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LIGA DE ELITE

monte carlo vence lam pak e garante primeiro lugar Agência Comercial Pico • 28721006

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Ter para ler

Director carlos morais josé • segunda-feira 24 de junho de 2013 • ANO XII • Nº 2877

possibilidade de trovoadas min 25 max 29 hum 80-98% • euro 10.5 baht 0.2 yuan 1.2

Venham mais cinco (séculos)

macaenses

o destino marca a hora Consideram que têm uma obrigação histórica para com esta cidade. Mas cada um escolhe um caminho diferente para garantir que a sua identidade não se esvairá com o tempo. centrais

ELEIÇÕES 2013

• tv cabo

Arquitecto português na lista de Agnes Lam

Coração de leão O arquitecto Rui Leão vai ser o terceiro candidato da lista Observatório Cívico, liderada por Agnes Lam. Planeamento, património e PMEs são para já as três frentes que Leão sinaliza como preferenciais da sua intervenção. Amanhã, em conferência de imprensa, a lista apresentará o seu programa. página 3

Au Kam San defende anteneiros Página 4

caso das campas

Paulina Santos acusa TUI de “violar a lei” Página 2

• Roubo no valor de 6,8 milhões

Vasos Qing sem segurança adequada Página 7

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política

Caso das Campas Paulina Santos prepara reclamação ao TUI, que acusa de “violar a lei”

Até que a voz lhe doa Paulina Santos considera que o Tribunal de Última Instância não deixou passar os dez dias previstos na lei sobre o trânsito em julgado, violando assim a lei, bem como o segredo de justiça. Contactada para comentar a opinião de Neto Valente de que a decisão do tribunal – que iliba Florinda Chan de quaisquer crimes no Caso das Campas – é irrecorrível, a advogada avançou que iria apresentar uma reclamação ao presidente do TUI. Mas pôs de lado a ideia de pedir opinião sobre o caso à Associação dos Advogados de Macau a lei, eventuais crimes dos altos cargos são sempre julgados no TUI e, apesar de ser em primeira instância, as decisões deste tribunal são irrecorríveis. Entendimento diferente tem Paulina Santos, que já interpôs recurso no TUI. Agora, além deste recurso, a advogada pondera apresentar uma reclamação.

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

A

advogada e assistente no Caso das Campas, Paulina Alves dos Santos, não vai pedir opinião por escrito da Associação dos Advogados de Macau (AAM) ou da Assembleia Legislativa (AL), no que diz respeito à possibilidade ou impossibilidade de ser permitido recurso do despacho de não-pronúncia. Paulina Santos diz ter reconsiderado e vai antes apresentar uma reclamação ao presidente do Tribunal de Última Instância (TUI), que está ainda a ser preparada. “Resolvi fazer sozinha. Nos termos da lei, eu posso apresentar uma reclamação ao presidente do TUI.” Na semana passada, Jorge Neto Valente, presidente da AAM, disse à imprensa chinesa que Paulina Santos não poderia interpor recurso da decisão do TUI, que ilibou Florinda Chan de todas as acusações do chamado Caso dos Campas. A secretária para a Administração e Justiça, recorde-se, foi acusada por Paulina Alves dos Santos dos crimes de abuso de poder, prevaricação e falsificação dos documentos. Neto Valente, que ressalvou falar em nome pessoal e não em nome da AAM, disse que a advo-

O

grupo Macau Consciência pede ao Governo que elabore uma legislação que proteja os denunciantes de casos de ilegalidade. Numa conferência, ontem, que tinha como motivo insistir na saída de Florinda Chan do cargo de secretária para a Administração e Justiça, o grupo disse sentir-se incomodado pelo facto de Florinda Chan ter dito que poderia vir a intentar uma acção contra os seus acusadores.

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TUI “viola lei” “O tribunal violou o prazo de trânsito em julgado de dez dias, o que, para mim, é grave. Mesmo que seja irrecorrível, como dizem, tem de ser cumprido [este período]. E, durante estes dias, ainda continua a fase do segredo de justiça, que foi violado também” Paulina Santos, assistente no processo gada macaense “não pode apelar contra a sentença”, uma vez que “não existe referência na lei que permita o recurso”. De acordo com

A reclamação surge depois de o TUI ter emitido um comunicado onde afirma que a decisão é irrecorrível. Uma vez que não está ainda terminado, Paulina Alves dos Santos não se alonga muito nos comentários sobre o documento. A ideia, contudo, é a de que, de acordo com a lei, o recorrente – neste caso a própria advogada – pode reclamar ao presidente do tribunal que não admite ou retém um recurso apresentado. “Tomei conhecimento no dia 18 de Junho que não há recurso possível, então posso preparar a minha reclamação, de acordo com o Código de Processo Penal (artigo 395º).” Sobre os fundamentos da reclamação, fica a saber-se, por alto, que estarão relacionados com a violação dos dez dias do trânsito em julgado e com o segredo de justiça. Ou seja, diz a lei que a decisão do tribunal só termina

quando não for sujeita a recurso ou reclamação. Ora, este é um período de dez dias que, conforme explica Paulina Santos ao Hoje Macau, tem de ser cumprido. “O recurso pode não ser aceite, mas dez dias servem para a pessoa fazer reclamação. O tribunal violou o prazo de trânsito em julgado de dez dias, o que, para mim, é grave. Mesmo que seja irrecorrível, como dizem, tem de ser cumprido [este período]. E, durante estes dias, ainda continua a fase do segredo de justiça, que foi violado também”, explica. Ao emitir um comunicado ilibando Florinda Chan, contudo, o TUI dá o caso como terminado.

Mais bases para recurso

Há mais fundamentos que compõem a reclamação de Paulina Alves dos Santos que, entretanto, relembra outros argumentos para que o seu recurso seja válido. Recorde-se que uma das alegações da advogada para considerar poder recorrer da decisão do TUI é que “no despacho de pronúncia, a pessoa ainda pode ser julgada e contestar, logo não é possível recurso, mas no de não-pronúncia, o processo é arquivado e só uma pessoa decidir isso não é correcto, daí que, logicamente, a lei permita o recurso”. O conteúdo do recurso entregue ao TUI evoca diversos artigos, mas ontem, a advogada disse ao Hoje Macau haver ainda mais razões para a possibilidade de recurso. “É permitido recorrer de um acórdão ou despacho cuja irrecorribilidade não esteja prevista na lei”, explica

Paulina Santos, evocando o artigo 389º do Código de Processo Penal. “É preciso que a lei diga que é irrecorrível e não vejo em lado nenhum da Lei de Bases de Organização Judiciária algo que diga que o despacho de não-pronúncia é irrecorrível.” A advogada comenta que, apesar de não saber quem escreveu o comunicado do TUI que disse não ser possível recurso, já que este não vem assinado, não está muito confiante que vá ser aceite, pelo que apresenta, então, a reclamação. No início, Paulina Santos queria ouvir a opinião tanto da AAM, como da AL sobre esta questão. Mas, agora, desistiu da ideia. “Eu pensei colocar esta matéria à AAM, mas após a opinião pessoal do Dr. Neto Valente não vou colocar”, explicou ao Hoje Macau. Paulina Santos não se estende muito nos comentários, quando questionada sobre se considera que a opinião do presidente possa influenciar a associação, limitando-se a dizer que “o comportamento dele [Neto Valente] levou-me a desistir”. Mas, acrescenta: “Eu também sou sócia da AAM e, mesmo que dessem razão, eu sei que [a sua opinião] não tem efeitos práticos. Nem eles, nem a AL, não vão meter-se nas coisas do TUI. A responsabilidade é minha, só eu sozinha é que vou resolver o problema. Não estou à espera da associação.” A apresentação de uma reclamação ao TUI, ressalva ainda, está a ser feita dentro dos dez dias que, supostamente, estão previstos na lei sobre os trâmites processuais de um caso.

“Não deixar recorrer é bom para o TUI” Paulina Santos não está convencida que o seu recurso vá ser aceite, mas assegura que quer interpô-lo na mesma, para mostrar os seus argumentos. Argumentos que contam, por exemplo, com o alegado extravio de 14 folhas do processo do MP. A advogada, contudo, diz que gostaria que o recurso fosse aceite – mesmo que, depois, não lhe fosse dada razão -, só para que “a população pudesse ver” todos os argumentos do debate instrutório. Isto, porque no acórdão que dá ou nega provimento a um recurso, todos os factos têm de estar escritos. “Não deixar recorrer é bom para eles [TUI], porque [não] obriga o colectivo a fazer um acórdão onde têm de estar todos os documentos apresentados no processo. Se aceitar um recurso têm de fazer uma conferência e elaborar um acórdão, que depois é colocado na internet. Desta forma, o povo fica a saber tudo.”

Jason Chao quer proteger denunciantes de ilegalidades

Evitar abusos de poder

“A Macau Consciência sentiu-se ultrajada com o que Florinda Chan disse sobre reservar-se ao direito de avançar com uma acção contra Paulina Santos, pelo que pedimos ao Executivo que avance com uma legislação que proteja os denunciantes”, começa por dizer o grupo.

“Ao encorajar quem está dentro do Governo a denunciar ofensas e ilegalidades, o Governo pode efectivamente melhorar a integridade da Administração.” Jason Chao, membro do grupo e candidato à Assembleia Legislativa, considera que, caso Florinda Chan

processe Paulina Santos, ninguém mais se atreverá a denunciar casos e os “funcionários do Governo terão, então, as mãos mais livres para abusar do seu poder”.

Saída de Florinda

Apesar de Florinda Chan já ter sido ilibada das

acusações do processo do Caso das Campas, a Macau Consciência considera que a saída da responsável é necessária devido a esta não ter supervisionado os seus subordinados do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, acusados do crime de

prevaricação no âmbito do caso das campas. O grupo diz que a secretária foi ilibada “sem provas adequadas” e recorda os procedimentos de Hong Kong. “O mecanismo de responsabilização do governo da RAEHK levou a que alguns dos principais funcionários tenham renunciado aos cargos para assumir responsabilidades, mesmo não tendo sido considerados culpados pelos tribunais.”- J.F.


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Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

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convite foi-lhe dirigido pela cabeça de lista do Observatório Cívico, Agnes Lam, e a decisão não tardou. Depois de, no domingo, a académica da Universidade

Eleições 2013 Arquitecto português será 3º candidato na lista Observatório Cívico

Leão com três pês gonçalo lobo pinheiro

Rui Leão é o terceiro candidato da lista encabeçada pela académica Agnes Lam, Observatório Cívico. As prioridades do arquitecto, representante assumido da comunidade portuguesa, estão associadas a três pês: Planeamento, Património e PME’s. Mas se as duas primeiras causas defendidas já não causam surpresa, Leão acha que no debate político deve constar a “importância destas empresas na reorganização da diversificação económica” e as dificuldades por elas encaradas

de Macau ter feito o anúncio do pré-candidato à TDM, à margem de um evento comunitário, o arquitecto Rui Leão explica ao Hoje Macau que o “convite” foi aceite com “grande naturalidade e entusiasmo”, até porque acredita no projecto desde que, em 2009, Lam se apresentou pela primeira vez como candidata às eleições legislativas. Sabe bem qual o objectivo da sua participação nesta lista – captar o apoio da comunidade eleitoral portuguesa e, assim, ajudar “em

equipa” à eleição de Agnes Lam –, não tendo, por isso, quaisquer pretensões de ser eleito. Mas propõe-se a mais. Quer trazer novas matérias a debate político e tem algumas prioridades na agenda. Às questões a que normalmente vem sendo associado, nas suas aparições ou comentários públicos, como o planeamento ou o património, segue-se uma nova matéria que quer ver debatida em praça pública: as Pequenas e Médias Empresas (PME’s).

Eleições 2013 Abuso dos dados pessoais

Quando o telefone toca O

Gabinete para a Protecção dos Dados Pessoais (GPDP) alertou ontem que o abuso de informações dos eleitores pode originar uma multa até 200 mil patacas. De acordo com

política

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a imprensa, a coordenadora do GPDP, Chan Hoi Fan, explicou que, quando os grupos candidatos estão a recolher assinaturas e dados pessoais dos eleitores, devem informa-los sobre o

uso das informações e, ao mesmo tempo, respeitar o direito dos eleitores de não quererem receber anúncios publicitários sobre a eleição. “Se os grupos continuam a contactar os eleitores, violam a Lei de Protecção dos Dados Pessoais e podem ter uma multa que vai de quatro mil a 200 mil patacas.” Nos últimos dias, no meios de comunicação, alguns residentes queixaram-se de ter recebido chamadas de candidatos a pedir apoio na corrida. Chan Hoi Fan revelou que o GPDP já recebeu duas a três reclamações sobre isto. - C.L.

“Acho que deveriam ter um papel muito mais importante nesta reorganização da diversificação da economia e também o aumento das competências profissionais que deveria haver enquanto oferta em Macau e que no enquadramento actual, entre a dificuldade de importação de mão-de-obra e a inflação a todos os níveis, dificulta muito o crescimento e a possibilidade das PME’s poderem adaptar-se e darem um passo qualitativo.” Por essa razão, diz, a questão é merecedora de mais debate, até

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porque, em seu entender, as regras de actuação das empresas deveriam mudar e distinguir-se. “As mais pequenas não podem responder ao mesmo que os hotéis e casinos. Naturalmente, são dinâmicas diferentes que deveriam responder a tipologias diferentes”, explica. O também vice-presidente da Associação de Arquitectos de Macau diz ter uma forte actividade associativa em prol de um diálogo e acção constantes nas questões respeitantes à sua profissão, algo que, acredita, lhe dará capacidade de resposta à proposta que lhe foi dirigida: captar o envolvimento e a participação da comunidade portuguesa na vida política local. A ideia, por outro lado, é não só fazer chegar à comunidade portuguesa questões urgentes – debatidas nesta lista com abrangência “sectorial”, “geracional” e que integra várias comunidades – mas também dirigir matérias perspectivadas pela própria à imprensa e comunidade chinesa. Naturalmente, explica, quer dar enfoque à importância da lei do património, nomeadamente, as implicações que terá quando aprovada, mas focar-se-á nas questões relacionadas com a gestão urbana, cidade e sustentabilidade. Na próxima terça-feira será dado a conhecer o programa da lista e apresentados oficialmente os elementos que a integram, sendo apresentada à Comissão para os Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa ainda esta semana. Agnes Lam, em declarações à TDM, indicou que o pré-candidato é “uma pessoa muito bem informada sobre a cultura de Macau” e tem “alertado sempre para o facto de que devemos conhecer as características de Macau”.

