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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

SEXTA-FEIRA 22 DE JUNHO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4077

MOP$10 RÓMULO SANTOS

TÁXIS PÁGINA 5

TIAGO ALCÂNTARA

PUB

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

GALAXY

A seguir funcionários PUB

PÁGINA 6

hojemacau

Tiro no pé

Governo criou página de Facebook para comunicar com lesados do Pearl Horizon, que se tornou numa plataforma para publicar comentários pouco lisonjeiros para o Executivo. Além da pontuação baixa da página, os internautas aproveitaram para pedir a demissão de Sónia Chan. PÁGINA 4

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RAIMUNDO ANTI-MONOPÓLIO


2 ENTREVISTA

PAULO JORGE PARRACHO CONSULTOR NA AUTORIDADE DA MOBILIDADE E DOS TRANSPORTES

“Macau tem de ter marinas”

Em que fase está Macau no que diz respeito à administração marítima? Em Macau há uma estrutura que, em termos de organização, responde àquilo que é suposto uma administração marítima com vontade de vir a ter navios e de cumprir as suas obrigações internacionais. Mas tem ainda uma legislação que carece de ajustamentos. A parte da legislação que diz respeito ao registo de navios respeita uma área que não sei se a RAEM poderá vir a explorar que é a náutica de recreio, um sector que, na minha opinião, poderá vir a ter aqui um grande potencial. Mas, a própria questão do registo de embarcações assenta em legislação portuguesa que já está desajustada e já foi alterada, ou seja, é preciso olhar para toda uma legislação que enquadra as questões relativas à parte marítima e que diz respeito à certificação de navios. Quando falo em certificação de navios refiro-me a questões de segurança, questões de prevenção da poluição e de gestão destes próprios navios. Há também uma curiosidade. Há um fundo de registo previsto em Macau à semelhança do que acontece em Portugal. Portugal criou um fundo de registo, ou seja temos um registo a que chamamos de registo convencional e depois temos o registo dos navios da zona da Madeira aproveitando a zona franca numa tentativa de responder à saída de navios da Europa para outros países que criavam condições mais atractivas, particularmente em termos de impostos. Nessa altura, em 82, Portugal criou o registo internacional de navios da Madeira.

Curiosamente, essa legislação foi replicada aqui e está praticamente igual. O que acontece é que desde 82 até agora muita coisa se passou a nível internacional e há um conjunto de enquadramentos que já não pode ser aquele que a actual legislação existente aqui prevê. É também necessário questionar, até porque julgo que tem havido aqui uma discussão política no sentido de criar alternativas à economia além do jogo.

O problema não passa só por ter uma embarcação, Macau tem de ter marinas e pessoas que gostem de navegar e criar aqui uma dinâmica De que forma é que a exploração do mar pode vir a ajudar a diversificar a economia local? É necessário determinar se na realidade há potencial em Macau para haver investimento e uma verdadeira economia do mar. A questão que podemos colocar é se há potencial de exploração da economia do mar do ponto de vista da exploração de recursos existentes nas águas.  Que recursos? Não estamos a falar só de recursos piscícolas, que nem sei se ainda os há. Mas, por exemplo, será que há

potencial para explorar a aquacultura tendo em conta que é uma área extremamente sensível do ponto de vista da qualidade das águas? Esta é a grande questão. Depois há o fundo do mar. O que é que este fundo tem para oferecer? Há o património que em Macau pode ser uma questão relevante porque esta foi uma zona de grande movimento de embarcações e é possível que haja também potencial cultural para ser explorado no fundo do mar. Estas são algumas das questões que é necessário perceber. E é preciso conhecer estes aspectos até porque só há ordenamento de espaço marítimo se houver conhecimento. Se não houver conhecimento a questão é: o que vamos fazer? A poluição marítima é uma questão que tem sido muito discutida. Como é que esta zona do mundo tem lidado com isso? A esse respeito é de registar que nesta zona do mundo muita coisa tem mudado e para melhor. Não há muito tempo havia um pouco a ideia que a questão da poluição seria um obstáculo ao crescimento económico. Felizmente, que assim não é e os grandes decisores políticos já reconheceram que, de facto, a poluição é um problema e se queremos ter um sistema sustentável este só pode existir dentro de um ambiente que também o seja. Quando os Estados ratificam uma convenção ambiental comprometem-se, para todos os efeitos, a dar cumprimento às normas dessa convenção. Mas o que acontece é que, na prática, isso não se verifica. Os Estados

SOFIA MARGARIDA MOTA

O engenheiro naval Paulo Parracho esteve no território a participar no seminário “Jurisdição e Sustentabilidade: Ordenamento e Transporte Marítimo”. Para o especialista, Macau precisa de uma actualização legal para facilitar o aproveitamento da área marítima alargada de que dispõe. Por outro lado, e de modo a diversificar a economia local, defende a construção de marinas e a agilização dos processos de registo de embarcações

ratificam e depois esquecem-se que o acto de ratificação é apenas o primeiro passo. Depois é necessário criar meios, do ponto de vista de recursos humanos, devidamente qualificados para que aquilo a que se comprometeram a fazer seja viável. A situação dos plásticos, por exemplo, não seria problema se os Estados cumprissem as convenções porque isso já está previsto. Temos cada vez mais convenções e seria muito bom que fossem cumpridas porque se assim acontecesse muitos dos nossos problemas, quer a nível de poluição, quer a nível de segurança, não existiam. Relativamente a esta zona, pela primeira vez a or-

ganização marítima internacional faz auditorias a todos os Estados o que não é uma questão fácil. Os países europeus estão habituados a receber auditorias por parte da Comissão Europeia, mas há outros que não. Este processo já começou também na China e em Macau. É um sistema importante não na perspectiva de apontar o dedo mas na perspectiva das coisas poderem avançar de forma uniforme porque a poluição não conhece fronteiras. A China é vista como um dos países que tem tido algum relevo no combate à poluição. Concorda? As acções que a China tem vindo


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se calhar pretendíamos, mas é já um ritmo importante e isto tem feito com que as decisões a nível regional percam a razão de existir. Ou seja, já não há aquele argumento de “temos que decidir a nível regional porque a nível internacional há um conjunto de países, entre os quais grandes potências como é a China, que lideram e que retardam o processo deliberadamente”. Isto agora não está a acontecer.

a tomar têm sido muito importantes. Vi as posições da República Popular da China (RPC) em dois momentos e não foi há tanto tempo como isso. De 2006 até provavelmente 2008, a RPC tinha uma posição em que a poluição seria para ser tratada, mas mais tarde porque há sempre a questão dos países que defendem que as questões ambientais são restritivas ao seu desenvolvimento económico e reclamam que outros Estados mais desenvolvidos atingiram o ponto que atingiram - de grandes economias - à custa de muita poluição. Por isso, países como a RPC, Índia ou Brasil entendiam que não seria

justo que agora se lembrassem do ambiente quando esses países já estão na recta ascendente. Este era o argumento apresentado. O facto da RPC nos últimos anos ter tido uma posição extremamente construtiva relativamente ao ambiente tem levado a que um conjunto de medidas, que até há bem pouco tempo levavam muito tempo a ser aprovadas a nível internacional, pudessem avançar. Isto tem levado a que países mais renitentes nesta matéria como a Índia e o Brasil, sigam o exemplo da China. A nível da poluição atmosférica andámos não sei quanto tempo para que se conseguisse avançar com passos

muito pequeninos, agora tem-se conseguido dar passos muito largos e importantes. Esta situação assume maior importância pelo seguinte: por vezes há a tendência errada de se procurarem soluções para este tipo de problemas a nível regional e não internacional. Assumir posições unilaterais não será a melhor estratégia mas a Comissão Europeia entende o contrário. O ambiente é um problema internacional e tem que ser tratado a nível global. Ainda neste sentido, o comportamento da China tem sido extremamente importante para colocar a comunidade internacional a avançar, não a um ritmo que todos

Relativamente a Macau e com a quantidade de barcos que circulam nesta zona, não há um perigo acrescido nestas águas? O transporte marítimo é o menos poluidor de todos os meios de transporte. É a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água que tem a obrigação de assegurar que as regras são aplicadas. Pode fazê-lo directamente, com os recursos próprios ou pode permitir que entidades independentes idóneas, designadas por organizações reconhecidas possam realizar as tarefas que competem à administração marítima de Macau. Mas isto não significa que Macau fique ilibado das responsabilidades que tem como estado de bandeira, ou seja, tem que assegurar que o trabalho que delegou em qualquer área, é acompanhado directamente pela própria direcção para garantir que está a ser correctamente efectuado. A questão que se pode colocar é porque é que isto não acontece. Pode ser por vários motivos. Um deles é a existência de alguma incapacidade do ponto de vista de recursos qualificados para exercer claramente essas funções. A outra, porque podemos estar a falar de uma administração permissiva. A questão do registo de navios é uma questão do ponto de vista financeiro muito atractiva. Mas, a questão que eu coloco é porque é que não há uma marina de recreio aqui? Acredito que se deveria apostar nesta área porque Macau tem todas as condições para ter uma marina de recreio forte. Acontece também que a legislação existente nesta matéria é basicamente a legislação portuguesa que está ultrapassada. Já tivemos depois da legislação que ainda perdura em Macau, duas alterações em Portugal e está em curso uma terceira. Portugal ainda exige, bem como os países do Sul da Europa e Macau, a obrigatoriedade de para quem quer navegar numa embarcação de recreio, de ter uma carta de navegador de recreio. Isto já não acontece nos países do norte da Europa. Isto tem que ver um pouco com as questões próprias dos regimes legais existentes. No sul da Europa ainda há um pouco a ideia de que o Estado é que tem que ser “o paizinho de

O facto da RPC nos últimos anos ter tido uma posição extremamente construtiva relativamente ao ambiente tem levado a que um conjunto de medidas, que até há bem pouco tempo levavam muito tempo a ser aprovadas a nível internacional, pudessem avançar toda a gente”. Isto também se vê nos enquadramentos jurídicos e é uma área que também em Macau está condicionada. Não digo para se acabarem com as licenças, que isso é uma decisão política, mas se a opção for obrigar que existam cartas de recreio para quem quer conduzir uma embarcação, pelo menos que se ajuste a legislação no sentido de potenciar e de atrair mais gente para a prática da náutica de recreio. Vamos exigir que as cartas se possam obter em centros de formação mas que não se cometa o erro, como se tem vindo a fazer em Portugal, de quase que se exigir um curso como se se fosse trabalhar a bordo de uma embarcação profissional - isto afasta toda a gente. Referiu que a legislação a nível internacional está a avançar. Macau não podia usufruir disso para ter a vida facilitada na atualização da sua legislação? Julgo que sim, mas quem está de fora não percebe todas a variáveis que um processo de alteração de legislação tem. Se se pretende olhar para o mar na perspectiva de utilização de embarcações e de atrair a população para praticas náuticas - e porque não apostar no turismo náutico - Macau tem que olhar para este pacote como um todo e isso passa obrigatoriamente pela náutica de recreio. O problema não passa só por ter uma embarcação, Macau tem de ter marinas, tem que ter pessoas que gostem de navegar e criar aqui uma dinâmica. Julgo que seria extremamente interessante termos aqui nestas águas um movimento neste aspecto. Traria a Macau um colorido diferente e provavelmente criava aqui outras alternativas dentro da actividades turística. Não tenho dúvida de que há vontade, agora é preciso que haja disponibilidade para começar a trabalhar.   Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo


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22.6.2018 sexta-feira

PEARL HORIZON COMPRADORES DEMONSTRAM FRUSTRAÇÃO EM PÁGINA DO GOVERNO

Mural das lamentações O Gabinete da secretária para a Administração e Justiça lançou uma página numa rede social para comunicar com os afectados pelo caso Pearl Horizon e os internautas aproveitaram para exprimir o seu descontentamento e pedir a demissão de Sónia Chan

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Governo lançou na terça-feira uma página na rede social Facebook para comunicar com os compradores do Pearl Horizon. As vítimas aderiram à iniciativa do Executivo e aproveitaram o mural da página em chinês para apresentar as suas queixas sobre a forma como o Gabinete da secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, tem lidado com a situação. No que diz respeito à avaliação da página, numa escala de uma a cinco estrelas, os internautas apresentam poucas dúvidas. Em 27 avaliações, 18 classificaram a iniciativa do Governo com uma estrela, quatro com cinco estrelas, duas pessoas com quatro estrelas e três com três estrelas. Logo nos comentários à avaliação surgem publicações com a partilha de vídeos das declarações de Sónia Chan. Em resposta, vários internautas pedem que a secretária peça a demissão. “Sónia Chan demita-se!”, lê-se num comunicado. “É preciso reformular o Governo. A secretária tem que sair”, comenta, em chinês, outra pessoa.

Contudo, é nos comentários às publicações do Executivo que a figura ganha toda uma nova dimensão. Por exemplo, a publicação mais recente sobre o comunicado em que era anunciada a criação da página atraiu mais de 100 comentários em menos de 24 horas.

