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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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QUINTA-FEIRA 13 DE JULHO DE 2017 • ANO XVI • Nº 3853

MOP$10

hojemacau LEI DE TERRAS INVIABILIZADA

EVENTOS

CONGRESSO

Lusitanistas em Macau

Leonel Alves, mentor do diploma, não acredita que a Assembleia Legislativa aprove a Lei de Terras nesta legislatura. A esperança do ainda deputado é que o seu co-proponente Zheng Anting apresente o mesmo projecto depois das eleições.

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25 listas. O HM fornece-lhe o guia das eleições. GRANDE PLANO

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Sofia Bobone expõe em Portugal

O tempo andou pr’á frente


2 GRANDE PLANO

As contas ainda não estão fechadas, porque se está em período de reclamações, mas para já tudo indica que as eleições de Setembro próximo vão ser mais concorridas do que o sufrágio em 2013. Deixamos-lhe aqui as principais ideias de quem quer ser – ou continuar a ser – deputado à Assembleia Legislativa

25 LEGISLATIVAS CANDIDATOS E PRINCIPAIS PROPOSTAS PARA O SUFRÁGIO DIRECTO

A TURMA DOS


3 hoje macau quinta-feira 13.7.2017 www.hojemacau.com.mo

votos em mandatos utilizado em Macau. Há várias famílias políticas que decidiram separar-se na esperança de conseguirem reforçar a presença na Assembleia Legislativa (AL). A estratégia não é nova, mas encontra neste sufrágio uma expressão mais forte. É do entendimento geral que vai aumentar a competição entre os concorrentes aos 14 lugares disponíveis. A probabilidade de saírem beneficiadas as candidaturas com estruturas fortes é grande. Isabel Castro (com Vítor Ng) info@hojemacau.com.mo

Há alguns pesos pesados que não se recandidatam, deixando o lugar para os mais novos, sendo que os sucessores não são inexperientes na matéria. É o caso de Chan Meng Kam e também o da histórica Kwan Tsui Hang

HOJE MACAU

separar-se

são propriamente inexperientes na matéria. É o caso de Chan Meng Kam, o grande vencedor das eleições de 2013, e também o da histórica Kwan Tsui Hang, que passa a bola a outra mulher, Ella Lei. Tanto no caso do grupo político de Fujian, como na candidatura oriunda dos Operários, os cabeças-de-lista das candidaturas já ocupam, neste momento, um assento no edifício do Lago Nam Van. Outro facto de relevo tem que ver com o desdobramento de listas, um fenómeno que se justifica com o método de conversão de

TIAGO ALCÂNTARA

Várias famílias políticas decidiram

A Comissão de Assuntos Eleitorais para a Assembleia Legislativa (CAEAL) publicou ontem a relação completa das 25 candidaturas que recebeu. Há casos de irregularidades para resolver, pelo que serão necessários mais alguns dias para se perceber quem é efectivamente candidato. Para já, fazemos as contas com os dados que temos. Destaca-se, para começar, o facto de haver alguns pesos pesados que não se recandidatam: deixam o lugar para os mais novos, sendo que os sucessores não

HOJE MACAU

C

ANDIDATURAS de pendor regionalista, pequenos grupos ligados às classes mais desfavorecidas, defensores do sufrágio directo e universal. Listas com o apoio de associações tradicionais, candidatos oriundos de movimentos acabados de criar. Há assumidos protectores de causas muito específicas, há quem prometa lutar para além do bairro onde vive. Uns tentam a reeleição, outros querem experimentar a vida política.As eleições legislativas deste ano ficam, desde já, marcadas pela diversidade: há de quase tudo e para quase todos os gostos.

na esperança de conseguirem reforçar a presença na Assembleia. A estratégia não é nova, mas encontra neste sufrágio uma expressão mais forte Vai ser interessante somar os votos das duas listas de 2017 e perceber até que ponto conseguem Si Ka Lon e Song Pek Kei manter a herança de Chan Meng Kam Há alguns anos, seria difícil imaginar um cenário como aquele que hoje se apresenta. Basta ver que, em 2009, as duas listas saídas da Associação Novo Macau conseguiram eleger três deputados

Chan Meng Kam

Si Ka Lon

Song Pek Kei

é encabeçada pela jovem Song Pek Kei, contando também com uma dezena de aspirantes a deputados. Esta separação de equipas tem um único objectivo: garantir que se conquistam mais assentos. Em 2013, a lista liderada por Chan Meng Kam conseguiu um resultado histórico, sobretudo atendendo a que, à época, andava nestas lides há apenas oito anos, sem uma estrutura com um passado político na retaguarda. Conquistou mais de 26 mil votos, o suficiente para eleger três deputados. Numa perspectiva política, vai ser interessante somar os votos das duas listas de 2017 e perceber até que ponto conseguem Si Ka Lon e Song Pek Kei manter a herança de Chan Meng Kam, sendo certo que, não obstante a saída de cena, continuará presente no trabalho de bastidores. Si Ka Lon já garantiu que tentará manter o espírito do ainda líder. Há metas que ficaram por alcançar: a proposta para a renovação urbana, a verificação de infiltrações de água, o sistema de responsabilização dos funcionários públicos e a habitação pública. O candidato promete continuar a trabalhar para que haja melhorias nestas áreas. Song Pek Kei está sobretudo preocupada com a responsabilização dos funcionários pú-

blicos, a habitação, os serviços médicos, as questões ligadas à administração de condomínios, os jovens e o funcionamento das pequenas e médias empresas. Os dois descendentes políticos de Chan Meng Kam não são os únicos oriundos de Fujian. A candidatura de defesa dos União dos Promitentes-Compradores do Pearl Horizon para Defesa dos Direitos, liderada por Kou Meng Pok, também tem ligações à província, assim como o advogado Hong Weng Kuan, da Associação dos Cidadãos Unidos para a Construção de Macau. Sze Lee Ah, um homem de cabelo comprido ligado ao serviço social, comanda a Poder dos Cidadãos, também de Fujian. Estas três candidaturas são estreias na corrida legislativa. Ainda no âmbito das listas ditas regionalistas, destaque para a União de Macau-Guangdong. O grupo de Mak Soi Kun juntou 16.251 votos em 2013, tendo eleito dois deputados. Mak e Zheng Anting decidiram, este ano, chamar jovens para a equipa. Têm como grande objectivo “unir poderes diferentes, servir as várias classes sociais de Macau e fiscalizar as acções do Governo”. Tudo indica que não terão problemas na reeleição.

OS REGIONALISTAS

H

Á quem entenda que é um fenómeno que tem os dias – ou os anos – contados, dependente das alterações do tecido social de Macau. Para já, enquanto os filhos dos migrantes da China Continental não crescem para renovar o eleitorado, há um segmento forte da população que tem tendência a escolher candidatos que são seus conterrâneos. O sentimento de pertença a determinado grupo não é, claro está, o único a contribuir para esta opção. É sabido que deputados como Chan Meng Kam têm uma forte presença social, com gabinetes junto do seu eleitorado que prestam os mais diversos serviços de apoio durante a legislatura. Vieram, de algum modo, seguir o modelo desenvolvido por associações tradicionais como os Kaifong e os Operários. É a contar com o trabalho desenvolvido nos últimos anos que Si Ka Long e Song Pek Kei partem para as legislativas com boas perspectivas de serem reeleitos. Em 2013, tinham na liderança Chan Meng Kam, que agora se retira. A principal família política de Fujian decidiu dividir-se: Si Ka Long fica à frente da Associação dos Cidadãos Unidos de Macau, com um total de dez candidatos; a Associação dos Cidadãos para o Desenvolvimento de Macau

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HOJE MACAU

OS DEMOCRATAS

HOJE MACAU

Ng Kuok Cheong

HOJE MACAU

Au Kam San

Sulu Sou

É

o campo que mais dúvidas suscita se tentarmos fazer previsões acerca do que Setembro ditará. Há alguns anos, seria difícil imaginar um cenário como aquele que hoje se apresenta. Basta ver que, em 2009, as duas listas saídas da Associação Novo Macau (ANM) conseguiram eleger três deputados: Ng Kuok Cheong, Paul Chan Wai Chi e Au Kam San. Chan Wai Chin fez apenas uma legislatura mas, em 2013, também com duas candidaturas diferentes, os dois deputados mais antigos ligados à pró-democracia conseguiram um resultado expressivo: somando os votos de um e do outro, reuniram o apoio de mais de 19.800 eleitores. Das últimas eleições para cá, tudo mudou: as forças pró-democratas conheceram profundas alterações no modo como estão organizadas. A ANM fracturou-se, com Au Kam San a bater a porta por divergências com os elementos mais novos da associação. Ng Kuok Cheong ainda manteve um pé no gabinete da Calçada de Santo Agostinho, mas parece estar agora completamente fora do grupo de Scott Chiang. Paul Chan Wai Chi foi o único dos mais velhos a ficar. Para 17 de Setembro, Au Kam San e Ng Kuok Cheong voltam a apresentar-se em listas diferentes. Partilham, no entanto, o mesmo programa político. Voltam a insistir na necessidade de implementação do sufrágio universal para

a eleição do Chefe do Executivo e de todos os deputados à AL. Querem lutar contra a corrupção e que sejam abertos mais concursos para a atribuição de habitações públicas aos residentes. Defendem também a renovação dos bairros antigos, o adequado aproveitamento dos recursos financeiros e a diminuição do número de trabalhadores não residentes. Há ainda a defesa de uma melhoria do sistema de transportes públicos e de maiores apoios para grávidas, idosos e residentes com dificuldades financeiras. Ng Kuok Cheong lidera a lista Associação Próspero Macau Democrático. Au Kam San mudou o nome à candidatura, para a desvincular da ANM, e encabeça o grupo Associação Novo Democrático. E os que ficaram na Novo Macau? Estão, para efeitos eleitorais, na Associação do Novo Progresso de Macau. O jovem Sulu Sou é o número um e tem, como braço direito, o menos jovem Paul Chan Wai Chi. A lista quer trazer “novas forças e ideias ao movimento democrático, e revitalizar o estagnado sistema político”. Entre os objectivos contam-se ainda o reforço dos mecanismos de fiscalização do Governo, a abertura das comissões da AL que funcionam à porta fechada, o desenvolvimento sustentado de Macau e o “estabelecimento sério de princípios democráticos” que tornem o sufrágio universal uma realidade.

GONÇALO LOBO PINHEIRO

GRANDE PLANO

José Pereira Coutinho

O PORTUGUÊS QUE RESTA

H

Á quatro anos, conseguiu quase nove por cento dos votos, ou seja, 13.130 pessoas votaram nele. Este apoio do eleitorado permitiu a José Pereira Coutinho contar com a companhia de Leong Veng Chai na AL. Este ano, a concorrência é forte, diz. Por isso, não se mostra sequer confiante em relação à sua reeleição. Coutinho entrou na AL em 2005 e não é fácil defini-lo em termos políticos, por não encaixar em nenhuma das famílias políticas tradicionalmente representadas no hemiciclo. É uma voz defensora dos direitos laborais, um pró-democrata menos intempestivo do que a bancada oriunda da velha Novo Macau. Porque Leonel Alves não se recandidata pelo sufrágio directo, se o líder da Nova Esperança for reeleito será o único deputado a comunicar em português. Defensor do trabalho a tempo inteiro dos deputados, Pereira Coutinho entende que a língua portuguesa é uma garantia do segundo sistema e critica o que diz ser o clientelismo existente na AL. Gostaria que fosse criada uma provedoria de justiça com competências que hoje pertencem ao Comissariado contra a Corrupção. O acesso à habitação e a situação das mulheres no mercado de trabalho fazem parte do caderno de promessas políticas deste ano.

força política de um dos movimentos mais tradicionais de Macau. Com a transformação do tecido industrial do território, os Operários tiveram de se reajustar. Resta agora saber até que ponto consegue Ella Lei puxar pelo rejuvenescimento que tem sido apontado como sendo uma das principais necessidades desta força política. Ella Lei tem, como objectivo, garantir que os Operários voltam a ocupar dois assentos, mas reconhece as dificuldades. Melhorar as políticas da habitação, fomentar a diversificação adequada da economia, partilhar os frutos do grande desenvolvimento económico e trabalhar em prol dos cidadãos são os objectivos anunciados na candidatura. Do campo tradicional político do território vem também Ho Ion Sang, líder da União Promotora para o Progresso, ligada à União Geral das

Ella Lei

HOJE MACAU

OI o grande trambolhão das últimas eleições. A União para o Desenvolvimento, liderada por Kwan Tsui Hang, teve 11.960 votos em 2013. Quatro anos antes, tinha conseguido mais de 21 mil, o suficiente para que, na altura, fosse eleito também Lee Chong Cheng. Kwan foi, nestes últimos quatro anos, a única deputada eleita por via directa com ligações à Federação das Associações dos Operários de Macau, mas não esteve sozinha: na bancada dos indirectos sentou-se Ella Lei, a mulher que, ao que tudo indica, será a sua sucessora. A herdeira de Kwan Tsui Hang tem tido uma participação pública muito activa, pouco ao estilo de quem foi eleito por base corporativa. É bastante improvável que a líder da União para o Desenvolvimento não consiga ser eleita, mas as eleições de Setembro são um teste também à

HOJE MACAU

F

SOFIA MARGARIDA MOTA

OS TRADICIONAIS

Ho Ion Sang

Wong Kit Cheng

Associações de Moradores de Macau. Em 2013, a lista dos Kaifong teve 15.815 votos, tendo conseguido eleger também Wong Kit Cheng, oriunda da também tradicional Associação das Mulheres de Macau. Na comparação com os resultados de 2009, nas últimas eleições verificou-se uma ligeira melhoria. Ainda assim, desta vez, a estratégia passa pela divisão de listas: Ho Ion Sang concorre sem Wong Kit Cheng, que encabeça a Aliança de Bom Lar. O homem dos Kaifong tem, entre as prioridades, temas como a habitação, a diversificação económica, a fiscalização da acção governativa, o trânsito e a economia de bairro. Já Wong Kit Cheng, consciente da tarefa difícil que é a manutenção do lugar que ocupa, tem os benefícios das mulheres e das famílias como principais cavalos de batalha.


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T

ÊM ambas ligações ao jogo, apesar de serem de diferentes intensidades, e uma presença já enraizada na AL, mas estilos e objectivos bem distintos. São de novo candidatas e acredita-se que poderão ser reeleitas, não obstante o contexto de incerteza com que partem para o sufrágio de Setembro. A Nova União para Desenvolvimento de Macau, comandada por Angela Leong, teve mais de 13 mil votos em 2013. A quarta mulher de Stanley Ho nunca conseguiu ter um número dois na AL. Este ano, a tentativa faz-se com a presença de William Kuan, empresário do sector imobiliário. Para Leong, basta a criação de um programa de arrendamento para que os jovens possam resolver os problemas da falta de habitação. A lista defende ainda licenciaturas gratuitas para residentes.

ARQUIVO

AS MULHERES QUE MANDAM

ANTÓNIO FALCÃO

hoje macau quinta-feira 13.7.2017

Melinda Chan é a mulher ao leme da Aliança Pr’a Mudança. Deputada há oito anos, a mulher do empresário David Chow tem este ano, na sua lista, um elemento da comunidade portuguesa: Jorge Valente. Ocupa a terceira posição, o que faz com que tenha poucas probabilidades de ser efectivamente eleito, atendendo ao método de conversão de votos em mandatos de Macau. Em 2013, a Aliança Pr’a Mudança não foi além dos 8755 votos. A habitação é a prioridade de Melinda Chan, ligada à Sin Meng, uma associação de beneficência. Outro objectivo da lista passa pelo desenvolvimento do aeroporto, para que tenha um maior papel no transporte de mercadorias. O movimento acredita ainda ser necessária uma flexibilização na contratação de trabalhadores não residentes.

