, discoteca, “dancing” e “cabaret”, bares, cibercafés, “karaokes”, estabelecimentos de máquinas de diversão e jogos de vídeo, recolha e processamento de desperdícios e de resíduos. Nota 4:Nos espaços a arrendar devem ser exploradas actividades voltadas para o exterior não podendo ser utilizados apenas para actividades internas de escritório ou armazém. Nota 5: Nos espaços para arrendamento é proibido utilizar equipamentos para cozinhar e aquecimento com chama, conforme pormenorizado nos subpontos 2.5 e 5.8 do presente Caderno de Encargos. Nota 6: Caso, para a actividade que pretende exercer no espaço de arrendamento, seja necessário cozinhar ou utilizar equipamentos de alto consumo de energia, deve avaliar se a capacidade de energia eléctrica instalada para o espaço a arrendar, pormenorizada no subponto 2.11 do Caderno de Encargos, corresponde ou não à necessidade de energia eléctrica do equipamento a utilizar.

3. Condições gerais dos concorrentes: 3.1 Podem concorrer ao espaço de arrendamento do presente concurso destinado a banco, as instituições de crédito autorizadas a exercer a actividade de bancos com licença plena, indicados no Aviso n.º 001/2018AMCM, da Autoridade Monetária de Macau, publicado no Boletim Oficial da RAEM n.º 4, II Série, de 24 de Janeiro de 2018. Podem concorrer aos restantes espaços de arrendamento do presente concurso as pessoas singulares que tenham completado 18 anos e sejam titulares de bilhete de identidade de residente de Macau ou as pessoas colectivas que se encontrem registadas na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis. 3.2 Não é permitida a apresentação de candidaturas em forma da licitação conjunta. 4. Forma do concurso: Licitação verbal. O valor de cada lance é de MOP500,00 (quinhentas patacas) ou de seu múltiplo. 5. Obtenção do processo do concurso: Os concorrentes podem consultar e obter cópia do “Processo do concurso” no IH, sito na Rua do Laboratório, n.º 39, Edifício Cheng Chong, R/C D, Macau, até 26 de Julho de 2018, durante as horas de expediente. Caso queiram obter cópia do documento acima mencionado, devem pagar, em numerário, o montante de MOP 500,00 (quinhentas patacas), relativo ao custo das fotocópias, ou podem proceder ao download na página electrónica do IH (http://www.ihm.gov.mo). 6. Visita ao local e esclarecimentos por escrito: 6.1 A visita ao local dos espaços a arrendar do presente concurso realizar-se-á no dia 3 de Julho de 2018, às

10:00 horas da manhã, devendo os concorrentes interessados dirigir-se ao terreno vago frente ao espaço de arrendamento K do Edifício do Bairro da Ilha Verde, na data e hora acima indicadas e serão acompanhados, na visita ao local, por trabalhadores do IH. Os concorrentes interessados devem dirigir-se ao IH, sito na Rua do Laboratório, n.º 39, Edifício Cheng Chong, R/C D, Macau, ou contactar através do telefone n.º 2859 4875, nas horas de expediente, para procederem à marcação prévia da visita ao local dos espaços para arrendamento do Edifício do Bairro da Ilha Verde, antes do dia 29 de Junho de 2018, pois, caso contrário, não poderão participar na visita ao local. Durante a visita ao local, não serão prestados esclarecimentos. Caso os concorrentes tenham quaisquer dúvidas sobre o conteúdo do presente concurso, devem apresentá-las, por escrito, à entidade responsável pelo concurso, até 6 de Julho de 2018.

7. Caução do concurso: O valor da caução do concurso é de MOP 50 000,00 (cinquenta mil patacas). Os concorrentes devem prestar a caução por depósito em numerário ou mediante garantia bancária legal. 8. Documentos que instruem a candidatura: 1.1 A candidatura deve ser instruída com os seguintes documentos: (a) Boletim de candidatura ao concurso; (b) Cópia do documento de identificação do concorrente ou do seu representante legal; (c) Original do documento comprovativo de registo comercial ou respectiva cópia autenticada, caso se trate de pessoa colectiva; (d) Documento comprovativo da prestação da caução do concurso. 8.2 Os documentos acima referidos devem ser redigidos numa das línguas oficiais da RAEM. Quando estes documentos forem redigidos em outra língua, devem ser acompanhados de tradução reconhecida notarialmente, a qual prevalece para todos e quaisquer efeitos. As condições detalhadas e modelos destes documentos constam do programa do concurso, devendo os concorrentes redigi-los de acordo com os modelos constantes dos anexos ao programa do concurso. 9. Data, hora e local da apresentação de candidaturas: 9.1 As candidaturas podem ser apresentadas pelos concorrentes ou seus representantes, desde o dia 27 de Junho de 2018 até às 5:45 horas da tarde do dia 26 de Julho de 2018, no IH, sito na Rua do Laboratório, n.º 39, Edifício Cheng Chong, R/C D, Macau, contra a entrega de recibo. 9.2 Após apreciação preliminar das candidaturas, será atribuída uma “Certidão de participação no acto público de licitação verbal” aos concorrentes que preencham os requisitos previstos no ponto 6 do programa do concurso (Condições gerais dos concorrentes), que apresentem atempadamente as suas candidaturas e que estejam em conformidade com as disposições previstas no ponto 8 do programa do concurso (Documentos que instruem as candidaturas); se não for atribuída a “Certidão de participação no acto público de licitação verbal”, após a apreciação preliminar, poderá a referida certidão ser atribuída, desde que a comissão indicada no ponto 11 do programa do concurso verifique o preenchimento dos requisitos acima referidos. 9.3 Cada concorrente só pode apresentar uma candidatura, e só pode participar no acto público de licitação verbal de uma das finalidades dos espaços a arrendar referidas no ponto 2 do programa de concurso. Caso o concorrente apresente mais do que uma candidatura (para a mesma finalidade ou diferente finalidade), prevalece a apresentada em último lugar, e as restantes candidaturas e respectiva “Certidão de participação no acto público de licitação verbal” atribuída anteriormente, perde imediatamente a sua validade. 10. Sessão de esclarecimento relativa às regras a observar durante a realização do acto público de licitação verbal: A sessão de esclarecimento relativa às regras a observar durante a realização do acto público de licitação verbal terá lugar no dia 2 de Agosto de 2018, às 10:00 horas da manhã, na Delegação das Ilhas do IH, sita na Rua de Zhanjiang, n.os 66-68, Edifício do Lago, 1.º andar D, Taipa, devendo os concorrentes comparecer à sessão na data e hora acima indicadas. Caso o número de concorrentes inscritos seja elevado, o IH irá realizar mais sessões de esclarecimento, dependendo da situação, e informando os concorrentes do número de sessões através de mensagens de telemóvel (sms). 11. Data, hora e local da realização do acto público de licitação verbal: O acto público de licitação verbal terá lugar no dia 8 de Agosto de 2018, às 10:30 horas da manhã, na Delegação das Ilhas do IH, sita na Rua de Zhanjiang, n.os 66-68, Edifício do Lago, 1.º andar D, Taipa. Naquele dia o registo de entrada dos concorrentes terá início às 9:30 horas da manhã. 12. Critérios de adjudicação: Os espaços a arrendar são adjudicados aos concorrentes que ofereçam a renda de valor mais elevado. Caso os valores apresentados não sejam superiores ao preço base fixado, será retirado do concurso o respectivo espaço a arrendar, não se procedendo à sua adjudicação. 13. Outros assuntos: Os pormenores e as observações ao referido concurso encontram-se disponíveis no processo do concurso. As actualizações das Informações ao presente concurso serão publicadas na página electrónica do IH (http://www. ihm.gov.mo). Instituto de Habitação, aos 13 de Junho de 2018.

O Presidente, Arnaldo Santos


desporto 13

sexta-feira 29.6.2018

FUTEBOL AC MILAN RECORRE DE EXCLUSÃO DAS COMPETIÇÕES EUROPEIAS

O

TÉNIS JOÃO SOUSA SEGUE PARA OS QUARTOS-DE-FINAL DO TORNEIO DE ANTÁLIA

Próxima ronda

O tenista português João Sousa, sexto cabeça de série, qualificou-se para os quartos-de-final do torneio de Antália, ao impor-se ao bósnio Mirza Basic em três ‘sets’, em encontro da segunda ronda da prova turca

S

OUSA, que ocupa o 47.º lugar do ‘ranking’ mundial, perdeu o primeiro parcial frente ao 78.º classificado da hierarquia, no ‘tie-break’, por 7-6 (7-1), mas venceu os dois seguintes, ambos por 6-4, fechando o encontro após 2h30 horas. “Estou muito contente pela vitória. Foi um encontro muito duro a nível físico e a nível mental. Foi um encontro muito disputado com algumas quebras de serviço. O primeiro ‘set’ decidiu-se nos detalhes e no segundo consegui entrar muito bem e fiz um ‘break’ logo a abrir e ainda conse-

gui fazer outro e venci a jogar a um bom nível. No terceiro ‘set’ também fui superior, dispus de dois ‘breaks’ e depois servi bem para fechar o encontro”, disse, à sua assessoria de imprensa. O tenista português, que na ronda inaugural tinha

batido o alemão Florian Mayer, vai defrontar nos quartos de final o francês Adrian Mannarino, número 24 do mundo e primeiro pré-designado, que afastou o lituano Ricardas Berankis, por 6-4 e 7-5. “É mais um jogador muito difícil, que gosta deste tipo de super-

“Estou muito contente pela vitória. Foi um encontro muito duro a nível físico e a nível mental. Foi um encontro muito disputado com algumas quebras de serviço. No terceiro ‘set’ também fui superior, dispus de dois ‘breaks’ e depois servi bem para fechar o encontro.” JOÃO SOUSA

fícies. Vai ser um encontro muito exigente. Agora é descansar e preparar o encontro da melhor forma”, afirmou.

AC Milan anunciou que vai recorrer da suspensão de uma temporada das competições europeias, imposta pela UEFA, por o clube da liga italiana de futebol não ter cumprido o ‘fair play’ financeiro. Os milaneses vão recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) da decisão da câmara adjudicatória do Comité de Controlo Financeiro de Clubes (CFCB) da UEFA. O AC Milan diz que o incumprimento aconteceu “no período de três anos entre Julho de 2014 e Junho de 2017”. O grande investimento do clube aconteceu após este período, quando investiu mais de 200 milhões de euros em contratações. Em comunicado, a câmara adjudicatória do Comité de Controlo Financeiro de Clubes (CFCB), presidida pelo português José Narciso da Cunha Rodrigues PUB

HM • 2ª VEZ • 29-6-18

PAR OU ÍMPAR

João Sousa jogou ainda em pares, ao lado do espanhol Guillermo García-López, perdendo com o checo Roman Jebavy e o chileno Julio Peralta, por 7-6 (7-5), 3-6, 10-6. “Infelizmente não conseguimos vencer. Tanto eu como o Guillermo notámos algum desgaste físico, mas que não serve de desculpa. Penso que eles jogaram um bom encontro. Conseguimos jogar a um bom nível, mas eles foram melhores”, assumiu.

explicou que a decisão se deve à quebra nas regras do ‘fair play’ financeiro, em particular “o requerimento de ‘break even’”, ou seja, o clube deixou de ter um equilíbrio entre as receitas e as despesas. “O clube está excluído de participar na próxima competição da UEFA para a qual se qualifique dentro das duas próximas temporadas”, revela o comunicado, explicando ser uma competição em 2018/19 ou 2019/2020. O AC Milan, que terminou em sexto lugar e poderia disputar a Liga Europa, foi vendido em Abril de 2017 a investidores chineses por 740 milhões de euros.