DISCURSOS VARIADOS

Um dos comentadores contesta as diferentes posições do Governo assumidas ao longos dos anos, apontando que em 2014 o Executivo ainda considerava que a Polytex podia participar num concurso público para atribuição de uma nova concessão do terreno

“Acredito que só o Governo de Macau se comporta desta forma infantil e incompetente.” INTERNAUTA

onde está o Pearl Horizon. Contudo, escreve o internauta, agora a posição é que a Polytex já não o poderá fazer. “Será que temos de considerar que quando um porta-voz do Governo da Região Administrativa Especial termina o discurso, esse discurso perde imediatamente validade? Qual-

PEARL HORIZON POLYTEX REJEITOU RECEBER CARTA DE LESADOS

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LOCAÇÃO BENEFÍCIOS FISCAIS CAUSAM DÚVIDAS A DEPUTADOS

inco deputados – Ella Lei, Si Ka Lon, Song Pek Kei, Wong Kit Cheng e Ho Ion Sang – acompanharam ontem um grupo de lesados do caso Pearl Horizon na entrega de uma carta à Polytex, com cerca de 300 assinaturas. Em causa estava a recusa dos planos de devolução do dinheiro pago no âmbito dos empréstimos, mas de acordo com a Macau

News Agency, a Polytex recusou receber a carta. “Entregamos dezenas de cartas à empresa antes e esta continuou a ignorar-nos”, referiu um dos lesados. A empresa já apresentou dois planos de devolução faseada, a dois e três anos, do dinheiro que já foi pago pelas casas. Contudo, estes pedem uma devolução imediata dos montantes.

quer frase perde imediatamente a validade, como querem comunicar com os compradores desta maneira?”, questiona. “Acredito que só o Governo de Macau se comporta desta forma infantil e incompetente”, é acrescentado. Outros repartem as responsabilidades do caso, mas questionam o que faz o Executivo para garantir a aplicação da Lei Básica: “O Governo procedeu à cobrança dos impostos pelas transacções, as vendas da Polytex foram feitas de acordo com a lei, os residentes compraram as fracções, segundo a lei. No entanto, as acções dentro da lei levaram uma irregularidade. O que é que o Governo da RAEM tem feito para implementar a Lei Básica de forma a proteger as vidas e as propriedades privadas?”, pergunta outra pessoa. Apesar dos vários comentários, não houve qualquer resposta individualizada por parte do Governo. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

EGUNDO a nova proposta de regime do benefício fiscal para a locação financeira, que está a ser discutida na Assembleia Legislativa, a primeira compra de uma sociedade deste género de um imóvel destinado a escritório e para uso próprio está isenta do pagamento do imposto do selo sobre a transmissão de bens. Contudo, os deputados querem que o Governo explique a proposta e o que se entende por imóvel, se diz respeito apenas a um único escritório ou a todo um edifício de escritórios. “O artigo diz que é um escritório e para uso próprio e diz que há um benefício se for na aquisição do primeiro imóvel. Mas estamos a falar de uma única fracção ou de um conjunto de fracções, do edifício? Esta é uma dúvida que vamos pedir ao Governo que nos explique” afirmou Chan Chak Mo, presidente da 2.ª Comissão Permanente, que está a analisar o diploma. “Não sabemos mesmo como encarar este artigo, porque quando foi a votação em Plenário o Governo disse que era só uma fracção, mas agora refere que é para atrair mais investidores. É um aspecto que vai ter de ser esclarecido”, acrescentou. Ainda de acordo com o diploma que está a ser analisado, no caso do imóvel voltar a ser transmitido num prazo de cinco anos, o benefício fiscal é perdido, e as empresas terão de pagar o valor da isenção. Também este ponto levantou dúvidas aos membros da Assembleia Legislativa. “Se houver uma transmissão do imóvel após cinco anos, a isenção do imposto perde efeito. Mas como é feito o pagamento do imposto que tinha sido isentado? Em que moldes é que vai decorrer? Não há uma explicação, temos de questionar o Governo numa reunião futura”, declarou sobre este assunto.


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sexta-feira 22.6.2018

TÁXIS ACTUAIS PROPRIETÁRIOS DE LICENÇAS NÃO VÃO SER AFECTADOS

Os intocáveis

Os actuais 1600 táxis em circulação vão manter o actual modelo de exploração mesmo depois da entrada em vigor da lei que dita que apenas empresas vão poder candidatar-se a uma licença. A garantia foi dada ontem por Raimundo do Rosário que afastou ainda a possibilidade de monopólio

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S actuais proprietários de licenças de táxis, na sua maioria particulares, podem estar descansados, dado que vão poder manter o actual modelo de exploração da actividade, mesmo depois da aprovação da proposta de lei que dita que, no futuro, apenas empresas vão poder candidatar-se à atribuição de uma licença. A garantia foi dada ontem pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, após uma reunião da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), que analisa o diploma em sede de especialidade. Com a proposta de lei a ditar que apenas empresas se podem candidatar às futuras atribuições de licenças, o destino dos que actualmente operam táxis por conta própria emergiu como uma das principais preocupações. Mas Raimundo do Rosário deixou claro que os actuais 1.600 táxis vão continuar a funcionar à luz das regras vigentes, dado que se encontram em causa “duas realidades”: a existente e a futura. Assim, os actuais titulares das licenças ou dos alvarás com prazo limite podem continuar a exercer a sua actividade até ao termo do referido prazo, enquanto os restantes 650 titulares de alvará de táxi – sensivelmente 40 por cento do total – sem prazo limite vão poder operar ‘sine die’ nos actuais moldes, segundo dados facultados pelo presidente da 3.ª Comissão Permanente da AL, Vong Hin Fai, após a reunião com o Executivo. Em ambos os casos, à luz das disposições transitórias constantes do diploma, tanto as licenças como os alvarás podem ser transmitidos (definitivamente ou temporariamente).

MONOPÓLIO AFASTADO

Aos jornalistas, o secretário para os Transportes e Obras Públicas descar-

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futuro modelo de exploração da actividade dos táxis, que dita que apenas empresas vão poder candidatar-se a licenças, “vai, de certo, representar um aumento dos custos operacionais”. O alerta foi deixado ontem pelos deputados da 3ª. Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) face à possibilidade de tal vir a reflectir-se num aumento das tarifas. Esses custos operacionais adicionais têm que ver nomeadamente com a instalação obrigatória de equipamentos, como GPS e aparelho de gravação áudio, mas sobretudo com a contratação de novos taxistas, dado que à luz da proposta de lei não podem trabalhar mais de nove horas por dia, isto quando a prática actual é de turnos de 12 horas,

Potencial reflexo

Deputados alertam para custos operacionais de exploração de táxis por empresas

uma vez que os particulares representam a maioria dos actuais titulares das licenças. “Sabemos que para operar um táxi 24 horas por dia, a empresa vai ter que contratar trabalhadores” e, “se assumirmos que o salário neste momento é de 20 mil patacas por condutor, feitas as contas, vemos que a empresa vai ter que pagar cerca de 70 patacas por hora”, afirmou o presidente da 3.ª Comissão Permanente da AL, no final da reunião. “A comissão alertou para a necessidade do Governo considerar também esse aspecto”, indicou Vong Hin

Fai, dando conta de que foram também manifestadas opiniões sobre se a relação entre as tarifas e os custos operacionais de exploração “está ou não desligada da realidade”. O presidente da 3.ª Comissão Permanente da AL não foi, no entanto, taxativo relativamente à possibilidade de a subida dos custos operacionais vir a ter reflexo imediato na carteira dos passageiros. “Qualquer actualização do tarifário tem que ser aprovada pelo Governo que vai ouvir as opiniões da sociedade”, cuja preocupação incide principalmente sobre a correspondência do

preço com a qualidade do serviço prestado, argumentou Vong Hin Fai.

O SECRETISMO DAS SA

“Não temos opinião contrária à exploração por sociedades comerciais, mas o essencial é que não venha a afectar os actuais titulares de licenças”, sublinhou o presidente da 3.ª Comissão Permanente daAL, embora os deputados tenham

tou ainda a hipótese de o futuro modelo de exploração dos táxis, apenas por empresas, levar à criação de um monopólio, que figurava, aliás, como outra das preocupações. “Nem deve haver essa possibilidade porque aqui foi dito que devemos pôr um máximo de táxis por licença”, afirmou Raimundo do Rosário. “Desse ponto de vista, há aqui um consenso de que, no futuro, cada titular de licença não deve ter mais do que X número de táxis”, garantiu, indicando que falta ainda estabelecer esse tecto. Relativamente às opiniões recolhidas durante a consulta pública promovida pelo hemiciclo sobre a proposta de lei, que lhe foram entretanto facultadas, Raimundo do Rosário demonstrou abertura, mas manteve-se firme na defesa do futuro modelo de exploração da actividade por empresas, embora reconheça que não é consensual.

“Há um consenso de que, no futuro, cada titular de licença não deve ter mais do que X número de táxis” RAIMUNDO DO ROSÁRIO

“Sei que é muito discutível no futuro o titular da licença ter de ser obrigatoriamente uma empresa e não uma pessoa. Há pontos de vista diferentes”, mas “é uma opção legislativa”, sublinhou, reiterando ser vantajosa para os dois lados. “É mais conveniente para nós fiscalizarmos e supervisionarmos a actividade dos táxis através de uma sociedade e parece-nos mais fácil ser uma empresa a gerir do que um indivíduo”, sustentou.

chamado à atenção para o secretismo relacionado com a eventual entrada em cena de sociedades anónimas e, por conseguinte, os reflexos negativos que pode ter em termos de fiscalização. “Quando houver transmissão das acções ou da participação social temos que ter em atenção se for uma sociedade anónima porque os sócios não são identificados”, observou.

Diana do Mar

dianadomar@hojemacau.com.mo

A exigência de um capital social não inferior a cinco milhões de patacas às empresas candidatas a futuras atribuições de licenças também mereceu atenção, mas o Governo esclareceu que, “de acordo com o Código Comercial, não há necessidade de fazer verificação da realização do capital social”, indicou Vong Hin Fai. D.M.


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22.6.2018 sexta-feira

GALAXY OPERADORA CONTRATOU EMPRESA PARA VIGIAR FACEBOOK DE EMPREGADOS

A galáxia do grande irmão O jornal South China Morning Post noticiou ontem que a Galaxy contratou uma empresa de Hong Kong para vigiar as contas de Facebook dos seus funcionários, a fim de detectar potenciais comentários negativos para a operadora. O Gabinete de Dados Pessoais promete acompanhar o caso, enquanto que Cloee Chao denuncia casos de despedimentos na SJM devido a comentários online

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operadora de jogo Galaxy tem vindo a vigiar os comentários e publicações dos seus empregados recorrendo a um acordo assinado com uma empresa de Hong Kong, a YouFind. A notícia foi ontem avançada pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post (SCMP), que referiu ter tido acesso a documentação que comprova esta parceria. Os funcionários alegam que está em causa uma violação dos direitos pessoais, uma vez que o objectivo é eliminar comentários ou publicações que dêem uma imagem negativa da operadora e “criar comentários positivos em grupos no Facebook”, por forma a “neutralizar” esse impacto negativo. O jornal escreve que cabe à YouFind criar perfis falsos de Facebook, sendo que a Galaxy garantiu que esta atitude da operadora está “totalmente de acordo com os padrões globais da indústria”. O HM contactou o Gabinete de Dados Pessoais (GPDP) no sentido de perceber se será aberta

despedidos por causa dos comentários que deixaram em plataformas como o Facebook.”

MEDO DA IMAGEM

alguma investigação sobre este caso, uma vez que, de acordo com o SCMP, este acordo vigora com base na lei de Hong Kong e não na lei de protecção de dados pessoais que está implementada em Macau. Contudo, o GPDP disse apenas que vai “acompanhar de perto o caso”. Cloee Chao, presidente da Associação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo, garantiu ao HM que vai reunir com os restantes membros da direcção para tomar uma decisão face a possíveis

acções respeitantes a esta matéria, uma vez que não tinham conhecimento deste acordo. A croupier e dirigente associativa frisou que já ocorreram despedimentos em Macau devido a publica-

ções feitas por funcionários nas redes sociais. “Este tipo de casos já aconteceu antes. Alguns funcionários, julgo que da Sociedade de Jogos de Macau, foram castigados e até

“A Galaxy tem estado muito preocupada com a sua reputação depois do tufão Hato. Mas isto parece-me demasiado, como o caso da Cambridge Analytica, e atenta contra a minha privacidade e direito de expressar a minha opinião.” FUNCIONÁRIO DA GALAXY AO SCMP

Em Agosto do ano passado, quando grande parte do território tentava recuperar dos estragos causados pelo tufão Hato, a Galaxy terá pedido a voluntários para procederem a limpezas nos espaços comuns do empreendimento, nomeadamente na zona da piscina. Tal gerou uma onda de protestos na página da empresa no Facebook, mas Buddy Lam, vice-presidente dos Assuntos Comunitários da operadora, garantiu que tudo não passou de um mal entendido. Para um especialista em dados pessoais ouvido pelo SCMP, este caso é apenas “a ponta de um grande e preocupante icebergue”. O organismo responsável pelos dados pessoais do Governo de Hong Kong também estará a acompanhar o caso. A Galaxy alega que os funcionários já sabiam deste acordo através do seu contrato de trabalho, mas alguns empregados que falaram à SCMP, sob anonimato,

SÃO JANUÁRIO OBRAS DO EDIFÍCIO DE DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS EM 2019

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ECORREU ontem o acto público de abertura das propostas da “Empreitada de Alargamento da Fase 1 do Centro Hospitalar Conde São Januário – Edifício de Especialidade de Saúde Pública - Obra de fundações”,

que decorreu nas instalações do Gabinete de Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI). Foram recebidas 23 propostas, da quais 22 foram admitidas. De acordo com um comunicado, “os montantes propostos variam entre as 81 mi-

lhões e cerca de 217 milhões de patacas”, além de que os “prazos propostos variaram entre os 568 e 760 dias de trabalho”. De acordo com dados do GDI, as obras deverão começar no primeiro trimestre do próximo ano,

sendo realizada num lote de terreno a sudoeste do Centro Hospitalar Conde São Januário, com uma área de 5 600 metros quadrados. O comunicado aponta ainda para mudanças nos acessos devido à obra. “Para evitar o impacto

garantem que não sabiam de nada. Um deles compara este caso ao escândalo protagonizado pela Cambridge Analytica durante as eleições americanas que elegeram Donald Trump. “Muitos locais não compreendem na totalidade como é que podem fazer publicações que serão visíveis apenas para os seus amigos. Estou muito desapontado com o meu empregador por este poder espiar as minhas conversas pessoais e identificar os comentários negativos que faço sobre a Galaxy nas minhas costas”, apontou um dos funcionários. “Os boatos são uma coisa normal, tal como expressar opiniões. Não deveríamos ser espiados pelo nosso empregador e ter as nossas visões distorcidas e falsificadas”, acrescentou. Outro funcionário contou ao repórter do SCMP que as preocupações da Galaxy sobre a sua imagem, depois do incidente causado pelo tufão Hato, têm sido uma realidade. “A Galaxy tem estado muito preocupada com a sua reputação depois do tufão Hato. Mas isto parece-me demasiado, como o caso da Cambridge Analytica, e atenta contra a minha privacidade e direito de expressar a minha opinião”, rematou. No comunicado que enviou ao SCMP, a Galaxy acrescenta ainda que “não autoriza e não vai autorizar qualquer uso ilegal das redes sociais. A Galaxy desempenha de forma pró-activa as suas responsabilidades sociais e garante que as condutas estão de acordo com as leis [de Macau e de Hong Kong]”. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

no acesso da parte dos moradores residentes nos edifícios vizinhos do circuito da Corrida do Grande Prémio, que se realiza anualmente no mês de Novembro, durante o qual terão de se encaminhar pelas traseiras dos edifícios. Foi assim reservado um caminho de acesso aos edifícios pelas traseiras”, lê‑se.