Cheong Weng em guerra com a FAOM

“Ameaçado de violência” O

presidente daAssociação de Mútuo Auxílio dos Operários de Macau (AMAOM), Cheong Weng Fa, diz ter sido ameaçado de violência pelos membros da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), a 19 de Junho, quando se manifestava precisamente a dizer mal desta associação. O problema levou Cheong Weng Fa a considerar a participar na corrida aos assentos da Assembleia Legislativa (AL), este ano. No dia anterior, a imprensa chinesa anunciou que o grupo da deputada Kwan Tsui Hang teve uma reunião com o director da Política de

Segurança Pública (PSP), onde disse ter sido difamada pela AMAOM nos últimos anos. Em declarações ao Hoje Macau, Cheong Weng Fa disse que a FAOM recebe sempre grandes montantes financeiros do Governo e das empresas do jogo, mas que não luta pela benefícios aos residentes de Macau. Cheong Weng Fa decidiu, então, juntar-se à lista Sonho de Macau, que já foi reconhecida pela comissão para os assuntos eleitorais no dia 11 de Junho. Durante a reunião de ontem ainda não foi decidido se Cheong Weng Fa vai ser número um ou dois. - C.L.


política

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Um grupo de deputados quer que as indemnizações pagas pelo Governo aos proprietários de terrenos sejam feitas consoante a licença de construção, outro defende que o pagamento deve ser feito com a planta do projecto. Governo ouviu opiniões e garantiu a protecção do erário público

Debate juntou comissões da lei de terras e do urbanismo

Indemnizações separam deputados

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Mas segundo a deputada Kwan Tsui Hang, não só não se debateu a harmonia como houve opiniões diversas quanto ao pagamento de indemnizações. “Os deputados manifestaram as suas opiniões que estão agrupadas em duas vertentes. Uma diz respeito

à planta de alinhamento, em que é defendida que quando esta for emitida já pode haver indemnização. Outro grupo defende que a indemnização deve existir com base na licença de construção emitida.” Kwan Tsui Hang disse que “estão em causa diferentes interesses e é natural

Contribuição predial Ung Choi Kun quer redução Ung Choi Kun pediu ao Governo que reduza a taxa de contribuição predial urbana dos prédios arrendados, actualmente de 10% sobre o rendimento, para 6%, o mesmo valor dos prédios não arrendados. Numa interpelação escrita, o deputado refere que o Executivo prometeu que vai rever o Regulamento da Contribuição Predial Urbana e baixar a taxa o mais rápido possível, mas até agora ainda não o fez. Entretanto, diz, a renda aumenta consecutivamente, “ao contrário das responsabilidades do Grupo de Trabalho para a Promoção do Desenvolvimento Sustentável do Mercado Imobiliário”.

tiago alcântara

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m dia depois da Assembleia Legislativa (AL) ter recebido o debate sobre a protecção de Coloane, eis que os deputados que compõem as comissões da lei de terras e do planeamento urbanístico se juntaram numa tentativa de harmonizar os dois projectos de lei.

que os deputados tenham opiniões diferentes”. Mas deixou claro um ponto. “O que está em causa é a questão das indemnizações e na lei de terras esta questão já está praticamente resolvida. Já não há polémica. As normas previstas não vão diminuir as garantias.” Apesar da polémica estar afastada à partida, faltam definir as formas de calcular

AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL

3.

Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, encontra-se terminado, e, que de acordo com o artigo 3.º da Lei n.º 8/91/M de 29 de Julho, conjugado com o artigo 2.º e o artigo 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que, deverão os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Localização dos terrenos: - Rua Um Bairro Iao Hon, n.ºs 8 a 20A, Rua Dois do Bairro Iao Hon, n.ºs 7 a 21 e Rua Quatro do Bairro Iao Hon, n.ºs 52 a 72, em Macau; - Estrada Marginal do Hipódromo, n.ºs 15 a 33, Rua Um do Bairro Iao Hon, n.º 8 e Rua Dois do Bairro Iao Hon, n.ºs 1 a 7, em Macau, (Edifício Iau San); - Rua Quatro do Bairro Iao Hon, n.ºs 67 a 81, Rua Seis do Bairro Iao Hon, n.ºs 66 a 86, Avenida da Longevidade n.ºs 23 a 47 e Rus Dois do Bairro Iao Hon, n.ºs 24 a 48, em Macau, (Edifício Centro Comercial Wong Kam). Agradecemos aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam ao Núcleo da Contribuição Predial e Renda, situado no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Atendimento da Taipa, para levantamento da guia de pagamento M/B, destinada ao respectivo pagamento nas Recebedorias dos referidos locais. Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, proceder-se-á à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada. Aos, 24 de Maio de 2013. A Directora dos Serviços de Finanças, Vitória da Conceição

Numa reunião marcada pela ausência do secretário

Esses anteneiros nossos amigos O

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Governo prudente

Macau Cable TV Au Kam San pede fim da exclusividade

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1.

essas mesmas indemnizações, algo que não está claro nas duas propostas de lei. “Ainda não está totalmente esclarecido porque envolve uma fórmula de cálculo e ainda não existe esta definição”, disse ainda Kwan Tsui Hang.

para as Obras Públicas e Transportes, Lau Si Io, quem respondeu às perguntas dos jornalistas acabou por ser o seu chefe de gabinete, Wong Chan Tong. Este frisou que o Governo não vai dar azo a gastos excessivos na hora de indemnizar os proprietários privados que ganharam concessões de terrenos do Executivo. “Um principio muito importante é proteger o interesse público e ao mesmo tempo estabelecer um equilíbrio com os interesses privados. Se no futuro o interesse público for prejudicado, haverá recompensas.” Wong Chan Tong deixou no ar a possibilidade de permanecer o mecanismo já existente na lei do planeamento urbanístico, que determina que apenas se pode pagar a indemnização quando o proprietário já tem a licença de construção na sua posse. “Temos que estar ciente que demora tempo até à entrada em vigor da lei do planeamento urbanístico. Para chegarmos a um acordo a legislação será feita de acordo com o mecanismo definido pela lei do planeamento urbanístico.”

deputado Au Kam San apresentou ontem uma interpelação escrita ao Governo, a pedir que seja cancelado o contrato de exclusividade com a Macau Cable TV. Segundo a decisão judicial do Tribunal de Segunda Instância (TSI), os anteneiros têm de cessar, dentro de 90 dias, a retransmissão ilegal de sinais televisivos levada a cabo ao longo dos anos. Au Kam San, contudo, refere que a descodificação e distribuição dos sinais de televisão, embora ilegais, são do conhecimento do Gover-

no e têm beneficiado a vida da população. A emissão da exclusividade do serviço terrestre de televisão “à TV Cabo há 14 anos, faz não só que os anteneiros se encontrem numa situação ilegal, como também viola o direito dos cidadãos de assistir televisão gratuitamente”. É que, relembra o deputado, “90 dias depois, os habitantes ou não podem ver televisão, ou pagam um montante dez vezes maior do preço de agora”. “É sem dúvida uma violação ao interesse público, mas o Governo

pode mudar a situação com o cancelamento do contrato.” De acordo com uma cláusula do contrato, o Governo pode rescindir do contrato “por razão de interesse público”. Na mesmo interpelação, Au questiona ainda o montante da indemnização à TV Cabo e a eficiência da Direção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações. “A DSRT durante tantos anos não conseguiu nenhum avanço no tratamento deste assunto e dos outros problemas, qual é a razão para isso?”, concluiu. - HM


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rita.ramos@hojemacau.com.mo

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ito meses era o tempo previsto para a conclusão das obras de alargamento da ala feminina do Estabelecimento Prisional de Macau (EPM). Mas o trabalho que começou a ser posto em prática em Novembro de 2012 já não vai estar finalizado no 3º trimestre deste ano. A garantia foi dada pelo EPM, em resposta enviada ao Hoje Macau a 7 de Junho, que explica este atraso com as tempestades do mês de Maio. “Por motivo das chuvas fortes dos últimos dias [em

Quanto à função inicial da alta segurança de albergar presos por crimes mais gravosos, desde a saída de Wan Kuok Koi, não existe nenhum destes casos e ainda que venha a ter, a sua estadia não é comprometida pelas “inquilinas provisórias”

Prisão Chuvas atrasam andamento das obras da ala feminina

Reclusas na alta segurança

A ala feminina, que há muito rebenta pelas costuras, está desde Novembro do ano passado em fase de expansão. No entanto, a data de conclusão prevista para o terceiro trimestre deste ano, foi adiada para o fim do ano. O EPM explica que tal se deve, em parte, às “chuvas fortes” de Maio. Em Abril, a prisão socorreu-se de uma nova solução: o bloco de alta segurança alberga agora 20 mulheres Maio] e, em conjugação com as necessidades das obras, tem de se acrescentar posteriormente uma obra de colocação do cabo de electricidade, pelo que a conclusão das referidas obras foi adiada para os finais do corrente ano.” No entanto, o espaço das reclusas vai ficando cada vez mais apertado. Há mais mulheres a chegarem para cumprir pena. E, por isso, o EPM avançou com nova solução em Abril deste ano. O bloco de alta segurança da prisão (bloco 9), junto da Escola Superior de Segurança, serve agora de abrigo para algumas reclusas. Ou seja, a capacidade total de acolhimento de mulheres subiu de 184 para 213 lugares (mais 19 lugares). Segundo dados da EPM, até 5 de Junho

existiam 194 reclusas, duas das quais a dormir no chão, já que reclusas com filhos, por exemplo, têm direito a uma cela sozinhas. “Para aliviar a insuficiência do espaço da zona prisional feminina e, em conjugação com as obras de alargamento da mesma, no dia 5 de Abril, parte das

reclusas foram transferidas para o bloco 9. Actualmente, o EPM está a aguardar a conclusão das restantes obras de manutenção naquele bloco para serem transferidas mais reclusas, diminuindo o problema de sobrelotação. E a conclusão das restantes obras de manutenção do Bloco 9

está prevista para os finais do corrente mês”, indica a resposta do EPM. Vista como “solução provisória”, enquanto as obras de alargamento ala feminina não são concluídas, vai proporcionar um total de 50 lugares (após as obras de manutenção). No entanto, tal acontecerá precisamente na

Falta de mão-de-obra começa a ser colmatada Os recursos humanos do EPM há muito não estão à altura da capacidade total do estabelecimento, embora, segundo garantiu a prisão, sejam suficientes para garantir o normal funcionamento da prisão. Guardas prisionais, médicos, enfermeiros, técnicos sociais e psicólogos estão continuamente a ser recrutados, já que os candidatos não estão aptos para preenchimento de todas as vagas. Segundo publicado em boletim oficial, para admissão de 80 lugares de guardas prisionais postos a concurso, 65 homens e

20 mulheres passaram no curso de formação e estágio e transitaram para a segunda fase. Quanto ao pessoal de saúde, houve quatro médicos candidatos aprovados no concurso concluído em Maio, dois dos quais vão-se juntar aos dois já em funções. A EPM está em fase de recrutamento de mais 3 enfermeiros, para se juntarem aos nove existentes, tendo sido aprovados 53 na primeira fase. E também pensa preencher cinco lugares de técnicos sociais e vaga para psicólogo em concursos a decorrer.

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mesma altura em que está previsto o desfecho dos trabalhos na zona prisional feminina. Quanto à sua função inicial, de albergar presos por crimes mais gravosos, o EPM diz que actualmente (e desde Wan Kuok Koi) não tem nenhum destes casos e que, ainda que venha a receber, a sua estadia não é comprometida pelas “inquilinas provisórias”.

Nova prisão sem fim à vista

As condições meteorológicas também afectaram o andamento das obras da nova prisão em Ká-Hó. “As obras de esgoto, sistema de escoamento, canalização, etc., foram suspensas temporariamente por causa da chuva”, explica a EPM. Embora se mantenha a previsão da conclusão obras da 1ª fase ainda este ano (em 150 dias, ou seja, próximo Outubro). No entanto, a DSSOPT ainda não abriu os trabalhos de abertura de concurso de obras para a 2ª e 3ª fase (que serão da responsabilidade de diferentes empresas, por razões de segurança) e, nem tampouco, há prazo à vista. No entanto, o EPM diz estar a “apressar a conclusão das alterações das plantas e das informações das obras pelas respectivas companhias de consultadoria”.

tiago alcântara

Rita Marques Ramos

sociedade

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[N.º105/2013] Para os devidos efeitos vimos por este meio notificar os representantes dos agregados familiares do concurso de habitação económica abaixo indicados, no uso da competência delegada pela alínea 20) do n.º 2 do Despacho n.º 34/ IH/2013, publicado no Boletim Oficial da RAEM, n.º 22, II Série, de 29 de Maio de 2013 e nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro: N.º do boletim de candidatura

Nome

Droga Mais jovens inscritos na reabilitação

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ANÚNCIO

Nome

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N.º do boletim de candidatura

LEONG YENG 269 LEI SIO WAI 96382 YENG WONG MEI KAM 30713 LEI SIO PANG 96387 LEONG IAN CHI 32458 LEONG KA KIN 99621 UN CHOI MAN 71781 WONG KA MAN 107937 LOU WAI KIT 76114 LEI PAI KIN 108113 LO CHI YAU 92069 SIO KIN CHI 111707 SI IEONG I 94502 KAM HIO TAK 114933 Após as verificações deste Instituto, notamos que os representantes dos agregados familiares e/ou os seus cônjuges de candidatos a habitação económica acima mencionados são proprietários de fracções autónomas com finalidade habitacional na Região Administrativa Especial de Macau, desde à data da apresentação da candidatura e até à data de celebração da escritura pública de compra e venda da fracção, pelo que, estes não reúnem os requisitos exigidos para a candidatura, nos termos do n.º 3 do artigo 14.º e n.º 5 do artigo 60.º da Lei n.º 10/2011(Lei da habitação económica). Tendo este Instituto publicado um anúncio na imprensa de língua chinesa e língua portuguesa, no dia 7 de Junho de 2013, a solicitar aos interessados acima mencionados para apresentarem por escrito as suas contestações pelos factos acima referidos no prazo de 10 (dez) dias a contar da data de publicação do referido anúncio, entretanto não o fizeram. Nos termos do n.º 2 do artigo 16.º do Regulamento de acesso à compra de habitações construídas no regime de contrato de desenvolvimento para a habitação, aprovado pelo DecretoLei n.º 26/95/M, de 26 de Junho, revisto pelo Regulamento Administrativo n.º 25/2002, assim como do despacho do signatário, exarado na Informação n.º1238/DAHP/DAH/2013, os representantes dos agregados familiares e/ou os seus cônjuges forem retirados dos agregados familiares e as respectivas candidaturas serão excluídas da lista geral de espera, por não reunirem os requisitos para aquisição de habitação económica. E de acordo com o disposto no n.º 9 do Despacho n.º 34/IH/2013, publicado no Boletim Oficial da RAEM, n.º 22, II Série, de 29 de Maio de 2013 e no artigo 155.º do Código do Procedimento Administrativo, cabem recurso hierárquico necessário da respectiva decisão adminstrativa, ao Presidente deste Instituto, no prazo de 30(trinta) dias a contar da data de publicação do presente anúncio, o recurso hierárquico tem efeito suspensivo. O Chefe do Departamento de Assuntos de Habitação Pública, subst.º Chan Wa Keong 20 de Junho de 2013

A força da vontade

s dados são do Instituto de Acção Social (IAS) e as perspectivas são sorridentes. Mais jovens viciados procuram ajuda voluntariamente, juntando-se a programas de abandono de drogas. Só nos últimos dois anos, houve uma aumento de 20% de jovens que deixou o mundo das drogas por vontade própria. E, desde 2010, 350 jovens foram introduzidos a tratamento de reabilitação por meio dos tribunais ou

de departamentos médicos. Segundo o IAS, cada vez há mais jovens que pedem ajuda médica e terapêutica. “Se não são introduzidos aos programas para largar as drogas, os problemas nunca se resolverão. Porque eles ainda estão presos às drogas. Ainda traficam drogas depois de serem libertados da prisão por isso precisam de receber tratamento para que tenham vidas normais e voltem à sociedade novamente”,

explicou Hon Wai, chefe do departamento do IAS, aos jornalistas em declarações veiculadas pela TDM. Sobre os estudantes que abusam de drogas, cujos casos têm vindo a lume nos últimos tempos, Hon Wai diz que o IAS vai colaborar estreitamente com a Polícia Judiciária. E, de outro modo, espera que a sociedade e as escolas cooperem mais para lidar com o abuso de drogas nos espaços escolares.