Angela Leong

Melinda Chan

AS TENTATIVAS

Lam U Tou

Lee Kin Yun, um activista quase tradicional do território, volta à carga este ano com a sua Activismo para a Democracia. Fomentar o processo democrático em Macau, lutando pelo sufrágio universal nas eleições para a Assembleia Legislativa e para o Chefe do Executivo, é a prioridade. Do rol de objectivos fazem também parte a implementação do sistema de responsabilização dos funcionários públicos, a protecção da liberdade de imprensa, a definição da lei sindical, a diversificação adequada da economia e a ascensão profissional dos jovens. A lista Nova Ideais de Macau, encabeçada por Carl Ching, também tem na implementação do sufrágio universal uma das principais metas. O cabeça-de-lista tem um passado como activista em Hong Kong e

Hong Weng Kuan

já foi candidato em Macau, sendo esta a primeira vez que lidera uma lista. A criação de cursos de formação ligados à cultura e à protecção ambiental, bem como a fiscalização das despesas públicas pela AL, também constam do programa da lista agora criada. A Justiça de Macau, que dá pelo nome oficial de Ou Mun Kong I, procura representar eleitores de classes sociais desfavorecidas e grupos mais vulneráveis. Lei Sio Kuan, o líder da lista, quer que o Governo preste atenção à questão da habitação para os jovens e aumente o montante da pensão para os idosos. Na Linha de Frente dos Trabalhadores de Casinos está Cloee Chao, uma mulher que se tem destacado na luta pelos direitos dos funcionários da principal indústria do território. Os

Lee Kin Yun

dez candidatos são todos trabalhadores de casinos e têm um programa político a pensar apenas neste sector: aumentar o número de férias e os benefícios dos funcionários, a lei sindical, a redução do número de trabalhadores não residentes e a proibição total de fumo nos casinos. Com um nome, no mínimo, invulgar, a lista Cor de Rosa Amar a População reúne cinco pessoas, lideradas por Lei Kit Meng. Educação, emprego, habitação, idosos, fiscalização administrativa e responsabilização dos funcionários públicos são as grandes linhas orientadoras da candidatura. A terminar o rol de candidaturas temos a Aurora dos Trabalhadores de Nível Básico, sendo que se desconhecem detalhes sobre os candidatos e o programa político. HOJE MACAU

SOFIA MARGARIDA MOTA

ARQUIVO

HOJE MACAU

Agnes Lam

À frente da Associação dos Cidadãos Unidos para a Construção de Macau, o advogado Hong Weng Kuan tenta de novo um assento na AL, depois de, em 2013, não ter ido além dos 848 votos. Do programa político fazem parte a realização de eleições livres de corrupção, bem como o desenvolvimento do sistema democrático. Hong quer ainda lutar por mais habitação e uma melhoria do sistema de trânsito. A Ajuda Mútua Grassroots tem como principal candidato Wong Wai Man, que não define uma meta concreta para as eleições deste ano, atendendo à forte concorrência. O programa político da lista dá ênfase a questões como a habitação, os direitos e interesses dos trabalhadores, os serviços de saúde e a educação.

regime político, como é o caso do aumento excessivo de multas, implementado no início deste ano. Estreante nestas andanças, Lam U Tou lidera a Poder da Sinergia, uma lista nascida no seio da Associação Sinergia de Macau. Com passado activo numa associação ligada aos Operários, o candidato apresenta um programa político que tem como principal objectivo o aumento da qualidade de vida dos residentes. A Poderes do Pensamento Político, encabeçada pelo antigo funcionário público Kot Man Kam, tem como número dois o macaense António Lopes, inspector de jogo. A defesa dos direitos dos funcionários públicos é um dos princípios defendidos pela candidatura, que também defende o aumento do número das licenças de jogo. SOFIA MARGARIDA MOTA

ALVEZ à terceira seja de vez. Agnes Lam, académica ligada à área da comunicação, conseguiu 5225 votos nas últimas eleições. Estreou-se nestas lides em 2009, com uma forte aposta na classe média e nos profissionais liberais, aquela fatia do eleitorado que sentirá mais dificuldades em se sentir representada na AL. Desta vez, decidiu alargar o âmbito de intervenção para sensibilizar eleitores de outros quadrantes e geografias eleitorais do território. A líder da lista Observatório Cívico tem preocupações em áreas como a habitação, a necessidade de salvaguarda da cultura local e o desenvolvimento do sistema político. Para Agnes Lam, há vários problemas em Macau que poderiam ser solucionados caso houvesse um melhor

ARQUIVO

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Carl Ching

Cloee Chao


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M mês é um período temporal demasiado curto para que o projecto de alteração à Lei de Terras, apresentado pelos deputados Leonel Alves e Zheng Anting, chegue à Assembleia Legislativa (AL) para votação na generalidade, após a aprovação da iniciativa por parte do Chefe do Executivo. Quem o diz é um dos proponentes do articulado, Leonel Alves. “Estamos em meados de Julho, os trabalhos da AL vão encerrar a 15 de Agosto, e tratando-se de um diploma relativamente complexo, julgo que este compasso de espera que tivemos de algumas semanas inviabiliza por completo qualquer

O

novo regime do ensino superior põe um ponto final aos cursos de bacharelato, que duravam apenas três anos, e determina que existem apenas três graus de ensino: licenciaturas de quatro anos de duração, mestrados com dois anos e doutoramentos com três anos. Cria-se ainda o diploma de associado, de dois anos, que permite depois o acesso a uma licenciatura. Alguns membros da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa chegaram a propor a possibilidade deste diploma ser aceite nos concursos da Função Pública, para o cargo de técnico. Alguns deputados defenderam que “há que começar pelos serviços públicos e pela abertura de alguns postos de trabalho do Governo

Lei de Terras LEONEL ALVES FALA DE INVIABILIZAÇÃO DA PROPOSTA

Diploma para as calendas

Leonel Alves, deputado: “Julgo que este compasso de espera que tivemos de algumas semanas inviabiliza por completo qualquer possibilidade de aprovação na AL nesta legislatura.”

possibilidade de aprovação na AL nesta legislatura.” De saída do hemiciclo, onde é deputado há 33 anos, Leonel Alves acredita que o seu parceiro nesta iniciativa irá apresentar novamente o mesmo projecto no arranque da nova legislatura, depois das eleições de Setembro, caso garanta a continuidade no órgão. “Julgo que se o deputado Zheng Anting for reeleito irá dar continuidade a este projecto. Não há razões para não acreditar neste cenário.” A possibilidade de o projecto de lei de alteração à Lei de Terras não chegar à AL foi levantada esta terça-feira, após a realização de uma reunião da 2.ª Comissão Permanente da AL. O seu presi-

dente, Chan Chak Mo, referiu que os deputados não teriam tempo suficiente para acolher um novo diploma. “Acho que não [que a Assembleia Legislativa não teria tempo], a não ser que se trate de um caso urgente, como os impostos sobre veículos, por exemplo. Acho que, com tantas discussões e conflitos, o Governo não vai apresentar nesta altura esta proposta de lei”, defendeu. Chan Chak Mo referiu ainda acreditar que o hemiciclo “vai ter um diálogo com o Governo”.

“JÁ NADA ME FRUSTRA”

Questionado sobre o facto de ver este projecto cair por terra, Leonel

Alves recorda o tempo de experiência na AL, para uma resposta directa: “Já nada me frustra”. “Foi a minha última tentativa e, também no seguimento de solicitações de diversos sectores, nomeadamente junto do deputado Zheng Anting. Foi um acto essencialmente político”, disse, lembrando o período de espera que tiveram desde que apresentaram o projecto ao Chefe do Executivo, que tem de dar o aval para que a iniciativa legislativa aconteça de forma efectiva. “O projecto já estava quase pronto há bastante tempo, mas sozinho achava que não teria condições políticas para andar. Mas, face ao apoio e à vontade do deputado Zheng Anting, resolvemos no mês

Dois anos é pouco tempo Diploma de associado não chega para entrar na Função Pública

para o diploma de associado, com vista a promover o curso em causa. Se for necessário, poderia ponderar-se a alteração do regime jurídico da Função Pública.” Contudo, o Executivo não mostrou muita abertura nessa matéria. “O Governo também admite que, neste momento, não se pondera, no que diz respeito ao ingresso na Função Pública, criar espaços para incluir o diploma de associado, pois é apenas um diploma, com o qual não é possível alguém candidatar-se a técnico do Governo”, lê-se no parecer. Apesar disso, o Executivo promete dialogar com os serviços públicos sobre

esta matéria. “O Governo disse que vai dialogar com os serviços públicos, mas referiu que a criação do curso de diploma de associado teve por objectivo, meramente, proporcionar um degrau, como uma passagem para o curso de licenciatura”, refere o documento. A comissão mostrou ainda preocupação sobre o fim dos bacharelatos, não só por ainda existirem alunos nestes cursos, como pelo facto dessa decisão poder pôr em causa o acesso à Função Pública. O Governo explicou que, por um lado, os cursos de bacharelato que ainda decorrem mantêm-se válidos. Por outro, a

passado solicitar a autorização do Chefe do Executivo”, lembrou. Além deste projecto de lei, que visava uma revisão do diploma, o Governo tem recebido várias sugestões dos deputados para que haja uma nova interpretação da Lei de Terras, sem que tenha havido, até agora, respostas concretas. No passado dia 23, a secretária para aAdministração e Justiça, Sónia Chan, referiu que o processo legislativo estaria a “seguir os trâmites normais”, sendo que Chui Sai On acrescentou ser “necessário fazer uma análise profunda”. Caberá a Sónia Chan “entregar um relatório”, disse ainda o Chefe do Executivo.

TIAGO ALCÂNTARA

O deputado Leonel Alves afasta a possibilidade de a Assembleia Legislativa votar, ainda nesta legislatura, o projecto de alteração à Lei de Terras que apresentou em parceria com Zheng Anting. Ainda assim, o número dois de Mak Soi Kun poderá apresentar o mesmo projecto depois das eleições

SOFIA MARGARIDA MOTA

POLÍTICA

contratação de alunos dos bacharelatos vai sempre depender do regime jurídico da Função Pública.

NO MESMO SACO

Os membros da 2.ª Comissão Permanente levantaram ainda uma dúvida sobre a aprovação dos estatutos das instituições de ensino privadas. Na prática, o Chefe do Executivo vai aprovar da mesma forma os estatutos, apesar de serem instituições diferentes na sua matriz. “Uma vez que essas diferenças existem, os respectivos actos do Governo (Chefe do Executivo) não devem ser definidos de

forma unitária”, lê-se. “No entanto, como é que os estatutos das instituições de ensino superior privadas devem ser tratados?”, questiona-se no parecer.

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

“Parece que não é possível dar uma resposta exacta e específica. Na prática, adopta-se a forma de ordem executiva para a aprovação dos estatutos das respectivas instituições.” A comissão referiu a diferença entre homologar ou aprovar os estatutos, tendo exigido que fosse feita uma diferenciação na nova lei. Mas a proposta foi negada. “Atendendo à especificidade do significado de cada um dos referidos dois termos, a comissão apresentou uma sugestão escrita ao Governo, alertando que seria adequado fazer uma distinção nas disposições correspondentes, porém, a mesma não foi aceite pelo Governo.” A.S.S.


7 POLÍTICA

hoje macau quinta-feira 13.7.2017

Candidatos por muito gosto

Orçamento PEDIDA REDACÇÃO DE PARECER DA LEI DE ENQUADRAMENTO

Luz ao fundo do túnel Além disso, o deputado considera que a proposta de lei chegou à Assembleia Legislativa muito tarde, “há seis ou sete meses”, levando a comissão a acelerar os seus trabalhos.

DETALHES TÉCNICOS

No início da semana, foi revelado que o Governo pediu ao Comissariado da Auditoria uma avaliação técnica ao texto da lei, para saber se a redacção estaria tecnicamente correcta.

Até agora, ainda não houve resposta; seja como for, os detalhes técnicos serão constantes no parecer da comissão. Chan Chak Mo deixa essa garantia, adiantando que não houve consenso dentro do grupo que dirige. Ainda assim, o deputado considera que a lei teve muitas melhorias, lembrando que há matérias que serão regidas por regulamento administrativo, uma vez que se trata de uma lei de bases que só define disposições gerais.

HOJE MACAU

O

tempo começa a escassear até ao final da legislatura. Chan Chak Mo, presidente da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, sabe disso. A assessoria da comissão teve luz verde para começar a redacção do parecer. Foi esse o propósito da reunião de ontem da comissão presidida por Chan Chak Mo. De acordo com o deputado, o parecer deverá estar pronto “até finais da próxima semana”. O tribuno tem como data limite o dia 4 de Agosto para que a proposta de lei vá a plenário para ser apreciada e votada na especialidade. Desde a sua concepção, a proposta de lei do enquadramento orçamental mereceu críticas de alguns deputados que a consideraram incompleta. Chan Chak Mo não acha que o facto de, no início, o diploma ter cerca de 30 artigos tendo passado para 73 tenha contribuído para a demora dos trabalhos. O deputado adjectivou de “complicadas” as propostas de lei que a comissão que dirige tem em mãos. “A nossa assessoria trabalhou arduamente, com uma postura rigorosa, por isso temos agora um texto de trabalho com 70 e tal artigos”, comenta.

Chan Chak Mo, deputado: “A nossa assessoria trabalhou arduamente, com uma postura rigorosa, por isso temos agora um texto de trabalho com 70 e tal artigos.”

No capítulo das melhorias, Chan Chak Mo destaca o artigo que prevê que a lei só será revista após cinco anos da sua entrada em vigor, o que em termos de contabilidade pública torna a legislação conforme aos padrões internacionais, nomeadamente o estabelecido pelo Fundo Monetário Internacional. Chan Chak Mo tem “100 por cento de confiança” de que todas as propostas de lei que a comissão a que preside tem em cima da mesa sejam aprovadas nesta legislatura. O deputado confessa que já passou bastante tempo e que, se não conseguirem aprovação, “as pessoas vão ficar desiludidas”. As propostas que a 2.ª Comissão Permanente ainda tem em mãos encontram-se todas em fase de elaboração de parecer. “Se forem reprovadas no plenário, isso já é outra história”, afirma. O deputado recorda a proposta de lei para o reordenamento dos bairros antigos que, há quatro anos, regressou ao Governo sem ser aprovada. É uma situação que não quer ver repetida. Mas o facto de estarem perto de conclusão permite o optimismo do deputado. “Já assinámos a lei do controlo do tabagismo, na terça-feira assinámos o parecer do ensino superior e temos ainda a lei das partes comuns dos condomínios que já pedimos à assessoria para redigir o parecer”, enumera o deputado. João Luz

info@hojemacau.com.mo

GCS

A proposta de lei do enquadramento orçamental está quase a regressar ao hemiciclo para ser apreciada e votada na especialidade. A 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa já pediu a redacção do parecer à assessoria

Há duas listas com membros que não são sequer eleitores

A

Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) detectou duas listas, do total de 25, que contam com membros que não estão sequer inscritos nos cadernos eleitorais para votar e que, por isso, não podem ser candidatos nestas eleições legislativas. Estas irregularidades foram detectadas nas listas que se candidatam pelo sufrágio directo, não existindo quaisquer falhas ao nível dos candidatos pelo sufrágio indirecto. Tong Hio Fong, presidente da CAEAL, explicou ontem que os mandatários das listas que estão em falta vão agora ser contactados. “Temos algumas listas de candidaturas que têm deficiências e iremos comunicar ao mandatário para a sua eliminação. Trata-se de casos em que alguns candidatos não

são eleitores, portanto não têm capacidade de serem eleitos.” O presidente da CAEAL disse ainda que há outras listas com outro tipo de deficiências, “como a não apresentação de dados suficientes ou falta de assinaturas das declarações”. Os contactos serão feitos até ao próximo dia 17, sendo que no dia 19 a CAEAL toma uma decisão relativa à permanência ou retirada da lista candidata. A lista definitiva dos candidatos será publicada no dia 25 deste mês. Há, portanto, a possibilidade de substituição dos candidatos que não estão inscritos nos cadernos eleitorais. “Segundo a lei eleitoral, se alguns candidatos não tiverem a capacidade de ser eleitos, o mandatário pode, antes do dia 17, substitui-los. Tem de ter, pelo menos, quatro candidatos por lista. Se não tiverem quatro não podem candidatar-se”, afirmou Tong Hio Fong. No total, as eleições legislativas deste ano para o hemiciclo contam, para já, com 195 candidatos pelo sufrágio directo e 15 candidatos pelo sufrágio indirecto. A.S.S.