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sexta-feira 22.6.2018

MEMÓRIAS A DIRECTORA DA SJM RECORDA OS TEMPOS DIFÍCEIS DO SEU PASSADO

Na casa de Angela Leong

Justiça Homem que apelou à morte de Chui Sai On falta a julgamento

O indivíduo de 32 anos que apelou à morte de Chui Sai On faltou ao julgamento sem justificação, de acordo com o jornal Ou Mun, e vai ser multado. O homem de apelido U está a ser acusado pela prática de um crime de incitamento à alteração violenta do sistema estabelecido, que é punido com uma pena que vai de 3 a 10 anos de prisão. Em causa está a divulgação de vários artigos e vídeos nas redes sociais, em que defendia a subversão do Governo e o assassinato do Chefe do Executivo. Anteriormente, U tinha prometido comparecer no julgamento e o seu pai esteve presente, mas após vários telefonemas U acabou mesmo por não comparecer. De acordo com o Jornal Ou Mun, U prometeu estar presente na audiência, e o pai do homem marcou presença. No entanto, após tentativas de telefonar a U as chamadas não foram atendidas. Antes de adiar o julgamento para o próximo dia 5 de Julho, o tribunal afirmou que o homem vai ser multado por estar ausente no tribunal sem justificação.

Angela Leong abriu as portas da casa na Colina da Penha a um programa do Interior da China e comentou a pressão que viveu com Stanley Ho durante a batalha jurídica contra Winnie Ho pelo controlo da STDM

Economia Taxa de inflação foi de 1,96 por cento em Maio

Substâncias perigosas Projecto de novo armazém sujeito a consulta pública

O Governo colocou em processo de consulta pública o projecto de construção de um depósito e armazém de substâncias perigosas em Macau na Avenida Marginal Flor de Lótus e na Estrada do Dique Oeste. De acordo com um comunicado, o assunto “tem merecido a atenção de uma companhia e o Governo tem também estado atento a esta matéria”. O projecto irá ser desenvolvido em dois terrenos, estando neste momento a ser divulgado o projecto de planta de condições urbanísticas, “com o objectivo de recolher as opiniões do público”. O projecto será depois enviado para o Conselho do Planeamento Urbanístico, sendo que depois irá dar-se início aos “trabalhos respeitantes à elaboração dos projectos da obra e ao lançamento do concurso público para a respectiva construção”. Quanto a eventuais riscos de segurança, que foram mencionados pela empresa, cujo nome o comunicado não divulga, o Governo promete “acompanhar de forma dinâmica o assunto, a fim de assegurar ao público as devidas condições de segurança”.

A

N GE L A Leong, directora da Sociedade de Jogos de Macau e quarta mulher de Stanley Ho, foi a protagonista de um programa do Interior da China. Ao longo de quarenta minutos, a empresária abriu as portas da

SOFIA MOTA

A taxa de inflação em Macau foi de 1,96 por cento nos 12 meses terminados em Maio, relativamente a igual período imediatamente anterior, indicam dados oficiais ontem divulgados. De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou as maiores subidas nos preços da educação (+4,99 por cento) e da saúde (+4,88 por cento). Só em Maio, o IPC geral, que permite conhecer a influência da variação de preços na generalidade das famílias de Macau, cresceu 2,97 por cento em termos anuais, sendo este crescimento superior ao de Abril passado (+2,88 por cento). Em comparação com o mês anterior, o IPC geral cresceu, em Maio, 0,37 por cento. Os Serviços de Estatística e Censos justificaram este crescimento mensal com a subida dos preços do vestuário e calçado, da saúde e dos transportes. Nos primeiros cinco meses do corrente ano, o IPC geral médio cresceu 2,67 por cento em relação ao mesmo período de 2017. Em 2017, a taxa de inflação em Macau foi de 1,23 por cento, uma diminuição relativamente aos 2,37 por cento registados em 2016.

residência na Colina da Penha, abordou a relação com o Stanley Ho, a luta pela Sociedade de Turismo e Diversões de Macau entre o milionário e a irmã Winnie Ho, e não deixou de dar “uma bronca” à filha Sabrina Ho, devido a um atraso. Durante essa luta, que se prolongou pela década de 2000, Angela Leong admite que Stanley lhe confiou uma missão: comprar o máximo de acções possível em seu nome, para ajudar o milionário no controlo da empresa. Este foi um plano que a ex-dançarina tentou cumprir à risca, apesar de no início ter levantado objecções, uma vez que considerava que nenhum accionista lhe iria vender as participações. Ainda no campo empresarial, a agora deputada recordou o processo que resultou na entrada da SJM Holdings na Bolsa de Hong Kong, a 16 de Julho de 2008. Nesse dia, no pico da disputa entre Stanley e a irmã Winnie pela STDM, o milionário declarou mesmo vitória e, em tom divertido, prometeu arrancar todos os dentes à sua irmã.

Sobre este período, Angela Leong afirmou que se trataram de tempos muito duros para o casal. Segundo a quarta mulher de Stanley Ho, o milionário estava frequentemente stressado, enquanto ela tentava convencer as pessoas a comprarem acções da empresa. A ex-bailarina revelou mesmo que num desses dias não aguentou e começou a chorar, de cócoras, no meio da rua, devido à pressão. Ainda em relação à sua vida empresarial, Angela Leong explicou que sempre quis mostrar que está em Macau e

Angela Leong explicou que sempre quis mostrar que está em Macau e nos negócios pelo seu valor e talento e não apenas por ter uma capacidade financeira acima da média

nos negócios pelo seu valor e talento e não apenas por ter uma capacidade financeira acima da média.

PROMESSA DE CASAMENTO

Perante as câmaras, Angela Leong falou da sua vida privada, mostrou a interacção com os filhos e ddotes de cozinheira, quando foi filmada a cozinhar dumplings. A ex-bailarina não hesitou também em dar uma “grande bronca” à filha Sabrina Ho, que chegou atrasada para a reunião familiar. A filha respondeu, e em tom contido e respondeu que a mãe só lhe sabe apontar os defeitos. Ainda na vertente mais pessoal, Angela Leong trouxe à baila a primeira dança com Stanley Ho e revelou que o miliário lhe prometeu que seria a sua última mulher. Por outro lado, Angela revelou que tem um pacto com Stanley para não voltar a dançar com outro parceiro, mas recusou a ideia que esse acordo tivesse tido na base possíveis ciúmes. João Santos Filipe e Vítor Ng joaof@hojemacau.com.mo


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COMÉRCIO VICE-MINISTRA DO COMÉRCIO PROMETE ABERTURA ECONÓMICA

Os portões de jade A vice-ministra do Comércio chinesa disse ontem, em Lisboa, que a China continua no caminho da “reforma e abertura” e que “a porta” vai estar cada vez mais aberta ao comércio e à cooperação económica

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AOYAN que falava na abertura do encontro que reuniu ontem em Lisboa centenas de empresários da China e dos Países de Língua Portuguesa (PLP) assinalou que “a porta da China não vai fechar, pelo contrário, vai abrir cada vez mais”, destacando que “a reforma e abertura da China” se encontram no ponto mais alto da História. Considerou igualmente que “o futuro adivinha-se brilhante” para a cooperação económica entre a China e os PLP que está “cada vez mais estreita”. Para tal, conta com “o apoio imprescindível dos empresários” que são a “força motora” da cooperação entre a China e os PLP e afirmou que a China está disposta a partilhar resultados da reforma e abertura, apelando aos empresários que “agarrem esta oportunidade" para dar novo impulso à cooperação.

LEONEL EM LISBOA

O secretário da Economia e Finanças de Macau, Leonel Leong, reforçou que a “globalização económica é uma tendência irreversível”, salientando que “a China insiste na abertura ao exterior” e que a porta “será cada vez mais aberta”. Por outro lado, assinalou que a Região Administrativa Especial de Macau está “empenhada em impulsionar um sector financeiro com características próprias” e aprofundar a cooperação de serviços financeiros entre os PLP e a China. O vice-presidente do Conselho para a Promoção do Comércio Internacional da China, Chen Zhou, reafirmou o “apoio total para empresários que queriam investir e aumentar cooperação entre China e PLP”.

ENERGIA CONSUMO DE ELECTRICIDADE NA CHINA ACELERA EM MAIO

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consumo de electricidade da China, um dos mais importantes barómetros da actividade económica, aumentou 11,4 por cento anualmente em Maio, para 553,4 biliões de quilowatts-hora. Os dados oficiais revelados na quarta-feira, de acordo com análise da Xinhua, demonstra a resiliência da economia chinesa A taxa foi bem maior que o aumento de 7,8 por

cento em Abril, segundo dados divulgados pela Administração Nacional de Energia (ANE). A electricidade utilizada pelo sector de serviços cresceu 15,3 por cento, seguida por um aumento de 10,9 por cento no sector industrial e 10,3 por cento no residencial. O consumo de energia no sector agrícola subiu 9,1 por cento, informou a ANE. Nos primeiros cinco meses, o consumo de elec-

tricidade aumentou 9,8 por cento, para 2,66 triliões de quilowatts-hora. A economia da China cresceu 6,8 por cento em termos anuais no primeiro trimestre de 2018, acima da meta anual do Governo de cerca de 6,5 por cento. A actividade económica continuou com a expansão estável no mês passado, graças à recuperação da produção industrial e ao investimento do sector manufactureiro. A produção industrial expandiu-se 6,8 por cento em termos anuais em Maio, menos que os 7 por cento no mês anterior porém acima dos 6 por cento em Março.

Os responsáveis chineses participaram ontem no Encontro de Empresários para a Cooperação Económica Comercial entre a China e os PLP, que decorre em Lisboa até hoje e inclui uma visita técnica ao terminal de Sines.

GaoYan assinalou que “a porta da China não vai fechar, pelo contrário, vai abrir cada vez mais”, destacando que “a reforma e abertura da China” se encontram no ponto mais alto da História O secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, afirmou que “o investimento chinês continua a ser bem-vindo” em Portugal e destacou o papel de Macau nas relações entre Portugal, China e os Países de Língua Portuguesa (PLP). Na sessão de abertura do Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os PLP, que decorre até hoje em Lisboa, o governante sublinhou o aumento das trocas comerciais entre os vários países e defendeu que Portugal deve continuar a capitalizar o investimento chinês. “Portugal é um país aberto que afirma o multilateralismo como forma de resolver conflitos mas também o investimento e comércio aberto e sem fronteiras como promotores de uma vida melhor e uma sociedade aberta e mais justa”, declarou.

CHINA PARLAMENTO DE TAIWAN APROVA CORTE NAS PENSÕES DOS MILITARES

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parlamento de Taiwan aprovou na quarta-feira uma lei controversa que vai reduzir significativamente as pensões dos militares, uma reforma que provocou violentos protestos de rua. Para a Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, as reformas do sistema de previdência dos militares e de outras autoridades são "dolorosas, mas necessárias" para "impedir o

colapso do sistema e a ruína das finanças públicas". Tsai, primeira mulher chefe de Estado na ilha, no poder há dois anos, alertou para a rotura de alguns planos de pensões já em 2020. De acordo com estimativas oficiais, os militares veteranos verão as pensões reduzidas ligeiramente a partir do próximo mês e em mais de 20 por cento na próxima década. Para soldados de

baixo escalão, o declínio será menos perceptível. Nos últimos meses, milhares de veteranos e oficiais do exército protestaram regularmente contra as reformas. Em Abril último, dezenas de polícias e jornalistas ficaram feridos, quando manifestantes tentaram arrancar o portão de entrada do parlamento. "As crises foram superadas", reagiu a Presidente após a adopção da lei, na sua conta oficial da rede social Facebook. O parlamento adoptou em Junho de 2017 uma lei separada sobre as pensões dos funcionários públicos. Ambas as leis devem entrar em vigor a 1 de Julho próximo.


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DESNUCLEARIZAÇÃO PRESIDENTE DA COREIA DO SUL NA RÚSSIA PARA REFORÇAR RELAÇÕES

Moon visita Putin O

Governo sul-coreano reiterou ontem que não vai retomar as trocas económicas com a Coreia do Norte, enquanto estiverem em vigor as sanções internacionais impostas ao regime de Pyongyang. "Continuam em vigor sanções impostas pela comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, contra a Coreia do Norte", disse o vice-ministro da Unificação sul-coreano, Chun Hae-sung. "As conversações para suspender estas sanções poderão começar quando o processo de desnuclearização anunciado se comece a materializar", sublinhou. Chun reconheceu que no actual clima de aproximação na península coreana "muita gente aguarda" que sejam retomados os intercâmbios comerciais, e sublinhou ser importante que a comunidade internacional desenvolva esforços para conseguir que a Coreia do Norte abra a economia ao mundo. As relações entre Seul e Pyongyang desanuviaram-se na sequência da cimeira entre os dois líderes, Moon Jae-in e Kim Jong-un, respetivamente, em finais de Abril e durante a qual os dois políticos se comprometeram a melhorar o relacionamento bilateral e a trabalhar para a "completa desnuclearização da península". Neste sentido, no acordo alcançado ficou estabelecida a necessidade de retomar a cooperação económica, totalmente suspensa desde 2016, devido aos contínuos testes de armamento efectuados por Pyongyang. Desde então, os dois países têm mantido conversações de trabalho sobre a cooperação em vários sectores, incluindo militar, desportivo, ou cultural, o que melhorou as expectativas de retoma da cooperação económica.

O Presidente da Coreia do Sul iniciou ontem uma visita de três dias à Rússia, durante a qual vai debater com o homólogo russo a aproximação à Coreia do Norte e a desnuclearização do regime

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A primeira visita em 19 anos de um chefe de Estado sul-coreano à Rússia, Moon Jae-in vai discursar perante a Duma (parlamento), ao chegar a Moscovo, indicou em comunicado a Presidência da Coreia do Sul. Na intervenção, Moon vai abordar o reforço das relações bilaterais e o aliviar das tensões na península coreana, na sequência das duas cimeiras entre Moon e o líder norte-coreano, e da histórica reunião em Singapura entre Kim Jong-un e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a visita, Moon tem previsto um encontro com o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, numa altura em que Seul pretende impulsionar a cooperação económica trilateral, entre as duas Coreias e

AP

ECONOMIA TROCAS COM PYONGYANG SUSPENSAS ENQUANTO VIGORAREM SANÇÕES

a Rússia, parceira comercial de Pyongyang e interveniente nas antigas negociações a seis [Coreia do Norte, Coreia do Sul, China, Rússia, Estados Unidos e Japão] sobre o programa nuclear norte-coreano.