Valor dos hipotecários para habitação atinge 5,6%

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Menos não-residentes

valor dos novos empréstimos hipotecários para habitação em Macau atingiu em Abril 3.252,2 milhões de patacas, mais 5,6% do que em Março e mais 16,2% do que no mesmo mês de 2012. De acordo com os dados divulgados pela Autoridade Monetária de Macau, entre os novos empréstimos, 3.167,7 milhões de patacas foram concedidos a residentes de Macau, o que traduz um aumento mensal de 5,7% e anual de 23,4%. Já os empréstimos concedidos a não residentes totalizaram 84,5 milhões de patacas, uma descida de 0,1% face a Março, mas a traduzir-se numa queda de 63,8% face a Abril do ano passado.

No final de Abril, o saldo bruto dos empréstimos hipotecários para habitação totalizava 102.200 milhões de patacas, uma subida entre Março e Abril de 1,8% e de Abril de 2012 a Abril deste ano de 29%. Entre o saldo bruto do total dos empréstimos hipotecários, 95.559,7 milhões de patacas estavam a cargo de residentes de Macau - uma subida de 2% face a Março e de 30,7% face a Abril de 2012 enquanto os não residentes tinham a seu cargo 6.640,2 milhões de patacas, uma queda de 0,7% face a Março, mas ainda assim a subirem 8,5% comparativamente a Abril de 2012. - Lusa

Inflação 5,59% até Maio, habitação justifica

Rendas e comida no topo

A

taxa de inflação em Macau fixou-se em 5,59% no ano terminado em Maio e comparativamente aos 12 meses imediatamente anteriores, revelaram os Serviços de Estatística e Censos do Governo de Macau, na sexta-feira. De acordo com os dados estatísticos relativos ao Índice de Preços no Consumidor no mês de Maio, os mesmos serviços revelam que a taxa de inflação foi potenciada por subidas nas secções “habitação e combustíveis” com um aumento de 8,38%, e nos “produtos alimentares e bebidas não alcoólicas” que aumentaram 7,30%. Em sentido inverso, verificaram-se diminuições dos preços nas secções “comunicações” (2,36%) e educação (1,85%).

tiago alcântara

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Em Maio, o Índice de preços no Consumidor aumentou 4,84% face ao mesmo mês de 2012 num crescimento justificado pela subida dos preços das refeições adquiridas fora de casa, excursões turísticas ao exterior e das rendas de casa, salientam os serviços

de estatística o detalharem aumentos de 8,66% na secção “habitação e combustíveis”, de 7,16% na saúde e de 5,98% nos “produtos alimentares e bebidas não alcoólicas”. Tais subidas, precisam os serviços de Estatística, “deveram-se à elevação das rendas de casa, de preços das consultas externas e de preços das refeições adquiridas fora de casa. Pelo contrário, os índices de preços das secções educação e comunicações diminuíram 3,12% e 2,77% respectivamente”. Entre Abril e Maio, os preços no consumidor em Macau subiram 0,28% potenciados pela escalada dos preços nas secções “vestuário e calçado” (3,34%) e “recreação e cultura” (1,57%). - Lusa 


segunda-feira 24.6.2013

sociedade

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Risco Social Índice mínimo de subsistência mantém-se em Julho, aumento só no fim do ano, diz IAS

Especialistas contra estagnação A Roubo Vasos da dinastia Qing desaparecem de leilã

A silenciosa arte de furtar Um par de vasos no valor de quase sete milhões foram roubados na Doca dos Pescadores. A vitrine nem sequer estaria fechada à chave e a polícia só foi avisada três horas depois.

U

m par de vasos da Dinastia Qing, período do imperador Yongzheng (1722 a 1735), cuja forma é tradicionalmente denominada de “cabeça de alho”, avaliado em 6,8 milhões de patacas, foram roubados em Macau na sexta-feira passada. Os vasos, que pertencem a um

natural da Coreia do Sul, eram para ser leiloados na Doca de Pescadores, na sexta-feira pelas 11 de manhã, mas pouco antes da leilão foram furtados da vitrine onde se encontravam. A PSP e a PJ chegaram ao local mal receberam o alarme mas, estranhamente, tal só ocorreu às 14 horas. A PSP contou ao Hoje Macau que até ontem (Domingo) ainda não tinham apanhado nenhum suspeito. A PSP disse ao Hoje Macau que a vitrina onde estavam os vasos roubados “não estava fechada à chave”, embora “houvesse seguranças no salão”. Os vasos desapareceram sem ninguém dar por isso. É relatado também, na imprensa chinesa, que funcionários deram por pessoas na sala de exposições antes do leilão começar, mas não deram muita importância ao facto. Agora pensam

que talvez isto esteja relacionado com o roubo. Até o momento, a polícia ainda não identificou qualquer suspeito. O local onde ocorreu o roubo é um salão de baile, junto ao Centro de Convenções e Exposições da Doca dos Pescadores, no qual foi organizado, um leilão de três dias realizado por uma empresa leiloeira, mostrando várias colecções valiosas. Entre várias peças, um vaso Yu Hu Chun, o mais caro, no valor de 870 milhões de patacas; um vaso branco e azul com um dragão tatuado da Dinastia Yuan, herança da família de Stanley Ho; uma porcelana Ru da dinastia Song de norte; um queimador de incenso com dragões da Dinastia Ming; uma moeda fabricada sob o regime da imperatriz viúva Ci Xi; e diversas porcelanas de Dinastia Tang, Song, Yuan, Ming e Qing.

o contrário do ano passado, a meio deste ano não haverá segundo aumento do índice mínimo de subsistência (ou risco social). O montante limite que define se os cidadãos podem receber subsídios do Governo por carência económica não subirá, em Julho, das 3450 patacas actuais. A garantia foi dada pelo Instituto de Acção Social (IAS) sob a justificação de que, de acordo com o mecanismo de ajustamento e as previsões face à inflação, o valor do risco social não atingiu um “nível necessário para se proceder a um ajustamento pelo que em Julho manter-se-á um o montante actual do risco social voltando a proceder-se no fim do ano à revisão do respectivo valor”, explicou em comunicado o organismo. A medida não satisfaz especialistas na matéria. Segundo Chan Kin Sun, presidente da Sociedade de Segurança Social de Macau e académico da Universidade de Macau, não está a ser tido em conta o custo de vida actual da população. “O Instituto de Habitação diz que vai aumentar o subsídio às

famílias que estão em lista de espera para habitação pública. Mas o Índice Mínimo de Subsistência não é feito com base no conceito de pobreza. É baseado nas despesas diárias dos residentes sem contar com o factor de habitação”, explicou em declarações veiculadas pela TDM. O secretário-geral da Cáritas partilha a mesma opinião, invocando que os mecanismos em causa não estão a ter em atenção os preços em flecha dos bens no território. “É óbvio que a inflação vai abrandar no continente com as restrições de crédito e financiamento e os preços dos bens poderão descer. Mas os preços em Macau continuam altos. O Governo devia prestar atenção a isso”, explica Paul Pun à TDM. O aumento do índice mínimo de subsistência aumentou, em Janeiro deste ano, para as 3450 patacas, o que representou um acréscimo de 7,81% desse valor em comparação com o mês homólogo do ano anterior, facto que, salienta o IAS, é maior do que a taxa de inflação do mesmo ano que foi de 6,11%. - R.M.R.

Carro incendeia-se na Taipa

Telecomunicações Citic compra CTM e paga mais de 300 milhões de euros à PT

“Aliança estratégica” A

Portugal Telecom (PT) anunciou ter concluído a venda da sua participação de 28% na Companhia Telecomunicações de Macau (CTM), tendo recebido cerca de 330 milhões de euros da compradora Citic Telecom. Em comunicado divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a operadora portuguesa refere que o encaixe financeiro

servirá para “aumentar a flexibilidade financeira da PT e reduzir alavancagem e, em simultâneo, concentrar ainda mais os recursos da PT nos seus negócios e geografias nucleares”. O montante recebido – 443 milhões de dólares – inclui, de acordo com a Portugal Telecom, um montante de 411,6 milhões de dólares, que já tinha sido anunciado em Janeiro, e 31,4 milhões de dólares,

que representam “a proporção atribuível à PT na posição de caixa líquida da CTM e certos ajustes de fundo de maneio”. O anúncio, divulgado na sexta-feira, refere ainda que a PT e a Citic Telecom também concluíram uma aliança estratégica em algumas áreas de colaboração no sector de telecomunicações e na identificação de oportunidades de investimento em

tecnologias de informação e comunicação. A aliança entre as duas empresas visa “criar valor para os seus respectivos accionistas”, sendo que a Citic irá seleccionar a PT como prestador estratégico de serviços de tecnologias de informação no grupo. Para hoje está agendada uma conferência de imprensa, onde a CTM vai apresentar a compra oficialmente. - Luse

Ontem de manhã, na Avenida Marginal Flor de Lótus, na Taipa, um veículo incendiou-se, começando a arder, sem causa aparente. Os bombeiros chegaram à cena e o fogo foi apagado, sem ninguém ferido. Após a investigação, suspeita-se falha eléctrica. O dono do carro chamou aos bombeiros, ainda enquanto conduzia, perto do Grand Waldo Hotel, e de repente surgiu fumo na parte da frente do veiculo.


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nacional

Ao mesmo tempo que acusam a China de pirataria informática, americanos e ingleses são expostos como os mais activos piratas do ciberespaço

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Britânicos e americanos acusados de piratear um grande número de empresas de telemóveis chinesas

Bem prega Frei Tomás...

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ex-agente dos serviços secretos norte-americanos (CIA) Edward Snowden afirmou que Washington está a piratear as empresas de telemóveis chinesas para recolher milhões de mensagens de texto. As declarações de Snowden foram publicadas pelo diário South China Morning Post, de Hong Kong. Na sexta-feira, os Estados Unidos acusaram Edward Snowden de espionagem. “A NSA faz montes de coisas, como piratear empresas de telemóveis chinesas para roubar todos os vossos SMS [mensagens de texto]”, declarou o antigo técnico da CIA, numa entrevista datada de 12 Junho e ontem publicada no ‘site’ do South China Morning Post. Snowden “disse ter provas daquilo que afirma”, de acordo com o diário, que não citou qualquer documento comprovativo. As estatísticas oficiais, citadas pelo jornal, indicam que os chineses trocaram perto de 900 mil milhões de mensagens de texto em 2012, ou seja, mais 2,1% do que em 2011. O artigo não divulga como a alegada operação de pirataria informação foi realizada, mas indica que os peritos chineses de cibersegurança há muito estão preocupados com “ataques clandestinos” desencadeados com equipamentos estrangeiros. O jornal britânico The Guardian noticiou ontem que os serviços

de informações do Reino Unido têm um acesso a cabos de fibras ópticas, que permite um papel predominante na vigilância das comunicações mundiais, de acordo com documentos que Snowden enviou ao diário. De acordo com o ex-consultor, este fenómeno “não é apenas um problema norte-americano”. “O Reino Unido tem um papel importante”, declarou Snowden, citado pelo The Guardian. “São piores que os americanos”, acrescentou, a propósito do Quartel General da Comunicações do

“O Reino Unido tem um papel importante. São piores que os americanos” Edward Snowden Governo (GCHQ, sigla em inglês), serviços de escutas britânicos. O GCHQ garantiu “respeitar escrupulosamente” a lei. “Não comentamos questões sobre serviços de informações. As nossas agências continuam a actuar no rigoroso cumprimento da lei”, declarou uma porta-voz da agência britânica, com sede em Chetenham. De acordo com o jornal britânico, o GCHQ obteve um acesso

Espionagem Pequim acusa

aos cabos transatlânticos de fibra óptica, que possibilitam o tráfego na Internet e as comunicações telefónicas, mediante “acordos secretos” com as empresas privadas, e partilha os dados conseguidos com NSA. Os dados obtidos podem ser armazenados por um período máximo de 30 dias pela agência britânica para serem analisados, no âmbito de uma operação com

o nome de código “Tempora”, que começou há 18 meses, noticiou o jornal. O The Guardian acrescentou que os dados obtidos incluem gravações de conversas telefónicas, o conteúdo de correios electrónicos, mensagens na rede social Facebook, o histórico da actividade ‘online’ de um cibernauta. Os documentos consultados pelo jornal mostram que, em 2012, a agência britânica tinha acedido a mais de 200 cabos de fibra óptica e podia tratar 600 milhões de comunicações telefónicas por dia. As duas principais componentes do programa de vigilância GCHQ são “Dominar a Internet” (‘Mastering the Internet”) e “Exploração das telecomunicações mundiais (“Global Telecoms Exploitation”) e decorrem sem “que o público tenha qualquer conhecimento ou qualquer debate”. A ministra da Justiça alemã, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, declarou que se estas acusações de espionagem pelo Reino Unido se confirmarem, será “uma catástrofe”. “As instituições europeias devem esclarecer imediatamente” esta questão, sublinhou. O presidente da comissão parlamentar britânica encarregada dos serviços de informações e da segurança, Malcolm Rifkind, indicou esperar uma resposta do GCHQ sobre esta questão nos próximos dias. O fundador do portal WikiLeaks - que publicou centenas de documentos secretos da diplomacia norte-americana -, Julian Assange, denunciou a acusação de Edward Snowden pela justiça norte-americana. “O calvário de Edward Snowden só começou agora”, declarou o australiano, num discurso divulgado “online” pelo WikiLeaks, refugiado há um ano na embaixada do Equador em Londres para evitar um processo de extradição para os Estados Unidos.

