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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ ART BASEL

DR

VITALINO CANAS

MERCADO DA ARTE

AR à margem

PÁGINAS 2-3

China em ascensão GRANDE PLANO

EXPOSIÇÃO

De costas para o rio EVENTOS

hojemacau Ho Iat S visitas deng criticou o s s e c r o e s t á a r o i s c o o n d t i a n Rec fe cpaonisddideaatbrir peonrtteasdàee u h c d o Executi ra a Chefe à vo PUB

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QUARTA-FEIRA 21 DE MARÇO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4016

Ter para ler

Alexis Tam esclarece que as visitas realizaram-se na sequência de convites do Interior da China

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Análise às misteriosas palavras proferidas pelo Presidente da AL em Pequim


2 grande plano

MERCADO DA ARTE

CHINA É NÚMERO DOIS A NÍVEL MUNDIAL E LIDERA NA ÁSIA

O PODER DO YUAN

ART BASEL

O

aparecimen to de uma nova vaga de milionários e bilionários na China nos últimos anos fez com que o país tenha começado a dominar o mercado de arte a nível mundial. De acordo com o mais recente relatório divulgado pela organização da feira Art Basel de Hong Kong, intitulado “UBS Global Art Market Report”, a China é o segundo maior mercado de arte do mundo, com 21 por cento de vendas, enquanto que os Estados Unidos continuam a liderar. O continente ultrapassou mesmo o Reino Unido, que registou apenas 20 por cento das vendas. Sem surpresas, a China foi o país com mais vendas na Ásia. O relatório elaborado pela economista Clare McAndrew, especialista na área cultural, revela também que o mercado de arte global contrariou uma tendência de quebra que se vinha verificando nos últimos anos, ao ter sido registado um aumento global de vendas na ordem dos 12 por cento face a 2016. O ano passado o sector deu trabalho a três milhões de pessoas em todo o mundo, com a operacionalização de 310 mil negócios com transacções comerciais na ordem dos 19.6 biliões de dólares. Margarida Saraiva, fundadora da plataforma cultural BABEL e curadora do Museu de Arte de Macau (MAM), refere que o novo posicionamento da China neste mercado “é notável”, mas “não surpreendente, porque é uma extensão do desenvolvimento económico geral”. Países asiáticos como o Japão, Coreia do Sul, Índia e Indonésia representaram, em conjunto, 23 por cento do mercado, o que revela o verdadeiro sucesso da China neste sector. Os números da China e da Ásia mostram “uma forte dinâmica de riqueza e de mercado, o que sugere que esta fatia de mercado pode vir a aumentar no futuro”. O relatório aponta ainda para um enorme crescimento das vendas de arte online, que representam hoje em dia oito por cento do valor total de vendas, atingindo os 5.4 biliões de dólares americanos. Um aumento de dez por cento por ano e de 72 por cento nos últimos anos. Para Margarida Saraiva, “este facto é absolutamente extraordinário” e mostra que houve um “aumento muito significativo de coleccionadores à escala global”. “Não se trata aqui de grandes coleccionadores, museus, galerias, mas novos coleccionadores que apresentam também comportamentos novos, capazes de prescindir de um contacto directo com a obra de arte, antes da sua aquisição”, apontou ainda. O documento indica ainda a grande representatividade das vendas a cargo dos “dealers”, ou negociantes de arte, que constituíram 53 por cento do valor de

21.3.2018 quarta-feira

O relatório “UBS Global Art Market”, divulgado pela organização da Art Basel de Hong Kong, aponta para um crescimento de 12 por cento nas vendas de arte em todo o mundo, contrariando uma tendência negativa que se vinha registando há dois anos. A China é o segundo maior mercado mundial, mas de acordo com Margarida Saraiva, curadora do Museu de Arte de Macau, nem assim o território tira vantagens: há poucos dealers e nenhuma galeria financeiramente sustentável

mercado, um aumento de quatro por cento. Estas vendas representaram, em 2017, um total de 33.7 biliões de dólares. Já os leilões representaram apenas 47 por cento das vendas em todo o mundo. De acordo com Margarida Saraiva, “esta alteração inverte uma tradição muito antiga, segundo a qual as vendas em leilões eram normalmente superiores”. Mesmo com a existência do mercado da Internet, as feiras de arte “continuam a ser uma parte central do mercado global de arte”, refere o relatório, uma vez que as vendas agregadas se cifraram nos 15.5 biliões de dólares o ano passado, mais 17 por cento. As feiras contaram com a participação de 46 por cento dos negociantes de arte a nível mundial, cujo custo de

participação também aumentou 15 por cento em relação a 2016.

MACAU SEM BENEFÍCIOS

Apesar de ser uma região administrativa especial chinesa, Macau, é um pequeno território em termos de mercado de arte, onde não existem leilões, os coleccionadores são raros e não existem galerias de arte financeiramente auto-sustentáveis sem o apoio de subsídios do Governo. Para Margarida Saraiva, é difícil que o território venha a tirar partido deste posicionamento da China no mercado global de arte, porque é um posicionamento “que tem a ver com as vendas”. “Quem em Macau poderá beneficiar deste novo posicionamento da China? Naturalmente, os ‘dea-

lers’ que se dedicam à venda de obras de arte podem beneficiar, porque havendo mais potenciais compradores, haverá mais hipóteses de venda. Mas quais são? Que eu conheça, não passam de uma dezena.” Além disso, “não há registo de galerias bem sucedidas ou sequer sustentáveis. Depois é preciso ver o que é que se compra na China para ajustar a oferta. Não vejo, nenhuma razão em particular que possa levar os compradores a virem comprar em Macau”, apontou ao HM. Margarida Saraiva refere que, para colmatar esta situação, é fundamental fazer “um trabalho mais de fundo e sério, através da realização de exposições que possam participar dos principais debates contemporâneos e por essa via atrair

jornalistas, especialistas, curadores, críticos e coleccionadores”. No que diz respeito aos artistas locais, estes devem “encontrar dealers em Hong Kong, em Xangai, em Pequim, participar em feiras, expor e ainda procurar fazer uso nas grandes plataformas de venda online, capaz de lhes abrir um mercado em todo o mundo”. Só assim poderão beneficiar do posicionamento da China no que diz respeito às vendas, descreve Margarida Saraiva.


grande plano 3

quarta-feira 21.3.2018

Apesar de estarmos perante uma “verdadeira democratização do mercado da arte”, Margarida Saraiva alerta para a banalização da mesma com as vendas online. “O risco para a arte é ver-se transformada em objecto decorativo ou em bibelô”, frisou a curadora, lembrando que “esta abordagem permite um aumento muito significativo dos coleccionadores e pode favorecer os artistas menos bem sucedidos nos círculos mais académicos ou nos museus. Algo que, em geral, traz outras preocupações em relação à arte e as práticas artísticas, favorecendo um entendimento segundo o qual uma obra de arte expande os horizontes de um certo tempo, o que não é compatível com as intenções do mercado ou dos coleccionadores menos informados”.

“Quem em Macau poderá beneficiar deste novo posicionamento da China? Naturalmente, os ‘dealers’ que se dedicam à venda de obras de arte podem beneficiar, porque havendo mais potenciais coleccionadores, haverá mais hipóteses de venda. Mas quais são? Que eu conheça, não passam de uma dezena.”

A China é o segundo maior mercado de arte do mundo, com 21 por cento de vendas, enquanto que os Estados Unidos continuam a liderar. O continente ultrapassou mesmo o Reino Unido, que registou apenas 20 por cento das vendas, sendo que registou o maior número de vendas no continente asiático

MARGARIDA SARAIVA CURADORA DO MAM E FUNDADORA DA BABEL

RELATÓRIO

Nesse sentido, a curadora do MAM deposita algumas esperanças na primeira edição da Macau Photo Fair, que inaugura já esta sexta-feira no Venetian, e que se dedica exclusivamente ao mundo da fotografia. “No essencial, parece-me reunir mais condições para desenvolver um trabalho interessante do que a feira que se tentou fazer há uns anos. Primeiro porque encontrou um nicho, que a distingue da

Art Basel, ao escolher dedicar-se apenas à fotografia, vídeo e novos media. Depois porque estabeleceu o seu calendário por forma a beneficiar do público da Art Basel, tendo garantido a presença de alguma importantes galerias internacionais.”

ARTE ONLINE: OS RISCOS

Como mostra o relatório divulgado pelos organizadores da Art Basel, a venda de arte online é cada vez

mais uma tendência e pode passar, a título de exemplo, pelo download pago de fotografias. Margarida Saraiva destaca ainda a possibilidade de se realizarem bases de dados sobre as preferências dos coleccionadores. “A novas grandes plataformas de venda de obras de arte online oferecem aos consumidores opções como fazer o upload da fotografia da sua sala de estar, do seu escritório, e testar diferentes obras

colocadas virtualmente nesse espaço, oferecendo simultaneamente consultoria artística e de decoração de interiores, como serviços complementares personalizados. Além disso, registam os interesses dos coleccionadores, através de cada clique que se faz no site, desenvolvendo bases de dados sobre cada indivíduo que permitem campanhas de marketing altamente dirigidas para os gostos e preferências do potencial comprador.”

Falar de mercado de arte é também sinónimo de falar de milionários. Em 2017 um total de 35 por cento de milionários em todo o mundo “eram coleccionadores de arte activos”, sendo que, a nível global, as suas fortunas não pararam de crescer. O preço médio comum para a compra de obras de arte foi, no mínimo, de cinco mil dólares (de acordo com 79 por cento dos inquiridos), sendo que 93 por cento diz ter adquirido obras com um valor abaixo dos 50 mil dólares. Menos de um por cento dos compradores admitiu ter gasto mais de um milhão de dólares em obras de arte. Cerca de 86 por cento afirmou nunca ter vendido uma peça de arte da sua colecção particular, sendo que 32 por cento, comprou obras de arte como forma de investimento. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


4 política

21.3.2018 quarta-feira

APN CRÍTICAS DE HO IAT SENG A SECRETÁRIOS ENVOLTAS EM MISTÉRIO

Enigmas vindos do Norte

O

presidente da Assembleia Legislativa criticou os secretários do Governo por considerar que os encontros promovidos com governantes do Continente nesta altura do ano, durante a realização da Assembleia Popular Nacional, dificilmente vão gerar resultados. Ho Iat Seng pediu também maior preparação aos governantes locais, no sentido de terem maior familiarização com o sistema do Continente e não fazerem os ministros da República Popular da China perderem tempo.

Os secretários têm o direito de não gostar do uso de competências de um presidente da Assembleia Legislativa. Mas eu considero que ele tem toda a legitimidade para agir desta maneira” JOSÉ PEREIRA COUTINHO

As declarações, feitas na Segunda-feira em Pequim, surgem depois do presidente da AL ter voltado atrás e admitido não saber se vai ser candidato a Chefe do Executivo em 2019. Anteriormente, a possibilidade tinha sido sempre negada. Ouvidos pelos HM, o deputado José Pereira Coutinho e os académicos e comentadores políticos Eilo Yu e Larry So consideram que as críticas são essencialmente um aviso para os membros do Governo, mas que não pode ser vistas como uma prova da candidatura.

TIAGO ALCÂNTARA

Em Pequim, o presidente da Assembleia Legislativa está a assumir uma postura diferente da que normalmente tem em Macau. Porém, tanto José Pereira Coutinho como os comentadores políticos Larry So e Eilo Yu recusam ver nas críticas aos secretários uma forte evidência da candidatura ao cargo de Chefe do Executivo

mais do que é normal e a assumir uma postura que não lhe é tão conhecida em Macau. “Ele tem tido uma postura muito diferente em Pequim da que costuma ter em Macau. Tem falado mais. Por isso, reconheço que é difícil separar as declarações de possíveis aspirações a ocupar cargos no Governo de Macau, ou mesmo no Governo Central, a longo prazo”, considerou. “Mas acho que não nos devemos focar muito no conteúdo das declarações. O importante é o contexto. Quais são a razões para ele agora querer falar desta maneira? Qual a decisão por trás desta posição?”, questionou. Porém, recusou a ideia de uma ligação directa entre as declarações e a corrida ao cargo de CE: “Não podemos excluir que ele pode ser um dos candidatos à posição de Chefe do Executivo, mas não me parece que o conteúdo e as críticas sejam indicativas dessa intenção”, apontou.

DESCONTENTAMENTO

“Há três anos que já tinha dito que Ho Iat Seng seria o futuro Chefe do Executivo e quase ninguém acreditou em mim”, começou por dizer José Pereira Coutinho, ao HM. “No entanto, entendo estas críticas como um aviso à navegação, que não devem ser consideradas como nada de especial”, acrescentou. Por sua vez, Larry So entende que as críticas revelamo um desejo genuíno de Ho Iat Seng em ver os membros do Governo melhorarem o seu desempenho e contribuírem de forma mais positiva para a política local. “Nesta altura há muita especulação em relação à sua candidatura a Chefe do Executivo. Mas não me parece que estas declarações sejam suficientes para inferir que vai

concorrer ao posto. São necessárias mais provas”, afirmou Larry So. “Ele quer que o Governo melhore o seu desempenho porque muitas vezes é difícil não considerar que os encontros com os governantes do Interior da China ou de outros locais, como da Europa, não vão além dos cortes de fitas, jantares, com resultados muito

limitados. Parece sempre que falta uma agenda para discutir assuntos concretos”, apontou.

MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

Já Eilo Yu destaca a mudança de comportamento de Ho Iat Seng em Pequim, durante a Assembleia Popular Nacional. O académico sublinha que Ho está a falar muito

No que José Pereira Coutinho e Larry So não têm dúvidas é que as palavras de Ho Iat Seng vão gerar descontentamento entre os secretários. À excepção de Sónia Chan, secretária para a Administração e Justiça, todos participaram em encontros com governantes do Continente nas últimas duas semanas. No entanto, apenas o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, esteve num encontro que não foi liderado pelo Chefe do Executivo, Chui Sai On. “Os secretários têm o direito de não gostar do uso de competências de um presidente da Assembleia Legislativa. Mas eu considero que ele tem toda a legitimidade para agir desta maneira”, referiu José Pereira Coutinho. “Parece-me evidente que os secretários não vão ficar felizes com as palavras dele [Ho Iat Seng], mas oficialmente também não vão emitir nenhuma resposta”, constatou Larry So. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

ALEXIS TAM CONVITES VIERAM DO GOVERNO CENTRAL

O

secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, esclareceu que as visitas dos responsáveis de Macau ao governantes do Continente só foram realizadas na sequência de convites do Interior da China. O secretário visitou o Ministério da Cultura chinês

no início do mês. De acordo com Alexis Tam, a visita serviu para aprofundar os conhecimentos, especialmente na área das relíquias culturais. Segundo o secretário, a situação foi igualmente utilizada para definir o envio do primeiro estagiário de Macau ao Museu

Palácio de Pequim, onde vai aprender técnica de preservação de relíquias. O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura respondeu assim a Ho Iat Seng, que tinha considerado as visitas do governantes locais aos responsáveis do Interior da China como inúteis.


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quarta-feira 21.3.2018

O deputado português Vitalino Canas defende que a Assembleia da República (AR) não tem competências para fiscalizar a aplicação da Declaração Conjunta. Já a ausência de posições públicas do Governo resulta, a seu ver, de diferenças no “estilo de diplomacia” e na forma como Lisboa se relaciona com Pequim

Lisboa não é Londres Canas diz que AR não tem competências para fiscalizar Declaração Conjunta

O

Reino Unido pronuncia-se com frequência sobre Hong Kong, ao contrário do que faz Portugal relativamente a Macau. Mas tal não significa que Lisboa não acompanhe as obrigações constantes da Declaração Conjunta, firmada há três décadas entre Portugal e China. A opinião é defendida por Vitalino Canas, deputado do Partido Socialista (PS) à Assembleia da República, para quem a postura de Portugal talvez seja apenas mais discreta. Apesar de acompanhar “a situação política” de Macau, onde exerceu funções políticas antes de 1999, Vitalino Canas preferiu ser “reservado” relativamente a “um assunto de política interna”. Neste sentido, absteve-se de comentar casos concretos passíveis de beliscar princípios como “um país, dois sistemas”, como o cancelamento da

vinda de três escritores ao Festival Literário de Macau – Rota das Letras, após indicação oficiosa por parte do Gabinete de Ligação de que a sua entrada no território não estava garantida. Em termos gerais, sobre a postura de Lisboa relativamente a Macau, por oposição à de Londres face a Hong Kong, Vitalino Canas observou que “Portugal sempre se relacionou com a China de

uma forma mais discreta” e que “talvez seja uma atitude menos visível do que a que o Reino Unido sempre teve”. “Talvez seja menos exposta ou talvez se utilizem canais diferentes”, continuou o constitucionalista. “Não se sabe o que é que, no romance dos gabinetes, o Governo tem dito à China em relação a Macau. Se calhar não se vai saber, porque talvez seja o tipo de informações

que normalmente não são divulgadas”, argumentou. “Acredito que através do Consulado e do MNE que o diálogo necessário com a China está a ser feito”, comentou Vitalino Canas, em Macau para participar de um seminário do Instituto de Estudos Europeus (IEEM). Em paralelo, Portugal tem um “estilo de diplomacia” diferente dos outros, anotou Vitalino Canas, observando que, por vezes, o país é criticado, em termos gerais, por ter “uma atitude relativamente tolerante ou macia”. Rui Tavares, ex-deputado à AR, também em Macau, desta feita para participar do Rota das Letras, entende que Portugal deveria ter uma posição “mais activa” relativamente às suas obrigações, mas admite que tal pode ser feito de uma forma discreta. No entanto, é mais assertivo relativamente ao papel da AR, lamentando que “não haja um acompanhamento regular da situação de Macau, com uma comissão parlamentar que reúna regularmente e produza relatórios” – à semelhança do que faz o parlamento britânico relati-

vamente a Hong Kong. “A AR tem a obrigação de agir de uma forma mais política e pública”, sustentou em entrevista ao HM. Vitalino Canas discorda: “A questão do acompanhamento por parte da AR da forma como o acordo [Declaração Conjunta] está a ser aplicado não é da competência da AR”. De acordo com o deputado, o Parlamento português “não tem competência para fiscalizar a forma como terceiros Estados cumprem as obrigações internacionais a que se vincularam com o Estado português. Compreendo a ideia e, eventualmente, é uma ideia a discutir, mas vejo algumas dificuldades”, observou. “Nunca tivemos – que eu saiba – nenhum grupo dedicado especificamente a acompanhar a execução de um tratado internacional”. Embora seja um acordo “muito importante”, “não há tradição na AR e não me parece que caia nas suas competências”, frisou. Diana do Mar

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DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO A Direcção dos Serviços de Turismo do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, faz público que, de acordo com o Despacho de 12 de Março de 2018 do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para adjudicação do serviço de Produção de Vídeos Promocionais e TV Spot alusivo a “Macau designada como Cidade Criativa da UNESCO em Gastronomia”. Desde a data da publicação do presente anúncio, nos dias úteis e durante o horário normal de expediente, os interessados podem examinar o Processo do Concurso na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, e ser levantadas cópias, incluindo o Programa do Concurso, o Caderno de Encargos e demais documentos em anexo, mediante o pagamento de duzentas patacas (MOP200,00); ou ainda consultar o website da Indústria Turística de Macau: http://industry.macaotourism.gov.mo, e fazer “download” do mesmo. Critérios de adjudicação e factores de ponderação: Critérios de adjudicação Factores de ponderação Preço 15% 45% Concepção creativa e storyboard Experiência e Currículo do Concorrente 5% Experiência dos Membros da Equipa 25% Valor da Produção 10% O limite máximo do valor global da prestação de serviço é de Dois Milhões de Patacas (MOP2.000.000,00) Os pedidos de esclarecimento devem ser feitos por escrita e apresentados até ao dia 2 de Abril de 2018 na área dos Avisos Públicos do website da Indústria Turística de Macau (http://industry.macaotourism.gov.mo), as respectivas respostas também serão publicadas no mesmo website. Os concorrentes deverão apresentar as propostas na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, durante o horário normal de expediente e até às 13:00 horas do dia 23 de Abril de 2018, devendo as mesmas ser redigidas numa das línguas oficiais da RAEM ou, alternativamente, em inglês. A caução provisória é de MOP40.000,00 (quarenta mil patacas), que deve ser prestada através de: 1) depósito na Direcção dos Serviços de Turismo em numerário, em ordem de caixa ou em cheque, emitidos à ordem do Fundo de Turismo; 2) depósito em numerário à ordem do Fundo de Turismo, no Banco Nacional Ultramarino de Macau (número da conta: 8003911119) e com designação do motivo de depósito; 3) garantia bancária ou 4) por transferência bancária para a conta do Fundo de Turismo no Banco Nacional Ultramarino de Macau. O acto público do concurso será realizado no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 10:00 horas do dia 24 de Abril de 2018. Os concorrentes ou seus representantes legais deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados ao concurso, nos termos do artigo 27.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho. Os concorrentes ou seus representantes legais poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, o procurador apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público do concurso. Em caso de encerramento destes Serviços por causa de tempestade ou por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e hora de sessão de esclarecimento e de abertura das propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Direcção dos Serviços de Turismo do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, aos 21 de Março de 2018. A Directora Maria Helena de Senna Fernandes

Notificação n.º 05/DLA/SAL/2018 (Notificação de instauração de procedimento administrativo sancionatório a proprietários de estabelecimentos por infracção às disposições legais) De acordo com a competência atribuída pelo artigo 49.º do Decreto-Lei n.º 47/98/M, de 26 de Outubro, alterado pela Lei n.º 10/2003, este Instituto procedeu à instauração de processos administrativos sancionatórios aos estabelecimentos abaixo discriminados, por suspeita de terem infringido as disposições do referido Decreto-Lei. Considerando que não se revela possível notificar os interessados, por ofício ou telefone, para efeitos de participação nos respectivos processos de instrução, nos termos dos artigos 10.º e 58.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico pela presente, de acordo com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, os proprietários dos estabelecimentos abaixo indicados e eventuais interessados para, no prazo de 15 (quinze) dias, contado a partir do dia da publicação da presente notificação, se dirigirem ao Centro de Serviços do IACM, sito na Avenida da Praia Grande, n.º 804, Edifício China Plaza, 2.º andar, e apresentarem, por escrito, as suas alegações relativamente aos autos de notícia abaixo referidos e respectivas provas legais. Findo o prazo, é considerada renúncia ao seu direito. Titular da licença 意式田野有限公司 (inscrito como empresa comercial, pessoa colectiva n.º:50639 SO) TIPSY LIMITADA (inscrito como empresa comercial, pessoa colectiva n.º:59412 SO) LONG KA WENG (n.º do BIR de Macau: 5128XXX(X)) PANG MAN TAT (n.º do BIR de Macau: 7431XXX(X))

Nome do estabelecimento CAFÉ JUNGLE BRUNCH

ESTABELECIMENTO DE COMIDAS SEONG PAN WUI

Auto de notícia

Infracção

Auto de notícia n.º 137/DFAA/SAL/2016, Suspeita de infracção ao artigo 3.º e de 18 de Junho de 2016 à alínea b) do artigo 46.º do DecretoLei n.º 47/98/M, alterado pela Lei n.º Auto de notícia n.º 10/2003 365/DFAA/SAL/2017, 7 de Março de 2017

E+ NET CAFÉ (n.º da licença:6/2011)

Auto de notícia n.º 1082/DFAA/ SAL/2016, 25 de Julho de 2016

G4 NET CAFÉ (n.º da licença:27/2008)

Auto de notícia n.º 1137/DFAA/ SAL/2016, 1 de Setembro de 2016

Suspeita de infracção ao n.º 1 do artigo 32.º-C do Decreto-Lei n.º 47/98/M, alterado pela Lei n.º 10/2003

Para quaisquer esclarecimentos ou consulta de processo, queiram dirigir-se à Divisão de Licenciamento Administrativo dos Serviços de Ambiente e Licenciamento, sita na Avenida da Praia Grande n.º 804, Edf China Plaza, 3.º andar. Aos 5 de Março de 2018.

O Vice-Presidente do Conselho de Administração Lei Wai Nong WWW. IACM.GOV.MO


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21.3.2018 quarta-feira

BANCA DEPUTADO DOS OPERÁRIOS ALERTA PARA FALTA DE PROFISSIONAIS

O

TIAGO ALCÂNTARA

membro da Assembleia Legislativa Leong Sun Iok defende a criação de um plano por parte do Governo para treinar quadros qualificados para o sector da banca. De acordo com o deputado ligado à FAOM, no prazo de três a seis anos, o sector vai precisar entre 749 e 1.488 trabalhadores. O legislador teve como base para a tomada de posição um relatório da Comissão de Desenvolvimento de Talentos. “Será que a Comissão de Desenvolvimento de Talentos, em colaboração com a sociedade e instituições de ensino, pode lançar um programa para mais talentos para esta área?”, questionou o deputado dos Operários, numa interpelação escrita. Por outro lado, Leong Sun Iok fala da dificuldade sentida por vários recém-formados para entrarem no sector PUB