DIPLOMACIA E FUTEBOL

No encontro de Moon com o Presidente russo, Vladimir Putin, a cooperação trilateral, em áreas como transportes ferroviários ou a distribuição de eletricidade e gás, deverá ser abordada. "Espera-se que a visita ajude a promover a cooperação estratégica no nordeste da Ásia, no

âmbito dos actuais progressos positivos em matéria de segurança e de esforços para conseguir a desnuclearização da península", afirmou um dos directores de Segurança Nacional sul-coreano, Nam Gwan-pyo, à agência de notícias sul-coreana Yonhap.

O Presidente sul-coreano termina a visita à Rússia, no próximo sábado, com uma deslocação a Rostov para assistir ao jogo entre as selecções da Coreia do Sul e do México para o Mundial de futebol 2018.

"Espera-se que a visita ajude a promover a cooperação estratégica no nordeste da Ásia, no âmbito dos actuais progressos positivos em matéria de segurança e de esforços para conseguir a desnuclearização da península." NAM GWAN-PYO DIRECTOR DE SEGURANÇA NACIONAL SUL-COREANO

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Timor-Leste PR só dá posse a parte do Governo segundo lista oficial O Presidente da República timorense só vai dar hoje posse a 30 dos mais de 40 elementos propostos pelo primeiro-ministro nomeado para integrar o VIII Governo constitucional, segundo a lista a que a Lusa teve acesso. De fora da lista ficam alguns dos pesos pesados do Executivo, incluindo Francisco Kalbuadi Lai, que seria número três no Governo e que é secretáriogeral do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), o partido que lidera a

coligação Aliança de Mudança para o Progresso (AMP), que venceu as legislativas de Maio. Entre os 30 na lista confirma-se o nome de Xanana Gusmão como ministro de Estado Conselheiro do primeiro-ministro, o de Agio Pereira como ministro de Estado na Presidência do Conselho de Ministros e o de Fidelis Magalhães, que ontem renunciou ao seu mandato como deputado, como ministro da Reforma Legislativa e Assuntos Parlamentares. Até ao momento a Presidência não divulgou oficialmente a lista

ou qualquer explicação para o facto de não tomarem posse todos os membros propostos por Matan Ruak. Uma fonte do gabinete de Lu-Olo disse apenas que a tomada de posse deverá ser feita “em fases”. Por nomear ficam vários ministros propostos pela AMP, incluindo o de Administração Estatal, o de Planeamento e Investimento Estratégico, o das Finanças, entre outros, todos eles escolhidos pelo CNRT. De fora está também o ministro da Saúde.

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Visto de Ma “NÓS SOFREMOS MAIS DO QUE ELES SOFREM LÁ”

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10 mil quilómetros de terras lusas, reformados e pensionistas, macaenses, chineses, filipinos e, claro, portugueses, entre eles o Cônsul-geral de Portugal para Macau e Hong Kong, gritaram ao mesmo tempo o golo de vitória de Ronaldo frente a Marrocos. À hora de jantar em Macau, foi mais fácil reunir os sócios e os mais idosos na sede da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) para assistirem em clima de festa ao segundo jogo de Portugal no Mundial de futebol. A menos de um quilómetro de distância, com uma média de idades bem mais baixa, funcionários, professores e alunos do Instituto Portu-

guês do Oriente (IPOR), repetiam na sede daquele organismo a presença para assistir à transmissão de um jogo que, por várias vezes, colocou à prova a ‘diplomacia desportiva’ do Cônsul-geral de Portugal para Macau e Hong Kong, Vítor Sereno, em especial durante o assédio final marroquino. Na APOMAC, macaenses, chineses, portugueses, chineses e filipinos, uma boa parte deles a envergarem a camisola de Ronaldo, ainda estavam a provar as entradas quando o inevitável Ronaldo fez o 1-0, para lhes saciar pelo menos a fome de vitórias. “Estamos aqui portugueses, chineses, macaenses, de todas as etnias, para ajudar a equipa portuguesa. (...)

FACTOS DIVERSOS...

Video Árbitro FIFA não atendeu reclamações do Brasil A FIFA não valorizou as queixas do Brasil, que alegava falta na jogada que valeu o golo marcado pela Suíça, no Mundial2018 de futebol, recusando ainda divulgar o áudio da conversa entre o árbitro e o VAR. Em causa estava uma alegada falta de Steven Zuber sobre Miranda, ao minuto 50, numa jogada que culminou com o golo suíço que valeu o empate final (1-1), em Sochi, desde logo com os protestos brasileiros. A Confederação Brasileira de Futebol, inconformada com a decisão, fez um protesto formal, a que

a FIFA respondeu por carta hoje divulgada, na qual não s o mexicano César Augusto R foi negado o acesso ao con árbitro e o VAR, sustentand vacidade da arbitragem, o qu é assinada pelo presidente d FIFA, Pierluigi Collina, que ex avaliação pública do desem


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Os primeiros e os outros Portugal e Espanha a um ponto Uruguai e Rússia apurados

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O desporto é muito importante para a união de todas as comunidades em Macau”, sublinhou o presidente da APOMAC e um dos organizadores do jantar, Jorge Fão. “Assim que soubemos que o horário batia certo com o jantar, fizemos umas mensagens através do telemóvel para se inscreverem”, disse, destacando naquela noite a gastronomia que, sem ser portuguesa, cozinhada sobretudo por filipinos, fundia China e Macau no mesmo prato. “É chinesa, não é portuguesa. Está a ver aqueles pratos esquisitos, mas isto é tudo macaense, até a sopinha. Mas é coisa boa”, garantiu Jorge Fão, sossegado pelo golo madrugador e pelo copo de vinho tinto que veio do Algarve.

a, com a data de terça-feira e se critica a actuação do árbitro, Ramos. Mais concretamente, nteúdo das conversas entre o do-se que isso iria expor a priue contraria as regras. A carta da Comissão de Arbitragem da xplica que não haverá qualquer mpenho do árbitro.

José Avelino, funcionário da associação, mostrava-se, ao intervalo do jogo, cauteloso com a exibição da selecção lusa e exultante com a hora de início da partida, 20h em Macau, 13h em Portugal. “O jogo começou às oito, é bom para o pessoal estar aqui. Somos idosos, temos de nos deitar mais cedo. A maioria tem mais de 60 anos”, ressalvou. José Mariano Rosa, outro dos sócios da APOMAC, falou com a emoção que encurta distâncias para um país que não se esquece. “O jogo começar às 20h é muito bom para nós, que estamos habituados a ver os jogos de madrugada. (...) Isto significa muito. Nós somos portugueses, somos descendentes de portugueses. Quando a selecção joga mexe com o nosso coração. Nós sofremos mais do que eles sofrem lá”, desabafou.

JOGAR EM CASA

Naquela que o cônsul de Portugal em Macau denomina como “a casa de todos os portugueses”, o IPOR, registou-se “casa cheia”.

Guterres prefere a ópera

Tanto na APOMAC, referiu, como “aqui [no IPOR], a 10 mil quilómetros de distância, acho que é de louvar a portugalidade que se vive, o sentimento de pertença que se vive com a selecção nacional”. O nervosismo que o fez sofrer enquanto adepto estava mais sossegado com resultado final: “temos desbravado caminhos com a diplomacia desportiva”, salientou, lembrando também que “Ronaldo é um dos melhores embaixadores de Portugal, se não o melhor, (…) conhecido na China inteira”, e deixando a suspeita de que “não há no sudeste asiático quem não o conheça”. Para Vítor Sereno, “esta foi mais uma grande noite”. “Uma noite de sorte, mas [que serviu] para contrastar com as vitórias morais que durante tantos anos tivemos e que fomos para casa agarrados aos cachecóis a chorar. (…) Eu tenho muita fé. Fernando Santos dizia em 2016 que só voltava a 13 de Julho. Eu estou com a fé de que voltamos no último jogo do campeonato”, afirmou, convicto.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, viu hoje Portugal vencer Marrocos por 1-0, mas admitiu já ter visto melhores espetáculos. “Depois de ouvir uma ópera como esta, aqui, de facto, a performance foi melhor”, comentou, à saída do teatro Bolshoi, em Moscovo, onde assistiu a La Traviatta. Parco em palavras, o antigo primeiro-ministro de Portugal limitou-se a confirmar ter assistido ao encontro - “com certeza que vi o jogo” -, comentando o êxito com um simples “ganhámos”. “(Sofriu) um bocadinho, esperei que o relógio chegasse ao fim”, disse.

ORT UGAL venceu Marrocos e colocou-se a um ponto dos ‘oitavos’ do Mundial2018 de futebol, tal como a Espanha, que bateu o Irão, enquanto Uruguai e Rússia asseguraram os primeiros ‘passaportes’, num sétimo dia com três ‘1-0’. Depois do 3-3 com a Espanha, a formação das ‘quinas’ somou o primeiro triunfo com o quarto golo da prova do capitão Cristiano Ronaldo, que, como face aos espanhóis, inaugurou o marcador logo aos quatro minutos, agora de cabeça, assistido por João Moutinho. No Luzhniki, Ronaldo, que havia conseguido um ‘hat-trick’ na estreia, culminado com um livre directo perfeito, aos 88 minutos, confirmou-se como a grande figura deste arranque de Mundial2018 e o verdadeiro salvador de um campeão da Europa sofrível. O jogador do Real Madrid voltou a isolar-se na liderança dos marcadores e assumiu-se também, a solo, como o ‘rei’ dos goleadores de selecções europeias, com 85 tentos (em 152 jogos), contra 84 do húngaro Ferenc Puskas. Portugal marcou na primeira ocasião, após um canto, mas nunca se tranquilizou, tal a pressão constante e o jogo físico dos marroquinos, que tinham perdido por 1-0 no primeiro jogo, por culpa de um autogolo nos descontos, e devem à pouca eficácia o facto de estarem, desde já, ‘fora’ do Mundial. A exemplo do conjunto comandado por Fernando Santos, a Espanha também penou para superar o Irão, de Carlos Queiroz, só o conseguindo devido a um golo muito feliz de Diego Costa, o seu terceiro na prova, aos 54 minutos. A bola embateu-lhe e foi para a baliza, após um corte imperfeito de Ramin Rezaeian. Em Kazan, os espanhóis tiveram outras ocasiões para facturar, mas também apanharam alguns sustos valentes, nomeadamente aos 82 minutos,

quando Amiri fez um ‘túnel’ a Piqué, na esquerda, e cruzou para o cabeceamento por cima de Mehdi. Foi por pouco. Na última jornada, marcada para segunda-feira, Portugal e Espanha só precisam de empatar, sendo que a formação das ‘quinas’ defrontará o Irão e Queiroz, que sabem que farão história se vencerem a equipa das ‘quinas’. Se Portugal e Espanha estão bem encaminhados para os ‘oitavos’, o Uruguai e a Rússia já garantiram o apuramento, sendo certo que um deles será o possível adversário de Portugal nos ‘oitavos’. Depois do 3-1 da Rússia ao Egipto, na terça-feira, um triunfo do Uruguai apurava os sul-americanos e os anfitriões e foi isso que aconteceu, em Rostov do Don, por culpa de Luís Suárez, autor do golo do triunfo face à Arábia Saudita. O avançado do FC Barcelona, que cumpriu o 100.º jogo com a camisola celeste, tornou-se o primeiro uruguaio a marcar em três fases finais, com um golo aos 23 minutos, na sequência de um canto apontado por Carlos Sánchez, que já fizera a assistência para o tento da vitória face ao Egipto.

Marcelo Um “dos jogos mais sofridos” de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu que o triunfo da selecção portuguesa de futebol sobre Marrocos no Mundial2018, por 1-0, foi dos mais sofridos de que se lembra. “Não escondo que foi dos jogos mais sofridos que tive na minha vida em termos de europeus e mundiais”, desabafou, em Moscovo, à saída do teatro Bolshoi. Ainda assim, deu uma “nota obviamente positiva” ao conjunto de Fernando Santos: “Ter ganhado um jogo difícil e estar a um passo da qualificação é

importante. Obviamente, podemos jogar melhor no jogo com o Irão”. Na equipa das ‘quinas’ destacou Cristiano Ronaldo - “o melhor do mundo tem marcado em todos os jogos” - e Rui Patrício, lembrando que uma defesa do guarda-redes na segunda parte “pode ter valido o resultado, a vitória”. Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que “a vitória foi uma grande alegria depois de um grande sofrimento” frente a uma equipa “que nada tinha a perder”.


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22.6.2018 sexta-feira

EXPOSIÇÃO MACAU ACOLHE A PARTIR DE JULHO MOSTRA SOBRE AS CHAPAS SÍNICAS

O regresso do passado

A colecção de “Registos Oficiais de Macau Durante a Dinastia Qing (1693-1886)”, recentemente inscrita na UNESCO, começa a estar exposta ao público a partir do dia 7 de Julho, primeiro no Museu das Ofertas sobre a Transferência de Soberania de Macau, e depois no Arquivo de Macau

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STÁ prestes a ser inaugurada a exposição intitulada “Chapas Sínicas – Histórias de Macau na Torre do Tombo”, que se insere na primeira edição do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, organizado pelo Instituto Cultural. Esta iniciativa é apresentada pelo Arquivo de Macau em parceria com o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, estando previstas duas fases para a sua apresentação ao público. A primeira fase decorre a partir de 7 de Julho no Museu das Ofertas do Período da Transição, e termina a 7 de Agosto. Segue-se depois a segunda fase de exposição entre os dias 21 de Agosto e 7 de Dezembro deste ano, desta vez no Arquivo de Macau. Foi o ano passado, a 30 de Outubro, que a colecção dos “Re-

gistos Oficiais de Macau Durante a Dinastia Qing (1693-1886)”, candidatura conjunta do Arquivo de Macau e do Arquivo Nacional da Torre do Tombo de Portugal, foi inscrita pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) no Registo da Memória do Mundo. De acordo com um comunicado, estes registos “reflectem as condições da sociedade, a vida das pessoas, o desenvolvimento urbano e do comércio” de Macau durante o período em que a Dinastia Qing reinou na China. “Além disso, representam o papel de Macau para o mundo”, acrescenta o IC. A exposição apresentará uma selecção de mais de cem documentos para partilhar histórias que, embora tenham ocorrido em Macau, são de relevância histórica para a China, Portugal e até para a história mundial.

