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SEGUNDA-FEIRA 16 DE ABRIL DE 2018 • ANO XVII • Nº 4031 THE STANDARD

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

“SHANGHAI BOY”

STANLEY HO

AMBIENTE

TPC de O FIM DE OMacau UMA ERA

Teoria da chantagem PÁGINA 6

P. 7

GRANDE PLANO

hojemacau

Em defesa da nação Wong Sio Chak revela que o Executivo vai elaborar, o mais rapidamente possível, leis complementares ao regime da defesa da segurança do Estado. O secretário para a Segurança entende que existem no território factores de risco que justificam a iniciativa legislativa PÁGINA 5


2 grande plano CHRISTIANA FIGUERES APONTA CHINA COMO EXEMPLO EM QUESTÕES ECOLÓGICAS

PROTEGER O FUTURO A China está com dois anos de avanço no que respeita à descarbonização do ar. A informação foi deixada pela ex--secretária executiva da Convenção do Clima das Nações Unidas (UNFCCC), Christiana Figueres que esteve no território enquanto convidada especial do Forúm Ambiental de Macau. A também responsável pela assinatura do acordo de Paris falou aos jornalistas das maiores preocupações actuais no que diz respeito ao ambiente e deixou algumas sugestões para o território

M

ACAU precisa de continuar a progredir em termos de medidas ecológicas disse ex-secretária-executiva da Convenção do Clima das Nações Unidas (UNFCCC), Christiana Figueres aos jornalistas, num encontro na passada sexta-feira. De acordo com a diplomata, o caminho já está a ser percorrido. Da informação que lhe foi facultada pelas autoridades locais, os autocarros que fazem o transporte para os casinos e que quiserem circular na nova ponte a partir da ilha artificial têm de ser eléctricos. Mais, o pedido de licenciamento de mais 100 táxis, pela Rádio Táxis depende do combustível que utilizarem. Neste domínio Christiana Figueres adianta que terão de ser movidos a energia elétrica para poderem ser viáveis. O HM entrou em contato com a DSSOOPT para confirmar a informação, no entanto, até ao fecho da edição não obteve qualquer resposta.

No que respeita ao tratamento de resíduos alimentares, este poderia ser o mote para os casinos de Macau cooperarem e mostrarem ao mundo um exemplo único nesta matéria. Entretanto, a China lidera quando se fala de políticas ambientais. Já lidera no que diz respeito a produção de energia solar e no ramo dos veículos eléctricos a liderança a nível mundial estará para breve. A Índia segue pelo mesmo caminho.

MOVIMENTO ELÉCTRICO

Os transportes eléctrico são uma prioridade quando se fala de medidas ecológicas. O mundo está a responder à demanda da substituição dos combustíveis fósseis por alternativas amigas do ambientes e, exemplo disso, é a aposta, principalmente no último ano, na produção e carros eléctrico pela maioria das marcas da indústria automóvel. “Temos quase todas as indústrias de carros a anunciar a sua mudança para a produção de carros

eléctricos entre 2025 e 2040. Land Rover, Mercedes Benz, Volkswagen, General Motors e por aí fora”, referiu Christiana Figueres. A China não é excepção e está a acompanhar essa tendência. “Há a companhia BYD - Build Your Dream - que está a produzir veículos eléctricos no país com um grande sucesso”, exemplificou. Paralelamente, o país também está a fomentar legislação que privilegia o uso de veículos eléctricos em relação aos que usam combustão interna. Em números,

Os autocarros que fazem o transporte para os casinos e que quiserem circular na nova ponte a partir da ilha artificial têm de ser eléctricos

a China vendeu 500 mil veículos movidos a energia eléctrica no ano passado, o que representa o número mais elevado no mundo. A China pretende ainda pôr 5 milhões de veículos eléctricos nas estradas até 2020 e sete milhões até 2025. Em postos de carregamento é já o país que lidera com um total de 170 mil. “De um ponto de vista infra-estrutral a China, definitivamente, quer ter a liderança em dois ramos essenciais: A qualidade do ar nas cidades mais congestionadas e outra para se tornar num país competitivo a nível mundial no que respeita à indústria automóvel”, disse Figueres. A Índia também é um exemplo e já decidiu que todos os carros vendidos no país, depois de 2030 têm de ser eléctricos, sendo que a China ainda não tem data marcada para o mesmo efeito, mas está a considerar a mesma. O sucesso do domínio da China neste mercado vai depender do investimento não nos carros em si, mas sim na produção de baterias, completou a ex-responsável da ONU. O país já tem duas das cinco companhias de topo no que respeita a baterias de lítio”, disse.

SOFIA MARGARIDA MOTA

AMBIENTE

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AS PROMESSAS DE MACAU

Macau também está a andar no sentido de electrificar a mobilidade. Exemplo dessa tendência é a construção do metro ligeiro, apontou. “No que respeita a transportes leves que integram carros e autocarros, o novo terminal que está a ser construído para a ponte em Y só vai aceitar transportes dos casinos com a condição de serem autocarros eléctricos”, anunciou Christiana Figueres de acordo com a informação que lhe foi dada durante a estadia no território. As medidas para aumentar o número de veículos eléctricos também vão atingir os táxis, frisou. “Foram pedidos 100 táxis e todos estes veículos precisam de ser movidos a electricidade”, apontou. A responsável não deixou de frisar que “se tratam de medidas que implicam um processo e que não acontecem de um dia para o outro, até porque, temos de mudar o comportamento dos consumidores e ter estes veículos a um preço acessível”.

PLÁSTICO PARA QUE TE QUERO

O uso único do plástico é um dos principais problemas quando se fala de ambiente. De acordo com Christiana Figueres, é um exemplo do que é um desafio ambiental que tem ganho peso na opinião pública no último ano. “Claro que é um problema que existe há várias décadas, mas aconteceram duas coisas nos últimos doze meses que fizeram com que aumentasse esta consciência pública do problema”, apontou a diplomata. A primeira, referiu, foi o facto da China se ter recusado recentemente a aceitar o plástico que vinha

do resto do mundo. E a segunda tem que ver com as campanhas fotográficas que têm vindo a ser divulgadas. “São imagens muito fortes e que, por isso, têm uma grande influência na opinião pública”, apontou. Estes dois aspectos têm contribuído activamente para a tomada de medidas também em dois sentidos. Tanto a nível legislativo, como de resposta dos próprios consumidores. “O Reino Unido já legislou o uso único de plástico e obriga os supermercados a, com o tempo, reduzir o uso deste material por completo e os consumidores já estão a mudar de comportamento e a dar preferência aos estabelecimentos que não usam plástico”, explicou Christiana Figueres. Macau ainda está aquém desta tendência, mas deveria começar a tomar medidas. “Macau não é excepção a isto, com uma concentração tão alta de população e, por conseguinte, de uso de plástico, vai


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ter de descobrir o que vai fazer com o seu plástico porque também vai deixar de o poder reenviar para a China”, alertou. A solução, global e local, pode passar por três vectores. Um é seguir o exemplo dado pelos japoneses e aplicar o plástico a outros fins. “O Japão, por exemplo, já produziu uma tecnologia que usa plástico derretido para construir estradas”, disse. A segunda coisa que pode, e deve ser feita, é a reciclagem de plástico para a produção de recipientes, ou seja, para que seja multifuncional e não de uso único. A terceira solução possível, “que é a mais difícil, é a substituição de plástico por materiais biodegradáveis “, rematou Figueres.

DESPERDÍCIO ALIMENTAR, UMA QUESTÃO MORAL

No que respeita ao desperdício alimentar, um problema que afecta Macau em particular por

ser um destino turístico, Christiana Figueres mostrou-se optimista até porque considera que há fortes razões para atacar este tipo de situação. “Se forem adoptadas medidas que separem o desperdício orgânico do não orgânico, vamos ter progressos”, começou por dizer. A responsável explicou ainda que a razão tem que ver com a possibilidade de utilizar o lixo orgânico quer para a fertilização de solos, quer para captura de metano. “Por isso, e vendo apenas de um ponto de vista socioeconómico, é uma atitude que faz muito sentido”, sublinhou. Mas, acima de tudo há uma questão maior, “quer local, quer global”. “Ter este tipo de desperdício num mundo em que há ainda cerca de um bilião de pessoas que não têm o que comer é um assunto do foro moral”, frisou. No que respeita ao desperdício alimentar nos casinos, Macau pode ter um papel exemplar. “É uma

enorme oportunidade para um relativamente pequeno número de casinos, que podem estabelecer uma coordenação entre eles e trabalharem num esforço conjunto”, sugeriu. A diplomata foi mais longe: “É uma oportunidade para estes casinos serem líderes na indústria do jogo do mundo no que diz respeito ao tratamento de resíduos alimentares”, disse.

MACAU, UMA CIDADE QUASE ECOLÓGICA

Macau tem factores que podem facilitar o caminho rumo a uma cidade ecológica. A afirmação foi feita pela ex-secretária-executiva da Convenção do Clima das Nações Unidas (UNFCCC), Christiana Figueres que também teve o cuidado de a explicar. “Macau tem um desafio que está relacionado com o facto de ser uma cidade muito concentrada”, começou por dizer a responsável. No entanto, o mesmo problema pode ser uma

vantagem. “O facto de ter uma grande concentração faz com que a pegada ecológica per capita seja menor do que nas cidades grandes e com uma população mais dispersa. Até porque, por exemplo, num lugar pequeno haverá menos transportes, será gasto menos combustível e emitidos menos gases”, apontou. Tudo isto são factores que devem motivar à aposta em alternativas “como andar a pé e de bicicleta, ou que tenham que ver com transporte partilhado”, referiu. “É por isso que Macau tem a possibilidade de se tornar uma cidade ecológica líder em termos mundiais”, considerou Figueres. Para o efeito, há ainda muito a fazer. “Macau vai ter de continuar a diminuir as emissões de gases feitas pelos meios de transporte, vai ter de fazer alguma coisa quanto ao plástico e à qualidade da água, mas também tem de aceitar o desafio de humanizar os espaços em que as pessoas vivem”, sugeriu.

Os desafios colocados pelo elevado número de turistas que circulam no território também têm de merecer a atenção do Executivo, até porque “é mais difícil afectar o comportamento dos turistas do que interferir e construir o comportamento dos residentes”. Neste sentido, as mudanças rumo a uma maior protecção ambiental “têm de ter um carácter sistémico e não podem depender do comportamento individual”, rematou. Christiana Figueres insistiu: “a protecção ambiental que está a ser adoptada em Macau é muito típica de uma cidade que tem o impacto do turismo e penso que têm sido feitos esforços para proteger o ambiente, mas é preciso fazer mais”.

MAIS PARECE A CHINA

Foi recentemente ractificado o Acordo de Paris. As directrizes são agora lei nacional em 175 países e Continua na página seguinte


4 grande plano

há mais países em vias de aderir ao documento que traça os principais caminhos a fazer rumo a um melhor ambiente, disse a mentora do documento assinado pela primeira vez em 2015, Christiana Figueres. De entre os seus assinantes, a China e a Índia “têm sido um exemplo”, disse a diplomata aos jornalistas. “A maioria dos países têm sido bons exemplos, mas o destaque vai para o trabalho feito pela China e também pela índia”, apontou. De acordo com Figueres, são países que vêm a descarbonização como uma coisa boa para a economia e um passo essencialmente para serem competitivos no séc. XXI. “Para usar a China como exemplo, o facto de estar a investir tanto na energia solar faz com que seja já o número um a nível mundial. O mesmo vai acontecer daqui a uns anos nos veículos eléctricos”, sublinhou. A China está não só a retirar o carbono da sua economia mas também a fazer construir uma economia muito forte e que produz emprego e riqueza baseada no ambiente, afirmou a ex-secretária. Mais, “a China é um país já atingiu a meta de descarbonização

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que estava estipulada no acordo para daqui a dois anos e está pronta para avançar para o próximo nível”, apontou. O mesmo não se pode dizer de Washington. “O triste é que a Casa Branca, que não é o mesmo do que falar nos Estados Unidos, não entendeu que a descarbonização da economia do país pode também ser muito benéfica”, apontou. Para Figueres “insistir que os Estados Unidos precisam de continuar a

“Macau com uma concentração tão alta de população e, por conseguinte, de uso de plástico, vai ter de descobrir o que vai fazer com o seu plástico porque também vai deixar de o poder reenviar para a China.” CHRISTIANA FIGUERES DIPLOMATA

promover os combustíveis fósseis é um pouco como insistir que tenham de continuar a usar telefones com linhas térreas numa era de telemóveis, e é isto que a Casa Branca defende”. Porém, falar das directrizes vindas da Casa Branca não é o mesmo do que falar na inteira economia americana. “Há um número crescente de Estados, que agora é de 12, há ainda 300 cidades envolvidas e mais de 1000 companhias nos Estados Unidos, que representam pelo menos 50 por cento da economia do país, que entendem que que descarbonizar é bom para o ambiente e para o negócio, e que é bom para os Estados Unidos e para o planeta”, refere satisfeita.

