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Director carlos morais josé • segunda-feira 24 de janeiro de 2011 • ANO X • Nº 2295

Só 3,2% dos eleitores registados no Consulado de Portugal foram às urnas votar nas presidenciais Página 5

António Falcão | bloomland.cn

Novos aterros

Arquitectos querem maior participação • P.6

Feira do ambiente

MIECF arranca a 31 de Março • P.7

Dança no CCM

Bailado de Espanha estreia-se amanhã

Sporting de Portugal vai instalar academia em Macau, mas leões do território não sabem de nada última

Popularidade do Governo cai após LAG

Quanto menor o cheque, menor a confiança

• Centrais

Futebol

Porto empata e Benfica perde • P.10 pub

Entrevista | Romano Prodi fala da importância de Macau na relação entre gigantes

Um laboratório de experiências Páginas 2 e 3

os nossos contactos mudaram

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De Janeiro a Outubro, tudo era azul. Até as Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2011 terem sido anunciadas em Novembro – e com elas a novidade de que os cheques da comparticipação pecuniária seriam menores. Foi nessa altura que a popularidade do Chefe do Executivo caiu e não mais subiu até ao final do ano passado, como indicam os resultados de um estudo ontem divulgado. A confiança da população na economia também decaiu, com elevadas preocupações quanto ao crescimento desenfreado da inflação. Cheong U continua a ser o secretário mais bem cotado da lista, com Florinda Chan na cauda, apesar de um ligeiro aumento do seu índice de popularidade em Dezembro. Os pandas deram uma forcinha. >página 4

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actual

Entrevista | Romano Prodi, de passagem por Macau, fala do novo eixo do poder económico mundial

“O encontro entre Hu e Obama é o fim de uma série de tensões e um bom progresso” antonio@hojemacau.com.mo

É um facto consumado que Romano Prodi terminou a sua carreira política. Aos 71 anos, o ex-primeiro-ministro de Itália afirma que esse foi um dos períodos mais felizes da sua vida. Do alto desse traquejo aconselhou os estudantes universitários presentes no auditório da Universidade de Macau, apinhado de gente, a não rejeitar esse caminho caso sintam o bichinho da política a roer lá dentro. “Não há nada melhor do que isso”, afiançou. Prodi revela-se agora um homem de expressão livre que viaja pelo mundo, partilhando o seu conhecimento e as suas experiências como uma figura que esteve no volante do rumo dos acontecimentos. Primeiro, agrupando o seu país, derrotando por duas vezes a estrela mediática da política italiana, o polémico Sílvio Berlusconi. Por entre esse preâmbulo, no comando dos destinos europeus, precedendo Durão Barroso, como presidente da Comissão Europeia, instaurou o euro como moeda única europeia. Reformista e apologista de uma política integracionista, lutou por uma forte e verdadeira união dos Estados europeus, onde não poderão faltar um hino e uma bandeira. Como principal orador do seminário “União Europeia no século XXI”, o professor, como em definitivo se assume, concedeu uma entrevista à imprensa onde discorreu sobre o papel da China, da Europa e de Portugal na conjuntura política e económica mundial. Momento que aqui se revela. O que pensa deste momento de crise na Europa? Esta era uma resposta que demoraria três horas. É uma crise séria, mas lembro-me de que a Europa sempre se desenvolveu entre crises. Não é um facto novo na história europeia, sempre existiram este tipo de crises. Por uma simples razão: quando é preciso construir esta nova e grande união, com novas regras e de uma maneira absolutamente democrática, existem sempre altos e baixos. Isto foi particularmente debatido no mundo porque envolve algo tão evidente como

o a moeda euro. Mas como crise não é nada de novo, passamos por outras anteriormente, que completaram a União Europeia. Mas indo ao âmago da questão, não é do interesse de ninguém dissolver o euro – onde surgem todas essas ideias de ter um euro Alemão ou o euro da Europa do Sul e o outro do Norte. Ninguém tem interesse em fazê-lo. Por isso, estou optimista, porque a crise não implica a morte do sistema. Será apenas preciso algum tempo para ser resolvida. O presidente do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira disse que o Fundo tem recursos suficientes para ajudar tanto Portugal como a Espanha. Considera isso será necessário?

Os portugueses estão confiantes de que a situação está ultrapassada e eu confio nessa declaração. O presidente chinês esteve a visitar os Estados Unidos na semana passada. Esse facto poderá influenciar a União Europeia, como bloco financeiro, perdendo alguma coisa se os EUA e a China construírem uma parceria mais sólida? Não. Penso que o encontro entre Hu Jintao e Barack Obama é absolutamente positivo, inclusive para a Europa. Ninguém tem nada a ganhar com as tensões surgidas em 2010, que trouxeram uma inquietação para toda a estabilidade financeira do mundo, e não há nenhum interesse nisso. O encontro foi bastante positivo e

António Falcão | bloomland.cn

António Falcão

“O encontro entre Hu Jintao e Barack Obama é absolutamente positivo, inclusive para a Europa. Ninguém tem nada a ganhar com as tensões surgidas em 2010, que trouxeram uma inquietação para toda a estabilidade financeira do mundo, e não há nenhum interesse nisso” Não. Tenho visto que os mercados estão muito mais calmos agora do que estavam antes. Não devendo, por isso, haver grandes agitações. Pelo menos, num futuro próximo. Até porque há semanas houve um ataque às contas dos países periféricos e isso não foi bem sucedido. E quando se toma esse caminho é preciso uma protecção. Não acho que num futuro viável existam de novo estes ataques, até porque o Fundo tem um valor substancial de 750 mil milhões de euros – dos Estados membros, do FMI, do Banco Europeu. Nestes casos, mais importante do que a menção do Fundo é a aliança política. Desse ponto de vista, o tempo que foi preciso para chegar a um acordo em relação à crise política na Grécia foi relativamente pequeno, por isso existe uma nova sabedoria para resolver esta crise. Mas na possibilidade de países específicos serem ajudados pelo Fundo, crê que Portugal tenha que recorrer a ele? Isso será um decisão de Portugal.

não consigo imaginar uma espécie de G2 que exclua a Europa ou que de certa maneira surja como defesa em relação aos outros países. Este é o fim de uma série de tensões e é um bom progresso, mas as divergências ainda existem em cima da mesa. De qualquer forma, não vejo que a Europa possa ser prejudicada pelo bom relacionamento entre os EUA e a China. Repito, se dizem que vamos na direcção de um mundo bipolar, chamado G2, eu não concordo, este é um outro caso. O mundo é definitivamente multipolar e o G20 não existe por acaso, mas como representação da realidade mundial. Neste quadro quanto menos fricções melhor. Como vê a aproximação da China ao comprar a dívida externa de países europeus? Existe no futuro a possibilidade de certa parte da Europa ficar economicamente refém da China? Analisei com profundidade o acordo entre a China e a Grécia e creio que esse é um acordo típico

com vantagens para ambos os lados. Porque não foi a Grécia que se deixou levar, a Grécia atraiu uma substancial parte do intercâmbio comercial entre a China e a Europa e isto é um bom negócio. A China encontrou aí um bom porto de investimento, criando uma espécie de eixo para o comércio europeu. Ambos ganharam. Não acho que os custos para a China sejam muito elevados. É mais a garantia de que a China dá à Grécia, um senso de confiança à economia grega que vale por si. Esta é a minha opinião, que expressei na altura ao primeiro-ministro grego, três dias depois do seu encontro com Wen Jiabao. Este é um bom negócio que revela o mesmo espírito, de que estamos num mundo multipolar.

Estes acordos só irão diminuir as tensões, em torno de uma possível cooperação. Mas agora temos Espanha e Portugal na mesma linha de fogo. Para Espanha e Portugal existe um outro tipo de acordo específico. Os chineses ao mostrarem a sua inclinação para comprar obrigações [títulos de países europeus] dão um sinal de uma atitude que já era bem conhecida dos especialistas, de que a China, no seu portfolio, não tem apenas obrigações americanas mas também obrigações em euros de diversos países europeus. Este passo foi muito útil para todos aqueles que pensavam que o euro estava à beira do colapso ou está a ser destruído. Os chineses disseram simplesmente que iam


Há muito que se sabe que o que Macau consome e vem do outro lado da fronteira é fruto de um controlo exclusivo, detido por algumas famílias e empresas ligadas ao aparelho chinês. É hora de o Governo actuar e ter a frontalidade de acabar com o actual regime, o que não é tarefa fácil, pois coloca em causa o status quo de Macau e, consequentemente, os interesses que protegem os donos da terra. Gilberto Lopes, P.15

“O papel de Macau e de Hong Kong é claramente importante. Há quem lhe chame uma ponte mas eu prefiro chamar-lhe de “experiência”, no juízo de que estamos sob o efeito de grandes transformações mundiais. A China está em ascensão e continua a evoluir. É necessário resolver problemas para uma adaptação às novas situações”

em Pequim estabelecemos um compromisso na direcção de uma solução. Não há agora nenhuma razão para pensar o contrário. Em Março de 2008, afirmou: “Acabou o meu envolvimento com a política italiana e talvez com a política em geral”. Mantém essa posição? Ainda bem que o ouço de novo. Estou aqui como professor, pediram-me uma conferência de imprensa e eu disse que sim. Mas eu sou apenas o professor Prodi a fazer uma conferência. Nunca mais vai entrar na política? Não. Estou a ensinar na Universidade de Brown, nos EUA, e em Xangai, na Escola Internacional de Gestão Europa/ China, onde disserto sobre a China e a Europa, e gosto muito, não é por acaso. Não tenciono voltar a ter uma função em qualquer partido. Mas não deixa de ser importante existirem pessoas com uma longa experiência, como eu tive, que ao mudarem de emprego simplesmente façam palestras pelo mundo inteiro expressando a sua livre opinião. Estou feliz pelo que faço e creio que vou continuar nesta mesma direcção. Já lá vão dois anos e oito meses desde que deixei essa via e continuo coerente com a minha decisão. Como quem deixa de fumar? Quando se deixa de fumar há dois anos e oito meses já é um bom resultado (risos). Sinceramente, acho que vou continuar sem fumar. Qual é o papel de Macau entre esses dois gigantes, a China e a Europa? O papel de Macau e de Hong Kong é claramente importante. Há quem lhe chame uma ponte mas eu prefiro chamar-lhe de “experiência”, no juízo de que estamos sob o efeito de grandes transformações mundiais. A China está em ascensão e continua a evoluir. É necessário resolver problemas para uma adaptação às novas situações. Ter algumas precauções e continuar com a experiência, testando a mudança, é muito positivo. Tivemos há pouco toda esta questão sobre o desempenho e o papel do yuan no mundo. Esta experiência que agora se realiza no mercado monetário de Hong Kong, com a aposta no yuan, é, de facto, muito útil. Dei este exemplo do sistema monetário, mas poderia referir outros campos, como o comércio, as novas legislações, a cooperação científica que, como ponte ou área experimental, têm um papel muito importante.