Notificação n.º 06/DLA/SAL/2018 (Aviso ao proprietário de estabelecimento onde se exploram máquinas de diversão e vídeojogos com infracção sobre a dedução de acusação) Considerando que não se revela possível notificar o interessado, por ofício ou outras formas, para efeitos de acusação a respeito do respectivo processo administrativo, nos termos dos artigos 10.º e 58.º do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei n° 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico pela presente, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do “Código do Procedimento Administrativo”, o abaixo proprietário do estabelecimento onde se exploram máquinas de diversão e videojogos, do conteúdo da respectiva acusação, para que o Instituto possa tomar uma decisão final em relação ao processo de autuação actualmente em curso: Estabelecimento onde se exploram máquinas de diversão e videojogos: GAME BASE SOCIEDADE UNIPESSOAL LIMITADA, situado no Bairro Tamagnini Barbosa, Rua número onze, Edifício Jardim Cidade, Bloco n.º 21, r/c, U, T, V e BB (Licença administrativa n.º: 10/2015) Proprietário: GAME BASE SOCIEDADE UNIPESSOAL LIMITADA (inscrito como empresa comercial, pessoa colectiva n.º: 54480 SO) Por despacho do signatário exarado em 16/01/2018, foi deduzida a acusação contra o proprietário do estabelecimento acima referido. Os factos constantes do auto de notícia n.º 577/DFAA/SAL/2016, de 25/04/2016, deste Instituto, confirmados por testemunhas e provas documentais, foram objecto de instrução de um processo de averiguação, cujos resultados constam do relatório elaborado pelo respectivo inquiridor a 10 de Janeiro de 2018. Comprovada a infracção, cometida pelo mencionado proprietário ao disposto na alínea c) do n.º 3 do artigo 32.º do Decreto-Lei n.º 47/98/M, de 26 de Outubro, com alterações introduzidas pela Lei n.º 10/2003 (alteração das características das máquinas ou equipamentos abrangidos pela licença), pode ser aplicada ao infractor (pessoa coletiva), nos termos da alínea d) do artigo 46.º do mesmo Decreto-Lei, uma multa de vinte mil patacas (MOP20.000,00) a cem mil patacas (MOP100. 000,00). Nos termos do artigo 11.º do Decreto-Lei no 52/99/M, de 4 de Outubro, o infractor poderá apresentar defesa escrita a respeito da acusação ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e todas as provas admitidas pela legislação vigente, dentro de 15 (quinze) dias, contados a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação. Para quaisquer esclarecimentos ou consulta do processo, queira dirigir-se à Divisão de Licenciamento Administrativo dos Serviços de Ambiente e Licenciamento, sita na Avenida da Praia Grande no 804, Edf “China Plaza”, 3º andar. Aos 5 de Março de 2018. O Vice-Presidente do Conselho de Administração Lei Wai Nong WWW. IACM.GOV.MO

devido à falta de experiência profissional. Em relação a esta questão, o legislador pede que o Governo pense num programa que permita aos estudantes começarem a estagiar, enquanto estiverem ainda a frequentar o ensino superior. Finalmente, o deputado quer saber o que vai ser feito no sentido de serem as próprias instituições bancárias a garantirem uma melhor qualificação dos seus profissionais. No documento enviado à Assembleia Legislativa, Leong Sun Iok recorda também que o sector financeiro faz parte das apostas do Plano Quinquenal do Governo, mas que sem profissionais suficientes e qualificados não vai haver crescimento. Para o deputado do universo dos Operários, este poderia ser um sector chave para a diversificação da economia local.

APN | Xi Jinping Macau governado pelas suas gentes

O Presidente chinês prometeu que Macau vai continuar a ser governado pelas suas gentes. Xi Jinping fez a habitual referência no discurso de encerramento da Assembleia Popular Nacional. Na parte em que se referiu às duas regiões administrativas especiais, o presidente da China afirmou que o Governo se vai concentrar em implementar integralmente o princípio Um País, Dois Sistemas, assim como respeitar o elevado grau de autonomia dos dois territórios. Xi Jinping prometeu igualmente uma governação que vai seguir rigorosamente a Constituição do país e a Lei Básica das RAE. No mesmo discurso, o Presidente prometeu um esforço do Governo para continuar a desenvolver o país, aumentar o consenso nacional e o patriotismo, tanto em Macau como em Hong Kong.


sociedade 7

quarta-feira 21.3.2018

O Gabinete de Gestão de Crises do Turismo (GGCT) cancelou o alerta de viagem para Bali, na Indonésia, uma vez que “a situação do vulcão Agung na ilha de Bali se encontra estabilizada”. Ainda assim, o GGCT “alerta os residentes de Macau que planeiam deslocar-se para Bali, para estarem atentos à situação de segurança e se manterem vigilantes”. Além disso, o GGCT recomenda aos residentes de Macau que antes de viajarem adquiram atempadamente seguro de viagem, com opção de cobertura para o Sistema de Alerta de Viagens da RAEM. O GGCT recomenda aos viajantes que adquiram o seguro, que inclui evacuação médica de emergência internacional, bem como verificarem com as suas seguradoras os termos e condições da sua cobertura”.

Empreitada Propostas para Alfândega na Ilha Verde são 24

A Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) recebeu ontem um total de 24 propostas para a “empreitada destinada à remodelação do Edifício do Departamento de Inspecção Marítima dos Serviços de Alfândega na Ilha Verde”. Todas as propostas foram admitidas. Os preços das propostas variam entre 2,8 e 5 milhões de patacas. A nova obra no edifício com seis pisos consiste na “substituição parcial do acabamento das paredes interiores do edifício, incluindo a camada feita de argamassa de cimento e areia ou de aditivo impermeabilizante, bem como na remoção e instalação de novos equipamentos e na execução de trabalho de pintura”. A DSSOPT estima que a obra tenha início no terceiro trimestre deste ano, ficando concluída no prazo de 300 dias de trabalho.

O director do Centro de Pesquisa para os Estudos Luso-Asiáticos da Universidade de Macau foi nomeado coordenador institucional da Cátedra de Políticas Linguísticas para o Multilinguismo, apoiada pela UNESCO

O

director do Centro de Pesquisa para os Estudos Luso-Asiáticos da Universidade de Macau, Roberval Teixeira e Silva, foi nomeado coordenador institucional da disciplina Políticas Linguísticas para o Multilinguismo apoiada pela da UNESCO. O projecto em questão foi proposto pela UMAC à UNESCO e vai focar vários assuntos relacionadas com a linguística no mundo contemporâneo, assim como linguagem, cultura, sociedade, abordando a globalização, mobilidade, migrações e multilinguismo. Em declarações ao HM, o professou defendeu a importância do projecto não se ficar pelo mundo académico e ligar-se com a realidade local e dos outros países. “A Universidade de Macau organizou-se, junto com outras universidades da Ásia e de outros lugares do mundo, para constituir esta cátedra, que se foca principalmente na política linguística”, começou por dizer Roberval e Silva, ao HM. “Em conjunto fizemos

UMAC ROBERVAL TEIXEIRA E SILVA VAI LIDERAR CADEIRA APOIADA PELA UNESCO

No centro do mundo HOJE MACAU

Indonésia Cancelado alerta de viagem para Bali

a proposta de abertura da cátedra à UNESCO. Faz agora cerca de um ano que começámos a montar este projecto de cariz institucional”, acrescentou. Entre os investigadores que vão participar no projecto destacam-se também representantes do grupo de países conhecido como BRIC, nomeadamente Brasil, Rússia, Índia e China. “Vamos ter cerca de quatro anos, embora o projecto seja renovado anualmente, para desenvolver o trabalho, que é realizado em Macau. Mas vamos trabalhar em conjunto com investigadores de diferentes países como os BRICs. São países dos quais nos queremos aproximar e pensar em conjunto em vários assuntos”, afirmou.

PONTE E MUNDO REAL

Por outro lado, o investigador destacou o papel de Macau enquanto centro de encontro de culturas e línguas. Neste aspecto, o investigador expressou o desejo de que, além de trazer mais reconhecimento para a UMAC, o projecto aproxime as diferentes comunidades.

“Esse olhar para Macau como um centro de encontro de culturas e línguas é uma visão bastante antiga. Este projecto coloca o território em contacto com universidades do mundo todo, o que é importante.” ROBERVAL TEIXEIRA E SILVA ACADÉMICO

“Esse olhar para Macau como um centro de encontro de culturas e línguas é uma visão bastante antiga. Este projecto coloca o território

em contacto com universidades do mundo todo, o que é importante”, sublinhou. “Nesse sentido Macau é um espaço onde figuram

muitos grupos, mas o encontro do espaço no diálogo ainda está por concretizar completamente. Há alguns grupos em maior contacto uns com os outros, mas por vezes há mais afastamento do que aproximação. Queremos ajudar as comunidades nesse sentido”, apontou. “Os grandes problemas que temos no mundo devem-se à ignorância, há muitos preconceitos, discriminação e essas são questões para as quais gostávamos de contribuir para procurar resolução”, acrescentou. Por esta razão, Roberval Teixeira e Silva alerta para a necessidade dos projectos terem de ser próximos da população e terem aplicação prática no dia-a-dia. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

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ANÚNCIO Prestação de serviços de segurança do Auto-Silo e área pública do Novo Mercado Abastecedor de Macau Concurso Público n° 3/SFI/2018 Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada em sessão, de 2 de Março de 2018, se acha aberto concurso público para a “Prestação de serviços de segurança do Auto-Silo e área pública do Novo Mercado Abastecedor de Macau”. O programa do concurso e o caderno de encargos podem ser obtidos, todos os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), sito na Avenida de Almeida Ribeiro nº 163, r/c, Macau. O prazo para a entrega das propostas termina ao meio dia do dia 9 de Abril de 2018. Os concorrentes ou seus representantes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM e prestar uma caução provisória no valor de MOP55.960,00 (cinquenta e cinco mil e novecentas e sessenta patacas). A caução provisória pode ser entregue na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita na Avenida de Almeida Ribeiro nº 163, r/c, Macau, por depósito em dinheiro, cheque ou garantia bancária, em nome do “Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais”. O acto público de abertura das propostas realizar-se-á no auditório da Divisão de Formação e Documentação do IACM, sita na Avenida da Praia Grande, nº 804, Edf. China Plaza 6º andar, pelas 10:00 horas do dia 10 de Abril de 2018. Macau, aos 13 de Março de 2018. O Administrador do Conselho de Administração Mak Kim Meng WWW. IACM.GOV.MO


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21.3.2018 quarta-feira

Notificação n.° 004/DLA/SAL/2018 (Aviso aos titulares dos estabelecimentos de comidas/bebidas sobre as decisões do cancelamento das licenças)

Anúncio ﹝34/2018﹞

Considerando que não se revela possível notificar os interessados, por ofício, telefone ou outra forma, sobre as decisões do cancelamento das suas licenças, nos termos dos artigos 10.° e 58.° do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico, pela presente, nos termos dos artigos 68.° e 72.° do mesmo Código, os titulares dos estabelecimentos de comidas/bebidas abaixo indicados do conteúdo das respectivas decisões administrativas: N.º 1 2 3 4

Nome do estabelecimento

Rua Cidade de Coimbra, n.º 418, Edf. Brilhantismo, r/c e 1.º andar, loja C, Macau Alameda Dr. Carlos Estabelecimento de D’Assumpção, n.º 102, Wan U Churrasqueira Hon Hou Teng, loja K, r/c e sobreloja, Seng Macau Rua Cidade de Santarém, n.º Ou Mun Tau Lou Hoi 438, Edf. “Hot Line”, r/c e 1.º Sim Fo Vo Seng andar, loja G, Macau Rua do Regedor, n.º 312 e Rua Ono Yogurt das Virtudes, n.º 44, Praça Hei Loi Tang, r/c, Loja I, Taipa Estabelecimento de Comidas Hon Chong

5

Estabelecimento de Comidas Kim Ying

6

Estabelecimento de Comidas Wong Kam Kok

7

Estabelecimento de Comidas Chiu Kei

Estabelecimento de Comidas “Stone Story” Estabelecimento de 9 Comidas Café Ngan Fai Estabelecimento de 10 Bebidas Ming Fa Peng 8

Endereço

Titular Yang, Jae Im

94/2008

Lee, Jung Eun

35/2006

王東霞

52/2008

Lam, Sek Iong

Companhia de Investimento Golden Crystal, Limitada Unido Pico Rua de Silva Mendes, n.ºs 14Desenvolvimento 14D, r/c, loja A-1, Macau Limitada Rua de Xiamen, 23-F, 23-G, 23H, Edf. Jardim San On, Blocos S e AB, r/c, Macau

Rua Nova, n.º 19, r/c, Macau

N.º da licença administrativa

Ng, Kai Un

Rua da Alegria, n.º 27, Edf. Vai Wong, Chi Kuong Pou, r/c, loja M, Macau Avenida de Guimarães, n.ºs 53, 譚泳儀 55 e 59, Edf. Mei Keng Garden, bloco 1, loja E, Taipa Avenida de Horta e Costa, n.º 18, Lau, Pou Han Edf. Tak Kuan, r/c, loja A, Macau

5. Requisitos especiais dos concorrentes: 5.1

Podem concorrer ao presente concurso as sociedades comerciais que se encontrem registadas na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis, cujo âmbito de actividade, total ou parcial, inclua a actividade comercial de administração de condomínios ou serviços de administração de propriedades e que não sejam titulares de licença de segurança nem exerçam a actividade de segurança privada; ou os empresários comerciais, pessoa singular, cujo âmbito da sua actividade, total ou parcial, inclua a actividade comercial de administração de condomínios ou serviços de administração de propriedades;

5.2

Os concorrentes que tenham completado, cumulativamente, 5 anos de prática, no exercício da actividade comercial de administração de condomínios ou serviços de administração de propriedades, até ao termo do prazo para a entrega das propostas do presente concurso;

5.3

Os concorrentes devem ter ao serviço pelo menos um director técnico a tempo inteiro, com três anos de experiência efectiva no exercício de uma função similar à de director técnico ou com habilitação literária não inferior ao ensino secundário complementar, e que tenha sido aprovado no “Curso de Formação de Técnicos Especialistas em Administração de Propriedades” realizado pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais;

5.4

Durante os três anos anteriores até ao termo do prazo de entrega das propostas o concorrente não pode ter tido qualquer contrato relativo à actividade comercial de administração de condomínios ou prestação de serviços de administração de propriedades, denunciado unilateralmente pelo IH, por violar as disposições estipuladas no contrato;

5.5

Os concorrentes devem entregar as propostas de acordo com o estabelecido no Programa do Concurso e no Caderno de Encargos.

