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Turcos e bordados

Alegria e silêncio no regime Chan

ICH HEINRICH FUGER EDR FRI

AMÉLIA VIEIRA

ANOS

Nº 4696

SEGUNDA-FEIRA 25-1-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

JACQUES ATTALI

Fernão de Magalhães e Francisco de Almeida JOSÉ SIMÕES MORAIS

hoje macau

GCS

MOP$10

PAULO MAIA E CARMO

Antuérpia A impressão

XI JINPING

CORRUPÇÃO NÃO ACABOU PÁGINA 13

A experiência do voo maldito GRANDE PLANO

CCAC

HABITAÇÃO PÚBLICA NA MIRA GCS

PÁGINA 8

MEDALHAS

AS ESCOLHAS DE HO IAT SENG PUB.

PÁGINAS 6-7

ELEIÇÕES

PRESIDENCIAIS

Afluência inédita, Marcelo esmagador

Nunca tanta gente votou em Macau para uma eleição portuguesa, depois de 1999. Sobretudo portugueses de etnia chinesa, facto que se atribui ao recenseamento automático e à conjugação de

esforços de associações de matriz portuguesa. Conhecidos os resultados de uma mesa, Marcelo arrasou com 66%. Ana Gomes garantiu o segundo lugar, a quatro pontos de Ventura.


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VOO TÓQUIO-MACAU RESIDENTES CONTAM COMO FOI

GCS

Bom filho à casa torna António Mil-Homens acabou por não usar a fralda

Jéssica Leão gostaria que as autoridades organizassem mais acções semelhantes

Marta Pereira confessa que sentiu medo quando viajou no espaço europeu


segunda-feira 25.1.2021

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Kits com fraldas, que não foram obrigatórias, distanciamento social, organização, método, aparato policial. Três residentes descrevem a sua experiência nos voos Tóquio-Macau, de onde saiu um caso de covid-19, com ínfima possibilidade de transmissão local

V

IAJARAM por questões prementes para Portugal e não faziam ideia de que, quando do regresso, se deparassem com o cancelamento de voos por parte das autoridades de Taiwan. Um total de 115 residentes chegaram na quinta-feira oriundos da Europa, via Tóquio, separados em dois voos. Três deles contaram ao HM a experiência de viajar com todas as regras de segurança, em contraste com o cenário vivido na Europa. “O voo para Amesterdão vinha quase lotado. Felizmente que o voo Amesterdão-Tóquio tinha o distanciamento necessário e quando chegámos a Tóquio já tínhamos pessoal dos Serviços de Saúde a dar-nos apoio”, contou o fotógrafo António Mil-Homens, que viajou no segundo voo, de onde saiu o 47º caso positivo de covid-19 registado em Macau. No entanto, o residente confessa que “o risco e o número de pessoas com contacto próximo foi extremamente reduzido”. “Havia lugares livres entre pessoas e filas vazias entre passageiros. Não se podia ter exigido mais em termos de precauções”, disse. Num voo de cerca de cinco horas, António Mil-Homens acabou por não usar a fralda providenciada pelas autoridades, que não era de uso obrigatório. “Desembarcámos do avião e fomos divididos em quatro grupos, identificados por cores. Fizemos o teste e tínhamos um balcão só para nós para controlo da emigração.” António Mil-Homens destaca o enorme aparato policial aquando do transporte para o hotel onde se encontra a cumprir a quarentena de 21 dias. “A sensação que tenho é que como se gerou um movimento de crítica de que vinham residentes de zonas de alto risco, este aparato exterior serviu para demonstrar à população de que estavam a ser tomadas todas as precauções.”

Mais voos precisam-se

Jéssica Leão viajou para Portugal a 11 de Dezembro por motivos familiares, e desde o momento em que aterrou em Lisboa tudo mudou. O voo de regresso foi feito de forma tranquila. “Acho que se fez um grande alarido à volta do uso das

fraldas, mas não usei porque foi um voo de cinco horas.” O contraste com a insegurança sentida na Europa foi grande. “Mostrámos o teste [à covid-19] no momento do check-in em Lisboa para Amesterdão, mas o voo ia cheio. Não tem comparação possível, os voos que fiz na Europa estavam apinhados.” A residente gostaria que as autoridades organizassem mais acções semelhantes para o regresso de outros portadores de BIR ao território. “Dentro de um certo período de tempo deveria pensar-se nessa hipótese. As medidas aqui são rigorosas para evitar o contágio junto da população, mas é sempre uma decisão do Governo, uma vez que envolve uma grande logística." Marta Pereira, jornalista, confessa que sentiu medo quando viajou no espaço europeu. “A Europa não está preparada como está a Ásia. Quando fui para Portugal, via Taiwan, e quando cheguei a Paris, deparei-me com um aeroporto completamente cheio sem distanciamento social.” A chegada à RAEM fez-se com ajuda do pessoal da Air Macau “de forma muito ordeira e organizada”, frisou a residente. Andreia Sofia Silva

ZHUHAI DETECTADO CASO POSITIVO Foi diagnosticado um caso de covid-19 em Doumen, na cidade de Zhuhai. A pessoa em causa regressou a Cantão dia 2 de Janeiro, proveniente da Ucrânia. Depois de 14 dias em quarentena em Cantão, manteve-se em autogestão de saúde no domicílio em Zhuhai, por mais uma semana. Foi no sábado, quando completava 21 dias desde que regressara, que o teste de ácido nucleico revelou um resultado positivo. O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus indica que foi declarado como uma infecção assintomática importada, e que os departamentos da cidade desinfectaram a residência e locais de atividade do paciente. “Até ao momento, nos contactos próximos, não foi encontrado ninguém que tenha estado em Macau”, lê-se num comunicado do centro de coordenação. “Até ao momento, nos contactos próximos, não foi encontrado ninguém que tenha estado em Macau”, lê-se num comunicado do centro de coordenação, que indica estar a “monitorizar de perto” a situação.

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Vacinas Governo ainda sem datas

Continua a não haver datas para o início do plano de vacinação contra a covid-19 em Macau. Contudo, apontando que as vacinas encomendadas chegarão ao território até Março Leong Iek Hou, do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, diz que não há motivos para a população estar preocupada, até porque as autoridades estão a trabalhar nesse sentido. “Ainda não sabemos a data exacta da chegada das vacinas, mas é no primeiro trimestre. Já temos planos traçados e estamos a preparar, por exemplo, como fazer a avaliação das vacinas, dar formação ao pessoal de saúde (…), aproveitar a Conta Única para as pessoas fazerem o registo e como apresentar essa informação no Código de Saúde. Posteriormente vamos divulgar mais detalhes sobre a vacinação e transmitir o mais cedo possível. Não se preocupem”, referiu.

Segurança Ponderada compra de seguros para quem for vacinado COVID-19 NOVO CASO NÃO IMPLICA MEDIDAS NAS FRONTEIRAS

Tudo sob controlo

Será que a passageira proveniente do voo de Tóquio está infectada com a nova variante do vírus? Os Serviços de Saúde descartam haver perigo de propagação comunitária e o fecho de fronteiras com a China. A operação prova a eficácia das medidas tomadas, afirmam. Plano de vacinação continua sem datas

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passageira diagnosticada com covid-19 à chegada a Macau na passada quinta-feira não apresenta sinais de mal-estar nem indícios de pneumonia, após a realização das primeiras análises no Centro Hospitalar Conde de São Januário, onde está internada. Contudo, os Serviços de Saúde (SS) revelaram que é ainda impossível confirmar se se trata da nova variante do vírus, mais contagiosa. Por esse motivo, e vincando não existir risco de transmissão comunitária e que os SS estão preparados para lidar com novos casos, o médico Alvis Lo Iek Long avançou que serão realizados novos testes à paciente de 43 anos. “Existir um caso confirmado significa que a situação é estável e que vamos tomar medidas para evitar a transmissão entre o pessoal da Saúde. [A paciente]

esteve em vários lugares durante a viagem e, por isso, vamos fazer testes aos genes para verificar o nível de anticorpos e assim confirmar se tem a nova variante”, revelou durante uma conferência de imprensa realizada na passada sexta-feira, agendada no rescaldo da descoberta do novo caso. Recorde-se que a infecção, correspondente ao 47º caso em Macau, foi a primeira registada no território em cerca de sete meses. A paciente é uma residente,

“Como o caso confirmado foi tratado em circuito fechado não vai afectar as medidas nas fronteiras.” ALVIS LO IEK LONG MÉDICO

de 43 anos, que partiu do Dubai a 19 de Janeiro, e que chegou a Tóquio no dia 20 por Singapura, acabando por aterrar em Macau às 21h18 de quinta-feira. Antes disso, foi também revelado que, até chegar a Macau, a paciente esteve no Reino Unido entre 22 de Novembro e 23 de Dezembro para visitar familiares e que, entre 24 de Dezembro e 19 de Janeiro, ficou no Dubai. Questionado sobre o motivo para a paciente ter testado positivo à covid-19, mesmo depois de ter sido obrigada a apresentar um resultado negativo nas 72 horas anteriores, Alvis Lo vincou que “os testes não oferecem 100 por cento de garantias” e que, quando fez o rastreio, estava assimptomática e, provavelmente, em período de incubação. Já sobre as medidas tomadas para lidar com a chegada dos 109 passageiros distribuídos por dois

voos provenientes de Tóquio, o médico revelou que os SS estavam preparados para “o pior”. “Fizemos vários simulacros e reuniões e preparámo-nos para o pior. Por isso, durante a operação, cada passageiro que chegou a Macau foi tratado como se fosse um caso confirmado. Além disso, todo o pessoal teve de usar equipamento de protecção e fizemos tudo para evitar infecções cruzadas. As bagagens foram desinfectadas três vezes e todos o pessoal da linha da frente que participou (…) vai fazer três testes de ácido nucleico porque estiveram próximo dos passageiros. A tripulação vai fazer quarentena durante 21 dias e testes de ácido nucleico. Com as medidas tomadas, o risco não é grave”, explicou.

Fronteiras sem mexidas

Durante a conferência de imprensa, Alvis Lo Iek Long sublinhou ainda que, devido ao novo caso, não estão a ser ponderadas novas medidas, nomeadamente nas fronteiras. Isto apesar de revelar que as autoridades de Macau estão em “alerta máximo” e em contacto permanente com as autoridades do Interior da China, onde se tem verificado um aumento recente do número de casos de covid-19. “Só no caso de haver casos na comunidade é que vamos activar o mecanismo de corte das entradas e saídas nas fronteiras. Mas agora, como o caso confirmado foi tratado em circuito fechado não vai afectar as medidas nas fronteiras”, explicou. Pedro Arede

O Governo está a estudar a aquisição de um seguro para quem for vacinado contra o novo tipo de coronavírus. A informação foi avançada pela secretária pelos Assuntos Sociais e Cultura, Ao Ieong U. O objectivo passa pela compra de um seguro para quem vai receber a vacina, ficando as despesas a cargo do Governo, que já entrou em negociações com o sector dos seguros. “Quando houver uma proposta adequada será divulgada”, indica uma nota do Gabinete de Comunicação Social. Por outro lado, questionada sobre a utilidade do edifício do Instituto de Enfermagem do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas, a secretária indicou que o Governo espera “aproveitar ao máximo essas instalações para alcançar maior eficácia”, no sentido de formar mais pessoal na área.

Código de saúde Cor amarela permite trabalhar e ir à escola

Sobre o período de auto-gestão de sete dias obrigatório para quem tenha feito quarentena e que activa o Código de Saúde amarelo, Leong Iek Hou, do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, esclareceu que a sinalética não introduz qualquer impedimento para trabalhar ou ir à escola. As proibições são apenas ao nível da entrada em locais com aglomerações ou contactos com trabalhadores da linha da frente. “Depois da observação médica de 21 dias é necessário fazer auto-gestão de saúde de sete dias. As pessoas podem ir à escola, podem ir trabalhar, mas estão proibidas de ir a locais com grandes concentrações ou de ter contacto, por exemplo, com o pessoal da linha da frente. O período de auto-gestão é uma medida de dupla proteção, até porque essas pessoas já foram testadas”, explicou a médica.


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GOVERNO SEM CAPACIDADE PARA APOIAR TODOS OS RESIDENTES QUE QUEIRAM VOLTAR

porque temos de analisar conforme a situação.”

À dúzia é mais sensato

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ELENA de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo, disse esta sexta-feira que não existe possibilidade de prestar apoio a todos os residentes que pretendam voltar ao território e que não o conseguem fazer devido à pandemia da covid-19. “É muito difícil ao Governo, perante a situação actual, fazer com alguma regularidade este tipo de acções para pessoas que viajam para fora”, disse a responsável horas depois da chegada de dois voos a Macau oriundos da Europa, via Tóquio, com residentes. Num dos voos, foi detectado um caso positivo de covid-19. “Não sabemos qual é o plano de voos das companhias aéreas e são decisões comerciais. Se tivéssemos acesso a essas informações o Governo iria preparar [voos] conforme a situação. Se os passageiros vêm de zonas de alto risco o Governo tem a responsabilidade de garantir a segurança da população local e temos de montar acções de prevenção conforme a situação”, adiantou. Helena de Senna Fernandes afastou, para já, a possibilidade de vir a criar um outro corredor especial com Hong Kong. “Neste momento não vemos essa possibilidade. Não posso dizer que não vai acontecer

CHINA REGISTA 80 NOVOS CASOS

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China registou 80 infetados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, 65 dos quais são contágios locais, informou ontem a Comissão de Saúde do país. Foram detectadas infeções locais nas províncias de Heilongjiang (29), Hebei (19) e Jilin (12 e três casos na cidade de Xangai e dois casos na capital, Pequim. As autoridades chinesas redobraram os esforços para conter os surtos. Várias áreas

foram isoladas e estão a ser efetuados testes em massa à população, numa tentativa de refrear a curva dos casos. As autoridades estão a tentar travar o ressurgimento de surtos na véspera do período de férias do Ano Novo lunar, que decorre entre 11 e 17 de fevereiro de 2021.AComissão de Saúde da China disse que o número de pessoas infectadas ativas no país se fixou em 1.800.