Além das exposições, o IC organizou ainda uma palestra gratuita a 8 de Julho, que conta com a participação de Zhang Wenqin, professor de História de Relações Sino-Estrangeiras na Universidade Sun Yat-sen; Jin Guoping, investigador do Instituto de Estudo de Macau da Universidade de Jinan e Silvestre de Almeida Lacerda, director-geral da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas de Portugal. Este debate terá como foco “a importância documental das ‘Chapas Sínicas’ bem como a preservação e digitalização dos registos. A palestra terá tradução para português.

A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA

Na altura da inscrição das Chapas Sínicas na UNESCO, a historiadora Tereza Sena falou à Lusa da sua importância, por constituírem “um conjunto documental extrema-

mente importante para a história de Macau, mas não só, também como testemunho do que foi realmente a vivência de Macau durante um período bastante lato da sua história”. As Chapas Sínicas incluem um total de 3600 documentos, incluindo mais de 1.500 ofícios redigidos em chinês, cinco livros de cópias traduzidos para português das cartas trocadas entre a autoridade municipal portuguesa (Leal Senado) e o império chinês, e quatro volumes de documentos diversos. Esta documentação, referente ao período entre 1693 e 1886, encontra-se na Torre do Tombo, em Lisboa, e a sua inscrição na UNESCO é fruto de uma candidatura conjunta de Macau e Portugal. Durante este período, que é anterior “à afirmação colonial, que só se fará no século XIX”, chineses e portugueses coabitavam na cidade, e imperava uma jurisdição mista.

“O que penso que pode ser importante, não só do ponto de vista histórico, mas para a humanidade em si, é como durante três séculos duas comunidades dominantes coabitam num espaço, regulam-se pelas suas próprias leis e têm uma coexistência pacífica”, apesar de momentos de tensão, explicou a historiadora, referindo-se a um período mais alargado do que o dos documentos agora classificados. As ‘chapas’ -- assim chamadas devido ao carimbo que lhes era colocado -- são “um conjunto de documentos em chinês que corresponde à correspondência oficial trocada entre os mandarins, os oficiais chineses da zona circunvizinha, de que Macau dependia administrativamente, e o seu interlocutor, a única autoridade que os oficiais chineses reconheciam: o procurador do Senado”. Este procurador “dialogava com as autoridades chinesas” que se “dirigiam a ele como o representante, a cabeça dos portugueses”, contando com o apoio de um corpo de tradutores, segundo Tereza Sena. A historiadora sublinhou que, da leitura destes documentos, emergem detalhes sobre a “permanência consentida” dos portugueses em Macau e muita informação sobre a cidade. “Podemos ver o aprovisionamento diário, que se fazia através do procurador, a subsistência da cidade, preços. Tem que ver não só com o aspecto político, mas com a vida da cidade”, disse. No entanto, acima de tudo, “dão-se ordens”: “Havia uma série de regras básicas. Não se podem construir casas novas, não se podem fazer obras sem autorização, etc. Porquê? A lógica chinesa é que havia um interposto mercantil, todos beneficiam do negócio, os estrangeiros podem lá viver, dentro de uma série de regras”. Tereza Sena explicou que só no século XVIII é que Portugal começa a preocupar-se com a tradução das ‘chapas’, quando é imposto em Macau o Código de Qianlong, a partir de 1749, “um momento muito complicado nas relações luso-chinesas, porque há uma afirmação que tem que ver com a própria estruturação interna do império chinês, de que a jurisdição terá que ser regulamentada de acordo com as leis do império”. Ao mesmo tempo, emergem na região presenças ocidentais “concorrentes comercialmente em Macau” e “começa a haver uma preocupação muitíssimo grande em encontrar um documento legitimador da posse de Macau”. As ‘chapas’ são então traduzidas e, apesar de se ter “perdido o rasto” da sua saída de Macau, “a certa altura [século XIX] elas aparecem em Portugal”.


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Escrever é uma maneira de falar sem se ser interrompido José Simões Morais

Os sobreviventes do Passaleão

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O artigo da semana passada afloramos a governação de Macau pelo Capitão-de-mar-e-guerra João Ferreira do Amaral e o seu assassinato em 22 de Agosto de 1849, história interrompida na altura em que três dias depois, sem ordem superior o macaense 2.º Tenente Vicente Nicolau Mesquita convida os soldados que o quiserem acompanhar para ir tomar o forte do Passaleão (Pac-Sa-Leong) a meia milha das Portas do Cerco e vingar assim a memória do Governador. A 25 de Agosto, às 4 da tarde (complementa Armando Cação), “Trinta e seis bravos voluntariamente responderam ao seu brado, e avançaram para o forte debaixo do mais aturado fogo de artilharia e fuzil deste e das iminências, através de difícil terreno, caminhando apenas os soldados um a um, sobre os estreitos valados que em frente do forte cortam o terreno, todo alagado com plantações de arroz; apesar de tudo, dentro de uma hora aquela força se assenhoreou do forte Passaleão, que estava guarnecido com vinte grossos canhões e 400 homens, coadjuvados por mais 2000 nas alturas vizinhas; todos fugiram abandonando a artilharia, armas, e muitas munições. Este arrojo, que antes do êxito feliz que teve era por alguns reputado louca temeridade, desassombrou Macau, e transtornou completamente os projectos dos chineses, que no interior da cidade já se dispunham para o massacre dos europeus. [Esse temor leva a perceber quanto pesada estava a consciência dos portugueses pela quebra do trato com a China e ser essa ameaça uma desculpabilização à invasão.] Alguma força britânica e americana tinha desembarcado para proteger os seus compatriotas; mas o conselho do Governo prudentemente não anuiu a que fossem guarnecer as fortalezas, como solicitavam. Cumpre declarar que os ministros e cônsules estrangeiros geralmente manifestaram o maior interesse pela conservação do estabelecimento nesta melindrosa crise; mas ainda desta vez permitiu a providência que se salvasse só pelo esforço e valentia de um punhado de portugueses”, segundo Carlos José Caldeira (1811-1882) em Apontamentos de uma viagem de Lisboa à China e da China a Lisboa. Beatriz Basto da Silva refere ser este “o único confronto significativo entre a China do Sul e Macau, durante os mais de quatro séculos de vizinhança”.

MESQUITA SUICIDA-SE

O Vice-Rei de Cantão a 16 de Setembro de 1849 mandou “um ofício ao Conselho do Governo de Macau participan-

do ter preso, processado e executado, o verdadeiro assassino do Governador João Maria Ferreira do Amaral, Sen-Chi-Leong”, segundo Beatriz Basto da Silva. Quatro meses depois, a 16 de Janeiro as autoridades de Cantão enviam para Macau a cabeça e a mão de Ferreira do Amaral. Após a tomada do Passaleão, o 2.º Tenente Mesquita a 12 de Janeiro de 1850 foi promovido a Tenente, atingindo mais tarde o posto de Coronel e encontrando-se já na reforma, Mesquita suicidou-se a 19 de Março de 1880, notícia referida no B.O., “Num acto de loucura e desespero, Vicente Nicolau Mesquita tira a vida à esposa, Carolina Maria Josefa da Silveira e à filha mais nova, Iluminda Maria, feriu dois dos filhos e, seguidamente, suicidou-se atirando-se ao poço da sua residência no n.º 1 da Rua do Lilau”. O Coronel António Joaquim Garcia, Comandante geral da Guarda Policial, por ter incorrido na falta de confiança, em virtude de ter comparecido no funeral do Coronel Mesquita, deixou de exercer as suas funções e passou a ser Comandante da Fortaleza de S. Paulo e do Depósito do Monte. Segundo Beatriz

Basto da Silva, “Protestou e foi reabilitado”. O Coronel Vicente Nicolau Mesquita só muito mais tarde, a 25 de Junho de 1910 será reabilitado pelo Bispo de Macau, João Paulino e puderam assim os restos mortais seguir para o Cemitério de S. Miguel. Nesse mês, Camilo Pessanha contribui com cinco patacas para ser edificado um mausoléu e a 25 de Agosto colabora com o texto “As duas datas”, na edição do jornal A Verdade integralmente dedicado ao Coronel Mesquita, como chama a atenção Daniel Pires.

OS BRAVOS DO PASSALEÃO

Do grupo de homens que acompanharam Mesquita até ao Forte do Passaleão, passados cinquenta anos, segundo consta, apenas resta Luiz Maria do Rosário. Personagem que O Independente de 13 de Março de 1898 noticia, “Existe com vida, apenas um dos bravos que acompanharam o valente Vicente Nicolau de Mesquita, na tomada de Passaleão”. É filho desta terra e ainda aqui residente. “Alistou-se em 1847 no extinto Batalhão de Artilharia de Macau, onde serviu até 1858, passando a fazer parte do Batalhão Nacional. Foi admitido na Câma-

Alguma força britânica e americana tinha desembarcado para proteger os seus compatriotas; mas o conselho do Governo prudentemente não anuiu a que fossem guarnecer as fortalezas, como solicitavam

ra como polícia em 1857, passando em 1860 a exercer o cargo de Alcaide, sendo reformado em 1897 para se poder dar esse lugar ao serventuário actual. Para o convencerem a reformar-se, o que ele não desejava, prometeu a câmara dar-lhe mensalmente, além do seu ordenado, mais cinco patacas para renda de casa, o que apenas se cumpriu durante cinco meses, sendo-lhe depois retirado esse subsídio, apesar de naquela ocasião lhe ter sido certificado que o receberia enquanto vivesse! Nesta ocasião, em que se procura prestar um preito de homenagem ao valente Mesquita, é de inteira justiça que este bravo, o único que existe dos 36 homens a quem Macau tanto deve, seja de qualquer forma lembrado, parecendo-nos mesmo de inteira justiça que o Leal Senado lhe alvitre, como recompensa do seu feito glorioso e dos seus longos serviços ao município, uma pensão que, por pequena que seja, concorrerá para melhorar, no pouco tempo de vida que lhe pode restar [no entanto, Luiz Maria do Rosário falecerá apenas em Fevereiro de 1913], as circunstâncias em que vive, representando tal benefício ao mesmo tempo um tributo de gratidão”, O Independente. Por iniciativa do Sr. Genuino A. da Silva foi aberta, entre a pequena comunidade portuguesa de Cantão, uma subscrição que rendeu $50 a favor de Luiz Maria do Rosário, o bravo do Passaleão. Tal serve para colocar de novo achas no conflito entre O Independente e o Leal Senado, no qual o jornal se queixa da diferença de tratamento preferencial dado ao outro jornal, o Echo Macaense. Já neste último semanário, a 24 de Abril, uma carta do IMPARCIAL ao redactor refere conhecer “um outro desse punhado a residir em Hong Kong. É o Sr. José Francisco Campos da Rosa. Era então rapaz, e estava como voluntário no Batalhão Provisório, guardando um dos principais pontos da cidade. Viu passar Mesquita, que lhe disse que ia tomar de assalto o forte. Ofereceu-se para acompanhá-lo, e logo foi aceite. Mesquita certificou ser este incidente verídico. Este documento estava em poder do contra-almirante Scarnichia, que representava Macau no Parlamento. Queria ele mostrá-lo ao ministro, para conceder uma distinção ao nosso bravo compatriota. Faleceu Scarnichia, e não se sabe para onde foi parar o documento. Existe uma cópia registada no Cartório Judicial”. Em Hong Kong ninguém se terá lembrado do Sr. José Francisco Campos da Rosa, mas em Macau os alunos do Liceu foram a casa de Luiz do Rosário homenageá-lo durante os festejos.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 17

sexta-feira 22.6.2018

Alma da Vida

BIOGRAFIA Georg Trakl nasceu a 3 de Fevereiro de 1887 em Salzburgo, cidade no noroeste da Áustria. O estranho comportamento da sua mãe e a morte prematura do pai quando ainda era muito jovem acabou por lhe causar grandes problemas emocionais, além de ter que sustentar a família (mãe / irmã) com seus esforços após o falecimento do pai. Sabe-se que desde a adolescência o poeta consumia ópio, veronal e cocaína. Teve uma relação incestuosa com a irmã, e pelo que se sabe sobre a vida de Trakl, talvez tenha sido o seu grande amor. A suas cartas foram destruídas, sendo impossível saber algo mais. Apenas nos seus poemas teve um certo alívio, refazendo-os por diversas vezes, porém tendo sempre em mente as suas definições. Durante a Primeira Guerra Mundial foi oficial farmacêutico, o que abalou profundamente o seu já debilitado espírito. Suicidou-se a 3 de Novembro de 1914, na Cracóvia, com uma overdose de cocaína. Trakl tinha apenas 27 anos.

Decadência, que suave ensombra a folhagem. O seu amplo silêncio mora na floresta. Em breve, uma aldeia parece inclinar-se, como um fantasma. A boca da irmã sussurra nos ramos negros. O homem solitário vai desaparecer em breve, Talvez seja um pastor, sobre caminhos sombrios. Sai em silêncio um animal da arcada de árvores, Enquanto as pálpebras se abrem bem perante a divindade. O rio azul escoa, belo. Nuvens mostram-se de noite. A alma está num silêncio angelical. Figuras passageiras decaem.

Seele des Lebens

In Wikipedia

Verfall, der weich das Laub umdüstert, Es wohnt im Wald sein weites Schweigen. Bald scheint ein Dorf sich geisterhaft zu neigen. Der Schwester Mund in schwarzen Zweigen flüstert. Der Einsame wird bald entgleiten, Vielleicht ein Hirt auf dunklen Pfaden. Ein Tier tritt leise aus den Baumarkaden, Indes die Lider sich vor Gottheit weiten.   Der blaue Fluß rinnt schön hinunter, Gewölke sich am Abend zeigen; Die Seele auch in engelhaftem Schweigen. Vergängliche Gebilde gehen unter.

Dia de Todos os Santos a Karl Hauer Triste aliança, homenzinhos, mulherinhas, Espalham hoje flores azuis e encarnadas Sobre as suas sepulturas, que timidamente se aclararam. Agem como pobres marionetas perante a morte. Oh! Como parecem existir aqui cheios de angústia e humildade, Como sombras de pé atrás de negros arbustos. No vento de outono, lamenta-se o choro das crianças não nascidas, Também se vêem luzes perderem-se na loucura. Os suspiros dos amantes sopram nos ramos E lá apodrece a mãe com a sua criança. Irreal parece a dança dos seres vivos E admiravelmente espalha-se no vento nocturno. Tão confusa a vida deles, tão cheia de lúgubres tormentos. Tem piedade, Deus, do inferno e do martírio das mulheres, E do seu lamento mortal, desesperançado. Sozinhas, em silêncio, vagueiam na sala das estrelas.