Snowden troca Hong Kong pela Venezuela

EUA são o “maior vilão”

Passagem por Moscovo

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O

s Estados Unidos são o “maior vilão do mundo” por espionagem informática, assinala ontem a imprensa oficial chinesa depois de novas alegações anti-Pequim ter surgido. “Estas, como outras alegações anteriores, são sinais preocupantes”, refere a agência oficial chinesa, Xinhua, num comentário após novas alegações feitas ao Sunday Morning Post, o jornal de domingo do diário South China Morning Post, que se publica em Hong Kong em língua inglesa, por

Edward Snowden, o antigo espião norte-americano agora refugiado na antiga colónia britânica. Para a Xinhua, as alegações “demonstram que os Estados Unidos, que há muito tentam passar por vítimas de ataques informáticos, transformaram-se no maior vilão desta era”. A agência salienta ainda que os Estados Unidos tentam agora extraditar Snowden de Hong Kong. O ex-agente dos serviços secretos norte-americanos

(CIA) Edward Snowden afirmou que Washington está a piratear as empresas de telemóveis chinesas para recolher milhões de mensagens de texto. O antigo agente da CIA e ex-consultor da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos refugiou-se em Hong Kong, no sul da China, desde que divulgou programas norte-americanos de vigilância de comunicações. Na sexta-feira, os Estados Unidos acusaram Edward Snowden de espionagem.

ex-técnico da CIA Edward Snowden deixou Hong Kong neste domingo rumo a Moscovo num voo comercial, revelou ontem o jornal South China Morning Post, um dia após os Estados Unidos solicitarem formalmente sua extradição. Snowden partiu da antiga colónia britânica em um voo da companhia aérea russa Aeroflot às 11h04, que deve aterrar no Aeroporto Internacional Shermetyevo, na capital russa, às 17h15 hora da Rússia. O jornal acrescentou que Moscovo será um lugar de escala e acrescenta como possíveis destinos finais Islândia ou Equador. Contudo, a agência russa Interfax afirma que Snowden terá um

bilhete para Cuba, donde seguirá para a Venezuela. Pressionado pelos Estados Unidos, o governo de Hong Kong emitiu um comunicado, em que justifica a partida do americano: “Edward Snowden deixou hoje Hong Kong, de acordo com a sua vontade, para um terceiro país, através de um canal legal e normal. Como o governo da RAEHK não dispõe ainda de informações suficientes para processar o pedido de prisão provisória, não existe base legal que impeça Mr. Snowden de deixar Hong Kong”. O comunicado diz ainda que Washington foi informado da decisão da ex-colónia britânica.


segunda-feira 24.6.2013

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Zhan Qiaoyong, um chinês rendido às oportunidades de Angola

Chegar, trabalhar e vencer

António Caeiro In Lusa

Z

han Qiaoyong foi dos primeiros empresários chineses a estabelecer-se em Luanda, em 2003, e dez anos depois não está nada arrependido. Pelo contrário: “Angola é a minha segunda casa”, diz. As outras casas do presidente do Huafeng Grupo-Angola são a China, onde Zhan Qiaoyong nasceu, em 1963, e Portugal, para onde emigrou com apenas 18 anos de idade. “Só conheci Angola depois de a guerra acabar. Fui lá pela primeira vez em 2003 e gostei logo”, conta Zhan Qiaoyang à agência Lusa em

Pequim. “Gosto das pessoas, do ambiente e das oportunidades de investimento. É em Angola que me vou reformar”, acrescenta. Durante a entrevista com a agência Lusa, horas antes de embarcar para Lisboa, rumo a Luanda, o telemóvel de Zhan Qiaoyong não parou de tocar e de receber mensagens: “Passo dez por cento do meu tempo a voar de um lado para o outro e aproveito as viagens de avião para dormir”. Sediado em Luanda, com interesses na construção civil, reparação automóvel, exploração florestal e outras indústrias, o consórcio Huafeng emprega quase um milhar de pessoas, incluindo uma dezena de técnicos portugueses,

Diaoyu Três navios chineses na zona exclusiva

Três navios chineses entraram no passado sábado na zona exclusiva de uma das ilhas do arquipélago das Diaoyu disputado entre a China e o Japão, mas efectivamente controlado por Tóquio. De acordo com as autoridades japonesas, os navios chineses entraram na zona exclusiva de 12 milhas ao início da manhã. A “batalha” pela soberania das ilhas, reclamada pelos dois países, justifica-se pelas reservas de petróleo e gás que especialistas acreditam existirem no local e que é essencial para o desenvolvimento tanto da China como do Japão e foi retomada de forma mais intensa desde que Tóquio adquiriu a um particular parte do arquipélago que se mantém desabitado.

nomeadamente arquitectos e engenheiros. “Cerca de 500 dos nossos trabalhadores são chineses e 400 angolanos”, precisa o administrador do grupo. Zhan Qiaoyong nunca frequentou a Universidade (ao contrário dos três filhos, que estudam no Reino Unido) e os seus pais eram “simples funcionários públicos” na província de Zhejiang, leste da China: “Naquele tempo não havia empresários. Só funcionários”. “Aquele tempo” é anterior à política de “Reforma e Abertura” adoptada pelo Partido Comunista Chinês no final de década de 1970 e que transformaria a pobre e isolada China na segunda economia mundial. Zhan Qiaoyong emigrou em 1980 para Portugal: “O que sabia de português era zero”, recorda. Começou por trabalhar num restaurante no Algarve, depois criou o próprio negócio, na área da restauração, e mais tarde investiu na exportação de vinhos para a China. Zhan Qiaoyong é também um dos poucos empresários privados chineses que operam em Angola. Cerca de 260.000 chineses (números oficiais) trabalham hoje em Angola, sobretudo na construção civil, mas segundo Zhao Qiaoyong, “a maioria das empresas é estatal”. Angola tornou-se entretanto um dos maiores fornecedores de petróleo à China e os créditos concedidos ao país por bancos estatais chineses desde o final da guerra civil, em 2002, rondará os 15.000 milhões de dólares (11.200 milhões de

Reino Unido e China fazem acordo para troca de moedas

O Banco Central da Inglaterra e o Banco Central da China informaram neste sábado que chegaram a um acordo de três anos para troca (swap) de moedas, envolvendo a libra esterlina e o yuan, quando necessário. Esse é o primeiro acordo do tipo entre a China e um país do G-7 e pode ajudar o governo do Reino Unido a realizar seu objectivo de transformar Londres em um grande hub para a negociação da moeda chinesa. Banqueiros têm dito que a linha de swap com o banco central chinês pode facilitar a negociação do yuan em Londres, ao garantir que os bancos terão acesso a amplos fundos nas duas moedas.

euros). Os salários, no caso do Huafeng Grupo-Angola, oscilam entre 1.000 e 1.500 dólares por mês, quase o dobro do salário médio em Pequim. O patrão do Huafeng conhece outros países africanos, mas considera que “Angola é o melhor”. “Angola tem dinheiro”, realça. “Huafeng”, em chinês, significa Monumento da China: é uma homenagem ao rápido crescimento económico da China (cerca de 10% ao longo das ultimas três décadas) e ao espírito empreendedor dos chineses ultramarinos. Pelas contas de Zhan Qiaoyong, há cerca de 45 milhões de chineses radicados fora da China e cujos activos excedem os 2,5 biliões de dólares: “Eu faço parte deles”, remata o empresário, num português fluente. pub

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Polícia de Xangai deteve suspeito da morte de seis pessoas

A polícia da cidade chinesa de Xangai deteve um suspeito de matar seis pessoas devido a uma “disputa económica” com os colegas, revela a imprensa chinesa. Funcionário de uma fábrica de produtos químicos no subúrbio industrial da capital económica da China, o homem de apelido Fan começou a sua matança com um colega de trabalho na tarde de sábado. Depois, já armado, dirigiu-se a um automóvel e matou o motorista, antes de regressar à fábrica para, no caminho, matar um militar e já no complexo tirar a vida a outros três colegas, um dos quais o gerente da fábrica. A polícia acabaria por deter Fan após 23 horas da primeira morte. Os tiroteios são raros na China onde a posse de armas de fogo por particulares é proibida, mas há casos em que a violência leva a que cidadãos cometam ataques como aconteceu no início do mês quando um homem ateou fogo a um autocarro matando 47 pessoas em Xiamen.

Petróleo Rússia e China assinam acordo

A Rússia e a China assinaram sexta-feira um acordo para aumentar a venda de petróleo russo a Pequim, num montante de 270 mil milhões de dólares em 25 anos. O acordo foi assinado pelas companhias estatais russa Rosneft e chinesa CNPC, na presença do presidente russo, Vladimir Putin, por ocasião do fórum económico de São Petersburgo. Antes, o “patrão” do grupo russo, Igor Setchin, tinha indicado à imprensa que este contrato referiase a 365 milhões de toneladas, ou seja, um pouco menos de 15 milhões de toneladas por ano, em média. A entrega de crude poderá começar já este ano, acrescentou.


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comunidades

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Macaenses Participação política “é um dever”

O insustentável peso de ser Ser macaense já constitui em si “uma obrigação” histórica. Resta saber como há-de ser cumprido esse destino

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última fase da transição de poderes de Portugal para a China, considera que além da intervenção política “estrito senso” naquilo que são os órgãos de poder, a participação política dos macaenses deve ser executada em todos os campos da sociedade. “Há sempre muitas maneiras de nós participarmos na vida colectiva e por isso é que muitas vezes prefiro falar no desenvolvimento comunitário e no papel que cada um pode ter, no papel que nos cabe em tudo o que diz respeito a esta vida comunitária, na comunidade mais pequena a que pertencemos como macaenses, numa outra esfera mais alargada que é a comunidade portuguesa e depois ainda numa outra esfera ainda mais alargada que é a população de Macau em geral”, frisou.

Olhar o futuro

Para Anabela Ritchie, que depois da transferência de poderes, em 1999,

ainda cumpriu um mandato como deputada, a participação cívica da comunidade macaense é também “útil e necessária”, “agora e no futuro” principalmente quando os lugares de maior visibilidade como os da AL estão menos acessíveis. “Em todos os níveis a nossa presença é útil e é necessária e acho que há um sentimento que a nossa presença é útil do ponto de vista cultural, político, socioeconómico e não é só gostarmos de ouvir dizer que nós somos parte integrante de Macau, mas é cada um fazer um esforço no sentido de estarmos a construir todos juntos este futuro de Macau”, defendeu. Também Leonel Alves sustenta a continuidade da participação macaense na vida política e preconiza um “papel crucial no futuro neste entrecruzar de culturas e de convívio internacional”, mas recorda, no entanto, que os jovens terão de começar

Sem fé

José Pereira Coutinho, deputado eleito directamente pela população, presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública e membro do Conselho das Comunidades Portuguesa defende, por sua vez, a participação dos membros da comunidade macaense que “podem servir todas as comunidades de Macau” por serem, em princípio, falantes das duas línguas oficiais da RAEM. Pereira Coutinho defende, contudo, que as escolas de Macau devem ter um papel preponderante na formação cívica dos adultos de amanhã com formação adequada a partir do ensino secundário. “Há espaço para a intervenção cívica, mas na AL por via da eleição directa é bastante difícil e não creio que no futuro existam candidatos portugueses e macaenses, mas ao nível associativo temos tido uma intervenção muito positiva e temos pessoas à frente das associações de matriz portuguesa com uma intervenção bastante positiva que deve ser fomentada nas escolas da cidade”, concluiu. - Lusa

gonçalo lobo pinheiro

tiago alcântara

uinhentos anos após a chegada dos portugueses à China, a participação dos macaenses na política de Macau é uma obrigação cívica, mas não deve ser restrita aos poderes legislativo e executivo, defendem figuras públicas da comunidade. “Os macaenses, de acordo com a Lei Básica, são residentes permanentes, ou seja, fazem parte da população em geral da RAEM e, como tal, têm a sua obrigação, além do direito natural, de participarem

em todos os assuntos que dizem respeito a essa população”, disse o advogado Leonel Alves. Deputado à Assembleia Legislativa (AL), eleito por sufrágio indirecto, membro do Conselho Executivo e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Leonel Alves recorda também que a comunidade macaense “sempre teve uma voz activa no âmbito político”, característica que ainda hoje mantém. “Isto faz parte da História de Macau, faz parte da convivência pacífica que tem havido sempre entre as diversas comunidades e podemos dizer que a comunidade macaense faz parte do conceito da grande família de Macau em geral e como tal tem o seu espaço, tem a sua voz, tem a sua maneira de viver, a sua maneira de conviver e esta característica tem de ser preservada”, assinalou. Anabela Ritchie, antiga presidente da AL, entre 1992 e 1999, na

a fazer um caminho de intervenção cívica adaptada à nova realidade existente e que deriva da transição de poderes e da criação da RAEM.

