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Agência Comercial Pico • 28721006

hojemacau Mop$10

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Director carlos morais josé • segunda-feira 21 de fevereiro de 2011 • ANO X • Nº 2313

tempo com abertas min 11 max 17 humidade 65-90% • câmbios euro 10.98 baht 0.26 yuan 1.23

Casinos enviam fax à AL a mostrar preocupação com Lei do Tabaco

”Colóquios da Lusofonia” em Abril

A macau de seNNa fernandes para ver e sentir

Pressão da árvore das patacas

• Página 10

Columbário causa bloqueio de ruas e muita confusão Moradores da Areia Preta voltaram ontem a rebelar-se. Desta vez, não contra o centro de metadona. A razão também é antiga: o alegado funcionamento de um columbário no rés-do-chão de um prédio residencial. Um deputado foi posto ao barulho, mas também não serviu para desmobilizar a multidão furiosa. Era quase meia-noite quando as cerca de 400 pessoas baixaram os braços. >Página 7

A 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa reuniu-se na sexta-feira para voltar a pôr mãos na polémica Lei do Tabaco. A surpresa foi uma carta enviada aos deputados pelas operadores do jogo, a falar em “sérias consequências” com a proibição de fumar nos seus espaços. Uma vez mais, não houve consenso. Uma associação pede agora ajuda para os trabalhadores a sofrerem com o fumo dos outros. > Página 4

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Veículos eléctricos

Já há onde abastecer. só faltam carros • centrais

Contas públicas de 2010

Nem metade do dinheiro foi gasto • PÁGINA 7

EM opi. SEMANA CAPÍTULOS Pedro Correia

• P.14

Gilberto Lopes

UMA MÁ DECISÃO

• P.15

Convento esquecido Ninguém sabe quem o construiu ou quem por lá passou. É um convento de traça portuguesa com cerca de 180 anos de história que está agora ocupado por sucateiros e oficinas de automóveis na Ilha Verde. O Governo promete despejar os “inquilinos” ilegais, restaurar o edifício e torná-lo uma relíquia turística. >Página 6


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actual

Maiores economias fecham encontro em Paris com o “acordo possível”, depois da pressão da China, mas sem impor metas

A

s maiores economias mundiais deram ontem um pequeno passo na luta contra os desequilíbrios mundiais. Após muitas divergências e algumas cedências, os ministros das Finanças e banqueiros centrais do grupo do G20, que se reuniram ontem e anteontem em Paris, conseguiram acordar uma série de indicadores dos desequilíbrios económicos mundiais, com vista a prevenir crises futuras. A lista inclui a dívida pública, o défice orçamental, a taxa de poupança, o endividamento privado, a balança comercial e outros componentes da balança de pagamentos, como os fluxos de investimento. Não foram, contudo, impostos quaisquer limites nestes indicadores e, mesmo que um país seja avaliado negativamente num deles, essa recomendação não terá um carácter vinculativo. Segundo a ministra das Finanças francesa, Christine Lagarde, o

China trava grandes avanços em cimeira do G20

Uma pedra no sapato objectivo é ajudar a coordenar as políticas económicas no sentido de diminuir os desequilíbrios mundiais que contribuíram para a crise financeira de 2008/2009. “Não foi simples. Houve obviamente interesses divergentes, mas conseguimos chegar a um compromisso”, disse Lagarde, no final do primeiro encontro do G20 com a França na presidência do grupo. A oposição da China e de outros países emergentes à inclusão de de-

terminados indicadores travaram uma maior amplitude do acordo. As reservas monetárias ficaram, de facto, de fora, mas, segundo a ministra francesa, as taxas de juro serão tomadas em consideração na avaliação da balança de pagamentos. Os EUA têm sido um dos mais ferozes críticos de Pequim, acusando a segunda maior economia mundial de manter subavaliada a sua moeda para sustentar a sua indústria exportadora e, ao mesmo

tempo, acumular gigantescas reservas em moeda estrangeira. Esse mal-estar tem-se agravado com o acentuar dos desequilíbrios entre os países altamente endividados (os periféricos europeus, os EUA e o Japão) e os mercados emergentes (com altas taxas de crescimento).

Reforçar papel do FMI

A intenção de criar indicadores de desequilíbrios mundiais fi-

Geólogo americano condenado a oito anos de prisão por Pequim

Dados privados sobre o petróleo O

Tribunal de Recurso de Pequim confirmou hoje a pena de prisão de oito anos aplicada a um geólogo norteamericano por ter recolhido informações sobre a indústria petrolífera. “O Tribunal rejeitou todos os nossos argumentos”, afirmou Tong Wei, advogado do geólogo Feng Xue, à saída do Tribunal. Feng Xue, de 46 anos, era consultor de uma indústria petrolífera dos Estados Unidos e foi detido durante uma viagem de negócios na China. Condenado pela obtenção de informação detalhada da indústria petrolífera, enquanto funcionário da consultora IHS Inc, estava detido já há mais de três anos. O geólogo teria na sua posse uma base de dados com a localização e outras informações geológicas sobre mais de 32 mil poços de petróleo e gás que são propriedade da China National Petroleum Corp e da China Petrochemical Corp. Durante o julgamento, a defesa nunca negou ter obtido tais informações, mas alegou que os dados foram disponibilizados publicamente e eram acessíveis em vários países, ficando

apenas restritos após a detenção do norte-americano. Jon Huntsman, embaixador americano na China, sentou-se na assistência do Tribunal para vincar o interesse americano no caso, depois de a administração de Barack Obama ter estado convencida de que Pequim iria libertar e deportar o geólogo antes da visita de Hu Jintao aos Estados Unidos no mês passado. À saída do tribunal Huntsman disse que Feng Xue “já estaria mentalmente preparado para esta decisão”, mas que isso não impediu “a desilusão de todos”. O caso continua a gerar tensões entre Pequim e Washington, depois de Feng Xue ter informado funcionários consulares americanos de ter sido maltratado durante os interrogatórios. Vários elementos do Congresso americano escreverem mesmo a Hu Jintao apelando à sua libertação. Esta era a última oportunidade para Feng Xue ver a sua pena terminada. Também condenado com ele, o geólogo Chen Mengjin já foi solto, depois de ter cumprido dois anos e meio de prisão e não enfrenta qualquer outra acusação.

Tong Wei

cou decidida na cimeira do G20, em Seul, em Novembro do ano passado. A ideia da presidência francesa é avançar, no decorrer do segundo semestre, com a avaliação aprofundada dos países que apresentam desequilíbrios, um processo que culminará com o FMI a fazer recomendações de política económica. Segundo o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, o FMI deverá ser, “mais do que nunca, a pedra angular da cooperação monetária internacional”. Com todas as indecisões quanto aos indicadores dos desequilíbrios mundiais, sobrou pouco tempo para o grupo do G20 discutir as duas outras prioridades da agenda da presidência francesa: maior transparência e regulação dos preços das matérias-primas e reforma do sistema monetário internacional. O comunicado do G20 refere apenas que os ministros das Finanças acordaram em fortalecer o sistema monetário para impedir flutuações disruptivas nos fluxos de capital e nas taxas de juro. Quanto aos alimentos, além do presidente do Banco Mundial, só Sarkozy falou sobre o tema, defendendo que este mercado deve ser sujeito à regulação, para impedir movimentos especulativos. Membros da Universidade de Wuhan condenados a prisão por subornos O vice-reitor e o secretário do Partido Comunista chinês da Universidade de Wuhan foram condenados a uma pena de prisão por cobrarem subornos a empresas relacionadas com a construção do campus daquela instituição de ensino. Segundo a agência oficial Nova China, o vicereitor, Chen Zhaofang, de 60 anos, foi condenado a 12 anos de prisão por ter cobrado 1,5 milhões de yuans em subornos entre 2000 e 2009. Já o secretário do Partido Comunista da Universidade, Long Xiaole, foi condenado a uma pena mais leve, de dez anos, por ter cobrado comissões de 72.500 euros. Ambos foram detidos em Setembro de 2010 e destituídos dos seus cargos, depois de o ministério chinês da Educação ter anunciado a abertura de uma investigação para avaliar e supervisionar todos os acordos relativos à construção de campus pelas universidades chinesas. Numa visita à Europa, em Outubro de 2010, o primeiro ministro chinês, Wen Jiabao, falou da corrupção como um dos grandes males da China juntamente com a inflação, problemas que, defendeu, poderão “afectar a estabilidade do poder” naquele país.


Cheong U habituou-nos a privilegiar a competência desde que chegou à pasta dos Assuntos Sociais e Cultura - a nomeação de Guilherme Ung Vai Meng para o Instituto Cultural é disso prova – mas desta vez tomou uma má decisão. É certo que há muito a fazer na área do ensino superior, que o Governo deve estar atento ao caminho errado que a Universidade de Macau está a trilhar, mas Sou Chio Fai deveria continuar no ensino não superior, onde há anos desenvolve um excelente trabalho. Gilberto Lopes, P.15

Quinze defensores dos direitos humanos estão desaparecidos desde sábado

Alguém viu por aí um activista? Q

uinze activistas dos direitos humanos na China estão desaparecidos desde sábado. Segundo outros defensores dos direitos humanos, as 15 pessoas estão presas e não há notícias delas. Mensagens na Internet foram divulgadas a pedir a participação das pessoas em várias manifestações que iriam decorrer ontem em várias localidades do país e também para dar apoio à chamada “revolução do jasmim”. “Muitos defensores dos direitos humanos desapareceram [sob custódia da polícia] nos últimos dias, alguns são enviados para suas casas e seus telemóveis estão bloqueados”, disse à AFP a advogada e activista dos direitos humanos Ni Yulan. “O número de polícias à porta da minha casa aumentou. Seguem-nos se nós sairmos”, disse a advogada. Muitas chamadas telefónicas a vários activistas dos direitos humanos, incluindo Teng Biao, Xu pub

Zhiyong e Jiang Tianyong, ficaram hoje sem resposta. Segundo os seus familiares, os activistas foram detidos pela polícia. As mensagens na Internet foram postadas, provavelmente, por dissidentes chineses no estrangeiro e provocou a censura na rede da palavra jasmim por parte do governo da China. Os dissidentes apelaram à participação em manifestações em Cantão, Xangai, Pequim e outras dez cidades do país. Desde que começaram os problemas na Tunísia, que levou à queda do governo, as autoridades chinesas têm tentado limitar a divulgação das manifestações nos países árabes. Numa pesquisa realizada hoje no site chinês Weibo (equivalente ao site de mensagens Twitter) as mensagens que contenham a palavra “jasmim” não produzem resultados. O site do popular motor de busca Baidu explica

que a pesquisa era impossível por causa da lei e de regulamentos.

Jasmim desfeito

A polícia dispersou ontem uma manifestação, no centro de Pequim, que tinha como objectivo colocar em marcha uma outra “revolução do jasmim”, como a que decorre nos países árabes, segundo informações de sites chineses e da agência Xinhua. A agência de notícias confirmou que várias dezenas de pessoas se

concentraram ontem na rua de Wangfujing, numa importante área comercial, situada a poucos metros da praça Tiananmen, onde decorreram as célebres manifestações pela democracia em 1989. Trata-se do primeiro protesto na China desde as manifestações por democracia e melhores condições de vida (a revolução do jasmim) que estão a decorrer nos países árabes e que já provocaram a queda dos governos da Tunísia e do Egipto.