A directora da DST não soube precisar o número de turistas que o território poderá receber este ano, mas prevê uma boa taxa de ocupação nos hotéis para o período do Ano Novo Chinês. “Parecem números bastante bons. Claro que não será ao nível dos anos anteriores, mas parecem melhores do que nos últimos meses, não só em termos de turistas, mas também de residentes. Espero que atinja uma taxa de 70 a 80 por cento e que seja semelhante ao período do Natal.”

GCS

Depois da chegada de dois voos de Tóquio com um total de 115 residentes a bordo, a directora dos Serviços de Turismo, Helena de Senna Fernandes, admitiu que o Executivo não tem possibilidade de dar apoio a todos os residentes que estão no estrangeiro e que pretendem voltar ao território. A responsável não soube precisar o número de turistas que Macau vai receber este ano

Hotéis com ocupação alta

“Não sabemos qual é o plano de voos das companhias aéreas e são decisões comerciais. Se tivéssemos acesso a essas informações o Governo iria preparar [voos] conforme a situação.” HELENA DE SENNA FERNANDES DIRECTORA DOS SERVIÇOS DE TURISMO

Helena de Senna Fernandes deixou claro que o Governo vai esperar até Março para recuperar as acções de promoção do turismo de Macau no interior da China, estando também “atento à situação das vacinas”. “É precipitado dizer qual será a previsão [do número de turistas] para este ano”, rematou. Andreia Sofia Silva

e Pedro Arede

HONG KONG CONFINA DOIS BAIRROS POPULOSOS

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Governo de Hong Kong, que vive a sua quarta onda de infeções pelo novo coronavírus, confinou na sexta-feira dois bairros populosos localizados na península de Kowloon, numa tentativa de impedir o avanço do vírus. Esta será a primeira vez que os seus residentes ficam confinados nestes bairros desde o início da pandemia. As autoridades tomaram a medida depois de registar um rápido aumento de casos na área nos últimos quatro dias, com 145 casos positivos nos bairros de Yau Ma Tei e Jordan.

Conforme foi anunciado pelo Governo, num comunicado, quem residir nessas duas áreas deverá fazer o teste para o SARS-CoV-2 e permanecer em casa até que os resultados sejam conhecidos. O confinamento vai durar 48 horas e afecta cerca de 10.000 residentes, muitos deles pobres e idosos que vivem em prédios antigos. Só tem acesso àquela área, isolada pela polícia militar desde a madrugada de hoje, agentes de saúde e demais trabalhadores considerados essenciais como cuidadores de idosos. Os residentes confinados não terão per-

missão para deixar a área, mas poderão deslocar-se dentro desta se tiverem um resultado negativo do teste para o vírus. As autoridades, que mobilizaram cerca de 3.000 trabalhadores de prevenção e controlo de epidemias para implementar o confinamento, garantiram que fornecerão alimentos e produtos de limpeza para os moradores afetados. Em caso de detecção de um caso de coronavírus, a pessoa infetada será encaminhada ao hospital, enquanto os seus contatos próximos ficarão isolados em centros de observação.


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Lionel Leong, ex-Secretário Para a Economia e Finanças “Tenho a certeza de que, quando o país me chamar, quando Macau me chamar e quando houver algo que possa fazer para servir a economia e o país, darei o meu melhor” PUB.

Anúncio Nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, é notificado o ex-guarda Wong Chi Hun da Direcção dos Serviços Correccionais o seguinte: 1) Deve devolver a quantia relativa às faltas consideradas injustificadas dos dias 1 a 4, 6 a 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro a 29 de Maio de 2020, de acordo com o n.º 3 do artigo 39.º da Lei n.º 15/2017, n.º 2 do artigo 73.º, alínea a) do artigo 75.º e n.º 1 do artigo 139.º do Código do Procedimento Administrativo vigente, caso a V. Exa. não consiga se deslocar à Direcção dos Serviços Correccionais para o levantamento da Guia de pagamento no prazo de 25 dias, a contar a partir da data da publicação do presente anúncio, a referida quantia será transferida à Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças para proceder à cobrança coerciva; 2) Caso a V. Exa. consiga apresentar documento comprovativo de que deixa de ser devedor à RAEM, poderá requerer junto da Direcção dos Serviços Correccionais à atribuição dos subsídios de residência e de família referente ao mês de Janeiro de 2020. Direcção dos Serviços Correccionais, aos 14 de Janeiro de 2021. Pel’O Director da DSC O Subdirector Chio Song Un

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EPOIS de repetir o gesto algumas vezes, parecia não haver nada que fizesse Ho Iat Seng quebrar o ritual. O galardoado levanta-se do lugar, curva-se perante a plateia, repete a vénia na direcção do Chefe do Executivo e vai ao seu encontro levando o queixo ao peito para receber a medalha. A assistência aplaude. Assim foi ao longo de toda a Cerimónia de Imposição de Medalhas e Títulos Honoríficos do Ano 2020, menos no momento em que o antigo secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, se levantou para ser galardoado com o Lótus de Ouro. Isto porque, ao receber a distinção, o metal separou-se da fita que o sustentava. Ho Iat Seng e Lionel Leong apanharam a medalha antes de cair no chão e, para a posteridade, fica uma fotografia sui generis, em que o peso da medalha foi sustentado pela mão esquerda do ex-secretário. “Talvez a medalha seja demasiado pesada, especialmente para mim. Na verdade, apanhámo-la num momento perfeito e agora já está no sítio certo”, apontou Lionel Leong na passada sexta-feira, após a cerimónia de entrega de prémios. Para o antigo secretário, a atribuição da Medalha de Honra de Lótus de Ouro é uma distinção que vai muito além do trabalho de uma só pessoa e que constitui um incentivo para continuar a contribuir para o desenvolvimento de Macau. “Este prémio é, simultaneamente, uma honra e um dever de compromisso comigo próprio para assegurar que continuo a aprender e que estou à altura de retribuir tudo o que recebi. Tenho a certeza de que, quando o país me chamar, quando Macau me chamar e quando houver algo que possa fazer para servir a economia e o país, darei o meu melhor”, sublinhou Lionel Leong.

Lei Chin Ion, Director dos SS “Independentemente de que lutou contra a pandemia”

MEDALHAS HO IAT SENG DISTINGUE 34 FIGURAS E ENTIDADES

Distinções bem medidas

Num ano marcado pela pandemia, o Chefe do Executivo distinguiu entidades da área da saúde como o pneumologista chinês Zhong Nanshan e Lei Chin Ion, que se mostrou “orgulhoso”, independentemente de estar a cumprir, ou não, os últimos meses na direcção dos SS. Lionel Leong, galardoado com a Medalha do Lótus de Ouro, diz-se preparado para “retribuir” tudo o que Macau lhe deu

Lionel Leong frisou ainda que o prémio é “oferecido a todas as pessoas de Macau” que contribuíram para a boa governação do território, incluindo “não só os membros do Governo, mas também os vários quadrantes da sociedade”. Questionado sobre as actuais medidas do Governo para combater a crise

gerada pela pandemia, o antigo secretário para a Economia e Finanças, mostrou-se optimista e não tem dúvidas que, se trabalhar de “mãos dadas”, Macau conseguirá ultrapassar o momento “difícil” que atravessa. “Acredito que o Governo de Macau tem sempre boas ideias para melhorar a situação


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pandemia e estamos muito orgulhosos disso”, reagiu após a cerimónia. Da lista entidades que fizeram parte da linha da frente no combate à pandemia, estão os próprios Serviços de Saúde, organismo agraciado com a Medalha de Mérito Profissional. Outros, como o Centro de Prevenção e Controlo da Doença dos Serviços de Saúde, o Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar Conde de São Januário, o Gabinete de Gestão de Crises do Turismo, o Departamento de Fiscalização Alfandegária dos Postos Fronteiriços dos Serviços de Alfândega, a Equipa de Ambulâncias para Doenças Infecciosas do Corpo de Bombeiros ou o Departamento de Informações e Apoio da Polícia Judiciária, foram galardoados com a Medalha de Valor. Com a Medalha de Serviços Comunitários foram distinguidas individualidades que têm dado a cara no combate à pandemia, sobretudo ao nível da divulgação de políticas de prevenção, como Alvis Lo Iek Long, o médico adjunto da direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário, Lam Chong, chefe do Centro de Prevenção e Controlo de Doença e, ainda Leong Iek Hou, coordenadora do Centro de Doenças Infecciosas. No âmbito da pandemia, destaque ainda para o Título Honorífico de Valor, atribuído às equipas de missão de apoio no combate à pandemia em África e à equipa de resgate de residentes de Macau retidos em Hubei e no cruzeiro “Diamond Princess”, no Japão. ser ou não o fim da comissão de serviço, estou muito orgulhoso de ser um dos membros dos Serviços de Saúde

económica, mesmo depois de um acontecimento tão grave como a pandemia. Não tenho uma bola de cristal e, por isso, não posso fazer previsões para o futuro, especialmente se tivermos em conta que estamos a viver uma época impensável. É impossível alguém conseguir prever o que quer que seja, até para o dia de amanhã, mas tenho a certeza que, com a nossa capacidade, trabalho árduo, a situação harmoniosa que se vive em Macau e com todos a trabalhar de mãos dadas, definitivamente, quando surgir uma oportunidade Macau estará pronta”, vincou. Agraciado também com Medalha de Honra de Lótus de Ouro foi o antigo secretário das Obras Públicas Lau Si Io, pelo seu contributo para a “construção urbana, a governação social e o ensino e popularização da ciência em Macau”, pode ler-se no documento oficial distribuído por todos os que assistiram na passa à Cerimónia de Imposição de Medalhas e Títulos Honoríficos do Ano 2020.

Haja saúde

Num ano que ficará para a história pela crise sanitária gerada pela covid-19 e pela elogiada prontidão com que Macau reagiu à ameaça, foram várias as personalidades e entidades distinguidas por Ho Iat Seng na área da Saúde.

política 7

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Entre os galardoados esteve Lei Chin Ion. O director dos Serviços de Saúde, que recebeu das mãos do Chefe do Executivo a medalha de Mérito Altruístico, revelou estar “orgulhoso” do trabalho desenvolvido por todos os que, em nome do seu departamento, têm lutado contra a pandemia. Isto, apesar de não saber ainda se continua no cargo depois de 1 de Abril, altura em que termina a comissão de serviço. “Independentemente de ser ou não o fim da comissão de serviço, estou muito orgulhoso de ser um dos membros dos Serviços de Saúde que lutou contra a pandemia. Não interessa se estamos a falar do pessoal da linha da frente ou da rectaguarda. Trabalhámos arduamente e de forma diligente para combater esta

MA IO KUN

SERVIR E PROTEGER

O antigo Comandante-Geral dos Serviços de Polícia Unitários foi galardoado com a Medalha de Honra Lótus de Ouro. Durante o seu mandato “promoveu activamente a optimização e inovação do sistema de protecção civil”, tendo contribuído para a manutenção da ordem pública e para a garantia da segurança social da RAEM.

Lótus para dois

Numa ocorrência rara na história da RAEM, a Medalha de Honra Grande Lótus, a mais alta condecoração atribuída pelo Governo de Macau, Ho Iat Seng distinguiu duas personalidades em simultâneo: Chui Sai On e Zhong Nanshan. Não tendo comparecido para prestar declarações aos jornalistas após a cerimónia, o antigo Chefe do Executivo, Chui Sai On, foi galardoado com a Grande Lótus pelo seu empenho, enquanto líder de Governo e Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, “na promoção do desenvolvimento estável da RAEM e no melhoramento das condições de vida da população”. “Promoveu a construção de mecanismos eficientes de longo prazo relacionados com a vida dos cidadãos, a criação do regime de reserva financeira e da reserva de terras, a construção de mais instalações sociais, o aperfeiçoamento dos sistemas de educação e saúde, bem como, a integração activa da RAEM na grande conjuntura do desenvolvimento nacional”, pode ler-se no documento oficial da cerimónia. Além de Chui, Ho Iat Seng atribuiu a Grande Lótus a Zhong Nashan, especialista em doenças infecciosas da Comissão Nacional de Saúde da China, sendo a primeira vez que o prémio é atribuído a uma personalidade externa. Isto, porque durante “a fase crucial” do combate à pandemia, Zhong Nashan

VIRIATO LIMA

O JUIZ PORTUGUÊS O juiz reformado do Tribunal de Última Instância (TUI) foi galardoado com medalha de Honra do Lótus de Prata, tendo o juiz Álvaro Dantas recebido o prémio em seu nome. Segundo a nota oficial do Governo, desde 1993, Viriato Manuel Pinheiro de Lima “contribuiu significativamente” para manter o normal funcionamento dos órgãos judiciais antes e, depois do estabelecimento da RAEM, manter a transição “sem sobressaltos” do poder judiciário e ainda para promover a revisão “profunda” da lei processual da RAEM

CHAN CHAK MO

O HOMEM DOS COMES E BEBES A União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas foi galardoada com a Medalha de Mérito Industrial e Comercial. O prémio foi recebido por, Chan Chak Mo, presidente do organismo e também deputado da Assembleia Legislativa. Fundada em 1967, a associação tem-se dedicado a “estimular o desenvolvimento do sector da restauração de Macau” e organiza há já 20 anos o Festival de Gastronomia de Macau.