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Prodi defende um estado europeu único como frente no mundo

Para uma Europa notável “Ter a mesma regra em diferentes vidas, não ter diferentes regras na mesma vida”. Esta é a postura de Romano Prodi, que quis deixar passar para uma audiência atenta, como linha mestra para uma via de satisfação existencial. Para os estudantes universitários e académicos, onde não faltou a secretária Florinda Chan e algumas figuras de proa da sociedade de Macau, o conselho não passou por certo despercebido. Prodi sabe do que fala, já que o seu percurso, determinado e preenchido, é o exemplo de uma vida repleta de sabedorias, experimentadas com a flor da pele. Académico, politico e consultor, por esta ordem, Prodi esteve na Universidade de Macau para mais um seminário Jean Monnet, dedicado desta vez aos desafios que a União Europeia enfrenta, no seu actual período de incertezas e flutuações económicas. Intrigado pela questão, Romano Prodi recorreu a uma anterior palestra, para iniciar a sua comunicação: “Será a Europa um museu ou um laboratório?” Na verdade, a Europa moderna tem sido o verdadeiro laboratório político no modo como colocou lado a lado, sob a mesma égide, diferentes estados, harmonizando as suas leis, com uma política de mercado comum, onde uma moeda única constituiu o seu ponto mais alto, edificando a face da nova Europa. “É preciso tempo”, afirmou Prodi. O antigo presi-

dos estados americanos e a cada vez mais proeminente China. “Nenhum Estado europeu pode ter uma voz independente no mundo, para ter uma voz precisamos de estar juntos”, afirmou o ex-primeiro-ministro italiano, dando relevo à importância da unidade, apontando o caso italiano no Renascimento, que se desmembrou quando os outros países se uniram em torno dos Descobrimentos.

dente da Comissão Europeia admite que a crise que assolou o mundo veio apanhar todo o processo de solidificação europeia a meio caminho, considerando-o como um “pão mal cozido”, apanhando em cheio uma Europa que não estava preparada para reagir em bloco, que envolveu os diversos estados numa teia de pessimismo provocando uma série de reacções negativas. Este tem sido todo um caminho emotivo na harmonização de inúmeras diferenças, criado na superfície de oscilações, mas que tem sido suportado por uma experiência democrática inédita falada ao coração das pessoas. Para manter a Europa unida, traduzida por 22 idiomas, é necessário trabalhar em conjunto, sobretudo com uma grande adaptação de parte a parte. Nesse decurso terão de ser fortalecidas as ideias base que levam a uma maior coesão e que possam elevar a Europa, não como um conjunto de países, mas como uma voz única, fazendo-se soar mais alto na firmeza das decisões globais. Uma fulgurante unidade europeia com as mãos no leme, lado a lado com os senhores do planeta: o megafone da união

crises, reportando-se ao caso grego, como um país que quebrou todas as regras e limites. Olhando para a frente a União terá que agir com inteligência para continuar a enfrentar grandes mudanças, realçando o seu papel como grandioso laboratório de experiências fantásticas que no final, quando o pão estiver pronto, o tornem num verdadeiro museu, como um notável exemplo da expressão humana. No final, uma sucessão de mensagens deixadas pelo experiente académico, aplaudido de pé pelo privilégio de todo o momento, a uma ávida plateia, na sua maioria no limiar do encontro com a via profissional: “Não ter medo de expressar a opinião”. “Não ter medo de ser ridículo e ficar fora do rebanho. Os resultados dessa atitude acabarão por surgir mais tarde.” Estas foram as palavras de um homem que deu mais à carreira universitária do que à política, mas que deteve nesta última todos os riscos de uma paixão sem os quais nunca teria atingido o pleno. “Fico muito feliz por ter acontecido assim”, declarou. Antecedendo a ovação com: “Essa é a vida”. - A.F.

Mão autoritária

Num roteiro habituado a romper fronteiras, que se viu nos braços com a fractura do Muro de Berlim, o Euro foi de todo a aposta mais válida e que suportou todos os males. Mas será necessário, “a passo e passo” como sempre refere Prodi, consolidar o orçamento, instaurando uma política fiscal comum e firmar a constituição. Romano Prodi apontou o Tratado de Lisboa como um ponto de viragem, que estabeleceu novos compromissos entre os Estados, mas que também questionou sancionou a face da sua autonomia. Outro ponto importante que saiu dos últimos acordos permite que um estado deixe a União se tal o pretender. Prodi marcou vincadamente a pertinência de um bloco europeu autoritário na solvência das António Falcão | bloomland.cn

comprar obrigações, não só da Grécia, mas também Portugal e Espanha, considerando a Europa e a sua moeda como uma aposta segura, diversificando os seus investimentos. Os números oficiais não são muito precisos, mas a quantia investida em euros é cerca de 60% em relação aos dólares, o que é uma quantidade significativa. A China anunciou recentemente a criação de um Fundo para apoiar os países africanos em vias de desenvolvimento. O que pensa desta decisão? Não considero que seja uma nova decisão, já faz parte da política há muitos anos. É uma continuidade. Há assuntos que são recorrentes nas relações entre a Europa e a China, não apenas em relação ao embargo de armas, mas também ao reconhecimento do seu estatuto de economia de mercado. Existirá uma mudança no futuro nesta política? Não sei, porque já não estou no poder. Há cerca de dez anos pensei que a solução estava próxima, trabalhei directamente nesse sentido e não mudei de ideias. Se a solução é possível ou não, cabe àqueles que tomam as decisões. Se hoje a solução é aconselhável ou positiva, eu digo que sim. Referi claramente há muitos anos a possibilidade de um acordo, levado a cabo com o presidente francês Jacques Chirac. Eu e Chirac encontrámo-nos em Pequim numa cimeira com os chineses e empenhámo-nos em encontrar uma solução para os dois problemas. Não há razão para ter mudado de ideias. Nos encontros

segunda-feira 24.1.2011


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política Sondagem | População confia menos no Governo desde das últimas LAG

Termómetro da acção

Foram ontem divulgados os resultados do terceiro estudo sobre o Índice de Confiança da População de Macau (ICPM) em 2010, realizado conjuntamente pela Associação de Investigação de Sondagens de Macau e pelo Centro de Sondagens de Macau. O relatório resume os resultados de 12 inquéritos mensais feitos ao longo do ano que terminou, que revelaram que a confiança da população no Governo da RAEM manteve-se estável de Janeiro a Outubro mas diminuiu nos últimos dois meses de 2010. Maio também foi um mês de reduzido optimismo social mas, apesar de tudo, o ICPM ficou 11 pontos acima da média. O presidente da Associação de Investigação de Sondagens de Macau, Angus Cheong, fez saber em comunicado que o rácio de 63% de confiança no Governo não é mau mas requer a atenção do Executivo e está provavelmente relacionado com o descontentamento perante as Linhas de Acção Governativa (LAG). Os resultados mostram que a avaliação dos residentes de Macau sobre o Governo da RAEM e o Chefe do Executivo nos últimos dois meses de 2010 continuou a ser 3 a 8 pontos mais alto do que o nível médio mas que essa avaliação caiu no final do ano. “Isso pode dever-se ao facto

de os cidadãos se sentirem insatisfeitos com a redução do valor da comparticipação pecuniária e as alterações ao sistema de poupança central”, sustentou Cheong, acrescentando que a subida da inflação, a valorização do yuan e o pessimismo também podem estar na génese da avaliação negativa.

Quanto ao grau de satisfação em relação à economia – considerando desde a condição financeira pessoal à antecipação da situação futura – este sofreu o maior declínio em Maio (53,6), escalou até à posição mais alta em Setembro (62,2) mas voltou a declinar a partir de Outubro e Novembro (57,3).

Nível de confiança dos cidadãos no Governo baixou no final do ano, LAG podem ter sido as responsáveis. Florinda Chan recuperou a má prestação durante o ano por altura da chegada dos pandas Hoi Hoi e Sam Sam a Macau O estudo foi feito com base numa amostragem aleatória e combina o Índice de Confiança Económica (ICE) e o Índice de Confiança Social dos cidadãos, bem como a forma como estes dois factores se reflectem nas opiniões dos cidadãos em relação ao Governo, ao Chefe do Executivo e aos cinco secretários: a secretária para a Administração e Justica, Florinda Chan, o secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, o secretário para a Segurança, Cheong Kuoc Vá, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U e o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io.

Como responsáveis para as baixas verificadas, Angus Cheong aponta a demonstração do Dia do Trabalhador (em Maio) e o anúncio das LAG de 2011. Além disso, o Indicador da Situação Económica Actual (ISEA) superou o Indicador de Optimismo Económico (IOE) em Novembro e Dezembro, o que significa que provavelmente as pessoas começaram a preocupar-se com a situação económica futura e a inflação. Já o Índice de Confiança Social (ICS), relativo à estabilidade social dos cidadãos e o grau de confiança nas instituições sociais e sociedade civil, manteve-se

Jornadas do Direito e da Cidadania na AL com balanço positivo

Lufada de ar fresco no direito comparado No último dia das terceiras Jornadas do Direito e da Cidadania em Macau, na sextafeira, Leonel Alves, coordenador do evento e deputado da Assembleia Legislativa, disse ter faltado uma maior participação de juristas, uma vez que esta “não era uma iniciativa com menos carga significativa”, já que a realização da iniciativa partiu do Presidente da AL. Apesar disso, o advogado salienta que esta foi uma boa oportunidade para troca de experiências e que se alcançou o êxito. Nas jornadas, foi comparado o direito aplicado em Hong Kong e em Portugal, o que pode vir a ser “uma lufada de ar fresco” para quem trabalha na AL, ainda mais numa fase em que Macau passa por um período de “actualização jurídica”, disse ainda o advogado à Rádio Macau. Questionado sobre a ausência de membros da administração, Leonel Alves justificou o

acontecimento devido ao facto de “saberem que vai ser editado um livro” sobre as jornadas e terem optado por esperar que ele saia, de modo a poderem analisar as discussões “com mais vagar e noutro ambiente”. Wei Dan, professora de Direito da Universidade de Macau e uma das participantes das jornadas, também falou à rádio acerca da Lei da Concorrência. Para a académica, esta é uma lei que deve ser “aprofundada” para que seja permitida de forma “inequívoca” a liberdade de investimento estrangeiro na China. Wei Dan mencionou que “muitas tentativas de investimento de empresas internacionais contra empresas nacionais foram revogadas”, o que põe em causa a imagem do Governo Central, que transmite a sensação de querer “excluir a concorrência de fora do país”. A professora admite ser importante a

introdução da Lei da Concorrência na China, para que seja mais fácil modernizar o país e “a adaptação a uma realidade onde o governo chinês ocupa um lugar de destaque no mercado internacional”, o que exige o cumprimento das regras de comércio mundial. Ainda assim, Wei Dan, doutorada pela Universidade de Coimbra, diz que a China precisa de garantir a “aplicabilidade da lei”.

acima da média durante todo o ano. Governantes a votos

Em termos da avaliação do Chefe do Executivo em 2010, a pontuação estava muito acima de 60 em Março, Junho, Julho e Outubro, e à volta de 60 nos outros meses, mas foi especialmente baixa no final do ano (54.2, 53.4). De Janeiro a Outubro, o rácio de confiança em Chui Sai On de Janeiro a Outubro manteve-se entre os 60% e os 68%, caindo para os 58% em Novembro e 56% em Dezembro último. No que toca aos secretários, Cheong U brilha no topo da lista com a pontuação mais alta, entre os 60,8 e os 63,2 pontos. O nível de confiança mais baixo foi para a secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, que apenas levantou a sua pontuação em Dezembro enquanto todos os outros pioraram. Na óptica de Angus Cheong o objectivo do estudo não é equiparar a avaliação dos residentes à real capacidade administrativa do Governo da RAEM e dos seus funcionários, mas o académico realça que, no entanto, este tipo de noção da perspectiva dos cidadãos residentes pode desempenhar o papel de barómetro, reflectindo as mudanças de opinião das pessoas e o reconhecimento destas em relação à actuação da Administração. Em relação à amostra, o académico verificou que dos 12 mil residentes de Macau (com idades iguais ou superiores a 18 anos) entrevistadas, as pessoas com idades acima dos 55, sobretudo donas de casa, reformados e indivíduos com alto grau de satisfação com a sua vida, foram os que fizeram as avaliações mais positivas da governação. No entanto, o responsável pelo estudo salientou o facto de serem os outros grupos, os que fizeram uma avaliação baixa, aqueles com os quais o Governo deve preocupar-se e tentar compreender as razões subjacentes à baixa pontuação. O presidente da Associação de Investigação de Sondagens de Macau sugere que este objectivo seja alcançado através de pesquisas por telefone com método de amostragem aleatória, grupos de foco ou sondagens deliberativas. “A avaliação representa a imagem do Governo da RAEM e é dele a responsabilidade e obrigação de melhorar o índice de confiança dos cidadãos em 2011.”