ANÚNCIO Interdição

CV1-18-0018-CPE

1º Juízo Cível

-----REQUERENTE: O Ministério Público. -------------------------------------------REQUERIDO: LEE SEAK FU, solteiro, filho de LEE SIU CHEONG e CHAO KIT SIO, nascido em 04/11/1982 em Macau, titular do B.I.R.M. e residente em Macau, na Lar São Luís Gonzaga sita na rua de Tin Chon, Taipa.--------------------------------------------------------------------------------------*** -----A MERITÍSSIMA JUIZ DO 1.º JUÍZO CÍVEL DO TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE DA R.A.E.M. --------------------------------------------------FAZ SABER QUE, foi distribuída neste Tribunal, em 24 de Maio de 2018, uma Acção Especial de Interdição por Anomalia Psíquica, com o número acima indicado, que o Ministério Público move contra LEE SEAK FU, a fim de ser decretada a sua interdição por anomalia psíquica. --------------------------Tribunal Judicial de Base da R.A.E.M., aos 11 de Junho 2018.---------------

Pré-época Benfica não desiste de Bruno Fernandes e Gelson Martins

O Benfica continua apostado na pretensão em contratar Bruno Fernandes e Gelson Martins. Os encarnados não desistem destes pesos pesados. Recorde-se que Luís Filipe Vieira na última Assembleia-Geral dos encarnados disse que iria “fazer uma pequena loucura”, numa clara referência a alguns dos jogadores que rescindiram com o Sporting. Adianta o jornal Record que o presidente das águias está a fazer um ‘pressing’ para levar mesmo os dois jogadores para a Luz. Contudo, não se trata de uma operação de fácil resolução. Gelson já terá comunicado ao seu representante que gostava de jogar no estrangeiro, ainda assim o Benfica não desiste e está apostado em contratar os dois jogadores.

Futsal Sporting vence Benfica e obriga a ‘negra’ no Nacional

O Sporting empatou a final do campeonato português de futsal, ao vencer fora o Benfica, por 2-0, no desempate por grandes penalidades, após um empate a cinco golos no quarto jogo da final do campeonato. Cardinal (03 e 13 minutos), Caio Japa (11), Dieguinho (17) e Divanei (31) fizeram os golos do Sporting, enquanto Fernandinho (02, 28 e 36), Deives (19) e Raul Campos (40) marcaram para o Benfica. O quinto e último jogo da final disputa-se no sábado, no Pavilhão João Rocha, casa dos ‘leões’.

A JUIZ


14 mundial 2018

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OS oitavos de final, sábado, em Sochi, Portugal terá pela frente a única selecção que ainda não sofreu qualquer golo, fazendo o pleno dos nove pontos, após derrotar Egito e Arábia Saudita por 1-0 e, já apurado, a anfitriã Rússia por 3-0. Com vários conhecidos do futebol português, casos de Maxi Pereira, Coates, Cristian Rodríguez e Urreta, o Uruguai começa por ser a identidade do mais velho seleccionador na competição, Oscar Tabárez, de 71 anos, e há 12 à frente da equipa, desde 2006, cumprindo na Rússia o seu quarto mundial. Face a estes dados, poucos treinadores conhecerão tão bem os seus pupilos como Tabárez, que aposta, sobretudo, no sistema 4x4x2 tradicional, sendo que o conjunto ganha outra amplitude quando no meio campo se posiciona em losango.

DOIS CRAQUES NO ATAQUE

As grandes referências dos sul-americanos são, obviamente, Luís Suárez, do FC Barcelona, e Edinson Cavani,

do Paris Saint-Germain, dois dos melhores avançados do mundo e que há muito tempo se unem na ‘celeste’, jogando de cor e resolvendo, muitas vezes, os problemas que o coletivo não consegue solucionar. Explosivos, eficazes e letais, Suárez e Cavani têm a capacidade, como poucos, para decidir um desafio a favor do seu país, de pouco mais de três milhões de habitantes. Sempre com garra e técnica, o Uruguai privilegia muitas vezes o futebol direto para os seus dois avançados, mas ao ‘miolo’ sobra igualmente qualidade para um estilo mais pensado e apoiado, de um bloco que é especialista em lances de ‘laboratório’ nas bolas paradas, bem como no jogo pelo ar - foi assim que marcou os cinco golos que leva na competição. O campeão do Mundo de 1930 e 1950, que atravessa um período de transformação geracional, sem alterar o estilo, tem a capacidade de ser um ‘camaleão’ na adaptação ao estilo de jogo e Portugal será o seu primeiro teste a sério, enquanto os pupilos de Fernando Santos já apanharam

29.6.2018 sexta-feira

sustos com a Espanha (3-3), Marrocos (1-0) e Irão (1-1). Sem a intensidade competitiva de Marrocos, que criou grandes dificuldades aos lusos, o Uruguai é, no entanto, um opositor muito aguerrido na disputa homem a homem e que, bastas vezes, prefere dar a iniciativa ao contrário para o surpreender no contragolpe.

É PRECISO CONVENCER

O empate sofrido com penálti nos descontos, altura em que o videoárbitro também validou a igualdade da Espanha com Marrocos (2-2), retirou a Portugal o primeiro lugar do grupo e a possibilidade de defrontar a Rússia, bem como seguir o lado da grelha competitiva com oponentes teoricamente menos complicados, além de, até à final, só por uma vez sair de Moscovo. Portugal, que ainda não realizou uma exibição verdadeiramente convincente e consistente, costuma transcender-se com opositores mais fortes, sendo isso que Fernando Santos espera, depois de garantir que a fase de grupos é mais stressante para os seus pupilos. PUB

Suárez, Cava

MAS QUE URUGUAI É ESTE, MONTADO POR UM TREINADOR DE 72 AN

O ‘Evereste’ que Portugal deve subir até ao desejad tebol começa a ser escalado sábado, frente ao Urugu experimentado e uma equipa valorizada, além dos DUELO DE GOLEADORES

O

português Cristiano Ronaldo e o uruguaio Luís Suárez reencontram-se no sábado com a mente, em termos individuais, de se assumirem como os maiores goleadores dos respectivos países em Mundiais de futebol. Os jogadores que em 2013/14 partilharam a ‘Bota de Ouro’, com 31 golos, numa altura em que Ronaldo já era do Real Madrid e Suárez ainda alinhava no Liverpool, somam ambos sete golos em campeonatos do mundo, sendo segundos de Portugal e Uruguai. Ronaldo está a dois do ‘rei’ Eusébio, que foi o melhor marcador do único Mundial em que participou, ao marcar nove golos em 1966, enquanto Suárez segue a apenas um de Óscar Míguez, que marcou cinco em 1950, ano do segundo título do Uruguai, e três em 1954. O actual avançado do FC Barcelona entrou para o Mundial2018 com mais dois tentos do que o rival do Real Madrid, mas o capitão da selecção lusa já o alcançou, ao marcar quatro golos, contra apenas dois do ponta de lança do Uruguai. Em campeonatos do Mundo, numa lista liderada por Klose, com 16 golos, seguido do brasileiro Ronaldo, com 15, e do também alemão Gerd Müller, com 14, um outro germânico, Thomas Müller é o melhor em actividade, com 10, mas já foi eliminado, em ‘branco’.

FACTOS DIVERSOS...

Brasil Marcelo e o espasmo no colchão O lateral esquerdo brasileiro Marcelo teve um “espasmo na coluna”, que o obrigou a ser substituído no início do encontro com a Sérvia, do Grupo E do Mundial2018 de futebol. “Numa tentativa de arrancada, o lateral teve um espasmo na coluna. Foi medicado e está bem”, lê-se numa nota publicada pela federação brasileira na rede social

Twitter. A Federação brasileira acabou por revelar que o “espasmo na coluna” terá sido causado pelo colchão do hotel onde a equipa pernoitou, na véspera do jogo. “Ainda é muito cedo para fazer um diagnóstico concreto, mas a lesão pode estar relacionada com o colchão do hotel. Ainda assim, estamos optimistas e temos de manter a calma. O importante

é que não há lesão grave, musculares. Assim que s de treinar, vai voltar e va para jogar”, referiu Rod médico da selecção brasil covo, Marcelo foi substitu Luís aos 10 minutos do e Brasil venceu por 2-0 e qu apurar-se para os oitavos


mundial 2018 15

sexta-feira 29.6.2018

ani & Cia.

Um café inesperado

NOS?

do e inédito título Mundial de fuuai, adversário com seleccionador s terríveis Luis Suárez e Cavani

, só espasmos se sentir capaz ai estar pronto drigo Lasmar, leira. Em Mosuído por Filipe encontro que o ue lhe permitiu s de final.

Quaresma, que marcou, de ‘trivela’, golo de rara beleza, contra o Irão, mostrou a Fernando Santos que há mais génio individual além de Cristiano Ronaldo para resolver jogos. Falta agora que algumas peças subam o seu nível competitivo, para que Portugal esteja à altura de todo o seu potencial: até ao momento, o todo não tem reflectido a soma do valor das partes. A ligação do meio campo ao ataque não tem sido fácil para Portugal, que tem sentido problemas para criar perigo no último reduto adversário: dois terços dos remates foram de fora da área e na pequena área são quase uma miragem. A transição defensiva dos uruguaios nem sempre é eficiente, pelo que Portugal pode aproveitar para avançar em profundidade, sendo que nesse caso Gonçalo Guedes é mais rápido e móvel do que André Silva, para fazer companhia e Cristiano Ronaldo. O ataque luso deve privilegiar o futebol pelo chão, uma vez que os centrais Godin e Jiménez, parceiros no Atlético de Madrid, têm rotinas bem afinadas e são torres difíceis de transpor pelo ar: os laterais Varela e Cáceres parecem o ponto mais débil. Estes antagonistas nunca se encontraram em partidas oficiais, mas apenas em dois particulares, com um triunfo de Portugal (3-0, em 1966) e um empatou (1-1, em 1972).

Colômbia e Japão nos ‘oitavos’, Senegal eliminado por cartões

A CRISTIANO AMARELO PROIBIDO

O

capitão Cristiano Ronaldo é um dos seis futebolistas da seleção portuguesa que se vir um cartão amarelo no sábado, frente ao Uruguai, não poderá atuar nos ‘quartos’ do Mundial2018 em caso de apuramento luso. O jogador do Real Madrid soma já um amarelo na prova, que viu aos 83 minutos do encontro com o Irão (1-1), depois de o paraguaio Enrique Caceres consultar o videoárbitro, alertado para uma ação passível de cartão vermelho. Bruno Fernandes foi o único admoestado face à Espanha, no empate 3-3 em que Cristiano Ronaldo logrou um ‘hat-trick’, enquanto Adrien Silva entrou frente a Marrocos (1-0) aos 89 minutos, para ver o único cartão da equipa das ‘quinas’ aos 90+2. No derradeiro encontro da fase de grupos, e além de Ronaldo, foram ‘amarelados’ Raphaël Guerreiro, Ricardo Quaresma, autor do golo luso, aos 45 minutos, e Cédric, já depois de concluído o jogo, ao protestar o penálti mal marcado contra Portugal. Em Mundiais, os jogadores ficam automaticamente suspensos ao verem dois cartões amarelos, mas, depois dos quartos de final, a folha disciplinar das equipas limpa, para que ninguém falhe a final por ver um amarelo nas meias-finais. A seleção lusa não tem qualquer jogador indisponível, em termos disciplinares para o encontro com o Uruguai, que também não tem baixas, sendo que, em três jogos, só soma um cartão amarelo, exibido ao médio Bentancur.