ASSOCIAÇÃO DE EDUCAÇÃO

PELOS INTERESSES DA NAÇÃO

No ano em que celebrou o seu 100º aniversário, aquela que é uma das mais antigas organizações culturais e educacionais de Macau foi galardoada com a Medalha de Honra Lótus de Ouro. “Desde a sua criação, sempre defendeu os interesses da nação, salvaguardou os direitos de professores e alunos e promoveu o desenvolvimento da Educação”, pode ler-se numa nota oficial do Governo. Depois do estabelecimento da RAEM tem-se dedicado activamente à prática do princípio “um país, dois sistemas”.

deslocou-se várias vezes a Macau “para partilhar a sua experiência no âmbito da prevenção e controlo de epidemias com o Chefe do Executivo, os serviços envolvidos na prevenção da pandemia e o pessoal médico e de enfermagem”. Segundo o mesmo documento, o especialista contribuiu de forma “significativa” para o combate de Macau contra a pandemia. Pedro Arede


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CCAC QUALIDADE DA HABITAÇÃO NO EDIFÍCIO DO LAGO MOTIVA INVESTIGAÇÃO

A verdade está lá dentro A queda de azulejos no Edifício do Lago é o mais recente incidente em habitações públicas e levou o CCAC a pegar no caso, depois de receber queixas de moradores. O Instituto da Habitação e o Gabinete de Desenvolvimento de Infra-estruturas estão sob investigação

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Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) abriu oficialmente uma investigação sobre a queda de azulejos de alguns andares do Edifício do Lago, na Taipa, noticiou o canal chinês da TDM Rádio Macau. O

Comissário Contra a Corrupção, Chan Tsz King, disse que abriu um caso para dar seguimento ao tema depois de receber queixas do público. O CCAC está a investigar os departamentos envolvidos, incluindo o Instituto da Habitação e

o Gabinete de Desenvolvimento de Infra-estruturas. Chan Tsz King reconheceu que a sociedade atribui importância ao incidente, pelo que o organismo vai fazer uma investigação e análise aprofundada o mais cedo possível. A má qualidade das obras públicas, visível em infraestruturas com poucos anos de construção, foi criticada por vários deputados na última sessão plenária da Assembleia Legislativa. Zheng Anting falou da necessidade de criar um plano a determinar que “as obras de reparação devem ser da responsabilidade das autoridades e do empreiteiro”. Também foram dadas sugestões para o reforço da fiscalização da qualidade durante

CCPPC DE GUANGDONG PELA LEI E PELA GREI

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ERMINA hoje, ao meio-dia, a quarta sessão do 12º Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) da província de Guangdong, que arrancou no sábado. A sessão começou com o presidente da CCPPC de Guangdong, Wang Rong, a apresentar o relatório dos trabalhos e políticas implementadas ao longo do ano passado. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, Wang Rong destacou a posição forte assumida pelos membros de Macau e Hong Kong em relação à lei de segurança nacional da RAEHK e para a implementação estável do princípio “Um País, Dois Sistemas”. O líder do órgão consultivo destacou ainda o papel positivo que os membros de Macau e Hong Kong

devem desempenhar para o desenvolvimento económico e social do país, ao mesmo tempo que promovem a prosperidade e estabilidade das regiões administrativas especiais, reforçando a coesão nacional. Nas reuniões, que terminam hoje ao meio-dia, contaram com 688 membros, incluindo 32 de Macau. Entre os membros de Macau da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) da província de Guangdong contam-se figuras como o deputado Zheng Anting, o membro do Conselho Executivo Ieong Tou Hong e a ex-deputada Melinda Chan. A sessão deveria decorrer ao longo de cinco dias, mas devido aos esforços para conter a propagação da pandemia a duração foi encurtada para dois dias e meio.

a construção e a melhoria do regime de responsabilização dos dirigentes. Em meados deste mês, o Instituto de Habitação (IH) comunicou que, como o prazo de garantia do Edifício do Lago e do Edifício Ip Heng já terminou, têm de ser os proprietários a responsabilizar-se pela reparação

A má qualidade das obras públicas, visível em infraestruturas com poucos anos de construção, foi criticada por vários deputados

das partes comuns do edifício. Na mesma nota, disse que alertou as empresas de administração dos prédios para reforçarem a fiscalização e retirarem os azulejos com risco de queda.

Integridade eleitoral

Por outro lado, questionado sobre o combate à corrupção nas próximas eleições para a Assembleia Legislativa, Chan Tsz King disse que os pontos centrais são a integridade e justiça do processo eleitoral, nos quais os trabalhos do CCAC se vão focar. Recorde-se que nas Linhas de Acção Governativa foi revelado que o CCAC vai criar um grupo anti-corrupção eleitoral, bem como uma plataforma online e uma linha telefónica para denúncias relacionadas com as eleições. O responsável adiantou ainda na sexta-feira que o relatório de investigação sobre as portas corta-fogo do Bairro da Ilha Verde está em fase de tradução, acreditando que os resultados vão ser divulgados em breve. Salomé Fernandes

DSEJ NOVO MACAU SUGERE PENSAMENTO INDEPENDENTE

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consulta pública sobre o Planeamento a Médio e Longo Prazo do Ensino Não Superior entre 2021 e 2030 terminou na sexta-feira. A Associação Novo Macau, que submeteu opiniões sobre o documento, sugere “cultivar o pensamento independente e crítico” dos jovens. Em comunicado, defende que esta capacidade é um elemento central do “soft power”. Entre as seis sugestões apresentadas pela ANM inclui-se também que “devem ser feitos esforços para manter o cantonense como a principal língua de ensino”. Uma política acompanhada pela ideia de que devem ser criados materiais de ensino relacionados com disciplinas

como cidadania e história local, para fortalecer o sentimento de pertença e participação dos jovens na sociedade. Além disso, pretende que os professores e investigadores locais tenham prioridade na compilação e publicação de materiais de ensino. A Novo Macau defendeu também melhorias à profissão e à protecção dos professores na reforma, incluindo a revisão do número de aulas semanais e do sistema de promoção, bem como das contribuições para o fundo de providência e rácio do retorno. Outras medidas que a associação quer que o Governo adopte passam pela equidade na educação além de um sistema gratuito, por exemplo através de ajustes

ao rácio alunos-professores, e apoios mais específicos para reduzir a sobrecarga dos alunos de forma atingir equilíbrio entre aprendizagem e descanso. A ANM focou-se ainda na supervisão do uso dos recursos financeiros. “É compreensível o aumento do financiamento da educação, mas também é muito importante assegurar que todos os recursos são usados de forma apropriada e distribuídos com justiça”, indica a nota. Os dirigentes associativos pedem ainda a democratização da administração da escola, através de uma maior participação de professores, pais e estudantes, nomeadamente na monitorização das finanças.


segunda-feira 25.1.2021

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ELEIÇÕES MAIS DO TRIPLO DE VOTOS EM MACAU NAS PRESIDENCIAIS PORTUGUESAS

Quase 1500 eleitores de Macau votaram este fim-de-semana nas eleições presidenciais portuguesas. O aumento de votantes face às presidenciais de 2016 foi explicado pelo Consulado Geral de Portugal em Macau com o recenseamento automático, que notou também mais eleitores de etnia chinesa. Os resultados finais de Macau só devem ser divulgados na quarta-feira

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S resultados provisórios parciais revelam que aproximadamente 1500 pessoas votaram em Macau nas eleições para Presidente da República Portuguesa. O número provisório mostra que a adesão às urnas rondou o triplo dos votantes das eleições presidenciais de 2016. Segundo o cônsul Paulo Cunha Alves, no sábado votaram cerca de 640 eleitores, com a maior ocorrência às urnas a verificar-se domingo à tarde. Ontem não foi revelado o número total de eleitores, nem os resultados, porque uma das duas mesas de voto só será contabilizada depois de recebidos os boletins da Coreia do Sul. “De acordo com a lei, as mesas de voto com menos de 100 votantes não podem proceder à contagem dos votos localmente, têm de

MARCELO ESMAGA NA MESA 1 Foram ontem, pelas 23 horas, conhecidos os resultados das eleições de uma das duas mesas que recolheram os votos dos portugueses em Macau. O resultado de Marcelo Rebelo de Sousa foi esmagador. Assim, o actual Presidente da República obteve 506 votos, Ana Gomes garantiu o segundo lugar com 91 votos, Ventura 61, Tiago Mayan 37, Marisa Matias 27, João Ferreira 17 e Vitorino Silva 14. Seis eleitores escolheram votar em branco e 15 votos foram considerados nulos. Percentualmente, Marcelo obteve 66,5%, Ana Gomes 12%, Ventura 8%, Tiago Mayan 4,8%, Marisa Matias 3,5%, João Ferreira 2,2% e Vitorino Silva 1,8%. A outra mesa espera pelos votos que hão-de chegar de Seul para que seja possível divulgar os resultados que não se espera que difiram em muito dos obtidos na mesa 1.

enviar os boletins de voto para uma assembleia de apuramento intermédio”, explicou Paulo Cunha Alves, depois do fecho das urnas em Macau. Como tal, o diplomata informou que os votos de Seul seriam enviados hoje de manhã, por correio expresso, contados em Macau e somados à mesa dois. Além do aumento da afluência, o cônsul notou também mais eleitores de etnia chinesa. “Apercebi-me de muitos portugueses de etnia chinesa a votar e alguns que, tive a sensação, nunca tinham vindo ao consulado, porque ficavam a apreciar o edifício e o jardim”, conta. Paulo Cunha Alves encara a participação como “um sinal importante”, porque não basta ter cartão do cidadão e passaporte. “É importante que as pessoas do ponto de vista intelectual e cultural procurem também informar-se e saber um pouco mais sobre a vida política de Portugal e demonstrem esse conhecimento através de uma escolha”, comenta o diplomata.

A importância das associações

Dados do Ministério da Administração Interna indicam que nas presidenciais de 2016, participaram no Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong 580 eleitores, excluindo votos em branco e nulos. Na altura, a participação foi inferior a quatro por cento dos mais de 16 mil inscritos. “Pensamos que será o resultado do Recenseamento Automático, a vigorar desde 2018, que aumentou o universo de votantes de 16 mil para cerca de 70 mil. Julgamos também ser de notar uma boa mobilização por parte de algumas associações de matriz portuguesa em Macau”, respondeu o Consulado-Geral ao HM, quando questionado sobre o aumento do número de pessoas que votaram,

TIAGO ALCÂNTARA

Voto a voto, enche a urna o papo face às eleições de 2016. Importa referir que mesmo na logística do sufrágio, com a cedência de voluntários para as mesas de voto, Paulo Cunha Alves deixou uma palavra de apreço para a Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau e Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau. Rita Santos também destacou a importância do recenseamento automático. Além disso, a Conselheira das Comunidades Portuguesas indicou que o debate político pode ter sido um dos motivos a levar mais pessoas às urnas. “Quando há mais diferenças de ideias, trocas de impressões ou propostas, dá mais oportunidade para o eleitor reflectir [sobre] qual será o futuro presidente”, disse ao HM. No seu entender, esta é também uma forma de mostrar a Portugal que quem está na RAEM também quer “participar na vida política” e que “Macau não seja esquecida”. Também Pereira Coutinho, deputado à Assembleia Legislativa e Conselheiro das Comunidades Portuguesas em Macau, encarou a maior participação da comunidade de etnia chinesa com a maior afluência nas eleições para o conselho das comunidades e para a assembleia da república, uma explicação que pode passar por o passaporte português ter “boa reputação”, de acordo com Coutinho.

“[O aumento dos votos ] será o resultado do Recenseamento Automático, que aumentou o universo de votantes de 16 mil para cerca de 70 mil. Julgamos também ser de notar uma boa mobilização por parte de algumas associações de matriz portuguesa em Macau.” CONSULADO-GERAL DE PORTUGAL EM MACAU E HONG KONG

A quem lhe pediu opinião, Coutinho não teve dúvidas em referir que apoiou Marcelo Rebelo de Sousa. “Considero que é um homem moderado, com as características certas para ser um bom Presidente da República. Es-

pero que ganhe à primeira volta”, referiu ao HM.

Debate “vivo”

Nestas eleições foi possível votar apresentando apenas o Bilhete de identidade de Residente (BIR) da RAEM, medida elogiada por Rita Santos, que indicou que o Cônsul-Geral tem feito um trabalho “muito bom”, nomeadamente na vertente logística. Face a um cenário em que se chegaram a registar filas para votar em Macau, a conselheira mostrou-se “contente” por mais portugueses votarem, apesar de reconhecer que o volume “ainda está muito longe” comparativamente ao número de eleitores. “Na história de Macau, penso que vai ser o número maior de todas as eleições do Presidente da República”, previu ontem. José Sales Marques, presidente do Instituto dos Estudos Europeus de Macau, considerou a adesão às urnas algo de “muito positivo” e a diferença face às eleições anteriores “interessante”, apesar de ressalvar que não tem uma explicação clara para o fenómeno. “Provavelmente terá havido um esforço de mobilização aqui em Macau e as pessoas responderam a isso”, observou. Sales Marques notou ainda que a campanha eleitoral foi marcada por uma “disputa viva”, apesar das projecções apontarem para a possível reeleição do actual presidente. Salomé Fernandes

Chineses Ultramarinos apoiaram luta anti-covid A Associação Geral de Chineses Ultramarinos de Macau celebrou no passado sábado a chegada do Ano do Búfalo, com um jantar onde estiveram presentes os media locais. Lao Ngai Leong, presidente da associação,

referiu que “os chineses ultramarinos regressados a Macau cooperaram com o governo para prevenir e combater a epidemia, fazendo a diferença. Especialmente na fase inicial, quando confrontados com uma grave escassez de

materiais anti-epidémicos, os chineses ultramarinos na Indonésia, Estados Unidos, Coreia do Sul e outros países enviaram para Macau quase 10 milhões de máscaras. Outros materiais foram adquiridos no Continente.”