Quadrilha de contrabandistas desmantelada

segunda-feira 24.1.2011

As polícias alfandegárias de Hong Kong e Macau, em acção conjunta, conseguiram desmantelar uma quadrilha que se dedicava à venda de produtos falsificados na Internet, noticiou a rádio-televisão RTHK, de Hong Kong. Numa rusga efectuada dentro do território de Macau, os agentes apreenderam mais de 90 imitações de malas de marca, num valor total de mais de 600 mil patacas, depois de receber informações fornecidas pelos colegas de Hong Kong. Três suspeitos foram detidos. De acordo com os investigadores, mais de cinco mil transacções terão sido realizadas até à data através do site na Internet operado pelo bando, ascendendo a mais de seis milhões de patacas.

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Presidenciais | Problemas burocráticos afectam as eleições

Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

Comparemos Macau com outra região em Portugal. Se todos os recenseados do território tivessem votado nestas eleições presidenciais teria o mesmo peso que toda a população da vila portuguesa de Idanha-a-Nova, ou seja, 11 mil habitantes, o número aproximado de recenseados no território e em Hong Kong. Ontem, no entanto, só 355 eleitores rumaram às urnas – a metade do número das últimas eleições que elegeram Cavaco Silva como presidente, em 2006. A realidade afigurou-se a mesma que na vila beirã ou pior. De acordo com os dados de 2006, o desinteresse popular pelas eleições foi notório. Nesse ano apenas votaram 798 pessoas dando, na altura, 523 votos a Cavaco Silva, 147 a Mário Soares e 58 a Manuel Alegre. Os restantes candidatos não chegaram às duas dezenas de votos, menos que os 22 votos em branco. A ajudar à festa durante

Macau como Idanha

o acto eleitoral de ontem ocorreram pequenos problemas relacionados com recenseamento e documentos recentes renovados em Portugal. “Houve pessoas que quiseram vir votar e verificaram que não estavam recenseadas por causa de questões relacionadas com

documentação emitida em Portugal”, revelou o cônsulgeral de Portugal em Macau e Hong Kong, Manuel Cansado de Carvalho. E contra esses problemas nada houve a fazer. “No dia das eleições não há nada que possa ser feito, pois é proibido mexer nos cadernos elei-

Conselho das Comunidades critica falta de AUTONOMIA

Orçamento comum não dá “Estamos no mesmo saco de outros organismos e instituições, o que não nos permite perceber claramente qual o dinheiro disponível para actuar”. É assim que Fernando Gomes, presidente do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas, caracteriza o actual modo de funcionamento do orçamento disponibilizado para as Comunidades Portuguesas. Em declarações à Lusa, o responsável disse ser necessário criar um orçamento próprio e formas de financiamento bem definidas, de forma a que se possa “delinear as suas actividades e os propósitos para que foi criado”. O Conselho funciona com por direito específico e estipulado por lei e tem deter-

minadas responsabilidades, pelo que “têm que ser criadas as condições possíveis” para o seu bom funcionamento. Também a recusa do Governo português em incluir dois membros deste Conselho no Conselho Nacional da Educação foi criticada, já que, defende Fernando Gomes, “a educação é uma matéria que deve ser discutida por todos, dado que as políticas formuladas em Lisboa afectam as escolas nas comunidades do exterior”. Fernando Gomes partiu ontem para Lisboa, onde participa numa reunião do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas de 26 a 28 de Janeiro, com vista a preparar os temas que serão discutidos em plenário.

MISSA DE 7º DIA

José Emílio Botelho dos Santos A família enlutada de José Emílio Botelho dos Santos cumpre o doloroso dever de anunciar que será rezada uma Missa de 7º Dia, por sua alma, na Sé Catedral, na segunda-feira dia 24 de Janeiro, pelas 18:00 horas. Antecipadamente agradece-se a todos quantos queiram associar-se ao piedoso acto.

torais.” De qualquer forma, Cansado de Carvalho voltou a relembrar que os cadernos eleitorais estão disponíveis para leitura e existe uma publicação online. “Temos os cadernos disponíveis aqui e no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros. A seguir ao processo eleitoral convido todos os interessados a resolverem as suas questões relacionadas com o acto de votar”. Com cerca de 130 mil pessoas inscritas no consulado, incluindo a população portuguesa de Hong Kong, e maioritariamente de etnia chinesa, os actos eleitorais em Portugal não constituem grande motivo de participação cívica, talvez porque pub

a maioria dos cidadãos não fala a língua de Camões. Mas a abstenção não se vê só por Macau. O exemplo vem bem de cima. Em Portugal, a abstenção tem vindo a atingir números muito elevados se comparados com dados dos anos 70 e 80, onde a população votava com dever mas também com vontade. Freitas do Amaral disse, ao jornal Público, que boa parte da abstenção se deve à manutenção nos cadernos eleitorais de pessoas que já morreram - uma pecha no funcionamento do sistema numa altura em que a informática e a tecnologia são tão desenvolvidas. Mas quem são os portugueses que en-

tram nas contas da abstenção cada vez mais elevada? Estão mortos? Ou simplesmente não querem votar? Segundo o politólogo Manuel Meirinho, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas de Lisboa, “a abstenção elevada, como nestas eleições, é um sintoma de que o sistema democrático não está bem, de que começa a ficar doente.” Os níveis de abstenção mostram que os portugueses hierarquizam as eleições consoante as que mais directamente interferem com o seu quotidiano, defendem todos os politólogos. Daí que nas europeias a ausência das urnas ande sempre acima dos 60% desde a década de 1990 e nas autárquicas ronde os 40%. Um coisa é certa. Cinco anos depois, os portugueses residentes em Macau continuam distantes do acto eleitoral. E os de Idanha-aNova?


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sociedade

Seminário sobre Plano Director dos Novos Aterros Urbanos

Macau: espaço distintivo e único Consciência verde e potencialização das especificidades do território estiveram debaixo do foco dos especialistas responsáveis pelo planeamento dos novos aterros urbanos Filipa Queiroz

filipa.queiroz@hojemacau.com.mo

Muito optimismo mas pouco detalhe no Seminário sobre o Plano Director dos Novos Aterros Urbanos, realizado ontem no Centro de Actividades Turísticas. Perante um auditório cheio, especialistas dissertaram sobre o futuro de Macau, em particular o planeamento de ocupação das novas terras, cujo projecto deve ser elaborado até ao final de 2012 e está a ser estudado pelo Instituto de Planeamento Urbano da China e a Academia do Planeamento Urbano e Concepção da China em conjunto com associações locais. Foi orçado em 32 milhões de patacas. O secretário para os Transportes e Obras Públicas disse, no discurso de abertura, que “os novos aterros representam o futuro desenvolvimento de Macau” e destacou a importância do processo de auscultação pública que reuniu, numa primeira fase, mais de um milhar de opiniões. Segundo Lau Si Io, a segunda volta está agendada para o terceiro trimestre do ano. Enquanto isso, prosseguem as visitas ao território dos responsáveis pelo Plano Director dos Novos Aterros “para conhecerem e estudarem a população e os recursos de Macau”. Preocupações ecológicas

“Poupança de recursos e harmonia do ambiente” são dois factores chave para um bom planeamento urbano. Quem o disse foi o director da Direcção do Planeamento Urbano e Rural do Ministério de Habitação e Construção Urbana, Sun Anjun, que durante uma intervenção no auditório do Centro de Actividades Turísticas deu como exemplo casos de sucesso de algumas cidades do Interior da China, que passaram de poluídas a amigas do ambiente,

com a ajuda da cooperação com países como Singapura, Suécia e Inglaterra. “Aprendemos muito com as experiências no estrangeiro. Atingir este tipo de objectivos é difícil em cidades em desenvolvimento mas há que pelo menos tentar reduzir a emissão de carbono ao mínimo possível”, salientou o também membro executivo da Direcção do Instituto de Planeamento Urbano da China. Sun Anjun disse que o pretendido para essas cidades era atingir os 20% de aproveitamento de energia renovável e conseguir fazer a reciclagem de 60% dos resíduos, apesar de ter referido também que uma das maiores dificuldades encontradas foi a tarefa de sensibilizar a população para a prática de separação do lixo. “Só nos próximos anos se verificará a eficácia do planeamento des-

tas cidades que entretanto podem servir de exemplo a Macau”, disse, e defendeu a aposta nos transportes públicos, poupança de energia, optimização do relacionamento entre a ‘cidade nova’ e a ‘cidade antiga’, melhor aproveitamento dos recursos hídricos e contribuição para um ambiente verde. Li Xiaojiang, director da Academia do Planeamento Urbano e Concepção da China, disse mesmo que “não só a China mas também Macau e Hong Kong estão a dar cada vez mais atenção às causas ambientais e à cultura”. Coube a Xiaojiang colocar a “boa cooperação” entre as regiões que constituem o Delta do Rio das Pérolas em cima da mesa e o papel importante que os transportes desempenham nesta matéria. “Macau ainda não está a desenvolver toda a sua potencialidade

a esta nível”, frisou o também vice-presidente da Direcção do Instituto de Planeamento Urbano da China, apesar de também destacar o carácter distintivo da RAEM. “Diz-se que o pequeno é o melhor e ainda mais se for diversificado. Ora, essa pode ser a vantagem de Macau que também já tem o PIB mais elevado de todo o Delta.” Li Xiaojiang reiterou que Macau precisa de “criar um corredor mais significativo” de forma a reforçar a fluidez do acesso às regiões vizinhas, bem como “inteligência e coordenação” no planeamento da utilização do seu espaço, já de si limitado. “Não sabemos os moldes de desenvolvimento no futuro por isso o planeamento dos novos aterros deve ser flexível e adaptado às especificidades da região”, acrescentou. “Macau tem de criar um espaço distintivo e único.” Além fronteiras

Maior transparência No intervalo do seminário o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io, disse que o Governo vai disponibilizar mais terrenos para concurso público. Lau Si Io já tinha garantido que “em princípio” os terrenos dos futuros aterros iriam ser atribuídos por essa via ou vendidos em hasta pública. Lau Si Io salientou que o Executivo quer maior transparência no processo de concessão de terras. Sobre a habitação pública, o secretário para os Transportes e Obras Públicas disse que o Governo ia incentivar aos empreiteiros e construtores a construir fracções de pequena e média dimensão, de forma a “responderem às necessidades da população”. A Administração está neste momento a analisar as opiniões recolhidas junto dos membros do Conselho para os Assuntos de Habitação Pública no último ano. Os diplomas que resultarem dessa análise serão revistos e apreciados pelo Conselho Executivo para serem depois serem entregues à Assembleia Legislativa e aprovados. “Só então é que começarão os trabalhos de distribuição das casas à população”, explicou Lau Si Io. Até lá, o secretário para os Transportes e Obras Públicas disse que era preciso deixar arrefecer o caso das demolições das barracas na Ilha Verde.