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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 24/P/17 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 22 de Junho de 2017, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento e Instalação de Um Sistema de Equipamentos de Ecografia Ultrasónica dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 12 de Julho de 2017, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1. º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP38,00 (trinta e oito patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S.(www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São

Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 8 de Agosto de 2017. O acto público deste concurso terá lugar no dia 9 de Agosto de 2017, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP40.000,00 (quarenta mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 6 de Julho de 2017. O Director dos Serviços, Substituto Cheang Seng Ip

AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL 1. Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, chegou ao seu término, e, que de acordo com o artigo 53.º da Lei n.º 10/2013 «Lei de Terras», de 2 de Setembro, conjugado com os artigos 2.º e 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que devem os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Localização dos terrenos: - Rua do Visconde Paço de Arcos, n.ºs 334 a 342 e Avenida de Demétrio Cinatti, n.º 55 a 57, em Macau (Edifício Hap Fat); - Rua do Almirante Costa Cabral, n.ºs 95 a 103 e Beco do Almirante Costa Cabral, n.ºs 2 a 12, em Macau, (Edifício Kuan Vai); - Avenida Sir Anders Ljungstedt, n.ºs 9 a 51, Avenida Dr. Sun Yat-Sen, n.ºs 1257 a 1303, Avenida 24 de Junho, n.ºs 10 a 52 e Rua Cidade de Braga, n.ºs 320 a 364, em Macau, (Edifício Jardim Hoi Keng – Edifício Lei Keng Kuok); - Avenida Sir Anders Ljungstedt, n.ºs 105 a 127, Avenida 24 de Junho, n.ºs 98 a 138, Rua Cidade de Braga, n.ºs 339 a 361 e Rua Cidade do Porto, n.ºs 319 a 356, em Macau, (Edifício The Paragon);

- Avenida Sir Anders Ljungstedt, n.ºs 393 a 451, Avenida 24 de Junho, n.ºs 398 a 438, Rua Cidade de Santarém, n.ºs 333 a 363 e Rua Cidade de Sintra, n.ºs 319 a 356, em Macau, (Edifício Hotel Mundo de Estrelas); - Estrada Governador Albano de Oliveira s/n, na Ilha da Taipa (Edifício Hotel Rossio da Taipa). 2. Agradece-se aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam à Recebedoria destes serviços, situada no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Atendimento Taipa, para os efeitos do respectivo pagamento. 3. Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, procede-se à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada. Aos, 28 de Junho de 2017. O Director dos Serviços de Finanças Iong Kong Leong


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AULP RUI MARTINS SALIENTA IMPORTÂNCIA DA LÍNGUA PORTUGUESA NA CHINA

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ERMINOU ontem em Campinas, no Brasil, o XXVII Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), uma iniciativa que teve como tema, nesta edição, as “Confluências de culturas no mundo lusófono”. Rui Martins, vice-reitor da Universidade de Macau e actual presidente da AULP, fez uma intervenção em que destacou a maior importância que a língua portuguesa merece agora na Ásia, bem como a noção de que quem domina o idioma se depara com novas oportunidades de futuro. Salientando que o Governo de Macau e as instituições de ensino superior do território têm contribuído para “o importante impulso da AULP na Ásia e no Sul da China”, Rui Martins recordou que foram organizados cinco encontros anuais da associação na RAEM, o que permitiu chamar a atenção para a importância da língua portuguesa nesta região do mundo.

O presidente da AULP acrescentou que o ensino de português é oferecido em 35 universidades espalhadas por toda a China, uma realidade bem diferente da que se vivia em 2003, quando só se aprendia a língua apenas em Pequim e Xangai. Para Rui Martins, esta expansão deve-se essencialmente à estratégia definida pelo Governo Central de “intensificação da cooperação com os países de língua portuguesa, nomeadamente através da plataforma que é Macau, o que abre novas oportunidades de futuro a quem domine bem esta língua”. O encontro deste ano marca o encerramento dos três anos de presidência da Universidade de Macau. Findo o mandato, a instituição continua a ser membro da associação, sendo que a próxima presidência é assumida pelo reitor da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, Orlando da Mata. O próximo encontro realiza-se em Angola, no próximo ano.

CONGRESSO DE LUSITANISTAS PELA PRIMEIRA VEZ NO ORIENTE

A hora de Macau

É a estreia no Oriente do congresso que reúne intelectuais de todo o mundo que se dedicam à língua portuguesa e às culturas a ela associadas. O local escolhido foi Macau e, para Carlos André, é uma opção lógica: o território tem uma história de língua e cultura que o justifica

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12.º Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas realiza-se pela primeira vez no Oriente e o local eleito foi Macau. De 23 a 28 deste mês, o território é o palco para troca de conhecimento acerca da língua portuguesa e das culturas dos países que a falam. A candidatura do território para acolher o evento foi feita em 2014, na passada edição do congresso em Cabo Verde, e a sua realização em Macau é, para Carlos André, uma escolha evidente. “O território tem no seu ADN 400 anos de diálogo de culturas. Portugal reconhece isso, Macau também e a China também, mas é a primeira vez que este reconhecimento é feito por intelectuais do mundo inteiro e isto é um dado muito importante”, disse ontem o académico, na apresentação do congresso.

Carlos André reforça: “É a primeira vez que universidades internacionais vêm ao território para afirmar com muita clareza que Macau tem um papel a desempenhar e que a história do território tem um significado muito especial neste diálogo cultural em que o português é, claramente, um elemento marcante”. O evento, que conta na organização com o Instituto Politécnico de Macau (IPM), concretiza ainda “a confirmação da estratégia de ensino que o instituto já desenvolve há muitos anos e, com este congresso, vai continuar a desenvolver”, diz.

CONHECIMENTO DO CONTINENTE

De Macau vão participar entre oito a dez académicos, um da Universidade de Macau e os restantes docentes do IPM. No entanto, a maior novidade é a quantidade

de professores chineses que se dedicam ao estudo da língua portuguesa. Este ano estão inscritos 16 académicos do Continente sendo que, quase todos, diz Carlos André, vão apresentar comunicações. “Conheço os congressos da associação desde 1984 e é a primeira vez que há professores chineses”, explica. O destaque dado à participação dos académicos da China é inevitável. “O facto de, na sua maioria, participarem com apresentações do seu trabalho significa que estes jovens da China já evoluíram academicamente, e já têm conhecimentos e investigação realizada para poderem apresentar uma comunicação”, refere. O também director do Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa explica a importância e o mérito que implica fazer apresentações neste evento. “Não apresenta comunicações quem

SOFIA MARGARIDA MOTA

Compadres sem consenso Divergências entre grupos de lesados do Pearl Horizon

PONTE DO DELTA TRABALHOS NAS FRONTEIRAS DECORREM A BOM RITMO

O comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários, Ma Io Kun, revelou que os trabalhos de acessibilidade nas fronteiras da Ponte Hong Kong – Zhuhai – Macau estão a decorrer a bom ritmo. Na sequência do andamento satisfatório, Ma Io Kun prevê que, até ao final do ano, estejam reunidas condições para a circulação de automóveis. Foi também adiantado ao canal chinês da Rádio Macau que as três regiões chegaram a consenso quanto às medidas a adoptar para fazer face aos tufões na ponte. Caso seja necessário suspender a circulação devido a condições meteorológicas, estes alertas serão divulgados através do Centro de Operações de Protecção Civil. Ma Io Kun revelou ainda que vai haver estacionamento dentro e fora das fronteiras de Macau com capacidade para satisfazer a procura. O comandante-geral destacou também a eficiência de comunicação com Hong Kong e Zhuhai nesta matéria.

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ÃO é um bom prenúncio para a candidatura àAssembleia Legislativa de Kou Meng Pok, o homem que passou de líder de um grupo de lesados com a aquisição de fracções do Pearl Horizon a aspirante a deputado. Um grupo de pessoas que se identificam como prejudicadas no caso do empreendimento da Zona Norte publicou ontem um anúncio no Jornal do Cidadão, em que mostra ter uma posição diferente da União dos

Proprietários do Pearl Horizon. Em causa estão as tomadas de posição da associação de Kou. Os autores do texto começam por agradecer aos vários sectores de Macau os apoios dados para a resolução do problema com o Pearl Horizon. Entre as iniciativas públicas estão dois pedidos ao Chefe do Executivo para que sejam apresentados projectos de lei de alteração à Lei de Terras. Um deles – o mais recente – é da autoria de Leonel Alves e de Zheng

Anting; o outro é subscrito por nove deputados à Assembleia Legislativa. É em relação a estas iniciativas de membros do hemiciclo que parece haver divergências entre os lesados do Pearl Horizon. Para o grupo que agora fez publicar o anúncio, qualquer proposta merece o apoio dos promitentes-compradores que ficaram sem o dinheiro investido e sem as fracções. “Não concordamos com a maneira adoptada pela União dos Pro-

Kou Meng Pok

prietários do Pearl Horizon, que apenas tem em consideração a proposta avançada por nove deputados”, lê-se no texto, onde se recorda que são muitos os prejudicados pela polémica. Apesar da divergência de opiniões agora tornada pública, os autores do anúncio fazem um apelo à união de todos, para que o problema possa ser resolvido.


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TIAGO ALCÂNTARA

Créditos sobem a pique Empréstimos para habitação cresceram 70 por cento

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quer, mas quem quer e é aceite”, sendo que os trabalhos são sujeitos a um processo de selecção através da revisão por pares e revisão cega. Ou seja, apenas os melhores são seleccionados. “É um processo muito exigente e que existe nas melhores organizações do mundo”, sublinha Carlos André. O desenvolvimento dos estudos acerca do português na China revela a relevância que a língua começa a ter no Continente. “Se há um grande número de professores chineses com comunicações aprovadas, significa algo de muito importante: os estudos de português já evoluíram muito no interior da China”.

SEMANA DE CONHECIMENTO

Os temas em destaque na edição deste ano são as literatura portuguesa, brasileira e africanas. Vai ter lugar uma mesa redonda de escritores com a presença de Carlos Morais José, em representação do território. De Moçambique vai estar João Paulo Borges

Coelho e do Brasil Ana Miranda. Fazem ainda parte do programa duas sessões plenárias e 48 sessões paralelas. Os temas são muitos, mas Carlos André destaca alguns. A língua portuguesa em Macau,

“Se há um grande número de professores chineses com comunicações aprovadas, significa algo de muito importante: os estudos de português já evoluíram muito no interior da China.” CARLOS ANDRÉ, DIRECTOR DO CENTRO PEDAGÓGICO E CIENTÍFICO DE LÍNGUA PORTUGUESA

na China e no Mundo, é um deles, mas a literatura no cinema, trabalhos acerca dos estudos feministas presentes na literatura e na sociologia vão também ser alvo de apresentações. O Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas tem uma periodicidade trienal. Este ano, o evento tem 142 inscrições formalizadas. A organização contava com cerca de 180, mas alguns dos académicos vindos do Brasil não podem comparecer dada a situação de crise económica daquele país. Estarão representadas 80 instituições de ensino superior de 15 países. Entre elas, Carlos André destaca algumas por serem consideradas das melhores do mundo. Oxford, Bolonha, a Beida de Pequim ou a Universidade de São Paulo são apenas alguns dos exemplos dados. O evento está aberto a todos os que queiram assistir. Sofia Margarida Mota

sofiamota.hojemacau@gmail.com

GOVERNO DIZ TER EXPANDIDO CANAIS DE IMPORTAÇÃO

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Direcção dos Serviços de Economia (DSE) garantiu, em resposta ao deputado Ho Ion Sang, que tem vindo a manter uma comunicação estreita com o sector logístico de importação de alimentos, para que sejam descobertos mais canais de importação, de forma a que os consumidores tenham mais opções. No caso da importação dos legumes, Macau passou a importar vegetais da província de Sichuan, na China. A DSE acredita que, dessa forma, pode melhorar o ambiente de concorrência em Macau e reduzir o impacto nos preços, no caso de haver a suspensão de fornecimento de bens

alimentares a partir de um canal de importação. A DSE lembra, contudo, que os preços dos alimentos têm-se mantido estáveis e que a taxa de inflação registou uma quebra. No entanto, na resposta dada ao deputado, o Governo promete continuar a estar atento ao mercado, para garantir a qualidade de vida dos residentes e das pequenas e médias empresas. A direcção de serviços garante ainda que o grupo de trabalho dedicado a analisar os preços dos produtos alimentares tem vindo a reforçar a fiscalização junto dos mercados. A DSE garante que tem existido fiscali-

zação do fornecimento de alimentos no território, bem como a variação dos preços. O organismo admite, contudo, que existe uma dificuldade no controlo do aumento dos preços dos bens alimentares, sendo a expansão dos canais de importação um dos objectivos deste Executivo. Foi ainda referido, na resposta à interpelação escrita do deputado, que o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais tem comunicado com a DSE sobre estas questões, tendo vindo a atribuir informações sobre os preços dos produtos em Macau e nas regiões vizinhas. V.N./ A.S.S.

passado mês de Maio viu um crescimento acentuado, 70,7 por cento, nos empréstimos hipotecários para habitação aprovados em relação ao período homólogo do ano transacto, chegando aos 5,7 mil milhões de patacas. Deste universo, 74,1 por centos dos empréstimos foram contraídos por residentes locais, um aumento de 29,9 por cento, totalizando 4,2 mil milhões de patacas. As estatísticas são da Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM). Também o mercado dos empréstimos hipotecários a não residentes cresceu, 6,3 por cento, chegando aos 1,5 mil milhões de patacas. Este crescimento ficou a dever-se, de acordo com o comunicado da AMCM, à aprovação dos empréstimos como colaterais em propriedades residenciais. Os novos empréstimos hipotecários para alienação de fracções autónomas em edifícios em construção cresceram 17,6 por cento em relação ao mês anterior, chegando aos 443,1 milhões de patacas. Neste capítulo, os residentes totalizaram 96,7 por cento, o que representou um crescimento de 18,5 por cento em relação ao mês anterior. No fim de Maio, o saldo bruto dos empréstimos hipotecários para habitação atingiu os 184,5 mil milhões, o que representou um crescimento de 0,7 por cento em relação ao mês anterior e um crescimento de 5,2 por cento em relação a Maio de 2016. É de salientar que este tipo de empréstimos subiu mais para os

não residentes, cerca de 9,5 por cento. Os residentes tiveram um aumento ligeiro de apenas 0,1 por cento.