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Locais de recolha de lixo de grande dimensão antes do Ano Novo Chinês【29/01/2021 - 11/02/2021, 20H00 - 23H00】 M01 M02 M03 M04 M05 M06 M07 M08 M09 M10 M11 M12 M13 M14 M15 M16 M17 M18 M19 M20 M21 M22 M23 M24 M25 M26 M27 M28 M29 M30 M31 M32 M33 M34 M35 M36 M37 M38 M39 M40 M41 M42 M43 M44 M45 M46

Depósito de lixo na Rua do Canal das Hortas n°47 Depósito de lixo na Rua Norte do Canal das Hortas n°235 Depósito de lixo na Alameda da Tranquilidade n°103 Contentor de compressão de lixo, Rua Seis do Bairro Iao Hon nº 18 Depósito de lixo na Av. de Artur Tamagnini Barbosa (perto do auto-silo do edf. Tamagnini Barbosa) Contentor de compressão de lixo, sito na Rua Seis do Bairro Iao Hon (ao lado das zonas de vendilhões) Contentor de compressão de lixo, na Rua Central de T’oi Sán nº 200 Depósito de lixo fechado da Zona de Lazer da Rua Quatro do Bairro Iao Hon Depósito de lixo na Rua Nova de Toi San n°12 Depósito de lixo na Estrada Marginal do Hipódromo Depósito de lixo na Travessa Norte do Patane n°16 Depósito de lixo na Estrada Marginal da Ilha Verde (lado oposto do Matadouro) Depósito de lixo na Rua da Ilha Verde n°51 Depósito de lixo na Rua do General Castelo Branco n°67 Depósito de lixo na Rua do Templo Lin-Fong n°89 Depósito de lixo na Rua Sul do Patane (ao lado do Edf. Fai Tat) Contentor de compressão de lixo, na Rua Sul do Patane n°181 Depósito de lixo na Rua dos Estaleiros Contentor de compressão de lixo, na Avenida de Horta e Costa Depósito de lixo na Rua de Kun Iam Tong n°63 Contentor de compressão de lixo, no Beco do Pagode do Patane n.º 11 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Francisco Xavier Pereira n.º 131 Depósito de lixo na Rua do Coronel Mesquita, n.º 5 Depósito de lixo na Rua de Entre-Campos Depósito de lixo da Rua de Silva Mendes nº1 (Próximo da Casa Memorial do Dr. Sun Yat-Sen) Depósito de lixo na Rua de Tomás Vieira n°80 Contentor de compressão de lixo, na Rua da Alegria n°11B Contentor de compressão de lixo, na Rua da Doca do Lam Mau n°47 Depósito de lixo na Rua da Esperança Depósito de lixo na Calçada de S. Francisco Xavier n°1 Depósito de lixo na Travessa do Armazém Velho n°1 Depósito de lixo no Largo do Pagode do Bazar Depósito de Lixo na Av. do Coronel Mesquita n°85 Depósito de lixo na Rua de Luís João Baptista n°13 Depósito de lixo na Rua de Henrique de Macedo n° 2 Depósito de lixo na Rua do Pato n°12 Depósito de lixo no Pátio de S. Domingos nº 2 Depósito de lixo no Pátio de Hó Chin Sin Tong n°1 Contentor de compressão de lixo, Rua do Almirante Sérgio n.º 13B Contentor de compressão de lixo, ao lado da Travessa de Má Káu Séak n°15 Contentor de compressão de lixo, na Rua Nova à Guia nº. 276 Contentor de compressão de lixo, Rua do Dr. Lourenço Pereira Marques n.º 49 Depósito de lixo no Miradouro de Henry Dunant Contentor de compressão de lixo, Rua das Alabardas, em frente ao nº 10 D Depósito de lixo fechado na Avenida da Praia Grande nº 291 (Cruzamento com o Pátio do Pagode) Depósito de lixo fechado na Praceta de 1 de Outubro

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Posto de recolha de flores e tangerineiras do Ano Novo Chinês【12/02/2021 - 01/03/2021, 20H00 - 23H00】

Depósito de lixo fechado na Rua do Almirante Sérgio nº 209 Depósito de lixo na Calçada da Paz n°4 Contentor de compressão de lixo, Estrada Marginal da Ilha Verde(DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE ASSUNTOS MARÍTIMOS E DE ÁGUA - DOCA DA ILHA VERDE) Depósito de lixo na Travessa da Prosperidade n°26 Depósito de lixo na Av. da República n°2A Depósito de lixo na Rua de S. Tiago da Barra n°15 Depósito de lixo na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.º 745 (ao lado do Jardim Comendador Ho Yin) Contentor de compressão de lixo, na Travessa da Guelra n.º 7 Depósito de lixo na Rua Seis do Bairro da Areia Preta n°152 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Francisco Xavier Pereira n.º 61 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Francisco Xavier Pereira n.º 149 Contentor de compressão de lixo, no exterior do Templo Chok Lam Contentor de compressão de lixo, na Saída do Auto-Silo de Automóveis Pesados da Avenida 1º de Maio Contentor de compressão de lixo, na Estrada Marginal da Areia Preta n.º 87 Contentor de compressão de lixo, na Rua Cidade de Braga Alameda Dr. Carlos d’Assumpção 403 - 439 (Centro Unesco de Macau) Depósito de lixo na Travessa de S. Domingos, n.º 16B Contentor de compressão de lixo, Rua das Estalagens nº. 110A Depósito de lixo na Avenida do Comendador Ho Yin Contentor de compressão de lixo, Estrada de Adolfo Loureiro nº 12J Contentor de compressão de lixo,Rua de Martinho Montenegro nº 13 Contentor de compressão de lixo, na Rua da Harmonia n°129 Depósito de lixo na Rua do Matapau, n.º 83 Depósito de lixo na Rua das Lorchas n°357 Depósito de lixo na Travessa das Hortas n°3 Contentor de compressão de lixo, no local de encontro da Avenida do Ouvidor Arriaga n.º 4 com a Rua de Silva Mendes Contentor de compressão de lixo, no local de encontro da Avenida do Ouvidor Arriaga n.º 41 com a Rua do Almirante Costa Cabral Contentor de compressão de lixo, no local de encontro da Avenida do Ouvidor Arriaga n.º 99 com a Rua da Madre Terezina Contentor de compressão de lixo, na Avenida da Longevidade nº. 49 Contentor de compressão de lixo, na Rua Nova à Guia nº. 119 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Francisco Xavier Pereira, em frente ao nº 19 C Contentor de compressão de lixo, na Rua da Madre Terezina, em frente ao nº 4 A Contentor de compressão de lixo, na Rua do Lu Cao, n.º 68 Contentor de compressão de lixo, Rua do Bispo Medeiros nº. 24 Contentor de compressão de lixo, Estrada Marginal da Ilha Verde nº. 1162 Depósito de lixo na Praça de Luís de Camões Depósito de lixo na Rua de Luís Gonzaga Gomes (Jardim da Rua de Malaca) Contentor de compressão de lixo, Avenida do Almirante Lacerda nº 72 No local de encontro da Rua Central da Areia Preta com a Rua da Pérola Oriental No local de encontro da Rua Rua Central da Areia Preta com a Rua 1º de Maio Contentor de compressão de lixo, Rua do Padre João Clímaco n.º 23 Contentor de compressão de lixo, na Estrada da Vitória, em frente ao n.º18 Contentor de compressão de lixo, na Rua de S. Lourenço nº. 8 Contentor de compressão de lixo, na Rua do Almirante Sérgio n.º 165 Contentor de compressão de lixo, na Travessa dos Bombeiros n.º 3ª

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Contentor de compressão de lixo, na Rua da Ribeira do Patane n.º 159 Contentor de compressão de lixo, na Rua do Infante, em frente ao nº 11 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Coelho do Amaral nº 3 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Tomás Vieira nº 68B Contentor de compressão de lixo na Rua de João de Araújo nº 68 (Travessa dos Cules) Em frente da Avenida do Nordeste nº 244 (Edf. TONG WA SAN CHUN, bloco X) Em frente da Rua Nova da Areia Preta nº 213 (Edf. U WA, bloco II) Depósito de lixo na, Rua do General Ivens Ferraz Contentor de compressão de lixo, na Avenida do General Castelo Branco(à frente do Edf. Cheng) Contentor de compressão de lixo, na Avenida do Governador Jaime Silvério Marques nº 203 Contentor de compressão de lixo, no lado oposto do Estrada de Coelho do Amaral nº 40 Contentor de compressão de lixo, Travessa dos Calafates Contentor de compressão de lixo, na Rua do Almirante Costa Cabral nº 88 Contentor de compressão de lixo, na Avenida Marginal do Lam Mau (Avenida Marginal do Patane) Contentor de compressão de lixo, na Rua dos Currais Contentor de compressão de lixo, no lado oposto do Rua do Volong nº 36A Contentor de compressão de lixo, rua da Harmonia nº 65

T01 T02 T03 T04 T05 T06 T07 T08 T09 T10 T11 T12 T13 T14 T15

Contentor de compressão de lixo, no Largo dos Bombeiros, Taipa Depósito de lixo fechado na Rua de Évora, Taipa (Jardim da Cidade das Flores) Contentor de compressão de lixo, na Avenida de Kwong Tung, Taipa Depósito de lixo fechado na Rua de Lagos nº 90, Taipa Depósito de lixo fechado na Avenida dos Jardins do Oceano nº 147, Taipa (Ao lado do Centro de Saúde) Avenida Dr. Sun Yat Sen, Taipa (Próximo da estação de autocarros do Edifício Chun Leong) Depósito de lixo na Travessa da Rebeca, Taipa Depósito de lixo fechado na Rotunda do Estádio, Taipa Depósito de lixo fechado no Caminho das Hortas, Taipa Depósito de lixo na Estrada Lou Lim Ieok, Taipa Contentor de compressão de lixo, na Rua de Pequim, Taipa (Edf. Do Lago bloco IV) Depósito de lixo, no Largo da Ponte, Taipa Depósito de lixo na Rua de Viseu, Taipa (ao lado do Edf. De Servicos Socials de Pou Tai) Contentor de compressão de lixo, rua de Choi Long, Taipa Contentor de compressão de lixo, no lado oposto da Avenida Olímpica, n.º 592, Taipa

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Depósito de lixo na Rua dos Navegantes, Coloane Depósito de lixo fechado no Largo da Cordoaria, Coloane Depósito de lixo na Avenida da República, Coloane Depósito de lixo na Estrada do Campo, Coloane Depósito de lixo na Estrada de Hac Sá, Coloane Depósito de lixo no Caminho da Povoação de Ká Hó, Coloane Contentor de compressão de lixo, na Alameda da Harmonia, Coloane (Edf. Ip Heng bloco IX) Contentor de compressão de lixo, na Alameda da Harmonia, Coloane (Edf. Lok Kuan bloco III) Contentor de compressão de lixo, na Rua Um de Koi Nga, Coloane (Edf. Koi Nga, entre os blocos III e V)


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tamanho é importante, principalmente para o conceito artístico que Betty Ng vai apresentar a partir do próximo sábado no espaço 10 Fantasia, ao lado do Albergue SCM. “Miniature Art Work by Betty Ng” é uma colecção de artesanato de miniaturas, apresentada pela Ark-Association of Macau Art (AAMA), que faz parte do ciclo “Art Power Jamming”, que organiza um ciclo de exposições na Calçada de São Lázaro desde Agosto do ano passado, uma iniciativa que promete animar o bairro até Julho de 2021. Com a escala reduzida, a lembrar as evocações de “As Viagens de Gulliver”, as miniaturas de Betty Ng representam objectos e realidades do quotidiano, como carros de comida de rua, vasos e arranjos florais, bancas de mercado com fruta, taças de noodles, dim sum, prendas de casamento e muitas outras miniaturas de situações típicas da região. A exposição vai estar patente ao público até 19 de Março. “Sempre fui fascinada por objectos microscópicos. Ficava com os olhos colados a miniaturas, a pensar como seria possível atingir tão impressionante realismo, a estudar a beleza e a estrutura dos objectos. Então, comecei a trabalhar com barro nos tempos livres, a usar tinta e utensílios para esculpir pequenos e realísticos miniaturas de comida e flores”, conta Betty Ng, citada em comunicado da AAMA. Do início, como hobby, até ao estudo online da expressão artística através de miniaturas, Betty Ng começou a visitar exposições do género em Hong Kong e Taiwan e a coleccionar livros sobre o tema.

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EXPOSIÇÃO ARTESANATO DE MINIATURAS NO 10 FANTASIA A PARTIR SÁBADO

O pequeno mundo de Betty A partir de sábado, o espaço 10 Fantasia, ao lado do Albergue SCM, dá a mostrar “Miniature Art Work by Betty Ng”, uma exposição de artesanato de miniaturas organizada pela Ark-Association of Macau Art, que reduz objectos e conceitos quotidianos para as mais pequenas formas de expressão artística. A mostra estará patente até 19 de Março

Tudo é matéria

Tampas de embalagens de pasta de dentes, papel de embrulho, palhinhas e utensílios de espuma de esferovite fazem parte do universo da matéria-prima para as criações de Betty Ng. “A ideia de transformar lixo em expressão artística é algo bastante atraente para mim. A maioria dos meus trabalhos são feitos a partir de material descartado”, confessa. A artista gosta do mistério de tornar irreconhecível objectos como tampas de embalagens de creme para as mãos, frascos de perfume, ou contas de fios ou pulseiras aleatórias. Desde cedo apaixonada por artesanato, Betty Ng lançou em

“Sempre fui fascinada por objectos microscópicos. Ficava com os olhos colados a miniaturas, a pensar como seria possível atingir tão impressionante realismo e a estudar a beleza e a estrutura dos objectos.” BETTY NG ARTISTA DE ARTESANATO

2013 a marca “B Handmade” e participou em feiras de arte, exposições e organizou workshops. A “Miniature Art Work by Betty Ng” é um de sete exposições, no âmbito do

USJ Palestra aborda papel dos insectos em Macau Decorre amanhã no campus do NAPE da Universidade de São José (USJ) uma palestra sobre insectos em Macau e o seu papel no ecossistema local. O orador é Leong Chi Man, um jovem entomologista de Macau que descobriu uma nova espécie de insectos, da Colina da Ilha Verde. A sua investigação actual é focada da biodiversidade dos insectos locais e como são afectados pela

“Capítulo da Amizade”, financiada pela Fundação Macau, com o apoio da incubadora da Associação Promotora para as Indústrias Criativas na Freguesia de São Lázaro.

urbanização. Os insectos são descritos como “um grupo essencial”, nomeadamente pelo seu papel no ecossistema. Em Macau foram registadas quase 1.200 espécies. A palestra vai abordar estudos sobre como os insectos usados como bioindicadores de poluição por microplásticos, poluição visual e também de metais pesados, mudanças de temperatura, bem como problemas de pragas.

Este ciclo de exposições foi pensado para fornecer uma plataforma de troca e criação entre artistas que exploram diversos meios criativos. Sete mostras, de

seis artistas, todos membros da AAMA. Demonstrar a vitalidade e criatividade dos artistas locais é outra das metas do ciclo de exposições. João Luz

Gastronomia Sands celebra Ano Novo com promoções em restaurantes Com o Ano Novo Chinês a chegar, a Sands Resort celebra a ocasião com uma série de promoções e sugestões gastronómicas em restaurantes no The Venetian, The Parisian, The Londoner. Entre 11 e 21 de Fevereiro, a felicidade e os bons auspícios serão o mote para banquetes de pratos tradicionais nos restaurantes La Chine,

Lotus Palace, Dynasty 8, Golden Court e Brasserie. No bistro francês Brasserie, será servida uma refeição com três pratos, ao almoço, por 288 patacas por pessoa. No Lotus Palace, o Ano Novo Chinês será celebrado com a oferta de menus para grupos de quatro a dez pessoas, a partir de 2988

patacas. O restaurante Golden Court, que aposta na gastronomia cantonense, com um toque contemporâneo, vai servir pratos em que as estrelas são o salmão, caranguejo, pepino do mar, entre os diversos ingredientes que pertencem ao imaginário gastronómico da região.