Allerseelen An Karl Hauer

Die Männlein, Weiblein, traurige Gesellen,  Sie streuen heute Blumen blau und rot  Auf ihre Grüfte, die sich zag erhellen.  Sie tun wie arme Puppen vor dem Tod.    O! wie sie hier voll Angst und Demut scheinen,  Wie Schatten hinter schwarzen Büschen stehn.  Im Herbstwind klagt der Ungebornen Weinen,  Auch sieht man Lichter in der Irre gehn.    Das Seufzen Liebender haucht in Gezweigen  Und dort verwest die Mutter mit dem Kind.  Unwirklich scheinet der Lebendigen Reigen  Und wunderlich zerstreut im Abendwind.    Ihr Leben ist so wirr, voll trüber Plagen.  Erbarm‘ dich Gott der Frauen Höll‘ und Qual,  Und dieser hoffnungslosen Todesklagen.  Einsame wandeln still im Sternensaal.

1 - TRAKL, GEORG. (2008). Das dichterische Werk: Auf Grund der historisch-kritischen Ausgabe. Editores: Walther Killy e Hans Szklenar. Munique. Deutscher Taschenbuch Verlag.


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22.6.2018 sexta-feira

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 361/AI/2018

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 389/AI/2018

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor HE RENYIN, portador do Passaporte da RPC n.° G55110xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 101/ DI-AI/2017, levantado pela DST a 22.04.2017, e por despacho da signatária de 07.06.2018, exarado no Relatório n.° 339/DI/2018, de 08.05.2018, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua Cidade do Coimbra n.° 416, Jardim Brilhantismo, 4.° andar Z onde se prestava alojamento ilegal.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 07 de Junho de 2018.

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora CHENG XIUFANG, portadora do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.º C18252xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 135/DI-AI/2017, levantado pela DST a 01.06.2017, e por despacho da signatária de 07.06.2018, exarado no Relatório n.° 369/DI/2018, de 16.05.2018, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Praceta de Um de Outubro n.os 119 -131-B, I Keng Kok, 11.° andar B.--------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.--------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 07 de Junho de 2018.

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 442/AI/2018

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 447/AI/2018

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor FAN YUANJIN, portador do Bilhete de Identidade de Residente não Permanente da RAEM n.º 15578xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 117/DI-AI/2017, levantado pela DST a 17.05.2017, e por despacho do Director dos Serviços de Turismo, Substituto, de 28.03.2018, exarado no Relatório n.° 237/DI/2018, de 16.03.2018, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Taipa, Avenida Olimpica n.° 239, Flower City - Lei Pou Kok, Bloco 3, 31.° andar C onde se prestava alojamento ilegal.--------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor LAM SAI MENG, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.º 12887xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 149/DI-AI/2017, levantado pela DST a 08.06.2017, e por despacho da signatária de 04.05.2018, exarado no Relatório n.° 269/DI/2018, de 10.04.2018, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua Cidade de Coimbra n.° 416, Jardim Brilhantismo, 7.° andar AC onde se prestava alojamento ilegal.---------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 19 de Junho de 2018.

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 19 de Junho de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

NOTIFICAÇÃO N.° 84/2018 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à notificação pessoal, pelo presente notifique-se o Senhor SOUZA ROBERTO , portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.° 12225xx(x), requerente da licença do restaurante “LE BISTRO MARCELLINHO”, sito na Estrada Nordeste n.° 973, Island Park, Bloco 14, Loja XIV, na Taipa, que na sequência do Auto de Notícia n.° 065/B/2017-P°225.48, levantado pelo CPSP em 26.09.2017, por infracção ao artigo 30.° do Decreto-Lei n.° 16/96/M, de 1 de Abril - “Os estabelecimentos hoteleiros e similares só podem abrir ao público após a emissão da licença respectiva.”, em conformidade com o previsto no n.° 1 e na alínea b) do n.° 2, todos do artigo 67.° do diploma acima referido, incorre na sanção de encerramento imediato do estabelecimento e em multa de 30.000,00 (trinta mil patacas); em conformidade com o previsto no n.° 3 do mesmo artigo 67.°, a multa aplicada será elevada para o dobro se não for dado cumprimento ao disposto no artigo 14.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Nos termos do artigo 94.° do Código de Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro, o infractor deve apresentar audiência escrita, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente notificação.--------------------------------------A falta de apresentação de audiência até ao final do prazo fixado sem qualquer justificação, não constitui motivo de adiamento do procedimento sancionatório, pelo que não sendo apresentada a audiência o procedimento sancionatório correrá os seus trâmites normais.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 19 de Junho de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL 1.

Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, chegou ao seu término, e, que de acordo com o artigo 53.º da Lei n.º 10/2013 <<Lei de Terras>>, de 2 de Setembro, conjugado com os artigos 2.º e 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que devem os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Localização dos terrenos: Rua da Barra, n.ºs 5A a 5E, em Macau; Travessa do Sal, n.ºs 5 a 5A, em Macau, (Edifício Lun Cheong); Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.ºs 28 a 36 e Rua de Foshan, n.ºs 137 a 139, em Macau, (Edifício Fok Choi Garden); Avenida de Lopo Sarmento de Carvalho, n.ºs 94 a 104 e Praça de D. Afonso Henriques, n.ºs 3 a 33, em Macau; Avenida de Lopo Sarmento de Carvalho, n.º 120, em Macau; Avenida de Lopo Sarmento de Carvalho, n.ºs 126 a 132, Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.ºs 10 a 16 e Praça de D. Afonso Henriques, n.ºs 57 a 65, em Macau, (Edifício Centro Comercial Yi Luen); - Avenida da Amizade, n.ºs 197 a 217, Avenida de Lopo Sarmento de Carvalho, n.ºs 8 a 64, Praça de D. Afonso Henriques, n.ºs 10 a 36 e Rua de Foshan, n.ºs 17 a 75, em Macau, (Edifício Centro Comercial San Kip Ip). Agradece-se aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam à Recebedoria destes serviços, situada no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Atendimento Taipa, para os efeitos do respectivo pagamento. Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, procede-se à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada. - - - - - -

2. 3.

Aos, 30 de Maio de 2018. O Director dos Serviços de Finanças, Iong Kong Leong

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes


desporto 19

sexta-feira 22.6.2018

MOTOCICLISMO RUTTER ACREDITA NO POTENCIAL DAS MOTOS ELÉCTRICAS NO GP MACAU

Motas eléctricas? Porque não... A mobilidade eléctrica está cada vez mais a ganhar espaço na nossa sociedade e à conta disso os desportos motorizados vivem um momento de transição. Depois das competições de carros eléctricos promovidos pela FIA, como o Campeonato FIA de Fórmula E que tem no calendário uma corrida nas ruas de Hong Kong, agora é a vez do MotoGP lançar a sua competição mundial de motas eléctricas, a MotoE

C

ORRIDAS de motas eléctricas não são uma novidade. Na famosa prova da Ilha de Man, desde que foi criada a categoria de emissão-zero, em 2010, as motas eléctricas têm sido uma presença regular numa classe à parte. O preparador semi-oficial da Honda, a Mugen, tem investido fortemente nesta classe - fala-se em valores acima dos 30 milhões de patacas por ano - e pilotos bem conhecidos do Grande Prémio de Macau como John McGuiness e Michael Rutter já experimentaram as sensações de conduzir estas máquinas que não pesam mais de 240kg e atingem velocidades acima dos 280 km/h. E quando é que a motas eléctricas terão espaço no Grande Prémio de Motos de Macau? “Obviamente, é difícil prever se acontecerá ou quando”, disse Michael Rutter quando questionado pelo HM, “mas seria muito interessante tentar”, acrescenta o motociclista com mais sucessos no Circuito da Guia e que tem um conhecimento vasto deste tipo de motas, tendo conduzido a Segway MotoCzysz primeiro e agora a ainda mais competitiva Mugen Shinden. Ao contrário dos actuais carros da Fórmula E, que só aguentam meia corrida, Rutter acredita que uma moto de TT seria capaz de completar as 12 voltas do Grande Prémio. Sobre a possibilidade de no futuro a corrida combinar na mesma

A

equipa de futebol do Sporting regressou ontem aos trabalhos, com os habituais exames médicos, para 2018/19, numa época já marcada pela chegada de um novo treinador e a rescisão unilateral de nove jogadores. Apesar do defeso ‘agitado’ do clube lisboeta, a dois dias de uma Assembleia Geral que levará os sócios a votar uma possível destituição do presidente, Bruno de Carvalho, os trabalhos arrancaram com normalidade.

corrida as motas convencionais, com as motas eléctricas, Rutter, que no mês passado triunfou novamente na TT Zero, diz que tal cenário não é de todo inconcebível. “Definitivamente, isso não seria impossível, dependendo da gestão da potência e a velocidade por volta (das motas eléctricas). Mas só experimentando no circuito de Macau é que seria possível realmente perceber a diferença por volta deste dois tipos diferentes de motos”, remata o britânico.

MAIS DIFÍCEIS DE DOMAR

Mesmo para um piloto de estrada experiente como Rutter, as motas eléctricas têm os seus truques e a transição das motos com motores a combustões requer um ‘mindset’ diferente. “A maior diferença é o ‘feeling’ que tens da mota”, explica o veterano natural de Stourbridge. “Principalmente quando aceleras. Não há o ‘lag’ habitual, não tens de esperar (que a potência seja entregue à roda). Não consegues pôr a roda traseira a patinar”. Dado que são máquinas mais traiçoeiras, Rutter confessa que é preciso “um maior cuidado” para evitar erros, erros que nas corridas de duas rodas e em circuitos de estrada se pagam muito caro.

VEM PARA A NONA

O recordista de vitórias no Grande Prémio de Motos de Macau está esperançado em regressar no mês

de Novembro ao Circuito da Guia, com o intuito de alcançar a nona vitória numa prova que conhece como poucos.

Ao contrário dos actuais carros da Fórmula E, que só aguentam meia corrida, Rutter acredita que uma moto de TT seria capaz de completar as 12 voltas do Grande Prémio

No meio do caos Jogadores do Sporting em exames médicos no regresso a meio da crise

Entre as ‘caras novas’ apresentaram-se o central Marcelo (ex-Rio Ave) e o extremo Raphinha (ex-Vitória de Guimarães), num dia em que também regressou Carlos Mané, emprestado nas duas últimas épocas ao Estugarda. “Tinha saudades do Sporting”, expressou o extremo de 24 anos, que fez

O piloto britânico ainda não tem definida a sua participação, nem com que equipa, nem com que mota. “Estou confiante que

toda a formação no clube até ser emprestado aos alemães, onde diz ter evoluído, mas que está de volta ao “clube do coração”. Na Alemanha, Carlos Mané foi importante na primeira época, em que realizou 20 jogos e marcou seis golos, mas acabou por ser afectado por lesões, que

o obrigaram a uma paragem de cerca de oito meses. “Quando voltar vou dar o meu melhor para defender esta cores, até porque sinto uma enorme fome de jogar futebol. Passar pela Alemanha foi uma boa experiência. Pela primeira vez, cresci longe do país", disse Carlos Mané, em declarações reproduzidas pelo Sporting. Para a época que se aproxima, o jogador espera a “ajuda dos sportinguistas” e promete dar tudo para que os adeptos possam sorrir no final.

sim, estou a tentar regressar. Espero lá estar (no Grande Prémio)”, confessa. Nesta última década, Rutter terminou todas as corridas do Grande Prémio no pódio, tendo visto na edição passada a bandeira de xadrez na terceira posição.

Pelo mesmo discurso alinharam os reforços Marcelo e Raphinha, que prometem um ano de conquistas para o clube. "Acredito que será um ano de conquistas para nós. Quando se fala deste clube, claro que os adeptos cobram logo o título. Temos de nos esforçar para lhes dar esse gosto. Que nos apoiem, porque são enormes pela força que passam”, disse o central, ex-Rio Ave. O defesa, que assinou um contrato de três épocas

Sérgio Fonseca

info@hojemacau.com.mo

com os ‘leões’, deixou clara a mensagem que “primeiro está o Sporting” e só depois o jogador. Também Raphinha, que assinou até 2021/22, com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros, reforçou que tudo irá dar certo e que o clube pode conseguir “coisas grandes”. “Confiem no nosso grupo de trabalho, vai dar tudo certo. Vamos conseguir coisas grandes”, disse o avançado de 22 anos, em declarações à Sporting TV.