“Os macaenses são residentes permanentes e, como tal, têm a sua obrigação de participarem em todos os assuntos que dizem respeito a essa população” Leonel Alves, deputado e membro do Conselho Executivo

“Há sempre muitas maneiras de nós participarmos na vida colectiva e por isso é que muitas vezes prefiro falar no desenvolvimento comunitário” Anabela Ritchie, ex-presidente da Assembleia Legislativa

“Há espaço para a intervenção cívica, mas na AL por via da eleição directa é bastante difícil e não creio que no futuro existam candidatos portugueses e macaenses” Pereira Coutinho, deputado


ra 24.6.2013

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Educação na raiz do problema

altónio falcão

O risco da sinificação

“O macaense é o sustentáculo de muito do que é a cultura portuguesa e da singularidade de Macau” Miguel de Senna Fernandes, advogado e dramaturgo

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comunidade macaense, fruto de 500 anos de relacionamento entre portugueses e chineses, corre hoje o risco de se tornar chinesa, apesar de alguma “resistência cultural”, adverte o presidente da Associação dos Macaenses, Miguel de Senna Fernandes. “Antigamente havia uma presença linguística portuguesa marcante, até porque a administração [de Macau] era portuguesa, os macaenses educavam os filhos em português, mas os tempos mudaram e hoje o que vemos é macaenses a porem os seus filhos nas escolas chinesas, ou seja, cada vez falam menos português”, disse Miguel de Senna Fernandes. Esta situação, apontou, “provoca um empobrecimento do uso da língua portuguesa, o que pode ter bastantes reflexos na própria comunidade, no aspecto da identidade”. Miguel de Senna Fernandes lembra que esta questão já se colocou no passado, mas alerta que “hoje tem uma relevância muito maior” por Macau ter hoje uma administração e uma população maioritariamente chinesa. “O macaense tem sempre um pendor português e outro chinês, mas quando ele é só para um lado, aí temos sérios problemas em termos de identidade, porque se o macaense já não comunga da língua, afasta-se da comunidade e

para onde vai? Para a comunidade chinesa, obviamente”, lamentou. Além da língua, os macaenses partilham outros valores portugueses, como a religião, sendo católicos, na sua maioria, e mantêm tradições vivas no território como as procissões, apesar de terem adoptado algumas práticas chinesas. “Não se estranhe que um macaense, tradicionalmente católico, depois de uma missa dominical vá ao mestre de Fung Soi (arte da geomancia chinesa) e ao pagode pôr um pivete, o que é fruto da tal miscigenação”, observou Miguel de Senna Fernandes. Para este macaense, “é admirável que num sítio como Macau, pequeno e em que o peso da cultura chinesa é esmagador e absorvente, ainda haja uma espécie de resistência cultural em se manter tradições que nada têm a ver com a cultura chinesa”, dando como exemplo procissões como a do 13 de Maio e a do Senhor dos Passos. “O macaense é o sustentáculo de muito do que é a cultura portuguesa e da singularidade de Macau”, concluiu. “Devemos olhar para o futuro, mas tudo será em vão se não soubermos de onde viemos. Cada povo tem a sua memória e é, neste âmbito, que nos estamos a mexer”, sublinhou o também dramaturgo e encenador.

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segunda-feira 24.5.2013


segunda-feira 24.5.2013

vida

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Fogo na Indonésia Singapura começa a respirar de alívio

Incêndios estão a ser controlados É difícil dizer se os fogos que deflagraram em florestas e matas na Indonésia têm os dias contados. O Governo indonésio destacou meios de combate e Singapura, país vizinho muito afectado, notou melhorias nos níveis de poluição que, depois de baterem recordes, finalmente estão a voltar ao normal. Uma residente portuguesa na cidade fala do clima vivido e da incerteza de melhores dias. Rita Marques Ramos

“Entre quarta e sexta-feira, [o índice] escalou a níveis preocupantes e sentia-se um nervosismo muito grande entre as pessoas, gerada também pela falta de informação do Governo, não se decidiam se as pessoas deveriam ficar em casa” Carina Ferreira, residente de Singapura

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assada uma semana, Singapura pode respirar timidamente de alívio. Os incêndios em florestas na ilha de Sumatra, na Indonésia, que atingiram proporções nunca antes alcançadas, afectaram fortemente a qualidade do ar na cidade-Estado e na Malásia. Os fogos terão sido deliberadamente ateados, normalmente ocorrem na estação de seca (entre Junho e Setembro) em matos e florestas, para abrir espaço à plantação de palmeiras para extracção de óleo. Mas ficaram fora de controlo. Durante a semana passada, foram batidos sucessivamente recordes no principal índice de poluição (PSI), na casa dos 200 e 300, atingindo o seu máximo na passada sexta-feira com 401, níveis considerados “perigosos” para a saúde pública. No entanto, o fim-de-semana trouxe a bonança até porque no sábado o índice caiu para valores entre o nível “moderado” e “prejudicial à saúde”, tal como nos conta uma emigrante portuguesa há um ano e meio radicada em Singapura. “Felizmente a situação começou a melhorar, ontem sentimos finalmente uma brisa e já se começou a ver um tom azul no céu. Actualmente o PSI está perto dos 90, o que é muito abaixo dos últimos dias, e apenas um pouco acima dos níveis normais”, conta Carina Ferreira ao Hoje Macau, sem esquecer o desassossego dos últimos dias.

“Entre quarta e sexta-feira, [o índice] escalou a níveis preocupantes e sentia-se um nervosismo muito grande entre as pessoas, gerada também pela falta de informação do Governo, não se decidiam se as pessoas deveriam ficar em casa (...) Não tínhamos ideia de

quando iria começar a melhorar, perguntei a várias pessoas e só diziam ‘semanas, talvez um mês’ até porque nunca se sentiu nada assim. A última situação deste género foi em 1997 mas desta vez foram ultrapassados todos os recordes”, revela a profissional de marketing

Dengue Mais um caso importado de febre em Macau

Made in Filipinas

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m homem de nacionalidade inglesa, residente na Taipa, contraiu febre da dengue nas Filipinas. Este é o quarto caso importado desta doença em Macau. De acordo com o Centro de Prevenção e Controlo da Doença dos Serviços de Saúde, o doente tem 65 anos de idade e foi viajar sozinho às Filipinas, entre 30 de Maio e 7 de Junho. “Depois

do regresso a Macau, o doente manifestou sintomas de febre, dores de cabeça, cansaço, dores musculares e articulares e dores nos olhos”, explica. O homem só terá sentido os sintomas no dia 16, tendo ido ao Hospital Kiang Wu três dias depois. “No dia 21 de Junho, o resultado da análise laboratorial realizada pelo Laboratório de Saúde Pública dos

Serviços de Saúde confirmou a presença do anticorpo IgM da febre de dengue.” O homem está melhor e os familiares com quem vive não registaram sintomas. Os Serviços de Saúde alertam que os cidadãos de Macau devem tomar precauções quando viajarem para locais do Sudeste Asiático. – J.F.

e eventos. No entanto, ao fim de uma semana as coisas normalizaram embora, segundo indica, tal se deva ao aparecimento de vento, o que apenas pode significar uma melhoria temporária. O stock de máscaras esgotou nas lojas, as escolas começaram a funcionar a tempo parcial (quando não encerradas) e muitas actividades exteriores, nomeadamente para turistas, tiveram de ser canceladas. Quem pôde, começou a trabalhar a partir de casa preferencialmente. “No final da semana [passada] já andávamos todos de máscaras na rua, que começaram a desaparecer nos supermercados e muitas lojas estavam fechadas (até o MacDonald’s deixou de fazer entregas em casa) (...) a minha empresa estava a providenciar em ambos os escritórios e a enviar vários e-mails para trabalharmos a partir de casa, principalmente se fizermos parte dos grupos de

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risco (idosos, pessoas com asma ou outros problemas respiratórios, tais como sinusite). Felizmente as empresas são modernizadas e temos muita mobilidade”, sublinha.

Relações “nubladas”

A Indonésia tem já aviões e helicópteros em acção para conter os incêndios mas o clima de tensão cresceu entre os governos do país e dos dois vizinhos afectados - Singapura e Malásia. Na quinta-feira, o ministro indonésio dos assuntos sociais, Agung Lakson, que coordena os esforços de resposta aos incêndios, disse em conferência de imprensa que “Singapura não se deveria comportar como as crianças, em tamanha emoção”, explicando que os “centenas de cidadãos indonésios também precisam que cuidem deles”. Por sua vez, o chefe do departamento ambiental de Singapura pediu “uma acção decisiva” para endereçar esta crise. Segundo as últimas informações disponibilizadas por agências internacionais, Governo indonésio identificou oito empresas alegadamente responsáveis pelos incêndios, pelo menos duas com sede em Singapura pelo que o ministro do Ambiente, Balthasar Kambuaya, diz que todas sem excepção “serão processadas”. Adi Daryanto, por sua vez, não se apressa em conclusões, preferindo saber por meio de provas quais os motivos na origem do descontrolo dos fogos, admitindo ainda a hipótese de negligência. Carina Ferreira relata os ecos desta tensão nas notícias locais. “Os governos têm comunicado mas não muito bem. Há notícias do Governo da Indonésia a dizer que não vão emitir nenhum pedido de desculpas, outro ministro diz que estamos a agir como bebés chorões, por isso, podemos dizer que a relação entre os países também está ‘enublada’.” Mas Ferreira, relembra, houve uma tentativa de ajuda financeira por parte do Governo que não foi aceite pela Indonésia. E, por outro lado, sabe também, foram mobilizadas equipas do corpo de bombeiros que, para já, ainda não foram enviadas para combater os incêndios.


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cultura

Arte Arte contemporânea tailandesa em Hong Kong

Não é apenas arte ocidental e chinesa que pode ser vista nas galerias de Hong Kong. Até ao próximo dia 20 Julho, na Chancery Lane Gallery, em Hong Kong, está patente ao público a exposição Subjective Truth, Contemporary Art from Thailand. O projecto tem curadoria do especialista em curadoria do Sudeste Asiático, Iola Lenzi, e conta com a participação de artistas como Stee Kunavichayanont, Tawatchai Puntusawasdi, Michael Shaowanasai, Manit Sriwanichpoom, Nawapol Thamrongrattanarit e Prapat Jiwarangsan. Para muitos a Tailândia Contemporânea é muito mais complexa do que os clichés nacionais fundados na serenidade Budista. Alguns tailandeses diriam que o seu território é pautado por disfunções de todo o tipo: políticas, sociais e espirituais. Em Subjective Truth, seis artistas tailandeses apresentam sua própria versão da Tailândia.

Livros Estudo sobre as exposições mais influentes desde anos 60

Tudo será como é agora, só que um pouco diferente

Arte Pipilotti Rist no Guangdong Times Museum

No próximo Outono (14 de Setembro a 17 de Novembro), a artista Pipilotti Rist apresentará sua primeira exposição individual na China. Rist está há três anos a trabalhar com vários pintores a óleo com o objectivo de usar as pinturas como écrans para projecções de video. Para a exposição no Guangdong Times Museum, Rist está a trabalhar com a curadora Shen Ruijun. O Museu convidou Rist a criar um corpo de trabalho completamente novo, inspirado no espaço do Museu e nas actividades quotidianas dos locais. Pipilotti Rist apresentará trabalhos inéditos, com instalações video a ocuparem os 1,000 pés quadrados das ala principal e a estenderem-se para os jardins e alguns apartamentos residenciais no bairro vizinho, Times Rose Garden. Rist e os seus assistentes estarão no Museu durante três semanas para a instalação, a abertura e a realização de seminários e workshops. Um workshop, com a duração de um dia, co-organizado com o Museu de Arte He Xiangning, convidará jovens artistas locais a juntarem-se a Rist para uma residencia artística.

Arte Verdade, Beleza, Arte e História em Xangai

A arte dos novos media na China começa a produzir uma panorama cultural distinto, ao fazer emergir novas formas de comunicação. Truth, Beauty, Art and History: Art After Social Media Era, exposição que está patente ao público até ao próximo dia 30 de Julho, no Chi K11 Art Space, em Xangai, aponta a arte nos novos media, como espaço para o encontro e a razão estarem em conjunto. O curador Li Zhenhua procura em Truth, Beauty, Art and History: Art After Social Media Era, afastar-se da tradicional caixa a preto branco para abraçar um público mais vasto. Cerca de 20 artistas estão representados na exposição, incluindo o artista finlandês Mika Taanila, cuja obra The Most Electrified Town in Finland foi apresentada na Documenta 13, assim como o artista de Zurique, Yves Netzhammer que participa com instalações video e desenhos.

segunda-feira 24.6.2013

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Tiago Quadros

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O

presente é confuso, o futuro muito incerto, sabemos muito pouco uns dos outros, do que nos é comum e do que nos é diferenciado, mas podemos intervir. E com certeza uma das formas, é certo que pouco espectaculares, não necessariamente muito mediáticas mas eficazes e, sobretudo, fundamentais, é a investigação, ou melhor dizendo, os vários métodos e protocolos de investigação e a produção de teoria. É conhecida a importância que esta actividade tem na história de arte. No entanto, ela é sempre insuficiente e sempre urgente, apesar de ser paradoxalmente uma actividade com tempos lentos e que vive de tentativas, sucessos e falhas e, de novo, de mais tentativas e sempre a partir da discussão, a maioria das vezes entre pares com as linguagens adequadas e os

calendários próprios. Num momento em que se retoma a discussão sobre o fim da história e, em particular, sobre a revisão da história de arte, o ensaísta e curador Bruce Altshuler apresenta e materializa em livro uma “história” sobre as exposições mais influentes desde a década de 60 do século passado. Em Biennials and Beyond: Exhibitions that Made Art History, 1962-2002 (Phaidon, 412 pp.), Bruce Altshuler aborda com insistência o conceito de altermodernidade. Este conceito pretende ultrapassar o dilema da escolha entre um pós-modernismo esgotado – na irresolução do que anunciou – e alguma nostalgia da energia do modernismo. A tese de Altshuler considera que a actual crise estava anunciada e que, de algum modo, ela serve para enterrar o dilema moderno-pós-moderno e para criar uma nova era: a altermodernidade. A altermodernidade não tem um eixo, actua em várias temporalidades, pre-