A promoção do território também foi discutida no Seminário sobre o Plano Director dos Novos Aterros Urbanos. “Macau tem de trabalhar dentro mas também promover fora”, defendeu o professor Cui Gonghao, da Universidade de Nanjing. Gonghao, frisando a importância do desenvolvimento da RAEM no exterior e o papel significativo que as novas terras podem ter em termos da diversificação sectorial. “Os novos aterros vão servir de complemento para elevar o nível de vida da população e como uma continuidade das zonas antigas”,

vincou o académico. O património foi uma das preocupações referidas e levantadas também por várias pessoas na assistência. Cui Gonghao disse que o desenvolvimento dos novos aterros seria vantajoso para proteger as zonas antigas, mas não explicou como. Alguns residentes permanentes portugueses levantaram o braço na sessão de debate matinal do Seminário para colocar questões relacionadas com o aproveitamento dos novos aterros, inclusive em relação à participação de arquitectos não chineses no projecto. Ben Leong, presidente da Associação dos Arquitectos de Macau, disse no intervalo dos painéis que espera que o Governo dê uma hipótese aos profissionais locais para desenvolver projectos deste tipo de envergadura no território. “Claro que a ideia [de encomendar o Plano a profissionais do continente] não é a melhor, mas é uma opção. Espero que o Governo dê uma hipótese aos arquitectos locais também porque eles conhecem muito melhor a cidade, vivem aqui, conhecem a história e a cultura de Macau”, justificou. O arquitecto disse que o Governo abordou a Associação, sugerindo a participação dos profissionais locais em alguma parte do projecto, mas Ben Leong opôsse já que a opinião dos membros da Associação é de que o convite deve ser para participar em todo o Plano, e não apenas numa parte dele. “Esperamos poder eventualmente juntar-nos à equipa e dar o nosso contributo para este grande projecto”, concluiu. Quanto ao que deve ser construído nos novos pedaços de terra, o arquitecto disse que “a área não é muito grande mas podia albergar indústrias criativas”. “Para casinos já basta o Cotai e o Nape”, acrescentou. Em 1989 a dimensão de Macau era de cerca de 17,4 quilómetros quadrados. Hoje tem cerca de 29,5. Os novos aterros ocuparão mais 361 hectares e vão nascer a leste e sul da península de Macau e a norte da Taipa. Divididos em cinco zonas, os terrenos devem começar a ganhar forma dentro de cinco anos e, de acordo com a garantia do Chefe do Executivo, Chui Sai On, não incluirão roletas nem ‘slot machines’.


Cerca de 300 mil doses de vacina contra a gripe A foram destruídas Os Serviços de Saúde (SS) destruíram cerca de 300 mil doses de vacina contra a gripe A H1N1 em Novembro de 2010, quando o seu prazo de validade expirou, já que foram apenas vacinados 118 mil residentes. O Governo encomendou 700 mil doses de vacina contra a gripe em 2009, antes da ocorrência do pico da gripe, o que representou uma despesa para os cofres do Executivo de 97 milhões de patacas. O coordenador do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doenças, Lam Chong, justificou a decisão com o fim da validade das vacinas. Desde 1 de Janeiro foram confirmados laboratorialmente um total de 36 casos de gripe, dos quais 25 foram identificados com o vírus A H1N1.

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MIECF arranca a 31 de Março com expectativas em alta

Uma oportunidade verde Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

Está no começo mas os responsáveis têm grandes expectativas para a 4.ª edição do Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental (MIECF, na sigla inglesa), cujo tema este ano é “Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono”. A organização ainda não divulgou muitas novidades por ainda estar a decorrer o processo de acreditação de expositores, mas já vai levantando o véu quanto àquilo que é esperado. “No ano passado o MIECF atraiu a participação de mais de 5900 representantes de organizações provenientes do interior da China e de 47 países do mundo, ocupando o recinto da exposição uma área acima de 13 mil metros quadrados. Este

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

De 9 a 15 de Janeiro, Lei Heong Iok, presidente do Instituto Politécnico de Macau (IPM), esteve em Portugal com vista a reforçar as colaborações entre instituições do ensino superior que leccionam e divulgam a língua e a cultura portuguesas e chinesas. Durante uma semana, o académico reuniu com cinco organizações, tendo assinado e incentivado à assinatura de acordos que visam intercâmbios de professores e alunos. No Instituto Politécnico de Leiria, Lei Heong Iok e a sua delegação procederam à avaliação dos cursos de Tradução e Interpretação Português/ Chinês – Chinês/Português, ministrados entre o IPM, o Instituto Politécnico de Leiria e a Universidade de Língua e Cultura de Pequim. Os responsáveis pelas instituições reuniram ainda com cerca de 70 alunos, entre portugueses e chineses, e acordaram reforçar o intercâmbio de professores e formandos, além das co-

ano queremos mais numa área sensivelmente equivalente”, revelou Echo Chan, administradora do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) e representante da Comissão Organizadora do MIECF. O evento visa promover o conceito de “Cidades Verdes, Tecnologia Inteligente e Desenvolvimento Sustentável” e vai conjugar uma série de actividades como exposições profissionais e fóruns de alto nível, onde se destacam as presenças de oradores como Joschka Fischer, antigo vice-chanceler alemão, ou Klaus Toepfer, ex-subsecretário geral das Nações Unidas. “Vamos apostar nas oportunidades verdes. Queremos dar exemplos de cidades com baixo teor de dióxido de carbono. A nossa aposta é introduzir novos

elementos e ideias este ano e a participação de pessoas de renome, como Fischer ou Toepfer, está nas prioridades daquilo que pretendemos”, afirmou Echo Chan. A exposição terá também outras iniciativas, tais como o “Dia de Oportunidades de Negócio Verde”, bolsas de contacto e o “Dia Público Verde”. É intuito da organização promover, cada vez mais, a cooperação entre Macau e o resto do mundo, compartilhando com o público as últimas tecnologias e soluções ambientais, gerando, por esta via, oportunidades de negócio às empresas e disseminando o espírito “verde”. “O MIECF tornou-se, desde 2008, num evento eficaz que permite a proliferação da energia verde. Queremos que este ano não seja excepção e a exposição

seja cada vez mais o centro de transferência de tecnologias amigas do ambiente”, disse Vong Man Hong, subdirectora da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA).

No recinto da presente edição do MIECF serão instalados a Zona das Províncias e Municípios do Delta do Rio das Pérolas, o Pavilhão da Europa, o Pavilhão dos Estados Unidos

Instituto Politécnico de Macau visita Portugal e reforça colaborações

Pontes entre Portugal e China

Lei Heong Iok

laborações no domínio das pós-graduações. Também o Instituto Politécnico do Porto recebeu o presidente do IPM. Desde 2001, altura em que foi criado o Centro de Difusão de Língua Portuguesa, que as duas organizações têm vindo a colaborar. Nesta visita de Lei Heong

Iok, foram passadas em revista as cooperações passadas e acordadas novas iniciativas de desenvolvimento, que visam a troca de estudantes entre Macau, Portugal e China. No segundo semestre deste novo ano lectivo, o Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos Su-

periores inicia já o programa de deslocação de estudantes portugueses a Macau, por um período que poderá ir até um ano lectivo. Entretanto, também a Universidade de Lisboa abre caminho aos alunos e docentes que pretendam fazer intercâmbios escolares. Uma nota de entendimento entre este estabelecimento de ensino e o IPM vai permitir a cooperação já a partir do próximo ano lectivo, tanto a nível da mobilidade como dos estudos de pós-graduação. Apenas a instituição de Coimbra não tem ainda vigente nenhum acordo, contudo o director desta instituição afirmou a disponibilidade em se iniciar intercâmbios académicos entre Coimbra e Macau. Em fase de projecto

Apesar dos acordos entre a Universidade da Beira

Interior e o IPM já estarem a valer, como explica Paulo Almeida ao Hoje Macau, para já ainda é um projecto a mobilidade de estudantes portugueses da UBI para Macau. “Ainda não foi divulgado nem foram criadas oportunidades aos alunos portugueses a realização de intercâmbios. É nossa convicção que se forem assinados acordos de mobilidade, os estudantes da UBI mostrarão todo o interesse em explorar esta oportunidade”, frisou. O acordo entre a UBI e o IPM contempla “permuta de professores e grupos de estudantes em regime de reciprocidade”, “cooperação recíproca na implantação ou desenvolvimento de centros de documentação e bibliotecas” e “organizações conjuntas em seminários e conferências”. No entanto,

e o Pavilhão Internacional, bem como quatro pavilhões temáticos, relacionados com construções verdes, carros eléctricos, cidades de baixa emissão de carbono e energia limpa. Os expositores, ainda em fase de acreditação, poderão participar em cinco principais categorias: energias renováveis, transporte verde, eficiência energética, protecção ambiental e serviços integrados. Portugal não está esquecido nesta 4.ª edição do MIECF. Há algumas empresas portuguesas que já pediram acreditação. “Como desde o início, Portugal vai estar presente mas temos que reconfirmar com as empresas o seu intuito de participarem”, revelou Vong Man Hong. Organizado pelo Executivo da RAEM, sob a coordenação do IPIM e da DSPA, será realizado, entre 31 de Março e 2 de Abril. O evento proporciona uma plataforma económica, comercial e para o intercâmbio regional na área de protecção ambiental.

o comunicado do IPM que relata a visita da delegação a Portugal não menciona a Universidade da Beira Interior, que recebeu em 2009/2010 sete estudantes macaenses e teve dez no ano lectivo passado. Também o Instituto Politécnico de Castelo Branco já demonstrou interesse em assumir acordos de cooperação com o IPM. Por ocasião da inauguração da exposição “Macau é um espectáculo”, a cinco de Janeiro naquela cidade portuguesa, Jorge Rangel manifestou vontade de trabalhar “neste sentido”. Em entrevista à imprensa local, o presidente do IPCB disse “ter um convite para colocar às pessoas de língua portuguesa” através das plataformas de Macau e das universidades chinesas. “Estamos a trabalhar com as Escolas Superiores dos Serviços de Educação nesse sentido e espero que dentro de muito pouco tempo haja novidades para podermos anunciar publicamente, referiu.


Comparações:

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8 São três peças de bailado, ou “Triple Bill”, que chegam pela primeira vez ao território através da Companhia Nacional de Dança de Espanha (CND). O espectáculo de dança contemporânea tem a assinatura de Nacho Duato, que deixou a instituição no Verão passado ao fim de 20 anos. Hervé Palito, pianista, bailarino e coreógrafo, assumiu a direcção artística da companhia. Antes de chegar a Macau para a apresentação dos actos ‘Arenal’, ‘Por Vos Muero’ e ‘White Darkness’, Palito falou do que se pode esperar amanhã, no Grande Auditório, às 20h. Assumiu o lugar de director artístico em Agosto. Sente que é uma grande responsabilidade ocupar o lugar deixado por Nacho Duato? Obviamente dirigir a CND é uma grande responsabilidade e uma honra. Trabalhei com Nacho Duato na CND durante oito anos, na qualidade de coordenador artístico e também enquanto responsável por trazer à cena os seus bailados noutras companhias. Por isso, assumir este cargo é algo que sinto como natural. O conhecimento do seu trabalho, a qualidade dos bailarinos e a minha relação com toda a equipa fizeram deste desafio uma situação

cultura

Bailado em dose tripla Companhia Nacional de Dança espanhola apresenta-se amanhã em Macau

muito positiva e construtiva. A possibilidade de programar obras de outros coreógrafos e assim enriquecer o repertório da companhia tornou esta temporada muito interessante e criativa. O que pode o público de Macau esperar do triplo programa que a CND está a apresentar? Esta será a última temporada em que o público poderá ver obras de Nacho Duato apresentadas pelos seus