20 opinião

22.6.2018 sexta-feira

A ameaça das “In the field of biological weapons, there is almost no prospect of detecting a pathogen until it has been used in an attack.” Angler: The Cheney Vice Presidency, Barton Gellman

O

S países estão preparados para a crescente ameaça das bio-armas artificiais? Face aos actuais surtos de Ébola na República Democrática do Congo e do vírus Nipah na Índia, uma ameaça ainda mais assustadora se aproxima. Os pesquisadores recriaram um vírus extinto, semelhante à varíola com o ADN comprado “on-line” por apenas cem mil dólares, em 2017. O seu sucesso aumenta a preocupação de que regimes e terroristas desonestos possam, similarmente, modificar ou projectar patógenos e usá-los como armas. O físico Ashton Baldwin Carte, que serviu como Secretário de Defesa dos Estados Unidos no governo do presidente Barack Obama alertou para o facto de que tal artilharia biológica poderia vir a rivalizar com o poder destrutivo das armas nucleares. Se um agente altamente contagioso fosse solto em uma grande cidade, poderia espalhar-se por toda a parte e matar milhares de pessoas, antes de se descobrir o que estava a acontecer. A capacidade para responder de forma eficaz a essas ameaças exigirá uma mudança de paradigma para abordagens mais rápidas, ágeis e descentralizadas do que as existentes actualmente. A acessibilidade de baixo custo e “faça for si” das tecnologias genómicas, torna possível que tais armas sejam criadas e implantadas por qualquer agressor. Mesmo as pequenas mudanças são suficientes para produzir efeitos perigosos, pois uma única mutação foi necessária para transformar o vírus da Zika de uma infecção relativamente rotineira, em outra que pudesse causar danos cerebrais em recém-nascidos. O facto de que não haveria forma de saber quem desencadeou tal ataque, também reduz potencialmente o limite para o seu uso. Os criminosos podem até projectar e libertar vários patógenos mortais ao mesmo tempo, dificultando a capacidade dos governos de responder e espalhar a confusão. Após o agente patógeno ser lançado, provavelmente existiria um curto período de tempo de apenas algumas semanas para evitar que causasse uma catástrofe global. Tal requer o controlo da transmissão, de modo que cada pessoa infectada contamine em média, menos de uma pessoa, fazendo que a epidemia pare e comece a diminuir. O historial recente contra epidemias que ocorrem naturalmente, no entanto, é preocupante

e fazer mais do que se está a fazer com os meios disponíveis, não será suficiente para impedir que agentes com planos projectados se espalhem e matem mais rapidamente. Os actuais esforços de resposta dependem do desenvolvimento de vacinas, sistemas terapêuticos e de saúde que centralizem a capacidade de diagnóstico, isolamento e tratamento em hospitais. As vacinas e terapias, no entanto, levam anos para se desenvolverem e alguns patógenos, como o HIV e a malária, desenvolvem formas de iludir a imunidade ou abrigar resistências que dificultam a sua erradicação, mesmo quando o tempo e os recursos não são limitados. Vivemos em uma era de biologia sintética, armas biológicas codificadas com tais características evasivas, que podem ser criadas mais rapidamente do que vacinas e terapias para combatê-las. As inovações, como plataformas de vacinas sintéticas e anticorpos monoclonais, poderiam permitir uma implantação mais rápida, mas mesmo no melhor dos casos levaria meses, o que seria demasiado tempo para possibilitar contágios que duplicam em algumas semanas, e são difíceis de controlar quando estão disseminados. Sem vacinas e terapias, é usado o rastreamento de contacto para despistar e isolar pessoas infectadas, para evitar que exponham outras pessoas e fornecer-lhes cuidados de suporte, como fluidos intravenosos, para aumentar as suas possibilidades de sobrevivência, mas essa capacidade está concentrada em hospitais, que, mesmo em países de alto rendimento, podem rapidamente ser sobrecarregados e também potencialmente, promover a transmissão entre pessoas que neles se aglomeram. Os Estados Unidos têm apenas cerca de cinco mil e quinhentos hospitais, com um total combinado de aproximadamente novecentas mil camas, o suficiente para albergar menos de 0,3 por cento da população. A dar-se um contágio de rápida dispersão poderia preencher essas camas em poucos dias com pacientes infectados, assim como, outras pessoas que temem ter sido expostas e não é necessário ir muito além da época de gripe deste ano, quando até mesmo os Estados Unidos e o Reino Unido enfrentaram escassez de camas hospitalares, profissionais de saúde e bens essenciais, como fluidos intravenosos. Assim, e de igual forma, a capacidade de testes de laboratório foi superada durante a crise do vírus da Zika, quando, mesmo na Florida, muitas mulheres grávidas não puderam fazer o teste. É de prever que em caso de ataques com armas biológicas, pacientes contagiantes que entram em instalações de saúde ou laboratórios comerciais para testes, sobrecarregam essa capacidade e expõem outros que correm para os mesmos locais durante o processo. Tais lacunas não podem ser corrigidas simplesmente com a construção de mais hospitais e laboratórios, que permanecerão sem uso até que haja uma emergência. São

necessárias abordagens mais ágeis e descentralizadas, apoiadas por novas tecnologias, que aproximem as funções de diagnóstico e tratamento das pessoas que vivem com menos necessidade de pessoal especializado e infra-estruturas que não podem ser dimensionadas. É de entender que este tipo de abordagem permitiria que os pacientes fossem diagnosticados em casa, na escola, no escritório ou na comunidade e ficassem isolados antes de infectar outras pessoas. As várias plataformas de tecnologia actuais e emergentes (por exemplo, o sistema “Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats [CRISPR na sigla inglesa], ou seja, Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas)”, nanotecnologia, nanoporos e imunoensaios) poderiam melhorar essa capacidade. As plataformas visam detectar

qualquer patógeno, incluindo micróbios de engenharia, com precisão a partir de pequenas amostras de sangue e urina, que não requerem técnicos qualificados para recolher ou processar. Os diagnósticos podem evoluir ao ponto de poderem ser usados em “telefones inteligentes (smartphone na palavra inglesa)” ou “computadores portáteis (laptops ou notebooks nas palavras inglesas)”, que permitirão que os pacientes façam a sua varridela e, como detectores de fumaça, monitorizem continuamente o ambiente na procura de ameaças. Além dos diagnósticos, também são necessárias formas mais eficientes de isolamento e capacidade de tratamento. Os hospitais de campanha rapidamente implantáveis, como os usados ​​em zonas de guerra, podem ser rapidamente colocados e, quando a transmissão é amplamente disseminada,


opinião 21

sexta-feira 22.6.2018

perspectivas

JORGE RODRIGUES SIMÃO

armas biológicas nismos vivos (por exemplo, toxinas). A arma biológica pode ser projectada para matar, desactivar ou impedir indivíduos, cidades ou países. A guerra biológica é uma técnica militar que pode ser usada por países ou grupos de pessoas. Se um país a utiliza clandestinamente, também pode ser considerado como bioterrorismo. Os textos de uma antiga seita maçónica falavam que no século V a.C., existiam foles onde era introduzida uma fumaça tóxica feita de sementes de mostarda e outras espécies de plantas. Essa fumaça era introduzida nos túneis que os atacantes cavaram durante os cercos (situações de guerra em que uma área é cercada pelo inimigo, que tenta capturá-lo). Alguns manuscritos chineses ainda mais antigos contêm catálogos com dezenas de receitas para produzir fumaça tóxica, bem como registos desses gases em situações de guerra. Entre estes, por exemplo, fala-se dos "espíritos das armadilhas de névoa" (fumaça com arsénico), ou o cálcio pulverizado, que séculos depois foi usado em 178 d.C. para apaziguar uma revolta camponesa.

Se um agente altamente contagioso fosse solto em uma grande cidade, poderia espalhar-se por toda a parte e matar milhares de pessoas, antes de se descobrir o que estava a acontecer.

as pessoas também podem ficar isoladas nas suas casas. As abordagens de autoteste poderiam ser combinadas com consultas de telemedicina usando tecnologias do tipo “Skype” ou “FaceTime” para avaliar pacientes e serviços semelhantes aos da “Amazon” para medicamentos e tratamentos ao domicilio. As equipas médicas móveis poderiam ser enviadas para visitar pacientes que necessitassem de mais cuidados práticos nas suas casas, enquanto as preciosas camas hospitalares e o risco de transportar pacientes contagiosos poderiam ser reservados para aqueles que realmente necessitam de cuidados intensivos. Assim, essas abordagens ou estratégias e as ferramentas necessárias para a sua implementação devem ser desenvolvidas e preparadas, bem como os avanços tecnológicos que nos levaram ao precipício de uma fusão entre duas das maiores ameaças

da humanidade, a doença e a guerra, novos pensamentos e inovações podem ajudar a estarmos preparados para responder de forma eficaz, dado essas ameaças se tornarem uma realidade cada vez mais palpável. Se recuarmos na história deparamos que os verdadeiros inventores da guerra química e biológica foram caçadores que, usavam a fumaça produzida por ramos verdes e relva molhada, e forçavam os animais selvagens a deixar as suas cavernas, sendo também adoptado em ataques contra outros seres humanos. Tendo como fim tornar esses fumos mais eficientes, acrescentavam substâncias diferentes nos incêndios, como resinas vegetais, e gorduras animais e lembremos que é considerada como arma bacteriológica qualquer patógeno (bactéria, vírus ou outro organismo causador de doenças) que é usado como arma de guerra. É o uso de produtos tóxicos não vivos, mesmo que sejam produzidos por orga-

O ser humano, desde a antiguidade, usou fumaça, gases, vapores, névoas artificiais para irritar o inimigo. O primeiro dano verdadeiro ao trato respiratório ocorreu quando o óxido sulfúrico começou a ser usado, e que foi obtido pela simples combustão de pó de enxofre ao ar livre. A prioridade no uso de gases venenosos recentemente foi reivindicada pelos chineses, que afirmam que no século II a.C. causou a cegueira dos seus inimigos soprando nuvens de pó de pimenta. Os primeiros exemplos historicamente comprovados do uso de substâncias irrespiráveis ​​remontam à Guerra do Peloponeso, entre Esparta e Atenas em 431 a.C., O historiador Arriano, cronista de Alexandre, o Grande, diz -nos que em 332 a.C. na cidade fenícia de Tiro, os sitiados repetidamente recorreram ao uso de enxofre para defender os muros da cidade. A história romana é frequente na menção de guerras travadas com o auxílio de substâncias produtoras de fumaça irritante. O filósofo romano de etnia grega, Plutarco, conta que durante a campanha de Espanha contra a província de Guadalajara, no ano 81 a.C. o cônsul romano ordenou a preparação de uma corda contendo uma mistura de terra muito fina, cal viva e enxofre. Foi movida por cavalos a galope, de modo que a nuvem tóxi-

ca carregada pelo vento tornou os inimigos cegos a renderem-se. Os livros escritos por Frontinus, por volta do ano 90 do calendário juliano, fala em acções, como a introdução de nuvens de abelhas nos túneis, arremessar aos navios inimigos recipientes cheios com cobras venenosas, deixar animais famintos livres contra os sitiados e atirar partes de animais em decomposição pelas paredes. As bactérias são organismos minúsculos que vivem livremente e se reproduzem por divisão simples e são fáceis de crescer. Os vírus são organismos que requerem células vivas para se reproduzir e são intimamente dependentes do corpo que infectam. As toxinas são substâncias venenosas que são encontradas e extraídas de plantas, animais ou microrganismos vivos. Algumas toxinas podem ser produzidas ou alteradas por meios químicos. As “Rickettsias” são as bactérias que produzem a chamada riquetsiose, normalmente vivem em carrapatos, ácaros, pulgas e piolhos que pode ser transmitida aos seres humanos por picadas destes agentes sugadores de sangue, e geralmente vivem dentro das células que revestem os pequenos vasos sanguíneos, fazendo com que fiquem inflamadas ou entupidas. A forma de fazer a guerra tem estado a mudar rapidamente da área cibernética para a biotecnologia. Não existem certezas de que situações realizadas de forma autónoma irão competir com o poder destrutivo físico das armas nucleares. A autonomia é um conceito complicado e é preciso não esquecer de que, quando se trata de usar a força para proteger a civilização, um dos princípios deve ser o envolvimento dos seres humanos na tomada de decisões críticas. É um princípio importante, consistente com a plena exploração desse potencial e que terá um grande efeito na guerra. Mas é muito difícil comparar qualquer situação com armas nucleares por causa do incrível poder destrutivo físico, pois completaram-se setenta anos e nada se ajustou. É de esperar que algo vai rivalizar com as armas nucleares em termos de pura destreza da sua capacidade de destruição, sendo o mais provável que venha da biotecnologia do que qualquer outra tecnologia. Olhando décadas atrás, realizamos que a revelação biológica poderia rivalizar com a revolução atómica dado o efeito do seu potencial. Os países começaram a investir secretamente nesses programas e tem sido utilizado em conflitos e desde logo na Síria (apesar de ter sido usado desde a antiguidade e mais recentemente pelo regime nazi, exércitos alemão, egípcio, soviético, espanhol, japonês, italiano, americano e a seita japonesa “Verdade Suprema”), podendo cair nas mãos de grupos religiosos radicais como o Estado Islâmico ou outros grupos terroristas. A biotecnologia não tem sido uma área tradicional para a defesa e as novas pontes que constroem não devem ser apenas para a comunidade de “Tecnologia da Informação (IT na sigla inglesa)”, mas também para as comunidades de biotecnologia.


22 (f)utilidades MUITO

?

NUBLADO

O QUE FAZER ESTA SEMANA Sexta-feira

CONCERTO | FÊTE DE LA MUSIQUE Sofitel Ponte 16 | Das 19h00 às 22h00

Sábado

ARRAIAL DE SÃO JOÃO Bairro de São Lázaro 4º DIA INTERNACIONAL DO YOGA Pousada de Coloane | Das 10h00 às 22h30

Domingo

ARRAIAL DE SÃO JOÃO Bairro de São Lázaro 2018 INTERNATIONAL YOGA DAY Grand Lapa Resort | Das 8h00 às 14h00

Diariamente

EXPOSIÇÃO “THE LANGUAGE OF EVENTS – WORKS BY WONG SANG” Galeria 1884 | Até 16/7

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O CARTOON STEPH 39

41 1 4LIVRO 3 5 2HOJE 9 78 67 UM 8 8 52 5 4 67 6 9 1 O9 quarto escritor 18 6 romance 7 8 3do 1 norte4 2 -americano, que passou um pouco 2 3despercebido 2 3 7 9 no 7 meio 4 8de uma 6 5 obra vasta, marcou um mudança 5 7 1 6 9 23 2 84 profunda na sua escrita. “Um sonho 6 8 2 4é1um2caleidoscópio 1 5 93de 9 americano” paranoia e emoções exacerbadas, 3 1 2 8 5 74 7 96 que mostra um Norman Mailer mais 3 1de encontrar maduro rumo 4 6 9no 6 3 7 a5sua 8 voz como autor. A narrativa segue o 7 5declínio 7 8 5 de8um6herói 9 6de guerra 2 31que 3

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SALA 1

HOTEL ARTEMIS [C]

Anne Hathaway, Mindy Kaling 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Um filme de: Drew Pearce Com: Jodie Foster, Dave Bautista 14.30, 21.30

SALA 3

SALA 1

JURASSIC WORLD: FALLEN KINGDOM [B] Um filme de: J.A. Bayona Com: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, BD Wong, Jeff Goldblum 16.30, 19.00 SALA 2

OCEAN’S EIGHT [B] Um filme de: Gary Ross Com: Sandra Bullock, Cate Blanchett,

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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 39

HOTEL ARTEMIS

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Cineteatro

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42 4 5 9 32 71 7 3 89 2 86 8 7 9 9 28 32 63 7 4 1 5 6 36 3 45 4 8 9 64 56 3 13 1 7 8 25 2 6 71