NUCLEAR DE RISCO

Apesar das vantagens inerentes ao uso de energia nuclear, trata-se ainda de um modelo que acarreta riscos elevados. “O poder nuclear tem fortes desvantagens. Uma é o perigo relativo aos resíduos nucleares e a acidentes, e outro tem que ver com o seu custo muito elevado”, referiu Christiana Figueres. Por outro lado, e com o

desenvolvimento de energias alternativas, o contributo nuclear vai perder competitividade. “Depois de Fokushima, a lição ensinada a todos é que os países que querem continuar a desenvolver a energia nuclear precisam de fazer um investimento extra para passar para a próxima geração, mais segura mas que implica mais custos”, disse. Entretanto, apontou, “há outras tecnologias que são tão limpas quanto a nuclear, não têm os mesmos perigos e que são mais baratas.” A diplomata deu

O pedido de licenciamento de mais 100 táxis, pela Rádio Táxis, depende do combustível que utilizarem. Neste domínio Christiana Figueres adianta que os veículos terão de ser movidos a energia elétrica para ser viáveis

como exemplo a energia solar concentrada, “que consegue chegar à escala da energia nuclear, é segura e com custos que estão a diminuir”, rematou.

ATENÇÃO AO TUFÃO

O prognóstico para os tufões na região da Ásia não é animador e o fenómeno só tende a aumentar de intensidade e frequência. A ideia foi deixada por Christiana Figueres. “Penso que há um alto nível de certeza que os tufões na Ásia vão aumentar, tanto em frequência como intensidade, devido ao aumento da temperatura”, sublinhou. De acordo com Figueres, “o que é importante perceber é que o aumento da temperatura e da humidade no ar e à superfície da terra não causa os tufões, mas maximiza-os. Ou seja, torna este fenómeno mais intenso ou mais frequente e todas as cidades têm de estar prontas para isso”, apontou, salientando que Macau não deve sentir-se de fora desta preocupação. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo


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D

ESCONHECE-SE ainda como, ou quando, mas o diploma relativo à defesa da segurança do Estado, em vigor desde 2009, vai deixar de ser filho único. O Secretário para a Segurança garantiu ontem que o Governo iniciou a elaboração de legislação complementar, mas remeteu detalhes para momento oportuno. “Vamos ter legislação que coordene e articule com esta. Não é uma revisão, porque não vamos mudar os [15] artigos, mas iremos adicionar outros”, afirmou Wong Sio Chak, à margem da cerimónia de abertura da Exposição de Educação sobre a Segurança Nacional (VER CAIXA). “Em Macau só há uma lei-quadro, enquanto o país tem, até hoje, mais

SEGURANÇA NACIONAL GOVERNO VAI ELABORAR LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR

Ordem para avançar GCS

O Secretário para a Segurança revelou ontem que o Governo vai efectivamente avançar com diplomas complementares à lei relativa à defesa da segurança do Estado. Wong Sio Chak não facultou, no entanto, pormenores sobre os principais conteúdos a regulamentar

23.º da ‘miniconstituição’ da RAEM. Após a publicação do referido artigo – “o primeiro do tipo” –, o gabinete do Secretário para a Segurança informou não haver quaisquer projectos concretos, algo que Wong Sio Chak afirmou ontem não ser “contraditório” com os trabalhos que agora adiantou estarem em curso. “Este é um assunto sobre o qual a área de segurança tem vindo a reflectir”, argumentou.

UMA RESPONSABILIDADE

Wong Sio Chak, Secretário para a Segurança “Em Macau só há uma lei-quadro, enquanto o país tem, até hoje, mais de 190 diplomas legais”

de 190 diplomas legais”, enfatizou para defender a necessidade de leis “mais pormenorizadas” em Macau. Desde que entrou em vigor, há nove anos, “essa lei existiu simplesmente como quadro legal, sem regulamentação de procedimentos, nem determinação da entidade executora, o que tem resultado, justamente, na ausência da aplicação das suas disposições”, sustentou Wong Sio Chak, reiterando que a tarefa essencial passa apenas pela elaboração de diplomas complementares. Desde 2009, “o ambiente social alterou-se bastante”, sendo o actual panorama “mais complexo”, com “mais desafios e mais riscos”, factores que vão ser considerados na nova legislação, a par de outros, indicou o mesmo responsável.

EXPOSIÇÃO PARA REFORÇO DO “SENTIMENTO PATRIÓTICO”

O

Governo da RAEM e o Gabinete de Ligação da China juntaram-se para co-organizar, pela primeira vez, uma exposição educativa sobre a segurança nacional. A mostra, que inaugurou ontem no Museu das Ofertas sobre a Transferência de Soberania de Macau, é composta por 60 painéis divididos em quatro zonas, complementados por um vídeo de 20 minutos. “Esta exposição elucida-nos sobre o conteúdo fundamental do ‘conceito geral de segurança nacional’ do nosso país e os resultados alcançados, a relação entre a segurança nacional e os residentes, bem como os trabalhos que foram desenvolvidos pela RAEM”, afirmou Fernando Chui Sai On. No entender do Chefe do Executivo, a mostra “permite um aprofundamento do conhecimento da sociedade”, “reforça ainda mais sentimento patriótico e de amor a Macau” e “fortalece a consciência para a defesa da segurança nacional”. Toda a informação da mostra, que fica patente até ao próximo dia 30, encontra-se em chinês, à excepção do preâmbulo – como epíteto “A segurança nacional é responsabilidade de todos” – e da nota de encerramento, que consiste num extracto de uma instrução do Presidente da China, Xi Jinping, dada na primeira edição do “Dia da Educação da Segurança Nacional”, instituído em 2016, no dia 15 de Abril.

Apesar de ter indicado que os trabalhos foram, entretanto, iniciados, fazendo parte da agenda da tutela, e que o objectivo é terminá-los “o mais rápido possível”, o Secretário para a Segurança não facultou pormenores sobre os aspectos que vão merecer atenção legislativa. “Ainda estamos a analisar [as matérias a regulamentar], iremos divulgar depois”, insistiu. Em meados de Março, foi publicado um artigo no portal oficial do Gabinete do Secretário para a Segurança em que se defendia o “aperfeiçoamento do regime jurídico relativo à defesa da segurança do Estado”, identificando insuficiências naquela lei penal avulsa – que tipifica sete crimes contra a segurança do Estado enumerados no artigo

Este anúncio vai ao encontro das palavras recentes do director do Gabinete de Ligação da China, Zheng Xiaosong, que defendeu precisamente leis complementares à defesa da segurança do Estado e que ontem enfatizou que Macau, à luz da Constituição da China e da Lei Básica, “tem responsabilidades nos esforços de defesa da segurança nacional”. Responsabilidades essas que o Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, afirmou que têm sido assumidas: “No que toca à questão da segurança nacional, em especial, temos sempre orientado e unido os residentes de Macau para que, todos juntos, assumamos a responsabilidade e a obrigação comum da defesa da soberania, da segurança e dos interesses do desenvolvimento nacional”. “A defesa da segurança nacional é um trabalho importante, de longo prazo, que necessita de ser desenvolvido com perseverança, através da combinação de medidas concretas e de acções de sensibilização e de educação”, sustentou Fernando Chui Sai On. O Chefe do Executivo reiterou que, no plano da segurança nacional, “existe apenas o dever para ‘um país’, sem distinção dos ‘dois sistemas’”. “Devemos compreender claramente que quanto melhor estiver o país, melhor será Macau”, frisou. Diana do Mar

dianadomar@hojemacau.com.mo

SEGURANÇA NACIONAL NETO VALENTE ALERTA QUE MACAU SE ESTÁ A TORNAR NUM “ESTADO POLICIAL”

O

presidente da Associação dos Advogados defendeu, na sexta-feira, que há liberdades, previstas na Lei Básica, que estão a ser postas em causa, criticando o “estado policial” em que Macau se está a tornar e o que descreve como excessos de patriotismo

“Estamos a ficar um estado policial. Estamos a ficar uma região mais policiada que nos estados autoritários. Isto não faz sentido nenhum”, disse Jorge Neto Valente, em declarações à TDM-Rádio Macau. “Estamos a estragar as liberdades que há em Macau e que foram prometidas

e consagradas na Lei Básica. Estamos a copiar as asneiras que vêm de fora e nomeadamente soluções que fazem sentido no interior do país, mas que não fazem sentido em Macau”, sustentou. Para o presidente da Associação dos Advogados, que renovou as

críticas às alterações previstas com a revisão da Lei de Bases de Organização Judiciária e a descartar a necessidade de uma revisão dos grandes códigos, verifica-se um excesso de patriotismo. “Estamos rodeados de patriotas por todos os lados”, observou Jorge Neto

Valente, para quem “o patriotismo não é critério de competência”. “Nós não temos de seguir a opinião dos fanáticos, alguns que querem mostrar serviço de ‘engraxadoria’. Não temos de ligar a isso só em nome do patriotismo. Está errado”, apontou.


6 política

THE STANDARD

16.4.2018 segunda-feira

Ambiente Leong Sun Iok quer plano de replantação

Leong Sun Iok, deputado à Assembleia Legislativa (AL), quer saber qual é o ponto de situação dos trabalhos da replantação de árvores, após a passagem do Tufão Hato. O deputado recordou que se perderam muitos recursos verdes em Macau, depois da catástrofe que matou 10 pessoas e que passados oitos meses, vários espaços onde estavam plantadas árvores continuam por ocupar. Por essa razão, numa interpelação escrita, o deputado questiona o ponto de situação de replantação em Macau, assim como o plano para cuidar das árvores danificadas.

POLÉMICA VÍDEO DE “SHANGHAI BOY” ALEGA CHANTAGEM A EDMUND HO

Jogos perigosos

O alegado membro da tríade Wo Shing Wo, conhecido como Kwok Wing-hang, aparece num vídeo publicado no Youtube a acusar Edmund Ho de ter cedido dois terrenos em Macau, devido a uma chantagem de Ma Ching Kwan, proprietário do jornal Oriental Daily

O

empresário Kwok Wing-hang, conhecido pela alcunha “Shanghai Boy” e com alegadas ligações à tríade Wo Shing Wo, está no centro de mais uma polémica, após ter surgido num vídeo a acusar o antigo Chefe do Executivo, Edmund Ho, de ter cedido dois terrenos em Macau ao empresário Ma Ching Kwan. Segundo “Shanghai Boy”, o proprietário do jornal Oriental Daily chantageou Edmund Ho, dizendo-lhe que se não lhe cedesse terrenos em Macau, que o seu jornal publicaria várias histórias a expor casos de corrupção do antigo Chefe do Executivo. “Edmund Ho pediu-lhe para não divulgar algumas notícias. Não sei qual era o conteúdos das notícias. Mas ele [Ma Ching Kwan] queria divulgar várias notícias ligadas à corrupção de Edmund Ho e sobre a forma como o ex-chefe do Executivo fez a sua a fortuna. Parece que ele tinha muitas [provas]”, disse Kwok Wing-hang, num vídeo, em cantonense. “Ma Ching Kwan contou-me que tinha muitas provas para divulgar até poder para fazer com que o Governo Central ficasse alerta para o que se passava. Por isso, Edmund Ho concedeu-lhe um terreno na zona do Studio City, que custava 5 mil milhões. Mas não foi só um, mas sim dois terrenos. O outro terreno não era para construir, era

só para ele ganhar dinheiro. Ficava ao lado do casino Grand Emperor Hotel”, acrescenta Kwok Wing-hang, que está actualmente a ser investigado pelas autoridades de Hong Kong, num processo em que é acusado de práticas de lavagem de dinheiro. Ainda de acordo com “Shanghai Boy”, Ma Ching Kwan terá ganho cerca de 550 milhões com a revenda da concessão do terreno junto ao Hotel Emperor: “Ele ganhou dinheiro ao vender o terreno por um preço mais alto. Foi o membro da família Ho que permitiu a Ma Ching Kwan ganhar cerca de 550 milhões. O membro da família Ho adquiriu o terreno, que custava 2,25 mil milhões, por 2,7 mil milhões, por isso, Ma Ching Kwan ganhou 550 milhões, e transferiu o dinheiro para Hong Kong”, explicou.

PESSOAS RESPONSÁVEIS

Kwok Wing-hang contou também como, há cerca de cinco meses, Ma

Ching Kwan foi detido na alfândega de Macau, quando um dos seus seguranças bateu em alguns turistas, numa altura em que todos se preparavam para apanhar um barco com destino a Hong Kong. Quando os seguranças estavam a ser questionado pelas autoridades, Ma Ching Kwan terá ligado a Chui Sai On e Wong Sio Chak para apressar os procedimentos. No entanto, segundo o “Shanghai Boy”, os governantes de Macau recusaram ajudar o proprietário do jornal Oriental Daily. “Quando ele [Ma Ching Kwan] queria voltar de Macau para Hong Kong e passava pela alfândega, por estar muita gente concentrada no mesmo espaço, alguns turistas atingiram-no. Depois, membros da sua segurança bateram nos turistas e Ma Ching Kwan e os seus seguranças foram detidos na alfândega”, contou o “Shanghai Boy”, que admitiu ter achado o acontecimento muito engraçado.

“Ma Ching Kwan contou-me que tinha muitas provas para divulgar até poder para fazer com que o Governo Central ficasse alerta para o que se passava. Por isso, Edmund Ho concedeu-lhe um terreno na zona do Studio City, que custava 5 mil milhões. Mas não foi só um, mas sim dois terrenos.” KWOK WING-HANG TAMBÉM CONHECIDO COMO “SHANGHAI BOY”

“Na sequência desse episódio, Ma Ching Kwan pediu ajuda a Wong Sio Chak e a Chui Sai On. Mas nem sequer o atenderam. Ele tem historial em Macau, porque cometeu crimes e fez muitas coisas más. A partir desse momento, todos os dias contava que o Governo era incompetente, criticava a Alfândega e dizia que a administração de Macau era pior do que na altura da Dinastia Qing”, sublinhou Kwok Wing-hang. “Shanghai Boy” refere ainda um conjunto de artigos publicado pelo Oriental Daily, no início de Dezembro do ano passado, em que a vila de Coloane era definida como um local onde os moradores não tinham as condições mínimas para viverem. Segundo Kwok Wing-hang, Chui Sai On terá recusado, igualmente, ofertas de 20 milhões de patacas em jóias de Ma Ching Kwan. Por essa razão, “Shanghai Boy” disse que tanto o Chefe do Executivo como Wong Sio Chak são incorruptíveis, tal como o Partido Comunista.