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3 Dilma em Abril na China A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, vai à China para uma visita bilateral e também para participar da cimeira dos BRIC, entre 13 e 15 de Abril. “A relação com a China é cada vez mais importante para o Brasil”, disse o ministro António Patriota numa entrevista à rádio e a televisão públicas do Brasil. A China é o principal parceiro comercial do Brasil desde há dois anos e o primeiro investidor estrangeiro no país desde 2010. Pequim compra minério de ferro, soja e outras matérias-primas para alimentar o seu rápido crescimento e multiplica os créditos para ter acesso privilegiado ao petróleo brasileiro. Apesar dos protestos da indústria brasileira contra a concorrência das importações chinesas, impulsionada pela valorização do real frente ao dólar norte-americano e ao yuan chinês, a balança comercial é muito favorável ao Brasil, com um excedente cinco mil milhões de dólares, segundo o ministro Patriota. “Isso não impede de que nós nos debrucemos sobre certos sectores específicos e tentemos melhorar a qualidade deste comércio”, acrescentou.


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política

Casinos pressionam AL sobre a proibição de fumar nos casinos

Onde há jogo tem que haver fumo Joana Freitas

À

joana.freitas@hojemacau.com.mo

excepção da Sands China, todas as outras operadoras do jogo de Macau subscreveram um fax enviado à Assembleia Legislativa (AL) e à 2.ª Comissão Permanente, onde manifestam “uma profunda preocupação” com as notícias “contraditórias” que têm surgido acerca da lei do tabaco. As empresas alertam para o “drástico impacto” e as “sérias consequências” que a interdição de fumar nos casinos pode trazer ao sector do jogo e reafirmam o desejo de ser realizada uma reunião conjunta para a discussão do diploma. Na conferência de sexta-feira na AL, Chan Chak Mo, presidente da 2.ª Comissão Permanente, não deu azo a muitos comentários sobre o comunicado, optando antes por referenciar que o alegado “lapso” relativamente à proibição de fumar nas áreas de jogo de Macau era uma “desculpa invocada pelo Governo”. Chan Chak Mo afirmou que não há ainda um consenso da parte dos deputados, já que “os fumadores não querem que [este comportamento ] seja controlado”, ao contrário dos que não fumam, que querem”. O presidente disse ainda que a

decisão está dependente “da vontade de voto” dos deputados no plenário. Chan Chak Mo referiu, no entanto, que a 2.ª Comissão Permanente só se tem debruçado em “matérias importantes e de teor técnico”, e que todas as análises estão a ser feitas, nomeadamente no que diz respeito à implementação das áreas para fumadores, sistemas de extracção de ar e eventuais equipamentos que os casinos não consigam substituir.

O deputado realçou o facto de o jogo “ser um sector importante para Macau” e de que a maioria dos jogadores eram provenientes da China e fumadores. Para Chan Chak Mo, a Administração da RAEM inspirou-se na vizinha Singapura para esta proposta de lei. Aquando da visita oficial de Chui Sai On e da comitiva de Macau à Cidade-Estado, “foram visitados vários casinos que contemplam áreas específicas para fumadores”,

diz o presidente, e que isso terá sido um factor motivante para que o território “copiasse” estes critérios de uma Singapura mais rígida.

Erros de tipografia questionados

No entanto, afirma ainda que depois de analisada em concreto esta alteração chega-se à conclusão que pode vir a afectar as receitas. Após a entrada em vigor do diploma, não será permitido fumar nos casinos

Ajuda financeira para empregados de casino afectados pelo fumo passivo Uma associação sindical de trabalhadores de casinos exigiu que a lei de controlo do tabaco requeresse legalmente que os operadores de casinos dessem uma ajuda financeira aos empregados que precisassem de cuidados médicos devido a doenças relacionadas com o fumo passivo, e considerou inaceitável que se privilegiasse os interesses comerciais em detrimento da saúde dos residentes locais. Leong Sun Iok, director-geral interino da Associação dos Trabalhadores da Indústria de Jogos de Fortuna e Azar de Macau disse ao jornal “Ou Mun” estar desapontado com a isenção da proibição total de fumar nos casinos sem compensação proposta para os trabalhadores de casinos que irão continuar a sofrer com o fumo passivo, graças a essa isenção. Leong observou que os “dealers” e outros funcionários da linha da frente nos casinos eram como “purificadores de ar humanos” durante os seus turnos de oito horas de trabalho e que as consequências para a sua saúde ligadas ao

fumo passivo – incluindo cancro do pulmão e aborto espontâneo – eram comuns na indústria. O responsável considera que a isenção mostra uma falta de determinação e que a troca da saúde de vários milhares de residentes locais por interesses comerciais é simplesmente inaceitável. A associação exige que a lei inclua termos que garantam indemnização para os trabalhadores da linha da frente que sejam fumadores passivos no seu ambiente de trabalho. Os operadores de casinos deveriam assim ser legalmente obrigados a destinar recursos para os cuidados de saúde dos seus empregados e permitir que trabalhassem num ambiente livre de fumo em caso de gravidez ou doenças coronárias diagnosticadas. Um fundo foi também proposto para prestar apoio financeiro aos trabalhadores que necessitassem de cuidados médicos devido ao fumo passivo. Leung notou também que, como resultado da nova lei, iria ter lugar uma alocação injusta de postos de trabalho dentro ou fora das zonas para não-fumadores.

até que sejam construídas as salas de fumadores. No entanto, e como explica o presidente da 2.ª Comissão Permanente, as operadoras têm ainda que aguardar pela decisão do Executivo no que diz respeito aos requisitos técnicos para essas áreas. Além disto, a diminuição de três para um ano do período de transição preocupa não só os deputados, como as operadoras. “Temos de negociar com o Governo, porque a lei da proibição de fumar não está muito clara e aí é que reside o problema”, assegura Chan Chak Mo. O fax, com data de quinta-feira e remetido pelo escritório de advogados de Jorge Neto Valente, surge depois da notícia avançada pelos Serviços de Saúde, na terça-feira passada, em que diziam haver um erro respeitante à proibição total de fumar dentro dos casinos. A contradição entre três dos artigos do diploma sugeriu ainda outra justificação: a que teria havido um erro de tipografia. Apesar da Sands China ter ficado de fora na assinatura deste fax, ao contrário do que aconteceu com um anteriormente enviado onde constava também a assinatura de Sheldon Adelson, isso deveu-se “ao carácter urgente” do fax, que as operadoras pretendiam que chegasse antes da reunião da 2 Comissão Permanente, explicou Chan Chak Mo. Esta é a terceira versão do diploma do “Regime de prevenção e controlo do tabagismo”. A próxima reunião com os dirigentes do governo está agendada para quinta ou sexta-feira desta semana.


Macau em grande no mercado MICE

segunda-feira 21.2.2011

A participação de Macau na 19ª edição da AIME, a principal feira de incentivos da região da Ásia Pacífico que decorreu na Austrália esta semana, intensificou a posição de Macau no mercado de MICE, assegurando desta forma a organização e participação de Macau nos principais eventos internacionais a partir de 2011. Os principais delegados da indústria participaram na AIME que decorreu no Centro de Convenções e Exposições de Melbourne, para ficarem a conhecer sobre o crescente número de sofisticados e distintos hotéis, infraestruturas, novos recintos de acolhimento para a indústria de MICE, atracções, restaurantes e actividades existentes no território.

A

proposta apresentada pela empresa Mitsubishi Heavy Industries não cumpre todos os requisitos do concurso para o fornecimento do sistema e material circulante. Palavras do jornal inglês Macau Daily Times na sua edição da passada sexta-feira. De acordo com o jornal, que revela ter tido acesso a documentos oficiais do concurso, há erros e incumprimentos por parte da empresa nipónica. O jornal realçou ainda que a empresa contratada pelo Executivo, Egis Rail/Fase – Estudos e Projectos/Setec (EFS), terá alegadamente redigido três relatórios sobre a proposta que venceu o concurso do Metro Ligeiro apontando diversos erros e inconformidades. Na altura, a EFS chamou a atenção do Governo para o preço, que considerou “anormalmente baixo”, apresentado pelos japoneses relacionado com a manutenção do transporte, aconselhando-o à

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Metro Ligeiro | Desvendadas novas irregularidades durante concurso

A razão do senhor Coutinho contínua avaliação daquele particular. O Macau Daily Times revelou ainda que aquando da escolha da proposta vencedora, a consultora EFS não foi dita nem achada e que o GIT negou quaisquer tipos de problemas com o que a Mitsubishi apresentou.

Uns filhos, outros enteados

Entretanto, na fase em que o processo se encontra, a Mitsubishi pediu uma análise aos documentos incluídos na proposta apresentada pela empresa canadiana Bombardier. Segundo o jornal Tribuna de Macau, “a Mitsubishi requereu ao GIT a análise da proposta da Bombardier. Apesar desse pedido ter sido feito mais tarde do que

os pedidos das concorrentes, que não conseguiram a adjudicação, o GIT já lhe mostrou os documentos. Já as outras duas empresas só poderão fazer a sua análise na quinta-feira”, revelou o jornal. Com estas novas revelações, afinal parece que o deputado da Assembleia Legislativa (AL) José Pereira Coutinho tinha razão quando, nas sua interpelações escritas ao Governo, se mostrava indignado como o processo estaria a correr. “Estou muito triste. Estamos perante algo pouco transparente, já que várias questões ficaram por responder e ninguém fez nada. Aliás, o secretário para os Transportes e Obras Públicas já tinha conhecimento da decisão quando esteve a discutir as

LAG na Assembleia a 19 de Novembro”, reagiu assim o deputado José Pereira Coutinho ao nosso jornal no mês passado. Contactado durante o

dia de ontem o deputado, tal como a Mitsubishi, a Bombardier e a Siemens, escusaram-se a tecer qualquer tipo de comentários. “Estas novas notícias só vêm provar

que estava de boa fé, mas nesta altura não posso dizer mais nada porque corre uma acção judicial”, argumentou o deputado. A primeira fase de construção do Metro Ligeiro foi adjudicada à Mitsubishi Heavy Industries por um valor estimado de 7,5 mil milhões de patacas mas a Bombardier Transportation interpôs recurso ao processo de adjudicação da 1.ª fase do Metro Ligeiro no Tribunal de Segunda Instância. Com este cenário, foi decretada uma suspensão provisória da assinatura do contrato entre o Governo da RAEM e a Mitsubishi. Vamos aguardar por cenas do próximo capítulo.

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Mudança | Educação passa para o Ensino Superior

Sou Chio Fai deixa DSEJ A

notícia foi avançada ontem pela Rádio Macau: Sou Chio Fai vai deixar a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) e passar a coordenar o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior. A comissão de serviço de Sou Chio Fai, que substituiu Luís Viseu na direcção da DSEJ em 2003, termina no próximo dia 19 de Março e não será, portanto, renovada. O Gabinete para os Assuntos Sociais e Cultura não confirmou a notícia, mas de acordo com a rádio Sou Chio Fai terá informado a sua saída aos colaboradores mais directos. O Gabinete de Apoio ao Ensino Superior estava sem coordenador, depois de Chan Pak Fai ter sido transferido para o gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura no passado, dia 1 de Fevereiro, por motivos de saúde. Em entrevista à rádio, a presidente da Escola Portuguesa de Macau, Edite Silva, lamentou a saída de Sou Chio Fai considerando a transferência “uma grande perda para o sector não superior”. Edite Silva caracterizou Sou Chio Fai como “um dirigente jovem que conhece a fundo o sector do ensino não superior” e “uma pessoa com grande capacidade e inteligência que domina três línguas e quatro idiomas”. A directora da Escola Portuguesa de Macau, instituição à qual o director da DSEJ

Anúncio [N.º 7/2011] Para os devidos efeitos, vimos por este meio notificar o representante do agregado familiar da lista de candidatos a habitação social abaixo indicado, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro: Nome Kong Iok Chan

sempre garantiu apoio, defendeu que Sou Chio Fai é um “grande dirigente” e irá com certeza desempenhar “um bom papel”, qualquer que seja o sector em que trabalhe. No caso, a confirmar-se a notícia da Rádio Macau, será o de coordenador do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior. A estação adiantou ainda que as funções de Sou Chio Fai passarão a ser desempenhadas pela actual subdirectora da DSEJ, Leong Lai.