14 mil jogos juntos num só espaço em Berlim

Um museu só para videojogos O primeiro museu dos videojogos abriu na sexta-feira em Berlim, na Alemanha. A colecção Computerspiele Museum vai contar com 14.000 jogos, entre os quais 2.300 dos mais históricos videojogos como Pac-Man, e ainda 10.000 documentos ajudam a contar a história dos videojogos desde o seu aparecimento, há cerca de 50 anos. O Computerspiele Museum vai estar dividido em três secções - Homo ludens, Game History, Homo ludens digitalis – mas preocupar-se-á também em dar um enquadramento histórico a cada videojogo, explicando o seu aparecimento e evolução. O museu, que demorou

dez anos a passar de projecto à realidade, foi criado por Andreas Lange com ajudas da União Europeia. “Existem já museus com secções dedi-

cadas aos videojogos no Reino Unido e Estados Unidos mas, não havia até agora um museu inteiramente dedicado aos videojogos”, explica.

bailarinos, pois por motivos de contrato o repertório inteiro será apresentado pela companhia apenas durante uma temporada. A qualidade da execução da sua coreografia pelos bailarinos da CND faz uma enorme diferença na apreciação do nível artístico das criações de Duato. O programa é composto por três bailados muito emblemáticos, que mostram muito claramente a evolução do trabalho de Duato, o seu estilo e a fonte de inspiração, como a musicalidade, o Mediterrâneo e a sociedade moderna. Concorda com a ideia de que os públicos têm respostas diferentes em diferentes partes do mundo? Os públicos em diferentes partes do mundo podem manter expectativas ou ter apreciações diferentes de um espectáculo, dependendo da sua cultura, hábitos e necessidades. Num mesmo país, diferentes públicos podem frequentar diferentes teatros e ter modos diferentes

Pode ser apenas coincidência que, na esteira da morte de José Saramago, em Junho do ano passado, comecem a chegar com mais impulso ao Brasil novos nomes da literatura portuguesa. Tanto mais curioso é que dois expoentes dessa geração que acabam de ter obras lançadas no além-mar, João Tordo e valter hugo mãe (assim mesmo, com minúsculas, como também são escritos os seus romances), venceram o Prémio José Saramago, principal distinção para autores portugueses de até 35 anos. E são justo os livros vencedores das duas últimas edições do prémio - bianual, atribuído pela Fundação Círculo de Leitores - que agora aportam em terras brasileiras: “o remorso de baltazar serapião”, de hugo mãe, premiado em 2007, sai pela editora 34; e “As Três Vidas”, de Tordo, agraciado em 2009, pela Língua Geral. Saramago deitou elogios à experimentação de estilo de “o

de desfrutar um espectáculo, de um ponto de vista mais intelectual até uma perspectiva mais ligada ao entretenimento. Houve muitas alterações relativamente a apresentações anteriores das mesmas obras? O programa a apresentar ao público de Macau é completamente fiel ao que foram as estreias. A evolução geral da qualidade do trabalho, do ponto de vista técnico e artístico dos bailarinos, faz deste um espectáculo de muito grande nível. A sua formação inicial de pianista deu-lhe alguma vantagem na prossecução de

Escritores portugueses começam a

Finalmente o salt remorso...”, definindo a obra como “uma revolução”, “um tsunami, não no sentido destrutivo, mas no da força”. “Por vezes, tive a sensação de assistir a um novo parto da língua portuguesa”, disse o Nobel à época. O romance de mãe aborda uma família de criaturas rudes que adopta como sobrenome a alcunha de sua vaca, melhor tratada do que as mulheres. De outra linhagem, “As Três Vidas” é um thriller caudaloso, no qual funambulismo e alquimia ancoram um painel das guerras e tragédias do século 20 --a última delas é já do século 21. “mãe possui uma carga poética notável e introduz nos livros notas de humor conjugadas com aspectos trágicos. João Tordo pos-

sui uma escri cinematográfi dos bons livr gleses e ame editora Maria que lançou am reveladora d ficção portugu Tordo, 35 a gram uma eq parte José Lui M. Tavares, o todos. Do pon há pouco a u o afã geral de “Até ao final d portuguesa e por uma tradi pouco narrat linguagem co de comunicaç


George Clooney contraiu malária durante visita ao Sudão George Clooney contraiu malária este mês durante uma viagem ao Sudão, onde acompanhou o processo eleitoral, revelou o actor norte-americano numa entrevista à CNN. Segundo o jornal espanhol El Mundo, que cita o representante do actor, Clooney “está completamente recuperado” da doença que foi contraída na primeira semana deste mês, quando se encontrava no Sudão no âmbito do seu projecto “Basta” (Enough), contra o genocídio naquele país, que reparte com a ONU e com o Google. Clooney revela que esta é a segunda vez que contraiu a doença. “Isto demonstra que, com a medicação adequada, a doença mais letal de África pode ser reduzida a dez dias de mau estar em vez de uma sentença de morte”, afirmou o actor.

uma carreira de bailarino e depois de coreógrafo? A dança está fortemente relacionada com a música. Uma educação musical é seguramente uma vantagem em termos de trabalho no mundo da dança. Em particular no caso das coreografias de Nacho Duato, nas quais a musicalidade é quase sempre a fonte dos movimentos. Quando ensaio com os bailarinos, gosto de tentar fazê-los sentir que os seus corpos e movimentos criam a música, em vez de a ela reagirem. Isso obriga o bailarino a respirar como um músico e permite ao público perceber e sentir a música de um modo visual: a linguagem do corpo torna-se a expressão da música. Segue com interesse a produção de dança contemporânea nesta parte do mundo? O mundo da dança é como uma nação, com raízes internacionais. Como estamos em digressão a maior parte do ano, temos sempre oportunidade de ver diferentes obras. Pessoalmente, interessame muito o trabalho da companhia baseada em Taipé, a “Cloud Gate Company”, ou da companhia T.H.E. dirigida por Swee Boon Kuik (exbailarino da CND) e sedeada em Singapura.

O seu currículo internacional é extenso. De todos os lugares onde trabalhou, qual constituiu o maior desafio e porquê? Tive a oportunidade de trabalhar com grandes e importantes companhias, tais como a “Paris Opera” ou a “Staatsoper Berlin”, onde, na verdade, o trabalho era mais fácil do que noutras companhias devido ao alto nível dos bailarinos. O maior desafio na minha carreira foi compreender o estilo e obra de Edouard Lock, o coreógrafo e director da companhia canadiana “LaLaLa Human Steps”. Edouard não vem do mundo da dança e, a maior parte das vezes, a sua visão do movimento é muito diferente da de um bailarino. As suas expectativas parecem inicialmente impossíveis de atingir, mas com o tempo, trabalho e uma preparação física muito especial, o bailarino chega a um modo muito próprio de executar os movimentos, com extrema velocidade e força. Trabalhar com uma bailarina como Louise Lecavalier influenciou a minha visão e o meu gosto em termos de trabalho coreográfico, onde a extrema fisicalidade me transporta à minha formação original de ginasta....

agora a conquistar público brasileiro

to para o Brasil

ita de tensão, muito fica e algo devedora ros de suspense inericanos”, analisa a do Rosário Pedreira, mbos e é a principal e talentos da nova uesa. anos, e mãe, 39, intequipa do qual fazem iz Peixoto e Gonçalo o mais celebrado de nto de vista estético, uni-los, mas é nítido e romper fronteiras. dos anos 90, a ficção era muito marcada ição francesa, muito tiva e que usava a omo grande veículo ção com o leitor. Sou

sobretudo um contador de histórias e esse pendor narrativo era algo com pouca tradição em Portugal, cuja literatura era rural e provinciana”, afirma Tordo. “Os meus romances raramente se passam em Portugal - passam-se em Londres, em Nova Iorque -, e esse lado internacional faltava à literatura portuguesa. Essa geração tem o dom de tirá-la de dentro de portas e fazê-la poder ser exportada, poder ser traduzida e poder fazer sentido em outros países”. Para mãe, “a diferença que existe na minha geração estará na boa sorte de vir a afirmar-se depois de um entusiasmo relativo às letras portuguesas alcançado pelo Nobel de Saramago e pelo sucesso, por exemplo, de [António] Lobo Antunes”.

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Myfrenchfilmfestival, um festival de cinema no seu portátil

Tudo o que quer ver já ali Até dia 29 basta entrar em myfrenchfilmfestival.com para ver dez longas e dez curtas francesas por preços simbólicos na Europa e de borla na América Latina e Rússia. É uma campanha de marketing com duas frentes de ataque: os downloads ilegais de filmes e a indústria cinematográfica de Hollywood. Myfrenchfilmfestival, ou melhor, o meu festival de cinema francês, é o primeiro concurso da sétima arte que utiliza apenas um computador e uma boa ligação à internet. Criado com o objectivo de invadir a América Latina e a Rússia com cinema francês gratuito e de se adaptar às novas formas de consumo cultural, a primeira edição deste festival é uma colaboração entre a UniFrance (organismo criado em 1949 para divulgar o cinema bretão pelos quatro cantos do mundo) e da Allociné (site de informação cinematográfica). Até dia 19 de Janeiro pode entrar em www.myfrenchfilmfestival.com e clicar no filme que pretende ver. Há dez longas metragens e dez curtas, por onde escolher. Pode ainda

“A atenção internacional e a motivação nacional para a literatura apanha a minha geração quando ela surge e procura afirmação”, diz. “Entre escritores melhores e outros menos bons, o elo será o da coincidência com um tempo de possível profissionalização do escritor e maior mediatização do seu trabalho.” Maria do Rosário Pedreira concorda que a “capacidade de internacionalização” é um traço do grupo, que define como “geração pós-25 de Abril”. “Ao contrário das gerações que os antecederam, eles sentem-se livres para escrever por escrever, pelo mero gosto de o fazer, e não com a preocupação de passar mensagem do ponto de vista político ou social. Talvez isso - que, note, não considero falta de responsabilidade – tenha-os libertado para uma escrita que é mais apurada, que serve sobretudo à literatura”, comenta a editora brasileira.

a oportunidade de serem visionados a muitos metros de altitude. A partir de dia 1 de Abril, a companhia Air France mostra os vencedores do Myfrenchfilmfestival.com nos seus voos. Programação

assistir a entrevistas exclusivas com os realizadores e protagonistas. Os organizadores do festival acreditam que os lusos vêem cinema francês, por isso temos de pagar os filmes. Mas o preço é simbólico. Uma longa-metragem custa 1,99 euros (20 patacas) e uma curta 0,99€ (10 patacas). Este festival também vende um passe completo. Por 13,99€ (cerca de 15 patacas) tem acesso a toda a programação. Se prefere ver as curtas, paga 4,99€ (50 patacas). Os filmes têm legendas em dez línguas, alemão, inglês, árabe, espanhol, francês, italiano,

japonês, russo e português. A língua de Camões é que tem aquela “ginga” brasileira. Assim vai-se habituando ao acordo ortográfico. Há ainda outro detalhe que merece atenção. No Myfrenchfilmfestival os espectador são membros do júri. Cada pessoa que alugar os vídeos poderá eleger o que prefere como vencedor. Depois, a organização junta os votos dos espectadores às opiniões de bloguistas estrangeiros e jornalistas. Não há propriamente uma entrega com passadeira vermelha e estatueta banhada a ouro. Os vencedores recebem

Para não se perder na programação, aqui ficam as nossas sugestões. “O Baile das Actrizes”, de Maïwenn Le Besco, inspirado em “La nuit américaine” de François Truffaut, onde acompanhamos a realização de um documentário sobre actrizes e a curta de Serge Avedikian, “Cães Ilhados”, distinguida com a Palma de Ouro 2010. Mas há mais. Se gosta de policiais com romance, veja “Cúmplices”, de Frédéric Mermoud ou “Espiões” de Nicolas Saada, sobre um jovem com uma vida pacata que acaba a ser chantageado pelos Serviços Secretos Franceses. Outro filme a não perder é “Adeus, Gary”, de Nassim Amaouche, vencedor do Prémio da Crítica no Festival de Cannes. “A Outra”, de Patrick Mario Bernard e Pierre Trividic, valeu o Prémio de Melhor Actriz no Festival de Veneza a Dominique Blanc. Uma comédia sobre uma banda de rock, parece-lhe bem? Clique em “Bus Palladium” de Christopher Thompson e acompanhe as aventuras do grupo Lust.