tende ultrpassar a crise deste confronto e a melancolia a ela ligada por uma postura afirmativa da arte e como se pode integrar as artes não ocidentais num novo paradigma, também inovador, porque ultrapasse a ideia de que tudo está condicionado a uma globalização financeira. É pois oportuno ouvir como Bruce Altshuler explicita o seu conceito, como o sustenta em termos teóricos e como o mostra materializado na selecção das exposições que apresenta no livro de que é autor. As escolhas de Altshuler são paradigmáticas. Entre outras, duas exposições londrinas: A New Spirit in Painting, apresentada em 1981 na Royal Academy of Arts; e a exposição Freeze, concebida por Damien Hirst em 1988, considerada a primeira exposição de curadoria individual e própria. Uma exposição em solo francês: Traffic, apresentada no Musée d’Art Contemporain de Bordeaux, em 1996, com curadoria de Nicolas Bourriaud, que, segundo Altshuler marca decisivamente o panorama artístico da década de 90. E três grandes bienais: a Whitney de 1993, a de São Paulo em 1998 e a “Documenta 11” apresentada em 2002. O Modernismo, que continua a ser uma arqueologia da actualidade, inventou a noção cultural de que era possível ser mais veloz que o próprio futuro; juntamente com a tecnologia e a ciência e com a ruptura com os cânones, quis submeter o tempo ao espaço, gerando uma energia criativa invulgar. O Pós-Modernismo por seu lado, veio desacelerar essa energia e, acrescentando a difusão do tempo e do espaço e terminando com as grandes narrativas, insistiu muito no presente e na actualidade, que adquiriram um estatuto de categoria que condicionou artistas e exposições, assim como a operatividade de conceitos. Fascinante pelos seus contrastes, a pós-modernidade conduziu tudo ao limite e nas suas contradições relegou para o mercado e para a es-

pectacularidade das imagens todas as visões possíveis sobre o futuro. Vivemos já no século XXI, é um facto; a globalização é outro facto. E a estes dois factos que balizam a vida actual – os países, a economia, as práticas culturais, a disseminação das artes – e que alteraram o mundo como nós o conhecíamos há vinte anos, outros devem ser acrescentados, que enquadram o tempo e o espaço contemporâneos. O que Bruce Altshuler nos diz em Biennials and Beyond: Exhibitions that Made Art History, 1962-2002, é que o mundo da arte está diferente e isso implica uma responsabilidade maior para os que nele têm capacidade de intervenção. Há um personagem de “À Espera dos Bárbaros”, de J. M. Coetze, que diz “Há qualquer coisa a meter-se-me pelos olhos dentro e ainda não consegui ver o que é”. Mesmo assim, ou por isso mesmo, é fundamental estar disponível para o que vem, na sua estranheza e na sua imprevisibilidade, e as crises são momentos cruciais para a intervenção que modifica, altera, recoloca as questões centrais. Biennials and Beyond: Exhibitions that Made Art History, 1962-2002, só será sentido quando parte desta teoria produzida puder ser comunicada em círculos difusos a outros investigadores, a públicos anónimos mas interessados e aos estudantes de arte. Houve sempre uma assumpção implícita, ligeiramente colonialista, entre os curadores americanos e europeus, de que mais cedo ou mais tarde o crescimento das economias asiáticas, com as suas populações também em amplo crescimento, reconheceriam a inata superioridade da arte contemporânea ocidental. Mas esta epifania não se verificou. Parece evidente que um próximo estudo sobre a influência das exposições no mundo da arte venha a debruçar-se sobre territórios asiáticos. E apetece dizer que tudo será como é agora, só que um pouco diferente.


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cultura

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IIM vai lançar 2º volume da obra de José Pedro Braga

Um livro importante “na China actual” O académico Barnabas Koo vai continuar a realizar a pesquisa iniciada pelo macaense José Pedro Braga sobre “Os portugueses em Hong Kong e China”. O segundo volume da obra será publicado em Macau. Está ainda prevista a recolha de mais material pelo Clube Lusitano de Hong Kong Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

J

osé Pedro Braga morreu em 1944 e deixou inacabada a sua obra “Os portugueses pela China – começo e progresso até 1949”. Coube ao académico Barnabas Koo acabar o trabalho deixado a meio, tendo publicado a edição revista do livro em 2003. A mesma obra foi lançada este fim-de-semana pelo Instituto Internacional de Macau (IIM), que está a preparar o lançamento do segundo volume para Agosto. Barnabas Koo irá prosseguir ao levantamento de testemunhos da presença lusa no oriente após 1949. “O segundo volume já é mais o trabalho do professor Barnabas Koo, uma investigação que fez sobre a presença portuguesa na China e também em Hong Kong”, explicou Jorge Rangel ao Hoje Macau. O lançamento do primeiro volume na sua edição revista foi feito com a parceria da Universidade de Macau (UMAC), tendo colaborado uma equipa de académicos. Rui Martins, vice-reitor, mostrou vontade de apoiar o segundo volume. Jorge Rangel diz que daqui a dois meses será feita “uma sessão de apresentação e com os dois

M

acau vai acolher, a partir de hoje, a ICAS 8, Convenção Internacional de Estudiosos da Ásia, em que vão participar mais de 1200 académicos, provenientes de 56 países e territórios. Apresentada como a maior e mais importante conferência académica alguma vez realizada em Macau, a ICAS 8 vai decorrer ao longo de quatro dias, estando os investigadores - alguns dos quais quadros das mais prestigiadas universidades do mundo agrupados em mais de 300 painéis. O programa contempla cerca de duas dezenas de

volumes iremos fazer sessões especiais em várias partes do mundo, nas Casas de Macau, e também em Lisboa”, acrescentou.

Clube Lusitano vai ajudar

Durante a apresentação do primeiro volume foi proposta a ideia do Clube Lusitano de Hong Kong continuar o trabalho de José Pedro Braga na recolha da presença portuguesa. “O estímulo que quis lançar foi para o Clube Lusitano fazer a sua história. O material terá que ser tratado por eles porque muitos elementos mais velhos da comunidade (portuguesa em Hong Kong) ainda se lembram da história desde a Segunda Grande Guerra até hoje. Era muito importante que esses testemunhos não se perdessem”, disse Jorge Rangel. Durante o painel de apresentação, Barnabas Koo lembrou que “este livro é muito importante, especialmente na China que temos actualmente, que se está a tornar numa super potência do século XXI”. “Eu falo como chinês nascido na Malásia: à medida que a China vai crescendo, com mais poder, temos de olhar para o mundo não como superiores, mas sempre pensando nas interligações com os outros povos. E a história de José Pedro Braga dá-nos essa visão”, acrescentou.

IIM vai levar seminário a Pequim e Luanda Jorge Rangel disse ainda ao Hoje Macau que os projectos do instituto que dirige são muitos, mas que nem sempre os meios permitem que todos avancem. Quanto ao seminário “O papel de Macau no intercâmbio sino-luso brasileiro” irá este ano marcar presença para Pequim, estando ainda Luanda, capital de

Angola, na calha. “Fizemos contactos para iniciar uma primeira experiência em Pequim, na universidade de economia e comércio internacional. Portanto este seminário arranca no Rio de Janeiro em Outubro e irá ao Recife, teremos depois Lisboa, Aveiro, depois Macau, Xangai e Pequim. No próximo ano queríamos incluir

uma cidade africana, provavelmente Luanda. Podíamos fazê-lo já mas estas coisas devem ser feitas com alguma consistência, só quando tivermos as coisas garantidas avançaremos para África.” Quanto à colecção de livros sobre missionários, o próximo irá versar sobre D. José da Costa Nunes, garantiu Jorge Rangel.

ICAS 8 Convenção Internacional de Estudiosos da Ásia começa hoje em Macau

Quatro dias de debate painéis relacionados com Macau, focando designadamente a sua identidade, património e cultura, a política, as mudanças sociais, o sistema judiciário e político, a comunidade macaense e até mesmo o papel da língua portuguesa. O mundo lusófono também estará em debate, com um painel intitulado “Macau nas relações da China com os países de

língua portuguesa” a servir de chapéu a intervenções sobre o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau) - que assinala, este ano, o 10.º aniversário. Além das ligações sino-lusófonas, os académicos que se dedicam ao estudo da Ásia vão ainda focar-se noutros pontos que tocam

o mundo da lusofonia, com abordagens relacionadas com Timor-Leste ou com aspectos tão específicos - integrados em painéis mais abrangentes - como a comunidade brasileira no Japão. A 8.ª edição da ICAS, que decorre no Centro de Convenções do Venetian, promove também actividades culturais a título gratuito, como uma feira

do livro, uma exposição, um concerto ou um ciclo de cinema. A iniciativa, com um orçamento avaliado em seis milhões de patacas, abrange temas desde a área das Humanidades à Gestão, passando pelas Ciências Sociais, Direito ou Educação. A anterior edição da ICAS - plataforma criada pelo Instituto Internacional para Estudos Asiáticos (IIAS, na sigla em inglês), com sede em Leiden, na Holanda - decorreu, em 2011, em Honolulu, no Havai, tendo atraído cerca de cinco mil académicos de todo o mundo. - Lusa


desporto

O

Monte Carlo garantiu na passada sexta-feira o seu quinto título de campeão de Macau ao derrotar o arqui-rival Lam Pak por duas bolas a uma, num encontro de tudo ou nada para o grupo de trabalho presidido por Firmino Mendonça. Para recuperar um troféu, que já lhe escapava há cinco anos, o onze “canarinho” estava obrigado a vencer aquele que foi durante mais de uma década o seu principal adversário nos relvados do território. O Monte Carlo entrou na última ronda da edição de 2013 da Liga de Elite com um magro ponto de vantagem sobre a Casa do Sport Lisboa e Benfica de Macau e acabou por garantir o triunfo na competição a escassos 21 minutos do cair do pano sobre a temporada. No derradeiro embate da época o onze orientado por Tam Iao San foi sempre a equipa que mais vontade mostrou de conquistar os três pontos. A formação “canarinha” entrou melhor no desafio e ao fim de uma mão cheia de minutos, Leong Ka Hang serviu Denilson na frente de ataque, mas o avançado brasileiro acabou por não conseguir finalizar a acção ofensiva nas melhores condições. Poupado, o guarda-redes do Lam Pak operou a primeira grande defesa do desafio pouco depois. Fong Chi Hang desviou com uma intervenção atenta um bom remate de longe de Lo Chin Fong. O guardião do conjunto azul e branco voltou a estar em destaque pouco depois, ao travar com uma defesa segura um livre-directo do Monte Carlo. O Lam Pak só à passagem da meia hora de jogo conseguiu responder na mesma moeda, mas o veterano Domingos Chan respondeu com classe ao remate de Loi Wai Hong. Pouco depois é Sio Ka Un quem tenta a sorte na cobrança de um livre-directo em posição frontal ao último reduto adversário, mas o lance acaba por não conseguir incomodar Chan na baliza do Monte Carlo. O guarda-redes voltou a mostrar qualidades pouco depois, ao travar com uma boa defesa uma boa jogada do ataque azul e branco. Mais expedito na saída para o ataque, o Monte Carlo sacudiu a pressão adversária e inaugurou o marcador aos 38 minutos, com Du

segunda-feira 24.6.2013

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Monte Carlo derrota Lam Pak e vence Liga de Elite

Campeão cinco anos depois Zhiqiang a marcar de cabeça. O avançado da RPC, formado nas camadas jovens do Guangzhou Evergrande, surpreendeu Fong Chi Hang, ao dar o melhor seguimento a um bom cruzamento de Leong Ka Hang. O onze orientado por Chan Man Kin tentou esboçar uma resposta na jogada imediata, mas o remate de Sio Ka Un acabou por falhar o enquadramento com a baliza de Domingos Chan. O guarda-redes do Monte Carlo acabou por ser surpreendido fora dos postes a dois minutos do intervalo por um remate de Lee Keng Pang. Lei Ka Him ainda tentou evitar que o esférico não entrasse no último reduto dos novos campeões do território, mas o esforço do jovem defesa “canarinho” acabou por se revelar inglório. O empate não servia as aspirações do Monte Carlo, que voltou a entrar melhor na segunda metade. Denilson serviu Du Zhiqiang na frente de ataque e o jovem dianteiro da RPC esteve perto de apontar o segundo da conta pessoal nos primeiros minutos da etapa complementar, ao fazer cantar, com um remate seco, o ferro da baliza à guarda de Fong Chi Hang. Pouco depois foi Leong Ka Hang quem se abeira do golo, ao falhar por pouco o último reduto do Lam Pak num cabeceamento fulgurante na resposta a um pontapé de canto. O Monte Carlo era a equipa que mais abertamente procurava o golo e o tento da vitória acabou por surgir com alguma naturalidade aos 69 minutos, na sequência de uma jogada de insistência da linha avançada “canarinha”. Um mau alívio de Leung Chon In deixou o esférico à mercê de Chan Kin Seng e o avançado, que há cinco anos se revelou instrumental na conquista do Campeonato por parte do Monte Carlo, voltou a ser sinónimo de grandes triunfos para o emblema presidido por Firmino Mendonça. Instrumental para a conquista do título foi também o técnico Joseph Tam Iao San. De regresso ao banco da equipa após quatro

temporadas de ausência, o jovem treinador festejou no relvado do Estádio da Taipa o seu segundo título, depois de há cinco anos ter levado o Monte Carlo ao triunfo na principal prova do desporto-rei do território: “Quero agradecer sobretudo aos meus jogadores por nunca terem deixado de acreditar. Lutámos do início ao fim do Campeonato e não foi fácil, num ano em que o Benfica, o Ka I e o Lam Pak estiveram em grande nível”, aquiesceu o treinador em declarações à TDM.

gonçalo lobo pinheiro

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Doze inglórios golos

O Monte Carlo encerrou as contas do título com 49 pontos e um magro ponto de vantagem sobre a o Benfica de Macau. Apesar de se terem despedido da edição de 2013 da Liga de Elite com o melhor ataque e a melhor defesa, as águias não conseguiram evitar que o experiente rival chegasse ao título. O onze encarnado rematou a temporada com uma inglória goleada de doze golos sem resposta sobre o despromovido Kei Lun. Motivado ainda pela possibilidade de poder conquistar pela primeira vez o principal título do futebol do território – Benfica e Monte Carlo disputaram partidas simultâneas – o grupo de trabalho orientado por Bruno Álvares precisou de dez minutos para abrir a contagem, com Edgar Teixeira a rematar colocado à entrada da pequena área adversária e a marcar o primeiro do encontro. O emblema encarnado reforçou a vantagem de que dispunha no placard treze minutos depois, com Bruno Martinho a marcar de cabeça, na sequência de um pontapé de canto. O terceiro golo encarnado demorou apenas três minutos a surgir, com Pio Júnior a marcar na recarga a um primeiro remate defendido por Eusébio Rodrigues Mendes. O guarda-redes do Kei Lun nada pode fazer aos 35 minutos para evitar o segundo golo de Bruno Martinho. O avançado marcou com um remate de primeira, após um bom cruzamento de Iuri Capelo. Edgar Teixeira também bi-