EMPRESTAR PARA LOJA

Já os empréstimos comerciais para as actividades imobiliárias aprovados registaram um declínio de 15,5 por cento quando comparados com o mês anterior, atingindo 3,3 mil milhões de patacas. Deste universo, 65,5 por cento foram concedidos a residentes locais, o que constituiu um decréscimo de 44 por cento. O sector dos não residentes teve um percurso inverso, crescendo para as 1,2 mil milhões de patacas, um aumento impulsionado pelos novos empréstimos

concedidos a empresas para abrir lojas. Os saldos brutos dos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias desceram 0,4 por cento em relação a Abril de 2017. No entanto, cresceram 1,7 por cento em relação a Maio de 2016, chegando aos 168,9 mil milhões de patacas. Neste capítulo, os residentes contraíram 89,5 por cento destes empréstimos, com um saldo bruto que decresceu 0,8 por cento em relação ao mês anterior. Na mesma linha, os não residentes aumentaram 3,4 por cento o saldo bruto em empréstimos comerciais para actividades imobiliárias.

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EDITAL Notificação relativa à audiência sobre reparação de prédio em mau estado de conservação Edital : 1/E-RP/2017 Processo: : 8/RP/2013/F Local: : Rua de Inácio Baptista n.º 6, Edf. Seaview Garden, Macau Cheong Ion Man, subdirector da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no uso das competências delegadas pelo Despacho n.º 03/SOTDIR/2017, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) n.º 13, II Série, de 29 de Março de 2017, faz saber que ficam notificados os condóminos e os inquilinos ou demais ocupantes do prédio acima indicado, do seguinte: Em conformidade com o Auto de Vistoria da Comissão de Vistoria constante no processo a decorrer nesta Direcção de Serviços, as paredes exteriores do prédio acima indicado encontram-se em mau estado de conservação e carecem de reparação bem como os tubos de queda existentes em algumas paredes exteriores que se encontram danificados, pelo que, nos termos do n.º 2 do artigo 54.º do DecretoLei n.º 79/85/M (Regulamento Geral da Construção Urbana) de 21 de Agosto, ficam os interessados notificados da audiência relativa à sua reparação. No uso das competências delegadas pela alínea 12) do n.º 2 do Despacho n.º 11/SOTDIR/2016, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) n.º 21, II Série, de 25 de Maio de 2016, o Chefe do Departamento de Urbanização da DSSOPT, Lai Weng Leong, homologou o Auto de Vistoria acima indicado através de despacho de 04 de Julho de 2017. Notificam-se os interessados que no prazo de 10 (dez) dias, contados a partir da data da publicação do presente edital, devem dar cumprimento à ordem emanada no Auto de Vistoria, ou apresentar no mesmo prazo, conforme o disposto no artigo 94.º do Código do Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, as alegações escritas relativas à decisão de reparação das paredes exteriores e dos tubos de queda do prédio acima indicado, podendo requerer diligências complementares acompanhadas de documentos. Se findo o prazo acima referido os interessados não derem cumprimento à respectiva ordem nem apresentarem quaisquer alegações escritas, tal não afecta a decisão tomada por esta Direcção de Serviços. Além disso, caso necessário, esta Direcção de Serviços aplicará aos infractores a multa estabelecida nos artigos 66.º e 67.º do citado diploma legal. Os interessados podem consultar o processo durante as horas normais de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15.º andar, em Macau. RAEM, 05 de Julho de 2017 Pelo Director dos Serviços O Subdirector Cheong Ion Man


10 Portugal EXPOSIÇÃO DE SOFIA BOBONE É HOJE INAUGURADA

EVENTOS

Corpos para certas cores

A artista plástica Sofia Bobone inaugura hoje a sua primeira exposição de pintura em Portugal. Por convite da Câmara Municipal de Odivelas, estão expostos mais de 30 quadros. São mulheres, animais e pinturas abstractas numa abordagem múltipla da obra da artista

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O início, não era a pintura. Mas passou (também) a ser porque houve mais tempo, houve tempo para aprender. Sofia Bobone, designer, expôs há um par de anos em Macau os seus primeiros quadros e houve quem tivesse achado que a obra deveria ser levada até Portugal. O convite partiu da Câmara Municipal de Odivelas e o trabalho de sete meses, feito a pensar nesta exposição, pode ser visto a partir de hoje. O desafio que lhe foi colocado, diz Sofia Bobone, teve o condão de a obrigar “a trabalhar muito”. A grande maioria das telas que levou para Portugal foi feita a pensar em “O Corpo e a Cor”, nome escolhido para a mostra. Entre os 33 quadros, apenas dois tinham sido já expostos. Os quadros dividem-se em três partes. “Foi-me pedido que trouxesse várias coisas. Como é a primeira vez que exponho em Portugal, seria melhor mostrar a variedade do que tenho feito”, explica. Assim, podem ser observados quadros sobre a figura feminina, outros sobre animais – veados e cavalos – e trabalhos abstractos. “Não tenho um estilo em que só faça uma coisa”, justifica a pintora. “Comecei há pouco tempo e estou a aprender, a explorar técnicas e estilos novos, e tenho estado sempre a variar.” Há, no entanto, uma linha transversal a esta variedade: a cor. “É muito à base de cor. Todos os quadros têm cores vivas”, aponta.

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Uma Fazenda em África acompanha a vida e as histórias dos primeiros colonos numa terra brutal, trazendo à superfície os sucessos e desaires, os perigos e as surpresas da sua fixação num território inóspito e selvagem. Baseado numa investigação histórica meticulosa e tendo como pano de fundo a colonização de Moçâmedes, este novo romance de João Pedro Marques leva-nos por uma África simultaneamente enternecedora e inclemente, carregada de exotismo e em cujos trilhos a aventura e o amor caminham de mãos dadas.

“Por exemplo, nos quadros com figuras femininas e nos dos animais exploro como a cor se reflecte. As mulheres são, na sua maioria, azuis,

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11 hoje macau quinta-feira 13.7.2017

EVENTOS

Filmes para todos Verão com cinema jovem

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ÃO oito filmes dedicados aos mais novos que integram a edição de “Cinema InspirARTE em Festa”. A organização, a cargo do Centro Cultural de Macau (CCM), aposta na projecção de filmes dirigidos a crianças e adolescentes. A ideia, lê-se no comunicado enviado à comunicação social, é “retratar uma diversidade de vivências e realidades sociais, captando diferentes culturas em registos cinematográficos”. “O primeiro contacto das crianças com o cinema dá-se geralmente através das narrativas simples e emotivas dos filmes de animação”, escreve o CCM. Neste contexto, a mostra de cinema conta com a apresentação de “Molly a Monstrinha”, uma história contada da perspectiva de uma menina que vai ter uma irmã mais nova, e “Bailarina”, uma “animação que utiliza tecnologia da Pixar e segue a história de uma criança que vai em busca dos seus sonhos”, refere a organização. O autismo é abordado no filme “A Vida Animada”. A película conta a aventura de um menino que volta a ligar-se ao mundo através das longas-metragens da Disney, dando relevo ao poder do cinema na vida da criança. Nomeado para os Óscares deste ano, o filme utiliza uma mescla de animação e documentário para contar “uma história estimulante”. Realizado por Roger Ross Williams, “Vida Animada” obteve o galardão para Melhor Realização, na categoria

“Exploro como a cor se reflecte. As mulheres são, na sua maioria, azuis, mas não são quadros abstractos, são completamente figurativos.”

PARA FICAR

Apesar de continuar a fazer trabalho como designer gráfica e também como designer de jóias, Sofia Bobone tem dedicado mais tempo à pintura, “um desafio enorme” que a deixa “muito contente”. As telas e os pincéis surgiram numa altura em que ficou sem trabalho e, por isso, com o tempo que ainda não tinha conseguido para se dedicar a um projecto antigo. Mas foi preciso ultrapassar outra barreira.

“A pintura sempre foi algo que quis muito fazer, mas tinha medo de falhar, de não conseguir e de não fazer bem. Depois perdi o medo. Não sei se é da idade”, diz. “Pensei em experimentar e comecei a ter aulas com [o artista plástico] Lao Sio Kit. Ele encorajou-me muito e disse-me que tinha potencial. Fez-me acreditar e, a partir daí, continuei.” Sofia Bobone continua a frequentar o ateliê livre dado por Madalena Fonseca. O trabalho de design não ficou para trás: é uma actividade a que se dedica a tempo parcial. “Dá para poder continuar a pintar. Como sou eu que faço a gestão do meu tempo,

DOCUMENTÁRIOS E COMÉDIA

Já o documentário “Aterro Filarmónico” segue um grupo de jovens paraguaios que constroem instrumentos musicais a partir de lixo e com eles formam uma orquestra. Dirigido por Favio Chavez, um director musical sonhador, o grupo é subitamente lançado para a ribalta global, aterrando num mundo desconhecido de espectáculos esgotados. A mostra reserva ainda espaço para a comédia com o filme de fantasia alemão “Socorro! Encolhi a Professora”. A festa cinematográfica prossegue com o cinema da Coreia do Sul. “Mundo Nosso” é uma história que retrata a amizade entre duas meninas, e “A Caixinha do Papá”, filme taiwanês, é “sobre a viagem catártica de uma família após a morte do pai”. O filme “O Grande Dia” é um retrato de quatro crianças de origens e percursos diversos que se vêem forçadas a reformular as suas vidas, ao mesmo tempo que cortam com as barreiras de classe, género e religião para afirmar a sua independência. Os bilhetes para os filmes do “Cinema InspirARTE em Festa”, que decorre entre 4 e 6 e de 25 a 27 de Agosto, já estão à venda nas bilheteiras do CCM e aos balcões da Rede Bilheteira de Macau.

PALESTRA WU HUNG FALA DE PINTURA EM ROLO DE PAPEL

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SOFIA BOBONE ARTISTA PLÁSTICA mas não são quadros abstractos, são completamente figurativos. Percebem-se as formas todas e como a cor pode incidir nelas.”

de Documentário, no Festival de Cinema Sundance de 2016.

posso fazer as três coisas: design gráfico, de jóias e pintura.” Concentrada agora na exposição de Portugal, Sofia Bobone não tem planos concretos para novos projectos em Macau. Mas deixa, desde já, uma garantia. “Quero continuar a pintar e, mesmo sem ter uma exposição à vista, vou continuar a desenvolver trabalho. Tenho de me mexer porque isto de ser artista é bonito, mas as pessoas têm de ir à procura de sítios para expor e encontrar pessoas para mostrar o seu trabalho.” O plano da artista passa por aqui. A pintura chegou para ficar. Isabel Castro

isabelcorreiadecastro@gmail.com

edição deste ano das “Palestras de Mestres da Cultura” tem data marcada para 27 de Agosto e conta com a presença do historiador de arte Wu Hung. “Imagens em Movimento: Uma Dádiva da Antiga China ao Mundo da Arte” é o tema e, de acordo com o Instituto Cultural, a iniciativa pretende “enriquecer a vida cultural da população e ampliar os seus horizontes”. Nesta edição, Wu Hung irá analisar uma série de obras-primas da antiga China, incluindo “A ninfa do rio Luo”, “Entretenimento nocturno de Han Xizai” e “O festival Qingming ao longo do rio”. A ideia é levar o público a pensar nas implicações culturais e sociais da “pintura em rolo de papel” da antiga China, enquanto expressão artística “que desenvolveu características próprias, exercendo uma profunda influência noutras formas de arte”.

Wu Hung é membro permanente da Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos e tem trabalho reconhecido na área da curadoria e crítica de arte. Actualmente, Wu Hung detém a cátedra Harrie A. Vanderstappen no Departamento de História de Arte e no Departamento de Línguas e Civilizações do Extremo Oriente da Universidade de Chicago, sendo ainda director do Centro de Arte do Extremo Oriente e Curador Consultor do Smart Museum da mesma universidade. Os seus trabalhos incluem: The Wu Liang Shrine: The Ideology of Early Chinese Pictorial Art, Monumentality in Early Chinese Art and Architecture, The Double Screen: Medium and Representation in Chinese Painting, Art in its ritual context, 2 vols. e Art and Exhibition: Wu Hung on Contemporary Chinese Art e Wu Hung on Contemporary Chinese Artists.


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Notificação n.° 24/DLA/SAL/2017

Notificação sobre a instauração de processos para remoção de publicidade ou de suportes publicitários ilegais Considerando que não se revela possível notificar os interessados, por ofício ou outras formas, para efeitos dos artigos 10.° e 58.° do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico, pela presente, nos termos do n.° 2 do artigo 72.º e do artigo 93.° do Código do Procedimento Administrativo, os proprietários, possuidores ou detentores de suportes publicitários, pessoas ou entidades responsáveis pela distribuição de mensagens publicitárias e anunciantes dos locais, abaixo mencionados, do seguinte: Verificando-se a existência de instalações de publicidade e de suportes publicitários sem as licenças válidas, emitidas pelo IACM, este Instituto tem o direito de, nos termos da alínea 1) do n.° 2 do artigo 33.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, aprovado pelo Regulamento Administrativo n.º 28/2004, notificar os proprietários, possuidores ou detentores de suportes publicitários, pessoas ou entidades responsáveis pela distribuição de mensagens publicitárias e anunciantes , para que cada qual remova o material e suporte publicitário ilegal, dentro do prazo fixado. Nos termos do n.° 2 do artigo 144.º do Código do Procedimento Administrativo e do n.° 3 do artigo 33.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, se os materiais ou suportes publicitários não forem removidos no prazo fixado, este Instituto pode executar a remoção directamente ou por intermédio de terceiros, assumindo os responsáveis a obrigação de saldarem as respectivas despesas de remoção. De acordo com o n.° 2 do artigo 33.º e o n.° 1 do artigo 37.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, conjugados com o n.° 6 do artigo 3.º do Catálogo das Infracções do Despacho do Chefe do Executivo n.º 106/2005, os interessados que não procedam à remoção dos materiais ou suportes publicitários no prazo fixado, este Instituto pode sancioná-los com uma multa que varia entre as 700,00 (setecentas) patacas e as 5.000,00 (cinco mil) patacas. Proprietário, possuidor ou detentor do suporte publicitário, pessoa ou entidade responsável pela distribuição de mensagens publicitárias

N. do Bilhete de Identidade/ registo comercial

PARA MULHERES IOGA E FÍSICO LDA.