WONG SIO CHAK SEM COMENTÁRIOS

O HM contactou os gabinetes de Chui Sai On e Wong Sio Chak sobre as alegações, mas só recebeu a resposta do gabinete de Wong Sio Chak: “O Gabinete do Secretário para a Segurança não comenta supostas afirmações proferidas por particulares. Quanto ao caso referido, sublinha-se que os Serviços de Alfândega actuaram rigorosamente de acordo com a lei, no âmbito das atribuições que lhes estão cometidas”, foi referido. Até ao fecho da edição não foi possível entrar em contacto com Ma Ching Kwan nem Edmundo Ho, face às acusações. João Santos Filipe Vítor Ng

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Habitação Ella Lei pede melhorias na política de residência por investimento

Ella Lei pediu melhorias na política de residência por investimento, considerando que os casos relatados recentemente no relatório do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) atestam a existência de insuficiências. Para a representante dos Operários, essa política não conseguiu realmente atrair para Macau técnicos e projectos de investimento relevantes. Além disso, apontou, dado que desde que entrou em vigor, em 1995, os requisitos não foram aperfeiçoados, tal permite, a seu ver, que haja pessoas a aproveitarem-se dessa carência, facultando informação falsa. Neste sentido, numa interpelação escrita, a deputada questiona o Executivo sobre quando vão ser definidos mecanismos de fiscalização rigorosa e de confirmação dos dados recebidos.

Saúde Pública Mak Soi Kun quer explicações sobre extermínio de mosquitos

O deputado Mak Soi Kun assinou uma interpelação a exigir que o Governo explique a situação dos trabalhos de extermínio de mosquitos. O membro da Assembleia Legislativa entende que as autoridades registaram um índice de propagação de mosquitos em Março mais elevado do que no período homologo, por isso, defende que a população está preocupada com a situação da proliferação de mosquitos em Macau. Mak Soi Kun salienta também que com a aproximação da época de chuva, se as autoridades não limparem atempadamente os ponto críticos, o risco de surto de Febre Dengue e do vírus Zika aumenta. Por isso, pede que o Executivo crie um mecanismo para divulgar periodicamente a situação do extermínio de mosquitos.


sociedade 7

segunda-feira 16.4.2018

JOGO RETIRADA DE STANLEY HO DA SJM VAI ACONTECER EM JUNHO

Fim oficial de uma Era A concessionária do jogo anunciou que o actual presidente vai deixar o cargo, de forma oficial, em Junho, por altura da próxima assembleia geral. Na altura da saída, o analista Grant Govertsen e o economista Albano Martins recordam alguns dos feitos do empresário, que era muito invejado no Ocidente

É

considerado o pai da indústria do jogo de Macau. Desde que os problemas de saúde o começaram a afectar, em 2009, foi afastado gradualmente dos destinos da Sociedade de Jogos de Macau. Agora aos 96 anos, a saída de Stanley Ho da posição de presidente e director executivo do grupo vai ser mesmo oficializada na assembleia geral que está agendada para Junho. A informação foi comunicada à Bolsa de Hong Kong pela empresa, e Stanley Ho vai ser substituído como presidente pela filha Daisy Ho, irmã directa de Pansy e Lawrence. Por sua vez, Angela Leong, quarta mulher do empresário, e Timothy Fok, filho do também empresário Henry Fok, são promovidos à posição de presidentes-adjuntos. Em declarações ao HM, o analista Grant Govertsen e o

A

economista Albano Martins recordam o contributo de Stanley Ho para o desenvolvimento da indústria, que geriu entre os anos 60 e 2002, em regime de exclusividade. O analista da Union Gaming

Sociedade de Jogos de Macau vai enfrentar vários problemas com a nova concessão do jogo e alguns dos seus parceiros vão tentar emancipar-se. A previsão é do economista Albano Martins, que avisa que as receitas do grupo fundado por Stanley Ho podem sofrer quebras significativas. “O grande problema que a SJM vai enfrentar resulta do concurso das novas concessões do jogo. Há muitos interesses de operadoras de casinos que estão nas malhas da SJM. Mas essas operadoras querem a emancipação, querem ter os seus casinos sem estarem obrigados a partilhar as receitas

fala mesmo de um homem invejado no Ocidente, muito pelo facto de ter criado um império capaz de gerar receitas em Macau, que já ombreavam com os melhores resultados dos casinos de Las Vegas.

“Podemos dizer que Stanley Ho é, naturalmente, o pai da indústria do jogo de Macau, mas também gostaria de sublinhar que despertou muita inveja nos casinos do Ocidente, especialmente no início da liberalização do jogo em Macau”, disse Grant Govertsen, ao HM. “Temos de recordar que quando terminou o monopólio do jogo em Macau, os casinos de Stanley Ho já geravam receitas ao nível das produzidas por toda a indústria do jogo de Las Vegas. Com resultados que se equivaliam a toda a indústria de Vegas, é legítimo considerar que Stanley Ho era um homem muito invejado”, acrescentou.

SEM EMPRESÁRIOS À ALTURA

Por sua vez, Albano Martins destaca o papel de Stanley Ho no crescimento de Macau durante a administração portuguesa e recorda o

magnata como um homem “dinâmico com vistas muito largas” e com “cheiro pelo negócio”. “Quando o Stanley Ho teve a concessão dos casinos, nos aos 60, em regime de exclusividade, Macau era uma aldeiazinha aqui no sul da China. Não tinha praticamente nada e foi crescendo um pouco à custa da iniciativa do Stanley Ho. Era ele que fazia os aterros praticamente todos e foi ele que deu os primeiros pontapés de saída no sentido de modernizar Macau dentro do que era possível”, disse Albano Martins, ao HM. “A contribuição dele para Macau foi claramente positiva à luz da época”, vinca. Por outro lado, o economista destaca que o empresário não tinha ninguém à sua altura e que ganhava também os concursos públicos, devido ao facto de financiar muito dos projectos da administração. “Dentro das possibilidades que o Stanley Ho tinha, acho que fez um bom trabalho. Conheci-o razoavelmente bem, era um homem dinâmico e um empresário com vistas muito largas, tinha o cheiro pelo negócio. Era muito importante porque não havia empresários à altura, não havia dinheiro”, considerou Albano Martins. “A administração [portuguesa] precisava de dinheiro por exemplo, para fazer o porto exterior e não tinha fundos.

A idade da emancipação

Economista acredita que parceiros da SJM vão procurar a sua independência

com a SJM, como acontece agora. Na práticas essas operadoras já fazem a gestão de tudo, só têm de partilhar as receitas com a SJM”, previu Albano Martins, ao HM. “De todas as operadoras, a SJM vai enfrentar as maiores dificuldades com o novo regime de concessão. Se alguns promotores de jogos ou casinos satélites se libertarem da tutela da SJM, a empresa vai perder receitas grandes. Não nos podemos esquecer

que empresários como Chan Meng Kam ou David Chow, por exemplo, estão sob a alçada do grupo SJM. Se conseguirem as suas licenças, a SJM vai tornar-se mais pequena ao nível do volume das receitas”, explicou.

GUERRA CHINA-EUA

Por outro lado, o facto dos Estados Unidos da América e da China estarem numa fase de tensão no que diz respeito às relações eco-

nómicas, pode jogar contra a SJM. Neste contexto, poderá haver uma intenção política de reforçar o poder das empresas chinesas, e enfraquecer as operadoras norte-americanas. “Os empresários locais vão ter um lobby muito forte para ganhar uma participação maior no mercado do jogo e, provavelmente, vão ser apoiados pela China. Acredito que o Governo Central não veja com muito bons olhos o facto dos

“Com resultados que se equivaliam a toda a indústria de Vegas, é legítimo considerar que Stanley Ho era um homem muito invejado.” GRANT GOVERTSEN

Era o Stanley Ho que entrava com os fundos. Precisava de fazer mais investimentos e acontecia a mesma coisa. Também por isso, o Stanley ganhava os concursos públicos que queria. Havia todo um cenário facilitador, mas dentro desse cenário ele fez aquilo que era expectável”, considerou. Apesar da saída, Stanley Ho foi agraciado pela SJM com o título de Presidente Emérito, “como reconhecimento da contribuição inestimável”. Ainda em relação às mudanças na estrutura da SJM, Lionel Leong, secretário para Economia e Finanças, diz que o Executivo vai prestar atenção: “O Governo de Macau vai prestar atenção às questões do ajustamento do pessoal neste sector. As vantagens e consequências vão ser acompanhadas de perto”, frisou. Sofia Margarida Mota, J.S.F. e D.M.

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americanos dominarem o mercado do jogo em Macau, sobretudo nesta fase de guerra económica com Donald Trump”, defendeu. “As operadoras locais não trazem a mesma qualidade dos serviços das americanas. Mas os fundos vêm da China e acabam por sair do espaço do País, através da distribuição de dividendos aos accionistas americanos. Não acredito que a China veja este aspecto com bons olhos”, frisou. Albano Martins estranha o silêncio instalado no sector e acredita que vão entrar mais operadoras no mercado, após o fim das actuais concessões. S.M.M / J.S.F.


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16.4.2018 segunda-feira

EDITAL Edital n.º :23/E-BC/2018 Processo n.º :270/BC/2016/F Assunto :Demolição de obra não autorizada pela infracção às disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local :Beco da Alegria n.º 61, EDF. Chong Fok Garden (Nice Court), fracção 17.º andar G (CRP: G17), Taipa.

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Li Canfeng, Director da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, faz saber que fica notificada a proprietária do local acima indicado, He Qianyi, do seguinte: 1. Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que no local acima indicado realizou-se a seguinte obra não autorizada: Obra 1.1

O Pedido do Projecto de Apoio Financeiro do FDCT para à 2ª vez do ano 2018

Infracção ao RSCI e motivo da demolição

Instalação de janelas de vidro na parede exterior junto à varanda da Infracção ao n.º 12 do artigo 8.º, obstrução do acesso aos fracção e fechamento da varanda com paredes em alvenaria de tijolo. pontos de penetração no edifício.

2.

De acordo com o n.º 1 do artigo 95.º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/95/M, de 9 de Junho, foi realizada, no seguimento de notificação por edital publicado nos jornais em língua chinesa e em língua portuguesa de 7 de Novembro de 2017, a audiência escrita da interessada, mas esta não apresentou qualquer resposta no prazo indicado e não foram carreados para o procedimento elementos ou argumentos de facto e de direito que pudessem conduzir à alteração do sentido da decisão de ordenar a demolição da obra não autorizada acima indicada. 3. A varanda acima referida é considerada ponto de penetração no edifício para realização de operações de salvamento de pessoas e de combate a incêndios, não podendo ser obstruído com elementos fixos (gaiolas, gradeamentos, etc.) de acordo com o disposto no n.º 12 do artigo 8.º do RSCI. Assim, nos termos do n.º 1 do artigo 88.º do RSCI, por despacho de 9 de Abril de 2018 exarado sobre a informação n.º 01916/DURDEP/2018, ordena ao dono da obra ou seu mandatário que proceda, por sua iniciativa, no prazo de 8 dias contados a partir da data da publicação do presente edital, à respectiva demolição e à reposição do local afectado, devendo, para o efeito e com antecedência, apresentar nesta DSSOPT o pedido da demolição da obra ilegal, cujos trabalhos só podem ser realizados depois da sua aprovação e aos interessados e aos utentes que procedam à remoção de todos os materiais e equipamentos aí existentes e à respectiva desocupação. A conclusão dos referidos trabalhos deverá ser comunicada à DSSOPT para efeitos de vistoria. 4. Findo o prazo da demolição e da desocupação, não será aceite qualquer pedido de demolição da obra acima mencionada. De acordo com o n.º 2 do artigo 139.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se ainda que nos termos dos n.os 1 e 2 do artigo 89.º do RSCI, findo o prazo referido, a DSSOPT, em conjunto com outros serviços públicos e com a colaboração do Corpo de Polícia de Segurança Pública, procederá à execução dos trabalhos acima referidos, sendo as despesas suportadas pela infractora. Além disso, findo o prazo da demolição e da desocupação voluntárias, a DSSOPT dará início aos trabalhos de demolição e de desocupação, os quais, uma vez iniciados, não podem ser cancelados. Os materiais e equipamentos deixados nos locais acima indicados ficam aí depositados à guarda de um depositário a nomear pela Administração. Findo o prazo de 15 (quinze) dias a contar da data do depósito e caso os bens não tenham sido levantados, consideram-se os mesmos abandonados e perdidos a favor do governo da RAEM, por força da aplicação do artigo 30.º do Decreto-Lei n.º 6/93/M, de 15 de Fevereiro. 5. Nos termos do n.º 7 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 12 do artigo 8.º, é sancionável com multa de $2 000,00 a $20 000,00 patacas. 6. Nos termos do n.º 1 do artigo 97.º do RSCI, da decisão referida no ponto 3 do presente edital cabe recurso hierárquico necessário para o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, a interpor no prazo de 8 (oito) dias contados a partir da data da publicação do presente edital. RAEM, 9 de Abril de 2018 O Director dos Serviços Li Canfeng