Marrocos Carta à FIFA aponta erros de arbitragem

A selecção de Marrocos foi a primeira a despedir-se da Rússia. Depois de perder com o Irão (1-0) e com Portugal (1-0), a equipa marroquina ficou de fora do Mundial. Na terceira e última jornada da fase de grupos, ainda conseguiu um empate frente a Espanha mas não foi o suficiente e a equipa africana acabou com apenas um ponto. Agora, três dias depois da despedida, a Federação Marroquina de Futebol escreveu uma carta ao organismo máximo do futebol mundial a criticar a arbitragem da competição. Em causa, estão os jogos com Portugal e Espanha. Na carta, a Federação assinala detalhadamente aquilo que considera terem sido os erros das equipas de arbitragem dos dois jogos.

Colômbia, vencedora por 1-0 face ao Senegal, e o Japão, apesar do desaire por 1-0 com a Polónia, conquistaram ontem as duas últimas vagas nos oitavos de final do Mundial de futebol de 2018. A formação sul-americana venceu o Grupo H, com seis pontos, contra quatro de asiáticos e africanos, que também empataram nos golos (4-4) e no confronto direto (2-2), acabando os nipónicos por ficar à frente por terem menos amarelos (quatro contra seis). Em Samara, os colombianos venceram com um golo do central Yerry Mina, aos 74 minutos, de cabeça, na sequência de um canto marcado por Quintero, enquanto em Volgograd, os polacos, já eliminados, ganharam com um tento de Jan Bednarek, aos 59. Nos oitavos de final, a Colômbia jogará com o segundo classificado do Grupo G (Inglaterra ou Bélgica), na terça-feira, em Moscovo, enquanto o Japão medira forças com o primeiro do mesmo agrupamento, na segunda-feira, em Rostov Do Don. Por seu lado, o Brasil tinha vencido a Sérvia por 2-0, na terceira jornada do grupo E do Mundial2018 de futebol, com uma exibição pouco convincente, mas suficiente para garantir uma vaga nos oitavos de final, nos quais defronta o México. O momento crucial do jogo aconteceu aos 68 minutos, quando o central brasileiro Thiago Silva fez o segundo golo do Brasil, de cabeça, na sequência de um pontapé de canto, junto ao primeiro poste, numa altura em que a Sérvia estava claramente por cima do jogo em busca do empate. Paulinho tinha inaugurado o marcador aos 36. Uma falha grave de marcação da defesa sérvia

‘acabou’ com o jogo mais cedo, visto que esse golo teve um efeito psicológico nos jogadores sérvios, que quebraram claramente a partir desse momento. O Brasil acabou por passar um mau bocado nos primeiros vinte minutos da segunda parte, quando a Sérvia subiu no terreno, começou a pegar no jogo, mais agressiva nos duelos individuais e na recuperação da bola. Neste período, a Sérvia criou uma grande oportunidade de golo que Mitrovic desperdiçou, na sequência de um cruzamento de Ljajic do flanco direito que Alisson não foi capaz de desfazer, com o número nove sérvio a desviar de cabeça, mas com pouca força, permitindo que Filipe Luís evitasse o empate. O Brasil estava nitidamente desconfortável perante a pressão a que foi sujeito pelos sérvios nessa fase, mas o golo de Thiago Silva, o segundo da ‘canarinha’, acabou literalmente com o jogo, que poderia até ter terminado com um resultado mais dilatado não tivesse Neymar desperdiçado duas boas oportunidades. De resto, o Brasil teve mais posse de bola e esteve por cima no jogo na primeira parte, mais intenso e pressionante na fase inicial, intensidade e pressão essa que se foi esbatendo à medida que o tempo passava. Já a Suíça ‘aceitou’ sem grandes dramas o segundo lugar no grupo E e em empatou 2-2 com a Costa Rica, manifestamente em gestão de esforços. Os helvéticos entravam para a terceira ronda em boa posição para o apuramento para os oitavos de final e com possíveis aspirações ao primeiro lugar, que só conseguiriam se fizessem melhor resultado do que o Brasil, que venceu a Sérvia, por 2-0.

Argentina Guarda-redes revela ameaças à família Willy Caballero, guarda-redes da selecção argentina, revelou que tanto ele como a sua família foram ameaçados após a derrota da Argentina com a Croácia (3-0), na fase de grupos do Mundial 2018. Caballero esteve em destaque pela negativa no primeiro golo dos croatas, acabando por ficar no banco na terceira jornada, frente à Nigéria. “Já mais tranquilo... Depois de um resultado tão positivo [frente à Nigéria] e da qualificação [para os oitavos de final], o que se passou comigo parece uma anedota. Uma desgraça,

Cedo se percebeu que a Costa Rica não estava ali para facilitar e o onze de Petkovic ‘conformou-se’ com o segundo lugar e o cruzamento com a Suécia, em vez de ser o próximo adversário do México, que vai encontrar o ‘escrete’. E bem vistas as coisas, a seleção do ‘leão’ Bryan Ruiz despede-se deste Mundial com honra, já que além deste empate regista uma derrota tangencial com a Sérvia (1-0) e uma um pouco mais dilatada com o favorito Brasil (2-0), mas só decidida depois do minuto 90. Mais discretos que com a Sérvia estiveram os ‘kosovares’ Shaqiri e Xhaka, deixando o primeiro protagonismo para Dzemaili, autor do primeiro golo, aos 31 minutos - um remate fortíssimo, já dentro da área. Um resultado à meia hora perfeitamente injusto para a Costa Rica, que ‘mandou’ no jogo no arranque, destacando-se as estreias de Joel Cambell, Waston e Colindres. Yann Sommer, na baliza suíça, tudo defendia, sobressaindo um desvio para o poste de um cabeceamento de Celso Borges. Com 1-0 ao intervalo, e também com 1-0 no Brasil-Sérvia, era evidente que a Suíça não estava ali para grandes ‘investimentos’. Desse desacelerar helvético tirou partido a Costa Rica, com Waston aos 56 minutos a dar o melhor seguimento a um canto, de cabeça. A dois minutos do tempo regulamentar, Josip Drmic fez o 2-1 e a Costa Rica reagiu de novo, para o 2-2 final, já para lá do minuto 90. Foi uma grande penalidade, cobrada pelo sportinguista Bryan Ruiz, com a bola a bater na barra e depois nas costas de Yann Sommer, a quem acabou por ser atribuído o golo.

uma falha, um erro, como lhe queiram chamar. Há muitas coisas que aceito porque foi um equívoco futebolístico. Mas recebi muitas faltas de respeito e ameaças a mim e à minha família. Essas atitudes feias não me ajudaram”, escreveu o argentino nas suas redes sociais. Caballero aproveitou ainda para agradecer a todos os que o “apoiaram de uma ou de outra maneira”. “Uma vez mais aceito o meu erro, mas nunca quis que a minha família vivesse dias tão desagradáveis”, acrescentou.


16 eventos

29.6.2018 sexta-feira

LMA TEMPORADA DE CONCERTOS DE JULHO ABRE COM POST-PUNK E CONTINUA COM FOLK

Sons de outras margens

O post-punk feito no continente vai tomar conta do palco do LMA no próximo domingo para um concerto gratuito às 21h. A festa deste fim-de-semana tem como objectivo continuar a oferecer a Macau o que de melhor se faz na região em termos de música alternativa

A

L i v e Music Association (LMA) continua a dedicar-se à mostra de sons que não passam nas rádios locais, nem se encontram nas colecções de discos mais convencionais. O incontornável espaço que marca a diferença na oferta musical de Macau vai receber, no próximo domingo, o post-punk dos Lonely Leary. A banda de Pequim estará pela primeira vez em Macau para um concerto gratuito. A ideia é “fazer de tudo para que as pessoas possam ver e conhecer o que está a ser feito, neste género, em Pequim”, revelou ao HM o gerente do LMA, Vincent Cheang. “Vamos fazer o espectáculo e não vamos cobrar qualquer entrada porque estamos muito empenhados na promoção dos Lonely Leary”, acrescentou. As sonoridades produzidas pela banda podem ser descritas como post-punk, um estilo musical que, de acordo com o responsável pelo LMA, é muito pouco conhecido no território. “Penso que as pessoas em Macau em geral não estão

familiarizadas com música independente e os que a ouvem, não ouvem post-punk”, afirmou. O pouco público local que se interessa pelas sonoridades mais alternativas mantém uma característica que marca as suas opções desde há muito e que se rege pelo virtuosismo musical. “As pessoas quando vão ver um concerto aqui em

“Trata-se de uma banda muito boa, com canções cheias de ‘feeling’, um aspecto que as pessoas de Macau devem aprender a apreciar.”

APOSTAS DE RISCO

VINCENT CHEANG GERENTE DO LMA

Macau, ou mesmo quando ouvem um disco estão à procura de excelência nalgum tipo de interpretação”,

apontou. Esta mestria pode ser facilmente reconhecida em estilos musicais fora do mainstream como é o

Dança das emoções

Leão de Prata atribuído à coreógrafa Marlene Monteiro Freitas

A

caso do heavy metal. "No metal as pessoas aguardam pelos momentos em que a guitarrista se destaca com a interpretação de um solo exemplar", diz. Esta premissa é válida para o público amante de música e para os próprios músicos locais que, desta forma não dão importância ao que Cheang chama de “feeling musical”, sendo que falta a capacidade de apreciar canções só pelo que elas transmitem, “pelo sentimento”. Com a vinda dos Lonely Leary, Cheong espera que se abram caminhos neste sentido. “Trata-se de uma banda muito boa, com canções cheias de ‘feeling’, um aspecto que as pessoas de Macau devem aprender a apreciar”, apontou.

entrega do Leão de Prata da Bienal de Dança de Veneza à coreógrafa cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas, em reconhecimento pela sua carreira, marcou o calendário de ontem do festival, que encerra no próximo domingo. O prémio é entregue a Marlene Monteiro Freitas depois da estreia italiana do espetáculo "Bacantes - Prelúdio para uma purga", estreado em Abril do ano passado, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. Nascida em 1979, em São Vicente, Cabo Verde, Marlene

Monteiro Freitas é um "presença eletrizante", detentora de "um poder dionisíaco", nas suas produções, destacou a Bienal, quando anunciou a atribuição do prémio de carreira à bailarina e coreógrafa, no passado mês de Janeiro. Marlene Monteiro Freitas cofundou em Lisboa a estrutura cultural P.O.R.K, com a qual assinou coreografias como "Paraíso-colecção privada (2012-13) e "marfim e carne – as estátuas também sofrem" (2014), entre outras obras. Em entrevista à Lusa, depois da atribuição do prémio, a coreógrafa

No entanto, outra característica do público de Macau prende-se com o facto da vasta maioria dos melómanos estarem mais abertos a estilos de música mais comercial. “É por isso que fazemos este tipo de concertos e queremos fazer com que a cena alternativa comece a ser conhecida e

explicou que, no seu processo de trabalho - cheio de referências de várias áreas artísticas -, lhe interessa "deformar algo para chegar a outra coisa", e que, "para chegar a uma metamorfose, é preciso haver forçosamente uma transgressão". "O meu objectivo não é a transgressão em si, mas usá-la para atingir a metamorfose", justificou. Outro aspecto importante nas suas motivações é o lado emocional de uma obra coreográfica. "Claro que a narrativa é importante, mas interessa-me mais ter uma relação emocional com o público do que o reconhecimento de uma história na coreografia", apontou, sublinhando que dá também particular relevância à relação directa entre o bailarino e o público.

apreciada pelo público local”, referiu. A ideia é boa mas a sua concretização tem sido difícil, porque “não há quem aposte na produção discográfica e divulgação de quem se queira dedicar aos sons fora do circuito comercial”, disse. Já na China continental a esfera alternativa é rica em bandas e público. “Em Pequim, por exemplo, há muitos músicos, há muito público e há editoras que apostam com seriedade neste mercado”, explica Vincent Cheang. Reflexo desse vigor alternativo é a própria editora Maybe Mars, sediada na capital chinesa e que tem a seu cargo várias bandas de todo o país que tenta levar a públicos além fronteiras. O mês de Julho abre com post-punk mas continua com a música folk também vinda do continente. “Neste momento, o folk moderno é cada vez mais popular e vamos ter dois concertos deste género aqui no LMA, um dos espectáculo conta com a colaboração de uma intérprete local”, revela. No entender de Cheang, o sucesso da nova vaga de música folk do continente relaciona-se com a sua capacidade de retratar o quotidiano das gerações mais jovens. É uma sonoridade “mais verde, com significado cultural para os mais novos que gostam de ir para os cafés conversar e ler”, disse, sublinhando que esta é uma tendência que gostaria de ver emergir em Macau. Sofia Margarida Mota

sofia.mota@hojemacau.com.mo

Em "Bacantes - Prelúdio para uma purga" o ponto de partida é o mundo moral e estético de Eurípides, com apelo a factores comuns à sua obra - “a abertura, a impureza, a intensidade” -, com o objectivo de impor um “autêntico combate de aparências e dissimulações". "Em Eurípides, está presente o delírio e o irracional. Manifesta-se a ferocidade e o desejo de paz, a selvajaria e a aspiração a uma vida simples. Encontram-se, no seu texto, direções contraditórias, elementos que chocam, corpos íntegros que se desmembram e crenças testadas ao limite. Este é o mundo, moral e estético, que o autor convida a percorrer", lê-se na apresentação da obra.