Registo de empresário comercial, pessoa colectiva no: 27059 SO

WONG HANG CHOI

LEI SIN WONG

LU JIANBIN

o

1424XXX(X)

7392XXX(X)

1370XXX(X)

Nome do estabelecimento

Local de instalação de publicidade

YOGA WORLD

Rua do Campo, n.º 78, Edf. Com. Chong Kin, junto à entrada

思幼愛兒中心

A parte superior da parede exterior do Edifício no lado oposto da Estrada Marginal da Areia Preta, nº 110, Edifício Kin Wa, Bloco II, r/c, Loja A, e Rua do Canal Novo, n.º 23, Edifício Kin Wa, Bloco II

N.º da matrícula do táxi: MN-25-49

愛JING品

Carroçaria do táxi da matrícula: MN-25-49 Arcada situada no Bloco I, do Edifício Fei Choi Kong, localizado, entre a Rua da Tribuna, n.º 315 e Rua Direita do Hipódromo, n.º 77

WONG HON KEI

5119XXX(X)

星輝電單車行

Rua dos Curtidores, n.º42, Edifício Son Fat, r/c, na parte superior da entrada

徐相東

Bilhete de Identidade de Residente da República Popular da China: 3206231977122XXXXX

LOJA COMERCIAL IONG FU

Rua Cidade do Porto, The Paragon, r/c, Loja B

Quantidade N.º do auto de de notícia e sua publicidade data

1

867/DFAA/ SAL/2015 2015-07-17

1

1

1001/DFAA/ SAL/2015 2015-08-25

205/DFAA/ SAL/2016 2016-02-02

908/DFAA/ SAL/2015 2015-08-06

1

879/DFAA/ SAL/2015 2015-08-03

4

1091/DFAA/ SAL/2015 2015-09-11

3

1062/DFAA/ SAL/2015 2015-09-14

Rua de Paris, n.º 221, Edifício Magnificent Court, r/c, Loja AG, na parte superior da entrada e parede

2

585/DFAA/ SAL/2015 2015-05-20

TENSHI BEAUTY & HEALTH

Rua Marginal do Canal das Hortas, Jardim Cidade Nova, Bloco 10

1

1289/DFAA/ SAL/2015 2015-12-03

EASY MARKET

Avenida da Praia Grande, n.os 405-411, Edifício China Law, cave 1

9

1005/DFAA/ SAL/2015 2015-08-27

1

892/DFAA/ SAL/2015 2015-08-03

MAK KA SENG

5214XXX(X)

不如搗蛋

COMPANHIA DE TURISMO WORLD EXPRESS, LDA

Registo de empresário comercial, pessoa colectiva n.º: 23924 SO

COMPANHIA DE TURISMO WORLD EXPRESS, LDA.

TENSHI, COMPANHIA LIMITADA

Registo de empresário comercial, pessoa colectiva n.º: 43571 SO

SO, SZE MO

Bilhete de Identidade de Residente de Hong Kong: K440XXX(X)

WONG KENG IENG

7301XXX(X)

黃景瑩女西醫

Avenida de Horta e Costa, n.º 94, Hong Lok San Chun, parede exterior

MACAU JIN BAO LI LIMITADA

Registo de empresário comercial, pessoa colectiva n.º: 50661 SO

MACAU JIN BAO LI LIMITADA

Ao lado da Rua Cidade do Porto, n.º 419, Macau

3

1248/DFAA/ SAL/2015 2015-11-17

PA SA IAN CHANG SOCIEDADE UNIPESSOAL LIMITADA

Registo de empresário comercial, pessoa colectiva n.º: 57040 SO

LIFE HAIR COLLECTION BY EFFECT

Rua de Seng Tou, n.º 19, Flower City-Edf. Peónia, r/c, Loja K

3

1064/DFAA/ SAL/2015 2015-09-14

CAFÉ CIVET LIMITADA

Registo de empresário comercial, pessoa colectiva n.º: 40287 SO

CAFÉ CIVET LIMITADA

Rua do Cunha, n.º 8, r/c

12

9/DFAA/ SAL/2016 2016-01-18

新宏達建材裝飾 工程有限公司

Registo de empresário comercial, pessoa colectiva n.º: 27030 SO

新宏達建材裝飾工程有 限公司

Avenida Leste do Hipódromo, n.º 254, Edf. Jardim Kong Fok On, r/c, Loja DA

1

146/DFAA/ SAL/2016 2016-01-21

CLINICA DE MEDICINA CHINESA TIN IAN TONG

Rua 1º de Maio, n.º 191, Edf. Jardim Kong Fok On, r/c, Loja CB

2

123/DFAA/ SAL/2016 2016-01-19

天仁濟生健康服 務有限公司

5

Rua do Almirante Sérgio, n.º 258, Edifício Fong Son San Chun, r/c, Loja A

Registo de empresário comercial, pessoa colectiva n.º: 35016 SO

MISITO ALIMENTOS DE SAÚDE LIMITADA

Registo de empresário comercial, pessoa colectiva n.º: 56138 SO

MISITO ALIMENTOS DE SAÚDE

Rua 1º de Maio, n.º 231, Edf. Jardim Kong Fok On, Bloco 9, r/c, Loja AG

2

113/DFAA/ SAL/2016 2016-01-18

易敏賢

Bilhete de Identidade de Residente da República Popular da China: 4407848211XXXXX

思幼接送中心

Rua do Campo, n.º 102, parede exterior

1

60/DFAA/ SAL/2014 2014-01-28

萬俊良

Bilhete de Identidade de ESTABELECIMENTO Travessa de S. Residente da República DE COMIDAS QUENTE Domingos, n.º 14D, Popular da China: E AZEDO DE ALEGRIA Edf. Pou Pou On, r/c 5102321964091XXXXX CHONG QING QUEN FA e sobreloja “B”

4

909/DFAA/ SAL/2016 2016-06-23

Os interessados supramencionados poderão apresentar a sua audiência por escrito, no prazo de 10 dias, contado a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, no Centro de Serviços do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sito na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 2.o andar. Para qualquer informação ou consulta dos processos, podem dirigir-se à Divisão de Licenciamento Administrativo dos Serviços de Ambiente e Licenciamento, sita na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 2.º andar, zona F (N.os de telefone para consulta: 8795 2708 / 8795 2709). Aos 23 de Junho de 2017 O Vice-Presidente do Conselho de Administração Lei Wai Nong

WWW. IACM.GOV.MO


13 hoje macau quinta-feira 13.7.2017

COMÉRCIO ENTRE A CHINA E OS PLP AUMENTA 41,51%

CHINA

A primeira base

Subida depois da crise A

É uma novidade: exército chinês em Djibouti

as importações chinesas totalizaram 23,02 mil milhões de dólares, mais 40,39% face aos primeiros cinco meses do ano transacto.

ANGOLA

Com Angola, o segundo parceiro lusófono da China, as trocas comerciais cresceram 72,98%, atingindo 10,04 mil milhões de dólares. Pequim vendeu a Luanda produtos avaliados em 843,01 milhões de dólares, mais 37,82%, e comprou mercadorias avaliadas em 9,2 mil milhões de dólares, reflectindo uma subida de 77,12%.

PORTUGAL

Já com Portugal, terceiro parceiro da China entre os países de língua portuguesa, o comércio bilateral cifrou-se em 2,25 mil milhões de dólares – mais 7,26% –, numa balança comercial favorável a Pequim. A China vendeu a Lisboa bens na ordem de 1,48 mil milhões de dólares, menos 4,69%, e comprou produtos avaliados em 761,69 milhões de dólares, mais 42,08% face aos primeiros cinco meses do ano passado.

A

S trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa subiram 41,51% até Maio, em termos anuais homólogos, atingindo 46,32 mil milhões de dólares, indicam dados oficiais. Dados dos Serviços de Alfândega da China, publicados no portal do Fórum Macau, indicam que a China comprou aos países de língua portuguesa bens avaliados em 33,22 mil milhões de dólares, mais 48,90%, e vendeu produtos

OUTROS no valor de 13,10 mil milhões de dólares, mais 25,70%.

BRASIL

O Brasil manteve-se como o principal parceiro económico da China, com o volume das trocas comerciais bilaterais a cifrar-se em 33,18 mil milhões de dólares entre Janeiro e Maio, um valor que traduz um aumento anual homólogo de 37,97%.As exportações da China para o Brasil atingiram 10,15 mil milhões de dólares, reflectindo uma subida de 32,78%, enquanto

Os dados divulgados incluem São Tomé e Príncipe, apesar de só ter passado a fazer parte da ‘família’ do Fórum Macau no final de Março, após a China ter anunciado o restabelecimento dos laços diplomáticos com São Tomé e Príncipe, dias depois de o país africano ter cortado relações com Taiwan e reconhecido Pequim. O comércio entre São Tomé e Príncipe e a China é insignificante: entre Janeiro e Maio cifrou-se em 3,31 milhões de dólares (2,88 milhões de euros), valor que corresponde na totalidade às exportações chinesas.

BORRACHA NATURAL CHINA COMPRA 300 MIL TONELADAS

A

China deu um passo importante para assegurar à indústria de pneus uma nova reserva estratégica de borracha natural. O Ministério de Comércio Exterior estabeleceu junto ao governo do Camboja a aquisição de 300 mil toneladas de borracha natural a partir de 2018. O memorando de entendimento destaca que o Camboja deve elevar em 473.000 hectares o plantio e a colheita reservada para os chineses. Desse total, 64% são controlados por empresas da indústria da borracha e o restante pertence a produtores locais, informa o Ministério da Agricultura daquele país. Apenas no primeiro trimestre deste ano, o Camboja realizou

exportações de 50 mil toneladas de borracha natural, período em que o preço da tonelada da borracha natural chegou a bater em US$ 2.400 a tonelada, recuando hoje para o intervalo entre US$ 1.600 e US$ 1.700 a tonelada, aponta o Ministério de Comércio Exterior da China. Segundo o órgão, o Governo do Camboja cobra um imposto equivalente a US$ 50 por tonelada exportada quando as vendas forem estabelecidas entre o intervalo de preços de US$ 1.000 a US$ 2.000 a tonelada, e fixa essa tarifa em US$ 100 quando os preços são superiores a US$ 2.000 a tonelada.Abaixo de US$ 1.000 a tonelada o imposto é zero.

Nos principais mercados asiáticos de negociação da borracha natural, os preços abriram a semana em baixa, pressionados pelo enfraquecimento do yen frente à cesta de moedas global – o yen caiu para o menor valor face ao dólar em quatro meses -, além das pressões pelo recuo dos preços do petróleo. Na Tocom, o mercado mais líquido para negociação da borracha natural, os preços para entrega em Dezembro fecharam a segunda-feira cotados a US$ 1,7 o quilo. Em Xangai cederam para o patamar de US$ 1,865 a tonelada para entrega em Setembro. Na Sicom, de Singapura, a borracha natural foi negociada a US$ 1,2 o quilo para entrega em Agosto.

China enviou ontem elementos do exército para a sua primeira base militar além-fronteiras, em Djibouti, no Corno de África, como parte de um plano para expandir o papel global das suas forças armadas. O ministério chinês da Defesa informou no seu portal oficial que foi realizada uma cerimónia numa base naval na cidade chinesa de Zhanjiang, sul do país, presidida pelo comandante da marinha Shen Jinlong. A China afirma que a base em Djibouti servirá para apoiar missões anti-pirataria, de manutenção da paz e assistência humanitárias em África e na Ásia ocidental. Pequim quer também facilitar a cooperação militar e exercícios conjuntos, à medida que o Exército de Libertação Popular (nome oficial das Forças Armadas chinesas) procura

expandir o seu alcance global, à altura do estatuto económico e político do país. Os Estados Unidos, Japão, França e vários outros países têm já uma presença militar no Djibouti. A participação da China em patrulhas internacionais anti-pirataria no Golfo de Áden, em 2008, deu à marinha do país acesso ao Mediterrâneo e, em 2011, Pequim tomou a decisão inédita de enviar um dos seus mais modernos navios de guerra para evacuar 35.000 cidadãos chineses da Líbia. Em 2015, a China destacou três navios da marinha que participavam em patrulhas anti-pirataria para resgatar cidadãos chineses e outros estrangeiros no Iémen. No mesmo ano, realizou os primeiros exercícios navais no mediterrâneo, em conjunto com a Rússia.

Gargantas ecológicas China Three Gorges emite obrigações para financiar aquisições em Portugal e Alemanha

A

China Three Gorges emitiu o equivalente a 650 milhões de euros em “obrigações verdes” para financiar a aquisição de parques eólicos em Portugal e Alemanha. O valor em causa não tem precedentes no que respeita a este tipo de emissões para financiar operações na Europa, avança a Bloomberg citando a Standard & Poor’s. A emissão realizada pela maior operadora mundial de barragens hidroeléctricas será usada para financiar a aquisição de 710 megawatts de capacidade eólica instalada nos dois países europeus. Relativamente a Portugal, a operação servirá para financiar a compra de 12 parques eólicos, com uma capacidade de produção de 422 megawatts, segundo a agência de notação financeira. A esta capacidade acrescem ainda os 288 megawatts de um parque eólico localizado no Mar do Norte junto à costa da Alemanha. A Standard & Poor’s atribui a esta emissão realizada pela Three Gorges Finance II (situada nas Ilhas Caimão) uma classificação de E1, a mais elevada numa escala de quatro níveis, de acordo com um relatório publicado pela agência de rating na passada segunda-feira. Apesar de a

avaliação das emissões de “obrigações verdes” não ser um rating de crédito, permite traçar um ranking às emissões relacionadas com activos ambientais.

EDP FAZ 242 MILHÕES

“Trata-se de um precedente em termos de escala de financiamento” afirmou Michael Wilkins, responsável em Londres da da Standard & Poor’s, em entrevista concedida à Bloomberg segunda-feira. Esta operação contou com o Deutsche Bank, o JP Morgan e o Banco da China como coordenadores. De recordar que, em Fevereiro, a China Three Gorges acordou a compra de uma posição de 49% de um portefólio eólico com capacidade de 422 megawatts que pertencia à EDP Renováveis por um total de 242 milhões de euros. Esta aquisição já estava prevista aquando da privatização da EDP, em 2011.


14 PUBLICIDADE

hoje macau quinta-feira 13.7.2017

Notificação n.° 23/DLA/SAL/2017

Notificação n.º 22/DLA/SAL/2017

Acusação

Notificação de instauração de procedimento sancionatório administrativo

Considerando que não se revela possível notificar os interessados, por ofício ou outras formas, para efeitos de acusação a respeito das respectivas infracções, nos termos dos artigos 10.° e 58.° do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico, pela presente, ao abrigo do disposto no n.o 2 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.o 52/99/M e no n.o 2 do artigo 72.° do “Código do Procedimento Administrativo”, os empresários dos estabelecimentos do seguinte:

Considerando que não é possível notificar directamente os interessados, por ofício ou outras formas, para efeito dos artigos 10.° e 58.° do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico, pela presente, de acordo com o n.º 2 do artigo 72.º e do artigo 94.º do mesmo Código, os interessados abaixo mencionados que, por haverem instalado material publicitário sem licença emitida pelo IACM, são suspeitos de terem violado o previsto no n.º 1 do artigo 19.º da Lei n.º 7/89/M. Nos termos da alínea d) do n.º 1 do artigo 27.º e alínea c) do artigo 31.º da mesma Lei, nada impede este Instituto de aplicar aos interessados decisões sancionatórias, cujas multas variam entre as duas mil (MOP2.000,00) e as doze mil patacas (MOP12.000,00) e de ordenar a remoção do material publicitário ilícito:

Comprovada a instalação de material publicitário sem licença, emitida pelo IACM, por parte dos empresários dos estabelecimentos abaixo mencionados, os factos da infracção e os resultados das averiguações realizadas constam dos autos de notícia e relatórios, elaborados pelos respectivos instrutores. Assim, por despachos do Presidente do Conselho de Administração deste Instituto, José Tavares, do Presidente, Substituto, do Conselho de Administração deste Instituto, Lo Veng Tak, e do signatário, de acordo com o n.o 1 do artigo 19.°, alínea d) do n.o 1 do artigo 27.º e alínea c) do artigo 31.° da Lei n.° 7/89/M, foram deduzidas acusações contra os empresários dos estabelecimentos dos abaixo discriminados n.os 1, 2-3 e n.os 4-26. A par disso, de acordo com a mesma Lei, podem ser aplicadas aos infractores multas entre as duas mil (MOP2.000,00) e as doze mil patacas (MOP12.000,00). N.o

Nome do empresário

Nº do Bilhete de Identidade/ Registo Comercial

Denominação do estabelecimento

217/DFAA/SAL/2016

2016-02-03

1155/DFAA/SAL/2016

2016-08-12

1063/DFAA/SAL/2016

2016-07-19

1022/DFAA/SAL/2016

2016-07-12

1025/DFAA/SAL/2016

2016-07-14

931/DFAA/SAL/2016

2016-06-21

1259/DFAA/SAL/2016

2016-09-22

620/DFAA/SAL/2016

2016-04-29

1449/DFAA/SAL/2016

2016-12-29

LO HON SON

5128XXX(X)

2016-08-24

TAI KIT FONG

1287XXX(X)

1001/DFAA/SAL/2015 2015-08-25

2016-08-01

SZE HAU YIN AGÊNCIA COMERCIAL JUNCHENG LDA. IM LON ESTABELECIMENTO DE COMIDAS TANG HENG (GRUPO) LIMITADA

5197XXX(X) Registo de empresário comercial, pessoa colectiva no: 56961 SO 5058XXX(X)

TIN TIN AGÊNCIA COMERCIAL JUNCHENG LDA. CIA. MOBILIAS ART. HIP WA

Registo de empresário comercial, pessoa colectiva no: 40174 SO

ESTABELECIMENTO DE COMIDAS TONG PAK FU

1302/DFAA/SAL/2016

2016-09-30

KU WENG CHEONG

7304XXX(X)

1290/DFAA/SAL/2016

2016-09-27

GESTÃO DE BAR BOOM LIMITADA SOU KAM WA

Registo de empresário comercial, pessoa colectiva no: 57999 SO 1281XXX(X)

CHEONG FAT JEWELLERY WATCHES SHOP BOOM BAR

1321/DFAA/SAL/2016

2016-09-30

金祥興小食

1286/DFAA/SAL/2016

2016-09-22

1424XXX(X)

6.