(1)

O FDCT foi estabelecido por Regulamento Administrativo nº14/2004 da RAEM, publicado no B. O. N° 19 de 10 de Maio, e está sujeito a tutela do Chefe do Executivo. O FDCT visa a concessão de apoio financeiro ao ensino, investigação e a realização de projectos no quadro dos objectivos da política das ciências e da tecnologia da RAEM. (2)

Li Canfeng, Director da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), faz saber que fica notificada a proprietária do local acima indicado, He Qianyi, do seguinte: 1. Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que no local acima indicado realizaram-se as obras não autorizadas abaixo indicadas, as quais infringiram o disposto no n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 79/85/M (RGCU) de 21 de Agosto, alterado pela Lei n.º 6/99/M de 17 de Dezembro e pelo Regulamento Administrativo n.º 24/2009 de 3 de Agosto, pelo que as mesmas são consideradas ilegais: Obra 1.1 Instalação de uma pala metálica na parede exterior junto às janelas e varanda da fracção. 1.2 Ampliação do vão de janela através da demolição da parede exterior em alvenaria de tijolo junto à fracção. De acordo com os artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, foi realizada, no seguimento de notificação por edital publicado nos jornais em língua chinesa e em língua portuguesa de 7 de Novembro de 2017, a audiência escrita da interessada, mas esta não apresentou qualquer resposta no prazo indicado e não foram carreados para o procedimento elementos ou argumentos de facto e de direito que pudessem conduzir à alteração do sentido da decisão de ordenar a demolição das obras não autorizadas acima indicadas. 3. Assim, nos termos do artigo 52.º do RGCU, por despacho de 9 de Abril de 2018 exarado sobre a informação n.º 01914/ DURDEP/2018, ordena ao dono das obras ou seu mandatário que proceda, por sua iniciativa, no prazo de 15 dias contados a partir da data da publicação do presente edital, à demolição das obras acima indicadas e à reposição dos locais afectados, devendo, para o efeito e com antecedência, apresentar nesta DSSOPT o pedido da respectiva demolição, cujos trabalhos só podem ser realizados depois da sua aprovação. A conclusão dos referidos trabalhos deverá ser comunicada à DSSOPT para efeitos de vistoria. Nos termos do artigo 53.º do mesmo decreto-lei, o dono das obras poderá apresentar à DSSOPT, no prazo de 8 (oito) dias contados a partir da data de publicação do presente edital, o projecto de legalização das mesmas juntamente com os elementos necessários, com vista à avaliação da possibilidade da sua legalização. 4. Findo o prazo estipulado, não será aceite qualquer pedido de demolição ou de legalização das obras acima mencionadas. De acordo com o n.º 2 do artigo 139.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se ainda que nos termos do artigo 56.º do RGCU, findo o prazo referido, a DSSOPT, em conjunto com outros serviços públicos e com a colaboração do Corpo de Polícia de Segurança Pública, procederá à execução dos trabalhos acima referidos, sendo as despesas suportadas pela infractora, sem prejuízo da aplicação de multas ao abrigo das leis aplicáveis e da eventual responsabilidade civil ou criminal a imputar à mesma. Além disso, findo o prazo da demolição e da desocupação voluntárias, a DSSOPT dará início aos trabalhos de demolição e de desocupação, os quais, uma vez iniciados, não podem ser cancelados. 5. Nos termos do n.º 1 do artigo 65.º do RGCU, a infractora é sancionável com multa de $1 000,00 a $20 000,00 patacas. 6. Nos termos dos artigos 145.º e 149.º do Código do Procedimento Administrativo, a interessada pode apresentar reclamação no prazo de 15 (quinze) dias contados a partir da data da notificação. 7. Nos termos do n.º 1 do artigo 59.º do RGCU, da decisão referida no ponto 3 do presente edital cabe recurso hierárquico necessário para o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, a interpor no prazo de 15 dias contados a partir da data da notificação. RAEM, 9 de Abril de 2018 O Director dos Serviços Li Canfeng

Alvos de Patrocínio (i) Universidades, instituições de ensino superior locais, seus institutos e centros de investigação e desenvolvimento (I&D); (ii) Laboratórios e outras entidades da RAEM vocacionados para actividades de I&D científico e tecnológico; (iii) Instituições privadas locais, sem fins lucrativos; (iv) Empresários e empresas comerciais, registadas na RAEM, com actividades de I&D; (v) Investigadores que desenvolvem actividades de I&D na RAEM.

(3)

Projecto de Apoio Financeiro (i) Que contribuam para a generalização e o aprofundamento do conhecimento científico e tecnológico; (ii) Que contribuam para elevar a produtividade e reforçar a competitividade das empresas; (iii) Que sejam inovadores no âmbito do desenvolvimento industrial; (iv) Que contribuam para fomentar uma cultura e um ambiente propícios à inovação e ao desenvolvimento das ciências e da tecnologia; (v) Que promovam a transferência de ciências e da tecnologia, considerados prioritários para o desenvolvimento social e económico; (vi) Pedidos de patentes.

EDITAL Edital n.º : 5/E-OI/2018 Processo n.º : 242/OI/2016/F Assunto :Demolição de obras não autorizadas pela infracção às disposições do Regulamento Geral de Construção Urbana (RGCU) Local :Beco da Alegria n.º 61, EDF. Chong Fok Garden (Nice Court), fracção 17.º andar G (CRP: G17), Taipa.

Fins

(4)

Valor de Apoio Financeiro (1) Igual ou inferior quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00) (2) Superior a quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00)

(5)

Data do Pedido Alínea (1) do número anterior Todo o ano Alínea (2) do número anterior A partir do dia 13 de Abril até 15 de Maio de 2018 (O próximo pedido será realizado no dia 10 de Agosto ao 14 de Setembro de 2018)

2.

(6)

Forma do Pedido Devolvido o Boletim de Inscrição e os dados de instrução mencionados no Art° 6 do Chefe do Executivo nº 273 /2004,《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》, publicado no B. O. N° 47 de 22 de Nov., para o FDCT. Endereço do escritória: Avenida do Infante D. Henrique N.º 43-53A, Edf. “The Macau Square ”, 11.º andar K, Macau. Para informações: tel. 28788777; website: www.fdct.gov.mo.

(7)

Condições de Autorizações Por despacho do Chefe do Executivo nº 273 /2004, processa o 《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》. O Presidente do C. A. do FDCT, Ma Chi Ngai 2018 / 4 / 13


sociedade 9

Pequeno balão de oxigénio

TIAGO ALCÂNTARA

segunda-feira 16.4.2018

Fundação Macau ajuda ANIMA com antecipação de subsídios

A

ANIMA vai conseguir sobreviver durante mais três meses, em modo de austeridade, após a Fundação Macau ter antecipado o apoio para a segunda metade do ano. A revelação foi feita pelo presidente da associação de protecção dos animais, Albano Martins, que na semana passada revelou os problemas financeiros da associação à imprensa local. “Foi, na sexta feira, liquidada mais uma dívida da ANIMA que contou com o apoio da Fundação Macau. Eles depositaram a tranche do segundo semestre, ou seja, podemos aguentar mais três meses em austeridade. A partir de Julho volta a ser mais complicado”, disse Albano Martins, ao HM. “Temos três meses, Abril Maio e Junho para tentar arranjar patrocinadores que nos consigam financiar com 600 mil patacas por mês, que é o mínimo dos mínimos e, mesmo assim, implica muitos cortes para que consigamos sobreviver”, acrescentou. No ano passado a associação dispôs de um orçamento de 850 mil patacas por mês. Porém, o presidente da ANIMA admite que foi um ano especial, com mais gastos do que o esperado. “Foi o primeiro ano em que o Paraíso dos Gatos começou a funcionar a tempo inteiro e fizemos algumas mudanças. Também devido à passagem do Tufão Hato, foi um ano

excepcional, com muita confusão”, revelou. Neste sentido, o futuro da ANIMA vai passar por um forte programa de corte de despesas. Em cima da mesa está também a possibilidade de haver despedimentos. “Vamos fazer esforços para limitar os custos e acredito que negociando com fornecedores e dependendo menos das clínicas veterinárias que vamos conseguir reduzir os custos”, indicou Albano Martins. “Vamos também reduzir pessoal e as pessoas com menos méritos vão ter o contrato terminado. Não vão ser muitas mais porque nós não podemos correr o risco de não ter uma segunda pessoa para determinada função no caso de alguém adoecer ou ter um acidente de trabalho”, clarificou. Ao mesmo tempo, a ANIMA está a ponderar a solução de recorrer aos apoios das operadoras locais: “Ainda este mês vamos mandar cartas aos casinos para saber se podem continuar a colaborar, como no passado, aumentado um pouco mais as contribuições. Queremos ver se temos uma resposta ainda neste espaço de três meses, que é o que precisamos”, afrimou Albano. O presidente da associação frisou também que normalmente a ANIMA só recorre à ajuda dos casinos após Setembro, para o último trimestre, mas que perante o cenário actual vai ter de antecipar esses pedidos de ajudas. S.M.M e J.S.F.

Acidente Idoso de 80 anos morre atropelado por autocarro

Um idoso de 80 anos morreu, ontem, no hospital depois de ter sido atropelado na passadeira. O acidente aconteceu na Estrada Governador Nobre de Carvalho da Taipa, de acordo com a informação avançada pela Rádio Macau. Segundo a Polícia de Segurança Pública (PSP), o acidente aconteceu por volta das nove de manhã, sendo ainda acrescentado que o idoso, no momento do sinistro, estava a atravessar a passadeira. Em Janeiro deste ano, também uma mulher perdeu a vida quando atravessava a passadeira, após uma colisão que também envolveu um autocarro.

JUSTIÇA ESGOTAM-SE AS OPÇÕES DE JOÃO TIAGO MARTINS

O Fim da linha

A condenação do português por dois crimes de abuso sexual de crianças não é passível de recurso. Esta é a opinião de duas pessoas da área ouvidas pelo HM

O

processo que envolve João Tiago Martins, o cidadão português acusado de abusar sexualmente dos filhos, poderá ter mesmo chegado ao fim e a pena de cinco anos e seis meses terá de ser cumprida. Em causa está o artigo 390.º do Código de Processo Penal, que impede a existência de recursos para o Tribunal de Última Instância (TUI), quando a segunda instância confirma uma pena condenatória da primeira instância. Segundo a informação veiculada pela imprensa após o julgamento em primeira instância, o português foi condenado pela prática de dois crimes de abuso sexual de criança. Este é um crime punido com uma pena máxima de oito anos e a mínima de um ano. É neste ponto que as esperanças de João Tiago Martins podem mesmo ter

chegado ao fim. Só se a pena aplicável fosse superior a 10 anos, é que existiria a possibilidade de haver recurso para o TUI. Segundo a alínea g) do ponto 1 do artigo 390.º, que define as decisões dos tribunais que não admitem recurso, os “acórdãos condenatórios proferidos, em recurso, pelo Tribunal de Segunda Instância, que confirme a decisão de primeira instância, em processo por crime a que seja aplicável pena de prisão não superior a dez anos, mesmo em caso

de concurso de infracções” não são passíveis de recurso. Esta é uma interpretação do caso que foi partilhada ao HM por duas fontes do Direito local. “Mesmo que ele [João Tiago Martins] estivesse a ser condenado pelo crime qualificado – com uma moldura penal até 10 anos – tendo sido negado provimento ao recurso, quer dizer que o Tribunal de Segunda Instância confirmou a sentença do Tribunal Judicial de Bases, pelo que não cabe recurso”, defendeu uma das fontes.

“A questão de poder haver recurso só se coloca se ele tiver sido condenado pelo crime de abuso sexual de criança agravado. Se o crime for simples ele não pode recorrer. No caso da pena ser de oito anos, considero que o recurso não se coloca de todo.” FONTE DE DIREITO LOCAL

“A questão de poder haver recurso só se coloca se ele tiver sido condenado pelo crime de abuso sexual de criança agravado. Se o crime for simples ele não pode recorrer. No caso da pena ser de oito anos, considero que o recurso não se coloca de todo”, acrescentou. “Como o TSI confirmou a decisão do TJB, ao negar provimento ao recurso, não há espaço para recurso. Só haveria se a moldura penal fosse superior a 10 anos”, defendeu a outra fonte.

DEFESA AGUARDA NOTIFICAÇÃO

A decisão dos tribunais foi revelada, na quinta-feira, no portal dos tribunais da RAEM. No entanto, ontem, a defesa ainda não tinha sido notificada nem recebido o acórdão da decisão do Tribunal de Segunda Instância. “Ainda não fui notificado e ainda não sei dos fundamentos que foram utilizados para negar o provimento ao recurso”, disse, ontem, o advogado João Miguel Barros, ao HM. Por outro lado, o causídico admitiu a hipótese de poder “não haver recurso”, mas recordou que poderá haver erros processuais em relação à decisão. O cidadão português – que está preso desde Maio de 2016 – foi condenado com uma pena de prisão de 5 anos e 6 meses. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo


10 eventos

A Orquestra de Macau vai apresentar, no próximo dia 30 de Junho, “Heróis: Uma Sinfonia de Jogos Electrónicos”, após o sucesso de um concerto semelhante que aconteceu em 2016. Segue-se, a 7 de Julho, “Música Clássica de A-Z com Jason”, que tem os mais pequenos como público-alvo

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PÓS o sucesso do concerto sinfónico de jogos de vídeo que teve lugar há dois anos, a Orquestra de Macau vai apresentar no teatro do Venetian “Heróis: Uma Sinfonia de Jogos Electrónicos”. O concerto, com bilhetes à venda desde ontem, tem lugar no

16.4.2018 segunda-feira

Da consola para o palco MÚSICA ORQUESTRA DE MACAU APRESENTA “HERÓIS: UMA SINFONIA DE JOGOS ELECTRÓNICOS”

próximo dia 30 de Junho pelas 20h. Este ano, a Orquestra de Macau vai interpretar bandas sonoras sinfónicas premiadas de jogos electrónicos, sob a batuta da maestrina principal e directora artística da Orquestra Sinfónica de Perth, Jessica Gethin, informou o Instituto Cultural (IC) em comunicado. O repertório que PUB

será apresentado ao público de Macau gira em torno de bandas sonoras de videojogos populares em todo o mundo, como “Final Fantasy”, “Dragon Age”, “Metal Gear Solid IV”, “God of War”, “Journey” e “Shadow of the Colossus”, entre outros. À música juntar-se-á a projecção sincronizada de clipes dos videojogos, de acordo com o IC.