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NOTIFICAÇÃO EDITAL (notificação de sanção)

NOTIFICAÇÃO EDITAL

N.º 28/2018

Lai Kin Lon, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho (DIT), manda que se proceda, nos termos dos artigos 14.º e 15.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008 – “Normas de funcionamento das acções inspectivas do trabalho”, conjugados com o n.º 2 do artigo 72.º e n.º 2 do artigo 136.º do Código do Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, à notificação dos indivíduos abaixo mencionados para, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do dia seguinte ao da publicação da presente notificação edital, procederem ao pagamento da multa aplicada nas respectivas notificações, devendo nos 5 (cinco) dias subsequentes ao do termo do prazo acima referido entregar nestes Serviços o documento comprovativo do pagamento da multa. 1. Processo n.º 2873/2017: BOHOL MARKRAPH DIAZ (titular do passaporte da República das Filipinas), infractor da notificação n.ºIA-387/2018/DIT,. aplicada multa de $5 000,00 (cinco mil patacas), nos termos da alínea 1) do n.º 5 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, tendo autorização para permanecer na RAEM na qualidade de trabalhador, por ter prestado actividade a empregador diferente daquele para o qual foi autorizado a trabalhar 2. Processo n.º 2873/2017: GARCIA JON JON SANTOS (titular do passaporte da República das Filipinas), infractor da notificação n.ºIA-388/2018/DIT, aplicada multa de $5 000,00 (cinco mil patacas), nos termos da alínea 1) do n.º 5 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, tendo autorização para permanecer na RAEM na qualidade de trabalhador, por ter prestado actividade a empregador diferente daquele para o qual foi autorizado a trabalhar.

N.º 29/2018

(Execução coactiva) Lai Ka Lai, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho Substituto, manda que se proceda, nos termos do n.º 3 do artigo 9.º e do artigo 11.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008, – “Normas de funcionamento das acções inspectivas do trabalho, conjugados com n.º 2, do artigo 72.º e n.º 2 do artigo 136.º , do Código do Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, à notificação da transgressor Sr. TAM CHIO MENG, proprietário de “KONG MENG DECORATION ENGINEERING” do Auto n.º 65/0708/2018-R, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do primeiro dia útil seguinte ao da publicação da presente notificação edital, proceder ao pagamento da multa aplicada no aludido auto, no valor de Mop$111,666.70 (cento e onze mil, seiscentas e sessenta e seis patacas e setenta avos), por prática das transgressões laborais previstas do n.º 1 do artigo 37.º, n.º 3 do artigo 62.º e artigo 77.º da Lei n.º 7/2008 - Lei das Relações de Trabalho, e punida na alínea 6) do n.º 1 e alínea 2) do n.º 3 do artigo 85.º, e alínea 5) do n.º 3 do artigo 85.º conjugado com artigo 81.º da mesma Lei. Deve o transgressor efectuar ao pagamento da quantia em dívida aos trabalhadores CHOI POU TUN, IP PUI IOK, TAM UN KAN, LOK KUOC HONG e VONG KOK HENG, no valor total de Mop$86, 875.00 (oitenta e seis mil e oitocentas e setenta e cinco patacas). Por outro lado, deve o transgressor apresentar ao DIT

Os infractores poderão, dentro das horas de expediente, levantar a cópia do respectivo despacho, a notificação e a guia de receita eventual para pagamento da multa no Departamento de Inspecção do Trabalho da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nºs 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, podendo também, mediante requerimento por escrito, consultar os respectivos processos.

os comprovativos dos pagamentos acima referidos nos 5 (cinco) dias

Decorridos os prazos acima referidos, a falta de apresentação do documento comprovativo do pagamento da multa implica a remessa, nos termos legais, das cópias dos respectivos documentos acompanhadas do comprovativo de cobrança coerciva à Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças para ser efectuada cobrança coerciva.

apuramento da quantia em dívida ao referido trabalhador e as guias de

Nos termos dos artigos 145.º, 149.º e 155.º do CPA, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, o infractor pode impugnar a referida decisão da Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho, pelos seguintes meios: a) No prazo de 15 (quinze) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente notificação edital, mediante reclamação para a Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho; b) No prazo de 30 (trinta) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente notificação edital, mediante recurso hierárquico necessário para o Director dos Serviços para os Assuntos Laborais. A decisão punitiva acima referida não é susceptível de recurso contencioso. Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 25 de Junho de 2018. O Chefe do D.I.T. Lai Kin Lin

subsequentes ao do termo do prazo acima referido. O transgressor acima mencionado poderá, dentro das horas normais de expediente, levantar as cópias do Auto, a notificação, o mapa de depósito no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.ºs 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, sendo-lhe também facultada a consulta do processo n.º 2799/2017, mediante requerimento escrito. Decorridos os prazos acima referidos, a falta de apresentação dos documentos comprovativos dos pagamentos efectuados, implica a remessa por este DIT os respectivos documentos ao Juízo, nos termos legais. Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 25 de Junho de 2018. O Chefe de Departamento, Lai Kin Lon


sexta-feira 29.6.2018

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Notificação edital (30/FGCL/2018)

29.6.2018 sexta-feira

Notificação edital (23/FGCL/2018)

Nº de pedido: 137/2018

No de pedido:6/2018

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor do pedido acima referido, “Nest Beauty Macau Limitada”, com sede na Avenida da Praia Grande, nº 759, 2º andar, fracção 2006, Macau, o seguinte: Relativamente à ex-trabalhadora (Ng Pou I), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo de pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 22 de Junho de 2018, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos em causa à extrabalhadora acima referida, no valor total de $18 603,40 (dezoito mil, seiscentas e três patacas e quarenta avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquela extrabalhadora, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 26 de Junho de 2018

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor do número de pedido acima referido, “Wong Meng Iek”, com sede na Rua do Chunambeiro nº 24, Edifício Fung King Garden, 11º andar C, Macau, o seguinte: Relativamente à ex-trabalhadora (Chan Tat Chun), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo de pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 30 de Maio de 2018, deliberou, nos termos do artigo 6.o da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos em causa para à extrabalhadora acima referida, no valor total de $172 168,20 (cento e setenta e duas mil e cento e sessenta e oito patacas e vinte avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquela ex-trabalhadora, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.o da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 26 de Junho de 2018

O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong

Notificação edital (26/FGCL/2018)

O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong

Notificação edital (27/FGCL/2018)

Nos dos pedidos: 125/2018, 126/2018

No de pedido: 131/2018,135/2018

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos, “Cali Promoção de Jogos Sociedade Limitada”, com sede na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600E, Edifício Centro Comercial First Nacional, 12º andar, sala 5, Macau, o seguinte: Relativamente aos 2 ex-trabalhadores (Hong Un Ieng e Loi Fong Lun), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 30 de Maio de 2018 e 22 de junho de 2018, deliberou, nos termos do artigo 6.o da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos em causa aos trabalhadores acima referidos, no valor total de $120 812.80(cento e vinte mil e oitocentas e doze patacas e oitenta avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àqueles extrabalhadores, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.o da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 26 de Junho de 2018

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor do pedido acima referido, “Companhia De Grupo M&G Limitada”, com sede na Alameda Dr. Carlos D’Assumpção nos 336-342, Centro Comercial Cheng Feng, 8º andar A, R, o seguinte: Relativamente aos 2 ex-trabalhadores (Lei Kin Fai e Lam Chon In), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo de pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 22 de Junho de 2018, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa aos ex-trabalhadores acima referidos, no valor total de $14 126,60 (catorze mil, cento e vinte e seis patacas e sessenta avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àqueles extrabalhadores, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 26 de Junho de 2018

O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong

O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong

Notificação edital (24/FGCL/2018) Nos dos pedidos:117/2018, 115/2018, 116/2018, 118/2018, 119/2018, 120/2018, 121/2018, 122/2018, 123/2018, 124/2018

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor do número de pedido acima referido, “Kun Tat Man”, com sede na Rua do Almirante Costa Cabral nº 78, Edifício Meng Yuan Garden, 2 andar B, Macau, o seguinte: Relativamente aos 10 ex-trabalhadores (Lei Chon Meng, Zhong Guanfang, Cheang Soi Hoi, Ho Lai Lai, Chu Pou Kuong, Ao Ieong Koi, Tou Cheok Kuan, Tang Chi Fong, Ip Cheok Fai e Lou Kit Peng), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 30 de Maio de 2018 e 22 de Junho de 2018, deliberou, nos termos do artigo 6.o da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa aos ex-trabalhadores acima referidos, no valor total de $227 340.80(duzentas e vinte e sete mil e trezentas e quarenta patacas e oitenta avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àqueles ex-trabalhadores, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.o da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar os referidos processos. 26 de Junho de 2018 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong

Notificação edital (28/FGCL/2018) Nos dos pedidos: 262/2016, 264/2016, 267/2016, 270/2016, 294/2016

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos números dos pedidos acima referidos, “Chong Mei Lan - titular do Estabelecimento de Comidas Zan Kei de Taiwan”, com sede na Rua Alegre No.97 Edf. Hong Lok Sun Chuen Block 4 LJ AL 1/FL RC, Macau, o seguinte: Relativamente aos 5 ex-trabalhadores (Tsai Mao Tei, Leong Wai Lan, Kuok Wai Meng, Chen Yong Liang e Chan Iok Sam), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 22 de Junho de 2018, deliberou, nos termos do artigo 6.o da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa aos ex-trabalhadores acima referidos, no valor total de $82 595,10 (oitenta e duas mil, quinhentas e noventa e cinco patacas e dez avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àqueles extrabalhadores, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.o da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar os referidos processos. 26 de Junho de 2018 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong

Notificação edital (25/FGCL/2018) Nos dos pedidos: 40/2018, 41/2018, 42/2018, 44/2018, 45/2018, 46/2018, 47/2018, 48/2018, 49/2018, 50/2018, 51/2018, 52/2018, 76/2018, 77/2018, 97/2018, 98/2018, 99/2018, 114/2018 Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor do número de pedido acima referido, “HOP WO MOBÍLIAS DECORAÇÃO LDA”, com sede na Rua de Coelho do Amaral nº 1-1M, Edifício Lai Hou(Bloco 3), Loja AX, Macau, o seguinte: Relativamente aos 18 ex-trabalhadores (Chio Chun Kan, Loi Iat Fong, Lei Iam Kei, Lai Chan Wa, Ao Ieong Tin Hang, Lam Chak Kuan, Ho Chong San, Ian Io Mou, Chu Ieng Wa, Tam Pak Wu, Leong Chi Sei, Ao Tak Kim, Ng Peng Tong, Ho Hon Wai, Wong Wa Iam, Chan Son Tong, Lei Ion Kao e Chong Leong Chak), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 30 de Maio de 2018, deliberou, nos termos do artigo 6.o da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos em causa aos ex-trabalhadores acima referidos, no valor total de $448 500.00(quatrocentas e oitenta e oito mil e quinhentas patacas). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àqueles ex-trabalhadores, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.o da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocarse à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar os referidos processos. 26 de Junho de 2018 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong

Notificação edital (29/FGCL/2018) Nº de pedido: 4/2017

Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor do pedido acima referido, “Companhia Criativo Cultural Flugent Limitada”, com sede na Rua de S.Paulo, No.5458B Mei Tai Grand Garden RC A, Macau, o seguinte: Relativamente ao ex-trabalhador (Sin Chong Ngai), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo de pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 22 de Junho de 2018, deliberou, nos termos do artigo 6.o da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa ao ex-trabalhador acima referido, no valor total de $45 831,10 (quarenta e cinco mil, oitocentas e trinta e uma patacas e dez avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquele ex-trabalhador, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 26 de Junho de 2018 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong


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sexta-feira 29.6.2018

ANÚNCIO

Concurso Público para o Arrendamento do “Centro Comercial de Seac Pai Van”, no Lote CN5a de Seac Pai Van, em Coloane Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada em sessão de 8 de Junho de 2018, se acha aberto o concurso público para o Arrendamento do Centro Comercial de Seac Pai Van, dedicado à exploração de venda a retalho de produtos alimentares frescos e vivos, produtos secos, comidas e artigos de uso diário, no Lote CN5a de Seac Pai Van, em Coloane. O Programa de Concurso e o Caderno de Encargos podem ser obtidos, todos os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), sito na Avenida de Almeida Ribeiro n.º 163, r/c, Macau. O prazo para a entrega das propostas termina às 17h00 do dia 25 de Julho de 2018. Os concorrentes ou seus representantes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM e prestar uma caução provisória no valor de MOP$ 120.000,00 (Cento e vinte mil patacas). A caução provisória pode ser efectuada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita na Avenida de Almeida Ribeiro n.º 163, r/c, Macau, por depósito em dinheiro, cheque ou garantia bancária, em nome do “Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais”. O preço base mensal é de MOP$ 60.000,00 (Sessenta mil patacas). O acto público de abertura das propostas realizar-se-á na Divisão de Formação e Documentação do IACM, sita na Avenida da Praia Grande, n.° 804, Edf. China Plaza 6.° andar, pelas 10h00 do dia 26 de Julho de 2018. A sessão de esclarecimento terá lugar no dia 20 de Junho de 2018, às 10h00, na Divisão de Formação e Documentação do IACM, sita na Avenida da Praia Grande, n.° 804, Edf. China Plaza 6.° andar. No mesmo dia, o IACM vai organizar uma visita ao local para observação. Macau, aos 8 de Junho de 2018. O Administrador do Conselho de Administração Mak Kim Meng WWW. IACM.GOV.MO


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A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal José Simões Morais

Viagens Oceânicas e entre mares

E

STÁ Camilo Pessanha ainda em Óbidos, Portugal, quando em Novembro de 1893 a Rainha regente de Hespanha, Maria Cristina da Áustria, convida todas as potências a participar na Exposição Universal Internacional. Realizar-se-á de Abril a Outubro de 1894 em Madrid e comemora o IV Centenário do Descobrimento da América. Inaugura quando o poeta simbolista está a chegar pela primeira vez a Macau e na secção portuguesa dessa exposição encontra-se a imagem do Arcanjo S. Rafael, a figura de proa da nau daquele nome, “uma grosseira escultura em madeira de azinho com 68 centímetros de altura”, relata o Echo Macaense, “Na base tem aparafusada uma chapa onde se fixava um barão de ferro que passava por duas argolas também de ferro, pregadas nas costas da imagem para a segurarem à proa do navio”. Caravela capitaneada por Paulo da Gama foi no regresso da primeira viagem à Índia queimada junto aos baixios, que ficaram com o nome de S. Rafael. Vasco da Gama tinha por esta imagem uma especial devoção, tendo-a levado consigo na segunda e terceira viagem que fez à Índia. “Talvez seja esta a única peça existente dessa primeira esquadra de 1497”. Quatro anos mais tarde, em Maio de 1898 participa Camilo Pessanha em Macau na celebração do IV Centenário do Caminho Marítimo para a Índia de Vasco da Gama. Centenários de datas memoráveis, para a História de Portugal e a marcar o início de Espanha, excepcionalmente importantes para a Humanidade Europeia pois, dominado o Cabo das Tormentas passaram os oceanos a estar todos ligados e daí o mundo mudar para uma época nova. Pelas portas da Boa Esperança, prosseguem os portugueses na exploração das rotas deixadas de usar cem anos antes pelos chineses e atravessando o Estreito de Malaca, conquistada a cidade, em 1513 vão à China. Viagem num junco chinês partilhada com Nina Chatu, o Bendara de Malaca, ficando o feitor Jorge Álvares como o primeiro português a chegar por mar a terra chinesa. Malaca era um reino tributário da China quando os portugueses a conquistaram em 1511, mas continuaram-se a enviar embaixadas ao Celeste Império sob costumes e direito marítimo malaio até 1517, nas quais os portugueses se integravam. Modalidade usada nesse ano para enviar Tomé Pires como primeiro embaixador de Portugal à China e esperava-se já na Boca do Tigre permissão para seguir viagem até Cantão, quando o Capitão Fernão Peres de Andrade reparou nos

compartimentos estanques dos juncos chineses.

ORIENTADOS PELO CÉU

[EM 2018 FAZ 600 ANOS] Gonçalves Zarco em 1418 chegou a Porto Santo e Tristão Vaz no ano seguinte à Ilha da Madeira. Estavam os portugueses a iniciar a aventura pelo Oceano Atlântico quando, ao outro lado de África, no Índico, aportavam os chineses a realizar as suas últimas viagens por mar, tendo legado os seus conhecimentos marítimos aos muçulmanos, recolhidos no Mar Arábico por Pêro da Covilhã e enviados do Cairo em 1491 para Lisboa. A China dera um grande contributo à navegação com inventos como o leme de popa, o sistema de içar e baixar o leme, a divisão do casco do barco em compartimentos estanques, assim como pelos mapas celestes e terrestres, onde cartografaram as suas rotas, baixios, ventos e correntes. Com o reconhecimento do Céu, a China no final do século I navegava até ao Golfo Pérsico e retirava-se do mar em 1433, após pelos oceanos Pacífico e Índico, em mar aberto atingir longínquos países e regiões de África Oriental, as costas do Malabar e o Sri Lanca, onde a China

Han, pelo Reino Nanyue, fizera trato no século II com o Império Romano. As últimas sete viagens por mar, iniciadas em Dezembro de 1405, tiveram como propósito do Imperador Yong Le desenvolver a influência da dinastia Ming, combater a pirataria nos mares do Sudeste Asiático e estreitar relações diplomáticas, políticas e económicas pelo mundo. Pretendia demonstrar o poder erudito e prestígio da civilização chinesa e por trocas de preciosas prendas esperava tornar vassalos outros países e regiões, alguns a necessitar voltar a cativar. Fechada estava a lucrativa rota terrestre da seda desde a substituição da dinastia mongol dos Yuan pela han dos Ming. Os mongóis controlavam os territórios para Norte e Oeste da China e a Ásia Central, por isso só havia um caminho, o mar. Um século depois, em 1513 chegavam em junco chinês os portugueses ao Celeste Império da Dinastia Ming, mas para aí se estabelecerem levaram quarenta anos de espera.

FANFANG

A cidade cristã de Macau era o único território dentro da China a ser governado por uma administração estrangeira durante a Dinastia Ming (1368-1644) e tal

A China dera um grande contributo à navegação com inventos como o leme de popa, o sistema de içar e baixar o leme, a divisão do casco do barco em compartimentos estanques, assim como pelos mapas celestes e terrestres, onde cartografaram as suas rotas, baixios, ventos e correntes

continuou com a chegada da dinastia manchu dos Qing (1644-1911). Privilégio concedido aos portugueses sob a forma do sistema de fanfang, arrendamento a permitir dentro de algumas cidades chinesas existir bairros cujos residentes estrangeiros se governavam com as suas próprias leis, logo que estas não fossem contra os princípios de soberania da China. Solução encontrada durante a dinastia Tang (618-907), havendo fanfang ao longo do território chinês pelos caminhos terrestres da seda e quando estes ficaram interrompidos, os bairros estrangeiros de mercadores muçulmanos, árabes, persas, judeus e hindus, mudaram-se para os portos marítimos, sobretudo durante a dinastia Song (960-1279). A Pax Mongólica abriu de novo os caminhos terrestres, mas a chegada ao poder da dinastia Ming, fechou a China a todo o comércio, tanto terrestre como marítimo e expulsou os estrangeiros. Para apresentar a nova dinastia brilhante chinesa aos antigos reinos e países tributários do tempo da dinastia Song, o Imperador Yong Le, o terceiro da dinastia Ming, mandou fazer uma grande armada e sob o comando do Almirante Zhang He realizaram-se entre 1405 e 1433 as últimas Sete Viagens marítimas intercontinentais, deixando desde então a China o mar. O conceito dessas viagens, muito pelo peso confucionista, fora sobretudo de amizade e afirmação de protecção aos países tributários, não pagando os produtos trocados os enormes custos das armadas, que engoliram fortunas ao país. Valeu a investigação de conhecimentos nos portos onde aportaram para adicionar à Grande Enciclopédia, mandada compilar pelo Imperador Yong Le, trazendo-lhe novos produtos, animais e plantas desconhecidas no Celeste Império. Em cada expedição, a armada era uma cidade flutuante de duas mil embarcações, com barcos jardins e hortas, e dividindo-se em diferentes frotas, combinavam encontros na longínqua África. Uns, navegando de porto em porto pela costa do Oceano Índico, visitando as comunidades chinesas ultramarinas no Mar Arábico, outros atravessando-o sem terra à vista, com a ajuda da bússola marítima, invenção chinesa do século XI. Se a navegação portuguesa pelo Atlântico fez desaparecer a última porta que não deixava unir os oceanos, na viagem iniciada a 19 de Fevereiro de 1894, Camilo Pessanha pode já aproveitar um atalho aberto há 25 anos, o Canal do Suez, passagem inaugurada a 1869 entre o Mediterrâneo e o Mar Vermelho.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 23