58/2007 74/2010 175/1997 124/1996 24/2013 92/2002 14/2010

Tendo em conta que os titulares dos referidos estabelecimentos não procederam à renovação das suas licenças por dois anos consecutivos e atendendo que o n.º 2 do artigo 31.° do Decreto-Lei n.º 16/96/M, de 1 de Abril, estipula que “A ausência de pedido de renovação da licença por 2 anos consecutivos determina a caducidade da licença e o seu consequente cancelamento”, pelo que o signatário, exarou, no uso das competências conferidas pelo Despacho n.º 15/PCA/2017, publicado na Série II do Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 52, de 27 de Dezembro de 2017, despacho, em 23 de Janeiro do corrente ano, no sentido de cancelar as licenças dos estabelecimentos supracitados. Nos termos do artigo 145.º e 149.º do “Código do Procedimento Administrativo”, os interessados poderão apresentar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, reclamação contra o citado acto administrativo e/ou, nos termos do artigo 15.º do Regulamento Administrativo n.º 32/2001, apresentarem recurso hierárquico facultativo ao Conselho de Administração do IACM, no prazo previsto do n.° 2 do artigo 155.° do “Código do Procedimento Administrativo”, não invalidando a aplicação do artigo 123.º do citado Código. Poderão ainda apresentar recurso contencioso ao Tribunal Administrativo da Região Administrativa Especial de Macau, no prazo previsto na Secção II do Capítulo II do “Código de Processo Administrativo Contencioso”, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 110/99/M, de 13 de Dezembro. Para informações ou consulta do processo, os interessados poderão dirigir-se à Divisão de Licenciamento Administrativo, dos Serviços de Ambiente e Licenciamento, sita na Avenida da Praia Grande, n.°s 762-804, Edf. “China Plaza”, 2.º andar, zona F do Centro de Serviços do IACM, Macau. Aos 06 de Março de 2018. O Vice-Presidente do Conselho de Administração Lei Wai Nong WWW. IACM.GOV.MO

1. Entidade promotora do concurso: Instituto de Habitação (IH), com poderes delegados pela assembleia geral do condomínio do bloco 17 do Edifício San Seng Si Fa Un. 2. Modalidade do concurso: Concurso público. 3. Designação do concurso: Prestação de serviços de administração de edifícios para o bloco 17 do Edifício San Seng Si Fa Un. 4. Objectivo: Concurso para a prestação de serviços de administração de edifícios para o bloco 17 do Edifício San Seng Si Fa Un, nomeadamente serviços de limpeza, segurança, reparação e manutenção das partes comuns e dos equipamentos colectivos, sendo o período de prestação de serviços de 2 anos, desde 1 de Julho de 2018 até 30 de Junho de 2020.

6. Obtenção do processo do concurso: Podem consultar o respectivo Processo do Concurso, na recepção do IH, sita na Travessa Norte do Patane, n.° 102, Ilha Verde, Macau, nas horas de expediente. Caso pretendam obter fotocópia do documento acima referido, podem dirigir-se à delegação de Cheng Chong do IH, situada na Estrada do Canal dos Patos, n.º 204, Edf. Cheng Chong, Loja A, R/C, Macau, e efectuar o pagamento da importância de MOP2.000,00 (duas mil patacas), em numerário, relativa ao custo das fotocópias ou podem proceder ao download gratuito na página electrónica do IH (http://www.ihm.gov.mo). 7. Visita ao local e esclarecimentos por escrito: A visita ao local será realizada no dia 27 de Março de 2018, às 10:30 horas. Os concorrentes interessados devem comparecer à porta do bloco 17 do Edifício San Seng Si Fa Un, na Avenida de Artur Tamagnini Barbosa, Macau, à data e hora acima mencionadas e serão acompanhados por trabalhadores do IH. Os referidos concorrentes devem dirigir-se à recepção do IH ou ligar para o telefone n.º 2859 4875, nas horas de expediente, antes do dia 26 de Março de 2018, para proceder à marcação prévia para participação na visita ao local. Durante a visita não serão prestados esclarecimentos. Caso os concorrentes tenham dúvidas sobre o conteúdo do presente concurso, devem apresentá-las, por escrito, à entidade promotora do concurso, antes do dia 29 de Março de 2018. 8. Caução provisória: O valor da caução provisória é de MOP60.000,00 (sessenta mil patacas). A caução provisória pode ser prestada por garantia bancária legal ou por depósito em numerário através da conta em nome do IH, representante do destinatário, na sucursal do Banco da China em Macau. 9. Local, data e hora para entrega das propostas: As propostas devem ser entregues a partir da data da publicação do presente anúncio e até às 17 horas e 45 minutos do dia 18 de Abril de 2018, no IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente. 10. Local, data e hora do acto público do concurso: No IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, às 10 horas do dia 19 de Abril de 2018. 11. Critérios de adjudicação: O critério de adjudicação do presente concurso público é o do preço mais baixo proposto. 12. Outros assuntos: Os pormenores e quaisquer assuntos a observar sobre o respectivo concurso encontram-se disponíveis no processo do concurso. As informações actualizadas sobre o presente concurso serão publicadas na página electrónica do IH (http://www.ihm.gov.mo). Instituto de Habitação, aos 12 de Março de 2018. O Presidente, Arnaldo Santos


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quarta-feira 21.3.2018

TIAGO ALCÂNTARA

ESTATÍSTICAS COMPUTADOR MENOS USADO PELAS FAMÍLIAS DE MACAU

O TSI VOGAIS DE ASSOCIAÇÕES TÊM DIREITO A ACEDER A INFORMAÇÕES SOBRE APOIOS FINANCEIROS

Curiosidade legítima

O Tribunal de Segunda Instância (TSI) deu razão a um vogal da direcção de uma associação que pediu dados sobre os apoios financeiros concedidos pelo Instituto de Acção Social (IAS). O acórdão do tribunal defende que o vogal tem o legítimo direito a aceder a todas as informações fundamentais da associação a que pertence

O

Tribunal de Segunda Instância (TSI) decidiu a favor de um vogal da direcção de uma pessoa colectiva de utilidade pública administrativa que solicitou ao IAS informações sobre os apoios financeiros, concedidos desde 1999, ao centro de convívio da associação. Depois de ter esperado sensivelmente um mês por uma resposta, que nunca chegou, decidiu intentar uma acção sobre a prestação de informação, consulta de processo ou passagem de certidão junto do Tribunal Administrativo que indeferiu o pedido. Essa decisão foi revertida agora pela decisão do TSI. O Tribunal Administrativo indeferiu o pedido sob o fundamento de que “não tinha poder de representação”, e que “os apoios eram concedidos à associação e não ao próprio”. A decisão da primeira instância argumentou ainda que o recorrente “não apresentou documentos que demonstrassem que tivesse interesse próprio comprovado, sério e útil na obtenção das informações em causa”, e que o IAS publica, “legal e periodicamente, as informações sobre os apoios no Boletim Oficial”. Inconformado com a decisão, recorreu para o TSI, alegando que, como vogal da direcção, “era responsável pela gestão dos assuntos quotidianos da associação” e que tinha, por conseguinte, legitimidade para obter as respectivas informações financeiras “para efeitos de confrontação”. Por outro lado, na eventualidade de serem detectados problemas no uso de fundos públicos – segundo argumentou – tal

“Inquérito à Utilização da Tecnologia Informática dos Agregados Familiares” relativo ao ano passado revela que 145.100 famílias utilizam o computador, o que representa 75,8 por cento do total dos agregados familiares, uma quebra de 2,1 por cento face a 2016. De acordo com o comunicado ontem divulgado pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), esta descida deve-se a um maior acesso a “aplicações noutros equipamentos, nomeadamente, nos telemóveis”. “A taxa de penetração de computador entre os indivíduos com idade igual ou superior a 3 anos correspondeu a 52,8 por cento, menos 1,7 pontos percentuais”, aponta o mesmo comunicado. Em relação ao consumo de Internet, um total de 168.800 agregados familiares navegaram online, o que representa 88,1 por cento, ou seja, mais 1200 famílias em relação a 2016. Um total de 513.600

pessoas com idade igual ou superior a três anos utilizaram a internet, um aumento de 2,7 por cento face a 2016. “Destaca-se que as taxas de penetração de internet dos indivíduos com idade entre os 35 e os 44 anos, bem como entre os 25 e os 34 anos foram de 97,6 por cento e 97,4 por cento, respectivamente, tendo subido 1,3 e 0,3 pontos percentuais, respectivamente, em termos anuais.” Quanto às finalidades de utilização da internet, a maioria dos utilizadores de internet usou-a para “comunicação” (93,7 por cento) e “entretenimento on-line” (81,4 por cento),

mais 2,2 e 4,8 pontos percentuais, respectivamente, face a 2016. Além disso, 53,2 por cento utilizaram a internet para a “pesquisa de informação”, menos 8,1 pontos percentuais, em termos anuais. Registou-se que 87.900 utilizadores de internet fizeram “compras on-line”, mais 16,0 por cento, em termos anuais. No que diz respeito ao uso de telemóvel, houve uma ligeira diminuição de 0,1 por cento face a 2016. Já a “proporção de utilizadores de internet que usaram telemóvel para aceder à internet (91,5 por cento) caiu 0,4 pontos percentuais, em termos anuais”.

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afectaria não apenas o interesse da própria associação, mas também o interesse público.

DIREITO A SABER

O TSI deu-lhe razão, considerando que “deveria usufruir do direito de acesso a todas as informações” relativas à associação à luz do Código do Procedimento Administrativo. “O recorrente tinha o direito de obter as informações fundamentais sobre o funcionamento da associação, já que só assim poderia ter o pleno conhecimento da situação do uso dos recursos públicos (...) e compreender precisamente o estado da concessão dos apoios financeiros à associação pelos serviços públicos”. Segundo o acórdão do TSI, divulgado ontem, o colectivo considerou que “o meio mais directo era obter as informações através da fonte”, pelo que “o fornecimento dessas informações gerais [publicadas em BO e que, portanto, não tinham conteúdo confidencial] consubstanciaria “uma revelação da concretização do princípio da transparência na administração pública e do princípio da transparência máxima das informações dos arquivos”. Além disso, “não causaria prejuízo ao interesse público”, sublinha o TSI. O recorrente pretendia “obter as informações sobre apoios para fiscalizar e gerir melhor o uso dos apoios pela associação”, com o objectivo de apurar como foram repartidos internamente esses recursos, de acordo com o TSI. Diana do Mar

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O Gabinete de Gestão de Crises do Turismo faz público que, de acordo com o Despacho de 12 de Março de 2018, do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto o concurso público para a “Prestação de Serviços de Vigilância e Segurança ao Gabinete de Gestão de Crises do Turismo de Setembro de 2018 a Agosto de 2021”. O Programa de Concurso e Caderno de Encargos encontram-se disponíveis para efeitos de consulta, podendo as cópias do processo de concurso serem obtidas, no Gabinete de Gestão de Crises do Turismo, sita no Edifício “Hot Line”, Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, 5.° andar, Macau, a partir da presente data de publicação, dentro do horário normal de expediente ou ainda mediante “download” do ficheiro na página electrónica do Gabinete de Gestão de Crises do Turismo (http://www.ggct. gov.mo). Os critérios de apreciação das propostas e respectivos factores de ponderação são os seguintes: - Preço proposto (60%); - Experiência na prestação de serviços da segurança e vigilância (30%); - Certificação da qualidade de serviços de segurança prestado pelo concorrente (5%); - Proporção entre número de trabalhadores com 2 anos de experiência profissional e toda a equipa de trabalho (5%). Os concorrentes devem entregar as suas propostas ao Gabinete de Gestão de Crises do Turismo, sito no Edifício “Hot Line”, Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, 5.° andar, Macau dentro do horário normal de expediente, cujo prazo de entrega é até às 17:45 horas do dia 25 de Abril de 2018. Devem ainda os concorrentes prestar uma caução provisória, no valor de MOP 28.800,00 (Vinte e oito mil e oitocentas patacas). A forma de pagamento dessa caução provisória pode ser efectuada: 1) mediante depósito bancário à ordem do Fundo de Turismo na conta no 8003911119 no Banco Nacional Ultramarino; 2) mediante garantia bancária; ou 3) em numerário, em ordem de caixa ou em cheque, emitidos à ordem do Fundo de Turismo e entregue à Divisão Financeira da Direcção dos Serviços do Turismo, sita no Edifício “Hot Line”, Alameda Dr. Carlos d’ Assumpção n.os 335-341, 12.° andar, Macau. O acto público de abertura das propostas do concurso realizar-se-á no Gabinete de Gestão de Crises do Turismo, sita no Edifício “Hot Line”, Alameda Dr. Carlos d’ Assumpção n.os 335-341, 5.° andar, Macau, pelas 10:00 horas do dia 26 de Abril de 2018. Em caso de encerramento do Gabinete por causa de tempestade ou motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora de sessão de esclarecimento e de abertura de propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Os representantes legais dos concorrentes deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas do concurso para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados ao concurso, nos termos do artigo 27.° do Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho. Os representantes legais dos concorrentes poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público de abertura das propostas do concurso. Gabinete de Gestão de Crises do Turismo, a 15 de Março de 2018. A Coordenadora Maria Helena de Senna Fernandes