Beyoncé é a nova estrela de Clint Eastwood

A queridinha do veterano O veterano Clint Eastwood dirigirá a cantora Beyoncé Knowles numa nova versão do clássico musical “Nasceu uma Estrela”. Eastwood, de 80 anos, produzirá o filme juntamente com Jon Peters e Bill

Gerber, revela a edição digital da revista “The Hollywood Repórter”, citada pela EFE. Trata-se de um projecto há muito acalentado pelo estúdio Warner Bros, que já antes tinha contactado cineastas como Joel Schumacher e Nick Cassavetes, e actores como Will Smith e Russell Crowe. O filme conta a história de um jovem artista que se casa com uma estrela cujos melhores tempos já passaram.Will Fetters é o autor do guião e desta vez uma jovem cantora (Beyoncé) apaixona-se por uma estrela de rock, papel que ainda não foi atribuído. O musical já teve pelo menos três versões: a primeira data de 1937, com Janet Gaynor e Fredric March, a segunda protagonizada por Judy Garland e James Mason, em 1954, e a terceira em 1976, com Barbra Streisand e Kris Kristofferson.


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desporto

Futebol | Lam Pak e Ka I aplicam novas goleadas

Dragão tropeça e perde terreno

Resultados e marcadores:

Marco Carvalho

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Depois de na jornada de estreia da principal competição futebolística de Macau não ter conseguido levar a melhor sobre o Grupo Desportivo Monte Carlo, o onze da Casa do Futebol Clube do Porto voltou este sábado a não ter pernas para alcançar a primeira vitória da temporada, empatando a três golos com o Grupo Desportivo Artilheiros em desafio a contar para a segunda ronda da Liga de Elite. Os dragões do território tiveram em Éder Arruda a sua principal figura. O médio brasileiro apontou os três tentos do onze azul e branco, mas não foi o único atleta em evidência no encontro. Gao Jia Liang, avançado da China que este fim-desemana vestiu a camisola do Pau Peng pela primeira vez, respondeu com inultrapassável eficácia ao acerto do centrocampista do FC Porto, batendo o guardaredes Chang Cheng Wa por três ocasiões. A formação azul e branca foi, ainda assim, a primeira a conseguir chegar ao golo. Aos 22 minutos, Éder Arruda colocou o Porto na frente do marcador, mas a vantagem portista manteve-se por apenas dez minutos. Aos 32 minutos, Gao Jia Liang deuse a conhecer aos adeptos do território, batendo pela primeira vez o guarda-redes do Porto. A perder por um golo, os dragões do território viram o desafio complicar-se mais ainda aos 78 minutos, depois

GD Polícia

0 – 0

Sub-23

Monte Carlo

2 – 1

Hoi Fan

Leong Ka Hang 6’, 16’ FC Porto

Un Tak Ian 18’

3 – 3

Pau Peng

Éder Arruda 22’

Gao Jia Liang 32’

Éder Arruda 41’

Gao Jia Liang 63’

Éder Arruda 90’ Lam Ieng

Gao Jia Liang 73’

1 – 4

Lam Pak

Lam Ka Chon 60’

Vernon Wong 42’, 46’, 80’

Che Chi Man 50’

Chan Iu Kau 18’

Christopher Nwardou 19’

Hong Ngai

2 – 6

Windsor Arch Ka I

Mak Ka Chon 54’

William Gomes 28’, 81’

Chan Him 44’

Alex Sampaio 90’

de Alexandre Torrão ter visto o cartão vermelho directo. Com o espectro da derrota a ganhar contornos cada vez mais lúgubres e definidos à medida que o cronómetro ia evoluindo rumo ao fim da partida, o conjunto orientado por Dani foi aumentando a pressão que exercia junto ao último reduto adversário e o prémio por não ter baixado os braços chegou já em período de descontos, com Éder Arruda a repor alguma justiça no marcador e a evitar a primeira derrota dos dragões na presente temporada. Os vice-campeões do território não foram, ainda assim, os únicos a escorregar e a desiludir na segunda ronda da Liga de Elite. Tido como um candidato natural ao título, o Monte Carlo também ainda não conseguiu vencer na principal competição futebolística do território.

A formação presidida por Firmino Mendonça perdeu terreno na eventual luta pelo título de campeão de futebol da RAEM, ao não conseguir melhor que um empate sem golos na partida inaugural da segunda jornada do Campeonato. Nos antípodas do Monte Carlo, estão aquelas que são neste momento, indubitavelmente, as formações mais fortes do futebol de Macau. Depois de na primeira jornada terem goleado sem apelo nem agravo as formações do Hong Ngai e do Hoi Fan, Lam Pak e Ka I voltaram este fim-de-semana a somar triunfos gordos, ainda que por uma margem de golos mais conservadora. Treinados por Rui Cardoso, os campeões do território deram, ao fim da tarde de ontem, no campo da Universidade de Ciência e Tecnologia, uma nova prova de força, ao

Benfica perde com o Chang Wai por 2-1 O fim-de-semana desportivo revelou-se pouco abonatório para as formações de cariz português que disputam os principais escalões do desporto-rei do território. Um dia antes do Futebol Clube do Porto ter empatado a três golos com o Grupo Desportivo Artilheiros, já o onze da Casa do Sport Lisboa e Benfica em Macau tinha tropeçado em partida a contar para a segunda ronda do Campeonato de Futebol da Segunda Divisão. Frente ao Chang Wai, o onze encarnado não conseguiu evitar o trago amargo da derrota, somando um desaire por duas bolas a uma. Nos restantes encontros da segunda jornada, o destaque vai para a goleada aplicada pelo Kuan Tai (que ainda não tinha disputado qualquer jogo esta época) ao Kei Lun. Não sem alguma surpresa, o onze do CPK conseguiu bater o Alfândega pela margem mínima e no outro encontro da segunda ronda, Selecção de Sub-18 e Chuac Lun empataram a três golos.

impingirem ao Hong Ngai a segunda grande derrota da temporada. A formação neo-primodivisonária ainda chamou a si a honra de inaugurar o marcador (aos 17 minutos, Chan Iu Kau deu a melhor conclusão a uma boa jogada do ataque do Hong Ngai), mas a festa dos jogadores da formação orientada por Ka Li Man revelou-se sol de pouca dura, dado que o Ka I conseguiu repor a igualdade menos de um minuto depois, num remate seco, desferido pelo nigeriano Christopher Nwardou à entrada da área adversária. O Lam Pak também não deixou créditos por mãos alheias, goleando o Lam Ieng por quatro bolas a uma. Os responsáveis pelo conjunto azul e branco garantiram antes do arranque da nova temporada que a presença de ambas as equipas na Liga de Elite não seria razão de preocupação para as restantes equipas que disputam a competição e ontem, os jogadores de ambas as formações exorcizaram o fantasma de um eventual favor3ecimento, ao protagonizarem um embate bem disputado, em que o jovem avançado Vernon Wong esteve em destaque. Sem gozar abertamente do

Lao Pak Kin 50’

Tabela Classificativa:

Equipa

J

V E

D

GM-GS Pontos

Lam Pak

2

2

0

10-2 6

Ka I

Sub 23 PSP

M. Carlo Porto

2 2 2 2 2

Artilheiros 2 Lam Ieng Hoi Fan

2 2

Hong Ngai 2

2

0

2

0

1 0 0 0 0 0 0

0 1

2 2 1 0 0 0

0

14-3 6

0 0 0 0 1 2 2 2

6-1 6 1-0 4 1-1 2 4-4 2 3-4 1 1-5 0

2-10 0 3-12 0

Melhores marcadores:

Vernon Wong, 4 golos

Leong Ka Hang, 4 golos William Gomes, 4 golos Éder Arruda, 3 golos

Gao Jia Liang, 3 golos Lin Lei Yi, 3 golos

estatuto de candidato ao título ou a qualquer outra coisa, os jovens da Selecção de Sub-23 parecem não sentir a falta de Vernon Wong na frente de ataque e continuam a fazer uma campanha irrepreensível. O conjunto da Associação de Futebol de Macau somou o segundo triunfo consecutivo na Liga de Elite, ao derrotar no sábado o Hoi Fan por duas bolas a uma. O resultado decidiu-se, de resto, nos primeiros 20 minutos do encontro. Leong Ka Hang inaugurou o marcador logo aos seis minutos e dez

minutos depois fez de novo o gosto ao pé, colocando a sua equipa a vencer por duas bolas a zero. A resposta do Hoi Fan tardou menos de dois minutos, mas o golo de Un Tak Ian não se afigurou suficiente para permitir que o onze do Clube de Natação conseguisse fugir à segunda derrota consecutiva. Com duas vitórias em outros tantos jogos, a Selecção de Sub-23 lidera a classificação da Liga de Elite em igualdade pontual com o campeão Windsor Arch Ka I e com o Grupo Desportivo Lam Pak.


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o Hoje [r]ecomenda

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Perder-se pelas aldeias de Kaiping

[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Que tem gotas. Abundante. 2-Traquinto quártzico. Exclamação que exprime admiração. 3-Veado das regiões do norte. Dar asilo a. 4-Cinquenta, em numeração romana. Sufixo diminutivo. O ponto de partida dos carros, nos circos romanos. 5-Género de macacos americanos. Indica lugar. 6-Costume. Orvalho. Antiga medida oriental, correspondente ao médio romano. 7-Avé Maria. Acasalar. 8-Cocha univalve, que adere aos rechedos. Antigamente, rim. Cinquenta, em numeração romana. 9-Cirofórias. Quantia malaia, equivalente a 400.000 cruzados. 10-Medida de superfície, de cem metros quadrados. Nono mês do ano árabe, que os Muçulmanos consagram ao jejum. 11-Dirige. Oirama. VERTICAIS: 1- Almofariz. Falquear. 2-Óleo, em inglês. Pedra que sustenta outra em que se firma uma platibanda. 3-Pôr toca em. Pré. 4-Planta de flores raiadas de branco ou amarelas. Fui abaixo. Tipo emotivo segundo a classificação de Heymans-Le Senne. 5-Exprime a ideia de dois ou de duplicidade. Embaraçar o desenvolvimento de. 6-Designa admiração. Contracção da preposição a com o artigo os. Parte sã de um objecto ou de um organismo. 7-Mover-se alternadamente em sentido opostos. Filho de burro e égua, ou ainda o filho de cavalo e burra. 8-Abrev. de réu ou ré. Mágoa ou paixão que a injúria desperta. Entornar o vinho da taça, depois de o provar. 9-Material para vassoiras. Iguaria temperada com molhos diversos, sem ir ao fogo 10-Importunar, maçar. Tanto. 11-Arbusto semelhante ao salgueiro. Mulher garrida.

Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-GOTADO. RICO. 2-RIOLITO. CHI. 3-ALCE. ASILAR. 4-L. ELA. CRETA. 5-SAITAIA. EN. 6-FOR. ROL. SAA. 7-AM. CASALAR. 8-LEPAS. RIL. L. 9-CIRIAS. BATE. 10-ARE. RAMADAO. 11-ROTE. OURAMA. VERTICAIS: 1- GRAL. FALCAR. 2-OIL. SOMEIRO. 3-TOCEAR. PRET. 4-ALELI. CAI. E. 5-DI. ATRASAR. 6-OTA. AOS. SAO. 7-OSCILAR. UM. 8-R. IRA. LIBAR. 9-ICLE. SALADA. 10-CHATEAR. TAM. 11-OIRANA. LEOA.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

A cidade em si não guarda nenhuma preciosidade turística. É preciso percorrer mais uns quantos quilómetros para descobrir porque a pequena cidade foi a primeira na província de Guangdong a ter património classificado pela UNESCO, em 2008. São quase 2000 “diaolou” - torres fortificadas, construídas por imigrantes chineses que regressaram à terra natal, entre 1920 e 1930, e queriam tornar visível a fortuna que amealharam. As aldeias de Zili, Majianglong e Jinjiang são as mais bem preservadas.