太子物業

2015-06-01

WONG HANG CHOI

5.

2016-07-22

TIPSY LIMITADA

2.

4.

Data do auto

1040/DFAA/SAL/2016

Data em que foi exarado o despacho

COMPANHIA Registo de empresário comercial, INFORMÁTICA PANDA 565/DFAA/SAL/2015 pessoa colectiva no: 14499 SO LIMITADA

3.

N.º do auto de notícia

FOMENTO PREDIAL SUN HAU LIMITADA

Data do auto

N.º do auto de notícia

867/DFAA/SAL/2015

2015-07-17

2016-08-01

1053/DFAA/SAL/2015 2015-09-08

2017-03-24

13/DFAA/SAL/2016

2016-01-26

2017-04-05

1086/DFAA/SAL/2015 2015-09-10

2016-09-08

WAN SAN IENG YI CHENG INVESTIMENTO PREDIAL E IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LIMITADA

Denominação do estabelecimento

Registo de empresário comercial, pessoa colectiva no: 59412 SO

COMPANHIA INFORMÁTICA PANDA LIMITADA

PARA MULHERES IOGA E Registo de empresário comercial, YOGA WORLD FÍSICO LDA. pessoa colectiva no: 27059 SO ESTABELECIMENTO CHOI KIM IENG 1364XXX(X) DE COMIDAS DONG FANG SHAO KAO ARTIGOS ELECTRICOS Registo de empresário comercial, LOJA DE ARTIGOS o TIN LEI LIMITADA pessoa colectiva n : 30789 SO ELÉCTRICOS TIN LEI

太子物業有限公司

N.º do Bilhete de Identidade/ Registo Comercial Registo de empresário comercial, pessoa colectiva no: 17849 SO Registo de empresário comercial, pessoa colectiva no: 46766 SO 1259XXX(X)

NEW TIME WATCHES SHOP YI CHENG INVESTIMENTO PREDIAL E IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LIMITADA ESTABELECIMENTO DE COMIDAS SEONG PAN WUI AGÊNCIA DE EMPREGO ULTRAMARINO LUEN FAT FOMENTO PREDIAL KAM UN

1.

思幼愛兒中心

Nome do interessado FOMENTO PREDIAL SUN HAU LIMITADA

Registo de empresário comercial, pessoa colectiva no: 21039 SO

WONG WAI TONG

1237XXX(X)

7.

SI HANG - COMIDAS SABOROSAS, LIMITADA

ESTABELECIMENTO Registo de empresário comercial, DE COMIDAS BUSY pessoa colectiva no: 55542 SO CURRY

1156/DFAA/SAL/2015 2015-11-05

2017-01-12

8.

FONG CHU IENG

7366XXX(X)

迎興水電維修

1044/DFAA/SAL/2015 2015-09-01

2016-09-08

CHOI SIHYUNG

Passaporte estrangeiro: M389XXXXX

2015-03-24

10.

滕睿

Bilhete de Identidade de Residente da República Popular da China: 2301031981051XXXXX

ESTABELECIMENTO DE COMIDAS TIPICAS 317/DFAA/SAL/2015 COREA KONG NAM UN JOALHARIA E OURIVESARIA LONG JANG

758/DFAA/SAL/2015

2015-07-03

2016-10-06

11.

LEI SIN WONG

7392XXX(X)

Matrícula do táxi: MN25-49

205/DFAA/SAL/2016

2016-02-02

2017-01-18

12.

LU JIANBIN

1370XXX(X)

愛JING品

908/DFAA/SAL/2015

2015-08-06

2016-10-06

13.

WONG HON KEI

5119XXX(X)

星輝電單車行

879/DFAA/SAL/2015

2015-08-03

2016-08-09

14.

徐相東

Bilhete de Identidade de Residente da República Popular da China: 3206231977122XXXXX

LOJA COMERCIAL IONG FU

1091/DFAA/SAL/2015 2015-09-11

2016-09-02

15.

MAK KA SENG

5214XXX(X)

不如搗蛋

1062/DFAA/SAL/2015 2015-09-14

2016-09-22

COMPANHIA DE TURISMO WORLD EXPRESS, LDA TENSHI, COMPANHIA LIMITADA

COMPANHIA DE Registo de empresário comercial, TURISMO WORLD pessoa colectiva no: 23924 SO EXPRESS, LDA. Registo de empresário comercial, TENSHI BEAUTY & o pessoa colectiva n : 43571 SO HEALTH Bilhete de Identidade de Residente de Hong Kong: EASY MARKET K440XXX(X)

585/DFAA/SAL/2015

2015-05-20

2016-05-06

1289/DFAA/SAL/2015 2015-12-03

2017-01-05

1005/DFAA/SAL/2015 2015-08-27

2016-09-19

892/DFAA/SAL/2015

2015-08-03

2017-01-16

A sessão de esclarecimento será realizada no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 15:00 horas do dia 19 de Julho de 2017.

1248/DFAA/SAL/2015 2015-11-17

2016-11-11

O limite máximo do concurso é de MOP2.600.000,00 (dois milhões e seiscentas mil patacas).

1064/DFAA/SAL/2015 2015-09-14

2016-09-23

9/DFAA/SAL/2016

2016-01-18

2017-02-21

Edição

30%

Membros constituintes da equipa

25%

146/DFAA/SAL/2016

2016-01-21

2017-03-03

História e currículo da empresa concorrente

10%

Concepção do layout da publicação electrónica

20%

Preço proposto

15%

9.

16. 17.

百家樂電訊

18.

SO, SZE MO

19.

WONG KENG IENG

7301XXX(X)

MACAU JIN BAO LI LIMITADA PA SA IAN CHANG SOCIEDADE UNIPESSOAL LIMITADA

Registo de empresário comercial, MACAU JIN BAO LI pessoa colectiva no: 50661 SO LIMITADA LIFE HAIR Registo de empresário comercial, COLLECTION BY pessoa colectiva no: 57040 SO EFFECT Registo de empresário comercial, CAFÉ CIVET pessoa colectiva no: 40287 SO LIMITADA

20. 21. 22.

CAFÉ CIVET LIMITADA

23.

新宏達建材裝飾工程有 限公司

24.

天仁濟生健康服務有 限公司

25.

MISITO ALIMENTOS DE SAÚDE LIMITADA

26.

萬俊良

黃景瑩女西醫

Registo de empresário comercial, 新宏達建材裝飾工程 有限公司 pessoa colectiva no: 27030 SO CLINICA DE Registo de empresário comercial, MEDICINA CHINESA pessoa colectiva no: 35016 SO TIN IAN TONG Registo de empresário comercial, MISITO ALIMENTOS o pessoa colectiva n : 56138 SO DE SAÚDE ESTABELECIMENTO Bilhete de Identidade de DE COMIDAS QUENTE Residente da República Popular E AZEDO DE ALEGRIA da China: CHONG QING QUEN 5102321964091XXXXX FA

123/DFAA/SAL/2016

2017-01-17

Aos 23 de Junho de 2017

2016-01-19

2017-03-01

113/DFAA/SAL/2016

2016-01-18

2017-03-13

909/DFAA/SAL/2016

2016-06-23

2016-11-16

Os interessados podem, no prazo de 10 dias, contado a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, apresentar defesa escrita ao Centro de Serviços do IACM, sito na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 2.º andar, Macau; caso não apresentem defesa escrita dentro do prazo acima referido, de tal facto nada resultará em prejuízo das decisões sancionatórias tomadas por este Instituto nos termos da lei. Para qualquer informação ou consulta dos processos, podem dirigir-se à Divisão de Licenciamento Administrativo dos Serviços de Ambiente e Licenciamento, sito na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 2.º andar, zona F, Macau. Aos 23 de Junho de 2017 O Vice-Presidente do Conselho de Administração Lei Wai Nong WWW. IACM.GOV.MO

Os interessados mencionados podem apresentar uma audiência escrita, dentro do prazo de 10 dias, contado a partir do dia seguinte ao da publicação desta notificação, no Centro de Serviços do IACM, situado na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 2.º andar, Macau. Para consulta e mais informações sobre os respectivos processos, os interessados poderão dirigir-se à Divisão de Licenciamento Administrativo dos Serviços de Ambiente e Licenciamento do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sita na Avenida da Praia Grande, os n. 762-804, Edifício China Plaza, 2.º andar, zona F, Macau.

O Vice-Presidente do Conselho de Administração Lei Wai Nong

WWW. IACM.GOV.MO

DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO O Governo da Região Administrativa Especial de Macau faz público, através da Direcção dos Serviços de Turismo, que, de acordo com o Despacho de 26 de Junho de 2017 do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para a prestação de serviços de “Produção da publicação electrónica Macao Travel Talk em 2018 e 2019, em versão chinesa e versão inglesa”. Desde a data da publicação do presente anúncio, nos dias úteis e durante o horário normal de expediente, os interessados podem examinar o Processo do Concurso Público na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, e ser levantadas cópias do processo do concurso mediante o pagamento de MOP200 (duzentas patacas) para despesas com documentos, ou consultar os Avisos Públicos na Página Electrónica da Indústria Turística de Macau (http://industry.macaotourism.gov.mo) da Direcção dos Serviços de Turismo e fazer o “download” do mesmo.

Os critérios de apreciação das propostas e respectivos factores de ponderação são os seguintes: Critérios de adjudicação

Factores de ponderação

Para quaisquer esclarecimentos, a partir da data da publicação do aviso e até quinze (15) dias antes do termo do prazo para a entrega das propostas, os interessados podem apresentar as suas questões, nos Avisos Públicos da Página Electrónica da Indústria Turística de Macau (http://industry. macaotourism.gov.mo) da Direcção dos Serviços de Turismo, sendo as respostas, também, dadas na mesma. O concorrente deverá apresentar a proposta à Direcção dos Serviços de Turismo, sita na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, Macau, durante o horário normal de expediente e prestar uma caução provisória de MOP52.000,00 (cinquenta e duas mil patacas) até às 17:45 horas do dia 21 de Agosto de 2017. A caução provisória deve prestada mediante: 1) depósito na Direcção dos Serviços de Turismo em numerário, em ordem de caixa ou em cheque visado, emitido à ordem do Fundo de Turismo; 2) garantia bancária; ou 3) depósito em numerário à ordem do Fundo de Turismo, no Banco Nacional Ultramarino de Macau (n.o de conta 8003911119). O acto público de abertura das propostas será realizado no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 11:00 horas do dia 22 de Agosto de 2017. Os concorrentes ou os seus representantes legais deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados ao concurso, nos termos do artigo 27.o do DecretoLei n.o 63/85/M, de 6 de Julho. Os concorrentes ou os seus representantes legais poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, o procurador apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público de abertura das propostas. Em caso de encerramento destes Serviços por causa de tempestade ou por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e hora de abertura das propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 5 de Julho de 2017. A Directora dos Serviços Maria Helena de Senna Fernandes


diários de próspero

António Cabrita

Êxodos

10/07/2017 Pato no tucupi. Especialidade de Belém do Pará, elaborada com tucupi, líquido de cor amarela extraído da raiz da mandioca brava, e com jambu, erva típica da região norte, diz o Wikipédia. O que importa é que a mandioca para se libertar de todas as suas toxinas tem de ferver sete dias. Com essa calda fervente no sexto dia faz-se o pato. O sabor é magnífico e o seu efeito físico nas beiças é inusitado porque estas ficam anestesiadas, como se tivéssemos saído do dentista após nos ter sido extirpados três dentes. Foi o prato que o Adão inventou para anunciar à Eva: querida saímos do paraíso. O marido descobre que a mulher o engana e precisa de desabafar com um amigo. Vão ao restaurante e ele pede pato no tucupi. Depois conta a sua mágoa ronronando – é da anestesia. Das vezes que estive na Amazónia e que pude desfrutar deste petisco percebi o seu enorme potencial de sabedoria. O homem em queda no seu paraíso, numa guinada de resiliência, descobre logo esta receita - equivale ao consolo na filosofia. Bom, mas Belém não tem só isso, nem histórias com botos que em noites de luar se convertem em homens trajados de branco e de borsalino e que seduzem e engravidam todas as mulhe-

o pouso:/ sempre o mesmo movimento/ expansão e pausa.; Gume: Antes,/ desgastar o tempo/ puir seus fios/ sentir o veludo e o sagrado da espera/ arrematar o volume das sobras/ avivar o vermelho das artérias/ sem atrasar a hora/ ou perder o punhal/ com o qual o tempo se corta. Abro entretanto o livro do Daniel, aguarrás, um poeta de voz plectórica e ao arrepio da sua expressão contida, lapidar, e descubro como as mais pequenas células poéticas podem conter uma virulenta leitura política. Veja-se este narcose: afogado// o teu silêncio ainda respira em mim. Agora pense-se no Temer. Deve ser muito deprimente ser brasileiro neste momento.