10 eventos

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exposição “Rivercities crossing borders: history and strategies”, com curadoria da arquitecta Maria José de Freitas, desaguou no edifício do Antigo Tribunal. Inserida no programa deste ano do festival literário Rota das Letras, a mostra apresenta em imagens parte da relação do território com o delta do Rio das Pérolas, e está relacionada com uma palestra que decorreu a semana passada, também no âmbito do festival. Ao HM, Maria José de Freitas explicou a ideia por detrás de uma exposição que mostra a visão de fotógrafos como Carmo Correia, Gonçalo Lobo Pinheiro, António Mil-Homens e João Miguel Barros. Estão também incluídos desenhos de Guilherme Ung Vai Meng sobre os estaleiros de Lai Chi Vun, sem esquecer os esboços do plano da Baía da Praia Grande, da autoria dos arquitectos Manuel Vicente e Adalberto Tenreiro. “Estamos cá há cinco séculos e pensei que Macau poderia ser um bom ponto de partida para esta reflexão conjunta, daí ter convidado diversos artistas locais e fotógrafos para nos fazerem uma apresentação do seu trabalho. Os fotógrafos que

O delta que nos banha ROTA DAS LETRAS EXPOSIÇÃO RETRATA RELAÇÃO ENTRE CIDADE E O RIO

contactei são residentes de Macau, que têm esta perspectiva muito contemporânea da relação cidade-rio e que procuram recantos onde ela ainda ocorre.” A exposição, que pode ser visitada até ao próximo Domingo, estende-se até à sala onde decorrem as palestras, revelando imagens que mostram uma panorâmica de Macau e a sua relação com a China, incluindo os novos aterros em construção. Na visão de Maria José de Freitas, tratam-se de imagens exemplares “do ponto de vista da ligação entre

margens, porque tudo isto é território chinês, embora esteja sujeito a uma administração diferente”. “É interessante perceber até que ponto esta ligação entre margens se pode fazer e manter alguma diferenciação relativamente a Macau, no que diz respeito ao seu passado histórico. Como forma de intervenção, pareceu-nos interessante mostrar o trabalho que permitiu uma nova frente de desenvolvimento para a cidade”, acrescentou a arquitecta. Maria José de Freitas lamenta que um território que se foi desen-

volvendo a partir da sua relação com o rio esteja hoje em dia distante dele, graças aos inúmeros tapumes espalhados pela cidade. “Há zonas em que há um divórcio, ou porque são zonas de novos aterros, ou porque estão ainda em vias de desenvolvimento, cobertas com tapumes, em que o rio é uma fronteira que nos separa da outra margem. Eu, os artistas que participam na exposição e os oradores da conferência, procuramos esbater essas fronteiras, como se esse rio pudesse transbordar e ser mais comunicativo e culturalmente mais válido e interessante.”

IMAGENS MAIS ALÉM

EDUARDO MARTINS

Maria José de Freitas é a curadora de uma exposição que conta pedaços da história de Macau e do rio que rodeia o território. “Rivercities crossing borders: history and strategies” está patente no edifício do Antigo Tribunal até domingo, mas poderá deslocar-se a outros países

21.3.2018 quarta-feira

Maria José de Freitas, arquitecta e curadora da exposição “Estamos cá há cinco séculos e pensei que Macau poderia ser um bom ponto de partida para esta reflexão conjunta, daí ter convidado diversos artistas locais e fotógrafos para nos fazerem uma apresentação do seu trabalho.”

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA VIVA O POVO BRASILEIRO • João Ubaldo Ribeiro

Ao contrário da impressão que o título deste romance pode causar a uma primeira leitura, Viva o Povo Brasileiro não é uma saga da nação brasileira, nem uma tentativa de construir uma “história secreta” como contraponto da “história oficial”. Este extraordinário romance (Prémio Jabuti e Prémio Golfinho de Ouro em 1985), que deixou uma forte marca na literatura brasileira e em toda a literatura latino-americana, é principalmente a história exuberante e encantada da busca de identidade e da consciência do povo brasileiro, tão agredido na diversidade das suas raízes culturais. E também, de certo modo, a história do surgimento dessa consciência e da luta pela sua afirmação. Mais de três séculos de história do povo brasileiro resumem-se neste livro, na sua escrita encantatória, na sua arquitectura exuberante, transformando João Ubaldo Ribeiro (Prémio Camões, 2008) num dos escritores mais importantes da literatura brasileira e mundial.

“Rivercities crossing borders: history and strategies” pode vir a cruzar fronteiras, embora a sua curadora ainda não tenha planos concretos para tal. Contudo, há um desejo de mostrar estes desenhos e imagens em países de língua portuguesa, por exemplo. “Seria interessante levar a exposição a outros locais, mas ainda estou a averiguar”, contou. “Quando lancei o tema para a mesa procurei que se realizasse a conferência e a exposição, porque elas são complementares entre si. É um primeiro passo numa situação que gostaria de desenvolver no futuro. Depois da realização da conferência, e na sequência da inauguração da exposição, tenho encontrado artistas, pessoas associadas às artes plásticas que trabalham com elementos ligados à água, e que mostraram interesse em participar em futuras conferências e exposições que se venham a realizar. Da parte dos arquitectos e urbanistas de Ma-

cau a resposta também foi positiva”, rematou Maria José de Freitas. A conferência que está ligada a esta exposição decorreu na passada Sexta-feira e teve como objectivo “analisar o papel dos rios como rotas, espaços de comunicação e

RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

FAMA E SEGREDO NA HISTÓRIA DE PORTUGAL • Agustina Bessa-Luís

Quem foi Viriato? Porque se davam mal D. Afonso Henriques e a sua mãe, D. Teresa? Terá Salazar sido amado em vida? Fama e Segredo na História de Portugal está organizado em 12 óperas, que nos levam numa viagem pelo tempo, para descobrir os segredos e mistérios por detrás de personalidades tão díspares da nossa história como D. Afonso Henriques, D. Leonor Teles, D. Sebastião ou Salazar. Conheça as causas da morte do guerreiro lusitano Viriato, o poder que a rainha D. Leonor Teles detinha sobre o marido, D. Fernando, a ascendência do primeiro rei de Portugal ou, mesmo, o hipotético casamento de Salazar com uma discretíssima senhora Trocado.


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quarta-feira 21.3.2018

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projecto português Lisbon Poetry Orchestra edita esta semana um duplo álbum, que é também um livro e será um espectáculo em torno de poetas portugueses recentes, para provar que “a poesia não tem nada que ser aborrecida”. Quem o diz, em entrevista à agência Lusa, é o músico e programador Alexandre Cortez, fundador dos Rádio Macau e de outros projectos que foram desaguando na poesia, como Wordsong, Social Smokers e a tertúlia semanal Poetas do Povo, em Lisboa. Foi nessas tertúlias, em que se improvisa música para poesia dita, que nasceu em 2014 a Lisbon Poetry Orchestra, com os músicos Alexandre Cortez, Filipe Valentim, Luís Bastos e Tiago Inuit. Quatro anos e vários espectáculos depois, o grupo encomendou poemas inéditos a cinco autores portugueses para composições instrumentais: Cláudia R. Sampaio, Daniel Jonas, Filipa Leal, Paulo José Miranda e Valério Romão. Estes dois últimos autores colaboram com o HM e foram convidados da iniciativa “Camilo Pessanha – 150 anos”, que decorreu o ano passado no edifício do antigo tribunal.

Poesia do povo Lisbon Poetry Orchestra celebra poetas portugueses de agora em álbum e livro

Depois juntou-lhes quatro declamadores - André Gago, Nuno Miguel Guedes, Miguel Borges e Paula Cortes -, convidou Daniel Moreira para criar um livro ilustrado com os poemas e o resultado é o duplo álbum/livro, um objecto híbrido poético, intitulado “Poetas Portugueses de Agora”. “O que está por detrás do projecto e deste trabalho é uma teia de cumplicidades que se foi criando com alguns dos participantes de ‘Poetas do Povo’”, contou Alexandre Cortez. Segundo o músico, a par da valorização da poesia, há um lado conceptual que o grupo quer evidenciar: “Tentar interagir com o público o mais possível”. O álbum é duplo porque um dos discos tem apenas o instrumental,

para que cada pessoa possa dizer ou gravar, se quiser, poemas inéditos ou de outros autores. O livro, de Daniel Moreira, tem 15 poemas daqueles cinco autores portugueses e disponibiliza páginas em branco para as pessoas desenharem ou escreverem o que quiserem. Com um objecto que cruza vários media, Alexandre Cortez gostaria que, de futuro, os espectáculos da Lisbon Poetry Orchestra incluíssem material inédito do público. “Temos sentido é que há um leque bastante abrangente e transversal de público interessado nisto. Temos pessoas dos 16/17 [anos] até pessoas mais velhas, que têm uma particularidade: gostam todos de poesia ou da performance poética”, afirmou. Alexandre Cortez rejeita qualquer ideia de missão do grupo em torno a poesia: “A poesia não tem nada que ser aborrecida e pode ter uma forte dinâmica e em espectáculo nós tentamos trabalhar a palavra nesse sentido”. O álbum-livro “Poetas Portugueses de Agora” é uma edição da editora Abysmo e será apresentado oficialmente ao vivo na quarta-feira - Dia Mundial da Poesia - no Auditório Ruy de Carvalho, em Oeiras.

EXPOSIÇÃO ESCULTURA GIGANTE FEITA COM RENDAS DE BILROS DE VILA DO CONDE EXPOSTA NO JAPÃO

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diálogo, tendo como ponto de partida a cidade de Macau e outras cidades asiáticas”, explicou Maria José de Freitas à agência Lusa. Os oradores, todos provenientes de cidades costeiras, analisaram os desafios e oportunidades históricas e a projecção futura, tendo em vista o projecto do Pan-delta do rio das Pérolas, entre nove províncias da região (Fujian, Jiangxi, Hunan, Guangdong, Guangxi, Hainan, Sichuan, Guizhou, Yunnan) e as duas regiões administrativas especiais chinesas, criado em 2004. “É importante situar Macau neste contexto, que não é apenas económico, mas também cultural, e perspectivar o futuro”, disse a organizadora, destacando a intervenção de Wallace Chang Ping Hung,

professor associado da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Hong Kong, sobre aquele projecto. Maria José de Freitas destacou ainda a intervenção de Xu Ying sobre a experiência da cidade de Wuhan, na província chinesa de Hubei (centro), focada na protecção do património e da sua reutilização em termos contemporâneos. “Wuhan está no delta de quatro rios e está a recuperar o património e herança de influência francesa, o que nos pode levar a reflectir sobre as zonas do porto interior e exterior de Macau” Andreia Sofia Silva

info@hojemacau.com.mo

MA escultura de grandes dimensões, feita com as tradicionais rendas de bilros de Vila do Conde, está a ser construída para se expor em 10 de Junho, Dia de Portugal, numa galeria de arte de Tóquio, no Japão. A instalação de arte contemporânea, apelidada de “Ecos do Mar”, é da autoria da artista plástica portuense Cristina Rodrigues, que disse ter sido desafiada pela embaixada portuguesa no Japão a preparar esta obra na qual conta com a colaboração das tradicionais rendilheiras de Vila do Conde. “Trata-se de uma peça tridimensional, com a forma de um coração, que terá uma altura de 3,5 metros, composta rendas de bilros, tingidas de vermelho para representar o sangue dos laços familiares, e outros materiais têxteis, e que será suspensa por fitas de cetim”, explicou à Lusa Cristina Rodrigues. As dezenas de rendas de bilros que estão a dar corpo a esta escultura, que será a peça central da exposição, foram todas

doadas por rendilheiras de Vila do Conde, que, segundo a autora, “aceitaram com entusiasmo” o desafio de participarem no projecto. “A Câmara Municipal de Vila do Conde e a sua presidente abraçaram o projecto assim que foi apresentado. Fizemos, depois, uma reunião com as rendilheiras e todas perceberam ideia e mostraram-se entusiasmadas e receptivas”, partilhou. Segundo Cristina Rodrigues, a condição colocada pela autarquia para esta parceira foi que a obra, antes de rumar para o Japão, fosse apresentada fisicamente em Vila do Conde, algo que deverá acontecer no mês de Abril. “Esta obra terá o condão de ultrapassar frontei-

ras e projectar, ainda mais, a nível internacional, as rendas de bilros e o nome de Vila do Conde”, considerou a presidente da autarquia, Elisa Ferraz. Depois de poder ser vista nesta cidade do distrito do Porto, a escultura será exposta na Hillside Forum, uma galeria de arte de Tóquio, a partir de 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões, e das Comunidades Portuguesas. Cristina Rodrigues explicou que há dois anos, numa viagem que fez ao Japão, recebeu o convite, da embaixada portuguesa no país, para expor os seus trabalhos na Hillside Fórum, tendo, durante esse período, pensado numa narrativa para criar uma peça que tivesse uma ligação aos dois países.