N.º do boletim de candidatura 5010228

Após as verificações deste Instituto, notamos que o total do rendimento mensal do agregado familiar de candidato a habitação social acima mencionado ultrapassa o valor constante da tabela I do n.º 1 do Despacho do Chefe do Executivo n.º 297/2009, pelo que não reúne os requisitos exigidos para a candidatura, nos termos do n.º 1 do artigo 3.º do Regulamento Administrativo n.º 25/2009. De acordo com os artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, deve apresentar, por escrito, a sua contestação e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou as demais provas, no prazo de 10 dias, a contar da data de publicação do presente anúncio. Se não apresentar a contestação no prazo fixado ou a mesma não for aceite por este Instituto, a respectiva candidatura será excluída da lista geral de espera por IH, nos termos da alínea 2) do artigo 11.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe Executivo n.º 296/2009. No caso de dúvidas, poderá dirigir-se ao IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102. Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente, ou contactar Sr. Wong através o tel. n.º 2859 4875 (ext. 216), para consulta do processo. O Presidente, Tam Kuong Man 16 de Fevereiro de 2011


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Convento com de 180 anos da sucata para a lista de património

Gonçalo Lobo Pinheiro

E

sociedade

glp@hojemacau.com.mo

stá em marcha mais um plano de ordenamento urbanístico. A Ilha Verde é a zona escolhida, só não se sabe quando irá ver a luz do dia. A Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) deu a conhecer ontem que pretende tornar a Ilha Verde num bairro comunitário dotado de um “ambiente aprazível, bem equipado e com paisagem”. É intuito do Governo preservar a colina da zona e restaurar o convento de traça portuguesa por lá esquecido. “É um edifício que pretendemos requalificar enriquecendo assim a história de Macau. Actualmente está ocupado com oficinas e sucateiros, mas estes serão banidos por não possuírem licença para ali estarem”, garantiu Lau Iong, chefe do gabinete de planeamento urbanístico da DSSOPT. O convento da Ilha Verde, com cerca de 180 anos de história, é um edifício de estilo típico do sul da Europa, mas pouco se conhece sobre o monumento, pelo menos na DSSOPT – desconhece-se quem o ergueu, que ordem o habitou e o seu nome. “Tem de ser restaurado quanto antes. Possivelmente poderá tornar-se numa biblioteca. O que queremos é abri-lo à comunidade”, afirmou Lau Iong. Mas as novidades não se ficam

Por uma ilha mais... verde

por aqui. Segundo o novo projecto, o depósito de combustíveis irá deixar esta zona e no futuro a sua população residente ultrapassará a barreira dos 27 mil moradores. “No futuro vão deixar de existir depósitos de combustíveis na Ilha Verde. Temos que rever, mais tarde, qual a melhor localização para poderem ser instalados. O intuito é colocá-los todos juntos

para assim exercer uma melhor fiscalização. Uma coisa é certa: ninguém quer isso à sua porta”, referiu Lau Iong. O actual plano urbano entrou em vigor em 1996, contudo ao longo dos anos mostrou resultados muito fracos conduzindo ao vagaroso desenvolvimento daquela zona. “O plano em vigor estar desarticulado face às mudanças sociais, o que veio

igualmente dificultar a elevação do nível de desenvolvimento da zona noroeste”, revelou o responsável da DSSOPT.

Requalificar para crescer

Este lavar de cara da Ilha Verde, uma zona, segundo os responsáveis, muito esquecida ao longo dos anos, compreende uma área de 23.8800 metros quadrados

Proprietários de apartamentos queixam-se de taxas exageradas

Um condomínio nas alturas Kahon Chan

kahon.chan@hojemacau.com.mo

C

erca de duas dezenas de proprietários do condomínio Grandeur Heights, no Pantane, recusaram-se a assinar o contrato de administração de propriedade por considerarem que a taxa de condomínio era superior ao que tinha sido prometido, levando a polícia a intervir. O deputado da Assembleia Legislativa (AL) e promotor Fong Chi Keong pôs-se do lado dos proprietários e sugeriu que taxas razoáveis não deveriam exceder oitenta avos por pé quadrado (8,60 patacas por metro quadrado). Os proprietários de apartamentos no Grandeur Heights deveriam ter assinado o contratos de administração e outros documentos na sexta-feira de forma a receberem oficialmente as chaves dos seus novos imóveis, mas cerca de duas dezenas repararam que a taxa de condomínio tinha sido fixada em cerca de uma pataca por pé quadrado, em vez de “cerca de oitenta avos” como tinha sido prometido pelo agente imobiliário na altura da compra. Além

disso, sugeriram que os vizinhos na zona do Patane apenas tinham de pagar entre 50 e 80 avos por pé quadrado em condomínios de condições comparáveis. Outras dúvidas foram também levantadas sobre taxas pouco razoáveis, como a dita “taxa de conexão de electricidade e abastecimento de água”, taxa processual para cartões-chave não contratados e “taxa de renovação” para todos, quer tenham quer não tenham solicitado trabalhos de acabamento suplementares. Os donos de apartamentos recusaram-se a assinar o contrato e a polícia foi mesmo chamada a intervir na sequência dos confrontos que se seguiram entre os proprietários e os empregados da empresa promotora. Alguns dos proprietários protestaram também com facto de a sua recusa em aceitar o contrato de administração os ter privado de receber as chaves das suas unidades. O promotor do Grandeur Heights disse, citado pelo jornal Ou Mun, que a taxa tinha sido determinada com base nos custos operacionais, em pesquisas de mercado e na “previsão do futuro funcionamento da sociedade”, acrescentando que a

gestão de diferentes condomínios não podia ser comparada directamente e que a empresa de administração do Grandeur Heights iria “apresentar padrões pertinentes para a cobrança”. A firma disse à empresa que uma resolução para o problema seria estudada esta semana. Os proprietários contactaram o deputado da AL Lee Chong Cheng no sábado, a pedir assistência, e deverão visitar o Instituto de Habitação de Macau (IHM) hoje de manhã, na esperança de receber mediação do Governo e motivar a revisão de leis relacionadas para permitir aos proprietários maior liberdade para fazerem as suas escolhas. Entretanto, o deputado e promotor imobiliário Fong Chi Keong disse aos média no sábado que, ainda que a firma de administração tivesse de fazer algum lucro com as suas operações, a taxa deveria ser fixada em 80 avos para empreendimentos de grande porte como o Grandeur Heights, para que as margens de lucro fossem razoáveis. Fong pediu à empresa de administração de propriedades que cobrasse taxas razoáveis para não transtornar os proprietários e a sociedade.

e uma área total edificante de 120.080 metros quadrados, o que representa cerca de 50,5% em relação à área total do planeamento urbanístico. “Queremos revitalizar de vez. Em termos funcionais, os terrenos destinam-se sobretudo para fins não industriais, habitação pública – com 9000 fracções do tipo T2 -, equipamento social, zonas verdes e acessos pedonais”, afirmou Lau. O Governo pretende, assim, apetrechar uma zona que actualmente nada ou quase nada possui em matéria de instalações. “Queremos dinamizar a zona proporcionando à população uma melhor vida. Vamos instalar vários serviços comunitários como escolas, lares de idosos, recintos para a prática desportiva, polícia e bombeiros, bem como classificar de vez a colina da Ilha Verde”, garantiu o responsável pelo departamento de planeamento urbanístico da DSSOPT. Outra novidade prende-se com a altura dos edifícios. O mais elevado ficará a Norte decrescendo depois a Sul, “de modo a preservar a paisagem da colina”. “Uma vez que a colina da Ilha Verde está incluída na lista dos sítios classificados, ali não serão realizadas intervenções urbanísticas, ficando reservada a execução de um parque municipal”, disse.

Contudo, o novo plano não entrará em vigor no imediato. Uma vez mais o Governo quer ouvir os moradores no sentido de perceber o que estes pretendem para a zona a nível de equipamentos públicos. “Este é ainda o pontapé de saída para todo o processo. O plano entrará em vigor a partir da data de aprovação e assinatura mas ainda não sabemos quando. No entanto, os moradores da Ilha Verde têm de se manifestar quanto às suas opiniões para a zona. Vamos ouvi-los”, finalizou Lau Iong.


Sands quer construir uma Las Vegas europeia em Espanha

O gigante dos casinos norte-americanos Las Vegas Sands já escolheu Espanha para replicar na Europa os famosos casinos de Las Vegas, num investimento de 15 mil milhões de euros, anunciou Sheldon Adelson, presidente executivo do grupo. Sheldon Adelson disse, numa conferência de imprensa em Singapura, que a Las Vegas Sands já está em conversações com as autoridades de Barcelona ou de Madrid para desenvolver uma área de jogo e entretenimento numa das cidades. “Quero fazer uma mini Las Vegas na Europa. Quero construir mais de 20 mil quartos e milhões de metros quadrados de espaço para compras e para receber eventos de conferências, viagens de incentivo, convenções e feiras”.

O

Executivo encerrou as contas de 2010 com um saldo positivo de 41,87 mil milhões de patacas, ou seja, 52,58% da receita total arrecadada. O saldo do exercício, acrescido aos saldos positivos de 122.200 mil milhões de patacas entre 2002 e 2009, totaliza 164.000 milhões de patacas, um valor mais que suficiente para quatro anos de despesas idênticas a 2010 e sem qualquer receita pública. Dados oficiais provisórios disponíveis na página electrónica dos Serviços de Finanças indicam que em 2010 as receitas públicas totais atingiram os 79.635,8 milhões de patacas e, destas, 81,62%, ou 65.003,8 milhões de patacas eram provenientes dos impostos directos sobre o sector do jogo. Os impostos directos sobre o jogo, no valor de 35% sobre a receita bruta dos concessionários de casinos, são pagos no mês seguinte ao mês de referência pelo que, em termos de receita pública, se contam entre Dezembro de um ano até Novembro do ano seguinte. As despesas totais da Administração totalizaram 37.758,1

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Contas | O que sobrou de 2010 dá para gastar em quatro anos

Execução pela metade milhões de patacas com os Investimentos do Plano a atingirem 4.978,4 milhões de patacas, um valor abaixo dos 50% da execução prevista.