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8 5 9 1 3 2 7 6 4

Esta coisa de ser português implica uma vasta gama de paradoxos. 43 uma cultura, uma naComo pode ção, incorporar 7 4 o2fado,1 a saudade, 8 9 os lutos carregados e os “ai jesus”, com uma 5 predisposição 9 8 2 tão 3 forte 6 para a boémia, para os paladares e 6 Dançamos 3 7 5de saia 4 a vida de1mesa. rodada com um crucifixo ao peito, 4incógnitos, 7 5 largamos8naus1aos6 mares mas temos medo da nossa 4 7 9 6 2sombra. 3 Este sofrimento português é algo que marca 2 a nossa 3 5matriz 9 enquanto 1 8 povo. Não nos faltam lamentos, 9 mitos 2 de7pessimismo 3 4 para 1 maldições, todos os gostos a partilhar o mesmo 3 mil 5 romarias 1 8 6e festas 7 espaço que tradicionais. Quem 6 8 4 chega 5 perto 9 2do Santuário de Fátima ouve um coro de lamúrias, um choro colectivo, crentes a rastejar servilmente e um cenário geral de45 elogio do sofrimento. Isto numa cidade que tem mais camas 7 1e um 9 ratio 6 de hotel3que5cidadãos de prostituta per capita evocativa 8 império 9 4romano. 5 2Somos 7 dos fins do um país 6 que 1 sofre2no 3 futebol, que 4 8 sofre na economia, que se fustiga por mil 5 razões enaltece 7 enquanto 9 4 1 3 um passado glorioso. Somos um 2 4 6e antagonismos. 7 8 5 país de contrastes Mesmo à distância, mantemos essa 8 3 2 sadoma6 9 natureza1emocionalmente soquista,4por6mais 8 que9 queiramos 3 2 fugir dela. Temos dentro de nós melancolia 7 e2êxtase, 1 alma 6 5de poe4 ta e um coração feito de beleza, 3 5 8insensatez. 7 1 tragédia9e esfusiante João Luz

3 1 2 9 5 6 8 4 7

6 7 9 3 8 4 5 2 1

5 4 8 2 1 7 6 9 3

4 1 9 6 3 7 5 8 2

8 3 5 2 1 4 7 9 6

2 6 7 8 9 5 1 3 4

47 6 3 9| NORMAN 7 1MAILER 8 4 UM SONHO AMERICANO 7 4 5 9 2 6 8 2 1 8 3 4 5 7 1 2 6 4 5 7 3 3 8 7 6 9 1 2 9 5 4 8 3 2 1 5 7 3 2 6 4 9 8 9 1 5 7 3 6 4 6 2 1 8 9 5

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5 3 9 8 4 6 1 2 7

S U D O K U

TEMPO

22.6.2018 sexta-feira

assassina a esposa num acesso de demência alcoólica e que mergulha nas entranhas do submundo de Manhattan. O livro foi alvo de severas críticas, em particular de feministas, mas é um dos retratos mais viscerais da natureza americana. João Luz

THE LEAKERS [C] FALADO EM CANTONÊS, LEGENDADO EM INGLÊS / CHINÊS Um filme de: Herman Yau Com: Francis Ng, Julian Cheung, Charmaine Sheh 14.30, 19.30, 21.30 SALA 3

HOTEL ARTEMIS [C] Um filme de: Drew Pearce Com: Jodie Foster, Dave Bautista 16.30

www. hojemacau. com.mo

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


retrato 23

sexta-feira 22.6.2018

NATASHA FELLINI, PROFESSORA DE PORTUGUÊS

N

ATAS HA Fellini chegou a Macau em 2001, deixando para trás a megalópole de São Paulo, onde nasceu há 34 anos. Uma proposta de emprego levou a família a mudar-se para cá e, como adolescente que era à época, não teve escolha. Dezassete anos depois continua por cá e sem perspectivas de partir, desta feita por opção. “Pretendo ficar por mais algum tempo porque acho que Macau me proporcionou uma qualidade de vida e uma segurança que não tenho no Brasil”, explica a professora de português, para quem estar reunida com a família e utilizar a língua materna são factores que jogam a favor da sua permanência em Macau. “Já criámos raízes e pretendemos ficar”, sublinha, referindo-se à mãe e às duas irmãs. “Fico feliz por Macau não ser bem China e ter estas particularidades que têm a ver com a cultura, além de ser um lugar muito conveniente. Gosto de estar aqui”, realça Natasha Fellini, recordando, no entanto, um primeiro embate cultural que teve à chegada. “Como sou brasileira não tenho o padrão dos chineses que parecem muito miúdos e

A mestre paulista têm outro tipo de corpo e, no início, quando entrava numa loja diziam-me logo que não tinham o meu número mesmo quando eu estava à procura de algo para oferecer e isso marcou-me”, relata. Se na altura não achou piada agora descreve o fenómeno como “engraçado”, um simples fruto de “uma questão cultural” que, entretanto, foi-se dissipando, com o desenvolvimento da cidade e, por conseguinte, com a oferta de lojas internacionais. Quando chegou, Natasha Fellini estava em idade escolar e foi para a Escola Portuguesa de Macau. No entanto, mesmo depois de terminar o secundário não abandonou o território, tendo optado por prosseguir os estudos na Universidade de Macau, onde acabaria por ter a primeira experiência profissional. Seguiu-se a Escola Anglicana até hoje, onde coordena o português, além de também dar aulas. Ensinar era, aliás, um sonho que tinha desde criança. “Desde pequena sempre gostei da área da educação e quando brincava com as bonecas fingia que lhes dava aulas. Sempre tive essa vontade de trabalhar na área da educação”, sublinha Natasha Fellini

que ensina português aos alunos do 7.º ao 10.º ano. O maior período de tempo que Natasha Fellini passou fora de Macau, onde já viveu metade da vida, foi quando resolveu apostar na aprendizagem do mandarim, língua à qual tinha sido introduzida durante a licenciatura na Universidade de Macau. “Era uma disciplina obrigatória. Como tinha estudado as bases e vi que ia ficar mais tempo decidi ir aprender a língua a fundo”, explica a docente que esteve em Pequim, entre 2006 e 2008, exclusivamente dedicada a essa missão. “Hoje consigo ter uma conversa”, brinca a docente. Outra vantagem que encontra em Macau tem que ver com o facto de existir uma comunidade brasileira significativa que a faz sentir “um pouco em casa”. “Temos feito festas de carnaval e organizado outros eventos de inspiração brasileira, o que é muito bom”, sublinha Natasha Fellini, embora lamentando que haja falta de espaço para mais: “É difícil encontrar lugares para nos juntarmos para conviver”. O mesmo aplica-se à gastronomia: “Sentimos falta da comida [brasileira] e podíamos ter mais opções”, observa.

Natasha Fellini reconhece que, em termos genéricos, no seio da comunidade chinesa o conhecimento sobre o Brasil cinge-se praticamente ao “rótulo do futebol e do samba”, mas dentro da sala de aula esforça-se por levar os alunos a verem além disso. “Como professora, tento sempre mudar essa imagem e mostrar outro lado do Brasil, dando a conhecer coisas interessantes como música. Mas, infelizmente, também já começam a ver as notícias acerca da violência no Brasil e às vezes também me perguntam”. Ao Brasil regressa normalmente uma vez por ano: “Tenho muitas saudades e preciso de lá ir para ver o resto da minha família e os meus amigos de infância”. Aliás, como “boa brasileira” que é, gosta de dançar, não dispensado uma ida à discoteca nos tempos livres, bem como de “socializar”. “Estou sempre a procurar os amigos”, diz Natasha Fellini que também mal o tédio aperta aproveita para dar um pulo a outras paragens. “Macau é pequeno e pode cansar um pouco, pelo que aproveito e vou a Hong Kong ou a Cantão”. Diana do Mar

dianadomar@hojemacau.com.mo


Se os meus soldados pensassem, já não haveria nenhum nas filas. Frederico II

Ponte do Delta DSAT relativiza diferença de preço das quotas relativamente a Hong Kong

Joaquim Coelho Ramos vai ser o novo director do Instituto Português do Oriente (IPOR), substituindo João Laurentino Neves, segundo a Rádio Macau. O futuro director do IPOR esteve durante mais de dez anos em Praga, na República Checa, onde foi docente da Universidade de Praga, leitor no Instituto Camões e coordenador do Centro de Língua Portuguesa. João Laurentino Neves deixa o IPOR depois de ter cumprido dois mandatos à frente da instituição. Em declarações ao HM, anteriormente, o responsável fez um balanço positivo da passagem por Macau.

Diplomacia Senegal é o próximo destino de Vítor Sereno

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Vítor Sereno vai assumir o cargo de embaixador no Senegal, de acordo com a Rádio Macau. O actual cônsul de Portugal em Macau e em Hong Kong vai ficar sediado em Dakar, mas será representante diplomático de Portugal em mais outros oito países: Mauritânia, Costa do Marfim, Gâmbia, Burquina Faso, Mali, Libéria, República da Guiné e Serra Leoa. Vítor Sereno está em Macau desde 2013 e deverá mudar-se para o continente africano em Setembro. Para o seu lugar deverá chegar Paulo Cunha Alves, embaixador para a Austrália, Nova Zelândia e Estados do Pacífico Sul, segundo o Jornal Tribuna de Macau.

sexta-feira 22.6.2018

Festival das Artes Ministro português da cultura vai estar presente

Luís Filipe Castro Mendes, ministro português da Cultura, vai estar presente na primeira edição do Festival de Artes entre a China e os Países Lusófonos, noticiou ontem a Rádio Macau. Este evento decorre entre os dias 6 e 15 de Julho, sendo que Luís Filipe Castro Mendes estará no território entre os dias 6 e 8 de Julho. “Encontro em Macau” é o nome da primeira edição do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa. A iniciativa, com um orçamento de 28 milhões de patacas, está dividida em cinco secções que incluem exposições, cinemas, serões interculturais, artes performativas e um Fórum cultural. Na área dedicada ao cinema estão incluídos três filmes realizados por cineastas locais: “Imagens, Macau”, “Filmes em Chinês” e “Filmes em Português”.

O director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), Lam Hin San, afirmou ontem que considera “adequado” o preço das quotas para circulação de automóveis na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau fixado em 30 mil patacas, declinando comentar a diferença significativamente elevada face ao definido em Hong Kong. “Não acho que seja muito caro”, disse à margem de uma reunião na Assembleia Legislativa, invocando custos administrativos inerentes. “Não vou comentar por que razão Hong Kong cobra isto e Macau cobra aquilo”, afirmou. Macau vai atribuir, mediante sorteio informático, 600 quotas (300 para particulares e 300 para empresas) a automóveis ligeiros que pretendam circular na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, com os contemplados a terem que pagar 30 mil patacas. Contudo, na vizinha região, que vai conceder 300 (150 para cada), o preço da quota de circulação é de 540 dólares de Hong Kong por ano. Além da diferença de preço, a validade da quota a atribuir aos residentes permanentes de Macau é de um ano, enquanto na antiga colónia britânica é de três.

IPOR Joaquim Coelho Ramos é o senhor que se segue

PALAVRA DO DIA

Ambiente Anges Lam exige taxas sobre sacos de plástico

Uma prenda para Putin Secretário-geral adverte que NATO pode não resistir à tensão transatlântica

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secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, defendeu ontem que a Aliança é do “interesse estratégico” dos dois lados do Atlântico, mas admitiu não ter garantias de que a organização sobreviva às diferenças entre a Europa e os EUA. “Não está escrito na pedra que o laço transatlântico vai sobreviver para sempre”, disse Stoltenberg num discurso em Londres. “Nas acredito que será preservado”, disse. A semanas da Cimeira da NATO, o responsável referiu-se a um recente “enfraquecimento dos laços” entre os Estados Unidos e a Europa, mas insistiu que “a manutenção da parceria transatlântica é do interesse estratégico” de todos os seus membros. O secretário-geral da NATO relembra factos históricos que provam que a união entre os vários países

é o mais correcto. Acredita que, “juntos, a Europa e os Estados Unidos são mais fortes, seguros e prósperos”. Jens Stoltenberg sublinha a importância da união em momentos de grande instabilidade, como os que o mundo enfrenta neste momento. “É – e sempre foi – do nosso interesse fundamental estarmos juntos na defesa. E isso aplica-se agora e sempre. Porque enfrentamos o ambiente de segurança mais imprevisível numa geração: terrorismo internacional, proliferação de armas de destruição massiva, ataques cibernéticos – e, é claro, uma Rússia que usou a força contra os seus vizinhos, que se tenta intrometer nos nosso assuntos domésticos, e que parece não ter escrúpulos em utilizar agente nervoso de uso militar nas nossas ruas”, afirma Jens Stoltenberg. Na Cimeira de 11 e 12 de Julho, em Bruxelas, a coope-

ração de defesa entre aliados “irá mais longe”, “com mais dinheiro, capacidades e contribuições para as missões e operações”. A participação na NATO é um dos vários pontos de tensão entre a administração de Donald Trump e os aliados europeus. O Presidente norte-americano tem acusado repetidamente os aliados, designadamente a Alemanha, de não contribuírem suficientemente para a organização. A meta definida pela NATO é que cada país contribua com 2 por cento do Produto Interno Bruto, o que actualmente só é cumprido, segundo Stoltenberg, por “uns oito” países-membros. Os Estados Unidos contribuem com quase 4 por cento do PIB. Em Londres no âmbito da preparação da cimeira, Stoltenberg reuniu-se ontem à tarde com a primeira-ministra britânica, Theresa May.

A deputada Agnes Lam considera que o Executivo deve tomar medidas quanto ao uso de sacos de plástico, nomeadamente a cobrança de uma taxa que desmotive a sua utilização. Segundo uma interpelação escrita, a deputada condena o aumento de lixo no território e realça que, “de acordo com o planeamento de gestão de resíduos sólidos de Macau, 21 por cento dos componentes totais dos lixos sólidos são de plástico”. Para Lam, as medidas adoptadas pelo Governo para a redução do uso de plásticos são fracas comparativamente com as das regiões vizinhas. Neste sentido Agnes Lam exige a criação e divulgação de critérios sobre as componentes dos produtos de plástico, de modo a que produzam menos impactos ambientais.

Zhuhai Chui Sai On espera nova fase de cooperação

O Chefe do Executivo acredita que após o lançamento do planeamento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau que a RAEM e a Província de Zhuhai possam entrar numa nova fase de cooperação. As declarações foram feitas durante uma visita de Chui Sai On ao secretário do Comité Municipal do Partido Comunista de Zhuhai, Guo Yonghang. O líder do Governo frisou também que a conjuntura geral do desenvolvimento, da economia regional e da diversificação económica beneficiam a manutenção da prosperidade e desenvolvimento de Macau, pelo que esse vai ser o objectivo do Executivo.

N.º 4077 de 22 de JUN de 2018  

Hoje Macau 22 JUN 2018 #4077

N.º 4077 de 22 de JUN de 2018  

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