sexta-feira 29.6.2018

tonalidades António de Castro Caeiro

AUGUST VON KRELING, FAUST

F

AUSTO na versão de Thomas Mann vende a alma ao diabo para obter anos livres de criação. Em troca, o compositor Adrian Leverkuhn não podia amar. Nem sequer “abrasar-se”. Era paradoxal, segundo uma das projecções da configuração do diabo. O diabo inspira a luxúria, a violência, o priapismo. O próprio casamento para o apóstolo Paulo era a segunda melhor opção. Melhor seria que nunca ninguém vivesse com outrem. O celibato era a melhor opção para o cristão militante. O exercício da castidade é o método. Fausto, Adrian Leverkuhn, não chega a fazer bem a promessa. Facto é que durante 24 anos, qualquer forma de amor que o ligue a um qualquer ser humano: a uma mulher ou a um sobrinho, acabaria sempre por abortar. Ninguém fica impune a um coração partido. Como se sobrevive a uma decepção romântica? Uma mulher amada que faça a vida longe com outro homem com quem teve filhos é uma abstracção concreta. Não é nunca ninguém. É sempre alguém com o volume espesso do inatravessável. É compreendida com o coração como uma transparência absolutamente opaca. Uma criança amada que tivesse morrido ou fizesse vida fora das nossas vistas é o quê? É um vulto com uma biografia e uma cronologia que passam ao largo da nossa vida. Revisita-nos de quando em vez ou sempre, na realidade ou em sonho, mas não tem a espessura que o quotidiano dá às relações humanas. O pacto de Fausto com o Diabo é feito, quando o artista é jovem. Na versão de Goethe é completamente diferente. Fausto é um homem velho que se apaixona por uma rapariga muito jovem. Compreende-se fora de prazo para o amor. A sua compleição física não é erótica nem sensual para a menina. Vende a alma ao diabo em troca de tempo. O tempo agora é de juventude e é um tempo para amar. O sábio abdica de tudo para regressar a um tempo em que era possível recomeçar de novo. Este recomeço é feito com a certeza de que não esbanjará de novo a vida com o estudo. Será para ter uma vida amorosa, banal para o teólogo e o filósofo, burguesa para o artista. Não nos enganemos, vivemos a projecção existencial que compreende a vida a partir da situação esboçada por Thomas Mann. Talvez Nietzsche lhe sirva de modelo. E poderá mesmo servir, porque na sua biografia há elementos importantes que o deixam na situação de Fausto. Não se sabe se terá sido ou não correspondido. Não terá sido de certeza correspondido por quem quis ter e com quis ser, pressupondo que teria tido o talento para ser marido. As vidas fora da ordem da normalidade não são compatíveis com nenhuma forma de amor, não pelo menos aquela forma

Melancholia revisitada de amor que faz do outro a representação do tudo que nos diz. O ricochete dessa impossibilidade não dá a paz da neutralização. Dá outra coisa. Se todas as acções ficam em quem as pratica, a renúncia ao amor é a mais poderosa das acções. Não se rejeita toda

a gente, nem todas as mulheres, nem todas as crianças, nem todas as pessoas em geral. Só aquelas que nos podem tornar escravos delas. É que a renúncia ao amor que tem como objectos amores efectivos, reais, poderosos, violentos, traz consigo o poder criativo. É desse poder criativo

O diabo inspira a luxúria, a violência, o priapismo. O próprio casamento para o apóstolo Paulo era a segunda melhor opção. Melhor seria que nunca ninguém vivesse com outrem. O celibato era a melhor opção para o cristão militante. O exercício da castidade é o método

que vive o sacerdote, o artista, o político, o poeta, o filósofo. Sem querer pode ter-se feito o pacto. É-nos concedido tempo, muito tempo. Mas o pacto não nos blinda em absoluto. De quando em vez, vem até nós um sonho de amor. Como teria sido se tivesse ficado com alguém para ter sido a outra versão de mim próprio? Talvez o Fausto de Goethe seja a versão velha do Fausto de Thomas Mann. Na verdade, quer-se tudo e não se pode ter verdadeiramente nada sempre nem da mesma maneira. As asas da melancolia, ao baterem, afastam qualquer espécie de vida que tenhamos escolhido, presumindo que a escolhemos efectivamente.


24 opinião

29.6.2018 sexta-feira

As eleições

O

presidente Recep Tayyip Erdogan da Turquia acabou por ganhar a reeleição, e um conjunto perigoso de novos poderes, a 24 de Junho de 2018. O acontecimento não constituiu surpresa, e tornou-se o presidente mais poderoso da história da Turquia. A Turquia que vive no meio de uma generalizada repressão e com uma economia enfraquecida, a sua aliança conquistou a maioria parlamentar. O ex-primeiro-ministro, foi eleito presidente em 2014 e, após um golpe fracassado em 2016, persuadiu os eleitores a mudar a Constituição. A eleição sinalizou uma nova era para a Turquia, um país central na Europa e no Médio Oriente. A reeleição de Erdogan como presidente, em teoria, concede-lhe poderes arrebatadores que nunca exerceu antes e por causa das mudanças na constituição turca realizadas em 2017, o presidente, e não o primeiro-ministro, será o chefe formal do governo turco. O presidente Erdogan pode nomear ministros, emitir decretos, fazer nomeações cruciais no poder judicial e autorizar investigações de funcionários públicos. A natureza do papel do presidente mudará pouco, na prática, dado que exercia informalmente muito mais poder do que a sua posição tecnicamente permitia. O presidente, por exemplo, lidera as reuniões do gabinete desde 2015, embora essa seja geralmente a prerrogativa do primeiro-ministro. É sabido que poucos juízes se atreveram a emitir julgamentos desfavoráveis ​​a Erdogan, particularmente, desde o início de uma depuração do poder judicial que levou à demissão de cerca de um quarto de todos os juízes, desde 2016 e nada tem de revolucionário, mas uma codificação e solidificação de algo que está em andamento há uma década. Tendo mais de 86 por cento dos turcos participantes, a votação foi considerada livre. Mas os observadores internacionais afirmam que ocorreu em circunstâncias que claramente favoreceram Erdogan. O controlo da média estatal e a sua influência sobre a maioria dos estabelecimentos privados, deram-lhe uma vantagem notável, segundo observadores

eleitorais da “Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE)”, que é uma organização de países do Ocidente, dirigida à promoção da democracia e do liberalismo económico na Europa. A maioria dos candidatos da oposição recebeu apenas alguns minutos de cobertura das emissoras estatais, em comparação com centenas de horas destinadas a Erdogan. É sabido que um dos principais competidores de Erdogan, Selahattin Demirtas, de etnia curdo-zaza e co-líder do partido esquerdista “Partido Democrático dos Povos” foi forçado a conduzir a sua campanha da prisão, porque tinha sido preso por acusações politizadas há quase dois anos, conjuntamente com vários dos seus legisladores e desde que a eleição aconteceu sob estado de emergência, severas restrições afectaram a capacidade da oposição de realizar comícios e protestos. O total de supostos dissidentes presos nos últimos dois anos ascendia a mais de cem mil, bem como um número semelhante de demitidos ou suspensos dos seus empregos estatais. A campanha teve lugar, em um clima de medo descrito por organizações defensoras dos direitos humanos, no meio de uma repressão que se seguiu ao fracassado golpe militar de 2016. As recentes intervenções económicas de Erdogan ajudaram a causar uma perda no valor da lira, e o problema da moeda poderá piorar desde que voltou ao poder. O presidente turco, durante a maior parte do seu tempo no poder, tinha uma reputação de deter uma forte administração económica, em parte por causa do crescimento económico espectacular, sob a sua vigilância durante os anos 2000, mas a sua notoriedade económica enfraqueceu, em Maio de 2018, quando ameaçou tomar maior controlo do Banco Central da Turquia se fosse reeleito, uma medida que assustou os investidores, fez a lira cair e o preço dos alimentos subir. É interessante notar que os eleitores não o conseguiram punir pela sua intervenção, e assim, pode-se sentir encorajado a cumprir a sua promessa que seria um desastre para a lira, inflação e os pagamentos de dívidas como um investimento, pelo que se irá assistir a uma enorme crise económica de uma forma ou de outra. A vitória de Erdogan é problemática para os aliados da Turquia na Europa e nos Estados Unidos. Quando chegou ao poder pela primeira vez em 2003, aproximou a Turquia da Europa, acelerando as negociações de adesão com a União Europeia, e procurou um acordo histórico com a minoria curda do país. Mas, para manter o apoio dos eleitores nacionalistas nos últimos anos, elegeu cada vez mais contendas com os políticos europeus, liderou uma campanha de repressão em áreas curdas e para a frustração dos Estados Unidos, aproximou-se cada vez mais do presidente russo. Tais dinâmicas provavelmente serão agravadas pelo resultado das eleições. A vitória de Erdogan foi em parte o resultado da sua aliança com um partido de extrema-direita,

o “Partido do Movimento Nacionalista”, com visões anti-ocidentais e anti-curdas que o presidente deve continuar a acomodar. A vitória de Erdogan também é uma má notícia para as forças curdas sírias, apoiadas pelos americanos, que construíram um enclave independente no norte da Síria, ao longo da fronteira sul da Turquia, que o presidente considera uma ameaça à segurança turca. Encorajado pela sua vitória, Erdogan pode não ver razão para abandonar a sua estratégia de expulsar os curdos sírios das principais áreas do norte da Síria. A actuação invulgarmente espirituosa da oposição em circunstâncias tão duras é um bom presságio no futuro, ou destaca a futilidade de concorrer contra Erdogan em circunstâncias tão tendenciosas. O mais próximo rival de Erdogan na corrida presidencial, Muharrem Ince, membro do “Partido Republicano do Povo”, recebeu aplausos por participar de uma campanha inclusiva e agressiva, e pode ter força suficiente para iniciar um novo movimento. A Turquia está fortemente polarizada, mas Muharrem Ince está interessado em alcançar os curdos e os conservadores religiosos, e se jogar bem suas cartas, poderá ser o homem para o futuro. Todavia, outros analistas foram mais pessimistas e questionaram se a oposição deveria conTHE PROCESSION OF SULTAN AHMED, WORKSHOP OF JEAN-BAPTISTE VANMOUR

“If you're the leader, you have to communicate the message of immortality to your people. Because I believe if a leader hides behind a rock, then the people will hide behind a mountain. A country without a strong leader will go down. Democracy is like a streetcar. When you come to your stop, you get off.” Recep Tayyip Erdogan: Selected Statements and Speeches Recep Tayyip Erdogan

tinuar a legitimar um sistema fraudulento participando das eleições. Se as liberdades civis básicas e as regras fundamentais de direito não forem respeitadas, não devem contribuir para a ilusão de que a Turquia é uma democracia real. É hora de considerarem se querem continuar a facilitar o “status quo”, na esperança de que em algum momento, novas realidades surjam, ou chamar a atenção para a forma como essas normas democráticas foram esvaziadas. Após as eleições presidenciais, Erdogan afirmou que “parecia que a Turquia lhe tinha confiado o dever da presidência, que seria uma responsabilidade muito grande na legislatura e que o vencedor era a Turquia, a nação turca e todas as pessoas lesadas da região, bem como todos os oprimidos do mundo”. O presidente manteve o poder na Turquia por quinze anos, primeiro como primeiro-ministro de 2003 a 2014, e depois como presidente, cargo que ocupa desde 2014. O presidente turco também tudo fez para preservar o seu poder, pois silenciou os seus adversários, prendeu dezenas de jornalistas, alterou a constituição e sobreviveu a um golpe militar fracassado, em 2016, que tentou expulsá-lo do poder. As eleições de 24 de Junho de 2018, que ganhou com 52,4 por cento dos votos,


opinião 25

sexta-feira 29.6.2018

perspectivas

JORGE RODRIGUES SIMÃO

turcas veio com alegações de que o partido de Erdogan é corrupto. O presidente derrotou Muharrem Ince, que conseguiu obter 30,6 por cento dos votos. Erdogan está mais preparado que nunca para exercer o poder. O presidente da Turquia costumava ter um papel primordialmente cerimonial, enquanto o país era governado principalmente por um primeiro-ministro em uma democracia parlamentar. Mas tudo mudou, a 26 de Abril de 2017, quando o referendo constitucional liderado pelo partido de Erdogan anulou a estrutura governamental existente e aboliu o papel de primeiro-ministro, abrindo o caminho para o líder turco ampliar os limites do seu poder. O presidente provavelmente permanecerá na presidência até 2023. E se for reeleito, poderá permanecer no poder até 2028. Tal, é um golpe para os seus críticos, activistas de direitos humanos e potencialmente preocupante para a região. O presidente permanece relativamente popular na Turquia, entre os cidadãos turcos, dados os seus métodos de decisão não convencionais. É um dos motivos, o facto de ter reforçado a integração de mais ensinamentos islâmicos nas escolas públicas. A Turquia é tecnicamente um país secular, mas a maioria da sua população é muçulmana, e as suas reformas

educacionais ganharam o apoio moderado do “Partido da Justiça e Desenvolvimento Islâmico”, ou do “AK Party”. O presidente também promulgou reformas económicas significativas na Turquia há vários anos, o que melhoraram a prosperidade do país na época. O seu partido político, o “AK” ganhou o poder em 2002, e entre 2002 e 2006, a economia turca expandiu-se a uma taxa anual de 7,2 por cento. A situação não é tão boa nos últimos anos, e a Turquia tem vindo a passar por turbulências económicas, mas apesar disso, o presidente ainda tem boa reputação quando se trata de reforma económica, pois o povo vive dos sucessos do seu passado, e a sua vitória também pode ser explicada