“Como há uma barreira na língua achei que tinha de pegar num tema que fosse mais emocional e que fosse comum à cultura de ambos os povos”, partilhou a artista plástica. Cristina Rodrigues encontrou, então, uma ligação entre os estes delicados bordados feitos em Vila do Conde e o artesanato similar japonês, e, sobretudo, a forte de ligação que ambos os países têm com o mar. “As rendas de bilros de Vila do Conde estão muito ligadas às mulheres dos pescadores, que as faziam enquanto esperavam, com sofrimento, que os maridos regressarem a terra. Também no Japão há imensas vilas piscatórias, certamente com histórias semelhantes, o que cria um contexto transversal e narrativas similares”, explicou a autora. Apesar de ser natural do Porto, Cristina Rodrigues, de 38 anos, garantiu conhecer bem Vila do Conde, que visita regularmente desde criança, desenvolvendo desde então um fascínio pelas rendas de bilros.


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21.3.2018 quarta-feira

MERCADOS LI APELA À RACIONALIDADE EM DISPUTAS COMERCIAIS

A idade da razão

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, apelou ontem a Washington que “actue racionalmente” e evite perturbar o comércio nos sectores do aço, tecnologia e outros, prometendo que Pequim se “abrirá ainda mais” às importações e investimento

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“ ECONOMIA LI KEQIANG DIZ QUE APOIOS ECONÓMICOS EXTERNOS NÃO SÃO EXPANSIONISMO

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primeiro-ministro chinês assegurou ontem que a assistência económica prestada pela China ao exterior não serve uma agenda expansionista, mas sim o desenvolvimento de relações com outros países baseadas no benefício mútuo. “A China não procura a expansão”, afirmou Li, na conferência de imprensa que encerrou a sessão anual da Assembleia Popular Nacional. “O que a China quer é desenvolver relações com outros países e regiões, com base no respeito, igualdade e benefício mútuo, e criar em conjunto uma comunidade de futuro partilhado”, disse. Li garantiu que a assistência económica

proporcionada pelo país a outras nações em desenvolvimento não tem “condições políticas”, e que isso não mudará no futuro. O chefe do Governo chinês recordou que, nos últimos anos, o seu país contribuiu para cerca de 30 por cento do crescimento da economia mundial, e desempenhou um papel importante na recuperação económica e na paz mundial. “Com mais comércio, haverá mais negociação, e isso ajudará a travar conflitos”, disse Li Keqiang, recordando que as relações comerciais que Pequim mantém com outros países seguem as regras do mercado.

INGUÉM sairá vencedor de uma guerra comercial”, afirmou Li, na conferência de imprensa que encerrou a sessão anual da Assembleia Popular Nacional. Li não mencionou possíveis retaliações por parte da China caso o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, imponha mais barreiras sobre as importações oriundas do país asiático, mas outros funcionários garantiram já que Pequim está preparado para agir. O governo de Trump subiu já as importações sobre máquinas de lavar roupa e outros bens oriundos da China, para travar o que considera apoios inapropriados das autoridades chinesas a alguns sectores industriais. Trump lançou ainda uma investigação para averiguar se Pequim exige indevidamente que as empresas estrangeiras transfiram tecnologia, em troca de acesso ao mercado, o que poderá resultar em mais penalizações sobre produtos chineses. “O que esperamos é que ambos os lados ajam racionalmente, em vez de se deixarem levar pelas emoções”, afirmou Li Keqiang. “Nós PUB

COMISSÃO DE REGISTO DOS AUDITORES E DOS CONTABILITSTAS Aviso Torna-se público, de acordo com o n.º 4 do ponto 5.º dos Regulamentos para a prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como auditor de contas, contabilista registado e técnico de contas, elaborados nos termos do artigo 18.º do Estatuto dos Auditores de Contas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 71/99/M, de 1 de Novembro, do artigo 13.º do Estatuto dos Contabilistas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 72/99/M, de 1 de Novembro, e da alínea 3) do artigo 1.º do Regulamento da Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 2/2005, de 17 de Janeiro,que se encontra afixada, na sobreloja da Direcção dos Serviços de Finanças, sito na Avenida da Praia Grande nos 575, 579 e 585, e colocado no respectivo “Web-site”, no local relativo à CRAC e para efeitos de consulta, a lista provisória dos candidatos à prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como Auditor de Contas, Contabilista Registado e Técnico de Contas no ano de 2018, elaborada e homologada por deliberação do Júri designado para o efeito. Em caso de dúvidas, agradecemos o contacto com a CRAC, durante as horas de expediente, através do telefone número 85995343 ou 85995342. Direcção dos Serviços de Finanças, aos 15 de Março de 2018 O Presidente do Júri, Iong Kong Leong

não queremos uma guerra comercial”, vincou. O ministro chinês do Comércio disse este mês que a China irá “defender firmemente” os seus interesses, sem avançar com mais detalhes. Associações empresariais dizem que Pequim talvez tente atingir as exportações norte-americanas de aviões, soja e outros bens que têm na China o seu maior mercado. Questionado se Pequim considera usar os títulos de tesouro norte-americanos que detém, no valor de biliões de dólares, para exercer influência nas negociações, Li afirmou que os investimentos chineses têm como base os princípio do mercado e que “a China é um investidor responsável e a longo prazo”.

REFORMAS LENTAS

Li Keqiang prometeu que a China abrirá mais o seu mercado, numa altura em que as autoridades chinesas estão a encetar uma reforma do sector estatal, visando aumentar a sua produtividade. O primeiro-ministro chinês afirmou que Pequim facilitará o processo para registo de empresas e abrirá mais indústrias à competição

do sector privado e de firmas estrangeiras. Em 2013, o Partido Comunista Chinês prometeu atribuir um maior papel às forças do mercado e aos empresários, que geram a maioria dos novos empregos e riqueza do país, a segunda maior economia do mundo. Mas críticos apontam que as reformas estão a decorrer muito lentamente, e dizem ter agora esperança que Xi Jinping, que ascendeu ao poder em 2012, acelere o processo, depois de ter focados os primeiros cinco anos a reforçar os seus poderes.

O governo de Trump subiu já as importações sobre máquinas de lavar roupa e outros bens oriundos da China, para travar o que considera apoios inapropriados das autoridades chinesas a alguns sectores industriais

“Se há algo que será diferente do passado, será que a China se abrirá ainda mais”, afirmou Li. Pequim planeia reduzir os impostos sobre as importações, e “isentar totalmente fármacos, sobretudo aqueles mais necessários, como os anticancerígenos”, disse. E repetiu a promessa feita no início do mês, de que abrirá “completamente o sector manufatureiro” a competidores estrangeiros. “Não existirão requisitos obrigatórios para transferência de tecnologia e os direitos de propriedade intelectual terão melhor protecção», afirmou. Num sinal da perda de estatuto de Li Keqiang, à medida que Xi acumula poderes, o primeiro-ministro surgiu ontem na conferência de imprensa acompanhado de oito altos-funcionários recentemente promovidos, em contraste com os anos anteriores, em que surgia só. Um dos funcionários é Liu He, que tem servido como um dos principais assessores de Xi Jinping, e ascendeu esta semana a vice-primeiro-ministro encarregue da economia e finanças do país.


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APN APROVADA LEI QUE ESTENDERÁ PRÁTICAS ANTICORRUPÇÃO À FUNÇÃO PÚBLICA

GEOPOLÍTICA LI KEQIANG PROMETE ESTABILIDADE NA PENÍNSULA COREANA

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primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, celebrou ontem o actual momento de distensão vivido na península coreana e garantiu que o seu país continuará a desempenhar um papel na estabilização da região. “Damos as boas-vindas à redução das tensões na península coreana e apoiamos todos os esforços realizados”, afirmou Li, na conferência de imprensa que encerrou a sessão anual da Assembleia Popular Nacional. “A China continuará a desempenhar o seu papel e a fazer mais esforços para ajudar no processo de desnuclearização e alcançar a pacificação e estabilidade na península”, acrescentou. Li Keqiang apelou a todas as partes envolvidas na questão nuclear norte-coreana que “mostrem sinceridade e continuem o diálogo”, frisando que é

esse o interesse de toda a comunidade internacional. No ano passado, a tensão entre Pyongyang e Washington atingiu níveis inéditos desde o fim da Guerra da Coreia (1950 a 1953), face aos sucessivos testes nucleares e de misseis balísticos realizados por Pyongyang, e à retórica belicista do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, a recente participação norte-coreana nos Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul, e a possibilidade de uma cimeira entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, serviu para aliviar as tensões.

Vai começar a caça

Organizações de defesa dos direitos humanos, como a Amnistia Internacional (AI), temem que com a nova lei se inicie um período de maior repressão estatal, ao estenderem-se as práticas anticorrupção do PCC, que incluem torturas, isolamento dos suspeitos ou detenções até seis meses sem julgamento.

VIGIAR E PUNIR

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lei foi aprovada pela quase totalidade dos cerca de 3000 delegados da Assembleia Popular Nacional, no Grande Palácio do Povo, em Pequim. A aprovação mune com legislação a recém-criada Comissão Nacional de Supervisão, poderoso organismo de combate à corrupção com estatuto superior ao dos ministérios encarregue de monitorar mais de 200 milhões de funcionários públicos. PUB

FINANÇAS APROVADO ORÇAMENTO DO ESTADO DE 2,68 BILIÕES DE EUROS PARA 2018

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órgão máximo legislativo da China aprovou ontem o Orçamento do Estado para 2018, fixado em 2,68 biliões de euros, um aumento homólogo de 7,6 por cento, no qual a Defesa volta a ser uma das principais beneficiadas. O Governo chinês estima receitas no valor de 2,34 biliões de euros, o que supõe um défice de 303.000 milhões de euros, o mesmo que no exercício passado. À semelhança dos anos anteriores, uma das maiores fatias do orçamento chinês será para a Defesa - 5,24 por cento do total, o

equivalente a 140.000 milhões de euros, um aumento homólogo de 8,1 por cento. Outras fatias importantes da despesa pública chinesa são para o reembolso de dívidas (54.800 milhões de euros, uma subida homóloga de 13,4 por cento) e ciência e tecnologia (39.800 milhões de euros, mais 10,1 por cento do que no ano passado). O orçamento para a Segurança Pública aumenta 5,5 por cento, para 24.400 milhões de euros, e para a educação 6,5 por cento, para 21.800 milhões de euros.

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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 17/P/18 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 6 de Março de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento e instalação de um sistema para análise imunohistoquímica automatizada aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 21 de Março de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1.º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP39,00 (trinta e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo ). Os concorrentes devem estar presentes no Departamento de Instalações e Equipamentos do Centro Hospitalar Conde de São Januário, no dia 26 de Março de 2018, às 15,00 horas para visita de estudo ao local da instalação dos equipamentos a que se destina o objecto deste concurso. As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 23 de Abril de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 24 de Abril de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP36.000,00 (trinta e seis mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente.

Serviços de Saúde, aos 15 de Março de 2018 O Director dos Serviços Lei Chin Ion

A Comissão, incluída na Constituição chinesa desde 11 de Março, e que analistas comparam a um poder equivalente ao do Executivo, legislativo ou judicial, será dirigida por Yang Xiaodu, até agora o “número dois” da campanha anticorrupção no seio do Partido Comunista Chinês (PCC). A nova lei prevê a criação de subcomissões a nível provincial, local e municipal, e a fusão de organismos anticorrupção do Estado e do Partido.

“A lei abre uma nova era na qual se abandona qualquer ambição em ter qualquer tipo de limite no exercício do poder estatal”, afirma o diretor da AI para a Ásia Oriental, Nicolas Bequelin. A campanha anticorrução lançada há cinco anos pelo Presidente chinês, Xi Jinping, puniu já mais de um milhão e meio de membros do PCC e investigou 440 altos quadros do regime. Entre os altos funcionários investigados, 43 faziam parte do Comité Central do PCC - os 200 membros mais poderosos da China. Críticos apontam que a campanha anticorrupção de Xi serviu para afastar rivais políticos, promovidos por outros grupos internos do PCC.


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sem vós o que são os meus olhos abertos?

A Poesia Completa de Li He

李夫人歌 紫皇宮殿重重開,夫人飛入瓊瑤台。    綠香繡帳何時歇?青雲無光宮水咽。    翩聯桂花墜秋月,孤鸞驚啼商絲發。    紅壁闌珊懸佩璫,歌台小妓遙相望。    玉蟾滴水雞人唱,露華蘭葉參差光。

A Senhora Li Onde os pavilhões e torres do Imperador Púrpura Erguem suas alturas em andares,1 Entre essas torres de calcedónia, A Senhora voou para longe. Quando se irá o incenso esmeralda Das suas cortinas bordadas? Azuis, tão azuis e sem lustro as nuvens Sobre gementes águas de palácio. Caem flores de cássia Da lua outonal. O solitário simurgue grita sobressaltado, Enquanto uma nota shang ressoa nas cordas.2 Nas paredes escarlates suspensas joias de jade, Agora abandonadas. Cantando na torre, as dançarinas Olham a distância. Pinga água do Sapo de Jade,3 O Galo canta. Flores orvalhadas e folhas de orquídea Num desarranjo feérico. 1

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A Senhora Li era a favorita do Imperador Wu de Han (regnet 141-87 a.C.). A sua morte premature lançou-o num profundo desespero. O Imperador Púrpura é uma das três mais altas divindades que habitam os Nove Palácios da Grande Pureza. Shang era a nota da escala pentatónica associada ao outono e à tristeza. O Sapo de Jade era uma clepsidra com a forma daquele animal. “O Galo” refere-se ao guarda do palácio que anunciava as horas.