Ano do Coelho em alta

Além de 2010 ter fechado com um saldo positivo, o ano de 2011 começou também com um forte crescimento das receitas públicas - os impostos directos sobre já aumentaram 62,3% em Janeiro. Contas feitas, as receitas totais da administração de totalizaram 8.066,7 milhões de patacas no mês passado, mais 61,3% do que no mesmo mês de 2010 e com um peso de 10,9% na previsão para os 12 meses do ano. Desse bolo total, os casinos colaboraram com 6.927,1 milhões de patacas, o que significa que os impostos estão

cumpridos em 11,7% do previsto para 2011. As despesas da administração foram de apenas 1.715,1 milhões de patacas, mesmo assim, um

valor 225,3% superior ao do mês homólogo de 2010, mas correspondentes apenas a 3,2% da previsão para 2011. O Executivo fechou, assim, o

mês de Janeiro com um saldo positivo de 6.351,6 milhões de patacas, mais 42% do que em Janeiro de 2010 e correspondente a 30,4% do que o Governo prevê arrecadar até ao final de 2011. O orçamento prevê receitas totais para 2011 de 73.890 milhões de patacas - inferior aos 79.635,8 milhões de patacas arrecadados em 2010. Só em impostos directos sobre o jogo, o Executivo prevê arrecadar 59.213,5 milhões de patacas, abaixo dos 65.003,8 milhões de patacas arrecadados em 2010 e quando o jogo em Janeiro de 2011 registou um crescimento de 33,2% face a Janeiro de 2010. No campo das despesas estão previstos gastos de 52.993,4 milhões de patacas e um saldo positivo final positivo de 20.896,5 milhões de patacas.

faixa para transporte público permanente no centro

Habitações sociais vão custar mais de 470 milhões

Para se circular melhor

Um Fai Chi Kei milionário

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

A

partir de ontem tornou-se definitivo o corredor exclusivo para os táxis e autocarros aos domingos e feriados implementado no ano passado na Avenida Almeida Ribeiro, no Leal Senado. Depois de nove meses de período experimental, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) anunciou na sextafeira que esta se vai tornar uma “prática rotineira”. Durante a fase de teste, foram elaboradas avaliações que, salienta a entidade, “mostram que a medida atingiu os objectivos esperados”. De destacar, um alívio na pressão do trânsito naquela que é uma das principais artérias da cidade, uma redução no número de conflitos entre veículos e peões e um “reforço na situação comercial”, criando um “melhor ambiente para compras e passeio”. A entidade referiu ainda que esta foi uma forma de incentivar os cidadãos e turistas para a utilização dos transportes públicos, que registaram um aumento mensal de 5% no número de passageiros, comparativamente aos dias de normal fluxo de trânsito. Também os taxistas foram presença habitual na faixa de rodagem principal da Avenida de Almeida Ribeiro, com uma subida de cerca de 30%.

O Governo já alterou o período de estacionamento com parquímetro de cinco para duas horas, na Rua das Estalagens, e pretende agora acrescentar à Avenida da Praia Grande uma zona de tomada e largada de passageiros de táxi em frente ao BCM, reajustar a localização as paragens dos autocarros na Almeida Ribeiro e estender este tipo de corredores exclusivos a outras zonas de Macau. Na lista consta uma via que ligue a Barra às Portas do Cerco, não só aos domingos e feriados mas também nas horas de ponta. “Os corredores exclusivos são para ser implementados nas principais zonas e nos horários principais”, salientou a DSAT.

Reforma também para autocarros

A partir de Abril já se vão fazer sentir mudanças nos autocarros de Macau, com reajustamentos na frequência de passagem e alterações às carreiras. Em Agosto, às actuais Transmac e TCM vai juntar-se a Reolian, subindo de 56 para 60 o número de itinerários no território. Também os próprios veículos vão aumentar, “de 538 para 660”, salientou Wong Wan, director da DSAT, e vão ser precisos 1008 motoristas de forma a garantir o funcionamento. Neste momento, só existem 600, mas a DSAT já garantiu que vai conseguir recrutar os restantes.

O

Governo vai desembolsar entre 472,7 milhões e 555 milhões de patacas na construção de 737 novas casas sociais na zona do Fai Chi Kei. Depois da demolição dos edifícios, o Executivo pretende “ace-

lerar a concretização do projecto de reconstrução de habitação pública” e aceitou na sexta-feira as propostas de 18 concorrentes à construção de 737 novas fracções distribuídas por dois edifícios de 29 andares, refere uma nota oficial do Executivo de Fernando Chui Sai On. O custo dos projectos ficará entre os 472,7 milhões e os 555 milhões de patacas, valor mais baixo e mais alto apresentado pelos 18 concorrentes aceites no concurso. Os dois novos edifícios estarão concluídos em menos de dois anos. A demolição do antigo bairro social do Fai Chi Kei, uma obra premiada do arquitecto Manuel Vicente, foi decidida no final de 2009 e gerou uma reacção social em defesa do bairro de seis prédios e inclusivamente uma petição on-line que reclamava a defesa do património do século XX. A obra, desenhada em 1979 e construída em 1981, foi

encomendada pelo Governo de Macau durante a administração portuguesa, tendo recebido, em 1995, a Medalha de Ouro da ARCASIA (Architects Regional Council of Asia) e, em 2007, foi exposta na Trienal de Lisboa. A intenção de demolir aquela que foi reconhecida pelos arquitectos de Macau como “a mais importante obra de habitação social do território” e uma das mais emblemáticas do século XX no Sudeste Asiático, levou a críticas e a petição na Internet recolheu centenas de assinaturas de Macau a Portugal, Chile, Estados Unidos, Espanha, Itália, entre outros países e regiões. A construção dos dois novos edifícios deverá criar 370 postos de trabalho no território. O Governo prometeu criar, até ao final de 2012, um total de 19 mil habitações sociais, uma meta ambiciosa que poderá não ser concretizada.


vida

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Uma “boa

O Governo japonês d organização têm per caça é uma actividad e tornou-se notória p

Implementação dos transportes eléctricos em Macau continua em estudo

António Peres Diniz, responsável pelos projectos especiais da CEM, explica como a qualidade de vida em Macau poderia aumentar substancialmente se os transportes públicos e privados passassem a ser eléctricos, apesar de ter de ser o Governo a tomar a iniciativa Filipa Queiroz

O

filipa.g.queiroz@hojemacau.com

s veículos eléctricos podem estar próximos de se tornarem uma realidade em Macau, a começar pelos públicos. A Companhia de Electricidade de Macau (CEM) instalou há três meses a primeira estação de carregamento no parque de estacionamento Park Lane, junto à Avenida Almeida Ribeiro, mas por enquanto só dois ou três veículos a utilizam. Enquanto estudos continuam a ser desenvolvidos sobre a matéria, a CEM espera a luz verde do Governo para estender a rede e dar resposta às necessidade da população, que até pode ter diversas soluções. António Peres Diniz, responsável dos projectos especiais da CEM, defende que é preciso que a Administração e as empresas dêem o empurrão e não tem dúvidas de que Macau reúne as condições ideias para acompanhar os exemplos de Hong Kong e do resto da China e Hong Kong nesta matéria. Qual é o papel da Companhia de Electricidade de Macau (CEM) no processo de implementação dos transportes eléctricos em Macau?

Como distribuidora, produtora e distribuidora de electricidade a CEM trata de assegurar a quem quiser comprar um carro eléctrico que ele possa ser alimentado. A nossa preocupação manifesta-se fundamentalmente nisso, tentar dizer ao Governo e às várias entidades que comprem o carro eléctrico que quiserem à vontade, que nós asseguraremos que ele possa ser carregado. Para isso, em termos de energia eléctrica total disponível nós temos uma rede bastante fiável e bastante potente. Repare que em meia dúzia de anos conseguimos alimentar os casinos todos que por aí vê e que têm consumos absolutamente astronómicos, em termos da rede e das infraestruturas da rede não temos qualquer problema. A primeira estação de carregamentos foi inaugurada há três meses em Macau. Que utilização é que tem neste momento? Que eu saiba quem tem automóveis eléctricos em Macau somos nós, um modelo que adquirimos recentemente da Mitsubishi, e a AVIS, a empresa de carros de aluguer, que terá uns dois ou três. Nós vamos lá de vez em quando, até para dar uso, mas a estação existe como exemplo e para passar a mensagem à população de que se quiserem ter um carro eléctrico podem ter que já têm onde o carregar, e a qualquer momento instalamos mais se forem precisas. A estação em si é muito simples. Colocar-se-á a questão do pagamento, por agora o sistema é gratuito, mas as novas tecnologias tratam de resolver isso. Qualquer cartão inteligente, de débito ou até o dos autocarros, por exemplo, funcionará. Mas os carregamentos até podem ser feitos em casa, correcto? Sim, quem compra carro eléctrico pode perfeitamente alimentá-lo na própria casa,

Filipa Queiroz

“Macau tem condições ideais para veículos e

é o mesmo tipo de tomada que se tem para alimentar a máquina de lavar roupa e para outros carregamentos normais domésticos lentos. No caso do carro demoraria uma noite a carregar. Já os carregamentos rápidos, que a estação permite, são diferentes, tem de ser trifásicos - aplicam-se normalmente a motores de grande potência e industriais e demoram cerca de 20 a 30 minutos a carregar um automóvel. Em relação aos autocarros, o Governo já mostrou intenção de ter transportes públicos ecológicos em Macau. Nesse caso, como funcionariam os carregamentos? Ao que sabemos o Governo está muito interessado nisso, sim, tanto para os automóveis como para os autocarros, a diferença é que os segundos ocupam necessariamente mais espaço. Têm uma vantagem ao nível do carregamento, um sistema diferente. Podiam aproveitar a mudança de turno, ir à própria central e, em vez de estar à espera do tempo de carregamento da bateria, meter uma nova. É um sistema que algumas empresas já estão

“Temos cerca de cem mil automóveis a circular em Macau, e outras tantas motorizadas. Um dos grande problemas que sentimos é a poluição, o cheirinho a escape, e isso com o motor eléctrico é zero. Claro que todas as energias criam sempre alguma poluição” a implementar nos Estados Unidos. A ideia é sensibilizar os fabricantes e evitar que aconteça o que aconteceu com os telemóveis, isto é, estandardizar o modelo de baterias. Então, o negócio de algumas empresas é ter estações de serviço que fornecem as baterias de forma a que os clientes não tenham de as comprar (que é o que, no fundo, torna o veículo mais caro). As pessoas vão às estações de serviço, o carro colocase num local semelhante à plataforma de lavagem automática e um mecanismo substitui as baterias por novas. Em cinco minutos está pronto para andar. Através deste sistema a bateria está em constante utilização e a bateria pode servir para 10 ou 12 carros por dia. E no caso dos táxis? É um pouco a mesma coisa. Há um modelo de carregamento a ser

utilizado em alguns países, um sistema que funciona através de fornos de indução ou transformadores, que não exige o uso de fios. Este sistema funcionaria na zona de estacionamento dos táxis em que, através de indução, as baterias estariam a ser carregadas enquanto os veículos estivessem parados. O problema é que em Macau o tempo de estacionamento dos táxis é muito pouco, eles estão sempre em rotação, então aqui provavelmente teria de ser uma coisa semelhante aos autocarros. Em Nova Iorque o que estão a fazer é obrigar os táxis a passarem a ser híbridos, com motor eléctrico e motor a gasolina ou gasóleo. A vantagem é que nos momentos de “pára/arranca” funciona o motor eléctrico e nas longas distância utilizam o outro motor, que por sua vez vai carregando a própria bateria. Acha que em Macau também

tem de ser o Governo a os primeiros passos pa implementação dos ve eléctricos? Penso que numa prime fase isto não funciona s subsídios, nem sem ser as autoridades a compr primeiros carros eléctri Em Hong Kong, por exemplo, cada departa governamental está a te começar a substituir a s frota por veículos eléctr nós [CEM] não nos inte electrificar todos os par de estacionamento para meia dúzia de veículos utilizem. Percebemos q as pessoas que compra veículos eléctricos tenh de assegurar que podem carregá-los, mas nós, co fornecedores, não pode fazer esse investimento todo para apenas um o dois carros que estejam circulação. A própria C podia servir de exempl tenho-me batido para q tenhamos mais carros eléctricos, e até já estam em contacto com algun fabricantes. Qual é a grande vantag dos veículos eléctricos Temos cerca de cem mi automóveis a circular e Macau, e outras tantas motorizadas. Um dos g problemas que sentimo a poluição, o cheirinho escape, e isso com o mo eléctrico é zero. Claro q todas as energias criam sempre alguma poluiçã nós em Coloane criamo alguma poluição, mas Coloane fica lá na pont ilha, agora se vamos aq para o centro da cidade cheiro a escape é o que é um dos graves proble que Macau e Hong Kon têm. Macau reúne cond excelentes para adopta veículos eléctricos, e at a vantagem dos parque de estacionamento que muito usados, os carros podem ficar a ser carre enquanto estão parado viu o que ganharia Mac se os autocarros além d


a notícia” para as baleias, pelo menos para já

decidiu interromper a época de caça à baleia no Antártico devido à perseguição que a organização ambientalista Sea Shepherd tem feito aos caçadores. Os navios da rseguido a frota japonesa há várias semanas para impedir que os caçadores consigam atingir a sua quota da época de caça que ascende a 945 baleias. O Japão alega que a de de “investigação científica” e uma tradição cultural ancestral. A Sea Shepherd advoga a “acção agressiva, mas não violenta” como forma de protesto contra a caça da baleia pelas manobras espectaculares das suas embarcações destinadas a impedir que baleias sejam arpoadas. A organização já considerou esta decisão como uma “boa notícia”.