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AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL

1. Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, chegou ao seu término, e, que de acordo com o artigo 53.º da Lei n.º 10/2013 <<Lei de Terras>>, de 2 de Setembro, conjugado com os artigos 2.º e 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que devem os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Localização dos terrenos: - Avenida do Almirante Lacerda, n.ºs 29 a 33, em Macau, (Edifício Industrial Man Lei); - Avenida do Almirante Lacerda, n.ºs 163 a 165 e Avenida Marginal do Patane, n.ºs 888 a 904, em Macau, (Edifício Industrial Hopewell); - Avenida do Almirante Lacerda, n.ºs 171 e 173, e Avenida do General Castelo Branco, n.º 11, em Macau; - Avenida do Almirante Lacerda, n.ºs 179 a 183A e Avenida do General Castelo Branco, n.ºs 1 a 9, em Macau, (Edifício Iat Keng Lau Bloco I e II). 2. Agradece-se aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam à Recebedoria destes serviços, situado no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Serviços da RAEM das Ilhas, para os efeitos do respectivo pagamento. 3. Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, procede-se à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada. Aos, 4 de Dezembro de 2020. O Director dos Serviços de Finanças, Iong Kong Leong

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NOTIFICAÇÃO N.º 96/AI/2021

ANÚNCIO

-----Atendendo a que não é possível proceder à respectiva notificação pessoal, pela presente notifique-se FANG YILI, proprietária da fracção autónoma situada na Taipa, Caminho das Hortas n.° 565, Iau Lei Garden, Bloco 3, 11.° andar B, que no dia 25.01.2021 caducaram as medidas provisórias que foram aplicadas à referida fracção na sequência do Auto de Notícia da DST n.º 78/DI-AI/2020,de 26.07.2020.--------------------Para mais informações, o ora notificado pode comparecer nas horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos D’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.º andar.-----------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 14 de Janeiro de 2021.

ASSUNTO: CONTABILISTAS HABILITADOS A EXERCER A PROFISSÃO – PAGAMENTO DE TAXA E LEVANTAMENTO DO CERTIFICADO DE INSCRIÇÃO, DA LICENÇA PARAO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO E DO CARTÃO PROFISSIONAL Nos termos do artigo 94.º da Lei n.º 20/2020 (Regime de qualificação e exercício da profissão de contabilista), os alvarás e os cartões profissionais dos auditores de contas emitidos nos termos do Estatuto dos Auditores de Contas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 71/99/M, de 1 de Novembro, vão perder validade no dia 31 de Janeiro de 2021, devendo ser devolvidos à Comissão no prazo de 15 dias. Caso pretenda continuar a exercer a profissão, queira dirigir-se à Recebedoria do Edifício Finanças, sito na Av. da Praia Grande, n.ºs 575, 579e 585, r/c, munido do original do bilhete de identidade de residente de Macau válido, entre os dias 25 de Janeiro e 3 de Março de 2021, durante o horário de expediente, para tratar das formalidades relativas ao pagamento da taxa devida e ao levantamento do certificado de inscrição, da licença para o exercício da profissão e do cartão profissional. Nos termos do Despacho do Secretário para a Economia e Finanças n.º 82/2020, a taxa devida pela emissão do cartão profissional é de 2000 patacas. Caso o levantamento do certificado de inscrição, da licença para o exercício da profissão e do cartão profissional seja efectuado por terceiro, deverá, para o efeito, ser exibida procuração aquando do levantamento dos referidos documentos. Aos 18 de Janeiro de 2021

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

O Presidente da CPC Iong Kong Leong

ANÚNCIO ASSUNTO: CONTABILISTAS – PAGAMENTO DE TAXA E LEVANTAMENTO DO CERTIFICADO DE INSCRIÇÃO E DO CARTÃO COMPROVATIVO DO REGISTO

Nos termos do artigo 97.º da Lei n.º 20/2020 (Regime de qualificação e exercício da profissão de contabilista), os alvarás e os cartões profissionais dos contabilistas registados, emitidos nos termos do Estatuto dos Contabilistas Registados, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 72/99/M, de 1 de Novembro, vão perder validade no dia 31 de Janeiro de 2021, devendo ser devolvidos à Comissão no prazo de 15 dias. Caso pretenda continuar a prestar a clientes serviços contabilísticos e fiscais, queira dirigir-se à Recebedoria do Edifício Finanças, sito na Av. da Praia Grande, n.ºs 575, 579e 585, r/c, munido do original do documento de identidade de residente de Macau válido, entre os dias 25 de Janeiro e 3 de Março de 2021, durante o horário de expediente, para tratar das formalidades relativas ao pagamento da taxa devida e ao levantamento do certificado de inscrição e do cartão comprovativo do registo. Nos termos do Despacho do Secretário para a Economia e Finanças n.º 92/2020, a taxa devida pelo registo inicial é de 1650 patacas. Caso o levantamento do certificado de inscrição e do cartão comprovativo do registo seja efectuado por terceiros, deverá, para o efeito, ser exibida procuração aquando do levantamento dos referidos documentos. Aos 18 de Janeiro de 2021

O Presidente da CPC Iong Kong Leong


segunda-feira 25.1.2021

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AMAZONAS OXIGÉNIO PARA SUPERAR CRISE SANITÁRIA

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Xi Jinping “A governação do Partido deve sempre ser rigorosa, para que o PCC possa liderar e garantir a navegação tranquila do grande navio do socialismo”

XI JINPING LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO ESTÁ LONGE DE TERMINAR

Aviso à navegação

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presidente Xi Jinping destacou, na sexta-feira, na quinta sessão plenária da Comissão Central de Inspeção Disciplinar (CCID) do 19º Comité Central do PCC, a importância de reforçar os papéis de orientação e salvaguarda de uma governação rigorosa do Partido em todos os aspectos para assegurar o cumprimento dos objectivos de desenvolvimento e as tarefas no período do 14º Plano Quinquenal (2021-2025). “O ano de 2020 foi extraordinário na história da República Popular da China”, disse Xi ao resumir os êxitos do ano passado na construção do Partido. “A população sente profundamente que, em tempos difíceis, pode contar com a forte

liderança do Partido e a autoridade do Comité Central do PCC”. Contudo, se “na luta contra a corrupção, êxitos históricos foram alcançados, a situação continua a ser desafiante e complexa”, advertiu Xi. “A corrupção, como o maior risco para a governança do Partido, ainda existe”, disse Xi, assinalando que os velhos e novos tipos de corrupção se entrelaçaram e que a corrupção é cada vez mais encoberta e complexa. Em 2020, 18 funcionários foram investigados pelas autoridades centrais. Além disso, 1229 fugitivos no exterior retornaram e 2,45 mil milhões de yuans foram recuperados nos primeiros 11 meses de 2020. Já em 2021, o mais alto órgão anticorrupção da China anunciou punições para sete

funcionários que foram acusados de aceitar subornos. “A luta entre a corrupção e os esforços anticorrupção continuará existindo durante um longo período no futuro”, afirmou Xi. “Não há alternativa e devemos avançar na luta apesar das dificuldades”. Xi enfatiza constantemente a melhoria da conduta do Partido, a construção do governo limpo e o combate à corrupção. “A governação do Partido deve sempre ser rigorosa, para que o PCC possa liderar e garantir a navegação tranquila do grande navio do socialismo com características chinesas”, disse. Xi exigiu uma supervisão política forte para garantir a implementação das principais decisões e planos do Comité Central. “Devemos continuar resolutamente com a luta

anticorrupção”, disse Xi, enfatizando a necessidade para construir sistemas e medidas para garantir que os funcionários não se atrevam, sejam incapazes e não desejem cometer actos de corrupção. Nesse sentido, Xi exigiu esforços para refrear a prática de “usar o formalismo pelo fim do formalismo” e a burocracia. “Esforços contínuos devem ser feitos para lidar com a corrupção e a conduta imprópria que afectam os interesses imediatos da população, a fim de impulsionar o seu sentido de estar a ser beneficiada”, acrescentou. Xi enfatizou ainda a necessidade de melhorar os sistemas de supervisão do Partido e do Estado, e para integrar a supervisão no desenvolvimento do país durante o período do 14º Plano Quinquenal. “As agências de inspecção disciplinar e de supervisão devem tomar a liderança no fortalecimento da construção política do Partido. Elas devem também ser sujeitas à restrição e supervisão mais estritas”, disse Xi.

TAIWAN PEQUIM CRITICA CONLUIO ENTRE DPP E POLÍTICOS AMERICANOS

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HU Fenglian, porta-voz para o Departamento dos Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado da China, criticou na sexta-feira o conluio do Partido Progressivo Democrático (DPP, em inglês) de Taiwan com o ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, e os seus aliados, dizen-

do que eles prejudicam a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan. Zhu fez o comentário ao responder a uma pergunta sobre as declarações feitas pelo conselho dos assuntos da parte continental de Taiwan sobre as sanções da China continental contra 28 indivíduos norte-americanos, incluindo Pompeo.

Zhu indicou que as autoridades do DPP procuram “fortalecer os seus laços com os políticos anti-China dos EUA da administração anterior e fomentar o resultado de seu conluio por interesses próprios, como já provado pelos factos”. Segundo Zhu, o DPP permitiu a importação de porco americano contendo ractopamina, o

que é prejudicial à saúde do povo. “Isso provocou indignação entre os residentes de Taiwan”, disse Zhu. “As autoridades do DPP mostraram que são do mesmo tipo que Pompeo e seus aliados por conluiar com eles, por isso serão julgados e punidos pela história, acrescentou Zhu.

China oferecerá ajuda ao estado do Amazonas (norte do Brasil) para superar a grave crise sanitária que a região atravessa devido à falta de oxigénio hospitalar para tratar os doentes com o novo coronavírus, segundo afirmou o embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming. Yang assegurou que a China doará oxigénio, geradores de oxigénio, máscaras, outros materiais sanitários e alimentos ao estado para ajudar a superar a crise sanitária que a região vive actualmente. A Sociedade da Cruz Vermelha da China fornecerá ajuda de emergência ao Amazonas num futuro próximo. O governo de Guangdong e empresas chinesas como XCMG, Huawei, BYD, Gree ou o Banco de China, bem como empresas chinesas no Brasil e o Instituto Sociocultural Brasil-China, doarão 4,3 mil quilos de oxigénio, 25 geradores de oxigênio, 360 mil máscaras e alimentos básicos. O embaixador da China afirmou que essas ações mostram a “profunda amizade do povo chinês com o povo brasileiro e que a China continuará a defender o espírito de assistência mutua e unidade para combater a epidemia da COVID-19 e superar as dificuldades com o povo brasileiro”.

Onze mineiros resgatados com vida

Onze mineiros presos há duas semanas dentro de uma mina de ouro na China, devido a uma explosão, foram ontem trazidos em segurança para a superfície, informou a televisão estatal chinesa. No dia 10 de janeiro, 22 mineiros ficaram presos numa mina na localidade Qixia, na província de Shandong, após uma explosão. A televisão estatal CCTV mostrou os trabalhadores a serem retirados um a um na tarde de ontem, com os olhos cobertos para os proteger depois de tantos dias a viver na escuridão. Um mineiro morreu devido a um ferimento na cabeça após a explosão, que depositou grandes quantidades de escombros no poço da mina. O destino dos outros 10 mineiros que estavam no subsolo é desconhecido. As autoridades detiveram os administradores de minas por atrasarem a comunicação do acidente. O aumento da supervisão melhorou a segurança na indústria de mineração da China, que costumava ter uma média de 5.000 mortes por ano.


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UM TECIDO TODO FEITO INTEGRALMENTE DE

Turcos e bordados

ALGODÃO PARA OS FAMOSOS BANHOS QUE SÉCULOS DE DOMÍNIO ISLÂMICO

AMÉLIA VIEIRA

FRIEDRICH HEINRICH FUGER, BATHSHEBA AT THE BATH

Com a cidade semi-deserta uma das coisas boas é sem dúvida ir lendo os nomes dos estabelecimentos comerciais e tentar entender a nomeação de tais espaços. Se nos dermos conta, só mesmo as lojas chinesas que já estão em maioria por todos os lados, escusam designações de qualquer género, o que se entende, dada a profusão de mercadoria diversa e em nada coincidente. E este deambular numa terra de titularidades é um exercício também ele linguístico acerca daquilo que o denominar abrange, e vamos aos turcos: de repente, pensamos no Império Otomano, em Solomião o Magnífico, Istambul, cidade entre dois continentes, e chás no deserto — mas não — apenas passamos por uma loja com o nome «Turcos e Bordados» e é bonito! Para um qualquer transeunte de outros lados reparar nisto deve causar estranheza, mas há quem conviva com certas coisas com tanta naturalidade que nunca pensou nos turcos, e ainda outros para quem não aquece nem arrefece, e é aqui, na manobra da correlação que entra a temperatura; as toalhas turcas! Um tecido todo feito integralmente de algodão para os famosos banhos que séculos de domínio islâmico aperfeiçoou. Quanto aos banhos, são também eles um legado greco-latino, só que uma religião monoteísta requer práticas constantes de higienização fazendo de tal labor uma prédica mais, por vezes até bastante compulsiva. É, sem dúvida, um facto que um pano por si mesmo não é nada, o que faz que se possa acrescentar toda uma técnica decorativa que transponha o seu carácter de objecto, e, por isso mesmo, na loja lhe acrescentem, bordados, que sendo esses panos "turcos" ainda suportem a delicadeza de tais artifícios, é obra! Mas um verdadeiro exemplar, tributado numa mancha iconoclástica tamanha, levará apenas franjas na ponta e riscas no fundo, o mais perto de um tratado geométrico simples, requerendo-se leve para se tornar absorvente, e quem estiver ainda muito distraído pensará que se trata de um

«talit», o manto da oração, que sendo aspectos aparentemente transversais nos mostram bastante da natureza das coisas, que quanto muito, e neste caso, poderia fazer sentido uma loja «Turcos e Molhados». As franjas mostram somente que Deus nos toca indelevelmente, e sempre, em regime de extremidade, quer estejamos a tomar banho ou envoltos na oração, as riscas indicam a impossibilidade, talvez, de recorrer às imagens, mas Lisboa, é como Constantinopla, outra cidade das sete colinas, e no que diz respeito a Impérios sabe também que estes se esfrangalham, e na derrocada, as bases de uns vão formando outros, como as lojas dos tapetes persas chamados «Aladinos» que não raro têm inscrições de Arraiolos. Que os há! Bem perto até dos «Turcos e Bordados». A simulação da oferta

APERFEIÇOOU. QUANTO AOS BANHOS, SÃO TAMBÉM ELES UM LEGADO GRECO-LATINO, SÓ QUE UMA RELIGIÃO MONOTEÍSTA REQUER PRÁTICAS CONSTANTES DE HIGIENIZAÇÃO FAZENDO DE TAL LABOR UMA PRÉDICA MAIS, POR VEZES ATÉ BASTANTE COMPULSIVA.