Liga de Elite 2013 última Jornada Resultados Benfica

12 – 0

Kei Lun

Lam Pak

1 – 2

Monte Carlo

Ka I

3 – 1

Kuan Tai

Polícia

1 - 0 Sub-23

Lam Ieng

3–2

Chao Pak Kei

Classificação Equipa

J

V E D

GM - GS Pontos

Monte Carlo

18

16

1

1

57-9

49

Benfica

18

16

0

2

69-4

48

Ka I

18 15 1 2 61-13 46

Lam Pak

18 12 0 6 55-22 36

Polícia

18 7 2 9 24-33 23

Lam Ieng

18

7

1

10

29-52

22

Kuan Tai

18

6

0

12

22-35

18

Chao Pak Kei 18

6

0

12

28-53

18

Kei Lun

18

2

1

15

16-80

7

Sub-23

18 0 0 18 8-68 0

Campeão: Monte Carlo Despromovidos: Kei Lun e Sub-23

sou nos derradeiros instantes da primeira parte, com um remate cruzado, desferido à entrada da pequena-área do Kei Lun. A entrada na etapa complementar dificilmente poderia ser mais favorável às ambições do Benfica, com Bruno Martinho a completar um hat-trick. O brasileiro

Fabricio Lima também deixou a sua marca na partida, ao levar a melhor sobre a defesa adversária e ao marcar com um remate rasteiro o sétimo golo do encontro. Quatro minutos depois, ao 42, foi a vez de Edgar Teixeira concluir um hat-trick, a passe do influente Bruno Martinho. Aos 56

minutos, Fabrício Lima voltou a isolar-se na frente de ataque encarnada e a surpreender Eusébio Rodrigues Mendes com um remate colocado. Jorge Tavares elevou a vantagem encarnada para a dezena de golos aos 66 minutos, antes de Bruno Martinho festejar, doze minutos depois, o seu quarto e último golo na partida. A contagem não estava, no entanto, encerrada. A cinco minutos do final Iuri Capelo inscreve o nome nos anais do desafio, ao bater o guarda-redes do Kei Lun com um chapéu com peso, conta e medida, após um bom passe de Edgar Teixeira. Com os 12 golos apontados frente ao penúltimo classificado da Liga de Elite, o Macau e Benfica encerrou a participação na prova com um total de 69 golos marcados e apenas 4 sofridos. Três anos depois de ter inscrito o nome pela primeira vez na lista dos vencedores da principal prova do futebol do território, o Ka I viu-se obrigado a passar o testemunho. A formação orientada pelo brasileiro Joseclér despediu-se da edição de 2013 da Liga de Elite com uma vitória sólida sobre o Kuan Tai. Depois de ter conseguido assegurar a presença na final da Taça da Associação de Futebol de Macau, o Ka I encerrou a época com chave de ouro, com um triunfo que se começou a escrever aos 23 minutos, numa jogada concluída por Cesinha. O Kuan Tai ainda conseguiu repôr a igualdade no marcador aos 54 minutos, com um golo apontado por Bruno Vilas, mas o Ka I voltou a saltar para a frente do marcador quinze minutos depois, através do expediente de uma grande penalidade apontada por Ricardo Torrão. O terceiro e último golo do desafio foi apontado a dez minutos do fim dos noventa regulamentares, num lance de ataque com a chancela de Carlos Reginaldo da Silva. O Grupo Desportivo da Polícia de Segurança Pública também encerrou a participação na Liga de Elite com chave de ouro, ao derrotar a Selecção de Sub-23 pela margem mínima, com um golo apontado por Leong Chan Pong aos 24 minutos. No derradeiro desafio da temporada, o Lam Ieng levou a melhor sobre o Chao Pak Kei por três bolas a duas.


segunda-feira 24.6.2013

[ ] Cinema

futilidades

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Cineteatro | PUB

World war z [3d] [c]

Sala 1

World war z [c]

Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 14.30, 19.30

Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 16.30, 21.30 Sala 3

now you see me [b]

miracle cell no.7 [b]

Um filme de: Louis Leterrier Com: Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Mélanie Laurent 16.30, 19.30

(Falado em coreano e legendado em chinês/ inglês) Um filme de: Lee Hwan-gyeong Com: Ryoo Seung-ryong, Park Sin-hye, Gal So-won 14.30, 16.45, 19.15

long weekend [c]

Sala 2

now you see me [b]

(Falado em tailandês e legendado em chinês/ inglês) Um filme de: Taweewat wantha Com: Shin Chinawut, Namcha Sheranat, Sean Jindachote 21.30

Um filme de: Louis Leterrier Com: Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Mélanie Laurent 14.30, 19.30

VERTICAIS: 1 – Barrete doutoral; ajuntar. 2 – Campo de cereais; eia! (interj.). 3 – Avenida (abrev.); imóvel; observei. 4 – Esteiro de rio ou braço de mar, geralmente navegável e que se ramifica pela terra; apetite sexual dos animais em determinados períodos. 5 – Antigo navio comprido, de baixo bordo, a remos ou à vela, com dois ou três mastros; espécie de boi selvagem. 6 – Supressão de fonemas ou letras no princípio da palavra. 7 – Composição poética de assunto elevado e destinada ao canto; dispor por lotes. 8 – Curso de água, num lago ou no mar; fileira. 9 – O espaço aéreo; courela de terreno; índio (s.q.). 10 – Perigoso; que atingiu a maioridade legal. 11 – Qualquer instrumento de ataque ou defesa; rasoura.

Soluções do problema

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1 – Que tem grande extensão no sentido oposto ao do comprimento; os ramos ou a folhagem das plantas. 2 – Estrada que estabelece a ligação de um lugar para o outro; ter tonturas. 3 – Ósmio (s.q.); com asas; o primeiro algarismo da série dos números inteiros. 4 – Soberano de uma nação monárquica; nome da letra F. 5 – Repreensão (fam.); tudo o que é bom, justo, agradável e conforme à moral. 6 – Caixilho de madeira para os vãos das janelas, etc.; altar cristão; a parte da cozinha onde se acende o fogo. 7 – Género de formigas a que pertence a saúva; composição poética consagrada ao luto e á tristeza. 8 – Costume; contr. da prep. a com o art. def. o (pl.). 9 – Prep. que designa diferentes relações, como posse, matéria, lugar providência, etc.; sinal de giz que demarcava o princípio e o fim nas corridas de cavalos; batráquio anfíbio aquático, anuro, da família dos ranídeos. 10 – Que não tem caminho; acolá. 11 – Descarga eléctrica entre uma nuvem e o solo ou entre duas nuvens; nome do sétimo planeta do sistema solar, cuja órbita decorre entre a de Saturno e a de Neptuno e que possui cinco satélites.

Aqui há gato [Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:40 18:10 18:30 19:30 20:30 21:00 22:20 23:00 23:30 00:00 00:30

15:00 FIM Mx1 & Mx2 World Championship 2013 Highlights Grand Prix of Italy 15:30 Freedom Riders Asia - Series 1 16:00 MotoGP World Championship 2013 Highlights Catalunya Grand Prix 17:00 Wimbledon Official Film 2012 18:00 The Championships, Wimbledon 2013 Preview 18:30 (LIVE) The Championships, Wimbledon 2013 1st Round

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HORIZONTAIS: 1-LARGO. RAMA. 2-VIA. OIRAR. 3-ALADO. UM. 4-REI. EFE. 5-LAMIRE. BEM. 6-ARO. ARA. LAR. 7-ATA. ELEGIA. 8-USO. AOS. 9-DE. CRETA. RÃ. 10-INVIO. ALI. 11-RAIO. URANO. VERTICAIS: 1-BORLA. ADIR. 2-SEARA. ENA. 3-AV. IMOTO. VI. 4-RIA. CIO. 5-GALERA. URO. 6-AFERESE. 7-ODE. ALOTAR. 8-RIO. ALA. 9-AR. BELGA. 10-MAU. MAIOR. 11-ARMA. RASÃO.

À venda na Livraria Portuguesa Gare do Oriente • Vasco Luís Curado

Cinco pessoas, vindas de diferentes pontos da cidade, convergem para o mesmo comboio que parte da Gare do Oriente a caminho do subúrbio. Todas estão sozinhas com os seus pensamentos, que dificilmente podem ser partilhados ou compreendidos; umas vivem presas à memória do passado, outras criaram dilemas que lhes limitam o presente. Mas eis que algo faz despertar neles uma consciência comum: o ataque terrorista ocorrido nessa manhã numa estação estrangeira e cujas imagens passam continuamente na televisão. Poderá esta ameaça à escala global mudar alguma coisa no seu íntimo?

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Mitos e Lendas da Terra do Dragão • Wang Suoying, Ana Cristina Alves

Na sequência de Contos da «Terra do Dragão», as autoras oferecem agora ao público esta obra, que traz para Portugal algumas das lendas e dos mitos mais conhecidos entre os Chineses: estes incluem a mitologia chinesa das «narrativas sobre seres divinos e espíritos», mais abrangente, mas também os mitos de criação do Universo e dos seus seres, façanhas de fundadores, inventores e heróis, feitos de guerra e combates a desastres naturais como o dilúvio, etc. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

Mortais Por mais que o que o mundo seja composto de mudança, há um fogo que arde e não se sente, naquela triste e leda madrugada que é feita de amor somente. E isso são pássaros que voam entre continentes, quando chega o momento de mudar. A cena da mudança é o frio. O frio gélido que nos abraça como amante tardia, que fica no nosso corpo até ser dia e depois nos desgosta porque o acordar é sempre mais um e a solidão um dever. Prometemos demasiado a nós próprios. E nesse sítio nos sentamos, acendemos um cigarro pardo, a última tentativa de vida, esvaída no fumo breve e leve de uma estranha amargura. Seja a vida. Seja! Ah!… como gosto de ti vida maluca, ansiosa da minha consumpção nas chamas do mais próximo inferno. Amo o inverno sem limitações, aprecio o frio que rói os ossos sem piedades humanistas, amo as cristas das ondas que teimam em bater amáveis nas rochas. E posso explicar: cada movimento da matéria me enternece, cada ruído que fenece faz com que o mundo seja só um pouco mais comprido e tanto basta. Sabor a chocolate pela manhã para que o dia escorra estreito, dentro de seus limites, direito ao objectivo final. Para ser eu, afinal. Mas tremo, dentro de mim a diarreia da palavra, insubstituível pela razão que teima sempre, mas não chega, só a achega do temor, o vibrato simples da dor, naquele violino solitário que insiste em tocar. Que importa? Importa o amor que tenho por ti, meu amor, sem dor e só prazer, sem cuidados excessivos, que não seja a própria excessividade da partilha, meu amor. E assim recuperamos do dia, da tonta maresia que nos cobre, do metal nobre, da vida sem eira mas cuja beira és tu, meu amor, sem sentido nem valido que nos valha. És de palha? Então vou de cabeça!, diz o maluco, esse da minha igualha… E assim fico sem mais. Chega… somos assim… como os mortais…

Pu Yi


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Carlos Morais José

editorial

Sociedade do conhecimento e diversificação económica Para contrabalançar o peso do

jogo nesta economia e mesmo as suas consequências sociais e culturais, Macau não tem senão um caminho: desenvolverse como sociedade do conhecimento. O problema é que quem decide não vê ou não quer ver. Veio o dr. Francis Tam dizer, não há muito, que a diversificação económica é muito bonita mas que não vislumbra caminhos para ela. É assim uma espécie de top-model, que vemos nas revistas, mas que, na realidade, quem ocupa a cama toda na RAEM é essa mulher feia, de mau feitio mas muito rica que se chama jogo. O que fazer? Comecemos pelo óbvio. Macau é uma cidade classificada Património Universal pela UNESCO. Quantas pessoas aqui desenvolvem as actividades económicas

relacionadas com esse mesmo património? Poucas, surpreendentemente poucas. O próprio Governo, ao invés de criar um instituto unicamente dedicado ao assunto, prefere escondê-lo numa gaveta do Instituto Cultural onde se mistura com uma série infindável de outros assuntos e responsabilidades. Criar uma entidade, dividida em duas metades (uma que se preocuparia com os aspectos físicos da questão; outra que trataria da animação e outros aspectos culturais), seria uma solução. Dir-me-ão que a administração não deve engordar e eu direi precisamente o contrário: no tipo de economia que por aqui predomina, o Estado deve ser um dos mais importantes empregadores, na medida em que a iniciativa privada dificilmente poderá combater a concorrência

dos casinos e quejandos. Dotando esses empregos de salários apetecíveis obrigar-se-ia os casineiros a aumentar também os salários que pagam aos locais. O Governo deveria criar mais institutos, mais museus, mais entidades que promovam a cultura local e forneçam empregos dignos aos residentes, estimulando a frequência dos estudos superiores. Outra solução para a diversificação passaria por instalar faculdades da Umac nos bairros antigos da cidade. Esta acção não apenas ajudaria à recuperação e revitalização dos referidos bairros como faria (re) nascer parte do comércio tradicional à volta destes novos pólos de atracção. Pequenos restaurantes, livrarias, papelarias, lojas de curiosidades, etc., ressurgiriam nesses bairros hoje decadentes.

Pelo contrário, o plano do Governo é retirar a universidade da cidade e isolá-la na Ilha da Montanha. Como pode esta medida impulsionar a diversificação económica? As ditas indústrias criativas continuam a ser uma miragem também porque não foram ainda levadas a sério, sobretudo ligadas a pólos de saber. Para quando um curso superior de Moda em Macau, por exemplo? Mas com professores de tal renome que atraíssem inclusivamente alunos de Hong Kong. A verdade é que continuamos à espera da Sociedade de Excelência que Edmund Ho nos prometeu e que Chui Sai On tarda em encontrar o caminho. A RAEM precisa de uma visão. Às vezes acreditamos mas, na maior parte dos casos, parece que caminhamos para o futuro de carteiras abertas e de olhos bem fechados.