pub

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ta da qui eeo e é, e emas ng dições ar os té tem es e são s egados os. Já cau de

não emitirem fumo e gases poluentes, também não fizessem barulho? Com tantas vantagens, quais são desvantagens? O preço dos veículos e a autonomia. Mas no segundo caso Macau, mais uma vez, reúne as condições ideais. Os carros têm em média uma autonomia de 150km, o que para o território é muito. Nós temos uma frota imensa que anda todo o dia a cirandar pela cidade faz uma média que não chega a 30 km diários. Se me perguntar quantos quilómetros eu faço diariamente, no trajecto casatrabalho-casa, devo fazer uns dois, não sei. Então a velocidade também não seria um problema? Não, em Macau os carros e os autocarros nunca chegam a atingir velocidades de ponta grandes. Só para atravessar a ponte é que se acelera um pouco mais e mesmo assim é preciso ter atenção aos radares, portanto não haveria sequer esse problema, porque a média é baixa no território. Mas veja, os motores dos comboios e dos TGV são eléctricos e atingem velocidades extraordinárias. A tecnologia dos motores eléctricos é muito desenvolvida, o grande problema é a autonomia, limitação que, ajudada pelas guerras e a necessidade de ter equipamentos autónomos fez com que as tecnologias dos motores a combustão se desenvolvessem. As baterias também eram pesadas e ocupavam muito espaço. Voltou-se a falar na bateria eléctrica para os carros quando o preço do petróleo disparou e por causa dos telemóveis. Recorda-se dos tijolos que se utilizavam há meia dúzia de anos? Cerca de 80% do volume deles era ocupado pela bateria. A tecnologia usada para reduzir o tamanho das baterias foi adaptado aos automóveis. Portanto, se os veículos eléctricos vão vingar ou não, tudo depende das baterias.

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cultura

“Colóquios da Lusofonia” chegam em Abril para explorar os locais do escritor

Senna Fernandes revisto e sentido Vanessa Amaro

O

vanessa.amaro@hojemacau.com.mo

lago Nam Van ou a colina de Mong-Há de “Contos de Macau” de Henrique de Senna Fernandes vão ganhar um novo fôlego entre os dias 11 e 15 de Abril. Um grupo de cerca de 50 académicos e estudiosos vai aterrar no Instituto Politécnico de Macau (IPM) para debater ideias sobre língua, literatura ou ensino em português, com especial destaque para o escritor macaense e outros autores locais que têm caído no esquecimento – Graciete Batalha, Adé dos Santos Ferreira, Deolinda da Conceição ou Rodrigo Leal de Carvalho. Num dos dias dos “Colóquios da Lusofonia”, o grupo vai sair à rua, para percorrer os lugares que norteiam as histórias de Senna Fernandes. “Já tínhamos a ideia de incluir um roteiro cultural de autores desde 2002, mas só agora iremos concretizá-la com base nas obras de Senna Fernandes”, disse ao Hoje Macau Chrys Chrystello, presidente da direcção da Associação dos Colóquios da Lusofonia (AICL) e da Comissão Executiva dos Colóquios. Rosário Girão, professora da Universidade do Minho, já tem preparado um estudo aprofundado sobre as quatro obras publicadas de Senna Fernandes e o roteiro cultural está agora a ser traçado por Lurdes Escaleira, do IPM. “Estamos ainda numa fase muito embrionária e não temos o roteiro completo. O objectivo é percorrermos a Macau de Senna Fernandes numa espécie de aula de história ao vivo”, apontou Escaleira ao Hoje Macau. Também caberá à Lurdes Escaleira apresentar uma antologia dos autores macaenses, dando a conhecer assim, aos estudiosos da lusofonia, os escritores do território. “O objectivo é transmitir elementos sobre a vida e obra de autores de Macau, de forma a

António Falcão | bloomland.cn

Depois de 14 edições, Macau foi o destino escolhido para receber em Abril os próximos “Colóquios da Lusofonia”, com a participação de cerca de 50 académicos e estudiosos da Língua Portuguesa. A edição conta com uma homenagem especial a Henrique de Senna Fernandes e um roteiro turístico que irá revisitar a Macau dos livros do escritor macaense

sensibilizar para o seu estudo e divulgação”, frisa a professora na sinopse do seu tema. Para Chrystello, a inclusão de Macau no calendário dos Colóquios servirá principalmente para dar a conhecer quem são ou foram as pessoas que contribuíram para a

literatura em português do território, mas que nunca chegaram a ser reconhecidas além-fronteiras. “Há escritores macaenses que ninguém conhece no mundo da lusofonia. Nascem e morrem em Macau e só os conhecem quem lida directamente com eles. É um verdadeiro

Centro de patuá na calha Para não deixar o patuá morrer e recuperar todos os contornos do dialecto local, a Associação dos Colóquios da Lusofonia (AICL) tenciona criar em Macau um centro de estudos permanente sobre o “dóci papiaçam”. Chrys Chrystello, presidente da instituição sem fins lucrativos, espera concretizar a ideia – que já tem alguns anos – a seguir aos “Colóquios da Lusofonia”. Mas, para tal, ainda é preciso que o encontro no território decorra na perfeição. “Se tudo correr bem, iremos avançar para o centro. Vai depender, sobretudo, dos resultados dos Colóquios e da abertura e do apoio de Macau para tal”, explicou. Chrys Chrystello viveu quase duas décadas em Macau, aprendeu patuá e pratica-o agora em casa, nos Açores. “Sei contudo que é um dialecto em vias de extinção. Se nada for feito a curto prazo, o patuá estará em extinção”, justificou. O académico acredita que a forte imigração dos macaenses para os Estados Unidos, a Austrália e o Brasil também tem contribuído para o desaparecimento da língua. “Os macaenses que partiram estão a perder as suas características de macaenses. O patuá é um dialecto condenado à extinção. Mas acredito ainda ser possível recuperá-lo e evitar que morra com as gerações que ainda o falam.”

desperdício esse esquecimento”, ressalta o organizador.

Lusofonia 24 horas por dia

Os “Colóquios da Lusofonia” foram criados em 2002 e realizavam-se uma vez por ano. A partir de 2006, passaram a acontecer a cada seis meses, tendo a cidade de Bragança, em Portugal, como um dos pontos fixo. No ano passado, os académicos reuniram-se em Santa Catarina, no Brasil, e, para este ano, o IPM aceitou a proposta de receber a semana de troca de ideias. A intenção é que o evento seja organizado por cá nos próximos dois anos. A organização justifica a escolha da RAEM como palco dos debates como “uma maneira de reconhecer a importância que a República Popular da China tem dado à Língua Portuguesa”, afirma Chrystello. “Às vezes até dá a impressão que a China está a fazer mais agora pelo português do que alguma vez os portugueses fizeram quando estiveram em Macau”, brinca o organizador.

O território acabou por ficar esquecido após a transferência – “já ninguém fala de Macau”, lamenta Chrystello – e a intenção é elevar a importância da herança portuguesa. O organizador ressalta que todos os participantes fazem um “grande esforço” para participarem no evento, já que não há patrocínios envolvidos. “Ficamos em pensões baratas e as viagens são por conta própria. Passamos o tempo todo juntos, o que acaba por criar um ambiente muito familiar. Falamos de lusofonia do pequeno-almoço ao jantar”, conta o professor. As formalidades de trataremse por “doutores” ou “professores” também é uma barreira há muito ultrapassada. “É o João ou a Maria, nunca o doutor ou a doutora. Já deixamo-nos disso. A informalidade, de certa forma, aproxima-nos mais.” Os temas apresentados têm uma continuidade, garante o presidente da AICL. “Há um acompanhamento das conclusões e dos resultados. Damos seguimento aos projectos apresentados. Nunca são ideias perdidas.”

Açores

Além de especial enfoque para os autores macaenses, a 15.ª edição dos Colóquios vai também debruçar-se sobre os açorianos a viver em Macau. Fernando Gomes, proprietário do restaurante Fernando, em Coloane, Silveira Machado, José Machado Lourenço ou D. Arquimínio da Costa são alguns dos exemplos. “Há açorianos por todos os lados”, brinca Chrystello. Serão vários os estudiosos a apresentar trabalhos que unem a ilha portuguesa e a RAEM. Anabela Mimoso, da Universidade Lusófona de Lisboa, por exemplo, agarra no tema “Rodrigo Leal de Carvalho - Entre os Açores e Macau”, enquanto que o escritor convidado Vasco Pereira da Costa vai falar sobre “Angra do Heroísmo – Escala Universal da Literatura”.


Obra de Picasso viaja para terras palestinianas

A Academia Internacional de Arte da Palestina, em Ramalah, pediu ao museu holandês Van Abbe a cedência de um quadro de Pablo Picasso. A tela “Torso de Mulher”, de 1943, foi a obra escolhida pelos estudantes da Academia para que possam proceder a uma apresentação do famoso pintor na sua instituição. Os detalhes do acordo estão a ser ultimados. Os porta-vozes do museu holandês, que dispõe de uma importante colecção privada de Picasso e Kandinsky, afirmaram, citados pelo “El País”, que esta será a “exposição mais pequena do mundo dedicada a Picasso, porque só inclui esta obra”, sustentando que “o que interessa é ver a adesão do público”. A viagem, durante a qual ser levada a obra desde a Holanda até Ramalah, será filmada para a elaboração de um documentário para a qual existe, já um candidato, Rashid Masharawi, cineasta palestiniano.