é uma mais valia com que os puristas não contavam, e também é neste cruzar de dados com o nosso cristianismo pagão que vamos construindo estéticas desconcertantes e admiráveis. Bom, mas também é certo que a cidade está cifrada. Os nomes em inglês, as ofertas tresvariáveis, as coberturas de pequenos cubículos sem graça nenhuma, a não ornamentação do minimalismo mórbido, mais os eloquentes «Pés de Salsa» convivem como se cada um vivesse num planeta distinto, mas que não deixa de fazer os encantos destes olhares. Como ainda não se pode ir naturalmente a lado nenhum, não raro apetece muito um «-hamame-» e em seguida jantar uma bela chanfana com vinho tinto, o que não afecta de todo a distância a que está cada um destes prazeres. Os "turcos" podem ser bordados, e nós não reparamos nos lindos monogramas que representam o grau de familiaridade: avô, mãe, pai, filho, e se os tecidos engrossam é por que há mais algodão e não precisamos de secar tão depressa. Na cidade antiga, ainda existe a «Camisaria Controle» e os «Lençóis tipo Zé» o que dá uma tónica indispensável à sua humanização. Coisas que já não dizemos nem escrevemos, mas tempo houve em que se podia dizer e não escrever, o que ficou conhecido certamente pela frase popular «o que tu dizes não se escreve». Nestas linhas, como nos fusos de tecer, há ainda muitos Impérios, e os turcos ajudaram à queda de alguns, foram pioneiros nos Holocaustos do século XX, tentaram derrubar o nosso, mas, o seu fascínio persiste, pois que estamos em cidade de califado. «Istanbul (not) Constantinopla» nem o Santo Sudário, uma peça de linho para os dias de maior calor; mas que estes panos são grandes monumentos, isso, ninguém duvida. Lojas abertas com inscrições várias precisamse para manter a economia de bairro bem desperta (a venda de relíquias está proibida). «Sudário & Filhos» ao lado de «Turcos e Bordados» e ainda Maomé bordado numa nestas toalhas com a inocência estrangeira das multidões.


segunda-feira 25.1.2021

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JOSÉ SIMÕES MORAIS Aos 21 barcos da sétima armada capitaneada por D. Francisco de Almeida (1457-1510), que deixaram Lisboa a 25 de Março de 1505 com 1500 homens e onde embarcou Fernão de Magalhães, o seu irmão Diogo de Sousa, assim como Fernão Peres de Andrade, que em 1517 levará o primeiro embaixador português à China, juntaram-se depois mais seis naus, que saíram a 18 de Maio e outras duas, em Setembro. Oito meses após a partida, já a 26 de Novembro de 1505 regressavam cinco barcos capitaneados por Fernão Soares carregados de tecidos, pérolas e especiarias e só em pimenta traziam 15 mil quintais, chegando quatro a Portugal a 22 de Maio de 1506. Fernão de Magalhães andou um ano na expedição comandada por Nuno Vaz Pereira, que desde finais de 1506 esteve na costa oriental de África, entre Melinde, Quíloa e Sofala, servindo o Vice-Rei D. Francisco de Almeida, a executar o plano de D. Manuel proposto por Afonso de Albuquerque, regressado em Agosto de 1504, vindo de passar um ano no Oriente. Afonso de Albuquerque fora capitão-mor da quinta armada (1503-04), da qual ainda não viera a frota comandada por seu primo Francisco de Albuquerque, com quem em Calicute derrotou o Samorim e em Cochim, da feitoria fizeram em 1503 uma fortaleza de madeira [só em 1506 erguida em pedra], deixando como capitão Duarte Pacheco Pereira, que contara com a ajuda de 30 mil malabares, associados a 160 homens dos nossos, contra 70 a 100 mil naíres do Samorim, segundo Joaquim Candeias Silva. Em Dezembro, Afonso de Albuquerque criara a feitoria em Coulão, estava em Cochim a 12 de Janeiro 1504 e seguiu para Cananor, onde se juntou ao primo. Seria a última vez que o via. “O Estado Português da Índia surge como entidade política com a nomeação do primeiro governador, D. Francisco de Almeida, em 1505, sete anos após a chegada de Vasco da Gama [cuja armada, a quarta à Índia (150203), era de doze barcos da Coroa e treze de mercadores] - sete anos, em que a presença portuguesa, de início meramente diplomática e comercial, tomara gradualmente um cunho militar e passara de intermitente, ao sabor da ida e vinda das armadas, a contínua, com uma força de patrulhamento marítimo constantemente presente. D. Francisco é ainda um vice-rei flutuante, governador de um estado sem território, com o convés da sua nau por capital", refere Luís Filipe Thomaz, que lembra, a "Índia, mais dotada pela Natureza do que a Europa e não menos desenvolvida

Forte de Nossa Senhora da Concepção de Ormuz

Fernão de Magalhães & Francisco de Almeida em indústria humana, quase nada tinha a importar do Ocidente." Os navios na viagem de Portugal para Oriente iam sem suficientes mercadorias de troca [transportando cobre, prata, chumbo e cera] e para ter lastro, ainda embarcavam pedras para erguer fortalezas e madeira já cortada para fazer barcos. “Na ausência de produtos que interessassem aos mercados indianos, os Portugueses são obrigados a pagar em metal sonante as especiarias que adquirem – o que os leva a interessarem-se igualmente pelo ouro do Monomotapa, escoado pelo porto de Sofala. Este era tradicionalmente obtido pelos Árabes a troco de tecidos de algodão indiano, oriundo sobretudo do Guzerate. O comércio do ouro conduz assim os Portugueses ao dos panos e arrasta-os para o golfo de Cambaia – como o das especiarias os levara ao do ouro e às costas moçambicanas.” BLOQUEIO À ARÁBIA Na oitava armada à Índia, o capitão-mor Tristão da Cunha partiu de Lisboa com onze naus a

6 de Março de 1506 e a 28 largava Afonso de Albuquerque (1452-1515), que regressava ao Oriente com cinco naus de guerra, levando já a carta para dois anos depois suceder a Francisco de Almeida no governo das Índias. As duas frotas juntaram-se na costa Oriental de África, onde em Moçambique fizeram um forte e em Abril de 1507, à entrada do Mar Vermelho conquistaram a ilha de Socotorá. Aí se separou a armada e Tristão da Cunha chegou à Índia em Agosto, apoiando o cerco de Cananor, onde os portugueses em 1505 tinham feito uma fortaleza em madeira, que então passou a ser de pedra. A 23 de Novembro dava auxílio ao Vice-Rei para derrotar a frota do Samorim de Calicute e por Cananor regressou a Lisboa a 7/12/1507 carregado de especiarias. Já Afonso de Albuquerque, de Socotorá rumou à costa da Arábia conquistando Omã, fazendo tributárias as suas cidades e a 21 de Setembro chegava à ilha de Ormuz, à entrada do Golfo Pérsico. Cercando-a, enviou recado ao Rei, de apenas 12 anos, para se fazer vassalo dos portugueses e evitar uma guerra. Habituado a receber por quem vinha comerciar e não a pagar, o regente do Rei

ARTES, LETRAS E IDEIAS

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não aceitou. Então os portugueses abriram fogo demorado sobre as forças navais e terrestres, muito superiores às suas, sendo a resposta tão fraca que a deram por conquistada. A paz foi negociada com um tributo anual à Coroa portuguesa de 15 mil xerafins em ouro, o pagamento dos prejuízos sofridos nas naus durante o combate e um terreno na ilha para construir uma feitoria e a fortaleza. O Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz era o principal objectivo de Afonso de Albuquerque e, apesar de o ter começado em 1507, só o terminaria em 1515, pois, em Fevereiro de 1508 três capitães dos navios, liderados por Afonso Lopes da Costa, recusando ficar a construir a fortaleza, revoltaram-se e abandonaram-no para irem fazer queixa ao Vice-Rei. O futuro governador Albuquerque, [tomará posse a 29/10/1509], deixou a meio a construção, indo também para a Índia. CONQUISTA DE DIU Já em Março de 1508 Lourenço de Almeida morrera em Chaul, apanhado de surpresa no interior do porto pela armada do Sultão do Egipto, pois pensara ser a frota de Albuquerque, que falhara o controlo e no aviso. O Vice-Rei D. Francisco de Almeida, para vingar o filho, em Dezembro foi ao território de Cambaia, onde arrasou o porto de Dabul e seguiu para Diu. Fernão de Magalhães participou a 2 e 3 de Fevereiro de 1509 na batalha naval de Diu, quando o ainda Vice-Rei com 19 velas atacou essa praça dos rumes (turcos) e destruiu a esquadra do egípcio mameluco Mir Hocem, a do Sultão Otomano Beyazid II, com as forças do Samorim de Calicute e do Melique Iaz de Guzarate, que governava Diu. Esta vitória deu aos portugueses o domínio do Mar Arábico. A expedição de Diogo Lopes de Sequeira, que saíra do Tejo com quatro navios em Abril de 1508 a caminho de Malaca, afim de estabelecer um tratado comercial num dos portos mais concorridos da Ásia, passava por Cochim a 20 de Abril de 1509. Aí estava Fernão de Magalhães, que embarcou e assim passou por Samatra, antes de chegar a 11 de Setembro a Malaca, onde os locais lhes prepararam uma cilada. Avisados por chineses do plano para destruir a frota lusa, tal não teve total sucesso devido às precauções de nunca se desembarcar todos os marinheiros e assim, Sequeira conseguiu fugir com dois barcos para a Índia, deixando dezoito portugueses prisioneiros. Foram depois barrados por um barco muçulmano com quem entraram em batalha, quando Magalhães salvou da morte pela segunda vez Francisco Serrão, seu grande amigo e companheiro de aventura.


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25.1.2021 segunda-feira

Figuras da alegria e do silêncio no acolhimento do Chan PAULO MAIA E CARMO

texto e ilustração

Fanyin Tuoluo, o abade pintor de um mosteiro de Kaifeng no século XIV, utilizou o seu estilo caligráfico num álbum de pinturas que retratam encontros entre um mestre e um aprendiz intitulados «Feitos dos mestres Chan», diálogos de monges que foi um dos temas que ajudaram o reconhecimento do Budismo Chan. Na página que retrata «Budai e Jiang Mohe» (35,6 x 48,5 cm, a tinta sobre papel) que se conserva no Museu de Arte de Nezu, em Tóquio, ele mostra o momento em que Jiang se apercebe finalmente que o monge Budai é uma manifestação de Maitreya, o Buda do futuro. Budai, também referido como o «buda que ri», ou o «gordo» ou o «feliz», cuja lenda diz que teria vivido cerca de 907-923 no reino de Wuyue no tempo das Cinco Dinastias e Dez Reinos, e cujo nome significa «bolsa de pano», um dos elementos que o caracterizam e onde transportava consolações para o mundo que sofre, seria uma reconhecível figura na difusão popular do Chan. O riso, expressão clara da empatia com que quase sempre é retratado o Budai, também está presente na pintura do século XII, «Três gargalhadas no Rio dos tigres» Huxi Sanxiao, que refere um provérbio que conta o momento em que o solitário monge budista Huiyuan (334-416) se encontrou com o confuciano Tao Yuanming (365-427) e o daoísta Lu Xiujing (406-477) e desataram a rir quando se aperceberam que, de tão embrenhados que estavam na sua conversa, nem se aperceberam que tinham atravessado uma

região infestada de tigres. Nessa pintura que está no Museu do Palácio Nacional em Taipé, feita no estilo de «rugas talhadas com machado», fupi cun de Li Tang (c. 1050-1130) a tinta e cor sobre seda, fica clara a relação harmoniosa entre as três filosofias. Num outro ícone do Budismo, desta vez sempre envolto em silêncio, também se espelhava a harmonia e seria repetido pelos pintores. Jueji Yongzhong, um obscuro monge pintor do século XIII é o autor de uma dessas figuras. A sua fluida e sintética «Guanyin vestida de branco» (104 x 42,3 cm, rolo vertical, tinta sobre papel) de que uma cópia está no Museu de Arte de Cleveland, contém uma curiosa anotação: «uma de oitenta e quatro mil pintadas pelo sacerdote Insei», o que seria uma resposta a uma promessa do «Sutra do Loto» que assegurava a «via do Buda» a quem se dedicasse a mostrar as figuras do Budismo. Dessa Guanyin, a que «escuta os pesares do mundo», na aparente informalidade do traço rápido, desprende-se uma impressão de proximidade. Como também no caso do diálogo a dois, ou na conversa a três com diversos pontos de vista; nessas confissões privadas transmitidas em silêncio à Guanyin, estão exemplificados valores de cumplicidade e de atenção fraterna que foram mostrados pelos pintores, testemunhos da forma como o Chan foi sendo acolhido desde que Bodhidharma atravessou um largo rio numa fina cana de bambu.