CLINTON DE MENEZES, EXODUS

09/07/2017 «Quem escreve está no exílio da escritura; aí é a sua pátria, onde ele não é profeta», anotou Blanchot em L´écriture du désastre e creio que ele entendeu tudo. O escritor aí não é profeta, nem é emissário de nada e segue o sulco da humildade. Para ele não há outra pátria para além desse “espaço de suspensão” que o exonera da identidade ou que o desobriga de quanto não seja unicamente a porosidade e a fragilidade humanas, que o irmanam aos demais. E que raio quer dizer “escritura”, e porque se obstinam alguns a preferir este termo a escrita? Simples, quando escrevemos com tema prévio (um cão-guia-para-cegos) exercemos a escrita e quando escrevemos no escuro, levados pelos ventos que despontam ali mesmo da página e urdem uma errância do pensamento, aí somos abobadados no domínio da escritura, e, neste caso sentimo-nos num êxodo feliz.

h ARTES, LETRAS E IDEIAS

hoje macau quinta-feira 13.7.2017

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res, sem remissão. Belém, tem excelentes poetas e escritores, como o para-angélico Vicente Cecim, o António Moura, o Max Martins, o ensaísta Benedito Nunes. E ontem apresentaram-se-me mais dois, o Daniel da Rocha Leite e a Luciana Brandão Carreira, um casal simpatiquíssimo que conheci nos Poetas do Povo, ao Cais do Sodré. Para a semana já tenho encontro marcado com outro grande escritor brasileiro, o Ronaldo Cagiano, que, com a sua esposa e igualmente escritora Eltânia André, resolveu romper com o país e mudar-se para Lisboa. E o Ronaldo já me prometeu apresentar um outro escritor brasileiro, de renome, na mesma condição. É o êxodo. Entretanto, escrevo-me com o poeta e ensaísta de S. Paulo, Fernando Paixão, e conta-me que ele e a mulher Elaine Mores, ensaísta e especialista

em Sade e literatura erótica, passaram meses em Paris e só agora voltaram a S. Paulo, antes de rumarem a Lisboa, em Setembro, por já terem cá apartamento e por só assim suportarem o país. É o êxodo. O senhor Temer é que não parece nada preocupado pela deserção dos seus melhores patriotas porque pelos vistos não tem nem sentido da proporcionalidade, nem dignidade, desaparecida que lhe foi a probidade (- consta que ela fugiu com outro). Para que não se diga que minto, transcrevo três poemas breves, cinzelados, de Luciana. Safra: eu em ti// úmida// somos o gole que deseja a fonte// as águas arrebentam na praia// ritmo e pulso// fluxos// tu em mim ; Aves migratórias: Migram as tuas asas até os meus pés./ Movem-se os contornos. / Revolvemos os nossos membros./ Minhas asas nas tuas mãos.//Híbrido caminho entre o céu e

11/07/2017 Estava combinado que eu iria à EC.ON (Escolas de escritas) do Luis Carmelo ler uns poemas meus no sábado, ao princípio da tarde, sessão a que se seguiria outra com o Pedro Mexia, o qual chegaria da Colombia nesse mesmo dia. A EC.ON havia previamente combinado com o Mexia para o princípio da tarde, mas devido ao problema da viagem troquei com ele. Ontem fui avisado que voltava tudo à primeira forma, que ele faria a sessão do princípio da tarde e eu o do fim da tarde. Porquê? Para ir à Colômbia o Mexia precisava de passar por Miami, e necessitaria de visto americano, o que actualmente é uma espampanante improbalidade. E acabou por não ir à Colômbia. Ocasionalmente, acabei de ler um livro do filósofo de arte Arthur Danto sobre o Andy Warhol, que ele dedicou assim: para Barack e Michelle Obama e o futuro da arte americana. Coitado do Trump que nunca vai conhecer este tipo de reconhecimento. Ou sim, no dia em que declarar Guerra à Coreia do Norte há-de um chicano embriagado querer escrever com a urina na caldeira de uma árvore, Trump es mi hombre!, porque também ele, desempregado e curtido pelos fracassos, gostaria de ter a fanfarronada que lhe permitisse esquecer os vexames sofridos. E em fanfarronada mais uma vez caiu, o dito, desta vez felizmente para nós. Ontem acordou com Putin sobre cibersegurança, hoje escreve um twitt onde refere que tal acordo “não pode acontecer”. Face a esta volubilidade prevejo um êxodo dos conservadores americanos. Proponho que se mudem para a Sibéria.


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h

hoje macau quinta-feira 13.7.2017

o ofício dos ossos

Valério Romão

O Facebook para criancinhas JACKSON POLLOCK, SEM TÍTULO

dida, tornando a denúncia um acto anónimo que impede que denunciador e denunciado se conheçam e possam explicar reciprocamente os seus pontos de vista. Transformada numa mera função do sistema, a denúncia perde o seu carácter subjectivo e passa a ser apenas o resultado de uma acção que pretende repor a ordem. A própria vanidade natural do utilizador é mantida sob controlo. Uma das críticas que sempre se fizeram ao Facebook era a impossibilidade de o sujeito poder saber quem lhe andava a cuscar o perfil. Inteligentemente, o Facebook impede que isso aconteça porque os resultados de tal, pelo menos para a maioria dos mortais que lá andam, seria sempre insuficiente para as expectativas que criamos de nós próprios e do interesse que despertamos nos outros. Tudo no Facebook se rege por esta positividade radical. Podemos deixar de seguir um sujeito que ele nunca saberá (e o contrário aplica-se igualmente). Podemos ocultar histórias de que não gostamos e o algoritmo, elegantemente, apresenta-nos menos conteúdos desse tipo. Não sabemos se um comentário que fizemos na publicação de alguém foi apagado. Não sabemos se aceitaram um pedido de amizade que fizemos. O Facebook conta com a nossa distração e evita apresentar-nos o que quer que seja que nos melindre. O Facebook protege-nos. Se o leitor (céus, que novecentista) é como eu e se sente mais despido na rua sem smartphone do que sem calças e passa, tal como este que vos escreve, uma considerável parte do dia a contemplar a indignação no feed, talvez fosse importante tirar uns minutos para perceber, com mais acuidade, de que é feita esta morada cada vez menos alternativa onde aparentemente ”todos os meus conhecidos têm sido campões em tudo”, como dizia o poeta.

T

ODA a gente tem Facebook. Os meus amigos todos, os amigos dos meus amigos, os pais destes e até alguns animais de estimação têm Facebook. É escusado referir estatísticas de utilização. Quando esta crónica sair, já estão desactualizadas. O Facebook transformou-se na maior rede social do mundo, concretizando o que os seus percursores, como o Myspace ou o Orkut, nunca conseguiram. Para este sucesso galáctico terá contribuído certamente um aspecto da filosofia e cultura do Facebook que nem sempre é comentado com a atenção que merece: a sua radical obsessão pela não negatividade. O Facebook deu aos seus utilizadores durante muito tempo apenas uma possibilidade de interação

(que não fosse o comentário) com os posts que compõem o feed: o famigerado like (perdoe-se a canga dos anglicismos). Não se podia – e ainda não se pode, apesar de o rol de interações ter sido generosamente ampliado – não gostar de uma publicação. Era algo estranho, quando um utilizador publicava uma actualização de estado na qual expressava o seu pesar pela morte de alguém que lhe era querido, que a única reacção possível fosse o like. Mas era assim. O Facebook queria proteger-nos. O Facebook quer proteger-nos. No Facebook, não sabemos quando somos desamigados. Não sabemos quando alguém nos bloqueia. Apesar de o Facebook ter uma quantidade inacreditável de notificações que nos faz chegar, muito poucas são, de facto, de

carácter negativo. Uma excepção, e por motivos óbvios, será quando somos denunciados por publicar conteúdos ditos ofensivos. E, mesmo assim, a identidade daquele que denuncia é eli-

Para este sucesso galáctico terá contribuído certamente um aspecto da filosofia e cultura do Facebook que nem sempre é comentado com a atenção que merece: a sua radical obsessão pela não negatividade


17 hoje macau quinta-feira 13.7.2017

TEMPO

?

AGUACEIROS

O QUE FAZER ESTA SEMANA Hoje

MIN

26

MAX

32

HUM

65-95%

EURO

9.22

BAHT

CINEMA | “OS AMANTES E OS DÉSPOTAS”, 2º FESTIVAL INTERNACIONAL DE DOCUMENTÁRIO DE MACAU Cinemateca Paixão | 21h30

Sábado

MÚSICA | TURTLE GIANT LIVE Rua De Nossa Senhora, Beer Temple | 20h30 às 22h00

O CARTOON STEPH DE

EXPOSIÇÃO “NEW ART PEOPLE PROJECT 2017: BOUNDLESS 4” Armazém do Boi | Até 13/8 EXPOSIÇÃO “CONTELLATION” DE NICOLAS DELAROCHE Galeria do Tap Seac | Até 08/10 EXPOSIÇÃO “O MAR” DE ANA MARIA PESSANHA Casa Garden | Até 31/08 EXPOSIÇÃO “A ARTE DE ZHANG DAQIAN” Museu de Arte de Macau | Até 5/8 EXPOSIÇÃO “DESTROÇOS” DE VHILS Oficinas Navais, nº. 1 | Até 31/11

SOLUÇÃO DO PROBLEMA 77

EXPOSIÇÃO “AS MUDANÇAS DE HENGQIN” Armazém do Boi | Até 16/07

UM FILME HOJE

Cineteatro

C I N E M A

WAR FOR THE PLANET OF THE APES SALA 1

CARS 3 [A] FALADO EM CANTONÊS Fime de: Brian Free 14.00, 16.00, 18.00, 20.00

DISPICABLE ME 3 [A] FALADO EM CANTONÊS Fime de: Pierre Coffin, Kyle Balda, Eric Guillon 22.00 SALA 2

WAR FOR THE PLANET OF THE APES [B] Fime de: Matt Reeves

PROBLEMA 78

SUDOKU

EXPOSIÇÃO “COLOUR/SHAPE/LOVE”, DE JOAQUIM FRANCO Macau Art Garden | Até 16/7

YUAN

1.18

VIDA NO ROSTO

CINEMA | “RIO CORGO”, 2º FESTIVAL INTERNACIONAL DE DOCUMENTÁRIO DE MACAU Cinemateca Paixão | 19h30

Diariamente

0.23

PÊLO DO CÃO

MÚSICA | TURISMO E CIDADES NA ÓPERA: REIMS Fundação Rui Cunha | 18h30

Amanhã

(F)UTILIDADES

Há caras que são como mapas, com rugas sulcadas em caminhos de amargura, sorrisos plasmados ao longo de décadas, queimadas pelo sol, pela violência dos elementos. Na cultura chinesa, e noutras latitudes culturais, a face ganha uma dimensão mais profunda. Representa a honra, o valor da pessoa. O rosto é o prestígio intrínseco de alguém. Perder a face, tornar-se desprovido de rosto, é um pesadelo social, uma desonra para a família, apesar do conceito abstracto, intangível que encerra. O conceito em chinês, “mien-tzu” e “lien”, tem abordagens distintas à ideia de rosto. Enquanto o primeiro significa a reputação granjeada por uma vida de sucesso material e ostentação, o segundo expressa a confiança que o indivíduo tem da sociedade onde está inserido. “Lien” é integridade do ego, o carácter moral. Mergulhar nesta reflexão é um exercício curioso, tendo em vista o chavão muito português de “não ter vergonha na cara”, ou o anglo-saxónico “lose face”. Além de mapa da nossa vida, o rosto é quem somos no mundo e as formas que procuramos no imperceptível. Nesse aspecto recordo o episódio, cozinhado na imaginação popular, da cara vista na superfície de Marte por uma sonda da NASA. Os nossos sentidos buscam esta percepção facial, mesmo nos sítios onde só há rocha e pó. Os nossos olhos buscam outros olhos, como se a necessidade de encarar fosse uma deriva biológica incontrolável. João Luz

“JAIL BAIT” | ED WOOD

Este filme, também conhecido como “Hidden Face”, é um dos piores exemplos de cinema noir. Aliás, Ed Wood foi um dos piores realizadores da história de Hollywood. Esta pérola de 1954 centra-se numa premissa insana de um criminoso procurado pela polícia que usa a cirurgia estética para ludibriar a justiça. Com Lyle Talbot e Dolores Fuller no elenco, “Jail Bait” é um dos filmes da longa filmografia de Ed Wood, onde o grande destaque é o clássico “Plan 9 From Outer Space”. Um diamante em bruto para os aficionados dos filmes noir orgulhosamente maus. João Luz

Com: Woody Harrelson, Sara Canning, Judy Greer 14.15, 16.45, 21.45

WAR FOR THE PLANET OF THE APES [3D] [B] Fime de: Matt Reeves Com: Woody Harrelson, Sara Canning, Judy Greer 19.15 SALA 3

SPIDER MAN: HOMECOMING [B] Fime de: Jon Watts Com: Tom Holland, Robert Downey Jr., Michael Keaton 14.15, 16.45, 19.15, 21.45

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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Isabel Castro; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Sofia Margarida Mota Colaboradores António Cabrita; Anabela Canas; Amélia Vieira; António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; João Maria Pegado; José Drummond; José Simões Morais; Julie O’Yang; Manuel Afonso Costa; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; André Ritchie; David Chan; Fa Seong; Fernando Eloy; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


18 OPINIÃO CARLOS MORAIS JOSÉ

C

OMEMORA-SE, neste ano de 2017, os 150 anos da morte de Camilo Pessanha. A efeméride quase passa despercebida no mundo de língua portuguesa, de Portugal a Macau, uma discrição que talvez agradasse ao poeta, cuja vida de exílio o afastou dos meios literários do seu tempo. Não deixou por isso – nem pela dimensão reduzida da sua obra – de influenciar as letras portuguesas, à medida da originalidade e brilho de uma escrita que, nas palavras de António Ferro, produziu «um missal» de uma geração. Pessanha escolheu uma vida de exílio, sobretudo de distanciamento progressivo e irremediável, no longínquo porto de Macau, nesse tempo colónia portuguesa, na costa sul da China. Se com alguma facilidade podemos pensar que a vida de Camilo Pessanha se caracterizou pela estranheza — e para isso basta ter em consideração o seu progressivo distanciamento geográfico e quotidiano das suas raízes portuguesas — é o espanto que nos assalta quando temos em consideração o estabelecimento da sua obra poética. Raramente, na história da Literatura, sobretudo do século XX, deparamos com tamanha dificuldade em ter como assente e definitiva a versão final de uma obra literária. No caso do poeta da Clepsydra, são inúmeras as dúvidas, as versões, os poemas continuamente reescritos a cada autógrafo ou no momento seguinte à sua publicação. Quando, num determinado instante, se julga ter finalmente acesso em definitivo a um corpus poético, eis que do acaso ou do estudo, da investigação ou de um acontecimento singular, surgem novas dificuldades ou, simplesmente, outras descobertas, que tudo voltam a pôr em causa e fazem repensar, se não o conjunto da obra, pelo menos o estabelecimento definitivo de um texto que insiste em se querer em processo. Descortinar que versão de seus poemas o poeta abraçaria é percorrer um labirinto – de autógrafos, publicações em jornais e revistas, edições póstumas, rasuras, cartas, anotações - cujo fio salvívico parece estar nas mãos de uma Ariadne amiga de folguedos cruéis. Um episódio é bem revelador deste imbróglio em que a obra de Pessanha se tornou. Trata-se do famoso Caderno Poético, onde o poeta colava poemas saídos na imprensa escrita, que de seguida transformava, introduzindo variantes formais e de conteúdo, ou no qual escrevia directamen-