PEQUENA GRANDE MÚSICA

Dias depois, a 7 de Julho, a Orquestra de Macau tem outro concerto agendado, desta feita no auditório da Torre de Macau, destinado às famílias. “Música Clássica de A-Z com Jason” é o título do espectáculo que vai ser dirigido pelo maestro

Exposição Catálogos do Museu de Macau em exibição até 30 de Agosto

O Centro Ecuménico Kun Iam acolhe, até 30 de Agosto, a “Exposição de Catálogos em Celebração do 20.º aniversário do Museu de Macau”. Os 23 catálogos compilados apresentam as exposições representativas que têm vindo a ser realizadas pelo Museu de Macau. A mostra divide-se em três secções por categoria: “Figuras Célebres de Macau e Cooperação Regional”, “Intercâmbio entre a China e o Exterior” e “Cultura Tradicional Chinesa”. A entrada é livre.

O repertório que será apresentado ao público de Macau gira em torno de bandas sonoras de videojogos populares em todo o mundo, como “Final Fantasy”, “Dragon Age”, “Metal Gear Solid IV”, “God of War”, “Journey” e “Shadow of the Colossus”, entre outros. À música juntarse-á a projecção sincronizada de clipes dos videojogos

da nova geração Jason Lai que, segundo indica o IC, irá contar histórias de A a Z, explicando, por exemplo, a razão pela qual a orquestra precisa fazer a verificação da nota Lá(A) no início de cada espectáculo, ou o papel

da nota Si(B) na música, a importância do Dó(C). O objectivo do evento passa por dar a conhecer a música clássica aos mais pequenos a partir de uma perspectiva diferente. Jason Lai, que desempenhou o cargo de maestro associado e foi também artista residente na Sinfonietta de Hong Kong é, actualmente, maestro associado da Orquestra Sinfónica de Singapura e maestro principal da Orquestra do Conservatório de Música Yong Siew Toh da Universidade Nacional da Cidade-Estado. O jovem maestro tem vindo a dedicar-se à promoção da música clássica, possuindo uma vasta experiência na

direcção de concertos para crianças. O espectáculo, que vai ser apresentado em inglês, tem como destinatários crianças a partir dos três anos de idade. Os bilhetes para ambos os concertos encontram-se à venda desde ontem, estando disponível um desconto de 40 por cento na compra antecipada (até dia 28 de Abril), mediante determinados critérios. Os ingressos para o concerto “Heróis: Uma Sinfonia de Jogos Electrónicos” custam entre 100 e 300 patacas, enquanto os do “Música Clássica de A-Z com Jason” 120 patacas.

CINEMATECA PAIXÃO REALIZADOR ADAM WONG ORIENTA ‘WORKSHOP’ EM MAIO

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DAM Wong vai estar em Macau de 11 a 15 de Maio para orientar um ‘workshop’ de cinema. O realizador de Hong Kong foi escolhido para ser cineasta residente na Cinemateca Paixão em Maio, depois de Cheung King-wai, no ano passado. Durante a sua estadia, de cinco dias, vão ser exibidas três das suas longas-metragens: “Quando Beckham Conheceu Owen” (2014), “A Nossa Dança” (2013) e “Ela Lembra, Ele Esquece” (2015). Em paralelo, o seu mais recente documentário “A Saída” (2017) e as curtas “Cata Vento” (2009), “Sabor Secreto” (2012) e “Trabalhos” (2016) vão ser apresentados

pela primeira vez em Macau. Após as sessões, o público terá a possibilidade de conversar com o realizador, indicou a Cinemateca Paixão. Além de apresentar os filmes,Adam Wong vai orientar um ‘workshop’ de cinema, com quatro horas de duração, intitulado “O que filmar? Como filmar?”, no qual o cineasta vai partilhar o método de criação das suas curtas-metragens, desde a fase de encontrar ideias, passando pelo esboçar de histórias, pela pesquisa e planeamento até à escolha do elenco e ao acto de filmagem propriamente dito. O ‘workshop’vai decorrer em cantonense com interpretação simultânea em inglês.


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segunda-feira 16.4.2018

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E I S chineses sobreviveram ao histórico naufrágio do Titanic, foram resgatados, mas desapareceram pouco depois. Um documentário faz emergir as suas histórias mais de um século depois. Que oito chineses figuravam entre os passageiros do Titanic era, só por si, um facto pouco conhecido até ao momento. Considerando estranho que pouco ou nada se soubesse sobre as suas histórias, o documentarista britânico Arthur Jones pensou em fazer um filme sobre os passageiros chineses, dos quais seis sobreviveram antes de desaparecerem dos livros de história. Intitulado “The Six” (“Os seis”, em tradução livre”), o filme vai sair este ano, mas só o trailer, divulgado em Junho do ano passado, tornou-se viral no rede social Weibo, de acordo com o jornal South China Morning Post (SCMP). “Dos 700 sobreviventes do desastre do Titanic, seis homens chineses nunca

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Passado naufragado Documentário sobre sobreviventes chineses do Titanic estreia este ano

contaram as suas histórias. Por que foram ignorados?”, questionou Arthur Jones, a partir de Xangai, onde se encontra a sede da sua produtora cinematográfica, a LP Films. “A imprensa global adorou e continua a adorar a história do Titanic, narrando cada detalhe até ao ínfimo pormenor do tamanho dos cinzeiros da segunda classe, mas nada foi reportado sobre os passageiros chineses”, observou, citado pelo mesmo jornal. “Quem eram, por que seguiam a bordo e o que lhes aconteceu depois do desastre? Como conseguiram [entrar] num bote salva-vidas?”. Para responder a estas perguntas, Arthur Jones segue Steven Schwankert, um historiador e um colaborador frequente das suas produções, para pôr a des-

coberto as histórias perdidas daqueles homens. Lee Bing, Fang Lang, Chang Chip, Ah Lam, Chung Foo e Ling Hee eram os seus nomes. Segundo Jones, uma campanha lançada nas redes sociais para ajudar a recolher dados sobre os seis homens teve um enorme sucesso: “Milhares apareceram, por isso lancei o whoarethesix. com para obter mais informações das pessoas e saber se tinham informações sobre familiares que possam ter estado a bordo” do navio. De acordo com o SCMP, descobriu-se que oito homens tinham trabalhado em cargueiros que viajavam entre a China e a Europa e que provavelmente seguiam com destino aos Estados Unidos para começar uma nova vida. Os homens embarcaram em Southampton com um único bilhete que listava oito

nomes – uma prática comum para os passageiros da terceira classe. Quatro sobreviveram, após terem embarcado no último bote salva-vidas, um foi resgatado por outro barco, enquanto o sexto foi encontrado em cima de um pedaço de madeira a boiar, que muito provavelmente seria uma porta. Contudo, a sua provação não terminou com o resgate. Segundo o SCMP, quando chegaram aos Estados Unidos viram-lhes ser negada a entrada por causa de uma lei federal que foi a primeira a suspender, de forma explícita, a imigração de uma nacionalidade em específico. Assim, os homens foram enviados para um posto de migração em Ellis Island, onde embarcaram num barco para destino desconhecido, desaparecendo do olhar público em 24 horas.


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16.4.2018 segunda-feira

FÉ CATÓLICOS CHINESES IGNORAM POSSÍVEL ACORDO ENTRE PEQUIM E A SANTA SÉ

Ignorância é uma bênção Observadores garantem estar para breve um acordo entre a China e o Vaticano, que poria fim a mais de 70 anos de antagonismo, mas numa das principais comunidades católicas da China ninguém sabe de nada

“N

ÓS aqui fazemos o melhor que podemos para praticar a fé”, diz Lu Zhizhong, padre na aldeia de Donglu. “O resto são questões para os nossos líderes”. Donglu é um dos lugares mais sagrados para os católicos chineses, local de uma alegada aparição de Nossa Senhora, em 1900, para proteger os locais de uma re-

belião nacionalista. Entre os crentes locais questionados pela Lusa sobre o referido acordo, a resposta não variou: “Bu Zhidao” (‘Não sei de nada', em chinês). Com cerca de dez mil habitantes, a aldeia fica em Hebei, província do norte da China que concentra grande parte da indústria pesada chinesa, produzindo mais aço do que qualquer país no mundo - com excepção da própria China.

PUB HM • 1ª VEZ • 16-4-18

ANÚNCIO

Acção de Interdição n.º CV2-18-0006-CPE 2º Juízo Cível Requerente : O MINISTÉRIO PÚBLICO. Requerido : WEI ZHENG (魏征). *** FAZ SABER que foi distribuída ao 2º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base de R.A.E.M., a acção mencionada, contra WEI ZHENG (魏征), solteiro, maior, nascido em 4 de Março de 1991 na China interior, filho do WEI QILIANG (魏啓 亮) e da ZENG QINGQUAN (曾慶權), residente na Rua Central da Areia Preta, Edifício Wan Yue, Bloco 4º, 34º andar B, Macau, para o efeito de ser declarada a sua interdição por anomalia psíquica.

Macau, aos 04 de Abril de 2018. *****

Uma igreja do tamanho de um quarteirão, com paredes e colunas brancas, ergue-se no centro de Donglu, entre casas de tijolo cru, estradas poeirentas e plantações de melancia. Lu Zhizhong vive nas traseiras da igreja, construída no início dos anos 1990, num cubículo com cerca de quinze metros quadrados. Aos visitantes, oferece a única bebida que tem: água quente. “Eu desde criança que sou católico, mas a fé é algo estranho

à nossa cultura”, explica. “Temos que a conhecer, estudar, compreender. Não é como em Portugal, onde é parte natural da sociedade”, diz. O que distingue a igreja católica na China face a outras partes do mundo não é, contudo, apenas cultural. China e Vaticano romperam os laços diplomáticos em 1951, depois de Pio XII excomungar os bispos designados pelo Governo chinês. Os católicos chineses dividiram-se então entre

duas igrejas: a Associação Católica Patriótica Chinesa, aprovada por Pequim, e a clandestina, que continuou fiel ao Vaticano.

NOVO DIA

Segundo o acordo que deverá ser anunciado em breve, o Vaticano reconhecerá sete bispos nomeados por Pequim, enquanto dois bispos da igreja clandestina terão que se afastar. Em troca, a Santa Sé terá uma palavra na nomeação de futuros bispos chineses. As autoridades

chinesas, no entanto, já reafirmaram a sua posição. “A Constituição chinesa dita claramente que os grupos e assuntos religiosos não podem ser controlados por forças estrangeiras, e que estas não devem interferir de forma alguma”, disse, na semana passada, Chen Zongron, vice-diretor da Administração de Assuntos Religiosos da China. “Não existe religião na sociedade humana que esteja acima do Estado”, afirmou. Porém, a religião na China estará numa fase de grande expansão, preenchendo “o vazio moral” e o “excessivo materialismo” provocados pela alegada crise da ideologia comunista e o trepidante desenvolvimento das últimas quatro décadas de “Reforma Económica e Abertura ao Exterior”. Num domingo de páscoa em Donglu, a igreja, com capacidade para cerca de mil pessoas, está a abarrotar. Nas ruas, lançam-se petardos e fogo-de-artifício para “afugentar os maus espíritos”, uma tradição reservada no país para a passagem do Ano Novo Lunar, a mais importante festa para os chineses. Entre os crentes, trocam-se ovos com a inscrição “Deus ama-te” e, em frente à igreja, vende-se algodão doce - outra novidade no país. “A religião é algo positivo para as pessoas, as famílias, a sociedade e o país”, diz Lu Zhizhong, ressalvando logo a seguir: “Desde que seja praticada sem extremismos ou que não leve ao isolamento face aos outros”.

ECONOMIA ANUNCIADA NOVA ZONA DE COMÉRCIO LIVRE EM HAINAN

A

China vai criar na ilha tropical de Hainan uma zona de comércio livre onde quer que grandes empresas multinacionais estabeleçam as suas sedes regionais ou nacionais. O objectivo inicial das autoridades chinesas é que a zona de comércio livre de Hainan esteja operacional em 2020, seja um porto livre em 2025 e alcance o seu pleno desenvolvimento em 2035, segundo documentos divulgados na última noite pelo Comité Central do Partido Comunista da China e pelo Conselho de Estado. O anúncio, divulgado pela agência oficial Xinhua, surge após vários dias de informações sobre a intenção do governo chinês de criar em Hainan uma zona de comércio livre.