O presidente provavelmente permanecerá na presidência até 2023. E se for reeleito, poderá permanecer no poder até 2028. Tal, é um golpe para os seus críticos, activistas de direitos humanos e potencialmente preocupante para a região

pela sua postura antiterrorista. O líder turco há muito afirmou que era necessário, um governo central forte para afastar as ameaças de terrorismo e manter uma nação estável, conquistando assim, com sucesso os cidadãos turcos com a sua convincente narrativa de que a Turquia está sob ameaça em várias direcções, incluindo o terrorismo, e que Erdogan está a proteger o povo, tomando as medidas necessárias para combatê-la. O seu controlo sobre o país não se circunscreve à presidência. Ainda que o governo, tenha mudado para um sistema presidencial executivo, a Turquia ainda tem um parlamento. O partido de Erdogan e o partido nacionalista concordaram em fazer uma aliança, assegurando uma maioria no parlamento, o que significa basicamente que, enquanto puder preservar o apoio do partido nacionalista, Erdogan possui um poder legislativo ainda maior. Mas também é importante notar que a vitória do presidente terá um impacto além da política interna, devido à localização geográfica e à importância regional da Turquia. A vitória de Erdogan terá um impacto sobre o resto da região, e o mundo e um exemplo, é a Síria, que faz fronteira com a Turquia. O país está actualmente atolado em um sangrento conflito de sete anos, e a Turquia tem sido um dos principais financiadores das forças de oposição da Síria.

A Turquia enviou tropas para a região devastada pela guerra nos últimos anos, liderou ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico e combateu grupos curdos apoiados pelos Estados Unidos, que a Turquia considera terroristas. A Turquia também abriga actualmente três milhões e quinhentos mil refugiados, a maioria dos quais fugiu da Síria, segundo a “Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR na sigla inglesa)”. Durante o seu primeiro discurso após a vitória presidencial, Erdogan disse que a Turquia continuaria a combater o terrorismo para libertar as terras sírias, para que os refugiados possam retornar em segurança. A última vitória de Erdogan também pode prejudicar o relacionamento da Turquia com a “Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)”. Ainda que a Turquia, seja um dos membros mais antigos da OTAN, tenha cooperado com os seus parceiros ocidentais, a crescente relação de Erdogan com o presidente russo, poderá ser um poço de complicações. O presidente teria comprado um avançado sistema de defesa antimísseis russo e planeia trazer um reactor nuclear russo para a Turquia. A vitória de Erdogan abre a porta para exercer mais poder do que nunca, o que certamente terá um impacto significativo na Turquia e na região nos próximos anos.


26 opinião

29.6.2018 sexta-feira

um grito no deserto

SOFIA WYSHKIND, UNSTABLE EQUILIBRIUM

Z

HANG Rongshun, antigo vice-presidente do Gabinete Jurídico do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular, assumiu o cargo de subdirector do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau, no passado dia 26.也是令澳 門能夠保持穩定的一個 積極因素 Formei a minha primeira opinião sobre Zhang quando o ouvi dizer que os membros do Comité Consultivo dos órgãos municipais de Macau não deviam ser escolhidos através de eleições directas. Independentemente do intuito legislativo e da interpretação da Lei Básica de Macau, todos têm direito a exprimir as suas opiniões. Eu, pelo meu lado, subscrevo a perspectiva do falecido Prof. Xiao Weiyun da Universidadde de Pequim, que fez parte da Comissão da Redacção da Lei Básica de Macau, sobre a designação dos membros dos órgãos municipais. A criação da Lei Básica destinou-se a assegurar que a filosofia de “um País, dois sistemas” prevaleceria sobre a que defendia “um País, um sistema.” Se os membros do Comité Consultivo para a criação dos órgãos municipais forem escolhidos por eleição directa (uma pessoa, um voto), reforçaremos a fidelidade de Macau à Lei Básica e garantiremos estabilidade a longo prazo. Quando o actual vice-presidente da China, Wang Qishan, era ainda vice-primeiro ministro do Conselho de Estado, recomendou um livro intitulado “O Antigo Regime e a Revolução”. O livro foi escrito pelo politico francês Alexis-Charles-Henri Clérel de Tocqueville, e apresenta uma análise crítica das causas da Revolução Francesa (1789). A insurreição que desencadeou a revolução surgiu de forma espontânea, sem uma frente organizada. Foi um enorme movimento social impulsionado pelos “Estados Gerais”, que pretenderam solucionar a crise económica que a França atravessava. Perante esta crise, desencadeada pelo Rei Luis XVI, o terceiro estado (burguesia, pequeno clero e povo), reagiu, durante a Assembleia dos Estados Gerais, com um movimento que ficou conhecido como “O Juramento do Jogo da Péla”. O objectivo era criar uma constituição que limitasse os poderes do rei. Este acontecimento, num país sem equilibrio entre os diversos estratos sociais, fez tremer a sociedade enquanto um todo e deu lugar a “ tumultos sem precedentes e a um terrível caos.” Wang Qishan compreende que a reforma do antigo regime seja acompanhada por uma crise. Eu acredito que a chave para eliminar

O caminho a trilhar

PAUL CHAN WAI CHI

a crise é a manutenção do “equilíbrio.” No entanto, perante a situação política actual e as disposições do Governo da RAEM, temo que a concentração excessiva de poder possa vir a provocar o “desiquilíbrio social”. O Governo da RAEM criou uma enorme quantidade de corpos consultivos. Se estes orgãos conseguirem maximizar as suas funções, será sem dúvida benéfico para a actual administração. No entanto, a recente revisão da Lei do Trânsito Rodoviário e a construção do crematório Sa Kong, na Taipa, foram muito criticadas pela opinião pública. Para além de estar mal preparado para organizar uma consulta pública, o Governo da RAEM não reuniu um número suficiente de pareceres junto das autoridades competentes nestas matérias. A situação actual pode descrever-se desta maneira: o Governo da RAEM vela pelos interesses dos “patriotas muito devotados a Macau”. Mas, mal surge um problema, as alianças formam-se em torno dos interesses

individuais. As políticas governamentais têm sido repetidamente canceladas ou “postas na prateleira”, provocando um decréscimo da credibilidade do executivo. Se não houver representação dos diversos sectores sociais nos futuros órgãos municipais de Macau, é expectável que entraves semelhantes surjam durante o seu processso de implementação. Depois de 20 anos volvidos sobre o regresso de Macau à soberania chinesa,

Na situação actual, sobretudo quando o Executivo da RAEM vai ser substituido dentro de 16 meses, a única forma de manter o “equilíbrio social” é assegurar a participação de todos os sectores da sociedade

Ex-Deputado • Membro da Associção Novo Macau

tanto o território como a China passaram por processos de mudança, sendo certo que a China continental sofreu as maiores alterações. Na situação actual, sobretudo quando o Executivo da RAEM vai ser substituido dentro de 16 meses, a única forma de manter o “equilíbrio social” é assegurar a participação de todos os sectores da sociedade. Desde a eleição da Assembleia Legislativa, em 2017, que Macau não tem tido um momento de paz devido aos vários problemas que se têm sucedido. Parece ter chegado a hora de parar com as divergências e de repensar a forma de reunir esforços em prol do bem comum. O desenvolvimento da nossa sociedade depende da participação de todos os cidadãos sob a liderança do Governo da RAEM. Os direitos e deveres de cada pessoa e de cada organização devem ser equilibrados de forma a podermos ter “opinião pública” e “democracia” em vez de nos ficarmos pelo “populismo” e pelos “votos.”


(f)utilidades 27

sexta-feira 29.6.2018

?

NUBLADO

O QUE FAZER ESTA SEMANA Hoje

UMA NOITE COM PIANO NA GALERIA Fundação Rui Cunha | 18h00

MIN

27

MAX

33

HUM

60-90%

EURO

1

2

Sábado

CINEMA | “UMA ORAÇÃO” Cinemateca Paixão | 14h00

5

CURTA-METRAGEM “PROJECTO MIÚDOS” Cinemateca Paixão | 15h00

2

CINEMA “LIVRE E FÁCIL” Cinemateca Paixão | 16h30

2O CARTOON STEPH

“ART IS PLAY” Grande Praça – MGM | Até 9/9

9 8 3 1 7 6 5 4

5 7 9 6 8 2 3 1

1 6 4 2 5 9 7 8

2 1 5 4 9 3 6 7

4 9 2 3 6 8 1 5

3 5 8 7 1 4 2 9

8 2 1 5 3 7 4 6

6 4 7 8 2 1 9 3

6 1 8 5 2 4 7 3 9

7 3 6 9 4 5 8 2

3

2 4 8 7 1 6 5 9 3 1 7 2 Cineteatro 8 6 9 4 3 5 3 2 1 9 8 4 6 5 7

3 5 2 8 4 7 5 6 C 2I 7 9 1 8 4 6 3 1 9

6 7 9 1 9 5 3 4 1 8 2 6 4 9 8 3 3N 4E1M5 8 2 6 7 7 6 5 9 5 1 7 2 2 3 4 8

SALA 1

FALADO EM CANTONÊS, LEGENDADO EM INGLÊS / CHINÊS Um filme de: Jeffrey Chiang Com: Carlos Chan, Carmen Soup, KK Cheung 14.30, 21.30 SALA 1

Um filme de: J.A. Bayona Com: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, BD Wong, Jeff Goldblum 16.30, 19.00 SALA 2

Um filme de: Steven C. Miller Com: Sylvester Stallone, Dave Bautista, Huang XiaoMing 14.30, 16.30, 21.30

4 5 3 1 9 7 8 2 6

7 2 9 6 8 3 1 4 5

8 4 2 7 6 9 3 5 1

A

ESCAPE 2 7 4 5PLAN12: HADES 6 OCEAN’S 4 8EIGHT 3 [B] 2 5 3 9 7 6 1 2 5 9 3 OF 9 COLORS 5WIND1 THE [B] 4 8 4 8 2 6 7 8 1 6 2 9 3 HOTEL 9 ARTEMIS 7 8[C] 5 7 6 3 1 4 Um filme de: Gary Ross Com: Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Mindy Kaling 19.30 SALA 3

FALADO EM JAPONÊS, LEGENDADO EM INGLÊS / CHINÊS Um filme de: Kwak Jae-Young Com: Furukawa Yûki, Fujii Takemi 14.30, 16.45, 19.15 SALA 1