segunda-feira 25.1.2021

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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Antuérpia – A impressão (1981) Para que se reforme a Ordem, o custo da organização deve diminuir. É necessário, para isso, dissolver os impérios e conceder aos burgueses os meios para gerir o coração e o meio, fazer com que acedam ao conhecimento. É então que a impressão, até aqui reservada à elite, se torna técnica industrial. No dealbar do século XV, ractifica a vitória da Ordem mercantil sobre a Ordem imperial, destruindo o sonho de homogeneizar a Europa em torno de uma só língua, o latim. O seu sucesso é avassalador, tal a necessidade das novas classes dirigentes face ao que ela veicula. Por volta de 1440, quarenta anos após a sua introdução na Europa, as prensas operavam em 110 cidades europeias. Ainda antes de 1500, vinte milhões de livros são publicados, e 200 milhões sãono no século XVI. Antuérpia desempenha um papel decisivo nessa difusão. Em particular, as oficinas de Christophe Plantin são um farol da impressão, apoiado pela burguesia local que de lá extrai os meios da sua força. Mas o livro é apenas um suporte de conhecimento e não um bem industrial básico capaz de recriar o excedente. Mais uma vez, esse bem sai da terra. Omnipresente, esta fornece alimento, roupas, transporte, abrigo. Aqui, com Antuérpia, é que começa a industrialização do vestuário. Antuérpia desenvolve, de facto, a indústria da lã e, para as suas trocas, concebe uma sofisticada rede bancária, utilizando moedas de prata e, sobretudo, o «Gros»1. A partir do século XIII, Antuérpia conhece, assim, uma tremenda actividade de trocas (tecidos flamengos, sal zelandês, talheres ingleses, metais alemães). Depois, aproveita o declínio de Bruges para se tornar o local de troca dos produtos da Europa do Norte por especiarias portuguesas (pimenta, malagueta, canela, açúcar). Foi lá que os ingleses tingiram os seus tecidos, até à revalorização da libra, em 1564. Aí se estabeleceram os banqueiros alemães, os Höchsteller, os Fugger, os Welser. Embora marcados por um certo arcaísmo técnico, o

JACQUES ATTALI

(tradução de Emanuel Cameira)

Na gráfica Plantin (Antuérpia, 1570)

mercado financeiro e a bolsa de Antuérpia tornaram-se os primeiros da Europa em matéria de seguros, apostas e lotarias. A cidade, que apenas tem 20 000 habitantes em 1450, conta com 100 000 em 1560, no seu apogeu. Apesar dos Habsburgos acreditarem poder interditar a cidade aos estrangeiros, estes afluem sem cessar, acelerando o progresso e o dinamismo: 15 000 intelectuais de Espanha e de França, tendo esquecido o seu poder, asseguram o de Antuérpia, antes de fazerem, mais duradouramente depois, o de Amesterdão. Com Antuérpia, o coração muda de tamanho, tornando-se maior, mais alargado que os anteriores. É certo que, privada de exército próprio, Antuérpia domina unicamente pela sua exclusiva capacidade de administrar os vários tipos de moedas de prata. Inglaterra, França e Itália permanecem no centro. Na

Alemanha e na Polónia, o sistema imperial persiste; a nobreza, para eliminar a burguesia, contenta-se em fornecer trigo, por intermédio de mercadores estrangeiros, ao resto da Europa. Exporta assim o seu excedente. Ao mesmo tempo, os impérios periféricos do mundo ameríndio são destruídos e integram-se na periferia: a Ordem mercantil mata, sem exército, melhor que os exércitos dos impérios. Mas, por volta de 1550, esse avatar mal desenhado, essa figura da Ordem mercantil, apaga-se novamente. Antuérpia, arruinada pelas guerras religiosas, não está mais à altura da Ordem. Decresce o seu poder de compra; nela rebentam violentas crises sociais. Junta-se uma coincidência: em meados do século XVI, a descoberta das minas da América provoca a baixa do valor da prata. Toda a rede comercial de

AINDA ANTES DE 1500, VINTE MILHÕES DE LIVROS SÃO PUBLICADOS, E 200 MILHÕES SÃO-NO NO SÉCULO XVI. ANTUÉRPIA DESEMPENHA UM PAPEL DECISIVO NESSA DIFUSÃO. EM PARTICULAR, AS OFICINAS DE CHRISTOPHE PLANTIN SÃO UM FAROL DA IMPRESSÃO, APOIADO PELA BURGUESIA LOCAL QUE DE LÁ EXTRAI OS MEIOS DA SUA FORÇA.

Antuérpia, baseada nas moedas de prata, fica então desacreditada. Antuérpia ainda tenta resistir atraindo para Sevilha a prata que chega da América. Mas o ouro, que se tornou mais caro, é muito mais tentador para os especuladores. Além disso, a guerra rompe as ligações marítimas entre os Países Baixos e Espanha: o ouro e a prata da América não podem mais rumar a Norte. Antuérpia está isolada e os seus bancos são vítimas das bancarrotas espanhola e francesa, em 1557, e, depois, da portuguesa, em 1560. Uma última vez, Espanha perde a oportunidade: a prata da América asseguralhe uma considerável renda que pode ajudá-la a tornarse o coração. Mas a lógica do império ainda é perversa. Sendo a prata desvalorizada graças à sua abundância, o preço dos bens, avaliados em prata, sobe. Os soldados espanhóis recebem então soldos cada vez mais elevados em prata, sem que encontrem, em Espanha, os produtos necessários para os seus gastos. Espanha deve, portanto, importar bens de consumo em troca de prata da América. Ao mesmo tempo, desencadeia-se uma acentuada inflacção. O país fica endividado e a sua moeda entra em declínio. Nem Madrid, nem Sevilha, nem Lisboa são, portanto, confiáveis para os banqueiros. Os metais preciosos apenas passam por Espanha, sem lhe acrescentar valor. Em 1557, os bancos espanhóis colapsam. A Espanha permanece no centro. Sozinha, Génova assume o último sobressalto do mundo mediterrânico e o derradeiro eco do sonho de Carlos V e de Filipe II. Uma cidade empurrada para o mar retira daí a sua glória fugaz. Controlada, desde o ano mil, por burgueses, cinco séculos mais tarde faz deles, durante cinquenta anos, os senhores do mundo. tradução de: ATTALI, Jacques, “Anvers – L’imprimerie”, in Les Trois Mondes, Paris, Fayard, 1981, pp. 285-288. 1 Tipo de moeda específico daquele período.


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5 6 8 2 0 9 6 8 76 19 03 3 27 7 51 THE MOVIE DEMON SLAYER: 5NO 6 9 8MUGEN 4 2 KIMETSU YAIBA 90 4 38 1 73 1 07 9 1 82 56 3 6 98 4 74 0 33 21 46 FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Yoyo Yao Com: Lee Hongchi, Li Yitong 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 2

6 5 0 3 2 8 4 1 1 7 9 0 3 9 6 7 8 4 7 6 0 2 1 5 4 3 5 2 9 0 3 4 www. 5 6 2 8 hojemacau. com.mo 7 1 8 9

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QUERIA ser lento como o papel mas tudo me ultrapassa. Tudo se esvai, tudo se esgaça. As coisas tendem a desaparecer no digital. Passar como se não tivessem importância, apesar de transportarem os sentimentos mais básicos. Lembro-me de uma carta que nunca cheguei a escrever. Era suposto que ela deslizasse pelo mundo devagar. Que fosse de barco pelos oceanos, que fosse entregue em mão por um carteiro. E gostava da ideia de uma carta te perseguir, meu amigo, ainda que eu não soubesse bem onde realmente estás e qual a 3tua verdadeira 4 5 morada 8 — eu escrevi “João em Almada”, 1 3 8 6 como se fosse para mim. Mesmo que a carta nunca 0 3 te perseguisse, 5 te chegasse, talvez talvez te procurasse e, por 5 8 4 1 9 um acaso mero, te encontrasse. Aí 5 1 3 talvez 0 a lesses e nela ainda reconhecesses o 5 que ferido 8 7 do muito teu4amigo, ainda 1tempo 0que3a carta 5demorou 6 para chegar. 2 9 1 Sim, eu gostava desta ideia: da 3 2 1 8 da certeza, da carta impossibilidade que 2 viaja 6 de 7 navio,3de avião, de comboio, de carrinha. Talvez a carta nunca te encontre, talvez tudo o que eu escrevi nunca seja lido e a tua vida realmente. 0não mude 4 9 2 Mas, 8 3penso eu delicado, talvez o carteiro saiba onde 9geralmente te deitas 1 e das4maleitas 7 9 evitar. que a missiva talvez pudesse Podia 9 mandar-te 1 0 5 um email – e entredentes o faço – mas preferia a 4 lenta, paciente 3 1 carta nos transportes, 2 0 8 a versão manuscrita verdadeira, sem altaneira que pela net te envio. Isto 8 3 5 1

3 1 0 7 CINETEATRO 2 8 6 SALA 1

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3 0 2 7 1 46 71 1 3 8 5 9 35 22 44 OK! MADAM [B] 10 FALADO 89 EM68JAPONÊS 4 95 LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Solozaki Haruo 7 14.30, 4 16.30, 9 19.30, 0621.3033 6 5 0 87 7 8 2 4 54 6 0 6 7 99 28 29 30 57 1 06 9 1 82 60 57 3 8 FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Sotozaki Haruo 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

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não passa de um rio onde nunca pela segunda vez me banharei. E assim pretendo ser rei de um reino já esgotado. A carta segue e eu espero, tu talvez esperes, ainda que o faças sentado, distraído, entretido a dobar, para sempre o mesmo novelo. Queres lá tu saber de mim, a não ser no digital e na rede social que tão depressa nos une como o vento nos esquece. Dá para negócios, bem sei. E não tens de me lembrar. Estou aqui a afinar a minha certa fortuna. Existem as apostas, o lance da sorte pedante, impante de ter certezas que se afundam pelas mesas. Mas existe aquela parte esquecida que o papel dava à vida. A parte táctil, o toque da árvore nos dedos, o deslizar da faca a rasgar o envelope. A folha que ainda pouco se mostra, a caligrafia adivinhada. A tua letra, a minha letra. “Espero que esta carta te encontre bem de saúde”, dizia-se. Assim começava o discurso. Lento. Pausado. Por vezes apaixonado. Mas com ritmo de mar que avança e se despenha em sucessivas ondas de encontro à falésia. Sem pressas. Seguro de ter o seu lugar, de sempre acabar por abraçar a costa. A carta que nunca chegou e, por essa simples razão, houve um mundo que mudou. A carta – lida à luz da tocha, do candeeiro hesitante, vela bruxuleante, sol de inverno magoado. A carta que há-de chegar; da espera, na estação férrea, no cais marítimo, no terminal de autocarros. E ela por ali virá, dia há que chegará e nas

20 PODCAST HOJE UM 5 1 0 7 3 9 4 2 8 2 8 4 1 6 0 5 9 7 All Gas No Brakes é o canal de 6 3 que 9 trouxe 0 8 o 2jornalismo 7 5 4 Youtube gonzo para os formatos de 7 9 6 8 1 3 2média 4 5 contemporâneos. Com a primeira 8 7 3em 9Setembro 4 5 de62019, 1 0 publicação o conteúdo 4 0 5 retrata 3 2nichos 6 1margi8 9 nais de vários tipos de subculturas 0 2 1 4 7A 8candura 9 3e 6 norte-americanas. 3 4 7de5Andrew 9 1Callaghan, 0 6 2 ingenuidade quase sempre vestido de fato 1 5 2 6 0 4 8 (dois 7 3 tamanhos acima), desarma mem9 de6comunidades 8 2 5 como 7 3Proud 0 1 bros

Boys, terraplanistas, motoqueiros anti-covid, entre outros freaks. O 22 tem mais de 1,6 milhões de canal subscritores 9 0 5no1Youtube, 3 2com 7 perto 4 de 65 milhões de visualizações. 8 Luz 2 6 4 9 5 0 3 João

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mãos de alguém brilhará tanto que será dia de lua noiva e não a noite rente da solidão. “Ainda penso em ti, meu amor. Fazes-me falta. E esta guerra que não termina.” Não terminou nunca. “A política é a guerra por outros meios.” Interminável. Mas o papel cumprese como cegamente se cumpre um destino. O papel é lento, sedento de leitura e a caligrafia incerta uma prova de vida torta. A vida descrita, a tinta azul ou negra, a vida possível de descrever a quem se gosta. A mão já trémula, hesitações. Risco ainda uma palavra mas esse risco é a prova do meu cuidado por ti porque, por vezes, saem ásperas as palavras. E não é isso que eu quero. Quero-te dizer que estou bem, ainda que chore sobre o papel, que penso em ti, que és importante para mim. E a carta leva os meus beijos. Vai lenta, talvez não chegue. Não sei. Algo de mim vai nela e deste lado fico morto, despido nas frases que te escrevi. O papel viaja lentamente e repete-se. Provavelmente, nunca te encontrará, meu amigo. Agrada-me a ideia de uma carta minha a perseguir-te, a procurar-te pelas cidades, pelos campos, pelos quartéis, já suja de carimbos vários, de mãos generosas de gorduras, do latido irado dos cães do outro lado dos portões. A minha carta é lenta e, provavelmente, nunca às tuas mãos chegará. Mas nela mora ainda a beleza das coisas impossíveis. E todas as crenças digitalmente perdidas.