Tradução de Rui Cascais • Ilustração de Rui Rasquinho Li He (790 a 816) nasceu em Fu-chang durante a Dinastia Tang, pertencendo a um ramo menor da casa imperial. A sua morte prematura aos vinte e sete anos, a par da escassez de pormenores biográficos, deixam-nos apenas com uma espécie de fantasma literário. A Nova História dos Tang (Xin Tang shu) diz-nos que He “nunca escrevia poemas sobre um tópico específico, forçando os seus versos a conformarem-se ao tema, como era prática de outros poetas [...] Tudo quanto escrevia era inquietantemente extraordinário, quebrando com a tradição literária.” Segundo um crítico da Dinastia Song, o alucinátorio idioma poético de Li He é a “linguagem de um imortal demoníaco.” A versão inglesa de referência aqui usada é a tradução clássica da autoria de J.D. Frodsham, intitulada Goddesses, Ghosts, and Demons, publicada em São Francisco, em 1983, pela North Point Press.


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Diário de um editor João Paulo Cotrim

FACEBOOK, LISBOA, 10 MARÇO O uso das fotos de perfil no livro das caras merecia umas horas de reflexão mais ou menos divertida. A mim interessa-me o gozo de compor suposta identidade da forma mais disparatada, comentando, representando, homenageando, espelhando, jogando, revelando, escondendo. Tenho repetido amiúde leões e agora volto a chamar Peyroteo ao rosto. Faria cem se fosse vivo, o jogador recordista de golos que gostava de ópera, coisa só assinalável nesta época de tão rica carestia (tanta oferta, tão pouco desejo). O Peyroteo continua a jogar comigo em conversas sem conta, tanto que gostava de lhe publicar biografia a sério, assim à maneira de Ruy Castro. Chamaram-lhe stradivarius, por ser o mais letal dos Cinco Violinos. Que instrumento gostaria de ser se fosse grande? HORTA SECA, LISBOA, 10 MARÇO Felinos escondem-se no verde da paisagem, em belo desenho da Inês Machado, logo na primeira página. Mais adiante a banda desenhada e mais desenhos, além de poema e texto solto. «Abyssal», revista de edição limitada e impressa em risografia, será o resultado mais duradoiro da primeira Festa Abyssal, uma mini-feira que queremos periódica, e neste querer incluem-se as vontades do Gonçalo [Duarte] e do Xavier [Almeida]. Além editores e/ou autores de projectos afins, como a Triciclo, a mostrarem os seus trabalhos de ourivesaria gráfica, teremos exposição convidada, no caso foi o Bruno Borges, com as suas massas dançantes, concertos e o mais que nos aprouver. Por exemplo, cerveja, numa proposta da Trevo, do João [Brazão] que alegrou a tarde chuvosa. «Abyssal» deu que ver, dá para ler e pode-se beber. Dura apenas um dia de cada vez. MUSICBOX, LISBOA, 10 MARÇO Ainda não tinha tido oportunidade de ouver Beat Hotel, o projecto do André [Gago] em torno da poesia da Beat Generation. O trocadilho justifica-se pelo lado performativo do concerto, com a imagem a somar-se à voz e aos outros instrumentos, navegando ondas alterosas de rock, o propriamente dito, além do progressivo e do sinfónico, mas ainda de blues e jazz. Os poemas de Kerouac, Corso, Ginsberg, Ferlinghetti e Burroughs chegam quase a ser cantados, numa dança que me põe a pensar na geometria variável que a poesia dita vai desenhando. Onde começa a canção? Muita riqueza anda a acontecer por aqui. E pensar rima com dançar. S. JORGE, LISBOA, 16 MARÇO Ao contrário do que planeara, consegui apenas, e a muito custo, ir à sessão

DANIEL MOREIRA

Geometrias variáveis

de competição das curtas portuguesas da Monstra, sinal maior da vontade do [Fernando] Galrito em nos pôr a ver animação. A qualidade do trabalho nacional não é nova para mim e este lote, sobretudo na variedade, comprova-o. A surpresa deu-se nos temas: a solidão e o trabalho infantil, a doença nas crianças, a agorafobia, a desertificação ou a crise económica foram alguns dos assuntos abordados, com mais ou menos densidade, com mais ou menos humor. O premiado «A Sonolenta», da Marta Monteiro, e a menção honrosa, «Água Mole», de Laura Gonçalves e Xá, são excelentes exemplos. Um conto de Tchekhov ser-

O Peyroteo continua a jogar comigo em conversas sem conta, tanto que gostava de lhe publicar biografia a sério, assim à maneira de Ruy Castro

viu para a Marta desenvolver uma narrativa encantatória e sensível sobre vidas condenadas desde cedo ao trabalho. O final não é feliz. «Água Mole» parte do real, as vozes, para contar da resistência ao esquecimento do nosso interior. Um careto tornado personagem acendeu-me uma esperança, a de que somos ainda capazes de revisitar a nossa tradição. Ainda me emocionei com o «Surpresa», do Paulo Patrício, também ele partindo de uma voz real para desenvolver fantasia gráfica sobre doença, hospitais e afecto. Noto agora que os sons foram presença forte, muito por causa de «Das Gavetas Nascem Sons», de Vitor Hugo Rocha, que fez sonoplastia da memória. «Razão Entre Dois Volumes», da Catarina [Sobral], compõe personagem que perde uma memória, um pensamento, uma emoção. Trata-se do sr. Cheio, parceiro do sr. Vazio que não encontra nada que preenche e por isso parte em viagem. Será menos real que as outras, esta história? HORTA SECA, LISBOA, 17 MARÇO Vou vivendo vários livros ao mesmo tempo, a pensar na cadência da frase, na profundidade de uma observação, a conversar com personagens, a dialogar,

em silêncio ou não, com o autor, a vislumbrar a sombra do objecto. Matuto ainda no detalhe, nas inúmeras combinações a convocar para que se torne material um espírito volátil suscitado pelas letras. Depois, a urgência obriga-me a mergulhar como âncora em um apenas, aquele e não outro. Nos últimos dias foi «Poetas Portugueses de Agora», da Lisbon Poetry Orchestra. Primeiro foi a música do Tiago Inuit, Luís Bastos e Filipe Valentim, capitaneada pelo Alex Cortez a partir de busca da voz dos poetas, Cláudia R. Sampaio, Daniel Jonas, Filipa Leal, Paulo José Miranda e Valério Romão. Seguiu-se a harmonização das vozes deles com a dos diseurs, Paula Cortes, Nuno Miguel Guedes, André Gago e Miguel Borges. Muitas afinações depois, o papel começava a ser horizonte desenhado pelo Daniel Moreira, através de aproximações esboçadas em objectos e seres fragilizados pelo lápis, fragmentos de natureza, minerais e madeira, paisagens melancólicas, céus e paredes com sujidades, correcções a branco (exemplo algures na página). O livro chegou ontem, também ele concebido pelo Daniel como caderno de campo, diário de viagem, com páginas em branco para serem desenhadas pelos leitores a partir da experiência dos inúmeros concertos anunciados, ou do cd com vozes e música ou das palavras ou do silêncio. Hoje celebramos a exposição, não apenas de desenhos, mas da ideia que os sustentam, móveis que permitem aos que queiram sentar-se, ouvir, ler, desenhar. Uma janela apenas abre para outras linguagens, uma caixa com vista para a oficina do artista. , «Caderno de um Mundo Inacabado», assim se chama. O Daniel interpretou bem a força que se solta desta fragilidade, a palavra como ferida no joelho nascida do tropeção durante a corrida. Desenhou sobre o abysmo uma montanha que se pode tocar, subir com os dedos. HORTA SECA, LISBOA, 18 MARÇO O Ricardo [J. Rodrigues] que há muito me desafiara, resolveu em semana de aniversário extrair-me «lições de vida», coluna da Notícias Magazine hoje publicada. Perturba sempre qualquer coisa encarar a nossa imagem reflectida no olhar dos outros. A banda desenhada fez-se segunda pele da qual não mais me livrarei. Não me incomoda e atrevo-me a achar que percebo. O ziguezague do meu percurso não permite grandes conclusões, a não ser esta em me encontro e à qual cheguei para desbloquear crise da meia-idade: o editor no olho do furacão, ponto impróprio da geometria descritiva, que faz convergir no infinito os paralelos do aqui e agora.


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sexanálise

TÂNIA DOS SANTOS

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A luta e as derrotas

14 de Março de 2018, no Rio de Janeiro, Marielle Franco foi morta/ assassinada/ executada por ser quem era. Perdão, não foi só por ser quem era, mas por lutar por aquilo em que acreditava. Não foi um simples crime de ódio, e isto digo-o com alguma certeza: foi um crime político. Silenciou-se a voz de uma mulher, negra, feminista e defensora dos direitos humanos. Ao longo de tantos séculos de humanidade e civilização quantas vozes já foram silenciadas? Muitas, demasiadas. Mas desta vez bateu-me forte. Esta era uma voz contemporânea, uma voz com a qual poderia ter-me identificado. Muitas ideias que já partilhei aqui, neste espaço de escrita, vezes sem conta, cairiam no mesmo espectro ideológico. Aquele em que acredita que é precisa a emancipação plena das sexualidades, das raças, e das condições de vida humanas. A luta, que deveria ser de todos, é somente para aqueles que a julgam absolutamente necessária. Mulheres de todo o mundo, uni-vos! Da China ao Brasil, mostrem a palavra, as vossas ideias de igualdade e a vossa militância pelo fim da injustiça. Na criatividade contínua ou pontual descobrem-se novas formas de irreverência, novas formas de dar visibilidade à dor de muitos. Dar voz aos oprimidos e injustiçados não é somente mostrar como a vida é filha da mãe. Dá-se visibilidade e põe-se em causa as estruturas, permitem-se mudanças – tem-se esperança que a voz de uns possa um dia dar a voz a muitos mais. Perseverança, resiliência e teimosia são as características obrigatórias para quem quiser alistar-se a este exército. Há a resistência verbal e física, há resistência em forma de balas e de tortura. Não consigo não admirar as muitas pessoas, e muitas mulheres, que deram o corpo e espírito ao manifesto, à causa, qualquer que seja. Haverão lutas mais dignas que outras? Mais necessárias que outras? Isso já são preciosismos que me ultrapassam. Atrevo-me a celebrar a neta que quis dar voz à avó que era prostituta (obrigada Zhang Lijia), ao J-Bo que antes era a Joana (obrigada por seres o primeiro transexual masculino em Macau) e a todxs xs outrxs que marcam, continuamente, a esfera

pública e o nosso imaginário colectivo. Grandes, médios e pequenos gestos que vão semeando mudança. As sementes caiem por entre as pedras calcárias do passeio e, contra todas as expectativas, as plantinhas crescem na adversidade. Nós nem sabemos bem como, mas crescem. A 14 de Março de 2014, em Beijing, Cao Shunli morreu por ser quem era. Perdão, por lutar por aquilo em que acreditava. Quatro anos e 17310 km que

Mulheres de todo o mundo, uni-vos! Da China ao Brasil, mostrem a palavra, as vossas ideias de igualdade e a vossa militância pelo fim da injustiça

separam duas mortes de mulheres que atreveram mostrar a sua voz. Que raio de coincidência infeliz. Estas são as derrotas, o que querem que vos diga? Gostava que não acontecessem. Ainda assim vivo iludida de que ‘perder’, não nos desanima nem nos enfraquece. Quanto muito a derrota fortalece ou enraivece, cria massa crítica para mais confronto. O que é que isto tudo tem que ver com sexo? Tem tudo e nada. Face a estas e tantas outras derrotas – aliás, parece que vivemos num mundo triste, ultimamente – tenho criado o meu espaço de protesto, tenho dado forma à voz do sexo que no fundo poderia ser a voz de tudo o que nos preocupa. Esforço-me por exorcizar os meus demónios nesta tentativa débil de criação, e de resistência.