[ Te l e ] v i s ã o TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:30 RTPi Directo 17:30 Liga Sagres: Benfica vs Nacional (Repetição) 19:00 TDM Entrevista (Repetição) 19:30 Ganância 20:25 Acontecimentos Históricos 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde RTPi 22:10 O Clone 22:58 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:30 TDM Desporto 00:00 Há Conversa 01:00 Telejornal - Repetição 01:30 RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Nobre Povo 15:00 Magazine EUA Contacto – N. Inglaterra 15:30 Couto & Coutadas 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Preço Certo 17:45 O Olhar Da Serpente 18:30 Linha Da Frente 19:00 Voo Directo 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 21:45 Magazine EUA Contacto – N. Inglaterra 21:45 Portugal No Coração TVB PEARL 83 06:00 Conversation With Judy Woodruff and Bloomberg Gamechangers and Bloomberg First Up 07:30 NBC Nightly News 08:00 Putonghua E-News 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 Guess What? Timothy & Annabel 16:30 ZingZillas 17:00 Olivia 17:30 Kids Of The World 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 America’s Funniest Home Videos 18:50 6 billion Others 19:00 The Wall Street Journal Report 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 The Pearl Report 20:30 Lost 21:30 Heston’s Feast 22:30 Market Place 22:35 True Blood 23:45 World Market Update 23:50 News Roundup 00:05 Earth Live 00:10 The 39th Hong Kong Arts Festival 00:15 Nip/Tuck 01:05 The Wall Street Journal Report 01:30 FIFA Football World 02:00 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 13:00 AFC Asian Cup 2011 Quarterfinal 15:00 Winter X Games Fourteen Classix 16:00 Simply The Best 16:30 Planet Speed 2010/11 17:00 (LIVE) Asean Basketball League 2010/11 1st Semi-Final: Game #1 Chang Thailand Slammers vs. Singapore Slingers 19:00 Football Asia 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 20:00 The Monday Night Verdict Npl 20:30 Simply The Best

21:00 2010 World Cup Of Trick Shots 22:00 Sportscenter Asia 22:30 The Monday Night Verdict Npl 23:00 Planet Speed 2010/11 23:30 Sportscenter Asia

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Informação Macau Cable TV


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[O]bjectiva Gonçalo Lobo Pinheiro

13 Raio [X] Paradoxo António MR Martins

Faz-se sentido No vértice do vento A viagem de um novo olhar Faz-se sentido Na proa da miragem “Pavo cristatus” é restritivo específico desta espécie (Malásia, 2010)

A envolvência de um grito

Para[ ]comer • Pérola 3/F, Sands, Largo de Monte Carlo, no.203 8983 82222888 3352 http://www.sands.com.mo • VINHA Alm Dr. Carlos d' Assumpção 393 r/c AC 2875 2599vinha@macau.ctm.net http://www.vinha.com.mo • FAT SIU LAU (SINCE 1903) Av.Dr.Sun Yat-Sen,Edf.Vista Magnifica Court Rua de Felicidade No.64, R/C Macau 2857 3585fsl1903@macau.ctm.net http://www.fatsiulau.com.mo

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Tacos – Cozinha internacional & Café Bar (Macau) – Rua Cidade de Braga 51 A r/c. Tel.28750151

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the tourist Cineteatro | PUB

Sala 1 the tourist [b] Um filme de: F. Henckel von Donnersmarck Com: Angelina Jolie, Johnny Depp 14.30 shaolin [c] (Falado em putonghua/cantonense, legendado em chinês e inglês) Preço: Mop50.00 Um filme de: Benny Chan Com: Andy Lau, Nicholas Tse, Jackie Chan 16.45, 19.15, 21.45

• Fogo Samba VENETIAN-Grand Canal Shoppes Apt 2412 2882 8499

[ ] Cinema

SALA 2 let the bullets fly [C] (Falado em putonghua, legendado em chinês e inglês) Um filme de: Wen Jiang Com: Yun-fat Chow, Wen Jianf, You Ge 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 Sala 3 karigurashi no arietty [a] (Falado em cantonense) Um filme de: Hiromasa Yonebayashi 14.30, 16.30, 19.30

if you are the one 2 [b] (Falado em putonghua, legendado em chinês e inglês) Um filme de: Xiang Feng Com: You Ge, Hsu Chi 21.30

Faz-se sentido Nas ondas do lamento A fragrância das emoções Faz-se sentido No sofrimento coragem A capacidade do pulsar Faz-se sentido Em qualquer momento A divergência e o atrito Faz-se sentido Pela simples dosagem A consistência sem soluções Faz sentido Mas nada se ousa mudar

[Há um paradoxo que deixa António fazer sentido]

Anúncio: Tem algum Raio X para mostrar ao mundo? O Hoje Macau recicla as suas radiografias, sem custos, sem uso de maquinaria moderna, sem corpo médico. Basta que as envie ao nosso cuidado para raiox@hojemacau.com.mo e nós tratamos das suas maleitas. Mostre-nos o que os outros não vêem. Sem medo. Ficamos à sua espera. Obrigado.


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opinião Dia de refluxo

Q

José de Pina* In jornal I

uando oiço a expressão “dia de reflexão” soa-me sempre a título de filme-catástrofe. Como sabemos, nos filmes que têm no título “Dia de” ou “Dia da”, antes da destruição há sempre uma calma estranha: não se ouvem os pássaros, o mar está completamente flat, há aparelhos que deixam de funcionar, etc. É semelhante ao que se sente nos dias de reflexão como ontem: não se ouvem os candidatos, não os vemos na TV, e até Pacheco Pereira sai finalmente à rua. Bizarro! Depois lá vem a catástrofe do costume para o país: os resultados eleitorais. É por

ca r t o o n por Steff

isso que defendo que também devia haver um dia de reflexão para os candidatos; estes, ao chegarem ao Tribunal Constitucional para entregar as assinaturas, antes da formalização da candidatura, seriam mandados para casa para reflectir bem no que iam fazer. Talvez não assistíssemos às cenas constrangedoras de Passos Coelho e Paulo Portas a apoiar o marido daquela senhora que recebe apenas 800 euros de reforma, de Sócrates em delírio com um caçador que se compara com Humberto Delgado ou de Mário Soares, que, no quentinho de casa, esperto, vê o candidato que lançou gabar-se de receber telefonemas anónimos com ameaças. Eu acho que foi o seu mandatário Nilton: “Eu mato você!” Mas estas eleições também são históricas porque é a primeira vez que há dirigentes partidários que engolem sapos logo à pri-

Pode parecer um paradoxo, mas quanto piores forem os candidatos mais se justifica o regime republicano meira volta; como se sabe, é dos livros, os sapos engolem-se na segunda volta. Percebo agora o slogan de apoio ao marido daquela senhora que recebe apenas 800 euros de reforma: “À primeira!” Na verdade, além de mais um sapo, uma segunda volta levaria de certeza ao aumento do vinho e da SportTV. É por tudo isto que estas presidenciais são a melhor forma de encerrar as comemorações dos cem anos da República. Por estes seis candidatos valeu bem a pena ter dado

um tiro no D. Carlos. Olhamos para eles e pensamos: “Daqui a cinco anos posso correr com o gajo.” Imagine-se Sampaio ainda hoje presidente, ou que o marido daquela senhora que ganha apenas 800 euros de reforma ficava em Belém até ao fim da vida? É como ficar fechado para sempre num quarto de hotel com o Carlos Castro ou, para que não me acusem de homofobia, com o Castelo Branco. Mas se um presidente for bom o desejo é que ele continue, e aí há o risco de nos tornarmos monárquicos. Por isso o ideal é que eles sejam todos muito fraquinhos. Parece um paradoxo, mas quanto piores forem os candidatos e os presidentes melhor se percebe o valor e a utilidade do regime republicano. *Argumentista/humorista

história de itália


Maldito o homem que confia no homem, pois cada qual se busca apenas a si mesmo, mesmo quando se

Padre Manuel teixeira [1912-2003]

Dito da Semana

entrega a outrém.

“Apresentar queixa contra secretário”

“Iam os arguidos apresentar queixa contra um funcionário nomeado pelo Governo Central? Temiam a retaliação, imediata e mediata: a imediata, seria a suspensão da obra; e a mediata, uma queixa por denúncia caluniosa”. LEONEL ALVES NAS ALEGAÇÕES FINAIS DO TERCEIRO PROCESSO CONEXO AO DO SECRETÁRIO AO MAN LONG

Onde andam os membros do Governo? • As jornadas sobre Direito, organizadas pela Assembleia Legislativa, e o encontro que reuniu as câmaras de comércio do Delta passaram ao lado dos membros do Governo. Leonel Alves e Paulo Azevedo destacaram essas ausências e lamentaram que os representantes do Executivo e os seus mais directos colaboradores não tenham tido a maçada de ir assistir ao que se disse nestas duas iniciativas. No primeiro caso, o mesmo se poderá dizer de alguns deputados, que por andarem tão atarefados com os trabalhos legislativos e os negócios primaram também pela ausência. O que sucedeu esta semana são apenas dois de outros exemplos em que a qualidade e a actualidade do que se diz e afirma nas muitas conferências e encontros que se vão organizando em Macau não é escutado e ouvido por quem de direito. O trabalho nos gabinetes e nos vários departamentos é muito, as medidas que o Governo toma diariamente obrigam a horas e horas de esforço, a execução orçamental

tem aumentado, o que impede a presença nos encontros e conferências?!... O que vale é que os oradores têm apresentado boas intervenções, que ajudam ao debate e à reflexão sobre os

mais variados temas. O que numa sociedade como a de Macau é muito significativo, pois é fundamental a discussão aberta de ideias. Não podemos ficar apenas pela opinião dos mesmos, que vão

saltando de comissão em comissão, de grupo de trabalho em grupo de trabalho. Com os resultados que conhecemos. Ou melhor, com a falta de resultados ou com as soluções a ser proteladas no tempo.

Acontecimento da Semana

O preço dos alimentos • A questão do preço dos alimentos continua na ordem do dia. O Governo diz e reafirma que tudo fará para combater a inflação quando ultrapassar os três por cento, mas a população sente que a vida está mais cara. Esta semana, deputados e o influente “Ou Mun” falaram no assunto. Lam Heong Sang, Kwan Tsui Hang e Lee Chong Cheng promoveram uma conferência de imprensa, em que defenderam o fim da monopólio e a política concertada dos preços.

O mais importante diário chinês denunciou uma rede de contrabando de produtos entre Zhuhai e Macau. Há muito que se sabe que o que Macau consome e vem do outro lado da fronteira é fruto de um controlo exclusivo, detido por algumas famílias e empresas ligadas ao aparelho chinês. É hora de o Governo actuar e ter a frontalidade de acabar com o actual regime, o que não é tarefa fácil, pois

coloca em causa o status quo de Macau e, consequentemente, os interesses que protegem os donos da terra. Os residentes, sobretudo as camadas mais desfavorecidas, são os que mais sofrem, enquanto o Executivo não tiver coragem de intervir. O resto são declarações políticas para entreter o povo e alimentar as manchetes dos órgãos de comunicação social.