O governo chinês pretende criar um fundo para gerir os investimentos no local, com o objectivo de prosseguir com o processo de abertura e reforma da economia. Hainan será uma zona piloto na progressiva retirada de veículos alimentados por combustíveis fósseis e sua substituição por elétricos. A primeira zona de comércio livre na China foi criada de forma experimental em Shangai em Setembro de 2013. Hainan, uma ilha de 35.400 quilómetros quadrados, recebeu mais de 60 milhões de turistas em 2016, maioritariamente chineses, e tem o objectivo de chegar aos 80 milhões em 2020.


china 13

segunda-feira 16.4.2018

“Q

UALQUER acção militar unilateral sem o aval do Conselho de Segurança é contrária aos propósitos e princípios da Carta da ONU e viola os princípios e normas básicas do direito internacional”, afirmou em comunicado uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying. Este ataque “também acrescenta factores novos e complicados para a solução da questão síria”, acrescentou a porta-voz. “Nós opomo-nos ao uso da força nas relações internacionais e apoiamos o respeito pela soberania, a independência e a integridade territorial de todos os países”, disse. A China “apela a todas as partes para que ajam no quadro do direito internacional e para que resolvam a crise através do diálogo e da negociação”, referiu a porta-voz. Os Estados Unidos, a França e o Reino Unido realizaram uma série de ataques

SÍRIA PEQUIM DIZ QUE ATAQUE VIOLA CARTA DA ONU E DIFICULTA SOLUÇÃO PARA A GUERRA

Entre impérios

A China criticou no fim-de-semana o ataque conjunto dos Estados Unidos, França e Reino Unido contra a Síria, por considerar que viola a Carta das Nações Unidas e complica as negociações de uma solução para o conflito com mísseis contra alvos associados à produção de armamento químico na Síria, em resposta a um alegado ataque com armas químicas na cidade de Douma, Ghouta

Oriental, por parte do Governo de Bashar al-Assad. A ofensiva consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para

produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.

ÚLTIMA GHOUTA

O Presidente dos EUA justificou o ataque como uma resposta à “acção monstruosa” realizada pelo regime de Damasco contra a oposição e prometeu que a operação irá durar “o tempo que for necessário”. A Rússia anunciou, entretanto, que vai pedir uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU após os ataques ocidentais contra alvos na Síria. “A Rússia convoca uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU para discutir as acções agressivas dos Estados Unidos e seus aliados", refere Moscovo em comunicado. Peritos da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) tinham previsto iniciar uma investigação sobre o alegado ataque com armas químicas. A missão recebeu um convite do Governo sírio, sob pressão da comunidade internacional.

Mais de 40 pessoas morreram e 500 foram afectadas no ataque de 7 de Abril contra a cidade rebelde de Douma, em Ghouta Oriental, que, segundo organizações não-governamentais no terreno, foi realizado com armas químicas.

A oposição síria e vários países acusam o regime de Al-Assad da autoria do ataque, mas Damasco nega e o seu principal aliado, a Rússia, afirmou que o ataque foi encenado com a ajuda de serviços especiais estrangeiros.

COMÉRCIO EXPORTAÇÕES PORTUGUESAS PARA A CHINA AUMENTAM EM FEVEREIRO

P

EXPORTAÇÕES BALANÇA COMERCIAL CHINESA REGISTA RARO DEFICIT EM MARÇO

A

balança comercial da China registou em Março um raro deficit, com as exportações a cair, enquanto o superavit com os Estados Unidos se manteve quase intacto, numa altura de crescentes tensões comerciais com Washington. As exportações chinesas recuaram 2,7 por cento, face ao mesmo mês do ano anterior,

para 141 mil milhões de euros, depois de terem subido 24,4 por cento, nos dois primeiros meses do ano, revelam dados das alfandegas chinesas. As importações subiram 14,4 por cento, para 145 mil milhões de euros, depois de terem crescido 21,7 por cento, em Janeiro e Fevereiro. O excedente comercial com os EUA fixou-

-se em 12,4 mil milhões de euros, uma queda de 13 por cento, em termos homólogos. A China regista todos os meses excedentes comerciais de milhares de milhões de dólares com a Europa e EUA, que ajuda a compensar pelos deficits com o Japão, Coreia do Sul e países em desenvolvimento que fornecem matérias primas ao país.

ORTUGAL exportou para a China produtos no valor de 276 milhões de euros nos primeiros dois meses do ano, um crescimento de cerca de 18,3 por cento em relação ao período homologo de 2017. Dados oficiais publicados no portal do Fórum Macau e com base nas estatísticas dos Serviços de Alfândega chineses, demonstram que as trocas comerciais entre Lisboa e Pequim ascenderam a 752 milhões de euros, até Fevereiro passado. Portugal importou da China bens no valor de aproximadamente 586 milhões de dólares, tendo Lisboa um saldo comercial negativo com o país asiático de cerca de 245 milhões de dólares. As importações de produtos chineses aumentaram 161 milhões de dólares (17,5 por cento), em relação aos mesmo período do ano passado. Os mesmos dados indicaram que as trocas comerciais entre a China e a Lusofonia fixaram-se em 16,5 mil milhões de euros ao longo dos dois primeiros meses do ano, verificando-se um crescimento de 37,4 por cento. O Brasil é

o principal parceiro da China no âmbito do bloco lusófono, tendo registado trocas comerciais de 14,49 mil milhões de dólares. Pequim comprou a Brasília produtos no valor de 9,16 mil milhões de dólares e o Brasil comprou à China bens no valor de 5,32 mil milhões de dólares. Em Janeiro e Fevereiro de 2017, as trocas comerciais

entre os dois países tinham sido de 10,35 milhões de euros. Angola surge no segundo lugar do 'ranking' lusófono com trocas comerciais com a China no valor de 4,61 mil milhões de dólares, com Luanda a enviar para Pequim produtos no valor de 4,23 mil milhões de dólares e a fazer compras de 380,8 milhões de dólares.


14

h

16.4.2018 segunda-feira

Mau agoiro é o êxito do insensato Paulo Maia e Carmo texto e ilustração

Os que caminham na paisagem

M

ASACCIO pintou em 1425 numa parede da capela Brancacci, em Florença, Itália, as figuras de Adão e Eva sendo expulsos do Paraíso, com um realismo e um dimensão que até então não se vira na arte do Ocidente. Muitos olharam para aquelas figuras que caminham e onde vemos coincidirem os primeiros passos de uma encruzilhada de muitos caminhos, desde logo do sistema geométrico de representação espacial característico do Renascimento e que dominaria a pintura europeia até ao início do século XX. As implicações daquela representação seriam imensas: via-se ali a Humanidade condenada a caminhar, afastada da contemplação da Eternidade face a face, estava agora dentro da História. E era por saber que, abandonado, ele tinha agora de se recriar, alguns humanistas como Pico della Mirandola no final do século XV, sublinharam que então era mesmo aí, nesse esforço, que radicava a sua dignidade. No fundo da pintura de Masaccio é visível de modo esquemático e reduzido um jardim, a natureza. Noutro lado do Mundo a compreensão desse lugar para caminhar que foi entregue à Humanidade atingira já uma elevada sofisticação. Huang Gongwang (12691354) pintou num rolo horizontal as Montanhas Fuchun, um lugar que ele bem conhecia, a Oeste de Hangzhou. Na des-

crição do seu processo, que está na própria pintura, percebemos que, primeiro e de um folego estendeu ao longo do rolo logo todo o tema do «Refúgio nas Montanhas da Primavera Abundante». Depois, ao longo dos três anos seguintes, em excursões sucessivas dentro do seu trabalho, foi acrescentando, aleatoriamente, detalhes. Não há lá figuras humanas mas algumas cabanas denunciam a presença humana, sabe-se que ali se acolhiam eremitas, refugiados de tempos políticos desfavoráveis. O modo de representação da paisagem tem um ar insípido com ausência de demonstração de virtuosismo, o que no contexto de apreciação daquela pintura, é um elogio. De maneira talvez involuntária, ressalta então a força do carácter do próprio pintor, pelo seu labor implicado na própria representação; e que de novo de modo tão arbitrário como decidira começar, decide dar como terminada a pintura em 1350. De um discípulo de Huang Gongwang, Nizan (1301-1374), conta-se a anedota de uma vez lhe terem chamado a atenção para alguma falta de semelhança numa pintura de bambus, que ele fez estando bêbado, ao que ele replicou que realmente era difícil fazer «muito diferente» do motivo real em que se inspirara. Algo que um pintor Europeu do início do século XX, mergulhado no labirinto da cidade, não desdenharia dizer enquanto pela rua caminhava.

No fundo da pintura de Masaccio é visível de modo esquemático e reduzido um jardim, a natureza. Noutro lado do Mundo a compreensão desse lugar para caminhar que foi entregue à Humanidade atingira já uma elevada sofisticação


ARTES, LETRAS E IDEIAS 15

segunda-feira 16.4.2018

Michel Reis

P

OR iniciativa da Comissão Europeia celebra-se pela primeira vez este ano o Ano Europeu do Património Cultural (AEPC), enquadrado pelos grandes objectivos da promoção da diversidade, do diálogo intercultural e da coesão social, visando chamar a atenção para a importância da preservação e transmissão do património às gerações futuras, para o papel do património no desenvolvimento social e económico e nas relações externas da União Europeia, e ainda motivar os cidadãos para os valores comuns europeus. Sob o lema “Património: onde o passado encontra o futuro”, o Ano Europeu do Património Cultural pretende incentivar mais pessoas a descobrir e explorar o património cultural da Europa e reforçar o sentimento de pertença a um espaço europeu comum. Ao longo do ano, terão lugar por toda a Europa uma série de iniciativas e eventos que permitirão às pessoas aproximarem-se do património cultural e desempenharem um papel mais activo nas questões que lhe dizem respeito. O património cultural influencia a identidade e a vida quotidiana dos povos, tanto o material, o imaterial, o natural como o digital. Rodeia-os nas aldeias, vilas e cidades, nas paisagens naturais, nos monumentos, nos museus, palácios e sítios arqueológicos… O património cultural não só está presente na literatura, na arte e nos objectos expostos nos museus, mas está igualmente presente nas técnicas que se aprendem com os antepassados, nos ofícios tradicionais, na música, no teatro, nos ambientes e no espírito dos lugares, na gastronomia e no cinema. O AEPC 2018 pretende dar a conhecer ainda melhor a diversidade e a riqueza dos valores das diferentes nacionalidades e ultrapassar fronteiras. O AEPC constitui uma importante oportunidade para a realização de iniciativas em diferentes níveis – europeu, nacional, regional e local – envolvendo os cidadãos, organizações, entidades públicas e privadas, que contribuirão para uma maior visibilidade da cultura e do património e para o reconhecimento da sua importância e do seu carácter transversal em todos os sectores da sociedade. O AEPC convida todas as entidades e organizações, públicas e privadas, municípios, investigadores, escolas, comunidades, universidades, associações, ONGs, a preparar projectos e actividades que, enquadrados

THE ABDUCTION OF EUROPA, JEAN-FRANÇOIS DE TROY

Europa celebra o primeiro Ano Europeu do Património Cultural

Sob o lema “Património: onde o passado encontra o futuro”, o Ano Europeu do Património Cultural pretende incentivar mais pessoas a descobrir e explorar o património cultural da Europa e reforçar o sentimento de pertença a um espaço europeu comum. nos objectivos do Ano Europeu, promovam a reflexão e o debate sobre a actualidade e o futuro do património, a sua importância vital para as pessoas e para as comunidades e o seu valor no desenvolvimento social e económico equilibrado, contribuindo para o desenho de um futuro melhor para todos. Cada país da UE designou um coordenador nacional responsável pelas comemorações e pela coordenação dos eventos e projectos a nível local, regional e nacional. A Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia, bem como o Comité das Regiões e o Comité Económico e Social organizarão eventos para comemorar o Ano Europeu e lançarão actividades

que porão em destaque o património cultural. Além disso, a UE financiará projectos de apoio ao património cultural. No âmbito do programa Europa Criativa, foi lançado um convite específico à apresentação de propostas de projectos de cooperação relacionados com o Ano Europeu. Uma grande variedade de outras oportunidades estarão disponíveis ao abrigo dos programas Erasmus+, Europa dos Cidadãos, Horizonte 2020 e de outros programas da UE. Para garantir que os efeitos destes esforços se farão sentir para além de 2018, a Comissão, em colaboração com o Conselho da Europa, a UNESCO e outros parceiros, lançou dez pro-

jectos com impacto a longo prazo, incluindo actividades com escolas, investigação sobre soluções inovadoras para a reutilização de edifícios históricos e a luta contra o tráfico ilícito de bens culturais. O objectivo é ajudar a desencadear um processo de mudanças efectivas no modo como usufruímos, protegemos e promovemos o património, assegurando que o Ano Europeu terá benefícios para os cidadãos a longo prazo. A página electrónica do Ano Europeu do Património Cultural em Portugal, lançada pela Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) para congregar e divulgar as iniciativas que, por todo o país, e ao longo deste ano, se proponham contribuir para reforçar a ligação das comunidades com o seu património, lista já mais de 750 actividades. Uma das funcionalidades que o sítio oferece é um calendário de 2018 no qual se pode escolher um dia do ano e ficar a saber todas as iniciativas previstas para essa data. Uma lista em constante actualização, já que a página continuará a aceitar inscrições até ao final do ano. Pouco mais de três meses desde a abertura deste Ano Europeu do Património Cultural (AEPC), as 750 iniciativas já registadas, promovidas por entidades públicas e privadas, têm origem em 74 municípios de todo o país, incluindo os Açores e a Madeira, e poderão abranger, segundo estimativa da DGPC, cerca de 240 mil pessoas. As visitas e rotas patrimoniais são o tipo de actividade mais comum, com 232 iniciativas previstas, mas há programas para todos os gostos, de congressos e outros encontros a exposições, oficinas, espectáculos de artes performativas, animações de rua, recriações históricas, exibição de documentários, sessões de leitura ou concursos, para citar apenas alguns. Cerca de um quinto das realizações programadas até ao momento (incluindo as já realizadas desde o início do ano) partiram dos próprios organismos tutelados pelo Ministério da Cultura, sobretudo da DGPC e das várias Direcções Regionais de Cultura, que no seu conjunto promoveram 105 actividades, mas também, entre outras, da Direcção-Geral das Artes, do Instituto do Cinema e Audiovisual, do Centro Cultural de Belém, da Biblioteca Nacional ou dos teatros nacionais D. Maria II e São João.