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NUBLADO

O QUE FAZER ESTA SEMANA

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MAX

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ROTA DAS LETRAS | JAM SESSION DE MÚSICA E POESIA Vasco Bar, Grand Lapa | 21h30

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Diariamente

MULHERES ARTISTAS - 1ª BIENAL INTERNACIONAL 41DE MACAU MAM | Até 13/5

7 DAYS IN ENTEBBE

Filme de: José Padilha Com: Rosamund Pike, Daniel Brühl 14.30, 19.30, 21.30

TURN ARROUND [A] Filme de: Ta-Pu Chen

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UM DISCO 2 1 5 4 HOJE 3 7 6

5 4 3 1 5 1 36 7 62 11ª BIENAL DE DESIGN DE MACAU Museu de Arte de Macau (MAM) | Até 31/3 4 3 2 6 7 7 27 5 31 3 Cineteatro C I N E M A 3 74 3 2 6 36 7 44 5 5 6 1

[B]

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FILME “CIDADE DE OURO” Cinemateca Paixão | 19h30

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O CARTOON STEPH 39

SOLUÇÃO DO PROBLEMA 39

Cinemateca Paixão | 14h30

Um filme de: Roar Uthaug Com: Alicia Vikander, Daniel Wu, Dominic West, Walton Goggins 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

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TOMB RAIDER [C]

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VIDA DE CÃO

2 7 4 1 46 2 ROTA DAS LETRAS | “GUNGUNHANA” – ENTREVISTA 5 16 33 7 COM UNGULANI BA KA KHOSA Antigo Tribunal | 19h00 3 1 2 5 2 5 FILME “KAMPAI! PELO AMOR DO SAKE” Cinemateca Paixão | 19h30 6 7 4 2 7 4 Quinta-feira 2 5 76 33 ROTA DAS LETRAS | PALESTRA “CRIME NA FICÇÃO E NA VIDA REAL”, COM A YI Antigo Tribunal | 18h00 1 3 7 4 ROTA DAS LETRAS | “A RESISTÊNCIA” – ENTREVISTA 4 2 5 1 JULIAN FUKS ROTA DAS LETRAS | PALESTRA “ARTES PLÁSTICAS E LITERATURA” Antigo Tribunal | 18h00

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Editado no final do século passado, em 1999, “Play” é a obra-prima de Moby. O disco com raízes fundas nos blues e gospel, que convida a danças melancólicas, bateu records de vendas, além de conseguir aclamação crítica. Um feito digno de registo, uma vez que as batidas electrónicas de Moby não foram concebidas para rebentar charts, ou pistas das discotecas mais comerciais. “Play” vendeu mais de 12 milhões de cópias e permanece como um marco incontornável na história recente da música electrónica. Além disso, passados quase 20 anos, continua a soar fresco. João Luz

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21.3.2018 quarta-feira

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A proposta de alteração à lei que regula as manifestações em Macau, e que foi enviada para a Assembleia Legislativa, blinda o edifício do incómodo da proximidade de cidadãos descontentes. Não me vou alongar numa análise política de uma medida como esta, mas apenas no seu simbolismo. Numa terra onde se camufla a falta de representatividade do poder em ocas “auscultações públicas”, a casa das leis não pode ser importunada com a presença de opiniões contrárias. Aproveito para reiterar que a assembleia não legisla, apenas se limita a imprimir um carimbo de aprovação às leis feitas pelo Executivo. Montesquieu contorce-se na cova. Para de uma vez por todas tirar das vistas dos deputados e membros do Governo este povão que, mesmo timidamente, não se cala, proponho que apenas se aprovem manifestações nas imediações da barragem de Ká Hó. Lá longe, onde não incomodem. O medo do confronto com a diferença de opinião, ou com o resultado prática da incompetência, continua a isolar um poder desligado da realidade das pessoas que governa. Como tal, poupem-nos às desculpas das auscultações públicas, quando não se procuram opiniões ou sugestões mas elogios. Quando não se busca nada além de meras manobras dilatórias para dar solução aos problemas das pessoas. Não me surpreende que não queiram estar perto de cidadãos em protesto. Como se diz na universal sabedoria popular: longe da vista, longe do coração. João Luz

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Com: Jay Shih, Yu-Chiao Hsia, Allen Chao, Lu Yi-Ching 16.30 SALA 3

THE HURRICANE HEIST [C] Filme de: Rob Cohen Com: Toby Kebbell, Maggie Grace, Ralph Ineson, Ryan Kwanten 14.30, 16.30, 21.30

TURN ARROUND [A] Filme de: Ta-Pu Chen Com: Jay Shih, Yu-Chiao Hsia, Allen Chao, Lu Yi-Ching 19.30

www. hojemacau. com.mo

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


ócios/negócios 19

quarta-feira 21.3.2018

RESTAURANTE SIP SOP SOUP ALVIN AU, INVESTIDOR E CO-FUNDADOR

Sim ou sopas O Sip Sop Soup é um restaurante dedicado às sopas que começou a operar em Macau, em Agosto do ano passado. Localizado junto ao Lago de Nam Van, o estabelecimento trouxe para Macau um conceito inovador

Apesar da estratégia,AlvinAu reconhece que este tipo de estabelecimento vai contra a mentalidade mais tradicional de Macau, no que diz respeito aos hábitos alimentares. “Para muita gente de Macau e Hong Kong à hora do almoço o normal é comer refeições com noodles ou arroz. Esta nossa aposta implica uma mudança, no entanto, temos o cuidado de oferecer sopas em quantidade suficiente para que uma pessoa possa ficar satisfeita”, reconheceu. Ao mesmo tempo, houve também a preocupação de garantir uma oferta saudável aos clientes, um aspecto muito associado a este tipo de alimento. Também por essa razão, os sabores artificiais foram afastados dos pratos servidos no Sip Sop Soup. “Tentamos manter o sabor original dos ingredientes e usamos cebola e abóbora, por exemplo, em vez de outros sabores artificiais. Queremos que as pessoas experimentem os sabores originais nas nossas refeições”, explicou. “São refeições que podem ser consideradas saudáveis, mas também temos ofertas de sopas com frango e peixe. Tentamos sempre manter um equilíbrio entre os ingredientes”, frisou Alvin Au.

PÚBLICO FEMININO

E

M Agosto do ano passado o restaurante Sip Sop Soup abriu portas para gáudio dos aficionados das sopas. A ideia surgiu depois de Alvin Au, um dos investidores e co-fundadores do negócio, ter passado algumas semanas com um dos sócios na Austrália. A visita serviu de inspiração para o tipo de restaurante que acabaria por importar para Macau, em conjunto com Cathie Lam e Houin Ao. “É um conceito que está muito desenvolvido na Austrália. É muito comum haver espaços que só vendem mesmo sopas. E em muitos dos casos são restaurantes até mais especializados no take-away. As pessoas entram, encomendam a sopa que querem e depois vão comer para outro lado”, disse Alvin Au, ao HM, sobre a origem da iniciativa. O facto de Macau não ter uma cultura gastronómica propícia a este tipo de restaurantes justificou a aposta: “Queríamos abrir algo especial no território, não queríamos ser apenas mais um café, porque hoje em dia é muito frequente abrirem cafés. Por outro lado, queremos encorajar as pessoas a tentarem comer a sopa como prato principal e não apenas como entrada”, revelou.

Também por muitas vezes existir a ideia, principalmente entre o público masculino, que uma refeição à base de sopa pode não ser suficiente para encher a barriga, o Sip Sop Soup acaba por atrair um tipo de cliente mais feminino. No entanto, Alvin Au vê mudança na clientela do restaurante. “Noto que os nossos clientes são principalmente mulheres que se preocupam em comer algo mais ligeiro ao almoço. Todavia, há homens que também já procuram seguir esta tendência e comer apenas uma sopa. Estamos felizes com o ligeiro crescimento do negócio nestes seis meses”, admite. Em relação aos principais desafios de desenvolver restaurantes no território, as rendas e os recursos humanos são apontados como os principais obstáculos. Esta é a experiência de Alvin Au, que é proprietário de outros dois espaços de restauração. “As rendas e os recursos humanos são os grandes desafios. Por outro lado, também o número da população em Macau, que não é um mercado tão grande quanto, por exemplo, Hong Kong. Há uma base de clientes mais pequena”, justificou. Os riscos de apostar no Sip Sop Soup foram mitigados. Isto porque o restaurante funciona no segundo andar do estabelecimento com comida chinesa, o Sei Kee Café. Os dois espaços estão ligadas através de uma escada, mas podem ser acedidos de forma independente.

“Tentamos manter o sabor original dos ingredientes e usamos cebola e abóbora, por exemplo, em vez de outros sabores artificiais. Queremos que as pessoas experimentem os sabores originais nas nossas refeições.”

Avenida Panorâmica Do Lago Nam Van 744 F

“Tentei apostar no conceito de ter duas lojas no mesmo edifício, para diminuir o risco caso as coisas não corram como queremos. Quando se abre um espaço deste tipo num único edifício é muito difícil e as rendas não são baixas. Também por isso, o restaurante está próximo de uma marca conhecida. Temos de ser sinceros e perceber que, no que diz respeito a comida, as pessoas de Macau não são assim tão abertas a novos conceitos”, considerou. João Santos Filipe (com A.S.S.) joaof@hojemacau.com.mo


Deixe quem desejaria mudar o mundo mudar-se primeiro a si mesmo. Sócrates

PALAVRA DO DIA

quarta-feira 21.3.2018

Crime Menor de 13 anos detida em Macau por traficar cocaína

Uma menina de 13 anos, que transportava pacotes de cocaína no soutien, foi detida na Segunda-feira em Macau, a par com outros dois residentes de Hong Kong. Segundo a investigação preliminar, a menina terá recebido 3.000 dólares de Hong Kong como recompensa. A rapariga foi interceptada com um jovem de 19 anos no Terminal Marítimo, na sequência de uma denúncia, indicou Choi Ian-fai, porta-voz da Polícia Judiciária, citado pelo South China Morning Post. O homem terá recebido 500 dólares de Hong Kong pelo mesmo grupo criminoso para acompanhar a menina que será a mais jovem suspeita de tráfico de droga detida em Macau desde 2015. A polícia prendeu um terceiro homem de Hong Kong, de 18 anos, supostamente contratado pelo mesmo grupo para ir buscar a droga e distribui-la. O indivíduo foi detido num quarto de hotel onde também foi descoberta cocaína. A droga apreendida nas duas operações tem um valor de mercado estimado em 190 mil dólares de Hong Kong.

DST Cecília Tse regressa como subdirectora

Cecília Tse vai reassumir o cargo de subdirectora dos Serviços de Turismo depois de recuperar dos problemas de saúde. O anúncio foi feito pelo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. De acordo com o canal chinês da Rádio, Alexis Tam acrescentou que, devido a questões pessoais, o actual subdirector substituto, Ricky Hoi, não tem interesse em continuar no cargo. Em Dezembro, Cecília Tse tomou posse como presidente do Instituto Cultural mas poucos dias depois ficou de baixa, não voltando ao trabalho. Apresentou a demissão em Janeiro deste ano e actualmente continua em recuperação.

França Ex-presidente Nicolas Sarkozy detido

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O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi detido ontem para ser interrogado pela polícia no âmbito de uma investigação sobre o financiamento da sua campanha eleitoral em 2007, segundo o jornal Le Monde. O diário explicou que Sarkozy foi convocado pela polícia judicial de Nanterre, nos arredores de Paris, para explicar os fundos da campanha, adiantando que a sua detenção poderá prolongar-se por 48 horas. Um dos juízes que dirigiu esta investigação é o mesmo que o acusou no caso dos fundos para a campanha de 2012, em que Sarkozy não foi eleito.

Jogo Pansy Ho considerada a mais rica de Hong Kong pela Bloomberg

O

S últimos meses parecem ter sido de alegria para a filha do magnata do jogo Stanley Ho. Após a abertura do empreendimento da MGM China no Cotai, Pansy Ho acaba de ser considerada pelo Bloomberg’s Billionaire’s Index (índice de bilionários elaborado pela agência de notícias de economia) como a mulher mais rica da região vizinha, com uma

fortuna pessoal avaliada em 6.01 mil milhões de dólares norte-americanos. Com esta subida na lista elaborada pela Bloomberg, Pansy Ho ocupa agora a posição número 286 na lista mundial de bilionários, de acordo com a publicação Inside Asian Gaming. A mesma publicação refere que Pansy Ho roubou o lugar a Pollyanna Chu, cuja empresa Kingston Financial Group Ltd perdeu

quase metade do seu valor no ano passado. A empresa de Pollyanna Chu detém os casinos Casa Real e Grandview, operados com uma licença da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), concessionária da qual Pansy Ho é também uma das accionistas principais. A queda da Kingston Financial Group Ltd deveu-se ao facto da Hong Kong’s Securities and Futures Commission ter alertado,

em Janeiro, os investidores de que a posse das acções da empresa estava demasiado concentrada, uma vez que apenas 20 pessoas detinham 91 por cento das acções. A empresa registou uma queda de 8.7 por cento na Segunda-feira na bolsa de valores de Hong Kong, depois do Grupo FTSE Russell, sediado em Londres, ter retirado as acções da empresa da sua lista de referências.

ÓBITO MORREU JOÃO CALVÃO DA SILVA

J

OÃO Calvão da Silva morreu ontem, aos 66 anos, vítima de doença prolongada, confirmou à Lusa fonte oficial social-democrata. O professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade de Macau nasceu a 20 de Fevereiro de 1952. Além de ter sido professor universitário, desempenhou o cargo de ministro da Administração Interna no curto segundo Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho, que durou menos de um mês em 2015.

Até ao último congresso do PSD, que se realizou em Fevereiro, foi presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do partido, mas já não participou no encontro devido à doença, tendo merecido palavras de homenagem do antigo e do atual presidente do PSD, Pedro Passos Coelho e Rui Rio, durante a reunião magna. Politicamente, foi dirigente do PSD e deputado à Assembleia da República, entre 1995 e 1999. De

1983 a 1985, foi secretário de Estado Adjunto do vice-primeiro-ministro, Carlos Mota Pinto, no governo de Bloco Central (PS-PSD). Depois da experiência governativa, entre 1985 e 1992, foi presidente da Comissão de Fiscalização da TAP Portugal. Entre 1992 e 1995 foi membro do Conselho Superior do Ministério Público, tendo também integrado o Conselho Superior da Magistratura, até 2009.

Hoje Macau 21 MAR 2018 #4016  

N.º 4016 de 21 de MAR de 2018

Hoje Macau 21 MAR 2018 #4016  

N.º 4016 de 21 de MAR de 2018

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