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Requerimento para a emissão do certificado de associação para efeitos das eleições para a Assembleia Legislativa – 2013 Relativamente às eleições para a Assembleia Legislativa – 2013, a Direcção dos Serviços de Identificação (DSI) vem pelo presente informar do seguinte: 1. As associações e as organizações devem requerer à DSI, quanto antes, o certificado comprovativo da lista nominativa dos titulares dos órgãos sociais a ser entregue nos SAPF para reconhecimento da relação dos votantes da pessoa colectiva. Aos requerimentos apresentados e devidamente instruídos no dia 22 de Julho de 2013 ou antes desta data, será garantida a emissão do respectivo certificado antes do dia 1 de Agosto de 2013, data em que termina o prazo de entrega do referido certificado ao SAFP para a incrição da relação dos votantes de pessoa colectiva. 2. Caso tenha sido apresentado, antes de 17 de Junho de 2013, o “Pedido de Reconhecimento de Constituição de Comissão de Candidatura”, já instruído com o certificado da lista nominativa dos titulares dos órgãos sociais, o respectivo certificado pode ser usado também para a instrução do pedido de reconhecimento da relação dos votantes da pessoa colectiva. 3. Para os requerimentos apresentados depois das datas acima indicadas ou com documentação incompleta, a DSI vai acompanhá-los com o maior esforço. 4. Do certificado a emitir constará somente a relação dos titulares dos órgãos sociais em efectividade de funções em 11 de Março de 2013. Caso a acta da reunião apresentada no requerimento do certificado demonstre que os actuais membros do corpo gerente das associação ou organizações iniciaram as suas funções depois de 11 de Março de 2013, a respectiva acta será considerada inaplicável. 5. O pedido para emissão do certificado sobredito faz-se mediante:  O preenchimento do impresso próprio para “Pedido de Certificado de Associação” fornecido pela DSI (pode ser obtido através do website da DSI : http://www.dsi.gov.mo);  O pedido é assinado pelo presidente da assembleia geral ou da direcção da associação requerente ou pelo seu procurador, e aposto o carimbo da associação;  O pedido deve ser acompanhado dos seguintes documentos: - Acta da sessão da assembleia geral para eleições dos titulares dos órgãos sociais; - Fotocópias dos documentos de identificação dos titulares dos órgãos sociais; - Procuração, quando o pedido for assinado pelo representante designado pelo presidente da assembleia geral ou da direcção da associação requerente. Não é necessário entregar os documentos acima referidos se tinham efectuado a actualização do registo dos mesmos na DSI, entretanto podem as associações ou organizações requerentes juntá-los novamente ao requerimento para evitar morosidade, caso hajam erros nos documentos anteriormente apresentados Para mais informações sobre o requerimento do certificado de associação destinado às eleições para a Assembleia Legislativa, podem ligar para o número 83940579. Direcção dos Serviços de Identificação, a 11 de Junho de 2013. O Director, Lai Ieng Kit


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David Chan*

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macau visto de hong kong

Conciliação familiar

S

e os leitores leram o “Macao Daily”, sabem que no dia 19 de Junho de 2013, a Sra. Ao Ieong Ut Seng, chefe do departamento de assuntos sociais da Associação Geral das Mulheres de Macau, disse que devia haver mais formação e desenvolvimento de “profissionais de mediação familiar” em Macau. Segundo o Macao Daily, as estatísticas do governo indicam que o número de divórcios tem vindo a aumentar desde 2009. De 2011 para 2012 houve um aumento de cerca 23%.  As causas para esta subida são de vária ordem. Actualmente, há cada vez mais mulheres que trabalham fora de casa. Tanto os maridos, como as mulheres podem ter empregos nocturnos. Estes factores fazem com que haja menos tempo para conviver em família e a falta de comunicação resulta muitas vezes em divórcio.  O Código Civil classifica o divórcio de duas maneiras. Existe o divórcio por mútuo consentimento e o divórcio litigioso (ver artigo 1628 do Código Civil). Se um casal parte para um divórcio litigioso tem de ir a tribunal e o objectivo deve ser transformar o divórcio litigioso em divórcio por mútuo consentimento.  A sra. Ao Ieong afirmou que os mediadores profissionais poderiam ser úteis nestes casos. Como profissionais, podem ajudar a reduzir os conflitos dos casais e a ajudá-los a resolver o seu futuro e o dos seus filhos. “Conciliação” é um processo conduzido por uma terceira parte independente que lida com duas partes em disputa. O objectivo é acabar com a disputa e fazer com que as duas partes cheguem a acordo. Por exemplo, se A e B estão em conflito, podem nomear uma terceira parte independente, C, para resolver a disputa. Uma vez resolvido o conflito, A e B assinam um contrato que deve ter efeito legal. Não há dúvida que os mediadores profissionais podem ajudar e até salvar os casais que estão em processo de divórcio. Também podem salvar os filhos destes casais e suavizar os problemas familiares. A nossa sociedade pode ser mais harmoniosa. No entanto, devemos considerar algumas questões antes da implementação do sistema de conciliação profissional. Antes de mais, Macau tem os seus próprios mediadores. O Centro de Arbi-

tragem do WTC de Macau tem “conciliadores” no seu website. A tradução de “conciliadores” é “調解員”. No entanto a tradução de “mediadores” também é “調解員”. Parece que em Macau o termo chinês “調解員”, tanto pode ser “conciliador”, como “mediador”. Qual é o correcto? É uma questão de tradução. Deixemos isso com o governo e com os especialista da área. Mas independentemente de ser “conciliador”, ou “mediador”, a questão que se põe é saber se os “conciliadores” referidos no Centro de Arbitragem do WTC de Macau são “mediadores de família” . Os “conciliadores” podem desempenhar as mesmas tarefas que os “mediadores de família”? Se pensamos que “mediadores” e “mediadores de família” são coisas diferentes, então ambos devem ter directrizes, qualificações académicas e experiências profissionais com características próprias. Olhemos para Hong Kong. A prática de Hong Kong é particularmente importante porque é um território vizinho e tem uma situação similar. No entanto, Hong Kong tem o seu próprio problema. Existem vários tipos de profissionais de conciliação. Qual deles representa a “autoridade” na área? Não existe uma resposta clara. Sendo assim, qual deve ser a referência “modelo” de “conciliação” para Macau? Em Macau existem alguns espaços de formação em mediação, como o “ Centro de Formação Jurídica e Judiciária” (CFJJ) e o Evangel Adult Education Centre. O “curso de negociação e mediação” é dado pelo CFJJ em colaboração com uma empresa de Hong Kong e já foi dado nove vezes em Macau. Existe outro curso dado pelo Evangel Adult Education Centre of Macao. No seu website diz-se que os alunos que passarem no exame podem: 1. Candidatar-se ao exame do Centro de Arbitragem do WTC de Macau. 2. Ser membros da Associação de mediação Y, em Hong Kong.    Quais são as diferenças dos dois curso de mediação existentes em Macau? Ambos têm elementos de Hong Kong. Será que existe conhecimento da área legal nestes cursos? Não nos esqueçamos que os casais em disputa têm de assinar um contrato quando chegam a acordo. Este contrato é de natureza legal. Não será melhor integrar a Lei de Macau nestes cursos de mediação? 

Se considerarmos a singularidade do “conciliador de família” devemos também pensar no futuro desta profissão. O reconhecimento profissional é importante. Com é que a sociedade de Macau reconhece esta profissão? É reconhecida pelo governo? Pelo CFJJ? Pelo Centro de Arbitragem de Macau? Quem tem autoridade para emitir uma licença para os mediadores? Enquanto não dermos resposta a estas questões não será fácil promover o estatuto de “conciliador de família profissional” em Macau.

Por último, a nossa sociedade só tem mediadores de família? Se olharmos para Hong Kong vemos que existem mediadores financeiros, mediadores de família, mediadores que lidam com outros casos, etc. Macau precisa destes mediadores  Tudo isto precisa de ser resolvido antes da implementação do sistema de “mediadores de família profissionais”. * Professor no Instituto Politécnico de Macau

Chason Jao

por antónio conceição júnior

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Soraia Zhou[estagiária] Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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Mercado Vermelho Fachada poupada

c a r t o on por Steff

Kerry vai para o médio oriente novamente

O Instituto Cultural (IC) negou os recentes rumores na internet de que o Mercado Almirante Lacerda – conhecido como Mercado Vermelho - iria ser demolido. Em declarações ao Hoje Macau, o organismo explica que essa não é uma possibilidade. “O edifício do Mercado Vermelho foi avaliado como tendo um valor arquitectónico, logo não deve ser demolido.” As obras que se vêem servem para optimizar o uso do espaço e melhorar o problema de infiltração de água e o envelhecimento do telhado, explica o IC. “As obras não vão afectar as fachadas do edifício.” O IC aproveitou ainda a oportunidade para realçar que “dá sempre muita atenção aos edifícios” que estão fora da lista do património mas que têm valor potencial.

Soares Portugueses “têm muito medo”

Mendes “PSD desistiu de fazer política”

O social-democrata Luís Marques Mendes considerou sábado que o PSD «desistiu de fazer política» e está «desaparecido em combate», ao contrário do parceiro de coligação no Governo, o CDS-PP, que está a demonstrar «oportunismo». «Em política não há vazios, alguém os preenche», disse no seu comentário político na SIC, referindo-se ao CDS. O antigo presidente dos socialdemocratas lembrou que «há meses que o PSD não faz uma conferência de imprensa, não responde aos ataques, não toma uma posição firme». Para Marques Mendes, «o governo é um todo e cada um tem responsabilidade no que é bom e no que é mau», acrescentou. Referindo-se à posição de Paulo Portas que defende uma descida do IRS até ao final da legislatura, o comentador afirmou que é «uma proposta no sentido de ter um acordo como PSD para reanimar a economia».

ETAR acusada de padrões de avaliação arcaicos

Recuar até 1996 Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

J

oe Chan, conhecido ambientalista, disse ao jornal do Cidadão que a Direcção dos Serviços da Protecção Ambiental (DSPA) utilizou indicadores desactu-

alizados no relatório que fez sobre a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Coloane, que indicava que a espuma da água que apareceu descarregada da infra-estrutura não era nociva à saúde. “Foi para fugir às responsabilidades”, acusou o ambientalista.

Tiago alcântara

O antigo Presidente da República Mário Soares considera que a “democracia está em baixa”, porque as pessoas tem “muito medo”, mas, adverte, o desespero é tal que aqueles que têm fome podem zangar-se. Em entrevista ao jornal Público, o histórico socialista afirma que os portugueses não reagem com veemência às dificuldades que estão a atravessar porque “há muito medo na sociedade portuguesa”. “É por isso que a democracia está em baixa, porque não havia medo e hoje há muito medo. As pessoas têm de pensar duas vezes quando têm filhos. Mas é uma coisa que pode levar a actos de violência”, adverte Mário Soares. Mário Soares ressalva que é uma situação que não quer que suceda. No entanto, “pode acontecer, porque o desespero é tal que aqueles que têm fome podemse zangar”.

Recorde-se que, no início deste ano, foi descoberta água com espuma nos descarregamentos feitos pela ETAR, mas a DSPA lançou um relatório onde dizia que os índices da água atingem os padrões do Regulamento de Águas e de Drenagem de Águas Residuais. Joe Chan aponta, contudo, que o Regulamento foi feito em 1996 e tem os índices atrasados, que não atingem a segunda classificação sequer dos padrões utilizados na China. O ambientalista recorda que o caso foi descoberto pelos residentes e os departamentos responsáveis não souberam da situação antes. “As autoridades precisam de criar um mecanismo de acompanhamento regular a longo-prazo.”

Baltasar Garzón quer “proteger” os direitos de Snowden

Um ataque contra as pessoas

O

ex-juiz espanhol Baltasar Garzón, advogado do fundador da WikiLeaks, Julian Assange, manifestou ontem o seu interesse e da equipa legal da WikiLeaks, que dirige, em “preservar os direitos” e “proteger” o antigo agente da CIA Edward Snowden. Esta posição foi tomada através de um comunicado difundido na conta oficial da WikiLeaks na rede social Twitter, na qual se lê que Garzón considera que “o que se está a fazer a Edward Snowden supõe um ataque contra as pessoas”, conforme relata a agência espanhola EFE.

Snowden saiu hoje de Hong Kong, numa viagem de avião rumo a Moscovo, que, segundo noticia a imprensa internacional, não será o destino final do antigo agente da CIA. O WikiLeaks dá conta que Snowden irá para “uma nação democrática por uma rota segura, de forma a poder pedir asilo”, contando com a companhia de diplomatas e de conselheiros jurídicos do WikiLeaks. Entretanto, o director da NSA anunciou ontem que a agência está a reforçar os procedimentos de segurança informática de forma a evitar que, no futuro, casos semelhantes a este se repitam.

Paquistão Actriz atacada com ácido

Uma jovem actriz de cinema foi atacada com ácido esta madrugada pelo seu produtor no noroeste do Paquistão, depois de rejeitar uma proposta de casamento do agressor. Shazia Aziz, conhecida artisticamente como Bushra, encontrava-se em sua casa na cidade de Nowshera, na província de Khyber-Pakhtunkhwa, quando sofreu o ataque, segundo o jornal Dawn. O agressor, identificado como Shaukat, fugiu após cometer o crime, enquanto a vítima foi internada no hospital Lady Reading da capital provincial, Peshawar. A mãe e um irmão de Bushra também sofreram ferimentos ligeiros ao tentar proteger a actriz, conhecida localmente pelas suas interpretações em filmes, séries e peças de teatro. Os ataques com ácido contra mulheres, frequentemente enquadrados nos chamados crimes de honra, são comuns no Paquistão, onde as mulheres sofrem grande discriminação em todas as esferas da sociedade.

Monte Fuji Japoneses entusiasmados com decisão da UNESCO

A designação do Monte japonês Fugi como Património da Humanidade pela UNESCO gerou um sentimento de entusiasmo generalizado no Japão com o primeiro-ministro e montanhistas a celebrarem o facto. “Sinto-me feliz”, afirmou o chefe do Governo Shinzo Abe depois de conhecer a decisão tomada na véspera pelo Comité do Património Mundial reunido na capital cambojana de Phnom Penh. A “Fujisan”, como é conhecido no Japão a montanha sagrada do Monte Fuji recebe anualmente 300.000 pessoas que entre Julho e agosto sobe em fila ao topo do vulcão de 3.776 metros de altura e que fica localizado a 100 quilómetros a sudoeste de Tóquio.

Coreia do Norte pede «acções concretas»

A Coreia do Norte acusou ontem os Estados Unidos da tensão crescente na península coreana e pediu «acções concretas» de Washington se os Estados Unidos querem a paz. «Os Estados Unidos nunca poderão encobrir a sua verdadeira cor na escalada de tensão na península coreana como algo planeado e deliberado», refere um artigo de opinião no jornal Rodong Sinmun, do Partido dos Trabalhadores. O mesmo artigo defende que se Washington pretende mesmo a paz na região deve tomar «acções concretas» de forma a impedir a construção de armas e a realização de ameaças, refere o texto na tradução inglesa da agência KCNA.


Hoje Macau 24 JUN 2013 #2877