Um filme de: Drew Pearce Com: Jodie Foster, Dave Bautista 21.30

5 9 7 3 1 2 6 8 4

9 8 5 2 7 6 4 1 3

2 7 4 9 3 1 5 6 8

3

YUAN

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4 9 1 3 6 25 7 2 4 8 14 7 2 3 8 89 31 5 8 9 6 7 3 4 2 1 5 Um filme japonês sobre o poder da amizade e da crença na vida, mesmo quando 2 4 7 1 5 9 6 8 3 9 8 5 54 1se pensa 6 2 67 ter muito pouco. Esta é a história de um homem amargurado que tem uma pequena loja que faz somente dorayakis – um bolo japonês de pequenas panquecas e creme de feijão. 8 2 45 68 6 3 1O 97 9 9 8 2 4 1 3 5 6 7 negócio é pequeno, dá pouco lucro, até que uma idosa com as mãos estranhas se oferece para sempre O negócio 7 trabalhar 5 4ali,8porque 9 aquele 6 1é o emprego 3 2 com que2 3sonhou. 4 79 2 5floresce 7 6 1 a partir do momento em que ela começa a fazer o creme de feijão. Contudo, a idosa guarda um segredo, que a 7 rodeiam. Silva 6terrível 3 1 5 que 2 vai7mudar 8 o9rumo4das vidas 9 6 1Andreia 9 8Sofia 42 8 63 2 5 6 3 9 7 1 4 2 8 8 9 53 7 2 4 5 96 4 2 9 6 8 5 3 7 1 5 61 47 38 6 3 9 54 1 7 8 3 4 2 9 5 6 6 82 4 1 69 5 8 43 11

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PROBLEMA 3

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Lembram-se daquele robot em forma de mulher, chamado Sophia, que fez um brilharete na Websummit, em Lisboa? Pois bem, esse mesmo robot, que consegue fazer diálogos e ter 62 expressões faciais, teve recentemente um encontro com Carrie Lam, Chefe do Executivo de Hong Kong. Durou apenas nove minutos, mas este diálogo não deixa de ser um símbolo do desenvolvimento tecnológico da região vizinha [Sophia foi produzido pela Hanson Robotics, uma empresa da RAEHK] e de como o poder político está atento a isso, uma vez que é uma das mais importantes áreas a nível económico. Imaginemos que o robot Sophia vinha a Macau e tinha um encontro com o Chefe do Executivo, Chui Sai On. Poderia demorar mais ou menos do que nove minutos, nunca saberemos. O encontro seria, 4 contudo, apenas para a fotografia, porque se há coisa que Macau não tem é desenvolvimento tecnológico. Além de algumas investigações que se vão fazendo na Universidade de Macau, e que devem ter o seu mérito, Macau está a ver os navios passar no que diz respeito ao desenvolvimento tecnológico ou até mesmo no que diz respeito ao Governo electrónico. A conexão à internet continua a ser como no século passado, o que põe as empresas com os nervos em franja, e nem sequer há processos digitais nos tribunais, prevalecendo a velhinha fotocópia. Se Sophia viesse a Macau faria de certeza uma das suas 62 expressões: a de desilusão. Poderia até deixar algum recado ao Governo que, neste momento, leva a cabo uma consulta pública sobre a chamada “cidade inteligente”, a implementar no território. Andreia Sofia Silva

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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 2

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E SE O ROBOT SOPHIA VIESSE A MACAU? 2

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BARBECUE SOLIDÁRIO | SHOOT AND CHOP E ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL Estrada D. Maria II 6-6A | 15h00

BAHT

VIDA DE CÃO

EXPOSIÇÃO “BEHIND THE SCENE”, DE LUÍS MIGUEL MANHÃO SOU MMM workshop & JUJU studio | Das 18h30 às 21h30

Domingo

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Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


O mundo começou sem o homem e acabará sem ele. Lévi-Strauss , Claude

PALAVRA DO DIA

Reparação predial IH mantém valores de apoios do fundo

O Instituto de Habitação (IH) afirmou que não tem planos para aumentar os apoios no âmbito do fundo de reparação predial, em resposta a uma interpelação escrita do deputado Zheng Anting. O organismo, dirigido por Arnaldo Santos, argumenta que desde que o fundo de reparação predial foi criado foram lançados sete planos de apoio financeiro e que o Governo prepara verbas no orçamento caso seja preciso responder a uma vaga imprevista de procura. O IH sublinha ainda que reforçou os trabalhos da promoção junto dos proprietários sobre a importância de inspecção e manutenção dos edifícios.

Aviação Férias com mais 183 voos

A Autoridade de Aviação Civil de Macau (AACM) autorizou mais 183 voos adicionais, entre os meses de Julho e Agosto, para responder ao aumento da procura por parte de residentes e turistas. A informação foi avançada ontem pelo Governo, através de um comunicado. Os voos adicionais aprovados incluem 71 ligações para Taipé, 62 para Kaoshiung (Taiwan), 33 para Danang, e 17 para Osaka. No ano passado, a AACM autorizou mais 142 voos adicionais nesta altura do ano, pelo que as autorizações tiveram um aumento de 28,9 por cento face ao ano transacto.

UE Bruxelas prepara-se para o Brexit sem acordo de saída

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O presidente da Comissão Europeia assumiu ontem que a União Europeia (UE) está a preparar-se para a possibilidade de o Reino Unido abandonar o bloco comunitário sem que seja alcançado um acordo de saída. Em declarações aos jornalistas à entrada para o Conselho Europeu, que decorreu ontem e hoje em Bruxelas, Jean-Claude Juncker admitiu preferir “um acordo de saída adequado”, mas reconheceu que, “paralelamente”, a UE está a antecipar um cenário de um ‘Brexit’ sem acordo. “Gostaria que os amigos britânicos clarificassem as suas posições. Não podemos continuar a viver com um Governo britânico dividido. Têm de decidir o que querem e, então, nós responderemos”, reforçou, referindo-se às diferentes posições dos membros do Governo de Theresa May. O presidente da Comissão Europeia, que se assumiu preocupado com a falta de progressos nas negociações, reiterou a necessidade de encontrar “uma resposta definitiva para o problema irlandês”, que, na sua opinião, não é um problema irlandês, uma vez que foi uma consequência da decisão dos britânicos de abandonar a UE.

sexta-feira 29.6.2018

JORNALISMO INÍCIO DE 2018 FOI “NEGRO” COM 47 JORNALISTAS ASSASSINADOS

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Ao serviço de Sua Majestade Secretas britânicas permitiram tortura de suspeitos após 11 de Setembro

O

S serviços secretos do Reino Unido permitiram a tortura e rapto de suspeitos de terrorismo após os atentados de 11 de Setembro de 2001, segundo dois relatórios divulgados ontem pela imprensa britânica. Os documentos, citados pela BBC e pelo Guardian, contêm as acusações mais graves às secretas do Reino Unido, afirmando que agentes britânicos estiveram envolvidos em centenas de casos de tortura e rapto de suspeitos. “Encontrámos 13 incidentes em que funcionários britânicos testemunharam em primeira mão um detido a ser maltratado por terceiros, 25 em que detidos disseram a funcionários britânicos que foram torturados e 128 incidentes em que agentes dos serviços secretos foram informados por

serviços estrangeiros de casos de maus-tratos”, afirma-se num dos relatórios, citado pelo Guardian. Em 232 casos, o Reino Unido continuou a transmitir perguntas ou informações a outros serviços, apesar de saber ou suspeitar de tortura, e 198 casos em que receberam informações de serviços estrangeiros obtidas de detidos que sabiam ter sido torturados. Os relatórios, da comissão parlamentar de segurança e serviços de informações, revelam que embora não haja indícios de maus tratos infligidos directamente por agentes do MI5 (serviços de informações internas) e do MI6 (serviços de informações externas) sabiam desde “um estádio inicial” da tortura de suspeitos pelos Estados Unidos e outros. A comissão encontrou ainda três casos em que o MI5 ou

o MI6 ofereceu uma contribuição financeira a terceiros para raptarem e transportarem ilegalmente um suspeito (‘rendition’), 28 casos em que uma ou outra agência sugeriu, planeou ou concordou com operações de rapto e transporte ilegal propostas por terceiros e 22 casos em que forneceram informações para o planeamento de operações de rapto e transporte ilegal. As sedes do MI5 e MI6 tinham conhecimento dos relatos de tortura de detidos pelos Estados Unidos, só em 2002 souberam de 38 casos, mas não agiram em relação a eles. “Não há qualquer dúvida de que os EUA e outros torturavam detidos, como não há qualquer dúvida de que os serviços de informações [britânicos] sabiam disso num estádio inicial. O mesmo em relação aos raptos”, afirma-se no relatório. O presidente da comissão, Dominic Grieve, explicou que os deputados decidiram arquivar a investigação depois de o Governo ter recusado acesso a “responsáveis que estavam no activo à altura” dos factos. Grieve acrescentou que os relatórios foram agora divulgados por considerar que a informação recolhida deve ser do domínio público.

Diplomacia Primeira cimeira entre Trump e Putin realiza-se a 16 de Julho

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, vão reunir-se a 16 de Julho em Helsínquia na primeira cimeira bilateral entre os dois, anunciaram ontem as duas administrações. Na cimeira vão ser abordados “o estado actual e as perspectivas de desenvolvimento das relações russo-norte-americanas” e as principais questões internacionais, precisou a presidência russa num comunicado. O anúncio foi feito um dia depois da visita a Moscovo do conselheiro de segurança nacional norte-americano, John Bolton, que se reuniu com Putin, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, e com outros responsáveis russos. Desde a entrada em funções de Trump, em Janeiro de 2017, os dois presidentes só se encontraram à margem de reuniões internacionais, a mais recente das quais no Vietname em Novembro de 2017.

S Repórteres Sem Fronteiras (RSF) alertaram ontem que o começo de 2018 foi “negro” para os media, com 47 jornalistas e colaboradores assassinados no primeiro semestre, nomeadamente no Afeganistão, com 11 mortes, e na Síria, com sete. Este número contrasta com os 65 jornalistas que morreram no mundo devido à sua profissão em 2017, um dos anos menos mortíferos para os profissionais de media, sendo que no primeiro semestre daquele ano foram mortos 34. Nos seis primeiros meses deste ano, México (5) e Iémen (5) encontram-se na lista dos países mais perigosos para os jornalistas, segundo o barómetro de violação da liberdade de imprensa divulgado pela organização não governamental (ONG). No Afeganistão, que ocupa o 118.º lugar em 180 na classificação da Liberdade de Imprensa, os RSF destacam que as mulheres jornalistas são “particularmente vulneráveis num país onde a propaganda fundamentalista se aplica em várias regiões”. Além dos 11 jornalistas assassinados naquele país, “muitos outros são ameaçados de forma permanente pelas diferentes partes em conflito”, referem. Muitos, adianta no comunicado, não têm outra opção a não ser abandonar a profissão e inclusivamente os seus países devido às ameaças. Os RSF sublinharam ainda que o México, que ocupa o 147.º lugar da lista, é considerado um dos países mais perigosos do continente americano para repórteres, com cinco assassinatos e ameaças a outros 14 profissionais. A ONG detalhou que direcciona um terço do todo o seu orçamento para apoiar os jornalistas em todo o mundo para o Afeganistão, Síria, Iémen e México, que tem como objetivo garantir a segurança e retirada dos países em caso de perigo.

N.º 4082 de 29 de JUN de 2018  

Hoje Macau 29 JUN 2018 #4082

N.º 4082 de 29 de JUN de 2018  

Hoje Macau 29 JUN 2018 #4082

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