N

um palmarés que Rossellini disse ter sido relativamente unânime, The Turin Horse, do cineasta húngaro Béla Tarr, recebeu o Grande Prémio do Júri, e o Urso de Prata de Melhor Realizador foi atribuído ao alemão Ulrich Köhler por Sleeping Sickness. O prémio de melhor argumento coube a The Forgiveness of Blood, sobre dois adolescentes apanhados num feudo de sangue, rodado na Albânia pelo americano Joshua Marston, e o Urso de Prata de Melhor Contribuição Artística foi entregue, ex-aequo, a Wojciech Staron e Bárbara Enríquez, director de fotografia e cenógrafa de El Premio, de Paula Markovitch. O segundo filme alemão a concurso, If Not Us, Who, de Andres Veiel, recebeu o Prémio Alfred Bauer, assim chamado em homenagem ao crítico fundador do festival e atribuído a um filme que abra “novas perspectivas ao cinema moderno”. Nader and Semin estabelecerase desde logo como favorito da imprensa presente, e poucos duvidavam que o filme acabaria no palpub

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Júri de Isabella Rossellini dá prémio máximo do festival de cinema a Nader and Semin

Irão triunfa em Berlim no ano de Panahi Nader and Semin – A Separation foi o grande vencedor do Festival de Berlim 2011. O júri da 61.ª edição do certame, presidido pela actriz Isabella Rossellini, deu ao filme do iraniano Asghar Farhadi o Urso de Ouro para Melhor Filme e os Ursos de Prata para Melhor Actriz e Melhor Actor. Estes últimos, caso raro no festival, foram atribuídos não a actores específicos, mas sim ao conjunto dos elencos masculino e feminino marés, sobretudo no ano em que a homenagem da Berlinale ao cineasta iraniano encarcerado Jafar Panahi chamou a atenção do mundo. A história de um casal de classe média de Teerão que entra em processo de divórcio quando o marido começa a pôr em causa a decisão de emigrar, e das consequências que essa decisão tem não só no casal e na sua filha como naqueles à sua volta, foi considerada pelos vários painéis de jornalistas alemães e internacionais como o melhor filme do festival – embora muito raramente essa distinção

se reflicta na escolha do júri, o que tornou a “sintonia” de opiniões particularmente notável este ano. No entanto, a vitória apanhou de surpresa o próprio director do filme. Nos seus agradecimentos, Asghar Farhadi, que já vencera o Urso de Prata de Melhor Realizador em 2009 por About Elly, confessou que, depois dos galardões atribuídos ao elenco, não contava receber o prémio principal do certame. Já o Grande Prémio do Júri a The Turin Horse pode ser lido como uma homenagem ao veterano húngaro

Béla Tarr, figura dominante do cinema de autor europeu que anunciou ser este filme, uma radical meditação audiovisual sobre a morte, o seu testamento cinematográfico. The Turin Horseera o outro favorito da crítica para o Urso de Ouro, mas a sua austeridade e ousadia formal tornavam-no numa escolha pouco provável, sobretudo face ao pendor político ou histórico que a competição 2011 mostrou ter e à tradição do certame dar o prémio máximo a filmes com um olhar sobre a realidade contemporânea.


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desporto Futebol | Encarnados derrotaram CPK e viram Chang Wai tropeçar

Marco Carvalho

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onze da Casa do Sport Lisboa e Benfica de Macau deu este fim-desemana um passo de gigante rumo ao principal escalão do desporto-rei do território, ao derrotar a formação do Chao Pak Kei (CPK) por três bolas a uma, em partida a contar para a quinta jornada do Campeonato de Futebol da II Divisão. Não bastasse o triunfo conseguido frente ao rival da quinta ronda da prova, o conjunto encarnado acabou por beneficiar ainda do deslize do líder Chang Wai frente à Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM). O Chang Wai foi a única equipa a conseguir impôr o amargo sabor da derrota ao conjunto encarnado desde que foi dado o pontapé de saída na nova temporada, mas a cavalgada vitoriosa do até agora líder isolado do Campeonato acabou por ser travada sem apelo nem agravo pela Autoridade Monetária. O onze da AMCM – que havia somado duas derrotas pela margem mínima nos dois últimos encontros disputados – impôs-se frente ao Chang Wai por quatro bolas a duas, baralhando as contas no topo da classificação. Antes do primeiro classificado do Campeonato ter entrado em campo para defender a liderança da prova, o Sport Lisboa e Benfica de Macau já tinha cumprido com as suas responsabilidades, ao levar a melhor sobre o Chao Pak Kei por três bolas a uma, num encontro que se adivinhava difícil, mas que o Benfica acabou por dominar sem

Benfica vence em duas frentes

Hóquei em campo | Formação da Cruz de Cristo goleia Falcon

Lusitânia soma e segue no campeonato O

Lusitânia Sport Clube chamou a si a liderança do principal campeonato de hóquei em campo do território depois de golear sem apelo nem agravo um dos principais candidatos ao título, a formação do Falcon Sports Club. O benjamim dos emblemas que disputam as lides da mais cotada competição de hóquei em campo da Região Administrativa Especial de Macau até começou bem o Campeonato, com uma goleada por 12-1 frente ao Le Club, mas no primeiro grande desafio com que se deparou, a equipa que substituiu o Hoi Fan no Campeonato viu o fulgor inaugural desaparecer e

encaixou uma goleada por dez bolas a três frente ao todo poderoso Lusitânia. Constituído na sua grossa maioria por jogadores jovens, o Falcon Sports Club vinha de uma vitória pela margem mínima frente ao Palmeiras, mas perante um adversário da craveira do Lusitânia, a juventude da equipa não foi garantia suficiente para evitar a primeira derrota pesada da época de 2011. Reforçado com o antigo seleccionador de hóquei em campo de Macau, Ghulam Ghoulf, o Lusitânia Sports Club confirmou o regresso à ribalta da modalidade,

somando a quarta goleada noutros tantos jogos disputados no âmbito do principal Campeonato do território. Na terceira jornada da prova, o conjunto presidido por Frederico Cordeiro havia atropelado o onze do Le Club por 14-2 e a sequência de bons resultados (o Lusitânia não só não perdeu ainda qualquer jogo, como também não se despediu de nenhum encontro sem marcar pelo menos dez ou mais golos) colocam a equipa isolada na liderança da prova, ainda que o seu rival mais directo na luta pelo título – o campeão Iao Lok – some menos uma partida. Os campeões do território

golearam o Keong Sai por 13-0 em desafio disputado no início do mês, a contar para a terceira ronda da competição. O onze do Iao Lok não voltou desde então a entrar em campo, depois de acordado com o Palmeiras o adiamento do encontro referente à quarta jornada do Campeonato. No outro encontro da quarta ronda, disputado entre duas formações que procuram a todo o custo fugir aos derradeiros lugares da tabela, o Le Club levou a melhor sobre o Keong Sai, derrotando o agora lanterna vermelha do Campeonato por três bolas a uma, num desafio pautado pelo equilíbrio. - M.C.

nunca comprometer. Pedro Ribeiro e Castro e Pascoal Júnior (que bisou no encontro) foram os marcadores de serviço, numa partida que as águias do território geriram a seu bel-prazer. Mais forte e mais estruturado, o onze encarnado foi a primeira formação a levar perigo até ao último reduto adversário e a perseverança com que os homens orientados por Rui Cardoso rondaram a baliza do Chao Pak Kei acabou por dar frutos, com as águias do território a construir uma vantagem sólida de dois golos. O onze do CPK acabou ainda por conseguir reduzir, mas o golo não bastou para atemorizar os jogadores encarnados, que acrescentaram um novo tento ao placard já na recta final da partida. O triunfo mantinha o Macau e Benfica no encalço do líder da classificação, no que eventualmente seria uma peleja difícil pela segunda posição da tabela. Se os jogadores encarnados se despediram do relvado com motivos para sorrir, mais motivos para celebrar tiveram depois da derrota do Chang Wai ter escancarado as portas do primeiro escalão às águias do território. Com dois jogos pela frente, o Benfica só depende de si para assegurar um lugar entre os grandes do território, mas Rui Cardoso não quer meter o carro à frente dos bois e aconselha cautela: “A jornada acabou por correr de feição ao Benfica e como o Chang Wai perdeu, conseguimos apanhá-los no primeiro lugar, mas pelas minhas contas ganhar apenas o próximo jogo não basta, até porque sobem duas equipas e ainda estão várias na corrida pelo segundo lugar”, lembra o treinador encarnado. O Benfica volta a entrar em campo a meio da semana, num encontro frente ao Kuan Tai que se pode revelar crucial para as aspirações da equipa. O fim-desemana revelou-se pródigo para as águias do território em todas as frentes. Depois da equipa sénior, ontem foi a vez do conjunto júnior da Casa do Sport Lisboa e Benfica de Macau entrar em campo, em partida a contar para a segunda jornada do Campeonato da categoria. Frente ao Hou Ting, os jovens craques encarnados não deixaram créditos por mão alheias, derrotando o adversário por quatro bolas a uma.


[f]utilidades Cineteatro | PUB

[ ] Cinema

Sala 1

Sala 3

(Falado em cantonense) Um filme de: Chung Shu Kai, Eric Tsang Com: Tony Leung, Sandra Ng, Eric Tsang 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

(Falado em putonghua/cantonense, legendado em chinês e inglês) Um filme de: Benny Chang Com: Andy Lau, Nicholas Tse, Jackie Chan 14.30, 21.15

I love hong kong [B] Preço: Mop50.00

SALA 3

Um filme de: Clint Eastwood Com: Matt Damon, Cecile De France 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

(Falado em cantonense) Um filme de: Byron Howard, Nathan Greno Com: Mandy Moore, Donna Murphy, Zachary Levi 17.00, 19.30

HORIZONTAIS: 1-SAPITICA. PIAO 2-UROS. MUNGO. UR. 3-LAROTA. ELITR. 4-DIPONDIO. RIR. 5-FO. AX. USTRINA. 6-ORITINA. EI. AN. 7-L. MACALACAS. F. 8-ETE. ES. BATIDO. 9-SADIM. PU. ACA. 10-BILIARIO. UVA. 11-GUAIACO. NILAS. 12-RATO. RABIÇOLA. 13-ALONSO. AXA. OS. VERTICAIS: 1-SUL. FOLES. GRA. 2-ARADOR. TABUAL. 3-PORI. IMEDIATO. 4-ISOPATA. ILION. 5-T. TOXICEMIA. S. 6-IMAN. NAS. ACRO. 7-CU. DUAL. PROA. 8-ANEIS. ABUI. BA. 9-GLOTICA. ONIX. 10-PAI. REATA. IÇA. 11-I. TRI. SICULO. 12-OURINA. DAVALO. 13-AR. RANFO. ASAS.

solução do problema do dia anterior

Su doku [ ] Cruzadas

Soluções do problema

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição

13

Tangled [a] Preço: Mop50.00

HORIZONTAIS: 1-Nome de um pássaro. Pitora. 2-Raça indígena da América do Sul, ramo dos Aruaques. Monja. Ant. cid. da Caldeia. 3-Larica. Elemento de origem grega que significa vagina. 4-Dupôndio. Contrair os músculos faciais, geralmente em consequência de uma impressão. 5-Que dá repugnância. Elemento de origem latina que significa eixo. Lugar onde os Romanos queimavam os cadáveres, na ocasião do funeral. 6-Gén. de plantas. Hospedaria da China. Prefixo de origem grega que designa privação ou negação. 7- Tribo africana do Alto Zambeze. 8-Elemento de origem latina, que traduz a ideia de diminutivo. Símbolo químico de einsténio. 9-Moeda indiana. Medida itinerária, chinesa, correspondente a uma légua. Mau cheiro. 10-Relativo á bile. Nome do bago que é o fruto da videira. 11-Género de árvores das Antilhas. Tecido de cascas de árvore e seda, fabricado na Índia. 12-Pedra, cujas arestas corroem a amarra do navio fundeado. Fruta ordinária, que se deixa nas árvores depois da colheita. 13-Que não tem pressa. Oração que os Moiros fazem a Deus, antes de se deitarem na cama. Artigo definido masculino plural e pronome demostrativo. VERTICAIS: 1- A parte do mundo oposta ao norte. Parte de um instrumento musical. Insecto hemíptero, de cor vermelha, empregado em tinturaria e farmácia. 2-O que ara. Diz-se de um prego próprio para tábuas. 3-48 pulegadas. Instantâneo. 4-Exerce a isopatia. Ílio. 5-Estado do sangue que contém substância venenosa. 6-Qualidade daquilo que atrai, fig. Contracção da preposição em mais o artigo definido plural as. Que estala facilmente. 7-Extremidade da bigota, aposta à cabeça. Relativo a dois. Remeiro que na guiga vai à frente dos outros. 8-Enfeites dos dedos. Excl. de admiração. Símbolo de bário. 9-Ciência da linguagem. Opérculo dos múrices, empregado outrora em perfumaria e terapêutica. 10-Homem que deu o ser a um ou mais indivíduos. Arreata. Formiga avermelhada do Brasil. 11-Elemento de origem latina que significa três. Habitante da Sicília, siciliano. 12-Urina. Moeda indiana. 13-Fluido transporte e invisível, que forma a atmosfera. Elemento de origem latina que significa bico de ave. Membros com penas que servem a certos animais para voarem.