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16.4.2018 segunda-feira


desporto 17

segunda-feira 16.4.2018

LIGA DE ELITE BENFICA FECHA 2ª VOLTA COM GOLEADA POR 5-1 AO SPORTING

A noite de Pang GONÇALO LOBO PINHEIRO

No Estádio de Macau as águias tiveram uma primeira parte de grande nível, com o extremo Pang Chi Hang em destaque. Do lado do Sporting, o resultado final acabou por ser mais pesado do que o merecido, devido a duas faltas de atenção, já nos descontos

O

Benfica venceu o Sporting por 5-1, ontem à noite, no Estádio de Macau, depois de um primeira parte avassaladora e de um tempo de desconto sofrível dos leões. No rescaldo da goleada na Coreia do Norte por 8-0, Pang Chi Hang foi o homem em destaque nas águias, por ter marcado um golo, feito uma assistência e sofrido a falta, já na segunda parte, que deu origem ao penálti, que Edgar Teixeira não conseguiu converter. No encerramento da primeira volta da Liga de Elite, o Benfica entrou em campo com o habitual de estatuto de favorito e com o objectivo de deixar para trás a goleada diante do 25 de Abril. Já o Sporting tinha em mente manter-se na luta

pelo 2.º lugar e aproveitar o empate a uma bola entre o Ka I e Chao Pak Kei. Como é habitual, o Benfica impôs desde o início o controlo dos acontecimento e, aos quatro e cinco minutos, Hugo Silva e Carlos Leonel, tiveram oportunidades flagrantes para colocarem as águias na frente. Em ambos os casos, o guardião Rui Oliveira, negou-lhes a intenção. Por sua vez, o Sporting, aos nove minutos, teve a melhor ocasião da primeira parte, quando Malachy bateu um livre frontal que passou muito perto da baliza de Batista. Foi aos 11 minutos, que o espectáculo Pang Chi Hang começou. Após um lance na área do Sporting a bola é rematada por um jogador das águias e sobra para o in-

ternacional de Macau. Pang não facilita e remata para o 1-0, sem dar hipóteses ao guardião leonino. O segundo golo chegou vinte minutos depois, aos 31, numa altura em que as arrancadas de Pang desconcertavam por completo a defensiva leonina. No entanto, no 2-0, o mérito pertenceu a Chan Man, que ganhou a bola na linha do fundo e cruzou para Carlos Leonel. Ao segundo poste, o avançado não perdoou e cabeceou para o golo. Cinco minutos depois, Pang arrancou novamente pela direita, deixou para trás a defesa contrária e cruzou para a área, onde surgiu Tetteh, que desviou para o 3-0.

DESCONTO DESASTROSO

No segundo tempo, o Sporting de Macau conseguiu

TABELA CLASSIFICATIVA Lugar

Equipa

Pontos

Jogos

Vitórias

Empates

Derrotas

Golos

1.º

Benfica

27

9

9

0

0

41-6

2.º

C.P.K.

20

9

6

2

1

51-9

3.º

Ching Fung

20

9

6

2

1

16-9

4.º

Ka I

17

9

5

2

2

35-8

5.º

Sporting

16

9

5

1

3

28-11

7.º

Monte Carlo

10

9

3

1

5

14-12

6.º

Polícia

9

9

3

0

6

11-25

8.º

Hang Sai

7

9

2

1

6

8-38

9.º

Alfândega

3

9

1

0

8

4-46

10.º

Lai Chi

1

9

0

1

8

5-51

equilibrar os acontecimentos e tornou-se mais atrevido. Mesmo assim, aos 46 minutos, Pang Chi Hang voltou a arrancar e foi derrubado na área, por Fong Chan Fai. O árbitro não teve dúvidas e assinalou penálti, com o jogador a ver o amarelo. Na marcação, Edgar Teixeira permitiu a defesa de Rui Oliveira. À passagem do minuto 75 os leões conseguiram marcar o golo do 3-1. Após um livre na esquerda do ataque leonino, Prince marcou o golo que salvou a honra leonina. No entanto, o trabalho bem feito pela equipa do Sporting ficou manchado nos últimos três minutos, já em tempo de compensação. Com a defesa leonina a dormir, Nicholas Torrão foi o primeiro a aproveitar e fez 4-1, após passe de Carlos Leonel. No lance seguinte, foi a vez de Nikki devolver a assistência a Leonel, que fez o 5-1 final. Nos outros encontro, o Monte Carlo venceu a Alfândega por 5-0, o Lai Chi empatou diante do Hang Sai por 1-1 e o Ching Fung bateu a Polícia por 3-0. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

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FUTEBOL SPORTING CHEGA A MACAU A 21 DE MAIO

O

Sporting Clube de Portugal vai defrontar a Selecção de Macau a 23 de Maio, no âmbito da digressão do clube à China. As datas foram anunciadas pelo clube português num comunicado oficial, no portal oficial. Apesar de não ter sido revelado o local do jogo, este deverá acontecer no Estádio de Macau. No entanto, a chegada ao território acontece logo no dia 21 de Maio, altura em que o plantel leonino vai igualmente inaugurar uma Exposição no Consulado-Geral de Portugal em Macau, referente à primeira visita do clube à China, há 40 anos atrás. Os pormenores foram ultimados numa visita, na semana passada, do vice-presidente do clube, Carlos Vieira, à China e a Macau. No programa desta visita, o responsável leonino esteve igualmente reunido com representantes da Associação de Futebol de Macau, onde ficaram ultimados os detalhes da partida. Contudo, algumas das principais figuras do

plantel leonino, como William Carvalho, Rui Patrício ou Bruno Fernandes não deverão fazer parte da comitiva do Sporting que vai visitar Macau. Nessa altura do ano, os atletas já deverão estar em vias de se juntar à selecção de Fernando Santos, para participarem no Campeonato Mundial de Futebol. A competição na Rússia começa a 15 de Junho. A dia 24 de Maio, o Sporting de Portugal deixa Macau com direcção a Xangai, onde vai defrontar o Shanghai SIPG, equipa orientada pelo português Vítor Pereira. O encontro está agendado para 26 de Maio. Finalmente, a 27 de Maio, a formação dos leões vai para Pequim, onde tem marcados jogos com o Jyinging, na Província de Hebei, e diante do Beijing Sinobo Guoan FC nos dias 28 e 29 de Maio. O regresso a Portugal está agendado para 30 de Maio, a partir de Pequim, e a chegada acontece a dia 31. J.S.F.


18 1 2(f)utilidades 7 3 4 6 5

4 6 3 2 1 5 7 2 7 5 6 3 4 1 T5 E M4 PO2 T1 R O V7O A3D A6 M I N 3 1 4 5 6 7 2 6 QUE 3 1 FAZER 7 5 2 4 O ESTA 7 5 SEMANA 6 4 2 1 3

?

Diariamente 51

MULHERES ARTISTAS - 1ª BIENAL INTERNACIONAL DE MACAU MAM | Até 13/5

3 1 5 4 6 7 6 5 4 1 3 2 4 2DE DESIGN 7 “HOJE, 3 ESTILO 5 SUÍÇO” 6 EXPOSIÇÃO Galeria Tap Seac | Até 17/06 1 6 2 7 4 3 EXPOSIÇÃO “THE DINOSAUR HUNT” 7 City3Macau1 6 2 5 Estudio 5 4 3 2 7 1 2 7 6C 5I 1N 4E Cineteatro

2 7 1 5 4 6 3 A M

EXPOSIÇÃO “PINACOTROCA” DE RODRIGO DE MATOS Creative Macau | Até 21/04

53

4 1 2 7 5 6 3

50

7 3 1 1 76 5 4 2

52

4 5 1 7 3 2 6

2 1 5 1 5 2 4 6 3 M7A X4 21 0 3 7 6 5 2 7 6 3 4 2 3 7 5 4 6 1

5 1 6 3 7 4 2

7 2 4 6 1 5 3

3 4 7 6 2 5 5H U 3M 4 2 6 1 1 7 3 4 5 2 6 1 7

1 6 3 4 2 7 5

O CARTOON STEPH 54

6 4 7 27 5 - 9 8 % 1 3 5

5 2 6 4 1 3 7

6 3 7 2 4 5 1

2 5 3 1 7 4 6

1 4 5 6 3 7 2

3 7 1 5 6 2 4

7 6 4 3 2 1 5

1 2 3 6 5 7 4

6 3 4 2 1 5 7

2 7 5 4 6 1 3

SOLUÇÃO DO PROBLEMA 54

5 6 1 7 3 4 2

7 1 2 5 4 3 6

3 4 6 1 7 2 5

UM FILME HOJE O filme “Os Traficantes” acompanha a história de dois homens que conseguiram vencer um concurso público no valor de 300 milhões de dólares. Em causa está o fornecimento ao exército norte-americanos de, principalmente AK, no Afeganistão. Baseado em factos reais, a película aborda uma área pouco conhecida do grande público, ou seja o negócio das armas e a falta de rigor com que os contratos mais pequenos de armamento são conduzidos nos EUA. Muitas vezes, estes negócios são feitos sem princípios mínimos e sem atender à origem do armamento. João Santos Filipe

RAMPAGE SALA 1

SALA 3

Um filme de: Brad Peyton Com: Dwayne Johnson, Naomie Harris, Malin Akerman, Jake Lacy 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

FALADO EM CANTONÊS COM LEGENDAS EM CHINÊS Filme de: Chan Tai-Lee Com: Teresa Mo, Ling Man Lung, Ray Lui, Bonnie Xian 14.30, 16.30, 19.30

RAMPAGE [C]

SALA 2

SECRET SUPERSTAR [B] FALADO EM HINDI COM LEGENDAS EM CHINÊS E INGLÊS Filme de: Advait Chandan Com: Aamir Khan, Zaira Wasim 14.30, 17.30, 20.30

7 3 2 1 5 6 4

55 59

7 72 1 45 6 1 6 3 4

PROBLEMA 55

READY PLAYER ONE [B]

www. hojemacau. com.mo

1 5 7 2 4 6 E3U R4O 5 3 2 7 6 1 6 5 1 7 3 4 2 1 5 6 7 2 4 13

5 2 4 6 7 3 1 5 4 3 62 76 1 7

2 7 1 3 5 2 69 . 917 7 6 3 4 4 5 2 6 3 4 1 7 5 6 1 4 3 7 5 52

3 7 5 2 4 1 6 2 63 31 5 4 7 6

56

16.4.2018 4 6 6 3segunda-feira 2 5 4 6 4 2 1 5 3 6 3 7 3 4 7 6 5 5B A2H T 0 . 2 5 7 Y U6A N1 14. 2 82 2 1 5 2 3 7 1 1 5 VIDA DE CÃO4 5 6 1 7 7 3 TAREFA 1 7 4 2 3

DE HÉRCULES

4 1 7 5 6 2 3 4 7 2 21 3 56 5

58

1 4 6 3 2 5 7 3 6 7 4 5 2 1

O Benfica de Macau foi na semana passada derrotado pelo 25 de Abril, da Coreia do Norte, por 8-0. O resultado é excessivamente pesado, mas também se explica com o facto da equipa apenas ter 13 jogadores disponíveis para o encontro. Muitos dos atletas não conseguiram ser dispensados dos trabalhos para poderem viajar durante cerca de três para a Coreia do Norte. O problema não é novo e está ligado ao estatuto da modalidade em Macau: amadora. Duarte Alves montou um projecto, dedicou-se e tem feito o que está ao seu alcance para levar o futebol local a outros patamares. Tem conseguido. Mas a modalidade tem problemas crónicos e a Associação de Futebol de Macau nem sempre parece saber resolvê-los da melhor maneira. E muito começa pela falta de ambição. O facto do novo seleccionador de Macau ter sido promovido das camadas jovens é só um exemplo. 56 Nada tenho contra Iong Chong Ieng e espero que seja bem sucedido, mas o seu currículo é altamente questionável. Havendo mais ambição e caso tivesse sido contratado um treinador de fora com experiência internacional ficavam todos a ganhar. Os atletas aprendiam novos métodos de treino que não existem em Macau e a estrutura da associação era forçada com métodos mais modernos. Por outro lado, integrando treinadores locais na equipa técnica de um treinador com vasta experiência, promovia-se a aprendizagem local. Formavam-se treinadores para o futuro. O que não faz sentido é promover alguém como Iong Chong Ieng, que vai ser atirado às feras e, mesmo que todos digam o contrário, não tem o estatuto para se impor dentro do balneário perante jogadores com melhor formação e maior experiência. João Santos Filipe

3 7 1 2 5 6 4

60

2 1 3 5 6 4 7

1 7 2 5 4 3 6

7 4 1 3 6 2 5

1 6 5 3 7 4 2

5 2 4 1 3 7 6

6 3 7 4 2 1 5

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OS TRAFICANTES | TODD PHILLIPS | 2016

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TOMORROW IS ANOTHER DAY [C]

Um filme de: Steven Slpielberg Com: Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn, T.J. Miller 14.30, 19.00, 21.30

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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo

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opinião 19

segunda-feira 16.4.2018

MANUEL DE ALMEIDA

THOMAS WEBSTER

Manifesto d’Educação I

A « Mudar de Vida» Resistir é Vencer...!