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ol h a del a

Gilberto Lopes

A Figura da Semana Cavaco sucede a Cavaco • No momento em que escrevo, os resultados oficiais ainda não são conhecidos, mas parece não haver dúvidas que Cavaco vai suceder a Cavaco como presidente de Portugal. Para os portugueses que residem no estrangeiro, nomeadamente em Macau, nada vai mudar, já que os problemas internos são muitos e em breve vamos ter, muito provavelmente, nova campanha eleitoral. A ausência de ideias e projectos na campanha eleitoral para as presidenciais foi tão confrangedora, que revela bem o nível a que chegou a política portuguesa. Os eleitores foram obrigados a escolher pelas suas convicções ideológicas o candidato em quem votar e não por este ou aquele defenderem para o país uma nova ideia, um projecto inovador. Como tem sucedido desde que a democracia foi restabelecida em Portugal, o actual presidente garantiu, com facilidade, a reeleição. Mais interessante serão, certamente, as próximas eleições, em que a direita e a esquerda vão ter que apresentar novos candidatos. Onde vão estar, em 2016, Durão Barroso, José Sócrates, Marcelo Rebelo de Sousa ou António Guterres? - embora o último tenha garantido recentemente que o seu futuro continuará a passar por missões internacionais. E vamos ver como é que Cavaco eleito vai coabitar com José Sócrates e o governo socialista. Para quem tantas críticas tem feito ao Executivo, nada deve ser como no passado recente...

MAIS e menos + Fernando Chui Sai On e o director dos Serviços para os Assuntos Laborais defenderam a actualização dos vencimentos no sector privado. A Wynn, um dos concessionários do jogo, já anunciou aumento de seis por cento dos funcionários que não ocupam cargos de gestão. Steve Wynn continua a demonstrar que percebe cada vez melhor Macau. Era bom que outros seguissem o seu exemplo. - O Governo não deve apenas obrigar a Caesars Golf a cumprir a lei, mas multar a empresa por ter avançado com a construção de uma obra ilegal. Os Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, que nos últimos meses tem demolido várias construções ilegais, devem ter mão pesada com a Caesars Entertainment.

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a fechar

A população está a perder a crença.

Pois é! Só Florinda Chan se safa com...

!!!

Cuba WikiLeaks denunciam corrupção

Documentos diplomáticos norte-americanos filtrados pela organização WikiLeaks dão conta da corrupção generalizada que se vive actualmente em todos os sectores da vida pública cubana. O jornal El País, que teve acesso aos documentos filtrados, fala de subornos, comissões ilegais, tráfico de influências e de práticas corruptas sistemáticas numa sociedade ameaçada pela penúria. A corrupção em Cuba transformou-se numa prática de tal forma generalizada que chega aos mais altos cargos da administração pública e a membros do Partido Comunista Cubano. Em alguns sectores assiste-se à actuação de verdadeiras “máfias”, indicam os telegramas.

Pena de morte Empresa acaba com substância

A única farmacêutica que produzia um dos componentes do cocktail usado pela maioria dos estados norte-americanos na injecção letal deixou de fabricar o sedativo — uma decisão que poderá suspender várias execuções e forçar a uma revisão dos métodos de execução nos EUA. A decisão é tanto mais inédita porque surge na sequência de pressões feitas por Itália, onde a Hospira planeava retomar a produção do tiopental, suspensa em 2009 por dificuldade na compra de um dos componentes. Os 35 estados que aplicam a pena de morte nos EUA usam o tiopental (conhecido pelo nome comercial de Pentothal) na injecção letal. É usado para sedar e reduzir a dor ao condenado, que é paralisado por um segundo composto, antes de um terceiro provocar a paragem cardíaca.

Tailândia 30 mil “camisas vermelhas” nas ruas

Milhares de “camisas vermelhas” caminharam ontem de forma pacífica pelo centro de Banguecoque, numa nova manifestação organizada para derrubar o governo de coligação do primeiroministro tailandês, Abhisit Vejjajiva. De acordo com a organização do protesto, terão sido cerca de 30 mil os manifestantes que se juntaram na avenida Ratchaprasong, no centro comercial da capital da Tailândia, e que depois começaram a marchar de forma pacífica rumo ao Monumento à Democracia. As forças de segurança seguem de perto os manifestantes, que vestem as suas tradicionais roupas vermelhas. Reivindicando a demissão do Governo e eleições antecipadas, os “camisas vermelhas” ocuparam as ruas da capital tailandesa entre Março e Maio do ano passado, chegando a concentrar 100 mil pessoas.

Ronaldo CR até nas maçanetas

Cristiano Ronaldo abriu a sua casa a uma televisão espanhola. E revelou alguns pormenores da decoração. Nas imagens é possível confirmar que o futebolista do Real Madrid mandou colocar em vários objectos as iniciais do seu nome - CR. As duas letras estão em relevo em várias maçanetas de porta, assim como nos sofás e até em almofadas. No programa, Cristiano Ronaldo confessa que fez questão de se envolver a fundo na decoração da sua mansão, situada no luxuoso bairro de La Finca.

Ciclismo Armostrong acaba carreira

O ciclista norte-americano Lance Armstrong, que venceu sete vezes a Volta à França, terminou ontem a sua carreira a nível internacional, na última etapa do Tour Down Under da Austrália. Armstrong, 39 anos, tinha avisado que esta seria a sua última prova internacional, adiantado desde logo que não pretendia quaisquer comemorações, depois de uma carreira marcada por vários casos suscitados por acusações de doping. “Parto com a consciência de que dei o melhor de mim mesmo e não sinto qualquer necessidade que me descerrem uma placa ou construam uma estátua”, disse.

...Hoi Hoi e Sam Sam segunda-feira 24.1.2011 www.hojemacau.com.mo

Academia Sporting pode vir para Macau a médio prazo

Filial 25 esquecida Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

“As acções ficam com quem as pratica. Ninguém contactou o Sporting Clube de Macau acerca de possíveis estratégias de expansão. Estou perplexo e considero lastimável”, reagiu António Conceição Júnior, presidente do Sporting Clube de Macau (SCM), após confrontado com as recentes notícias que dão conta de um acordo celebrado entre o Sporting Clube de Portugal (SCP) e parceiros de origem portuguesa em Macau. “Somos a filial número 25 e esqueceram que o SCM é o representante oficial do SCP no território. Fizemos uma proposta há 3 anos, ninguém nos contactou e agora surgem estas notícias?”, questiona Conceição Júnior. O director de Projectos Desportivos da Academia Sporting e responsável pela área da interna-

cionalização, Diogo Matos, não quis tecer considerações pelas declarações de Conceição Júnior, no entanto, após conversa com o Hoje Macau, sempre afirmou que conta com os sportinguistas de Macau e da China e que este é “o primeiro passo de um longo caminho”.

debate com Ilha Verde em destaque

Bom senso em matéria humana Foi uma discussão baseada nos acontecimentos da Ilha Verde aquela que aconteceu ontem no Centro Pastoral Diocesano da Juventude. A organização, a cargo do fórum “Youth Dynamics”, promoveu um debate sobre os fatídicos acontecimentos de Dezembro passado naquela zona da cidade de Macau e discutiu o futuro. O debate contou com a presença dos deputados democratas Au Kam San e Ng Kuok Cheong que reagiram sempre no seu tom peculiar às questões que afectam a população. Albert Wong foi o moderador. “Falámos sobre os acontecimentos de Dezembro passado e o que significa a construção no futuro de Macau. Estamos muito preocupados com a violenta demolição que ocorreu na Ilha Verde e com os projectos futuros, como a reconstrução do Iao Hon”, afirmou Wong, responsável pelo “Youth Dynamics”. Durante a discussão mos-

traram-se, ininterruptamente, imagens das demolições da Ilha Verde com os bens das pessoas espalhados por entre os escombros, houve críticas aos novos aterros e à Lei de Terras. “Existe um jogo de interesses entre Governo e construtores. E estamos preocupados com o futuro. Há que haver um correcto planeamento da realidade urbana de Macau”, disse Wong ao Hoje Macau Amiúde, os intervenientes mostravam-se satisfeitos com o debate e largavam sorrisos por esta ou aquela questão. Mas quando se trata de problemas sociais e que afectam a população o riso dava lugar à ponderação. “Seguindo exemplos de Hong Kong, falámos acerca de tudo um pouco, desde problemas sociais, como transportes, emprego, entre outros. Em situações idênticas com a que ocorreu na Ilha Verde têm de haver razoáveis compensações para desalojados”, finalizou Wong. - G.L.P.

“Quando houver um projecto o Sporting quer contar com o apoio de todos os sportinguistas de Macau. Por enquanto ainda não é altura para conversar. Estamos a começar agora a caminhar. Haverá uma fase que, naturalmente, conversaremos com a filial de Macau. Não entendo as declarações de Conceição Júnior”, afirmou Diogo Matos. A notícia surgiu com grande eco em Portugal com toda a imprensa a dar conta dos interesses do clube leonino. A Sporting SAD celebrou um acordo de parceria para exploração e desenvolvimento da Academia Sporting na República Popular da China e na Região Administrativa Especial de Macau, no âmbito da sua estratégia de internacionalização. De acordo com o comunicado de imprensa feito pelo clube de Alvalade, o negócio passa por ser celebrado com “parceiros locais

de origem portuguesa, entre os quais uma instituição financeira” e prevê estabelecer “uma rede de escolas Academia Sporting e, a médio prazo, a possibilidade de vir mesmo a criar uma academia de futebol” em Macau, “à imagem das academias Sporting em Alcochete e em Bloemfontein, África do Sul”. Na altura, Diogo Matos, considerou Macau como uma plataforma privilegiada e referiu que “o mercado asiático constitui-se como uma clara prioridade na estratégia de expansão, quer pela sua dimensão, quer pelo seu poder económico, quer ainda pelo potencial de desenvolvimento de projectos ligados à formação”. Mas os projectos não se ficam pela Ásia. Os verde-e-brancos esclareceram ainda, no seu comunicado, que têm “prestes a arrancar” projectos no Brasil, Estados Unidos, Irão e Índia, sem esquecer Angola e Moçambique, “onde existem já contactos avançados para a exploração de eventuais oportunidades de desenvolvimento” de planos daquela natureza, afigurando-se assim 2011 “como o ano da plena afirmação do projecto de internacionalização da Academia Sporting”.

inflação aumenta em Macau e nA china

2011: um ano de subidas nos preços

Uma taxa de inflação de mais 2,81% foi o valor contabilizado pela Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC) para 2010. Mais de metade deste aumento deveu-se à ascensão dos preços das refeições adquiridas fora de casa, do vestuário, do peixe e produtos hortículas, gasolina, joalharia e gás. O Índice de Preços do Consumidor (IPC) de 2010 registou aumentos de mais de 6% nos transportes, serviços diversos e vestuário e calçado, enquanto que as bebidas, os produtos alimentares, o tabaco e a saúde aumentaram em mais de 4%. Apenas as comunicações e os produtos relacionados com a educação demonstraram uma

descida nos preços, sendo que os últimos registaram um decréscimo de 7,27%. O último mês de 2010 contribui para esta subida, apresentando um IPC de mais 3,92% relativamente a período homólogo. Tendo em conta isto, o Conselho de Consumidores apresentou dados relativos aos preços dos produtos a serem vendidos nos supermercados do território. No topo da lista dos 30% de produtos que mostram estar mais caros, estão o arroz, o óleo e os produtos de higiene pessoal. Também o leite e os produtos lácteos não escaparam à subida dos preços, com um aumento de 2%, sendo apenas os enlatados, cereais e bebidas a excepção, descendo um total de 3%. Na China foi registado igualmente um aumento na taxa de inflação, com os mais de 3% a fugirem à meta estipulada pelo Governo Central para 2010.

Hoje Macau • 2011.01.24 #2295  

Edição do jornal Hoje Macau de Segunda-feira • 24 de Janeiro de 2010 • ANO IX • Nº 2294

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