REGRAS |

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shaolin [c] Preço: Mop50.00

SALA 2

Hereafter [b] Preço: Mop50.00

segunda-feira 21.2.2011

[Tele]visão www.macaucabletv.com

TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:30 RTPi Directo 17:30 Liga Sagres: Benfica vs Guimarães (Repetição) 19:00 TDM Entrevista (Repetição) 19:30 Ganância 20:25 Acontecimentos Históricos 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde RTPi 22:10 A Muralha 22:58 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:30 TDM Desporto 00:00 Há Conversa 01:00 Telejornal - Repetição 01:30 RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Bravo – Pedro Goucha Gomes 15:00 Magazine EUA Contacto – N. Inglaterra 15:30 Viagens Com Um Cómico 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Preço Certo 17:45 O Olhar Da Serpente 18:30 Documentário – Pancho Guedes 19:00 Voo Directo 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:00 Magazine EUA Contacto – N. Inglaterra 22:30 Portugal No Coração TVB PEARL 83 06:00 Charlie Rose 07:00 First Up 07:30 NBC Nightly News 08:00 Putonghua E-News 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 Tinga Tinga Tales 16:30 ZingZillas 17:00 Olivia 17:30 City Of Friends 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 America’s Funniest Home Videos 18:50 6 billion Others 19:00 The Wall Street Journal Report 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 The Pearl Report 20:30 Lost 21:30 Around The World in 90 Minutes 22:30 Market Place 22:35 Around The World in 90 Minutes 23:15 World Market Update 23:20 News Roundup 23:35 Earth Live 23:40 2011 NBA All-Star Game 02:10 The Wall Street Journal Report 02:35 FIFA Football World 03:05 European Art at the MET 03:30 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 13:00 Asean Basketball League 2010/11 Philippine Patriots vs. Chang Thailand Slammers 15:00 Ironman Regensberg 16:00 ACC Sunday Night Hoops Georgia Tech vs. Duke 18:00 Airsports World Series 4 18:30 Planet Speed 2010/11 19:00 Football Asia 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia

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(MCTV 41) HBO 16:35 Funny People

Informação Macau Cable TV


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opinião ca d er n o d i á r i o Pedro Correia

DOMINGO, 13 Há muitas histórias – reais ou apócrifas – relacionadas com ex-presidentes dos Estados Unidos. A minha preferida tem a ver com aquele que foi um dos mais obscuros e porventura menos competentes inquilinos da Casa Branca ao longo de todo o século XX: o republicano Calvin Coolidge, que ocupou a presidência entre 1923 e 1929. Ia certa vez Coolidge em visita a umas propriedades rurais, acompanhado da mulher, quando ao passarem por um galinheiro a senhora Coolidge perguntou ao proprietário quantas vezes o vistoso galo que ali se encontrava praticava sexo com as galinhas. “Dezenas de vezes, minha senhora”, respondeu-lhe o sujeito, porventura algo embaraçado com aquela súbita curiosidade feminina. “Faça o favor de informar o meu marido”, retorquiu-lhe a primeira dama. Coolidge não se ficou. Tinha também uma pergunta destinada ao agricultor: “E o galo faz sempre isso com a mesma galinha?” Resposta imediata do sujeito: “Oh, não. Ele escolhe sempre uma galinha diferente.” Coolidge rematou então: “Faça o favor de informar a minha mulher.” Ignoro se isto alguma vez aconteceu, mas passou à posteridade como se tivesse acontecido, o que para o caso vem a dar no mesmo. Como dizia aquela personagem do filme de John Ford, “quando a lenda se torna facto, imprime-se a lenda.” SEGUNDA, 14 Continuo a admirar este afã da agência Lusa - estatal, oficial, governamental, prestadora de “serviço público” - em escrever português à brasileira, a pretexto do novo aborto ortográfico. É tanta a preocupação em abrasileirar-se que teima até em escrever “fato” em vez de facto. Serve para amostra este trecho de uma notícia de ontem (16.53) da agência noticiosa portuguesa (ou devo antes dizer brasileira?): «Os especialistas chamam a atenção para o fato de a situação ser agravada pelo consumo de bebidas alcoólicas de má qualidade.» E mais adiante: «O deputado (...) chama a atenção para o fato de a maior parte dos vinhos de má qualidade ser produzida...» Suprimem-se, portanto, não só as chamadas consoantes mudas (excepto o H, por enquanto, mas “avemos” de lá “xegar”...), mas também as consoantes que são pronunciadas de forma bem audível de acordo com a norma oral portuguesa. À força de tanto querer emudecer o C de facto talvez um dia a Lusa consiga os seus intentos. Haja alguém a recompensá-la por isso do outro lado do Atlântico - ou deverei escrever aja em vez de haja? TERÇA, 15 Andam por aí os nossos egiptólogos de 25.ª hora preocupados com a influência que o Irão pode vir a ter no Egipto – e eis que a realidade teima em desmenti-los: afinal é o Egipto que está a ter influência no Irão. O problema dos factos é mesmo este:

O que distingue um estadista de um político mediano? Fundamentalmente, a capacidade de ter razão antes de tempo. Há exemplos clássicos nesta matéria, mas nenhum tão expressivo como o de Winston Churchill, que ao longo da década de 30 foi praticamente a única voz relevante a chamar a atenção no Reino Unido para a necessidade de encarar a Alemanha de Adolf Hitler como uma ameaça mortal insistem em desmentir teorias que levaram muito tempo a arquitectar. Tanto trabalho para nada. Pois que se danem os factos. QUARTA, 16 Já várias vezes tenho escrito aqui sobre a importância das primeiras frases para cativar a atenção do leitor. Podemos fechar de imediato um livro se não gostamos do parágrafo de abertura ou podemos lê-lo sem interrupção se esse parágrafo for capaz de nos seduzir. Acaba de me acontecer com Primeira Guerra Mundial, obra do historiador britânico Norman Stone, agora editada em Portugal (pela D. Quixote). Começa assim: “O primeiro tratado diplomático alguma vez filmado foi assinado na cidade de Brest-Litovsk, na Rússia Branca, às primeiras horas do dia 9 de Fevereiro de 1918” (tradução de Miguel Mata). Um livro de História com esta frase inicial

ca rtoon por Steff

conquista-me sem qualquer dificuldade. Foi o caso: em dois dias já li cem páginas. QUINTA, 17 O que distingue um estadista de um político mediano? Fundamentalmente, a capacidade de ter razão antes de tempo. Há exemplos clássicos nesta matéria, mas nenhum tão expressivo como o de Winston Churchill, que ao longo da década de 30 foi praticamente a única voz relevante a chamar a atenção no Reino Unido para a necessidade de encarar a Alemanha de Adolf Hitler como uma ameaça mortal. Sabe-se o que aconteceu: Churchill foi ridicularizado por todos os presumíveis sábios do momento. Nenhum político daquela época acabou por ser tão vilipendiado como ele. Acusaram-no de tudo – de belicista a louco – por ousar romper o consenso em torno do dogma da “paz” a qualquer preço.

Khadafi é o próximo

Churchill, a notável biografia escrita por Paul Johnson e recém-lançada no mercado português (Alêtheia, 2010), descreve bem o que foram esses tempos de persistente cegueira em Londres perante a escalada guerreira de Hitler. O Partido Trabalhista britânico manteve-se teimosamente contra a adopção de medidas preventivas. “Opomonos terminantemente a todo e qualquer processo de rearmamento”, declarou na Câmara dos Comuns o futuro líder trabalhista, Clement Attlee, em Dezembro de 1933, 11 meses após a subida dos nazis ao poder. E só mudou de posição seis anos mais tarde, ao eclodir o maior conflito bélico de todos os tempos. Seria depois vice-primeiro-ministro no Governo de unidade nacional liderado por Churchill durante a guerra. Até os primeiros tiros serem disparados, a cegueira persistiu: abundavam políticos, escasseavam estadistas. “Gostaria de encerrar todos os postos de recenseamento militar, de dissolver o exército e de desarmar a força aérea. Gostaria de abolir os horríveis equipamentos de guerra e de dizer ao mundo: ‘Façam o que quiserem’.” Esta foi uma mensagem eleitoral do líder trabalhista, George Lansbury, na campanha para as intercalares de Junho de 1933 – quatro meses após o incêndio do Reichstag. Paul Johnson enumera outros exemplos. O lorde trabalhista Clifford Allen, ex-director do jornal Daily Herald, afirmou-se “convencido” de que Hitler alimentava “um desejo genuíno de paz”. O arcebispo Temple, de York, elogiou o “grande contributo” do chanceler nazi para “a paz e a segurança”. Lord Lothian, futuro embaixador britânico nos EUA, foi ao ponto de invocar o Tratado de Versalhes imposto aos alemães em 1919 para justificar, “em grande medida”, as perseguições que já então se verificavam aos judeus. “A ala pacifista do clero, que era dominante, fundou uma União de Apelo à Paz” pedindo aos britânicos a recolha de “assinaturas pela paz” – iniciativa que obteve um estrondoso sucesso, assinala Johnson. Entre os notáveis detractores que Churchill teve durante a década de 30, em que alertou os britânicos para a necessidade de rearmar o Reino Unido, destacam-se John Maynard Keynes e Bertrand Russell. O primeiro, já com Hitler no poder, justificou perante a opinião pública em Londres a atitude dos alemães, apontando o dedo acusador ao Tratado de Versalhes, que procurou impor uma “paz cartiginense” a Berlim. Russell, um pacifista de sempre, preferiu traçar cenários de horror no caso de um suposto ataque nazi à capital britânica: “Bastam 50 bombardeiros de gás para envenenar Londres inteira”, declarou em 1934. Estes intelectuais prepararam o terreno para a “paz com honra” assinada por Neville Chamberlain com Hitler em Munique, 11 meses antes do início da II Guerra Mundial. “Teremos a desonra - e a guerra”, alertou Churchill. Cheio de razão antes de tempo.


ociosidade que leva ao nervosismo,

segunda-feira 21.2.2011

Não é o trabalho, mas a à insónia e às crises nervosas.

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Padre Manuel teixeira [1912-2003]

Dito da semana: Nem para comprar cigarros

ol h a d el a Gilberto Lopes

“Porquê só 12 mil patacas por ano? Nem se consegue comprar um maço de cigarros por dia? Mil patacas por mês? Para que servem?”. FONG CHI KEONG NO PLENÁRIO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

A FIGURA DA SEMANA Má decisão

O reordenamento dos bairros antigos • Depois de muitos anos de discussão, o “dossier” dos bairros antigos parece estar pronto para avançar. Há, de facto, várias zonas de Macau e muitos edifícios a necessitar de serem recuperados. A sua revitalização pode ser benéfica para os actuais moradores e criar novas oportunidades, mas não deve proteger os promotores imobiliários. E neste sentido todos sabemos a importância que estes senhores - com representação assegu-

rada no Conselho Executivo ou Assembleia Legislativa – têm no actual “status quo” de Macau. Não precisam de mais uns negócios para continuar a ser os donos da terra. Os bairros antigos necessitam de ganhar nova vida, de ter mais moradores e alguns negócios, que ajudem os pequenos e médios empresários e os mais novos a viver. As indústrias criativas, hotéis de baixo custo e outros investimentos podem contribuir para

ACONTECIMENTO DA SEMANA • • A riqueza não está a chegar a todos os estratos da população. Todos o reconhecem, incluindo os líderes de Pequim, que nas visitas que têm feito à RAEM têm defendido uma melhor distribuição dos milhões que anualmente entram nos cofres de Macau (ver os dados de 2010, em que o saldo acumulado atingiu os 41 mil milhões de patacas). O Governo tem procurado dar mais dinheiro aos mais desfavorecidos, mas os montantes

a recuperação dos bairros antigos. Mas tenho receios que “as sociedades comerciais que vão promover a reconstrução de edifícios com mais de 25 anos ou que se encontrem em estado de risco” sejam detidas pelas mesmas famílias que há anos dividem os negócios da terra. E quanto às “compensações justas” que os actuais moradores ou proprietários vão receber vamos aguardar para ver o que o Governo pretende fazer.