As celebrações No início era a Clepsydra

te versões novas de poemas. Este pequeno caderno de capa negra terá sido confiado pelo próprio, antes da sua morte, a Laura Castel Branco que, após o desaparecimento do poeta em 1926, compreendendo o valor do que tinha em mãos, o entregou à guarda segura da Biblioteca de Macau. Em vão. Durante quatro décadas o precioso documento esteve desaparecido, ou por não haver ninguém que soubesse da sua existência ou por se ter perdido entre os volumes daquele depósito de livros. Foi preciso que, em 1967, durante a Revolução Cultural chinesa, cujos ardores também incendiaram as ruas de Macau, os Guardas Vermelhos invadissem a biblioteca dos “colonialistas” e atirassem uma série de móveis para a rua, pela janela de um primeiro andar. Uma secretária velha caíu com estrépito sobre o lajedo e logo se espatifou. De uma das gavetas rebentadas, saltou um caderno negro e oleoso que o director da Biblioteca, Luís Gonzaga Gomes, se apressou a recolher, ciente da importância daquele achado. Examinado o documento, logo se tornou patente que nele existiam novas versões de poemas que se julgavam definitivos, nas edições até então trazidas a lume da sua obra. No entanto, os compiladores preferiram, nalguns casos, ignorar esta descoberta e continuar a apresentar da obra do poeta versões que ele próprio desdenhara ou emendara. Aliás, muitas são as fantasias que se produziram em torno da própria produção da poesia em Camilo Pessanha. Uma das mais correntes – e mais falsas – indicia que o poeta não recorreria à escrita e que somente utilizaria a memória

para compor e guardar os poemas. Sem pretender entrar aqui em polémica, basta ter consideração os inúmeros autógrafos e, principalmente, o cuidado quase fanático com que hoje constatamos que revia e tornava reecrever alguns dos poemas, para nos assegurarmosde que o seu método de trabalho era lento e exigente, o que implicou necessariamente o recurso ao papel. Ao lermos a crítica efectuada a um volume de versos de António Fogaça, publicada ainda nos seus tempos de estudante em Coimbra, verificamos que Pessanha salvaguarda ferozes critérios de exigência, certamente os mesmos que o levaram a reter a publicação dos seus versos em livro até uma idade tardia, talvez para não incorrer nos defeitos que ainda jovem apontava ao seu condiscípulo. Daí que sejamos levados a considerar que devemos tomar como versões definitivas as que mais tardias foram realizadas pelo poeta, frutos de um labor permanente sobre um texto que não cessava de se reconstruir e aperfeiçoar. Quando, em princípios deste século, fizemos um levantamento dos livros existentes na Biblioteca Central de Macau, que tinham pertencido ao poeta, deparámos com um exemplar da revista Centauro, dirigida por Luís de Montalvor, o famoso número único da publicação, onde surgem, entre outros, poemas de Pessanha e de Fernando Pessoa. Este era o exemplar que lhe fora enviado de Lisboa e que deve ter chegado a Macau no próprio ano da sua publicação, ou seja, em 1916. Ao folhear as suas páginas, foi com emoção que demos com as anotações e rasuras feitas nos poemas pela mão do poeta, modificações estas que são, afinal, as últimas versões conhecidas, fei-

tas por ele próprio e sem intervenção de estranhos. Quanto mais não fosse, esta descoberta justificaria uma nova edição, que foi realizada. Nela apresentámos estas novas versões de alguns dos poemas, as que por ora consideramos definitivas – deixando sempre espaço a que outros acontecimentos produzam novidades –, para além de preferirmos sempre as variantes autógrafas ou provenientes de emendas e rasuras às que foram sendo publicadas na imprensa. Assim, tomamos igualmente o Caderno Poético como referência de credibilidade superior às versões sujeitas à mão, quantas vezes apressada ou pesada, do editor. Atendendo ao intrincado deste processo e ao regular aparecimento de novos documentos, não acreditamos apresentar a versão definitiva, mas vamos proporcionar a todos quantos lhe amam esta obra, nestes 150 anos da sua morte, uma versão comemorativa da Clepsydra, em forma de missal — finalmente, como prescrevia António Ferro. E tendo sido este o lugar por ele escolhido para viver e morrer, faz um sentido quase irónico mas reconfortante ser agora, neste território há dezassete anos sob soberania chinesa, prestada por Macau uma homenagem ao que foi, indubitavelmente, o seu maior poeta. Com a publicação de uma edição renovada da Clepsydra, daremos então início em finais de Julho às celebrações dos 150 anos, que se estenderão até ao fim do ano e adiante, mas cujo ponto alto será por volta do dia do seu nascimento, 7 de Setembro. Contamos que a população de Macau participe connosco nesta homenagem a um dos nossos melhores.


19 hoje macau quinta-feira 13.7.2017

bairro do oriente

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Aguenta, que é Verão

Verão em Macau. Sim, eu bem sei que falo disto todos os anos, mas é incontornável. E é um tema “light”, uma vez que não dá para culpar os governos nem ninguém daquilo que é apenas a culpa da mãe natureza, em suma. É como uma avó de quem gostamos muito mas nos oferece sempre meias horrorosas no Natal, e que nunca vamos usar – a gente gosta dela na mesma. Só que em vez de meias, esta avó, ou mãe ou o que quiserem, dá-nos monções. Ora está um sol e um calor que não se aguenta, ora vinte minutos depois cai um toró de proporções diluvianas. Isto a juntar à humidade relativa na ordem dos 90 e tal por cento, garante-nos uns meses de estio tudo menos secos. Aqui não há seco para ninguém no Verão. Preparai-vos para suar até de lugares que nunca chegaram a imaginar ser possível (isto nos homens é mais verdade). O Verão em Macau não se passa: aguenta-se! Dou como exemplo a última terça-feira de manhã. Saí de casa perto das 8:30 para dar o meu modesto contributo ao progresso da RAEM, não sem antes verificar pela janela o aspecto do céu, que parecia tudo menos a prometer chuva. Mas eis que cinco minutos depois de por o pé na rua, dou comigo a guardar os óculos de sol, e a procurar a varanda mais próxima para me abrigar da chuva. Deu para me safar apenas todo molhado, em vez de encharcado até aos ossos (como também já aconteceu), quando cheguei ao trabalho, altura em que não só já não chovia, como ainda fazia um sol radioso. Ninguém diria que esteve a chover cinco minutos antes. Umas das desvantagens da chuva são os guarda-chuvas, coisa que detesto usar, e só o faço em caso de não ter outra opção. Não me importo que me caiam umas gotas de uma chuvinha molha-parvos qualquer. Eu não tenho medo da água, tomo banho todos os dias. O nosso corpo é composto por 70% de água. E não é só quando chove que se abrem os guarda-chuva, pois o sol também é um elemento que a população local teme especialmente, porque os deixa com a tez escura. Que horror! E à conta disto não é raro o dia em que tenho que me fazer à luta, suportando os varões alheios no rosto, arriscando-me a ter uma vista fisgada, enfim, ai o sol, ai a chuva, ai tudo. E finalmente há o impacto do Verão na moda. Em Macau nada é moda entre Junho e Setembro. Estes meses foram guardados para a não-moda. Ele é as sandálias com meias, as capas de chuva de plástico transparentes, as

PIERRE AUGUSTE RENOIR, LES PARAPLUIES

LEOCARDO

Por que temos que trabalhar, ora essa! E onde vamos passar o fim-de-semana? Onde houver ar condicionado, onde mais? Se me estou a queixar? Nada disso, é tão agradável. É só preciso aprender a aguentar botas de borracha com Hello Kitties, as meias pretas de senhora naqueles dias de fumeiro, e isto para não falar outras vez dos malditos guarda-chuvas. Andar com um sol abrasador e de guarda-chuva na mão nem chega perto de ser “british style”. É simplesmente parvo.

Mas pronto, e por quê não bazar antes daqui para fora? Por que temos que trabalhar, ora essa! E onde vamos passar o fim-de-semana? Onde houver ar condicionado, onde mais? Se me estou a queixar? Nada disso, é tão agradável. É só preciso aprender a aguentar.

OPINIÃO


Língua cresce na Ásia

CHUI SAI ON NA AL A 2 DE AGOSTO

WONG SIO CHAK DEMITIU AGENTE ACUSADO DE BURLA

O secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, afirmou ontem que, depois de “uma análise jurídica rigorosa”, o agente de investigação criminal da Polícia Judiciária envolvido num caso de burla foi demitido. O governante sublinhou que os serviços da sua tutela “têm de respeitar escrupulosamente a disciplina, e quaisquer actos ilícitos ou o desrespeito pela disciplina não são tolerados”. Wong Sio Chak falava à margem da cerimónia de entrega de prémios do Dia da Polícia Judiciária. Sobre o caso do agente demitido, explicou ainda que o Ministério Público (MP) instruiu o processo de acusação e a PJ efectuou, segundo o conteúdo da pronúncia do MP, a investigação final, tendo apresentado sugestões ao seu gabinete. Depois de uma análise pelo assessor jurídico do gabinete, a opção foi aplicar a pena de demissão. Wong Sio Chak deixou uma ressalva: o agente em causa pode ainda recorrer.

CHINA LIBERTA PESSOAL DA CROWN

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A China libertou ontem dez funcionários do grupo australiano Crown Resorts, que tem casinos em Macau, após terem cumprido nove meses na prisão por promoverem o jogo na China continental, uma actividade ilegal no país. As autoridades australianas confirmaram que dois australianos foram libertados após o tempo que passaram detidos ter sido deduzido das suas sentenças. Um terceiro cidadão australiano, que dirigia o programa internacional VIP do grupo, deverá ser libertado no próximo mês. Todos foram julgados no mês passado por um tribunal de Xangai.

Rui Martins faz as contas e conclui que o Português está a todo o vapor

HOJE MACAU

O Chefe do Executivo desloca-se no dia 2 de Agosto à Assembleia Legislativa para uma sessão de perguntas e respostas sobre as Linhas de Ação Governativa (LAG) e assuntos sociais. O plenário vai ter a duração de três horas. Regra geral, o líder do Governo desloca-se três vezes por ano ao hemiciclo. A primeira ocorre tradicionalmente em Novembro, para apresentar as Linhas de Acção Governativa para o ano seguinte e responder aos deputados sobre as políticas anunciadas na véspera. A segunda verifica-se na Primavera e uma terceira vez antes de os deputados irem de férias. Será a última vez que Chui Sai On responde a este grupo de deputados, uma vez que há eleições marcadas para 17 de Setembro.

Floriram por engano as rosas bravas/ No inverno: veio o vento desfolhá-las.../ Em que cismas, meu bem? Porque me calas/ As vozes com que há pouco me enganavas? Camilo Pessanha

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presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), Rui Martins, defendeu que “a importância do português alcançou maior atenção na Ásia” e que quem o domina “depara-se com novas oportunidades no futuro”. Rui Martins, que além de presidente da AULP é vice-reitor da Universidade de Macau, discursava no 27.º Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), no Brasil, segundo um comunicado divulgado ontem pelo

gabinete de comunicação social do governo de Macau. Sob o tema “Confluências de culturas no mundo lusófono”, o evento que terminou ontem na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), atraiu a participação de professores e investigadores dos países de língua portuguesa. Rui Martins relembrou que a cooperação entre a AULP e a UNICAMP vem desde 1988. Por outro lado observou que o governo de Macau e respectivas instituições de ensino superior “têm contribuído para o importante impulso da AULP na Ásia e no sul da China”.

Nesse sentido destacou “a organização de cinco encontros anuais que trouxeram a Macau uma média de cerca de 200 delegados, em cada uma das edições do evento, vindos dos países de língua portuguesa, mas também da China, do Japão e de outros países asiáticos, e que chamaram a atenção para a importância da língua portuguesa nesta região do mundo”. O Presidente da AULP acrescentou que “o ensino da língua portuguesa passou recentemente a ser oferecido em 35 universidades, espalhadas por todo o país, ao contrário do que acontecia em 2003, quando o mesmo apenas se efectuava em Pequim e Xangai”. “A expansão do ensino do português deve-se essencialmente à estratégia definida pelo Governo chinês de intensificar a cooperação com os países de língua portuguesa, nomeadamente através da plataforma que é Macau, o que abre novas oportunidades de futuro a quem domine bem esta língua”, disse. O encontro deste ano marca o final dos três anos de presidência da AULP pela Universidade de Macau, sendo a próxima presidência assumida pelo reitor da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, Orlando da Mata. O 28.º encontro da AULP realiza-se no próximo ano em Angola.

ESTUDO UMA GRANDE BAÍA PARA ULTRAPASSAR TÓQUIO

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projecto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau tem potencial económica para, em seis anos, ultrapassar Tóquio e tornar-se numa zona de domínio mundial. Esta é a conclusão do primeiro relatório elaborado por um instituto, criado em Cantão, para estudar a Grande Baía, segundo informação avançada pelo Jornal Ou Mun. A entidade que elaborou o estudo é composta por quase cem profissionais académicos oriundos de Guangdong, Pequim, Xangai, Hong Kong e Macau, entre outras regiões. Tem como objectivo contribuir para o desenvolvimento da área da Grande Baía. O relatório revela a necessidade de criação de um novo sistema de cooperação regional para a construção do projecto, assim como o objectivo de estabelecer metas comuns entre as regiões abrangidas. Cumpridas estas metas, o estudo

indica que a Grande Baía tem capacidade para se posicionar como uma referência de dinamismo no contexto da economia mundial. A integração pode trazer a possibilidade de a região se tornar centro de inovação de produtos tecnológicos de dimensão internacional e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Outro dos destaques do estudo, de acordo com o Jornal Ou Mun, é a tendência da Grande Baía, à semelhança de regiões integradas semelhantes, passar de uma economia alicerçada nas valências portuárias e industriais para uma economia de serviços e inovação. Nesse aspecto, o relatório aponta a política “Uma Faixa, Uma Rota”, como uma oportunidade para a região, nomeadamente no papel que pode desempenhar para que a China se posicione em termos globais.

quinta-feira 13.7.2017

ANTÁRTIDA MENOS 6 MIL KM QUADRADOS DE GELO

Um bloco de gelo, com praticamente seis mil quilómetros quadrados, qualquer coisa como a dimensão do Algarve, desprendeu-se da plataforma de gelo Larsen C, da Antártida Ocidental, a sul do continente americano, adiantaram esta quartafeira, os investigadores, depois de ter sido lançado um alerta sobre esta possibilidade. No sábado passado, a NASA e a Universidade da Califórnia informaram que o bloco de gelo, um dos maiores de que há registo, estaria em vias de se desprender Adrian Luckman, da Universidade de Swansea, admitiu ser difícil de prever a progressão do icebergue no mar. “Algum do gelo pode permanecer durante décadas na zona, enquanto outras partes do icebergue podem encaminhar-se para norte para águas mais quentes”, garantiu. A separação não vai afectar o nível do mar, uma vez que o gelo que já se desprendeu já estava no oceano.

PRESOS LADRÕES DA MAIOR MOEDA DE OURO DO MUNDO

A polícia de Berlim deteve dois indivíduos numa operação de segurança levada a cabo esta quarta-feira, que tem razões para crer serem dois dos três ladrões que ficaram registados pelas câmaras de vídeovigilância perto do Museu Bode, em Berlim. Os ladrões apareciam encapuzados e, mais tarde, a atravessar a linha de comboio. Até ao momento não se sabe o paradeiro da moeda em causa, roubada em Março deste ano, embora se suspeite que tenha sido derretida. Os detidos são “membros de um clã árabe conhecido pela polícia e activos em todos os âmbitos do crime organizado”. A peça foi produzida em 2007 pela Real Casa da Moeda do Canadá, numa série limitada, é de ouro puro (99,99%), pesa 100 quilogramas e tem o valor nominal de um milhão de dólares.

BENFICA ANDRÉ MOREIRA VOLTA AO ATLÉTICO DE MADRID

Os encarnados não chegaram a acordo com o Atlético de Madrid, detentor do passe do guarda-redes português, de 21 anos, e o jogador vai regressar aos “colchoneros”. André Moreira estava a treinar às ordens de Rui Vitória desde o início do mês de Julho e era esperado que integrasse o estágio das águias, em Berna, que começa esta terçafeira. Os tricampeões têm procurado um guarda-redes para rivalizar com Júlio César, após a saída de Ederson para o Manchester City. Entretanto, Bruno Varela regressou à casa-mãe, recomprado ao V. Setúbal.

Hoje Macau 13 JUL 2017 #3852  

N.º 3852 de 13 de JUL de 2017

Hoje Macau 13 JUL 2017 #3852  

N.º 3852 de 13 de JUL de 2017

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