OS jovens uma palavra de confiança: “tenho em mim todos os sonhos do mundo”, o pensar de Fernando Pessoa. Sejam inconformistas, iconoclastas, perfeccionistas, cosmopolitas, exigentes, esclarecidos e mostrem, sobretudo, uma grande inquietação intelectual, sem abolir valores. Criam-se chefias mas não há liderança, nem sequer enterrem vivos os princípios. Cultivem a inteligência não deixem morrer nem a utopia nem a revolta,democrática, evidentemente. É preciso lembrar que o sucesso precisa de trabalho, tempo e talento. Em pleno século XXI se queremos «Crescer», temos forçosamente de exigir “mais educação, melhor educação e maior equidade social”. Criar uma Escola diferente, como instituição, fazer a sua reconfiguração. Com projectos pedagógicos inovadores, que aqui se possam desenvolver, com audácia criativa, sem esquecer o modelo de organização e gestão, a competência dos professores (além da mera reprodução de conhecimentos) e o nível de exigência, com empenho, dedicação e disciplina. Até porque o fosso em relação a «outros» modelos de ensino é enorme. Estimular a curiosidade científica, os gostos e hábitos de leitura e as capacidades artísticas. Uma Escola que leve os jovens a assumir novos gostos, atracções ou tendências, para fomentar e valorizar «novos» hábitos de trabalho. Escola não só como local de instrução (pais ausentes), mas como território crucial para a socialização e educação (de forma a elevar o bem-estar). Escola organizada numa perspectiva de abertura à sociedade e à aprendizagem ao longo da vida. Deveríamos tentar construir uma Escola assente na “progressão individual e na transformação colectiva” e não um “disfarce humanista”. Já que temos o dever de lutar

pela sobrevivência das futuras gerações. Ou aos nossos jovens não se poderá dar já o poder de sonhar? Pensar? Reflectir? Estamos a assistir a um suicídio geracional e, ninguém intelectualmente honesto pode fingir que o problema não existe e que caminhamos para um desastre de consequências graves. É urgente criar uma “Escola que volte a ser exigente, não sendo nem discriminadora nem uma fábrica de igualitarismo”, só assim se poderá manter a “frescura criadora da criança no estudo” – para citar Calvet de Magalhães (1913 – 1974). Os grandes processos de escolarização aconteceram já em muitos países na primeira metade do século XX, ou mesmo no séc. XIX – como o caso inglês e francês - , mas em Macau infelizmente tal só veio a acontecer e ainda assim com graves deficiências nos finais do século passado. A Universidade de Macau, por exemplo, «só» nasceu em 1991, havia a Universidade da Ásia Oriental, mas isso era outro negócio – privada e com poucas ligações ao Território. Apesar de todo um passado, o ensino em Macau foi inconsequente, inconsistente, incongruente - frágil. Em França, já havia ensino obrigatório desde o século XVI, ainda que não universal. Em Portugal, por exemplo, a lei da escolaridade obrigatória de quatro anos só surgiu em 1956 e somente para crianças de sexo masculino. Em 1960 para ambos os géneros. Nessa altura a taxa de analfabetismo era de 33 por cento. A obrigatoriedade de nove anos de frequência só em 1986 se tornou uma realidade. Portugal entrou no século XX com uma taxa de

Uma Escola que leve os jovens a assumir novos gostos, atracções ou tendências, para fomentar e valorizar «novos» hábitos de trabalho. Escola não só como local de instrução (pais ausentes), mas como território crucial para a socialização e educação (de forma a elevar o bem-estar)

analfabetismo próximo dos 75por cento. A lei da escolaridade gratuita surge a 7 de Setembro de 1835 de forma insípida e pouco consistente. A população de Macau – independentemente da etnia, credo ou cultura - do século XXI deve aprender a viver sobre o lema “Iniciativa, Inovação, Irreverência”. Não é só através de uma mudança geracional que se conseguem atingir os objectivos, mas também através de uma mudança de atitude, com um pensamento estratégico e com trabalho de equipa. É o triângulo formado pela educação/ ciência/cultura, que propícia o conhecimento, estímula a criatividade e aumenta a produtividade. «Educar» - aqui no sentido dado pelo educador brasileiro Rubem Alves (1933/2014) – “criar curiosidadede pensar”. Só com serviços escolares empenhados, disciplinados e longos – os nossos serão (?) – é que se constrói o Saber/Humanidade. Os jovens (deixem a resignação) exigem estímulos, confiança e autonomia, para poderem ganhar determinção, coragem e força – capacidade crítica e comportamento ético. A verdade e a honra não são coisas do passado – a honestidade não é uma mercadoria – e por isso mente-se, ilude-se e enriquece-se. Falta-nos espírito crítico, daí o oportunismo. Os jovens hoje em dia – talvez fruto do excesso de consumo das novas tecnologias (?) -, vivem uma vida de forma ficcionada – “ é mais fácil, menos intrínseco, mais diáfano, menos doloroso”. Será ? Porquê? Os jovens precisam urgentemente de orientações e horizontes futuros – temos de saber abrir a porta do conhecimento -, mas infelizmente não temos porteiro. O berço pode ser o sonho da realidade ... ou da resistência...vamos sonhando! “O progresso é impossível sem mudança. Aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada”, na opinião do escritor George Bernard Shaw. Gostaria – quando (?) não sei – que me dessem razões para não ter razão de ter de escrever, até porque e passo a citar, Jack Kerouac “todos os seres humanos são sonhadores e o sonho une a humanidade”. “Por vezes cabe a uma geração ser grande. Esta pode ser essa geração.Deixem a vossa grandeza florescer”, Nelson Mandela (1918 – 2013) líder rebelde, presidente da África do Sul


A metade de um amigo é a metade de um traidor.

Victor Hugo

PALAVRA DO DIA

segunda-feira 16.4.2018

FONG SOI KUN VAI CONTESTAR PENA NA SEGUNDA INSTÂNCIA

Hato Cinco residentes recebem tratamento psicológico

Os Serviços de Saúde (SSM) referem que até 13 de Abril a linha de apoio do serviço de psiquiatria do Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ) recebeu 16 chamadas, 12 ligadas à passagem do Tufão Hato. Além disso, cinco trabalhadores receberam apoio psicológicos, dos quais três ainda precisam de ser acompanhados, de acordo com o canal chinês da Rádio Macau. Os SSM explicaram ainda que após a passagem do tufão foi fornecido tratamento psiquiátrico aos cidadãos, com a maior rapidez possível.

Tempestade a caminho tropical, mas por alegadamente ter demorado a accionar o aviso de inundações.

“GRANDE INJUSTIÇA”

Trabalho Wong Kit Cheng quer lei específica para empregadas domésticas

Wong Kit Cheng considera que a proposta de lei que visa pôr termo aos casos de quem procura directamente emprego em Macau enquanto permanece no território com um visto de turista, recentemente discutida no seio do Conselho Permanente da Concertação Social, não é eficaz para resolver os problemas que, a seu ver, se verificam no mercado das empregadas domésticas. Neste sentido, a deputada sugere nomeadamente uma lei específica. Em paralelo, também entende que deve haver melhorias no âmbito da comunicação com os países donde são oriundas as empregadas domésticas que vêm trabalhar para Macau.

Desacato PSP vigia Jardim do Iao Hon depois de tiros de pressão de ar

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A Polícia de Segurança Pública (PSP) está a vigiar de perto o Jardim do Iao Hon, onde grupos de mulheres se encontram para cantar, depois do ataque com uma pressão de ar, que causou dois feridos. A informação foi avançada pelo Jornal do Cidadão. Segundo as autoridades, há agentes a irem constantemente ao local para prevenir a ocorrência de casos semelhantes. Os polícias têm mantido a ordem na zona e pedido aos cidadãos que reduzam o volume das vozes e cumpram os regulamentos para ruídos. A PSP adiantou ainda que vai continuar a fiscalizar a algazarra durante as horas em que não é permitido fazer barulho e que vai manter-se em contacto com outros serviços públicos para procurar uma resolução.

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antigo director dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) Fong Soi Kun vai contestar junto do Tribunal de Segunda Instância a pena que lhe foi aplicada após o inquérito à sua actuação durante o Hato, o pior tufão a atingir o território em mais de meio século, revelou a Rádio Macau. Segundo a emissora pública, no âmbito do inquérito foi recomendada uma pena de 240 dias de suspensão, uma vez que se entendeu não ter havido irregularidades graves na actuação do ex-director durante a previsão do tufão Hato. Contudo,

conforme anunciado, na semana passada, o Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, decidiu pela demissão – o castigo máximo previsto ao abrigo do Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública (ETAPM). Essa opção tem como efeitos práticos, dado que Fong Soi Kun se aposentou entretanto, a suspensão da reforma por quatro anos. Com uma pensão fixada em aproximadamente 80 mil patacas, o antigo director dos SMG vai ser penalizado em quase quatro milhões de patacas. Fong Soi Kun pode recorrer para o Chefe do Executivo ou para

os tribunais, tendo escolhido então a segunda opção, ou seja, optou por interpor um recurso contencioso para o Tribunal de Segunda Instância. De acordo com a Rádio Macau, o ex-director vai avançar com um pedido de suspensão de eficácia da decisão que, caso seja aceite, permite-lhe continuar a receber a pensão até que o TSI se pronuncie sobre o recurso. O processo disciplinar contra o ex-director dos SMG não foi tornado público. Contudo, ainda de acordo com a emissora, Fong Soi Kun foi punido não por se considerar que ordenou demasiado tarde o içar o sinal 10 de tempestade

A pena de quatro anos sem reforma a que foi sujeito Fong Soi Kun constitui, na opinião de Jorge Neto Valente, “uma grande injustiça”. “Acho que é uma total ausência de proporcionalidade do sistema e ainda pasmo por ver gente a exigir mais, a dizer que a pena de demissão que é curta, que a lei tem de ser mudada para mais. Não sei se querem pena de morte ou prisão perpétua”, afirmou o também presidente da Associação dos Advogados à Rádio Macau. Recordando o trabalho de Fong Soi Kun, como as boas classificações e o facto de ter presidido ao Comité dos Tufões, Neto Valente lamentou que o estejam a responsabilizar “como se se ele tivesse içado o sinal duas horas antes deixasse de haver tufão, inundações, ou gente morta”. Nelson Kot, funcionário público aposentado que foi cabeça-de-lista nas eleições para a Assembleia Legislativa em Setembro, também se pronunciou sobre o caso. Em declarações ao Jornal do Cidadão, defendeu que o pedido de aposentação do ex-director dos SMG não deveria ter sido aprovado enquanto estava em curso o processo disciplinar, pelo que sugere que o ETAPM inclua regras que no futuro impeçam que tal suceda.

CHINA ONG ACUSA PEQUIM DE FORÇAR CONFISSÕES TRANSMITIDAS PELA TV

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ONFISSÕES transmitidas pela televisão, feitas sob coacção, são frequentes na China, denuncia a organização não-governamental Safeguard Defenders, apontando a utilização das imagens de réus pela propaganda e política externa chinesas. "Todos os entrevistados denunciaram terem sido obrigados a confessar. E não sabiam que as imagens seriam transmitidas na televisão", aponta o relatório "Scripted and Staged", elaborado pela organização. Segundo a ONG, a polícia dita e dirige as confissões feitas antes do julgamento. O relatório analisa as gravações de 45 confissões transmitidas entre 2013 e 2018, e inclui entrevistas com uma dezena de

pessoas, detidos ou seus familiares, que foram forçados pela polícia a confessar diante das câmaras. Um dos casos é o do executivo na China do gigante farmacêutico britânico GlaxoSmithKline, Liang Hong, que aparece na emissora estatal CCTV a confessar ter feito um suborno, em Julho de 2013, na primeira confissão de alto perfil a ser emitida. "Apesar de violar a lei nacional sobre o direito a um julgamento justo, e muitas protecções internacionais dos direitos humanos, desde então foram emitidas pela televisão estatal chinesa, e em alguns casos por órgãos de Hong Kong, dezenas de confissões forçadas

de alto perfil, incluindo muitas de cidadãos estrangeiros", acrescenta. Num dos "piores casos", o investigador britânico Peter Humphrey concordou reunir-se com jornalistas chineses, mas foi então sedado e detido, para que a televisão estatal filmasse uma confissão. Segundo o mesmo relatório, a polícia usa regularmente ameaças - contra os detidos e seus familiares -, e tortura física e mental, para forçar a confissão. Os entrevistados revelaram que a polícia lhes entregou um guião, que tinham que memorizar e, em alguns casos, foram mesmo obrigados a chorar. Os detidos tinham que repetir a gravação até que as autoridades aprovassem o resultado.

Hoje Macau 16 ABR 2018 #4031  

N.º 4031 de 16 de ABR de 2018

Hoje Macau 16 ABR 2018 #4031  

N.º 4031 de 16 de ABR de 2018

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