• O director dos Serviços de Educação e Juventude está de saída para o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior. A notícia ainda não é oficial, mas deve ser confirmada nas próximas semanas, uma vez que a actual comissão de serviço termina a 19 de Março. Sou Chio Fai é um dos mais competentes dirigentes da Administração Pública. Já o escrevi neste espaço e volto a reafirmá-lo hoje. Cheong U habituou-nos a privilegiar a competência desde que chegou à pasta dos Assuntos Sociais e Cultura - a nomeação de Guilherme Ung Vai Meng para o Instituto Cultural é disso prova – mas desta vez tomou uma má decisão. É certo que há muito a fazer na área do ensino superior, que o Governo deve estar atento ao caminho errado que a Universidade de Macau está a trilhar, mas Sou Chio Fai deveria continuar no ensino não superior, onde há anos desenvolve um excelente trabalho. A maioria dos dirigentes das escolas de Macau não deixará de corroborar a minha posição, embora já tenha ouvido por aí que na DSEJ e na Associação Chinesa da Educação há quem não goste de Sou Chio Fai. O futuro vai encarregar-se de confirmar quem tem razão. Devo confessar que a sua saída não me surpreende. Há muitos meses que se fala nessa hipótese. Na luta que se tem travado nos bastidores da política local, Sou Chio Fai perdeu. Mas não deixa de ser um jovem e bom dirigente, que ainda tem muito a dar a Macau.

Mais e menos + A equipa de Cheong Kuok Vá está de

parabéns, já que a criminalidade voltou a baixar em 2010. Os dados divulgados esta semana confirmam que Macau é uma cidade segura. O que se passa na área dos casinos deve, no entanto, preocupar as autoridades, já que neste segmento houve aumento de situações ilegais. E estamos em época de crescimento de receitas, quando o panorama se inverter os problemas vão acentuar-se ainda mais...

Subsídios curtos

são curtos para fazer face às necessidades. Esta semana, foi aprovado na Assembleia Legislativa o subsídio para portadores de deficiência, mas vários deputados consideraram insuficiente o valor fixado pelo Governo. O mesmo se pode dizer do subsídio de residência, que vai passar de 1000 para 1500 patacas. Uma subida acentuada, mas a quantia final é muito, muito reduzida, tendo em linha

de conta o preço das casas em Macau. Quanto ao subsídio de residência, de família e prémios de antiguidade: o problema é que ficaram muitos anos sem ser actualizados, o que impede que as alterações possam ser consideradas adequadas. Corrigir uma situação que tem quase 20 anos não é tarefa fácil. O Governo deve ser mais ambicioso, ter a coragem de solucionar situações injustas, mesmo que

para isso seja necessário gastar muitos milhões. O que são 234 milhões (valor que vai suportar o novo regime de subsídio de invalidez para pessoas portadores de deficiência) quando comparados com os milhões que foram investidos na exposição para assinalar os 10 anos da RAEM ou no complexo dos Pandas. Distribuir melhor a riqueza não deve significar dar apenas mais uma migalhas aos mais necessitados!...

-

O caso que envolveu um grupo de turistas do continente e guias turísticos de Macau mancha a imagem da RAEM e volta a reafirmar que é necessário um grande esforço das autoridades para disciplinar um sector que é muito importante para o turismo do território.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção António Falcão; Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Kahon Chan; Rodrigo de Matos Colaboradores Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros, Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Luís Sá Cunha, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


O GIT parece que brinca com o fogo!

Chui Sai on apoia Universidade de Macau O Chefe do Executivo da RAEM afirmou, durante a comemoração dos 30 anos da Universidade de Macau (UMAC), na sexta-feira, que a instituição formou mais de 10 mil estudantes competentes, fazendo grandes esforços e contributos importantes para elevar a qualidade social e impulsionar o progresso económico. Durante o seu discurso referiu que o Governo irá continuar apoiar, através de medidas e recursos, a UMAC e o desenvolvimento do ensino superior, impulsionar a educação, investigação e serviço social, com o aumento do investimento em recursos, especialmente na equipa de docentes e instalações de investigação de ciência e teleologia. queima de Panchões aumenta incêndios Durante as festividades do Ano Novo Lunar registaramse 84 casos de incêndios, número aproximado do mesmo período do ano anterior. Destes casos, 45 são causados por queima de panchões e papéis votivos, correspondendo a um acréscimo de mais de 60% em relação ao igual período de 2010.

... na ilha

verde

!!!

Dísticos chineses reavivam fúria anti-casa fúnebre

Columbário renascido Kahon Chan

C

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erca de quatro centenas de moradores do edifício U Wa, na Areia Preta, juntaram-se para bloquear as ruas ontem à noite. Tudo porque concluíram que os dísticos chineses afixados em frente a uma associação local sugeriam que ali seria instalado um columbário. O desmentido da associação, apoiado pelo deputado da Assembleia Legislativa (AL) Chan Meng Kam, não chegou para convencer a multidão em marcha, que pediu à associação para simplesmente abandonar as instalações. A teoria da conspiração que apontava para o estabelecimento de um columbário no interior de uma associação no rés-do-chão do edifício U Wa estalou em Agosto, quando moradores vizinhos viram uma grande chaminé a ser construída no interior de uma loja que abria para o pátio do conjunto habitacional económico. Graças à mediação de Chan Meng Kam, que tinha boas ligações na comunidade

de Fujian, a chaminé foi rapidamente desmantelada e os moradores receberam a promessa de que as instalações nunca seriam usadas como um columbário. O cepticismo aparentemente não se desmantelou como a chaminé. De acordo com os residentes que aderiram à marcha ontem à noite, a associação que ainda está a proceder a trabalhos de acabamento interior, cinco meses após o drama, revelou dois pares de dísticos ontem de manhã. Gravada em grandes peças de granito vermelho, a expressão “Guanyin sentado num pedestal de lótus floresce a terra natal” foi considerada uma sugestão de um futuro columbário, enquanto uma outra frase que começava com o carácter que significa “longevidade” foi também motivo de preocupação, embora o significado exacto da expressão na sua totalidade fosse ambíguo. Posteriormente, cerca de duas centenas de moradores furiosos se reuniram na rua após as 21h, gritando “slogans” de rejeição ao columbário ou a altares de qualquer

Kahon Chan

São Januário com mais oxigenação O Centro Hospital Conde de São Januário adquiriu um equipamento com funções de oxigenação por membrana extra-corporal no intuito de ajudar os doentes gripais graves com complicações de pneumonia. O equipamento é um aparelho de primeirossocorros que é utilizado para tratar os doentes com insuficiência cardio-pulmonar grave. Actualmente, o Centro Hospitalar Conde de São Januário dispõe de três tipos de suporte ventilatório para doentes. O mais básico é não invasivo e é aplicado geralmente para tratar a insuficiência respiratória. O segundo é a ventilação artificial através de entubação que pode resolver a situação de insuficiência respiratória e manter a vida do doente. O último é aquele que, quando um doente apresenta pneumonia grave por causa da gripe, entre outras doenças, e o sistema respiratório não consegue inalar oxigénio suficiente, assim, provocando a insuficiência doutros órgãos e possivelmente, a morte do doente, o equipamento de ECMO é utilizado para substituição temporária das funções cardio-pulmonares do doente.

E os Bombeiros vão ser instalados...

Chan Meng Kam

tipo. Os manifestantes exibiram faixas usadas em marchas há meio ano e ocuparam todas as pistas de uma secção da Avenida 1º. de Maio, ocupando mais tarde uma outra secção, na Rua 1.º de Maio, mostrando-se dispostos a marchar em redor da propriedade para mostrar a sua fúria. Os planos de protesto foram interrompidos quando um encarregado da associação e o deputado da AL Chan Meng Kam chegaram e comunicaram com a multidão após as 22h, reiterando a promessa de não criar nenhum columbário, com Chan a lembrar que devia ser considerado normal instalar um pequeno altar como parte dos costumes chineses. Depois, através de um altifalante, Chan comprometeu-se com a multidão em como os dísticos seriam derrubados hoje para descansar os residentes, mas a maior parte dos moradores não se mostrou convencida. Atensão entre a turba, no entanto, acabaria por aliviar, com Chan a apelar a uma coexistência pacífica com a associação. O deputado também aceitou encontrar-se com os moradores hoje para resolver a disputa. A PSP afirmou que 400 moradores se tinham juntado ao protesto inesperado e que a multidão dispersou às 23h45, com ambas as secções das ruas afectadas a reabrirem ao trânsito.

FAOM deriva em união política A Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) criou uma associação derivada chamada Associação Choi In Tong Sam (cujo significado literal é “unir as elites e a paixão”, para se concentrar em assuntos eleitorais e outras participações em política. Enquanto o presidente é Leong Iok Va, e o vicepresidente, Kwan Tsui Hang, respectivamente antigo e

actual deputados da AL, as operações da associação ficarão a cargo de membros mais jovens da federação, com a associação a assumir-se como uma oportunidade para as novas gerações se envolverem na política de Macau. O objectivo da associação é prestar “formação” para o envolvimento político e debates aos 60 membros com idade média de 40 anos.

segunda-feira 21.2.2011 www.hojemacau.com.mo

Espanha Mãe encontra filha roubada Uma mulher reencontrou-se com a sua mãe biológica, 40 anos depois de a terem retirado à progenitora logo após o nascimento. Este foi o primeiro caso de reencontro - já confirmado por testes de ADN saído de um passado de tráfico de bebés que está a abalar a Espanha. Durante o franquismo, e até quase ao final da década de 1980, o tráfico de bebés foi um negócio em Espanha. Só recentemente é que este país começou a acordar para este capítulo aterrador da sua história, muito graças à acção da Anadir - Asociación Nacional de Afectados por Adopciones Ilegales, que recentemente se manifestaram frente à Procuradoria-Geral espanhola pedindo justiça. “Este é o primeiro caso de reencontro a que assistimos”, assegurou ao “El País” Juan Luis Moreno, fundador, a par de Antonio Barroso, da Anadir. “Aconteceu em Barcelona, mas ambas preferem ocultar a sua identidade”, acrescentou o responsável. Líbia 200 mortos em confrontos Segundo médicos líbios, mais de 200 pessoas morreram em Benghazi este fim-de-semana às mãos do exército, e 900 terão ficado feridas. A BBC cita um médico que descreve o que aconteceu no sábado em Benghazi, segunda cidade do país e bastião da oposição, como um “massacre”, quando membros do exército atacaram cidadãos durante um funeral, com rajadas de metralhadora. Apesar da violência, a contestação continua com novas manifestações a decorrerem em Benghazi e manifestantes a enfrentarem tiros.

NASA Portugueses montam exposição Um grupo de portugueses está na origem de uma exposição sobre os 50 anos da agência espacial norte-americana, a NASA, que está patente até Novembro na Suécia e que vai percorrer vários países europeus nos próximos seis anos. “É uma exposição que abrange toda a história da NASA e não só, em que os visitantes entram na exposição como se estivessem a entrar num foguetão”, explicou à Lusa José Poeiras, produtor da exposição, organizada pela empresa holandesa John Nurminem Events.


Hoje Macau 21 FEV 2011 #2312