ALL GAS NO BRAKES | ANDREW CALLAGHAN

2 4 8 7 1 9 8 6 0 9 7 3 6 5 7 1 6 5 3 4 8 2 7 3 4 9 6 8 1 0 5 2 1 8 4 2 5OK! MADAM 0 1 7 2 3 5 4 6 8 0 9 9 2 5 0 3 1 6 1 9 7 2 0 8 5 4 3 7 3 9 6 4 8 5 8 3 0 4 1 9 6 2 7 Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos José Editores 8 0 1 9 7 6 2 Morais 4 0 6 7 João 3 Luz;5 José1 C. Mendes 9 8 Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; Gonçalo 5 1M.Tavares; 6 8 Inês2Oliveira; 7 João Paulo Cotrim; 4 José 6 Simões 1 Morais; 8 0Luis9Carmelo; 2 Nuno 7 Miguel 3 5Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; Olavo Rasquinho; Paul 3 Wai 7 Chi;0Paula 1 Bicho; 9 Tânia 4 dos Santos Grafismo 0 Paulo 5 8Borges, 2 Rómulo 1 7Santos3 Agências 9 6Lusa;4Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de Chan redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de 4 Agostinho, 6 2 n.º519, 0 9 A, Macau; 7 5Telefone 8 6 4 Fax 2 28752405; 1 0 e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo Santo Centro3Comercial Nam Yue,3 6.º andar 28752401

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segunda-feira 25.1.2021

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ai, portugal, portugal

André Namora

A PALHAÇADA DO FASCISMO ASSISTIMOS a uma não campanha eleitoral para as eleições presidenciais. Mais uma vez a pandemia fez das suas. O governo decretou o confinamento. O povinho não mostrou qualquer civismo e responsabilidade. Saiu tudo à rua e de confinamento ao ar livre aconteceu tragédia. A campanha eleitoral não existiu. Os candidatos iam suspendendo as acções já agendadas. O governo e o país assistiram à desgraça de verem o número de óbitos e de infectados a subir assustadoramente. Os dias passaram a ser de uma constante surpresa com mais de 200 mortos em 24 horas. Os candidatos a presidente da República, em número demasiado na esquerda política e com pouco sumo de mudança política passaram a limitar-se a umas mensagens nas televisões. O Partido Socialista deixou o país incrédulo em não apoiar um candidato próprio e ainda por cima em não dar o seu aval à socialista Ana Gomes em detrimento de Marcelo Rebelo de Sousa. Porque não venham com a história da chamada liberdade de voto porque não pega. O actual presidente Marcelo obviamente que será reeleito e por larga vantagem. Só não sabemos uma coisa: é se a abstenção é significativa e poderá provocar uma segunda volta. Com quem? Bem, isso é outra conversa. Andam dois passarões a disputar a mesma presa do segundo lugar, a candidata Ana Gomes e o “bocas” que fez Portugal voltar a falar e a pensar naquilo que já ninguém imaginava – no fascismo. O homem André Ventura apareceu como o “palhaço” da moda política: dizer mal de tudo e de todos, mas deixando um rasto bem visível de que a extrema-direita europeia estava a financiar as suas campanhas. Extrema-direita com a cabeça de fora não se imaginava que passasse a ser uma realidade. Falar em fascismo e aparecerem ideias autenticamente fascistas, racistas e xenófobas é uma realidade na companha do homem que aprendeu política no PSD. O homem insulta, ofende, diz que vai ser presidente, governante, autarca, diz tudo e mais alguma coisa sem lógica, mas com o perigo de angariar apoios nos descontentes. Acontece que os portugueses estão zangados com muitos actos governativos, especialmente pelo que não se faz pelos mais desprotegidos. E aqui é que o homem bate forte numa onda de populismo como nunca se vira nas hostes do CDS ou do PSD. Portugal está triste, preocupado e de luto. Morre muita gente com a covid-19, os hospitais do norte ao sul do país estão em ruptura, sem mais camas e profissionais de saúde. Nenhum governo alguma vez se preocupou que poderíamos ser alvo de uma catástrofe. Nesse sentido, deviam-se ter construído mais hospitais e valorizado o trabalho dos profissionais de saúde. O número de óbitos, que nos últimos dias ultrapassou os 220 por dia, criou o medo permanente em toda a gente, excepto nos inconscientes que até andam pelas ruas

O homem André Ventura apareceu como o “palhaço” da moda política: dizer mal de tudo e de todos, mas deixando um rasto bem visível de que a extrema-direita europeia estava a financiar as suas campanhas.

sem máscara. E é neste ambiente nacional de tristeza e preocupação que o candidato Ventura provoca o impensável: regressaram as manifestações idênticas aos da década de 1970, com protestos de “Fascismo nunca mais” e “Fascismo não passará”, sempre que ele aparece numa cidade. Em todos os locais onde o candidato se desloque os protestos contra a sua presença fazem-se ouvir. Em Setúbal, a polícia teve de intervir porque a caravana automóvel do candidato Ventura foi alvo de grande ostracismo por um grupo de opositores de etnia cigana. Onde está a noção de confinamento para o candidato Ventura, quando todos os outros candidatos suspenderam as actividades de rua? O homem só sabe gritar que há o bem e o mal. É óbvio que ele e o seu grupelho se acham a parte boa da população e tem o desplante de anunciar que vai vencer as eleições numa segunda volta, quando se sabe há anos que Marcelo Rebelo de Sousa será reeleito logo à primeira votação. No entanto, a campanha presidencial teve momentos de grande elevação com as posições de candidatos como Ana Gomes, Marisa Matias, João Oliveira e Tino de Rans. Souberam trocar palavras que não ofendiam, não insultavam, simplesmente demonstraram que em política não podem ser todos iguais nem anunciar as mesmas medidas. Os debates nas televisões tiveram sobriedade, cordialidade e em certos casos nas entrevistas realizadas aos candidatos, estes souberam, com clareza, manifestar o que poderia mudar em Portugal. Durante esta campanha eleitoral ficou uma nódoa negra, a mais negra da campanha: a posição do candidato Ventura contra a comunidade cigana. A maioria dos ciganos trabalha à sua maneira, alguns já têm cursos superiores, há dias conheci um que é veterinário. Os ciganos não merecem os insultos do candidato Ventura que anunciou que os ciganos nada fazem e que vivem à custa do dinheiro do povo. É mentira. Conheço vários casais de ciganos que se levantam todos os dias às cinco da madrugada para se deslocarem nas suas carrinhas para vender os seus produtos nos mais variados locais onde se realizam feiras de rua. Há ciganos que trabalham em empresas de distribuição, nas obras de construção civil, nos armazéns de hipermercados e nos mais variados tipos de trabalho. O candidato Ventura disso não fala e nada diz sobre o prejuízo que têm os ciganos, tal como todos nós, devido ao confinamento e de não poderem ganhar dinheiro para sustento das famílias que normalmente são numerosas. O candidato Ventura mostrou ao país uma única teoria: a palhaçada do fascismo, que até teve a presença em Portugal da líder fascista francesa Le Pen. No meio disto tudo, com as escolas também encerradas, o povo apenas deseja que a pandemia termine e que Marcelo Rebelo de Sousa tenha um novo mandato especialmente virado para a defesa dos mais desprotegidos no nosso país.


“Não há caminhos para a paz: a paz é o caminho.” PALAVRA DO DIA

Colina da Penha Emitidas plantas para instalações judiciais

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Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) já emitiu as duas plantas de condições urbanísticas (PCU) relativas aos projectos de construção de instalações judiciais (tribunais e Ministério Público) na zona do lago Nam Van, nomeadamente na avenida doutor Stanley Ho, Rua do Lago Sai Van e terreno junto à Avenida Dr. Sun Yat Sen. Os referidos projectos têm sido alvo de críticas, nomeadamente por parte da Associação Novo Macau, quanto ao impacto negativo no corredor visual com a Colina da Penha, mas a DSSOPT afirma que a paisagem não será afectada. “O Instituto Cultural (IC) procedeu à análise da paisagem em conformidade com os limites da altura previstos nos respectivos dois projectos, os quais asseguram a vista da principal área do mar a partir do Miradouro da Capela de Nossa Senhora da Penha em direcção à Taipa (o que não significa que se mantenha igual à vista de toda a área do mar actualmente existente), não alterando assim a configuração do espaço urbano global de Macau.” A DSSOPT explica também que “caso a construção seja realizada de acordo com a altura planeada nas PCU, a partir da Colina da Penha ainda se poderá avistar o tabuleiro da Ponte Governador Nobre de Carvalho e a zona marítima”, sendo que "apenas a parte marítima por debaixo dos pilares da ponte é que poderá ficar escondida”. Sem planos para demolir os edifícios do Tribunal Judicial de Base e dos Tribunais de Segunda e Última Instâncias já construídos, o Governo vem agora propor uma redução de dois terços da altura dos edifícios principais, de 90 para cerca de 30 metros, “havendo também um grande decréscimo relativamente ao índice de utilização do solo, o que reflecte a importância da protecção do centro histórico”. O IC será também ouvido aquando das fases de anteprojecto e projecto de arquitectura.

Mahatma Gandhi

Prisão Aulas para prevenção de crimes de cariz sexual EM RESPOSTA à interpelação escrita da deputada Agnes Lam, a chefe do gabinete do secretário para a Segurança, Cheong Ioc Ieng, indicou que a Prisão de Coloane organiza aulas para a correção dos criminosos

condenados por crimes sexuais desde 2018. O objetivo é ajudar à reabilitação destes reclusos e reduzir a possibilidade de voltarem a cometer crimes idênticos. A participação nas aulas é voluntária. Cheong Ioc Ieng apontou ainda que não houve reincidência por parte de nenhum dos ex-reclusos condenados por crimes sexuais que participaram na iniciativa, após a sua libertação, mas como as aulas só começaram em 2018, ainda está a ser analisado o seu efeito a longo prazo. A responsável afirmou

Burla com “notas de treino” 40 inquéritos no espaço de um mês

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Ministério Público (MP) tratou, entre o início de Dezembro e meados de Janeiro deste ano, com 40 inquéritos relativos a burlas relacionadas com “notas de treino”, sendo que em 17 inquéritos “os montantes envolvidos são elevados e os arguidos não são residentes”. Além disso, “em alguns casos os seus co-autores ainda se encontram em fuga”. Em muitos casos, as burlas foram descobertas pelas autoridades “quando alguns dos ofendidos contavam as notas in loco”, embora “os valores transferidos sejam de difícil recuperação”, admite o MP. O valor em causa “varia entre dezenas de milhares e centenas de milhares” de patacas, podendo constituir os crimes de burla, burla de valor elevado e burla de valor consideravelmente elevado, com penas de prisão que podem ir até aos dez anos. Nestes inquéritos, a um total de 18 arguidos foi aplicada pelo Juízo de Instrução Criminal sob a promoção do Delegado do Procurador, a medida de coacção de prisão preventiva, “a fim de assegurar a eficácia do processo e evitar o perigo de fugirem de Macau ou da continuação da prática da actividade criminosa da mesma natureza”, adianta o MP. Neste tipo de burla com “notas de treino”, “os arguidos alegavam que poderiam prestar o serviço de troca de dinheiro e exigiam aos ofendidos a transferência antecipada do montante a ser trocado, através de Internet de telemóvel, para as contas bancárias do Interior da China indicadas pelos arguidos”. Após a transferência, os arguidos “entregavam de imediato aos ofendidos, em maços, as notas tidas como verdadeiras, mas que na realidade apenas eram as da sua superfície, sendo todas as outras falsificadas com a impressão de ‘notas de treino’”, conclui o MP.

que no futuro a Direcção dos Serviços Correcionais (DSC) vai analisar a influência dos trabalhos de correção na taxa de reincidência, fazendo os ajustes apropriados, com os assistentes sociais e conselheiros psicológicos a acompanharem também a mudança de comportamento e o desempenho. Por outro lado, a DSC vai colaborar com outros serviços e associações sociais ao nível da prevenção, por via da educação, para promover o conceito correcto da relação entre pessoas dos dois géneros.

Três detidos por tráfico de droga em máscaras de hidratante

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Polícia Judiciária (PJ) desmantelou uma rede suspeita de tráfico de droga que terá usado pacotes de máscaras de hidratante para o rosto e embalagens de snacks para esconder estupefacientes. De acordo com o jornal Ou Mun, as autoridades encontraram um homem a comportar-se de forma suspeita no NAPE. O sujeito, de apelido Guan, residente da China continental, tinha consigo quatro embalagens de máscaras hidratantes e pequenos sacos com um pó suspeito. A PJ deteve outros dois suspeitos e, no total, foram apreendidas 7 gramas de extasy, 384 mililitros de metanfetamina líquida, assim como ferramentas para embalar drogas e uma arma taser. O primeiro suspeito admitiu trabalhar para uma associação criminosa da China continental como traficante, mas recusou colaborar com mais informações. Os três homens detidos acusaram extasy e metanfetamina nas análises à urina. De acordo com a PJ, a droga apreendida terá um valor de rua na ordem dos 1,26 milhões de patacas. O caso foi encaminhado para o Ministério Público e os detidos podem ser acusados dos crimes de tráfico e consumo de droga e posse de armas proibidas e substâncias explosivas.

segunda-feira

25.1.2021

Inflação fixou-se em 0,81% em 2020

A taxa de inflação em Macau fixou-se em 0,81 por cento em 2020, uma queda de 1,94 pontos percentuais em relação à registada em 2019 (2,75 por cento), segundo dados oficiais divulgados na sexta-feira. Em comunicado, a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos explica que as maiores subidas de preços anuais se registaram nas refeições adquiridas fora de casa, consultas externas, carne de porco e joalharia em ouro, bem como nas rendas de casa, em comparação com o ano anterior. "Analisando por secções de bens e serviços, verificaram-se os maiores crescimentos nos índices de preços das secções da saúde (+4,02 por cento), da educação (+3,54 por cento) e dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (+3,37 por cento)", pode ler-se na nota. Em contrapartida, baixaram os preços das comunicações (-10,61 por cento) e do vestuário e calçado (-6,61 por cento), de acordo com a mesma fonte.

Candidaturas para concurso milionário

A Universidade de Macau (UM) está a receber candidaturas de alunos, até 3 de Março, para a competição “Bank of China Trophy One Million Dollar Macao Regional Entrepreneurship Competition”. O concurso é para estudantes do ensino superior, em Macau ou no exterior, e tem um prémio monetário superior a 110 mil patacas. Os estudantes que ficarem nos três primeiros lugares participam depois na prova final, a nível regional, e que lhes poderá garantir um milhão de renmimbis para projectos na área do empreendedorismo. O objectivo do concurso é, além de levar estudantes a investir nos seus próprios negócios, promover o intercâmbio cultural e económico entre as cidades de Macau, Hong Kong, Pequim, Guangzhou e Shenzhen. A primeira edição da competição foi em 2011 na Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong.

Sismo de 2,5 a 190 Km

Na noite de sexta-feira, às 22h08, foi registado um sismo com epicentro na cidade de Yangjiang, na província de Guangdong, a 187 quilómetros de Macau. Segundo a Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos, o abalo atingiu 2,5 na escala de Richter.

Instrução Criminal no edifício Dinasty Plaza

O Juízo de Instrução Criminal do Tribunal Judicial de Base, bem como a secretaria, vai mudar de instalações a partir do dia 1 de Fevereiro, segunda-feira, para o quarto andar do edifício Dinasty Plaza, na avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues. Os contactos de telefone e fax mantém-se inalterados.

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Hoje Macau 25 JAN 2021 #4696  

N 4696 de 25 de JAN de 2021 - Edição em papel do jornal Hoje Macau

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